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INSTITUTO DE PSICOLOGIA – UFU

PROFA. DRA. LUCIANNE SANT’ANNA DE MENEZES

PSICOPATOLOGIA GERAL II

Discentes:

HEITOR HENRIQUE NUNES SILVA - 11811PSI030

IGOR ALTIÉRES FARIA SILVA - 11811PSI036

ISABELA AIRES MARANGONI - 11811PSI052

IZABELA AGUIAR CARVALHO - 11811PSI043

LEONORA DEBS DINIZ - 11811PSI027

VIKI CAMPOS RIBEIRO - 11721PSI005

YASMIN BATISTA JORGE - 11711PSI033

EXERCÍCIO FILME LUA DE FEL:

GRUPO GD HISTERIA

UBERLÂNDIA - MG

12 DE OUTUBRO DE 2021
1. O mecanismo de renegação (ou desmentido ou recusa) da castração
(Verleugnung) e a noção metapsicológica de clivagem (cisão ou divisão) do eu
desempenham um papel fundamental na elucidação do processo perverso.
Explique esta afirmação a partir dos textos de Freud: “Fetichismo” (1927), ''A
divisão do eu no processo de defesa'' (1940[1938]) e “O esboço de psicanálise”
(1940[1938]) (final do cap.8, parte III), procurando exemplificar com o filme
''Lua de Fel'

A renegação explicada por Freud é um mecanismo de defesa da realidade de


castração na mulher. Freud comenta “(…) que o menininho outrora acreditou e que —
por razões que nos são familiares — não deseja abandonar. O que sucedeu, portanto,
foi que o menino se recusou a tomar conhecimento do fato de ter percebido que a
mulher não tem pênis. Não, isso não podia ser verdade, pois, se uma mulher tinha sido
castrada, então sua própria posse de um pênis estava em perigo, e contra isso ergueu-
se em revolta a parte de seu narcisismo que a Natureza, como precaução, vinculou a
esse órgão específico.”
No caso do fetichismo, Freud comenta que o fetiche então é um substituto para
o pênis faltante e que cria um desapontamento, criando um substituto para um pênis
muito especial, que foi muito importante na primeira infância e que, com o fetiche,
pretende preservá-lo da realidade da sua extinção.
Sobre a divisão do ego, Freud diz “(…) com o auxílio de certos mecanismos,
rejeita a realidade e recusa a aceitar qualquer proibição, por outro lado, reconhece o
perigo da realidade, assume o medo desse perigo como um sintoma patológico e
subsequentemente tenta desfazer-se do medo. (…) Ambas as partes na disputa obtêm
sua cota: permite-se que o instinto conserve sua satisfação e mostre-se um respeito
apropriado pela realidade.”
No filme Lua de Fel, percebe-se que os sentimentos perversos são uma figura
no filme, expressa na erotização do corpo, exibicionismo, a busca pelo gozo a todo
momento e a todo custo, sem pensar sobre normas e regras. Consumir como uma
forma de solucionar os problemas do casamento, uma “coisificação” do outro, relação
de vítima/algoz e o consumo do corpo. No filme, o fim maior é sempre o prazer
individual.

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