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FOCO NO FAZER PEDAGÓGICO DE UMA ESCOLA

FARIA, Pedro Borges, BRITO, Dorival Rosa.

1.UMA NOVA REALIDADE 5.PROCESSO DE MUDANÇA


A mudança mudou... Motivação
E agora, o que fazer? Caminhos
2.NATUREZA DO TRABALHO EDUCACIONAL Papel da Liderança
Trabalho em Equipe 6.TRANSFORMAÇÃO DO PROFESSOR
Aprendendo e ensinando.
Poder pessoal
3.UNIDADE NA AÇÃO
Altas expectativas
Sentimento de equipe
7.RESPONSABILIDADE SOCIAL
Competência individual
Finalidade da Educação.
Visão compartilhada
Opção do professor.
Aprendizagem em grupo
4.PROFESSOR COMO PROTAGONISTA
Condições de trabalho
Inter-relações
Sentido de vida

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BRITO, Dorival Rosa.

UMA NOVA REALIDADE


A mudança mudou...
E agora, o que fazer?

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BRITO, Dorival Rosa.

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A mudança mudou...

Em todas as épocas, houve mudanças.


O caráter de mudanças é que é diferente
em cada época.
Hoje o que mais impressiona é que a
mudança mudou.

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BRITO, Dorival Rosa.

Hoje a Humanidade:

Gera mais interdependência do que o


homem pode administrar.

Acelera as mudanças com mais rapidez do


que o homem pode acompanhar.

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BRITO, Dorival Rosa.

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O sentimento é de termos entrado numa
corrida que não tem fim e para qual não
temos forças suficientes.
Alguns não sabem nem o porquê de tanta
correria.

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BRITO, Dorival Rosa.

E AGORA O QUE FAZER?

Diante dessa nova realidade, são diversas as reações


e diferentes os comportamentos:
– 1. Há os que lamentam tanto progresso, tanto desenvolvimento,
tantas descobertas. Gostariam que a realidade fosse mais
pobre, mais restrita, mais permanente. Rejeitam tudo o que é
novo e sonham com uma casa no campo toda pintada de
branco com janelas e portas azuis.

– 2. Há os que enlouquecem correndo atrás de todas as


novidades, perdendo-se nos detalhes, matando-se de trabalhar,
infelizes porque o computador que têm e que ainda não tiveram
tempo de usar, já não é o modelo mais atual.

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BRITO, Dorival Rosa.

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O que uma pessoa precisa aprender para viver,
hoje, de modo significativo? Bernardo Toro
– 1. Alta competência e leitura e escrita.
– 2. Alta competência em cálculo matemático e resolução de
problemas em diferentes áreas.
– 3, Alta competência em expressão escrita; se precisão para
descrever. precisão para analisar e comparar e precisão
para expor o próprio pensamento por escrito.
– 4. Capacidade para descrever, analisar e criticar o ambiente
social.
– 5. Capacidade para recepção critica dos meios de
comunicação de massa.
– 6. Capacidade de conceber, trabalhar e decidir em grupo:
aprendizagem cooperativa.
– 7. Capacidade para localizar, ter acesso e usar a melhor
informação acumulada.
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BRITO, Dorival Rosa.

Mudanças significativas no que aprender


e principalmente, no como aprender.

A expressões “Aprender a aprender” e


“Aprender a pensar”, para muitos, resume
satisfatoriamente o que há de essencial no
processo ensino-aprendizagem em termos
de resultados.

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BRITO, Dorival Rosa.

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“Alterius non sit qui suus esse potest”
Theophrastus Paracelsus

(que não pertença a outrem quem pode


pertencer a si mesmo). Paracelso

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NATUREZA DO TRABALHO EDUCACIONAL

Trabalho em Equipe
Aprendendo e ensinando

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Trabalho em Equipe

A educação formal não é tarefa para


indivíduos, mas para equipes. Isoladamente,
ainda que haja competência e
comprometimento, os resultados do trabalho
educacional precisa de sinergia- (a soma das
partes é maior que o todo).

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BRITO, Dorival Rosa.

A responsabilidade primeira pela educação


dos filhos é da família.
Equivoco
A família transfere para escola a
responsabilidade de educar os filhos que
gerou.
Relação FAMÍLIA/ESCOLA é uma relação
de PARCERIA).

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BRITO, Dorival Rosa.

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Aprendendo e Ensinando
O que se vê hoje:
Esforço cada vez maior de professores tentando
ensinar e um interesse cada vez menor do aluno
em aprender.
O sistema de avaliação, que deveria estar a
serviço do processo ensino-aprendizagem, é que
determina esse processo:ensina-se para a prova,
estuda-se para a prova.

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BRITO, Dorival Rosa.

No processo educacional, o aluno e o


professor desempenham funções diferentes
e, por melhor que seja o professor, ele jamais
será capaz de aprender pelo aluno.
O trabalho de educar é sempre trabalho de
equipe; no mínimo, equipe de dois: aluno e
professor.

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BRITO, Dorival Rosa.

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Acredita-se que havendo ensino,
conseqüentemente haverá aprendizagem, e
isso não é tão simples assim.
É verdade que os professores ensinam e
que os alunos aprendem, mas acreditar que
os alunos aprendem por que os professores
ensinam é estar iludido.

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BRITO, Dorival Rosa.

Ensinar e aprender são processos


entrelaçados, imbricados, mas não há
entre eles uma relação linear entre causa e
efeito.

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BRITO, Dorival Rosa.

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Em situações de ensino:
Quem decide o que deve ser aprendido é o
outro (professor).
O processo é fragmentado, separado da
vida.
O aprendiz apenas executa e pensa, não
tem o que fazer.
-Você entende?
-Sim.
-Ok, vamos em frente.

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BRITO, Dorival Rosa.

O sucesso depende de ficar quieto, seguir


orientações.
O tempo é de quem ensina e é fácil de controlar,
porque não se considera o ritmo de quem aprende.
O foco não está no aprendiz, mas nas unidades de
estudo, nos planejamentos elaborados com
antecedência.
As atividades estão centradas no professor

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BRITO, Dorival Rosa.

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Ao privilegiar o ensino, acreditando que a melhoria dos
resultados e aprendizagem é diretamente proporcional à
melhoria das estratégias de ensino, as escolas tendem a:
Dar ênfase exagerada aos recursos tecnológicos.
Supervalorizando momentos específicos de avaliação.
Abusar das aulas expositivas.

Ignorar o aluno, desconsiderando seus conhecimentos e


sentimentos.

Supervalorizar o professor- instrutor em detrimento do


professor - educador.

Ser eficiente e não eficaz.


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BRITO, Dorival Rosa.

Aprendendo (As escolas colocam o foco na


aprendizagem)

O aprendiz é quem decide o que aprender.


O mundo do aprendiz importa muito, tudo
deve ser contextualizado.
O aprendiz age, junta raciocínio e prática.
O sucesso depende da participação, do
envolvimento.
O tempo é do aprendiz, as atividades
acontecem no ritmo dele.
As atividades estão centradas no aluno.
Predomina o diálogo.
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BRITO, Dorival Rosa.

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As escolas que tem o foco na aprendizagem
correm risco de:
Dar ênfase exagerada no processo.
Abusar dos trabalhos de grupo, das
pesquisas.
Ter medo de ensinar.
Cair no espontaneismo.
Avaliar com benevolência os produtos.

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BRITO, Dorival Rosa.

O que Fazer?
“É possível ensinar a nadar de fora da piscina,
mas aprender a nadar só dentro da piscina”
Marilena Chauí

Quando se estabelecem comparações, há uma


tendência a pensar que, havendo diferenças,
forçosamente um dos elementos comparados é
superior, mais importante que o outro.
É preciso permitir que os alunos se tornem,
professores, para se tornarem aprendizes; se
ensino aprendo.
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BRITO, Dorival Rosa.

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UNIDADE NA AÇÃO
Sentimento de equipe
Competência individual
Visão compartilhada
Aprendizagem em grupo

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BRITO, Dorival Rosa.

Unidade pressupõe diferenças, Onde não


há diferenças, há uniformidade, mas não
unidade.
Buscar a unidade é ter consciência de
que as pessoas são diferentes e de que
diferenças constituem riquezas de um
grupo e não obstáculos para o trabalho
em equipe.

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BRITO, Dorival Rosa.

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A uniformidade é característica dos
ambientes autoritários.
O autoritarismo sufoca as diferenças e gera
bajulação, insegurança, competição
exacerbada, relações superficiais.
O autoritarismo se alimenta do medo.

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BRITO, Dorival Rosa.

Sentimento de Equipe
Uma equipe se estrutura a partir de três
elementos fundamentais:
1.Competência individual.
2.Visão compartilhada
3.Aprendizagem em grupo.

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BRITO, Dorival Rosa.

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Competência Individual
 O educador, além de bom
profissional, deve ser pessoa • Ao lidar com um fato, consegue
madura.
certo distanciamento, não
Algumas características são próprias de
uma pessoa madura: exagera sua importância. Tem
humildade intelectual, espírito
• Não é vítima das circunstâncias. aberto para ver os fatos sob
• Tem auto-estima razoavelmente novos ângulos.
estável.
• É capaz de dar e de receber • Um bom professor (competência
amor. técnica + competência pessoal)
• É capaz de colocar-se na pele tem influência na escolha de
do outro. carreiras, na postura diante da
• É capaz de ser útil sem vida, no comprometimento com
pretensões a salvador do as idéias, no exercício da
mundo. cidadania. Um mau professor
• Sabe lidar com suas emoções. pode matar sonhos, destruir
vidas.
• Sabe dar crédito adicional às
pessoas.
• Encara os fatos com humor.
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BRITO, Dorival Rosa.

Visão compartilhada
O talento individual, embora imprescindível, não é
suficiente para que se forme uma equipe. É
necessário que os talentos se unam em tomo de um
objetivo comum, é preciso de tenham uma visão
compartilhada.
A falta de um objetivo comum gera perda de
energia, as pessoas podem trabalhar com afinco
vestir e suar a camisa, mas não conseguem
resultados significativos com os esforços gastos.

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BRITO, Dorival Rosa.

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Um grande desafio para as lideranças de
uma escola é conseguir o comprometimento
das pessoas em relação aos objetivos.

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BRITO, Dorival Rosa.

A relação de uma pessoa com o trabalho que executa, ou melhor,


com a instituição que trabalha pode acontecer em quatro níveis:
Apatia - nenhum comprometimento, nenhum interesse, nenhuma
energia. Não é contra nem a favor. Está sempre de olho no
relógio.
Obediência - Faz o que lhe compete, não quer perder o emprego.
Segue o regulamento, as normas à risca é um bom soldado.
Participação - A pessoa quer. Faz tudo o que for necessário
dentro do espírito da lei. Ajuda a realizar o objetivo, mas não
sente que ele seja também seu, embora reconheça seus
benefícios.
Comprometimento-Não se trata de realizar um objetivo da
empresa, mas de estar comprometido com algo que dá sentido a
própria vida. A pessoa fará com que se realize o objetivo. Se
necessário,
10/03/2011 cria novas estruturas. voltar 30
BRITO, Dorival Rosa.

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Na maioria das escolas, o envolvimento de
professores, funcionários, alunos não vão além da
participação, por que não há um objetivo comum,
uma visão compartilhada. O objetivo comum deve
ser constituído dentro do grupo, considerando os
objetivos pessoais.
Um objetivo imposto pela liderança, ainda que
honesta e competente, não alcança o nível do
comprometimento das pessoas. Estas só se
comprometem com aquilo que ajudaram a criar,
que definiram em conjunto.

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BRITO, Dorival Rosa.

Aprendizagem em grupo
O aprendizado individual é quase irrelevante para o aprendizado
organizacional. Diretores, coordenadores de escolas estão sempre
participando de congressos, seminários, cursos, mas o dia-a-dia de
suas escolas permanece como sempre foi.

Nas organizações atuais, muito mais do que em outras épocas, quase


todas as decisões importantes são tomadas em grupo, as pessoas
precisam umas das outras para agir.

Não é suficiente que um aprenda, porque tão importante quanto o


aprendizado é o processo de aprendizagem. Competência individual e
objetivo comum são indispensáveis, mas não são suficientes para a
formação de equipes talentosas.

A aprendizagem em grupo é que é o processo de dar unidade à ação, é


que desenvolve a capacidade de um grupo criar os resultados que
seus membros realmente desejam.
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BRITO, Dorival Rosa.

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Aprendizagem em grupo
As escolas que querem ser reconhecidas como referência para as
demais, pela excelência de seu trabalho educacional, precisam ter um
processo sistemático de educação e treinamento, precisam abrir
espaços para que seus professores e funcionários possam conversar,
possam aprender em grupo.

Na maioria de nossas escolas, ou o professor está em sala de aula ou


ele não está na escola.
O ser professor consiste apenas em dar aulas.
O professor não produz conhecimento, só transmite.
E como transmissor de conhecimento, o aluno já percebeu que a
competência do professor é, muitas vezes, inferior a de um aparelho de
televisão ou de um microcomputador.

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BRITO, Dorival Rosa.

PROFESSOR COMO PROTAGONISTA


Condições de trabalho
Inter-relações
Sentido de vida

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BRITO, Dorival Rosa.

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Não acontece, em educação, nenhuma
inovação significativa que não tenha, em seu
centro, as atitudes do professor.
As crenças, princípios e sentimentos dos
professores são ar que se respira na escola
e que determina a qualidade de vida que se
desenrola nesse ambiente.

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BRITO, Dorival Rosa.

Condições de trabalho
• É ilusório pensar que, dentro de nossas salas de aula, irá acontecer
algo muito diferente do que acontece fora de sala de aula.

• Se as famílias tratam os professores como profissionais de segunda


ou terceira classe, é ingênuo pensar que seus filhos haverão de
tratá-los com respeito e consideração.

• Se os professores são vistos apenas como transmissores de


conhecimentos, é esperar demais que os alunos cheguem além do
simples acúmulo de informações.

• É querer muito, quando se pretende que crianças e jovens gostem


de ler e de escrever convivendo com professores que nunca
escrevem e que mal têm tempo para ler um jornal, no final de
semana.

• Como afirma Seymour Sarason, os professores são incapazes de


criar e manter condições adequadas para os alunos, se essas
condições não foram criadas e mantidas para eles, professores.
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BRITO, Dorival Rosa.

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Condições de trabalho
• É preciso assegurar ao professor qualidade de
vida e isso tem a ver com salário digno,
ambiente de trabalho apropriado (salas bem
iluminadas, ventiladas, número adequado de
alunos, sanitários limpos, espaços próprios para
atividades físicas, para recreios, para cantina,
etc.) plano de saúde, plano de cargo e salários,
complementação de aposentadoria, liberdade
de associação, respeito aos acordos
intersindicais, processo sistemático de
educação e treinamento, tempo de lazer,
segurança no trabalho.

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BRITO, Dorival Rosa.

INTER-RELAÇÕES
Uma dada situação se modifica quando se
modifica as relações existentes nessa
situação.
Falar das relações é tratar da essência.
Os grandes mestres da humanidade sempre
souberam disso.

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BRITO, Dorival Rosa.

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CRISTO NOS DÁ INÚMEROS
EXEMPLOS:
Os últimos serão os primeiros
Eu vim para servir não para ser servido...
Quem quiser ganhar a vida perdê-la-á...

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BRITO, Dorival Rosa.

O professor tem nas relações a essência de seu trabalho.


As mudanças mais significativas e menos dispendiosas no
interior de uma escola, talvez ocorram quando nos
dispusermos a rever as relações cristalizadas de nosso dia-
a-dia.

É preciso compreender que a relação, professor/alunos (a


mais freqüente em qualquer escola) é o retrato da relação
Supervisor/professor, coordenador/professor, diretor/
professor.

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BRITO, Dorival Rosa.

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Se as relações, fora da sala de aula, são
autoritárias, dentro da sala de aula também serão.
Se não se considera o professor como pessoa é
pouco provável que ele considere seus alunos como
seres humanos.
Se o professor não tem autonomia, não se espere
que ele seja capaz de formar pessoas autônomas.
Se o pessoal de apoio diretores, coordenadores,
supervisores, orientadores educacionais,
psicólogos, secretárias não se coloca a serviço do
professor, é ingênuo querer que o professor esteja a
serviço do aluno.
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BRITO, Dorival Rosa.

É, ainda, necessário compreender que, nas


organizações modernas, não há mais
espaços para papéis fixos do tipo:

•Quem ensina e quem aprende


•Quem pensa e quem faz
•Quem lidera e quem é liderado
•Quem decide e quem executa

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BRITO, Dorival Rosa.

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O professor que estiver interessado na
efetividade de seu trabalho educacional
deve procurar, com urgência, ouvir seus
alunos.

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BRITO, Dorival Rosa.

É preciso que o professor diminua


seu tempo de fala e aumente sua
capacidade de ouvir.

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BRITO, Dorival Rosa.

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A relação professor/aluno é necessariamente tensa,
e isto é muito rico. São culturas diferentes.
Professor e aluno não são pares, embora possam
estabelecer parcerias.
Não são iguais, mas precisam ser aliados.
E é bom não ficar sonhando: por mais que se
trabalhe a relação, felicidade total, harmonia total são
ilusões em termos de relacionamento humano.
O conflito é necessário e pode ser bem aproveitado.

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BRITO, Dorival Rosa.

SENTIDO DE VIDA
A vida - e tudo que ela contém - pode ser encarada por nós de
duas maneiras: como tarefa ou como projeto.
Quando se encara algo como tarefa, passamos a trabalhar
incessantemente para nos ver livres daquele encargo.
Geralmente nos sentimos como estivéssemos com um peso
nas costas.
Se uma determinada incumbência se torna para nós um projeto,
nunca ficamos ansiosos para nos livrar de tal incumbência.
Pelo contrário “curtimos” cada passo do processo.
Relacionamos nossas leituras, nossos aprendizados, nossas
descobertas com o projeto que temos.
Não é peso, é nossa própria vida.
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BRITO, Dorival Rosa.

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PROCESSO DE MUDANÇA
Motivação
Caminhos
Papel da Liderança

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BRITO, Dorival Rosa.

Motivação
O desencadeamento de um processo de
mudança requer motivação e esta ocorre,
numa organização. Em duas situações:
Crise + Liderança
Visão + Liderança

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BRITO, Dorival Rosa.

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Na Educação, diante da realidade atual, com
os dados e fatos que conhecemos, temos
consciência da crise que nos envolve:
Desinteresse dos alunos pelos conteúdos e
pelas atividades propostas pela escola;
Insatisfação dos professores em relação ao
que fazem, ao como fazem;
Insatisfação das famílias em relação ao custo
da educação;
Insatisfação da sociedade em relação aos
resultados
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da educação 49
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HÁ UM DESEJO DE MUDANÇA
A liderança deverá estar atenta em relação às
seguintes dificuldades:
Resistência cultural (corpo de crenças, hábitos e
práticas)
Sentimento de autodefesa
Resistência ao conhecimento
Visão de curto prazo
Rejeição ao aumento de trabalho
Medo, insegurança
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BRITO, Dorival Rosa.

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ERROS DE PERCEPÇÃO
para que as coisas aconteçam, basta a
direção decretar.
Os professores e os funcionários são os
principais responsáveis pelo problema da
escola.
Os professores e os funcionários não estão
motivados.
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BRITO, Dorival Rosa.

SUGESTÕES PARA MUDANÇA


Seja construtivo
Seja paciente
Evite surpresas
Busque a participação
Trabalhe com as lideranças informais
Estabeleça nexos entre o que está sendo
feito e o que deverá ser feito
Trate
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as pessoas com dignidade 52
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CAMINHOS
• 1. Curto caminho longo
Muda-se o processo,
esperando que as pessoas
se modifiquem para dar
conta das mudanças
ocorridas na empresa.
• 2. Longo caminho curto
Mudam-se as pessoas e, a
partir daí, muda-se o modo
de fazer da empresa,
mudam-se os processos.

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BRITO, Dorival Rosa.

O DIAGRAMA DE HERSEY
• As mudanças de
comportamento exigem um
tempo, e as dificuldades para
tais mudanças crescem na
medida da profundidade em
que as mesmas devem
ocorrer.
• Na escola, as mudanças mais
significativas são sempre
aquelas que decorrem da
mudança de pensar das
pessoas, principalmente dos
professores.
• O diagrama de Hersey, nos
apresenta duas formas de
promover mudanças em um
grupo de pessoas:

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BRITO, Dorival Rosa.

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PAPEL DA LIDERANÇA
Quanto maior o desenvolvimento tecnológico maior a
necessidade de líderes verdadeiramente humanos.
Eles é que fazem a diferença.
Acesso às inovações tecnológicas não se constitui privilégio
de nenhuma empresa.
O líder capaz de criar esperança, de ter valores e crenças
que empolguem as de fazer que as pessoas queiram fazer,
esse líder é que faz a diferença, esse é que dá uma
transcendental à organização a que pertence.
Em situações reais, as características mais importantes para
um líder estão intimamente relacionadas com o grupo de
liderados.

10/03/2011 voltar 55
BRITO, Dorival Rosa.

PAPEL DA LIDERANÇA
Para o cumprimento de uma tarefa, para a consecução de
um objetivo, dois fatores são muito importantes:
competência e comprometimento.
O papel da liderança varia, dependendo do nível dos
liderados em relação a esses fatores

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BRITO, Dorival Rosa.

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PAPEL DA LIDERANÇA
Vale a observação de Sergiovanni e Carver:

“É preciso conhecer em que nível estão os professores e


os funcionários da escola. Não faz sentido querer motivá-
los ao nível de autonomia, se eles estão inseguros ou
querer motivá-los ao nível de segurança, quando
professores e funcionários buscam autonomia. Se
superestimamos o nível de necessidade de operação de
professores e funcionários, e amedrontamos com uma
administração ultraparticipativa e auto-realizadora, somos
tão ineficientes quanto os que negam satisfação
signjficativa aos professores e funcionários, subestimando
os níveis de necessidades de operação.”

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BRITO, Dorival Rosa.

PAPEL DA LIDERANÇA

De modo geral, podemos dizer que o papel principal do


líder não é o de controlar, mas o de liberar energias, o de
apoiar e orientar. O líder exerce três papéis fundamentais:

1. de projetista;
2. de professor;
3. de administrador.

COMO PROJETISTA, ele cria, a partir dos anseios, dos


objetivos pessoais seus e de seus liderados, a realidade.
O líder tem obrigação de introduzir mudanças que
melhorem a qualidade de vida do grupo. Precisa ter visão,
inspirar o grupo.
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BRITO, Dorival Rosa.

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PAPEL DA LIDERANÇA

COMO PROFESSOR, prepara o grupo e se prepara para


as mudanças. Uma das principais ocupações do líder
deve ser a de educar e treinar, O treinamento é que
garante, na prática, os resultados das grandes idéias. As
pessoas trabalham mal, na maioria das vezes, não por
falta de motivação, preguiça ou deslealdade, mas por falta
de competência.

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BRITO, Dorival Rosa.

PAPEL DA LIDERANÇA

Como administrador. Os componentes de um sistema são


necessários, mas não são suficientes por si mesmos para realizar o
objetivo do sistema, e por isso precisam ser administrados. O líder
tem um compromisso com as pessoas que lidera e com a missão da
empresa em termos de resultados práticos. Uma liderança incapaz
traz prejuízos econômicos, emocionais, espirituais para as pessoas e
para as organizações. Ter consciência disso desperta, naturalmente,
maior responsabilidade nos líderes.
É comum, quando se trata do papel da liderança nas escolas,
pensarmos apenas na liderança de diretores, coordenadores,
supervisores. É útil lembrar que o líder, por excelência, do processo
ensino aprendizagem (essência do trabalho escolar) é o professor. O
que chega à sala de aula é a visão do professor e o que move o
universo escolar é o seu entusiasmo. Se é grande o poder de ação do
professor, maior é sua responsabilidade.

10/03/2011 voltar 60
BRITO, Dorival Rosa.

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TRANSFORMAÇÃO DO PROFESSOR
Poder pessoal
Altas expectativas

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BRITO, Dorival Rosa.

Poder pessoal
• Em algumas profissões, não há como separar o pessoal
do profissional. Ser professor implica ser uma boa
pessoa, principalmente quando se trata de ser professor
de crianças ou adolescente.

• Em algumas profissões, não há como separar o pessoal


do profissional. Ser professor implica ser uma boa
pessoa, principalmente quando se trata de ser professor
de crianças ou adolescente.

• Os professores que têm realizado trabalhos notáveis,


exatamente importantes para seus alunos e fonte de
muita alegria para eles próprios, apresentam
características que são comum a todos eles.

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BRITO, Dorival Rosa.

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OS BONS PROFESSORES
São pessoas que percebem que, apesar de todas
as dificuldades, é preciso tentar novos caminhos.
São aqueles que conseguem a integração entre o
que há de sabedoria no passado e o que é preciso
de coragem para o futuro.
São pessoas destemidas, ternas, amigas,
compreensivas.
Não vivem cobrando; fazem o que está ao alcance
delas.

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BRITO, Dorival Rosa.

Não encaram o novo, o desconhecido como ameaça, mas


como oportunidade.
Não bajulam, a segurança que têm decorre da competência
que possuem.
São criativos, são amados e sabem amar.
Não têm medo da imperfeição, convivem bem com o que há
de humano em nós.
Gostam de aprender, não se julgam donos da verdade.
Não são ingênuos, têm noção precisa dos próprios limites.
Não se prendem a picuinhas, sabem que a vida é maior que
tudo isso.

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BRITO, Dorival Rosa.

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Estão comprometidos com a vida, acreditam no que
fazem, têm uma proposta educacional;
são criativos,pensam, propõem, falam com as
pessoas certas, têm crença na vida, no ser humano.
É bom viver ao lado deles. São presente. Constroem
o futuro, mas sabem que não podemos estar aquém
nem além, temos de ser homens de nosso tempo.

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BRITO, Dorival Rosa.

ALTAS EXPECTATIVAS
“Se tomarmos as pessoas como elas são, nós a
tornamos piores. Se as tratarmos como se fossem
o que deveriam ser, nós as ajudamos a se
tornarem o que são capazes de ser.” Goethe
Segundo Heródoto, historiador grego, educar não
é encher um balde; educar é acender um fogo. O
papel do professor não é o de encher de
informações seus alunos, mas de acreditar em
seus sonhos e dar-lhes instrumentos que os
ajudem a concretizá-los.
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BRITO, Dorival Rosa.

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Vale lembrar os versos do poeta Guillaume Apolinare

Cheguem até a borda, ele disse.


Eles responderam: Temos medo.
Cheguem até a borda, ele repetiu.
Eles chegaram.
Ele os empurrou. e eles voaram.

Quando estamos prontos para voar,


aqueles que nos amam têm a Obrigação de
nos empurrar.
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RESPONSABILIDADE SOCIAL

Finalidade da Educação.
Opção do professor.

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RESPONSABILIDADE SOCIAL
Assumir responsabilidade social é um dos
indicadores da qualidade de uma organização.
Uma escola realiza suas atividades dentro de
uma sociedade composta por seres humanos.
Ela interagem com pessoas.
Não há como não ter responsabilidade social.

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BRITO, Dorival Rosa.

Aprendizagem Básicas para Convivência


Social - Bernardo Toro
1. Aprender a não agredir o semelhante - fundamento de todo
o modelo de convivência social;
2. A prender a comunicar-se - base da auto afirmação pessoal
e grupal;
3. Aprender a interagir - base dos modelos de relação social;
4. Aprender a decidir em grupo - base da política e da
economia;
5. Aprender a cuidar-se - base dos modelos de saúde e
seguridade social;
6. Aprender a cuidar do meio ambiente - fundamento da
sobrevivência;
7. Aprender a valorizar o saber social - base da evolução social
e cultural.
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BRITO, Dorival Rosa.

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Finalidade da educação
Em março de 1990, em conferência
mundial realizada na Tailândia, sob
coordenação da UNESCO, 155 países
colocaram como missão da escola.

Satisfazer as necessidades básicas de


aprendizagem das pessoas, através de
instrumentos e de conteúdos.

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Opção do professor
Ser Professor deve ser uma opção.
A escolha de uma profissão, a opção por trabalhar
aqui ou ali constituem decisões muito pessoais.

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BRITO, Dorival Rosa.

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Um “bom” professor é um indivíduo:

Inquieto, questionador, dinâmico;


Cooperativo, aberto, disposto a aprender;
Compreensivo, amigo, sensível;
Informal, brincalhão;
Bem-humorado, tem visão positiva da vida;
Coerente, honesto, leal;

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BRITO, Dorival Rosa.

Com essas características, O “bom”


professor precisa de um ambiente:
Sem muita formalidade, sem muita
burocracia;
Democrático, sem opressão;
Aberto, que lhe permita ousar, errar sem
culpa;
Instigante, de diálogo, de troca;
De trabalho sério.
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BRITO, Dorival Rosa.

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O “bom” professor quer de seus líderes:

Lucidez, clareza de objetivos;


Coerência, lealdade;
Alegria, bom humor, capacidade de rir dos
próprios erros;
Compreensão, apoio, orientação;
Capacidade de formar equipe;
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BRITO, Dorival Rosa.

Relações Humanas
Desenvolvimento
1. Distribuição dos anjos de uma asa só em diversas cores de acordo com o nº
de grupos desejado, pedir que guardem..
2. Dramatização da fábula sobre uma garotinha e uma borboleta.

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RELAÇÕES HUMANAS
Desenvolvimento
1- Distribuição dos anjos de uma asa só em diversas cores de acordo com o nº de grupos desejado, pedir que
guardem..
2- Dramatização da fábula sobre uma garotinha e uma borboleta.
3- Formação dos grupos de acordo com a cor do anjo recebido
4- Distribuição do texto aos grupos para leitura e formulação das perguntas criativas(perguntas cujas
respostas não são encontradas no texto) Tema: Relações Humanas.
5- Distribuição de pedaços de papel e 1 lápis ou caneta a cada grupo para que escrevam suas perguntas.
6- Recolhimento das perguntas e a volta do grupo a seus lugares em círculo.
7- Colocar as perguntas em uma caixa ou latinha, para serem sorteadas cada vez por um elemento do grupo
que fará leitura da mesma dando inicio a discussão. Marcar o tempo para cada pergunta. Comunicar aos
participantes os critérios:
Falar um de cada vez
Não interromper a fala do outro
Respeitar as opiniões (podendo concordar ou discordar com respeito) explicando sua opinião.
levantar a mão para falar.
8- Iniciar a ‘discussão através da leitura das perguntas. Cronometrar. Encerrar. Obs. Levar algumas perguntas
prontas que podem ser misturadas as do grupo.
9- Distribuição das asas para completar os anjos. As asas estarão misturadas de acordo com as
cores dos anjos que foram distribuídos e em cada uma escrito:
“Somos todos anjos com uma asa só. E só podemos voar quando abraçados uns aos outros”.
Luciano de Crescenzo
Solicitar que cada elemento encontre o anjo que se completará com a asa que ele tem. Entregar
a pessoa abraçando-a ... E assim todos farão o gesto afetivo da mesa maneira.

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Dramatização:
Personagens:
1 garotinha
1 borboleta
1 fada
3 figurantes
1 narrador

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A FÁBULA

Narrador: Uma garotinha que está andando pelos campos, quando vê uma
borboleta espetada em um espinho e muito cuidadosamente...
Uma garotinha que está andando pelos campos, quando vê uma borboleta
espetado em um espinho, muito cuidadosamente, ela a solta e a borboleta começa
a voar para longe. Então, ela volta transformada em uma linda fada. “por sua
bondade”, ela diz a garota, “vou conceder-lhe seu “maior desejo”. A garotinha
pensou por um momento e replicou: “Quero ser feliz”. A fada inclinou-se até ela e
sussurrou algo em seu ouvido e desapareceu subitamente.
A garota crescia e ninguém na terra era mais feliz do que ela. Sempre que alguém
lhe perguntava sobre o segredo de sua felicidade, ela somente sorria e dizia:
- Eu escutei uma fada boa.
Quando ela ficou bem velha, os vizinhos temeram que o seu segredo fabuloso
pudesse morrer com ela.
- Diga-nos, por favor, eles imploravam, diga-nos o que a fada disse..
A amável velhinha simplesmente sorriu e disse:
- Ela me disse que todas as pessoas, por mais seguras que pudessem parecer,
precisavam de mim!
Nós todos precisamos uns dos outros. (uma faixa no final da dramatização)
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BRITO, Dorival Rosa.

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