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Contabilidade de Custos fornece uma compreensão completa dos conceitos de

custos, comportamento de custos e técnicas de contabilidade de custos com


relação a como se aplicam às empresas de manufatura e de serviços.

Os estudantes aprendem como determinar os custos de produtos e de serviços


acuradamente; como usar o conhecimento dos custos de produtos e de serviços
para estabelecer preços de venda, para dar lances em contratos e para analisar a
rentabilidade relativa de vários produtos e serviços; como usar técnicas para
medir o desempenho de gerentes e subunidades dentro de uma organização;
como projetar um sistema de contabilidade que se acomode ao sistema de pro-
dução e de distribuição de uma organização; e como usar o sistema de conta-
bilidade como ferramenta para motivar gerentes a perseguirem os objetivos da
organização.

Neste livro o estudante vai encontrar:

material para um curso sobre contabilidade de custos de um semestre, ou


um ano;
os princípios e os procedimentos do custeio por ordem de serviço, custeio
de processo e custeio padrão, de forma lógica e concisa; e
discussão sobre os relatórios de propósitos especiais e as técnicas ana-
líticas da contabilidade gerencial.

ISBN 13 978-85-221-0973-9
ISBNISBN
10 8585-221-0973-7
- 221 - 0238 - 4

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9 7 8 8957 828 522 2 11 002 398 97 3 9


CONTABILIDADE
DE CUSTOS
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
(Bibliotecária Maria Fátima dos Santos CRB8-6818)

VanDerbeck, Edward J.
657.42
V288c Contabilidade de custos / Edward J.
VanDerbeck, Charles F. Nagy ; tradução
Robert Brian Taylor ; revisão técnica Elias
Pereira. -- 11.ed. -- São Paulo : Cengage
Learning, 2001
456 p.: graf., il., tab.
Título original: Principles of cost accouting,
11.ed.
Inclui glossário e índice.
Requisitos do sistema : Windows, Mac e Linux
web browsers; JavaScript, cookies e pop-ups
devem estar habilitados.
Modo de acesso : Web
ISBN 85-221-0973-7 (livro eletrônico)
ISBN 978-85-221-0973-9 (livro eletrônico)
1. Contabilidade de custos. 2. Tomada de decisão
(administração executiva). I. Nagy, Charles F.
II. Taylor, Robert Brian, trad. III. Pereira,
Elias, rev. IV. Título.
03-7022 CDD-531

Índices para catálogo sistemático:

657.42 Contabilidade de custos


CONTABILIDADE
DE CUSTOS

11.ª Edição

Edward J. VanDerbeck
Professor de Contabilidade Xavier University
Cincinnati, Ohio

Charles F. Nagy
Emérito do Corpo Docente de Contabilidade
Cleveland State University - Cleveland, Ohio

Tradução
Robert Brian Taylor

Revisão Técnica
Elias Pereira
Mestrando em Cências Contábeis e Finanças
Mestrado em Controladoria e Contabilidade, Administração, Finanças e Markenting

Austrália • Brasil • Japão • Coréia • México • Cingapura • Espanha • Reino Unido • Estados Unidos
Contabilidade de Custos – 11ª edição © 1999 by South-Western College Publishing, parte da
Cengage Learning
Edward J. VanDerbeck
Charles F. Nagy © 2001 Cengage Learning Edições Ltda.

Todos os direitos reservados. Nenhuma parte deste livro po-


derá ser reproduzida, sejam quais forem os meios empregados,
sem a permissão, por escrito, da Editora.
Diretor Editorial: José Martins Braga Aos infratores aplicam-se as sanções previstas nos artigos
102, 104, 106 e 107 da Lei no 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.
Gerente de Produção: Maria Celina J. Moriya
Título Original: Principles of Cost Accounting, Para informações sobre nossos produtos, entre em
11nd ed contato pelo telefone 0800 11 19 39
Tradução: Robert Brian Taylor
Para permissão de uso de material desta obra, envie
Revisão Técnica: Elias Pereira seu pedido para direitosautorais@cengage.com
Revisão: Renato Nicolai e Lucia Scoss Nicolai
Editoração Eletrônica: Divina Rocha Corte
Fukuko Saito
Capa: Marco Zero © 2001 Cengage Learning. Todos os direitos reservados.

ISBN-10: 85-221-0238-4,

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Impresso no Brasil.
Printed in Brazil.
11 12 13 14 15 05 04 03 02 01
Prefácio

POR QUE ESTUDAR CONTABILIDADE DE CUSTOS?

A décima primeira edição de Contabilidade de Custos fornece uma compreensão comple-


ta dos conceitos de custos, comportamento de custo e técnicas de contabilidade de custos com
relação a como se aplicam às empresas de manufatura e de serviços. Os estudantes aprendem
como determinar os custos de produtos e de serviços acuradamente; como usar o conhecimen-
to dos custos de produtos e de serviços para estabelecer preços de venda, para dar lances em
contratos, e para analisar a rentabilidade relativa de vários produtos e serviços; como usar técni-
cas para medir o desempenho de gerentes e subunidades dentro de uma organização; como
projetar um sistema de contabilidade que se adapte ao sistema de produção e de distribuição de
uma organização; e como usar o sistema de contabilidade como ferramenta para motivar geren-
tes a perseguirem os objetivos da organização.

FORMATO DA DÉCIMA PRIMEIRA EDIÇÃO

1. Oferece material para um curso sobre contabilidade de custos de um semestre, ou um


ano.
2. Apresenta os princípios e os procedimentos do custeio por ordem de serviço, custeio
de processo, e custeio padrão, de forma lógica e concisa.
3. Discute os relatórios de propósitos especiais e as técnicas analíticas da contabilidade
gerencial.
4. Mantém o formato de dez capítulos – uma característica do texto. Um capítulo sobre
custeio por ordem de serviço para uma empresa de serviços substitui o capítu-
lo sobre uma aplicação abrangente de custeio por ordem de serviço.
5. A principal investida da revisão tem sido de produzir um livro relevante e de fácil leitura
que cobre os pontos essenciais sobre a contabilidade de custos, que introduz exemplos
do mundo real, que reforça a discussão com problemas de demonstração, e que oferece
6 • CONTABILIDADE DE CUSTOS

aos estudantes prática em dominar os tópicos com perguntas, exercícios e problemas


relevantes no final dos capítulos. Alguns problemas estão adaptados para ser resolvidos
por computador.
6. Integra os usos de informações sobre custos com uma discussão sobre sistemas e pro-
cedimentos de acumulação de custos ao mesmo tempo que oferece material prático
que se aproxima muito da apresentação do mesmo material no capítulo.

CARACTERÍSTICAS DA DÉCIMA PRIMEIRA EDIÇÃO

A décima primeira edição inclui diversas características para facilitar o processo de apren-
dizagem para o estudante e realça a capacidade de ensino do texto para o professor.

APÊNDICES

Um apêndice no final do Capítulo 2 ilustra os sistemas de estoque “just-in-time” (JIT). Um


apêndice no final do Capítulo 9 ilustra os métodos de análise de três e de quatro variações.

PROBLEMAS DE DEMONSTRAÇÃO

Incluído no final de cada capítulo, há um problema de demonstração com explicação pas-


so-a-passo sobre como resolvê-lo. O problema de demonstração é criado a partir de conceitos
difíceis no capítulo e reforça as técnicas e os procedimentos que foram discutidos nele. Em ca-
da capítulo, um problema muito parecido ao problema de demonstração é identificado.

EXEMPLOS DO MUNDO REAL

Os exemplos do mundo real são predominantemente excertos de artigos de jornais e re-


vistas que explicam o que há de mais moderno em técnicas de contabilidade de custos usadas
para uma adaptação às rápidas mudanças na tecnologia de manufatura. Alguns exemplos dos
tópicos incluem os sistemas “just-in-time”, de estoque, manufatura de classe mundial, sistemas
altamente automatizados de manufatura onde os custos de mão-de-obra direta são insignifi-
cantes, e os métodos de alocação de custos que procuram determinar o custo “correto” de um
produto ou de um serviço.

OBJETIVOS INTEGRADOS DE APRENDIZAGEM

Os objetivos de aprendizagem iniciam cada capítulo. Cada objetivo de aprendizagem é in-


dicado no texto onde é discutido pela primeira vez. Todos os exercícios e problemas de final de
capítulo estão identificados pelos objetivos de aprendizagem.

TERMOS-CHAVE

Os termos-chave são realçados em negrito assim que são introduzidos. Eles são listados,
com referência de página, no final de cada capítulo. Um glossário abrangente está incluído ao fi-
nal do livro, fornecendo definições para todos os termos-chave.
PREFÁCIO • 7

MATERIAIS DE FINAL DE CAPÍTULO

As questões, exercícios e problemas de final de capítulo foram cuidadosamente escritos e


revisados para refletir uma cobertura dos assuntos como estes aparecem nos respectivos capítu-
los. Houve um esforço concentrado para oferecer ao professor uma ampla escolha de assuntos e
de grau de dificuldade ao designar materiais de final de capítulo. Além disso, alguns problemas
específicos podem ser resolvidos com o uso de planilha eletrônica.

TAREFAS DIRIGIDAS

Em pontos específicos dentro de cada capítulo, os estudantes são orientados para tarefas
apropriadas no final do capítulo. Isso permite aos estudantes trabalharem em itens práticos sem
completar o capítulo inteiro.

AGRADECIMENTOS

Agradecemos os seguintes docentes que revisaram manuscritos para esta edição e que
ofereceram sugestões úteis:

Barry Buchoff Cynthia Greeson


Towson State University Ivy Tech State College, Evansville

Margaret Combs Leann Johnson


Union College Southeastern Illinois College

Sharon Johnson Ronald Loesel


Kansas City Kansas Great Lakes Junior College
Community College
Josephine Miller
Judith Kizzie Mercer County Community
Clinton Community College College

Kenneth Leibham Joan Ryan


Columbia Gorge Clackamas Community College
Community College
Sumário
CAPÍTULO 1 INTRODUÇÃO À CONTABILIDADE DE CUSTOS
Usos dos Dados da Contabilidade de Custos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15
Determinando Custos e Preços de Produtos;
Planejamento e Controle
O Relacionamento da Contabilidade de Custos com a Contabilidade
Financeira . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18
Custo de Produtos Vendidos; Estoques
Elementos dos Custos de Manufatura . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 22
Materiais Diretos; Mão-de-obra Direta; Custos
Indiretos de Fabricação; Resumo dos Custos de
Manufatura; Fluxo de Custos
Ilustração da Contabilidade para Custos de Manufatura. . . . . . . . . . . . . . . 24
Sistemas de Contabilidade de Custo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 33
Pedidos Especiais; Produção Contínua ou em Massa; Combinação
de Sistemas; Custeio Padrão; Ilustração de um Sistema de Custo por
Ordem; Conta de Controle de Produtos em Processo; Produtos
em Processo na Demonstração de Manufatura.

CAPÍTULO 2 CONTABILIDADE PARA MATERIAIS


Controle de Materiais. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 60
Controle Físico de Materiais; Controlando o
Investimento em Materiais
Procedimentos de Controle de Materiais. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 65
Pessoal de Controle de Materiais; Controle
Durante a Obtenção; Controle Durante a
Estocagem e Baixa de Estoque
Contabilidade de Materiais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 73
Determinando o Custo de Materiais Baixados,
Procedimentos Contábeis
Refugo, Produtos Danificados e Defeituosos. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 86
Material Refugado; Produto Danificado ou
Defeituoso
Apêndice: Controle de Materiais “Just-In-Time” . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 89
JIT e Fluxos de Custo
10 • CONTABILIDADE DE CUSTOS

CAPÍTULO 3 CONTABILIDADE DE MÃO-DE-OBRA

Planos de Remuneração . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 109


Planos de Taxa por hora; Plano de Taxa por
Peça; Planos Salariais Modificados
Controlando Custos de Mão-de-Obra . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 111
Cartão de Ponto e Registro de Tempo; Departamento
da Folha de Pagamento
Contabilizando Custos de Mão-de-Obra, Impostos e Encargos Sociais
sobre Folha de Pagamento dos Empregadores . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 118
Encargos Sociais do Empregador; Ilustração da
Contabilidade de Custos de Mão-de-obra
Provisões sobre Folha de Pagamento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 127
Problemas Especiais de Custos de Mão-de-Obra. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 130
Prêmios sobre Turnos de Trabalho; Custos de Pensão dos
Empregados; Gratificação; Pagamento de Férias e Feriados;
Contabilidade para Pagamento de Gratificações, Férias e Feriados
Anexo: Legislação Brasileira sobre Custos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 152

CAPÍTULO 4 CONTABILIDADE DE CUSTOS INDIRETOS DE FABRICAÇÃO


Identificando Padrões de Comportamento de Custo . . . . . . . . . . . . . . . . 154
Analisando Custos Indiretos de Fabricação Semivariáveis . . . . . . . . . . . . 155
Método Observacional; Método Alto-Baixo;
Método do Gráfico de Dispersão; Limitações
dos Métodos Alto-Baixo e Gráfico de
Dispersão Estatística
Orçamento dos Custos Indiretos de Fabricação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 159
Contabilidade de Custos Indiretos de Fabricação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 160
Folhas de Análise de Custos Indiretos de Fabricação;
Programação de Custos Fixos; Despesas Gerais
como Custo Indiretos de Fabricação; Resumo dos Custo
Indiretos de Fabricação
Distribuindo Despesas dos Departamentos de Serviços . . . . . . . . . . . . . 165
Aplicação dos Custo Indiretos de Fabricação à Produção. . . . . . . . . . . . 171
Método de Custo de Mão-de-obra Direta;
Método de Horas de Mão-de-obra Direta;
Método de Horas – Máquina;
Método de Custeio baseado em Atividade
Contabilidade dos Custo Indiretos de Fabricação Reais e Aplicados . . . 177

CAPÍTULO 5 CONTABILIDADE DE CUSTOS PARA O SETOR DE SERVIÇOS


Custeio por Ordem para o Setor de Serviços . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 211
Folha de Custos por Ordem para um Setor
de Serviços; Escolhendo a Base de Alocação de Custos;
Rastreando o Curso dos Custos Diretos até a Ordem de Serviço;
Relatório de Desempenho dos Custos
Orçamentos para Empresas de Serviços . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 215
O Orçamento de Receita; O Orçamento de Mão-de-obra;
O Orçamento de Custos Indiretos de Prestação de Serviços;
Sumário • 11

O Orçamento para Outras Despesas; A Demonstração


de Resultados Orçados
Custeio Baseado em Atividade em uma Empresa de Serviços . . . . . . . . . 219
Convertendo Custos Indiretos em Custos Diretos; Grupos de Custos
Múltiplos Indiretos; Folha de Custo por Ordem – Custeio Baseado
em Atividade
Alocações Usando Custeio Simplificado versus Custeio
Baseado em Atividade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 221

CAPÍTULO 6 CONTABILIDADE DE CUSTOS POR PROCESSO


– PROCEDIMENTOS GERAIS
Comparação de Sistemas de Custos Básicos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 237
Custos de Materiais e Mão-de-obra; Custos Indiretos de Fabricação
Custo do Produto em um Sistema de Custo por Processo. . . . . . . . . . . . 239
Fábrica Não Departamentalizada; Fábrica
Departamentalizada
Estoque de Produtos em Processo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 240
Resumo do Custo de Produção – Um Departamento
sem Estoque Inicial . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 242
Resumo do Custo de Produção – Um Departamento
com Estoque Inicial . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 245
Resumo do Custo de Produção – Múltiplos Departamentos
sem Estoque Inicial . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 247
Resumo do Custo de Produção – Múltiplos Departamentos
com Estoque Inicial . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 257
Mudanças nos Custos Unitários de Transferência
no Departamentos Anterior . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 265

CAPÍTULO 7 CONTABILIDADE DE CUSTOS POR PROCESSO


– PROCEDIMENTOS ADICIONAIS
Produção Equivalente – Materiais Não Aplicados Uniformemente . . . . . 282
Problema Ilustrativo n.º 1; Problema
Ilustrativo n.º 2; Problema Ilustrativo n.º 3
Unidades Perdidas na Produção . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 291
Unidades Ganhas na Produção . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 293
Produção Equivalente – Método PEPS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 295
Problema Ilustrativo n.º 1; Problema Ilustrativo n.º 2
Produtos Conjuntos e Subprodutos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 303
Contabilizando Produtos Conjuntos;
Contabilidade para Subprodutos

CAPÍTULO 8 CONTABILIDADE DE CUSTO PADRÃO


– MATERIAIS E MÃO-DE-OBRA
Tipos de Padrão . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 327
Procedimentos de Custo Padrão. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 328
Determinação dos Custos Padrão para Materiais e Mão-de-obra;
Registrando Custos Padrão para Materiais e Mão-de-obra
12 • CONTABILIDADE DE CUSTOS

Determinação de Variações . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 329


Contabilizando de Variações . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 333
Método Alternativo para Registrar Custos de
Materiais; Disposição das Variações de Custo Padrão
Análise das Variações . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 335
Características da Contabilidade de Custo Padrão . . . . . . . . . . . . . . . . . 340
Ilustrações de Custo Padrão em uma Fábrica Departamentalizada . . . . 341

CAPÍTULO 9 ORÇAMENTOS E CONTABILIDADE DE CUSTO


PADRÃO PARA CUSTOS INDIRETOS DE FABRICAÇÃO
Princípios Orçamentários . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 365
Preparando e Usando Orçamentos. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 367
Previsão de Vendas; Planejamento de Estoque e Produção;
Orçamentos para Custos de Manufatura e Despesas
Administrativas e de Vendas; Outros Orçamentos;
Avaliando o Desempenho Orçamentário
Orçamentos Flexíveis. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 372
Preparando o Orçamento Flexível para Custos Indiretos de
Fabricação; Usando o Orçamento Flexível; Custos Semifixos e
Semivariáveis; Orçamentos do Departamento de Serviços
e Variações; Resumo do Processo Orçamentário
Análise das Variações do Custo Padrão para Custos
Indiretos de Fabricação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 377
Método de Análise de Duas Variações . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 379
Apêndice: Métodos de Análise de Quatro e Três Variações . . . . . . . . . . 384

CAPÍTULO 10 ANÁLISE DE CUSTOS PARA TOMADAS DE


DECISÕES GERENCIAIS
Custeio Direto e Custeio por Absorção . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 407
Custos do Produto versus Custos do Período;
Ilustração dos Métodos de Custeio Direto e por Absorção
Méritos e Limitações do Custeio Direto. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 411
Relatório por Segmentos para Análise de Rentabilidade . . . . . . . . . . . . 412
Análises Custo-Volume-Lucro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 414
Análises do Ponto de Equilíbrio; Gráfico do Ponto de Equilíbrio;
Análise do Ponto de Equilíbrio para Decisões Gerenciais
Índice de Margem de Contribuição e Margem de Segurança. . . . . . . . . 419
Análise do Custo Diferencial . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 420
Custos de Distribuição. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 422

GLOSSÁRIO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 442

ÍNDICE ANALÍTICO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 453


1
Introdução à Contabilidade de Custos

OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM

Após estudar este capítulo, você dever estar apto a:

 Explicar os usos dos dados da contabilidade de custos.


 Descrever o relacionamento entre a contabilidade de custos e a contabilidade
financeira.
 Identificar os três elementos básicos dos custos de manufatura.
 Ilustrar os procedimentos básicos da contabilidade de custos.
 Distinguir entre os dois tipos básicos de sistemas de contabilidade de custos.

importância das informações contábeis para a operação bem-sucedida de uma empresa,

A incluindo dados sobre custos específicos, foi reconhecida há muito tempo. Entretanto,
no atual ambiente da economia globalizada, essas informações são mais críticas do que
nunca. Automóveis da Alemanha, equipamento eletrônico do Japão, sapatos da Itália e roupas da
Tailândia são apenas alguns poucos exemplos de produtos feitos no exterior que ofereceram
uma concorrência dura para fabricantes dos EUA, tanto interna quanto externamente. Como re-
sultado dessas pressões, as empresas de hoje estão dando mais ênfase no controle de custos em
uma tentativa de manter os seus produtos competitivos. A contabilidade de custos fornece os
dados detalhados sobre custos que a gestão precisa para controlar as operações atuais e planejar
para o futuro. Como ilustra a Figura 1-1, a contabilidade de custos fornece as informações que
permitem à gerência alocar recursos para as áreas mais eficientes e rentáveis da operação.
14 • CONTABILIDADE DE CUSTOS

Figura 1-1 Processo de produção para bens de serviços

Entradas
(Fatores de produção)

Recursos
naturais Saídas

Bens
Processo de
conversão

Recursos
humanos
Serviços

Capital

Fonte: Lawrence J. Gitman e Carl McDaniel, The World of Business (Cincinnati, OH: South-Western Publishing Co., 1995).

Todos os tipos de entidades comerciais — empresas de manufatura, de comércio e de ser-


viços — necessitam de sistemas de informação de contabilidade de custos para contabilizarem
as suas atividades. Fabricantes convertem matérias-primas compradas em produtos acabados
ao usarem mão-de-obra, tecnologia e instalações. Empresas de comércio compram produtos
acabados para a revenda. Estes podem ser varejistas, que vendem produtos para indivíduos
consumirem, ou atacadistas, que compram bens de fabricantes e vendem para varejistas. Em-
presas de serviços com fins lucrativos, como linhas aéreas, arquitetos e cabeleireiros, ven-
dem serviços em vez de produtos. Agências de serviço sem fins lucrativos, como as institui-
ções de caridade, agências governamentais e algumas instalações de assistência médica,
oferecem serviços a pouco ou nenhum custo ao usuário.
A natureza do processo de manufatura exige que os sistemas de informações contá-
beis dos fabricantes sejam projetados para acumular dados detalhados sobre custos relaciona-
dos com o processo de produção. Assim, hoje em dia é comum para as empresas de manufatura
de todos os tamanhos terem sistemas de contabilidade de custos que mostram os custos in-
corridos, e onde e como estas despesas foram usadas. Enquanto os princípios e procedimentos
da contabilidade de custos discutidos no livro enfatizam os fabricantes, muitos dos mesmos prin-
cípios se aplicam às empresas de comércio e às de serviços. Hoje, a contabilidade de custos é re-
conhecida como sendo essencial para uma operação eficiente de hospitais, agências de bem-es-
tar social e muitas outras entidades. O Capítulo 5 ilustra os procedimentos da contabilidade de
custos para empresas de serviço.
As atividades de uma organização de manufatura são parecidas, em muitas maneiras, àque-
las de uma empresa de comércio. As duas compram, armazenam e vendem produtos; ambas
precisam ter uma gestão eficiente e fontes adequadas de capital; ambas podem empregar cente-
nas ou milhares de trabalhadores. O processo de manufatura em si realça a distinção entre as
Capítulo 1 • INTRODUÇÃO À CONTABILIDADE DE CUSTOS • 15

duas: empresas de comércio como a Circuit City compram equipamento eletrônico em formato
negociável para revendê-lo aos seus clientes; fabricantes, como a Magnavox, precisam fabricar os
produtos que vendem. Uma vez que a organização de comércio adquiriu produtos, ela pode rea-
lizar a função de marketing. A compra de matérias-primas por um fabricante, no entanto, é ape-
nas o começo de uma cadeia longa, e às vezes complexa, de eventos que resultam em um artigo
acabado para a venda.
O processo de manufatura envolve a conversão de matérias-primas em produtos acaba-
dos através do uso de mão-de-obra e vários outros recursos de fábrica. O fabricante precisa fazer
um investimento grande em ativos físicos, como edifícios para a fábrica e tipos especializados de
máquinas e equipamento. Para executar o processo de manufatura, o fabricante precisa comprar
quantidades apropriadas de matéria-prima, suprimentos e peças, e criar uma força de trabalho
para converter estes recursos em produtos acabados.
Além do custo de materiais e mão-de-obra, o fabricante incorre em outras despesas no
processo de produção. Muitos desses custos, como depreciação, impostos, seguros e utilidades
públicas, são parecidos àqueles incorridos por uma empresa de comércio. Outros custos, como
a manutenção e reparos de máquinas, manuseio de materiais e preparação, programação e ins-
peção para produção, são singulares aos fabricantes. Uma vez que os produtos tenham sido fa-
bricados e estejam prontos para a venda, o fabricante realiza basicamente as mesmas funções
que o comércio. Os métodos de contabilidade para vendas, custo de produtos vendidos, e des-
pesas administrativas e de venda são similares àqueles dos comerciantes. Em comparação, em-
presas de serviço não têm estoques porque o serviço é consumido no momento em que é for-
necido. Empresas de serviço têm receitas e despesas operacionais, mas nenhum custo de
produtos vendidos.

USOS DOS DADOS DA CONTABILIDADE DE CUSTOS


OBJETIVO DE APRENDIZAGEM 1
Explicar os usos dos dados da contabilidade de custos.

Foram desenvolvidos princípios de contabilidade de custos que permitem ao fabricante


processar os muitos custos diferentes associados com a manufatura e a fornecer características
de controle próprias. A informação produzida por um sistema de contabilidade de custos forne-
ce uma base para determinar custos de produtos e preços de venda, e ajuda a gerência a plane-
jar e controlar operações.

DETERMINANDO CUSTOS E PREÇOS DE PRODUTOS

Procedimentos de contabilidade de custos oferecem o meio de determinar custos de pro-


dutos e, assim, de gerar demonstrações financeiras significativas e outros relatórios relevantes
para a gestão. Procedimentos de custos devem ser projetados para permitir a determinação de
custos unitários, assim como os custos totais do produto. Por exemplo, o fato de que um fabri-
cante gastou US$ 10.000 de mão-de-obra em certo mês não é, em si, significativo; mas se essa
mão-de-obra produziu 5.000 unidades de produtos acabados, o fato de que o custo por mão-de-
obra foi de US$ 2 por unidade é significativo. Essa cifra pode ser comparada ao custo de mão-de-
obra por unidade de outros períodos e, até certo ponto, ao dos concorrentes.
16 • CONTABILIDADE DE CUSTOS

Informações sobre o custo por unidade também são úteis para tomar uma variedade de de-
cisões importantes de marketing:
1. Determinando o preço de venda de um produto. Saber o custo de manufatura de uma
unidade de produto ajuda a estabelecer o preço de venda. Esse preço deve ser alto o suficien-
te para cobrir o custo de produção do item, incluindo as despesas administrativas e de mar-
keting que são atribuíveis ao produto, e ainda oferecer lucro.
2. Enfrentando a concorrência. Se o produto está sendo vendido por um preço menor por
um concorrente, informações detalhadas com relação aos custos por unidade podem ser usa-
das para determinar se o problema pode ser resolvido ao reduzir o preço de venda, ao redu-
zir os custos de manufatura, ou ao eliminar o produto.
3. Oferta de preços em contratos. Muitos fabricantes precisam fazer ofertas competitivas pa-
ra obter contratos. Uma análise dos custos por unidade relacionados ao fabricante de um pro-
duto em particular é de grande importância na determinação do preço a ofertar.
4. Analisando a rentabilidade. Informações sobre o custo por unidade permitem à adminis-
tração determinar o montante de lucro que cada produto deve obter e possivelmente elimi-
nar os produtos menos lucrativos, assim concentrando os seus esforços nos produtos mais
lucrativos. No entanto, não é incomum para algumas empresas manterem uma linha de pro-
dutos que rendem um lucro muito baixo, ou até dão prejuízo, para poder manter a variedade
de produtos que atrairá os clientes que também compram os itens mais lucrativos.

PLANEJAMENTO E CONTROLE

O valor final da contabilidade de custos repousa no uso dos dados acumulados e relatados.
Uma das funções mais importantes da contabilidade de custos é de desenvolver informações
que a gestão pode usar para planejar e controlar operações.
Planejamento é o processo de estabelecer objetivos ou metas para a empresa e de de-
terminar os meios pelos quais a empresa irá atingi-los. O planejamento eficaz é facilitado pelo
seguinte:
1. Objetivos claramente definidos da operação de manufatura. Estes objetivos podem
ser expressos no número de unidades a serem produzidas, na qualidade desejada, no custo
estimado por unidade, ou no momento necessário para satisfazer a demanda do cliente sem
manter estoques excessivos.
2. Um plano de produção que ajudará e guiará a empresa a atingir os seus objetivos.
Este plano detalhado inclui a descrição das operações de manufatura necessárias que serão
executadas, uma projeção das necessidades de pessoal para o período, e a coordenação da
aquisição oportuna de materiais e instalações.

A contabilidade de custos realça o processo de planejamento ao fornecer custos históricos


que servem como base para projeções futuras. A gerência pode analisar os dados para estimar
custos futuros e resultados operacionais e para tomar decisões com relação à aquisição de insta-
lações adicionais, às mudanças nas estratégias de marketing e à disponibilidade de capital.
A palavra “controle” é usada de muitas formas diferentes, mas do ponto de vista de uma
empresa de manufatura, controle é o processo de monitorar as operações da companhia e de-
terminar se os objetivos identificados no processo de planejamento estão sendo realizados. O
controle eficaz é obtido das seguintes maneiras:
Capítulo 1 • INTRODUÇÃO À CONTABILIDADE DE CUSTOS • 17

1. Designando responsabilidade.
2. Medindo e comparando resultados periodicamente.
3. Tomando a ação corretiva necessária.

Designando Responsabilidade. A responsabilidade deve ser designada para cada deta-


lhe do plano de produção. Todos os gestores e supervisores devem saber precisamente quais
são as suas responsabilidades em termos de eficiência, operações, produção e custos. A chave
para se ter um controle apropriado envolve o uso de contabilidade por responsabilidade e cen-
tros de custos.
A essência da contabilidade por responsabilidade está na designação de responsabilida-
de por custos ou resultados de produção aos indivíduos que têm mais autoridade para influenciá-
los. Envolve um sistema de informações que rastreia os dados até os gestores responsáveis.
Um centro de custos é uma unidade de atividade dentro da fábrica à qual os custos po-
dem ser designados de forma prática e imparcial. Um centro de custos pode ser um departa-
mento ou um grupo de empregados; pode representar um serviço, um processo ou uma máqui-
na. Os critérios para um centro de custos são (1) uma base razoável sobre a qual os custos de
manufatura podem ser alocados e (2) uma pessoa que tem controle sobre, e que é responsável
por, muitos dos custos debitados para aquele centro.
Com a contabilidade por responsabilidade, o gestor de um centro de custos é responsável
somente por aqueles custos que o gestor controla. Por exemplo, os custos de mão-de-obra e
materiais serão debitados para o centro de custos, mas o gestor pode ser responsável apenas
pela quantidade de materiais usados e o número de horas trabalhadas pela mão-de-obra. Esse
gestor provavelmente não seria responsável pelo custo por unidade de matérias-primas ou pe-
la quantia paga por hora aos empregados. Normalmente, essas despesas vão além do controle
do gestor e são da responsabilidade dos departamentos de compras e de pessoal. O gestor po-
de ser responsável pelo custo de manutenção e reparo de máquinas devido ao mal uso no cen-
tro de custos, mas ele não seria responsável pelos custos de depreciação, impostos e seguro
das máquinas se a decisão para comprar máquinas fosse feita em um nível mais alto na organi-
zação. Se a produção no centro de custos por um dado período for mais baixa do que a plane-
jada, isso pode ser devido à má supervisão, que seria da responsabilidade do gestor. Entretan-
to, se trabalhadores menos qualificados estão sendo contratados, isso normalmente vai além
do controle do gestor.
Relatórios de custos e de produção para um centro de custos refletem todos os dados
de custos e de produção identificados com aquele centro. Em um sistema de contabilidade por
responsabilidade, os dados específicos pelos quais o gestor é responsável seriam realçados ou
segregados para avaliar o desempenho daquele gestor e iniciar ação para corrigir deficiências.
No entanto, freqüentemente, tanto um relatório de custos e produção quanto um relatório de
desempenho em separado serão preparados para um centro de custos. O relatório de de-
sempenho incluirá apenas os dados de custos e de produção que o gestor do centro pode
controlar.
Esses relatórios devem ser fornecidos em intervalos regulares (mensalmente, semanalmen-
te, diariamente), de forma oportuna. Para fornecer o benefício máximo, os relatórios devem es-
tar disponíveis assim que possível após o final do período que está sendo relatado. Relatórios
que não são produzidos de forma oportuna não são eficazes como um dispositivo de controle.

Medindo e Comparando Resultados Periodicamente. Relatórios operacionais reais


devem ser medidos periodicamente e comparados com os objetivos estabelecidos no processo
de planejamento. Essa análise, que pode ser feita mensal, semanal, diariamente, ou até por hora,
18 • CONTABILIDADE DE CUSTOS

no caso de relatórios de produção e refugo, é uma das principais partes do controle de custos
porque ela compara o desempenho atual com o plano como um todo. O montante em dinheiro
real, unidades produzidas, horas trabalhadas ou materiais usados são comparados com o orça-
mento, que é o plano operacional da gestão expresso em termos quantitativos (unidades e di-
nheiro). Essa comparação é uma característica primária da análise de custos. O montante em di-
nheiro gasto ou a quantidade de unidades produzidas têm pouco significado até serem
comparados com as quantias orçadas. Os resultados reais de períodos anteriores também po-
dem ser comparados para realçar tendências significativas.

Tomando a Ação Corretiva Necessária. Os relatórios produzidos pela mensuração e


análise de resultados operacionais podem identificar áreas problemáticas e desvios do plano.
Uma ação corretiva apropriada deve ser implementada onde necessário. Uma variação significa-
tiva do plano é um sinal de aviso. Investigações podem revelar uma fraqueza que deve ser corri-
gida ou um ponto forte que deve ser melhor utilizado.
A administração não quer apenas saber os resultados das operações, mas como os resul-
tados — se favoráveis ou desfavoráveis — se comparam com o plano, por que as coisas acon-
teceram e quem foi o responsável. A administração deve ser preparada para melhorar as con-
dições existentes. Do contrário, a mensuração periódica de atividade tem pouco valor.
Contadores podem ter um papel chave nesse empreendimento, como ilustra o exemplo do
mundo real na página (25).

O RELACIONAMENTO DA CONTABILIDADE DE CUSTOS


COM A CONTABILIDADE FINANCEIRA
OBJETIVO DE APRENDIZAGEM 2
Descrever o relacionamento da contabilidade de custos com a contabilidade
financeira.

O objetivo da contabilidade é acumular informações financeiras para serem usadas nas to-
madas de decisão econômicas. A contabilidade financeira focaliza a coleta de informações a
serem usadas na preparação de demonstrações financeiras que satisfazem as necessidades de in-
vestidores, credores e outros usuários externos de informações financeiras. As demonstrações
incluem um balanço, uma demonstração de resultado, uma demonstração de lucros acumulados
e uma demonstração de fluxos de caixa. Essas demonstrações financeiras, embora úteis para a
administração assim como para os usuários externos, não são o suficiente. Relatórios, listagens e
análises adicionais são necessários para o uso interno no planejamento e controle. A administra-
ção passa a maior parte de seu tempo avaliando os problemas e as oportunidades de departa-
mentos e divisões individuais da empresa em lugar de examinar a empresa inteira de uma só vez.
Como resultado, as demonstrações financeiras externas para toda a empresa são de pouca ajuda
para a gestão tomar decisões do dia-a-dia. A contabilidade de custos fornece as informações adi-
cionais necessárias para esses relatórios especiais destinados à administração, e também fornece
os dados necessários para preparar as demonstrações financeiras. Por exemplo, os procedimen-
tos de contabilidade de custos são necessários para determinar: se se deve fabricar ou comprar
um componente de produto; se se deve aceitar um pedido especial por um preço descontado;
o montante para custo de produtos vendidos na demonstração de resultados; e a valorização de
estoques que constam no balanço.
Capítulo 1 • INTRODUÇÃO À CONTABILIDADE DE CUSTOS • 19

QUADRO: EXEMPLO DO MUNDO REAL

O CONTROLLER COMO ESTRATEGISTA EMPRESARIAL


“Controllers estão quebrando o molde tradicional de contador como ‘alguém que só
mexe com números’, e estão atravessando as linhas funcionais para reduzir custos e me-
lhorar a eficiência, agregando valor às suas organizações. Usando inovações tecnológicas,
estão fazendo com que dados se tornem conhecimento para as tomadas de decisão e es-
tão transformando seu papel como estrategista empresarial.
Este papel novo e expandido do controller está refletido nos resultados das freqüen-
tes pesquisas conduzidas pelos Grupos de Interesse dos Membros (MIGs) do Instituto de
Contadores Gerenciais (IMA): Conselho dos Controllers (CC) e Grupo de Gestão de Cus-
tos (CMG). Por exemplo, muitos controllers e gestores financeiros estão envolvidos em
inovações de gestão de custos exemplificadas pelo grande impulso nos últimos anos para
a reengenharia da função financeira...
Como indicam as pesquisas contínuas do IMA, o papel de controllers e gestores fi-
nanceiros está mudando enquanto combinam ferramentas tecnológicas e criatividade pa-
ra agregar valor às suas organizações ao reduzir custos e ao servir como parceiros empre-
sariais que trazem a sua perícia financeira à equipe. Todos os indícios são de que esse
papel continuará e provavelmente se expandirá enquanto as suas empresas competem ati-
vamente no mercado mundial.”
Dan Hrisak, “The Controller As Business Strategist”, Management Accounting, dez. 1996, p. 48-9.

CUSTO DE PRODUTOS VENDIDOS

Empresas comerciais preocupam-se em computar o custo de mercadorias vendidas como


demonstrado abaixo. A quantia de compras representa o custo de mercadorias adquiridas duran-
te o período para revenda.

Estoque inicial de mercadorias


Mais compras (mercadoria)
Mercadoria Caixa para venda
Menos estoque final de mercadorias
Custo de mercadorias vendidas
Custo de mercadorias vendidas
Devido à empresa de manufatura fabricar em vez de comprar os produtos que tem Caixa
para venda, o termo “estoque de produtos acabados” substitui “estoque de mercadorias”, e o
item “custo de produção” substitui “compras” para determinar o custo de produtos vendidos,
como demonstrado abaixo. O montante para o custo de produção é apoiado por uma listagem
detalhada dos custos de materiais, mão-de-obra e despesas de manutenção e operação de uma
fábrica.

Estoque inicial de produtos acabados


Mais custo de produção
Produtos acabados disponíveis para venda
Menos estoque final de produtos acabados
Custo de produtos vendidos
Custo de produtos vendidos
20 • CONTABILIDADE DE CUSTOS

O formato da demonstração de resultados para um fabricante não é significativamente di-


ferente daquele de um comerciante. No entanto, os procedimentos de contabilidade de custos
envolvidos na coleta dos dados para determinar o custo de produção são consideravelmente
mais complexos do que o registro de mercadorias compradas na sua forma acabada. Esses pro-
cedimentos são introduzidos neste capítulo e discutidos em detalhes em capítulos subseqüen-
tes. As demonstrações de resultado para empresas de serviço não têm uma seção de mercado-
rias vendidas porque fornecem um serviço em vez de um produto.

ESTOQUES

Se uma empresa de comércio tem itens não vendidos em estoque no final de um período
contábil, o custo da mercadoria está refletido na seção de ativos circulantes do balanço da se-
guinte maneira:

Ativos circulantes:
Caixa
Contas a receber
Estoques de Mercadorias

No balanço de uma empresa de manufatura, a seção de ativos circulantes é expandida, co-


mo a seguir:

Ativos circulantes:
Caixa
Contas a receber
Estoques:
Produtos acabados
Produtos em Processo
Matéria-prima

O saldo da conta de produtos acabados representa o custo total incorrido na fabricação


de produtos completados, mas ainda em estoque no final do período. O saldo da conta de pro-
dutos em processo inclui todos os custos de manufatura incorridos até a data para as merca-
dorias em vários estágios de produção, mas que ainda não foram completadas. O saldo da conta
de matérias-primas representa o custo de todos os materiais comprados e em estoque para se-
rem usados no processo de manufatura, incluindo matérias-primas, peças pré-fabricadas e ou-
tros materiais de fábrica e suprimentos. Freqüentemente, a matéria-prima de uma empresa é o
produto acabado de outra empresa. Por exemplo, aço laminado para ser usado na produção de
automóveis seria o produto final da siderúrgica. Peças pré-fabricadas incluiriam unidades, como
motores elétricos, montadas por outro fabricante para serem usadas na manufatura de um pro-
duto como máquinas de escritório. Outros materiais e suprimentos podem incluir parafusos,
pregos, rebites, lubrificantes e solventes.
Empresas de serviços não têm estoques nos seus balanços porque fornecem serviços em
vez de produtos. Uma comparação resumida de empresas de manufatura, de comércio e de ser-
viços aparece na Figura 1-2.

Valorização dos Estoques. Muitos procedimentos usados para colher custos são exclusi-
vos para fabricantes. Estoques de fabricantes são valorizados para propósitos de demonstrações
Capítulo 1 • INTRODUÇÃO À CONTABILIDADE DE CUSTOS • 21

financeiras externas ao usar os métodos de custeio de estoques — como primeiro a entrar, pri-
meiro a sair (PEPS), último a entrar, primeiro a sair (UEPS), e média ponderada — que também
são usados por empresas de comércio. A maioria dos fabricantes mantém um sistema de con-
trole de estoques perpétuos que fornece registros contínuos de compras, baixas e saldos de
todos os bens em estoque. Geralmente, esses dados são verificados por contagens periódicas de
itens selecionados durante o ano. Sob o sistema perpétuo, dados de valorização de estoques pa-
ra propósitos de demonstrações financeiras estão disponíveis a qualquer hora, diferente do sis-
tema periódico de estoques que exige uma estimativa do estoque durante o ano para de-
monstrações internas e o fechamento de operações para contar todos os itens em estoque no
final do ano.

Figura 1-2 Comparação de Empresas de Serviços, de Comércio


e de Manufatura

Setor de Exemplos Produto ou Conta(s)


Negócios Serviço de Estoque

Serviços Linhas aéreas, arquitetos, Benefícios intangíveis Nenhuma


cabeleireiros, franquias como transporte,
desportivas projetos, cuidados
pessoais,
entretenimento

Comércio Recordações desportivas, Produtos tangíveis Estoque de


lojas de departamentos, comprados de mercadoria
lojas de posters, fornecedores em
atacadistas forma acabada

Manufatura Produtores de aeronaves, Produtos físicos criados Produtos


fabricantes de pela aplicação de acabados,
equipamento mão-de-obra e tecnologia produtos em
esportivo, construtores de em matéria-prima processo e
casas, produtos matérias-primas
farmacêuticos

Além de fornecer dados de valorização de estoques para as demonstrações financeiras, os


dados detalhados de custos e os registros de estoque perpétuo fornecem as informações neces-
sárias para controlar os níveis de estoque, para assegurar a disponibilidade oportuna de mate-
riais para a produção, e para detectar furtos, desperdício e deterioração. Valorização e controle
de estoque são discutidos em detalhes no Capítulo 2.

Livros Razões de Estoque. Geralmente, tanto empresas de comércio quanto fabricantes


mantêm vários razões subsidiários, como aquele para contas a receber. Além disto, fabricantes
normalmente mantêm razões subsidiários para as contas de controle do estoque no razão geral,
Produtos Acabados, Produtos em Processo, e Materiais. Estes razões subsidiários são necessários
para um sistema de controle de estoque perpétuo e fornecem os saldos detalhados e informa-
ções detalhadas para apoiar os saldos nas contas de controle.
22 • CONTABILIDADE DE CUSTOS

Alguns fabricantes usam um razão industrial, que contém todas as contas relacionadas a
manufatura, incluindo as contas de estoque. Este razão, que é mantido na fábrica, está ligado ao
razão geral no escritório central por meio de uma conta especial para a fábrica nos livros do es-
critório central e uma conta especial para o escritório central nos livros da fábrica.

Agora, você deve estar apto a resolver o seguinte: Questões 1-14; Exercícios 1-1 e
1-2; Problema 1-1.

ELEMENTOS DOS CUSTOS DE MANUFATURA


OBJETIVO DE APRENDIZAGEM 3
Identificar os três elementos básicos dos custos de manufatura.

Custos de manufatura ou de produção são classificados em três elementos básicos: (1)


materiais diretos, (2) mão-de-obra direta e (3) custos indiretos de fabricação.

MATERIAIS DIRETOS

Os custos de materiais que se tornam parte de um certo produto fabricado, e que podem
ser prontamente identificados com ele, são classificados como custos de materiais diretos.
Exemplos incluem madeira usada na fabricação de móveis, tecido usado na produção de roupas,
minério de ferro usado na fabricação de produtos de aço, e borracha usada na produção de cal-
çados desportivos.
Muitos tipos de materiais e suprimentos necessários para o processo de manufatura po-
dem, ou não, ser prontamente identificados com qualquer item fabricado, ou ter um custo rela-
tivamente insignificante. Os custos de itens como a lixa usada para lixar móveis, lubrificantes usa-
dos na máquinas, e outros itens para o uso geral da fábrica, são classificados como custos de
materiais indiretos. Materiais que realmente se tornam parte do produto acabado mas cujos
custos são relativamente insignificantes, como linha, parafusos, rebites, pregos e cola, são classi-
ficados de forma similar.

MÃO-DE-OBRA DIRETA

O custo da mão-de-obra para os empregados que trabalham diretamente no produto fabri-


cado, como os operadores de máquinas ou os trabalhadores na linha de montagem, é classifica-
do como sendo custo de mão-de-obra direta. Os ordenados e salários de empregados que são
necessários para o processo de manufatura mas que não trabalham diretamente nas unidades
em fabricação são considerados custos de mão-de-obra indireta. Essa classificação inclui os or-
denados e salários dos chefes de departamento, inspetores, pessoal de manuseio de material e
pessoal de manutenção. Custos relacionados com a folha de pagamento, como os impostos so-
bre a folha, seguro em grupo, auxílio doença, pagamento de férias e de feriados, contribuições
para o programa de aposentadoria, e outros benefícios, mesmo para a mão-de-obra direta, tam-
bém são tratados como custos indiretos.
Capítulo 1 • INTRODUÇÃO À CONTABILIDADE DE CUSTOS • 23

CUSTOS INDIRETOS DE FABRICAÇÃO

Custos indiretos de fabricação são conhecidos por vários nomes — ônus de fábrica,
despesa de manufatura, custos indiretos, gastos gerais de fabricação e despesas de fábrica — e
incluem todos os custos relacionados à fabricação de um produto exceto materiais diretos e
mão-de-obra direta. Assim, os custos indiretos de fabricação incluem materiais indiretos, mão-
de-obra indireta e outras despesas de manufatura, como a depreciação do edifício e da máquinas
e equipamento da fábrica, suprimentos, aquecimento, iluminação, energia, manutenção, seguro,
impostos e custos relacionados à folha de pagamento. Com as fábricas se tornando cada vez
mais automatizadas, os custos indiretos de fabricação, como porcentagem do custo total de fa-
bricação, têm aumentado drasticamente.

RESUMO DOS CUSTOS DE MANUFATURA

Às vezes, os custos de materiais diretos e de mão-de-obra direta são combinados e descri-


tos como o custo primário da fabricação de um produto. O custo total de produção é igual ao
custo primário mais os custos indiretos de fabricação. O custo de mão-de-obra direta e os custos
indiretos de fabricação, que são necessários para converter os materiais diretos em produtos
acabados, podem ser combinados e descritos como o custo de conversão ou transformação.
Estes custos de manufatura estão ilustrados na Figura 1-3.

Figura 1-3 Custo Primário e Custo de Conversão

Materiais Diretos
Custo de Conversão
Elementos
do Custo Custo Primário
Custos Indiretos
Mão-de-obra Direta de Fabricação

As despesas de marketing ou de venda, custos administrativos gerais e outros gastos que


não são de fábrica, não são incluídos nos custos de manufatura. No entanto, alguns custos incor-
ridos por um fabricante podem beneficiar tanto as operações de fábrica quanto as que não são
da fábrica. Exemplos incluem depreciação, seguro e impostos prediais sobre um edifício que alo-
ja tanto a fábrica quanto os escritórios administrativos. Nessa situação, uma alocação do custo
precisa ser feita para cada função da empresa.

FLUXO DE CUSTOS

Todos os três elementos do custo de manufatura fluem pela conta de estoques de produ-
tos em processo. Os custos de materiais diretos e de mão-de-obra direta usados na produção são
debitados diretamente na conta de Produtos em Processo. Todos os outros custos de fábrica —
mão-de-obra indireta, materiais indiretos e outras despesas de fábrica — são debitados na conta
de custos indiretos de fabricação e mais tarde são transferidos para a conta de Produtos em Pro-
24 • CONTABILIDADE DE CUSTOS

cesso. Quando os produtos são acabados, os custos totais incorridos na produção dos produtos
são transferidos da conta de Produtos em Processo para a conta de estoques de produtos acaba-
dos. Quando produtos são vendidos, os custos incorridos para fabricá-los são transferidos da
conta de Produtos Acabados para a conta de Custo de Produtos Vendidos. A Figura 1-4 ilustra o
fluxo dos custos de manufatura.

ILUSTRAÇÃO DA CONTABILIDADE PARA CUSTOS DE MANUFATURA


OBJETIVO DE APRENDIZAGEM 4
Ilustrar procedimentos básicos da contabilidade de custos.

Os procedimentos da contabilidade de custos são usados para acumular e alocar todos os


elementos do custo de manufatura de forma que produzirá dados significativos para o uso inter-
no da gestão e para a preparação das demonstrações financeiras externas. O seguinte exemplo
ilustra os procedimentos básicos da contabilidade de custos, utilizando a terminologia e os prin-
cípios que foram discutidos anteriormente.

Figura 1-4 Fluxo de Custos

Materiais Diretos

Mão-de-obra Direta
Produtos em Processo Produtos Acabados
Custos Indiretos de
Fabricação (CIF)

Custo de Produtos
Vendidos

A Companhia de Móveis Fahr, uma corporação pequena e recém-organizada, fabrica mó-


veis de vime — tanto mesas quanto cadeiras. A empresa vende produtos diretamente aos varejis-
tas. As etapas básicas no processo de produção da empresa são as seguintes:

1. Pedaços de junco, uma fibra natural que cresce no Oriente, são comprados em especificações
pré-cortadas. Os pedaços são montados para formar a estrutura da mesa ou cadeira no De-
partamento de Montagem.
2. Os pés e os encostos da cadeira, e os pés e o contorno da mesa, são então amarrados em ca-
na-da-índia no Departamento de Amarração.
3. O assento e o encosto da cadeira, e o topo da mesa, estão prontos para serem trançados em
seus lugares no Departamento de Tecedura onde a cadeira ou a mesa será acabada.

O estoque inicial para a empresa no dia 1.º de janeiro do presente ano é como a seguir:
Capítulo 1 • INTRODUÇÃO À CONTABILIDADE DE CUSTOS • 25

Companhia de Móveis Fahr


Balanço
1º de janeiro de 2001

Ativos Passivos e Patrimônio Líquido


Caixa ............................................$ 40.000 Passivos................................................ $ -0-
Edifício ...........................................250.000 Capital Social ............................... 365.000
Máquinas e equipamento....................75.000 Total do passivo e
Total do ativo.................................$365.000 patrimônio líquido ...................... $365.000

Por uma questão de simplificação, vamos supor que a empresa fabrica um estilo de mesa e
nenhuma cadeira. Durante janeiro, as seguintes transações são completadas e registradas, em
formato resumido:

1. Materiais (junco, cana-da-índia, pregos, tachas, grampos, cola e solventes) são comprados a
prazo a um custo de $ 25.000.

D — Materiais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25.000
C — Contas a Pagar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25.000

O custo dos materiais comprados é debitado na conta de controle de estoques, Materiais.


Esse tratamento se baseia na suposição de que a empresa usa um sistema de controle de esto-
que perpétuo.
2. Durante o mês, materiais diretos (junco, cana-da-índia) com um custo de $ 20.000 e materiais
indiretos (pregos, tachas, grampos, cola e solventes para limpeza) com um custo de $ 995 são
baixados para a fábrica.

D — Produtos em Processo (Materiais Diretos) . . . . . . . . . . . . . . . 20.000


D — Custos Indiretos de Fabricação (Materiais Indiretos) . . . . . . . . 995
C — Materiais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20.995

Materiais diretos baixados são debitados diretamente na conta de controle de produtos em


processo, mas os materiais indiretos são debitados na conta de Custos Indiretos de Fabricação. A
conta de Custos Indiretos de Fabricação será usada para acumular várias despesas de fábrica que
depois serão transferidas para a conta de Produtos em Processo.
3. O total de ordenados e salários auferidos para o mês era de: empregados da fábrica trabalhan-
do no produto, $ 10.000; supervisão da fábrica, manutenção e empregados do almoxarifado,
$ 3.500; e empregados administrativos e de vendas, $ 6.500. Os lançamentos para contabilizar
a folha de pagamento e os pagamentos aos empregados (ignorando as deduções da folha de
pagamento) seria como a seguir:

D — Folha de Pagamento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20.000


C — Salários a Pagar. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20.000
D — Salários a Pagar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20.000
C — Disponível . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20.000
26 • CONTABILIDADE DE CUSTOS

4. O lançamento para distribuir a folha de pagamento para as contas apropriadas seria como a
seguir:

D — Produtos em Processo (Mão-de-obra Direta) . . . . . . . . . . . . . . 10.000


D — Custos Indiretos de Fabricação (Mão-de-obra Indireta) . . . . . . . 3.500
D — Despesas Administrativas e de Vendas (Salários) . . . . . . . . . . . 6.500
C — Folha de Pagamento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20.000

Os ordenados ganhos pelos empregados que trabalham diretamente no produto são de-
bitados na conta de Produtos em Processo, enquanto os salários e ordenados do supervisor da
fábrica e do pessoal do almoxarifado e da manutenção, que não trabalham diretamente no
produto, são debitados na conta de Custos Indiretos de Fabricação como mão-de-obra indire-
ta. Os salários dos empregados que não são da fábrica são debitados em uma conta de despe-
sas separada.
Para poder enfocar procedimentos específicos de contabilidade de custos em comparação
aos procedimentos de contabilidade geral, a conta para Despesas Administrativas e de Vendas no
razão geral será usada para acumular todas as despesas que não são de manufatura. Normalmen-
te, contas de controle separadas no razão geral devem ser estabelecidas para as despesas admi-
nistrativas e de vendas.

5. A despesa de depreciação para o edifício é de 6% do custo por ano. Os escritórios adminis-


trativos e de vendas ocupam um décimo do total do edifício, e a operação da fábrica ocupa os
outros nove décimos. A despesa por um mês é contabilizada da seguinte forma:

D – Custos Indiretos de Fabricação (Depreciação do Edifício) . . . . . . . 1.125


D – Despesas Administrativas e de Vendas
(Depreciação do Edifício) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 125
C – Depreciação Acumulada – Edifício. . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.250

($ 250.000 ⫻ 0,06 ⫻ 1/12 = $ 1.250;


$ 1.250 ⫻ 0,90 = $ 1.125; $ 1.250 ⫻ 0,10 = $ 125)

O princípio da contabilidade de custos que está sendo ilustrado aqui é que apenas os cus-
tos diretamente relacionados à produção devem ser debitados na conta para Custos Indiretos de
Fabricação. A depreciação sobre uma parcela do edifício usado como espaço para escritórios é
uma despesa administrativa e não deve ser tratada como um elemento do custo do produto.

6. A despesa de depreciação para máquinas e equipamento é de 20% do custo por ano.

D – Custos Indiretos de Fabricação (Depr. de Maq. e Equip.) . . . . . . . 1.250


C – Depreciação Acumulada – Máquinas e Equipamentos . . . . . 1.250

($ 75.000 ⫻ 0,20 ⫻ 1/12 = $ 1.250)

Todas as máquinas e equipamentos são usados na fábrica para propósitos de produção;


portanto a despesa de depreciação é corretamente debitada na conta de Custos Indiretos de
Fabricação.
Capítulo 1 • INTRODUÇÃO À CONTABILIDADE DE CUSTOS • 27

7. O custo de aquecimento, iluminação e energia para o mês foi de $ 1.500.

D – Custos Indiretos de Fabricação (Utilidades Públicas) . . . . . . . . . . 1.350


D – Despesas Administrativas e de Vendas (Utilidades Públicas). . . . . 150
C – Contas a Pagar. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.500

Devido a que um décimo do edifício é usado para propósitos de escritório, 10% do total do
custo para utilidades públicas é alocado na conta de Despesas Administrativas e de Vendas.

8. Despesas administrativas e de venda diversas para telefone, suprimentos de escritório, via-


gens, e aluguel de móveis e equipamentos para escritório totalizou $ 3.750.

D – Despesas Administrativas e de Vendas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3.750


C – Contas a Pagar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3.750

Muitas outras despesas podem ser incorridas por uma organização de manufatura, mas por
simplicidade suponhamos que nenhuma outra despesa foi incorrida durante o mês. Após efe-
tuar os lançamentos no diário geral, nas contas apropriadas no razão geral segundo o plano de
contas, os Custos Indiretos de Fabricação refletirão os seguintes débitos:

Transação Descrição Valor


2. Materiais indiretos $ 995
4. Mão-de-obra indireta 3.500
5. Depreciação do edifício 1.125
6. Depreciação de máquinas e equipamento 1.250
7. Utilidades públicas 1.350
Total $ 8.220

9. O saldo na conta para Custos Indiretos de Fabricação é transferido para Produtos em Proces-
so com o seguinte lançamento:

D – Produtos em Processo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8.220


C – Custos Indiretos de Fabricação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8.220

Os três elementos do custo de manufatura — materiais diretos, mão-de-obra direta, e cus-


tos indiretos de fabricação – são agora acumulados na conta de Produtos em Processo. Os débi-
tos na conta são como a seguir:

Transação Descrição Valor


2. Materiais diretos $ 20.000
4. Mão-de-obra direta 10.000
9. Custos Indiretos de Fabricação 8.220
Total $ 38.220

10. Supondo que todos os produtos iniciados no processo foram acabados, o seguinte lança-
mento transfere o custo desses produtos da conta de Produtos em Processo para Produtos
Acabados:
28 • CONTABILIDADE DE CUSTOS

D – Produtos Acabados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 38.220


C – Produtos em Processo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 38.220

Supondo que 1.000 mesas foram produzidas durante o mês, o custo unitário é de $ 38,22
($ 38.220/1.000). O custo unitário para cada elemento do custo de manufatura é calculado da se-
guinte forma:

Unidades Custo
Total Produzidas Unitário
Materiais diretos . . . . . . . . . . . $ 20.000 1.000 $ 20,00
Mão-de-obra direta . . . . . . . . . . 10.000 1.000 10,00
Custos Indiretos
de Fabricação . . . . . . . . . . . . . . . 8.220 1.000 8,22
$ 38.220 $ 38,22

Se o mesmo tipo de mesa for produzido em períodos futuros, os custos unitários daqueles
períodos podem ser comparados com os custos unitários determinados no exemplo preceden-
te. Quaisquer diferenças podem ser analisadas para que a administração possa tomar a medida
apropriada.
O custo unitário também serve como base para estabelecer o preço de venda das mesas.
Após considerar as despesas administrativas e de vendas previstas, a administração estabelece
um preço de venda que deve fornecer um lucro razoável. O preço de venda pode ser determina-
do ao adicionar uma porcentagem de lucro sobre o custo, que é uma porcentagem do cus-
to de manufatura unitário. Por exemplo, se a administração decidir que uma porcentagem de lu-
cro de 50% sobre o custo é necessário para cobrir a parcela do produto das despesas
administrativas e de vendas e ainda obter um lucro satisfatório, o preço de venda unitário, arre-
dondado para o centavo mais próximo, seria calculado da seguinte maneira:

Custo de manufatura ................................................................................... $ 38,22


Porcentagem de lucro sobre o custo (50%) ..................................................... 19,11
Preço de venda ........................................................................................... $ 57,33

Em períodos posteriores, pode-se descobrir que este item em particular não pode ser ven-
dido a um preço alto o suficiente para fornecer um lucro razoável. Por meio da análise dos cus-
tos unitários, a administração pode efetuar uma medida de corte de custos, ou talvez até descon-
tinuar a produção do item.
Deste exemplo, está aparente que, a qualquer dado momento, o custo de cada item no es-
toque está Caixa. Deve ser enfatizado que uma das funções da contabilidade de custos é a deter-
minação acurada do custo de manufatura de uma unidade do produto. O conhecimento do cus-
to unitário ajuda a gestão a planejar e controlar as operações e tomar decisões de marketing.
Para continuar com o exemplo, suponha que as seguintes transações ocorreram em janei-
ro (além daquelas que já foram contabilizadas):

11. Faturas de $ 25.000, representando os custos de materiais, utilidades públicas e despesas ad-
ministrativas e de vendas, são pagas.

D – Contas a Pagar. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25.000


C – Caixa. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25.000
Capítulo 1 • INTRODUÇÃO À CONTABILIDADE DE CUSTOS • 29

12. Um total de 800 mesas são vendidas para varejistas a um preço líquido de
$ 57,33 cada.

D – Contas a Receber (800 ⫻ $ 57,33) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 45.864


C – Vendas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 45.864
D – Custo de Produtos Vendidos (800 ⫻ $ 38,22) . . . . . . . . . . . . . . . . . 30.576
C – Produtos Acabados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 30.576

Por que o custo unitário de cada item é conhecido, o custo de produtos vendidos pode ser
determinado sem um inventário físico ou estimativa de custo.

13. Caixa totalizando $ 33.000 é recebido das contas a receber.

D – Caixa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 33.000
C – Contas a Receber. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 33.000

As contas no razão geral refletirão os lançamentos como segue:

Caixa Contas a Receber

1/1 Saldo 40.000 3. 20.000 12. 45.864 13. 33.000


13. 33.000 11. 25.000 12.864
73.000 45.000
28.000
Produtos Acabados

10. 38.220 12. 30.576


7.644

Produtos em Processo

2. Materiais diretos 20.000 10. 38.220


4. Mão-de-obra direta 10.000
9. Custos Indiretos de Fabricação 8.220
38.220

Materiais Edifício

1. 25.000 2. 20.995 1/1 Saldo 250.000


4.005

Depreciação Acumulada – Edifício Máquinas e Equipamentos

5. 1.250 1/1 Saldo 75.000

Depreciação Acumulada – Máquinas


e Equipamentos Contas a Pagar

6. 1.250 1. 25.000
11. 25.000 7. 1.500
8. 3.750
Salários a Pagar 30.250

3. 20.000 3. 20.000 5.250


30 • CONTABILIDADE DE CUSTOS

Capital Vendas

1/1 Saldo 365.000 12. 45.864

Custo dos Produtos Vendidos Folha de Pagamento

12. 30.576 3. 20.000 4. 20.000

Custos Indiretos de Fabricação

2. Materiais indiretos 995 9. 8.220


4. Mão-de-obra indireta 3.500
5. Depreciação de edifício 1.125
6. Depreciação de máq. e equipamentos1.250
7. Utilidades públicas 1.350
8.220

Despesas Administrativas e de Vendas

4. Salários 6.500
5. Depreciação de edifício 125
7. Utilidades públicas 150
8. Outros 3.750
10.525

Após calcular o saldo de cada conta do razão geral, a igualdade dos débitos e créditos é pro-
vada pela preparação de um balancete de verificação, como a seguir.

Companhia de Móveis Fahr


Balancete de Verificação
31 de janeiro de 20 – –
Caixa. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 28.000
Contas a Receber . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12.864
Produtos Acabados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7.644
Produtos em Processo. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . -0-
Materiais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4.005
Edifício. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 250.000
Depreciação Acumulada – Edifício . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 1.250
Máquinas e Equipamentos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 75.000
Depreciação Acumulada – Máquinas
e Equipamentos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.250
Contas a Pagar. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5.250
Salários a Pagar. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . -0-
Capital. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 365.000
Vendas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 45.864
Custo de Produtos Vendidos.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 30.576
Folha de Pagamento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . -0-
CIF . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . -0-
Despesas Administrativas e de Vendas . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10.525
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 418.614 $ 418.614
Capítulo 1 • INTRODUÇÃO À CONTABILIDADE DE CUSTOS • 31

Note que a conta de controle dos produtos acabados reflete o custo das 200 unidades ain-
da em estoque: 200 ⫻ $ 38,22 = $ 7.644.
De uma análise das contas do razão geral e do balancete de verificação, as demonstrações
financeiras para o período são preparadas da seguinte maneira:

Companhia de Móveis Fahr


Demonstração do Custo de Produção
para o Mês Encerrado em Dia 31 de Janeiro de 20 – –
Materiais diretos:
Estoque, 1 de janeiro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ -0-
Compras . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25.000
Custo total dos materiais disponíveis . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 25.000
Menos estoque, 31 de janeiro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4.005
Custo de materiais usados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 20.995
Menos materiais indiretos usados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 995
Custos dos materiais diretos usados na produção . . . . . . . . . . $ 20.000
Mão-de-obra direta . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10.000
Custos indiretos de fabricação:
Materiais indiretos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 995
Mão-de-obra indireta. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3.500
Depreciação de edifício . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.125
Depreciação de máquinas e equipamentos . . . . . . . . . . . . 1.250
Utilidades públicas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.350
Total de custos indiretos de fabricação . . . . . . . . . . . . . . . 8.220
Custo de produção durante o mês. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 38.220

Companhia de Móveis Fahr


Demonstração de Resultado
para o Mês Encerrado em 31 de Janeiro de 20 – –
Vendas líquidas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 45.864
Custo de produtos vendidos:
Estoque de produtos acabados, 1 de janeiro . . . . . . . . . . . $ -0-
Mais custo de produção . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 38.220
Produtos disponíveis para a venda . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 38.220
Menos estoque de produtos acabados, 31 de janeiro . . . . . . . 7.644 30.576
Lucro bruto sobre vendas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 15.228
Despesas administrativas e de vendas . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10.525
Lucro líquido. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 4.763
32 • CONTABILIDADE DE CUSTOS

Companhia de Móveis Fahr


Balanço
31 de Janeiro de 20 – –
Ativos
Ativo circulante:
Caixa. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 28.000
Contas a receber . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12.864
Estoques:
Produtos acabados . . . . . . . . . . . . . . . . $ 7.644
Produtos em Processo . . . . . . . . . . . . . . -0-
Materiais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4.005 11.649
Total de ativos circulantes . . . . . . . . . . . . $ 52.513
Instalações e equipamentos:
Edifício . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 250.000
Menos depreciação acumulada . . . . . . . 1.250 $ 248.750
Máquinas e equipamentos . . . . . . . . . . . . . $ 75.000
Menos depreciação acumulada . . . . . . . 1.250 73.750
Total de instalações e equipamentos. . . . . . . 322.500
Total do ativo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 375.013
Passivos e Patrimônio Líquido
Passivo circulante:
Contas a pagar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 5.250
Patrimônio líquido:
Capital . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 365.000
Lucros acumulados . . . . . . . . . . . . . . . . 4.763
Total do patrimônio líquido. . . . . . . . . . . 369.763
Total do passivo e patrimônio líquido . . . . . . $ 375.013

As cifras na demonstração de custo de produção foram obtidas ao analisar as contas apro-


priadas do razão geral. A conta de estoque de materiais não tinha um estoque inicial, mas tem
um saldo final de $ 4.005. O montante de compras durante o período foi determinado pela aná-
lise dos débitos na conta de materiais. O custo de materiais diretos usados de $ 20.000 e o custo
de mão-de-obra direta de $ 10.000 foram obtidos da conta de Produtos em Processo. Todos os
outros itens na demonstração do custo de produção representam os Custos Indiretos de Fabri-
cação e são determinados da conta de Custos Indiretos de Fabricação no razão geral.
Essa discussão apresentou um ciclo completo dos procedimentos da contabilidade de cus-
tos. Antes de prosseguir, revise cuidadosamente os elementos básicos da terminologia e do flu-
xo de custos. É necessário um bom entendimento dos fundamentos já apresentados para com-
preender o material mais complexo nos capítulos subseqüentes. A Figura 1-5 mostra uma
ilustração gráfica do fluxo de custos. Você deve estudar esta ilustração cuidadosamente, seguin-
do cada linha para traçar o fluxo de custos.

Agora, você deve estar apto a resolver o seguinte: Questões 15-21; Exercícios 1-3 a
1-7; Problema 1-2 a 1-4.
Capítulo 1 • INTRODUÇÃO À CONTABILIDADE DE CUSTOS • 33

Figura 1-5 Fluxo de custos

Materiais Produtos em Processo

Custo de materiais Custo de materiais Custo de materiais Custo de produtos


comprados diretos usados diretos acabados
Custo de materiais Custo de mão-de-
indiretos usados obra direta
Custos indiretos de
fabricação

Folha de Pagamento Produtos Acabados

Salários brutos Custo da mão-de- Custo de produtos Custo de produtos


obra direta acabados acabados
Custo da mão-de- vendidos
obra indireta

Custos Indiretos de Fabricação Custo de Produtos Vendidos

Custo de materiais Transferido para Custo de produtos


indiretos produtos em acabados
Custo de mão-de- processo vendidos
obra indireta
Outras despesas
indiretas de
fabricação

SISTEMAS DE CONTABILIDADE DE CUSTOS


OBJETIVO DE APRENDIZAGEM 5
Distinguir entre os dois tipos básicos de sistemas de contabilidade de custos.

O exemplo anterior apresentou o fundamento básico de um sistema de contabilidade de


custos. Naquela ilustração, os custos foram acumulados por um mês. No final do mês, os custos
foram divididos pelo total de unidades produzidas para determinar o custo unitário. Isso realizou
uma função da contabilidade de custos: a determinação dos custos de produtos – tanto os custos
totais para o período, quanto o custo por unidade. No entanto, um outro objetivo importante de
um sistema de contabilidade de custos – o controle de custos – não poderia ser alcançado satisfa-
toriamente usando o procedimento descrito. Como foi dito, os custos por unidade poderiam ser
comparados com custos similares em períodos futuros para determinar se os custos estavam au-
mentando. Supondo que em um mês subseqüente, o custo da mão-de-obra direta tenha aumen-
tado de $ 10,00 para $ 11,00 por unidade, é necessário investigar e determinar se algo pode ser
feito para corrigir a situação. O procedimento de contabilidade descrito restringe qualquer inves-
tigação, porque não se sabe exatamente onde esse aumento ocorreu na fábrica. Os custos de
34 • CONTABILIDADE DE CUSTOS

mão-de-obra subiram; mas subiram por causa de um aumento geral em ordenados, ou por causa
da ineficiência? Os custos de mão-de-obra aumentaram no processo de manufatura como um to-
do, ou para um departamento ou serviço em particular? As respostas para tais perguntas não es-
tão prontamente disponíveis usando os procedimentos descritos no exemplo anterior.
Para fornecer os dados necessários para a administração ter um controle eficaz de custos,
dois tipos básicos de sistemas de contabilidade de custos foram desenvolvidos: o sistema de cus-
teio de processo e o sistema de custeio por ordem. Ambos os sistemas são usados para colher
dados e para alocar custos aos produtos fabricados. A escolha de um método ou de outro depen-
de do tipo de operação de manufatura usado por uma dada empresa. Para determinar o método
apropriado, operações de manufatura são classificadas em dois tipos: pedidos especiais e produ-
ção contínua ou em massa.

PEDIDOS ESPECIAIS

Neste tipo de operação, a produção consiste em produtos especiais ou feitos sob encomenda;
em outras palavras, cada produto é feito para um pedido. Um pedido pode ser um pedido externo ou
interno para uma quantidade predeterminada de produtos. Indústrias de pedidos especiais incluem
as que fabricam locomotivas, navios, aeronaves, ferramentas de máquinas, motores, aço estrutural, li-
vros e revistas, diretórios e catálogos, e lojas de especialidades produzindo produtos feitos sob enco-
menda como roupas, sapatos, chapéus, ou casas construídas sob encomenda. Um sistema de cus-
to por ordem é apropriado nessas circunstâncias. Técnicas de contabilidade de custos por ordem
podem ser usadas por organizações de serviço como contabilidade, arquitetura, e empresas de advo-
cacia para realizarem funções como determinar o custo para prestar um serviço a um cliente.

PRODUÇÃO CONTÍNUA OU EM MASSA

Este tipo de operação produz uma saída contínua de produtos homogêneos. Uma empresa
deste tipo pode produzir um único produto, como um automóvel, ou muitos produtos diferentes,
como refrigerantes ou artigos farmacêuticos. Geralmente, a fábrica é organizada em departamentos.
Indústrias de produção contínua ou em massa incluem as que fabricam automóveis, pneus, cimen-
to, produtos químicos, produtos enlatados, madeira, papel, balas, produtos alimentícios, farinha, vi-
dro, sabão, pasta de dente, goma de mascar, produtos derivados de petróleo, têxteis, plásticos, tin-
tas, e empresas engajadas em processos como a composição e vulcanização de borracha. Este tipo
de empresa de manufatura normalmente usa um sistema de custo por processo.
A contabilidade de custos por processo se adequa às situações de manufatura nas quais to-
das as unidades do produto final são substancialmente idênticas. A Móveis Fahr utilizou um sis-
tema de custo por processo no exemplo anterior para contabilizar o seu único produto. Unida-
des acabadas são colocadas em estoque, e tiradas assim que necessário, para atender pedidos de
clientes. Não existem serviços em separado que apresentam características substancialmente di-
ferentes. Em vez disso, a empresa (ou um departamento dentro da empresa) produz grandes
números de itens virtualmente idênticos que são vendidos (ou transferidos para outros departa-
mentos) assim que os pedidos são recebidos. Técnicas de contabilidade de custos por processo
podem ser usadas por organizações que fornecem um serviço, como para determinar o custo
por raio-X, no departamento de raios X de um hospital, ou o custo por milha/passageiro para
uma linha aérea. Os Capítulos 6 e 7 cobrem a contabilidade de custos por processo. A Figura 1-6
mostra exemplos do uso dos sistemas de custo por ordem e sistema de custo por processo em
empresas de serviço, de comércio e de manufatura.
Capítulo 1 • INTRODUÇÃO À CONTABILIDADE DE CUSTOS • 35

COMBINAÇÃO DE SISTEMAS

Algumas empresas usam um sistema de custo por ordem e de custo por processo. Por
exemplo, uma empresa que fabrica produtos com pedidos específicos, mas que também produz,
de forma contínua, um número de pequenas peças para serem usadas na maioria das ordens,
pode se beneficiar ao combinar os dois sistemas. Os custos para fabricar essas pequenas peças
são acumulados em bases de custo por processo, enquanto os custos para cada serviço devem
ser coletados em uma folha de custo por ordem.

CUSTEIO PADRÃO

Os sistemas de contabilidade de custo por ordem e de custo por processo são os principais
sistemas usados por organizações de manufatura. No entanto, embora sejam úteis em fornecer
dados sobre custos, esses sistemas ainda são limitados com relação ao controle de custos. Embo-
ra possibilitem determinar o que um produto realmente custa, não oferecem nenhum meio de
determinar o que o produto deveria ter custado. Um sistema de contabilidade de custo pa-
drão, que não é um terceiro sistema, mas que pode ser usado tanto com um sistema por ordem
quanto um sistema de custo por processo, é projetado para fornecer uma medida que ajudará a
administração a tomar decisões com relação à eficiência das operações.
Custos padrões seriam incorridos sob condições de operação eficientes e são previstos
antes do processo de manufatura começar. Durante as operações, uma organização compara os
custos reais incorridos com esses custos padrões predeterminados. “Variações”, ou diferenças,
são então calculadas. Essas variações revelam quais desempenhos desviam do padrão, e assim
fornecem uma base pela qual a administração pode tomar uma medida apropriada para eliminar
condições de operação que são ineficientes. A contabilidade de custo padrão será discutida em
profundidade e ilustrada nos Capítulos 8 e 9.

Figura 1-6 Usos dos sistemas de custos

Sistema de Custo Empresa de Empresa de Empresa de


Serviço Comércio Manufatura
Ordem de Serviço Empresa de Companhia de Construtor de
arquitetura, madeira, varejista casas sob
recrutadores de de PCs encomenda,
executivos gráfica

Processo Departamento de Publicação de Produtor de


raios X de um jornal, atacadista papel,
hospital, serviço agrícola cervejaria
de limpeza do hotel

ILUSTRAÇÃO DE UM SISTEMA DE CUSTO POR ORDEM

Com um sistema de custo por ordem, os custos são acumulados por serviço (ou lote). Uma
vantagem de um sistema de custo por ordem é que o acúmulo de custos para um serviço em par-
ticular ajuda a determinar o seu preço de venda. Ou, se um serviço é feito sob contrato, com um
36 • CONTABILIDADE DE CUSTOS

preço estabelecido, o lucro ou perda no serviço pode ser prontamente determinado ao comparar
o custo com o preço de contrato. Ao mesmo tempo, custos que foram acumulados para certo ti-
po de trabalho ajudarão a administração a preparar ofertas para serviços similares no futuro.
Para ilustrar o uso de um sistema de contabilidade de custos por ordem, suponha que a
Companhia de Móveis Fahr aceita dois pedidos para fabricar certos itens durante o mês de feve-
reiro. Esses pedidos especiais são como a seguir:
1. Do Armazém Wicker: fabricar 1.000 cadeiras de acordo com as especificações do Armazém
Wicker: preço contratado, $ 36.000. Núm. do Serviço 101 está designado para este pedido.
2. Da Wicker Shop: fabricar 500 mesas de acordo com as especificações da Wicker Shop: preço
contratado, $ 29.650. Núm. do Serviço 102 está designado para este pedido.
Após aceitar esses pedidos e planejar as exigências de manufatura com relação a mate-
riais, mão-de-obra e Custos Indiretos de Fabricação (CIF), o departamento de contabilidade de
custos prepara uma folha de custos por serviço para cada serviço. A Figura 1-7 ilustra esse for-
mulário para o pedido do Armazém Wicker. Todos os custos aplicáveis a cada serviço serão acu-
mulados nesses formulários. Note que a Fahr mudou de custeio de processo para custeio por or-
dem agora que está fazendo produtos sob encomenda para clientes específicos.

Figura 1-7 Folha de custos por serviço

Companhia de Móveis Fahr


Folha de Custos por Serviço

Nome do Cliente: Armazém Wicker Número do Serviço: 101


Endereço: Skyway Dr., 5525 Data de Início: 24/2
Houston, TX 77057
Quantidade: 1.000 Data de Encerramento: 28/2
Produto: cadeiras
Descrição: vime, de 39’’

Materiais Diretos Mão-de-obra Direta Custos Indiretos de Fabricação

Data Núm. Valor Data Núm. Valor Data Base de Valor


da Req. do Cartão Aplicação
de Mat. de Ponto
24/2 5505 8.200 25/2 2101 2.500 60% do
26/2 6211 4.000 27/2 2826 1.500 total
28/2 3902 2.000 28/2 dos CIF 5.007

Total 12.200 6.000 5.007

RESUMO
Materiais diretos $ 12.200 Preço de venda $ 36.000 Comentários:
Mão-de-obra direta 6.000 Custo de
CIF 5.007 produção 23.207
Custo total $ 23.207 Lucro bruto $ 12.793
Custo unitário $23.21
Capítulo 1 • INTRODUÇÃO À CONTABILIDADE DE CUSTOS • 37

As transações e os lançamentos de diário para o mês de fevereiro aparecem como a seguir.


Para realçar os procedimentos de contabilidade de custo por ordem, apenas os lançamentos re-
lativos a manufatura de produtos serão ilustrados. Lançamentos rotineiros, como aqueles para
contabilizar a compra de materiais, despesas que não são de manufatura, ou pagamentos aos
credores, serão ignorados, já que esses lançamentos são feitos da mesma maneira que foi ilustra-
do anteriormente, independente do sistema de custo utilizado.
1. Materiais indiretos com um custo de $ 2.620 foram baixados para a fábrica, e materiais diretos
são baixados como a seguir:
Serviço 101 Serviço 102
Junco . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 11.000 $ 8.000
Cana-da-índia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.200 1.000
$ 12.200 $ 9.000
O lançamento no final da semana para contabilizar a baixa de materiais aparece como:
D – Produto em Processo – 101 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12.200
D – Produto em Processo – 102 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9.000
D – CIF (materiais indiretos) . . .
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2.620
C – Materiais . . . . . . . . .
............................. 23.820
Se os materiais indiretos pudessem ser rastreados diretamente para um serviço específico,
o custo poderia ser debitado naquele serviço. No entanto, muitas vezes é difícil determinar qual
serviço se beneficiou do uso de vários suprimentos. Assim, custos de materiais indiretos são nor-
malmente debitados na conta de CIF e depois distribuídos entre os vários serviços.
2. Custos de mão-de-obra indireta de $ 2.180 e custos de mão-de-obra direta são incorridos co-
mo a seguir:
Serviço 101 Serviço 102
Mão-de-obra Direta . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 6.000 $ 3.750
O lançamento semanal para distribuir esses custos é contabilizado da seguinte forma:
D – Produto em Processo – 101 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6.000
D – Produto em Processo – 102 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3.750
D – CIF (Mão-de-obra Indireta) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2.180
C – Folha de Pagamento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11.930
3. Despesa mensal de depreciação para o edifício é contabilizado como a seguir:
D – CIF (Depreciação do Edifício) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.125
D – Despesas Administrativas e de Vendas
(Depreciação do Edifício) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 125
C – Depreciação Acumulada – Edifício . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.250
4. O lançamento para contabilizar a depreciação mensal para máquinas e equipamentos é regis-
trado da seguinte maneira:
D – CIF (Depreciação da Máquinas e Equipamentos) . . . . . . . . . . . . . . . 1.250
C – Depreciação Acumulada – Máquinas e Equipamentos . . . . . . . 1.250
5. O custo de utilidades públicas para o mês de fevereiro é de $ 1.300, e é registrado como a se-
guir:
D – CIF (Utilidades públicas). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.170
D – Despesas Administrativas e de Vendas (Utilidades Públicas) . . . . . . . 130
C – Contas a Pagar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.300
38 • CONTABILIDADE DE CUSTOS

6. Débitos totais do CIF para o mês são mostrados a seguir:


Materiais indiretos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 2.620
Mão-de-obra indireta . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2.180
Depreciação do edifício . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.125
Depreciação de máquinas e equipamentos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.250
Utilidades públicas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.170
Total . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 8.345

Suponha que os CIF sejam alocados como a seguir: 60% para o Serviço 101, 40% para o Ser-
viço 102.
Total de CIF 60% 40%
Serviço 101 Serviço 102
$ 8.345 $ 5.007 $ 3.338

A distribuição dos CIF seria registrada da seguinte maneira:

D – Produto em Processo – 101 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5.007


D – Produto em Processo – 102 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3.338
C - CIF . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8.345

No final do mês, as contas de Produtos em Processo e de CIF ficariam como a seguir:

Produto em Processo – 101

1. Materiais diretos 12.200


2. Mão-de-obra direta 6.000
6. CIF 5.007
23.207

Produto em Processo – 102

1. Materiais diretos 9.000


2. Mão-de-obra direta 3.750
6. CIF 3.338
16.088

CIF

1. Materiais indiretos 2.620 6. Transferência para Produtos em


2. Mão-de-obra indireta 2.180 Processo 8.345
3. Depreciação do edifício 1.125
4. Depr. de máquinas e equipamentos 1.250
5. Utilidades públicas 1.170
8.345

Os custos mostrados nas contas de Produtos em Processo representam os totais mensais


(lançamentos resumidos) para cada elemento do custo de manufatura. Esses mesmos custos são
mostrados em maiores detalhes nas folhas de custos por serviço, como aquela que foi ilustrada
previamente.
Capítulo 1 • INTRODUÇÃO À CONTABILIDADE DE CUSTOS • 39

7. Supondo que os dois serviços foram completados até o final do mês, os custos para os ser-
viços completados seriam transferidos para a conta de controle de estoques de produtos
acabados:

D – Produtos Acabados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 39.295


C – Produto em Processo – 101. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 23.207
C – Produto em Processo – 102. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16.088
8. Quando os produtos são despachados e faturados para os clientes, os seguintes lançamentos
são feitos para contabilizar as vendas e o custo dos serviços:

D – Contas a Receber . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 65.650


C – Vendas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 65.650

D – Custo de Produtos Vendidos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 39.295


C – Produtos Acabados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 39.295

Os custos para se produzir os dois serviços podem ser resumidos da seguinte maneira:

Serviço 101 (1.000 unid.) Serviço 102 (500 unid.)


Custo Custo Custo Custo
Total Unitário Total Unitário
Materiais diretos $ 12.200 $ 12,20 $ 9.000 $ 18,00
Mão-de-obra direta 6.000 6,00 3.750 7,50
CIF 5.007 5,01 3.338 6,68
Total $ 23.207 $ 23,21 $ 16.088 $ 32,18

O lucro bruto obtido em cada serviço é determinado da seguinte forma:

Serviço 101 (1.000 unid.) Serviço 102 (500 unid.)


Total Unitário Total Unitário
Preço de venda $ 36.000 $ 36,00 $ 29.650 $ 59,30
Custo 23.207 23,21 16.088 32,18
Lucro bruto $ 12,793 $ 12,79 $ 13,562 $ 27,12

As folhas de custo por serviço refletem as informações anteriores de modo mais detalhado,
de forma que, pouco tempo após cada serviço ser completado, o lucro bruto possa ser determi-
nado. Além disso, se a administração fizer uma oferta para serviços similares no futuro, um regis-
tro acurado de todos os custos estaria disponível para apoiar a gestão na determinação de pre-
ços de contratos.

CONTA DE CONTROLE DE PRODUTOS EM PROCESSO

Quando os serviços se tornam numerosos demais para manter uma conta de Produtos em
Processo em separado para cada um, uma conta de controle de Produtos em Processo será usa-
da no razão geral. Em um sistema de custo por ordem, os detalhes nas folhas de custo por servi-
ço no razão de custo por serviço subsidiário apóiam o saldo em Produtos em Processo no ra-
zão geral.
40 • CONTABILIDADE DE CUSTOS

PRODUTOS EM PROCESSO NA DEMONSTRAÇÃO DE MANUFATURA


Se houver Produtos em Processo no início e no final do mês, eles serão mostrados como a
seguir na demonstração de custo de produção para a Companhia de Manufatura Nehr.
O custo total de manufatura de $ 660.000 representa o custo de materiais diretos, mão-de-
obra direta e CIF usados durante o mês de junho. A Manufatura Nehr incorreu em custos de
$ 85.000 durante o mês anterior por produtos que não foram completados no final daquele mês.
Portanto, o total de $ 745.000 representa custos de manufatura que a empresa precisa justificar.
No final de junho, Produtos em Processo é de $ 125.000, que representa o custo incorrido até a
data por itens que não tinham sido acabados até o final de junho. Portanto, o custo de produtos
completados em junho, dos quais alguns tiverem sua produção iniciada em meses anteriores, é
de $ 620.000. A conta de razão para Produtos em Processo, na forma de razonetes (conta T), iria
aparecer como a seguir no final do mês:

Produtos em Processo

1/6 Saldo 85.000 Para Produtos Acabados 620.000


Materiais diretos 290.000
Mão-de-obra direta 240.000
CIF 130.000
745.000
125.000
Se estiver usando um sistema de custo por ordem, o saldo na conta representa $ 125.000
do custo de manufatura incorrido até a data, nos serviços que ainda não foram completados.

Companhia de Manufatura Nehr


Demonstração do Custo de Produção para o Mês Encerrado em 30 de Junho de 20 – –
Materiais diretos:
Estoques, 1 de junho . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 15.000
Compras . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 310.000
Total do custo de materiais disponíveis . . . . . . . . . . . . . . . $ 325.000
Menos estoques, 30 de junho . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25.000
Custo de materiais usados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 300.000
Menos materiais indiretos usados . . . . . . . . . . . . . . . . . 10.000
Custos de materiais diretos usados na produção . . . . . . . . . .......... $ 290.000
Mão-de-obra direta . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .......... 240.000
CIF:
Materiais indiretos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 23.000
Mão-de-obra indireta . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 47.000
Depreciação do edifício . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 35.000
Depreciação de máquinas e equipamentos . . . . . . . . . . 15.000
Utilidades públicas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10.000
Total de CIF. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ......... $ 130.000
Custo de produção durante o mês . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ......... $ 660.000
Mais estoques de Produtos em Processo, 1 de junho . . . . . . . ......... 85.000
........................................... . ......... $ 745.000
Menos estoques de Produtos em Processo, 30 de junho . . . . . ......... 125.000
Custo de produção durante o mês . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ......... $ 620.000
Capítulo 1 • INTRODUÇÃO À CONTABILIDADE DE CUSTOS • 41

Agora, você deve estar apto a resolver o seguinte: Questões 22-26; Exercícios 1-8 e
1-9; Problemas 1-5 a 1-9.

TERMOS-CHAVE
Agências de serviço sem fins lucrativos Mão-de-obra indireta
Atacadistas Materiais
Centro de custos Materiais diretos
Compras Orçamento
Contabilidade de custos Planejamento
Contabilidade por responsabilidade Porcentagem de lucro sobre o custo ou venda
Contabilidade financeira Processo de manufatura
Controle Produto em Processo
Custo de conversão Produtos acabados
Custo de produção Razão industrial
Custo primário Razão de custo por serviço
Custos de manufatura (ou produção) Relatórios de custos e de produção
Custos padrões Relatório de desempenho
Custos unitários Sistema de contabilidade de custo padrão
Empresas de comércio Sistema de controle de estoque perpétuo
Empresas de serviço com fins Sistema de controle de estoque periódico
lucrativos Sistema de custo por ordem
Fabricantes Sistema de custo por processo
Custos Indiretos de Fabricação Sistemas de contabilidade de custos
Mão-de-obra direta Sistemas de informações contábeis
Varejistas

PROBLEMA PARA AUTO-AVALIAÇÃO


SISTEMA BÁSICO DE CUSTOS; LANÇAMENTOS DE DIÁRIO; DEMONSTRAÇÕES
FINANCEIRAS
COMPANHIA DE MANUFATURA MUSKETEER

O balancete de verificação de encerramento para a Companhia de Manufatura Muske-


teer, no dia 30 de setembro, está reproduzido como a seguir:

Companhia de Manufatura Musketeer


Balancete de Verificação Encerrado em 30 de Setembro de 20 – –

Caixa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15.000
Contas a Receber . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18.000
Produtos Acabados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25.000
Produtos em Processo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4.000
Materiais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8.000
Edifício . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 156.000
Depreciação Acumulada – Edifício . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 23.400

42 • CONTABILIDADE DE CUSTOS

䉴 Equipamento de Fábrica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 108.000


Depreciação Acumulada – Equipamento de Fábrica . . . . . . . . . 54.000
Equipamento de Escritório . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12.000
Depreciação Acumulada – Equipamento de Escritório . . . . . . . . 2.000
Contas a Pagar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 30.000
Capital . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 175.000
Lucros Acumulados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 61.600
346.000 346.000

Durante o mês de outubro, as seguintes transações ocorreram:


a. Matérias-primas, a um custo de $ 50.000, e suprimentos gerais para a fábrica, a um cus-
to de $ 8.000, foram comprados a prazo. (Materiais e suprimentos são contabilizados na
conta para materiais.)
b. Matérias-primas para serem usadas na produção, custando $ 41.000, e suprimentos di-
versos de fábrica, custando $ 5.500, foram baixados.
c. Ordenados e salários incorridos e pagos no mês foram pagos como a seguir: ordenados
da fábrica (incluindo $ 2.500 de mão-de-obra indireta), $ 34.000, e salários administra-
tivos e de vendas, $ 5.000. (Ignore deduções e retenções na folha de pagamento.)
d. A folha de pagamento no item (c) foi distribuída.
e. A depreciação foi contabilizada para o mês a uma taxa anual de 5% para o edifício, e
20% para o equipamento de fábrica e o equipamento de escritório. Os empregados admi-
nistrativos e de vendas usam aproximadamente um quinto do edifício para seus escritórios.
f. Durante o mês, várias outras despesas totalizando $ 5.200 foram incorridas a prazo. A
companhia determinou que um quarto desse montante é alocável em funções de escritório.
g. O total de CIF foram transferido para Produtos em Processo.
h. Durante o mês, produtos com um custo total de $ 79.000 foram completados e transferi-
dos para o armazém de produtos acabados.
i. As vendas do mês totalizaram $ 128.000 para produtos custando $ 87.000. (Suponha
que todas as vendas foram feitas a prazo.)
j. Contas a receber no montante de $ 105.000 foram cobradas e recebidas.
k. Contas a pagar totalizando $ 55.000 e ordenados a pagar totalizando $ 39.000 foram
pagos.

Pede-se:
1. Preparar os lançamentos de diário para contabilizar as transações.
2. Preparar razonetes (contas T) para todas as contas listadas no Balancete de Verificação
Encerrado em 30 de Setembro de 20 – –, e para Custo de Produtos Vendidos, CIF, Despe-
sas Administrativas e de Vendas, Vendas, e Salários a Pagar. Lance o Balancete de Verifi-
cação inicial e os lançamentos de diário preparados na Parte 1 nas contas e calcule os
saldos nas contas no dia 31 de outubro.
3. Prepare uma demonstração de custo de produção, uma demonstração de resultado, e um
balanço patrimonial.

SOLUÇÃO PARA O PROBLEMA DE AUTO-AVALIAÇÃO


Sugestões:
Leia o problema inteiro cuidadosamente, mantendo em mente o que está sendo solicitado:

1. Contabilize as transações.
Capítulo 1 • INTRODUÇÃO À CONTABILIDADE DE CUSTOS • 43

2. Lance o Balancete de Verificação inicial e os lançamentos de diário nos razonetes que vo-
cê preparou e calcule os saldos finais para cada conta.
3. Usando os saldos finais das contas, prepare uma demonstração de custo de produção,
uma demonstração de resultados e um balanço patrimonial.

As especificações no problema realçam os seguintes fatos:


1. A empresa é um fabricante; portanto, serão usadas três contas de estoque, Materiais, Pro-
dutos em Processo, e Produtos Acabados.
2. Uma conta temporária, CIF, será usada para contabilizar todos os materiais indiretos,
mão-de-obra indireta e outras despesas de manufatura para o período.

Preparando os lançamentos de diário:


a. e b. Note que só tem uma conta de estoque para materiais, que inclui o custo dos mate-
riais tanto diretos quanto indiretos. Quando os materiais são baixados para a produção,
os materiais diretos são debitados em Produtos em Processo e os materiais indiretos são
debitados no CIF.

a. D – Materiais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 58.000
C – Contas a Pagar. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 58.000

b. D – Produtos em Processo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 41.000


D – CIF . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5.500
C – Materiais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 46.500

c. Os lançamentos para contabilizar a folha de pagamento e os pagamentos aos emprega-


dos usam as contas de folha de pagamento e salários a pagar.

D – Folha de Pagamento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 39.000


C – Salários a Pagar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 39.000
D – Salários a Pagar. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 39.000
C – Caixa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 39.000

d. O lançamento para distribuir a folha de pagamento requer o uso da conta Produtos em


Processo para os salários dos empregados que trabalham diretamente no produto, a con-
ta CIF dos salários dos empregados que trabalham na fábrica mas não diretamente no
produto, e a conta Despesas Administrativas e de Vendas para os salários do pessoal de
vendas e administrativo.

D – Produtos em Processo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 31.500


D – CIF (Mão-de-obra Indireta) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2.500
D – Despesas Administrativas e de Vendas (Salários) . . . . . . . . . . 5.000
C – Salários a Pagar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 39.000

e, f, e g. A depreciação do edifício e equipamentos e as outras despesas são divididas en-


tre CIF e Despesas Administrativas e de Vendas, dependendo da parcela da despesa
que se relaciona com a fábrica e a parcela que se relaciona com a função administrati-
va e de vendas. O saldo na conta para CIF ao final do mês é transferido para Produtos
em Processo.
44 • CONTABILIDADE DE CUSTOS

e. D – CIF (Depreciação do Edifício) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. 520


D – CIF (Depreciação do Equipamento de Fábrica) . . . . . . . . .. 1.800
D – Despesas Administrativas e de Vendas (Depreciação
de Equipamentos de Escritório) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. 130
D – Despesas Administrativas e de Vendas (Depreciação
do Equipamento de Escritório). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 200
C – Depreciação Acumulada – Edifício. . . . . . . . . . . . . . . . 650
C – Depreciação Acumulada – Equipamento de Fábrica . . . 1.800
C – Depreciação Acumulada – Equipamento de Escritório . . 200
f. D – CIF (Diversos) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3.900
D – Despesas Administrativas e de Vendas (Diversos) . . . . . . . . 1.300
C – Contas a Pagar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5.200
g. D – Produtos em Processo. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14.220
C – CIF . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14.220
h, i, j, e k. Quando os produtos são completados, o custo dos produtos é tirado de Produtos
em Processo e registrado em Produtos Acabados. Quando os produtos acabados são ven-
didos, o custo destes produtos é removido da conta de estoques de produtos acabados e
contabilizado na conta de despesas de custo de produtos vendidos, e o recebível e recei-
tas são registrados pelo montante da venda.
h. D – Produtos Acabados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 79.000
C – Produtos em Processo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 79.000
i. D – Contas a Receber . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 128.000
C – Vendas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 128.000
D – Custos de Produtos Vendidos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 87.000
C – Produtos Acabados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 87.000
j. D – Caixa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 105.000
C – Contas a Receber. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 105.000
k. D – Contas a Pagar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 55.000
C – Caixa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 55.000

Lançando o balancete de verificação inicial e os lançamentos de diário nos razonetes.

Caixa Contas a Receber


30/9 15.000 c. 39.000 30/9 18.000 j. 105.000
j. 105.000 k. 55.000 i. 128.000
120.000 146.000
26.000 41.000

Produtos Acabados Produtos em Processo


30/9 25.000 i. 87.000 30/9 4.000 h. 79.000
h. 79.000 b. 41.000
104.000 d. 31.500
17.000 g. 14.220
90.720
11.720
Capítulo 1 • INTRODUÇÃO À CONTABILIDADE DE CUSTOS • 45

Materiais Edifício

30/9 8.000 b. 46.500 30/9 156.000


a. 58.000
66.000
19.500

Depreciação Acumulada – Edifício Equipamentos de Fábrica

30/9 23.400 30/9 108.000


e. 650
24.050

Depreciação Acumulada
Equipamentos de Fábrica Equipamentos de Escritório

30/9 54.000 30/9 12.000


e. 1.800
55.800

Depreciação Acumulada
Equipamentos de Escritório Contas a Pagar

30/9 2.000 k. 55.000 30/9 30.000


200 a. 58.000
2.200 5.200
93.200

Salários a Pagar 38.200

c. 39.000 c. 39.000

Capital Lucros Acumulados

30/9 175.000 30/9 61.600

Vendas Custo de Produtos Vendidos

i. 128.000 i. 87.000

Folha de Pagamento

c. 39.000 d. 39.000

CIF Despesas Administrativas e de Vendas

b. 5.500 f. 14.220 d. 5.000


d. 2.500 e. 130
e. 520 e. 200
e. 1.800 f. 1.300
f. 3.900 6.630
14.220
46 • CONTABILIDADE DE CUSTOS

Preparando uma demonstração de custo de produção, uma demonstração de resultados


e um balanço patrimonial:

O custo total de manufatura de $ 86.720 representa o custo de materiais diretos, mão-de-


obra direta, e CIF incorridos durante o mês de outubro. Observe que o custo dos materiais indire-
tos é subtraído no cálculo de custos de materiais diretos usados na produção porque é incluído co-
mo um item separado sob os CIF. Para determinar o custo de produção para outubro, que na
verdade significa o custo dos produtos completados para o mês, você tem que adicionar o custo
do estoque inicial de Produtos em Processo, $ 4.000, e subtrair o custo do estoque final de Produ-
tos em Processo, $ 11.720, do custo total de manufatura para outubro.

Companhia de Manufatura Musketeer


Demonstração de Custo de Produção
para o Mês Encerrado em 31 de Outubro de 20 – –

Materiais Diretos:
Estoques, 1 de outubro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 8.000
Compras . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 58.000
Total do custo de materiais disponíveis . . . . . . . . . . . . . $ 66.000
Menos estoques, 31 de outubro . . . . . . . . . . . . . . . . . . 19.500
Custo dos materiais usados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 46.500
Menos materiais indiretos usados . . . . . . . . . . . . . . . . . 5.500
Custo dos materiais diretos usados na produção . . . . . . $ 41.000
Mão-de-obra direta. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 31.500
CIF:
Materiais indiretos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 5.500
Mão-de-obra indireta . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2.500
Depreciação do edifício . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 520
Depreciação do equipamento da fábrica . . . . . . . . . . . 1.800
Despesas diversas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3.900
Total dos CIF. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14.220
Total do custo de produção . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 86.720
Mais estoques de Produtos em Processo, 1 de outubro . . . . . . . . . . . . 4.000
$ 90.720
Menos estoques de Produtos em Processo, 31 de outubro . . . . . . . . . . 11.720
Custo de produção . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 79.000

Ao preparar uma demonstração de resultados para um fabricante, lembre-se de que o esto-


que inicial dos produtos acabados para o mês deve ser adicionado ao custo de produção para se
obter o custo de produtos disponíveis para a venda. Depois o saldo final dos produtos acabados
precisa ser subtraído para obter o custo de produtos vendidos:
Capítulo 1 • INTRODUÇÃO À CONTABILIDADE DE CUSTOS • 47

Companhia de Manufatura Musketeer


Demonstração de resultado
para o Mês Encerrado em 31 de Outubro de 20 – –
Vendas líquidas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 128.000
Custo de produtos vendidos:
Estoque de produtos acabados, 1 de outubro . . . . . . . . . $ 25.000
Mais custo de produção . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 79.000
Produtos disponíveis para a venda. . . . . . . . . . . . . . . . . $ 104.000
Menos estoque de produtos acabados, 31 de outubro . . . 17.000 87.000
Lucro bruto sobre as vendas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 41.000
Despesas administrativas e de vendas:
Salários administrativos e de vendas . . . . . . . . . . . . . . . $ 5.000
Depreciação do edifício . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 130
Depreciação dos equipamentos de escritório . . . . . . . . . 200
Diversos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.300 6.630
Lucro líquido . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 34.370

Ao preparar um balanço para um fabricante, observe que existem três contas separadas de
estoque, em vez de uma única conta como para uma empresa de comércio.

Companhia de Manufatura Musketeer


Balanço Patrimonial
para o Mês Encerrado em 31 de Outubro de 20 – –

Ativos
Ativos circulantes:
Caixa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ..... $ 26.000
Contas a receber . . . . . . . . . . . . . ..... 41.000
Estoques:
Produtos acabados . . . . . . . . . . . . . . . $ 17.000
Produtos em Processo . . . . . . . . . . . . . 11.720
Materiais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 19.500 48.220
Total de ativos circulantes . . . . . . . . . . . . . . . $ 115.220
Instalações e equipamentos:
Edifício . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 156.000
Menos depreciação acumulada . . . . . . 24.050 $ 131.950
Equipamentos de fábrica . . . . . . . . . . . . . $ 108.000
Menos depreciação acumulada . . . . . . 55.800 52.200
Equipamentos de escritório. . . . . . . . . . . . $ 12.000
Menos depreciação acumulada . . . . . . 2.200 9.800
Total de instalações e equipamentos . . . . . 193.950
Total de ativos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 309.170
48 • CONTABILIDADE DE CUSTOS

Passivos e Patrimônio Líquido


Passivo circulante:
Contas a pagar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 38.200
Patrimônio líquido:
Capital. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 175.000
Lucros acumulados*. . . . . . . . . . . . . . . . . 95.970
Total de patrimônio líquido . . . . . . . . . . . . 270.970
Total de passivos e patrimônio líquido . . . . $ 309.170

* $ 61.600 (saldo em 30/9) + $ 34.370 (lucro líquido para outubro) = $ 95.970


(Observação: O Problema 1-3 é semelhante a esse problema.)

QUESTÕES

1. Como é que a função da contabilidade de 12. Como você descreveria as seguintes con-
custos ajuda na administração de uma em- tas – Produtos Acabados, Produtos em Pro-
presa? cesso e Materiais?
2. Em que as atividades de fabricantes, em- 13. Compare os setores de manufatura, co-
presas de comércio e empresas de serviço mércio e serviços. Em que diferem com re-
são diferentes? lação aos tipos de empresa em cada cate-
3. De que forma uma empresa típica de ma- goria, a natureza de sua produção, e tipo
nufatura difere de uma empresa de comér- de estoque, se o tiver?
cio? Em que são semelhantes? 14. Qual é a diferença entre um sistema de
4. Como é que a administração usa os da- controle de estoque perpétuo e um sistema
dos da contabilidade de custos? de controle de estoque periódico?
5. Por que informações sobre o custo unitário 15. Quais são os elementos básicos dos custos
são importantes para a administração? de produção?
6. Para um fabricante, o que está envolvido 16. Como você definiria os seguintes custos:
no processo de planejamento e como são materiais diretos, materiais indiretos,
usados os dados sobre contabilidade de mão-de-obra direta, mão-de-obra indireta,
custos? e CIF?
7. Como é que se consegue controle eficaz 17. Como você definiria custo primário e custo
em uma empresa de manufatura? de conversão (ou transformação)? O custo
8. Defina contabilidade por responsabilidade. primário mais o custo de conversão é
9. Que critérios precisam ser satisfeitos para igual ao custo de produção?
que uma unidade de atividade dentro de 18. Em que o tratamento contábil dado aos
uma fábrica se qualifique como um centro CIF difere daquele de materiais diretos e
de custos? custos de mão-de-obra direta?
10. Qual é o relacionamento entre contabilida- 19. Em que o custo de produtos vendidos pa-
de de custos e contabilidade financeira? ra um fabricante difere do custo de pro-
11. Como os cálculos do custo de produtos dução?
vendidos de um fabricante são diferentes 20. Como são justificados os custos que não
daqueles de um comerciante? são de fábrica e os custos que beneficiam
Capítulo 1 • INTRODUÇÃO À CONTABILIDADE DE CUSTOS • 49

tanto as operações da fábrica quanto as 24. Quais são as vantagens de acumular cus-
que não são da fábrica? tos por departamento ou serviço em vez
21. O que é uma porcentagem de lucro sobre de para uma fábrica como um todo?
o custo? 25. O que é uma folha de custos por serviço, e
22. Quando é apropriado usar o custeio por por que é útil?
ordem e que tipos de empresa o usam? 26. O que são custos padrão, e qual o propó-
23. Quando é apropriado usar o custeio por sito de um sistema de custo padrão?
processo e que tipos de empresa o usam?

EXERCÍCIOS
E1-1 Custo de produtos vendidos – comerciantes
Objetivo 2

Os seguintes dados foram tirados do razão geral do Comércio Morton no dia 31 de janeiro,
o final do primeiro mês de operações do presente ano fiscal:

Estoques de mercadorias, 1 de janeiro. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 22.000


Compras. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 83.000
Estoques de mercadorias, 31 de janeiro. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 17.000
Calcule o custo de mercadorias vendidas para o mês de janeiro.

E1-2 Custo de produtos vendidos – fabricantes


Objetivo 2

Os dados abaixo foram tirados do razão geral e outros dados da Fábrica MillCreek, no dia
31 de julho:

Produtos acabados, 1 de julho . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 93.000


Custo de produção . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 343.000
Produtos acabados, 31 de julho . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 85.000
Calcule o custo de produtos vendidos para o mês de julho.

E1-3 Classificação de custos


Objetivo 3

Classifique os itens abaixo como materiais diretos, mão-de-obra direta, CIF, ou despesas ad-
ministrativas e de vendas.
a. Aço usado em uma fábrica de automóveis.
b. Tecido usado em uma fábrica de camisas.
c. Fibra de vidro usada por um construtor de barcos a vela.
d. Óleos lubrificantes usados em máquinas em uma fábrica de ferramentas.
e. Ordenados de um encadernador em uma gráfica.
f. Seguro em máquinas da fábrica.
g. Aluguel pago por edifícios da fábrica.
h. Ordenados de um operador de empilhadeira empregado pela fábrica.
i. Couro usado em uma fábrica de sapatos.
50 • CONTABILIDADE DE CUSTOS

j. Ordenados de um zelador da fábrica.


k. Energia elétrica consumida para operar máquinas da fábrica.
l. Depreciação sobre escritórios centrais.
m. Combustível usado para aquecer uma fábrica.
n. Tinta usada na fabricação de automóveis.
o. Ordenados de um trabalhador em ferro no setor de construção civil.
p. Eletricidade usada para iluminar os escritórios de vendas.
E1-4 Fluxo de custos
Objetivo 3
Em forma narrativa, explique o fluxo de materiais diretos, mão-de-obra direta e CIF por meio
de contas.
E1-5 Demonstração do custo de produção; custo de produtos vendidos
Objetivo 4
Os dados a seguir são tirados do razão geral e outros registros da Companhia de Fabrica-
ção Mathis, em 31 de janeiro, o final do primeiro mês de operações do presente ano fiscal:
a. Prepare uma demonstração do custo de produção.
b. Prepare a seção do custo de mercadorias vendidas na demonstração de resultado.
Vendas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 75.000
Estoques de materiais (1 de janeiro) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25.000
Estoques de produtos em processo (1 de janeiro) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 24.000
Estoques de produtos acabados (1 de janeiro) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 32.000
Materiais comprados. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 21.000
Custo da mão-de-obra direta . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18.000
CIF (incluindo $1.000 de materiais indiretos usados
e $3.000 de custo de mão-de-obra indireta) . . . . ................ 12.000
Despesas administrativas e de vendas . . . . . . . . . . . ................ 10.000
Estoques em 31 de janeiro:
Materiais. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ................ 22.000
Produtos em processo . . . . . . . . . . . . . . . . . . ................ 20.000
Produtos acabados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ................ 30.000
E 1-6 Determinando materiais, mão-de-obra e custo de mercadorias vendidas
Objetivos 3, 4
Os seguintes dados sobre estoque são da Myknaos Corp.
Estoques
Final Inicial
Produtos acabados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 75.000 $ 110.000
Produtos em processo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 80.000 70.000
Materiais diretos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 95.000 90.000
Receitas e Custos para o Período
Vendas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 900.000
Custos de produtos disponíveis para a venda . . . . . . . . 775.000
Custos totais de manufatura . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 675.000
CIF . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 175.000
Materiais diretos usados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 205.000
Capítulo 1 • INTRODUÇÃO À CONTABILIDADE DE CUSTOS • 51

Calcule o seguinte para o ano:


a. Materiais diretos comprados
b. Custo da mão-de-obra incorrido
c. Custo de produtos vendidos
d. Lucro bruto

E 1-7 Lançamentos de diário


Objetivo 4
Segue uma lista dos custos de manufatura incorridos pela Companhia de Produtos Printz, du-
rante o mês de julho:

Materiais diretos usados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 15.000


Materiais indiretos usados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3.000
Mão-de-obra direta empregada . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 21.000
Mão-de-obra indireta empregada . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5.000
Despesas de aluguel . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4.000
Despesas de utilidades públicas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.200
Despesas de seguro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 500
Despesas de depreciação (máquinas e equipamentos) . . . . . . . . . . . . . . . 1.500

Prepare os lançamento de diário para registrar as informações precedentes e para transferir


os CIF para Produto em Processo.

E 1-8 Lançamentos de diário para custeio por ordem; cálculo de custo total
e unitário
Objetivos 4, 5
A Fábrica Mirage Inc, usa o sistema de custo por ordem. As seguintes informações foram ob-
tidas dos livros da empresa após todos os lançamentos terem sido completados no final de maio.

Custo de Custo Mão-


Serviços Material de-obra Unidades
Completados Direto Direta CIF Completadas

1984 $ 3.600 $ 4.000 $ 1.600 400


2000 2.380 2.500 1.000 240
2525 1.800 1.700 680 200

a. Prepare os lançamentos de diário para debitar os custos de materiais, mão-de-obra e CIF


para cada serviço.
b. Calcule o custo total de produção de cada serviço.
c. Prepare o lançamento de diário para transferir o custo de serviços completos para Produ-
tos Acabados.
d. Calcule o custo unitário de cada serviço.
e. Calcule o preço de venda unitário para cada serviço, supondo que haja uma porcenta-
gem de lucro de 40% sobre o custo.
52 • CONTABILIDADE DE CUSTOS

E 1-9 Lançamentos de diário para o custeio por ordem.


Objetivos 4, 5

A Companhia Jet-Products fabrica produtos por ordem. Durante o mês de abril, três serviços
foram iniciados em Processo. (Não havia Produtos em Processo no início do mês.) Os serviços 707
e 727 foram completados e vendidos durante o mês (preços de venda: Serviço 707, $ 22.000;
Serviço 727, $ 27.000); o Serviço 737 ainda estava em Processo no final de abril.
Os seguintes dados vieram das folhas de custos para cada serviço. Esses custos incluíram um
total de $ 1.200 para materiais indiretos e $ 900 para mão-de-obra indireta. Uma conta de con-
trole para Produtos em Processo é usada para todos os serviços.
Serviço 707 Serviço 727 Serviço 737
Materiais diretos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 5.000 $ 6.000 $ 3.500
Mão-de-obra direta . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4.000 5.000 2.500
CIF . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2.000 2.500 1.250

Prepare lançamentos de diário para contabilizar o seguinte:


a. Materiais usados
b. Ordenados e salários de fábrica ganhos
c. CIF transferidos para Produtos em Processo
d. Serviços completados
e. Serviços vendidos

PROBLEMAS

P 1-1 Custo de produtos vendidos – comércio e fabricante


Objetivo 2

Os seguintes dados foram tirados dos razões gerais e outros dados da Manufatura Kingdom
e do Comércio Magic no dia 30 de abril do presente ano:

Estoques de mercadorias, 1 de abril . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 38.000


Produtos acabados, 1 de abril . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 67.000
Compras . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 121.000
Custo de produção . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 287.000
Estoques de mercadorias, 30 de abril . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 33.000
Produtos acabados, 30 de abril . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 61.000

Pede-se:
1. Calcule o custo das mercadorias vendidas para o Comércio Magic, escolhendo os itens
apropriados da lista acima.
2. Calcule o custo dos produtos vendidos para a Manufatura Kingdom, escolhendo os itens
apropriados da lista acima.
Capítulo 1 • INTRODUÇÃO À CONTABILIDADE DE CUSTOS • 53

P 1-2 Demonstração do custo de produção; demonstração de resultado; balanço


patrimonial
Objetivos 3, 4

O Balancete de Verificação ajustado para a Companhia de Móveis Nehr, no dia 30 de se-


tembro, o final de seu primeiro mês de operações, está registrado como abaixo:

Companhia de Móveis Nehr


Balancete de Verificação
30 de Setembro de 20 – –

Caixa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 21.800
Contas a Receber . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16.200
Produtos Acabados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13.900
Produtos em Processo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . —
Materiais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7.400
Edifício . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 300.000
Depreciação Acumulada – Edifício . . . . . . . . . . . . . . . $ 3.000
Máquinas e Equipamentos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 88.000
Depreciação Acumulada – Máquinas e Equipamentos. . 2.200
Contas a Pagar. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7.900
Folha de Pagamento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . —
Capital . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 422.550
Vendas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 68.300
Custo de Produtos Vendidos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 41.450
CIF . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . —
Despesas Administrativas e de Vendas. . . . . . . . . . . . . 15.200
$ 503.950 $ 503.950

O razão geral revela os seguintes dados adicionais:


a. Não havia estoques iniciais.
b. Compras de materiais durante o período foram de $ 33.000.
c. Custo de mão-de-obra direta foi de $18.500.
d. Os CIF foram os seguintes:

Materiais indiretos. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 1.400


Mão-de-obra indireta. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4.300
Depreciação do Edifício. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3.000
Depreciação de Máquinas e Equipamentos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2.200
Utilidades públicas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.750
$ 12.650

Pede-se:
1. Prepare uma demonstração dos custos de produção para o mês de setembro.
2. Prepare uma demonstração de resultados para o mês de setembro.
3. Prepare um balanço patrimonial encerrado em 30 de setembro.
54 • CONTABILIDADE DE CUSTOS

P 1-3 Sistema básico de custo; lançamentos de diário; demonstrações


financeiras. Similar aos problemas de auto-avaliação.
Objetivos 3, 4
O Balancete de Verificação de encerramento para a Companhia de Manufatura Boulder, en-
cerrado em 30 de abril, está reproduzido abaixo:
Companhia de Manufatura Boulder
Balancete de Verificação Encerrado em
30 de Abril de 20 – –
Caixa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25.000
Contas a Receber . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 65.000
Produtos Acabados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 120.000
Produtos em Processo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 35.000
Materiais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18.000
Edifício . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 480.000
Depreciação Acumulada – Edifício . . . . . . . . . . . . . . . 72.000
Equipamentos da Fábrica. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 220.000
Depreciação Acumulada – Equipamento da Fábrica . . . 66.000
Equipamento de Escritório . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 60.000
Depreciação Acumulada – Equipamentos de Escritório . 36.000
Contas a Pagar. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 95.000
Capital . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 250.000
Lucros Acumulados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 504.000
1.023.000 1.023.000
Durante o mês de maio, ocorreram as seguintes transações:
a. Compra de matérias-primas a um custo de $ 45.000 e suprimentos gerais de fábrica a um
custo de $ 13.000, a prazo (contabilizou materiais e suprimentos na conta de materiais).
b. Matérias-primas baixadas para serem usadas na produção, custando $ 47.000, e diver-
sos suprimentos de fábrica, custando $ 15.000.
c. Registro de folha de pagamento, os pagamentos para empregados e a distribuição dos
ordenados e salários ganhos para o mês da seguinte forma: ordenados da fábrica (in-
cluindo $ 12.000 de mão-de-obra indireta), $ 41.000, e salários administrativos e de
vendas, $ 7.000. Títulos adicionais para contas incluem Salários a Pagar e Folha de Pa-
gamento. (Ignore retenções e deduções da folha de pagamento.)
d. Depreciação reconhecida para o mês a uma taxa anual de 5% sobre o edifício, 10% so-
bre equipamento de fábrica, e 20% sobre equipamento de escritório. O pessoal adminis-
trativo e de vendas usa aproximadamente um quinto do edifício para os seus escritórios.
e. Várias outras despesas incorridas totalizando $ 11.000. Um quarto dessa quantia pode
ser alocada para a função do escritório.
f. Transferência do total do CIF para Produtos em Processo.
g. Produtos completados e transferidos com um custo total de $ 91.000 para o almoxarifa-
dos para produtos acabados.
h. Produtos custando $ 188.000 foram vendidos por $ 345.000. (Suponha que todas as
vendas tenham sido a prazo.)
i. Contas a receber foram recebidas no montante de $ 362.000.
j. Contas a pagar foram pagas totalizando $ 158.000.
Capítulo 1 • INTRODUÇÃO À CONTABILIDADE DE CUSTOS • 55

Pede-se:

1. Prepare lançamentos de diário para contabilizar as transações.


2. Prepare os razonetes. Lance o Balancete de Verificação inicial e os lançamentos de diário
preparados no item (1) para as contas e determine os saldos nas contas no dia 31 de maio.
3. Prepare uma demonstração do custo de produção, uma demonstração de resultado e um
balanço patrimonial. (Arredonde os montantes para a próxima unidade inteira.)
P 1-4 Lançamentos de diário; análise de contas
Objetivos 3, 4
A seguir temos saldos de contas e transações selecionados para a Companhia de Manufatu-
ra Hawkins:
Saldos das Contas
1 de Maio 31 de Maio
Matérias-primas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 5.000 $ 6.500
Suprimentos da fábrica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 800 900
Produtos em Processo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5.300 6.000
Produtos acabados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13.200 12.000

Transações de maio:
a. Comprou matérias-primas e suprimentos de fábrica a prazo, a custos de $ 45.000 e
$ 5.000, respectivamente. (Uma conta de estoque é mantida.)
b. Incorreu ordenados durante o mês de $ 65.000 ($ 10.000 foi para mão-de-obra indireta).
c. Incorreu em CIF no montante de $ 12.000, a prazo.
d. Fez lançamentos de ajuste para registrar $ 7.000 de CIF (a crédito de várias contas).
CIF foi encerrado para Produtos em Processo. Serviços acabados foram transferidos pa-
ra Produtos Acabados, e o custo de serviços vendidos foi debitado para Custo de Produ-
tos Vendidos.

Pede-se:
Prepare lançamentos de diário para os itens abaixo:
1. Compra de matérias-primas e suprimentos de fábrica.
2. Baixa de matérias-primas e suprimentos para a produção. (Dica: Certifique-se de consi-
derar os estoques iniciais e saldos finais de matérias-primas e suprimentos assim como a
quantia das compras.)
3. Registro da folha de pagamento.
4. Distribuição da folha de pagamento.
5. Pagamento da folha de pagamento.
6. Registro dos CIF incorridos.
7. Lançamento de ajuste para os CIF.
8. Lançamento para transferir os CIF para Produtos em Processo.
9. Lançamento para transferir o custo de trabalho completado para Produtos Acabados.
(Dica: Certifique-se de considerar os estoques iniciais e saldos finais para Produtos em
Processo, assim como os custos somados ao Produtos em Processo nesse período.)
10. Lançamento para registrar o custo de mercadorias vendidas. (Dica: Certifique-se de con-
siderar os estoques iniciais e saldos finais de Produtos Acabados, assim como o custo
dos produtos acabados durante o mês.)
56 • CONTABILIDADE DE CUSTOS

P 1-5 Custo por ordem; lançamentos de diário; Produtos em Processo final;


análise de estoques
Objetivos 4, 5
A Companhia Histórica fabrica produtos por pedidos especiais e usa um sistema de custo por
ordem. Durante seu primeiro mês de operações, ocorreram as seguintes transações selecionadas:
a. Materiais comprados a prazo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 37.000
b. Materiais baixados para a fábrica:
Serviço 1066 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 2.200
Serviço 1215 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5.700
Serviço 1776 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7.100
Serviço 1865 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.700
Para uso geral na fábrica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.350
c. Ganhos em ordenados e salários de fábrica:
Serviço 1066 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 2.700
Serviço 1215 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6.800
Serviço 1776 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9.200
Serviço 1865 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2.100
Para trabalho geral na fábrica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2.250
d. CIF diversos, a prazo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 2.400
a. Foi lançada depreciação de $2.000 em máquinas da fábrica.
b. CIF alocados da seguinte forma:
Serviço 1066 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 1.200
Serviço 1215 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2.000
Serviço 1776 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3.800
Serviço 1865 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.000
c. Serviços 1066, 1215 e 1776 foram completados.
d. Serviços 1066 e 1215 foram embarcados para o cliente e faturados a $ 30.900.
Pede-se:
1. Prepare uma tabela que reflete o custo de cada um dos quatro serviços.
2. Prepare lançamentos de diário para registrar as transações. (Uma conta de controle é
usada para Produtos em Processo.)
3. Calcule o saldo final na conta para Produtos em Processo.
4. Calcule o saldo final na conta para Produtos Acabados.
P 1-6 Análise de dados, demonstração de custo de fabricação, terminologia
de custos
Objetivos 3, 5
O custo de produtos vendidos para a Companhia Fielder para o mês encerrado em 31 de julho
foi de $ 345.000. O saldo final para estoque de Produtos em Processo foi de 90% do estoque inicial
para Produtos em Processo. Os CIF foram de 50% do custo da mão-de-obra direta. Seguem outras in-
formações pertinentes aos estoques e à produção da Companhia Fielder para o mês de julho:
Estoques iniciais, 1 de julho:
Materiais diretos . . . . . . . .......... . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 20.000
Produtos em Processo . . . . .......... . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 40.000
Produtos acabados. . . . . . .......... . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 102.000
Compras de materiais diretos durante julho . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 110.000 䉴
Capítulo 1 • INTRODUÇÃO À CONTABILIDADE DE CUSTOS • 57

䉴 Saldos finais, 31 de julho:


Materiais diretos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 26.000
Produtos em Processo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ?
Produtos acabados. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 105.000

Pede-se:

1. Prepare uma demonstração dos custos de produção para o mês de julho. (Dica: Prepare
uma demonstração do custo de produção, colocando as informações dadas nos espaços
apropriados e resolvendo as informações desconhecidas.)
2. Prepare uma tabela para calcular o custo primário incorrido durante julho.
3. Prepare uma tabela para calcular o custo de conversão debitado para Produtos em Pro-
cesso durante o mês de julho.

P 1-7 Custo por ordem; lançamentos de diário; análise de lucro


Objetivos 4, 5
A Companhia de Manufatura Dice obteve as seguintes informações de seus registros para o
mês de julho:
Serviços Acabados e Vendidos
Serviço 7 Serviço 11 Serviço 12

Custo de materiais diretos . . . . . . . . . . . . . $ 15.000 $ 10.000 $ 25.000


Custo de mão-de-obra direta . . . . . . . . . . . 50.000 50.000 50.000
CIF . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 30.000 30.000 30.000
Unidades fabricadas . . . . . . . . . . . . . . . . . 10.000 5.000 4.000
Preço de venda . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 126.667 80.000 131.250

Pede-se:

1. Em forma resumida, prepare os lançamentos de diário que teriam sido feitos durante o
mês para contabilizar a distribuição de materiais, mão-de-obra e CIF; o término dos ser-
viços; e a venda dos serviços. (Suponha que haja contas separadas de Produtos em Pro-
cesso para cada serviço.)
2. Prepare tabelas que mostram o lucro bruto ou prejuízo para os seguintes itens em julho:
a. A empresa como um todo.
b. Cada serviço terminado e vendido.
c. Para cada unidade fabricada e vendida. (Arredonde para o centavo mais próximo.)

P 1-8 Custo de serviço; lançamentos de diário; análise de estoques;


demonstração de custo de fabricação
Objetivos 4, 5
A Companhia de Manufatura Power-D fabrica motores que são feitos somente a pedido de
clientes, e de acordo com as especificações dos mesmos. Durante janeiro, a companhia traba-
lhou nos Serviços 90AX, 90BZ, 90CK e 90DQ. As seguintes cifras resumem os registros de cus-
tos para o mês:
58 • CONTABILIDADE DE CUSTOS

Serviço Serviço Serviço Serviço


90AX 90BZ 90CK 90DQ
(100 unid.) (60 unid.) (25 unid.) (100 unid.)
Materiais diretos
colocados no processo:
Janeiro 2 $ 15.000 $ 5.000 — —
18 20.000 16.000 $ 5.000 —
22 15.000 1.000 10.000 $ 6.000
28 — — 3.500 2.000
Custo de mão-de-obra direta:
Semana encerrada
Janeiro 2 $ 1.000 $ 1.000 — —
9 27.000 9.000 — —
16 32.000 27.000 — —
23 20.000 3.000 $ 5.000 $ 500
30 — — 18.000 11.500
CIF $ 60.000 $ 32.000 $ 17.500 $ 10.500
Motores terminados 100 60 25 —

Os serviços 90AX e 90BZ foram terminados e entregues ao cliente a um preço total de ven-
da de $ 426.000, a prazo. O Serviço 90CK está terminado, mas ainda não foi entregue. O Ser-
viço 90DQ ainda está em Processo. Não havia nenhum produto em Processo no início do mês.
Pede-se:
1. Prepare os lançamentos de diário resumidos para o mês para registrar a distribuição dos
custos de materiais, mão-de-obra e CIF. (Suponha que uma conta para Produtos em pro-
cesso seja mantida para cada serviço.)
2. Prepare um resumo mostrando o custo total de cada serviço completado durante o mês,
ou em processo no final do mês. Determine também o custo dos estoques dos motores
acabados e motores em processo no final do mês.
3. Prepare os lançamentos de diário para contabilizar o término dos serviços e a venda dos
serviços.
4. Prepare uma demonstração do custo de produção.

P 1-9 Análise de dados; demonstração do custo de produção


Objetivo 5
A Corporação Pincus fabrica um produto e contabiliza os seus custos por meio de um siste-
ma de custo por ordem. Você obteve as seguintes informações dos livros e registros da corporação
para o ano encerrado em 31 de dezembro:
a. O custo total de fabricação durante o ano foi de $ 1.000.000, incluindo materiais dire-
tos, mão-de-obra direta e CIF.
b. O custo de produção durante o ano foi de $ 970.000.
c. O CIF debitado em produtos em processo foram de 75% do custo de mão-de-obra direta,
e 27% do total de custo de fabricação.
d. O estoque inicial para produtos em processo, no dia 1 de janeiro, foi de 60% do saldo fi-
nal para produtos em processo, no dia 31 de dezembro.
Pede-se:
Prepare uma demonstração do custo de produção para o ano encerrado em 31 de dezembro
para a Corporação Pincus. (Dica: Prepare uma demonstração do custo de produção, colocando as
informações dadas nos espaços apropriados e calculando as informações desconhecidas.)
2
Contabilidade para Materiais

OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM

Após estudar este capítulo, você dever estar apto a:

 Reconhecer os dois aspectos básicos de controle de materiais.


 Especificar procedimentos de controle interno para materiais.
 Contabilizar materiais e relacionar a contabilidade de materiais com o razão geral.
 Contabilizar material refugado, produtos danificados e defeituosos.
 Contabilizar estoques em um sistema just-in-time.

custo total para um produto acabado consiste nas despesas feitas em matérias-primas,

O mão-de-obra direta e custos indiretos de fabricação gerados pelas atividades de manufa-


tura. Os princípios e procedimentos para controlar e contabilizar esses elementos de
custos são os assuntos principais dos Capítulos 2, 3 e 4. Cada capítulo examinará os controles e
os procedimentos contábeis que se aplicam a cada elemento. No entanto, controles e práticas
comuns pertencem a todos os sistemas de controle de custo. Em geral, a principal função de
qualquer sistema de controle de custo é de manter despesas dentro dos limites de um plano
preconcebido. O sistema de controle também deve encorajar reduções de custos ao eliminar o
desperdício e ineficiências operacionais. Um sistema eficaz de controlar custos é projetado para
controlar as pessoas responsáveis pelas despesas porque as pessoas controlam os custos. Os
custos não controlam a si mesmos.
60 • CONTABILIDADE DE CUSTOS

Um sistema eficaz de controle de custos deve incluir o seguinte:

1. Uma distribuição específica de deveres e responsabilidades.


2. Uma lista de indivíduos autorizados a aprovar as despesas.
3. Um plano estabelecido de objetivos e metas.
4. Relatórios periódicos que mostram as diferenças entre os desempenhos planejados e realizados.
5. Um plano de ações corretivas projetadas para prevenir novas ocorrências de diferenças desfa-
voráveis.
6. Procedimentos de acompanhamento para as medidas corretivas.
A contabilidade por responsabilidade é uma parte integral do sistema de controle de cus-
tos porque focaliza a sua atenção em indivíduos específicos que foram designados para atingir as
metas estabelecidas. Dos três principais objetivos da contabilidade de custos — controle de cus-
tos, custeio do produto e determinação de preços dos estoques — o controle de custos é fre-
qüentemente o mais difícil de se alcançar. Uma fraqueza no controle de custos pode ser muitas
vezes superada ao colocar mais ênfase na contabilidade por responsabilidade. Isso faz com que
as pessoas que incorrem em custos sejam responsáveis por esses custos.

CONTROLE DE MATERIAIS
Objetivo de Aprendizagem 1
Reconhecer os dois aspectos básicos de controle de materiais.

Os dois aspectos básicos de controle de materiais são (1) controle físico ou salvaguarda
de materiais, e (2) controle do investimento em materiais. O controle físico protege os materiais
de uso impróprio ou apropriação indébita. Controlar o investimento em materiais mantém
quantidades apropriadas de materiais em estoque.

CONTROLE FÍSICO DE MATERIAIS

Todo negócio requer um sistema de controle interno que inclui procedimentos para a sal-
vaguarda de ativos. Já que ativos altamente líquidos, como dinheiro vivo e títulos negociáveis,
são especialmente suscetíveis à apropriação indébita, a proteção fornecida para tais ativos é nor-
malmente mais do que adequada. No entanto, outros ativos, incluindo estoques, também preci-
sam ser protegidos do uso não autorizado ou do furto.
Já que estoques representam uma parte significativa dos ativos circulantes de um fabrican-
te, uma empresa precisa controlar os seus materiais do momento em que são pedidos até o
momento em que são despachados para os clientes em forma de produtos acabados. Em geral,
para controlar materiais de forma eficaz, uma empresa precisa manter: (1) acesso limitado, (2)
segregação de funções e (3) precisão no registro.

Acesso Limitado. Somente o pessoal autorizado deve ter acesso às áreas de armazena-
mento de materiais. Materiais devem ser baixados para uso na produção somente se as requisi-
ções por materiais foram apropriadamente documentadas e aprovadas. Produtos acabados tam-
bém devem ser salvaguardados em áreas de armazenamento com acesso limitado, e não devem
ser liberados para embarque na ausência da documentação e autorização apropriada. Procedi-
Capítulo 2 • CONTABILIDADE PARA MATERIAIS • 61

mentos devem ser estabelecidos dentro de cada área ou departamento para salvaguardar os pro-
dutos em processo.

Segregação de Funções. Um princípio básico do controle interno é a segregação de


deveres para minimizar as oportunidades de apropriação indébita de ativos. Com respeito ao
controle de materiais, as seguintes funções devem ser segregadas: compras, recebimento, arma-
zenamento, uso e registro. A independência do pessoal designado para essas funções não elimi-
na o perigo da apropriação indébita ou o uso impróprio porque a possibilidade de conluio ainda
existe. No entanto, a segregação apropriada de funções limita as oportunidades de um único
empregado fazer apropriação indébita e ocultação. Em organizações menores, muitas vezes não
é possível obter uma segregação otimizada devido às limitações com relação aos recursos e ao
pessoal. Portanto, pequenas empresas precisam depender de procedimentos de controle espe-
cialmente projetados para compensar a falta de independência das funções designadas.

Precisão nos Registros. Um sistema eficaz para o controle de materiais requer um regis-
tro preciso de compras e baixas (saídas) de materiais. Registros de estoques devem documentar
as quantidades físicas de estoques em mãos, e os registros de custos devem fornecer os dados
necessários para atribuir um valor aos estoques para o preparo das demonstrações financeiras.
Periodicamente, estoques registrados devem ser comparados com uma contagem física do esto-
que, e qualquer discrepância significativa deve ser investigada. Diferenças podem surgir devido a
erros de registro, ou podem resultar de perdas de estoque através de furto ou dano. Uma vez
que a causa foi determinada, uma ação corretiva apropriada deve ser tomada.

CONTROLANDO O INVESTIMENTO EM MATERIAIS

Manter o equilíbrio apropriado de materiais em mãos é um dos objetivos mais importantes


no controle de materiais. Um estoque de tamanho e diversidade suficientes para uma operação
eficiente precisa ser mantido, mas o tamanho não deve ser excessivo com relação às necessida-
des programadas de produção.
Já que fundos investidos em estoque não estão disponíveis para outros usos, a administra-
ção precisa considerar as outras necessidades por capital de giro ao determinar a quantia de fun-
dos a ser investidos em estoque, e se usos alternativos desses fundos podem render um retorno
maior. Além do uso de fundos, a administração deve considerar os custos de manuseio de mate-
riais, armazenamento e seguro contra incêndio, furto ou outro sinistro. Além disso, níveis de
estoque maiores do que o necessário podem aumentar a possibilidade de perdas por danos,
deterioração e obsolescência. O planejamento e o controle do investimento em estoques de
materiais requer que todos esses fatores sejam cuidadosamente estudados para determinar (1)
quando os pedidos devem ser colocados e (2) quantas unidades devem ser pedidas.

Ponto de Pedido. Um nível mínimo de estoque deve ser determinado para cada artigo de
matéria-prima, e os registros de estoque devem indicar quanto de cada artigo está em mãos. Isso
requer o estabelecimento de um razão subsidiário no qual uma conta separada é mantida para
cada item de matéria-prima individual usado no processo de manufatura.
O ponto no qual um item deve ser pedido, chamado de ponto de pedido, ocorre quando
o nível mínimo predeterminado de estoque em mãos é alcançado. O cálculo do ponto de pedi-
do é baseado nos seguintes dados:

1. Uso — a taxa prevista pela qual o material será usado.


62 • CONTABILIDADE DE CUSTOS

2. Prazo de entrega — o intervalo estimado, em tempo, entre a colocação de um pedido e o


recebimento do material.
3. Estoque de segurança — o nível mínimo estimado de estoque necessário para proteger con-
tra faltas de estoque (esgotamento de estoques). As “faltas de estoques” podem ocorrer devi-
do a estimativas imprecisas de uso ou de prazo de entrega, ou vários outros eventos não previs-
tos, como o recebimento de materiais danificados ou materiais inferiores de um fornecedor.

Suponha que o uso diário esperado de um item de material por uma companhia seja de
100 unidades, o prazo de entrega antecipado de 5 dias e o estoque de segurança estimado de
1.000 unidades. O seguinte cálculo mostra que o ponto de pedido é alcançado quando o esto-
que em mãos chega a 1.500 unidades:

100 unidades (uso diário) ⫻ 5 dias (prazo de entrega) . . . . . . . 500 unidades


Estoque de segurança exigido . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.000 unidades
Ponto de pedido . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.500 unidades

Se as estimativas de uso e de prazo de entrega estiverem precisas, o nível de estoque, quan-


do o novo pedido for recebido, seria igual ao estoque de segurança de 1.000 unidades. No entan-
to, se o novo pedido for entregue com três dias de atraso, a empresa precisará emitir 300 unida-
des de material de seu estoque de segurança para manter o nível de produção durante o atraso
temporário.
Quantidade Econômica de Pedido (EOQ). O ponto de pedido estabelece o momento
em que um pedido deve ser colocado, mas não indica o número mais econômico de unidades
que devem ser pedidas. Para determinar a quantidade a ser pedida, o custo para colocar um
pedido e o custo de manter estoque precisam ser considerados. Custos de pedidos geralmen-
te incluem vários fatores:
1. Salários e ordenados de empregados engajados na compra, recebimento e inspeção de mate-
riais.
2. Custos de comunicação associados com pedidos, como despesas com telefone (incluindo
fax), correios e formulários ou material de escritório.
3. Contabilidade de materiais e escrituração de registros.
Uma variedade de fatores precisam ser considerados para determinar os custos de man-
ter estoque:
1. Custos de estocagem e manuseio de materiais.
2. Juros, seguro e impostos prediais.
3. Perdas devido a furtos, deterioração ou obsolescência.
4. Registros e suprimentos associados à manutenção de estoques.
Custos de pedir e de manter estoques se movimentam em sentidos opostos — custos
anuais para pedidos diminuem quando o tamanho do pedido aumenta, enquanto custos anuais
para manter estoques aumentam quando o tamanho do pedido aumenta. A quantidade ótima a
ser pedida de uma só vez, chamada de Quantidade Econômica de Pedido (EOQ), é o tama-
nho de pedido que minimiza o total dos custos de pedir e de manter estoques ao longo de um
período de tempo, como, por exemplo, um ano.
Os fatores que devem ser considerados para determinar custos de pedir e de manter esto-
ques para uma empresa em particular variam com a natureza de operações e a estrutura organi-
Capítulo 2 • CONTABILIDADE PARA MATERIAIS • 63

zacional. Normalmente, análises especiais são necessárias para identificar custos relevantes, por-
que esses dados normalmente não são acumulados em um sistema de contabilidade. É preciso
tomar cuidado em determinar quais custos são relevantes. Por exemplo, uma empresa pode ter
espaço adequado de armazenamento para manter grande quantidade adicional de estoque. Se o
espaço não pode ser usado para algum outro propósito rentável, o custo do espaço não é um fa-
tor relevante para determinar custos de manter estoques. No entanto, se o espaço no armazém
da empresa poderia ser usado para um propósito mais rentável ou se o espaço adicional para
armazenamento precisa ser arrendado ou alugado para acomodar maiores estoques, os custos
associados com o espaço adicional são relevantes na determinação dos custos de manter.
O custo de juros associados em manter estoque deve ser considerado se fundos forem
tomados emprestados ou não para comprar o estoque. Se esses fundos não foram usados para o
estoque, poderiam ter sido aplicados de forma rentável em algum uso alternativo. A taxa de ju-
ros a ser usada nos cálculos irá variar de acordo com o custo do empréstimo tomado ou com a
taxa que seria ganha pelos fundos se tivessem sido usados por algum outro propósito.
Modelos quantitativos, ou fórmulas, foram desenvolvidos para calcular a Quantidade
Econômica de Pedido (EOQ). Uma fórmula que pode ser usada é a seguinte:

onde
EOQ = 2CN EOQ = quantidade econômica do pedido
√ K C = custo de pedir
N = número de unidades necessárias anualmente
K = custo de manter estoque por unidade

Para ilustrar essa fórmula, suponha que os seguintes dados tenham sido determinados ao
analisar os fatores relevantes para o estoque de materiais:

Número de unidades de material necessárias anualmente . . . . . . . . . . . 10.000


Custo de pedir. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 10,00
Custo anual de manter por unidade de estoque. . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 0,80

Usando a fórmula EOQ:

EOQ = 2 (custo de pedir) (número de unidades necessárias anualmente)


√ (custo unitário de manter)

= 2($ 10) (10.000)


√ $ 0,80

= $ 200.000
√ $ 0,80
= √ 250.000
= 500 unidades

A EOQ também pode ser determinada com a construção de uma tabela usando a amplitu-
de dos tamanhos de pedidos. Segue uma apresentação tabular dos dados do exemplo acima,
supondo que não haja estoque de segurança:
64 • CONTABILIDADE DE CUSTOS

1 2 3 4 5 6
Tamanho Número de Custo Total Estoque Médio Custo Total Custo Total de
do Pedido Pedidos de Pedido de Manter Pedido e
de Manter
100 100 $ 1.000 50 $ 40 $ 1.040
200 50 500 100 80 580
300 33 330 150 120 450
400 25 250 200 160 410
500 20 200 250 200 400
600 17 170 300 240 410
700 14 140 350 280 420
800 13 130 400 320 450
900 11 110 450 360 470
1.000 10 100 500 400 500

1. Número de unidades por pedido.


2. 10.000 unidades anuais ⫼ tamanho do pedido
3. Número de pedidos ⫻ $ 10 por pedido
4. Tamanho do pedido ⫼ 2 = estoque médio em mãos durante o ano
5. Estoque médio ⫻ $ 0,80 por unidade, custo de manter estoque por um ano
6. Custo total do pedido ⫹ custo total de manter estoque

Os dados apresentados na Figura 2-1 mostram o custo total de pedidos anuais diminuin-
do com o aumento no tamanho do pedido. Enquanto isso, o custo anual total de manter esto-
que aumenta com o aumento do tamanho do pedido devido à necessidade de manter uma

Figura 2-1 Custos de Pedir e Manter Estoque

$ 1100
1000
900
800
Custos Totais Anuais

700
600
anter
500 ta l – P edir e M
o
Custo T er
400 M ant
l de
300 Custos Totais t o Tota
Cus
200 Mínimos de Pedido Custos T
500 Unidades otal de
Pedir
100
0
0 100 200 300 400 500 600 700 800 9001000

Tamanho do Pedido (Unidades)


Capítulo 2 • CONTABILIDADE PARA MATERIAIS • 65

quantidade grande de estoque. No nível de 500 unidades, a combinação dos custos de manter
estoque e de pedido estão no seu ponto mínimo. Esse é o ponto no qual as despesas totais de
manter estoque se igualam aos custos totais de pedido, como demonstrado na figura, quando
nenhum estoque de segurança é fornecido. No exemplo, suponha que a companhia deseja um
estoque de segurança de 400 unidades. O número médio de unidades em estoque seria calcula-
do da seguinte maneira:

Número médio de
unidades em estoque = (1/2 ⫻ EOQ) ⫹ Estoque de segurança
= (1/2 ⫻ 500) ⫹ 400
= 650 unidades

Assim, o custo total de manter estoque seria:

Custo de manter
estoque = Estoque médio ⫻ Custo de manter por unidade
= 650 ⫻ $ 0,80
= $ 520

Observe que o custo de pedir de $ 200, que não muda nesse exemplo, é significativamen-
te menor do que o custo de manter estoque de $ 520 quando o estoque de segurança estiver
presente.

Limitações do Ponto de Pedido e Cálculos EOQ. As técnicas ilustradas para determi-


nar quando pedir (ponto de pedido) e quanto pedir (EOQ) podem dar uma falsa impressão de
exatidão. No entanto, devido ao fato de esses cálculos estarem baseados em estimativas de fato-
res como o volume de produção, prazo de entrega e custos de pedir e manter estoque, eles na
verdade são aproximações que servem como guia para o planejamento e controle do investi-
mento em materiais.
Além disso, outros fatores podem influenciar o momento para fazer um pedido ou a quan-
tidade pedida. Tais fatores incluem a disponibilidade de materiais dos fornecedores, a proximi-
dade dos fornecedores, flutuações no preço de compra dos materiais, descontos para revendas
(volume) oferecidos por fornecedores.

PROCEDIMENTOS DE CONTROLE DE MATERIAIS


Objetivo de Aprendizagem 2
Especificar procedimentos de controle interno para materiais.

Procedimentos específicos de controle interno devem ser feitos sob medida para as neces-
sidades de uma empresa. No entanto, o controle de materiais geralmente envolve as seguintes
funções: (1) compra e recebimento de materiais, (2) estocagem de materiais e (3) requisição e
consumo de materiais.
66 • CONTABILIDADE DE CUSTOS

PESSOAL DE CONTROLE DE MATERIAIS

Embora os títulos e deveres reais dos cargos possam variar de uma empresa para outra, o
pessoal envolvido no controle de materiais normalmente inclui (1) agente de compras, (2)
empregado de recebimento, (3) almoxarife e (4) supervisor do departamento de produção.
Agente de Compras. A responsabilidade por comprar os materiais necessários para um
empreendimento de manufatura deve repousar sobre uma pessoa. Em uma fábrica menor o
empregado que faz as compras pode também desempenhar outras funções, enquanto em uma
fábrica maior o agente de compras pode chefiar um departamento estabelecido para realizar
atividades de compra. Independentemente do tamanho de uma organização, é importante que
no final das contas um indivíduo seja responsável pela função de compras. Os deveres de um
agente de compras podem incluir o seguinte:
1. Trabalhar com o gerente de produção para prevenir atrasos causados pela falta de material.
2. Compilar e manter informações que identificam onde os materiais desejados podem ser obti-
dos pelo preço mais econômico.
3. Colocar pedidos de compra.
4. Supervisionar o processo de pedido até os materiais serem recebidos.
5. Verificar faturas de compras e aprová-las para pagamento.
Empregado de Recebimento. O empregado de recebimento é responsável por
supervisionar o recebimento de embarques que entram na empresa. Todos os materiais que
entram precisam ser verificados nas quantidades e qualidades, e às vezes no preço.
Almoxarife. O almoxarife, que fica encarregado dos materiais após terem sido recebi-
dos, precisa verificar que os materiais sejam apropriadamente estocados e mantidos. Os mate-
riais devem ser colocados em estoque e baixados somente sob requisições propriamente autori-
zadas. O agente de compras deve ser informado sobre as quantidades em mãos como uma
diretriz para a compra de materiais adicionais.
Supervisor do Departamento de Produção. Cada departamento de produção tem
uma pessoa que é responsável pela supervisão das funções operacionais dentro do departamen-
to. A esse indivíduo pode ser dado o título de supervisor do departamento de produção, ou
outra designação parecida. Um dos deveres designados a um supervisor de departamento é o de
preparar ou aprovar as requisições que designam as quantidades e os tipos de materiais necessá-
rios para o trabalho que será feito pelo departamento.

CONTROLE DURANTE A OBTENÇÃO

Materiais são pedidos para manter os níveis adequados de estoque necessário para satisfa-
zer as necessidades de produção programada. O almoxarife é responsável por monitorar as
quantidades de material em mãos. Quando o ponto de pedido é atingido por um item em parti-
cular de matéria-prima, o processo de compra é iniciado. Em muitas empresas, os computadores
armazenam dados pertinentes aos estoques em mãos, pontos de pedidos predeterminados e
quantidades econômicas de pedidos. Quando programados corretamente, os computadores
podem simplificar a tarefa de manter níveis apropriados de estoque.
Documentos de apoio são essenciais para manter controle durante o processo de obten-
ção. Em geral, os documentos devem ser pré-numerados e protegidos do uso não autorizado.
Capítulo 2 • CONTABILIDADE PARA MATERIAIS • 67

Os documentos mais comumente utilizados na compra de materiais inclui (1) requisições de


compras, (2) pedidos de compra, (3) faturas de fornecedores, (4) relatórios de recebimento e
(5) avisos de débitos e créditos. Os documentos de apoio estão cada vez mais em forma de regis-
tros de computador (em mídia eletrônica).

Requisições de Compra. O formulário usado para notificar o agente de compras de que


materiais adicionais são necessários é conhecido como uma requisição de compra. Essa requi-
sição é uma parte importante do processo de controle de materiais porque ela autoriza o agen-
te a comprar. Requisições de compra devem originar-se com o almoxarife ou algum outro indiví-
duo com autoridade e responsabilidade igual.
Requisições de compra devem ser pré-numeradas em série para ajudar a detectar a perda
ou o uso impróprio de qualquer desses formulários. Geralmente, são preparadas em duplicata.
A primeira via vai para o agente de compras, e o almoxarife retém a segunda via. A Figura 2-2
mostra uma requisição de compras.

Figura 2-2 Requisição de Compra. (Notifica o agente de compras


de que materiais adicionais devem ser pedidos.)

MANUFATURA REQUISIÇÃO DE COMPRA Núm. 3246

LONGHORN

Data 3 de janeiro de 20 – –
Data desejada 1 de fevereiro de 20 – –

Serviço Núm. 300


Para
Conta Núm. 1482
Autorização Núm. 3313

QUANTIDADE DESCRIÇÃO

20.000 Galões Adesivo Composto — Classificação A102

Aprovado por (assinatura) Assinado por (assinatura)

Número do Pedido de Compra 1982 Data do Pedido 6 de janeiro de 20 – –


Pedido de Corporação Sooner
68 • CONTABILIDADE DE CUSTOS

Pedido de Compra. A requisição de compra dá ao agente de compras a autoridade de


pedir os materiais descritos na requisição. O agente de compras deve manter ou ter acesso a
uma lista atualizada de fornecedores, que inclui preços, descontos disponíveis, prazo de entrega
estimado e qualquer outra informação relevante. Dessa lista, o agente de compras escolhe um
fornecedor de quem materiais de alta qualidade podem ser obtidos quando necessário a um
preço competitivo. Se essas informações não estão disponíveis da lista para um item específico
de material, o agente de compras pode contatar vários fornecedores prospectivos e pedir cota-
ções para os materiais necessários.
Depois, o agente de compras completa um pedido de compras como demonstrado na
Figura 2-3, e o endereça para o fornecedor escolhido, descrevendo os materiais desejados, citan-
do o preço e os termos, e fixando a data e o modo de entrega. Esse pedido de compra deve ser
pré-numerado em série e preparado em quadruplicata. A primeira via vai para o fornecedor, uma
via vai para o departamento de contabilidade, uma via vai para o empregado de recebimento, e
o agente de compras retém uma cópia.

Figura 2-3 Pedido de Compra. (Preparado pelo agente de compras


e enviado ao fornecedor para pedir os materiais).

MANUFATURA PEDIDO DE COMPRA Núm. do Pedido 1982


LONGHORN
Marque o Número do Pedido na
fatura e em todos os pacotes

Para: Corporação Sooner Data: 6 de janeiro de 20 – –


Batesville, Indiana 47006
Prazos: 10/3 ddd notif./60

Modal de Entrega: caminhão (chegada


prevista — 25 de janeiro de 20 – –

QUANTIDADE DESCRIÇÃO PREÇO

20.000 Galões Adesivo Composto $ 31.300 00


Classificação A102

Por (assinatura)
Agente de Compras
Capítulo 2 • CONTABILIDADE PARA MATERIAIS • 69

A cópia do pedido do agente de compras deve ser colocada em um arquivo de pedidos


não atendidos (em aberto). Antes de o pedido ser arquivado, a requisição de compras sobre
a qual o pedido foi baseado, deve ser anexada a ele. Esta última etapa importante dá início à
montagem de um conjunto completo de todos os formulários pertinentes à transação da
compra. Para identificar cada documento relativo a uma transação com todos os outros do
mesmo conjunto, o número do pedido de compra deve ser indicado em cada um dos docu-
mentos. Os conjuntos podem então ser compilados de acordo com os números respectivos
de pedidos de compra.

Fatura do Fornecedor. A empresa deve receber uma fatura do fornecedor antes de


os materiais chegarem à fábrica. Assim que eles forem recebidos, a fatura do fornecedor vai
para o agente de compras, onde será comparada com o pedido de compra, especialmente
observando se a descrição dos materiais é a mesma, se o preço e os prazos estão de acordo e se
o método de embarque e a data de entrega estão em conformidade com as instruções no pedi-
do de compras. Quando o agente de compras estiver satisfeito com a exatidão da fatura, ele
rubricará ou carimbará a fatura indicando que ela foi verificada e que está de acordo com o
pedido de compras. Depois, a fatura é arquivada junto com o pedido de compra e a requisição
de compra no arquivo para pedidos não atendidos (em aberto) até os materiais chegarem.

Relatório de Recebimento. Como vimos anteriormente, uma cópia do pedido de com-


pra vai para o empregado de recebimento para dar um aviso antecipado sobre a chegada dos
materiais pedidos. Isso é feito para facilitar o planejamento e criar espaço para os materiais que
estão entrando. O empregado de recebimento está encarregado do departamento de recebi-
mento, onde todos os materiais que chegam são recebidos, abertos, contados ou pesados, e tes-
tados para conformidade com o pedido. Se os materiais recebidos são de natureza técnica
demais para serem testados pelo empregado de recebimento, um engenheiro do escritório do
gerente de produção pode realizar a inspeção, ou os materiais podem ser enviados para o labo-
ratório da fábrica para serem testados.
O empregado de recebimento conta e identifica os materiais recebidos e prepara um rela-
tório de recebimento parecido com o que está reproduzido na Figura 2-4. Cada relatório é
numerado em série e mostra o fornecedor, quando os materiais foram recebidos, o que continha
no embarque e o número do pedido de compra que identifica o embarque. O relatório deve ser
preparado em quadruplicata. Duas vias vão para o agente de compras, uma via vai com os mate-
riais ou suprimentos até o almoxarife para assegurar que todos os materiais que chegam ao
departamento de recebimento são colocados no almoxarifado, e o empregado de recebimento
retém uma cópia. Em algumas fábricas, ao empregado de recebimento é dada uma via do pedi-
do de compra com a quantidade pedida omitida, assim assegurando que os itens recebidos
serão contados.
O agente de compras compara o relatório de recebimento com a fatura do fornecedor e o
pedido de compra para determinar se os materiais recebidos são os que foram pedidos e fatura-
dos. Se os documentos estão de acordo, o agente de compras rubrica ou carimba as duas vias do
relatório de recebimento. Em seguida, uma cópia é anexada a outros formulários que já estão no
arquivo e o conjunto inteiro de formulários é enviado para o departamento de contabilidade
onde a compra de mercadorias a prazo será registrada. A outra via do relatório de recebimento é
enviada para a pessoa do departamento de contabilidade que mantém os registros de estoques.
Os procedimentos para contabilizar as compras de materiais são discutidos mais adiante neste
mesmo capítulo.
70 • CONTABILIDADE DE CUSTOS

Figura 2-4 Relatório de Recebimento. (Materiais que chegam


são abertos, contados, pesados ou testados para conformidade
com o pedido de compras.)

MANUFATURA RELATÓRIO DE RECEBIMENTO Núm. 496


LONGHORN
Data: 21 de janeiro de 20 – –

Para o agente de compras:

RECEBIDO DE Corporação Sooner


Via Rodoviária Ace Encargos de Transporte: $ 210,85

QUANTIDADE DESCRIÇÃO

20.000 Galões Adesivo Composto — Classificação A102

Contado por Rubrica Inspecionado por Rubrica


Número do Pedido de Compra 1982

Aviso de Débito-Crédito. Ocasionalmente, um embarque de materiais não está de acor-


do com o pedido e a fatura. O agente de compras descobrirá essa discrepância ao comparar o
relatório de recebimento com o pedido de compra e a fatura. Não importa a causa, a diferença
levará a uma correspondência com o fornecedor, e cópias dessas cartas devem ser colocadas
juntas no arquivo de formulários relacionados com a transação. Se foi recebida uma quantidade
maior do que pedida, e o excesso será mantido para uso futuro, um aviso de crédito é prepa-
rado, notificando o fornecedor sobre a quantia de aumento na fatura.
Por outro lado, se o embarque estiver a menor, uma ou duas medidas podem ser tomadas.
Se os materiais recebidos podem ser usados, podem então ser retidos, e um aviso de débito
preparado, notificando o fornecedor da quantia que está faltando. Se os materiais recebidos não
podem ser usados, uma ordem de devolução de embarque é preparada e os materiais são
devolvidos.
A Figura 2-5 mostra um modelo de aviso de débito-crédito. Esse aviso mostra que o forne-
cedor entregou materiais que não satisfazem às especificações do comprador. O agente de com-
pras preparará uma ordem de devolução de embarque e devolverá os materiais ao fornecedor.
Capítulo 2 • CONTABILIDADE PARA MATERIAIS • 71

Figura 2-5 Aviso de Débito-Crédito. (Discrepância entre pedido,


embarque e fatura do fornecedor. Pedido de ajuste de preço mostrado
no aviso de débito-crédito.)

MANUFATURA DÉBITO
LONGHORN AVISO DE
CRÉDITO

Data: 3 de janeiro de 20 – –
Para: Companhia de Máquinas Jayhawk
Lawrence, Kansas 66044

debitamos
Hoje nós à sua conta o seguinte:
creditamos

Explicação tamanho errado

PREÇO
QUANTIDADE DESCRIÇÃO TOTAL
UNITÁRIO

5 caixas Parafusos de latão para $ 27,50 $ 137 50


máquina, 8/32” ⫻ 1”,
cabeça chata

Número do Pedido de Compra 1029


Data da sua fatura 27 de dezembro de 1999

Por: (assinatura)
Agente de Compras

CONTROLE DURANTE ESTOCAGEM E BAIXA DO ESTOQUE

A discussão acima delineou maneiras de manter o controle de materiais durante o processo


de compra. Os procedimentos e formulários descritos são necessários para o controle das fun-
ções de pedido e de recebimento e a transferência de materiais que chegam ao almoxarifado. O
próximo problema a ser considerado é a estocagem e a baixa (saída) de materiais e suprimentos.

Requisição de Materiais. Como explicamos anteriormente, os materiais devem ser pro-


tegidos de qualquer uso não autorizado. Nenhum material deve ser baixado do almoxarifado
72 • CONTABILIDADE DE CUSTOS

exceto com autorização por escrito para diminuir a chance de furto, descuido ou uso impróprio.
O formulário usado para fornecer esse controle é conhecido como requisição de materiais
ou requisição do almoxarifado (veja a Figura 2-6) e é preparado por pessoal da fábrica auto-
rizado a retirar materiais do almoxarifado. O pessoal autorizado a desempenhar essa função
pode ser diferente de uma empresa para outra, mas é preciso dar essa autoridade a alguém de
responsabilidade. O arranjo mais satisfatório deveria ser o gerente de produção ter de preparar
todos os materiais de requisição, mas normalmente isso não é viável. Uma outra maneira requer
que os supervisores de departamento aprovem (assinem) todas as requisições de materiais para
os seus respectivos departamentos. Quando o almoxarife recebe uma requisição corretamente
assinada, os materiais requeridos são liberados. Deveria ser necessário que tanto o almoxarife
quanto o empregado a quem os materiais são remetidos assinassem a requisição.

Figura 2-6 Requisição de Materiais (Autorização para retirar


materiais do almoxarifado).

MANUFATURA REQUISIÇÃO DE MATERIAIS


LONGHORN
Data: 19 de janeiro de 20 – – Núm.. 632
Para: (NOME)

PREÇO
QUANTIDADE DESCRIÇÃO TOTAL
UNITÁRIO

100 Galões Adesivo Composto — $ 1,565 $ 156 50


Classificação A102

Aprovado por rubrica Baixado por rubrica


Recebido por rubrica

Debitado para o Serviço/Departamento 300


Conta de Despesas de Custos Indiretos de Fabricação

Normalmente, a requisição de materiais é preparada em quadruplicata. Duas vias vão para


o departamento de contabilidade para a contabilização; uma via vai para o almoxarife e serve
como autorização para a baixa (saída) dos materiais; e o gerente de produção ou o supervisor de
departamento que preparou a requisição retém uma via.
A identificação é fator importante no controle de materiais. Por essa razão, a requisição de
materiais deve indicar o número do serviço (custeio por ordem de serviço) ou o departamento
(custeio por processo) para o qual os materiais são emitidos. Quando materiais indiretos são bai-
xados, como material de limpeza, lubrificantes e tinta, a requisição indicará o nome ou o núme-
ro da conta de custos indiretos de fabricação a ser debitada.
Capítulo 2 • CONTABILIDADE PARA MATERIAIS • 73

Relatório de Materiais Devolvidos. Às vezes, após a requisição de materiais, parte dos


materiais ou todos eles precisam ser devolvidos ao almoxarifado. Pode ser que mais materiais
tenham sido requisitados do que o necessário, ou o tipo errado de material foi baixado. Não impor-
ta a razão, um relatório por escrito, chamado de relatório de materiais devolvidos, descrevendo
os materiais e a razão da devolução, precisa acompanhar os materiais de volta ao almoxarifado.
Agora, você deve estar apto a resolver o seguinte: Questões 1-15; Exercício
2-1; Problema 2-1.

CONTABILIDADE DE MATERIAIS
OBJETIVO DE APRENDIZAGEM 3
Contabilizar materiais e relacionar a contabilidade de materiais ao razão geral.

Os registros de estoque de uma empresa devem mostrar (1) o número de unidades de ca-
da tipo de material em mãos e (2) o seu custo. O método mais desejável para se conseguir esse
resultado é o de integrar o sistema de contabilidade de materiais com as contas do razão geral.
Todas as compras de materiais são contabilizadas como um débito para Materiais no razão geral
(o crédito correspondente é Contas a Pagar, quando a prazo, e Caixa ou Bancos, quando à vista).
Materiais é uma conta de controle suportado pelo razão subsidiário do almoxarifado, ou
razão de materiais, que contém uma conta individual para cada item de materiais mantidos
em estoque. Periodicamente, o saldo da conta de controle e o total das contas individuais são
comparados, e qualquer variação significativa entre as duas contas é investigada.
Cada uma das contas individuais de materiais no razão subsidiário do almoxarifado mostra
(1) a quantidade em mãos e (2) o custo dos materiais. Para manter essas informações atualiza-
das, é necessário registrar a quantidade e o custo dos materiais recebidos, baixados e em esto-
que, em cada conta individual. Normalmente, as contas no razão do almoxarifado são mantidas
em folhas parecidas em projeto àquela da Figura 2-7.
Cópias do pedido de compra e do relatório de recebimento são aprovadas pelo agente de
compras e enviadas para o departamento de contabilidade. Ao receber o pedido de compra, o
contador do razão do almoxarifado coloca a data, o número do pedido de compra, e a quantida-
de nas colunas “Materiais ainda não recebidos” da folha apropriada do razão do almoxarifado.
Quando os materiais chegarem, a via do relatório de recebimento do departamento de contabi-
lidade serve como base para lançar o recebimento dos materiais para a folha do razão do almo-
xarifado. O lançamento mostra a data de recebimento, o número do relatório de recebimento, e
o número de unidades recebidas e o seu custo. O custo pode ser expresso em custo por unida-
de e custo total, ou somente em custo total.
Quando materiais são baixados, duas vias da requisição de materiais vão para o departamento
de contabilidade. Uma via é usada para lançar o custo de materiais requisitados para as contas apro-
priadas nos razões de custo por ordem e de custos indiretos de fabricação. Materiais diretos são
debitados para a ordem (ou departamento) e materiais indiretos são debitados das contas apropria-
das de custos indiretos de fabricação. A outra via da requisição vai para o contador do razão do almo-
xarifado e se torna a base para fazer os lançamentos nas folhas de razão. O lançamento mostra a da-
ta de baixa (saída), o número de requisição, e o número de unidades baixadas e o seu custo.
Quando materiais são devolvidos ao almoxarifado, uma via do relatório de materiais devolvi-
dos vai para o departamento de contabilidade. O custo dos materiais devolvidos é lançado no rela-
tório e depois na folha apropriada do razão do almoxarifado. O custo designado aos materiais
devolvidos deve ser o mesmo que foi registrado quando os materiais foram baixados para a fábrica.
74

Figura 2-7 Folha de razão do almoxarifado

Descrição Chumbo Branco Localização no Almoxarifado Prateleira 8

Máximo 7.500 quilos Mínimo 500 quilos Núm. de Conta no Razão do Almoxarifado 1411
• CONTABILIDADE DE CUSTOS

NO PEDIDO ENTRADA SAÍDA SALDO

Data Núm. Núm. Rel. Requisição


do Pedido Quant. Recebimento Preço Materiais/ Preço Preço
de Compra (Núm. Pedido Quant. Unitário Total Núm. Rel. Quant. Unitário Total Quant. Unitário Total
Devolução Devolução
Embarque Materiais
Capítulo 2 • CONTABILIDADE PARA MATERIAIS • 75

A via do relatório de materiais devolvidos é então encaminhada para o contador de custos


encarregado dos razões de custo por ordem e de custos indiretos de fabricação. Materiais dire-
tos devolvidos são creditados à ordem ou departamento, e os materiais indiretos devolvidos são
creditados à conta apropriada de custos indiretos de fabricação.
Depois que cada recebimento e baixa (saída) de materiais for lançado para as folhas do
razão do almoxarifado, o saldo é acumulado. Essas acumulações podem ser feitas ao final do
período contábil, quando os saldos finais devem ser determinados objetivando relatórios finan-
ceiros. No entanto, esperar até aquele momento tiraria uma das vantagens deste método de con-
trole de materiais porque não seria possível determinar, do razão do almoxarifado, quando os
estoques estão caindo abaixo dos requisitos mínimos. Além disso, a maioria das empresas auto-
matizaram os sistemas de estoques que utilizam processamento de informações online, como
códigos de barra e escaneamento ótico, assim permitindo que saldos atuais estejam disponíveis
de forma oportuna e eficiente com relação ao custo.

DETERMINANDO O CUSTO DE MATERIAIS BAIXADOS

Uma área importante da contabilidade de materiais é o custo dos materiais requisitados


do almoxarifado para uso na fábrica. O custo por unidade dos materiais que entram é conheci-
do na hora da compra. A data de cada compra também é conhecida, mas os materiais em esto-
que tipicamente incluem itens comprados em datas diferentes e a preços diferentes. Itens que
têm a mesma aparência são normalmente misturados no almoxarifado. Como resultado, pode
ser difícil, ou até impossível, identificar uma baixa (saída) de materiais com uma compra espe-
cífica quando se estiver determinando que custo unitário deve ser designado aos materiais que
estão sendo baixados.
Vários métodos práticos para resolver esse problema estão disponíveis. Ao escolher o
método a ser empregado, as políticas contábeis da empresa e os regulamentos fiscais dos gover-
nos estadual e federal precisam ser considerados. Enquanto examinamos os métodos é impor-
tante lembrar que o fluxo de materiais não dita o fluxo de custos. O fluxo de materiais é o
pedido pelo qual os materiais são realmente baixados para uso na fábrica. O fluxo de custos é
o pedido pelo qual os custos unitários são designados aos materiais baixados. Os exemplos a
seguir supõem o uso de um sistema de controle de estoques perpétuo onde a folha do razão de
materiais é atualizada cada vez que materiais são recebidos ou baixados. PEPS e UEPS também
podem ser usados com um sistema de controle de estoques periódicos onde o estoque é conta-
do e custeado no final do período. Em um sistema de controle de estoques periódico, o método
da média móvel é substituído pelo método da média ponderada ou média mensal.
Método do Primeiro a Entrar, Primeiro a Sair. O método de custeio primeiro a entrar,
primeiro a sair (PEPS) tem a vantagem da simplicidade. O método PEPS supõe que os materiais
baixados são retirados do material mais velho que está em estoque. Portanto, os materiais são cus-
teados nos preços pagos para os materiais mais velhos. Em muitas empresas, o fluxo de custos
usando PEPS acompanha, quase que paralelamente, o fluxo físico de materiais. Por exemplo, se os
materiais têm uma tendência de deteriorar quando armazenados, os materiais mais velhos seriam
baixados primeiro. No entanto, como já vimos, o fluxo de custos não precisa ser determinado na
base do fluxo de materiais. Como resultado, qualquer organização pode usar o PEPS.
O método PEPS pode ser ilustrado usando os seguintes dados:
Dezembro 1 Saldo, 1.000 unidades a $ 20,00.
10 Baixou 500 unidades.
76 • CONTABILIDADE DE CUSTOS

15 Comprou 1.000 unidades a $ 24.


20 Baixou 250 unidades.
26 Baixou 500 unidades.
28 Comprou 500 unidades a $ 26.
30 Baixou 500 unidades.
31 Saldo 750 unidades
Usando o PEPS, os custos seriam designados aos materiais baixados durante o mês e aos
materiais em estoque no final do mês, da seguinte forma (veja a Figura 2-8):
Dezembro 10 Baixados do saldo de 1 de dezembro: 500 unidades a $ 20,00, custo
total, $ 10.000.
20 Baixados do saldo de 1 de dezembro: 250 unidades a $ 20,00, custo
total, $ 5.000.
26 Baixados do saldo de 1 de dezembro: 250 unidades a $ 20,00, custo
total, $ 5.000.
26 Baixados das compras de 15 de dezembro: 250 unidades a $ 24,00 custo
total, $ 6.000
26 Custo total dos materiais baixados: $ 5.000 + $ 6.000 = $ 11.000
30 Baixados das compras de 15 de dezembro: 500 unidades a $ 24, custo
total, $ 12.000.
31 O saldo final de estoque de materiais, 750 unidades, consiste no seguinte:
Data da Compra Unidades Custo Unitário Custo Total
15 de dezembro 200 $ 24 $ 6.000
28 de dezembro 500 26 13.000
750 $ 19.000
Como ilustrado no exemplo, os saldos finais usando o PEPS são custeados com base nos
preços pagos para as compras mais recentes. Assim, 500 das unidades em estoque são designa-
das a um custo unitário de $ 26, o custo unitário da compra do dia 28 de dezembro. As 250 uni-
dades remanescentes são custeadas a $ 24 por unidade, refletindo o custo unitário da próxima
compra mais recente, no dia 15 de dezembro.
Método do Último a Entrar, Primeiro a Sair. O método do último a entrar, primei-
ro a sair (UEPS) de custeio de materiais, como o nome implica, supõe que os materiais baixa-
dos para fabricação são os materiais que foram comprados mais recentemente. Assim, materiais
baixados são custeados com base nos preços da compra mais recente e os estoques em mãos no
final do período são custeados com base nos preços pagos pelas compras mais antigas. O méto-
do UEPS de custeio se aproxima muito do fluxo físico de materiais em algumas indústrias. Por
exemplo, na fundição de minério de ferro, a matéria-prima é armazenada em pilhas montanho-
sas. Quando se precisa de minério para produção, ele é retirado da pilha de forma que o mate-
rial sendo usado é o último minério a ser recebido. No entanto, como já foi enfatizado anterior-
mente, o fluxo físico não determina o método de custeio usado.
Usando os mesmos dados que foram ilustrados no método PEPS, os custos sob o método
UEPS seriam determinados da seguinte maneira (veja Figura 2-8):
Dezembro 10 Baixados do saldo de 1 de dezembro: 500 unidades a $ 20,00, custo
total, $ 10.000
20 Baixados da compra de 15 de dezembro: 250 unidades a $ 24,00, custo
total, $ 6.000
Capítulo 2 • CONTABILIDADE PARA MATERIAIS • 77

26 Baixados da compra de 15 de dezembro: 500 unidades a $ 24,00, custo


total, $ 12.000.
30 Baixados da compra de 28 de dezembro: 500 unidades a $ 26,00, custo
total, $ 13.000
31 O saldo final de materiais, 750 unidades, consiste no seguinte:
Data da Compra Unidades Custo Unitário Custo Total
Saldo, 1 de dezembro 500 $ 20 $ 10.000
15 de dezembro 250 24 6.000
750 $ 16.000

Figura 2-8 Comparação dos Métodos de Valorização de Estoques

Método do Primeiro a Entrar, Primeiro a Sair


Entradas Saídas Saldo
Data Quant. Custo Total Quant. Custo Total Quant. Custo Total
Unitário Unitário Unitário
Dez.1 1.000 20 00 20.000 00
10 500 20 00 10.000 00 500 20 00 10.000 00
15 1.000 24 00 24.000 00 500 20 00
1.000 24 00 34.000 00
20 250 20 00 5.000 00 250 20 00
1.000 24 00 29.000 00
26 250 20 00
250 24 00 11.000 00 750 24 00 18.000 00
28 500 26 00 13.000 00 750 24 00
500 26 00 31.000 00
30 500 24 00 12.000 00 250 24 00
500 26 00 19.000 00

Método do Último a Entrar, Primeiro a Sair


Entradas Saídas Saldo
Data Quant. Custo Total Quant. Custo Total Quant. Custo Total
Unitário Unitário Unitário
Dez. 1 1.000 20 00 20.000 00
10 500 20 00 10.000 00 500 20 00 10.000 00
15 1.000 24 00 24.000 00 500 20 00
1.000 24 00 34.000 00
20 250 24 00 6.000 00 500 20 00
750 24 00 28.000 00
26 500 24 00 12.000 00 500 20 00
250 24 00 16.000 00
28 500 26 00 13.000 00 500 20 00
250 24 00
500 26 00 29.000 00
30 500 26 00 13.000 00 500 20 00
250 24 00 16.000 00 䉴
78 • CONTABILIDADE DE CUSTOS


Método da Média Móvel
Entradas Saídas Saldo
Data Quant. Custo Total Quant. Custo Total Quant. Custo Total
Unitário Unitário Unitário
Dez. 1 1.000 20 00 20.000 00
10 500 20 00 10.000 00 500 20 00 10.000 00
15 1.000 24 00 24.000 00 1.500 22 6667 34.000 00
20 250 22 6667 5.666 67 1.250 22 6667 28.333 33
26 500 22 6667 11333 33 750 22 667 17.000 00
28 500 26 00 13.000 00 1.250 24 00 30.000 00
30 500 24 00 12.000 00 750 24 00 30.000 00

Método da Média Móvel. O método da média móvel supõe que os materiais baixados
a qualquer momento são simplesmente retirados de um grupo misto de materiais parecidos no
almoxarifado e que nenhuma tentativa é feita para identificar se os materiais são das compras
mais recentes ou mais antigas. Esse método tem a desvantagem de exigir computações mais fre-
qüentes do que os outros métodos. No entanto, o uso de computadores tem superado essa des-
vantagem, e muitas empresas estão adotando esse método. Uma exigência básica do método da
média móvel é que um preço unitário médio seja computado toda vez que um novo lote de
materiais é recebido, e esse preço unitário médio precisa ser usado para custear todas as baixas
de materiais até que um outro lote seja comprado. Assim, as baixas na ilustração seriam compu-
tadas como a seguir (veja a Figura 2-8):

Dezembro 10 Baixou do saldo de 1 de dezembro: 500 unidades a $ 20,00, custo total,


$ 10.000.
15 O saldo de materiais em mãos no dia 15 de dezembro consiste em 500
unidades de 1 de dezembro, e 1.000 unidades adquiridas no dia 15 de
dezembro, para um total de 1.500 unidades que custam $ 34.000. O
custo médio é de $ 22,6667 por unidade ($ 34.000 ⫼ 1.500).
20 Baixou 250 unidades a $ 22,6667, custo total, $ 5.667,67
26 Baixou 500 unidades a $ 22,6667, custo total, $ 11.333,33
28 O saldo de materiais em estoque no dia 28 de dezembro consiste em 750
unidades custando $ 17.000 (compradas antes de 28 de dezembro)
e 500 unidades a $ 26 (compradas em 28 de dezembro) custando
$ 13.000. O custo total é de $ 30.000 pelos 1250 unidades, represen-
tando um custo médio de $ 24 por unidade ($ 30.000/1.250)
30 Baixou 500 unidades a $ 24, custo total, $ 12.000
31 O saldo final de materiais é de $ 18.000, e consiste em 750 unidades a
$ 24 por unidade.

Análise de PEPS, UEPS e Média Móvel. PEPS, UEPS e média móvel são os métodos mais
comumente usados de custeio de estoque. Qualquer desses métodos pode ser adotado para
manter o razão do almoxarifado.
Capítulo 2 • CONTABILIDADE PARA MATERIAIS • 79

Já que nunca um único método se adequa a todas as situações de manufatura, o método


escolhido deve ser aquele que reflete, com mais precisão, a renda para o período, em termos
das atuais condições econômicas. Um fator a considerar é o efeito que o método de custeio
tem sobre a renda líquida declarada. Declarar a renda líquida em excesso sujeitará a empresa a
impostos mais altos do que os de um concorrente que está usando um método de custeio
diferente.
Às vezes o UEPS é adotado, em um ambiente inflacionário, para que os preços maiores dos
materiais comprados mais recentemente possam ser debitados contra a receita cada vez mais
alta de vendas. Supõe-se que a margem bruta mais baixa que resulta reflete um quadro mais
exato dos ganhos porque a empresa terá de substituir o seu estoque aos novos custos mais altos.
Além disso, a margem bruta mais baixa, causada pelo uso do método UEPS, resulta em uma obri-
gação fiscal mais baixa para a empresa. Esse benefício do método UEPS, no entanto, não quer
dizer que todas as empresas devem adotar o método.
Para ilustrar os efeitos que os diferentes métodos de custeio têm sobre a determinação de
lucros, suponha que A, B e C são empresas concorrentes que usam PEPS, média móvel e UEPS,
respectivamente. As empresas não têm estoques iniciais e compram materiais idênticos na mes-
ma hora, como a seguir (suponha também que cada compra seja para uma unidade):
Compra Número 1 a $ 0,10
Compra Número 2 a $ 0,50
Compra Número 3 a $ 0,90
Suponha que a unidade de material é usada e vendida a um preço de $ 1,00 depois de a
última compra ter sido efetuada. A renda líquida é calculada da seguinte forma:
Empr. A Empr. B Empr. C
PEPS Média UEPS
Móvel
(Unitário) (Unitário) (Unitário)
Vendas líquidas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 1,00 $ 1,00 $ 1,00
Menos custo dos produtos vendidos . . . . . 0,10 0,50* 0,90
Margem bruta sobre vendas . . . . . . . . . . $ 0,90 $ 0,50 $ 0,10
Despesas operacionais . . . . . . . . . . . . . . 0,08 0,08 0,08
Lucro antes dos impostos . . . . . . . . . . . . . $ 0,82 $ 0,42 $ 0,02
Menos imposto de renda (50%) . . . . . . . . 0,41 0,21 0,01
Lucro líquido . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 0,41 $ 0,21 $ 0,01
* $ 0,10 + $ 0,50 + $0,90 = $ 1,50/3 unidades = $ 0,50 por unidade

Como mostrado no exemplo, o custeio UEPS tem uma clara vantagem fiscal quando os pre-
ços estão subindo rapidamente. Note que a Empresa C paga $ 0,01 por unidade em impostos,
enquanto as empresas A e B pagam impostos por unidade de $ 0,41 e $ 0,21, respectivamente.
Assim, a Empresa C tem $ 0,99 de cada unidade monetária em vendas para pagar por mercado-
rias, despesas operacionais e dividendos, enquanto a Empresa A tem apenas $ 0,59 e a Empresa
B apenas $ 0,79 disponíveis.
Como mencionamos anteriormente, cada unidade de material atualmente custa $ 0,90
(Compra Número 3). Portanto, a Empresa A requer fundos adicionais de $ 0,31 ($ 0,90 – $ 0,59)
e a Empresa B requer fundos adicionais de $0,11 ($ 0,90 – $ 0,79) para repor uma unidade de
material. Apenas a Empresa C pode repor materiais, pagar despesas operacionais e impostos, e
reter o seu lucro por unidade.
80 • CONTABILIDADE DE CUSTOS

As empresas, usando os seus respectivos métodos de custeio, têm os seguintes saldos


finais de estoques de materiais:

Empresa A (PEPS) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 1,40 ($ 0,50 + $0,90)


Empresa B (média móvel) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 1,00 ($ 0,50 + $ 0,50)
Empresa C (UEPS) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 0,60 ($ 0,10 + $ 0,50)

A Empresa C tem o estoque mais conservadoramente valorizado a $ 0,60, e a Empresa A


mostra o valor mais alto para o estoque a $ 1,40. O valor do estoque da Empresa A também pode
ser prejudicial porque o estoque está freqüentemente sujeito (nos Estados Unidos) a impostos
territoriais estaduais e locais que são baseados na valorização do estoque escolhida pela empre-
sa. É importante perceber que diferenças entre os três métodos normalmente não serão tão
extremas quanto nesse exemplo. Empresas que têm um giro muito rápido de estoque não fica-
rão tão preocupadas com relação à escolha do método quanto empresas que mantêm seu esto-
que por um período mais longo.
Muitas empresas adotaram o método UEPS para combinar custos atuais de materiais com
receitas atuais, assim como para minimizar o efeito dos impostos de renda nos períodos de
preços ascendentes. No entanto, empresas que estão considerando adotar o método UEPS
devem analisar cuidadosamente as condições econômicas e examinar os regulamentos sobre
impostos pertinentes ao UEPS. Se houver uma tendência de queda de preços, essas empresas
irão provavelmente querer mudar para o método PEPS para ter as mesmas vantagens compe-
titivas que foram obtidas ao usar UEPS quando os preços estavam ascendentes. No entanto, a
escolha do UEPS não pode ser rescindida a não ser que autorizada, ou exigida, pela Receita
Federal Americana*.

PROCEDIMENTOS CONTÁBEIS

O propósito da contabilidade de materiais é o de fornecer um resumo do razão geral de


custo total de materiais comprados e usados na manufatura. Os formulários mais comumente
usados para juntar os dados exigidos já foram discutidos. As faturas de compra fornecem as
informações necessárias para preparar o lançamento no diário de compras ou para preparar os
comprovantes, que são então lançados em um registro de comprovantes, se um sistema de com-
provantes for usado. Note que, para propósitos ilustrativos neste livro, todos os lançamentos são
registrados em formato de diário geral. No final do mês, o total de materiais comprados durante
o mês é lançado ao debitar Materiais e creditar Contas a Pagar [se a prazo] ou Caixa e Bancos [se
à vista]. A conta de materiais no razão geral serve como uma conta de controle para o razão do
almoxarifado.
Todos os materiais baixados durante o mês e os materiais devolvidos para o estoque são
lançados em um formulário chamado resumo de materiais baixados e devolvidos (veja
Figura 2-9). Quando o resumo é preenchido no final do mês, o custo total de materiais diretos
requisitados é registrado ao debitar-se Produtos em Processo e creditar-se Materiais. O total de
materiais indiretos requisitados é registrado ao debitar-se a conta apropriada de custos indiretos
de fabricação e creditar-se Materiais. A conta de produtos em processo no razão geral serve co-
mo uma conta de controle para o razão de custo por ordem.

* N. do R. No Brasil, tal prática não é exigida pela autoridade governamental, mas requer que a mudança seja comunicada em
notas explicativas ao balanço patrimonial, quando seu efeito for significativo.
Figura 2-9 Resumo de materiais baixados e devolvidos

RESUMO DE MATERIAIS BAIXADOS E DEVOLVIDOS Mês Encerrado em 20

Materiais Baixados Materiais Devolvidos ao Almoxarifado

Materiais Diretos Materiais Indiretos Materiais Diretos Materiais Indiretos


Data Núm. Núm.
Ordem Valor Núm. Conta Valor Núm. Conta
Req. Rel.
CIF Ordem Valor CIF Valor

Março 5 825 315 $ 2.150,00


8 826 316 3.210,00 3121 $ 440,00
11 827 317 280,00 3121 132,50 3121 $12,50
14 828 317 415,00
17 829 316 340,00
17 830 317 820,00
18 831 318 290,00 3121 135,00 3121 15,00
19 832 319 224,20 232 319 $ 12,10
20 833 319 975,90
24 834 320 4.350,00 233 320 448,90
27 835 321 6.500,00 3121 432,00 234 321 318,20
29 836 322 550,00
30 837 321 785,40
31 838 320 870,00
Capítulo 2 • CONTABILIDADE PARA MATERIAIS •

$ 21.760,50 $ 1.139,50 $ 779,20 $ 27,50


81
82 • CONTABILIDADE DE CUSTOS

Quaisquer materiais não danificados devolvidos para o almoxarifado também devem ser
registrados no resumo de materiais baixados e devolvidos para que os totais possam ser registra-
dos no final do mês. Os lançamentos exigidos para registrar materiais não danificados devolvidos
são o inverso dos lançamentos exigidos para registrar materiais requisitados. Assim, o custo total
de materiais diretos devolvidos ao almoxarifado deve ser debitado em Materiais e creditado em
Produtos em Processo, enquanto o custo total de materiais indiretos devolvidos deve ser debita-
do em Materiais e creditado na conta de custos indiretos de fabricação apropriada.
Quaisquer materiais devolvidos aos seus fornecedores originais devem ser debitados em
Contas a Pagar e creditados em Materiais. A não ser que um diário especial seja fornecido para
contabilizar essas devoluções, os lançamentos podem ser feitos no diário geral. Todas as transa-
ções relativas a materiais devem ser contabilizadas para que o saldo da conta de materiais no
razão geral represente o custo de materiais em estoque no final do período. O saldo da conta de
materiais no razão geral pode ser provado ao listar os saldos das contas do razão do almoxarifado.
Um resumo dos procedimentos envolvidos na contabilidade de materiais é mostrado na
Figura 2-10, que apresenta os registros necessários para as transações mais típicas de materiais,
tanto no momento da transação quanto no final do período. No momento da transação, os regis-
tros a serem feitos afetam os razões subsidiários, como o razão do almoxarifado e o razão do cus-
to por ordem. No final do período, os lançamentos a serem feitos afetam as contas de controle
para materiais, produtos em processo e custos indiretos de fabricação no razão geral.

Verificação do Estoque. O razão do almoxarifado contém uma conta para cada material
usado no processo de manufatura. Cada conta mostra o número de unidades em estoque e o
seu custo. Em outras palavras, o razão do almoxarifado fornece um controle de estoque perpé-
tuo dos itens individuais de material no almoxarifado. Os dados necessários sobre o estoque de
materiais podem ser obtidos das informações no razão do almoxarifado para preparar um balan-
ço, uma demonstração de resultado e uma demonstração do custo de produção.
Erros na contabilização de recebimentos ou baixas de materiais no razão do almoxarifado
podem afetar a confiabilidade dos totais do estoque. Para se assegurar contra erros, os materiais
em estoque devem ser verificados periodicamente contra as contas individuais do razão do
almoxarifado. A prática normal é contar um lote de materiais por vez, com um intervalo entre as
contagens, de forma que uma verificação completa de todos os estoques no almoxarifado possa
ser feita dentro de um período estabelecido de tempo, como três meses. Essas verificações
periódicas têm a vantagem de eliminar a tarefa onerosa e demorada de contar todos os materiais
de uma só vez. Para evitar descuidos ou desonestidade, a contagem deve ser feita por alguém de
fora do almoxarifado ou outro que não o lançador do razão do almoxarifado.
A pessoa que faz a contagem deve preparar um relatório de estoque parecido com aque-
le mostrado na Figura 2-11. Se o total indicado no relatório difere do saldo na conta do razão do
almoxarifado, um lançamento imediato de correção deve ser feito na conta apropriada do razão
do almoxarifado. Os lançamentos nas contas do razão geral podem ser feitos, no seu total, no fi-
nal do mês. Se os materiais em estoque excedem o saldo na conta de controle, o saldo da conta
de controle deve ser aumentado com o seguinte lançamento:
D — Materiais xxx
C — CIF (Faltas e Sobras de Estoque e) xxx
Se a quantidade de materiais no estoque for menor do que o saldo da conta de controle,
como no caso da Figura 2-11, o saldo deve ser diminuído com o seguinte lançamento:
D — CIF (Faltas e Sobras de Estoque) xxx
C — Materiais xxx
Figura 2-10 Resumo das transações de materiais

Lançamento no Momento da Transação Lançamento no Final do Período Contábil


Livro do Livro do
Lançamento em Fonte de Lançamento no
Transação Fonte de Dados Lançamento Lançamento
Razão Subsidiário Dados Razão Geral
Original Original
Compra de Materiais Fatura do Fornecedor Registro de Razão do Registro de Nenhum D - Materiais
Relatório de Recebimentos Comprovantes Almoxarifado Comprovantes C - Contas a Pagar
Materiais devolvidos Ordem de Devolução Diário Geral Razão do Diário Geral Nenhum D - Contas a Pagar
para o fornecedor de Embarque Almoxarifado C - Materiais
Pagamento de faturas Comprovante Aprovado Livro de Nenhum Livro de Nenhum D - Contas a Pagar
Cheques Cheques C - Caixa/Bancos
Materiais diretos Requisições de Nenhum Razão do Almoxarifado Resumo de Diário Geral D - Produtos em Processo
baixados Materiais Razão do Custo por Ordem Materiais C - Materiais
Materiais indiretos Requisições de Nenhum Razão do Almoxarifado Resumo de Diário Geral C - CIF
baixados Materiais Razão de CIF Materiais C - Materiais
Materiais diretos Relatório de Materiais Nenhum Razão do Almoxarifado Resumo de Diário Geral D - Materiais
devolvidos da fábrica Devolvidos Razão de Custo por Ordem Materiais C - Produtos
para o almoxarifado em Processo
Materiais indiretos Relatório de Materiais Nenhum Razão do Almoxarifado Resumo de Diário Geral D - Materiais
devolvidos da fábrica Devolvidos Razão de CIF Materiais C - CIF
para o almoxarifado
Ajuste de estoque:
a) Materiais em estoque Relatório de Estoque Diário Geral Razão de CIF Diário Geral Nenhum D - CIF
menor do que o saldo no Razão do Almoxarifado C - Materiais
razão do almoxarifado
b) Materiais em estoque Relatório de Estoque Diário Geral Razão de CIF Diário Geral Nenhum D - Materiais
Capítulo 2 • CONTABILIDADE PARA MATERIAIS •

maior do que o saldo no Razão do Almoxarifado C - CIF


razão do almoxarifado
83
84 • CONTABILIDADE DE CUSTOS

Figura 2-11 Relatório de Estoque (Compara as quantidades


do estoque segundo os livros contábeis com o estoque físico.)

MANUFATURA RELATÓRIO DE ESTOQUE


LONGHORN

Material válvulas de /4”


3

Localização no Almoxarifado prateleira L123

Núm. Conta no Razão do Almoxarifado 12345

Data de Verificação 27 de janeiro de 2000

Unidades no Almoxarifado 590

Unidades no Departamento de Recebimento 300

Número Total de Unidades em Estoque 890

Saldo de Acordo com o Razão do Almoxarifado 910

Diferença 20

Contado por: (assinatura)

Supervisionado por: (assinatura)

Tais diferenças de estoque são quase sempre uma falta e podem surgir de descuido no
manuseio de materiais, encolhimento ou diminuição de produtos como resultado do manuseio,
ou a baixa (saída) excessiva de materiais para a produção. Essas faltas são consideradas inevitá-
veis e fazem parte do custo operacional de uma instalação de manufatura. As faltas (ou as sobras)
são contabilizadas na conta de custos indiretos de fabricação, normalmente intitulada Faltas e
Sobras de Estoque, como indicado nos lançamentos precedentes.

Auxílio Visual. Para que um sistema de contabilidade de custos funcione corretamente,


cada empregado precisa entender os deveres designados e o propósito dos diversos formulários
e registros. A Figura 2-12 mostra o inter-relacionamento das contas e como procedimentos de
controle interno podem ser estabelecidos.
Capítulo 2 • CONTABILIDADE PARA MATERIAIS • 85

Figura 2-12 Inter-relacionamento de Documentos e Contas de Materiais

CONTAS DE CONTROLE RAZÕES SUBSIDIÁRIOS


DO RAZÃO GERAL

Materiais

Requisição de
Compras

Pedido de
Produtos em Compras
Processo

Relatório de
Fornecedor
Recebimento
Custos
Indiretos de
Fabricação Folha de Razão de Materiais
Registro de comprovantes
Débito Crédito Entrada Saída Saldo

Materiais
Contas a Fatura
Pagar
Totais

Requisição de
Materiais Planilha de Custo por
Ordem ou Departamento
de Produtos em Processo

Resumo de Materiais
Direto Indireto

Materiais Indiretos
Depart. Total
Total Total

Agora, você deve estar apto a resolver o seguinte: Questões 16-20; Exercícios 2-2 a
2-9; Problemas 2-2 a 2-7.
86 • CONTABILIDADE DE CUSTOS

REFUGO, PRODUTOS DANIFICADOS E DEFEITUOSOS


OBJETIVO DE APRENDIZAGEM 4
Contabilizar refugos, produtos danificados e defeituosos.

Operações de manufatura normalmente produzem algumas unidades imperfeitas que não


podem ser vendidas como itens normais. Os controles sobre itens imperfeitos e operações que
desperdiçam materiais são elementos importantes do controle de estoques. O refugo ou mate-
rial refugado pode resultar naturalmente do processo de produção, ou ser unidades danifica-
das ou defeituosas que resultam de erros evitáveis ou inevitáveis durante a produção. Porque a
venda de itens imperfeitos tende a comprometer a reputação da empresa, a maioria das empre-
sas introduzem técnicas de controle de qualidade para prevenir que itens imperfeitos sejam ven-
didos. Já que refugo, produtos danificados e defeituosos normalmente têm algum valor, cada um
de seus custos é contabilizado em separado.

MATERIAL REFUGADO

O valor esperado das vendas do refugo produzido pelo processo de manufatura determina
quais procedimentos contábeis serão usados. Quando o valor do refugo é baixo, nenhum lança-
mento é feito até que ele seja vendido. Então, a conta Caixa (ou Contas a Receber) é debitada, e
uma conta como Receita de Refugo ou Sucata é creditada. Normalmente, a receita de vendas de
sucata é contabilizada como “Outras receitas” na demonstração de resultado.
Se a receita do refugo vai ser tratada como uma redução em custos de manufatura em vez
de como outra receita, Produtos em Processo pode ser creditada se o refugo puder ser pronta-
mente identificado com uma ordem em particular. Se o refugo não puder ser identificado com
uma ordem específica, Custos Indiretos de Fabricação pode ser creditada.
Quando o valor do refugo for relativamente alto, uma folha de estoque deve ser preparada
e o refugo transferido para uma área de armazenagem de materiais controlados. Se tanto a quan-
tidade e o valor de mercado do refugo forem conhecidos, os seguintes lançamentos diários são
registrados:

D — Material Refugado. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . xxx


C — Receita de Refugo ou Sucata (ou Produtos em
Processo ou CIF). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . xxx
Refugo transferido para o estoque.

D — Caixa (ou Contas a Receber) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . xxx


C — Material Refugado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . xxx
Refugo vendido.

Se o valor de mercado do refugo não for conhecido, nenhum lançamento no diário é feito
até que o refugo seja vendido. No momento da venda, o seguinte lançamento é então registrado:

D — Caixa (ou Contas a Receber) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . xxx


C — Receita de Refugo ou Sucata (ou Produtos em
Processo ou CIF). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . xxx
Vendeu a sucata
Capítulo 2 • CONTABILIDADE PARA MATERIAIS • 87

PRODUTO DANIFICADO OU DEFEITUOSO

O refugo ou sucata é um subproduto inesperado da produção do produto primário.


Produtos danificados ou defeituosos não são subprodutos, mas unidades imperfeitas do produ-
to primário. Unidades danificadas têm imperfeições que não podem ser economicamente
corrigidas. São vendidas como itens de qualidade inferior. Unidades defeituosas têm imperfei-
ções consideradas possíveis de se corrigir porque o valor de mercado da unidade corrigida será
maior do que o custo total incorrido para a unidade.

Produto Danificado. A perda associada com produtos danificados pode ser tratada como
parte do custo por ordem ou departamento que produziu as unidades danificadas, ou a perda
pode ser debitada em Custos Indiretos de Fabricação e alocada entre todas as ordens ou depar-
tamentos. Geralmente, o CIF é debitado a menos que a perda resultante de um pedido especial
e o dano é devido ao tipo de produto exigido naquele pedido em especial. Em ambos os casos,
os produtos danificados são contabilizados no Estoque de Produtos Danificados ao preço de
venda esperado.
Para ilustrar, suponha que um fabricante de roupas, usando custeio por ordem, completa
um pedido de 1.000 jaquetas jeans (Ordem 350) com os seguintes custos unitários:
Materiais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 20
Mão-de-obra . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20
Custos Indiretos de Fabricação. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10
Custo total unitário. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 50
O lançamento de diário para contabilizar os custos de produção é o seguinte:
D — Produtos em Processo — Ordem 350 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 50.000
C — Materiais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20.000
C — Folha de Pagamento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20.000
C — Custos Indiretos de Fabricação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10.000
Custos de produção reconhecidos para a Ordem 350.
Durante a inspeção final, descobriu-se que 50 jaquetas eram inferiores e foram classificadas
como irregulares ou de segunda categoria. Espera-se que sejam vendidas a $ 10 cada. Se os cus-
tos não recuperados do refugo devem ser debitados aos Custos Indiretos de Fabricação, então o
seguinte lançamento deve ser registrado:
D — Estoque de Produtos Refugados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 500
D — CIF . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2.000
C — Produtos em Processo — Ordem 350 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2.500
Produtos refugados reconhecidos ao valor de mercado (50 jaquetas a $ 10), debitado em
Custos Indiretos de Fabricação pela perda de $ 40 por unidade, e redução do custo da Or-
dem 350 (50 jaquetas a $ 50).
Se a perda oriunda do refugo for considerada um custo da ordem específica, o lançamento
para registrar o valor de mercado é feito como a seguir:
D — Estoque de Produtos Refugados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 500
C — Produtos em Processo — Ordem 350 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 500
Produtos refugados reconhecidos ao valor de mercado e redução do custo da Ordem 350
pelo preço de venda dos produtos refugados de $ 500.
88 • CONTABILIDADE DE CUSTOS

Custos de produtos refugados debitados em CIF são alocados entre todas as ordens em
produção. Quando o refugo é atribuído a uma ordem específica, no entanto, todo custo de refu-
go é refletido no custo daquela ordem. No exemplo, a Ordem 350 será cobrada apenas em parte
da perda de $ 2.000 de refugo quando o CIF for alocado a diversas ordens. No entanto, quando
o CIF não é cobrado pelos custos de refugo, a perda total de $ 2.000 é incluída no custo total da
Ordem 350.

Produto Defeituoso. Os procedimentos para registrar o custo associado com produto


defeituoso são parecidos àqueles empregados na contabilidade de produtos refugados. No en-
tanto, existem custos adicionais para corrigir as imperfeições nas unidades defeituosas. Se esses
custos forem incorridos em pedidos que a empresa produz com regularidade, são debitados em
CIF. Para pedidos especiais, os custos adicionais são cobrados da ordem específica sobre a qual
os produtos defeituosos ocorrem. Uma conta de estoque não é estabelecida para produtos clas-
sificados como defeituosos porque os defeitos são corrigidos e as unidades se tornam mercado-
rias de primeira qualidade.
Como no exemplo anterior, suponha que custa $ 50 para fabricar cada jaqueta. Após a ins-
peção final das 1.000 jaquetas acabadas, descobrem-se 50 jaquetas com defeitos porque uma
manga em cada jaqueta tem um tom de azul ligeiramente diferente do que as outras partes da ja-
queta. A gestão decide cortar as mangas de novo de um rolo de tecido idêntico à cor do resto da
jaqueta. Os custos para corrigir os defeitos são $ 500 para materiais, $ 400 para mão-de-obra, e
$ 300 para CIF, representando um custo total de $ 1.200.
Se os custos adicionais forem debitados em CIF, o custo para corrigir o produto defeituo-
so é rateado por todas as ordens que passam pelo ciclo de produção. O lançamento diário fica
assim:

D — CIF (Custos para Corrigir Produtos Defeituosos) . . . . . . . . . . . . . . . 1.200


C — Materiais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 500
C — Folha de Pagamento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 400
C — CIF. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 300
Reconhecimento de custos para corrigir unidades defeituosas.

Se o pedido por 1.000 jaquetas foi um pedido especial e os defeitos resultaram de especifi-
cações exatas do pedido, os custos adicionais seriam debitados na ordem, como a seguir:

D — Produtos em Processo — Ordem 350. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.200


C — Materiais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 500
C — Folha de Pagamento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 400
C — CIF . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 300
Debitado na Ordem 350 com custos de corrigir produtos defeituosos.

O custo total da Ordem 350 será mais alto porque os custos adicionais para corrigir os
defeitos foram debitados do pedido em vez de na conta CIF. O custo unitário de cada jaqueta
acabada aumenta de $ 50 ($ 50.000/1.000) para $ 51.2 ($ 51.200/1.000) devido aos custos adicio-
nais debitados da conta de produtos em processo.

Agora, você deve estar apto a resolver o seguinte: Questões 21-22; Exercício
2-10 a 2-12; Problema 2-8 a 2-10.
Capítulo 2 • CONTABILIDADE PARA MATERIAIS • 89

APÊNDICE: CONTROLE DE MATERIAIS JUST-IN-TIME


OBJETIVO DE APRENDIZAGEM 5
Contabilizar estoques em um sistema just-in-time.
Em um sistema de estoque just-in-time (JIT), materiais são entregues à fábrica imediata-
mente antes de serem usados na produção. Um sistema JIT reduz significativamente os custos de
manter estoque ao exigir que as matérias-primas sejam entregues na hora de serem colocadas em
produção. Além disso, o estoque de produtos em processo é minimizado ao eliminar produtos
reservados entre os centros de trabalho. Por exemplo, o trabalho é desempenhado em uma uni-
dade no Departamento A apenas depois que o departamento recebe o pedido do Departamento
B para certo número de unidades. Isso está em contraste com os sistemas tradicionais de manu-
fatura que produzem bens para o estoque na esperança de que a demanda por esses bens seja
criada. Para que o JIT funcione com êxito, é preciso existir um alto grau de coordenação e coope-
ração entre o fornecedor e o fabricante e entre os centros de trabalho de manufatura.
Técnicas de produção just-in-time foram utilizadas pela primeira vez pela indústria japonesa e
recentemente se tornaram populares entre os fabricantes dos EUA. As empresas dos EUA que ado-
taram os princípios JIT incluem Harley-Davidson, Hewlett-Packard, IBM e Motorola. Na manufatura
com JIT, não é raro para um produto acabado ser embarcado para o cliente durante o mesmo turno
de trabalho de oito horas em que as matérias-primas usadas na sua produção foram recebidas do
fornecedor. O seguinte exemplo do mundo real faz numerosas referências ao JIT e estoques.

EXEMPLO DO MUNDO REAL


JIT E O PLANO EQUILIBRADO
O JIT pode ser descrito como um conjunto de técnicas e conceitos de manufatura, ou
uma filosofia de se fazer negócios, que minimiza os níveis de estoque e desfruta dos efeitos
mensuráveis de se fazer isso. Geralmente, a manufatura com JIT é mais orientada para uma efi-
cácia ampla, enquanto sistemas tradicionais de manufatura tendem a enfatizar a eficiência. O
JIT expõe os problemas de produção porque não existe nenhum estoque de reserva. Se des-
cobrir que uma seção da linha está defeituosa, e portanto não pode ser aproveitada, é preciso
parar a linha de produção porque não existe nenhum estoque adicional em excesso para subs-
tituí-lo. O JIT exigiria que o problema fosse endereçado imediatamente para que se pudesse
voltar a produzir e problemas similares sejam evitados no futuro. Assim, o JIT é orientado para
a qualidade e enfatiza a simplificação do processo e a prevenção de problemas.
[...] A base fornecedora usada com JIT é muito menor do que com sistemas tradicionais
e muitas vezes consiste em fornecedores credenciados. Esses fornecedores estão credencia-
dos (isto é, exigidos por contrato) para fornecer entregas oportunas de bens em nível de alta
qualidade. Uma relação de parceria com os fornecedores é encorajada, e os fornecedores são
freqüentemente convidados para a fábrica para ajudá-los a entender as necessidades do fabri-
cante. Buscam-se contratos a longo prazo envolvendo um mínimo de papelada.
[...] Com um sistema JIT, a prevenção de defeitos se torna mais importante do que a
avaliação, e os trabalhadores são premiados por apontar e resolver problemas em vez de
escondê-los. Os gerentes são premiados por minimizarem o investimento ao explicita-
mente imputarem investimento em estoque no plano de avaliação de desempenho.
[...] O uso dos relacionamentos de fornecedores credenciados simplifica as relações
com fornecedores, assegura que os níveis de qualidade e de entrega serão atingidos, e
minimiza o custo de transações e de papelada. A análise de atividade é apropriada com o
JIT para poder determinar a eficácia. A análise de atividade também é útil para se desen-
volver métricas de controle gerencial relevantes.
B. Douglas Clinton e Ko-Cheng Hsu, “JIT and the Balanced Scorecard”, Management Accounting, set. 1997, p. 18-24.
90 • CONTABILIDADE DE CUSTOS

JIT e o Controle de Custos. A redução dos níveis de estoque pode aumentar a velocidade
de processamento, assim reduzindo o tempo que leva para uma unidade passar pela produção. Por
exemplo, se 10.000 unidades são produzidas a cada dia e o número médio de unidades em proces-
so for de 40.000, então o tempo de processamento, ou o tempo que leva para uma unidade pas-
sar pelo sistema, é de 40.000/10.000, ou quatro dias. Se a mesma produção diária pode ser alcança-
da enquanto se reduz o produto em processo em 50%, o tempo de processamento será reduzido
em dois dias, 20.000/10.000, e a velocidade ou rapidez em que unidades são produzidas no siste-
ma terá dobrado. Se a velocidade de produção pode ser aumentada dramaticamente, todos os pro-
dutos podem ser fabricados sob encomenda, assim eliminando a necessidade de um estoque de
produtos acabados. Além disso, ao reduzir o tempo de processamento é possível reduzir custos
porque haverá menos atividades sem valor agregado — operações que incluem custos mas
que não somam valor ao produto, como movimentação, armazenagem e inspeção**.
Se a velocidade de produção for dobrada como no exemplo acima, os custos de manter
estoques podem ser reduzidos. Por exemplo, suponha que há uma porcentagem anual de custo
de manter estoques de 20% e um produto em processo médio de $ 400.000, resultando em cus-
tos anuais de manutenção de $ 80.000 (20% ⫻ $ 400.000). Suponha também que pelo uso de téc-
nicas de produção JIT, a velocidade de produção seja dobrada sem mudar o total da produção
anual, assim precisando de apenas metade da quantia de produtos em processo (PEP). Os novos
custos anuais de manter estoque seriam calculados da seguinte maneira:
Porcentagem de custo de manter estoque ⫻ PEP médio
20% ⫻ (1/2 ⫻ $ 400.000) = $ 40.000
ou uma redução de $ 40.000 do nível anterior de $ 80.000.
Outra vantagem da redução do tempo de processamento é o aumento da satisfação do
cliente devido à entrega mais rápida. Além disso, perdas de produção são reduzidas devido ao fa-
to de não ter grandes quantidades de unidades parcialmente acabadas se empilhando na próxi-
ma estação de trabalho antes que um erro na sua produção possa ser detectado.

JIT E FLUXOS DE CUSTOS

A Figura 2-13 mostra o contraste entre os lançamentos diários feitos em um sistema tradi-
cional de contabilidade de custos para a manufatura e os lançamentos feitos em um sistema JIT.
O custeio retrocedido*** é o nome dado para o sistema de contabilidade usado com manufa-
tura JIT. O nome é derivado do fato de que os custos não são “eliminados” do sistema de conta-
bilidade e debitados aos produtos até os produtos serem acabados e vendidos.
Os lançamentos A e B na Figura 2-13 indicam que uma única conta, Matérias-Primas e em
Processo, é usada no custeio retrocedido tanto para estoques de matérias-primas quanto de produ-
tos em processo. Isso é feito porque as matérias-primas são baixadas para a produção logo que são
recebidas em um sistema JIT, assim eliminando a necessidade de uma conta em separado para esto-
ques de matérias-primas. Os lançamentos C, D e E ilustram que uma única conta, Custos de Con-
versão ou de Transformação, contém custos de mão-de-obra direta e custos indiretos de fabricação
em um sistema retrocedido. Normalmente, a mão-de-obra direta é tão insignificante em um
ambiente JIT altamente automatizada que não existe razão em contabilizá-la separadamente.

*** N. do R. A movimentação e armazenagem feitas sem planejamento logístico não agrega valor, todavia o planejamento e a
ação desses temas logísticos podem agregar valor significativo.
*** N. do R. Também denominado custeio diferido, custeio pós-determinado, custeio back-flush.
Capítulo 2 • CONTABILIDADE PARA MATERIAIS • 91

Figura 2-13 Lançamentos Diários para Sistemas de Contabilidade


Tradicionais e Retrocedido

Transação Lançamentos Diários — Lançamentos Diários —


Sistema Tradicional Sistema Retrocedido
A. Compra de D – Materiais . . . . . . . 50.000 D – Matérias-primas e em
matérias-primas C – Contas a Processo . . . . . . . . . 50.000
Pagar . . . . . . . 50.000 C – Contas a
Pagar . . . . . . . 50.000
B. Matérias-primas D – Produtos em Nenhum Lançamento
requisitadas para a Processo . . . . . . . . . 50.000
produção C – Materiais: . . . 50.000
C. Distribuição do D – Produtos em D – Custos de
custo da mão-de-obra Processo . . . . . . . . . 25.000 Conversão . . . . . . . 25.000
direta C – Folha de C – Folha de
Pagamento . . . . 25.000 Pagamento . . . . 25.000
D. CIF incorridos D – CIF . . . . . . . . . . . 75.000 D – Custos de
C – Vários Conversão . . . . . . . 75.000
Créditos . . . . . . 75.000 C – Vários
Créditos . . . . . . 75.000
E. Transferência de CIF D – Produtos em Nenhum Lançamento
para produtos em Processo . . . . . . . . . 75.000
processo C – CIF . . . . . . . . 75.000
F. Acabamento dos D – Produtos Nenhum Lançamento
produtos Acabados . . . . . . . . 150.000
C – Produtos em
Processo. . . . . . 150.000
G. Venda dos D – Custo de Produtos D – Custo de Produtos
produtos Vendidos . . . . . . . . 150.000 Vendidos . . . . . . . . 150.000
C – Produtos C – Matérias-primas e em
Acabados . . . . 150.000 Processo. . . . . . 50.000
C – Custos de
Conversão . . . . 100.000

Os lançamentos F e G ilustram que em um verdadeiro ambiente JIT, não existe necessida-


de de uma conta de produtos acabados porque os produtos são despachados para os clientes
imediatamente após terem sido acabados. O lançamento G ilustra que custos de materiais, mão-
de-obra e CIF não são alocados aos produtos em um sistema retrocedido até que sejam acaba-
dos e vendidos. O raciocínio por trás dessa abordagem é que produtos são movidos através do
sistema tão rapidamente em um ambiente JIT que não seria eficaz rastrear os custos de produ-
ção até eles enquanto em processo.
Observe que empresas diferentes escolhem pontos diferentes no processo de produção,
chamados pontos gatilho, para registrar lançamentos diários em um sistema retrocedido. Os
pontos escolhidos nesse exemplo são típicos.

Agora, você deve estar apto a resolver o seguinte: Questões 23-24; Exercícios 2-13 e
2-14; Problemas 2-11 e 2-12.
92 • CONTABILIDADE DE CUSTOS

TERMOS-CHAVE

Agente de compras Prazo de entrega


Almoxarife Primeiro a entrar, primeiro a sair (PEPS)
Atividades sem valor agregado Quantidade econômica de pedido (EOQ)
Aviso de crédito Razão de materiais
Aviso de débito Razão subsidiário do almoxarifado
Controle de materiais Relatório de estoque
Custeio retrocedido Relatório de materiais devolvidos
Custos de manter estoques Relatório de recebimento
Custos de pedidos Requisição de compras
Empregado de recebimento Requisição de materiais
Estoque de segurança Requisição do almoxarifado
Fatura do fornecedor Resumo de material baixado e devolvido
Fluxo de custos Sistema de estoque just-in-time (JIT)
Fluxo de materiais Falta de estoque (Stockout)
Materiais refugados Supervisor do departamento de produção
Refugo ou refugado de material Tempo de processamento
Média móvel Último a entrar, primeiro a sair (UEPS)
Pedido de devolução de embarque Unidades defeituosas
Pedido de compras Unidades danificadas
Ponto de pedido Uso
Pontos gatilho Velocidade

PROBLEMA PARA AUTO-AVALIAÇÃO

PONTO DE PEDIDO; QUANTIDADE ECONÔMICA DE PEDIDO; CUSTOS DE PEDIR E MANTER


ESTOQUES
COMPANHIA LEXINGTON SLUGGER
A Companhia Lexington Slugger, fabricante de bastões de bêisebol top de linha, feitas de
freixo branco do norte dos EUA, prevê que 8.000 toras de madeira serão usadas durante o ano.
(Uma tora é a quantidade de madeira bruta necessária para se fazer um bastão.) O uso diário
esperado é de 32 toras. Existe um prazo de entrega esperado de 10 dias e um estoque de segu-
rança de 500 toras. A empresa espera que a madeira custe $ 4 por tora. Ela prevê que custará
$40 para colocar cada pedido. O custo anual de manter estoque é de $ 0,25 por tora.

Pede-se:
1. Calcule o ponto de pedido.
2. Calcule a quantidade mais econômica de pedido (EOQ).
3. Calcule o custo total de pedir e manter estoques no ponto EOQ.

SOLUÇÃO DO PROBLEMA DE AUTO-AVALIAÇÃO

Sugestões:
Leia o problema por completo, mantendo em mente que você precisa calcular (1) o ponto de
pedido, (2) EOQ e (3) custos totais de pedir e manter estoques.
Capítulo 2 • CONTABILIDADE PARA MATERIAIS • 93

As especificações no problema realçam os seguintes fatos relevantes para computar o ponto


de pedido:
Uso diário esperado é de 32 toras.
Prazo de entrega esperado é de 10 dias.
Estoque de segurança necessário é de 500 toras.

O ponto de pedido é o nível do estoque em que um pedido deve ser colocado. É determina-
do ao somar o número estimado de toras que serão usadas entre a colocação e o recebimento do
pedido:
Uso estimado durante o prazo de entrega = 32 unidades (uso diário) ⫻ 10 dias (prazo de
entrega) = 320.
Some o número de unidades de estoque de segurança (500 neste problema) necessárias
para haver proteção contra uso anormalmente alto e atrasos não previstos no recebimento de
materiais bons do fornecedor:
Ponto de Pedido = Uso esperado durante prazo de entrega ⫹ estoque de segurança
= 320 ⫹ 500
= 820 unidades
As especificações no problema realçam os seguintes fatos relevantes para calcular EOQ:
Uso anual estimado de materiais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8.000 toras
Custo de colocar um pedido . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 40
Custo anual de manter estoque por tora . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 0,25

EOQ é o tamanho do pedido que minimiza os custos totais de pedir e manter estoques.
Pode ser calculada usando a fórmula:

EOQ = 2 ⫻ custo de pedir ⫻ demanda anual


custo anual de manter estoque por unidade

= 2 ⫻ $ 40 ⫻ 8.000
$0,25

= $ 640.000
$ 0,25

= 2.560.000

= 1.600 toras

As especificações no problema realçam os seguintes fatos relevantes para o cálculo dos


custos totais de pedir e manter estoque no ponto EOQ:
Uso anual . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8.000 toras
EOQ. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.600 toras
Custos de pedir . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 40 por pedido
Custos de manter . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 0,25 por tora
Estoque de segurança . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 500 toras
94 • CONTABILIDADE DE CUSTOS

Para determinar o custo anual de pedir, primeiro você precisa determinar o número de pedi-
dos ao dividir o uso anual por EOQ:
Número de pedidos = uso anual/EOQ
= 8.000 toras/1.600 unidades
=5
O custo anual de pedir é determinado ao multiplicar-se o número de pedidos pelo custo por
pedido:
5 pedidos ⫻ $ 40 por pedido = $ 200
Para determinar o custo anual de manter estoque, primeiro você precisa determinar o núme-
ro médio de unidades em estoque:
(1/2 ⫻ EOQ) + estoque de segurança
(1/2 ⫻ 1.600) + 500 = 1.300 unidades
O número médio de toras em estoque consistiria em metade da quantia pedida mais as 500
toras que são mantidas como reserva contra eventos não previstos. Então, o custo total de manter
estoque seria o seguinte:
Estoque médio ⫻ custo de manter estoque por tora
1.300 ⫻ $ 0,25 = $ 325
Custo total de pedir e de manter estoque:
Custos de pedir + custos de manter estoque
$ 200 + $ 325 = $ 525
(Nota: O Problema 2-1 é semelhante a esse.)

QUESTÕES

1. Quais são os dois principais objetivos do 5. Que tipos de informações e dados são
controle de materiais? necessários para calcular um ponto de
2. Muitas vezes, materiais representam uma pedido?
parte substancial dos ativos de uma 6. Como você definiria o termo “quantidade
empresa; portanto, devem ser controlados econômica de pedido”?
do momento em que os pedidos são colo- 7. Quais fatores devem ser considerados
cados até a hora em que os produtos aca- para determinar o custo de um pedido?
bados são embarcados para o cliente. 8. Quais são os custos de manter materiais
Quais são os procedimentos de controle em estoque?
usados como salvaguarda de materiais? 9. Descreva sucintamente quais são os deve-
3. Quais fatores devem ser considerados res dos seguintes empregados:
pela administração para determinar a a. Agente de compras
quantia de investimento em materiais? b. Empregado de recebimento
4. Manter e repor o estoque de materiais usa- c. Almoxarife
dos nas operações de manufatura é um d. Supervisor de produção
aspecto importante do processo de obten- 10. A autorização apropriada é exigida antes
ção. O que significa o termo “ponto de que pedidos para novos materiais possam
pedido”? ser colocados. Qual é a diferença entre
Capítulo 2 • CONTABILIDADE PARA MATERIAIS • 95

uma requisição de compras e um pedido 18. Por que empresas adotam o método UEPS
de compras? de custeio de estoque? A sua discussão
11. Agentes de compras são responsáveis por deve incluir os efeitos na demonstração de
contatar fornecedores dos quais compra- resultados e balanço patrimonial.
rão materiais requisitados pela produção. 19. Qual dos formulários mostrados no capítu-
Por que o agente de compras é também lo é a fonte para os seguintes lançamentos
responsável por examinar e aprovar fatu- para contas de razões subsidiários?
ras que chegam dos fornecedores? a. Débitos para contabilizar materiais
12. Ilustrações de formulários para requisi- comprados no razão do almoxarifado.
ções, pedidos e contabilidade de mate- b. Créditos para contabilizar materiais
riais são apresentados neste capítulo. requisitados no razão do almoxarifado.
Você acha que os formulários, como apre- c. Débitos para contabilizar materiais
sentados, serão usados por todos os fabri- colocados em processo no razão de
cantes? Explique. custos por ordem.
a. Requisição de compras 20. Quais são algumas das medidas que
b. Pedido de compras fabricantes podem tomar para controlar
c. Relatório de recebimento custos de estoque?
d. Requisição de materiais 21. Um processo de manufatura pode produ-
e. Aviso de débito-crédito zir uma quantidade considerável de refu-
16. Normalmente, um fabricante mantém um go devido à natureza do produto. Quais
sistema de contabilidade que inclui um métodos podem ser usados para contabi-
razão do almoxarifado e uma conta do lizar o valor de venda de material refu-
razão geral para Materiais. Qual o rela- gado?
cionamento entre o razão do almoxarifa- 22. Após a inspeção de um produto, algumas
do e a conta de materiais? unidades são classificadas como danifica-
17. Uma empresa pode escolher um método das e outras como defeituosas. O que dis-
de custeio de estoque de um número de tingue um produto de ser classificado
procedimentos comumente usados. Sucin- como danificado ou defeituoso?
tamente, como você descreveria cada um 23. Como a abordagem just-in-time para a
dos seguintes métodos: produção difere da abordagem tradicio-
a. Primeiro a entrar, primeiro a sair nal? (Apêndice)
b. Último a entrar, primeiro a sair 24. Qual a diferença entre tempo de processa-
c. Média móvel mento e velocidade? (Apêndice)

EXERCÍCIOS
E 2-1 Quantidade econômica de pedido; custo de pedido; custo de manter estoque
Objetivo 1

A Companhia Hornik prevê que usará 90.000 unidades de material durante o ano. É espe-
rado que o material custe $ 5 por unidade. Gordon prevê que custará $ 18 para colocar cada
pedido. O custo anual de manter estoques é de $ 1 por unidade.
a. Determine a quantidade mais econômica de pedido usando a fórmula EOQ.
b. Determine o custo total de pedir e de manter estoques no ponto EOQ.
96 • CONTABILIDADE DE CUSTOS

E 2-2 Lançamento de requisições de materiais em diário


Objetivo 3
A Corporação Hood contabiliza o seguinte uso de materiais durante o mês de junho:

Requisições
de Materiais
Número da Materiais Materiais
Data Uso
Requisição Diretos Indiretos
1 110 Material A, Ordem 10 $ 20.000
5 111 Material B,
Ordem 11 18.000
9 112 Material B,
Ordem 12 16.000
12 113 Suprimentos de fábrica $ 800
18 114 Material C,
Ordem 10 3.000
21 115 Material D,
Ordem 10 9.000
23 116 Material E,
Ordem 13 2.000
28 117 Suprimentos de fábrica 1.300
30 118 Suprimentos de fábrica 1.700

Prepare um lançamento de diário resumido para as requisições de materiais.

E 2-3 Contabilizando transações de materiais


Objetivo 3

Prepare um lançamento de diário para registrar cada uma das seguintes transações de mate-
riais:
a. Total de materiais comprados durante o mês foi de $ 200.000.
b. Materiais diretos requisitados durante o mês totalizaram $ 175.000.
c. Materiais indiretos requisitados durante o mês totalizaram $ 12.000.
d. Materiais diretos devolvidos para o almoxarifado da fábrica totalizaram $ 2.500.
e. O total de material devolvido para o fornecedor durante o mês foi de $ 800.
f. Pagamento durante o mês para materiais comprados totalizou $ 160.000, menos 2% de
desconto. (Use Descontos de Compras.)

E 2-4 Custeio PEPS


Objetivo 3

Usando o sistema de controle de estoque perpétuo e o custeio primeiro a entrar, primeiro a


sair, e as seguintes informações, determine o custo de materiais usados e o custo do estoque do
dia 31 de maio:
Capítulo 2 • CONTABILIDADE PARA MATERIAIS • 97

Maio 1 Saldo em estoque, 1.000 unidades (rolamentos, $ 4 cada)


3 250 unidades baixadas.
5 Entrada de 500 unidades a $ 4,50 cada.
6 150 unidades baixadas.
10 110 unidades baixadas
11 A fábrica devolveu 10 unidades para o almoxarifado que foram baixadas no dia 10.
15 Entrada de 500 unidades a $ 5,00 cada
20 300 unidades devolvidas para o fornecedor da compra do dia 15 de maio.
26 600 unidades baixadas.

E 2-5 Custeio UEPS


Objetivo 3
Usando o sistema de controle de estoque perpétuo e o custeio último a entrar, primeiro a sair,
e as informações apresentadas no E 2-4, calcule os custos de materiais usados e os custos de esto-
que do dia 31 de maio.

E 2-6 Custeio de média móvel


Objetivo 3
Usando o sistema de controle de estoque perpétuo e o método da média móvel, e as infor-
mações apresentadas no E 2-4, calcule os custos de materiais usados e os custos do estoque do
dia 31 de maio. (Arredonde os preços unitários para cinco casas decimais e os totais para a uni-
dade monetária inteira mais próxima.)

E 2-7 Comparação dos métodos PEPS, UEPS e média móvel


Objetivo 3
Em formato tabular, compare o custo total transferido para Produtos em Processo e o custo do
saldo final de estoque para cada método usado no E 2-4, E 2-5 e E 2-6. Discuta o efeito que cada
método terá sobre os lucros, dependendo de se ele está em um período de preços ascendentes ou
de preços declinantes.

E 2-8 Impacto dos métodos de custeio sobre o resultado líquido


Objetivo 3
A Companhia Scripps foi franqueada no dia 1 de janeiro de 1999. No final de seu terceiro
ano de operações, 31 de dezembro de 2001, a administração requisitou um estudo para determi-
nar que efeito diferentes métodos de custeio de estoque de materiais teria tido no seu resultado
líquido relatado ao longo do período de três anos.
A conta de estoque de materiais, usando UEPS, PEPS e média móvel, teria tido os seguintes
saldos finais:
Saldos de Estoques de Materiais
31 de dezembro UEPS PEPS Média
1999 $ 20.000 $ 22.000 $ 21.000
2000 22.000 24.000 23.000
2001 26.000 30.000 28.000
98 • CONTABILIDADE DE CUSTOS

a. Supondo o mesmo número de unidades no saldo final de estoque ao final de cada ano,
os custos de materiais estavam subindo ou caindo de 1999 a 2001?
b. Qual método de custeio mostraria o resultado líquido mais alto para 1999?
c. Qual método mostraria o resultado líquido mais alto para 2001?
d. Qual método mostraria o resultado líquido mais baixo para os três anos combinados?
e. Para o ano 2000, como se compara o lucro usando UEPS com o lucro usando o PEPS?

E 2-9 Registrando transações de materiais


Objetivo 3

A Companhia de Manufatura Nashville mantém as seguintes contas no razão geral: Mate-


riais, Produtos em Processo, CIF, e Contas a Pagar. No dia 1 de junho, a conta de materiais ti-
nha um saldo devedor de $ 8.000. Segue um resumo das transações de materiais para o mês
de junho:
1. Materiais comprados, $ 18.750
2. Materiais diretos, requisitados, $ 21.250
3. Materiais diretos devolvidos para o almoxarifado, $ 1.400.
4. Materiais indiretos requisitados, $ 1.975.
5. Materiais indiretos devolvidos para o almoxarifado, $ 185.
a. Prepare lançamentos de diário para registrar as transações de materiais.
b. Faça os lançamentos de diário nas contas de razão (em forma de razonetes).
c. Qual o saldo da conta de estoque de materiais no final do mês?

E 2-10 Material refugado


Objetivo 4

Uma oficina metalúrgica fabrica uma peça de aço inoxidável que é usada em um produto de
montagem. Os materiais debitados para uma ordem em particular totalizaram $ 600. No ponto
da inspeção final descobriu-se que o material usado era inferior às especificações exigidas pelo
departamento de engenharia; portanto, todas as unidades tiveram que ser refugadas.
Registre os lançamentos exigidos para refugo sob cada uma das seguintes condições:
a. A receita recebida pelo refugo deve ser tratada como uma redução no custo de manufa-
tura mas não pode ser identificada com nenhuma ordem específica. O valor do refugo de
aço inoxidável é estável. O refugo é vendido dois meses mais tarde por $ 125.
b. A receita recebida pelo refugo deve ser tratada como uma redução no custo de manufa-
tura mas não pode ser identificada com uma ordem específica. Um preço firme não é
determinado para o refugo até ser vendido. Posteriormente, ele é vendido por $ 75.
c. Uma ordem de produção é uma ordem especial e os $ 85 recebidos pelo refugo devem
ser tratados como uma redução no custo de manufatura. (Um preço firme não é determi-
nado para o refugo até ser vendido.)
d. Apenas $ 40 foram recebidos pelo refugo quando foi vendido no período fiscal seguinte.
(Não é possível determinar um preço firme pelo refugo até ser vendido e a quantia a ser
recebida pelo refugo deve ser tratada como outras receitas.)
Capítulo 2 • CONTABILIDADE PARA MATERIAIS • 99

E 2-11 Produto danificado


Objetivo 4
A Companhia Parr fabrica roupas de golfe. Durante o mês, a empresa cortou e montou
8.000 suéteres. Cem dos suéteres não satisfizeram as especificações e foram considerados de
segunda categoria. Suéteres de segunda categoria são vendidos por $ 9,95 cada, enquanto sué-
teres de primeira qualidade são vendidos por $ 39,95. Durante o mês, Produtos em Processo
foram debitados em $ 108.000: $ 36.000 para Materiais, $ 48.000 para Mão-de-obra Direta, e
$ 24.000 para CIF.
Registre os lançamentos para debitar custos de produção para o período e a perda devido
aos produtos danificados, sob cada uma das seguintes condições:
a. A perda devido aos produtos danificados é rateada por todas as ordens no departamento.
b. A perda devido aos produtos danificados é debitada a esta ordem porque é um pedido
especial.

E 2-12 Produto defeituoso


Objetivo 4
A Companhia Techno de Manufatura fabrica uma placa de circuito integrado de transistores
para clientes que já compram dela, mas também aceita pedidos especiais para o mesmo produto.
A Ordem Número 10A1 incorreu nos seguintes custos unitários para 1.000 placas de circuito
fabricadas:
Materiais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 5,00
Mão-de-obra . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2,00
CIF . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2,00
$ 9,00
Quando os produtos acabados foram testados, descobriu-se que 50 placas estavam defeituo-
sas. Os custos por unidade para corrigir os defeitos são:
Materiais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 3,00
Mão-de-obra . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1,00
CIF . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1,00
Registre os lançamentos de diário para os custos envolvidos para corrigir o produto defeituoso:
a. Se o custo pelo produto defeituoso for debitado nos CIF.
b. Se o custo pelo produto defeituoso for debitado na ordem.

E 2-13 Apêndice JIT e Controle de Custos


Objetivo 5

A Indústria Nomar produz 5.000 unidades por dia e o número médio de unidades nos pro-
dutos em processo é de 25.000.
1. Determine o tempo de processamento.
2. Se a mesma produção diária pode ser alcançada enquanto se reduz os produtos em pro-
cesso em 40%, determine o novo tempo de processamento.
100 • CONTABILIDADE DE CUSTOS

E 2-14 Apêndice Custeio retrocedido


Objetivo 5
A Companhia Roman usa custeio retrocedido para contabilizar os seus custos de manufatu-
ra. Prepare lançamentos de diário para contabilizar o seguinte:
a. Comprou matérias-primas, a prazo, $ 80.000.
b. Requisitou matérias-primas para produção, $ 40.000.
c. Distribuiu custos de mão-de-obra direta, $ 10.000.
d. Incorreu em CIF, $ 60.000. (Use Créditos Diversos para a conta na parte do crédito dos
lançamentos.)

PROBLEMAS

P 2-1 Quantidade econômica de pedido; custos de pedir e manter estoques.


Parecido com o problema de auto-avaliação.
Objetivo 1
A Companhia Normandy prevê que usará 25.000 unidades de material durante o ano. O
uso diário esperado é de 200 unidades, e existe um prazo de entrega previsto de cinco dias e um
estoque de segurança de 500 unidades. É esperado que o material custe $ 5 por unidade. A Nor-
mandy prevê que custará $ 50 para colocar cada pedido. O custo anual de manter estoques é de
$ 0,10 por unidade.

Pede-se:
1. Calcule o ponto de pedido.

P 2-2 Métodos de custeio de estoque


Objetivo 3
A seguir vemos as compras e baixas (saídas) de gaxetas de borracha (Razão do Almoxarifado,
Número 11216) como demonstradas nos registros da Corporação Begker para o mês de novembro:
Unidades Preço
Unitário
Novembro 1 Saldo inicial . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 30.000 $ 3,00
4 Recebeu, Rel. de Recebimento Núm. 112 . . . . . . . . 10.000 3,10
5 Baixou, Requisição de Materiais, Núm. 49 . . . . . . . 30.000
8 Recebeu, Rel. de Recebimento, Núm. 113 . . . . . . . 50.000 3,30
15 Baixou, Requisição de Materiais, Núm. 50 . . . . . . . 20.000
22 Recebeu, Rel. de Recebimento, Núm. 114 . . . . . . . 25.000 3,50
28 Baixou, Requisição de Materiais, Núm. 51 . . . . . . . 30.000

Pede-se:
1. Complete uma folha do razão do almoxarifado parecida com aquela da Figura 2-7 (as
colunas no pedido podem ser omitidas) para cada um dos seguintes métodos de custeio
de estoque, usando um sistema de controle de estoque perpétuo:
Capítulo 2 • CONTABILIDADE PARA MATERIAIS • 101

a. PEPS
b. UEPS
c. Média móvel (levando os preços unitários para cinco casas decimais)
2. Para cada método, prepare uma tabela que mostre o custo total de materiais transferidos
para Produtos em Processo e o custo do saldo final.
3. Se os preços continuarem a aumentar, você é a favor de adotar o método PEPS ou UEPS?
Explique.
4. Quando os preços continuam a subir, qual é o efeito do PEPS versus UEPS sobre o saldo
do estoque relatado no balanço patrimonial? Discuta.

P 2-3 Métodos de custeio de estoque


Objetivo 3
As seguintes transações afetando materiais aconteceram em fevereiro:
Fevereiro 1 Saldo em estoque, 1.200 unidades a $ 2,76, $ 3.312,00 (tubulação plásti-
ca, 100 pés por unidade; conta do razão do almoxarifado, número 906)
5 Baixou 60 unidades na Requisição de Materiais Número 108.
11 Baixou 200 unidades na Requisição de Materiais Número 210.
14 Recebeu 800 unidades, Relatório de Recebimento Número 634, preço
$ 2,8035 por unidade
15 Baixou 400 unidades, Requisição de Materiais Número 274
16 Devolveu para crédito 90 unidades compradas no dia 14 de fevereiro que
estavam defeituosas
18 Recebeu 1.000 unidades, Relatório de Recebimento Número 712, preço
$ 2,82712 por unidade
21 Baixou 640 unidades, Requisição de Materiais Número 318

Pede-se:
Registre as transações em folhas do razão do almoxarifado, como na Figura 2-7. (As colunas
“no pedido” podem ser omitidas.) Use os seguintes métodos de estoque, supondo o uso de um sis-
tema de controle de estoque perpétuo. Leve os preços unitários para cinco casas decimais.
1. PEPS
2. UEPS
3. Média Móvel

P 2-4 Lançando transações de materiais em diário


Objetivo 3
A Companhia Newark de Tricô usa um sistema de custo por ordem. Uma lista parcial das
contas mantidas pela empresa, com os saldos de 1 de novembro, é mostrada abaixo:
Caixa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 32.250
Materiais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 29.500
Produtos em Processo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 27.000
Contas a Pagar (crédito) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 21.000
CIF . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . nenhum
102 • CONTABILIDADE DE CUSTOS

As seguintes transações foram completadas durante o mês de novembro:


a. Materiais comprados durante o mês, $ 24.000.
b. Materiais requisitados durante o mês:
1. Materiais diretos, $ 31.000
2. Materiais indiretos, $ 6.000
c. Materiais diretos devolvidos pela fábrica para o almoxarifado durante o mês, $ 1.100
d. Materiais devolvidos para fornecedores durante o mês antes do pagamento, $ 1.000.
e. Pagamentos para fornecedores durante o mês, $ 23.000.

Pede-se:
1. Prepare lançamentos no diário geral para cada uma das transações.
2. Contabilize os lançamentos no diário geral em razonetes.
3. Concilie as contas e relate os saldos de 30 de novembro para o seguinte:
a. Caixa
b. Materiais
c. Contas a Pagar

P 2-5 Analisando materiais e outras transações


Objetivo 3
A Companhia Liza de Manufatura usa um sistema de custo por ordem. As seguintes contas
foram tiradas dos livros da empresa:

Materiais

Saldo de Estoque 7.000 b. Requisições 23.000


a. Compras para o mês 20.000

Produtos em Processo

Saldo de estoque 3.600 e. Para Produtos Acabados 50.000


b. Requisições de materiais 23.000
c. Mão-de-obra direta 17.000
d. CIF 12.000

Produtos Acabados

Saldo de estoque 11.650 f. Custo de Produtos Vendidos 55.000


e. Produtos Acabados 50.000

Pede-se:
1. Analise as contas e descreva em forma narrativa que transações ocorreram. (Use as letras
de referência de a à f nas suas explicações.)
2. Liste os documentos de apoio, ou formulários necessários, para registrar cada transação
envolvendo o recibo ou a baixa de materiais.
3. Determine os saldos finais de Materiais, Produtos em Processo, e Produtos Acabados.
Capítulo 2 • CONTABILIDADE PARA MATERIAIS • 103

P 2-6 Análise compreensiva dos procedimentos contábeis de materiais


Objetivos 2, 3
As seguintes decisões e transações foram executadas pela Companhia de Chapas de Metal
Manatee na contabilidade de custos de materiais para abril.
Março 31 O gerente da fábrica informa o almoxarife que, para o mês de abril, existe uma
previsão de uso de 2.000 chapas de alumínio. Uma verificação do estoque
mostra que existem 500 chapas de alumínio em estoque, custando $ 23 cada. É
preciso manter um estoque mínimo de 300 chapas, e o agente de compras é noti-
ficado da necessidade de 1.800 chapas. Essa quantia cobrirá as necessidades
de produção para abril e, ao mesmo tempo, manterá o nível mínimo de estoque.
Abril 1 Após checar com um número de fornecedores diferentes, o agente de compras
faz o pedido do número requisitado de chapas a $ 25 cada.
6 O embarque de chapas de alumínio é recebido, inspecionado e declarado estar
em boas condições. No entanto, o pedido está com falta de 100 chapas, e um
pedido pendente é feito. O embarque é esperado em cinco dias.
6 A fatura do fornecedor que cobre as chapas de alumínio é recebida e aprovada
para pagamento.
11 As chapas de alumínio do pedido pendente são recebidas e aprovadas.
11 A fatura do fornecedor para o embarque do pedido pendente é recebido e
aprovado para pagamento.
16 A fatura de 6 de abril é paga, menos um desconto em dinheiro de 2%.
30 Durante o mês, 1.900 chapas foram baixadas para a fábrica. A empresa usa o
custeio PEPS e um sistema de custo por ordem.
30 A fábrica devolve 20 chapas não usadas para o almoxarifado. As chapas
devolvidas têm um custo de $ 25 cada.
30 No final do dia, 398 chapas estão em estoque.

Pede-se:
1. Em forma de tabela, responda as seguintes perguntas relativas a cada uma das decisões
e transações acima:
a. Quais formulários, se algum, foram usados?
b. Quais lançamentos de diário, se algum, foram efetuados?
c. Quais livros de lançamento original, se algum, foram usados para registrar os dados?
d. Quais registros subsidiários foram afetados?
2. Calcule e mostre os seus cálculos para os seguintes itens:
a. O saldo do estoque de materiais de 30 de abril.
b. O custo de materiais usados na produção durante abril.

P 2-7 Problema de revisão; transações e demonstrações


Objetivo 3
A Companhia Stewart fabrica guinchos de corrente. Os estoques de matérias-primas para o
dia 1 de outubro eram os seguintes:
Corrente . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6.000 quilos, $ 24.000
Polias . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4.000 conjuntos, $ 20.000
Parafusos e tarraxas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10.000 conjuntos, $ 5.000
Chapas de aço . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4.000 unidades, $ 2.000
104 • CONTABILIDADE DE CUSTOS

Os saldos nas contas do razão no dia 1 de outubro eram os seguintes:

Caixa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 12.000
Produtos em Processo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 35.000
Materiais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 51.000
Seguro Pago Antecipadamente . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3.000
Máquinas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 125.000
Equipamento de Escritório . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 30.000
Móveis de Escritório . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20.000
Contas a Pagar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 30.000
Capital Social . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 200.000
Lucros Acumulados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 46.000
$ 276.000 $ 276.000

As transações durante o mês de outubro foram as seguintes:

a. Folha de pagamento contabilizada durante o mês: mão-de-obra direta, $ 28.000; mão-


de-obra indireta, $ 3.000
b. Suprimentos comprados para fábrica, em dinheiro, $ 1.000. (Use uma conta de estoque
separada, Suprimentos de Fábrica.)
c. Materiais comprados a prazo: corrente – 2.000 quilos, $ 8.800; polias – 2.000
unidades, $ 10.200; chapas de aço – 5.000 unidades, $ 3.000.
d. Vendas a prazo para o mês, $ 126.375.
e. Contas a receber recebidas, $ 72.500
f. Materiais usados durante outubro (custeio PEPS): corrente, 7.000 quilos; polias, 4.400
unidades; parafusos e tarraxas, 4.000 conjuntos; chapas de aço, 3.800 unidades.
g. Folha de pagamento paga, $ 31.000.
h. Suprimentos de fábrica em estoque, 31 de outubro, $ 350.
i. Custos de aquecimento, iluminação e energia da fábrica para outubro, $ 3.000 (ainda
não pagos).
j. Salários de escritório pagos, $ 6.000.
k. Propaganda paga, $ 2.000.
l. Supervisão da fábrica paga, $ 1.800.
m. Seguro vencido – sobre equipamento de escritório, $ 100; sobre máquinas da fábrica,
$ 300.
n. Aluguel da fábrica pago, $ 2.000.
o. Depreciação sobre equipamento de escritório, $ 400; sobre móveis de escritório, $ 180;
sobre máquinas, $ 1.200.
p. CIF debitados para as ordens, $ 11.950.
q. Produtos em Processo, 31 de outubro, $ 31.000. (Dica: A diferença entre os débitos
totais para Produtos em Processo durante o período e o saldo final de Produtos em Proces-
so representa o custo dos produtos acabados.)
r. Custo de produtos vendidos durante o mês, $ 84.250.
s. Contas a pagar pagas, $ 33.750

Pede-se:
1. Montar razonetes e lançar os saldos a partir de 1 de outubro.
2. Preparar lançamentos de diário para registrar cada uma das transações acima.
Capítulo 2 • CONTABILIDADE PARA MATERIAIS • 105

3. Contabilizar os lançamentos de diário para as contas, criando qualquer nova conta do


razão necessária. Apenas as contas de controle devem ser mantidas; no entanto, mostre
os cálculos para o custo dos materiais usados.
4. Preparar uma demonstração do custo de produção para outubro.
5. Preparar uma demonstração de resultados.
6. Preparar um balanço patrimonial mostrando as classificações de ativos circulantes, insta-
lações e equipamento, passivos circulantes, e patrimônio líquido.

P 2-8 Faltas de estoque de materiais; devoluções; refugo; produtos danificados


Objetivos 3, 4
Um exame dos registros da Corporação Hood-Robbins revelou as seguintes transações:
a. No dia 31 de dezembro, o estoque físico de matérias-primas era de 9.950 unidades.
A quantidade no livro, usando o método da média móvel, era de 11.000 unidades a
$ 0,52 por unidade.
b. A produção devolveu materiais ao almoxarifado com um custo de $ 775.
c. Materiais com um valor de $ 770 foram debitados em CIF (Reparos e Manutenção), mas
deveriam ter sido debitados em Produtos em Processo.
d. Materiais defeituosos, comprados a prazo, foram devolvidos para o fornecedor. O mate-
rial devolvido custou $ 234, e os custos de embarque para a devolução (nosso custo) de
$ 35 foram pagos em dinheiro.
e. Produtos vendidos para um cliente, a prazo, de $ 5.000 (custo de $ 2.500) foram de-
volvidos devido a um desentendimento sobre a quantidade pedida. O cliente afirmou que
os produtos devolvidos estavam em excesso da quantidade necessária.
f. Materiais requisitados totalizaram $ 22.300, dos quais $ 2.100 representavam supri-
mentos usados.
g. Materiais comprados a prazo totalizaram $ 25.500. Frete sobre os materiais comprados
era de $ 185.
h. Materiais diretos devolvidos para o almoxarifado totalizaram $ 950.
i. Refugo baixado para o almoxarifado era avaliado em um preço estimado de venda de
$ 685 e tratado como uma redução no custo de todas as ordens processadas durante
o período.
j. Produtos danificados enviados para o almoxarifado avaliados a um preço de venda de
$ 60 tinham custos de produção de $ 200 já debitados para ele. O custo dos produtos
danificados está para ser debitado em ordem específica durante o período.
k. O refugo em (i) foi vendido por $ 685 em dinheiro.

Pede-se:
Registre os lançamentos para cada transação. (Arredonde as quantias para a unidade mone-
tária inteira mais próxima.)

P 2-9 Produtos danificados; perda debitada em CIF; perda debitada na ordem


Objetivo 4
A Companhia Humungo fabrica gigantes de plástico, que são vendidos por $ 0,99 cada.
O custo de cada gigante consiste em:
106 • CONTABILIDADE DE CUSTOS

Materiais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 0,35
Mão-de-obra . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,15
CIF . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,20
Total . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 0,70

A Ordem 100 produziu 10.000 gigantes de plástico, dos quais 600 unidades foram dani-
ficadas e classificadas como de segunda categoria. Produtos de segunda categoria são vendidos
para lojas de departamentos por $ 0,50 cada.

Pede-se:
1. Supondo que a perda resultante dos produtos danificados será distribuída para todas as
ordens produzidas durante o período atual, use lançamentos de diário geral para (a) re-
gistrar os custos de produção, (b) colocar os produtos danificados no estoque e (c) regis-
trar a venda das unidades danificadas em dinheiro.
2. Supondo que a perda resultante dos produtos danificados será debitada na Ordem
100, use lançamentos de diário geral para (a) registrar os custos de produção, (b) colo-
car os produtos danificados no estoque e (c) registrar a venda das unidades danificadas
em dinheiro.

P 2-10 Produtos danificados e defeituosos


Objetivo 4

A Companhia Reinsdorf fabrica equipamento elétrico com especificações recebidas de clien-


tes. A Ordem X10 era para 1.000 motores que seriam usados em um complexo elétrico especial-
mente projetado. Os seguintes custos foram determinados para cada motor:

Materiais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 117
Mão-de-obra . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 100
CIF . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 83
Total . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 300

Ao final da inspeção, a Reinsdorf descobriu que 33 dos motores não satisfaziam as especi-
ficações exatas estabelecidas pelo cliente. Um exame indicou que 15 dos motores não tinham con-
serto e que deveriam ser vendidos como produtos danificados por $ 75 cada. Os outros 18 moto-
res, embora defeituosos, podiam ser recondicionados como unidades de primeira qualidade com
a adição de $ 1.650 de materiais, $ 1.500 de mão-de-obra e $ 1.200 de CIF.

Pede-se:
Prepare os lançamentos de diário para registrar o seguinte:
1. O refugo (sucata) das 15 unidades, com uma receita dos produtos danificados tratada
como uma redução no custo de manufatura da ordem específica.
2. A correção das 18 unidades defeituosas, com custo adicional debitado à ordem específica.
3. O custo adicional de reposição de 15 motores danificados por novos motores.
4. A venda dos motores danificados por $ 75 cada.
Capítulo 2 • CONTABILIDADE PARA MATERIAIS • 107

P 2-11 Apêndice JIT e Controle de Custos


Objetivo 5

A Fixações Spencer produz 50.000 unidades por dia e o número médio de unidades em
processamento é de 200.000. A porcentagem média anual de custo de manter estoques é de
20%, e o valor médio de produtos em processo é de $ 1.000.000.

Pede-se:
1. Determine o tempo de processamento.
2. Calcule os custos anuais de manter estoques.
3. Se a mesma produção diária pode ser alcançada enquanto se reduz o estoque de produ-
tos em processo em 50%, determine o novo tempo de processamento.
4. O que aconteceu com a velocidade de produção na parte 3?
5. Calcule os custos anuais de manter estoques para a parte 3.

P 2-12 Apêndice Custeio Retrocedido


Objetivo 5

A Companhia Crumm usa custeio retrocedido para contabilizar os seus custos de manufatu-
ra. Os pontos gatilho para registrar transações no estoque são a compra de materiais e a venda
de produtos acabados.

Pede-se:
Prepare lançamentos de diário, se necessário, para contabilizar as seguintes transações:
a. Comprou matérias-primas a prazo, $ 150.000.
b. Requisitou matérias-primas para produção, $ 150.000.
c. Distribuiu custos de mão-de-obra direta, $ 25.000.
d. Incorreu em CIF, $ 100.000. (Use Créditos Diversos para a parte de crédito do lança-
mento.)
e. Custo de produtos acabados, $ 275.000.
f. Produtos acabados vendidos por $ 400.000, a prazo.
3
Contabilidade da Mão-de-Obra

OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM

Após estudar este capítulo, você dever estar apto a:

 Distinguir entre as características de planos salariais por hora e por peça.


 Especificar procedimentos para controlar custos de mão-de-obra.
 Contabilizar custos de mão-de-obra e encargos sobre a folha de pagamento.
 Preparar provisões para rendimentos e encargos sobre a folha de pagamento.
 Contabilizar problemas especiais do custeio de mão-de-obra.

s custos da folha de pagamento da fábrica são divididos em duas categorias: mão-de-

O obra direta e mão-de-obra indireta. A mão-de-obra direta representa custos da folha


de pagamento identificados diretamente com o produto. O custo da mão-de-obra direta
é debitado em Produtos em Processo. A mão-de-obra indireta consiste em custos de mão-de-
obra incorridos por uma variedade de serviços relacionados ao processo de produção, mas não
identificável diretamente com os serviços individuais processados durante o período. Os custos
de mão-de-obra indireta incluem salários e ordenados do superintendente da fábrica, superviso-
res, zeladores, auxiliares de escritório, contadores da fábrica e apontadores de tempo. Os custos
de mão-de-obra indireta são debitados em Custos Indiretos de Fabricação.
O sistema de contabilidade de um fabricante precisa incluir os seguintes procedimentos
para registrar os custos da folha de pagamento:
Capítulo 3 • CONTABILIDADE DA MÃO-DE-OBRA • 109

1. O registro das horas trabalhadas ou a quantidade de produção por empregado no total, e por
ordem, processo ou departamento.

2. Análise das horas trabalhadas por empregados para determinar como o tempo deve ser debi-
tado.

3. O débito dos custos da folha de pagamento para as ordens, processos, departamentos e con-
tas de custos indiretos de fabricação.

4. Preparar a folha de pagamento, que envolve calcular e registrar os rendimentos brutos dos
empregados, encargos sociais e deduções, e o rendimento líquido.

PLANOS DE REMUNERAÇÃO
Objetivo de Aprendizagem 1
Distinguir entre as características de planos salariais por hora e por peça.

Salários de empregados são baseados nos planos que foram estabelecidos pela administra-
ção, aprovados por sindicatos, se estiverem presentes, e que cumprem com os regulamentos de
agências governamentais. Um fabricante pode ter muitas variações de planos salariais. Este capí-
tulo cobre os planos salariais que são encontrados com mais freqüência, incluindo taxas por ho-
ra, por peça e planos salariais modificados.

PLANOS DE TAXA POR HORA

Um plano de taxa por hora estabelece uma taxa definida por hora para cada empregado. O sa-
lário de um empregado é calculado pela multiplicação do número de horas trabalhadas no perío-
do de folha de pagamento pela taxa estabelecida por hora. O plano de taxa por hora é ampla-
mente usado e é simples de aplicar. Críticos argumentam que ele não oferece nenhum incentivo
para o empregado manter ou atingir um alto nível de produtividade. Um empregado é pago me-
ramente por “estar à disposição” por um período estabelecido de tempo. O plano não dá ne-
nhum reconhecimento ou prêmio extra por fazer mais do que o mínimo exigido para a posição.
Proponentes do plano argumentam que já que a produtividade não é um fator importante para
este plano, os empregados não serão tentados a sacrificar a qualidade do produto ao aumentar a
velocidade de produção para ganhar um salário mais alto.
Para ilustrar o plano de taxa por hora, suponha que um empregado ganha $ 10 por hora e traba-
lha 40 horas por semana. A renda bruta do empregado deve ser de $ 400 (40 ⫻ $ 10 por hora).

PLANO DE TAXA POR PEÇA

Uma empresa que dá alta prioridade à quantidade produzida para cada trabalhador deve consi-
derar o uso de um plano de incentivo salarial, como o plano de taxa por peça, que baseia
a renda na quantidade de produção do empregado. Para ilustrar, suponha que um operador de
máquina ganhará $ 0,20 para cada peça acabada. Se o operador terminar 2.200 peças em uma se-
mana, ele ganhará $ 440 ($ 0,20 ⫻ 2.200 peças). O plano oferece um incentivo para os emprega-
dos realizarem um alto nível de produção, assim maximizando sua renda e também aumentando
as receitas da empresa. No entanto, uma deficiência séria desse tipo de plano é que ele pode en-
110 • CONTABILIDADE DE CUSTOS

corajar o empregado a sacrificar a qualidade para poder maximizar os seus rendimentos, a não
ser que o plano esteja baseado somente em unidades boas. Além disso, taxas por peça não são
apropriadas se as máquinas controlam a velocidade de produção.

PLANOS SALARIAIS MODIFICADOS

Os planos salariais modificados combinam algumas das características dos planos da ta-
xa por hora e da taxa por peça. Um exemplo de plano salarial modificado seria o de estabelecer
um salário mínimo por hora que será pago pela empresa mesmo se um empregado não atingir
uma cota estabelecida da produção. Se a cota estabelecida for excedida, um pagamento adicio-
nal por peça será somado ao nível mínimo de rendimento. Este tipo de plano dirige a atenção da
administração ao empregado que é incapaz de satisfazer as cotas estabelecidas.
Negociações entre a mão-de-obra e a administração criam muitas variações dos planos por
hora e por peça. Essas variações ocorrem porque a administração deseja minimizar os custos e
maximizar os lucros, enquanto a mão-de-obra tenta maximizar a renda do empregado.
Para ilustrar um plano salarial modificado, suponha que um empregado ganha $ 10 por ho-
ra por até 100 unidades de produção por dia. O empregado que produz mais de 100 unidades
por dia receberá uma taxa por peça adicional de $ 0,80 por unidade [($ 10 ⫻ 8 horas)/100 unida-
des]. Quando o empregado produzir menos do que 100 unidades, a diferença, muitas vezes cha-
mada de composição garantida, será cobrada de Custos Indiretos de Fabricação em vez de
Produtos em Processo, porque representa um custo de produção ineficiente, em vez de um cus-
to necessário dos serviços processados.
Suponha que a produção e a renda semanal de um empregado seja como a seguir:

Peças Renda Renda Renda na


Horas Acabadas a $ 10 por a $ 0,80 por Composição Folha de
Trabalhadas (Cota de 100) Hora Unidades Garantida Pagamento

Seg. 8 120 $ 80 $ 96 $ 96
Ter. 8 90 80 72 $8 80
Qua. 8 80 80 64 16 80
Qui. 8 110 80 88 88
Sex. 8 80 80 64 16 80
40 $ 400 $ 384 $ 40 $ 424

O empregado ganhou $ 384 com base na taxa por peça, mas a garantia diária de $ 80 por
dia compensou os dias em que o empregado não conseguiu atingir a cota. Uma composição ga-
rantida de $ 40 é debitada em Custos Indiretos de Fabricação porque o empregado não satisfez
a cota na Terça-feira ($ 8), Quarta-feira ($ 16), e Sexta-feira ($ 16). A distribuição da folha de pa-
gamento para a semana seria como a seguir:

D – Produtos em Processo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 384


D – CIF . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 40
C – Folha de Pagamento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 424
Distribuição da folha de pagamento.
Capítulo 3 • CONTABILIDADE DA MÃO-DE-OBRA • 111

Se o número de peças acabadas depende de um esforço em grupo, então um plano de in-


centivo único para o grupo seria o mais apropriado. Ultimamente, os fabricantes dos EUA têm
adotado o conceito de equipes de trabalho de produção, onde a produção depende de
contribuições feitas por todos os membros da equipe de trabalho ou departamento. Os salários
podem ser computados de maneira parecida à ilustração anterior, exceto que o bônus da taxa
por peça seria compartilhado por todos os membros do grupo. O Exemplo do Mundo Real na
Página (112) ilustra um bônus em grupo, ou plano de compartilhar ganhos, em uma em-
presa de caixas.

CONTROLANDO CUSTOS DE MÃO-DE-OBRA


Objetivo de Aprendizagem 2
Especificar procedimentos para controlar custos de mão-de-obra.

Os departamentos de registros de tempo e de folha de pagamento têm a responsabilidade


de manter os registros da mão-de-obra. As funções de registro de tempo e de folha de pagamen-
to podem ser estabelecidas como departamentos separados, ou organizadas como subdivisões
de um único departamento. Em qualquer dos casos, devem funcionar como unidades indepen-
dentes para fornecerem uma verificação interna da exatidão dos cálculos e registros dos custos
de mão-de-obra.
O departamento de registro de tempo contabiliza o tempo gasto pelos empregados
horistas na fábrica. O objetivo geral do departamento é determinar o número de horas que de-
vem ser pagas e o tipo de trabalho executado pelos empregados durante o dia de trabalho.
O departamento de folha de pagamento calcula a renda bruta de cada empregado, a
quantia de deduções e retenções, e a renda líquida que deve ser paga ao empregado.
As responsabilidades departamentais de registro de tempo e folha de pagamento incluem
completar e manter os seguintes formulários e registros:

Registro de Tempo Folha de Pagamento

Cartão de ponto Registros de folha de pagamento


Registro de tempo Registros de renda dos empregados
Relatórios de produção Resumos da folha de pagamento

CARTÃO DE PONTO E REGISTRO DE TEMPO

Um cartão de ponto é fornecido para cada empregado da empresa que precisa usar um
relógio de ponto. O cartão fornece um registro da quantidade total de horas que o empregado
passa na fábrica. O cartão pré-impresso contém informações como o nome do empregado, o nú-
mero do CPF, o número do departamento, o número do relógio e a semana ou o período de pa-
gamento. O cartão completado mostra a hora que um empregado começou e parou de trabalhar
em cada dia, e o total de horas normais e extras que ele teve para o período. O número do reló-
gio também identifica o empregado nos registros de folha de pagamento. A Figura 3-1 mostra
um exemplo de cartão de ponto.
112 • CONTABILIDADE DE CUSTOS

EXEMPLO DO MUNDO REAL

COMPARTILHANDO OS GANHOS EM UMA EMPRESA DE CAIXAS

Uma empresa de Missouri que emprega aproximadamente 180 operários, e que fa-
brica caixas de papelão corrugado, contêineres de embarque, embalagens internas e mos-
tradores ilustra como o compartilhamento dos ganhos funciona na prática. Sob a pressão
dos clientes de um fabricante de equipamento original (FEO) para abaixar os preços, o
produtor de caixas foi forçado a empurrar a sua força de trabalho para uma produtividade
mais alta para poder cortar custos unitários, assim permitindo preços mais baixos.
O projeto de compartilhamento dos ganhos começou com um exame dos registros
de produção da empresa durante os últimos dois anos. Essa análise profunda descobriu
que os custos de mão-de-obra (incluindo supervisão, engenharia da fábrica, programação
e toda a mão-de-obra indireta) pairavam em torno de 37% do custo total. Quer dizer, para
cada $ 1 milhão de produtos corrugados, $ 370.000 iam para despesas relacionadas a mão-
de-obra. O objetivo era cortar esses custos.
Com um pouco de ajuda de peritos, a empresa foi em frente e projetou uma fórmu-
la para premiar a força de trabalho por conseguir abaixar os custos de mão-de-obra. A fór-
mula envolvida convenceu os trabalhadores de que se eles trabalhassem mais duro, mais
inteligentemente, mais organizados e com mais cuidado, reduzindo os custos de mão-
de-obra (digamos) para $ 300.000, as economias seriam de $ 70.000 sobre o próximo $ 1
milhão de rodada de produção. A economia (ganhos) naquele período seria compartilha-
da por igual: $ 35.000 para os trabalhadores, com um bônus de $ 194,44 para cada empre-
gado, e uma economia de $ 35.000 para a empresa. Os bônus dos empregados estavam
além da taxa salarial normal.
O padrão de produtividade foi estabelecido por uma investigação cuidadosa de ex-
periências passadas, mostrando quantas horas eram necessárias para a combinação de
produção média com volume de produção (boa). Um típico período básico foi escolhido
para servir como padrão. O fato de que experiências passadas envolveram uma combina-
ção de produtos corrugados, contêineres e mostradores que não duplicavam exatamente
a série atual de produção de produtos corrugados, não apresentava nenhum problema.
Os registros mostravam que a combinação se mantinha relativamente constante. Os ele-
mentos em comum – horas trabalhadas pela equipe ou unidades monetárias despendidas
em mão-de-obra – podiam ser extraídos e ainda servir como padrão.

Woodruff Imberman, “Is Gainsharing the Wave of the Future?” Management Accounting (nov. 1995), p. 35-9.

Cada entrada da fábrica pode ser uma estação de cartão de ponto com relógios de ponto e
um porta-cartões para cartões de ponto para os empregados designados para aquela entrada. O
cartão de ponto deve mostrar o horário de entrada e saída de cada empregado. Atualmente, re-
gistradores automáticos de tempo e cartões de ponto estão sendo substituídos por tecnologia
de códigos de barras. Códigos de barras são símbolos que podem ser processados eletronica-
mente para identificar números, letras, ou caracteres especiais. Cada empregado recebe um car-
tão de identificação com um código de barras que é lido por escaneadores óticos (coletores
eletrônicos) posicionados nas entradas das fábricas, assim registrando os horários de entrada e
saída no banco de dados do computador.
Capítulo 3 • CONTABILIDADE DA MÃO-DE-OBRA • 113

Figura 3-1 Cartão de Ponto do Empregado

Nome:
CPF:
Núm. do Departamento: 04 Núm. do Relógio: 2316
Semana Encerrada em: 16/02
Autorizado: Sé da Zilva
Dia Entrada Saída Entrada Saída Total Apenas para
uso da folha de
pagamento
Seg.
Ter.
Qua.
Qui.
Sex.
Sáb.
Dom.
Normais Taxa Normais Horas Total
15,00/hora 39,5/hora 592,50
Extras Extras

Ao se apresentar a uma estação de trabalho, o empregado recebe um registro de horas


(Figura 3-2) para registrar as horas trabalhadas em tarefas específicas. As horas gastas em cada ta-
refa podem ser entradas manualmente no registro de horas pelo empregado, um supervisor de
produção, ou um indivíduo do departamento de registro de tempo. Muitas empresas têm termi-
nais de computador localizados pela fábrica que, quando usados em conjunto com a tecnologia
de código de barras, podem entrar as distribuições de tempo do empregado diretamente no
computador sem a necessidade de uma cópia impressa.

Figura 3-2 Registro de Tempo (Diário)

Nome: Sé da Zilva Núm. do Relógio: 2316


Departamento: 04

Apenas para Uso da


Serviço ou Hora Hora
Horas Trabalhadas Folha de Pagamento
Tipo de de de
Trabalho Início Parada Normais Extras Taxas Total
Norm. Extras Ganho
402 8:00 12:00 4 15,00 60 00
437 1:00 4:00 3 15,00 45 00
Reparo de 4:00 5:00 1 15,00 15 00
Máquina

Data: Assinado por:


Empregado
Aprovado por:
Supervisor
114 • CONTABILIDADE DE CUSTOS

O registro de tempo mostra os horários de início e de parada do empregado em cada ser-


viço, a taxa de pagamento e o total de renda. Quando ocorrem transferências de serviços duran-
te o dia, as horas de transferências para, e de, serviços diferentes, são anotadas no registro. As
horas de mão-de-obra anotadas no registro de tempo devem ser aprovadas por um supervisor
porque o registro é o documento fonte para a alocação do custo de mão-de-obra nas ordens ou
departamentos no razão de custos e no razão de custos indiretos de fabricação. A preparação de
registros de tempo separados ou por unidade para cada ordem ou operação na qual um empre-
gado trabalha pode ser um requisito do sistema contábil (Figura 3-3). Cores diferentes podem
ser escolhidas para esses registros de tempo para facilitar a classificação dos registros nas catego-
rias de mão-de-obra direta ou indireta.
Depois que o empregado bate o ponto para entrar, o apontador de horas coleta os regis-
tros de tempo do dia anterior dos supervisores, e compara os registros de tempo e cartões de
ponto. O propósito dessa comparação é determinar se todo o tempo gasto pelo empregado na
fábrica está justificado. O total de tempo trabalhado, como demonstrado no cartão de ponto do
empregado, deve corresponder ao tempo relatado no registro de tempo. As discrepâncias de-
vem ser investigadas imediatamente. Se o cartão de ponto mostrar mais horas do que o registro
de tempo, a diferença é relatada como tempo ocioso. Algumas empresas comparam registros de
tempo com os cartões de ponto no final de cada turno em vez de esperar até o dia seguinte. Des-
sa forma, relatórios precisos sobre eficiência podem ser preparados à noite e estarão disponíveis
para o supervisor no início do dia seguinte.
O empregador precisa compensar o empregado pelo tempo gasto em tarefas designadas.
Quando o tempo não é totalmente utilizado, o empregador sofre uma perda como se um furto
de algum bem tangível tivesse acontecido. Portanto, se o tempo gasto na fábrica não foi produti-
vo, o tempo ocioso, junto com os motivos pelos quais ocorreu, deve ser registrado.

Figura 3-3 Registro de Tempo (Unidades)

Departamento Núm. do Relógio Nome


04 2316 Sé da Zilva

Ordem Descrição do Trabalho Engrenagem de 3 HP


402 Camisa Semi-acabada

Apenas para Uso da Folha de Pagamento

Parada Horas Extras Quantidade Total


12:00

Início Horas Normais


8:00 4 15,00 60,00

Data: 14/02
Assinado:
Empregado
Aprovado:
Supervisor
Capítulo 3 • CONTABILIDADE DA MÃO-DE-OBRA • 115

Depois que os cartões de ponto e registros de tempo foram comparados, os cartões são
devolvidos para os porta-cartões e os registros de tempo são encaminhados para a folha de pa-
gamento. As taxas de pagamento são lançadas e a renda bruta do empregado é computada e re-
gistrada nos registros de tempo. No final da semana, os cartões de ponto são removidos dos por-
ta-cartões, e o total de horas trabalhadas pelo empregado é computado e registrado. Os cartões
são então enviados para a folha de pagamento onde a taxa de pagamento e a renda bruta são re-
gistradas nos cartões de ponto e nos registros de folha de pagamento. Então, os cartões são ar-
quivados pelo nome ou número do empregado.
Relatórios de produção individual são usados em vez de registros de tempo quando os
custos de mão-de-obra são computados usando taxas por peças. Para cada empregado, um rela-
tório diário é preparado, mostrando as tarefas de trabalho por número de serviço, ou tipo de tra-
balho executado, e o número total de unidades acabadas. Depois da aprovação do supervisor, o
relatório é enviado para a folha de pagamento para computar a renda.

DEPARTAMENTO DA FOLHA DE PAGAMENTO

A responsabilidade primária do departamento da folha de pagamento é de computar os or-


denados e salários dos empregados. Isso envolve combinar os ordenados diários, determinar a
renda total e computar deduções e retenções para cada empregado.
O departamento precisa manter informações atuais com relação aos requisitos regulamenta-
dores que envolvem ordenados e salários porque uma quantia específica dos ordenados do empre-
gado está sujeita a deduções na fonte para o imposto de renda e INSS (Instituto Nacional da Seguri-
dade Social; veja Anexo, relativo à legislação brasileira ao final deste capítulo). Deduções adicionais,
aprovadas pelo empregado, podem ser tiradas para prêmios de seguro em grupo, contribuições sin-
dicais, contribuições para alguma anuidade que serve como abrigo fiscal, e assim por diante.

Registros da Folha de Pagamento. Formulários usados para registrar informações sobre a


renda podem variar consideravelmente de uma empresa para outra; no entanto, todos os formulá-
rios têm algumas características em comum. O registro da folha de pagamento mostrado na Fi-
gura 3-4 é para o período encerrado em 16 de fevereiro e fornece informações típicas. Este registro
monta e resume os dados da folha de pagamento de cada período, e serve como um registro sub-
sidiário para a preparação de um lançamento no diário geral. Por exemplo, o lançamento para re-
gistrar os dados da folha de pagamento que constam na Figura 3-4 seriam como a seguir:
D – Folha de Pagamento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.840,50
C – INSS – Encargos Sociais a Pagar. . . . . . . . . . . . . . .... 147,24
C – Imposto de Renda Retido na Fonte dos
Empregados a Recolher . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 386,11
C – Assistência Médica a Pagar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 120,00
C – Contas a Receber de Empregados . . . . . . . . . . . . . . . . . 50,00
C – Salários a Pagar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.137,15
Reconhecimento da folha de pagamento incorrida.

Registros de Renda dos Empregados. Além do registro da folha de pagamento, o de-


partamento da folha de pagamento mantém um registro para a renda de cada empregado. A Fi-
gura 3-5 mostra um registro de renda dos empregados. Esse registro cumulativo da renda
dos empregados é necessário para computar a quantia de renda do empregado que está sujeita
aos encargos sociais e outros impostos sobre a folha de pagamento.
116

Figura 3-4 Registro da folha de pagamento

Para o Período Encerrado em 16/02/20 – –

RENDIMENTOS
• CONTABILIDADE DE CUSTOS

NOME NÚM. RELÓGIO C/S NUM. DE TAXA NORMAIS EXTRAS RENDIMENTO


DEPENDENTES Horas Total Horas Total TOTAL

Donovan, P. 1987 C 0 14,00 40,0 560,00 0 00,00 560,00


Fry, R. 2403 C 2 16,00 40,0 640,00 2 48,00 688,00
Zilva, S. 2316 S 1 15,00 39,5 592,50 0 00,00 592,50

RETENÇÕES DEDUÇÕES PAGAMENTO LÍQUIDO

Rendimentos Base de Encargos Sociais Imposto de Renda** Número do Cheque Total do Cheque
Cálculo – INSS do INSS*
Federal Estadual Municipal Seguro de Saúde Outras

560,00 44,80 84,00 28,00 5,60 40,00 8441 357,60


688,00 55,04 103,20 34,00 6,88 40,00 50,00 - vale 8442 398,88
592,50 47,40 88,88 29,62 5 ,93 40,00 8443 380,67

** N. do R. Os encargos sociais recolhidos ao INSS, no Brasil, correspondem aos Impostos Relativos à Seguridade Social, nos Estados Unidos, denominados de FICA – Federal Insuran-
ce Contributions Act.
** N. do R. No Brasil, o Imposto de Renda é apenas Federal.
FIigura 3-5 Registro de renda dos empregados

16/02/20 – –

Número do Relógio: 2316 Nome do Empregado: Sé da Zilva Número do CPF: 123.456.789-87

Estado Civil: S Número de Dependentes: 1 Sexo: M Departamento: Oficina de Retificação Cargo: Operador Data de Nascimento: 04/04/47

Período Data Normais Extras Renda Seguro Núm. do


Núm. 19XX Taxa Horas Total Horas Total Total INSS Federal Estadual Municipal de Saúde Outros Cheque Total

1 05/01 14,40 40 576,00 576,00 43,20 86,40 28,80 5,76 40,00 7971 371,84

7 16/02 15,00 39,5 592,50 592,50 47,40 88,88 29,62 5,93 40,00 8443 380,67

Total Trimestre 4096,00 306,00 4402,00 330,15 660,30 220,10 44,02 280,00 50,00 2817,43
Capítulo 3 • CONTABILIDADE DA MÃO-DE-OBRA •
117
118 • CONTABILIDADE DE CUSTOS

Pagamento da Renda Líquida. O departamento da folha de pagamento envia o registro


da folha de pagamento (Figura 3-4) para o escritório do tesoureiro, que é responsável por fazer
os pagamentos aos empregados. Normalmente, a renda é paga em cheque ou crédito em conta
bancária. Um cheque para a quantia total a ser paga é emitido para criar um fundo especial da fo-
lha de pagamento do qual os empregados serão pagos. A conta especial é usada somente para a
folha de pagamento, e os cheques individuais da folha de pagamento, quando descontados, são
cobrados da conta especial. Pode-se estabelecer uma nova conta da folha de pagamento para ca-
da período da folha, numerando as contas seqüencialmente. Os cheques emitidos para cada pe-
ríodo da folha podem então ser identificados como pertencendo a um período especial da folha
de pagamento. Esse sistema facilita a reconciliação dos extratos bancários. O lançamento para re-
gistrar o pagamento líquido aos empregados seria como a seguir:

D – Salários a Pagar. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1137,15


C – Bancos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1137,15
Pagamento aos empregados.

Nas raras ocasiões em que os pagamentos aos empregados são feitos em dinheiro, um che-
que é descontado para a quantia total da renda líquida. O dinheiro é então dividido em quantias
ganhas por empregado individual. Essas quantias em dinheiro são colocadas em envelopes e dis-
tribuídas aos empregados. O recibo ou a assinatura do empregado é o reconhecimento de que
foi pago e quitado. Hoje em dia, muitos empregadores permitem que os empregados autorizem
o depósito eletrônico direto de sua renda líquida nas suas contas correntes.***

Agora, você deve estar apto a resolver o seguinte: Questões 1-10; Exercícios 3-1 a
3-3; e Problema 3-1.

CONTABILIZANDO CUSTOS DE MÃO-DE-OBRA E IMPOSTOS


E ENCARGOS SOCIAIS SOBRE FOLHA DE PAGAMENTO DOS
EMPREGADORES
Objetivo de Aprendizagem 3
Contabilizar custos de mão-de-obra e encargos sobre a folha de pagamento.

Para todos os empregados horistas normais, as horas trabalhadas devem ser registradas em
um registro de tempo ou em um relatório individual de produção. Os registros de tempo e rela-
tórios de produção são enviados diariamente para a folha de pagamento. O departamento da fo-
lha de pagamento coloca as taxas de pagamento e a renda bruta e envia os relatórios para a con-
tabilidade. Os contadores de custos separam os registros de tempo e os relatórios de produção,
e debitam os custos de mão-de-obra às ordens e departamentos apropriados, bem como aos
custos indiretos de fabricação. Essa análise dos custos da mão-de-obra é registrada em um resu-
mo dos custos de mão-de-obra (Figura 3-6) no razão de custos por ordem, e no razão de cus-
tos indiretos de fabricação.

*** N. do R. A rigor, o crédito em conta bancária por depósito comprova o pagamento ao empregado. Mas a Legislação exige
que a empresa mantenha em registros a quitação como comprovante, que são os Recibos de Pagamento. O comprovante
de depósito em conta bancária é aceito como comprovante de quitação segundo o artigo 464 da CLT, parágrafo único,
acrescentado pela lei 9.528/97.
Capítulo 3 • CONTABILIDADE DA MÃO-DE-OBRA • 119

Figura 3-6 Resumo de Custos de Mão-de-obra

Resumo de Custos de Mão-de-obra


Departamento Oficina de Retificação Mês Encerrado em 31 de maio de 20 – –

Débito Débito
Produtos em Processo Custos indiretos de Crédito
Data (Mão-de-obra direta fabricação (Mão-de-obra Folha de Pagamento
— horas normais) indireta e prêmio (Total)
por horas extras)

14/05 11.050 00 1.950 00 13.000 00

28/05 13.000 00 2.600 00 15.600 00

31/05 3.900 00 780 00 4.680 00

Empregados mensalistas, como supervisores de departamentos, não precisam bater o pon-


to ou preparar registros de tempo diários. A folha de pagamento envia uma lista de empregados
mensalistas para a contabilidade mostrando os nomes dos empregados, a natureza do trabalho
executado e os salários. O departamento de contabilidade registra a renda no resumo de custos
de mão-de-obra e em contas do razão de custos indiretos de fabricação, porque os empregados
mensalistas da fábrica são mão-de-obra indireta.
O resumo dos custos de mão-de-obra se torna a fonte para fazer um lançamento no diário
geral para distribuir a folha de pagamento às contas apropriadas:

D – Produtos em Processo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 27.950


D – CIF . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5.330
C – Folha de Pagamento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 33.280
Distribuição da folha de pagamento.

O lançamento é então contabilizado para as contas de controle, Produtos em Processo e


Custos Indiretos de Fabricação, no razão geral. Os registros de tempo e os relatórios individuais
de produção foram usados para registrar os custos de mão-de-obra nos razões subsidiários de
custo por ordem e razões de CIF e no resumo de custos de mão-de-obra. Portanto, o débito pa-
ra a conta de controle de produtos em processo deve ser igual ao custo de mão-de-obra direta
debitado nas ordens, e o débito da conta de controle de CIF deve ser igual aos custos de mão-de-
obra registrados no razão de CIF da fábrica.
Ao preparar o resumo de custos de mão-de-obra dos registros de tempo, qualquer hora ex-
tra precisa ser separada do tempo normal do empregado porque o tratamento contábil pode ser
diferente para cada tipo de pagamento. Horas normais, trabalhadas por mão-de-obra direta, são
debitadas em Produtos em Processo. Pagamento de horas extras pode ser debitado em Produtos
120 • CONTABILIDADE DE CUSTOS

em Processo, Custos Indiretos de Fabricação, ou alocado parcialmente em Produtos em Proces-


so e parcialmente em Custos Indiretos de Fabricação. A distribuição de horas extras depende das
condições que criam a necessidade por horas extras.
Se um empregado trabalha além do tempo normalmente programado, mas é pago a uma
taxa horária normal, o pagamento extra é chamado de pagamento de horas extras. Se uma
taxa adicional for permitida para as horas extras trabalhadas, a taxa adicional recebida é chama-
da de prêmio por horas extras. Essa taxa prêmio é somada à taxa normal do empregado pe-
las horas adicionais trabalhadas. Muitas vezes, a taxa prêmio é a metade da taxa normal, resul-
tando em uma taxa total por hora que equivale a 150% da taxa normal. Sob essas circunstâncias,
o pagamento de horas extras muitas vezes é chamado de pagamento de “tempo e meio”. Em al-
guns casos, o prêmio por horas extras pode ser igual à taxa normal, resultando em pagamento
“dobrado”.
Para ilustrar como uma folha de pagamento é computada onde um prêmio por horas ex-
tras é um fator, suponha que um empregado normalmente ganha $ 10 por hora para um dia de
8 horas. Se vier a ser chamado para trabalhar mais do que 8 horas em um dia de trabalho, a em-
presa paga tempo e meio pelas horas extras. Supondo que o empregado trabalha 12 horas na se-
gunda-feira, a renda seria computada como a seguir:

Mão-de-obra direta – 8 horas a $ 10 . . . . . . . . . . . . . . . ..... $ 80


Mão-de-obra direta – 4 horas a $ 10 . . . . . . . . . . . . . . . ..... $ 40
Custos indiretos de fabricação (prêmio por horas extras) –
4 horas a $ 5 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ..... 20 60
Renda Total . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ..... $ 140

A análise acima mostra que a taxa normal de pagamento foi usada para debitar Produtos em
Processo pelo custo da mão-de-obra direta de $ 120. A taxa adicional foi usada para calcular o
custo de $ 20 pelas horas extras, que foi debitado em CIF. Como o débito do prêmio por horas
extras é para a conta de CIF, todas as ordens processadas durante o período recebem o custo
dos prêmios sobre horas extras pago. Se o contrato por ordem estipulasse que era um pedido de
urgência e os prêmios por horas extras resultassem das limitações de tempo no contrato, seria
apropriado debitar o prêmio pago à ordem específica processada durante o período de horas ex-
tras, em vez de para uma conta de CIF.

ENCARGOS SOCIAIS DO EMPREGADOR

Os encargos sociais sobre a folha de pagamento cobrados de empregadores incluem


os encargos sociais previdenciários e os impostos federais e estaduais de seguro desemprego.
Periodicamente, os empregadores precisam declarar e pagar os impostos para as agências do go-
verno apropriadas. Empregadores que deixam de apresentar as declarações exigidas ou de pagar
os impostos devidos estão sujeitos a penalidades cíveis, e em alguns casos criminais.
A Lei Federal de Contribuições de Seguro Previdenciário (FICA) requer que os em-
pregadores paguem contribuições sociais de previdência social sobre salários e ordenados iguais
à quantia retida da renda de empregados. Portanto, os empregadores e empregados comparti-
lham por igual o custo do programa de previdência social. A FICA inclui uma contribuição social
para financiar os programas federais para idosos, sobreviventes, seguro contra invalidez (OASDI
– Old Age, Survivors and Disability Insurance) e o programa de Medicare (seguro de saúde pa-
ra idosos). A legislação que governa a FICA é emendada com freqüência. As emendas mudam a
Capítulo 3 • CONTABILIDADE DA MÃO-DE-OBRA • 121

base salarial sujeita à FICA e a taxa percentual de contribuição a ser cobrada. Por exemplo, em
1980, a taxa de contribuição para o empregador era de 6,13%, e a base salarial era de $ 25.900. Pa-
ra 1997, a taxa de contribuição FICA era de 7,65% sobre os primeiros $ 65.400 em renda anual;
renda acima dos $ 65.400 era taxada a 1,45% para o programa de Medicare. (Devido à incerteza
que cerca tanto a taxa quanto a base salarial, uma taxa arbitrária de impostos FICA de 8% será
aplicada aos primeiros $ 70.000 de renda em todas as discussões, exemplos e problemas neste li-
vro. Rendas acima dos $ 70.000 não serão taxadas. A taxa e base salarial arbitrárias que foram es-
colhidas irão simplificar os cálculos de contribuições relativas à FICA, mas não são um prognós-
tico de legislação futura que pode alterar o sistema de previdência social).****
A Lei Federal do Imposto para Seguro Desemprego (FUTA – Federal Unemploy-
ment Tax Act) exige que os empregadores paguem uma taxa estabelecida de contribuições so-
bre salários e ordenados para fornecer compensação aos empregados caso sejam demitidos de
seus empregos normais. Para 1998, os empregadores estavam sujeitos a uma contribuição de
6,2%, que pode ser reduzida para 0,8% como crédito por um imposto estadual para seguro de-
semprego, sobre os primeiros $ 7.000 de salários e ordenados pagos a cada empregado durante
o ano civil.
No entanto, na verdade, benefícios de desemprego são pagos por estados individuais e não
pelo governo federal. Desde 1998, a máxima taxa estadual reconhecida pelo sistema federal de
seguro desemprego era de 5,4% sobre os primeiros $ 7.000 de renda anual de cada empregado,
destinada ao governo estadual a fim de acumular fundos para pagar por compensação de desem-
prego. Cada estado tem as suas próprias leis sobre impostos para o seguro desemprego, embo-
ra tais leis precisem estar em conformidade com certos requisitos estabelecidos sob a FUTA. As
taxas de impostos e as bases salariais variam entre os estados, e a quantia real de impostos fede-
rais e estaduais para o seguro desemprego que são pagos depende de diversos fatores, incluin-
do uma taxa de experiência para um empregador que fornece emprego estável que pode resul-
tar em uma taxa estadual substancialmente abaixo do máximo de 5,4%. (Devido à variação entre
os estados, e devido ao fato de os impostos FUTA serem sujeitos a emendas, os exemplos, exer-
cícios e problemas neste livro irão supor uma taxa de 4% para os impostos estaduais e uma taxa
de 1% para os impostos federais. Essas taxas de imposto serão aplicadas aos primeiros $ 8.000 de
renda anual de um empregado.
Os impostos sobre a folha de pagamento do empregador são diretamente relacionados
aos custos da mão-de-obra direta e da mão-de-obra indireta, e teoricamente devem ser debita-
dos nessas categorias de custos de mão-de-obra. No entanto, devido à despesa e ao tempo adi-
cional que tais alocações exigiriam, normalmente é mais prático registrar todos os impostos da
folha de pagamento relacionados à fábrica como custos indiretos de fabricação. O lançamento
para registrar os impostos da folha de pagamento para a folha de pagamento na Figura 3-4, su-
pondo que nenhum empregado excedeu o máximo para impostos para o seguro desemprego,
seria o seguinte:

D – Custos Indiretos de Fabricação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 239,27


C – Encargos Sociais a Paga . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 147,24
C – Encargos Sociais para Seguro Desemprego a Pagar . . . . 18,41
C – Encargos Sociais Estaduais para Seguro Desemprego a Pagar 73,62
Reconhecimento de encargos sociais da folha de pagamento.

**** N. do R. Veja Anexo sobre a Legislação Brasileira ao final deste capítulo.


122 • CONTABILIDADE DE CUSTOS

ILUSTRAÇÃO DA CONTABILIDADE DE CUSTOS DE MÃO-DE-OBRA

A Companhia de Manufatura Morton paga os seus empregados a cada duas semanas. Se-
gunda-feira, dia 1 de maio, é o início de um novo período da folha de pagamento. A empresa
mantém os seguintes registros:

Registro da folha de pagamento


Registros de renda dos empregados
Diário geral
Razão geral
Razão do custo por ordem
Razão de custos indiretos de fabricação

A Morton usa as seguintes contas do razão geral na contabilidade de custos de mão-de-


obra:

Caixa
Produtos em Processo
Salários a Pagar
Encargos Sociais (FICA) (INSS) a Pagar
Imposto de Renda Retido na Fonte a Recolher
Seguro Desemprego Federal (FUTA) a Pagar
Seguro Desemprego Estadual (SUTA) a Pagar
Prêmios de Seguro de Saúde a Pagar
Folha de Pagamento
Custos Indiretos de Fabricação
Salários de Vendas
Salários Administrativos
Despesa de Encargos Sociais sobre Folha de Pagamento – Salários de Vendas
Despesa de Encargos Sociais sobre Folha de Pagamento – Salários Administrativos

As taxas de encargos sociais sobre a folha de pagamento e de retenção, e as bases salariais


que são aplicáveis seguem:
Taxas
Salários/
Retenção do Enc. Sociais do Ordenados
Empregado Empregador Anuais
Sujeitos a
Encargos

Imposto de renda federal . . . . . . . . . . . Progressivo* 100%


INSS (FICA). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8% 8% $ 70.000
Seguro desemprego federal . . . . . . . . . 1% $ 8.000
Seguro desemprego estadual . . . . . . . . 4% $ 8.000
* Retenções de imposto de renda federal são determinadas de tabelas. Impostos de renda estaduais e municipais não são
mostrados neste exemplo.

O seguinte resumo da folha de pagamento é preparado pelo departamento da folha de pa-


gamento e enviado para a contabilidade para ser lançado:
Capítulo 3 • CONTABILIDADE DA MÃO-DE-OBRA • 123

Resumo da Folha de Pagamento


Para o Período de 1-14 de Maio
Empregados
Empregados Administrativos
da Fábrica e de Vendas Total
Renda bruta. . . . . . . . . . . . . . . ....... $ 100.000 $ 30.000 $ 130.000
Retenções e deduções:
INSS (FICA) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 8.000 $ 2.400 $ 10.400
Imposto de renda . . . . . . . . . . . . . . . 11.250 3.500 14.750
Prêmios de seguro de saúde . . . . . . . . 2.100 700 2.800
Total . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 21.350 $ 6.600 $ 27.950
Renda líquida . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 78.650 $ 23.400 $ 102.050

Após verificar os dados, um lançamento no diário geral registra a folha de pagamento:

(A) D – Folha de Pagamento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 130.000


C – Encargos Sociais a Pagar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10.400
C – Imposto de Renda dos Empregados a Pagar . . . . . . . 14.750
C – Prêmios de Seguro de Saúde a Pagar . . . . . . . . . . . 2.800
C – Salários a Pagar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 102.050
Folha de pagamento incorrida no período encerrado em 14 de maio.

Para registrar o pagamento da renda líquida aos empregados, o seguinte lançamento preci-
sa ser feito:
(B) D – Salários a Pagar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 102.050
C – Caixa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 102.050
Pagamento da folha de pagamento para o período encerrado em 14 de maio.

O seguinte resumo dos custos de mão-de-obra e resumo dos encargos sociais sobre a folha
de pagamento fornece as informações necessárias para distribuir o total da folha de pagamento
de $ 130.000 para as contas apropriadas e para registrar os encargos sociais patronais sobre a fo-
lha de pagamento para o período.

Programação de Renda e Impostos sobre a Folha de Pagamento


para o Período de 1-14 de Maio da Folha

Encargos Sociais do
Total Seguro Desemprego
de Encargos
Renda INSS Federal Estadual Sobre a
Empregados Bruta 8% 1% 4% Folha
Não de Fábrica
Vendas . . . . . . . . . . . . . . . . $ 20.000 $ 1.600 $ 200 $ 800 $ 2.600
Administrativas . . . . . . . . . . 10.000 800 100 400 1.300
$ 30.000 $ 2.400 $ 300 $ 1.200 $ 3.900
124 • CONTABILIDADE DE CUSTOS

Empregados da Fábrica
Mão-de-obra Direta:
Normais . . . . . . . . . . . . . $ 85.000 $ 6.800 $ 850 $ 3.400 $ 11.050
Prêmios/Horas Extras. . . . 10.000 800 100 400 1.300
Mão-de-obra Indireta . . . . . . 5.000 400 50 200 650
..................... $ 100.000 $ 8.000 $ 1.000 $ 4.000 $ 13.000
Total . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 130.000 $ 10.400 $ 1.300 $ 5.200 $ 16.900

As distribuições da folha de pagamento e dos encargos sociais do empregador sobre a fo-


lha de pagamento são registradas da seguinte maneira:

(C) D – Produtos em Processo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 85.000


C – Custos Indiretos de Fabricação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15.000*
D – Salários de Vendas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20.000
D – Salários Administrativos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10.000
C – Folha de Pagamento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 130.000
Folha de pagamento distribuída para o período encerrado em 14 de maio.
* Prêmio de horas extras ($ 10.000) + mão-de-obra indireta da fábrica ($ 5.000)

(D) D – Custos Indiretos de Fabricação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13.000**


D – Despesa de Encargos Sociais sobre Folha de Pagamento /
Salários de Vendas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2.600***
D – Despesa de Encargos Sociais sobre Folha de Pagamento /
Salários Administrativos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.300****
C – Encargos Sociais a Pagar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10.400
C – Seguro Desemprego Federal a Pagar . . . . . . . . . . . . 1.300
C – Seguro Desemprego Estadual a Pagar . . . . . . . . . . . 5.200
Encargos sociais sobre a folha de pagamento do empregador reconhecidos para o
período encerrado em 14 de maio.
** FICA ($ 8.000) + FUTA ($ 1.000) + SUTA ($ 4.000)
*** FICA ($ 1.600) + FUTA ($ 200) + SUTA ($ 800)
**** FICA ($ 800) + FUTA ($ 100) + SUTA ($ 400)

A seguir estão as contas do razão geral que refletem os lançamentos relacionados ao perío-
do da folha de pagamento de 1-14 de maio:

Caixa Produtos em Processo

(B) 102.050 (C) 85.000

Salários a Pagar Enc. Sociais (FICA) a Pagar

(B) 102.050 (A) 102.050 (A) 10.400


(D) 10.400
Capítulo 3 • CONTABILIDADE DA MÃO-DE-OBRA • 125

I IRR Fonte dos Empregados a Recolher FUTA a Pagar

(A) 14.750 (D) 1.300

SUTA a Pagar Prêmios de Seguro de Saúde a Pagar

(D) 5.200 (A) 2.800

Folha de Pagamento Custos Indiretos de Fabricação

(A) 130.000 (C) 130.000 (C) 15.000


(D) 13.000

Salários de Vendas Salários Administrativos

(C) 20.000 (C) 10.000

Despesa de Encargos Sociais Sobre Despesa de Encargos Sociais Sobre Folha


Folha de Pagamento – Salários de Vendas de Pagamento – Salários Administrativos

(D) 2.600 (D) 1.300

O próximo período da folha de pagamento é de 15 de maio a 28 de maio. No final do perío-


do de duas semanas, a seguinte programação é preparada para a folha de pagamento:

Resumo da Folha de Pagamento para o Período de 15-28 de Maio


Empregados
Empregados Administrativos
da Fábrica e de Vendas Total
Renda bruta. . . . . . . . . . . . . . . ....... $ 120.000 $ 30.000 $ 150.000
Retenções e deduções:
Encargos sociais (FICA) . . . . . . . . . . . $ 9.600 $ 2.400 $ 12.000
Imposto de renda . . . . . . . . . . . . . . . 13.000 3.500 16.500
Prêmios de seguro de saúde . . . . . . . . 2.300 700 3.000
Total. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 24.900 $ 6.600 $ 31.500
Renda líquida . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 95.100 $ 23.400 $ 118.500

Os dados da folha de pagamento são verificados, e um lançamento no diário geral é prepa-


rado, como a seguir:
(E) D – Folha de Pagamento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 150.000
C – Encargos Sociais a Pagar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12.000
C – IRR Fonte a Recolher . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16.500
C – Prêmios de Seguro de Saúde a Pagar . . . . . . . . . . . . 3.000
C – Salários a Pagar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 118.500
Folha de pagamento incorrida no período encerrado em 28 de maio.
126 • CONTABILIDADE DE CUSTOS

O pagamento da renda líquida aos empregados requer o seguinte lançamento:


(F) D – Salários a Pagar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 118.500
C – Caixa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 118.500
Folha de pagamento paga para o período encerrado em 28 de maio.

O seguinte resumo de custos de mão-de-obra e resumo dos encargos sociais sobre a folha
de pagamento fornece as informações necessárias para distribuir o total da folha de pagamento
de $ 150.000 para as contas apropriadas e para registrar os encargos sociais sobre a folha de pa-
gamento do empregador para o período.

Programação de Renda e Encargos Sociais sobre Folha de Pagamento


para o Período de 15-28 de Maio da Folha

Encargos Sociais de
Seguro Desemprego
Total de
Encargos
Sobre a
Renda INSS Federal Estadual Folha de
Empregados Bruta 8% 1% 4% Pagamento
Não de Fábrica
Vendas. . . . . . . . . . . . . . . . $ 20.000 $ 1.600 $ 200 $ 800 $ 2.600
Administrativas . . . . . . . . . . 10.000 800 100 400 300
$ 30.000 $ 2.400 $ 300 $ 1.200 $ 3.900

Empregados de Fábrica
Mão-de-obra Direta:
Normais . . . . . . . . . . . . $ 100.000 $ 8.000 $ 1.000 $ 4.000 $ 13.000
Prêmios/Horas Extras . . . 12.000 960 120 480 1.560
Mão-de-obra Indireta . . . . . . 8.000 640 80 320 1.040
$ 120.000 $ 9.600 $ 1.200 $ 4.800 $ 15.600
Total. . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 150.000 $ 12.000 $ 1.500 $ 6.000 $ 19.500

A distribuição da folha de pagamento e encargos sociais sobre a folha de pagamento do


empregador são registrados como a seguir:

(G) D – Produtos em Processo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 100.000


D – Custos Indiretos de Fabricação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20.000*
D – Salários de Vendas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20.000
D – Salários Administrativos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10.000
C – Folha de Pagamento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 150.000
Folha de Pagamento distribuída para o período encerrado em 28 de maio.
* Prêmio por horas extras ($ 12.000) + mão-de-obra indireta de fábrica ($ 8.000).
Capítulo 3 • CONTABILIDADE DA MÃO-DE-OBRA • 127

(H) D – Custos Indiretos de Fabricação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15.600


D – Despesa de Encargos Sociais sobre Folha de Pagamento /
Salários de Vendas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2.600
D – Despesa de Encargos Sociais sobre Folha de Pagamento /
Salários Administrativos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.300
C – Encargos Sociais a Pagar . . . . . . . . . . . . . . . . . 12.000
C – FUTA a Pagar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.500
C – SUTA a Pagar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6.000

Encargos sociais sobre folha de pagamento do empregador reconhecidos para o período


encerrado em 28 de maio.

PROVISÕES SOBRE FOLHA DE PAGAMENTO


Objetivo de Aprendizagem 4
Preparar provisões para rendimentos e encargos sobre a folha de pagamento.

Quando a data da demonstração financeira não coincide com a data de encerramento de


um período da folha de pagamento, uma provisão para os rendimentos e despesas de encargos
sociais sobre folha de pagamento deve ser feita. As computações da provisão não incluirão as re-
tenções dos empregados porque não afetam a renda do empregador ou os passivos totais a se-
rem declarados. No entanto, os encargos sociais do empregador sobre a folha de pagamento são
provisionados para evitar a sub-avaliação de despesas e obrigações para aquele período.
O próximo período da folha de pagamento para a Companhia de Manufatura Morton co-
meça no dia 29 de maio e encerra-se no dia 11 de junho. No entanto, as demonstrações financei-
ras que devem ser preparadas para maio exigirão uma provisão para a renda e encargos sociais
sobre folha de pagamento para o período de 29-31 de maio. A renda dos empregados e os im-
postos sobre a folha de pagamento para o período de provisão são mostrados aqui, seguido pe-
los lançamentos diários para registrar e distribuir a folha de pagamento acumulada e para regis-
trar os encargos sociais do empregador sobre a folha de pagamento.

Programação de Renda e Encargos Sociais sobre a Folha de Pagamento


para o Período de 29-31 de Maio da Folha

Encargos Sociais de
Seguro Desemprego
Total de
Encargos
Renda INSS Federal Estadual Sobre a
Bruta 8% 1% 4% Folha de
Empregados Pagamento
não de Fábrica
Vendas. . . . . . . . . . . . . . . . $ 6.000 $ 480 $ 60 $ 240 $ 780
Administrativas . . . . . . . . . . 3.000 240 30 120 390
$ 9.000 $ 720 $ 90 $ 360 $ 1.170
128 • CONTABILIDADE DE CUSTOS

Empregados de Fábrica
Mão-de-obra Direta:
Normais . . . . . . . . . . . . $ 30.000 $ 2.400 $ 300 $ 1.200 $ 3.900
Prêmios/Horas Extras . . . 4.000 320 40 160 520
Mão-de-obra Indireta . . . . . . 2.000 160 20 80 260
$ 36.000 $ 2.880 $ 360 $ 1.440 $ 4.680
Total. . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 45.000 $ 3.600 $ 450 $ 1.800 $ 5.850

(I) D – Folha de Pagamento. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 45.000


C – Salários a Pagar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 45.000
Folha de pagamento incorrida para 29-31 de maio.

(J) D – Produtos em Processo. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 30.000


D – Custos Indiretos de Fabricação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6.000*
D – Salários de Vendas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6.000
D – Salários Administrativos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3.000
C – Folha de Pagamento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 45.000
Folha de pagamento distribuída no período de 29-31 de maio.
* Prêmio por horas extras ($ 4.000) + mão-de-obra indireta ($ 2.000).

(K) D – Custos Indiretos de Fabricação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4.680


D – Despesa de Encargos Sociais sobre Folha de Pagamento /
Salários de Vendas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 780
D – Despesa de Encargos Sociais sobre Folha de Pagamento /
Salários Administrativos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 390
C – Encargos Sociais a Pagar . . . . . . . . . . . . . . . . . 3.600
C – FUTA a Pagar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 450
C – SUTA a Pagar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.800
Encargos sociais do empregador sobre folha de pagamento no período de 29-31 de maio.

Antes das transações de junho serem registradas, o lançamento para a provisão da folha de
pagamento deve ser revertido:

(L) D – Salários a Pagar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 45.000


C – Folha de Pagamento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 45.000
Reversão do lançamento de ajuste do dia 31 de maio da provisão da folha de pagamento.

A quantia ganha pelos empregados durante o período de 29-31 de maio é uma parte do to-
tal de custos e despesas para produção, vendas e administração do mês de maio. No entanto, os
empregados não serão pagos até o dia 11 de junho para o período da folha de pagamento de 29
de maio a 11 de junho. O saldo credor na conta da folha de pagamento, criado pelo lançamento
de reversão, assegurará que apenas os custos da folha de pagamento acumulados durante o pe-
ríodo de 1 de junho a 11 de junho estejam incluídos nos custos de produção de junho, despesas
de vendas e administração. As contas do razão irão parecer como as seguintes depois de conta-
bilizar todos os lançamentos acima:
Capítulo 3 • CONTABILIDADE DA MÃO-DE-OBRA • 129

Caixa Produtos em Processo

(B) 102.050 (C) 85.000


(F) 118.500 (G) 100.000
(J) 30.000
215.000

Salários a Pagar Encargos Sociais a Pagar

(B) 102.050 (A) 102.050 (A) 10.400


(F) 118.500 (E) 118.500 (D) 10.400
(L) 45.000 (I) 45.000 (E) 12.000
(H) 12.000
(K) 3.600
48.400

IRR Fonte dos Empregados a Recolher FUTA a Pagar

(A) 14.750 (D) 1.300


(E) 16.500 (H) 1.500
31.250 (K) 450
3.250

SUTA a Pagar Prêmios de Seguro de Saúde a Pagar

(D) 5.200 (A) 2.800


(H) 6.000 (E) 3.000
(K) 1.800 5.800
13.000

Folha de Pagamento Custos Indiretos de Fabricação

(A) 130.000 (C) 130.000 (C) 15.000


(E) 150.000 (G) 150.000 (D) 13.000
(I) 45.000 (J) 45.000 (G) 20.000
325.000 (L) 45.000 (H) 15.600
370.000 (J) 6.000
45.000 (K) 4.680
74.280

Salários de Vendas Salários Administrativos

(C) 20.000 (C) 10.000


(G) 20.000 (G) 10.000
(J) 6.000 (J) 3.000
46.000 23.000
130 • CONTABILIDADE DE CUSTOS

Despesa de Encargos Sociais Sobre Despesa de Encargos Sociais Sobre Folha


Folha de Pagamento – Salários de Vendas de Pagamento – Salários Administrativos

(D) 2.600 (D) 1.300


(H) 2.600 (H) 1.300
(K) 780 (K) 390
5.980 2.990

Agora, você deve estar apto a resolver o seguinte: Questões 11-17, Exercícios 3-4 a
3-11; Problemas 3-2 a 3-9.

PROBLEMAS ESPECIAIS DE CUSTOS DE MÃO-DE-OBRA


Objetivo de Aprendizagem 5
Contabilizar problemas especiais de custo de mão-de-obra.

Um empregador pode ser obrigado a justificar uma variedade de custos relacionados à


mão-de-obra que não se enquadram na rotina normal de contabilidade de custos da folha de pa-
gamento. Esses custos especiais podem incluir prêmios sobre turnos de trabalho, pensões, gra-
tificações e pagamento de férias e feriados. Se encontrados, o empregador deve sistematicamen-
te registrar e reconhecer cada um desses custos como um custo do processo de produção.
Algumas empresas identificam os benefícios indiretos concedidos aos trabalhadores diretos com
a ordem específica em processamento (Produtos em Processo), enquanto outras alocam os be-
nefícios indiretos concedidos a todas as ordens trabalhadas durante o período (Custos Indiretos
de Fabricação). Teoricamente, é mais correto rastrear os custos desses benefícios indiretos às or-
dens específicas porque se trabalhadores com maiores salários, com os seus benefícios indire-
tos, são exigidos para certas ordens, aquelas ordens devem também arcar com uma quantia
maior dos custos dos benefícios indiretos.

PRÊMIOS SOBRE TURNOS DE TRABALHO

Um turno de trabalho é definido como um período de trabalho regularmente progra-


mado para um número designado de horas. Se uma empresa dividir cada dia de trabalho em
dois ou três turnos de oito horas, os empregados trabalhando em turnos além do turno diur-
no normal podem receber um pagamento adicional, chamado de um prêmio por turnos de
trabalho. Por exemplo, suponha que uma empresa opera três turnos: o turno diurno, das
8:00 às 16:00; o turno da tarde, das 16:00 à meia-noite; e o turno da noite, da meia-noite às
8:00 da manhã. A empresa paga um adicional de $ 1,00 por hora para os empregados que tra-
balham no turno da tarde, e um adicional de $ 1,50 para aqueles que trabalham no turno da
noite. Os custos adicionais da folha de pagamento para os prêmios sobre turnos de trabalho
não aumentam a produtividade dos turnos, mas são pagos devido aos ajustes sociais e outros
estilos de vida exigidos dos empregados dos turnos mais tardios. Os horários de sono e de tra-
balho que são “fora do normal” privam os trabalhadores de participarem de muitas rotinas e
atividades sociais estabelecidas e normais. Os prêmios sobre turnos de trabalho são projeta-
dos para atrair trabalhadores para esses turnos mais tardios que são programados pela empre-
Capítulo 3 • CONTABILIDADE DA MÃO-DE-OBRA • 131

sa. Na verdade, o nível de produtividade dos trabalhadores diurnos normalmente excede a


produtividade dos trabalhadores de turnos mais tardios, embora estes últimos sejam pagos a
taxas mais altas. Para evitar uma distorção no custeio de produtos dependendo da hora do dia
em que foram processados, prêmios sobre turnos de trabalho são normalmente debitados em
Custos Indiretos de Fabricação e alocados para todas as ordens processadas durante o perío-
do, independente do turno.

CUSTOS DE PENSÃO DOS EMPREGADOS

Os custos de pensão têm origem em um acordo entre a empresa e o seu grupo de em-
pregados, pelo qual a empresa promete fornecer uma renda aos empregados depois que estes
se aposentam. A quantia dos benefícios de pensão pagos a um empregado aposentado é normal-
mente baseada no nível passado de renda do empregado e o seu tempo de serviço com a empre-
sa. Planos previdenciários sem contribuição são completamente custeados (pagos) pela
empresa. Planos previdenciários com contribuição requerem uma contribuição parcial do
empregado. Normalmente, quando um plano de pensão é iniciado, ele é retroativo e reconhece
os anos anteriores de serviço de cada empregado com a empresa.
Uma provisão básica de todos os planos é de sistematicamente provisionar, sobre o perío-
do de serviço ativo, o total do custo estimado da pensão da data inicial do plano de pensão até
a data de aposentadoria do empregado. Por exemplo, se um empregado trabalha uma semana
de 40 horas e a empresa incorrer em um custo de pensão de $ 2 por hora, a quantia do custo da
pensão que pode ser debitada do período da folha de pagamento para esse empregado é de
$ 80. Os custos de pensão relativos aos empregados da fábrica poderiam ser debitados em Des-
pesas Gerais ou Administrativas sob a premissa de que os custos de pensão são benéficos para
a empresa como um todo. No entanto, também é considerado apropriado debitar custos de
pensão diretamente para o departamento do empregado individual, ou ratear o custo das pen-
sões, usando um percentual do total da folha de pagamento, para todos os departamentos den-
tro da empresa.

GRATIFICAÇÃO

Empregados podem receber pagamentos de gratificação por uma variedade de ra-


zões, como lucros mais altos do que o normal da empresa, excedendo cotas departamentais
de vendas ou produção, ou qualquer outra realização que a empresa achar que merece um
pagamento adicional. Planos de gratificação podem incluir alguns, ou todos os empregados.
Geralmente, o custo de gratificações é debitado do departamento no qual o empregado tra-
balha. Portanto, gratificações dos trabalhadores da fábrica são debitados em Custos Indire-
tos de Fabricação, gratificações de empregados de vendas são debitados em Despesas de
Vendas, etc.

PAGAMENTO DE FÉRIAS E FERIADOS

Todos os empregados permanentes de uma empresa esperam um período de férias a cada


ano que será pago pelo empregador. Normalmente, o pagamento de férias é ganho gradual-
mente pelo empregado por dia trabalhado no serviço.
132 • CONTABILIDADE DE CUSTOS

Planos de férias geralmente estipulam que a um empregado será concedido um período


especificado de férias pagas a cada ano por serviços prestados durante o ano. O custo de férias é
acumulado durante o ano e designado ao departamento do empregado. Por exemplo, suponha
que um empregado ganha $ 600 por semana e tem direito a um programa de férias de quatro se-
manas. O custo total das férias para a empresa seria de $ 2.400. O departamento do empregado
seria debitado em $ 50 ($ 2.400/48 semanas) por despesas de pagamento de férias a cada sema-
na que o empregado trabalhar.
Pagamento de feriados é baseado em um acordo entre a administração e os empregados
da empresa. O argumento estipula que, durante o ano, certos feriados serão pagos pela empre-
sa, mas não são dias de trabalho do empregado.

CONTABILIDADE PARA PAGAMENTO DE GRATIFICAÇÕES, FÉRIAS


E FERIADOS

Para ilustrar a contabilidade para pagamento de gratificação, férias e feriados, suponha que
um trabalhador da fábrica, que está classificado como mão-de-obra direta, ganha $ 700 por sema-
na. Além disso, o trabalhador receberá uma gratificação de $ 1.000 no final do ano, duas semanas
de férias pagas, e cinco feriados pagos. O seguinte lançamento registra a folha de pagamento se-
manal e os custos e os passivos relativos ao pagamento da gratificação, férias e feriados como
uma despesa das 50 semanas que o empregado realmente trabalhou.

D – Produtos em Processo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 700


D – CIF (Gratificação)*. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20
D – CIF (Férias)** . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 28
D – CIF (Feriados)*** . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14
C – Folha de Pagamento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 700
C – Provisão de Gratificação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20
C – Provisão de Férias. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 28
C – Provisão de Feriados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14
Despesas de folha de pagamento incorrida relativo a gratificação, férias e feriados.
* Gratificação: $ 1.000/50 semanas = $ 20 por semana
** Pagamento de Férias: ($ 700 por semana ⫻ 2 semanas)/50 semanas = $ 28 por semana
*** Pagamento de Feriados: $ 140 por dia ⫻ 5 feriados pagos = $ 700
$ 700/50 semanas = $ 14 por semana

Note no exemplo acima que a conta de Custos Indiretos de Fabricação foi debitada pelo
custo da gratificação, férias e feriados. Se os benefícios indiretos dos trabalhadores tivessem
sido rastreados às ordens individuais, a conta de Produtos em Processo teria sido debitada. Se
esses benefícios tivessem sido relativos a empregados de vendas, ou empregados gerais do
escritório, as contas de Salários de Vendas e Salários Administrativos teriam sido debitadas, res-
pectivamente.

Agora, você deve estar apto a resolver o seguinte: Questões 18-22; Exercício
3-12; Problemas 3-10 e 3-11.
Capítulo 3 • CONTABILIDADE DA MÃO-DE-OBRA • 133

TERMOS-CHAVE

Composição garantida Pagamento de férias


Cartão de ponto Pagamento de horas extras
Códigos de barra Plano de incentivo salarial
Custos de pensão Plano de compartilhar ganhos
Departamento da folha de pagamento Plano de taxa por hora
Departamento de registro de tempo Plano de taxa por peça
Equipes de trabalho de produção Plano previdenciário com contribuição
Escaneadores óticos Plano previdenciário sem contribuição
Encargos Sociais sobre a folha de pagamento Plano salarial modificado
Lei Federal de Contribuições de Seguro Prêmio por horas extras
Previdenciário (FICA) Prêmio por turnos de trabalho
Lei Federal do Imposto para Seguro Registro da folha de pagamento
Desemprego (FUTA) Registro de horas
Mão-de-obra direta Registro de renda dos empregados
Mão-de-obra indireta Relatório de produção individual
Pagamento de gratificação Resumo dos custos de mão-de-obra
Pagamento de feriados Turnos de trabalho

PROBLEMA PARA AUTO-AVALIAÇÃO

PAGAMENTO E DISTRIBUIÇÃO DE FOLHA DE PAGAMENTO


Companhia Náutica

O razão geral da Companhia Náutica mostrou os seguintes saldos credores no dia 15 de


março:

Encargos Sociais a Pagar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 1.550


IRR dos Empregados a Recolher . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 975
FUTA a Pagar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 95
SUTA a Pagar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 380

A renda da mão-de-obra direta totalizou $ 5.100, e a mão-de-obra indireta foi de


$ 3.400 para o período de 16 de março a 31 de março. Os salários administrativos e de vendas
para o mesmo período totalizaram $ 1.500.
Use as seguintes taxas de encargos e bases tributárias para este problema:

FICA: 8% sobre os primeiros . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 70.000.


Seguro desemprego estadual: 4% sobre os primeiros . . . . . . . . $ 8.000.
FUTA: 1% sobre os primeiros . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 8.000
IRRF: 10% da renda bruta de cada empregado.
134 • CONTABILIDADE DE CUSTOS

Pede-se:
1. Prepare os lançamentos no diário para os seguintes itens:
a. Registrar a folha de pagamento.
b. Pagar a folha de pagamento.
c. Registrar o passivo dos encargos sociais da folha de pagamento do empregador.
d. Distribuir a folha de pagamento para 16 a 31 de março.
2. Prepare os lançamentos no diário para registrar o pagamento das quantias devidas para o
mês, para FICA e retenções do imposto de renda.

Sugestões:
Leia o problema todo, cuidadosamente, mantendo em mente o que você precisa fazer:
1. Lançamentos no diário para registrar a folha de pagamento, pagar a folha de pagamento, re-
gistrar o passivo dos encargos sociais da folha de pagamento do empregador, e distribuir a fo-
lha de pagamento.
2. Lançamentos no diário para o pagamento das obrigações previdenciárias e as retenções do
imposto de renda federal.

As especificações do problema realçam o fato de que existem três categorias separadas de


mão-de-obra: mão-de-obra direta, mão-de-obra indireta da fábrica, e vendedores e administradores.

SOLUÇÃO PARA OS PROBLEMAS DE AUTO-AVALIAÇÃO

1. a. Lançamento diário para registrar a folha de pagamento para o período de 16-31 de mar-
ço: Para determinar o montante de débito para a Folha de Pagamento, as rendas da mão-
de-obra direta, mão-de-obra indireta, vendas e administração precisam ser somadas juntas
para obter $ 10.000. Os $ 800 da FICA que devem ser retidos podem ser obtidos ao mul-
tiplicar a folha de pagamento de $ 10.000 (supondo que o salário de nenhum empregado
tenha excedido a base de $ 70.000 para o ano) pela taxa de 8%. Os $ 1.000 retidos pa-
ra o imposto de renda são determinados ao multiplicar a folha de pagamento de $ 10.000
pela porcentagem suposta de retenção de 10%. Por último, o crédito para Salários a Pagar
de $ 8.200 representa a quantia de pagamento líquido que deve aparecer nos contrache-
ques dos empregados.
D – Folha de Pagamento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10.000
C – Encargos Sociais a Pagar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 800
C – IRRF a Recolher . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.000
C – Salários a Pagar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8.200

b. Lançamento no diário para pagar a folha de pagamento: Um cheque emitido pela empre-
sa para o total de renda líquida na folha de pagamento é depositado no banco em uma
conta separada para a folha de pagamento, e cheques individuais são emitidos para os
empregados.
D – Salários a Pagar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8.200
C –- Bancos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8.200
Capítulo 3 • CONTABILIDADE DA MÃO-DE-OBRA • 135

c. Lançamento no diário para registrar a obrigação fiscal da folha de pagamento: Os encar-


gos sociais sobre a folha de pagamento consistem em impostos previdenciários por parte
do empregador e os prêmios federais e estaduais para seguro desemprego. O empregador
paga uma quantia de encargos sociais previdenciários que equivale às contribuições do
empregado e prêmios para seguro desemprego que são baseados em uma taxa de expe-
riência de sinistros relativa à história de emprego do negócio. (Neste exemplo, $ 800 re-
presenta as contribuições FICA dos empregadores, $ 400 é o prêmio de seguro desempre-
go estadual, e $ 100 é o prêmio de seguro desemprego federal.) Um fato importante que
deve ser observado no seguinte lançamento no diário é que os impostos sobre a folha de
pagamento para a mão-de-obra da fábrica, tanto direta quanto indireta, são todos debita-
dos em CIF, enquanto os impostos sobre a folha para os salários administrativos e de ven-
das são debitados em Despesas de Encargos Sociais sobre a Folha (Salários Administrati-
vos e de Vendas).

D – CIF . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.105*
D – Despesa de Encargos Sociais sobre Folha de Pagamento
(Salários Administrativos e de Vendas) . . . . . . . . . . . . . . . . . . 195**
C – Encargos Sociais a Pagar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 800
C – FUTA a Pagar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 100
C – SUTA a Pagar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 400
* [0,08($ 5.100 + $ 3.400) + 0,01($ 8.500) + 0,04($ 8.500)]
** [0,08($ 1.500) + 0,01($ 1.500) + 0,04($ 1.500)]

d. Lançamento no diário para distribuir a folha de pagamento: Ao distribuir a folha de paga-


mento para as contas apropriadas, é importante distinguir entre a mão-de-obra direta, que
é debitada em Produtos em Processo, e a mão-de-obra indireta, que é debitada em CIF.

D – Produtos em Processo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5.100


D – CIF . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3.400
D – Salários Administrativos e de Vendas . . . . . . . . . . . . . . . . 1.500
C – Folha de Pagamento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10.000

2. Em momentos apropriados, como designado pela lei, as obrigações sociais sobre a folha de
pagamento do empregador e as retenções dos empregados precisam ser remetidas para as
autoridades apropriadas. Neste exemplo, os encargos sociais da FICA (INSS) e os impostos de
renda retidos na fonte dos empregados são remetidos mensalmente. O lançamento seria como
a seguir:

D – Encargos Sociais a Pagar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3.150


D – IRR Fonte a Recolher . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.975
C – Caixa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5.125

(Nota: O problema 3-5 é similar a este problema)


136 • CONTABILIDADE DE CUSTOS

QUESTÕES

1. Qual é a diferença entre mão-de-obra dire- mal e pagamento de prêmios por horas
ta e indireta? extras?
2. Resumidamente, quais são as vantagens e 14. Manter controle interno sobre os custos da
as desvantagens de (a) o plano salarial mão-de-obra é necessário para um sistema
por hora e (b) o plano salarial por peça? de contabilidade de custos funcionar com
3. O que é um plano salarial modificado? eficácia. Quais são os procedimentos de
4. Qual é o conceito de equipes de trabalho controle interno com relação ao débito na
de produção em termos de como se rela- conta de produtos em processo e com rela-
ciona com planos de incentivo salarial? ção ao crédito na conta da folha de paga-
5. Quais são as funções dos departamentos mento no razão geral?
de controle de tempo e da folha de paga- 15. Quais contas são usadas para registrar os
mento? impostos retidos de empregados e os en-
6. Até certo ponto, espera-se que os departa- cargos sociais do empregador sobre a fo-
mentos de controle de tempo e da folha de lha de pagamento?
pagamento trabalhem independentemente 16. Quais são os procedimentos envolvidos na
um do outro. Por que essa independência contabilidade do custo da mão-de-obra, e
é importante? quais formulários de apoio são usados pa-
7. (a) Em um sistema de folha de pagamento, ra cada procedimento?
que propósito é atendido pelo cartão de 17. Quais são as fontes de dados, e os livros
ponto e registro de horas? (b) Como são de lançamento original, para cada um dos
usadas as informações registradas nos
seguintes itens?
cartões de ponto e registros de horas?
a. Registrar os ordenados e salários ga-
8. Que tecnologia está substituindo os regis- nhos durante o período da folha de pa-
tros mecânicos de horas e os cartões de gamento.
ponto na fábrica moderna? Explique.
b. Registrar os encargos sociais sobre a fo-
9. Como é que os cartões de ponto e os re- lha de pagamento que são de obriga-
gistros de horas se complementam? ção do empregador.
10. Embora os registros da folha de pagamen- 18. O que é um prêmio por turno de trabalho?
to possam variar em projeto, que tipos de
19. O que é um requerimento básico em todos
dados do empregado seriam encontrados
os planos de pensão?
nos registros da folha de pagamento na
maioria das empresas de manufatura? 20. Que tratamentos contábeis as gratifica-
11. Quais são as fontes para lançar o custo de ções, pagamentos de férias e pagamentos
mão-de-obra direta (a) para serviços indi- de feriados para os empregados da fábri-
viduais no razão do custo por ordem e (b) ca têm em comum?
para a conta de produtos em processo no 21. Sob que conjunto de circunstâncias a mão-
razão geral? de-obra direta pode ser considerada uma
12. Quais são as fontes para lançar o custo da quantia insignificante que não seria conta-
mão-de-obra indireta para a conta de bilizada como uma categoria separada de
mão-de-obra indireta no razão de custos custo?
indiretos de fabricação? 22. Quais são as duas alternativas para conta-
13. Ao contabilizar os custos de mão-de-obra, bilizar os benefícios indiretos dos trabalha-
qual é a diferença entre pagamento nor- dores diretos?
Capítulo 3 • CONTABILIDADE DA MÃO-DE-OBRA • 137

EXERCÍCIOS

OBSERVAÇÃO: Para os exercícios e problemas deste capítulo, use as seguintes taxas de en-
cargos:
FICA – Empregador e empregado, 8% sobre os primeiros $ 70.000 de renda por emprega-
do por ano civil.
Seguro Desemprego Estadual – 4% sobre os primeiros $ 8.000 de renda por empregado por
ano civil.
FUTA – 1% sobre os primeiros $ 8.000 de renda por empregado por ano civil.
Imposto de Renda Retido na Fonte – 10% da renda bruta de cada empregado, a não ser que
estipulado de outra forma.

E 3-1 Computando renda e encargos da folha de pagamento


Objetivos 1, 2

R. King, da Companhia Royalty Manufatura, é pago a uma taxa de $ 12 por hora por um
dia de 8 horas, com hora e meia para horas extras e hora dobrada para domingos e feriados. O
emprego normal é na base de 40 horas semanais, cinco dias por semana. O dia normal de traba-
lho é das 7:00 da manhã ao meio-dia, e das 12:30 às 15:30. No final de uma semana, o cartão
de ponto mostra o seguinte:

Manhã Tarde Horas Extras


Entrada Saída Entrada Saída Entrada Saída

Domingo 8:00 12:00


Segunda-feira 6:58 12:01 12:25 15:35
Terça-feira 7:00 12:03 12:28 15:32
Quarta-feira 6:56 12:02 12:30 15:33
Quinta-feira 6:55 12:05 12:28 15:35 18:00 21:30
Sexta-feira 6:55 12:01 12:29 18:32
Sábado 6:55 13:30

De segunda-feira a sexta-feira à noite, o Sr. King trabalhou na linha de produção. As horas


trabalhadas no sábado e no domingo foram usadas para consertar a maquinaria.
a. Compute a renda total de King para a semana. (Ignore minutos de sobra.)
b. Apresente o lançamento no diário para distribuir a renda total de King.

E 3-2 Registrando a folha de pagamento


Objetivos 1, 2

Usando os dados sobre renda desenvolvidos no E 3-1, e supondo que esta foi a primeira se-
mana de trabalho de R. King com a Companhia Royalty de Manufatura, prepare os lançamentos
no diário para os seguintes itens:
a. A folha de pagamento para a semana.
b. Pagamento da folha.
138 • CONTABILIDADE DE CUSTOS

Observação: Esses lançamentos únicos no diário, aqui e no E 3-7 e E 3-8, têm o propósito
de ilustrar o princípio envolvido. Normalmente, os lançamentos seriam feitos para a folha de pa-
gamento da fábrica como um todo, mais a folha de pagamento administrativa e de vendas.

E 3-3 Determinando a renda da folha de pagamento


Objetivo 2

A Companhia David exige que todos os empregados da fábrica registrem a hora de chega-
da e de saída através de um relógio de ponto. A empresa opera em uma base de 40 horas, com
um acréscimo de 50% para horas extras. O dia normal de trabalho é das 8:30 às 12:00, e das
13:00 às 17:00, de segunda-feira a sexta-feira, e das 8:30 às 11:00 no sábado.
Para a segunda-feira, o cartão de ponto de um grupo de empregados é assim:

Número do Manhã Meio-dia Meio-dia Noite Hora Extra Hora Extra


Empregado Entrada Saída Entrada Saída Entrada Saída
51 8:29 12:00 12:51 16:57
52 8:30 12:01 12:56 16:58
53 8:21 12:05
54 8:20 12:02 12:57 16:53
55 8:24 12:04 12:53 16:50
56 8:29 12:04 12:53 16:57
57 8:25 12:04
58 8:27 12:00 12:48 16:56
59 8:28 12:01 12:57 18:50
60 8:26 12:03 12:56 17:20
61 8:26 12:05 12:59 16:58
62 8:23 12:00 12:52 16:59 17:30 21:30

a. Compute as horas normais e as horas extras do dia para cada empregado. (Arredonde
para a meia hora mais próxima.)
b. Supondo que todos os empregados são pagos a uma taxa de $ 9,20 por hora, compute
o total de renda do dia para cada empregado.

E 3-4 Alocação de horas extras


Objetivo 3

A Companhia de Ferramentas para Máquinas Igar produz ferramentas por ordem. Durante
o mês de maio, duas ordens foram completadas, e os seguintes custos foram incorridos:
Ordem 401 Ordem 402
Materiais diretos. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 28.000 $ 37.000
Mão-de-obra direta: horas normais . . . . . . . . . . . . . 18.000 23.000
prêmio por horas extras. . . . . . . . . . . . . . . . . – 6.000
Capítulo 3 • CONTABILIDADE DA MÃO-DE-OBRA • 139

Outros custos de fábrica para o mês totalizaram $ 16.800. Custos indiretos de fabricação
foram alocados da seguinte forma: um terço na Ordem 401 e dois terços na Ordem 402.
a. Descreva dois métodos alternativos para atribuir o custo do prêmio por horas extras às
Ordens 401 e 402, e explique como o método apropriado seria determinado.
b. Compute o custo da Ordem 401 e 402 sob cada um dos dois métodos descritos na par-
te a.

E 3-5 Lançamentos no diário para a folha de pagamento


Objetivos 2, 3

Um resumo parcial dos dados da folha de pagamento da Companhia Monte Carlo de Ma-
nufatura, para cada semana de junho, é como segue:

7 de junho 14 de junho 21 de junho 28 de junho


Total de renda . . . . . . . . . . $ 36.500 $ 34.200 $ 37.300 $ 38.400
Deduções:
Encargos Sociais, 8% . . $? $? $? $?
Anuidade do incentivo
fiscal . . . . . . . . . . . . 1.825 1.780 1.855 1.870
Imposto de renda . . . . . . . . 4.215 4.120 4.320 4.410
Seguro de saúde . . . . . . . . 600 600 600 600
Total de deduções . . . . . . . $? $? $? $?
Renda líquida . . . . . . . . . . $? $? $? $?

a. Compute as quantias em branco no resumo, supondo que nenhum empregado tenha che-
gado ao máximo de $ 70.000 para FICA.
b. Para cada período da folha de pagamento, prepare lançamentos para o diário para (1)
registrar a folha de pagamento e (2) registrar os pagamentos aos empregados.

E 3-6 Encargos sociais sobre a folha de pagamento


Objetivo 3

A Companhia Fucia pagou salários aos seus empregados da seguinte maneira durante o
ano:
Souza . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 11.400
Silva. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12.700
Pereira . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9.000
Tanaka . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 19.300
Medeiros . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 29.200
Cardoso . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 32.100
Oliveira . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 62.700
Macedo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 75.000
140 • CONTABILIDADE DE CUSTOS

a. Quanto do total da folha de pagamento está isento da taxa de 8% para FICA?


b. Quanto do total da folha de pagamento está isento dos impostos federais e estaduais pa-
ra o seguro desemprego?
c. Quanto do total da folha de pagamento está isento de retenção para o imposto de renda
federal?

E 3-7 Registrando a folha de pagamento e os encargos sobre a folha


de pagamento
Objetivos 2, 3

Usando os dados sobre renda desenvolvidos no E 3-1, e supondo que esta foi a décima se-
mana de emprego para Souza, e os ganhos anteriores até a presente data foram de $ 7.900, pre-
pare os lançamentos no diário para os seguintes itens:
a. A folha de pagamento para a semana.
b. Pagamento da folha de pagamento.
c. Os encargos sociais da folha de pagamento do empregador.

E 3-8 Registrando a folha de pagamento e os encargos sociais sobre a folha


de pagamento
Objetivos 2, 3

Usando os dados sobre renda desenvolvidos no E 3-1, e supondo que esta foi a qüinqua-
gésima semana de emprego para Souza, e os ganhos anteriores até a presente data foram de
$ 69.800, prepare os lançamentos no diário para os seguintes itens:
a. A folha de pagamento para a semana.
b. Pagamento da folha.
c. Os encargos sociais sobre a folha de pagamento do empregador.

E 3-9 Distribuição da folha de pagamento


Objetivo 3

O total de ordenados e salários ganhos por todos os empregados da Companhia de Manu-


fatura Fang durante o mês de março, como mostra o resumo de custos de mão-de-obra e a progra-
mação dos salários fixos da administração e de vendas, são classificados como segue:
Mão-de-obra direta . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 625.125
Mão-de-obra indireta . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 162.120
Salários administrativos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 140.200
Salários de vendas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 172.500
Total de salários ganhos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 1.099.945

a. Prepare um lançamento do diário para distribuir os salários ganhos durante março.


b. Qual é a quantia total de encargos sobre a folha de pagamento que será imposta ao em-
pregador para a folha de pagamento, supondo que dois empregados administrativos
com rendas conjuntas nesse período de $ 1.500 excederam os $ 8.000 em renda antes
do período?
Capítulo 3 • CONTABILIDADE DA MÃO-DE-OBRA • 141

E 3-10 Renda e encargos sociais dos empregados


Objetivos 2, 3

Um resumo semanal da folha de pagamento criado dos registros de horas mostra os seguin-
tes dados:

Horas
Empregado Classificação Taxa por Hora Normais Extras
Dantes, A. Direta $ 12 40 2
Ferreira, C. Direta 12 40 3
Lopes, J. Direta 15 40 4
Junqueira, R. Indireta 9 40
Mendes, H. Indireta 18 40

A hora extra é paga a 1,50 vezes a taxa normal de pagamento para um empregado e é dis-
tribuída para todos as ordens processadas durante o período.
a. Determine o pagamento líquido de cada empregado. Os impostos de renda retidos para
cada empregado totalizam 15% dos salários brutos.
b. Prepare lançamentos do diário para os seguintes itens:
1. Registro da folha de pagamento.
2. Pagamento da folha.
3. Distribuição da folha de pagamento. (Suponha que o prêmio por hora extra será debi-
tado em todas as ordens processadas durante o período.)
4. Os encargos sociais da folha de pagamento do empregador. (Suponha que nenhum
dos empregados tenha alcançado as bases máximas de salários para FICA e para en-
cargos de seguro desemprego.)

E 3-11 Renda dos empregados usando os métodos de taxa por hora e de taxa
por peça
Objetivos 1, 3

Os registros da folha de pagamento para a Companhia de Manufatura Sudoeste mostram as


seguintes informações para a semana encerrada em 17 de abril:
Imposto
Horas Produção Renda de
Empregado Classificação Trabalhadas (Unidades) Taxa Retido
Ribeiro, A. Direta 42 $ 9,00/hora $ 40
Salles, M. Direta 48 8,80/hora 42
Souza, N. Direta 39 2.000 $ 0,22/peça 55
Nóbrega, F. Direta 40 1.800 0,22/peça 50
Magalhães, G. Indireta 40 $ 200/semana 25
Guimarães, S. Indireta 40 400/semana 60
Silva, J. Indireta 40 350/semana 30
Empregados horistas são pagos uma vez e meia por hora extra.
142 • CONTABILIDADE DE CUSTOS

a. Determine a renda líquida de cada empregado.


b. Prepare os lançamentos no diário para os seguintes itens:
1. Registro da folha de pagamento.
2. Pagamento da folha.
3. Distribuição da folha de pagamento.
4. Registro dos encargos sociais sobre a folha de pagamento do empregador. Suponha
que nenhum dos empregados tenha alcançado as bases salariais máximas para a FI-
CA e os encargos para o seguro desemprego.

E 3-12 Contabilidade para pagamentos de gratificações e férias


Objetivo 5

Maria Lúcia, uma operária de fábrica, ganha $ 1.000 por semana. Além disso, ela ganha-
rá uma gratificação de $ 4.000 no final do ano e quatro semanas de férias pagas.
Prepare o lançamento para registrar a folha de pagamento semanal e os custos e encargos
relacionados ao pagamento da gratificação e das férias, supondo que Maria Lúcia é a única em-
pregada.

PROBLEMAS
P 3-1 Computação da folha de pagamento com um gratificação de incentivo
Objetivo 1

Quinze trabalhadores são designados para um projeto em grupo. O padrão de produção


pede que 500 unidades sejam completadas a cada hora para satisfazer um prazo de entrega es-
tabelecido pelo cliente para os produtos. Se as unidades exigidas conseguem ser entregues antes
da data proposta para o pedido, um prêmio substancial pela entrega será pago pelo cliente. A
companhia, querendo encorajar os trabalhadores a produzir além do padrão estabelecido, ofere-
ceu uma gratificação por excesso de produção que será somado ao pagamento de cada trabalha-
dor do projeto. A gratificação deve ser computada da seguinte forma:

a. Excesso de produção do grupo acima do padrão ⫻ 50% = porcentagem


de gratificação
Unidades padrão por semana
b. Taxa de salário horário individual ⫻ porcentagem de gratificação = taxa de gratificação
horária
c. Taxa de salário horário + taxa de gratificação horária = nova taxa horária da semana
d. Total de horas trabalhadas ⫻ nova taxa horária = rendimento por semana

A taxa média horária para os trabalhadores no projeto é de $ 12. O registro de produção


para a semana mostra o seguinte:
Capítulo 3 • CONTABILIDADE DA MÃO-DE-OBRA • 143

Horas Produção
Trabalhadas (Unidades)
Segunda-feira 112 61.040
Terça-feira 112 60.032
Quarta-feira 112 60.480
Quinta-feira 112 65.632
Sexta-feira 108 57.344
Sábado 60 26.000
616 330.528
Pede-se:
1. Determine a taxa da gratificação horária e o montante total de gratificação para a semana.
2. Quais são os salários totais de L. Ribeiro, que trabalhou 40 horas a uma taxa base de $ 10 por
hora?
3. Quais são os salários totais de R. Nonato, que trabalhou 35 horas a uma taxa base de $ 14
por hora?

P 3-2 Cálculo e distribuição da folha de pagamento; horas extras e horas ociosas


Objetivos 2, 3

Um pedido de urgência por cinco conversões de furgões foi aceito pela Conversões Alta Vis-
ta. Os registros de horas e os cartões de ponto para a semana encerrada em 27 de março mostra-
ram o seguinte:

Registros de Horas – Distribuição das Horas


Horas de Furgão Furgão Furgão Furgão Furgão
Empregados Relógio Núm. 1 Núm. 2 Núm. 3 Núm. 4 Núm. 5
Filipe (Supervisor) 42
Bento 45 10 10 10 10 5
Sebastião 48 24 24
Figueiredo 48 24 24
Cortês 45 15 15 15
Aguirre 42 24 8
Santos 40 20 10

Todos os empregados são pagos a $ 10,00 por hora, exceto Filipe, que recebe $ 15 por ho-
ra. Todo o pagamento de prêmio por hora extra, exceto do Filipe, é debitado na ordem, e todos
os empregados, incluindo Filipe, recebem uma taxa de uma vez e meia pelas horas extras.

Pede-se:
1. Calcular o total da folha de pagamento e o total da renda líquida para a semana. Suponha
que é necessário fazer uma dedução de 18% para o imposto de renda federal, além das dedu-
ções para FICA. Suponha que nenhum empregado tenha alcançado os limites máximos para FI-
CA e nem para os encargos para o seguro desemprego. Horas não trabalhadas nos furgões
são tempo ocioso e não são debitadas na ordem.
144 • CONTABILIDADE DE CUSTOS

2. Prepare os lançamentos do diário para registrar e pagar a folha de pagamento.


3. Prepare o lançamento no diário para distribuir a folha de pagamento para as contas apro-
priadas.
4. Determine a quantia em dólares para a mão-de-obra que pode ser debitada de cada furgão,
supondo que os custos pelas horas extras são proporcionais às horas normais usadas nos fur-
gões. (Primeiro compute uma taxa média de mão-de-obra para cada trabalhador, incluindo o
prêmio por horas extras, e depois use a taxa para debitar todas as horas dos trabalhadores
aos furgões.)

P 3-3 Computando e contabilizando os encargos sociais sobre a folha


de pagamento do empregador
Objetivo 3

O seguinte formulário é usado pela Companhia de Manufatura Munique para computar os


encargos sociais sobre a folha de pagamento incorridos durante o mês de abril:

Encargos de Seguro
Desemprego
Total dos Encargos
Classificação de Renda FICA Imposto Imposto sobre Folha
Salários e Ordenados para o 8% Federal Estadual Cobrados do
Mês 1% 4% Empregador
Mão-de-obra direta 88.180
Mão-de-obra indireta 16.220
Encargos sociais sobre
folha de pagamento
dos salários da fábrica
Salários administrativos 12.000
Salários de vendas 11.500
Total dos encargos
sociais sobre a folha
de pagamento

Pede-se:
1. Usando o formulário acima, calcule os encargos sobre folha de pagamento para abril. Supo-
nha que nenhum dos empregados tenha alcançado os limites máximos para FICA nem para en-
cargos de seguro desemprego.
2. Supondo que os encargos sociais sobre folha de pagamento do empregador, relativos aos sa-
lários da fábrica, sejam tratados como custos indiretos de fabricação, os encargos cobrindo
os salários administrativos sejam uma despesa administrativa, e os encargos cobrindo os sa-
lários de vendas sejam uma despesa de vendas, prepare um lançamento no diário geral para
registrar as obrigações do empregador com relação aos encargos sobre a folha de pagamen-
to de abril.
Capítulo 3 • CONTABILIDADE DA MÃO-DE-OBRA • 145

P 3-4 Folha de pagamento para um sistema de salários com taxa por peça
Objetivos 1, 3

A Companhia de Manufatura Green opera um plano salarial modificado. Durante as opera-


ções de uma semana, os seguintes custos de mão-de-obra foram incorridos:

Taxa por Peça Unidades Acabadas


Empregado por 100 Unidades S T Q Q S
Celso, D. $ 0,90 6.800 7.100 6.500 8.000 4.800
Alves, E. 6.300 6.400 2.900 2.800 7.000
Pedro, F. 1,30 6.200 6.100 7.100 6.000 2.800

Os empregados são operadores de máquinas. As taxas por peça variam com o tipo de pro-
duto produzido. Um mínimo de $ 45 por dia é garantido a cada empregado por contrato com o
sindicato.

Pede-se:
1. Compute a renda do Celso, do Alves e do Pedro para a semana.
2. Prepare lançamentos de diário para:
a. Registrar a folha de pagamento da semana, supondo que nenhum dos empregados tenha al-
cançado o limite máximo para os encargos sociais.
b. Registrar o pagamento da folha.
c. Registrar a parte do empregador dos encargos sobre a folha de pagamento, supondo que
nenhum dos empregados tenha alcançado o limite máximo para o salário base para os en-
cargos sociais e seguro desemprego.

P 3-5 Pagamento e distribuição da folha de pagamento.


Parecido com o problema de auto-avaliação.
Objetivo 3

O razão geral da Companhia Franco mostrou os seguintes saldos credores no dia 15 de


maio:

Encargos Sociais a Pagar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3.100,00


Imposto de Renda dos Empregados a Recolher . . . . . . . . . . . . . . 1.937,50
FUTA a Pagar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 193,75
SUTA a Pagar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 775,00

A renda da mão-de-obra direta totalizou $ 10.500 do dia 16 de maio até o dia 31 de maio.
A mão-de-obra indireta foi de $ 5.700, e os salários administrativos e de vendas para o mesmo
período foram de $ 3.800. Todos os salários estão sujeitos aos encargos sociais, FUTA, SUTA e re-
tenção de 10% do imposto de renda.
146 • CONTABILIDADE DE CUSTOS

Pede-se:
1. Preparar os lançamentos no diário para os seguintes itens:
a. Registro da folha de pagamento.
b. Pagamento da folha.
c. Registro dos encargos sociais sobre a folha de pagamento do empregador.
d. Distribuição dos custos da folha de pagamento para o período de 16 a 31 de maio.
2. Prepare o lançamento no diário para registrar o pagamento das quantias mensais devidas ao
FICA e retenções para o imposto de renda do mês.
3. Calcule o montante de renda total para o período de 1 a 15 de maio.

P 3-6 Planilha para folha de pagamento e lançamentos de diário


Objetivos 2, 3

Os registros da folha de pagamento para a Corporação Souza e Filhos, para a semana en-
cerrada em 7 de outubro, a quadragésima semana do ano, mostram o seguinte:

Salário ou Renda Bruta


Ordenado Imposto até a
para de Trigésima
Semana de Horas Renda nona
Empregado Classificação 40 Horas Trabalhadas Retido Semana
Costa Presidente $ 2.040 40 $ 400 $ 79.560
Duarte Vice-presidente –
Administração 1.782 40 320 69.500
Pereira Supervisor – Produção 700 40 180 27.300
Franco Fábrica – Direta 500 48 150 19.820
Gregório Fábrica - Direta 400 46 160 17.200
Humberto Fábrica - Direta 400 44 110 16.600
Penha Fábrica - Direta 380 42 120 15.200
Ramos Fábrica - Indireta 300 42 80 7.800
Samuel Fábrica - Indireta 300 42 60 6.600

Pede-se:
1. Complete uma planilha com os seguintes cabeçalhos:
Empregados
3 colunas para Rendimentos para a Semana:
Use uma coluna para Pagamento Normal
Use uma coluna para Pagamento de Prêmio por Hora Extra (A empresa paga uma
vez e meia por hora extra para todos os empregados abaixo do nível de supervisão.)
Use uma coluna para o Total da Semana.
Total de Renda até a Quadragésima Semana
Renda Tributável para FICA
FICA
Imposto de Renda Retido na Fonte
Renda Líquida
Capítulo 3 • CONTABILIDADE DA MÃO-DE-OBRA • 147

2. Prepare lançamentos no diário para os seguintes itens:


a. Folha de pagamento para a quadragésima semana.
b. Pagamento da folha para a semana.
c. Distribuição dos custos da folha de pagamento, supondo que o prêmio por horas extras é
debitado em todas as ordens processadas durante o período.
d. Encargos sociais sobre a folha de pagamento do empregador.
3. A empresa mantém uma apólice de seguro contra invalidez para os empregados a um custo de
$ 7,80 por semana para cada trabalhador. Contabilize o custo do empregador para os prê-
mios de seguro por semana.

P 3-7 Estimando custos de mão-de-obra para concorrência


Objetivos 1, 3

A Companhia de Manufatura Mutombo prepara estimativas de custos para projetos nos


quais entrará em concorrência. Para poder antecipar o custo da mão-de-obra que deve ser incluí-
da em um pedido para dar um lance em um contrato de 1.200.000 unidades que serão entregues
ao cliente à razão de 100.000 unidades por mês, a empresa compilou os seguintes dados relati-
vos à mão-de-obra:
a. As primeiras 100.000 unidades exigirão 5 horas por unidade.
b. As segundas 100.000 unidades exigirão menos mão-de-obra devido às habilidades apren-
didas nas primeiras 100.000 unidades acabadas. Espera-se que o tempo da mão-de-obra
seja reduzido em 15% se uma gratificação de incentivo de metade da economia da mão-de-
obra for paga aos empregados.
c. Para o 1.000.000 de unidades restantes, espera-se que o tempo de mão-de-obra seja redu-
zido em 25% da estimativa original (as primeiras 100.000 unidades) se a mesma gratifica-
ção de incentivo (1/2 das economias) for paga aos empregados.
d. Prêmios por horas extras devem ser excluídos quando as economias são computadas.
Serão precisos 2.250 empregados para o contrato, pagos a uma taxa base de $ 10,00 por
hora, com hora extra paga a uma vez e meia. A fábrica opera numa base de 5 dias, 40 horas
por semana. Empregados são pagos duas semanas de férias em agosto e oito feriados.
A produção programada para o ano de trabalho de cinqüenta semanas mostra:
Janeiro-Junho: 26 semanas com 4 feriados
Julho-Dezembro: 24 semanas com 4 feriados

Pede-se:
Prepare estimativas de custo para a mão-de-obra direta e custos relacionados a mão-de-
obra, mostrando o seguinte:
1. Salários pagos a taxa normal.
2. Pagamentos de prêmios por horas extras. (Não se esqueça dos feriados quando computar as
horas normais disponíveis.)
3. Pagamentos de gratificações de incentivo.
4. Pagamentos de férias e feriados.
5. Encargos sociais sobre a folha de pagamento do empregador (13% do total da renda, supon-
do que nenhum empregado tenha excedido os limites salariais para FICA e os encargos para
o seguro desemprego).
148 • CONTABILIDADE DE CUSTOS

P 3-8 Resumo dos procedimentos da folha de pagamento


Objetivos 2, 3

Uma análise da folha de pagamento para o mês de novembro da Companhia Exata de Ma-
nufatura revela as informações abaixo:

Renda Bruta* – Semana Encerrada em


Nome do Empregado 08/11 15/11 22/11 29/11
A. Alberto $ 300 $ 280 $ 290 $ 320
B. Bento 280 270 260 280
C. Carvalho 320 300 340 280
D. Dante 1.577 1.577 1.577 1.577
E. Pereira 800 760 850 870

* Todos de horas normais.

Alberto, Bento e Carvalho são operários de produção, e Dante é o gerente da fábrica. Perei-
ra é o encarregado do escritório.
Renda cumulativa paga (antes das deduções) neste ano civil, antes do período encerrado em
8 de novembro para a folha de pagamento, foi como a seguir: Alberto, $ 12.000; Bento,
$ 7.800; Carvalho, $ 11.500; Dante, $ 69.400; e Pereira, $ 32.800.

Pede-se:
A solução para este problema requer os seguintes formulários, usando os cabeçalhos indi-
cados:

Registro de Renda dos Registro da Folha de Resumo dos Custos de


Empregados Pagamento Mão-de-obra
Semana Encerrada Nome do Empregado Semana Encerrada
Renda Bruta Semanal Renda Bruta Débito de Produtos em
Processo (Mão-de-obra
Direta)
Renda Bruta Acumulada Retenções (2 colunas): Débito de CIF (Mão-de-obra
Encargos FICA Indireta)
Imposto de Renda (10%)
Renda Semanal Sujeita ao Montante Líquido Pago Débito de Salários
FICA Administrativos (Escritório)
Retenções (2 colunas): Crédito de Folha de
Encargos FICA Pagamento (Total)
Imposto de Renda (10%)
Montante Líquido Pago

1. Prepare um registro de rendimento por empregado para cada um dos cinco empregados.
2. Prepare um registro de folha de pagamento para cada uma das quatro semanas.
Capítulo 3 • CONTABILIDADE DA MÃO-DE-OBRA • 149

3. Prepare um resumo de custos de mão-de-obra para o mês.


4. Prepare lançamentos de diário para registrar os seguintes itens:
a. A folha de pagamento para cada uma das quatro semanas.
b. O pagamento dos salários para cada uma das quatro folhas.
c. A distribuição dos custos mensais de mão-de-obra de acordo com o resumo dos custos da
mão-de-obra.
d. Os encargos sociais sobre a folha de pagamento da empresa, cobrindo os quatro períodos
de folha de pagamento.

P 3-9 Resumo dos procedimentos da folha de pagamento


Objetivos 2, 3

A Companhia de Construção Constância usa o sistema de custos por ordem. Ao registrar as


transações da folha de pagamento, as seguintes contas são usadas:

Caixa Salários Administrativos


Salários a Pagar Despesas Diversas Administrativas
Encargos Sociais a Pagar Salários de Vendas
FUTA a Pagar Despesas Diversas de Vendas
SUTA a Pagar CIF
IRR Fonte dos Empregados a Recolher Produtos em Processo
Folha de Pagamento

Empregados da fábrica são pagos semanalmente, enquanto todos os outros empregados


são pagos quinzenalmente, no dia quinze e no último dia de cada mês. Todos os salários e orde-
nados estão sujeitos a todos os encargos sociais.
Segue uma narrativa sobre as transações completadas durante o mês de março:

Março 7 Registrou a renda total dos empregados da fábrica totalizando $ 68.200, menos
as deduções para o imposto de renda dos empregados e os encargos sociais.
7 Emitiu cheque para pagamento da folha.
14 Registrou a renda total dos empregados da fábrica totalizando $ 66.300, menos
as deduções para o imposto de renda dos empregados e os encargos sociais.
14 Emitiu cheque para pagamento da folha.
15 Registrou salários administrativos, $ 9.000, e salários de vendas, $ 17.000, me-
nos as deduções para o imposto de renda dos empregados e os encargos sociais.
15 Emitiu cheque para pagamento dos salários.
21 Registrou a renda total dos empregados da fábrica totalizando $ 72.500, menos
as deduções para o imposto de renda dos empregados e os encargos sociais.
21 Emitiu cheque para pagamento da folha.
28 Registrou a renda total dos empregados da fábrica totalizando $ 74.200, menos
as deduções para o imposto de renda dos empregados e os encargos sociais.
28 Emitiu cheque para pagamento da folha.
31 Registrou salários administrativos, $ 9.000, e salários de vendas, $ 17.000, me-
nos as deduções para o imposto de renda dos empregados e os encargos sociais.
31 Emitiu cheque para pagamento dos salários.
31 Os ordenados e salários abaixo foram ganhos ou provisionados durante o mês
de março:
150 • CONTABILIDADE DE CUSTOS

Mão-de-obra direta . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 302.500


Mão-de-obra indireta . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 22.500
Salários administrativos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18.000
Salários de vendas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 34.000
Total . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 377.000

A Companhia de Construção Constância usou o seguinte formulário para computar a quan-


tia incorrida de encargos sociais sobre a folha de pagamento do empregador:

Rendimentos Tributáveis

Folha para Encargos Encargos Total de


Federais para Estaduais para Encargos
Encargos Seguro Seguro Sobre a
Itens FICA Desemprego Desemprego Folha de
Pagamento

Salários da fábrica 325.000


Salários administrativos
Salários de vendas
Total 377.000

Pede-se:
1. Complete o formulário acima para mostrar os encargos sobre a folha impostos sobre o empre-
gador para o mês de março.
2. Prepare os lançamentos de diário para registrar as transações acima, incluindo a distribuição
dos custos da folha de pagamento e os encargos sobre a folha, supondo que os encargos sobre
a folha impostos sobre o empregador pelos salários de fábrica serão debitados em CIF, os encar-
gos sobre os salários administrativos serão debitados em Despesas Administrativas Diversas, e
os encargos sobre os salários de vendas serão debitados em Despesas de Vendas Diversas.
3. Suponha que os empregados da fábrica trabalharam nos dias 29, 30 e 31 de março. Qual foi
a quantia de salários provisionados no dia 31 de março?

P 3-10 Contabilizando o pagamento de gratificações, de férias e de feriados


Objetivo 5

A folha de pagamento da fábrica para a semana é de $ 100.000, que consiste em


$ 70.000 ganhos por 100 operários diretos e $ 30.000 ganhos por 30 operários indiretos. O
total de gratificações da fábrica que devem ser recebidas no final do ano está estimado em
$ 200.000. Todos os trabalhadores da fábrica recebem duas semanas de férias pagas e cinco fe-
riados pagos.
Prepare o lançamento para registrar a folha de pagamento semanal e os custos e obrigações
relativos às gratificações, férias e feriados, supondo que os benefícios indiretos dos operários di-
retos sejam debitados em CIF.
Capítulo 3 • CONTABILIDADE DA MÃO-DE-OBRA • 151

P 3-11 Alocando prêmios por horas extras e custos de gratificações


Objetivos 3, 5

A Companhia de Manufatura Ciclopes usa um sistema de custo por ordem para custear os
seus produtos. Recentemente, ela assinou um novo contrato coletivo de trabalho com o sindicato
que pede por uma vez e meia para todo trabalho acima de 40 horas por semana, e o dobro pa-
ra sábados e domingos. Além disso, uma gratificação de 1% sobre a renda anual dos emprega-
dos deve ser paga aos empregados no final do ano fiscal. O controller, o gerente da fábrica e o
gerente de vendas discordam sobre como os pagamentos por horas extras e gratificações devem
ser alocados.
Um exame da folha de pagamento do primeiro mês sob as provisões do novo contrato cole-
tivo de trabalho mostra o seguinte:

Mão-de-obra direta:
Normal – 40.200 horas a $ 10 . . . . . . . . . . . . . . . $ 402.000
Horas extras:
Dias da semana – 1.700 horas a $ 15 . . . . . . . . $ 25.500
Sábados – 400 horas a $ 20 . . . . . . . . . . . . . . 8.000
Domingos – 300 horas a $ 20. . . . . . . . . . . . . . 6.000 39.500
Mão-de-obra indireta . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14.800
$ 456.300

Análise dos documentos que apóiam a folha de pagamento revelaram o seguinte:


a. Cada dia, mais produção era programada do que podia ser manejada em um dia normal
de trabalho, resultando na necessidade de horas extras.
b. As horas de sábado e domingo resultaram de pedidos de urgência com arranjos especiais
de contrato com os clientes.
O controller acredita que os prêmios por horas extras e as gratificações devem ser debitadas
em CIF e rateadas sobre toda a produção do período contábil, independente de quando as or-
dens foram completadas.
O gerente de fábrica é a favor de debitar os prêmios por horas extras diretamente das or-
dens processadas durante as horas extras, e as gratificações das despesas administrativas.
O gerente de vendas afirma que os prêmios por horas extras e as gratificações não são cus-
tos da fábrica debitáveis da produção normal, mas são custos criados por políticas administrativas
e, portanto, devem ser debitadas apenas de despesas administrativas.

Pede-se:

1. Avalie cada posição – do ponto de vista do controller, do gerente da fábrica e do gerente de


vendas. Se você discordar de todas as posições tomadas, apresente o seu ponto de vista sobre
a alocação apropriada.
2. Prepare os lançamentos no diário para ilustrar a posição que você apóia, incluindo a provisão
para a gratificação.
152 • CONTABILIDADE DE CUSTOS

ANEXO A:
LEGISLAÇÃO BRASILEIRA SOBRE CUSTOS
A Contabilidade de Custos, no Brasil, em nível societário, é muito influenciada pela legisla-
ção. A legislação orientadora corresponde a:
● Constituição Federal de 1988, artigos 145 a 162, 201 a 204

● Lei nº 6.404 de 1976 – das S/As, art. 177 a 183

● Decreto Lei nº 1.598 de 1977, art. 13

● Lei nº 8.212 e 8.213 de 1991 – Orgânica da Previdência Social

● Decreto Lei nº 3.000 de 1999, RIR/99, art. 290 e 291

Em relação à mão-de-obra, os encargos sociais, em média, são:

Encargos sociais para o setor industrial


Pessoal de produção
Tipos de Encargos (%) sobre o salário
GRUPO A – Obrigações Sociais
Previdência Social 20,00
FGTS 8,00
Salário Educação 2,50
Acidentes de Trabalho (médio) 2,00
SESI 1,50
SENAI 1,00
SEBRAE 0,60
INCRA 0,20
Subtotal A 35,80
GRUPO B – Tempo não trabalhado 1
Repouso semanal 18,91
Férias 9,45
Feriados 4,36
Abono de feias 3,64
Aviso prévio 1,32
Auxílio enfermidade 0,55
Subtotal B 38,23
GRUPO C – Tempo não trabalhado 2
13º Salário 10,91
Despesa de rescisão contratual 2,57
Subtotal C 13,48
GRUPO D – Incidências
Incidência cumulativa grupo A 3 B 13,68
Incidência do FGTS sobre 13º 0,87
Subtotal D 14,55
4
Contabilidade para Custos Indiretos
de Fabricação

OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM

Após estudar este capítulo, você deverá estar apto a:

 Identificar padrões de comportamento de custos.


 Separar custos semivariáveis em componentes variáveis e fixos.
 Elaborar um orçamento para custos indiretos de fabricação.
 Contabilizar os custos indiretos de fabricação reais.
 Distribuir custos indiretos de fabricação entre o departamento de serviços
e departamentos de produção.
 Aplicar custos indiretos de fabricação usando taxas predeterminadas.
 Contabilizar custos indiretos de fabricação reais e aplicados.

odos os custos incorridos na fábrica, que não são diretamente identificáveis ao produto

T acabado, são chamados de Custos Indiretos de Fabricação (CIF). Esses custos opera-
cionais da fábrica não podem ser rastreados para uma unidade específica de produção.
Uma variedade de outros termos já foram usados para descrever esse tipo de custo, como custos
indiretos, despesas indiretas, custos indiretos de manufatura ou despesas indiretas de fabricação.
Um método para determinar se uma despesa de fábrica é um item de custos indiretos de
fabricação, é o de comparar a despesa com os padrões de classificação estabelecidos para custos
de materiais diretos e mão-de-obra direta. Se a despesa não pode ser debitada de qualquer des-
tas duas contas “diretas” de fábrica, ela é classificada como um custo indireto de fabricação. As-
154 • CONTABILIDADE DE CUSTO

sim, todas as despesas indiretas de fábrica são itens de custos indiretos de fabricação.
Geralmente, contas de custos indiretos de fabricação incluem (1) materiais indiretos consumi-
dos na fábrica, como materiais de limpeza e lubrificantes que são necessários para a produção;
(2) mão-de-obra indireta da fábrica, como os salários de zeladores, operadores de empilhadeiras
e supervisores; e prêmios por horas extras pagos a todos os trabalhadores da fábrica; e (3) outras
despesas indiretas de fabricação, como aluguel, seguro, impostos prediais, depreciação, aqueci-
mento, iluminação e energia.
A contabilidade para custos indiretos de fabricação envolve os seguintes procedimentos:

1. Identificar os padrões de comportamento de custos.

2. Criar um orçamento para os custos indiretos de fabricação.

3. Acumular os custos reais indiretos.

4. Aplicar estimativas de custos indiretos de fabricação à produção.

5. Calcular e analisar as diferenças entre os custos indiretos de fabricação reais e aplicados.

IDENTIFICANDO PADRÕES DE COMPORTAMENTO DE CUSTOS


OBJETIVO DE APRENDIZAGEM 1
Identificar padrões de comportamento de custos.

Materiais diretos e mão-de-obra direta são classificados como custos variáveis. Custos
variáveis são custos que variam em proporção direta com mudanças no volume. Em contraste,
existem os custos que permanecem iguais, no total, quando os níveis de produção aumentam ou
diminuem. Esse custos constantes são chamados de custos fixos. Custos semivariáveis têm
características de custos variáveis e de custos fixos. Às vezes, são chamados de custos mistos ou
semifixos.
Despesas indiretas de fabricação incluem custos que podem ser classificados como variá-
veis, fixos, ou semivariáveis. Portanto, custos indiretos de fabricação criam um problema difícil
para a maioria das empresas porque precisam prever custos que serão incorridos em vários
níveis de produção. Os custos indiretos de fabricação que se comportam como o custo de mate-
riais diretos e custos de mão-de-obra direta são considerados custos variáveis e são prontamen-
te previsíveis porque aumentam ou diminuem na mesma proporção que as mudanças no volu-
me de produção. Os custos indiretos de fabricação que são considerados fixos permanecem
constantes quando a produção varia; portanto, também são considerados previsíveis. Os custos
indiretos de fabricação que são semivariáveis requerem uma análise e uma atenção adicional
porque não são tão prontamente previsíveis. Em muitas empresas, custos semivariáveis consti-
tuem parte substancial das despesas de custos indiretos de fabricação, e o método usado para
prever esses custos precisa ser cuidadosamente escolhido.
A Figura 4-1 mostra os padrões básicos de custos indiretos de fabricação quando existem
mudanças de volume. Exemplos de custos indiretos de fabricação variáveis, fixos e semivariáveis
incluem os seguintes:

Variáveis: Custos de energia diretamente associados à produção, despesas de deprecia-


ção computadas na base de horas-máquina usadas, suprimentos, produtos
danificados, despesas de pequenas ferramentas.
Capítulo 4 • CONTABILIDADE PARA CUSTOS INDIRETOS DE FABRICAÇÃO • 155

Fixos: Impostos prediais e territoriais da fábrica, depreciação de equipamento com-


putada pelo método da linha reta, pagamentos periódicos de aluguel, salários
de executivos de produção, seguro sobre o prédio e o equipamento da fábrica.
Semivariáveis:
Tipo A: Muda quando vários níveis de produção são alcançados. Este tipo de custo,
também conhecido como custo variável em degraus, permanecerá constan-
te sobre uma amplitude de produção, e depois mudará abruptamente. Os
aumentos não são contínuos, e os custos atingirão um platô antes de ocorrer
outra mudança no custo. Exemplos são custos de inspeção e manuseio, super-
visão de fábrica e outros custos relacionados à mão-de-obra indireta e a alguns
materiais indiretos.
Tipo B: Varia continuamente, mas não em proporção direta às mudanças no volume.
Exemplos incluem custos de serviços públicos e a manutenção de equipamen-
to da fábrica. Por exemplo, a eletricidade usada para mover as máquinas iria
variar em proporção direta com o nível de produção, enquanto a eletricidade
usada para iluminar e aquecer a fábrica não iria variar com o número de unida-
des produzidas. Um custo semivariável do Tipo B está ilustrado na Figura 4-1.

Figura 4-1 Padrões de Comportamento de Custos

Custo Custo Custo

Volume Volume Volume

Variável Fixo Semivariável

A composição dos diferentes custos indiretos de fabricação semivariáveis faz com que a
previsão de uma quantia específica de custo para um dado nível de produção seja um grande
desafio. Técnicas matemáticas podem ser usadas para estabelecer componentes fixos e variáveis
que compõem os custos semivariáveis e, até certo ponto, tirar um pouco da incerteza.

ANALISANDO CUSTOS INDIRETOS DE FABRICAÇÃO SEMIVARIÁVEIS


OBJETIVO DE APRENDIZAGEM 2
Separar custos semivariáveis em componentes variáveis e fixos.

Muitas técnicas e teorias diferentes existem com relação à previsão de eventos futuros. A
maioria das técnicas matemáticas tenta estabelecer um padrão das evidências históricas
disponíveis e depois usam esse padrão como um modelo para prever resultados futuros. Se a
história se repetir, o modelo irá simular os eventos futuros de forma satisfatória e as previsões
serão benéficas para o processo de tomada de decisão.
156 • CONTABILIDADE DE CUSTOS

As técnicas matemáticas (estatísticas) que serão discutidas usam os relacionamentos de


custos históricos para isolar elementos variáveis e fixos que podem ser usados para determinar
custos futuros. O método não matemático (observacional) repousa sobre experiência pessoal e
julgamento gerencial.

MÉTODO OBSERVACIONAL

O método observacional repousa grandemente na habilidade de um observador para


detectar um padrão de comportamento de custos ao rever dados de custos e volumes passados.
A reação de uma despesa a mudanças passadas de produção é observada, e uma decisão é toma-
da para tratar a despesa como um item variável ou um item fixo, dependendo de a qual tipo de
comportamento de custo ele mais se assemelha. Daí em diante, o item analisado de custos indi-
retos de fabricação será tratado como um custo variável ou um custo fixo, ignorando o fato de
que muitos custos são semivariáveis. Empresas que usam este método acreditam que a discre-
pância entre os custos reais e os custos previstos será insignificante e não afetará as estratégias e
operações da administração.
O método observacional ainda é usado por algumas empresas. No entanto, devido a uma
ênfase cada vez maior na quantificação de dados de negócios e a necessidade de separar custos
semivariáveis em seus componentes fixos e variáveis, os métodos matemáticos têm crescido em
popularidade. Dois desses métodos são discutidos nas próximas seções: (1) o método alto-baixo
e (2) o método do gráfico de dispersão estatístico. Esses dois métodos isolam um elemento de
um custo semivariável, depois sugerem que o restante do custo seja o outro elemento.

MÉTODO ALTO-BAIXO

O método alto-baixo compara um alto volume de produção e seu custo relacionado a


outro de baixo volume de produção com seus custos relacionados. A diferença em volume entre
os dois pontos comparados é linear e cairá ao longo de uma linha reta.
Para ilustrar, suponha que os seguintes custos indiretos de fabricação foram incorridos em
dois níveis diferentes de produção:
1.000 Unidades 2.000 Unidades
Depreciação (fixo) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 2.000 $ 2.000
Custos de inspeção (semivariáveis) . . . . . . . . . . . . . 3.000 5.000
Suprimentos de fábrica (variáveis) . . . . . . . . . . . . . . 1.000 2.000

A depreciação é um custo fixo que permaneceu inalterado, no total, com o dobro de pro-
dução. Suprimentos de fábrica é um custo variável que dobrou no total quando a produção
dobrou. No entanto, os custos de inspeção nem eram fixos nem mudaram em proporção ao
volume. Ao usar a técnica alto-baixo, parte do custo de inspeção será determinado como sendo
variável, e a parte restante como sendo fixa:
Custo Variável:
Unidades Custos
Volume alto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2.000 $ 5.000
Volume baixo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.000 3.000
Diferença . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.000 $ 2.000
Custo variável por unidade ($ 2.000/1.000 unidades) = $ 2
Capítulo 4 • CONTABILIDADE PARA CUSTOS INDIRETOS DE FABRICAÇÃO • 157

Custo Fixo
1.000 Unidades 2.000 Unidades
Custo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 3.000 $ 5.000
Variável a $ 2 por unidade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2.000 4.000
Custo fixo (restante) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 1.000 $ 1.000

Custos de inspeção para vários níveis de produção podem ser estimados usando a seguin-
te fórmula:

Custos de inspeção = $ 1.000 + ($ 2 ⫻ número de unidades produzidas)

Suponha que a administração deseja estimar os custos indiretos de fabricação totais para
um mês a um nível de produção de 4.000 unidades. Usando os dados acima, e a fórmula para o
custo semivariável, os custos indiretos de fabricação projetados para o mês seriam de $ 15.000,
computados da seguinte maneira:
Depreciação (fixo) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ....... . . . $ 2.000
Custos de inspeção (semivariável, $ 1.000 + $ 2(4.000) . . ....... . . . 9.000
Suprimentos de fábrica (variável, $ 1 ⫻ 4.000)) . . . . . . . . ....... . . . 4.000
Total de custos indiretos de fabricação estimado para 4.000 unidades . . . $ 15.000

MÉTODO DO GRÁFICO DE DISPERSÃO

O método do gráfico de dispersão estima uma linha reta ao longo da qual os custos
semivariáveis estarão dispostos. O custo analisado é traçado no eixo das ordenadas (eixo y) do
gráfico, e o nível de atividade, como as horas de mão-de-obra direta, ou horas-máquina, é plota-
do no eixo das abscissas. Depois que as observações dos dados de custo e produção são plota-
dos no gráfico, uma linha é desenhada, através de inspeção visual, representando a tendência
mostrada pela maioria dos pontos dos dados. Normalmente, um número igual de pontos cai
acima e abaixo da linha. O ponto onde a linha reta cruza o eixo das ordenadas representa o total
dos custos fixos. O custo variável por unidade é computado ao subtrair os custos fixos dos cus-
tos totais em qualquer ponto no gráfico e depois dividir pelo nível de volume para aquele ponto,
lido do eixo das abscissas.
Os seguintes dados serão usados para ilustrar a determinação dos componentes fixos e
variáveis do custo de inspeção, usando dados de custos e de produção dos últimos seis meses:

Mês Custo de Inspeção para o Mês Unidades Produzidas

Julho $ 4.500 1.600


Agosto 3.000 1.000
Setembro 4.600 1.800
Outubro 5.000 2.000
Novembro 4.050 1.500
Dezembro 3.350 1.200
158 • CONTABILIDADE DE CUSTOS

Figura 4-2 Método do Gráfico de Dispersão

Custo Total

$ 5.000

$ 4.000

$ 3.000

$ 2.500

$ 2.000

$ 1.000

1.000 1.200 1.400 1.600 1.800 2.000

Unidades Produzidas

A Figura 4-2 mostra o gráfico de dispersão desses dados. Uma linha é visualmente encaixa-
da nesses dados ao posicionar uma régua até que esta esteja sobre, ou próximo de, todos os da-
dos, com um número igual de pontos acima e abaixo da linha. (O fato de que mais de uma linha
assim pode ser traçada é uma das limitações explicadas abaixo.) A linha de custos na Figura 4-2
cruza o eixo das ordenadas no nível de $ 2.500. Essa é a estimativa da parte dos custos fixos reti-
rada do custo semivariável. Subtraia o custo fixo do custo total para qualquer nível de volume a
fim de determinar o total do custo variável naquele nível. Por exemplo, o total do custo variável
para um nível de volume de 1.500 unidades é de $ 4.050 – $ 2.500 = $ 1.550. Então, o custo variá-
vel por unidade seria de $ 1,03 ($ 1.550/1.500 unidades).

LIMITAÇÕES DOS MÉTODOS ALTO-BAIXO E GRÁFICO


DE DISPERSÃO ESTATÍSTICA
Os métodos alto-baixo e gráfico de dispersão estatística usam padrões de custos históricos
para prever custos futuros e, portanto, estão sujeitos às limitações que se aplicam a todas as téc-
Capítulo 4 • CONTABILIDADE PARA CUSTOS INDIRETOS DE FABRICAÇÃO • 159

nicas de previsão. O uso de técnicas matemáticas não assegura uma previsão acurada. A exatidão
de uma previsão depende muito da validade dos dados usados com o método escolhido.
A análise de custos é mais útil para a tomada de decisão quando todos os custos estão
segregados em duas categorias: variáveis e fixos. Portanto, os custos semivariáveis devem ser
analisados e subdivididos nas duas categorias. O método alto-baixo baseia a sua solução em duas
observações e supõe que todos os outros relacionamentos não analisados cairão ao longo de
uma linha reta entre essas observações selecionadas. Uma suposição desse tipo pode provar ser
altamente irreal porque as duas observações usadas podem não ser representativas do grupo do
qual os dados foram escolhidos. O método pode ser considerado confiável, no entanto, se pares
adicionais dos dados são analisados e os resultados se aproximam dos obtidos nas primeiras
observações.
O método do gráfico de dispersão é uma melhoria sobre o método alto-baixo porque usa
todos os dados disponíveis. Além disso, a inspeção visual do gráfico permite que pontos de da-
dos não representativos, chamados de circundantes, sejam identificados. A principal desvanta-
gem do método do gráfico de dispersão é que a linha de custos é traçada através dos pontos de
dados baseada na inspeção visual em vez de em técnicas matemáticas. Técnicas mais sofisticadas
para determinar matematicamente uma linha de melhor encaixe através de um conjunto de pon-
tos plotados vão além do escopo deste livro.
Os dois métodos enfatizam a importância do relacionamento entre os fatores de custo e
volume; no entanto, muitos outros fatores podem afetar o comportamento de custo e não de-
vem ser ignorados. Por exemplo, deve-se dar consideração também às mudanças de preços e às
mudanças na tecnologia. Generalizações sobre modelos de custo devem ser evitadas porque
apenas poucos custos têm características inerentes. Políticas administrativas influenciam direta-
mente a maioria dos custos.

Agora, você deve estar apto a resolver o seguinte: Questões 1-7; Exercícios 4-1 a
4-3; Problemas 4-1 a 4-3.

ORÇAMENTO DOS CIF


OBJETIVO DE APRENDIZAGEM 3
Elaborar um orçamento para Custos Indiretos de Fabricação.

Orçamentos são os planos operacionais da administração expressos em termos quantita-


tivos, como unidades de produção e custos relacionados. Depois de os custos indiretos de fabri-
cação terem sido classificados como fixos ou variáveis, orçamentos podem ser elaborados para
níveis esperados de produção. A segregação dos componentes de custos fixos e variáveis permi-
te à empresa elaborar um orçamento flexível. Um orçamento flexível é um orçamento que
mostra os custos estimados para diferentes volumes de produção (ajustável).
Suponha que a administração deseja elaborar um orçamento de custos indiretos de fabrica-
ção para três níveis de produção – 10.000, 20.000 e 40.000 unidades. Os CIF variáveis são de $ 5
160 • CONTABILIDADE DE CUSTOS

por unidade, e os CIF fixos totalizam $ 50.000. Para esses volumes, os custos orçados são como
os seguintes:
10.000 20.000 40.000
................................ Unidades Unidades Unidades
Custo variável a $ 5 por unidade . . . . . . . . . $ 50.000 $ 100.000 $ 200.000
Custo fixo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 50.000 50.000 50.000
Total de CIF . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 100.000 $ 150.000 $ 250.000

CIF por unidade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 10,00 $ 7,50 $ 6,25

Com o aumento de volume, os custos indiretos de fabricação por unidade diminuem por-
que o custo fixo total ($ 50.000) é distribuído sobre um número maior de unidades. Por exem-
plo, o custo fixo por unidade adicionará $ 5 ao custo por unidade ($ 50.000/10.000 unidades) no
nível de 10.000 unidades, mas apenas $ 1,25 ($ 50.000/40.000 unidades) quando 40.000 unidades
são produzidas. O custo variável permanece constante a $ 5 por unidade em toda a amplitude da
produção.
A elaboração de orçamentos é uma ferramenta valiosa para a administração no planejamen-
to e controle de custos. Um orçamento flexível ajuda a administração a estabelecer metas realis-
tas de produção e a comparar os custos reais com os custos orçados (planejados).

CONTABILIDADE DE CUSTOS INDIRETOS DE FABRICAÇÃO


OBJETIVO DE APRENDIZAGEM 4
Contabilizar os custos reais de custos indiretos de fabricação.

Sistemas de contabilidade de custos são projetados para acumular, classificar e resumir os


custos indiretos de fabricação realmente incorridos. Os procedimentos específicos usados para
contabilizar os custos reais de custos indiretos de fabricação dependem da natureza e organiza-
ção da empresa de manufatura.
Em uma empresa pequena de manufatura, que tem apenas um departamento de produ-
ção, os custos indiretos de fabricação podem ser contabilizados de forma semelhante às despe-
sas administrativas e de vendas. Todas as contas de custos indiretos de fabricação podem ser
mantidas no razão geral. Entretanto, contas separadas devem ser mantidas para materiais indire-
tos, mão-de-obra indireta e para cada uma das outras despesas indiretas de manufatura.
Os custos de materiais indiretos e mão-de-obra indireta são os primeiros a ser registrados
no diário geral. Esses lançamentos são feitos a partir do resumo de materiais baixados e devolvi-
dos, e do resumo de custos da mão-de-obra. Outras despesas de custos indiretos de fabricação
também são registradas no diário geral, do qual são contabilizadas nas contas apropriadas no
razão geral. As faturas que foram recebidas são as fontes para esses lançamentos. Listagens de
custos fixos devem ser preparadas e usadas como as fontes para lançamentos de ajuste do diário
geral para registrar a quantia de impostos, depreciação, seguro e outras despesas similares para
o período.
Uma modificação substancial precisa ser feita no sistema de contabilidade quando o núme-
ro de contas para custos indiretos de fabricação se torna elevado. Um razão subsidiário para cus-
tos indiretos de fabricação deve ser criado e mantido, junto com uma conta de controle no razão
geral. O razão subsidiário é conhecido como o razão de custos indiretos de fabricação, e a
Capítulo 4 • CONTABILIDADE PARA CUSTOS INDIRETOS DE FABRICAÇÃO • 161

conta de controle é intitulada “Custos Indiretos de Fabricação”, ou “Custos Indiretos de Manu-


fatura”. No final de cada período contábil, o saldo da conta de controle para custos indiretos de
fabricação é confirmado ao comparar o seu saldo com o total dos saldos das contas no razão sub-
sidiário de custos indiretos de fabricação.
Contas no razão de custos indiretos de fabricação devem ter títulos que descrevam clara-
mente a natureza da despesa. Exemplos de contas típicas de custos indiretos de fabricação
incluem:
Água Mão-de-obra Indireta
Aluguel Materiais Indiretos
Aquecimento e Iluminação Prêmios por Horas Extras
Benefícios Indiretos dos Empregados Produtos Danificados
Combustível Reparos
Depreciação Segurança da Fábrica
Energia Seguro
Ferramentas Pequenas Seguro de Acidentes de Trabalho
Impostos Prediais e Territoriais Serviços de Zelador
Lubrificantes Suprimentos
Manuseio de Materiais Telefone/Fax
Manutenção Produtos Defeituosos

Em empresas de manufatura com vários departamentos, o sistema de contabilidade é pro-


jetado para acumular custos por departamento. Geralmente, orçamentos separados são prepa-
rados para cada departamento, e depois combinados em um orçamento geral para a empresa.
Assim, os custos reais incorridos podem ser prontamente comparados com os custos orçados
para cada departamento.*
As despesas de custos indiretos de fabricação precisam ser cuidadosamente analisadas
antes de serem atribuídas aos departamentos. Por exemplo, o total da depreciação de fábrica é
analisado para determinar a distribuição dos débitos de depreciação entre os departamentos. O
sistema de contabilidade deve ser projetado para fornecer os dados necessários pronta e acura-
damente.

FOLHAS DE ANÁLISE DOS CUSTOS INDIRETOS DE FABRICAÇÃO

Em vez de expandir o razão de custos indiretos de fabricação para incluir uma conta sepa-
rada para a parte de cada departamento das diversas despesas, folhas de análise dos custos
indiretos de fabricação podem ser usadas para manter um registro subsidiário das despesas
indiretas de fabricação. Uma folha separada de análise pode ser usada para registrar cada tipo de
despesa, com colunas individuais para a classificação departamental da despesa. Como alternati-
va, uma folha separada de análise pode ser usada para cada departamento, com colunas indivi-
duais para a classificação da despesa.

* N. do R. Também denominado área de responsabilidade quando se estuda a Contabilidade por Responsabilidade para
efeito de orçamento e accountability no sentido de prestação de contas por decisões gerenciais. É a unidade mínima adminis-
trativa em que se presume haja um responsável por ela, algumas vezes tratada como centro de custos, que é a mínima unidade
de acumulação de custos indiretos de febricação.
162 • CONTABILIDADE DE CUSTOS

A Figura 4-3 mostra um exemplo de folha de análise usada para manter registros individuais
para cada tipo de despesa indireta de fabricação. A folha de análise por tipo de despesa for-
nece uma coluna para quantias separadas para cada departamento, tornando possível a distribui-
ção dos débitos entre os departamentos enquanto as despesas são registradas. Cada coluna
representa um departamento; portanto, cada folha de análise substitui tantas contas separadas
quantos departamentos existem na fábrica. Na Figura 4-3, que ilustra a distribuição de um mês
de depreciação para os departamentos, o custo de depreciação atribuível aos vários departa-
mentos foi determinado ao multiplicar a valorização da fábrica e do equipamento em cada
departamento (A: $ 36.000; B: $ 24.000; C: $ 18.000; D: $ 60.000) pela taxa anual de depreciação
(10%) aplicável à propriedade. A depreciação mensal estimada (1/12 da depreciação anual) foi
registrada no diário geral e se tornou a fonte do lançamento para a folha de análise.

Figura 4-3 Folha de Análise dos Custos Indiretos de Fabricação


— por Tipo de Despesa

Núm. da Conta: 3111 Base de Distribuição: Valorização de Fábrica e Equipamento


Conta: Depreciação
Análise Departamental Data Descrição Ref. Lanc Débito Crédito Saldo
Depto.A Depto.B Depto.C Depto.D
. 300,00 200,00 150,00 500,00 31/01 Depreciação p/ janeiro DG 1.150,00 1.150,00

A folha de análise por tipo de departamento na Figura 4-4 fornece uma coluna sepa-
rada de quantias para cada tipo de despesa. Isso torna possível a distribuição de despesas basea-
da em departamentos, enquanto estão sendo registrados. Cada coluna representa uma despesa
diferente. Portanto, cada folha de análise substitui tantas contas separadas quantos forem os
tipos de despesas na fábrica. A Figura 4-4 mostra todas as despesas incorridas para o Departa-
mento A durante janeiro. Somente os totais são lançados. Despesas são lançadas dos livros de
lançamento original no todo, ou a partir da data em que foram incorridas. As despesas fixas são
lançadas de um diário geral no final do mês.
Folhas de análise dos custos indiretos, por despesa e por departamento, servem como
razões subsidiários e são controladas pela conta de custos indiretos de fabricação no razão geral.
A vantagem de se usar uma folha de análise para cada despesa, classificada por departamento, é
que ela fornece apenas tantas colunas para quantias quantos departamentos existem na fábrica
(veja a Figura 4-3). No entanto, um resumo deve ser preparado no final de um período contábil
para determinar o total de despesas incorridas para cada departamento.

Figura 4-4 Folha de Análise de CIF por Tipo de Departamento

CUSTOS INDIRETOS DE FABRICAÇÃO – DEPARTAMENTO A


Imposto Despesas
Materiais Mão-de-obra Predial Indiretas
Indiretos Indireta Energia Depreciação da Fábrica Seguro da Fábrica
Nº 311.1 Nº 311.12 Nº 311.13 Nº 311.18 Nº 311.20 Nº 311.30 Nº 311.50
300 00 200 00 150 00 300 00 280 00 350 00 150 00
Capítulo 4 • CONTABILIDADE PARA CUSTOS INDIRETOS DE FABRICAÇÃO • 163

CUSTOS INDIRETOS DE FABRICAÇÃO – DEPARTAMENTO A


Despesas Diversas de Data Descrição Ref. Débito Crédito Saldo
Fábrica Lanc.
Nº Conta Valor
31/01 Despesas totais - janeiro 1730 00 1730 00

A vantagem de se usar uma folha de análise para cada departamento, classificada por des-
pesas, é que menos folhas são necessárias e a preparação de um resumo não é requerido no fi-
nal de um período contábil (veja a Figura 4-4). Quando uma fábrica é departamentalizada, os
custos indiretos de fabricação precisam ser registrados por departamento para determinar o cus-
to total operacional de cada departamento. Um software de planilhas eletrônicas facilita a distri-
buição dos custos indiretos de fabricação departamentais.

PROGRAMAÇÃO DE CUSTOS FIXOS

Tem-se por certo que os custos fixos não variam em quantia de mês em mês. Alguns custos
fixos, como seguro e impostos prediais e territoriais, são despesas pagas antecipadamente ou
provisionadas. Devido a que esses custos são considerados muito previsíveis, programas para o
valor periódico de custos fixos a serem alocados aos diversos departamentos podem ser prepa-
rados com antecipação. Uma programação de custos fixos parecida com a da Figura 4-5 pode
ser preparada para vários períodos. Ao se referir à programação no final do período, um lança-
mento no diário pode ser preparado para registrar o total dos custos fixos. A programação tam-
bém pode ser usada como uma fonte da qual os custos fixos podem ser lançados para as folhas
de análise dos custos indiretos de fabricação departamentais.
Na Figura 4-5, a programação de custos fixos mostra que, para o mês de janeiro, o total de
despesas de depreciação da maquinaria, $ 1.150, é alocado para os departamentos como a
seguir: A, $ 300; B, $ 200; C, $ 150; D, $ 500. A Figura 4-5 também mostra os custos fixos departa-
mentais mensais para impostos sobre a propriedade e seguro, que foram distribuídos na base da
metragem quadrada de espaço ocupado por departamento. No final do mês, o contador lançaria
as quantias da programação de custos fixos para a folha de análise de cada departamento.

DESPESAS GERAIS COMO CIF

Todas as despesas gerais indiretas de fabricação são registradas de forma regular e sistemá-
tica para que, no final de um período contábil, todas as despesas debitáveis para o período já
tenham sido distribuídas para os departamentos da fábrica. A alocação de custos indiretos para
os departamentos teria sido feita em proporção aos benefícios mensuráveis recebidos de tais
despesas. No entanto, para alguns itens de custos indiretos de fabricação, é difícil mensurar os
benefícios por departamento. Em vez disso, a fábrica como um todo é a beneficiária. Um exem-
plo é o salário do gerente da fábrica, que tem a responsabilidade de supervisionar todas as ope-
rações da fábrica. Outro exemplo seriam os salários dos guardas de segurança da companhia.
Despesas gerais indiretas de fabricação não identificadas com um departamento espe-
cífico são debitadas para os departamentos por um processo de alocação. Essa alocação é nor-
malmente feita em bases lógicas,** como alocar custos de aquecimento para os departamentos
baseado no espaço da fábrica devotado para cada departamento, ou o salário do gerente da

* N. do R. Alocação ou rateio implica obter-se a relação causa-efeito adequada por critérios ou métodos científicos, e não por
arbitrariedades ou idiossincrasias.
164 • CONTABILIDADE DE CUSTOS

fábrica baseado no montante estimado de tempo que é devotado para cada departamento. A alo-
cação pode ser feita para cada item de despesa com relação a como foi incorrido e registrado, ou
despesas podem ser acumuladas como incorrem e a alocação do total das despesas feita no final
do período contábil. Se a alocação for feita no final do período, cada tipo de despesa geral de
fábrica incorrida durante o período é registrada em uma folha separada de análise. No final do
período, o total é alocado e registrado nas folhas de análise departamentais. O interesse em
registrar os custos indiretos de fabricação em folha separada depende da freqüência na qual
essas despesas são incorridas durante o período.

Figura 4-5 Programação de Custos Fixos

Programação de Custos Fixos


Item de Custo Janeiro Fevereiro Março Abril Maio Junho
Depreciação:
Departamento A $ 300,00 $ 300,00 $ 300,00 $ 300,00 $ 300,00 $ 300,00
Departamento B 200,00 200,00 200,00 200,00 200,00 200,00
Departamento C 150,00 150,00 150,00 150,00 150,0 150,00
Departamento D 500,00 500,00 500,00 500,00 500,00 500,00
Total $ 1.150,00 $ 1.150,00 $ 1.150,00 $ 1.150, $ 1.150,00 $ 1.150,00
Imposto Predial:
Departamento A $ 280,00 $ 280,00 $ 280,00 $ 280,00 $ 280,00 $ 280,00
Departamento B 270,00 270,00 270,00 270,00 270,00 270,00
Departamento C 250,00 250,00 250,00 250,00 250,00 250,00
Departamento D 200,00 200,00 200,00 200,00 200,00 200,00
Total $ 1.000,00 $ 1.000,00 $ 1.000,00 $ 1.000,00 $ 1.000,00 $ 1.000,00
Seguro:
Departamento A $ 350,00 $ 350,00 $ 350,00 $ 350,00 $ 350,00 $ 350,00
Departamento B 325,00 325,00 325,00 325,00 325,00 325,00
Departamento C 300,00 300,00 300,00 300,00 300,00 300,00
Departamento D 425,00 425,00 425,00 425,00 425,00 425,00
Total $ 1.400,00 $ 1.400,00 $ 1.400,00 $ 1.400,00 $ 1.400,00 $ 1.400,00
Total Geral $ 3.550,00 $ 3.550,00 $ 3.550,00 $ 3.550,00 $ 3.550,00 $ 3.550,00

RESUMO DOS CIF

Todas as despesas de custos indiretos de fabricação incorridas durante o período contábil,


tanto variáveis quanto fixas, são registradas em folhas de análise de custos indiretos de fabrica-
ção e na conta de controle de custos indiretos de fabricação no razão geral. Depois de completar
os lançamentos no final do período contábil, o saldo da conta de controle é provado pela prepa-
ração de um resumo de custos indiretos de fabricação (Figura 4-6) das folhas de análise.
Esse resumo mostra os itens de despesa por departamento e no total.
Capítulo 4 • CONTABILIDADE PARA CUSTOS INDIRETOS DE FABRICAÇÃO • 165

DISTRIBUINDO DESPESAS DOS DEPARTAMENTOS DE SERVIÇOS


OBJETIVO DE APRENDIZAGEM 5
Distribuir custos indiretos de fabricação dos departamentos de serviços para
os departamentos de produção.

Todos os sistemas de custo por ordem e por processo são projetados para acumularem o
custo total de cada ordem ou unidade de produto. Para incluir custos indiretos de fabricação co-
mo parte do custo total, a quantia de custos indiretos de fabricação incorrida por departamento
de produção deve ser determinada.
Em uma fábrica, o processo de manufatura consiste em uma série de operações executadas
em departamentos, ou centros de custo. Os departamentos são divididos em duas classes:
departamentos de serviços e de produção. Um departamento de serviços é uma parte essen-
cial da organização, mas não trabalha diretamente no produto. A função de um departamento de
serviços é de atender às necessidades dos departamentos de produção e outros departamentos
de serviços. O produto recebe o benefício do trabalho executado pelo departamento de serviços
indiretamente. Exemplos de departamentos de serviços incluem um departamento que gera a
energia para a fábrica, um departamento de manutenção do edifício que é responsável pela
manutenção das instalações, ou o departamento de contabilidade de custos que mantém os
registros contábeis da fábrica.

Figura 4-6 Resumo dos Custos indiretos de fabricação


Resumo dos Custos indiretos de fabricação
para o Mês Encerrado em 31 de Janeiro de 20 – –
Classificação Departamental
Despesas Depto. A Depto. B Depto. C Depto. D Total
Materiais Indiretos $ 100 $ 50 $ 40 $ 30 $ 220
Mão-de-obra Indireta 200 150 140 160650
Energia 150 140 120 100510
Depreciação 300 200 150 500 1.150
Imposto Predial da Fábrica 280 270 250 200 1.000
Seguro 350 325 300 425 1.400
Despesas Gerais da Fábrica 150 350 200 300 1.000
Total $ 1.530 $ 1.485 $ 1.200 $ 1.715 $ 5.930

Um departamento de produção executa as operações reais de manufatura que fisica-


mente transformam as unidades em processamento. Devido a que os departamentos de produ-
ção recebem os benefícios do trabalho executado pelos departamentos de serviços, o custo total
da produção deve incluir não apenas os custos debitados diretamente para os departamentos de
produção, mas também uma parte dos custos operacionais dos departamentos de serviços. Por-
tanto, os custos totais do produto devem incluir uma parte dos custos dos departamentos de
serviços.
A distribuição dos custos dos departamentos de serviços para os departamentos de produ-
ção envolve uma análise do relacionamento do departamento de serviços com os outros depar-
166 • CONTABILIDADE DE CUSTOS

tamentos antes que um processo de rateio possa ser desenvolvido. O custo operacional de cada
departamento de serviços deve ser distribuído em proporção com os benefícios recebidos pelos
vários departamentos. O rateio dos custos do departamento de serviços é complicado porque
alguns departamentos de serviços prestam serviços para outros departamentos de serviços
tanto quanto para os departamentos de produção. Para que uma distribuição possa ser eqüitati-
va, o custo operacional de um departamento de serviços deve ser dividido entre todos os depar-
tamentos que este atende, tanto de serviço quanto de produção.
O primeiro requisito do processo de distribuição é determinar como um departamento de
serviços em particular divide os seus serviços entre os outros departamentos. Em alguns casos,
os serviços realizados para um outro departamento podem ser determinados com precisão. No
entanto, na maioria das vezes, a distribuição precisa ser baseada em aproximações. Por exemplo,
o departamento de energia pode estar fornecendo energia para a operação das máquinas e para
a iluminação do prédio e dos terrenos e áreas que cercam a fábrica. Se a energia usada em cada
departamento for medida, os medidores podem ser lidos no final do período e os departamen-
tos debitados pela quantia exata de energia que foi usada. Esse tipo de débito para o departa-
mento seria chamado de débito direto.
Por outro lado, um departamento, como de manutenção do prédio, que mantém o prédio
limpo e faz os consertos necessários, não consegue medir exatamente os benefícios que fornece
aos outros departamentos que atende. Portanto, o custo operacional do departamento de
manutenção de prédios é distribuído para os outros departamentos de alguma forma eqüitativa,
como a metragem quadrada de espaço que ocupa.
Bases comuns para distribuir os custos dos departamentos de serviços incluem os seguintes:

Departamentos de Serviços Bases para Distribuição


Manutenção do Prédio Espaço ocupado pelos outros departamentos
Inspeção e Embalagem Volume de produção
Oficina Mecânica Valor da maquinaria e equipamento
Pessoal Número de empregados no departamento atendido
Compras Número de pedidos de compras
Expedição Quantidade e peso dos itens expedidos
Almoxarifado Unidades de material requisitadas
Ferramentaria Total de horas de mão-de-obra direta
nos departamentos atendidos

Depois que as bases para distribuição foram escolhidas para os departamentos de serviços,
a próxima etapa é distribuir o custo total de cada departamento de serviços para os outros
departamentos. Para ilustrar o processo de distribuição, suponha que as seguintes condições
existam:
1. O departamento de manutenção presta serviços ao prédio da usina geradora.
2. O departamento de energia fornece energia para o equipamento de manutenção do departa-
mento de manutenção.
3. O departamento de energia e o departamento de manutenção prestam serviços para as insta-
lações do departamento de pessoal.
4. O departamento de pessoal presta serviços para os departamentos de energia e de manuten-
ção através de suas funções de contratação de pessoal e de manutenção dos registros do pes-
soal dos departamentos.
Capítulo 4 • CONTABILIDADE PARA CUSTOS INDIRETOS DE FABRICAÇÃO • 167

O primeiro passo é computar o custo total de qualquer um desses departamentos que se


sobrepõem. Existem três métodos diferentes que podem ser usados:
1. O método de distribuição direta, que distribui os custos do departamento de serviços
diretamente para os departamentos de produção.
2. O método de distribuição seqüencial ou método passo a passo, que distribui os custos
do departamento de serviços regressivamente para outros departamentos de serviços e
depois para os departamentos de produção. A seqüência da alocação dos custos do departa-
mento de serviços é normalmente estabelecida de uma destas duas maneiras:
a. O número de outros departamentos atendidos.
b. A magnitude dos custos totais em cada departamento de serviços.
3. O método de distribuição algébrica leva em consideração o fato de que alguns departa-
mentos de serviços não só prestam serviços para, mas também podem receber serviços de,
outros departamentos de serviços. Uma explicação mais aprofundada deste método vai além
do escopo deste livro.
O método de distribuição direta não tenta determinar a extensão na qual um departa-
mento de serviços presta serviços para outro departamento de serviços. Em vez disso, os custos
dos departamentos de serviços são alocados diretamente e apenas para os departamentos de
produção. Este método tem a vantagem da simplicidade, mas pode produzir resultados menos
precisos do que os outros métodos. O uso do método direto é justificado se os custos alocados
para os departamentos de produção não diferem substancialmente dos custos que seriam aloca-
dos se se estivesse usando um outro método mais preciso.
O método de distribuição seqüencial reconhece o inter-relacionamento dos departa-
mentos de serviços. Os custos do departamento de energia são divididos entre os departamen-
tos de pessoal, manutenção e produção. Depois da distribuição do custo do departamento de
energia, os custos totais do departamento de pessoal – que agora incluem uma parte dos custos
do departamento de energia – serão alocados para os departamentos de manutenção e de pro-
dução. Finalmente, os custos dos departamentos de manutenção serão distribuídos para os
departamentos de produção.
A seqüência de distribuição para alocar os custos dos departamentos de serviços é uma
decisão de alta prioridade quando o método de distribuição seqüencial for usado. O procedi-
mento seqüencial deve primeiro distribuir os custos do departamento de serviços que presta o
maior número de serviços aos outros departamentos. Deve continuar até que todos os custos
dos departamentos de serviços tenham sido distribuídos para os departamentos de produção. O
método de distribuição seqüencial pode ser longo e trabalhoso, mas tem a vantagem de ser mais
preciso se a seqüência estabelecida for baseada em uma análise robusta dos serviços prestados
aos vários departamentos. Se existir um grau substancial de incerteza quanto ao custo de qual
departamento deve ser distribuído primeiro para os outros departamentos, e essa incerteza não
puder ser dissipada, o departamento com o maior custo de fabricação total deve ser distribuído
primeiro. Esta ordem de distribuição está baseada na suposição de que os departamentos pres-
tam serviços em proporção direta à quantia de despesa que incorrem.
A Figura 4-7 (distribuição direta apenas para os departamentos de produção) e a Figura 4-8
(distribuição seqüencial para departamentos de serviços e de produção baseada na magnitude
dos custos totais nos departamentos de serviços) mostram os métodos direto e seqüencial de
distribuição dos custos dos departamentos de serviços para os departamentos de produção. Re-
pare que a quantia dos custos em cada departamento de serviços é usada como um critério para
Figura 4-7 Método 1 – Distribuição Direta dos Custos do Departamento de Serviços
168

para os Departamentos de Produção


Energia Pessoal Manutenção Depto. A Depto. B Depto. C Depto. D Total
Total das folhas de análise dos
custos indiretos de fabricação 30.000 00 10.000 00 20.000 00 50.000 00 40.000 00 60.000 00 90.000 00 300.000 00
Distribuição de energia –
(kilowatts-hora)
• CONTABILIDADE DE CUSTOS

A – 12.000 a $ 0,30* 3.600 00


B – 18.000 a 0,30 5.400 00
C – 20.000 a 0,30 6.000 00
D – 50.000 a 0,30 15.000 00
100.000
Distribuição do Depto. Pessoal
(número de empregados
atendidos)
A – 30 a $ 100** 3.000 00
B – 10 a $ 100 1.000 00
C – 20 a $ 100 2.000 00
D – 40 a $ 100 4.000 00
100
Distribuição da manutenção
(pés quadrados)
A – 5.000 a $ 1,00*** 5.000 00
B – 6.000 a 1,00 6.000 00
C – 4.000 a 1,00 4.000 00
D – 5.000 a 1,00 5.000 00
20.000 61.600 00 52.400 00 72.000 00 114.000 00 300.000 00
* $ 30.000/100.000 (kilowatts-hora) = $ 0,30 por kilowatts-hora
** $ 10.000/100 (número de empregados atendidos) = $ 100 por empregado
*** $ 20.000/20.000 (pés quadrados) = $ 1,00 por pés quadrado
Figura 4-8 Método 2 – Distribuição Seqüencial de Custos do Departamento de Serviços Baseada na Magnitude
dos Custos Totais dos Departamentos de Serviços
Energia Manutenção Pessoal Depto. A Depto. B Depto. C Depto. D Total
Total das folhas de análise de
CIF 30.000 00 20.000 00 10.000 00 50.000 00 40.000 00 60.000 00 90.000 00 300.000 00
Distribuição de energia – kW/h
Manutenção –
10.000 a $ 0,25* 2.500 00
Pessoal –
10.000 a 0,25 2.500 00
A – 12.000 a $ 0,25 3.000 00
B – 18.000 a 0,25 4.500 00
C – 20.000 a 0,25 5.000 00
D – 50.000 a 0,25 12.500 00
120.000 22.500 00
Distribuição da manutenção
– (pé)2 Pessoal –
5.000 a $ 0,90** 4.500 00
A – 5.000 a $ 0,90** 4.500 00
B – 6.000 a 0,90 5.400 00
C – 4.000 a 0,90 3.600 00
D – 5.000 a 0,90 4.500 00
25.000 17.000 00
Distribuição de pessoal - (núm.
empregados atendidos)
A – 30 a $ 170*** 5.100 00
B – 10 a 170 1.700 00
C – 20 a 170 3.400 00
D – 40 a 170 6.800 00
100 62.600 00 51.600 00 72.000 00 113.800 00 300.000 00
Capítulo 4 • CONTABILIDADE PARA CUSTOS INDIRETOS DE FABRICAÇÃO •

* $ 30.000/120.000 (kW/hora) = $ 0,25 por kW/hora. ** $ 22.500/25.000 (pé) 2 = $ 0,90 por (pé)2
*** $ 17.000/100 (número de empregados servidos) = $ 170 por empregado.
169
170 • CONTABILIDADE DE CUSTOS

determinar a ordem de distribuição porque cada departamento de serviços presta serviços para
o mesmo número de outros departamentos. A organização e a estrutura operacional de uma
empresa serão os determinantes sobre qual método de distribuição deve ser escolhido e usado.
Se a variação de um método para outro for insignificante, o método de distribuição direta seria
adequado porque economiza tempo e esforço.
As planilhas de distribuição completadas servem de base para uma série de lançamentos no
diário geral. Os lançamentos abaixo são baseados nos dados mostrados na Figura 4-8.
Lançamentos Contábeis
D - CIF – Departamento de Energia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 30.000
D - CIF – Departamento de Manutenção . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20.000
D - CIF – Departamento de Pessoal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10.000
D - CIF – Departamento A . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 50.000
D - CIF – Departamento B . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 40.000
D - CIF – Departamento C . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 60.000
D - CIF – Departamento D . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 90.000
C – Custos Indiretos de Fabricação . . . . . . . . . . . . . . . . 300.000

Fechamento de despesas indiretas de fabricação para departamentos de serviços e de pro-


dução.
A alocação dos custos de departamentos de serviços deve ser contabilizada como a seguir:
D - CIF – Departamento de Manutenção . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2.500
D - CIF – Departamento de Pessoal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2.500
D - CIF – Departamento A . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3.000
D - CIF – Departamento B . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4.500
D - CIF – Departamento C . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5.000
D - CIF – Departamento D . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12.500
C - CIF – Departamento de Energia . . . . . . . . . . . . . . . . 30.000

Fechamento de despesas indiretas de fabricação do departamento de energia para os de-


partamentos de serviços e de produção.
D - CIF – Departamento de Pessoal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4.500
D - CIF – Departamento A . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4.500
D - CIF – Departamento B . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5.400
D - CIF – Departamento C . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3.600
D - CIF – Departamento D . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4.500
C - CIF – Departamento de Manutenção . . . . . . . . . . . . 22.500

Fechamento das despesas indiretas de fabricação do departamento de manutenção para os


departamento de serviços e de produção.
D - CIF – Departamento A . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5.100
D - CIF – Departamento B . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.700
D - CIF – Departamento C . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3.400
D - CIF – Departamento D . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6.800
C - CIF – Departamento de Pessoal . . . . . . . . . . . . . . . . 17.000
Capítulo 4 • CONTABILIDADE PARA CUSTOS INDIRETOS DE FABRICAÇÃO • 171

Fechamento das despesas indiretas de fabricação do departamento de pessoal para os de-


partamentos de produção.

Um sistema de contabilidade pode ser projetado para reduzir o número de contas de CIF
que devem ser mantidas para os departamentos de serviços. Em um sistema assim, após comple-
tar a planilha de distribuição na Figura 4-8, um lançamento no diário pode ser feito para fechar a
conta de controle de custos indiretos de fabricação. Os débitos são feitos diretamente nos
departamentos de produção como a seguir:
D - CIF – Departamento A . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 62.600
D - CIF – Departamento B . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 51.600
D - CIF – Departamento C . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 72.000
D - CIF – Departamento D . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 113.800
C - CIF . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 300.000

Fechamento do CIF para os departamentos de produção. (Os totais departamentais incluem


os custos rateados dos departamentos de serviços).

Após fazer os lançamentos de diário no razão geral, os saldos totais das contas departamen-
tais de custos indiretos de fabricação serão iguais ao saldo da conta de controle de custos indire-
tos de fabricação antes de ser fechada. Os lançamentos de diário não afetaram o total das despe-
sas indiretas de fabricação. No entanto, o razão geral agora mostra a quantia de despesa dos CIF
alocada para cada departamentos de produção.

Agora, você deve estar apto a resolver o seguinte: Questões 8-11; Exercícios 4-4 a
4-6; Problema 4-4.

APLICAÇÃO DOS CIF À PRODUÇÃO


OBJETIVO DE APRENDIZAGEM 6
Aplicar os CIF usando taxas predeterminadas.

Nas discussões prévias, as empresas evitaram estimar e aplicar os custos indiretos de fabri-
cação para a produção ao debitar os custos indiretos de fabricação reais ou incorridos para a
conta de produtos em processo. As empresas usaram esses procedimentos para enfatizar o
fluxo de custos e as técnicas básicas utilizadas na contabilidade de custos sem complicar indevi-
damente os fundamentos. No entanto, custos indiretos de fabricação incluem muitos custos
diferentes, alguns dos quais não serão conhecidos até o final do período contábil. Já que é dese-
jável conhecer o custo total de uma ordem, ou de um processo, logo após este ser completado,
algum método precisa ser estabelecido para estimar a quantia de custos indiretos de fabricação
que deve ser aplicada para o produto acabado. Através do procedimento de estimativa, uma
ordem ou processo será debitado por uma quantia estimada de despesa indireta de fabricação.
No final do período, os custos reais ou incorridos dos custos indiretos de fabricação podem ser
comparados aos custos indiretos de fabricação estimados que foram aplicados. Se uma empre-
sa encontrar uma diferença, ela pode fazer uma análise e uma distribuição subseqüente para
contas apropriadas.
172 • CONTABILIDADE DE CUSTOS

As vantagens de estimar e debitar custos indiretos de fabricação incluem faturar o cliente


de forma mais oportuna e preparar ofertas para novos contratos de forma mais acurada. Se não
foi possível faturar um cliente por uma ordem completada até um ou dois meses depois porque
todos os custos indiretos de fabricação não eram conhecidos, essa demora adicional para rece-
ber tais contas provaria ser muito caro para a empresa. Muitas empresas dependem muito de um
processo de licitação para obter novas ordens. Se uma empresa não puder incluir um débito acu-
rado justo de CIF nos custos da oferta, a saúde financeira da empresa pode ser prejudicada. Se
uma empresa oferece um preço menor por um contrato e ganha a licitação porque subestimou
as reais despesas indiretas de fabricação, ela pode acabar perdendo renda como resultado. Por
outro lado, superestimar os custos indiretos de fabricação numa oferta pode levar a empresa a
perder novos contratos. Portanto, aproximar as despesas indiretas de fabricação projetadas para
as ofertas e para as ordens completadas é importante para o bem-estar financeiro de uma
empresa e para o crescimento contínuo.
O orçamento flexível, que inclui os custos indiretos de fabricação esperados por departa-
mento a dados níveis de produção, é usado para estabelecer taxas predeterminadas de cus-
tos indiretos de fabricação. As taxas são computadas ao dividir o custo indireto de fabricação
orçado pela produção orçada. A produção orçada pode ser expressa em termos de horas/máqui-
na, horas de mão-de-obra direta, custo de mão-de-obra direta, unidades, e assim por diante. A
exatidão das taxas depende das projeções de custos e as estimativas de produção previstas no
orçamento flexível. Em projeções de orçamentos, os componentes de custos variáveis e fixos, os
padrões de comportamento de custos históricos e as possíveis futuras diferenças econômicas e
operacionais devem ser cuidadosamente considerados. Especificamente, esses fatores incluem o
volume antecipado de produção, a variabilidade de despesas, os custos fixos relevantes nos
níveis de produção, a atividade da indústria como prevista e as possíveis mudanças de preços
que podem ocorrer. Devido aos muitos itens desconhecidos, não se pode esperar uma precisão
absoluta. Mesmo assim, a administração deve dar alta prioridade para obter a taxa mais precisa
possível.
Em uma empresa departamentalizada, custos indiretos de fabricação devem ser orçados
para cada departamento. Os procedimentos para distribuir as despesas departamentais orçadas
são idênticos aos usados para alocar as reais despesas de custos indiretos de fabricação. Os orça-
mentos de custos indiretos departamentais também devem incluir um rateio para despesas fixas
orçadas, como a depreciação e uma parte das despesas orçadas dos departamentos de serviços.
Ao completar um orçamento de despesas para custos indiretos de fabricação, a empresa
precisa escolher um método para usar quando aplicar as despesas estimadas para os departa-
mentos. Os métodos de aplicação comuns requerem que se obtenha os dados dos orçamentos
de produção do período. Os orçamentos de produção irão fornecer informações quanto a esti-
mativa de quantidade do produto, custo da mão-de-obra direta, horas da mão-de-obra direta, e
horas/máquina.
Das estimativas de produção para a fábrica ou para cada departamento, a empresa pode
escolher um método que irá debitar o produto com uma parte justa dos custos indiretos de
fabricação que são esperados serem incorridos. A composição departamental de trabalho huma-
no versus mecânico influenciará o método de aplicação dos custos indiretos de fabricação ao
produto. Um departamento com pouca automação normalmente aplicará custos indiretos de
fabricação usando o método de custo de mão-de-obra direta ou de horas de mão-de-obra,
enquanto um departamento de produção altamente automatizado normalmente usará o méto-
do de horas/máquina.
Capítulo 4 • CONTABILIDADE PARA CUSTOS INDIRETOS DE FABRICAÇÃO • 173

MÉTODO DE CUSTO DE MÃO-DE-OBRA DIRETA

O método de custo de mão-de-obra direta usa o montante do custo de mão-de-obra


direta que foi debitado ao produto como a base para se aplicar os custos indiretos de fabricação.
A taxa de custos indiretos de fabricação a ser usada é predeterminada ao dividir o custo estima-
do (orçado) de custos indiretos de fabricação pelo custo estimado (orçado) da mão-de-obra
direta. O relacionamento dos custos indiretos de fabricação com os custos da mão-de-obra dire-
ta é expresso como uma porcentagem do custo da mão-de-obra direta (a base).
Por exemplo, suponha que o custo orçado de custos indiretos de fabricação para o Depar-
tamento A totalize $ 100.000, e é esperado que o custo da mão-de-obra direta estimado seja de
$ 200.000. A taxa predeterminada seria de 50% das unidades monetárias da mão-de-obra
($ 100.000/$ 200.000). E suponha que durante o primeiro mês de operações, a Ordem 100 incor-
reu em $ 1.000 para materiais diretos e $ 3.000 para mão-de-obra direta. A Ordem é completada.
Usando a taxa predeterminada para estimar custos indiretos de fabricação, o custo total é com-
putado da seguinte maneira:

Ordem 100
Materiais diretos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 1.000
Mão-de-obra direta . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3.000
Custos indiretos de fabricação (50% da mão-de-obra direta
em unidades monetárias) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.500
Custo total da ordem completada . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 5.500

O método de custos da mão-de-obra direta é apropriado em departamentos que requerem


maior parte de trabalho humano e nos quais os débitos de custos de mão-de-obra direta são rela-
tivamente estáveis de um produto para outro. Se uma força de trabalho gerar um custo de mão-
de-obra direta que varia muito devido à amplitude da taxa por hora dos empregados, ou absen-
teísmo, um outro método deve ser usado. Por exemplo, um empregado que ganha uma taxa
baixa por hora poderia ser substituído, devido ao absenteísmo, por um empregado que ganha
uma taxa mais alta por hora. O empregado que ganha a taxa mais alta irá encarecer o custo da
mão-de-obra direta, e assim aumentar a quantia de custos indiretos de fabricação debitados no
departamento. Esses aumentos em cobranças de custos indiretos de fabricação normalmente
não são justificados porque o empregado que ganha a taxa mais alta normalmente não aumenta
a real despesa de custos indiretos de fabricação incorrida pelo departamento. Qualquer flutua-
ção no custo da mão-de-obra direta departamental que não é acompanhada por um aumento
proporcional nas despesas reais de custos indiretos de fabricação causará uma distorção no cus-
to total do produto. Isso pode ser prejudicial à habilidade da empresa em controlar os seus cus-
tos e tomar boas decisões de produção e de marketing.

MÉTODO DE HORAS DE MÃO-DE-OBRA DIRETA

O método de horas de mão-de-obra direta supera o problema de variações nas taxas sala-
riais ao aplicar os custos indiretos de fabricação usando o número de horas da mão-de-obra direta
trabalhada em uma ordem ou processo. A taxa predeterminada é computada ao dividir o custo orça-
do de custos indiretos de fabricação pelo número estimado de horas da mão-de-obra direta que
serão trabalhadas. Por exemplo, suponha que o custo orçado de custos indiretos de fabricação era
de $ 100.000, e é esperado que a produção irá precisar de 25.000 horas de mão-de-obra direta. A taxa
predeterminada seria de $ 4 por hora de mão-de-obra direta ($ 100.000/25.000 horas).
174 • CONTABILIDADE DE CUSTOS

Se custos indiretos de fabricação forem aplicados à Ordem 100 usando o método de horas
de mão-de-obra direta, os registros devem incluir o número de horas de mão-de-obra direta usa-
das em cada ordem. Supondo que levou 500 horas de mão-de-obra direta para completar a Or-
dem 100, e os custos de materiais diretos e mão-de-obra direta eram de $ 1.000 e $ 3.000, respec-
tivamente, o custo da Ordem 100 fica assim:

Ordem 100
Materiais diretos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 1.000
Mão-de-obra direta (500 horas) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3.000
Custos indiretos de fabricação (500 horas a $ 4) . . . . . . . . . . . 2.000
Custo total da ordem completada . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6.000

Uma vantagem do método de horas de mão-de-obra direta é que o montante do custo indi-
reto de fabricação aplicado não é afetado pela combinação de taxas de mão-de-obra no custo to-
tal da mão-de-obra direta. A desvantagem em usar este método seria que a base de aplicação
(número de horas de mão-de-obra direta) poderia ser substancialmente menor do que quando
o custo da mão-de-obra direta é usado. Essa base de aplicação deveria ser, portanto, mais afeta-
da pelos ligeiros desvios das horas de mão-de-obra direta. Também, se os custos indiretos de
fabricação primariamente consistem em itens que são mais proximamente ligados às unidade
monetárias de mão-de-obra, tal como benefícios indiretos dos empregados, então o método de
horas de mão-de-obra direta pode não ser tão acurado.

MÉTODO DE HORAS-MÁQUINA

Um departamento altamente automatizado é geralmente melhor atendido pelo método


de horas-máquina. Em tais departamentos os custos indiretos de fabricação deveriam ser mais
proporcionais às horas-máquina geradas por um equipamento do que por horas de mão-de-obra
direta ou custos incorridos pelos empregados ao operarem a maquinaria. É comum em departa-
mentos automatizados um único empregado operar mais do que um equipamento. Conseqüen-
temente, uma hora de mão-de-obra direta pode gerar, possivelmente, cinco horas-máquina.
O método de horas-máquina exige substancial estudo preliminar à instalação e uma quanti-
dade adicional de registros a serem mantidos. Entretanto, as vantagens a serem ganhas por uma
taxa de aplicação de custos indiretos de fabricação mais confiável pode mais do que compensar o
esforço adicional e os custos envolvidos. A taxa de hora-máquina é determinada pela divisão do
custo indireto de fabricação orçado pelas horas-máquina estimadas a ser usada pela produção.
Por exemplo, suponha que o custo indireto de fabricação orçado é de $ 100.000, e é espe-
rado que 10.000 horas-máquina sejam requeridas. A taxa pré-determinada seria $ 10 por hora-
máquina ($ 100.000/10.000 horas). Presumindo que a Ordem 100 completada agora usou $ 1.000
para materiais diretos, $ 3.000 para mão-de-obra direta e requereu 300.000 horas-máquina, seu
custo é o seguinte:

Ordem 100
Materiais diretos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 1.000
Mão-de-obra direta . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3.000
Custos indiretos de fabricação (300 horas-máquina a $ 10) . . . . 3.000
Custo total da ordem completada . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 7.000
Capítulo 4 • CONTABILIDADE PARA CUSTOS INDIRETOS DE FABRICAÇÃO • 175

MÉTODO DE CUSTEIO BASEADO EM ATIVIDADE

Os métodos precedentes de aplicação de custos indiretos de fabricação aos produtos


supõe que todos os custos indiretos de fabricação incorridos eram relacionados ao volume. Por
exemplo, a quantia de custos indiretos de fabricação incorridos era apenas uma função de quan-
tas horas de mão-de-obra direta ou horas-máquina foram usadas. Em uma fábrica moderna que
manufatura muitos produtos, uma parte substancial dos custos indiretos de fabricação pode ser
mais uma função da complexidade do produto em fabricação do que do número de unidades
produzidas. O custeio baseado em atividade (ABC – Activity Based Costing) considera
atividades que não são relacionadas ao volume e que criam custos indiretos de fabricação, tais
como o número de preparações de máquinas ou mudanças no projeto do produto que são
necessárias para uma linha específica dele.
Um produto que é difícil de fazer pode ser produzido em números pequenos, talvez devi-
do a sua natureza incomum e a resultante falta de demanda. Se custos indiretos de fabricação
fossem aplicados aos produtos estritamente na base de horas de mão-de-obra direta, ou horas-
máquina, pouquíssimos custos indiretos de fabricação seriam debitados para tal produto em vir-
tude de seu baixo volume de produção. No entanto, a sua complexidade para produzir pode ter
criado muitos custos indiretos de fabricação adicionais na forma de preparações de máquinas e
mudanças de projeto, embora o número de unidades naquela produção tenha sido pequeno.
Para empregar um sistema ABC com êxito, primeiro uma empresa precisa identificar as ati-
vidades na fábrica que criam custos. Exemplos incluiriam mudanças nos projetos, inspeções,
movimentação de materiais (logística), requisições de materiais e preparações das máquinas. Os
custos para executar cada uma dessas atividades no período vindouro precisam ser determina-
dos. O próximo passo é de decidir o direcionador de custos (Cost Driver), ou base usada
para alocar cada grupo de custos de atividade. Por exemplo, para os custos da preparação das
máquinas o direcionador de custos pode ser o total do tempo estimado para preparação das
máquinas para o período vindouro, ou o número estimado de preparações que devem ser exe-
cutadas. Por último, o custo estimado de cada grupo de atividades é dividido pelo número esti-
mado de unidades de direcionadores de custo relacionados àquele grupo para computar custos
indiretos, ou taxa de atividade, que é usada para debitar cada produto ou ordem baseada no seu
consumo dos recursos necessários para sustentar cada atividade.
Por exemplo, suponha que o orçamento de custos indiretos de fabricação é de $ 100.000. A
seguir vemos as bases de alocação, níveis esperados de atividade para cada grupo de custos, e
taxas de custos indiretos de fabricação:

Nível Esperado
Grupo de Valor de Base de Taxa de
Custos Esperado Alocação CIF
Uso de mão-de-obra direta $ 30.000 10.000 horas de mão- $ 3/hora de mão-
de-obra de-obra direta
Uso de máquinas 0.000 5.000 horas-máquina $ 8/hora-máquina
Preparações de máquinas 20.000 100 preparações $ 200/preparação
Mudanças de desenho 10.000 25 mudanças de $ 400/mudança
$ 100.000 projeto no projeto

Suponha que a Ordem 100, agora completada, exigiu $ 1.000 em materiais diretos, $ 3.000
em mão-de-obra direta, 500 horas de mão-de-obra direta, 75 horas-máquina, duas preparações
176 • CONTABILIDADE DE CUSTOS

de máquinas e uma mudança no projeto. O custo da ordem deveria ser computado da seguinte
maneira:

Ordem 100
Materiais diretos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 1.000
Mão-de-obra direta (500 horas) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3.000

Custos indiretos de fabricação relacionados a:


Uso de mão-de-obra direta (500 horas ⫻ $ 3/hora de
mão-de-obra direta) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.500
Uso de máquinas (75 horas ⫻ $ 8 hora-máquina . . . . . . . . . . . . . . 600
Preparações das máquinas (2 preparações ⫻ $ 200 / preparação) . 400
Mudanças no projeto (1 mudança ⫻ $ 800 / mudança no projeto) . 800
Custo total da ordem completa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 7.300

Note que os custos indiretos de fabricação debitados para essa ordem usando custeio
baseado em atividade e, portanto, o custo total da ordem são maiores do que eram sob qualquer
dos outros métodos de débito de custos indiretos de fabricação. O custeio baseado em atividade
reflete melhor os custos adicionais para produzir uma ordem que requer uma mudança no pro-
jeto e mais de uma preparação das máquinas.

Agora, você deve estar apto a resolver o seguinte: Questões 12-18; Exercícios 4-7 e
4-8; Problemas 4-5 a 4-7.

EXEMPLO DO MUNDO REAL

ABC: UMA ABORDAGEM PILOTO


Abaixo estão incluídos alguns excertos de um artigo na Management Accounting
(Contabilidade Gerencial), no qual o autor explica a implementação do ABC na Lord Cor-
poration, uma empresa baseada em tecnologia diversificada mundialmente.
“Primeiro tivemos que aprender os pontos básicos do nosso ABC, então a nossa
equipe se dividiu e participou de seminários sobre ABC no país todo. O que trouxemos de
volta foi o seguinte: É vital aprender tudo de bom, de errado e de ruim que os outros fize-
ram antes de tentar a sua própria implementação… Por exemplo, é preciso obter o apoio da
alta gerência. Além disso, comece devagar – escolha uma área que será fácil de estudar. De-
cida de antemão o seu propósito em usar o ABC – é impossível atribuir os melhores dire-
cionadores de custo sem conhecer as suas metas. E isto vale a pena repetir: É preciso ter en-
volvimento de função cruzada para fazer o projeto funcionar. Se o esforço vier apenas da
contabilidade, a implementação será vista como sendo um projeto da contabilidade…”
“As entrevistas dos empregados foram precedidas por uma reunião em grupo na qual
os membros da equipe ABC explicaram aos empregados os pontos básicos sobre o custeio
baseado em atividade. Também ajudamos os empregados a pensar sobre as suas ativi-
dades primárias e quanto tempo passavam executando cada uma, e pedimos que
preenchessem um formulário com essas informações antes da entrevista. Não queríamos

Capítulo 4 • CONTABILIDADE PARA CUSTOS INDIRETOS DE FABRICAÇÃO • 177


mais do que quatro atividades principais para cada pessoa e uma descrição breve de cada
atividade. Enfatizamos que não queríamos um resumo de cinco páginas sobre cada serviço
que a pessoa já realizou. Também enfatizamos repetidamente que as pessoas não tinham o
que temer, e que não era para ficarem ‘protecionistas’ com relação aos seus empregos. No
formulário também pedimos aos empregados para descreverem as causas para cada uma
das suas atividades de ordem…”
“O estudo piloto nos mostrou que o custo de peças era um pobre direcionador dos
custos indiretos de materiais. Ele também revelou que um único direcionador de custos indi-
retos de materiais era a inspeção. (Por exemplo, descobrimos que simplesmente mover ma-
teriais de inspeção para estoque representava uma parte significante dos custos indiretos de
fabricação de um componente.) Foi aí que batemos o martelo para a necessidade do ABC.
A implementação era vital para o sucesso do estudo piloto, então em freqüentes apresen-
tações para a alta gerência, e altos empregados corporativos enfatizávamos a necessidade
de aumentarmos o nosso programa de fornecedores certificados para poder reduzir as
atividades de inspeção. Com um fornecedor credenciado as peças que entram contornam a
inspeção e vão diretamente para a produção. Também dependemos muito de um programa
de “pular lotes”. Um modelo de computador determina se a peça deve ser inspecionada ou
não, baseado em um histórico de entrega de peças de qualidade pelo fornecedor…”
“A abordagem ABC para o custeio mandou ondas de choque pelo grupo de marketing.
Eles não conseguiam compreender por que peças de baixo volume e baixo custo, que antes
levavam uma porcentagem fixa de seu custo como custos indiretos de materiais, de repente
saltaram de 500% a 700%. Para eles, só fazia sentido que uma peça de $ 0,10 recebesse um
centavo de custos indiretos de fabricação, como o nosso sistema de custos padrão demonstra-
va antes. O que o ABC revelou foi que mesmo essas peças baratas estavam sendo com-
pradas, recebidas, inspecionadas e estocadas de forma que criavam custos significativos. Par-
ticularmente, as peças de baixo volume e baixo custo eram altamente penalizadas…”
“Economias que podemos atribuir diretamente ao ABC são mais perceptíveis na forma
de produtos com melhores preços do que em reduções nos custos de manufatura. Isso foi de-
vido às nossas metas para o estudo piloto e às nossas escolhas de direcionadores de custo.
Usamos os resultados para justificar a determinação de preços e para discutirmos com os
nossos clientes sobre o nosso foco em identificar e eliminar custos. Conseqüentemente, fo-
mos capazes de melhorar o resultado líquido ao melhorar a confrontação entre o preço de
venda e o custo…”
Alan W. Rupp, “ABC: A Pilot Project”, Management Accounting, jan. 1995, p. 50-5.

CONTABILIDADE DOS CIF REAIS E APLICADOS


OBJETIVO DE APRENDIZAGEM 7
Contabilizar custos indiretos de fabricação reais e aplicados.

Após escolher o método de aplicação e computar a taxa predeterminada que será usada,
todas as ordens ou processos devem ser debitados com o custo indireto de fabricação estimado
em vez de os custos indiretos de fabricação reais incorridos. Os custos indiretos de fabricação
estimados são aplicados para a produção através de um débito em Produtos em Processo e um
178 • CONTABILIDADE DE CUSTOS

crédito em uma conta intitulada Custos Indiretos de Fabricação Aplicados. O uso da conta
separada para custos indiretos de fabricação aplicados em vez de ao lado do crédito da conta de
controle de custos indiretos de fabricação evita confundir os reais encargos de custos indiretos
de fabricação, que são debitados na conta de controle de custos indiretos de fabricação, com os
encargos estimados que são debitados na produção. No final de um período, o saldo devedor
em Custos Indiretos de Fabricação é comparado ao saldo credor em Custos Indiretos de Fabri-
cação Aplicados para determinar a precisão das taxas predeterminadas.

Custos Indiretos de Fabricação Custos Indiretos de Fabricação Aplicados


Debitado por Debitado quando Creditado por
CIF encerrados os CIF CIF aplicados
reais incorridos às ordens

Para ilustrar o uso de uma taxa predeterminada, suponha que uma empresa estimou uma
taxa de $ 5 por hora de mão-de-obra direta, e uma ordem de produção exigiu 1.000 horas de
mão-de-obra direta para ser completada. Usando o método por hora de mão-de-obra direta,
$ 5.000 de custos indiretos de fabricação estimados seriam aplicados às ordens como segue:

D - Produtos em Processo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5.000


C - CIF Distribuídos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5.000
CIP aplicados à ordem (1.000 horas a $ 5).

No final do período, a conta de custos indiretos de fabricação aplicados é encerrada para a


conta de controle de custos indiretos de fabricação:

D - CIF Aplicados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5.000


C - CIF . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5.000
Encerramento da conta CIF Aplicados para a conta de Controle.

Depois que os lançamentos acima são feitos, o saldo (devedor ou credor) que permanecer
na conta de controle para custos indiretos de fabricação, indica que os custos indiretos de fabri-
cação reais que foram incorridos não eram iguais aos custos indiretos de fabricação estimados
que foram aplicados. Um saldo devedor que permanecer em Custos Indiretos de Fabricação
indica que uma quantia menor de custos indiretos de fabricação foi aplicado para a produção do
que realmente foi incorrido durante o período. O saldo devedor indica que os custos indiretos
de fabricação foram subaplicados ou superaplicados. Em outras palavras, a conta para produ-
tos em processo foi subdebitada pelos custos indiretos de fabricação incorridos no período con-
tábil. Causas prováveis para a subaplicação podem incluir: (1) foi alcançado um nível mais baixo
de capacidade operacional do que fora previsto quando a taxa predeterminada foi estabelecida,
ou (2) as despesas dos custos indiretos de fabricação reais eram maiores do que orçado para o
nível operacional que foi alcançado. Se, por outro lado, um saldo credor permanecer após os
custos indiretos de fabricação terem sido aplicados, o saldo credor representaria uma superapli-
cação de custos indiretos de fabricação ou uma superabsorção de CIF. Isso quer dizer
que mais custos indiretos de fabricação foram aplicados para a produção do que foi realmente
Capítulo 4 • CONTABILIDADE PARA CUSTOS INDIRETOS DE FABRICAÇÃO • 179

incorrido no período. Para começar cada mês novo com um saldo zero em Custos Indiretos de
Fabricação, normalmente o saldo credor ou devedor na conta é transferido para uma conta inti-
tulada Custos Indiretos de Fabricação Sub- e Superaplicados, como a seguir:

D - CIF Sub- e Superaplicados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . xx


C - CIF . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . xx
Saldo devedor encerrado (subaplicado) na conta de controle de CIF.

D - CIF ........................................ xx
C - CIF Sub- e Superaplicados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . xx
Saldo credor encerrado (superaplicado) na conta de controle de CIF.

A conta especial, Custos Indiretos de Fabricação Sub- e Superaplicados, acumulará as dife-


renças mês a mês. No final do ano, o saldo da conta sub- e superaplicados será fechado contra o
Custo dos Produtos Vendidos, ou alocados na base pro rata para Produtos em Processo, Produ-
tos Acabados, e Custo de Produtos Vendidos. O saldo deve ser rateado proporcionalmente se for
distorcer materialmente os resultados ao debitar a quantia toda de Custo de Produtos Vendidos.
A seguinte tabela ilustra como custos indiretos de fabricação sub- e superaplicados tipica-
mente se compensam entre si sobre um dado período de tempo com as mudanças sazonais da
demanda e dos níveis de produção:

Custos Indiretos de Fabricação Sub- e Superaplicados


Mês Subaplicados Superaplicados Saldo D (C)
Janeiro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 1.200 $ 1.200
Fevereiro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 800 2.000
Março . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 3.500 (1.500)
Abril . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2.000 (3.500)
Maio . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.000 (4.500)
Junho . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 500 (5.000)
Julho . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 700 (4.300)
Agosto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.100 (3.200)
Setembro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2.500 (700)
Outubro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.000 300
Novembro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 500 800
Dezembro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.000 (200)
.................................. $ 7.800 $ 8.000

Se um saldo pequeno, como o de $ 200 no exemplo acima, permanecer na conta de CIF


Sub- e Superaplicados no final do ano, ele pode ser encerrado diretamente para Custo de Pro-
dutos Vendidos porque não afetará materialmente o resultado. No entanto, um saldo remanes-
cente alto poderia distorcer o resultado do ano se fosse encerrado totalmente para Custo de Pro-
dutos Vendidos quando a empresa tinha quantias materiais de estoques finais de produtos em
processo e de produtos acabados que também conteriam custos indiretos de fabricação aplica-
dos. Portanto, um ajuste é necessário para redemonstrar os saldos das contas de Produtos em
Processo, Produtos Acabados, e Custo de Produtos Vendidos.
180 • CONTABILIDADE DE CUSTOS

Para ilustrar o procedimento de rateio (ajuste), suponha que um saldo devedor de $ 10.000
(custos indiretos de fabricação subaplicados) permaneceu na conta de custos indiretos de fabri-
cação sub- e superaplicados. Os saldos de final de período, antes do ajuste, das seguintes contas
eram como segue:

Porcentagem
do Total
Produtos em Processo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 10.000 10%
Produtos Acabados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 30.000 30
Custo de Produtos Vendidos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 60.000 60
Total . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 100.000 100%

A quantia pro rata de custos indiretos de fabricação subaplicados debitáveis para cada
conta deveria ser computada como segue:

Produtos em Processo ($ 10.000 ⫻ 10%) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 1.000


Produtos Acabados ($ 10.000 ⫻ 30%) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3.000
Custo de Produtos Vendidos ($ 10.000 ⫻ 60%) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6.000
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 10.000

O lançamento no diário para fechar o saldo devedor em CIF Sub- e Superaplicados, seria da
seguinte forma:

D - Produtos em Processo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.000


D - Produtos Acabados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3.000
D - Custo de Produtos Vendidos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6.000
C - CIF Sub- e Superaplicados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10.000
Saldo devedor encerrado em CIF Sub- e Superaplicados

A quantia alocada para Custo de Produtos Vendidos se torna um custo de período que
reduz diretamente a quantia de resultado líquido para o período corrente. As quantias alocadas
para Produtos em Processo e Produtos Acabados se torna parte do custo de produto dos esto-
ques e serão diferidas, junto com os outros custos de estoques, para o próximo período quando
o estoque for vendido.
As seções anteriores deste capítulo apresentaram e ilustraram os vários aspectos da conta-
bilidade para custos indiretos de fabricação, incluindo a departamentalização dos custos indire-
tos de fabricação, a distribuição dos custos dos departamentos de serviços, a aplicação dos cus-
tos indiretos de fabricação para a produção usando taxas predeterminadas, e a contabilidade
para diferenças entre os custos indiretos de fabricação reais e aplicados. As Figuras 4-9 a 4-15 jun-
tam esses vários aspectos e mostram o fluxo dos custos indiretos de fabricação pelo sistema de
contabilidade.
A Figura 4-9 mostra os custos indiretos de fabricação reais acumulados durante o mês e dis-
tribuídos no final do mês, usando os mesmos dados e métodos de distribuição dos custos dos
departamentos de serviços apresentados na Figura 4-8. Os custos indiretos de fabricação foram
Capítulo 4 • CONTABILIDADE PARA CUSTOS INDIRETOS DE FABRICAÇÃO • 181

aplicados aos departamentos de produção enquanto os serviços eram processados durante o


mês, como a seguir:

Departamento A . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .$ 66.000
Departamento B . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 56.000
Departamento C . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 70.000
Departamento D . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 110.000

A Figura 4-9 também mostra os custos indiretos de fabricação sub- e superaplicados por
departamento e no total, como a seguir:

Custos Reais Aplicados Sub/(Super)


Departamento A . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 62.600 $ 66.000 $ (3.400)
Departamento B . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 51.600 56.000 (4.400)
Departamento C . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 72.000 70.000 2.000
Departamento D . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 113.800 110.000 3.800
Total . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 300.000 $ 302.000 $ (2.000)

A Figura 4-10 mostra o fluxo de despesas indiretas de fabricação reais através de registros
contábeis. O exemplo supõe que as quantias lançadas para a conta de controle de custos indire-
tos de fabricação foram originalmente registradas no razão geral. O débito total para a conta de
controle de $ 300.000 é igual à soma das despesas de custos indiretos de fabricação reais incorri-
das pelos departamentos individuais e registradas nas folhas de análise para custos indiretos de
fabricação.
Na Figura 4-11, o saldo de $ 300.000 na conta de controle de custos indiretos de fabricação
é transferido para as contas de custos indiretos de fabricação para os departamentos tanto de
serviços quanto de produção. As folhas de análise para custos indiretos de fabricação fornecem
os dados necessários para a distribuição.
A Figura 4-12 mostra a distribuição dos custos do departamento de serviços para as contas
de custos indiretos de fabricação do departamento de produção, usando o método de distribui-
ção seqüencial dos custos do departamento de serviços com o departamento de serviços, com
os maiores totais de custos sendo distribuídos primeiro. A Figura 4-13 mostra a aplicação dos
custos indiretos de fabricação, baseados em taxas predeterminadas, para os departamentos indi-
viduais de produção. Na Figura 4-14, as contas de custos indiretos de fabricação aplicados são
encerradas para as contas de custos indiretos de fabricação departamentais. Finalmente, como
mostra a Figura 4-15, os saldos nas contas de custos indiretos de fabricação departamentais são
encerrados para Custos Indiretos de Fabricação Sub- e Superaplicados. O montante líquido de
custos indiretos de fabricação superaplicados, $ 2.000, é relativamente pequeno e seria encerra-
do totalmente para Custo de Produtos Vendidos em vez de alocados (rateados proporcional-
mente) entre Custo de Produtos Vendidos e contas de estoques. A Figura 4-16 mostra, de forma
resumida, as transações envolvidas na contabilidade para custos indiretos de fabricação.

Agora, você deve estar apto a resolver o seguinte: Questões 19-20; Exercícios 4-9 a
4-12; Problemas 4-8 a 4-13 e Problema 4-14, que é uma revisão abrangente dos
Capítulos 1 a 4.
Figura 4-9 Resumo dos Custos Indiretos de Fabricação Reais e Aplicados
182

Energia Manutenção Pessoal Depto. A Depto. B Depto. C Depto. D Total


Total das despesas reais das
folhas de análise do CIF 30.000 00 20.000 00 10.000 00 50.000 00 40.000 00 60.000 00 90.000 00 300.000 00
Distribuição de energia – kW/h
Manutenção –
10.000 a $ 0,25 2.500 00
Pessoal –
• CONTABILIDADE DE CUSTOS

10.000 a 0,25 2.500 00


A – 12.000 a $ 0,25 3.000 00
B – 18.000 a 0,25 4.500 00
C – 20.000 a 0,25 5.000 00
D – 50.000 a 0,25 12.500 00
120.000 22.500 00
Distribuição de manutenção
– (pé)2 Pessoal –
5.000 a $ 0,90 4.500 00
A – 5.000 a $ 0,90 4.500 00
B – 6.000 a 0,90 5.400 00
C – 4.000 a 0,90 3.600 00
D – 5.000 a 0,90 4.500 00
25.000 17.000 00
Distribuição de pessoal - (núm.
empregados atendidos)
A – 30 a $ 170 5.100 00
B – 10 a 170 1.700 00
C – 20 a 170 3.400 00
D – 40 a 170 6.800 00
100 62.600 00 51.600 00 72.000 00 113.800 00 300.000 00
Custos Indiretos de Fabricação
Aplicados 66.000 00 56.000 00 70.000 00 110.000 00 302.000 00
CIF Sub- ou Superaplicado (3.400 00) (4.400 00) 2.000 00 3.800 00 (2.000 00)
Capítulo 4 • CONTABILIDADE PARA CUSTOS INDIRETOS DE FABRICAÇÃO • 183

Figura 4-10 Despesas Indiretas de Fabricação Reais

Diário Geral
$ 300.000

Custos Indiretos
de fabricação
300.000

Energia
$ 30.000 Manutenção
$ 20.000 Pessoal
$ 10.000 Depto. A
$ 50.000 Depto. B
$ 40.000 Depto. C
$ 60.000 Depto. CD
$ 90.000

Figura 4-11 Distribuição dos Custos Indiretos de Fabricação Reais


para os Departamentos de Serviços e de Produção

Custos Indiretos de Fabricação


300.000 300.000

CIF CIF CIF CIF CIF CIF

Energia Manutenção Pessoal Depto. A Depto. B Depto. C Depto. D


30.000 20.000 10.000 50.000 40.000 60.000 90.000
Figura 4-12 Distribuição dos Custos dos Departamentos de Serviços
184

Distribuição dos Custos Distribuição dos Custos Distribuição dos Custos


do Departamento de Energia do Departamento de Manutenção do Departamento de Pessoal
Energia Manutenção Manutenção Pessoal Pessoal CIF
30.000 30.000 20.000 20.000 22.500 10.000 10.000 17.000 Departamento A
2.500 2.500 2.500 2.500 50.000
22.500 4.500 4.500 3.000
• CONTABILIDADE DE CUSTOS

Pessoal 17.000 4.500


CIF 5.100
10.000
Departamento A 62.600
2.500
50.000 CIF
CIF 3.000 Departamento B
Departamento A 4.500 40.000
50.000 4.500
3.000 CIF 5.400
Departamento B 1.700
40.000 51.600
CIF
Departamento B 4.500 CIF
5.400 Departamento C
40.000
4.500 60.000
CIF 5.000
Departamento C 3.600
CIF 3.400
60.000
Departamento C 72.000
5.000
60.000 3.600
5.000 CIF
Departamento D
CIF 90.000
CIF Departamento D 12.000
Departamento D 90.000 4.500
90.000 12.500 6.800
12.500 4.500 113.800
Capítulo 4 • CONTABILIDADE PARA CUSTOS INDIRETOS DE FABRICAÇÃO • 185

Figura 4-13 Custos Indiretos de Fabricação Departamentais Aplicados

CIF
Departamento A
66.000

CIF
Departamento B
56.000
Produtos em Processo
302.000
CIF Aplicados
Departamento C
70.000

CIF Aplicados
Departamento D
110.000

Figura 4-14 Encerramento de Contas CIF Aplicados para CIF Departamental

CIF CIF Aplicados


Departamento A Departamento A
62.600 66.000 66.000 66.000

CIF CIF Aplicados


Departamento B Departamento B
51.600 56.000 56.000 56.000

CIF CIF Aplicados


Departamento C Departamento C
72.000 70.000 70.000 70.000

CIF CIF Aplicados


Departamento D Departamento D
113.800 110.000 110.000 110.000
186 • CONTABILIDADE DE CUSTOS

Figura 4-15 Encerramento dos Saldos das Contas de CIF Departamentais

CIF
Departamento A
62.600 66.000
3.400
66.000

CIF
Departamento B
1.600 56.000
4.400
56.000

CIF – Sub- e Superaplicados


Departamento A
2.000

CIF
Departamento C
72.000 70.000
2.000
72.000

CIF
Departamento D
113.800 110.000
3.800
113.800
Figura 4-16 Resumo de Transações de Custos Indiretos de Fabricação.

CONTABILIDADE DOS CUSTOS INDIRETOS DE FABRICAÇÃO


Transação Fonte de Dados Livro de Lança- Lançamento no razão geral Registros Subsidiários
men-to Original de Custos
Materiais indiretos requisitados Resumo Diário Geral D - CIF Análise das folhas de
do almoxarifado para uso de materiais ou Diário C - Materiais razão do CIF. Cartões de
na fábrica baixados de Requisições razão do almoxarifado
Mão-de-obra indireta empregada Resumo de custo Diário Geral D - CIF Análise das folhas
na fábrica de mão-de-obra C - Folha de Pagamento de razão do CIF
Encargos sociais sobre folha Registro da folha Diário Geral D - CIF; C - Encargos Sociais Análise das folhas
de pagamento do de pagamento a Pagar; C - FUTA a Pagar; de razão do CIF
empregador no razão analítico C - SUTA a Pagar
CIF incorridos tais como aluguel, Faturas Diário Geral D – CIF; C - Contas a Pagar Análise das folhas
energia e reparos de razão do CIF
Ajustes do CIF tais como seguros Programação Diário Geral D - CIF; C - Seguro Pré-pago; Análise das folhas
vencidos, imposto predial C - Imposto Predial Provisionado; de razão do CIF
provisionado e depreciação C - Depreciação Acumulada
Distribuição de CIF para Programação Diário Geral D - Contas de CIF Departamentais Nenhum
departamentos de serviços e produção C - CIF
Distribuição das despesas do depto. Programação Diário Geral D - Contas de CIF do Departamento Análise das folhas
de serviços para contas de despesas de Produção.C - Contas de CIF do de razão do CIF
do departamento de produção Departamento de Serviços
Aplicação do CIF para as ordens Programação das taxas Diário Geral D - Produtos em Processo Folhas de custo por ordem
de aplicação predeter- C - Contas de CIF Aplicados
minadas departamentais ao departamento de produção
Encerramento das contas de CIF aplicados Contas de CIF aplicados Diário Geral D - Contas de CIF Aplicados Nenhum
para as contas de controle de CIF C - CIF
Encerramento dos saldos das contas de Contas de Controle Diário Geral D - CIF Sub- e Superaplicados Nenhum
controle de CIF para as contas de CIF de CIF D - CIF (se Subaplicado); C - CIF;
Capítulo 4 • CONTABILIDADE PARA CUSTOS INDIRETOS DE FABRICAÇÃO •

sub- e superaplicados C - CIF Sub- e Superaplicado


(se superaplicado)
187
188 • CONTABILIDADE DE CUSTOS

TERMOS-CHAVE
CIF (Custos Indiretos de Fabricação) Folha de análise por tipo de departamento.
CIF Aplicados Folha de análise por tipo de despesa
CIF Sub- e Superaplicados Folhas de análise dos CIF
CIF Superaplicados ou Superabsorvidos Método alto-baixo
Circundantes Método de horas de mão-de-obra direta
Custeio baseado em atividade Método de distribuição algébrica
Custo de período Método de distribuição direta
Custo do produto Método de distribuição seqüencial
Custo variável em degraus (ou método passo a passo)
Custos fixos Método de horas-máquina
Custos mistos Método do custo da mão-de-obra direta
Custos semifixos Método do gráfico de dispersão
Custos semivariáveis Método observacional
Custos variáveis Orçamento
Débito direto Orçamento flexível
Departamento de produção Programação de custos fixos
Departamento de serviços Razão de CIF
Despesa geral de CIF Resumo de CIF
Direcionador de custos Taxa predeterminada de CIF

PROBLEMA PARA AUTO-AVALIAÇÃO

FOLHAS DE CUSTO POR ORDEM; LANÇAMENTOS NO DIÁRIO


COMPANHIA SERRA DO MAR
A Companhia Movidos a Água, fabricantes de Jet-Ski sob encomenda, completou a Ordem
500 no dia 31 de março, e não havia ordens em processo na planta. Antes do dia 1 de abril, a
taxa predeterminada para aplicação de custos indiretos de fabricação para o mês de abril foi
computada usando os seguintes dados, baseados em uma estimativa de 40.000 horas de mão-de-
obra direta:
CIF variáveis estimados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 10.000
CIF fixos estimados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20.000
Total de CIF estimados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 30.000
CIF variáveis estimados por hora . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 0,25
CIF fixos estimados por hora . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,50
Taxa predeterminada de CIF por hora de mão-de-obra direta . . . $ 0,75
Capítulo 4 • CONTABILIDADE PARA CUSTOS INDIRETOS DE FABRICAÇÃO • 189

A fábrica tem um departamento de produção, e o método de horas de mão-de-obra direta é


usado.
Três ordens são iniciadas durante o mês, e lançamentos são feitos diariamente para as folhas
de custo por ordem das requisições de materiais e dos registros de horas. A tabela a seguir mos-
tra as ordens e os valores lançados nas folhas de custo por ordem:

Data de Materiais Mão-de-obra Horas de Mão-


Ordem Início Diretos Direta de-obra Direta

401 1 de abril $ 10.000 $ 20.000 12.000


402 12 de abril 20.000 25.000 18.000
403 15 de abril 8.000 14.000 8.000
$ 38.000 $ 59.000 38.000

A conta de controle para custos indiretos de fabricação foi debitada durante o mês pelas
despesas reais de CIF de $ 32.500. No dia 11 de abril, a Ordem 401 foi completada e entregue
ao cliente com um acréscimo (markup) de 50% sobre o custo de manufatura. No dia 24 de abril,
a Ordem 402 foi completada e transferida para Produtos Acabados. No dia 30 de abril, a Or-
dem 403 ainda estava em processo.

Pede-se:

1. Prepare folhas de custo por ordem para as Ordens 401, 402 e 403, incluindo CIF aplicados
quando a ordem foi completada, ou ao final do mês para ordens parcialmente completadas.

2. Prepare lançamentos diários a partir de 30 de abril para os seguintes itens:


a. Aplicação dos CIF para a produção.
b. Encerramento da conta de CIF aplicados.
c. Encerramento da conta de CIF.
d. Transferência do custo das ordens completadas para Produtos Acabados.
e. Registro do custo de venda e da venda da Ordem 401.

Sugestões:

1. Quando estiver completando as folhas de custo por ordem, primeiro você precisa determinar
quanto de CIF deve ser aplicado para cada ordem.

2. Quando estiver encerrando a conta CIF, o saldo representará os CIF sub- e superaplicados.

SOLUÇÃO PARA O PROBLEMA DE AUTO-AVALIAÇÃO


Preparando as folhas de custo por ordem
No dia 11 de abril, a Ordem 401 foi completada e os CIF foram aplicados como segue:

Ordem 401
Materiais diretos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 10.000
Mão-de-obra direta . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20.000
CIF aplicados (12.000 horas ⫻ $ 0,75) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9.000
Custo total . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 39.000
190 • CONTABILIDADE DE CUSTOS

No dia 24 de abril, a Ordem 402 foi completada e os CIF foram aplicados como segue:

Ordem 402
Materiais diretos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 20.000
Mão-de-obra direta . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25.000
CIF aplicados (18.000 horas ⫻ $ 0,75) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13.500
Custo total . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 58.500

No dia 30 de abril, a Ordem 403 não estava completada, no entanto os CIF são aplicados
para as ordens parcialmente completadas para estimar o custo total incorrido durante o mês de
abril, como segue:

Ordem 403
Materiais diretos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 8.000
Mão-de-obra direta . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14.000
CIF aplicados (8.000 horas ⫻ $ 0,75) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6.000
Custo total (para o mês de abril) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 28.000

Preparando os lançamentos no diário

2. a. Os CIF totais aplicados para as três ordens durante abril foi de $ 28.500. O lançamento no
diário geral feito no dia 30 de abril para aplicar os CIF à produção é o seguinte:

30 de abril – Produtos em Processo . . . . . . . . . . . . . . 28.500


CIF aplicados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 28.500

Os CIF aplicados de $ 28.500 já foram registrados nas folhas de custo por ordem. O lança-
mento no diário geral acima faz a conta de controle para produtos em processo ficar de
acordo com o razão subsidiário de custo por ordem.

b. e c. O próximo procedimento é encerrar a conta CIF Aplicados para CIF. Depois, transferir
qualquer saldo remanescente para a conta CIF Sub- e Superaplicados.

30 de abril CIF Aplicados . . . . . . . . . . . . . . . . . 28.500


CIF . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 28.500
30 de abril CIF Sub- e Superaplicados . . . . . . . . . 4.000
CIF . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4.000
Encerramento de CIF ($ 32.500 real – $ 28.500 aplicado).

d. e e. Durante abril, os seguintes lançamentos foram feitos para transferir o custo das Ordens
401 e 402, completadas, para Produtos Acabados, e para registrar o custo das vendas
e a venda da Ordem 401:

Produtos Acabados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 97.500


Produtos em Processo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 97.500
Completou Ordens 401 ($ 39.000) e 402 ($ 58.500) e transferiu para Produtos Acabados.
Capítulo 4 • CONTABILIDADE PARA CUSTOS INDIRETOS DE FABRICAÇÃO • 191

Contas a Receber . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 58.500


Vendas ........................... 58.500
Entregou a Ordem 401 para o cliente e faturou com 50% de markup ($ 39.000 ⫻
150%).

Custo de Produtos Vendidos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 39.000


Produtos Acabados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 39.000
Registro do custo da Ordem 401 entregue ao cliente.

(Nota: o Problema 4-12 é similar a esse.)

QUESTÕES

1. Quais são as despesas de custos indiretos 9. Qual é a função e o uso de cada um dos
de fabricação e o que as distingue de dois tipos de folha de análise para custos
outros custos de manufatura? Quais outros indiretos de fabricação?
termos são usados para descrever despe- 10. Quais são os dois tipos de departamento
sas indiretas de fabricação? encontrados em uma fábrica? Qual é a fun-
2. Quais são as três categorias de despesas ção e o propósito de cada um?
indiretas de fabricação? Dê exemplos de 11. Quais são os dois métodos mais comumen-
cada. te usados para distribuir custos do departa-
mento de serviços para os departamentos
3. Quais são as características que distin-
de produção?
guem os seguintes custos indiretos de fabri-
12. Quais são as deficiências de esperar até
cação: custos variáveis, custos fixos e cus-
que as despesas de custos indiretos de
tos semivariáveis?
fabricação reais sejam conhecidas antes
4. Quando o custo de um produto é composto de registrar tais custos nas folhas de custo
de custos fixos e variáveis, qual é o efeito por ordem?
de aumento ou queda de produção sobre 13. Quais são os dois tipos de dados orçamen-
o custo total por unidade? tários necessários para computar as taxas
5. Qual é o efeito de uma mudança em volu- predeterminadas de custos indiretos de
me sobre os custos variáveis, fixos e semi- fabricação?
variáveis? 14. Quais são os três métodos tradicionalmen-
6. Qual é a premissa subjacente ao método te usados para aplicar custos indiretos de
alto-baixo para analisar custos variáveis? fabricação para as ordens? Discuta a apli-
cação de cada método.
7. Quais são as vantagens e desvantagens
15. Que condições operacionais de fábrica e
do método do gráfico de dispersão em
dados são necessários para cada um dos
comparação com o método alto-baixo?
métodos usados tradicionalmente usados
8. Em que a contabilidade de custos indiretos para aplicar custos indiretos de fabricação
de fabricação difere nas empresas peque- aos produtos? Discuta os pontos fortes e
nas com relação a empresas grandes? fracos de cada método.
192 • CONTABILIDADE DE CUSTOS

16. Sob que condições seria desejável para 19. Se a conta de controle de custos indiretos
uma empresa usar mais do que um método de fabricação tem um saldo devedor de
para aplicar custos indiretos de fabricação $ 1.000 no final do primeiro mês do ano
às ordens ou produtos? fiscal, os custos indiretos de fabricação
17. Em que o Custeio Baseado em Atividade foram sub- ou superaplicados para o mês?
difere dos métodos tradicionais de aplica- Quais são algumas das prováveis causas
ção de custos indiretos de fabricação a do saldo devedor?
produtos?
18. Que medidas uma empresa precisa tomar 20. Quais são as duas maneiras de se acabar
para empregar o Custeio Baseado em com um saldo de CIF sub- e superaplicados
Atividade com êxito? no final de um período fiscal?

EXERCÍCIOS

E 4-1 Classificando custos fixos e variáveis


Objetivo 1

Classifique cada um dos seguintes itens de custos indiretos de fabricação como sendo um
custo fixo ou variável. (Inclua quaisquer custos que você considerar como semivariáveis na cate-
goria de custos variáveis.)
a. Mão-de-obra indireta
b. Materiais indiretos
c. Seguro sobre o prédio
d. Pagamento de prêmio por hora extra
e. Depreciação sobre o prédio (linha reta)
f. Compostos de polimento
g. Depreciação sobre maquinaria (baseada em horas de uso)
h. Encargos sociais sobre a folha de pagamento do empregador
i. Impostos prediais e territoriais
j. Lubrificantes para as máquinas
k. Seguro hospitalar do empregado (pago pelo empregador)
l. Mão-de-obra para reparos de máquinas
m. Pagamento de férias
n. Amortização de patentes
o. Salários do zelador
p. Aluguel
q. Ferramentas pequenas
r. Salário do gerente da fábrica
s. Eletricidade para a fábrica
t. Salários do inspetor de produtos
Capítulo 4 • CONTABILIDADE PARA CUSTOS INDIRETOS DE FABRICAÇÃO • 193

E 4-2 Método alto-baixo


Objetivo 2

A Companhia Derby acumulou os seguintes dados sobre um período de seis meses:


Horas de Mão-de- Custos de Mão-de-
obra Indireta obra Indireta
Janeiro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ... 400 $ 6.000
Fevereiro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ... 500 7.000
Março . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ... 600 8.000
Abril . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ... 700 9.000
Maio . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ... 800 10.000
Junho . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ... 900 11.000
3.900 $ 51.000
Separe a mão-de-obra indireta em seus componentes fixos e variáveis, usando o método
alto-baixo.

E 4-3 Método do gráfico de dispersão


Objetivo 2

Usando os dados em 4-2 e um pedaço de papel gráfico:


1. Marque os pontos dos dados no gráfico e desenhe uma linha por meio de inspeção
visual, indicando a tendência mostrada pelos pontos.
2. Determine o custo variável por unidade e o total do custo fixo das informações no gráfico.

E 4-4 Computando custos unitários a diferentes níveis de produção


Objetivo 3

A Companhia de Manufatura Nobre orçou 12.000 unidades do produto XYLON durante o


mês de maio. O custo unitário do produto XYLON era de $ 20, consistindo em materiais diretos,
$ 7; mão-de-obra direta, $ 8; e CIF, $ 5 (fixos, $ 3; variáveis, $ 2).
a. Qual seria o custo unitário se 8.000 unidades fossem fabricadas? (Dica: Primeiro, você
precisa determinar o custo fixo total.)
b. Qual seria o custo unitário se 15.000 unidades fossem fabricadas?
c. Explique por que ocorre uma diferença no custo unitário.

E 4-5 Identificando a base para distribuição dos custos do departamento


de serviços
Objetivo 5

Qual seria a base apropriada para a distribuição dos custos de cada um dos seguintes
departamentos de serviços?
a. Manutenção do prédio
b. Inspeção e embalagem
194 • CONTABILIDADE DE CUSTOS

c. Oficina mecânica
d. Pessoal
e. Compras
f. Expedição
g. Almoxarifado
h. Ferramentaria

E 4-6 Distribuição seqüencial dos custos do departamento de serviços


Objetivo 5

Uma empresa de manufatura tem dois departamentos de serviços e dois de produção. Os


departamentos de serviços são manutenção do prédio e escritório da fábrica.
Os departamentos de produção são montagem e usinagem. Os seguintes dados foram esti-
mados para as operações do próximo ano:
Horas de mão-de-obra direta: Montagem, 80.000; Usinagem, 40.000
Ocupação de espaço: Escritório da fábrica, 10%; Montagem, 50%; Usinagem, 40%
Os débitos diretos esperados para os departamentos são os seguintes:

Manutenção do prédio . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 90.000


Escritório da fábrica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 171.000
Montagem . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 378.000
Usinagem . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 328.000

O departamento de manutenção do prédio presta serviços para todos os departamentos da


empresa e os seus custos são alocados usando a ocupação de espaço, enquanto os custos do
escritório da fábrica são alocáveis para montagem e usinagem com base nas horas de mão-de-
obra direta. O método de distribuição seqüencial é usado, com o departamento prestando servi-
ços para o maior número de outros departamentos sendo distribuído primeiro.
1. Distribua os custos dos departamentos de serviços, usando o método direto.
2. Distribua os custos dos departamentos de serviços, usando o método de distribuição
seqüencial.

E 4-7 Determinando o custo por ordem, usando os métodos de custo da mão-de-


obra direta, horas de mão-de-obra direta e horas-máquina
Objetivo 6

a. Se o método de custo da mão-de-obra direta for usado para aplicar os CIF e a taxa pre-
determinada for de 150%, que quantia deveria ser debitada para a Ordem 1776 por
CIF? Suponha que materiais diretos usados totalizaram $ 5.000 e que o custo da mão-de-
obra direta totalizou $ 3.200.
b. Se o método da hora de mão-de-obra direta for usado para aplicar os CIF e a taxa prede-
terminada for de $ 2 por hora, que quantia deveria ser debitada para a Ordem 1776 por
CIF? Suponha que os materiais diretos totalizaram $ 5.000, o custo da mão-de-obra dire-
ta totalizou $ 3.200 e o número de horas de mão-de-obra direta totalizaram 2.500.
Capítulo 4 • CONTABILIDADE PARA CUSTOS INDIRETOS DE FABRICAÇÃO • 195

c. Se o método de horas-máquina for usado para aplicar os CIF e a taxa predeterminada for
de $ 15 por hora, que quantia deveria ser debitada para a Ordem 1776 por CIF? Supo-
nha que os materiais diretos usados totalizaram $ 5.000, o custo da mão-de-obra direta
totalizou $ 3.200 e o número de horas-máquina totalizou 295.

E 4-8 Determinando custos por ordem, usando o método ABC


Objetivo 6

A Ordem 1107 precisou de $ 5.000 de materiais diretos, $ 2.000 de mão-de-obra direta,


200 horas de mão-de-obra direta, 100 horas-máquina, duas preparações de maquinaria e três
mudanças de projetos. Os grupos de custos e as taxas de custos indiretos de fabricação para ca-
da grupo eram os seguintes:
Grupo de Custos Taxa de Custos Indiretos de Fabricação
Uso de mão-de-obra direta $ 5/hora de mão-de-obra
Uso das máquinas $ 10/hora-máquina
Preparações das máquinas $ 250/preparação
Mudanças de projeto $ 500/mudança de projeto

Determine o custo da Ordem 1107.

E 4-9 Determinando os custos indiretos de fabricação reais


Objetivos 6, 7

Os livros da Companhia Produtos de Prestígio revelaram que o seguinte lançamento no diá-


rio geral foi feito no final do corrente período contábil:
CIF ........................................ 2.000
CIF Sub- e Superaplicados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2.000

O total do custo para materiais diretos para o período foi de $ 40.000. O custo total da mão-
de-obra direta, a uma taxa média de $ 10 por hora para a mão-de-obra direta, foi de 1,5 vezes o
custo de materiais diretos. Custos indiretos de fabricação foram aplicados na base de $ 4 por hora
de mão-de-obra direta. Qual foi o total de CIF reais incorridos para o período? (Dica: Primeiro
encontre o custo da mão-de-obra direta e depois o custo para horas de mão-de-obra direta.)

E 4-10 Determinando os custos da mão-de-obra e os custos indiretos


de fabricação
Objetivos 6, 7

O razão geral da Companhia Coringa de Manufatura contém a seguinte conta de controle:

Produtos em Processo
Materiais 15.000 Produtos acabados 30.000
Mão-de-obra 16.000
CIF 8.000
196 • CONTABILIDADE DE CUSTOS

Se os materiais debitados em uma única ordem não completada e ainda em processo totali-
zaram $ 3.400, que quantia de mão-de-obra e CIF deve ter sido debitado para a ordem se a taxa
de CIF é de 50% do custo da mão-de-obra direta?

E 4-11 Análise da conta do razão geral


Objetivo 7

O seguinte formulário representa uma conta tirada do razão geral da Companhia Java de
Manufatura:

Materiais indiretos 500 Produtos em Processo 8.200


Salário do supervisor 1.200 (50% de $ 16.400 de mão-de-
Energia 5.000 obra direta)
Despesas do prédio 1.000
CIF diversos 1.400

Saldo 900 9.100

Responda as seguintes questões:


a. Qual é o título da conta?
b. Trata-se de uma fábrica departamentalizada?
c. O que representa o saldo da conta?
d. Como foi determinada a taxa de 50%?
e. O que deve ser feito com o saldo, supondo que estamos no final do ano fiscal?

E 4-12 Computando custos indiretos de fabricação sub- e superaplicados


Objetivo 7

A Companhia Roberts tinha um saldo devedor remanescente de $ 20.000 na sua conta de


custos indiretos de fabricação sub- e superaplicados no final do ano. O saldo foi considerado
grande e, portanto, deve ser encerrado em Produtos em Processo, Produtos Acabados, e Custo de
Produtos Vendidos. Os saldos de final de ano dessas contas, antes do ajuste, mostrou o seguinte:
Produtos em Processo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 25.000
Produtos Acabados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 50.000
Custo de Produtos Vendidos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 125.000
Totais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 200.000

a. Determine a quantia rateada proporcionalmente de custos indiretos de fabricação subapli-


cados que pode ser debitável a cada uma das contas.
b. Prepare o lançamento no diário para encerrar o saldo devedor em CIF Sub- e
Superaplicados.
Capítulo 4 • CONTABILIDADE PARA CUSTOS INDIRETOS DE FABRICAÇÃO • 197

PROBLEMAS

P 4-1 Análise de modelos de custos variáveis e fixos


Objetivo 1

O padrão de comportamento dos custos a seguir estão demarcados rotulados de A a H. Os


eixos verticais dos gráficos representam o total de despesa em dinheiro e os eixos horizontais
representam a produção. Em cada caso, o ponto zero está no cruzamento dos dois eixos. Cada
gráfico pode ser usado mais de uma vez, ou simplesmente não ser usado.

A B C D

E F G H

Pede-se:
Escolha o gráfico que combina com os custos rotulados descritos abaixo:
a. Depreciação de equipamento – a quantia de depreciação debitada é computada com o
uso do método de horas-máquina.
b. Conta de luz – débito fixo, mais um custo variável depois que um certo número de quilo-
watts/hora for consumido.
c. Conta de água da cidade – computada da seguinte maneira:
Primeiro 1.000.000 de galões, ou menos $ 1.000 taxa fixa
Próximos 10.000 galões 0,003 por galão consumido
Próximos 10.000 galões 0,006 por galão consumido
Próximos 10.000 galões 0,009 por galão consumido
e assim por diante
d. Depreciação de equipamento – o valor é computado usando o método de depreciação
por linha reta.
e. Aluguel sobre o prédio da fábrica doado pela cidade – o acordo requer o pagamento de
uma taxa fixa, a não ser que 200.000 horas de mão-de-obra sejam trabalhadas, caso em
que nenhum aluguel precisa ser pago.
f. Salários de reparadores – um reparador é necessário para cada 1.000 horas-máquina ou
menos (isto é, de 0 a 1.000 horas requer um reparador, de 1001 a 2.000 horas requer
dois reparadores, etc.)
g. Custo de matérias-primas consumidas.
198 • CONTABILIDADE DE CUSTOS

P 4-2 Análise de custos fixos e variáveis; método alto-baixo


Objetivo 2

A Companhia Cavalier fabrica um produto que requer o uso de uma quantia considerável de
gás natural para aquecer o produto até uma temperatura desejável. O processo requer um nível
constante de calor, então os fornos são mantidos a uma temperatura estabelecida por 24 horas ao
dia. Embora não tenha unidades sendo processadas continuamente, a administração deseja que
o custo variável seja debitado diretamente ao produto e o custo fixo a custos indiretos de fabrica-
ção. Os seguintes dados foram coletados para o ano:
Unidades Custo Unidade Custo
Janeiro 2.400 $ 4.400 Julho 2.200 $ 4.400
Fevereiro 2.300 4.300 Agosto 2.100 4.100
Março 2.200 4.200 Setembro 2.000 3.800
Abril 2.000 4.000 Outubro 1.400 3.400
Maio 1.800 3.800 Novembro 1.900 3.700
Junho 1.900 3.900 Dezembro 1.800 4.050

Pede-se:
1. Separe os elementos fixos e variáveis, usando o método alto-baixo.
2. Determine o custo a ser debitado ao produto para o ano. (Dica: Primeiro determine o
número de unidades anuais produzidas.)
3. Determine o custo que deve ser debitado a CIF para o ano.

P 4-3 Método do gráfico de dispersão


Objetivo 2

Usando os dados de P 4-2 e um pedaço de papel gráfico:


1. Plote os pontos no gráfico e desenhe uma linha através da inspeção visual, indicando a
tendência mostrada pelos pontos.
2. Determine o custo variável por unidade e o custo fixo total das informações no gráfico.
3. Determine o custo a ser debitado ao produto para o ano.
4. Determine o custo a ser debitado a CIF para o ano.

P 4-4 Distribuição dos custos dos departamentos de serviços para


os departamentos de produção
Objetivo 5

A Companhia de Manufatura Marvin é dividida em cinco departamentos, A, B, C, D e E. Os


primeiros três departamentos estão engajados em trabalho de produção. Os Departamentos D e E
são departamentos de serviços. Durante o mês de junho, os seguintes CIF foram incorridos para os
vários departamentos:
Departamento A $ 21.000 Departamento D $ 9.000
Departamento B 18.000 Departamento E 6.400
Departamento C 25.000
Capítulo 4 • CONTABILIDADE PARA CUSTOS INDIRETOS DE FABRICAÇÃO • 199

As bases para a distribuição das despesas dos departamentos de serviços para os outros
departamentos estão a seguir:
Departamento E – Baseado no espaço ocupado pelos outros departamentos, como a seguir:
Departamento A, 10.000 pés quadrados; Departamento B, 4.500 pés quadrados; Departamento
C, 10.500 pés quadrados; e Departamento D, 7.000 pés quadrados.
Departamento D – Dividido: Departamento A – 30%; Departamento B – 20%; Departamento
C – 50%.

Pede-se:
Prepare programações mostrando a distribuição das despesas dos departamentos de servi-
ços para:
1. O método de distribuição direta.
2. O método de distribuição seqüencial pela ordem do número de outros departamentos
atendidos.

P 4-5 Determinando custos totais por ordem, usando uma taxa predeterminada
para CIF
Objetivo 6

A Companhia de Manufatura Elizabete usa o sistema de contabilidade de custo por ordem.


Abaixo há uma lista das ordens completadas durante o mês de março, mostrando os débitos de
materiais requisitados e mão-de-obra direta.
Ordem Materiais Requisitados Mão-de-obra Direta
007 $ 300,00 $ 600,00
008 1.080,00 940,00
009 720,00 1.400,00
010 4.200,00 5.120,00

Suponha que CIF sejam aplicados na base de custos de mão-de-obra direta e que a taxa pre-
determinada é de 200%.

Pede-se:
1. Compute a quantia de CIF que devem ser somados ao custo de cada ordem completada
durante o mês.
2. Compute o custo total de cada ordem completada durante o mês.
3. Compute o custo total para produzir todos os serviços acabados durante o mês.

P 4-6 Determinando custos por ordem – cálculo da taxa predeterminada para


aplicar CIF usando os métodos de custo de mão-de-obra direta e por hora
de mão-de-obra direta
Objetivo 6

A Companhia de Manufatura Hans tem a sua fábrica dividida em três departamentos, com
taxas individuais de CIF para cada departamento. Em cada departamento, todas as operações
são parecidas o suficiente para o departamento ser considerado um centro de custos. Os CIF men-
200 • CONTABILIDADE DE CUSTOS

sais estimados para os departamentos são: Departamento A, $ 64.000; Departamento B,


$ 36.000; Departamento C, $ 10.080. Os dados sobre a produção estimada incluem o seguinte:
Depto. A Depto. B Depto. C
Materiais consumidos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 20.000 $ 10.000 $ 10.000
Custo da mão-de-obra direta . . . . . . . . . . . . . . $ 16.000 $ 15.000 $ 8.400
Horas de mão-de-obra direta . . . . . . . . . . . . . . 8.000 5.000 3.500

O razão do custo por ordem mostra os seguintes dados para a Ordem 2525, que foi com-
pletada durante o mês:
Depto. A Depto. B Depto. C
Materiais consumidos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 12,00 $ 14,00 $ 12,00
Custo da mão-de-obra direta . . . . . . . . . . . . . . $ 13,00 $ 13,50 $ 12,50
Horas de mão-de-obra direta . . . . . . . . . . . . . . 11 9 10

Pede-se:
Determine o custo da Ordem 2525. Suponha que os CIF sejam aplicados para as ordens de
produção baseado no seguinte:
1. Custo da mão-de-obra direta
2. Horas de mão-de-obra direta

P 4-7 Determinando custos por ordem, usando Custeio Baseado em Atividade


Objetivo 6

A Companhia de Manufatura Moderna usa Custeio Baseado em Atividade. O orçamento para


custos indiretos de fabricação para o próximo período é de $ 500.000, e consiste no seguinte:
Grupo de Custos Valor Orçado
Uso de mão-de-obra direta . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 150.000
Uso de máquinas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 200.000
Preparações das máquinas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 100.000
Mudanças de projetos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 50.000
Totais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 500.000

As bases em potencial para alocação e seus valores estimados são os seguintes:


Base de Alocação Valor Orçado
Número de mudanças de projetos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 50
Número de preparações de máquinas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 200
Horas-máquina . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10.000
Horas de mão-de-obra direta . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20.000

Pede-se:
1. Determine a taxa de CIF para cada grupo de custos, usando a base de alocação mais
apropriada para cada grupo.
Capítulo 4 • CONTABILIDADE PARA CUSTOS INDIRETOS DE FABRICAÇÃO • 201

2. A Ordem 1267 precisou de $ 25.000 de materiais diretos, $ 10.000 para mão-de-obra


direta, 1.000 horas de mão-de-hora direta, 500 horas-máquina, cinco preparações de
máquinas e três mudanças de projeto. Determine o custo da Ordem 1267.

P 4-8 Lançamentos no diário geral para CIF


Objetivos 4, 6, 7

A Companhia Pereira usa um sistema de custo por ordem. Seguem algumas transações que
lidaram com itens da fábrica para o mês:
a. Requisitou materiais indiretos do almoxarifado, $ 3.200.
b. Comprou, a prazo, suprimentos de fábrica para necessidades futuras, $ 4.400.
c. Comprou peças, a prazo, para consertar uma máquina, $ 1.400.
d. Requisitou suprimentos de fábrica do almoxarifado, $ 900.
e. Devolveu suprimentos de fábrica defeituosos para o fornecedor, $ 700.
f. Aluguel acumulado da fábrica para o mês, $ 2.400
g. Devolveu ao almoxarifado suprimentos da fábrica requisitados anteriormente, $ 350.
h. Depreciação de maquinaria e equipamento, $ 2.800.
i. Obrigações de encargos da folha de pagamento para o mês, $ 3.200.
j. Débitos a pagar por aquecimento, iluminação e energia para o mês, $ 6.400.
k. Seguro vencido sobre estoques, $ 1.350.
l. CIF aplicados para produção, $ 36.400.
m. Mão-de-obra indireta para o mês, $ 2.600.
n. Produtos completados e transferidos para produtos acabados: materiais, $ 14.400; mão-
de-obra, $ 40.400; CIF, $ 30.400.

Pede-se:
Registre as transações acima. Suponha que os registros incluam uma conta de controle e um
razão subsidiário para CIF, para os quais os lançamentos serão feitos em data futura.

P 4-9 Determinando taxas para CIF, usando os métodos de custo de mão-de-obra


direta, horas de mão-de-obra direta e horas-máquina; determinando o custo por
ordem; computando CIF sub- e superaplicados
Objetivos 6, 7

A Companhia de Manufatura Moisés está estudando os resultados de aplicar os CIF para a


produção. Os seguintes dados foram usados: CIF estimados, $ 60.000; custos estimados de mate-
riais, $ 50.000; custos estimados de mão-de-obra, $ 60.000; horas estimadas de mão-de-obra
direta, 40.000; horas-máquina estimadas, 25.000; produtos em processo no início do mês,
nenhum.
Os CIF reais incorridos para o mês de novembro foram de $ 55.000, e as estatísticas de pro-
dução no dia 30 de novembro são:
202 • CONTABILIDADE DE CUSTOS

Custos de Horas de Data de


Custos de Mão-de-obra Mão-de-obra Horas Ordem
Ordem Materiais Direta Direta máquina Completada
101 $ 5.000 $ 7.200 5.000 3.000 10/11
102 7.000 10.000 6.000 3.200 14/11
103 8.000 11.000 6.500 4.000 20/11
104 9.000 9.000 5.600 3.400 em processo
105 10.000 15.000 10.500 6.500 26/11
106 11.000 4.200 3.000 1.500 em processo
Total $ 50.000 $ 56.400 36.600 21.600

Pede-se:
1. Compute a taxa predeterminada com base no seguinte:
a. Custo da mão-de-obra direta
b. Horas de mão-de-obra direta
c. Horas-máquina
2. Usando cada um dos métodos, compute o custo estimado total de cada ordem no final do
mês.
3. Determine os CIF sub- e superaplicados, no total, no final do mês, sob cada um dos métodos.
4. Qual dos métodos você recomendaria? Por quê?

P 4-10 Determinando a taxa de CIF, usando os métodos de custo da mão-de-obra


direta, horas de mão-de-obra direta e horas-máquina
Objetivos 6, 7

As seguintes informações, tiradas dos livros da Companhia Michael, representam as opera-


ções para o mês de janeiro:
Depto. A Depto. B Depto. C
Materiais consumidos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 20.000 $ 10.000 $ 10.000
Custo da mão-de-obra direta . . . . . . . . . . . . . . $ 8.000 $ 5.000 $ 9.000
Horas de mão-de-obra direta . . . . . . . . . . . . . . 20.000 10.000 27.000
Horas-máquina . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4.000 5.000 2.025
Custos indiretos de fabricação . . . . . . . . . . . . . $ 20.000 $ 10.000 $ 16.200

O sistema de custo por ordem é usado, e a folha de custos para fevereiro para a Ordem
1812 mostra o seguinte:
Depto. A Depto. B Depto. C
Materiais consumidos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 2,00 $ 4,00 $ 2,00
Mão-de-obra direta . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 3,60 $ 3,00 $ 2,10
Horas de mão-de-obra direta . . . . . . . . . . . . . . 8 6 6
Horas-máquina . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2 3 1
Capítulo 4 • CONTABILIDADE PARA CUSTOS INDIRETOS DE FABRICAÇÃO • 203

As seguintes informações foram acumuladas durante fevereiro:


Depto. A Depto. B Depto. C
Horas de mão-de-obra direta . . . . . . . . . . . . . . 15.000 9.800 20.000
Custos indiretos de fabricação . . . . . . . . . . . . . $ 14.000 $ 10.000 $ 11.800

Pede-se:
1. Usando os dados de janeiro, apure as taxas para aplicação de CIF que devem ser usa-
das durante fevereiro, baseado no seguinte:
a. Custo da mão-de-obra direta
b. Horas de mão-de-obra direta
c. Horas-máquina
2. Prepare uma programação mostrando o total do custo de produção da Ordem 1812
usando cada método de aplicação de CIF.
3. Prepare os lançamentos para registrar as seguintes operações para fevereiro:
a. Pagamento do total de custos indiretos de fabricação.
b. Distribuição dos CIF para os departamentos
c. Aplicação dos CIF para as ordens, usando horas de mão-de-obra direta. (Use a taxa
predeterminada calculada na parte 1 acima e separe as contas para cada departa-
mento.)
d. Encerramento das contas para aplicação dos CIF.
e. Registro dos CIF sub- e superaplicados e encerramento das contas de CIF reais.

P 4-11 Determinando os CIF sub- e superaplicados


Objetivos 5, 6, 7

A Corporação Plutão tem quatro contas departamentais: Manutenção do Prédio, CIF, Depar-
tamento A e Departamento B. O método das horas de mão-de-obra direta é usado para aplicar os
custos indiretos de fabricação para as ordens processadas nos Departamentos A e B. A empresa
espera que cada departamento de produção use 30.000 horas de mão-de-obra direta durante o
ano. As taxas estimadas de CIF para o ano incluem o seguinte:

Depto. A Depto. B
Custo variável por hora . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 1,30 $ 1,50
Custo fixo por hora . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2,70 3,00
$ 4,00 $ 4,50

Durante o ano, os Departamentos A e B usaram 28.000 horas de mão-de-obra direta. Os


custos de custos indiretos de fabricação incorridos durante o ano seguem:
Manutenção de prédio . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 30.000
CIF .................................................. 75.400
Departamento A . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 45.800
Departamento B . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 68.800
204 • CONTABILIDADE DE CUSTOS

Ao determinar as taxas de aplicação no início do ano, as alocações de custos foram feitos


da seguinte maneira, usando o método de distribuição seqüencial:
Manutenção do Prédio para CIF, 10%; para Departamento A, 50%; para Departamento
B, 40%.
O custos indiretos de fabricação foram distribuídos de acordo com as horas de mão-de-obra
direta.

Pede-se:
Determine os CIF sub- e superaplicados para cada departamento de produção.

P 4-12 Folhas de custo por ordem, lançamentos no diário. Parecido com


o Problema para Auto-avaliação.
Objetivos 6, 7

A Companhia Xian de Manufatura completou a Ordem 2525 no dia 31 de maio, e não


haviam ordens em processo na planta. Antes do dia 1 de junho, a taxa de aplicação de CIF pre-
determinada para junho foi computada a partir dos dados abaixo, com base em uma estimativa
de 5.000 horas de mão-de-obra direta:
CIF variáveis estimados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 20.000
CIF fixos estimados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10.000
Total de CIF estimados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 30.000

CIF variáveis por hora estimados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $4


CIF fixos por hora estimados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2
Taxa predeterminada de CIF por
hora de mão-de-obra direta . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $6

A fábrica tem um departamento de produção e usa o método de horas de mão-de-obra dire-


ta para aplicar os CIF.
Três ordens foram começadas durante o mês, e lançamentos são feitos diariamente para as
folhas de custo por ordem das requisições por materiais e registros de horas. A seguinte progra-
mação mostra as ordens e os valores lançados para as folhas de custo das ordens:
Data de Materiais Mão-de-obra Horas de Mão-
Ordem Início Diretos Direta de-obra Direta
2526 1 de junho $ 5.000 $ 10.000 1.600
2527 12 de junho 10.000 15.000 1.900
2528 15 de junho 4.000 7.000 1.300
$ 19.000 $ 32.000 4.800

A conta de controle de CIF foi debitada durante o mês para as despesas indiretas de fabri-
cação reais de $ 25.500. No dia 11 junho, a Ordem 2526 foi completada e entregue ao cliente
com um markup de 50% sobre o custo de manufatura. No dia 24 de junho, a Ordem 2527 foi
completada e transferida para Produtos Acabados. No dia 30 de junho, a Ordem 2528 ainda
estava em processo.
Capítulo 4 • CONTABILIDADE PARA CUSTOS INDIRETOS DE FABRICAÇÃO • 205

Pede-se:
1. Prepare folhas de custos para as Ordens 2526, 2527 e 2528, incluindo os CIF aplica-
dos quando a ordem foi completada, ou no final do mês para ordens parcialmente com-
pletadas.
2. Prepare lançamentos no diário a partir de 30 de junho para os seguintes itens:
a. Aplicando custos indiretos de fabricação para a produção.
b. Encerrando a conta de custos indiretos de fabricação aplicados.
c. Encerrando a conta de custos indiretos de fabricação.
d. Transferindo o custo das ordens completadas para produtos acabados.
e. Registrando o custo das vendas e a venda da Ordem 2526.

P 4-13 Encerramento de CIF sub- e superaplicados no final do ano


Objetivo 7

A Companhia Eastwood tinha um saldo credor remanescente de $ 10.000 na sua conta de CIF
sub- e superaplicados no final do ano. Também tinha saldos no final do ano nas seguintes contas:
Produtos em Processo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 25.000
Produtos Acabados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15.000
Custo de Produtos Vendidos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 85.000
Totais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 125.000

Pede-se:
1. Prepare o lançamento de encerramento para os $ 10.000 de CIF superaplicados, supon-
do que o saldo não é considerado material.
2. Prepare o lançamento de encerramento para os $ 10.000 de CIF superaplicados, supon-
do que o saldo é considerado material.

P 4-14 Revisão abrangente dos procedimentos por ordem


Capítulos 1-4

A Companhia Canto de Cromo fabrica peças cromadas especiais, feitas sob encomenda e
nas especificações do cliente. Ela tem dois departamentos de produção, estampagem e metaliza-
ção, e dois departamentos de serviços, energia e manutenção. Em qualquer departamento de pro-
dução, a ordem em processo é totalmente completada antes de se dar início à próxima ordem.
A empresa opera no ano fiscal que encerra em 30 de setembro. Segue o balancete de veri-
ficação pós-encerramento na data de 30 de setembro:

Canto de Cromo
Balancete de Verificação Pós-encerramento
30 de Setembro de 20 – –
Caixa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 22.500
Contas a Receber . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 21.700
Produtos Acabados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8.750
206 • CONTABILIDADE DE CUSTOS

Produtos em Processo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3.600


Materiais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15.000
Seguro Pago Antecipadamente . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4.320
Prédio da Fábrica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 64.000
Depreciação Acumulada – Edifício da Fábrica . . . . . . . . . . . 22.500
Máquinas e Equipamentos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 38.000
Depreciação Acumulada – Máquinas e Equipamentos . . . . . . 16.000
Equipamentos de Escritório . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10.500
Depreciação Acumulada – Equipamentos de Escritório . . . . . . 7.500
Contas a Pagar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2.500
Encargos Sociais a Pagar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3.120
FUTA a Pagar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 364
SUTA a Pagar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.404
IRR Fonte dos Empregados a Recolher . . . . . . . . . . . . . . . . . 5.200
Capital . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 75.000
Lucros Acumulados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 54.782
188.370 188.370

Informações adicionais:

1. O saldo na conta de materiais representa o seguinte:

Materiais Unidades Custo Unitário Total


A ............ . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 120 $ 25 $ 3.000
B ............ . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 320 15 4.800
C ............ . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 180 30 5.400
Suprimentos da Fábrica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.800
$ 15.000

A empresa usa o método PEPS de contabilidade para todos os seus estoques. O Material A
é usado no departamento de estampagem, e os materiais B e C são usados no departamento de
metalização.

2. O saldo na conta de produtos em processo representa os seguintes custos que são aplicá-
veis à Ordem 905 (o pedido do cliente é por 1.000 unidades do produto acabado):
Materiais diretos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 1.500
Mão-de-obra direta . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.200
CIF . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 900
$ 3.600
Capítulo 4 • CONTABILIDADE PARA CUSTOS INDIRETOS DE FABRICAÇÃO • 207

3. A conta de produtos acabados reflete o custo da Ordem 803, que foi acabada no final
do mês anterior e está esperando pedido de entrega do cliente.

4. No início do ano, as taxas de aplicação de CIF foram baseadas nos seguintes dados:

Departamento Departamento
de Estampagem de Metalização
CIF estimados para o ano . . . . . . . . . . . . . . . . $ 145.000 $ 115.000
Horas estimadas de mão-de-obra para o ano . . 29.000 6.000

Em outubro, as seguintes transações foram registradas:

a. Comprou os seguintes materiais e suprimentos a prazo:


Material A . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.100 unidades a $ 26
Material B . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 900 unidades a $ 17
Material C . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 800 unidades a $ 28
Suprimentos da fábrica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 3.200

b. Os seguintes materiais foram baixados para a fábrica:

Ordem 905 Ordem 1001 Ordem 1002


Material A . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 600 unidades 400 unidades
Material B . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 400 unidades 200 unidades
Material C ............ 200 unidades 400 unidades
Suprimentos da fábrica - $ 2.450

Os pedidos de clientes cobertos pelas Ordens 1001 e 1002 são para 1.000 e
500 unidades de produtos acabados, respectivamente.

c. Salários e ordenados da fábrica e do escritório, de vendas e administrativos são pa-


gos no final de cada mês. Os seguintes dados, obtidos de uma análise dos registros de
horas e programações de salários da mão-de-obra, serão o suficiente para preparar
os lançamentos para registrar a folha de pagamento. (Suponha que as taxas para
encargos sociais e imposto de renda federal sejam de 8% e 10%, respectivamente.)
Registre as obrigações da empresa com relação aos impostos estadual e federal para
seguro desemprego. (Suponha taxas de 4% e 1%, respectivamente.) Registre a distri-
buição da folha de pagamento para o mês de outubro.

Departamento Departamento
de Estampagem de Metalização
Ordem 905 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 100 horas a $ 9 300 horas a $ 11
Ordem 1001 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.200 horas a $ 9 300 horas a $ 11
Ordem 1002 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 800 horas a $ 9

Salários dos supervisores, pessoal da zeladoria, etc. totalizaram $ 9.500; salá-


rios administrativos foram de $ 18.300.
208 • CONTABILIDADE DE CUSTOS

d. Custos indiretos de fabricação diversos incorridos durante o mês totalizaram $ 4.230.


Despesas diversas da administração e de vendas foram de $ 1.500. Esses itens, assim
como o INSS e o IRRF para setembro, foram pagos. (Veja os saldos das contas no
balancete de verificação pós-encerramento para 30 de setembro.)

e. A depreciação anual dos ativos da planta é calculada usando as seguintes taxas:


Edifícios da fábrica – 5%
Máquinas e equipamentos – 20%
Equipamentos de escritório – 20%

f. O saldo da conta para seguro pago antecipadamente representa um prêmio de três


anos por uma apólice de seguro contra incêndio que cobre o prédio da fábrica e a
maquinaria. Foi pago no último dia do mês anterior e entrou em vigor no dia 1 de
outubro.

g. O resumo dos custos indiretos de fabricação preparados do razão para custos indire-
tos de fabricação está reproduzido abaixo:
Resumo dos Custos Indiretos de Fabricação para Outubro
Transação Conta Estampagem Metalização Energia Manutenção Total
a. Suprimentos da fábrica $ 940,00 $ 750,00 $ 260,00 $ 500,00 $ 2.450,00
b. Mão-de-obra indireta 3.780,00 2.860,00 970,00 1.890,00 9.500,00
c Encargos sobre folha 2.948,40 1.229,80 126,10 245,70 4.550,00
d. Diversos 1.692,00 1.410,00 752,00 376,00 4.230,00
e Depreciação 360,00 270,00 90,00 180,00 900,00
f. Seguro 48,00 40,00 16,00 16,00 120,00
Total $ 9.768,40 $ 6.559,80 $ 2.214,10 $ 3.207,70 $ 21.750,00

h. As despesas totais do departamento de manutenção são distribuídas com base em


espaço ocupado pelos departamentos de energia (8.820 pés quadrados), de estam-
pagem (19.500 pés quadrados) e de metalização (7.875 pés quadrados). As despe-
sas do departamento de energia são então alocadas eqüitativamente para os departa-
mentos de estampagem e metalização.

i. Depois que as despesas reais de custos indiretos de fabricação foram distribuídas


para as contas departamentais e os custos indiretos de fabricação aplicados foram
registrados e lançados, qualquer saldo nas contas departamentais é transferido para
CIF sub- e superaplicados.

j. As Ordens 905 e 1001 foram encerradas durante o mês. A Ordem 1002 ainda está
em processo ao final do mês.

k. Durante o mês, as Ordens 803 e 905 foram vendidas com um markup de 150% sobre
o custo.

l. $ 55.500 foram recebidos de clientes em pagamento de suas contas.

m.Cheques foram emitidos no valor de $ 43.706 para cobrir a folha de pagamento.


Capítulo 4 • CONTABILIDADE PARA CUSTOS INDIRETOS DE FABRICAÇÃO • 209

Pede-se:

1. Preparar o balancete de verificação inicial em razonetes.

2. Preparar as folhas de razão para estoques de materiais e colocar os saldos de 1 de ou-


tubro.

3. Preparar folhas de custo por ordem, na medida do necessário.

4. Registrar todas as transações e lançamentos relacionados para o mês de outubro e lan-


çar em razonetes.

5. Preparar uma planilha de distribuição de despesas do departamento de serviços para


outubro.

6. No final do mês:
a. Analise o saldo na conta de materiais, na conta de produtos em processo e na conta
de produtos acabados.
b. Prepare a demonstração de custo de produção, a demonstração de resultado e o
balanço para 31 de outubro.
5
Contabilidade de Custos para o Setor
de Serviços

OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM

Após estudar este capítulo, você dever estar apto a:

 Executar custeio por ordem para empresas do setor de serviços.


 Preparar orçamentos para empresas do setor de serviços.
 Aplicar Custeio Baseado em Atividade para empresas do setor de serviços.
 Comparar os resultados das alocações de custos usando o custeio simplificado versus
o Custeio Baseado em Atividade.

m serviço é um benefício intangível, como consultoria, projeto, cuidados pessoais,

U transporte e entretenimento. Ele não tem propriedades físicas e é consumido no mo-


mento em que é fornecido. Não pode ser guardado ou armazenado, e portanto não é co-
locado em estoque. Exemplos de empresas de serviços incluem empresas de contabilidade, li-
nhas aéreas, cabeleireiros, encanadores, times profissionais de esportes e restaurantes. Note que
algumas empresas de serviços têm uma matéria-prima ou produto associado a elas. Por exem-
plo, enquanto um restaurante está no negócio de servir alimentos, a alimentação em si tem pro-
priedades tangíveis.
As principais características de empresas de serviços são que elas têm pouco ou nenhum
estoque. Mesmo um restaurante não manteria a maioria dos itens de alimentos por mais de um
ou dois dias, e os custos de mão-de-obra consomem três quartos, ou mais, dos custos totais. Em-
presas de serviços são importantes porque aproximadamente 70% dos trabalhadores dos EUA
Capítulo 5 • CONTABILIDADE DE CUSTOS PARA O SETOR DE SERVIÇOS • 211

estão empregados em empresas de serviços. Essas empresas são responsáveis por mais de 60%
do valor da produção total de bens e serviços no país. Aproximadamente 90% dos empregos
criados nos EUA nos últimos vinte anos têm sido no setor de serviços. A falta de crescimento na
manufatura, devido principalmente às importações e à automação, é responsável pela maior par-
te dos aumentos percentuais da fatia de crescimento dos empregos em serviços. Além disso, a
automação da manufatura tem resultado na produção de muito mais bens usando menos traba-
lhadores, assim criando uma necessidade por mais pessoas para a comercialização, distribuição
e atendimento desses produtos adicionais.
Historicamente, contadores de custos passavam muito tempo desenvolvendo custos de
produtos para bens manufaturados e pouco tempo no custeio de serviços. Devido à importância
de serviços na nossa economia moderna, os assuntos relacionados com custos não podem mais
ser ignorados. É importante para gerentes saberem o custo de fornecer um serviço para propó-
sitos como licitações para contratos, e decidirem quais serviços devem ser enfatizados e quais
devem ser desenfatizados na sua linha de ofertas.

CUSTEIO POR ORDEM PARA O SETOR DE SERVIÇOS


OBJETIVO DE APRENDIZAGEM 1
Executar custeio por ordem para empresas de serviços.

O volume e a complexidade dos serviços oferecidos pode variar substancialmente de clien-


te para cliente. Quando esse for o caso, uma empresa de serviços deve usar custeio por ordem,
da mesma forma que fabricantes de produtos diferenciados usam o mesmo sistema. Exemplos
de empresas de serviços que usam custeio por ordem incluem empresas de contabilidade onde
o custo de uma auditoria dependeria do tamanho e da complexidade das operações de um clien-
te, e mecânicos de automóveis cujos preços são baseados nas peças, suprimentos e tempo de
mão-de-obra necessário em cada serviço. O documento básico para acumular custos para uma
empresa de serviços usando custeio por ordem é a folha de análise de custos por ordem, que
também foi usada nos nossos exemplos de manufatura. A Figura 5-1 é uma folha de análise de
custos por ordem usada por uma empresa de contabilidade para a auditoria de um grupo auto-
motivo com revendedoras em uma área que engloba três estados.

FOLHA DE CUSTOS POR ORDEM PARA UM SETOR DE SERVIÇOS

Note que o custo por hora do sócio, do gerente e da equipe de assessoria inclui a sua
compensação por hora e uma parte dos custos indiretos de prestação de serviços (CIPS) da em-
presa. Suponha que um sócio ganha $ 100 por hora e foi determinado que para cada $ 1 de cus-
to em mão-de-obra direta (horas do sócio, gerente e equipe de assessoria) a empresa gastará
$ 1,50 em custos indiretos de prestação de serviços (CIPS), como apoio de secretárias, benefí-
cios indiretos, depreciação de computadores, aluguel e serviços públicos. Já que o custo da
mão-de-obra direta é o custo simples mais alto para a empresa, e a necessidade de se ter traba-
lhadores diretos resulta em todos os outros custos que a empresa incorre, o montante do cus-
to da mão-de-obra direta incorrido em um serviço determina quanto de CIPS será debitado pa-
ra ela. Por exemplo, o preço de $ 250 para cada hora de tempo do sócio consiste na taxa salarial
de $ 100 por hora, e $ 150 de CIPS. Portanto, a taxa de CIPS é de 150% ($ 150/$ 100) do custo
da mão-de-obra direta.
212 • CONTABILIDADE DE CUSTOS

Figura 5-1 Folha de Análise de Custos por Ordem de uma Empresa de Serviços

Sousa, Pereira e Nóbrega, Contadores


Resumo de Conta de Empenho

Nome do Cliente: Automotiva Superior, Ltda.


Tipo de Empenho: Auditoria
Número do Empenho: 727
Data de Contratação: 19/12/20 – –
Data de Completude: 22/02/20 – –
Sócio Supervisor: Lucas

Horas do Sócio:
Período encerrado em Horas Taxa Total
31/01/20 – – 10 $ 250* $ 2.500
28/02/20 – – 8 $ 250* 2.000
Subtotais: 18 $ 4.500

Horas do Gerente:
Período encerrado em Horas Taxa Total
31/01/20 – – 45 $ 125* $ 5.625
28/02/20 – – 25 $ 125* 3.125
Subtotais: 70 $ 8.750

Horas da Equipe
de Assessoria
Período encerrado em Horas Taxa Total
31/01/20 – – 120 $ 75* $ 9.000
28/02/20 – – 80 $ 75* 6.000
Subtotais: 200 $ 15.000

Período Período Total de


Encerrado em Encerrado em Outros
Outros: 31/01/20 – – 28/02/20 – –
Viagens $ 2.970 $ 1.975 $ 4.945
Refeições 1.430 795 2.225
Total de Outros: $ 4.400 $ 2.770 $ 7.170

Total dos Custos de Empenho: $ 35.420

* Inclui mão-de-obra direta mais custos indiretos de prestação de serviços sobre o custo de mão-de-obra direta.
Capítulo 5 • CONTABILIDADE DE CUSTOS PARA O SETOR DE SERVIÇOS • 213

A taxa de 150% para CIPS é uma taxa anual predeterminada, computada da seguinte maneira:

CIPS Orçados para 20 – –

Assistência das secretárias . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 1.500.000


Benefícios indiretos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.250.000
Despesas de aluguel . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 500.000
Depreciação – equipamento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 750.000
Utilidades públicas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 300.000
Telefone e fax . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 150.000
Reprografia (fotocópias) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 50.000
Total . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 4.500.000

Mão-de-obra Direta Orçada para 20 – –


Sócios . . . . . . . . . . . .............................. . . . . $ 800.000
Gerentes . . . . . . . . . .............................. . . . . 1.200.000
Equipe de assessoria. .............................. . . . . 1.000.000
Total . . . . . . . . . . .............................. . . . . $ 3.000.000

Taxa orçada para CIPS CIPS* orçados


=
MOD** orçada
$ 4.500.000
=
$ 3.000.000
= 150%
* CIPS = Custos Indiretos de Prestação de Serviços
** MOD = Mão-de-obra Direta

ESCOLHENDO A BASE DE ALOCAÇÃO DE CUSTOS

Note que a empresa poderia ter usado horas de mão-de-hora direta em vez de unidades
monetárias de mão-de-obra direta para debitar os CIPS para as ordens. Ao escolher o custo da
mão-de-obra direta, a empresa decidiu que os seus CIPS eram mais relacionados ao dinheiro de
mão-de-obra direta debitados às ordens do que às horas de mão-de-obra direta trabalhadas na
ordem. Isso significa que sócios, que ganham salários mais altos do que gerentes e contadores
de assessoria, criam mais CIPS. Eles têm mais assessoria das secretárias, escritórios melhores e
pedem por mais estudos de computadores do que gerentes e contadores de assessoria. Se todas
as três categorias de mão-de-obra direta consumissem a mesma quantia de CIPS por hora traba-
lhada em uma ordem, as horas de mão-de-obra direta seriam uma base mais apropriada para se-
rem usadas para debitar os CIPS.

RASTREANDO O CURSO DOS CUSTOS DIRETOS ATÉ A ORDEM DE SERVIÇO

Existem custos além dos custos de mão-de-obra direta que podem ser rastreados até a or-
dem. Note as despesas de viagens e refeições que aparecem na categoria de “Outros” na Figura
5-1. Essas são despesas que podem ser especificamente identificadas com uma ordem e não pre-
214 • CONTABILIDADE DE CUSTOS

cisam ser alocadas para a ordem usando as taxas de CIPS. Por exemplo, os contadores podem
manter um registro das despesas de viagens e refeições incorridas ao prestarem serviços para
clientes localizados em outras cidades.

RELATÓRIO DE DESEMPENHO DOS CUSTOS

Uma vez que a ordem foi completada e todos os custos foram debitados a ela, a administra-
ção pode usar as informações de muitas maneiras. Ela pode comparar os custos debitados para
a ordem com o preço ofertado aceito pelo cliente para determinar a rentabilidade da ordem. Por
exemplo, se o preço de oferta foi $ 48.000 para a ordem na Figura 5-1, o lucro seria computado
da seguinte maneira:

Preço da oferta . . . . . . . . . . . . .................. $ 48.000


Custos:
Total de mão-de-obra e CIPS . .................. $ 28.250
Total de outros custos diretos. .................. 7.170 35.420
Lucro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .................. $ 12.580

O lucro foi de aproximadamente 26% ($ 12.580/$ 48.000) do preço de oferta, e os custos de


mão-de-obra e CIPS foram de aproximadamente 80% ($ 28.250/$ 35.420) dos custos totais. A em-
presa pode usar tais informações para ofertar para a auditoria da Automotiva Superior no ano
que vem, em ofertas de auditorias para negócios parecidos e em comparação de custos orçados
com custos reais na auditoria para propósitos de controle de custos futuros. A Figura 5-2 ilustra
um relatório de desempenho dos custos para a ordem da Automotiva Superior. O relatório
compara os custos orçados para a ordem com os custos reais incorridos e indica a variação, ou
diferença, para cada item.

Figura 5-2 Relatório de Desempenho dos Custos

Relatório de Desempenho dos Custos


Item Resultado Orçamento Variação
Real
Salários e CIPS dos sócios . . . . ....... $ 4.500 $ 3.900 $ 600 D
Salários e CIPS dos gerentes . . ....... 8.750 8.500 250 D
Salários e CIPS dos contadores
de assessoria . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15.000 13.500 1.500 D
Viagens . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4.945 4.695 250 D
Refeições . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2.225 2.060 165 D
Total . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 35.420 $ 32.655 $ 2.765 D
D = Desfavorável
F = Favorável

Os custos reais para a ordem foram $ 2.765 acima do orçamento. Os sócios desejarão deter-
minar qual foi a causa de a ordem ter saído acima do orçamento. O orçamento foi malfeito, re-
sultando em uma estimativa de custos irrealisticamente baixa, ou foi por causa de algum uso ine-
Capítulo 5 • CONTABILIDADE DE CUSTOS PARA O SETOR DE SERVIÇOS • 215

ficiente de recursos na ordem? Se tivessem cumprido com o orçamento no serviço, o lucro da


ordem teria sido de $ 15.345, em vez de $ 12.580, e o lucro, como uma porcentagem do preço de
oferta, teria sido de 32% em vez de 26%.

ORÇAMENTOS PARA EMPRESAS DE SERVIÇOS


OBJETIVO DE APRENDIZAGEM 2
Preparar orçamentos para empresas de serviços.

A estimativa de receita e de despesas do trabalho com a Automotiva Superior seria uma


parte das cifras orçadas que aparecem no orçamento anual para Sousa, Pereira e Nóbrega Conta-
dores. O orçamento de receitas, ilustrado na Figura 5-3, é o ponto de partida para o orçamen-
to anual porque a quantia de negócios do cliente precisa ser projetada antes de se fazer uma es-
timativa do montante de horas de mão-de-obra e CIPS que serão incorridos.

Figura 5-3 Orçamento de Receita

Programação 1
Orçamento de Receita para o Ano Encerrado em 31 de Dezembro de 20 – –
Item Horas Taxa de Total de
Profissionais Faturamento Receitas
Auditoria:
Sócios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2.000 $ 300 $ 600.000
Gerentes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8.000 175 1.400.000
Equipe de assessoria . . . . . . . . . . . . . . 30.000 100 3.000.000
Subtotal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 40.000 $ 5.000.000
Consultoria Empresarial:
Sócios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 750 $ 300 $ 225.000
Gerentes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2.500 175 437.500
Equipe de assessoria . . . . . . . . . . . . . . 10.000 100 1.000.000
Subtotal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13.250 1.662.500
Consultoria Tributária:
Sócios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.500 $ 300 $ 450.000
Gerentes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5.000 175 875.000
Equipe de assessoria . . . . . . . . . . . . . . 20.000 100 2.000.000
Subtotal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 26.500 $ 3.325.000
Total . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 79.750 $ 9.987.500

O ORÇAMENTO DE RECEITA

O orçamento de receita na Figura 5-3 foi desenvolvido em torno dos três principais servi-
ços que a empresa fornece: auditoria, consultoria empresarial e consultoria tributária. As horas
de mão-de-obra profissional que devem ser trabalhadas em cada área estão orçadas com base
nos conhecimentos da empresa em relação ao tempo gasto com clientes contínuos no passado,
216 • CONTABILIDADE DE CUSTOS

negócios novos que são esperados, a combinação de trabalhos esperados de auditoria, consulto-
ria empresarial, consultoria tributária, e a combinação das categorias de mão-de-obra profissio-
nal que será necessária. As taxas de faturamento refletem a melhor estimativa da empresa so-
bre o quanto debitará aos clientes para as várias categorias de mão-de-obra profissional no ano
vindouro. A receita total de todos os clientes atendidos é orçada em $ 9.987.500.

O ORÇAMENTO DE MÃO-DE-OBRA

Uma vez que as horas de mão-de-obra profissional, necessárias para satisfazer os serviços
ao cliente, forem orçadas, um orçamento de mão-de-obra profissional, como na Figura 5-4,
pode ser preparado. As horas orçadas, necessárias na área de serviços de cada cliente, são multi-
plicadas pela taxa orçada para obter a despesa de salários para cada categoria de mão-de-obra
profissional.
Figura 5-4 Orçamento de Mão-de-obra Profissional

Programação 2
Orçamento de Mão-de-obra Profissional para o Ano Encerrado
em 31 de Dezembro de 20 – –

Item Horas Taxa de Total de Mão-


Profissionais Salários de-obra em
Dinheiro
Auditoria:
Sócios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2.000 $ 100 $ 200.000
Gerentes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8.000 50 400.000
Equipe de assessoria . . . . . . . . . . . . . . 30.000 30 900.000
Subtotal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 40.000 $ 1.500.000
Consultoria Empresarial:
Sócios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 750 $ 100 $ 75.000
Gerentes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2.500 50 125.000
Equipe de assessoria . . . . . . . . . . . . . . 10.000 30 300.000
Subtotal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13.250 500.000
Consultoria Tributária:
Sócios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.500 $ 100 $ 150.000
Gerentes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5.000 50 250.000
Equipe de assessoria . . . . . . . . . . . . . . 20.000 30 600.000
Subtotal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 26.500 $ 1.000.000
Total . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 79.750 $ 3.000.000

As taxas de salários na Figura 5-4 diferem das taxas que aparecem na folha de análise de cus-
tos por ordem na Figura 5-1. Isso porque a folha de análise de custos por ordem inclui a mão-de-
obra e os CIPS em uma única taxa combinada. Para propósitos de orçamentos, queremos orçar
separadamente mão-de-obra profissional e CIPS.
Embora normalmente pensamos em empregados profissionais, como contadores, ganhan-
do um salário em vez de um ordenado por hora, é importante desenvolver uma taxa por hora
Capítulo 5 • CONTABILIDADE DE CUSTOS PARA O SETOR DE SERVIÇOS • 217

para fins de orçamentos e faturamento. Por exemplo, a taxa de $ 100 por hora para um sócio foi
desenvolvida da seguinte maneira:

Taxa por hora Salário anual


=
Horas anuais faturáveis
$ 200.000
=
2.000 horas
= $ 100/ hora
É muito importante orçar as horas de mão-de-obra necessárias com cuidado. Se a empresa
superestimar o número de horas necessárias, ficará com uma equipe grande demais e o custo da
mão-de-obra adicional irá reduzir os lucros. Se a empresa subestimar o número de horas neces-
sárias, ficará com uma equipe muito pequena, e a falta de profissionais fará com que desista de
serviços que poderiam aumentar as receitas e os lucros.

O ORÇAMENTO DE CUSTOS INDIRETOS DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS

O próximo passo é a empresa preparar um orçamento para CIPS que inclui todos os itens de
despesa que não podem ser rastreados diretamente às ordens, mas devem ser alocados a elas pelo
uso de taxas de CIPS. O orçamento de CIPS para Sousa, Pereira e Nóbrega aparece na Figura 5-5.
Não confunda o uso do termo “CIPS” aqui com o uso do “CIF” no Capítulo 4. O Capítulo
4 ilustrou a contabilidade para custos indiretos de fabricação (CIF), que consiste apenas em
despesas indiretas incorridas na fábrica. Neste exemplo, o CIPS consiste nas despesas indiretas
incorridas para apoiar as atividades de uma empresa de serviços profissionais. Os totais do
orçamento de mão-de-obra profissional (Figura 5-4) e do orçamento para CIPS (Figura 5-5) fo-
ram usados para computar a taxa para CIPS de 150% (4.500.000/3.000.000) do dinheiro da mão-
de-obra direta.

O ORÇAMENTO PARA OUTRAS DESPESAS

O último dos orçamentos individuais para esta empresa seria o orçamento para Outras
Despesas, que aparece na Figura 5-6, e que consiste nas despesas diretas que não são da mão-de-
obra profissional e que podem ser rastreadas para ordens específicas.

Figura 5-5 Orçamento para CIPS

Programação 3
Orçamento para CIPS para o Ano Encerrado em 31 de Dezembro de 20 – –
Assistência de secretárias . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 1.500.000
Benefícios indiretos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.250.000
Despesas de aluguel . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 500.000
Depreciação – equipamento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 750.000
Utilidades públicas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 300.000
Telefone e fax . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 150.000
Reprografia (Fotocópias) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 50.000
Total . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 4.500.000
218 • CONTABILIDADE DE CUSTOS

Figura 5-6 Outras Despesas

Programação 4
Orçamento para Outras Despesas para o Ano Encerrado
em 31 de Dezembro de 20 – –
Viagens . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 1.105.000
Refeições . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 285.000
Total . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 1.390.000

DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS ORÇADOS

Depois de preparar todos os orçamentos individuais, as informações podem ser usadas pa-
ra preparar a demonstração de resultados orçada, que aparece na Figura 5-7. Note as diferenças
entre esta demonstração de resultados e as demonstrações de resultados ilustradas anterior-
mente para um fabricante. Não existe linha para o custo de produtos vendidos porque a empre-
sa vende um serviço em vez de um produto. Todas as despesas operacionais são debitadas con-
tra a renda no período em que são incorridas porque não existem contas de estoques às quais as
despesas possam ser relacionadas. Enquanto isso, em uma empresa de manufatura, qualquer
despesa incorrida na fábrica seria alocada para as ordens produzidas durante o período e perma-
necem como parte das contas de ativos de Produtos em Processo e Produtos Acabados, até que
as ordens tenham sido completadas e vendidas. Naquele momento, as ordens seriam debitadas
contra a receita, como custo de produtos vendidos.
A demonstração de resultados na Figura 5-7 também pode ser usada para fins de planeja-
mento em antecipação ao ano civil. Por exemplo, o lucro operacional está estimado em 11% das
receitas ($ 1.097.500/$ 9.987.500). Se os sócios esperam que o lucro das operações seja no míni-
mo 15% das receitas, precisam voltar para os orçamentos individuais e determinar como aumen-
tar o lucro operacional em $ 400.625 através de alguma combinação de aumento das receitas or-
çadas e/ou de diminuição dos custos orçados. A demonstração de resultados também pode ser
usada para fins de controle durante, e no final do ano civil. Ao comparar receitas e despesas or-
çadas com as reais, os sócios podem determinar quão bem uma empresa está satisfazendo as ex-
pectativas, e tomar medidas corretivas onde necessário.

Figura 5-7 Demonstração de Resultados Orçados

Demonstração de Resultados Orçados


Sousa, Pereira e Nóbrega, Contadores
Para o Ano Encerrado em 31 de Dezembro de 20 – –
Receitas (Programação 1) . . . . . . . . . . . . . . ....... $ 9.987.500
Custos Operacionais:
Mão-de-obra profissional (Programação 2) . . . . . . . $ 3.000.000
CIPS de apoio (Programação 3). . . . . . . . . . . . . . . 4.500.000
Outras despesas (Programação 4) . . . . . . . . . . . . . 1.390.000 8.890.000
Lucro operacional. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.097.500

Agora, você deve estar apto a resolver o seguinte: Questões 1-11; Exercícios 5-1 a
5-4; Problemas 5-1 a 5-4.
Capítulo 5 • CONTABILIDADE DE CUSTOS PARA O SETOR DE SERVIÇOS • 219

CUSTEIO BASEADO EM ATIVIDADE EM UMA EMPRESA DE SERVIÇOS


OBJETIVO DE APRENDIZAGEM 3
Aplicar o Custeio Baseado em Atividade em uma empresa de serviços

Lembre-se de que Sousa, Pereira e Nóbrega tinham apenas duas categorias principais de
custos diretos – mão-de-obra profissional e refeições e viagens – e que apenas uma única taxa de
CIPS foi usada para custos indiretos. No Capítulo 4, introduzimos o conceito de Custeio Baseado
em Atividade para uma empresa de manufatura. Neste capítulo, aqueles mesmos princípios se-
rão aplicados às empresas de serviços. Empresas que usam Custeio Baseado em Atividade
(ABC) tentam deslocar tantos custos quanto possível do grupo de custos indiretos que precisam
ser alocados para as ordens, para grupos de custos diretos, que podem ser especificamente ras-
treados para ordens individuais, e que foram a causa pela ocorrência dos custos. Os custos rema-
nescentes, que não podem ser rastreados para ordens individuais, são separados em grupos de
custos homogêneos e depois alocados para ordens individuais ao usar bases separadas de aloca-
ção para cada grupo de custos. Por exemplo, se o montante de custos do departamento da folha
de pagamento e do departamento de pessoal for relacionado ao número de pessoas emprega-
das, então esses custos podem ser agrupados em um único grupo de custos indiretos e alocados
para as ordens na base de número de empregados.

CONVERTENDO CUSTOS INDIRETOS EM CUSTOS DIRETOS

As despesas em reprografia e telefone/fax são dois CIPS da Sousa, Pereira e Nóbrega que
seriam principais candidatos para serem rastreados diretamente para as ordens individuais.
Um número de código do cliente pode ser entrado antes de fazer cada ordem de reprografia
para identificar o cliente recebedor do serviço, e chamadas de longa distância e faxes podem
ser rastreadas a clientes individuais via contas telefônicas ou um registro mantido pela em-
presa. O aumento na sofisticação e em preços mais acessíveis da tecnologia de processamen-
to de informações permite que tais custos, que anteriormente eram classificados como indi-
retos e eram incluídos na taxa de CIPS, sejam traçados diretamente para ordens específicas a
um custo mínimo. Por exemplo, se as despesas de telefone, fax, e reprografia forem rastrea-
das diretamente para a ordem da Automotiva Superior, a seção de Outros da folha de custos
iria ficar assim:

Outros Período Período Total


Encerrado em Encerrado em
31/01/20 – – 28/02/20 – –
Viagens . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 2.970 $ 1.975 $ 4.945
Refeições . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.430 795 2.225
Reprografia. . . . . . . . . . . . . . . . 280 175 445
Telefone/fax . . . . . . . . . . . . . . . 370 220 590
Total . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 5.050 $ 3.165 $ 8.215

Note que as taxas de faturamento usadas na Figura 5-1 devem ser ligeiramente mais baixas
porque o componente de CIPS da taxa não inclui mais as despesas de telefone/fax e de repro-
grafia. Esses itens, que anteriormente eram espalhados “como creme de amendoim” sobre to-
das as ordens, agora podem ser especificamente identificados com as ordens que causaram es-
220 • CONTABILIDADE DE CUSTOS

ses custos. Custeio de creme de amendoim se refere à prática de atribuir custos eqüitativa-
mente para ordens usando uma taxa CIPS, quando ordens diferentes consomem recursos em
proporções diferentes.

GRUPOS DE CUSTOS MÚLTIPLOS INDIRETOS

Outro ingrediente principal de Custeio Baseado em Atividade é tomar CIPS que antes esta-
vam em um único grupo de custos indiretos e separá-los em um número de grupos de custos
homogêneos com um direcionador de custos, ou base de alocação de custos, separado para ca-
da grupo. Por exemplo, o grupo único de CIPS de $ 4.500.000 que antes estava alocado para as
ordens na base de dinheiro de mão-de-obra direta poderia ser separado em três grupos de cus-
tos com um direcionador de custos diferente para cada grupo, como a seguir:

Grupo de Custos Base de Alocação de Custos

Assistência de secretárias Horas de mão-de-obra do sócio


Benefícios indiretos Unidades monetárias de
mão-de-obra profissional
Assistência de auditoria Horas de mão-de-obra profissional

Usando os números orçados da Figura 5-5, e as informações adicionais de que 6.000 horas
de mão-de-obra do sócio e 106.000 horas de mão-de-obra profissional foram orçadas, as taxas de
CIPS para os grupos individuais de custos seriam computadas da seguinte maneira:

Custos Direcionadores de Taxa


Grupo de Custos Orçados Custos Orçados Orçada

Assistência de secretárias . . . $ 1.500.000 4.250 horas $ 353/hora de mão-


de-obra do sócio
Benefícios indiretos . . . . . . . . $ 1.250.000 $ 3.000.000 0,4167/unidade
monetária de mão-
de-obra profissional
Assistência de auditoria. . . . . $ 1.550.000 79.750 horas $ 19,44/ hora de
mão-de-obra
profissional

Note que o montante de $ 1.550.000 no grupo de custos de assistência de auditoria foi


determinado do orçamento de CIPS na Figura 5-5, da seguinte maneira:

Despesas de aluguel . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 500.000


Depreciação — equipamento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 750.000
Despesas de utilidades públicas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 300.000
$ 1.550.000

Os montantes orçados para assistência de secretárias, $ 1.550.000, e os benefícios indire-


tos, $ 1.250.000, eram uma linha de itens separados no orçamento de CIPS. Usando um sistema
de Custeio Baseado em Atividade para debitar CIPS para a ordem da Automotiva Superior, os
montantes alocados, usando as taxas acima, seriam como a seguir:
Capítulo 5 • CONTABILIDADE DE CUSTOS PARA O SETOR DE SERVIÇOS • 221

Número de
Direcionadores
de Custos
Grupo de Custos Taxa Orçada Unidades Total
Consumidas
Assistência de secretárias . . . . . . $ 353/hora de 18 horas $ 6.354
mão-de-obra
do sócio
Benefícios indiretos . . . . . . . . . . . 0,4167/unidade $ 11.300 4.709
monetária de
mão-de-obra
profissional
Assistência de auditoria. . . . . . . . $ 19,44/ hora 288 horas 5.599
de mão-de-obra
profissional
Total . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 16.662

Os números de direcionadores de custos vieram da Figura 5-1, onde 18 horas do sócio, e


288 horas profissionais, foram trabalhadas na ordem da Automotiva Superior. As taxas por hora
foram determinadas do orçamento de mão-de-obra profissional na Figura 5-4.
O dinheiro de mão-de-obra profissional incorrido na ordem foi computado da seguinte
maneira:
Sócios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18 horas a $ 100 = $ 1.800
Gerentes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 70 horas a $ 50 = 3.500
Equipe de assessoria . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 200 horas a $ 30 = 6.000
Total . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 11.300

FOLHA DE CUSTOS POR ORDEM – CUSTEIO BASEADO EM ATIVIDADE

A folha revisada de custos por ordem refletindo todas as despesas para a ordem da Auto-
motiva Superior, usando custeio baseado em atividade, aparece na Figura 5-8.

ALOCAÇÕES USANDO CUSTEIO SIMPLIFICADO VERSUS CUSTEIO


BASEADO EM ATIVIDADE
OBJETIVO DE APRENDIZAGEM 4
Comparar os resultados de alocações de custos usando custeio simplificado versus
Custeio Baseado em Atividade.

Nos exemplos das Figuras 5-1 e 5-8, os custos totais debitados à ordem usando custeio sim-
plificado à ordem ($ 35.420) variam menos do que 10% dos custos totais usando Custeio Basea-
do em Atividade ($ 36.177). Essas diferenças pequenas não são sempre o caso, como ilustrado
pelo exemplo a seguir. Suponha que uma empresa de advocacia tem duas categorias de mão-de-
obra profissional – sócio e associado. Ela também tem dois tipos de custos indiretos – assistência
jurídica e assistência de secretárias. As informações orçadas para o ano são estas:
222 • CONTABILIDADE DE CUSTOS

Mão-de-obra Mão-de-obra
do Sócio do Associado

Número de advogados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10 40
Horas anuais faturadas por advogado . . . . . . . . 2.000 2.000
Compensação anual por advogado . . . . . . . . . . $ 200.000 $ 75.000

Assistência Assistência
Jurídica de Secretárias

Estimativa de CIPS anuais . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 2.000.000 $ 500.000

A categoria de custos diretos inclui todos os custos de mão-de-obra profissional, que são
rastreados para as ordens em uma base por hora. A categoria de custos indiretos inclui todos os
CIPS. Esses custos estão incluídos em um único grupo de custos indiretos – isto é, assistência
profissional – e alocados para ordens usando horas de mão-de-obra profissional como a base de
alocação. Usando um sistema de custeio simplificado com uma categoria de custo direto e uma
categoria de custo indireto, as ordens seriam custeadas como está mostrado na Figura 5-9. E
mais, considere dois clientes: Braga, que requer 50 horas de trabalho no tribunal; e Ribeiro, que
requer 75 horas de trabalho tributário.
A taxa de mão-de-obra profissional de $ 50 por hora foi computada da seguinte maneira:

Unidades monetárias anuais de


mão-de-obra profissional.
Taxa de mão-de-obra profissional =
Horas anuais de mão-de-obra profissional
(10 ⫻ $ 200.000) + (40 ⫻ $ 75.000)
=
(10 ⫻ 2.000 horas) + (40 ⫻ 2.000 horas)
$ 5.000.000
=
100.000 horas
= $ 50 por hora

A taxa do custo indireto de assistência profissional de $ 25 por hora foi computada da se-
guinte maneira:

Custo de assistência anual


Taxa de mão-de-obra profissional =
Horas anuais de mão-de-obra profissional
$ 2.000.000 + $ 500.000
=
100.000 horas
$ 2.500.000
=
100.000 horas
= $ 25 por hora
Capítulo 5 • CONTABILIDADE DE CUSTOS PARA O SETOR DE SERVIÇOS • 223

Figura 5-8 Folha de Custos por Ordem com Custeio Baseado em Atividade

Sousa, Pereira e Nóbrega – Contadores


Resumo da Conta de Empenho

Nome do Cliente: Automotiva Superior, Ltda.


Tipo de Empenho: Auditoria
Número do Empenho: 727
Data de Contratação: 19/12/20 – –
Data de Completude: 22/02/20 – –
Sócio Supervisor: Lucas
Horas do Sócio:
Período encerrado em Horas Taxa Total
31/01/20 – – 10 $ 100 $ 1.000
28/02/20 – – 8 $ 100 800
Subtotais: 18 $ 1.800
Horas do Gerente:
Período encerrado em Horas Taxa Total
31/01/20 – – 45 $ 50 $ 2.250
28/02/20 – – 25 $ 50 1.250
Subtotais: 70 $ 3.500
Horas da Equipe de Assessoria
Período encerrado em Horas Taxa Total
31/01/20 – – 120 $ 30 $ 3.600
28/02/20 – – 80 $ 30 2.400
Subtotais: 200 $ 6.000
CIPS:
Número de
Direcionadores de Custo
Grupo de Custos Taxa Orçada Unidades Total
Assistência de secretárias . . . . . . $ 353/mão-de-obra 18 horas $ 6.354
do sócio
Benefícios indiretos . . . . . . . . . . . 0,4167/dólar de $ 11.300 4.709
mão-de-obra
profissional
Assistência de auditoria. . . . . . . . $ 19,44/hora de 288 horas 5.559
mão-de-obra
profissional
Subtotais . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16.662

Outros Período Encerrado Período Encerrado Total


Custos Diretos em31/01/20 – – em28/02/20 – – Outros
Viagens . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 2.970 $ 1.975 $ 4.945
Refeições . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.430 795 2.225
Reprografia . . . . . . . . . . . . . . . . 280 175 445
Telefone/fax . . . . . . . . . . . . . . . . 370 220 590
Subtotal: . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 5.050 $ 3.165 $ 8.215
Total de Custos do Empenho: . . . . $ 36.177
224 • CONTABILIDADE DE CUSTOS

Figura 5-9 Custeio Simplificado de Serviços para uma Empresa de Advocacia

Braga Ribeiro
Custo da mão-de-obra profissional
50 horas ⫻ $ 50 . . . . . . . . . ................ $ 2.500
75 horas ⫻ $ 50 . . . . . . . . . ................ $ 3.750
Assistência profissional:
50 horas ⫻ $ 25 . . . . . . . . . ................ 1.250
75 horas ⫻ $ 25 . . . . . . . . . ................ 1.875
Total . . . . . . . . . . . . . . . . ................ $ 3.750 $ 5.625

Agora, vamos supor que a empresa decide implementar um sistema de custeio mais sofisti-
cado porque ela acha que muitas cotações, como da ordem do Ribeiro, estão sendo rejeitadas
por serem muito altas. A empresa decide ter duas categorias de custos diretos – mão-de-obra do
sócio e mão-de-obra do associado – e duas categorias de custos indiretos – assistência jurídica e
assistência de secretárias. A base para a alocação de custos para a assistência jurídica é horas de
mão-de-obra profissional, e para a assistência de secretárias é horas de mão-de-obra do sócio.
Usando os dados na página 222, as taxas para cada categoria de custo seriam assim:

Categoria Taxa

Mão-de-obra do sócio . . . . . . . . . $ 200.000/2.000 horas = $ 100 por hora


Mão-de-obra do associado . . . . . $ 75.000/2.000 horas = $ 37,50 por hora
Assistência jurídica . . . . . . . . . . . $ 2.000.000/100.000 horas = $ 20 por hora
Assistência de secretárias . . . . . . $ 500.000/20.000 horas = $ 25 por hora

Suponha também que a ordem do Braga precisará de 40 horas de sócio e 10 horas de asso-
ciado, enquanto a ordem do Ribeiro precisará de 70 horas de associado e cinco horas de sócio.
Usando um sistema de Custeio Baseado em Atividade com as duas categorias de custos diretos e
as duas categorias de custos indiretos, as ordens seriam custeadas como mostra a Figura 5-10.

Figura 5-10 Custeio Baseado em Atividade para a Empresa de Advocacia

Braga Ribeiro
Custo de mão-de-obra de sócio:
40 horas ⫻ $ 100 . . . . . . . . . . .............. $ 4.000
5 horas ⫻ $ 100 . . . . . . . . . . . .............. $ 500
Custo de mão-de-obra de associado:
10 horas ⫻ $ 37,50 . . . . . . . . . .............. 375
70 horas ⫻ $ 37,50 . . . . . . . . . .............. 2.625
Assistência jurídica:
50 horas ⫻ $ 20 . . . . . . . . . . . .............. 1.000
75 horas ⫻ $ 20 . . . . . . . . . . . .............. 1.500
Assistência de secretárias:
40 horas ⫻ $ 25 . . . . . . . . . . . .............. 1.000
5 horas ⫻ $ 25 . . . . . . . . . . . . .............. 125
Total . . . . . . . . . . . . . . . . . . .............. $ 6.375 $ 4.750
Capítulo 5 • CONTABILIDADE DE CUSTOS PARA O SETOR DE SERVIÇOS • 225

Os custos das duas ordens sob os dois sistemas de custeio são resumidos da seguinte forma:

Braga Ribeiro
Custo usando sistema simplificado. . . . . . . . . . . . . . . . . $ 3.750 $ 5.625
Custo usando sistema de Custeio Baseado em Atividade . 6.375 4.750
Diferença . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ (2.625) $ 875

Usando o sistema de custeio simplificado, a ordem do Braga foi custeada a menor em


$ 2.625 (uma diferença de 70%) e o serviço do Ribeiro foi sobrecusteada em $ 875 (quase 16%).
Isso ajuda a explicar por que a empresa perdeu a licitação para a ordem do Ribeiro. Embora te-
nha ganho a oferta na ordem do Braga, é possível que tenha executado a ordem com prejuízo.
Se a empresa adicionasse 50% na estimativa de custo na oferta da ordem do Braga, a oferta ajus-
tada estaria subcusteada em $ 750 relativos ao custo baseado em atividade da ordem. Esse mon-
tante é determinado da seguinte maneira:

Preço de oferta usando um sistema de custeio


simplificado [$ 3.750 + 0,50($ 3.750)] . . . . . . . . . . . . $ 5.625
Custo da ordem baseado em atividade . . . . . . . . . . . . . 6.375
Prejuízo na ordem . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ (750)

Para resumir, vale a pena implementar o Custeio Baseado em Atividade quando diferen-
tes ordens usam recursos em proporções diferentes. No exemplo acima, devido à natureza de
trabalho de tribunal, a ordem do Braga exigiu predominantemente tempo de sócios, que é
mais caro e requer mais serviços de assistência. Implementar, ou não, um sistema mais sofisti-
cado de custeio deve ser uma decisão de custo/benefício. Isto é, o benefício recebido das
informações mais refinadas excedem o custo de implementação e manutenção do sistema
mais sofisticado?
O seguinte exemplo hipotético do mundo real descreve o uso de Custeio Baseado em Ati-
vidade para despesas administrativas e de vendas em uma pequena empresa.

EXEMPLO DO MUNDO REAL

USANDO ABC PARA DETERMINAR O CUSTO DE PRESTAR SERVIÇOS AOS


CLIENTES
Embora a maioria dos estudos de casos sobre aplicações de ABC têm sido na área de
manufatura, o ABC pode ser usado em uma pequena empresa de serviços para isolar cus-
tos para a tomada de decisões. Conduzimos um estudo de custos com ABC em uma pe-
quena empresa familiar de suprimentos para soldagem. Os propósitos desse estudo foram
determinar o custo de prestar serviços aos clientes e identificar oportunidades viáveis pa-
ra a redução de custos.
O dono, que opera o negócio com um estilo administrativo muito conservador, típi-
co de donos de negócios operados pela família, tem metas financeiras que se limitam a
manter um saldo credor de ano em ano. Mesmo assim, existe uma preocupação crescente
de que certas áreas da empresa têm subsidiado outras áreas e que os lucros com alguns
clientes estão subsidiando prejuízos com outros.

226 • CONTABILIDADE DE CUSTOS


A aplicação de princípios de ABC para dados históricos (dados financeiros do ano fis-
cal de 1994) foi usada para endereçar essas preocupações para que o dono da empresa
pudesse ver os problemas e avaliar idéias sobre como corrigi-los.
O próximo passo foi identificar os possíveis relacionamentos causais entre a ocor-
rência de custos e atividades assim como os direcionadores subjacentes das atividades. As
funções da empresa foram divididas em 15 atividades... [A tabela a seguir lista as ativida-
des, a base de alocação (ou o direcionador de custos) mais apropriada, para cada ativida-
de, e a taxa de alocação.]
Atividades, Base, e Taxas
Atividade Base Cálculo
1. Vendas Tempo Veja… Estudo de Tempo (não mostrado)
2. Compras Número de faturas Gasto no período/Número total de faturas =
($ 6.150/13.780) = $ 0,4463 por fatura
3. Cobranças Unidades monetárias Gasto no período/Total de vendas =
de vendas ($ 6.150/$ 1.440.000) = $ 0,0044 por
unidade monetária de vendas
4. Auditoria Número de faturas Gasto no período/Número total
de faturas = ($ 6.150/13.780) =
$ 0,4463 por fatura
5. Administração Distribuição por Gasto no período/Empregados de vendas =
igual ($ 3.075/5) = $ 615 por empregado de vendas
6. Armazenagem Unidades monetárias Gasto no período/Total de vendas =
de vendas ($ 24.650/$ 1.440.000) = $ 0,0176 por
unidade monetária de vendas
7. Puxar pedidos Tempo Veja... Estudo de Tempo (não mostrado)
8. Faturamento Número de faturas Gasto no período/Número total de
faturas = ($ 24.115/13.780) =
$ 1,75 por fatura
9. Contas a pagar Número de faturas Gasto no período/Número total de
faturas = ($ 18.000/13.780) =
$ 13,06 por fatura
10. Propaganda Unidades monetárias Custo total/Total de vendas = ($ 3.780
de vendas / $ 1.440.000) = $ 0,0027 por unidade
monetária de vendas
11. Telefone Unidades monetárias Custo total/Total de vendas = ($ 4.620
de vendas / $ 1.440.000) = $ 0,0033 por unidade
monetária de vendas
12. Serviços de Distribuição por Gasto no período/Empregados de vendas =
assistência igual ($ 2.500/5) = $ 500 por empregado de vendas
jurídica e
contabilidade
13. Diversos Unidades monetárias Custo total/Total de vendas = ($ 1.540
de vendas / $ 1.440.000) = $ 0,0011 por unidade
monetária de vendas
14. Seguro Unidades monetárias Custo total/Total de vendas = ($ 19.320
de vendas / $ 1.440.000) = $ 0,0138 por unidade
monetária de vendas 䉴
Capítulo 5 • CONTABILIDADE DE CUSTOS PARA O SETOR DE SERVIÇOS • 227


15. Aluguel e Unidade monetárias Custo total/Total de vendas = ($ 18.200
utilidades de vendas / $ 1.440.000) = $ 0,013 por unidade
públicas monetária de vendas

Após identificar as atividades, conduzir estudos de tempo, encontrar relação causa-


efeito entre as atividades e os custos, computar as taxas de alocação e colocar os dados em
um formato de margem de contribuição, os números de custos desejados foram obtidos.
Mesmo que essa análise não fosse refinada e tentada novamente, ela ainda identificou os
custos de prestar serviços a clientes diferentes, que é a razão pela qual o projeto foi imple-
mentado.
Michael Krupnicki e Thomas Tyson, “Using ABC to Determine the Cost of Servicing Customers”, Management
Accounting (dez. 1997), p. 40-6.

Agora, você deve estar apto a resolver o seguinte: Questões 12-15; Exercícios 5-5 a
5-7; Problemas 5-5 a 5-7.

TERMOS-CHAVE

Custeio creme de amendoim Orçamento de receitas


Custeio baseado em atividade Relatório de desempenho de custos
Decisão de custo/benefício Serviço
Orçamento de mão-de-obra profissional Taxas de faturamento

PROBLEMA PARA AUTO-AVALIAÇÃO

ALOCAÇÕES USANDO CUSTEIO SIMPLIFICADO VERSUS CUSTEIO BASEADO


EM ATIVIDADE
JEFFERSON e MARCOS
Jefferson e Marcos, arquitetos, têm usado um sistema de custeio simplificado no qual todos
os custos da mão-de-obra profissional estão incluídos em uma única categoria de custos diretos,
a mão-de-obra profissional; e todos os CIPS estão incluídos em uma única categoria de custos
indiretos, assistência profissional, e alocados para as ordens usando horas de mão-de-obra pro-
fissional como base de alocação. Considere dois clientes: o Restaurante Néon, que precisou de
25 horas de trabalho para o projeto de um novo anexo, e Linda Gonçalves, que precisou de
planos para a construção de uma nova casa, supermoderna, e que levou 40 horas para ser pro-
jetada. A empresa tem dois sócios, cada um com um salário de $ 150.000 ao ano, e quatro as-
sociados, que ganham $ 60.000 por ano. Cada profissional tem 1.500 horas faturáveis por
ano. A assistência profissional é de $ 1.080.000, e consiste em $ 700.000 de apoio em pro-
228 • CONTABILIDADE DE CUSTOS

jetos e $ 380.000 para a assistência de equipe de assessoria. A ordem do Néon exigiu 5 ho-
ras de tempo do sócio e 20 horas de tempo do associado. A ordem da Gonçalves exigiu 30
horas de tempo do sócio e 10 horas de tempo do associado.

Pede-se:
1. Prepare folhas de custo por ordem, para o Restaurante Néon e para a Linda Gonçalves, usan-
do um sistema de custeio simplificado, com um grupo de custo direto e um grupo de custo indi-
reto.
2. Prepare folhas de custo por ordem para os dois clientes, usando um sistema de Custeio Basea-
do em Atividade, com duas categorias de custo direto – mão-de-obra de sócio e mão-de-obra
de associado – e duas categorias de custo indireto – assistência de projeto e assistência de as-
sessoria. Use unidades monetárias de mão-de-obra profissional como base de alocação de cus-
tos para assistência de projeto, e horas de mão-de-obra profissional como base para alocação
de custos para a assistência da equipe de assessoria
3. Determine o montante em que cada ordem foi sub- ou supercusteada usando o sistema de cus-
teio simplificado.

SOLUÇÃO PARA O PROBLEMA DE AUTO-AVALIAÇÃO


SUGESTÕES:
1. Quando estiver computando a taxa de CIPS usando o sistema de custeio simplificado, certifi-
que-se de usar unidades monetárias de mão-de-obra profissional como base para a alocação
de custos.
2. Quando estiver computando o custo por ordem, usando o Custeio Baseado em Atividade, cer-
tifique-se de distinguir entre as horas de mão-de-obra do sócio e as horas de mão-de-obra do
associado consumidas em cada ordem.
3. Quando estiver computando o custo por ordem usando Custeio Baseado em Atividade, certifi-
que-se de usar unidades monetárias de mão-de-obra profissional como base de alocação de
custos para a assistência do projeto e horas de mão-de-obra profissional como base de aloca-
ção de custo para assistência de assessoria.
Preparando as folhas de custo por ordem usando o sistema de custeio simplificado:
1. Primeiro, você precisa calcular a taxa salarial média por hora para a mão-de-obra profissional:
Taxa salarial profissional média Salários profissionais
=
Horas faturáveis
(2 ⫻ $ 150.000) + (4 ⫻ $ 60.000)
=
6 ⫻ 1.500 horas
= 540.000
$
9.000 horas
= $ 60 por hora
Depois, você precisa computar a taxa do custo indireto:
Taxa de custo indireto Total de custos indiretos
=
Horas de mão-de-obra profissional
$ 1.080.000
=
9.000 horas
= $ 120 por hora
Agora, você pode preparar as folhas de custos:
Capítulo 5 • CONTABILIDADE DE CUSTOS PARA O SETOR DE SERVIÇOS • 229

Restaurante Linda
Néon Gonçalves
Custo de mão-de-obra profissional:
25 horas ⫻ $ 60. . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 1.500
40 horas ⫻ $ 60. . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 2.400
Assistência profissional:
25 horas ⫻ $ 120. . . . . . . . . . . . . . . . . . 3.000
40 horas ⫻ $ 120. . . . . . . . . . . . . . . . . . 4.800

$ 4.500 $ 7.200

Preparando as folhas de custo por ordem usando um sistema de Custeio Baseado em Ativi-
dade:
2. Primeiro, você precisa computar a taxa salarial média por hora para cada classificação de
mão-de-obra profissional:

Taxa salarial de sócio Salários dos sócios


=
Horas faturáveis dos sócios
$ 300.000
=
3.000 horas
= $ 100 por hora

Taxa salarial de associado Salários de associados


=
Horas faturáveis de associados
4 ⫻ $ 60.000
=
4 ⫻1.500 horas
= $ 40 por hora

Agora, você precisa computar as taxas dos custos indiretos para assistência de projeto e pa-
ra assistência de assessoria:

Assistência de projeto Custos orçados do projeto


=
Unidades monetárias orçadas de mão-de-obra profissional

$ 700.000
=
$ 540.000
= 1,30 por unidade monetária de
mão-de-obra profissional

Assistência de assessoria Custos orçados para a assessoria


=
Horas orçadas de mão-de-obra profissional
$ 380.000
=
9.000 horas
= $ 42,22 por hora de mão-de-obra profissional
Agora, você pode preparar as folhas de custos:
230 • CONTABILIDADE DE CUSTOS

Restaurante Linda
Néon Gonçalves
Custo de mão-de-obra de sócio:
5 horas ⫻ $ 100. . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 500
30 horas ⫻ $ 100. . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 3.000
Custo de mão-de-obra de associado:
20 horas ⫻ $ 40. . . . . . . . . . . . . . . . . . . 800
10 horas ⫻ $ 40. . . . . . . . . . . . . . . . . . . 400
Assistência de projeto:
1,30 ⫻ $ 1.300 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.690
1,30 ⫻ $ 3.400 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4.420
Assistência de assessoria:
$ 42,22 ⫻ 25 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.056
$ 42,22 ⫻ 40 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.689
$ 4.046 $ 9.509

Determinando o montante pelo qual cada ordem foi sub- ou supercusteada, usando um siste-
ma de custeio simplificado:
3. Restaurante Linda
Néon Gonçalves
Custo usando sistema simplificado . . . . . . . . . . . . . . $ 4.500 $ 7.200
Custo usando sistema baseado em atividade . . . . . . . 4.046 9.509
Diferença. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 454 ($ 2.309)

O sistema de custeio simplificado sobrecusteou a ordem do Néon em $ 454 e subcusteou a


ordem da Gonçalves em $ 2.309.
(Note que o Problema 5-6 é similar a esse.)

QUESTÕES

1. Dê um mínimo de cinco exemplos de em- 6. Distinga entre um custo direto e um custo


presas de serviços. indireto quando o objeto de custo é a or-
2. Quais são algumas características distinti- dem.
vas de empresas de serviços? 7. Quais são os elementos de um relatório de
3. Por que as empresas de serviços são im- desempenho de custos?
portantes para a economia? 8. Qual dos diversos orçamentos é o ponto
4. Que tipo de sistema de custeio é usado de partida para se preparar um orçamen-
pela maioria das empresas de serviços, e to anual?
por que elas usam esse sistema? 9. Por que é importante orçar as horas de
5. Que fatores você consideraria para deci- mão-de-obra profissional com extremo cui-
dir se deveria usar unidades monetárias dado?
de mão-de-obra direta ou horas de mão- 10. Qual é a diferença entre o tratamento con-
de-obra direta quando debitar CIPS para tábil de CIPS para uma empresa de servi-
as ordens em uma empresa de serviços? ços e CIF para um fabricante?
Capítulo 5 • CONTABILIDADE DE CUSTOS PARA O SETOR DE SERVIÇOS • 231

11. Explique como uma demonstração de re- 13. Explique o conceito de “custeio creme de
sultados orçada para uma empresa de amendoim”.
serviços pode ser usada para fins de pla- 14. Quando é que normalmente vale a pena
nejamento e controle. implementar um sistema de Custeio Basea-
12. Quais são as duas principais coisas que do em Atividade?
um sistema de Custeio Baseado em Ativi- 15. Explique o conceito de uma “decisão de
dade tenta realizar com relação aos cus- custo/benefício” e como ela se relaciona
tos diretos e indiretos? com sistemas de custeio por ordem.

EXERCÍCIOS
E 5-1 Computando taxas orçadas de CIPS
Objetivo 2

Cruz e Costa têm uma empresa de serviços profissionais com os seguintes custos orçados pa-
ra o ano corrente:

Salários de associados . . . . . . . . . . . . . . . . $ 250.000


Depreciação – equipamento . . . . . . . . . . . . 25.000
Benefícios indiretos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 75.000
Despesas de aluguel . . . . . . . . . . . . . . . . . . 110.000
Salários dos sócios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 200.000
Telefone e fax . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15.000
Compute a taxa de CIPS orçados para o ano vindouro, usando unidades monetárias de
mão-de-obra direta como a base de alocação dos CIPS.

E 5-2 Computando o resultado em uma oferta


Objetivo 2

Alex e Silva, eletricistas, foram bem-sucedidos em uma oferta de $ 24.000 para o trabalho
elétrico em uma nova casa de luxo. O custo total da mão-de-obra direta na ordem foi de $ 9.500,
outros custos diretos foram de $ 2.500 e os CIPS debitados para a ordem foram de 150% do cus-
to da mão-de-obra direta.
1. Compute o resultado da ordem (a) em unidades monetárias e (b) como porcentagem do preço
de oferta.
2. Expresse a mão-de-obra e os CIPS como uma porcentagem dos custos totais.

E 5-3 Preparando um orçamento de receitas


Objetivo 2

Abreu e Soares, contadores, fizeram um orçamento para horas de mão-de-obra profissional


para o ano vindouro: sócios, 1.500; gerentes, 5.000; assessoria, 20.000. Taxas de faturamento
orçado são: sócios, $ 250 por hora; gerentes, $ 120 por hora; contadores de assessoria, $ 80
por hora.
Prepare um orçamento de receitas para o ano encerrado em 31 de dezembro de 20 – –.
232 • CONTABILIDADE DE CUSTOS

E 5-4 Preparando uma demonstração de resultados orçados


Objetivo 2

Bento e Ferreira, médicos, prepararam um orçamento para as seguintes receitas e despesas


para o mês de setembro:
Depreciação – equipamento . . . . . . . . . . . . $ 1.850
Benefícios indiretos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3.300
Despesas de aluguel . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2.500
Salários de enfermeiras . . . . . . . . . . . . . . . . 4.500
Salários dos médicos . . . . . . . . . . . . . . . . . 24.000
Receita de pacientes . . . . . . . . . . . . . . . . . . 48.500
Assistência de secretárias . . . . . . . . . . . . . . 2.200
Utilidades públicas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 650
Prepare uma demonstração de resultados orçados para o mês encerrado em 30 de setembro
de 20– –.

E 5-5 Computando taxas de Custeio Baseado em Atividade


Objetivo 3

Os sócios da Edson e Figueiredo, uma empresa de advocacia, decidem implementar um


sistema de Custeio Baseado em Atividade para a sua empresa. Eles identificam os seguintes três
grupos de custos, e montantes orçados para cada um, para o ano vindouro: benefícios indire-
tos, $ 350.000; assistência jurídica, $ 500.000; e assistência de pesquisa, $ 650.000. É de-
terminado que o melhor direcionador de custos para os benefícios indiretos é a unidade mone-
tária de mão-de-obra profissional ($ 400.000); para a assistência jurídica são as horas de
mão-de-obra de sócios (4.000); e para a assistência de pesquisa são as horas de mão-de-obra
profissional (50.000).
Calcule as taxas de CIPS orçados para cada um dos três grupos de custos.

E 5-6 Custo por ordem para um cliente


Objetivo 3

Um cliente, Estêvão Anderson, precisa de 5 horas de mão-de-obra de sócio e 20 horas de as-


sociados profissionais da Edson e Figueiredo, a empresa de advocacia do E 5-5. Sócios recebem
$ 125 por hora e associados ganham $ 60 por hora.
Calcule o custo da ordem para atender a Estêvão Anderson.

E 5-7 Comparações de um sistema de custeio simplificado com um sistema de


Custeio Baseado em Atividade
Objetivo 4

Antes de instituir um sistema de Custeio Baseado em Atividade, a Edson e Figueiredo, os ad-


vogados dos exercícios E 5-5 e E 5-6, usavam um sistema de custeio simplificado com uma cate-
goria de custo direto, mão-de-obra profissional, e uma categoria de custo indireto, assistência pro-
fissional. A taxa salarial média para a mão-de-obra profissional era de $ 75 por hora e a taxa de
CIPS para a assistência profissional era de $ 27,78 por hora de mão-de-obra profissional.
Capítulo 5 • CONTABILIDADE DE CUSTOS PARA O SETOR DE SERVIÇOS • 233

Calcule o custo por ordem para Estêvão Anderson, o cliente do exercício E 5-6, usando o sis-
tema de custeio simplificado, e determine a diferença entre esse custo e o custo por ordem usando
o Custeio Baseado em Atividade do exercício E 5-6.

PROBLEMAS

P 5-1 Folha de custo por ordem para uma empresa de serviços


Objetivo 2

Torres e Ribeiro, advogados, forneceram representação jurídica para a Brinquedos Rainha


em uma ação de responsabilidade do produto. Vinte horas de sócio e 65 horas de associados fo-
ram trabalhadas para defender a empresa. O custo de cada hora de sócio é de $ 325, que inclui
salários de sócio mais CIPS baseados no custo da mão-de-obra direta. O custo de cada hora de
associado é de $ 145, que também inclui salários e CIPS. Outros custos que podem ser diretamen-
te identificados com a ordem são viagens ($ 2.800) e despesas de telefone e fax ($ 1.740). A da-
ta em que Brinquedos Rainha contratou a Torres e Ribeiro foi dia 8 de maio e a defesa foi comple-
tada com êxito no dia 21 de dezembro. O número do empenho é 525.

Pede-se:
Prepare uma folha de custo por ordem, em boa forma, para a Brinquedos Rainha Ltda.

P 5-2 Relatório de desempenho de custos para uma empresa de serviços


Objetivo 2

O orçamento para a ordem da Brinquedos Rainha no P 5-1 consistiu nos seguintes valores:
Salário e CIPS de sócios . . . . . . . . . . . . . . . $ 6.300
Salário e CIPS de associados . . . . . . . . . . . . 9.175
Viagens . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3.150
Telefone/fax. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.475
A cotação vencedora foi de $ 24.900.

Pede-se:
1. Prepare um relatório de desempenho de custos.
2. Compute o lucro orçado e o lucro real da ordem.

P 5-3 Preparando um orçamento de receitas e um orçamento de mão-de-obra


para uma empresa de serviços
Objetivo 2

Costa e Gerson, sócios de uma empresa de planejamento financeiro, orçaram as seguintes


horas de mão-de-obra profissional para o ano encerrado em 31 de dezembro de 20 – –:
Sócios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4.000
Associados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14.000
Assessoria . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 22.000
234 • CONTABILIDADE DE CUSTOS

Os sócios têm uma taxa de faturamento de $ 225 por hora e na verdade ganham $ 110 por
hora. Os associados faturam $ 140 por hora, e ganham $ 85 por hora. A assessoria fatura $ 95
por hora, e ganha $ 55 por hora.

Pede-se:
1. Prepare um orçamento de receitas.
2. Prepare um orçamento de mão-de-obra profissional.

P 5-4 Preparando um orçamento de CIPS, um orçamento de outras despesas e


uma demonstração de resultados orçados
Objetivo 2

Costa e Gerson, os planejadores financeiros do problema P 5-3, orçaram CIPS e outras des-
pesas da seguinte maneira para o ano encerrado em 31 de dezembro de 20 – –:
CIPS:
Depreciação – equipamento . . . . . . . . . . . . $ 60.000
Depreciação – prédio . . . . . . . . . . . . . . . . . 135.000
Benefícios indiretos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 385.000
Reprografia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 95.000
Assistência de secretárias . . . . . . . . . . . . . . 465.000
Telefone/fax. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 115.000
Utilidades públicas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 193.000
Outras despesas:
Viagens . . . . . . . . . . . . . . . ............ $ 123.000
Refeições . . . . . . . . . . . . . . ............ 37.000

Pede-se:
1. Prepare um orçamento de CIPS.
2. Prepare um orçamento de outras despesas.
3. Prepare uma demonstração de resultados orçados.

P 5-5 Computando taxas de Custeio Baseado em Atividade


Objetivo 3

Os sócios de Silvestre e Silveira, uma empresa de serviços de segurança, decidem implemen-


tar um sistema de Custeio Baseado em Atividade. Eles identificaram os seguintes três grupos de
custos, e orçaram quantias para cada um, para o ano vindouro: benefícios indiretos, $ 200.000;
assistência tecnológica, $ 100.000; e assistência de litígio, $ 50.000. Foi determinado que o me-
lhor direcionador de custo para os benefícios indiretos são unidades monetárias de mão-de-obra
profissional ($ 200.000); para a assistência tecnológica, são as horas de mão-de-obra de sócio
(2.000); e para a assistência de pesquisa, são as horas de mão-de-obra profissional (25.000).

Pede-se:
Calcule a taxa de CIPS orçados para cada um dos três grupos de custos.
Capítulo 5 • CONTABILIDADE DE CUSTOS PARA O SETOR DE SERVIÇOS • 235

P 5-6 Alocações usando custeio simplificado versus Custeio Baseado em


Atividade. Similar ao problema de auto-avaliação.
Objetivo 4

Gaspar e Wellington, arquitetos, têm usado um sistema de custeio simplificado no qual todos
os custos de mão-de-obra profissional estão incluídos em uma única categoria de custos diretos,
mão-de-obra profissional, e todos os CIPS são incluídos em um único grupo de custos indiretos, as-
sistência profissional, e alocados para as ordens usando horas de mão-de-obra profissional como
base de alocação. Considere dois clientes: Produtos Rico, que precisou de 50 horas de trabalho
de projetos para um novo anexo, e Sílvia Martins, que precisou de um plano para uma nova casa
que levou 20 horas para ser projetada. A empresa tem dois sócios, os quais ganham um salário
de $ 150.000 por ano cada, e quatro associados, que ganham $ 60.000 por ano cada. Cada
profissional tem 1.500 horas faturáveis por ano. A assistência profissional é de $ 590.000, que
consiste em $ 350.000 de assistência de projetos e $ 240.000 de assistência de assessoria. A or-
dem da Produtos Rico requer 10 horas de tempo dos sócios e 40 horas de tempo dos associados.
A ordem da Martins requer 15 horas de tempo dos sócios e 5 horas de tempo dos associados.

Pede-se:
1. Prepare folhas de custo por ordem para Produtos Rico e para Sílvia Martins, usando um sistema
de custeio simplificado, com um grupo de custos diretos e um de custos indiretos.
2. Prepare folhas de custos por ordem para os dois clientes, usando um sistema de Custeio Basea-
do em Atividade, com duas categorias de custos diretos, mão-de-obra de sócios e mão-de-obra
de associados, e duas categorias de custos indiretos, assistência de projeto e assistência de as-
sessoria. Use unidades monetárias de mão-de-obra profissional como base de alocação para
assistência de projeto, e horas de mão-de-obra profissional como base de alocação para assis-
tência de assessoria.

P 5-7 Comparando os resultados de alocações de custos, usando custeio


simplificado versus Custeio Baseado em Atividade
Objetivo 4

Pede-se:
Refira-se ao problema P 5-6 e compare os resultados das alocações de custos para os traba-
lhos de Produtos Rico e Sílvia Martins sob o sistema de custeio simplificado e sob o sistema de Cus-
teio Baseado em Atividade. Rotule cada diferença como sendo sub- ou sobrecusteado em relação
ao sistema de custeio simplificado.
6
Contabilidade de Custos por Processo
— Procedimentos Gerais

OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM

Após estudar este capítulo, você deverá estar apto a:

 Reconhecer as diferenças entre sistemas de contabilidade (acumulação) de custo por


ordem e por processo.
 Computar custos unitários em um sistema de custo por processo.
 Atribuir custos aos estoques, usando unidades equivalentes de produção com o método
de custo médio.
 Preparar um resumo do custo de produção e lançamentos diários para um departa-
mento sem estoque inicial.
 Preparar um resumo do custo de produção e lançamentos diários para um departa-
mento com estoque inicial.
 Preparar um resumo do custo de produção e lançamentos diários para múltiplos de-
partamentos sem estoque inicial.
 Preparar um resumo do custo de produção e lançamentos diários para múltiplos de-
partamentos com estoque inicial.
 Preparar um resumo do custo de produção com uma mudança no custo de transferên-
cia unitário do departamento anterior.

contabilidade de custos fornece à administração informações acuradas sobre o custo para

A fabricar um produto. O tipo de sistema de contabilidade de custos que uma empresa usa
depende da natureza de suas operações de manufatura. Os capítulos anteriores enfatiza-
ram o sistema de custo por ordem. Os Capítulos 6 e 7 enfatizam os procedimentos aplicáveis em
um sistema de acumulação de custo por processo.
Capítulo 6 • CONTABILIDADE DE CUSTOS POR PROCESSO — PROCEDIMENTOS GERAIS • 237

COMPARAÇÃO DE SISTEMAS DE CUSTOS BÁSICOS


OBJETIVO DE APRENDIZAGEM 1
Reconhecer as diferenças entre os sistemas de contabilidade (acumulação) de
custo por ordem e por processo.

Como foi explicado no Capítulo 1, um sistema de acumulação de custo por ordem é


apropriado quando os produtos são fabricados, ou serviços são prestados, com base em pedi-
dos especiais. Um sistema de acumulação de custo por processo é usado quando produ-
tos de natureza similar, ou homogêneos, são fabricados, ou serviços são prestados, em uma
operação contínua.
O ponto focal do sistema de acumulação de custos por ordem é a ordem, mesmo em uma
fábrica departamentalizada. Os custos de materiais, mão-de-obra e CIF são acumulados para
cada ordem, e divididos pelo número de unidades produzidas para determinar o custo unitário
da ordem. O objetivo primário do sistema é determinar o custo de se produzir cada ordem com-
pletada durante o período contábil e o custo que foi incorrido em cada ordem não completada.
A administração usa essas informações para a valorização do estoque e também para questões
de planejamento, controle e mensuração do desempenho.
O foco de um sistema de custo por processo é o centro de custos ou unidade dentro da
fábrica para o qual os custos são atribuídos prática e eqüitativamente. Normalmente, é um
departamento, mas pode ser um processo, ou uma operação. Os custos acumulados por um
centro de custos são divididos pelo número de unidades produzidas para computar o custo
unitário. Os objetivos primários, como aqueles para um sistema de custo por ordem, são de
computar o custo unitário dos produtos manufaturados e o custo a ser atribuído às unidades em
processo ao final do período.
Muitos dos procedimentos utilizados para a contabilidade de custo por ordem também se
aplicam à contabilidade de custo por processo. A principal diferença entre os dois métodos é a
maneira pela qual os custos são acumulados.

CUSTOS DE MATERIAIS E MÃO-DE-OBRA

Sob o sistema de custo por ordem, os custos de materiais e mão-de-obra, como deter-
minado dos resumos de requisições de materiais e registros de horas, são debitados para
ordens ou pedidos específicos. Sob o sistema de custo por processo, os custos de materiais e
mão-de-obra são debitados diretamente para os departamentos onde são incorridos. No
entanto, os custos dos materiais indiretos e a mão-de-obra indireta, que não podem ser dire-
tamente associados a um departamento específico, são debitados em CIF, como, por exemplo,
suprimentos de reserva para a fábrica e o salário de um supervisor responsável por diversos
departamentos.
Um sistema por processo exige menor esforço de escritório do que um sistema de custo
por ordem porque os custos são debitados a poucos departamentos em vez de muitas ordens.
Por exemplo, em um sistema de custo por processo, um detalhado registro de tempo pode ser
eliminado completamente. Em um sistema de custo por ordem, se um empregado típico de
fábrica trabalha em diversas ordens diferentes, o total de horas trabalhadas são rastreadas por
ordem. Em um sistema de custo por processo, o tempo do trabalhador é geralmente atribuído
ao departamento onde o trabalho foi executado.
238 • CONTABILIDADE DE CUSTOS

Além dessas diferenças limitadas, os procedimentos para adquirir, controlar, contabilizar e


pagar materiais e mão-de-obra são similares em ambos os sistemas. Ao final de cada mês, o
resumo de requisições de materiais fornece os dados para o lançamento diário debitando
Produtos em Processo e CIF e creditando Materiais. Da mesma forma, o resumo do custo da
mão-de-obra fornece os dados para o lançamento diário que debita Produtos em Processo e CIF
e credita Folha de Pagamento.

CUSTOS INDIRETOS DE FABRICAÇÃO

Em um sistema de custo por processo, os custos indiretos de fabricação são acumulados


dos vários diários da mesma forma que em um sistema de custo por ordem. Os custos reais para
o período são coletados em uma conta de controle do razão geral para a qual lançamentos são
feitos dos diários apropriados. A conta de controle é apoiada por um razão subsidiário, que con-
siste em folhas de análise para CIF que mostram a alocação detalhada dos custos para os depar-
tamentos. Ao final do mês, com base nos dados refletidos nas folhas de análises, o total real de
CIF é distribuído para as contas de CIF departamentalizadas.

Departamentos de Serviços. Assim como para a contabilidade de custos por ordem, os


CIF aplicáveis são debitados para os departamentos de serviço. As despesas de departamentos
de serviços são distribuídas para os departamentos de produção. Uma planilha de distribuição
mostra a alocação de cada despesa dos departamentos de serviço para outros departamentos de
serviços e para os departamentos de produção. Um lançamento diário registra a distribuição das
despesas dos departamentos de serviços para os departamentos de produção e assim encerra as
contas dos departamentos de serviços para os CIF. Os custos dos departamentos de serviços não
serão considerados na discussão a seguir porque os fundamentos foram desenvolvidos no
Capítulo 4.

A aplicação dos CIF. No sistema de custo por ordem, os CIF são aplicados para as ordens
através de taxas predeterminadas. O uso de taxas predeterminadas também é comum em um
sistema de custo por processo, mas os CIF são aplicados para departamentos em vez de para
ordens. Como no sistema de custo por ordem o montante de CIF aplicado é calculado pela mul-
tiplicação da taxa predeterminada pela base selecionada. A base pode ser custo de mão-de-obra
direta, horas de mão-de-obra direta, horas-máquina, ou qualquer outro método que irá distribuir
eqüitativamente os CIF para os departamentos em proporção aos benefícios recebidos por
aquele departamento. Os CIF sub- e superaplicados são tratados da mesma maneira como dis-
cutido no Capítulo 4.

EXEMPLO DO MUNDO REAL

PROCESSAMENTO EM “LOTES DE UM”


A contabilidade de custo por processo é adequada para situações de manufatura
onde todas as unidades do produto final são substancialmente idênticas. Esse tipo de ope-
ração produz uma saída contínua de produtos homogêneos. Indústrias desse tipo incluem
as que fabricam automóveis, pneus, produtos químicos, produtos enlatados, madeira, pa-
pel, balas, produtos alimentícios, farinha, vidro, sabão, pasta de dente e muitos outros
produtos.

Capítulo 6 • CONTABILIDADE DE CUSTOS POR PROCESSO — PROCEDIMENTOS GERAIS • 239


Hoje em dia, os clientes exigem variedade em produtos. As empresas estão enfrentan-
do o desafio de produzir bens de forma mais rápida e eficaz enquanto satisfazem essa
demanda. Um artigo na Management Accounting explica como as indústrias que têm pro-
duzido bens em grandes lotes, em longas tiragens de produção, estão mudando alguns de
seus processos de produção.
Uma combinação de automação programável e trabalhadores autorizados a tomar
decisões – tecnologias “espertas” e pessoas “espertas” – fornece uma oportunidade de rom-
per com o dilema da produção em massa tradicional. Uma nova “idéia simples” está surgin-
do e substituindo o modelo tradicional de economias de escala. É o “lote de um”, ou “cus-
tomização em massa (personalização)” – a capacidade de produzir um lote customizado,
tão pequeno quanto um lote de um, ao preço de produção em massa.
Essa idéia pode parecer um oximoro (paradoxo). Como é que rodadas de lotes
pequenos para médios podem ser mais econômicas que processos contínuos?
As “economias da flexibilidade” são obtidas através de ciclos de tempo curtos, auto-
mação flexível e a capacidade de se fazer mudanças rápidas de produção com pouca ou
nenhuma parada na produção ou penalidade de custo. As pessoas são tão importantes
para a produção quanto a tecnologia. Empurrar as tomadas de decisão para baixo, para
a linha de produção, e autorizar equipes de empregados a tomarem decisões, permite que
a variedade seja manuseada sem demoras ou aprovações incômodas.
O resultado é a variedade a um custo baixo. Por exemplo, modelos diferentes de car-
ros vão linha abaixo. O primeiro pode ser um utilitário feito para a Austrália. O equipamen-
to lê um código de barra e depois executa um certo número de etapas. O próximo veículo
pode ser um carro modelo esporte feito para a América do Norte. O código de barra é li-
do mais uma vez e o equipamento é direcionado pelo software a executar um padrão dife-
rente. As mudanças são instantâneas e virtualmente sem custo.
Gerald H. B. Ross, “Revolution in Management Control”, Management Accounting (nov. 1990), p. 23-7.

CUSTO DO PRODUTO EM UM SISTEMA DE CUSTO POR PROCESSO


OBJETIVO DE APRENDIZAGEM 2
Computar os custos unitários em um sistema de custo por processo.

Um princípio básico estabelecido na comparação dos dois sistemas de custo é que em um


sistema de custo por processo todos os custos de manufatura são debitados aos departamentos
de produção, direta ou indiretamente. O custo unitário em cada departamento é calculado ao di-
vidir-se o total dos custos debitados para o departamento pelo número de unidades produzidas
durante o período. O custo total de cada item acabado é igual ao custo unitário combinado de
todos os departamentos usados na manufatura do produto.

FÁBRICA NÃO DEPARTAMENTALIZADA

Quando a fábrica é operada como um único departamento produzindo um único produto,


com produção contínua, o sistema de custo por processo é relativamente simples. Os custos
para operar a fábrica estão resumidos no final de cada período contábil. Depois os custos totais
240 • CONTABILIDADE DE CUSTOS

incorridos são divididos pela quantidade de unidades produzidas para calcular o custo de cada
unidade fabricada durante o período.
O resumo de custo de produção a seguir ilustra esse procedimento:

Materiais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 50.000
Mão-de-obra . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 75.000
CIF . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 35.000
Custo total da produção . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 160.000
Unidades produzidas no período . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 40.000 unidades
Custo unitário para o período . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 4,00 *

*$ 160.000/40.000 unidades = $ 4

FÁBRICA DEPARTAMENTALIZADA

Geralmente, uma empresa tem vários departamentos de produção e serviços. Os produtos


acumulam custos enquanto passam através de cada departamento de produção sucessivo. Os de-
partamentos registram os custos de acordo com os seguintes procedimentos: (1) os custos dos de-
partamentos de serviços são alocados para os departamentos de produção; (2) os custos adiciona-
dos por departamentos anteriores são transportados para departamentos sucessivos; e (3) os custos
de materiais e mão-de-obra diretamente identificáveis com um departamento, assim como os CIF
aplicados, são debitados para o departamento. O custo unitário dentro de um departamento é cal-
culado ao dividir-se os custos totais pelo número de unidades produzidas durante o período.

ESTOQUE DE PRODUTOS EM PROCESSO


OBJETIVO DE APRENDIZAGEM 3
Atribuir custos para estoques, usando unidades equivalentes de produção com o
método de custo médio.

Se não houver produtos em processo no final de um período contábil, calcular o custo uni-
tário sob o sistema de custo por processo é um procedimento simples: simplesmente divide-se
o custo total incorrido para o período pelo número de unidades produzidas. No entanto, nor-
malmente, cada departamento terá produtos em processo no final de um período contábil. O
cálculo de produtos em processo não acabados apresenta um dos problemas mais importantes
e difíceis na contabilidade do custo por processo.
Normalmente, uma fábrica terá unidades em vários estágios de completude:

1. Unidades começadas e acabadas durante o período corrente.

2. Unidades começadas em um período anterior e acabadas durante o período corrente.

3. Unidades começadas durante o período corrente, mas não acabadas.

Visto que materiais, mão-de-obra e CIF podem ter sido aplicados para cada um dos itens
não acabados, tais débitos não podem ser ignorados ao computar-se o custo de todas as unida-
Capítulo 6 • CONTABILIDADE DE CUSTOS POR PROCESSO — PROCEDIMENTOS GERAIS • 241

des. Portanto, deve ser dada consideração não apenas ao número de itens acabados durante o
período, mas também às unidades em processo no início e no final do período. O problema pri-
mário é na alocação do custo total entre (1) unidades acabadas durante o período e (2) unidades
ainda em processo ao final do período.
Dois procedimentos são comumente usados para atribuir custos aos estoques: o método
de custo médio e o método do primeiro a entrar, primeiro a sair (PEPS). O método de
custo médio é discutido e ilustrado no restante deste capítulo. O Capítulo 7 cobre o método do
primeiro a entrar, primeiro a sair.
No método do custo médio, o custo de produtos em processo no início do período é soma-
do aos custos de produção incorridos no período corrente. O custo médio unitário para o período
é então calculado ao dividir-se os custos totais (estoque inicial mais custos correntes) pelo total da
produção equivalente. A produção equivalente representa o número de unidades que poderiam
ter sido acabadas durante o período, usando os custos de produção incorridos nele. Por exemplo,
se 1.000 unidades estiverem 50% completadas, são consideradas, em termos de “equivalentes”, co-
mo 500 unidades, 100% completadas. Portanto, calcular a produção equivalente exige que o esto-
que final de produtos em processo seja ajustado em termos de unidades completadas. Para ilustrar,
suponha que os custos de produção de um departamento durante dado período sejam:

Materiais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $12.0000
Mão-de-obra . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18.000
CIF . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6.000
Custo total da produção . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $36.000

Se 18.000 unidades são produzidas durante o período, e não existe produto em processo nem
no início, nem no final do período, o custo unitário da produção é calculado facilmente como sendo
de$ 2 ($36.000/18.000), e$ 36.000 seriam transferidos para Produtos Acabados no razão geral.
Agora, em vez disso, suponha que o relatório de produção para o período não mostra pro-
duto em processo no início, 17.000 unidades são completadas durante o período e o estoque fi-
nal consiste em 2.000 unidades. O problema é alocar o custo de produção para o período,
$ 36.000, entre os produtos acabados e os produtos ainda em processo. Que parcela do custo to-
tal de produção foi incorrida durante o mês pelas 2.000 unidades remanescentes em processo?
Se as 2.000 unidades estão quase acabadas, mais custo deve ser atribuído para essas
unidades não acabadas do que se estivessem em fase inicial de processo. Para se fazer uma men-
suração acurada, o estágio de completude das unidades ainda em processo deve ser considera-
do. O estágio de completude representa a fração, ou porcentagem do custo de materiais,
mão-de-obra e CIF de uma unidade completada que tenha sido aplicada para produtos que não
foram completados. O gerente de departamento faz uma estimativa do estágio de completude.
A possibilidade de erro é minimizada porque o gerente normalmente tem as habilidades e a fa-
miliaridade com o trabalho para fazer estimativas confiáveis.
Ao final do período contábil, o gerente de departamento submete um relatório de pro-
dução mostrando o seguinte:

1. Número de unidades em produtos em processo no início

2. Número de unidades completadas

3. Número de unidades em produtos em processo no final e seu estágio estimado de completude


242 • CONTABILIDADE DE CUSTOS

Suponha que 2.000 unidades em processo estejam metade completadas. Se materiais,


mão-de-obra e CIF são aplicados por igual no processo, metade do custo total para completar as
2.000 unidades pode ser aplicado a essas unidades. Expresso de outra forma, o custo para trazer
essas 2.000 unidades até o ponto de estarem 50% completadas é o equivalente ao custo de com-
pletar totalmente 1.000 unidades. Portanto, em termos de produção equivalente, 2.000 unidades
metade completadas é igual a 1.000 unidades totalmente completadas. O custo unitário é calcu-
lado da seguinte maneira:

Unidades completadas durante o período . . . . . . . . . . . . . . . . . 17.000


Unidades equivalentes de produtos em processo
no final do período (2.000 unidades, 50% completadas) . . . 1.000
Produção equivalente para o período . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18.000 unidades
$36.000/18.000 = $ 2 de custo unitário para o mês

Agora, o custo de estoque pode ser calculado da seguinte forma:

Transferido para produtos acabados (17.000 unidades a$ 2) . . $34.000


Produtos em processo (2.000 unidades ⫻ 0,5 ⫻ $ 2) . . . . . . . . 2.000
Total do custo de produção contabilizado . . . . . . . . . . . . . $36.000

RESUMO DO CUSTO DE PRODUÇÃO – UM DEPARTAMENTO SEM


ESTOQUE INICIAL
OBJETIVO DE APRENDIZAGEM 4
Preparar um resumo do custo de produção e lançamentos diários para um
departamento sem estoque inicial.

Em um sistema de custo por processo, relatar a produção e seus custos relacionados em


cada departamento envolve o seguinte:
1. Acumular os custos para os quais o departamento é responsável
2. Calcular a produção equivalente para o período
3. Computar o custo unitário para o período
4. Resumir a disposição dos custos de produção

Esses dados são relatados em um resumo do custo de produção, que apresenta as in-
formações necessárias para a valorização do estoque e serve de fonte para resumo de lançamen-
tos diários. Para ilustrar, suponha que a Guri e Cia. fabrica “minibebês” (bebês de brinquedo) em
uma base contínua para estoque. A pequena fábrica, que não tinha estoque no dia 1 de janeiro,
opera como um único departamento e coloca produtos acabados em estoque para serem retira-
dos com o recebimento de pedidos. No final de janeiro, o primeiro mês de operações da empre-
sa, o supervisor da fábrica submete o relatório de produção para janeiro, da Figura 6-1. A esti-
mativa do estágio de completude indica que as unidades em processo no final do mês eram, em
média, cerca de metade completadas.
Capítulo 6 • CONTABILIDADE DE CUSTOS POR PROCESSO — PROCEDIMENTOS GERAIS • 243

Figura 6-1 Relatório de Produção, em 31 de Janeiro

RELATÓRIO DE PRODUÇÃO
Para o mês encerrado em 31 de janeiro de 20 – –

Em processo, início do mês nenhum


Acabados durante o mês 4.900 unidades
Em processo, final do mês 200 unidades
Estágio estimado de completude de produtos em processo, final do mês 1/2

Comentários

(Rubrica)
Supervisor

Após receber o relatório de produção, o contador começa o seguinte resumo de custo de


produção coletando os custos de produção do período dos resumos de requisições de mate-
riais, folha de pagamento e folhas de análise de CIF. As unidades em processo são então conver-
tidas em unidades equivalentes. A estimativa de que as 200 unidades em processo estão metade
completadas significa que metade do custo total de materiais, mão-de-obra e CIF necessários pa-
ra produzir 200 unidades foram incorridos. O equivalente a 200 unidades em processo, metade
completadas, é 100 unidades. Portanto, o custo incorrido parcialmente para completar 200 uni-
dades é considerado equivalente ao total do custo de produção de 100 unidades. O custo de
produzir 4.900 unidades totalmente completadas e 200 unidades metade completadas, durante
o mês, é equivalente a produzir 5.000 unidades totalmente completadas.

Guri e Cia.
Resumo do Custo de Produção
para o Mês Encerrado em 31 de Janeiro de 20 – –
Custo de produção no mês:
Materiais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 5.000
Mão-de-obra . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3.000
CIF . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2.000
Total dos custos a ser considerado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $10.000

Unidades produzidas no mês:


Acabadas durante o mês . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4.900
Unidades equivalentes de produtos em processo, final
do mês (200 unidades, metade completadas) . . . . . . . . . . . . . . . . 100
Total equivalente de produção . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5.000

244 • CONTABILIDADE DE CUSTOS


Custo unitário para o mês:
Materiais ($5.000/5.000 unidades) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 1,00
Mão-de-obra ($3.000/5.000 unidades) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,60
CIF ($2.000/5.000 unidades) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,40
Total . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 2,00

Custos de estoque:
Custo de produtos acabados durante o mês (4.900 ⫻ $ 2) . . . . . . . . . $ 9.800
Custo de produtos em processo, final do mês:
Materiais (200 ⫻ 0,5 ⫻ $ 1) . . . . . . . . . . . . . . . . . . $100
Mão de obra (200 ⫻ 0,5 ⫻ $ 0,60) . . . . . . . . . . . . . 60
CIF (200 ⫻ 0,5 ⫻ $ 0,40) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 40 200
Total do custo de produtos manufaturados considerado . . . . . . . . $10.000

No final do mês, os seguintes lançamentos no diário registram as operações de fábrica para


janeiro:
31 de janeiro D - Produtos em Processo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5.000
C - Materiais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5.000
D - Produtos em Processo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3.000
C - Folha de Pagamento . . . . . . . . . . . . 3.000

31 de janeiro D – CIF 2.000


C - Várias Contas (Depreciação Acumulada,
Seguro Pré-pago, Impostos Acumulados,
Contas a Pagar) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2.000
D - Produtos em Processo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2.000
C – CIF . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2.000

Após preparar o resumo do custo de produção, o contador pode fazer o seguinte lança-
mento:
31 de janeiro D - Produtos Acabados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9.800
C - Produtos em Processo . . . . . . . . . . . 9.800

Após registrar esses lançamentos, a conta de produtos em processo tem um saldo devedor
de$ 200, representando a valorização de produtos em processo no dia 31 de janeiro, mostrado
como a seguir:
Produtos em Processo
31 de janeiro 5.000 31 de janeiro 9.800
3.000
2.000
10.000
200
Capítulo 6 • CONTABILIDADE DE CUSTOS POR PROCESSO — PROCEDIMENTOS GERAIS • 245

Agora, a demonstração do custo de produtos manufaturados para janeiro pode ser prepa-
rada como segue:

Guri e Cia.
Demonstração do Custo de Produtos Manufaturados
para o Mês Encerrado em 31 de Janeiro de 20 – –
Materiais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 5.000
Mão-de-obra . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3.000
CIF . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2.000
Total . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $10.000
Menos estoque de produtos em processo, 31 de janeiro . . . . . . . . . . . . 200
Custo de produção durante o mês . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 9.800

RESUMO DO CUSTO DE PRODUÇÃO — UM DEPARTAMENTO


COM ESTOQUE INICIAL
OBJETIVO DE APRENDIZAGEM 5
Preparar um resumo do custo de produção e lançamentos no diário para um
departamento com estoque inicial.

No final de fevereiro, o segundo mês de operações para a Guri e Cia., o supervisor da fábri-
ca submete o relatório de produção para fevereiro mostrado na Figura 6-2.
O resumo do custo de produção para fevereiro é preparado da seguinte maneira:

Guri e Cia.
Resumo do Custo de Produção
para o Mês Encerrado em 28 de Fevereiro de 20 – –
Custo de produtos em processo, início do mês:*
Materiais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 100
Mão-de-obra . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 60
CIF . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 40 $ 200
Custo de produção para o mês:
Materiais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 7.000
Mão-de-obra . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4.200
CIF . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2.800 14.000
Total do custo a ser considerado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 14.200

Unidades produzidas no mês:


Acabadas durante o mês . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6.900
Unidades equivalentes de produtos em processo, final
do mês (600 unidades, 1/3 completado) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 200
Total de produção equivalente . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7.100

246 • CONTABILIDADE DE CUSTOS


Custo unitário para o mês:
Materiais [($100 + $ 7.000)/7.100] . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 1,00
Mão-de-obra [($60 + $ 4.200)/7.100] . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,60
CIF [($40 + $ 2.800)/7.100] . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,40
Total . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 2,00

Custos de estoque:
Custo de produtos acabados durante o mês (6.900 ⫻ $ 2) . . . . . . . . . $ 13.800
Custo de produtos em processo, final do mês:
Materiais (600 ⫻ 1/3 ⫻ $ 1) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 200
Mão-de-obra (600 ⫻ 1/3 ⫻ $ 0,60) . . . . . . . . . . . . . . 120
CIF (600 ⫻ 1/3 ⫻ $ 0,40) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 80 400
Total do custo de produção considerado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 14.200
* O estoque inicial em fevereiro foi o estoque de produtos em processo final para o mês de janeiro.

Figura 6-2 Relatório de Produção, 28 de Fevereiro

RELATÓRIO DE PRODUÇÃO
Para o mês encerrado em 28 de fevereiro de 20 – –

Em processo, início do mê 200 unidades


Acabados durante o mês 6.900 unidades
Em processo, final do mês 600 unidades
Estágio estimado de completude dos produtos em processo, final do mês 1/3

Todos os custos incorridos ou atribuídos precisam ser considerados. Portanto, o custo de


produtos em processo no final de janeiro, que é o estoque inicial para fevereiro, é somado ao to-
tal dos custos incorridos durante o mês de fevereiro. O cálculo de produção em unidades para
o mês inclui as unidades acabadas durante o mês e as unidades equivalentes que estão em pro-
cesso no final do mês corrente. O fato de que metade do trabalho já tenha sido completado so-
bre as 200 unidades do mês anterior não precisa ser levado em consideração nesse cálculo por-
que o custo daquele trabalho é somado aos custos do mês corrente para fins de cálculo dos
custos unitários. Esse procedimento é a característica que identifica o método de custo médio.
Agora, o seguinte lançamento pode ser feito usando os dados desenvolvidos no resumo
do custo de produção:

28 de fevereiro D - Produtos Acabados . . . . . . . . . . . . . . 13.800


C - Produtos em Processo . . . . . . . . . . . . . . . . 13.800

Após fazer esse lançamento e os lançamentos para os custos de produção do mês, a conta
de produtos em processo tem um saldo devedor de$ 400, como mostrado:
Capítulo 6 • CONTABILIDADE DE CUSTOS POR PROCESSO — PROCEDIMENTOS GERAIS • 247

Produtos em Processo
31 de janeiro 5.000 31 de janeiro 9.800
3.000
2.000
10.000
200
28 de fevereiro 7.000 28 de fevereiro 13.800
4.200
2.800
24.000 23.600
400

Agora, a seguinte demonstração de custo de produtos manufaturados pode ser preparada:

Guri e Cia.
Demonstração do Custo de Produtos Manufaturados
para o Mês Encerrado em 28 de Fevereiro de 20 – –
Materiais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 7.000
Mão-de-obra . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4.200
CIF . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2.800
Total . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $14.000
Mais estoque de produtos em processo, 1 de fevereiro . . . . . . . . . . 200
Total . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $14.200
Menos estoque de produtos em processo, 28 de fevereiro . . . . . . . . 400
Custo de produtos manufaturados durante o mês . . . . . . . . . . . . . . . . . $13.800

Agora, você deve estar apto a resolver o seguinte: Questões 1-11; Exercícios 6-1 a
6-6; Problemas 6-1 e 6-2.

RESUMO DO CUSTO DE PRODUÇÃO – MÚLTIPLOS


DEPARTAMENTOS, SEM ESTOQUE INICIAL
OBJETIVO DE APRENDIZAGEM 6
Preparar um resumo de custo de produção e lançamentos diários para múltiplos
departamentos sem estoque inicial.

A empresa da Guri e Cia. continuou a crescer e a administração decidiu departamentalizar


a fábrica e reorganizar os registros dos custos. De acordo com isso, no dia 1 de janeiro do ano
seguinte a fábrica estava dividida em três departamentos, como segue:
248 • CONTABILIDADE DE CUSTOS

Departamento A - Mistura
Departamento B - Moldagem
Departamento C - Acabamento
Contas de controle separadas são mantidas no razão geral para registrar os custos de ope-
rar cada departamento. As folhas de análise de despesas departamentais são usadas para regis-
trar as despesas de fábrica incorridas. Os relatórios de produção são preparados para cada de-
partamento para janeiro. Não existem estoques iniciais de produtos em processo em qualquer
departamento. O relatório de produção para o Departamento A está na Figura 6-3.
Após receber o relatório de produção do gerente do Departamento A, o contador prepara
o seguinte resumo de custo de produção. Lançamentos de diário são então feitos do resumo de
custo de produção para registrar as operações do departamento e transferir os custos.

Figura 6-3 Relatório de Produção, Departamento A – Mistura

RELATÓRIO DE PRODUÇÃO
Para o mês encerrado em 31 de janeiro de 20 – –
Departamento A – Mistura

Em processo, início do período nenhuma


Estágio de completude 6.900 unidades
Colocadas em processo durante o período 3.700 unidades
Recebidos do Departamento durante o período
Transferidos para o Departamento B durante o período 2.700 unidades
Transferidos para o almoxarifado durante o período nenhuma
Em processo, final do período 1.000 unidades
Estágio de completude 0,5

Guri e Cia.
Resumo do Custo de Produção – Departamento A
para o Mês Encerrado em 31 de Janeiro de 20 – –
Custo da produção para o mês:
Materiais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $16.000
Mão-de-obra . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8.640
CIF . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7.360
Total dos custos a ser considerado. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $32.000

Unidades produzidas para o mês:


Acabadas e transferidas para o Departamento B, durante o mês . . . . . . 2.700
Unidades equivalentes de produtos em processo, final do mês
(1.000 unidades, 50% completadas) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 500
Total da produção equivalente . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3.200

Capítulo 6 • CONTABILIDADE DE CUSTOS POR PROCESSO — PROCEDIMENTOS GERAIS • 249

䉴 Custo unitário para o mês:


Materiais ($16.000/3.200 unidades) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 5,00
Mão-de-obra ($8.640/3.200 unidades) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2,70
CIF ($7.360/3.200 unidades) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2,30
Total . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 10,00
Custos de estoque:
Custo de produtos acabados e transferidos para o Departamento B
durante o mês (2.700 ⫻ $ 10,00) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $27.000
Custo de produtos em processo, final do mês:
Materiais (1.000 ⫻ 0,5 ⫻ $ 5) . . . . . . . . . . . . . . . $ 2.500
Mão-de-obra (1.000 ⫻ 0,5 ⫻ $ 2,70) . . . . . . . . . . 1.350
CIF (1.000 ⫻ 0,5 ⫻ $ 2,30) ................ 1.150 5.000

Total do custo de produtos manufaturados considerado . . . . . . . . . . . . . . . . $ 32.000

Note que os custos acumulados no departamento são transferidos para o próximo departa-
mento, junto com as unidades completadas durante o período. Assim, os custos seguem o fluxo
de produtos pelo processo.
Após fazer os lançamentos normais de final de mês, a conta de produtos em processo para
o Departamento A tem um saldo devedor de$ 5.000, como demonstrado abaixo. O saldo repre-
senta o custo do estoque final parcialmente acabado.

Produtos em Processo – Departamento A

31 de janeiro 16.000 31 de janeiro 27.000


8.640
7.360
5.000 32.000

A única diferença em procedimento entre esse exemplo e aquele para a fábrica de um úni-
co departamento (veja a página 314) é que os produtos acabados no Departamento A são trans-
feridos para o Departamento B para continuarem a ser processados em vez de serem transferi-
dos para o almoxarifado como produtos acabados.
O relatório de produção para o Departamento B é mostrado na Figura 6-4. Note que en-
quanto os produtos fluem pelo processo de manufatura, as unidades transferidas, e os seus cus-
tos relacionados, são tratadas como produtos acabados no Departamento A, mas as unidades
transferidas para o Departamento B são consideradas como matérias-primas pelo Departamento
B, e serão somadas ao início da operação de processamento do Departamento B. O custo trans-
ferido das unidades inclui os custos de materiais, mão-de-obra e CIF incorridos no Departamen-
to A. No entanto, os elementos individuais de custo são combinados e transferidos no todo para
o Departamento B.
250 • CONTABILIDADE DE CUSTOS

Figura 6-4 Relatório de Produção, Departamento B – Moldagem

RELATÓRIO DE PRODUÇÃO
Para o mês encerrado em 31 de janeiro de 20 – –
Departamento B – Moldagem

Em processo, início do período nenhuma


Estágio de completude 6.900 unidades
Colocadas em processo durante o período nenhuma
Recebidos do Departamento A durante o período 2.700 unidades
Transferidoss para o Departamento C durante o período 2.200 unidades
Transferidoss para o almoxarifado durante o período nenhuma
Em processo, final do período 500 unidades
Estágio de completude 2/5

Ao examinar o resumo do custo de produção para o Departamento B nas próximas duas


páginas, observe que o cálculo do custo unitário para o mês no Departamento B leva em consi-
deração apenas os custos incorridos para materiais, mão-de-obra e CIF durante o mês e as unida-
des equivalentes produzidas no departamento. Os custos de transferência e as unidades do
departamento anterior não estão incluídos na computação. No entanto, ao determinar o cus-
to transferido para o Departamento C, os custos do departamento anterior, junto com o custo
de produtos em processo do Departamento B, devem ser considerados. Além disso, ao calcular
a valorização de produtos em processo final, o custo total de$ 10 por unidade do Departamento
A é somado às 500 unidades ainda em processo no Departamento B porque as unidades transfe-
ridas para dentro do departamento foram acabadas pelo Departamento A, enquanto apenas uma
fração do custo por trabalho adicional executado pelo Departamento B, baseado no estágio de
completude, é considerada.
Após fazer os lançamentos de final do mês, a conta de produtos em processo para o Depar-
tamento B tem um saldo devedor de$ 5.500.

Produtos em Processo, Departamento B

31 de janeiro 1.200 31 de janeiro 27.500

3.000

1.800

27.000

5.500 33.000
Capítulo 6 • CONTABILIDADE DE CUSTOS POR PROCESSO — PROCEDIMENTOS GERAIS • 251

Guri e Cia.
Resumo do Custo de Produção – Departamento B
para o Mês Encerrado em 31 de Janeiro de 20 – –
Custo de produtos recebidos do Departamento A durante o mês
(2.700 unidades ⫻ $ 10,00) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 27.000
Custo da produção para o mês – Departamento B:
Materiais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 1.200
Mão-de-obra . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3.000
CIF . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.800 6.000
Total do custo a ser considerado . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 33.000
Unidades produzidas para o mês:
Acabadas e transferidas para Departamento C, durante o mês 2.200
Unidades equivalentes de produtos em processo, final
do mês (500 unidades, 2/5 completadas) . . . . . . . . . . . . . 200
Total da produção equivalente . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2.400
Custo unitário para o mês – Departamento B:
Materiais ($1.200/2.400 unidades) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 0,50
Mão-de-obra ($3.000/2.400 unidades) . . . . . . . . . . . . . . . . . 1,25
CIF ($1.800/2.400 unidades) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,75
Total . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 2,50
Custos de estoque:
Custo de produtos acabados e transferidos para
o Departamento C durante o mês:
Custo no Departamento A (2.200 ⫻ $ 10,00) . . . . $ 22.000
Custo no Departamento B (2.200 ⫻ 2,50) . . . . . . 5.500
(2.200 ⫻ $ 12,50) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 27.500
Custo de produtos em processo, final do mês:
Custo no Departamento A (500 ⫻ $ 10,00) . . . . . . . $ 5.000
Custo no Departamento B:
Materiais (500 ⫻ 2/5 ⫻ $ 0,50). . . . . . . . $ 100
Mão-de-obra (500 ⫻ 2/5 ⫻ $ 1,25) . . . . . 250
CIF (500 ⫻ 2/5 ⫻ $ 0,75) . . . . . . . . . . . . 150 500 5.500
Total dos custos de produção considerado . . . . . . . . . . . . . . . $ 33.000

O relatório de produção para o Departamento C está na Figura 6-5.


O seguinte resumo do custo de produção para o Departamento C é preparado de maneira
parecida com o resumo do Departamento B. Note que a seção sobre os custos de estoque no re-
latório mostra o custo de produtos acabados e transferidos para produtos acabados durante
o mês. O custo unitário de$ 16,50 dos produtos acabados e transferidos representa o total do
custo unitário passando pelo Departamento C. O custo unitário detalhado dos produtos com-
pletados, de departamento em departamento, mostra a acumulação do custo unitário total.
252 • CONTABILIDADE DE CUSTOS

Figura 6-5 Relatório de Produção, Departamento C – Acabamento

RELATÓRIO DE PRODUÇÃO
Para o mês encerrado em 31 de janeiro de 20 – –
Departamento C – Acabamento

Em processo, início do período nenhuma


Estágio de completude
Colocadas em processo durante o período nenhuma
Recebidos do Departamento B durante o período 2.200 unidades
Transferidos para Departamento durante o período
Transferidos para almoxarifado durante o período 2.000 unidades
Em processo, final do período 200 unidades
Estágio de término 0,5

Guri e Cia.
Resumo do Custo de Produção – Departamento C
para o Mês Encerrado em 31 de Janeiro de 20 – –
Custo de produtos recebidos do Departamento B durante o mês
(2.200 unidades ⫻ $ 12,50) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 27.500
Custo da produção para o mês – Departamento C:
Materiais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 3.150
Mão-de-obra . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2.310
CIF . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2.940 8.400
Total de custo a ser considerado . . . . . . . . . . . . . . . $ 35.900

Unidades produzidas para o mês:


Acabadas e transferidas para produtos acabados, durante o mês . . . . . 2.000
Unidades equivalentes de produtos em processo, final
do mês (200 unidades, 0,5 completadas) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 100
Total da produção equivalente . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2.100
Custo unitário para o mês – Departamento C:
Materiais ($3.150/2.100 unidades) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 1,50
Mão-de-obra ($2.310/2.100 unidades) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1,10
CIF ($2.940/2.100 unidades) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1,40
Total . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 4,00
Custos de estoque:
Custo de produtos acabados e transferidos para
produtos acabados durante o mês:
Custo no Departamento A (2.000 ⫻ $ 10,00) . . . . . . $ 20.000
Custo no Departamento B (2.000 ⫻ 2,50) . . . ...... 5.000
Custo no Departamento C (2.000 ⫻ 4,00) . . ...... 8.000
(2.000 ⫻ $ 16,50) ................ $ 33.000

Capítulo 6 • CONTABILIDADE DE CUSTOS POR PROCESSO — PROCEDIMENTOS GERAIS • 253


Custo de produtos em processo, final do mês:
Custo no Departamento A (200 ⫻ $ 10,00) . . . . . . . . . . . $ 2.000
Custo no Departamento B (200 ⫻ $ 2,50) . . . . . . . . . . . . 500
Custo no Departamento C:
Materiais (200 ⫻ 0,5 ⫻ $ 1,50) . . . . . . . . $ 150
Mão-de-obra (200 ⫻ 0,5 ⫻ $ 1,10) . . . . . 110
CIF (200 ⫻ 0,5 ⫻ $ 1,40) . . . . . . . . . . . . 140 400 2.900

Total dos custos de produção a ser considerado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 35.900

Após fazer os lançamentos de final do mês, a conta de produtos em processo para o Depar-
tamento C tem um saldo devedor de$ 2.900.
Produtos em Processo – Departamento C
31 de janeiro 3.150 31 de janeiro 33.000
2.310
2.940
27.500
35.900
2.900
A planilha na Figura 6-6 fornece as informações para a seguinte demonstração de custo de pro-
dutos manufaturados como um meio de se classificar e resumir as operações da fábrica para janeiro:

Guri e Cia.
Demonstração de Custo de Produtos Manufaturados
para o Mês Encerrado em 31 de Janeiro de 20 – –
Materiais $ 20.350
Mão-de-obra . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ................... 13.950
CIF ........................... ................... 12.100
Total ........................... ................... $ 46.400
Menos estoques de produtos em processo,
31 de janeiro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ................... 13.400
Custo de produtos manufaturados durante o mês ................... $ 33.000

No final do mês, os seguintes lançamentos são feitos no diário:

31 de janeiro D - Produtos em Processo – Departamento A 16.000


D - Produtos em Processo – Departamento B 1.200
D - Produtos em Processo – Departamento C 3.150
D - CIF* 1.000
C - Materiais 21.350
*A quantia debitada para CIF pelo montante real de materiais indiretos é uma quantia arbitrária escolhida para este exem-
plo para ilustrar como os custos são coletados e distribuídos. Essa quantia representa o custo de vários suprimentos baixa-
dos que não podiam ser debitados diretamente para um departamento.
254 • CONTABILIDADE DE CUSTOS

Figura 6-6 Planilha de Custos, 31 de Janeiro

Guri e Cia.
Planilha de Custos Departamentais para o Mês Encerrado em 31 de Janeiro de 20 – –
Análise Custo por Unidades Unidades Valor Valor
unidade recebidas transferidas debitado creditado
transferido no depto. ou em mãos ao depto. ao depto.
Depto. A – Mistura
Iniciou processo 3.700
Custos para o mês:
Materiais 16.000,00
Mão-de-obra 8.640,00
CIF 7.360,00
Acabou e transferiu p/ Depto. B 10,00 2.700 27.000,00
Encerrando produtos em processo 1.000 5.000,00
Total 10,00 3.700 3.700 32.000,00 32.000,00
Depto. B – Moldagem
Recebeu durante mês do Depto. A 2.700 27.000,00
Custos adicionados durante mês:
Materiais 1.200,00
Mão-de-obra 3.800,00
CIF 1.800,00
Acabou e transferiu p/ Depto. C 2,50 2.200 27.500,00
Encerrando produtos em processo 500 5.500,00
Total 12,50 2.700 2.700 33.000,00 33.000,00
Depto. C – Acabamento
Recebeu durante mês do Depto. B 2.200 27.500,00
Custos adicionados durante mês:
Materiais 3.150,00
Mão-de-obra 2.310,00
CIF 2.940,00
Acabou e transferiu p/ estoques 4,00 2.000 33.000,00
Encerrando produtos em processo 200 2.900,00
Total 16,50 2.200 2.200 35.900,00 35.900,00
Valor Total
Resumo:
Materiais:
Depto. A 16.000,00
Depto. B 1.200,00
Depto. C 3.150,00 20.350,00
Mão-de-obra:
Depto. A 8.640,00
Depto. B 3.000,00
Depto. C 2.310,00 13.950,00
CIF:
Depto. A 7.360,00
Depto. B 1.800,00
Depto. C 2.940,00 12.100,00

Total – custos de produção p/ janeiro 46.400,00


Menos estoque de produtos
em processo, final do mês
Depto. A 5.000,00
Depto. B 5.500,00
Depto. C 2.900,00 13.400,00

Custo de produção, produtos


totalmente acabados durante janeiro 33.000,00
Capítulo 6 • CONTABILIDADE DE CUSTOS POR PROCESSO — PROCEDIMENTOS GERAIS • 255

31 de janeiro D - Produtos em Processo – Departamento A 8.640


D - Produtos em Processo – Departamento B 3.000
D - Produtos em Processo – Departamento C 2.310
D – CIF 1.500
C - Folha de Pagamento 15.450

Novamente, o valor debitado para a conta de controle de CIF é um montante arbitrário es-
colhido para ilustrar custos de folha de pagamento, como o salário do gerente da fábrica, mas
que não podiam ser debitados diretamente para qualquer dado departamento.

31 de janeiro D – CIF 9.000


C - Várias Contas (Depreciação Acumulada,
Seguro Pré-pago, Encargos Sociais de Folha) 9.000

O lançamento anterior resume vários lançamentos feitos no diário geral, e possivelmente


outros diários, para refletir uma quantia suposta para a provisão de depreciação, seguro, encar-
gos sociais de folha e outras despesas do mês corrente.

31 de janeiro D – CIF – Departamento A 6.600


D – CIF – Departamento B 2.100
D – CIF – Departamento C 2.800
C - CIF 11.500

O lançamento acima distribui os CIF reais do período para os departamentos. A base para
esse lançamento seriam as folhas de análise para CIF, que mostram detalhadamente a alocação,
ou rateio, das despesas reais, para os vários departamentos. Note que essas quantias reais não
aparecem nos resumos dos custos de produção, que contêm as quantias estimadas de CIF apli-
cados na produção.

31 de janeiro D - Produtos em Processo – Departamento A 7.360


D - Produtos em Processo – Departamento B 1.800
D - Produtos em Processo – Departamento C 2.940
C – CIF – Departamento A 7.360
C – CIF – Departamento B 1.800
C – CIF – Departamento C 2.940

O lançamento acima debita os CIF aplicados que aparecem nos resumos dos custos de pro-
dução, para as contas de controle de produtos em processo. As quantias são calculadas pela mul-
tiplicação de uma taxa de aplicação de CIF predeterminada na base usada para aplicar CIF para
cada departamento, como horas de mão-de-obra ou horas-máquina. Uma base diferente pode
ser usada para departamentos diferentes, para que os CIF sejam aplicados eqüitativamente, de
acordo com os benefícios que cada departamento recebe.
O resumo do custo de produção é usado visando desenvolver os lançamentos para regis-
trar a transferência de custos de um departamento a outro, e para Produtos Acabados, da seguin-
te forma:
256 • CONTABILIDADE DE CUSTOS

31 de janeiro D - Produtos em Processo – Departamento B 27.000


C - Produtos em Processo – Departamento A 27.000

31 D - Produtos em Processo – Departamento C 27.500


C - Produtos em Processo – Departamento B 27.500

31 D - Produtos Acabados 33.000


C - Produtos em Processo – Departamento C 33.000

Esses lançamentos de diários estão refletidos nos seguintes razonetes. Os saldos remanes-
centes nas contas de produtos em processo estão refletidos no seu total na demonstração de
custo de produtos manufaturados. Os saldos nas contas departamentais para CIF representam
CIF sub- ou superaplicados, e normalmente seriam transportados para meses futuros. No entan-
to, esses saldos podem ser transferidos para uma conta de CIF sub- e superaplicados. Como já
foi discutido em capítulos anteriores, essas quantias de CIF sub- e superaplicados seriam analisa-
das para determinar se eles são variações normais ou sazonais, já esperadas, ou se representam
ineficiências que devem ser corrigidas.

Produtos em Processo – Departamento A


31 de janeiro 16.000 31 de janeiro 27.000
8.640
7.360
32.000
5.000

Produtos em Processo – Departamento B


31 de janeiro 1.200 31 de janeiro 27.500
3.000
1.800
27.000
33.000
5.500

Produtos em Processo – Departamento C


31 de janeiro 3.150 31 de janeiro 33.000
2.310
2.940
27.500
2.900

Produtos Acabados
31 de janeiro 33.000
Capítulo 6 • CONTABILIDADE DE CUSTOS POR PROCESSO — PROCEDIMENTOS GERAIS • 257

CIF
31 de janeiro 1.000 31 de janeiro 11.500
1.500
9.000
11.500

Materiais
31 de janeiro 21.350

Folha de Pagamento
31 de janeiro 15.450

CIF – Departamento A
31 de janeiro 6.600 31 de janeiro 7.360
760

CIF – Departamento B
31 de janeiro 2.100 31 de janeiro 1.800
300

CIF – Departamento C
31 de janeiro 2.800 31 de janeiro 2.940
140

Agora, você deve estar apto a resolver o seguinte: Questões 12-14; Exercícios 6-7 e
6-8; Problemas 6-3 e 6-4.

RESUMO DO CUSTO DE PRODUÇÃO – MÚLTIPLOS


DEPARTAMENTOS COM ESTOQUE INICIAL
OBJETIVO DE APRENDIZAGEM 7
Preparar um resumo do custo de produção e lançamentos diários para múltiplos
departamentos com estoque inicial.

Os relatórios de produção para fevereiro que foram submetidos pelos supervisores de de-
partamentos da Guri e Cia. diferem dos relatórios de produção para janeiro. Agora, existem esto-
ques para produtos em processo em cada departamento, no início do mês. Após receber os re-
latórios de produção para fevereiro, o contador prepara um resumo do custo de produção para
cada departamento e faz lançamentos para registrar as operações de cada departamento nas
contas do razão geral.
258 • CONTABILIDADE DE CUSTOS

O relatório de produção de fevereiro para o Departamento A é mostrado na Figura 6-7. Ob-


serve que o número de unidades em processamento no início do período, mais as unidades co-
locadas em processo, ou recebidas de outro departamento durante o período, é igual ao núme-
ro total de unidades que devem ser contabilizadas pelo departamento.

Figura 6-7 Relatório de Produção, Depto. A – Mistura, 28 de Fevereiro

RELATÓRIO DE PRODUÇÃO
Para o mês encerrado em 28 de fevereiro de 20 – –
Departamento A – Mistura

Em processo, início do período 1.000 unidades


Estágio de completude 0,5
Colocadas em processo durante o período 3.400 unidades
Recebidos do Departamento durante o período nenhuma
Transferidos para Departamento B durante o período 3.900 unidades
Transferidos para almoxarifado durante o período nenhuma
Em processo, final do período 500 unidades
Estágio de completude 4/5

No resumo do custo de produção a seguir, o custo unitário é determinado somando-se o


custo do estoque de produtos em processo inicial do mês anterior aos custos totais incorridos
durante o mês corrente, e dividindo-se pelas unidades equivalentes. O custo de materiais do
mês anterior é somado ao custo de materiais do mês presente, e o total do custo de materiais é
dividido pela produção equivalente de materiais. O mesmo procedimento é seguido para mão-
de-obra e CIF. O cálculo para a produção de unidades para o mês leva em consideração todas as
unidades acabadas durante o mês, incluindo aquelas que estão em processo no início, e no final,
do período.

Guri e Cia.
Resumo do Custo de Produção – Departamento A
para o Mês Encerrado em 28 de Fevereiro de 20 – –
Custo de produtos em processo, início do mês:
Materiais . . . . . . . . . . . . . ...................... $ 2.500
Mão-de-obra . . . . . . . . . . . ...................... 1.350
CIF ............... ...................... 1.150 $ 5.000

Custo da produção para o mês:


Materiais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 19.000
Mão-de-obra . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10.260
CIF ..................................... 8.740 38.000
Total de custo a ser considerado . . . . . . . . . . . . . . . . $ 43.000

Capítulo 6 • CONTABILIDADE DE CUSTOS POR PROCESSO — PROCEDIMENTOS GERAIS • 259


Unidades produzidas para o mês:
Acabadas e transferidas para o Departamento B, durante o mês 3.900
Unidades equivalentes de produtos em processo, final
do mês (500 unidades, 4/5 completadas) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 400
Total da produção equivalente . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4.300

Custo unitário para o mês:


Materiais [($2.500 + $ 19.000)/4.300] . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 5,00
Mão-de-obra [($1.350 + $ 10.260)/4.300] . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2,70
CIF ($1.150 + $ 8.740)/4.300] . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2,30
Total . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 10,00

Custos de estoque:
Custo de produtos acabados e transferidos para o
Departamento B durante o mês (3.900 ⫻ $ 10,00). . . . . . . . . . . . . . $ 39.000
Custo de produtos em processo, final do mês:
Materiais (500 ⫻ 4/5 ⫻ $ 5,00) . . . . . . . . . . . . . . . $ 2.000
Mão-de-obra (500 ⫻ 4/5 ⫻ $ 2,70) . . . . . . . . . . . . 1.080
CIF (500 ⫻ 4/5 ⫻ $ 2,30) 920 4.000

Total de custos de produção considerado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 43.000

A esta altura, os seguintes lançamentos de diário podem ser feitos:

28 de fevereiro D - Produtos em Processo – Depto. B 39.000


C - Produtos em Processo – Depto. A 39.000

A conta para produtos em processo para esse departamento, agora, aparece como a
seguir:

Produtos em Processo – Departamento A


31 de janeiro 16.000 31 de janeiro 27.000
8.640
7.360
32.000
5.000
28 de fevereiro 19.000 28 de fevereiro 39.000
10.260
8.740
70.000 66.000
4.000

O relatório de produção de fevereiro para o Departamento B é mostrado na Figura 6-8.


260 • CONTABILIDADE DE CUSTOS

Figura 6-8 Relatório de Produção, Depto. B – Moldagem, 28 de Fevereiro

RELATÓRIO DE PRODUÇÃO
Para o mês encerrado em 28 de fevereiro de 20 – –
Departamento B – Moldagem

Em processo, início do período 500 unidades


Estágio de completude 2/5
Colocadas em processo durante o período nenhuma
Recebidos do Departamento A durante o período 3.900 unidades
Transferidos para Departamento C durante o período 4.100 unidades
Transferidos para almoxarifado durante o período nenhum
Em processo, final do período 300 unidades
Estágio de completude 1/3

O resumo do custo de produção de fevereiro para o Departamento B está a seguir. Ao cal-


cular o custo unitário no Departamento B no final de fevereiro, as quantias consideradas in-
cluem (a) os custos de produção incorridos pelo departamento durante o mês mais (b) o custo
departamental dos produtos em processo no início do mês. O custo do Departamento A incluí-
do na valorização inicial de produtos em processo ($5.000) não é usado neste cálculo porque é
um custo de um departamento anterior.

Guri e Cia.
Resumo do Custo de Produção – Departamento B
para o Mês Encerrado em 28 de Fevereiro de 20 – –
Custo de produtos em processo, início do mês – Depto. B:
Custo no Depto. A: . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 5.000*
Custo no Depto. B:
Materiais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $100
Mão-de-obra . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 250
CIF . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 150 500 $ 5.500

Custo de produtos recebidos do Departamento A durante o mês . . . . . . . . $ 39.000


Custo da produção para o mês – Departamento B:
Materiais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 1.664
Mão-de-obra. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5.000
CIF ....................................... 3.336 10.000
Total de custos a ser considerado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 54.500

Unidades produzidas para o mês:


Acabadas e transferidas para o Departamento C, durante o mês 4.100
Unidades equivalentes de produtos em processo, final
do mês (300 unidades, 1/3 completadas) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 100
Total da produção equivalente . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4.200 䉴
Capítulo 6 • CONTABILIDADE DE CUSTOS POR PROCESSO — PROCEDIMENTOS GERAIS • 261


Custo unitário para o mês – Departamento B:
Materiais [($100 + $ 1.664)/4.200] . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 0,42
Mão-de-obra [($250 + $ 5.000)/4.200] . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1,25
CIF [($150 + $3.366)/4.200] . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,83
Total . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 2,50

Custos de estoque:
Custo de produtos acabados e transferidos para o
Departamento C durante o mês:
Custo no Departamento A (4.100 ⫻ $ 10,00) . . . . . . . . $ 41.000
Custo no Departamento B (4.100 ⫻ 2,50) . . . . . . . . . . . 10.250
(4.100 ⫻ $ 12,50) . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 51.250

Custo de produtos em processo, final do mês:


Custo no Departamento A (300 ⫻ $ 10,00) . . . . . . . . . . . . $ 3.000
Custo no Departamento B:
Materiais (300 ⫻ 1/3 ⫻ $ 0,42) . . . . . . . . $ 42
Mão-de-obra (300 ⫻ 1/3 ⫻ $ 1,25) . . . . . 125
CIF (300 ⫻ 1/3 ⫻ $ 0,83) . . . . . . . . . . . . 83 250 3.250
Total dos custos de produção a ser considerado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 54.500
* Não deve ser considerado no cálculo do custo unitário para fevereiro no Departamento B.

Agora, o seguinte lançamento diário pode ser feito:

28 de fevereiro D - Produtos em Processo – Depto. C 51.250


C - Produtos em Processo – Depto. B 51.250

A conta do razão geral para produtos em processo no Departamento B aparece como a


seguir:

Produtos em Processo – Departamento B


31 de janeiro 1.200 31 de janeiro 27.500
3.000
1.800
27.000
33.000
5.500
28 de fevereiro 1.664 28 de fevereiro 51.250
5.000
3.336
39.000
82.000 78.750
3.250
262 • CONTABILIDADE DE CUSTOS

O relatório de produção de fevereiro para o Departamento C é mostrado na Figura 6-9.

Figura 6-9 Relatório de Produção, Depto. C – Acabamento, 28 de Fevereiro

RELATÓRIO DE PRODUÇÃO
Para o mês encerrado em 28 de fevereiro de 20 – –
Departamento C – Acabamento

Em processo, início do período 200 unidades


Estágio de completude 0,5
Colocadas em processo durante o período nenhuma
Recebidos do Departamento B durante o período 4.100 unidades
Transferidos para Departamento durante o período
Transferidos para almoxarifado durante o período 3.900 unidades
Em processo, final do período 400 unidades
Estágio de completude 0,5

A seguir, está o resumo do custo de produção de fevereiro para o Depto. C.

Guri e Cia.
Resumo do Custo de Produção – Departamento C
para o Mês Encerrado em 28 de Fevereiro de 20 – –
Custo de produtos em processo, início do mês – Depto. C:
Custo no Departamento A . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 2.000*
Custo no Departamento B . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 500
Custo no Departamento C:
Materiais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $150
Mão-de-obra . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 110
CIF . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 140 400 $ 2.900
Custo de produtos recebidos do Departamento B durante o mês . . . . . . . . . . . $ 51.250
Custo da produção para o mês – Departamento C:
Materiais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 5.713
Mão-de-obra. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4.564
CIF ...................................... . 5.723 16.000
Total de custos a ser considerado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 70.150
Unidades produzidas para o mês:
Acabadas e transferidas para produtos acabados, durante o mês . . . . . . . . 3.900
Unidades equivalentes de produtos em processo, final
do mês (400 unidades, 0,5 completadas) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 200
Total da produção equivalente . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4.100

Capítulo 6 • CONTABILIDADE DE CUSTOS POR PROCESSO — PROCEDIMENTOS GERAIS • 263


Custo unitário para o mês – Departamento C:
Materiais [($150 + $ 5.713)/4.100] . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 1,43
Mão-de-obra [($110 + $ 4.564)/4.100] . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1,14
CIF [($140 + $ 5.723)/4.100] . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1,43
Total . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 4,00

Custos de estoque:
Custo de produtos acabados e transferidos para
produtos acabados durante o mês:
Custo no Departamento A (3.900 ⫻ $ 10,00) . . . . . . . . $39.000
Custo no Departamento B (3.900 ⫻ 2,50) . . . ........ 9.750
Custo no Departamento C (3.900 ⫻ 4,00) . . ........ 15.600
(3.900 ⫻ $ 16,50) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 64.350

Custo de produtos em processo, final do mês:


Custo no Departamento A (400 ⫻ $ 10,00) . . . . . . . . . . . . $ 4.000
Custo no Departamento B (400 ⫻ $ 2,50) . . . . . . . . . . . . . 1.000
Custo no Departamento C:
Materiais (400 ⫻ 0,5 ⫻ $ 1,43) . . . . . . . . $ 286
Mão-de-obra (400 ⫻ 0,5 ⫻ $ 1,14) . . . . . 228
CIF (400 ⫻ 0,5 ⫻ $ 1,43) . . . . . . . . . . . . 286 800 5.800
Total dos custos de produção a ser considerado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 70.150
* Não deve ser considerado no cálculo do custo unitário para fevereiro no Departamento C.

Agora, o seguinte lançamento diário pode ser feito:

28 de fevereiro D - Produtos Acabados 64.350


C - Produtos em processo – Depto. C 64.350

A conta do razão geral para produtos em processo no Departamento C aparece como


a seguir:

Produtos em processo – Departamento C


31 de janeiro 3.150 31 de janeiro 33.000
2.310
2.940
27.500
35.900
2.900
28 de fevereiro 5.713 28 de fevereiro 64.350
4.564
5.723
51.250
103.150 97.350
5.800
264 • CONTABILIDADE DE CUSTOS

Agora, a planilha na Figura 6-10 pode ser preparada. Ela resume as operações da fábrica pa-
ra fevereiro e fornece os dados necessários para preparar a seguinte demonstração de custo de
produtos manufaturados:

Guri e Cia.
Demonstração de Custo de Produtos Manufaturados
para o Mês Encerrado em 28 de Fevereiro de 20 – –
Materiais $ 26.377
Mão-de-obra . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ............ 19.824
CIF . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ............ 17.79
Total $ 64.000
Mais estoques de produtos em processo, 1 de fevereiro . . . . . . . . . . . . . . 13.400
........................................... . . . . . . . . . . . . $ 77.400
Menos estoques de produtos em processo, 28 de fevereiro . . . . . . . . . . . . 13.050
Custo de produtos manufaturados durante o mês . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 64.350

Figura 6-10 Planilha de Custo, 28 de Fevereiro

Guri e Cia.
Planilha de Custos Departamentais para o Mês Encerrado em 28 de Fevereiro de 20 – –
Análise Custo por Unidades Unidades Valor Valor
unidade recebidas transferidas debitado creditado ao
transferido no depto. ou em mãos depto. ao depto.
Depto.– Mistura
Estoque inicial em processo 1.000 5.000,00
Iniciado em processo 3.400
Custos para o mês:
Materiais 19.000,00
Mão-de-obra 10.260,00
CIF 8.740,00
Acabou e transferiu p/ Depto. B 10,00 3.900 39.000,00
Encerrando produtos em processo 500 4.000,00
Total 10,00 4.400 4.400 43.000,00 43.000,00
Depto. B – Moldagem
Estoque inicial em processo 500 5.500,00
Recebeu durante mês do Depto. A 3.900 39.000,00
Custos adicionados durante o mês:
Materiais 1.664,00
Mão-de-obra 5.000,00
CIF 3.336,00
Acabou e transferiu p/ Depto. C 2,50 4.100 51.250,00
Encerrando produtos em processo 300 3.250,00
Total 12,50 4.400 4.400 54.500,00 54.500,00
Depto. C – Acabamento
Estoque inicial em processo 200 2.900,00
Recebeu durante o mês do Depto. B 4.100 51.250,00
Custos adicionados durante o mês:
Materiais 5.713,00
Mão-de-obra 4.564,00
CIF 5.723,00
Acabou e transferiu p/ estoques 4,00 3.900 64.350,00
Encerrando produtos em processo 400 5.800,00
Total 16,50 4.300 4.300 70.150,00 70.150,00 䉴
Capítulo 6 • CONTABILIDADE DE CUSTOS POR PROCESSO — PROCEDIMENTOS GERAIS • 265


Valor Total
Resumo:
Materiais:
Depto. A 19.000,00
Depto. B 1.644,00
Depto. C 5.713,00 26.377,00
Mão-de-obra:
Depto. A 10.260,00
Depto. B 5.000,00
Depto. C 4.564,00 19.824,00
CIF:
Depto. A 8.740,00
Depto. B 3.336,00
Depto. C 5.723,00 17.799,00

Total – custos de produção p/ fevereiro 64.000,00


Mais produtos em processo
início do mês
Depto. A 5.000,00
Depto. B 5.500,00
Depto. C 2.900,00 13.400,00

Total 77.400,00
Menos produtos em processo,
final do mês:
Depto. A 4.000,00
Depto. B 3.250,00
Depto. C 5.800,00 13.050,00

Custo de produção, produtos


totalmente acabados durante fevereiro 64.350,00

Ocasionalmente, os produtos acabados, no final do mês, podem não ser transferidos para
o próximo departamento até o mês seguinte. Visto que essas unidades ainda estão em mãos no
departamento no final do mês, não podem ser consideradas como transferidas. São contabiliza-
das como “produtos completados e em estoque” e o seu custo é mostrado ao preço unitário
completo. São considerados produtos em processo para fins de demonstrações financeiras. Em-
bora os produtos estejam acabados no departamento, são considerados em processo até serem
oficialmente transferidos para produtos acabados.

MUDANÇAS NOS CUSTOS UNITÁRIOS DE TRANSFERÊNCIA NO


DEPARTAMENTO ANTERIOR
OBJETIVO DE APRENDIZAGEM 8
Preparar um resumo do custo de produção com uma mudança no custo unitário
de transferência do departamento anterior.

Nas ilustrações anteriores, supomos que o custo unitário deste mês de departamentos ante-
riores fosse o mesmo custo unitário de transferência que o do mês passado. Essa suposição permi-
tiu que o custo unitário do departamento anterior fosse usado sem determinar um novo custo
unitário médio para os produtos transferidos para dentro do departamento, mesmo que as trans-
ferências tivessem vindo de dois períodos diferentes de produção. No entanto, as transferências
do departamento anterior, de dois períodos diferentes, freqüentemente terão custos unitários di-
266 • CONTABILIDADE DE CUSTOS

ferentes em cada mês. Portanto, é preciso fazer uma média em um agrupamento separado para
esses custos anteriores do departamento, para que esses custos de transferência para dentro do
departamento possam ser corretamente alocados para os produtos produzidos no departamento.
O método é parecido com aquele usado para o custo de materiais, mão-de-obra e CIF no departa-
mento quando o custo desses elementos representa dois períodos diferentes de tempo.
Para ilustrar, vamos supor que 2.000 unidades estão em processo no Departamento 2 no
início do mês, com um custo de transferência de$ 10.600 do Departamento 1. Durante o mês,
10.000 unidades, com um custo total de$ 50.000, são recebidos do Departamento 1; 11.000 uni-
dades são acabadas e transferidas para o Departamento 3; e 1.000 unidades estão em processo
no Departamento 2 no final do mês, 50% completadas. Os custos de processo no Departamento
2, para o mês, são de$ 23.000 ($2.000 +$ 21.000) para materiais,$ 16.100 ($1.400 +$ 14.700) pa-
ra a mão-de-obra, e$ 11.500 ($1.000 +$ 10.500) para CIF. Usando esses dados, os custos unitá-
rios são calculados no seguinte resumo do custo de produção. Observe que o custo unitário do
departamento anterior é ajustado para$ 5,05.

Agora, você deve estar apto a resolver o seguinte: Questões 15 e 16; Exercício 6-9;
Problemas 6-5 a 6-8.

Resumo do Custo de Produção – Departamento 2


Custo de produtos em processo, início do mês:
Custo no Departamento 1 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 10.600
Custo no Departamento 2:
Materiais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 2.000
Mão-de-obra . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.400
CIF . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.000 4.400 $ 15.000

Custo de produtos recebidos do Departamento 1 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 50.000


Custo no Departamento 2:
Materiais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 21.000
Mão-de-obra . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14.700
CIF . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10.500 46.200
Total de custos a ser considerado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 111.200

Produção em unidades para o mês:


Acabado e transferido para Departamento 3 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11.000
Produção equivalente de produtos em processo
(1.000 unidades, 50% acabadas) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .