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AULA 1

OS PRINCIPAIS PONTOS NA
VENTOSATERAPIA
OS PRINCIPAIS PONTOS NA
VENTOSATERAPIA
Uma das frases que eu mais utilizo é :
“Ventosaterapia é mais do que uma simples colocação de
copos!”.

Diante disso sabemos que não existe uma “receita de bolo”


na ventosaterapia. É importante saber avaliar o paciente
para trabalhar de forma individual, personalizada e então,
assertiva!

Porém, conhecer os pontos certos (suas localizações e


funções) é fundamental para a execução na prática e para
alcançar resultados! Por mais que eu diga que não existem
protocolos fechados, não posso excluir a possibilidade de
existirem pontos que se combinam e potencializam suas
funções entre si. Além disso, não podemos negar a
importância de estudá-los e conhecê-los.
OS PRINCIPAIS PONTOS NA
VENTOSATERAPIA

Existem diversos tipos de pontos que podemos trabalhar na


ventosaterapia, entre eles, pontos ashi, trigger points, tender points e
acupontos.

Cada um desses pontos possuem características importantes. Ao


estimulá-los alcançaremos resultados específicos.

Quando colocamos a ventosa e exercemos uma pressão negativa,


esse estímulo favorece a produção de neuropeptídios que promovem
um aumento na permeabilidade e diâmetro dos vasos e com isso, a
liberação de substancias ativas como cininas, proteases, aminas,
prostanóides e citocinas.

Essas substâncias desempenham um papel importante na


transmissão do estímulo periférico que resulta em uma resposta
orgânica propiciada dela neurorregulação.
OS PRINCIPAIS PONTOS NA
VENTOSATERAPIA

Utilizar a ventosaterapia na pele desencadeia uma série de respostas


orgânicas que tem efeitos anti-inflamatórios e analgésicos locais.

A ativação de pontos certos pode potencializar essa resposta pois se trata do


estímulo de sítios nervosos correspondentes.

Nossa pele é o maior órgão do nosso corpo, formada por 3 camadas:


Epiderme, Derme e hipoderme. Cada uma com funções específicas, muitas
vezes exercendo papeis fundamentais para manutenção da vida!

A pele é mais complexa do que se pensa, além de ser responsável por regular
a perda de água do organismo; agir como uma barreira contra agressões
externas; conservar a temperatura corporal e ser um reservatório de tecido
adiposo e vitamina D, ela ainda é repleta de terminações nervosas que são
especializadas em reconhecer estímulos e comandar sensações táteis que
detectam toque, pressão, vibração e temperatura.
OS PRINCIPAIS PONTOS NA
VENTOSATERAPIA

Quando aplicamos a ventosa na pele todas as estruturas são


tracionadas a partir de uma pressão negativa, o que faz com
que terminações nervosas, como os órgãos terminais de
ruffini, que sinalizam estímulos contínuos de deformação da
pele e dos tecidos mais profundos (pressão), sejam
despertados, produzindo uma cascata de mecanismos e
sinapses nervosas que chegarão ao cérebro e desencadearão
uma resposta orgânica.

Agora que entendemos essa resposta fisiológica, vamos


conhecer alguns dos principais pontos para se trabalhar na
ventosaterapia e como essa técnica incrível vai atuar em cada
tipo de ponto.
OS PRINCIPAIS PONTOS NA VENTOSATERAPIA
PONTOS ASHI
Ashi é um expressão chinesa que significa “é aí que dói” ou “aí mesmo”.
Basicamente, são pontos que se manifestam dolorosos ou sensíveis. Pontos
dolorosos são conhecidos como ashi na acupuntura quando não fazem parte de
nenhum meridiano e não correspondem a nenhum acuponto. Eles não tem um local
pré-determinado e são utilizados como um método primário na escolha dos pontos
a serem utilizados. Outros pontos também podem ser considerados ashi, como
pontos gatilho ativos, por exemplo.

Geralmente esses pontos são apontados pelo paciente. Na ventosaterapia, são


utilizados para promover analgesia local, portanto, compõe o tratamento de
processos crônicos e agudos.

Nesse caso, o estímulo com as ventosas desencadeia um impulso nervoso que


percorre vias mais grossas. Essa atividade excita células que inibem a transmissão
dos influxos dolorosos que são procedentes das vias aferentes mais finas. Além
disso, o estímulo ascendente ao chegar no córtex cerebral, desencadeia uma
resposta descendente analgésica com liberação de peptídeos endógenos naturais
com endorfinas e encefalinas e dinorfinas que vão agir no local correspondente ao
estímulo.
OS PRINCIPAIS PONTOS NA VENTOSATERAPIA
PONTOS GATILHOS
Também conhecidos como trigger points, os pontos gatilhos são
nódulos palpáveis e sensíveis presentes no músculo, caracterizados
pela contratura de uma faixa muscular que, acaba provocando fadiga,
tensão, fraqueza e espasmos na musculatura atingida.

Existem diversos tipos de ponto gatilho (central, de inserção,


primário, satélites). Principalmente classificados em:

Pontos gatilhos Ativos: Provocam dor constante e espontânea.


Esse tipo de ponto limita o alongamento do musculo e quando
pressionados produzem uma dor mais intensa que irradia pela
extensão da cadeia muscular.

Pontos gatilhos Latentes: Nódulo de tensão sem dor espontânea.


Caracterizado por promover fadiga na região e quando pressionado
pode produzir ou não dor local e/ou na região.
OS PRINCIPAIS PONTOS NA VENTOSATERAPIA
PONTOS GATILHOS

A formação dos trigger points se da pela fadiga das


fibras musculares que foram muito exigidas, com
consequência de deficiência de suprimento de
oxigênio e nutrientes no local, bem como ATP
necessário para o deslizamento e relaxamento
completo das fibras.

A ventosaterapia promove a ativação da circulação


sanguínea e aumento da oferta de oxigênio e
nutrientes para o local. Devolvendo ao musculo a
energia necessária para o seu reestabelecimento.
OS PRINCIPAIS PONTOS NA VENTOSATERAPIA
TENDER POINTS
Diferente dos Pontos gatilhos os tender points são pontos pré-
determinados em tecidos moles no corpo que podem apresentar
hipersensibilidade à palpação digital.

Ao todo são 18 pontos espalhados pelo corpo, tanto na região anterior,


como posterior.

Esses pontos são utilizados como critério de diagnóstico para


Fibromialgia. O paciente que apresenta dor à palpação digital em pelo
menos 11 desses 18 pontos, juntamente com outros critérios, recebem
o diagnóstico da doença, que se afirma por diagnóstico clínico e não
laboratorial.

Localizados mais especificamente na junção miotendínea, o uso da


ventosaterapia vai diminuir a sensibilidade local; favorecer a liberação
miofascial; nutrir a região com uma maior oferta de oxigênio,
proporcionando alívio das tensões pontuais.
OS PRINCIPAIS PONTOS NA VENTOSATERAPIA
ACUPONTOS

São regiões na pele em que existe uma grande concentração de terminações


nervosas sensoriais. Esses pontos fazem parte dos meridianos de acupuntura.

Estudos morfofuncionais já identificaram plexos nervosos, uma maior


quantidade de elementos vasculares, feixes e fusos musculares, como sendo
os mais prováveis sítios de receptores dos acupontos.

Dessa forma, a estimulação dos acupontos na ventosaterapia é capaz de


potencializar os resultados através do acionamento de neurônios sensitivos
periféricos que, além de transmitirem sinais aferentes, também respondem à
estimulação com um reflexo desencadeando liberação de peptídeos
endógenos vasoativos e analgésicos na área inervada.

O estimulo dos acupontos esta embasado cientificamente e,


comprovadamente, eles tem conexões com varias regiões do cérebro, como o
córtex cerebral e o sistema límbico.
OS PRINCIPAIS PONTOS NA VENTOSATERAPIA
ACUPONTOS
Estudos mostram que 90% das algias poderiam ser amenizadas através do
estímulo dos acupontos, tendo em vista que, quando manipulados, esses
locais geram uma sequência de mudanças fisiológicas no organismo que
buscam reestabelecer a homeostase.

A ventosaterapia no estímulo dos acupontos age diretamente na resposta


endócrina com liberação de substâncias como endorfinas, serotoninas,
opióides, etc.

Além da modulação das vias dolorosas demostrada por estudos de imagem


cerebral, a ventosaterapia em pontos de acupuntura pode induzir a ativação
cerebral pela liberação de neurotransmissores, promovendo bem-estar e
relaxamento.

A sensação de relaxamento e bem-estar contribui tanto para aspectos físicos,


como emocionais, oferecendo impacto positivo significativo em problemas
como ansiedade, depressão, síndrome do pânico e insônia.
OS PRINCIPAIS PONTOS NA
VENTOSATERAPIA

Podemos observar que, conhecer os tipos de pontos e a reposta


da aplicação da ventosaterapia em cada um deles, vai nos ajudar
a determinar um tratamento com os pontos assertivos.
Trabalhando sempre de forma personalizada e individual.

A ventosaterapia vai além do tratamento de pontos locais ou


apenas uma região especifica. Esse método garante a promoção
da saúde através de mecanismos básicos de ação.

Ventosaterapia é mais do que uma simples colocação de copos.

EU AMO A VENTOSATERAPIA.

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