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1.

A importância do enfermeiro na prevenção da automedicação

Segundo a organização mundial de saúde (OMS), a automedicação é uma


prática que se encontra em franca expansão, normalmente ao adoecer as pessoas tentam
caracterizar a patologia de acordo com sua sintomatologia, no entanto, quando os
sintomas não são graves, os mesmos são tratados com automedicação, no intuito de
tratar e aliviar os sintomas. Entretanto, vale salientar que a automedicação pode
comprometer a saúde dos indivíduos, visto que, ao invés de curar, o problema é
maximizado, e pode mascarar a apresentação clínica da doença, de modo a retardar o
seu diagnóstico. (ALMEIDA, 2011).
Sob esse viés, o cuidado do corpo humano demanda substancialmente de um
olhar para a dimensão conjunta do ser, de maneira inclusiva da essência existencial, se
fazendo necessário o auxílio do profissional de enfermagem em todo o conjunto que
engloba saúde, uma vez que, o enfermeiro se encontra em compromisso com a
coletividade do ser humano, atuando com humildade, competência, dignidade e
responsabilidade. Desse modo, assim como os médicos e os farmacêuticos, o
profissional da enfermagem pode intervir diretamente com o doente para diminuir as
práticas da automedicação, uma vez que, o mesmo é responsável por administrar
medicamentos em instituições de saúde, no qual se encontra em contato direto com o
paciente, assim pode está informando e orientando sobre o uso correto, os benefícios e
os possíveis riscos dos medicamentos. (ALMEIDA, 2011).
Nesse contexto, vale ressaltar que a criação de vínculo entre o enfermeiro e o
paciente é de suma importância para tratamento da doença, uma vez que através desse
vinculo o usuário vai se sentir mais acolhido e confiante, auxiliando de forma positiva
na comunicação. Além do mais, o profissional de enfermagem tem papel de passar
informações do uso de medicamentos, informando sobre os danos que o mesmo traz
quando utilizado de forma inadequada, ou sem prescrição médica, no entanto, deve
fazer com que o paciente siga de maneira correta as orientações a respeito do tratamento
farmacológico prescrito pelo médico. (ALMEIDA, 2011)
Todavia, é valido salientar que segundo Carmo e Silva (2013), anteriormente o
enfermeiro era visto somente como um profissional que fazia parte da equipe do
hospital exclusivamente para cuidar do paciente certamente que essa é uma função
executada pelo mesmo. No entanto, atualmente se tem outros campos de trabalho,
especialmente com a criação do sistema único de saúde (SUS), e com o programa saúde
de família (PSF), entretanto, na contemporaneidade, o enfermeiro trata-se de alguém
que além da assistência ao paciente, desempenha coordenação de equipes, visto que
detêm um visão ampla a respeito da área da saúde, estando preparado para discutir quais
são os condicionantes e o determinantes afeiçoados a questão do adoecer e do morrer da
população, por esse ângulo, o profissional de enfermagem não atua somente com a
assistência a partir da doença, está atuando também com a promoção da doença.
Nesse contexto, a automedicação é uma prática que não se encontra isenta de
riscos, mas quando o medicamento é ingerido de modo adequado com informação e
conhecimento necessário, por meio da ajuda dos profissionais de saúde compromissados
e qualificados, torna-se beneficente, assim como as atividades que englobam esse
processo do uso de medicamentos de maneira adequada. Em continuidade, se faz
pertinente ressaltar que o profissional de enfermagem assume de modo amiúde a
atribuição de identificar os fatores de risco e as dificuldades no sentido de que o
paciente siga de maneira correta as orientações a respeito do tratamento farmacológico
prescrito pelo médico. (CARMO E SILVA, 2013)
Sob esse viés, de acordo com Galato, Madalena e Pereira (2012), as
arrecadações de informações do paciente fazem parte da primeira etapa do processo de
enfermagem, no qual esta avaliação necessita acolher constantemente elementos
específicos a respeito da automedicação, visto que, possibilita proporcionar dados
indispensáveis para a identificação dos problemas associados aos fatores de
automedicação. Sendo assim, os profissionais de saúde devem ensinar, informar e
explicar sobre os possíveis malefícios e benefícios da automedicação e dos
medicamentos, posto isto, pode-se ressaltar que o modo ideal de aprimoramento a
qualidade da automedicação é o trabalho que envolve parceria entre os médicos,
farmacêuticos e enfermeiros.

Referências Bibliográficas:
ALMEIDA. Eliane Ramos de. A importância do enfermeiro na prevenção da
automedicação. Monografia (graduação em enfermagem) Faculdade de educação e
meio ambiente -FAEMA. Ariquemes- Rondônia. 2011

GALATO, D.; MADALENA J.; PEREIRA, G.B. Automedicação em estudantes


universitários: a influência da área da saúde.Ciênc. Saúde Colet. Rio de Janeiro. 17, n.
12, p. 3323-3330, 2012.
CARMO, M.M.; SILVA, P.JC. Uma solução mágica para a dor de viver: reflexões
psicanalíticas sobre o consumo de analgésicos. Rev. Latinoam. Psicopat. Fund., São
Paulo, v. 16, n.2, p. 218-334, 2013.

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