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LEI 7109 / 1977

Contém o Estatuto do pessoal do magistério público do Estado de Minas Gerais, e dá outras providências.
(Vide Lei nº 15293, de 5/8/2004.)
O Povo do Estado de Minas Gerais, por seus representantes, decretou e eu, em seu nome, sanciono a
seguinte Lei:
TÍTULO I
Disposições Propedêuticas
CAPÍTULO I
Dos Objetivos do Estatuto

Art. 1º - O presente Estatuto dispõe sobre o pessoal do magistério público do Estado de Minas Gerais, com
os seguintes objetivos:
I - estabelecer o regime jurídico do pessoal do Quadro do Magistério;
II - incentivar a profissionalização do pessoal do magistério, mediante a criação de condições que amparem
e valorizem a concentração de seus esforços ao campo de sua escolha;
III - assegurar que a remuneração do professor e do especialista de educação seja condizente com a de
outros profissionais de idêntico nível de formação;
IV - garantir a promoção na carreira do professor e do especialista de educação de acordo com o crescente
aperfeiçoamento profissional e tempo de serviço, independentemente da atividade, área de estudo,
disciplina ou grau de ensino em que atuem.
CAPÍTULO II
Do Magistério como Profissão

Art. 2º - O exercício do magistério, inspirado no respeito aos direitos fundamentais da pessoa humana, tem
em vista a promoção dos seguintes valores:
I - amor à liberdade;
II - fé no poder da educação como instrumento para a formação do homem;
III - reconhecimento do significado social e econômico da educação para o desenvolvimento do cidadão e
do País;
IV - participação na vida nacional mediante o cumprimento dos deveres profissionais;
V - constante auto-aperfeiçoamento como forma de realização pessoal e de serviço ao próximo;
VI - empenho pessoal pelo desenvolvimento do educando;
VII - respeito à personalidade do educando;
VIII - participação efetiva na vida da escola e zelo por seu aprimoramento;
IX - mentalidade comunitária para que a escola seja o agente de integração e progresso do ambiente social;
X - consciência cívica e respeito às tradições e ao patrimônio cultural do País.
Art. 3º - Integra o magistério o pessoal que exerce a docência, a supervisão, a orientação, a administração
educacional, a inspeção e a direção no sistema estadual de ensino.

CAPÍTULO III
Disposições Preliminares

Art. 4º - As expressões Secretaria e Secretário, quando mencionadas simplesmente, referem-se à


Secretaria de Estado da Educação e ao seu titular, respectivamente.
Art. 5º - Para efeito desta Lei, entende-se por:
I - Sistema - o conjunto de entidades e órgãos que integram a administração do ensino e a rede de escolas
mantida pelo poder público estadual;
II - Localidade - o distrito definido na divisão administrativa do Estado;
III - Região de Ensino - o território sujeito à jurisdição de órgão regional da administração do ensino;
IV - Turno - o período correspondente a cada uma das divisões do horário diário de funcionamento da
escola;
V - Turma - o conjunto de alunos sob a regência de um professor;
VI - Regência de Atividades - a exercida nas primeiras séries do ensino de 1º grau, nas matérias do núcleo
comum ou nas atividades especializadas de educação artística e educação física em ambos os graus de
ensino;
VII - Regência de Áreas de Estudos - a exercida nas últimas séries do ensino de 1º grau, em conteúdos da
mesma matéria de educação geral ou de formação especial, esta inclusive para as séries iniciais;
VIII - Regência de Disciplinas - a exercida em um são conteúdo das matérias de educação geral ou
formação especial, ou de conteúdos isolados de que trata o artigo 7º da Lei Federal n. 5.696, de 11 de
agosto de 1971.

TÍTULO II
Da Estrutura do Magistério
CAPÍTULO I
Do Quadro do Magistério

Art. 6º - Para efeito desta Lei, entende-se por:


I - Cargo - o conjunto orgânico de atribuições e responsabilidades cometidas a um funcionário, criado por
lei, com denominação própria, número certo e pagamento pelos cofres do Estado;
II - Classe - o agrupamento de cargos com a mesma denominação e iguais responsabilidades, identificados
pela natureza de suas atribuições e pelo grau de conhecimento exigível para seu desempenho;
III - Série de Classes - o conjunto de classes da mesma natureza, dispostas segundo o grau de
conhecimento.
Art. 7º - O Quadro do Magistério compõe-se de classes escalonadas dentro das seguintes séries de classe:
I - Professor - P;
II - Orientador Educacional - OE;
III - Supervisor Pedagógico - SP;
IV - Inspetor Escolar - IE;
V - Administrador Educacional - AE.
§ 1º - Integra igualmente o Quadro do Magistério o cargo em comissão de Diretor de unidade escolar.
(Parágrafo renumerado pelo art. 1º da Lei nº 8131, de 22/12/1981.)
§ 2º - Considera-se professor, para fins de aposentadoria, o pessoal que integra as séries de classe do
Quadro do Magistério.
(Parágrafo acrescentado pelo art. 1º da Lei nº 8131, de 22/12/1981.)
Art. 8º - O Anexo I contém as séries de classes e estabelece os respectivos requisitos de habilitação.
§ 1º - Os cargos do magistério são identificados pela sigla ou nome atribuído à série de classes, seguido do
nível da classe e da letra correspondente ao grau.
§ 2º - Na série de classes de Professor será acrescida a titulação da atividade especializada, da área de
estudo ou da disciplina a que se refira a habilitação do docente.
Art. 9º - Cada série de classes é estruturada por classes que constituem a linha vertical de acesso.
Art. 10 - As classes de cada série desdobram-se em graus que constituem a linha de progressão horizontal.
Art. 11 - O Quadro do Magistério terá sua composição numérica fixada anualmente por lei, de iniciativa do
Poder Executivo, baseada em proposta da Secretaria, atendida as disponibilidades orçamentárias.
§ 1º - Para efeito do disposto neste artigo, considerar-se-ão as promoções por acesso a serem efetuadas e
as necessidades decorrentes da expansão do Sistema.
§ 2º - O número de vagas para acesso será estabelecido de acordo com a conveniência do Sistema.

CAPÍTULO II
Da Carreira do Magistério

Art. 12 - A carreira do pessoal do magistério desenvolver-se-á por acesso e progressão horizontal.


Art. 13 - São atribuições específicas:
I - de Professor, o exercício concomitante dos seguintes módulos de trabalho: módulo 1: regência efetiva de
atividades, área de estudo ou disciplina; módulo 2: elaboração de programas e planos de trabalho, controle
e avaliação do rendimento escolar, recuperação dos alunos, reuniões, auto-aperfeiçoamento, pesquisa
educacional e cooperação, no âmbito da escola, para aprimoramento tanto do processo ensino-
aprendizagem, como da ação educacional e participação ativa na vida comunitária da escola;
II - de Orientador Educacional, em trabalho individual ou de grupo, a orientação, o aconselhamento e o
encaminhamento de alunos em sua formação geral, a sondagem de suas tendências vocacionais e de suas
aptidões, a ordenação das influências que incidam sobre a formação do educando na escola, na família ou
na comunidade, a cooperação com as atividades docentes e o controle no serviço de orientação
educacional a nível de Sistema;
III - de Supervisor Pedagógico, no âmbito do Sistema, da escola ou de áreas curriculares, a supervisão do
processo didático em seu tríplice aspecto de planejamento, controle e avaliação;
IV - de Inspetor Escolar, a inspeção, que compreende a orientação, assistência e o controle em geral do
processo administrativo das escolas, e, na forma do regulamento, do seu processo pedagógico;
V - de Administrador Educacional, no âmbito do Sistema, a pesquisa, o planejamento, o assessoramento,
controle e a avaliação do processo educacional.
Art. 14 - Para atender as modificações da legislação federal pertinente à formação profissional para o
magistério, o Conselho Estadual de Educação poderá alterar a habilitação específica de cada série de
classes, mediante resolução homologada pelo secretário.

TÍTULO III
Do Regime Funcional
CAPÍTULO I
Do Ingresso no Quadro do Magistério
SEÇÃO I
Disposição Preliminar

Art. 15 - A nomeação para cargos das classes inicial e final de professor e de especialistas de educação
depende de habilitação legal e de aprovação e classificação em concurso público de provas e títulos.
Parágrafo único - Poderá ser realizado, ainda, concurso público de provas e títulos para preenchimento de
cargo nas classes intermediárias das séries de classes, desde que reservadas pelo menos metade das
vagas para fins de acesso.

SEÇÃO II
Do Concurso
(Vide art. 31 da Lei nº 9381, de 18/12/1986.)

Art. 16 - O concurso classifica-se em:


I - Singular - quando se destinar ao preenchimento de vagas em uma escola ou escolas da mesma
localidade;
II - Regional - quando se destinar ao preenchimento de vagas nas escolas de várias localidades de uma
região de ensino ou em órgãos regionais da administração de ensino;
III - Geral - quando, de âmbito estadual, se destinar ao preenchimento de vagas, tanto em escolas de
localidades de mais de uma região de ensino, como em órgãos regionais e centrais da administração do
ensino.
Art. 17 - O edital de concurso indicará as vagas existentes no Quadro de Magistério.
("Caput" com redação dada pelo art. 1º da Lei nº 9938, de 26/7/1989.)
Parágrafo único - Tratando-se de concurso regional ou geral, o candidato mencionará, no pedido de
inscrição, a localidade, órgão regional ou órgão central no qual deseja ser lotado.
Art. 18 - Configura-se vaga quando o número de docentes ou de especialistas de educação, na escola ou
outro órgão do Sistema, for insuficiente para atender às necessidades do ensino ou da administração
educacional.
Parágrafo único - Existindo o cargo correspondente, a vaga não preenchida por nomeação será posta em
concurso no prazo máximo de 2 (dois) anos.
Art. 19 - O concurso para o cargo de Professor será realizado para preenchimento de vagas de regência de
atividades de áreas de estudo ou de disciplinas.
Art. 20 - As provas de concurso para o cargo de Professor versarão, conforme o caso, sobre o conteúdo e a
didática de:
I - atividades;
II - áreas de estudos;
III - atividades especializadas de educação artística e de educação física;
IV - disciplinas.
Art. 21 - As provas do concurso para o cargo de especialistas de educação versarão sobre as atribuições
específicas a serem exercidas:
I - pelo Orientador Educacional, nos dois graus de ensino;
II - pelo Supervisor Pedagógico, no 1º ou no 2º grau de ensino, conforme o caso, quando no âmbito de
escola, ou nos dois graus de ensino, quando no âmbito do Sistema;
III - pelo Inspetor Escolar, no 1º ou no 2º grau de ensino;
IV - pelo Administrador Educacional, no 1º ou no 2º grau de ensino.
Art. 22 - Os programas das provas do concurso a que se referem os artigos 20 e 21 constituem parte
integrante do edital.
Parágrafo único - O conteúdo dos programas e das provas será elaborado pelas Secretarias de Estado da
Educação e de Administração.
Art. 23 - Além de outros documentos que o edital possa exigir para inscrição em concurso, o candidato
apresentará os que comprovem:
I - ser brasileiro;
II - satisfazer os limites de idade fixados;
III - ter habilitação para o exercício do cargo;
IV - estar em dia com as obrigações eleitorais e militares.
§ 1º - A comprovação de registro profissional poderá ser feita até o dia da posse.
§ 2º - A inscrição em concurso para preenchimento de cargo de classe final depende de comprovação do
grau de doutor, obtido em área de conhecimento que tenha correlação com as atribuições da respectiva
série de classes.
§ 3º - No ato da posse deverá ser apresentada, ainda, declaração dos cargos ou funções exercidos.
Art. 24 - Nos concursos a que se refere esta Secção, poderão ser incluídas provas de aptidão psicológica.
Art. 25 - No julgamento de títulos dar-se-á valor a experiência de magistério, a produção intelectual, a graus
e conclusões de cursos promovidos ou reconhecidos pelo Sistema e a aprovação em concurso público
relacionado com o magistério.
Parágrafo único - O tempo de exercício de magistério em zona rural, definida na legislação agrária, será
contado em dobro para efeito deste artigo.
Art. 26 - O resultado do concurso será homologado pelo Secretário de Estado de Administração,
publicando-se no órgão oficial do Estado a relação dos candidatos aprovados, em ordem decrescente de
classificação.
Art. 27 - A homologação do concurso deverá ocorrer dentro do prazo de 180 (cento e oitenta) dias a contar
da sua realização, salvo motivo de relevante interesse público, justificado em despacho do Secretário de
Estado de Administração e publicado no órgão oficial do Estado.
Art. 28 - Dentre os candidatos aprovados, os classificados até o limite das vagas previstas no edital têm
assegurado o direito à nomeação.
§ 1º - O ato de nomeação será expedido no prazo de 120 (cento e vinte) dias contados da homologação do
concurso.
§ 2º - Não podendo ser providas as vagas com os candidatos referidos no "caput" deste artigo, defere-se
aos demais aprovados, respeitada a ordem de classificação, o direito atribuído àqueles.
§ 3º - Os demais candidatos aprovados, que excederem o limite previsto no "caput" deste artigo, serão
classificados de forma a manter recursos humanos habilitados, aptos a prover, de imediato, os cargos que
venham a vagar ou sejam criados.
(Parágrafo acrescentado pelo art. 8º da Lei nº 9938, de 26/7/1989.)

SECÇÃO III
Da Nomeação

Art. 29 - A nomeação obedecerá à ordem de classificação em concurso por escola, localidade, órgão, região
de ensino ou Sistema, conforme as condições estabelecidas nos editais.
Art. 30 - Nenhum concurso terá o efeito de vinculação permanente do professor ou especialista de
educação a escola, localidade, órgão ou região de ensino.
Art. 31 - A nomeação far-se-á para o cargo a que se referir o edital do concurso, na classe que corresponda
à habilitação mínima exigida.
Art. 32 - A nomeação será feita em caráter efetivo, sujeitando-se o funcionário ao estágio probatório.
Art. 33 - Durante o estágio probatório o professor ou o especialista de educação, no exercício das
atribuições específicas do cargo, deverão satisfazer os seguintes requisitos:
I - assiduidade;
II - pontualidade;
III - disciplina;
IV - eficiência.
§ 1º - A verificação do cumprimento dos requisitos previstos neste artigo será procedida segundo normas
expedidas pela Secretaria e concluída no período de até 18 (dezoito) meses de efetivo exercício.
§ 2º - Independentemente da possibilidade de ser demitido, na forma e nos casos previstos em lei, será
exonerado, após sindicância, o funcionário que não satisfizer os requisitos do estágio probatório.
(Vide art. 35 da Constituição do Estado de Minas Gerais.)
Art. 34 - Será estabilizado após 2 (dois) anos de exercício, o professor ou o especialista de educação que
satisfizer os requisitos no estágio probatório.
(Vide art. 35 da Constituição do Estado de Minas Gerais.)

CAPÍTULO II
Da Readmissão

Art. 35 - Readmissão é o reingresso do professor ou do especialista de educação, exonerados a pedido, no


cargo que anteriormente ocupavam ou no cargo correspondente, quando aquele houver sido transformado
ou extinto.
(Vide art. 40 da Lei nº 10961, de 14/12/1992.)
Art. 36 - A readmissão assegura a contagem de tempo de serviço anteriormente prestado, para todos os
efeitos legais.
Art. 37 - Para a readmissão, que se fará sempre no interesse do ensino, são necessários os seguintes
requisitos:
I - que haja cargo vago e para o qual não exista candidato classificado em concurso;
II - que o ex-funcionário haja sido nomeado em virtude de concurso público.
§ 1º - As exigências do artigo 23, exceto a referente à idade, serão observadas para a readmissão.
§ 2º - A critério do Sistema, o requisito do inciso II deste artigo poderá ser dispensado, nos casos em que a
lei não exigia o concurso ao tempo da nomeação.
Art. 38 - Ficará sujeito a processo de atualização pedagógica, nos termos de resolução do Secretário, o
professor ou o especialista de educação que não tenha exercido atividade de magistério nos 2 (dois) anos
anteriores à readmissão.

CAPÍTULO III
Do Acesso

Art. 39 - Acesso é a promoção do professor e do especialista de educação do cargo que ocupam, para
classe imediatamente superior, correspondente à habilitação específica alcançada, independentemente do
grau de ensino em que atuem.
Parágrafo único - Respeitados os demais requisitos instituídos neste Capítulo, os integrantes da classe P-2,
portadores de habilitação a nível de 2º grau, acumulada com licenciatura de curta duração, terão acesso
direto à classe P-4-A.
(Vide art. 3º da Lei nº 9263, de 11/9;1986.)
(Vide art. 13 da Lei nº 9413, de 2/7/1987.)
Art. 40 - O ocupante de cargo do magistério, promovido por acesso, atuará, a critério do Sistema, em
qualquer dos níveis de ensino para os quais tenha habilitação legal.
Art. 41 - Habilitação específica para efeito de acesso e a que confere ao docente ou especialista de
educação competência legal para exercer, dentro da série de classes a que pertence, as atribuições de seu
cargo, em grupo diverso de séries escolares de um mesmo grau de ensino ou de graus diferentes.
Parágrafo único - A critério do Sistema, poderá ser aceita habilitação superior à exigida para o provimento
na classe imediatamente superior, desde que compatível com a atividade, área de estudos, disciplina ou
especialidade pedagógica do ocupante de cargo do magistério.
Art. 42 - A licenciatura, de duração curta ou plena de especialista de educação, habilitará o docente com
formação a nível de 2º grau a concorrer ao acesso na série de classes de Professor, desde que o currículo
do curso de licenciatura inclua as metodologias do ensino de 1º grau.
Art. 43 - Será considerada, também, para o efeito de acesso na série de classes de Professor, a licenciatura
de duração curta ou plena que habilite ao ensino de atividades ou áreas de estudo.
Art. 44 - A promoção por acesso dependerá de concurso interno de títulos ou de provas e títulos, quando o
número de candidatos for superior ao de vagas.
Parágrafo único - No julgamento dos títulos dar-se-á valor preponderante ao tempo de exercício de
magistério público estadual e à anterioridade do título de habilitação específica.
Art. 45 - Para candidatar-se ao acesso, de acordo com o Anexo I, o interessado apresentará documentação
que comprove:
I - o registro profissional, no órgão competente, ou o grau de mestre ou o de doutor;
II - encontrar-se no efetivo exercício das atribuições de seu cargo;
III - ter 3 (três) anos de efetivo exercício na classe de seu cargo, sem haver faltado mais de 30 (trinta) dias
no período.
Parágrafo único - Nos casos do artigo 42, além do registro profissional, deverá o requerente juntar o
currículo do curso de habilitação que freqüentou.
(Vide art. 3º da Lei nº 9263, de 11/9/1986.)
Art. 46 - O acesso à classe superior será feito no grau inicial, ou em grau que assegure, em qualquer
hipótese, vencimento superior ao da situação antecedente.

CAPÍTULO IV
Da Progressão Horizontal

Art. 47 - A progressão horizontal é a promoção do professor ou especialista de educação ao grau imediato


da mesma classe.
Art. 48 - A progressão horizontal depende de apuração do efetivo exercício no mesmo grau, pelo período de
4 (quatro) anos, bem como da avaliação de desempenho, na forma do regulamento.
§ 1º - Para a avaliação de desempenho, além do efetivo exercício das atribuições específicas da classe
respectiva, poderão ser considerados ainda:
1) a regência de turma da 1ª série no ensino de 1º grau;
2) o efetivo exercício do magistério em locais inóspitos ou de difícil acesso, segundo regulamentação
própria;
3) a conclusão de cursos ou estágios de aperfeiçoamento, especialização, extensão ou atualização,
instituídos ou reconhecidos para tal efeito pelo Sistema;
4) o exercício de outras atribuições no âmbito do Sistema de interesse da administração ou do ensino;
5) a publicação de livros e trabalhos julgados de interesse para a educação e a cultura, pelo órgão
competente do Sistema;
6) o exercício de cargos de chefia ou direção, de natureza técnico-pedagógica.
§ 2º - Serão considerados para efeito deste artigo os cursos que tenham correlação com a série de classes
de professor ou de especialista de educação, desde que não tenham sido computados em avaliação
anterior.
§ 3º - (Revogado pelo art. 48 da Lei nº 15784, de 27/10/2005.)
Dispositivo revogado:
"§ 3º - O Professor ou Especialista de Educação, com 25 (vinte e cinco) anos de efetivo exercício, se do
sexo feminino, ou com 30 (trinta) anos, se do sexo masculino, será automaticamente promovido ao grau
final da classe a que pertencer, desde que não o contra-indique o seu desempenho nos respectivos
períodos."
(Parágrafo com redação dada pelo art. 1º da Lei nº 8980, de 10/10/1985.)

TÍTULO IV
Da Posse e do Exercício
CAPÍTULO I
Da Posse

Art. 49 - Haverá posse, em cargos do magistério, nos casos de:


I - nomeação;
II - readmissão;
III - nomeação para exercício de cargo de diretor.
Art. 50 - A posse deverá verificar-se no prazo de 30 (trinta) dias, contados da data da publicação do ato de
nomeação ou de readmissão.
Parágrafo único - Antes de esgotado o prazo de que trata este artigo, o interessado poderá requerer sua
prorrogação por mais 30 (trinta) dias.
Art. 51 - Se, por omissão do interessado, a posse não se der em tempo hábil, o ato de provimento ficará
automaticamente sem efeito, decaindo o concursado do direito a nova nomeação.
Parágrafo único - Os prazos previstos no artigo anterior não correrão quando a posse depender de
providência da Secretaria.
Art. 52 - É permitida a posse por procuração.
Art. 53 - A posse dependerá do cumprimento, pelo interessado, das exigências legais e regulamentares
para investidura no cargo.
Art. 54 - São competentes para dar posse:
I - os diretores e coordenadores de escolas, ao pessoal do estabelecimento;
II - os inspetores ou o diretor de escola da sede do município, designado pela Secretaria, aos professores e
especialistas de educação das escolas que não tenham diretor ou coordenador;
III - os diretores de Região de Ensino, aos diretores de escolas, administradores educacionais, inspetores
escolares e demais funcionários de sua jurisdição;
IV - o Secretário, em todos os casos.

CAPÍTULO II
Do Exercício

Art. 55 - A fixação do local onde o professor ou o especialista de educação exercerá as atribuições


específicas de seu cargo, será feita por ato de lotação ou de adjunção, nos termos do que dispõem os
Capítulos III e IV do Título V.
Art. 56 - O ocupante de cargo do magistério deverá entrar em exercício:
I - no prazo de 30 (trinta) dias, contados da data da posse, quando:
a) nomeado ou readmitido;
b) nomeado para cargo de Diretor;
II - no prazo estabelecido no respectivo ato, de até 30 (trinta) dias contados da sua publicação, quando:
a) removido ou deslocado para fins de adjunção;
b) designado para função de diretor, na hipótese do artigo 156;
III - no prazo de 5 (cinco) dias, contados da publicação do ato, quando em escola ou outro órgão na mesma
localidade.
§ 1º - Os prazos previstos neste artigo podem ser prorrogados a pedido do funcionário e a juízo do Sistema,
por período igual ao fixado no inciso respectivo.
§ 2º - Os prazos a que se refere este artigo contam-se do término das férias, das licenças e concessões,
enumeradas no artigo 133, ou da licença para tratamento de saúde.
Art. 57 - É competente para dar o exercício a autoridade que o for para a posse.
Art. 58 - São considerados de efetivo exercício, para todos os efeitos, os períodos previstos no artigo 56,
exceto nas hipóteses de readmissão e de primeira investidura.
Art. 59 - Dá-se a vinculação ao Quadro do Magistério nas seguintes hipóteses:
I - lotação,
II - adjunção,
III - provimento em cargo em comissão dentro do Sistema, IV - autorização especial.
Art. 60 - Ressalvado o disposto noa artigo 88, a vinculação ao Quadro do Magistério assegura a percepção
de vencimento específico do magistério, o direito à promoção por acesso e progressão horizontal, a
contagem de tempo de serviço para adicionais do magistério e outras vantagens instituídas nesta Lei.
Art. 61 - O ocupante de cargo do magistério não será colocado, com ou sem ônus para o Estado, à
disposição da União, de outros Estados, do Distrito Federal, dos Territórios, dos Municípios e de entidades
da Administração indireta, inclusive fundações.
Parágrafo único - O disposto neste artigo não se aplica a situações excepcionais, a critério do Governador
do Estado, mediante solicitação de Ministros de Estado ou Governadores.
(Vide Lei nº 9938, de 18/12/1986.)
Art. 62 - Salvo nas hipóteses de autorização especial e de adjunção, o professor ou o especialista de
educação colocado à disposição ficará desvinculado do Quadro do Magistério e sujeito às seguintes
restrições:
I - suspensão dos direitos, vantagens e incentivos da carreira do magistério;
II - cancelamento do regime especial de trabalho instituído nesta Lei;
III - suspensão de contagem de tempo de serviço para fins de adicionais de magistério e promoção;
IV - cancelamento da lotação.
Art. 63 - Ressalvado o disposto nos artigos 152 e 201, não é permitido ao ocupante de cargo de magistério
o desvio de suas atribuições específicas para exercer funções burocráticas dentro do Sistema, entidades
que com ele mantenham convênio, ou órgão da Administração Pública Estadual.
Parágrafo único - O disposto neste artigo não se aplica às hipóteses de exercício de cargo em comissão ou
disposição para os Gabinetes do Governador do Estado, Vice-Governador, para a Assembléia Legislativa e
Tribunais de Justiça e de contas
(Parágrafo com redação dada pelo art. 4º da Lei nº 7770, de 25/8/1980.)
(Vide Lei nº 8443, de 6/10;1983.)
(Vide Lei nº 9346, de 5/12/1986.)
(Vide Lei nº 9381, de 18/12/1986.)
Art. 64 - A autoridade escolar comunicará imediatamente ao órgão próprio da Secretaria o início, a
interrupção e o reinício do exercício do ocupante de cargo do magistério.
Art. 65 - É proibido o abono de faltas.
Parágrafo único - Não tendo ocorrido abandono de cargo, é permitido o abono de faltas exclusivamente
para fins disciplinares.

TÍTULO V
Da Movimentação do Pessoal
CAPÍTULO I
Disposições Gerais

Art. 66 - A movimentação do pessoal do magistério é feita mediante remoção, lotação, adjunção,


autorização especial e readaptação.
Art. 67 - Entende-se por:
I - Remoção - a determinação de deslocamento do funcionário de uma para outra localidade.
II - Lotação - a indicação, na localidade, de escola ou outro órgão do Sistema em que o ocupante de cargo
do magistério deva ter exercício.
III - Adjunção - a incumbência de exercer atribuições previstas no artigo 13 junto a escolas ou outros órgãos
e entidades de ensino ou educação, não integrantes do Sistema.
IV - Autorização Especial - o afastamento temporário do professor ou do especialista de educação do
exercício das respectivas atribuições para o desempenho de encargos especiais ou aperfeiçoamento
pedagógico.
V - Readaptação - o ajustamento do professor ou do especialista de educação ao exercício de atribuições
mais compatíveis com seu estado de saúde.
Art. 68 - Os atos de remoção, mudança de lotação ou adjunção, quando a pedido, serão processados e
efetivados nos meses de dezembro e janeiro, respectivamente.
Art. 69 - É vedada a movimentação e a disposição do professor ou do especialista de educação:
I - quando se tratar de funcionário não estável, excetuadas as hipóteses de mudança de lotação e remoção,
bem como a disposição para ocupar cargo em comissão ou função de confiança em escola ou órgão de
educação que não integre o sistema estadual de ensino;
(Inciso com redação dada pelo art. 22 da Lei Complementar nº 75, de 13/1/2004.)
(Vide art. 1º da Lei nº 12861, de 16/6/1998.)
II - quando solicitada por ocupante de cargo do magistério que, nos 2 (dois) últimos anos, houver faltado,
injustificadamente, por 15 (quinze) dias, no mesmo ano letivo;
III - ex-officio, para função que deva exercer fora da localidade de sua residência, no período de 6 (seis)
meses anteriores e no de 3 (três) meses posteriores às eleições.
(Artigo com redação dada pelo art. 1º da Lei nº 9938, de 26/7/1989.)

CAPÍTULO II
Da Remoção
(Vide art. 32 da Lei nº 9381, de 18/12/1986.)

Art. 70 - A remoção do ocupante de cargo ou de função pública estável no Quadro do Magistério poderá ser
feita:
I - a pedido do servidor, em época própria, condicionada à existência de vaga;
II - por permuta, em época própria;
III - para acompanhar cônjuge servidor ou empregado público, quando removido "ex-officio", ou por
promoção que obrigue a mudança de domicílio.
Parágrafo único - A remoção prevista no inciso III deste artigo não se sujeita à existência de vaga e ao
cumprimento do estágio probatório.
(Artigo com redação dada pelo art. 65 da Lei nº 11050, de 19/1/1993.)
(O artigo 65 da Lei nº 11050, de 19/1/1993.)foi vetado pelo Governador e mantido pela Assembléia
Legislativa em 7/4/1993.)
(Vide art. 9º da Lei nº 9592, de 14/6/1988.)
(Vide art. 1º da Lei nº 9938, de 26/7/1989.)
Art. 71 - (Revogado pelo art. 10 da Lei nº 9938, de 26/7/1989.)
Dispositivo revogado:
"Art. 71 - Para o efeito de remoção, os órgãos regionais de ensino divulgarão entre 1º e 31 de outubro de
cada ano as vagas existentes em sua jurisdição."
Art. 72 - Os requerimentos de remoção devem ser protocolados no órgão regional de ensino, até 30 de abril
ou 30 de outubro de cada ano, devidamente instruídos.
§ 1º Para efeito do disposto neste artigo, a remoção será efetivada, havendo vaga, respectivamente, nos
meses de julho e janeiro.
§ 2º - (Revogado pelo art. 112 da Lei nº 11050, de 19/1/1993.)
Dispositivo revogado:
"§ 2º - Na hipótese de remoção por permuta, o pedido deverá ser protocolado e atendido em qualquer
época do ano."
§ 3º - (Revogado pelo art. 112 da Lei nº 11050, de 19/1/1993.)
Dispositivo revogado:
"§ 3º - A remoção prevista no inciso IV deste artigo não se sujeita à existência de vaga a época para
processamento e a cumprimento do estágio probatório."
(Artigo com redação dada pelo art. 1º da Lei nº 9938, de 26/7/1989.)
Art. 73 - Os candidatos à remoção, a pedido, para determinada localidade, serão classificados de acordo
com a seguinte prioridade:
I - o casado, para a localidade onde reside o cônjuge;
II - o doente, para a localidade em que deva tratar-se;
III - o que tiver cônjuge ou filho doente, para a localidade em que deva tratar-se;
IV - o arrimo, para a localidade em que resida a família.
§ 1º - Não bastando a ordem de prioridade deste artigo, observar-se-á a seguinte preferência:
1 - o de mais tempo de efetivo exercício no magistério estadual, na localidade de onde requer remoção;
2 - o de classe mais elevada;
3 - o de grau maior na classe;
4 - o mais antigo no magistério;
5 - o mais antigo no serviço público estadual;
6 - o de idade maior.
§ 2º - Observados os prazos previstos no § 1º do artigo 70, a remoção será processada em duas etapas
sucessivas;
1 - em nível regional, concorrerão, obedecida a ordem de classificação, somente os candidatos que
pretendem a remoção para localidades pertencentes à jurisdição de uma mesma Delegacia Regional de
Ensino;
2 - em nível estadual, concorrerão às vagas remanescentes da primeira etapa, obedecida a ordem de
classificação, somente os candidatos que pretendem a remoção para localidades pertencentes às diversas
jurisdições de Delegacias Regionais de Ensino.
(Artigo com redação dada pelo art. 1º da Lei nº 9938, de 26/7/1989.)
Art. 74 - (Revogado pelo art. 10 da Lei nº 9938, de 26/7/1989.)
Dispositivo revogado:
"Art. 74 - Ao ocupante de cargo do magistério, casado com servidor público, fica assegurado o direito a
remoção para acompanhar o cônjuge, quando removido ex-officio, ou em virtude de promoção que obrigue
a mudança de domicílio.
Parágrafo único - A remoção, a que se refere este artigo, não está sujeitas às restrições estabelecidas neste
Capítulo."

CAPÍTULO III
Da Lotação

Art. 75 - O ocupante de cargo do magistério será lotado:


I - em escola, o Professor;
II - em escola, órgão regional ou central do Sistema, o Supervisor Pedagógico e o Orientador Educacional;
III - em órgão regional ou central do Sistema, o Administrador Educacional e o Inspetor Escolar.
(Vide art. 18 da Lei nº 9346, de 5/12/1986.)
Art. 76 - Quando o ocupante de cargo do magistério tiver exercício em mais de uma escola, sua lotação
será naquela em que prestar maior número de horas de trabalho.
Art. 77 - Aos professores ou especialistas de educação, nomeados para a mesma localidade, fica
assegurado o direito de escolher a escola ou outro órgão em que serão lotados, respeitada a ordem de
classificação em concurso.
Art. 78 - A mudança de lotação dentro da mesma localidade pode ser feita:
I - a pedido do funcionário;
II - ex-officio, por conveniência do ensino.
Art. 79 - Os pedidos de mudança de lotação devem ser protocolados no órgão próprio da Secretaria nos
meses de outubro e novembro de cada ano e, sendo o caso, atendidos até o dia 15 de janeiro subsequente.
Art. 80 - O atendimento dos pedidos de mudança de lotação está condicionado à existência de vaga e à
ordem de prioridade previamente estabelecida pela Secretaria.
Art. 81 - Após o atendimento dos pedidos de que trata o artigo 79, será efetivada a lotação:
I - dos removidos;
II - dos recém-nomeados, quando as nomeações coincidirem com a época de lotação.
Art. 82 - Para efeito de lotação em unidade estadual de ensino ou em outra unidade da Secretaria de Estado
da Educação, o lugar do servidor do magistério é considerado:
I - preenchido, nos casos de:
a) autorização especial para freqüência a curso;
b) exercício dos cargos em comissão de Diretor de Escola, de Secretário de Escola e da função de Vice-
Diretor;
c) exercício de cargo em comissão da administração pública estadual;
d) liberação para exercício de mandato eletivo em diretoria de entidade sindical;
e) outros afastamentos legais;
II - vago, nos casos de:
a) adjunção;
b) disposição;
c) remoção;
d) mudança de lotação;
e) licença para tratar de interesses particulares;
f) licença para acompanhar o cônjuge servidor ou empregado público;
g) afastamento preliminar à aposentadoria;
h) exoneração;
i) demissão;
j) promoção;
l) transferência;
m) aposentadoria;
n) posse em outro cargo, desde que dela se verifique acumulação vedada;
o) falecimento.
§ 1º - Nas hipóteses de licença para acompanhar o cônjuge servidor ou empregado público, de adjunção, de
disposição e de licença para tratar de interesse particular, o servidor terá assegurado o direito à
permanência na localidade.
§ 2º - O lugar do servidor, em abandono de cargo, enquanto não decidida a sua situação, é considerado
vago.
§ 3º - Se decidida a reassunção do exercício pelo servidor, terá ele direito à lotação em escola estadual da
sua localidade de origem.
(Artigo com redação dada pelo art. 65 da Lei nº 11050, de 19/1/1993.
(O artigo 65 da Lei nº 11050, de 19/1/1993.)foi vetado pelo Governador e mantido pela Assembléia
Legislativa em 7/4/1993.)
Art. 83 - Nenhuma lotação pode ser efetuada em prejuízo do regime especial de trabalho já atribuído a outro
ocupante de cargo do magistério.
Parágrafo único - A garantia instituída neste artigo não se aplica ao professor sem habilitação específica,
incluído no regime especial de trabalho, nos termos do artigo 114.
Art. 84 - Quando o número de professores e de especialistas de educação, lotados em escola ou outro
órgão do Sistema, for superior às necessidades do ensino, serão remanejados os excedentes.
Parágrafo único - Na hipótese deste artigo será remanejado o funcionário de menor tempo de serviço na
escola ou no órgão em que tiver exercício, deferido ao mais antigo o direito de preferência.
(Vide art. 19 da Lei nº 9381, de 18/12/1986.)

CAPÍTULO IV
Da Adjunção

Art. 85 - A adjunção dar-se-á a pedido ou por iniciativa do Sistema, com assentimento do funcionário,
respeitada a conveniência do ensino.
Parágrafo único - A adjunção, para o funcionário em exercício em escola, deve efetivar-se em período de
férias escolares.
Art. 86 - A adjunção tem validade por tempo indeterminado, podendo ser revogada por conveniência do
ensino.
Art. 87 - A adjunção pode ocorrer:
I - em escola ou em outro órgão de ensino ou de educação de município do Estado, mediante convênio;
II - em escola ou em outro órgão de ensino ou de educação mantidos por entidades ou instituições públicas,
fundações com fins educacionais ou com fins de pesquisa ou sociedades civis sem fins lucrativos, mediante
convênio ou ajuste de natureza pedagógica com o Estado;
III - em escola federal ou em outro órgão do Ministério da Educação e Cultura;
IV - em escola ou em órgão de ensino ou de educação de outras unidades da Federação;
V - em entidade que ministre educação especial.
Art. 88 - A adjunção dar-se-á com ou sem vencimento e vantagens, segundo o que mais convier ao
Sistema.
Art. 89 - O ocupante de cargo do magistério, sob regime de adjunção, nos casos dos incisos I, II e V do
artigo 87, está sujeito ao serviço de inspeção da região de ensino onde se localize a escola ou outro órgão
onde tenha exercido.

CAPÍTULO V
Da Autorização Especial

Art. 90 - A autorização especial, respeitada a conveniência do Sistema, poderá ser concedida ao funcionário
para:
I - integrar comissão especial ou grupo de trabalho, estudo ou pesquisa;
(Vide art. 6º da Lei nº 9263, de 11/9/1986.)
(Vide art. 10 da Lei nº 9346, de 5/12/1986.)
II - participar de congresso ou reunião científica;
III - participar, como docente ou discente, de curso de especialização, extensão, aperfeiçoamento ou
atualização;
IV - freqüentar curso de habilitação para atender a programação de iniciativa do Sistema;
V - freqüentar curso de pós-graduação relacionado com o exercício do cargo.
§ 1º - A autorização especial tem os seguintes prazos:
1) a do inciso I, 1 (um) ano, prorrogável a critério do Secretário;
2) a do inciso II, até 3 (três) meses em cada ano letivo;
3) a do inciso III, até 1 (um) ano, prorrogável por mais 1 (um), exigido o interstício de 2 (dois) anos para
nova autorização, quando se tratar de discente;
4) a do inciso IV, pelo tempo suficiente para o término do curso;
5) a do inciso V, por 2 (dois) anos, permitida a prorrogação à vista de circunstâncias que a justifiquem.
§ 2º - O afastamento para prestação de serviços impostos por lei dar-se-á sob a forma de autorização
especial.
Art. 91 - O ato de autorização especial é da competência do Secretário.
(Vide Lei nº 10745, de 25/5/1992.)
Art. 92 - O professor ou o especialista de educação, em regime de autorização especial, tem direito ao
vencimento e vantagens do seu cargo efetivo.

CAPÍTULO VI
Da Readaptação

Art. 93 - (Revogado pelo art. 56 da Lei nº 9381, de 18/12/1986.)


Dispositivo revogado:
"Art. 93 - A readaptação é feita no interesse do Sistema, com base em processo especial que indique
melhor aproveitamento funcional do ocupante de cargo do magistério, em virtude de alteração de seu
estado de saúde.
Parágrafo único - A readaptação depende de laudo médico expedido por junta oficial que conclua pelo
afastamento temporário ou definitivo do funcionário do exercício das atribuições específicas de seu cargo."
Art. 94 - (Revogado pelo art. 56 da Lei nº 9381, de 18/12/1986.)
Dispositivo revogado:
"Art. 94 - A readaptação é feita ex-officio, nos termos de regulamento próprio.
Parágrafo único - O funcionário pode ter a iniciativa do procedimento da readaptação."
Art. 95 - (Revogado pelo art. 56 da Lei nº 9381, de 18/12/1986.)
Dispositivo revogado:
"Art. 95 - A readaptação consiste em:
I - atribuição de encargo especial;
II - transferência de cargo."
Art. 96 - (Revogado pelo art. 56 da Lei nº 9381, de 18/12/1986.)
Dispositivo revogado:
"Art. 96 - A readaptação, de que trata o inciso I do artigo anterior, consiste na interrupção do exercício das
atribuições específicas do cargo, para desempenho de outras atividades na escola ou em outro órgão da
mesma localidade.
Parágrafo único - A readaptação, a que se refere este artigo, pode ocorrer quando o laudo médico
prescrever período de até 1 (um) ano de afastamento."
Art. 97 - (Revogado pelo art. 56 da Lei nº 9381, de 18/12/1986.)
Dispositivo revogado:
"Art. 97 - Quando o impedimento reconhecido em laudo médico perdurar por tempo superior a 1 (um) ano, o
ocupante de cargo do magistério será readaptado por transferência de cargo."

TÍTULO VI
Do Regime de Trabalho
CAPÍTULO I
Do Regime Básico e do Especial

Art. 98 - As atribuições específicas do professor ou do especialista de educação, nos termos do artigo 13,
serão desempenhadas:
I - obrigatoriamente, em regime básico de 24 (vinte e quatro) horas semanais de trabalho, por cargo;
(Vide art. 3º da Lei nº 8131, de 22/12/1981.)
(Vide Lei nº 9401, de 18/12/1986.)
II - facultativamente e de acordo com as normas estabelecidas nesta Lei, em regime especial de 40
(quarenta) horas.
Art. 99 - Ressalvadas as variações que na prática se impuserem, o regime básico de 24 (vinte e quatro)
horas semanais incluirá os módulos de trabalho a que se refere o artigo 13, na seguinte proporção:
I - para o professor regente das quatro primeiras séries do 1º grau, o módulo 1 constará de 18 (dezoito)
horas de trabalho na turma, ficando as horas restantes para cumprimento das obrigações do módulo 2,
incluído o recreio;
II - para o professor regente de atividade especializada, área de estudos ou disciplina, o módulo 1 incluirá
18 (dezoito) horas-aula, ficando as restantes horas de trabalho para cumprimento das obrigações do módulo
2, incluídos os intervalos de aula e recreio.
Parágrafo único - Para os efeitos do inciso II deste artigo, a hora-aula tem a duração de 50 (cinqüenta)
minutos.
Art. 100 - No regime especial de trabalho, as aulas a serem atribuídas a um professor deverão
corresponder, no máximo, ao dobro do limite previsto nos incisos I e II do artigo anterior, fixando-se as horas
de trabalho do módulo 2 dentro das 40 (quarenta) horas semanais.
Art. 101 - O regime especial de 40 (quarenta) horas semanais de trabalho poderá ser adotado para:
I - regência de turma vaga das quatro primeiras séries do ensino de 1º grau, em turno diferente;
II - regência de horas-aula, a que se refere o inciso II do artigo 99, na proporção de um professor em regime
especial para cada grupo de 18 (dezoito) horas-aula ou fração quando:
a) não houver, na escola, titular da respectiva regência;
b) houver um só titular para a regência e as horas-aula excederem de 18 (dezoito);
c) houver mais de um titula para regência e o total de horas-aula exceder à soma de aulas dos regimes
básicos a que cada um deles estiver sujeito;
III - preenchimento temporário de vaga de especialista de educação, quando efetuado sem prejuízo das
atribuições já exercidas pelo ocupante de cargo do magistério;
IV - exercício de substituição, nos termos desta Lei.
Art. 102 - Em cada escola a carga de horas-aula será distribuída eqüitativamente entre os professores da
mesma área de estudo, disciplina ou atividade especializada, respeitada, sempre que possível, a
proporcionalidade entre os módulos 1 dos regimes de trabalho.
Art. 103 - O regime especial de trabalho para especialista de educação será adotado quando o volume ou a
natureza do serviço na escola, ou no outro órgão em que estiver lotado, o justificar.
Art. 104 - O professor deverá assumir a regência de aulas necessárias ao cumprimento integral do módulo 1
do regime de trabalho semanal a que estiver sujeito, em qualquer das atividades, áreas de estudo ou
disciplinas para as quais tenha habilitação específica.
Art. 105 - Não é permitida ao ocupante de dois cargos públicos a adoção de regime especial de trabalho,
ressalvada a hipótese de licenciar-se, sem vencimento, de um deles.
Art. 106 - O especialista de educação lotado em escola cumprirá o módulo 2, previsto no artigo 13, inciso I,
respeitada a natureza das respectivas atribuições.
Art. 107 - O regime especial de trabalho pode ser proposto ao ocupante, em caráter efetivo, de cargo do
magistério, com exercício em escola ou outro órgão e que tenha habilitação específica para o desempenho
das atribuições da área carente.
§ 1º - O ocupante de cargo do magistério é livre para aceitar o regime especial de trabalho.
§ 2º - Se vários candidatos aceitarem o regime de trabalho de que trata este artigo, a escolha recairá no que
alcançar melhor posição, observada a seguinte ordem de preferência:
1) para a docência:
a) regente da mesma atividade, área de estudo ou disciplina;
b) professor de outra titulação, habilitado também para a área carente;
c) especialista de educação, habilitado também para a área carente;
2) para a função de especialista de educação:
a) especialista da mesma série de classes;
b) especialista habilitado também para a área carente;
c) professor habilitado também para a área carente.
§ 3º - Se houver candidatos com igual preferência, observar-se-á o seguinte critério de desempate:
1) maior tempo de magistério na escola ou no órgão;
2) classe mais elevada;
3) grau maior na classe;
4) maior tempo de serviço no magistério estadual;
5) idade maior.
Art. 108 - Quando, na mesma escola, não houver candidato habilitado para prestar serviço em área carente,
poderá ser aproveitado professor ou especialista de educação de outra escola, atribuindo-se-lhe o regime
especial de trabalho, observada a ordem de preferência do artigo anterior.
Art. 109 - O regime especial de trabalho deverá ser aprovado anualmente, mediante apreciação dos
quadros próprios das escolas e dos órgãos, regionais e centrais.
Art. 110 - As turmas não excederão de 40 (quarenta) alunos, atendidas as peculiaridades de cada tipo de
ensino.
Art. 111 - A Secretaria estabelecerá os critérios quantitativos de lotação de especialistas de educação.
Art. 112 - Para cada 10 (dez) turmas das séries iniciais do ensino de 1º grau são permitidas as seguintes
funções por turno:
I - um professor disponível para substituição eventual de docentes;
II - um professor para educação física e outro para educação artística, quando não houver professor
especializado.
Parágrafo único - Na forma do regulamento, poderá haver professor para ensino do uso da biblioteca,
professor de educação para a saúde e professor de ensino religioso.
(Vide Lei nº 9381, de 18/12/1986.)
(Vide art. 8º da Lei nº 11721, de 29/12/1994.)
Art. 113 - A suplência eventual de docentes nas últimas séries do ensino de 1º grau e no de 2º grau será
exercida por professor que não tenha completa a carga de horas-aula do regime a que estiver sujeito,
mediante trabalhos complementares de sua respectiva área de estudo, disciplina ou atividade especializada
nas turmas carentes.
(Vide Lei nº 9381, de 18/12/1986.)

Art. 114 - Nas hipóteses de falta de professor legalmente habilitado a que se referem os artigos 77 da Lei
Federal nº 5.692, de 11 de agosto de 1971, e 125 e 126 desta Lei, o regime especial de trabalho poderá ser
atribuído a professor do Quadro do Magistério, sem habilitação específica.
CAPÍTULO II
Da Suplência
SEÇÃO I
Disposições Gerais
Art. 115 - Suplência é o exercício temporário das atribuições específicas de cargo do magistério durante a
ausência do respectivo titular ou, em caso de vacância, até o provimento do cargo.
Art. 116 - A suplência dar-se-á:
I - por substituição;
II - por convocação.
Art. 117 - A autoridade escolar que fizer convocação ou substituição, ou nela consentir, com desrespeito ao
disposto neste Capítulo, responderá administrativamente pelo seu ato, sujeitando-se ainda ao ressarcimento
dos prejuízos dele decorrentes.
SEÇÃO II
Da Substituição
Art. 118 - Substituição é o cometimento a um ocupante de cargo do magistério das atribuições que
competiam a outro que se encontre ausente, sem perda de sua lotação na escola.
(Vide Lei nº 9381, de 18/12/1986.)
Art. 119 - Nos casos de regência a substituição será exercida:
I - obrigatoriamente e sem remuneração adicional, por professor da mesma disciplina, área de estudo ou
atividade especializada, para completar cargo de horas-aula até o limite do regime a que estiver sujeito,
tratando-se de exercício na mesma escola ou em escolas próximas, sempre no mesmo turno;
II - facultativamente, com remuneração correspondente ao regime especial de 40 (quarenta) horas
semanais, e na seguinte ordem de preferência:
a) por professor da mesma titulação, em regime básico de trabalho, quando os encargos da substituição
ultrapassarem o respectivo limite de horas-aula;
b) por professor de outra titulação que tenha também habilitação para o exercício das atribuições do
professor ausente;
c) por especialista de educação, lotado em escola ou em órgão da mesma localidade, que tenha habilitação
para o exercício das atribuições do professor ausente;
d) por professor de matéria afim à do ausente;
e) por professor, nas condições do artigo 77 da Lei Federal nº 5.692, de 11 de agosto de 1971.
Art. 120 - A substituição de especialista de educação será feita por outro com a mesma habilitação , que
esteja no regime básico na escola ou em outro órgão da localidade e que aceite o regime especial.
Parágrafo único - Se não houver especialista de educação
nas condições deste artigo, a substituição far-se-á, facultativamente por professor com a necessária
habilitação, que esteja no regime básico e aceite o regime especial.
Art. 121 - É vedado ao ocupante de cargo do magistério que esteja no regime de 40 (quarenta) horas
semanais ou que ocupe 2 (dois) cargos públicos, o exercício de substituição ressalvado o disposto no inciso
I do artigo 119.
(Vide art. 38 da Lei nº 9381, de 18/12/1986.)
SEÇÃO III
Da Convocação
Art. 122 - A convocação é o chamamento de pessoa pertencente ou não ao Quadro do Magistério para
assumir a regência de turma ou aulas, ou exercer função de especialista de educação.
(Vide art. 38 da Lei nº 9381, de 18/12/1986.)
(Vide art. 10 da Lei nº 10254, de 20/7/1990.)
Art. 123 - Do ato de convocação deverá constar:
I - a atividade, área de estudo ou disciplina;
II - o prazo da convocação, incluído o período proporcional de férias;
III - a remuneração.
Parágrafo único - O prazo a que se refere o inciso II deste artigo não poderá exceder a 1 (um) ano,
renovável se perdurarem as condições que determinaram a convocação e desde que não haja candidato
com melhor habilitação.
(Vide art. 38 da Lei nº 9381, de 18/12/1986.)
(Vide art. 10 da Lei nº 10254, de 20/7/1990.)
Art. 124 - A convocação de professor habilitado para a regência de turma ou aulas far-se-á na forma de
regulamentação própria, observados os seguintes princípios quanto à ordem de preferência:
I - classificação em concurso para a localidade e ainda não nomeado, obedecida a ordem de classificação;
II - classificado em concurso para outra localidade e ainda não nomeado, segundo a ordem de pontos
obtidos;
III - registrado no órgão competente mediante habilitação específica e sem classificação em concurso;
IV - professor com registro definitivo no Ministério da Educação e Cultura, sem habilitação específica;
V - habilitação sem registro e sem classificação em concurso.
(Vide art. 38 da Lei nº 9381, de 18/12/1986.)
(Vide art. 10 da Lei nº 10254, de 20/7/1990.)
Art. 125 - Na falta de professor legalmente habilitado, poderá haver convocação:
I - no ensino de 1º grau, até a 8ª série, do diplomado com habilitação para o magistério ao nível da 4ª série
do 2º grau;
II - no ensino de 1Ó grau, até a 6ª série, do diplomado com habilitação para o magistério ao nível da 3ª série
de 2º grau;
III - no ensino de 2º grau, até a série final, do portador de diploma relativo à licenciatura de 1º grau.
(Vide art. 38 da Lei nº 9381, de 18/12/1986.)
(Vide art. 10 da Lei nº 10254, de 20/7/1990.)
Art. 126 - Após a aplicação dos critérios estabelecidos nos artigos 124 e 125, poderá ainda haver
convocação:
I - no ensino de 1º grau, até a 6ª série, de candidato que haja concluído a 8ª série e venha a ser preparado
em cursos intensivos;
II - no ensino de º grau, até a 5ª série, de candidato habilitado em exames de capacitação regulados pelo
Conselho Estadual de Educação;
III - nas demais séries do ensino de 1º grau e no 2º grau, de candidato habilitado em exames de suficiência
regulados pelo Conselho Federal de Educação.
(Vide art. 38 da Lei nº 9381, de 18/12/1986.)
(Vide art. 10 da Lei nº 10254, de 20/7/1990.)
Art. 127 - Os candidatos a que se referem os artigos 125 e 126 deverão ter autorização dos órgãos
regionais do Sistema para lecionar.
(Vide art. 38 da Lei nº 9381, de 18/12/1986.)
(Vide art. 10 da Lei nº 10254, de 20/7/1990.)
Art. 128 - A remuneração do convocado terá por base o valor inicial da classe correspondente à habilitação
mínima exigida para o desempenho das atribuições que lhe forem cometidas.
(Vide art. 38 da Lei nº 9381, de 18/12/1986.)
(Vide art. 10 da Lei nº 10254, de 20/7/1990.)
TÍTULO VII
Dos Direitos
CAPÍTULO I
Das Férias
Art. 129 - O ocupante de cargo do magistério gozará de férias anualmente:
I - quando em exercício nas escolas, 60 (sessenta) dias, coincidentes com as férias escolares, sendo 30
(trinta) consecutivos e 30 (trinta) segundo o que dispuser o órgão próprio do Sistema;
II - quando em exercício nos demais órgãos do Sistema, 25 (vinte e cinco) dias úteis, observada a escala
organizada de acordo com a conveniência do serviço.
Parágrafo único - Não é permitido acumular férias ou levar à sua conta qualquer falta ao trabalho.
Art. 130 - Aplica-se ao ocupante de cargo do magistério o disposto na legislação estadual referente a férias-
prêmio.
Art. 131 - Os períodos de férias anuais e de férias-prêmio são contados como de efetivo exercício, para
todos os efeitos.
(Vide art. 1º da Lei nº 8517, de 9/1/1984.)
CAPÍTULO II
Das Licenças e Concessões
Art. 132 - Aplica-se ao ocupante de cargo do magistério o regime de licenças estabelecido na legislação
estadual, observado o disposto neste Capítulo.
Parágrafo único - (Revogado pelo art. 34 da Lei nº 9413, de 2/7/1987.)
Dispositivo revogado:
"Parágrafo único - O funcionário não poderá permanecer em licença para tratar de interesses particulares
por prazo superior a 2 (dois) anos, nem gozar novo período antes do decurso de 24 (vinte e quatro) meses
de efetivo exercício após o término da licença anterior."
Art. 133 - São contados como de efetivo exercício do magistério os períodos de:
I - licença por acidente em serviço ou doença grave, especificada em lei;
II - licença a funcionária gestante;
III - afastamento por motivo de casamento;
IV - afastamento por motivo de falecimento do cônjuge, filho, pai, mãe ou irmão;
V - férias-prêmio;
VI - período sabático.
Parágrafo único - O período de licença para tratamento de saúde é contado como de efetivo exercício, para
o efeito de adicionais por tempo de serviço, aposentadoria e, até o limite estabelecido em lei, para férias-
prêmio.
CAPÍTULO III
Da Acumulação de Cargos e Funções
Art. 134 - É vedada ao ocupante de cargo do magistério a acumulação remunerada de cargos ou funções
públicas, exceto:
I - a de um cargo de magistério superior com um de Juiz;
II - a de dois cargos de professor;
III - a de um cargo de professor com outro técnico ou científico.
§ 1º - Em qualquer dos casos, a acumulação somente será permitida quando houver correlação de matérias
e compatibilidade de horários.
§ 2º - A proibição de acumular estende-se a cargos, funções ou empregos em autarquias, empresas
públicas e sociedades de economia mista.
Art. 135 - Para fins de acumulação de cargos ou funções, dá-se como existente a correlação de matérias
nos seguintes casos:
I - regência de atividade, área de estudo ou disciplina, com outro cargo da mesma regência,
respectivamente;
II - regência de atividade com área de estudo ou disciplina de educação geral;
III - regência de área de estudo com outro cargo de disciplina que figure como conteúdo da mesma área;
IV - regência de disciplina de educação geral com outro cargo de regência de disciplina, desde que ambas
figurem como conteúdos da mesma área de estudo;
V - regência de conteúdos de uma área de formação especial com outro cargo de disciplina
profissionalizante da mesma área de especialização;
VI - regência de disciplina profissionalizante com outra da mesma especialidade;
VII - regência de atividade ou de área de estudo ou de disciplina com outro cargo de especialista de
educação.
Art. 136 - A acumulação de cargos só é permitida mediante decisão do órgão próprio do Estado.
CAPÍTULO IV
Do Período Sabático
Art. 137 - O professor ou o especialista de educação, ocupante de cargo para o qual tenha habilitação
específica, tem direito a 1 (um) período sabático para cada 6 (seis) anos ininterruptos de efetivo exercício do
magistério, salvo faltas justificáveis, nos termos do regulamento, independentemente de autorização
especial que lhe venha a ser deferida.
Art. 138 - O período sabático tem a duração de 120 (cento e vinte) dias ininterruptos, sem prejuízo das
férias, licenças ou quaisquer outros afastamentos a que tenha direito o funcionário.
Art. 139 - O professor ou o especialista de educação, em gozo do período sabático, cumprirá atividades
culturais que guardem correlação com as atribuições do seu cargo, segundo diretrizes estabelecidas pela
Secretaria.
§ 1º - No prazo de 180 (cento e oitenta) dias que antecederem ao início do período sabático, o funcionário
apresentará à direção da escola, que o submeterá ao seu colegiado, o programa das atividades que
desenvolverá.
§ 2º - O colegiado a que se refere o parágrafo anterior terá sua composição estabelecida em resolução do
Secretário.
Art. 140 - Nos 30 (trinta) dias que se seguirem ao gozo do período sabático, o funcionário encaminhará à
direção da escola um relatório circunstanciado das atividades cumpridas.
§ 1º - A direção da escola submeterá o relatório ao seu colegiado, que emitirá parecer e, se concluir que
tenha ocorrido abuso no gozo do período sabático, ficará o funcionário impedido de gozar o período
subsequente.
§ 2º - Caberá recurso para o Secretário da decisão do colegiado.
§ 3º - Salvo na hipótese do parágrafo anterior, as decisões do colegiado são soberanas, devendo ser
tomadas por maioria absoluta dos seus membros.
Art. 141 - O funcionário gozará o período sabático à época que mais lhe convier, facultado, no entanto, à
direção da escola diferi-la por necessidade ou interesse do serviço, sendo proibida a acumulação de mais
de 2 (dois) períodos.
Art. 142 - Em nenhuma hipótese o período sabático poderá ser convertido em férias, remuneração ou
vantagem de qualquer outra espécie.
TÍTULO VIII
Do Vencimento, Vantagens e Incentivos
Vide art. 12 da Lei nº 9414, de 3/7/1987.)
Art. 143 - O vencimento do pessoal do magistério será fixado por lei, de acordo com os fatores utilizados
para avaliação dos cargos de provimento efetivo do Quadro Permanente a que se refere o Decreto nº
16.409, de 10 de julho de 1974.
Parágrafo único - O Poder Executivo determinará os estudos necessários à compatibilização de critérios
para a execução do disposto neste artigo.
(Vide art. 35 da Lei nº 9381, de 18/12/1986.)
Art. 144 - O Quadro o Magistério inclui classes correspondentes às habilitações singulares ou cumulativas,
necessárias ao exercício do cargo nas séries de classes de docente e de especialistas de educação, de
acordo com o Anexo I desta Lei.
Parágrafo único - A cada classe correspondem 5 (cinco) graus de progressão horizontal, identificados por
letras.
Art. 145 - O professor ou o especialista de educação, sujeito ao regime especial de 40 (quarenta) horas
semanais de trabalho, terá gratificação correspondente a 80% (oitenta por cento) de seu vencimento.
§ 1º - A gratificação de que trata este artigo é devida por ocasião do gozo das férias anuais ou férias-
prêmio, após os seguintes períodos de carência no regime especial:
1) mínimo de 1 (um) ano, no caso de férias anuais;
2) mínimo de 2 (dois) anos, no caso de férias-prêmio.
§ 2º - Quando o regime especial se der em virtude de substituição, a gratificação será paga apenas durante
o período de afastamento do titular.
(Vide art. 14 da Lei nº 7737, de 13/6/1980.)
(Vide art. 4º da Lei nº 8131, de 22/12/1981.)
(Vide alíneas "e" dos inciso I, IV e V do art. 2º da Lei nº 18.975, de 29/6/2010.)
Art. 146 - A gratificação por regime especial de trabalho integra os proventos da aposentadoria à razão de
1/30 (um trinta avos) por ano de exercício.
(Vide art. 15 da Lei nº 7737, de 13/6/1980.)
Art. 147 - (Revogado pelo art. 12 da Lei nº 8517, de 9/1/1984.)
Dispositivo revogado:
"Art. 147 - Ao professor e ao especialista de educação, enquanto no exercício das atribuições específicas
de seus cargos efetivos, será atribuída gratificação de 20% (vinte por cento) sobre o respectivo vencimento,
a título de incentivo à produtividade.
§ 1º - A gratificação de que trata este artigo é devida também nas hipóteses de:
1) exercício da função de vice-diretor;
2) exercício das funções enumeradas no artigo 112;
3) autorização especial;
4) licenças e afastamentos enumerados nos incisos I a VI do artigo 13;
5) licença para tratamento de saúde ou período de afastamento da gestante em virtude de surto de rubéola
em seu local de trabalho;
(Item com redação dada pelo art. 1º da Lei nº 7515, de 23/7/1979.)
6) dispensa da regência prevista no artigo 152 desta Lei.
(Item acrescentado pelo art. 2º da Lei nº 7515, de 23/7/1979.)
§ 2º - Se o servidor estiver em regime especial de trabalho, o percentual do incentivo à produtividade
incidirá ainda sobre o valor da gratificação referida no artigo 145.
§ 3º - A gratificação de incentivo à produtividade será

incorporada aos proventos de aposentadoria do professor à razão de 1/10 (um décimo) por ano de
percepção, na regência de classe.
§ 4º - Aplica-se o disposto no parágrafo anterior ao especialista de educação quando no exercício das
atribuições específicas de seu cargo."
(Vide art. 1º da Lei nº 8517, de 9/11/1984.)
(Vide art. 4º da Lei nº 9263, de 11/9/1986.)
(Vide art. 13 da Lei nº 9414, de 3/7/1987.)
(Vide art. 5º da Lei nº 9831, de 4/7/1989.)
(Vide Lei nº 9957, de 18/10;1989.)
(Vide art. 44 da Lei nº 10745, de 25/5/1992.)
(Vide Lei nº 10797, de 7/7/1992.)
Art. 148 - Cada período de 5 (cinco) anos de efetivo exercício no magistério público dá direito ao servidor a
adicionais de 10% (dez por cento) sobre seu vencimento.
Art. 149 - O ocupante de cargo do magistério tem direito ao adicional de 10% (dez por cento) sobre a
remuneração, por 30 (trinta) anos de efetivo exercício, se do sexo masculino, e por 25 (vinte e cinco) anos,
se do sexo feminino.
(Artigo com redação dada pelo art. 1º da Lei nº 8980, de 10/10/1985.)
Art. 150 - Os adicionais a que se referem os artigos 148 e 149 incorporam-se ao vencimento para o efeito
de aposentadoria.
Art. 151 - O professor e o especialista de educação, além dos direitos, vantagens e concessões que lhe são
extensivos, pela condição de funcionário público, têm as seguintes vantagens e incentivos:
(Vide Lei nº 10797, de 7/7/1992.)
I - honorários a título de:
(Vide art. 6º da Lei nº 9263, de 11/9/1986.)
(Vide art. 6º da Lei nº 9592, de 14/6/1988.)
a) magistério em cursos de treinamento, especialização e outros programados pelo Sistema, quando
exercido sem prejuízo das atividades de seu cargo;
b) participação em comissão julgadora de concurso ou exame, ou em comissão técnico-educacional;
c) participação em órgãos de deliberação coletiva, sem prejuízo das atividades de seu cargo;
II - bolsas de estudos relacionadas com cursos de habilitação, atualização, aperfeiçoamento e
especialização, programados, reconhecidos ou indicados pela Secretaria;
III - auxílio financeiro, ou de outra natureza, pela elaboração de obra ou trabalho considerado pelo Sistema
como de valor para o ensino, a educação e a cultura;
IV - prêmio pela autoria de livros ou trabalhos de interesse público, classificados em concursos promovidos
ou reconhecidos pelo Sistema;
V - matrícula de filhos em estabelecimentos oficiais do Estado, sem qualquer ônus.
Parágrafo único - O professor ou especialista em educação que concluir curso de acordo com o previsto no
art. 137 desta lei, ou ainda o de mestrado ou o de doutorado, terá direito às seguintes gratificações,
calculadas com base no vencimento do servidor:
I - 10% (dez por cento) para cursos de especialização com duração mínima de 360 (trezentos e sessenta)
horas;
II - 30% (trinta por cento) para o mestrado;
III - 50% (cinqüenta por cento) para o doutorado.
(Parágrafo acrescentado pelo art. 67 da Lei nº 11050, de 19/1/1993.)
(O artigo 67 da Lei nº 11050, de 19/1/1993.)foi vetado pelo Governador e mantido pela Assembléia
Legislativa em 7/4/1993.)
(Vide art. 21 da Lei nº 15784, de 27/10/2005.)
(Vide art. 123 da Lei nº 15961, de 30/12/2005.)
(Vide art. 62 da Lei nº 16192, de 23/6/2006.)
(Vide alínea "d" do inciso I, alínea "b" do inciso III e alíneas "c" do incisos IV e V do art. 2º da Lei nº 18.975,
de 29/6/2010.)
Art. 152 - O professor que houver completado 45 (quarenta e cinco) anos de idade e contar 25 (vinte e
cinco) anos de regência terá direito ao exclusivo exercício das atribuições do módulo 2, previsto no artigo 13
desta Lei ou, a critério do Sistema, de outras, necessárias ao funcionamento da escola.
(Vide art. 2º da Lei nº 8980, de 10/10/1985.)
(Vide art. 4º da Lei nº 9413, de 2/7/1987.)
TÍTULO IX
Da Direção das Escolas
(Vide art. 1º da Lei nº 7513, de 19/7/1979.)
Art. 153 - A nomeação de Diretor para as escolas recairá em ocupante estável de cargo do magistério, ou
nele aposentado, que tenha habilitação específica em administração escolar, observado o disposto neste
Título.
Art. 154 - Para o provimento do cargo de diretor adotar-se-ão as seguintes medidas:
I - divulgação da existência de vaga, por meio de edital de responsabilidade do órgão regional de ensino da
jurisdição, mediante prévia autorização das autoridades mencionadas no inciso III deste artigo;
II - inscrição dos candidatos em exercício na localidade da escola;
III - nomeação, dentre os inscritos, pelo Secretário ou autoridade delegada, podendo a delegação recair no
Secretário-Adjunto, Superintendente Administrativo ou Chefe de Gabinete.
Art. 155 - Além de candidato com habilitação específica em administração escolar, poderão inscrever-se
para concorrer ao cargo de Diretor, especialista de educação ou professor com a formação prevista no
artigo 79 da Lei Federal nº 5.692, de 11 de agosto de 1971.
Art. 156 - Quando não se inscrever candidato na forma do artigo anterior, será permitida a designação de
servidor em exercício de cargo ou função de magistério, mesmo sem habilitação, para exercer as
atribuições de Diretor.
§ 1º - A designação a que se refere este artigo vigorará pelo prazo renovável de 1 (um) ano.
§ 2º - A requerimento de profissional legalmente habilitado, reabrir-se-á, a qualquer tempo, o procedimento
mencionado no artigo 154, garantido ao diretor em exercício o cumprimento do prazo de designação.
(Vide Lei n° 10486, de 24/7/1991.)
Art. 157 - Até o provimento e nas hipóteses de ausência eventual do Diretor, o cargo será exercido por
especialista de educação ou professor lotado na escola, obedecida a seguinte ordem de preferência:
I - pelo vice diretor;
II - pelo especialista de educação ou professor que tenha também habilitação em administração escolar,
com maior tempo de exercício na escola;
III - pelo especialista de educação ou professor com maior nível de habilitação e maior tempo de exercício
na escola.
Parágrafo único - Ocorrendo empate nas situações configuradas nos incisos deste artigo, tem preferência o
candidato que contar maior tempo de serviço no magistério estadual e, subsistindo o empate, o de idade
maior.
Art. 158 - Os cargos em comissão de Diretor são os constantes no Anexo II desta Lei.
Parágrafo único - O Poder Executivo estabelecerá a correlação entre os símbolos de vencimentos dos
cargos de Diretor e o grau de complexidade das escolas.
Art. 159 - O cargo em comissão de Diretor será exercido em regime de 40 (quarenta) horas semanais de
trabalho.
Parágrafo único - O Diretor poderá optar pela remuneração do regime especial de trabalho correspondente
ao seu cargo efetivo, quando superior ao valor do vencimento do cargo em comissão.
(Vide art. 4º da Lei nº 8131, de 22/12/1981.)
(Vide art. 8º da Lei nº 9263, de 11/9/1986.)
(Vide art. 2º da Lei nº 9347, de 5/12/1986.)
(Vide art. 5º da Lei nº 10797, de 7/7/1992.)
(Vide Lei nº 13434, de 30/12/1999.)
Art. 160 - O vencimento do cargo de Diretor integra os proventos de aposentadoria à razão de 1/30 (um
trinta avos) por ano de exercício da direção.
(Vide art. 15 da Lei nº 7737, de 13/6/1980.)
(Vide Lei nº 9347, de 5/12/1986.)
Parágrafo único - A vantagem instituída neste artigo não poderá ser percebida em caso de opção pelo
direito assegurado no artigo 22 da Lei nº 5.945, de 11 de julho de 1972, e no artigo 17 da Lei nº 6.643, de
27 de outubro de 1975.
Art. 161 - Segundo sua complexidade, a escola poderá ter um ou mais vice-diretores, designados, de
preferência, dentre os habilitados em administração escolar.
§ 1º - O vice-diretor não poderá permanecer na função por período superior a 5 (cinco) anos.
§ 2º - A designação de vice-diretor atenderá, no que couber, às normas estabelecidas neste Estatuto para a
nomeação do diretor.
(Vide art. 5º da Lei nº 9381, de 18/12/1986.)
Art. 162 - A critério do Sistema, o vice-diretor será submetido ao regime especial de 40 (quarenta) horas
semanais, podendo ou não ser afastado do exercício das atribuições específicas de seu cargo.
Art. 163 - Nas escolas com menos de 8 (oito) turmas e 240 (duzentos e quarenta) alunos, a função de
direção será exercida por um coordenador de escola, designado pelo Secretário dentre especialistas de
educação ou professores da unidade, assegurada a preferência aos habilitados em administração escolar.
§ 1º - O professor ou especialista de educação, designado para a função de coordenador de escola, poderá
ser afastado do exercício das atribuições específicas de seu cargo quando a escola contar com mais de 120
(cento e vinte) alunos.
§ 2º - Ao coordenador de escola poderá ser atribuída gratificação de até 40% (quarenta por cento) do
vencimento de seu cargo efetivo, inacumulável com a gratificação do regime especial de trabalho.
(Vide art. 5º da Lei nº 9381, de 18/12/1986.)
Art. 164 - As disposições deste Título serão objeto de regulamentação específica do Poder Executivo.
TÍTULO X
Do Pessoal para Educação Pré-Escolar, Ensino Supletivo e
Educação Especial
Art. 165 - O pessoal do magistério para educação pré-escolar, ensino supletivo e educação especial integra
o Quadro do Magistério e, segundo sua habilitação e especialização, tem exercício em escola, mediante
lotação e adjunção.
Parágrafo único - O pessoal de que trata este artigo está sujeito ao regime de trabalho instituído por esta
Lei, com as adaptações necessárias ao respectivo tipo de ensino.
Art. 166 - Para a educação pré-escolar são exigidos os seguintes requisitos mínimos:
I - do Professor, formação em 3 (três) anos, no mínimo, a nível de 2º grau, e especialização em educação
pré-escolar;
II - do Supervisor Pedagógico, licenciatura de curta duração, com especialização em educação pré-escolar.
Art. 167 - No ensino supletivo e na educação especial são exigidos como requisitos mínimos, tanto para o
professor como para o especialista de educação:
I - habilitação correspondente à requerida para o nível de ensino a ser ministrado;
II - especialização para o exercício do magistério no ensino supletivo ou educação especial, de acordo com
as peculiaridades do tipo de ensino e as características físicas ou mentais dos alunos.
Art. 168 - O professor e o especialista de educação para o ensino supletivo podem ser lotados em unidades
de ensino, ou em órgãos regionais ou centrais, que se incumbam do ensino ou da realização de exames.
Art. 169 - O Professor, o Supervisor Pedagógico e o Orientador Educacional, com exercício em classes de
educação especial do Estado, (vetado) têm direito à gratificação de 20% (vinte por cento) sobre seu
vencimento.
Parágrafo único - A gratificação é devida durante os períodos de férias e férias-prêmio, observados os
requisitos de tempo estabelecidos no § 1º do artigo 145.
(Vide Lei nº 8330, de 29/11/1982.)
(Vide art. 21 da Lei nº 15784, de 27/10/2005.)
(Vide alínea "c" do inciso I do art. 2º da Lei nº 18.975, de 29/6/2010.)
Art. 170 - O diretor de escola de educação pré-escolar ou de educação especial deverá ter, além da
habilitação em administração escolar, a respectiva especialização.
TÍTULO XI
Do Regime Disciplinar
Art. 171 - O pessoal do magistério está sujeito ao regime disciplinar previsto no Estatuto dos Funcionários
Públicos Civis do Estado.
Parágrafo único - O regime disciplinar do pessoal do magistério compreende, ainda, as disposições dos
regimentos escolares aprovados pelo órgão próprio do Sistema e outras de que trata este Título.
Art. 172 - Além do disposto no artigo anterior e seu parágrafo único, constituem deveres do pessoal do
magistério:
I - elaborar e executar integralmente os programas, planos e atividades da escola no que for de sua
competência;
II - cumprir e fazer cumprir os horários e calendários escolares;
III - ocupar-se com zelo, durante o horário de trabalho, no desempenho das atribuições de seu cargo;
IV - manter e fazer com que seja mantida a disciplina em sala de aula e fora dela;
V - comparecer às reuniões para as quais for convocado;
VI - participar das atividades escolares;
VII - zelar pelo bom nome da unidade de ensino;
VIII - respeitar alunos, colegas, autoridades do ensino e funcionários administrativos, de forma compatível
com a missão de educador.
Art. 173 - Constituem, ainda, transgressões passíveis de pena para os funcionários do magistério, além das
previstas no Estatuto dos Funcionários Públicos Civis do Estado:
I - o não cumprimento dos deveres enumerados no artigo anterior;
II - a ação ou omissão que traga prejuízo físico, moral ou intelectual ao aluno;
III - a imposição de castigo físico ou humilhante ao aluno;
IV - o ato que resulte em exemplo deseducativo para ao aluno;
V - a prática de discriminação por motivo de raça, condição social, nível intelectual, sexo, credo ou
convicção política.
Parágrafo único - As penas aplicáveis pelas transgressões de que trata este artigo são as estabelecidas no
Estatuto dos Funcionários Públicos Civis do Estado, com a gradação que couber em cada caso.
Art. 174 - Além das autoridades previstas no Estatuto dos Funcionários Públicos Civis do Estado, são
competentes para impor pena de:
I - repreensão, os diretores de unidades escolares, aos professores, especialistas de educação e servidores
administrativos, em exercício no estabelecimento;
II - suspensão até 15 (quinze) dias, os dirigentes dos órgãos regionais de ensino, ao pessoal do magistério
e aos servidores administrativos de sua jurisdição.
Art. 175 - A autoridade que impuser pena, na forma do artigo anterior, é obrigada a recorrer, no prazo de 10
(dez) dias, sustando-se a execução do ato até sua apreciação pela autoridade superior na hipótese do
inciso II do artigo anterior.
Parágrafo único - O recurso obrigatório não exclui o voluntário, que poderá ser interposto em igual prazo,
contado da publicação do ato.
Art. 176 - O regime disciplinar previsto neste título para o pessoal do magistério estende-se aos servidores
administrativos lotados em escolas ou em outros órgãos de ensino.
TÍTULO XII
Disposições Gerais e Transitórias
CAPÍTULO I
Disposições Gerais
Art. 177 - Para os efeitos de ingresso e de acesso nas séries de classes de Supervisor Pedagógico,
Administrador Educacional e Inspetor Escolar são considerados válidos:
I - para o ensino de 1º grau, os cursos da antiga Escola de Aperfeiçoamento e os de Administração Escolar
dos Institutos de Educação;
II - para o ensino de 1º e 2º graus, os cursos de Pedagogia realizados pelo regime anterior ao da Lei
Federal nº 5.540, de 28 de novembro de 1968.
Art. 178 - Ao pessoal do magistério aplicam-se subsidiariamente, o Estatuto dos Funcionários Públicos Civis
do Estado de Minas Gerais e legislação complementar.
Art. 179 - O Poder Executivo regulamentará, no que for necessário, as disposições desta Lei, cabendo à
Secretaria baixar as normas de sua competência.
CAPÍTULO II
Disposições Transitórias
Art. 180 - Os ocupantes de cargos do Quadro Permanente e do Quadro Complementar do Magistério, a que
se refere a Lei nº 6.277, de 27 de dezembro de 1973, serão classificados no Quadro do Magistério instituído
por esta Lei, na forma do Anexo III.
Art. 181 - O ocupante do cargo de professor ou de especialista de educação, enquadrado por força da Lei nº
8.277, de 27 de dezembro de 1973, terá direito:
I - a classificação no nível 6, grau A, se Professor 4, nível IV, desde que portador de habilitação específica,
em nível de licenciatura plena a data do referido diploma legal;
II - a classificação no nível 4, grau A, se Professor 3, nível III, desde que portador de habilitação em nível de
licenciatura curta ou plena, à data do referido diploma legal;
III - ao acesso no nível 6, grau A, se Supervisor Escolar, nível S-1, desde que portador de habilitação
específica em nível de licenciatura plena, à data desta Lei.
Parágrafo único - O disposto no inciso III deste artigo aplica-se, no que couber, ao ocupante, em caráter
efetivo, do cargo de inspetor Seccional de Ensino Primário, desde que portador de habilitação específica em
nível de licenciatura plena, à data desta Lei.
Art. 182 - O professor do Curso de Pedagogia do Instituto de Educação de Minas Gerais será classificado:
(Vide art. 24 da Lei nº 11539, de 22/7/1994.)
I - no nível P-7, o atual Professor Titular;
II - no nível P-6, o atual Professor Assistente.
§ 1º - Para os efeitos deste artigo considera-se:
1) Professor Titular, o docente que teve aprovada sua indicação, para a categoria, pelo Conselho Estadual
de Educação, ou pelo Conselho Federal de Educação, bem como o Professor Titular do antigo curso de
Administração Escolar do Instituto de Educação de Minas Gerais;
2) Professor Assistente, o docente que teve aprovada sua indicação, para a categoria, pelo Conselho
Federal de Educação, bem como o habilitado em nível de licenciatura plena que, na data desta Lei,
comprove contar 2 (dois) anos de efetivo exercício no Curso de Pedagogia.
§ 2º - A gratificação prevista no parágrafo único do artigo 13 do Decreto nº 18.203, de 17 de novembro de
1976, fica mantida até a entrada em vigor da nova classificação, a ser implantada nos termos do artigo 206
desta Lei.
Art. 183 - O ocupante de cargo do magistério que exerce a função de Inspetor Escolar na data desta Lei,
nela poderá continuar, a critério do Sistema, até o provimento do respectivo cargo.
Art. 184 - Ao atual ocupante, em caráter efetivo, do cargo de Diretor ou de Diretor de Grupo Escolar, fica
assegurado o direito:
I - a classificação no Quadro do Magistério como Administrador Educacional, nos termos do Anexo III;
II - à continuidade, sem limite de tempo, na direção da escola de que for titular e, enquanto nela
permanecer, ao vencimento do respectivo cargo em comissão, salvo se cometer falta apurada em processo
que, a juízo do Secretário, recomende o seu afastamento;
III - a lotação em escola;
IV - ao acesso ao nível 6, Grau A, de Administração Educacional, desde que portador de habilitação
específica em nível de licenciatura plena, à data desta Lei.
(Inciso acrescentado pelo art. 30 da Lei nº 7286, de 3/7/1978.)
Parágrafo único - Para assegurar o direito a que se refere o inciso II, o funcionário de que trata este artigo
deverá estar no exercício da direção da escola ou a ela retornar dentro do prazo de 90 (noventa) dias,
contados da data da publicação desta Lei, aplicando-se-lhe, ainda, o disposto no parágrafo único do artigo
160.
Art. 185 - Ressalvado o disposto no inciso II do artigo anterior, o ocupante de cargo do magistério em
exercício de direção de escola na data desta Lei, nela poderá continuar, a critério do Sistema, até o
provimento do respectivo cargo, sendo-lhe facultado concorrer à primeira nomeação, observado o disposto
no Título IX.
Art. 186 - O servidor não ocupante de cargo do magistério, em exercício do cargo de Diretor de
estabelecimento do antigo ensino médio na data da Lei Federal nº 5.692, de 11 de agosto de 1971, terá
direito a classificação no Quadro do Magistério no grau inicial da classe de Professor, correspondente ao
nível de ensino em que teve exercício, caso possua habilitação
específica, na data desta Lei.
§ 1º - Na falta de habilitação específica, o servidor será classificado:
1) como Regente de Ensino 3, grau A, quando em exercício em escola que mantenha séries finais de 1º
grau;

2) como Regente de Ensino 4, grau A, quando em exercício em escola que ministre ensino de 2º grau.
§ 2º - O diretor de que trata este artigo continuará no exercício da direção nas mesmas condições
estabelecidas no artigo anterior.
Art. 187 - O Inspetor Seccional de Ensino Primário, nomeado nos termos da Lei nº 2.610, de 8 de janeiro de
1962, ou readaptado de acordo com a Lei nº 3.214, de 16 de outubro de 1964, será classificado como
Inspetor Escolar, nos termos do Anexo III.
Art. 188 - O servidor em exercício da função de Fiscal Permanente à data da Lei Federal nº 5.692, de 11 de
agosto de 1971, terá direito à classificação na classe inicial da série de classes de Professor, caso possua
habilitação específica, na data desta Lei.
§ 1º - Não possuindo habilitação específica, o servidor referido neste artigo será classificado como Regente
de Ensino 1, grau A.
§ 2º - O tempo de serviço na função de Fiscal Permanente será contado para efeito de aposentadoria.
Art. 189 - O servidor em exercício da função de Inspetor Escolar na data desta Lei será classificado como
Inspetor Escolar, nível 4, grau A, desde que:
I - comprove, pelo menos, 2 (dois) anos de efetivo exercício na função de inspeção antes da vigência da Lei
nº 6.277, de 27 de dezembro de 1973, ou, pelo menos, 3 (três) anos, nas mesmas condições, até a data
desta Lei;
II - possua habilitação específica à data da Lei nº 6.277, de 27 de dezembro de 1973;
III - tenha exercido a inspeção durante todo o ano letivo de 1977.
(Vide art. 10 da Lei nº 8330, de 29/11/1982.)
Art. 190 - O atual servidor convocado para o magistério estadual de 1º grau, possuidor de habilitação
específica, será efetivado no grau inicial da classe de Professor correspondente à habilitação mínima
exigida para o nível de ensino em que atua, desde que:
I - prove ter 5 (cinco) anos de exercício no magistério estadual até 1º de março de 1978;
II - regularmente convocado, tenha exercido a função durante o ano letivo de 1977.
Parágrafo único - Caso não possua habilitação específica, o servidor será efetivado:
1) como Regente de Ensino 1, grau A, quando na regência de turma das quatro primeiras séries do ensino
de 1º grau;
2) como Regente de Ensino 3, grau A, quando na regência de aulas das quatro séries finais do ensino de 1º
grau.
Art. 191 - (Vetado).
I - (Vetado).
II - (Vetado).
Parágrafo único - (Vetado).
Art. 192 - O atual servidor, convocado para exercer funções administrativas em escola, será efetivado na
classe singular ou na inicial da série de classes de atribuições correspondentes ao Quadro instituído pela
Lei nº 3.214, de 16 de outubro de 1964, desde que:
I - prove ter 5 (cinco) anos de efetivo exercício até 28 de fevereiro de 1978;
II - regularmente convocado, tenha exercido a função durante o ano letivo de 1977.
Parágrafo único - O disposto neste artigo aplica-se, no que couber, ao atual servidor contratado para as
antigas Escolas Polivalentes, na forma do que dispuser o regulamento.
Art. 193 - O atual servidor em exercício das funções de Secretário de Estabelecimento de Ensino Médio,
que provar ter 5 (cinco) anos de efetivo exercício até 31 de dezembro de 1977, será efetivado no cargo de
Oficial de Administração III, nível XII, do Quadro instituído pela Lei nº 3.214, de 16 de outubro de 1964.
Art. 194 - A efetivação prevista nos artigos anteriores dependerá da existência de vaga na localidade de
exercício do servidor, ocorrente até 31 de dezembro de 1977.
Parágrafo único - Se o número de vagas na localidade for inferior ao número de candidatos que satisfaçam
as condições para a efetivação, terá preferência o servidor com maior tempo de exercício no magistério
estadual.
Art. 195 - A efetivação de que tratam os artigos anteriores será feita por comissão especial designada pelo
Governador do Estado, integrada por representantes das Secretarias de Estado da Educação, da
Administração e da Fazenda, as quais, em resolução conjunta, estabelecerão normas complementares
sobre a matéria.
Art. 196 - O Regente de Ensino não terá direito a acesso ou progressão horizontal.
Art. 197 - O atual Regente de Ensino, estável no serviço público, será classificado como Professor:
I - no grau A, da classe correspondente à habilitação que alcançar, desde que esta ocorra nos 5 (cinco)
anos seguintes ao de vigência desta Lei;
II - (Revogado pelo art. 56 da Lei nº 9381, de 18/12/1986.)
Dispositivo revogado:
"II - no grau A, da classe inicial da carreira de Professor, qualquer que seja a época de sua habilitação."
Art. 198 - O cargo de Regente de Ensino extingue-se com a vacância.
Art. 199 - Para perfazer o primeiro interstício necessário à promoção por acesso, será computado o tempo
de efetivo exercício em cargo do magistério público estadual, anterior à data desta Lei.
Art. 200 - O interstício para o período sabático e para a primeira progressão horizontal será contado a partir
da data desta Lei.
Art. 201 - Ao ocupante do cargo de Professor poderá ser cometida tarefa não prevista na respectiva série de
classes, dentro do Sistema e no seu interesse, até que seja criado e implantado o quadro do pessoal
administrativo para as unidades de ensino.
(Artigo com redação dada pelo art. 1º da Lei nº 8125, de 11/12/1981.)
Art. 202 - O professor ou especialista de educação colocado à disposição da União, de outros Estados, do
Distrito Federal, dos Territórios, dos Municípios, de entidades da Administração Indireta, inclusive
fundações, bem como de órgãos e entidades estaduais não pertencentes ao Sistema, ficará desvinculado
do Quadro do Magistério caso não retorne à unidade de origem no prazo de 1 (um) ano da data desta Lei.
§ 1º - O disposto neste artigo não se aplica quando o afastamento houver ocorrido para a prestação de
serviços impostos por Lei.
§ 2º - O professor ou especialista de educação que, à data da vigência desta Lei, esteja, devidamente
autorizado, exercendo atribuições junto a escolas ou entidades de ensino ou educação não integrantes do
Sistema, passará, automaticamente, para o regime da adjunção, se atender ao disposto no Capítulo IV.
Art. 203 - (Vetado).
Art. 204 - Os concursos públicos para cargos do magistério, cujos editais tenham sido publicados até a data
desta Lei, continuam regidos pela legislação anterior.
Art. 205 - O servidor do Quadro Complementar previsto no artigo 20 da Lei nº 6.277, de 27 de dezembro de
1973, que até 28 de dezembro de 1978 não obtiver habilitação para efeito de enquadramento, será
automaticamente classificado no cargo de Regente de Ensino, permanecendo em vigor, até aquela data, as
normas relativas a enquadramento e reengajamento previstas na referida Lei.
Parágrafo único - Enquanto não for classificado ou enquadrado de acordo com as Leis nºs 6.277, de 27 de
dezembro de 1973, e 6.745, de 11 de dezembro de 1975, o servidor a que se refere este artigo continuará
submetido ao regime de remuneração e vantagens que lhe é aplicável.
Art. 206 - Entrarão em vigor a 1º de outubro de 1978 as disposições desta Lei relativas:
I - aos regimes básico e especial de trabalho;
II - à sistemática de cargos em comissão de Diretor e respectivo regime de trabalho previstos nos artigos
158 e 159;
III - à atribuição da gratificação pelo exercício da função de Coordenador de Escola, mencionada no § 2º do
artigo 163;
IV - à classificação dos atuais ocupantes de cargos do magistério no Quadro instituído por esta Lei, na
forma do Anexo III.
Parágrafo único - Até 1º de outubro de 1978 continuarão em vigor as normas da Lei nº 6.277, de 27 de
dezembro de 1973, e legislação complementar correspondentes às disposições mencionadas neste artigo.
(Vide Lei nº 9346, de 5/12/1986.)
Art. 207 - A partir de 1º de outubro de 1977, os valores dos vencimentos do pessoal do magistério serão os
constantes dos Anexos IV, V, VI, VII e VIII desta Lei.
Art. 208 - Para atender às despesas decorrentes da execução desta Lei, fica o Poder Executivo autorizado a
abrir crédito suplementar no valor de Cr$ 275.000.000,00 (duzentos e setenta e cinco milhões de cruzeiros),
observado o disposto no § 1º, do artigo 43, da Lei Federal nº 4.320, de 17 de março de 1964.
Art. 209 - Ficam criados no Anexo I, de que trata o artigo 5º, do Decreto nº 16.409, de 10 de julho de 1974,
na parte referente ao Quadro Específico de Provimento em Comissão 3 (três) cargos de Diretor I (DS-01), 4
(quatro) de Assessor I (AS-01), 4 (quatro) de Supervisor III (CH-03), 1 (um) de Supervisor II (CH-02), 3 (três)
de Assistente-Administrativo (EX-06) e 1 (um) de Secretário Executivo (EX-08).
Parágrafo único - Os cargos criados neste artigo integrarão o quadro setorial da Secretaria de Estado da
Educação.
(Vide Lei nº 9346, de 5/12/1986.)
Art. 210 - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário e
especialmente as da Lei nº 6.277, de 27 de dezembro de 1973, e suas modificações observado o disposto
nos artigos 205 e 206 e seus parágrafos únicos desta Lei.
Mando, portanto a todas as autoridades, a quem o conhecimento e execução desta Lei pertencer, que a
cumpram e façam cumprir, tão inteiramente como nela se contém.
Dada no Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte, aos 13 de outubro de 1977.
ANTÔNIO AURELIANO CHAVES DE MENDONÇA
Márcio Manoel Garcia Vilela
José Fernandes Filho
Lourival Brasil Filho
João Camilo Penna
LEI 15293 / 2004

Institui
as
carreira
s dos
Profissi
onais de
Educação
Básica
do
Estado.

(Vide inciso I do art. 1º da Lei nº 18975, de 29/6/2010.)

(Vide item 10.1.6 do Anexo I da Lei nº 19481, de 12/1/2011.)

O Governador do Estado de Minas Gerais

O Povo do Estado de Minas Gerais, por seus representantes, decretou, e eu, em


seu nome, promulgo a seguinte Lei:

CAPÍTULO I

DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 1° - Ficam instituídas, na forma desta lei, as seguintes carreiras dos


Profissionais de Educação Básica, que integram o Grupo de Atividades de Educação
Básica do Poder Executivo:

I - Professor de Educação Básica - PEB;

II - Especialista em Educação Básica - EEB;

III - Analista de Educação Básica - AEB;

IV - Assistente Técnico de Educação Básica - ATB;

V - Assistente Técnico Educacional - ATE;

VI - Analista Educacional - ANE;

VII - Assistente de Educação - ASE;

VIII - Auxiliar de Serviços de Educação Básica - ASB.

Parágrafo único - A estrutura das carreiras instituídas no "caput" deste artigo


e o número de cargos de cada uma delas são os constantes no Anexo I.

(Vide Lei nº 15784, de 27/10/2005.)

(Vide art. 125 da Lei nº 15961, de 30/12/2005.)


(Vide art. 1º da Lei nº 17006, de 25/9/2007.)

Art. 2° - Para os efeitos desta lei considera-se:

I - grupo de atividades o conjunto de carreiras agrupadas segundo sua área de


atuação;

II - carreira o conjunto de cargos de provimento efetivo agrupados segundo sua


natureza e complexidade e estruturados em níveis e graus, escalonados em função
do grau de responsabilidade e das atribuições da carreira;

III - cargo de provimento efetivo a unidade de ocupação funcional do quadro de


pessoal privativa de servidor público efetivo, com criação, remuneração,
quantitativo, atribuições e responsabilidades definidos em lei e direitos e
deveres de natureza estatutária estabelecidos em lei complementar;

IV - quadro de pessoal o conjunto de cargos de provimento efetivo e de


provimento em comissão de órgão ou de entidade;

V - nível a posição do servidor no escalonamento vertical dentro da mesma


carreira, contendo cargos escalonados em graus, com os mesmos requisitos de
capacitação e mesma natureza, complexidade, atribuições e responsabilidades;

VI - grau a posição do servidor no escalonamento horizontal no mesmo nível de


determinada carreira;

VII - unidade escolar a escola de educação básica, o conservatório de música, o


centro estadual de educação continuada ou o centro de educação profissional de
órgão ou de entidade a que se refere o art. 5° desta lei.

Art. 3° - A educação básica pública no Estado será exercida em consonância com


os planos, programas e projetos desenvolvidos pelos órgãos e pelas entidades a
que se refere o art. 5° desta lei e abrange as atividades de docência, apoio
pedagógico, assistência ao educando, apoio administrativo, apoio técnico-
pedagógico, apoio técnico-administrativo, direção, assessoramento,
acompanhamento e normatização do sistema educacional.

Art. 4° - A estruturação das carreiras dos Profissionais de Educação Básica tem


como fundamentos:

I - a valorização do profissional da educação, observados:

a) a unicidade do regime jurídico;

b) a manutenção de sistema permanente de formação continuada, acessível a todo


servidor, com vistas ao aperfeiçoamento profissional e à ascensão na carreira;

c) o estabelecimento de normas e critérios que privilegiem, para fins de


promoção e progressão na carreira, o desempenho profissional e a formação
continuada do servidor, preponderantemente sobre o seu tempo de serviço;

d) a remuneração compatível com a complexidade das tarefas atribuídas ao


servidor e o nível de responsabilidade dele exigido para desempenhar com
eficiência as atribuições do cargo que ocupa;

e) a evolução do vencimento básico, do grau de responsabilidade e da


complexidade de atribuições, de acordo com o grau e o nível em que o servidor
esteja posicionado na carreira;

II - a humanização da educação pública, observada a garantia de:


a) gestão democrática da escola pública;

b) oferecimento de condições de trabalho adequadas;

III - o atendimento ao Plano Decenal da Educação Pública Estadual e, em cada


unidade escolar, aos respectivos planos de desenvolvimento pedagógico e
institucional;

IV - a avaliação periódica de desempenho individual como requisito necessário


para o desenvolvimento na carreira por meio de promoção e progressão, com
valorização do desempenho eficiente das funções atribuídas à respectiva
carreira.

Art. 5° - Os cargos das carreiras de que trata esta lei são lotados nos quadros
de pessoal dos seguintes órgãos e entidades da Administração direta, autárquica
e fundacional do Poder Executivo:

I - na Secretaria de Estado de Educação - SEE -, cargos das carreiras de:

a) Professor de Educação Básica - PEB;

b) Especialista em Educação Básica - EEB;

c) Analista de Educação Básica - AEB;

d) Assistente Técnico de Educação Básica - ATB;

e) Assistente Técnico Educacional - ATE;

f) Analista Educacional - ANE;

g) Assistente de Educação - ASE;

h) Auxiliar de Serviços de Educação Básica - ASB;

II - na Fundação Helena Antipoff - FHA -, cargos das carreiras de:

a) Professor de Educação Básica - PEB;

b) Especialista em Educação Básica - EEB;

c) Assistente Técnico de Educação Básica - ATB;

d) Assistente Técnico Educacional - ATE;

e) Analista Educacional - ANE;

f) Assistente de Educação - ASE;

g) Auxiliar de Serviços de Educação Básica - ASB;

III - na Fundação Educacional Caio Martins - FUCAM -, cargos das carreiras de:

a) Professor de Educação Básica - PEB;

b) Especialista em Educação Básica - EEB;

c) Analista de Educação Básica - AEB;


d) Assistente Técnico de Educação Básica - ATB;

e) Assistente Técnico Educacional - ATE;

f) Analista Educacional - ANE;

g) Assistente de Educação - ASE;

h) Auxiliar de Serviços de Educação Básica - ASB;

IV - no Conselho Estadual da Educação - CEE -, cargos das carreiras de:

a) Assistente Técnico Educacional - ATE;

b) Analista Educacional - ANE;

c) Assistente de Educação - ASE;

d) Auxiliar de Serviços de Educação Básica - ASB.

Art. 6° - As atribuições dos cargos das carreiras dos Profissionais de Educação


Básica do Estado são as constantes no Anexo II desta lei.

Art. 7° - A lotação dos cargos das carreiras de que trata esta lei nos quadros
de pessoal dos órgãos e das entidades a que se refere o art. 5° será definida em
decreto e fica condicionada à anuência das entidades envolvidas e à aprovação da
Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão - SEPLAG -, observado o interesse
da Administração.

Parágrafo único - No caso de extinção ou criação de órgão ou entidade, a lotação


será estabelecida em decreto e fica condicionada à aprovação da SEPLAG.

Art. 8° - A mudança de lotação de cargos e a transferência de servidores entre


os órgãos e as entidades do Poder Executivo somente serão permitidas dentro da
mesma carreira.

Parágrafo único - A transferência de servidor nos termos do "caput" deste artigo


fica condicionada à existência de vaga no órgão ou entidade para o qual o
servidor será transferido, nos termos da legislação vigente, respeitada a carga
horária do cargo ocupado pelo servidor.

Art. 9° A cessão de servidor ocupante de cargo das carreiras de que trata esta
Lei para órgão ou entidade em que não haja a carreira a que pertence o servidor
somente será permitida para o exercício de cargo de provimento em comissão ou
função gratificada, para adjunção ou disposição, nos termos da legislação
vigente.

(Artigo com redação dada pelo art. 45 da Lei nº 15463, de 13/1/2005.)

Art. 10 - O ocupante de cargo de carreira instituída por esta lei atuará:

I - o Assistente Técnico Educacional e o Analista Educacional, no órgão central


e nas Superintendências Regionais da SEE, na FHA, na FUCAM e no CEE;

II - o Assistente da Educação e o Auxiliar de Serviços de Educação Básica, nas


unidades educacionais, no órgão central e nas Superintendências Regionais da
SEE, na FHA, na FUCAM e no CEE;
III - o Professor de Educação Básica, o Especialista em Educação Básica, o
Analista de Educação Básica e o Assistente Técnico de Educação Básica, nas
unidades escolares.

Parágrafo único - O ocupante de cargo da carreira de Analista Educacional que


exerça atividade de inspeção escolar será lotado em Superintendência Regional de
Ensino e atuará nas unidades escolares.

CAPÍTULO II

DA CARREIRA

SEÇÃO I

DO INGRESSO

Art. 11 - O ingresso em cargo de carreira instituída por esta lei depende de


aprovação em concurso público de provas ou de provas e títulos e dar-se-á no
primeiro grau do nível correspondente à escolaridade exigida.

Art. 12 - O ingresso em cargo de carreira de que trata esta lei ocorrerá nos
níveis mencionados a seguir e dependerá de comprovação mínima de:

I - (Revogado pelo art. 29 da Lei nº 18975, de 29/6/2010.)

Dispositivo revogado:

"I - para a carreira de Professor de Educação Básica:

a) habilitação específica obtida em curso de magistério de nível médio de


escolaridade, para ingresso no nível I;

b) habilitação específica obtida em curso superior com licenciatura de curta


duração, conforme o edital, para ingresso no nível II;

(Alínea com redação dada pelo art. 28 da Lei nº 15784, de 27/10/2005.)

c) habilitação específica obtida em curso superior com licenciatura plena ou


graduação com complementação pedagógica, conforme o edital, para ingresso no
nível III;

(Alínea com redação dada pelo art. 28 da Lei nº 15784, de 27/10/2005.)

d) habilitação específica obtida em curso superior com licenciatura plena ou


graduação com complementação pedagógica, acumulada com mestrado em educação ou
em área afim, conforme o edital, para ingresso no nível V;"

(Alínea acrescentada pelo art. 28 da Lei nº 15784, de 27/10/2005.)

II - para a carreira de Especialista em Educação Básica:

a) habilitação específica em supervisão pedagógica ou orientação educacional


obtida em curso superior de Pedagogia ou especialização em Pedagogia com
licenciatura em área específica, conforme edital, para ingresso no nível I;

b) habilitação específica em supervisão pedagógica ou orientação educacional


obtida em curso superior de Pedagogia ou especialização em Pedagogia com
licenciatura em área específica acumulada com mestrado em educação ou em área
afim, conforme edital, para ingresso no nível III;
III - para a carreira de Analista de Educação Básica, formação de nível
superior, com graduação específica, entre outras, em Fonoaudiologia, Terapia
Ocupacional, Fisioterapia, Psicologia, Serviço Social ou Biblioteconomia e
registro em órgão de classe, quando este for exigido por lei, para ingresso no
nível I, na forma de regulamento e conforme edital;

IV - para a carreira de Assistente Técnico de Educação Básica, formação de nível


médio técnico, para ingresso no nível I;

(Inciso com redação dada pelo art. 5º da Lei nº 18802, de 31/3/2010.)

V - para a carreira de Assistente Técnico Educacional, formação de nível médio


técnico, para ingresso no nível I;

VI - para a carreira de Analista Educacional:

a) formação de nível superior, com graduação específica ou com licenciatura, nos


termos do edital, e registro no órgão de classe, quando este for exigido por
Lei, para exercer atribuições técnico-administrativas e técnico-pedagógicas na
área de sua formação profissional, para ingresso no nível I;

b) formação de nível superior, com graduação específica ou com licenciatura,


acumulada com mestrado em educação ou área afim, nos termos do edital, e
registro no órgão de classe, quando este for exigido por Lei, para exercer
atribuições técnico-administrativas e técnico-pedagógicas na área de sua
formação profissional ou em área afim, para ingresso no nível III;

(Inciso com redação dada pelo art. 42 da Lei nº 16192, de 23/6/2006.)

VII - para a carreira de Assistente de Educação, formação de nível médio, para


ingresso no nível I;

VIII - para a carreira de Auxiliar de Serviços de Educação Básica:

a) conclusão da quarta série do ensino fundamental, para ingresso no nível I;

b) conclusão do ensino fundamental, para ingresso no nível II.

Art. 13 - O concurso público para ingresso nas carreiras dos Profissionais de


Educação Básica será de provas ou de provas e títulos, de caráter eliminatório e
classificatório.

Parágrafo único - As instruções reguladoras dos processos seletivos serão


publicadas em edital, que conterá, tendo em vista as especificidades das
atribuições do cargo, no mínimo:

I - o número de vagas existentes;

II - as matérias sobre as quais versarão as provas e os respectivos programas;

III - o desempenho mínimo exigido para aprovação nas provas;

IV - os critérios de avaliação dos títulos, se for o caso;

V - o caráter eliminatório ou classificatório de cada etapa do concurso;

VI - os requisitos para a inscrição, com exigência mínima de comprovação pelo


candidato:
a) de nacionalidade brasileira;

b) de idade mínima de dezoito anos;

c) de estar no gozo dos direitos políticos;

d) de estar em dia com as obrigações militares;

VII - a escolaridade mínima exigida para o ingresso na carreira;

VIII - a carga horária de trabalho;

IX - o vencimento básico do cargo.

Art. 14 - Concluído o concurso público e homologados os resultados, a nomeação


dos candidatos habilitados obedecerá à ordem de classificação e ao prazo de
validade do concurso.

§ 1° - O prazo de validade do concurso será de até dois anos, contados a partir


da data de sua homologação, prorrogável uma vez por igual período.

§ 2° - Para a posse em cargo de provimento efetivo, o candidato aprovado deverá


comprovar:

I - cumprimento dos requisitos constantes nos incisos VI e VII do parágrafo


único do art. 13;

II - idoneidade e conduta ilibada, nos termos de regulamento;

III - aptidão física e mental para o exercício do cargo, por meio de avaliação
médica, nos termos da legislação vigente.

§ 3° - A nomeação dos candidatos classificados em concurso público para carreira


de Profissional de Educação Básica, no limite das vagas previstas no edital,
dar-se-á dentro do prazo de validade do concurso.

Art. 15 - O servidor público ocupante de cargo de provimento efetivo do Poder


Executivo do Estado de Minas Gerais que, em razão de concurso público posterior
à publicação desta lei, ingressar em cargo de carreira dos Profissionais de
Educação Básica, com jornada equivalente à do cargo de origem, cuja remuneração,
incluídos adicionais, gratificações e vantagens pessoais, for superior à
remuneração do cargo de carreira instituída por esta lei, poderá perceber a
diferença a título de vantagem pessoal nominalmente identificada, sujeita
exclusivamente à revisão geral da remuneração dos servidores estaduais.

Parágrafo único - Para o cálculo da diferença prevista no "caput" deste artigo,


não serão computados os adicionais a que se refere o art. 118 do Ato das
Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição do Estado.

Seção II

Do Desenvolvimento na Carreira

Art. 16 - O desenvolvimento do servidor em carreira de Profissional de Educação


Básica dar-se-á mediante progressão ou promoção.

Parágrafo único - A progressão será concedida automaticamente ao servidor,


cumpridos os requisitos legais, e a promoção deverá ser requerida pelo servidor,
na forma de regulamento.
Art. 17 - Progressão é a passagem do servidor do grau em que se encontra para o
grau subseqüente no mesmo nível da carreira a que pertence.

§ 1° - Fará jus à progressão o servidor que preencher os seguintes requisitos:

I - encontrar-se em efetivo exercício;

II - ter cumprido o interstício de dois anos de efetivo exercício no mesmo grau;

III - ter recebido duas avaliações de desempenho individual satisfatórias desde


a sua progressão anterior, nos termos das normas legais pertinentes.

§ 2° - Nos casos de afastamento superior a noventa dias por motivo de licença


para tratamento de saúde, a contagem do interstício para fins de progressão será
suspensa, reiniciando-se quando do retorno do servidor, para completar o tempo
de que trata este artigo.

§ 3° - O período de afastamento por doença profissional será computado para


efeitos de progressão e promoção.

Art. 18 - Promoção é a passagem do servidor de um nível para o imediatamente


superior, na mesma carreira a que pertence.

§ 1° - Fará jus à promoção o servidor que preencher os seguintes requisitos:

I - encontrar-se em efetivo exercício;

II - ter cumprido o interstício de cinco anos de efetivo exercício no mesmo


nível;

III - ter recebido cinco avaliações de desempenho individual satisfatórias,


desde a sua promoção anterior, nos termos das normas legais pertinentes;

IV - comprovar a titulação mínima exigida.

§ 2° - Para promoção aos níveis em que a titulação mínima exigida seja a pós-
graduação "lato sensu", o mestrado ou o doutorado, o servidor poderá comprovar,
alternativamente, a aprovação em exame de certificação ocupacional realizado
pela SEE ou por instituição por ela credenciada, nos termos do regulamento.

§ 3° - O posicionamento do servidor no nível para o qual foi promovido se dará


no primeiro grau cujo vencimento básico seja superior ao percebido pelo servidor
no momento da promoção.

§ 4° - Nos casos de afastamento superior a noventa dias por motivo de licença


para tratamento de saúde, a contagem do interstício para fins de promoção será
suspensa, reiniciando-se quando do retorno do servidor, para completar o tempo
de que trata este artigo.

Art. 19 - Se, por omissão da SEPLAG, deixar de ser realizada uma ou mais
avaliações de desempenho, o número de avaliações não realizadas no interstício
será subtraído do número de avaliações de desempenho individual satisfatórias
exigido para progressão ou promoção.

Art. 20 - Após a conclusão do estágio probatório, o servidor considerado apto


será posicionado no segundo grau do nível de ingresso na carreira.
Art. 21 - A contagem do prazo para fins da primeira promoção e da segunda
progressão terá início após a conclusão do estágio probatório, desde que o
servidor tenha sido aprovado.

Art. 22 – Haverá progressão ou promoção por escolaridade adicional, após


aprovação da Câmara de Coordenação-Geral, Planejamento, Gestão e Finanças, nos
termos de decreto, aplicando-se fator de redução ou supressão do interstício
necessário e do quantitativo de avaliações periódicas de desempenho individual
satisfatórias para fins de progressão ou promoção, na hipótese de formação
complementar ou superior àquela exigida para o nível em que o servidor estiver
posicionado, desde que relacionada com a natureza e a complexidade da respectiva
carreira.

(Caput com redação dada pelo art. 29 da Lei nº 15784, de 27/10/2005.)

Parágrafo único. Poderá ser aplicado fator de redução ou supressão do


interstício necessário e do quantitativo de avaliações periódicas de desempenho
individual satisfatórias para fins de progressão ou promoção, nos termos de
decreto, após aprovação da Câmara de Coordenação Geral, Planejamento, Gestão e
Finanças, para os servidores do Grupo de Atividades de Educação Básica que
comprovarem, mediante certificação, ter exercido por no mínimo três anos o cargo
de Diretor de Escola.

(Parágrafo acrescentado pelo art. 27 da Lei nº 15961, de 30/12/2005.)

(Parágrafo com redação dada pelo art. 43 da Lei nº 16192, de 23/6/2006.)

Art. 23 - Os títulos apresentados para aplicação do disposto no art. 22 somente


poderão ser utilizados uma única vez, sendo vedado seu aproveitamento para fins
de concessão de qualquer vantagem pecuniária, salvo para concessão do Adicional
de Desempenho - ADE.

Art. 24 - O poder público incentivará a formação no nível de pós-graduação dos


servidores das carreiras de Professor de Educação Básica, Especialista em
Educação Básica, Analista de Educação Básica e Analista Educacional, na forma de
regulamento.

Art. 25 - Perderá o direito à progressão e à promoção o servidor que, no período


aquisitivo:

I - sofrer punição disciplinar em que seja:

a) suspenso;

b) exonerado ou destituído de cargo de provimento em comissão ou função


gratificada que estiver exercendo;

II - afastar-se das funções específicas de seu cargo, excetuados os casos


previstos como de efetivo exercício nas normas estatutárias vigentes e em
legislação específica.

§ 1° - Nas hipóteses previstas no inciso I do "caput" deste artigo, o tempo


anterior ao cumprimento da penalidade aplicada não poderá ser computado para
efeito de integralização do interstício.
§ 2° - Na hipótese prevista no inciso II do "caput" deste artigo, o afastamento
ensejará a suspensão do período aquisitivo para fins de promoção e progressão,
contando-se, para tais fins, o período anterior ao afastamento, desde que tenha
sido concluída a respectiva avaliação periódica de desempenho individual.

CAPÍTULO III

DOS CARGOS EM COMISSÃO E DAS GRATIFICAÇÕES DE FUNÇÃO

Art. 26 - São de provimento em comissão os cargos de:

I - Diretor de Escola, com um quantitativo de quatro mil cargos;

(Vide art. 12 da Lei nº 18975, de 29/6/2010.)

(Vide art. 35 da Lei Delegada nº 182, de 21/1/2011.)

(Vide art. 3º da Lei Delegada nº 184, de 27/1/2011.)

II - Secretário de Escola, com um quantitativo de quatro mil cargos.

(Vide art. 1º da Lei Delegada nº 174, de 26/1/2007.)

(Vide art. 6º da Lei nº 17006, de 25/9/2007.)

(Vide arts. 5º e 6º da Lei nº 17357, de 18/1/2008.)

(Vide art. 13 da Lei nº 18975, de 29/6/2010.)

(Vide art. 3º da Lei Delegada nº 184, de 27/1/2011.)

Art. 27 - O cargo de Diretor de Escola, com carga horária de quarenta horas


semanais, será exercido em regime de dedicação exclusiva por servidor ocupante
de função ou cargo das carreiras de Professor de Educação Básica e Especialista
em Educação Básica.

§ 1° - Em situações excepcionais, o cargo de Diretor de Escola poderá ser


ocupado por Analista Educacional habilitado em Inspeção Escolar.

§ 2° - Nas escolas com até quatro turmas que ofereçam apenas a educação infantil
e as séries iniciais do ensino fundamental, a direção será exercida por
professor da própria escola, na função de Coordenador de Escola a que se refere
o inciso II do art. 29, sem afastamento da regência, nos termos da legislação
vigente.

(Vide anexo XXX da Lei nº 15961, de 30/12/2005.)

(Vide art. 127 da Lei nº 15961, de 30/12/2005.)

Art. 28 - O cargo de Secretário de Escola, com carga horária semanal de trinta


horas, é exclusivo de servidor ocupante de função ou cargo das carreiras dos
Profissionais de Educação Básica, à exceção da carreira de Especialista em
Educação Básica, com exercício em unidade escolar.

(Vide art. 126 da Lei nº 15961, de 30/12/2005.)

Art. 29 - São gratificações de função:


I - a do Vice-Diretor de Escola, correspondente a vinte por cento do subsídio do
Professor de Educação Básica, nível I, grau A, de carga horária semanal de
trabalho de trinta horas;

(Inciso com redação dada pelo art. 18 da Lei nº 18975, de 29/6/2010.)

II - a do Coordenador de Escola, correspondente a dez por cento do vencimento


básico do professor, por turma existente na escola, até o máximo de quarenta por
cento;

(Vide art. 6º da Lei nº 17006, de 25/9/2007.)

III - a do Coordenador de Posto de Educação Continuada - PECON -, correspondente


a vinte por cento do vencimento básico do professor.

Art. 30. O exercício da função de Vice-Diretor, a que se refere o inciso I do


art. 29, é restrito a ocupante de função ou cargo das carreiras de Professor de
Educação Básica e Especialista em Educação Básica.

(Caput com redação dada pelo art. 46 da Lei nº 15463, de 13/1/2005.)

§ 1º. O servidor que perceber a gratificação de função de Vice-Diretor cumprirá


jornada de trabalho semanal de trinta horas.

(Parágrafo com redação dada pelo art. 18 da Lei nº 18975, de 29/6/2010.)

§ 2º. O Especialista em Educação Básica no exercício da função de Vice-Diretor


cumprirá trinta horas semanais, complementando a carga horária de quarenta
horas, quando for o caso, no desempenho da sua especialidade, hipótese em que
não fará jus ao acúmulo de gratificações.

(Parágrafo com redação dada pelo art. 18 da Lei nº 18975, de 29/6/2010.)

Art. 31 - As atividades de inspeção escolar serão exercidas por servidor


ocupante do cargo de Analista Educacional, com habilitação em Inspeção Escolar,
em regime de dedicação exclusiva, com gratificação de cinqüenta por cento do
vencimento básico do cargo de provimento efetivo.

(Vide alínea "c" do inciso III do art. 2º da Lei nº 18975, de 29/6/2010.)

Art. 32 − O Profissional de Educação Básica sujeito à exigência de dedicação


exclusiva não pode ocupar outro cargo, emprego ou função públicos na União,
Estado ou Município.

CAPÍTULO IV

DA CARGA HORÁRIA DE TRABALHO

Art. 33 − A carga horária semanal de trabalho do servidor que ingressar em cargo


das carreiras dos Profissionais de Educação Básica será de:

I − vinte e quatro horas para as carreiras de Professor de Educação Básica e


Especialista em Educação Básica;

II − trinta horas para as carreiras de Analista de Educação Básica, Assistente


Técnico de Educação e Auxiliar de Serviços de Educação Básica;
III − quarenta horas para as carreiras de Analista Educacional, Assistente
Técnico Educacional e Assistente de Educação.

IV – trinta ou quarenta horas para a carreira de Auxiliar de Serviços de


Educação Básica na Fundação Caio Martins e na Fundação Helena Antipoff.

(Inciso acrescentado pelo art. 30 da Lei nº 15784, de 27/10/2005.)

§ 1° − A carga horária semanal de trabalho de Professor de Educação Básica


compreenderá:

I − dezoito horas destinadas à docência;

II − seis horas destinadas a reuniões e outras atribuições e atividades


específicas do cargo.

§ 2° O Professor de Educação Básica que exercer a docência na função de


Professor no Núcleo de Educação Tecnológica - NET -, no ensino do uso de
biblioteca, na recuperação de alunos ou na educação de jovens e adultos, na
opção semipresencial, cumprirá vinte e duas horas semanais na docência e duas
horas semanais destinadas a reuniões.

(Parágrafo com redação dada pelo art. 47 da Lei nº 15463, de 13/1/2005.)

§ 3° − O Professor de Educação Básica deverá integralizar sua carga horária em


outra escola, na hipótese de não haver aulas suficientes para cumprimento
integral da carga horária a que se refere o inciso I do "caput" deste artigo na
escola em que estiver em exercício, na forma de regulamento.

§ 4° A carga horária do Professor de Educação Básica não poderá ser reduzida,


salvo na ocorrência de remoção e de mudança de lotação, com expressa
aquiescência do professor, hipótese em que a remuneração será proporcional à
carga horária.

(Parágrafo acrescentado pelo art. 47 da Lei nº 15463, de 13/1/2005.)

Art. 34 − O cargo efetivo de Professor de Educação Básica poderá ser provido,


excepcionalmente, com carga horária igual ou superior a sete horas e inferior a
vinte e quatro horas semanais, para um mesmo conteúdo curricular.

§ 1° Para efeito do disposto neste artigo, serão destinadas à docência, no


mínimo, cinco horas, e a reuniões, no mínimo, duas horas.

(Parágrafo com redação dada pelo art. 48 da Lei nº 15463, de 13/1/2005.)

§ 2° O Professor de Educação Básica que estiver cumprindo a carga horária


semanal de que trata o caput assumirá as aulas de mesmo conteúdo curricular que
surgirem na escola em que estiver em exercício em cargo vago, até o limite de
dezoito horas semanais destinadas a docência.

(Parágrafo com redação dada pelo art. 48 da Lei nº 15463, de 13/1/2005.)

§ 3° O vencimento básico do Professor de Educação Básica de que trata este


artigo será estabelecido conforme tabela prevista no parágrafo único do art. 42
e será proporcional ao número de horas semanais fixadas para o cargo na forma de
regulamento.

(Parágrafo com redação dada pelo art. 48 da Lei nº 15463, de 13/1/2005.)


§ 4° As aulas assumidas na forma do § 2° deste artigo passarão a integrar a
carga horária semanal do professor, a qual não poderá ser reduzida após essa
alteração, salvo na ocorrência de remoção e de mudança de lotação, com expressa
aquiescência do professor, hipótese em que a remuneração será proporcional à
nova carga horária.

(Parágrafo com redação dada pelo art. 48 da Lei nº 15463, de 13/1/2005.)

Art. 35. A carga horária semanal de trabalho do Professor de Educação Básica


poderá ser acrescida de até dezoito horas-aula, para que seja ministrado
conteúdo curricular para o qual o professor seja habilitado ou que esteja
autorizado a lecionar, remuneradas com valor adicional proporcional ao valor do
vencimento básico estabelecido na tabela da carreira de Professor de Educação
Básica, enquanto perdurar essa situação.

(Caput com redação dada pelo art. 1º da Lei nº 18040, de 13/1/2009.)

§ 1° − A extensão de que trata este artigo será concedida pela SEE, após
anuência do servidor.

§ 2º As aulas atribuídas por exigência curricular não estão incluídas no limite


estabelecido no caput.

(Parágrafo com redação dada pelo art. 1º da Lei nº 18040, de 13/1/2009.)

§ 3° − A extensão de que trata este artigo independe da existência de cargo


vago.

§ 4° − A extensão de que trata este artigo não poderá exceder a dois anos se
decorrente da existência de cargo vago.

§ 5° − O servidor ocupante de dois cargos de Professor de Educação Básica fará


jus à extensão de que trata o "caput", desde que o somatório das horas
destinadas à docência dos dois cargos não exceda a trinta e seis horas,
excluídas desse total as aulas assumidas por exigência curricular.

§ 6° – O valor adicional percebido em decorrência da extensão da carga horária


de que trata este artigo não constituirá base de cálculo para descontos
previdenciários.

(Parágrafo com redação dada pelo art. 13 da Lei nº 15788, de 27/10/2005.)

§ 7° − A extensão de carga horária concedida ao Professor de Educação Básica não


poderá ser reduzida em um mesmo ano letivo, exceto nos casos de:

I − desistência do servidor;

II − redução do número de turmas ou de aulas na escola em que estiver atuando;

III - retorno do titular do cargo, quando a extensão resultar de substituição;

(Inciso com redação dada pelo art. 49 da Lei nº 15463, de 13/1/2005.)

IV − provimento do cargo, quando a extensão resultar da existência de cargo


vago;

V − ocorrência de movimentação de professor;


VI - afastamento do efetivo exercício do cargo, com ou sem remuneração, por
período superior a sessenta dias no ano;

(Inciso com redação dada pelo art. 49 da Lei nº 15463, de 13/1/2005.)

VII − resultado insatisfatório na avaliação de desempenho individual, nos termos


da legislação vigente.

§ 8° – A extensão de carga horária de que trata este artigo somente será


concedida ao Professor de Educação Básica ocupante de cargo com número de aulas
inferior a dezoito horas-aula semanais, no mesmo conteúdo curricular, se for em
decorrência de substituição.

(Parágrafo com redação dada pelo art. 13 da Lei nº 15788, de 27/10/2005.)

§ 9º Ao servidor alcançado pelo art. 7º da Lei Complementar nº 100, de 5 de


novembro de 2007, ocupante de cargo com carga horária semanal inferior a dezoito
horas-aula, poderá ser atribuída extensão de carga horária no mesmo conteúdo do
cargo, em cargo vago ou em substituição.

(Parágrafo acrescentado pelo art. 1º da Lei nº 18040, de 13/1/2009.)

(Vide art. 4º da Lei nº 17006, de 25/9/2007.)

(Vide inciso VII do art. 3º da Lei nº 18975, de 29/6/2010.)

Art. 36 – O Professor de Educação Básica que, por exigência curricular, cumprir


carga horária semanal superior a dezoito horas-aula deverá assumi-la
obrigatoriamente, com vencimento básico proporcional ao valor estabelecido na
tabela da carreira de Professor de Educação Básica, enquanto permanecer nessa
situação.

§ 1° – O valor do vencimento básico proporcional percebido em decorrência da


exigência curricular de que trata o "caput" não constituirá base de cálculo para
descontos previdenciários.

§ 2° – O valor do vencimento básico proporcional de que trata este artigo é


inacumulável com a vantagem pessoal prevista no art. 49 desta lei.

(Artigo com redação dada pelo art. 13 da Lei nº 15788, de 27/10/2005.)

(Vide art. 4º da Lei nº 17006, de 25/9/2007.)

CAPÍTULO V

DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS E FINAIS

Art. 37 − Para a obtenção do número de cargos das carreiras de que trata esta
lei, previsto no Anexo I, são realizados os seguintes procedimentos:

I − ficam os cargos de provimento efetivo lotados nos órgãos e nas entidades


relacionados no art. 5° transformados em cargos das carreiras instituídas por
esta lei, na forma da correlação estabelecida no Anexo IV, ressalvados, na SEE,
os seguintes cargos vagos de provimento efetivo, no total de cinqüenta e seis
mil novecentos e setenta e nove, que ficam extintos:

a) mil oitocentos e dezoito cargos de Auxiliar Administrativo;

b) dezenove mil trezentos e onze cargos de Técnico de Nível Médio;


c) cinqüenta e um cargos de Auxiliar de Enfermagem;

d) vinte e seis cargos de Laboratorista;

e) quatro mil e vinte e sete cargos de Tesoureiro Escolar;

f) dois mil cento e sessenta e três cargos de Assistente de Turno;

g) dois mil e setenta e sete cargos de Auxiliar de Biblioteca;

h) quatorze mil quatrocentos e trinta e nove cargos de Auxiliar de Nível Médio;

i) três mil setecentos e onze cargos de Auxiliar de Secretaria;

j) dezessete cargos de Analista da Saúde;

l) vinte e um cargos de Analista de Agropecuária;

m) dois cargos de Analista de Atividade Fazendária;

n) cinqüenta e oito cargos de Analista de Sistemas;

o) três mil seiscentos e vinte e nove cargos de Técnico de Nível Superior;

p) quatro cargos de Pesquisador;

q) seis cargos de Programador Visual;

r) oitenta e oito cargos de Analista de Obras Públicas;

s) quarenta e três cargos de Analista de Comunicação Social;

t) cinco mil trezentos e quarenta e nove cargos de Analista da Educação;

u) cento e vinte cargos de Analista da Administração;

v) dezenove cargos de Rádio Técnico;

II − ficam criados vinte e sete mil setecentos e cinqüenta cargos de provimento


efetivo de Auxiliar de Serviços de Educação Básica − ASB.

Parágrafo único − A identificação dos cargos transformados, criados e extintos


por esta lei será feita em decreto.

Art. 38 − Os servidores que, na data de publicação desta lei, forem ocupantes de


cargo de provimento efetivo lotado nos órgãos e nas entidades relacionados no
art. 5° serão enquadrados na estrutura estabelecida no Anexo I, conforme tabela
de correlação constante no Anexo IV, considerados o órgão ou a entidade de
lotação do cargo e a unidade de exercício.

Parágrafo único − Para fins do disposto no "caput", consideram-se unidades de


exercício o órgão central, os órgãos regionais e as unidades escolares dos
órgãos e das entidades relacionados no art. 5°.

Art. 39 - (Revogado pelo art. 48 da Lei nº 15784, de 27/10/2005.)

Dispositivo revogado:
"Art. 39 − Ao servidor que, na data de publicação desta lei, for ocupante de
cargo de provimento efetivo lotado nos órgãos e nas entidades relacionados no
art. 5° será concedido o direito de optar por não ser enquadrado na estrutura
das carreiras instituídas por esta lei, observado o seguinte:

I − a opção a que se refere o "caput" deverá ser formalizada por meio de


requerimento escrito, dirigido ao Secretário de Estado de Educação;

II − o prazo para a opção a que se refere o "caput" será de noventa dias,


contados da data de publicação do decreto que estabelecer as regras de
posicionamento.

Parágrafo único − O servidor que optar pelo não-enquadramento, na forma deste


artigo, não fará jus às vantagens atribuídas às carreiras instituídas por esta
lei."

Art. 40 - (Revogado pelo art. 48 da Lei nº 15784, de 27/10/2005.)

Dispositivo revogado:

"Art. 40 − Na ocorrência da opção prevista no art. 39, a transformação do cargo


ocupado pelo servidor em cargo de carreira constante no Anexo I, nos termos do
inciso I do art. 37, somente se efetivará após a vacância do cargo original."

Art. 41 − Fica assegurado ao servidor que for enquadrado nas carreiras de que
trata esta lei, nos termos do art. 38, bem como ao que fizer a opção de que
trata o art. 39, o direito previsto no art. 115 do Ato das Disposições
Constitucionais Transitórias da Constituição do Estado, acrescido pela Emenda à
Constituição n° 57, de 15 de julho de 2003.

Art. 42 − A tabela de vencimento básico das carreiras dos Profissionais de


Educação Básica será estabelecida em lei, observada a estrutura prevista no
Anexo I.

Parágrafo único − O vencimento básico dos cargos das carreiras de que trata esta
lei será estabelecido em tabela que conterá valores diferenciados para as cargas
horárias definidas nos incisos do "caput" do art. 33 e no § 2° do art. 48.

Art. 43 - (Revogado pelo art. 48 da Lei nº 15784, de 27/10/2005.)

Dispositivo revogado:

"Art. 43 − As regras de posicionamento decorrentes do enquadramento a que se


refere o art. 38 serão estabelecidas em decreto, após a publicação da lei de que
trata o art. 42, e abrangerão critérios que conciliem:

I − a escolaridade do cargo de provimento efetivo ocupado pelo servidor;

II − o tempo de serviço no cargo de provimento efetivo transformado por esta


lei;

III − o vencimento básico do cargo de provimento efetivo percebido pelo servidor


na data de publicação do decreto a que se refere o "caput".

§ 1° − As regras de posicionamento não acarretarão redução da remuneração


percebida pelo servidor na data de publicação do decreto que as estabelecer.
§ 2° − O texto do decreto que estabelecer as regras de posicionamento ficará
disponível, para consulta pública, na página da SEPLAG na internet, durante,
pelo menos, os quinze dias anteriores à data de sua publicação, após notícia
prévia no órgão oficial de imprensa do Estado."

Art. 44 - (Revogado pelo art. 48 da Lei nº 15784, de 27/10/2005.)

Dispositivo revogado:

"Art. 44 − Os atos de posicionamento dos servidores efetivos decorrentes do


enquadramento de que trata o art. 38 somente ocorrerão após a publicação da lei
que estabelecer a tabela de vencimento básico das carreiras de que trata esta
lei, bem como do decreto a que se refere o art. 43.

§ 1° − Os atos a que se refere o "caput" deste artigo somente produzirão efeitos


após sua publicação.

§ 2° − Enquanto não ocorrer a publicação dos atos de posicionamento de que trata


o "caput" deste artigo, será mantido o valor do vencimento básico percebido pelo
servidor ocupante de cargo das carreiras de que trata esta lei na data de
publicação do decreto que estabelecer as regras de posicionamento, acrescido das
vantagens previstas na legislação vigente.

§ 3° − Os atos de posicionamento a que se refere o "caput" deste artigo serão


formalizados por meio de resolução conjunta do Secretário de Estado de Educação
e do Secretário de Estado de Planejamento e Gestão."

Art. 45 − O cargo correspondente à função pública a que se refere a Lei n°


10.254, de 20 de julho de 1990, cujo detentor tiver sido efetivado em
decorrência do disposto nos arts. 105 e 106 do Ato das Disposições
Constitucionais Transitórias, acrescidos pela Emenda à Constituição do Estado n°
49, de 13 de junho de 2001, será transformado em cargo de uma das carreiras dos
Profissionais de Educação Básica, observada a correlação estabelecida no Anexo
IV.

§ 1° − Os cargos resultantes da transformação de que trata o "caput" deste


artigo serão extintos com a vacância.

§ 2º - (Revogado pelo art. 48 da Lei nº 15784, de 27/10/2005.)

Dispositivo revogado:

"§ 2° − Aplicam-se ao detentor do cargo a que se refere o "caput" deste artigo


as regras de enquadramento e posicionamento de que tratam os arts. 38 e 43."

§ 3º - (Revogado pelo art. 48 da Lei nº 15784, de 27/10/2005.)

Dispositivo revogado:

"§ 3° − O detentor de função pública a que se refere a Lei n° 10.254, de 1990,


que não tenha sido efetivado será enquadrado na estrutura das carreiras de que
trata esta lei apenas para fins de percepção do vencimento básico correspondente
ao nível e ao grau em que for posicionado, observadas as regras de enquadramento
e posicionamento a que se referem os arts. 38 e 43 e mantida a identificação
como "função pública", com a mesma denominação do cargo em que for posicionado."

§ 4° − A função pública de que trata o § 3° deste artigo extingue-se com a


vacância.

§ 5° − O quantitativo de cargos a que se refere o § 1° deste artigo e de funções


públicas de que trata o § 3° deste artigo é o constante no Anexo III.

Art. 46 − O servidor que, na data de publicação desta lei, for ocupante de cargo
de provimento efetivo do Quadro de Magistério, lotado em caráter excepcional no
órgão central da SEE e nas suas Superintendências Regionais de Ensino, nos
termos da Lei n° 9.346, de 5 de dezembro de 1986, e da Lei n° 13.961, de 27 de
julho de 2001, ou no Conselho Estadual de Educação, nos termos da Lei n° 9.413,
de 2 de julho de 1987, será enquadrado em uma das carreiras instituídas por esta
lei, observada a correlação estabelecida para o cargo que ocupa.

Art. 47 - (Revogado pelo art. 48 da Lei nº 15784, de 27/10/2005.)

Dispositivo revogado:

"Art. 47 − O servidor inativo será enquadrado na estrutura das carreiras de que


trata esta lei, na forma da correlação constante no Anexo IV, apenas para fins
de percepção do vencimento básico correspondente ao nível e ao grau em que for
posicionado, observadas as regras de posicionamento estabelecidas para os
servidores ativos, levando-se em consideração, para tal fim, o cargo ou a função
em que se deu a aposentadoria.

Parágrafo único − Ao servidor inativo fica assegurado o direito à opção de que


trata o art. 39 desta lei, com as mesmas regras estabelecidas para o servidor
ativo."

Art. 48 − Fica mantida a carga horária semanal de trabalho dos servidores que,
na data de publicação desta lei, forem ocupantes de cargos de provimento efetivo
transformados em cargos das carreiras de que trata esta lei.

§ 1° − Aplica-se o disposto no "caput" deste artigo aos servidores que, na data


de publicação desta lei, forem detentores de função pública.

§ 2° − A carga horária semanal de trabalho do servidor a que se refere o "caput"


deste artigo é de:

I − vinte e quatro horas para os servidores dos órgãos e das entidades


relacionados no art. 5° que tiverem seus cargos transformados em cargos de
Professor de Educação Básica, respeitado o disposto nos §§ 1°, 2° e 3° do art.
33 e no art. 35;

II − vinte e quatro ou quarenta horas para os servidores dos órgãos e das


entidades relacionados no art. 5° que tiverem seus cargos transformados em
cargos de Especialista em Educação Básica, conforme a situação de cada servidor
na data de publicação desta lei;

III − trinta ou quarenta horas para os servidores ocupantes de cargos lotados na


SEE e no CEE, conforme a situação de cada servidor na data de publicação desta
lei, excetuando-se os que se enquadrarem nas hipóteses previstas nos incisos I e
II;
IV − quarenta horas para os servidores ocupantes de cargos lotados na FUCAM e na
FHA, excetuando-se os que se enquadrarem nas hipóteses previstas nos incisos I e
II.

Art. 49. O valor correspondente aos adicionais por tempo de serviço que teve
como base de cálculo o valor decorrente de aulas facultativas ou exigência
curricular, concedido entre 5 de junho de 1998 e 5 de agosto de 2004, passará a
ser percebido a título de vantagem pessoal.

(Artigo com redação dada pelo art. 51 da Lei nº 15463, de 13/1/2005.)

(Vide inciso V do parágrafo único do art. 2º da Lei nº 18975, de 29/6/2010.)

Art. 50 − Compete à SEE adotar as medidas necessárias para o cumprimento desta


lei e, no que couber, articular-se com a SEPLAG para a sua execução.

Art. 51 − Esta lei será regulamentada pelo Poder Executivo.

Art. 52 − Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.

Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte, aos 5 de agosto de 2004.

Aécio Neves - Governador do Estado

ANEXO I
(a que se referem os arts. 1°, 37, 38 e 42 da Lei n° 15.293, de de de
2004)
ESTRUTURA DAS CARREIRAS DOS PROFISSIONAIS DE EDUCAÇÃO BÁSICA
I.1 – Estrutura da Carreira de Professor de Educação Básica
Carga horária semanal de trabalho: 24 horas

Ní- Nível de Quanti-


vel escolaridade dade

I Médio, com 165.654


habilitação em
magistério

II Superior, com 165.654


licenciatura
de curta
duração

III Superior, com 165.654


licenciatura
plena ou com
complementação
pedagógica
IV Superior, com 165.654
licenciatura
específica,
acu-mulado com
pós-graduação
"lato- sensu",
na forma do
regulamento
V Superior, com 165.654
licenciatura
plena ou com
com-
plementação
pedagógica,
acumulado com
mestrado
VI Superior, com 165.654
licenciatura
especílado com
doutorado

Continuação da tabela I.1


Grau

A B C D E
I-A I-B I-C I-D I-E

II-A II-B II-C II-D II-E


III-A II-B III-C III-D III-E

IV-A IV-B IV-C IV-D IV-E


V-A V-B V-C V-D V-E

VI-A VI-B VI-C VI-D VI-E

Ní- Nível de Quantidade


vel escolaridade

I Médio, com 165.654


habilitação em
magistério
II Superior, com 165.654
licenciatura
de curta
duração
III Superior, com 165.654
licenciatura
plena ou com
complementação
pedagógica

IV Superior, com 165.654


licenciatura
específica,
acu-mulado com
pós-graduação
"lato sensu",
na forma do
regulamento

V Superior, com 165.654


licenciatura
plena ou com
com-
plementação
pedagógica,
acumulado com
mestrado

VI Superior, com 165.654


licenciatura
específica,
acumulado com
doutorado

Continuação da tabela
Grau

F G H I J
I-F I-G I-H I-I I-J

II-F II-G II-H II-I II-J


III-F II-G III-H III-I III-J

IV-F IV-G IV-H IV-I IV-J


V-F V-G V-H V-I V-J

VI-F VI-G VI-H VI-I VI-J

Ní- Nível de Quanti-


vel escolaridade dade

I Médio, com 165.654


habilitação em
magistério
II Superior, com 165.654
licenciatura
de curta
duração
III Superior, com 165.654
licenciatura
plena ou com
complementação
pedagógica

IV Superior, com 165.654


licenciatura
específica,
acu-mulado com
pós-graduação
"lato sensu",
na forma do
regulamento

V Superior, com 165.654


licenciatura
plena ou com
com-
plementação
pedagógica,
acumulado com
mestrado

VI Superior, com 165.654


licenciatura
específica,
acumulado com
doutorado

Continuação da tabela

Grau

L M N O P
I-L I-M I-N I-O I-P

II-L II-M II-N II-O II-P


III- II-M III-N III- III-
L O P
IV-L IV-M IV-N IV-O IV-P

V-L V-M V-N V-O V-P


VI-L VI-M VI-N VI-O VI-P

(Item com redação dada pelo anexo IV da Lei nº 15784, de 27/10/2005.)

(Vide art. 26 da Lei nº 15784, de 27/10/2005.)

I.2 – ESTRUTURA DA CARREIRA DE ESPECIALISTA EM EDUCAÇÃO BÁSICA

Carga horária semanal de trabalho: 24 ou 40 horas


Nível de Quanti-
Cargo Nível
escolaridade dade

Superior, com
licenciatura ou
I
especialização
em pedagogia

Superior, com
licenciatura em
Pedagogia ou
graduação
específica com
especialização
II em Pedagogia,
acumulado com
curso de pós-
graduação "lato
sensu", na
Especialista forma do
em Educação regulamento
Básica 11.885
Superior, com
licenciatura em
(EEB) Pedagogia ou
graduação
III específica com
especialização
em Pedagogia,
acumulado com
mestrado

Superior, com
licenciatura em
Pedagogia ou
graduação
IV específica com
especialização
em Pedagogia,
acumulado com
doutorado

Continuação da tabela I.2

Grau
A B C D E F G H I J L M N O P

IA IB IC ID IE IF IG IH I I IJ IL IM IN IO IP
II
IIA IIB IIC IID IIE IIF IIG IIH IIJ IIL IIM IIN IIO IIP
I
III
IIIA IIIB IIIC IIID IIIE IIIF IIIG IIIH IIIJ IIIL IIIM IIIN IIIO IIIP
I
IV
IVA IVB IVC IVD IVE IVF IVG IVH IVJ IVL IVM IVN IVO IVP
I
I.3 – ESTRUTURA DA CARREIRA DE ANALISTA DE EDUCAÇÃO BÁSICA

Carga horária semanal de trabalho: 30 ou 40 horas

I.3 - Estrutura da Carreira de Analista de Educação Básica - AEB


Carga horária semanal de trabalho: 30 ou 40 horas
Nível Nível de Quanti-
escolaridade dade

I Superior 624

II Superior 624
III Superior 624
acumulado com
pós-graduação
"lato sensu", na
forma do
regulamento
IV Superior 624
acumulado com
mestrado

V Superior 624
acumulado com
doutorado

Continuação da tabela I.3

Grau
A B C D E

I-A I-B I-C I-D I-E


II-A II-B II-C II-D II-E

III-A II-B III-C III-D III-E


IV-A IV-B IV-C IV-D IV-E

V-A V-B V-C V-D V-E

Nível Nível de Quanti-


escolaridade dade
I Superior 624
II Superior 624

III Superior 624


acumulado com
pós-graduação
"lato sensu", na
forma do
regulamento

IV Superior 624
acumulado com
mestrado
V Superior 624
acumulado com
mestrado

Continuação da tabela
Grau
F G H I J

I-F I-G I-H I-I I-J


II-F II-G II-H II-I II-J

III-F II-G III-H III-I III-J


IV-F IV-G IV-H IV-I IV-J

V-F V-G V-H V-I V-J

Nível Nível de Quanti-


escolaridade dade

I Superior 624
II Superior 624

III Superior 624


acumulado com
pós-graduação
"lato sensu", na
forma do
regulamento

IV Superior 624
acumulado com
mestrado
V Superior 624
acumulado com
mestrado

Continuação da tabela

Grau

L M N O P
I-L I-M I-N I-O I-P

II-L II-M II-N II-O II-P


III-L II-M III-N III-O III-P

IV-L IV-M IV-N IV-O IV-P


V-L V-M V-N V-O V-P

(Item com redação dada pelo anexo IV da Lei nº 15784, de 27/10/2005.)

(Vide art. 26 da Lei nº 15784, de 27/10/2005.)

(Vide art. 44 da Lei nº 16192, de 23/6/2006.)

I.4 - ESTRUTURA DA CARREIRA DE ASSISTENTE TÉCNICO DE EDUCAÇÃO BÁSICA

Carga horária semanal de trabalho: 30 ou 40 horas

Grau

Cargo Nível Nível de Quantidade A B C D


escolaridade
I Ensino médio I-1 I-B I-C I-D
técnico
II Ensino médio II-A II-B II-C II-D
técnico
acumulado com
uma
certificação

III Ensino médio III-A III-B III-C III-D


técnico com
duas
Assistente certificações 22.185
técnico de
Educação IV Ensino IV-A IV-B IV-C IV-D
Básica Superior
(ATB)
V Pós-graduação V-A V-B V-C V-D
"lato sensu"
ou "stricto
sensu"
Grau

Cargo Nível Nível de Quantidade E F G H


escolaridade
I Ensino médio I-E I-F I-G I-H
técnico
II Ensino médio II-E II-F II-G II-H
técnico
acumulado com
uma
certificação

III Ensino médio III-E III-F III-G III-H


técnico com
duas
Assistente certificações 22.185
técnico de
Educação IV Ensino IV-E IV-F IV-G IV-H
Básica Superior
(ATB)
V Pós-graduação V-E V-F V-G V-H
"lato sensu"
ou "stricto
sensu"

Grau

Cargo Nível Nível de Quantidade I J L M


escolaridade
I Ensino médio I-I I-J I-L I-M
técnico
II Ensino médio II-I II-J II-L II-M
técnico
acumulado com
uma
certificação

III Ensino médio III-I III-J III-L III-M


técnico com
duas
Assistente certificações 22.185
técnico de
Educação IV Ensino IV-I IV-J IV-L IV-M
Básica Superior
(ATB)
V Pós-graduação V-I V-J V-L V-M
"lato sensu"
ou "stricto
sensu"
Grau

Cargo Nível Nível de Quantidade N O P


escolaridade

I Ensino médio I-N I-O I-P


técnico

II Ensino médio II-N II-O II-P


técnico
acumulado com
uma
certificação
III Ensino médio III-N III-O III-P
técnico com
duas
Assistente certificações 22.185
técnico de
Educação IV Ensino IV-N IV-O IV-P
Básica Superior
(ATB)
V Pós-graduação V-N V-O V-P
"lato sensu"
ou "stricto
sensu"

(Anexo com redação dada pelo Anexo I da Lei nº 18802, de 31/3/2010.)

(Vide art. 4º da Lei nº 18802, de 31/3/2010.)

I.5 – ESTRUTURA DA CARREIRA DE ASSISTENTE TÉCNICO EDUCACIONAL

Carga horária semanal de trabalho: 30 ou 40 horas

Nível de Quanti-
Cargo Nível
escolaridade dade
Ensino médio
I
técnico
Ensino médio
técnico
II acumulado com
Assistente uma
Técnico certificação
Educacional 2.417
Ensino médio
(ATE) técnico
III acumulado com
duas
certificações
Ensino
IV
Superior
Continuação da tabela I.5

Grau

A B C D E F G H I J L M N O P
IA IB IC ID IE IF IG IH I I IJ IL IM IN IO IP

II
IIA IIB IIC IID IIE IIF IIG IIH IIJ IIL IIM IIN IIO IIP
I

III
IIIA IIIB IIIC IIID IIIE IIIF IIIG IIIH IIIJ IIIL IIIM IIIN IIIO IIIP
I

IV
IVA IVB IVC IVD IVE IVF IVG IVH IVJ IVL IVM IVN IVO IVP
I

(Vide art. 2º da Lei nº 17006, de 25/9/2007.)

(Vide art. 4º da Lei nº 18802, de 31/3/2010.)

I.6 – ESTRUTURA DA CARREIRA DE ANALISTA EDUCACIONAL

Carga horária semanal de trabalho: 24, 30 ou 40 horas

1.6 - Estrutura da Carreira de Analista Educacional - ANE


Carga horária semanal de trabalho: 24, 30 ou 40 horas
Nível Nível de Quanti-
escolaridade dade

I Superior 3.053
II Superior 3.053
III Superior 3.053
acumulado com
pós-graduação
"lato sensu", na
forma do
regulamento
IV Superior 3.053
acumulado com
mestrado

V Superior 3.053
acumulado com
doutorado

Continuação da tabela I.6


Grau
A B C D E

I-A I-B I-C I-D I-E


II-A II-B II-C II-D II-E

III-A II-B III-C III-D III-E


IV-A IV-B IV-C IV-D IV-E

V-A V-B V-C V-D V-E

Nível Nível de Quanti-


escolaridade dade

I Superior 3.053
II Superior 3.053

III Superior 3.053


acumulado com pós
graduação "lato
sensu", na forma
do regulamento
IV Superior 3.053
acumulado com
mestrado

V Superior 3.053
acumulado com
doutorado

Continuação da tabela
Grau

F G H I J
I-F I-G I-H I-I I-J

II-F II-G II-H II-I II-J


III-F II-G III-H III-I III-J

IV-F IV-G IV-H IV-I IV-J


V-F V-G V-H V-I V-J
Nível Nível de Quanti-
escolaridade dade

I Superior 3.053
II Superior 3.053

III Superior 3.053


acumulado com
pós-graduação
"lato sensu", na
forma do
regulamento

IV Superior 3.053
acumulado com
mestrado
V Superior 3.053
acumulado com
doutorado

Continuação da tabela

Grau

L M N O P
I-L I-M I-N I-O I-P

II-L II-M II-N II-O II-P


III-L II-M III-N III-O III-P

IV-L IV-M IV-N IV-O IV-P


V-L V-M V-N V-O V-P

(Item com redação dada pelo art. 26 da Lei nº 15784, de 27/10/2005.

(Vide anexo IV da Lei nº 15784, de 27/10/2005.)

(Vide art. 44 da Lei nº 16192, de 23/6/2006.)

I.7 - ESTRUTURA DA CARREIRA DE ASSISTENTE DE EDUCAÇÃO

Carga horária de trabalho: 30 ou 40 horas

Grau

Cargo Nível Nível de Quantidade A B C D


escolaridade
I Ensino médio I-A I-B I-C I-D
técnico
II Ensino médio II-A II-B II-C II-D
técnico
acumulado com
uma
certificação
III Ensino médio III-A III-B III-C III-D
técnico com
duas
certificações
Assistente IV Ensino 1.171 IV-A IV-B IV-C IV-D
de Educação Superior
(ASE)
V Pós-graduação V-A V-B V-C V-D
"lato sensu"
ou "stricto
sensu"

Grau

Cargo Nível Nível de Quantidade E F G H


escolaridade

I Ensino médio I-E I-F I-F I-H


técnico

II Ensino médio II-E II-F II-G II-H


técnico
acumulado com
uma
certificação
III Ensino médio III-E III-F III-G III-H
técnico com
duas
Assistente certificações 1.171
de Educação
(ASE) IV Ensino IV-E IV-F IV-G IV-H
Superior
V Pós-graduação V-E V-F V-G V-H
"lato sensu"
ou "stricto
sensu"

Grau

Cargo Nível Nível de Quantidade I J L M


escolaridade
I Ensino médio I-I I-J I-L I-M
técnico
II Ensino médio II-I II-J II-L II-M
técnico
acumulado com
uma
certificação

III Ensino médio III-I III-J III-L III-M


técnico com
duas
certificações

IV Ensino IV-I IV-J IV-L IV-M


Superior

V Pós-graduação V-I V-J V-L V-M


"lato sensu"
ou "stricto
Assistente sensu" 1.171
de Educação

Grau

Cargo Nível Nível de Quantidade N O P


escolaridade

I Ensino médio I-N I-O I-P


técnico

II Ensino médio II-N II-O II-P


técnico
acumulado com
uma
certificação
III Ensino médio III-N III-O III-P
técnico com
duas
Assistente certificações 1.171
de Educação
(ASE) IV Ensino IV-N IV-O IV-P
Superior
V Pós-graduação V-N V-O V-P
"lato sensu"
ou "stricto
sensu"

(Anexo com redação dada pelo Anexo I da Lei nº 18802, de 31/3/2010.)

(Vide art. 4º da Lei nº 18802, de 31/3/2010.)

I.8 – ESTRUTURA DA CARREIRA DE AUXILIAR DE SERVIÇOS DE EDUCAÇÃO BÁSICA

Carga horária semanal de trabalho: 30 ou 40 horas

Nível de Quanti-
Cargo Nível
escolaridade dade
Auxiliar I 4ª série do 39.079
de ensino
Serviços fundamental
de Ensino
II
Educação fundamental
Básica
III Ensino médio
(ASB)

Continuação da tabela I.8

Grau

A B C D E F G H I J L M N O P
IA IB IC ID IE IF IG IH I I IJ IL IM IN IO IP

II
IIA IIB IIC IID IIE IIF IIG IIH IIJ IIL IIM IIN IIO IIP
I

III
IIIA IIIB IIIC IIID IIIE IIIF IIIG IIIH IIIJ IIIL IIIM IIIN IIIO IIIP
I

Anexo II

(a que se refere o art. 6° da Lei n° , de de de 2004)

Atribuições dos Cargos Efetivos que Compõem as Carreiras dos Profissionais de


Educação Básica

1. Carreira de Professor de Educação Básica:

1.1. exercer a docência na educação básica, em unidade escolar,


responsabilizando-se pela regência de turmas ou por aulas, pela orientação de
aprendizagem na educação de jovens e adultos, pela substituição eventual de
docente, pelo ensino do uso da biblioteca, pela docência em laboratório de
ensino, em sala de recursos didáticos e em oficina pedagógica, por atividades
artísticas de conjunto e acompanhamento musical nos conservatórios estaduais de
música e pela recuperação de aluno com deficiência de aprendizagem;

1.2. participar do processo que envolve planejamento, elaboração, execução,


controle e avaliação do projeto político-pedagógico e do plano de
desenvolvimento pedagógico e institucional da escola;

1.3. participar da elaboração do calendário escolar;

1.4. exercer atividade de coordenação pedagógica de área de conhecimento


específico, nos termos do regulamento;

1.5. atuar na elaboração e na implementação de projetos educativos ou, como


docente, em projeto de formação continuada de educadores, na forma do
regulamento;

1.6. participar da elaboração e da implementação de projetos e atividades de


articulação e integração da escola com as famílias dos educandos e com a
comunidade escolar;
1.7. participar de cursos, atividades e programas de capacitação profissional,
quando convocado ou convidado;

1.8. acompanhar e avaliar sistematicamente seus alunos durante o processo de


ensino-aprendizagem;

1.9. realizar avaliações periódicas dos cursos ministrados e das atividades


realizadas;

1.10. promover e participar de atividades complementares ao processo da sua


formação profissional;

1.11. exercer outras atribuições integrantes do plano de desenvolvimento


pedagógico e institucional da escola, previstas no regulamento desta lei e no
regimento escolar.

2. Carreira de Especialista em Educação Básica:

2.1. exercer em unidade escolar a supervisão do processo didático como elemento


articulador no planejamento, no acompanhamento, no controle e na avaliação das
atividades pedagógicas, conforme o plano de desenvolvimento pedagógico e
institucional da unidade escolar;

2.2. atuar como elemento articulador das relações interpessoais internas e


externas da escola que envolvam os profissionais, os alunos e seus pais e a
comunidade;

2.3. planejar, executar e coordenar cursos, atividades e programas internos de


capacitação profissional e treinamento em serviço;

2.4. participar da elaboração do calendário escolar;

2.5. participar das atividades do Conselho de Classe ou coordená-las;

2.6. exercer, em trabalho individual ou em grupo, a orientação, o aconselhamento


e o encaminhamento de alunos em sua formação geral e na sondagem de suas
aptidões específicas;

2.7. atuar como elemento articulador das relações internas na escola e externas
com as famílias dos alunos, comunidade e entidades de apoio psicopedagógicos e
como ordenador das influências que incidam sobre a formação do educando;

2.8. exercer atividades de apoio à docência;

2.9. exercer outras atividades integrantes do plano de desenvolvimento


pedagógico e institucional da escola, previstas no regulamento desta lei e no
regimento escolar.

3. Carreira de Analista de Educação Básica:

3.1. exercer sua atividade profissional no âmbito de unidade escolar em que


esteja prevista sua atuação;

3.2. participar do processo que envolve o planejamento, a elaboração, a execução


e avaliação do plano de desenvolvimento pedagógico e institucional da escola;

3.3. exercer outras atividades integrantes do plano de desenvolvimento


pedagógico e institucional da escola, previstas no regulamento desta lei e no
regimento escolar.
4. Carreira de Assistente Técnico de Educação Básica:

4.1. exercer suas atividades em unidade escolar, participando do processo que


envolve o planejamento, a elaboração, a execução e a avaliação do plano de
desenvolvimento pedagógico e institucional da escola;

4.2. organizar e manter atualizados cadastros, arquivos, fichários, livros e


outros instrumentos de escrituração da escola, relativos aos registros
funcionais dos servidores e à vida escolar dos alunos;

4.3. organizar e manter atualizado o sistema de informações legais e


regulamentares de interesse da escola;

4.4. redigir ofícios, exposições de motivos, atas e outros expedientes;

4.5. coletar, apurar, selecionar, registrar e consolidar dados para a elaboração


de informações estatísticas;

4.6. realizar trabalhos de digitação e mecanografia;

4.7. realizar trabalhos de protocolização, preparo, seleção, classificação,


registro e arquivamento de documentos e formulários;

4.8. atender, orientar e encaminhar o público;

4.9. auxiliar na organização, manutenção e atendimento em biblioteca escolar e


sala de multimeios;

4.10. auxiliar no cuidado e na distribuição de material esportivo, de


laboratórios, de oficinas pedagógicas e outros sob sua guarda;

4.11. exercer outras atividades integrantes do plano de desenvolvimento


pedagógico e institucional da escola, previstas no regulamento desta lei e no
regimento escolar.

5. Carreira de Assistente Técnico-Educacional:

5.1. exercer suas atividades no órgão central e nas Superintendências Regionais


de Ensino da SEE, na Fundação Helena Antipoff, na Fundação Educacional Caio
Martins e no Conselho Estadual de Educação, participando do processo que envolve
o planejamento, a elaboração, a execução e a avaliação do plano de
desenvolvimento pedagógico e institucional da escola;

5.2. organizar e manter atualizados cadastros, arquivos, fichários, livros e


outros instrumentos de escrituração da escola, relativos aos registros
funcionais dos servidores e à vida escolar dos alunos;

5.3. organizar e manter atualizado o sistema de informações legais e


regulamentares de interesse da escola;

5.4. redigir ofícios, exposições de motivos, atas e outros expedientes;

5.5. coletar, apurar, selecionar, registrar e consolidar dados para elaboração


de informações estatísticas;

5.6. realizar trabalhos de digitação e mecanografia;

5.7. realizar trabalhos de protocolização, preparo, seleção, classificação,


registro e arquivamento de documentos e formulários;
5.8. atender, orientar e encaminhar a clientela;

5.9. auxiliar na organização, manutenção e atendimento em biblioteca escolar e


sala de multimeios;

5.10. auxiliar no cuidado e na distribuição de material esportivo, de


laboratórios, de oficinas pedagógicas e outros sob sua guarda;

5.11. exercer outras atividades integrantes do plano de desenvolvimento


pedagógico e institucional da escola, previstas no regulamento desta lei e no
regimento escolar.

6. Carreira de Analista Educacional:

6.1. exercer atividade profissional específica em nível superior de escolaridade


nos setores pedagógico e administrativo no campo da educação, no órgão central e
nas Superintendências Regionais de Ensino da SEE, na Fundação Helena Antipoff,
na Fundação Educacional Caio Martins e no Conselho Estadual de Educação;

6.2. elaborar, analisar e avaliar planos, programas e projetos pedagógicos;

6.3. coordenar, acompanhar, avaliar e redirecionar a execução de propostas


educacionais;

6.4. elaborar normas, instruções e orientações para aplicação da legislação


relativa a programas e currículos escolares e à administração de pessoal,
material, patrimônio e serviços;

6.5. elaborar, executar e acompanhar projetos de capacitação de pessoal e


treinamentos operacionais nos vários âmbitos de atuação;

6.6. proporcionar assistência técnica na elaboração de instrumentos de avaliação


do processo educacional;

6.7. elaborar programas, provas e material instrucional para o ensino


fundamental e médio;

6.8. realizar pesquisas e estudos que subsidiem a proposta de políticas,


diretrizes e normas educacionais;

6.9. participar da elaboração de planejamentos ou propostas anuais de atividades


do setor ou órgão em que atua;

6.10. organizar e produzir dados e informações educacionais;

6.11. elaborar a proposta de reforma, ampliação ou construção da rede física de


atendimento e acompanhar a sua execução;

6.12. realizar trabalhos de escrituração contábil, cálculo de custos, perícia,


previsão, levantamento, análise e revisão de balanços e demonstrativos, execução
orçamentária e movimentação de contas financeiras e patrimoniais;

6.13. emitir pareceres e relatórios sobre assuntos financeiros e contábeis;

6.14. exercer a inspeção escolar, que compreende:

a) orientação, assistência e controle do processo administrativo das escolas e,


na forma do regulamento, do seu processo pedagógico;
b) orientação da organização dos processos de criação, autorização de
funcionamento, reconhecimento e registro de escolas, no âmbito de sua área de
atuação;

c) garantia de regularidade do funcionamento das escolas, em todos os aspectos;

d) responsabilidade pelo fluxo correto e regular de informações entre as


escolas, os órgãos regionais e o órgão central da SEE;

6.15. exercer outras atividades compatíveis com a natureza do cargo, previstas


na regulamentação aplicável e de acordo com a política pública educacional.

7. Carreira de Assistente de Educação:

7.1. exercer atividade profissional no campo da educação, em unidade escolar, no


órgão central e nas Superintendências Regionais de Ensino da SEE, na Fundação
Helena Antipoff, na Fundação Educacional Caio Martins e no Conselho Estadual de
Educação;

7.2. organizar e manter atualizados registros funcionais individuais de


servidores;

7.3. realizar trabalhos de digitação e mecanografia;

7.4. interpretar e aplicar normas relacionadas à administração de pessoal,


material, patrimônio e serviços gerais;

7.5. redigir ofícios, exposições de motivos, relatórios, atas e outros


expedientes;

7.6. executar tarefas específicas de preparação de pagamento de pessoal;

7.7. preparar certidões, atestados, informações e outros documentos pertencentes


à sua área de atuação;

7.8. exercer outras atividades compatíveis com a natureza do cargo, previstas na


regulamentação aplicável e de acordo com a política pública educacional.

8. Carreira de Auxiliar de Serviços de Educação Básica:

8.1. exercer atividade no campo da zeladoria em unidade escolar, no órgão


central e nas Superintendências Regionais de Ensino da SEE, na Fundação Helena
Antipoff, na Fundação Educacional Caio Martins e no Conselho Estadual de
Educação;

8.2. realizar trabalhos de limpeza e conservação de locais e de utensílios sob


sua guarda, zelando pela ordem e pela higiene em seu setor de trabalho;

8.3. realizar trabalhos de movimentação de móveis, utensílios, aparelhos,


correspondência e de documentos diversos;

8.4. relacionar, orçar e requisitar materiais e instrumentos necessários à


execução de seu trabalho;

8.5. preparar e distribuir alimentos, mantendo limpo e em ordem o local, zelando


pela adequada utilização e guarda de utensílios e gêneros alimentícios;

8.6. realizar pequenos reparos de alvenaria, marcenaria, pintura, eletricidade,


instalações hidráulicas e de móveis e utensílios;
8.7. executar serviços simples de jardinagem e agropecuária e atividades afins;

8.8. dirigir veículos de passageiros e carga;

8.9. manter veículos e máquinas em condição de conservação e funcionamento,


providenciando conserto, abastecimento, lubrificação e limpeza, e efetuar
pequenos reparos mecânicos;

8.10. realizar trabalhos de protocolização, preparo, seleção, classificação,


registro, coleção e arquivamento de processos, documentos e fichas;

8.11. efetuar levantamentos, anotações, cálculos e registros simples de natureza


contábil;

8.12. examinar processos e expedientes avulsos, redigir informações de rotina e


atender partes;

8.13. efetuar controle de estocagem, transporte e abastecimento de material;

8.14. operar PABX, efetuando ligações internas e externas, locais, interurbanas


e internacionais;

8.15. identificar defeitos nos aparelhos, providenciando os reparos necessários;

8.16. executar outras atividades compatíveis com a natureza do cargo previstas


em regulamento.

Anexo III

(a que se refere o § 5° do art. 45 da Lei n° , de de de 2004)

Quantitativo de Cargos Resultantes de Efetivação pela Emenda à Constituição n°


49/2001 e de Funções Públicas não Efetivadas

CARREIRA OU QUANTITATIVO
FUNÇÃO PÚBLICA
Professor de 8
Educação
Básica

Especialista 1
em Educação
Básica
Analista de
Educação
Básica 21
Analista
Educacional

Assistente 1
Técnico de
Educação
Básica

Assistente 0
Técnico
Educacional
Assistente de 68
Educação

Auxiliar de 147
Serviços de
Educação
Básica

Total 246

ANexo IV

(a que se referem os arts. 37, I, 38 e 45 da Lei n° 15.293, de 5 de agosto de


2004)

TABELAS DE CORRELAÇÃO DE CARGOS


IV.1– Carreira de Professor de Educação Básica – PEB
Situação anterior à publicação desta lei

Órgão/Entidade Classe/Nível Escolaridade


SEE RE1A, RE3A, RE4A

P1 – P2
FHA Regente Assistente; Médio

Professor de
Ensino
Fundamental
de 1ª a 4ª
série I, II e
III

SEE P3 – P4

FHA Professor de 5ª a 8ª Superior/licenciatura


série

FHA Regente A

FHA Professor de Ensino Médio Superior/licenciatura


I, II e III

SEE P5

SEE P6 Licenciatura acumulada com


licenciatura curta
específica ou licenciatura
acrescida de curso de
especialização ou
aperfeiçoamento

Situação a partir da publicação desta lei

Carreira Nível Escolaridade


PEB I Médio

PEB II Superior com licenciatura


de curta duração

PEB III Superior com licenciatura


ou com complementação
pedagógica
PEB IV Superior com licenciatura
específica, acumulado com
pós-graduação "lato
sensu", na forma de
regulamento

PEB V Superior com licenciatura


plena ou com
complementação pedagógica
acumulada com mestrado

PEB VI Licenciatura ou gradação


com complementação
pedagógica acumulada com
doutorado

IV.2 – Carreira de Especialista em Educação Básica – EEB


Situação anterior à publicação desta lei

Órgão/ Classe Nível Escolaridade do cargo


Entidade

SEE Supervisor Pedagógico 4 e 5 Licenciatura em Pedago-


gia com habilitação
específica
SEE Administrador Educacional 4 e 5 Licenciatura em Pedago-
gia com habilitação
específica

SEE Orientador Educacional 5 Licenciatura em Pedago-


gia com habilitação
específica
FHA Analista de Educação I, II e III Licenciatura em Pedago-
Integral gia com habilitação
específica
(Supervisor Pedagógico,
Orientador Educacional)
SEE Supervisor Pedagógico 6 Licenciatura curta, Pe-
dagogia com habilitação
específica acumulada com
licenciatura ou licen-
ciatura específica a-
crescida de curso de pós-
graduação "lato sensu"
SEE Administrador Educacional 6 Licenciatura curta, Pe-
dagogia com habilitação
específica acumulada com
licenciatura ou licen-
ciatura específica a-
crescida de curso de pós-
graduação "lato sensu"

SEE Orientador Educacional 6 Licenciatura curta, Pe-


dagogia com habilitação
específica acumulada com
licenciatura ou licen-
ciatura específica a-
crescida de curso de pós-
graduação "lato sensu"
SEE Supervisor Pedagógico 7 Mestrado

SEE Orientador Educacional 7 Mestrado


SEE Administrador Educacional 7 Mestrado

SEE Supervisor Pedagógico 8 Doutorado


SEE Orientador Educacional 8 Doutorado

SEE Administrador Educacional 8 Doutorado

Situação a partir da publicação desta lei

Órgão/ Carreira Nível Escolaridade do cargo


Entidade

SEE EEB I Superior com licencia-


tura em Pedagogia ou
graduação específica com
especialização em Peda-
gogia
SEE EEB I Superior com licencia-
tura em Pedagogia ou
graduação específica com
especialização em Peda-
gogia

SEE EEB I Superior com licencia-


tura em Pedagogia ou
graduação específica com
especialização em Peda-
gogia
FHA EEB I Superior com licencia-
tura em Pedagogia ou
graduação específica com
especialização em Peda-
gogia

SEE EEB II Superior com licencia-


tura em Pedagogia ou
graduação específica com
especialização em Peda-
gogia, acumulado com
curso de pós-graduação
"lato sensu"
SEE EEB II Superior com licencia-
tura em Pedagogia ou
graduação específica com
especialização em Peda-
gogia, acumulado com
curso de pós-graduação
"lato sensu"

SEE EEB II Superior com licencia-


tura em Pedagogia ou
graduação específica com
especialização em Peda-
gogia, acumulado com
curso de pós-graduação
"lato sensu"
SEE EEB III Superior com licencia-
tura em Pedagogia ou
graduação específica com
especialização em Peda-
gogia, acumulado com
mestrado
SEE EEB III Superior com licencia-
tura em Pedagogia ou
graduação específica com
especialização em Peda-
gogia, acumulado com
mestrado
SEE EEB III Superior com licencia-
tura em Pedagogia ou
graduação específica com
especialização em Peda-
gogia, acumulado com
mestrado
SEE EEB IV Superior com licencia-
tura em Pedagogia ou
graduação específica com
especialização em Peda-
gogia, acumulado com
doutorado
SEE EEB IV Superior com licencia-
tura em Pedagogia ou
graduação específica com
especialização em Peda-
gogia, acumulado com
doutorado
SEE EEB IV Superior com licencia-
tura em Pedagogia ou
graduação específica com
especialização em Peda-
gogia, acumulado com
doutorado

IV.3 - Carreira de Analista de Educação Básica - AEB


Situação anterior à publicação desta lei

Órgão/ Classe Nível Escolaridade do cargo


Entidade

SEE Analista da Educação; I, II e III Superior de graduação


Analista da Cultura; plena com habilitação
Analista da Administração; específica
Analista da Saúde; Técnico
de Administração

Situação a partir da publicação desta lei

Órgão/ Classe Nível Escolaridade do cargo


Entidade

SEE AEB I e II Superior com graduação


específica

IV.4 - Carreira de Analista Educacional - ANE


Situação anterior à publicação desta lei
Órgão/ Classe Nível Escolaridade do cargo
Entidade
SEE Analista da Educação; Téc- I, II e III Curso superior especí-
nico de Assuntos Educacio- fico
nais; Pedagogista; Analista
de Obras Públicas; Biblio-
tecário; Analista de Comu-
nicação Social; Analista de
Planejamento; Analista de
Educação Integral; Assessor
Técnico Administrativo

SEE Inspetor Escolar 4 Licenciatura curta, Pe-


dagogia com habilitação
específica
CEE Analista de Assuntos e I, II, III Curso superior
Legislação de Ensino
SEE Inspetor Escolar 5 Licenciatura curta, Pe-
dagogia com habilitação
específica

FHA Analista de Educação I, II, III Curso superior especí-


Integral; fico

Analista da Administração;

Analista de Apoio Técnico

Fucam Analista de Educação I, II, III Curso superior


Integral; Analista da
Administração
SEE Inspetor Escolar 6 Licenciatura curta, Pe-
dagogia com habilitação
específica acumulada com
licenciatura específica
acrescida de curso de
especialização "lato
sensu"

SEE Inspetor Escolar 7 Mestrado


SEE Inspetor Escolar 8 Doutorado

Situação a partir da publicação desta lei


Órgão/ Carreira Nível Escolaridade do cargo
Entidade
SEE ANE I e II Superior com graduação
específica
SEE ANE I e II Superior com graduação
específica
CBE ANE I e II Superior com graduação
específica
SEE ANE I e II Superior com graduação
específica
FHA ANE I e II Superior com graduação
específica
Fucam ANE I e II Superior com graduação
específica
SEE ANE III Superior acumulado com
pós-graduação "lato
sensu" em educação ou
área afim, conforme
regulamento

SEE ANE IV Superior acumulado com


mestrado

SEE ANE V Superior acumulado com


doutorado
IV.5 - Carreira de Assistente Técnico de Educação Básica - ATB
Situação anterior à publicação desta lei
Órgão/ Carreira Nível Escolaridade do cargo
Entidade
SEE Auxiliar da Educação; I, II e III Ensino médio técnico
Auxiliar de Secretaria;
Técnico da Educação;
Assistente de Turno;
Auxiliar de Educação
Integral
FHA Secretária Escolar, Auxiliar I, II e III Ensino médio técnico
de Educação Integral
Fucam Técnico de Educação Integral I e II Ensino médio técnico
Fucam Técnico de Educação Integral III Ensino médio técnico

Situação anterior à publicação desta lei


Órgão/ Carreira Nível Escolaridade do cargo
Entidade
SEE ATB I Ensino médio ou ensino
médio técnico
FHA ATB I Ensino médio ou ensino
médio técnico
Fucam ATB II Ensino médio ou médio
técnico acumulado com uma
certificação

IV.6 - Carreira de Assistente Técnico-Educacional - ATE


Situação anterior à publicação desta lei
Órgão/ Carreira Nível Escolaridade do cargo
Entidade
SEE Técnico em Obras Públicas; I, II e III Ensino médio técnico
Técnico de Higiene Dental;
Técnico de Telecomunicações;
Técnico da Educação
Integral; Técnico de Saúde;
Técnico em Agropecuária

FHA Técnico Administrativo; I, II e III Ensino médio técnico


Técnico de Apoio; Auxiliar
de Apoio Técnico
CEE Técnico Administrativo I, II e III Ensino médio técnico

Fucam Técnico de Educação Integral I e II Ensino médio técnico


Fucam Técnico de Educação Integral III Ensino médio ou ensino
médio técnico acumulado
com uma certificação

Situação a partir da publicação desta lei


Órgão/ Carreira Nível Escolaridade do cargo
Entidade
SEE ATE I Ensino médio técnico

FHA ATE I Ensino médio técnico


CEE ATE I Ensino médio técnico

Fucam ATE I Ensino médio técnico


Fucam ATE II Ensino médio ou médio
técnico acumulado com uma
certificação

IV.7 - Carreira de Assistente de Educação - ASE


Situação anterior à publicação desta lei
Órgão/ Carreira Nível Escolaridade do cargo
Entidade
SEE Auxiliar Administrativo; I, II e III Ensino médio
Auxiliar em Agropecuária;
Oficial de Administração;
Auxiliar de Administração
FHA Auxiliar Administrativo I, II e III Ensino médio

CEE Auxiliar Administrativo I, II e III Ensino médio


Fucam Auxiliar Administrativo I e II Ensino médio

Fucam Auxiliar Administrativo III Ensino médio

Situação a partir da publicação desta lei


Órgão/ Carreira Nível Escolaridade do cargo
Entidade

SEE ASE I Ensino médio


FHA ASE I Ensino médio

CEE ASE I Ensino médio


Fucam ASE I Ensino médio

Fucam ASE II Ensino médio

IV.8 - Carreira de Auxiliar de Serviços de Educação Básica - ASB


Situação anterior à publicação desta lei

Órgão/ Carreira Nível Escolaridade do cargo


Entidade

SEE Ajudante de Serviços Gerais; I, II e III 4ª série do ensino


Oficial de Serviços Gerais; fundamental
Motorista; Auxiliar de
Serviços; Auxiliar de
Zeladoria e Economato I;
Contínuo Servente I;
Prelista; Servente Escolar;
Serviçal; Função Pública;
Afinador de Instrumentos
FHA Ajudante de Serviços Gerais; I, II e III 4ª série do ensino
Oficial de Educação Inte- fundamental
gral; Oficial de Serviços
Gerais; Motorista
Fucam Ajudante de Serviços Gerais; I, II 4ª série do ensino
Motorista; Oficial de Edu- fundamental
cação Integral

CEE Ajudante de Serviços Gerais; I, II 4ª série do ensino


Motorista fundamental

SEE Agente de Administração; I, II, III Ensino fundamental


Agente de Comunicação So-
cial; Agente de Serviços de
Manutenção; Encadernador;
Escriturário; Fotógrafo; Im-
pressor; Paginador; Telefo-
nista; Tipógrafo; Visitador
Sanitário; Fiscal de Mate-
rial
FHA Agente de Administração; I, II e III Ensino fundamental
Telefonista; Agente de
Educação Integral; Inspetor
de Alunos
Fucam Agente de Administração; I, II, III Ensino fundamental
Agente de Educação Integral
CEE Agente de Administração; I, II, III Ensino fundamental
Telefonista

Situação a partir da publicação desta lei


Órgão/ Carreira Nível Escolaridade do cargo
Entidade
SEE ASB I 4ª série do ensino
fundamental
FHA ASB I 4ª série do ensino
fundamental
Fucam ASB I 4ª série do ensino
fundamental
CEE ASB I 4ª série do ensino
fundamental
SEE ASB II Ensino fundamental
completo
FHA ASB II Ensino fundamental
completo
Fucam ASB II Ensino fundamental
completo
CEE ASB II Ensino fundamental
completo

(Anexo com redação dada pelo art. 27 da Lei nº 15784, de 27/10/2005.)

(Vide Anexo VIII da Lei nº 15784, de 27/10/2005.)