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Propriedades Mecânicas

Módulo de elasticidade longitudinal (E) e transversal (G)


 Longitudinal: Ec0 determinado por ensaio de compressão paralela às fibras.
 Transversal: G  E c 0 20

Na falta de ensaios específicos, a NBR 7190/1997 permite uma caracterização


simplificada, com base na resistência característica à compressão paralela às fibras da
madeira (fc0k), a saber:

f c0k f e90 k
 0,77  0,25
f t 0k f c0k

f tM k f v0k
 1,00  0,15 para coníferas
f t 0k f c0k

f c 90 k f v0k
 0,25  0,12 para dicotiledôneas
f c0k f c0k

f e0k f t 90 k
 1,00  0,00
f c0k f c0k

Onde, c = compressão, t = tração, v = cisalhamento, M = flexão, 0 e 90 = inclinação com


respeito às fibras da madeira (direção longitudinal, sendo 0 = paralela às fibras e 90 =
normal às fibras), e e = embutimento (resistência à penetração).
Para solicitações inclinadas aplica-se a fórmula de Hankinson, dada na Equação (1).

f co . f c 90
f c  (1)
f c 0 . sin    f c 90 . cos 2  
2

Para 0 <  ≤ 6º, fc = fc0.

Variação da resistência com a umidade


Pesas com umidade U ≠ 12% deem ter seus valores de resistência (f) e módulos de
elasticidade (E) corrigidos, conforme Equação (2) e Equação (3).

 3. U %  12 
f12%  f U% . 1   (2)
 100 

 2 . U %  12  
E12%  EU% . 1   (3)
 100 

Para U > 20%, f12% = E12% = 0,00. Destacando que o Ponto de Saturação (PS) da Madeira
(madeira verde) é considerado entre 25% e 30%.

Classe de resistência
Ver Tabela 1, para coníferas, e Tabela 2, para dicotiledôneas.

Tabela 1 – Classe de resistência para as coníferas (U = 12%)


Classe fc0k (MPa) fv0k (MPa) Ec0m (MPa) aparente (kgf/m³)
C20 20 4 3.500,00 500
C25 25 5 8.500,00 550
C30 30 6 14.500,00 600
Tabela 2 – Classe de resistência para as dicotiledôneas (U = 12%)
Classe fc0k (MPa) fv0k (MPa) Ec0m (MPa) aparente (kgf/m³)
C20 20 4 9.500,00 650
C30 30 5 14.500,00 800
C40 40 6 19.500,00 950
C60 60 8 24.500,00 1.000

Cabendo destacar que na impossibilidade de realizar ensaios de compressão paralela às


fibras, pode-se utilizar:
 EM = 0,85 Ec0 para coníferas;
 EM = 0,90 Ec0 para dicotiledôneas.
Onde, EM é o módulo de elasticidade na flexão.
Valores médios usuais de resistência e módulo de elasticidade de algumas madeiras estão
listados no Anexo E (página 90) da NBR7190/1997.

Dimensões mínimas das peças estruturais


As dimensões mínimas são as indicadas no Quadro 1.

Quadro 1 – Dimensões mínimas das peças estruturais

Área mínima (cm²) Dimensões mínimas (cm)


Vigas e barras principais 50 5,0
Peças secundárias 18 2,5

Peças roliças
Quando se trabalha com madeira roliça (seção transversal circular) a NBR7190/1997
permite a consideração da peça com diâmetro () uniforme, tomando-o a 1/3 da
extremidade de menor diâmetro, o que equivale à Equação (4).

 2  1
  1   1,5 .1 (4)
3

Onde, 1 < 2.


Sendo possível ainda a consideração de uma seção quadrada equivalente de dimensão b
dada pela Equação (5).

b . (5)
4

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