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Monumenta Henricina

15 vols., Coimbra, Comissão Executiva das Comemorações do


V Centenário da Morte do Infante D. Henrique, 1960

Índice por volumes

Volume I
Subcomissão de «Monumenta Henricina»: Manuel Lopes de Almeida; Idalino Ferreira da
Costa Brochado; António Joaquim Dias Dinis, O.F.M.
 Documento nº 50, 18 de Fevereiro de 1241. Monumenta Henricina, 1º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1960, pp. 77-78. ANTT., Bulas, caixa 27, maço 68-A. ANTT., Bulas, maço
36, nº 77. ANTT., Livro das Ilhas, fl. 121. Bula Cum carissimus in Christo, de Gregório IX,
dirigida aos cristãos do reino de Portugal, a exortá-los a acompanhar o seu rei ou as pessoas a quem ele
incumbir de combater, por terra como por mar, os inimigos da cruz e a conceder aos que se alistem
nessa empresa ao menos por um ano ou que para ela contribuam segundo suas posses a indulgência
outorgada pelo Concílio Geral aos que partem em defesa da Terra Santa.
 Documento nº 57, 12 de Abril de 1280. Monumenta Henricina, 1º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1960, pp. 87-88. ATOUGIA DA BALEIA, Casa do Castelo. COSTA, Jonas da,
«Os remadores de Atouguia (Peniche) reclamaram perante D. Dinis. Um documento
inédito.», Badaladas, Torres Vedras, nº 235, Ano 12, 1 de Dezembro de 1959. Carta
de el-rei D. Dinis, passada ao concelho de Atouguia da Baleia, a ordenar que 30 homens remadores
daquela povoação prestem anualmente serviço ao rei, por mar, na sua frota, durante seis semanas, com
as suas armas e viveres.
 Documento nº 59, 1318-1319. Monumenta Henricina, 1º vol., Coimbra, Comissão
executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D. Henrique,
1960, pp. 90-95. ANTT., Gaveta 5, maço 4, nº 11. Exposição ao Papa João XXII,
apresentada por Manuel Pessanha, Almirante do Reino, e Vicente Anes, a solicitar-lhe a renovação da
confirmação da Bula de Nicolau IV, que concedera ao Reino de Portugal Mestre Provincial da Ordem
Militar de Santiago, e que havia sido revogada por Celestino V e Bonifácio VIII, a instância do Mestre
Geral; para o que se alegam, entre outros motivos, terem os freires da dita ordem recebido dos Monarcas
portugueses fortalezas e povoações estratégicas contíguas a Castela e a Leão, a fim de as defenderem
contra Sarracenos e contra outros atacantes, e onde cumpria estivessem freires fieis a Portugal e que
não secundassem interesses estrangeiros contra o país, como já sucedera, com os próprios recursos
portugueses.
 Documento nº 70, 23 de Maio de 1320. Monumenta Henricina, 1º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1960, pp. 133-135. AV., Reg. Avion., vol. 13, fl. 379. Letras Apostolice sedis,
do Papa João XXII, dirigidas a el-rei D. Dinis, a conceder-lhe a seu pedido, por três anos, a dízima
sexenal dos rendimentos eclesiásticos do Reino imposta pelo Concílio de Viena, para Dilatação da fé e
socorro da Terra Santa, a fim de ele preparar galés contra os inimigos da fé que passem através de seus
mares, contanto que, em cada um dos ditos anos, em época conveniente, nas ditas galés, ele ou as suas
gentes defendam os cristãos e impeçam o acesso dos granadinos para combater os infiéis.
 Documento nº 71, 23 de Maio de 1320. Monumenta Henricina, 1º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1960, pp. 135-140. AV., Reg. Vat., vol. 70, fl. 360. G. Mollat, Jean XXII
(1316-1334). Lettres Communes, t. 3, nº 11. 495, p. 105, nº 11.497. Letras Apostolice
sedis, do Papa João XXII, dirigidas aos Bispos de Silves e de Coimbra e ao Abade de Alcobaça, a
ordenar-lhes seja paga, durante três anos, a el-rei D. Dinis a dízima sexenal dos rendimentos
eclesiásticos imposta pelo concílio de Viena para dilatação da fé e socorro da Terra Santa, a fim de
aquele monarca preparar os galeões contra os inimigos da fé que passem através de seus mares.
 Documento nº 84, 30 de Abril de 1341. Monumenta Henricina, 1º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1960, pp. 178-186. ANTT., Bulas, maço 5, nº 2. ANTT., Livro das Ilhas,
em leitura nova, fl. 222 V. AV, Reg. Vat., vol. 129, fl. 22V. RAYNALDUS, Annales, ad
annum 1341, nº 4. SILVA MARQUES, Descobrimentos Portugueses, vol. 1, p. 66.
Sumariada no quadro elementar, t. 9, p. 349, e por ABRANCHES, Suma, p. 34, nº
224. Bula Gaudemus et exultamus , de Bento XII, dirigida a Afonso IV, Rei de Portugal, a conceder-
lhe a cruzada e a dízima dos rendimentos eclesiásticos do Reino durante dois anos, nos termos e com as
excepções da mesma constantes, para a guerra defensiva e ofensiva contra os sarracenos, em Granada e
em Benamarim (Marrocos).
 Documento nº 85, 30 de Abril de 1341. Monumenta Henricina, 1º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1960, pp. 186-194. AV., Reg. Vat., vol. 129, fl. 23 bis. Bula Gaudemus et
exultamus, de Bento XII, dirigida ao Arcebispo de Braga, como executor da Bula de Cruzada do mesmo
título e de igual data, – a retro lançada –, no respeitante à arrecadação da dízima dos rendimentos
eclesiásticos do reino durante dois anos para a guerra defensiva e ofensiva contra os sarracenos em
Granada e em Benamarim (Marrocos).
 Documento nº 88 Julho, Novembro de 1341. Monumenta Henricina, 1º vol.,
Coimbra, Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do
Infante D. Henrique, 1960, pp. 201-206. BNF., Miscelânea, B. R. nº 50. AIRES DE
SÁ, em nota ao vol. I do VISCONDE DE SANTARÉM, Cartografia Antiga. COSTA
MACEDO, Memórias para a história das navegações e descobrimentos dos
portugueses. – Aditamentos à primeira parte da Memória, em 1835. EUGÉNIO DO
CANTO, Supplemento à carta del-rei D. Afonso IV ao Papa Clemente VI. GUIDO PO,
Congresso do Mundo Português, vol. 3, t. 1. MAGALHÃES GODINHO, Documentos
sobre a Expansão Portuguesa, vol. 1, pp. 21 e ss. GUIDO PO, La Collaborazione
ítalo-portoghese alle grandi esplorazioni geografiche, p. 313. SEBASTIANO, CIAMPI,
Monumenti d’un manuscritto autografo di Messer Giovanni Boccacci da Certaldo,
Florença, 1827. SILVA MARQUES, Descobrimentos Portugueses, vol. I, pp. 77 e ss.
VIESSEUX, Antologia, 1926. Noticia atribuída a Giovanni Boccacio, com base em cartas recebidas
de mercadores florentinos estabelecidos em Sevilha, sobre a expedição às Ilhas Canárias, partida de
Lisboa a 1 de Julho de 1341, composta de dois navios, capitaneados pelo florentino Angiolino del
Tegghia de Cor bizzi e pelo genovês Niccoloso da Recco, e de uma outra embarcação mais pequena,
equipados por florentinos, genoveses, castelhanos e outros peninsulares, com cavalos, armas e
instrumentos bélicos, para expugnar cidades e castelos, a qual, em Novembro seguinte, regressou a
Lisboa com 4 habitantes das ditas ilhas, peles de bodes e de cabras, sebo, óleo de peixe e fragmentos de
focas, pau vermelho para tingir, casca de árvores, também de tingir, terra vermelha e outras coisas para
o mesmo efeito.
 Documento nº 89, 15 de Novembro de 1344. Monumenta Henricina, 1º vol.,
Coimbra, Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do
Infante D. Henrique, 1960, pp. 207-214. AV., Reg. Vat., vol. 167, fl. 3v., nº 9. AV.,
AA. Armadio I-XVIII, nº 4705, fl. 38. RAYNALDUS, Annales, ad na. 1344, nº 39.
VIERA Y CLAVIJO, Historia de Canarias, t.3, p. 489. ZUNZUNEGUI, Los origenes, p.
385. Bula Tue deuotionis sinceritas, de Clemente VI, dirigida a Luís de Espanha, a conceder-lhe e a
seus herdeiros e sucessores católicos e legítimos, em feudo perpétuo, as Ilhas Afortunadas ou Canárias,
com todos os seus direitos e pertenças, mero e misto império e jurisdição temporal, sem prejuízo do
direito de outrem, com título, coroa e ceptro áureos de Príncipe da Fortuna, para ele promover nelas a
difusão da fé católica, de cujo principado ele e sucessores pagarão anualmente ao Sumo Pontífice o
censo de 400 florins de ouro.
 Documento nº 90, 11 de Dezembro de 1344. Monumenta Henricina, 1º vol.,
Coimbra, Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do
Infante D. Henrique, 1960, pp. 214-216. AV., Reg. Vat., vol. 138, fl. 146b, nº 543.
RAYNALDUS, Annales, ad an. 1344, nº 39. ZUNZUNEGUI, Los Origenes, p. 387. Bula
Vinee Domini Sabahot, de Clemente VI, dirigida a el-rei Afonso IV, bem como aos Reis de Aragão e de
Castela, a comunicar-lhe que, desejando Luís de Espanha promover a dilatação da fé católica nas ilhas
Afortunadas (Canárias) e noutras partes de África a elas adjacentes, lhas concedera e a seus herdeiros e
sucessores, em propriedade e domínio temporal, com as insígnias e título de principado, como consta de
outras suas letras, e lhe solicita auxílio a favor para tal empresa.
 Documento nº 91, 11 de Dezembro de 1344. Monumenta Henricina, 1º vol.,
Coimbra, Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do
Infante D. Henrique, 1960, pp. 216-217. AV. Reg. Vat., vol. 138, fl. 147.
ZUNZUNEGUI, Los Origenes, p. 388. Bula Desiderabiliter affectantes, de Clemente VI, dirigida
a el-rei D. Afonso IV, bem como aos reis de Aragão e de Castela, a solicitar-lhe que permita a Luís de
Espanha, Príncipe da Fortuna, possa tomar e extrair livremente dos reinos e terras de Portugal,
pagando porém os devidos impostos e justo preço, navios, gentes de armas, víveres e outras coisas
necessárias à empresa em que lhe falou noutras letras, ou seja a aquisição e sujeição à fé católica das
Ilhas Afortunadas (Canárias).
 Documento nº 92, 10 de Janeiro de 1345. Monumenta Henricina, 1º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1960, pp. 217-221. ANTT., Bulas, maço 15, nº 11, p. 84. AV., Reg. Vat.,
vol. 165, fl. 176. Crónica del Rey Don Alfonso el Onceno, cap. 336. RAYNALDUS,
Annales, ad an. 1344, nº 53. SILVA, Marques, Descobrimentos Portugueses, vol. 1,
p. 83. Bula Ad ea ex quibus, de Clemente VI, dirigida a el-rei D. Afonso IV, a conceder-lhe, a seu
pedido, a dízima dos rendimentos eclesiásticos do país durante dois anos, menos dos cardeais e das
Ordens Militares, afim de ele continuar a guerra contra o rei de Benamarim, que fez trégua com os
demais reis cristãos da Península por dez anos.
 Documento nº 93, 10 de Janeiro de 1345. Monumenta Henricina, 1º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1960, pp. 221-225. ANTT., Bulas, maço 2, nº 8. AV., Reg. Vat., vol. 165,
fl. 177 v. ABRANCHES, Suma, p. 34, nº 225. SILVA MARQUES, Descobrimentos, vol.
1, p. 85. Bula Ad ea ex quibus, de Clemente VI, dirigida aos bispos de Évora e Viseu, a incumbi-los de
arrecadarem a dízima dos rendimentos eclesiásticos do reino, pelo pontífice concedida a el-rei D. Afonso
IV, por dois anos, para a guerra contra o rei de Benamarim (Marrocos), em tréguas por 10 anos com os
demais reis da Península.
 Documento nº 94, 10 de Janeiro de 1345. Monumenta Henricina, 1º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1960, pp. 225-228. AV., Reg. Vat., vol. 165, fl. 178v. Bula Ad ea ex quibus, de
Clemente VI, dirigida aos prelados e demais clero secular e regular de Portugal, a comunicar-lhes haver
concedido a el-rei D. Afonso IV, por dois anos, a dízima dos rendimentos eclesiásticos do país, excepto
os cardeais e das Ordens Militares, para ele prosseguir a luta contra o reino de Benamarim, em que se
encontra só, por os demais reinos cristãos da Península haverem feito trégua com os sarracenos.
 Documento nº 95, 13 de Janeiro de 1345. Monumenta Henricina, 1º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1960, pp. 228-229. AV., Reg. Vat., vol. 166, fl. 359v. ZUNZUNEGUI, Los
orígenes, p. 394. Bula Prouenit ex tue, de Clemente VI, para Luís de Espanha ou Luís de la Cerda,
a conceder indulgência plenária, em artigo de morte, a todos os que participem na expedição das
Canárias.
 Documento nº 96, 13 de Janeiro de 1345. Monumenta Henricina, 1º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1960, pp. 229-230. AV., Reg. Vat., vol. 166, fl. 200. ZUNZUNEGUI, Los
orígenes, p. 393. Bula Prouenit ex tue, de Clemente VI, para Luís de Espanha ou Luís de la Cerda,
a conceder a todos os que, dentro de três anos, trabalhem na empresa da conquista e conversão das
Canárias, indulgência plenária em artigo de morte, como se abalassem em socorro da Terra Santa.
 Documento nº 97, 12 de Fevereiro de 1345. Monumenta Henricina, 1º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1960, pp. 230-234. AV., Reg. Vat., vol. 138, fl. 148. COSTA MACEDO,
Memórias, p. 17. COSTA MACEDO, Carta del-rei D. Afonso IV, Lisboa, 1910.
FAUSTINO DA FONSECA, História. FAUSTINO DA FONSECA, História da Colonização
Portuguesa no Brasil, t.1, p. LXVII. MAGALHÃES GODINHO, Documentos sobre a
Expansão Portuguesa, vol. 1, pp. 29 e ss. PEREZ EMBID, Los descubrimentos en el
Atlântico, pp. 77 e ss. RAYNALDUS, Annales, ad an. 1344, nº 48 e ss. SILVA
MARQUES, Descobrimentos, vol. 1, p. 86. ZUNZUNEGUI, Los orígenes, p. 394.
CORRÊA, História da Descoberta, p. 144. Carta de el-rei D. Afonso IV ao Papa Clemente VI,
em resposta às letras circulares Vinee Domini Sabahot e Desiderabiliter affectantes, de dia 11 de
Dezembro de 1344, pelas quais o pontífice lhe comunicara haver nomeado Luís de Espanha para
príncipe das Ilhas da Fortuna ou Canárias, no intuito de ele promover nelas a difusão da fé católica, e
lhe solicitara o auxiliasse com navios, gentes de armas viveres e outras coisas necessárias. Reclama o
monarca as ditas ilhas, atendendo a que foram os portugueses quem primeiro as encontrou, à
proximidade delas do território de Portugal e ainda no facto dele próprio, antes das lutas com Castela,
ter enviado lá expedição. Cede-as, contudo, ao dito príncipe, em reverência à Sé Apostólica e por
contemplação para com Luís de Espanha, seu consanguíneo, a quem apenas poderá fornecer viveres e
outras coisas dispensáveis, mas não navios e gente de armas, tudo pouco para a luta em que anda
empenhado contra os sarracenos.
 Documento nº 98, 13 de Março de 1345. Monumenta Henricina, 1º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1960, pp. 234-235. AV., Reg. Vat., vol. 138, fl. 148. Carta de Afonso XI, rei de
Leão e Castela, para Clemente VI, a comunicar-lhe o seu reconhecimento do título de príncipe das
Canárias concedido pela Santa Sé a Luís de Espanha ou Luís de la Cerda, embora tais ilhas pertençam
de direito aos reis de Leão e Castela.
 Documento nº 100, 20 de Novembro de 1345. Monumenta Henricina, 1º vol.,
Coimbra, Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do
Infante D. Henrique, 1960, p. 237. AV., Reg. Vat., vol. 139, fl. 153. Letras Affectionem
piam, de Clemente VI, para D. Pedro, rei de Aragão, a exortá-lo a cumprir a promessa que fizera em
auxiliar Luís de Espanha ou Luís de la Cerda na conquista das Canárias.
 Documento nº 102, 27 de Fevereiro de 1355. Monumenta Henricina, 1º vol.,
Coimbra, Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do
Infante D. Henrique, 1960, pp. 239-243. ANTT., Bulas, maço 3, nº 2. SILVA
MARQUES, Descobrimentos Portugueses, vol. 1, p. 100. Bula Romana mater ecclesia, de
Inocêncio VI, dirigida ao arcebispo de Braga e aos Bispos de Évora e de Viseu, a incumbi-los de
recolher metade da dízima dos rendimentos eclesiásticos do país durante quatro anos, excepto dos
cardeais da Cúria que tenham benefícios em Portugal e das Ordens Militares, o qual o pontífice
concedera a el-rei D. Afonso IV, para a guerra contra os mouros que, subitamente e com elevado
número de galés, invadiram as terras portuguesas e tomaram a vila do Algarve, onde roubaram as
igrejas, mataram e cativaram os habitantes e ameaçaram voltar.
 Documento nº 103, 23 de Maio de 1361. Monumenta Henricina, 1º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1960, pp. 243-244. ANTT., Livraria, cód. 8-A, fls.19 e 26v. Ordenaçoens
do Senhor Rey D. Affonso V, liv. 2, tít.5, pp. 63 e 87. SILVA MARQUES,
Descobrimentos Portugueses, vol. 1, p. 113. Artigos 2º e 33º dos agravos apresentados nas
cortes de Elvas a el-rei D. Pedro pelo arcebispo de Braga, bispos e demais prelados, priores e abades
sobre o serviço dos clérigos nas hostes e galés e sobre as dízimas dos rendimentos eclesiásticos do reino,
indevidamente cobradas nos dois anos subsequentes à morte de el-rei D. Afonso IV, por a Santa Sé não
haver renovado essa concessão a seu sucessor.
 Documento nº 104, 29 de Junho de 1370. Monumenta Henricina, 1º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1960, pp. 244-247. ALTE, Arquivo da Casa Franca. FORTUNATO DE
ALMEIDA, História de Portugal, t.3, p. 762. SILVA MARQUES, Descobrimentos
Portugueses, t.1, p. 126. Carta de el-rei D. Fernando, a doar as ilhas desertas de Nossa Senhora a
Franca e Gomeira, no mar do cabo Não, com todos os seus direitos e pertenças, rios, portos e pescarias
etc. e com a jurisdição cível e crime, mero e mixto império, menos as apelações nos feitos crimes, a
Lançarote da Franca, vassalo e almirante de el-rei, e a seus sucessores, por ele as haver encontrado.
 Documento nº 105, 2 de Abril de 1375. Monumenta Henricina, 1º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1960, pp. 247-250. ANTT., Bulas, maço 35, nº 14. AV., Reg. Vat., vol.
279, fl. 34 v. SANTOS ABRANCHES, Suma, p. 35. SILVA MARQUES, Descobrimentos
Portugueses, vol. 1, p. 152. Bula Accedit nobis, Gregorio XI, dirigida aos eclesiásticos de
Portugal, a ordenarem-lhes que paguem, durante dois anos, ao bispo de Évora e ao Núncio da Santa Sé
a dízima dos seus rendimentos, dela excluídos apenas os cardeais da Cúria Romana com benefícios no
país nas Ordens Militares, metade da qual seja convertida em auxílio da guerra contra os reis de
Marrocos e de Granada, a pedido de el-rei D. Fernando, e a outra metade seja entregue a Roma.
 Documento nº 106, 7 de Julho de 1376. Monumenta Henricina, 1º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1960, pp. 250-252. ALTE, Arquivo da Casa Franca. FORTUNATO DE
ALMEIDA, História de Portugal, t.3, p. 762. SILVA MARQUES, Descobrimentos
Portugueses, t.1, p. 155. Carta de el-rei D. Fernando, a doar a Lançarote de Franca, almirante
das suas galés, as ilhas de Nossa Senhora a Franca e Gomeira e ainda as saboarias pretas de Tavira,
Castro Marim, Alcoutim e a aldeia de Martim Longo, em razão da guerra que tivera o donatário com os
naturais das ditas ilhas e com os castelhanos.
 Documento nº 107, 12 de Outubro de 1377. Monumenta Henricina, 1º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1960, pp. 252-257. ANTT, Bulas, maço 35, nº 28. AV., Reg. Vat., vol. 288,
fl. 235. SANTOS ABRANCHES, Suma, p. 35. SILVA MARQUES, Descobrimentos
Portugueses, vol. 1, p. 162. Bula Accedit nobis, de Gregório XI, dirigida ao rei de Portugal D.
Fernando, que reclamara das condições marcadas pelo pontífice em bula anterior sobre o mesmo
assunto, a conceder-lhe metade da dízima dos rendimentos eclesiásticos do reino durante dois anos,
reservada a outra metade à Santa Sé, com a condição de ele guerrear sem tréguas os sarracenos,
nomeadamente no seu próprio chão, onde construirá igrejas e colocará eclesiásticos seculares, nos
termos do Direito, e vigiará por que nas regiões conquistadas não se permita o exercício da religião
maometana.
 Documento nº 109, 25 de Janeiro de 1382. Monumenta Henricina, 1º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1960, pp. 258-259. ANTT., Colegiada de Santo Estêvão de Alfama, Lisboa,
maço 1, nº 19. Autorização notarial do prior da Colegiada de Santo Estêvão da cidade de Lisboa
para que João Vicente, barqueiro, e sua mulher Sancha Fernandes vendam vinha que trazem
emprazada da referida igreja no Lavradio, Ribatejo, a Afonso Esteves, Mestre das Galés, e a sua mulher
Maria de Langos, todos residentes na dita cidade.
 Documento nº 110 28 de Janeiro de 1382. Monumenta Henricina, 1º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1960, pp. 259-260. ANTT., Colegiada de Santo Estêvão de Alfama, Lisboa,
maço 1, nº 19. Escritura da venda que João Vicente, barqueiro, e Sancha Fernandes, sua mulher,
fizeram a Afonso Esteves, Mestre das Galés de el-rei, e a Maria de Lango, sua mulher, todos residentes
em Lisboa, de vinha no Lavradio, Ribatejo, por 200 libras de dinheiros portugueses com o encargo de 15
soldos anuais de aniversário à Colegiada de S. Estêvão da mesma cidade.
 Documento nº 112, 8 de Novembro de 1385. Monumenta Henricina, 1º vol.,
Coimbra, Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do
Infante D. Henrique, 1960, pp. 262-263. ALTE, Arquivo da Casa Franca. FORTUNATO
DE ALMEIDA, História de Portugal, t.3, p. 763. SILVA MARQUES, Descobrimentos
Portugueses, vol. 1, p. 186. Carta de el-rei D. João I, a confirmar a Lopo Afonso da Franca,
cavaleiro, vassalo de el-rei e almirante das galés, a doação que a seu pai, Lançarote da Franca, fizera a
el-rei D. Fernando das saboarias pretas de Tavira, Castro Marim, Alcoutim e aldeia de Martim Longo, o
qual, sendo capitão-mor das ilhas, teve agora honrado fim na de Lançarote.
 Documento nº 123, 22 de Janeiro de 1403. Monumenta Henricina, 1º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1960, pp. 293-296. AV., Reg. Vat., vol. 323, fl. 408. AV., Reg. Aven., vol.
306, fl. 428. ZUNZUNEGUI, Los origins, p. 398. Bula Apostolatus officium, de Bento XIII, a
conceder, após a conquista da ilha de Lançarote, nas Canárias, graças espirituais a todos os que
trabalhem na sua defesa, na conquista das outras ilhas e na conversão dos indígenas ou que para isso
concorram com determinadas esmolas.
 Documento nº 124, 22 de Janeiro de 1403. Monumenta Henricina, 1º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1960, pp. 296-299. AV., Reg. Vat., vol. 323, fl. 431. Bula Apostolatus officium,
de Bento XIII, dirigida aos prelados, abades e priores do reino de Aragão, a conceder graças espirituais
aos que participem na conquista, defesa e conversão das Canárias ou que para isso concorram com
determinada quantias.
 Documento nº 144 18 de Agosto de 1410. Monumenta Henricina, 1º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1960, pp. 329-334. GHCP, Arquivo da Câmara Municipal do Porto,
Pergaminhos, liv. 3, doc.68. Índice chronologico dos docs. Mais notáveis…da Câmara
da cidade do Porto, p. 120. Carta de el-rei D. João I, em que, a rogo da Câmara da cidade do
Porto, dá Regimento ao seu armazém daquela cidade quanto à percepção da dízima régia sobre as
mercadorias ali entradas por mar no estrangeiros, nomeadamente de material para navios.
 Documento nº 151, 6 de Julho de 1411. Monumenta Henricina, 1º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1960, p. 348. ANTT, Chancelaria de D. João I, liv. 3, fl. 129v. Carta de el-rei
D. João, a doar, enquanto sua mercê for, a Diogo Fernandes de Almeida, filho de Fernando Álvares de
Almeida, aio que foi dos infantes, o canal grande e o serviço real dos judeus de Abrantes e termo, a
dízima do peixe das vilas de Abrantes e de Punhete (actual Constância), o mordomado daqueles lugares,
o canal da estacada de Punhete, os direitos dos tabeliães das ditas vilas e seus termos, metade do
rendimento da barca de Punhete, o quarto dos bocais de Alfanzura, etc.

Volume II (1411-1421)
Subcomissão de «Monumenta Henricina»: Manuel Lopes de Almeida; Idalino Ferreira da
Costa Brochado; António Joaquim Dias Dinis, O.F.M.
 Documento nº 7, 1411. Monumenta Henricina, 2º vol., Coimbra, Comissão executiva
das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D. Henrique, 1960, pp. 35-
39. FERNÃO LOPES, Crónica de D. João I, vol. 2, Porto, 1949, cap. 196. Concluído o
Tratado de Paz entre Portugal e Castela, em 31 de Outubro de 1411, poucos dias depois de regressarem
a Portugal os representantes de el-rei D. João I, a rainha de Castela solicitou-lhe o auxílio de 10 ou 12
galés para retomar a guerra contra Granada, no Verão próximo.
 Documento nº 8, 26 de Dezembro de 1411. Monumenta Henricina, 2º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1960, pp. 39-48. ANTT., Casa da Feitoria portuguesa em Antuérpia, caixa
3, nº 15. ANTT., Casa da Feitoria portuguesa em Antuérpia, caixa 3, nº 17. BRUGES,
STADSARCHIEF, Stadscartularium, Ouden Wittenbouc, fl. 94. BRAAMCAMP FREIRE, A
feitoria de Flandres, pp. 417 e ss.
 LIODTS VAN SEVEREN, Cartulaire de l’ancienne estaple de Bruges, t.1, p. 483 e ss.,
nº 589. SILVA MARQUES, Descobrimentos Portugueses, vol. 1, pp. 83 e ss. VANDEN
BUSSCHE, Flandre et Portugal, pp. 173 e ss. Carta de João Sem Medo, duque de Borgonha, a
outorgar privilégios aos mercadores, mestres de navios, marinheiros e súbditos dos reinos de Portugal e
Algarve em Flandres, especialmente na cidade de Bruges.
 Documento nº 10, Antes de 22 de Agosto de 1412. Monumenta Henricina, 2º vol.,
Coimbra, Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do
Infante D. Henrique, 1960, pp. 49-53. ZURARA, Crónica da tomada de Ceuta, cap.
16. El-rei D. João I manda o Prior do Hospital e o capitão Afonso Furtado à Sicília, cometer
casamento à ex-rainha D. Branca com seu filho o infante D. Pedro, como estratagema para, à ida e à
vinda, eles estudarem as condições militares de Ceuta.
 Documento nº 11, 22 Novembro de 1412. Monumenta Henricina, 2º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1960, pp. 53-54. ACA., Fernando I, caja 1, nº 33. Carta dos jurados e concelho
de Iviça (Baleares), dirigida a Fernando I, rei de Aragão, a rogar-lhe oiça G. Roig e Bernardo Nicolau,
a quem e a outros habitantes da ilha roubaram 10 cativos, levados por nau flamenga e por outra
portuguesa a Génova, onde foram vendidos, e a suplicar-lhe que faça o possível por que sejam
restituídos a seus donos.
 Documento nº 12, 23 de Novembro de 1412. Monumenta Henricina, 2º vol.,
Coimbra, Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do
Infante D. Henrique, 1960, pp. 54-55. ACA., Fernando I, caja 1, nº 32. Carta dos
jurados conselho de Iviça ao rei de Aragão, Fernando I, a solicitar-lhe que faça justiça e que seja
indemnizado Nicolás Abri, portador da presente, a quem nau portuguesa, que passou recentemente por
Iviça, roubou dois cativos mouros.
 Documento nº 19, 1413. Monumenta Henricina, 2º vol., Coimbra, Comissão
executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D. Henrique,
1960, pp. 64-65. ACA., Fernando I, caja 3, nº 412. Carta de João Tereyó, mercador de
Maiorca, a João Mercader, bailio geral de Valência, a informá-lo de que uma galé de Dom Murta e a
nau régia que estava em Iviça aprisionaram, a 20 milhas daquela povoação, nau portuguesa ali chegada
com 90 mouros peregrinos que seguiam para Bugia, no número dos quais consta estar Dom Benxernit,
a qual se encontra detida em Porto Petro.
 Documento nº 20, 9 Setembro 1413. Monumenta Henricina, 2º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1960, pp. 65-66. ACA., Fernando I, caja 3, nº 413. João Mercader, bailio geral
de Valência, pede a Fernando I, rei de Aragão, autorize a libertação dos mouros que, com sua licença e
depois de haverem pago todos os direitos, iam em nau portuguesa, acompanhada de outra castelhana e
de galera de Maiorca, ilha em que foram detidos, alegando-se que nem todos possuíam a devida licença,
o que não é certo, e junta parágrafo de carta de João Toreyó sobre o assunto.
 Documento nº 24, 25 de Outubro de 1413. Monumenta Henricina, 2º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1960, pp. 69-71. ACA., Fernando I, caja 5, nº 844. Carta de João Otger,
governador de Iviça, a Fernando I, rei de Aragão, sobre nau portuguesa, detida em Setembro por nau
castelhana e por galera marroquina, a qual transportava 85 mouros de Valência para Bugia, com
seguro do bailio geral de Valência, e foi levada para Maiorca.
 Documento nº 27, 24 de Março de 1414. Monumenta Henricina, 2º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1960, pp. 75-77. AHCML., Livro do provimento do pão, fl. 4. ANTT.,
Chancelaria de D. João I, liv. 3, fl. 167v. SILVA MARQUES, Descobrimentos
Portugueses, vol. 1, p. 233. Carta de el-rei D. João I ao corregedor da cidade de Lisboa, em que,
a pedido da câmara da mesma cidade, proíbe levar a terra as mouros pão, castanha, avelãs, nozes e
outros mantimentos, e ainda aço, ferro e armas, sob pena de morte e confiscação de navios e os bens dos
infractores, metade para a coroa e a outra metade para os denunciadores.
 Documento nº 28, 28 de Março de 1414. Monumenta Henricina, 2º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1960, pp. 77-79. GHCp. , Arquivo da Câmara Municipal do Porto,
Pergaminhos, liv. 3, doc. 76. GHCp. , Arquivo Histórico da Câmara Municipal do
Porto, Livro A, fl. 15v. SILVA MARQUES, Descobrimentos Portugueses, Suplemento
ao vol. 1, p. 318. Carta de el-rei D. João I, a ordenar aos almoxarifes e escrivães da alfandega de
Lisboa e do armazém do Porto que não mais se tome conta aos mercadores e donos de navios dos fretes,
mas apenas se lhes exija juramento sobre o assunto e lhes receba o livro da carga, e a dar providências
para se arrecadarem os direitos dos nacionais e estrangeiros e observarem as leis sobre importações e
exportações de sacas.
 Documento nº 29, 1414? Monumenta Henricina, 2º vol., Coimbra, Comissão
executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D. Henrique,
1960, pp. 79-81. ZURARA, Crónica da Tomada de Ceuta, cap. 14. Parecer do infante D.
Henrique sobre a conquista de Ceuta e resolução de el-rei D. João I de a tomar.
 Documento nº 30, 1414. Monumenta Henricina, 2º vol., Coimbra, Comissão
executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D. Henrique,
1960, pp. 81-83. ZURARA, Crónica da Tomada de Ceuta, cap. 15. O Infante D.
Henrique, por ordem do pai, transmite a seus irmãos, a resolução régia da conquista de Ceuta, a el-rei
D. João I, a pretexto da embaixada à rainha da Sicília, resolve mandar estudar as condições estratégicas
da praça a conquistar.
 Documento nº 31, 1414. Monumenta Henricina, 2º vol., Coimbra, Comissão
executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D. Henrique,
1960. ZURARA; Crónica da tomada de Ceuta, cap. 21. Preparativos da armada para a
conquista de Ceuta, ordenados por el-rei D. João I.
 Documento nº 32, Junho de 1414. Monumenta Henricina, 2º vol., Coimbra, Comissão
executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D. Henrique,
1960, pp. 85-87. ZURARA, Crónica da tomada de Ceuta, cap. 25. Reunião de el-rei D.
João I com seus conselheiros em Torres Vedras para tratarem do feito de Ceuta e pedido que ao
monarca fez antes dela, o infante D. Henrique.
 Documento nº 33, 1414. Monumenta Henricina, 2º vol., Coimbra, Comissão
executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D. Henrique,
1960, pp. 87-89. ZURARA, Crónica da tomada de Ceuta, cap. 29. Organização da
armada com navios nacionais e estrangeiros por el-rei D. João I para o assalto a Ceuta.
 Documento nº 34, 1414-1415. Monumenta Henricina, 2º vol., Coimbra, Comissão
executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D. Henrique,
1960, pp. 89-93. ZURARA, Crónica da Tomada de Ceuta, cap. 30. Convite de el-rei aos
fidalgos, azáfama de preparativos e boatos que corriam o país sobre o destino da armada.
 Documento nº 39, 1414. Monumenta Henricina, 2º vol., Coimbra, Comissão
executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D. Henrique,
1960, pp. 100-103. ZURARA, Crónica da tomada de Ceuta, cap. 31. Alvoroço em Castela
pelos preparativos da armada em Portugal; resolução de enviar embaixada a D. João I para que este
jure o Tratado de Paz de 1411, como prova real do seu pacifismo a respeito pelo país vizinho.
 Documento nº 41, 28 de Novembro de 1414. Monumenta Henricina, 2º vol.,
Coimbra, Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do
Infante D. Henrique, 1960, pp. 106-108. ACA., Registo 2.406, fl. 54. Memorial dado por
D. Fernando, rei de Aragão, a mossem Suero de Naua e ao Dr. Dalman de Sant Dionis, seus
conselheiros, e embaixadores a el-rei de Portugal, à rainha e a D. Nuno Alvares Pereira, com os
assuntos que com eles hão de tratar, pois receia que a armada portuguesa em preparação se dirija
contra o seu reino da Sicília.
 Documento nº 45, 5 de Dezembro de 1414. Monumenta Henricina, 2º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1960, pp. 111-112. ACA., D. Fernando I, caja 10. nº 1759. LEÃO,
Chronicas dos Reis, t.3, cap. 85. SOARES DA SILVA, Memórias, t. 2, cap. 18.
SOARES DA SILVA, Memórias, t.3, cap. 296. ZURARA, Crónica da Tomada de Ceuta,
cap. 33. Carta de João Mercader, bailio geral de Valência, ao rei de Aragão, a dizer-lhe que lhe envia
pelo mesmo correio o depoimento obtido do patrão e mercador de nau de Castela ali chegada de
Portugal sobre o que sabiam da armada deste país e da finalidade dela.
 Documento nº 46, 1414. Monumenta Henricina, 2º vol., Coimbra, Comissão
executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D. Henrique,
1960, pp. 112-117. ZURARA, Crónica da tomada de Ceuta, cap. 33. LEÃO, Chronicas
dos Reis, t.3, cap. 85. SOARES DA SILVA, Memórias, t.2, cap. 188. SOARES DA
SILVA, Memórias, t.3, cap. 296. ZURARA, Crónica da tomada de Ceuta, cap. 33.
Embaixada de el-rei D. Fernando de Aragão a Portugal, em razão do aprestamento da armada, e
oferecimento de serviços de estrangeiros a D. João I.
 Documento nº 47, 1414? Monumenta Henricina, 2º vol., Coimbra, Comissão
executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D. Henrique,
1960, pp. 117-120. LEÃO, Chronicas dos Reis, t.3, cap. 86. SOARES DA SILVA,
Memórias, t.2, cap. 188. SOARES DA SILVA, Memórias, t.3, cap. 297. ZURARA,
Crónica da tomada de Ceuta, cap. 34. Embaixada do rei de Granada a Portugal pelo mesmo
motivo de receio da finalidade da armada portuguesa em preparação.
 Documento nº 48, 2 de Janeiro de 1415. Monumenta Henricina, 2º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1960, pp. 120-121. ACA., Fernando I, caja 6, nº 936. João Otger, escrevendo
de Iviça a Fernando I, rei de Aragão, pede-lhe o informe da chegada das naus a Portugal; pois como
tem notícia de que se preparam os portugueses para avançar para alguma parte do levante, a Ilha de
Iviça, que lhes fica no caminho, está a preparar-se contra qualquer possível ataque, o que lhe ocasiona
avultadas despesas.
 Documento nº 51, 20 de Janeiro de 1415. Monumenta Henricina, 2º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1960, pp. 123-124. RYMER, Foedera, conventiones, litterae, 3ª ed., t.4,
parte 2, p. 101. SILVA MARQUES, Descobrimentos Portugueses, Suplemento ao vol.
1, p. 462. Carta de el-rei Henrique V de Inglaterra, a ordenar às autoridades do porto de Londres
que, tendo autorizado Álvaro Vasques de Almada a equipar vários homens de armas e a comprar no país
350 lanças para o serviço de el-rei de Portugal, lhes dêem livre transito, com dispensa de todos os
direitos.
 Documento nº 52, 12 de Fevereiro de 1415. Monumenta Henricina, 2º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1960, pp. 124-126. ACA., D. Fernando I, caja 4, nº 655. Carta do embaixador
Martinho de Torres a D. Fernando, rei de Aragão, sobre vários assuntos respeitantes ao reino da Sicília,
nomeadamente há cerca dos preparativos de defesa dos sicilianos contra a armada de Portugal, que
julgavam ir contra aquele reino.
 Documento nº 53, 23 de Fevereiro de 1415. Monumenta Henricina, 2º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1960, pp. 126-127. ACA., Fernando I, caja 6, nº 898. Carta de Guilherme de
Mir a Fernando I, rei de Aragão, a dizer-lhe haver escrito a Miguel de Noves sobre os assuntos do conde
de Foix, a quem ele fora enviado; a referir-lhe ter o conde de Armanhaque o exercito preparado em
Avernia, que os ingleses percorreram a França e levaram muita gente e gado, que os reis de Portugal e
de Inglaterra preparam muitos soldados, naus e artilharia para fins que ele ignora e que lhe transmitirá
de palavras outras notícias que tem de Portugal.
 Documento nº 54, Fevereiro – Junho de 1415. Monumenta Henricina, 2º vol.,
Coimbra, Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do
Infante D. Henrique, 1960, pp. 127-130. ZURARA, Crónica da tomada de Ceuta, cap.
35. Por ordem de seu pai el-rei D. João I, o infante D. Henrique segue para o Porto, a preparar ali a
armada.
 Documento nº 56, 3 de Abril de 1415. Monumenta Henricina, 2º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1960, pp. 131-132. ACA., Registro 2405, fl. 142 v. Carta de D. Fernando, rei
de Aragão, a seu servidor Rui Dias de Veja, a ordenar-lhe que se informe sobre quantos pilotos leva
consigo, na armada, o rei de Portugal, qual a sua naturalidade e linguagem, quais as vitualhas e
mercadorias transporta e ainda sobre todas as demais circunstâncias.
 Documento nº 57, 23 de Abril de 1415. Monumenta Henricina, 2º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1960, pp. 132-146. ACA, Carta reales, caja nº 1, Fernando I, nº 3. JAVIER
DE SALAS, Dos cartas sobre la Expedición a Ceuta en 1415, pp. 318 e ss. Relatório do
espião castellano Ruy Dias de Vega ao rei D. Fernando I de Argão, redigido em Lisboa, a dar-lhe a
minuciosa noticia, entre outras coisas, dos preparativos da armada que então se preparava em Portugal,
dos navios de que se compunha, com indicação da respectiva origem, tonelagem, tripulação e soldo, dos
boatos que corriam no país a propósito do seu destino, nomeadamente contra o reino da Sicília, e a
oferecer-se para obter a retirada imediata dos barcos de Espanha e para lançar fogo a todos os restantes
fundeados no Tejo, se a seu monarca aprouver, o que considera feito de fama.
 Documento nº 60, Junho - Julho de 1415. Monumenta Henricina, 2º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1960, pp. 148-151. ZURARA, Crónica da tomada de Ceuta, cap. 36. Por
mandado de el-rei D. João I seu pai, o infante D. Henrique parte do Porto com a frota ali organizada e
fundeia em frente do Restelo.
 Documento nº 65, 19-25 de Julho de 1415. Monumenta Henricina, 2º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1960, pp. 158-161. ZURARA, Crónica da tomada de Ceuta, cap. 47. Os
infantes vão a Alhos Vedros conferenciar com el-rei seu pai sobre seguir a armada para Ceuta
imediatamente ou não, após o que reúnem no Restelo com membros do Conselho régio.
 Documento nº 66, 21 de Julho de 1415. Monumenta Henricina, 2º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1960, pp. 161-163. ZURARA, Crónica da tomada de Ceuta, cap. 49. Os
infantes voltam para o Restelo, jantam com o infante D. Henrique na galé deste, tiram o luto, mandam
embandeirar os barcos festivamente, com o espanto das tripulações e da cidade, que se entretêm em
comentários vários sobre a mudança rápida do cenário.
 Documento nº 67, 23-25 de Julho de 1415. Monumenta Henricina, 2º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1960, p. 163. ZURARA, Crónica da tomada de Ceuta, cap. 50. El-rei segue,
em 23, de Alhos Vedros para o Restelo, na galé do conde de Barcelos, onde se lhe juntam os infantes, e
no dia seguinte ancora a sua frota junto de Santa Catarina, para recolher o pessoal mais facilmente, o
qual levantou ferro em 25.
 Documento nº 68, 24 de Julho de 1415. Monumenta Henricina, 2º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1960, p. 164. ACA., D. Afonso V, caja 15, nº 190. ZURARA, Crónica da
tomada de Ceuta, cap. 50. Carta de João Gomes da Silva, alferes-mor de el-rei D. João I, ao
arcebispo de Santiago, seu amigo, a agradecer-lhe os informes recebidos, que transmitiu ao monarca, a
dizer-lhe qual a composição da armada e ainda, com a autorização régia, que ela se dirige contra os
mouros de Belamarim (Marrocos).
 Documento nº 69, 26-27 de Julho de 1415. Monumenta Henricina, 2º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1960, p. 165. ZURARA, Crónica da tomada de Ceuta, cap. 51. A armada
desce a costa, dobra o Cabo de S. Vicente, onde presta honras às relíquias daquele santo, e fundeia em
Lagos, na noite de sábado.
 Documento nº 70, 28 de Julho de 1415. Monumenta Henricina, 2º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1960, pp. 165-166. ZURARA, Crónica da tomada de Ceuta, cap. 52. O
franciscano Mestre Fr. João Xira prega em Lagos ao pessoal da armada, perante el-rei e os infantes
seus filhos.
 Documento nº 71, 28 de Julho de 1415. Monumenta Henricina, 2º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1960, pp. 166-168. ACA, Cartas Reales, Fernando I, caja 6, nº 969.
JAVIER DE SALAS, Dos cartas sobre la expedición a Ceuta en 1415, p. 336. Carta de
Ruy Dias de Vega, servidor e espião do rei de Aragão, escrita de Sacavém àquele monarca, a comunicar-
lhe o enterro da rainha de Portugal e o que depois sucedeu, especialmente com a partida da armada
portuguesa, cujo destino supõe ser Gibraltar ou Ceuta.
 Documento nº 73, 31 de Julho – 10 de Agosto de 1415. Monumenta Henricina, 2º
vol., Coimbra, Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do
Infante D. Henrique, 1960, pp. 169-170. ZURARA, Crónica da tomada de Ceuta, cap.
54. Parte a armada de Lagos para Faro, onde demora até 7 de Agosto, por motivos de calmaria, segue
então viagem, e vai aproar em Algeciras na tarde de dia 10, crente ainda o pessoal de que seguia contra
a Sicília.
 Documento nº 74, 6 de Agosto de 1415. Monumenta Henricina, 2º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1960, pp. 170-171. ACA., D. Afonso V, caja 15, nº 159. Carta do arcebispo de
Santiago ao rei de Aragão, a enviar-lhe inclusas outras recebidas de Portugal com notícias sobre a
armada portuguesa e seu destino, nomeadamente a de João Gomes da Silva, a comunicar-lhe que o
conde D. Fradique tornou a Santiago e partiu para Baiona do Minho e ainda a prometer que o duque e
marechal alemães serão bem recebidos.
 Documento nº 75, 12 de Agosto de 1415. Monumenta Henricina, 2º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1960, pp. 171-172. ZURARA, Crónica da tomada de Ceuta, cap. 56.
Iniciada a viagem para Ceuta, grande cerração e impetuosas correntes a estorvaram, lançando as naus
em direcção a Málaga, menos a de Estêvão Soares de Mello, as galés, fustas e navios pequenos que,
naquele dia, ancoraram diante de Ceuta.
 Documento nº 77, 12-16 de Agosto de 1415. Monumenta Henricina, 2º vol.,
Coimbra, Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do
Infante D. Henrique, 1960, pp. 173-175. ZURARA, Crónica da tomada de Ceuta, cap.
57. Escaramuça dos mouros com os barcos que primeiro se aproximaram da cidade de Ceuta; em 14
manda D. João II o infante D. Henrique buscar o infante D. Pedro na sua galé e ordenar que todo o
resto da frota se aproxime do monarca.
 Documento nº 78, 15-19 de Agosto de 1415. Monumenta Henricina, 2º vol.,
Coimbra, Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do
Infante D. Henrique, 1960, pp. 175-176. ZURARA, Crónica da tomada de Ceuta, cap.
59. Como a frota, por via da tormenta, torna outra vez a Algeciras e como, ao dobrar do cabo de
Almina, as galés correram perigo.
 Documento nº 79, 15-19 de Agosto de 1415. Monumenta Henricina, 2º vol.,
Coimbra, Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do
Infante D. Henrique, 1960, pp. 176-178. ZURARA, Crónica da tomada de Ceuta, cap.
60. Vendo Saláh bem Saláh como a frota retirara, despediu os alarves do interior, que tinha chamado
em seu socorro, calculados em 100.000, o que veio facilitar a conquista da cidade pelos cristãos, e el-rei
torna a mandar o infante D. Henrique chamar as naus, em cuja ida socorre uma que se desfazia.
 Documento nº 80, 19 de Agosto de 1415. Monumenta Henricina, 2º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1960, p. 178. ZURARA, Crónica da tomada de Ceuta, cap. 62. Reunião do
Conselho com el-rei, em que se dividem as opiniões, propondo uns que voltem para Portugal, outros que
se tome Gibraltar e outros enfim, no número dos quais os infantes, que se tome Ceuta.
 Documento nº 81, 19 de Agosto de 1415. Monumenta Henricina, 2º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1960, pp. 178-179. ZURARA, Crónica da tomada de Ceuta, cap. 63. Em
remate das opiniões do Concelho, el-rei manda juntar a frota na ponta do Carneiro e ali resolve ir sobre
a cidade de Ceuta.
 Documento nº 82, 20 de Agosto de 1415. Monumenta Henricina, 2º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1960, pp. 180-182. ZURARA, Crónica da tomada de Ceuta, cap. 65. O
infante D. Henrique aproxima-se da cidade de Ceuta e seus escudeiros manifestam-lhe apreensões
acerca da manobra da frota, ordenada por el-rei.
 Documento nº 83, 20 de Agosto de 1415. Monumenta Henricina, 2º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1960, pp. 182-183. ZURARA, Crónica da tomada de Ceuta, cap. 66. O
infante D. Henrique responde a seus escudeiros e sua frota chega à cidade de Ceuta.
 Documento nº 84, 20 de Agosto de 1415. Monumenta Henricina, 2º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1960, pp. 183-185. ZURARA, Crónica da tomada de Ceuta, cap. 72. O
infante D. Henrique desembarcou na praia de Ceuta e começa a combater os mouros.
 Documento nº 102, 2 de Setembro de 1415. Monumenta Henricina, 2º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1960, pp. 215-216. ZURARA, Chronica do conde D. Pedro de Menezes,
liv.1, cap. 9. Determina el-rei o regresso da frota ao reino, comunica ao conde D. Pedro de Menezes
que tenciona voltar ali em Março seguinte, a prosseguir a conquista, apenas iniciada, e recomenda-lhe o
pessoal que fica em Ceuta.
 Documento nº 103, 2 de Setembro de 1415. Monumenta Henricina, 2º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1960, pp. 217-218. ZURARA, Crónica da tomada de Ceuta, cap. 101. Zarpa
a frota de Ceuta e fundeia em Tavira, onde el-rei D. João I nomeia solenemente duques seus filhos D.
Pedro e D. Henrique, o primeiro de Coimbra e o segundo de Viseu.
 Documento nº 104, depois de 2 de Setembro de 1415. Monumenta Henricina, 2º
vol., Coimbra, Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do
Infante D. Henrique, 1960, pp. 218-222. ANTT., Núcleo Antigo nº 12, Ordenações de
D. Afonso V, liv.5, fl. 147. ANTT., Núcleo Antigo, cód. 14-A, liv.5, fl. 102.
Ordenaçoens do Senhor Rey D. Affonso V, liv.5, título 83, p. 299. SILVA MARQUES,
Descobrimentos portugueses, vol. 1, p. 265. Ordenação de el-rei D. João I sobre os que
foram na armada de Ceuta e ficaram lá por seu serviço, a providenciar sobre dívidas deles, demandas,
vendas de bens, arrendamentos, prazos e ainda sobre a comutação de penas de morte, de mutilação etc.,
a que haviam sido condenados os homiziados que ficaram naquela cidade, incluída na confirmação de
el-rei D. Afonso V, ambas sem data.
 Documento nº 105, 13 de Setembro de 1415. Monumenta Henricina, 2º vol.,
Coimbra, Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do
Infante D. Henrique, 1960, pp. 222-223. ACA., Fernando I, caja 1, nº 2. Carta de João
Mercader, bailio geral de Valência, a comunicar a Fernando I, rei de Aragão, a tomada de Ceuta por el-
rei D. João I de Portugal em 21 de Agosto último, a dizer-lhe que fará o que possa sobre o assunto do
florão da coroa real, a anunciar-lhe que envia junto carta da Sicília com boas notícias, a comunicar-lhe
o naufrágio de nau castelhana por temporal e ainda a perda da nau de Pelegrín Gómez, em combate
com naus venezianas.
 Documento nº 112, 20 de Dezembro de 1415. Monumenta Henricina, 2º vol.,
Coimbra, Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do
Infante D. Henrique, 1960, pp. 234-235. AHCML., Provimento de Ofícios, liv.1, fl. 15.
SILVA MARQUES, Descobrimentos Portugueses, vol. 1, p. 236. Carta de el-rei D. João I, a
dar escribanía da audiencia dos homens do mar, pertencente ao concelho de Lisboa, a Martim Anes,
criado do infante.
 Documento nº 113, 1415-1416. Monumenta Henricina, 2º vol., Coimbra, Comissão
executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D. Henrique,
1960, pp. 235-237. DIOGO GOMES, De prima jnuentione Guinee, segundo o Codex
monacensis hispanicus 27 de Bayerische Staats-Bibliothek, Handschriften-Abteilung
de Munique, fl. 270. GABRIEL PEREIRA, As relações do descobrimento da Guiné e
das ilhas dos Açores, Madeira e Cabo Verde, pp. 6-7. GABRIEL PEREIRA, O
Manuscrito «Valentim Fernandes», pp. 187-88. SCHMELLER, Ueber Valenti
Fernandez Alemã, pp. 18-41. SERRA RAFOLS, Portugal en las islas Canárias, pp.
221-22. Expedições portuguesas às ilhas Canárias e para além deste arquipélago, ordenadas pelo
infante D. Henrique.
 Documento nº 136, 12 de Julho de 1417. Monumenta Henricina, 2º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1960, p. 266. RYMER, Foedera, conventiones, literae, 3ª ed., t.4, parte 3,
p. 5. SILVA MARQUES, Descobrimentos Portugueses, Suplemento ao vol. 1, p. 466.
Carta de el-rei D. Henrique V de Inglaterra, a comunicar a seus almirantes que autorizara o cavaleiro
Pedro Lobato, enviado do Rei de Portugal seu tio, a levar 300 lanças destinadas ao infante D. Henrique,
filho daquele, para guerrear os incrédulos e inimigos da fé cristã, e ainda armadura completa para ele, o
que tudo isenta de direitos.
 Documento nº 155, 4 de Abril de 1419. Monumenta Henricina, 2º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1960, pp. 314-315. AV., Reg. Vat., vol. 352, fl. 2466 v. ABRANCHES,
Suma, nº 2030. DE WITTE, Les bulles, p. 694. JORDÃO, Bullarium Patronatus, vol. 1,
p. 11. RAYNALDUS, Annales, ad an. 1419, nº 8. SILVA MARQUES, Descobrimentos
Portugueses, Suplemento ao vol. 1, p. 95. Letras Decens esse videtur, do Papa Martinho V, a
conceder que el-rei D. João I, seus filhos e demais fiéis cristãos que desejam participar na defesa da
cidade de Ceuta contra os sarracenos possam comprar, nos reinos das Espanhas e noutras partes da
cristandade, armas, cavalos, víveres e demais coisas necessárias à defesa e aprovisionamento da dita
cidade, e transportá-las para lá livremente, por terra e por mar.
 Documento nº 160, Setembro de 1419. Monumenta Henricina, 2º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1960, pp. 323-325. ZURARA, Chronica do conde D. Pedro de Meneses,
liv.1, cap. 72. Informado o capitão de Ceuta, D. Pedro de Meneses, por cartas recebidas de Tarifa, de
que el-rei de Granada preparava frota para novamente atacar Ceuta, informa disso D. João I; e o
infante D. Henrique segue apressadamente de Viseu para os Paços da Serra de El-Rei, a encontrar-se
com seu pai, no intuito de socorrer aquela praça marroquina.
 Documento nº 161, Setembro de 1419. Monumenta Henricina, 2º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1960, pp. 325-329. ZURARA, Chronica do conde D. Pedro de Menezes,
liv.1, cap. 73. El-rei D. João I manda para Lisboa os infantes D. Duarte e D. Henrique, a fim de
prepararem a frota de socorro a Ceuta, depois de reduzida, por os mouros haverem retirado o cerco.
 Documento nº 162, Setembro de 1419. Monumenta Henricina, 2º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1960, pp. 329-331. ZURARA, Chronica do conde D. Pedro de Meneses,
liv.1, cap. 74. Entretanto em Ceuta, D. Pedro de Meneses vai conduzindo as operações, dirigindo- se
as galés de Bulhões para Almina, onde os portugueses desembarcam e combatem os sarracenos.
 Documento nº 164, Setembro de 1419. Monumenta Henricina, 2º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1960, pp. 332-334. ZURARA, Chronica do conde D. Pedro de Menezes,
liv.1, cap. 76. Prossegue a luta, na qual figuram bons elementos tanto de Granada como de
Marrocos, mas com prejuízos e baixas para os sarracenos.
 Documento nº 165, Setembro de 1419. Monumenta Henricina, 2º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1960, pp. 334-336. ZURARA, Chronica do conde D. Pedro de Menezes,
liv.1, cap. 77. Recebida a carta do alcaide de Tarifa, a recomendar a el-rei D. João I a necessidade
de socorro imediato a Ceuta, manda aquele seguir a frota, capitaneada pelo infante D. Henrique, na
qual embarca também o infante D. João, e ordena que sigam para o Algarve os infantes D. Duarte e D.
Pedro e ali tomem a resolução que o caso requerer.
 Documento nº 166, Setembro de 1419 Monumenta Henricina, 2º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1960, pp. 337-339. ZURARA, Chronica do conde D. Pedro de Menezes,
liv.1, cap. 78. Avisado também D. Pedro de Meneses pelo alcaide de Tarifa de que preparavam os
granadinos, maior contingente de forças contra Ceuta, resolve comunicar a D. João I o perigo que ali
corriam, por Afonso Garcia de Queirós, que depara no mar com a frota portuguesa de socorro.
 Documento nº 167, Setembro de 1419. Monumenta Henricina, 2º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1960, pp. 339-343. Zurara, Chronica do conde D. Pedro de Menezes, liv.1,
cap. 79. A frota chega a Ceuta, enquanto em Almina se combate demoradamente, com baixas de ambos
os lados.
 Documento nº 168, Setembro de 1419 Monumenta Henricina, 2º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1960, pp. 343-346. ZURARA, Chronica do conde D. Pedro de Menezes,
liv.1, cap. 80. Desembarcam os infantes no Porto de El-Rei, são recebidos pelo D. Pedro de Menezes
e pelos demais fidalgos, tingidos de sangue, pela refrega tida com os mouros, entre os quais houvera
grande mortandade.
 Documento nº 171, Setembro – Dezembro de 1419. Monumenta Henricina, 2º vol.,
Coimbra, Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do
Infante D. Henrique, 1960, pp. 350-353. ZURARA, Chronica do conde D. Pedro de
Menezes, liv.1, cap. 81. O capitão de Ceuta oferece as chaves do castelo ao infante D. Henrique,
que não lhas aceita; os dois infantes demoram ali três meses, hóspedes seus, após o que D. Henrique
projecta tomar Gibraltar, o que não efectua em razão de haver sido afastado por tormenta e detido por
calmaria e ainda por el-rei seu pai o mandar regressar a Portugal.
 Documento nº 175, 1419-1420. Monumenta Henricina, 2º vol., Coimbra, Comissão
executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D. Henrique,
1960, pp. 357-362. DUARTE PACHECO PEREIRA, Esmeraldo «de situ orbis», Prólogo.
JOÃO de BARROS, Ásia, Dec.1, cap. 3. O Manuscrito «Valetim Fernandes», pp. 108-
118 e 203-207.
 ZURARA, Crónica dos feitos da Guiné, cap. 83. Como foi descoberto o arquipélago da
Madeira pelos escudeiros do infante D. Henrique João Gonçalves Zarco e Tristão Teixeira e como
foram povoados aquele e o dos Açores.
 Documento nº 178, 20 de Fevereiro de 1420. Monumenta Henricina, 2º vol.,
Coimbra, Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do
Infante D. Henrique, 1960, pp. 364-366. ANTT., Casa da feitoria portuguesa de
Antuérpia, caixa 3, maço A, nº 9. BRAAMCAMP FRREIRE, A feitoria de Flandres, p.
422. Carta de Filipe o Bom, duque da Borgonha, a confirmar, a pedido dos mercadores, mestres de
navios, marinheiros e demais súbditos do rei de Portugal e para incremento do comércio de Flandres, a
carta de seu pai João Sem Medo, de privilégios dos mesmos, de 26 de Dezembro de 1411.
 Documento nº 195, 1420. Monumenta Henricina, 2º vol., Coimbra, Comissão
executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D. Henrique,
1960, p. 390. Crónica de Don Juan II, Ano14, cap. 22, p. 388. Desacordo no Conselho de
Castela sobre a ratificação do Tratado de Paz de 1411 com Portugal, em que se dividem as opiniões
entre trégua por breve tempo e preparação de uma grande armada com a qual os castelhanos se
imponham aos portugueses.

Volume III (1421-1431).


Subcomissão de «Monumenta Henricina»:
Manuel Lopes de Almeida; Idalino Ferreira da
Costa Brochado; António Joaquim Dias Dinis,
O.F.M.
 Documento nº 13, 30 de Junho de 1421. Monumenta Henricina, 3º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1961, pp. 22-23. Quadro Elementar, t.14, p. 175. RYMER, Foedera, t.10,
p. 134. SILVA MARQUES, Descobrimentos Portugueses, Suplemento ao vol. 1, p.
470. Carta de Henrique V, rei de Inglaterra, a autorizar Pedro Lobo do Quintal e Luís Fernandes,
embaixadores do rei de Portugal, a transportar de Inglaterra para o nosso país, em dois navios
portugueses, de que são mestres João Afonso e Gil Eanes, presentemente surtos no porto de
Southampton, 60 lanças e todos os seus cavalos e armaduras.
 Documento nº 19, 4 de Fevereiro de 1422. Monumenta Henricina, 3º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1961, pp. 29-34. GHCp. , Arquivo da Câmara Municipal do Porto,
Pergaminhos, liv. 3, doc.85. GHCp. , Arquivo da Câmara Municipal do Porto, Livro B,
fl. 206. Sentença da corte de el-rei D. João I, a confirmar a do corregedor de Entre Douro e Minho
dada no pleito entre a Câmara e o cabido do Porto, em que se julgou contra este que os navios tomados
por el-rei por força, como haviam sido muitos desde a tomada de Ceuta e desde 1414 ou 1415, para
abastecimento daquela praça africana, não deviam pagar à Sé do Porto o sal de Santa Maria, que eram
inicialmente, vinte almudes de sal de quantos milheiros fossem capazes de levar, mesmo que
transportassem outra mercadoria, e depois, por novo acordo, não levando sal, seis peças de ouro em
dinheiro.
 Documento nº 20, 17 de Março de 1422. Monumenta Henricina, 3º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1961, pp. 34-36. BRUGES, STADSARCHIEF, Stadscartularium,
Groenenbouc A, fl. 150v. GILLIODTS-VAN SEVEREN , Cartulaire de láncienne estaple
de Bruges, t.1, p. 547. Salvo-conduto de Micaela de França, duquesa da Borgonha, na ausencia
do marido, Filipe o Bom, passado aos mercadores, mestres e marinheiros dos navios dos reinos de
Portugal e do Algarves, por um ano, a começar a 22 de Abril seguinte.
 Documento nº 21, 31 de Março de 1422. Monumenta Henricina, 3º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1961, pp. 36-37. BRUGES, STADSARCHIEF, Stadscartularium,
Groenenbouc A, fl. 150v. GILLIODTS-VAN SEVEREN , Cartulaire de láncienne estaple
de Bruges, t.1, p. 547, nº 657. Instrumento dos Quatro membros de Flandres, reunidos em
Gand, de aceitação e ratificação do salvo-conduto dado pela duquesa de Borgonha e condessa da
Flandres, Micaela de França, na ausência de seu marido, Filipe o Bom, em 17 de Março anterior, aos
mercadores e mestres de navios dos Reinos de Portugal e dos Algarves.
 Documento nº 25, 6 de Outubro de 1422. Monumenta Henricina, 3º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1961, p. 42. ANTT., Chancelaria de D. João I, liv.5, fl. 135v. AZEVEDO,
Documentos das Chancelarias, t.1, p. 5. Quitação passada por Gomes Gonçalves, sobrinho de
Fernão Garcia de Neiva, de 750.000 libras, que el-rei mandou dar ao Neiva pelos 3 contos que havia o
monarca de entregar-lhe dos dois cavaleiros mouros tomados para os cavaleiros e escudeiros de Alcácer
que seguiam na nau do dito Fernão Garcia para o descerco de Ceuta.
 Documento nº 50, 4 de Outubro de 1424. Monumenta Henricina, 3º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1961, pp. 91-92. AV., Reg. Suppl., vol. 179, fl. 29. Súplica de João de Baeça,
Vigário Geral dos franciscanos das ilhas Canárias, ao papa Martinho V, a solicitar-lhe autorização para
o bispo e reitores das igrejas da cidade de Barcelona, pelos legados incertos para causas pias e pelas
restituições vagas, adquirem navio, devidamente equipado e tripulado, para serviço e uso do dito Vigário
e de seus confrades das referidas ilhas, que envagelizam há pouco tempo, e onde já converteram
numerosos indígenas, em algumas delas; porém, em razão da grande distância a que se encontram os
reinos de Castela e de Aragão, «mais vizinhos às ditas ilhas do que os restantes reinos cristãos», e bem
assim pela distância entre as mesmas ilhas, não podem transitar sem navio e falecem-lhes recursos para
o adquirirem. Concedido.
 Documento nº 51, 1424. Monumenta Henricina, 3º vol., Coimbra, Comissão
executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D. Henrique,
1961, pp. 92-97. BNP, Manuscrits portugais, fl. 129v. ZURARA, Crónica dos feitos da
Guiné, cap. 79. Sobre a conquista das Ilhas Canárias e a expedição de D. Fernando de Castro
contra a Grã-Canaria, com 2.500 homens e 120 cavalos, ordenada pelo infante D. Henrique.
 Documento nº 68, 28 de Julho de 1426. Monumenta Henricina, 3º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1961, pp. 129-30. ANTT., Chancelaria de D. João I, liv. 4, fl. 94v. Carta de
el-rei D. João I, em que se regulam os directos e rendimentos da alcaidaria de Lisboa, alguns dos quais
respeitantes a mouros e a navios carregados além-mar.
 Documento nº 83, 20 de Setembro de 1427. Monumenta Henricina, 3º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1961, pp. 165-168. AHCML, Místicos de Reis, liv.1, nº 9. GHCp. , Arquivo
da Câmara Municipal do Porto, Pergaminhos, vol. 3, doc.19. SILVA MARQUES,
Descobrimentos, Suplemento ao vol. 1, p. 111. Carta de el-rei D. João II de Castela, com os
capitulos aditados ao tratado de paz firmado com Portugal, aprovados por el-rei D. João I e por este
transmitidos e mandados guardar por carta a 22 de Dezembro do mesmo ano.
 Documento nº 98, 7 de Maio de 1428. Monumenta Henricina, 3º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1961, pp. 205-206. AHCML, Místicos de Reis, liv.1, pergaminho nº 10.
CÂMARA MUNICIPAL DE LISBOA, Documentos para a história da Cidade de Lisboa,
Livro I de Místicos de Reis, etc., Lisboa, 1947, p. 57. SILVA MARQUES,
Descobrimentos Portugueses, Suplemento ao vol. 1, p. 115. Alvará do infante D. Duarte,
dirigido à Câmara de Lisboa, a comunicar-lhe que Palenço e Álvaro do Cadaval vão agora de armada
contra os mouros por seu serviço, numa galeota do infante D. Henrique, e a ordenar-lhe que
desembarque a fusta que aí têm e os deixe partir, pois os liberta da pena contida no Tratado de Paz com
Castela, em que haviam incorrido.
 Documento nº 104, 11 de Junho de 1428. Monumenta Henricina, 3º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1961, pp. 215-216. BMLF., Fondo Ashburnam, cód. 1792, t.1, p. 231.
Carta de Rafael Fogaça, datada de Bruges e endereçada a Afonso Eanes, residente em Itália, a dizer-
lhe, entre outras coisas, haver ali chegado a nau régia Trindade com carregamento de vinhos do rei de
Portugal para comprar algumas coisas para a festa do infante, a referir-lhe que continuam os piratas
biscainhos a importunar os nossos barcos, pois ainda ultimamente apreenderam nau do Porto,
carregada de vinhos e aver-de peso, a qual seguia de Lisboa para Flandres e a levaram para La
Rochela, onde venderam a mercadoria, e a notificar-lhe haver em Bruges, dificuldades nos pagamentos,
pela baixa do ouro e insuficiência da moeda branca.
 Documento nº 158, 15 de Outubro de 1430. Monumenta Henricina, 3º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1961, pp. 328-331. ACA., Cancillería Real, Registro 2692, fl. 111. Memorial
dado pelo rei aragonês a D. João de Ixar, por ele enviado a Portugal com cinco galés e duas naus, a fim
de levar o infante D. Henrique de Aragão, devendo continuar aqui o infante D. Pedro; a propor a liga de
Portugal com Aragão contra Castela, de molde a serem os contratantes de uma parte amigos e inimigos
dos da outra, exceptuada a Inglaterra pelo lado do monarca português se ele assim o entender; e a
agradecer o bom acolhimento e socorro dispensados por aquele e por seus filhos aos infantes
aragoneses, a quem transmite certas instruções de carácter político em relação a Castela.

Volume IV (1431-1434)
Subcomissão de «Monumenta Henricina»: Manuel Lopes de Almeida; Idalino Ferreira da
Costa Brochado; António Joaquim Dias Dinis, O.F.M.
 Documento nº 9, 30 de Outubro de 1431. Monumenta Henricina, 4º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1962, pp. 18-53. ANTT., Livro das Demarcações e Pazes, fls.142 e ss.
JOSEPH SOARES DA SYLVA, Collecçam dos documentos com que se authorizam as
Memorias para a vida delRey D. João I, doc. 36, pp. 270-358. SILVA MARQUES,
Descobrimentos Portugueses, Suplemento ao vol. 1, pp. 119 e ss. ZURARA, Chronica
do Conde D. Pedro de Menezes, liv. 2, cap. 26. Instrumento de D. João II de Castela, a
outorgar e a ratificar, em Medina del Campo, a D. João I, rei de Portugal, representado por seus
embaixadores, pazes perpétuas, cujos capítulos substancialmente são os seguintes: o rei castelhano por
si e sucessores, renuncia ao domínio e ao senhorio que possa ter, por qualquer título e solução, nos
reinos de Portugal e do Algarve; dá por quites todas as entregas que pelo Rei de Portugal haviam de ser
feitas aos castelhanos assim como os portugueses residentes em Castela, nos termos do Tratado de Paz
celebrado em 31 de Outubro de 1411 entre el-rei de Portugal e a rainha D. Catarina e D. Fernando de
Aragão, tutores do rei castelhano; dá igualmente por quites os danos, roubos e tomadias feitas por
qualquer das partes, por mar como por terra, desde o início das guerras entre ambos os países; acorda
em que possam os portugueses entrar e transitar por Castela seguramente, levar e tirar quaisquer
mercadorias, à excepção das interditas pelo antigo tratado de pazes: gados, ouro, prata, moedas, armas,
cavalos, etc.; permite às pessoas que de Castela vieram a Portugal trazerem moeda de ouro, prata ou
qualquer outra para sua despesa; concorda em que os portugueses demandados em Castela por feitos
cíveis e crimes e castelhanos em Portugal sejam julgados nos países onde morem, como se fossem deles
naturais; que não se declarem nulas ou injustas sentenças dadas por el-rei de Portugal ou pelos de seu
Conselho em pleitos e demandas de castelhanos neste país nem se façam por elas represálias; que se
alguém de Castela furtar, tomar ou haver cidade, vila, castelo ou lugar de Portugal, o rei castelhano
procederá contra quem tal fizer ou ajuda prestar e entregará os culpados ao rei de Portugal, para deles
fazer justiça; portugueses fugidos para Castela por furto ou com mulher casada contra vontade do
marido serão entregues no primeiro lugar de Portugal com o roubo; el-rei de Castela não ofenderá o de
Portugal em razão das guerras, mortes, roubos e tomadias anteriormente feitas, tudo sanado pelo
tratado presente; os navios portugueses e castelhanos não serão visitados uns pelos outros, embora
transportem mercadorias de inimigos, excepto se levarem os próprios inimigos ou se se acharem em
portos deles, onde se poderá tomar o que lhes pertencer; a navios armados em Castela ou em Portugal as
justiças e oficiais dos lugares por eles visitados tomarão segurança de 50 coroas por pessoa de que não
farão nojo ou danos aos amigos com quem têm paz; nenhuns navios da armada de Castela, de Biscaia
ou de Outras partes se lançarão junto dos portos, abras e quebradas de Portugal nem os portugueses nos
de Castela, para aí roubarem ou tomarem navios que com as suas mercadorias vierem seguros; navio
tomado por inimigos de qualquer dos dois monarcas não será acolhido nem avitualhado em porto ou
senhorio do outro; no caso de algum destes capítulos ser infringido por uma das partes contratantes não
se segue quebra de paz, que se manterá firme e estável, anulados quaisquer outros capítulos e contratos;
enfim a cada um dos monarcas fica salvo o direito sobre a diferença existente entre eles acerca do
Castelo da Portela, junto a Monte Rei.
 Documento nº 23, 8 de Maio de 1432. Monumenta Henricina, 4º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1962, pp. 111-123. ANTT., Livraria, cód. 1928, fls. 44v. e ss. BNL., Fundo
Geral, cód.3390, fl. 50. BNL, Fundo Geral, cód. 4446, fl. 83. RUI de PINA, Crónica de
el-rei D. Duarte, cap. 17. DOMINGOS MAURÍCIO, D. Duarte e as responsabilidades
de Tânger (1433-1438), Lisboa, 1960, pp. 80 e ss. MAGALHÃES GODINHO,
Documentos sobre a Expansão Portuguesa, vol. 2. OLIVEIRA MARTINS, Os Filhos de
D. João I, 2ª ed., Lisboa, 1909, pp. 203 e ss. SILVA MARQUES, Descobrimentos
Portugueses, vol. 1, pp. 353 e ss. Conselho do Infante D. João sobre se el-rei deve fazer ou não
guerra aos sarracenos em Granada ou em Marrocos.
 Documento nº 24, 19 de Maio de 1432. Monumenta Henricina, 4º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1962, pp. 123-126. ANTT., Livraria, cód.1928, fl. 69 v. BNL., Fundo Geral,
cód. 3390, fl. 70v. BNL., Fundo Geral, cód.4446, fl. 93. BNL., Colecção Pombalina,
cód. 147, fl. 158v. D. ANTÓNIO CAETANO de SOUSA, História Genealógica, t.5, liv.6,
cap. 1. DOMINGOS MAURÍCIO, D. Duarte e as responsabilidades de Tânger (1433-
1438), Lisboa, 1960, p. 76. MAGALHÃES GODINHO, Documentos sobre a Expansão
Portuguesa, vol. 2, pp. 68 e ss. OLIVEIRA MARTINS, Os Filhos de D. João I, ed. de
1947, p. 118. SILVA MARQUES, Descobrimentos Portugueses, Suplemento ao vol. 1,
p. 484. SOUSA COSTA, O.F.M., O Infante D. Henrique na expansão portuguesa, p.
21. Conselho do Conde de Barcelos ao infante D. Duarte, dado a pedido deste, sobre armada que o
infante D. Henrique buscava lhe encaminhasse el-rei D. João I e da qual o conde discorda, pelos
motivos que aduz.
 Documento nº 79, 25 de Setembro de 1433. Monumenta Henricina, 4º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1962, p. 266. ANTT., Chancelaria de D. Afonso V, liv.19, fl. 19. ANTT.,
Chancelaria de D. Afonso V, liv. 20, fl. 38. ANTT., Chancelaria de D. Afonso V, liv. 20,
fl. 39. SILVA MARQUES, Descobrimentos Portugueses, vol. 1, p. 271. Carta de el-rei D.
Duarte, a doar ao Infante D. Henrique o quinto que ao monarca pertence das coisas tomadas pelos
capitães dos navios e fustas que ele armar e trouxer de armada à sua custa.
 Documento nº 81, 26 de Setembro de 1433. Monumenta Henricina, 4º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1962, pp. 267-269. ANTT., Chancelaria de D. Duarte, liv.1, fl. 18. ANTT.,
Chancelaria de D. Afonso V, liv.19, fl. 19v. ANTT., Chancelaria de D. João II, liv. 22,
fl. 27v. ANTT., Chancelaria de D. Manuel, liv. 37, fl. 40v. ANTT., Chancelaria de D.
João III, liv. 31, fl. 81. ANTT., Chancelaria de D. João III, liv. 38, fl. 105. ANTT.,
Chancelaria de D. João III, liv. 48, fl. 35. ANTT., Chancelaria de D. João III, liv.55, fl.
184. ANTT., Místicos, liv. 3, fl. 216. ANTT., Ilhas, fls.21, 55v. ANTT., Ilhas, fls.21,
74v. ANTT., Ordem de Cristo, cód.235, parte 3, fl. 6. D. ANTÓNIO CAETANO de
SOUSA, Provas da História Genealógica, t.1, liv. 3, nº 23. COELHO, Alguns
Documentos, p. 2. SILVA MARQUES, Descobrimentos, vol. 1, p. 272. Carta deel-re D.
Duarte, a doar vitaliciamente ao infante D. Henrique as ilhas da Madeira, Porto Santo e Deserta com
todos os direitos, rendas e jurisdição cível e crime, menos em sentença de morte e de mutilação, e
também com reserva para o monarca da alçaça, cunhagem e curso da moeda, dadas porém facilidades
para o seu povoamento, em vida do infante.
 Documento nº 82, 26 de Setembro de 1433. Monumenta Henricina, 4º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1962, pp. 269-270. ANTT., Chancelaria de D. Duarte, liv.1, fl. 18. ANTT.,
Livros de Mestrados, fl. 155. ANTT., Ordem de Cristo, cód. 235, parte 3, fl. 6v. BNL.,
Fundo Geral, cód.737, fl. 11. SILVA MARQUES, Descobrimentos Portugueses, vol. 1,
p. 273. Carta de el-rei D. Duarte, a doar à Ordem de Cristo o espiritual das ilhas da Madeira, Porto
Santo e Deserta, a requerimento do Infante D. Henrique, Regedor e Governador da mesma Ordem,
reservados ao monarca o foro, o dízimo do peixe e outros direitos reais.
 Documento nº 88, 6 de Novembro de 1433. Monumenta Henricina, 4º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1962, p. 281. ANTT., Chancelaria de D. Afonso V, liv.19, fl. 79. ANTT.,
Chancelaria de D. Afonso V, liv.19, fl. 85. SILVA MARQUES, Descobrimentos
Portugueses, vol. 1, p. 274. Carta de el-rei D. Duarte, a conceder ao infante D. Pedro, seu irmão,
o quinto do quanto fosse tomado por navios seus armados, para andarem de corso no Estreito.
 Documento nº 94, 26 de Novembro de 1433. Monumenta Henricina, 4º vol.,
Coimbra, Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do
Infante D. Henrique, 1962, pp. 289-290. ANTT., Chancelaria de D. Afonso V, liv. 36,
fl. 83v. ANTT., Chancelaria de D. João II, liv.6, fl. 109v. ANTT., Mistícos, liv.1, fl. 59.
Carta de el-rei D. Duarte, a determinar que Diogo Fernandes de Almeida haja as coimas lançadas a
quem infringir a proibição de deitar redes atravessadas no Tejo, desde o Porto da Pedra até Abrantes.
 Documento nº 97, 7 de Dezembro de 1433. Monumenta Henricina, 4º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1962, pp. 292-293. ANTT., Chancelaria de D. Afonso V, liv.19, fl. 60v.
ANTT., Além-Douro, liv. 4, fl. 186v. ANTT., Além-Douro, liv. 4, fl. 271v. SILVA
MARQUES, Descobrimentos Portugueses, vol. 1, p. 275. Carta de el-rei D. Duarte, a
conceder aos Alcaides, arrais e calafates das galés do Porto os privilégios e liberdades dos de Lisboa.
 Documento nº 102, 11 de Dezembro de 1433. Monumenta Henricina, 4º vol.,
Coimbra, Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do
Infante D. Henrique, 1962, pp. 298-299. ANTT., Chancelaria de D. Afonso V, liv. 2,
fl. 90v. Carta de el-rei D. Duarte, a confirmar a Fernando Afonso, pescador, morador na Pederneira,
entre outros privilégios, já concedidos por el-rei D. João I, o de não acompanhar a sua barca se esta for
precisa ao serviço real.
 Documento nº 112, 2 de Janeiro de 1434. Monumenta Henricina, 4º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1962, p. 314. ANTT., Chancelaria de D. Afonso V, liv. 20, fl. 35. Carta de el-
rei D. Duarte, a confirmar Diogo Martins em escrivão da imposição do sal de Setúbal e da ancoração
das naus da mesma vila, como o fora em vida de el-rei D. João I.
 Documento nº 113, 3 de Janeiro de 1434. Monumenta Henricina, 4º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1962, p. 315. ANTT., Chancelaria de D. Afonso V, liv.19, fl. 16. Carta de el-
rei D. Duarte, a privilegiar Beatriz Guterres, mulher de Pero Gonçalves, marinheiro, ordenando que
ninguém pouse em suas casas nem lhe tome alfaias.
 Documento nº 123, 1 de Fevereiro de 1434. Monumenta Henricina, 4º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1962, pp. 327-328. ANTT., Chancelaria de D. Afonso V, liv. 24, fl. 44. Carta
da Rainha D. Leonor, a confirmar Gil Eanes, criado do infante D. Henrique, em escrivão dos órfãos de
Alenquer e termo.
 Documento nº 124, 1 de Fevereiro de 1434. Monumenta Henricina, 4º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1962, pp. 328-329. ANTT., Chancelaria de D. Afonso V, liv. 24, fl. 44v.
Carta da Rainha D. Leonor, a nomear Gil Eanes, criado do infante D. Henrique, para inquiridor do
número, em Alenquer e termo.

Volume V (1434-1436)
Subcomissão de «Monumenta Henricina»: Manuel Lopes de Almeida; Idalino Ferreira da
Costa Brochado; António Joaquim Dias Dinis, O.F.M.
 Documento nº 2, 8 de Abril de 1434. Monumenta Henricina, 5º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1963, pp. 5-8. ANTT., Chancelaria de D. Duarte, liv.1, fl. 67. ANTT.,
Chancelaria de D. João II, liv.6, fl. 3. ANTT., Chancelaria de D. João III, liv.16, fl.
173. ANTT., Místicos., liv.1, fl. 284v. ANTT., Estremadura, liv.12, fl. 90v. PEDRO de
AZEVEDO, Documentos das Chancelarias Reais, vol. 1, p. 478. Carta de el-rei D. Duarte,
a aprovar os termos da concórdia estabelecida entre D. Pedro de Meneses, conde de Viana, almirante e
governador de Ceuta, e D. Fernando de Castro, governador da casa do infante D. Henrique, e D. Isabel
de Castro, por motivo de herança da condessa D. Guiomar, avó deles, promovida a referida concórdia
pelo infante, que devia 3.500 dobras ao dito conde.
 Documento nº 5, 10 de Abril de 1434. Monumenta Henricina, 5º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1963, pp. 17-22. ANTT., Núcleo Antigo, cód.12, fl. 150v. ANTT., Núcleo
Antigo, cód.14, fls.104v. Ordenações do Senhor Rey D. Affonso V, liv.5, título 84.
SILVA MARQUES, Descobrimentos Portugueses, vol. 1, p. 278. Ordenação de el-rei D.
Duarte, dirigida a D. Pedro de Meneses, conde de Viana, seu almirante, capitão e governador da cidade
de Ceuta, sobre os navios, fustas e homens que ali vão de armada e voltam ao reino sem ordem régia ou
fogem para Castela, sobre presos e homiziados que vão servir a Ceuta e acerca do processamento e
punição dos crimes perpretados.
 Documento nº 6, 1434. Monumenta Henricina, 5º vol., Coimbra, Comissão executiva
das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D. Henrique, 1963, pp. 22-
26. GOMES EANES de ZURARA, Crónica dos feitos da Guiné, cap. 7. BNP., Manuscrits
portugais, cód.42, fl. 19v. Razões que moveram o infante D. Henrique a mandar buscar as terras
de Guiné.
 Documento nº 7, 1434. Monumenta Henricina, 5º vol., Coimbra, Comissão executiva
das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D. Henrique, 1963, pp. 26-
28. GOMES EANES de ZURARA, Crónica dos feitos da Guiné, cap. 8. BNP., Manuscrits
portugais, cód.42, fl. 21v. Por que razão não ousavam os navios de Portugal passar além do Cabo
Bojador.
 Documento nº 8, 1434. Monumenta Henricina, 5º vol., Coimbra, Comissão executiva
das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D. Henrique, 1963, pp. 28-
34. GOMES EANES de ZURARA, Crónica dos feitos da Guiné, cap. 9. BNP, Manuscrits
portugais, cód.42, fl. 23v. Como Gil Eanes, natural de Lagos e escudeiro do infante D. Henrique,
foi o primeiro que passou o Cabo Bojador, ao fim de doze anos de tentativas, e como lá voltou com
Afonso Gonçalves Baldaia, copeiro do mesmo infante, tendo então os dois ultrapassado o referido cabo
50 léguas.
 Documento nº 11, 18 de Abril de 1434. Monumenta Henricina, 5º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1963, pp. 38-39. ANTT., Chancelaria de D. Afonso V, liv. 36, fl. 127v. Carta
de el-rei D. Duarte, a conceder privilégio a dois marnotos que João de Albuquerque, cavaleiro da casa
do Infante D. Henrique, trouxesse a seu serviço nas marinhas de Aveiro.
 Documento nº 13, 11 de Maio de 1434. Monumenta Henricina, 5º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1963, pp. 40-41. ASG., Archivio Segreto, Litterarum registri 7, nº 50, fl.
27v. SOUSA COSTA, O Infante D. Henrique na Expansão Portuguesa, p. 32. Carta das
autoridades de Génova, endereçada a Bartolomeu Bondenário, patrão de nau, e a Nauclério, escrivão, e
à tripulação respectiva, fundeados na Sicília, a ordenar-lhes que recolham imediatamente e em viagem
directa ao porto de Génova, sob pena de morte e de confiscação dos bens, pois lhe consta acharem-se
armadas em Portugal duas grandes naus e dois varinéis com mil combatentes, que não deixarão de
atacar as naus genovesas se as encontrarem.
 Documento nº 14, 11 de Maio de 1434. Monumenta Henricina, 5º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1963, pp. 41-42. ASG., Archivio Segreto, Litterarum registri, 1783, fl.
28v., nº 53. Carta das autoridades de Génova, dirigida a Jofredo Italiano e aos demais mercadores
genoveses residentes em Maiorca, a ordenar-lhes que entreguem a Bartolomeu Bondenário e à
tripulação do seu barco as cartas que enviam junto, diante de testemunhas e dos seus homens, para ele
não poder alegar desconhecê-las, e que digam quando e em presença de quem foram entregues.
 Documento nº 16, 13 de Maio de 1434. Monumenta Henricina, 5º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1963, pp. 43-45. ASG., Archivio Segreto, Litterarum registri, 1783, fl.
28v., nº 54. Carta das autoridades de Génova, dirigida a Baptista Lecanelo, Simão Spínola e Nicolau
Cataneo, patrões de três naus genovesas e às tripulações respectivas, a dizer-lhes que já lhes deve ter
constado que em Portugal estão armadas duas naus e dois varinéis com quase mil combatentes, os
quais, posto se diga que apenas desejam atacar o Baptista, tudo leva a supor que não pouparão qualquer
barco genovês, pelo que é necessário tomar providências; e assim ordenam as referidas autoridades aos
ditos patrões se previnam com armas e munições e se preparem para o encontro, Simão com 90 homens,
aptos e idóneos, Baptista com 80 e Nicolau com 70, aos quais os comissários Leonel Spínola e João de
Marinis juntarão 60 ou mais, e que partam quando os ditos comissários lho ordenarem e naveguem
sempre juntos até Cádiz, evitando, em qualquer dos casos, combater ou tomar os barcos portugueses, e
ali receberão ordens dos cônsules de Sevilha.
 Documento nº 17. Monumenta Henricina, 5º vol., Coimbra, Comissão executiva das
Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D. Henrique, 1963, pp. 45-47.
ASG., Archivio Segreto, Litterarum registri, 1783, fl. 29v., nº 55. Carta das autoridades
de Génova, dirigida a seus concidadãos Leonel Spínola di Liculli e João de Marinis, residentes em
Bruges, os quais supõem já informados de que vão sair de Portugal duas grandes naus e dois varinéis
que, se poderem, não deixarão de atacar os barcos genoveses, nomeadamente os referenciados no
documento anterior; por isso lhes mandam cartas destinadas aos patrões deles, para que lhas
entreguem, os nomeiam comissários seus com plenos poderes para tratarem da segurança dos mesmos e
avisam os mercadores genoveses residentes em Londres de que devem cumprir as ordens que eles lhe
derem sobre o assunto. Recomendam-lhes depois: que vejam se as três naus acima referenciadas têm as
armas e munições precisas: que adicionem às respectivas tripulações mais 60 homens; que lhes
marquem a data da partida e lhes ordenem que naveguem sempre juntas; que, se os portugueses
aumentarem o seu potencial e eles virem não serem por isso suficientes as ditas três naus com 300
homens, lhes juntem outros barcos ou mais combatentes, de maneira que elas sigam com segurança;
que providenciem sobre o custeamento dos 60 homens, oneradas inclusivamente as mercadorias
transportadas nas naus ou como virem que é melhor, ouvidos os demais genoveses; enfim que paguem
ao portador, nos termos que indicam.
 Documento nº 18, 13 de Maio de 1434. Monumenta Henricina, 5º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1963, p. 48. ASG., Archivio Segreto, Litterarum registri, 1783, fl. 30v., nº
56. Carta das autoridades de Génova aos mercadores genoveses residentes em Londres, a comunicar-
lhes: que, para as naus genovesas navegarem mais seguramente e livres dos insultos dos portugueses,
deram instruções oportunas aos patrões de três naus que supõem encontrar-se naquele mar; que
elegeram para seus comissários e executores no assunto Leonol Spínola e João de Marinis, com amplos
poderes; e, pois eles lhe devem dar instruções sobre o particular, as cumpram pronta e diligentemente.
 Documento nº 19, 13 de Maio de 1434. Monumenta Henricina, 5º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1963, p. 49. ASG., Archivio Segreto, Litterarum registri, 1783, fl. 30v., nº
57. Carta das autoridades de Génova, dirigida a Leonel Spínola e João de Marinis, súbditos genoveses
residentes em Bruges, a ordenar-lhes que cumpram cuidadosamente o que lhes dizem noutra carta e
paguem ao portador, a teor do que na mesma se refere.
 Documento nº 20, 12 de Junho de 1434. Monumenta Henricina, 5º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1963, pp. 49-50. ASG., Archivio Segreto, Litterarum registri, 1783, fl.
40v., nº 78. Carta das autoridades de Génova, dirigida a Baptista Lecanelo, Simão Spínola e Nicolau
Cateano, patrões de três naus, na qual, em referência à carta que lhes endereçaram em 13 de Maio e por
lhes haver constado que as naus e varinéis portugueses devem sair antes de 1 de Junho e que a sua
partida assume intenção má quanto à nação genovesa, renovam as recomendações feitas na carta
anterior, mas quanto a não atacarem aquelas naus ou quaisquer outros barcos portugueses armados
procurem tomá-los, como barcos piratas, pois é Génova a nação que mais gravemente pode ser por eles
lesada; para o que se não bastarem os homens de que dispõem, recorram a Leonel Spínola e João de
Marinis.
 Documento nº 21, 12 de Junho de 1434. Monumenta Henricina, 5º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1963, pp. 51-52. ASG., Archivio Segreto, Litterarum registri, 1783, fl.
41v., nº 79. Carta das autoridades de Génova, dirigida a Leonel Spínola e João de Marinis,
residentes em Bruges, sobre o assunto do documento anteriormente reproduzido, a ordenar-lhes que o
entreguem aos patrões nele referenciados e provejam para que as naus deles tenham as armas e o
pessoal que lhes fora marcado, juntem mais os 60 homens em que lhes falaram e os que julgam ser
precisos para expugnar os barcos portugueses, bem como uma outra nau e que ponham toda a
diligência em assunto de tamanha monta.
 Documento nº 22, 14 de Junho de 1432. Monumenta Henricina, 5º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1963, pp. 52-53. ASG., Archivio Segreto, Litterarum registri, 1783, fl.
42v., nº 80. Carta das autoridades de Génova, dirigida a el-rei D. Duarte, a estranhar-lhe o
procedimento dos portugueses, aliás sempre bem recebidos em sua terra, para com os súbditos genoveses
no mar, tomando-lhes os bens e as mercadorias e atacando-os como se foram inimigos, nomeadamente
no caso da nau portuguesa que capturou, no mar da Sicília, o navio de Francisco de Lignolis e o levou
para Ocidente, e no dia da expoliação de Domingos Gentile, encontrado no maré a quem deixaram
quase só o fato, a solicitar-lhe a entrega das coisas assim tomadas e a rogar-lhe que recomende aos
portugueses se abstenham, de futuro, de tais malefícios.
 Documento nº 23, 14 de Junho de 1434. Monumenta Henricina, 5º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1963, pp. 53-54. ASG., Archivio Segreto, Litterarum registri, 1783, fl.
42v., nº 81. Carta das autoridades de Génova, dirigida aos cônsules e mercadores genoveses
residentes em Sevilha, a dizer-lhes que enviem carta ao rei de Portugal sobre os danos e injúrias
incessantemente infligidas pelos seus súbditos, e a ordenar-lhes que a mandem ao monarca, por homem
de confiança, que inste pela resposta e lha façam chegar pela via que julguem melhor.
 Documento nº 44, 6 de Novembro de 1434. Monumenta Henricina, 5º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1963, pp. 103-104. ANTT., Chancelaria de D. Duarte, liv. 3, fl. 18. SILVA
MARQUES, Descobrimentos Portugueses, vol. 1, p. 285. Carta de el-rei D. Duarte, a
privilegiar o veneziano António Valim para não ser besteiro do conto nem servir nos ofícios do concelho
da Raposeira, onde mora, e bem assim a comunidade veneziana, a pedido de Lourenço Donado,
carpinteiro das Galés de Veneza.
 Documento nº 50, 10 de Dezembro de 1434. Monumenta Henricina, 5º vol.,
Coimbra, Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do
Infante D. Henrique, 1963, pp. 115-117. ASG., Archivio Segreto, Litterarum registri,
vol. 4, fl. 178v., nº 562. SOUSA COSTA, O.F.M., O Infante D. Henrique na Expansão
Portuguesa, p. 32. Carta das autoridades de Génova ao rei de Portugal, a solicitar-lhe que sejam
entregues, em Lisboa, a Franco Maraboto ou a Torpeto de Vivaldis as mercadorias que indicam,
tomadas em Julho anterior pela armada portuguesa à nau de que era patrão Cristiano Vancampónio
Farmeucho, carregadas em Nápoles pelo mercador genovês António Calvo e consignadas a Gregório
Pinelli, outro cidadão genovês, residente em Londres, as quais foram levadas a Lisboa e não eram
proibidas nem conduzidas para terra de infiéis.
 Documento nº 53, 23 de Dezembro de 1434. Monumenta Henricina, 5º vol.,
Coimbra, Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do
Infante D. Henrique, 1963, pp. 123-124. ANTT., Chancelaria de D. Duarte, liv. 3, fl.
56. ANTT., Guadiana, liv.6, fl. 166v. Carta de el-rei D. Duarte, a confirmar a doação de el-rei D.
Fernando, homologada já por D. João I, a Gil Eanes, dos bens de raiz que os mouros haviam deixado
em Faro quando passaram a África sem licença régia e bem assim doutros bens de raiz pertença da
coroa no reino do Algarve.
 Documento nº 54, 24 de Dezembro de 1434. Monumenta Henricina, 5º vol.,
Coimbra, Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do
Infante D. Henrique, 1963, pp. 124-125. ANTT., Chancelaria de D. Duarte, liv. 3, fl.
3. ANTT., Chancelaria de D. Duarte, liv.1, fl. 103. SILVA MARQUES, Descobrimentos
Portugueses, Suplemento ao vol. 1, p. 492, nº 794. Carta de el-rei D. Duarte, a confirmar
aos carpinteiros, calafates e petintais das suas galés, tercenas e demais obras de Lisboa os privilégios
que lhes haviam sido outorgados pelos monarcas anteriores.
 Documento nº 57, 28 de Dezembro de 1434. Monumenta Henricina, 5º vol.,
Coimbra, Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do
Infante D. Henrique, 1963, p. 132. ANTT., Chancelaria de D. Afonso V, liv. 2, fl. 77v.
SILVA MARQUES, Descobrimentos Portugueses, vol. 1, p. 288. Carta de el-rei D. Duarte,
a confirmar a Afonso de Matos a que lhe passara, sendo infante, de alcaide de mar da cidade do Porto.
 Documento nº 66, 17 de Março de 1435. Monumenta Henricina, 5º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1963, pp. 149-150. ACA., Chancillería real, Registro 2975, fl. 106v. Carta
da rainha de Aragão à de Portugal, escrita em Valência, a comunicar-lhe: nãoi ter recebido à muito
mensageiro ou carta de el-rei, mas que, por via de Florença, lhe consta achar-se na Sicília e são; que o
infante D. Pedro está na Calábria; e que, a todo o momento, devem chegar com três galés o rei de
Navarra e o infante D: Henrique.
 Documento nº 74, 15 de Junho de 1435. Monumenta Henricina, 5º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1963, pp. 157-158. ANTT., Chancelaria de D. Duarte, liv. 3, fl. 69v. PEDRO
de AZEVEDO, Documentos das Chancelarias Reais, vol. 1, p. 487. SILVA MARQUES,
Descobrimentos Portugueses, Suplemento ao Volume 1, p. 494, nº 804. Carta de el-rei
D. Duarte, a autorizar porte de arma a Álvaro Eanes, de Ferreira de Aves, o qual cumprira pena em
Ceuta, por ser culpado da morte de Gomes Aires, mestre das galés reais, e se temia dos parentes do
falecido.
 Documento nº 99, 8 de Fevereiro de 1436. Monumenta Henricina, 5º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1963, pp. 198-199. ANTT., Chancelaria de D. Afonso V, liv. 20, fl. 120v.
SILVA MARQUES, Descobrimentos Portugueses, vol. 1, p. 347. Alvará de el-rei D. Duarte,
a confirmar a Rodrigo Álvares, alcaide do mar em Faro e criado do infante D. Henrique, a plena
jurisdição, como a tiver a seu pai Rodrigo Álvares até que entrou de almirante o conde Viana, D. Pedro
de Meneses, sem embargo de alvará em contrário.
 Documento nº 107, 12 de Abril de 1436. Monumenta Henricina, 5º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1963, pp. 212-218. ANTT., Chancelaria de D. Duarte, liv.1, fl. 182v. GHCp.
, Livro B, fls.250-253. GHCp. , Livro Grande, fls.54-55. Carta de el-rei D. Duarte com os
capítulos especiais do Porto nas cortes de Évora desse ano, em que se alude, entre outras coisas, aos
serviços prestados pela cidade aos monarcas, nomeadamente contra Castela e em Ceuta.
 Documento nº 109, 1436. Monumenta Henricina, 5º vol., Coimbra, Comissão
executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D. Henrique,
1963, pp. 221-225. GOMES EANES de ZURARA, Crónica dos feitos de Guiné, cap. 10.
BNP., Manuscrits portugais, cód.42. Como Afonso Gonçalves Baldaia, prosseguindo no
descobrimento marítimo da costa ocidental africana, por ordem do infante D. Henrique, atingiu o Rio
do Ouro e chegou ao Porto ou Pedra da Galé.
 Documento nº 129, Agosto de 1436. Monumenta Henricina, 5º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1963, pp. 254-258. BAV., Cod: Lat. 1932, fl. 99. DE WITTE, Les bulles,
art.1, pp. 702-703. DE WITTE, Les bulles, art.1, pp. 715-717. DOMINGOS
MAURÍCIO, S.J., D. Duarte e as responsabilidades de Tânger (1433-1438), Lisboa,
1960, pp. 87-88. SOUSA COSTA, O.F.M., O Infante D. Henrique na Expansão
Portuguesa, pp. 32-33. Súplica dirigida pelos embaixadores de el-rei D. Duarte ao papa Eugénio
IV, em que lhe referem: que o infante D. Henrique, diligenciando fazer render o talento que Deus lhe
deu, seguindo a sua vocação e os paços de seu falecido pai, de quem recebera, como em herança, a
missão de difundir o nome cristão, com licença de seu irmão o rei D. Duarte, preparara e mandara
armada, constituída por naus e galés, às ilhas Canárias, habitadas por selvagens pagãos, para os
converter à fé cristã, à amizade da coroa de Portugal e também para lhes levar a civilização; que tendo
saltado os expedicionários numa das ditas ilhas, eles conseguiram que abraçassem a fé católica cerca de
400 habitantes, conservada ainda agora por muitos destes; mas que, devido à grande selvajaria e
atemorizados pelas armas, muitos pagãos rapidamente se refugiaram nos ermos, em cavernas e em
montes quase inacessíveis, de sorte que, não encontrando ali o pessoal da armada os precisos víveres,
resolvera buscá-los em Portugal; mas que, tendo ali demorado, em razão de ventos contrários, alguns
portugueses da armada, compelidos por extrema necessidade, desceram em duas pequenas ilhas,
possuídas por colonos cristãos, e nelas tomaram algumas cabras selvagens; que, por esse motivo, o bispo
que preside às mesmas ilhas suplicara e obtivera de Sua Santidade édito proibitório para que, sob pena
de excomunhão, ninguém faça guerra não só àquelas mas a todas as ilhas Canárias nem ali tome seja o
que for; que, considerando porém o prejuízo daí advindo ao rei de Portugal que, por intermédio do
infante D. Henrique, seu irmão, iniciara já a guerra nas demais ilhas; considerando também haver sido
ele o primeiro a subjugá-las, com maior proveito da fé cristã do que utilidade sua, e ainda por que as
ditas ilhas são vizinhas da África, como pode ver-se claramente pela cosmografia e pelos escrito
náuticos, e constituem verdadeiramente parte de África, de cuja conquista, iniciada por seu pai D. João,
o rei D. Duarte e sucessores receberam o encargo; por todos estes motivos, D. Duarte, rei de Portugal e
do Algarve e senhor de Ceuta, suplica encarecidamente a Sua Santidade se digne restringir o édito
proibitório e a pena de excomunhão apenas às ilhas em que moram alguns poucos cristãos, a fim de ele
poder subjugar as demais e conduzi-las para a Igreja de Deus, e lhe dê licença de reter as que
conquistar aos infiéis.
 Documento nº 139, 2 de Outubro 1436. Monumenta Henricina, 5º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1963, pp. 284-285. ANTT., Núcleo Antigo, cód.12-A, fl. 187v. ANTT.,
Núcleo Antigo, cód.14-A, fl. 129v. Ordenações do Senhor Rei D. Afonso V, liv.5,
tít.115. SILVA MARQUES, Descobrimentos Portugueses, vol. 1, pp. 370-371.
 Documento nº 142, 29 de Outubro de 1436. Monumenta Henricina, 5º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1963, pp. 343-345. AV., Reg. Vat., vol. 374, fl. 141v. Letras Pijs et honestis,
do papa Eugénio IV, dirigidas a Fr. Francisco, bispo de Rubicão, a confirmar em seu favor as graças
concedidas a D. Fernando, bispo da mesma diocese, pelas quais podia receber determinadas quantias
para navio destinado à evangelização das Canárias e para as obras da Catedral, absolver os fiéis das
sobreditas ilhas de todos os pecados e delitos, ainda dos reservados à Santa Sé, e dispensar os fiéis da
Biscaia do terceiro e quarto grau de consanguinidade, em caso de matrimónio.

Volume VI (1437-1439)
Direcção, Organização e Anotação Crítica de António Joaquim Dias Dinis, O.F.M.
 Documento nº 2, 2 de Janeiro de 1437. Monumenta Henricina, 6º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1964, pp. 7-8. ACMC., Cartas originais dos Infantes, nº 36. BELISÂRIO
PIMENTA, As Cartas do Infante D. Pedro à Câmara de Coimbra (1429-1448), p. 28,
nº XXXII. Summarios de Livros e Documentos… da Camara Municipal de Coimbra,
parte 2, fasc.1, p. 32. Carta do infante D. Pedro à Câmara de Coimbra, a ordenar-lhe haja por
escusado do cargo de procurador da mesma, para que fora nomeado, a Gonçalo Pires, residente naquela
cidade, por o marechal o haver incumbido de assuntos respeitantes aos corregimentos desta armada que,
prazendo a Deus, se há de fazer.
 Documento nº 5, 14 de Janeiro de 1437. Monumenta Henricina, 6º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1964, pp. 12-13. ANTT., Chancelaria de D. Duarte, liv. 2, fl. 18v. JOÃO
AUGUSTO de AZEVEDO, Documentos das Chancelarias Reais, t. 1, pp. 10-11. SILVA
MARQUES, Descobrimentos Portugueses, Suplemento ao vol. 1, p. 499, nº 829.
Alvará de el-rei D. Duarte, dirigido a Bartolomeu Gomes, provedor da fazenda de Lisboa, em que manda
isentar do acréscimo da avaliação nova, as pessoas que já haviam pago o «pedido e meio» para a
armada de D. Henrique.
 Documento nº 11, 31 de Janeiro de 1437. Monumenta Henricina, 6º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1964, p. 23. BMLF., Fondo Ashburnam, cód 1792, t. 2, p. 83. DOMINGOS
MAURÍCIO, S.J., D. Duarte e as responsabilidades de Tânger, Lisboa, 1960, pp. 27-
28. Carta da rainha D. Leonor ao bispo de Lérida, em que pede a Deus não siga el-rei D. Duarte, seu
marido, na armada em preparação.
 Documento nº 22, 7 de Maio de 1437. Monumenta Henricina, 6º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1964, pp. 43-44. BMLF., Fondo Ashburnam, cód. 1792, t. 1, p. 237. Carta
de Álvaro Gonçalves de Ataíde a D. Gomes, abade do mosteiro de Santa Maria de Florença, a dizer-lhe
que está no Porto o infante D. Pedro, por ordem de el-rei, a preparar as coisas para a armada, e a
enviar-lhe cartas de recomendação do mesmo infante para o papa e cardeais, a fim de sua filha ser
provida em abadessa do mosteiro de Arouca, assunto que também lhe recomenda.
 Documento nº 27, 22 de Maio de 1437. Monumenta Henricina, 6º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1964, pp. 55-57. BMLF., Fondo Ashburnam, cód. 1792, pp. 409-410.
DOMINGOS MAURÍCIO, S.J., D. Duarte e as responsabilidades de Tânger, Lisboa,
1960, pp. 52-53. Carta de Rodrigo Eanes Vilela, ouvidor de el-rei, a D. Gomes, abade do mosteiro
de Santa Maria de Florença, em que dá notícias sobre a armada de Tânger: diz-se que partirá por todo o
mês de Julho; para Ceuta não cessam de passar fidalgos, gentes, cavalos e armas; ali hão-de
desembarcar os infantes e de lá seguir para onde o conselho régio tem ordenado; em Lisboa estão já
fundeados 50 navios e fala-se em 100, porque só de cavalo é certo irem 4.000 homens; el-rei e o infante
D. Pedro, saída a frota, aguardarão os acontecimentos no Algarve; presume-se que o infante D.
Henrique demore em Marrocos três ou quatro anos, pelo que ficam as suas terras encaminhadas.
 Documento nº 28, 1437? Monumenta Henricina, 6º vol., Coimbra, Comissão
executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D. Henrique,
1964, pp. 57-58. ACMC., Provisões e capítulos das cortes, fl. 7. BELISÂRIO PIMENTA,
As Cartas do Infante D. Pedro, p. 71, nº LXXXI. RUI DE PINA, Crónica de el-rei D.
Duarte, cap. 20. Carta do infante D. Pedro, duque de Coimbra, à Câmara da mesma cidade, a
comunicar-lhe que João Lourenço, de Açafargem, seu escudeiro, lhe escrevera, a participar que Lopo
Vasques, escrivão da almoçataria da cidade, havia de ir com ele «a me servir em esta armada» e que por
isso tome seu irmão Pero Vasques para o dito cargo, até o regresso do Lopo.


 Documento nº 30, 25 de Maio de 1437. Monumenta Henricina, 6º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1964, pp. 59-61. ANTT., Bulas, maço 4, nº 5. AV., Reg. Lat., vol. 350, fl.
109. DE WITTE, Les bulles, p. 706. DOMINGOS MAURÍCIO, S.J., D. Duarte e as
responsabilidades de Tânger, Lisboa, 1960, pp. 94-95. Alguns Documentos do
Archivo Nacional da Torre do Tombo acerca das Navegações e Conquistas
Portuguezas, p. 5. JOAQUIM dos SANTOS ABRANCHES, Summa do Bullario
Portuguez, p. 39. Quadro Elementar das relações políticas e diplomáticas de Portugal
com as diversas potências do mundo, desde o princípio da Monarchia Portugueza até
aos nossos dias, t.10, p. 14. SILVA MARQUES, Descobrimentos Portugueses, vol. 1,
p. 379. Bula Preclaris tue deutionis, de Eugénio IV, dirigida a el-rei D. Duarte, a conceder-lhe que ele
e as pessoas que ele disso incumbir possam negociar quaisquer mercadorias, objectos e vitualhas com
todos os sarracenos e infiéis, excepto ferramentas, madeiras, cordame, navios e armas de qualquer
espécie, como meio de poder o monarca vir a conquistar-lhes outras terras e lugares e submetê-los ao
domínio da fé católica.
 Documento nº 32, 30 de Maio de 1437. Monumenta Henricina, 6º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1964, p. 63. ANTT., Chancelaria de D. Afonso V, liv. 1, fl. 123. ANTT.,
Guadiana, liv. 5, fl. 49v. Alvará de el-rei D. Duarte, a ordenar a Lourenço Rodrigues Palhermo,
seu contador no reino do Algarve, dispense do pagamento da sisa dos panos de Castela o judeu mosem
Tio e Mestre Judas, físico do conde de Arraiolos, os quais foram vendidos pelo primeiro em Loulé, e
contra quem reclamara Fernando Álvares, ordenador da casa do infante D. Henrique; pois nos termos
da Ordenação, tal sisa apenas deve ser paga nos portos de mar.
 Documento nº 34, 14 de Junho de 1437. Monumenta Henricina, 6º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1964, pp. 65-66. ANTT., Chancelaria de D. Afonso V, liv. 19, fl. 74. JOÃO
AUGUSTO de AZEVEDO, Documentos das Chancelarias Reais, t.1, p. 116. Alvará do
infante D. Henrique, dirigido ao almoxarife régio de Guimarães, a dizer-lhe ter convidado os seus
servidores e todos aqueles a quem fizera dar e dera ofícios a acompanharem-no na armada de Tânger, e
que para ela se inscreveram também Lopo Fernandes e Fernando Afonso, recebedores dos 10 reais para
Ceuta em certos lugares daquele almoxarifado, mas sem intenção de irem; pelo que, se eles não forem,
lhe ordena, da parte de el-rei, entregue os seus cargos a Vasco Jorge, seu servidor, residente em Braga.
 Documento nº 35, 16 de Junho de 1437. Monumenta Henricina, 6º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1964, pp. 66-67. AHCML., Livro 2º dos Reis e D. Afonso V, fl. 12, doc. 12.
Documentos do Arquivo Histórico da Câmara Municipal de Lisboa, Livros de Reis, t.2,
p. 264. OLIVEIRA FREIRE, Elementos para a história do município de Lisboa, vol. 1,
p. 318. SILVA MARQUES, Descobrimentos Portugueses, Suplemento ao vol. 1, p.
500, nº 836. Carta de el-rei D. Duarte, endereçada à Câmara Municipal de Lisboa, em resposta a
representação desta, pela qual dispensa de irem na armada de Tânger os doze homens pobres pela
mesma Câmara contratados para levarem à portagem, à praça e a outros lugares os cestos do peixe que
vem à ribeira da cidade.
 Documento nº 40, 3 de Julho de 1437. Monumenta Henricina, 6º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1964, pp. 76-77. BMLF., Fondo Ashburnam, cód.1792, t.1, p. 255.
DOMINGOS MAURÍCIO, S.J., D. Duarte e as responsabilidades de Tânger, Lisboa,
1960, p. 54. Carta de João Lourenço Godinho a D. Gomes, abade do mosteiro de Santa Maria de
Florença, com notícias sobre os preparativos da armada de Tânger e sobre Ceuta.
 Documento nº 44, 17 de Julho de 1437. Monumenta Henricina, 6º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1964, pp. 82-84. BMLF., Fondo Ashburnam, cód.1792, t. 2, fl. 53.
DOMINGOS MAURÍCIO, S.J., D. Duarte e as responsabilidades de Tânger, Lisboa,
1960, p. 55. Carta de el-rei D. Duarte a D. Luís do Amaral, bispo de Viseu, então no concílio de
Basileia, a comunicar-lhe as cerimónias da solene publicação da bula de cruzada em Lisboa e como
foram impostas as cruzes ao infante D. Henrique e os outros presentes que haviam de seguir na armada,
a partir do dia de Santiago, composta de 4.000 de cavalo, afora a gente de pé e besteiros, e ainda a
transmitir-lhe as notícias de Ceuta e a solicitar orações do concílio para as armas de Portugal, só em
tamanha tarefa.
 Documento nº 45, 18 de Julho de 1437. Monumenta Henricina, 6º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1964, pp. 84-86. ANTT., Chancelaria de D. Afonso V, liv. 19, fl. 34. PEDRO
de AZEVEDO, Documentos das Chancelarias Reais, t. 1, p. 85. Alvará de el-rei D. Duarte,
a conceder a Pedro Afonso, mestre que foi da carraca do conde de Vila Real, servidor da tomada de
Ceuta e nas viagens da condessa de Arundel e da duquesa de Borgonha, aposentação, privilégios e
isenções, em atenção aos seus serviços, idade e enfermidades.
 Documento nº 46, 1437, antes de 22 de Agosto. Monumenta Henricina, 6º vol.,
Coimbra, Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do
Infante D. Henrique, 1964, pp. 86-90. ANTT., Livraria, cód. 1928, fls. 144v.-150v.
BNL., Fundo Geral, cód. 4.446, fl. 34. ANTÓNIO CAETANO de SOUSA, Provas da
História Genealógica, t. 1, liv. 3, provas do liv. 3, nº 41. DOMINGOS MAURÍCIO, S.J.,
D. Duarte e as responsabilidades de Tânger, Lisboa, 1960, pp. 101 e ss. SILVA
MARQUES, Descobrimentos Portugueses, vol. 1, pp. 388 e ss. Avisos especiais, dados por
el-rei D. Duarte aos infantes D. Henrique e D. Fernando, antes da partida dos mesmos na expedição
contra Tânger.
 Documento nº 49, 1437, antes de 22 de Agosto. Monumenta Henricina, 6º vol.,
Coimbra, Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do
Infante D. Henrique, 1964, pp. 97-102. ANTT., Núcleo Antigo, cód. 12-A, fl. 155.
Ordenações do Senhor Rei D. Afonso V, liv.5, tít.85. SILVA MARQUES,
Descobrimentos Portugueses, vol. 1, pp. 375 e ss. Ordenação de el-rei D. Duarte sobre as
condições em que as pessoas culpadas por crimes e as envolvidas em feitos cíveis, nomeadamente
eclesiásticos, podem embarcar e servir na expedição destinada a Tânger.
 Documento nº 53, 21 de Agosto de 1437. Monumenta Henricina, 6º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1964, pp. 132-133. ANTT., Chancelaria de D. Afonso V, liv. 19, fl. 17v.
ANTT., Chancelaria de D. Afonso V, liv. 20, fl. 38. SILVA MARQUES, Descobrimentos
Portugueses, vol. 1, p. 382. Alvará de el-rei D. Duarte, a conceder ao infante D. Henrique
privilégio de besteiros de cavalo e dispensa de aposentadoria para 8 marinheiros que ele tem em Lisboa e
5 no Porto, segundo lista fornecida pelo infante, os quais ele pode substituir por outros, sem exceder
porém aqueles números.
 Documento nº 57, 27 de Agosto de 1437. Monumenta Henricina, 6º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1964, pp. 139-199. S (AGS., Estado, cód. K-1711), fl. 131-156. V (BAV.,
Vat. Lat., cód.4151), fls.18-37v. E (BE., cód. IV, a. 14), fl. 1-52; AGS., cód. 31.
BNM., cód. 11341. BNM., cód. 19006. E. do Canto, Lisboa, 1912, cód. E IV. a 14. DE
WITTE, Les bulles, p. 703-704. LUÍS SUAREZ FERNÁNDEZ, Relaciones entre Portugal
y Castilha en la epoca del Infante D. Henrique, pp. 244-272. SILVA MARQUES,
Descobrimentos Portugueses, vol. I, pp. 295-320. SOUSA COSTA, O Infante D.
Henrique na Expansão Portuguesa, p. 42. Defesa jurídica dos direitos de el-rei de Castela às
ilhas Canárias, redigida por D. Alfonso García de Santa Maria, bispo de Burgos, e por ele enviada ao
embaixador régio na cúria pontifícia, o Dr. Luís Álvarez de Paz, a fim de este conseguir do Papa
Eugénio IV a revogação da bula outorgada ao monarca português para a conquista das ditas ilhas. Não
se deve o embaixador contentar com a declaração pontifícia de que fora a referida bula concedida sem
prejuízo dos direitos de terceiros ou que estava condicionada aos eventuais direitos de Castela, mas usar
de toda a diplomacia para que ela seja revogada e obter do pontífice declare que tal conquista constitui
direito exclusivo do soberano de Castela, como único e legítimo sucessor dos antigos reis das Espanhas e
de África, de que as Canárias são parte integrante. Na pior das hipóteses, o prelado sugere a concessão
pontifícia da conquista daquele arquipélago ao rei de Castela, como detentor, pelo menos, de título
colorado e aparente, não usufruído pela nação portuguesa.
 Documento nº 61, 12 de Setembro de 1437. Monumenta Henricina, 6º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1964, pp. 205-207. BMLF., Fondo Ashburnam, cód. 1792, t. 1, p. 259.
Carta de Rui Galvão, secretário e escrivão da câmara de el-rei D. Duarte, a D. gomes, abade do mosteiro
de Santa Maria de Florença, em que, entre outros assuntos de interesse seu pessoal, diz que o Papa dera
por sem efeito as letras que a Castela eram passadas sobre o retorno de terras portuguesas à jurisdição
de dioceses castelhanas, as quais, por isso, foram rasgadas, como aliás el-rei de Portugal havia
solicitado, e que assegurara não proveria estrangeiros nas ditas terras; informa também o dito abade de
que a armada para Tânger partira, de foz em fora, em 25 de Agosto, duas horas antes do sol posto, com
muito bom tempo, que está já em Ceuta e que dela ainda não há outras notícias.
 Documento nº 62, 21 de Setembro de 1437. Monumenta Henricina, 6º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1964, pp. 207-208. BMLF., Fondo Ashburnam, cód. 1792, t. 1, p. 263.
Notícias sobre a actividade bélica do infante D. Henrique e dos restantes expedicionários em Ceuta,
antes do ataque a Tânger, comunicadas a D. Gomes, abade do mosteiro de Santa Maria de Florença, em
carta daquela data, de Afonso Anes de Sá, contador de el-rei na cidade do Porto.
 Documento nº 65, 9 de Novembro de 1437. Monumenta Henricina, 6º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1964, pp. 213-214. ANTT., Núcleo Antigo, cód. 12-A, fl. 159. Ordenações
do Senhor Rei D. Afonso V, liv. 5, tít. 86. SILVA MARQUES, Descobrimentos
Portugueses, vol. 1, pp. 391-392. Lei de el-rei D. Duarte, a comunicar às justiças do reino que
os homiziados embarcados na armada contra Tânger e que estiveram no palanque até ao reembarque do
infante D. Henrique podem circular livremente por todo o país até 1 de Fevereiro de 1438, mas não
entrar nos lugares e termos onde praticaram malefícios, pois até então o monarca determinará de quais
casos outorga o perdão.
 Documento nº 69, 23 de Dezembro de 1437. Monumenta Henricina, 6º vol.,
Coimbra, Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do
Infante D. Henrique, 1964, pp. 219-220. ANTT., Núcleo Antigo, cód. 12-A, fl. 159.
Ordenações do Senhor Rei D. Afonso V, liv.5, tít.86. SILVA MARQUES,
Descobrimentos Portugueses, vol. 1, pp. 391-392. Lei de el-rei D. Duarte, dada de acordo
com os do seu Conselho, de perdão aos homiziados que seguiram na armada contra Tânger e se
mantiveram continuamente no palanque até o recolhimento do infante D. Henrique à frota, outorgado
nos termos de que a mesma lei se prescreve.
 Documento nº 75, 17 de Março de 1438. Monumenta Henricina, 6º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1964, pp. 229-230. BMLF., Fondo Ashburnam, cód. 1792, t. 1, p. 67.
DOMINGOS MAURÍCIO, S.J., D. Duarte e as responsabilidades de Tânger, LIboa,
1960, pp. 67-68. Carta de el-rei D. Duarte a D. Gomes, abade do mosteiro de Santa Maria de
Florença, em aditamento a outra que lhe mandara por Vasco Gil Moniz, seu criado, por lhe haverem
esquecido algumas coisas principais sobre o feito de Tânger, a fim de ele as notificar ao santo padre, aos
cardeais e a outras pessoas que bem lhe parecer: que, por terem faltado os navios de Inglaterra, da
Flandres e de Castela, ficou no país mais da quarta parte dos homens de cavalo, de piões, de besteiros; e
que, por os mouros não haverem respeitado o tratado de capitulação, os nossos trouxeram a maior parte
do que levaram, à excepção de cavalos, tendas e alguma artilharia.
 Documento nº 78, 2 de Maio de 1438. Monumenta Henricina, 6º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1964, pp. 232-233. ANTT., Chancelaria de D. Afonso V, liv. 19, fl. 7v.
JOÃO AUGUSTO de AZEVEDO, Documentos das Chancelarias Reais, t. 1, p. 66. Carta
de el-rei D. Duarte, de perdão a Gomes Esteves, escudeiro residente em Setúbal, que dormira com
Leonor Peres, mulher de Gomes Martins, e que fugira da prisão em que, por esse delito, fora
encarcerado, mas que prestara bons serviços na armada enviada ao cerco de Tânger, indo
nomeadamente a Ceuta, numa caravela, por ordem do infante D. Henrique, antes de este se achar
cercado no palanque, buscar 50 pedras de bombarda e, tanto que chegou, 4 barris de pólvora, contanto
que não vá durante três anos ao local onde cometeu o delito.
 Documento nº 91, 2 de Novembro de 1438. Monumenta Henricina, 6º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1964, pp. 254-257. ANTT., Casa da feitoria portuguesa em Antuérpia,
caixa 3, nº 21. BRUGES, STADSARCHIEF, Stadscartularium, Ouden Wittenbouc, fl.
98. BRAAMCAMP FREIRE, A feitoria da Flandres, p. 423. E. VANDEN BUSSCHE,
Flandre et Portugal, pp. 187 e ss. L. GILLIODTS VAN SEVEREN, Cartulaire de
láncienne estaple de Bruges, t.1, pp. 615 e ss. SILVA MARQUES, Descobrimentos
Portugueses, Suplemento ao vol. 1, p. 128. Carta de Filipe o Bom, duque da Borgonha, a
conceder aos mercadores portugueses residentes em Bruges e aos mestres e marinheiros dos navios de
Portugal o privilégio de poderem eleger cônsules ou juízes com faculdade de conhecer e sentenciar em
seus pleitos cíveis, salva sempre a apelação para a autoridade local, e ainda permissão para fazerem
estatutos entre si ou reformarem os existentes, sem prejuízo de outrem.
 Documento nº 92, 2 de Novembro de 1438. Monumenta Henricina, 6º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1964, pp. 258-260. ANTT., Casa da feitoria portuguesa em Antuérpia,
caixa 3, maço A, nº 2. ANTT., Casa da feitoria portuguesa em Antuérpia, caixa 3,
maço A, nº 3. ANTT., Casa da feitoria portuguesa em Antuérpia, liv. 215, fl. 8v.
STANDSARCHIEF VAN ANTWERPEN, Natie van Portugal, I, fls.46v.-47v., 28v. e segs.
BRAAMCAMP FREIRE, A feitoria da Flandres, p. 424. SILVA MARQUES,
Descobrimentos Portugueses, Suplemento ao vol. 1, p. 130. Carta de Filipe o Bom, duque
da Borgonha, a conceder aos portugueses, a pedido dos residentes em Bruges, possam vender, em seus
navios, a cortiça que trazem do porto de Eclusa sem obrigação de a descarregarem em terra, como agora
lho exigiam os burgomestres, oficiais e concelho de Eclusa, a pretexto de privilégio que lhes concedera o
duque, o qual contrariava os privilégios e costumes que, de antigo, os portugueses ali usufruíam.
 Documento nº 99, 8 de Fevereiro de 1439. Monumenta Henricina, 6º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1964, pp. 281-284. ANTT., Chancelaria de D. Afonso V, liv.18, fl. 65.
PEDRO de AZEVEDO, Documentos das Chancelarias Reais, t.1, pp. 39 e ss. Conta da
receita e despesa com a armada de Tânger pelo dinheiro dos «pedidos», arrecadado e dispendido por
Gonçalo Anes, almoxarife da Guarda, segundo a carta de quitação que lhe passou a regência do reino,
relativa ao ano de 1436.
 Documento nº 129, 20 de Maio de 1439. Monumenta Henricina, 6º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1964, pp. 311-312. ANTT., Chancelaria de D. Afonso V, liv.19, fl. 19.
ANTT., Chancelaria de D. Afonso V, liv. 20, fl. 39 SILVA MARQUES, Descobrimentos
Portugueses, vol. 1, p. 398. Carta da regência, a transcrever, a pedido do infante D. Henrique, a
de el-rei D. Duarte de 25 de Setembro de 1433, da mercê das presas feitas pelos navios e fustas que o
infante armasse e trouxesse de armada à sua custa, pois o original dela se lhe danificara, de maneira
que não se conseguia ler.
 Documento nº 134, 1 de Junho de 1439. Monumenta Henricina, 6º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1964, p. 315. ANTT., Chancelaria de D. Afonso V, liv.19, fl. 17v. SILVA MARQUES,
Descobrimentos Portugueses, vol. 1, p. 399. Carta da regência, a conceder ao infante D. Henrique que
possa cortar, nos pinhais régios do Ribatejo, enquanto for mercê de el-rei, toda a madeira de que
necessitar para seus navios, casas e quaisquer obras.
 Documento nº 140, 1 de Junho de 1439. Monumenta Henricina, 6º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1964, pp. 320-321. ANTT., Chancelaria de D. Afonso V, liv.19, fl. 19.
ANTT., Chancelaria de D. Afonso V, liv. 20, fl. 38. SILVA MARQUES, Descobrimentos
Portugueses, vol. 1, p. 398. Carta da regência, a confirmar ao infante D. Henrique a de el-rei D.
Duarte de 25 de Setembro de 1433, de mercê das presas feitas pelos navios e fustas que aquele armasse e
trouxesse de armada à sua custa.
 Documento nº 141, 2 de Junho de 1439. Monumenta Henricina, 6º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1964, pp. 321-322. ANTT., Chancelaria de D. Afonso V, liv.19, fl. 17v.
ANTT., Chancelaria de D. Afonso V, liv. 20, fl. 38v. SILVA MARQUES, Descobrimentos
Portugueses, vol. 1, p. 401. Carta da regência, a confirmar o alvará de el-rei D. Duarte de 21 de
Agosto de 1437, de privilégio ao infante D. Henrique para 8 marinheiros seus de Lisboa e 5 do Porto, e
ainda a privilegiar Diogo de Pinheiro, mestre da sua nau, residente na cidade de Lisboa, com os
privilégios daqueles.

Volume VII (1439-1443)


Direcção, Organização e Anotação Crítica de António Joaquim Dias Dinis, O.F.M.
 Documento nº 2, 2 de Janeiro de 1437. Monumenta Henricina, 7º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1965, pp. 1-2. ANTT., Chancelaria de D. Afonso V, liv. 19, fl. 80. PEDRO
DE AZEVEDO, Documentos das Chancelarias Reais, t.1, pp. 108-109. Carta da regência,
de perdão a João Longo, morador de Lalim, honra do infante D. Henrique, o qual era culpado na morte
de Pedro Eanes, em virtude de ter ido na armada que D. Duarte mandou a Tânger e haver estado no
palanque com infante D. Henrique, onde foi ferido, com a condição de viver 4 anos seguidos em Chaves.
 Documento nº 16, Dezembro de 1439. Monumenta Henricina, 7º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1965, pp. 23-25. ANTT., Chancelaria de D. Afonso V, liv. 2, fl. 1v. ANTT.,
Além-Douro, liv. 2, fl. 37v. Excerto dos capítulos especiais de Guimarães, a solicitar a el-rei o
pagamento de 8.000 reais brancos, dos dinheiros devidos às obras das torres que se fizeram na vila e por
D. Duarte concedidos para se compor o cano do chafariz da praça, e que forma tomados pelo infante D.
Pedro, por empréstimo, para a armada de Tânger, achando-se ele no Porto, a aviar a dita armada, e a
pedir também ao monarca que o recebedor dos dinheiros para Ceuta na mesma povoação, o qual para
isso recebe bom mantimento, os cobre à sua custa, pois pede à câmara homens para os tirarem e lho
levarem a casa, ou então que se entregue aquela cobrança ao almoxarifado.
 Documento nº 17, Dezembro 1439. Monumenta Henricina, 7º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1965, pp. 25-26. ANTT., Chancelaria de D. Afonso V, liv. 2, fls. 4v.-5v.
PEDRO de AZEVEDO, Documentos das Chancelarias Reais, t.1, p. 518. SILVA
MARQUES, Descobrimentos Portugueses, Suplemento ao vol. 1, p. 512, nº 898.
Reclamação do concelho de Faro para que lhe sejam pagos muitos figos e vinhos tomados pelo infante
D. João para a armada de Tânger, porque, sem embargo de el-rei D. Duarte haver ordenado ao
contador régio Lourenço Rodrigues e ao almoxarife Fernão Seixas os pagassem, nunca forma pagos,
alegando-se não haver dinheiro, como também nunca foram pagas as muitas coisas tomadas por
ocasião da passagem dos Infantes de Aragão.
 Documento nº 58, 1437-1440. Monumenta Henricina, 7º vol., Coimbra, Comissão
executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D. Henrique,
1965, pp. 81-83. ZURARA, Crónica dos feitos da Guiné, cap. 11. Códice de Munique,
cap. 4. JOÃO de BARROS, Ásia, dé.1, liv.1, cap. 6. MARTINHO da BOÉMIA, De prima
inventione, pp. 188-189. MÜNZER, «Itinerário», p. 41. O Manuscrito, p. 140.
Suspensão dos descobrimentos marítimos durante o período em referência, em razão da expedição conta
Tânger, do falecimento de el-rei D. Duarte e das discórdias motivadas pelo problema da regência do
reino; ainda se efectuaram algumas viagens, mas sem êxito.
 Documento nº 78, 12 de Maio de 1440. Monumenta Henricina, 7º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1965, pp. 111-112. ANTT., Chancelaria de D. Afonso V, liv. 20, fl. 115v.
Alvará do regente D. Pedro, a privilegiar a caravela de João Delgado, residente em Lisboa, escusando-a
de servir com cargas fosse de quem fosse, a pedido do infante D. Henrique, por ele ter servido bem na
armada de Tânger e estar disposto a servir.
 Documento nº 82, 11 de Junho de 1440. Monumenta Henricina, 7º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1965, p. 116. ANTT., Chancelaria de D. Afonso V, liv. 20, fl. 122v. PEDRO
de AZEVEDO, Documentos das Chancelarias Reais, t.1, p. 158. Alvará do infante D.
Henrique, lugar-tenente do infante D. Pedro, dirigido a Afonso Furtado de Mendonça, anadel-mor dos
besteiros de conto, a ordenar-lhe que tire do livro dos besteiros Lourenço Fernandes, residente em castro
Marim, lavrador, que serviu na aramada de Tânger e esteve no palanque; pois não há por bem
semelhantes homens serem postos por besteiros.
 Documento nº 90, 13 de Julho de 1140. Monumenta Henricina, 7º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1965, pp. 134-135. ANTT., Chancelaria de D. Afonso V, liv. 20, fl. 75.
PEDRO de AZEVEDO, Documentos das Chancelarias Reais, t.1, p. 525-526. Carta do
regente D. Pedro, a refazer carta perdida da chancelaria eduardina, de perdão de dois anos de estadia
em Ceuta, a que fora condenado, por homicídio, João Eanes Delgado, pescador, residente em Lisboa,
atendendo aos serviços por ele prestados no cerco de Tânger, confirmados por carta do infante D.
Henrique, onde aquele foi presente com sua caravela, em que recolheu e salvou da morte muitos
homens.
 Documento nº 96, 2 de Agosto de 1440. Monumenta Henricina, 7º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1965, pp. 150-151. ASG., Archivio Segreto, Litterarum registri, vol. 10, fl.
171. Carta das autoridades de Génova, dirigida a el-rei de Portugal, a lamentar combate havido,
segundo lhes consta, entre a esquadra portuguesa e alguns barcos genoveses, facto inexplicável,
tratando-se de duas nações amicíssimas, que assim infringiram a velha amizade e a vontade dos
próprios chefes, qualquer que tenha sido o motivo e de que lado esteja a culpa, o que ainda não
conseguiram apurar.
 Documento nº 103, 29 de Agosto de 1440. Monumenta Henricina, 7º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1965, p. 163. ANTT., Chancelaria de D. Afonso V, liv. 20, fl. 140v. SILVA
MARQUES, Descobrimentos Portugueses, Suplemento ao vol. 1, p. 517, nº 922. Carta
do regente D: Pedro, a nomear, a pedido do infante D. Henrique, João de Braga, residente na cidade do
Porto, para patrão das galés régias como o fora Fernão Rodrigues, falecido na armada de Tânger.
 Documento nº 111, 7 de Outubro de 1440. Monumenta Henricina, 7º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1965, pp. 176-178. ANTT., Chancelaria de D. Afonso V, liv. 20, fl. 160v.
PEDRO de AZEVEDO, Documentos das Chancelarias Reais, t.1, p. 176. Alvará do infante
D. Pedro, dirigido a Afonso Furtado de Mendonça, anadel-mor dos besteiros de conto, e aos juízes da
Redinha, a ordenar-lhes que não obriguem Fernando Álvares, seu besteiro do conto, residente no dito
lugar, a ir na armada que ora se faz para socorro de Ceuta, pois o dispensa, a pedido dos homens bons
da referida povoação.
 Documento nº 118 29 de Novembro de 1440. Monumenta Henricina, 7º vol.,
Coimbra, Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do
Infante D. Henrique, 1965, pp. 187-190. ANTT., Colegiada de Santo Estêvão de
Alfama, maço 5, nº 91. Sentença do vigário geral de Lisboa, achando-se a sé quase vaga, dada no
processo movido pela colegiada de Santo Estêvão de Alfama da mesma cidade contra Estêvão Eanes,
mestre das Galés de el-rei, por ele se haver apoderado abusivamente, havia uns nove ou dez anos, de
pardieiro da dita igreja, sito junto do adro desta. Condenado por censura eclesiástica a entregá-lo e
ainda às custas do processo.
 Documento nº 139, 1441. Monumenta Henricina, 7º vol., Coimbra, Comissão
executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D. Henrique,
1965, pp. 211-214. BNP., Manuscrits portugais, nº 42, fls.27-29v. JOÃO de BARROS,
Ásia, década 1, liv.1, cap. 6. MARTINHO da BOÉMIA, De prima inuetione Gujnee, p.
189. O Manuscrito «Valentim Fernandes», pp. 140-141. ZURARA, Crónica dos feitos
de Guiné, cap. 12. Achando-se os feitos do reino em melhor sossego, o infante D. Henrique mandou
o jovem Antão Guterres, seu moço da câmara, com outros, no total de 21 homens, ao Rio do Ouro, em
navio pequeno, buscar peles e óleos de foca; porém Antão Gonçalves, depois de cumpridas as ordens do
infante, resolveu saltar em terra e internar-se no sertão, a ver se conseguia tomar ali alguns indígenas, o
que fez com a ajuda de 9 homens da campanha, e cativaram um homem e uma mulher negra.
 Documento nº 140, 1441. Monumenta Henricina, 7º vol., Coimbra, Comissão
executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D. Henrique,
1965, pp. 215-220. BNP., Manuscrits portugais, nº 42, fls.29-33v. JOÃO de BARROS,
Ásia, década 1, liv.1, cap. 6. MARTINHO da BOÉMIA, De prima inuetione Gujnee, pp.
189-190. O Manuscrito «Valentim Fernandes», pp. 141-143. ZURARA, Crónica dos
feitos de Guiné, cap. 13. Achando-se Antão Gonçalves ainda no Rio do Ouro, chegou ali, ido do
reino, o cavaleiro mancebo Nuno Tristão, criado de moço pequeno na câmara do infante D. Henrique,
com caravela armada, intérprete árabe que era servo do infante D. Henrique, e ordem deste para passar
além da Pedra da Galé o mais possível e para capturar indígenas; empreendida viagem pelos dois
grupos, estes aprisionaram dois 10 indígenas, após o que Nuno Tristão armou Antão Gonçalves
cavaleiro, no sítio depois denominado o Porto do Cavaleiro, aquele voltou para Portugal e Nuno Tristão,
prosseguindo viagem, ultrapassou a Pedra da Galé e atingiu Cabo Branco.
 Documento nº 143, 2 de Abril de 1441. Monumenta Henricina, 7º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1965, pp. 224-226. ANTT., Chancelaria de D. Afonso V, liv. 2, fl. 102.
SILVA MARQUES, Descobrimentos Portugueses, vol. 1, pp. 406-408. SOUSA
VITERBO, UMA expedição portuguesa às Canárias em 1440, pp. 346-347. Carta de
quitação, passada pelo regente D. Pedro a João Carreiro, criado do dito regente, residente em Lisboa, do
que ele recebeu e despendeu no ano de 1440, na armada em que seguiu D. Fernando de Castro,
governador que foi da casa do infante D. Henrique, e noutras despesas superiormente ordenadas.
 Documento nº 149, anterior a 30 de Abril de 1441. Monumenta Henricina, 7º vol.,
Coimbra, Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do
Infante D. Henrique, 1965, p. 232. ANTT., Chancelaria de D. Duarte, liv. 2, fl. 30.
PEDRO de AZEVEDO, Documentos das Chancelarias Reais, t.1, p. 202. Exposição dos
alcaides de Lisboa e de Setúbal, a pedir a el-rei D. Afonso V os não constranja a restituir as armas que
lhes foram entregues para as empresas de África, desde a tomada de Ceuta, pois a maior parte delas se
perdeu.
 Documento nº 164, 30 de Maio de 1441. Monumenta Henricina, 7º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1965, pp. 248-250. ANTT., Chancelaria de D, Afonso V, liv. 2, fl. 104v.
ANTT., Além Douro, liv. 2, fl. 17v. PEDRO de AZEVEDO, Documentos das
Chancelarias Reais, t. 1, p. 532. Extracto dos capítulos especiais do Porto apresentados às cortes
de Torres Vedras de 1441 e transcrito em carta do regente D. Pedro de 30 de Maio do mesmo ano,
relativo aos dinheiros dos arneses, louças, ferro, madeiras, pão, vinho, carnes, jornas, cordoaria e outras
coisas tomadas na dita cidade para as armadas de Ceuta, de el-rei de Tunes e de Canária, como consta
das inquirições feitas pelos reis D. João I e D. Duarte, as quais ainda não foram pagas, bem como fruta
tomada a vizinhos, no Algarve, para Tânger.
 Documento nº 185, 12 de Novembro de 1441. Monumenta Henricina, 7º vol.,
Coimbra, Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do
Infante D. Henrique, 1965, pp. 271-272. ANTT., Chancelaria de D. Afonso V, liv. 2,
fl. 65v. ANTT., Chancelaria de D. Afonso V, liv. 34, fl. 122v. SILVA MARQUES,
Descobrimentos Portugueses, vol. 1, p. 410. Carta do regente D. Pedro, a nomear Estêvão
Anes, o Moço, residente em Buarcos, para piloto da foz do Mondego e a privilegiá-lo, a pedido do
infante D. Henrique, por este incumbido de tirar daquela foz os navios que ali o infante mandava
carregar.
 Documento nº 188, 22 de Novembro de 1441. Monumenta Henricina, 7º vol.,
Coimbra, Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do
Infante D. Henrique, 1965, pp. 274-275. ANTT., Chancelaria de D. Afonso V, liv. 2,
fl. 54. Carta do regente D. Pedro, a levantar a Nuno Tristão, cavaleiro da casa do infante D. Henrique,
a proibição que lhe imposera o juiz de Elvas de viver na cidade e termo por, em sessão camarária, ele
haver insultado Afonso Alvares, escrivão da mesma câmara.
 Documento nº 203, 26 de Fevereiro de 1442. Monumenta Henricina, 7º vol.,
Coimbra, Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do
Infante D. Henrique, 1965, pp. 294-296. ANTT., Chancelaria de D. Afonso V, liv. 23,
fl. 55v. ANTT., Além-Douro, liv. 4, fl. 207v. GHCp. , Arquivo Histórico da Câmara
Municipal do Porto, Livro B, fls. 292v. PEDRO de AZEVEDO, Documentos das
Chancelarias Reais, t.1, p. 49. SILVA MARQUES, Descobrimentos Portugueses, vol. 1,
pp. 396-397. Excerto dos capítulos especiais do Porto às cortes de Évora de Janeiro de 1442, relativo
ao muito dinheiro devido à cidade, de arneses, louças, ferro, madeira, pão, vinho, carnes, jornais e
cordoaria, na mesma tomados para as armadas de Ceuta, de el-rei de Tunes e das Canárias, segundo
inquirição mandada tirar já pelos reis D. João I e Duarte.
 Documento nº 204, 3 de Março de 1442. Monumenta Henricina, 7º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1965, pp. 296-298. AV., Reg. Suppl., vol. 380, fl. 231. SOUSA COSTA,
O.F.M., O Infante D. Henrique na Expansão Portuguesa, p. 60. Súplica do infante D. Henrique ao
papa Eugénio IV, a dizer-lhe que projecta ir, pessoalmente e em nome de Deus, com armada contra os
infiéis das partes de Ceuta, para corroboração e aumento da fé cristã, mas que a peste que no país
grassa afasta muitos de se inscreverem na nutrida expedição necessária para o efeito, de maneira que
convém aliciar os fiéis com graças espirituais; pelo que lhe suplica se digna a conceder aos fiéis cristãos
que se lhe associem na referida expedição, destinada à guarda da cidade de Ceuta e à libertação das
terras dos infiéis, e que lá permaneçam durante um ano e ainda aos que, terminado ele, visitarem
devotamente a Igreja de Santa Maria de África em Ceuta, desde as Primeiras Vésperas da festa da
Assunção ou durante a sua oitava, e contribuírem para a conservação da dita igreja, indulgência
plenária de todos os seus pecados e remissão de culpa e pena, e ainda que quaisquer sacerdotes, no dito
tempo, os possam absolver, mesmo dos casos reservados à Santa Sé. Concedido.
 Documento nº 211, 17 de Abril de 1442. Monumenta Henricina, 7º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1965, pp. 303-304. ANTT., Chancelaria de D. Afonso V, liv. 23, fl. 89.
SILVA MARQUES, Descobrimentos Portugueses, vol. 1, p. 415. Salvo-conduto, passado
pelo regente D. Pedro a Francesco Usodimare, mercador genovês residente em Lisboa, para ele e para
as mercadorias que trouxer ao país ou levar para fora, desde que pague a el-rei os direitos respectivos.
 Documento nº 216, 18 de Maio de 1442. Monumenta Henricina, 7º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1965, pp. 311-319. ANTT., Chancelaria de D. Afonso V, liv. 27, fl. 133.
ANTT., Beira, liv. 2, fl. 110. PEDRO de AZEVEDO, Documentos das Chancelarias
Reais, t.1, pp. 204 e ss. Excertos da carta de quitação passada pelo regente D. Pedro a João
Louvado, almoxarife de Lamego, das receitas e despesas daquele almoxarifado nos anos de 1434 a 1440,
com indicação das relativas ao infante D. Henrique, a pessoal deste e da ramada contra Tânger.
 Documento nº 233, 5 de Janeiro de 1443. Monumenta Henricina, 7º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1965, pp. 350-353. ANTT., Bulas, maço 4, nº 7. AV., Reg. Vat., vol. 321v.
DE WITTE, Les bulles, art.2º, p. 433. JOAQUIM dos SANTOS ABRANCHES, Summa
do Bullario Portuguez, p. 40. Quadro Elementar das relações políticas e diplomáticas
de Portugal com as diversas potências do mundo, desde o princípio da Monarchia
Portugueza até aos nossos dias, t.10, p. 31. SILVA MARQUES, Descobrimentos
Portugueses, vol. 1, p. 411. SOUSA COSTA, O.F.M., O Infante D. Henrique na
Expansão Portuguesa, pp. 65-66. Bula Exigunt noblitatis, de Eugénio IV, dirigida a el-rei D.
Afonso V, a conceder-lhe possa negociar com os agarenos e sarracenos, nos termos da concessão
outrora feita a el-rei D. Duarte, excepto em ferramentas, madeira, cordas, navios e armas, que não lhes
pode vender.
Volume VIII (1443-1445)
Direcção, Organização e Anotação Crítica de António Joaquim Dias Dinis, O.F.M.
 Documento nº 1, 9 de Janeiro de 1443. Monumenta Henricina, 8º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1967, pp. 1-4. ANTT., Ordem de Cristo, cód.235, parte 3, fl. 8v. ANTÓNIO
BRÂSIO, Monumenta Missionária Africana, 2ª série, vol. 1, pp. 263-265. ANTÓNIO
CAETANO de SOUSA, Provas da História Genealógica da Casa Real Portugueza, t.1,
liv. 3, nº 24. DE WITTE, Les bulles, pp. 457-460. LEVY MARIA JORDÃO, Bullarium
Patronatus Portugaliæ regum in ecclesis Africae Asiæ atque Ocianiæ, t.1, p. 20.
SILVA MARQUES, descobrimentos Portugueses, vol. 1, p. 412. JOAQUIM dos SANTOS
ABRANCHES, Summa do Bullario Portuguez, nº 2040. SOUSA COSTA, O.F.M., O
Infante D. Henrique na Expansão Portuguesa, p. 76. Bula Etsi suscepi, de Eugénio IV,
solicitada pelo infante D. Henrique, a autorizá-lo a receber o hábito da Ordem de Cristo e a fazer nela
profissão, retendo contudo o ducado de Viseu e quaisquer bens temporais, adquiridos ou a adquirir,
podendo administrá-los como se não fora professo e legá-los a seus herdeiros e não à Ordem; a permitir-
lhe, bem como aos mestres seus sucessores, aceitar e adquirir bens móveis e imóveis para a Ordem e
ainda padroados de igrejas, nos termos e com os privilégios da de Casével; a outorgar-lhe que possa ter
ilhas no mar oceano e adquirir outras por vias lícitas, embora ainda não povoadas, e confiar a
espiritualidade das que não tiveram bispo nem houver memória de o haverem tido a quaisquer bispos
escolhidos pelos mestres da Ordem; a doar, enfim, a esta igreja de Santa Maria de África em Ceuta,
erecta em paróquia, e a anexar-lhe as vilas e lugares de Valdânger, Tetuão e Alcácer Ceguer, quando
subtraídos ao poder dos infiéis.
 Documento nº 5, 6 de Fevereiro de 1443. Monumenta Henricina, 8º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1967, pp. 10-19. ANTT., Chancelaria de D. Duarte, liv. 2, fl. 38v. SILVA
MARQUES, Descobrimentos Portugueses, Suplemento ao vol. 1, p. 335. Dúvidas que
João Carreiro e Rodrigo Afonso, encarregados da cobrança do «pedido e meio», apresentaram ao
infante D. Pedro e despacho deste a cada uma delas, com referências várias à execução do «pedido»
mandado tirar por el-rei D. Duarte para Tânger em 1436.
 Documento nº 12, 2 de Março de 1443. Monumenta Henricina, 8º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1967, pp. 30-31. ANTT., Chancelaria de D. Afonso V, liv. 27, fl. 38v. Carta
do regente D. Pedro, a nomear Gil Eanes, escudeiro da casa do infante D. Henrique, para escrivão da
távola grande do aver-do-peso de Lisboa, em substituição de Rui Dias de Valdez, a quem vai ser
distribuída uma comenda.
 Documento nº 13, 18 de Março de 1443. Monumenta Henricina, 8º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1967, pp. 31-33. ANTT., Bulas, maço 26, nº 14. JOAQUIM dos SANTOS
ABRANCHES, Summa do Bullario Portuguez, p. 40, nº 250. Quadro Elementar das
relações políticas e diplomáticas de Portugal com as diversas potências do mundo,
desde o princípio da Monarchia Portugueza até aos nossos dias, t.10, pp. 32-33.
Letras Dum concessimus, do papa Eugénio IV, dirigidas ao arcebispo de Braga, ao bispo de Lamego e
ao juiz episcopal de Coimbra, a confirmar D. Henrique de Castro, fidalgo da casa do infante D.
Henrique, em prior do Crato, a declarar válidas as letras anteriores sobre o particular e a ordenar aos
destinatários que as façam executar plenamente, sem se preocuparem com certas cláusulas das mesmas,
sobretudo a relativa à oferta da Ordem do Hospital de dois barcos equipados para a guerra contra os
infiéis, devendo entretanto D. Henrique de Castro jurar que enviará aos freires do Hospital, em Rodes,
galé equipada à sua custa, se assim lho solicitarem os freires respectivos.
 Documento nº 25, 10 de Abril de 1443. Monumenta Henricina, 8º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1967, pp. 47-50. ANTT., Chancelaria de D. Afonso V, liv. 27, fl. 88. ANTT.,
Místicos, liv. 3, fl. 157. ANTT., Místicos, liv. 3, fl. 89v. ANTT., Beira, liv. 2, fl. 108.
ANTT., Beira, liv. 2, fl. 75. Convenção e composição feitas na Ribeira de Lisboa, entre o infante D.
Henrique, estando ele ali numa caravela para partir, e D. Duarte de Meneses, em que o primeiro tomou
o compromisso de pagar ao segundo a tença anual de 25.000 reais brancos e lhe hipotecou a sua vila de
Seia, em razão da dívida de 2.500 coroas de ouro, proveniente da compra por D. Henrique a D. Duarte
de quintas, bens, padroados de igrejas de Seia e da Covilhã.
 Documento nº 26, 12 de Abril de 1443. Monumenta Henricina, 8º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1967, pp. 50-51. ANTT., Chancelaria de D. Afonso V, liv. 27, fl. 63v. Carta
do regente D. Pedro, a autorizar que Fernão Vasques, escudeiro do infante D. Henrique, substitua João
Valente, tabelião geral do reino, ausente na armada, em serviço da corte.
 Documento nº 27, 15 de Abril de 1443. Monumenta Henricina, 8º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1967, pp. 51-53. ANTT., Chancelaria de D. Afonso V, liv. 27, fl. 65v.
ANTT., Guadiana, liv. 4, fl. 216. PEDRO de AZEVEDO, Documentos das Chancelarias
Reais, t. 1, p. 548. Excertos da carta de quitação passada pelo regente D. Pedro a João Rodrigues
da Costa, almoxarife de Beja, e relativa ao movimento daquele almoxarifado nos anos de 1440 e 1441,
com lançamentos alusivos aos «pedidos» pagos pelos judeus, à armada de D. Fernando de Castro, ao
infante D. Henrique e ao cerco do Crato, na ocasião em que ali se refugiara a rainha D. Leonor.
 Documento nº 43, 1443. Monumenta Henricina, 8º vol., Coimbra, Comissão
executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D. Henrique,
1967, pp. 74-78. BNP., Manuscrits portugais, nº 42, fls.35-36v. JOÃO de BARROS,
Ásia, déc.1, liv.1, cap. 7. O Manuscrito «Valentim Fernandes», pp. 144-145.
ZURARA, Crónica dos feitos da Guiné, cap. 16. Com licença do infante D. Henrique, desejoso
de saber novas de África ocidental e bem assim das Índias e da terra do Preste João, o seu guarda-roupa
Antão Gonçalves, o alemão Baltazar e Martim Fernandes, alfaqueque do infante, por intérprete,
levando consigo o mouro Adahú e mais dois cativos, trazidos todos eles do Rio do Ouro em 1441,
seguem para aquela zona, também com intuitos comerciais, e obtêm dos indignas 10 negros de ambos os
sexos, de desvairadas terras, algum ouro em pó, uma adarga e ovos de avestruz.
 Documento nº 44, 1443. Monumenta Henricina, 8º vol., Coimbra, Comissão
executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D. Henrique,
1967, pp. 78-81. BNP., Manuscrits portugais, nº 42, fls.37r e v. JOÃO de BARROS,
Ásia, déc.1, liv.1, cap. 7. O Manuscrito «Valentim Fernandes», p. 145. ZURARA,
Crónica dos feitos da Guiné, cap. 17. Em caravela armada por D. Henrique e por ordem deste
seguem para a costa ocidental africana Nuno Tristão e alguns outros, sobretudo servidores da casa do
infante, os quais, transposto o Cabo Branco umas 25 léguas, atingem a ilha de Adegete, nos baixos de
Arguim, onde, saltando num batel, sete homens da campanha capturam alguns indignas.


 Documento nº 57, 26 de Setembro de 1443. Monumenta Henricina, 8º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1967, pp. 101-102. ANTT., Chancelaria de D. Afonso V, liv. 27, fl. 146.
SILVA MARQUES, Descobrimentos Portugueses, vol. 1, pp. 434-435. Carta do regente D.
Pedro, de privilégio a Gil Vasques, residente em Lagos, a pedido do infante D. Henrique, de quem é
servidor «e foi algumas partes fora deste reinos por seu serviço.
 Documento nº 59, 26 de Setembro de 1443. Monumenta Henricina, 8º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1967, pp. 103-104. ANTT., Chancelaria de D. Afonso V, liv. 27, fl. 146.
SILVA MARQUES, Descobrimentos Portugueses, Suplemento ao vol. 1, p. 523, nº
953. Sumário da carta do regente D. Pedro, a privilegiar o piloto Martim Vicente, servidor do infante
D. Henrique.
 Documento nº 62, 22 de Outubro de 1443. Monumenta Henricina, 8º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1967, pp. 107-108. ANTT., Chancelaria de D. Afonso V, liv. 24, fl. 61.
ANTT., Místicos, liv. 3, fl. 278v. JOSÉ RAMOS COELHO, Alguns documentos do
Archivo Nacional da Torre do Tombo acerca das Navegações e Conquistas
Portuguezas, p. 8. SILVA MARQUES, Descobrimentos Portugueses, vol. 1, pp. 435-
436. Carta do regente D. Pedro, a proibir que alguém passe para lá do Cabo Bojador sem mandado ou
licença do infante D. Henrique, sob pena de perder os navios e respectivas cargas, e a isentar do
pagamento do quinto e dízima do que lá tragam o dito infante e quem ele mandar e autorizar ir.
 Documento nº 71, 23 de Janeiro de 1444. Monumenta Henricina, 8º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1967, pp. 121-122. ANTT., Chancelaria de D. Afonso V, liv. 24, fl. 25.
SILVA MARQUES, Descobrimentos Portugueses, vol. 1, p. 437. SOUSA VITERBO,
Trabalhos náuticos dos portugueses, t.1, p. 244. Carta do regente D. Pedro, a nomear Álvaro
Fernandes Palenço para patrão das galés de el-rei.
 Documento nº 78, 14 de Fevereiro de 1444. Monumenta Henricina, 8º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1967, pp. 131-133. ANTT., Chancelaria de D. Afonso V, liv. 24, fl. 53.
ANTT., Guadiana, liv. 4, fl. 242v. PEDRO de AZEVEDO, Documentos das Chancelarias
Reais, t.1, pp. 563-564. SILVA MARQUES, Descobrimentos Portugueses, vol. 1, pp.
438-439. Extracto dos capítulos especiais de Faro às cortes de Évora, com queixas sobre o peso da
aposentadoria dos que passam para Ceuta e de lá regressam, sobre o êxodo da população da vila, sobre
a ilegal demora ali dos corregedores e sobre a prestação de fiança pelos armadores de navios, nos
termos do Tratado de paz com Castela.
 Documento nº 110, Maio/Agosto de 1444. Monumenta Henricina, 8º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1967, pp. 172-174. BNP., Manuscrits portugais, nº 42, fls.38-39. JOÃO de
BARROS, Ásia, déc.1, liv.1, cap. 8. O Manuscrito «Valentim Fernandes», p. 145-146.
ZURARA, Crónica dos feitos da Guiné, cap. 18. Perante os êxitos das viagens à costa ocidental
africana, Lançarote, escudeiro do infante D. Henrique e almoxarife de Lagos, organiza ali, com outros
marítimos da vila, expedição de seis caravelas, a qual se dirige às ilhas do golfo de Arguim, com licença
e regimento daquele infante, numa exploração simultaneamente comercial e de descobrimento.
 Documento nº 111, Maio/Agosto. Monumenta Henricina, 8º vol., Coimbra, Comissão
executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D. Henrique,
1967, pp. 175-179. BNP., Manuscrits portugais, nº 42, fls. 39-41v. JOÃO de
BARROS, Ásia, déc.1, liv.1, cap. 8. O Manuscrito «Valentim Fernandes», p. 146.
ZURARA, Crónica dos feitos da Guiné, cap. 19. Atingida a ilha das Garças, no golfo de
Arguim, em 10 de Junho de 1444, Martim Vicente e Gil Vasques com mais 30 homens de companha
dirigem-se para a ilha de Nar, cujo reconhecimento fora solicitado pelo infante D. Henrique, em vista
dos informes que lhe haviam dado os cativos trazidos, no ano anterior, por Nuno Tristão; e, saltando
numa das povoações da dita ilha, cativam 165 habitantes, entre homens, mulheres, e crianças, que os
informam que ali perto há outras ilhas povoadas.
 Documento nº 112, Maio/Agosto 1444. Monumenta Henricina, 8º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1967, pp. 179-182. BNP., Manuscrits portugais, nº 42, fls. 42-44. JOÃO de
BARROS, Ásia, déc.1, liv.1, cap. 8. O Manuscrito «Valentim Fernandes», p. 41. O
Manuscrito «Valentim Fernandes», pp. 147-148. ZURARA, Crónica dos feitos da
Guiné, cap. 20. Com dois mouros cativos por intérpretes, partem da ilha de Nar para a de Tíger, em
batéis, Lançarote e outros capitães com 30 homens da companha, onde já não encontram viva alma,
mas dali avança aquele com 14 ou 15 homens para a ilha de Tider onde, sem embargo, depois, da ajuda
dos restantes, desistem de atacar a respectiva população, refugiada em ilhéu que não podem atingir, e
aprisionam apenas uns 15 ou 16 mouros e mouras.
 Documento nº 113, Maio/Agosto de 1444. Monumenta Henricina, 8º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1967, pp. 182-184. BNP., Manuscrits portugais, nº 42, fls. 44-45. JOÃO de
BARROS, Ásia, déc.1, liv.1, cap. 8. O Manuscrito «Valentim Fernandes», p. 41. O
Manuscrito «Valentim Fernandes», pp. 147-148. ZURARA, Crónica dos feitos da
Guiné, cap. 21. Lançarote e companheiros voltam à ilha de Tíger, onde e em canal entre aquela e a
de Tíder, conseguem aprisionar 48 indígenas.
 Documento nº 114, Maio/Agosto de 1444. Monumenta Henricina, 8º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1967, pp. 184-186. BNP., Manuscrits portugais, nº 42, fls. 45-46. JOÃO de
BARROS, Ásia, déc.1, liv.1, cap. 8. O Manuscrito «Valentim Fernandes», p. 148.
ZURARA, Crónica dos feitos da Guiné, cap. 22. Em assalto de Lançarote e companheiros à
ilha de Tíder, posto que atacados por uns 300 indígenas, e após renhida luta com os mouros, em que
ficaram feridos alguns dos cristãos, estes conseguem recolher-se aos navios com uns 12 prisioneiros.
 Documento nº 115, Maio/Agosto de 1444. Monumenta Henricina, 8º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1967, pp. 186-187. BNP., Manuscrits portugais, nº 42, fls. 46v.-47v. JOÃO
de BARROS, Ásia, déc.1, liv.1, cap. 8. O Manuscrito «Valentim Fernandes», pp. 148-
149. ZURARA, Crónica dos feitos da Guiné, cap. 23. De Tíder retrocedem os mareantes para
o Cabo Branco, onde, em duas sortidas que fazem em terra firme, cativam 15 indígenas, após o que
regressam a Lagos.
 Documento nº 133, 6 ou 7 de Agosto de 1444. Monumenta Henricina, 8º vol.,
Coimbra, Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do
Infante D. Henrique, 1967, pp. 211-213. BNP., Manuscrits portugais, nº 42, fls. 47v.-
48. JOÃO de BARROS, Ásia, déc.1, liv.1, cap. 8. O Manuscrito «Valentim Fernandes»,
pp. 148-149. ZURARA, Crónica dos feitos da Guiné, cap. 24. As caravelas da expedição de
Lançarote ao golfo de Arguim chegam a Lagos, onde os expedicionários se encontram com o infante D.
Henrique.
 Documento nº 134, 7 de Agosto de 1444. Monumenta Henricina, 8º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1967, pp. 213-214. BNP., Manuscrits portugais, nº 42, fls. 48v.-50.
ZURARA, Crónica dos feitos de Guiné, cap. 25. Partilha, em Lagos, dos 240 cativos de
desvairadas cores, trazidos das ilhas das Garças, de Nar, Tíger e Tíder, nos baixos de Arguim, e do Cabo
Branco pela expedição chefiada por Lançarote, escudeiro da casa do infante D. Henrique.
 Documento nº 135, 8 de Agosto de 1444. Monumenta Henricina, 8º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1967, pp. 214-215. BNP., Manuscrits portugais, nº 42, fls. 50-51v. JOÃO
de BARROS, Ásia, déc.1, liv.1, cap. 8. O Manuscrito «Valentim Fernandes», p150.
ZURARA, Crónica dos feitos da Guiné, cap. 26. O infante D. Henrique arma cavaleiro, em
Lagos, o seu escudeiro Lançarote, após o regresso deste da expedição à costa ocidental africana.
 Documento nº 136, Agosto/Dezembro de 1444. Monumenta Henricina, 8º vol.,
Coimbra, Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do
Infante D. Henrique, 1967, pp. 215-220. BNP., Manuscrits portugais, nº 42, fls. 51v.-
54. JOÃO de BARROS, Ásia, déc.1, liv.1, cap. 9. MARTINHO da BOÉMIA, De prima
inuentione Gujnee, p. 190. MÜNZER, Intinerário, pp. 42-43. VALENTIM FERNANDES,
O Manuscrito, p. 41. VALENTIM FERNANDES, O Manuscrito, pp. 150-151. ZURARA,
Crónica dos feitos da Guiné, cap. 27. Algum tempo após o regresso de Lançarote ao país em
princípios de Agosto de 1444, o infante D. Henrique faz armar uma caravela, em que manda por capitão
Gonçalo de Sintra, seu escudeiro e criado de pequeno em sua casa, como intérprete mouro azenegue e
ordem para seguir directamente à Guiné; mas, tendo Lançarote aportado ao Cabo Branco e desejando
fazer cativos nas ilhas do golfo de Arguim, salta na ilha de Nar com 12 homens. Onde, surpreendidos
aqueles por 200 indígenas e após peleja inútil, são mortos Gonçalo de Sintra e mais sete da companha, a
saber, Lopo Caldeira e Lopo de Alvelos, moços da câmara do infante, Jorge, moço de estribeira, Álvaro
Gonçalves, piloto, e três marinheiros, depois do que os sobreviventes regressam imediatamente a
Portugal.
 Documento nº 147, 1 de Novembro de 1444. Monumenta Henricina, 8º vol.,
Coimbra, Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do
Infante D. Henrique, 1967, pp. 233-234. ANTT., Chancelaria de D. Afonso V, liv. 25,
fl. 4. SILVA MARQUES, Descobrimentos Portugueses, Suplemento ao vol. 1, p. 526,
nº 966. Carta do regente D. Pedro, de segurança de pessoas e bens, de 1 de Janeiro de 1445 a igual
dia de 1446, passada a favor dos bretões que queiram vir por mar com suas mercadorias a Portugal,
contanto que não ultrapassem o Cabo de S. Vicente.
 Documento nº 152, 1444. Monumenta Henricina, 8º vol., Coimbra, Comissão
executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D. Henrique,
1967, pp. 237-239. BNP., Manuscrits portugais, nº 42, fls.55v.-56. JOÃO de
BARROS, Ásia, déc.1, liv.1, cap. 10. MARTINHO da BOÉMIA, De prima jnuentione,
Gujnee, p. 191. MÜNZER, «Itinerário», p. 44. VALENTIM FERNANDES, O Manuscrito,
p. 40. VALENTIM FERNANDES, O Manuscrito, p. 151. ZURARA, Crónica dos feitos da
Guiné, cap. 29. Por ordem do infante D. Henrique, Antão Gonçalves e Diogo Afonso, criados
daquele, em duas caravelas, a que se associa outra, régia, capitaneada pelo patrão de el-rei Gomes Pires,
seguem para o Rio do ouro, a ver se conseguem encetar relações comerciais e de apostolado com seus
moradores, mas apenas obtêm um negro e trazem ainda mouro velho, desejoso de ver o infante, o qual
ele recebeu bem e depois devolveu a sua terra, onde fica o escudeiro João Fernandes voluntariamente,
para estudar aquelas gentes e informar D. Henrique.
 Documento nº 153, 1444. Monumenta Henricina, 8º vol., Coimbra, Comissão
executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D. Henrique,
1967, pp. 240-243. BNP., Manuscrits portugais, nº 42, fls.56.-57. JOÃO de BARROS,
Ásia, déc.1, liv.1, cap. 9. MARTINHO da BOÉMIA, De prima jnuentione, Gujnee, p.
191. MÜNZER, «Itinerário», p. 43. VALENTIM FERNANDES, O Manuscrito, p. 41.
VALENTIM FERNANDES, O Manuscrito, p. 64. VALENTIM FERNANDES, O Manuscrito,
p. 152. ZURARA, Crónica dos feitos da Guiné, cap. 30. Por mandado do infante D.
Henrique, parte Nuno Tristão para as ilhas do banco de Arguim já visitadas anteriormente pelos
navegadores portugueses, as quais se achavam desertas, pelo que avança em direcção à terra dos
negros, que avista nas proximidades do rio Senegal, mas onde não desembarca por motivo de forte
tempestade, e retrocede para a costa da Mauritânia fronteira das ilhas de Arguim, ali salta em terra e em
Tira ou Thila cativa 21 indígenas, com os quais regressa a Portugal.
 Documento nº 154, 1444. Monumenta Henricina, 8º vol., Coimbra, Comissão
executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D. Henrique,
1967, pp. 243-246. BNP., Manuscrits portugais, nº 42, fls.57-58v. DUARTE PACHECO
PEREIRA, Esmeraldo de situ orbis, liv.1, cap. 26. JOÃO de BARROS, Ásia, déc.1, liv.1,
cap. 9. MARTINHO da BOÉMIA, De prima jnuentione, Gujnee, p. 192. VALENTIM
FERNANDES, O Manuscrito, p. 64. VALENTIM FERNANDES, O Manuscrito, p. 70.
VALENTIM FERNANDES, O Manuscrito, p. 152. ZURARA, Crónica dos feitos da Guiné,
cap. 31. Dinis Dias, escudeiro que fora de el-rei D. João I, residente em Lisboa, desejoso de servir o
infante D. Henrique e em caravela mandada armar por este, a pedido seu, avança com a companha
respectiva para a terra dos negros, onde cativa quatro – os primeiros tomados em sua própria terra pelos
portugueses –, atinge o promontório do Cabo Verde e ilha fronteira do mesmo, talvez a de Gorée, e
regressa a Portugal.
 Documento nº 164, 18 de Janeiro de 1445. Monumenta Henricina, 8º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1967, pp. 253-254. ANTT., Chancelaria de D. Afonso V, liv.5, fl. 5. Carta do
regente D. Pedro, a privilegiar João Dias, armador das pescarias do infante D. Henrique, residente em
Lagos, a pedido do mesmo infante.
 Documento nº 202, 1445. Monumenta Henricina, 8º vol., Coimbra, Comissão
executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D. Henrique,
1967, pp. 296-299. BNP., Manuscrits portugais, nº 42, fls.58v.-60. JOÃO de
BARROS, Ásia, déc.1, liv.1, cap. 10. MARTINHO da BOÉMIA, De prima jnuentione,
Gujnee, p. 189. VALENTIM FERNANDES, O Manuscrito, p. 153. ZURARA, Crónica dos
feitos da Guiné, cap. 32. Antão Gonçalves, Garcia Homem e Diogo Afonso, criados do infante D.
Henrique, com permissão deste e em três caravelas, chefiados pelo primeiro, partem para o Cabo
Branco, no intuito de reconduzirem a Portugal o escudeiro João Fernandes, lá deixado no ano anterior
por Antão Gonçalves, e ainda com mira em proveito próprio, capturando algum indígena; avitualhadas
as caravelas na ilha da Madeira e depois dispersas por tormenta, é a de Diogo Afonso a primeira a
atingir aquele Cabo, onde implanta cruz de madeira, a indicar a sua passagem, e avança, por ver se
consegue alguma presa; feitas sortidas em terra pela tripulação de duas caravelas, porventura no Cabo
de Arguim, fogem-lhes os habitantes.
 Documento nº 203, 1445. Monumenta Henricina, 8º vol., Coimbra, Comissão
executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D. Henrique,
1967, pp. 299-301. BNP., Manuscrits portugais, nº 42, fls.60-61v. JOÃO de BARROS,
Ásia, déc.1, liv.1, cap. 10. MARTINHO da BOÉMIA, De prima jnuentione, Gujnee, p.
189. VALENTIM FERNANDES, O Manuscrito, pp. 153-154. ZURARA, Crónica dos
feitos da Guiné, cap. 33. Os três capitães das caravelas, confiadas estas a subalternos, partem com
mais alguns homens da companha, em batéis, para a ilha de Arguim, que assaltam de noite, e em cuja
povoação apenas encontram um negro e a sua filha, que tomam, e por indicação daquele se dirigem
para terra firme, onde cativam 25 mouros, operação em que se evidencia o setubalense Lourenço Dias,
servidor do infante D. Henrique.
 Documento nº 204, 1445. Monumenta Henricina, 8º vol., Coimbra, Comissão
executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D. Henrique,
1967, pp. 301-303. BNP., Manuscrits portugais, nº 42, fls.61v.-62v. JOÃO de
BARROS, Ásia, déc.1, liv.1, cap. 10. VALENTIM FERNANDES, O Manuscrito, p. 154.
ZURARA, Crónica dos feitos da Guiné, cap. 34. Aproximando-se as caravelas da ilha de
Arguim, em busca do pessoal que delas partira nos batéis, ultrapassaram-na sem disso se aperceberem e
assim se aproximam da costa, onde encontram João Fernandes, que recolhem, e também aos batéis.
 Documento nº 205, 1445. Monumenta Henricina, 8º vol., Coimbra, Comissão
executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D. Henrique,
1967, pp. 303-305. BNP., Manuscrits portugais, nº 42, fls.62v.-65. JOÃO de
BARROS, Ásia, déc.1, liv.1, cap. 10. VALENTIM FERNANDES, O Manuscrito, p. 154.
ZURARA, Crónica dos feitos da Guiné, cap. 35. O cavaleiro indígena Ahude Meymão, por
intermédio de João Fernandes, propõe a Antão Gonçalves vender-lhe guinéus que trazia cativos e assim
por coisas de somenos valor entrega 9 negros e um pouco de ouro em pó, no local a que dão o nome de
Cabo do Resgate, onde Gonçalves arma cavaleiro, a seu pedido, o escudeiro madeirense Fernão
Tavares; mais adiante, saltam das caravelas em terra, em perseguição de cameleiros, que não
conseguem aprisionar nem mesmo os indígenas que depois encontram na ilha de Tíder.
 Documento nº 206, 1445. Monumenta Henricina, 8º vol., Coimbra, Comissão
executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D. Henrique,
1967, pp. 306-308. BNP., Manuscrits portugais, nº 42, fls. 65-66v. JOÃO de
BARROS, Ásia, déc.1, liv.1, cap. 10. VALENTIM FERNANDES, O Manuscrito, p. 155.
ZURARA, Crónica dos feitos da Guiné, cap. 36. Voltam ao Cabo Branco 35 homens das
caravelas, em batéis, dos quais saltam numa aldeia 28 e, havendo-a encontrado despovoada, perseguem
adiante uns 70 ou 80 indígenas e conseguem capturar 55, após o que, receosos da míngua de
mantimentos para si e para os cativos e da viagem que teriam, regressam a Lisboa; desembarcados na
Ribeira, levam os africanos aos paços do infante D. Henrique, ausente em Viseu, onde, depois de
separado o quinto daquele, os capitães vendem os restantes cativos.
 Documento nº 207, 1445. Monumenta Henricina, 8º vol., Coimbra, Comissão
executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D. Henrique,
1967, pp. 308-313. BNP., Manuscrits portugais, nº 42, fls. 66v.-69v. JOÃO de
BARROS, Ásia, déc.1, liv.1, cap. 11. VALENTIM FERNANDES, O Manuscrito, pp. 155-
157. ZURARA, Crónica dos feitos da Guiné, cap. 37. Por iniciativa de Gonçalo Pacheco,
escudeiro do infante D. Henrique e tesoureiro-mor das coisas de Ceuta em Lisboa, seguem para o Cabo
Branco três caravelas: uma dele, chefiada por seu sobrinho Dinis Eanes da Grã, escudeiro do infante D.
Pedro, e as outras duas capitaneadas por seus donos, Álvaro Gil, ensaiador da moeda, e Mafaldo,
residente em Setúbal, em cuja companha tomam também parte João Gonçalves Galego, piloto, que já lá
havia ido com Antão Gonçalves, e Diogo Gil, e na ilha de Arguim capturaram 9 indígenas, um dos quais
porém lhes foge.
 Documento nº 208, 1445. Monumenta Henricina, 8º vol., Coimbra, Comissão
executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D. Henrique,
1967, pp. 313-314. BNP., Manuscrits portugais, nº 42, fls. 69v.-70. JOÃO de
BARROS, Ásia, déc.1, liv.1, cap. 11. VALENTIM FERNANDES, O Manuscrito, pp. 155-
157. ZURARA, Crónica dos feitos da Guiné, cap. 38. Em novo assalto, os mesmos
navegadores aprisionam mais 46 indígenas, no cerco empreendido contra uma aldeia.
 Documento nº 209, 1445. Monumenta Henricina, 8º vol., Coimbra, Comissão
executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D. Henrique,
1967, pp. 314-316. BNP., Manuscrits portugais, nº 42, fls. 70-71. JOÃO de BARROS,
Ásia, déc.1, liv.1, cap. 11. VALENTIM FERNANDES, O Manuscrito, pp. 155-157.
ZURARA, Crónica dos feitos da Guiné, cap. 39. Em novo desembarque, encontram aldeia
deserta, onde apenas se achava um mouro velho e doente, que tomam.
 Documento nº 210, 1445. Monumenta Henricina, 8º vol., Coimbra, Comissão
executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D. Henrique,
1967, pp. 316-318. BNP., Manuscrits portugais, nº 42, fls. 71-72v. JOÃO de
BARROS, Ásia, déc.1, liv.1, cap. 11. VALENTIM FERNANDES, O Manuscrito, pp. 155-
157. ZURARA, Crónica dos feitos da Guiné, cap. 40. Tendo avançado 35 léguas para além de
Tíder, em busca da terra dos negros, por na de mouros já não conseguirem presa, os navegadores
capturam mais 7 indígenas.
 Documento nº 211, 1445. Monumenta Henricina, 8º vol., Coimbra, Comissão
executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D. Henrique,
1967, pp. 318-319. BNP., Manuscrits portugais, nº 42, fls. 72v.-73. JOÃO de
BARROS, Ásia, déc.1, liv.1, cap. 11. VALENTIM FERNANDES, O Manuscrito, pp. 155-
157. ZURARA, Crónica dos feitos da Guiné, cap. 41. Seguindo mais avante umas três léguas,
em novo desembarque, capitaneados por Luís Afonso Caiado, os navegadores apoderam-se de 10
indígenas, entre homens, mulheres e crianças.
 Documento nº 212, 1445. Monumenta Henricina, 8º vol., Coimbra, Comissão
executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D. Henrique,
1967, pp. 319-322. BNP., Manuscrits portugais, nº 42, fls. 73-75. JOÃO de BARROS,
Ásia, déc.1, liv.1, cap. 11. VALENTIM FERNANDES, O Manuscrito, pp. 155-157.
ZURARA, Crónica dos feitos da Guiné, cap. 42. Álvaro Vasques, Dias Eanes e outros da
companha, saltando em terra e seguindo ao longo da costa, atingem um Cabo a que dão o nome de
Santa Ana; e, entrando por um braço de mar que se lhe seguia, tomam 35 indígenas.
 Documento nº 213, 1445. Monumenta Henricina, 8º vol., Coimbra, Comissão
executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D. Henrique,
1967, p. 322. BNP., Manuscrits portugais, nº 42, fls. 75r. e v. JOÃO de BARROS,
Ásia, déc.1, liv.1, cap. 11. VALENTIM FERNANDES, O Manuscrito, pp. 155-157.
ZURARA, Crónica dos feitos da Guiné, cap. 43. Em nova sortida em terra, os navegadores que
haviam ficado nas caravelas despendem dois dias e duas noites no assalto a umas três aldeias, mas
apenas conseguem apanhar um mouro.
 Documento nº 214, 1445. Monumenta Henricina, 8º vol., Coimbra, Comissão
executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D. Henrique,
1967, pp. 323-324. BNP., Manuscrits portugais, nº 42, fls. 75v.-76. JOÃO de
BARROS, Ásia, déc.1, liv.1, cap. 11. VALENTIM FERNANDES, O Manuscrito, pp. 155-
157. ZURARA, Crónica dos feitos da Guiné, cap. 44. Sentindo o avisamento dos mouros
naquela zona, os navegadores resolvem avançar para a terra dos negros, como no outro ano fizera Dinis
Dias, onde depois alguns daqueles se dispõem a atacá-los, mas forte temporal os impede de sair em terra
e de avançar por mar; de sorte que houveram de retroceder.
 Documento nº 215, 1145. Monumenta Henricina, 8º vol., Coimbra, Comissão
executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D. Henrique,
1967, pp. 324-327. BNP., Manuscrits portugais, nº 42, fls. 76-78v. JOÃO de
BARROS, Ásia, déc.1, liv.1, cap. 11. VALENTIM FERNANDES, O Manuscrito, pp. 155-
157. ZURARA, Crónica dos feitos da Guiné, cap. 45. Tendo retrocedido as caravelas, durante
três dias de tormenta, para o sítio onde os navegadores haviam capturado anteriormente sete indígenas,
aqueles saltam em terra e travam renhida luta com os habitantes.
 Documento nº 216, 1445. Monumenta Henricina, 8º vol., Coimbra, Comissão
executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D. Henrique,
1967, pp. 327-328. BNP., Manuscrits portugais, nº 42, fls. 78v.-79v. JOÃO de
BARROS, Ásia, déc.1, liv.1, cap. 11. VALENTIM FERNANDES, O Manuscrito, pp. 155-
157. ZURARA, Crónica dos feitos da Guiné, cap. 46. Termina a luta pelo apresamento de 12
mouros, entre homens e mulheres, após o que os navegadores acordam em entrarem nalgumas baías
entre o Cabo Branco e o Cabo de Tira.
 Documento nº 217, 1445. Monumenta Henricina, 8º vol., Coimbra, Comissão
executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D. Henrique,
1967, p. 329. BNP., Manuscrits portugais, nº 42, fls. 79v.-80. JOÃO de BARROS,
Ásia, déc.1, liv.1, cap. 11. VALENTIM FERNANDES, O Manuscrito, pp. 155-157.
ZURARA, Crónica dos feitos da Guiné, cap. 47. Tendo os navegadores desembarcado me ilha
pequena e muito arenosa de uma das baías de entre o Cabo de Tira e o Cabo Branco deparam-se-lhes
redes e outros apetrechos de pesca e bem assim 150 tartarugas, porém nenhum habitante.
 Documento nº 218, 1445. Monumenta Henricina, 8º vol., Coimbra, Comissão
executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D. Henrique,
1967, pp. 330-332. BNP., Manuscrits portugais, nº 42, fls. 80-82. JOÃO de BARROS,
Ásia, déc.1, liv.1, cap. 11. VALENTIM FERNANDES, O Manuscrito, pp. 155-157.
ZURARA, Crónica dos feitos da Guiné, cap. 48. Havendo passado a outra ilha e atacado os
habitantes, ali postos em cilada e depois em desigual peleja, em que pereceram vários indígenas, os
navegadores portugueses sofrem sete mortos, por não poderem recolher-se a tempo do batel maior, o da
caravela de Gonçalo Pacheco; pelo que os restantes, metida água na ilha de Arguim, retiravam para o
reino, quando os surpreendeu a expedição de Lançarote, à qual se associam.
 Documento nº 219, 1445. Monumenta Henricina, 8º vol., Coimbra, Comissão
executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D. Henrique,
1967, pp. 332-334. BNP., Manuscrits portugais, nº 42, fls. 82-83v. JOÃO de
BARROS, Ásia, déc.1, liv.1, cap. 11. VALENTIM FERNANDES, O Manuscrito, pp. 157-
159. ZURARA, Crónica dos feitos da Guiné, cap. 49. Lançarote e outros de Lagos, com
autorização do infante D. Henrique, retomam as viagens à costa ocidental africana, nomeadamente com
vista em subjugarem os habitantes da ilha de Tíder e facilitarem assim a navegação naquelas partes.
 Documento nº 220. Monumenta Henricina, 8º vol., Coimbra, Comissão executiva das
Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D. Henrique, 1967, pp. 335-
336. BNP., Manuscrits portugais, nº 42, fls. 83v.-84. JOÃO de BARROS, Ásia, déc.1,
liv.1, cap. 11. VALENTIM FERNANDES, O Manuscrito, pp. 157-159. ZURARA, Crónica
dos feitos da Guiné, cap. 50. O infante D. Henrique de bom grado outorga a precisa licença aos
navegadores, a fim de avançarem contra os mouros da ilha de Tíder.
 Documento nº 221, 1445. Monumenta Henricina, 8º vol., Coimbra, Comissão
executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D. Henrique,
1967, pp. 336-341. BNP., Manuscrits portugais, nº 42, fls. 84-85v. JOÃO de
BARROS, Ásia, déc.1, liv.1, cap. 11. VALENTIM FERNANDES, O Manuscrito, pp. 157-
159. ZURARA, Crónica dos feitos da Guiné, cap. 51. De Lagos partem primeiramente 14
caravelas e mais uma fusta, nas quais, entre outros, seguem Lançarote da Ilha, Álvaro de Freitas,
Gomes Pires, Rodrigo Eanes de Travanços, escudeiro do infante D. Pedro, Álvaro Fernandes Palenço,
Gil Eanes e Estêvão Afonso; depois avançam de Lisboa e da Madeira mais 12 caravelas, de vários,
algumas delas enviadas apenas pelos donos.
 Documento nº 222, 1445. Monumenta Henricina, 8º vol., Coimbra, Comissão
executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D. Henrique,
1967, pp. 341-343. BNP., Manuscrits portugais, nº 42, fls. 85v.-87v. JOÃO de
BARROS, Ásia, déc.1, liv.1, cap. 11. VALENTIM FERNANDES, O Manuscrito, pp. 157-
159. ZURARA, Crónica dos feitos da Guiné, cap. 52. De Lagos abalam, em 10 de Agosto, as
ditas 14 caravelas para o Cabo Branco, e a de Lourenço Dias, que tomava a dianteira, encontra as da
anterior expedição de Lisboa; convidados por aquele os respectivos capitães a associarem-se-lhe no feito
de Tíder, todas elas aguardam, na ilha das Garças, as demais caravelas durante três dias e, pouco a
pouco, chegam nove ao Cabo Branco.
 Documento nº 223, 1445. Monumenta Henricina, 8º vol., Coimbra, Comissão
executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D. Henrique,
1967, pp. 344-345. BNP., Manuscrits portugais, nº 42, fls. 87v.-89. JOÃO de
BARROS, Ásia, déc.1, liv.1, cap. 11. VALENTIM FERNANDES, O Manuscrito, pp. 157-
159. ZURARA, Crónica dos feitos da Guiné, cap. 53. Juntas nove caravelas de Lagos no
Cabo Branco, resolvem avançar para a ilha das Garças e aguardar ali, durante dois ou três dias, as
restantes cinco caravelas do seu grupo algarvio, para então atacarem a ilha de Tíder; e no caso de elas
demorarem mais, as nove precederiam no assalto à referida ilha.
 Documento nº 224, 1445. Monumenta Henricina, 8º vol., Coimbra, Comissão
executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D. Henrique,
1967, pp. 346-347. BNP., Manuscrits portugais, nº 42, fls. 89-90. JOÃO de BARROS,
Ásia, déc.1, liv.1, cap. 11. VALENTIM FERNANDES, O Manuscrito, pp. 157-159.
ZURARA, Crónica dos feitos da Guiné, cap. 54. Chegados à ilha das Garças, os navegadores
encontram ali quatro caravelas e as trezes avançam para a ilha de Tíder, que seria atacada por 328
homens da companha, chefiados os peões e lanceiros por Álvaro de Freitas, os besteiros e archeiros por
Lançarote e os demais homens por Soeiro da Costa e Dinis Eanes da Grã.
 Documento nº 225, 1445. Monumenta Henricina, 8º vol., Coimbra, Comissão
executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D. Henrique,
1967, pp. 348-351. BNP., Manuscrits portugais, nº 42, fls. 90-92v. JOÃO de
BARROS, Ásia, déc.1, liv.1, cap. 11. VALENTIM FERNANDES, O Manuscrito, pp. 157-
159. ZURARA, Crónica dos feitos da Guiné, cap. 55. Os referidos navegadores
desembarcaram na ilha de Tíder e no lugar de Tidre atacam os indígenas, que fogem a nado, mas são
mortos alguns e detidos quatro, e na refrega é ferido gravemente um dos homens de Lagos, o qual
depois vem a falecer no mar; ali são armados cavaleiros, por Álvaro de Freitas, Soeiro da Costa e Dinis
Eanes da Grã, e retiram as caravelas de Lisboa da anterior viagem.
 Documento nº 226, 1445. Monumenta Henricina, 8º vol., Coimbra, Comissão
executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D. Henrique,
1967, pp. 351-354. BNP., Manuscrits portugais, nº 42, fls. 93-94v. JOÃO de
BARROS, Ásia, déc.1, liv.1, cap. 11. VALENTIM FERNANDES, O Manuscrito, pp. 157-
159. ZURARA, Crónica dos feitos da Guiné, cap. 56. Reencontradas mais três caravelas das
de Lagos com as nove anteriormente citadas, os navegadores efectuam novo desembarque em Tíder e,
após luta renhida, com baixas de mouros, na qual se evidenciam os moços da câmara do infante D.
Henrique Diogo Gonçalves e Leonel Gil, este filho de Gil Eanes, o escudeiro henriquino Gil Gonçalves e
Pedro Alemão, morador em Lagos, são capturados 57 indígenas.

Volume IX (1445-1448)
Direcção, Organização e Anotação Crítica de António Joaquim Dias Dinis, O.F.M.
 Documento nº 1, 1445. Monumenta Henricina, 9º vol., Coimbra, Comissão executiva
das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D. Henrique, 1968, pp. 1-2.
BNP., Manuscrits portugais, nº 42, fls. 94v.-95v. JOÃO de BARROS, Ásia, déc.1, liv.1,
cap. 11. VALENTIM FERNANDES, O Manuscrito, pp. 157-159. ZURARA, Crónica dos
feitos da Guiné, cap. 57. Os navegadores seguem para a povoação de Tira, em terra firme, levam
duas mouras cativas por guias, encontram, em pequeno braço de mar, o batel, quase desfeito, pelos
indígenas tomado às caravelas de Lisboa, o qual recolhem; não havendo encontrado habitantes em Tira
nem em outras duas aldeias, passam à povoação de Tidre, na ilha de Tíder, onde capturam 5 mouros.
 Documento nº 2, 1445. Monumenta Henricina, 9º vol., Coimbra, Comissão executiva
das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D. Henrique, 1968, pp. 2-4.
BNP., Manuscrits portugais, nº 42, fls. 95v.-96v. JOÃO de BARROS, Ásia, déc.1, liv.1,
cap. 11. VALENTIM FERNANDES, O Manuscrito, pp. 157-159. ZURARA, Crónica dos
feitos da Guiné, cap. 58. Declarado por Lançarote aos demais capitães haverem atingido a
finalidade principal da expedição, o qual era, segundo o regimento do infante D. Henrique, a conquista
da ilha de Tíder, os navegadores distribuem entre si a presa e aquele declara-os livres paras seguirem o
rumo que desejem; os capitães das caravelas mais pequenas, Soeiro da Costa, Vicente Dias, Gil Eanes,
Martim Vicente e João Dias, por se aproximar o Inverno e correrem perigo, resolvem regressar a
Portugal.
 Documento nº 3, 1445. Monumenta Henricina, 9º vol., Coimbra, Comissão executiva
das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D. Henrique, 1968, pp. 4-6.
BNP., Manuscrits portugais, nº 42, fls. 96v.-98. JOÃO de BARROS, Ásia, déc.1, liv. 1,
cap. 13. VALENTIM FERNANDES, O Manuscrito, pp. 159-160. ZURARA, Crónica dos
feitos da Guiné, cap. 59. Para cumprirem ordem do infante D. Henrique, desejoso de saber novas
da terra dos negros, seis caravelas, capitaneadas por Gomes Pires, Lançarote, Álvaro de Freitas,
Rodrigo Eanes de Travaços, Lourenço Dias e Vicente Dias, avançam para a terra dos negros; seguem-
nas, depois, mais duas, umas de Tavira e outra de Lagos, esta de indivíduo dito O Picanço, as quais
porém não chegam lá.
 Documento nº 4, 1445. Monumenta Henricina, 9º vol., Coimbra, Comissão executiva
das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D. Henrique, 1968, pp. 6-
11. BNP., Manuscrits portugais, nº 42, fls. 98-101v. JOÃO de BARROS, Ásia, déc.1,
liv.1, cap. 13. VALENTIM FERNANDES, O Manuscrito, pp. 159-160. ZURARA, Crónica
dos feitos da Guiné, cap. 60. Descendo o litoral mauritano, as seis caravelas deparam com as
palmeiras avistadas no ano anterior por Dinis Dias e portanto com a terra dos negros, onde porém não
desembarcam, pela braveza do mar, e avançam até à foz do Senegal; ali, saltando em terra. Apenas
conseguem capturar dois moços negros e alguns artefactos indígenas.
 Documento nº 5, 1445. Monumenta Henricina, 9º vol., Coimbra, Comissão executiva
das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D. Henrique, 1968, pp. 11-
13. BNP., Manuscrits portugais, nº 42, fls. 105v.-107v. JOÃO de BARROS, Ásia,
déc.1, liv.1, cap. 13. VALENTIM FERNANDES, O Manuscrito, pp. 163-164. ZURARA,
Crónica dos feitos da Guiné, cap. 63. Aproveitando o vento norte, as seis caravelas dirigem-se
ao cabo Verde, onde reúnem todas menos a de Rodrigo Eanes de Travanços, que perde a conserva;
desembarcados os navegadores numa ilha e depois noutra, porque nesta última havia demasiados
indígenas, tornam para o rio Senegal, apenas atingido por Lourenço Dias, que, por haver perdido as
demais caravelas, volta para o reino, como também faz Gomes Pires pelo mesmo motivo, depois de
completar a carga com peles de foca e de comprar um negro no Rio do Ouro, aonde Pires promete voltar
em Julho do ano seguinte.
 Documento nº 6, 1445. Monumenta Henricina, 9º vol., Coimbra, Comissão executiva
das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D. Henrique, 1968, pp. 14-
15. BNP., Manuscrits portugais, nº 42, fls. 107v.-108v. JOÃO de BARROS, Ásia,
déc.1, liv.1, cap. 13. VALENTIM FERNANDES, O Manuscrito, pp. 164-165. ZURARA,
Crónica dos feitos da Guiné, cap. 64. Perdido Vicente Dias da companhia de Lançarote e de
Álvaro de Freitas, avançam as caravelas destes dois por Tíder para a ponta de Tira, em terra firme do
continente africano, onde conseguem capturar 12 indígenas.
 Documento nº 7, 1445. Monumenta Henricina, 9º vol., Coimbra, Comissão executiva
das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D. Henrique, 1968, pp. 15-
19. BNP., Manuscrits portugais, nº 42, fls. 108v.-111v. JOÃO de BARROS, Ásia,
déc.1, liv.1, cap. 13. VALENTIM FERNANDES, O Manuscrito, pp. 164-165. ZURARA,
Crónica dos feitos da Guiné, cap. 65. Regressadas as caravelas de Lançarote e de Álvaro de
Freitas da ponta de Tira à ilha de Arguim, para ali tomarem água e repousarem, pois nela não
encontram indígenas, lás e depara com elas a de Vicente Dias, também em busca de aguada; e as três
navegam para a ilha de Tíder, passando pela ilha de Cerina, sita entre Tíder e o continente, mas, não
havendo achado ninguém na de Tíder, dirigem-se para a ponta de Tira, onde aprisionam 57 indígenas,
após o que as três caravelas regressam ao reino.
 Documento nº 8, 1445. Monumenta Henricina, 9º vol., Coimbra, Comissão executiva
das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D. Henrique, 1968, p. 19.
BNP., Manuscrits portugais, nº 42, fls. 111v. JOÃO de BARROS, Ásia, déc.1, liv.1,
cap. 13. VALENTIM FERNANDES, O Manuscrito, p. 165. ZURARA, Crónica dos feitos
da Guiné, cap. 66. A caravela de A caravela de Rodrigo Eanes de Travaços e a de Dinis Dias,
perdidas das demais, ao buscarem-nas, encontram-se e seguem viagem juntas.


 Documento nº 9, 1445. Monumenta Henricina, 9º vol., Coimbra, Comissão executiva
das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D. Henrique, 1968, pp. 20-
22. BNP., Manuscrits portugais, nº 42, fls.111v.-113. JOÃO de BARROS, Ásia, déc.1,
liv.1, cap. 13. VALENTIM FERNANDES, O Manuscrito, p. 165. ZURARA, Crónica dos
feitos da Guiné, cap. 67. Ao regressarem da ilha de Tíder ao reino, as caravelas de Soeiro da
Costa, Vicente Dias, armador, Gil Eanes, Martim Vicente e João Dias, na mira de obterem mais alguma
presa, saltam no Cabo Branco, porém, sem resultado, e, desejando depois Soeiro da Costa negociar no
lugar de Tidre filha e filho do chefe dali, os quais tinha em seu poder, acaba por haver de entregar três
mouros, a fim de resgatar o mestre da sua caravela e um judeu, que havia dado em reféns do dito
negócio.
 Documento nº 10, 1445. Monumenta Henricina, 9º vol., Coimbra, Comissão
executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D. Henrique,
1968, pp. 22-27. BNP., Manuscrits portugais, nº 42, fls. 113-116. JOÃO de BARROS,
Ásia, déc.1, liv.1, cap. 13. VALENTIM FERNANDES, O Manuscrito, pp. 165-166.
ZURARA, Crónica dos feitos da Guiné, cap. 68. Ia a caravela de Tavira e a de Picanço, ao
regressarem a Portugal, encontram uma outra, a de Álvaro Gonçalves de Ataíde, capitaneada por João
de Castilha, a qual seguia para a Guiné; dissuadem-no disso, em razão do Inverno, convidam-no a irem
as três caravelas sobre a ilha de palma, para ali tomarem alguns canários, e na ilha de Gomeira
recebem de bom grado alguns indígenas, como ajuda e guia, e com eles avançam para a ilha da Palma,
onde cativam 17 indígenas, perseguição em que se evidencia Diogo Gonçalves, moço da câmara do
infante D. Henrique, e onde parece, de desastre, um português dos da companha.
 Documento nº 11, 1445. Monumenta Henricina, 9º vol., Coimbra, Comissão
executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D. Henrique,
1968, pp. 27-29. BNP., Manuscrits portugais, nº 42, fls. 116-117. JOÃO de BARROS,
Ásia, déc.1, liv.1, cap. 13. VALENTIM FERNANDES, O Manuscrito, pp. 165-166.
ZURARA, Crónica dos feitos da Guiné, cap. 69. Da ilha da Palma regressam as três caravelas
à de Gomeira, para ali desembarcarem os indígenas que os tinham ajudado no assalto à primeira, e
João de Castilha, por aumentar a sua presa, retem em sua caravela e traz a Portugal 21 naturais,
tomados noutro porto de Gomeira, – acção depois reprovada pelo infante D. Henrique, que trata bem os
ditos canários e os manda repor em sua terra.
 Documento nº 12, 1445. Monumenta Henricina, 9º vol., Coimbra, Comissão
executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D. Henrique,
1968, pp. 29-30. BNP., Manuscrits portugais, nº 42, fls. 117r e v. JOÃO de BARROS,
Ásia, déc.1, liv.1, cap. 13. VALENTIM FERNANDES, O Manuscrito, p. 167. ZURARA,
Crónica dos feitos da Guiné, cap. 70. Tristão da Ilha, passado o Cabo Branco, encontra vento
contrário, pelo que regressa à ilha donde antes partira; e Álvaro Dornelas, escudeiro, criado do infante
D. Henrique, com outra caravela, apenas consegue dois canários.
 Documento nº 13, 1445. Monumenta Henricina, 9º vol., Coimbra, Comissão
executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D. Henrique,
1968, pp. 30-33. BNP., Manuscrits portugais, nº 42, fls. 177v.-20. JOÃO de BARROS,
Ásia, déc.1, liv.1, cap. 13. VALENTIM FERNANDES, O Manuscrito, p. 167. ZURARA,
Crónica dos feitos da Guiné, cap. 71. Dinis Dias, em caravela de D. Álvaro de Castro, e Álvaro
Fernandes Palenço, em fusta velha, seguem para a ilha de Arguim onde, feita aguada e ultrapassada a
ponta de Santa Ana um grande pedaço, doze homens da companha saltam em terra, capturam 9
indígenas, dos quais 3 lhes fogem, e ali alugam a fusta, depois de recolhidas a guarnição e a
aparelhagem respectivas à caravela de Dias Dinis.
 Documento nº 14, 1445. Monumenta Henricina, 9º vol., Coimbra, Comissão
executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D. Henrique,
1968, pp. 33-36. BNP., Manuscrits portugais, nº 42, fls. 120-121v. JOÃO de
BARROS, Ásia, déc.1, liv.1, cap. 13. VALENTIM FERNANDES, O Manuscrito, pp. 167-
168. ZURARA, Crónica dos feitos da Guiné, cap. 72. Rodrigo Eanes de Travaços, que viera
juntar-se a Dinis Dias, ao que parece após alagamento da fusta de Palenço, avança com a companha
daquele para o Cabo Verde e ilhas fronteiras, nomeadamente a de Gorée, onde Dinis Dias desembarca
com dois homens; mas, atento ao número muito superior dos indígenas ali encontrados, convêm os das
caravelas em retrocederem para o local onde haviam alagado a fusta e ali, sob proposta de Rodrigo
Eanes de Travaços, desejoso de fazer alguma coisa por sua honra, saem em terra 14 homens e, ao
encontrarem os indígenas que haviam acorrido a recolher a madeira da fusta desmantelada, os
acometem, em peleja em que se evidencia Martim Pereira, moço da câmara do infante D. Henrique.
 Documento nº 15, 1445. Monumenta Henricina, 9º vol., Coimbra, Comissão
executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D. Henrique,
1968, pp. 36-38. BNP., Manuscrits portugais, nº 42, fls. 121v.-122v. JOÃO de
BARROS, Ásia, déc.1, liv.1, cap. 13. VALENTIM FERNANDES, O Manuscrito, pp. 167-
168. ZURARA, Crónica dos feitos da Guiné, cap. 73. Os navegadores portugueses lutam
afadigadamente com os indígenas, distribuídos estes em duas emboscadas, e conseguem vencê-los.
 Documento nº 16, 1445. Monumenta Henricina, 9º vol., Coimbra, Comissão
executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D. Henrique,
1968, pp. 38-39. BNP., Manuscrits portugais, nº 42, fls. 122v.-123. JOÃO de
BARROS, Ásia, déc.1, liv.1, cap. 13. VALENTIM FERNANDES, O Manuscrito, pp. 167-
168. ZURARA, Crónica dos feitos da Guiné, cap. 74. Acabada a peleja referida nos capítulos
anteriores, Rodrigo Eanes de Travaços e Dinis Dias regressam a Lisboa, e, no Cabo de Tira, saltam em
terra 50 homens, que perseguem os indígenas, mas apenas conseguem aprisionar um dos habitantes.
 Documento nº 17, 1445. Monumenta Henricina, 9º vol., Coimbra, Comissão
executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D. Henrique,
1968, pp. 39-43. BNP., Manuscrits portugais, nº 42, fls. 123-125v. JOÃO de
BARROS, Ásia, déc.1, liv.1, cap. 13. VALENTIM FERNANDES, O Manuscrito, pp. 168-
169. ZURARA, Crónica dos feitos da Guiné, cap. 75. A caravela de João Gonçalves Zarco, –
cuja finalidade era unicamente avançar o mais possível com o descobrimento da terra dos negros e
trazer novidades sobre a mesma ao infante D. Henrique, – capitaneada por Álvaro Fernandes, sobrinho
de Zarco e criado de pequeno na câmara do dito infante, segue directamente ao rio Senegal e dali ao
promontório do Cabo Verde e ilha de Gorée e, em seguida, até o cabo de Naze, donde regressa a Lisboa
pela Madeira, havendo sido assim a que em 1445 mais desceu na zona guineense.
 Documento nº 18, 1445. Monumenta Henricina, 9º vol., Coimbra, Comissão
executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D. Henrique,
1968, pp. 43-44. BNP., Manuscrits portugais, nº 42, fls. 129r. e v. VALENTIM
FERNANDES, O Manuscrito, p. 172. ZURARA, Crónica dos feitos da Guiné, cap. 78. O
cronista enumera as caravelas mandadas pelo infante D. Henrique à costa ocidental africana até 1446,
as léguas percorridas pelas mesmas e sublinha não serem até então conhecidas as terras para lá do
Cabo Bojador, pintadas anteriormente ao acaso, mas pelo infante mandadas lançar com segurança na
carta de marear.
 Documento nº 19, 1445. Monumenta Henricina, 9º vol., Coimbra, Comissão
executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D. Henrique,
1968, pp. 44-47. BNP., Manuscrits portugais, nº 42, fls. 135v.-137v. VALENTIM
FERNANDES, O Manuscrito, p. 178. ZURARA, Crónica dos feitos da Guiné, cap. 85.
Não tendo Álvaro Dornelas conseguido qualquer presa nas Canárias e achando-se a sua caravela mal
parada e sem vitualhas, ele fica em Fortventura e manda aquela para Lisboa, por Afonso Marta; toma-a
então o seu verdadeiro dono e primo João Dornelas, arma-a e com Diogo Vasques Portocarreiro e
outros avança para as Canárias e, ajudado por habitantes da ilha de Gomeira, assalta a da Palma, onde
captura 20 indígenas, com os quais aporta a Tavira.
 Documento nº 25, 1445. Monumenta Henricina, 9º vol., Coimbra, Comissão
executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D. Henrique,
1968, p. 52. ANTT., Chancelaria de D. Afonso V, liv. 25, fl. 29. PEDRO de AZEVEDO,
Documentos das Chancelarias Reais, t.1, p. 297. SILVA MARQUES, Descobrimentos
Portugueses, vol. 1, p. 422. Carta do regente D. Pedro, a doar ao conde Arraiolos, agora
enviando a Ceuta, por seu capitão e regedor, os quintos das cavalgadas e presas do mar e da terra e
demais direitos, foros e coisas ali anteriormente usufruídos pelos demais condes que lá estiveram por
capitães.
 Documento nº 95, 3 de Fevereiro de 1446. Monumenta Henricina, 9º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1968, pp. 121123. ANTT., Chancelaria de D. Afonso V, liv.5, fl. 17v. JOSÉ
RAMOS COELHO, Alguns documentos do Archivo Nacional da Torre do Tombo acerca
das Navegações e Conquistas Portuguezas, p. 9. SILVA MARQUES, Descobrimentos
Portugueses, vol. 1, p. 445. Carta do regente D. Pedro, a proibir que vão navios portugueses às
ilhas Canárias sem ordem ou licença do infante D. Henrique, sob pena da perda dos mesmos e das
respectivas mercadorias, devendo os que lá forem pagar ao dito infante o quinto do que lá tragam.
 Documento nº 114, 1446. Monumenta Henricina, 9º vol., Coimbra, Comissão
executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D. Henrique,
1968, pp. 140-146. BNP., Manuscrits portugais, nº 42, fls. 137v.-40v. JOÃO de
BARROS, Ásia, déc.1, liv.1, cap. 14. VALENTIM FERNANDES, O Manuscrito, pp. 178-
179. VALENTIM FERNANDES, O Manuscrito, p. 192. ZURARA, Crónica dos feitos da
Guiné, cap. 86. Nuno Tristão, nobre cavaleiro, criado desde pequeno na câmara do infante D.
Henrique, sabendo como este demandava a terra dos negros e que algumas caravelas haviam
ultrapassado já o rio Senegal, em caravela armada e sem se deter em parte alguma, transpõe o
promontório de Cabo Verde 60 léguas, salta com outros homens da companha para bateis. Sobem rio
largo, em direcção a povoação sita à sua mão direita e são asseteados por flechas ervadas, lançadas por
uns 70 ou 80 negros, em 12 pirogas, os quais assim matam 21 dos nossos, nomeadamente Nuno Tristão,
João Correia, Duarte de Holanda, Estêvão de Almeida, Diogo Machado e outros escudeiros, peões e
mareantes; sem possibilidade de levantaram as âncoras da caravela, pela multidão das setas dos negros,
os sobreviventes cortam as amarras e aquela é conduzida a Portugal por Aires Tinoco, escrivão da
mesma e moço da câmara do infante, o qual, após dois meses sem avistar terra, consegue trazê-la a
Lagos.
 Documento nº 115, 1446. Monumenta Henricina, 9º vol., Coimbra, Comissão
executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D. Henrique,
1968, pp. 146-150. BNP., Manuscrits portugais, nº 42, fls. 40v.-142v. JOÃO de
BARROS, Ásia, déc.1, liv.1, cap. 14. VALENTIM FERNANDES, O Manuscrito, pp. 179-
180. ZURARA, Crónica dos feitos da Guiné, cap. 87. João Gonçalves Zarco, capitão da ilha
da Madeira, envia novamente Álvaro Fernandes, seu sobrinho, à terra dos negros, em caravela sua,
ordena-lhe que avance o mais possível e procure obter presa notável com que Zarco testemunhe a sua
gratidão a D. Henrique por o haver criado; em viagem directa ao Cabo Verde, Álvaro Fernandes e
companheiros seguem dali até ao Cabo dos Mastros e ainda 110 léguas para lá do cabo Verde, com
algumas saídas em terra, donde, por doença de Fernandes, ferido pelos negros com seta envenenada,
regressam ao reino pela ilha de Arguim e Cabo do resgate, apenas com cinco cativos, mas recebem 100
dobras de D. Pedro e mais 100 de D. Henrique, além de outras mercês, por haverem sido quem, nesse
anos, chegou mais longe na tarefa do descobrimento marítimo.
 Documento nº 116, 1446. Monumenta Henricina, 9º vol., Coimbra, Comissão
executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D. Henrique,
1968, pp. 150-155. BNP., Manuscrits portugais, nº 42, fls. 142v.-145v. JOÃO de
BARROS, Ásia, déc.1, liv.1, cap. 14. VALENTIM FERNANDES, O Manuscrito, p. 180.
ZURARA, Crónica dos feitos da Guiné, cap. 88. Apesar do receio causado no reino pela morte
de Nuno Tristão e companheiros, nove caravelas, capitaneadas por Gil Eanes, Fernão Vilarinho,
Estêvão Afonso, Lourenço Dias, Lourenço de Elvas, João Bernardes e por escudeiro do bispo do
Algarve, partem de Portugal para a terra dos negros; na ilha da madeira juntam-se-lhes mais duas,
chefiadas por Tristão da Ilha e por Garcia Homem, dirigem-se todos à ilha da Gomeira e depois atacam,
sem êxito, a ilha da Palma, donde regressados as da Madeira e a de Gil Eanes, avançam as restantes 60
léguas para além do promontório do Cabo Verde, entram em rio largo, em que se perde a caravela do
bispo do Algarve contra banco de areia, mas saltam alguns dos mareantes em terra e, em pugna com os
indígenas, são mortos dois portugueses e três estrangeiros; pelo que regressam os nossos pela ilha de
Arguim e no cabo do Resgate conseguem cativar 48 mouros, com que voltam ao reino, menos Estêvão
Afonso, que vai à ilha da Palma e ali toma duas mulheres Canárias.
 Documento nº 117, 1446. Monumenta Henricina, 9º vol., Coimbra, Comissão
executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D. Henrique,
1968, pp. 155-160. BNP., Manuscrits portugais, nº 42, fls. 145v.-148v. JOÃO de
BARROS, Ásia, déc.1, liv.1, cap. 15. VALENTIM FERNANDES, O Manuscrito, p. 181.
ZURARA, Crónica dos feitos da Guiné, cap. 89. Obtida licença e ajuda do infante D.
Henrique, Gomes Pires, patrão de el-rei, com mais 20 homens partem duas caravelas para o Rio do
Ouro, aonde em 1445 ficara de voltar para negociar com os mouros; avitualhados aquelas na ilha da
madeira, abala Gomes Pires na mais pequena e confia outra a João Gorizo, moço da câmara do infante,
que ia como escrivão; avança a primeira, atinge o Porto da Caldeira, na entrada do esteiro ou Rio do
Ouro, onde debalde aguarda 21dias a chegada dos mercadores mouros, após o que ataca povoação do
fundo do mesmo esteiro e cativa 8 indígenas.
 Documento nº 118, 1446. Monumenta Henricina, 9º vol., Coimbra, Comissão
executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D. Henrique,
1968, pp. 160-161. BNP., Manuscrits portugais, nº 42, fls. 148-149. JOÃO de
BARROS, Ásia, déc.1, liv.1, cap. 15. VALENTIM FERNANDES, O Manuscrito, p. 181.
ZURARA, Crónica dos feitos da Guiné, cap. 90. Gomes Pires e companheiros saltam em aldeia
do rio do Ouro onde tomam 21 indígenas e depois mais 31, noutra povoação do mesmo esteiro.
 Documento nº 162, 1446. Monumenta Henricina, 9º vol., Coimbra, Comissão
executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D. Henrique,
1968, p. 162. BNP., Manuscrits portugais, nº 42, fl. 149r. e v. JOÃO de BARROS,
Ásia, déc.1, liv.1, cap. 15. VALENTIM FERNANDES, O Manuscrito, p. 181. ZURARA,
Crónica dos feitos da Guiné, cap. 91. Quando João Fernandes, João Bartolomeu e Lourenço
Eanes conduziam os cativos das aldeias do rio do Ouro para os navios, depararam com cinco mulheres,
que aprisionam e juntam àqueles.
 Documento nº 120, 1446. Monumenta Henricina, 9º vol., Coimbra, Comissão
executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D. Henrique,
1968, pp. 163-165. BNP., Manuscrits portugais, nº 42, fls. 149v.-150v. JOÃO de
BARROS, Ásia, déc.1, liv.1, cap. 15. VALENTIM FERNANDES, O Manuscrito, p. 182.
ZURARA, Crónica dos feitos da Guiné, cap. 92. Gomes Pires e outros, que haviam abalado em
busca de novas aldeias do rio do Ouro, aprisionam mais 7 indígenas que, com os anteriores, perfazem a
soma de 79 almas, para cujo o alojamento se desfazem da carga de sal que haviam levado, e, falhos de
mantimento, especialmente de água, regressam a Lagos, em cujo termo, na Mexilhoeira, se encontrava o
infante D. Henrique.
 Documento nº 147, 13 de Janeiro de 1447. Monumenta Henricina, 9º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1968, pp. 214-215. ANTT., Guadiana, liv. 4, fl. 64. Excertos da carta de
quitação do regente D. Pedro, passada a Diogo Gonçalves Bocarro, recebedor do almoxarifado de Beja,
relativa ao ano de 1439, com lançamentos respeitantes ao infante D. Henrique, a pessoal dele e à
armada de Tânger.
 Documento nº 152, 1447. Monumenta Henricina, 9º vol., Coimbra, Comissão
executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D. Henrique,
1968, pp. 221-225. BNP., Manuscrits portugais, nº 42, fls. 150v.-152r. JOÃO de
BARROS, Ásia, déc.1, liv.1, cap. 15. VALENTIM FERNANDES, O Manuscrito, p. 182.
ZURARA, Crónica dos feitos da Guiné, cap. 93. Atenta a dificuldade em se comerciar no Rio
do Ouro, porventura em razão dos indígenas lá aprisionados no ano anterior por Gomes Pires, em 1447
ordena ao infante D. Henrique se experimente o tráfico por Messa, ponto frequentado com êxito pelos
mercadores castelhanos, nomeadamente por Marcos Cisfontes, aonde o infante manda caravela de
Diogo Gil, seu escudeiro, em que também seguem Rodrigo Eanes e João Fernandes, que lá fica algum
tempo, e onde conseguem resgatar 51 guinéus por 18 mouros; no mesmo ano tornam a Rio do Ouro
Antão Gonçalves, que se limita a recolher óleo e peles de foca.
 Documento nº 153, 1447. Monumenta Henricina, 9º vol., Coimbra, Comissão
executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D. Henrique,
1968, pp. 225-231. BNP., Manuscrits portugais, nº 42, fls. 152r.-156r. JOÃO de
BARROS, Ásia, déc.1, liv.1, cap. 15. VALENTIM FERNANDES, O Manuscrito, pp. 182-
184. ZURARA, Crónica dos feitos da Guiné, cap. 94. O estrangeiro Valarte, após alguma
convivência com o infante D. Henrique, solicita-lhe autorização para ir à terra dos negros e é enviado
por aquele ao Cabo Verde com cartas para o respectivo rei ou «bor», a convidá-lo a associar-se ao de
Portugal na guerra contra os mouros, pois constava ao infante ser ele cristão, leva em sua companhia
pelo menos Fernando Afonso, cavaleiro da Ordem de Cristo, e dois intérpretes indígenas; após viagem
longa e difícil, atingem a referida zona, cujo rei lhes é dito achar-se mui distanciado, em guerra com
outro senhor, e, depois de alguns dias de contacto amistoso com os naturais, Valarte aproxima-se
imprudentemente da praia, em batel, que é lançado fora pelo mar, e os seus ocupantes assaltados pelos
indígenas, dos quais apenas um escapa, a nado, e Fernando Afonso retira com a caravela para o reino.
 Documento nº 154, 1447. Monumenta Henricina, 9º vol., Coimbra, Comissão
executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D. Henrique,
1968, pp. 231-234. BNP., Manuscrits portugais, nº 42, fls. 56r. e v. JOÃO de
BARROS, Ásia, déc.1, liv.1, cap. 12. VALENTIM FERNANDES, O Manuscrito, pp. 99-
100. VALENTIM FERNANDES, O Manuscrito, pp. 184-185. ZURARA, Crónica dos
feitos da Guiné, cap. 95. Moradores de Lagos, mediante contrato em dinheiro com D. Henrique,
vão pescar com êxito ao Cabo dos Ruivos, onde são surpreendidos, perseguidos e alguns feridos sem
gravidade pelos naturais; e, neste mesmo ano de 1447, por necessitar de alguma das ilhas Canárias para
prossecução dos seus feitos, o infante toma, de arrendamento, a de Lançarote, cedida por seu dono,
micer Maciot, na qual coloca, por capitão, o nobre cavaleiro Antão Gonçalves, que ali demora algum
tempo, em benéfica administração da mesma.
 Documento nº 181, 1448. Monumenta Henricina, 9º vol., Coimbra, Comissão
executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D. Henrique,
1968, pp. 288-290. BNP., Manuscrits portugais, nº 42, fl. 157r. e v. JOÃO de
BARROS, Ásia, déc.1, liv.1, cap. 15. VALENTIM FERNANDES, O Manuscrito, pp. 185-
186. ZURARA, Crónica dos feitos da Guiné, cap. 96. Zurara assevera terem vindo das partes
da Guiné ao país, até esta data, 927 almas, cuja maior parte ingressou no caminho da salvação; o autor
encerra aqui o volume primeiro da Crónica, por haver assumido o governo do reino D. Afonso V, e
promete outro volume, que atinja o fim dos feitos do infante D. Henrique, embora depois daquele ano
eles hajam assumido mais carácter comercial do que, propriamente, bélico.
 Documento nº 186, Julho 1448 – Agosto 1449. Monumenta Henricina, 9º vol.,
Coimbra, Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do
Infante D. Henrique, 1968, pp. 297-302. FLORENÇA, Biblioteca Riccardiana, códice
759, fls.219-220v. BAV., cód. Ottob. lat.2251, fl. 156. Bp. , cod. lat. 14.394. PRAGA,
cód. I.C.3. ÂNGELO MAI, Spicilegium Romanum, t.10, Roma, 1844, pp. 254-256.
TOMASSO TONELLI, Poggii Epistolæ, vol. 2, Florentiæ, 1859, pp. 379-382. Carta do
grande humanista italiano coevo Poggio Bracciolini, secretário pontifício, membro da cúria romana
desde o pontificado de Bonifácio IX e redactor de algumas letras pontifícias então concedidas a
Portugal, endereçada ao egrégio e famoso príncipe D. Henrique, duque de Viseu, a congratular-se com
ele pelos êxitos excepcionais, nunca antes conhecidos de imperadores nem de reis, dos seus
descobrimentos marítimos, por mares ignotos e tempestuosos e por terras ínvias e afastadas, povoadas de
gentes selvagens e ferozes, às quais nunca ninguém se atrevera a chegar, com lutas navais em que fizera
cativos, a caminho do meio-dia de África e alcançados os etíopes, e também em lutas contra os infiéis,
por seu glorioso pai iniciadas e por ele herdadas e continuadas, erguendo-se assim, em celebridade,
acima dos próprios Alexandre e César, dominadores de terras conhecidas, e a exortá-lo a que prossiga
em tão gloriosos feitos, que lhe hão de garantir, neste mundo, fama e vitória e, no outro, o prémio
divino.
 Documento nº 193, 2 de Setembro de 1448. Monumenta Henricina, 9º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1968, pp. 308-309. ANTT., Místicos, liv. 2, fl. 26. SILVA MARQUES,
Descobrimentos Portugueses, vol. 1, p. 458. Carta de el-rei D. Afonso V, a confirmar ao
infante D. Henrique a do regente D. Pedro de 22 de Outubro de 1443, do exclusivo da navegação e
comércio para lá do Cabo Bojador e de isenção do pagamento do quinto e dízima do que de lá
trouxessem o infante ou quem ele mandasse ou autorizasse a ir.
 Documento nº 212 1448? Monumenta Henricina, 9º vol., Coimbra, Comissão
executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D. Henrique,
1968, pp. 356-358. BAV., Vat. Lat., cód.1068, fl. 1. FÉLIX LOPES, Á volta de Fr.
André do Prado, pp. 122-123. Prólogo do Horologium fidei ou explanação teológica, me forma
de diálogo, entre o autor, Mestre Frei André do Prado, e o infante D. Henrique, sobre o Símbolo dos
Apóstolos, a pedido daquele infante, no qual o referido teólogo franciscano enaltece o amor do
Navegador pelas ciências, como nova glória e espelho dos príncipes, em perscrutar as maravilhosas
obras de Deus e das coisas da terra, realizando o infante o que para seus ilustres antecessores era
escondido, como estudioso persistente e sagaz dos astros e coisas difíceis, poderoso nas guerras e
conquistas de terras e em desvendar os mares.

Volume X (1449-1451)
Direcção, Organização e Anotação Crítica de António Joaquim Dias Dinis, O.F.M.
 Documento nº 6, 25 de Fevereiro de 1449. Monumenta Henricina, 10º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1969, pp. 11-12. ANTT., Chancelaria de D. Afonso V, liv. 35, fl. 60. JOSÉ
RAMOS COELHO, Alguns documentos do Archivo Nacional da Torre do Tombo acerca
das Navegações e Conquistas Portuguezas, vol. 1, p. 13. SILVA MARQUES,
Descobrimentos Portugueses, vol1, p. 462. Carta de el-rei D. Afonso V, a doar ao infante D.
Henrique, enquanto for sua mercê, os direitos das suas mercadorias que vierem ao reino das terras sitas
entre os Cabos Cantim e Bojador, menos a sisa, com segurança para navios, tripulações e fazendas que,
por ordem ou licença do infante, forem à referida zona ou de lá vierem.
 Documento nº 14, 8 de Março de 1449. Monumenta Henricina, 10º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1969, pp. 21-22. ANTT., Chancelaria de D. Afonso V, liv. 20, fl. 38. DIAS
DINIS, Estudos Henriquinos, vol. 1, pp. 428-429. DIAS DINIS, Regimento do Infante
D. Henrique, p. 347. Carta de el-rei D. Afonso V, a confirmar ao infante D. Henrique a de el-rei D.
Duarte de 25 de Setembro de 1433 sobre a dízima nova de toda a pesca do mar de Monte Gordo ser
entregue ao dito infante.
 Documento nº 17, 8 de Março de 1449. Monumenta Henricina, 10º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1969, p. 24. ANTT., Chancelaria de D. Afonso V, liv. 20, fl. 38v. Carta de el-
rei D. Afonso V, a confirmar ao infante D. Henrique o alvará de el-rei D. Duarte de 21 de Agosto de
1437, de privilégio a treze marinheiros seus em Lisboa e Porto e ainda a Diogo Pinheiro, mestre da sua
nau, residente em Lisboa.
 Documento nº 19, 8 de Março de 1449. Monumenta Henricina, 10º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1969, p. 26. ANTT., Chancelaria de D. Afonso V, liv. 20, fl. 39. Carta de el-rei
D. Afonso V, a confirmar ao infante D. Henrique a de el-rei D. Duarte de 25 de Setembro de 1433 de
quitação do quinto que a el-rei pertence haver das coisas tomadas pelos barcos armados pelo dito
infante.
 Documento nº 23, 10 de Março de 1449. Monumenta Henricina, 10º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1969, pp. 29-30. ANTT., Chancelaria de D. Afonso V, liv. 20, fl. 38. SILVA
MARQUES, Descobrimentos Portugueses, vol. 1, p. 463. Carta de el-rei D. Afonso V, a
transcrever da chancelaria, a pedido do infante D. Henrique, por se lhe haver danificado o original, a
carta de el-rei D. Duarte de 25 de Setembro de 1433, de concessão do quinto das presas efectuadas por
navios e fustas que ele arme ou traga de armada à sua custa e com capitães seus.
 Documento nº 35, 24 de Março de 1449. Monumenta Henricina, 10º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1969, pp. 41-42. ANTT., Extras, fl. 75. SILVA MARQUES, Descobrimentos
Portugueses, vol. 1, pp. 465-466. Carta de el-rei D. Afonso V, em que, a pedido do almirante
Rui de Melo, declara aos juízes de Lagos e demais juízes e justiças do país que apenas podem requerer
navios, barcas, caravelas e mareantes para o serviço régio nos portos de mar do reino em que não esteja
o almirante ou seus alcaides e oficiais, a quem o assunto compete ordinariamente.
 Documento nº 70, 22 de Julho de 1449. Monumenta Henricina, 10º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1969, p. 107. ANTT., Chancelaria de D. Afonso V, liv. 34, fl. 112v. Carta de
el-rei D. Afonso V, a nomear Estêvão Eanes, o Moço, residente em Buarcos, para piloto da foz do
Mondego e a privilegiá-lo, a pedido do infante D. Henrique, pois este o incumbira de tirar daquela foz os
navios pelo infante ali mandados de carregar.
 Documento nº 167, 23 de Maio de 1450. Monumenta Henricina, 10º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1969, pp. 231-234. ANTT., Gaveta 3, maço 6, nº 1. ANTT., Extras, fl. 189.
As Gavetas da Torre do Tombo, t.2, p. 39, nº 701. SILVA MARQUES, Descobrimentos
Portugueses, vol. 1, pp. 473-474. Sentença de el-rei D. Afonso V, dada na Relação do seu
Desembargo, no pleito decorrente entre o monarca, autor, representado por Álvaro Pires, procurador
dos feitos régios, e Lançarote Pessanha, almirante do reino, réu, representado por seu pai Rodrigo
Afonso de Melo, na qual se declara que, em tempo de paz, o almirante tem jurisdição sobre os alcaides,
arrais e petintais das galés e ainda sobre os desertores, para o que há-de ter alcaides seus nos portos
marítimos, e, em tempo de frota ou de armação de galés, lhe cumpre usar de toda a jurisdição outorgada
aos almirantes do reino por el-rei D. Dinis.
 Documento nº 209, 13 de Agosto de 1450. Monumenta Henricina, 10º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1969, pp. 274-276. ANTT., Gaveta 10, maço 9, nº 1. ANTT., Direitos
Reais, liv.1, fl. 186. As Gavetas da Torre do Tombo, t.2, p. 621, nº 1744. SILVA
MARQUES, Descobrimentos Portugueses, vol. 1, pp. 478-479. Sentença de el-rei D.
Afonso V, dada no seu Desembargo, em pleito decorrente entre Lançarote Pessanha, almirante do
Reino, como autor, representado por seu pai, Rui de Melo, fidalgo da casa do infante D. Henrique, e
Álvaro Pires, procurador dos feitos régios, como réu, na qual foi julgado não dever o monarca pagar ao
almirante a tença anual de 300.000 libras, outorgada por el-rei D. Dinis ao almirante Manuel Pessanha,
em virtude da prescrição a favor do soberano, por não haverem os almirantes mantido os 20 homens de
Génova a que os obrigava o alegado contrato dionisino.
 Documento nº 210, 15 de Agosto de 1450. Monumenta Henricina, 10º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1969, pp. 277-278. ANTT., Chancelaria de D. Afonso V, liv. 34, fl. 179v.
SILVA MARQUES, Descobrimentos Portugueses, vol. 1, p. 480. Carta de Rodrigo Afonso
de Melo, almirante do reino por seu filho menor Lançarote Pessanha, a nomear Pedro Rodrigues de
Castro, cavaleiro da casa de el-rei, para, em nome daquele e de seu filho, o substituir em Lisboa no
ofício do almirantado, por motivo de Rodrigo de Melo residir habitualmente no Algarve e achar-se
ocupado noutras coisas do serviço régio.
 Documento nº 216, 7 de Setembro de 1450. Monumenta Henricina, 10º vol.,
Coimbra, Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do
Infante D. Henrique, 1969, pp. 284-285. ANTT., Chancelaria de D. Afonso V, liv.11,
fl. 109v. Carta de el-rei D. Afonso V, a privilegiar Martim Vicente, piloto, morador em Lagos, servidor
do infante D. Henrique, com caravela própria, o qual fora a algumas partes fora do reino, por serviço do
dito infante, a pedido deste.
 Documento nº 222, 19 de Setembro de 1450. Monumenta Henricina, 10º vol.,
Coimbra, Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do
Infante D. Henrique, 1969, pp. 293-294. ANTT., Chancelaria de D. Afonso V, liv. 34,
fl. 179v. SILVA MARQUES, Descobrimentos Portugueses, vol. 1, pp. 481-482. Carta de
el-rei D. Afonso V, de confirmação da de Rui de Melo de 15 de Agosto anterior, a nomear Pedro
Rodrigues de Castro para o substituir em Lisboa no cargo de almirante do reino.
 Documento nº 234, 20 de Outubro de 1450. Monumenta Henricina, 10º vol.,
Coimbra, Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do
Infante D. Henrique, 1969, pp. 308-309. ANTT., Chancelaria de D. Afonso V, liv. 34,
fl. 170v. Carta de el-rei D. Afonso V, a privilegiar, a pedido do infante D. Henrique, João farinha,
servidor daquele e muito bom marinheiro, morador no Porto, nas condições em que eram privilegiados 5
outros marinheiros do infante da dita cidade.
 Documento nº 236, 25 de Outubro de 1450. Monumenta Henricina, 10º vol.,
Coimbra, Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do
Infante D. Henrique, 1969, pp. 310-311. ANTT., Chancelaria de D. Afonso V, liv. 34,
fl. 182. Carta de el-rei D. Afonso V, a privilegiar com as honras dos besteiros de cavalo o genovês
Jácome Lourenço, mestre de fazer querenas de navios, morador no Porto.
 Documento nº 241, 20 de Novembro de 1450. Monumenta Henricina, 10º vol.,
Coimbra, Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do
Infante D. Henrique, 1969, pp. 318-319. ANTT., Colegiada de Santo Estêvão de
Alfama, maço 5, nº 91v. Auto de posse, pela igreja colegiada de Santo Estêvão de Alfama, de
pardieiro seu, sito junto do adro daquela igreja, abusivamente ocupado por Estêvão Eanes, mestre das
galés de el-rei, o qual ainda não entregara, sem embargo da sentença proferida sobre o assunto em 29
de Novembro de 1440.
 Documento nº 242, 20 de Novembro de 1450. Monumenta Henricina, 10º vol.,
Coimbra, Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do
Infante D. Henrique, 1969, pp. 319-321. ANTT., Colegiada de santo Estêvão de
Alfama, maço 11, nº 213. Instrumento notarial de emprazamento em três vidas, feito pela igreja
de Santo Estêvão de Lisboa e Estêvão Eanes, mestre das galés, e a sua mulher Catarina Gonçalves de
pardieiro junto com casas dos emprazados pelo foro anual de 35 reais brancos ou seu valor e um par de
frangos ou 10 reais brancos em vez deles, pagos pela Páscoa.
 Documento nº 245, 8 de Dezembro de 1450. Monumenta Henricina, 10º vol.,
Coimbra, Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do
Infante D. Henrique, 1969, pp. 326-328. ANTT., Chancelaria de D. Afonso V, liv. 34,
fl. 187. Carta de el-rei D. Afonso V, de perdão a Diogo Afonso Bocarro, escudeiro do infante D.
Henrique, morador em Messejana do Campo de Ourique, implicado na fuga de alguns dos dezasseis
corsários ingleses detidos em Lagos, por haverem ajudado a tomar a nau a Fernão de Seixas.

Volume XI (1451-1454)
Direcção, Organização e Anotação Crítica de António Joaquim Dias Dinis, O.F.M.
 Documento nº 10, 5 de Fevereiro de 1451. Monumenta Henricina, 11º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1970, pp. 16-17. ANTT., Chancelaria de D. Afonso V, liv. 37, fl. 35v. Carta
de el-rei D. Afonso V, de seguro a Abraão de Paredes, judeu, servidor do infante D. Henrique, o qual,
por manado deste, vai à Guiné, para que não lhe seja feita tomadia nem represália nas caravelas e
mercadorias que para lá levar ou de lá trouxer, nomeadamente por castelhanos.
 Documento nº 79, 26 de Agosto de 1451. Monumenta Henricina, 11º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1970, pp. 101-102. ANTT., Chancelaria de D. Afonso V, liv.11, fl. 124.
Carta de el-rei D. Afonso V, de perdão a João Rodrigues e João da Costa, moradores em Faro, por
haverem entrado em nau de Rui Valente, quando este chegara com a presa que fizera e, mandados sair
dela pelo corregedor régio do Algarve, o não fizeram.
 Documento nº 83, 30 de Agosto de 1451. Monumenta Henricina, 11º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1970, pp. 105-106. ANTT., Chancelaria de D. Afonso V, liv. 4, fl. 4v.
PEDRO de AZEVEDO, Documentos das Chancelarias Reais, t.2, p. 48. Carta de el-rei D.
Afonso V, a autorizar Estêvão Milles, inglês, de Bristol, a andar em besta muar de sela e freio e armado
por todo o país, pois estivera no descerco de Tânger, como mestre de nau daquela povoação inglesa, por
mandado de el-rei D. Duarte, até o infante D. Henrique tornar para Ceuta.
 Documento nº 116, 16 de Fevereiro de 1452. Monumenta Henricina, 11º vol.,
Coimbra, Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do
Infante D. Henrique, 1970, pp. 139-142. ANTT., Chancelaria de D. Afonso V, liv.12,
fl. 8. PEDRO de AZEVEDO, Documentos das Chancelarias Reais, t.2, pp. 106-107.
Carta de el-rei D. Afonso V, a comutar a Luís Fernandes, escudeiro do infante D. Henrique, dois anos
de degredo em Ceuta, dos quatro a que fora condenado pelo homicídio de Álvaro Pais, almocreve da
Covilhã, por serviço com urca na Guiné, às ordens do dito infante e a pedido deste; pois Luís Fernandes
estivera com el-rei e em grande perigo em Alfarrobeira e, condenado seguidamente a quatro anos para
Ceuta, o retivera o infante D. Henrique, dizendo-lhe que iria consigo, quando ele fosse, e que entretanto
se preparasse para ir com João Fernandes, seu irmão e capitão de urca do infante, a Anafe (actual
Casablanca), aonde ele mandava, por serviço de Deus e de el-rei, como foram, estiveram em companhia
de caravela régia no cerco do rei Ismael em Málaga, donde seguiram para Anafe e Safi; ali o dito seu
irmão foi preso, pelo que D. Henrique, no seu regresso, o mandara tratar de libertar o irmão, no que o
ajudaria; que o infante lhe armara caravela de castelhano de Sevilha e o mandara a Jerez, tomar
biscoito, onde o prenderam algum tempo; e que depois o enviara o infante com o genovês «que trouxe os
negros» e que fosse por Safi, libertar o irmão, mas que ele, partindo de Tomar, soubera em Santarém ser
já aquele liberto e no país, e que ainda agora D. Henrique o mandava na sua urca, por meirinho.
 Documento nº 119, 20 de Março de 1452. Monumenta Henricina, 11º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1970, pp. 144-145. ACA., Chancillería Real, Registro 2549, fl. 140. Carta de
el-rei D. Afonso V de Aragão ao doge de Veneza, a recomendar-lhe Luís Meneses ou de Meneses e
António ou Antão Gonçalves, cavaleiros portugueses, que com duas caravelas suas se dirigem às partes
dos turcos ou infiéis e que, impelidos às vezes por tempestade, podem ir ter porventura à região
veneziana.
 Documento nº 120, 20 de Março de 1452. Monumenta Henricina, 11º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1970, pp. 145-146. ACA., Cancillería Real, Registro 2549, fl. 140v. Carta de
el-rei D. Afonso V de Aragão a mossem Bernardo de Vilamarín, capitão geral da sua amada e o seu
conselheiro, a dizer-lhe que os portadores, Luís Meneses ou de Menezes e António ou Antão Gonçalves,
cavaleiros do reino de Portugal, que com duas caravelas suas armadas vão contra os infiéis, no regresso
desejam estar em sua companhia; pelo que lhe ordena os receba como a pessoas de bem e súbditos do rei
de Portugal, seu sobrinho.
 Documento nº 121, 20 de Março de 1452. Monumenta Henricina, 11º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1970, pp. 146-148. ACA., Cancillería Real, Registro 2549, fl. 141. Salvo-
conduto passado pelo rei D. Afonso V de Aragão a Luís Meneses ou Meneses e António ou Antão
Gonçalves, caraveleiros portugueses que com duas caravelas suas se dirigem a algumas partes do
mundo, especialmente contra turcos ou infiéis.
 Documento nº 138, 25 de Maio de 1452. Monumenta Henricina, 11º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1970, pp. 172-179. BNM., Ms. Reservado nº 21, fls.48-50v. Coleccíon de
documentos inéditos relativos al descubrimiento, conquista y organizacíon de las
antiguas posesiones españolas de Ultramar, vol. 10, doc.3. COSTA LOBO, A acção
diplomática dos portugueses nos XV e XVI, pp. 36-41. FRAY BARTOLOMÉ DE LAS
CASAS, Historia de las Índias, cap. 18 SERRA RÁFOLS, Los portugueses en Canárias,
pp. 75-82. Carta de el-rei D. João II de Castela a D. Afonso V de Portugal, a dizer-lhe: que já noutra
carta se lhe queixara da intromissão do infante D. Henrique, seu tio, nas Canárias sem licença sua, a
quem aliás ele havia solicitado a cedência delas, mas não lhe fora concedida, por fazerem parte da coroa
real de Castela; que lhes consta pretender o mesmo infante enviar armada contra as ilhas de Lançarote
e Gomeira, povoadas por vassalos castelhanos, e reduzi-los à escravidão, o que é contra o tratado de paz
entre os dois países; que D. Afonso lhe respondera que nem o citado infante nem outro súbdito seu
armaria contra as ditas ilhas sem licença sua, mas que D. Henrique, em 1450, mandara 8 caravelas e
uma fusta sobre as referidas ilhas, cujos tripulantes mataram, roubaram e incendiaram pessoas e bens
de Castela, nomeadamente uma fusta sua; que, em 1451, os súbditos portugueses Luís Afonso Caiado e
Angriote Estevéns, idos aliás com o seu escrivão da câmara Juan Iñíguez de Atabe, que ele ali mandara
com cartas e poder para tratar de coisas do seu serviço, os ditos o combateram com as próprias armas,
bombardas e trons de navios levados por Juan Iñiguez, roubaram a este dinheiro, as jóias, roupas,
armas, vitualhas e demais coisas e lhe deixaram apenas um capuz, alegando fazerem-no por boa guerra,
em razão de o referido emissário castelhano se dirigir àquelas ilhas; que nesse mesmo ano, o infante D.
Henrique mandou lá Fernão Valermón e Pedro Álvares, criado de Rui Galvão, Vicente Dias e outros
vizinhos de Lagos, assim como Rui Gonçalves, filho de João Gonçalves, e outro da ilha da Madeira e de
Lisboa armaram 5 caravelas contra ilha de Lançarote, que não subjugaram, mas correram todas as
demais do arquipélago, nomeadamente a de Forteventura, onde roubaram e levaram navios, víveres,
armas, couros, sebo, peixe e aparelho de barcos, ali armazenados pelos castelhanos, especialmente por
Juan Iñíguez, em uma torre, aprisionaram súbditos de Castela e o próprio Juan Iñíguez, alegando
haverem ordem do infante D. Henrique para os prender e levar a terra de mouros, a fim de aquele
infante mais facilmente se apoderar das ditas ilhas, o que tudo o rei de Portugal veria nas escrituras que
lhe enviava e noutras já apresentadas pelos danificados, que debalde lhe haviam requerido justiça; pelo
que o rei castelhano roga ao de Portugal que, a teor dos capítulos de paz, mande proceder contra os
transgressores dos mesmos, prendendo-os e remetendo-lhes para neles fazer justiça, segundo os
mencionados capítulos de paz, uma vez que devem ser punidos onde delinquíram; que mande entregar a
Juan Iñíguez e demais naturais seus os roubos assim efectuados com as respectivas custas e interesses;
que proíba a D. Henrique e demais súbditos seus ir ou mandar contra as Canárias e contra os
castelhanos que lá vão ou de lá vêm com as suas mercadorias e coisas, passando as respectivas cartas de
proibição e mandando-as apregoar em suas cidades, vilas e lugares, sob pena de o monarca português e
os seus incorrerem nas penas decretadas pelos capítulos das pazes, pois haverá o rei de Castela de usar
remédios convenientes.
 Documento nº 163, 14 de Novembro de 1452. Monumenta Henricina, 11º vol.,
Coimbra, Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do
Infante D. Henrique, 1970, pp. 225-226. ACA., Cancillería Real, Registro 2945, fl.
214v.-215. Carta de el-rei D. Afonso V de Aragão às autoridades dos eu reino, a comunicar-lhes
haver concedido licença ao cavaleiro português João de Queirós, patrão de barinel seu armado, em
viagem para as partes orientais, para que possa comprar vitualhas em seus reinos e terras a fim de
abastecer o dito barinel, com dispensa do pagamento de quaisquer direitos devidos à cúria régia,
somente para esta viagem.
 Documento nº 164, 14 de Novembro de 1452. Monumenta Henricina, 11º vol.,
Coimbra, Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do
Infante D. Henrique, 1970, pp. 227-228. ACA., Cancillería Real, Registro 2945, fl.
215r.-v. Carta de el-rei D. Afonso V de Aragão a João Queirós, cavaleiro português, que se ofereceu
para, por ordem sua, em seu serviço e como dono e patrão de barinel armado, se dirigir às partes
orientais e associar-se à sua armada na luta contra os inimigos da fé e do soberano aragonês, na qual
lhe concede e aos seus o quinto que a el-rei pertence e demais direitos régios do que eles tomarem aos
inimigos, nomeadamente cativos, mercadorias, ouro, prata, pedras preciosas e demais bens, e os
dispensa do pagamento de quaisquer tributos em suas terras e portos.
 Documento nº 172, 3 de Fevereiro de 143. Monumenta Henricina, 11º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1970, pp. 238-240. ANTT., Chancelaria de D. Afonso V, liv. 3, fl. 8. Carta de
el-rei D. Afonso V, em que, a pedido do infante D. Henrique, perdoa o resto do degredo a Luís
Fernandes, culpado na morte de Álvaro Pais, almocreve da Covilhã, o qual Luís Fernandes fora
degradado por dois anos para urca do dito infante, de quem és escudeiro, e seguira para a terra que ele
lhe indicara, mas se perdeu a urca e ele houve de regressar de lá noutro navio, após trabalhos e perigos
passados com os seus companheiros.
 Documento nº 176, 27 de Fevereiro de 1453. Monumenta Henricina, 11º vol.,
Coimbra, Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do
Infante D. Henrique, 1970, pp. 242-244. ANTT., Chancelaria de D. Afonso V, liv. 3,
fl. 20v. SILVA MARQUES, Descobrimentos Portugueses, vol. 1, pp. 501-502. Carta de
el-rei D. Afonso V, dirigida a Cide de Sousa, fidalgo da sua casa e capitão dos navios que ora manda à
Guiné, a nomear Nuno Antunes de Góis, escudeiro, fidalgo da casa do infante D. Henrique, para
resgatar e mercadejar na Guiné as mercadorias agora lá enviadas, nomeadamente além do Rio de S.
João, segundo regimento do dito Cide de Sousa.
 Documento nº 233, 2 de Abril de 1454. Monumenta Henricina, 11º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1970, pp. 336-337. ANTT., Chancelaria de D. Afonso V, liv.10, fl. 25.
ANTT., Extras, fl. 149v. Carta de el-rei D. Afonso V, a nomear definitivamente Rui de Melo,
fidalgo da casa do Infante D. Henrique e fronteiro-mor do Algarve, para o cargo de almirante do reino,
pois algumas razões lhe haviam feito suspender a execução da sua carta de nomeação de 27 de Julho do
ano anterior.
 Documento nº 236, 10 de Abril de 1454. Monumenta Henricina, 11º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1970, pp. 339-345. BNM., Ms. Reservado nº 21, fls.48-51v. COSTA LOBO,
A acção diplomática dos portugueses nos XV e XVI, pp. 41-44. FRAY BARTOLOMÉ DE
LAS CASAS, Historia de las Índias, cap. 18. Carta de el-rei D. João II de Castela ao de
Portugal, a dizer-lhe: que à sua carta de 25 de Maio de 1452, a solicitar-lhe providências contra os
assaltos dos portugueses, ordenados pelo infante D. Henrique às ilhas Canárias, que são da sua
conquista, respondera o soberano português não dever nem poder determinar coisa alguma contra o dito
infante sem ele ser ouvido, após o que se lhe enviaria o que pelo mesmo fosse alegado, e que, se achasse
pertencerem as ditas terras à coroa de Castela, nelas faria observar o Tratado de Paz de Portugal com
aquele reino; que se admira o rei castelhano de o de Portugal pôr em dúvida que lhe pertençam aquelas
ilhas, como passa a provar, e sublinha que também a Guiné é de sua conquista, devendo pois ser
restituídos aos súbditos de Castela os roubos que lhes fizeram os portugueses nas Canárias e no mar e
ainda entregues os culpados ao rei castelhano, para neles exercer a sua justiça, nos termos das pazes
firmadas entre os dois países, por eles haverem delinquido em seu território, senhorio e jurisdição.

Volume XII (1454-1456)


Direcção, Organização e Anotação Crítica de António Joaquim Dias Dinis, O.F.M.
 Documento nº 1, 7 de Junho de 1454. Monumenta Henricina, 12º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1971, pp. 1-4. ADF., Documentos avulsos, caixa 1, doc.59. ALBERTO IRIA,
Novas cartas régias afonsinas acerca dos descobrimentos e privilégios do Infante D.
Henrique, pp. 102-104. Carta de el-rei D. Afonso V, na qual, atendendo aos muitos e estremados
serviços recebidos do infante D. Henrique, seu tio e à sua singular virtude e grandeza de coração em
conquistar, não sem grandes trabalhos, despesas, perigos e derramamento de sangue da sua gente, as
partes marinhas e terras de Gazula, Guiné, «Nilo e Etiópias», vizinhas do mar oceano até agora não
navegado nem sabido dos mortais, com os seus navios e gentes, muitas vezes àquelas partes enviadas, as
quais navegaram até cerca das Índias bem 500 léguas e subjugaram aqueles marinhos povos e muitos
do sertão, uns por armas, outros por tratos e composições amigáveis, donde vêm ao reino, cada ano,
muitos infiéis cativos, que convertidos a Cristo, nos servem, e ainda está encaminhado para vir de lá
muito ouro; o monarca doa ao referido infante, vitaliciamente, as praias, terras, portos, costas, abras,
rios, ilhas, mares e pescarias por ele conquistadas e descobertas, desde o Cabo Não (?) até onde
chegaram ou chegarem suas caravelas, por guerra ou trato de paz, com respectiva jurisdição, reservadas
apenas ao soberano as apelações e alçadas em morte de homem e talhamento de membro; e, porque, às
vezes, surgem demasiadas demandas e contendas sobre os que vão com nos seus navios àquelas partes,
sobre a partilha do que de lá trazem, por guerra ou trato de resgate, como das coisas que de cá levam, el-
rei outorga ao mesmo infante jurisdição cível para ele resolver tais demandas entre os armadores e
pescadores, como aliás já usava fazer.
 Documento nº 2, 7 de Junho de 1454. Monumenta Henricina, 12º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1971, pp. 4-6. ANTT., Ordem de Cristo, cód.235, parte 3, fl. 12. CAETANO
de SOUSA, Provas da História Genealógica, prova nº 26, liv. 3. SILVA MARQUES,
Descobrimentos Portugueses, vol. 1, pp. 518-519. Carta de el-rei D. Afonso V, a doar à
Ordem de Cristo, muito acrescentada pelo infante D. Henrique, a administração espiritual e a jurisdição
de todas as praias, costas, ilhas e terras, conquistadas e por conquistar, de Guiné, Núbia, Etiópia e de
qualquer outra denominação, nos termos em que a donatária a exercia em Tomar.
 Documento nº 9, 15 de Julho de 1454. Monumenta Henricina, 12º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1971, pp. 14-15. ANTT., Chancelaria de D. Afonso V, liv.15, fl. 8. ANTT.,
Extras, fl. 85. SILVA MARQUES, descobrimentos Portugueses, vol. 1, pp. 519-520.
Carta de el-rei D. Afonso V, a confirmar a Rui de Melo, almirante do reino, a seu pedido, a mercê das
ancoragens dos navios vindos ao reino, como as houveram outrora seus antecessores.
 Documento nº 10, 16 de Julho de 1454. Monumenta Henricina, 12º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1971, pp. 16-17. ANTT., Chancelaria de D. Afonso V, liv.15, fl. 8. ANTT.,
Extras, fl. 85v. SILVA MARQUES, Descobrimentos Portugueses, vol. 1, pp. 50-521.
Carta de el-rei D. Afonso V, a declarar, e pedido de Rui de Melo, almirante do reino e do seu conselho, a
quem competem os feitos das armadas, que só a este devem ser solicitados navios a armar contra
corsários e também carpinteiros, calafates e outros oficiais destinados às tercenas e a outras obras
régias, como se usou em tempo de seus antecessores no almirantado.
 Documento nº 33, 16 de Dezembro de 1454. Monumenta Henricina, 12º vol.,
Coimbra, Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do
Infante D. Henrique, 1971, pp. 68-69. ANTT., Chancelaria de D. Afonso V, liv.13, fl.
11v. SILVA MARQUES, Descobrimentos Portugueses, vol. 1, pp. 521-522. Carta de el-
rei D. Afonso V, a doar a D. Fr. Vasco de Ataíde, prior da Ordem do Hospital, do seu conselho, uma
naveta e os bens de Afonso Henriques, marinheiro, morador em Lisboa e criado do infante D. Henrique,
bem como dos seus parceiros, p0or eles haverem trocado ou vendido caravela em Inglaterra, sem licença
régia, por uma naveta.


 Documento nº 36, 8 de Janeiro de 1455. Monumenta Henricina, 12º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1971, pp. 71-79. ANTT., Bulas, maço 7, nº 29. ANTT., Bulas, maço 32, nº
10. ANTT., Bulas, maço 33, nº 14. ANTT., Gaveta 7, maço 13, nº 7. ANTT., Livro dos
Mestrados, fl. 159. ANTT., Livro dos Mestrados, fl. 165 e ss. ANTT., Ordem de Cristo,
cód.235, fls.13 e ss. AV., Reg. Vat., vol. 402, fls.410-413. AV., Reg. Vat., vol. 405,
fls.71-75. BULLARUM collectio quibus serenissimis Lusitaniæ et Algarbiorum
Regibus… jus patronatus a BULLARIUM, diplomatum et privilegiorum S. R.
Pontificum, vol. 5, p. 111. BULLARIUM ROMANUM, t.9, p. 261. CAETANO de SOUSA,
Provas da História Genealógica, 1ª ed., t.1, p. 446. CAETANO de SOUSA, Provas da
História Genealógica, 2ª ed., t.1, liv. 3, p. 135. COCQUELINES, Bullarum …
Amplíssima Collectio, t.3, parte 3ª, p. 70. DE WITTE, O.S.B., Les bulles pontificales,
art. IV, pp. 428 e ss. JOAQUIM dos SANTOS ABRANCHES, Summa do Bullario
Portuguez, p. 354, nº 2046. JOAQUIM dos SANTOS ABRANCHES, Summa do Bullario
Portuguez, p. 42, nº 264. JOSÉ RAMOS COELHO, Alguns documentos do Archivo
Nacional da Torre do Tombo acerca das Navegações e Conquistas Portuguezas, p.
14. LEIBNITZ, Codex Juris Gentium Diplumaticus, p. 406. LEVY MARIA JORDÃO,
Bullarium Patronatus Portugalliæ, vol. 1, p. 31. MAGNUM BULLARIUM ROMANUM, t.9,
p. 261. p. ANTÓNIO BRÁSIO, Monumenta Missionaria Africana, 2ª série, vol. 1, p.
277. PIRES de CARVALHO, Enucleationes ordium militarium, vol. 2, p. 285. Quadro
Elementar das relações políticas e diplomáticas de Portugal com as diversas
potências do mundo, desde o princípio da Monarchia Portugueza até aos nossos dias,
t.10, p. 53. RAYNALDUS, Annales, ad na. 1452, nº 11. SILVA MARQUES,
Descobrimentos Portugueses, vol. 1, p. 503. SOUSA COSTA, O.F.M., O Infante D.
Henrique na Expansão Portuguesa, pp. 88-90. Summis Pontificibus liberaliter
conceditur, p. 16. Bula Romanus pontifex de Nicolau V, na qual o papa, depois de se referir às
navegações e descobrimentos dos portugueses, efectuados à custa de muitos trabalhos, sofrimentos e
despesas, sob a direcção do infante D. Henrique, em proveito da fé católica e da conversão de
numerosos infiéis, concede ao rei D. Afonso V de Portugal, a seus sucessores e ao infante D. Henrique
os direitos de conquista, ocupação e apropriação de todas as terras, portos, ilhas e mares de África, já
conquistados ou que de futuro viessem a conquistar, desde dos cabos Bojador e Não até à Guiné
inclusivamente e ainda toda a costa meridional até ao extremo, e que possam ali impor leis, tributos e
castigos, edificar mosteiros, igrejas e casas religiosas, cujos padroados lhe pertencerão, aprisionar os
infiéis e conquistar quaisquer terras de muçulmanos e pagãos, e proíbe, por outra parte a todos os
cristãos, sejam eles quais forem, a navegação, pesca e comércio nos referidos mares e terras sem prévia
licença do rei de Portugal e do infante D. Henrique, a quem pagarão tributo, tudo sob pena de
excomunhão, de que não poderão ser absolvidos sem antes repararem o mal feito ou fazerem
composição amigável com D. Afonso V ou seus sucessores.
 Documento nº 37, 8 de Janeiro de 1455. Monumenta Henricina, 12º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1971, pp. 79-80. ANTT., Chancelaria de D. Afonso V, liv.15, fl. 150.
PEDRO de AZEVEDO, Documentos das Chancelarias Reais, vol. 2, p. 247. SILVA
MARQUES, Descobrimentos Portugueses, vol. 1, p. 523. Carta de el-rei D. Afonso V, a
nomear Luís Fernandes, escudeiro do infante D. Henrique, para escrivão de barca «Santa Maria de
África», a qual foi dada à cidade de Ceuta, para lhe levar mantimentos.
 Documento nº 39, 27 de Janeiro de 1455. Monumenta Henricina, 12º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1971, pp. 92-93. ANTT., Chancelaria de D. Afonso V, liv.15, fl. 24. PEDRO
de AZEVEDO, Documentos das Chancelarias Reais, t.2, p. 250. Alvará de el-rei D. Afonso
V, a autorizar João Nunes, mercador, e João Álvares, marinheiro, residentes em Lisboa, durante um
ano, a levarem, em caravela ou navio, para as praias de África, nomeadamente para Anafe, Salé e
Safim, as mercadorias que lhes aprouver, menos armas e ferro, e a trazerem de lá trigo e outras
mercadorias para o reino, dada a carestia de pão no país, pagos os respectivos direitos régios; pelo que
recomenda o monarca às justiças e demais oficiais bem como aos corsários nacionais que andarem de
armada os deixem ir e vir seguramente.
 Documento nº 52, 26 de Março de 1455. Monumenta Henricina, 12º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1971, pp. 105-106. GHCp. , Pergaminhos, vol. 4, doc.48. GHCP. , Livro B,
fl. 358v. ANTT., Chancelaria de D. Afonso V, liv.15, fl. 142. ANTT., Além-Douro, liv.
4, fl. 146v.
 Índice chronologico dos documentos mais notáveis que se achavão no Archivo da
Illustrissima Camara da cidade do Porto, quando por ordem regia o examinou no
anno de 1795 o Conselheiro João Pedro Ribeiro natural da mesma cidade, p. 158.
PEDRO de AZEVEDO, Documentos das Chancelarias Reais, t.2, p. 261. Capítulos
especiais da cidade do Porto, apresentados às cortes de Lisboa daquela data, sobre a maneira como eram
ali tomados e carregados navios para Ceuta e como eram tomados os dez reais para a mesma praça, com
as respectivas propostas régias.
 Documento nº 69, 29 de Maio de 1455. Monumenta Henricina, 12º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1971, pp. 134-136. AV., Reg. Suppl., vol. 480, fl. 143v. EDUARDO NUNES,
Guerra Santa – Santa «Pirataria»: Um caso português de 1455, pp. 245-247. Súplicas
de João Pires, de Lisboa, ao serviço de Filipe o Bom, duque de Borgonha, a comunicar ao papa que ele
e seus companheiros, há muitos anos em guerra no mar contra os turcos, se têm apoderado, pelas
ramas, não só de bens de muçulmanos mas também de bens de cristãos que, contra as normas da Igreja,
transportam para os infiéis cereais, armas e outras mercadorias proibidas, pelo que pede licença de reter
esses bens para si, o que fez até agora e tenciona fazer no futuro, e ainda que lhe permita trazer consigo
capelão, secular ou religioso, que a ele e à sua gente administre os sacramentos e possa absolvê-los
mesmo de pecados reservados à Santa Sé e aplicar-lhes indulgência plenária em artigo de morte.
 Documento nº 70, 29 de Maio de 1455. Monumenta Henricina, 12º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1971, pp. 136-138. AV., reg. Vat., vol. 436, fl. 243v. EDUARDO NUNES,
Guerra Santa – Santa «Pirataria», pp. 427-448. RIUS SERRA, Regesto Ibérico, vol. 1,
p. 225, nº 735. Letras Exigentibus tue do papa Calisto III, dirigidas a João Pires, cidadão de
Lisboa, capitão do navio ao serviço de Filipe o Bom, duque de Borgonha, por cuja ordem, durante
muitos anos, com outros cristãos combateu os turcos e outros infiéis, a conceder-lhe licença para
apresar os barcos que levem armas e vitualhas aos infiéis, a permitir-lhe o uso do altar portátil em que
seu capelão celebre, a conceder a este sacerdote possa confessar e absolver o dito João Pires e
companheiros e a outorgar a todos eles as indulgências dos que combatem os infiéis.
 Documento nº 71, 1 de Junho de 1455. Monumenta Henricina, 12º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1971, pp. 139-141. AV., Reg. Vat., vol. 465, fl. 178. RIUS SERRA, Regesto
Ibérico, vol. 2, p. 123, nº 1947. Letras dum fidei constantiam, do papa Calisto III, dirigidas ao
cavaleiro de Lisboa Vasco farinha, a nomeá-lo vice-almirante da esquadra cristã contra os turcos e
outros inimigos da fé católica com os respectivos direitos e obrigações nas mesmas letras indicados,
devendo, porém, antes de começar a desempenhar o cargo, prestar juramento de fidelidade perante o seu
camareiro o cardeal Luís Scarampi, do título de S. Lourenço «in Dâmaso», ou seu substituto.
 Documento nº 84, 6 de Agosto de 1455. Monumenta Henricina, 12º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1971, pp. 162-166. ANTT., Bulas, maço 33, nº 14. Quadro Elementar das
relações políticas e diplomáticas de Portugal com as diversas potências do mundo,
desde o princípio da Monarchia Portugueza até aos nossos dias, t.10, p. 53. SILVA
MARQUES, Descobrimentos Portugueses, vol. 1, p. 529. Sentença executória das letras
Romanus pontifex de 8 de Janeiro de 1455, lavrada por D. João Manuel, bispo de Ceuta, a requisição de
Nuno Fernandes Tinoco, procurador de D. Afonso V e do infante D. Henrique, a ordenar aos abades,
priores, propósitos, etc., que seis dias após a apresentação das referidas letras, uma vez requeridos por
parte do Rei de Portugal e do infante D. Henrique, declarem excomungados todos os que se recusem,
contumazmente a acatar o conteúdo das letras citadas, opondo-se deste modo à legítima posse e
expansão do domínio português ao longo da costa africana e ilhas adjacentes, para sul do Cabo
Bojador.
 Documento nº 87, 26 de Agosto de 1455? Monumenta Henricina, 12º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1971, pp. 168-171. AV., Reg. Vat., vol. 457, fl. 29. DE WITTE, Les bulles
pontificales, art. IV, p. 827, nota 3. RIUS SERRA, Regesto Ibérico, vol. 1, p. 307, nº
997. Letras Etsi cuncti do papa Calisto III, dirigidas a Nuno Fernandes Tinoco, cavaleiro da Ordem
Militar de Santiago e secretário régio, a conceder-lhe licença para guerrear os sarracenos com caravelas
ou navios armados, para reduzir os prisioneiros à escravidão e ficar com os bens deles, e para ele e
companheiros poderem escolher quem os absolvesse de todos os pecados, ainda reservados à Santa Sé, e
lhes concedesse indulgência plenária em artigo de morte.
 Documento nº 93, 10 de Outubro de 1455. Monumenta Henricina, 12º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1971, pp. 181-184. ACA., Cancilleria Real, Registro 2700, fls. 101v.-102v.
L. von THALLÓCZY, Bosnyák és szerb élet-s nemzedékrajzi tanulmányok, Budapeste,
1909, pp. 482-484. L. von THALLÓCZY, Studien zur Geschichte Bosniens und
Serbiens in Mittelalter, Munich-Leipzig, pp. 409-411. Memorando entregue pelo rei de
Aragão a Martim Mendes de Barredo, embaixador português, no qual, em resposta à pergunta do rei do
rei de Portugal sobre se o soberano aragonês tencionava ir pessoalmente contra o turco e acerca de
outras particularidades sobre o mesmo assunto, o rei de Aragão responde: que, apesar de outros
príncipes cristãos se não unirem a si em defesa da Cristandade, deliberou marchar, pessoal e
imediatamente, contra o turco com maior exército marítimo que possa, constituído por vassalos seus e
por outras pessoas, porquanto seu poder bastará; que já ordenou preparativos em seus reinos para tal
efeito, sem qualquer ajuda das potências italianas, embora suponha que elas, e nomeadamente o santo
padre, que procura as galés que pode, não deixarão de cumprir o seu dever; que se alguma das ditas
potências ou outras resolverem associar-se-lhe no dito feito, ele transmitirá ao rei de Portugal as
convenções, capítulos, pactos e demais particularidades em que assentarem; enfim, que ele, rei de
Aragão, tem na Albânia alguns castelos e terras para defesa daquela província contra o avanço do
crescente que, de outra sorte, já se houvera processado pelas vias de Hungria ou de Itália.
 Documento nº 95, 9 de Novembro de 1455. Monumenta Henricina, 12º vol.,
Coimbra, Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do
Infante D. Henrique, 1971, pp. 186-187. ACA., Cancillería Real, Registro 2661, fl.
106r.-v. Carta de el-rei D. Afonso V de Aragão ao de Portugal, de apresentação de seu embaixador
mossem Vasco Gouveia, que vem tratar de certos negócios, e a quem deu especial encargo de reaver galé
do soberano aragonês, a qual fora capitaneada por Pedro Vidal e que, em tempo de regência do infante
D. Pedro, sem que ela tivesse feito qualquer dano a fustas ou vassalos portugueses, fora tomada por
certas caravelas de Portugal; da qual galé o rei de Aragão agora necessita para a armada de muitas
galés e outras fustas que contra o turco tem deliberado fazer.
 Documento nº 99, 12 de Dezembro de 1455. Monumenta Henricina, 12º vol.,
Coimbra, Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do
Infante D. Henrique, 1971, pp. 189-193. ALBERTO MAGNAGHI, Precursori di
Colombo?, Roma, 1935, pp. 28-31. GENOVA, Biblioteca Universitária, Ms. B.I 36.
GIACOMO GRÄBERG DI HEMSÖ, Anali di Geografia e di Statistica, t.2, pp. 287-290.
MAGALHÃES GODINHO, Documentos sobre a expansão portuguesa, vol. 3, pp. 98 e
ss. RINALDO CADDEO, Le navigazioni atlantiche di Alvise da Cà da Mosto, Antoniotto
Usodimare e Niccoloso da Recco. p. ANTÓNIO BRÁSIO, Monumenta Missionaria
Africana, África Ocidental (1342-1499), 2ª série, vol. 1, pp. 381-383. YOUSSOUF
KAMAL, Monumenta Cartographica Africæ et Aegypti, t.4, fasc.1, p. 1102. Carta do
genovês António Usodimare a seus credores, na qual ele lhes refere: haver navegado, em caravela, para
as partes da Guiné e chegado aonde nenhum cristão chegara, ou seja a 800 milhas, e encontrado o rio
Gambia, de amplíssima foz, no qual entrou e onde, tomado por inimigo, foi atacado pelos indígenas com
arcos e setas envenenadas; pelo que, regressou e, a cerca de 70 léguas, um nobre negro lhe dera 40
escravos, dentes de elefante e almíscar, em troco de panos, e mandou consigo secretário ao rei de
Portugal, com alguns escravos, o qual se comprometeu a tratar a paz com o rei de Gambia; que o
soberano português o quisera excluir de tal empresa, mas veio a anuir, e volta a fretar caravela, em que
levará carregamento dos servidores do infante, para retomar o negócio; que, por terra firme, estivera
menos de 300 léguas do território do preste João e, se houvesse podido demorar, ter-se-ia avistado com o
capitão do rei de Meli, o qual se encontrava seis jornadas com 100.000 homens e com ele 5.000 cristão
do Preste João; que topou lá um italiano, talvez das galés dos Vivaldi, perdidas havia 170 anos; que lhe
falaram de elefantes, unicórnios, gatos de algália e de homens de cauda que devoravam os próprios
filhos; que se navegasse mais um dia, haveria perdido a estrela polar, mas não o pudera fazer pela
escassez de víveres e não poderem os homens brancos alimentar-se da comida dos negros, sob pena de
adoecerem e morrerem; que o ar é bom, a terra belíssima e sita quase no equinócio; roga-lhes, enfim,
aguardem mais seis meses o que lhes deve, tanto mais que se inscreve no seguro, embora aquelas águas
sejam como as do porto de Génova.
 Documento nº 109, 4 de Fevereiro de 1456. Monumenta Henricina, 12º vol.,
Coimbra, Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do
Infante D. Henrique, 1971, pp. 202-204. VENEZA, Archivio di Stato, senato
(Secreta), vol. 20, fl. 116. Acta do Senado da Senhoria de Veneza, na qual, em resposta à carta de
el-rei D. Afonso V de Portugal, enviada por seu embaixador Dr. João Fernandes da Silveira, sobre a
disposição da dita Senhoria acerca da guerra contra o turco e das facilidades que concederia à armada
portuguesa que contra ele se enviasse, depois de sublinhar as tradicionais boas relações entre a referida
República e Portugal, se afirma: não haver constituído surpresa para o dito Senado a deliberação
assumida pelo rei de Portugal, pois são sobejamente conhecidas de todos as gloriosas operações
portuguesas durante tantos anos levadas a cabo contra os seus vizinhos infiéis, de sorte que se louva o
propósito do monarca de experimentar também as suas forças contra os turcos, juntamente com outras
potências cristãs; quanto à intenção dos venezianos sobre o particular, numerosos factos atestam como
os seus antepassados e eles próprios sempre estiveram prontos para agir contra os infiéis, sem olharem a
perigos e a despesas, de maneira que, quando virem os demais príncipes e forças cristãs moverem-se
contra os turcos, maximamente por terra, porque para os subjugar se necessita sobretudo de poderoso
exército terrestre, sem o qual pouco ou nada se conseguirá, que então se determinarão; quanto ao
compromisso do fornecimento de vitualhas e de outras vantagens em seus portos, terras e lugares,
quando o rei de Portugal transitar pelos mesmos com sua armada, tenha o soberano a certeza de que
serão tão bem recebidos e tratados nas terras venezianas como em sua própria pátria; certo é de ter sido
péssima a sua colheita de cereais de dois anos, do que têm grande penúria, entretanto, da sua parte, de
bom grado se fará o que puder; enfim, se o embaixador solicitar carta patente sobre o assunto, seja-lhe
passada, a respeito das garantias e das vitualhas.
 Documento nº 114, 15 de Fevereiro de 1456. Monumenta Henricina, 12º vol.,
Coimbra, Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do
Infante D. Henrique, 1971, pp. 216-221. AV., Reg. Vat., vol. 456, fl. 171. RIUS
SERRA, Regesto Ibérico, vol. 1, pp. 487-488., nº 1540. Letras Quoniam alto, do papa
Calisto III, dirigidas a D. Álvaro, bispo de Silve e legado «a letere» da Santa Sé junto do rei D. Afonso V
de Portugal, a regular e a especificar a acção do mesmo legado no que respeita à participação
portuguesa na cruzada contra os turcos, com poderes para ordenar o que fosse necessário para a
expedição naval de Portugal e, pessoalmente ou por delegados seus, levantar a dízima das rendas de
todos os benefícios eclesiásticos, mesmo isentos, e encarregar os pregadores e confessores de exortar o
povo a contribuir pecuniariamente para a cruzada em referência.
 Documento nº 124, 26 de Fevereiro de 1456. Monumenta Henricina, 12º vol.,
Coimbra, Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do
Infante D. Henrique, 1971, pp. 250-251. ANTT., Chancelaria de D. Afonso V, liv.13,
fl. 39. PEDRO de AZEVEDO, Documentos das Chancelarias Reais, t.2, p. 324. Extracto
de carta de el-rei D. Afonso V, a doar a Vasco Esteves, escudeiro do infante D. Henrique, os bens móveis
e de raiz de David Malom, judeu de Lagos, o qual os perderas para o monarca, em razão de ter avistado
por carta os mouros de Safim de que ia ali caravela portuguesa espiar a povoação, para a tomar.
 Documento nº 127, 27 de Fevereiro de 1456. Monumenta Henricina, 12º vol.,
Coimbra, Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do
Infante D. Henrique, 1971, pp. 255-257. ANTT., Bulas, maço 5, nº 1. AV., Reg. Vat.,
vol. 440, fl. 22. DE WITTE, Les bulles, art. IV, p. 830. Quadro Elementar das
relações políticas e diplomáticas de Portugal com as diversas potências do mundo,
desde o princípio da Monarchia Portugueza até aos nossos dias, t.10, p. 61. RIUS
SERRA, Regesto Ibérico, vol. 2, p. 13, nº 1596. SANTOS ABRANCHES, summa do
bullario portuguez, p. 43, nº 268. SILVA MARQUES, Descobrimentos Portugueses,
vol. 1, pp. 534-535. Letras Dum in nostre do papa Calisto III, dirigidas a el-rei D. Afonso V, nas
quais o pontífice louva os trabalhos dos portugueses em favor da fé cristã e confirma ao monarca, a seus
sucessores e mandatários a licença outrora dada a el-rei D. Duarte pelo Papa Eugénio IV de comerciar
com os sarracenos, excepto em ferro, madeira, cordame, navios e armas.
 Documento nº 130, 2 de Março de 1456. Monumenta Henricina, 12º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1971, pp. 263-274. ANTT., Chancelaria de D. Afonso V, liv. 1, fl. 82. ANTT,
Estremadura, liv. 8, fl. 84v. PEDRO de AZEVEDO, Documentos das Chancelarias
Reais, t. 2, pp. 669-709. SILVA MARQUES, Descobrimentos Portugueses,
Suplemento ao vol. 1, pp. 349-356. Extractos da carta de el-rei D. Afonso V, de quitação a
Gonçalo Pacheco, cavaleiro do infante D. Henrique e tesoureiro-mor das coisas de Ceuta em Lisboa, do
que recebeu e despendeu nos anos de 1453 e 1454, com verbas relativas ao próprio, ao infante D.
Henrique, a pessoal henriquino e expedições à Guiné.
 Documento nº 137, 13 de Março de 1456. Monumenta Henricina, 12º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1971, pp. 286-288. ANTT., Gaveta 7, maço 13, nº 7. ANTT., Livro dos
Mestrados, fl. 165. ANTT., Ordem de Cristo, cód.235, parte 3, fl. 13. AV., Reg. Vat.,
vol. 469, fl. 33. ANTÓNIO BRÁSIO, Monumenta Missionária Africana, 2ª série, vol. 1,
p. 384. ANTÓNIO CAETANO de SOUSA, Provas da História Genealógica da Casa Real
Portugueza, t.1, prova nº 27 do liv. 3. DE WITTE, Les bulles pontificales, art. IV, pp.
830-831. JOAQUIM dos SANTOS ABRANCHES, Summa do Bullario Portuguez, p. 44,
nº 271. JOSÉ RAMOS COELHO, Alguns documentos do Archivo Nacional da Torre do
Tombo acerca das Navegações e Conquistas Portuguezas, p. 20. LEVY MARIA
JORDÃO, Bullarium Patronatus Portugaliæ regum in ecclesis Africae Asiæ atque
Ocianiæ, t.1, p. 36. RIUS SERRA, Regesto Ibérico, vol. 2, pp. 44-45, nº 1681. SILVA
MARQUES, Descobrimentos Portugueses, vol. 1, p. 535. Bula Inter cetera de Calisto III, a
confirmar a Romanus pontifex de Nicolau V de 8 de Janeiro de 1455, a pedido de el-rei D. Afonso V e
do infante D. Henrique, e a conceder perpetuamente à Ordem de Cristo o poder, domínio e jurisdição
espirituais sobre as terras, portos, vilas, ilhas e lugares já adquiridos ou que viessem a sê-lo desde o
Cabo Bojador e Não e por toda a Guiné e costa meridional até aos índios, pelo dito infante subtraído aos
sarracenos e conquistados para a religião cristã, exercida aquela jurisdição pelo Prior-mor da citada
Ordem, como costumam exercê-la os Ordinários, considerados os referidos territórios nulius dioecesis,
podendo portanto o dito Prior prover os benefícios eclesiásticos, com cura ou sem cura, seculares ou
regulares de qualquer Ordem, nas ditas terras, e proferir sentenças, impor censuras e penas
eclesiásticas, como fazem as demais Ordinárias.
 Documento nº 153, 29 de Abril de 1456. Monumenta Henricina, 12º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1971, p. 318. ANTT., chancelaria de D. Afonso V, liv.13, fl. 121v. Extracto
de carta de el-rei D. Afonso V, a confirmar Gil Eanes, criado do infante D. Henrique, morador em
Alenquer, no cargo de escrivão dos órfãos da referida vila e o seu termo como o fora em vida da rainha,
cuja era aquela terra.
 Documento nº 154, 1 de Maio de 1456. Monumenta Henricina, 12º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1971, pp. 319-322. ANTT., Chancelaria de D. Afonso V, liv.1, fl. 78.
PEDRO de AZEVEDO, Documentos das Chancelarias Reais, t.2, pp. 342-364. Extractos
de carta de el-rei D. Afonso V, de quitação a Gonçalo Pacheco, cavaleiro do infante D. Henrique e
tesoureiro-mor das coisas de Ceuta em Lisboa, do que recebeu e despendeu nos anos de 1451 e 1452,
com verbas relativas ao próprio, ao infante D. Henrique, a pessoal seu, à Guiné e ao embaixador do
Preste João.
 Documento nº 156, 4 de Maio de 1456. Monumenta Henricina, 12º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1971, p. 324. ANTT., chancelaria de D. Afonso V, liv.13, fl. 121v. Extracto
de carta de el-rei D. Afonso V, a confirmar Gil Eanes, criado do infante D. Henrique, no cargo de
inquiridor do número em Alenquer e o seu termo, pelo modo como o fora em vida da rainha sua mulher,
que dele lhe dera carta.
 Documento nº 174, 18 de Junho de 1456. Monumenta Henricina, 12º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1971, pp. 349-350. ANTT., Chancelaria de D. Afonso V, liv.13, fl. 114.
ANTT., Além-Douro, liv. 4, fl. 134. PEDRO de AZEVEDO, Documentos das
Chancelarias Reais, t.2, pp. 410-411. Extracto de carta de el-rei D. Afonso V, com a resposta a
certo capítulo apresentado por Viana do Castelo, Ponte de Lima e Vila do Conde, nas cortes de Lisboa
até 1456, em que solicitaram não fossem obrigados pelos oficiais régios a transportar, em suas caravelas
grandes, couros e pão para Ceuta nos meses de Janeiro e Fevereiro, quando delas necessitavam para o
transporte da pesca, do que viviam, sobretudo para o Levante.

Volume XIII (1456-1460)


Direcção, Organização e Anotação Crítica de António Joaquim Dias Dinis, O.F.M.
 Documento nº 1, 22 de Junho de 1456. Monumenta Henricina, 13º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1972, pp. 1-3. ANTT., Chancelaria de D. Afonso V, liv.13, fl. 113. PEDRO
de AZEVEDO, Documentos das Chancelarias Reais, t.2, pp. 420-421. Carta do rei D.
Afonso V, de perdão a Rui Lourenço Reixa, morador em Lagos, fugido do Castelo de Castro Marim,
onde se achava detido; pois ele, Leonel Gil e outros moradores da vila de Lagos armaram caravela para
irem à Guiné, a qual havia de ser carregada na referida vila; mas por sugestão de Leonel, seu capitão,
foram ao Guadiana, a fim de carregarem panos, a trocar em Safim por alquicés; porém em vez de o
fazerem, meteram ali a bordo oito piparotes grandes, dez sacos e outros volumes em que iam
mercadorias várias, proibidas de se levarem a terra de mouros, nomeadamente erva-de-besteiros,
destinada a Safim; tendo Rui Lourenço exigido a Leonel Gil o exame da carga, ele e outros homens da
caravela atiraram-se a Rui Lourenço, para o matarem, bradando que lhes queria fugir com o barco, e o
entregaram preso aos juízes de Castro-Marim, de cujo castelo se evadiu, por andar aí solto.
 Documento nº 13, 28 de Julho de 1456. Monumenta Henricina, 13º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1972, pp. 18-19. ANTT., Chancelaria de D. Afonso V, liv. 35, fl. 88. ANTT.,
Extras, fl. 101. PEDRO de AZEVEDO, Documentos das Chancelarias Reais, t.2, p.
495-496. Carta de el-rei D. Afonso V, a proibir que alguém tomasse os frutos dos benefícios dos
prelados, clero e seus rendeiros, em razão da armada em preparação conta o turco, pois eles
espontaneamente contribuíram com os ditos frutos para a referida armada, segundo lhe representaram
nas cortes de Lisboa.
 Documento nº 19, 17 de Agosto de 1456. Monumenta Henricina, 13º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1972, pp. 26-27. ANTT., Chancelaria de D. Afonso V, liv.13, fl. 18. PEDRO
de AZEVEDO, Documentos das Chancelarias Reais, t.2, p. 539. Carta de D. Afonso V, de
perdão a João Lourenço, criado de Afonso Mendes, cavaleiro, morador em Setúbal, culpado com Diogo
Mendes, escudeiro do infante D. Henrique, na morte de Gil Casado, residente naquela vila, em razão do
perdão geral concedido por motivo de armada contra o turco, contando que ele vá passar três anos a
Ceuta, os dois primeiros à sua custa e o terceiro à conta do monarca.
 Documento nº 20, Agosto de 1456. Monumenta Henricina, 13º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1972, pp. 27-29. BAV., Armàdio 39, vol. 7, fl. 7. Letras Et si cum, do papa
Calisto III, dirigidas ao infante D. Henrique, de cujas virtudes lhe chegou fama e ainda como ele,
virilmente, se tem empenhado na defesa da fé católica e no extermínio dos inimigos de Deus, a exortá-lo
a cooperar também animosamente com a Santa Sé na luta contra os turcos, que ameaçavam a
cristandade; sobre o particular, manda-lhe cópia da carta recebida do cardeal de Santo Ângelo, D. Juan
de Carvajal, seu legado no Oriente, no qual o infante verá como o exército turco irrompera nos confins
da Hungria, pelo que o pontífice resolveu mandar imediatamente esquadra, a fim de esta atacar o litoral
turco, distrair o exército otomano e diminuir-lhe a impetuosidade; resolvido o extermínio total da nação
turca, não conseguirá o pontífice sem a coadjuvação activa dos príncipes cristãos.
 Documento nº 24, 18 de Setembro de 1456. Monumenta Henricina, 13º vol.,
Coimbra, Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do
Infante D. Henrique, 1972, pp. 33-35. MILÃO., Archivio di Stato, Archivio Sforzesco,
doc.651, fls. 135-136. Carta de Francesco Sforza, duque de Milão, a el-rei D. Afonso V, em
resposta à deste de 20 de Junho anterior, entregue pelo cavaleiro Gil Moniz, na qual lhe notificara que
ia avançar contra o turco, em defesa da fé, atenta à opressão daquele à Cristandade oriental e ainda a
ordem pontifícia sobre o particular; Sforza admira a sublimidade do espírito do monarca português, a
sua resolução e voto de ir pessoalmente contra os infiéis tão distanciados dos que vem combatendo no
Ocidente e que assim lhe podem acarretar perigo a norte de África, para mais achando-se as terras
orientais tão alongadas do seu reino e não havendo ainda o rei de Portugal atingido o termo da sua
adolescência; pelo que, ademais do sumo pontífice, a quem primariamente incumbe de tal empresa,
todas as potências cristãs se devem unir ao soberano português, a quem o duque exorta a avançar para
Itália, onde todos estão preparados para gostosamente o receberem e coadjuvarem: o papa Calisto, como
até já o terá informado, disposto a sacrificar o próprio sangue e com a armada pronta para avançar com
o legado pontifício contra os ditos infiéis; encontrará o rei de Aragão, parente seu, resolvido a empregar
as poderosas forças dos seus reinos em tão santa obra; também se lhe associarão as demais potências
italianas, nas quais se inclui ele, duque, pois com seu pequeno contributo excederá as próprias forças; e
julga-o sabedor de que, ainda em Julho passado, tendo o turco sitiado a cidade húngara de
Nandoralben, junto ao Danúbio, o derrotarem as hostes cristãs, em pugnas navais e terrestres; enfim,
tenha o soberano português a certeza desta sua santíssima peregrinação, ele auferirá não só glória
humana, mas também a celestial, a maior que neste mundo se pode alcançar.
 Documento nº 31, 13 de Outubro de 1456. Monumenta Henricina, 13º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1972, pp. 44-46. ACA., Cancillería Real, Registro 2534, fls. 98v.-99v.
Salvo-conduto passado por el-rei D. Afonso V de Aragão, válido para as águas e portos da Catalunha,
do Rossilhão e da Sardenha, para a armada que seu sobrinho D. Afonso V de Portugal ia chefiar ou
enviar contra os Turcos e outros inimigos de Cristo, no qual o monarca aragonês ordena seja
devidamente recebida e tratada a armada referida como se fora própria e lhe forneçam vitualhas, armas
e demais coisas precisas mediante o respectivo pagamento.
 Documento nº 36, 31 de Outubro de 1456. Monumenta Henricina, 13º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1972, pp. 52-55. ACA., Cancillería Real, Registro 2662, fls.33v.-34v.
Memorando dado por el-rei D. Afonso V de Aragão a Martim Mendes de Berredo, embaixador do rei de
Portugal, em resposta aos seguintes pontos, relativos à cooperação portuguesa contra o turco: ao pedido
do soberano português para o aragonês mandar juntar vitualhas na Apúlia e na Sicília a tempo da
chegada ali da armada portuguesa, o rei de Aragão concorda, mas sublinha deverem elas ser pagas na
ocasião por Portugal; o monarca aragonês declara haver ordenado que sejam recebidos os barcos
portugueses nos porto0s de seus reinos como se fossem próprios e, se eles houverem de ali invernar ou
demorar, as tripulações serão providas de pousadas e demais coisas em suas cidades, vilas e lugares,
como se se tratara de vassalos do Aragão; quanto à pergunta sobre qual o seu propósito a respeito da
empresa contra o turco e quando espera partir, contesta o monarca aragonês desejar fazê-lo o mais cedo
possível, porém a marcação da data depende de seus momentosos negócios e da prévia ida sua a seus
reinos do poente, para aceleração da armada; acerca da ajuda a prestar pelo mesmo contra o turco no
verão próximo, no caso de ele não poder ir pessoalmente, informa o soberano de Aragão ter oferecido
para então ao papa 20 galés, algumas das quais combatem já o turco no Levante e as poderá utilizar o
rei de Portugal como se foram suas; quanto a novas do turco, informa o embaixador português das que
tem depois que ele foi derrotado em Belgrado por João Vaivoda, que parece haver perecido na luta, as
quais, porém, não são certas; mas se outras houver, lhas transmitirá pelo referido embaixador.
 Documento nº 37, 31 de Outubro de 1456. Monumenta Henricina, 13º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1972, pp. 55-56. ACA., Cancillería Real, Registro 2662, fl. 35. Carta de el-rei
D Afonso V de Aragão ao infante D. Henrique de Portugal, a acusar a que ele lhe mandara pelo
embaixador português Martim Mendes de Barredo e a agradecer-lhe as notícias que lhe deu sobre a boa
disposição do soberano português, do príncipe D. João, do infante D. Fernando, da infanta D. Joana, de
si e ainda do rei, rainha e feitos de Castela, especialmente acerca da deliberação do rei de Portugal de
avançar com a armada contra o turco, do que tem muito prazer, e louva o propósito daquele; e, por certo
de que tem o infante gosto em saber as suas notícias, informa-o acharem-se bem o próprio, seu filho e
netos; as restantes novas lhe notificará, por carta o referido embaixador.
 Documento nº 55, 24 de Março de 1457. Monumenta Henricina, 13º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1972, pp. 90-92. BAV., Armàdio 39, vol. 7, fl. 40v. RIUS SERRA, Regesto
Ibérico de Calisto III, vol. 2, pp. 425-426, nº 2911. Letras Ex litteris, do papa Calisto III,
dirigidas a el-rei D. Afonso V, a comunicar-lhe a satisfação causada em Roma pelo belo discurso de
João Fernandes da Silveira, emissário seu, sobre a ajuda de Portugal contra os turcos, proferido ao
sacro consistório, ou seja sobre a cruzada destinada a reconquistar Constantinopla, a agradecer a
incorporação do monarca na esquadra pontifícia para a mesma cruzada e a rogar-lhe não exija mais
dinheiro às igrejas e eclesiásticos do país para a dita finalidade, pois já lhe concedera parte da dízima
lançada no reino de Portugal e fora dele.
 Documento nº 66, 10 de Novembro de 1457. Monumenta Henricina, 13º vol.,
Coimbra, Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do
Infante D. Henrique, 1972, pp. 113-114. ANTT., Chancelaria de D. Afonso V, liv.1, fl.
118v. ANTT., Místicos, liv. 2, fl. 156v. SILVA MARQUES, Descobrimentos
Portugueses, vol. 1, pp. 543-544. Carta de el-rei D. Afonso V, a doar a seu irmão o infante D.
Fernando e a seus sucessores para sempre quaisquer ilhas que por si e por seus navios e gentes vier a
descobrir, reservada para a coroa a alçada, nos feitos crimes que impliquem pena de morte ou
mutilação.
 Documento nº 68, 26 de Dezembro de 1457. Monumenta Henricina, 13º vol.,
Coimbra, Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do
Infante D. Henrique, 1972, pp. 116-118. ANTT., Livro dos Mestrados, fl. 151. ANTT.,
Ordem de Cristo, cód.235, parte 3, fl. 17. JAIME CORTESÃO, Africa nostra, p. 6.
SILVA MARQUES, Descobrimentos Portugueses, vol. 1, p. 444. Carta do infante D.
Henrique, a doar à Ordem de Cristo a vintena de direitos de escravos, ouro, pescarias e quaisquer outras
coisas resgatadas em terra de Guiné, desde o Cabo de Não em diante.
 Documento nº 69, 1457? Monumenta Henricina, 13º vol., Coimbra, Comissão
executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D. Henrique,
1972, pp. 118-121. LISBOA, Arquivo do sr. Conde de Palma, Documentos do século
XV inumerados. CARLOS SELVAGEM, Infante Dom Anrique Cavaleiro de Cristo.
Conselho do Infante D. Henrique a seu sobrinho El-Rei Dom Afonso V, Lisboa, 1958.
Conselho do infante D. Henrique a el-rei D. Afonso V, em reposta às perguntas: se repousará e regerá
os seus reinos ou se há-de ocupar-se em alguns grandes feitos, contra quem, em que partes e como pode
prever o êxito. O infante aconselha ao monarca a guerra contra os infiéis, alude ao assunto em que lhe
falou Pedro Afonso e acha bem que Álvaro de Teive vá de armada, mas que não cometa nenhum feito e
escreva o que souber, para depois se lhe darem ordens.
 Documento nº 84, 27 de Setembro de 1458. Monumenta Henricina, 13º vol.,
Coimbra, Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do
Infante D. Henrique, 1972, pp. 149-150. ANTT., Livraria, Ms. 2011, fl. [83v.]. PEDRO
de AZEVEDO, Lembranças num códice do cartório de Palmella, pp. 338-339. SILVA
MARQUES, Descobrimentos Portugueses, vol. 1, pp. 551-552. Notícia acerca da saída de
Setúbal da parte da armada em que el-rei D. Afonso V seguiu para a conquista de Alcácer-Ceguer,
redigida por Lourenço Anes, prior de Santa Maria de Sabonha e criado do infante D. João, na qual ele
afirma serem 93 velas, entre grandes e pequenas.
 Documento nº 92, 31 de Outubro de 1458. Monumenta Henricina, 13º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1972, p. 157. ANTT., Chancelaria de D. Afonso V, liv. 36, fl. 103. Extracto
da carta de el-rei D. Afonso V, dada em Ceuta, a perdoar o resto do degredo a Afonso Gonçalves,
condenado por haver facilitado na Covilhã, onde morava, a fuga de Luís Fernandes, escudeiro do
infante D. Henrique, em razão de ele ter servido na armada de Alcácer-Ceguer e do perdão geral pelo
monarca outorgado.
 Documento nº 109, 17 de Janeiro de 1459. Monumenta Henricina, 13º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1972, pp. 178-179. ANTT., Chancelaria de D. Afonso V, liv. 36, fl. 45. Carta
de el-rei D. Afonso V, a perdoar Lopo Afonso, escudeiro do infante D. Henrique, morador em Linhares,
terra do dito infante, degradado para Ceuta por furtos e malefícios vários, o qual serviu, posteriormente,
na galeota do infante D. Fernando, enquanto ela se não quebrou, e na tomada de Alcácer-Ceguer.
 Documento nº 115, 5 de Fevereiro de 1459. Monumenta Henricina, 13º vol.,
Coimbra, Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do
Infante D. Henrique, 1972, pp. 185-186. ANTT., Chancelaria de D. Afonso V, liv. 36,
fl. 54. Carta de el-rei D. Afonso V, a perdoar a João Araújo, criado de Aires de Lira, fidalgo da casa do
infante D. Henrique, culpado na morte de João Vasques Queimado, por ele ter servido posteriormente
na armada de Alcácer-Ceguer com o dito Aires de Lira.
 Documento nº 121, 10 de Março de 1459. Monumenta Henricina, 13º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1972, pp. 192-193. ACA., Cancillería Real, Registro 3.365, fl. 105. Carta de
D. João II, rei de Aragão, às autoridades civis, militares e marítimas de seus reinos, a recomendar-lhes
como se fossem do soberano aragonês a caravela do infante D. Fernando de Portugal, seu sobrinho,
capitão da mesma, escudeiro Fernão Gonçalves, seus oficiais e demais tripulação, roupas e mercadorias,
os quais, por ordem do dito infante, devem transitar pelos portos, mares e praias da sua jurisdição régia.
 Documento nº 138, 27 de Julho de 1459. Monumenta Henricina, 13º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1972, pp. 218-219. ANTT., Chancelaria de D. Afonso V, liv. 36, fl. 183.
Carta de el-rei D. Afonso V, de perdão a Lopo Fernandes, sapateiro de Coimbra, do degredo de Ceuta,
em que fora condenado pelo crime de adultério com a mulher de Gonçalo Eanes, em virtude do perdão
geral dos homiziados e atendendo a que o beneficiário servira na armada do conde D. Sancho e fora
gravemente ferido em Cádiz e depois o retivera o infante D. Henrique na Vila do Infante, em seu
serviço, após o que ele acompanhou na tomada de Alcácer-Ceguer o dito infante.
 Documento nº 143, 21 de Agosto de 1459. Monumenta Henricina, 13º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1972, pp. 224-225. ANTT., Chancelaria de D. Afonso V, liv. 37, fl. 77v.
Ordenação de el-rei D. Afonso V, acerca da maneira que se há-de ter com os navios em que sejam
mandados gente de socorro e mantimentos a Ceuta e a Alcácer-Ceguer.
 Documento nº 153, 14 de Outubro de 1459. Monumenta Henricina, 13º vol.,
Coimbra, Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do
Infante D. Henrique, 1972, pp. 247-250. ANTT., Colecção Especial, parte 1, caixa 7,
maço 2, nº 25. ANTT., Ordem de Cristo, cód.235, fls.199 e ss. AV., Reg. Vat., vol.
473, fl. 75. Letras Jnter cetera, do papa Pio II, a deferir às súplicas do infante D. Henrique, no
sentido de erigir a igreja de Nossa Senhora de Belém, junto ao lugar onde se atracam os barcos, em
igreja paroquial, a uni-la, anexá-la e incorporá-la no mestrado da Ordem de Cristo, administrado pelo
infante, que assim como os seus sucessores no governo da sobredita Ordem Militar, poderá nomear ou
demitir o pároco da nova freguesia, extensiva a uma légua em volta, ficando a dita igreja com todos os
privilégios da de Santiago de Santarém e das pessoas e lugares da Ordem de Cristo, tudo para utilidade
espiritual dos tripulantes dos barcos que ali vão e também dos habitantes daquele porto e arredores,
dentro dos limites da freguesia.
 Documento nº 156, 23 de Outubro de 1459. Monumenta Henricina, 13º vol.,
Coimbra, Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do
Infante D. Henrique, 1972, pp. 252-253. ANTT., Chancelaria de D. Afonso V, liv. 37,
fl. 77v. Alvará de el-rei D. Afonso V, a ordenar a Luís Gonçalves, rico-homem, do seu conselho e
vedor da fazenda em Lisboa, que se cumpra a ordenação de 21 de Agosto anterior acerca da maneira
que se há-de ter com os navios em que sejam mandados gente e mantimentos à cidade de Ceuta e à vila
de Alcácer-Ceguer.
 Documento nº 177, 10 de Junho de 1460. Monumenta Henricina, 13º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1972, pp. 283-289. ANTT., Chancelaria de D. Afonso V, liv. 14, fl. 43.
ANTT., Estremadura, liv.5, fl. 90. Carta de el-rei D. Afonso V, de quitação a Fernão Gonçalves,
criado da falecida rainha D. Isabel, o qual houve o encargo de receber a artilharia e outras coisas,
quando o monarca esteve para ir socorrer Ceuta, no ano de 1456.
 Documento nº 178, 26 de Junho de 1460. Monumenta Henricina, 13º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1972, pp. 289-291. ANTT., Chancelaria de D. Afonso V, liv. 37, fl. 85.
Alvará de el-rei D. Afonso V, a ordenar a todos os tesoureiros, almoxarifes e recebedores que façam as
despesas ordenadas por Lopo de Vieiros, seu contador em Lisboa, em seus alvarás e mandados, e ainda
às justiças do reino os cumpram e mandem cumprir; pois o encarregou de aviar, na dita cidade e sua
comarca, os feitos da sua armada da passagem que, prazendo a Deus e por seu serviço, determinou fazer
em Maio de 1461.
 Documento nº 189, 18 de Setembro de 1460. Monumenta Henricina, 13º vol.,
Coimbra, Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do
Infante D. Henrique, 1972, pp. 338-342. ANTT., Colecção Especial, parte 1, caixa 72.
ANTT., Livraria, cód.516, fl. 9. ANTT., Ordem de Cristo, cód.235, fl. 18. BNL., Fundo
Geral, cód.737, fl. 31v. BNL., Fundo Geral, cód.739, fl. 31. DIAS DINIS, Estudos
Henriquinos, vol. 1, pp. 178-181. DIAS SANCHES, Belém do passado e do presente,
pp. 32-34. FARIA e SILVA, Nossa Senhora do Restelo. RIBEIRO GUIMARÃES,
Summario de Varia Historia, vol. 4, pp. 50-52. SILVA MARQUES, Descobrimentos
Portugueses, vol. 1, p. 578. TEIXEIRA DE ARAGÃO, Vasco da Gama e a Vila da
Vidigueira, p. 207. Carta testamentária do infante D. Henrique, a doar à Ordem de Cristo a igreja
de Santa Maria de Belém, no porto do Restelo, no termo da cidade de Lisboa, por ele mandada edificar
para assistência religiosa e sepultura de mareantes, e ainda fontanário adstrito à mesma igreja, por sua
alma, dos defuntos da Ordem e das pessoas por quem é obrigado a rogar.

Volume XIV (1460-1469)


Direcção, Organização e Anotação Crítica de António Joaquim Dias Dinis, O.F.M.
 Documento nº 1, 19 de Setembro de 1460. Monumenta Henricina, 14º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1973, pp. 1-3. ANTT., Livraria, cód.516, fl. 13. ANTT., Ordem de Cristo,
cód.235, fl. 20. BNL., Fundo Geral, cód.737, fl. 35v. BRITO REBELLO, Villa do
Infante, p. 66. DIAS DINIS, Estudos Henriquinos, vol. 1, pp. 190-193. JORDÃO DE
FREITAS, A vila e fortaleza de Sagres, pp. 3-5. SILVA MARQUES., Descobrimentos
Portugueses, vol. 1, pp. 586-587. Carta testamentária do infante D. Henrique, a doar a
espiritualidade da sua Vila do Infante, no Algarve, à ordem de Cristo, e a ordenar que, nas igrejas da
mesma, os vigários e capelães celebrem todas as semanas e para sempre, aos sábados, missa de Santa
Maria por si, pelos defuntos da Ordem e por aqueles a que é obrigado.
 Documento nº 14, 13 de Novembro de 1460. Monumenta Henricina, 14º vol.,
Coimbra, Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do
Infante D. Henrique, 1973, pp. 42-54. BNP., Manuscrits portugais, cód.42, fls.11-
19v. ZURARA, Crónica dos feitos da Guiné, caps. 4-6. Relato de Gomes Eanes de Zurara
sobre as feições, costumes, e coisas notáveis e virtudes do infante D. Henrique.
 Documento nº 15, 13 de Novembro de 1460. Monumenta Henricina, 14º vol.,
Coimbra, Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do
Infante D. Henrique, 1973, pp. 55-64. BMV., Codici italiani, VI, 454. BMV., Codici
italiani, códice VI, p. 208. JOÃO FRANCO MACHADO, Viagens de Luís de Cadamosto
e de Pedro de Sintra, pp. 3-11. JOÃO FRANCO MACHADO, Viagens de Luís de
Cadamosto e de Pedro de Sintra, pp. 17-18. JOÃO FRANCO MACHADO, Viagens de
Luís de Cadamosto e de Pedro de Sintra, pp. 49-50. JOÃO FRANCO MACHADO,
Viagens de Luís de Cadamosto e de Pedro de Sintra, pp. 59-60. JOÃO FRANCO
MACHADO, Viagens de Luís de Cadamosto e de Pedro de Sintra, pp. 69-75. Paesi
Nuovatamente Retrovati Et Novo Mondo de Alberico Vesputio Florentino intitulato,
Vizencia, 1507. RINALDO CADDEO, Le Navigazioni atalantiche di Alvise da Cà da
Mosto, Antoniotto Usodimare e Nicoloso da Reco, Milano, 1928. SEBASTIÃO
FRANCISCO DE MENDO TRIGOSO, Navegações de Luís de Cadamostro a que se
juntou a viagem de Pedro de Sintra, capitão português, traduzidas do italiano. SILVA
MARQUES, Descobrimentos Portugueses, Suplemento ao volume 1, pp. 164 e ss.
Excertos das Viagens do veneziano Luís de Cadamosto relatios às virtudes do infante D. Henrique, a
seus contactos com ele, aos seus descobrimentos marítimos e à colonização e exploração comercial das
ilhas e terras por ordem do mesmo infante descobertas.
 Documento nº 16, 13 de Novembro de 1460. Monumenta Henricina, 14º vol.,
Coimbra, Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do
Infante D. Henrique, 1973, pp. 65-76. Reproduzida de Academia Portuguesa de
História, Viagens de Luís de Cadamosto e Pedro de Sintra, pp. 83-84, 103-106, 144-
145, 157, 168-169 e 175. Versão portuguesa do texto anterior por João Franco Machado.
 Documento nº 18, 13 de Novembro de 1469. Monumenta Henricina, 14º vol.,
Coimbra, Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do
Infante D. Henrique, 1973, pp. 77-83. DUARTE PACHECO PEREIRA, Esmeraldo «de
situ orbis», Prólogo e liv.1, caps.22 e 33. Da vida e morte do infante D. Henrique, da sua
actividade descobridora e dos benefícios económicos dela resultantes para o reino, por Duarte Pacheco
Pereira.
 Documento nº 19, 13 de Novembro de 1460. Monumenta Henricina, 14º vol.,
Coimbra, Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do
Infante D. Henrique, 1973, pp. 83-87. ANTT., Livraria, fls.155v.-156v. RUY de PINA.,
Chronica de elRey D. Afonso V, cap. 144. Do falecimento do infante D. Henrique, de seus
feitos, bondades e virtudes, segundo Rui de Pina.
 Documento nº 88, 13 de Novembro de 1460. Monumenta Henricina, 14º vol.,
Coimbra, Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do
Infante D. Henrique, 1973, pp. 88-90. JOÃO de BARROS, Ásia, década primeira, livro
primeiro, cap. 16, Lisboa, 1552, fls.20v-21. Das feições, costumes, actividades e
descobrimentos do infante D. Henrique, segundo João de Barros.
 Documento nº 44, 4 de Março de 1461. Monumenta Henricina, 14º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1973, pp. 130-132. BNL., Reservados, pergaminho nº 69. Carta de el-rei D.
Afonso V com a transcrição de dois capítulos gerais das cortes de Lisboa-Évora de 1459.1460, a pedido
do procurador de Montemor-o-Novo, num dos quais se alude à armada de Alcácer-Ceguer, em razão da
qual alguns passaram gado para Castela, ilegalmente, a fim de comprarem armas para irem servir o
monarca, e pediram-lhes que perdoasse a pena.
 Documento nº 74, 19 de Fevereiro de 1462. Monumenta Henricina, 14º vol.,
Coimbra, Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do
Infante D. Henrique, 1973, pp. 204-206. ANTT., Chancelaria de D. Afonso V, liv.1, fl.
95. ANTT., Ilhas, fl. 97. Arquivo dos Açores, vol. 13, p. 71. JOSÉ RAMOS COELHO,
Alguns documentos do Archivo Nacional da Torre do Tombo acerca das Navegações e
Conquistas Portuguezas, p. 28. SILVA MARQUES, Descobrimentos Portugueses, vol.
3, pp. 21-23. VELHO ARRUDA, Colecção de documentos, p. 147. Carta de el-rei D.
Afonso V, a doar a João Vogado, seu cavaleiro e escrivão da sua fazenda, as ilhas de Lono e Caprária,
agora descobertas, com os respectivos direitos, foros, tributos e jurisdição cível e crime, reservadas
porém, ao monarca as alçadas, nos feitos de pena de morte e de mutilação, outorgados ainda os
privilégios e liberdades dos vizinhos e moradores da ilha da Madeira e, ao donatário, o direito de lhes
dar o foral.
 Documento nº 76, 24 de Março de 1462. Monumenta Henricina, 14º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1973, pp. 208-209. ANTT., Chancelaria de D. Afonso V, liv. 1, fl. 7. DIAS
DINIS, Estudos Henriquinos, vol. 1, pp. 462-463. DIAS DINIS, O Espólio do Infante
D. Henrique, pp. 245-246. Carta de el-rei D. Afonso V, a conceder ao conde de Viana, D. Duarte
de Meneses, possa mandar caravelas e navios com mercadorias à Terra dos Negros, para lá de Cabo
Verde, a fim de se pagar de 444.000 reais brancos que lhe ficara a dever o falecido infante D. Henrique,
da sua tença de casamento.
 Documento nº 83, 23 de Julho de 1462. Monumenta Henricina, 14º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1973, pp. 223-224. ANTT., Chancelaria de D. Afonso V, liv.9, fl. 95v.
SILVA MARQUES, Descobrimentos Portugueses, vol. 3, pp. 31-32. SOUSA VITERBO,
Trabalhos náuticos, vol. 1, p. 301. Carta de el-rei D. Afonso V, a conceder a Diogo Vilarinho,
criado que fora do infante D. Henrique, residente em Lagos, e a seus parceiros pudessem levar deste
reino para Castela, sem pagarem saca nem passagem, os escravos que viessem na caravela agora
enviada por eles aos tratos dos negros, para além do Cabo Verde.
 Documento nº 86, 19 de Setembro de 1462. Monumenta Henricina, 14º vol.,
Coimbra, Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do
Infante D. Henrique, 1973, pp. 225-227. ANTT., Chancelaria de D. Afonso V, liv.1, fl.
61. ANTT., Místicos, liv. 2, fl. 152. JOSÉ RAMOS COELHO, Alguns documentos do
Archivo Nacional da Torre do Tombo acerca das Navegações e Conquistas
Portuguezas, p. 31. GUIDO PO, La collaborazione Italo-Portogheses alle grande
esplorazioni, pp. 316-318. SENA BARCELLOS, Subsídios para a história, 1ª parte, pp.
15 e ss. SILVA MARQUES, Descobrimentos Portugueses, vol. 3, pp. 33-34. Carta de el-
rei D. Afonso V, a doar ao infante D. Fernando e a seus herdeiros e sucessores para sempre, sem
embargo da Lei Mental, as ilhas de Cabo Verde, encontradas por António de Noli, em vida do infante D.
Henrique, e ainda as descobertas pelo destinatário, com todos os direitos e jurisdição que nelas tem o
monarca, reservadas a este apenas a alçada e os crimes que impliquem a pena de morte e talhamento de
membro.
 Documento nº 108, 4 de Agosto de 1463. Monumenta Henricina, 14º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1973, p. 268. ANTT., Chancelaria de D. Afonso V, liv.9, fl. 143v. Extracto de
carta de el-rei D. Afonso V, a confirmar Gonçalo Vasques, seu criado, homem da sua fazenda, nas
coisas que pertencem aos feitos do mar Oceano, ilhas e tratos da Guiné, achados e por achar, como fora
até agora.
 Documento nº 110, 16 de Dezembro de 1463. Monumenta Henricina, 14º vol.,
Coimbra, Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do
Infante D. Henrique, 1973, pp. 270-271. ANTT., Chancelaria de D. Afonso V, liv.8, fl.
1. Extracto da carta de el-rei D. Afonso V, de Ceuta, a doar a Soeiro da Costa, escudeiro de D. Pedro,
seu primo, os bens de Gonçalo Grumete que, ao vir da Guiné, em caravela de Diogo Rodrigues, nas
ilhas de Cabo Verde fugira com ela, deixara Diogo Rodrigues e outros mercadores nas ditas ilhas e com
outros matara, na mesma caravela, Gil Fernandes, criado do infante D. Henrique.
 Documento nº 114, 8 de Fevereiro de 1464. Monumenta Henricina, 14º vol.,
Coimbra, Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do
Infante D. Henrique, 1973, pp. 276-277. ANTT., Chancelaria de D. Afonso V, liv.8, fl.
2v. Extracto da carta de el-rei D. Afonso V, de Ceuta, a indultar Gonçalo Pousado, escudeiro e criado
que fora do infante D. Henrique, culpado na morte de João Soeiro, da vila de Faro, por ele estar a servir
o monarca pessoalmente na armada contra Alcácer-Ceguer e visto os parentes do morto lhe haverem
perdoado.
 Documento nº 115, 11 de Fevereiro de 1464. Monumenta Henricina, 14º vol.,
Coimbra, Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do
Infante D. Henrique, 1973, p. 278. ANTT., Chancelaria de D. Afonso V, liv.8, fl. 6.
Extracto de carta de el-rei D. Afonso V, de Ceuta, de perdão a Domingos Eanes, escudeiro, criado do
infante D. Henrique, residente na Ega, culpado da morte de Martim Afonso, o qual havia sido
condenado em cinco anos de degredo em Ceuta, cuja armada agora serviu.
 Documento nº 116, 12 de Fevereiro de 1464. Monumenta Henricina, 14º vol.,
Coimbra, Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do
Infante D. Henrique, 1973, p. 279. ANTT., Chancelaria de D. Afonso V, liv.14, fl. 41.
Carta de el-rei D. Afonso V, de Ceuta, a perdoar a Duarte de Mendonça, moço da câmara do infante D.
Henrique, degradado para Ceuta, por adultério cometido com Isabel Dias, mulher de João Afonso, de
Lisboa, tendo servido depois na armada daquela cidade africana.
 Documento nº 117, 16 de Fevereiro de 1464. Monumenta Henricina, 14º vol.,
Coimbra, Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do
Infante D. Henrique, 1973, p. 280. ANTT., Chancelaria de D. Afonso V, liv.8, fl. 31.
Carta de el-rei D. Afonso V, de Ceuta, a conceder a Pedro de Sintra, escudeiro de sua casa e recebedor
das suas coisas de Guiné arrecadadas no reino do Algarve, pelo muito serviço que lhe tem feito, o
mantimento de 4.000 reais brancos, a liquidar aos quartéis do ano, pelos rendimentos do seu ofício.
 Documento nº 118, 8 de Março de 1464. Monumenta Henricina, 14º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1973, p. 281. ANTT., Chancelaria de D. Afonso V, liv.8, fl. 52v. Carta de el-
rei D. Afonso V, de Ceuta, a doar a Rui Melo, do seu conselho e almirante do reino, enquanto sua mercê
for, as rendas e os direitos do salaio da vila de Tavira, cedidos ao donatário Fernão Maldonado, em
troca de outros.
 Documento nº 119, 23 de Abril de 1464. Monumenta Henricina, 14º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1973, pp. 282-283. BNP., Manuscrits français, Ms. 5.044, doc.64, fl. 90.
Carta de el-rei D. Afonso V, dirigida a Luís XI, rei de França, em resposta às dele, enviada por
Normania, seu rei-de-armas, em que lhe perguntara se o infante D. Pedro seguira para Barcelona e ali
assumira o título de rei e tomara outras atitudes por vontade e assentimento do Rei de Portugal, na qual
este responde brevemente, historiando os factos: achando-se el-rei em Ceuta, a preparar guerra contra
os mouros, ali aportaram duas trirremes de Barcelona, cujo capitão referiu ao monarca irem lá para
servir a Deus e a ele, se era da sua vontade, pelo que aceitou temporariamente; decorridos alguns dias, o
infante D. Pedro disse a el-rei, secretamente, haver sido requisitado, provocado e convidado pelos
barceloneses para seu chefe e capitão, o que, porém não aceitaria sem licença dele, D. Afonso V, que lhe
respondeu nunca daria qualquer ajuda contra o rei de Aragão, seu tio, preparadas as coisas para o
ataque português a Arzila, por mar e por terra, nas duas citadas trirremes foram carregadas também
alguns apetrechos bélicos; porém à meia-noite e sem conhecimento do monarca, o infante D. Pedro,
com alguns dos seus homens e três ou quatro dos régios, subiu aos ditos barcos catalães, mandou
descarregar os cavalos, armas e demais coisas em Ceuta e partiu, o que muito penalizou el-rei, ao sabê-
lo, no dia seguinte, o qual nenhuma ajuda prestou ao dito infante D. Pedro.
 Documento nº 145, Agosto de 1466. Monumenta Henricina, 14º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1973, pp. 328-333. AV., Armàdio I-XVIII, nos 4369 e 4370. AV., Reg. Vat.,
vol. 524, fls.22v-23. CONDE de TOVAR, Manuscritos portugueses existentes no
estrangeiro – Os Arquivos do Vaticano, p. 57. DE WITTE, Les bulles pontificales,
artigo V, p. 6. DE WITTE, Les bulles pontificales, artigo V, pp. 26-30. FRANCO
MACHADO, Descobrimento e Colonização no arquipélago da Madeira – A questão das
Canárias, p. 287, nota 1. PÉREZ EMBID, Los descubrimientos en el Atlántico, p. 167,
nota 189. Letras Rationi congruit, do papa Paulo II, endereçadas a D. Pedro de Menezes, conde de
Vila Real e capitão de Ceuta, a confirmar-lhe a concessão que lhe fizera o papa Pio II, impedido pela
morte de lhe passar as letras respectivas, de proceder à conquita das ilhas da Grã Canária, Palma e
Tenerife e de as reduzir à fé cristã, as quais começadas a dominar outrora por armadas gaulesas,
espanholas e portuguesas e outras, nunca foram tomadas, em razão de impedimentos vários, e se
mantinham pagãos os seus habitantes, posto alguns deles, feitos cativos, se houvessem tornado cristãos,
mas voltaram à heresia.
 Documento nº 152, 28 de Março de 1468. Monumenta Henricina, 14º vol., Coimbra,
Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D.
Henrique, 1973, pp. 346-347. ANTT., Chancelaria de D. Afonso V, liv. 37, fl. 119v.
Extracto da carta de el-rei D. Afonso V, a nomear seu vassalo e a aposentar João Eanes, carpinteiro e
mestre de fazer navios, morador em Lisboa, considerando os serviços por ele feitos a el-rei na tomada de
Alcácer-Ceguer e ao infante D. Henrique, na ida que fez a Tânger, e em outros alguns lugares e coisas
em que dele serviu.

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