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Copyright©2012 por Antônio Renato Gusso

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Capa: Adilson Proc


Diagramação de epub: Editora Emanuel

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)

Gusso, Antônio Renato.


Mensagens Bíblicas para Datas e Ocasiões Especiais: Esboços Detalhados
Acompanhados de Ilustrações, Curitiba: AD SANTOS EDITORA, 2012.
ISBN – 978.85.7459-298-5
CDD 250 1. Bíblia – Mensagens 2. Esboços para Sermões

1ª edição de epub: Junho de 2016

Proibida a reprodução total ou parcial, por quaisquer meios a não ser em citações breves,
com indicação da fonte.
Sumário

APRESENTAÇÃO.................................................................................... 4

Introdução ................................................................................................. 5

1. Lembremo-Nos Sempre ........................................................................... 7

2. O Caminho Do Sucesso ..................................................................... 12

3. Deus Trabalha Com Fracos ............................................................... 17

4. Perdemos Um Grande Homem⁴ ...................................................... 23

5. Amor De Pai ........................................................................................ 28

6. A Mãe Verdadeira .............................................................................. 34

7. Aposentadoria Antecipada ............................................................... 39

8. Mãe, Uma Pessoa Especial ................................................................ 45

9. A Boa Mão De Deus ........................................................................... 51

10. Grandes Conquistas Acontecem .................................................... 57

11. A Palavra De Deus ........................................................................... 63

12. Ah! Se Não Fosse O Senhor... ......................................................... 69

13. Casamento: Sonho, Pesadelo Ou Realidade? ............................... 73

14. Deus Aceita Voluntários ................................................................. 79

15. O Mensageiro De Deus.................................................................... 84

16. Emanuel – Deus Conosco................................................................ 91


17. A Mensagem Do Natal .................................................................... 97

18. O Batismo De Jesus ........................................................................ 104

19. Roguem A Deus Por Mais Trabalhadores! ................................. 111

20. Pai, Que Seja Feita A Tua Vontade .............................................. 116

21. Jesus Não Desceu Da Cruz ........................................................... 122

22. Jesus E As Crianças ........................................................................ 126

23. O Que Comemorar No Natal?...................................................... 131

24. Lugar Para Jesus ............................................................................. 136

25. A Grande Notícia ........................................................................... 142

26. Colhemos O Que Plantamos......................................................... 147

27. O Auge Da Felicidade.................................................................... 153

28. Características Marcantes Do Pai Cristão ................................... 159

29. A Última Oportunidade ................................................................ 166

30. A Morte do Bom Pastor ................................................................. 173

31. Jesus, A Semente Produtiva .......................................................... 178

32. A Morada Celestial ........................................................................ 183

33. O Discípulo Incrédulo ................................................................... 188

34. Missões: Obra do Espírito Santo .................................................. 193

35. Previsões para o Próximo Ano ..................................................... 198

36. Servo/Senhor – Serva/Senhora ..................................................... 205

37. A Importância Da Ressurreição De Cristo ................................. 211


38. As Festas dos Desesperados ......................................................... 217

39. O Preço do Casamento Cristão .................................................... 222

40. Nossas Relações Externas ............................................................. 229

41. Apartem-Se dos Preguiçosos! ....................................................... 235

42. Preguem a Palavra ......................................................................... 241

43. Chamados Para Proclamar ........................................................... 247

44. Jesus – Nele Você Pode Confiar ................................................... 251

45. Recados a Uma Igreja Fiel ............................................................. 257

46. O Poder Da Morte De Cristo ........................................................ 262

Índice por assuntos .............................................................................. 267


4

APRESENTAÇÃO

Deus, em sua graça e misericórdia, tem me chamado para ensinar e

pregar a sua Palavra. Assim, em primeiro lugar, acima de tudo e de todos,

é a Ele que dedico esta obra. Louvado e glorificado seja o teu nome,

Senhor! Também quero dedicá-la a meus companheiros de ministério, Pr.

José de Godói Filho, Pr. Daniel Alves, Pr. Reginaldo Pereira de Moraes e

Pr. João Ricardo Morais, homens de valor, dedicados ao estudo da Bíblia

e ensino fiel dos conselhos de Deus ao povo que nos foi confiado. Sou

grato a Deus pelo companheirismo de todos vocês. Estamos juntos!

Dedico ainda a toda a minha família, com destaque para meus pais,

Francisco (em memória) e Lourdes, meus grandes professores, minha

esposa Sandra e meus filhos Ana Cláudia e Francisco Benvenuto, minha

alegria, e a meus irmãos e irmãs, Josélia, Luiz, Alberto, Laertes, Paulo e

Clarice, unidos na alegria e na dor. “Como maçãs de ouro em bandejas de

prata, assim é uma palavra falada em seu tempo” (Provérbios 25.11).


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Introdução

Em conversas com pregadores, e pela experiência própria, tenho

percebido que uma dentre as muitas dificuldades enfrentadas na área da

pregação é conseguir variedade nas mensagens utilizadas em datas e

ocasiões especiais. Depois de vários anos em uma mesma igreja, por

exemplo, fica difícil para o pregador apresentar algo novo e criativo nas

datas festivas que se repetem ano a ano, como Natal, Ano-Novo, Páscoa,

Dia da Bíblia e outras mais. Dificuldades ainda maiores surgem, com o

passar do tempo, para se conseguir variação significativa nas mensagens

para ocasiões como casamentos, bodas de prata, batismos, formaturas etc.,

que se repetem com maior frequência e contam, muitas vezes, com a

presença dos mesmos participantes da comunidade local.

Diante disso, procuro com este livro amenizar estas dificuldades que

também enfrento como pregador há mais de trinta anos, buscando suprir

uma lacuna. Pois, ainda que existam bons livros de esboços no Brasil, não

se encontram entre eles muitas obras voltadas, de forma específica, para

as datas e as ocasiões especiais.

Com isso em mente foi que resolvi separar e publicar alguns dos

esboços de sermões que pela graça de Deus tenho produzido e que têm

servido como base para as mensagens que tenho pregado. O resultado

disso foi o nascimento deste livro que agora chamo de “Mensagens

bíblicas para datas e ocasiões especiais: esboços detalhados

acompanhados de ilustrações”. Para facilitar a localização do esboço de


6

interesse foi colocado, no final do livro, um índice por assunto.

Encontrado o assunto, basta verificar qual é o número do esboço ou o texto

bíblico em que está baseado e, voltando ao sumário, no início do livro,

verificar em que página se encontra. No sumário, os esboços aparecem

numerados e na ordem bíblica dos textos utilizados como base para cada

mensagem.

Estes esboços já me foram úteis e ainda continuam sendo; tenho

pregado em várias ocasiões utilizando-os como base para as mensagens.

Nenhum deles é fruto de simples teoria, todos foram colocados em prática

e revisados depois disto. Meu desejo sincero e minha oração é que eles

venham a ser instrumentos úteis também nas mãos daqueles que os

haverão de utilizar como auxílio na edificação do povo de Deus. Assim,

sejam eles utilizados no todo, ou em partes, ou apenas como fornecedores

de alguma ilustração ou, ainda, como simples despertadores de novas

ideias que resultem em mensagens bíblicas, não importa, me darei por

satisfeito. O importante mesmo é que eles cumpram seu papel de

ajudadores, suprindo, ainda que em parte, a necessidade constatada, a de

falta de variedade nas mensagens para datas e ocasiões especiais, e tragam

com isso ainda mais honra e glória ao nosso Deus.


Pr. Antônio Renato Gusso
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1. Lembremo-Nos Sempre
Deuteronômio 24.18

Objetivo: Quero que os ouvintes lembrem-se do que eram e,

agradecidos, tratem bem aos desfavorecidos.

INTRODUÇÃO

Ilustração: Colocar uma fita ou um fio de lã, em forma de laço, em um dos

dedos de cada pessoa presente, ou ao menos nos dedos daqueles que

estarão sendo batizados nesta data (isto pode ser feito já no início do culto,

pelos introdutores, criando expectativa para a mensagem). Depois de lida

a passagem e feita uma oração, o pregador pode explicar o que significa

um lacinho no dedo: popularmente, em linhas gerais, eles servem para

fazer a pessoa lembrar algo muito, mas muito importante.

– Existem coisas que já passaram, boas ou más, que devem ser lembradas

sempre.

– Quando esquecemos do passado podemos cometer injustiças

terríveis. (Exemplo: muitos adultos esquecem que foram crianças –

castigam os filhos por falhas iguais às que eles mesmos cometiam).

– Contextualizar a passagem: Israel havia saído do Egito, onde era um povo

escravo, e dirigia-se para a Terra Prometida. Mais um pouco e, de fato, as

coisas velhas iriam passar e tudo iria se fazer novo para eles. Mas, ainda
8

que não fosse muito agradável, eles deveriam lembrar, pelo menos, duas

coisas na nova situação, as quais nós também devemos lembrar sempre.

1. DA TERRÍVEL SITUAÇÃO EM QUE ESTÁVAMOS NO PASSADO (V.

18A)

– Para Israel não era uma lembrança agradável (devia trazer à mente do

povo fortes emoções; vergonha e tristeza, mas devia ser lembrada – a

ordem para lembrar o passado aparece em cinco lugares neste livro: 6.12;

15.15; 16.12; 24.18; 24.22).

– Certamente, as lembranças que temos do passado longe de Deus

também não são agradáveis (nem por isso devem ser deixadas de lado).

Devemos tê-las sempre em nossas mentes:

1.1. Para Tratarmos os Outros como Gostaríamos de Ter Sido Tratados

1.1.1. Os Israelitas deveriam lembrar o passado de escravidão para

tratarem os outros como gostariam de terem sido tratados (o contexto

mostra como deveriam agir em relação aos desfavorecidos). 1.1.2. Nós não

fomos escravos do Egito, mas fomos do pecado (lembremo-nos disto ao

tratarmos com os que ainda o são – tratemo-los como Deus nos tratou

e como gostaríamos de ser tratados pelos homens).

1.1.3. Lembremo-nos do passado para não agirmos como o credor da

parábola de Mt 18.23-30.
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1.2. Para não Desprezarmos a Situação Atual

1.2.1. No caminho da Terra Prometida, diante das primeiras dificuldades,

os membros de Israel já queriam voltar (estavam com saudades de alguns

atrativos – esqueceram rápido dos açoites e trabalhos forçados – Em

Números 11:4-6 vemos que só lembravam-se dos peixes, cebolas e outras

coisas gostosas do Egito).

1.2.2. Não é raro perceber alguns que foram servos do pecado com certo

desejo de voltar atrás.

1.2.3. A vida cristã tem dificuldades (o pecado tem seus atrativos – se não

fosse assim ninguém pecaria).

1.2.4. Mas devemos lembrar sempre das consequências que ele traz (com

certeza todos nós nos lembramos do desastre que era a nossa vida sem

Jesus).

Ilustração: Contar alguma experiência negativa marcante pessoal. A

minha é esta: Tenho uma foto guardada em casa que só em pensar nela já

me sinto envergonhado. Não percebi o momento em que foi tirada. Nem

sei quem tirou. Mas sei que nela estou embriagado, todo sujo, com a maior

cara de bobo, tendo a cabeça amparada por duas mãos que, depois fiquei

sabendo, são de minha mãe. Eu não tenho coragem de olhar para aquela

foto que está guardada há anos, e já tive o desejo de queimá-la, mas resolvi

guardá-la como uma lembrança pessoal de onde posso chegar afastado de

Deus. O homem sem Deus chega ao fundo do poço! 1.2.5. Lembrem-se

sempre que vocês também foram escravos do pecado, para nunca mais
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desejarem voltar atrás nem desprezar a situação atual (a situação de hoje,

mesmo com lutas, é muito melhor!).

2. DE QUE FOI DEUS QUEM MUDOU A NOSSA TERRÍVEL

SITUAÇÃO (V. 18 B)

– Israel, por si mesmo, nunca sairia do Egito. O povo não tinha forças para

tal. (Israel devia lembrar-se disso).

– Nós, por nós mesmos, nunca deixaríamos o pecado (Nós também

devíamos lembrar-nos disso).

2.1. Para não Nos Tornarmos Soberbos

2.1.1. O povo de Israel não deveria pensar que era forte ou que merecia

algo (Deus os livrou por amor).

2.1.2. Semelhantemente, nós fomos livres pela graça e não por nossas

forças, capacidades ou méritos.

2.1.3. Por isso não somos superiores a ninguém (nosso Deus sim é que é).

2.1.4. Tomemos cuidado, então, com o orgulho espiritual, pois isto não

vem de Deus nem o agrada.

2.1.5. Lembremos sempre que: pela graça fomos salvos por meio da fé e

que isto não veio de nós, é um presente de Deus, não veio de nossas boas

ações para que nós não nos gloriemos (Ef 2.8,9).


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2.2. Para Glorificarmos a Deus pela Nova Situação

2.2.1. Israel, ao lembrar-se da situação de escravidão, deveria glorificar a

Deus pela situação atual.

2.2.2. Nós também devemos lembrar aquilo que fomos e glorificarmos

sempre a Deus pelo que somos.

2.2.3. Ao olharmos para o passado, só podemos glorificar a Deus pela

situação presente e pelo futuro que se nos apresenta ainda melhor. (Se

hoje, em meio a tantas dificuldades, podemos dizer “obrigado” por nossa

situação, que é incomparavelmente melhor do que a do passado, muito

mais devemos agradecer pelo futuro que nos está prometido no céu!).

CONCLUSÃO

– Podem ficar à vontade agora para retirar os fios ou fitas que foram

amarrados nos dedos.

– Mas continuem lembrando sempre o que vocês eram e quem foi que

mudou as suas vidas (isto vai determinar o seu modo de agir em relação

ao próximo e em relação ao Senhor Nosso Deus).

– Que este dia de batismo seja uma marca para vocês que a partir de agora

passam a fazer parte da igreja.

– Lembrem-se sempre, nós, e todos os cristãos, fomos escravos do pecado.

Hoje somos filhos de Deus, de graça, por meio da ação libertadora e

transformadora de Jesus Cristo. – Lembremo-nos sempre disto e sejamos

gratos a Deus e pacientes para com o nosso próximo.


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2. O Caminho Do Sucesso
Josué 1.8

Objetivo: Quero que os ouvintes sigam os ensinos da Bíblia para

chegar ao sucesso.

INTRODUÇÃO

– Mais uma vez estamos no final de um ano. (Nesta época avaliamos o que

passou e olhamos para frente).

– Nesta hora começamos a planejar os alvos para o ano que vem, os quais

podem ser dos mais variados tipos, envolvendo: emprego, casa, estudo,

casamento, igreja, amizades, viagens, família etc.

– Sejam quais forem os alvos, o objetivo geral é um só: alcançar o sucesso

em nossos empreendimentos!

– Contudo, devemos tomar cuidado com os métodos utilizados para isto.

Muitas fórmulas mágicas nos são oferecidas, como: a) Fale inglês em 30

dias (o bom senso me diz não); b) Livro “Como ganhar dinheiro fácil” (o

bom senso continua me dizendo não); c) Ao sucesso com Hollywood²(é

mais fácil parar no hospital e fracassar financeiramente com Hollywood,

ou qualquer outra marca de cigarros – Não fumar é uma questão de bom

senso!).

– Os caminhos falsos são muitos, mas Deus mostra o caminho para o

verdadeiro sucesso.
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1. O CONTEXTO DA PASSAGEM

1.1. Deus mostrou isto a Josué (não sei se era fim de ano – mas era início

de uma nova jornada).

1.2. Josué estava assumindo a direção de uma nação (uma nação em

formação que teria que conquistar o seu espaço).

1.3. Josué estava para substituir o maior líder hebreu de todos os tempos

(sem falar em Jesus, é claro!)

1.4. Certamente ele tremia nas bases, pois sabia que não era capaz para tal

tarefa. Porém, como sabemos, chegou ao sucesso (não por Hollywood ou

outro caminho, mas pelo caminho que Deus lhe mostrou).

1.5. Nós também podemos chegar se formos pelo caminho da Palavra de

Deus.

2. OS PASSOS NO CAMINHO DO SUCESSO

2.1. Ler a Palavra de Deus

2.1.1. Deus mostrou a Josué que o primeiro passo no caminho do sucesso

é a leitura da Palavra.

2.1.2. A expressão “Não se aparte da tua boca o livro desta lei” (outras

traduções dizem: não cesses de falar) é um pouco estranha, mas se

pensarmos que na antiguidade, possivelmente, fosse costume ler em voz

alta, entenderemos o significado.


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2.1.3. Parece que na época dos apóstolos ainda havia este costume de ler

em voz alta (Atos 8.27-30).

2.1.4. Josué poderia ter perguntado para Deus: será que este é o

caminho? Eu quero ter sucesso, quero vencer, tenho uma obra tremenda

pela frente – Será que posso me dar ao luxo de parar para ler? (Ele não só

podia, mas devia – A leitura da Palavra de Deus é um investimento

necessário e fundamental ao sucesso de seu povo).

2.1.5. Aqui neste texto, a Lei é uma referência ao que nós chamamos de

Pentateuco ou parte dele, parte dos primeiros cinco livros da Bíblia

(ainda não existia a Bíblia como a conhecemos), mas creio que podemos

utilizar este conselho para toda a Palavra de Deus e para os nossos dias.

2.1.6. Se tomarmos qualquer outro caminho que não passe pela leitura da

Bíblia, estaremos no caminho errado para o sucesso.

2.2. Meditar na Palavra de Deus

2.2.1. O segundo passo no caminho do sucesso é a meditação. (Medita nela

dia e noite).

2.2.2. Josué, apesar de muito atarefado, não devia apenas ler, mas também

meditar.

2.2.3. A leitura apenas pode se tornar algo vazio, mecânico e até

supersticioso. (A Bíblia não é um livro de palavras mágicas, devemos ir a

ela com a intenção de entendermos as suas mensagens).

2.2.4. Aqueles que pregam são privilegiados neste ponto (são obrigados a

meditar na Palavra).
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2.2.5. Todos nós devemos meditar e procurar saber qual é a vontade de

Deus para as nossas vidas.

2.2.6. Não espere o próximo ano, se você quer ser bem sucedido, invista já

na meditação da Palavra de Deus.

2.3. Praticar a Palavra

2.3.1. O terceiro passo é a prática da Palavra (de nada adiantaria a Josué

ler e meditar se não praticasse).

2.3.2. A Palavra de Deus é para ser praticada onde estivermos. Enganam-

se redondamente aqueles que ficam apenas na leitura e meditação.

Ilustração: Não dá, inclusive, para entender as atitudes de alguns

pretensos cristãos. Por exemplo, eu soube de um pastor bastante

consagrado, preocupado com a expansão do Reino de Deus, que foi

trabalhar em uma igreja muito tradicional. Nesta igreja nada mudava. E

com isto, entrava ano e saía ano e ela continuava na mesma, pequena e

sem influência na comunidade local. O novo pastor chegou com todo o

“gás” e começou a trabalhar, principalmente, com os jovens. Depois de

algum tempo, percebendo que não havia nenhum programa de lazer para

eles, comprou um simples jogo de tênis de mesa, e colocou-o em uma das

salas da igreja para que os jovens se divertissem. Aquilo foi um escândalo,

para alguns, e motivo de reunião da diretoria. Durante a reunião,

convocada para se ouvir as “explicações” do pastor, um dos líderes tomou

a palavra, com ar de quem sabe das coisas, e disse: “Mas pastor, o senhor

não pode fazer isto. Se continuar assim, daqui a pouco, os jovens todos da
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cidade também vão estar aqui na igreja juntos com os nossos.” O pastor

replicou prontamente e surpreso: “Mas não é isto que nós como cristãos

queremos?” Diante da clara evidência de que o discurso era um, mas a

prática outra, aquele pastor deixou o ministério daquela igreja.

2.3.3. A prática deve ser total – não há espaço para selecionar aquilo que

mais nos agrada.

2.3.4. Josué devia “ter cuidado de fazer segundo a tudo quanto no livro

está escrito”. Da mesma forma nós. Pratiquemos a Palavra mesmo que em

algumas vezes ela pareça estar em contradição com a nossa lógica.

CONCLUSÃO

– Josué chegou ao sucesso, substituiu Moisés e levou o povo até a terra

prometida.

– Humanamente falando, a tarefa de Josué era uma missão impossível,

mas seguindo o caminho traçado por Deus ele chegou lá, ele venceu!

– Se você, que já tem os seus planos traçados para o próximo ano (ou

próximos anos), sejam quais forem, e quer chegar ao sucesso, siga pelo

caminho apontado por Deus. Para Ele o caminho do sucesso passa pela

leitura, meditação e prática de sua Palavra. Este método não falhou com

ninguém, com você também não falhará. Portanto... (Encerrar lendo Josué

1.8).
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3. Deus Trabalha Com Fracos


Juízes 6-7

Objetivo: Quero que os ouvintes superem o medo do fracasso e se

coloquem à disposição para trabalhar.

INTRODUÇÃO

– Iniciar anunciando que a mensagem está baseada nos capítulos 6 e 7 de

Juízes e lendo o texto de 6.11-16.

– Depois de ler e orar, contar a seguinte história.

Ilustração: Certa lenda conta que estavam duas crianças patinando em

cima de um lago congelado. Era uma tarde nublada e fria e as crianças

brincavam sem preocupação. De repente, o gelo se quebrou e uma das

crianças caiu na água. A outra criança, vendo que seu amiguinho se

afogava debaixo do gelo, pegou uma pedra e começou a golpear com

todas as suas forças, conseguindo quebrá-lo e salvar seu amigo. Suas mãos

estavam feridas e doía muito todo seu corpo.

Quando os bombeiros chegaram e viram o que havia acontecido,

perguntaram ao menino: – Como você conseguiu fazer isso? É impossível

que você tenha quebrado o gelo com essa pedra e suas mãos tão pequenas!

Nesse instante apareceu um ancião e disse: – Eu sei como ele conseguiu.

Todos olharam para ele aguardando a resposta. O ancião então


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respondeu: – Não havia ninguém ao seu redor para dizer-lhe que ele não

seria capaz.³

– Esta história explica o porquê de muitas vezes fracassarmos ou, pior,

nem tentarmos fazer muitas coisas.

– As pessoas nos olham e dizem: ele não pode! Nós acreditamos nisso e

também dizemos: não posso!

– Realmente somos fracos, mas Deus olha para nós e diz: ao meu lado

você pode!

– Vemos em várias partes da Bíblia, e neste texto em especial, que Deus

trabalha mesmo é com fracos e, sendo assim, não há motivo para não nos

colocarmos à disposição dele para trabalhar.

1. DEUS CHAMA PESSOAS FRACAS

1.1. Veja que Deus trabalha com fracos. Quem chamaria Abraão, com

oitenta anos de idade, e casado com uma mulher estéril, para fundar uma

grande nação? Quem chamaria um pastor de ovelhas para ser um rei

modelo? Quem chamaria uma pobre mulher, da pequena cidade de

Nazaré da Galileia, para ser mãe do Filho de Deus? Quem chamaria

aqueles doze para serem apóstolos, para confiar nas mãos deles a Igreja

de Cristo? Só mesmo Deus para escolher estas pessoas. Ele chama pessoas

fracas!
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1.2. Gideão também era fraco. Israel estava sofrendo a opressão dos

midianitas e ele nem imaginava que poderia vir a ser o libertador, mas

Deus o chamou.

1.3. Contar como foi o chamado: a) Estava malhando o trigo no lagar, local

impróprio, tentando se esconder dos inimigos (6.11); b) Estava sem

esperanças (6.13); c) Era fraco aos próprios olhos (6.14-15).

1.4. Deus poderia ter chamado outro, alguém mais forte, mas chamou

Gideão, e prometeu vitória (6.16).

1.5. Deus poderia ter deixado seu reino para reis, conquistadores e

governadores, mas confiou-o a nós.

2. DEUS FORTALECE OS FRACOS

2.1. Deus chama pessoas fracas e trabalha com elas, mas fortalece-as e as

capacita.

2.2. Deus fortaleceu Gideão:

a) Dando-lhe de seu espírito: – Aquele fraco homem foi revestido pelo

espírito de Deus (6.34). – O Espírito de Deus transformou o fraco Gideão

em um líder (6.35).

b) Deixando-se provar: – Gideão já havia pedido e recebido um sinal (6.17-

23), agora pede e recebe outro (6.36-38).

2.3. Percebo que Gideão cria no poder de Deus, mas duvidava que fosse

ele o usado. (Nós somos como ele: cremos que Deus pode tudo, mas

quando Ele quer nos usar não conseguimos acreditar).


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2.4. Gideão pediu um segundo sinal (6.39), muitos nem pedem com medo

de receber.

2.5. Se Deus chama você para fazer algo maior do que as suas forças, não

tema. Deus fortalece os fracos!

3. DEUS PROVA OS FRACOS FORTALECIDOS

3.1. Também percebemos pela passagem que Deus prova os fortalecidos.

Com Gideão aconteceu assim. Ele recebeu a bênção de ser fortalecido, mas

não escapou de ser provado.

3.2. Fico imaginando a alegria de Gideão quando Deus confirmou pelos

sinais que estava com ele.

3.3. Gideão deve ter se levantado corajosamente, pronto para a batalha.

Afinal, Deus tinha garantido que estava com ele e 32.000 soldados o

acompanhavam (ele deveria estar se sentindo muito forte agora).

3.4. Deus, porém, diz a Gideão: É demais o povo que está com você (7.2).

Vocês podem se ensoberbecer pensando que conseguiram a vitória com

as próprias forças. Desafia alguns a irem embora (7.3). Contar como foi o

desafio (7.3) – Tinha que ser muito “corajoso” para aceitar aquele desafio

e passar por covarde diante de todos desistindo da batalha. Mesmo assim

22.000 soldados foram embora. – Creio que Gideão ainda estava corajoso

com o apoio dos 10.000 que restaram. Mas Deus lhe disse: Ainda tem

muita gente (7.4). – Deus acabou por separar apenas 300 homens que

deveriam estar ao lado de Gideão na batalha (7.4-7).


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3.5. Gideão foi provado e aprovado; fortalecido que estava, seguiu em

frente com apenas os 300 (7.8).

3.6. Se você está sendo provado, não se deixe abater, seja aprovado, confie

como Gideão, e vá em frente!

4. DEUS DÁ A VITÓRIA AOS FRACOS APROVADOS

4.1. Ainda vemos no texto que Deus dá a vitória aos fracos aprovados.

Assim foi com Gideão!

4.2. Mesmo sem Gideão pedir, Deus lhe deu mais um sinal para ajudá-lo

(7.13-15), antes de dar-lhe a vitória, sem luta. (Contar como foi – 7.16-22,

destacando os vs. 21 e 22).

4.3. Vejo que Deus não queria um grande exército para derrotar os

midianitas, queria um grupo fraco para revelar o seu poder. Creio que em

nossos dias não é muito diferente. Deus continua trabalhando com fracos

e revelando sua glória por meio destes. Os fracos que se unirem a Ele

participarão da vitória!

CONCLUSÃO

– Deus trabalha com fracos; com fracos que confiam no poder dele.

– Tanto como indivíduos quanto como igreja nós somos fracos, mas já

temos alcançado muitas vitórias.


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– Quanto mais, ainda, poderemos fazer? Ou melhor, quanto mais, ainda,

Deus pode fazer por meio de nós?

– Creio que se esta igreja, ou qualquer irmão individualmente, se colocar

à disposição de Deus, verá vitórias e mais vitórias. Pois é do agrado de

Deus trabalhar com fracos, capacitando-os e dando-lhes vitórias, onde

apenas o nome Dele, do Senhor Todo-Poderoso, é engrandecido.

– Aceite os desafios que ele lhe apresenta, e seja você também um

vitorioso, para honra e glória de Deus!


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4. Perdemos Um Grande Homem⁴


2 Samuel 3.38b

Objetivo: Quero que os ouvintes agradeçam pelo que foi a vida do Prof.

Yutaka, reconhecendo o valor dele.

INTRODUÇÃO

– Iniciar lendo o texto base e dizendo: hoje não é dia de pregação, mas

vamos aproveitar este texto para aplicar a sua mensagem básica ao que

estamos fazendo.

– As palavras de Davi, por ocasião do funeral de Abner, que havia sido o

comandante dos exércitos do rei Saul, encaixam bem em nosso contexto.

Assim como Davi reconheceu que Israel havia perdido um príncipe, um

grande homem, quem conheceu Yutaka Morita, tenha sido amigo dele ou

não, só pode dizer o mesmo: “Perdemos um Grande Homem”!

– Tive o privilégio de ser aluno do prof. Yutaka, nesta faculdade, colega

de classe ao estudarmos hebraico no Centro Israelita, parceiro em estudos

de textos do Antigo Testamento que realizamos com mais dois estudiosos

de hebraico, durante um ano na PUC-PR, e colega como professor também

aqui nesta casa. Fazendo um breve balanço daquilo que presenciei,

concluo que “Perdemos um Grande Homem”.


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1. UM ESTUDIOSO EXEMPLAR

1.1. Perdemos um estudioso exemplar. (O Yutaka nunca deixou de estudar

– mesmo sendo mestre continuava sendo aluno, se não de escolas formais,

dos próprios livros e daqueles que o cercavam).

1.2. Ele era o tipo de aluno que todo professor gostaria de ter, interessado

nas minúcias da matéria. Do tipo que não descansa enquanto não resolve

o problema. Para ele não bastava saber o periférico, tinha que conhecer até

mesmo o significado daquela “borinha”⁵ que aparentemente, no hebraico,

não servia para nada.

1.3. Não vou esquecer nunca do que disse o Dr. Antônio Quirino de

Oliveira em um de nossos encontros na PUC, referindo-se ao Yutaka: “Ah

se eu tivesse uns dez alunos assim...” (Perdemos um estudioso exemplar!)

2. UM PROFESSOR MODELO

2.1. Além de um estudioso exemplar perdemos um professor modelo.

(Alguém consciente de suas responsabilidades, profundo conhecedor das

matérias que lecionava, em especial o grego e o hebraico, preocupado com

o aluno como pessoa e com a instituição como um instrumento de Deus

para a formação dos futuros líderes das igrejas evangélicas).

2.2. Yutaka Morita era o tipo de professor que todo bom aluno deseja ter,

que não se contentava em apenas ministrar aulas, mas que, superando as


25

dificuldades, inclusive a barreira do sotaque, estava ao lado do aluno

levando-o a aprender e viver aquilo que ele ensinava.

2.3. Ele era um professor que se preocupava, inclusive, em deixar alguém

em seu lugar, como fez comigo indicando-me para lecionar hebraico,

matéria que ele, mais do que ninguém naquele momento, estava apto para

lecionar. (Perdemos um professor modelo!)

3. UM AMIGO SEMPRE PRESENTE

3.1. Quando perdemos Yutaka Morita perdemos também um amigo

sempre presente. Ele era uma pessoa aberta, com quem podíamos contar

em momentos difíceis, que estava sempre pronto a ajudar aqueles que

precisavam. Amigo dos funcionários desta casa, amigo dos companheiros

de magistério, particularmente amigo de seus alunos.

3.2. Sou testemunha: em mais de quinze anos de convívio com o Yutaka,

nunca ouvi uma reclamação contra ele, e nem uma crítica dele contra outro

colega. Ele era um amigo sempre presente.

3.3. Creio que também testemunham a favor disso as homenagens que lhe

foram feitas pelos próprios alunos nos últimos dez anos. Minha lembrança

pode falhar, mas creio que foram raras as vezes, se é que houve, em que

ele não foi homenageado, hora como Patrono, hora como Paraninfo, hora

como professor homenageado, ou como nome de turma que, se não me

engano, também será este ano. (Perdemos um amigo sempre presente!)


26

4. UM SERVO HUMILDE

4.1. Por mais incrível que possa parecer, ao fazermos uma retrospectiva da

vida acadêmica de Yutaka Morita, temos que concluir, também, que

perdemos um servo humilde. (Ele era uma dessas poucas pessoas

especiais que, mesmo se tornando grande, como se tornou naquilo que

fazia, continuam se comportando humildemente como servos).

4.2. Quando eu digo servo humilde talvez alguém possa dizer: mas não

são todos os servos humildes? Percebo que não! Infelizmente, existem

servos orgulhosos de seus feitos e que se consideram acima dos outros.

Mas o professor Yutaka não era assim.

4.3. Yutaka, mesmo sendo especial, tendo do que se orgulhar, grande

naquilo que fazia, manteve-se sempre humilde, agindo como servo que

era. Talvez esta fosse uma de suas características mais fortes. (Perdemos

um servo humilde!)

CONCLUSÃO

– Para concluir, quero retornar ao texto que li no início, no qual Davi

lamenta a morte de Abner, dizendo a seus soldados: “Não sabeis que hoje

caiu em Israel um príncipe, um grande homem?”.

– Da mesma forma, refletindo na vida de Yutaka Morita, lamento eu

dizendo: fiquem sabendo, alunos desta faculdade, colegas professores,

povo evangélico, membros desta sociedade, perdemos um grande


27

homem. Só o que nos consola, na verdade, é saber que o perdemos

momentaneamente, pois um dia, estaremos lado a lado, quando juntos

continuaremos a servir ao nosso Deus!


28

5. Amor De Pai
2 Samuel 18.24-19.6⁶

Objetivo: Quero que os ouvintes demonstrem reconhecimento aos

pais pelo amor que têm recebido.

INTRODUÇÃO

– O amor de pai é algo inexplicável. (Não é por acaso que Deus é chamado

de Pai). É claro que Deus é superior. Ou melhor, totalmente superior. (Mas

pai é uma figura que chega a explicar algo sobre Deus).

– Certamente todos já ouviram a conhecida expressão: Deus é Pai! Com

isto as pessoas querem dizer, entre outras possibilidades mais, que Deus:

a) Nos ama; b) Nos protege; c) Nos perdoa; d) Não nos abandona; e) É

confiável; f) Nos ajuda...

– Mesmo que em escala menor, tudo isto também se aplica aos pais. Não

a todos, é claro, mas aos verdadeiramente cristãos, ou como Davi, que era

um homem segundo o coração de Deus.

– O amor de pai é, realmente, inexplicável, só quem é pai pode saber. É

amor à primeira vista. Ilustração: Não sei exatamente como acontece com

os outros pais, mas sei o que aconteceu comigo. Ao ver minha filha, pela

primeira vez, entre vários outros bebês na maternidade, com poucas horas

de vida, eu consegui reconhecê-la entre os demais. E percebi que eu já a

amava. Com certeza foi um amor à primeira vista, ou até anterior à vista.
29

– O amor de pai, inclusive, independe das qualidades dos filhos. Vamos

ver aqui o exemplo do amor de um pai segundo o coração de Deus, de

Davi para com seu filho Absalão.

– O pai, Davi, é nosso conhecido. A maioria dos cristãos conhece suas

histórias. O filho, Absalão, muitas vezes passa despercebido. Por isso, para

saber de quem se trata, é bom apresentar algumas informações sobre ele,

como segue: a) Foi assassino de um de seus irmãos; b) Trabalhou contra

seu pai Davi, difamando-o perante a nação; c) Se proclamou rei no lugar

de seu pai Davi; d) Preparou um exército para, com ele, tentar matar seu

pai Davi...

– Em resumo, era um homem terrível, mas que, mesmo assim, foi amado

por Davi. Afinal, era seu filho!

– Vejamos qual foi a reação de Davi, o homem e pai segundo o coração de

Deus, para com este filho. Assim conheceremos um pouco mais a respeito

do amor de pai!

1. DAVI O AMOU MAIS DO QUE A VITÓRIA

1.1. Recontar a história, neste ponto, mostrando que Davi teve de fugir de

Jerusalém por causa de seu filho Absalão, que queria matá-lo para reinar

em seu lugar.

1.2. Davi se refugiou em outra cidade enquanto os exércitos saíram à luta.

Diante de todo o povo o rei Davi pediu que poupassem seu filho rebelde

(2 Sm 18.5).
30

1.3. A batalha aconteceu e Absalão acabou sendo morto (2 Sm 18.9-18).

1.4. Davi já era idoso, não foi à batalha, ficou aguardando o resultado.

Homem de guerra que sempre foi, deveria estar preocupado e ansioso

pela vitória de seu exército, mas, naquela ocasião, estava ansioso sim,

porém pelo seu filho que estava em perigo. Veja como é que ele aguardava

as notícias:

a) Estava assentado na entrada da cidade (2 Sm 18.24);

b) Quando ouviu a sentinela dizer que vinha um mensageiro diz, como

que desejando, “torcendo” que fosse verdade: “Se vem só, traz boas

notícias” (2 Sm 18.25);

c) A sentinela gritou avisando que vinha mais um mensageiro. Ao que

Davi, ainda como desejando influir na notícia diz: “Também este traz boas

novas” (2 Sm 18.26);

d) Quando a sentinela identifica um dos mensageiros que ainda estão

longe, Davi, “torcendo”, diz: “Este homem é de bem e trará boas novas”

(2 Sm 18.27);

e) Ao chegar o mensageiro, Davi não demonstra nenhum interesse a não

ser em como estava seu filho (2 Sm 18.28-29). Não tendo resposta,

continuou aflito (2 Sm 18.30);

f) Quando chega o outro e diz que tem boas novas para o rei ele não

demonstrou nenhum outro interesse a não ser em como é que estava seu

filho e, ao receber a notícia de que ele estava morto, profundamente

comovido chorou amargamente (2 Sm 18.31-33).


31

1.5. Davi era um soldado, mas esta vitória, para ele, acabou sendo uma

derrota. O amor dele pelo filho rebelde era maior do que o amor do velho

soldado pelas vitórias.

1.6. Se o seu pai, meu irmão, minha irmã, foi ou é um pai segundo o

coração de Deus, pode ter certeza, ele ama você ou, se já partiu, amou mais

do que as vitórias pessoais.

1.7. Assim como Davi, muitos pais preferem perder, para que seus filhos

ganhem. Pois o amor do pai verdadeiro pelos filhos é maior do que o amor

pelas vitórias pessoais.

2. DAVI O AMOU MAIS DO QUE O REINO

2.1. Não são poucos os comentaristas bíblicos e historiadores que acusam

Davi de agir, normalmente, de forma política, procurando agradar o seu

povo. Mas aqui ele agiu, claramente, com o coração.

2.2. Davi não se importou com nada. Chorou e lamentou pela morte de

seu filho (2 Sm 18.33).

2.3. Este choro e lamento pelo filho rebelde, traidor, causou mal estar para

todo o país (2 Sm 19.1-4).

2.4. O general teve de falar com o rei, para que ele não perdesse o reino

por sua atitude (2 Sm 19.5-6).

2.5. Davi, realmente, demonstrou naquele dia que amava seu filho rebelde

mais do que a todo seu povo, mais do que a seus heróis e até mesmo mais

do que aqueles que estavam prontos para dar as próprias vidas pelo rei.
32

Ilustração: Para ilustrar o quanto alguns dos soldados de Davi o amavam,

é bom contar a história que está registrada em 1 Cr 11.15-19, sobre três de

seus soldados que arriscaram suas vidas apenas para ir buscar água para

ele. Depois de contá-la, concluir dizendo: é claro que Davi amava seu povo

e, em especial, estes seus heróis, e não ficaria contente com a morte de

nenhum deles, mas trocaria todos pelo seu filho Absalão.

2.6. O rei Davi, o homem segundo o coração de Deus, amava seu filho mais

do que a seu próprio reino. Se seu pai também é um homem segundo o

coração de Deus, pode ter certeza, ele ama você mais do que a tudo e a

todos. Seja agradecido por isso!

3. DAVI O AMOU MAIS DO QUE A PRÓPRIA VIDA

3.1. Davi amava Absalão mais do que a sua própria vida. Veja o que ele

diz em 2 Sm 18.33b: “Meu filho Absalão, meu filho Absalão! Quem me

dera que eu morrera por ti, Absalão, meu filho...”.

3.2. Davi estava pronto para morrer no lugar do filho. Se fosse possível

trocaria a vida pela de Absalão.

3.3. Não sei quantos filhos dariam as vidas por seus pais, mas Davi e

também outros pais, segundo o coração de Deus, têm feito isto no decorrer

da história. Ilustração: Citar algumas ocasiões, de preferência algo bem

conhecido da comunidade à qual você está pregando, em que pais abriram

mão de direitos e privilégios por seus filhos na atualidade.


33

3.4. Com certeza a maioria conhece a expressão “isto é um negócio de pai

para filho”. De fato, esta expressão aponta para o amor altruísta (contrário

de egoísta) dos pais segundo o coração de Deus.

3.5. Davi amou Absalão mais do que sua própria vida. Provavelmente

filhos que estão aqui têm sido ou foram amados também desta maneira.

Sejamos gratos a estes pais!

CONCLUSÃO

– Existem pais e “pais”. (Estou consciente que alguns não merecem este

título tão grandioso que é utilizado até para Deus). Mas, o pai segundo o

coração de Deus merece todo o nosso respeito.

– Seu pai, se é ou foi um destes: a) Ama você mais do que o sucesso

pessoal; b) Ama você mais do que qualquer bem ou posição; c) Ama você

mais do que a própria vida.

– Pai é assim! Seu amor é inatingível – ainda que, muitas vezes, nem

consiga demonstrar isto!

– Se você ainda pode, agradeça a seu pai pelo que ele é! Pelo amor

maravilhoso e até mesmo incompreensível que ele tem por você. Não

deixe para outro dia, assim como tudo na vida, os pais passam muito

rápido, agradeça e demonstre também o seu amor, ainda hoje!


34

6. A Mãe Verdadeira
1 Reis 3.16-28

Objetivo: Quero que os ouvintes, percebendo as qualidades das

mães, tratem-nas ainda melhor.

INTRODUÇÃO

– Falar a respeito de mães é um grande desafio. (Em nosso contexto

brasileiro, mãe é algo quase sagrado).

– Basta observar as discussões entre crianças e adolescentes para se

perceber isto. O outro pode fazer e falar qualquer coisa e de quem quiser,

mas da mãeeeee nãooooooo... (Se falar é briga na certa!).

– Não vejo que este texto apresente um quadro de todas as mães, de fato,

ele destaca a sabedoria que Salomão recebeu de Deus para julgar. Mas vejo

nele algumas características da mãe verdadeira.

– Na leitura do texto certamente deu para perceber que nele aparecem

duas mães, uma falsa e uma verdadeira. Vejamos, então, algumas das

características da verdadeira, que nos interessa hoje!

1. A MÃE VERDADEIRA VAI À LUTA PELO SEU FILHO

1.1. Uma das características da mãe verdadeira é que ela vai à luta pelo

seu filho.
35

1.2. O texto mostra um problema que aconteceu entre duas mulheres.

(Recontar a história dos vs. 17-22).

1.3. Diante do perigo de perder o seu filho, a mãe verdadeira foi brigar

por ele até diante do rei.

1.4. Não vejo que ela fosse uma mulher instruída. Não vejo que ela fosse

uma mulher de posses. Não vejo que ela fosse uma mulher influente.

Mas ela conseguiu uma audiência com o rei!

1.5. Pelo seu filho ela iria a este e a qualquer outro lugar. (Contar alguma

ilustração atual do dia a dia a respeito de mães que lutam por seus filhos

– Como, por exemplo, algum caso conhecido pelo noticiário, de mães

que lutam para encontrar seus filhos que foram roubados).

1.6. Mãe faz isto! Pergunta retórica: Lembram o que fez a mãe de Tiago e

João? Resposta: Procurou Jesus e pediu o primeiro lugar para seus filhos

(para ela, eles eram os mais indicados).

1.7. Mãe encontra coragem não sei onde e vai a qualquer lugar. Passa por

ridícula, mas procura o melhor para o seu filho. (Ela, realmente, vai à

luta!)

1.8. Hoje é dia de você parar e pensar nisto. Provavelmente, a sua mãe,

muitas vezes, enfrentou dificuldades, ultrapassou barreiras, quem sabe

se expôs ao ridículo, pelo bem-estar de você.


36

2. A MÃE VERDADEIRA CONHECE BEM O SEU FILHO

2.1. Outra característica da mãe verdadeira é que ela conhece bem o seu

filho.

2.2. Vejo que é a mãe verdadeira quem narra ao rei o que havia

acontecido. A mãe falsa tentou enganá-la, como se fosse possível enganar

a mãe verdadeira em uma situação como esta (v. 20).

2.3. Afinal, a mãe falsa deve ter pensado, recém-nascidos são quase todos

iguais. Para quem não é a mãe, isto pode ser verdade, mas para a mãe

verdadeira, não. (Falar de algumas trocas em maternidades, destacando

que a mãe pode até levar outro para casa, mas sempre desconfia).

2.4. A mulher da história, a mãe verdadeira, enquanto estava escuro foi

enganada, mas assim que o dia clareou, ela percebeu que os bebês

haviam sido trocados (v. 21).

2.5. Ele, o bebê, só tinha três dias incompletos de vida, mas já era um velho

conhecido da mamãe. (Ninguém a enganaria com facilidade, não!)

2.6. A mãe verdadeira conhece o seu filho e não apenas no aspecto físico.

Ela sabe quando você está bem (e se alegra com isto); quando você está

mal (e se entristece com isto); ela conhece você como ninguém, não adianta

querer enganá-la.
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3. A MÃE VERDADEIRA ABRE MÃO DE TUDO PELO SEU FILHO

3.1. Ainda outra característica da mãe verdadeira se destaca no texto. Ela

abre mão de tudo pelo bem-estar de seu filho ou filha.

3.2. Esta mulher não possuía bens, era uma pobre mulher de vida “difícil”

(alusão à sua condição de prostituta, que em alguns lugares é considerada

mulher de vida “fácil”). Seu filho era seu bem!

3.3. Quando ela percebeu que este seu filho corria perigo, não perdeu

tempo, e até abriu mão dele. Veja como aconteceu: o rei havia dado uma

sentença parcial... vs 24 e 25 (isto, para ela, era pior do que tirar a vida dela

– “ferir o filho é ferir a mãe em dobro”).

3.4. Certamente, ela daria a sua vida pelo filho. Mas, não era isto que

estava sendo exigido. Era a vida dele que estava em risco e ela abria mão

de seu bem maior pela vida de seu filho (v. 26). (Isto só a mãe verdadeira

faz, vejam a reação da outra – v. 26).

3.5. O rei, sábio como era, não teve dificuldades em descobrir naquela hora

qual era a falsa e qual era a verdadeira (v. 27). Nós também, se prestarmos

um pouquinho de atenção, veremos em nossas mães algumas

características reveladoras. Sem dúvida, elas também têm aberto mão de

muitas coisas pelo nosso bem-estar.


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CONCLUSÃO

– Para concluir quero dizer, em nome dos filhos, às mães da igreja, mães

verdadeiras: parabéns e muito obrigado. Que Deus continue a abençoá-

las. Pois, nunca seremos capazes de retribuir o que vocês fazem por nós.

– Aos filhos, que somos todos, quero dizer: lembrem-se que a mãe

verdadeira é uma heroína anônima, que luta, sofre, se dá pelos seus filhos.

Ela está sempre pronta para tomar o lugar dos filhos na dor e para dar o

lugar dela a eles nos momentos de glórias. Ela merece reconhecimento e

carinho.

– Não deixe as oportunidades passarem. Se você ainda tem o privilégio de

ter mãe, aproveite o dia de hoje, dia das mães, para iniciar uma nova etapa

em sua vida. Uma etapa de gratidão e amor, em que fique bem claro que

você vê em sua mãe uma pessoa especial, joia rara e preciosa.


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7. Aposentadoria Antecipada
1 REIS 19.1-18

Objetivo: Quero que os ouvintes continuem firmes desenvolvendo

o ministério que receberam de Deus.

INTRODUÇÃO

Ilustração: Você, como brasileiro, já deve ter percebido que a maioria de

nosso povo sonha com a aposentadoria. Por mais que o sistema brasileiro

de aposentadoria seja injusto e ruim, muitos mal podem esperar a hora

para deixar de trabalhar e entrar no grupo do DDP (Dias e Dias Parado),

desde que seja remunerado. Dizem alguns que este desejo já faz parte de

nossa cultura, trabalhamos muito, mas não gostamos de trabalhar.

Percebo que não é bem o caso. Penso que gostamos de trabalhar sim, mas,

geralmente, trabalhamos naquilo que não gostamos, por uma questão de

sobrevivência. Seja como for, o desejo de aposentadoria antecipada está

sempre rondando o brasileiro. Cheguei, certa vez, a ouvir de um menino

de apenas 11 anos, que, obviamente, ainda não havia começado a

trabalhar, a seguinte frase: “Quando eu me aposentar vou morar na

praia...”

– Este desejo de aposentadoria antecipada também pode surgir em

relação à obra de Deus.


40

– Alguns irmãos, no auge de seu potencial, procuram a

aposentadoria antecipada. (Desviam-se do trabalho, procuram “dar a vez

para os outros”).

Ilustração: Dois amigos que, quando jovens, cantavam juntos em um

quarteto, encontraram-se depois de alguns anos. Cumprimentaram-se,

falaram da vida, até que um deles, que nunca parou de cantar, perguntou

ao outro: “E aí, continua cantando na igreja?” Ao que o outro respondeu,

balançando a cabeça: “Não, não, já deixei isto para os mais novos há muito

tempo.” Quem falou isto foi um homem saudável com pouco mais de

cinquenta anos.

– Na obra de Deus não é preciso dar a vez, basta querer trabalhar e

encontrar o lugar certo!

1. ESTE DESEJO PODE ATINGIR BONS TRABALHADORES

1.1. Este desejo de aposentadoria antecipada pode atingir bons

trabalhadores. (Não é algo que só atinge o preguiçoso – este já não trabalha

mesmo).

1.2. Este desejo pode atingir, até mesmo, pessoas como Elias, que realizou

uma obra extraordinária.

1.2.1. Descrição do trabalho de Elias:


41

a) Ele anunciou que não iria chover por um longo período e aconteceu;

b) Ele pediu que descesse fogo do céu e desceu;

c) Ele derrotou os profetas de Baal e Asserá;

d) Ele pediu que chovesse, depois de longo período sem chuvas e

choveu, etc.

1.2.2. Descrição da situação em que ficou Elias:

a) Ele se sentiu derrotado e desanimado;

b) Ele desejou desistir completamente do ministério;

c) Ele chegou a pedir a morte, porque não aguentava mais. (De fato não

queria a morte, estava fugindo dela, mas não queria continuar em seu

ministério).

1.3. Como vemos, no exemplo de Elias, bons trabalhadores estão sujeitos

a ter este desejo.

1.4. Como encontramos pessoas querendo parar, querendo apenas se

tornar espectadores no Reino de Deus (boas pessoas – bons e capazes

trabalhadores!).

2. ESTE DESEJO PODE SER RESULTADO DE FRUSTRAÇÃO

2.1. Creio que este não é o único motivo de se desejar a aposentadoria

antecipada no Reino de Deus, mas é um dos principais.

2.2. Muitas vezes estamos prontos e aptos para o trabalho, mas não para

perceber que não alcançamos o resultado desejado.


42

2.3. Veja que o resultado alcançado por Elias foi espetacular, mas houve

uma pessoa que não ficou satisfeita (vs. 1-3). (Isto foi motivo de

frustração).

2.4. Veja a situação dele nos versículos 9 e 10. Ele passou a ver tudo de

forma pessimista e dizia: a) Sou zeloso e estou aqui por isso; b) Deixaram

a tua aliança; c) Derribaram os teus altares; d) Mataram os teus profetas;

e) Fiquei só; f) Procuram tirar-me a vida.

2.5. Olhando seu ministério de forma negativa, havia esquecido dos

pontos positivos: a) Ele esqueceu do povo dizendo: “O Senhor é Deus, o

Senhor é Deus...” (18.39); b) Ele esqueceu de outros 100 profetas que foram

salvos (18.13); c) Ele esqueceu de que era Jezabel que queria a sua vida e

não todo o povo de Israel (19.2).

2.6. Apenas algumas pessoas tinham coragem ou ousadia de ir contra este

profeta, mas era o suficiente para frustrá-lo. (Como isto é atual – Pessoas

fazem um ótimo trabalho e a atuação de alguns poucos críticos é o

suficiente para fazê-los pensar em parar).

2.7. Não olhe para as críticas destrutivas, olhe para o resultado positivo e

esqueça a aposentadoria.

2.8. E se você tem sido um crítico inconsequente, arrependa-se e controle-

se, pois pode estar atrapalhando a obra de Deus com suas atitudes!
43

3. NÃO É ACEITA POR DEUS

3.1. A aposentadoria antecipada não é aceita por Deus.

3.2. Ainda que por conta própria, o Senhor do Reino não libera seus

trabalhadores para que se aposentem antecipadamente.

3.3. É Deus quem determina nossa hora de parar, não nós.

3.4. Contudo, vemos Deus tratando com carinho este desejo de seu

profeta:

a) Deus não tratou Elias como a um preguiçoso. (Ele não era – Ele estava

é cansado, frustrado e desiludido com os efeitos práticos de seu ministério

– estava como muitos podem estar);

b) Deus não censurou o “Super profeta”, não era hora;

c) Deus tratou-o com todo o cuidado, como alguém que quer o bem de seu

servo: – Deixou que Elias descansasse (v. 5); – Alimentou o seu profeta (vs.

6-8); – Ouviu as queixas do profeta (vs. 9 e 10 e vs. 13 e 14); – Deu a ele

uma demonstração da glória divina por meio de um forte vento (v. 11), de

um terremoto (v. 11) e de um fogo (v. 12); – Depois falou ao profeta com

uma voz tranquila e suave, mostrando que ainda havia muito por fazer;

d) Em resumo, vemos que Deus colocou Elias em condições de continuar

a jornada. Depois deste encontro, lemos no verso 19: Partiu, pois, Elias.

Estava pronto para continuar.

3.5. Deus não aceitou a aposentadoria antecipada de Elias, mas o

revigorou para que continuasse até o momento certo. (No caso, até ter

preparado alguém para assumir o seu lugar).


44

CONCLUSÃO

– Tiago nos lembra que Elias era humano como nós, o contrário também é

verdadeiro, somos humanos como Elias.

– Se Elias enfrentou esta situação, passou por isto, nós também podemos

enfrentar.

– Assim como ele ficou frustrado, nós também podemos ficar, somos

humanos!

– Mas antes de pensarmos em nossa aposentadoria antecipada, estejamos

atentos à voz mansa e suave de Deus que nos mostra a obra que deve ser

complementada. Ainda temos muito para fazer!


45

8. Mãe, Uma Pessoa Especial


2 Reis 4.8-37

Objetivo: Quero que o ouvinte demonstre reconhecimento pelo que

sua mãe é ou foi.

– Iniciar a mensagem pedindo que todos fiquem em pé para uma

oração. Após a oração todos podem se assentar e abrir as suas Bíblias no

texto base para a meditação, mas a leitura não será feita ainda.

– Dizer: Hoje, dia das mães, é um dia muito especial. Falando em

termos de comércio, no Brasil, é o segundo dia mais importante do ano,

quase todos querem dar um presente. (Só perde para o dia de Natal).

– Isto mostra que a sociedade, quase como um todo, tem

reconhecido nas mães pessoas especiais.

– Neste texto do Segundo Livro de Reis encontramos uma pessoa

que se torna especial quando passa a ser mãe.

– Vejamos o que nos diz o texto sobre como isto aconteceu. (Ler do

versículo 8 até 17 e destacar alguns pontos): a) Ela já era rica (v.8); b) Ela

já era caridosa (vs.8-10); c) Não era interesseira (v.13); d) Foi abençoada

por Deus e concebeu um filho (v.17).

– Com certeza, ela, que já era de certa forma uma pessoa especial,

agora se tornaria muito mais especial ainda, por se tornar mãe, e exibiria

algumas características próprias que tornam todas as mães especiais.

– Vejamos no restante do texto, aplicando a experiência dela, o que

torna a nossa mãe uma pessoa especial.


46

1. ESTÁ PRONTA PARA NOS AJUDAR NAS DIFICULDADES – VS.

18-20

1.1. A primeira característica que desejo destacar no texto é que ela estava

pronta para ajudar o filho.

1.2. O pai estava trabalhando, ocupado com os empregados, quando o

filho passou mal (vs. 18,19).

1.3. Enquanto o filho estava brincando perto dele tudo estava bem, mas

quando o menino passou mal, o pai não teve dúvidas, achou melhor

enviá-lo à mãe (v. 19). (Certamente ela saberia melhor como agir).

1.4. Isto aconteceu há pelo menos 2.800 anos, mas soa muito atual. Parece

que os pais não mudam. (Geralmente, filhos saudáveis brincam com o

papai, na doença é melhor buscar o abrigo da mamãe).

1.5. Ela não tinha muitos recursos da medicina, mas fico imaginando:

quantos chás ela fez. Ela não o largava do colo. Afinal, seu filhinho estava

doente e o colinho era o melhor lugar para se ficar (v.20).

1.6. Doença é uma dificuldade, mas é claro que aquela que ajuda na

doença ajuda em qualquer outra ocasião. Tenho certeza que a maioria

pode se lembrar de alguma ocasião em que precisaram de ajuda e lá estava

a mamãe, prontinha para ajudar, como se você fosse a única pessoa do

mundo! (Dar exemplos).

1.7. Mãe é uma pessoa especial!


47

2. LUTA POR NÓS AINDA QUE NÃO EXISTAM MAIS ESPERANÇAS

– VS. 21-30

2.1. Mãe também é especial porque está sempre pronta a lutar por nós

ainda que não haja esperança.

2.2. Vimos no versículo 20 que o menino ficou no colo da mãe até que

morreu. Foram-se as esperanças...

2.3. Para qualquer pessoa “normal” não havia mais esperanças, mas ela

era mais do que isto, era mãe!

2.4. Vamos ler o texto e ver como foi que ela agiu (ler 21-30).

2.5. Destaques: a) Ela deve ter pensado: Deus me deu este filho como

promessa feita pelo profeta, ele pode tornar a dar-me (do ponto de vista

dela, de mãe, ainda havia esperanças); b) Não perdeu tempo, foi

imediatamente atrás do recurso para aquilo que normalmente diríamos:

não há mais recursos (vs. 21,22); c) Nada disse ao marido. E fez bem.

Provavelmente ele não a deixaria cometer aquela loucura (v. 23); d)

Agarrou-se ao homem de Deus e não o largou enquanto ele não decidiu ir

até a casa dela (vs. 27-30). 2.6. Mãe é assim! Se tiver que implorar em favor

do filho, implora. De fato, se tiver que morrer, morre.

Ilustração: Na época em que o Jimmy Carter era presidente dos Estados

Unidos da América, aconteceu um fato que chocou grande parte do

mundo. A embaixada dos Estados Unidos no Irã foi invadida por

estudantes que desejavam mudanças no governo iraniano e nas relações


48

do país com o exterior. Naquela ocasião, vários americanos foram feitos

reféns. Ficaram 444 dias como prisioneiros, mais de um ano. Tentativas de

resgates foram feitas em vão. Nem o exército, nem o departamento de

inteligência dos EUA, tinham como conseguir contato com os reféns. As

únicas pessoas dos EUA que conseguiram, naquele período, um contato

pessoal com os reféns foram: um pastor, autorizado a levar-lhes uma

mensagem por ocasião do Natal e, mais tarde, uma mãe, que por iniciativa

própria, sem ninguém do governo americano saber, tentou, tentou,

tentou... até que conseguiu permissão para ver o seu filho. (É costume das

mães lutarem por nós mesmo que não existam mais esperanças!). 2.7. Se

paramos um pouco também vamos lembrar outras mães, ou da nossa

mesmo, lutando em nosso favor quando já não havia mais esperanças (dar

outros exemplos). Mãe é uma pessoa especial!

3. SÓ FICA BEM QUANDO VÊ O NOSSO BEM – VS. 31-37

3.1. Vemos ainda, pelo texto e pela experiência, que esta pessoa especial

só fica bem quando estamos bem.

3.2. Fazer a leitura dos vs. 31-37 e destacar: a) O servo do profeta foi

adiante e não conseguiu ressuscitar o menino (v. 31). (Imagine só o aperto

no coração daquela mãe – a primeira tentativa não deu certo); b) Ela

continuou o trajeto com o profeta, ainda cria que ele poderia mudar aquela

situação; c) O profeta encontrou o menino e constatou o que já se sabia, só

a mãe não queria aceitar: ele estava morto (v.32); c) O profeta orou ao
49

Senhor e este o ouviu (vs.33-35); d) Finalmente o profeta entrega o menino

vivo, ressuscitado, para sua mãe (v.36) (Valeu a insistência); e)

Agradecida, ela se prostra aos pés do profeta e, em seguida, toma seu filho

e sai. (Agora estava tudo bem, porque seu filho estava bem!).

3.3. Duas vezes, no texto, ela havia dito que tudo estava bem: uma para

seu marido (v.23) e outra para o servo do profeta (v.26), mas não era

verdade. Disse para seu marido escondendo o que havia acontecido. Tinha

boas razões para isto. Disse ao servo do profeta porque queria falar

diretamente ao profeta a quem confrontou de forma ríspida, mostrando

não estar bem, dizendo: “Pedi eu a meu senhor algum filho?” (v.28).

3.4. Mães são assim, só ficam bem se nós estivermos bem. Aqui é um caso

extremo, caso de morte, mas pode ter certeza, por muito menos a sua mãe

não fica bem. (Dar alguns exemplos como: normalmente, se o filho ou a

filha não está bem no emprego, a mãe não está bem; se não está bem de

saúde, ela não está bem; se não está bem na igreja, ela não está bem; se não

está bem com os amigos... ela não está bem!)

3.5. Esta pessoa especial só fica bem quando vê o nosso bem!

CONCLUSÃO

– Infelizmente, como quase tudo na vida, existem exceções, mas, no geral,

mãe é uma pessoa especial.


50

– Está claro que o ponto alto deste texto é a ressurreição do menino por

intermédio do profeta. Mas, é bom lembrar, Deus só fez este milagre

graças à mãe daquele menino. Ela era especial e conseguiu isto!

– Provavelmente, irmão e irmã, sua mãe também é, ou foi, se já está com

Deus, muito especial.

– Por isso ela merece, não só neste dia das mães, mas em todos os dias, o

nosso reconhecimento.

– Agradeça a Deus pela mãe que Ele lhe deu e, se ainda é possível,

agradeça a ela mesma, por ser esta pessoa especial que pensa mais em você

do que nela mesmo.


51

9. A Boa Mão De Deus


Esdras 7 e 8

Objetivo: Quero que os ouvintes agradeçam por toda a ajuda de

Deus e sigam em frente confiantes.

INTRODUÇÃO

– Iniciar pedindo que todos abram as Bíblias em Esdras 8, mencionando

que a mensagem está baseada em um tema que percorre os capítulos 7 e

8. Ler apenas a parte do texto de 8.22 que diz: “A boa mão do nosso Deus

é sobre todos os que o buscam, para o bem deles”. (Repetir duas vezes

com todos).

– Estas palavras proferidas por Esdras e seus companheiros ao rei da

Pérsia, antes da viagem que fariam da Babilônia para Jerusalém, têm se

confirmado cada vez mais na vida do povo de Deus. De fato: “A boa mão

de nosso Deus é sobre todos os que o buscam, para o bem deles!”

– Assim, neste dia especial, quando completamos [colocar o número de

anos da igreja] anos como igreja, quero aproveitar o testemunho de Esdras

a respeito da Boa mão de Deus com ele e seu grupo para confirmar que

ela também tem estado conosco, como igreja, para o nosso bem. Explicar

o termo: A expressão “a boa mão de Deus” é uma figura que representa o

próprio Deus. Onde está agindo a mão de Deus, Deus está agindo.

– Vejamos o testemunho de Esdras e apliquemos para a nossa igreja.


52

1. TEM PROVIDENCIADO AQUILO QUE NECESSITAMOS PARA A

OBRA (7.6)

1.1. Esdras desejava ir para Jerusalém e ajudar na reedificação do Templo

do Senhor (Ed 8.36).

1.2. A viagem era longa, cerca de 1700 km, e duraria aproximadamente 4

meses. Muitas eram as necessidades para a viagem e para a obra que seria

realizada, mas a boa mão de Deus a todas supriu.

1.3. Deus usou o rei e seus conselheiros para suprir as necessidades de

seus servos (Ed 7.6, 27 e 28).

1.4. Será que isto só acontecia com Esdras e seus companheiros? De

maneira nenhuma. É só fazer uma retrospectiva em nossa história para

perceber como a boa mão de Deus tem providenciado o que necessitamos

(Dar alguns exemplos). (A boa mão de Deus é sobre os que o buscam, para

o bem deles).

2. TEM NOS ORIENTADO PELO CAMINHO QUE SEGUIMOS (7.9)

2.1. Fico imaginando como foi aquela viagem de Esdras. Que aventura!

Percorrer 1700 Km em uma época em que não haviam estradas. Ficar com

um grupo enorme, caminhando, por quatro meses. Sem a facilidade dos

mapas de hoje e dos instrumentos de direção (Bússolas etc.)


53

2.2. Eles não tinham nada disto, mas contavam com a boa mão de Deus.

2.3. Quantas vezes será que eles andaram perto de se perder? De se desviar

do caminho? Mas chegaram lá, e viram nisto a boa mão de Deus.

2.4. Nós não estamos viajando, mas seguimos um plano de expansão de

parte do Reino de Deus. Olhando para a nossa trajetória também vejo a

mão de Deus nos orientando: Dizendo não por ai. Cuidado! O caminho é

este... (Dar exemplos – Taquara é o mais atual). Irmãos: A boa mão de

Deus é sobre os que o buscam, para o bem deles.

3. TEM NOS DADO ÂNIMO PARA TRABALHAR (7.28)

3.1. A obra que Esdras tinha pela frente era tão espetacular, tão grande,

que poderia desanimá-lo.

3.2. A obra estava muito além da capacidade e das posses dele. Mas

quando ele percebeu o que a mão de Deus estava fazendo, trazendo para

ele o apoio do rei e dos conselheiros do rei, providenciando bens e ofertas

para a Casa de Deus, ele foi animado a enfrentar as lutas e continuar no

trabalho.

3.3. Quantas vezes somos tentados a desanimar ao perceber a

grandiosidade da tarefa que enfrentamos.

3.4. Como é fácil desanimar quando outros que estão ao nosso lado

teimam em dizer: é muito para nós, não vai dar. Mas quando vemos que

a boa mão de Deus vai agindo, abrindo portas, o nosso ânimo retorna.
54

3.5. Só confirmamos o que Esdras disse: A boa mão de Deus é sobre os que

o buscam, para o bem deles.

4. TEM SEPARADO PESSOAS CERTAS PARA O BOM

ANDAMENTO DA OBRA (8.18)

4.1. Quando a obra é de Deus ela conta com a mão de Deus.

4.2. Esdras, depois de juntar o povo para a viagem ficou preocupado. Ele

desejava reconstruir o Templo em Jerusalém, restaurar o culto, e entre os

que se colocaram à disposição não estavam levitas (8.15).

4.3. Ele enviou uma comissão que fosse até um chefe de sacerdotes. O

resultado foi que a boa mão de Deus esteve com esta comissão, e separou

para o sacerdócio um homem sábio chamado Serebias, com dezoito de

seus filhos e irmãos (8.18). E mais, um tal de Hasabias, que levou vinte

com ele (8.19). E ainda mais duzentos e vinte servidores para o templo

(8.20).

4.4. A boa mão de Deus também tem separado pessoas especiais para a

nossa igreja (Dar exemplos como: coral, músicos, coreografia, fantoches,

professores, pastores, missionários, manutenção etc. – Destacar o grande

poder de realização que temos).

4.5. Só posso crer que é a boa mão de Deus que os tem enviado para cá. De

fato: A boa mão de Deus é sobre os que o buscam, para o bem deles.
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5. TEM NOS LIVRADO DA DERROTA DIANTE DAS

DIFICULDADES (8.31)

5.1. Você pode imaginar quantas dificuldades Esdras enfrentou naquela

viagem?

5.2. Não tem nenhum indício no texto de que soldados seguiram com eles.

Era um grupo de mais de duas mil pessoas, que tinham que comer, beber,

descansar, enfrentar doenças etc.

5.3. O caminho era longo e perigoso, em especial para um grupo como este

que levava uma fortuna em prata e ouro, para o Templo de Jerusalém

(8.24-30).

5.4. Dificuldades eles enfrentaram, Esdras não cita exatamente quais, mas

fala dos inimigos que armavam ciladas, mas afirma que a boa mão de

Deus os livrou de todas elas.

5.5. Nós passamos dificuldades, sim! Mas a verdade é que Deus tem nos

livrado da derrota diante delas.

5.6. Nestes dezesseis anos como igreja já enfrentamos muitas dificuldades,

mas aqui estamos. Com certeza continuaremos enfrentando dificuldades,

pois não vejo base bíblica para dizer que elas vão acabar. Mas vejo

claramente que, enquanto a mão de nosso Deus estiver conosco não

seremos derrotados por elas. (A boa mão de Deus é sobre os que o buscam,

para o bem deles).


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CONCLUSÃO

– Com certeza Esdras não relacionou nestes dois capítulos tudo o que “a

boa mão de Deus” fez por ele.

– Ele descreve, aqui, apenas um período de cerca de quatro meses de sua

vida. Imagine o tamanho de seu livro se ele resolvesse testemunhar de

todas as ocasiões em que percebeu a mão de Deus em seu trabalho.

– Também estes pontos não esgotam as ocasiões em que a “mão de Deus

esteve com esta igreja”. Isto foi só uma forma de relembrar.

– A verdade, irmãos, é que igreja, ainda que seja operada por homens,

como nós, pertence a Deus. A mão de Deus está nela, constantemente!

– A promessa de que “a boa mão de nosso Deus é sobre todos os que o

buscam, para o bem”, tem se tornado realidade em nossa igreja. Então

creio que devemos agradecer a Deus por isso e seguir em frente, sem

medo, sabendo que assim como sua boa mão esteve conosco durante estes

dezesseis anos, também estará por todos os anos, enquanto continuarmos

humildes e fiéis, buscando a sua orientação e ajuda.


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10. Grandes Conquistas Acontecem


NEEMIAS 6.15,16

Objetivo: Quero que os ouvintes se disponham a aceitar os grandes

desafios da obra de Deus.

INTRODUÇÃO

– Ler e contextualizar a passagem destacando o período da volta do

cativeiro babilônico.

a) Jerusalém foi destruída e muitos de seus moradores levados cativos há

130 anos passados;

b) Agora já completavam cerca de 80 anos, novamente, em Jerusalém e

muito continuava destruído;

c) Mas, depois de tanto tempo destruídos, em 52 dias, Neemias leva o

povo a reconstruir os muros;

d) Foi uma obra extraordinária que ainda hoje desafia a nossa imaginação

e nos inspira.

Ilustração: Durante uma aula de Antigo Testamento no Seminário que

leciono, tratando desta passagem, destaquei o grande feito de Neemias e

seus contemporâneos ao reconstruírem os muros da cidade de Jerusalém

em tempo recorde, apenas 52 dias, depois de estarem derribados há cerca


58

de 130 anos. Nisto, uma irmã que conhecia Jerusalém levantou certa

dúvida. De sua forma pessimista de pensar, talvez achando a história um

tanto quanto inacreditável, surgiu a seguinte pergunta: “Mas professor,

como foi possível em tão pouco tempo levantar aqueles muros com pedras

tão grandes e pesadas?” Ao que respondi: “Não sei exatamente como, mas

o que mais me admira não é como foi possível reconstruir em tão pouco

tempo e sim como foi possível que eles tenham deixado um muro que

poderia ter sido levantado, com o auxílio de Deus, em tão pouco tempo,

caído por tantos anos.” Isto é o que me admira e preocupa! Se não

tomarmos a decisão de iniciar, poderemos adiar perpetuamente a

conquista daquilo que pode ser conquistado ainda hoje.

– Neemias e seus contemporâneos conseguiram uma grande conquista e

nós, observando as ações deles neste livro, podemos perceber como é que

grandes conquistas acontecem.

1. QUANDO CREMOS QUE É POSSÍVEL

1.1. Neemias creu que era possível

a) Neemias recebeu uma notícia triste da situação precária de Jerusalém

(1.2-3);

b) Neemias lamentou pela situação (1:4), mas não ficou só nisto, reagiu de

forma positiva;
59

c) Neemias acreditou que era possível mudar a situação e pediu para fazer

isto (2.4-5).

1.2. O povo também creu que era possível

a) Depois de chegar em Jerusalém, Neemias inspecionou os muros e

mostrou ao povo sua fé (2.17);

b) Diante da demonstração de fé de Neemias, o povo também creu que era

possível (2.18).

1.3. Nós também devemos crer que é possível

a) Eles passaram cerca de 80 anos, desde a volta do cativeiro, olhando para

as ruínas pensando: não dá para reconstruir (nós passaremos a vida sem

fazer nada se não crermos que é possível);

b) Se quisermos alcançar grandes conquistas, precisamos crer que é

possível;

c) Eu creio que, em nome de Jesus, nós podemos... (colocar vários desafios

e encerrar dizendo: “Você também crê? Se não crê, mas quer fazer algo

digno de nota, só tem um jeito: creia!”)

2. QUANDO TRABALHAMOS JUNTOS PARA QUE SEJA POSSÍVEL

2.1. Crer é o primeiro passo (ninguém faz força para conseguir o que pensa

que não conseguirá), mas não podemos ficar apenas no crer e cruzarmos

os braços (temos que trabalhar – quem crê faz).

2.2. Mais do que isto, precisamos trabalhar em conjunto (a união faz a força

– dar exemplos passados).


60

2.3. Neemias não poderia ter reconstruído o muro sozinho (ele conseguiu

porque trabalharam juntos).

Relação de alguns que trabalharam (Cap. 3): a) Pessoas de várias cidades

de Judá; b) Sacerdotes (v.1); c) Líderes políticos (vs.9,12); c) Ourives (v.8);

d) Comerciantes (v.32); e) Perfumistas (v.8); f) O povo em geral; e g) Até

mesmo algumas mulheres pegaram no pesado (v.12). (Toda ajuda sempre

é bem-vinda).

Nem todos quiseram trabalhar: Alguns nobres da cidade de Tecoa, para

vergonha deles, pois a obra foi feita da mesma forma, não quiseram se

sujeitar ao serviço (v.5) (coitados, perderam aquela honra!).

2.4. Temos alcançado grandes conquistas, mas ainda são ínfimas perto do

que alcançaremos se unirmos nossas forças, deixando diferenças de lado,

e trabalharmos juntos para que isto seja possível!

2.5. Vamos nos unir, cada vez mais, e partir para conquistas cada vez

maiores, para glória do Senhor!

3. QUANDO DEUS INTERVÉM PARA QUE SEJA POSSÍVEL

3.1. Foi Deus quem colocou no coração de Neemias o desejo de realizar

aquela obra (2.11-12).

3.2. Mesmo diante de evidências contrárias, Neemias sabia que Deus lhes

daria bom êxito (2:19.20a).

3.3. Deus esteve intervindo do início ao fim daquela obra:


61

a) Atuou junto ao rei que providenciou materiais e permitiu a Neemias

realizar o trabalho (2.7-8);

b) Atuou junto aos inimigos que desejavam interromper a obra, frustrando

os planos deles (4.15);

c) Atuou, como resposta de oração, fortalecendo o líder que sofria todo

tipo de pressões (6.9).

3.4. Quando Deus intervém não há quem possa interromper, todos

reconhecem o seu poder (6.16).

3.5. Isto não aconteceu só no passado, com alguém chamado Neemias, tem

acontecido todos os dias.

3.6. Isto tem acontecido conosco: somos testemunhas de intervenções

divinas (relatar algumas).

3.7. Nós temos a promessa da presença de Jesus conosco, o que poderá nos

deter? Nada, nem ninguém! A Bíblia mostra que nem as portas do inferno

podem resistir ao avanço da Igreja de Cristo, porque Jesus é Deus conosco,

intervindo em nosso favor!

CONCLUSÃO

– Neemias e seus seguidores alcançaram uma grande conquista, mas

ainda havia muito para ser feito.

– Nós temos alcançado grandes conquistas, mas devemos saber que outras

nos aguardam (estamos apenas nos primeiros passos – pessoas no Paraná,

no Brasil e no mundo aguardam a salvação).


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– Grandes conquistas não acontecem de graça, sabemos isto pela prática e

pela Palavra de Deus. Vamos, então, crer que é possível conquistar, unir

as nossas forças em torno dos ideais da Igreja e aguardar a intervenção

soberana e toda poderosa de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo!


63

11. A Palavra De Deus


Salmos 119.97-104

Objetivo: Quero que o ouvinte procure estudar a Bíblia com mais

profundidade.

INTRODUÇÃO

– Estamos comemorando mais um dia da Bíblia (hora exata para

meditarmos no conteúdo dela).

– Esta é uma boa hora para pensarmos, por exemplo, no Salmo 119, uma

homenagem à Palavra de Deus.

Informações básicas a respeito deste salmo:

a) Este salmo, que também faz parte da Bíblia, da Palavra de Deus, foi

escrito antes de existir a Bíblia na forma que conhecemos hoje, mas é claro

que pode ser aplicado a todo o conjunto;

b) É o capítulo mais longo da Bíblia. Possui 176 versículos, todos eles

dirigidos diretamente à Palavra de Deus, ora como lei, ora como preceitos,

ora como palavra, etc. (Destacar outras características);

c) Este salmo é uma obra de arte, dividido em 22 estrofes alfabéticas. (Cada

estrofe é formada por oito versículos que começam todos com a mesma

letra hebraica, na sequência do alfabeto);


64

d) Como podemos ver nos v. 97a, 54a, 72 e 127, ele é uma declaração de

amor à Palavra de Deus.

– O salmista não apenas dizia que amava a Lei de Deus, ele declarou que

mostrava este seu amor meditando nela todo o dia (v. 97b). (Quem ama

mostra o seu amor).

– Mas por que será que ele amava tanto esta palavra e dedicava sua vida

meditando nela? Não dá para ver em uma pregação todos os pontos que

fazem o estudo da Palavra de Deus importante para nós, mas vamos ver

alguns dos que o salmista destacou, não no salmo todo, mas nestes oito

versículos que lemos.

1. A PALAVRA DE DEUS PROCEDE DE DEUS MESMO (Ler v. 102)

1.1. Alguns acusam o autor deste salmo de legalista, por causa de seu

grande amor pela lei de Deus.

1.2. Ele não é legalista, não ama a lei pelo fato de ser lei, ama a Palavra de

Deus por ser ela uma extensão de Deus. (Para o hebreu a palavra fazia

parte da pessoa).

1.3. Nós temos considerado a Bíblia como a Palavra de Deus, sua

mensagem, e devemos lembrar sempre que esta mensagem vem dele

mesmo. (É uma das formas pelas quais Deus nos ensina).

1.4. Em nossos dias as escolas têm procurado cada vez mais professores

qualificados, pois seus alunos querem os melhores para lhes ensinar, seja

o que for. Nem todos têm acesso às melhores escolas, mas quem aprende
65

da Bíblia aprende do Mestre dos mestres, diretamente de Deus, já que ela

é sua Palavra.

1.5. A Bíblia não é importante só pela sua antiguidade, ou beleza literária,

ou por ser o livro mais vendido, ou..., ela é importante porque vem de

Deus. Não podemos perder a chance de aprender com Ele!

2. A PALAVRA DE DEUS NOS CONDUZ POR BONS CAMINHOS

(LER V. 101)

2.1. Não encontramos na Bíblia meio termo, quando não estamos nos bons

caminhos estamos nos maus.

2.2. Quando não estamos nos caminhos da Bíblia estamos em caminhos

perigosos. (Se a Bíblia diz não, não vá. Se ela diz vem, é bom vir. Se ela diz

faça, faça, mesmo. Se diz não faça, não se atreva a fazer...).

2.3. Muitos andam arrependidos por não terem obedecido aos ensinos da

Bíblia! Muitos têm se machucado por não seguir os conselhos, ou por não

conhecer os conselhos da Bíblia. (Não seja teimoso! Não arrume

desculpas! Quando Deus mostra que você está em caminhos errados, o

melhor é voltar atrás).

2.4. O salmista diz... (Ler o v. 101). (Quem quer observar a Palavra de Deus

tem que retê-la, quem a retiver andará por bons caminhos).

3. A PALAVRA DE DEUS NOS FAZ SÁBIOS (LER V. 104)


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– A Palavra de Deus nos faz sábios, nos ensina a viver de maneira correta.

3.1. Ela Nos Faz mais Sábios do que Nossos Inimigos (Ler v. 98)

3.1.1. Como existem inimigos do povo de Deus! (Citar exemplos de

pessoas).

3.1.2. Falar também dos inimigos espirituais.

3.1.3. Falar do inimigo que há em cada um de nós mesmos. (A luta interior

que ocorre em cada pessoa).

Ilustração: Lutero disse em certa ocasião: “Meu maior inimigo se chama

Martinho Lutero.” Quem sabe cada um de nós possa dizer o mesmo a

respeito de nossa pessoa. Ou seja, o meu maior inimigo sou eu mesmo! –

A Palavra de Deus nos faz sábios para enfrentar qualquer um destes

inimigos.

3.2. Ela Nos Faz mais Sábios do que os Mestres (Ler v. 99)

3.2.1. Muitos em nossos dias procuram os ensinos dos mestres, e fazem

bem, mas na Palavra de Deus encontramos ajuda para nos tornarmos mais

sábios do que os mestres.

3.2.2. Ela nos ensina a temer a Deus e aí está o princípio de toda sabedoria.

3.2.3. Ela nos faz compreender mistérios escondidos dos sábios.

3.2.4. Ela nos revela o caminho da salvação.

3.3. Ela Nos Faz mais Sábios do que os Idosos (Ler v. 100)

3.3.1. A Bíblia, ao contrário de muitas pessoas nos dias atuais, exalta os

idosos. (Eles possuem a sabedoria adquirida pela experiência dos anos

– vale a pena observá-los e escutá-los).


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3.3.2. Na Bíblia eles sempre foram reverenciados pela sabedoria que

adquiriram.

3.3.3. A Palavra de Deus pode nos dar mais sabedoria do que esta

adquirida pelos anos de experiência. (Esta sabedoria só é encontrada na

Palavra de Deus!).

4. A PALAVRA DE DEUS É SABOROSA (LER V. 103)

4.1. O salmista diz ainda: Oh, quão doces... Poderíamos dizer: Oh, quão

saborosa é a Tua Palavra.

4.2. O salmista, querendo descrever algo muito bom, compara a Palavra

de Deus com o mel. Quem sabe poderíamos compará-la hoje com outras

delícias como: sorvetes, doces... Aquilo de que mais gostamos.

4.3. Alguns pensam que a Palavra é pesada. Precisam começar a saboreá-

la, para então sentir seu gosto.

4.4. Alguns não gostam de ler a Palavra, mas não sabem nem o seu gosto,

pois nunca a leram. São como crianças que não gostam de tomate mesmo

sem nunca terem comido tomate.

Ilustração: Certo menino nunca comia tomates. A mãe insistia, mas ele

sempre dizia: Não quero. A mãe perguntava: Mas por que não? Ele dizia:

Não gosto. Mas por que não? Insistia ela. Ele respondia: Não sei, nunca

comi! Um belo dia ele comeu tomates e nunca mais perdeu as

oportunidades de comê-los quando servidos. É claro que a Bíblia é muito

melhor do que tomates, mas ela também precisa ser provada e algumas
68

de suas partes precisamos aprender a saborear. É um absurdo dizer “não

gosto” sem experimentar. Leia a Bíblia toda. Tenho certeza que você vai

achá-la saborosa, pois ela corrige, orienta, faz chorar, faz rir, faz vencer,

faz pensar, faz agir, dá prazer, faz cantar... Melhor do que ela só o seu

autor divino!

CONCLUSÃO

– Façamos nossas as palavras do salmista: Oh! Como amo a Tua Lei. –

Gastemos tempo com a Palavra de Deus

– Saboreemos cada porção desta delícia.

– É por meio dela que Deus nos modela à semelhança de Seu filho Jesus.

É por ela que nos faz sábios. É nela que encontramos o verdadeiro prazer

de viver!
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12. Ah! Se Não Fosse O Senhor...


Salmos 124

Objetivo: Quero que os ouvintes agradeçam a Deus pelas vitórias e

livramentos do período.

INTRODUÇÃO

– Quando chegamos ao final de um ano ou de um período importante em

nossas vidas é normal que paremos para pensar.

– Este Salmo de Davi, que acabamos de ler, surgiu no final de um período,

um período de dificuldades.

– Por isso ele tem lições também para nós, ao chegarmos ao final de um

período de lutas.

– Vejamos, com atenção, o que é que ele está nos mostrando. Apliquemos

suas lições às nossas vidas!

1. NÓS ENFRENTAMOS DIFICULDADES

1.1. Em primeiro lugar podemos dizer que também nós enfrentamos

dificuldades como o salmista. Ilustração: Contar a respeito de algumas

dificuldades pessoais, da igreja, organização, etc., que foram vencidas no

período. (Quanto mais pessoal e contextualizado melhor).


70

1.2. Davi descreveu suas dificuldades de forma poética (vs. 2 e 5) o que, ao

mesmo tempo em que dificulta a interpretação, facilita a aplicação. Não

sabemos exatamente quais eram as dificuldades dele, mas podemos

aplicá-las a qualquer dificuldade nossa. (Esta é uma grande vantagem da

poesia!).

1.3. Ele, o homem segundo o coração de Deus, conforme a própria Bíblia

o diz, pessoa capacitada intelectual e espiritualmente, chega à conclusão

que sobreviveu só por causa de Deus.

1.4. Olhando para isso podemos dizer: Sim, este salmo tem muito a ver

conosco. Nós também, neste período: a) Tivemos dificuldades pessoais; b)

Tivemos dificuldades como Igreja (ou organização); c) Enfrentamos

problemas financeiros, de saúde, espirituais, de relacionamentos,

causados pela ordem natural das coisas e, também, por seres espirituais

que lutam contra nós.

1.5. A cada ano que passa, podemos observar de forma mais clara a

atuação do inimigo, mas até aqui ele não tem conseguido nos derrotar.

1.6. Não foi um período só de festas, sem dúvidas enfrentamos

dificuldades!

2. NÓS CONTAMOS COM A AJUDA DE DEUS

2.1. Se não podemos negar que tivemos lutas também não podemos negar

que tivemos a ajuda de Deus.


71

2.2. Assim como o salmista, também nós contamos com a presença do

Senhor nas horas de dificuldades e podemos também dizer: Ah! Se não

fosse o Senhor...

2.3. Davi, com toda a sua capacidade, só escapou com a ajuda de Deus.

Nós, que estamos muito aquém de Davi, de que outra forma

escaparíamos?

2.4. Podemos dizer como o salmista: a) Deus não nos deu por presa (v.6);

b) Estivemos por vezes com os pés no laço, mas Deus quebrou o laço (v.7).

2.5. Deus nos socorreu nas horas mais difíceis. Foi Ele: a) Quem nos deu

saída; b) Quem nos deu forças para suportar; c) Quem nos deu sabedoria

para fugirmos na hora certa; d) Quem esteve ao nosso lado, mesmo nos

momentos em que pensamos que estávamos sós!

2.6. Ah, meus amigos, se não fosse o Senhor nos carregar em seus braços

muitos de nós teríamos ficado pelo caminho! Certamente, você, assim

como eu, passou por obstáculos impossíveis de serem vencidos. Foi Deus

quem carregou você. Foi Ele quem lhe deu a vitória!

3. DEVEMOS RECONHECER O QUE DEUS NOS FEZ

3.1. Ao final deste período de dificuldades no qual tivemos lutas e vitórias,

assim como o salmista, devemos bendizer a Deus, reconhecendo o que Ele

nos fez.

3.2. O salmista disse: Bendito... (v.6). Nós também podemos dizer: Bendito

o Senhor que esteve ao nosso lado e nos tem ajudado.


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3.3. Ao final deste período, mais uma vez confirmamos (v.8): o nosso

socorro está no Senhor nosso Deus.

3.4. A luta é violenta e incessante, porém não estamos sós; bendito e

louvado seja o Senhor por isso!

3.5. Reconheçamos a ajuda do Senhor e agradeçamos-lhe pelas vitórias

que nos tem dado!

CONCLUSÃO

– O autor deste salmo, depois de passar pela tempestade, parou e

exclamou: “Não fosse o Senhor que esteve ao nosso lado...” Eu, olhando

para trás, neste final de período (jornada, ano etc.) também quero dizer:

Ah! Se não fosse o Senhor... Eu que o diga... Ah! Se não fosse o Senhor...

A igreja... (escola, organização) que o diga. Teríamos sido derrotados pelas

dificuldades. Teríamos sido arrasados pelo diabo, nosso inimigo

incansável!

– Por isso, louvemos ao Senhor e confiemos cada vez mais em seu poder.

– Reconheçamos a cada dia que por Ele é que temos alcançado vitórias no

meio de tantas lutas.

– Confiemos que, assim como Ele nos tem livrado neste período, há de

continuar nos livrando, ajudando e conduzindo em vitórias nos próximos

passos que, em nome dele, haveremos de dar!


73

13. Casamento: Sonho, Pesadelo Ou Realidade?


Salmos 127.1A

Objetivo: Quero que os ouvintes organizem suas famílias sob a

orientação da Palavra de Deus.

INTRODUÇÃO

– Ler o texto base (Salmo 127.1a) e orar pedindo a orientação de Deus. –

Iniciar citando o título (Casamento: sonho, pesadelo ou realidade?) e

falando da polêmica existente na atualidade a respeito da validade ou não

do casamento conforme os padrões cristãos. (São muitos os que acham que

a instituição casamento está com os dias contados, mas será?)

– Para alguns o casamento, conforme o significado básico da palavra:

união, aliança entre duas partes, enlace, ato pelo qual pessoas se tornam

aliadas, não passa de um sonho, uma ilusão, algo inviável que não existe

de fato, senão na teoria.

– Para outros, o casamento é pior do que isto: é um pesadelo. Conhecem

muitas desgraças, casamentos arruinados, e fogem dele com medo de

sofrerem. (Não podemos negar que aumenta cada vez mais o número de

divórcios e de pessoas feridas pelas relações de um casamento mal

sucedido).
74

– Mas para outros é uma realidade viável, e mostram isto por meio de suas

próprias vidas. São pessoas que vivem quinze, vinte, trinta, quarenta anos

ou mais de casados. Pessoas unidas até que a morte as separe.

– Pergunta retórica: Mas afinal! Casamento é sonho, é pesadelo, ou é

realidade? Resposta: Vejo nos olhos de vocês (dirijo-me aos noivos) que,

neste momento, para vocês, ele é um “liiinndo” sonho. Mas talvez

tenhamos aqui mesmo (entre os demais) as três opiniões diferentes de que

já falamos. Portanto vamos pensar um pouco em cada uma delas!

1. SONHO

1.1. Para alguns o casamento pode ser um sonho pelo fato de nunca o

alcançarem. (Gostariam de se casar, sonham com isto, esperam a outra

metade e esta nunca vem). Não é destes que falamos, afinal não casam!

1.2. O que eu quero lembrar é que todo casamento que se preze (casamento

sem segundas intenções) começa de um sonho a dois. Duas pessoas se

conhecem, se enamoram e compartilham seus sonhos.

1.3. Basicamente eles querem: a) Formar uma família; b) Alguém que os

compreenda; c) Alguém que os apoie; d) Um lugar para morar (se for

possível); e) Alguém para amar; f) Alguém que também os ame.

1.4. Quando estes dois se encontram, ninguém segura. O mundo torna-se

diferente e entram em um período de sonhos. (Vejo que isto faz parte da

natureza humana pela graça de Deus – É o que leva ao casamento).


75

1.5. Eles não veem mais ninguém, não ouvem mais ninguém e não querem

mais ninguém, estão sonhando!

1.6. Alguns dizem que os enamorados, quando chegam a este estágio, o

do casamento, nem pensam. Existe até um ditado popular que diz: “Quem

pensa não casa e quem casa não pensa”.

1.7. Exageros à parte, a verdade é que no início todo casamento tem algo

de sonho, e como é bom sonhar! Ilustração: Isto é bem ilustrado pelo que

aconteceu há alguns anos com um garotinho de aproximadamente cinco

anos de idade. Ele estava dormindo, pela manhã, e o seu pai resolveu

acordá-lo. Diante das tentativas do pai, o menino, meio que dormindo,

mas com uma expressão de muita satisfação, falou: “Me deixa dormir só

mais um pouquinho, quero continuar este meu sonho.” Sonho é tão bom

que muitos não querem nem acordar!

2. PESADELO

2.1. É uma pena que este sonho pode se tornar um pesadelo (e são muitos

os que se tornam!).

2.2. Jovens que eram alegres e cheios de vida tornam-se infelizes,

amargurados, por verem seus sonhos se tornarem em verdadeiros

pesadelos. Ilustração: Certamente não é normal um sapo se transformar

em príncipe encantado como nas fábulas, mas muitos príncipes e

princesas já se transformaram em verdadeiros “sapos”, dificílimos de

serem “engolidos”.
76

2.3. Para muitos o próprio casamento é um pesadelo, algo que escraviza,

frustra e maltrata.

2.4. Pergunta retórica: Mas, por que isto acontece? Resposta: Acontece

porque procuram edificar seus lares pelas próprias capacidades (aqui está

o grande erro!).

2.5. Fazem tudo para dar certo, pois querem realizar seus sonhos, mas

esquecem de convidar Deus para edificar o seu lar. (Citar o Salmo 127.1a

e explicar que a palavra casa, aqui, tem o sentido de família).

2.6. Eles não conhecem o material certo para esta “construção”. (É Deus

quem edifica pela orientação da Bíblia – Deus é o autor do casamento – É

a Bíblia que mostra como deve ser o marido ideal, a esposa ideal, os filhos

ideais – Materiais retirados de qualquer outra fonte não poderão dar bons

resultados).

2.7. O casamento, a família, o lar, que não for edificado por Deus,

fatalmente se tornará um pesadelo, pois a família é criação de Deus!

3. REALIDADE

3.1. Para muitos, porém, o casamento é uma realidade viável. O

casamento, a família edificada por Deus é uma realidade – Poderíamos

enumerar muitos casamentos que têm dado certo.

3.2. Não podemos dizer que é um sonho eterno e contínuo, um mar de

rosas, como se estivessem vivendo em um outro mundo, em um paraíso


77

na terra – Sinto dizer a vocês, mas esta fase passa. Mas também não é um

pesadelo, embora passem por momentos de dificuldades.

3.3. O casamento edificado por Deus é uma realidade – É uma união

estável que vence os obstáculos, pois são tratados da perspectiva de Deus.

3.4. O casamento edificado por Deus é algo viável sim! É a melhor maneira

de um homem e uma mulher viverem neste mundo. (A própria Bíblia diz

não ser bom que o homem esteja só, e creio que se a mulher houvesse

existido antes do que o homem, ela teria dito: Não é bom que a mulher

esteja só. Realmente não é bom que o ser humano esteja só).

3.5. O casamento é a melhor maneira de se criar filhos, de se realizar como

casal, de ser feliz na relação homem/mulher!

CONCLUSÃO

– Casamento pode não passar de um sonho. Casamento pode se tornar

um pesadelo. Mas casamento pode, também, ser uma realidade viável.

Tudo depende de como ele vai ser trabalhado: pelas nossas capacidades

ou pela orientação da Palavra de Deus?

– Sonhos e pesadelos são para os que dormem! Citar o nome dos noivos:

____________ e ___________, estejam bem acordados desde o início desta

caminhada. Ainda que em meio aos sonhos de recém-casados, vivam uma

vida real, pedindo a todo instante que Deus edifique a casa, a família, de

vocês. Assim o trabalho que vocês vierem a realizar não será em vão! Que
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Deus os abençoe. Que vocês vivam, plenamente, a realidade do casamento

cristão!
79

14. Deus Aceita Voluntários


Isaías 6.1-13

Objetivo: Quero que os ouvintes, percebendo as necessidades da

obra de Deus, se coloquem à disposição dela.

INTRODUÇÃO

– Iniciar lendo a passagem toda e orando em seguida. – Destacar alguns

detalhes da passagem como:

a) A maneira como ela normalmente é utilizada, apenas até o versículo 8,

que de fato é um destaque mas que a deixa incompleta. (A partir do nove,

a mensagem é muito dura);

b) Os detalhes da visão de Isaías;

c) A presença de serafins (seres angelicais – nome oriundo da raiz verbal ,

queimar);

d) A quantidade de asas e a função de cada uma (destacar que duas

cobriam os pés (raglayim - µyilæg]ræ), o que pode ser um eufemismo para

dizer que cobriam a região pubiana – A NTLH traduziu como “corpo”);

e) Normalmente a passagem é utilizada como sendo o relato do chamado

de Isaías para ser profeta. Destacar alguns títulos de versões como: “A

visão de Isaías e o seu chamamento” (RA, 1993); Isaías é chamado para ser

profeta (NTLH, 2001). (Perguntar se há outros no auditório).


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f) Destacar que o texto não mostra alguém sendo chamado, mas, sim, se

colocando como voluntário (v. 8). Isto me consola. Vejo que na obra de

Deus tem lugar para pessoas chamadas, como Jeremias, Amós, Paulo e

tantos outros, mas também para simples voluntários, como eu.

– Vejo no texto que Deus aceita voluntários. (Ele pergunta: “A quem

enviarei, e quem há de ir por nós?” (v. 8). Em seguida, ao ouvir a resposta

“Eis-me aqui, envia-me a mim”, Deus responde: “Vai...” – v. 9).

– Deus aceita voluntários. Certamente não qualquer tipo, mas que tenham

algumas características como as que percebemos no texto.

1. QUE PERCEBAM QUE SÃO PECADORES

1.1. Deus procura e aceita voluntários que se enxergam como pecadores.

1.2. Com Isaías foi assim. Diante de Deus ele percebeu toda a sua

pecaminosidade. Diante do Deus santo, santo, santo (forma do superlativo

hebraico para santíssimo), ele se sentiu pecador, pecador, pecador

(pecador ao extremo).

1.3. Diante deste Deus santo, Isaías pensou: vou morrer, estou perdido!

Pois sou pecador e moro no meio de pecadores (v. 5).

1.4. Aconteceu com ele o que deve acontecer com qualquer pessoa que se

aproxima de Deus (quanto mais perto da luz mais aparecem os nossos

defeitos).
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Ilustração: Certa vez, hospedado em um hotel, dei de cara com um

espelho especial para maquiagem. Que susto! Ele mostrava todos os

detalhes, cada rugazinha, cada defeito. Creio que Isaías ao ter a visão de

Deus se sentiu como olhando para aqueles espelhos especiais para a

maquiagem, espelhos de aumento, bem iluminados, que mostram o rosto

como ele é. Ele deve ter pensado: mas como eu sou feio!

1.5. Deus procura voluntários que reconheçam a sua feiura espiritual, que

se enxerguem como pecadores, como Isaías se enxergou.

2. QUE ACREDITEM NA PURIFICAÇÃO DE SEUS PECADOS

2.1. Deus também aceita voluntários que acreditem na purificação de seus

pecados.

2.2. Se olharmos apenas para a nossa condição de pecadores, não teremos

coragem de aceitar os desafios do reino de Deus. Sempre vamos esperar

que Deus envie outro, mais santo.

2.3. Isaías, naquela visão, sentiu-se purificado. Logo depois de ser tocado

por uma brasa retirada do altar, ao ouvir o apelo de Deus, ele se coloca à

disposição (vs. 6-8).

2.4. Irmãos e irmãs, para ser politicamente correto, pecadores e pecadoras,

se nós não acreditarmos na purificação total de nossos pecados, não

podemos ser voluntários na obra de Deus.


82

2.5. Deus aceita voluntários que acreditem que seus pecados estão

perdoados, que ao serem acusados, seja pelo diabo, por outras pessoas ou

pela própria consciência, possam dizer: sou pecador sim, mas tenho meus

pecados purificados por Deus e por isso estou aqui!

3. QUE ESTEJAM PRONTOS PARA O QUE DER E VIER

3.1. Acima de tudo, vejo que Deus aceita voluntários que estejam prontos

para o que der e vier.

3.2. Nem sempre estamos dispostos a sofrer, a pregar condenação, a levar

mensagens que desagradem, a correr perigo. Talvez seja por isso que os

versículos 9-13 sejam negligenciados nas pregações. (Eles mostram que a

tarefa de Isaías ia ser muito difícil – Ler a passagem com ênfase e explicar).

3.3. O grande profeta Isaías teve um difícil ministério. Nosso Mestre, Jesus,

viveu em seu ministério esta mesma realidade, inclusive citou este texto

aplicando-o a si (Mt 13.10-15), e nós, voluntários modernos, esperaríamos

outra coisa? Esperaríamos aplausos quando a cruz foi reservada a Jesus?

3.4. Deus procura voluntários, sim, mas que estejam prontos para o que

der e vier!
83

CONCLUSÃO

– Fico impressionado de ver como existem pessoas que iniciam trabalhos

na obra de Deus e ficam pelo caminho, sejam voluntários ou mesmo

aqueles que se dizem chamados.

– Aos chamados para tarefas específicas, o que posso dizer eu?

Simplesmente digo: fiquem firmes, vão em frente! Sejam fiéis ao chamado

de seu Senhor!

– Aos outros, como eu, quero dizer, percebendo quais são as necessidades

da obra, coloquem-se à disposição. Vocês não são trabalhadores de

segunda categoria. Deus não só aceita, mas procura voluntários. Ao

perceber isto, digam como Isaías: “Eis-me aqui, envia-me a mim”.

– Seja para onde for, seja para o que for, coloque-se à disposição, pois não

há maior glória do que a de servir ao nosso Deus! Nem mesmo que custe

a nossa vida!
84

15. O Mensageiro De Deus


Ezequiel 33.7-9

Objetivo: Quero que os ouvintes reconheçam a autoridade do novo

pastor e que este assuma o ministério de forma responsável, agradecido

pelo privilégio.

INTRODUÇÃO

– O Ministério Pastoral em nossos dias está cada vez mais diversificado,

envolvendo muitas áreas como: administração, aconselhamento,

visitação, ensino, ação social, missões, louvor e outras mais, incontáveis.

– O ministério está cada vez mais complexo porque as necessidades

também estão mais complexas. Mas, seja como for, basicamente, aquele

que é ordenado ao ministério continua sendo um mensageiro de Deus.

– Assim, vamos aproveitar este texto de Ezequiel, referente ao chamado

profético dele, para destacar alguns pontos que envolvem o ministério do

“Mensageiro de Deus”.

1. O PRIVILÉGIO DO MENSAGEIRO DE DEUS

– Primeiramente quero chamar a atenção para o privilégio que é ser

mensageiro de Deus.
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– Não se trata de emprego, de simples trabalho, por mais digno que seja,

é algo muito maior, para poucos.

– Percebo no texto, pelo menos, dois pontos que destacam este fato.

1.1. É Investido por Deus

1.1.1. O primeiro mostra que o mensageiro de Deus é investido por Deus

(destacar bem).

1.1.2. Ezequiel, no texto, é tratado como um atalaia, ou seja, um vigia, uma

sentinela.

1.1.3. Ainda que a figura, como toda figura, apresente apenas aspectos

parciais daquilo ou daquele que ela representa, ela pode nos ajudar a

entender a função de Ezequiel, mensageiro de Deus.

1.1.4. Ele não assumiu a função de atalaia, sentinela e mensageiro, por

conta própria, foi Deus mesmo quem o estabeleceu naquela função. (“A ti,

pois, ó filho do homem, te constituí...” v. 7a).

1.1.5. Em resumo, o mensageiro de Deus não toma para si esta função por

conta própria, nem de outros, mas recebe-a de Deus. O mensageiro de

Deus é investido nesta função por Deus.

1.1.6. Ao ordenarmos hoje mais um mensageiro de Deus, o fazemos em

reconhecimento de que Deus o separou para este ministério. (Que

privilégio, ser investido por Deus nesta função).

1.2. Recebe a Mensagem do Próprio Deus

1.2.1. O segundo destaque no texto referente ao privilégio do mensageiro

de Deus é que ele recebe a mensagem do próprio Deus. (Destacar bem as

palavras “próprio Deus”).


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1.2.2. A mensagem não vem do noticiário, nem de seus contatos pessoais,

nem de seus conhecimentos acadêmicos, ou de qualquer outra fonte. Ela

vem de Deus, da forma que ele quiser.

1.2.3. Isto pode ser visto em várias partes da Bíblia, como aqui, quando

Deus diz ao profeta: “Tu, pois, ouvirás a palavra da minha boca”. (Ela vem

de Deus e de nenhum outro lugar).

1.2.4. É na conversa com Deus, na oração, nos momentos de comunhão

com Deus, na meditação das mensagens da Bíblia, ou na observação de

suas obras, que o mensageiro recebe a mensagem.

1.2.5. Isto é um grande privilégio. O próprio Deus confia mensagens

preciosas aos seus mensageiros. Mensagens que advertem, exaltam,

consolam, e que trazem vida aos que as ouvem.

1.2.6. Não vejo privilégio maior do que este: o de ter uma mensagem de

Deus para o povo.

2. A RESPONSABILIDADE DO MENSAGEIRO DE DEUS

– Bem, a tarefa do mensageiro de Deus não é apenas um privilégio, ela

também envolve responsabilidade.

– E que responsabilidade! Sem dúvida a responsabilidade é relativa ao

privilégio. Se o privilégio é grande, e assim é no caso do mensageiro de

Deus, também a responsabilidade é grande. De fato, ela é enorme!

– Quero destacar também aqui dois aspectos que envolvem esta

responsabilidade.
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2.1. Fala em Nome de Deus

2.1.1. O primeiro deles é que o mensageiro de Deus fala em nome de Deus

(destacar).

2.1.2. O texto mostra que Ezequiel receberia as palavras da boca de Deus

e falaria ao povo da parte de Deus (“... ouvirás a palavra da minha boca e

lhe darás aviso da minha parte” – Ez 33:7b).

2.1.3. É Deus falando pelo seu mensageiro. Caso este traga ao povo as suas

opiniões como se fossem as de Deus, estará agindo como um falso profeta,

dizendo que Deus disse o que não disse.

2.1.4. Muitos são os registros na Bíblia de pessoas que falaram em nome

de Deus o que Deus não falou (Ex.: Jr 23.16-25). Muitos, na atualidade,

também falam, levando o povo a errar (exemplos).

2.1.5. Que responsabilidade... Que responsabilidade... (Falar de forma

pensativa), ficar diante do povo e dizer, como os profetas: “assim diz o

Senhor...”; que responsabilidade... Experiência pessoal: De minha parte

quero dizer que, passados mais de dez anos como pastor, e mais de vinte

como pregador, todas as vezes que, antes de assumir o púlpito, o dirigente

do culto anuncia “agora vamos ouvir a Palavra de Deus”, eu tremo, e peço

a misericórdia do Senhor. Pois sei que é grande a responsabilidade de falar

em Seu nome.

2.2. Presta Contas a Deus

2.2.1. Outro destaque do texto, referente à responsabilidade, é que o

mensageiro de Deus presta contas a Deus. Está claro no texto que o


88

mensageiro tem que entregar a mensagem de Deus, quer goste ou não

daquela mensagem. (Nem sempre ela é agradável aos ouvintes).

2.2.2. Os versículos 1-6 deste capítulo 33 de Ezequiel mostram isto e, é

claro, o texto que já lemos, os versos 8 e 9, assim o fazem. (Ler estes dois

versículos e destacar: “o seu sangue eu o demandarei de ti” (8b), e “mas

tu livraste a tua alma” – 9b).

2.2.3. Alguns procuram diminuir a responsabilidade desta posição

apelando para uma interpretação errada do que venha a ser o sacerdócio

de todos os crentes, e se colocam como apenas mais um no meio do povo.

Mas, a Bíblia não mostra assim. (Os líderes têm responsabilidades

maiores, sim!).

2.2.4. Não podemos fugir das palavras de Hebreus 13.17a que na NTLH

diz: “Obedeçam aos seus líderes e sigam as suas ordens, pois eles cuidam

sempre das necessidades espirituais de vocês porque sabem que vão

prestar contas disso a Deus”.

2.2.5. A responsabilidade de ser um mensageiro de Deus é muito grande,

nunca esqueça disto!

CONCLUSÃO

– Em suma, ser mensageiro de Deus é algo grandioso, para poucos

escolhidos. (Que a igreja lembre sempre disto e respeite seus pastores).


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– Ser mensageiro de Deus envolve grande privilégio e, obviamente,

enorme responsabilidade. Portanto, aquele que é chamado para isto, deve

desempenhar a função com temor e tremor, consciente da posição.

– Encerro com uma oração que escrevi anos atrás, meditando no privilégio

e na responsabilidade do ministério, e na incapacidade que tenho para

desempenhar bem esta tão gloriosa missão.

– Ela tem sido muito útil para o meu ministério, lembrando-me sempre de

quem sou diante dele. Espero que também seja útil para você. Eu a chamo

de “A Oração do Líder Cristão”, e ela diz assim: Senhor, quem sou eu para

liderar este teu povo, tarefa tão nobre e importante? Senhor, quem sou eu

para ir adiante deles e mostrar-lhes o caminho que devem seguir?

Senhor, quem sou eu para orientá-los e ensinar-lhes a tua pura e

santa Palavra?

Quem sou eu..., fraco como sou, para levantar os que têm caído?

Quem sou eu..., medroso como sou, para animá-los a seguir adiante?

Quem sou eu..., pecador como sou, para anunciar a tua salvação?

Reconheço que não sou digno de tamanha honra e que não sou

capaz para tão complexa missão. Reconheço que é só pelo teu amor,

graça, bondade e misericórdia, que posso assumir esta posição.

Reconheço que sem ti nada posso fazer de importante que ajude na

expansão real de teu reino. Portanto, Senhor, não me deixes por

conta própria nem um segundo da minha vida.


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Ensina-me, por favor, dia a dia, mês a mês, ano a ano, os teus

princípios de liderança. Mostra-me os caminhos que devo seguir, e

faz com que as palavras procedentes de meus lábios sejam as tuas

palavras, para que atinjam aos meus ouvintes como palavras bem

ditas e benditas, cheias de poder, carregadas de amor, vida e

salvação!
91

16. Emanuel – Deus Conosco


Mateus 1.18-25

Objetivo: Quero que os ouvintes festejem o Natal com alegria,

conscientes da presença de Jesus.

INTRODUÇÃO

– O texto que acabamos de ler é muito rico e tem sido utilizado em

inúmeras mensagens de Natal.

– Hoje não pretendo entrar em todos os seus detalhes, mas, em especial,

quero pensar sobre o significado e a aplicação de um nome que aparece

nele, o nome tão conhecido e amado, “Emanuel”.

– O texto, mesmo simples, às vezes nos confunde. Um anjo aparece em

sonho para José, fala do nascimento de Jesus, diz que o menino que

haveria de nascer seria chamado de Jesus (v. 21), mas, de repente, cita uma

profecia dando a entender que ele seria chamado de Emanuel (vs. 22-23).

O sonho passa, o tempo também, nasce o menino e lhe foi dado o nome

de Jesus (v.25)... Ei? Espera um pouco, ele deveria ser chamado de Jesus

ou de Emanuel? Parece que aqui temos uma dificuldade que deve ser

explicada.

Explicação: Jesus nunca foi chamado pelo nome de “Emanuel”. Seu nome,

de fato, sempre foi Jesus. O que o texto está mostrando é que Jesus é

“Emanuel”, ou seja, Ele é “Deus conosco”, que é o significado deste nome.


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A importância, então, não está na palavra “Emanuel” em si, mas no seu

significado, “Deus conosco”. Se “Emanuel” significa “Deus conosco” e

Jesus é Emanuel, o que estava sendo anunciado para José naquele sonho é

que a partir do nascimento de Jesus passaríamos a contar com a presença

de Deus em nosso meio. Isto é uma grande notícia. Em Jesus, Deus está

presente no meio de seu povo.

– Assim, ao olharmos para a Bíblia, ainda que não encontremos outros

textos chamando Jesus pelo nome de “Emanuel”, “Deus conosco”,

percebemos que Jesus, de fato, é Deus conosco, Deus presente com seu

povo. Isto nos dá grande alegria e segurança em todos os momentos. Não

estamos sós, Deus é conosco! (Leve o povo a repetir algumas vezes a

seguinte frase: “Jesus é Emanuel, é Deus conosco”.)

1. JESUS MOSTROU QUE É EMANUEL AO VIVER AQUI NA TERRA

1.1. Vejo que Jesus mostrou que é Emanuel (Deus conosco) quando passou

a viver aqui na Terra.

1.2. Em João 1.1 vemos Jesus sendo chamado de Deus, e em João 1.14

temos a declaração de que ele habitou no meio de seu povo.

1.3. Filipe, pouco antes da morte de Jesus, ainda confuso com a

possibilidade de Deus viver em nosso meio, pediu que Jesus lhe mostrasse

o Pai, e Jesus lhe disse que quem o via, via o Pai, por que Jesus é Deus

conosco (João 14.8-9).


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1.4. Aqueles que tiveram o privilégio de conviver com Jesus enquanto em

corpo humano, tiveram o privilégio de contar com a presença física de

Deus com eles, porque Jesus é Emanuel (Deus conosco).

1.5. Tomé, depois da morte de Jesus, teve dúvidas, mas ao vê-lo ressurreto

afirmou, reconhecendo que Jesus era o verdadeiro Deus no meio deles:

“Senhor meu e Deus meu” (João 20.28). (Para encerrar este e os outros

pontos, perguntar aos ouvintes: “Quem é Jesus?”, e orientá-los a

responder: “Jesus é Emanuel, é Deus conosco”!). Completar dizendo: Ele

mostrou isto ao viver aqui na Terra!

2. JESUS MOSTROU QUE É EMANUEL AO ACOMPANHAR A

HISTÓRIA DE SEU POVO

2.1. Mesmo depois de sua morte, ressurreição e ascensão ao Céu, Jesus

ainda mostrou que é Emanuel ao acompanhar a história de seu povo,

como já havia prometido antes de partir (Mt 28.20).

2.2. Um exemplo marcante está no Livro de Atos, onde Paulo, ao perseguir

os discípulos do Senhor, estava perseguindo o próprio Senhor, pois ele

estava no meio deles. (Ler e explicar, rapidamente, At 9.1-5).

2.3. Mais tarde, depois da conversão de Paulo, Jesus passa a estar presente

também com ele (At 18.9-10). 2.4. Além da Bíblia, basta dar uma olhada na

história do povo de Deus para perceber que Jesus esteve sempre presente

com os seus, ajudando-os, dando-lhes forças, abrindo-lhes caminho...


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(Fazer a pergunta, esperar a resposta e concluir: Ele mostrou isto ao

acompanhar a história de seu povo).

3. JESUS MOSTRA QUE É EMANUEL AO ESTAR CONOSCO AGORA

3.1. Jesus também mostra que é Emanuel (Deus conosco) ao estar conosco

agora.

3.2. Não há nada na Bíblia que mostre que Jesus só esteve com seu povo

quando ele habitou corporalmente na Terra, ou no decorrer da história até

certo ponto. Ele continua conosco.

3.3. A Bíblia diz que ele estaria conosco até o fim (Mt 28.20), a Bíblia mostra

que ele continuou acompanhando a história de seu povo e a mesma Bíblia,

aliada à experiência, nos mostra que ele está presente agora.

3.4. Se abríssemos um momento agora para testemunhos a respeito do que

Jesus fez ou está fazendo na vida das pessoas, tenho certeza que teríamos

um problema, pois o tempo seria pouco para os testemunhos.

3.5. Nós somos testemunhas de que Jesus é Emanuel, pois ele nos

acompanha dia a dia. Ele tem nos dado forças nas lutas, consolo nas

tribulações, ânimo no meio das dificuldades, pois ele é Deus conosco! (Dar

exemplos da presença de Jesus na atualidade).

3.6. Jesus tem mostrado a todos nós, como igreja e como indivíduos, que

ele é Emanuel. (Fazer a pergunta, esperar a resposta e concluir: Ele mostra

isto ao estar conosco agora).


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4. JESUS MOSTRARÁ QUE É EMANUEL AO VIVER CONOSCO NA

ETERNIDADE

4.1. Jesus ainda mostrará que é Emanuel (Deus conosco) ao passar a viver

conosco na eternidade.

4.2. Quando Jesus estava preste a deixar fisicamente a Terra, prometeu a

seus discípulos um lugar na casa do Pai, onde os receberia

definitivamente, para permanecerem juntos (João 14.3).

4.3. Assim irmãos, a mensagem e promessa de Emanuel, de Deus estar

conosco na pessoa de Jesus, ultrapassa os limites deste mundo e passa

para a eternidade.

4.4. Entre os textos que mostram isto, o de Apocalipse 7.9-17 é o que mais

me impressiona. (Ler o texto todo e destacar o v. 17, enfatizando que o

Cordeiro – Jesus – Deus conosco – estará cuidando de nós). (Fazer a

pergunta, esperar a resposta e concluir: Ele mostrará isto ao viver conosco

na eternidade).

CONCLUSÃO

Ilustração: Fiquei sabendo de uma festa de aniversário muito interessante.

Um grupo de senhoras de uma igreja resolveu fazer uma festa surpresa

para o pastor. Prepararam vários pratos, combinaram a hora, se

encontraram em determinado lugar e foram até a casa dele. Chegando lá,

o que aconteceu? Surpresa! O pastor não estava. Como era surpresa,

ninguém o havia avisado, é claro. Elas esperaram por muito tempo, mas
96

ele não apareceu. Finalmente, como ele não vinha, resolveram cantar os

Parabéns a Você, sem a presença dele mesmo, comer os doces e cada uma

ir para a sua casa, o que foi feito. Certamente, ainda que elas tenham

achado graça no que aconteceu, foram para suas casas arrasadas pela

frustração, pois o aniversariante não estava presente. Aquela festa de

aniversário não teve razão.

– Como é bom, neste Natal, aniversário de Jesus, olhar para a Palavra de

Deus e perceber que, mesmo sendo ele tão grande e poderoso, não está

ausente, se preocupa conosco, sempre esteve, está, e sempre estará com

seu povo.

– Como é bom perceber que ele, ainda que não tenha sido chamado pelo

nome de Emanuel, verdadeiramente é Emanuel, é Deus conosco, Deus

sempre presente, em toda e qualquer situação.

– Natal é época de alegria, de festa, de comemoração, e para nós cristãos

não poderia ser diferente mesmo, pois ele marca a vinda definitiva de

Emanuel. Ele marca a presença máxima de Deus junto a seu povo.

– Meu apelo, neste Natal, quer você esteja comemorando vitórias ou

sofrendo com dificuldades, é para que se alegre na presença de Jesus.

Lembre-se que você não está só, nem nunca ficará, pois Jesus é Emanuel,

ele é Deus conosco, é Deus comigo, é o Deus que está ao meu e ao seu lado,

em toda e qualquer situação. Festeje este Natal com muita alegria,

consciente da presença de Jesus, Emanuel, Deus conosco!


97

17. A Mensagem Do Natal


Mateus 1.18-25

Objetivo: Quero que os ouvintes relembrem aos outros o significado

básico do Natal.

INTRODUÇÃO

– Natal, aparentemente, é a maior festa conhecida no mundo. (Ela se

espalha por muitas nações e ultrapassa, inclusive, as barreiras das

religiões – Cristãos e também muitos não-cristãos a comemoram).

– Na China, por exemplo, onde a quantidade de cristãos está em cerca de

apenas 1% da população, a data é comemorada com alegria. (Como festa

é lucro e lucro é festa, todos pensam: Vamos festar! – grande parte de

nossos enfeites natalinos são feitos por eles). Perguntas retóricas: a) Mas,

será que os chineses sabem o significado do Natal? (Com certeza a maioria

não tem ideia!); b) Mas, será que só os chineses desconhecem isto? (Parece

que muitas pessoas, próximas de nós, fazem a festa de Natal só por fazer

festa, sem saber qual é a mensagem dela).

– Ouvimos pessoas expressando suas opiniões todos os anos sobre o que

é o Natal, e elas dizem: Natal é paz; é amor; é fraternidade; é luz; é festa; é

momento de se estar com a família; é vida...

– Falam palavras bonitas, mas que demonstram estar festejando sem saber

o que, sem a verdadeira razão.


98

– Nós sabemos qual é a mensagem do Natal e não podemos ficar calados

diante de tanta ignorância.

– Se nós conhecemos, é nossa a obrigação de relembrar a todos a

verdadeira mensagem do Natal.

– Vejamos no texto alguns pontos que devemos lembrar aos outros para

transmitir a mensagem natalina.

1. DEVEMOS LEMBRAR AOS OUTROS UM NASCIMENTO

EXTRAORDINÁRIO

1.1. Natal diz respeito a nascimento. É comum perguntarmos, por

exemplo: onde é sua cidade natal? Ou, ainda: em que dia é comemorado

o seu natal? Referindo-nos à data do nascimento de alguém.

1.2. Contudo, na festa de Natal não é comemorado tanto um nascimento,

mas, sim, um nascimento único.

1.3. Comemora-se um nascimento que não teve nem terá outro igual. Pois

nasceu um bebê maravilhoso:

a) Que foi gerado pelo Espírito Santo (vs. 18, 20);

b) Que foi gerado em uma virgem (vs. 18, 23, 25).

1.4. A situação foi tão sem igual que muitos, até hoje, não crendo no poder

de Deus, não acreditam nisto.

1.5. Até José, o marido de Maria, precisou da ajuda celestial para entender

o que se passava (vs. 19 e 20).


99

1.6. Não importam as opiniões dos incrédulos, mas sim a palavra da Bíblia.

Se desejarmos ajudar outros a conhecerem a mensagem do Natal,

devemos lembrar-lhes, como a Bíblia mostra, um nascimento

extraordinário!

2. DEVEMOS LEMBRAR AOS OUTROS O CUMPRIMENTO DE UMA

PROMESSA DIVINA

2.1. O nascimento extraordinário não aconteceu por acaso, ele foi o

resultado de uma promessa divina.

2.2. O evangelista Mateus percebeu que esta promessa estava no Livro de

Isaías, a qual, na visão dele, possuía um significado, até ali oculto, que

ultrapassava a época em que havia sido proferida (vs. 22, 23).

2.3. Que havia uma promessa da vinda de alguém maravilhoso era de

conhecimento geral em Judá e até mesmo no estrangeiro. (Ver Mt 2.1-2).

2.4. Havia o conhecimento inclusive do local exato onde ele haveria de

nascer (Mt 2.3-6).

2.5. O nascimento de Jesus foi o cumprimento de uma promessa de Deus.

A mensagem da festa de Natal, para ser verdadeira, precisa trazer à

memória este fato. Relembre a todos: Deus cumpriu sua promessa!

3. DEVEMOS LEMBRAR AOS OUTROS QUE DEUS PASSOU A

HABITAR CONOSCO
100

3.1. O Natal marca o dia em que Deus, por mais incrível que pareça,

tornou-se humano (João 1.14).

Ilustração: “Um rei tinha um ministro, um homem muito culto, que se

tornou cristão e confessava sua fé diante de todo o povo. Ele explicava que

acreditava no Redentor que tinha vindo a este mundo para salvar a todos

do pecado e da morte.

O rei não conseguia entender. ‘Mas’, dizia ele, ‘quando eu quero que

algo aconteça, então eu mando um escravo fazer, e isto é suficiente. Por

que o Rei dos reis viria pessoalmente a este mundo’?

O rei pensou em demitir o ministro por causa da sua conversão a

Cristo. Mas como gostava muito dele, prometeu que o pouparia se

conseguisse responder a esta sua dúvida. O ministro pediu vinte e quatro

horas de prazo e prometeu que então traria uma resposta.

Mandou chamar um carpinteiro muito hábil, e pediu-lhe que

esculpisse em madeira um boneco e o vestisse igual ao filho do rei, que

tinha dois anos. No dia seguinte o rei fez um passeio de barco. O

carpinteiro havia recebido ordens para esconder-se na beira do rio e jogar

o boneco no rio quando recebesse o sinal. Quando o rei viu o boneco

caindo na água, pensou que era seu próprio filho, e jogou-se na água para

salvá-lo.

Mais tarde, o ministro perguntou-lhe porque havia se jogado

pessoalmente na água, se teria sido suficiente mandar um escravo. ‘É o

coração do pai que manda agir assim!’, respondeu o rei. E o ministro

explicou: ‘Da mesma forma, Deus também não se satisfez em


101

simplesmente mandar um mensageiro de paz aos homens, mas em Seu

infinito amor, desceu pessoalmente dos céus, para nos salvar...’.”⁷

3.2. Mateus chama aquele que haveria de nascer de Emanuel (explicar o

significado): a) Emanu = conosco; b) El = Deus; c) Emanuel = Deus conosco,

significando que a partir daquele nascimento Deus passaria a habitar com

os seres humanos. (Quem foi vizinho de Jesus foi vizinho de Deus; quem

foi amigo de Jesus foi amigo de Deus; quem viu Jesus viu o próprio Deus).

Que mensagem grandiosa a mensagem do Natal!

3.3. Talvez seja bom destacar que Jesus nunca foi chamado pelo nome de

Emanuel. Não é apenas uma questão de nome é uma questão de ser. Jesus

é Emanuel, ou seja, Jesus é Deus conosco! 3.4. Isto dá motivos para

festejarmos. Festa de Natal, na qual a presença de Deus conosco é

esquecida, não tem razão de ser. Lembremos àqueles que festejam sem

saber a razão: a verdadeira mensagem de Natal anuncia que Deus passou

a habitar entre nós!

4. DEVEMOS LEMBRAR AOS OUTROS QUE JESUS VEIO PARA

NOS SALVAR

4.1. É impressionante! Tantas coisas são lembradas no Natal, como: papai

noel, árvores, enfeites, comida farta, bebidas, presentes... mas, muitos

esquecem o mais importante: o Natal relembra a vinda do Salvador!


102

4.2. Alguns estranham Mateus dizer que o menino seria chamado de

Emanuel (v.23) ao mesmo tempo em que, na sequência, informa que ele

recebeu o nome de Jesus (v.25), como o anjo havia dito (v.21). Uma breve

explicação pode ajudar. A informação aqui é dupla: a) Mostra que Deus

veio habitar conosco (Emanuel); b) Mostra que Ele veio para nos salvar

(Jesus – este nome significa “Salvação de Yavé”).

4.3. Festa de Natal que é festa de Natal não pode deixar de anunciar a

verdade: Jesus veio para nos salvar!

4.4. Não esperemos que a mídia venha lembrar ao nosso povo a

verdadeira mensagem do Natal. Normalmente ela só está preocupada

com a festa em si e nos lucros materiais que ela pode proporcionar.

4.5. Cabe a nós, por amor àqueles que nos cercam, lembrar-lhes que Jesus

veio para nos salvar.

CONCLUSÃO

– Normalmente, alegria é o que não falta na festa de Natal. Pessoas ficam

felizes, se emocionam, ficam melhores por certo tempo, demonstram boa

vontade, vivem o “espírito de natal” (o clima), mas ela pode ser muito

melhor.

– Se nós, que conhecemos o verdadeiro significado do Natal, fizermos

nossa parte, ela vai ficar maravilhosa.

– Não deixe passar a oportunidade. Estamos na época ideal para

lembrarmos a nossos amigos a respeito do nascimento de Jesus, do


103

cumprimento da promessa divina, do milagre da encarnação de Cristo e

da razão da vinda de Jesus. Estando ao seu alcance, ajude a lembrar aos

outros a verdadeira mensagem do Natal!


104

18. O Batismo De Jesus


Mateus 3.13-17

Objetivo: Quero que os ouvintes, entendendo o batismo de Jesus,

atuem com mais vigor na obra de Deus.

INTRODUÇÃO

– Hoje é um dia de muita alegria.

– Alguns de nossos irmãos estarão sendo batizados e, assim, dando início

a uma nova fase em suas vidas.

– Como estas datas especiais, graças a Deus, se repetem com bastante

frequência na igreja, normalmente, nós pregadores temos alguma

dificuldade em trazer uma mensagem.

– Pensei, pensei e conclui: Por que não relembrar de um batismo? E por

que não de um batismo em especial? E será que houve outro tão especial

como o de nosso mestre Jesus? Com certeza não.

– Então vamos relembrar do batismo de Jesus e tirar algumas lições

também para os nossos dias.

1. FOI UM ATO DE LIVRE E EXPONTÂNEA VONTADE (V.13)

1.1. Jesus não foi batizado quando bebê.


105

1.2. Ele deveria estar com cerca de 30 anos quando foi batizado (Não quero

sugerir que esta seja a idade mínima para ser batizado, mas quero destacar

que ele tinha plena consciência do que estava fazendo).

1.3. Ele viajou da Galileia para a Judéia para ser batizado por João (Mt 3.1-

7, 13), foi um ato espontâneo, muito diferente do que aconteceu logo após

a descoberta do Brasil.

1.4. Creio que do exemplo de Jesus podemos concluir que o batismo é um

ato de livre escolha.

2. FOI MINISTRADO POR ALGUÉM MENOS IMPORTANTE DO

QUE ELE (V. 14)

2.1. A tendência é acharmos que o ministrador, o batizador, é o mais

importante, mas na verdade nem sempre é assim.

2.1. Muitas vezes o menor batiza o maior (Explicar Ananias batizando

Paulo – At 9.18 e 22.12-16).

2.3. Destacar o caso de Jesus e João Batista (Não sou digno... Mt 3.11, Eu

careço ser batizado... Mt 3.14)

2.4. Queira Deus que também nós, nesta igreja, venhamos a batizar muitos

que serão maiores do que nós.

2.5. Ninguém se engane, aqueles que estão sendo batizados podem vir a

ser maiores do que seus batizadores, e o meu desejo é que assim seja.
106

3. FOI UM ATO DE OBEDIÊNCIA AO PAI (V. 15)

3.1. Ainda que o batismo de Jesus tenha sido um ato de livre e espontânea

vontade, como já vimos em um ponto anterior, também fica claro no texto

que foi um ato de obediência.

3.2. Vejam que no v. 15. Na tradução de João Ferreira de Almeida é um

pouco obscura (ler o texto), mas vejam na NTLH. Ela diz: “Deixe que seja

assim agora, pois é dessa maneira que faremos tudo o que Deus quer. E

João concordou”.

3.3. João estava relutando para batizar Jesus. Ele não entendia como que o

menor estaria batizando o maior. Mas Jesus o convenceu mostrando que

esta era a vontade do Pai.

3.4. Ou seja, o batismo de Jesus também foi um ato de obediência a Deus.

3.5. O nosso batismo também é assim. Somos batizados porque

obedecemos a uma ordem de Deus, na pessoa de Jesus. Ele ordenou que

seus discípulos fizessem outros discípulos, batizando-os e ensinando-os a

guardar tudo o que ele mesmo os ensinou.

4. CONTOU COM A PRESENÇA DO PAI E DO ESPÍRITO SANTO (V.

16 E 17)

4.1. O batismo de Jesus foi uma cerimônia simples, sim, em um rio da

Judéia, mas ao mesmo tempo muito importante.


107

4.2. Tanto foi importante que ficou registrada a presença de Deus Pai e do

Espírito Santo.

4.3. Nós, ainda que destaquemos que o batismo é uma cerimônia que não

tenha poder em si mesma, também devemos estar conscientes de que é

uma solenidade muito importante.

4.4. Somos batizados em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, e

cremos que eles estão presentes a este ato.

4.5. Em algumas cerimônias de batismo podem comparecer pessoas

importantes, mas nenhuma chega aos pés destas que com certeza estão

presentes.

4.6. Não dá para tratar esta ocasião como se fosse algo comum.

5. FOI POR IMERSÃO (V. 16)

5.1. Nós utilizamos a imersão como forma de batismo e isto tem

fundamento. Jesus foi batizado por imersão.

5.2. O texto é claro em mostrar que Jesus entrou na água, pois destaca que

ele saiu.

5.3. Não há lógica para imaginar, como já foi proposto por alguns pintores

da antiguidade, que Jesus tenha entrado na água e recebido um pouco de

água sobre a cabeça.

5.4. A própria palavra, batismo, tem o sentido de mergulho, e neste

contexto não sei como alguém pode entender de outra forma.

5.5. Jesus foi mergulhado (batizado) no rio Jordão.


108

5.6. para nós, atualmente, fica difícil utilizar um rio, mas a imersão, o

mergulho, continuamos mantendo, pois ele é a essência do termo batismo

(mergulho, como símbolo da morte e purificação dos pecados).

6. TROUXE ALEGRIA PARA DEUS (V. 17B)

6.1. O batismo é sinal de obediência e assim traz alegria a Deus.

6.2. Veja o que o texto diz no v. 17b (ler).

6.3. Na NTLH fica mais claro, ela diz assim: “E do céu veio uma voz, que

disse: – este é meu Filho querido, que me dá muita alegria!”.

6.4. É claro que não foi só o batismo de Jesus que deu alegria ao Pai, mas

também está claro que o batismo lhe deu alegria.

6.5. O batismo de vocês, com certeza, também alegra ao Pai. Ou melhor

ainda, alegra ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, que cremos que estão

presentes neste lugar.

7. MARCOU O INÍCIO DE SEU MINISTÉRIO

7.1. Muitos se enganam pensando que o batismo é o auge, o ponto máximo

onde uma pessoa pode chegar como cristã.

7.2. Não são poucos os que pensam: eu já sou batizado, que mais posso

fazer?

7.3. Ora! O batismo é só o começo. O batismo marca o início de nossa vida

cristã.
109

7.4. Vemos que o batismo de Jesus marcou o início de seu ministério. Logo

depois de batizado, foi levado ao deserto, onde foi tentado e, sendo

aprovado nas tentações, logo em seguida, conforme o capítulo 4 de

Mateus deu início ao seu ministério.

7.5. O batismo não é o fim é o início de uma carreira. Também nós, a partir

dele, estamos melhor preparados para servir ao Senhor.

CONCLUSÃO

– Cada batismo é um batismo e tem a sua história. O de Jesus foi único, o

meu também foi, assim como de outros irmãos que já foram batizados. O

de vocês, que serão batizados logo mais, também é único. Mas os nossos

também têm pontos em comum com o de Jesus.

– Nosso batismo também é um ato de livre e espontânea vontade (ou deve

ser); Como o de Jesus, o nosso também é: 1) Um ato de obediência

(parabéns a vocês que estão obedecendo a nosso Deus); 2) O nosso

também conta com a presença de Deus (Não estamos sós aqui neste

momento); 3) Nós também somos batizados por imersão; 4) Creio que

também o nosso batismo traz alegria a Deus, pois por meio dele tomamos

uma posição ao lado de Cristo; e, ainda, 5) Ele marca o início de uma nova

caminhada.

– Cada cristão tem o seu ministério, e, normalmente, o batismo marca o

seu início.
110

– Vão adiante, pois o batismo é só o início. Sirvam a Deus de todo o

coração, compartilhem com outros o caminho da salvação; cumpram o

ministério que Deus lhes tem reservado.


111

19. Roguem A Deus Por Mais Trabalhadores!


Mateus 9.35-38

Objetivo: Quero que os ouvintes orem, fervorosamente, pedindo

mais trabalhadores para a obra de Deus.

INTRODUÇÃO

– Iniciar lendo a passagem bíblica e, logo em seguida, orando, pedindo a

orientação de Deus.

– Jesus, na ocasião aqui registrada, em meio a muito trabalho (v.35),

preocupado com o povo desorientado, deixou esta ordem aos seus

discípulos: Roguem a Deus por mais trabalhadores (v.38).

– Inicialmente a ordem foi dada aos doze apóstolos que estavam com ele

(Mt 10.1- 4), mas creio que, assim como aplicamos outras ordens a todos

os cristãos (por exemplo, Mt 28.19), aqui também o devemos fazer. –

Contudo, são raras as vezes em que ouvimos alguém pedindo por mais

trabalhadores para a obra.

– Estive pensando: 1) Será que os líderes não pedem que Deus mande mais

trabalhadores por medo de concorrência? 2) Será que o povo em geral não

pede com medo que Deus chame e envie a eles mesmos?

– Não sei exatamente o porquê de o povo de Deus não estar pedindo por

isso, mas entendo que neste texto a Palavra de Deus está nos dizendo:

roguem a Deus por mais trabalhadores! Vejamos por quê.


112

1. PORQUE HÁ MUITO TRABALHO A SER FEITO

1.1. Uma das razões que aqui pode ser vista é o fato de haver muito

trabalho para ser feito.

1.2. Jesus, vendo as multidões, compadeceu-se delas porque estavam

aflitas e exaustas.

1.3. Jesus viu muita gente necessitando de ajuda. Ele as viu como ovelhas

sem pastor (v.36), ou seja, como pessoas que estavam sem orientação

espiritual, mal alimentadas, fragilizadas, doentes, correndo perigo.

1.4. Será que atualmente a situação geral é diferente? (Falar das muitas

necessidades dentro da igreja e, principalmente, fora, destacando as

multidões que são enganadas por falsas doutrinas, exploradas, etc.)

1.5. Como é fácil notar, há muito trabalho a ser feito, portanto: roguem a

Deus por mais trabalhadores!

2. PORQUE POUCOS SÃO OS TRABALHADORES

2.1. Outro motivo que deve levar os discípulos a rogarem por mais

trabalhadores é porque há falta deles.

2.2. Ao mesmo tempo em que Jesus alerta para a grande quantidade de

trabalho a ser feito chama a atenção para a escassez de trabalhadores para

executarem a obra (v.37). São poucos os trabalhadores!


113

2.3. Alguns podem dizer: Ah, mas da época de Jesus para cá muita coisa

mudou, hoje somos milhões de discípulos! É verdade, somos milhões de

discípulos, mas ainda são poucos os trabalhadores. Apresentar exemplos

como: 1) Alguns dizem que apenas cerca de 10% dos membros de igrejas

evangélicas realmente trabalham na obra; 2) Constata-se uma lista de

espera de missionários cada vez maior, aguardando serem enviados –

Mas, infelizmente, não é excesso de missionários, é falta de dinheiro para

enviá-los; 3) Em alguns países, a presença cristã é praticamente nula – A

Índia, por exemplo, a segunda maior população do mundo, tem cerca de

apenas 1% de cristãos. (Deve ser muito difícil de se encontrar

trabalhadores lá).

2.4. Não há dúvidas: esta ordem de Jesus continua sendo necessária.

Roguem a Deus por mais trabalhadores porque eles, comparativamente

com as necessidades, continuam sendo poucos!

3. PORQUE DEUS É O DONO DA OBRA

3.1. Também é bom lembrar que a ordem é para que os discípulos roguem

a Deus, e não a outros, para que sejam enviados trabalhadores para a obra,

pois ela pertence a Deus. Ele é o dono da obra.

3.2. A ordem de Jesus é clara, o pedido ou, melhor ainda, o rogo, deve ser

dirigido ao dono (v.38).

3.3. Ah! Como existem pessoas que ignoram isto. Percebem as

necessidades e, sem nunca terem pedido a Deus, o Senhor da seara, não


114

deixam seus pastores em paz pedindo que estes providenciem

trabalhadores para esta ou aquela atividade da igreja. O pastor pode e

deve perceber quem são os trabalhadores ideais, para cada necessidade,

mas nunca será ele quem de fato escolherá a pessoa. É Deus quem envia!

3.4. Você percebe que precisamos de mais missionários? Peça ao Senhor

da seara! Precisamos de mais conselheiros? Peça... De mais pregadores?

De líderes para jovens? De evangelistas? De visitadores? De professores?

De pastores? De pessoas que estejam prontas para fazer reparos? De

contribuintes generosos? De músicos e cantores? De qualquer outro? Peça

ao Senhor da seara!

3.5. A obra é de Deus. É Ele quem envia os trabalhadores. É a Ele que

devemos recorrer pedindo ajuda!

4. PORQUE ESTA É UMA ORDEM DE JESUS

4.1. Ainda percebemos neste texto que os discípulos devem rogar para que

Deus envie mais trabalhadores para a sua obra porque isto é uma ordem

de Jesus. (Ele não nos está pedindo, está ordenando!).

4.2. Se Jesus mandou devemos fazer. Se ele mandou e não estamos

fazendo, estamos desobedecendo.

4.3. Sendo assim, mesmo que você não esteja compadecido das multidões

como Jesus estava, obedeça!

4.4. Inclusive é bom notar que a tradução não está dizendo apenas pedir,

mas rogar. Ou seja, pedir com insistência, pedir, por favor, como bem
115

pode estar significando a palavra grega déomai (devomai), original. 4.5.

Diante de tantas necessidades, tantos sofrimentos, tanta escassez de

trabalhadores, não nos resta mesmo alternativa senão suplicar, pedir

insistentemente a Deus, que mande mais trabalhadores.

4.6. Esta é uma ordem de Jesus que devemos cumprir da mesma forma

que as outras!

CONCLUSÃO

– As necessidades ainda são muitas. Multidões estão esperando por

ajuda, orientação espiritual...

– Milhões continuam vivendo como ovelhas sem pastor, frágeis, famintas,

doentes, sofrendo ataques...

– Grande é a seara, poucos os trabalhadores. Nunca daremos conta do

trabalho se outros não nos ajudarem.

– Se você é líder, não tenha medo de concorrência. Isto não pode existir

no Reino de Deus. Peça ao Senhor da seara que envie mais trabalhadores

para trabalharem ao seu lado, ou naquilo que você não pode.

– Se você ainda não é um líder, mas é um discípulo de Jesus, peça a Deus

que mande mais trabalhadores! Não tenha medo que ele envie você

mesmo. Quando Deus envia, também capacita!

– Assim, não deixe fora de suas orações o pedido, insistente, por mais

trabalhadores para a obra de Deus.


116

20. Pai, Que Seja Feita A Tua Vontade


Mateus 26.36-46

Objetivo: Quero que os ouvintes aceitem a vontade de Deus e se

alegrem como instrumentos dela.

INTRODUÇÃO

– Iniciar pronunciando de forma enfática a frase: “Pai, que seja feita a tua

vontade!”.

– Que frase difícil de ser pronunciada. Difícil porque somos egoístas por

natureza. (Destacar aqui as principais palavras que uma criança diz

quando começa a falar, como: é meu, dá, não, minha...).

– A verdade é que, desde a mais tenra idade, queremos que a nossa

vontade seja feita. Como se diz, choramos, esperneamos, fazemos birra,

até conseguirmos impor a nossa vontade. (Dar exemplos).

– Alguns crescem, fisicamente, mas continuam assim, eternas crianças.

Querem que seja feita a sua própria vontade em casa, no trabalho, na

igreja, em tudo e em todos. (Muitos pensam que o mundo lhes pertence,

eles são os artistas principais, os demais meros figurantes. Outros vão

mais longe e até mesmo incentivados por boa parte das pregações

televisivas e radiofônicas modernas, pensam que até mesmo Deus está aí

só para servi-los).
117

Ilustração: Ouvi uma história engraçada a respeito de um homem que

participava de um destes cultos onde a Palavra de Deus é deixada de lado

e os papéis são invertidos a ponto de o participante concluir que pode até

mesmo dar ordens a Deus. Um culto, se assim pode ser chamado, baseado

na teologia da prosperidade. Enquanto o pregador entregava sua

mensagem, enfatizando erroneamente como devemos pedir e até mesmo

exigir que Deus nos dê aquilo que desejamos, o homem em pé, próximo

ao tablado onde o pregador caminhava enquanto falava, dizia repetidas

vezes: eu quero um Monza, eu quero um Monza (Monza é um modelo de

automóvel). Ao final da mensagem, o pregador desceu, foi até o homem,

colocou as mãos sobre a cabeça dele e disse: eu determino este carro para

ti. Ao que o homem respondeu, prontamente: Parati não, Parati não, eu

quero um Monza (Parati é outro modelo de automóvel). – Como estes, que

pensam assim, estão longe do nosso modelo perfeito, Jesus! Ele, em um

momento difícil como o que é relatado neste texto, momentos que

antecedem sua morte na cruz, disse: Pai, que seja feita a tua vontade! –

Vamos, então, nesta hora em que relembramos e anunciamos a morte de

Jesus, participando, juntos, da Ceia do Senhor, meditar no que ele nos

ensina a respeito da vontade de Deus para nós neste texto.

1. AINDA QUE ELA SEJA DURA DEMAIS PARA MIM

1.1. Pai! Seja feita a tua vontade, ainda que ela seja dura demais para mim.

1.2. O texto não diz, de forma literal, ainda que ela seja dura demais para
118

mim, mas acaba mostrando isto claramente. O momento era de muita

dificuldade. Veja que Jesus: a) Se entristeceu (v. 38); b) Ele, de fato, se

angustiou ao vislumbrar que a hora derradeira se aproximava. (Isto

porque era dura a missão que recebera).

1.3. Realmente não era fácil, pois a vontade do Pai era que Jesus fosse

crucificado – morresse como um bandido – agonizando na cruz pelos

nossos pecados. (Como tudo isto deve ter sido duro).

1.4. Creio que nós, como discípulos de Jesus, seus seguidores, não

podemos agir muito diferente do que ele agiu, em relação à vontade do

Pai. Nós também devemos dizer: seja feita a tua vontade, ainda que ela

seja dura demais para mim. (Dar alguns exemplos neste ponto).

2. AINDA QUE EU NÃO A DESEJE

2.1. Vemos no texto, ainda que nas entrelinhas, que Jesus diz, e nós

também devemos dizer: Pai seja feita a tua vontade, ainda que eu não a

deseje.

2.2. Jesus, como homem, ser humano (destacar a humanidade de Jesus),

naquela hora tão difícil, sentindo antecipadamente as dores que seriam

provocadas pela cruz, obviamente não desejava continuar naquela

caminhada.

2.3. Porém ele continua, dizendo: Pai seja feita a tua vontade, ainda que

ele mesmo, Jesus, não a desejasse naquela hora.


119

2.4. Ele mostra claramente que não desejava passar por aquilo. Destaca

isto três vezes no texto. (Explicar que algo feito três vezes, no costume

judaico, é algo feito na intensidade máxima, como um superlativo – Dar

exemplos como “santo, santo, santo”, para expressar o termo santíssimo

que não existe em hebraico ou, então, destacar o número de vezes que

Pedro iria negar Jesus, ou seja, estaria negando totalmente, etc.).

2.5. Veja o que Jesus disse: a) Se possível passe de mim este cálice (v. 39);

b) Se não é possível... (v. 42); c) Repetiu as mesmas palavras (v. 44).

2.6. Está evidente neste texto que Jesus não desejava passar por tudo

aquilo (Ele não era maluco de querer sofrer daquela maneira), mas se

aquela era a vontade do Pai, que ela fosse feita!

2.7. Também é evidente que nós não desejamos sofrer, seja pelo

Evangelho, pela Igreja... ou, pelo que for, mas se esta for a vontade de

Deus, devemos querer que ela seja feita, ainda que nós não a desejemos.

3. PORQUE, PELA FÉ, EU SEI QUE ELA É PERFEITA

3.1. Pergunta retórica: Alguém pode estar perguntando: se a vontade de

Deus, em alguns casos, é dura para mim; se a vontade de Deus, em alguns

casos, vai contra os meus desejos, por que dizer a Ele seja feita a tua

vontade? Resposta: Isto parece coisa de louco, mas não é. E a resposta é

simples: porque a vontade de Deus é perfeita.

3.2. Entre a vontade de Deus e a sua própria vontade, meu irmão, pode ter

certeza, o melhor para você é a vontade dele, pois ela é perfeita.


120

3.3. Ela também é o melhor para o Reino de Deus, do qual fazemos parte.

3.4. Jesus sabia muito bem que Deus poderia mudar os planos, pois Deus

pode tudo. 3.5. Ele chegou a pedir que, se fosse possível, Deus mudasse,

mas não foi possível. Mas como não, se tudo é possível para Deus? Penso

que não foi possível porque aquele era o plano melhor, o plano perfeito.

3.6. De fato, a morte de cruz parecia loucura para os gregos e escândalo

para os judeus, mas na realidade é o poder de Deus para a salvação.

3.7. Se houvesse um plano melhor, Deus o teria executado, mesmo que

não entendamos que aquele era o melhor.

3.8. Da mesma forma em nossos dias, em outras coisas práticas da vida,

pode ter certeza, o plano que Deus tem para nós é o melhor para nós!

CONCLUSÃO

– Jesus orou pedindo que Deus mudasse os planos, mas os planos não

foram mudados.

– Com isto Jesus percebeu claramente que eles eram da vontade de Deus.

– Percebendo qual era a vontade de Deus, coloca-se à disposição dele (vs.

45, 46) – (Depois disso não se ouve mais nenhuma palavra de Jesus – Ele

simplesmente vai em frente).

– Jesus colocou-se à disposição ainda que soubesse que a tarefa era árdua

e não fosse de seu agrado. (É bom notar a consciência que Jesus teve disto

quando Pedro tentou reagir à prisão do Mestre – João 18:3-11, em especial

o v. 11).
121

– Irmãos, estejamos também nós, discípulos de Jesus, prontos para dizer:

Pai, que seja feita a tua vontade; Seja feita a tua vontade em todos; Seja

feita a tua vontade em tudo; Seja feita a tua vontade em nós, em mim, por

meio de mim. Pois muitas vezes, apesar das evidências contrárias, sei que

ela é o melhor para mim mesmo e para o teu Reino.

– Meditando no sacrifício de Cristo, fazendo a vontade de Deus, neste

momento de Ceia, também nós estejamos dizendo, ao tomar do pão e do

vinho: Pai, que seja feita a tua vontade!


122

21. Jesus Não Desceu Da Cruz


Mateus 27.33-44

Objetivo: Quero que os ouvintes compreendam que Jesus morreu

para salvá-los.

INTRODUÇÃO

– Jesus, depois de um ministério glorioso, acabou sendo preso, julgado e

condenado à morte.

– Quando pregado na cruz, foi desafiado a descer: a) Pelo povo (Mt 27.39,

40); b) Pelos líderes (Mt 27.41,43); c) Pelos bandidos crucificados (Mt

27.44). Um se arrependeu (Lc 23.39-43).

– Penso que os amigos também estavam, não desafiando, mas pedindo:

Senhor, desce da cruz!

– Mas, para alegria de alguns e tristeza de outros, naquele momento, ele

não desceu da cruz.

– Vejamos alguns dos motivos que o seguraram na cruz (não estão neste

texto, mas no N.T.).

1. PORQUE NÃO QUIS

1.1.O Novo Testamento deixa claro que Jesus poderia ter descido a

qualquer momento. Relatar várias demonstrações de seu poder como, por

exemplo:
123

a) Ele demonstrou poder para dar visão aos cegos, curar leprosos...;

b) Ele ordenava e os espíritos malignos abandonavam suas vítimas;

c) Ele multiplicou alimentos;

d) Ele andou sobre as águas;

e) Ele comandou e o mar e os ventos lhe obedeceram;

f) Ele ressuscitou pessoas (enfatizar Lázaro – morto há quatro dias – para

os judeus a alma partia ao 3º dia). Ele tinha poder sobre tudo e todos

(descer da cruz era muito fácil, só não desceu porque não quis).

2. PORQUE OBEDECEU AO PAI

2.1.2. Não desceu, também, em obediência ao Pai.

2.2.2. Jesus não era um maluco que, podendo escapar, desejava sofrer.

2.3.2. Ele demonstrou no Getsêmani o quão difícil era ficar na cruz (descer

era fácil).

2.4.2. Ele pediu ao Pai que “se fosse possível” não passasse por aquele

sofrimento.

2.5.2. Vejam como Jesus estava nesta ocasião (Mt 26.36-46) (destacar a

angústia e emoção).

2.6.2. Descer era fácil, ficar na cruz era o difícil, ficou em obediência ao

Pai, foi enviado para isto.

3. PORQUE ESTARÍAMOS PERDIDOS PARA SEMPRE


124

3.1.3. Jesus não desceu porque, se assim o fizesse, estaríamos perdidos

para sempre.

3.2.3. A Bíblia mostra que todos são pecadores (Rm 3.23) (ninguém escapa

desta situação).

3.3.3. A Bíblia, ainda, mostra que Jesus morreu pelos nossos pecados (Hb

9.27,28).

3.4.3. Ele, o justo, morreu pelos injustos (1 Pedro 3.18) (pagou a nossa

dívida) – Explicar o título Filho do Homem utilizado por Jesus =

Representante do povo de Deus

3.5.3. A Bíblia mostra que só há salvação em Jesus (At 4.12). (Não há outro

meio).

3.6.3. Ele era a nossa única chance de salvação - Se tivesse descido da cruz,

estaríamos perdidos para sempre.

4. PORQUE NOS AMA

4.1.4. A morte de Jesus na cruz é prova do amor, do Pai e dele mesmo, por

nós (Rm 5.8).

4.2.4. Não morreu por santos (pessoas boas) – morreu por pecadores

(todos são pecadores).

4.3.4. Não entendo o porquê, mas ele ama a humanidade (somos especiais

para ele – lembrar o hino 377 do Cantor Cristão, recitando-o).

4.4.4. Até na cruz se preocupou conosco (pediu que o Pai perdoasse... – Lc

23.33,34).
125

4.5.4. Jesus não desceu porque pensou naquele povo – também nos que

viriam depois – e em nós.

4.6.4. Não desceu porque nos ama – Quis pagar pela nossa salvação que,

de outra forma, seria impagável.

CONCLUSÃO

– Para Jesus foi muito difícil ficar na cruz (descer era fácil). – Foi muito

difícil, santo como era, morrer pelos pecadores (nós, no lugar dele,

desceríamos).

– Mas, Ele fez isto de livre e espontânea vontade para nos salvar.

– Ele não desceu da cruz para que nós, purificados por este ato,

pudéssemos subir ao céu.


126

22. Jesus E As Crianças


Marcos 10.13-16

Objetivo: Quero que os ouvintes tratem com as crianças seguindo o

modelo básico de Jesus.

INTRODUÇÃO

– As crianças, no mundo e época em que ocorreram os fatos registrados

na Bíblia, não eram valorizadas.

– Percebemos em textos onde aparece contagem de pessoas que elas nem

eram contadas (Mt 14.21).

– Jesus, porém, quebrando o padrão da época, exalta as crianças, dando-

lhes o valor devido.

– Como estamos próximos de comemorar o dia das crianças, creio ser

importante, como cristãos, verificar como era o relacionamento de Jesus

com elas, para que possamos seguir a Jesus também nesta matéria.

– Baseados, então, neste texto que foi lido, o qual se repete em Mt 19.13-

15 e Lc 18.15-17, com pequenas diferenças, vejamos uma amostra de como

era o relacionamento de Jesus com as crianças.


127

1. JESUS DEMONSTROU GOSTAR DA COMPANHIA DAS

CRIANÇAS

1.1. Um dos destaques que percebo no texto é que Jesus demonstrou gostar

da companhia das crianças.

1.2. Se Jesus apenas tivesse cumprido um ritual, abençoando as crianças,

não encontraríamos o registro, no texto, de que Ele as tomava em seus

braços, antes de abençoá-las (v. 16).

1.3. Tomar crianças desconhecidas nos braços é demonstração clara de

gostar da companhia delas. Isto é tão forte e positivo na atualidade, que

os políticos modernos também o fazem, só para ganhar votos.

1.4. Jesus não era candidato a nada. Ele as tomava em seus braços porque

gostava delas. Fico imaginando a cena: Jesus abraçando, fazendo um

carinho, brincando com os pequenos.

1.5. Jesus é nosso modelo. Creio ser bastante estranho um cristão não

gostar de crianças. Não perceber o quanto é gostoso estar na companhia

delas, observando suas travessuras, simplicidade e meiguice.

1.6. Deve ser natural para o cristão, assim como é para Jesus, gostar da

companhia de crianças.
128

2. JESUS ORDENOU QUE NÃO IMPEDISSEM AS CRIANÇAS DE

IREM ATÉ ELE

2.1. Outro destaque no texto é que Jesus ordenou que não impedissem as

crianças de irem até Ele.

2.2. Percebo pelo texto original que as crianças em foco nesta passagem

são muito pequenas. Crianças de colo que eram trazidas por seus pais

(pais, não mães – destaque positivo para os homens da época).

2.3. Quando os pais, aproveitando a oportunidade da presença de Jesus,

procuravam levar os pequenos até Ele, os discípulos, não entendendo o

valor que Ele dava às crianças, os repreendiam (v. 13).

2.4. Isto causou indignação a Jesus (v. 14) e resultou em ordem clara:

“Deixai vir a mim os pequeninos”.

2.5. Aplicando para nossos dias e situação, será que não temos impedido

de alguma forma a vinda deles até Jesus? (Citar possíveis exemplos como

ilustração: atitudes impróprias, programações inadequadas, ensinos

errados (como o famoso “Jesus não gosta de criança que faz assim”),

imposição de atitudes que não correspondem com a idade...). Isto tudo

para os maiores. Para os bebês, cabe a nós pedirmos as bênçãos do Senhor.

2.6. Lembrem-se, Jesus ficou indignado com seus discípulos por, com boas

intenções, terem procurado afastar as crianças da presença dele. Não

vamos nós também agir como eles e indignar nosso Senhor.


129

3. JESUS AFIRMOU QUE AS CRIANÇAS SERVEM DE MODELO

PARA NÓS

3.1. Jesus afirmou que crianças servem de modelo para os adultos que

querem entrar no Reino de Deus. Segundo a versão que estou utilizando,

Ele teria dito que o Reino de Deus pertence às crianças (v.14).

3.2. Isto pode parecer estranho. Alguém pode pensar: Mas, eu não sou

mais criança, que posso fazer?

3.3. A NTLH⁸ diz: “o Reino de Deus é das pessoas que são como estas

crianças”. Isto demonstra melhor o significado do original que alerta o

adulto desejoso de entrar no Reino de Deus.

3.4. O v. 15 deixa mais claro quando afirma: “Quem não receber o reino de

Deus como uma criança, de maneira nenhuma entrará nele”.

3.5. Dois pontos devem ser destacados: 1) As crianças são modelos para

quem quer entrar no reino. (Explicar como – certamente não por suas

“peraltices”, mas pela fé simples); 2) Não há outro modelo – A negativa

que aqui foi traduzida por “de maneira nenhuma”, no original é enfática

mesmo, mostra que não há outra maneira de entrar no reino. Ou você

recebe o reino como criança ou não recebe.

3.6. Vamos olhar para as crianças com muita atenção, perceber como é que

elas creem e fazer o mesmo, se de fato desejamos fazer parte do reino.

Devemos crer de forma incondicional. Crer de verdade!


130

CONCLUSÃO

– Minha palavra final, lembrando o Dia das Crianças que

comemoraremos em breve, da maneira como Jesus se relacionava com

elas, e que nós devemos imitar o Mestre, é a seguinte:

a) Nunca esqueça que Jesus gosta da companhia das crianças. Se você é

um discípulo de Jesus, também deve gostar. Demonstre isto com ações

positivas em relação a elas;

b) Nunca esqueça que Jesus ficou indignado com seus discípulos quando,

até bem intencionados, procuraram impedir algumas crianças de se

aproximarem dele. Não impeça você também, seja por ações, omissões, ou

palavras;

c) Nunca esqueça que Jesus afirmou, não outro, que as crianças são

modelos de fé para nós. Deixe de lado as complicações racionalistas de

adulto e creia em Jesus, receba o reino, como criança, confiando

incondicionalmente naquele que nos prometeu a salvação!


131

23. O Que Comemorar No Natal?


Lucas 1.26-38

Objetivo: Quero que os ouvintes comemorem o Natal de forma

verdadeiramente cristã.

INTRODUÇÃO

– Tenho ficado abismado com o desvirtuamento da festa do Natal. – Que

é uma grande festa ninguém pode negar. (Pessoas de todas as cores, raças

e religiões comemoram).

– A festa cresce cada vez mais, mas parece que com ela cresce o número

de pessoas que comemoram sem saber o que estão comemorando. (Para

muitos o que importa é a festa e não o motivo dela). Ilustração: Por

exemplo, o que você pensaria desta conversa entre dois torcedores

comemorando a conquista de um campeonato pelo Corinthians.

– E aí, meu amigo, o que você achou do gol? – Que gol?

– Como assim, você não viu o jogo? – Não, eu estava na praia. – Como?

Você estava na praia durante o jogo? Que espécie de corinthiano é você?

– Não, eu não sou corinthiano não, eu torço pelo Palmeiras.

– O que? Você é palmeirense e está festejando conosco?

– É, a festa está bonita e eu gosto de festar, então vamos lá!


132

– Sem dúvida isto parece loucura, mas é o que alguns fazem na festa de

Natal. Fazem muita festa, mas comemoram o quê, mesmo? Comemorar é

festejar relembrando algo, mas muitos apenas festejam.

– A situação é tão complicada que até nós, evangélicos, devemos estar

relembrando a cada passo os motivos que nos levam a comemorar

(festejar), para que não caiamos no erro dos demais.

– Este texto, ainda que narre um acontecimento anterior ao nascimento de

Jesus, mostra alguns dos motivos de comemoração no Natal. Então

vejamos o que comemorar no Natal...

1. UM NASCIMENTO SOBRENATURAL

1.1. Em primeiro lugar, no Natal deve ser comemorado um nascimento

sobrenatural.

1.2. Nascimentos acontecem todos os dias em todos os lugares.

Poderíamos dizer: nada mais natural, onde existem seres vivos de sexos

diferentes, outros passam a existir. Mas o de Jesus foi sobrenatural.

1.3. Não foi mais um caso de gravidez bem sucedida que acabou em parto

normal. Foi um caso único, quando uma jovem, virgem, deu à luz um

menino.

1.4. O caso foi tão incrível que alguns não conseguem acreditar, mas este

é um dos pontos a ser comemorado no Natal: a virgem deu à luz (vs. 26 –

27 e 34)! (É bom explicar que o “noivado” de Maria e José era mais do que
133

um noivado atual, já fazia parte do casamento e só podia ser desfeito com

divórcio).

1.5. Naquele dia não nasceu apenas mais um homem no mundo, mas

nasceu o Deus/Homem, único em sua natureza! Um milagre aconteceu.

Natal comemora um nascimento sobrenatural.

2. O NASCIMENTO DE UM ENTE SANTO

2.1. No Natal também deve ser comemorado o nascimento de um ser

santo.

2.2. Não foi mais um que veio ao mundo para ser pecador como nós. Foi

um ser único, santo.

2.3. A palavra santo tem dois significados básicos: a) Excelência moral; b)

Separado. O Natal marca o nascimento de Jesus, um ser moralmente

perfeito, separado para fazer a vontade do Pai (v.35).

2.4. Isto é motivo para comemorarmos. Um ser santo passou a habitar

conosco, trazendo assim esperança para o mundo corrupto, perdido no

pecado. (Alguém muito especial se fez acessível a todos).

3. O NASCIMENTO DO REI ETERNO

3.1. Natal merece muita festa, muita comemoração. Pois ele marca também

o nascimento de um rei. Não mais um rei entre outros reis da terra, mas o

nascimento do rei dos reis.


134

3.2. Vemos que o melhor de todos os reis, no Antigo Testamento, foi Davi.

O anjo anuncia a Maria que o filho que iria nascer receberia o trono de

Davi, com a diferença que seu reinado seria para sempre e não passageiro

como o de Davi havia sido (vs. 32,33).

3.3. Dizem que aquilo que é bom dura pouco, mas neste caso não é

verdade. O reino do rei eterno, é bom e durará para sempre, quer alguns

queiram ou não. Isto é motivo de grande comemoração.

4. O NASCIMENTO DO FILHO DE DEUS

4.1. Acima de tudo, no Natal, comemoramos o nascimento do Filho de

Deus.

4.2. O nascimento de crianças, em lares ajustados, sempre é motivo de

comemorações. (Dar exemplos).

4.3. Quando nasce um filho de alguém importante, ou famoso, a

comemoração ultrapassa o ambiente familiar e muitos se alegram e

festejam, como se fizessem parte da família. (Citar exemplos: notícias etc.).

4.4. O Natal marca o nascimento do filho da pessoa mais importante que

existe. Veio, não ao mundo, pois Ele sempre existiu, mas à terra como ser

humano, o próprio Filho de Deus (vs. 32 e 35).

4.5. Passou a habitar conosco o Deus/Homem, gerado por Deus em uma

virgem moradora de Nazaré.


135

4.6. Depois daquele nascimento o mundo nunca mais seria o mesmo, Deus

se fez homem demonstrando claramente o amor que nutre por nós. (Isto

merece ser comemorado com grande celebração).

CONCLUSÃO

– Para encerrar, quero dizer que não há muita lógica em se comemorar o

Natal, comendo, bebendo, dando presentes, enfeitando as casas e ruas,

festando, desejando aos outros votos de Feliz Natal, etc., ainda que isto

possa ser bom, se não lembrarmos destes e de outros detalhes que fazem

dele uma data especial.

– Natal deve ser uma grande festa. O que temos visto ainda é pouco diante

de sua importância, mas esta festa não pode ter um fim em si mesma. Ela

deve comemorar relembrando, entre outras maravilhas, um nascimento

sobrenatural, o nascimento de um ser santo, o nascimento do rei eterno, o

nascimento do filho de Deus.


136

24. Lugar Para Jesus


Lucas 2.1-7

Objetivo: Quero que os ouvintes coloquem Jesus no centro das

atenções neste Natal.

INTRODUÇÃO

– Ler o texto de Lucas 2.1-7 destacando o versículo 7, que deve ser

repetido por duas vezes.

– Falar dos preparativos para a chegada de um filho: enxoval, berço,

quarto decorado, roupinhas, brinquedos, chá de bebê, exames médicos,

maternidade...

– Certamente, muitos de vocês não tiveram estes privilégios todos. Alguns

nasceram em casa com a ajuda de uma parteira, mas, mesmo assim, não

deixaram de ser importantes.

– A maioria teve um lar para se abrigar, roupinhas esperando, um berço

(alguns como herança de um irmão mais velho), um lugar especial, porque

criança é especial, é importante e chega como a dona do lar.

– Mas, por mais incrível que possa parecer, a pessoa mais importante que

já pisou nesta terra não teve um lugar preparado para a sua chegada.
137

1. NÃO HAVIA LUGAR PARA JESUS

1.1. Para Jesus não havia lugar!

1.2. Contar como aconteceu o nascimento de Jesus: houve um decreto

(v.1); cada um precisou viajar para sua cidade de origem (v.3); José e Maria

saíram de Nazaré e foram para Belém (v.4); Maria viajou grávida (v.5);

estando em Belém chegou a hora do nascimento (v.6).

1.3. Lá em Belém estava para nascer o filho mais ilustre daquela cidade, o

criador de todas as coisas, e não havia lugar para ele (v.7).

1.4. Não se sabe ao certo se nasceu ao ar livre, em um estábulo ou em uma

caverna, sabe-se apenas que não havia lugar para Ele.

1.5. Não haver lugar para uma mulher dar à luz bem mostra a dureza do

coração humano. (Será que ninguém poderia ter arranjado um lugar em

uma situação de emergência como aquela?).

1.6. Ah, se soubessem quem Ele era; ah, se soubessem que um anjo

anunciaria o seu nascimento; ah, se soubessem que um coro de anjos

saudaria a vinda dele; ah, se soubessem o quanto Ele era importante!

Alguém teria arrumado um lugar, muitos teriam prazer em arrumar um

lugar, pois para as pessoas importantes sempre há lugar!

1.7. José, Maria, e muito menos Jesus, que iria nascer, não tinham

nenhuma importância para as pessoas de Belém, por isso não havia lugar

para eles.
138

2. AINDA NÃO HÁ LUGAR PARA JESUS

2.1. O mais incrível é que hoje praticamente o mundo todo sabe da

importância daquele menino nascido há 2.000 anos e, contrariando toda a

lógica humana, continua não havendo lugar para Ele.

2.2. João, no passado, confirma que Ele veio para o que era dele e não foi

recebido (João 1.10,11). Atualmente, comemora-se o aniversário dele ano

a ano e mesmo neste dia não há lugar para Ele na maioria dos lares.

2.3. Há lugar para tudo no Natal – Há lugar na grande festa do Natal para:

caridade, comércio, viagens, Papai Noel, Mamãe Noel, presentes, bebidas

finas, shows e mais shows, luzes e mais luzes, enfeites de todos os tipos,

mas continua a não haver lugar para Jesus na festa de muitos.

2.4. Há lugar até para desconhecidos. Tenho visto isto em festas de

famílias onde as pessoas de fora, geralmente, são bem recebidas (O

“espírito de Natal” contagia a todos!).

2.5. A maioria das pessoas está amistosa, está olhando o próximo com

certa tolerância, o que é bom, mas apenas a minoria está, mesmo, dando o

lugar devido para Jesus Cristo.

3. DEVE HAVER LUGAR PARA JESUS

3.1. Festa de Natal que é Natal tem que ter lugar para Jesus. (Não um lugar

qualquer apenas para dizer que tem – Festa de Natal verdadeira tem Jesus
139

como figura central. Ele é o homenageado; Ele é a razão de ser do Natal;

dele é o Natal, Natal é a festa do aniversário de Jesus!).

3.2. Natal não precisa de Papai Noel, Mamãe Noel, enfeites, peru,

presentes e tantas outras coisas. Natal precisa de Jesus para,

verdadeiramente, ser Natal.

3.3. Se não houver lugar para Jesus, o Natal não passará de uma festa pagã

que bem poderia ser riscada do calendário.

3.4. De forma hipócrita, muitos ainda olham para o passado e,

relembrando a história do nascimento de Jesus, dizem: Pobre menino, não

havia lugar para Ele. Mas, não percebem que ainda hoje nem em suas

festas e muito menos em seus corações há lugar para Jesus.

3.5. Está na hora de mostrarmos a este mundo cego pelo pecado a loucura

de se deixar Jesus fora da festa (não só do Natal, mas de nossas vidas). 3.6.

Tem que haver lugar para Jesus. Ele tem direito ao melhor lugar!

CONCLUSÃO

– Dou graças a Deus pelas Igrejas Evangélicas, pois verdadeiramente

comemoram o Natal! Mas não devemos comemorar apenas na igreja;

devemos comemorar também em casa, com os familiares, com os amigos,

dando o lugar principal da festa para Jesus!

– Nós já sabemos, e devemos mostrar a quem não sabe, que Natal só tem

sentido para quem tem Jesus.


140

– De fato, aquele que ainda não deu lugar para Jesus em seu coração, como

Senhor e Salvador de sua vida, não pode dar lugar a Ele nesta festa.

Ilustração: O que pensar de certo casal que resolveu preparar uma festa

especial de Natal. Um mês antes da data, já começaram a decorar a casa.

Haviam decidido que naquele ano teriam uma festa inesquecível. O filho

mais novo, com cerca de 6 anos, estava encantado com toda a

movimentação e perguntou aos pais: Papai, mamãe, por que estes enfeites

tão lindos em nossa casa? Eles responderam: Esta é uma época especial,

vamos comemorar o Natal! Ele voltou a perguntar: E o que é o Natal? Ao

que a mãe respondeu: É o dia em que comemoramos o nascimento de

Jesus, o Filho de Deus, é o aniversário dele. (Que resposta linda e sensata!).

Os dias se passaram, os preparativos se intensificaram, até que chegou a

data tão esperada. Muitos amigos e parentes estavam presentes à festa.

Tudo estava impecável. A decoração, o jantar, as bebidas, os presentes, a

atuação do Papai Noel... Mas ao final da festa, em um canto da sala,

encontraram o filho mais novo do casal com cara de triste. Os pais

tentaram alegrá-lo e disseram: Por que você está triste? Não gostou da

festa? Não gostou do presente? Tudo estava tão bonito! Ao que ele

respondeu, tristonho: Tudo estava muito bonito, sim, mas Jesus não veio!

Vocês não esqueceram de convidar ele, esqueceram? Foi então que eles

perceberam que haviam preparado tudo com cuidado e carinho, mas que

na festa deles não houve um momento sequer para oração, leitura de uma

passagem bíblica falando do nascimento de Jesus, uma canção exaltando

o Filho de Deus, ou mesmo uma menção qualquer à sua pessoa. Eles


141

haviam deixado o aniversariante fora da festa e até as crianças percebem

que isto está errado!

– Mostremos com amor esta verdade: Natal sem Jesus não é Natal, é como

festa de aniversário sem o aniversariante. Natal para ser Natal tem que ter

lugar para Jesus! O lugar de honra é dele!


142

25. A Grande Notícia


Lucas 2.8-20

Objetivo: Quero que os ouvintes transmitam a outros a grande

notícia da vinda do Salvador ao mundo.

INTRODUÇÃO

– Grandes notícias têm sido anunciadas no decorrer da história da

humanidade, algumas boas outras más.

– Certamente podemos colocar na lista de grandes notícias, por exemplo,

o descobrimento da América, o naufrágio do navio Titanic, o voo do

primeiro avião, o fim da II Guerra Mundial, e muitas outras. – Algumas

são tão grandiosas que muitos nem acreditam. (É o caso da viagem à lua

– muitos duvidam).

– Mas entre todas as notícias que já foram veiculadas neste planeta,

nenhuma foi tão grandiosa, tão maravilhosa, como a notícia do

nascimento de Jesus. A notícia de que Deus se fez humano e veio viver

junto de nós. A notícia de que a humanidade perdida passava a contar

com a presença do Salvador (v.11)!

– Esta não é apenas mais uma grande notícia, esta é “A Grande Notícia”,

a maior de todos os tempos.

– Vale a pena observarmos com atenção algumas das características desta

grande notícia.
143

1. FOI ANUNCIADA POR SERES MUITO ESPECIAIS

1.1. As notícias importantes, normalmente, são anunciadas por pessoas

especiais. (Dar exemplos).

1.2. A notícia do nascimento de Jesus foi anunciada por seres muito

especiais:

a) Primeiramente um anjo de Deus (v.9);

b) Em seguida uma multidão de seres celestiais (vs.13-14);

1.3. Era uma notícia extraordinária, nunca houve nem nunca haverá outra

igual em importância, merecia anunciadores especiais.

1.4. Isto deve nos alertar para a importância desta grande notícia que todos

devem conhecer (v.10b)!

2. FOI ANUNCIADA PRIMEIRAMENTE A PESSOAS SIMPLES

2.1. Contrariando o caminho normal das grandes notícias, “A Grande

Notícia” não foi anunciada primeiramente a pessoas socialmente

importantes. (Ela foi anunciada a pessoas simples).

2.2. Não foram os reis, os príncipes, governadores, grandes comerciantes

e proprietários de terras que tiveram o privilégio de ouvir em primeira

mão a boa nova. Foram simples e pobres pastores (v.8). Informação

Ilustrativa: “Como classe, os pastores tinham má reputação. A natureza

do seu emprego impedia-os de observarem a lei cerimonial que tanta coisa


144

significava para as pessoas religiosas. Mais lastimável era seu infeliz

hábito de confundir o ‘meu’ com o ‘teu’ ao viajarem pelo interior a fora.

Não eram considerados fidedignos e não lhes era permitido dar

testemunho nos tribunais [...] pertenciam a uma classe desprezada”.⁹

2.3. Deus, ao mesmo tempo em que despreza os orgulhosos, sempre

mostrou, na Bíblia, que tem um carinho especial pelas pessoas

desprezadas. (Creio que devemos seguir este exemplo).

2.4. Certamente Deus julgou aqueles pobres e desprezados pastores mais

dignos de receberem a grande notícia em primeira mão do que qualquer

outra grande figura política ou religiosa.

3. FOI CONFIRMADA POR AQUELES QUE A OUVIRAM

3.1. A Grande Notícia foi confirmada por aqueles que a ouviram. (Eles

poderiam apenas ter ouvido e se alegrado com a notícia, mas foram mais

longe).

a) Resolveram ir até Belém (v.15);

b) Partiram imediatamente – a notícia era muito importante para esperar

(v. 16);

c) Confirmaram o que o anjo havia lhes dito. (O anjo deu um sinal v. 12 e

confirmou v. 16).

3.2. Como resultado, voltaram para casa louvando a Deus por tudo o que

viram e ouviram (v. 20). (Como sempre, mais uma vez Deus estava

confirmando a palavra que havia dito por meio de seu mensageiro).


145

3.3. Eles não seriam mais os mesmos, pois agora sabiam que Deus havia

mandado o Salvador!

4. FOI DIVULGADA POR AQUELES QUE A CONFIRMARAM

4.1. Ao chegarem em Belém e encontrarem a criança, como havia sido dito

pelo anjo, os pastores não puderam ficar quietos, divulgaram o que havia

sido dito a respeito dele (v.17), ou seja: que ali estava muito mais do que

um menino, estava o Messias, o Salvador, o Senhor (v.11).

4.2. Eles não levaram em conta que eram pessoas desprezadas, pouco

confiáveis, que poderiam passar por mentirosos, que poderiam ser alvo

de brincadeiras. Simplesmente tinham em seu poder “A Grande Notícia”

e não deixaram de divulgá-la.

4.3. É uma pena que pessoas aparentemente muito mais confiáveis do que

aqueles pastores, conheçam A Grande Notícia, mas não a divulguem nas

oportunidades que têm.

CONCLUSÃO

– Neste Natal nós não podemos nos omitir. Temos em nosso poder a maior

notícia de todos os tempos e não podemos guardá-la conosco. (Isto é

errado – 2 Reis 7.9).


146

– Além de nos alegrarmos com a vinda do Salvador, precisamos divulgar

esta vinda para que também outros possam conhecer o verdadeiro sentido

do Natal.

– Não podemos permitir que nossos amigos e familiares continuem a

pensar que Natal é apenas comida, bebida e presentes, quando, na

verdade, marca a vinda de Deus à terra, a possibilidade de salvação eterna

para todos. Ele é, sem sombra de dúvidas, “A Grande Notícia” para a

humanidade perdida!
147

26. Colhemos O Que Plantamos


Lucas 6.37,38

Objetivo: Quero que os ouvintes passem a agir corretamente para

com o próximo.

INTRODUÇÃO

– Sempre é bom fazermos um balanço no final do ano. (As empresas

param, fazem as contas e, na maioria, conforme os resultados obtidos;

fazem acertos e se orientam para o próximo período de atividades).

– Creio que elas estão corretas, seria muito amadorismo não se avaliar ao

final de um período ou, feita a avaliação, não tomar as atitudes adequadas

ao bom funcionamento.

– O exemplo das empresas é salutar. O balanço mostra o resultado daquilo

que fizeram, e penso que, assim como elas, também nós saberemos se

nossas atitudes foram convenientes ou não se fizermos um balanço.

– Este é um bom momento para pararmos e refletirmos no resultado

obtido neste ano em nossas relações pessoais, no trabalho, na igreja, na

escola, no lar, com os vizinhos, na sociedade e em todos os lugares.

– Quero convidar cada um de vocês para, neste momento, avaliar qual foi

a sua colheita neste ano. Pois, com raras exceções, ela mostra como foi a

sua plantação e, no geral, nós colhemos o que plantamos. – Vejamos o que

Jesus falou sobre isto nesta passagem que lemos.


148

1. SE TEMOS SIDO JULGADOS É PORQUE JULGAMOS

1.1. Jesus disse: “Não julgueis e não sereis julgados”. Não está claro se Ele

está falando só do julgamento atual ou também do eterno, mas podemos

ver que, tirando-se as exceções, se temos sido julgados é porque nós

também julgamos. (Como nós tratamos os outros acabamos sendo

tratados).

1.2. Com certeza Jesus não está falando aqui dos julgamentos em tribunal,

ou dos necessários para separar os inocentes dos culpados, Ele está se

referindo ao nosso relacionamento diário com as demais pessoas.

1.3. Julgar, neste texto, entre outras possibilidades, pode estar se referindo

a colocar em dúvida as atitudes do próximo (difamar, falar mal,

desconfiar, duvidar sem razão das boas intenções demonstradas, etc.).

1.4. A lei da reciprocidade funciona muito bem. Se nós desconfiamos dos

outros, os outros desconfiam de nós, se nós temos coragem de falar mal

dos outros, os outros têm coragem de falar mal de nós...

1.5. Se você tem sido julgado, há uma boa possibilidade de estar colhendo

aquilo que plantou!

2. SE TEMOS SIDO CONDENADOS É PORQUE CONDENAMOS

2.1. Jesus, continuando a mostrar a lei da reciprocidade, diz: “Não

condeneis e não sereis condenados”.


149

2.2. Lembrando que falo das regras e não das exceções, podemos dizer que

se estamos sendo condenados, constantemente, é porque também

condenamos constantemente.

2.3. Perceba como as pessoas estão ávidas para condenar impiedosamente

aqueles que condenaram a outros.

Ilustração: Quando o general Pinochet, ex-presidente do Chile, foi preso

na Inglaterra, provocou manifestações em todo o mundo. Ele, que tinha

condenado tantas pessoas durante o seu governo, agora preso, provava

do mesmo amargo remédio. Milhares de pessoas, não levando em conta o

seu precário estado de saúde ou, ainda, sua idade avançada, aproveitaram

a ocasião para humilhá-lo em passeatas, chamando-o de assassino e

pedindo a sua condenação. Este pode ser um grande alerta para nós. A

nossa condenação pode ser resultado da nossa atitude condenadora.

2.4. Talvez você seja um dos injustiçados que está sendo condenado sem

motivos, mas também existe a possibilidade de, ao sermos condenados,

estarmos tomando do próprio remédio que damos aos outros.

3. SE TEMOS SIDO PERDOADOS É PORQUE PERDOAMOS

3.1. Depois de ter lançado mão de dois ditos em forma negativa, como já

vimos, Jesus utiliza mais dois de forma positiva, como veremos.


150

3.2. O primeiro deles é “perdoai, e sereis perdoados”. Concluo disto que,

normalmente, se temos sido perdoados é porque perdoamos. (O perdão

de Deus também funciona assim – Mt 6.14)

3.3. Da mesma forma que as pessoas estão prontas para condenar os

condenadores, estão prontas para perdoar os perdoadores. (A parábola do

credor incompassivo mostra Deus agindo assim – Mt 18.23-35).

3.4. Se você tem alcançado perdão, é sinal que também tem perdoado, se

isto está difícil de conseguir, é sinal que perdão de sua parte também tem

sido difícil.

3.5. Nada melhor do que começar um ano sem dívidas e nada pior do que

ver que algumas dívidas (ofensas) se arrastam ano após ano. Você quer

começar um ano sem dívidas? Perdoe os que te devem e você também

acabará sendo perdoado.

4. SE TEMOS RECEBIDO É PORQUE TEMOS DADO

4.1. Jesus termina a série de ditos dizendo: “Dai, e dar-se-vos-á”. Isto

mostra que, se temos recebido é porque temos dado. O contrário também

é verdadeiro.

4.2. Você tem recebido durante este ano? Se tem recebido pouco, talvez

seja porque tem dado pouco!

4.3. Você não tem recebido nada? Talvez o seu balanço esteja dizendo que

você não está dando nada.

4.4. Quem quer receber precisa dar, isto é um investimento necessário.


151

4.5. Vivemos em uma sociedade onde todos querem ganhar. (Até

inventamos a “lei de Gérson”, a que mostra que devemos levar vantagem

em tudo). Isto concorre para o nosso mal e não para o nosso bem.

4.6. Alguns pensam que antes de dar temos que ganhar, e passam a vida

procurando ganhar sem nunca dar. Até parece lógico, damos se temos,

mas Jesus, ao contrário, diz que devemos dar para ganhar, e se dermos,

ganharemos muito mais do que damos. (“Boa medida, recalcada,

sacudida...”)

CONCLUSÃO

– O texto lido é breve, porém complexo. Mais do que eu possa entender

em seus detalhes. Mas, no geral, Jesus está dizendo que nós colhemos

aquilo que plantamos (seja aqui, ou na vida eterna). – Isto vale para as

várias áreas da sua vida. O princípio é que colhemos aquilo que

plantamos.

– Se neste balanço de final de ano, que você está fazendo, ficar claro que

sua colheita está estranha, só posso dizer que há uma grande possibilidade

de você não estar plantando a semente certa.

– Se você plantou abobrinha e só nasceu pepino, desculpe-me, você pode

ter tido boas intenções e procurado fazer tudo certo, mas, com certeza,

errou nas sementes. (Procure melhores para o próximo ano).


152

– Preste atenção nos resultados obtidos neste ano, na igreja, em casa, com

o cônjuge, com os filhos, etc. e faça as mudanças necessárias. (Seria

teimosia, detectada a falha, persistir no erro!).

– Comece a plantar bem, agora, para ter uma boa colheita no ano que vem.

Se você quer colher sorrisos, sorria; se quer colher amor, ame; se quer

colher paz...; união; perdão; compreensão; coisas boas...

– Não se esqueça, com raras exceções, o que colhemos até aqui é o

resultado do que plantamos no passado. O que colheremos no futuro será

o resultado do que plantarmos daqui para frente!


153

27. O Auge Da Felicidade


Lucas 11.27-28

Objetivo: Quero que o ouvinte pratique ainda mais os ensinos da

Palavra de Deus.

INTRODUÇÃO

– Felicidade é algo difícil de explicar. Não dá para medir seu tamanho,

peso, ou intensidade. Não é palpável, mas sim sentimento. (Não vou

tentar explicá-la).

– Alguns pessimistas chegam a dizer que ela nem existe. Para estes, o que

existe, na melhor das hipóteses, são apenas momentos felizes. (Breves

períodos em que nos sentimos bem, vitoriosos, contentes...)

– Otimista, penso que afirmar o contrário também é possível: tirando as

exceções, infelicidade é que não existe, o que existe são momentos infelizes

(breves períodos em que sofremos...)

– Assim, para o pessimista a felicidade não existe, já para o otimista a

infelicidade é que não existe.

– Bem, vamos deixar de filosofar. Não quero entrar nestas questões

difíceis, quero sim ver o ensino claro de Jesus a respeito da felicidade, que

se encontra nestes versículos que lemos.


154

1. A FELICIDADE DA MÃE DE UM VITORIOSO

1.1. Como podemos observar nos versículos anteriores, Jesus havia

expulsado um demônio de uma pessoa. Acusado de ter feito isto pelo

poder do maioral dos demônios, mostra a incoerência desta interpretação

e como deve se portar um ex-endemoniado, para que a situação não se

agrave ainda mais (Lc 11.14-25).

1.2. Vendo tudo isto, e ouvindo os sábios ensinos de Jesus, uma mulher

presente não se conteve e exclamou: “Bem-aventurada aquela que te

concebeu, e os seios que te amamentaram!” (v. 27b).

1.3. Bem-aventurada significa feliz. Ela estava dizendo: Feliz é aquela que

tem um filho assim como você.

1.4. Explicar o motivo de ela ter dito isto: a) Ser mãe é motivo de grande

felicidade (naquela época muito mais do que atualmente); b) Ser mãe de

um vitorioso era, e creio que em condições normais ainda é, o auge da

felicidade. Pergunta retórica: Você já notou o que, normalmente, mais faz

ou fazia a sua mãe feliz? (Nem todos podem ser ou são mães, mas todos

somos filhos e sabemos do que estou falando). Resposta: Normalmente, o

que faz sua mãe feliz é a sua vitória; o bom emprego que você alcança; o

bom casamento; as boas notas que você consegue no colégio; é ver você

andando como um cristão de verdade; é ver a sua vitória...

1.5. O seu sucesso faz a felicidade de sua mãe. (Contar, neste ponto,

algumas experiências relativas a isto).


155

1.6. Não sei o quanto esta mulher que aparece no texto bíblico conhecia

Jesus – e provavelmente ela nem conhecia Maria. Mas pela maneira

vitoriosa, sábia e destemida como Jesus agia e ensinava, ela só podia

concluir: feliz é a sua mãe! Pois ser mãe de uma pessoa de sucesso, para

ela, era o máximo da felicidade.

1.7. É claro que existem exceções, mas não era nestas que a mulher

pensava. Ela estava como que dizendo: Eu queria é ter um filho assim.

Invejo a felicidade de sua mãe!

2. A FELICIDADE DA MÃE DE JESUS

2.1. De fato ser mãe de alguém de sucesso é fator de felicidade. Agora,

você já pensou ser mãe de Jesus?

2.2. Não era apenas da mãe de um bem sucedido que ela falava aqui, era

da mãe de Jesus, o Filho de Deus.

2.3. Você já imaginou a felicidade de Maria sendo escolhida entre todas as

mulheres do mundo para ser a mãe de Jesus? (Ela era feliz – creio que a

mãe mais feliz de todos os tempos!)

2.4. Nós, evangélicos, de forma equivocada, quase não falamos a respeito

dela. Os católicos, mais equivocados ainda, falam demais e enfatizam,

principalmente, o seu sofrimento como mãe de Jesus.

2.5. As duas atitudes são incoerentes. Devemos falar a verdade, aquilo que

a Bíblia mostra. Maria teve momentos infelizes, em especial no final da

carreira terrena de Jesus, mas ela foi uma felizarda.


156

2.6. Vejamos o que a Bíblia fala a respeito disso:

a) O anjo que anuncia a ela o nascimento de Jesus a chama de favorecida

(Lc 1.28); b) Isabel, sua prima, chama Maria de bendita (Lc 1:42) e bem-

aventurada (Lc 1.45); c) No cântico de Maria, ela mesma se reconhece

como bem-aventurada (Lc 1.46- 49); d) Quão feliz ela deve ter ficado ao

receber a visita dos pastores que foram avisados por anjos que Jesus havia

nascido (Lc 2.15-19); e) Como ela deve ter ficado feliz ao receber os magos

que vieram homenagear seu filho; f) Quão feliz ela ficou ao ver que Simeão

e a profetisa Ana reconheciam o bebê nascido dela como o Messias

aguardado (Lc 2.25-38).

2.7. Com certeza Maria foi muito feliz. Tão feliz quanto seria qualquer mãe

normal. Pois ela viu seu filho Jesus:

a) Crescer saudável (Lc 2.40);

b) Causando admiração aos sábios da época;

c) Operando milagres;

d) Ensinando com autoridade e profundo conhecimento;

e) Dando ordens aos demônios;

f) Sendo seguido pelas multidões...

2.8. É claro que no final da vida terrena de Jesus ela também o viu na cruz

e sentiu profunda tristeza, mas também o viu ressuscitado ao terceiro dia

e subindo para o céu, vivo para sempre.

2.9. Se todos os que viram isto se maravilharam, imaginem ela, a mãe de

Jesus. Esta mulher foi muito feliz!


157

3. A FELICIDADE DOS QUE OBEDECEM A DEUS

3.1. A mulher que disse a Jesus, ainda que com outras palavras, “feliz é a

sua mãe”, tinha toda razão.

3.2. Mas, quando Jesus ouviu aquela mulher se referindo à felicidade de

Maria, aproveitou para mostrar onde está o auge da felicidade. Ele

mostrou que existe felicidade ainda maior do que esta, de ser sua mãe.

Jesus disse: “Antes, bem-aventurados são os que ouvem a palavra de Deus

e a guardam!” (v.28).

3.3. Jesus não disse que a mulher errou em seu diagnóstico. Ele não disse

que Maria não era feliz. Ela era! Ele disse que há uma felicidade ainda

maior do que esta, a qual creio que Maria também tinha.

3.4. Uma tradução mais clara do que Jesus disse neste versículo poderia

ser: mais felizes são aqueles que obedecem aos ensinos de Deus.

3.5. Aquele que obedece a Deus (ouve e guarda a palavra de Deus), presta

atenção nela e a pratica, possui a maior felicidade que alguém pode

possuir. Este atinge o auge da felicidade!

CONCLUSÃO

– Ser mãe não é para todos. Nem para todas, pois está nas mãos de Deus.

– Ser mãe de alguém vitorioso é algo que muitas gostariam de ser, mas

nem sempre conseguem.


158

– Ser mãe de Jesus, só para Maria, a bem-aventurada escolhida por Deus.

– Mas o auge da felicidade está à disposição de todos e todas. Temos a

palavra de Deus ao nosso alcance. Conhecemos a Sua vontade, devemos

obedecer a ela para atingirmos o auge da felicidade.

– A felicidade máxima está ao alcance de todos, ao meu e ao seu dispor. É

só se apropriar dela!

– Que Deus nos dê sabedoria e forças, para praticarmos a palavra de Deus

em seus detalhes, para o nosso próprio bem. Para que sejamos cada vez

mais felizes.
159

28. Características Marcantes Do Pai Cristão


Lucas 15.11-32

Objetivo: Quero que o ouvinte reconheça as boas características de

seu pai e demonstre-lhe gratidão.

INTRODUÇÃO

– Falar em ocasiões especiais como esta, Dia dos Pais, é sempre um desafio,

verdadeira dificuldade.

– A Bíblia não trata diretamente de um assunto como este. Dia dos Pais é

algo novo, do nosso tempo.

– Muitos pais aparecem na Bíblia, sejam eles bons ou maus, ou mesmo

indiferentes, mas nenhum texto trata diretamente da maneira como os

pais são ou devem ser, na totalidade.

– Este texto que acabamos de ler também não fala diretamente sobre pais.

Ele é uma parábola, história criada para transmitir uma lição central.

Neste caso, observando-se a passagem completa desde Lucas 15:1,

percebe-se que ela foi utilizada por Jesus para demonstrar que “a salvação

traz alegria”.

– Seja como for, devemos levar em conta que Jesus contou esta história

utilizando a figura de um pai. O pai, na parábola, claramente, representa

Deus. (Nunca é demais lembrar: ainda que já tenha sido publicado um


160

livro com o título “Deus é Mãe”, a Bíblia em muitas passagens se refere a

Deus como Pai).

– Mas, o que desejo destacar nesta introdução é que, para uma história

como esta não serve um tipo particular de pai, e sim um que possua as

características gerais que se espera de um pai.

Ilustração: Com certeza Jesus não utilizou na parábola as características

de um pai único, sem igual, mas alguém que represente a maioria. Ele não

está falando, por exemplo, de um Einstein, de um Pelé, mas sim de um

João, um Antônio, ou José... (Citar nomes bem conhecidos). Falando em

Einstein, dizem que ele, um dos maiores cientistas que este mundo já viu,

embora fosse um gênio também era muito esquecido. Conta-se que certa

vez, viajando de trem, lendo seu jornal, percebeu no mesmo vagão uma

garotinha muito bonitinha. Por um instante, Einstein deixou a sua leitura

de lado, aproximou-se da garotinha e disse, muito gentil: “Mas que

garotinha engraçadinha..., qual é o seu nome, menina bonita?” Ao que ela

respondeu surpresa: “Ana Einstein, papai!”¹⁰

– Ainda bem que Einstein não era um tipo comum, que possa representar

a maioria dos pais. Mas, de fato, o personagem da história contada por

Jesus é um pai representativo. Nele, então, podemos ver muitas das

características marcantes da maioria dos pais cristãos.

– Sendo assim, aproveitemos para observar no texto algumas destas

características.
161

1. DEIXA O FILHO VIVER A SUA PRÓPRIA VIDA

1.1. A primeira característica que percebo aqui é que o pai cristão deixa o

filho viver a sua própria vida.

1.2. Isto não é fácil, pois nosso desejo natural é que o filho (no sentido geral

de filhos e filhas), permaneça sempre conosco e que seja uma extensão de

nossa própria vida (faça o que não fizemos, seja o que não conseguimos

ser, realize os sonhos que nós não realizamos).

1.3. Não é fácil, mas o pai cristão reconhece a individualidade do filho e,

depois de ter visto o filho nascer, de ajudá-lo a crescer, depois de ter se

desgastado por ele, chega a hora de vê-lo partir, o que fazem nem sempre

com a devida gratidão pelo que receberam.

1.4. A vontade, na hora da partida, certamente, é a de lançar mão da

autoridade paterna e evitar isto, mas o pai cristão, em respeito à

individualidade do filho, deixa-o que vá.

1.5. Assim aconteceu na história contada por Jesus (ver Lucas 15.12,13), e

assim acontece todos os dias.

1.6. Mesmo sentindo a dor da separação, o pai cristão deixa seu filho viver

a própria vida.
162

2. TEM COMPAIXÃO DE SEU FILHO

2.1. Outra característica do pai cristão que vemos no texto é que ele tem

compaixão de seu filho.

2.2. Um dos filhos que aparecem na parábola era um ingrato. Achou que

viver no mundo era melhor do que estar na casa do pai.

2.3. Ele bem merecia perder tudo e realmente perdeu:

a) Viveu dissolutamente, como diz a NTLH: “viveu uma vida cheia de

pecado” (v. 13);

b) Passou necessidade (v. 14);

c) Gastou sua fortuna com prostitutas (v. 30);

d) De patrão fazendeiro virou guardador de porcos (v. 15);

e) Acabou que ninguém lhe dava mais nada (v.16).

2.4. Diante de tanta dificuldade, resolveu voltar e pedir perdão ao pai (ver

vs. 17-20). Perguntas retóricas: Não era de o pai estar esperando-o com um

“sermão”, no sentido de bronca, bem preparado? Mas como foi que ele

agiu? Resposta:

a) Teve compaixão do filho;

b) Abraçou-o;

c) Beijou-o;

d) Perdoou-o. (Assim age Deus para conosco, assim também agem, em

sua maioria, os pais cristãos).


163

2.5. Se você tem ou teve um pai cristão de verdade, certamente, você se

lembra das muitas vezes em que mereceu sofrer e pagar por suas atitudes

más, e ele acabou perdoando-o e socorrendo-o.

3. DÁ O MELHOR PARA O SEU FILHO

3.1. Também vejo que se destaca no texto que o pai cristão dá o melhor

para o seu filho.

3.2. O filho que aparece na parábola sabia que não merecia mais nem ser

chamado de filho; servo já estaria bem. Mas seu pai não queria lhe dar o

lugar de servo, queria lhe dar o melhor.

3.3. O pai deu para o filho: a) A melhor roupa; b) Um anel; c) Sandálias; d)

A melhor comida (um banquete); e) O melhor lugar. Para seu filho deveria

ser dado o melhor (vs. 22-23)!

3.4. Quantos pais cristãos na atualidade agem da mesma forma. Não se

importam consigo mesmos, mas procuram dar o melhor para seu filho,

ainda que este seja um ingrato.

3.5. Se teu pai é um destes, não deixe para agradecer quando já for tarde,

e ele já tiver partido.

4. É CONCILIADOR ENTRE OS FILHOS

4.1. Outra característica do pai cristão que se destaca aqui é que ele é

conciliador entre os filhos.


164

4.2. E como isto é importante, pois cada filho tem uma personalidade

própria, muito diferente dos demais, e do próprio pai; cada um é um, cada

um é uma “alegria” diferente. (Falar “alegria” em tom de brincadeira).

4.3. O outro filho, personagem da história contada por Jesus, não gostou

da atitude perdoadora do pai. Ele, fazendo manhã, não queria nem entrar

em casa (v. 28). Mas o pai, o verdadeiro ofendido, tratou de conciliá-los.

4.4. Como isto é atual. Quantos pais têm agido exatamente assim, ao se

alegrarem com um, acabam por despertar o ciúme em outro, e percebem

então a necessidade de sentar com eles e conciliá-los. 4.5. O pai cristão é

conciliador entre os filhos!

5. PERMITE QUE O FILHO USUFRUA DE TUDO QUE É SEU

5.1. Ainda podemos destacar deste texto que o pai cristão permite que o

filho usufrua de tudo que é seu.

5.2. O filho mais velho, que aparece na parábola, assim como muitos na

atualidade, achou-se injustiçado.

5.3. Ele, em sua queixa insensata, reclama que nunca ganhou nem um

cabrito (v. 29), enquanto o outro filho, agora, ganhava um novilho cevado

para a sua festa (v. 30). Quanta cegueira!

5.4. Dificilmente os filhos percebem, mas tudo o que é de seu pai, na

verdade acaba por servir ao filho.


165

5.5. E o pai, na parábola, declara uma grande verdade ao dizer: “Tudo o

que é meu é teu” (v. 31). Você tem usufruído e pode usufruir de tudo o

que seu pai conquistou.

5.6. Talvez seja bom lembrar: tudo o que é do filho, é do filho mesmo, mas

tudo o que é do pai também pertence ao filho! Para o filho, o pai cristão

de verdade é sensato, mas nunca é egoísta.

CONCLUSÃO

– Não falei tudo isto para demonstrar como os pais devem agir. Não quero

colocar, neste dia, mais nenhum fardo sobre pessoas tão especiais, que têm

vivido para seus filhos.

– Falei para relembrar aos filhos como normalmente os pais cristãos agem.

– Uma pessoa assim, que só pensa no seu bem-estar, merece carinho e

gratidão. – Se você ainda tem o privilégio de ter seu pai, agradeça a Deus,

e agradeça a ele também, pelo amor que lhe tem dedicado. Ele merece o

seu reconhecimento!
166

29. A Última Oportunidade


Lucas 23.39-43

Objetivo: Quero que os ouvintes decidam-se por Cristo agora, pois

esta pode ser a última oportunidade.

INTRODUÇÃO

– Depois da leitura e da oração, iniciar a pregação destacando que as

oportunidades aparecem de forma inesperada e da mesma forma assim

desaparecem.

– Quem não se arrepende de uma oportunidade que deixou passar? Seja

ela: um bom emprego, um curso, ofertas, namoro... (Dar exemplos a

respeito de cada oportunidade perdida).

– Por outro lado, quantos não vibram pelas oportunidades aproveitadas?

(Voltar ao item anterior e dar exemplos positivos de pessoas que

aproveitaram um bom emprego, curso, pessoa certa no casamento...).

– Não sei se existe um estoque de oportunidades pré-determinadas para

cada pessoa, mas sei que um dia elas chegam ao fim. – O texto que lemos

fala da última oportunidade, última chance, que foi dada a dois

malfeitores.
167

1. O CONTEXTO GERAL DA PASSAGEM

1.1. O contexto geral é o da crucificação de Jesus.

1.2. Jesus foi julgado e, mesmo inocente, foi condenado. (Contar como foi).

1.3. Junto com Jesus foram crucificados dois malfeitores. (Para todos eles

o fim da vida estava muito próximo – era apenas uma questão de horas).

1.4. Creio que foi pela graça de Deus que aqueles bandidos foram

colocados ao lado de Jesus na hora da morte. (Era mais uma oportunidade

para conhecerem o Salvador, a última delas).

1.5. O que está narrado neste texto é um fato (é história real), mas creio

que serve como símbolo para toda a humanidade condenada e diante da

última oportunidade.

1.6. Assim como aqueles dois bandidos, todos os seres humanos têm sua

última oportunidade, e podem aproveitá-la ou não. (Talvez a sua última

também seja hoje... Quem sabe?)

2. O PRIMEIRO JOGOU FORA A SUA ÚLTIMA OPORTUNIDADE (V.

39)

2.1. O primeiro, daqueles dois bandidos, jogou fora sua última

oportunidade. (Ler o v. 39).

2.2. Ele se juntou ao coro de seus próprios executores e passou a blasfemar

de Jesus.
168

2.3. Ele estava naquela situação terrível porque merecia, era bandido, mas

aproveita para jogar sobre Jesus a culpa de sua situação, como se fosse

dever do Messias, do Salvador, livrar bandidos.

2.4. Muitos são assim também em nossos dias. Estão em dificuldades por

causa de seus próprios atos e desafiam Deus a livrá-los. (Querem ser

salvos da situação difícil, mas não querem se arrepender e se comprometer

com Deus).

2.5. Aquele homem estava cego pelo pecado. Estava diante dele a última

oportunidade para viver eternamente no céu com Deus, mas ele queria era

viver mais alguns anos em seus pecados aqui na Terra. 2.6. Que insensato,

louco, era sua última oportunidade e foi perdida, jogada fora!

3. O SEGUNDO APROVEITOU SUA ÚLTIMA OPORTUNIDADE (VS.

40-42)

3.1. O segundo foi muito mais esperto, ele aproveitou sua última

oportunidade. (Ler os vs. 40-42).

3.2. Convenhamos, não era fácil crer, naquela situação, que Jesus era o

Salvador do mundo.

3.3. Jesus estava debilitado – frágil – exposto à multidão. (Descrever em

detalhes a situação de Jesus).

3.4. Era preciso muita fé para olhar para aquele homem ferido, todo

machucado, e ver nele o Filho de Deus, mas foi exatamente isto que fez o

segundo malfeitor!
169

3.5. Ainda que as aparências demonstrassem ser impossível que Jesus

fosse o Salvador, era uma chance, era a última oportunidade, e ele, com fé,

se agarrou a ela.

3.6. A fé daquele homem me espanta, pois muitos ainda hoje não creem

em Jesus, com todas as evidências que temos de ser Ele, de fato, o Filho de

Deus. (Citar algumas).

3.7. É impressionante perceber como aquele homem se agarrou à última

oportunidade:

a) Ele repreendeu o outro malfeitor (v. 40);

b) Ele reconheceu e confessou que era pecador (v. 41);

c) Ele declarou em alto e bom som sua fé em Jesus Cristo (v. 42).

3.8. Talvez a multidão tenha zombado dele ao ver sua demonstração de fé

em Jesus – Mas ele não se importou com os outros. (Parece que, com os

olhos da fé, já contemplava o Reino de Deus!).

3.9. Quanta sabedoria no último momento, não deixou sua última

oportunidade passar!

4. AS CONSEQUÊNCIAS PARA OS DOIS

4.1. Falta ainda falarmos das consequências do não aproveitamento e do

aproveitamento daquela última oportunidade, para aqueles dois

condenados.
170

4.2. Vejam que os dois estavam na mesma situação. (Se der tempo falar de

alguns detalhes a este respeito).

4.3. Também a mesma oportunidade foi oferecida aos dois.

4.4. Mas depois disto tudo mudou. Um não aproveitou sua última

oportunidade, jogou-a fora. O outro, pela fé, se agarrou a ela como deve

se agarrar aquele que sabe ter pela frente a última oportunidade.

4.5. Momentos depois todos estavam mortos, tanto Jesus como os

bandidos, já não havia mais oportunidade de salvação para ninguém.

(Jesus, é claro, como sabemos, ressuscitou ao terceiro dia).

4.6. Mas vejam a situação dos malfeitores:

a) Um rejeitou a Cristo em sua última oportunidade e lamentará por esta

decisão tola por toda a eternidade, no inferno. (Esteve tão perto da

salvação, mas não a quis);

b) O outro reconheceu Jesus como o Salvador e, ainda em vida, teve o

prazer de ouvir dos lábios do Mestre as seguintes palavras: “estarás

comigo no paraíso” (v. 43). 4.7. Imagino a alegria deste homem descrito

na Bíblia, condenado à morte na cruz e ao inferno, pois estava sem Jesus,

ao abrir seus olhos no céu, na presença de Deus e de seus anjos. (Que

festa!).

4.8. Certamente este homem não se cansará de agradecer a Jesus pela

última oportunidade que teve.


171

CONCLUSÃO

– Ninguém aqui está para ser executado, creio eu e assim espero. Mas

todos sabem que vão morrer!

– Quando será o dia de nossa morte? Eu não sei! Talvez logo, talvez não.

Ilustrações: Quero contar, ainda, duas ilustrações antes de terminar.

Ilustrações verdadeiras, fatos do meu conhecimento:

1) Esta primeira é a respeito de um médico parente de alguns membros de

minha igreja. Ele nasceu em uma família evangélica, mas, mesmo “criado

na igreja”, aos quarenta anos de idade ainda não havia se convertido. Um

dia, não sei exatamente o motivo, acabou indo ao culto, em uma quarta-

feira, quando, na presença de outros poucos irmãos, ouviu mais uma vez

a palavra de Deus. Aquela noite foi diferente. Ele, finalmente, reconheceu

que era pecador e entregou a sua vida a Jesus. Dois dias se passaram e, em

uma viagem, sofrendo um acidente de carro, veio a falecer. Vejam a

misericórdia de Deus. Dois dias antes da morte aproveitou sua última

oportunidade.

2) A segunda aconteceu comigo mesmo. Eu era recém-ordenado pastor e

fui convidado por uma irmã para fazer uma visita a um enfermo com

câncer. Ele estava em seus últimos momentos. Conversei com ele, falei-lhe

de Jesus, de seu amor, de seu poder para curar, orei pedindo que Jesus o

curasse e fui embora, sem dar a ele a oportunidade de conhecer o plano


172

de salvação e aceitar a Cristo como seu Salvador. Fui para casa e o Espírito

começou a me incomodar. Talvez aquela tivesse sido a última

oportunidade para aquele homem ser salvo por Jesus e eu lhe neguei. Dias

depois fui até ele, assustei-me com a movimentação na casa. Pensei que

ele já houvesse falecido, mas não era isto. Eram os parentes que estavam

lá para se despedirem dele, pois sabiam que ele estava prestes a morrer.

Sentei-me ao lado dele, li a passagem que li hoje para esta mensagem e

desafiei-o a entregar a vida nas mãos de Jesus. Eu disse-lhe: Evaristo, este

era o nome dele, a sua situação é muito difícil. Talvez esta seja a sua última

oportunidade, assim como foi para aqueles bandidos crucificados ao lado

de Jesus, o que é que você vai fazer com ela? Ele disse: Eu creio em Jesus!

Chamou sua esposa, abraçou-a e disse diante de todos: Se eu levantar

daqui eu vou para a igreja, mas se eu partir vou estar com Jesus. Poucos

dias depois ele morreu. E creio que estará toda a eternidade agradecendo

a Deus pela oportunidade que lhe foi dada, mesmo sem nunca ter entrado

em uma igreja evangélica. Creio que faremos uma grande festa ao nos

encontrarmos no Céu!

– Eles tiveram suas últimas oportunidades e as aproveitaram. Esta

pode ser também a sua última oportunidade para tomar uma posição ao

lado de Cristo, o que você vai fazer com ela?

– Desta decisão, segundo a Bíblia, depende sua vida eterna, no

inferno ou no céu! – A escolha é toda sua, enquanto houver tempo para

escolher.
173

30. A Morte do Bom Pastor


João 10.11-18

Objetivo: Quero que os ouvintes se alegrem ao perceber as vitórias

alcançadas por Jesus em sua morte.

INTRODUÇÃO

– Hoje, sexta-feira santa, em todo o mundo é lembrada a morte de Jesus.

– No Brasil, em especial, onde a maioria da população se declara católica,

a data é relembrada com tristeza. É dia em que não se come carne, não se

ouve música, não se diverte... (Citar outras proibições).

– Esta forma de se relembrar a data aponta para a lembrança de uma

tragédia, o dia em que Cristo morreu.

– Vejo, porém, neste texto onde Jesus se apresenta como o bom pastor,

que ele mesmo não viu sua morte como tragédia, pelo contrário, viu-a

como vitória. Vejamos, então, alguns pontos positivos, segundo o próprio

Jesus, a respeito da morte do bom pastor!

1. CONFIRMOU QUE ELE ERA QUEM DIZIA SER (11, 12, 13)

1.1. O primeiro ponto que desejo destacar é: a morte do bom pastor

confirmou que ele era quem dizia ser.


174

1.2. Jesus, neste texto, mostra a diferença que havia entre ele, o bom pastor,

e os falsos pastores, ou mercenários, que estavam à frente do povo de Deus

por interesse próprio.

1.3. Jesus mostra que o bom pastor, ao contrário do mercenário, não

abandona as ovelhas, mas coloca a sua própria vida em risco para o bem

delas (vs. 11, 12 e 13).

1.4. Jesus poderia ter abandonado seu posto de bom pastor e assim evitado

a morte quando o perigo o rondou, mas seguiu firme, até o fim, mostrando

que não era mais um mercenário, mas sim o bom pastor!

2. FOI UMA ENTREGA ESPONTÂNEA (11, 15, 17, 18A)

2.1. Outro ponto claro no texto é que a morte do bom pastor foi uma

entrega espontânea.

2.2. Não consigo entender o porquê de os séculos passarem e as pessoas

continuarem a se preocupar em encontrar quem matou Jesus, quando a

Bíblia mostra que sua morte foi, acima de tudo, um ato de entrega.

2.3. Algumas das opiniões sobre quem o matou são:

a) Judas, pois este o traiu. (Inclusive já houve quem tenha sugerido que

Judas é um símbolo da nação de Judá, pois o nome é o mesmo, assim

coloca-se a culpa em toda a nação judaica);

b) Os judeus como um todo, afinal Jesus foi julgado e condenado pelo

tribunal judaico;

c) Os romanos, pois foram eles que o crucificaram;


175

d) Nós, todos os seres humanos. (Será? Eu nem estava lá!)

2.4. Está claro que alguns judeus e alguns romanos atuaram como

instrumentos na morte de Cristo, mas isto não significa que todos os

judeus ou todos os romanos o mataram. (Todos os apóstolos eram judeus).

2.5. Ainda que não se possa diminuir o grau de barbárie cometida contra

Jesus, e nem é esta minha intenção, a verdade é que ninguém poderia

matar o dono da vida e, portanto, ele mesmo se entregou. Veja a ênfase

que ele, Jesus, dá nesta passagem ao falar de sua futura morte (ler os vs.

11, 15, 17 e destacar o18a, onde ele diz: “Ninguém a tira de mim; pelo

contrário, eu espontaneamente a dou”).

3. FOI EM FAVOR DE SUAS OVELHAS (11, 15)

3.1. Também vemos no texto que a morte do bom pastor teve motivo. Ela

foi em favor de suas ovelhas.

3.2. Ainda que nenhum de nós tenha “matado” Jesus, também está claro

pela Bíblia que todos nós temos algo a ver com esta morte. (Ele morreu

por nós! – Na verdade, nós é que deveríamos morrer).

3.3. Duas vezes ele destaca no texto que o bom pastor dá a vida em favor

de suas ovelhas (vs. 11 e 15).

3.4. Ele, com a morte, pagou o que todos nós deveríamos pagar por causa

de nossos pecados (Rm 6:23a).

3.5. Ele não precisava morrer, nunca pecou, mas morreu em nosso favor,

para pagar a nossa dívida!


176

4. FOI UMA DEMONSTRAÇÃO DE SEU PODER (17, 18B)

4.1. Ainda vejo no texto que, ao contrário do que muitos pensam, a morte

do bom pastor foi uma demonstração de seu poder.

4.2. Normalmente nós olhamos para a morte como uma derrota da vida.

Assim, não são poucos os que olham para a morte de Jesus e imaginam

que ele foi derrotado.

4.3. A morte de Jesus é diferente. Nela não há nada de derrota, ao

contrário, só há vitória!

4.4. A morte estava prevista para que a vitória total se manifestasse dias

depois na ressurreição. (O que comemoraríamos no domingo se na sexta-

feira ele não tivesse morrido? – Absolutamente nada, só teríamos a

lamentar!).

4.5. Jesus disse: “...eu dou a minha vida para a reassumir” (v. 17), e mais,

disse ainda: “tenho autoridade para a entregar e também para reavê-la”

(v. 18b). Existe maior demonstração de poder do que esta, entregar a vida

e tornar a tomá-la? Não, não há! A morte do bom pastor foi uma

demonstração de poder.

4.6. Podemos descansar em Jesus. Assim como ele voltou da morte, um

dia também, da morte, chamará todo o seu povo. Neste podemos confiar!
177

5. FOI UM ATO DE OBEDIÊNCIA AO PAI (17, 18C)

5.1. Ainda quero destacar que o texto mostra que a morte do bom pastor

foi um ato de obediência.

5.2. Pode ter certeza, não foi nenhum prazer morrer na cruz. Ele nem

queria. Chegou a pedir três vezes ao Pai que, se fosse possível, passasse

dele aquele cálice, a cruz (Mt 26.36-46, Lc 22.39-46, Mc 14.32-42).

5.3. Jesus, o bom pastor, fez isto em obediência clara a Deus Pai (17 e 18c),

deixando-nos o exemplo máximo do que é ser um filho obediente. 5.4.

Entendo que ele não queria morrer daquela forma, com tanto sofrimento,

mas se esta era a vontade do Pai, assim deveria ser. Ele estava pronto para

fazê-la!

CONCLUSÃO

– Para encerrar, quero dizer: ainda que a morte de Jesus demonstre toda

a crueldade do ser humano, a que ponto nós pecadores podemos chegar,

e tenha sido algo terrível para ele mesmo, hoje não é dia de tristeza. Se

você vai chorar chore de alegria, pois a morte de Jesus é uma vitória total!

– Hoje é dia de alegria e agradecimento. Esta data marca a conquista da

vida eterna que podemos obter graças à morte do bom pastor!

– Nós, ovelhas do bom pastor, neste dia, só temos motivos para

demonstrar alegria, louvor e agradecimentos, pois Jesus venceu e, nós,

com Ele, agora também podemos vencer.


178

31. Jesus, A Semente Produtiva


João 12.24

Objetivo: Quero que os ouvintes entendam o motivo da morte de

Cristo e posicionem-se em relação a ela.

INTRODUÇÃO

Ilustração: Entregar, no início do culto, para cada participante, um

envelope minúsculo, com uma semente e um pedaço de papel onde estará

escrito o versículo base da mensagem. Ao entregar, de preferência na

porta da igreja à medida que o povo vai entrando, pedir que o pequeno

envelope, ou embrulho, não seja aberto até o momento em que for

ordenado. Isto criará uma expectativa para a mensagem. No momento da

leitura, todos devem abrir o envelope e fazer a leitura do versículo em

conjunto. Também devem permanecer, durante todo o tempo da

mensagem, segurando a semente, pois será importante mencioná-la várias

vezes.

– Morte é um assunto evitado pela maioria das pessoas, apesar de ser a

única coisa certa nesta vida.

– Nascemos para viver e por isso temos uma aversão natural contra ela.

Ela mostra que somos finitos, frágeis.

– Acaba trazendo uma ponta de revolta, principalmente se morre alguém

que achamos não merecer morrer.


179

– Talvez seja este fato o responsável por muitos não entenderem a morte

de Jesus (Ele não merecia!).

– Ele que era tão bom... Filho de Deus... Que ajudou tantas pessoas... Que

não pecou... Que só fazia o bem... Que trazia tanta esperança... Que tinha

tanto poder... Por que morreu? Não devia, pensamos.

– Dever não devia, mas neste texto de João 12.24, utilizando a metáfora do

grão de trigo, Ele nos ajuda a entender melhor o porquê de sua morte.

– Contextualizar a passagem destacando que estrangeiros queriam ver

Jesus e que Ele afirmou que havia chegado a hora de ser glorificado (João

12.23).

1. JESUS É O GRÃO DE TRIGO QUE CAIU NA TERRA

1.1. Um grão de trigo pode ser unido a outros e virar farinha. (Dá uma, e

única, pequena contribuição).

1.2. Um grão pode ser unido a outros e, na modernidade, servir de enfeite

para alguma mesa.

1.3. Um grão pode ficar armazenado até estragar e acaba não servindo

para nada.

1.4. Um grão pode cair na terra, ou seja, ser semeado por alguém.

1.5. Jesus é o grão que caiu na terra. Ou melhor, que foi plantado na terra,

intencionalmente.

1.6. Deus mesmo, na hora apropriada, lançou-o como semente no mundo.

(Muitas passagens mostram que ele foi enviado pelo Pai).


180

1.7. Deus preparou a terra e, no momento certo, mandou Jesus, como uma

semente a ser semeada.

2. JESUS É O GRÃO DE TRIGO QUE MORREU

2.1. Ninguém prepara a terra e lança a semente esperando que ela continue

como está.

2.2. A semente precisa morrer, se isto não acontecer não cumpre o seu

objetivo.

2.3. Isto ajuda a entender a morte de Jesus. Sua morte não tem nada de

derrota, foi plantado para morrer e alcançou uma grande vitória ao

cumprir a sua missão de semente.

Ilustração: O que diríamos de um agricultor que, depois de semear um

campo, ao voltar para ver suas sementes ficasse triste por não mais

encontrá-las? E mais do que isso, irado, passasse a enxada nos incômodos

brotinhos verdes que surgiram no lugar delas? Certamente o

chamaríamos de louco. Quem planta uma semente espera que ela morra.

Esta é a vitória da semente e daquele que a plantou.

2.4. É impressionante como muitos ficam tristes diante da morte de Jesus.

(De fato ela é triste, mas não podemos esquecer que foi sua vitória – Ele

veio para isto e dura foi sua missão – ver João 12.27).
181

2.5. Para Jesus, evitar a morte era fácil, seus poderes o livrariam com

tranquilidade da cruz; duro era o senhor da vida, como boa semente, se

entregar, como Ele fez. Jesus é o grão de trigo que morreu!

3. JESUS É O GRÃO DE TRIGO QUE PRODUZ MUITO FRUTO

3.1. O grão de trigo plantado não morre em vão. Ele morre para que

muitos outros possam nascer.

3.2. Para que novos grãos venham a existir, um precisa morrer e os

nascidos devem a vida ao que morreu.

3.3. Jesus morreu para que nós nascêssemos de novo, como filhos de Deus.

(A vida eterna que gozaremos é fruto da morte de Jesus – sem esta morte

não haveria esta vida).

3.4. Sua morte nos purifica, paga nossos pecados, dá-nos vida eterna, faz

com que nasçamos de novo.

3.5. Se temos no mundo muitos filhos de Deus, isto se deve ao grão de

trigo que morreu para nos dar vida.

3.6. Jesus já produziu, continua produzindo e ainda produzirá muito

fruto. Cada cristão da face da terra é produto desta semente que foi

plantada, morreu e agora produz.


182

CONCLUSÃO

– A morte de Jesus é fundamental para o cristianismo. Sem sua morte não

haveria cristãos.

– Ele, como boa semente, foi plantado, morreu, cumprindo sua missão, e

tem produzido mais e mais.

– Nós não gostamos de morte, nascemos para viver, mas é esta morte que

pode dar vida e vida eterna.

– Assim, este assunto não pode ficar fora de nossa pregação, ao contrário,

deve ser a nossa ênfase. Todos precisam saber que Jesus morreu para nos

dar vida. Creia nisto e pregue esta mensagem!

Ilustração: Perguntar ao povo: vocês ainda estão com a semente? Muitos

vão responder sim. Então você explica: ela não tem nada de mais em si

mesma, mas representa Jesus. Leve-a e, se possível, plante-a em algum

lugar. Você perceberá que ela vai ser glorificada, honrada, só se morrer.

Ao olhar para a planta que dela surgir, e suas sementes, lembre-se: assim

como aquela semente morreu para que estas tivessem vida, Cristo morreu

para que você recebesse a vida eterna. Percebendo isto, agradeça a Deus

pela vitória de Jesus na morte. Morte que nos dá vida!


183

32. A Morada Celestial


João 13.36-14.6

Objetivo: Quero que os ouvintes sintam-se confortados por saber

que um dia estarão nesta morada.

INTRODUÇÃO

– Este texto mostra parte da conversa de Jesus com seus discípulos na

última noite com eles.

– Jesus já lhes havia ensinado várias coisas e agora os estava preparando

para a separação que estava próxima.

– Eles, os discípulos, não sabiam exatamente o que iria acontecer, mas

estavam assustados, com os corações turbados (14.1).

– Jesus nem havia partido e eles já estavam com saudades, manifestam o

desejo de ir juntos.

– Foi aproveitando esta ocasião, tão especial, que Jesus ensinou estas

maravilhas a respeito da morada celestial, ensino que certamente os

confortou e tem confortado cristãos de todos os tempos.

– Vejamos, com atenção, o ensino de Jesus a respeito da Morada Celestial.

1. ELA FOI PREPARADA POR JESUS (14.2 E 3)

1.1. Ele diz que há uma morada celestial preparada por Ele mesmo.
184

1.2. Ele chama o lugar desta morada de casa de meu Pai.

1.3. Ele diz que foi pessoalmente preparar lugar para seus discípulos nesta

casa. Para Pensar: Sabemos pela Bíblia que Jesus mesmo é o criador do

mundo. Este mesmo que criou todas as coisas é que prepara lugar para

seus discípulos na casa do Pai. Aqui nem sempre temos conforto. Muitos

nem têm um lugar decente. Mas na casa do Pai, temos um lugar

preparado, com carinho, pelo próprio Jesus.

1.4. Sabemos pouco a respeito desta morada, mas sabemos que lá não

haverá choro nem dor (Ap 21:4).

1.5. Jesus nos ama. Ele deu sua vida por nós, imagine, então, o que nos

espera neste nosso futuro lar.

2. ELA CONTA COM A PRESENÇA DE JESUS (14.3)

2.1. A morada celestial conta com a presença de Jesus.

2.2. Alguns passam tantas dificuldades nesta terra que algumas vezes

chegam a pensar que estão sós.

2.3. Como não vemos Jesus fisicamente, podemos passar por momentos

de solidão.

2.4. Na morada celestial não acontecerá isto. Contaremos com a presença

visível de Jesus. Estaremos morando com Ele como os primeiros

discípulos moraram.

2.5. Nunca mais o inimigo vai tentar nos convencer de que estamos sós,

não haverá como, pois Jesus estará visível ali!


185

3. ELA NOS RECEBERÁ NA HORA CERTA (13.36-37)

3.1. Ah! Como será bom estar nesta morada. Só de pensar nisto já sinto

novo ânimo. (Renovo as forças).

3.2. O único perigo é esquecermos daquilo que temos para fazer aqui.

3.3. É bom lembrar que a morada celestial nos receberá na hora certa.

(Nem antes nem depois – Deus sabe a hora de nos chamar).

3.4. Pedro queria ir imediatamente (13.36 e 37), os outros discípulos

também, mas havia muita coisa para eles fazerem antes disso. (Imaginem

se eles tivessem ido com Jesus logo em seguida!).

3.5. O dono da casa, da morada celestial, é o dono da nossa vida e na hora

certa nos chamará para a sua presença. (Não devemos nos apressar para

ir nem ficar tristes por causa daqueles que vão!).

4. ELA TEM LUGAR PARA TODOS (14.2)

4.1. Jesus também ensina que na morada celestial há lugar para todos.

4.2. Não se preocupe! Discípulo de Jesus, lá você tem lugar. (Talvez aqui

na terra você nunca tenha conseguido o seu próprio cantinho, mas lá tem

um lugar preparado para você).

4.3. Jesus não esconde a verdade – Se não fosse assim Ele nos teria dito

(14.2).

4.4. Você não vai se decepcionar, na casa do Pai tem muitas moradas.
186

Explicação do sentido de morada: A expressão “muitas moradas” pode

dar a impressão de que Jesus está falando de muitas casas. Seria melhor

traduzir por muitos cômodos, ou muitos aposentos, ou, ainda, muitos

lugares, todos na mesma casa. Pois estaremos todos morando em apenas

uma casa, a casa do Pai. Estaremos vivendo, de fato, como uma grande

família.

4.5. Tem lugar para você e para todos aqueles que forem salvos!

5. ELA SÓ É ALCANÇADA POR MEIO DE JESUS (14.6)

5.1. Na morada celestial tem lugar para todos, mas isto não quer dizer que

todos os seres humanos irão para lá. Ela só é alcançada por meio de Jesus.

(Ele é o caminho, o meio de se chegar lá).

5.2. Muitos em nossos dias ainda confiam que as religiões ou as boas ações

podem nos levar à morada celestial, mas a Bíblia mostra que só chega lá

quem vai por Jesus.

5.3. Há lugar para todos os que chegarem lá, mas não há outro caminho

por onde se possa ir.

5.4. Há lugar para todos os discípulos de Jesus. (Aqueles que trilham por

este caminho).

5.5. Muitos caminhos são oferecidos, mas fuja deles, pois só Jesus leva à

morada celestial!
187

CONCLUSÃO

– Meus irmãos e irmãs, escutem a voz de Jesus. Por mais difícil que possa

ser a vida de vocês, por mais problemas que vocês possam estar

enfrentando: não deixem que os seus corações fiquem turbados, creiam

em Deus, creiam em Jesus! Isto tudo irá passar e vocês assumirão os seus

lugares na morada celestial, onde Deus mesmo enxugará de seus olhos

todas as lágrimas, e a morte não existirá. Onde não haverá luto, nem

pranto, nem dor – Porque tudo isto faz parte deste mundo e ficará de fora

da Morada Celestial!
188

33. O Discípulo Incrédulo


João 20.24-29

Objetivo: Quero que os ouvintes creiam em Jesus em qualquer

circunstância.

INTRODUÇÃO

Iniciar com a seguinte pergunta retórica: Você consegue imaginar

um discípulo incrédulo? Resposta: Se a Bíblia não mostrasse, não sei se

dava para acreditar nisto, mas ela mostra.

– Entre outras coisas, a ressurreição de Jesus demonstrou a existência de

um discípulo incrédulo e abriu os nossos olhos para a possibilidade de

existirem discípulos assim.

– No caso, foi Tomé. Ele foi chamado de incrédulo pelo próprio Jesus.

(Contar como aconteceu).

– Perguntas retóricas: Mas alguém pode perguntar: como que ele era

incrédulo? Ele não era um discípulo? Resposta: Sim, ele era um discípulo,

mas não cria totalmente em Jesus. Ele estava limitado à sua possibilidade

de visão. (Se eu vejo, eu creio – se eu não vejo, não creio).

– Na prática, muitas vezes, somos semelhantes a Tomé. Cremos que foi

Jesus quem fez... (Citar algumas de suas obras), mas duvidamos que fará...

(Citar desafios atuais) enquanto não estiver feito. – Precisamos aprender


189

com este mau exemplo e passarmos a ser crentes, verdadeiramente, e não

incrédulos.

– Vejamos, na sequência, alguns dos incríveis detalhes a respeito do

discípulo incrédulo.

1. ERA AMIGO ÍNTIMO DE JESUS

1.1. O Discípulo incrédulo não era qualquer um. Não era apenas mais um

número na multidão.

1.2. O discípulo incrédulo fazia parte do seleto grupo dos doze apóstolos

de Jesus.

1.3. Ele foi escolhido do meio da multidão depois de uma noite de orações,

da parte de Jesus.

1.4. Ele deixou tudo por Jesus, comia com Jesus, sorria com Jesus, viajava

com ele, aprendia dele, fazia perguntas a ele. Em suma: participava

ativamente do ministério de Jesus.

1.5. Não temos textos que mostrem diretamente, mas podemos inferir por

outros que ele: a) Curava; b) Pregava; c) Expulsava demônios etc., tudo

em nome de Jesus. Mas ele era um discípulo incrédulo!

1.6. Tudo isto nos espanta, pois percebemos que o incrédulo pode se

passar facilmente por um bom crente.

1.7. Não estamos nós, porventura, em situação semelhante?


190

2. ESTAVA PRONTO PARA MORRER POR JESUS

2.1. Este discípulo incrédulo era mesmo estranho. Vejam que ele não cria

incondicionalmente em Jesus, mas, mesmo assim, estava pronto para

morrer por ele. Ele demonstrou isto:

a) Quando Jesus quis voltar para a Judéia por ocasião da morte de Lázaro

(ver João 11.6-16);

b) Quando Jesus revela a Pedro que ele o negará (ver Mateus 26.31-35).

2.2. Incrível: ele estava pronto para morrer por Jesus, mas a Bíblia mostra

que Jesus lhe disse: “Não seja incrédulo, mas crente”. 2.3. Isto tudo mexe

comigo. Não mexe com você?

2.4. O incrédulo Tomé estava pronto para dar sua vida por Jesus, e nós,

que somos crentes, estamos dispostos a quê? O que temos oferecido ao

Senhor?

2.5. Vejo que temos o que aprender com o incrédulo Tomé!

3. CRIA QUE JESUS PODIA FAZER MARAVILHAS

3.1. O discípulo incrédulo também cria que Jesus podia fazer maravilhas.

3.2. Pergunta retórica: Talvez alguém diga agora: Assim não dá, pregador,

você está dizendo que o discípulo incrédulo crê? Resposta: Exatamente,

ele também crê!

3.3. Não tenho receio de afirmar que Tomé cria:

a) Que Jesus curava cegos, leprosos, paralíticos e outros enfermos;


191

b) Que Jesus era capaz de andar sobre as águas;

c) Que Jesus tinha autoridade sobre o vento;

d) Que os demônios estremeciam e rogavam misericórdia a Jesus;

e) Que Jesus podia alimentar mais de 5.000 pessoas com 5 pães e 2 peixes;

f) Que Jesus podia ressuscitar pessoas...

3.4. Tomé cria em tudo isto e muito mais, mas continuava sendo incrédulo,

pois estava limitado a crer naquilo que havia visto Jesus fazer.

3.5. Quando da ressurreição de Jesus, ele foi bem claro: Só crerei se ver e

tocar (João 20.25).

3.6. A fé do incrédulo Tomé estava firmada na visão. (Vejo, então creio –

Não vejo, então não creio).

3.7. Este tipo de fé não agrada a Deus e, se não fosse a intervenção amorosa

de Jesus, Tomé, este que era um dos doze apóstolos, amigo íntimo de

Jesus, pessoa que estava pronta para morrer por Jesus, e que cria que Jesus

podia fazer muitos milagres, continuaria fazendo parte do grupo dos

incrédulos! Não sejamos nós como Tomé!

CONCLUSÃO

– A fé do discípulo incrédulo está abaixo da fé de alguns declarados

inimigos de Deus. Veja por exemplo:

a) Quem contou para Tomé que Jesus havia ressuscitado? Seus próprios

amigos fizeram isto e nem assim ele creu;


192

b) Quem contou aos sacerdotes que Jesus havia ressuscitado? Os guardas

do túmulo. Os sacerdotes tanto creram que deram dinheiro aos guardas,

subornáveis, para que eles escondessem o fato (Mateus 28.11-15).

– Meus irmãos, creiam no poder de Deus e em seu filho Jesus, em toda e

qualquer circunstância!

– Não podemos procurar ver para então crer. (Só a bondade de Deus pôde

livrar Tomé desta armadilha em que ele entrou e que outros podem

entrar).

– O normal esperado de nós é crermos para ver e não vermos para crer. Se

crermos, veremos maravilhas; se esperarmos ver para crer, ficaremos na

condição de incrédulos. (Qualquer um pode crer assim).

– Sejamos discípulos realmente crentes e não incrédulos! Pessoas que

creem não só no que já viram Deus fazer, mas naquilo que, por mais

incrível que possa parecer, Ele ainda fará! Creia e veja!


193

34. Missões: Obra do Espírito Santo


Atos 13.1-12

Objetivo: Quero que os ouvintes se coloquem à disposição para

serem usados em missões.

INTRODUÇÃO

– Quando olhamos para o mundo e percebemos o quão grande é nos

sentimos pequenos.

– Olhamos para as necessidades em termos de Missões Mundiais e

pensamos: falta muita coisa; não temos recursos para tanto; não estamos

capacitados; é demais para nós.

– De fato é demais para nós! Creio que é por isso que o Espírito Santo

tomou esta tarefa para si mesmo. (Se analisarmos bem, perceberemos que

somos apenas instrumentos).

– Neste texto de Atos 13.1-12, sobre a primeira viagem missionária de

Paulo, está claro de quem é esta obra: ela é do Espírito Santo de Deus! (Nós

temos papel importante nela, mas ela é essencialmente uma tarefa

desempenhada por Ele).

Vejamos o que o texto diz sobre isto:


194

1. O ESPÍRITO SANTO É QUEM SEPARA PARA ESTA OBRA (VS.1-2)

1.1. Havia uma liderança muito forte naquela Igreja (profetas, mestres, e

um nobre – v.1).

1.2. Paulo e Barnabé pertenciam à liderança daquela Igreja (v.2) (nenhum

deles teve a iniciativa).

1.3. Eles estavam servindo a Deus (jejuando e orando – fazendo a parte

deles).

1.4. Porém, quem separou os missionários foi o próprio Espírito Santo

(v.2).

1.5. Ele sabe quem são as pessoas indicadas para estarem à frente desta

obra. 1.6. Cabe a nós continuarmos servindo a Deus; buscarmos sua

orientação e nos colocarmos à disposição. (O Espírito mostrará qual é o

papel de cada um nesta tarefa).

2. O ESPÍRITO SANTO É QUEM ENVIA TRABALHADORES AO

CAMPO (VS.3-5)

2.1. Nota-se que a liderança da Igreja percebeu a importância daquele

momento (v.3).

2.2. Eles não os despediram de imediato. Podem ter providenciado o

necessário e até um ajudante (v.5).

2.3. Gastaram tempo em oração e jejum (melhor dizendo: investiram

tempo).
195

2.4. Só depois disso é que impuseram as mãos sobre os missionários e os

despediram (v.3).

2.5. Fizeram tudo isto em obediência ao Espírito Santo, aquele que,

verdadeiramente, os enviou por meio da Igreja (v. 4). (Estejamos nós

também atentos aos desejos do Espírito).

3. O ESPÍRITO SANTO É QUEM VAI COM OS ENVIADOS (VS.6-11)

3.1. Partem e pregam aproveitando as sinagogas espalhadas pela região

(v.5).

3.2. Sempre há pessoas interessadas (destaca-se aqui um homem

importante – v.7).

3.3. Sempre vão existir aqueles que procuram atrapalhar (aqui foi Barjesus

– vs.6,8).

3.4. Os missionários não estavam sós (Paulo estava cheio do Espírito Santo

– v.9).

3.5. A obra é dele e Ele vai com os missionários ou os missionários vão

com Ele. Se Ele separar você e enviá-lo, pode ter certeza: você não estará

só para enfrentar as dificuldades.

4. O ESPÍRITO SANTO É QUEM FAZ A OBRA DE MISSÕES (VS.10-12)

4.1. A atitude de Paulo foi a de um homem cheio do Espírito Santo (v.9).

4.2. O Espírito, por meio de Paulo, repreende o opositor (v.10).

4.3. O Espírito Santo demonstra um pouco de seu poder (v.11).


196

4.4. Diante da evidência da presença de Deus, o procônsul foi convencido

e creu (v.12).

4.5. Nosso papel é transmitir a mensagem; convencer e transformar é

tarefa do Espírito.

4.6. Ilustração: Se Deus quiser, meus irmãos, ele usa até mesmo as

manobras de Satanás para convencer alguém da necessidade de seguir a

Cristo. Isto aconteceu naquela ocasião com Paulo e acontece também em

nossos dias. Eu, por exemplo, nunca vou esquecer o que presenciei em

certa ocasião. Fui chamado por outro pastor para que juntos atendêssemos

um problema de possessão demoníaca que estava ocorrendo com uma

mulher que havia visitado nossa igreja em algumas ocasiões. Depois de

orarmos e pedirmos, em nome de Jesus, que ela fosse liberta, tivemos a

grata felicidade de ouvir do marido dela, que nunca havia estado em uma

igreja evangélica, mais ou menos o seguinte: “A partir de amanhã estarei

na igreja, pois agora percebo que estava com o diabo em minha casa e não

sabia”. No outro dia ele esteve na igreja, juntamente com a esposa. De lá

para cá já se passaram mais de cinco anos e eles, pela graça de Deus, que

transforma até mesmo ações de Satanás em bênçãos, continuam a servir

ao Senhor como crentes fiéis.

4.7. Como isto nos conforta; não precisamos forçar resultados, eles virão,

pois a obra é dele.


197

CONCLUSÃO

– Missões na Igreja Primitiva era obra do Espírito Santo. (Não foi por

pouco que a obra cresceu tanto).

– Missões modernas não devem ter mudado. (Ou o Espírito faz, ou ela não

passa de ativismo).

– Estejamos atentos à voz do Espírito e prontos para sermos usados por

Ele.

– Ele pode estar nos chamando; se ouvirmos sua voz nos enviará, irá

conosco e fará a obra.

– Ainda que a obra esteja além de nossas capacidades, podemos atender

ao seu chamado.

– Nós somos fracos, mas aquele que nos chama e envia tem todo poder.

(Vamos em frente!).
198

35. Previsões para o Próximo Ano


Romanos 8.31-39

Objetivo: Quero que os ouvintes se alegrem na certeza de que as

perspectivas futuras serão sempre boas.

INTRODUÇÃO

– Todo final de ano uma antiga história se repete. Os pretensos adivinhos

se colocam a postos para prognosticar os acontecimentos marcantes que

terão lugar no próximo ano. (Alguns procuram os indícios nos búzios,

outros nas estrelas ou cartas, outros criam novas formas, sempre como as

mais verdadeiras).

– Não me levem a mal, mas, este ano, eu também quero dar uma de

desvendador do futuro. Quero brincar como os adivinhos dizendo:

1) Haverá uma grande catástrofe natural ou acidental que abalará o

mundo no próximo ano;

2) Uma nova guerra, se não forem tomadas medidas contrárias urgente,

se fará presente;

3) A economia brasileira vai melhorar, mas não da forma como nosso

presidente espera ou anuncia;

4) Teremos uma grande surpresa no campeonato brasileiro de futebol

(aguardem);

5) Um grande escândalo envolvendo políticos virá à tona no Brasil;


199

6) A inflação brasileira ficará estável, com pequena oscilação para cima ou

para baixo;

7) O Brasil conseguirá uma grande conquista esportiva no cenário

mundial;

8) Perderemos um artista famoso que deixará muita saudade;

9) Por mais incrível que pareça, teremos surpresas no campo das ciências

e tecnologia;

10) Um queniano (a) estará entre os primeiros colocados na corrida de São

Silvestre do ano que vem. (Anotem tudo para conferirmos no final do

próximo ano).¹¹

– Estas são previsões gerais que qualquer um, baseado na lógica, pode

fazer. Creio que grande parte delas se cumprirá. Mas, quero ainda fazer

algumas outras previsões, estas não de brincadeira, dando-lhes a certeza

absoluta do cumprimento, pois estão baseadas na Palavra de Deus, e esta

não falha.

– Quero, baseado neste escrito, apontar algumas previsões que, com

certeza se cumprirão no próximo e nos próximos anos, com todos aqueles

que podem dizer comigo: Deus é por nós! (Vamos dizer juntos?).

– Paulo levanta a hoje tão conhecida pergunta retórica: Se Deus é por nós,

quem será contra nós? (Rm 8:31), não responde mas deixa clara a resposta,

nada nem ninguém poderá ser contra com alguma eficácia.

– Assim, sendo Deus por nós, as previsões para o nosso futuro são

maravilhosas. Vejamos.
200

1. NINGUÉM TERÁ BASE PARA NOS ACUSAR

1.1. A primeira previsão que vejo aqui é que, sendo Deus por nós, estando

Ele ao nosso lado, como está ao lado de todos os que são salvos por Jesus,

ninguém terá base válida para nos acusar de nada.

1.2. Podem até acusar, e concordemos: nós, por nós mesmos, teríamos

muitos motivos para sermos acusados. Afinal, quem de nós não tem

pecado, ou quem de nós vive exatamente como deveria viver?

1.3. Bastaria alguém olhar para nós com um pouco de atenção para

encontrar motivo para acusação, mas como o texto diz: “Deus nos

justificou”, nos declarou justos, quem então terá base para nos acusar?

1.4. Ninguém pode aproveitar este fato para viver em pecado e dizer que

ninguém pode acusá-lo. Quem vive assim não faz parte do povo de Deus.

Mas você, meu irmão, que já entregou sua vida a Cristo, que tem lutado

contra o pecado, lembre em todos os momentos, ninguém tem base

concreta para acusá-lo.

1.5. Ao ser acusado, seja por outros, seja por Satanás (o acusador), seja pela

sua própria consciência, que lhe dizem: “Você não é digno de ser cristão,

você é um pecador”, responda: “Não sou mesmo! Mas esta acusação não

tem base, pois sou justificado por Deus. Sou purificado pelo sangue de

Jesus!”
201

2. NINGUÉM CONSEGUIRÁ NOS LEVAR À CONDENAÇÃO

1.1. A segunda previsão, a mais importante que pode haver, está

intimamente ligada à primeira; como ninguém tem base para nos acusar,

da mesma forma ninguém conseguirá nos levar à condenação.

1.2. Para a pergunta retórica de Paulo: “Quem os condenará?” (v.34), só

há uma resposta: ninguém!

1.3. Ora, o texto nos mostra a base disto:

a) Jesus morreu (entenda-se que fez isto pelos nossos pecados);

b) Jesus ressuscitou (está tão vivo quanto estava antes de morrer – é a

nossa garantia);

c) Está à direita de Deus (posição de autoridade no tribunal divino);

d) Intercede por nós (nosso advogado é o próprio Jesus, que está à direita

do Pai – com um defensor como este, quem conseguirá nos levar à

condenação? Ninguém!)

1.4. As previsões para o nosso futuro eterno são ótimas!

3. NADA PODERÁ NOS VENCER

3.1. A terceira previsão, que podemos ver neste texto, é a seguinte: nada

poderá nos vencer!

3.2. Ao falamos em vencer também temos que falar em lutas. Pois ninguém

vence se não houver luta.


202

3.3. Para o próximo e próximos anos, que porventura Deus nos dê,

haveremos de enfrentar lutas, como sempre enfrentamos. Paulo apresenta

aqui algumas das possíveis dificuldades que poderemos enfrentar:

a) tribulação;

b) angústia;

c) perseguição;

d) fome;

e) nudez;

f) perigo e morte (v. 35). (Não estamos isentos de todas estas coisas –

Estamos sujeitos a enfrentar muitas lutas).

3.4. Paulo, utilizando uma passagem do Antigo Testamento (Sl 44.22),

alerta-nos para a possibilidade de sermos entregues à morte e

considerados como ovelhas que vão para o matadouro (v. 36).

3.5. Assim, não há previsão de que não teremos lutas, mas há a previsão

clara de que em todas elas seremos vencedores. Ou melhor, “mais que

vencedores, por meio daquele que nos amou” (v.37), Jesus!

3.6. Entremos no novo ano sabendo que nada poderá nos vencer, com a

certeza dada pela Palavra de Deus de que não seremos apenas vencedores,

mas, sim, mais do que vencedores!


203

4. NADA NEM NINGUÉM PODERÁ NOS SEPARAR DO AMOR DE

DEUS 4.1.

A quarta previsão é que nada nem ninguém poderá nos separar do amor

de Deus.

4.2. Estou entendendo, por incrível que isto possa parecer, que nós somos

objeto do amor de Deus. Ou seja, Deus nos ama, e de tal maneira que não

há nada nem ninguém que possa nos separar deste amor.

4.3. Paulo se refere a isto duas vezes no texto. Primeiro, utilizando uma

pergunta retórica que espera uma resposta óbvia, ele afirma que ninguém

nos separará do amor de Cristo (v. 35). Depois, afirma com todas as letras,

que nada nem ninguém poderá separar-nos do amor de Deus que está em

Cristo (v. 39).

4.4. Quero destacar a certeza da previsão de Paulo. Ele não diz, talvez isto

aconteça, diz com certeza: “Estou BEM CERTO”. Observem! Ele disse

BEM CERTO, com toda certeza (citar os vs. 38-39).

4.5. Dificuldades e adversários podem tentar nos separar do amor de

Deus, mas pode ter certeza, não há nada nem ninguém que possa fazer

isto. Nem os mortos deixarão de ser objeto do amor divino. Que

maravilha, Deus continuará nos amando!


204

CONCLUSÃO

– Quanto às previsões que fiz no início, imitando os adivinhos, quero

dizer uma vez mais que não passam de brincadeira. Creio que muitas vão

se cumprir, pois estão baseadas no óbvio. Outras ficarão no esquecimento.

Mas estas da Palavra de Deus são a mais pura verdade, e se cumprirão na

totalidade.

– O que mais, então, podemos dizer diante de tão boas e certas previsões

para o futuro do povo de Deus?

– Creio que apenas uma exortação final ainda cabe. Vamos em frente, de

cabeça erguida. Alegremo-nos a cada dia do novo ano na certeza de que

ninguém terá base concreta para nos acusar no tribunal de Deus; Ninguém

conseguirá nos levar à condenação, pois nenhuma condenação há para os

que estão em Cristo Jesus (Rm 8:1); Lembremos que nada poderá nos

vencer, pois somos mais do que vencedores; e, acima de tudo, nunca

esqueçamos que nada nem ninguém poderá nos separar do amor de Deus.

– Os próximos anos do povo de Deus serão maravilhosos, aconteça o que

acontecer. Previsão da Palavra de Deus!


205

36. Servo/Senhor – Serva/Senhora


1 Coríntios 7.4

Objetivo: Quero que o ouvinte viva em relação de igualdade com o

seu cônjuge.

INTRODUÇÃO

– Casamento é uma instituição divina e como tal enfrenta a oposição dos

inimigos de Deus.

– Cada vez mais a mídia procura diminuir o valor do casamento. – Cada

vez mais a guerra entre os sexos é promovida na tentativa de

desestabilizar a família.

– Algo que começou de forma tão bonita, entre dois jovens apaixonados,

quando menos se espera termina em luta aberta pelo poder, uma

verdadeira guerra dos sexos.

– A mulher, cansada de ser dominada, e embalada pelo movimento

feminista, contra-ataca e procura passar de dominada a dominadora. O

homem, acostumado a dominar, e com medo de perder a posição de

“senhor”, se defende como pode, e a guerra está declarada. (Sabemos que

na guerra todos perdem).

– É hora de voltarmos para a Bíblia e procurarmos viver o casamento: ela

nos mostra o caminho certo, e não como a sociedade procura impor.

Vejamos a posição que a Bíblia dá para o marido e a esposa.


206

1. VOCÊ É SERVO, OU SERVA

1.1. Vemos neste texto de 1Coríntios 7.4, que você, marido, é servo e você,

esposa, é serva.

O Contexto da Passagem

a) Paulo está respondendo a algumas perguntas sobre casamento (1 Co

7.1);

b) Em Corinto era enfatizada a prática da abstinência sexual;

c) Paulo não incentiva a abstinência sexual e diz que só deve ser levada a

efeito com o consentimento mútuo, e apenas por algum tempo (1 Co 7.5).

1.2. Paulo disse isto porque, segundo ele, no casamento, nós deixamos de

mandar em nós mesmos. (Nele nós não temos mais poder nem mesmo

sobre nossos próprios corpos – 1 Co 7.4).

1.3. No casamento, o marido passa a ter autoridade sobre o corpo da

esposa e a esposa sobre o corpo do marido. (O texto é claro. Paulo utilizou

a palavra grega eksusiazo (exousiavzw) que significa: ter poder, ou

autoridade, sobre alguém).

1.4. Neste contexto Paulo está falando a respeito do relacionamento sexual

do casal. Está mostrando que um não deve se negar ao outro, mas o que

chama mais a atenção, é que se não temos, no casamento, autoridade sobre

o nosso próprio corpo, o que temos de mais sagrado (o templo do Espírito

Santo), de fato nós não nos pertencemos mais.


207

1.5. Você, marido, pertence à sua esposa; você, esposa, pertence ao seu

marido! No casamento você, marido, é servo, e você, esposa, é serva. Obs.:

Sempre é bom lembrar que você se colocou nesta posição de livre e

espontânea vontade. (Se é que alguém pode resistir ao ímpeto do amor

que nos arrasta ao casamento – Cantares 8.6,7). Seja como for, um dia você

prometeu, diante de Deus (Mal 2.14) e outras testemunhas, viver para seu

cônjuge. Você deve ser fiel em toda ocasião, mesmo na ingratidão.

7) Ilustração: Depois de mais de 50 anos de casados, estava chegando a

hora da morte do marido. Ao lado dele se encontrava a esposa fiel. Ele,

com muito esforço, começou a relembrar fatos do passado e dizia:

– Querida, lembra quando pegou fogo em nossa primeira casa?

– Sim querido, eu me lembro; eu estava lá ao teu lado.

– Querida, lembra quando eu bati aquele meu carro e passei uma semana

de cama?

– Sim querido, eu me lembro; eu estava lá ao teu lado.

– Querida, lembra aquela época difícil na qual eu fui despedido e não

encontrava emprego?

– Sim querido, eu me lembro; eu estava lá ao teu lado.

– Sim, você sempre esteve ao meu lado... Agora estou morrendo e você

continua ao meu lado... Querida, cheguei a uma conclusão depois de todos

estes anos: você me dá um azar tremendo!!!¹²

8) Hoje é um dia de reflexão. Você está cumprindo bem o seu papel de

servo/a no casamento? Está servindo mesmo? Está ciente de que pertence


208

ao outro? Está consciente de que não tem direito sobre si mesmo/a? Está

ciente que não pode fazer o que quer, pois não tem autoridade para isto?

2. VOCÊ É SENHOR, OU SENHORA

2.1. Talvez alguns estejam pensando: Mas em que fria foi que eu entrei

quando me casei. Olha só o que foi que eu fiz: a) Abri mão de meus

direitos; b) Coloquei-me debaixo da autoridade dele/a; c) Acabei negando-

me a mim mesmo.

2.2. Se o seu casamento foi um casamento normal, tudo isto foi feito por

amor. (Quem ama se entrega ao objeto de seu amor). Mas, seja como for,

não se apavore, a Bíblia mostra que o casamento cristão tem dois lados.

Ainda que não seja muito simples entender, ela nos mostra que ao mesmo

tempo em que você é servo/a, também é senhor/a! E sabe de quem? Desta

pessoa maravilhosa que está ao seu lado, e um dia levou você a assumir a

posição de servo/a.

2.3. Você é senhor/a da pessoa mais especial do mundo, daquela que faz

você suspirar. Daquela que fez você deixar o conforto da casa dos pais.

Daquela que seus olhos viram como a melhor, mais bonita, mais forte,

mais inteligente, mais, mais... Entre todas as outras pessoas. Esta pessoa

especial é sua propriedade!

2.4. Na verdade, esta pessoa maravilhosa tem um contrato divino com

você. Trate-a bem, não a divida com nada nem ninguém, proteja-a, pois é

o seu maior patrimônio.


209

3. VOCÊ É SERVO/SENHOR, OU SERVA/SENHORA

3.1. Pensando bem, percebemos que Paulo está dizendo que você

casado/a, de fato, não é nem totalmente servo/a, nem totalmente senhor/a.

Você pertence a um grupo especial que possui dupla posição em apenas

uma (dois em um). Você é servo/senhor, ou serva/senhora. Ou seja, você

tem uma relação de igualdade com o seu cônjuge, ninguém é melhor do

que ninguém.

3.2. Com isto não quero dizer que não existam funções diferentes no

casamento, existem, sim e algumas são estabelecidas na Bíblia. Por

exemplo, ainda que a legislação brasileira afirme que, no casamento, não

existe mais a figura do cabeça do casal, a Bíblia não muda e isto continua

sendo verdade como sempre foi.

3.3. O que temos que lembrar é que o marido pertence à esposa, assim

como ela lhe pertence. A esposa pertence ao marido assim como ele lhe

pertence. Isto a tal ponto que Paulo escreve no v. 5 que não devemos nos

privar uns aos outros (apostere – aposterevw), o que poderia ser traduzido

também por: não devemos roubar um ao outro.

3.4. Está claro que somos servos/senhores e servas/senhoras. Somos

servos/as da pessoa que amamos, do mesmo jeito que somos senhores/as

desta mesma pessoa!


210

CONCLUSÃO

– Para concluir quero acrescentar: o casamento é uma instituição divina e

os inimigos de Deus desejam destruí-lo (por isso lançam discórdia entre

os casais).

– Vamos estar atentos às armadilhas, e vamos atuar no casamento como a

Palavra de Deus manda.

– Vamos deixar de lado as nossas diferenças, a nossa mania de querer

dominar ou ser dominado. Vamos assumir a nossa verdadeira posição de

servos/senhores e servas/senhoras.

– Vamos viver a realidade destacada pela personagem principal do livro

de Cantares, que disse, sem medo: “Eu sou do meu amado, e o meu amado

é meu” (Ct 6.3a).

– Tenha plena consciência disso: você pertence ao seu amado, mas o seu

amado pertence a você. Você tem um grande tesouro: seu cônjuge, mas

você também é um grande tesouro: para seu cônjuge.


211

37. A Importância Da Ressurreição De Cristo


1 Coríntios 15.12-22

Objetivo: Quero que os ouvintes se alegrem ao perceberem a

importância da ressurreição de Cristo.

INTRODUÇÃO

– Hoje, domingo da ressurreição, é um dia de muita alegria.

– Comemoramos a vitória de Cristo sobre a morte e a comprovação de que

Jesus é quem disse que era.

– Paulo, escrevendo aos coríntios, combatendo a falsa doutrina da não

existência da ressurreição dos mortos, acaba mostrando o grande valor,

para as nossas vidas, da ressurreição de Cristo.

– Dirigindo-se àqueles que pensavam não haver ressurreição dos mortos,

levanta uma hipótese tenebrosa e, com ela, mostra que: se não há

ressurreição de mortos, Jesus também não ressuscitou, e, se Jesus não

ressuscitou, o cristianismo não tem razão para existir.

– Sendo assim, a importância deste acontecimento, para todos os cristãos

e a humanidade em geral, é incalculável. O mundo sem a ressurreição de

Cristo seria totalmente diferente, e, sem dúvida, muito pior!


212

1. DÁ RAZÃO À NOSSA PREGAÇÃO

1.1. Em primeiro lugar vemos que a ressurreição de Cristo é o que dá razão

à pregação do Evangelho.

1.2. Paulo diz no v. 14a: Se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação

(dele e de seus companheiros de ministério). Ou seja, não passa de perda

de tempo, não há razão de ser.

1.3. Quem está falando é uma pessoa que, depois de convertida, gastou a

vida pregando o Evangelho. (Contar como foi que ele se gastou neste

trabalho, sofrendo e arriscando a própria vida).

1.4. Se Cristo não houvesse ressuscitado, todos os esforços de Paulo e dos

outros apóstolos e mártires, bem como os nossos, seriam em vão. (Todo

trabalho, todos os riscos, todos os gastos, não levariam a nada).

1.5. Se Cristo não houvesse ressuscitado, estaríamos anunciando uma

mensagem falsa. Estaríamos enchendo o mundo com uma mensagem que

não tem poder. Estaríamos falando de alguém que não é quem disse ser.

1.6. É a ressurreição de Cristo que dá razão à pregação do Evangelho (ela

é muito importante)!

2. DÁ RAZÃO À NOSSA FÉ

2.1. Paulo, continuando com a hipótese de Cristo não ter ressuscitado,

mostra, ainda, que é a ressurreição que dá razão à nossa fé. (Ele diz: Se

Cristo não ressuscitou... é vã a fé de vocês – v.14b).


213

2.2. A palavra grega aqui traduzida por vã (kenos–kenov") tem o

significado de: vazio, sem base, sem efeito, sem poder. Em alguns casos

pode ser traduzida por tolice, ou insensatez.¹³

2.3. Em outras palavras: se Cristo não houvesse ressuscitado, estaríamos

perdendo tempo também com a nossa devoção:

a) As nossas reuniões não valeriam nada. (Estaríamos adorando um

morto);

b) Estaríamos confiando em algo vazio, que não teria nenhum poder;

c) Os nossos pecados não teriam sido perdoados (v.17) – (Jesus não teria

poder para perdoar);

d) Continuaríamos perdidos (v.18) – (Jesus não seria o Salvador).

2.4. Este acontecimento é muito importante, tem que ser festejado, pois é

ele quem dá razão à nossa fé!

3. DÁ RAZÃO AO NOSSO TESTEMUNHO

3.1. A ressurreição de Cristo dá razão ao testemunho dos primeiros

discípulos, daqueles que afirmaram que o viram depois de ter voltado do

mundo dos mortos.

3.2. Paulo, neste mesmo capítulo 15 de 1 Coríntios, faz uma lista, ainda

que não exaustiva, de pessoas que afirmavam ter visto Cristo ressuscitado.

São elas:

a) Os apóstolos do grupo dos doze (15.4,5);


214

b) Mais de quinhentos irmãos, dos quais muitos ainda viviam na época

de Paulo (15.6);

c) Tiago e todos os apóstolos (15.7); e

d) O próprio Paulo (15.8) – (Pessoas que estavam prontas para morrer por

causa da fé que tinham em Jesus!)

3.3. Se Cristo não ressuscitou, todos estes citados acima não passaram de

testemunhas falsas.

3.4. Se eles foram testemunhas falsas, nós fomos vítimas destas

testemunhas que seriam indignas, e damos continuidade ao falso

testemunho deles nos tornando, também, falsas testemunhas, pois cremos

e afirmamos que Cristo ressuscitou.

3.5. Como podemos ver, a importância da ressurreição de Cristo é sem

igual!

4. É A GARANTIA DA NOSSA RESSURREIÇÃO

4.1. Acima de tudo, a ressurreição de Cristo é a garantia da nossa

ressurreição.

4.2. Se Ele não houvesse ressuscitado, nós também não ressuscitaríamos,

e, como o texto mostra, seríamos pessoas dignas de lástima (v.19). (Nossa

esperança em Cristo seria só para esta vida – e isto é pouco).

4.3. Se Ele não tivesse ressuscitado, nós não passaríamos de pessoas

iludidas, pobres coitados que trocamos nossas vidas verdadeiras por uma

falsa promessa de vida eterna. Como Paulo diz: seria melhor então comer
215

e beber, aproveitar esta vida em prazeres, porque amanhã tudo acaba na

morte (v.32).

4.4. Mas depois de ter levantado esta hipótese tão drástica, fazendo-nos

pensar na desgraça que seria se Cristo não houvesse ressuscitado, Paulo

volta à realidade e mostra que a ressurreição de Cristo é algo real e a

garantia da nossa própria ressurreição.

4.5. Cristo morreu sim, mas não permaneceu morto! Ressuscitou,

garantindo com isto que também nós seremos ressuscitados por Ele (vs.

20-22). A ressurreição dele é a prova e a garantia que Ele tem poder e vai

nos ressuscitar no dia final!

CONCLUSÃO

– A importância da ressurreição de Jesus é muito, muito grande.

– Sem ela nós não seríamos nada. Ou, pior ainda, seríamos os mais

miseráveis dos homens.

– Mas, a ressurreição de Jesus nos dá razão para continuarmos pregando,

testemunhando, se preciso for enfrentando perigos, vivendo pela fé,

gastando nossas vidas em prol do reino, pois sabemos que este nosso

trabalho não é em vão (15.58).

– Neste dia tão alegre, de vitória, olhemos com confiança para o futuro.

Façamos nossas as palavras daquele cântico que diz: “Porque ele vive,

posso crer no amanhã; Porque ele vive, temor não há; Pois eu bem sei, eu

sei que a minha vida está nas mãos de meu Jesus, que vivo está”. Nós
216

temos razão para viver, temos esperança, porque cremos no Cristo vivo e

Todo Poderoso!
217

38. As Festas dos Desesperados


1 Coríntios 15.29-34

Objetivo: Quero que os ouvintes percebam a necessidade crescente

de se falar de Jesus ao povo brasileiro.

INTRODUÇÃO

– Iniciar fazendo a leitura de 1 Coríntios 15.29-34 e orando em seguida.

– Depois da leitura, levantar uma pergunta hipotética semelhante a esta:

“O que você faria se descobrisse que esta história de céu, salvação, Jesus,

vida eterna, fosse tudo bobagem?”

– Responder falando de algumas possíveis reações como, desejo de morte

imediata, mas enfatizar a possibilidade de alguns partirem para uma

tentativa desesperada de “aproveitar” a vida a cada segundo. Ilustração:

Uma propaganda de cerveja demonstrou muito bem isto ao apresentar um

rapaz que foi levar um copo da bebida para um “Coronel”. Ele recebeu a

ordem do dono do bar, pegou o copo e, debaixo de um sol escaldante, fez

o trajeto até a casa do “Coronel”. Lá chegando, ao receber o cumprimento

do “Coronel”, que lhe disse: senta aí, filho, descanse e tome alguma coisa,

imediatamente passou a tomar a cerveja que havia levado. Nisto um dos

capangas do “Coronel” encosta uma arma na cabeça do moço, que faz

uma cara de desespero e, mais rápido ainda, continua a beber, como se

dissesse: já que vou morrer mesmo, quero aproveitar ao máximo esta


218

bebida. Propaganda engraçada, mas que mostra o desespero dos que não

esperam mais nada da vida. Quero aproveitar porque vou morrer!

– Isto, de certa forma, é lógico! Se vou morrer e nada mais me espera

depois da morte, preciso aproveitar. Mas Jesus já havia dito: Quem quiser

ganhar sua vida perdê-la-á, quem perder...

– Paulo, neste contexto, defendendo a doutrina da ressurreição, fala aos

Coríntios, em tom de desabafo. Ele mostra que se não há ressurreição não

há esperança e o melhor mesmo é fazermos a festa dos desesperados.

Ilustração: falar do nome de diversas festas como: do pêssego, da uva etc.

e encerrar falando da dos desesperados. Carnaval é uma delas! (Explicar

o que é carnaval

– O dicionário fala em três dias de folia que antecedem a quarta-feira de

cinzas. (Está desatualizado. Em alguns lugares do Brasil, o carnaval dura

muito mais tempo) – Folia é = loucura. Carnaval é festa de desesperados.

1. AS FESTAS DOS DESESPERADOS EXISTEM HÁ MUITO TEMPO

1.1. Falar das origens do carnaval.

1.2. Falar do texto escrito por Paulo e o que estava acontecendo em

Corinto.

1.3. Explicar que ele citou um provérbio – explicar como os provérbios

levam anos para tornarem-se populares.

1.4. Falar que este provérbio já era utilizado muitos séculos antes de Paulo

– Isaías 22.13
219

1.5. Enfatizar que as festas dos desesperados devem estar ocorrendo desde

o momento que os seres humanos perceberam que a vida é curta.

2. AS FESTAS DOS DESESPERADOS TRANSMITEM UMA FALSA

ALEGRIA

2.1. A aparente alegria produzida pela bebida, comida, orgias e

bebedeiras.

2.2. Comer e beber parecem ser atividades alegres – A exortação comamos

e bebamos, chamando à festa, tem aparência de alegria.

2.3. Naquela época diziam comamos e bebamos; hoje se diz, além disso:

cantemos, dancemos...

2.4. No carnaval, tudo parece transmitir alegria contagiante que arrasta

multidões atrás de um trio elétrico, ou até mesmo de um bloco liderado

por um jumento. Ilustração: Falar das multidões que se aglomeram atrás

dos trios elétricos.

2.5. Tudo parece ser muito alegre!

3. AS FESTAS DOS DESESPERADOS SÃO GRITOS DE TERROR

3.1. Ainda que as festas dos desesperados pareçam ser alegres, na verdade

são gritos de terror!

3.2. O que vem junto com o bebamos e comamos é o motivo: porque

amanhã morreremos!
220

3.3. São tentativas de esconder o medo, de esquecer a dor, de fugir da

realidade!

3.4. O carnaval brasileiro, uma das festas dos desesperados, é um

verdadeiro grito de terror.

3.5. As pessoas querem beber todas, fazer de tudo, sem se importar com

nada, por pensarem, amanhã morreremos e precisamos aproveitar.

4. AS FESTAS DOS DESESPERADOS SÃO PEDIDOS DE SOCORRO

4.1. Ainda percebo que as festas dos desesperados são pedidos de socorro

a nós que conhecemos a solução para a brevidade da vida.

4.2. Eles estão dizendo: “Nós estamos nos matando aqui porque amanhã

iremos morrer, e não há esperança para nós”.

4.3. Alguém sabe qual é a solução para os foliões das festas do desespero?

Nós sabemos! Cristo, ressuscitou, venceu a morte, purificou-nos dos

pecados e assim, pela fé nele temos a vida eterna!

CONCLUSÃO

– Meus irmãos, o crescimento do carnaval é um alerta para nós. Quanto

mais cresce esta busca de alegria, felicidade, mais nítido fica que nosso

povo brasileiro não crê na ressurreição e na vida eterna.

– Esta falta de esperança na eternidade é o que leva as pessoas a fazerem

de tudo, esquecendo se existe certo ou errado, aqui e agora!


221

– O povo está dizendo “comamos e bebamos, porque amanhã

morreremos” e a solução está em nossas mãos.

– Lembre-se! Eles só estão comendo e bebendo, em outras palavras,

festando na festa dos desesperados, porque não possuem esperança para

depois da morte.

– Nós conhecemos aquele que pode dar esta esperança. Vamos responder

a este grito de terror e pedido de socorro desesperado de nosso povo,

apresentando Jesus às pessoas: a verdadeira alegria, a razão de viver, a

esperança e certeza da vida eterna!


222

39. O Preço do Casamento Cristão


Efésios 5.22-33

Objetivo: Quero que os ouvintes percebam que vale a pena pagar o

preço de um casamento cristão.

INTRODUÇÃO

– Tudo na vida tem um preço. Quem quer dinheiro tem que trabalhar;

quem deseja se formar tem que estudar; quem quer ser atleta tem que

treinar, quem quer seguir a Cristo tem que renunciar... Etc.

– Alguém, com certa razão, disse que o bom custa caro. (São muitos os

arrependidos por terem pago um preço inferior, mas também por terem

levado para casa um produto inferior, algo que não satisfaz).

– Quando falamos em casamentos é bom lembrar que também eles têm os

seus preços e, no meu entender, ninguém deve se contentar com os mais

baratos, eles no fim das contas podem sair muito caros, mas sim pagar o

preço que for preciso para conseguir o melhor: o casamento cristão.

Vejamos o seu preço!

1. O PREÇO É BASTANTE ALTO PARA A MULHER

1.1. Primeiramente vejamos o preço do casamento cristão para a mulher.

Sem dúvidas ele é bastante alto.


223

1.2. O preço para ela é a submissão ao marido da mesma forma que a igreja

é submissa a Cristo (22-24).

1.3. Esta submissão é caríssima por ser de livre vontade. Não devem ser

obrigadas a assumir esta posição, mas sim fazê-lo por si mesmas, assim

como todos na igreja devem estar sujeitos uns aos outros (Ef 5.21).

1.4. A cada dia este preço parece ficar mais elevado, pois não é fácil resistir

à propaganda feminista que instiga a mulher a competir com o seu

marido, quando a Bíblia diz que ela deve ser auxiliadora. Ilustração:

(Buscar algum exemplo conhecido da congregação que mostre que a

submissão é uma questão de posição e organização para o bom

funcionamento da instituição e para que se possam atingir os alvos

propostos e não de inferioridade como, por exemplo, a atuação dos

membros de uma equipe pastoral e o presidente da Igreja).

1.5. O preço é este, se outro for pago, outro produto será adquirido, mas

não o casamento cristão!

2. O PREÇO É AINDA MAIS ALTO PARA O HOMEM

2.1. O que muitos não têm percebido é que o preço do casamento cristão é

ainda mais alto para o homem.

2.2. Paulo neste texto afirma que o marido deve amar a esposa como ama

a seu próprio corpo (v.28).


224

2.3. Isto parece fácil, mas é muito difícil, pois somos, por natureza,

egoístas. Queremos primeiro cuidar de nós e depois, quem sabe, daquela

que está conosco. (O desejo dela deve ter prioridade em nossa vida).

2.4. Amar a esposa como nosso corpo é colocá-la em primeiro lugar, é fazer

o melhor para ela (v.29).

2.5. Paulo vai mais longe ainda e ordena aos maridos (destacar que é uma

ordem) que amem as esposas como Cristo amou a Igreja (v.25). (Isto é

muito profundo!)

2.6. Cristo deu a vida pela Igreja e, no casamento cristão, exige-se o mesmo

do marido para com a esposa.

2.7. Creio que, de forma figurada, a vida deva ser dada dia a dia, na

negação dos nossos próprios desejos para agradar aquela que amamos e,

literalmente, sendo necessário, morrer no lugar dela. O preço é alto!

3. O PREÇO ENVOLVE RENÚNCIA MÚTUA

3.1. Ainda faz parte do preço do casamento cristão a renúncia mútua.

3.2. Paulo relembra algo dito no início da Bíblia: No casamento cristão os

dois passam a ser um (v.31).

3.3. Para que dois sejam um, os dois têm que se anular em parte! É

necessário que ambos renunciem aos seus sonhos, ideais e alvos

particulares, para que possam, juntos, seguir para o mesmo lado.


225

3.4. Quantos casais não desfrutam do verdadeiro casamento cristão por

não renunciarem às suas individualidades. Passam anos, cada um

tentando se impor ao outro e não vão a lugar nenhum.

3.5. Isto é tão forte no casamento cristão que em outra passagem (1 Co 7.4)

Paulo afirma que nós, ao casarmos, não nos pertencemos mais. Ele disse:

“A mulher não tem poder sobre o seu próprio corpo, e, sim, o marido; e

também, semelhantemente, o marido não tem poder sobre o seu próprio

corpo, e, sim, a mulher”.

3.6. O casamento cristão exige renúncia mútua, sem dúvida um alto preço

a ser pago por este bem!

4. O PREÇO VALE A PENA SER PAGO

4.1. Bom, antes que vocês desistam por acharem o preço demais, quero

dizer que vale a pena pagá-lo.

4.2. De fato, no casamento cristão, não nos pertencemos mais. Eu não sou

meu, mas, em compensação, ela é minha.

4.3. A esposa pode dizer como a personagem de Cantares: “Eu sou do meu

amado, e o meu amado é meu...” (Ct 6.3). Enquanto o esposo, de forma

semelhante, pode dizer: Eu sou de minha amada, mas ela é minha.

(Normalmente esta troca mútua é um grande negócio).

4.4. O texto todo está apresentando uma figura que compara o casamento

cristão com o relacionamento de Cristo com a Igreja. (A esposa representa

a Igreja e o esposo representa Cristo).


226

4.5. Sendo assim, podemos tirar mais algumas lições, se observarmos na

Bíblia este relacionamento.

4.6. Com certeza não há espaço, à luz da Bíblia, para dizer que a Igreja

pode vir a se arrepender por ser submissa a Cristo. Da mesma forma não

se arrependerá a mulher que for submissa ao esposo.

4.7. Sem sombra de dúvidas, não há na Bíblia nenhum indício de que

Cristo tenha se arrependido de ter pago tão alto preço pela Igreja. Da

mesma forma não se arrependerá o marido que der a vida pela esposa. 4.8.

Assim como a Igreja e Cristo pagaram um alto preço e ficaram satisfeitos,

vale a pena também aos casais cristãos o pagarem, para que haja

harmonia, paz e felicidade nesta relação!

CONCLUSÃO

– Como eu disse no princípio, normalmente, o que é bom custa caro. (O

casamento cristão é muito bom!)

– Muitos têm pagado um preço mais baixo e depois não entendem o

porquê de seus casamentos não terem a qualidade desejada. Ora! Quem

paga menos leva outro tipo de mercadoria, mas não o casamento cristão.

– Não basta haver uma união matrimonial entre dois cristãos para que se

esteja garantido o casamento cristão. Acima de tudo é preciso pagar o

preço que ele exige.

– Deixo a minha palavra final tanto aos solteiros, que desejam casar, como

aos
227

4. O PREÇO VALE A PENA SER PAGO

4.1. Bom, antes que vocês desistam por acharem o preço demais,

quero dizer que vale a pena pagá-lo.

4.2. De fato, no casamento cristão, não nos pertencemos mais. Eu não

sou meu, mas, em compensação, ela é minha.

4.3. A esposa pode dizer como a personagem de Cantares: Eu sou do

meu amado, e o meu amado é meu... (Ct 6.3). Enquanto o esposo, de forma

semelhante, pode dizer: Eu sou de minha amada, mas ela é minha.

(Normalmente esta troca mútua é um grande negócio).

4.4. O texto todo está apresentando uma figura que compara o

casamento cristão com o relacionamento de Cristo com a Igreja. (A esposa

representa a Igreja e o esposo representa Cristo).

4.5. Sendo assim, podemos tirar mais algumas lições, se

observarmos na Bíblia este relacionamento.

4.6. Com certeza não há espaço, à luz da Bíblia, para dizer que a

Igreja pode vir a se arrepender por ser submissa a Cristo. Da mesma forma

não se arrependerá a mulher que for submissa ao esposo.

4.7. Sem sombra de dúvidas, não há na Bíblia nenhum indício de que

Cristo tenha se arrependido de ter pago tão alto preço pela Igreja. Da

mesma forma não se arrependerá o marido que der a vida pela esposa.

4.8. Assim como a Igreja e Cristo pagaram um alto preço e ficaram

satisfeitos, vale a pena também aos casais cristãos o pagarem, para que

haja harmonia, paz e felicidade nesta relação!


228

CONCLUSÃO

– Como eu disse no princípio, normalmente, o que é bom custa caro. (O

casamento cristão é muito bom!)

– Muitos têm pagado um preço mais baixo e depois não entendem o

porquê de seus casamentos não terem a qualidade desejada. Ora! Quem

paga menos leva outro tipo de mercadoria, mas não o casamento cristão.

– Não basta haver uma união matrimonial entre dois cristãos para que se

esteja garantido o casamento cristão. Acima de tudo é preciso pagar o

preço que ele exige.

– Deixo a minha palavra final tanto aos solteiros, que desejam casar, como

aos casados: o casamento cristão é algo criado por Deus e sempre foi e será

a melhor maneira de um homem e uma mulher viverem juntos e criarem

filhos, mas tem suas regras e seu preço. O preço é alto para todos, mas vale

a pena ser pago! casados: o casamento cristão é algo criado por Deus e

sempre foi e será a melhor maneira de um homem e uma mulher viverem

juntos e criarem filhos, mas tem suas regras e seu preço. O preço é alto

para todos, mas vale a pena ser pago!


229

40. Nossas Relações Externas


Colossenses 4.5,6

Objetivo: Quero que os ouvintes tenham bons relacionamentos com

a sociedade testemunhando de Cristo.

INTRODUÇÃO

– Acontece um fenômeno estranho com alguns convertidos.

Gradativamente abandonam seus contatos com os de fora da igreja até

chegarem mesmo a não ter nenhum relacionamento significativo com eles.

– Não são poucos os que pensam que isto é correto e, muitos,

conscientemente, até se isolam da sociedade.

– Ora, se nós não tivermos contatos, e significativos, com os de fora, como

eles conhecerão a salvação?

– Paulo sabia que o isolamento não era viável. Por isso, mesmo em um

momento em que havia bons motivos para dizer: cortem relações com os

de fora, pois a igreja estava sendo ameaçada por heresias, ele não o fez.

Pelo contrário, ele incentivou-as e deu algumas orientações de como

devem ser.
230

1. DEVEM SER MARCADAS PELA SABEDORIA

1.1. Para Paulo nossas relações externas devem ser marcadas pela

sabedoria.

1.2. Devemos manter relações com os de fora, os não cristãos, mas

devemos andar (esta é a tradução literal do texto original – peripatéo

(peripatevw), em muitas versões = portai-vos) de forma sábia.

1.3. Exemplos de como andar de forma sábia:

a) Chamando-os ao caminho certo e não os acompanhando pelos

caminhos errados; b) Demonstrando que a sua fé faz diferença em sua

vida prática (não é apenas teórica); c) Evitando relações que

comprometam a sua fé perante eles. (Exemplo: padrinhos de batismo...)

d) Evitando relações demasiadamente íntimas (namoro, casamento,

sociedade).

1.4. O problema não é com quem você anda, mas sim como você anda,

com sabedoria ou insensatez, influenciando ou sendo influenciado.

1.5. Não cortem as relações com os de fora, eles precisam de nós, mas

atuem com sabedoria!

2. DEVEM SER APROVEITADAS AO MÁXIMO

2.1. Paulo também mostra que nossas relações externas devem ser

aproveitadas ao máximo.
231

2.2. De certa forma, nem podemos viver sem ter um certo relacionamento

com os de fora, sendo assim, devemos aproveitar essas relações ao

máximo, não deixando as oportunidades passarem.

2.3. Isto porque:

a) Elas podem não acontecer novamente; b) É nossa tarefa mostrar aos

incrédulos o caminho da salvação. (Anjos não fazem isto); c) É questão de

vida ou morte eterna para eles.

Ilustração: Ouça o testemunho, dramático, de alguém, um bom servo de

Cristo, que não levou esta ordem a sério. Ele escreveu em um artigo: “Há

tempos atrás meu sonho era comprar um instrumento musical, o qual,

Jesus vinha me capacitando a aprender. Certa noite fui até uma loja

pesquisar os preços, e qual não foi a minha surpresa quando notei que

conseguiria finalmente adquirir o meu instrumento. Vinha eu voltando

empolgado por uma avenida movimentada no centro da cidade, quando

me deparei com uma cena que me entristeceu muito. Avistei uma moça

andando em minha frente cabisbaixa e triste, usando pouca roupa, pois

era prostituta, naquela avenida. Em meio àquela cena, Deus falou ao meu

coração fortemente, para que eu fosse anunciar para ela como Ele a amava,

e queria transformar sua vida. Mas meu coração humano falava mais alto,

e eu não tive coragem de apressar meus passos até alcançá-la. Minha saída

foi atravessar a rua e pior, desobedecer a Deus. Quando chegou o dia

seguinte, levantei-me bem cedo para ir trabalhar, e como de costume

sempre leio as principais manchetes dos jornais afixados em uma banca.


232

Ali obtive a resposta de Deus em relação a minha desobediência, porque

ali estava escrito em letras grandes e assustadoras: ‘Prostituta morta

misteriosamente’. Logo abaixo estava sua foto, mostrando também a

avenida por onde eu havia passado momentos antes de ela perder a sua

vida”.¹⁴ Provavelmente seria a última oportunidade dela, e nem chegou a

ter.

2.4. Vemos na Bíblia vários exemplos de pessoas que não perdiam as

oportunidades:

a) Filipe (Atos 8.26-38); b) Paulo (Filemom v. 10 – ganhou Onésimo para

Cristo mesmo na prisão); e, c) é claro, entre outros, nosso mestre Jesus (por

exemplo: João 4.1-42, o encontro com a mulher samaritana).

2.5. Nós também precisamos aproveitar o tempo testemunhando de Cristo

em nossas relações externas!

3. DEVEM SER AS MAIS AGRADÁVEIS POSSÍVEIS

3.1. Paulo mostra ainda que as nossas relações com os de fora devem ser

as mais agradáveis possíveis.

3.2. Não basta termos relações externas, e falarmos de Cristo, elas precisam

ser boas!

3.3. A nossa palavra deve ser sempre agradável. Como pode ser isto? Por

exemplo:

a) Não nos colocando como superiores a ninguém (o orgulho religioso é

um grande inimigo);
233

b) Dizendo a palavra certa, na hora certa (cada ocasião uma palavra), da

maneira certa (sempre com amor – o próprio tom de vós demonstra se é

com amor ou não);

c) Respeitando, ainda que não aceitando, as ideias daqueles com quem nos

relacionamos.

3.4. Nossas palavras devem ser temperadas com sal, ou seja, saborosas,

criativas, bem humoradas, positivas, coerentes com a nossa fé, sadias, e

nunca corrompidas.

3.5. Nem os incrédulos esperam palavras corrompidas da boca de um

cristão. (Devemos ter cuidado com elas).

3.6. Seja com quem for que tratarmos, precisamos manter esta regra,

dentro do possível devemos ser agradáveis. (Muitos se afastam do povo

de Deus por causa de atitudes e palavras desastrosas de crentes).

3.7. Façamos um grande esforço para sermos agradáveis e, com isto,

mantermos as “portas” abertas!

CONCLUSÃO

– Nós, como cristãos, não existimos para viver no isolamento. (Se os

primeiros cristãos tivessem pensado que deveriam se isolar, nós ainda não

teríamos conhecimento de Jesus para sermos salvos).

– Nós cristãos devemos estar no meio do povo, portando-nos com

sabedoria, aproveitando as oportunidades, sendo agradáveis, agindo


234

como fermento no meio da massa, influenciando os que nos cercam a

também reconhecerem Jesus como o único Senhor e Salvador.

– Não se isole, mantenha as relações externas, mas sempre seguindo as

normas da Bíblia!
235

41. Apartem-Se dos Preguiçosos!


2 Tessalonicenses 3.6-15

Objetivo: Quero que os ouvintes tratem os preguiçosos segundo as

orientações do texto estudado.

INTRODUÇÃO

– Existem datas em nosso calendário que são consideradas especiais, e o

dia do trabalho é uma delas. Ilustração: Para alguns preguiçosos, esta data

só é especial pelo descanso que proporciona. Afinal, sempre tem alguém

reclamando do trabalho e declarando, ironicamente: “Ah, se eu pego

quem inventou o tal do trabalho...” Talvez esta aversão, por parte de

alguns, seja a responsável pela origem da própria palavra em nossa

língua. Você sabe qual é a origem dela? A palavra “trabalho deriva do

latim vulgar tripalium, nome de um instrumento de tortura constituído

por três pedaços de madeira cruzados ao qual era submetido e amarrado

um condenado (tri = três; palus = estaca). Tripaliare (trabalhar) equivalia,

por isso, a torturar, na língua-mãe do português. Esse sentido persistiu até

o século 18 (anos 1700), quando, por intermédio do francês, o termo

adquiriu o significado atual”.¹⁵ Infelizmente, notamos que para alguns,

ainda que a palavra hoje tenha outro sentido, na prática, trabalho continua

sendo sinônimo de tortura.


236

– Ainda que, para alguns, o trabalho continue sendo apenas um “mal”

necessário, a verdade é que a Bíblia, e a sociedade como um todo,

reconhece que trabalhar é bom. (Os desempregados que o digam).

– Não podemos ser escravos do trabalho, torná-lo o nosso deus, viver só

para ele, mas é claro que ele é importante para as nossas vidas e nós,

cristãos, em especial, devemos ser bons trabalhadores.

– A Bíblia destaca que Deus inventou o trabalho, que o Pai e Jesus

trabalham, que nós também devemos ser trabalhadores e, em destaque

neste texto, que não há lugar para preguiçoso no meio do povo de Deus.

Destaque: Quero destacar de forma muito clara: estou falando de

preguiçosos, não de pessoas que querem, mas não conseguem ou não

podem trabalhar, nestes tempos de desemprego em alta!

– Não sei qual foi o motivo exato que levou alguns membros da Igreja de

Tessalônica a não trabalhar, mas vejo claramente na palavra de Paulo, que

eles estavam errados, e que os demais deveriam apartar-se deles.

– Paulo e seus colegas Silvano e Timóteo (2 Ts 1.1) exortaram aquela igreja

e, sendo este escrito Palavra de Deus, como é, exortam também a nós

dizendo: Apartem-se dos preguiçosos!

– Vejamos então: o “por que” (a razão desta atitude); o “para que” (o

objetivo desta atitude); e o “como” (a maneira de se tomar esta atitude).

Vamos lá: apartem-se dos preguiçosos...


237

1. O “POR QUE”. (A RAZÃO DESTA ATITUDE)

– Por que eles eram preguiçosos o texto não diz, como também em nossos

dias não é fácil descobrir o que leva à preguiça, mas o texto mostra o

porquê, a razão pela qual devemos nos afastar destas pessoas.

1.1. Eles São Desobedientes à Palavra de Deus (Vs. 6 e 12)

1.1.1. Se a Bíblia exalta o trabalho e manda que trabalhemos, não trabalhar

é desobediência.

1.1.2. Os preguiçosos que estavam dando trabalho em Tessalônica

desobedeciam às orientações pastorais de Paulo. (Veja os versículos 6 e

12).

1.1.3. Assim, os preguiçosos são desobedientes à Palavra de Deus.

1.2. Eles São Pesados aos Demais Membros da Igreja (Vs. 8 e 12)

1.2.1. O texto mostra e a realidade do dia-a-dia também: quem não

trabalha dá trabalho!

1.2.2. Quem não trabalha também precisa de sustento e acaba sendo

pesado para os outros.

1.2.3. A ordem de Paulo é que os preguiçosos trabalhem e ganhem o

próprio sustento (v. 12).

1.3. Eles não São Bons Exemplos para os Outros (v. 9)

1.3.1. Paulo e seus companheiros, quando estiveram naquela igreja, além

de trabalhar na igreja trabalharam dia e noite para ganhar o próprio

sustento e, assim, dar exemplo aos demais (v. 9).


238

1.3.2. Assim como os trabalhadores dão bons exemplos, os preguiçosos

não são exemplos.

1.3.3. O cristão deve ser exemplo, para a igreja, para os de fora, para todos.

1.4. Eles não Têm Direito nem à Comida (v. 10)

1.4.1. O problema era antigo naquela igreja. Parece que os preguiçosos são

persistentes.

1.4.2. Paulo relembra a ordem que havia dado à igreja na última vez em

que havia estado lá (v. 10).

1.4.3. Na mentalidade do apóstolo, aquele que não trabalha também não

deve comer, não tem direito nem mesmo à alimentação, pois nada fez para

obtê-la.

1.5. Eles Se Intrometem na Vida dos Outros (v. 11)

1.5.1. Como o preguiçoso não trabalha, acaba tendo tempo para se

intrometer na vida dos outros.

1.5.2. O texto condena esta atitude (v. 11) e isto só confirma o ditado

popular que diz: “mente vazia é oficina do diabo”. (Quanto mais

desocupado mais erros comete).

1.5.3. O preguiçoso deve ser deixado de lado, pois só se mete onde não é

chamado.

2. O “PARA QUE”. (O OBJETIVO DESTA ATITUDE)

– O texto também mostra qual é o objetivo desta atitude de afastamento

que devemos tomar em relação aos preguiçosos. Ela é para o bem deles,

ainda que à primeira vista possa não parecer. O afastamento é...


239

2.1. Para que Eles Fiquem Envergonhados (v. 14)

2.2. Para que Eles Consigam o Próprio Sustento (v. 12)

2.2.1. Cabe bem a nós, cristãos, o ditado: “Dê o peixe, mas também ensine

a pescar”.

2.2.2. Se aquele que tem recebido o peixe não quer pescar, não lhe dê mais

peixe. Afaste-se dele, para que ele tenha que ir em busca do próprio

sustento.

2.2.3. No dia em que ele conseguir o próprio sustento, voltará a ter

dignidade!

3. O “COMO”. (A MANEIRA DE SE TOMAR ESTA ATITUDE)

– Por fim, creio que para que não houvesse e também não haja em nosso

meio excessos, o texto nos mostra o “como”, a maneira de se tomar esta

atitude de apartar-se dos preguiçosos.

3.1. Sem Se Cansar de Fazer o Bem (v. 13)

3.2. Não Considerando o Preguiçoso como se Fosse Inimigo (v. 15a)

3.3. Advertindo o Preguiçoso como Irmão (v. 15b)

CONCLUSÃO

– Para encerrar quero dizer: o bom cristão é um bom trabalhador.


240

– Se você é um bom cristão, também é um bom trabalhador e merece os

parabéns pelo seu dia, o dia do trabalhador. Você tem glorificado a Deus

com sua vida!

– Continue assim, mas afaste-se dos preguiçosos. Não trabalhe por eles.

Deixe-os por conta própria, para que eles também tenham a oportunidade

de conhecer a bênção do trabalho e, assim, possam receber os parabéns em

dias como este, além de poder glorificar o nosso Deus e não envergonhar

o povo de Deus, em cada dia de suas vidas!


241

42. Preguem a Palavra


2 Timóteo 4.1-5

Objetivo: Quero que os ouvintes preguem a Palavra de Deus, nada

mais, nada menos.

INTRODUÇÃO

– Paulo, neste ponto da carta, passa a advertir Timóteo quanto ao

comportamento envolvendo a pregação.

– O assunto é sério e Paulo conjura Timóteo, ou adverte-o (este é outro

significado da palavra grega diamartyromai (diamartuvromai)¹⁶ utilizada

aqui), diante de Deus Pai e de Cristo, que pregue a palavra.

– Ele não fez um simples pedido, mas, na presença destas testemunhas,

deu uma ordem a Timóteo.

– Não penso que eu tenha a mesma autoridade sobre vocês, mas creio que

a Bíblia tem e, sabendo que todos podem e devem pregar, ainda que não

de púlpito, quero exortá-los também: preguem a Palavra! – Percebam que

não basta pregar, mas é preciso pregar a Palavra (muitos têm esquecido

este detalhe!).

– O termo grego logos (lovgo") aqui traduzido por “palavra”, possui

vários significados. Neste contexto vejo que ela se refere:

1) Ao conjunto das Escrituras Sagradas, o Velho Testamento (2 Tim 3.14-

17); e
242

2) Ao conjunto da mensagem cristã (a qual hoje está nas Escrituras, Antigo

e Novo Testamentos).

– Em suma, o que deve ser pregado é a Palavra de Deus, a mensagem de

Deus, nada mais, nada menos. – Por isso, aplicando as palavras de Paulo,

quero pedir também a vocês: preguem a Palavra...

1. PREGUEM A PALAVRA E NÃO APENAS PARTES DELA

1.1. A Bíblia é reconhecida pelas igrejas cristãs como a Palavra de Deus e

como tal deve ser tratada.

1.2. Infelizmente, da mesma forma como ela tem sido utilizada para

abençoar a muitos, também tem sido utilizada, em partes, para os mais

variados propósitos. (Toda heresia está baseada em partes da Bíblia!).

1.3. Uma parte da Palavra não é a Palavra. (Não esqueçam: não tenham

preferência por este ou aquele aspecto da Palavra. Amem a Palavra como

um todo, e preguem-na como um todo, para não cair em erro).

1.4. Até o Diabo ousou utilizar-se de textos bíblicos quando tentou a Jesus,

nem por isso ele pregou a Palavra (Mt 4.6).

1.5. Um artigo definido é elemento tão pequeno em nossa língua e também

no grego da Bíblia, mas neste caso faz uma grande diferença. Paulo foi

claro ao dizer: prega a Palavra (kerykson ton logon–khvruxon to;n

lovgon). Isto mostra que ela é um todo, uma unidade, e deve ser pregada

em sua totalidade.
243

2. PREGUEM A PALAVRA E NÃO CONVICÇÕES PESSOAIS

2.1. Quero dizer-lhes, ainda, preguem a Palavra e não convicções

pessoais.

2.2. É natural que as pessoas tenham sonhos, também suas próprias ideias,

suas convicções pessoais, mas antes de pregá-las devem submetê-las ao

crivo da Palavra de Deus. (Se não são de Deus não devo pregar).

2.3. Como é fácil nos enganarmos pensando: todas as nossas “boas ideias”

estão de acordo com a Palavra.

Ilustração: Quem trabalha com o ensino teológico sabe: como é fácil

encontrar estudantes da Bíblia brigando com o próprio Deus por causa de

suas convicções pessoais que nem sempre estão de acordo com a Palavra!

Nunca vou esquecer de certa aluna, estudante aplicada, quando em uma

aula de Antigo Testamento, depois de ter sido explicado um texto, dentro

de seu contexto, verificando-se com cuidado o seu significado, que não

estava de acordo com as convicções que ela já tinha, disse: “Entendi, mas

prefiro continuar crendo como antigamente”. É claro que ela também iria

continuar pregando como antigamente. Ou seja, como ela cria, mas não

como a Palavra de Deus estava dizendo.

2.4. Na verdade, não temos que preferir nada, temos, sim, é que ver o

significado da Palavra, doa a quem doer! 2.5. Espero que ninguém aqui

esteja determinado a pregar suas ideias e ideais, mas sim a Palavra de

Deus.
244

3. PREGUEM A PALAVRA E NÃO OS CONHECIMENTOS DA

MODERNIDADE

3.1. O povo evangélico, no Brasil, já está sendo reconhecido como mais

instruído do que os demais.

3.2. Revistas seculares têm difundido, por exemplo, que o analfabetismo é

menor entre os evangélicos. Também, pais evangélicos exigem que seus

filhos estudem mais do que os outros e trabalhem mais tarde.

3.3. Pela graça de Deus, cada vez mais os pregadores evangélicos têm se

tornado pessoas cultas. (Muitos já vão para os seminários formados em

um ou até mais cursos superiores e continuam estudando depois).

3.4. São pessoas com grandes conhecimentos que devem lembrar: o que

precisa ser pregado é a Palavra!

3.5. Há anos escuto falar, e concordo com isso, que o pregador formal, de

púlpito, deve ser uma pessoa atualizada, conhecedora de muitos assuntos.

Mas sei também que o telejornal o povo assiste em casa, que política

encontra-se nas revistas e que é na pregação cristã que ele pode encontrar

a Palavra de Deus.

3.6. Tendo oportunidade, não gastem o tempo com conhecimentos gerais

interessantes, preguem a Palavra!


245

4. PREGUEM A PALAVRA E NÃO AQUILO QUE O POVO QUER

OUVIR

4.1. Ainda quero pedir, por favor, preguem a Palavra e não aquilo que o

povo quer ouvir, seja onde for.

4.2. Paulo já alertou Timóteo há séculos de que chegaria o tempo em que

as pessoas desejariam ouvir coisas agradáveis e não a verdadeira Palavra

de Deus, o que ele chama aqui de sã doutrina (v. 3).

4.3. Ele afirma que tais pessoas, além de desviarem seus ouvidos da

verdade, se voltariam às fábulas (v. 4).

4.4. Isto não ocorreu só nos primórdios do cristianismo. Talvez este seja

mesmo o maior desafio do pregador moderno (pois muitos estão lotando

templos pregando o que o povo quer ouvir, coisas como, por exemplo: não

sofra mais; venha buscar as bênçãos; exija os seus direitos etc.).

4.5. Quem prega deve estar atento, pois corre o risco:

a) De agradar as pessoas para verem templos cheios só pelo fato de

estarem cheios;

b) De moldar a mensagem para se tornarem populares, agradáveis aos

seus ouvintes;

c) De gostar mais dos cumprimentos ao final do culto, ou da admiração de

todos, do que de fazer a vontade de Deus.

4.6. Se vocês querem ser populares, ou agradáveis sempre, preguem

aquilo que o povo quer ouvir, e sofram as consequências da


246

desobediência, porém, se querem ser servos de Deus, preguem, dentro e

fora das igrejas, o que o povo precisa ouvir: A PALAVRA DE DEUS!

CONCLUSÃO

– Poderíamos continuar ampliando muito a lista de “preguem a Palavra e

não...”, mas não é esta a intenção.

– Creio que quando Paulo escreveu a Timóteo dizendo: prega a Palavra,

este entendeu bem que era para pregar somente a Palavra de Deus, nada

mais.

– Espero que vocês também entendam, a lista dada foi apenas para

exemplificar, o que eu quero dizer mesmo é: preguem a Palavra e nada

mais, em toda e qualquer situação, a tempo e fora de tempo (v. 2).

– Em especial quero dizer aos pregadores separados pelas igrejas,

preguem só a Palavra de Deus, e assim, como Timóteo, vocês estarão

cumprindo os seus ministérios (v. 5) para o qual foram chamados e estão

sendo preparados.

– Vão em frente, em nome de Jesus e no poder do Espírito Santo de Deus,

e preguem a Palavra! Amém!


247

43. Chamados Para Proclamar


1 Pedro 2.9,10

Objetivo: Quero que os ouvintes proclamem as grandezas de Deus

por palavras e vida.

INTRODUÇÃO

– Esta primeira carta de Pedro parece ter sido escrita em época de

dificuldades (1.6,4.12-19).

– Pedro escreveu aos cristãos dispersos (I Pedro 1.1). Não se dirige a uma

igreja específica.

– Pedro exorta os cristãos a cumprirem a missão para a qual foram

chamados (2.11,18;3.1,7).

– Nestes dois versículos ele mostra coisas importantes para todas as

épocas (Contraste 2.7-9).

1. O QUE ÉRAMOS

1.1. O texto chama a atenção para aquilo que eles eram e por extensão o

que nós éramos.

1.2. E o que ele mostra não é coisa boa:

a) Eram cegos espirituais (foram chamados das trevas v. 9);

b) Não tinham identidade própria (não eram povo v. 10);


248

c) Eram necessitados de misericórdia (não tinham alcançado misericórdia

v.10).

1.3. Nós não éramos diferentes:

a) Éramos escravos do pecado (por isso fomos resgatados – comprados);

b) Vivíamos presos por paixões, vícios, iras e toda sorte de males;

c) Quantas coisas erradas fizemos (quantos de nosso meio foram

idólatras...);

d) Não éramos ninguém (tristes em busca da felicidade, mas indo para o

inferno sem...);

e) Éramos como muitos ainda são por estarem fora do Reino de Deus.

2. O QUE SOMOS AGORA

2.1. Em segundo lugar, o texto mostra a posição que os salvos assumem:

a) Geração eleita (explicar o que é eleita – escolhida – v. 9);

b) Sacerdócio real (sacerdotes eram a autoridade máxima no contexto

judaico);

c) Nação santa (separada para propósitos divinos);

d) Povo adquirido (compramos aquilo a que damos valor – o preço foi

alto: 1.18-19);

e) Objeto da misericórdia de Deus.

2.2. Pedro animou aquelas igrejas mostrando a posição privilegiada que

ocupavam.
249

2.3. Nós também podemos ficar orgulhosos de nosso lugar e do valor que

Deus nos concede.

2.4. Ser cristão, sacerdote, comprado pelo sangue de Jesus, é um grande

privilégio.

2.5. Nunca esqueça disto, você é um privilegiado.

3. O MOTIVO DESTA MUDANÇA EM NOSSAS VIDAS

3.1. Perguntas retóricas:

1) Por que aconteceu este milagre conosco?

2) Por que nossas vidas se transformaram da água para o vinho?

3) Por que saímos da morte para a vida?

3.2. Respostas negativas:

1) Não foi para nos sentirmos orgulhosos!

2) Não foi para festejarmos e nos alegrarmos (ainda que mereça

comemoração eterna e vamos comemorar).

3.3. Respostas positivas:

1) Foi para que déssemos continuidade ao plano de Deus (Ele quer chamar

outros por meio de nosso trabalho).

2) Foi para mostrarmos aos outros o mesmo caminho que encontramos.

3) Foi para que anunciássemos as grandezas, as virtudes, os atos

poderosos (BLH) de Deus: dentre os quais a morte de Jesus e sua

ressurreição devem ser destacados.


250

CONCLUSÃO

– Todos fomos chamados para anunciar as virtudes de nosso Deus

(nenhum salvo está fora).

– Precisamos despertar para esta realidade, é função de todos nós, não de

alguns.

Ilustração: Quero encerrar com a seguinte estorinha: O irmão Brasil era

boa gente. Só tinha um defeito. Dormia em todos os cultos de sua igreja.

Certa vez, enquanto pregava um pastor vindo de outro estado, em uma

série de conferências na igreja do Brasil, ele cochilava. O orador falava

manso, o que contribuiu sobremaneira para que o Brasil dormisse. Mas,

em determinado momento, o pregador, ao chamar a atenção do povo para

uma maior dedicação à obra missionária, se empolgou e passou a dizer,

elevando gradativamente o tom de voz: Missões não pode continuar a ser

tratada desta forma. É hora de agir. Aaacooorda Curitiba... Aaacooorda

Paraná... E concluiu gritando a todo pulmão: Acorda Brasiiiil! Nisto, o

irmão Brasil, assustado, dá um salto de sua cadeira e responde: Já acordei,

já acordei...

– Não durma no culto como ele, mas se ouvir a voz de Deus dizendo

acorda, responda: já acordei, e passe a proclamar as virtudes de Deus.

Você foi chamado exatamente para isto.


251

44. Jesus – Nele Você Pode Confiar


Apocalipse 1.18

Objetivo: Quero que os ouvintes, meditando na ressurreição de

Jesus, confiem nele completamente.

INTRODUÇÃO

– Ler o texto de Apocalipse 1.9-18 e destacar: “... estive morto, mas eis que

estou vivo pelos séculos dos séculos, e tenho as chaves da morte e do

inferno”.

– Não é raro encontrarmos pessoas que têm medo do Livro do Apocalipse.

Fiquei sabendo de um jovem que começou a ler, ficou apavorado, e nunca

mais quis ler a Bíblia (certamente não entendeu nada).

– Este livro, longe de servir para assustar os cristãos, foi escrito para

animá-los diante das dificuldades.

– O autor estava na ilha de Patmos por causa da Palavra de Deus e do

testemunho de Jesus (v.9).

– Ele teve uma visão na qual, inicialmente, viu Jesus glorificado (vs. 12-

16).

– Ficou como morto (v.17) (apavorado), mas terminou o livro dizendo:

Vem, Senhor Jesus (Ap 22.20).

– Jesus disse a João que não temesse (v.17) e, antes de dar todas as

instruções que daria no livro, lembrou-lhe algumas coisas básicas, para


252

que ele, e certamente toda a Igreja, continuasse confiante em sua pessoa,

mesmo diante da situação difícil em que se encontravam (época de grande

perseguição).

1. LEMBROU QUE FOI MORTO

1.1. Inicialmente lembrou que esteve morto (Não estava morto agora, mas

havia sido morto).

1.2. Ele sabe bem o que é a morte – ele passou por ela.

1.3. Lembrando que esteve morto também estava lembrando a João e seus

leitores o quão grande é o seu amor pela igreja que estava sendo

perseguida.

1.4. Aquele que um pouco mais adiante iria pedir à Igreja de Esmirna: “Sê

fiel até a morte”, assim tinha sido fiel. (Morreu para salvar os pecadores –

para com eles formar a Sua Igreja).

1.5. Muitos ainda se enganam por não conhecerem a Bíblia. Pensam que a

morte de Jesus foi uma derrota. Agindo assim, parafraseiam os

zombadores que diziam durante a permanência de Jesus na cruz: “Se tu

és o Cristo, desce da cruz”.

1.6. Também dizem, ou pensam, ao acharem que sua morte foi uma

derrota: se ele era o Filho de Deus, por que morreu? Não percebem que

morreu porque:

a) Era quem dizia ser;

b) Nos ama;
253

c) Veio para isto;

d) Não havia outra maneira pela qual pudéssemos ser salvos.

1.7. Jesus, o dono da vida, de fato morreu, passou pela morte para nos dar

a vida eterna. Nele você pode confiar.

2. LEMBROU QUE ESTARÁ VIVO PARA SEMPRE

2.1. Ele também lembrou que estará vivo para sempre (...“eis que estou

vivo pelos séculos dos séculos”). Explicar: Séculos dos séculos significa

“para sempre”.

2.2. Aquele que um dia morreu pela Igreja agora está vivo e assim

permanecerá eternamente.

a) Muitos colocam suas esperanças em homens (com a morte deles

morrem as esperanças).

b) A Bíblia relata alguns casos de pessoas que voltaram a viver, além de

Jesus, mas nenhum permaneceu – é o caso de Lázaro; do filho de uma

viúva que morava na cidade de Naim...

c) Jesus é diferente, Ele está e estará vivo para sempre (Ele já venceu a

morte!)

d) Em Jesus podemos confiar (Ele não nos deixará na mão no meio do

caminho).

2.3. Como vimos, Jesus não só ressuscitou mas vive para sempre (sendo

assim, nele sempre haverá esperanças, nós nunca estaremos sós em meio

às nossas dificuldades – Pois o Eterno está conosco!)


254

3. LEMBROU QUE TEM PODER SOBRE A MORTE E O MUNDO DOS

MORTOS

3.1. Jesus ainda lembrou a João, e nos lembra, que tem poder sobre a morte

e o mundo dos mortos.

3.2. Ele disse que tem as chaves da morte e do Hades.

3.3. Chave é um símbolo de autoridade (quem tem a chave é que pode

abrir ou fechar):

a) Apocalipse 3.7 – Abre e ninguém fecha;

b) Apocalipse 9.1 – Anjo com chave do poço do abismo;

c) Apocalipse 20.1-2 – Anjo com chave prende o dragão.

3.4. Jesus provou possuir a chave da morte dando a sua vida e tomando-a

novamente.

3.5. Ele tem poder não apenas sobre a sua própria morte, mas sobre “A

Morte”.

3.6. Além de ter poder sobre a morte, tem poder sobre o Mundo dos

Mortos.

Explicação: Algumas versões traduzem Hades pela palavra inferno o que

não é uma boa tradução. O significado de Hades é mundo dos mortos.

(Inicialmente os judeus criam que todos os mortos iam para um mesmo

lugar onde passavam para uma espécie de “semivida” nas sombras). O

destaque das palavras de Jesus aqui é que o seu poder se estende por todo

o enigmático mundo dos mortos, todo o além.


255

3.7. João, correndo perigo em Patmos, deve ter se sentido revigorado com

esta declaração de Jesus.

3.8. De fato Jesus estava lhe dizendo, e diz para nós ainda hoje por este

texto: Não se preocupe, pode confiar em mim, ainda que você venha a

morrer por ser meu discípulo, sou eu que domino sobre a morte e

comando o mundo dos mortos! (O poder de Jesus vai muito além desta

vida!)

CONCLUSÃO

– Graças a Deus, no Brasil, não estamos sofrendo perseguições como a

Igreja da época do Apocalipse.

– Mas nós também temos enfrentado muitas dificuldades: doenças,

tentações, zombaria, abandono...

– Por esta causa muitos começam a caminhada cristã e acabam ficando

pelo caminho.

– Quando pensamos, e refletimos na ressurreição de Jesus, como agora

fazemos, reafirmamos nossa confiança em sua pessoa – (Ele é digno de

toda confiança! – Nele você pode confiar!). As palavras de Jesus:

a) Não são apenas palavras de um sábio, mas palavras de quem foi fiel até

a morte;

b) Não são apenas palavras de belos discursos, mas palavras de quem vive

eternamente;
256

c) Não são palavras de um mortal, mas palavras de quem tem poder sobre

a morte e o mundo dos mortos;

d) Não são palavras de um sonho lindo e delirante que nunca aconteceu,

mas palavras confirmadas pela sua gloriosa ressurreição;

e) São palavras de vida, daquele que tem todo o poder em suas mãos. Jesus

é o único que pode dizer: “... estive morto, mas eis que estou vivo pelos

séculos dos séculos, e tenho as chaves da morte e do mundo dos mortos”.

– Aleluia! Louvado seja Deus! Cristo ressuscitou! Nele você pode confiar!
257

45. Recados a Uma Igreja Fiel


Apocalipse 3.7-13

Objetivo: Quero que os ouvintes permaneçam fiéis a Cristo mesmo

em meio a dificuldades.

INTRODUÇÃO

– As cartas às igrejas da Ásia, no Livro do Apocalipse, foram escritas em

época de perseguição.

– Não passamos hoje, aqui no Brasil, por uma situação tão crítica quanto

a daquelas igrejas, mas, também, sofremos perseguições e enfrentamos

dificuldades, portanto elas têm muito que nos dizer.

– A igreja de Esmirna e a de Filadélfia são as únicas, entre as sete que

aparecem neste livro, que não foram criticadas por Jesus nas cartas.

(Tenho-as por fiéis e vejo que quem é fiel não sofre críticas dele).

– Creio que será de grande valia meditar nos recados de Jesus para uma

igreja fiel (vejamos alguns).

1. JESUS CONHECE AS NOSSAS OBRAS (V. 8)

1.1. Quantas vezes nos sentimos abandonados (parece que ninguém

percebe o nosso trabalho).


258

1.2. Quantas vezes nos sentimos como uma gota d’água no oceano

(escondidos no meio da multidão).

1.3. Quantas vezes nos desanimamos por pensar que o nosso trabalho não

faz diferença.

1.4. Mas Jesus sabe exatamente o que estamos fazendo (nada passa

despercebido aos olhos dele).

1.5. Ninguém deixará de receber de Jesus a recompensa justa pelo que tem

feito.

2. JESUS ABRIU UMA PORTA QUE NINGUÉM PODE FECHAR

(VS.7-8)

2.1. Esta igreja é de Jesus! Daquele que tem a autoridade do Reino de Deus

(símbolo das chaves v.7).

2.2. Para a igreja fiel ele diz: “tenho posto diante de ti uma porta aberta, a

qual ninguém pode fechar”.

2.3. Sendo assim, não há quem possa impedir o avanço da igreja fiel. O

caminho está livre para avançar!

2.4. Vocês atuarão neste lugar, como igreja, por quanto tempo o Senhor

desejar. (Nada, nem ninguém poderá fechar o que Jesus abriu).


259

3. JESUS SABE QUE VOCÊS TÊM POUCA FORÇA (V. 8)

3.1. Não se preocupem, nem desanimem, Jesus conhece a força de vocês

melhor do que vocês mesmos.

3.2. Vocês já foram mais fracos (certamente começaram esta igreja com

muita dificuldade).

3.3. Mesmo que venham a ficar muito fortes, diante de um mundo tão

vasto e de tantos desafios, continuarão a ser relativamente fracos. Quem

são vocês diante de tantos desafios? (Citar alguns)

3.4. A força de vocês está e sempre estará na confiança depositada em

Jesus, não no poder material ou do potencial humano. (Citar a história de

Gideão e seus 300 soldados, principalmente Juízes 7.2).

3.5. Deus não precisa de uma igreja forte para fazer grandes obras, pois é

na fraqueza que seu poder se manifesta. Ele faz a igreja fiel ser forte!

Confiando nisto vocês farão maravilhas no Reino de Deus.

4. JESUS SE ENCARREGA DOS INIMIGOS DA IGREJA FIEL (V. 9-10)

4.1. A vida da igreja fiel não se resume a festas, pois os inimigos não

permitem. Festa total só no Céu, aqui temos lutas diárias. Temos o Diabo,

as forças espirituais da maldade, pessoas manipuladas e, muitas vezes,

nós mesmos como nossos inimigos – Lutero já dizia: “Meu maior inimigo

se chama Martinho Lutero”.


260

4.2. Preocupem-se em vocês não serem os seus maiores inimigos, lutem e

vençam as barreiras que vocês mesmos têm imposto, mas não se

preocupem em demasia com os outros inimigos, pois os inimigos da igreja

fiel são inimigos de Cristo. Ilustração: Falar de Paulo em Atos 9.3,4:

“Saulo, Saulo, por que me...”

4.3. Jesus mesmo tomará conta dos inimigos da igreja fiel. (Fará com que

percebam o seu amor pela igreja).

4.4. Cabe à igreja fiel continuar a caminhada independentemente dos

inimigos que se levantem contra ela. Deixem os inimigos nas mãos de

Jesus (estarão em boas mãos) e vão em frente cumprindo a missão.

5. JESUS EM BREVE VOLTARÁ (V. 11)

5.1. Por mais difícil que seja a luta de vocês, não durará por muito tempo.

5.2. Breve os membros da igreja fiel estarão com Cristo:

a) Descansando de todas as lutas;

b) Comemorando as vitórias;

c) Recebendo o prêmio reservado para os vencedores.

5.3. Hoje vocês comemoram vitórias parciais (vitórias sobre uma série de

batalhas).

5.4. Em breve estarão comemorando a vitória final (o resultado de

permanecerem fiéis em todas as lutas).


261

5.5. Jesus não abandona a igreja fiel. Em breve voltará e recompensará a

cada um de seus membros: “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz

às igrejas” (Ap 3.13).

CONCLUSÃO

– Quero concluir com um último recado que percebo em todo este texto:

Jesus é fiel à igreja fiel!

– Ninguém vai ficar arrependido por ter sido fiel a Cristo seja lá na

situação que for. Em Apocalipse 2.10, falando à Esmirna, outra igreja fiel,

ele disse: “... Sê fiel até a morte, e dar-te-ei a coroa da vida”.

– Aqui ele diz que a igreja fiel já tem uma coroa (v.11), a qual deve

conservar, para que ninguém a tome.

– Vão em frente! (Não permitam de maneira nenhuma que alguém venha

a tomá-la).

– Continuem fiéis a Deus e ao seu filho Jesus Cristo, pois Ele mesmo os

receberá na glória! – Parabéns, Igreja! Parabéns, igreja fiel!


262

46. O Poder Da Morte De Cristo


Apocalipse 5.1-14

Objetivo: Quero que o ouvinte perceba que a morte de Cristo tem

poder.

INTRODUÇÃO

– Iniciar falando da derrota que a morte traz consigo. (Enquanto há vida,

há esperanças, depois...)

– Com a morte cessam todas as possibilidades (não adianta fazer mais

nada. A luta termina).

– Mais cedo ou mais tarde a morte chega e nós, pobre mortais, a encaramos

como a derrotadora da vida.

– Por isso a morte se torna tão dolorosa: vemos nela a destruidora de

nossos sonhos e esperanças.

– Com Cristo é diferente: sua morte tem poder positivo; ela dá vida em

abundância aos que crêem.

– Neste texto que acabamos de ler, podemos perceber um pouco do poder

da morte de Cristo.
263

1. COM ELA CRISTO NOS COMPROU PARA DEUS (V. 9)

1.1. Nós não fazíamos parte da família de Deus (nossos pecados nos

separavam dele).

1.2. Nós tínhamos uma dívida com Deus que nunca poderia ser paga (o

preço do pecado é a morte).

1.3. Cristo, morrendo em nosso lugar, pagou a nossa dívida e, assim,

comprou-nos para o nosso Deus.

1.4. Não foi com ouro ou prata, mas com seu próprio sangue (sua vida)

que nos comprou para Deus.

1.5. Não só nós, mas também outros crentes de todas as raças, tribos e

nações espalhadas pela terra.

1.6. A morte de Cristo teve poder para nos comprar e tem poder para

continuar comprando...

2. COM ELA CRISTO NOS CONSTITUIU EM REINO (V. 10)

2.1. Embora nós, salvos, estejamos espalhados pelo mundo, somos

participantes de um mesmo reino.

2.2. Não há nem nunca haverá outro tão poderoso como este (um reino

que vai além das fronteiras).

2.3. Foi a morte de Jesus Cristo que nos deu condições de fazermos parte

deste reino.
264

Ilustração: Muitas pessoas, para fazerem parte de uma nação melhor,

fazem qualquer negócio. Não é segredo para ninguém que milhares de

brasileiros, por exemplo, vivem como clandestinos ou de forma irregular,

nos Estados Unidos. Quando podem, mudam a cidadania sem nenhum

pesar. Se possível, compram e falsificam a cidadania também. Outros

milhares vão para o Japão em busca de uma vida melhor e, para isto, até

casam com japoneses, só no papel, para terem o direito de lá trabalhar. /

Nós não somos clandestinos no Reino de Deus (o melhor que pode existir)

/ Nós não falsificamos documentos para fazer parte dele / Nós não fomos

aceitos por autoridades competentes que nem sempre são tão competentes

assim / Nosso documento de cidadania foi carimbado com o precioso

sangue de Jesus (e este é a toda prova).

2.4. Só não esqueça, temos direito a fazer parte deste Reino porque Ele

pagou!

3. COM ELA CRISTO NOS FEZ SACERDOTES (V. 10)

3.1. Esta posição é de muita honra (somos reis e sacerdotes – reinaremos

sobre a terra).

3.2. Esta posição é de muita responsabilidade (ver Malaquias 2.7) e

explicar que:

a) Nós devemos ensinar aos outros;

b) Nós devemos estar abertos para que os perdidos possam buscar

orientação;
265

c) Nós somos mensageiros de Deus.

3.3. Será que merecemos isto? (É claro que não – tudo isto só é possível

porque Cristo morreu por nós).

3.4. É muito poder! A morte de Cristo tem poder para transformar

pecadores como nós em sacerdotes, ministros de Deus! (Aleluia! Louvado

seja nosso Deus!).

4. COM ELA CRISTO GANHOU O DIREITO DE REGER OS

DESTINOS DO MUNDO

4.1. Explicar: a) Livro escrito por dentro e por fora (v. 1) – (Totalmente

escrito); b) Estar selado com sete selos (v. 1) – (Perfeitamente selado –

totalmente seguro); c) Não havia ninguém digno para abrir (nem de olhar

para tal coisa) (vs. 2 e 3) – (Não havia esperança); d) A desolação de João

(v. 4) – (Sem esperança); e) A existência de um leão que venceu para abrir

o livro (v. 5) – (Figura de Cristo); f) Como era o leão (v. 6) – (Um cordeiro

com sete chifres (todo poder) e sete olhos (que vê tudo); g) Venceu como

cordeiro – Isto era difícil para um leão! (Como leão teria sido fácil).

4.2. O vencedor foi declarado digno de receber de Deus o livro do destino

da humanidade (v. 7).

4.3. Sua morte confirmou o seu direito (v. 9) e com isto todo o poder lhe

foi entregue (vs. 12 e 13).


266

CONCLUSÃO

– A morte de Jesus Cristo não é como as outras (Ela é especial, ela é vida,

ela..., ela tem poder).

– Ela não é para ser chorada, como as demais, como se fosse uma derrota

da vida.

– Ela não é para ser lembrada com tristeza (Como se não soubéssemos que

Jesus ressuscitou ao 3º dia).

– Ela é para ser anunciada a todos aqueles que ainda não conhecem o seu

poder.

– Anunciemos esta morte, pois ela tem poder!


267

Índice por assuntos

Aniversário de Casamento

– (13) Salmos 127.1a

– (39) Efésios 5.22-23

Aniversário de Igreja

– (9) Esdras 7 e 8

– (45) Apocalipse 3.7-13

Ano Novo

– (2) Josué 1.8

– (26) Lucas 6.37-38

– (35) Romanos 8.31-39

Batismo

– (18) Mateus 3.13-17

– (1) Deuteronômio 24.18

Carnaval

– (38) 1 Coríntios 15.29-34

Casamento

– (13) Salmos 127.1a

– (36) 1 Coríntios 7.4

– (39) Efésios 5.22-33

Ceia do Senhor

– (20) Mateus 26.36-46

– (21) Mateus 27.33-44


268

– (31) João 12.24

– (46) Apocalipse 5.1-14

Comemoração de Conquistas Individuais

– (12) Salmos 124

Comemoração de Vitórias da Igreja

– (10) Neemias 6.15-16

Despertamento Vocacional

– (14) Isaías 6.1-13

Dia da Bíblia

– (2) Josué 1.8

– (11) Salmos 119.97-104

– (27) Lucas 11.27-28

– (42) 2 Timóteo 4.1-5

Dia das Crianças

– (22) Marcos 10.13-16

Dia das Mães

– (6) 1 Reis 3.16-28

– (8) 2 Reis 4.8-37

– (27) Lucas 11.27-28

Dia do Amigo

– (40) Colossenses 4.5,6

Dia do Trabalho

– (7) 1 Reis 19.1-18

– (41) 2 Tessalonicenses 3.6-15


269

Dia do Vizinho

– (40) Colossenses 4.5,6

Dia dos Pais

– (5) 2 Samuel 18.24-19.6

– (28) Lucas 15.11-32

Encontro de Casais

– (36) 1 Coríntios 7.4

Evangelístico

– (29) Lucas 23.39-43

Fim de Ano

– (2) Josué 1.8

– (12) Salmos 124

– (26) Lucas 6.37,38

Formaturas de Seminários e Institutos

– (42) 2 Timóteo 4.1-5

Formaturas em Geral

– (12) Salmos 124

Funeral

– (4) 2 Samuel 3.38b

– (29) Lucas 23.39-43

– (32) João 13.36-14.6

Homenagem Póstuma

– (4) 2 Samuel 3.38b

Inauguração de Templos
270

– (10) Neemias 6.15,16

Mãe

– (8) 2 Reis 4.8-37

Missões

– (19) Mateus 9.35-38

– (34) Atos 13.1-12

– (43) 1 Pedro 2.9,10

Morte de Cristo

– (20) Mateus 26.36-46

– (21) Mateus 27.33-44

– (30) João 10.11-18

– (46) Apocalipse 5.1-14

Natal

– (16 e 17) Mateus 1.18-25

– (23) Lucas 1.26-38

– (24) Lucas 2.1-7

– (25) Lucas 2.8-20

Novos Desafios da Igreja

– (3) Juízes 6-7

Ordenação ao Ministério

– (15) Ezequiel 33.7-9

– (25) Lucas 2.8-20

– (42) 2 Timóteo 4.1-5


271

Páscoa (Domingo de)

– (33) João 20.24-29

– (44) Apocalipse 1.18

Ressurreição de Cristo

– (33) João 20.24-29

– (44) Apocalipse 1.18

Sexta-feira da Paixão

– (21) Mateus 27.33-44

– (30) João 10.11-18

Terceira Idade

– (7) 1 Reis 19.1-18

1 GUSSO. Antônio Renato. O Livro de Provérbios analítico e interlinear: Curso prático

para aprimorar o conhecimento do hebraico bíblico. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do

Brasil, 2012, p.130.

2 Referência à propaganda de uma marca de cigarros.

3 EINSTEIN, Albert. Citado no Jornal Esperança. Curitiba: Boletim informativo do Lar

Batista Esperança. Ano XIII, número 4, edição 49. Outubro a Dezembro de 2002. p.1.

4 Este esboço, referindo-se ao saudoso Professor da Faculdade Teológica Batista do

Paraná, Yutaka Morita, aqui se encontra na forma exata como foi utilizado na pregação

durante o culto em sua homenagem no dia 29/10/01, na capela da faculdade, poucos

dias após a sua morte.

5 Esta é uma alusão a alguns sinais utilizados na escrita da língua hebraica que o

professor Yutaka Morita, para facilitar a compreensão dos alunos iniciantes,


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costumava chamar de bolinha, o que no seu sotaque característico de japonês soava

como “borinha”.

6 Como preparação para pregar esta mensagem, entendendo-se o seu contexto original

completo, devem ser estudados, ou, ao menos, lidos com muita atenção durante a

preparação, os capítulos 13-16 de 2 Samuel.

7 SINGH, S. S. O coração do pai: o sentido do Natal. In: O Batista Pioneiro: orgão

oficial da Convenção Batista Pioneira do Sul do Brasil. Curitiba: CBP, Ano 77. No. 12,

dezembro de 2003, p.4.

8 A Nova Tradução na Linguagem de Hoje.

9 MORRIS, L. L. Lucas: introdução e comentário. São Paulo: Edições Vida Nova, 1983.

p.81.

10 Contada por Jô Soares no Programa do Jô. Rede Globo de Televisão, em 12 de

Setembro de 2000.

11 Esta lista deve ser atualizada a cada ano.

12 Contada pelo Pr. Bill Jones, em Congresso de Capacitação e Liderança promovido

pela Convenção Batista Paranaense, em Foz do Iguaçu, outubro de 1995.

13 GINGRICH, F. W. Léxico do Novo Testamento grego/português. São Paulo:

Edições Vida Nova, 1984. p.115.

14 SHENEIDER BELO, M. N. Desobediência Fatal. In: O mensageiro. Palmeiras,

Paraná: Associação Menonita Beneficente, 2000. p.54.

15 NA POLTRONA: Revista de bordo do Grupo Itapemirim. Ano 5, n. 59 - maio de

2004, p.27.

16 GINGRICH, F. W. Léxico do Novo Testamento grego/português. São Paulo:

Edições Vida Nova, 1984. p.54.

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