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Índice

1. Introdução...............................................................................................................3

2. Revisão de Literatura.............................................................................................4
2.1. Just in time..........................................................................................................4
2.1.1. Surgimento....................................................................................................4
2.1. 2. Características.............................................................................................4
2.1.3. Objetivo Principal..........................................................................................6
2.1.4. Vantagens.....................................................................................................7
2.1.5. Pontos Negativos..........................................................................................8
2.1.6. Diferenças entre o Just in Time e a Administração Tradicional...................9
2.1.7. Difusão no Mundo.......................................................................................10
2.2. Os Sete Desperdícios.......................................................................................10

3. Conclusão.............................................................................................................12

4. Referências Bibliográficas..................................................................................13
1. Introdução

O sistema Just in Time, representado pela sigla JIT, foi desenvolvido no início
da década de 50 dentro da Toyota Motors Company, no Japão, sendo um método
para aumentar a produtividade, mesmo com recursos limitados.
Em português, Just in time pode ser traduzido como “no momento certo”, ou “a
tempo”, ou seja, exatamente no momento estabelecido. Cada processo deve ser
abastecido com os itens necessários, na quantidade necessária, no momento
necessário, sem geração de estoque.

O Just in time pode ainda, ser definido como uma proposta de reorganização
do ambiente produtivo sustentada pela visão de que a eliminação de desperdícios
melhora o processo de produção, e é a base para o aumento da competitividade de
uma empresa, em particular no que se referem os fatores com a velocidade, a
qualidade e o preço dos produtos.

No JIT, o controle da produção é feito enquanto o bem é produzido, não no


fim. E quem faz este controle são os próprios operários. Esse método surgiu no
Japão, pois, como se sabe, é um país pequeno, muito populoso e pobre em
matérias-primas. É por isso que o princípio base do JIT é evitar enormes armazéns
de estoques e materiais desnecessários, poupando espaço e, ao mesmo tempo,
recursos financeiros que têm que ser disponibilizados para manter esses armazéns.

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2. Revisão de Literatura

2.1. Just in time

2.1.1. Surgimento

O Just in Time surgiu no Japão, no princípio dos anos 50, sendo o seu
desenvolvimento creditado à Toyota Motor Company, a qual procurava um sistema
de gestão que pudesse coordenar a produção com a procura específica de
diferentes modelos de veículos com o mínimo atraso.

Quando a Toyota decidiu entrar no mercado automobilístico, depois da


Segunda Guerra Mundial, o Japão se encontrava em caos, sem mão de obra
qualificada, consumidores em potencial, recursos financeiros ou matérias-primas,
portanto a Toyota não poderia se dar ao luxo de desperdiçar nada. Outro detalhe é
que havia pouca variedade de modelos de veículos, já que a indústria
automobilística ainda era nova no Japão. Portanto era necessário ter bastante
flexibilidade para fabricar pequenos lotes com níveis de qualidade comparáveis aos
norte-americanos. Apesar de ser um país que não contava com grande mercado
consumidor era necessário exportar e competir com os outros.

Esta filosofia de produzir apenas o que o mercado solicitava passou a ser


adotada pelos restantes fabricantes japoneses e, a partir dos anos 70, os veículos
por eles produzidos assumiram uma posição bastante competitiva e participante do
mercado global.

Embora se pense que o sucesso do sistema de gestão Just in Time seja


ligado às características culturais do povo japonês, empresas americanas e
européias se convenceram que esta filosofia é composta de práticas que podem ser
aplicadas em qualquer parte do mundo.

2.1.2. Características

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O JIT é muito mais do que uma técnica ou um conjunto de técnicas de
administração da produção, sendo considerado como uma completa "filosofia”, a
qual inclui aspectos de administração de materiais, gestão da qualidade, arranjo
físico, projeto do produto, organização do trabalho e gestão de recursos humanos.
Um sistema de produção que adota o método Just in Time deve ter determinadas
características:

O sistema: JIT não se adapta perfeitamente à produção de muitos produtos no


mesmo lugar, pois, em geral, isto requer flexibilidade do sistema produtivo, em
dimensões que não são possíveis de obter com a filosofia, devido a sua máxima
otimização em curto espaço de tempo.

O processo de produção: Deve ser celular, dividindo-se os componentes


produzidos em famílias com determinada gama de operações de produção,
montando-se, desta forma, pequenas linhas de produção (células) de modo a tornar
o processo mais eficiente, reduzindo-se a movimentação e o tempo consumido com
a preparação das máquinas e equipamentos. A gestão da linha de produção deve
ter ênfase na autonomia dos encarregados e no balanceamento da linha, na não
aceitação de erros, paralisando-se a linha, se for necessário, até que os erros sejam
eliminados, a produção deve basear-se em grupos de trabalho, onde trabalhadores
polivalentes iniciam e terminam um ou mais tipos de produtos, que serão utilizados
pelo grupo seguinte; para que o sistema funcione é indispensável que todos os
produtos que fluem de um grupo para o outro sejam perfeitos e os erros sejam
imediatamente solucionados, a responsabilidade pela qualidade é transferida para a
produção e importância decisiva.

Fornecedores: O relacionamento com os fornecedores é radicalmente alterado com


o JIT. Aos fornecedores é solicitado que façam entregas freqüentes diretamente à
linha de produção. Mudanças nos procedimentos de entrega, como maior
proximidade, são muitas vezes necessárias para que o fornecedor seja
perfeitamente integrado ao sistema JIT. Dos fornecedores também se requer que
entreguem itens de qualidade perfeita, já que não sofrerão nenhum tipo de inspeção
de recebimento. É necessária uma mudança radical na maneira como usualmente
observam-se os fornecedores em sistema produtivos tradicionais.

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Movimentação: Recebimentos freqüentes e confiáveis, lead times (tempo de
espera) curtos e altos níveis de qualidade.

O planejamento: Deve garantir uma carga de trabalho diária estável, que possibilite
o estabelecimento de um fluxo contínuo dos materiais.

Sistema de programação e controle de produção: está baseado no uso de


"cartões" (denominado método Kanban) para a transmissão de informações entre os
diversos centros produtivos.

Fator Humano: valorização dos funcionários, pois eles são os grandes


responsáveis pelo êxito ou pelo fracasso da implementação de um sistema Sem o
interesse das pessoas, nenhum sistema, seja ele qual for, funciona.

Organização do trabalho: a organização do trabalho deve favorecer e enfatizar a


flexibilidade dos trabalhadores, a comunicação fácil entre os setores produtivos e o
trabalho em equipe.

Conhecimento dos processos: é de fundamental importância que o trabalhador


conheça todo o processo produtivo de sua seção, podendo assim encontrar erros e
manter a qualidade.

2.1.3. Objetivo Principal

O principal objetivo sistema JIT é evitar desperdicios e otimizar os processos


e procedimentos.

Os desperdícios atacados podem ser de várias formas:

 desperdício de superprodução;
 desperdício de transporte;
 desperdício de processamento;
 desperdício de material esperando no processo;
 desperdício de movimento nas operações;
 desperdício de produzir produtos defeituosos;

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 desperdício de estoques.

As metas colocadas pelo JIT em relação aos vários problemas de produção


são:

 zero defeitos;
 tempo zero de preparação (SETUP);
 estoque zero;
 movimentação zero;
 quebra zero;
 tempo de espera zero;
 lote unitário (somente de um produto).

2.1.4. Vantagens

As vantagens do sistema de administração da produção Just in Time podem


ser mostradas através da análise de sua contribuição aos principais critérios
competitivos:

Custos: Dados os preços já pagos pelos equipamentos, materiais e mão de obra, o


JIT, busca que os custos de cada um destes fatores seja reduzido a essencialmente
o necessário. As características do sistema JIT, o planejamento e a
responsabilidade dos encarregados da produção pelo refinamento do processo
produtivo favorecem a redução de desperdícios. Existe também uma grande
redução dos tempos de setup, interno e externo, além da redução dos tempos de
movimentação, dentro e fora da empresa.

Qualidade: O projeto do sistema evita que os defeitos fluam ao longo do fluxo de


produção; o único nível aceitável de defeitos é zero. A pena pela produção de itens
defeituosos é alta. Isto motiva a busca das causas dos problemas e das soluções
que eliminem as causas fundamentais destes problemas. Os trabalhadores são
treinados em todas as tarefas de suas respectivas áreas, incluindo a verificação da
qualidade. Sabem, portanto, o que é uma peça com qualidade e como produzi-la. Se
um lote inteiro for gerado de peças defeituosas, o tamanho reduzido dos lotes
minimizará o número de peças afetadas. O aprimoramento de qualidade faz parte da

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responsabilidade dos trabalhadores da produção, estando incluída na descrição de
seus cargos.

Flexibilidade: O sistema just in time aumenta a flexibilidade de resposta do sistema


pela redução dos tempos envolvidos no processo. Embora o sistema não seja
flexível com relação à faixa de produtos oferecidos ao mercado, a flexibilidade dos
trabalhadores contribui para que o sistema produtivo seja mais flexível em relação
às variações do mix de produtos. Através da manutenção de estoques baixos, um
modelo de produto pode ser mudado sem que haja muitos componentes obsoletos.
Como o projeto de componentes comprados é geralmente feito pelos próprios
fornecedores a partir de especificações funcionais, ao invés de especificações
detalhadas e rígidas de projeto, estes podem ser desenvolvidos de maneira
consistente com o processo produtivo do fornecedor.

Velocidade: A flexibilidade, o baixo nível de estoques e a redução dos tempos


permitem que o ciclo de produção seja curto e o fluxo veloz. A prática de diferenciar
os produtos na montagem final, a partir de componentes padronizados, de acordo
com as técnicas de projeto adequado de manufatura e projeto adequado à
montagem, permite entregar os produtos em vários prazos mais curtos.

Confiabilidade: A confiabilidade das entregas também é aumentada através da


ênfase na manutenção preventiva e da flexibilidade dos trabalhadores, o que torna o
processo mais robusto. As regras do KANBAN e o princípio da visibilidade permitem
identificar rapidamente os problemas que poderiam comprometer a confiabilidade,
permitindo sua imediata resolução.

2.1.5. Pontos Negativos

O principal ponto negativo do JIT é a falta de estoque, ele aparece quando há


uma instabilidade na demanda a curto prazo, pois o sistema JIT requer que a
demanda seja estável para que se consiga um balanceamento adequado dos
recursos, possibilitando um fluxo de materiais suave e contínuo, caso a demanda
seja muito instável, há a necessidade de estoque de produtos acabados, o que fere
os principios do JIT.

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Além disso a falta de estoque gera a falta imediada do produto quando há
interrupção da produção por qualquer motivo como pro exemplo, greves, tanto na
própria fábrica como na de fornecedores. Ou ainda a quebras de máquinas também
é aumentado.

Outro ponto negativo aparece quando há produção de varios produtos ao


mesmo tempo na mesma fabrica, o que torna complexa a produção e obtenção de
materias-primas, além de aumentar o número de fornecedores.

Há ainda empresas que usam a filosofia de forma míope apenas para reduzir
custos e aumentar lucros de forma rápida, o que é errado uma vez que se trata de
um processo de longo prazo, dinâmico e que envolve outros fatores como qualidade
e satisfação do cliente como visão estratégica.

2.1.6. Diferenças entre o Just in Time e a Administração Tradicional

Item Visão Tradicional Just in Time


Decorrência natural do
Conquistada com muito
Qualidade trabalho bem feito na
investimento e custo alto.
primeira vez.
Altos níveis de Os funcionários são
Especialização especialização nos altamente especializados
escalões de comando. no âmbito operacional.

Obedece às ordens Participa e influencia a


Mão de Obra
superiores. produção.

Incentivo à disputa, Base do processo de


Fornecedores
inimigos. melhoria.

É inevitável, não tem Deve ser reduzido ao


Erros
importância. mínimo possível.

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Mantém a produção Ocultam problemas,
Estoque
funcionando. devem ser evitados.

Necessárias para manter Não deve haver filas, a


Filas a velocidade máxima das produção deve ser a sem
máquinas. paradas.
Redução pelo incremento Redução pela velocidade
Custos no uso de máquinas; com que o produto passa
altas taxas de produção. pela fábrica.

Lote econômico de
Lotes Quanto menor, melhor
compra.

Pelo excesso da
Pela redução de todos os
capacidade, de
tempos gastos em todas
Flexibilidade equipamentos, de
as etapas internas da
estoques e de despesas
organização.
administrativas.

2.1.7. Difusão no Mundo

Nas ultimas décadas os princípios do Just in Time tiveram sua eficiência


comprovada o que fez com que atualmente 97% das empresas de médio e grande
porte usem pelo menos uma das características do Just in Time em sua produção, o
que faz dele umas das principais teorias administrativas.
Na industria automobilística, que foi o “berço” do Just in time, todas as linhas
de produção usam seus princípios em conjunto com outros, o que aumenta cada vez
mais a produção.

2.2. Os Sete Desperdícios

Taiichi Ohno definiu os sete tipos de desperdícios como todas


aquelas atividades que adicionam custo, mas não agregam valor. Numa Empresa
onde o sistema Just In Time é aplicado, eles são motivos de uma perseguição sem

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fim pela própria eliminação. Aprender a enxergá-los, é a chave para começar a sua
jornada de transformação da sua organização.

Excesso de Produção: É produzir mais do que cliente necessita neste momento.


Acontece quando se é produzido produtos para o estoque baseado na previsão de
vendas, ou para evitar set-ups e processamento em lotes grandes para gerar mais
saída.

Transporte: É o movimento do produto que não agrega valor, como mover peças
para dentro e fora do estoque ou de uma estação de trabalho para outra

Movimento: Movimento desnecessário de pessoas quando não agregam valor, na


procura por peças, ferramentas, desenhos; escolhendo material; para alcançar
ferramentas; ou mesmo para erguer caixas de peças.

Espera: Tempo ocioso porque materiais, pessoas, equipamentos ou informações


não estão prontos. Pode ser causado por produção empurrada, trabalho
desbalanceado, inspeção centralizada, atrasos na entrada dos pedidos, falta de
prioridade, falta de comunicação.

Processo: Esforço que não agrega valor do ponto de vista do cliente. Como
exemplos Múltiplas limpezas das peças, preenchimento de folhas, tolerâncias
apertadas demais, ferramentas ou peças de difícil manuseio. As principais causas
são os atrasos entre os processos, o sistema empurrado, voz do Cliente não
compreendida e Design ruim.

Estoque: Mais materiais, peças ou produtos disponíveis do que o cliente necessita


neste momento.

Defeitos: Trabalho que contém erros, retrabalho, enganos ou falta de alguma coisa
necessária. Que tem como causas principais falhas do processo, a falta de
carregamento da peça, processo em grandes lotes, inspeção dentro do processo e
máquinas incapazes.

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3. Conclusão

Podemos fazer as seguintes observçãoes referentes às metas:

 Dano zero - Baseia-se na afirmação de não ter mais vínculos com falhas. Os
blocos de falha, interrompem a continuidade da produção e aumentam as obras em
andamento.

 Atraso zero - Trata-se tanto de tempo necessário para a mudança de uma


ferramenta, a partir de um atraso de fornecimento ou de pagamento, de atraso no
correio ou a aplicação das decisões.

 Zero defeito - É baseado em uma idéia simples: mais títulos para montar uma
organização, o que permite fazer produtos de qualidade.

 Existência Zero - É colocar em prática os três zero precedentes, um passo


importante para diminuir ainda mais o recurso à utilização do Kanban.

 Papel Zero - Para diminuir a papelaria que implica não só em reduzir o uso
da escrita, mas para diminuir a burocracia desnecessária significativamente, é
necessário diminuir termos de tomadas de decisão, reduzir as atividades e
processos administrativos notavelmente, além de contar com informações mais
rápidas e precisas.

 Zero acidentes - Os acidentes não só geram danos a máquinas e


equipamentos, mas também para as pessoas, assim, implica tanto na queda da
produtividade, da imagem da empresa e grande perda de financiadores.

Portanto, podemos concluir que o objetivo do just in time é proporcionar


satisfação ao cliente ao mesmo tempo que o custo total é reduzido. Tendo como
finalidade, proporcionar produtos de qualidade perfeita, em montantes necessários à
exata quantidade, no momento exato em que eles são necessários, ao custo total
menor de entrega.

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4. Referências Bibliográficas

 ALVAREZ-BALLESTEROS, Maria Esmeralda; Administração da qualidade e


produtividade: abordagens do processo administrativo, Atlas, São Paulo,
2001.

 HUTCHINS, David; Just in Time, Atlas, São Paulo, 1993.

 SOUZA, Jader; Gestão Empresarial – Administrando Empresas Vencedoras,


São Paulo, 2006.

 Brasil Escola, Administração/finanças, Just In Time, disponível em:


http://www.monografias.brasilescola.com/administracao-financas/just-in-time.htm
Acessado em 15 de outubro de 2010

 Kaizen and Lean Manufacturing Consulting: Gemba reseach, Consultoria, Os


7 Tipos de Desperdícios da Produção, disponível em:
http://www.gemba.com/portuguese/consulting.cfm?id=146
Acessado em 18 de outubro de 2010.

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