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ARTES

2º Ano – Ensino Médio

Artes

Capítulo I Renascimento
Capítulo II Neoclassicismo
Capítulo III Impressionismo
Capítulo IV Expressionismo
Capítulo V Cubismo

Obs.: A cada término de capítulo, resolver os exercícios referentes, ao caderno de


atividades.
ARTES

CAPÍTULO I - RENASCIMENTO
Além de reviver a antiga cultura greco-romana, ocorreram nesse período muitos progressos e incontáveis
realizações no campo das artes, da literatura e das ciências, que superaram a herança clássica. O ideal do
humanismo foi sem duvida o móvel desse progresso e tornou-se o próprio espírito do Renascimento.
Características gerais: Racionalidade, Dignidade do Ser Humano, Rigor Científico, Ideal Humanista, Reutilização
das artes greco-romana. Na arquitetura renascentista, a ocupação do espaço pelo edifício baseia-se em relações
matemáticas estabelecidas de tal forma que o observador possa compreender a lei que o organiza de qualquer ponto
em que se coloque. Brunelleschi - é um exemplo de artista completo renascentista, pois foi pintor, escultor e
arquiteto. Além de dominar conhecimentos de Matemática, Geometria e de ser grande conhecedor da poesia de
Dante. Na pintura prevalece a perspectiva, claro e escuro e o realismo. Surgimento de artistas com um estilo
pessoal. Principais artistas: Botticelli - Leonardo da Vinci – Michelângelo – Rafael. Na escultura buscavam
representar o homem tal como ele é na realidade:
 Proporção da figura mantendo a sua relação com a realidade
 Profundidade e perspectiva
 Estudo do corpo e do caráter humano

Rafael Sanzzio
Rafael, (1483-1520) foi um mestre da pintura e da arquitetura da escola de Florença durante o
Renascimento italiano, celebrado pela perfeição de suas obras. Era filho de poeta e pintor, de onde partiu o interesse
pela arte. Em 1500 já era considerado mestre.

As Três Graças, Rafael Auto Retrato.

Michelangelo
Michelangelo cresceu em Florença e mais tarde viveu com um escultor, onde seu pai tinha uma mina de
mármore e uma pequena fazenda. Contra a vontade de seu pai, o canhoto Michelangelo escolheu ser artista e
frequentou a escolas de Artes se tornando um grande pintor e escultor. Além de suas obras inesquecíveis, pintou um
monumental do teto da Capela Sistina no Vaticano, que levou quatro anos para ser feita (1508 – 1512).

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La Pietà Criação de Adão

Réplica do Davi
– Michelangelo

Sandro Botticellie
Sandro Botticelli (1445- 1510) foi um pintor italiano da Escola Florentina. Dedicou boa parte da carreira às
grandes famílias florentinas, especialmente os Médici, para os quais pintou retratos. Botticelli foi chamado a Pisa,
para pintar um afresco na catedral da cidade (essa obra foi perdida pelo desgaste do tempo).

Primavera O nascimento de Vênus

Leonardo Da Vinci
Leonardo (1452-1519) foi um pintor, arquiteto, engenheiro, cientista e escultor do Renascimento italiano. É
considerado um dos maiores gênios da história da Humanidade. Leonardo da Vinci é considerado por vários o maior
gênio da história, devido à sua multiplicidade de talentos para ciências e artes, sua engenhosidade e criatividade,
além de suas obras polemicas. Num estudo realizado, seu QI foi estimado em cerca de 180. Outras fontes
mencionam 220.

Auto retrato
Mona Lisa A última ceia

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Barroco
A arte barroca originou-se na Itália e suas obras romperam o equilíbrio entre o sentimento e a razão ou entre a
arte e a ciência, que os artistas renascentistas procuram realizar de forma muito consciente; na arte barroca
predominam as emoções e não o racionalismo da arte renascentista.
É uma época de conflitos espirituais e religiosos. O estilo barroco traduz a tentativa angustiante de conciliar
forças antagônicas: bem e mal; Deus e Diabo; céu e terra; pureza e pecado; alegria e tristeza; paganismo e
cristianismo; espírito e matéria. Suas características gerais são: emocional sobre o racional; seu propósito é
impressionar os sentidos do observador, baseando-se no princípio segundo o qual a fé deveria ser atingida
através dos sentidos e da emoção e não apenas pelo raciocínio. Busca de efeitos decorativos e visuais, através de
curvas, contracurvas, colunas retorcidas; entrelaçamento entre a arquitetura e escultura; violentos contrastes de luz e
sombra; pintura com efeitos ilusionistas, dando-nos às vezes a impressão de ver o céu, tal a aparência de
profundidade conseguida.

Cavavaggio
Michelangelo Merisi da Caravaggio (1571 -1610) foi um artista Italiano atuante em Roma, considerado
enigmático, fascinante, e perigoso. Ele surgiu na cena da arte romana em 1.600, e depois disso nunca lhe faltaram
comissões ou patronos, porém ele lidou com seu sucesso atrozmente. Era boêmio em bailes e sempre estava pronto
para se envolver em uma luta ou discussão. Suas obras são fortes, contrastantes e marcantes.

Ceia na Casa de Emmanus

Crucificação de São Pedro

Tintoretto
Conhecido como, Jacopo Robusti, (1.518-1.594), foi provavelmente o último grande pintor da
Renascença Italiana. Sua obra foi fenomenal e dramática pela utilização da perspectiva e dos efeitos da luz fez dele um
dos precursores do Barroco. Seu pai, Battista Robusti, era tintore (tingia seda), o que lhe valeu o apelido.

O milagre do escravo

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Velázquez
Diego Rodríguez (1599 - 1660) foi pintor espanhol e principal artista da corte do Rei Filipe IV de Espanha.
Filho de um advogado de nobre ascendência portuguesa foi um artista tecnicamente formidável, e na opinião de
muitos críticos de arte, insuperável pintor de retratos. Em suas obras revela- se a influência de Caravaggio na
utilização da luz e da sombra como forma de dar volume às figuras, mas possuía já uma atmosfera muito pessoal.

As Meninas

Rembrant
Rembrandt Harmenszoon(1606-1669) é geralmente considerado um dos maiores pintores e gravadores da
história da arte europeia e um dos mais importantes da história holandesa.Os temas de suas obras eram em sua
maioria religiosos e alegóricos. Com a morte da esposa sua obra se tornou menos exuberante e mais sóbrio em tom,
refletindo tragédias pessoais.

Ronda Noturna

Rococó
Rococó é o estilo artístico que surgiu na França como desdobramento do barroco, mais leve e intimista que
aquele e usado inicialmente em decoração de interiores. Os temas utilizados eram cenas eróticas ou galantes da
vida cortesã e da mitologia, pastorais, alusões ao teatro italiano da época, motivos religiosos e farta estilização
naturalista do mundo vegetal em ornatos e molduras. Características gerais: uso abundante de formas curvas e pela
profusão de elementos decorativos, tais como conchas, laços, flores e leveza, caráter intimista, elegância, alegria,
bizarro, frivolidade e exuberante. Na decoração arquitetônica as cores vivas foram substituídas por tons pastéis, a luz
difusa inundou os interiores por meio de numerosas janelas e o relevo abrupto das superfícies deu lugar a texturas
suaves. A estrutura das construções ganhou leveza e o espaço interno foi unificado, com maior graça e
intimidade. Principais artistas: François Boucher e Jean-Honoré Fragonard.

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O Balanço

Frangonard
Jean Honoré Fragonard (1732-1806) foi um pintor francês. Suas obras mais conhecidas são "O Beijo
Furtivo" e "O Baloiço". Foi desenhista e retratista, considerado um dos últimos expoentes do período rococó,
caracterizado por uma arte alegre e sensual. No fim da vida reduziu sua pintura de paisagens com pequenas figuras,
passando a se dedicar a reprodução de cenas domésticas e sentimentais, pintou cenas de amor e da natureza e morreu
em Paris, pobre e quase esquecido.

Atenção: Agora coloque em prática os seus conhecimentos. Siga para seu caderno de
atividades e responda os exercícios referentes ao Capítulo I - Renascimento

CAPÍTULO II – NEOCLASSICISMO
Nas duas últimas décadas do século XVIII e nas três primeiras do século XIX, uma nova tendência estética
predominou nas criações dos artistas europeus. Trata-se do Neoclassicismo (neo = novo), que expressou os valores
próprios de uma nova e fortalecida burguesia, que assumiu a direção da sociedade europeia após a Revolução
Francesa e principalmente com o Império de Napoleão. As principais características foi o retorno ao passado, pela
imitação dos modelos antigos Greco- latinos; academicismo nos temas e nas técnicas, isto é, sujeição aos modelos e
às regras ensinadas nas escolas ou academias de belas-artes; arte entendida como imitação da natureza. Já na
arquitetura, tanto nas construções civis quanto nas religiosas, a arquitetura neoclássica seguiu o modelo dos templos
greco-romanos ou o das edificações do Renascimento italiano. A pintura desse período foi inspirada principalmente
na escultura clássica grega e na pintura renascentista italiana, sobretudo em Rafael, mestre inegável do equilíbrio da
composição.

O Memorial de Jefferson em Washington

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Loius David
Jacques-Louis David (1748-1825) foi o mais característico representante do neoclassicismo. Este pintor
francês controlou durante anos a atividade artística francesa, sendo o pintor oficial da Corte. Entre seus quadros mais
famosos estão o retrado de Napoleão, a morte de Sócrates e O juramento dos Horácios.

Napoleão cruzando Saint – Bernand (1.800).

Romantismo
O século XIX foi agitado por fortes mudanças sociais, políticas e culturais causadas pelos acontecimentos
da Revolução Industrial, e pela Revolução Francesa que lutava por uma sociedade mais harmônica, em que os direitos
individuais fossem respeitados, traduziu-se essa expectativa na Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão.
Do mesmo modo, a atividade artística tornou-se complexa.
Os artistas românticos procuraram se libertar das convenções acadêmicas em favor da livre expressão da
personalidade do artista. Características gerais: a valorização dos sentimentos e da imaginação; o nacionalismo; a
valorização da natureza como princípios da criação artística; e os sentimentos do presente tais como: Liberdade,
Igualdade e Fraternidade. A escultura e a arquitetura registram pouca novidade. Observa-se, grosso modo, a
permanência do estilo anterior, o neoclássico. Características da pintura são: a aproximação das formas barrocas;
composição em diagonal sugerindo instabilidade e dinamismo ao observador; a valorização das cores e do claro-
escuro e a Dramaticidade. Os temas usados na pintura eram fatos reais da história nacional e contemporânea da vida
dos artistas, a natureza revelando um dinamismo equivalente às emoções humanas e a Mitologia Grega.

Goya
Goya nasceu no pequeno povoado na Espanha, em 1746. Morreu em Bordeaux, em 1828. Trabalhou a
mitologia povoada por sonhos e pesadelos, seres deformados, tons opressivos e foi o senhor absoluto da caricatura
do seu tempo.

Mulheres desnudas, Goya.

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Delacroix
Suas obras apresentam forte comprometimento político, e o valor da pintura é assegurada pelo uso das
cores, das luzes e das sombras, dando- nos a sensação de grande movimentação.

A liberdade guiando o Povo


Realismo
Entre 1850 e 1900 surge nas artes europeias, sobretudo na pintura francesa, uma nova tendência estética
chamada Realismo, que se desenvolveu ao lado da crescente industrialização das sociedades. O homem europeu,
que tinha aprendido a utilizar o conhecimento científico e a técnica para interpretar e dominar a natureza convenceu-
se de que precisava ser realista, inclusive em suas criações artísticas, deixando de lado as visões subjetivas e
emotivas da realidade. As principais características são: o cientificismo, a valorização do objeto, o sóbrio e o
minucioso e a expressão da realidade e dos aspectos descritivo. Na arquitetura as cidades não exigem mais ricos
palácios e templos. Elas precisam de fábricas, estações, ferroviárias, armazéns, lojas, bibliotecas, escolas, hospitais e
moradias, tanto para os operários quanto para a nova burguesia. Em 1889, Gustavo Eiffel levanta, em Paris, a Torre
Eiffel, hoje logotipo da "Cidade Luz". Na escultura Auguste Rodin não se preocupou com a idealização da realidade.
Ao contrário, procurou recriar os seres tais como eles são. Além disso, os escultores preferiam os temas
contemporâneos, assumindo muitas vezes uma intenção política em suas obras. Na pintura a representação da
realidade com a mesma objetividade com que um cientista estuda um fenômeno da natureza, ou seja, o pintor
buscava representar o mundo de maneira documental.

Édouard Manet
Édouard Manet (1832-1883, Paris) foi um pintor, artista gráfico francês e uma das figuras mais importantes
da arte do século XIX. Prefere os jogos de luz e de sombra, restituindo ao nu a sua crueza e a sua verdade, muito
diferente dos nus adocicados da época. Manet era criticado não apenas pelos temas, mas também por sua técnica, que
escapava às convenções acadêmicas.

Olympia Almoço na Relva de 1863

Jean-François Millet

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Millet (1814-1875). Pintor romântico é conhecido como percursor do realismo, pelas suas representações
de trabalhadores rurais. Sua obra foi uma resposta à estética romântica, de gostos um tanto orientais e exóticos, e deu
forma à realidade circundante, sobretudo a das classes trabalhadoras.

As coletoras de restolhos Angelus (859)

François Auguste René Rodin


As primeiras esculturas de Rodin foram feitas na cozinha de sua mãe, com massa que ela usava para fazer
pão. Aos 14 já tinha aulas numa pequena academia. Em pouco tempo era aceito na Escola de Artes Decorativas.
Na contemplação de fragmentos de esculturas clássicas, Rodin compreendeu até que ponto uma parte da obra era
capaz de representar o todo dela.

O Beijo O Pensador A idade do Bronze

O Realismo
É um movimento artístico surgido na França, e cuja influência se estendeu a numerosos países
europeus. A passagem do Romantismo para o Realismo corresponde uma mudança do belo e ideal para o real e
objetivo.

Atenção: Agora coloque em prática os seus conhecimentos. Siga para seu caderno de
atividades e responda os exercícios referentes ao Capítulo II – Neoclassicismo.

CAPÍTULO III - IMPRESSIONISMO


O Impressionismo foi um movimento artístico que revolucionou profundamente a pintura e deu início às
grandes tendências da arte do século XX. As principais características da pintura eram as tonalidades que os objetos
adquirem ao refletir a luz solar num determinado momento, pois as cores da natureza se modificam
constantemente, dependendo da incidência da luz do sol, as figuras não devem ter contornos nítidos, pois a linha é
uma abstração do ser humano para representar imagens, as sombras devem ser luminosas e coloridas, tal como é a

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impressão visual que nos causam, e não escuras ou pretas, como os pintores costumavam representá-las no passado, os
contrastes de luz e sombra devem ser obtidos de acordo com a lei das cores complementares. Assim, um amarelo
próximo a um violeta produz uma impressão de luz e de sombra muito mais real do que o claro-escuro tão valorizado
pelos pintores barrocos.
A primeira vez que o público teve contato com a obra dos impressionistas foi numa exposição coletiva
realizada em Paris, em abril de 1874. Mas o público e a crítica reagiram muito mal ao novo movimento, pois ainda se
mantinham fiéis aos princípios acadêmicos da pintura.

Claude Monet
Incessante pesquisador da luz e seus efeitos, pintou vários motivos em diversas horas do dia, a fim de
estudar as mutações coloridas do ambiente com sua luminosidade.

A ponte de Argenteuil Série de nenúfares Sol Nascente

Auguste Renoir
Foi o pintor que ganhou maior popularidade e chegou mesmo a ter o reconhecimento da crítica, ainda em
vida. Pintou o corpo feminino com formas puras e isentas de erotismo e sensualidade, preferia os nus ao ar livre, as
composições com personagens do cotidiano, os retratos e as naturezas mortas.

Paisagem

Edgar Degas
Os ambientes de seus quadros são interiores e a luz é artificial. Sua grande preocupação era flagrar um
instante da vida das pessoas, aprender um momento do movimento de um corpo ou da expressão de um rosto.
Adorava o teatro de bailados.

Bailarina Bailarinas atando as sapatilhas


Seurat

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Mestre no pontilhismo. Obra Destacada: Tarde de Domingo na Ilha Grande Jatte e Mulher com Sombrinha.

Tarde de Domingo na Ilha Grande Jatte


Mulher de sombrinha

Atenção: Agora coloque em prática os seus conhecimentos. Siga para seu caderno de
atividades e responda os exercícios referentes ao Capítulo III – Impressionismo.

CAPÍTULO IV - EXPRESSIONISMO
O Expressionismo é a arte do instinto, trata-se de uma pintura dramática, subjetiva, “expressando” sentimentos
humanos. Utilizando cores irreais, dá forma plástica ao amor, ao ciúme, ao medo, à solidão, à miséria humana, à
prostituição. Deforma-se a figura, para ressaltar o sentimento. Predominância dos valores emocionais sobre os
intelectuais. Corrente artística concentrada especialmente na Alemanha entre 1905 e 1930. Os pintores não
queriam destruir os efeitos impressionistas, mas queriam levá-los mais longe.

Paul Gauguin (1848-1903)


Sua obra, longe de poder ser enquadrada em algum movimento, foi tão singular como a de seus amigos
Van Gogh ou Cézanne. Suas primeiras obras tentavam captar a simplicidade da vida no campo, algo que ele
consegue com a aplicação arbitrária das cores, em oposição a qualquer naturalismo, como demonstra o seu famoso
Cristo Amarelo. A cor adquire mais preponderância representada pelos vermelhos intensos, amarelos, verdes e
violetas.

Mulheres Taitianas Auto Retrato O Cristo Amarelo

Paul Cèzanne (1839-1906)


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Sua tendência foi converter os elementos naturais em figuras geométricas - como cilindros, cones e
esferas - acentua-se cada vez mais, de tal forma que se torna impossível para ele criar a realidade segundo
“impressões” captadas pelos sentidos.

Aparador As grandes banhistas

Vicent Van Gogh


Empenhou-se em recriar a beleza dos seres humanos e da natureza através da cor, que para ele era o elemento
fundamental da pintura. Foi uma pessoa solitária. Apaixonou-se pelas cores intensas e puras, sem nenhuma
matização, pois elas tinham para ele a função de representar emoções.

Girassóis Café Terraço Autorretrato.

Toulouse-Lautrec (1864-1901)
Pintava temas pertencentes à vida noturna de Paris, e também foi responsável pelos cartazes das artistas
que se apresentavam no Moulin Rouge. Boêmio, morreu jovem.

Cartaz - Moulin Rouge Dançarinas – Moulin Rouge

Edvard Munch

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Foi um dos primeiros artistas do século XX que conseguiu conceder às cores um valor simbólico e subjetivo,
longe das representações realistas. O Grito é um exemplo dos temas que sensibilizaram os artistas ligados a essa
tendência. Nela a figura humana não apresenta suas linhas reais mas contorce-se sob o efeito de suas emoções. A dor
e o trágico permeiam seus quadros.

O Grito Madona Norwegian

Paul Klee
Considerado um dos artistas mais originais do movimento expressionista. Convencido de que a realidade
artística era totalmente diferente da observada na natureza, este pintor dedicou- se durante a toda sua carreira a buscar
o ponto de encontro entre realidade e espírito a exemplo de Kandinski. Klee escreveu: "A cor, como a forma, pode
expressar ritmo e movimento".

Amadeo Modigliani
Iniciou sua formação como pintor no ateliê de Micheli, em Livorno, sua cidade natal. Em 1.902 entrou na
Academia de Florença e um ano mais tarde na de Veneza. Três anos depois se mudou para Paris, onde teve aulas na
academia de Colarossi. Produziu esculturas motivado pelas peças de arte africana chegadas à França das colônias.
Esse aspecto de máscara foi uma das constantes nos seus retratos e nus sensuais. Sua visão tão subjetiva dos seres
humanos e a emotividade de suas cores o aproximam mais do reduzido grupo de expressionistas franceses, composto
por Rouault e Soutine.

Garota de Pink Jacques e Berthe Lipchitz

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Atenção: Agora coloque em prática os seus conhecimentos. Siga para seu caderno de
atividades e responda os exercícios referentes ao Capítulo IV – Expressionismo.

CAPÍTULO V - CUBISMO
Historicamente o Cubismo originou-se na obra de Cézanne, pois para ele a pintura deveria tratar as formas da
natureza como se fossem cones, esferas e cilindros. Entretanto, os cubistas foram mais longe do que Cézanne.
Passaram a representar os objetos com todas as suas partes num mesmo plano. É como se eles estivessem abertos e
apresentassem todos os seus lados no plano frontal em relação ao espectador. Na verdade, essa atitude de decompor
os objetos não tinha nenhum compromisso de fidelidade com a aparência real das coisas.
O pintor cubista tenta representar os objetos em três dimensões, numa superfície plana, sob formas
geométricas, com o predomínio de linhas retas. O cubismo se divide em duas fases:
Cubismo Analítico: (1.909) caracterizado pela desestruturação da obra em todos os seus elementos.
Decompondo a obra em partes, procurando a visão total da figura. A cor se reduz aos tons de castanho,
cinza e bege. Cubismo Sintético - (1.911) reagindo à excessiva fragmentação dos objetos e à destruição de sua estrutura.
Basicamente, essa tendência procurou tornar as figuras novamente reconhecíveis. Também chamado de Colagem
porque introduz letras, palavras, números, pedaços de madeira, vidro, metal e até objetos inteiros nas pinturas.

Tarsila do Amaral
Apesar de não ter exposto na Semana de 22, colaborou decisivamente para o desenvolvimento da arte
moderna brasileira, pois produziu um conjunto de obras indicadoras de novos rumos. Em 1928, deu início a uma fase
chamada Antropofágica. A ela pertence à tela Abaporu cujo nome, segundo a artista é de origem indígena.

Os Operários Abaporu

Pablo Picasso
Tendo vivido 92 anos e pintado desde muito jovem até próximo à sua morte passou por diversas fases: a
fase Azul, entre 1.901-1.904, que representa a tristeza e o isolamento provocados pelo suicídio de Casagemas,
seu amigo; a fase Rosa, entre 1.904-1.907, o amor por Fernande origina muitos desenhos sensuais e eróticos, com a
paixão de Picasso pelo circo, iniciam-se os ciclos dos saltimbancos e do arlequim. Depois de descobrir as artes
primitivas e africana Picasso desenvolveu uma verdadeira revolução na arte. Principais obras: Les Demoiselles
d’Avignon, Guernica, que representa, com veemente indignação, o bombardeio da cidade espanhola de Guernica.

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Guernica O Beijo
Les Demoiselles

Georges Braque
Foi um pintor e escultor francês que juntamente com Pablo Picasso inventaram o Cubismo. Braque iniciou a
sua ligação as cores, na empresa de pintura decorativa de seu pai. Braque foi mobilizado e ferido na cabeça em 1915,
tendo sido agraciado com a Cruz de Guerra e da Legião de Honra.

Natureza Morta Mulher na Guitarra

Dadaísmo
Formado em 1916 em Zurique por jovens franceses e alemães que, se tivessem permanecido em seus
respectivos países, teriam sido convocados para o serviço militar, o Dada foi um movimento de negação. Durante a
Primeira Guerra Mundial, artistas de várias nacionalidades, exilados na Suíça, eram contrários ao envolvimento dos
seus próprios países na guerra. Dada é uma palavra francesa que significa na linguagem infantil "cavalo de pau".
Esse nome escolhido não fazia sentido, assim como a arte que perdera todo o sentido diante da irracionalidade da
guerra.
Sua proposta é que a arte ficasse solta das amarras racionalistas e fosse apenas o resultado do automatismo
psíquico, selecionado e combinando elementos por acaso. Sendo a negação total da cultura, o Dadaísmo defende o
absurdo, a incoerência, a desordem, o caos. Politicamente , firma-se como um protesto contra uma civilização que não
conseguiria evitar a guerra.

Marcel Duchamp
Pintor e escultor francês, sua arte abriu caminho para movimentos como a pop art e a op art das décadas de
1.950 e 1.960. O experimentalismo e a provocação o conduziram a ideias radicais em arte, antes do surgimento do
grupo Dada (Zurique, 1916). Em 1917 foi rejeitado ao enviar a uma mostra um urinol de louça que chamou de
"Fonte". Depois fez interferências (pintou bigodes na Mona Lisa, para demonstrar seu desprezo pela arte tradicional) .

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Max Ernest
Pintor alemão, adepto do irracional e do onírico e do inconsciente, esteve envolvido em outros movimentos
artísticos, criando técnicas em pintura e escultura.

Man Ray
Fotógrafo e pintor norte-americano, em 1915 conhece o pintor francês Marcel Duchamp, com quem funda o
grupo Dada nova-iorquino. Trabalha como fotógrafo para financiar a pintura e, com a nova atividade, desenvolve a
sua arte, a raiografia, ou fotograma, criando imagens abstratas (obtidas sem o auxílio da câmara) mas com a
exposição à luz de objetos previamente dispersos sobre o papel fotográfico.

Atenção: Agora coloque em prática os seus conhecimentos. Siga para seu caderno de
atividades e responda os exercícios referentes ao Capítulo V – Cubismo.

BIBLIOGRAFIA
BRONOWSKI, J. A Escalada do Homem. São Paulo: Martins Fontes, 1983.
CARVALHO, Benjamin de Araujo. A História da Arquitetura. Rio de Janeiro: Edições Ouro, 1964.
CAVALCANTI, Carlos. História da Arte. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1970.
DONATO, Hêrnani. Os Índios do Brasil. São Paulo: Melhoramentos.
GOMBRICH, E.H. A História da Arte. Rio de Janeiro: Editora Guanabara, 1978.
HARPUR, James; WESTWOOD, Jenifer. Atlas do Extraordinário - Lugares Lendários. Ediciones
Del Prado, 1995.
SCATARMACCHIA, Maria C.M. Encontro entre Culturas. São Paulo: Atual Editoral.
TARELLA, Alda. Como Reconhecer a Arte Romana. São Paulo: Martins Fontes, 1985.
CÁDIMA, Francisco Rui, O fenômeno televisivo, Círculo de Leitores, Lisboa, 1995.
BOURDIEU, Pierre: Sobre a televisão, Jorge Zahar 1997.
DEBORD, Guy: A sociedade do espetáculo.
FELIZ, Raphael R. G. C da. Educação para Mídia, 2006.
Http://www.funarte.gov.br/avisuais/avisuais.htm
Http://www.wikpédia.com.br
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