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UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ

DEPARTAMENTO ACADÊMICO DE ENGENHARIA ELÉTRICA


CURSO DE ENGENHARIA ELÉTRICA

ANTONIO ALMEIDA DE SOUSA NETO


JOÃO VITOR GEREVINI KASPER

ANÁLISE DA ESTABILIDADE DE SISTEMAS DE POTENCIA:


ESTUDO DE CASO

APS – ATIVIDADES PRÁTICAS SUPERVISIONADAS

MEDIANEIRA
2018
ANTONIO ALMEIDA DE SOUSA NETO
JOÃO VITOR GEREVIN KASPER

ANÁLISE DA ESTABILIDADE DE SISTEMAS DE POTENCIA:


ESTUDO DE CASO

Trabalho apresentado à disciplina de Dinâmica e


Controle de Sistemas de Potência do Curso de
Engenharia Elétrica, da Universidade Tecnológica
Federal do Paraná como requisito parcial para
obtenção de pontos e conhecimento na disciplina.

Orientador: Prof. Dr. Diogo Marujo

MEDIANEIRA
2018
1 INTRODUÇAO

A estabilidade de um sistema de potência é uma área de estudo muito


importante para grandes sistemas interligados. A estabilidade de um sistema de
potência é a capacidade que um sistema tem de se manter em um estado de
equilíbrio, quando em condições operativas normais, e de alcançar um estado de
equilíbrio viável após ter sido submetido a uma perturbação.
Este trabalho tem por objetivo apresentar uma análise da estabilidade angular
de um sistema radial, máquina barramento infinito e avaliar os efeitos que alguns
parâmetros do sistema tem na estabilidade do sistema.

2 METODOLOGIA

Neste trabalho é utilizado a teoria de estabilidade a pequenas perturbações e


o critério das áreas iguais para verificar a estabilidade angular, sincronismo, de uma
máquina síncrona ligada a um barramento infinito. Para validar os resultados é
utilizado o software simulink para resolver numericamente as equações de estado do
sistema e observar os efeitos da alteração de alguns parâmetros do sistema.

3 RESULTADOS E DISCUSSÕES

Utilizando-se dos teoremas circuitais e das equações de fluxo de carga e de


oscilação da máquina síncrona, o estudo de estabilidade angular transitória do
sistema radial em estudo pôde ser realizado nas seções 3.1 e 3.2 deste trabalho.

3.1 PARTE 1

O circuito que será estudado é mostrado na figura 1, trata-se de um sistema


radial com a ligação de uma máquina síncrona ao barramento infinito feita através de
um transformador e duas linhas transmissão.
Figura 1 – Sistema Estudado

Os dados do sistema são mostrados na tabela 1.

Tabela 1 – Dados do Sistema


𝑽𝟏 [𝒑𝒖] 𝑽𝟐[𝒑𝒖] 𝑷𝒎𝒆𝒄[𝒑𝒖] 𝑺𝑩[𝑴𝑽𝑨] 𝑫
1.05 1.0 0.9 100 0
𝑿𝑻[𝒑𝒖] 𝑿𝑳𝑻[𝒑𝒖] 𝑿′ [𝒑𝒖] 𝑭[𝑯𝒛] 𝑯[𝒔]
𝒅

0.15 0.40 (cada LT) 0.20 60 5

Para o circuito elétrico equivalente mostrado na figura 2, o primeiro passo para


determinar todas as variáveis do circuito é calculando o valor do ângulo da tensão da
barra 1, utilizando os valores do módulo e ângulo da tensão da barra 2 e da fórmula
𝑽𝒊 𝑽𝒋 𝒔𝒊𝒏(𝜭𝒊 −𝜭𝒋 )
de fluxo de potência entre duas barras dada por 𝑷𝒊𝒋 = , sabendo que o
𝑿𝒆𝒒𝒊𝒋

𝑿𝒆𝒒𝟏𝟐 pode ser calculado fazendo o paralelo das impedâncias das linhas de
transmissão e somando com a impedância do transformador, realizando este
procedimento encontra-se o valor de 𝑿𝒆𝒒𝟏𝟐 = 𝒋𝟎, 𝟑𝟓𝒑𝒖, e então, substituindo este valor
na fórmula do 𝑷𝒊𝒋 juntamente com os valores de 𝑽𝟐 , 𝜭𝟐 = 0 e de 𝑷𝒊𝒋 = 𝑷𝒎𝒆𝒄 encontra-
se o valor de 𝜭𝟏 = 𝟏𝟕, 𝟒𝟓𝟑𝟔 graus. A partir desse momento pode-se calcular a
𝑽𝟏 −𝑽𝟐
corrente injetada pelo gerador dada por 𝑰 = = (𝟎, 𝟗, −𝟎. 𝟐𝟗𝟕𝟔𝒈𝒓𝒂𝒖𝒔).
𝑿𝒆𝒒𝟏𝟐

Figura 2– Circuito elétrico equivalente.


Pode-se calcular o valor da impedância equivalente entre 𝑬 e 𝑽𝟐 , fazendo o
paralelo das impedâncias da linha de transmissão e somando com a impedância do
transformador e a impedância transitória de eixo direto da máquina síncrona,
encontrando 𝑿𝒆𝒒 = 𝒋𝟎, 𝟓𝟓𝒑𝒖. O valor de 𝑬 será então igual a 𝑽𝟐 + 𝑿𝒆𝒒 . 𝑰 =
(𝟏, 𝟏𝟏𝟖𝟏, 𝟐𝟔, 𝟐𝟕𝟔𝟕𝒈𝒓𝒂𝒖𝒔). O digrama fasorial é mostrado na figura 3.

Figura 3 – Diagrama fasorial

𝑬.𝑽𝟏
A potência máxima é dada por 𝑷𝒎á𝒙 = = 𝟐, 𝟎𝟑𝟐𝟗𝒑𝒖 e o coeficiente de
𝑿𝒆𝒒

potência sincronizante para o ponto de operação do sistema é dada por 𝑷𝒔 =


𝟐, 𝟎𝟑𝟐𝟗. 𝒄𝒐𝒔(𝟐𝟔, 𝟐𝟕𝟔𝟕) = 𝟏, 𝟖𝟐𝟐𝟖𝒑𝒖, a potência sincronizante é responsável por
definir a estabilidade do sistema a pequenas perturbações, para um valor positivo de
𝑷𝒔 o sistema é estável já para um valor negativo o sistema é instável. A característica
de potência elétrica ângulo é dada por 𝑷𝒆 = 𝟐, 𝟎𝟑𝟐𝟗. 𝒔𝒊𝒏(𝜹), essa equação é
mostrada na figura 4, abaixo.

Figura 4 – Característica potência ângulo.


De posse da equação da característica potência ângulo, a equação de
oscilação da máquina síncrona pode ser escrita:

𝒅𝟐 𝜹 𝝎
= 𝟐𝑯𝒔 (𝑷𝒎𝒆𝒄 − 𝑷𝒆 ), substituindo os valores de 𝑷𝒎𝒆𝒄 e 𝑷𝒆 tem-se que,
𝒅𝒕𝟐

𝒅𝟐 𝜹 𝝎𝒔
= (𝟎. 𝟗 − 𝟐, 𝟎𝟑𝟐𝟗. 𝐬𝐢𝐧𝛅)
𝒅𝒕𝟐 𝟏𝟎

A equação de oscilação pode ser desmembrada nas duas equações de estados


abaixo:

𝒅𝜹
= 𝟑𝟕𝟕 (𝝎 − 𝝎𝒔 )
{ 𝒅𝒕
𝒅𝝎 𝟏
= (𝑷 − 𝑷𝒆)
𝒅𝒕 𝟐𝑯 𝒎𝒆𝒄

substituindo os valores do ponto de operação do sistema, tem-se


𝒅𝜹
= 𝟑𝟕𝟕(𝝎 − 𝟏)
{ 𝒅𝒕
𝒅𝝎 𝟏
= (𝟎, 𝟗 − 𝟐, 𝟎𝟑𝟐𝟗. 𝒔𝒊𝒏𝜹)
𝒅𝒕 𝟏𝟎

3.2 PARTE 2

Neste momento, o sistema em estudo já operando em regime permanente é


submetido a uma falta trifásica franca na barra 3 no instante de tempo igual a t = 2s,
conforme mostrado na figura 5.

Figura 5 – Sistema submetido a falta trifásica franca


As equações de estados, na condição pré-falta, são as mesmas equações
deduzidas no final da seção 3.1, e são repetidas abaixo.

Equações pré-falta.
𝒅𝜹
= 𝟑𝟕𝟕(𝝎 − 𝟏)
{ 𝒅𝒕
𝒅𝝎 𝟏
= (𝟎, 𝟗 − 𝟐, 𝟎𝟑𝟐𝟗. 𝒔𝒊𝒏𝜹)
𝒅𝒕 𝟏𝟎

Durante a falta a potência elétrica entregue pelo gerador ao barramento infinito


é zero, pois se trata de uma falta trifásica franca, ou seja, uma impedância de falta
nula, as equações de estado durante a falta são reescritas abaixo, considerando o
fato de 𝑷𝒆 ser nula.

Equações durante a falta


𝒅𝜹
= 𝟑𝟕𝟕(𝝎 − 𝟏)
{ 𝒅𝒕
𝒅𝝎 𝟏
= 𝟎, 𝟗
𝒅𝒕 𝟏𝟎

O sistema irá permanecer operando na condição de curto-circuito até o


momento em que a falta for eliminada através da abertura do disjuntor da linha LT2.
Para o período pós-falta, a impedância equivalente do sistema é alterada por conta
da saída da LT2 sendo seu novo valor 𝑿𝒆𝒒 = 𝒋𝟎, 𝟒 + 𝒋𝟎, 𝟏𝟓 + 𝒋𝟎, 𝟐 = 𝒋𝟎, 𝟕𝟓 e
consequentemente o novo valor de Pmáx = 1,4908.

Equações pós-falta
𝒅𝜹
= 𝟑𝟕𝟕(𝝎 − 𝟏)
{ 𝒅𝒕
𝒅𝝎 𝟏
= (𝟎, 𝟗 − 𝟏, 𝟒𝟗𝟎𝟖. 𝒔𝒊𝒏𝜹)
𝒅𝒕 𝟏𝟎

De posse das equações para os períodos pré-falta, durante a falta e pós-falta,


o objetivo agora é determinar o valor ângulo do crítico de religamento da LT2 e
consequentemente o tempo de religamento, de maneira a manter o sistema estável.
Esses valores podem ser encontrados utilizando o critério das áreas iguais, através
da fórmula abaixo.

𝑷𝟑𝒎á𝒙 𝐜𝐨𝐬(𝜹𝒎á𝒙 ) − 𝑷𝟐𝒎á𝒙 𝐜𝐨𝐬(𝜹𝟎 ) + 𝑷𝒎𝒆𝒄 (𝜹𝒎á𝒙 − 𝜹𝒐 )


𝜹𝒄 = 𝒄𝒐𝒔−𝟏
𝑷𝟑𝒎á𝒙 − 𝑷𝟐𝒎á𝒙
𝑷𝟐𝒎á𝒙 = 𝑷𝒐𝒕ê𝒏𝒄𝒊𝒂 𝒆𝒍é𝒕𝒓𝒊𝒄𝒂 𝒎á𝒙𝒊𝒎𝒂 𝒅𝒖𝒓𝒂𝒏𝒕𝒆 𝒂 𝒇𝒂𝒍𝒕𝒂
𝑷𝟑𝒎á𝒙 = 𝑷𝒐𝒕ê𝒏𝒄𝒊𝒂 𝒆𝒍é𝒕𝒓𝒊𝒄𝒂 𝒎á𝒙𝒊𝒎𝒂 𝒑ó𝒔 − 𝒇𝒂𝒍𝒕𝒂
𝜹𝒄 = Â𝒏𝒈𝒖𝒍𝒐 𝒄𝒓í𝒕𝒊𝒄𝒐 𝒅𝒆 𝒂𝒃𝒆𝒓𝒕𝒖𝒓𝒂 𝒅𝒂 𝑳𝑻𝟐
𝜹𝑶 = Â𝒏𝒈𝒖𝒍𝒐 𝒊𝒏𝒊𝒄𝒊𝒂𝒍 𝒅𝒐 𝒑𝒆𝒓í𝒐𝒅𝒐 𝒑𝒓é − 𝒇𝒂𝒍𝒕𝒂

Temos que 𝑷𝟑𝒎á𝒙 = 𝟏, 𝟒𝟗𝟎𝟖 𝒑𝒖, 𝑷𝟐𝒎á𝒙 = 𝟎 𝒑𝒖, , 𝑷𝒎𝒆𝒄 = 𝟎, 𝟗 𝒑𝒖, 𝜹𝑶 =


𝟐𝟔, 𝟐𝟕𝟔𝟕 𝒈𝒓𝒂𝒖𝒔 e 𝜹𝒎á𝒙 = 𝟏𝟒𝟐, 𝟖𝟔𝟒𝟓 𝒈𝒓𝒂𝒖𝒔 substituindo esses valores na fórmula do
𝜹𝒄 , encontra-se o valor 𝜹𝒄 = 𝟔𝟒, 𝟒𝟓𝟔𝟓 𝒈𝒓𝒂𝒖𝒔.
Para o caso da falta ser franca o valor do ângulo 𝜹𝒄 pode ser transformado em
𝟒.𝑯(𝜹𝒄 − 𝜹𝟎 )
um valor de tempo de crítico 𝒕𝒄 = √ , substituindo os valores na fórmula
𝑷𝒎𝒆𝒄 .𝝎𝒔

anterior, encontra-se um valor de 𝒕𝒄 = 𝟎, 𝟏𝟗𝟖𝟎𝒔.


O conjunto de equações de estados dos períodos pré-falta, durante a falta e
pós falta, podem ser resolvidas somente por métodos numéricos, para obter-se as
soluções, é utilizado o software simulink, o digrama de simulação é mostrado na figura
6.

Figura 6 – Diagrama de simulação para os períodos pré-falta, durante a falta e pós-falta.


Nas figuras 7 e 8 é mostrado o ângulo delta e a frequência para a saída da LT2
no tempo crítico de 2,1980 s.

Figura 7 – Comportamento do ângulo 𝛅 ao longo do tempo

Figura 8 – Comportamento da frequência ao longo do tempo

A figura 9 mostra o comportamento do ângulo delta para um tempo de abertura


da LT2 igual a 2,2 s, que é maior que o tempo crítico, como já tinha sido encontrado
pelo critério das áreas iguais, o sistema é instável.
Figura 9 – Comportamento do ângulo 𝛅 ao longo do tempo, para um tempo de religamento da
LT2 maior que o tempo crítico

O sistema analisado até o momento por não apresentar nenhum tipo de


amortecimento em suas equações de estado, apresenta um caráter oscilatório não
amortecido. Neste ponto, será acrescentado um amortecimento mecânico D = 2 no
sistema, sendo reavaliado a característica das respostas para o mesmo cenário de
curto-circuito na barra 3, as equações de estado sofrem algumas alterações como
segue abaixo.
Equações pré-falta.
𝒅𝜹
= 𝟑𝟕𝟕(𝝎 − 𝟏)
{ 𝒅𝒕
𝒅𝝎 𝟏
= (𝟎, 𝟗 − 𝟐, 𝟎𝟑𝟐𝟗. 𝒔𝒊𝒏𝜹 − 𝟐(𝝎 − 𝟏))
𝒅𝒕 𝟏𝟎
Equações durante a falta
𝒅𝜹
= 𝟑𝟕𝟕(𝝎 − 𝟏)
{ 𝒅𝒕
𝒅𝝎 𝟏
= (𝟎, 𝟗 − 𝟐(𝝎 − 𝟏))
𝒅𝒕 𝟏𝟎
Equações pós-falta.
𝒅𝜹
= 𝟑𝟕𝟕(𝝎 − 𝟏)
{ 𝒅𝒕
𝒅𝝎 𝟏
= (𝟎, 𝟗 − 𝟏, 𝟒𝟗𝟎𝟖. 𝒔𝒊𝒏𝜹 − 𝟐(𝝎 − 𝟏))
𝒅𝒕 𝟏𝟎
O diagrama de simulação sofre também uma pequena modificação por conta
𝒅𝝎
do novo termo na equação de , o digrama é mostrado na figura 10.
𝒅𝒕

Figura 10 – Diagrama de simulação para os períodos pré-falta, durante a falta e pós-falta, com
amortecimento D = 2

As figuras 11 e 12 mostram os comportamentos do ângulo delta e da frequência


do sistema com o acréscimo do coeficiente de amortecimento mecânico D igual a 2.
O principal efeito de D no comportamento do sistema, é que o mesmo, deixa de
apresentar um caráter oscilatório não amortecido e passa a apresentar um caráter
oscilatório amortecido, o valor de delta para o qual o sistema encontra um novo ponto
de equilíbrio é 𝜹𝑶 = 𝟑𝟕, 𝟏𝟑𝟓𝟓 𝒈𝒓𝒂𝒖𝒔, para este novo valor a velocidade irá tender a
e 60 Hz e a potência elétrica irá se igualar a potência mecânica 0,9 pu. Confirmando
o equacionamento da máquina síncrona.

Figura 11 – Comportamento do ângulo 𝛅 ao longo do tempo com amortecimento D = 2.


Figura 12 – Comportamento da velocidade ao longo do tempo com amortecimento D = 2

Através da simulação pode-se observar os efeitos da mudança de alguns


parâmetros do ponto operativo inicial do sistema, além de mudanças na própria
topologia do circuito e de parâmetros construtivos da máquina síncrona, as figuras 13
e 14 mostram o os efeitos no comportamento da resposta do sistema.
A figura 13 mostra o comportamento do ângulo delta com alteração da
constante de inércia da máquina, que foi alterada de H = 5 para H = 2,5, ou seja,
substituindo o gerador inicial por um gerador de menor porte para entregar a mesma
potência, em decorrência disso, o sistema não conseguiu manter a estabilidade para
o mesmo evento.

Figura 13 – Comportamento do ângulo 𝛅 ao longo do tempo com amortecimento D = 2 e H = 2,5

A figura 14 mostra também o comportamento do ângulo delta para um aumento


da potência mecânica entregue de 0,9 pu para 1,2 pu, com relação a condição
operativa inicial do sistema. A consequência dessa ação foi levar o sistema a
instabilidade pelo fato de o torque elétrico não conseguir acompanhar o aumento
abrupto do torque da máquina motriz.

Figura 14 – Comportamento do ângulo 𝛅 ao longo do tempo com amortecimento D = 2 e


Pmec = 1,2pu

Uma mudança na topologia do circuito seria a construção de uma nova linha


de transmissão LT3, o que ocasionaria um sistema mais robusto e menos suscetível
a instabilidade devido a uma perturbação, como a falta trifásica franca, analisada
neste trabalho.

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS

O fator determinante para avaliar a estabilidade de um sistema radial máquina


barramento em condição de equilíbrio, sem amortecimento mecânico, é a potência
sincronizante, que depende somente da condição operativa inicial do sistema, já a
habilidade do sistema de encontrar um novo ponto de equilíbrio após sofrer algum tipo
de perturbação para sistemas com e sem amortecimento mecânico é determinada
pelas características construtivas da própria máquina síncrona, dos parâmetros e da
topologia do sistema de transmissão e do ponto operativo inicial do sistema.

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