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SISTEMA DE ENSINO PRESENCIAL CONECTADO

NUTRIÇÃO

JULIANA ALVES DE SOUZA

RELATÓRIO DE ESTÁGIO EM NUTRIÇÃO CLÍNICA

Cabo Frio
2020
JULIANA ALVES DE SOUZA

RELATÓRIO DE ESTÁGIO EM NUTRIÇÃO CLÍNICA

Relatório de Estágio em Nutrição Clínica apresentado


como requisito obrigatório para a obtenção de média
bimestral na disciplina de Estágio em Nutrição Clínica.

Orientador: Prof. Flavia Maronesi

Cabo Frio
2020
SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO 3

2 ATIVIDADES DO ESTAGIÁRIO 4

3 CASO CLÍNICO 8

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS 13

REFERÊNCIAS 14
3

1 INTRODUÇÃO

Este relatório é o resultado final dos conhecimentos adquiridos ao estágio


de Nutrição Clínica. Teve como principal objetivo descrever as atividades realizadas
ao longo do estágio, que possibilitou conhecimentos nas áreas.
Foi possível também, assistir a consultas e conduzir algumas delas, o que
permitiu a avaliação de necessidades nutricionais, hábitos alimentares a promover
educação alimentar, prescrição de planos alimentares adequados às necessidades
nutricionais, reflexionando sobre o fundamental papel da alimentação saudável e
melhor qualidade de vida da promoção a saúde.
A realização deste estágio, permitiu-me adquirir conhecimentos em nutrição
clínica e desenvolver competências profissionais para o exercício da função.
4

2 ATIVIDADES DO ESTAGIÁRIO

Todos os dias foram muito importante, para nos mostrar como


solucionar os casos existentes de cada atendimento.

1º dia de estágio (01/10/2020)


Neste dia realizei o atendimento de 2 pacientes, sob supervisão e
orientação, onde foi realizado a anamnese, avaliação antropométrica, recordartório
24h, cálculos nutricionais e diagnóstico nutricional.

2º dia de estágio (02/10/2020)


Neste dia realizei o atendimento de1 paciente, sob supervisão e
orientação do supervisor de campo, onde realizei anamnese, avaliação
antropométrica, recordartório 24h, cálculos nutricionais, diagnóstico nutricional e
planejamento alimentar.

3º dia de estágio (05/10/2020)


Neste dia realizei o atendimento de 3 pacientes, onde realizei
anamnese, avaliação antropométrica, recordartório 24h, avaliação de exames
bioquímicos, cálculos nutricionais, diagnóstico nutricional e planejamento alimentar.

4º dia de estágio (06/10/2020)


Neste dia realizei o atendimento de 1 paciente, onde realizei
anamnese, avaliação antropométrica, recordartório 24h, cálculos nutricionais,
diagnóstico nutricional e planejamento alimentar.

5º dia de estágio (07/10/2020)


Neste dia realizei o atendimento de 2 pacientes, onde realizei
anamnese, avaliação antropométrica, recordartório 24h, cálculos nutricionais e
diagnóstico nutricional e planejamento alimentar.

6º dia de estágio (08/10/2020)


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Neste dia realizei o atendimento de 1 pacientes, onde realizei


anamnese, avaliação antropométrica, recordartório 24h, cálculos nutricionais,
diagnóstico nutricional e planejamento alimentar.

7º dia de estágio (09/10/2020)


Neste dia realizei o atendimento de 3 pacientes, onde realizei
anamnese, avaliação antropométrica, recordartório 24h, avaliação de exames
bioquímicos de apenas 02 pacientes, cálculos nutricionais, diagnóstico nutricional e
planejamento alimentar.

8º dia de estágio (13/10/2020)


Neste dia realizei o atendimento de 2 pacientes, onde realizei
anamnese, avaliação antropométrica, recordartório 24h, cálculos nutricionais,
diagnóstico nutricional e planejamento alimentar.

9º dia de estágio (14/10/2020)


Neste dia realizei o atendimento de 2 pacientes, onde realizei
anamnese, avaliação antropométrica, recordartório 24h, cálculos nutricionais,
diagnóstico nutricional e planejamento alimentar.

10º dia de estágio (15/10/2020)

Neste dia realizei o atendimento de 1 paciente, onde realizei anamnese,


avaliação antropométrica, recordartório 24h, cálculos nutricionais e diagnóstico
nutricional, planejamento alimentar.

11º dia de estágio (16/10/2020)

Neste dia realizei o atendimento de 3 pacientes, onde no primeiro


realizei anamnese, avaliação antropométrica, recordartório 24h, cálculos
nutricionais, diagnóstico nutricional e planejamento alimentar, no segundo paciente
foi realizado atendimento de retorno, no qual avaliei o recordatório alimentar e a
evolução da dieta, avaliando também a perda de peso.
12º dia de estágio (19/10/2020)
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Neste dia realizei o atendimento de 2 pacientes, no qual 1 paciente


foi a primeira consulta, realizei anamnese, avaliação antropométrica, recordartório
24h, cálculos nutricionais, diagnóstico nutricional e planejamento alimentar. O outro
paciente atendido foi consulta de retorno, no qual avaliei o recordatório alimentar e
a evolução da dieta, bem como a perda de peso dos paciente.

13º dia de estágio (20/10/2020)


Neste dia realizei o atendimento de 1 paciente, consulta de retorno
no qual avaliei o recordatório alimentar e a evolução da dieta, bem como a perda de
peso do paciente.

14º dia de estágio (21/10/2020)


Neste dia realizei o atendimento de 2 pacientes, consulta de retorno
no qual avaliei o recordatório alimentar e a evolução da dieta, bem como a perda de
peso dos pacientes.

15º dia de estágio (22/10/2020)


Neste dia realizei o atendimento de 1 paciente, onde realizei
anamnese, avaliação antropométrica, recordartório 24h, cálculos nutricionais,
diagnóstico nutricional e planejamento alimentar.

16º dia de estágio (23/10/2020)


Neste dia realizei o atendimento de 3 pacientes, no qual 2 pacientes
foram de primeira consulta, onde realizei anamnese, avaliação antropométrica,
recordartório 24h, cálculos nutricionais, diagnóstico nutricional e planejamento
alimentar. O outro paciente atendido foi consulta de retorno, no qual avaliei o
recordatório alimentar e a evolução da dieta, bem como a perda de peso do
paciente.

17º dia de estágio (26/10/2020)


Neste dia realizei o atendimento de 1 paciente, onde realizei
anamnese, avaliação antropométrica, recordartório 24h, cálculos nutricionais e
diagnóstico nutricional e planejamento alimentar.
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18º dia de estágio (27/10/2020)


Neste dia realizei o atendimento de 1 paciente de retorno, no qual
avaliei o recordatório alimentar e a evolução da dieta, bem como a perda de peso do
paciente.

19º dia de estágio (28/10/2020)


Neste dia realizei o atendimento de 1 paciente de retorno, no qual
avaliei o recordatório alimentar e a evolução da dieta, bem como a perda de peso.
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3 CASO CLÍNICO

3.1. Introdução

Para o caso clínico a paciente escolhida apresenta anemia, e por


deficiência de ferro a anemia é considerada um dos problemas nutricionais de maior
relevância, acomete cerca de 30% da população mundial, em regiões mais pobres e
carentes. Segundo a Organização Mundial de Saúde, a anemia nutricional é a
condição na qual o conteúdo de hemoglobina do sangue está abaixo dos valores
considerados normais, carência de um ou mais nutrientes que são essenciais,
necessários para a formação da hemoglobina. A falta de vários nutrientes podem
estar envolvidos para gerar um quadro de anemia, a deficiência de ferro tem sido a
causa mais importante.

A anemia gera um grande problema na saúde, pelos elevados efeitos deletérios


sobre a saúde e sua prevalência.

3.2. Identificação do paciente.


G.F.F. , sexo feminino, 14 anos de idade, estudante.

3.3. Queixa Principal.

Saber se têm somente anemia.


Dores na região abdominal, associada a cansaço e fraqueza.

3.4. História da Doença Atual.

Há dois anos a paciente sente dores abdominais, fraqueza e


cansaço, e há dois meses detectou hemoglobina de 6,23, realizando exame
laboratorial, logo assim foi encaminhada à UPA e permaneceu por dois dias. Após
os dois dias recebeu alta, foi novamente para UPA, fez uso do Noripurum EV, porém
teve reação alérgica. Faz uso de Sulfato Ferroso cp 40mg FE, 2 comprimidos no
almoço e 2 comprimidos no jantar e também Vit B12 IM ( 2 em 2 semanas). Diz não
ter outros sintomas, foi prescrito o uso de ácido fólico e sulfato Ferroso, devido a
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anemia menarca aos 9 anos e faz uso do anticoncepcional Desogestrel. Reside com
pai e avó, a qual tem anemia ferropriva.
3.5. História Familiar.
A paciente mora com o pai e avó.

3.6. História Patológica Pregressa.

Anemia Ferropriva.

3.7. História socioeconômica.

A paciente é estudante, mora com o pai e avó não possui outra


renda além dos responsáveis. A avó é quem faz as compras em mercadinhos
próximos a residência, porém descreveu não comprar muitas hortaliças e legumes,
pois os mesmos nunca estão frescos, as vezes faz feira uma vez por semana.
A comida é preparada pela avó, que confessa ter pouco interesse
em cozinhar e acaba preparando alimentos rápidos, com poucos nutrientes,
fazendo o uso de frituras e congelados.

3.8. Exame clínico.

Através da Anamnese, foi verificado que a paciente apresenta


anemia, adquirida através de sua má alimentação possui um histórico clinico de
antecedentes familiares, anemia Ferropriva.

3.10. Avaliação do estado nutricional do paciente:

Carência nutricional com anemia multifatorial.

3.10.1 – Avaliação Clínica.

Anêmica, cabelos e unhas fracos.

3.10.2 - Avaliação Antropométrica.


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PA: 100×70 mmHg        FC: 96bpm         SatO2:97%          AR: MVF sem RA      
AC: BNFNR em 2T sem sopros             

ABD: RA presente, abdome livre, sem dor a palpação superficial e profunda, sem

visceromegalias

 MMII: sem edemas

3.10.3 – Avaliação Bioquímica.

Hemoglobina (Hb)

Exames Complementares:

Hemácias: 4,28

Hb: 6,23

Hematocrito: 24

VCM: 55,3

HCM: 14,6

RDW: 15,1

Leucócitos: 3200

Plaquetas: 332000

Vit D: 23,53 (30-100)

Vit B12: 213 (211-810)


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Ácido Fólico: 3,25 (superior 38)

Ferritina: 2,70 (10-281)

Ferro: Sérico 11,1 (60-80)

CTLF: 473,1

IST: 2,29 (15-50%)

Sangue oculto nas fezes: negativo

3.10.4 - Avaliação Dietética.

A paciente não se alimentava corretamente, pulava refeições como


café da manhã, comia frituras, batata frita, alimentos ultra processados e não se
alimentava de hortaliças e leguminosas, por exemplo o feijão.

3.10.5 - Diagnóstico Nutricional Conclusivo.

A paciente está classificada com anemia, carência nutricional com


anemia multifatorial.
Seu resultado está relacionado a falta de uma alimentação saudável
e rica em nutrientes que precisa.

3.11. Evolução clínica e laboratorial do paciente

No primeiro dia de atendimento a paciente informou que não


conseguia manter uma rotina, acordava tarde, pulava o café da manhã, sua ingestão
hídrica não chega a 1litro de água por dia. Não houve a volta da paciente a clínica,
mas em contato com a mesma, disse está seguindo corretamente as orientações.

3.12. Evolução dietoterápica do paciente.


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Recomendo sobre a importância de tomar sol, manter uso de sulfato ferroso e ácido fólico. Solicito
EDA e prescrevo Cianocobalamina IM. Deixando pedido de exames para colher em 4 meses. Retorno
com exames. Oriento melhora de ingestão de alimentos e ingestão hídrica.

3.13. Evolução nutricional do paciente

Não verificamos a evolução nutricional, pois não tivemos o devido


tempo para o seu retorno.

3.15. Conclusão.

Concluí o quanto uma correta orientação proporciona resultados positivos, trazendo benefícios
físicos, emocionais e biológicos, fazendo com que o paciente se motive a melhorar seus resultados e
hábitos alimentares, buscando uma qualidade de vida melhor. Foi muito importante esse primeiro
contato que o estágio proporcionou, ajudando a colocar todo o conhecimento adquirido em prática.
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4 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Foi de suma importância o Estágio de Nutrição Clínica,


proporcionando a prática , aprendizagem, como o nutricionista deve agir diante a
variadas situações, adquirindo conhecimentos e auxiliando na formação do futuro
profissional. É essencial o acompanhamento nutricional, podemos observar a
importância do estágio em nutrição clínica.
A supervisora e orientadora de estágios, foram essenciais e
indispensáveis, compartilharam seus conhecimentos, assim contribuindo para que
as nossas realizações de atividades propostas fossem realizadas com sucesso e
excelência .
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REFERÊNCIAS

https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1808-
86942012000100020&lng=pt&nrm=iso

https://www.scielosp.org/article/csp/2009.v25n4/877-888/pt/

https://www.scielo.br/scielo.php?
script=sci_arttext&pid=S1415-790X2019000300413
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RELATORIO DE ESTAGIO DOS ESTUDOS DE CASOS

 ESTUDO DE CASO 01:

1. Introdução
A paciente neste estudo possui as seguintes patologias hipertensão
arterial e Diabetes. Podemos verificar que Diabetes, é uma patologia, causada pelo
mau funcionamento das células pancreáticas, sendo elas os acinos e ilhotas de
Langherans, que são as reesposáveis pela regulação dos níveis de glicose
sanguínea, ocasionando assim uma deficiência de insulina no organismo,
ocasionando a hiperglicemia, produção de ácidos graxos e cetoácidos em níveis
aumentados no sangue e que podem acarretar diversas complicações em diferentes
órgãos e tecidos. Já a Pressão Arterial é uma doença crônica, em que a pressão
sanguínea nas artérias é alta, fazendo que o coração exerça um esforço maior que o
normal para que o sangue circule através dos vasos sanguíneos. Podendo
ocasionar hemorragias da retina, encefalopatia e insuficiência rena que esta ligada
ao sistema cardiovascular.

2. Identificação do paciente.
H.J.S, sexo feminino, com 55 anos de idade.

3. Queixa Principal.
Redução da ingestão de alimentos e emagrecimento.

4. História da Doença Atual (HDA).


Devido a anos de tratamento descompensado da Diabetes e
Hipertensão a paciente desenvolveu doença renal crônica e esta no momento em
tratamento conservador.

5. Avaliação Bioquímica;
A paciente possui as seguintes taxas:
Albumina: 2,8g/dL
Proteínas Totais: 5,6 g/dL
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Colesterol Total: 300mg/dL


LDL: 90mg/dL
HDL: 45mg/dL
Glicemia: 120mg/dL
Uremia: 80mg/dL
Creatinina: 15,1mg/dL
Potássio: 6,0 mEq/L
Fosforo: 7,6mg/dL
TFG: 25mL/min

1) Como o Diabetes Mellitus e a hipertensão arterial, podem comprometer


o funcionamento renal.

No caso, da diabetes, ela pode trazer danos aos rins, comprometendo a sua
capacidade de filtragem, pois os altos níveis de açúcar fazem com que os rins filtrem
muito sangue, sobrecarregando os órgãos e levando a perda de proteínas na urina.
Essa perda progressiva da capacidade de filtrar o sangue pode levar à doença renal
crônica. Pacientes com diabetes que desenvolvem problemas nos rins também
podem apresentar proteína na urina, edemas (inchaço por excesso de líquido) nas
pernas e pressão arterial elevada.

Quando a pressão arterial foge do valor ideal, os vasos sanguíneos sofrem lesões, e
com o tempo podem ficar mais espessos e rígidos. Nos Rins, esse efeito resulta em
perda de eficiência para filtrar o sangue e eliminar resíduos nocivos adequadamente.

Portanto, tanto a Diabetes e a Hipertensão arterial, podem ate mesmo de


forma silenciosa, comprometer as funções renais do paciente. Alguns pacientes só
percebem que há algo errado quando o órgão já está muito comprometido. Na fase
inicial, alguns sinais são mal-estar, fadiga, perda de apetite e perda de peso não
intencional. Em casos graves, pode haver necessidade de diálise e até
de transplante de rins.
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2) Fazendo uma analise dos exames laboratoriais da paciente:

Começando pela taxa de Albumina a 2,8 g/dL, podemos verificar uma taxa
baixa dessa proteína, sendo o valor de referência de Albumina sérica 3,5 a 5,5 g/dL
para a normalidade e para pacientes com DRC desejável ,maiores de 3,8 a 4,0.
O valor diminuído de albumina, também chamado de hipoalbuminemia, pode
ocorrer devido a diversas situações, como por exemplo: problemas renais, em que
há o aumento da sua excreção na urina; alterações intestinais, o que impede a sua
absorção no intestino; desnutrição, em que não há a absorção correta ou ingestão
adequada de nutrientes, interferindo na absorção ou produção de albumina;
inflamações, principalmente relacionadas ao intestino, como por exemplo, a doença
de Crohn e a colite ulcerativa.
Além disso, os valores diminuídos de albumina no sangue também podem
ser indicativos de problemas no fígado, em que há diminuição da produção dessa
proteína.
A taxa de colesterol total da paciente encontra-se em 300mg/dL, podemos
verificar que este, se encontra bem elevado, conforme podemos verificar com o valor
de referencia e de alvo terapêutico, da avaliação de risco cardiovascular estimado
pelo medico solicitante do perfil lipídico para adultos com mais de 20 anos, onde o
desejável seria <190 mg/dL.
A taxa de LDL da paciente encontra-se em 90mg/dL, ou seja, esta
alto,devido a mesma referencia utilizada para avaliação de risco cardiovascular
estimado pelo medico solicitante do perfil lipídico para adultos com mais de 20 anos,
onde o risco para LDC <70 é alto.
A taxa de HDL da paciente encontra-se em 45mg/dL, assim podemos
verificar que este um pouco baixo, conforme a referencia utilizada para avaliação de
risco cardiovascular estimado pelo medico solicitante do perfil lipídico para adultos
com mais de 20 anos, que deveria estar >40, para ser ideal
A taxa de Glicemia da paciente esta em 120mg/dL, verificamos então que
esta elevada conforme valores de referencia da glicose plasmática para diagnostico
de diabetes mellitus e seus estágios pre- clínicos, que deveria ser <100 mg/dL para
ser ideal.
A taxa de Uremia da paciente esta em 80mg/dL, ou seja ,muito acima do
valores de referencia A taxa normal de ureia no sangue está entre 15 e
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45 mg/dL (miligramas por decilitro). Valores maiores que estes são considerados


altos e o quadro clínico é chamado de hiperuremia. A uremia ocorre quando o
sistema renal é incapaz de filtrar o sangue e depurá-lo das substâncias tóxicas
resultantes do metabolismo da proteína. O nível de ureia no sangue também pode
estar aumentado por: Aumento da produção de ureia no fígado devido a dieta
proteica alta; fumo; degradação incrementada de proteína motivada por
cirurgias, infecções, traumas ou cânceres; hemorragias gastrointestinais e certas
drogas ou medicamentos ou pela redução da eliminação de ureia, devido a
descenso do fluxo sanguíneo pelo rim; obstrução do fluxo de urina ou desidratação.
Dentre as principais condições clínicas que causam uremia estão o diabetes
mellitus, a hipertensão arterial, doenças renais congênitas, doenças renais agudas
mal curadas e os traumas renais causados por acidentes.
Taxa de Creatinina da paciente esta em 15,1mg/dL , verificamos que esta
elevada, segunda a taxa normal que e de 0,4 a 1,3 mg (%).
Quando os exames laboratoriais indicam elevação dessa taxa, pode ser um
sinal de problema nos rins, logo que eles são os responsáveis pela filtragem do
sangue.
A Taxa de Potássio da paciente esta em 6,0mEq/L , esta alta ,segundo o
valor de referência, que é entre 3,5 e 5,5 mEq/ L. ou seja isso significa uma
hipercalemia, também chamada de hiperpotassemia, corresponde ao aumento da
quantidade de potássio no sangue.
O aumento da quantidade de potássio no sangue pode resultar em algumas
complicações como fraqueza muscular, alteração dos batimentos cardíacos e
dificuldade para respirar.
O potássio alto no sangue pode ter diversas causas, no entanto acontece
principalmente como consequência de problemas renais, isso porque os rins
regulam a entrada e saída de potássio nas células. Além de problemas renais, a
hipercalemia pode acontecer como consequência da hiperglicemia, insuficiência
cardíaca congestiva ou acidose metabólica.
A taxa de Fosforo da paciente esta em 7,6mg/dL , verificando os valores
de referencia ideais que seria de 2,5 a 4,8 mg (%) (adultos), podemos verificar que a
sua taxa esta alta, ocasionando assim a chamada Hiperfosfatémia, que significa
um transtorno de eletrólito no qual há um nível anormalmente elevado
de fosfato no sangue, podendo indicar problemas renais .
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A taxa de TFG da paciente encontra-se em 25mL/min. A taxa de filtração


glomerular (TFG) é um indicador importante para detecção, avaliação e tratamento
da doença renal crônica (DRC) e, na prática clínica, a investigação de rotina por
meio de equações utiliza as concentrações de creatinina sérica e da cistatina C
É considerado o diagnóstico de Insuficiência renal quando a TFG é menor que
60 mL/min/1,73 m2e Insuficiência renal grave ou falência renal quando a TFG é
menor que 15 mL/min/1,73 m213,14.

 Normal (≥ 90 e < 120 mL/min/1,73 m2);


 Diminuição leve da TFG (≥ 60 e < 90 mL/min/1,73 m 2);
 Diminuição moderada da TFG (≥ 30 e < 60 mL/min/1,73 m 2);
 Diminuição severa da TFG (≥ 15 e < 30 mL/min/1,73 m 2).

Podemos notar que a paciente apresenta uma diminuição moderada da TFG,


ou seja, apresenta insuficiência renal moderada.

3) Elaborar um plano alimentar para esse paciente em tratamento


conservador da doença renal crônica.

Podemos recomendar de uma maneira geral, uma dieta com restrição de sal


(em torno de 3,0 gramas por dia); nas fases mais avançadas da doença, poderá ser
necessária a restrição de água (dependendo se o paciente persiste com inchaço,
apesar da restrição do sal e do uso de diuréticos), restrição de alimentos que
contenham muito potássio e/ou fósforo (leite, carnes, refrigerantes a base de cola).
Atenção especial deve ser dada ao consumo de proteínas, pois a quantidade e o
tipo de proteína a ser ingerida variam com a fase da doença renal e a causa da
mesma.
Nos doentes com Insuficiência Renal Crónica (IRC) é fundamental uma
alimentação correta. A terapia nutricional exerce um importante papel na redução,
bem como na estabilização do ritmo de progressão da doença.
O tratamento conservador ou pré-diálise consiste em travar o
desenvolvimento da doença e prevenir a desnutrição, assim como reduzir a
toxicidade urémica.
A avaliação nutricional é essencial para prevenir a progressão da doença,
assegurando simultaneamente um estado nutricional adequado.
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As necessidades energéticas do doente em tratamento conservador ou pré-


diálise não são muito diferentes da população em geral. No entanto, para doentes
obesos podem ser recomendados aportes calóricos mais baixos. Por outro lado,
doentes fisicamente muito ativos ou desnutridos, podem necessitar de um aporte
energético superior.
Sabe-se que uma dieta hipoproteica pode melhorar os sintomas urémicos e
prevenir ou tratar muitas das complicações da IRC. Para doentes com IRC em pré-
diálise recomenda-se uma ingestão de 0,6 – 0,8g de proteína/Kg/dia, sendo que pelo
menos 60% sejam de alto valor biológico, isto é, apesar de ser uma alimentação
pobre em quantidade de proteínas, estas devem ser proteínas bem absorvidas pelo
organismo, como por exemplo, proteínas animais: carne, peixe, ovos, leite e
derivados.
A melhoria dos sintomas ocorre porque a dieta hipoproteica também restringe
a ingestão de fósforo e sódio.
Todo o doente com diminuição da função renal beneficia de uma restrição
alimentar de proteínas, uma vez que isso pode atrasar o agravamento da
deterioração da função renal.
Normalmente é recomendado que doentes em pré-diálise façam uma dieta
rica em Hidratos de Carbono (50 – 60% do valor calórico total), devendo privilegiar o
consumo de alimentos ricos em Hidratos de Carbono Complexos, como o amido,
hidrato de carbono complexo mais comum, existente nos cereais como pão, massa,
batata e leguminosas.
Em relação aos lípidos são geralmente recomendados 30 – 40% do valor
calórico total, sendo mais ricos em gorduras monoinsaturadas, como o azeite, e
gorduras polinsaturadas, por exemplo, peixes gordos (salmão, cavala, truta,
sardinha, atum) e frutos gordos (nozes, amêndoas, avelã,… Esta recomendação
depende sempre dos valores do K+ e do fósforo de cada doente IRC), óleos
vegetais (soja, açafrão, milho).
O potássio e os líquidos não são normalmente restringidos, até que haja uma
perda significativa da função renal.
A hipercaliémia não é frequente nas fases iniciais da DRC, no entanto, é
importante a monitorização regular dos doentes nestas fases para evitar a
hipercaliémia e mais raramente a hipocaliémia.
A absorção intestinal de cálcio está comprometida com o aumento da
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progressão da IRC, devido à alteração do metabolismo da vitamina D. As dietas


pobres em fósforo, são geralmente pobres em cálcio, portanto, poderá ser
necessária a suplementação de vit. D.
Os níveis elevados de fósforo estão diretamente ligados à progressão da IRC,
sendo importante o controlo da ingestão deste mineral. No entanto, as dietas
hipoproteicas já são pobres em fósforo. Conforme a IRC progride poderá ser
necessária a utilização de quelantes de fósforo, em adição à restrição alimentar
deste mineral, para manter o nível adequado.
As necessidades nutricionais de vitaminas e minerais na DRC não estão bem
definidas, mas os doentes na fase pré-dialítica, e principalmente aqueles que
cumprem a restrição proteica, necessitam de suplementos vitamínicos do complexo
B e ácido fólico.
Numa alimentação saudável o consumo médio de vitamina C é cerca de 60 a
90 mg/dia, o que é suficiente não sendo necessário suplementar. 
 
Recomendações nutricionais para doentes com DRC em fase pré-dialítica.

Nutriente Recomendações

Proteínas 0.6-0.8 g/kg PCI*/dia(50% de alto valor biológico)

Energia 30-35 kcal/kg PCI/dia se idade > 60 anos.< 30 kcal/kg PCI/dia se idade
< 60 anos

Hidratos de
50%-60% do total calorico
Carbono

30%-35% do total calorico25-35% do total calorico, se existir


dislipidemiaLípidos saturados: 7%-10% do total calorico;ouLípidos
Lípidos
Polinsaturados: 7%-10% do total caloricoAté 10% do total
totais
caloricoLípidos Monoinsaturados 10%-20% do total caloricoAté 20% do
total calorico

Sódio 800 - 2500 mg/dia(80 - 100 mmol sódio ou 5 g sal por dia )

Potássio Sem restrição a não ser que os níveis séricos sejamelevados. Se K+


>5.5 mmol/l recomenda-se 1.0 mmol/kg PCI

Fósforo De acordo com valores analíticos. Se fósforo sérico> 4.6 mg/dl (> 1.49
mmol/l) recomendam-se 600-1000 mg/dia(19-31 mmol/l)
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Cálcio 1200 a 1400 mg/dia

Líquidos Sem restriçãoVolume de urina de 24-horas + 750 ml, se edemas

Magnésio 200 a 300 mg/dia (não suplementar)

Ferro Individualizado

Zinco Suplementar apenas se houver deficiência de zinco confirmada


Doença Renal Crónica - GID - Gestão Integrada da Doença *PCI: peso corporal
ideal 

Melhorar a alimentação e o estilo de vida é fundamental para atenuar e


reduzir os fatores de risco cardiovascular nos doentes com DRC.
As recomendações atuais são:
 Regular o balanço energético (ingestão deve ser igual ou inferior ao
consumo) e aumentar a atividade física para atingir e manter um peso corporal
adequado (IMC entre 20 e 25 Kg/m2).
 Incluir frutos, legumes e hortaliças na alimentação diária.
 Aumentar o aporte alimentar em fibra (solúvel e insoluvel), como os
produtos horticolas, frutos, pão e cereais integrais entre outros alimentos. No entanto
de ter em conta que os alimentos ricos em fibra têm uma quantidade mais elevada
de fósforo e potássio.
 Incluir peixes gordos na alimentação (2 a 3x por semana), como a
cavala, sardinha, salmão, chicharro e atum fresco.
 Limitar a ingestão de gorduras saturadas para menos de 7% da
ingestão energética total e de colesterol abaixo dos 300mg/dia, preferindo carnes
“brancas” magras, evitando a carne vermelha e outros alimentos com elevado
conteúdo em gordura e minimizando a ingestão de gorduras hidrogenadas,
nomeadamente produtos de confeitaria e pastelaria.
 Minimizar o consumo de alimentos e bebidas com açúcar adicionado,
como bolos, bolachas e refrigerantes.
 Cozinhar os alimentos com pouco ou nenhum sal.
 Consumir álcool numa pequena quantidade (200ml de vinho por dia é
considerado “saudável”).
 Assegurar um bom controlo glicémico caso seja diabético.
23

 Insistir no fracionamento alimentar (5 a 6 refeições/dia) e preferir


hidratos de carbono de absorção lenta (cereais, massas, pão).

Prefira:

Comer legumes cozidos em água fervente e desprezando a água da fervura de:


 Abóbora
 Abobrinha
 Acelga
 Batata
 Berinjela
 Beterraba
 Brócolis
 Chuchu
 Couve-flor
 Couve-manteiga
 Espinafre
 Mandioca
 Mandioquinha
 Quiabo
 Vagem
Verduras recomendadas:
 Alface
 Agrião
 Almeirão
 Cenoura
 Escarola
 Pepino
 Pimentão
 Repolho
 Tomate
Frutas recomendadas
 Abacaxi
 Acerola
 Ameixa fresca
 Banana maçã
 Caju
 Caqui
 Jabuticaba
 Laranja lima
 Lima da pérsia
 Limão
 Maçã
 Manga
 Melancia
 Morango
 Pêra
 Pêssego
 Pitanga
24

PLANEJAMENTO ALIMENTAR

Café da manha:
1 xícara pequena de café ou chá (60 ml) 
1 tapioca (60g) com 1 colher de chá de manteiga (5g)
1 pêra cozida

Lanche da manha:
1 fatia de abacaxi assado com canela e cravinho (70g)

Almoço:
2 panquecas recheadas com carne moída (carne: 60 g)
1 colher (sopa) de repolho cozido
1 colher (sopa) de arroz branco
1 fatia fina (20g) de goiabada diet
Lanche:
5 Palitos de batata-doce
Jantar:
1 posta de peixe cozido (60 g)
2 colheres (sopa) de cenoura cozida com alecrim
2 colheres (sopa) de arroz branco
Ceia :
2 torradas com 1 colher de chá de manteiga (5 g)
1 xícara pequena de chá de camomila (60ml)

4) Faça uma orientação nutricional referente em alimentos ricos em


fosforo e potássio.

Na insuficiência renal crônica (IRC), o sistema para manutenção de balanço


do fósforo é rompido pela perda de nefrons. Conforme o ritmo de filtração glomerular
(RFG) de fósforo cai, há uma adaptação renal caracterizada por um declínio na
reabsorção tubular de fósforo, causando fosfatúria aumentada nos nefrons residuais.
A redução da absorção do fósforo é crucial para prevenir a hiperfosfatemia e
o hiperparatireoidismo que se desenvolvem em pacientes com número diminuído de
nefrons funcionais. Como o fósforo é absorvido a partir da dieta, pacientes com
insuficiência renal crônica avançada são colocados em dietas com restrição de
fósforo. Entretanto, esta redução de fosfato na dieta é usualmente insuficiente e a
maioria dos pacientes usa quelantes de fosfato (medicações que impedem a
absorção do fósforo), se necessário. Este deve ser tomado durante as refeições e
lanches segundo orientações.
.
25

Portanto, todo paciente que apresente taxa de filtração glomerular < 60


ml/minuto, deve fazer um acompanhamento ambulatorial com profissional
nutricionista, a fim de receber orientações e acompanhar sua evolução clínica.
Nessa fase, existem orientações específicas quanto à alimentação, especialmente
no que tange à qualidade da ingestão proteica, com restrição parcial de alguns
alimentos ricos em fósforo e potássio. Os valores de fósforo, potássio e
paratormônio podem estar limítrofes ou pouco aumentados, de acordo com o caso
específico. Os objetivos nessa fase são: minimizar sintomas urêmicos, tais como
náuseas, fraqueza e perda do apetite; retardar a progressão da doença e manter o
estado nutricional até a necessidade de iniciar o programa regular de diálise, se
assim for necessário.
.
Para garantir a ingestão adequada de proteína, porém controle do fósforo
deve-se seguir algumas orientações, tais como:

Evitar alimentos:

 Carnes em geral – peixe, frango, porco, boi.


 Leite e derivados – queijos, iogurte, doce de leite, sorvete, chocolate
 Ovos
 Grãos – feijão, ervilha, lentilha, grão-de-bico, soja
 Alimentos com alto teor de fósforo: sardinha, frutos do mar, miúdos,
lingüiça, salsicha, presunto, mortadela, salame, peito de peru. Oleaginosas –
amendoim, castanha, nozes e avelãs, todas com alto teor de fósforo;
Refrigerantes a base de cola (alto teor de fósforo) e Cervejas.

Evite também alimentos industrializados, que possuem conservantes que são


grande fonte de fósforo facilmente absorvido no intestino.

Agora para controle do potássio, devem se preparar as verduras e legumes


cozidos para as principais refeições.
Uma alimentação correta é essencial para que tenhamos sucesso no
tratamento.
26

Alimentos com Potássio:

Baixo teor de potássio:

FRUTAS: Abacaxi; Acerola; Ameixa fresca; Banana maçã; Caju; Caqui; Jabuticaba;
Laranja lima; Lima da pérsia; Limão; Maçã; Manga; Melancia.
Morango; Pêra; Pêssego; Pitanga.

VERDURAS: Alface; Agrião ;Almeirão; Cenoura; Escarola; Pepino; Pimentão;


Repolho.

LEGUMES:

Baixo teor de potássio se cozidos em água fervente e desprezando a


água da fervura: Abóbora; Abobrinha; Acelga; Batata; Berinjela; Beterraba;
Brócolis; Chuchu; Couve-flor; Couve manteiga; Espinafre; Mandioca; Mandioquinha;
Quiabo; Vagem.

Alto teor de potássio:

FRUTAS: Abacate; Açaí; Água de coco; Banana prata; Banana nanica; Damasco;
Figo; Fruta-do-conde; Goiaba; Graviola; Jaca; Kiwi; Laranja pêra ou bahiana;
Mamão; Maracujá; Melão; Mexerica ou tangerina; Nectarina; Uva.

Outros alimentos com alto teor de potássio: Grãos: feijão, ervilha, grão de bico,
soja; Frutas secas: coco, uva passa, ameixa seca, damasco; Oleaginosas: nozes,
avelã, amendoim, amêndoa, castanhas, pinhão; Sal dietéticos ou light; Chocolate e
Café solúvel

Alimentos ricos em Sal (sódio): Embutidos em geral – presunto, mortadela, bacon,


linguiça, salame, salsicha; Peixes processados e salgados: sardinha, atum, salmão,
bacalhau, aliche e carne seca; Queijos em geral, exceto ricota e queijo minas
fresco.; Enlatados em conserva, como milho, ervilha, azeitonas, picles, palmito;
Margarina ou manteiga com sal ;Temperos ; molhos prontos e sopas e alimentos de
pacote.

REFERÊNCIAS
27

SESSO, Ricardo ; FERRAZ, Marcos B. Avaliação crítica do sevelamer no


tratamento da hiperfosfatemia em pacientes com insuficiência renal crônica.
Disponível em https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-
42302003000100042.Acessado em 08 de Set. de 2020 as 20h.

CARVALHO, Aluízio Barbosa de; CUPPARI, Lilian. Controle da hiperfosfatemia na


DRC. Disponível https://www.scielo.br/pdf/jbn/v33n2/a12v33n2.pdf .Acessado em 08
de Set. de 2020 as 19h45.

ZANIN, Tatiana. Dieta para insuficiência Renal. Disponível em


https://www.tuasaude.com/alimentacao-na-insuficiencia-renal/ Acessado em 08 de
Set. de 2020 as 20h33.

MARTINS, Carmen Tzando Branco et al. Perguntas e Respostas sobre Nutrição


em Diálise. Disponível em https://www.sbn.org.br/o rientacoes-e-
tratamentos/orientacoes-nutricionais/Acessado em 08 de Set. de 2020 as 19h20.

LEMOS, Marcela. Para que serve o exame de Albumina e valores de referencia.


Julho de 2020.Disponivel em https://www.tuasaude.com/exame-de-albumina/
Acessado em 09 de Set. de 2020 as 19h.

LEMOS, Marcela. Hipercalemia: o que é? Principais sintomas e tratamento.


Maio de 2020. Disponível em https://www.tuasaude.com/hipercalemia/#:~:text=A
%20hipercalemia%2C%20tamb%C3%A9m%20chamada%20de,5%2C5%20mEq
%2F%20L. Acessado em 10 de Set. de 2020 as 19h09.

Nutrição em pré dialise. Portal Dialise. Disponível em


https://www.portaldadialise.com/portal/nutricao-em-pre-dialise . Acessado em 08 de
Set. de 2020 as 20h14

Como ter uma alimentação mais balanceada convivendo com a DRC. Clinica de
doenças Renais de Brasília. 25 de Julho de 2018.Disponivel em
https://cdrb.com.br/vivendo-com-a-doenca-renal/alimentacao-balanceada-drc/
Acessado em 08 de Set. de 2020 as 20h49.

ABCMED, 2018. Uremia: conceito, causas, valores de referência, diagnóstico,


tratamento e prevenção. Disponível em: https://www.abc.med.br/p/sinais.-
sintomas-e-doencas/1323978/uremia-conceito-causas-valores-de-referencia-
diagnostico-tratamento-e-prevencao.htm. Acessado em 09 de Set. de 2020 as
19h09.
28

Fosforo na doença renal. Portal Dialise .18 de Julho de 2016. Disponível em


https://www.portaldadialise.com/articles/fosforo-na-doenca renal#:~:text=Esta
%20hiperfosfat%C3%A9mia%20pode%20conduzir%20a,normal%20fluxo%20de
%20sangue)%3B. Acessado em 10 de Set. de 2020 as 20h.

Revista Brasileira de Epimedeologia. Avaliação da função renal na população


adulta brasileira, segundo critérios laboratoriais da Pesquisa Nacional de
Saúde. Volume 22 . Rio de Janeiro. 07 de Outubro de 2019. Disponível em
https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-
790X2019000300407#:~:text=Normal%20(%E2%89%A5%2090%20e%20%3C
%20120,1%2C73%20m2)%3B Acessado em 10 de Set. de 2020 as 20h43.
29

RELATORIO DE ESTAGIO DOS ESTUDOS DE CASOS

 ESTUDO DE CASO 02:

1. Introdução
O paciente neste estudo estava com uma hemorragia digestiva alta e
diagnosticado com úlcera gástrica na região antral ,gastrite erosiva difusa em corpo
e fundo , ulcera duodenal em atividade e também foi diagnosticado com RGE ate o
terço médio do esôfago.
A hemorragia alta digestiva atinge a parte superior do trato gastrointestinal
(esôfago, estômago e duodeno). Sendo as suas causas: Excesso no consumo de
bebidas alcoólicas, Úlceras gástricas ou duodenais , Lesões no esôfago , Neoplasias
ou Hábitos alimentares

2. Identificação do paciente.
I.P. S, sexo masculino, com 38 anos de idade.

3. Queixa Principal.
Sentindo dores há cerca de 6 meses, utilizando omperazol sem
receita.

4. História da Doença Atual (HDA).


Devido ao tabagismo, iniciado aos 12 anos de idade , o consumo
crônico de bebidas destilados e pela alimentação irregular , com consumo
exagerado de salgadinhos fritos e petisco, levando as seguintes patologias
:Gastrite, Ùlcera e RGE

5. Avaliação antropométrica;
O paciente possui os seguintes dados:
PA-50kg
PH-75Kg
A-170cm
PCT-8mm
PCB-6mm
PCSE-12mm
30

PCSI-16mm
CB-30cm

Ao exame físico: depleção importante em quadriceps e deltóides, depleção


moderada de tecido subcutâneo em tórax. Não foi encontrado edema e nem ascite.
Houve mudança de hábito alimentar e Ivan tem se alimentado mais com alimentos
líquidos como leite, vitaminas, chocomilk ou refrigerantes há cerca de 30 dias. Não
houve mudança quanto a sua atividade diária. Foi relatado pelo paciente a presença
de vômitos pós-prandiais, azia, disfagia e um episódio de melena. As provas
bioquímicas revelam: albumina 3,0 mg/dl; Transferrina 180mg/dl.  

5) Faça uma avaliação nutricional e calcule as necessidades de


macronutrientes e micronutrientes.

Realizados os métodos de avaliação objetivos e subjetivos.


Objetivos:
• Antropometria
 • Composição corporal
 • Parâmetros bioquímicos 
Albumina 3,0 mg/dl, valores de referência com depleção leve.
Transferrina180 mg/dl, valores de referência com depleção leve.
 
Cálculo do estado nutricional:
IMC: 17,30 Kg/m², valor de referência de desnutrição leve
Peso ideal= IMC desejado x (altura (m))² 
Peso ideal = 22 x (1,70)²
Peso ideal = 22 x 2,89 
Peso ideal = 63,5 kg.

Peso ideal = 24 x (1,70)²


Peso ideal = 24 x 2,89
Peso ideal = 69,3 Kg 
Adequação do peso (%).
Adequação de peso =Peso atual x 100 / peso ideal
31

Adequação de peso = 50 x 100 / 63,5 


Adequação de peso (%) = 78,7 valor de referência de desnutrição moderada.
Peso ajustado = (peso atual - peso ideal) x 0,25 + peso ideal
Peso ajustado = (50 - 63,5) x 0,25+ 63,5
Peso ajustado = 13,5 x 0,25 + 63,5
Peso ajustado = 60,1 kg
Circunferência de Braço (CB)
CB=30 Cm
Referências:
Idade: 38 anos = Percentil 15(29,5) e 25(30,7).
Guia para interpretação dos parâmetros do braço.
Percentil: 16 a 85
Tecido adiposo: Média
Tecido Muscular: Média.
Classificação do estado nutricional de acordo com a adequação da CB.
Adequação da CB(%)= CB obtida (cm) x 100 / CB percentil 50.
Adequação da CB(%)= 30 X 100 / 32,9
Adequação da CB(% )= 91,18
Adequação da CB (%) 91,18 = Estado nutricional eutrofia
Circunferência Muscular do Braço (CMB)
CB= 30 CM
PCT = 8 mm
CMB = 30 - 0,314 x 8
CMB = 30 - 2,512
CMB = 27, 48
Percentil da circunferência muscular do braço (cm):
Idade 38 anos = percentil 25 (26,9) percentil 50 (28,6).
Adequação da CMB (%).
Adequação da CMB (%) = 27,48 X 100 / 28,6.
Adequação da CMB (%) = 96,08 = Estado nutricional eutrofia
Área Muscular do Braço corrigida (AMBc).
CB= 30 cm
PCT 8mm
AMBc (cm²) = 27,48² / 12,56 - 10.
32

AMBc (cm²) = 50, 26.


Guia para interpretação dos parâmetros do braço.
Tecido adiposo: Média
Tecido muscular: Média
Área de gordura do Braço (AGB).
CB = 30 cm
PCT = 8mm
AGB (cm²)= 11,49
Guia para interpretação dos parâmetros do braço.
Tecido adiposo: Médio
Tecido muscular: Médio.
Pregas cutâneas
PCT = 8mm
PCB = 6mm
PCSE = 12mm
PCSI =16 mm
 O método Durnin e Womersley (1974), utiliza a soma das pregas cutâneas bicipital
(PCB), tricipital (PCT), subescapular (PCSE) e suprailíaca (PCSI)
 Soma das PC (mm) = PCB + PCT + PCSE + PCSI
 Soma das PC (mm) = 8 + 6 + 12 + 16
 Soma das PC (mm) = 42
Valores de referência de gordura corporal = acima da média = % de gordura
corporal= 16 - 24.
Avaliação da Prega Cutânea Tricipital (PCT) por percentil 
PCT = 8 mm
Percentil 5 ≤ P < 95 = Estado nutricional eutrofia.
Adequação da PCT
PCT = 8 mm
Adequação da PCT (%) = 8/12 X 100
Adequação da PCT (%) = 66,66
Adequação da CB (%) ≤ 70 = Estado nutricional grave.
Cálculo da taxa de metabolismo basal (TMB), de acordo com Harris e Benedict.
Homens -Fórmula 66+(13,7 x P) + (5 x E) - (6,8 x I).
PAj = 60,1
33

 E = 1,70 m
 I = 38 anos 
P: peso (Kg) 
E: estatura (cm) 
I: idade (anos)
TMB = 66 + (13,7 x 60,1) + (5 x 170) – (6,8 x 38) 
TMB = 66 + 823,37 + 850 - 258,4 
TMB = 1.480,97 kcal/dia 
Cálculo do Valor Calórico Total (VCT), de acordo com Kinney e Wilmore
* Para indivíduos que apresentam alguma doença, são utilizados três fatores
adicionais: 
• fator atividade 
• lesão (estresse)
 • térmico (sendo afebril, o fator e 1,0) 
VCT = TMB x Fa x Fl x Ft 
VCT = 1.480,97 x 1,3 x 1,0 x 1,0 
VCT = 1.925,26 kcal/dia
Cálculo do Valor Calórico Total (VCT), de acordo com Fórmula de bolso
 Perda de peso: 20 – 25 kcal/kg
 Manutenção do peso: 25 – 30 kcal/kg  
Ganhar peso: > 30 kcal/kg VCT = 35 kcal x 60,1 kg 
VCT = 2.103,5 kcal/dia
Macronutrientes
 Valor calórico total: suficiente para manter ou recuperar o estado nutricional.
 Distribuição calórica: normoglicídica, normoproteica e hipolipídica (RGE).  
Carboidratos: 50 a 60%  
Proteínas: 10 a 35% 
 Lipídios: < 20%

Carboidratos: 65% x 2103 kcal / 100 = 1367 kcal / 4kcal = 342 g/dia
Proteínas 15% x 2103 kcal / 100 = 302 kcal / 4 kcal = 75 g/dia
 Lipídeos 20% x 2103 kcal / 100 = 421 kcal / 9 kcal = 47g/dia
 <10% do VCT de ácidos graxos saturados
 6 – 10% do VCT de ácidos graxos poli-insaturado
34

Micronutrientes:
Principais recomendações para úlcera péptica 
Considerar valores de RDA (ingestão dietética recomendada) das DRIs: 
 Magnésio = 420 mg 
Vitamina do Complexo B 
*B6 = 1,3 mg  
*B9 = 400 mg 
* B12 = 2,4 μg.

Subjetivos:
Exame físico é um método clínico utilizado para detectar sinais e sintomas
associados à desnutrição.
  Avaliação Subjetiva Global (ASG) é uma ferramenta de baixo custo, simples
aplicação, boa reprodutibilidade e com capacidade de ter seus resultados
correlacionados à desnutrição.
Avaliação Subjetiva Global (ASG) 
 Parte A – Anamnese 
 (1) Peso corpóreo = 2 pontos
 (2) Dieta = 3 pontos
 (3) Sintomas gastrintestinais = 3 pontos 
 (4) Capacidade funcional = 1 ponto 
 (5) Diagnóstico = 2 pontos 
 Parte B - Exame físico:
 2 pontos 
 Parte C - Avaliação subjetiva global 
 ASG-B = Total 13 pontos = Estado nutricional bem nutrido.

6) Faça o planejamento dietético e as orientações nutricionais.

Considerar para o planejamento e orientações:


 Úlcera gástrica e duodenal 
Gastrite
 Refluxo Gastresofágico 
35

 Recuperar e proteger a mucosa gástrica e esofágica, facilitar o processo digestório,


promover alívio da dor, recuperar o estado nutricional do indivíduo. 
 Dieta de consistência: pastosa (evoluir dependendo da tolerância do paciente). 

Recomendações nutricionais.
Diminua o volume de refeições e aumente a frequência (5 a 6 refeições diárias).
Mastigue bem os alimentos (reduza o esforço gástrico).
Elimine o consumo de estimulantes gástricos: cafeína, álcool, hortelã, pimenta,
pimenta-do-reino, alho, cravo-da-índia.
Evite: Condimentos (pimenta-do-reino, mostarda, orégano, ketchup, vinagre);
molhos á base de tomate, alimentos excessivamente gelados ou quentes, períodos
de jejum ou de excesso de alimentação; alimentos ricos em enxofre (cebola,
repolho, brócolis, feijão, quiabo, couve flor, espinafre, agrião, ovo, cozido, pimentão);
frituras e alimentos gordurosos, bebidas gaseificadas, frutas cítricas, beber líquidos
durantes as refeições.
Prefira carnes magras e peixes.
Consumir alimentos com fibras
Diminua o consumo de gordura saturada e aumente o consumo de gordura poli-
insaturada.
Mantenha a pressão do esfíncter esofagiano inferior.
Diminua o consumo de gordura: evite preparações mais gordas como fritura evite
alimentos industrializados, evite adicionar excesso de fontes de gordura nas
refeições.
Evite chocolate, álcool, excesso de café e menta.
Não se deite após as refeições (aguarde de 2 a 3 h para se deitar após comer)

Diminua a frequência e o volume do refluxo.


Diminua o volume das refeições e aumente a frequência.
Evite beber líquido durantes as refeições.
Aumente o consumo de alimentos ricos em fibra para aumentar a peristalse do
sistema digestório (constipação pode piorar os sintomas).
Mantenha-se bem hidratado, preferencialmente bebendo líquidos entre as refeições.
Diminua o consumo de carboidratos simples (aumenta fermentação e eructações).
Reduza o peso corporal.
36

Diminua a irritação do esôfago


Evite alimentos ácidos: cítricos, produtos á base de tomate, farinhas de mandioca e
de milho, bebidas gaseificadas, cebola crua e excesso de alho.
Evite condimentos picantes.
Evite alimentos e bebidas com temperaturas muito altas.

Objetivo da terapia nutricional no RGE:


Prevenir a irritação da mucosa esofágica na fase aguda;
Auxiliar na prevenção do refluxo gastroesofágico;
Contribuir para o aumento da pressão do EEI;
Corrigir e manter o peso saudável. Objetivo da terapia nutricional na gastrite e úlcera
Diminuir a produção de ácido clorídrico;
Recuperar e proteger a mucosa gastrintestinal;
Facilitar a digestão;
Aliviar a dor;
Promover um bom estado nutricional.

REFERÊNCIAS

GUMBREVICIUS, I. Avaliação nutricional. Londrina: Editora e Distribuidora


Educacional S.A., 2018.

GUMBREVICIUS, I. Assistência nutricional nas patologias do sistema


digestório e órgãos anexos. Londrina: Editora e Distribuidora Educacional S.A.,
2018.

CUPPARI, L. Nutrição clínica no adulto. 4. ed. Barueri: Manole, 2019.

KUMAR, V.; ABBAS, A.; ASTER, J. Robbins & Cotran Patologia: bases
patológicas das doenças. 9. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2016.

ROSSI, L.; POLTRONIERI, F. Tratado de nutrição e dietoterapia. Rio de Janeiro:


Guanabara Koogan, 2019.
37

MAHAN, L. K. Krause alimentos, nutrição e dietoterapia. 14. ed. Rio de


Janeiro: Elsevier, 2018.
.

Retorno: Parte II
Após 6 meses, retorna ao hospital com forte dor retro-esternal, disfagia
mesmo comendo alimentos líquidos, episódios repetidos de melena e hematêmese.
Foi submetido a nova endoscopia que verificou a cicatrização parcial da úlcera
anterior e a presença de mais uma úlcera e região próxima ao piloro. Após o exame
a equipe médica concluiu que devido a ineficácia do tratamento medicamentoso, o
paciente seria submetido a uma gastrectomia em y de Roux.
Na avaliação antropométrica apresentou os seguintes dados:
PA: 40 KG
Albumina: 1,9mg/dl
PCT:6mm
PCB: 4mm
PCSE:10mm
PCSI:12mm
CB:28cm.
Considerando as informações acima:

1- Faça a avaliação nutricional e calcule as necessidades de macronutrientes


e micronutrientes.

Peso Atual: 40 kg
Peso último 6 meses: 50 kg
Altura: 1,70 cm
Sexo: Masculino
Idade: 38 anos
PCT: 6 mm
PCB: 4 mm
PCSE: 10 mm
PCSI: 12 mm
CB: 28 cm.

Avaliação do estado nutricional do paciente desnutrido.


Triagem nutricional → Avaliação subjetiva global.
Avaliação laboratorial.
Antropometria → peso corporal, estatura, IMC, PCT, circunferência do braço,
38

circunferência muscular do braço.

De acordo com a avaliação subjetiva global o estado nutricional do paciente


encontra-se em desnutrição leve (17 ≤ pontos ≤22).

Métodos objetivos
Parâmetros bioquímicos: Albumina.
Albumina= 1,9 mg/dL.

De acordo com os parâmetros bioquímicos de albumina o paciente encontra-


se em depleção grave (< 2,4 mg/dL).

Proteínas plasmáticas: a queda na concentração dessas proteínas indica diminuição


da biossíntese hepática em virtude do limitado suprimento de substrato energético e
proteico, comumente associado á desnutrição.

Classificação do estado nutricional de acordo com o IMC.


PA=40kg
A=170cm
IMC= 13,8 KG/m²
Desnutrição grave (<16).

Peso ideal
Peso ideal=IMC desejado x (altura (m))²
Valor médio de 22kg/m² para gênero masculino;
A= 1,70 cm

Peso ideal= 54,9 kg.

Adequação do peso (%)


PA=40Kg.
PI=54,9 Kg.
Adequação do peso (%) = 72,8.
39

De acordo com a adequação do peso (%) o estado nutricional do paciente


encontra-se em desnutrição moderada (70,1 – 80).

Peso ajustado
Utilizar quando a adequação do peso for menor que 90% ou maior que 110%.
PA= 40 kg.
PI=54,9 Kg.
Peso ajustado = (peso atual – peso ideal) x 0,25 + peso ideal.
Peso ajustado = 51,1kg.

Perda de peso em relação ao tempo.


PA= 40 kg.
PH=75 Kg.
Perda de peso (%) = 46,6.

De acordo com a perda de peso em relação ao tempo o paciente encontra-se


em perda de peso (6 meses, perda significativa de peso (%) 10 e perda grave de
peso (%) >10).

Circunferência de braço (CB)


CB=28 cm.
De acordo com a circunferência do braço o paciente encontra-se com tecido
adiposo e tecido muscular abaixo da média.
Adequação da CB
CB= 28 Cm.
Adequação da CB (%) = 85,1.
De acordo com a adequação da CB (%) o estado nutricional do paciente
encontra-se em desnutrição leve (80,1 – 90 →Desnutrição leve).

Circunferência Muscular do Braço (CMB)


CB= 28 cm
PCT = 6mm
CMB= 26,1.
40

De acordo com avaliação da CMB o paciente encontra-se com tecido adiposo e


tecido muscular entre abaixo da média e média.

Adequação da CMB (%).


Adequação da CMB (%) = 91,2.
De acordo com a adequação da CMB(%) o estado nutricional do paciente
encontra-se em eutrofia (90,1 – 110).

Avaliação da Prega Cutânea Tricipital (PCT) por percentil.


PCT = 6mm.
De acordo com avaliação da PCT o estado nutricional do paciente encontra-se
em eutrofia (5 ≤ P < 95).

Adequação da PCT
PCT = 6 mm
Adequação da PCT (%) = 50.
De acordo com a adequação da PCT (%) o estado nutricional do paciente encontra-
se em desnutrição grave (≤70).

Cálculo de taxa de metabolismo basal (TMB), de acordo com Harris e Benedict.


Homens= 66 + (13,7 x P) +(5 x E) – (6,8 x I)
TMB= 1.357,67 Kcal/dia.

Cálculo do Valor Calórico Total (VCT), de acordo com Kinney e Wilmore.


Para indivíduos que apresentam algumas doenças, são utilizados três fatores
adicionais:
Fator atividade
Lesão (estresse)
Térmico (sendo afebril, o fator e 1,0).

VCT = TMB X Fa X Fl X Ft.


VCT = 1.866,7 Kcal/dia.

Cálculo do Valor Calórico total (VCT), de acordo com Fórmula de bolso.


41

PAj= 51,1 Kg
PA = 40 Kg.

VCT = 35 Kcal x 51,1 kg


VCT = 1.788,5 Kcal / dia.

VCT= 40 kcal x 40 Kg
VCT= 1.600 Kcal/ dia.

Macronutrientes
Valor calórico total: suficiente para recuperar o estado nutricional.
Distribuição calórica:
Carboidratos: 45 – 65 %
Lipídios: 25 – 30 %
Proteínas: 10 – 30%.
As diretrizes de cirurgia bariátrica sugerem ingestão proteica entre 60 e 120g de
proteína por dia.
Carboidratos
50% x 1600 Kcal / 100 = 800 kcal / 4kcal = 200 g / dia.
55% x 1600 kcal / 100 = 880 kcal / 4kcal = 220g / dia.
Proteínas
25% x 1600 kcal / 100 = 400 kcal / 4 kcal = 100g/dia.
Lipídeos
25% x1600 kcal / 100 = 400 kcal / 9 kcal = 44,4g/ dia.
20% x 1600 kcal / 100 = 320 kcal / 9 kcal = 35,5g / dia.
Carboidratos
50% x 1866 kcal / 100 = 933 kcal / 4 kcal = 233g/ dia.
55% x 1866 kcal / 100 = 1026 kcal / 4 kcal =256g/ dia.
Proteínas
25% x 1866 kcal / 100 = 466 kcl / 4 kcal =116g/ dia.
Lipídeos
25% x 1866 kcal / 100 = 466 kcal / 9 kcal = 51g/ dia.
20% x 1866 kcal / 100 = 373 kcal / 9 kcal = 41g/dia.
42

Micronutrientes:
Considerar valores de RDA (ingestão dietética recomendada) das DRIs,
principalmente:
Vitamina A
Vitamina B1 (TIAMINA)
Vitamina B9 (ÁCIDO FÓLICO)
VITAMINA B12 (COBALAMINA)
VITAMINA D
CÁLCIO
COBRE
FERRO
MAGNÉSIO
ZINCO.

2- Faça o planejamento dietético para introdução de alimentos orais após


cirurgia.

A dieta pós –operatória da cirurgia bariátrica é composta por cinco fases:


Líquidos claros
Dieta líquida completa
Dieta leve
Dieta branda
Dieta geral/sólida.

 Dieta de líquidos claros


A primeira fase pode ser iniciada dentro de 24 h com duração de até 48h e sua
progressão deve ser discutida com o cirurgião e orientada pelo nutricionista. Inicia-
se com pequenas porções de líquidos claros e bebidas isentas de açúcar.
Os alimentos sugeridos para este período são: chá, água, gelatina sem açúcar, água
de coco e suplemento protéico líquido. O volume ingerido deve ser de 1,8 a 2 litros
por dia, sempre em pequenas quantidades de 30 ml por porção em temperatura
ambiente.
43

 Dieta líquida completa


Após aproximadamente 2 dias da cirurgia, deve-se iniciar a dieta líquida completa,
que pode durar de 2 a 4 semanas. Os alimentos ingeridos devem continuar sendo
líquidos e isentos de açúcar, porém com mais textura e firmeza que na fase anterior.
As preparações devem ser totalmente liquidificadas e coadas.
Os alimentos sugeridos para este período são: Iogurte líquido sem gordura e sem
açúcar, suco de fruta natural coado, bebidas á base de soja e suplemento proteico
líquido. As refeições devem ser frequentes e totalizar 2 litros por dia.
 Dieta leve
A transição para a terceira fase deve ser feita de acordo com a tolerância do
paciente e suas necessidades individuais. A dieta leve é constituída por alimentos
pastosos, de consistência semelhante á de um pudim, purê ou vitaminas de leite
com frutas.
Nesta fase podem ser adicionados alimentos proteicos, como ovos mexidos moles,
atum ralado sem gordura e queijos macios, e com baixo teor de gordura. Frutas e
vegetais também podem ser incluídos na alimentação. Essa fase pode durar de 2 a
4 semanas.

 Dieta branda
A dieta branda diz respeito á fase de transição na qual os alimentos devem ser
amassados, misturados ou ingeridos na forma de purê, bem macios. Essa fase é
constituída de alimentos com textura modificada, que requerem pouca mastigação e
o que teoricamente podem passar facilmente pela bolsa gástrica.

 Dieta geral/sólida
A última fase é a dieta geral ou dieta sólida, a ser seguida pelo paciente para o resto
da vida. É o período em que o paciente, sempre seguindo as orientações do
nutricionista, pode voltar a ter uma alimentação regular. O momento exato para a
progressão da consistência e o tamanho da porção depende da tolerância de cada
paciente.

Em geral, a evolução dessas cinco fases pode variar de 8 a 10 semanas. É


importante ressaltar que cada caso é único e pode haver variações nas fases
44

nutricionais de acordo com a evolução do paciente. Os doces concentrados devem


ser eliminados da dieta após técnicas mistas, como BGYR, para minimizar os
sintomas de síndrome de dumping.

Dia de alimentação Dieta


1º ao 2º dia----------------------------------------- Líquidos claros
3º ao 17º dia (até 32º dia)------------------------ Líquida completa
18ºdia ao 33º dia (33º ao 47º dia)--------------- Leve
34º dia ao 48º dia (48º dia ao 63º dia)---------- Branda
40º dia em diante (63% dia em diante)---------- Geral

3- Qual a relação da gastrectomia com a anemia megaloblástica.

Tipo Anormalidade Síndromes Tratamento


morfológico de subjacente Clínicas
Anemia:
Deficiência de
Macrocítica Vitamina B12 Vitamina B12
(VCM Anemia
>94;CHCM>31) perniciosa
Megaloblástica.

Deficiência de Anemias Ácido fólico


ácido fólico nutricionais
megaloblásticas,
espru e outras
síndromes de má
absorção.

Distúrbios Acidúria orótica Tratamento


hereditários da baseado na
síntese de DNA. natureza do
distúrbio.

Distúrbios da Anemia falciforme Suspender o


síntese de DNA fármaco agressor
induzida por e administrar
fármacos. ácido fólico.

Efeitos colaterais
de agentes
45

quimioterápicos,
anticonvulsivantes
e contraceptivos
orais.

Anemia por deficiência de Vitamina B12


(COBALAMINA).

Etiologia da anemia por deficiência de B12

Consumo ineficiente

Má absorção causada por anormalidade


gástrica

Má absorção causada por anormalidade


pancreática

Má absorção causada por anormalidade íleo


terminal

Fármacos

Principais sintomas: fraqueza, glossite e parestesia (formigamento).

Anemia por deficiência de Ácido Fólico


(VITAMINA B9).

Etiologia da anemia da anemia por deficiência


de ácido fólico

Consumo ineficiente

Má absorção duodeno e jejuno

Aumento das necessidades

Fármacos

Alcoolismo

Principais sintomas: fadiga, dispneia, irritabilidade, perda de memória, diarreia,


perda de peso e glossite.
46

REFERÊNCIAS

GUMBREVICIUS,I. Avaliação nutricional. Londrina: Editora e Distribuidora


Educacional S.A.,2018.

CAMARNEIRO, J. M. Assistência nutricional na obesidade e doenças


cardiovasculares. Londrina: Editora e Distribuidora Educacional S.A., 2018.

FONTOURA, C.S.M. et al. Avaliação nutricional de paciente crítico. Revista


Brasileira de Terapia Intensiva, v 18, n. 3, jul/set., 2006.

ROSSI, L; POLTRONIERI, F. Tratado de nutrição e dietoterapia. Rio de Janeiro:


Guanabara Koogan, 2019.

MAHAN, L. K Krause alimentos, nutrição e dietoterapia. 14 ed. Rio de Janeiro:


Elsevier, 2018.

RELATORIO DE ESTAGIO DOS ESTUDOS DE CASOS

 ESTUDO DE CASO 03:


47

1. Introdução
O paciente neste estudo, é diabético tipo 2 há 30 anos, em uso
de 60 unidades de insulina diariamente. É hipertenso e com diagnostico de
Alzheimer há 5 anos. Recentemente diminuiu a quantidade de alimentos ingeridos,
devido a disfagia. Paciente, apresentou febre de 39ºC e fadiga.
A Disfagia e caracterizada por qualquer dificuldade na deglutição
devida há alterações no controle neurológico e mecânicos, dificuldade na efetiva
condução do alimento da boca até o estômago, muito comum em idosos por todas
as alterações fisiológicas do envelhecimento, sendo as principais complicações da
disfagia: desidratação, desnutrição, aspiração e pneumonia.
O grau de disfagia é que determinará a consistência, isto é, a
textura dos alimentos e a viscosidade dos líquidos. A prescrição dietética deve estar
de acordo com o estado nutricional e ser um consenso da Equipe Multidisciplinar, a
partir da avaliação do fonoaudiólogo.
Os líquidos exigem maior controle fisiológico (deglutição) do
paciente. É a consistência que oferece maior risco de aspiração.
Para espessamento dos líquidos: Amido (requer aquecimento para
aumentar a viscosidade): amido de milho, creme de arroz, etc. Gomas: goma guar,
ágar-ágar. Espessantes industrializados (não requer aquecimento para aumentar
a viscosidade), tendo como objetivo de assegurar uma hidratação adequada e a
manutenção ou recuperação do estado nutricional do paciente, por meio de
alimentos que minimizem o risco de asfixia ou aspiração e o desconforto físico,
social e emocional associado à disfagia. Dependendo da gravidade da disfagia e do
risco de aspiração, o suporte nutricional enteral deve ser indicado.
A TNE é aconselhada quando há risco de desnutrição, isto é,
quando a ingestão oral for inadequada para prover dois terços a três quartos das
necessidades nutricionais diárias, desde que o trato gastrointestinal esteja
funcionando de forma parcial ou total e nas situações clínicas em que a alimentação
via oral é impossibilitada ou contraindicada.
A alimentação enteral é considerada a mais fisiológica quando
comparada com a parenteral, por evitar atrofia da mucosa, manter a composição da
flora entérica o mais próximo do normal e preservar a função imune do sistema
digestório. Ela pode ser indicada tanto como via exclusiva para administração de
48

calorias e nutrientes como na forma de suplementação, associada à via oral e/ou


parenteral. As dietas enterais podem ser administradas por via oral, sondas ou
ostomias. O acesso via sonda nasoenteral consiste na passagem da sonda com
posicionamento no estômago, duodeno ou jejuno e é o mais utilizado devido a seu
baixo custo e fácil colocação, sendo indicado para pacientes que necessitam de
TNE por período inferior a seis semanas. Ostomias, gastrostomia ou jejunostomia,
são utilizadas quando a duração da TNE for superior a seis semanas.
As técnicas de administração de dieta enteral dividem-se em dois
grandes grupos: a administração tipo intermitente e a contínua. A intermitente é
aquela em que a dieta é administrada em períodos fracionados. Nessa modalidade,
ainda se tem a subdivisão em: intermitente gravitacional, quando é feita utilizando a
força da gravidade; e a em bolos, quando se utiliza uma seringa ou um funil para
infusão da formulação. Já a administração contínua é quando a dieta é administrada
continuamente por 12 ou 24 h, utilizando-se de uma bomba de infusão. Para
selecionar a dieta enteral adequada, é necessário conhecer as exigências
especificas do paciente e a composição da fórmula, além de levar em consideração
o diagnóstico do paciente, a situação clinica, a idade, o tipo de sonda e
posicionamento, as necessidades nutricionais, a condição socioeconômica e seu
custo beneficio.

2. Identificação do paciente.
J.L.M, sexo masculino, com 75 anos de idade.

3. Queixa Principal.
Recentemente diminuiu a quantidade de alimentos ingeridos, devido
a disfagia. Paciente, apresentou febre de 39ºC e fadiga.

4. História da Doença Atual (HDA).


Família levou ao hospital, sendo diagnosticado com
broncoaspiração. Médico solicitou uso de dieta enteral nasogástrica. Foi solicitado
que você, nutricionista, oriente a família em relação à fórmula.

5. Avaliação antropométrica;
O paciente possui os seguintes dados:
PA-60kg
49

A-1,80m
HbA1C-9,0%

1) Qual dieta enteral você prescreveria?

Primeiro devemos conhecer o estado nutricional do paciente; definir a


densidade calórica, a saber, a quantidade de calorias em cada ml de solução e
definir a composição da dieta.
Classificação do estado nutricional de acordo com o IMC:
PA = 60 kg A = 1,80 m
IMC = 60/(1,80)²
IMC =18,5 kg/m2
Portanto o IMC=18,5< que IMC 23, de acordo com a classificação da tabela
de estado nutricional é: Magreza.
Peso ideal
Peso ideal = 23,9 x (1,80)2
Peso ideal = 23,9 x 3,24
Peso ideal = 77,4 kg

Adequação do peso (%) - PA = 60 kg PI = 77,4 kg


Adequação de peso % = 60 x 100 /77,4
Adequação de peso % = 77,5
De acordo com a adequação do peso (%) o estado nutricional do paciente
encontra-se em desnutrição leve.
Peso ajustado - PA = 60 kg PI = 77,4 kg
Utilizar quando a adequação do peso for menor que 90% ou maior que 110%.
Peso ajustado = 77,4 + [(60 – 77,4) x 0,25]
Peso ajustado = -17,4 x 0,25 + 54,9
Peso ajustado = 73 kg

O paciente possui algumas patologias, uma delas é a Diabetes, por isso é


necessário cuidados ao estabelecer a dieta de modo a interferir de forma positiva.
Nível do paciente: HbA1C=9,0%, sabendo-se que o nível de controle é <7%.
50

2) Qual o valor calórico total que o paciente deverá ingerir? E o


fracionamento? Qual volume inicial a ser ofertado?
Primeiro devemos calcular GEB e GET e montar um esquema para iniciar a
dieta enteral, determinando o volume total de dieta e o fracionamento.
Cálculo da taxa de metabolismo basal (TMB), de acordo com Harris e Benedict
PAj = 73 kg E = 1,80 m I = 75 anos/ P: peso (Kg) E: estatura (cm) I: idade (anos)
TMB = 66 + (13,7 x 73) + (5 x 180) – (6,8 x 75)
TMB = 66 + 1.000,1 + 900 - 510 TMB = 1.456,1 kcal/dia
GET = GEB × FA × FI × FT
Gasto energético total (GET) conforme gênero e faixa etária, considerando peso
corporal. ( tabela 2.7/GET(kcal/dia) )
GET = 30 x 73 GET = 2190 kcal/dia
Sendo os macronutrientes distribuídos:
Carboidratos 55% x 2200 kcal / 100 = 1210 kcal / 4kcal = 302 g/dia
Proteínas 20% x 2200 kcal / 100 = 440 kcal / 4 kcal = 110 g/dia
Lipídeos 25% x 2200 kcal / 100 = 550 kcal / 9 kcal = 61 g/dia

Volume total da dieta:


Dieta hipercalórica: 1,5 Kcal/mL
2200 kcal / 1,5 kcal/ml = 1466 ml de dieta
Fracionamento: A melhor maneira é iniciar com uma oferta de, no mínimo, 30% do
valor energético diário e progredir de acordo com a evolução clínica e tolerância
gastrointestinal do paciente.
Sendo, 1466 ml de dieta dividida em 6 refeições = 244 ml/refeição.
Iniciar com volume de 50ml nos 3 primeiros horários, evoluindo 50ml a cada 3
horários até chegar no volume final, que seria 244 ml/refeição - 1466 ml de dieta.

3) Qual a quantidade de água a ser ofertada?


As necessidades hídricas podem ser estabelecidas segundo diferentes
recomendações:
1 ml para cada caloria administrada, ou seja, 2.000 kcal - 2.000 ml/dia.
Entre 25 e 40 ml por quilo de peso por dia.
Entre 2100 ml/dia a 2200 ml/dia.
Calculos:
51

35ml x 60 kg = 2100 ml por dia


1,5 ml (hipercalórica) tem um conteúdo de água livre de 76 a 78%.
760 a 780 ml de água em 1 litro de dieta.
770 ml ----- 1000 ml x ----- 1466 ml x = 1128
2150 ml – 1130 ml = 1020 ml para reposição hídrica.

4) Como orientar a família em relação aos cuidados com a sonda e


administração da dieta?

Verifique sempre o prazo de validade da dieta. Separe todo o material que


será utilizado. Siga sempre as orientações que lhes foram dadas no hospital. O
frasco de dieta e o abridor de garrafas devem ser limpos com um pano limpo
umedecido em álcool 70%, antes de sua abertura. Lave bem as mãos com água e
sabão antes de iniciar o preparo. Observe se a sonda está bem fixada no nariz do
paciente. A dieta que será administrada no paciente deve estar em temperatura
ambiente. A dieta deve ser sempre administrada lentamente para evitar qualquer
problema (diarréia, gases, náuseas e vômito), se a sonda estiver no estômago do
paciente, o volume de um horário deve correr em 1h, se a sonda estiver no intestino,
a velocidade deve ser mais lenta, ou seja, o volume de um horário deve correr em
1h30min. O nutricionista ou médico responsável pelo tratamento deve ter
determinado qual o volume de dieta enteral que será usado e os horários para
administração. Os horários para administração da dieta são semelhantes aos
horários das refeições normais: café da manhã, almoço, jantar, ceia e lanches.
Limpar diariamente a parte externa da sonda com gaze, água e álcool a 70% ou
sabonete suave e secar bem. Para receber a dieta o paciente deve estar sentado
no leito, formando um ângulo de 45° (no mínimo) em relação à cama. Ele deve ficar
nesta posição durante o recebimento da dieta e por mais 30 minutos após o término
dela. Esta posição é extremamente importante, pois impede que o paciente se
engasgue com a dieta e que ela se dirija ao pulmão. Se o paciente apresentar
náusea, tosse excessiva, dificuldade respiratória ou qualquer alteração, suspenda
imediatamente a dieta e entre em contato com o médico para orientação. Cuidado
para não puxar a sonda acidentalmente. Caso haja saída ou entupimento, ela
deverá ser trocada pelo médico. No caso de entupimento da sonda ou saída
acidental, procure ajuda médica. Nunca tente reintroduzir a sonda sozinha.
52

REFERÊNCIAS

GUMBREVICIUS, I. Avaliação nutricional. Londrina: Editora e Distribuidora


Educacional S.A., 2018.

OKAZAKI, P. P. A. Bases da dietoterapia. Londrina: Editora e Distribuidora


Educacional S.A., 2016.

ROSSI, L.; POLTRONIERI, F. Tratado de nutrição e dietoterapia. Rio de Janeiro:


Guanabara Koogan, 2019.

Serpa, C. M. Nutrição e dietoterapia do adulto e do idoso. Londrina: Editora e


Distribuidora Educacional S.A., 2018.
53

RELATORIO DE ESTAGIO DOS ESTUDOS DE CASOS

 ESTUDO DE CASO 04:

1. Introdução
C.M.O., 70 anos, sexo feminino, casada, aposentada, mãe de 4 filhos,
diabética e hipertensa. Foi encaminhada a emergência do Hospital Universitário
após sentir formigamento do lado direito do corpo, tontura seguida de um desmaio,
com um diagnóstico de Acidente Vascular Cerebral isquêmico. A paciente
apresenta-se um pouco confusa, mas verbalizando bem e não deambula.
Acidente Vascular Cerebral (AVC) é causado por dano a uma parte do
cérebro, resultante de perda da irrigação sanguínea em virtude de espasmo, coágulo
ou ruptura de vaso sanguíneo.
Alguns indivíduos podem se recuperar completamente e outros podem sofrer
graves deficiências ou até vir a óbito. Acometem principalmente adultos e idosos. Os
Principais fatores de risco: doenças cardiovasculares: hipertensão, arritmia cardíaca,
aterosclerose, dentre outras; Diabetes; Colesterol e Triglicerídeos altos; Tabagismo
e Alcoolismo; Sedentarismo.
Pode acontecer perda de consciência, paralisia e outros problemas,
dependendo do local e da extensão do dano cerebral. O AVC do lado esquerdo
afeta mais comumente os sentidos da visão e da audição. O AVC do lado direito,
bilateral ou do tronco encefálico apresentam problemas significativos na deglutição,
ingestão alimentar e anormalidades associadas à fala. Os déficits neurológicos
estão associados à função motora com fraqueza muscular da língua e dos lábios;
dano aos nervos com consequente falta de coordenação; apraxia; déficits sensoriais
com incapacidade de sentir o alimento na boca; déficits cognitivos com dificuldade
de manter a atenção, memória de curto prazo deficiente, problemas do campo
visual, impulsividade, afasia e problemas de julgamento, como não saber a
quantidade de alimento para ingerir ou o que fazer com a comida assim que ela
chega à boca. Sintomas mais comuns: Entorpecimento súbito ou fraqueza da face,
dos braços ou das pernas, especialmente em um dos lados do corpo; Confusão
54

mental súbita, transtorno da fala ou dificuldade de compreensão; Dificuldade súbita


de visão em um ou ambos os olhos; Dificuldade súbita de caminhar, tontura, perda
do equilíbrio ou da coordenação; Cefaleia grave súbita sem causa conhecida.
2. Identificação do paciente.
C.M.O, sexo feminino, casada, aposentada, mãe de 4 filhos

3. Queixa Principal.
Formigamento de lado direito do corpo, tontura seguido de um
desmaio, com diagnostico de Acidente Vascular Cerebral Isquêmico.

4. Tipo de dieta
Oral liquido-pastosa (hipocalórica) para hipertensão arterial sob
supervisão

5. Medicação:
Acido acetilsalicílico (AAS) 100mg
Dipirona 500mg/ml
Plasil 10mg/2ml
Sinvastatina 20mg
Omeprazol 20mg
Cptopril 25mg

6. Triagem nutricional:
O atendimento nutricional foi realizado pela nutricionista clínica responsável
pelo setor.
A paciente relatou hábitos alimentares normais, com 4 - 5 refeições diárias
em sua casa. No período de internação declarou perda de apetite, apesar da boa
aceitação para com a dieta hospitalar oferecida.
Não foi observada a presença de edema em nenhum membro, seja este
superior ou inferior. A paciente possui um baixo nível de locomoção, não realizando
o ato de caminhar. Não foi observado grandes sinais de perda de musculatura, além
de delatar ser ex-fumante.
Dados obtidos na avaliação antropométrica, de acordo com a condição
clínica na paciente:
55

Circunferência da panturrilha: 31 cm
Altura do joelho: 45 cm
Circunferência do braço: 27 cm
Prega cutânea tricipital (PCT): 16 mm
Prega cutânea subescapular (PCSE): 16mm
Prega cutânea tricipital (PCT): 10 mm

Considerando as informações:
a) Calcule os seguintes dados da avaliação antropométrica:
I. Estimativa da altura.
Idade = 70 AJ = 45 cm
Estimativa da altura Estatura (cm) = [84,88 – (0,24 x 70)] + (1,83 x 45)
Estatura (cm) = 150,43
A altura estimada da paciente é 1,50 m.

II. Estimativa do peso.


CP: 31 cm AJ: 45 cm CB: 27 cm PCSE: 16 mm
Peso = [(1,27 x 31) + (0,87 x 45) + (0,98 x 27) + (0,4 x 16) – 62,35]
Peso = 49,03 kg /CP: 31 cm/ AJ: 45 cm CB: 27 cm/ PCSE: 16 mm
O peso estimado da paciente é 49 kg.

III. Cálculo do peso ideal.


Peso ideal Peso ideal = 26,3 x (1,50)2
Peso ideal = 26,3 x 2,25
Peso ideal = 59,17 kg
A est. = 1,50 m
O peso ideal da paciente é 59 kg

IV. IMC.
IMC = 49/ 1,50²
IMC = 49/ 2,25
IMC =21,77 kg/m2
P est. = 49 kg A est. = 1,50 m
De acordo com o IMC o estado nutricional encontra-se em magreza.
56

V. Circunferência do braço e sua adequação – CB(%).


Circunferência do braço e sua adequação – CB(%).
CB = 27 cm
De acordo com avaliação da circunferência do braço o tecido adiposo e tecido
muscular encontram-se na média.
Adequação da CB % = 89,1
De acordo com adequação da CB (%) o estado nutricional encontra-se em
desnutrição leve.

VI. Adequação da PCT (%).


Adequação da PCT (%).
PCT = 10 mm
De acordo com avaliação da Prega Cutânea Tricipital o estado nutricional
encontra-se em baixo peso.
Adequação da PCT % = 41,6
De acordo com adequação da PCT (%) o estado nutricional encontra-se em
desnutrição grave.

VII. Circunferência muscular do braço e sua adequação – CMB (%).


Circunferência muscular do braço e sua adequação – CMB (%).
CMB = 23,8
De acordo com avaliação da circunferência muscular do braço o tecido adiposo e
tecido muscular encontram-se na média.
Adequação da CMB % = 105,7
De acordo com adequação da CMB (%) o estado nutricional encontra-se em
eutrofia.

b) A avaliação subjetiva global foi realizada através da Mini Avaliação


Nutricional (MAN) e o resultado da avaliação da paciente somou 18 pontos, de
acordo com esta pontuação qual o estado nutricional desta paciente?
Esta e uma ferramenta, considerada padrão ouro, de controle e avaliação
para identificar idosos hospitalizados em risco de desnutrição.
Foi realizada através da Mini Avaliação Nutricional (MAN) e o resultado da avaliação
57

da paciente somou 18 pontos, de acordo com esta pontuação o estado nutricional


esta paciente encontra-se sob risco de desnutrição.

c) Com os dados da avaliação antropométrica e da MAN faça o


diagnóstico nutricional da paciente.

Com os dados da avaliação antropométrica e da MAN o diagnóstico


nutricional da paciente de acordo com o IMC o estado nutricional encontra-se em
magreza. A avaliação da circunferência do braço e circunferência muscular do braço
indicam tecido adiposo e tecido muscular na média. A adequação da CB (%)
encontra-se em desnutrição leve e adequação da CMB (%) encontra-se em eutrofia.
Conforme avaliação da Prega Cutânea Tricipital o estado nutricional encontra-
se em baixo peso e segundo adequação da PCT (%) em desnutrição grave. A Mini
Avaliação Nutricional (MAN) indica que a paciente encontra-se sob risco de
desnutrição. A paciente encontra-se com estado nutricional em magreza/baixo peso,
indicando risco nutricional.
d) Sobre os medicamentos que a paciente está em uso - AAS,
omeprazol, sinvastatina e captopril: Descreva a classe que estes
medicamentos pertencem. Interação droga nutriente.

Classe que estes medicamentos pertencem


Ácido acetilsalicílico (AAS): anti-inflamatórios não-esteroides, com
propriedade analgésica, antipirética e anti-inflamatória.
Omeprazol: inibidor específico da bomba de prótons nas células parietais.
Sinvastatina: agente hipolipemiante que pertence à classe das estatinas,
reduz LDL e triglicerídeos e aumenta HDL.
Captopril: inibidor da ECA I, acontecendo a supressão do sistema renina-
angiotensinaaldosterona.
Interação droga nutriente:
O Ácido acetilsalicílico (AAS) reduz a absorção das vitaminas K, C, B1, B9.
Em contrapartida, leite e vegetais atuam modificando o pH gástrico, diminuindo a
absorção do fármaco. Portanto, seria recomendado administrar o medicamento com
estômago vazio ou no intervalo das refeições.
Omeprazol : Pode causar diminuição na absorção de ferro e vitamina B12,
58

dessa forma é recomendado ingerir o medicamento 30 – 60 minutos antes das


refeições.
A sinvastatina pode ser ingerida sem considerar a alimentação. Deve se evitar
o consumo da sinvastatina com a erva de São João, pois o fitoterápico pode diminuir
a biodisponibilidade do medicamento.
Captopril deve ser administrado em jejum 1-2 horas antes ou após as
refeições, uma vez que quando tomado com alimentos a sua absorção é reduzida de
30 a 50%, além disso esse medicamento pode reduzir a absorção do ferro. Este
medicamento também possui alguns efeitos colaterais que podem interferir na
alimentação do paciente, como: hipercalemia, perda do apetite, dentre outros.

e) A paciente apresenta hipertensão arterial sistêmica e diabetes


mellitus tipo 2 com prescrição de uma dieta hipocalórica. Está prescrição está
correta? Justifique.
Conforme o estado nutricional da paciente, que é de risco nutricional por estar
em baixo peso, a dieta mais indicada até a sua completa recuperação é a dieta
hipercalórica, mas com restrição de açúcar e sódio (hipossódica).

f) Quais estratégias nutricionais podem ser utilizadas para prevenir um


Acidente Vascular Cerebral?
Realizar uma alimentação equilibrada, alimentação rica em frutas e vegetais,
peixes e cereais integrais. Evitar o consumo de alimentos industrializados, grãos
refinados, farinhas refinadas, doces e sobremesas; Incluir alimentos ricos em
antioxidantes, como: açafrão, azeite de oliva, frutas vermelhas e roxas, frutas
cítricas, vegetais verdes escuros, dentre outros. Limitar a ingestão de sódio
proveniente de saleiro, carnes industrializadas, embutidos, conservas. Incluir ácidos
graxos ômega-3 nas refeições regularmente, como peixes de mar, linhaça, chia.
Reduzir o consumo de gorduras saturas e trans. Atingir e manter um peso corporal
adequado, evitando excesso de peso. Manter os níveis de colesterol total,
triglicerídeos e LDL dentro da faixa de normalidade. Evitar o consumo de açúcares.
Evitar o consumo de bebidas alcoólicas.
59

REFERÊNCIAS

ESCOTT-STUMP, S. Nutrição relacionada ao diagnóstico e tratamento. 6. ed.


Barueri: Manole, 2011.

GUMBREVICIUS, I. Avaliação nutricional. Londrina: Editora e Distribuidora


Educacional S.A., 2018.

SERPA, C. M. Nutrição e dietoterapia do adulto e do idoso. Londrina: Editora e


Distribuidora Educacional S.A., 2018.
60

RELATORIO DE ESTAGIO DOS ESTUDOS DE CASOS

 ESTUDO DE CASO 05:

1. Introdução
A paciente neste estudo tem diagnóstico de Doença de Crohn há 1
mês. Relata que atualmente, refere evacuações semilíquidas, cerca de 4 episódios
ao dia, com muco e sem sangue, acompanhadas de dor abdominal; fezes de
coloração e odor característicos.
Doenças inflamatórias crônicas, que se caracterizam por períodos
de remissão e exacerbação.São elas:
Retocolite ulcerativa: Restrita ao cólon e reto, afeta apenas mucosa
e submucosa da parede intestinal de modo contínuo.
Doença de Crohn : Caracterizada por lesões descontínuas e
transmurais que podem afetar qualquer parte do sistema digestório, da boca ao
ânus. Porém o íleo é o segmento intestinal mais acometido (70% dos casos).
Quadro Clínico da Doença de Crohn : Dor abdominal em cólica;
Diarreia aquosa; Perda de peso Pode evoluir com estenose, obstrução e fistulas.
Aspectos Nutricionais na Doença de Crohn : Perda de peso
;Desnutrição; Deficiências nutricionais ; Anorexia ; Aumento da demanda energética
e Má absorção.

2. Identificação do paciente.
FSD, sexo feminino, 21 anos, estudante
3. Queixa Principal.
Diarreia e perda de peso. A paciente tem diagnóstico de Doença de
Crohn há 1 mês. Relata que atualmente, refere evacuações semilíquidas, cerca de 4
episódios ao dia, com muco e sem sangue, acompanhadas de dor abdominal; fezes
de coloração e odor característicos
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4. Avalição Antropométrica
Peso atual – 49,5 kg
Peso habitual – 55 kg
Altura – 1,65 m
CB – 22 cm
PCT – 4 mm
PCB – 5 mm
PCSE – 10 mm
PCSI – 15 mm

a) Faça avaliação nutricional e calcule as necessidades em relação a


doença.

Na avaliação nutricional da paciente, foram feitas as devidas medidas para


chegar ao seu caso clinico. A paciente com a Doença de Crohn sofre com os
sintomas de diarreia, dor abdominal, com a perda de peso, desnutrição, anorexia e
deficiências nutricionais.
De acordo com o IMC, o estado nutricional da paciente encontra-se em
desnutrição leve.
IMC= 18,18
O peso ideal, de acordo com o IMC, é de 57,1kg.
PI= 21x(1,65.1,65)
PI= 57,1.
O peso ajustado para a paciente é de 55,2kg
PA= (49,5 – 57,1) x 0,25 + 57,1
PA= 7,6 x 0,25 + 57,1
PA= 55,2.
Calculo do VCT:
VCT= 35kcal x 55,2
VCT= 1932kcal/dia

Distribuição calórica:
Carboidratos: 45% - 65%
Proteínas: Fase ativa: 1,3 – 1,5g/kg/dia
Fase de remissão: 1g/kg/dia
Lipídios: < 20%

b) Qual a conduta nutricional e a melhor forma de alimentação deste


paciente?
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A conduta nutricional, de acordo com o diagnóstico da paciente será baseada


nos sintomas, na prevenção e na recuperação da desnutrição, nas deficiências
nutricionais e na redução das sequelas à longo prazo. Manter uma alimentação
saudável e ter uma educação alimentar são fundamentais para a manutenção da
doença em remissão.

As orientações são:
- Consumir bastante água, para manter a hidratação.
- Alimentação fracionada, de 6 à 8 vezes por dia, ter refeições pequenas e
frequentes.
- Evitar o consumo de alimentos industrializados, processados e ultra
processados.
- Ingerir carne vermelha com moderação
- Praticar atividades físicas regularmente.
- Evitar lactose.
- Durante a fase ativa da doença, restringir o consumo de trutas e vegetais.
- Incluir suplementação (ômega 3, glutamina e probióticos).
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REFERÊNCIAS

GUMBREVICIUS, I. Avaliação nutricional. Londrina: Editora e Distribuidora


Educacional S.A., 2018.

ROSSI, L.; POLTRONIERI, F. Tratado de nutrição e dietoterapia. Rio de Janeiro:


Guanabara Koogan, 2019

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