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Guia de

Benefícios Fiscais
para empresários
2. Guia de Benefícios Fiscais para empresários

Muito obrigado, desde já, por ter descarregado este ebook,


desenvolvido pela ESTRATEGOR!

Estamos aqui para o ajudar – seja como empresário há muito


estabelecido, seja enquanto empreendedor apostado em dar os
primeiros passos rumo ao sucesso.

Das isenções às deduções, sem esquecer as reduções de


taxas e outros incentivos, são diversos os contornos que os
benefícios fiscais podem assumir para usufruto das empresas.

Alguns visam a poupança de


custos, ao passo que outros
funcionam como incentivos
ao investimento, minimizando
barreiras à concretização de
novos projetos.

Ao longo das próximas páginas,


falamos das principais medidas de apoio que o Estado garante
– caso os requisitos de elegibilidade se cumpram – a muitos dos
empresários que desenvolvem atividade em Portugal.

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3. Guia de Benefícios Fiscais para empresários

SIFIDE, incentivo fiscal sobre os gastos


com I&D

O SIFIDE visa apoiar o esforço das Empresas em Investigação


e Desenvolvimento através da dedução à coleta do IRC de
uma percentagem das respetivas despesas.

Nesses casos, os gastos relacionados com pessoal técnico,


matérias-primas e componentes (entre outros) poderão ser
elegíveis para o benefício fiscal.

Mais concretamente, as despesas relacionadas com o


desenvolvimento de novos produtos e/ou processos poderão
corresponder a:

• Aquisições de ativos fixos tangíveis (em estado de novo);


• Despesas com pessoal técnico (vencimentos base e
custos com a Segurança Social);
• Matérias-primas, componentes e consumíveis;
• Despesas de funcionamento (rendas, eletricidade, gás,
entre outras);

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4. Guia de Benefícios Fiscais para empresários

• Contratação de atividades de I&D;


• Custos com registo e manutenção de patentes;
• Despesas com a aquisição de patentes;
• Outros encargos.

Como se calcula a dedução fiscal?

Sobre o montante de despesas elegíveis devemos calcular as


seguintes taxas:

• 32,50% sobre as despesas realizadas no período;


• + 50% sobre o acréscimo das despesas (em relação à
média dos 2 exercícios anteriores).

Notas:

• Caso seja uma PME com


menos de 2 anos de atividade,
aplica-se, de forma direta, a
taxa base de 47,5%.

• O benefício fiscal pode


ser deduzido até ao oitavo
exercício fiscal seguinte.

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5. Guia de Benefícios Fiscais para empresários

RFAI, o benefício fiscal de apoio ao


investimento

• A sua Empresa realizou investimentos em ativos


tangíveis ou intangíveis?

• Insere-se no setor do turismo, TIC, I&D, serviços


partilhados, audiovisual, indústria extrativa ou
transformadora?

• Não é devedora ao Estado nem à Segurança Social?

Caso cumpra estes requisitos, pode deduzir à coleta de


IRC uma percentagem dos investimentos realizados.

Investimentos relevantes para este benefício:

• Ativos fixos tangíveis (em estado de novo).


• Ativos intangíveis (transferência de tecnologia, aquisição
de direitos de patentes, licenças, saber-fazer ou
conhecimentos técnicos não protegidos por patente).

Existem, contudo, exceções que apresentamos a seguir:

• Terrenos (salvo para empresas da indústria extrativa);

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6. Guia de Benefícios Fiscais para empresários

• Construção, aquisição e remodelação de edifícios (salvo


para instalações fabris ou administrativas);
• Viaturas ligeiras de passageiros ou mistas;
• Mobiliário e artigos de decoração;
• Outros não associados à atividade produtiva.

Sobre os investimentos relevantes será aplicada a taxa de:

• 25%: investimentos inferiores a 15 milhões de euros


• 10%: investimentos que excedam os 15 milhões de euros.

Outros benefícios:

• Isenções de IMI (por um período até dez anos);


• IMT;
• Imposto de selo.

Nota:

• Limite máximo de 50% da coleta para empresas existentes;


• Para empresas novas, limite máximo é de 100% da coleta;
• Em caso de insuficiência de coleta, a importância não
deduzida pode sê-lo nas liquidações dos 10 anos de
tributação seguintes;
• Obrigação de criação líquida de posto de trabalho.

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7. Guia de Benefícios Fiscais para empresários

CFEI II: Dedução de IRC para apoiar o


investimento

O Crédito Fiscal Extraordinário ao Investimento II permite


uma dedução à coleta de IRC de 20% dos encargos com o
investimento em ativos afetos à exploração (desde que
concretizados entre 1 de julho de 2020 e 30 de junho de 2021).

É um benefício aberto aos mais diversos setores de atividade


(comerciais, industriais ou agrícolas), cuja aplicação não
pressupõe a criação de novo emprego.

É necessário, ainda assim, que:

• Os beneficiários estejam sujeitos


a IRC e disponham de contabilidade organizada;
• O lucro tributável não seja determinado por métodos
indiretos;
• Não existam quaisquer dívidas ao fisco;
• Ao longo de 3 anos, não cessem contratos de trabalho.

Para o referido desconto, o montante máximo de despesas de


investimento é de 5 milhões de euros por sujeito passivo.

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8. Guia de Benefícios Fiscais para empresários

A dedução será aplicada na liquidação de IRC correspondente


ao período de tributação que se inicie em 2020 ou 2021 até à
concorrência de 70% da coleta deste imposto.

Já a importância que não seja elegível para dedução poderá sê-


lo nos próximos cinco períodos de tributação.

São consideradas elegíveis todas as despesas em ativos


afetos à exploração, desde que as empresas se comprometam
a detê-los por um mínimo de 5 anos (ou durante o seu período
mínimo de vida útil) e digam respeito a:

• Ativos fixos tangíveis;


• Ativos biológicos não consumíveis;
• Ativos intangíveis sujeitos a deperecimento (despesas com
projetos de desenvolvimento, registo de patentes, etc.);
• Adições a investimentos em curso, se corresponderem a
acrescentos de ativos.

Os ativos tangíveis e aos biológicos terão de ser adquiridos em


estado de novo e entrar em funções até ao final do período
de tributação que começa em (ou depois de) 1 de janeiro de
2021.

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9. Guia de Benefícios Fiscais para empresários

Não são elegíveis encargos com ativos suscetíveis de uso


pessoal, tais como:

• Viaturas ligeiras e outros meios de transporte;


• Mobiliário e peças de decoração;
• Obras para construção, ampliação ou reparação de
edifícios

Estes investimentos apenas serão elegíveis se associados a


atividades produtivas ou administrativas. Igualmente fora do
CFEI II ficam as despesas associadas à aquisição de terrenos.

Recorde-se que o presente apoio não é cumulável com


quaisquer outros benefícios fiscais da mesma natureza
previstos noutros diplomas legais.

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10. Guia de Benefícios Fiscais para empresários

DLRR: Dedução por lucros Retidos e


Reinvestidos

Fazendo jus ao nome, a DLRR é um incentivo ao investimento


que possibilita uma dedução à coleta do IRC dos lucros
retidos que venham a ser reinvestidos, desde que em
aplicações de natureza relevante.

Condições do incentivo:

O apoio consiste numa dedução à coleta do IRC de até 10%


dos lucros retidos. Estes deverão ser alvo de reinvestimento
relevante nos quatro anos seguintes à constituição da reserva.
A dedução a fazer poderá ir até 25% da coleta do período.

Ressalve-se, no entanto, que a dedução nas micro e pequenas


empresas poderá atingir até 50% da coleta em IRC.

Já o montante máximo dos lucros retidos e reinvestidos, em


cada período de tributação, será de 12 milhões de euros por
sujeito passivo.

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11. Guia de Benefícios Fiscais para empresários

Quem pode beneficiar?

Vocacionado para os sujeitos passivos de IRC que residam em


território nacional, ou que disponham de estabelecimento
estável no país, este benefício fiscal está aberto a micro,
pequenas e médias empresas dentro dos seguintes critérios:

• Exercer atividade de natureza comercial, industrial ou


agrícola;

• Dispor de contabilidade organizada;

• Ter a sua situação fiscal e contributiva devidamente


regularizada;

• Garantir que o seu lucro tributável não é determinado por


métodos indiretos.

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12. Guia de Benefícios Fiscais para empresários

Que investimentos não são elegíveis?

Para usufruto desta medida, é considerado elegível o


investimento em ativos fixos tangíveis, desde que adquiridos em
estado de novo. Existem, no entanto, algumas exceções:

• Terrenos (a não ser se destinados à exploração de


concessões mineiras, águas mineras naturais e de
nascente, pedreiras, barreiros e areeiros em projetos de
indústria extrativa);

• Construção, aquisição, reparação e ampliação de


quaisquer edifícios (exceto se afetos a atividades
produtivas ou administrativas);

• Viaturas ligeiras de passageiros ou mistas, barcos de


recreio e aeronaves de turismo;

• Bens de decoração ou conforto, a não ser que se tratem de


equipamentos hoteleiros com vista à exploração turística;

• Ativos afetos a atividades no âmbito de acordos de


concessão ou de parceria público-privada que tenham sido
celebrados com entidades do setor público.

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13. Guia de Benefícios Fiscais para empresários

IMI – Imposto Municipal sobre Imóveis

Se a sua Empresa é proprietária de um imóvel, poderá obter


uma redução, isenção parcial ou total do Imposto Municipal
sobre Imóveis (IMI).

A redução do IMI obtém-se pela reavaliação do Valor Patrimonial


Tributável.

Este benefício pode ser garantido mediante investimento


relevante realizado pela Empresa (na área do município) e
decorrente solicitação de isenção aos órgãos municipais
competentes.

A ESTRATEGOR prepara os elementos necessários para a


atribuição destes benefícios, de acordo com a legislação em
vigor:

• Lei n.º 169/99;


• Lei n.º 5-A/2002;
• Lei n.º 67/2007;
• Lei Orgânica n.º 1/2011;
• Lei n.º 73/2013.

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14. Guia de Benefícios Fiscais para empresários

Remuneração Convencional do Capital


Social

Este benefício consiste na dedução ao lucro tributável de uma


parte das entradas de capital efetuadas pelos sócios às
sociedades.

Beneficiários:

• Sociedades comerciais civis sob a forma comercial;


• Cooperativas;
• Empresas públicas;
• Outras pessoas coletivas de direito público ou privado
com sede ou direção efetiva em território português.

Aplicações relevantes:

• Entradas realizadas em dinheiro no âmbito da constituição


de sociedades ou do aumento de capital social;
• Entradas em espécie realizadas no âmbito de aumento de
capital social que correspondam à conversão de
suprimentos ou de empréstimos de sócios que tenham sido
efetivamente prestados à sociedade em dinheiro;

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15. Guia de Benefícios Fiscais para empresários

• Aumentos de capital com recurso aos lucros gerados pela


empresa.

Requisitos:

Sujeitos passivos de IRC que preencham cumulativamente as


seguintes condições:

• O seu lucro tributável não seja determinado por métodos


indiretos;
• A sociedade beneficiária não reduza o seu capital social
com restituição aos sócios, quer no período de
tributação em que sejam realizadas as entradas relevantes
para efeitos da remuneração convencional do capital
social, quer nos cinco anos seguintes.

Incentivo fiscal:

• Dedução ao lucro tributável de 7% das entradas


realizadas em cada exercício, com o limite
de 2 Milhões de euros;

• A dedução ao lucro tributável é efetuada


no exercício em que são realizadas as
entradas e nos cinco períodos
de tributação seguintes.

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16. Guia de Benefícios Fiscais para empresários

Sobre a ESTRATEGOR:

Há 25 anos, assumimos um compromisso junto dos


empresários portugueses: desenvolver soluções de
consultoria que ajudassem as organizações a superar as suas
dificuldades e a alcançar vantagens competitivas.

Agora que novos desafios se colocam, continuamos a usar a


nossa experiência para dotar as empresas dos melhores
mecanismos para a concretização dos seus investimentos.

Como reflexo da nossa política de excelência, rigor e


multidisciplinaridade, já garantimos 100 milhões de euros às
empresas nacionais e implementámos 60 Sistemas de
Gestão.

Para além disso, dispomos de certificação DGERT para o


desenvolvimento de formação profissional em 17 áreas, que
é dinamizada pela Academia GROW.

Entre em contacto connosco e permita que a sua empresa


ou ideia de negócio possa crescer na nossa companhia!

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