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Índice

Apresentação
Apresentação do Guia do Prof
Professor
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Finalidades da disciplina de Biologia – 12.o ano ....
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Apresentação do programa da disciplina de Biologia – 12.o an
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Unidade 1 – Reprodução e manipulação da fertilidade ....


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1 – Planifi
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5 – Mapa de conceitos
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Unidade 2 – Património genético ...........


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1 – Planificação
Planificação a médio
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2 – Planificação
Planificação a curto prazo
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3 – Guião de exploraç
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4 – Documentos
Documentos de ampliação
ampliação ..........
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5 – Mapa de conceitos
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Unidade 3 – Imunidade e controlo de doenças .........


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1 – Planificação
Planificação a médio prazo .............................
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2 – Planificação
Planificação a curto prazo
prazo ..........
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3 – Guião de exploração
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4 – Documentos
Documentos de ampliação
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5 – Mapa de conceitos
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Unidade 4 – Produção de alimentos e sustentabilidade ..........


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1 – Planificação
Planificação a médio
médio prazo
prazo .............................
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2 – Planificação
Planificação a curto prazo ..........
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3 – Guião de exploração das transparê
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4 – Documentos de ampliação
ampliação ..........
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5 – Mapa de concei
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Unidade 5 – Preservar e recuperar o meio ambiente ..........


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1 – Planificação
Planificação a médio prazo .........
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2 – Planificação
Planificação a curto prazo
prazo ..........
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3 – Guião de exploração
exploração das transparê
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4 – Documentos de ampliação
ampliação ..........
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5 – Mapa de concei
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| BioDesafios – 12.o Ano 3

Apresentação do Guia do Professor

Ao longo do manual do professor, na sua barra exclusiva, encontram-se sugestões me-


todológicas, aprofundamentos de determinadas temáticas e articulações com os restan-
tes recursos que constituem o BioDesafios.
Contudo, considerámos pertinente fornecer ao docente outros materiais que podem en-
riquecer/complementar a sua actividade.
Por esta razão, para cada uma das unidades que constituem o Programa de Biologia, en-
contra, por esta ordem, no Guia do Professor: recursos web e bibliografia; planificação
anual; planificação a curto prazo, apoiada num esquema integrador; guião de exploração
das transparências; documentos de ampliação; mapa de conceitos.
O Guia do Professor apresenta ainda as seguintes mais-valias:
– sugestão de planificações anual e a curto prazo, baseadas na resolução de problemas
e formuladas de uma forma sequencial, adaptável ao ritmo de aprendizagem dos alunos;
– os problemas apresentados na dupla página inicial introdutória da unidade surgem in-
tegrados na rede conceptual, funcionando como ângulos de abordagem e possíveis ele-
mentos motivadores. Esta rede conceptual apresenta uma estrutura dinâmica com
conexões e interligações, promovendo uma abordagem adaptada aos diferentes cená-
rios possíveis na sala de aula.
Todas as sugestões apresentadas estão de acordo com o programa de Biologia e encon-
tram-se devidamente articuladas com os restantes recursos didácticos que integram o
nosso projecto.
Desejamos que este recurso didáctico vos seja útil e satisfaça as vossas expectativas!

Finalidades da disciplina de Biologia – 12.o ano


Muitas das questões que afectam o futuro da civilização vão procurar respostas nos mais
recentes desenvolvimentos da Biologia. Entre as inúmeras questões podemos destacar o
crescimento demográfico, a produção e distribuição de alimentos, o bem-estar do indiví-
duo, a preservação da biodiversidade, a manipulação do genoma humano e dos outros
seres vivos, o combate à doença e a promoção da vida, a escassez de espaços e recursos,
as intervenções do Homem nos subsistemas terrestres associados a impactes geológicos
negativos, o problema da protecção ambiental e do desenvolvimento sustentável e muitas
outras questões que poderiam ser referenciadas e para as quais não basta encontrar res-
postas tecnológicas. É necessário, para além destas respostas, uma mudança de atitudes
por parte do cidadão e da sociedade em geral. Para que esta mudança de atitudes se ve-
rifique, impõe-se uma literacia científica sólida que nos auxilie a compreender o mundo em
que vivemos, a identificar os seus problemas e a entender as possíveis soluções de uma
forma fundamentada, sem procurar refúgio nas ideias feitas e nos preconceitos. A cons-
ciencialização e a reflexão crítica sobre esses desafios são inadiáveis, sob pena de se
gerar uma crescente incapacidade dos cidadãos para desempenharem o seu papel no seio
da democracia participada e garantirem a liberdade e o controlo sobre os abusos de poder
e sobre a falta de transparência nas decisões políticas.
4 BioDesafios – 12.o Ano | Guia do Professor

O programa do 12.° ano de Biologia pretende ser uma peça importante e participar acti-
vamente na construção de cidadãos mais informados, responsáveis e intervenientes, aten-
dendo às finalidades anteriormente expressas. Indicam-se, seguidamente, as linhas
fundamentais que presidiram à selecção e organização dos conteúdos programáticos.

Selecção e organização dos conteúdos


Baseados, principalmente, em quadros teóricos oriundos da área da Biologia, assim como
em resultados obtidos em investigações na área do Ensino das Ciências, os autores do
programa adoptaram critérios de selecção e organização dos temas/conteúdos que tive-
ram em consideração diversos aspectos, tais como:
– as grandes finalidades da disciplina, já expressas, e criar linhas orientadoras para que
os alunos possam ou não optar por uma via profissional nestas áreas, de tal forma que
preconize uma participação crítica e interventiva na resolução de problemas, baseada
em informação e métodos científicos.
– a perspectiva de que ensinar ciências não deve ser a de transmitir conhecimentos, mas
sim a de criar ambientes de ensino e de aprendizagem favoráveis à construção activa
do saber e do saber-fazer;
–a necessidade de fornecer quadros conceptuais integradores e globalizantes que facili-
tem as aprendizagens significativas;
– o destaque de temas actuais com impacte na protecção do ambiente, no desenvolvi-
mento sustentável e no exercício da cidadania.

Apresentação do programa de Biologia – 12.o ano


O programa da disciplina de Biologia deverá ser explorado como uma sequência de te-
máticas propostas cuja abordagem deverá ser dinâmica, de modo ao aluno conseguir
construir um quadro conceptual integrador e globalizante.

A BIOLOGIA E OS DESAFIOS DA ACTUALIDADE


Biologia – Biotecnologia – Sociedade
Homem Ambiente
Sociedade – Biotecnologia – Biologia

Reprodução e Imunidade e Produção de Preservar e


Património
manipulação da controlo de alimentos e recuperar o meio
genético
fertilidade doenças sustentabilidade ambiente

Unidade 1 Unidade 2 Unidade 3 Unidade 4 Unidade 5

O esquema conceptual que presidiu à construção do programa enfatiza a dualidade uni-


dade versus diversidade, o que permite aprender a valorizar a Vida como um todo, res-
peitando a diversidade dos seres vivos.
Unidade 1 Reprodução e manipulação da fertilidade

Capítulo 1 – Reprodução humana


Capítulo 2 – Manipulação da fertilidade

Recursos web e bibliografia

http://www.bionetonline.org/portugues(*)
http://medstat.med.utah.edu/kw/human_reprod(*)
http://www.cnecv.gov.pt(*)
http://www.bioethics.org(*)
http://www.hc-sc.gc.ca/english/protection/reproduction(*)
http://www.vlib.org/Biosciences(*)

CAMPBELL, N. A. et all (2007). Biology (8.a Ed.). Menlo Park: Benjamin/Cummings


Publishing Company.
AZEVEDO, C. (Coord.) (2005). Biologia Celular e Molecular  (4.a Ed.). Lisboa: LIDEL –
Edições Técnicas, Lda.
GUYTON, A. (2001). Tratado de Fisiologia Medica (10.a Ed.). Madrid: Interamericana –
McGraw-Hill Interamericana.
GRIFFITHS, A., Miller, J., Suzuki, D., Lewontin, R. & Gelbart, W. (2007). An Introduction 
to Genetic Analysis (9.a Ed.). New York: Freeman.

(*)Actualização permanente em http://desafios.asa.pt.


6 BioDesafios – 12.o Ano | Guia do Professor

1 – Planificação a médio prazo

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  •   •   •   •   •
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Unidade 1 — Reprodução e manipulação da fertilidade | BioDesafios – 12.o Ano 7

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   d  c   ã   o   s  e  n   ã   a  e  s
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   t   a  e  e  o    i   s   a  c  r
   t   r   r   s   s    d    d   e
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  s  u  a  e   /   a  e   r   i
  c   i   o   i   i   ã   n  n  p   d  x    D   r   a
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8 BioDesafios – 12.o Ano | Guia do Professor

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  c   e   s   i
  v   a   u   a
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   i    d  m   n   d   e
  c   o   t    l    d   o
  s   a
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   i
   t   o  a    i
  c   t
   õ
  c  o  s   i
  a    t   o  e   r   r   i   s   r
  a   b
  r   p   d   i   o   ã   t
  v   n    t   c   e    i   ç  e
  a   o    é   a    f   e  e  s
  s   r   a   m
   l    C    M   r
   t   n
   I    R  m  a    C  v  m  e
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   P   –   –   –   –   –

  o   /   -   o  s  -   o  e  a  s  s  s  -   i  .


  -   -   o  -   a
   d  e  n   d  o  p    ã   d  e  o  e  o   i
   t   n  e    ã   n   d
  u  o  o  a   d  e   s   r   d   t   p  c  r   ç  e   i
   t
   t   s  s   b  o  n   d  e   é
 …
  r   v  c
  s   i   z  o  c
  s   i   t    i   o  o   e   c   t   e  u  m   s
  a   e   t   e   l   é  a   m   z  s   ã  r   o  a    d   c   i   a   s
   t
   i   s   d  a
  u  m
  r  .
   t   s
   í
  e   j   ç   r   e
  u  r   p  e   t   t    d
   i   s
  v   u    t    d
  o
   E   a   x  s  n  o    l   o   f   é  n  s  s  r   e  a
  o
  x  u  e  o  o   i   v   e  a   d   i   o  o  a   e
   O  e  o   t    d  c   t    A   d  v  a   d  m  c  v  c  p  m    t
  •   •
 ,   -
  -   -   -   s   e  -   a   i
  -   e
  u  s  o  e   i  s    t   a   n    d
   h  a  m    d   n   r
   t   a   m  o
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 ,
   ã
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   d   :  .   c   s
  a   m  e  u  o  r   ç
  e
  a  m  s   f   t
   i   a    h   t
   i   a
   d  e  x   i
   i   n   c   d   v   t
   l   g   e   n  .    i   o  e   n
   i
   t   i   (  ,   é   )    d   i   d  n  a
 …   r   r   a  a  g   s   e  e  a   i   l
  r   e   o   n   i    d   o  p
  a    f   r   i   r   o  a
  n   m
  n   m  m    i   ã
   l   m  .
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   i   t    i
  n  e  c  o   o  o   t   ç   i
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   t   r
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  a  e   t
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  n   e   f   o  ç  o   u  c   i
  s   d   n  u   ã  ,
   E   a  o  u   d  a   h    d  a  a  c  ç   s
  s  p  o  e  m  s   o    d   e  c   e
  r
  u   a   d  r   e   p   t    i   r   f   e
   j   õ
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  a  a   a  o   õ   e  s  a  :  .   i   r
  n   b
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   l   i   s   s   o
   i   a  n
  s  a  u   l   u    A  s   a  x
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   A  m  c   b  m    f   a  p   (   c  e
  •   •

  -   -   à  -   i
  -   s  o  -   -   -   e  e  -   o  s  -   -   -   e  .   s  -   -   -   o  e  a  -   e  -   s  o  o  .
   i   n    é   t   o   ã  s   i
  p   i   n   u   r   e
   l   ã   a   n   a
  m  o    d   a   i
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  o   é  r   ã   d   d  u  u   l
  s   o  e  e   m   p  s  ç  a  a  m   e   q   b  o  ç  n   i   u   a   e   b   o  o  ç
   i    h   q  a   d   n  e
  a   s
   i   c   e   s  u  e   o   a  o   c  p   d   r   c   c  a  s   u   e  e   õ
  c   i   r   s   f   c   e
  a  e  a    d   t   m   r   s   m   u   s   o   i   l   e
   i    b  s  o    i   z  o   o   q  a   m  ç
  n   a   e  a    d  r   c  o  n  e  e   e  s    t   m  o  n  n   i    d   l   s   ã  o  o    d    i   a
  n   c  s    t   o
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Unidade 1 — Reprodução e manipulação da fertilidade | BioDesafios – 12.o Ano 9

2 – Planificação a curto prazo

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10 BioDesafios – 12.o Ano | Guia do Professor

3 – Guião de exploração das transparências (tópicos a abordar/


sugestões de exploração)

• Apresentação da situação- • Quais os órgãos que fazem • Qual a importância fisiológica


-problema. parte do sistema reprodutor dos testículos?
• Morfofisiologia dos sistemas masculino? • Como se designam as estruturas
reprodutor masculino e feminino. • Que funções desempenha cada onde ocorre a produção de
• Mecanismos de gametogénese. um desses órgãos? espermatozóides?
• Regulação hormonal. • Quais os órgãos internos e • Em que consiste a
• Fecundação, parto, externos desse sistema? espermatogénese?
desenvolvimento embrionário. • Qual a função das glândulas
• Métodos contraceptivos. anexas?
• Infertilidade.
• Reprodução medicamente
assistida.

• Qual a importância da • Quais os constituintes do • Qual a importância fisiológica


espermiogénese? sistema reprodutor feminino? dos ovários?
• Qual a importância das • Que funções desempenha cada • Que transformações ocorrem ao
diferentes estruturas dos um desses órgãos? nível dos ovários até à ovulação?
espermatozóides no sucesso da • Quais os órgãos externos e • O que é a oogénese?
fecundação? internos desse sistema? • Qual a importância das
• Como é regulada a produção de transformações que se verificam
espermatozóides? na parede do útero?
• Onde são produzidas as • Que relação existe entre ciclo
hormonas que regulam a ovárico e ciclo uterino?
actividade dos testículos? • Que hormonas são produzidas
• Que hormonas são produzidas ao nível dos ovários?
ao nível dos testículos? Qual a • Que estruturas são responsáveis
sua função? pela sua produção?
• O que é um mecanismo de
retroalimentação negativa?
Unidade 1 — Reprodução e manipulação da fertilidade | BioDesafios – 12.o Ano 11

• Como é regulada a actividade • Quais as condições essenciais • Que estrutura é responsável


dos ovários? para a ocorrência de pela produção de hCG?
• Onde são produzidas as fecundação? • Qual a importância da hCG no
hormonas que regulam a • Onde ocorre a fecundação? processo de nidação?
actividade dos ovários? • O que é a reacção acrossómica? • O que são anexos embrionários?
• Como varia a concentração de Qual a sua função?
estrogénios e progesteronas ao
longo de 28 dias? A que se deve
essa variação?
• Que mecanismos de
retroalimentação são
responsáveis pela produção
dessas hormonas?

• Quais são os sinais do início de • O que são métodos • O que são técnicas de
um parto? contraceptivos? reprodução medicamente
• Que hormonas são responsáveis • Que tipo de métodos assistida?
pelo desencadear do parto? contraceptivos existem? • Quais as técnicas de reprodução
• Onde são produzidas essas • A que nível actuam os diferentes medicamente assistida mais
hormonas? métodos contraceptivos? comuns?
• Como é regulada a produção • Quais as vantagens e • Quais as bases fisiológicas das
dessas hormonas? desvantagens de cada um? técnicas de reprodução
• Como se desencadeia o • Quais os métodos com maior medicamente assistida?
mecanismo de produção de leite taxa de sucesso? • Quais as vantagens e
materno? • O que é infertilidade? desvantagens dessas técnicas?
• Onde são produzidas as • Quais as causas da infertilidade
hormonas que regulam a masculina? E da feminina?
produção de leite? • Que soluções existem hoje em
dia para o problema da
infertilidade?
12 BioDesafios – 12.o Ano | Guia do Professor

4 – Documentos de ampliação

Impacte económico das técnicas de reprodução medicamente assistida

O nascimento de Louise Brown em 1978, provavelmente o acto 


médico mais mediatizado do último século, foi o prenúncio da era 
da reprodução medicamente assistida e que parece não dar si-
nais de abrandamento.
A realização de técnicas como a Fecundação in Vitro (FIV), a Trans-
ferência Intrafalopiana de Gâmetas (GIFT) ou a Transferência Intra-
falopiana de Zigotos (ZIFT) tem aumentado de uma forma abrupta.
Em 1985 realizaram-se nos EUA 2389 desses procedimentos. No 
ano de 1998 o número chegou aos 61 284. A fecundação in vitro
(com ou sem injecção intracitoplasmática de espermatozóides – 
ICSI) corresponde a 96% dos casos. Na Europa, no ano de 1998, ini-
ciaram-se 193 111 ciclos de FIV.
As técnicas de reprodução medicamente assistida representam,
para muitos casais, a única possibilidade de conceber uma criança.
Contudo, as taxas de sucesso são ainda baixas: 24,7% nos EUA. Na 
Europa os números são ainda menores. Nos EUA, apesar de 13%
das mulheres necessitar de acompanhamento por causa de proble-
mas de infertilidade, apenas 1 a 2% passa por tratamento de repro-
dução medicamente assistida. Apesar da efectiva necessidade e de 
a FIV constituir uma solução para muitos casais, há ainda muita con-
trovérsia em torno do assunto. Levantam-se questões relacionadas 
com a idade da mãe, nascimentos múltiplos e as próprias condições 
de acesso a este tipo de tratamentos. Têm sido feitos vários estu-
dos sobre a eficácia/custos da FIV, a partir do custo de cada inter-
venção que resulta num nascimento efectivo. Estima-se que 
mulheres com idades inferiores a 30 anos têm gastos na ordem dos 
16 998 dólares ou superiores. Este valor inclui gastos com cuidados 
neonatais mesmo com recém-nascidos em risco de vida. Os custos 
noutros países do mundo, incluindo a Europa, não são tão elevados.
Em 1998, a média de idades em mulheres americanas submetidas 
a FIV era 36 anos. Havia aproximadamente 12% de mulheres acima dos 40 anos. À medida 
que as mulheres envelhecem a taxa de sucesso de uma gravidez diminui e a possibilidade 
de um aborto aumenta. Por este motivo, os custos da FIV por nascimento efectivo são 3 
vezes mais altos para mulheres com 40 anos (ou mais velhas) quando comparado com os 
custos de mulheres de 30 anos (ou mais novas). As taxas de gravidez resultantes de uma 
FIV dependem essencialmente da idade dos oócitos. Assim, as mulheres mais velhas podem 
optar por oócitos de mulheres dadoras mais novas para aumentar a possibilidade de a
Unidade 1 — Reprodução e manipulação da fertilidade | BioDesafios – 12.o Ano 13

gravidez ter sucesso. O uso de dadoras de oócitos também diminui os custos da interven-
ção para mulheres mais velhas. Apesar de este procedimento ser muito comum, têm-se le-
vantado questões éticas sobre o recrutamento de mulheres jovens como dadoras de oócitos,
sobretudo no que diz respeito ao pagamento que é feito pelas células fornecidas.
As gravidezes múltiplas podem ocorrer após um tratamento de FIV, quando é transferido 
mais do que um embrião para aumentar a taxa de sucesso de uma gravidez. Nos EUA, em 
1998, 3 ou mais embriões eram transferidos em 80% dos casos, e 4 ou mais em 47% dos 
casos. Na Europa, 3 ou mais embriões eram transferidos em 51% dos casos, e 4 ou mais 
em apenas 9% das mulheres. Mais de um terço dos nascimentos resultantes da FIV nos 
EUA eram múltiplos (32% gémeos, 7% trigémeos ou mais); comparativamente, na Europa 
atinge os 26% (24% gémeos, 2% trigémeos ou mais). Os nascimentos múltiplos são mais 
dispendiosos. Para além do aspecto monetário, há mais complicações neo e pré-natais,
problemas associados ao próprio parto e são, por norma, crianças prematuras. Mulheres 
com gravidezes múltiplas necessitam, com frequência, de cuidados médicos e na grande 
maioria das vezes o parto é por cesariana.
Em média, as crianças trigémeas nascem com 6 meses de gestação e com menos 250 g 
do que o normal. Crianças com pesos à nascença de 250 g são com frequência indica-
das para os cuidados neonatais e uma grande percentagem tem grande probabilidade de 
morrer durante a infância.
Salvo raras excepções, como por exemplo os EUA, a maioria dos países desenvolvidos re-
conhece a infertilidade como uma condição médica e, portanto, é um dos problemas pre-
vistos pelas políticas do serviço nacional de saúde, no sentido de cobrir despesas que 
visem a sua solução, onde se inclui a FIV. Por exemplo, na Austrália, Áustria, Dinamarca,
Finlândia, França, Alemanha, Islândia, Holanda, Noruega e Suécia, o serviço nacional de 
saúde tem previsto fundos monetários para a FIV. Nos EUA, as seguradoras consideram 
a infertilidade como uma “necessidade social recorrente” e não como um problema de 
saúde ou condição médica e, como tal, a FIV está rotulada como “procedimento experi-
mental” e assim sendo não tem cobertura.
Adaptado de Nature Cell Biology & Nature Medicine 

Questões

1. Caracterize em linhas gerais os procedimentos utilizados nas seguintes técnicas de re-


produção medicamente assistida: FIV, GIFT e ZIFT.
2. Para cada uma das técnicas mencionadas anteriormente, refira um problema inerente ao
sistema reprodutivo masculino ou feminino e para o qual uma das técnicas possa consti-
tuir uma solução.
3. Explique por que motivo o preço deste tipo de intervenções é tanto mais elevado quanto
mais idade tiver a mulher.
4. Apresente uma explicação para o facto de a partir da técnica de FIV haver quase sempre
gravidezes múltiplas.
5. Comente a afirmação: “A FIV, nos EUA, é um luxo social”.
14 BioDesafios – 12.o Ano | Guia do Professor

Leite materno

A expulsão do leite pode tratar-se de um 


reflexo condicionado em resposta a um 
estímulo visual ou auditivo, em que o 
choro de um bebé pode aumentar a se-
creção de oxitocina e, consequentemente,
o reflexo de ejecção do leite. Por outro 
lado, este reflexo pode ser suprimido se a 
mulher se encontrar nervosa ou ansiosa 
enquanto amamenta. Assim, a mãe pode 
continuar a produzir leite, mas a não o 
ejectar. Este fenómeno pode aumentar a pressão, incrementando o estado de ansiedade e 
frustração, com diminuição da produção de leite materno.
Deste modo, o importante é a mãe amamentar o seu filho num ambiente calmo e relaxado,
mas, caso seja necessário, podem ser fornecidas oxitocinas sintéticas, sob a forma de 
sprays nasais, para promover a libertação do leite materno.

Amamentar recém-nascidos reduz o risco de doenças

Amamentar os recém-nascidos reduz o risco de doenças intestinais e epidérmicas, revela 


um estudo realizado na Bielorússia com cerca de 16 mil bebés.
Segundo os dados obtidos no inquérito realizado entre 1996 e 1997, os bebés amamenta-
dos pelas suas mães, durante mais tempo no primeiro ano de vida, tiveram menos (cerca 
de 40%) doenças estomacais e epidérmicas. Durante o estudo, um grupo de mães rece-
beu um programa de formação promovido pela Organização Mundial de Saúde que ser-
viu para promover a alimentação com leite materno aos recém-nascidos. Os cientistas 
da Universidade de Montreal disseram que estes resultados provam os efeitos benéficos 
da alimentação com leite materno no primeiro ano de vida do bebé.
TSF Online, Janeiro 2001

Questões

1. Comente a afirmação: “A amamentação, para além da nutrição, apresenta-se como fun-


damental no crescimento saudável do bebé”.
2. Para amamentação de um filho que se encontra numa incubadora, as mães são muitas
vezes aconselhadas a extrair o seu próprio leite. Refira qual a importância deste procedi-
mento para o filho.
3. Explique como se processa a produção e libertação de leite, tendo em conta a regulação
hormonal e os sinais associados.
4. Qual é a importância do fornecimento de anticorpos nos estádios iniciais do desenvolvi-
mento após o parto?
Unidade 1 — Reprodução e manipulação da fertilidade | BioDesafios – 12.o Ano 15

Infertilidade masculina
Primavera Verão Outono Inverno
120
Os nossos corpos evoluíram em harmonia com    a
o ambiente. Esta ligação é fundamental para a     d   e   m
  r 110
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reprodução. O nascimento deve coincidir com     d   e
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abundância de alimento, o que determina a so-   m   o
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brevivência. A maioria dos mamíferos tem por     t  a   r
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isso ciclos de vida regulados em função de uma     P  c
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série de factores ambientais: fotoperíodo, dis-   o   o
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ponibilidade de alimento, temperatura ambiente.   n   r
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Ainda que na nossa espécie não haja esta ne-    F    S    N    D

cessidade de regulação do ciclo de vida, a ver- Fig. 1 – Variação da fertilidade masculina ao


dade é que também nós temos comportamentos  longo do ano.
sexuais e reprodutivos ao longo do ano. A nossa 
fertilidade é fortemente influenciada por factores ambientais.
Nos últimos anos, têm surgido inúmeros exemplos de factores ambientais que condicio-
nam os mecanismos de regulação hormonal. Contudo, as explicações são vagas. Sabe-se 
que, por exemplo, um feto que seja exposto a determinadas concentrações de hormonas 
masculinas, estas podem condicionar o desenvolvimento do seu sistema reprodutor e da 
própria genitália, o que implicará a existência de problemas de fertilidade na vida adulta.
As hormonas que controlam a fertilidade (hormonas sexuais) são altamente influenciadas 
por outras hormonas, em particular por aquelas que estão envolvidas na nossa dieta ali-
mentar, como, por exemplo, a insulina. O aumento da obesidade nas culturas ocidentais traz 
o problema da fertilidade à discussão, sobretudo no que concerne a mulheres.
A infertilidade é considerada um problema dos adultos, uma vez que é nessa altura que 
se manifesta. Contudo, muitos factores com impacte na fertilidade têm origem em está-
dios muito precoces da nossa vida e com muita frequência durante a gestação. Para per-
ceber como e quando a infertilidade pode surgir, e que factores ambientais a podem 
afectar, um princípio fundamental é encontrar os factores que determinam quando um 
homem ou uma mulher são férteis.
Num homem, o ponto-chave da fertilidade é o número de espermatozóides que são li-
bertados numa ejaculação. É necessário que haja produção diária de aproximadamente 
100-200 milhões de espermatozóides. Cada espermatozóide demora 10 semanas a ficar 
apto para a fecundação. Quando o número de espermatozóides desce para valores na 
ordem dos 14-40 milhões por ml, estamos perante um problema de fertilidade. Nestes 
homens, a própria estrutura dos espermatozóides é anormal. O número de espermato-
zóides produzidos diariamente é determinado pelo número de células de Sertoli que exis-
tem nos testículos. Numa população masculina, a diferença do número dessas células 
determina a diferença do número de espermatozóides que cada um produz. O número de 
células de Sertoli é determinado pela sua taxa de proliferação durante a vida intra-uterina 
e um período até 9 meses após o nascimento.
A proliferação das células de Sertoli é regulada por acção hormonal, incluindo a FSH, ti-
roxina e possivelmente estrogénios. Qualquer factor que afecte a produção destas hor-
monas, seja na vida intra-uterina, neonatal ou pré-puberdade pode afectar a produção de 
espermatozóides e o tamanho dos testículos já na vida adulta. Na puberdade não há au-
mento no número de células de Sertoli, a capacidade de produção de espermatozóides e 
o tamanho dos testículos são aí fixados irrevogavelmente.
16 BioDesafios – 12.o Ano | Guia do Professor

Para ser fértil, um homem deve possuir pénis, testículos alojados no escroto, epidídimos,
vesículas seminais, vasos deferentes e próstata. A descida dos testículos para a bolsa 
escrotal ocorre normalmente após o nascimento e depende da acção de algumas hormo-
nas. A descida incompleta dos testículos está associada a problemas de infertilidade e ao 
risco de tumor testicular. Este problema afecta 2 a 3% dos rapazes ao nascimento, per-
centagem na qual se insere o número de cancros.
A fertilidade também requer uma masculinização do cérebro de tal forma que haja uma 
evidência no comportamento sexual masculino, bem como a produção normal de hormo-
nas sexuais masculinas. Estes aspectos são determinados durante a vida fetal.

A B 40
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Produção diária de esperma
(106 por testículo)
C
40

Contagem de 30
espermatozóides
20
Fig. 2 – Produção de espermatozóides em função do número de célu- 10
las de Sertoli disponíveis (A); relação entre a percentagem de gravide-
zes e número de espermatozóides (B); relação entre a percentagem de 0
0 40 80 120 160 200 250+
homens e o número de espermatozóides produzidos (C).
N.o de espermatozóides
Adaptado de Nature Cell Biology & Nature Medicine  (106/ml/ejaculado)

Questões

1. Relativamente ao gráfico da figura 1, apresente uma explicação para as diferenças na fer-


tilidade masculina entre os meses de Verão e de Inverno.
2. Refira por que motivo a infertilidade, é muitas vezes, considerada um problema da vida
adulta.
3. Indique qual o factor principal que determina a infertilidade de um homem.
4. Explique por que motivo “o número de células de Sertoli determina o número de esper-
matozóides”.
5. Que relação existe entre a produção de FSH e o desenvolvimento de caracteres sexuais pri-
mários e secundários?
6. Explicite uma técnica de reprodução medicamente assistida que constitua uma solução
para um casal cujo homem sofra de azoospermia.
7. Realize um trabalho de pesquisa sobre factores ambientais que podem ter influência di-
recta na espermatogénese. Elabore um poster sobre o assunto e exponha-o na escola.
Unidade 1 — Reprodução e manipulação da fertilidade | BioDesafios – 12.o Ano 17

5 – Mapa de conceitos

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   E    E
Unidade 2 Património genético

Capítulo 1 – Património genético


Capítulo 2 – Alterações do material genético

Recursos web e bibliografia

http://www.ib.usp.br/textos(*)
http://www.ornl.gov/sci/techresources/Human_Genome/home.shtml(*)
http://www.public.asu.edu/~langland(*)
http://www.eibe.info(*)

CAMPBELL, N. A. et all (2007). Biology (8.a Ed.), Menlo Park: Benjamin/Cummings


Publishing Company.
AZEVEDO, C. (Coord.) (2005). Biologia Celular e Molecular (4.a Ed.). Lisboa: LIDEL –
Edições Técnicas, Lda.
GRIFFITHS, A., Miller, J., Suzuki, D., Lewontin, R. & Gelbart, W. (2007). An Introduction 
to Genetic Analysis (9.a Ed.). New York: Freeman.
TAMARIN, R. H. (2002). Principles of Genetics (7.a Ed.). McGraw-Hill

(*)Actualização permanente em http://desafios.asa.pt.


Unidade 2 — Património genético | BioDesafios – 12.o Ano 19

1 – Planificação a médio prazo

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20 BioDesafios – 12.o Ano | Guia do Professor

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   A  q  v  r   c    A    d  u  p   d   d  s  s  c    O   t   p   d  g    A   d  a  c  a   h   l   c  ç  s
  •   •   •   •

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  x  c   a  s   s   s   e  s  e  s
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   O   d    O   t   n    O  p    A   d  p    A  n    O  c  c    O  ç  v  m   A  m    h   D
  •   •   •   •   •   •   •   •   •

  -   -   s  -   a


  e   i   -   i   e  -   -   -   s  o  e  -   a  -
  r   g  o  o   i
   f   m   a  o   o
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  s    b   ó   s   d   i   c   ó  n   u   c   s   t
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  v  a  s  s   t
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  a   d  o  o   r   e  o   a   á
   t   e   u  e   g  s  n   a
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  n  s  c   t   o  m
  e    d
  c  c   t    h   n   i   f   e  n  a  n  m  a  o
  p   t
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  s  o   f   e  a  e  p  g   a
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  a   m  ç  m   c   t
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   l   h   p
   C    R  a  c  c  c  c   h    R   r   d  c    A  e    t   g  p  s   d  c  n  a  e
  r   i   r
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  s   i   a  ç  n   s  r   m  m   u   r   m  e  ,   n    i   n   i   r
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  o  z   i   o   o   i   g  c  e   s   o   ã   i
  c   e   n  s  e   e  r    t
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  m  c   p  o   l   r   m   m   r   r   c  c   o   g   n   o  s   p   d  e   s  a  ,   e   à   l   o   a  ç  c  e
  o   o   r   v  a  a  r    t  e  u
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   i   o   d    t   n  a   õ  n   s   o    d   v   u  m  s
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Unidade 2 — Património genético | BioDesafios – 12.o Ano 21

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   t   g   e   c   s
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   i   r   e    l   e    D    D    G
   l    A  g    O    E   r
   t    L    T  r    P   V   r   c    O
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   P   –   –   –   –   –   –   –   –   –

  o  e  s   o  -   o  a  s  o  -   t   e   -   -


  o  -   i
   d   d  e  m
  a   ã   e    ã   d  a   ã  e   e  r   i
   ã   t    f
  r   n
  u   s
   t   o    i  c   ç  g   ç   a   c   ç
   i   d   i   n   a   ç   s  s   i
   t
 …   v  e   l   a
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  v  c   r   n  n  e   A  n  .   r   s  e   d
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  c  u  c   t    i   )    l   o   r   o  .
   t   s   ó  x   o  .   s   f   é   b   N
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  v   u  p  e  c   e  o   t   o   D    N   p   x   s   /   ã
  a   i   e  a   s    d  r   m   e  s   o  ç
   E   x   u   e  e   p  e  e  e  o   D  r    A   o  a   ã  a
   O  e   h  q  a   d  n    A  a   d   d   d  c   (    d  m  ç  c
  •   •   •

  -   s   -   e   a   s  s  e


  u  o   a  m    d  o   i   o  o   d
  n  n   c  u   m  r    d
  e   s  o  a   m   o
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  a  c   h
  n  s  n   s  a
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   t    i    i   ç
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   d    b  o   z  e  e   n   f
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  c  o   o   d   n  s  g    d   l
   á  n   n
   i   e  a  n   g  o  u
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 …   s  a   e   t   g  e
  s   i   o  m    i
  r   o   d    d  r   a   l   e
  a    d  a   a  .    d   n
  z   e  p   e  e  a
   i
   t   o   d    d    A   a  s   a
   d    d   t   m
  a   u
   ã   t   a   A    i   d   n
   f   ç  s  .    d
   i   N   N   c   s   a   o  e  r
  n    i    l    R   n  e   t    ã  m  o
   E   u  e  s
   t   e
   i   D
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   t   n  .   ç  a  p
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   i   e   d   r   ã  e  a   n  c
   t   s  r   s   d   c   e   i   )
  o
  s  o   i
  n  c  r   s  s  e   o   ç  m
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   t    t   t  .
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  e   o  a   d   r   a   é
   t   r   n    b  e   M
  c   l   p   i   l   m   o  n   G    A
  e  n   e  o    i   s   r   e   e    N
   A  c  a    A   d  m   A  e   e  g
  r   f    A  g   O
   (   D
  •   •   •   •

  -   l   o  a  s  -   -   e  -   -   -   o  s   t


  e
  a  e   d   o
  n  o  n   l   r   o   é  r   ã   o
  s   c   p    ê  o    b   i   o   o
  c  ç
  a   s    i
   t   a  a  a   d   i   o   b   i   m  n
   i    í   p   h   i   c  n   s  s  c   e  n   s  e  s
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  c   i   r   n   d   c   o   e   i
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   d   t   e  s   d   t   n   m
   b   a   d  o
   ê   o    ã   r   õ  e  e  o  a
   t   i   r   p  m  ç    i   g  c  a
   d
  e   u   a   a  s   a    t   ç   u
  s  q  a  r   i   c
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   i   e  m  s   l
  c   t   g  o   d
  ç   c  a
  c  a    d  o   t    i
   f
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   t   e   e   e  .   e   i
   l   c  s    i
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  m   r   n   o  u  n
  s   l    l
   f   p   i   a  m   n   d
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  p   e  e   i   v  a   a
  a   i   e  m   g  c  e  e  e  o
  v   i
   C    A  m    d  p   d  a  c  g    R    l   i
   i   ó   t   r   d  g  m
  •   •

  -   -   -    i   s  e   à   l


  -   i  .
  a  -   s   -   i
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  e   c
  r   a  e   a   d    b  c
   d   i   o   e   l   ã  e   d  n   o  r
  c   d
  g  .   e   d
  a  o   t   u  p  ç  n   o    t
  s
  s   i   s  a  o  s  e
  e  r    t
  c  o  o  s   l   o   i   q  x   r   p
  n  e   i   n   s
   â  n
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  a   o   c   õ    i   v
  o   t   ã   i   g   b   l   s  e   t
  e  g   t   s    t   e  e
   i   s  m  n  ç   r   a  ç  v  o   o   e  s   b   r   e   r   r
  c   n   a  o  o  a   p  r   a   s  v   o  o  e  a  r
   l   o  s  e
  n   e   c  c    t   o   l    ã  o  n   r   p  a   d
   ê   r   s  e  u    b  u  m  s  s  e   e    d  p  o
  r   d    d
   t   i
  m   a  p  o  n  s  s   e
  a  o   s  a  c   m
   i   s
  a  o   d  m    t
  e   d
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   t
   d   r   l   i   c  e  e
   d  a
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  o   o   o  ç
  r   i   p    l   t   m   p   r   g   r    i  v  c   N    t
   N    i
   l   ó   e  .
   l
   C  r   e   a   a  n    A  m  p   ó   s
  e  a   t    D   a   l
  p    t   c  v  s
  e   n  e  e   N  o  e   l   o    t   n
  e  c   R  e   o  c
  v   i   o
  u   ã
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  n   l   t   n    A  m    d   D  c   d  n   n  m  a
   I   c   d   (   m
   d    A   b  n  ç
  •   •   •   •

  s  -
  o  e
   t   g
  s
  s   i   n
  a
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  o   a
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   ú   p   a  a
  e   e    d   h
   t
  n   c   n  n
  o   n   u  e
  g
   C  o    F  n  a
  c   c
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   2    t
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   2   d  n
22 BioDesafios – 12.o Ano | Guia do Professor

2 – Planificação a curto prazo

  s
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  n
  s   e
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   ã
  s   s   m   r   d   a  ç
  a
  e  e   d   a   o
   l    d  a
   õ  n   s   u   ã
  ç   e  r
  e   a   p  s   m  m
  r
  a   g   h   s    i   s    ê  o
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   i   s   e  s
  n  e   v   f
   i   o  e
   f   e   a   r   n
   d   i
  o    d  n  u   s   d   m  p
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  n   ?   o  r   q   a  s
  s  a   e  e
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  s   d
  a   m  e   s   n
  a   d   r   a   u   i    d  a   e  o
  c    i   e   r   a  c   ?   o   d   g   ã
   i
   t   v    d  o   m   c  n  s   p   a  ç   ?
  c  o   o
   é   e   o   s   s   ê   e   e   ã    t   a
  n   l   a
  n   d   o
  p   s   a  u    õ
  q  ç   s   ç   ?   c
  a  u   i
  e    i
   t   m  o   s  e  a   a   s
  o   l   p   t
  v   i
  g   e    i   r   e
  e  m
  e   d   a  s   e   m  u   n   e  n   é
   à   d   u  o  o
  r   u  n    t
  o   l
  g
  o  e  e   u  a   n
  e
  a    Q  p  c    Q  c  a    C  r   g    Q  m  g
  m    d
   i
  a   l
  c   a
  o   u
   l   q
  o   a
  c   d
  e   o
  s   t
  o
  s   n   o
   t   r   a   s   s
  o   e
   i   n   a   m   o   a
   l   e
   f   m   s   e   n  u   m   u  o  s   ?
   l   s   s
  a   a   a   m  a    i   s    ã   e  a
  n    i    é  ç   e  e
  s   r   s    i
  c  a   m  e    l   n   ?   c  a   õ    t   n
  e   o   a   e  c
  r   d
  e   a   a   e  m  ç
  n   e  e
   d   h
   l    d
   i   r   i    t   o
   i
  r   c   m   n   e
  u  r   u  r   g  a
   t   a   t   ?   e   i   e  a   s   i
  e   e    i   s
  p   í   r
   d   á   a   e
  r   t   u   q   f   e
  o   f   f
  o  n
  u   m   m   à   e
  a  r   t    t    t   a   m   t   a   i
  n  m    i   e
  s   e   e   i   n  m  e  c   c    d   a   g
   Q   n  s    ?   n
  o   t   i   r   d   o   u  a    i   a   o
   l   a   h    d   o
  a   a   i
  a   r   c   a   e    i   l
  r   c   e  a
  u
  g    d  r
  c  o  q  o   p  m  n   ã
   t    d   i
   f
   t   c
   t   i
  n
  r
  v  a   e   e
  u   h
  n  o    ã
  e   e
  x
  e  s   t
  e  s   e  a   ?
  o  s   ê   e  c  s    t    d  ,   ç   e   a
   ã   í
  r   r   s   r   ?   a
  e  a   o   l   e   a   a
  m    i
  s   e   d   p  a   o   e  e  a   s   i
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Unidade 2 — Património genético | BioDesafios – 12.o Ano 23

3 – Guião de exploração das transparências (tópicos a abordar/


sugestões de exploração)

• Apresentação da situação- • Qual o contributo dos trabalhos • Que relação existe entre a
-problema. de Mendel para o conhecimento transmissão de características e
• Transmissão de características da transmissão de características a valência genética dos
hereditárias: Leis de Mendel. ao longo das gerações? gâmetas?
• Teoria Cromossómica da • O que são alelos? • A transmissão de características
Hereditariedade. • Por que motivo há é feita de forma isolada ou há
• Genealogias, aplicações. características que se interdependência?
• Excepções às Leis de Mendel. manifestam numa geração e
• Organização e regulação do noutra não?
material genético. • Que relação existe entre as
• Alterações do material genético. diferentes formas de um gene e
• Fundamentos de engenharia as características que nos
genética, suas aplicações. definem?

• Onde se localizam os genes? • O que são árvores • Como se explica a existência de


• Cromossomas homólogos genealógicas? fenótipos intermédios?
possuem os mesmos genes? • Como podem as árvores • Por que motivo os casos de
• Que mecanismo de divisão genealógicas auxiliar no estudo dominância incompleta e
celular está por trás da da transmissão de co-dominância constituem
distribuição aleatória dos genes características ao longo das excepções ás Leis de Mendel?
pelos gâmetas? gerações?
• Como pode o mecanismo de • É possível prever o
fecundação explicar a diferença aparecimento de uma
de características entre determinada característica na
progenitores e descendentes? geração seguinte?
24 BioDesafios – 12.o Ano | Guia do Professor

• Qual o contributo dos trabalhos • Há alguma ligação entre a • Como se encontra organizado o
de Morgan para a compreensão transmissão de determinada material genético?
da transmissão de característica e o sexo do • Onde se localiza o material
características? progenitor? genético?
• As proporções fenotípicas • Por que motivo há • Quais as características da
previstas por Mendel podem não características manifestadas cromatina que lhe permitem ter
ocorrer. Porquê? apenas por homens e outras diferentes graus de
• Como se explica a existência de apenas por mulheres? condensação?
fenótipos recombinantes? • Em que alturas a cromatina se
encontra difusa? E condensada?

• Quais os principais mecanismos • O que são mutações génicas? • O que são mutações
de regulação da expressão dos • Que tipos de mutações génicas cromossómicas?
genes? existem? • Que tipos de mutações
• Como pode a estrutura da • O que está na base dessas cromossómicas existem?
cromatina constituir um mutações? • O que está na base dessas
elemento de regulação da • Quais as consequências das mutações?
expressão génica? mutações para o organismo? • Quais as consequências das
• Que relação existe entre o • As mutações podem ter mutações para o organismo?
processamento do mRNA e a consequências positivas?
diversidade celular? • As consequências das mutações
• O que são operões? são todas negativas?
• A complexidade dos
mecanismos de regulação em
eucariontes é a mesma que em
procariontes?
• Por que motivo os principais
mecanismos de regulação da
expressão génica ocorrem a
nível da transcrição?
• Em que medida os genes
explicam a diferenciação celular
e a ontogenia?
Unidade 2 — Património genético | BioDesafios – 12.o Ano 25

• O que são proto-oncogenes? E • Quais as aplicações da • Quais as aplicações da


genes supressores de tumores? engenharia genética? engenharia genética?
• Que relação existe entre estes • Quais são as técnicas-base da • Quais são as técnicas-base da
genes e o desenvolvimento de engenharia genética? engenharia genética?
tumores? • Qual a importância biológica das • Como se produz uma molécula
enzimas de restrição e das de DNA a partir de mRNA?
ligases como ferramentas da • Quais as aplicações do cDNA?
engenharia genética?
• Quais as implicações biológicas
e socioéticas dos OGM?
26 BioDesafios – 12.o Ano | Guia do Professor

4 – Documentos de ampliação

DNA mitocondrial de EVA

A tecnologia do DNA recombinante contribuiu para a precisão da análise genética, mas 


têm sido encontradas aplicações em novos campos de investigação. Uma das áreas de 
aplicação é a Antropologia. A surpreendente e controversa teoria da Eva Mitocondrial,
demonstrada há alguns anos, é actualmente aceite por muitos cientistas, e novos dados 
experimentais deram suporte a essa conclusão inicial. A hipótese da Eva Mitocondrial 
sugere que o grau de similaridade genética entre seres humanos (ou outras espécies) 
pode ser quantificado pelo número de mutações dentro do DNA do genoma mitocondrial.
É sabido que os genes de uma criança são herdados do pai e da mãe. O “rearranjo” genético 
que ocorre a cada geração sucessiva dá ao feto duas cópias de cada gene, de uma escolha 
de quatro possíveis entre genomas dos pais. Esta reprodução sexual, aliada à recombinação 
genética, aumenta a diversidade da resposta genética em relação a pressões evolutivas.
Contudo, a herança do DNA mitocondrial (DNAmt) é uma excepção à reprodução sexual.
Acredita-se que a mitocôndria teria sido uma bactéria primitiva que se tornou um para-
sita obrigatório de células eucarióticas. As mitocôndrias possuem muitos componentes 
da bactéria, incluindo uma quantidade limitada do seu próprio DNA. O que torna a teoria 
da Eva Mitocondrial singular é a descoberta de que o DNAmt é herdado apenas da mãe,
não havendo nenhuma contribuição do pai. Quando o espermatozóide penetra o oócito II,
não há entrada de mitocôndrias. Apenas o DNA da cabeça do espermatozóide contribui 
para a formação do zigoto. A única fonte de DNAmt do zigoto é materna. A mãe passa o 
seu componente de DNA mitocondrial para filhas e filhos. Os filhos não podem passar a 
sua informação genética adiante; a informação pode ser passada apenas pelas filhas.
O DNAmt é uma molécula circular, com apenas 16 500 nucleótidos, que codificam o RNA
ribossómico e de transferência, assim como algumas enzimas da cadeia transportadora 
de electrões presentes na mitocôndria. Outras enzimas da mitocôndria são codificadas 
pelo DNA nuclear. Investigadores de Berkeley usaram estudos de DNA mitocondrial para 
traçarem ancestrais humanos, contando com o facto de que o pouco apreciado DNA mi-
tocondrial é passado, de geração para geração, somente por fontes maternas. Foram re-
tiradas amostras de DNA mitocondrial de 147 indivíduos diferentes e antropologicamente 
diversos, dentre a população da Terra (aborígenas australianos, índios americanos, negros 
africanos, europeus do Norte e outros). O DNAmt de cada indivíduo foi submetido a um 
extensivo mapeamento, seguido de uma análise comparativa das mutações que cada 
amostra apresentava. Os investigadores de Berkeley construíram uma árvore evolutiva,
assumindo que quanto menor as diferenças mutacionais entre dois indivíduos mais pro-
ximamente relacionados eles estariam. O resultado surpreendente foi que todas as rami-
ficações da árvore se juntaram num ramo rapidamente. Rapidamente significa que, usando 
uma taxa assumida para as mutações no DNAmt, todos os indivíduos testados poderiam 
ser considerados como tendo uma mãe comum africana num passado evolutivo recente.
Unidade 2 — Património genético | BioDesafios – 12.o Ano 27

Assim, estes investigadores concluíram: “Todos estes DNA’s mitocondriais partiram de 
uma única mulher que se crê ter vivido 200 000 anos atrás, provavelmente em África.
Todas as populações examinadas, excepto a população africana, têm origens múltiplas, im-
plicando que cada área foi colonizada repetidamente”. O ancestral africano foi designado 
Eva Mitocondrial pela imprensa.
A descoberta de uma convergência na árvore evolutiva a um único ancestral materno comum,
que viveu na África Subsariana há apenas 200 000 anos, é, sem dúvida, explosiva. Esta teo-
ria tem sido extensivamente debatida. Os 200 000 anos, estimados ao ancestral comum po-
deriam ser um erro significante, se fosse assumido que a taxa de mutação para o DNAmt 
estivesse errada. O DNA mitocondrial possui uma taxa de mutação mais alta do que o DNA
nuclear, porque a mitocôndria não possui o mecanismo de reparação do seu DNA, presente 
no núcleo da célula. Mesmo assim, a taxa de mutação não pode estar errada por mais de um 
ou dois factores. A selecção dos 147 indivíduos pode não ser suficiente para mostrar outras 
tendências evolutivas nos seres humanos. Em adição, uma ramificação da árvore evolutiva 
testada, usando o DNAmt, é perdida quando ocorre uma geração em que apenas nascem fi-
lhos dos sexo masculino. Isto leva a potenciais becos sem saída neste tipo de análise. Alguns 
antropólogos questionam-se com o facto das gravações fósseis da evolução do homem não 
se igualarem a este curto espaço de tempo sugerido pelas gravações do DNA. Mesmo assim,
muita discussão e os novos dados dos últimos anos sugerem que o modelo está basica-
mente correcto. A análise de DNAmt para o estudo da evolução em muitas espécies está a 
ser genericamente aceite. A tecnologia do DNA recombinante tornou-se numa ferramenta 
aceite e altamente quantitativa para os estudos em Antropologia, Evolução e Ecologia.
In http://www.dnagoestoschool.org

Questões

1. Indique em que se baseia o pressuposto desta teoria relativamente ao grau de parentesco


entre humanos
2. Refira uma diferença estrutural entre o DNA nuclear e o DNA mitocondrial.
3. Explique por que motivo o DNA mitocondrial é apenas transmitido de mães para filhos e
não de pais para filhos.
4. Por que razão a taxa de mutações no DNA mitocondrial é superior ao do DNA nuclear?
5. Do estudo feito em Berkeley, refira qual a conclusão a que os investigadores chegaram.
6. O estudo em causa procura construir uma árvore evolutiva para que se perceba todo o
processo evolutivo da nossa espécie. Indique quais as implicações para esse estudo se:
a. basear em apenas 147 indivíduos;
b. nas descendências forem encontrados progenitores cujos filhos são apenas do sexo
masculino.
5. Explique em que medida o estudo das mutações e da regulação da expressão génica au-
xilia na compreensão da filogenia da nossa espécie.
28 BioDesafios – 12.o Ano | Guia do Professor

A quem pertencem os nossos genes?

De quem são os nossos genes e a informação que eles contêm? De que forma pode o
conhecimento da nossa informação genética influenciar os nossos direitos mais básicos? 
Pode constituir uma ameaça à nossa privacidade, à nossa liberdade de escolha? Existem 
vários tipos de testes genéticos. O rastreio genético envolve a análise do DNA, normal-
mente a partir de uma amostra de sangue.
Por vezes, uma única mutação pode provocar uma doença, mas a grande maioria das doen-
ças genéticas são provocadas por uma combinação de factores genéticos e ambientais. É 
por essa razão que a nossa informação genética constitui apenas parte da história.
Actualmente, existem cinco grandes tipos de testes genéticos.
• Identificação ou rastreio do portador : testes genéticos utilizados por casais que estão a 
pensar ter um filho e cujas famílias têm antecedentes com perturbações genéticas.
• Diagnóstico pré-natal : é o teste genético de um feto. Pode ser feito nos casos em que 
existe o risco de o bebé apresentar genes associados a um atraso mental ou deteriora-
ção física.
• Rastreio do recém-nascido: é feito frequentemente como uma medida de saúde preven-
tiva. Este rastreio é feito quando existe um tratamento disponível.
• Rastreio de perturbações de manifestação tardia: testes que servem para detectar doenças 
que se manifestam na idade adulta. Algumas destas doenças possuem causas genéticas e 
causas ambientais (cancros, doenças cardíacas). Outras são causadas por um único gene.

Estes testes podem ser feitos em três tipos de situações: 


– podem prever inequivocamente o desenvolvimento futuro de doenças em pacientes sem 
sintomas, quando estas são causadas por um único gene (por exemplo, a doença de 
Huntington); 
– podem prever o risco ou a predisposição para o desenvolvimento de doenças em pa-
cientes sem sintomas (por exemplo, a doença de Alzheimer e alguns tipos de cancro); 
– em pacientes já com sintomas, os testes podem confirmar o diagnóstico.

• Teste de identidade (“impressões digitais genéticas”): identificação das informações ge-


néticas pertencentes a um indivíduo em particular (por exemplo, testes de paternidade,
identificação criminal, etc.).

Actualmente, existem doenças que podem ser testadas sem haver ainda um tratamento 
eficaz. Nestes casos, algumas pessoas preferem simplesmente não saber que podem vir 
a desenvolver uma doença.
In http://www.bionetonline.org/portugues/Content/gh_intro.htm
Unidade 2 — Património genético | BioDesafios – 12.o Ano 29

Questões

1. Identifique os factores que desencadeiam a maioria das doenças genéticas.

2. Refira os cinco grandes tipos de testes genéticos e explique a importância de cada um deles.

3. Comente a afirmação: “Os genes são o nosso bilhete de identidade”.

Implicações do acesso à informação genética

A informação genética “mexe” com alguns dos nossos valores mais importantes, por 
vezes até contraditórios: 
– O direito de decidir sobre a nossa vida;
– O direito à privacidade e à confidencialidade; 
– O direito a trabalhar, a ter uma casa e a ser um membro activo da sociedade; 
– O direito à não discriminação; 
– O direito a recusar saber; 
– Os interesses das entidades patronais e das seguradoras; 
– A responsabilidade relativamente a terceiros.

A privacidade e confidencialidade por- Não merecemos todos ser protegidos?


que “estes genes são meus” Mesmo estando em risco de desenvolver 
Um dos argumentos mais usados em de- no futuro uma doença genética, não deve-
fesa da confidencialidade afirma que a  ria ser possível obter um seguro de vida ou 
nossa informação genética faz parte de nós  um empréstimo bancário a um custo acei-
próprios e deve ser tratada como qualquer  tável? Mais: e se a longo prazo for desco-
outro tipo de informação pessoal, sujeita às  berta uma cura? Seria aceitável penalizar a 
pessoa agora? Não deveria a sociedade em 
mesmas regras de confidencialidade.
geral cobrir parte destes custos, com a 
constituição, por exemplo, de um fundo fi-
Confidencialidade por medo da discri-
nanceiro para esse efeito? 
minação
Alguém que tenha uma condição genética  Dilemas relacionados com o sigilo
conhecida poderá sofrer discriminações, médico
quer na compra de casa quer no emprego, Deverão os médicos revelar aos pacientes 
por exemplo. O receio de ser discriminado  os resultados dos testes genéticos relati-
constitui uma razão importante para não se  vamente a doenças, para as quais não 
autorizar o acesso de terceiros, sem con- existe hoje uma cura? Mesmo que o teste 
sentimento prévio à informação genética. tenha sido feito por outro motivo qualquer? 
30 BioDesafios – 12.o Ano | Guia do Professor

Por exemplo, será que os pacientes testa- que contemplam as eventuais perspectivas 
dos relativamente ao estado cardíaco de- de outros familiares com menos sorte.
veriam ser informados do risco de contrair  Estas reacções podem variar de pessoa 
uma doença genética, para a qual a Medi- para pessoa. Somos diferentes na forma 
cina actual pouco ou nada pode fazer? De- como lidamos com as desilusões e tragé-
viam os médicos considerar a informação  dias das nossas vidas.
genética como sendo propriedade de toda 
a família? Note-se que, neste caso, o con- No entanto, será uma atitude respon-
ceito de família é complicado, porque inclui 
sável permanecer na ignorância?
aqueles que ainda não nasceram. Poderá 
tal abrangência colocar em risco o sigilo  Caso um indivíduo sofra da doença de 
médico, pelo menos no sentido tradicional  Huntington, o seu filho terá 50% de proba-
e individual?  bilidades de também contrair esta doença.
Se a irmã, mãe e tia de uma mulher sofre-
Permanecer na ignorância, simples- rem de cancro da mama, então é provável 
mente porque saber traz preocupações que a mulher pertença a um grupo de risco 
Ter conhecimento de que se pode vir a de- mais elevado de contrair o cancro da mama 
senvolver uma doença genética traz preo- do que a população em geral. Será uma ati-
cupações: culpa, ansiedade, diminuição da  tude responsável permanecer ignorante? 
auto-estima, um estigma social e uma pos-
sível discriminação a nível social e profis- Deveria ser instituído o direito de re-
sional. cusar “ser testado”?
Permanecer na ignorância por razões Por outro lado, será que deveria existir o di-
pessoais reito a “não fazer” rastreios genéticos? Os 
O simples facto de se saber que se é por- testes genéticos deverão ser incluídos nos 
tador de um gene causador de uma doença  chamados “cuidados básicos de saúde”? 
na idade adulta causa naturalmente ansie- Será que o direito que as pessoas têm em 
dade e depressão. Além disso, mesmo se  recusar o tratamento inclui o direito de re-
os resultados de um teste genético fossem  cusar os testes genéticos? Contudo, será 
negativos, algumas pessoas poderiam  esta uma atitude responsável? 
viver a reacção normalmente conhecida  In http://www.bionetonline.org/
como “culpa do sobrevivente,” à medida  portugues/Content/gh_eth.htm

Questões

1. Organize um debate onde discuta as implicações biológicas e sociais de cada uma das
condicionantes do acesso à informação genética citados neste documento.

2. Elabore um artigo de opinião com as principais sínteses do debate.


Unidade 2 — Património genético | BioDesafios – 12.o Ano 31

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5 – Mapa de conceitos   a
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Unidade 3 Imunidade e controlo de doenças

Capítulo 1 – Sistema imunitário


Capítulo 2 – Biotecnologia no diagnóstico e terapêutica de doenças

Recursos web e bibliografia

http://www.blackwellpublishing.com/imm_enhanced/(*)
http://www.biology.arizona.edu/cell_biocell_bio.html(*)
http://www.tulane.edu(*)
http://www.eibe.info(*)
http://public.asu.edu/~langland(*)

GUYTON, A. (2005). Tratado de Fisiologia Médica  (11.a Ed.). Madrid: Interamericana –


McGraw-Hill.
HERITAGE, J.; Evans, G., & Killington, D. (2002). Microbiologia em Acção . Lisboa: Editora
Replicação.
LIMA, N.; Mota, M. (Coords.) (2003). Biotecnologia: fundamentos e aplicações . Lisboa:
LIDEL – Edições Técnicas, Lda.

(*)
Actualização permanente em http://desafios.asa.pt.
Unidade 3 — Imunidade e controlo de doenças | BioDesafios – 12.o Ano 33

1 – Planificação a médio prazo

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  •   •   •

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34 BioDesafios – 12.o Ano | Guia do Professor

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Unidade 3 — Imunidade e controlo de doenças | BioDesafios – 12.o Ano 35

2 – Planificação a curto prazo

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36 BioDesafios – 12.o Ano | Guia do Professor

3 – Guião de exploração das transparências (tópicos a abordar/


sugestões de exploração)

• Apresentação da situação- • O que são antigénios? • O que é a imunidade humoral?


-problema. • Por que motivo os mecanismos • Que linfócitos estão implicados
• Constituintes do sistema de defesa inatos se designam neste mecanismo de defesa?
imunitário. não específicos? • O que são antigénios?
• Mecanismos de defesa não • Que mecanismos de defesa não E anticorpos?
específicos. específicos possuímos? • Que relação existe entre
• Mecanismos de defesa • Qual a eficácia destes antigénios e anticorpos?
específicos. mecanismos de defesa? Em que • Que tipos de linfócitos produzem
• Disfunções do sistema altura são accionados? anticorpos?
imunitário, alergias e doenças • Qual a importância das células
auto-imunes e imunodeficiências. de memória?
• Biotecnologia no diagnóstico e
terapêutica de doenças.
• Anticorpos monoclonais.
• Biotecnologia: produtos e suas
aplicações.

• O que é a imunidade celular? • Que produtos, actualmente da


• Que tipo de linfócitos estão Biotecnologia, podem ser
implicados neste mecanismo de utilizados no diagnóstico e
defesa? terapêutica de doenças?
• Por que motivo se considera • O que são anticorpos
este mecanismo de defesa monoclonais?
policlonal? • Que processos laboratoriais
• Que relação se pode estabelecer estão na base da produção de
entre a imunidade celular e a anticorpos monoclonais?
imunidade humoral? • Quais as aplicações dos
• Que relação existe entre anticorpos monoclonais?
imunidade celular e a rejeição de
transplantes ou enxertos?
Unidade 3 — Imunidade e controlo de doenças | BioDesafios – 12.o Ano 37

4 – Documentos de ampliação

Investigadores chineses tiveram bons resultados em experiências com macacos


A China aprovou a realização de testes em humanos de uma vacina experimental anti-
-SIDA desenvolvida no país. São trinta os voluntários, com idades entre os 18 e os 50 
anos, que vão participar nos testes, de acordo com a imprensa oficial chinesa.
“Os investigadores infectaram um macaco com o vírus da SIDA após lhe terem injectado 
a vacina, e não ocorreu qualquer reacção anormal”, relatou a Agência Nova China, ci-
tando fonte da Administração Estatal de Alimentação e Medicamentos (AEAM). Os espe-
cialistas alertam, contudo, que a realização de testes “não significa necessariamente que 
venha a ser um sucesso”, e o público também não deve esperar que vacinas deste género 
“estejam disponíveis ao público em curto prazo.” 
Esta vacina experimental foi desenvolvida por uma equipa de cientistas médicos chine-
ses que desde 1996 pesquisam sobre este tema. As autoridades chinesas garantiram que 
vão acelerar o processo de aprovação de qualquer tipo de medicamentos anti-SIDA para 
ajudar às pesquisas neste campo. No estudo de maior dimensão a ser efectuado actual-
mente no mundo, investigadores norte-americanos e tailandeses estão a testar uma va-
cina experimental anti-SIDA em 16 mil voluntários da Tailândia.
In http://www.pcd.pt/noticias/(Dez. 2004)

As mulheres representam 47% dos milhões de pessoas infectadas pelo HIV em todo o 
mundo. Há diferenças substanciais entre os dois géneros, nomeadamente a nível do tra-
tamento com anti-retrovirais. Até 1999, a indústria farmacêutica recusava incluir mulhe-
res nos ensaios clínicos, com receio de que as moléculas testadas fossem patogénicas 
para o feto, se engravidassem. E, perante eventuais problemas com a justiça, só admiti-
ram homens. “Há que repensar o tratamento para o sexo feminino. Os ensaios não têm 
em conta os ciclos hormonais, a menopausa e a carga viral de HIV, que habitualmente é 
inferior no sexo feminino. Quanto aos efeitos secundários, há problemas específicos, por-
que parecem ser menos tolerados pelas mulheres. Elas pesam menos do que os homens,
têm mais gordura e a assimilação dos anti-retrovirais é distinta.” 
Histórico das Notícias sobre Saúde  (Jan. 2005)

Questões

1. Comente a afirmação: “Os especialistas alertam, contudo, que a realização de testes “não
significa necessariamente que venha a ser um sucesso”, e o público também não deve es-
perar que vacinas deste género “estejam disponíveis ao público em curto prazo”.
2. Refira a importância de várias equipas em diferentes pontos do globo estarem a produ-
zir e a testar vacinas para a SIDA.
3. Enumere os entraves e as especificidades de incluir mulheres nos ensaios clínicos nos tes-
tes de vacina da SIDA.
38 BioDesafios – 12.o Ano | Guia do Professor

Erbitux aumenta sobrevivência de pacientes com cancro do cólon metastático

Os resultados da Fase III de um estudo demonstraram que os pacientes com cancro do 
cólon possuidores do gene KRAS tratados com Erbitux (cetuximab), da Merck Serono,
em combinação com quimioterapia, apresentaram uma sobrevivência até 25 meses.
Esta é a primeira vez que se apresentam dados de sobrevivência geral de 2 anos com um 
anticorpo monoclonal, o cetuximab, mais quimioterapia. Estes resultados, apresentados 
no Congresso da Sociedade Europeia de Medicina Oncológica (ESMO), em Estocolmo,
demonstram que no futuro a terapia personalizada liderará a mudança no tratamento do 
cancro do cólon metastático. O estudo demonstrou que os pacientes com o gene KRAS 
que receberam Erbitux experimentaram um aumento da sobrevivência de 4 meses, de 21 
para cerca de 25 meses, em comparação com aqueles que só receberam quimioterapia.
De acordo com Eric Van Cutsem, investigador principal do estudo e professor catedrático 
de Medicina e Oncologia Digestiva do Hospital Universitário Gasthuisberg, em Leuven,
na Bélgica, os resultados são muito prometedores, pois através da selecção deste tipo de 
pacientes, que podia beneficiar mais com os efeitos do Erbitux, registou-se o maior tempo 
de sobrevivência observado em tratamento nesta fase do estudo.
O Erbitux é composto por um anticorpo monoclonal.
O cetuximab liga-se ao receptor do factor de crescimento epidérmico (EGFR), um anti-
génio que está presente na superfície de certas células de tumores malignos. Como re-
sultado desta ligação, a célula tumoral maligna deixa de poder receber as mensagens 
necessárias para o seu crescimento, progressão e metástase.
O Erbitux é utilizado para tratar dois tipos diferentes de cancro. Um deles é o cancro me-
tastático do intestino grosso, sendo o Erbitux utilizado em monoterapia ou em associa-
ção com outros medicamentos anticancerígenos.
In http://www.farmacia.com.pt

Questões

1. Os produtos desenvolvidos em laboratório são patenteados pelas empresas farmacêuti-


cas que os pretendem comercializar. Explique em que medida estas patentes constituem
um incentivo à investigação científica.
2. Refira quais as diferenças na sobrevivência de pacientes com cancro do cólon cuja tera-
pia é feita apenas à base de quimioterapia e com auxílio do cetuximab.
3. Explique qual o efeito do cetuximab na terapêutica do cancro metástico do intestino
grosso.
4. Elabore um trabalho de pesquisa sobre os efeitos secundários da quimioterapia nos pa-
cientes oncológicos e conclua sobre a vantagem de recurso/necessidade de tratamentos
mais localizados e sem efeitos secundários tão gravosos.
Unidade 3 — Imunidade e controlo de doenças | BioDesafios – 12.o Ano 39

5 – Mapa de conceitos

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Unidade 4 Produção de alimentos e sustentabilidade

Capítulo 1 – Microrganismos e indústria alimentar


Capítulo 2 – Exploração das potencialidades da Biosfera

Recursos web e bibliografia

http://biotecnologia-na-escola.up.pt(*)
http://www.public.asu.edu/~langland(*)
http://www.eibe.info(*)
http://fao.org/biotech/index.asp?lang=es(*)

HERITAGE, J.; Evans, G. & Killiington, D. (2002). Microbiologia em Acção . Lisboa: Edi-
tora Replicação.
LIMA, N.; Mota, M. (Coords.) (2003). Biotecnologia: fundamentos e aplicações . Lisboa:
LIDEL – Edições Técnicas, Lda.
NESTER, E.; Anderson, D.; Roberts C.; Pearsall, N.; Nester, M. (2003). Microbiology – 
a human perspective (4.a Ed.). Boston McGraw-Hill, Companies Inc.
POSTGATE, J. (2002). Os Micróbios e o Homem . Lisboa: Editora Replicação.
TOURTE, Y. (2002). Engenharia Genética e Biotecnologias: conceitos e métodos – 
aplicações à agronomia e às bio-indústrias . Lisboa: Instituto Piaget.

(*)Actualização permanente em http://desafios.asa.pt.


42 BioDesafios – 12.o Ano | Guia do Professor

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Unidade 4 — Produção de Alimentos e Sustentabilidade | BioDesafios – 12.o Ano 43

2 – Planificação a curto prazo

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44 BioDesafios – 12.o Ano | Guia do Professor

3 – Guião de exploração das transparências (tópicos a abordar/


sugestões de exploração)

• Apresentação da situação- • O que é a fermentação? • O que é uma enzima?


-problema. • Que relação existe entre a • Qual a importância biológica das
• Microrganismos e indústria fermentação e a produção de enzimas?
alimentar. alimentos? • Por que motivo se consideram
• Fermentação e actividade • Que alimentos integram a nossa as enzimas catalisadores
enzimática. alimentação cujo processo de biológicos?
• Conservação, melhoramento e produção é a fermentação? • Que relação existe entre as
produção de novos alimentos. • Que tipos de fermentação enzimas e os substratos sobre
• Exploração das potencialidades existem? os quais actuam?
da Biosfera. • Como se forma o complexo
• Cultivo de plantas e criação de enzima-substrato?
animais.
• Controlo de pragas.

• Que factores afectam a • Em que medida o controlo no


actividade enzimática? • É possível inibir a actividade de início de uma via metabólica
• Que relação existe entre a uma enzima? pode contribuir para a
concentração de enzima e a • Que relação existe entre a optimização do aproveitamento
velocidade de uma reacção? estrutura da enzima e o de compostos e energia?
• Que relação existe entre a processo de inibição?
concentração de substrato e a • Que tipos de inibidores são
velocidade de uma reacção? conhecidos?
• As enzimas actuam todas sob os
mesmos valores de pH e
temperatura?
Unidade 4 — Produção de Alimentos e Sustentabilidade | BioDesafios – 12.o Ano 45

• Quais os métodos tradicionais • Que relação pode ser


de conservação dos alimentos? estabelecida entre a
• Qual a base biológica dos mecanização das técnicas
processos tradicionais de agrícolas e o aumento da
conservação de alimentos? produção de alimentos?
• Que alimentos podem ser • Quais os impactes do
sujeitos aos processos de desenvolvimento da
tratamento tradicionais? agricultura/aumento da produção
• De que métodos dispomos na de alimentos na biosfera?
actualidade para conservar os
alimentos?
• Que estratégias existem para
melhorar a qualidade dos
alimentos?

• Que técnicas laboratoriais estão


• Que técnicas laboratoriais estão actualmente a ser desenvolvidas
actualmente a ser desenvolvidas no domínio da exploração
para explorar as potencialidades pecuária?
da Biosfera? • Quais as potencialidades da
• Quais as potencialidades das aplicação das técnicas de
técnicas de cultura de células e engenharia genética,
tecidos vegetais in vitro ? nomeadamente, a clonagem e
• Qual a importância destes rDNA na produção animal?
processos laboratoriais
ocorrerem em condições de
assépsia?
• Qual a importância da
Biotecnologia na minimização do
problema da fome no mundo?
46 BioDesafios – 12.o Ano | Guia do Professor

4 – Documentos de ampliação

Actividade laboratorial: Propriedades antimicrobianas de temperos e espe-


ciarias

Existe hoje uma teoria, bastante plausível, de que o hábito de utilizar e apreciar condi-
mentos do tipo especiarias ou ervas aromáticas terá sido transmitido culturalmente,
através de gerações, e está relacionado com a actividade antimicrobiana da maior parte
dessas substâncias. Vamos pôr essa actividade em evidência no laboratório da escola.
A base do método é semelhante à que se utiliza para fazer um antibiograma: uma bac-
téria sensível, espalhada à superfície de um meio de cultura solidificado, não cresce em
torno de algum agente inibidor, que poderá ser uma pitada de uma especiaria.

Material Preparação do meio

• 200 g de carne de frango • Cozer 200 g de frango em 0,5 l de


• 1 panela água. Verter o líquido para um balão.
• Balão de Erlenmeyer (ou frasco) de • Deixar arrefecer.
0,5 l • Filtrar a água de cozedura através de
• Proveta de 250 ml gaze dobrada em quatro para uma
proveta.
• Funil
• Recolher 200 ml (ou perfazer o vo-
• Mel, bicarbonato de sódio, agar, gaze,
lume com água).
algodão cardado
• Juntar 4 g (1 colher de chá) de mel.
• Panela de pressão ou autoclave
Juntar 0,5 g (1/2 colher de café) de bi-
• Caixas de Petri, lamparina de álcool carbonato de sódio (ou ajustar o pH a
• Medicamento: Bactisubtil (Bacillus  7 com NaOH com um medidor de pH).
cereus  IP 5832) – cápsulas • Adicionar 4 g (1 colher de sopa cheia)
• Água esterilizada, pipetas, tubo de de agar.
ensaio • Autoclavar durante 20 min. a 120 oC
• Copo de vidro com vareta de vidro ou ferver durante o mesmo tempo
em L, mergulhada em álcool numa panela de pressão.
• Verter para caixas de Petri junto à
chama e deixar arrefecer.
Unidade 4 — Produção de Alimentos e Sustentabilidade | BioDesafios – 12.o Ano 47

Procedimento

1. Abrir uma cápsula do medicamento Os reagentes e a bactéria usados neste


para o tubo de ensaio com 3 ml de trabalho não envolvem quaisquer ris-
água esterilizada e agitar bem. cos e podem ser manejados sem cui-
2. Pipetar uma gota da suspensão para dados especiais em qualquer cozinha.
o meio contido na placa. Mas atenção! Qualquer contaminante
3. Espalhar, com a vareta de vidro pre- que cresça na placa é potencialmente
viamente esterilizada com álcool, in- perigoso!
flamada à chama e arrefecida no Por isso, depois de preparadas, as pla-
interior da placa. cas devem ser fechadas com adesivo e
4. Abrir quatro pequenos poços no só devem ser abertas por um adulto
agar com o auxílio de um tubo de que as coloca imediatamente dentro de
vidro quente. água com lixívia.
5. Colocar em cada poço o tempero
cuja actividade se pretende estudar
(uma gota de vinagre, sal, cravinho,
alho, orégãos, etc.).
6. Calcar um pouco as especiarias nos
poços, para assegurar um bom con-
tacto com o meio. Deixar as placas
à temperatura ambiente e observar
após 24 h.
7. Observar e registar os resultados.

Questões

1. Qual dos materiais utilizados é o mais eficaz agente antimicrobiano?

2. Elabore um poster sobre o estudo efectuado, podendo ilustrá-lo com fotografia das
placas.
48 BioDesafios – 12.o Ano | Guia do Professor

Agricultura tradicional e agricultura moderna, vantagens e desvantagens

A agricultura tradicional é um tipo de agricultura praticada em minifúndios (pequenas 


propriedades) e recorre à policultura — o cultivo de vários produtos no mesmo local. Este 
tipo de agricultura utiliza técnicas rudimentares, artesanais e ancestrais. Tem como des-
tino de produção o autoconsumo e a subsistência das famílias que a praticam. Caracte-
riza-se por baixo rendimento e produtividade agrícola. A produtividade está dependente 
de um conjunto de procedimentos rudimentares entre os quais se destacam a rotação de 
culturas, regas com águas de ribeiras ou poços, aplicação de adubos orgânicos, pousio 
de terrenos após colheitas, plantação de espécies vegetais com diferentes necessidades 
nutritivas no mesmo solo.
A agricultura moderna resultou de um grande desenvolvimento 
do conhecimento científico, que visou modernizar as técnicas 
agrícolas, por forma a aumentar a produção e consequentemente 
o bem monetário, que em última instância permitiu a aquisição de 
máquinas modernas. Criaram-se assim condições para satisfazer 
a crescente necessidade de alimento pelas sociedades em de-
senvolvimento e aumento da população de consumo. Para além 
da maquinaria utilizada em todas as vertentes da produção agrí-
cola, como na rega, monda ou aplicação de fertilizantes e pesticidas, há um aumento do es-
paço ocupado pelas culturas bem como da necessidade de água para regadio,
desenvolvendo-se a monocultura. Associada à monocultura, está o aumento da utilização 
de fertilizantes químicos, muitas vezes utilizados em quantidades superiores às necessá-
rias, bem como de pesticidas que se disseminam pela água, solo e ar.
Nos últimos anos têm sido desenvolvidas novas práticas agrícolas 
que visam minimizar os efeitos negativos da modernização da agri-
cultura, nomeadamente, os impactes ao nível do funcionamento 
dos ecossistemas. As culturas em estufa com controlo de parâ-
metros como temperatura, luminosidade e necessidades nutritivas 
das espécies vegetais em crescimento, a agricultura biológica, a 
micropropagação, entre outras, são exemplos dessas práticas.

Questões

1. Refira uma vantagem da monocultura relativamente à agricultura tradicional.


2. Indique três desvantagens inerentes à produção agrícola pelos métodos tradicionais.
3. Relacione a evolução das técnicas agrícolas com a degradação dos ecossistemas que
temos vindo a assistir nos últimos anos.
4. Explique em que medida o avanço no conhecimento científico nas área da produção ani-
mal e vegetal pode contribuir para um desenvolvimento sustentável.
Unidade 4 — Produção de Alimentos e Sustentabilidade | BioDesafios – 12.o Ano 49

Sistemas de produção de alimentos no futuro de origem animal


A produção variada (composição bioquímica e organização tecidular) do mesmo tipo de 
alimento de origem animal (carne ou leite) permite definir o sistema de produção animal 
a instalar. Face à previsível duplicação da população humana, nos próximos 50 anos, é 
fundamental que haja um esforç
esforçoo para aumentar a produção de alimentos de origem ani-
mal para o dobro da sua produção actual, nos próximos 20 anos. Ao mesmo tempo a com-
petitividade da produção, face à comercialização em mercados abertos, exige o aumento 
da eficiência produtiva. Teremos,
Teremos, assim, o incremento da produção em massa de alimen-
tos de origem animal, originados em sistemas intensivos de produção. Para este aumento 
da eficiência biológica muito contribuirá a aplicação de novas tecnologias em produção 
animal, responsáveis por custos de produção mais baixos e competitivos. Nos domínios 
metabólico, genético, reprodutivo e produtivo novas técnicas, poderão aplicar-se, desde 
que não ponham em causa a saúde pública e sejam eticamente aceites pelo consumidor.
Por outro lado, há outra forma de produzir alimentos de origem animal, desenvolvendo sis-
temas de produção natural ou extensiva que defenderá as qualidades genuínas
genuína s do produto ani-
mal. O melhoramento produtivo, neste caso de produção, deve tornar mais eficiente o sistema,
sem contudo alterar as características do produto final. Estas condicionarão a inovação tec-
nológica a aplicar na produção animal natural. Os custos de produção mais elevados pode-
rão ser compensados pelo valor acrescentado
acrescentado a obter pela venda destes alimentos de origem 
animal, ou pela necessidade política sentida de os produzir. Há, assim, formas diferentes de 
produzir o mesmo alimento, conduzindo o consumidor a escolher. A imagem pública da pro-
dução animal terá de ser defendida através da formação da opinião do consumidor. A estru-
tura produtiva deve preocupar-se com a saúde pública e ambiental e o bem-estar animal.
O esforço de produção e a eficiência na produção conduzirão à evolução da agropecuá-
ria que assentará as suas raízes na evolução do conhecimento científico e da aceitabili-
dade pública da aplicação de novas tecnologias, passando do animal modelo ao animal 
molécula, assente na identificação e expressão
expressão do DNA. Há que produzir com competiti-
vidade, produzir de formas diferentes, oferecer alimentos de características diversas, de-
fender a natureza do que se vende, da etiqueta e, por outro lado, saber comercializar.
comercializar.

Questões

1. Discuta a necessidade de fazer crescer os esforços no aumento e melhoramento das téc-


nicas de produção animal em função do aumento da população humana a nível mundial.
2. Como podem os avanços da Biotecnologia contribuir para um aumento na eficácia da pro-
dução animal?
3. Considera que os domínios “produtividade”, “valor económico”, “ética” e “saúde pública”
se encontram equilibrados nesta temática da produção animal? Justifique a sua resposta.
4. Considera que o consumidor está suficientemente bem informado sobre a produção ani-
mal, de forma a saber avaliar os potenciais riscos de saúde pública e ambientais ineren-
tes? Justifique a sua resposta.
50 BioDesafios – 12.o Ano | Guia do Professor

5 – Mapa de conceitos

Microrganismos

essenciais na

Indústria
alimentar

pelos seus processos

Metabólicos
fermentativos

que incluem implicam a actuação de

Fermentação Fermentação Fermentação Enzimas


láctea acética alcoólica

na produção na produção na produção que são que apresentam cuja actividade


de de de depende de

Queijo e Vinho,
Vinagre Biocatalisadores Centro-activo Factores
iogurte cerveja e pão

que capaz de tais como


Diminuem a energia reconhecer o
de activaçao
Substrato pH
Aumentam a
velocidade da reacção
Temperatura
Não afectam o
equilíbrio químico Concentração
do substrato

Cofactores

No CD_ProfASA, poderá encontrar os restantes mapas de conceitos desta Unidade.


Unidade 4 — Produção de Alimentos e Sustentabilidade | BioDesafios – 12.o Ano 51

e desenvolve técnicas para

Melhoramento de Produção de
Conservação
textura e sabor novos alimentos

essenciais na tais como com recurso a

Produção Conservação Aditivos OGM

que podem ser por exemplo, Atmosferas Imobilização


de modificadas enzimática

Reguladas Picles Irradiação

segundo modelos de essenciais no Pasteurização

Inibição Inibição não Controlo de


Indução Liofilização
competitiva competitiva vias metabólicas

em que a em que a em que evitando

Ligação Ligação Produto final Desperdícios


do inibidor do inibidor inibe a enzima de energia e
composto
ocorre ao não ocorre ao classificando-se
nível do nível do como

Enzima
Centro-activo Centro-activo
alostérica
Unidade 5 Preservar e recuperar o meio ambiente

Capítulo 1 – Poluição e degradação de recursos


Capítulo 2 – Crescimento da população humana e sustentabilidade

Recursos web e bibliografia

http://www.globalwarming.org/(*)
http://www.naturlink.pt/(*)
http://www.indexmundi.com(*)
http://www.geographyalltheway.com(*)

MILLER Jr. G. (2002). Living in the Environment: principles, connections, and solutions
(12.a Ed.). Brooks/Cole, United States: Wadsworth Group.
MILLER Jr. G. (2002). Introducción a la ciencia ambiental – desarrollo sostenible de la 
Tierra – un enfoque integrado (5.a Ed.). Madrid: THOMSON Editores Spain.
NEBEL, B. J. & Wright, R. T. (1999). Ciencias Ambientales – Ecología y desarrollo sosteni-
ble (6.a Ed.). México: Printice Hall.
ODUM, E. (1996). Fundamentos de Ecologia (5.a Ed.). Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian.
POSTGATE, J. (2002). Os Micróbios e o Homem . Lisboa: Editora Replicação.
RAMSDEN, E. (1996). Chemistry of the Environment . Cheltenham: Stanley Thornes Pu-
blishers Ltd.

(*)Actualização permanente em http://desafios.asa.pt.


54 BioDesafios – 12.o Ano | Guia do Professor

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Unidade 5 — Preservar e recuperar o meio ambiente | BioDesafios – 12.o Ano 55

2 – Planificação a curto prazo

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56 BioDesafios – 12.o Ano | Guia do Professor

3 – Guião de exploração das transparências (tópicos a abordar/


sugestões de exploração)

• Apresentação da situação- • Quais são os principais


-problema. contaminantes ambientais?
• Poluição e degradação de • Indique as principais fontes dos
recursos. contaminantes.
• Contaminantes da atmosfera, • Quais as consequências dos
solo e água e suas contaminantes nos
consequências. ecossistemas? E na saúde
• Tratamentos de resíduos. humana?
• Crescimento da população • O que é a bioampliação?
humana e sustentabilidade. E bioacumulação?

• O que é a eutrofização? • Qual a origem das chuvas


• Quais as causas da ácidas?
eutrofização? • Quais as consequências das
• Quais as consequências da chuvas ácidas?
eutrofização para o ecossistema • Que medidas podem ser
onde ocorre? tomadas para impedir a
• Que mecanismos podem ser formação das chuvas ácidas?
desenvolvidos para resolver • O que é o efeito de estufa?
problemas de eutrofização? • Que relação existe entre a
poluição atmosférica e o
agravamento do efeito de
estufa?
• Quais as consequências para os
ecossistemas do agravamento
do efeito de estufa? E na saúde
humana?
Unidade 5 — Preservar e recuperar o meio ambiente | BioDesafios – 12.o Ano 57

• Que mecanismos existem para • Que procedimentos existem para


tratar águas residuais? tratar resíduos sólidos?
• O que é uma ETAR? • O que é um aterro sanitário?
• A que tipo de tratamentos a água • Que tipo de lixo pode ser tratado
residual é sujeita numa ETAR? num aterro sanitário?
• Quais as vantagens e • Quais as vantagens e
desvantagens inerentes às desvantagens de um aterro
ETAR? sanitário?
• O que é a incineração?
• Que tipo de materiais devem ser
incinerados?
• Quais as vantagens e
desvantagens deste tipo de
tratamento de lixo?

• Qual o objecto de estudo da • Qual o significado do termo


demografia? sustentabilidade?
• Quais os factores que • É possível conciliar
condicionam o desenvolvimento desenvolvimento e
da população humana? sustentabilidade?
• Como tem evoluído a população
portuguesa nos últimos anos?
• Qual a importância de estudar o
desenvolvimento da população
humana?
• Que relação pode estabelecer-se
entre o crescimento da
população e sustentabilidade?
58 BioDesafios – 12.o Ano | Guia do Professor

4 – Documentos de ampliação

As novas contas do carbono

O primeiro passo para lidar com o aquecimento global é fazer contas.


Os números não mentem. Antes da Revolução industrial, a atmosfera terrestre continha 
cerca de 280 partes por milhão de dióxido de carbono. Era uma quantidade tolerável.
Como a estrutura molecular do dióxido de carbono retém junto à superfície do planeta 
calor que, de outro modo, seria irradiado de volta para o espaço, a civilização cresceu 
num mundo cujo termóstato estava regulado para aquele valor. Correspondia a uma tem-
peratura média global de cerca de 14 o C que, por sua vez, influenciou todos os locais onde 
construímos cidades, todas as culturas agrícolas que aprendemos a explorar, todas as 
provisões de água, das quais nos habituámos a depender.
A partir do momento em que começámos a consumir carvão, gás e petróleo para dar luz 
às nossas vidas, esse valor começou a subir. Quando iniciámos as medições em finais da 
década de 1950, já ele chegara aos 315. Agora, encontra-se a 380 e aumenta cerca de duas 
partes por milhão por ano. Não parece muito, mas o calor adicional que o dióxido de car-
bono captura (dois watts por metro quadrado de superfície de Terra) é suficiente para 
aquecer muito o planeta. Já provocámos um aumento da temperatura média de quase
1 o C. É impossível prever com exactidão as consequências de qualquer aumento suple-
mentar de dióxido de carbono na atmosfera, mas o aquecimento já registado iniciou o 
descongelamento de quase tudo o que havia congelado sobre a Terra, alterou as esta-
ções e os padrões de pluviosidade e provocou a subida dos níveis do mar.
Agora, independentemente do que façamos, esse aquecimento irá aumentar, embora o 
efeito que o calor desempenha na atmosfera demore a manifestar-se. Ou seja, não po-
demos travar o aquecimento global. A nossa tarefa é menos inspiradora: minimizar os 
danos, impedir o descontrolo total. E nem isso é fácil. Até há pouco tempo não havia dados 
claros que indicassem o ponto em que a catástrofe se torna inevitável. Agora temos um 
quadro mais bem definido: nos últimos anos, foram publicados relatórios que prevêem um 
aumento de 450 partes por milhão de dióxido de carbono como limiar máximo que deve-
mos, sabiamente, respeitar. Ultrapassando esse valor, os cientistas acreditam que os sé-
culos futuros enfrentarão, provavelmente, o degelo da Gronelândia e da calote glaciária 
da Antártida ocidental e uma subsequente subida do nível do mar, de proporções gigan-
tescas. Quatrocentas e cinquenta partes por milhão continuam a ser apenas uma esti-
mativa, que não inclui o caldo composto por outros gases de estufa menores, como o 
metano e o óxido nitroso, mas que serve como uma espécie de alvo para onde o mundo 
pode apontar. Se as concentrações continuarem a aumentar duas partes por milhão por 
ano, só faltam três décadas e meia para atingirmos esse valor.
Por conseguinte, as contas não são complicadas – se bem que nem por isso nos deixem 
de intimidar. Até à data, só os europeus e os japoneses começaram a reduzir marginal-
mente as suas emissões de carbono e talvez não cumpram as suas metas. Enquanto isso,
Unidade 5 — Preservar e recuperar o meio ambiente | BioDesafios – 12.o Ano 59

as emissões de carbono dos EUA, que apresentam um quarto do total mundial, continuam 
a aumentar. A China e a Índia também começaram subitamente a produzir enormes quan-
tidades de dióxido de carbono. Segundo um cálculo per capita nenhum dos dois países se 
aproxima sequer dos valores dos EUA, mas as suas populações são tão grandes e o seu 
crescimento económico tão acelerado que tornam mais inverosímil qualquer perspectiva 
de diminuição das emissões a nível mundial. Aliás, os chineses estão a construir uma 
central electroprodutora alimentada a carvão quase todas as semanas! 
Os interessados conhecem a solução capaz de impedir a catástrofe: cortes rápidos, sus-
tentados e drásticos nas emissões por parte dos países tecnologicamente avançados,
aliados a uma transferência tecnológica de larga escala para a China, Índia e para o resto 
do mundo em desenvolvimento, de forma a que esses países possam alimentar as suas 
economias emergentes sem queimar o seu carvão. Todos conhecem também a pergunta-
-chave: serão estes cortes rápidos possíveis? 
Há três anos, uma equipa de Princeton realizou uma das melhores avaliações destas pos-
sibilidades. Stephen Pacala e Robert Socolow publicaram um artigo na revista Science
descrevendo em pormenor alterações suficientemente grandes para realmente fazerem 
a diferença e para as quais já existia tecnologia disponível ou iminente. A maioria das 
pessoas já ouviu falar de algumas delas: carros com melhor eficiência de combustível,
casas mais bem construídas, turbinas eólicas, biocombustível, como o etanol. Outras são 
mais recentes e menos garantidas: planos para construir centrais electroprodutoras ali-
mentadas a carvão capazes de separar o carbono dos fumos de escape, de forma a “retê-
-lo” no subsolo. Estas abordagens têm um elemento comum: são mais difíceis do que a 
opção de continuar a queimar combustível fóssil. Obrigam-nos a perceber que já tivemos 
o nosso combustível mágico e que o que se segue será mais caro e mais complicado.

Cada uma das seguintes estratégias reduzirá as emissões anuais de carbono em mil mi-
lhões de toneladas em 2057.

Eficiência e conservação Captura e armazenamento

• Melhorar a economia do combustível dos • Captura e armazenamento de dióxido de


carros em 2057 de 8 litros/100 km para carbono em 800 centrais alimentadas a
4 litros/100 km. carvão ou em 1600 centrais alimentadas
• Reduzir os quilómetros percorridos por a gás natural.
cada carro de 16 mil para 9 mil km/ano. • Usar sistemas de captura de carbono em
• Aumentar em 25% a eficiência dos sis- centrais de produção de hidrogénio ali-
temas de aquecimento, refrigeração, ilu- mentadas a carvão, produzindo combus-
minação e dos electrodomésticos. tível para mil milhões de carros.
• Melhorar a eficiência das centrais elec- • Captura em centrais de combustível sin-
troprodutoras alimentadas a carvão de tético abastecidas a carvão para produzir
40% para 60%. 30 milhões de barris/dia.
60 BioDesafios – 12.o Ano | Guia do Professor

Renováveis e bioarmazenamento Combustível com menos carbono

• Aumentar a energia eólica para 25 vezes a • Substituir 1400 grandes centrais a


capacidade actual. carvão por centrais a gás natural.
• Aproveitar a energia solar para 700 vezes • Abandonar o consumo de carvão e
mais a capacidade actual. triplicar a produção de energia nu-
• Aumentar 50 vezes mais a produção eólica clear.
para fabricar hidrogénio para carros ali-
mentados por células de combustível e na
mesma proporção a produção do biocom-
bustível etanol.
• Parar a desflorestação por completo.
• Estender as técnicas de lavoura conservacio-
nista a todos os terrenos (a lavoura normal li-
berta carbono ao acelerar a decomposição da
matéria orgânica).

Revista National Geographic , Novembro de 2007

Questões

1. Explique por que motivo o problema do aumento da concentração de CO2 terá tido início
a partir da Revolução Industrial.

2. Compare os valores da concentração de CO2 na atmosfera entre o período que antecede


a Revolução Industrial, em 1950 e actualmente.

3. De quanto se pensa que terá sido o aumento da temperatura média nos últimos anos?

4. Refira que países desenvolveram políticas para redução das emissões de CO2 para a at-
mosfera.

5. Indique qual o país do mundo que mais contribui para o aumento da concentração de dió-
xido de carbono na atmosfera

6. Comente a frase sublinhada no texto.

7. Explicite três medidas que podem contribuir para diminuir as emissões de CO2.

8. Comente a frase seguinte, proferida no dia 30 de Janeiro de 2009, pelo Presidente da Re-
pública do Brasil, Lula da Silva: Há muitas pessoas que dão muitos palpites sobre a Ama-
zónia sem saberem que aqui moram quase 25 milhões de habitantes que querem trabalhar,
ter acesso a bens e que, portanto, não querem que a Amazónia seja um santuário da
Humanidade .
Unidade 5 — Preservar e recuperar o meio ambiente | BioDesafios – 12.o Ano 61

Contaminação dos grandes lagos na América do Norte

Os cinco Grandes Lagos que formam o 


maior sistema de lagos do mundo contêm,
aproximadamente, um quinto da água doce 
de superfície disponível no mundo, o que os  MINNESOTA 
ONTÁRIO

coloca entre os 15 maiores lagos do mundo, Lago Superior

em superfície e em volume. Fornecem água 


QUEBEC

potável a 23,5 milhões de pessoas. Habi-


tantes dos Estados Unidos e do Canadá 
L            
a          
   g         
    n
o          
        a  H              
               i g    MICHIGAN
contam com os Grandes Lagos, não apenas 
u          
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ro             
WISCONSIN                i c n          
           M
    o Lago Ontário NOVA IORQUE
        g   
como fonte de água potável, mas também          a 
           L

 r  l e
para recreação, alimentação e transporte. ILLINOIS OHIO
 o  E
  L a g 
  PENSILVÂNIA 
INDIANA 
De um modo geral, as águas abertas da 
parte superior dos Grandes Lagos, formada  Localização da zona dos Grandes Lagos na América
pelo Superior, o Michigan e o Huron, apre- do Norte
sentam excelente qualidade. A água do 
Lago Erie melhorou drasticamente nas últimas duas décadas.
A sustentabilidade dos pesqueiros dos Grandes Lagos, incluindo o impacte da introdução 
de espécies exóticas, tornou-se numa questão essencial.

• Em 1969, uma mancha de óleo flutuante no Rio Cuyahoga queimou durante horas em Cle-
veland, Ohio, desaguando no Lago Erie. Os jornais declaram: “O Lago Erie está morto”.
• Em 1970, a poluição causada pelo mercúrio no Lago Erie e noutras extensões de água re-
sulta numa proibição de pesca em algumas partes da região. Supôs-se que uma fábrica 
de produtos químicos canadiana fosse a fonte de descargas potencialmente perigosas.
• Em 1970, o Estado de Michigan emite um aviso público a respeito do consumo de pei-
xes do Lago Michigan. Altos níveis de resíduos de PCB (bifenol policlorotado) tóxico são 
encontrados em trutas e salmões do Lago.
• Em 1972, o Congresso dos EUA promulga a Lei da Água Limpa (Clean Water Act).

Estes acontecimentos, nas décadas de 1960 e 1970, foram críticos para o desenvolvi-
mento de uma consciência nacional a respeito dos danos causados por descargas in-
dustriais e de esgoto, não regulamentados, nos Grandes Lagos. Hoje, o progresso 
significativo na limpeza desse sistema hídrico único representa uma das grandes histó-
rias de sucesso, no que diz respeito ao meio ambiente. Os tópicos que se seguem, de um 
relatório sobre a restauração dos Grandes Lagos, foram publicados originalmente em
Janeiro de 1998, pelo Escritório dos Grandes Lagos do Departamento de Qualidade Am-
biental do Estado de Michigan.
Os níveis de bifenol policlorotado nas gaivotas e nos salmões tipo coho, e na coluna de água 
do Lago Superior, haviam diminuído consideravelmente desde 1980. A tendência era a 
mesma para a maior parte dos peixes dos Grandes Lagos, com excepção do salmão tipo 
62 BioDesafios – 12.o Ano | Guia do Professor

coho e chinook no Lago Michigan. Os níveis de PCB nas trutas dos Grandes Lagos não têm 
apresentado uma tendência constante. No entanto, os níveis de contaminantes não são ape-
nas um reflexo das concentrações no meio ambiente. Outros factores, como o conteúdo de 
lípidos nos peixes, a posição na cadeia alimentar e a estrutura trófica da vida selvagem tam-
bém determinam a distribuição dos contaminantes orgânicos persistentes no meio ambiente.

• Em 1993, as descargas de produtos químicos perigosos, detectadas por meio do Inven-


tário de Descargas Tóxicas (Toxic Release Inventory) tinham diminuído pelo quarto ano 
consecutivo.
• Os níveis de fósforo nas águas do Lago Superior e do Lago Michigan, assim como as 
descargas no rio Detroit, diminuíram consideravelmente desde a década de 1970.
• As populações de peixes actualmente estão muito diferentes das do século XIX, devido 
às mudanças das condições dos Grandes Lagos. Devido à pesca comercial e desportiva,
bem como à introdução de espécies não-nativas e deterioração ou perda de habitat para 
procriação e alimentação, os peixes dos Grandes Lagos são menores e em menor nú-
mero e têm períodos de vida mais curtos.
• As populações de mexilhões-zebra cresceram dramaticamente desde a sua introdução 
nos Grandes Lagos. As populações dos mexilhões nativos estão a ser prejudicadas. No 
Lago St. Clair, o Serviço de Peixes e Vida Selvagem dos Estados Unidos (U. S. Fish and
Wildlife Service) anunciou, em 1992, que já não havia populações visíveis de mexilhões 
nativos sobreviventes.

Em geral, as tendências dos Grandes Lagos, a longo prazo, são: 


Produtos químicos
Substâncias tóxicas – diminuição geral das suas concentrações na água no decorrer dos 
últimos 20 anos. No entanto, a taxa de diminuição tem-se tornado mais lenta.
Poluentes convencionais – os níveis de nutrientes tiveram uma diminuição; os níveis de oxi-
génio dissolvido apresentaram uma melhoria; os níveis de cloreto e nitrogénio parecem 
estar a aumentar.
Problemas físicos
Uso do solo – o despovoamento contínuo de pântanos costeiros ocorre em algumas áreas; 
as áreas residenciais e comerciais apresentam crescimento; a extensão de terras agri-
cultáveis está em declínio. As decisões quanto ao uso do solo na bacia dos Grandes Lagos 
causam impacte na qualidade dos Grandes Lagos.
Problemas biológicos
Peixes – tem havido algumas melhorias. Os níveis de contaminantes nos peixes têm di-
minuído, mas a taxa de diminuição tem vindo a desacelerar. A destruição do habitat e a 
introdução de espécies exóticas causam grande preocupação.
Unidade 5 — Preservar e recuperar o meio ambiente | BioDesafios – 12.o Ano 63

Pássaros – os pássaros dos Grandes Lagos que se alimentam de peixes têm apresentado 
um crescimento populacional considerável; o factor limitante mais importante tem sido o 
habitat físico.
Espécies exóticas – espécies aquáticas que não são oriundas dos Grandes Lagos, como o 
mexilhão-zebra, a perca, o gobião, a pulga d'água, a lampreia-do-mar e outros, têm o po-
tencial de causar danos ecológicos significativos.
Presença humana – o recurso aos Grandes Lagos tem aumentado. Os impactes relativos 
à saúde, induzidos pelos Lagos, ainda representam um potencial problema devido às subs-
tâncias químicas biocumulativas persistentes.

As tendências identificadas neste relatório representam tanto os efeitos positivos dos 


esforços históricos para controlar os elementos causadores de danos ambientais nos 
Grandes Lagos, como os motivos de preocupação, em virtude da tendência para a dimi-
nuição de muitos produtos químicos poderem estar em processo de desaceleração e ao 
impacte que a mudança no uso do solo tem causado sobre a qualidade dos Grandes Lagos.
In http://www.naturlink.pt

Questões

1. Refira dois factores que tornam os Grandes Lagos um recurso importante.

2. Refira duas causas que conduziram à preocupação sobre o futuro dos Grandes Lagos

3. Em 1972, o Congresso dos EUA promulgou várias leis que visavam a protecção deste
grande ecossistema. Dê três exemplos de aspectos que provam o sucesso das medidas im-
plementadas.

4. Indique quais as consequências do fenómeno de bioacumulação dos Grandes Lagos

5. Para além dos resíduos que provocam o desequilíbrio e a destruição de algumas espécies
dos Grandes Lagos, há outros exemplos de factores que também podem despoletar tal si-
tuação. Refira três.