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A EDUCAÇÃO FÍSICA: UM OLHAR NA EDUCAÇÃO INCLUSIVA E A

PERCEPÇÃO DE PROFESSORES, PEDAGOGOS E GESTORA


SOBRE A PRÁTICA ESCOLAR.

Autor: Alexsandro Soares de Lima


Co-Autora: Aida Grace da Silva
Co-Autora: Juliana Bolfe
Co-Autora: Simone Helen Drumond Ischkanian
Categoria: Educação Física

Resumo:
A Educação Física: um olhar na educação inclusiva e a percepção de professores, pedagogos e
gestora sobre a prática escolar da Escola Estadual Manoel Marçal de Araújo, delineia uma percepção
surpreendente sobre o olhar do educador físico Alexsandro Soares de Lima, onde neste artigo revela
que a educação inclusiva gera efeitos benéficos a todos os estudantes, não apenas àqueles que têm
alguma deficiência. Além de promover ganhos na socialização e no desenvolvimento emocional de
todos. A inclusão favorece o desenvolvimento cognitivo de crianças e jovens com deficiência. O
convívio positivo com um equipe comprometida com a educação globalizante dos alunos favorece o
desenvolvimento intelectual e socioemocional dos alunos sem deficiência.
Participaram deste projeto: professoras, gestora e pedagoga, onde todas em seu cotidiano
profissional revelam a magnitude dos benefícios da educação inclusiva. Os benefícios significativos
do trabalho delineado na escola, para os alunos são valorosos, Isso porque a educação inclusiva diz
respeito a diferenças humanas presentes em cada um dos estudantes e que precisam ser atendidas. “No
cotidiano escolar, nossos alunos são respeitados nas suas mais diferentes formas de aprender, afinal a
cada dia descobrimos novos níveis a serem discutidos quando abordamos essa diversidade, assinala
Aida Grace da Silvas, gestora da Instituição.
No caso dos alunos com deficiência, a inclusão favorece o desenvolvimento de habilidades em
leitura e matemática e reduz a propensão a incidentes comportamentais. A pesquisa analisada pelo
educador físico Alexsandro Soares de Lima indica que os alunos da escola têm maior propensão a
ingressar no mundo social de forma independente. Outro resultado importante destacado pelo
pesquisador é que à visão de mundo e à percepção da diversidade como um valor são fatores latentes
nas praticas dos professores e pedagoga, ela afloram em palavras e ações que devemos se receptivas às
diferenças, ação que torna o ambiente escolar harmonioso e repleto de possibilidade para desenvolver
habilidades.
Introdução:
A Educação Física: um olhar na educação inclusiva e a percepção de professores, pedagogos e
gestora sobre a prática escolar da Escola Estadual Manoel Marçal de Araújo, destaca a Lei Brasileira
de Inclusão no 13.146, que tem como objetivos assegurar e promover condições igualitárias para essas
pessoas. Em tempos atuais essas políticas públicas fazem valer o direito desses serviços de assistência
para esse público, incluindo pessoas com TEA - Transtorno do Espectro Autista. De acordo com a
quinta edição do Manual de Classificação Estatística dos Transtornos Mentais DSM-5 (APA, 2013), os
TEA, são classificados como transtornos do neurodesenvolvimento que acometem em diferentes níveis
as habilidades/interação assim como a comunicação social e comportamentos estereotipados, sendo
esse último marcado por interesses peculiares e padrões de comportamentos repetitivos. Pela dimensão
das áreas de desenvolvimento acometida nos TEA, observa-se comprometimento em sua maioria
severo do funcionamento adaptativo dessas crianças.
A partir dos estudos da Lei é possível identificar várias dificuldades que as pessoas PCDs
enfrentam, no percurso muitas barreiras, porém a EEMMA vem revelando em suas praticas a intenção
de uma educação mais justa e igualitária, fazendo com que o acompanhamento dessas crianças e
jovens, seja eficaz e com uma assistência diferenciada, colocando em prática para que os mesmos
entendam que a instituição está apta para ensinar de maneira integra. Envolver as crianças com que
precisam de uma Educação Especial é uma tarefa conjunta onde educadores e família trabalham juntos
trocando informações, afinal em nossa escola “As crianças no contexto da inclusão são reconhecidas
pelo sujeito do saber”. (Simone Helen Drumond Ischakanian, 2012, p15)

Palavras-chave: Inclusão Escolar - Educação Física – Gestão significativa – Saberes - Percepção

Objetivo:
Uma das preocupações centrais da gestão da escola EEMMA é sobre a questão da inclusão é
saber se ela será bem sucedida na escola. E do ponto de vista do educador físico delineador do artigo,
Alexssandro, “o que significa então uma inclusão de sucesso”? Para Ischkanian et al. (2013) podemos
falar em sucesso no processo de inclusão quando:
• As crianças e jovens progridem nos objetivos que foram previamente definidos;
• As crianças e jovens evoluíram no seu desenvolvimento pessoal bem como na aquisição de
conhecimentos e habilidades preconizadas;
• As crianças e jovens foram bem-vindas pelos;
• Os pais estão satisfeitos com as evoluções dos seus filhos e com o fato de os seus filhos
parecerem estar bem enquadrados e felizes nos grupos em que estão inseridos.
E neste sentido a Escola Estadual Manoel Marçal de Araújo cumpri todos os objetivos.
Materiais e Método:
O projeto desenvolvido na Escola Estadual Manoel Marçal de Araújo caracterizou-se quantos
aos meios inicialmente, com um estudo bibliográfico, a partir do levantamento e análise de referenciais
teóricos que possibilitaram maior abrangência e respaldo sobre o tema do artigo. De acordo com os
estudos feitos, ao analisar a área de inclusão, destacamos que a qualidade do relacionamento professor
e aluno tornam o processo educativo e a escola significativos para o educando. Os professores são
capacitados e orientados no contexto pedagógico para atender à crescente população de crianças e
jovens. Outra visão que é necessária destacar neste artigo é que os professores da EEMMA não tem
medo do enfrentamento da inclusão em sala de aula, por sentirem-se despreparados e apoiados no
contexto globalizante escolar, pela gestão escolar.
A importância dos conhecimentos sobre a inclusão é significativa, uma vez que para promover
experiências de socialização nas atividades diárias é muito importante, pois torna os alunos o mais
independentes possíveis, através de práticas pedagógicas direcionadas a eles, que os incluam.
Considerar a inclusão educacional como um processo que acontece em um contexto social,
político, econômico, cultural e histórico, sofrendo suas determinações, é fundamental na EEMMA,
para sua efetivação e para a implementação de mudanças. Refletir sobre a formação de docentes,
levantar seu perfil, refletir sobre sua identidade, suas relações e concepções sobre inclusão,
conhecimentos que têm sobre o tema e como a formação inicial é muito importante. Afinal
profissionais preparados podem contribuir para uma atuação que possibilite transformações.
Garantir uma formação docente de qualidade é um desafio e uma necessidade que se apresenta
a todo o professor formador que conceba à educação como um direito e não como um privilégio, o que
perpassa pela questão da inclusão.
A inclusão é concebida como um processo que, para efetivar-se, precisa do envolvimento dos
docentes, de conhecimentos, de políticas públicas, de reestruturação dos sistemas educacionais e das
escolas que dele fazem parte, de investimentos governamentais, da participação da comunidade, da
conscientização da sociedade em relação à educação como direito. O resultado delineados pelo
professor observador da projeto na EEMMA corrobora essa ideia, pois se observa que os sujeitos
acreditam que a inclusão só vai se efetivar se houverem mudanças na sociedade, nas políticas públicas,
no sistema educacional, na destinação de recursos para educação, na estruturação das escolas, nas
práticas pedagógicas, o que demonstra posicionamento crítico.
Isso indica que os docentes da EEMMA acreditam ser possível efetivar uma educação
inclusiva, concebendo-a como processo coletivo, que requer a participação da sociedade na luta por
educação para todos, com qualidade, respeito às diferenças, valorização da diversidade, atendimento às
necessidades e aprendizagem.
Resultados e Discussão:
A inclusão apresenta inúmeras vantagens (PECK; ODOM; BRICKER, 1993), como nos mostra
a investigação realizada nas últimas duas décadas. São diversos os estudos que apresentam claras
vantagens da escola com o impacto bastante positivo para os diversos intervenientes neste processo,
nomeadamente as crianças e jovens.
A Escola Manoel Marçal de Araújo vem partilhando com os pais, de uma forma acessível e
culturalmente adequada, informações e estratégias adequadas aos seus interesses e necessidades,
visando garantir a sua participação ativa em todos os processos que envolvam a habilitação e
integração social dos seus filhos.
Aos pais compete também um papel determinante, fornecendo à equipe, informação importante
sobre os progressos, as necessidades da criança / jovem e da família e colaborando nas atividades de
aprendizagem, que ocorrem na escola, no domicílio ou na comunidade.
Nosso coletivo escolar informa as famílias qual a melhor forma de coordenarem os seus
serviços e manterem os pais informados. As famílias têm a assim a oportunidade para expressar as
suas preferências o que lhes permite sentirem-se valorizadas em todos estes processos. Em síntese, a
EEMMA sugere que os educadores apoiem os pais em diferentes dimensões: Fornecendo informações
sobre os diferentes tipos de deficiências ou problemas de desenvolvimento; Fornecendo informações
sobre o processo de inclusão; Sugerindo estratégias inclusivas; Sugerindo formas de ensinarem os
seus filhos a aceitarem as diferenças e valorizarem as competências e Ensinando aos pais atitudes de
empatia e formas de saber lidar com a frustração e o conflito.
Afinal, sensibilizar as famílias relativamente à diferença parece-nos uma medida determinante
em termos de inclusão escolar e social. Uma das estratégias utilizadas para promover ações de
sensibilização à problemática da deficiência e assim preparar pais e filhos para a inclusão pode passar
por realizar teatros de fantoches (SNART; MAGUIRE, 1986) com bonecos representativos dos
diferentes tipos de deficiência, está estratégia de teatro ajuda os pais a compreenderem melhor o que se
passa na caminhada da inclusão.

Conclusões:
No nosso entender, a inclusão implica o total envolvimento da criança e jovem nas rotinas da
família, nas atividades sociais com familiares e amigos, bem como nas diversas oportunidades
educativas e recreativas que as comunidades têm a oferecer.
A filosofia inclusiva encoraja os docentes a provocarem ambientes de aprendizagem de entre
ajuda, onde a confiança e o respeito mútuos são essenciais para o desenvolvimento de um trabalho em
equipe. Aliás, um dos fatores, desde sempre, destacado para o sucesso da inclusão na Escola Estadual
Manoel Marçal de Araújo é precisamente a colaboração entre os professores, pais e todos os agentes
educativos. Por outro lado, a implementação de parcerias e de redes com a comunidade,
designadamente com os serviços sociais, de saúde e de reabilitação constituem facilitadores
imprescindíveis no desenvolvimento de apoios para a inclusão de alunos com necessidades educativas
especiais e o caminho que se deve enfatizar no futuro.

Figura 1: Inclusão escolar de sucesso


Referências:
ARANHA, M. S. F. Inclusão Social e Municipalização. In: MANZINI, E. J. (Org.) Educação
Especial: temas atuais. Marília: Unesp Marília, 2000. p. 1-9.

BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. Centro Gráfico do Senado Federal –


Brasília, 1998.

_______. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Ministério da Educação. Lei


9.394/96; MEC; Brasília, 1996.

ISCHKANIAN. Simone Helen Drumond. Volume 2 Inclusão Escolar - O planejamento das aulas
tem de prever atividades para todos. Disponível em : Google Académico -
ttp://scholar.google.com.br › citations. Acesso em: 20/02/2021.

Biografia
Alexsandro Soares de Lima, formado em Licenciatura Plena em Educação
Física pela UFAM, pós-graduado, em nível de Especialização em Educação
Inclusiva, Especial e Políticas de Inclusão. Professor concursado da SEMED e
SEDUC. Trabalha como professor de Educação Física de crianças PCD’S e
AUTISTAS na Escola Estadual Manoel Marçal de Araújo (EDUCAÇÃO
ESPECIAL)