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HISTÓRIA

1º Ano – Ensino Médio

História

Capítulo I Períodos Históricos


Capítulo II Os impérios da Idade Média

Obs.: A cada término de capítulo, resolver os exercícios referentes, ao caderno de


atividades.
HISTÓRIA
CAPÍTULO I - PERÍODOS HISTÓRICOS

A diferença entre tempo histórico e tempo cronológico


O tempo histórico refere-se ao tempo onde o homem ocupa um pequeno período na lenta transformação da
natureza dentro do tempo geológico.
As diversas sociedades, tanto do passado como do presente não apresentam o mesmo grau de
desenvolvimento, pois o tempo histórico não provoca alterações na maneira de viver de todas as sociedades
vivendo como viviam os homens primitivos.
O tempo cronológico por sua vez, tem por finalidade estabelecer uma sequência de datas para o estudo da
historia, sem considerar, portanto, que as diversas sociedades possuem tempos históricos diferentes, apesar de
estarem no mesmo tempo cronológico.

A divisão tradicional da História


A divisão tradicional da Historia, elaborada pelos europeus, divide a Historia em quatro períodos
históricos. Essa divisão, portanto, e muito criticada pelos historiadores, por considerar a Europa como centro da
história e, por não considerar os diversos estágios de evolução das diversas sociedades, dentro de cada período.
Deve-se observar, que a passagem de um período para outro, não está relacionado a apenas um acontecimento.
Pré-História: desde o aparecimento do ser humano ate a invenção da escrita (aproximadamente 5000 a.C).

Idade Antiga: da invenção da escrita até 476, quando ocorreu a Queda do Império Romano do Ocidente, o
maior da Antiguidade.

Idade Média: desde a Queda do Império Romano do Ocidente ate 1453, quando os turcos invadiram e
tomaram a cidade de Constantinopla, importante centro comercial entre o Ocidente e o oriente.

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Idade Moderna: desde a Queda de Constantinopla, em 1453, até a Revolução Francesa e, 1789.

Idade Contemporânea: Da Revolução Francesa aos dias atuais.

A divisão cientifica da História


A divisão cientifica da história, elaborada pelo cientista-social Karl Marx, ressalta que a “história deve
considerar o sistema de produção de cada sociedade, considerando sua organização política, social, econômica e
ideológica”.
A divisão cientifica da história estabelece a seguinte divisão:

Sistema de produção primitiva


O homem primitivo era nômade, vivia da caça, da pesca e da coleta. Nesse período não havia a propriedade
privada, tudo era dividido entre todos os membros do grupo.Os grupos viviam em arvores, cavernas e
grutas.Fabricavam seus instrumentos com recursos oferecidos pela natureza, entre eles a pedra. Havia também
entre eles, a divisão sexual de tarefas: ao homem cabia o exercício da caça e a preparação dos instrumentos,
enquanto que a mulher era responsável pela coleta e educação dos filhos.

Sistema de produção asiático


Nesse sistema, a propriedade da terra pertence ao Estado. A terra era cultivada pela coletividade, que devia
pagar impostos em tributos ao Estado pelo seu uso. Sendo assim, cabia a maioridade garantir o sustento da minoria
que dominava o Estado.

Sistema escravista
O sistema escravista predominou nas sociedades da antiguidade clássica: Grécia e Roma.

Sistema feudal
A Economia Feudal era base agrícola, nesse sistema, a terra pertencia aos nobres (senhores feudais) a e
Igreja, maior detentora das terras. A terra era cultivada pelos servos, que deviam aos seus senhores uma série de
obrigações, entre elas:
 Talha e banalidades – Pagamentos em produtos;

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 Corvéia – pagamento com o trabalho.
 No plano religioso, o Catolicismo era a Religião oficial. Havia uma forte relação entre religião,
cultura e sociedade, fazendo com que a Igreja Católica, mantivesse forte poder sobre o mundo feudal.
No plano social, o sistema foi caracterizado pela falta de mobilidade social, e por ser fortemente
hierarquizado. A sociedade era composta por três ordens distintas – clero, nobreza e servos.

Sistema capitalista
O sistema Capitalista teve a sua consolidação no século XVIII, com a Revolução Industrial (Inglaterra
1780) em linhas gerais, o Sistema Capitalista apresenta as seguintes características:
 Propriedade privada dos meios de produção;
 Sociedade de classe: burguesia e proletariado;
 Economia de mercado: lei de oferta e da procura.

Sistema Social
O Socialismo Cientifico surgiu em 1848, com a publicação do Manifesto Comunista de Karl Marx. Depois,
foram publicadas outras obras, onde Marx e seu companheiro Friedrich Engels, analisaram e criticaram o
capitalismo, propondo sua substituição por uma nova forma de organização político/econômico da sociedade. Em
linhas gerias, suas ideias consistiam na derrubada do Estado Capitalista Burguês através da Revolução do
Proletariado.
A primeira experiência Socialista, embora bem distinta daquela proposta por Marx e Engels ocorreu na
Rússia (Revolução Russa 1917).
Em linhas gerais, o Socialismo russo, bem como outros que se seguiram em outros países, apresentavam as
seguintes características:
 Propriedade estatal dos meios de produção, controle por parte do Estado sobre os setores chaves da
economia, como indústria, transportes, matérias-primas e produção agrícola;
 Produção e consumo planejados pelo Estado;
 Eliminação da sociedade de classe;
 Monopólio político do Partido comunista.

Antiguidade ocidental ou Idade Antiga


Introdução
A antiguidade Ocidental ou Clássica fundamentou-se na existência de duas importantes
sociedades, a Grega e a Romana.

Grécia
Localização geográfica: Continente Europeu
Composição do território grego na antiguidade: Grécia Continental, Grécia Insular, Grécia Asiática.
Primeiros povoadores da Grécia: A sociedade grega e originaria da fusão de povos indo-europeus, são
eles: jônios, aqueus, eólios e dórios.
Divisão da historia da Grécia antiga:
Período Pré-Homérico (2000 a 1100 a.C).
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Período Homérico (1100 a 800 a.C).
Período Arcaico (800 a 500 a.C).
Período Clássico (500 a 336 a.C).
Período Helenístico (336 a 146 a.C).

O período pré-homérico.
Principais acontecimentos:
Chegada dos primeiros povoadores: Jônios, Aqueus, Eólios e Dórios;
a) Os aqueus foram responsáveis pela destruição da Civilização Cretense. Em seguida constituíram a
civilização Aquéia de Micenas.Os Aqueus também fundaram, várias colônias no litoral do mar Egeu, no litoral da
Ásia e Ásia Menor e finalmente, destruíram a cidade de Tróia.
b) A chegada dos Doris levou a destruição da civilização Aqueia de Micenas, provocando a primeira
diáspora grega.

O Período homérico
Principais acontecimentos:
Esse período e retratado pelas obras do Poeta Homero: A Ilíada (narra a destruição de Troia pelos Gregos)
e a Odisseia (narra o retorno do General Ulisses de volta a Grécia após a destruição de Troia).

Sociedade (composição)
 Eupátridas: camada dominante composta, de grandes proprietários de terras e escravos (bem-
nascidos);
 Metecos: estrangeiros residentes em Atenas;
 Escravos: maioria dominada.

Educação em Atenas
“Assim devemos pensar que todas as classes têm sua virtude própria, como disse das mulheres o poeta:
Para uma mulher, o silêncio e fator de beleza, o que e não – valido para um homem”.

Esparta
Origem: Seus fundadores foram os dórios.
Evolução política: Monarquia – oligarquia
Instituições políticas:
 Diarquia: composta por dois reis com poderes ilimitados, escolhidos geralmente em épocas de
guerra exerciam funções militares e religiosas.
 Eforos: composto por cinco membros eleitos pela Gerusia fiscalizavam o respeito às leis, a conduta
dos reis, a vida publica dos cidadãos e zelavam pela educação das crianças espartanas.
 Gerusia: órgão responsável pela elaboração das leis, composto pelos reis e por 28 cidadãos
maiores de 60 anos.
 Apela: órgão responsável pela aprovação ou reprovação das leis elaboradas pela Gerusia.

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Sociedade (composição)
 Esparciatas ou espartanos: Classe dominante;
 Periecos: homens livres habitavam a periferia, porem sem direitos políticos;
 Hilotas: escravos do Estado

Legisladores e tiranos de Atenas no período arcaico:


 Dracon: criados do primeiro Código de Leis Escritas – As Craconianas;
 Sólon: aboliu a escravidão por divida, o direito de promogenitura e estabeleceu o voto censitário.
Tais medidas enfraqueceram o poder da aristocracia escravista, diminuíram as desigualdades sócias e culminaram
com a formação do Conselho dos Quatrocentos.
 Clistenes: criou o conselho dos quinhentos, pelo qual foi estabelecido o voto por sorteio e instituiu
o ostracismo, que consistia na suspensão dos direitos políticos e na expulsão de Atenas, cabíveis a todos aqueles
que fossem considerados nocivos as leis do Estado. Suas reformas consolidaram a democracia em Atenas.

Educação em Esparta
“Quando uma criança nascia, os pais não tinham direito de criá-las: deviam levá-la a um lugar chamado
lesche. La os anciãos da tribo examinavam o bebe. Se o achavam bem encorpado e robusto, eles o deixavam. Se era
malnascido e defeituoso, jogavam-no no abismo”.
(Plutarco. Ávida de Licurgo)

Ruínas de Esparta

O período clássico
Esse período corresponde ao apogeu da Democracia em Atenas, ao grande desenvolvimento das
manifestações culturais promovido por Péricles, as guerras internas e externas e, finalmente, a decadência das
cidades-estados.
Guerras externas
As guerras externas envolveram Gregos e Persas, nas denominadas guerras Greco-Pérsicas ou Guerras
Medicas.
Causas
Os interesses imperialistas e expansionistas entre Gregos e Persas;
A ajuda ateniense a Mileto para libertá-la do domínio persa;
Observação: Os gregos foram os grandes vitoriosos nessas guerras: venceram os persas nas batalhas de
Maratona (490 a.C) e Samina (479 a.C)

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As realizações do governo de Péricles (461 – 429 a.C)

Busto de Péricles
Foram criados os tribunais populares, compostos por um júri escolhido entre os cidadãos;
Remuneração aos cidadãos pobres para que pudessem fazer parte das instituições políticas;
Realização de varias obras publicas, dentre elas, o Parthenon, Fidias (escultura), Heródoto (historia),
Sófocles (teatro) e Anazagoras (filosofia).

A Guerra do Peloponeso (431 – 404 a.C)


Essa guerra envolveu as principais cidades – estado do Mundo Grego, culminando com a conquista da
Grécia pela Macedônia, 338 a.C.

Causas da guerra do Peloponeso:


 A criação da Confederação de Delos, liderada por Atenas e suas pretensões imperialistas sobre o
mundo grego;
 A reação espartana contra as pretensões imperialistas de Atenas;
 As diferenças políticas, econômicas, sociais e culturais existentes entre Atenas e Esparta.
Observação: Para fazer frente à Confederação de Delos e as pretensões imperialistas de Atenas, Esparta
aliou-se a outras cidades rivais dos atenienses e criou a Liga do Peloponeso.
A Guerra do Peloponeso durou 27 anos e envolveu as principais cidades gregas. Apesar da vitória
espartana ao final do conflito, todas as cidades saíram destruídas e enfraquecidas.
Em 338 a.C, Felipe da Macedônia conquistou a Grécia na Batalha de Queroneia. Era o fim da autonomia
política das cidades Gregas.

O período helenístico
Corresponde ao declínio das poleis gregas, a unificação política sob o governo de Alexandre, o Grande, e a
expansão da Cultura Grega para o Oriente.
Alexandre, o Grande, tornou-se rei da Macedônia e da Grécia, em 336 a.C, após a morte de seu pai Felipe
II.
O governo de Alexandre, o Grande (336-323 a.C)
Principais realizações:
 Consolidou a conquista do Mundo Grego e expandiu o Império em direção ao Oriente, onde
empreendeu várias conquistas;
 Promoveu o Helenismo: união da cultura grega com as culturas orientais;
 Construiu várias Alexandria: centro da cultura e de comercio;
 Incentivou os casamentos mistos, entre Gregos e Persas.

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Observação: Alexandre, o Grande, faleceu em 323 a.C. Após sua morte, seu império foi fragmentado,
dividido em três reinos, sob o comando de seus principais generais. O império foi dividido da seguinte forma:
 Reino do Egito: sob o comando do general Ptolomeu;
 Reino da Ásia: sob o comando do general Seleucidas;
 Reino da Macedônia: sob o comando do general Antígono.
A divisão do Império provocou seu enfraquecimento, levando-o a ser conquistado pelo Romanos entre os
séculos II e I a.C.

A cultura Grega
Principais Destaques:
Literatura
 Homero: autor da ilíada e da Odisseia;
 Hesíodo: autor de Teogonia e o Trabalho e os Dias.

Teatro
E possível que, desde o tempo da civilização cretense, tenham existido “locais de espetáculos” a que os
gregos chamavam de theaton (dethen, ver). As pessoas se distraíam vendo evoluções de coros que dançavam
verdadeiros bailados, cujo significado era religiosos. E possível que os bailarinos, desde o terceiro milênio a.C,
tenham imitado, numa área rodeada de espectadores, as evoluções das aves sagradas regressando para o reino de
Apoio. Nos poemas de Homero, fala-se de espaços reservados as danças no interior das cidades.Esses espaços
denominavam-se choros e designavam um grupo de bailarinos.Atores se distinguiam pelas roupas que usavam.eles
se preparavam afastados dos olhares do publico e entravam em cena em longa procissão (In: GRIMAL, Pierre. O
teatro antigo. Lisboa: edições 70, p.15-19.Adaptação de Wilma de Lara Bueno)

1. Tragédia
Esquilo: autor de Prometeu Acorrentado, os Persas e Sete Contra Tebas;
Sófocles: autor de Édipo, Rei, Antígona e Electra;
Eurípides: autor de As Troianas e Medeia

2. Comédia
Aristófanes: autor de As Rãs, As Vespas e Lisístrata.

Historia
 Heródoto (pai da historia): autor da obra Historias;
 Tucidides: autor da obra A Guerra do Peloponeso;

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 Xenofonte: autor das obras Anabase e A Retirada dos Dez Mil.

Filosofia
 Sócrates: foi o maior filosofo da Grécia. Seu método consistia na Investigação Permanente, na
busca do conhecimento.
 Platão: foi o principal discípulo de Sócrates e autor de varias obras, dentre elas: A República,
Criton, O Banquete, Fédon e Pedro. Platão foi ainda, o fundador da Escola de Atenas.
 Aristóteles: foi o Pai da Lógica e o principal discípulo de Platão. Suas principais obras foram A
Política e a Grande Ética, cujos temas dedicavam-se a política, ética, lógica, ciências naturais, metafísica e artes.

Religião
A religião Grega era Politeísta, cujos deuses principais eram Zeus (Deus Principal), Hera (esposa de Zeus),
Atena (Deusa da razão e da paz) e Dionicio (Deus do Vinho). Para os Gregos, os Deuses tinham as mesmas
virtudes e defeitos que os homens, pois foram criados por sua imagem e semelhança, porém, ao contrário dos
homens, eram eternamente jovens e imortais.Os Gregos não se preocupavam com a ideia de pecado ou salvação,
quando erravam, procuravam melhorar sua própria natureza, isto e, consideravam-se responsáveis por seus atos.

Um presente de grego
Você já ouviu a expressão “Um presente de grego? ” Seu significado está relacionado à Guerra de Troia, a
qual se tornou conhecida pela ousadia de seus conquistadores. Você sabe como ela aconteceu e porque até hoje e
lembrada na expressão “ Um presente de grego? “ Ela ocorreu porque Príamo, guerreiro troiano, raptou Helena,
mulher de Menelau, rei de Esparta. Para resgatar sua esposa, Menelau convocou todos os reis e forças militares da
Grécia.Organizou-se então um grande exército, contando com vários guerreiros, entre os quais se destacavam
Ulisses, Aquiles, o Rei Micenas (Agamenon) e muitos outros. Para conquistar Troia, os gregos construíram na
frente dos portões da cidade de Troia. Em seguida, enviaram um mensageiro ao rei troiano avisando-lhe da chegada
de um grande presente. Os troianos celebraram a entrega do presente com uma festa. Quando o cavalo foi
conduzido para o interior da cidade, os guerreiros saltaram de dentro dele e abriram os portões da cidade, para que
o exército grego entrasse. Assim eles tiveram a oportunidade de atacar Tróia e recuperar Helena.Depois de vencer
os troianos, os guerreiros retornaram as suas cidades de origem. ” Há presentes que nem sempre fazem bem! ”

Cavalo de Troia

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A Historia de Édipo Rei
Édipo era filho de Laio, rei de Tebas. Sem saber, Édipo matou seu pai e casou-se com Jocasta, que
era sua mãe. Não é uma história estranha?
Tudo começou quando o herói nasceu. As profecias sobre sua vida afirmavam que ele mataria o
pai. Por esse motivo, seus pais levaram para uma outra região, onde ele passou a infância sob cuidados de
modestos camponeses. Quando cresceu, tomou conhecimento de sua história e então fugiu de casa para
não cometer o crime. Ele não sabia que os camponeses não eram seus verdadeiros pais.
Em uma de suas caminhadas, Édipo encontrou seu pai biológico acompanhado de seus
empregados. O pai, não reconhecendo o filho, tratou-o muito mal e exigiu que saísse do caminho. Édipo
reagiu imediatamente e matou seu pai verdadeiro. Prosseguindo pela estrada, chegou, finalmente, a cidade
de Tebas. Essa cidade era guardada por uma esfinge que fazia ameaça a todos os que por ali passavam,
caso não decifrassem o seu código. Ela perguntava: Qual era o animal que de manhã anda como quatro
patas, a tarde com duas e a noite com três? Édipo respondeu que era o homem. Assim ele venceu a
esfinge e entrou vitorioso na cidade. Por esse mérito casou-se com a rainha, que era sua mãe biologia.

Roma II
Localização geográfica: Europa
Primeiros povoadores;
 Italiotas (sabinos, samnitas, latinos e úmbrios);
 Gregos no sul da Itália;
 Etruscos, no norte da Itália
Observação: A sociedade Romana teve sua origem na fusão desses povos que iniciaram o povoamento da
Itália.

As origens de Roma
1. Historicamente, Roma foi fundada por seus primeiros povoadores;
2. Existe também a origem lendária, pela qual Roma teria sido fundada pelos irmãos Rômulo e Remo.

Divisão da Historia Política de Roma


Monarquia (753 – 509 a.C)
República (509 – 27 a.C)
Império (27 a.C – 476)

A monarquia
 Organização política
Rei: eleito com poder vitalício, e exercia as funções Sacerdote e Juiz Supremo;
Senado: formado por um grupo de Anciões, assessorava o Rei e era responsável pela aprovação ou
reprovação das Leis elaboradas pela Assembleia Curiata;
Assembleia Curiata: era composta por membros de 30 Cúrias (associações religiosas), com funções de
escolher o /rei, elaborar as Leis e declarar Guerra ou Paz.
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 Organização social
Patrícios: camada dominante, formada por grandes proprietários de terras;
Clientes: eram os protegidos de uma família patrícia, que em lhes prestavam serviços;
Plebeus: eram os camponeses, artesões, pequenos proprietários e comerciantes sem direitos políticos.

Economia
Durante a monarquia, a base Econômica de Roma era a Agricultura. As terras pertenciam aos Patrícios e
eram cultivadas pelos Plebeus.
Observação: Em 509 a.C, os Patrícios e organizaram um golpe político que pos fim a Monarquia Romana.
Com a derrubada do Rei Etrusco, Tarquínio, o Soberbo os Patrícios implantaram a República em Roma e
assumiram o poder político.

A Republica
 Organização política
Consulado: formado por dois Cônsules eleitos pelos Patrícios. Os Cônsules exerciam o poder executivo,
exerciam funções políticas, militares e jurídicas;
Senado: principal órgão da Republica. Os senadores tinham poder vitalício, decidiam sobre a política
interna e externa e aprovavam as leis elaboradas pela Assembleia Centuriata;
Assembleia Centuriata: composta de cem centúrias (fileiras de cem soldados) de maioria Patrícia. Esse
órgão era o responsável pela escolha dos Cônsules, pela elaboração das Leis e por fazer a paz ou a guerra.
Assembleia Curiata: composta exclusivamente pelos Patrícios com poderes apenas religiosos.

 A expansão territorial romana


A expansão Roman ocorreu a partir do século II, com as Guerras Púnicas (264-146 a.C.), conflito
envolvendo Roma e Cartago.
Essas Guerras tiveram como causa principal a disputa pela posse do Mar Mediterrâneo. Após vencer
Cartago nas três Guerras Púnicas, Roma deu inicio a um forte processo de expansão territorial pelo Mediterrâneo.
A expansão romana pelo Mediterrâneo provocou uma serie de transformação em Roma, entre elas:
 Transformação da economia agrícola pela economia mercantil:
 Consolidação do escravismo
 Marginalização da plebe rural, substituída pelo trabalho escravo;
 Aumento dos latifúndios.
Observação: As transformações ocorridas em Roma originam a anarquia militar, disputa entre os generais
pelo controle das terras.

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Barco de guerra Romano, utilizados nas Guerras Púnicas.

Esse clima de instabilidade levou a crise da República, que acabou por ser substituída pelo Império.

O Império
Dividido em:
Alto Império (séculos I a.C. ao III d.C);
Baixo Império (séculos III ao V).

Julio Cesar Otavio Augusto

Introdução
O início do Império em Roma ocorreu com Otavio Augusto, em 27 aC. A partir daí Roma passou a ser
governada por Governos Absolutos e Teocraticos, com poderes políticos e religioso.
Com Otavio, ocorreu à chamada Pax Romana, caracterizada pela estabilidade política, prosperidade
econômica, paz social e apogeu cultural.

Após a morte de Otávio, o Império Romano foi governado por Dinastia:


 Dinastia Julio Claudiana (14-68);
 Dinastia dos Flavios (69-96);
 Dinastia dos Antonios (96-192);
 Dinastia dos Severos (193-235).

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A partir do século III, Roma passou a mergulhar numa profunda crise política, econômica e social.
No plano político teve inicio o período da anarquia militar, com sucessivos golpes e assassinatos de
Imperadores.
No plano econômico, a crise do escravismo (redução no numero de escravos) provocou a queda na
produção, que faz decair o comercio, culminando com um forte processo inflacionário.
No plano social, houve o êxodo urbano, provocado pela crise no comercio. A crise do século II iniciou um
forte processo de ruralização econômica e social, responsável por uma serie de transformação em Roma entre elas:
 Surgimento do regime de Colo nato, com a transformação da Plebe Urbana em Colonos
(agricultores);
 Formação das Vilas, áreas agrícolas cultivadas pelos Colonos em troca de proteção.
No ano de 476, o Império Romano do Ocidente, mergulhado em crise, não suportou a pressão dos
invasores Germanos, sendo finalmente invadido. Era o fim do Império Romano do Ocidente que caia nas mãos dos
Bárbaros Germanos.

O Cristianismo
O Cristianismo apresentou-se como uma Religião Monoteísta e Universal, marcada pela negação ao culto
do Imperador.
A negação a divindade ao Imperador e o combate que faziam a escravidão, explica as perseguições sofridas
pelos Cristões no Império Romano. As perseguições aos Cristãos tiveram inicio com Nero e atingiram o auge no
governo de Diocleciano.
Em 313, o imperador Teodoro oficializou o Cristianismo como religião oficial do Império Romano.

O legado cultural romano


 Direito: o direito romano constitui a base para o estudo do direito atual no Ocidente;
 Língua: o Latim, língua falada em Roma deu origem as línguas neolatinas - italiano, Espanhol,
Português, Frances e o Romano;
 Religião: Transmitiram o Cristianismo que teve sua oficialização em Roma;

Literatura:
Horacio – poeta lírico e satírico escreveu Odes;
Virgilio - autor de Eneida, uma obra épica;
Tito Lívio - historiador, autor de Historia de Roma.

A escravidão na antiguidade clássica


A escravidão predominou na antiguidade Clássica. Em Atenas, na Grécia, a escravidão foi fundamental
para o exercício da democracia,pois o trabalho escravo liberava os cidadãos para que pudessem dedicaram-se aos
assuntos públicos.
Os escravos atenienses eram na sua maioria capturados em guerras de conquista ou adquiridos mediante
compra.

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HISTÓRIA
Na Roma Antiga, em especial a partir da República, a escravidão foi consolidada, passando a representar a
base da economia romana.
Os escravos romanos eram capturados de guerra, por nascimento, por divida ou por rapto. Os escravos
eram utilizados em diversas tarefas, dentre elas na agricultura, nas minas nos afazeres domésticos e na educação,
etc. Em Roma, os senhores tinham poder de vida e morte sobre seus escravos.

Atenção: Agora coloque em prática os seus conhecimentos. Siga para seu caderno de
atividades e responda os exercícios referente ao Capítulo I – Períodos Históricos.

CAPÍTULO II - OS IMPÉRIOS DA IDADE MÉDIA

Império Islâmico e Império Bizantino


Império Islâmico

O Império Islâmico teve inicio em 622, quando Maomé implantou o islamismo na Arábia.
Antes de Maomé e o islamismo, os árabes eram idolatras e politeístas. O islamismo que significa submissão
a Deus prega a crença em um único Deus, Alá.
Ao implantar o islamismo na Arábia, Maomé conseguiu unir o povo Árabe, ate então dividido.
Após a morte de Maomé, em 632, o islamismo passou a ser difundido por seus sucessores, conhecidos por
Califas (os sucessores do Profeta). Através dos Califas, o Islamismo difundiu-se por varias partes do mundo e hoje
e uma religião que mais cresce no mundo. Esse processo de expansão do Islamismo teve inicio com os Califas Abi
– Bekr, Ornar, Otman e Ali, que fizeram com que religião Árabe chegasse ate o Ocidente.
Além do fator religioso, a expansão Islâmica, que culminou com a formação de um vasto Império foi
motivada por fatores, entre eles:
A exploração demográfica e a escassez de terras férteis em território árabe;
A ambição dos comerciantes árabes, interessados na expansão dos seus negócios e nas pilhagens.
O princípio da Guerra Santa (Jihad) -conversão dos infiéis e a promessa do paraíso para os que morrem em
nome de Alá.
O Livro Sagrado dos árabes e o Corão, que contem alguns princípios básicos do Islamismo, como por
exemplo:
 Alá e o único Deus e Maomé seu único profeta;
 Jejuar no mês de Ramada;
 Praticar o Jihad (Guerra Santa);
 Visitar a cidade de Meca pelo menos uma vez na vida;
 Igualdade entre homens perante a Deus;
 Orar cinco vezes ao dia com a face direcionada para Meca;
 Dar esmolas.

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HISTÓRIA
As origens do islamismo - a construção do estado árabe.
A Arábia e uma extensa península situada entre a Ásia e a África, tendo como limites o Mar Vermelho a oeste, o
Golfo Pérsico a lesta, o Mar Mediterrâneo ao norte e o oceano indico ao sul. Com clima quente e seco, 80% do seu
território constituiu-se de desertos. Ela divide-se em duas fases:
Arábia pré-islâmica: período anterior a religião fundada por Maomé.
Arábia islâmica: período caracterizado pelo islamismo (religião fundada por Maomé).

Maomé
Tinha como missão zelar pela caaba de Meca. Sofreu dificuldades econômicas na infância e adolescência.
Casou-se com Khadija, uma rica viúva que o incumbia de dirigir seus negócios comerciais e com isso ele deixou a
vida de pobreza. Maomé dedicava-se a meditação. Foi convencido que era o profeta escolhido por Deus (Alá).

Alcorão
As revelações feitas por Ala a Maomé foram reunidas por seus discípulos no livro sagrado Alcorão (a
leitura). O texto do Alcorão foi fixado definitivamente em 653. Nele contém diversas instruções sociais, de
importância para a preservação da ordem e dos interesses dos grandes comerciantes, destacando-se a proibição de
ingestão de bebidas alcoólicas, a severa punição ao roubo, a proibição de comer carne de porco, a proibição de
jogos de azare permissão da poligamia e da escravidão.
O alcorão diz que no dia do Juízo Final Alá premiara aqueles que seguiram sua doutrina e castigará os
desobedientes.

Sunitas e xiitas
Com a morte de Maomé, a religião islâmica dividiu-se em diversas seitas como:
Sunitas – defendem que o chefe de Estado muçulmano (cáfila) deve reunir virtudes como: honra, respeito
às leis e capacidade de trabalho.
Xiitas - defendem que a chefia do estado muçulmano só pode ser ocupada por alguém descendente do
profeta Maomé.
Aceitam somente o alcorão como fonte sagrada de ensinamentos religiosos.
Os principais seguidores da seita xiita encontram-se no Ira e no Iêmen.

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HISTÓRIA

Califa

Império Bizantino
O Império Bizantino era uma antiga Colônia Grega, conquistada pelos Romanos durante o processo de
expansão Romana pelo Mediterrâneo.
Em 331, Constantino fundou ali a cidade de Constantinopla, que em 395 passou a ser sede do Império
Romano do Oriente, mediante decisão do Imperador Teodósio.
Enquanto o Império Romano do Ocidente caia nas mãos dos Bárbaros Germanos, em 476, o Império
Romano do Oriente continuava intacto, vindo a cair somente em 1.453, quando foi totalmente tomado pelos Turcos
Otomanos.

Principais características do Império Bizantino:


Política: Forte centralização política, caracterizada por uma Monarquia Teocrática.
Economia: Destaques para a agricultura o comércio e indústria artesanal.
Observação: A localização geográfica de Constantinopla, ponto de ligação natural entre o Ocidente e o
Oriente, favoreceu as trocas comerciais entre o Império Bizantino e outras partes do mundo.

Arquitetura
Durante o governo de Justiniano (527 – 565), foram realizadas importantes obras arquitetônicas, com
destaque para a Igreja de Santa Sofia, considerada uma das Igrejas mais belas do mundo.

Pintura
A pintura Bizantina manifestou-se pela forte religiosidade, retratando Santos e Anjos com expressões de
sofrimento e piedade.

O feudalismo
 Origens
A crise do Século III (crise do Escravismo Romano), responsável pela destruição política, econômica e
social do império Romano do Ocidente;
As invasões Germânicas do século V, responsáveis pela queda final do Império Romano do Ocidente.

As bases estruturais do sistema feudal

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HISTÓRIA

Castelo feudal Cidades Medievais

Herança romana
O sistema de Colonato Romano: originou o regime de servidão feudal;
Formação das Vilas Romanas: originaram os Feudos Medievais;
Ruralizaçao Econômica e social: caracterizaram a economia e a sociedade medieval;
O cristianismo oficializado em Roma: marcou a mentalidade medieval.

Herança germânica
Comitatus (reciprocidade de direitos e deveres entre os Germanos): estabeleceu as relações de
suserania e vassalagem no Mundo Feudal;
Direito Consuetudinário (ausência de leis escritas): contribuiu para a descentralização política, o
localismo do poder concentrado nos Feudos e para a ausência de leis escritas;
Economia de base agrária e natural: contribui para a autossuficiência dos Feudos e para a ausência de
comércio.

Os fatores conjunturais que consolidaram o sistema feudal:


As invasões Árabes do século VIII, responsáveis pelo bloqueio do Mar Mediterrâneo, isolando a Europa e
obstruindo o comércio entre Ocidente e Oriente.
As invasões Normandas e Húngaras dos séculos IX e X, que acentuaram o processo de ruralização política.

Organização política
Poder local, concentrado nos Feudos, em mãos dos Senhores, caracterizando a descentralização política.

Organização social
Forte caráter estamental, ou seja, sem mobilidade social.

Composição da sociedade feudal


Clero: rezava
Nobreza: guerreava
Servos: trabalhavam
A sociedade feudal era fortemente entrelaçada por laços de dependência e de reciprocidade de direitos e
deveres.

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HISTÓRIA

Camponeses no trabalho agrícola

Organização econômica
Predomínio da agricultura, de base autossuficiente, rudimentar, marcada pela baixa produtividade e pela
ausência de comércio.

A igreja medieval
A Igreja Católica exerceu forte influência política, econômica, social e cultural sobre o mundo medieval.
Seu poder vinha da grande concentração de terras, consagrando-a na principal Instituição Feudal.

Catedral de Espira - Alemanha Catedral de Reims - França

O Teocentrismo (Deus como centro do universo), somado as ideias de salvação, como punição, purgatório,
pecado, inferno, paraíso e de predestinação, serviam como instrumentos para a Igreja justificasse as desigualdades
sociais, existentes no mundo feudal, bem como que pudesse exercer total domínio sobre as pessoas.

Organização da igreja
Clero secular, representado pela Igreja Católica

Composição
Papa: autoridade máxima;
Arcebispo: chefe da arquidiocese;
Diáconos: responsáveis pela administração da riqueza material das paróquias.

Os poderes da igreja

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HISTÓRIA
Poder Temporal: domínio sobre as coisas materiais;
Poder Espiritual: domínio sobre os assuntos religiosos.

Além do Clero Secular, havia também o Clero Regular, representados pelos Mosteiros, cuja autoridade
máxima era o Abade.
As principais ordens religiosas que representavam o Clero Regular, durante a Idade Média foram:
Ordem dos Bebeditanos: fundada por São Bento de Nursia:
Ordem dos Franciscanos: fundada por São Francisco de Assis;
Ordem dos Dominicanos: fundada por São Domingos de Gusmao.
Os monges que compunham as Ordens Religiosas viviam isolados nos Mosteiros, faziam voto de castidade,
pobreza e obediência, participavam das Missas e se dedicavam a caridade.

A instituição do tribunal do Santo Oficio ou da Inquisição pela igreja católica


Em 1183, foi criado o Tribunal do Santo Oficio ou da Inquisição, tendo por finalidade a punição dos
hereges e das heresias (dogmas contrários aos dogmas católicos). Os praticantes de heresias eram presos, julgados,
torturados e até mortos em fogueiras.

A expansão marítima européia


A expansão marítima européia dos séculos XV e XVI foi motivada por uma série de fatores entre eles:
 A crise do século XIV (fome, peste e guerra dos cem anos), que mergulhou a Europa Medieval
numa grave crise econômica;
 A necessidade de superar os efeitos negativos provocados pela crise do XIV, sobre a economia e a
sociedade européia, procurando com isso, investir na expansão marítima;
 A necessidade de obter alimentos, metais preciosos existentes em terras no ultramar;
 A ambição da burguesia em expandir suas fronteiras comerciais;
 A necessidade de romper com o monopólio comercial italiano sobre o Oriente, procurando-se para
isso a busca de uma rotina alternativa para o Oriente.

O pioneirismo de Portugal nas grandes navegações


Portugal foi o primeiro Pais Europeu a iniciar o processo de expansão marítima. As navegações
portuguesas foram indicadas no século XV. Dentre os fatores que explicam o pioneirismo português nas
navegações,destacam-se:
 Poder centralizado;
 Presença da burguesia;
 Proximidade litorânea;
 Paz interna e externa;
 Conhecimentos de navegação, tais como a bussola e a caravela.

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HISTÓRIA

Caravela Portuguesa do séc. XVI

O estado absolutista no ocidente


O Estado Absolutista caracterizou-se pela máxima centralização do poder político nas mãos do Rei. Essa
forma de Estado predominou na Europa entre os séculos XVI e XVIII.
Em alguns países, os Reis Absolutistas eram vistos como Divindades, verdadeiros representantes de Deus
na terra e com poderes ilimitados.
“Como não há poder publico sem a vontade de Deus, todo governo, seja qual for sua origem, justo ou
injusto, pacifico ou violento é legítimo, todo depositário da autoridade, seja qual for, é sagrado; revoltar-se contra
ele é cometer um sacrilégio”
(Jacques Bossuet, defensor da teoria do Direito Divino dos Reis)

O mercantilismo
O Mercantilismo foi a Política Econômica adotada pelos Estados Absolutistas. Em linhas gerais, essa
Política Econômica apresentava as seguintes características:
 Controle estatal da economia;
 Metalismo -a riqueza de um pais era medida pela quantidade de ouro acumulada;
 Balança comercial favorável – as exportações de uma pais deveriam superar suas importações;
 Protecionismo – criar barreiras alfandegárias visando proteger o produto interno da concorrência
externa;
 Monopólio colonial – cabia ao rei explorar suas colônias em benefício da metrópole.
A Política Mercantilista fundamentou-se basicamente na exploração Colonial em benefício da Metrópole,
através do pacto ou monopólio comercial, pelo qual as Colônias só poderiam comercializar com suas respectivas
Metrópoles.
O Pacto Colonial mantinha as Colônias na condição de fornecedores de matérias – primas (especiarias,
produtos tropicais e metais preciosos) e consumidores de produtos manufaturados.
O Mercantilismo foi fundamental para o fortalecimento econômico das Metrópoles, bem como para o
desenvolvimento do Capitalismo Comercial.
No plano social o conjunto – expansão marítima, mercantilismo e Capitalismo Comercial foram
responsáveis pela destruição de importantes Civilizações Pré – Colombianas e para o renascimento da escravidão.

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HISTÓRIA
O renascimento cultural
O Renascimento Cultural surgiu primeiramente na Itália, no século XV, atingindo seu apogeu no século
XVI.

Da Vinci, Leonardo. A Ultima Ceia


BOUNARROTI, Michelangelo. Davi

As origens do Renascimento
Fatores determinantes:
O renascimento Comercial e Urbano ocorrido na Europa a partir do século XIII;
O surgimento da Burguesia;
O enfraquecimento da Igreja Católica

Itália: berço do Renascimento – os fatores que explicam o pioneirismo Italiano no desenvolvimento


cultural.
O desenvolvimento do comercio – oriundo das trocas comerciais entre as cidades Italianas (Genova e
Veneza) e o Oriente;
O fortalecimento da Burguesia Italiana;
O florescimento das Cidades Italianas;
A presença dos sábios Bizantinos, que após a queda de Constantinopla (1453) migraram para a Itália
levando seus conhecimentos.

A cultura renascentista
Características:
 Antropocentrismo – o homem como centro do universo, oposição ao teocentrismo medieval;
 Racionalismo – superação da fé pela razão;
 Experimentalismo – busca do conhecimento por meios científicos;
 Humanismo – valorização do ser humano.

Principais representantes da cultura renascentista


Literatura:
Francisco Petrarca (Pai do Humanismo) Obras: O Cancioneiro e O Desprezo do Mundo;
Dante Alighieri – Obra: Divina Comédia;
Giovanni Boccaccio – Obra: O Decameron;
Nicolau Maquiavel – Obra: O Príncipe.

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HISTÓRIA

Artes plásticas:
Leonardo da Vinci – pintura – Obras: Mona lisa e a Ultima Ceia;
Michelangelo – pintura Obra: Teto da Capela Sistina; escultura – Obras Moises, Davi e Pietá;
Rafael – pintura – Obras: A Escola de Atenas e Madona Sistina.

Ciências
Galileu Galilei – comprovou a Teoria Heliocêntrica;
Nicolau Copérnico – realizou importantes descobertas no campo da Física e da Astronomia, como por
exemplo: descobriu os Anéis de Saturno, os Satélites de Júpiter, entre outros.

Galileu Galilei

A reforma protestante
A Reforma Protestante pode ser entendida como um movimento de reação dos abusos cometidos pela
Igreja Católica durante a Idade Média.
Esse movimento manifestou-se na Europa no século XVI, sendo responsável por significantes
transformações políticas, econômicas, sociais, culturais e religiosas no mundo moderno.

Fatores determinantes da Reforma


Os abusos cometidos pela Igreja Católica na Idade Média, tais como a venda de indulgencias (pagamentos
pelo perdão) e a venda de Cargos Eclesiásticos;
O fortalecimento do Poder dos Reis;
O desenvolvimento do comércio, recriminado pelo Igreja Católica;

Principais representantes da reforma:


Martinho Lutero (Luteranismo)
Realizações:
 Combateu a cobrança das Indulgencias, a venda de Cargos Eclesiásticos e o poder do Papa;
 Defendeu a salvação pela Fé, reação a cobrança de Indulgências;
 Traduziu a Bíblia para o Alemão, rompendo com o monopólio cultural ate então exercido pela
Igreja Católica;
 Elaborou as 95 teses, pela qual condenava os abusos da Igreja.

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HISTÓRIA

João Calvino (Calvinismo)


Realizações
 Defendeu a ideia de Predestinação Absoluta – o homem já nascia predestinado a salvação ou a
condenação, mas somente os eleitos de Deus vencem na vida;
 Defendeu o comércio, atividade econômica condenada pela Igreja Católica;
 Defendeu o trabalho, a poupança e os empréstimos a juros;
 Combateu os jogos de azar, o luxo e os feriados.
Observação: A doutrina Calvinista veio de encontro aos interesses burgueses e muito contribuiu para o
desenvolvimento do Capitalismo.

O Anglicanismo
A Reforma Anglicana dava início com Henrique VIII, na Inglaterra do século XVI. Esse movimento surgiu
das divergências entre o Rei (Henrique VIII) e o Papa.
Após romper com o Papa, Henrique VIII conseguiu com que o Parlamento Inglês aprovasse o Ato de
Supremacia (1534), pelo qual o Rei passava a assumir o controle sobre a Igreja Católica na Inglaterra. Ao assumir o
controle sobre a Igreja, o Estado apropriou-se de todos os bens da Igreja naquele país.
A Reforma religiosa introduzida por Henrique VIII foi fundamental para o fortalecimento do absolutismo
inglês.

O valor do trabalho humano no mundo feudal e no inicio dos tempos modernos


Durante a Idade Média, predominou na Europa a servidão coletiva.As terras dos Feudos eram cultivadas
pelos servos, que em troca de um pedaço de terra e da proteção viviam submetidos aos seus senhores. Os servos
deviam aos seus Senhores uma série de obrigações, entre elas:
 Talha – entrega da metade da produção que produziam;
 Corveia - trabalho gratuito nas terras do senhor feudal;
 Banalidades – impostos pagos pelo uso dos instrumentos do Feudo (moinho, destilaria e o forno);
 Dízino – imposto pago a Igreja

O trabalho servil foi fundamental para a estruturação da economia feudal


No inicio dos tempos modernos, a expansão comercial e marítima européia dos séculos XV e XVI, fez
renascer o trabalho escravo.
O trabalho escravo configurou-se principalmente nas áreas de dominação Portuguesa e Espanhola, no caso,
a América.
Os portugueses utilizaram inicialmente a escravidão Indígena, mas logo a substituíram pela escravidão
Africana.
Os Negros desempenharam importante papel no desenvolvimento da economia, em especial na agricultura
da cana-de-açúcar e na mineração.
Na America de colonização espanhola predominou a escravidão Indígena, tanto nas áreas de mineração
como nas áreas agrícolas.

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HISTÓRIA
A escravidão imposta pelos colonizadores na America foi fundamental para o fortalecimento dos Estados
Metropolitanos, fortalecendo a Política Mercantilista e contribuindo para o desenvolvimento do Capitalismo
Comercial.

Atenção: Agora coloque em prática os seus conhecimentos. Siga para seu caderno de
atividades e responda os exercícios referente ao Capítulo II – Os Impérios da Idade Média.

BIBLIOGRAFIA
AZEVEDO, Gislane Campos, SERIACOPI Reinaldo, História, Editora Ática volume único.
PAZZINATO, Alceu L., SENISE Maria Helena V., História Moderna e Contemporânea, Editora Ática
volume único.
COTRIN, Gilberto, História do Brasil, História Global, Editora ática, volume único.

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