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Manual do Advogado Iniciante

© Sabrina Dourado, Isadora Sapucaia e Cristiano Brandão


J. H. MIZUNO 2019
Revisão: Paulo de Moraes

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)


(eDOC BRASIL, Belo Horizonte/MG)
Dourado, Sabrina.
Manual do advogado iniciante / Sabrina Dourado, Isadora Sapucaia, Cristiano
Brandão. – Leme (SP): JH Mizuno, 2019.
156 p. : 14 x 21 cm

D739m ISBN 978-85-7789-435-2

1. Advocacia – Brasil. 2. Direito – Brasil. I. Sapucaia, Isadora. II.Brandão,


Cristiano. III. Título.

CDD 340.0981
Elaborado por Maurício Amormino Júnior – CRB6/2422

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J. H. MIZUNO
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Impresso no Brasil
Printed in Brazil
Sobre os Autores

Sabrina Dourado
Possui graduação em Direito pela Universidade Salvador – UNIFACS. É
especialista em Direito Processual Civil pelo Juspodivm em parceria com
a Unyahna. É mestre em Direito Público pela Universidade Federal da
Bahia – UFBA. Advogada e consultora jurídica. Palestrante. Autora de
obras jurídicas. Membro do CEAPRO (Centro de estudos avançados de
processo). Mentora de advogados iniciantes. Professora do Complexo
de Ensino Renato Saraiva (CERS). Professora de Direito Processual Civil
da Escola de Magistratura do Estado da Bahia (EMAB). Professora dos
cursos de pós-graduação da Faculdade Baiana de Direito, Escola Paulista
de Direito (EPD – SP). Coordenadora de pós-graduação em mediação
de conflitos da Escola do Legislativo do Piauí. Membro do IBDP
(Instituto Brasileiro de Direito Processual Civil).

Isadora Sapucaia
Advogada, graduada pela Faculdade 2 de Julho, especialista em Direito
Processual Civil pela Faculdade de Direito Damásio de Jesus, sócia do
escritório de Advocacia Dourado & Sapucaia, Palestrante e Life Coach
com certificação internacional pela Sociedade Latino Americana de
Coaching - SLAC.

Cristiano Brandão
Life e Profissional Coach. Executive Coach. Master Coach. Especialista
em vendas – Positional Selling. Professor da pós-graduação na Escola do
Legislativo do Piauí. Especialista em Marketing. Especialista em Gestão
de Tempo e Produtividade. Analista comportamental DISC. Analista
ASSESS. CEO da Fábrica de Produtividade.
Dedicatórias

Sabrina Dourado
@sabrinadourado
Dedico o presente livro ao meu PAI. Jadir Dourado França, és minha
inspiração. Obrigada por ser meu exemplo e guia. Obrigada por estar
sempre conosco. A meu esposo e coautor, que não me deixa desistir e
está comigo em todos os momentos. Aos meus filhos, por terem me
trazido luz, garra e mais determinação. Por fim, dedico aos colegas que
irão nos brindar com a leitura das nossas singelas linhas.

Isadora Sapucaia
@isadorasapucaia
Dedico esta obra, primeiramente à minha sócia, Sabrina Dourado, que
tanto me inspira e me faz querer ser melhor a cada dia, minha eterna
professora; hoje, uma irmã.
A toda minha família, mãe, irmãos, marido e, agora, a minha Isabela que
está chegando.
E dedico a vocês, advogados e advogadas que, assim como eu,
enfrentam grandes desafios na prática da advocacia.

Cristiano Brandão
@cristianobrandaocoach

Dedico à minha esposa linda e amada, que me fez o convite. Estou


muito grato por ter a experiência de escrever um trecho do presente
livro. Foi muito importante e substancial para meu crescimento. Dedico,
especialmente, ao leitor. Bons estudos!
Sumário

INTRODUÇÃO

CAPÍTULO 1
1.1 Quero advogar, e agora?
1.2 Como começar – Primeiros passos
1.3 O método OPA

CAPÍTULO 2
2.1 Empreendedorismo Jurídico / Marketing Jurídico
2.2 Código de Ética e Disciplina – O que pode e o que não pode

CAPÍTULO 3
3.1 Missão, Visão e Valores
3.1.1 Missão
3.1.2 A importância da visão
3.1.3 Valores, sua verdadeira importância

CAPÍTULO 4
4.1 Como captar os primeiros clientes
4.2 Networking
4.3 Quatro Estratégias de Marketing Jurídico Lícito
4.3.1 Aposte na comunicação
4.3.2 Participe de entidades e associações empresariais
4.3.3 Crie uma rede de relacionamento
4.3.4 Invista na profissionalização
CAPÍTULO 5
5.1 Como aumentar sua produtividade e o seu desempenho
5.2 Priorizar
5.3 Planejamento
5.3.1 Conhecimento
5.3.2 Prática
5.3.3 Repetição
5.4 Foco

CAPÍTULO 6
6.1 Prerrogativas do Advogado

CAPÍTULO 7
7.1 Atendimento ao Cliente
7.2 Modelos de Fichas de Atendimento
7.2.1 Modelo de ficha de atendimento previdenciário
7.2.2 Modelo de atendimento trabalhista
7.2.3 Modelos de atendimento aplicado a Divórcio, Reconheciment
Dissolução de União Estável

CAPÍTULO 8
8.1 Precificação
8.1.1 Cobrar ou não cobrar consulta
8.1.2 Tabela de Honorários Advocatícios – Seguir ou não seguir?
8.1.3 Precificação logo após a consulta x Proposta de Honorários
8.2 Modelo de proposta de Honorários

CAPÍTULO 9
9.1 Contrato de Honorários
9.1.1 Como elaborar um Contrato de Honorários de Sucesso
9.2 Modelo de Contrato de Honorários
CAPÍTULO 10
10.1 Procuração. Como elaborar uma Procuração corretamente
10.2 Modelo de procuração, conforme o CPC/15

CAPÍTULO 11
11.1 Gratuidade Judiciária
11.2 Declaração de Hipossuficiência
11.3 Do pagamento de Custas Processuais

CAPÍTULO 12
12.1 Construindo a petição inicial
12.2 Decisões do juiz ao analisar a exordial
12.3 Audiência de autocomposição

CAPÍTULO 13
13.1 Elaborando a contestação
13.2 Reconvenção
13.3 Revelia
13.4 Providências preliminares e julgamento conforme o estado do
processo

CAPÍTULO 14
14.1 Desmistificando a audiência de instrução e julgamento
14.2 Lições de sentença e noções de recorribilidade

ÍNDICE ALFABÉTICO REMISSIVO


Introdução

Um dos grandes desafios quando colamos grau em um curso de


Direito é decidir qual caminho seguir. Alguns já se decidem logo no início
do curso, que nasceu para advogar, ou já entram na Faculdade, decididos
a prestar concurso.
Há também casos em que, na vida, todos os caminhos levam à
prática da advocacia, seja por uma indicação de um grande cliente, seja
pelo fato de que em sua família já existem advogados militantes, com
escritórios montados, aguardando apenas a sua aprovação no Exame de
Ordem, para que ingresse na carreira.
Há também situações em que você decide advogar por conta
própria, sem influências familiares, apenas pela vocação, pelo amor, pela
admiração, pela ânsia de atuar como advogado militante.
Esta magnífica obra foi elaborada pensando em todas estas hipóteses,
como uma forma de estimular, facilitar e orientar os advogados que
queiram ingressar na advocacia e, muitas vezes, se deparam com dúvidas
que a Faculdade de Direito não consegue sanar, não é da sua alçada.
Somente a vida prática e o tempo de experiência poderão lhe trazer.
1.1 Quero advogar, e agora?
A certeza de querer advogar e seguir na vida da militância causídica
lhe traz o que é preciso: a plenitude de saber o que quer e que vai
trabalhar para o resto da vida com algo que realmente gosta. Talvez este
seja o principal detalhe, que fará toda a diferença e irá transformá-lo em
um grande profissional.
Para ilustrar, nós vamos contar um pouquinho das nossas histórias.
Eu me chamo Isadora Sapucaia e, desde logo, lhes digo que eu,
praticamente, já ingressei na Faculdade de Direito sabendo que queria
advogar! Eu nunca quis fazer concurso público, embora a minha mãe
sempre insistisse nisso, por conta da estabilidade financeira,
aposentadoria, dentre outros benefícios inerentes a um cargo público.
Acontece que eu não seria feliz fazendo exatamente a mesma coisa
para o resto da minha vida, ali, naquela rotina que a maioria dos cargos
públicos proporciona.
Formei-me, fui aprovada no Exame de Ordem, e aí veio o susto.
Uma das maiores frustrações que eu senti em minha vida foi logo depois
que eu passei na OAB.
Vocês devem estar perguntando: “Mas como assim, frustração,
Isadora?! Quando passamos na OAB, ficamos felizes, eufóricos, gritamos,
choramos, comemoramos”.
Sim, eu fiz tudo isso! Mas minha felicidade durou, mais ou menos,
umas 3 semanas, um mês praticamente, afinal, eu tinha sido aprovada
numa prova que não é assim tão fácil. Vocês já entenderão o motivo da
minha frustração.
Antes, porém, vou lhes contar como veio a minha certeza.
A convicção plena de que eu queria ser uma advogada, tive quando
comecei a estagiar num escritório de advocacia no 3º semestre da
Faculdade, por admirar muito o meu irmão, que já era advogado, e
também as outras advogadas, de quem eu era estagiária. Foi uma fase de
grande aprendizado. Aprendi coisas que Faculdade nenhuma ensina.
Até então eu não tinha visto nenhuma matéria de processo nem de
direito material que me desse um norte do que era advogar. Comecei a
estagiar apenas com conhecimentos de Introdução ao Estudo do
Direito, Filosofias e Sociologias infinitas que pareciam não mais acabar.
Nesse escritório eu estagiava na parte de Direito do Consumidor. Eu
achava mágico as fases do processo, os andamentos, até mesmo
organizar pastas, eu achava o máximo!
Um fato engraçado: Eu acreditava que aquelas pastas que eu
organizava eram os processos originais, não sabia que eram cópias e que
ficavam no arquivo do escritório, isso na época dos processos físicos!
Processos eletrônicos ainda não existiam.
Por acreditar que aquelas pastas iriam para a mão do juiz, eu as
deixava arrumadas, de forma impecável. Esse trabalho teve uma
importância imensa na minha vida acadêmica. Facilitou muito quando
comecei a estudar as matérias processuais na faculdade, pois já estava
familiarizada com as peças, fatos e atos.
Mas onde eu quero chegar com isso? Apenas mostrar a importância
do estágio. E, por isso, eu lhes digo: Estagie! Voluntariamente, se for o
caso, mas faça um estágio durante a sua graduação!
O tempo foi passando e finalmente me formei, trabalhei em dois
escritórios de advocacia como associada, fui escravizada sim! Trabalhava
como louca, e ganhava quase nada! Mas foi onde eu adquiri a experiência
necessária para voar com minhas próprias asas! Eu estava, cada vez mais,
decidida: teria, sim, meu próprio escritório um dia!
Voltando, lembram que eu disse, a pouco, que um mês depois da
minha aprovação na OAB eu comecei a me frustrar? Eis o motivo: Como
eu podia ter lutado tanto para passar na OAB e trabalhar tanto daquele
jeito, para ganhar um salário ruim daqueles, que mal dava para pagar as
contas, sem que minha mãe me ajudasse?
Eu queria mais, queria independência, queria ir além! E sim, nós
precisamos de um pouco de ambição para vencermos na vida, me
referindo àquela ambição boa, que não atropela os outros, não passa
por cima de ninguém para chegar onde queremos.
Pois bem, a OAB eu tinha, a vontade louca de advogar também, mas
não tinha o principal: OS CLIENTES! Eis a lição: Passar na OAB não é
tudo.
Que todo início é difícil, todo mundo sabe, e quando montamos o
nosso escritório, ou a nossa carreira na advocacia, a princípio, não se
tem uma equipe, não se tem funcionários ou estagiários, então quem
montará as pastas, atenderá o telefone e servirá água e cafezinho
seremos nós!
Mas Isadora, por que você está nos contando isso? Para que vocês
possam perceber como foi a minha trajetória e como cheguei à certeza
pela advocacia. Talvez muitos de vocês também tenham passado ou
passam, atualmente, pelo que passei e isto, de alguma forma, lhes
inspire.
A trajetória da Sabrina foi diferente, mas, ao final, vamos concluir
que, apesar de caminhos diferentes, a conclusão que chegaremos será
idêntica. Vamos conhecer um pouquinho da história dela.
Eu comecei a minha vida profissional cedo. Ainda no chamado ensino
médio, comecei a dar aulas de reforço escolar. Iniciei a Faculdade e
continuei ministrando as aulas para diversos alunos. Assim, eu auxiliava
meu pai com as despesas. No terceiro semestre, surgiu a oportunidade
de estágio e eu passei a cumular as duas atividades.
Confesso-lhes que estranhei. Não sabia como fazer as consultas
processuais. Esperava, por longos períodos, nas Varas e não tinha a
oportunidade de peticionar. Sonho de todo estagiário, não é? Apesar do
aparente desânimo, eu resolvi seguir. Ao longo dos dias, ao checar um
processo, eu revivia a situação fática das partes, pensava em saídas
jurídicas, me emocionava e me via fazendo aquelas peças.
Fiquei no estágio mais algum tempo. Na sequência, estagiei na maior
escola de humanidade do planeta. A Defensoria Pública. Amei estar em
contato com o Direito de Família e com pessoas que careciam de
suporte jurídico, mas, especialmente, carinho e amor.
Passados alguns meses, eu soube de uma dificílima seleção para
estágio na CAIXA. Apesar do medo, eu encarei de frente e consegui ser
aprovada. Muitas horas de estudo para fazer uma prova daquelas. Ali, eu
tive certeza que iria advogar. Passei a cuidar dos processos, como um
todo. Controlava os prazos, elaborava petições, me dirigia à Justiça, com
um motorista fantástico, que conduzia os estagiários. Nunca me
esquecerei dele, Sr. Alberto.
Estagiei lá por dois anos e aprendi muito. Ao final do curso de
Direito, me preparei para o exame e consegui a minha aprovação. No
entanto, me vi cheia de questionamentos e dúvidas sobre como e de
que forma começaria a advogar!
Imaginamos que muitos de vocês podem ter a seguinte dúvida:
“O que fazer depois que eu for aprovado na OAB?”

E aqui você precisa buscar no fundo da sua alma, o que realmente


lhe faz feliz! É aquele ditado velho e clichê, mas que traz uma verdade
imensa:

“Trabalhe com o que ama


e não terá que trabalhar nem um só dia em sua vida”.

É preciso que você pare e analise o que realmente quer, até para dar
continuidade a esta leitura. Lá na frente você vai entender os motivos da
importância desta certeza.
Foi a partir desta certeza que construí meu próprio escritório,
juntamente com minha sócia, com quem agora estou dividindo um livro,
recheado dos capítulos mais especiais, elaborados carinhosamente para
vocês.
Eu consegui. Você também consegue, colega!

1.2 Como começar – Primeiros passos


Pronto! Advogar é o que você ama! E agora? O que fazer?

Opção 1: Você é advogado (a) e não tem condições de investir


no aluguel e manutenção de uma sala, logo de início, até que os
clientes comecem a aparecer. Você vai precisar de, pelo menos,
um e-mail e um número de telefone.
A advocacia moderna permite que você trabalhe onde quer que
esteja. Seria bom ter um cantinho em sua própria casa (home office),
onde você possa armazenar os processos físicos (pasmem, algumas
comarcas ainda funcionam com processos físicos) e demais documentos
dos seus clientes.
Será preciso um cuidado especial, principalmente com estes
documentos, para não correr o risco de perdê-los.
Quando conseguir um possível cliente, marque com ele uma
consulta, cobrando ou não por ela. Esta consulta pode acontecer num
restaurante ou numa cafeteria, por exemplo. Caso você prefira um local
mais reservado, pode contratar os serviços de um escritório virtual. Há
várias opções espalhadas por todo o Brasil.
E aqui vale explanar, um pouco, acerca desta ferramenta. Escritório
virtual é um serviço para empresas, profissionais e empreendedores que
inclui, basicamente, o atendimento telefônico, transferência de
chamadas e um endereço físico e fiscal. O serviço é complementado, em
alguns casos, com a disponibilidade de estações de trabalho para
coworking, salas de reunião e até auditórios para serem usados nos
momentos em que o usuário os solicite.
Esta modalidade de trabalho em que a empresa terceiriza certas
atividades permite a empresários e colaboradores trabalharem em
qualquer lugar, usando meios tecnológicos, como celular e internet.
Ao contratar os serviços de um escritório virtual, pequenas
empresas e empreendedores obtêm, por um preço acessível, um
atendimento telefônico profissional e um endereço de prestígio. O
serviço também é usado por grandes empresas para realizar atividades
em cidades onde não dispõem de escritórios.
Dessa forma, você terá todo o amparo que um advogado precisa,
sem ter aquele compromisso de, todo mês, pagar aluguel de uma sala,
pois sabemos que iniciar na advocacia, do zero, não é a certeza de
retorno financeiro imediato.
Opção 2: Você não só tem condições, como já montou sua sala,
sua estrutura e agora lhe falta o principal: O cliente.
Nós trataremos de captação de clientes nos próximos capítulos.
Enquanto isso, vamos focar nas duas opções acima, pois o que você vai
aprender agora se aplica a ambas as situações.
Ser responsável pela gestão de um escritório de advocacia, ainda que
ele seja virtual, não é uma missão simples e nem deve ser a parte mais
fácil da sua rotina, não é mesmo?
Você pode não ter ouvido isso durante a graduação, mas,
certamente, já sentiu na prática, desde que decidiu iniciar o próprio
negócio jurídico.
A constante preocupação com o cumprimento dos prazos, a baixa
procura pelos serviços do escritório e a falta de organização financeira
são alguns sintomas que surgem a partir de falhas na gestão jurídica
estratégica.
Mas não se desespere! Aprender com os erros é um passo
fundamental para o aperfeiçoamento profissional e para a formação
empreendedora.
Muitas vezes achamos que estar habilitado a advogar (ter a carteira
da OAB) é o suficiente para que possamos começar. Ledo engano. O
mundo da advocacia é cheio de surpresas e pegadinhas, no qual, a cada
dia, nos é dada a oportunidade de novas descobertas e novas
experiências.
Aí vocês podem perguntar: Meninas, é possível que alguém atinja o
“suprassumo” da experiência prática no mundo da advocacia? Não! E
jamais será! O Direito está em constante mudança, logo, a advocacia
também passa por processos de transições contínuos, que nunca irão se
findar, pois assim é o mundo, assim é a vida e estaremos em constante
evolução.
O que devemos buscar é a capacidade para fazer bem feito aquilo a
que nos propusermos. É ter a humildade de reconhecer que se não
souber como realizar algo, procurar se informar, sem nenhum tipo de
vergonha ou timidez.

1.3 O método OPA


Para que a sua decisão pela advocacia não possua um final trágico,
precisamos entender o significado de três palavrinhas mágicas:
Organização, Planejamento e Ação. Importante aqui não confundirmos
Organização e Planejamento como sendo expressões sinônimas, pois
neste método elas são bem diferentes!
Na organização é que se torna possível perseguir e alcançar
objetivos que seriam inatingíveis para uma pessoa, sem que houvesse
uma concentração de esforços, num único objetivo. É a definição da sua
meta! Onde você quer chegar? A meta nada mais é do que o caminho
percorrido, partindo de onde você está agora, até onde você quer ir.
E aí surge o planejamento! É nesta fase que você vai criar um plano
para chegar a um objetivo. O planejamento consiste em uma importante
tarefa de gestão e administração, que está relacionada com a
preparação, organização e estruturação de um determinado objetivo.
Estou falando de colocar tudo na ponta do lápis, criar um roteiro do
que você pretende fazer para alcançar seu objetivo! Um cronograma
mesmo, com as suas metas escritas e estruturadas.
Por último, e não menos importante, vem a ação! Colocar a mão na
massa. Realizar. Atuar. Fazer acontecer. Correr atrás. Fazer a sua parte.
Determinar prazos!
Aqui fazemos uma observação que pode ser adotada em todas as
áreas da vida de vocês: Quando nós criamos prazos, criamos junto com
ele um comprometimento! Porque então você pensa: Eu tenho até TAL
dia para concluir essa tarefa! E, automaticamente, você se compromete,
ainda que de forma inconsciente, simplesmente vai lá e faz!
Experimente! Funciona!
Por derradeiro, temos a Opção 3 , que é aquela onde você
quer muito advogar, mas nunca estagiou em escritórios de
advocacia, não tem qualquer experiência prática e no fundo
sente um pouco de medo de começar algo sozinho (a).
Nesse caso, o recomendado é que você adquira esta experiência
antes de montar o próprio negócio jurídico. Mas, como? Se puder e
quiser, conseguindo um emprego como advogado associado em um
grande escritório. O salário não é alto, o trabalho é, por vezes, realizado
em demasia. No entanto, o que se busca aqui não é ficar rico, mas, sim,
aprender como se faz para ficar rico.
Nesta terceira opção, é muito importante que se tenha preservada a
paciência e a resignação, para que não haja uma desistência por conta do
imediatismo que é inerente a maioria dos seres humanos. Aguente
firme, absorva tudo o que puder, desde a forma como são
confeccionadas as peças, até a parte administrativa do escritório.
Na hora certa você vai saber quando sair e seguir sozinho (a).
2.1 Empreendedorismo Jurídico / Marketing
Jurídico
Muito se ouve falar, hoje em dia, em empreendedorismo jurídico.
Arrisco até dizer que este nome está na moda. Se você perguntar para o
“Dr. Google” qual a definição de empreendedorismo, você vai se
deparar com uma variedade enorme de definições. Muito
provavelmente vai aparecer a foto do Steve Jobs, conhecido como o
maior empreendedor de todos os tempos. O criador do mundo i:
iPhone, iPad, iMac, iPod, dentre tantos outros aparelhos de alta
tecnologia.
Mas o que Steve Jobs fazia de tão importante para ser o maior
empreendedor do universo? E afinal, o que é empreender? Empreender
é resolver um problema ou situação complicada. É um termo muito
usado no âmbito empresarial e, muitas vezes, está relacionado com a
criação de empresas ou produtos novos.
Empreender é também agregar valor, saber identificar oportunidades
e transformá-las em um negócio lucrativo. Certo, mas o que isso tem a
ver com advocacia? TUDO! O que pretendemos aqui é mostrar a vocês,
e fazer com que percebam, de uma vez por todas, que a advocacia é,
sim, um negócio, o seu escritório, seja ele como for, virtual, físico, home
office, é uma empresa e essa empresa precisa de uma gestão! Precisa de
um empreendedor, precisa de você.
O que queremos que fique claro é que, tudo o que foi trazido sobre
empreender, nós vamos aplicar à advocacia, respeitados os devidos
limites impostos pelo código de ética.
Certo, mas como eu aplico?

A primeira regra é:

Capacitação: Você precisa ser bom no que faz. E como isso é


possível? Estudando, se especializando e PRA-TI-CAN-DO. Se você não
tem experiência nenhuma como advogado, é recomendável que você
trabalhe num grande escritório, temporariamente – repito,
temporariamente –, antes de começar a advogar por conta própria, para
ter uma noção do que é a administração de um escritório, quais rotinas
de organização de processos são adotadas, controle de prazos,
audiências, etc., ainda que você seja escravizado. Lembre-se que esses
grandes escritórios de massa podem ser uma grande escola.
Além disso, assista a audiências, principalmente as de instrução!
Quando se sentir seguro, depois de acompanhar algumas, experimente
fazer uma, sozinho. Não tem mistério, está na hora de perdermos o
medo de Juiz, o medo de errar. Todo mundo erra, meus amigos e
algumas coisas dentro da advocacia, ninguém vai lhes ensinar! Porque
ninguém sabe tudo! A advocacia se renova a cada dia. Certas coisas você
só aprende fazendo e errando.
A segunda regra é:

Investir em um bom marketing Jurídico: Só que antes vamos


entender o que é o Marketing.
Marketing nada mais é do que um conjunto de técnicas e meios
utilizados para aproximar uma pessoa – cliente ou não – de um produto,
marca ou empresa. Como esses meios podem ser aplicados ao mundo
jurídico, mais precisamente à advocacia?
Um escritório de advocacia nada mais é do que uma empresa, isso
nós já percebemos e já entendemos. Uma empresa precisa ser bem
administrada, senão afunda!
Então, concluímos que essas técnicas e meios de divulgação podem
sim serem aplicadas dentro dos serviços jurídicos. De que forma? Nós já
vamos descobrir. Antes disto, nos deparamos com um grande porém: O
CED – Código de Ética e Disciplina.

2.2 Código de Ética e Disciplina – O que


pode e o que não pode
É preciso saber bem o que é permitido e o que não é pelo CED1,
para que possamos seguir com um marketing jurídico seguro, sem
infringir qualquer norma legal:

O QUE PODE

• É permitido veicular anúncio da sociedade de advogados, contendo


nomes e registro na OAB dos advogados, número de registro da
sociedade de advogados, endereço eletrônico e horário de
atendimento;

• É permitido ao advogado ter website e veicular anúncios na Internet,


observando a mesma moderação da veiculação em jornais e revistas
especializadas;

• Escritório de Advocacia ou Advogado unipessoal pode divulgar seu


site pela Internet. É permitida a publicação de anúncios do website do
Advogado ou do Escritório em outros sites na Internet;
• É permitido o uso de logotipos, mas têm de ser compatíveis com a
sobriedade da Advocacia;

• É permitida a veiculação em espaços para publicidade de Advogados


ou Escritórios de Advocacia em página de revista jurídica na Internet;

• É permitida a participação do advogado em revistas jurídicas na


Internet;

• É permitida a participação em página de cadastro de profissionais


jurídicos na Internet;

• É permitido “…fazer referência a títulos ou qualificações profissionais,


especialização técnico-científica e associações culturais e científicas,
endereços, horário do expediente e meios de comunicação,…” (art.
29 do CED);

• É considerada “apenas informativa” e moderada reportagem


jornalística informando sobre a participação de advogados em
seminário jurídico;

• A publicidade deve se dar por “veículos especializados”, sendo


“vedado o anúncio de escritório de advocacia em revista não
jurídica”;

• É permitido veicular anúncios de serviço de apoio a advogados em


revistas e jornais. O advogado “deve” utilizar revistas e jornais
especializados em Direito, dirigidos aos profissionais, para veicular
seus anúncios;

• É permitido mencionar a especialidade do escritório ou advogado em


anúncio;
• É permitido o uso de fotografias nas home pages, mas estas devem ser
compatíveis com a “sobriedade da advocacia”;

• É permitido comparecer a eventos que premiem o advogado pelo seu


trabalho e o noticiário do prêmio é considerado uma consequência
lógica do evento;

• É permitida a divulgação de eventos nos quais o advogado irá


participar como palestrante;

• É permitida a participação em página de cadastro de profissionais


jurídicos na Internet.

O QUE NÃO PODE

• É proibido anunciar em catálogos empresariais, além de rádio e


televisão. Também não é permitido em locais de utilização pública;

• As placas de identificação do escritório não podem ter cores


extravagantes ou estampas do nome profissional fazendo uso de
objetos estranhos ao Direito, como chaveiros e calendários. A regra
também não permite utilizar fotos de edifícios de tribunais em
qualquer material de comunicação;

• Na internet, o advogado ou escritórios de advocacia devem se limitar


apenas à divulgação de conteúdo de importância ao leitor, não sendo
permitido oferecer consultas gratuitas no ambiente on-line;

• É proibido fornecer informações do valor cobrado, bem como fixar


honorários e manter pagamento após depósito bancário;

• Não é permitido oferecer os serviços do advogado através de e-mail.

Com as regras estabelecidas e melhor explicadas, fica mais fácil


elaborar planos de marketing para, de alguma maneira, conseguir levar a
conhecimento de um maior número de pessoas possível, que você é um
advogado e um especialista em determinada área.
Observando e analisando atentamente cada uma das leis expostas,
pode-se concluir que hoje a internet é a uma excelente alternativa para
escritórios de advocacia, dispondo de opções gratuitas, sendo a criação
de blogs ou redes sociais com conteúdo jurídico gratuito, um excelente
mecanismo.
Vale ressaltar que não existem impedimentos em relação à
publicidade do advogado ou do escritório de advocacia. Criar um site,
mostrar um bom serviço, elaborar bons conteúdos e fazer a divulgação
é uma saída que tem dado certo em diversos casos.
Vivemos num momento em que a área da Justiça e do Direito no
Brasil possui e exige diferentes especializações no setor, assim como
outras profissões, por isto a capacitação é tão importante. As pessoas
procuram profissionais capazes de atuar em áreas específicas.
A maioria das empresas vai em busca de escritórios especializados.
Porém, nem todas as pessoas conseguem encontrar com facilidade o
perfil desejado. É justamente essa a função de um site ou blog.
Quanto mais informações e conteúdos oferecer, maior será a chance
de possíveis clientes encontrarem seu escritório de advocacia. Além de
conquistar uma audiência, os escritórios de advocacia em geral
conseguem encontrar uma linha de atuação, diante de solicitações e
comentários advindos dos próprios seguidores.
* Leia na íntegra o código de ética e disciplina da OAB.
3.1 Missão, Visão e Valores
Aliadas às lições de marketing jurídico, não deixe de montar a missão,
visão e valores do seu modelo de negócio.
Não temos como falar de uma empresa, de um escritório, de um
profissional sem iniciar definindo a MISSÃO, VISÃO e VALORES.
Mas, o que são, realmente, MISSÃO, VISÃO e VALORES? Qual a sua
importância? E como isso fará fazer a diferença no seu negócio?
Podemos dizer que esse é o “tripé estratégico”, de uma
empresa/profissional.
Alguns especialistas definem estratégia como a forma de tratar o
futuro, planejando no presente, sempre com foco, onde a empresa quer
chegar. Ou seja, é um conjunto de ações que irão determinar: o nicho de
mercado a ser explorado, a direção e as possibilidades da empresa, como
a empresa será vista e lembrada e como irá executar todo o
planejamento.
A partir dessas definições (Missão/Visão/Valores) e possibilidades é
possível fazer o direcionamento de funções de todas as pessoas
envolvidas e criar laços com os clientes.
O propósito da empresa irá te posicionar no mercado, tanto para
seus clientes quanto para colegas.
Apesar de muitos empresários não saberem identificar a diferença e
importância da missão, visão e valores, é fundamental sua definição para a
vida da empresa ou, como já dito, de um profissional.
E quando falo empresa, estou falando do escritório de advocacia, ou
você não precisou criar e registrar uma marca e um CNPJ?
Então, passe a encarar seu escritório como uma empresa, saiba que
irá saber aprender e se qualificar em algumas competências que você não
aprendeu na Faculdade.
O que mais encontramos no mercado são empresários que não
encaram seu escritório como uma empresa e não entendem que
precisam aprender a gerir uma empresa.
Esses entendimentos são extremamente importantes para que a
empresa possa descobrir o porquê de sua existência, para onde ela vai e
o que é realmente importante para ela.
Pensando nisso, vamos aprender a definir a missão, visão e valores.

3.1.1 Missão
Segundo Peter Drucker, considerado o “pai” da administração
moderna, uma empresa não pode ser definida apenas pelo seu nome ou
produto e, sim, pela sua missão. Que é criada pela sua razão de existir.
A missão orienta, objetivamente, como a empresa deve atuar, declara
a razão de ser, hoje. Está contido com a definição do negócio e na visão
da organização.
Toda e qualquer empresa tem que ter uma estratégia do negócio, um
plano de negócio que serve de suporte para que possa colocar em prática
sua missão. A missão da organização liga-se diretamente com sua criação,
e aos seus objetivos.
Podemos dizer que a missão é a carteira de identidade da empresa, é
como o documento. Todos precisam saber e entender exatamente o que
a empresa é, e para qual direção ela vai. Qual seu propósito.
E quando falamos, todos, os funcionários são os primeiros que
precisam saber e entender isto. Eles devem ser questionados
periodicamente, em reuniões ou quando uma nova estratégia está sendo
montada, para que seja avaliada a compreensão de todos sobre a
empresa.
E para isso separamos algumas perguntas muito usadas para definir
e/ou achar sua missão:

• O que a empresa deve fazer?


• Para que ela deve fazer?
• Para quem deve fazer?

• Como deve fazer?


• Onde deve fazer?
• Como ela deve fazer?
• Qual a responsabilidade social a empresa tem?

Respondendo essas perguntas, com base no que os seus criadores


querem e pensam, pode-se definir uma MISSÃO.
E se você está pensando que é uma tarefa fácil, você está
completamente enganado. Pois é! Se você, dono ou sócio de um
escritório, empreendedor, sempre achou que missão fosse apenas uma
frase vaga, geralmente formada por clichês e estampada na parede da
recepção das empresas, você está completamente enganado.
Já vi empresas levarem 3 dias para definir e responder essas 7
perguntas.
É muito comum encontrar nas empresas, muitas pessoas envolvidas
com suas atividades, comprometidas com seu trabalho, de sócios a
funcionários, porém, cada um tentando fazer uma coisa, pensando e
olhando para uma direção diferente, cada um com o seu próprio
pensamento e “estratégia de ação”.
Não tenho medo de dizer que as empresas que não têm muito bem
definido sua missão, estão fadadas a ter muitos problemas e não alcançar
seus objetivos e, por fim, o fracasso. Justamente porque não existe o
objetivo da empresa, apenas os objetivos pessoais.
Quero deixar claro que ter objetivos pessoais dentro da empresa não
está errado, muito pelo contrário, está certíssimo, porém, ele deve estar
alinhado com o objetivo maior, a missão da empresa.

Por fim, separamos alguns exemplos.


Alguns bancos definem sua missão como:

“Ajudar no crescimento de organizações e pessoas”, assim como


“contribuir para o desenvolvimento do Estado” e “fazer de nosso
cliente um parceiro”.

Exemplos da missão de grandes empresas:

Walmart: “Nós economizamos o dinheiro das pessoas para que


elas possam viver melhor”.

Google: “Organizar as informações do mundo todo e torná-las


acessíveis e úteis em caráter universal”.

Mercedez-Bens: “Aperfeiçoar o nosso negócio de automóveis,


fornecendo veículos de alta performance e confiabilidade”2.
Como falamos anteriormente, perceba que uma missão bem definida
e clara é o motivo da sua existência e torna possível e realista seus
objetivos.

3.1.2 A importância da VISÃO


Bom, depois de definir a missão, chegou a hora e entender a
importância da visão.
E uma pergunta perfeita para entender e definir a visão é: Qual a visão
de futuro da empresa? Ou seja, quais os objetivos de pequeno, médio e
longo prazo?
É de extrema importância que tenham indicadores, como, a empresa
quer ser a melhor, ou a maior, ou ter o melhor atendimento ou o que a
empresa vai proporcionar para seu cliente!
Diferente da missão, a visão é mais complexa para se definir,
justamente porque agora o empreendedor precisa olhar para o futuro. O
que ele irá transformar naquela empresa, e como. Por conta disso, é
muito difícil elaborar a visão, e muitas empresas acabam simplesmente
colocando uma frase qualquer.
Quando a visão é bem definida, o empresário sabe em qual direção
ele e a empresa precisam seguir!
Imagine se uma empresa define sua visão como, “uma empresa que
quer proporcionar excelência no atendimento”. Mas sua missão é
“atender o maior número de clientes”.
Pensando que assim ele irá aumentar o faturamento”.
As informações, as ações, irão se chocar, os resultados não irão
aparecer, e, com isso, o proprietário não terá ideia do que está
acontecendo e o que ele precisa fazer.
Agora, se você definiu a missão, sabe exatamente o que a empresa
deve ser. E sabe o conceito e a importância da visão, fica muito mais fácil
elaborar o que a empresa irá proporcionar para seus clientes a curto,
médio e longo prazo.
O correto ficaria assim:

Missão: Proporcionar excelência no atendimento…


Visão: Duplicar o valor da companhia, ampliando a liderança em cada
um dos mercados.

Ficou claro isso para você?

E como você pode planejar sua visão:

“Duplicar o valor da empresa”. Em quanto tempo? Qual é o


planejamento para o primeiro ano?
O que a empresa vai ter conquistado até o terceiro ano de vida?
E por aí vai!
Um grande exemplo que podemos usar é uma empresa americana,
cujo foco é agilidade na entrega dos seus lanches. Envolver a agilidade
com um conjunto diferente de atividades, sempre foi o seu diferencial. Já
teve até uma propaganda que o cliente, ao ser atendido, pegava seu
lanche em menos de 8 minutos.
Esse diferencial sempre foi tão forte que seus clientes nunca
reclamaram do valor dos seus produtos, porque a agilidade que é
oferecida sobressai.
Depois de um tempo, dentro do seu plano de metas, essa empresa
americana que atua com lanches passou a ter um atendimento de
intimidade com o cliente. Oferecendo uma quantidade maior de
“combos” para atender todo tipo de cliente, criou também uma
promoção com brinde infantil para atender às crianças.
E a longo prazo retornou para a estratégia da agilidade, com a
excelência operacional, unindo uma combinação matadora. Agilidade,
preço e qualidade (dentro do que ela se propõe).
Ou seja, a visão é o que se espera para o futuro da empresa.
Precisamos lembrar também, que devem ser metas atingíveis e realistas,
focadas naquilo que a empresa quer se tornar.
Exemplos de visão de grandes empresas:

Apple: “Produzir produtos de alta qualidade, baixo custo e fácil uso


que incorporam alta tecnologia para o indivíduo, provando que alta
tecnologia não precisa ser intimidadora para aqueles que não são experts
em computação”.

Samsung: “Se dedica a desenvolver tecnologias inovadoras e


processos eficientes que criam novos mercados e enriquecem as vidas
das pessoas e continuam a fazer da Samsung um líder digital”.

Microsoft: “Disponibilizar às pessoas software de excelente


qualidade – a qualquer momento, em qualquer local e em qualquer
dispositivo”.3

3.1.3 Valores, sua verdadeira importância


Vários especialistas afirmam que a definição de valores é de extrema
importância para os objetivos da empresa.
Podemos traduzir valor, de uma forma bem ampla, como o conjunto
de princípios e normas, aceitos e/ou mantidos.
Os valores, podemos dizer que são o coração da cultura
organizacional. O que corresponde ao comportamento do dia a dia da
organização, considerando, principalmente, o que seus funcionários
fazem. Os valores definem o sucesso em termos concretos para seus
colaboradores e estabelecem os padrões que devem ser destacados.
A ordem que falamos – Missão, Visão e Valores – deve ser mantida
para elaboração das mesmas.
Já vimos que tendo uma missão bem definida e entendendo o
conceito de visão nela compreendido, conseguimos montar uma
estratégia na qual os objetivos, metas e ideias vão se unindo.
Não é diferente com a definição dos valores.
Se a empresa não soube definir a missão, definiu a missão de forma
completamente equivocada, não terá base para criar seus valores.
Mas, se o processo de construção seguiu a ordem e o conceito de
forma correta, definir os valores não será tão complicado.
Precisamos entender que os valores, em termos práticos, quando
interligados missão e visão, geram autoconfiança e comprometimento de
toda a equipe.
Os valores de uma empresa funcionam como um guia, orientando o
comportamento dos colaboradores, destacando, principalmente, o
comportamento ético. Um detalhe muito importante é que os valores
devem ser desenhados e definidos para resistir ao “modismo”.
Podemos entender que valores são a filosofia de trabalho que a
empresa visa destacar.
Exemplos de valores de grandes empresas:

Walmart: “Sempre respeitando o indivíduo – seja funcionário,


cliente, fornecedor ou membro da comunidade em geral,
independentemente de etnia, gênero ou orientação sexual”.

Google:

• “Integridade e honestidade.

• Empenho para com os clientes, parceiros e tecnologia.


• Abertura e respeito para com os outros e empenho para contribuir
para o seu desenvolvimento.
• Capacidade para aceitar grandes desafios e conduzi-los até ao final.
• Atitude crítica, dedicação para com a qualidade e melhoramento
pessoal.
• Assumir plena responsabilidade dos compromissos, resultados e da
qualidade perante os clientes, acionistas, parceiros e colaboradores.”

Mercedez-Bens:

• “Ética: compromisso com a verdade, transparência e honestidade.


• Respeito aos colaboradores: Comprometimento mútuo entre
funcionários e organização.
• Excelência de serviços aos clientes: busca constante de melhorias e
satisfação.

• Responsabilidade ambiental.
• Orientação para resultados que garantam a perenidade”4.
4.1 Como captar os primeiros clientes
Muitos advogados, volta e meia, se deparam com um grande dilema:
O desejo de seguir na advocacia, mas e a dificuldade em captar clientes?
A resposta que temos para este impasse pode parecer muito
simplória, mas é a mais pura realidade: Conquiste-os!

Primeiro: O cliente não tem bola de cristal para adivinhar que


você é advogado, em que área você atua, muito menos irá adivinhar o
seu número de telefone. Nos primeiros anos, inclusive, o cliente não vai
bater à sua porta!
Segundo: O que vou dizer agora pode parecer um pouco triste,
mas é a mais pura verdade: Todo mundo tem problemas! E todo mundo
precisa de um advogado!
Como chegar a estas pessoas é uma cadeia que envolve todo um
planejamento, afinal, a montagem da sua advocacia, na qual você ainda
não definiu sua área, exige foco.
A primeira lição é definir o seu campo de atuação, ante a amplitude
de áreas existentes dentro do Direito Brasileiro. Delinear o nicho de
mercado vai lhe ajudar a definir como captar clientes na advocacia e
como posicionar-se naquele segmento escolhido. Para isso, ressaltamos,
mais uma vez, a importância da atualização e especialização e na
definição clara de todas as necessidades e do perfil do cliente.
E quais são as expectativas e como vou consolidar minha marca no
mercado? Para isso, você precisa construir o seu Networking! Você
precisa aparecer no mercado. Se mostrar. Se vender!

4.2 Networking
Networking, palavra de origem norte-americana, cuja definição é a
capacidade de estabelecer uma rede de contatos ou uma conexão com
algo ou com alguém. Essa rede de contatos é um sistema de suporte no
qual existe a partilha de serviços e informações entre indivíduos ou
grupos que têm um interesse em comum.
Além disso, se apresentar ao mercado como referência de conteúdo
específico em determinada área é um bom começo para aumentar o
networking. Um belo exemplo é o advogado que leciona em Faculdades
de Direito ou faz palestras gratuitas. Dessa forma passa a ser visto como
um expert no assunto, podendo aumentar o interesse na contratação
para uma demanda específica.
A própria OAB realiza vários eventos presenciais em cada seccional,
por todo o Brasil, voltada para jovens advogados! Participar, ainda que
como espectador, é incrivelmente válido.
Quando o advogado se torna especialista em uma área, tudo começa
a fluir. É convidado a escrever artigos para revistas, jornais ou blogs e até
mesmo chamado a dar entrevistas para programas de televisão.
Dessa forma, o advogado se torna uma referência no assunto e passa
a produzir conteúdo rico, o que gera bons resultados para clientes que
buscam uma autoridade para resolver uma questão jurídica.
Dito isto, lhes apresentamos 4 estratégias para implementar no seu
escritório o quanto antes, que atrairá a atenção de um possível cliente.

4.3 Quatro Estratégias de Marketing


Jurídico Lícito

4.3.1 Aposte na comunicação


Quer ser visto? Comece aproveitando bem os canais digitais. Um site
bem construído, com todas as informações sobre a atuação do
escritório de advocacia, é uma porta de entrada para clientes.
Grande parte dos brasileiros consulta a internet antes de comprar
um produto ou serviço. Tudo isso sem falar nas redes sociais. Ter uma
conta no Instagram e no Facebook, oferecer conteúdo jurídico gratuito
é algo que está ao alcance de todos e de graça. Ali na sua lista de
seguidores pode ter muito cliente em potencial!
Criar um layout que represente a sua marca, o seu escritório é uma
ferramenta fundamental. Logotipos e cores bem aplicados farão parte da
composição visual do que você representa e estarão presentes em
cartões de visita, materiais de escritório, placas e no site da empresa.

4.3.2 Participe de entidades e associações


empresariais
Para aumentar a carteira de clientes, também é fundamental ser
presente no meio. Quanto mais o advogado é conhecido, mais será
procurado para consultas e prováveis ações judiciais.
Uma forma de estar sempre presente é participar de entidades e
associações empresariais. Conversando com os outros participantes,
ministrando palestras sobre assunto que domina, mesmo que de forma
gratuita, com o simples intuito de se tornar conhecido.
Dessa forma, o advogado, além de conhecer mais pessoas, poderá
demonstrar seu conhecimento e autoridade em alguma área, gerando
confiança e colhendo, como resultado, o aumento da clientela.
Muitos dos que participam dessas entidades e associações têm
negócios, possuem empresas e lidam, diariamente, com questões que
envolvem leis e normas, dessa forma, o advogado pode conseguir uma
rápida captação de clientes, tanto para representação processual como
para prestação de consultorias.

4.3.3 Crie uma rede de relacionamento


Uma sugestão é propor serviços de consultoria para empresas de
conhecidos, ou ainda buscar na rede de relacionamento pessoas com
problemas trabalhistas, previdenciários, família ou como consumidor,
por exemplo.
É o famoso caso das festinhas de crianças: Sempre vai ter uma
rodinha de mães comentando sobre alguém que se separou
recentemente. Nesse momento, esteja com seu cartão de visitas em
mãos, tenha-os sempre a postos, onde quer que você vá, e não deixe de
entregar e oferecer seus serviços como um especialista em Direito das
Famílias.
Normalmente, se um conhecido tem problema com divórcio,
inventário ou alimentos, ou com questões trabalhistas ou previdenciárias
pendentes, outras pessoas que trabalham com ele devem ter os mesmos
problemas e ele pode indicar você. Basta você se mostrar um
profissional eficiente e íntegro. Lembrando que ser eficiente não significa
garantir resultado de êxito.

4.3.4 Invista na profissionalização


Vamos supor que você seguiu essas primeiras dicas e resolveu o
dilema de como captar clientes na advocacia. De nada adianta triplicar a
carteira se o atendimento não for bem feito.
Uma equipe especializada vai servir como apoio para o crescimento
do negócio. Conte com o apoio de um software jurídico (falaremos disto
mais adiante) para organizar a demanda e de um profissional que entre
em contato com os clientes, entenda suas necessidades e as transfira
para você – que será o advogado responsável – como, por exemplo, um
estagiário.
5.1 Como aumentar sua produtividade e o
seu desempenho
Não podemos iniciar, sem entender o que realmente é ser
produtivo!
Produtividade não é objetivo final e, sim, o processo, o caminho, o
meio.
Todos vivem, hoje, em uma luta sem fim, querendo ser mais
produtivo. E, sabemos, ser produtivo não é algo fácil.
Hoje, temos muitas informações chegando ao mesmo tempo, e
muitas tarefas a desempenhar. E para complicar ainda mais, crescemos
ouvindo “tempo é dinheiro”!
Porém, precisamos entender, e isso faz toda a diferença, posso dizer
que é o primeiro pilar da alta produtividade. Estar ocupado não é o
mesmo que ser produtivo.
Muitas pessoas nos dias de hoje, reclamam que o dia precisava ter
mais 2horas, mais 5 horas, e, por que não?, mais 12horas.
Caro leitor, isso não é falta de tempo, é falta de organização, falta de
prioridade na execução das tarefas.
Arriscamos a dizer que temos uma “base” que não deixa as pessoas
evoluírem. As pessoas querem tudo ao mesmo tempo, o tempo todo.

Conseguiu visualizar?
Vamos lá:

1- As pessoas querem TUDO.


2- Ao mesmo TEMPO.
3- O TEMPO TODO.

E não é assim que as coisas funcionam; precisamos aprender a


priorizar, planejar e ter foco é o melhor caminho.
E é exatamente sobre isso que iremos falar um pouco.
A importância de você saber priorizar suas atividades, suas ações e,
mais ainda, em que você despeja sua energia.
Vamos falar o porquê o planejamento é fundamental para você
alcançar a alta produtividade.
E, por fim, não menos importante, a importância de ter FOCO!
Porque algumas pessoas atingem seus objetivos e outras não.

5.2 Priorizar
A maioria de nós quando tem uma ideia desperta nosso perfil
megalomaníaco. Ficamos doidos, achando que é a melhor ideia do
mundo, que aquela ideia irá revolucionar o mundo e mudar todo o
mercado. Queremos tirar do papel e a ansiedade nos toma para ver
aquela ideia dominar o mundo.
Parece até que estou brincando e contando algo que não existe, não
é mesmo?
Mas é exatamente porque as pessoas não conseguem priorizar e, o
mais importante, fatiar esse objetivo, que as coisas não andam. O
pensamento não saiu do papel, você ficou completamente frustrado, e
quando vir outra pessoa colocando em prática, vai usar a desculpa que
“ela teve sorte”!
Desculpem-me, e tenho certeza que muitos de vocês devem estar
visualizando essa experiência que acabamos de falar e continuam
achando que a outra pessoa teve sorte.
Não existe sorte! Existe trabalho, saber priorizar, planejamento e
foco.
Quando você coloca isso em prática as coisas começam a acontecer,
e uma situação que você acaba conquistando de forma “fácil”, você e as
outras pessoas acham que é “sorte”. Mas, na verdade, como estava
preparado, tinha um plano estratégico, as coisas simplesmente
aconteceram, sem resistência.
Vamos lá, vamos entender o que eu quero dizer sobre PRIORIZAR.
Qual seu objetivo? Qual foi sua ideia, aquela que irá mudar o mundo?
Pronto, esse é o seu objetivo, onde você quer chegar! Agora, qual o
primeiro passo para você conquistar isso? O que as pessoas que já tem
sucesso fizeram? Ou, se for a ideia de um milhão de dólares, qual o
primeiro passo na direção do objetivo final?

Um exemplo:
Você quer abrir seu escritório, sua empresa. Primeira coisa, trate seu
escritório como uma empresa e saiba que irá precisar de várias
competências de gestão para conduzi-lo para o sucesso.

Qual o Primeiro passo?

Criar uma identidade visual. Quais as cores que você irá trabalhar, o
que essas cores representam para seus clientes? Qual a “logo”, o que ela
transmite? Montar um plano de negócio, definir MISSÃO, VISÃO e
VALORES! Estruturar um plano de marketing, pensando em todo o
calendário, sazonalidade e diferenças por região.
Outra coisa muito importante é definir em quanto tempo você irá
juntar essas informações e colocar em prática essas ações? Essas são as
suas METAS. Quando você estipula e define os prazos para execução
dessas tarefas, você está “fatiando seu objetivo”. Criando pequenas
metas que irão te levar até o objetivo final.

Definir e estipular esses prazos fazem toda a diferença.


Espero que tenha ficado claro, e que quando você tiver a próxima
ideia de um milhão de dólares, coloque em prática essas dicas.
Ah! E se der certo, nos convide para o coquetel de inauguração da
sua ideia de um milhão de dólares.

5.3 Planejamento
Você já tentou imaginar fazer um bolo sem seguir o passo a passo, a
orientação da receita? Já pensou em montar uma estante sem mapa que
indique o lugar de cada parafuso?
Muitas coisas exigem uma imagem, uma orientação, um mapa, que o
guie desde o início do processo da caminhada até onde você quer
chegar.
E é exatamente sobre isso que vamos falar agora, de um método,
em que você irá conseguir planejar melhor suas atividades e aumentar
sua produtividade.
Gostaria de destacar que para você potencializar sua produtividade
você irá precisar de 3 pilares.

5.3.1 Conhecimento
Você precisa saber, conhecer, dominar a competência que você
deseja potencializar. E neste momento você deve estar se perguntando:
“mas, se eu já sei tudo, domino essa competência, não é com ela que eu
devo me preocupar”.
Não, é exatamente aí que a maioria das pessoas erra; muitos se
preocupam apenas com o conteúdo teórico de uma competência, mas
se esquecem de pensar em como transportar isso para a prática.

5.3.2 Prática
Depois que você estiver dominando tudo sobre aquela competência
ou habilidade, é a hora de colocar em prática.
Justamente aí, muitas pessoas emperram e ficam bloqueadas e, por
muitas vezes, tentam delegar para outras pessoas, por não saberem, e o
processo, com isso, não decola, não passa para o próximo nível.
Para colocar em prática você precisa ter clareza do que você quer
alcançar.
Pior do que não saber tudo sobre aquela competência ou habilidade
em questão é não saber como aquele conhecimento pode te ajudar.
E o que a clareza tem a ver com colocar em prática? Acredito que
para realizar qualquer tarefa precisamos de algo nos conduzindo, como
um mapa.
Você abre um aplicativo de locomoção (maps), e ele lhe diz para
onde você vai? Você precisa dizer para onde quer ir e ele mostrará o
melhor caminho.
Precisamos ter clareza do que queremos para colocar em prática da
melhor forma.
Podemos seguir na estratégia da tentativa e erro? Não acho a mais
assertiva. Em alguns casos você não terá uma segunda ou terceira
tentativa.
Existem algumas ferramentas que irão te dar mais tranquilidade e
assertividade para colocar em prática, iremos falar sobre essas
ferramentas mais para frente.
Uma dica para esse pilar, que é o da prática, é:
Nunca esqueça que o progresso precisa vencer a perfeição.
E o último pilar, não menos importante, é a repetição.

5.3.3 Repetição
Muitas vezes, por não ter a clareza necessária do objetivo ou por não
saber exatamente como executar aquela competência ou habilidade,
agimos sem perceber, e, por isso, não repetimos a ação que nos fez
alcançar o sucesso.
Nós precisamos refletir sobre todas as ações que estão sendo
executadas. Para poder aproveitar, entender e repetir!
Quantas vezes já aconteceu aquela situação na qual você comenta
assim: “não sei nem como eu fiz, só sei que fiz e deu certo”?
E por conta desta falta de atenção, não repetem o que precisa ser
feito… Irão tentar novas possibilidades, e, com isso, ficam patinando e
acabam desistindo.
Gosto muito de dizer que a repetição é a mãe de todas as
habilidades.
Pronto, conhecemos os três pilares fundamentais para você
aumentar sua produtividade. Porém, existem algumas habilidades que
precisamos encaixar em cada momento.
Depois que você entender e colocar no início do seu “mapa” os três
pilares que acabamos de falar, é preciso saber a importância de planejar.
O planejamento irá dar a clareza para executar o seu objetivo. Nem
todas as pessoas sabem planejar suas tarefas, suas atividades.

Primeira coisa é você saber dividir o que Urgente X


Importante.
Vai começar o seu dia, seu trabalho, seus estudos. Você precisa ter o
planejamento do que irá fazer. Não podemos deixar a nossa agenda
aberta, simplesmente apagar incêndios, no velho e conhecido “o que
ocorrer”.
Temos que ter controle e saber exatamente o que fazer, a hora de
fazer e como fazer.
Será que os seus dias seriam mais fáceis se você soubesse
exatamente o que fazer? Se tivesse um manual passo a passo?
Tente pensar e lembrar, todas as vezes que você teve várias
atividades durante o dia, se programou, você conseguiu cumprir. Porque
você se programou, se planejou e sabia exatamente o que iria fazer.
Mesmo sendo extremamente importante, o planejamento ainda é
evitado e até mesmo mal interpretado por muita gente. A maioria das
pessoas não gosta de planejar. Existem várias desculpas para não gostar
do planejamento e evitar esse processo. Como falei, existem vários
motivos, um deles é achar que planejando, mapeando tudo o que será
feito, a pessoa irá ficar com suas ações, seu trabalho “engessado”.
Um pensamento completamente equivocado, porque justamente
quando você sabe o que fazer, a hora de fazer e como fazer, você terá
mais tempo livre para fazer outras coisas.
Outras pessoas simplesmente alegam não ter tempo para se planejar.
E temos uma grande porcentagem que “acha” que tem planejamento,
mas, na prática, é um desastre.
Ponto básico e importantíssimo para um planejamento eficaz. Tenha
uma agenda, aprenda a gerir de forma correta a sua agenda.
Descreva exatamente tudo que você irá realizar. Determine o tempo
de cada atividade, que horas você irá iniciar e que horas irá finalizar.
Comece planejando seu dia de forma bem detalhada. Quando isso se
tornar um hábito, tente fazer o planejamento para dois dias e assim por
diante.
Particularmente, gosto de trabalhar com planejamento de, no
mínimo, três dias.
Justamente porque, desta forma, você saberá quando, e que horas,
encaixar aquela atividade que era importante e que não pode deixar de
ser realizada.

Exemplo: Segunda-feira, você planejou sua agenda e identificou


que teria 2 atividades que você poderia transferir para quarta-feira, que
não iria ter problemas com o prazo de suas entregas e que sua agenda
de quarta-feira era muito mais vazia.
Uma regra muito importante para um planejamento com excelência
é a flexibilidade.
Por essa razão, gosto e prefiro fazer o planejamento dos meus
clientes com três dias no mínimo.
Quando você tem um planejamento bem-feito e detalhado, os
efeitos de possíveis contratempos são identificados bem antes.
Existe um grande desafio para quem quer criar o hábito de planejar
sua agenda, que é manter essa rotina de sempre estar elaborando, de
forma correta, sua agenda.
Uma maneira muito boa para você elaborar seu planejamento é
utilizar a ferramenta SMART.
Quando você tiver um objetivo, a ferramenta SMART irá ajudar a
planejar sua realização e não deixar você perder o foco.

Traduzindo a sigla SMART:


S – Específico = Precisão nos detalhes do objetivo.
M – Mensurável = O objetivo deve ser possível de medir.
A – Atingível = Deve ser possível de realizar, ainda que em
partes.
R – Relevante = Deve ser importante, alinhado com o FOCO.
T – Temporal = Deve ter um prazo para ser alcançado, ainda
que em partes.

Planejar significa definir um conjunto de ações.


Quando for o momento para planejar seu dia, sua semana, seu mês,
procure estar totalmente concentrado.
E quando for avaliar como foi sua produtividade naquela semana ou
naquele período que você estipulou, outra ferramenta que gosto e
utilizo muito é a SWOT.
Entendendo a ferramenta SWOT: Forças, Oportunidades, Fraquezas
e Ameaças.
Pegue a meta que você tinha estipulado, analise o que você tinha
proposto para realizar naquele período e observe quais foram as forças:
O que lhe ajudou? O que lhe motivou?
Depois, sempre pensando em como foi a sua semana ou período que
você estipulou, quais foram as oportunidades que você aproveitou e lhe
ajudaram?
Seguindo, quais foram as fraquezas. O que foi muito difícil para
realizar? E o que você não fez por não saber?
Por fim, quais foram as ameaças? O que tentou lhe atrapalhar? Com
o quê você teve que dobrar a atenção?
Todas essas informações irão servir para você montar sua nova
META, para você montar seu novo planejamento.
E assim, você irá caminhando, dia após dia, semana após semana,
priorizando suas ações e planejando suas metas.

5.4 Foco
Para muitos, ter mais de uma atividade é extremamente estressante,
e isso reduz sua produtividade de uma forma gigantesca.
E quando me refiro a várias formas de atividade, estou incluindo,
também, ações básicas como: maneiras de conversar, rotinas,
expectativas e formas de trabalhar com outras pessoas.
Sabendo disso, como gerenciar seu tempo e manter o foco?
Vou trazer algumas dicas de como você pode manter o foco mesmo
tendo um ambiente divergente.

1- Tenha uma agenda.


2- Saiba gerir essa agenda.
3- Tenha METAS do dia.
4- Defina o tempo de cada atividade.
5- Aprenda a delegar tarefas.
6- Separe o que é Importante X que é Urgente.
7- Dê pausas.
8- Aprenda a dizer não.
9- Faça uma coisa de cada vez.

Cada pessoa tem que encontrar a sua maneira para melhor fazer o
Gerenciamento do Tempo. Uma coisa é certa: Independente do número
de horas que se tenha pela frente, sem foco não há como administrar o
tempo.
Ficou claro para você? A intenção é fazê-lo refletir sobre como seu
tempo está sendo organizado e planejado, para, assim, ajudá-lo a
executar suas tarefas com mais qualidade.
6.1 Prerrogativas do Advogado
Antes de tudo, para ser um bom advogado, é preciso que se conheça
as prerrogativas inerentes à profissão.
As prerrogativas dos advogados estão previstas pela Lei nº 8.906/94,
em seus artigos 6º e 7º. Esta lei garante ainda que o profissional tem “o
direito de exercer a defesa plena de seus clientes, com independência e
autonomia, sem temor do magistrado, do representante do Ministério
Público ou de qualquer autoridade que possa tentar constrangê-lo ou
diminuir o seu papel enquanto defensor das liberdades.”5
Fica garantido, por exemplo, que um advogado tenha acesso a
qualquer processo, até mesmo sem uma procuração, desde que não
esteja em segredo de justiça, ou nos casos de ações penais e inquéritos
protegidos por sigilo judicial. São garantias fundamentais, previstas em
lei, criadas para assegurar o amplo direito de defesa.
As prerrogativas profissionais não devem, de forma nenhuma, se
misturar ou comparar com privilégios, tendo em vista que tratam apenas
de estabelecer garantias para o advogado enquanto representante dos
direitos de seus clientes.

Separamos uma lista com as mais importantes prerrogativas,


para lhe servir de auxílio:

• Receber tratamento à altura da dignidade da advocacia. Não há


hierarquia nem subordinação entre advogados, magistrados e
membros do Ministério Público, devendo todos tratarem-se com
consideração e respeito recíprocos.

• Exercer, com liberdade, a profissão em todo o território nacional.

• a inviolabilidade de seu escritório ou local de trabalho, bem como de


seus instrumentos de trabalho, de sua correspondência escrita,
eletrônica, telefônica e telemática, desde que relativas ao exercício da
advocacia.
• Estar frente a frente com o seu cliente, até mesmo quando se tratar
de preso incomunicável. A comunicação não se limita ao contato
físico, mas abrange também a troca de correspondências,
telefonemas ou qualquer outro meio de contato, aos quais deve
igualmente ser resguardado o sigilo profissional.

• Ter a presença de representante da OAB, sob pena de nulidade do


ato praticado, quando preso em flagrante no efetivo exercício
profissional.

• Não ser preso cautelarmente, antes de sentença condenatória


transitada em julgado, senão em sala de Estado-Maior, com
instalações e comodidades condignas, e, na ausência desta, em prisão
domiciliar.
• Ter acesso livre às salas de sessões dos tribunais, inclusive ao espaço
reservado aos magistrados.

• Ter acesso livre nas salas e dependências de audiências, secretarias,


cartórios, ofícios de justiça, serviços notariais e de registro, e, no caso
de delegacias e prisões, mesmo fora da hora de expediente e
independentemente da presença de seus titulares.

• Ingressar livremente em qualquer edifício ou recinto em que funcione


repartição judicial ou outro serviço público em que o advogado deva
praticar ato, obter prova ou informação de que necessite para o
exercício de sua profissão.

• Ingressar livremente em qualquer assembleia ou reunião de que


participe ou possa participar o seu cliente, ou perante a qual este
deve comparecer, desde que munido de poderes especiais.

• Permanecer sentado ou em pé e retirar-se de quaisquer locais


indicados nos 4 itens anteriores, independentemente de licença.

• Dirigir-se diretamente aos magistrados nas salas e gabinetes de


trabalho, independentemente de horário previamente marcado ou
outra condição, observando-se a ordem de chegada.

• Usar da palavra, pela ordem, em qualquer juízo ou tribunal, mediante


intervenção sumária, para esclarecer equívoco ou dúvida surgida em
relação a fatos, documentos ou afirmações que influam no
julgamento, bem como para replicar acusação ou censura que lhe
forem feitas.

• Reclamar, oralmente ou por escrito, perante qualquer juízo, tribunal


ou autoridade, contra a inobservância de preceito de lei, regulamento
ou regimento.

• Permanecer, sentado ou em pé, bem como de se retirar, sem


necessidade de pedir autorização a quem quer que seja.

• Ter vista dos processos judiciais ou administrativos de qualquer


natureza, em cartório ou na repartição competente, ou retirá-los
pelos prazos legais.

• Retirar autos de processos findos, mesmo sem procuração, pelo


prazo de dez dias.

* Confira a íntegra da lei nº 8.906/94.

Importante fazer a ressalva de que, em sua rotina de trabalho, os


advogados enfrentam graves restrições para fazer valer suas
prerrogativas, a ponto de não ser difícil encontrar cidadãos mantidos
presos, por razões que seus advogados desconhecem.
Quem vive da advocacia sabe muito bem que, diariamente, em todo
Brasil, no interior e nas capitais, profissionais são constrangidos e
maltratados por autoridades. E não são poucos os advogados que já
receberam voz de prisão ao insistir em fazer valer suas prerrogativas
profissionais para defender um cliente. Por isso a importância da
informação e da conscientização como caminhos lícitos para fazer valer
esta iniciativa de defender as prerrogativas dessas violações.
Você que é advogado, não deixe de baixar o aplicativo Prerrogativas
Mobile6:
7.1 Atendimento ao Cliente
Vamos supor que você aplicou todas as técnicas de
Empreendedorismo e Marketing dentro da sua advocacia que até aqui
foram ensinadas e que o seu primeiro cliente finalmente entrou em
contato para marcar um atendimento.
O atendimento ao cliente dentro da advocacia exige cuidados
essenciais para que você, como profissional, transmita uma boa imagem
e para que haja o devido reconhecimento por sua capacidade
profissional e administrativa. Principalmente em início de carreira, o
advogado deve investir na qualidade do atendimento ao cliente, dando-
lhe a atenção necessária e atendendo suas necessidades.
O primeiro contato no atendimento ao cliente é o divisor de águas
num relacionamento que pode durar muito tempo. Para o cliente, este é
o momento em que ele poderá comprovar tudo o que imaginou a
respeito do advogado e, para o advogado a oportunidade ideal para
conseguir a confiança do cliente e lhe mostrar o quanto é capaz de
ajudá-lo, profissionalmente.
Para melhorar o atendimento ao cliente, é necessário, antes,
trabalhar a insegurança e o nervosismo, naturais das primeiras tratativas.
Tenha sempre em mente que você é um profissional capacitado e confie
no seu taco. A constante prática do bom atendimento é que pode
melhorar o relacionamento com o cliente, permitindo que, com o
tempo, você possa fazer todos os ajustes de comportamento e de
conduta, mostrando sua competência e habilidade.
Passe confiança ao seu cliente. Mostre-lhe possíveis soluções para o
seu problema, afinal, o trabalho de um advogado nada mais é do que
resolver problemas e o seu cliente não lhe procuraria se não tivesse um.
Seja íntegro e honesto. Não garanta resultado. Quando você é
honesto com seu cliente sobre eventuais possibilidades de êxito em
determinada demanda, ao contrário do que muitos imaginam, você o
aproxima mais de colocar a assinatura dele no seu contrato de
honorários, por ter sido claro e lhe explicado as reais possibilidades.
Lembre-se, a advocacia é uma atividade meio e não uma atividade fim. É
antiético garantir qualquer resultado, por mais óbvio que seja o seu
êxito.
Também é preciso sempre ter o cuidado de usar o vocabulário
correto com a pessoa correta. Ao falar com uma pessoa mais humilde,
procure manter uma conversa sincera, certificando-se que o cliente
entenda o que está ouvindo.
O cliente é especial – esta deve ser a principal regra!
Em qualquer atendimento, o cliente precisa sentir que é uma pessoa
especial, que está sendo respeitado e valorizado. Esse atendimento ao
cliente é feito desde as menores atitudes e, portanto, sempre que surgir
um novo cliente, ele deve ser respeitado como uma pessoa que precisa
ter seus problemas resolvidos.
É preciso demonstrar interesse pela sua história, ouvir atentamente
o que ele tem a dizer, tratá-lo pelo nome, fazer com que se sinta
confortável, deixá-lo tranquilo e com capacidade de se expressar.
Lembre-se, ainda, que você precisa estar, pelo menos, apresentável,
bem vestido. Não estamos falando de roupas caras ou de grife, mas, sim,
de roupas discretas, que passem um ar de seriedade, uma maquiagem
ajuizada ou uma gravata bem posta.
Invista numa advocacia que cuida do atendimento ao cliente,
certamente terá melhores condições de mostrar a capacidade e a
habilidade do advogado que o comanda.

7.2 Modelos de Fichas de Atendimento

7.2.1 Modelo de ficha de atendimento


previdenciário:

FICHA DE ATENDIMENTO A CLIENTE – DIREITO PREVIDENCIÁRIO

(1) Dados do cliente


Nome do segurado:

Nome do dependente (se for o caso):

Endereço completo:
Profissão:

Data de Nascimento: ___________________________________ Grau de


escolaridade: _________________________ Telefone:
_______________________________________ E-mail:
________________

Estado civil: _____________________________________________

NIT: _________________________

NIT: _________________________ (observar se há mais de um NIT).

Nome da mãe:

RG: _________________________ CPF: _______________________

CTPS*: __________________ Série: __________________________


* (tirar cópia de todas as páginas que tenham algo escrito)
NB (Número do Benefício):

NB (Número do Benefício):

NB (Número do Benefício):

CADSENHA**: _____________________________** se não tiver, ir ao


INSS requerer.

(2) Entrevista

1) Exerceu atividade rural? (  ) SIM (  ) NÃO


Descreva:

2) Já trabalhou em atividade especiais (insalubres)? (  ) SIM (  ) NÃO


Descreva:

3) Estudou em escola técnica (SENAI/SENAC) como aluno-aprendiz? (pegar


certidão em caso positivo) (  ) SIM (  ) NÃO

4) Já foi ministro de confissão religiosa (seminarista)? (  ) SIM (  ) NÃO

5) Exerceu serviço militar obrigatório? (  ) SIM (  ) NÃO

6) Já entrou com ação trabalhista contra empresa? (  ) SIM (  ) NÃO


Descreva:

7) Trabalhou sem registro na carteira? (  ) SIM (  ) NÃO


Se sim, qual(is) período(s)?

8) Já foi pescador artesanal? (  ) SIM (  ) NÃO

9) Já fez pedido administrativo de benefício no INSS? (  ) SIM (  ) NÃO


Descreva:
10) Já entrou com ação contra o INSS? (  ) SIM (  ) NÃO
Descreva:

(3) Agendar
(  ) Acerto de CNIS (atualização de cadastro / senha)
(  ) CADSENHA
(  ) Processo administrativo
(  ) Benefício por incapacidade
(  ) Aposentadoria __________________
(  ) LOAS (  ) Idoso (  ) Deficiente
(  ) Outro(s):

(4) Requerer Documentos


(  ) Documentos pessoais (RG e CPF)
(  ) Comprovante de residência recente (últimos 30 dias)
(  ) Requerimento administrativo / negativa do INSS
(  ) Processo Administrativo – PA
(   ) CTC – Certidão de tempo de contribuição (caso tenha trabalhado no
serviço público)
(  ) PPP / Laudo Técnico De Atividades Especiais (em caso de insalubridade)
(  ) Certidão de trabalho como aluno aprendiz em escola técnica
(  ) Provas de atividade de seminarista ou similar
(  ) Certificado de reservista (para provar serviço militar obrigatório)
(   ) Documentos médicos (exames, laudos, receituários) (em caso de
benefício por incapacidade)
(  ) Provas de trabalho rural (em caso de haver tempo rural). Exemplos de
documentos para comprovação de trabalho rural (os documentos podem ser
próprios ou do pai ou marido – arrimo de família)
(  ) Documentos de posse ou propriedade de terra
(  ) Certidão de casamento
(  ) Certidão de nascimento (própria, dos filhos, dos irmãos)
(  ) Diploma / cadastro / livro de presença de escola rural
(  ) Certidão eleitoral
(  ) Certificado de reservista ou de dispensa da incorporação, etc.

Ver Art. 54 da IN 77/2015


(  ) Provas de trabalho urbano
(  ) Ficha de registro de empregado
(  ) Folha de pagamento / holerites
(  ) Extrato de FGTS
(  ) Termo de rescisão contratual

Ver art. 10 da IN 77/2015


(  ) Provas de união estável – ver art. 135 da IN 77/2015
(  ) Provas de dependência econômica. Obs.: ajuda pontual não gera direito.
Exemplos de documentos para comprovação de dependência econômica
(   ) Cartões de lojas (Renner, etc.), supermercados (em nome do titular,
com extra para o dependente)
(  ) Transferências bancárias constantes
(  ) Pagamentos de cuidadores / asilo
(  ) Pagamento de condomínio
(  ) Pagamento de farmácia, cesta básica
(  ) Convênio funerário
(  ) Dependente morar no imóvel do falecido
(  ) Carteirinha de clube, no qual conste como dependente do titular
(  ) Conta em mercado (caderneta), etc.

Ver art. 135 da IN 77/2015


(  ) Certidão de nascimento (em caso de salário-maternidade)
(  ) Holerite
(  ) CNIS (completo – vínculos e contribuições)
(  ) Microfichas de contribuições (contribuições anteriores a 1985 que não
aparecem no CNIS)

Obs.: nas microfichas, às vezes, aparece o número de contribuições feitas


por determinado segurado, mas não aparecem cada uma delas
discriminadas. O INSS costumava considerar apenas as contribuições
discriminadas. Caso o número de contribuições indicadas na microficha
sejam maiores que as discriminadas, solicite que o INSS abra um chamado
na Dataprev, para discriminar contribuições indicadas e não mostrada na
microficha.
(  ) CADSENHA
(  ) Carta de Concessão e Memória de Cálculo
(  ) Extrato de pagamentos (valor do último benefício)
(  ) HISCRE detalhado / (  ) INFBEN / (  ) CONBAS / (  ) REVSIT / (  )
CONREV
(  ) Outros:

(5) Indicação de testemunhas

1) Nome:_______________________________________________
RG: _________________________ CPF: ______________________
Endereço completo:

Profissão:

Data de Nascimento: _____________ Estado civil: _______________


Telefone: _____________________________
E-mail: _________________________________________________
Resumo do que esta testemunha sabe sobre os fatos:
2) Nome:________________________________________________
RG: _________________________ CPF: ______________________
Endereço completo:

Profissão:

Data de Nascimento: _____________ Estado civil: _______________

Telefone: _____________________________

E-mail: _________________________________________________

Resumo do que esta testemunha sabe sobre os fatos:


(6) CNIS ou CTPS
Período de vínculo – Admissão: ___/___/______
Demissão: ___/___/______
Foi registrado em carteira? (  ) SIM (  ) NÃO
Data do registro: ___/___/______
Função exercida: ____________________________
Último salário: R$ ______________________
Teve alteração salarial durante o período contratual? (  ) SIM (  ) NÃO
Tipo de dispensa: (  ) justa causa (  ) sem justa causa (  ) outro motivo
Motivo da demissão (relatar):
Horário contratual de trabalho:

Horário efetivamente cumprido:

Dias da semana:

Tinha intervalo para refeições? (  ) SIM (  ) NÃO


Quanto tempo?______________________
Marcava cartão (  ) SIM (  ) NÃO ou assinava livro de ponto? (  ) SIM (  )
NÃO
Registrava os horários corretos no cartão (  ) SIM (  ) NÃO ou no livro (  )
SIM (  ) NÃO
Se não registrava, explique os motivos:

(7) Quais direitos pretende reclamar? (assinale com x o item desejado)

1) (  ) Concessão de benefício. Tipo:


2) (  ) Revisão de benefício. Tipo:

3) (  ) Outros. Especifique:

4) (  ) Documentos. Quais?
(8) Outras informações / Histórico da lide
Assumo total responsabilidade pelos dados e informações aqui prestados.

Data: ___/___/______ Local: _______________________________

Nome completo por extenso:

Assinatura:

7.2.2 Modelo de atendimento trabalhista:

FICHA DE ENTREVISTA COM O CLIENTE RECLAMANTE /


TRABALHISTA

DATA DA ENTREVISTA: _______/_______/_______


RESPONSÁVEL: ____________________________

I - QUALIFICAÇÃO DO RECLAMANTE
Nome ______________________________________; Nacionalidade
_________________; Naturalidade ___________________; Estado Civil
_______________; Profissão __________________________; RG
__________________; órgão emissor ________, CPF ______________;
PIS _______________; CTPS _________, SÉRIE __________________;
Endereço:
__________________________________________________________
__________________________________________________________
_______________________;
Nome da Mãe:___________________________________________;

II - QUALIFICAÇÃO DA RECLAMADA

Réu/Ré_________________________________________________
Endereço:______________________________________________;
CNPJ __________________________________________________;
Chamar sócios à lide? _______, Se positivo, colocar nomes e endereços em
folha anexa.

III – CASO CONTADO PELO CLIENTE – SEMPRE CONFERIR COM


DOCUMENTAÇÃO (SE POSSÍVEL).

A) Informações sobre admissão e demissão:

Admitido em ___/_____/______;
Dispensado em _____/_______/__________;
Motivo da dispensa: _______________________________________;
Foi pré-avisado? _____; Teve a CTPS anotada? ____________________;
Recebeu o pagamento das verbas rescisórias?          _____, quando?
_____/___/____;
Remuneração: ______________; Função: ______________________;
Quais atribuições desempenhava na empresa? ____________________
_______________________________________________________;
B) Informações sobre possível equiparação salarial:

Havia alguém que desempenhasse as mesmas atribuições e ganhasse salário


maior? __________, Quem? ___________________________;
Quanto ele(a) ganhava? ____________________________________;
Sabe há quanto tempo essa pessoa desempenhava a função antes de você
passar a exercê-la? ______________; Havia diferença de produtividade
entre o (a) Sr.(a) e essa pessoa? ____________________, havia diferença
de perfeição técnica entre o (a) Sr. (a) e essa pessoa
__________________, ela tinha alguma capacitação técnica além daquela
que o (a) Sr. (a) tem? _____________, qual?
_______________________; Tinha alguma atribuição ou responsabilidade
inerente a esta pessoa e que o (a) Senhor (a) não exercesse?
_______, Qual (is)?________________________________________;

C) Informações sobre jornada de trabalho e horas extras:

Horário de trabalho:
__________________________________________________________
__________________________________________________________
__________________________________________________________
______________________________;
Tinha intervalo para descanso e refeição? ___, quanto tempo?
_______________; Trabalhava aos domingos? ___, em qual horário?
___________________________; Trabalhava em dias de feriados? , em
qual horário? ______________________; Recebia pagamento de horas
extras? ___________________________________;
Recebia algum valor por fora? ________________________________
Recebia comissões? ________________________________________
Havia algum tipo de controle de ponto? _________________________;
Eram registrados corretamente os horários de entrada e saída?
_______________________;
Assinou algum acordo para compensação de jornada? _____________;
Qual o Sindicato da sua Categoria? ____________________________;
Sabe dizer se existe acordo, convenção ou dissídio coletivo do trabalho?
______,
Tirou todas as férias ou as recebeu? ___________________________

D) Informações sobre jornada e ambiente de trabalho:

Já sofreu algum tipo de perseguição por parte de superior hierárquico, ou


algum tipo de assédio? ______, de que tipo? _____________________
_______________________________________________________;
Sofreu constrangimentos ou humilhações? _____ descrever
__________________________________________________________
__________________________________________________________
___;
Durante a relação empregatícia desenvolveu alguma doença profissional ou
sofreu acidente do trabalho? ______, de que tipo?
__________________________________________________________
____________,
Quanto tempo ficou afastado (a) do emprego? ____________________;
Tem mais algum fato que o(a) Senhor (a) se lembre e que possa ser
relevante para a causa?
__________________________________________________________
__________________________________________________________
__________________________________________;
Trabalhava em local insalubre ou perigoso?_______________________
Outros fatos:
__________________________________________________________
__________________________________________________________
_____________________________;

E) Informações gerais:

Há algum valor que o reclamante acha que deveria receber e não recebeu?

Recebia vales-transportes? __________ quantas conduções utilizava?

Quais linhas? ____- Qual o valor da passagem?

Recebia ticket-refeição, cesta básica, ou era fornecida alguma alimentação?


________; Esse serviço foi cortado em algum período?

Fazia mais de uma função? _________ – Qual?

Recebia acúmulo de função?

Tinha paradigma?

F) Informações acessórias:
G) O QUE DEVE SER PLEITEADO NA INICIAL?

Declaro para os devidos fins que as informações acima são verdadeiras e


correspondem aos fatos que ocorreram na minha relação de trabalho.

______________, _____/______/______________

Assinatura: ______________________________________________.

7.2.3 Modelos de atendimento aplicado a


Divórcio, Reconhecimento e
Dissolução de União Estável:

FICHA PARA ATENDIMENTO

CLIENTE
NOME: _________________________________________________
ENDEREÇO: ____________________________________________
CPF/MF:__________________ RG: _________________ SSP/______
DT Nasc. ___/___/______ Tel. Resid.: _________ Tel. Rec.:________
E-mail: __________________________________________________

REPRESENTANTE LEGAL / DOCUMENTOS PESSOAIS:


NOME:
ENDEREÇO:
CPF/MF:__________________ RG: _________________ SSP/______
DT Nasc. ___/___/______ Tel. Resid.: _________ Tel. Rec.:________
E-mail: __________________________________________________
ESTADO CIVIL: ________________ PROFISSÃO: ______________

PARTE CONTRÁRIA
RAZÃO SOCIAL / NOME: _________________________________
ENDEREÇO: ____________________________________________
CPF/CNPJ:________________ RG: _________________ SSP/______
(  ) L.I.N.S. (  ) INS. ESTADUAL (  ) INSC. MUNICIPAL
Nº: ____________________________________________________

DADOS PROCESSUAIS
COMPETÊNCIA PARA COGNIÇÃO: ________________________
NECESSIDADES: _________________________________________

NATUREZA DA CAUSA:
(  ) CIVIL
(  ) EMPRESARIAL
(  ) CONSUMIDOR
(  ) OUTRO ESPECIFICAR: _________________________________

(  ) JUDICIAL CONTENCIOSO
(  ) JUDICIAL VOLUNTÁRIO
(  ) ADMINISTRATIVO
(  ) OUTRO ESPECIFICAR: _________________________________

PROCESSO:
(  ) CONHECIMENTO
(  ) EXECUÇÃO
(  ) CONSUMIDOR

PROCEDIMENTO:
(  ) ORDINÁRIO
(  ) SUMÁRIO
(  ) ESPECIAL

(  ) OUTRO ESPECIFICAR: _________________________________

FEITO Nº: ______ VARA: _____ OFÍCIO: _____ COMARCA: _____

DATA DA ENTRADA: ___/___/______

VALOR DA CAUSA: R$ _____

RECONHECIMENTO E DISSOLUÇÃO DE SOCIEDADE


CONJUGAL DE FATO:

RELATO DOS FATOS:


Desde quando passaram a viver em união?

Os companheiros, atualmente, encontram-se juntos ou separados?

Se separados, desde quando?

Possuem filhos? (nomes e idades)

Sob a guarda de quem estão e ficarão os filhos?


Como ficarão as visitas (guarda compartilhada)?

Haverá pagamento de pensão para os filhos? (valor – forma de


pagamento)

E para os companheiros, haverá pensão?

Existem bens a partilhar? (descrever e valorar)


Como se dará a partilha dos bens?

Informações acessórias e relevantes:

Declaro que as informações prestadas são expressões da verdade,


responsabilizando-me civil e criminalmente pela integralidade de seu
conteúdo.

Assinatura do Cliente: _____________________________________


Data: _____/_____/__________

ROL DE DOCUMENTOS
Solicitar sempre cópia de cada documento, frente e verso.
1. Comprovante de renda (somam-se as rendas, determinar carência
econômica);

2. Comprovante de residência;
3. RG e CPF;
4. Certidão de nascimento dos filhos menores;
5. Documentos dos bens (Escrituras, Documento do carro, etc.);

6. Procurações;

7. Declarações de Insuficiência Econômica;


8. Rol de testemunhas (com endereço completo e profissão, para
comprovar lapso temporal);
9. Outros que se fizerem necessários.
8.1 Precificação

8.1.1 Cobrar ou não cobrar consulta


Uma das maiores dúvidas, que vem a ser um dos temas mais
polêmicos no meio jurídico, gira em torno da cobrança de consulta por
um advogado. É uma questão que divide opiniões e uma das maiores
responsáveis por essa discussão, sem dúvida, é a competitividade do
mercado jurídico nos últimos anos.
Alguns advogados consideram a dispensa desta cobrança um meio de
conseguir clientes, embora essa situação não possa ser considerada
como regra. Pode-se também argumentar que cada profissional tenha
suas próprias razões para cobrar ou não pela consulta jurídica.
Analisando os dois lados deste embate, mister se faz entender que
não temos uma verdade absoluta quando tratamos de valores para este
tipo de serviços, embora tenhamos uma tabela de honorários que nos
serve como parâmetro, em cada seccional. Afora tudo isso, o que deve
ser levado em consideração, não é somente o valor em dinheiro, mas,
sim, o que move o advogado para o exercício de sua profissão.
O cliente enxerga o advogado muito mais do que apenas um
profissional que está se dispondo a lutar pelos seus direitos, tornando-
se, ao longo do tempo, um confidente, um amigo, um direcionador e
apoio para uma grande gama de problemas.
Assim sendo, na hora de decidir, o próprio advogado é quem deve
ter sua opinião, baseado em suas necessidades e nas opiniões que puder
ter a respeito do assunto.

Por que eu devo cobrar pela consulta?


Ora, a consulta é cobrada por praticamente todos os profissionais
liberais, como dentistas, psicólogos, médicos e outros. Ao marcar uma
consulta, o cliente já sabe que terá de pagar por ela, uma vez que
ninguém trabalha de graça.
Analisando desta forma, devemos ter em mente que, com o
advogado, não pode ser diferente. Assim como os outros profissionais, o
advogado tem seu trabalho, do qual se sustenta, tendo estudado anos e
anos para ter o conhecimento, a habilidade e a capacidade de resolver
os problemas jurídicos de qualquer pessoa.
Quando um advogado fica inseguro ou não se sente confortável em
cobrar pela consultoria jurídica ou até mesmo pelos seus honorários, ele
demonstra nada mais do que falta de confiança em si próprio e em seus
conhecimentos para a prestação dos serviços exigidos pelo cliente.
Evidentemente, que, como tudo no direito, vai depender do caso,
variando de acordo com a situação. Se, ao final da consulta, o seu cliente
já desejar fechar contrato, imediatamente, este valor pode ser
desconsiderado ou abatido do valor dos honorários iniciais, por
exemplo.
Há alguns locais no Brasil em que há o costume de não se cobrar
nem consulta nem honorários iniciais para causas trabalhistas, por
exemplo; uma vez que se leva em consideração a situação de
vulnerabilidade daquele que, na maioria das vezes, se encontra
desempregado.
O Código de Ética da OAB traz a regulamentação da atuação “pro
bono” e, em casos específicos, o advogado pode agir dessa forma, desde
que tenha analisado o caso e verificado se deve ou não agir de forma a
atender um cliente sem cobrar.
Alguns profissionais de Direito, no entanto, também encontram
razões para não cobrar pela consulta, principalmente os que trabalham
em Estados mais pobres, quando a cobrança da consulta se torna um
empecilho para conseguir novos clientes.
Outros, por seu lado, não cobram pela consulta jurídica para não ter
que assumir alguns casos, ou seja, usam do artifício para filtrar os casos
que querem ou não pegar, optando sempre por aqueles que lhes tragam
melhor retorno financeiro.
Como não existe uma regra específica, a decisão pela cobrança ou
não da consulta jurídica é um caso pessoal. O único cuidado que o
advogado deve ter é não prejudicar sua própria classe e respeitar os
colegas, não se tornando um concorrente desleal.

8.1.2 Tabela de Honorários Advocatícios –


Seguir ou não seguir?
Fundamental tratar inicialmente sobre o valor mínimo que um
advogado deve cobrar ao prestar seus serviços. Sim, advogados estão
obrigados a cobrar um mínimo por seus serviços.
Ora, a profissão da advocacia é regulada principalmente por duas
normas: O Código de Ética e Disciplina da OAB e o Estatuto da
Advocacia – Lei nº 8.906/94.
Em seu art. 39, o Código de Ética determina que a cobrança de
honorários abaixo da tabela da OAB é considerada “captação de
clientes”. Já explico o que é captação de clientes. Antes, vejamos o
artigo:

Art. 39. A celebração de convênios para prestação de


serviços jurídicos com redução dos valores estabelecidos na
Tabela de Honorários implica captação de clientes ou causa,
salvo se as condições peculiares da necessidade e dos
carentes puderem ser demonstradas com a devida
antecedência ao respectivo Tribunal de Ética e Disciplina,
que deve analisar a sua oportunidade.

Ainda, o artigo 34, inciso IV, do Estatuto da Advocacia diz que


constitui infração disciplinar captar clientes. O advogado que comete
infração disciplinar pode ser punido com sanções disciplinares que
podem ser multa, censura, suspensão e até a exclusão (arts. 35 a 39 do
Estatuto).

Art. 34. Constitui infração disciplinar:


(…)
IV – angariar ou captar causas, com ou sem a intervenção de
terceiros;
(…)

O artigo 41 do Código de Ética também comanda que os honorários


não sejam fixados abaixo da tabela:

Art. 41. O advogado deve evitar o aviltamento de valores dos


serviços profissionais, não os fixando de forma irrisória ou
inferior ao mínimo fixado pela Tabela de Honorários, salvo
motivo plenamente justificável.
Visto isso, passamos agora a entender o que é Captação de Clientes:
Captar significa atrair, conquistar. E, a princípio, não há nada de errado
em captar clientes, quando isso é feito de forma ética. Existem muitas
técnicas de marketing jurídico ético.
O correto, na verdade, para a infração disciplinar, é captação
indevida de clientes (ou clientela). Essa captação indevida de clientela
acontece quando o advogado busca conquistar clientes de forma
antiética, ou seja, desrespeitando o seu código. E uma dessas formas é o
oferecimento de serviços jurídicos gratuitos ou cobrança de honorários
muito abaixo da tabela.
A tabela serve justamente para evitar a concorrência desleal,
impedindo que, por exemplo, grandes escritórios de advocacia atraiam
grande número de clientes pela oferta de honorários muito baixos,
eliminando os concorrentes que não tenham a capacidade de reduzir
custos.
Imperioso ressaltar, porém, que esta é uma questão bastante
polêmica e discutida no meio jurídico. Primeiro, ao não cobrar muito
por processo (ganha-se no volume), não se tem como arcar com
diligências vultosas. De modo que os advogados que acham que vão
ganhar mais com a tabela sendo obrigatória, vão cair do cavalo, pois vão
é deixar de trabalhar.
Não podemos esquecer que precisamos “funcionar” e para
“funcionar” precisamos de dinheiro; ora, como serão cumpridas as
diligências, audiências, etc.?
Ainda com relação à tabela de honorários da OAB sendo obrigatória,
coisa que os Conselheiros Federais podem modificar (e o deveriam para
o bem da sociedade), há outro ponto. Em muitos casos a tabela, que é
de valores mínimos, possui preços que vão além da realidade de um país
com umas das piores distribuições de renda do mundo. O advogado que
não consegue cobrar esses valores, porque a parte não tem como pagar,
deverá dispensar o cliente, encaminhando-o para a Defensoria Pública?
Isto é razoável? Deixo-lhes aqui com este questionamento, para
reflexão.
Seguindo ainda neste viés, da mesma forma que existe um limite
mínimo para a cobrança de honorários, também existe um limite
máximo.
De acordo com o artigo 38 do Código de Ética, o valor dos
honorários advocatícios, somados os contratuais e os sucumbenciais,
não pode ser superior ao que a parte irá receber em razão do processo.

Art. 38. Na hipótese da adoção de cláusula “quota litis”, os


honorários devem ser necessariamente representados por
pecúnia e, quando acrescidos dos de honorários da
sucumbência, não podem ser superiores às vantagens
advindas em favor do constituinte ou do cliente.

Assim sendo, de acordo com a letra fria de lei, seria ético o


advogado ficar com até 50% do proveito econômico do processo e o
cliente, com 50%.

8.1.3 Precificação logo após a consulta x


Proposta de Honorários
Seguindo a nossa linha do tempo desenhada até aqui, tratamos de
captação, atendimento, e agora vamos supor que o seu cliente queira
saber quanto você irá cobrar pelos serviços, tendo em vista que está
muito satisfeito com o seu atendimento e, possivelmente, irá lhe
contratar.
Existem duas formas de se passar honorários: A primeira delas é
passar o seu preço logo após a consulta. Para isto, você precisará usar
do bom senso e olhar analítico para constatar que o seu cliente tem
pressa e caso você não lhe passe os valores nesse momento, você corre
o grande risco de perdê-lo.
Desta forma, razoável se faz que você tenha, ao menos, uma noção
de valores (pode usar a tabela), para que, finalmente, haja concordância
mútua e fechamento de contrato.
A outra opção é oferecer uma proposta de honorários, na qual você
poderá, não só impressionar o seu cliente, mas, também, fornecer-lhe
uma solução, ou várias, sem maiores detalhes, como saída para o seu
problema. Esta proposta de honorários deverá ser enviada ao e-mail do
cliente ou entregue por outro meio que for mais razoável. Importante
não demorar muito a enviar, para que o cliente não desista de lhe
contratar.

8.2 Modelo de proposta de Honorários

Local, data.

AO SR. FULANO (À SRTA. FULANA)

DE: [NOME DO ESCRITÓRIO OU ADVOCACIA AUTÔNOMA],


Advocacia com endereço à [endereço completo ou e-mail ou telefone].

Ref.: PROPOSTA DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE ADVOCACIA

Ilmo. Sr., (Ilma. Sra.,)


Consoante conversação prévia, serve a presente para formalização de
proposta de prestação de serviços advocatícios para a V.Sª., com o
anseio de que, brevemente, possamos engendrar profícua parceria de
trabalho.
Ao analisar o caso, conforme reunião, concluímos se tratar de situação
de lesão a moral, a estética e às finanças da cliente.
(Breve Resumo)

Aqui você pode fazer um breve resumo da situação do seu cliente.

Solução: (Exemplo)

Requerer em juízo restituição dos valores pagos pela cirurgia, já que não
obteve o resultado esperado, requerer que o médico seja compelido a
arcar com todos os custos na tentativa de…, requerer indenização por
danos morais, materiais e estéticos.

PROPOSTA
Apresentamos nossa proposta para prestação dos serviços jurídicos da
seguinte forma:

1.Objeto da prestação dos serviços


Prestar ao CLIENTE assistência e consultoria jurídica, no âmbito da
atuação em DIREITO (ÁREA) e PROCESSUAL (ÁREA), realizando o
ajuizamento da Ação de (NOME DA AÇÃO), com base no Art. X,
súmulas YYY, arts. ZZ, dentre outros.

2. Propostas de Honorários:
Para propositura da ação, o cliente pagará ao ESCRITÓRIO a quantia de
R$ 0.000,00 (VALOR POR EXTENSO), sendo abatidos os R$ 000,00 a
título de consulta, vindo a pagar o valor de R$ 0.000,00 (VALOR POR
EXTENSO) podendo ser parcelado em até X vezes.
(Esta é uma estratégia para conquistar ainda mais o cliente, sem que ele
se sinta excessivamente onerado pelo serviço que está contratando, em
caso de consulta técnica cobrada).
Deverá arcar com uma taxa mensal de manutenção, na quantia de R$
00,00 (VALOR POR EXTENSO) com vencimento no Xº dia útil de cada
mês ou outra data que deverá ser acordada previamente, limitado ao
acompanhamento das ações em comento, valor este que somente
começará a ser pago quando quitado o valor de R$ 0.000,00.
Para a atuação no Tribunal (se houver), será cobrado o valor de R$
0.000,00 (VALOR POR EXTENSO).
O valor cobrado por audiência (se houver) é de um R$ 000,00.
Também caberá ao ESCRITÓRIO o percentual de X% (x por cento)
sobre indenizações percebidas em função de êxito na referida demanda;
seja na forma extrajudicial ou judicial.
O valor cobrado a título de consulta inicial será descontado do valor
total a ser pago pelos serviços, conforme especificado acima.

3. Disposições Gerais:
O valor correspondente a honorários de sucumbência, em que a parte
contrária ao CLIENTE for condenada a pagar, será do ESCRITÓRIO; O
CLIENTE arcará com as custas judiciais, emolumentos e quaisquer
outras verbas devidas às serventias da Justiça, na forma da lei aplicável,
na forma do art. 85 do Novo CPC.

4. Aceitação e outras condições


A aceitação da presente proposta se consumará pela aposição das
assinaturas das partes, por ventura, contratantes, em CONTRATO DE
HONORÁRIOS.
Nestes termos, e almejando a formalização de nossa parceria,
aguardamos breve retorno e nos colocamos à disposição para qualquer
esclarecimento que se faça necessário.
Cordialmente,
[NOME DO ESCRITÓRIO OU ADVOCACIA AUTÔNOMA]
ADVOGADO
OAB Nº
9.1 Contrato de Honorários

9.1.1 Como elaborar um Contrato de


Honorários de Sucesso
Imaginando que você seguiu o passo a passo até aqui, o seu cliente
aceitou a sua proposta de honorários e agora você precisa elaborar um
contrato para legalizar o serviço contratado.
Muitos advogados e escritórios de advocacia possuem como praxe
em sua rotina de trabalho o uso de contratos infindáveis e com cláusulas
mirabolantes, que acabam por afastar o cliente ao invés de aproximá-lo.
Desnecessário se torna, portanto, tais contratos, uma vez que,
quanto mais objetivo, mais claro e com os serviços bem delimitados for
o seu contrato de honorários, mais chances você tem de conquista e
mais rápido o seu cliente irá assinar. E não, eu não estou falando que o
contrato deve ter poucas cláusulas, mas, sim, as cláusulas que realmente
são essenciais para garantir a segurança financeira da relação.
A seguir, um modelo de contrato de honorários que fornece a
segurança jurídica ideal e garante uma total execução em caso de
descumprimento.

9.2 Modelo de Contrato de Honorários

CONTRATO DE PRESTAÇÃO
DE SERVIÇOS ADVOCATÍCIOS

Pelo presente instrumento particular, que, entre si, fazem, de um lado


como cliente/contratante e assim doravante indicado, FULANO DE
TAL, brasileiro, solteiro, contador, com CPF sob o nº 000.000.000-00,
residente e domiciliado à [ENDEREÇO COMPLETO], e de outro lado,
como prestadoras de serviço/contratado, assim doravante indicadas, o
(a) advogado (a) [NOME COMPLETO DO ADVOGADO (A)],
(qualificação completa), inscrito (a) na OAB sob o número 00.000, com
endereço profissional à [ENDEREÇO COMPLETO], mediante as
seguintes cláusulas e condições:
Cláusula Primeira – Os Contratados comprometem-se, em
cumprimento ao mandato recebido, pela propositura, acompanhamento
e assistência judicial da competente Ação de…, para resolução do
conflito narrado pelo contratante, envolvendo…, mediante a Justiça
Cível, na Comarca de…, até sentença de 1º grau.
Cláusula Segunda – O Contratante, que reconhece já haver recebido a
orientação preventiva comportamental e jurídica para a consecução dos
serviços, fornecerá às Contratadas os documentos, subsídios e meios
necessários à análise, melhoramento, aprimoramento, confecção,
refazimento e o que necessário for para melhorar a qualidade das peças
processuais acima elencadas, bem como pagarão as despesas judiciais
que decorrem da causa.
Cláusula Terceira – Em remuneração pelos serviços profissionais ora
contratados serão devidos honorários advocatícios, no valor de R$ …
(valor por extenso), a serem parcelados em 3 (três) parcelas, de R$ …
(valor por extenso), sendo a primeira paga no momento da assinatura do
contrato e as demais no mesmo dia de cada mês subsequente.
Parágrafo Primeiro – Ainda, caberá ao escritório a porcentagem de 30%
sobre os valores de condenação recebidos pela contratante.
Parágrafo Segundo – A respectiva quitação será dada quando da emissão
do respectivo recibo de Prestação de Serviços.
Cláusula Quarta – Outras medidas judiciais necessárias, incidentais ou
não, diretas ou indiretas, decorrentes da causa ora contratada, devem
ter novos honorários estimados com a anuência do Contratante.
Cláusula Quinta – Considerar-se-ão vencidos e imediatamente exigíveis
os honorários ora contratados, no caso de a Contratante vir a revogar
ou cassar o mandato outorgado ao Contratado ou a exigir o
substabelecimento sem reservas, sem que este tenha, para isso, dado
causa.
Cláusula Sexta – O Contratante pagará ainda as custas e despesas
judiciais, despesas de viagens, de extração de fotocópias, de
autenticações de documentos, de expedição de certidões, de
interurbanos e quaisquer outras que decorrerem dos serviços ora
contratados, se houver, mediante apresentação de demonstrativos
analíticos pelo Contratado.
Cláusula Sétima – A atuação profissional do Contratado ficará restrita ao
estipulado na Cláusula Primeira deste contrato de honorários.
Cláusula Oitava – Elegem as partes o foro da Comarca de … – Estado
de…, para dirimir controvérsias que possam surgir do presente
contrato.
E por estarem assim justos e contratados, assinam o presente em duas
vias de igual forma e teor, na presença de duas testemunhas, para que
possa produzir todos os seus efeitos de direito.

Local e Data.

___________________________________
FULANO DE TAL
Contratante

___________________________________
ADVOGADO – OAB nº
Contratado

___________________________________
Testemunha 1

___________________________________
Testemunha 2
10.1 Procuração. Como elaborar uma
Procuração corretamente
Assinado o contrato de honorários, para que você possa atuar
representando os interesses do seu cliente em juízo, você precisará que
ele lhe dê poderes para tanto. A forma que se dá poderes a um
advogado para atuar representando qualquer pessoa é através de um
documento chamado de “procuração ad judicia”.
Este capítulo tem por objetivo tecer considerações concernentes ao
mandato procuratório de um advogado.
A Procuração “ad judicia” é a própria para o mandatário-advogado
representar junto ao Poder Judiciário, conforme determina o art. 105 do
Código de Processo Civil. Neste caso, não se aplica a regra do art. 654
do Código Civil, somente a do CPC, de acordo com o art. 692 do CC.
Com esta procuração, o advogado é habilitado a praticar todos os
atos inerentes ao processo. Importante ressaltar que alguns necessitam
de “poderes especiais”, conforme o próprio artigo 105 do CPC
menciona: “…exceto receber citação, confessar, reconhecer a
procedência do pedido, transigir, desistir, renunciar ao direito sobre o
qual se funda a ação, receber, dar quitação, firmar compromisso e
assinar declaração de hipossuficiência econômica, que devem constar de
cláusulas específicas”.
Nesses casos expressos no artigo, para que o advogado possa agir
nesses ditames, será necessária a procuração ad judicia et extra, que
conferirá tais poderes especiais (não necessariamente todos).
Esta procuração pode ser assinada digitalmente, na forma da lei (art.
105, § 1º, do CPC), ou seja, não há a necessidade de reconhecimento
de firma em cartório.

10.2 Modelo de procuração, conforme o


CPC/15

PROCURAÇÃO “AD JUDICIA”

FULANO DE TAL, brasileiro, solteiro, contador, com CPF sob o nº


000.000.000-00, residente e domiciliado à [ENDEREÇO COMPLETO],
nomeia e constitui seu(s) procurador(es) o(s) advogado(s) [NOME
COMPLETO DO ADVOGADO (A)], (qualificação completa), inscrito na
OAB/… (Estado), sob o número 00.000, com endereço profissional na
[ENDEREÇO PROFISSIONAL COMPLETO DO ADVOGADO], a quem
confere poderes para o foro em geral, com a cláusula “ad judicia”, em
qualquer juízo, instância ou Tribunal, podendo propor contra quem de
direito as ações competentes e defendê-lo(a) nas contrárias, seguindo
umas e outras, até final decisão, usando os recursos legais e
acompanhando-o(a), conferindo-lhe, firmar compromissos ou acordos,
receber dinheiro e dar quitação, agindo em conjunto ou separadamente,
podendo ainda substabelecer este instrumento a outrem, com ou sem
reservas de iguais poderes, dando tudo por bom, firme e valioso.

Local e data.

_________________________________________________
FULANO DE TAL
11.1 Gratuidade Judiciária
Antes da propositura da ação cabível, conforme você foi contratado
como advogado para patrocinar, você vai precisar fazer uma análise
inicial para saber se o seu cliente tem direito ao benefício da justiça
gratuita, ou se precisará recolhê-la logo de cara.
É muito importante que haja uma análise consciente a este respeito,
uma vez que o pedido de gratuidade quando não há possibilidade de
comprovação, ou quando a parte tem, comprovadamente, uma
condição financeira acima da média dos brasileiros, isto poderá atrasar o
andamento do processo, ao invés de beneficiar.
O Novo CPC, estabelecido pela Lei nº 13.105, de 16 de Março de
2015, trouxe um interessante regramento acerca do instituto da Justiça
Gratuita, que até então era disciplinado pela Lei nº 1.060, uma legislação
retrógrada, com formação nos remotos anos 50.
Não obstante a jurisprudência tenha formalizado a Lei nº 1.060/50,
com o objetivo de adaptá-la às exigências dos dias atuais, oportuno se
fez a criação de uma legislação moderna sobre o assunto, de modo a
tornar o acesso à justiça, previsto na CRFB como um direito
fundamental, mais eficaz e apto a difundir seus efeitos com maior
segurança.
Importante salientar que o Novo CPC deixa evidente a diferença
existente entre os assuntos da “Gratuidade da Justiça” e da “Assistência
Judiciária Gratuita”, dois institutos que se fundamentam no art. 5º, inciso
LXXIV, da CRFB, que, apesar disto, não se confundem.
A Lei nº 13.105/2015 prevê, em seus Artigos 98 a 102, o novo
regramento da Justiça Gratuita, aplicando, expressamente, os temas já
consolidados pela jurisprudência e doutrina. Verifica-se, inclusive, que o
CPC/15 atua no sentido de empregar, com mais técnica, os
procedimentos do uso do benefício da gratuidade. Finalmente, em seu
Artigo 1.072, inciso III, o Novo CPC cuida de revogar, expressamente,
diversos Artigos da Lei nº 1.060/50.
A partir de então, o Novo CPC passa a consagrar, de forma
expressa, outro entendimento da jurisprudência majoritária, que ainda
encontrava alguns defensores contrários, qual seja, o de que o simples
fato de a parte estar representada por advogado particular no feito não
é causa bastante para o indeferimento do pleito de gratuidade de justiça.
Cuida-se do § 4º do Artigo 99 do Novo CPC.
Também podemos constatar que a lei cuida, expressamente, do
caráter pessoal do benefício da justiça gratuita, em seu Artigo 99, § 6º,
dizendo que não há extensão de seus efeitos aos litisconsortes e nem
mesmo aos sucessores processuais do beneficiário.
Por fim, o Novo CPC, em seu Artigo 105, traz também a exigência
expressa de poderes especiais na procuração, ao advogado da parte que
pleiteia o benefício da justiça gratuita, para assinar declaração de
hipossuficiência econômica.
Dito isto, concluímos que a pessoa natural, logicamente, é
beneficiária da justiça gratuita, ante a sua afirmação, inclusive, por força
do § 3º do Artigo 99 do Novo CPC, de presunção de veracidade.
Ocorre que o Novo CPC traz no Artigo 98, expresso em seu
“caput”, a previsão de que as Pessoas Jurídicas e o estrangeiro também
poderão ser beneficiários da justiça gratuita.
Com relação à pessoa do estrangeiro, verificamos que o Novo CPC
acaba com a restrição feita pela Lei nº 1.060/50, que limitava a aplicação
do benefício ao estrangeiro “residente no país”, conforme Artigo 2º, e
aumenta a incidência da norma, dizendo apenas que o “estrangeiro” fará
jus à concessão do benefício quando preenchido os requisitos legais.
Assim, imperioso ressaltar que o estrangeiro, em sendo pessoa
natural, goza das mesmas benesses do § 3º do Artigo 99 do Novo CPC,
ou seja, da presunção de veracidade da afirmação.
Já no que tange às Pessoas Jurídicas, a jurisprudência atual admite a
concessão dos benefícios da justiça gratuita a estas, desde que
demonstrem necessidade, nos termos do que passou a prever a Súmula
481 do Egrégio Superior Tribunal de Justiça. Não era incomum nos
depararmos com indeferimentos pelo simples fato de ser pessoa jurídica
com fins lucrativos (STJ, REsp 300113, 5ª Turma).
Agora a questão encontra-se mencionada no texto legal do NCPC.
Vejamos:

Art. 98. A pessoa natural ou jurídica, brasileira ou


estrangeira, com insuficiência de recursos para pagar as
custas, as despesas processuais e os honorários advocatícios
têm direito à gratuidade da justiça, na forma da lei.

Desta forma, a condição para o deferimento da gratuidade da justiça


não está em ser pessoa natural ou jurídica, brasileira ou estrangeira, mas,
sim, naquele com insuficiência de recursos para custear o processo.
Parece-nos que a previsão do art. 98 do NCPC corrobora com o
princípio insculpido no art. 5º, LXXIV, da Constituição de 1988:
Art. 5º, LXXIV – O Estado prestará assistência jurídica
integral e gratuita aos que comprovarem insuficiência de
recursos.

Como a CF/88 não faz restrição com relação a condição de pessoa


física ou jurídica, não poderia a lei ou o intérprete fazê-lo. E quando se
fala em pessoa jurídica, entende-se extensível às figuras equiparadas,
como é o caso dos condomínios.
Portanto, é cediço que as pessoas jurídicas, sem restrição de possuir
ou não finalidade lucrativa, passam a ser efetivas destinatárias do
benefício em comento.

11.2 Declaração de Hipossuficiência


Vejamos um modelo de Declaração de Hipossuficiência a ser
assinada pela parte requerente, podendo, ainda, ser feita de próprio
punho.

DECLARAÇÃO DE HIPOSSUFICIÊNCIA

Eu, FULANO DE TAL, brasileiro(a), solteiro(a), contador(a), com CPF


sob o nº 000.000.000-00, residente e domiciliado à [ENDEREÇO
COMPLETO], declaro que, em razão de minha condição financeira, não
posso arcar com o pagamento das custas processuais, sob pena de
implicar em prejuízo próprio e de minha família, nos termos do art. 5º,
LXXIV, da Constituição da República e da Lei nº 1.060/50.
Requeiro, ainda, que o benefício abranja a todos os atos do processo, na
forma do art. 98 do Código de Processo Civil.

Local e Data.
_______________________________
FULANO DE TAL

11.3 Do pagamento de Custas Processuais


Mesmo com tantas previsões de acesso gratuito à justiça, trazidas
pelo novo CPC, há ainda os casos em que este benefício é indeferido de
plano, e mantido o seu indeferimento, mesmo após recurso cabível.
Nestes casos, o autor poderá se valer de duas opções: Pagar
integralmente as custas iniciais, sob pena de extinção sem julgamento de
mérito ou pedir o seu parcelamento, novidade trazida pelo § 6º do art.
98 do NCPC:

§ 6º. Conforme o caso, o juiz poderá conceder direito ao


parcelamento de despesas processuais que o beneficiário
tiver de adiantar no curso do procedimento.

Finalmente, se estabeleceu a existência de um dispositivo legal que


pode fundamentar a pretensão autoral de requerimento do
parcelamento das custas iniciais, vez que o pagamento integral de tal
despesa lhe causaria grande prejuízo ao seu orçamento pessoal.
Importante, por fim, salientar que tal pedido pode ser formulado a
qualquer tempo, isto é, não haverá preclusão ao direito, não podendo
ser o processo suspenso, na forma do art. 99, caput e § 1º, do CPC/15.
12.1 Construindo a PETIÇÃO INICIAL
Você foi contratado por um autor ou autores, em litisconsórcio.
Agora, vamos preparar a sua peça inicial. Sabe-se que a jurisdição é, em
regra, inerte. Ela atua, desde que provocada. É através da petição inicial
que começaremos o processo. A peça exordial seguirá os requisitos
previstos nos arts. 319 e 320 do CPC/2015.
A primeira dica que gostaria de trazer é a necessidade de identificação
do procedimento da demanda.
O procedimento é a forma assumida por um processo. Ele pode ser
comum ou especial.
Nos termos do artigo 318 do CPC, aplica-se a todas as causas o
procedimento comum, salvo disposição em contrário do CPC/15. Logo,
o procedimento que será utilizado na generalidade dos casos é o
COMUM.

ATENÇÃO!

Não dividimos mais o procedimento comum em ordinário e sumário.


Basta mencionar que estamos diante do procedimento comum.
Destaque-se que o procedimento comum se aplica subsidiariamente
aos demais procedimentos especiais e ao processo de execução. Ele é
fonte de aplicação subsidiária.
Os procedimentos especiais, por sua vez, estão dispostos no CPC,
bem como em leis esparsas. No CPC, eles estão dispostos nos arts. 539 e
seguintes. Eles se subdividem em procedimentos especiais de jurisdição
contenciosa e voluntária.
Como exemplos importantes de procedimentos especiais dispostos
em leis extravagantes, citamos o procedimento sumaríssimo estabelecido
na Lei nº 9.099/95.

Identificado o procedimento, vamos iniciar a construção da


peça. Vejamos:

A petição inicial indicará:

• o juízo a que é dirigida;

O endereçamento será sua primeira tarefa.


Ele serve para a identificação da competência.

Confira sempre:
Competência funcional – em regra, conferida ao juízo de primeiro
grau.
Há exceções. Na ação rescisória, por exemplo, você interporá a
demanda diretamente no tribunal.
Competência em razão da matéria – Você a identificará através da
causa de pedir, ou seja, da “história” do seu cliente. Não esqueça de
conferir a lei de organização judiciária do seu Estado.
Competência territorial – confira o foro competente para a
propositura da demanda. Não deixe de conferir o disposto nos arts. 46 a
53 do CPC/15.

Vejamos como fazer:

Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da …. Vara cível


da Comarca de…

Ou

Ao Juízo de Direito da … Vara Cível da Comarca de…

Endereçada sua peça, vamos qualificar as partes. Elas precisam


estar identificadas.
Você destacará:

• os nomes, os prenomes, o estado civil, a existência de união estável, a


profissão, o número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas ou no
Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica, o endereço eletrônico, o
domicílio e a residência do autor e do réu;

O inciso II do art. 319, do CPC, exige a indicação do nome e da


qualificação das partes.
Contudo, não esqueça que em ações contra muitos réus, o nome e a
qualificação de cada um deles podem constar de documento anexo.
Em ações de reintegração de posse, em casos como o de invasões de
terras por integrantes do “Movimento dos Sem Terra”, tem-se com razão
dispensado a indicação do nome de cada um dos invasores, sendo a ação
movida contra os invasores ou ocupantes, citando-se os líderes do
movimento, ou todos, com o uso de megafone. É possível, ainda em
outros casos, que o juiz haja de se contentar com a descrição física do réu
e indicação do lugar em que se encontre.

Algumas observações práticas importantes:


Só declare a união estável que estiver reconhecida. Na via judicial ou
cartorária.
Se houver litisconsórcio, não deixe de qualificá-los.
Se você não possuir todos os dados do réu, você poderá se utilizar do
disposto no parágrafo 1º do art. 319 do CPC. De acordo com tal
disposição, caso não disponha das informações previstas no inciso II do
art. 319 do CPC, poderá o autor, na petição inicial, requerer ao juiz
diligências necessárias à sua obtenção. O juiz poderá oficiar órgãos
públicos para obter tais dados.
Você poderá peticionar nos autos e pedir que o juiz tome
providências.
A petição inicial também não será indeferida se, a despeito da falta de
informações a que se refere o inciso II do art. 319, for possível a citação
do réu.
Por fim, a petição inicial não será indeferida pelo não atendimento das
disposições acima se a obtenção de tais informações tornar impossível ou
excessivamente oneroso o acesso à justiça.

Ainda na qualificação, indique a sua representação.


O art.287 do CPC não pode ser esquecido.
A petição inicial deve vir acompanhada de procuração, que conterá os
endereços do advogado, eletrônico e não eletrônico.

Observe o modelo:

Autor, sobrenome, nacionalidade, estado civil ou existência de união


estável, profissão, inscrito no CPF sob nº…, portador do RG …,
domiciliado e residente na rua.., número…, CEP…, bairro.., cidade…,
estado… e-mail…, por seu advogado regularmente constituído, com
procuração anexa, com endereço profissional situado na rua… onde
receberá as devidas intimações, vem, a presença de Vossa Excelência,
com base legal nos artigos 319 CPC e outros… Propor ação de …. com
pedido de… em desfavor de réu, sobrenome, nacionalidade, estado civil,
profissão, inscrito no CPF sob nº…, portador do RG …, residente e
domiciliado na rua.., número…, CEP…, bairro.., cidade…, estado…,
pelos fatos e fundamentos a seguir delineados:

Depois que você finalizar a qualificação, confira a necessidade


de pedir a gratuidade judiciária e a prioridade de tramitação.

Da concessão dos benefícios da gratuidade judiciária


Ressalta, desde logo, que o autor não possui condições para arcar
com as custas processuais, sem prejuízo do seu próprio sustento ou de
sua família, razão pela qual deverá ser concedido os benefícios da
assistência gratuita, conforme estabelece a Lei nº 1.060 (art.4) e 98 e
seguintes do CPC.
OU
Do recolhimento das custas processuais

Ressalta-se, desde logo, o recolhimento de custas processuais,


conforme guias, anexas.

Da necessidade de prioridade de tramitação


É importante destacar, que o autor é maior de 60 anos, sendo
assegurado o direito fundamental de prioridade de tramitação dos
processos e procedimentos e execução, conforme estabelece o artigo 71
da Lei nº 10.741/03 (estatuto do idoso). (Ou da criança e do adolescente
conforme artigo 152 ECA.) Vide também art. 1.048, do CPC7.
Produzidas essas etapas, vamos redigir os fatos e construir os
fundamentos. Eles também são intitulados de mérito ou do direito.
Escolha um dos termos e insira na sua peça.
Os fatos e os fundamentos jurídicos do pedido
Depois que endereçada e qualificada sua peça, prossiga com a
narrativa dos fatos.
Trata-se de uma etapa muito importante da sua peça. A narrativa dos
fatos, de forma organizada, é fundamental. Utilize uma linguagem clara e
simples. Não se esqueça do cuidado com a forma de se expressar e seja
fiel ao quanto narrado por seu cliente.
Traga os fatos através de uma sequência cronológica e coerente. Você
trará uma ótima impressão para o leitor. Por fim, seja técnico, mas não
rebuscado ao extremo. Nos dias atuais, é imprescindível a utilização de
uma linguagem clara e coesa.

Sigamos!
Determina-se a causa de pedir não apenas com a indicação da relação
jurídica de que se trata (posse, por exemplo), mas também com a
indicação do respectivo fato gerador.
Adotou, assim, o Código, não a teoria da individualização (bastaria a
indicação da relação jurídica correspondente, especialmente nas ações
reais – causa de pedir imediata), mas a da substanciação (os fatos
integram a causa de pedir – causa de pedir mediata, fática ou remota).
Assim, elaborada a estrutura fática da peça, inicie o item do DIREITO.
Para o CPC/15 devemos inserir o fundamento jurídico do pedido
(posse, por exemplo), não a indicação do dispositivo legal
correspondente. No entanto, na prática forense, estamos habituados a
trazê-los e não abrimos mão de inseri-los nas nossas peças. Logo,
recomendamos que você indique os dispositivos que corroborem a sua
tese.
Some-se ao dispositivo a referência à jurisprudência atualizada, de
preferência, àquela consolidada por nossos tribunais superiores. Por fim,
cite-se um doutrinador que corrobore a construção da sua linha de
raciocínio.
Acreditamos muito na tríade:
Lei
Jurisprudência
Doutrina

Depois de finalizada essa etapa, vamos elaborar os nossos pedidos.


Senão, vejamos:

Há muitos casos em que você terá que pedir a tutela


provisória.
A tutela provisória pode ser de urgência (antecipada ou cautelar) e de
evidência. Utilize as tutelas de urgência quando você puder demonstrar o
preenchimento dos seus requisitos dispostos no art. 300 do CPC.
Vejamos:
O ordenamento pátrio, através do artigo 300, CPC, previu,
genericamente, a possibilidade de o juiz antecipar os efeitos da tutela
pretendida no pedido inicial, desde que estejam presentes os requisitos
autorizadores, dentre os quais, ressaltam-se:

a) Da probabilidade do direito

“A plausibilidade do direito do demandante é constatada na


medida em que o mesmo acosta às fls….. cópia do contrato …
mantido junto à ré, o qual demonstra estar ele incluso na
modalidade mais alta dentre as categorias existentes do plano.
Colaciona-se à presente provas documentais que corroboram a
existência de patologia grave…”

Preencha com os dados e elementos fornecidos por seu cliente.

b) Do perigo de dano/risco ao resultado útil do processo

“Nessa toada, o perigo da demora resta evidente, na medida em


que a demora na instalação dos aparelhos poderá acarretar a
morte do demandante.
Sendo assim, cumpridos os requisitos legais, torna-se necessária a
concessão de tutela antecipada para determinar o cumprimento
de obrigação de fazer, no sentido de ser a demandada compelida a
instalar os serviços de “home care”, por ser medida de justiça.”

O pedido, com as suas especificações


O pedido é um indispensável requisito da inicial. O texto processual
atual destaca que o pedido deve ser certo, vale dizer, expresso e
determinado.
Excepcionalmente, o pedido poderá ser implícito. Compreendem-se
no principal os juros legais, a correção monetária e as verbas de
sucumbência, inclusive os honorários advocatícios. No entanto, não
sugerimos que você deixe de pedir a fixação dos honorários
sucumbenciais.
Ademais, a interpretação do pedido considerará o conjunto da
postulação e observará o princípio da boa-fé. Invoque-a sempre que
necessário.

Queridos, podemos formular pedido genérico, ou seja, não


quantificado?

– Sim!

Em caráter excepcional poderá o pedido ser genérico. Vejamos:

• nas ações universais, se o autor não puder individuar os bens


demandados;

• quando não for possível determinar, desde logo, as consequências do


ato ou do fato;
• quando a determinação do objeto ou do valor da condenação
depender de ato que deva ser praticado pelo réu.
É possível cumular pedidos na mesma petição inicial?
Há pedidos cumulativos quando a inicial contém mais de um pedido.
O artigo 327, CPC/15, estabelece:
É lícita a cumulação, em um único processo, contra o mesmo réu, de
vários pedidos, ainda que entre eles não haja conexão.
São requisitos de admissibilidade da cumulação que:

– os pedidos sejam compatíveis entre si;


– seja competente para conhecer deles o mesmo juízo;
– seja adequado para todos os pedidos o tipo de procedimento.

De acordo com o disposto no art. 327, parágrafo 2º do CPC, quando,


para cada pedido, corresponder tipo diverso de procedimento, será
admitida a cumulação se o autor empregar o procedimento comum, sem
prejuízo do emprego das técnicas processuais diferenciadas previstas nos
procedimentos especiais a que se sujeitam um ou mais pedidos
cumulados, que não forem incompatíveis com as disposições sobre o
procedimento comum.
No caso de pedidos alternativos, o autor pede que o juiz acolha um
ou outro dos pedidos formulados, o que pode ser necessário em razão da
natureza da obrigação afirmada. O artigo 325 estabelece:
O pedido será alternativo, quando, pela natureza da obrigação, o
devedor puder cumprir a prestação de mais de um modo.
Quando, pela lei ou pelo contrato, a escolha couber ao devedor, o juiz
lhe assegurará o direito de cumprir a prestação de um ou de outro modo,
ainda que o autor não tenha formulado pedido alternativo.

Vejamos um modelo de pedidos que você poderá utilizar como


base:
Ante o exposto requer a total procedência dos pedidos a
seguir delineados:

I – Seja deferida a tutela antecipada, com o proposito de determinar …


II – Seja julgado procedente o pedido, condenando o Requerido a pagar
as custas e honorários de advogado (art. 85, CPC);
III – Deferimento da justiça gratuita nos termos dispostos no art. 98 do
CPC.
IV – Concessão da prioridade de tramitação.
V – A citação do réu, no endereço fornecido na sua qualificação, para,
querendo, comparecer à audiência e, não obtido êxito, pronuncie sua
defesa dentro de 15 dias, sob pena de revelia.
VI – Intimação do Ministério Público (Confira as hipóteses no art. 178,
CPC/15)

As provas com que o autor pretende demonstrar a verdade


dos fatos alegados
É cediço que quem alega deve provar. O inciso VI, do art. 319, do
CPC, exige que se indiquem as provas com que o autor pretende
demonstrar a verdade dos fatos alegados.

Observe um modelo:
VII – Requer o autor provar o alegado por meio de prova documental,
testemunhal, depoimento pessoal da parte contrária e todos os meios de
prova em direito admitidos.
OU
VII – Protesta provar o alegado por todos os meios de prova em direito
admitidos, tais como a juntada de novos documentos e o depoimento
pessoal da adversa parte, sob pena de confesso.
VIII – interesse pelo comparecimento na audiência DE
AUTOCOMPOSIÇÃO.
Atualmente, a audiência prévia de conciliação ou mediação é
obrigatória e uma das poucas hipóteses em que pode ser afastada é
justamente quando as partes (ambas) afirmam que não têm interesse na
autocomposição. A opção do autor, assim, não afasta a audiência, apenas
dá ao réu a opção de também manifestar-se neste sentido.
Aqui, declare a manifestação de vontade do seu cliente de
comparecer ou não à audiência de autocomposição.

Valor da causa
A toda causa será atribuído valor certo, ainda que não tenha conteúdo
econômico imediatamente aferível.
O valor da causa corresponde ao “quanto representativo”, precisado
e estipulado pelo autor em moeda corrente nacional, ao tempo da
propositura da ação, e atribuído na petição inicial, considerando-se, para
sua fixação, regras ditadas na Lei Instrumental.
O valor da causa, a que se refere o inciso V do art. 319 do CPC, pode
ser importante para fins de determinação do órgão competente, do
procedimento a ser observado, dos recursos cabíveis e do valor da taxa
judiciária, das custas, da condenação em honorários advocatícios e
multas.

O valor da causa pode ser legal ou convencional.


As hipóteses de valor da causa legal estão dispostas no art. 292.
Vejamos:
O valor da causa constará da petição inicial ou da reconvenção e será:

• na ação de cobrança de dívida, a soma monetariamente corrigida do


principal, dos juros de mora vencidos e de outras penalidades, se
houver, até a data de propositura da ação;
• na ação que tiver por objeto a existência, a validade, o cumprimento, a
modificação, a resolução, a resilição ou a rescisão de ato jurídico, o
valor do ato ou o de sua parte controvertida;
• na ação de alimentos, a soma de 12 (doze) prestações mensais pedidas
pelo autor;
• na ação de divisão, de demarcação e de reivindicação, o valor de
avaliação da área ou do bem objeto do pedido;
• na ação indenizatória, inclusive a fundada em dano moral, o valor
pretendido;
• na ação em que há cumulação de pedidos, a quantia correspondente à
soma dos valores de todos eles;

• na ação em que os pedidos são alternativos, o de maior valor;


• na ação em que houver pedido subsidiário, o valor do pedido principal

Quando se pedirem prestações vencidas e vincendas, considerar-se-á


o valor de umas e outras.
O valor das prestações vincendas será igual a uma prestação anual, se
a obrigação for por tempo indeterminado ou por tempo superior a 1
(um) ano, e, se por tempo inferior, será igual à soma das prestações.
O juiz, por seu turno, corrigirá, de ofício e por arbitramento, o valor
da causa quando verificar que não corresponde ao conteúdo patrimonial
em discussão ou ao proveito econômico perseguido pelo autor, caso em
que se procederá ao recolhimento das custas correspondentes. Tenha
muito cuidado ao arbitrá-lo. Combinado?
Ademais, o réu poderá impugnar, em preliminar da contestação, o
valor atribuído à causa pelo autor, sob pena de preclusão, e o juiz decidirá
a respeito, impondo, se for o caso, a complementação das custas.
Falaremos mais sobre a defesa.

Como elaborar?
IX – Dá-se à causa o valor de R$ … (valor por extenso)

Documentos indispensáveis à propositura da ação (art. 320)


Não se exige que o autor ofereça de imediato, todos os documentos
em seu poder, mas apenas os “indispensáveis à propositura da ação”.
Documentos novos ou que, no momento da postulação, não estejam nas
mãos das partes poderão ser juntados posteriormente. Junte-os,
organize-os e colacione-os à sua petição inicial.

Por fim, você deverá encerrar a sua peça.


Segue um modelo. Use seu estilo e sua redação própria.
Pede-se o deferimento daquilo que fora postulado, seguindo-se do
local, data e advogado. Por exemplo:
Termos em que pede deferimento.
Local, data,
Advogado.
OAB Nº

Elaborada a sua inicial, você deve protocolizar a sua peça.

12.2 Decisões do juiz ao analisar a exordial


Ao receber a petição inicial, poderá o magistrado constatar e
determinar que:

A) PETIÇÃO INICIAL PODE CONTER UM VÍCIO SANÁVEL


→ se o magistrado reconhecer a existência de um vício, que pode ser
sanado sem prejuízo para o processo e para o exercício da ampla defesa,
determinará que o autor regularize a petição inicial. O prazo para essa
regularização variará:

(I) 15 dias, se não preenchidos os requisitos dos arts. 319 e 320, do CPC,
ou ainda se constatada que a inicial apresenta irregularidades capazes de
dificultar o julgamento de mérito;
(II) 5 dias, se o vício for a ausência de indicação do endereço do advogado
(art. 106 do CPC). A regularização da inicial poderá ser feita mediante
emenda (quando ausente requisito intrínseco), ou complementação
(“completada” quando ausente requisito extrínseco).

O pronunciamento jurisdicional que determina a emenda da inicial


ostenta natureza jurídica de decisão interlocutória.
De acordo com o artigo 321, CPC, o juiz deverá indicar, com
precisão, o que deve ser corrigido ou completado.
Se a inicial não for emendada ou completada, o magistrado a
indeferirá liminarmente, julgando extinto o processo, sem resolução do
mérito, uma vez que não há possibilidade de continuidade do mesmo.

B) PETIÇÃO INICIAL PODE CONTER UM VÍCIO


INSANÁVEL → nesse caso, como o vício não pode ser regularizado, o
JUIZ INDEFERIRÁ LIMINARMENTE a petição inicial, JULGANDO
EXTINTO O PROCESSO, SEM RESOLUÇÃO DO MÉRITO. O
indeferimento importará na prolação de uma sentença, sendo o recurso
cabível o de apelação, a ser interposto no prazo de quinze dias. Ao
receber o recurso, o juiz poderá retratar-se8, ou seja, poderá reformar a
sua própria decisão e determinar a continuidade do processo, com a
citação do requerido. Se não houver retratação, o juiz mandará citar o
réu para responder ao recurso. No CPC/73 o réu não era citado nesse
momento do processo.
Eventualmente, poderá ocorrer de o magistrado constatar o vício
após já completada a relação jurídica processual, ou seja, após a citação
do requerido. Se isso ocorrer, não se está diante de INDEFERIMENTO
DA PETIÇÃO INICIAL, mas de uma das formas de extinção do processo,
não se aplicando o disposto acima, de modo que, uma vez interposta a
apelação, o juiz não poderia, à luz do CPC/73, exercer juízo de
retratação. Com o CPC/15, a retratação passa a ser autorizada para toda
sentença terminativa.
O art. 330, do CPC, enumera as hipóteses de indeferimento da
inicial:
A petição inicial será indeferida quando:

• for inepta;

• a parte for manifestamente ilegítima;


• o autor carecer de interesse processual;

• não atendidas as prescrições dos arts. 1069 e 321.

Considera-se inepta a petição inicial quando:

• lhe faltar pedido ou causa de pedir;

• o pedido for indeterminado, ressalvadas as hipóteses legais em que se


permite o pedido genérico;
• da narração dos fatos não decorrer logicamente a conclusão;

• contiver pedidos incompatíveis entre si.

C) PETIÇÃO INICIAL COM PEDIDO JULGADO


LIMINARMENTE IMPROCEDENTE→ nas hipóteses do art. 33210 do
CPC, o juiz irá julgar o mérito da sua demanda totalmente improcedente.
O juiz também poderá julgar liminarmente improcedente o pedido se
verificar, desde logo, a ocorrência de decadência ou de prescrição. Não
interposta a apelação, o réu será intimado do trânsito em julgado da
sentença. Em razão do direito de acesso à informação, o réu será
comunicado da existência do processo. Interposta a apelação, por seu
turno, o juiz poderá retratar-se em 5 (cinco) dias. Se houver retratação, o
juiz determinará o prosseguimento do processo, com a citação do réu, e,
se não houver retratação, determinará a citação do réu para apresentar
contrarrazões, no prazo de 15 (quinze) dias.

D) PETIÇÃO INICIAL EM ORDEM → Se a sua inicial preencher os


requisitos legais, o juiz a receberá e determinará a expedição do
mandado de citação.
Ã
ATENÇÃO!

Se você formulou pedido de tutela provisória e o juiz não tiver


concedido, recomendamos a interposição de AGRAVO DE
INSTRUMENTO.
Ele será interposto no prazo de 15 dias.
Sua interposição será feita diretamente no tribunal.

12.3 Audiência de autocomposição


Nos dias atuais, o réu será citado e, em regra, será intimado para a
audiência de autocomposição. A autocomposição visa estimular a solução
dialógica do conflito.
Há duas espécies de autocomposição, quais sejam:

CONCILIAÇÃO – O conciliador, que atuará, preferencialmente, nos


casos em que não houver vínculo anterior entre as partes, poderá sugerir
soluções para o litígio, sendo vedada a utilização de qualquer tipo de
constrangimento ou intimidação para que as partes conciliem.
MEDIAÇÃO – O mediador, que atuará, preferencialmente, nos
casos em que houver vínculo anterior entre as partes, auxiliará aos
interessados a compreender as questões e os interesses em conflito, de
modo que eles possam, pelo restabelecimento da comunicação,
identificar, por si próprios, soluções consensuais que gerem benefícios
mútuos.
Vamos conhecer mais sobre a audiência. Ela está prevista no art. 334
do CPC.
Se a petição inicial preencher os requisitos essenciais e não for o caso
de improcedência liminar do pedido, o juiz designará audiência de
conciliação ou de mediação com antecedência mínima de 30 (trinta) dias,
devendo ser citado o réu com pelo menos 20 (vinte) dias de
antecedência. Trata-se de um intervalo mínimo entre a citação e a
efetiva realização da assentada.
O conciliador ou mediador, onde houver, atuará, necessariamente, na
audiência de conciliação ou de mediação, (…), bem como as disposições
da lei de organização judiciária. Observe sempre a lei de organização
judiciária do seu estado, combinado?

É possível a realização de mais de uma sessão destinada à


autocomposição?
Sim.

Confira os interesses do seu cliente. Se chegarem a um consenso de


que a realização de mais sessões será vantajoso, não titubei em requerer
a sua marcação.
Poderá haver mais de uma sessão destinada à conciliação e à
mediação, não podendo exceder a 2 (dois) meses da data de realização
da primeira sessão, desde que necessárias à composição das partes. Se
ligue no prazo! Infelizmente, ele é impróprio, mas, não deixe de ter
atenção para com ele.
Mas, e se seu cliente não quiser comparecer à audiência?
Vamos lá!
§ 4º do art. 334 do CPC dispõe que a audiência não será realizada:
– se ambas as partes manifestarem, expressamente, desinteresse na
composição consensual;
Ou seja, AMBAS as partes devem ter expressado que não têm
interesse em comparecer. O autor terá se manifestado na inicial e o réu,
por seu turno, manifestará, por petição escrita que não tem interesse em
comparecer.
Somente a negativa de ambos, importará no cancelamento da
audiência.

Reforçando!
O autor deverá indicar, na petição inicial, seu desinteresse na
autocomposição, e o réu deverá fazê-lo, por petição, apresentada com
10 (dez) dias de antecedência, contados da data da audiência.

Há outra hipótese a ser analisada. No caso abaixo, a audiência não


será designada.
– quando não se admitir a autocomposição.
Para determinadas demandas, a autocomposição será inviável. É o que
ocorre numa lide que tem por objeto a capacidade do indivíduo, por
exemplo.
Destaque-se que nos termos do art. 334, parágrafo 6º, do CPC,
havendo litisconsórcio, o desinteresse na realização da audiência deve ser
manifestado por todos os litisconsortes.
Autoriza-se, ainda, a realização da audiência de conciliação ou de
mediação por meio eletrônico, nos termos da lei11.
Por fim, o não comparecimento injustificado do autor ou do réu à
audiência de conciliação é considerado ato atentatório à dignidade da
justiça e será sancionado com multa de até dois por cento da
vantagem econômica pretendida ou do valor da causa, revertida
em favor da União ou do Estado.
As partes poderão ir sozinhas para a audiência, em comento?
Não. Elas devem estar acompanhadas por seus advogados ou
defensores públicos. No entanto, a parte poderá constituir
representante, por meio de procuração específica, com poderes para
negociar e transigir.
Logo, você poderá, desde que constituído com a procuração com
poderes especiais, representar seu cliente na audiência de procedimento
comum. Nos juizados, a lei impõe o comparecimento pessoal das partes.
Não confunda!
A autocomposição obtida será reduzida a termo e homologada por
sentença. Tal sentença é irrecorrível. Se uma parte não cumprir o
avençado, a outra poderá requerer o cumprimento forçado da decisão.
Para impedir que o ato não se realize de forma efetiva, o CPC
determina que a pauta das audiências de conciliação ou de mediação será
organizada de modo a respeitar o intervalo mínimo de 20 (vinte) minutos
entre o início de uma e o início da seguinte.
Se as partes transigirem, o processo será extinto COM RESOLUÇÃO
DE MÉRITO, nos termos dispostos no art. 487, III, b, do CPC/15.
No entanto, se a proposta autocompositiva não se concretizar, será
aberto prazo para o oferecimento da defesa por parte do réu.
13.1 Elaborando a contestação
A contestação é a peça de defesa por excelência.
De início, destacamos que o CPC/15 adotou o princípio da
concentração da defesa. Tal princípio permite elaborar as suas defesas
dentro da CONTESTAÇÃO.
No sistema anterior, as defesas eram apresentadas em peças
separadas. No texto em vigor, a contestação será “palco” para
oferecimento das defesas de mérito, processuais, inclusive incompetência
relativa, impugnação ao valor da causa e gratuidade judiciária.

CUIDADO!

A Intervenção de terceiro “nomeação a autoria” foi extinta.


Ela deverá ser oferecida na forma de incidente de ajuste do polo
passivo da demanda, a qual também será mencionada na contestação.
Arts. 338 e 339 do CPC.

SIGAMOS!
O réu poderá oferecer contestação, por petição, no prazo de 15
(quinze) dias, cujo termo inicial será a data:

• da audiência de conciliação ou de mediação, ou da última sessão de


conciliação, quando qualquer parte não comparecer ou
comparecendo, não houver autocomposição;

• do protocolo do pedido de cancelamento da audiência de conciliação


ou de mediação apresentado pelo réu, quando ocorrer a hipótese do
art. 334, § 4º, inciso I do CPC;

• prevista no art. 231 do CPC, de acordo com o modo como foi feita a
citação, nos demais casos.

Incumbe ao réu alegar, na contestação, toda a matéria de defesa,


expondo as razões de fato e de direito com que impugna o pedido do
autor e especificando as provas que pretende produzir.

TRATEMOS DAS PREMINARES


Confira sempre o art. 337 do CPC, combinado?
Com a inicial nas mãos, confira se as matérias abaixo não podem ser
suscitadas na sua defesa.

Incumbe ao réu, antes de discutir o mérito, alegar:

• inexistência ou nulidade da citação;


• incompetência absoluta e relativa;
• incorreção do valor da causa;
• inépcia da petição inicial;
• perempção;
• litispendência;
• coisa julgada;

• conexão;
• incapacidade da parte, defeito de representação ou falta de
autorização;
• convenção de arbitragem;
• ausência de legitimidade ou de interesse processual;
• falta de caução ou de outra prestação que a lei exige como preliminar;
• indevida concessão do benefício de gratuidade de justiça.

Noções importantes para os colegas!

• Verifica-se a litispendência ou a coisa julgada quando se reproduz ação


anteriormente ajuizada.
• Uma ação é idêntica à outra quando possui as mesmas partes, a
mesma causa de pedir e o mesmo pedido.
• Há litispendência quando se repete ação que está em curso.
• Há coisa julgada quando se repete ação que já foi decidida por decisão
transitada em julgado.
• Excetuadas a convenção de arbitragem e a incompetência relativa, o
juiz conhecerá de ofício das matérias enumeradas neste artigo (337
CPC).
• A ausência de alegação da existência de convenção de arbitragem, na
forma prevista neste Capítulo (VI – DA CONTESTAÇÃO), implica
aceitação da jurisdição estatal e renúncia ao juízo arbitral.

NOVIDADE!

Se o réu quiser arguir a sua ilegitimidade e indicar quem deve


ocupar seu posto?
Contamos como fazer, abaixo:
Alegando o réu, na contestação, ser parte ilegítima ou não ser o
responsável pelo prejuízo invocado, o juiz facultará ao autor, em 15
(quinze) dias, a alteração da petição inicial para substituição do réu.
Realizada a substituição, o autor reembolsará as despesas e pagará os
honorários ao procurador do réu excluído, que serão fixados entre três e
cinco por cento do valor da causa ou, sendo este irrisório, nos termos do
art. 85, § 8º, do CPC.
Quando alegar sua ilegitimidade, incumbe ao réu indicar o sujeito
passivo da relação jurídica discutida sempre que tiver conhecimento, sob
pena de arcar com as despesas processuais e de indenizar o autor pelos
prejuízos decorrentes da falta de indicação.
O autor, ao aceitar a indicação, procederá, no prazo de 15 (quinze)
dias, à alteração da petição inicial para a substituição do réu, observando-
se, ainda, o parágrafo único do art. 338.
No prazo de 15 (quinze) dias, o autor pode optar por alterar a
petição inicial para incluir, como litisconsorte passivo, o sujeito indicado
pelo réu.

ATENÇÃO MÁXIMA!

Havendo alegação de incompetência relativa ou absoluta, a


contestação poderá ser protocolada no foro de domicílio do réu,
fato que será imediatamente comunicado ao juiz da causa,
preferencialmente por meio eletrônico, para viabilizar economia e
celeridade processuais.
A contestação será submetida a livre distribuição ou, se o réu houver
sido citado por meio de carta precatória, juntada aos autos dessa carta,
seguindo-se a sua imediata remessa para o juízo da causa.
Reconhecida a competência do foro indicado pelo réu, o juízo para o
qual for distribuída a contestação ou a carta precatória será considerado
prevento.
Alegada a incompetência, será suspensa a realização da audiência de
conciliação ou de mediação, se tiver sido designada.
Definida a competência, o juízo competente designará nova data para
a audiência de conciliação ou de mediação. Não esqueça de agendar o
seu prazo!
Há dois princípios que regem a peça contestatória, quais sejam o ônus
da impugnação específica e o da eventualidade. Eles te orientam sobre a
técnica redacional da defesa.
Incumbe ao réu manifestar-se precisamente sobre as alegações de
fato constantes da petição inicial, presumindo-se verdadeiras as não
impugnadas, salvo se:

• não for admissível, a seu respeito, a confissão;


• a petição inicial não estiver acompanhada de instrumento que a le
considerar da substância do ato;

• estiverem em contradição com a defesa, considerada em seu conjunto

O ônus da impugnação especificada dos fatos não se aplica ao


defensor público, ao advogado dativo e ao curador especial.
Depois da contestação, só é lícito ao réu deduzir novas
alegações quando:

• relativas a direito ou a fato superveniente;


• competir ao juiz conhecer delas de ofício;
• por expressa autorização legal, puderem ser formuladas em qualquer
tempo e grau de jurisdição.

13.2 RECONVENÇÃO
Na contestação, é lícito ao réu propor reconvenção para manifestar
pretensão própria, conexa com a ação principal ou com o fundamento da
defesa.
Proposta a reconvenção, o autor será intimado, na pessoa de seu
advogado, para apresentar resposta no prazo de 15 (quinze) dias.
A desistência da ação ou a ocorrência de causa extintiva que impeça o
exame de seu mérito não obsta ao prosseguimento do processo quanto à
reconvenção.
A reconvenção pode ser proposta contra o autor e terceiro.
A reconvenção pode ser proposta pelo réu em litisconsórcio com
terceiro.
Se o autor for substituto processual, o reconvinte deverá afirmar ser
titular de direito em face do substituído, e a reconvenção deverá ser
proposta em face do autor, também na qualidade de substituto
processual.
Vale lembrar que o réu pode propor reconvenção
independentemente de oferecer contestação.

Vamos para nossa oficina prática!


Comece preparando o Endereçamento;
Será sempre perante o juízo pelo qual corre o processo.

EXCELENTÍSSIMO SENHOR JUIZ DA … VARA CÍVEL DA COMARCA


DE …
OU
Ao Juízo de Direito da …Vara Cível da comarca de…

Em seguida, vamos cuidar da Qualificação das partes


Segue a mesma ritualística que a inicial, entretanto, pode se
considerar o já devidamente qualificado.

Processo nº…
FULANO, já devidamente qualificado nos autos do processo em epígrafe,
vem, por meio de seu advogado abaixo assinado, constituído através do
instrumento procuratório anexo, com endereço profissional (endereço
completo), onde receberá intimações de estilo, e-mail…, apresentar
CONTESTAÇÃO, com fulcro no art. 336 do CPC, contra BELTRANO,
já também qualificado, pelos fatos e fundamentos que passa a expor:

Depois de endereçada e qualificada a sua contestação, siga


elaborando o Resumo dos fatos
Breve resumo da petição inicial. Muitos preferem o título: Da verdade
dos fatos.
Ambos podem ser utilizados.
Com base nos dados fornecidos por seu cliente, narre os fatos.
Seja cuidadoso e minucioso.
Elaborada a síntese da demanda, sob a ótica do réu, confira a
necessidade de destacar as preliminares.
As preliminares da contestação estão arroladas no artigo 337 do CPC,
como já visto.
Elas são elementares.
Elas podem ser dilatórias ou peremptórias.
Dilatória é a defesa que retarda o andamento da marcha processual,
não tem força para extingui-la. Ex: INC. ABSOLUTA ou RELATIVA.
A defesa peremptória é fulminante. Arguida e aceita extinguirá o
processo SEM julgamento do mérito (art. 485). Ex: Litispendência, Coisa
Julgada, ausência de legitimidade.

Atenção:

Será fundamental consultar o artigo 337 do CPC.

Preliminarmente, cumpre ressaltar que o réu é parte ilegítima para


figurar no feito nos termos do art. 337, XI, do CPC.
Isso porque, conforme se verifica no contrato trazido ao processo, o
réu não figura como proprietário, mas, sim, terceira pessoa.

Vamos checar as Prejudiciais de mérito, certo?


Decadência e prescrição são matérias que extinguem o processo
COM resolução do mérito.
Vide art. 487, CPC.
Vale destacar que a pretensão, em tela, já está prescrita, tendo em
vista que a lei civil…
Assim sendo, requer a extinção do processo com resolução do
mérito, com base no artigo 487 do CPC.

Vamos elaborar os Fundamentos


A matéria de mérito deve ser trabalhada aqui. Eis a grande finalidade
da peça contestatória. O advogado deverá basear-se em jurisprudência,
doutrina e legislação, a fim de impugnar as alegações dos autos.

Lembre-se da tríade.
Lei
Jurisprudência
Doutrina
Reconvenção – art. 343
Eis o momento do réu/reconvinte formular suas pretensões.
Indica-se demonstrar conexão, justificando o cabimento da
reconvenção. Indicação dos artigos da lei material e processual que
incidem sobre a hipótese fática do caso concreto.

Requerimentos/pedidos
O pedido da contestação se limita a pedir que o juiz acolha as
preliminares arguidas e, no mérito, que seja o pedido julgado
improcedente.
Deve o réu, ainda, requerer a produção de provas e as custas e
honorários para que sejam arcados pelo autor.
Ex: Ante todo o exposto, requer que aceite a ilegitimidade da parte e
que, por conseguinte, se extinga o processo sem resolução do mérito,
com base no art. 485 do CPC.
Caso V. Excelência assim não entenda, o que não se espera, requer
então que se julgue improcedente o pleito …, uma vez que não há nexo
de causalidade e, consequentemente, inexiste o dever de reparação, por
exemplo.
Atesta provar o alegado por meio de prova documental, depoimento
pessoal das partes, prova testemunhal e todos os demais meios de prova
em direito admitidos.
Requer, ainda, a condenação o autor/reconvindo no pagamento de
custas e honorários advocatícios sucumbenciais, nos moldes do art. 85, §
1º, do CPC.

Quanto à reconvenção:
Em razão da reconvenção, cujas razões foram lançadas acima, requer
o julgamento de sua procedência, a fim de que…
Requer a intimação do autor na pessoa de seu advogado para,
querendo, apresentar resposta no prazo de 15 dias.
Dá-se à presente reconvenção, nos termos do art. 292 do CPC, o
valor de…

Encerramento
Pede-se o deferimento daquilo que fora postulado, seguindo-se do
local, data e advogado. Por exemplo:

Termos em que pede deferimento.


Local, data,
Advogado…
OAB…

Visto o modelo da contestação, sigamos!


Se o réu não oferecer a contestação ou oferecê-la
intempestivamente, será decretada a sua revelia.

13.3 Revelia
O que é?
A dita revelia é um ato-fato processual.
Como já visto, se o réu não contestar a demanda será considerado
revel e presumir-se-ão verdadeiras as alegações de fato formuladas
pelo autor. Tal presunção é RELATIVA. Cabe prova em sentido
contrário.
Temos uma ótima dica para você. A revelia pode ser decretada, mas,
não surtirá seus efeitos. Vejamos:
A revelia não produz o efeito mencionado no art. 344 se:

• havendo pluralidade de réus, algum deles contestar a ação;


• o litígio versar sobre direitos indisponíveis;
• a petição inicial não estiver acompanhada de instrumento que a le
considere indispensável à prova do ato;
• as alegações de fato formuladas pelo autor forem inverossímeis ou
estiverem em contradição com prova constante dos autos.

Ademais, prazos contra o revel que não tenha patrono nos autos
fluirão da data de publicação do ato decisório no órgão oficial.
Por fim, o revel poderá intervir no processo em qualquer fase,
recebendo-o no estado em que se encontrar.

13.4 Providências preliminares e julgamento


conforme o estado do processo
Depois de oferecida a defesa, será encerrada a fase postulatória.
Inicia-se, na sequência, a fase saneadora. Nela, encontraremos dois
momentos marcantes, quais sejam:

• As providências preliminares
• Julgamento conforme o estado do processo.

Durante as providências preliminares, o juiz organizará o processo;


viabilizará medidas que têm por objetivo organizá-lo. Dentre as
providências, chamamos a sua atenção para a RÉPLICA. Trata-se de
manifestação do autor, apresentada no procedimento comum, por
escrito, no prazo de 15 dias.
Através dela, o autor poderá se manifestar sobre as preliminares da
contestação, bem como sobre fatos novos. A petição é simples, no
entanto, muito importante. Redija-a com atenção. Confira,
detalhadamente, todos os pontos da defesa. Utilize como fundamento o
art. 35112 do CPC.
Se o juiz verificar a existência de irregularidades ou de vícios sanáveis,
o juiz determinará sua correção em prazo nunca superior a 30 (trinta)
dias.

Findas as providências, o juiz irá proferir uma decisão. Esteja


atento!
A decisão dependerá do estado do seu processo. Seguem abaixo as
possibilidades. Vejamos:

• Extinção do processo;

• Julgamento antecipado de mérito – total ou parcial;


• Decisão saneadora.

A extinção do processo se dará por sentença. Trata-se de um gênero.


A extinção poderá se dar com ou sem resolução do mérito. A extinção
com resolução do mérito tem suas hipóteses previstas no art. 487 do
CPC e a extinção do processo sem resolução, será encontrada nas
casuísticas indicadas no art. 485 do CPC.
Não sendo o caso de extinção, o juiz irá checar se a causa tem
condições para ser julgada, dispensando-se a dilação probatória. Há
casos, em que os documentos juntados são suficientes.
Nos termos do art. 355 do CPC, o juiz julgará antecipadamente o
pedido, proferindo sentença com resolução de mérito, quando:

• não houver necessidade de produção de outras provas;

Tal situação ocorrerá quando os documentos acostados forem


suficientes para provar as alegações dos fatos.

• o réu for revel, os fatos forem presumidos verdadeiros e não houver


requerimento de prova, na forma prevista no art. 349 do CPC13.
Julgamento Antecipado Parcial do Mérito
Além do julgamento antecipado total de mérito, poderá o juiz
proferir uma decisão interlocutória, resolvendo parte da sua
demanda.
De acordo com o disposto no art. 356 do CPC, o juiz decidirá
parcialmente o mérito quando um ou mais dos pedidos formulados ou
parcela deles:

• mostrar-se incontroverso;
• estiver em condições de imediato julgamento, nos termos do artigo
355 do CPC.

Saliente-se que a decisão que julgar parcialmente o mérito poderá


reconhecer a existência de obrigação líquida ou ilíquida.
A parte poderá, desde logo, liquidar ou executar a obrigação
reconhecida na decisão que julgar parcialmente o mérito,
independentemente de caução, ainda que haja recurso contra essa
interposto. O recurso que você deverá interpor é o AGRAVO DE
INSTRUMENTO.
Se houver trânsito em julgado da decisão, a execução será definitiva14.
A lei dispõe que a liquidação e o cumprimento da decisão que julgar
parcialmente o mérito poderão ser processados em autos suplementares,
a requerimento da parte ou a critério do juiz.
Não sendo o caso de extinção do processo ou de julgamento
antecipado de mérito, o magistrado irá proferir a decisão saneadora. A
dita decisão tem muitas finalidades. Ela é muito importante, senão
vejamos:

• resolver as questões processuais pendentes, se houver;

• delimitar as questões de fato sobre as quais recairá a atividade


probatória, especificando os meios de prova admitidos;
• definir a distribuição do ônus da prova;

• delimitar as questões de direito relevantes para a decisão do mérito;

• designar, se necessário, audiência de instrução e julgamento


Agende o prazo e se prepare com antecedência.

A audiência de instrução e julgamento será marcada para a colheita da


prova oral, quais sejam: depoimento pessoal das partes e oitiva de
testemunhas.
Realizado o saneamento, as partes têm o direito de pedir
esclarecimentos ou solicitar ajustes, no prazo comum de 5 (cinco) dias,
findo o qual a decisão se torna estável.
Destaque-se que se causa apresentar complexidade em matéria de
fato ou de direito, deverá o juiz designar audiência para que o
saneamento seja feito em cooperação com as partes, oportunidade em
que o juiz, se for o caso, convidará as partes a integrar ou esclarecer suas
alegações.
Caso tenha sido determinada a produção de prova testemunhal, o juiz
fixará prazo comum, ou seja, o mesmo prazo para você e para a
parte contrária, não superior a 15 (quinze) dias para que as partes
apresentem rol de testemunhas.

Qual o meu número máximo de testemunhas?


O número de testemunhas arroladas não pode ser superior a 10
(dez), sendo 3 (três), no máximo, para a prova de cada fato.
O juiz poderá limitar o número de testemunhas levando em conta a
complexidade da causa e dos fatos individualmente considerados. Tenha
atenção para Instruir o processo com atenção e qualidade.
Caso tenha sido determinada a produção de prova pericial ou técnica,
o juiz deve observar o disposto no artigo 46514 e, se possível, estabelecer,
desde logo, calendário para sua realização.15
As pautas deverão ser preparadas com intervalo mínimo de 1 (uma)
hora entre as audiências.
14.1 Desmistificando a audiência de
instrução e julgamento
Como já visto, se houver a necessidade de produzir prova oral, o juiz
designará a audiência de instrução e julgamento, conforme já visto.
Lembre-se de notificar o seu cliente da data agendada para a
audiência. Tome todas as precauções.
No dia e na hora designados, o juiz declarará aberta a audiência de
instrução e julgamento e mandará apregoar as partes e os respectivos
advogados, bem como outras pessoas que dela devam participar.
Instalada a audiência, o juiz tentará conciliar as partes,
independentemente do emprego anterior de outros métodos de
solução consensual de conflitos, como a mediação e a arbitragem.
Converse com seu cliente e verifiquem, com cautela, se a proposta é
vantajosa.

Há uma ordem de produção de provas na audiência?


Sim. No entanto, ela é preferencial.
As provas orais serão produzidas em audiência, ouvindo-se nesta
ordem, preferencialmente:
• o perito e os assistentes técnicos, que responderão aos quesitos de
esclarecimentos requeridos no prazo e na forma do art. 477, caso
não respondidos anteriormente por escrito;

• o autor e, em seguida, o réu, que prestarão depoimentos pessoais;


• as testemunhas arroladas pelo autor e pelo réu, que serão inquiridas.
CUIDADO!
Enquanto depuserem o perito, os assistentes técnicos, as partes e as
testemunhas, não poderão os advogados e o Ministério Público intervir
ou apartear, sem licença do juiz.
A audiência poderá ser adiada:
• por convenção das partes;

• se não puder comparecer, por motivo justificado, qualquer pessoa


que dela deva necessariamente participar;

• por atraso injustificado de seu início em tempo superior a 30 (trinta)


minutos do horário marcado16.
O impedimento deverá ser comprovado até a abertura da audiência,
e, não o sendo, o juiz procederá à instrução.
O juiz poderá dispensar a produção das provas requeridas pela parte
cujo advogado ou defensor público não tenha comparecido à audiência,
aplicando-se a mesma regra ao Ministério Público. Logo, não deixe de
comparecer ou, sendo necessário, peça a remarcação.
Vale lembrar que quem der causa ao adiamento responderá pelas
despesas acrescidas.
Havendo antecipação ou adiamento da audiência, o juiz, de ofício ou
a requerimento da parte, determinará a intimação dos advogados ou da
sociedade de advogados para ciência da nova designação. Trata-se de
um direito nosso!
Finda a instrução, o juiz dará a palavra ao advogado do autor e do
réu, bem como ao membro do Ministério Público, se for o caso de sua
intervenção, sucessivamente, pelo prazo de 20 (vinte) minutos para cada
um, prorrogável por 10 (dez) minutos, a critério do juiz.
Havendo litisconsorte ou terceiro interveniente, o prazo, que
formará com o da prorrogação um só todo, dividir-se-á entre os do
mesmo grupo, se não convencionarem de modo diverso.
Quando a causa apresentar questões complexas de fato ou de
direito, o debate oral poderá ser substituído por razões finais
escritas, que serão apresentadas pelo autor e pelo réu, bem como pelo
Ministério Público, se for o caso de sua intervenção, em prazos
sucessivos de 15 (quinze) dias, assegurada vista dos autos. Faça uma
síntese caprichada da demanda e, ao final, peça a
procedência/improcedência da demanda.
Alguns lembretes importantes!
A audiência é una e contínua, podendo ser excepcional e
justificadamente cindida na ausência de perito ou de testemunha, desde
que haja concordância das partes.
Diante da impossibilidade de realização da instrução, do debate e do
julgamento no mesmo dia, o juiz marcará seu prosseguimento para a
data mais próxima possível, em pauta preferencial.
Encerrado o debate ou oferecidas as razões finais, o juiz proferirá
sentença em audiência ou no prazo de 30 (trinta) dias.
O servidor lavrará, sob ditado do juiz, termo que conterá, em
resumo, o ocorrido na audiência, bem como, por extenso, os
despachos, as decisões e a sentença, se proferida no ato.
Quando o termo não for registrado em meio eletrônico, o juiz
rubricar-lhe-á as folhas, que serão encadernadas em volume próprio.
Subscreverão o termo o juiz, os advogados, o membro do Ministério
Público e o escrivão ou chefe de secretaria, dispensadas as partes,
exceto quando houver ato de disposição para cuja prática os advogados
não tenham poderes.
O escrivão ou chefe de secretaria trasladará para os autos cópia
autêntica do termo de audiência.
Atente-se que a audiência poderá ser integralmente gravada em
imagem e em áudio, em meio digital ou analógico, desde que assegure o
rápido acesso das partes e dos órgãos julgadores, observada a legislação
específica, qual seja a Lei nº 11.419/06.
A dita gravação também pode ser realizada diretamente por
qualquer das partes, independentemente de autorização judicial.
A audiência será pública, ressalvadas as exceções legais, tais como:
causas de família, demandas que discutam intimidade.
Como já dito, finda a audiência, o juiz proferirá a sentença. A decisão
será proferida no fim do ato, o que na prática é incomum, ou no prazo
impróprio de 30 dias úteis.

14.2 Lições de sentença e noções de


recorribilidade
A sentença é ato decisório através do qual o juiz encerrará a fase de
conhecimento ou processo, especialmente, nas hipóteses de extinção
sem resolução do mérito.
Ela poderá ser terminativa ou definitiva. No primeiro caso, o juiz se
valerá das hipóteses previstas no art. 485 do CPC. Quando for prolatada
a sentença definitiva, ele se servirá das hipóteses listadas no art. 487.
Das ditas sentenças será cabível o recurso de APELAÇÃO. Nos
juizados o recurso é o INOMINADO. Nos Juizados e nas demandas de
procedimento comum e/ou especiais estabelecidos no CPC, à sentença
omissa, contraditória, obscura ou eivada de erro material, ensejará a
oposição de EMBARGOS DE DECLARAÇÃO no prazo de 05 dias.
A apelação será interposta no prazo de 15 dias. O Inominado, por
seu turno, será interposto no prazo de 10 dias.
Se seu pleito foi julgado procedente, comemore e fique atento à
possibilidade de interposição de recurso pela parte sucumbente.
Se seu cliente sucumbiu, você checou que há possibilidade e
interesse recursal, arregace as mangas para preparar um excelente
recurso.
Aguardem as cenas dos próximos capítulos da “novela” processual
em outro volume.
Em tempo, desejamos-lhes muito sucesso e uma advocacia
maravilhosa para todos.

1 Código de Ética e Disciplina da OAB.


2 Textos extraídos dos seguintes sites:<https://www.mercedes-benz.com.br/>
<https://www.google.com/intl/pt-BR/about/>;
<https://www.walmartbrasil.com.br/sobre/missao-e-valores/>.
3 Textos extraídos do seguinte site: <https://www.trabalhosfeitos.com/ensaios/Valores-Missao-
e-Visao-Microsoft/72527131.html>
4 Texto extraído dos seguintes sites:<http://www.vitoriamotors.com.br/vitoria-motors/missao-
visao-valores/> <https://www.walmartbrasil.com.br/sobre/missao-e-valores/>
<https://www.trabalhosfeitos.com/ensaios/Valores-Missao-e-Visao-
Microsoft/72527131.html>
5 Extraído do texto da Lei nº 8.906/94, que dispõe sobre o Estatuto da Advocacia e a Ordem
dos Advogados do Brasil (OAB), em seus arts. 6º e 7º.>
6 O aplicativo está disponível para IOS e Android.>
7 Art. 1.048. Terão prioridade de tramitação, em qualquer juízo ou tribunal, os procedimentos
judiciais:>
I - em que figure como parte ou interessado pessoa com idade igual ou superior a 60
(sessenta) anos ou portadora de doença grave, assim compreendida qualquer das
enumeradas no art. 6º, inciso XIV, da Lei nº 7.713, de 22 de dezembro de 1988;
II - regulados pela Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990 (Estatuto da Criança e do
Adolescente).
§ 1º A pessoa interessada na obtenção do benefício, juntando prova de sua condição, deverá
requerê-lo à autoridade judiciária competente para decidir o feito, que determinará ao
cartório do juízo as providências a serem cumpridas.
§ 2º Deferida a prioridade, os autos receberão identificação própria que evidencie o regime
de tramitação prioritária.
§ 3º Concedida a prioridade, essa não cessará com a morte do beneficiado, estendendo-se
em favor do cônjuge supérstite ou do companheiro em união estável.
§ 4º A tramitação prioritária independe de deferimento pelo órgão jurisdicional e deverá ser
imediatamente concedida diante da prova da condição de beneficiário.
8 Tal retratação passa a ter prazo de 5 (cinco) dias.
9 Art. 106. Quando postular em causa própria, incumbe ao advogado:
I - declarar, na petição inicial ou na contestação, o endereço, seu número de inscrição na
Ordem dos Advogados do Brasil e o nome da sociedade de advogados da qual participa,
para o recebimento de intimações;
II - comunicar ao juízo qualquer mudança de endereço.
§ 1º Se o advogado descumprir o disposto no inciso I, o juiz ordenará que se supra a
omissão, no prazo de 5 (cinco) dias, antes de determinar a citação do réu, sob pena de
indeferimento da petição.
§ 2º Se o advogado infringir o previsto no inciso II, serão consideradas válidas as intimações
enviadas por carta registrada ou meio eletrônico ao endereço constante dos autos.
10 Nas causas que dispensem a fase instrutória, o juiz, independentemente da citação do réu,
julgará liminarmente improcedente o pedido que contrariar:
I - enunciado de súmula do Supremo Tribunal Federal ou do Superior Tribunal de Justiça;
II - acórdão proferido pelo Supremo Tribunal Federal ou pelo Superior Tribunal de Justiça em
julgamento de recursos repetitivos;
III - entendimento firmado em incidente de resolução de demandas repetitivas ou de
assunção de competência;
IV - enunciado de súmula de tribunal de justiça sobre direito local.
11 A lei é a de nº 11.419/06.
12 Art. 351. Se o réu alegar qualquer das matérias enumeradas no art. 337, o juiz determinará a
oitiva do autor no prazo de 15 (quinze) dias, permitindo-lhe a produção de prova.
13 Ao réu revel será lícita a produção de provas, contrapostas às alegações do autor, desde que
se faça representar nos autos a tempo de praticar os atos processuais indispensáveis a essa
produção.
14 Não deixe de conferir os artigos 523 e seguintes do CPC.
15 Art. 465. O juiz nomeará perito especializado no objeto da perícia e fixará de imediato o
prazo para a entrega do laudo.
§ 1º Incumbe às partes, dentro de 15 (quinze) dias contados da intimação do despacho de
nomeação do perito:
I - arguir o impedimento ou a suspeição do perito, se for o caso;
II - indicar assistente técnico;
III - apresentar quesitos.
§ 2º Ciente da nomeação, o perito apresentará em 5 (cinco) dias:
I - proposta de honorários;
II - currículo, com comprovação de especialização;
III - contatos profissionais, em especial o endereço eletrônico, para onde serão dirigidas as
intimações pessoais.
§ 3º As partes serão intimadas da proposta de honorários para, querendo, manifestar-se no
prazo comum de 5 (cinco) dias, após o que o juiz arbitrará o valor, intimando-se as partes
para os fins do art. 95.
§ 4º O juiz poderá autorizar o pagamento de até cinquenta por cento dos honorários
arbitrados a favor do perito no início dos trabalhos, devendo o remanescente ser pago
apenas ao final, depois de entregue o laudo e prestados todos os esclarecimentos
necessários.
§ 5º Quando a perícia for inconclusiva ou deficiente, o juiz poderá reduzir a remuneração
inicialmente arbitrada para o trabalho.
§ 6º Quando tiver de realizar-se por carta, poder-se-á proceder à nomeação de perito e à
indicação de assistentes técnicos no juízo ao qual se requisitar a perícia.
16 Confiram a íntegra do art. 362 do CPC.
Índice Alfabético Remissivo

APOSTE NA COMUNICAÇÃO

ATENDIMENTO AO CLIENTE

AUDIÊNCIA DE AUTOCOMPOSIÇÃO

AUMENTAR SUA PRODUTIVIDADE E O SEU DESEMPENHO

CAPTAR OS PRIMEIROS CLIENTES

COBRAR OU NÃO COBRAR CONSULTA

CÓDIGO DE ÉTICA E DISCIPLINA – O QUE PODE E O QUE NÃO


PODE

COMEÇAR – PRIMEIROS PASSOS

CONHECIMENTO

CONSTRUINDO A PETIÇÃO INICIAL

CONTRATO DE HONORÁRIOS

DECISÕES DO JUIZ AO ANALISAR A EXORDIAL


DECLARAÇÃO DE HIPOSSUFICIÊNCIA

DESMISTIFICANDO A AUDIÊNCIA DE INSTRUÇÃO E


JULGAMENTO

ELABORANDO A CONTESTAÇÃO

ELABORAR UM CONTRATO DE HONORÁRIOS DE SUCESSO

EMPREENDEDORISMO JURÍDICO / MARKETING JURÍDICO

FOCO

GRATUIDADE JUDICIÁRIA

IMPORTÂNCIA DA VISÃO

INTRODUÇÃO

INVISTA NA PROFISSIONALIZAÇÃO

LIÇÕES DE SENTENÇA E NOÇÕES DE RECORRIBILIDADE


M

MÉTODO OPA

MISSÃO
- visão e valores

MODELOS,
- de atendimento aplicado a divórcio, reconhecimento e dissolução de união estável
- de atendimento trabalhista
- de contrato de honorários
- de fichas de atendimento
- previdenciário
- de procuração, conforme o CPC/15
- de proposta de honorários

NETWORKING

PAGAMENTO DE CUSTAS PROCESSUAIS

PARTICIPE DE ENTIDADES E ASSOCIAÇÕES EMPRESARIAIS

PLANEJAMENTO

PRÁTICA

PRECIFICAÇÃO LOGO APÓS A CONSULTA X PROPOSTA DE


HONORÁRIOS

PRECIFICAÇÃO

PRERROGATIVAS DO ADVOGADO
PRIORIZAR

PROCURAÇÃO. COMO ELABORAR UMA PROCURAÇÃO


CORRETAMENTE

PROVIDÊNCIAS PRELIMINARES E JULGAMENTO CONFORME O


ESTADO DO PROCESSO

QUATRO ESTRATÉGIAS DE MARKETING JURÍDICO LÍCITO

QUERO ADVOGAR, E AGORA?

RECONVENÇÃO

REDE DE RELACIONAMENTO

REPETIÇÃO

REVELIA

TABELA DE HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS – SEGUIR OU NÃO


SEGUIR?

VALORES, SUA VERDADEIRA IMPORTÂNCIA


Usucapião extrajudicial
Boczar, Ana Clara Amaral Arantes
9788577894116
208 páginas

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A presente obra foi elaborada com a preocupação de se apresentar,


de forma clara e didática, a usucapião extrajudicial, conforme o
artigo 216-A da Lei nº 6.015/73, as alterações trazidas pela Lei nº
13.465/17 e a regulamentação dada pelo Provimento nº 65, do CNJ,
de 14 de dezembro de 2017. Foi abordado o instituto da usucapião
em si, bem como os diversos aspectos da usucapião extrajudicial,
especialmente no que tange à ata notarial, ao Provimento nº 65, do
CNJ, às considerações tributárias e às questões práticas a serem
enfrentadas por notários, registradores e advogados no
procedimento extrajudicial da usucapião. Trata-se, portanto, de um
conteúdo completo, que abrange não somente questões
doutrinárias, mas também as indagações de ordem prática, de
forma a auxiliar, de fato, os operadores do Direito a compreenderem
e realizarem o procedimento extrajudicial da usucapião.

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Perícias Médicas Judiciais
Vanrell, Jorge Paulete
9788577892808
470 páginas

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Ante os avanços do atual estado da técnica, da evolução dos


procedimentos de diagnóstico e da moderna orientação
jurisprudencial, esta edição inclui novidades. Além de dividir seu
conteúdo de acordo com os temas mais momentosos das lesões
que resultam de traumas cotidianos, teve de incluir conceitos
bioéticos ? que devem nortear o dia a dia pericial ? e noções de
Auditoria Médica que complementam a avaliação dos casos e
atribuição das responsabilidades. Os traumatismos
cranioencefálicos, os traumas do raque, as lesões de Membros
Superiores e Inferiores e algumas de abdome, mais as
manifestações psiquiátricas pós-trumáticas, formam o núcleo clínico
de maior interesse. O exame dos Procedimentos Diagnósticos por
Imagens, além da metodologia em Teletermografia e os Exames
Práticos mais recentes (tipo Flexiteste), formam o núcleo funcional.
Por derradeiro, o autor, dedicado há mais de trinta anos a perícias
no âmbito da Medicina Legal, reúne nesta obra uma série de
conceitos fundamentais, que serão bastante úteis para aqueles que
começam a trilhar esses árduos caminhos. Em menos de dois anos,
a Editora J.H. Mizuno manifestou seu interesse em obter material
para uma 2ª edição, que contasse com alguns tópicos específicos
que sempre parecem apresentar-se como tabu na nossa área de
atuação, em que o médico-legista cada vez quer enxergar de
menos, para não se ver envolvido demais. A Editora J.H. Mizuno
aceitou o desafio de investir em uma área na qual existem poucos
textos no mercado nacional, confiante em que nosso trabalho
preencheria as exigências de um público restrito mas exigente. A
Editora J.H. Mizuno, então, não mediu esforços para, com a
excelência de trabalho que lhe é peculiar, entregar em tempo
recorde esta segunda edição da obra pronta, com uma qualidade
que só vem a valorizá-la.

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Nova CLT Comparada e Anotada
Carradore, Enir Antonio
9788577893812
265 páginas

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As alterações da CLT, promovidas pela Lei 13.467/17 e Medida


Provisória 808/17, têm aparência predominante de avesso das
súmulas do TST. A jurisprudência é considerada fonte propulsora do
Direito, o que deixa os operadores jurídicos espantados com a
"Nova CLT", criada com rapidez e sem maiores debates. De todo
modo, esta obra contribui para situar diante dos olhos a lei revogada
ou alterada, a lei atual e as súmulas e orientações jurisprudenciais
do TST colocadas em xeque ou, em menor escala, recepcionadas.
O livro está organizado de forma didática, como se fosse uma
palestra de atualização para ser absorvida rapidamente. Os
comentários e a metodologia estão fundados em mais de 25 anos
de experiência de advocacia trabalhista e mais de uma década de
aulas de Direito Processual do Trabalho. Esta Segunda Edição
reúne também Enunciados da ANAMATRA e a proposta de revisão
da jurisprudência consolidada elaborada pela Comissão de
Jurisprudência e Precedentes Normativos do TST.

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Combate à corrupção na visão do
Ministério Público
de Oliveira e Silva, Vinicius
9788577893904
301 páginas

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Os ensaios selecionados nessa obra são de autoria de integrantes
do Ministério Público Brasileiro com atuação em vários Estados da
Federação, os quais, há anos, lidam com inúmeros casos de
corrupção no desafiador cotidiano de investigações, atuações
extrajudiciais e no curso de processos cíveis e criminais. Na obra
são abordadas - em linguagem clara e com olhos atentos à
realidade nacional e em aspectos fundamentais do ordenamento
jurídico - problemáticas acerca da prevenção dos atos de
improbidade administrativa; do enfrentamento dos crimes contra a
administração pública e sua punição em regime fechado; atividades
das organizações criminosas no setor estatal; colaboração
premiada; portais da transparência; dano moral coletivo por atos de
corrupção; poder discricionário e corrupção; a refutação da teoria da
reserva do possível ante a malversação de recursos; controle social
e institucional de verbas públicas; composição dos tribunais
superiores e foro privilegiado; a cultura da sociedade como fator de
contenção ou estímulo à corrupção; e os riscos à democracia em
um ambiente de corrupção sistêmica.

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JARI - Junta Administrativa de Recursos
de Infrações de Trânsito
Souza, João Luiz Bonelli
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Esta obra contempla toda legislação pertinente à instalação e
funcionamento de uma Junta Administrativa de Recursos de In‐
frações – JARI, bem como modelo de recursos, regimento interno,
parecer dos membros e de procedimentos administrativos
relacionados com a tramitação dos processos, desde o protocolo
inicial até o resultado do julgamento enviado ao recorrente. O
objetivo é facilitar o entendimento sobre o tema, seja para o autor do
pleito, seja para a instalação de novas JARI, ou auxiliar as já
existentes, com subsídios legais e práticos, de forma simples e
direta.

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