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(Nh.) Nheengatu. (L.G.) Lingua Geral. (A.) Auanheenga. (K.

) Karani

Jururu, pl.: jururus (var.: jururú, jurúrú)1, do tupi e guarani jyuruyaé (ou yururu ou
xearu'ru) 'boca aberto'2 ou 'boca triste'3, de iuru, juru (Nh.),4 yuru5 (A.), yurub (K.)6 'boca'.
adj. ant. alegre7, adj. triste, sin.: tristonho, calado, acabrunhado, abatido, macambúzio,
cabisbaixo, silenciosos, melancólica, pensativo, desanimado, desiludido. “os tupinambás
diziam xe aruru 'estar triste'”.

“a ouvir o arrulho jururu dos pombos no sapé...”

(adj. sup. de juru)

“estar, ou ficar, jururu”

“estar, ou ficar, jururu jururu”

“todo jururu” “nem fique aí para um canto, todo jururu, a pensar que...”

“meio jururu”

“jururu como carancho em tronqueira, ou na espera, ou parado, ou quieto”8 (porque o


carancho quando pousa em um lugar toma um ar muito triste)

1
Dicionário histórico das palavras portuguesas de origem tupi, de Antônio Geraldo da Cunha p.187
2
Vocabulario Sul Rio-Grandense, de José Romanguera Corrêa p. 107 (do guarani jyuruyaé boquiaberto,
pensativo)
3
Discurso, Academia mineira de letras: Nomenclatura das principais tribus do Brasil..., de Nelson Coelho de
Senna, 1910. p.53 (Eram índios do Ceará, muito bravios como os Jucás e os Juremas)
4
Vocabulário dos têrmos tupis de “O selvagem” de Couti de Magalhães, de Humberto Mauro, p. 40
5
Vocabulario Sul Rio-Grandense, de José Romanguera Corrêa p. 107
6
Annaes da Bibliotheca Nacional do Rio de Janeiro (Vocabulario indígena comparado)
7
Vocabulário, portugués tupi, tupi portugués, de A. P. Viégas p. 4
8
dicionário da cultura pampeana sul-rio-grandense, vol II, de Aldyr Garcia Schlee
jururu: ave com plumagem macia e estriada, de canto doido

jurupixuna: 'boca-preta' do tupi yu'ru boca e pi'xuna preta v. macaco-de-cheiro

jurumim: tamanduá ibandeira

(Diccionario de vocábulos brazileiros, de Visconde de Beaurepaire-Rohan) (Dicionário


tupi antigo - português, de Moacyr Ribeiro de Carvalho)

(Vocabulario Sul Rio-Grandense, de José Romanguera Corrêa) (Dicionário histórico das


palavras portuguesa de origem tupi, de Antônio Geraldo da Cunha)

...

Jururu´s – (jurúrú significa “boca triste”) Eram índios do Ceará, muito bravios como os
Jucás e os Juremas (p.53)

Jurunas -são da região do baixo o médio-Xingú e pertencem aos tupis impuros ali
encontrados pelos Dr. Carl. Von den Steinen, em 1884 e 1888. Juru-una “boca preta” –
((de tupi-guarani yuru ou juru: boca e una: preta)) porque pintavam rostros ((com a tinta
escura/preta de genipapo/jenipapo... observação do cronista)) tornando assim mais temível
o seo bizarro aspecto. (p.52) ... ((tatuagem com um espinho de tucum, dentes de peixes ou
de animais)) ((pinturas corporais uso do urucu (vermelho), jenipapo (preto), cavão (preto) e
tabatinga (branca), e óleo de inajá (em todo o corpo: proteger a pele das picadas dos
mosquitos é proteção de sol))

Jurupis- botacudos (((“que se deforman el lábio inferior”))) de Minas, hoje extinctos. Jurupi
“a boca primitiva” ou “o tronco da língua dos Jurús”, donde procediam os Indios Jurús,
dizem os “línguas” do Rio Doce. (p.53)

Discurso, Academia mineira de letras: Nomenclatura das principais tribus do Brasil..., de


Nelson Coelho de Senna, 1910.
...

“estar, ou ficar, jururu”


“não fique jururu, sua negra está aqui para lhe ouvir e consolar”
“ai da pombinha! Como está jururu! Quem foi que arrepiou sua penna minha rôla”
(Taunay, Inocencia)

“…bois jururús, em cada clareira” (Brasileirismos de os sertões, de Euclides de Cunha)


“…que é que tem, que anda jururu?” (Bugrinha, VIII, 100)
“me deixou jururu”

“estar, ou ficar, jururu jururu” construcción con reduplicación enfática o expressiva de


una palabra (se escriben sin coma)

“todo jururu”

“nem fique aí para um canto, todo jururu, a pensar que…” (Vivaldo Coaraci, Cata-Vento)
“saiu daqui todo jururu”

“meio jururu”

“meio jururús e com um chôrosinho no canto do olho (Coelho Neto, Miragem)


“você está meio jururu”

“jururu como carancho em tronqueira” (porque o carancho quando pousa em uma


tronqueira toma uns ares mui tristonhos)

FRAS: jururu como carancho de porteira (parado, quieto, na espera). (dicionário da


cultura pampeana sul-rio-grandense, vol II, de Aldyr Garcia Schlee)

Jururu, palabra indígena, no seu superlativo – que se fazia mediante a repetição da última
sílaba -.

Jururu (adj. sup. de yurú)

pecSapo: quizá por su boca grande

Sapo jururu, cantiga de ninar, acalanto, ronda.

Jururu, No Norte do Brasil designa um sapo não classificado em Pernambuco (Dicionário


dos animais do Brasil, de Rodolpho von Ihering)
Cururu, do tupi-guarani kuru 'ru 'sapo', é o nome genérico do sapo (na lingua tupi).
(Dicionário etimológico da língua portuguesa, de Antenor Nascentes)

Sapo jururu, de Mário Ficarelli, compositor e pianista brasileiro (Brasil A/Z:


enciclopédia alfabética em único volume)

Sapo jururu, elemento temático na Ciranda num. 4: O cravo brigou com a Rosa, de
Heitor Villa-Lobos. (recorrência temática de cantigas infantiles na música de Villa-
Lobos

Suite brasileira, de Heitor Villa-Lobos, incluyo tonadas como Sapo jururu.

Ando jururu, de Rita Lee

Jururu, sin.: joão-doido (pelo seu canto doido), joão-barbudo (que tem barbas na base do
pico)

João, nome propio muito comum, por afetividade (como María, y de ahí mariposa) (Maria-
de-barro ou João-de-barro) com substituçao de nome propio.

María, nombre propio, empleado en compuestos, derivados y acepciones, como nombre


común, equivalente semántico de mujer en general. (como mariposa, de Mari, apócope de
María, y posar, compuesto en el sentido de maría pósate)

Juanete, despectivo de Juan, como nombre típico de gente rústica, la cual suele estar
afectada de juanetes en los pies.

Sapo jururu (canción de cuna conocida en todo Brasil), que se originó del “bailado” del
Nordeste (danza dramática), conocida como “Bumba-meu boi”

represam, nas aliterações e duplicações silábicas, significantes sujos de materiais e


acontecimentos externos, antes de atingir o estado simbólico de dicionário

Las palabras -en su mayor parte de origen onomatopéyico- formadas por duplicación del
mismo elemento o por repetición de una silaba (a veces con vocales diferentes; como en
tictac o dindón) se escriben sin guiones cuando se emplean como sustantivos (guauguáu,
por guau, guau) (((en expresiones formadas por repetición de elementos iguales o
similares)))
Cururú, jururú, mururú, sururú

yurú 'boca'

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