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NOV 1999 NBR 12177-2


Caldeiras estacionárias a vapor -
Inspeção de segurança
ABNT - Associação Parte 2: Caldeiras aquotubulares
Brasileira de
Normas Técnicas
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Rio de Janeiro
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NBR 12177-2 - Stationary steam boiler - Inspection of safety - Part 2:
W atertube boiler
Descriptors: Boiler. Safety. Inspection
Esta parte da NBR 12177, em conjunto com a parte 1, substitui a
Copyright © 1999, NBR 12177:1992
ABNT–Associação Brasileira de Válida a partir de 30.12.1999
Normas Técnicas
Printed in Brazil/
Impresso no Brasil Palavras-chave: Caldeira. Segurança. Inspeção 35 páginas
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Sumário
Prefácio
1 Objetivo
2 Referências normativas
3 Definições
4 Condições gerais
5 Condições específicas
6 Inspeção
ANEXOS
A Modelo de formulário para caracterização da caldeira
B Modelo de lista de verificação
C Modelo de formulário para relatório de inspeção de caldeira
Prefácio
A ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas - é o Fórum Nacional de Normalização. As Normas Brasileiras, cujo
conteúdo é de responsabilidade dos Comitês Brasileiros (ABNT/CB) e dos Organismos de Normalização Setorial (ONS),
são elaboradas por Comissões de Estudo (CE), formadas por representantes dos setores envolvidos, delas fazendo
parte: produtores, consumidores e neutros (universidades, laboratórios e outros).
Os Projetos de Norma Brasileira, elaborados no âmbito dos ABNT/CB e ONS, circulam para Consulta Pública entre os
associados da ABNT e demais interessados.

A NBR 12177, sob o título geral “Caldeiras estacionárias a vapor - Inspeção de segurança”, é constituída pelas seguintes
partes:
- Parte 1: Caldeiras flamotubulares

- Parte 2: Caldeiras aquotubulares

Esta parte da NBR 12177 contém os anexos A, B e C, de caráter normativo.


1 Objetivo

1.1 Esta parte da NBR 12177 fixa as condições exigíveis para realizar as inspeções de segurança das caldeiras
estacionárias aquotubulares a vapor, sujeitas ou não à chama, conforme definido na NBR 11096.

1.2 Esta parte da NBR 12177 destina-se exclusivamente às caldeiras estacionárias, novas ou não, aquotubulares, sujeitas
ou não à chama, já instaladas. Os demais tipos serão tratados em normas específicas.
1.3 Esta parte da NBR 12177 não se aplica à inspeção de caldeiras durante a respectiva construção.
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2 Referências normativas
As normas relacionadas a seguir contêm disposições que, ao serem citadas neste texto, constituem prescrições para esta
parte da NBR 12177. As edições indicadas estavam em vigor no momento desta publicação. Como toda norma está sujeita
a revisão, recomenda-se àqueles que realizam acordos com base nesta que verifiquem a conveniência de se usarem as
edições mais recentes das normas citadas a seguir. A ABNT possui a informação das normas em vigor em um dado mo-
mento.
NR-13:1995 - Caldeiras e vasos de pressão
NBR 11096:1990 - Caldeira estacionária aquotubular e flamotubular a vapor - Terminologia
3 Definições
Para os efeitos desta parte da NBR 12177, aplicam-se as definições da NBR 11096 e a seguinte:
3.1 código: Documento técnico reconhecido internacionalmente, que estabelece os requisitos para projeto e construção de
caldeiras estacionárias a vapor.
4 Condições gerais
4.1 Identificação da caldeira
4.1.1 Toda caldeira deve possuir uma placa de identificação feita de material resistente e durável, trazendo gravadas, de
maneira indelével, pelo menos as seguintes indicações:
a) nome do fabricante;
b) número de ordem, dado pelo fabricante da caldeira;
c) ano de fabricação da caldeira;
d) pressão máxima de trabalho admissível (PMTA);
e) pressão de ensaio hidrostático;
f) capacidade de produção de vapor;
g) área da superfície de aquecimento geradora de vapor;
h) categoria da caldeira;
i) combustível;
j) código de projeto e ano de edição.
4.1.2 A placa de identificação deve estar fixada à caldeira em local acessível e com boa visibilidade. A fixação deve ser
feita com rebites ou com outros meios que impeçam a sua remoção ou substituição indevida.
4.1.3 Além da placa de identificação, devem constar, em local visível, a categoria da caldeira, conforme definido em 6.2.1, e
o seu número ou código de identificação.
4.2 Prontuário
4.2.1 Toda caldeira deve possuir, no estabelecimento onde estiver instalada, um prontuário devidamente atualizado e orga-
nizado, mantido pelo proprietário da caldeira ou por alguém por ele designado. Devem fazer parte do prontuário:
a) caracterização da caldeira;
b) documentação original do fabricante;
c) projeto de instalação da caldeira.
4.2.1.1 Caracterização da caldeira
A caracterização da caldeira é um formulário nos moldes do anexo A e deve conter as seguintes informações, com refe-
rência à caldeira:
a) identificação;
b) localização;
c) caracterização técnica:
- código de projeto e ano de edição;
- condições operacionais (capacidade, pressão, temperatura e outros);
- construtiva, inclusive especificação dos materiais;
d) equipamentos e acessórios.
A caracterização deve ser fornecida pelo fabricante da caldeira e complementada, no que couber, pelo proprietário da cal-
deira ou seu preposto. Quando inexistente, extraviada ou tendo alterações ou atualizações, deve ser reconstituída pelo
fabricante, profissional habilitado ou firma com responsabilidade técnica.
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4.2.1.2 Documentação original do fabricante


Fazem parte da documentação original:
a) quanto ao projeto e fabricação da caldeira:
- conjunto de desenhos suficientemente detalhados e todos os demais dados necessários ao cálculo da resis-
tência da caldeira, e atualização de PMTA, bem como a verificação de suas condições operacionais;
- especificações dos materiais utilizados (metálicos, isolantes e refratários);
- relatórios das inspeções realizadas durante a fabricação da caldeira (certificação dos materiais, qualificação dos
procedimentos de soldagem, registro de qualificação dos soldadores e testes não destrutivos);
- relatório dos testes de aceitação da caldeira pronta;
b) quanto à instalação, operação e manutenção da caldeira:
- os correspondentes procedimentos, instruções e recomendações.
4.2.1.3 Projeto de instalação da caldeira
Projeto que determina a conformidade da instalação da caldeira com as exigências de segurança prescritas na legislação
em vigor e códigos, tais como: combate a incêndio, edificações, espaçamento, ventilação e outros.
4.2.2 Registro de segurança
O registro de segurança da caldeira em livro próprio ou sistema equivalente deve conter a anotação sistemática de todas
as ocorrências importantes, capazes de influir nas condições de segurança da caldeira, e as inspeções de segurança, de-
vendo constar o nome legível e assinatura do profissional habilitado e o operador da caldeira. O registro de cada ocor-
rência deve ser documentado, sempre que aplicável, por meio de desenhos, fotografias, folhas de cálculo, registros de ins-
trumentos, radiografias ou outras formas de registro.
4.2.3 Relatório das inspeções de segurança
Devem ser arquivados todos os relatórios das inspeções de segurança.
4.3 Instalação e operação
A instalação e operação da caldeira devem seguir as prescrições das Normas Regulamentadoras do Ministério do Tra-
balho, as recomendações do fabricante e, no que for omitido, as regras correntes da boa técnica (ver anexo B).
4.3.1 Os operadores da caldeira devem possuir e apresentar prova de habilitação conforme as leis vigentes.
4.3.2 Toda caldeira deve possuir um “Manual de operação” atualizado, em língua portuguesa, em local de fácil acesso aos
operadores e contendo no mínimo:
a) procedimentos de partidas e paradas;
b) procedimentos e parâmetros operacionais de rotina;
c) procedimentos para situações de emergência;
d) procedimentos gerais de segurança, saúde e preservação do meio ambiente.
4.3.3 Devem estar registrados e à disposição do operador todos os parâmetros de operação, tais como valores normais
das pressões, temperaturas, vazões, amperagem dos motores e os pontos de ajustagem dos intertravamentos. Estes pa-
râmetros devem ser utilizados pelo operador para identificação de ocorrências anormais e na tomada de ações corretivas.
Estes mesmos parâmetros, comparados com os registros de rotina, devem servir de subsídio para a elaboração dos pro-
gramas de manutenção.
4.3.4 Os instrumentos, controles e sistemas de intertravamentos das caldeiras devem estar calibrados e em boas con-
dições operacionais, não sendo permitido o emprego de artifícios que neutralizem os sistemas de controle e segurança da
caldeira.
4.3.5 Devem ser registradas todas as alterações e ocorrências anormais, provocadas por fatores internos ou externos,
tais como vazamentos, contaminações da água de alimentação (óleo, produtos e outros), abertura de válvulas de se-
gurança, níveis anormais, temperaturas de trabalho acima daquelas recomendadas, etc.
4.3.6 A qualidade da água deve ser controlada e seu tratamento deve ser implementado, quando necessário, para com-
patibilizar suas propriedades físico-químicas com os parâmetros de operação recomendados para a caldeira.
4.3.7 Todos os reparos ou alterações em caldeiras devem seguir o respectivo código do projeto de construção e as pres-
crições do fabricante conforme a NR-13.
NOTA - As ações relevantes do programa executado devem ser registradas e arquivadas.

5 Condições específicas

5.1 Condições de segurança

Nenhuma caldeira pode ser colocada ou mantida em operação se não apresentar condições satisfatórias de segurança,
conforme 5.1.1 a 5.1.4.
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5.1.1 Resistência e estabilidade


A caldeira, em seu todo e em cada uma de suas partes, deve possuir resistência e estabilidade suficientes para suportar
com segurança todas as solicitações a que possa ser submetida nas condições recomendadas para sua utilização.
5.1.1.1 Com relação à resistência das partes pressurizadas da caldeira, esta condição deve considerar-se satisfeita se a
caldeira:
a) foi construída de acordo com um código aplicável, ou se a referida resistência foi verificada e tida como satisfatória,
em face do disposto neste código, por profissional habilitado conforme requisitos da NR-13;
b) não é utilizada sob pressão superior à respectiva PMTA, devidamente atualizada, de acordo com o código apli-
cável.
5.1.1.2 Com relação à resistência das demais partes e à estabilidade de toda caldeira, a construção e a utilização dela de-
vem obedecer às Normas Brasileiras, ou outras reconhecidas, bem como às regras correntes da boa técnica, no que forem
aplicáveis.
5.1.2 Instrumentos de medição/controle e proteção
5.1.2.1 Toda caldeira deve possuir pelo menos os seguintes instrumentos de medição:
a) manômetro principal indicando o valor da pressão de operação;
b) manômetro instalado em cada um dos recintos, cuja comunicação com o ponto onde é medida a pressão de ope-
ração possa ser interrompida se houver possibilidade de variação de pressão que venha a causar risco para a insta-
lação;
c) manômetro indicando o valor da pressão de cada combustível (líquido ou gasoso) suprido aos queimadores;
d) termômetro, ou outro dispositivo, indicando a temperatura do óleo combustível;
e) indicador de nível, ou outro dispositivo, indicando a superfície livre da água no recinto onde o vapor gerado é sepa-
rado da fase líquida.
5.1.2.2 A caldeira, em função do seu tipo e capacidade, deve ter ainda, se aplicáveis, os seguintes instrumentos de medi-
ção:
a) analisadores de gases de combustão;
b) medidor de vazão para o ar de combustão;
c) medidor de vazão para a água de alimentação;
d) medidor de vazão para o vapor;
e) medidor de vazão para os combustíveis;
f) indicador de pressão da água de alimentação;
g) indicador de tiragem ou pressão na câmara de combustão;
h) indicador de pressão na caixa de ar;
i) pressão diferencial de atomização do óleo combustível.
5.1.2.3 Toda caldeira deve possuir pelo menos os seguintes dispositivos de controle:
a) suprimento de água de alimentação de caldeira;
b) combustão;
c) proteção contra nível de água mínima de segurança.
5.1.2.4 Toda caldeira deve possuir pelo menos os seguintes dispositivos de proteção:
a) uma ou mais válvulas de segurança, dando ao vapor saída para a atmosfera, do recinto onde ele é gerado;
b) uma ou mais válvulas de segurança no coletor do superaquecedor, quando existente;
c) intertravamento de purga da câmara de combustão;
d) dispositivo contra falha ou perda de chama (não obrigatório para combustíveis sólidos queimando em grelha);
e) dispositivo de desarme da caldeira por atuação voluntária do operador;
f) controle para alto e baixo níveis operacionais de água.
5.1.2.5 Uma caldeira deve ter ainda, quando aplicáveis, os seguintes dispositivos adicionais de proteção:
a) proteção contra alta ou baixa pressão na fornalha;
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b) proteção contra falhas no suprimento de ar de combustão ou na tiragem dos gases de combustão;


c) proteção contra pressão inadequada do combustível;
d) proteção contra falha de circulação de água de alimentação.
5.1.3 Instalação
As caldeiras podem estar instaladas em dois tipos de ambientes: área de caldeira (ambiente aberto) e casa de caldeira
(ambiente fechado). Os principais requisitos para instalação das caldeiras em ambientes aberto e fechado são prescritos
na NR-13. A instalação da caldeira deve ser feita em local próprio que obedeça a todas as prescrições vigentes (de na-
tureza legal e/ou técnica) relacionadas com a segurança operacional de terceiros.
5.1.3.1 O profissional habilitado deve verificar se as instalações estão de acordo com o projeto de instalação e se existe
alguma não-conformidade em relação à legislação vigente.
5.1.3.2 A tubulação que sai das válvulas de segurança deve levar o vapor para o lado externo do recinto da caldeira, caso
ela esteja em recinto fechado.
5.1.3.3 A tubulação de purga de fundo deve ser levada para esgoto externo ao recinto da caldeira.
5.1.3.4 Nenhuma parte externa à caldeira sujeita ao contato com os trabalhadores deve estar à temperatura superior a
o
60 C.
5.1.4 Estado geral
A caldeira e os itens obrigatórios de seus equipamentos devem estar em condições de funcionamento satisfatório e pro-
tegidos contra qualquer anomalia que possa prejudicar a segurança operacional e de pessoal, nas condições normais de
utilização, sob a PMTA e com os cuidados fixados pelo fabricante e eventuais restrições impostas pelo profissional ha-
bilitado.
5.1.4.1 As principais anomalias que podem ocorrer, isoladamente ou de forma combinada, são as seguintes:
a) alterações não mencionadas no prontuário;
b) corrosão ou desgaste, reduzindo dimensões úteis de partes sujeitas a esforços decorrentes da pressão do vapor ou
de outras causas;
c) deformação em progressão causada por temperatura excessiva (fluência) ou outras causas;
d) grandes deformações ou ruptura, ocorridas em uma das partes referidas anteriormente;
e) fissuras, fendas e outras descontinuidades, passantes ou não;
f) alteração da resistência específica do material de uma ou mais partes, em virtude de ação térmica (superaque-
cimento, queima, etc.) e/ou química (trincamento cáustico, etc.) e/ou mecânica (esforços cíclicos resultantes em fa-
diga do material);
g) desnivelamentos, desalinhamentos, tensionamentos e outras conseqüências, reversíveis ou não, causados por re-
calques do solo, dilatações e contrações térmicas, ou de outras causas;
h) vazamentos de vapor, água, gases e combustível, devidos a causas diversas;
i) presença de materiais estranhos sobre qualquer face da superfície de aquecimento (incrustações, lodo, óleo, fuli-
gem, umidade e outras substâncias depositadas por condensação de produtos da combustão, etc.);
j) falhas de equipamentos (mau funcionamento, indicações errôneas, desregulagens).
5.2 Qualificação do profissional habilitado
A responsabilidade da inspeção da caldeira deve ser exercida por profissional habilitado, conforme definido na legislação
vigente.
6 Inspeção
A inspeção de segurança deve prever o exame do prontuário, exame externo e exame interno. Caso necessário, devem
ser previstos ensaio hidrostático, ensaios não destrutivos complementares (se exigíveis) e fixação da nova PMTA.

6.1 Condições mínimas de inspeção

6.1.1 Para poder ser inspecionada, toda caldeira deve satisfazer a duas condições mínimas:

a) ter prontuário atualizado de acordo com 4.2;

b) estar adequadamente preparada de acordo com os ensaios a serem realizados.

6.1.2 Os pormenores de cada inspeção devem ser fixados previamente pelo profissional habilitado, em entendimento com
o proprietário da caldeira ou seu preposto.

6.1.3 Caso, na ocasião marcada para uma visita, não se achem satisfatoriamente realizadas as condições necessárias,
pode o profissional habilitado recusar-se a dar início ou prosseguimento à inspeção, até que elas sejam atendidas. Neste
caso, o relatório deve ser emitido pelo profissional habilitado e encaminhado aos órgãos competentes.
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6.2 Tipos e periodicidade


6.2.1 Classificação das caldeiras
As caldeiras são classificadas em três categorias, conforme segue:
2
a) caldeiras da categoria “A” são aquelas cuja pressão de operação é igual ou superior a 1 960 kPa (19,98 kgf/cm );
2
b) caldeiras da categoria “C” são aquelas cuja pressão de operação é igual ou inferior a 588 kPa (5,99 kgf/cm ) e o vo-
lume interno é igual ou inferior a 100 L;
c) caldeiras da categoria “B” são todas as caldeiras que não se enquadram nas categorias “A” e “C”.
6.2.2 Inspeção de segurança inicial
Deve ser realizada:
a) em toda caldeira nova depois de instalada, antes de ser colocada em operação;
b) em caldeiras não novas que tenham sido relocadas, depois de instaladas, antes de serem colocadas em operação.
6.2.3 Inspeção de segurança periódica
6.2.3.1 A inspeção de segurança periódica de caldeiras aquotubulares a vapor, constituída por exames interno e externo,
deve ser executada nos seguinte prazos máximos:
a) 12 meses para caldeiras da categoria “A”, “B”, “C”;
b) 12 meses para caldeiras recuperadoras de álcalis de qualquer categoria;
c) 24 meses para caldeiras da categoria “A”, desde que aos 12 meses sejam ensaiadas as pressões de abertura das
válvulas de segurança;
d) 40 meses para caldeiras especiais, conforme definido na legislação vigente.
Os estabelecimentos que possuam “Serviço Próprio de Inspeção de Equipamentos”, conforme prescrito na NR-13, podem
estender os períodos entre inspeções de segurança, respeitando os seguintes prazos máximos:
a) 18 meses para caldeiras das categorias “B” e “C”;
b) 30 meses para caldeiras da categoria “A”.
6.2.3.2 Ao completar 25 anos de uso, na sua inspeção subseqüente, as caldeiras devem ser submetidas a rigorosa ava-
liação de integridade. A decisão quanto aos novos prazos de inspeção fica a critério do profissional habilitado.
6.2.4 Inspeção de segurança extraordinária
É obrigatória nos seguintes casos:
a) quando uma caldeira for danificada por explosão ou incêndio, quando qualquer de suas partes pressurizadas sofrer
aquecimento ou resfriamento brusco ou qualquer outra ocorrência capaz de comprometer sua segurança. Neste caso:
- o funcionamento da caldeira deve ser imediatamente suspenso;
- a caldeira deve ser submetida a uma inspeção antes de iniciado o reparo;
- o reparo deve ser realizado de acordo com procedimento aprovado previamente pelo profissional habilitado;
- a caldeira deve ser submetida a nova inspeção depois de concluído o reparo e antes de ser reposta em operação;
b) quando a caldeira for submetida a alteração ou reparo importante, capaz de alterar as suas condições de segurança.
Neste caso:
- a alteração deve ser realizada de acordo com projeto elaborado por engenheiro ou firma com responsabilidade téc-
nica junto aos órgãos competentes. Este projeto deve ser examinado previamente pelo profissional habilitado;
- o reparo deve ser realizado de acordo com procedimento aprovado previamente pelo profissional habilitado;
- a caldeira deve ser submetida a nova inspeção depois de concluído o reparo ou alteração e antes de ser reposta
em operação;
c) quando a caldeira permanecer fora de uso por mais de seis meses, antes de ser reposta em operação;
d) em outros casos especiais, em relação aos quais fique demonstrada a obrigatoriedade com fundamentação técnica
adequada. Nestes casos, a inspeção deve ser realizada na época e segundo o programa fixado pelo profissional ha-
bilitado.
6.2.5 Considerações gerais de inspeção
6.2.5.1 Realizada uma inspeção extraordinária, a critério do profissional habilitado, a data da respectiva conclusão pode
passar a ser a nova origem, a partir da qual serão contados os períodos para fixação das datas das inspeções periódicas
subseqüentes.
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6.2.5.2 Se durante a inspeção for constatada alguma anomalia suficientemente grave para comprometer seriamente as
condições de segurança da caldeira, o profissional habilitado deve comunicar por escrito, imediatamente, o fato ao pro-
prietário da caldeira ou seu representante. As entidades que recebem cópia do relatório de inspeção devem receber có-
pia deste documento. A utilização da caldeira fica suspensa até que, em nova inspeção, se verifique ter sido sanada a
não-conformidade.
6.2.5.2.1 Se as não-conformidades eventualmente observadas não justificarem a suspensão do uso da caldeira, o profis-
sional habilitado apenas consignará isto em seu relatório, no qual também determinará as medidas corretivas e cautelas a
serem tomadas, liberando em caráter provisório a utilização da caldeira até determinada data. Até esta data, a caldeira
deverá ser submetida a nova inspeção.
6.3 Exame do prontuário
O exame do prontuário visa:
a) verificar se ele está devidamente organizado, completo e atualizado;
b) colher dados e elementos necessários para a realização da inspeção;
c) verificar se a data para a realização da inspeção não foi ultrapassada;
d) verificar se foram atendidas as recomendações eventualmente consignadas nos relatórios das inspeções ante-
riores.
6.4 Exame externo
O exame externo visa:
a) verificar se a caldeira funciona normalmente;
b) verificar se a caldeira satisfaz a todas as condições de segurança desta parte da NBR 12177 observáveis neste
exame;
c) verificar se a parte da caracterização da caldeira acessível a este exame confere com o que, sobre ela, consta no
prontuário;
d) detectar qualquer não-conformidade observável neste exame, capaz de prejudicar a segurança;
e) colher outros dados ou elementos, eventualmente necessários;
f) se necessário, com fundamentação técnica adequada, pode ser realizado com a caldeira parada, nas condições
que o profissional habilitado determinar, antes ou depois do exame em funcionamento.
6.5 Exame interno
6.5.1 O exame interno visa:
a) verificar se a caldeira, antes de ser limpa, apresenta alguma não-conformidade;
b) verificar se a caldeira, depois de limpa, satisfaz a todas as condições de segurança desta parte da NBR 12177
observáveis neste exame;
c) verificar se a parte da caracterização da caldeira acessível a este exame confere com o que, sobre ela, consta no
prontuário;
d) detectar qualquer não-conformidade observável neste exame, capaz de prejudicar a segurança;
e) colher outros dados ou elementos, eventualmente necessários para cálculos, exames, análises, ensaios, etc., tais
como espessura de paredes, amostra de resíduos, corpos-de-prova de materiais e outros.
6.5.2 O exame interno exige que a caldeira:
a) esteja parada;
b) seja devidamente preparada e purgada.
6.5.3 Na ocasião do exame:
a) a caldeira deve estar fria;
b) a água que continha deve ter sido esgotada;
c) todas as portas de visita e janelas de inspeção devem ser abertas e permanecer nesta condição durante todo o
período de inspeção, salvo solicitação expressa pelo profissional habilitado em sentido contrário, permitindo a saída
rápida do profissional habilitado em caso de emergência;
d) em caldeiras com paredes de refratário, cuidados devem ser tomados contra a possível queda de refratários;
e) deve ser assegurada a completa imobilização de todos os equipamentos móveis, tais como sopradores de fu-
ligem, grelhas móveis, lanças de queimadores e outros;
f) todos os espaços internos onde vai entrar o profissional habilitado devem apresentar as seguintes condições:
- boa ventilação;
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- temperatura suportável;
- vedação perfeita e segura de qualquer possível entrada de vapor, água, combustível ou gases queimados;
- ausência de qualquer substância capaz de produzir fogo, explosão ou de prejudicar, de qualquer maneira, a
segurança do profissional habilitado;
- iluminação e acionamento de ferramentas. Devem ser usadas preferencialmente lâmpadas de baixa tensão (até
24 V); quando alimentadas por transformadores de segurança ou acumuladores, eles devem ficar externos à
caldeira;
- os cordões de extensão devem ser protegidos com acessórios à prova de água e com ligações efetuadas exter-
namente à caldeira;
- as luminárias devem ser equipadas com proteção à prova de explosão;
- os encaixes, tomadas, proteção de lâmpadas e conexões devem estar aterrados e protegidos com interruptores de
operação acionados por falha de aterramento;
- todas as partes metálicas devem ser devidamente aterradas;
g) as vedações devem ser realizadas, em cada tubulação, sempre que possível pela interposição de flange cego ou pe-
la retirada de um trecho da tubulação:
- em tubulações soldadas, providas de duas válvulas de bloqueio, em série, e de uma terceira válvula, abrindo-se
para a atmosfera, entre as duas primeiras, estas devem ser mantidas fechadas e a terceira, aberta;
- nenhum processo de vedação pode ser adotado sem prévia aprovação do profissional habilitado.
6.5.4 Depois de ter-se certificado de que a caldeira se acha em condições adequadas e antes que seja limpa, o profissional
habilitado deve realizar um primeiro exame, visando:
a) observar todos os pormenores (presença e natureza de resíduos) cuja observação seria prejudicada pela limpeza;
b) colher amostras dos resíduos e/ou outros elementos, julgados necessários para caracterização dos pormenores alu-
didos anteriormente.
6.5.5 Em seguida, todas as superfícies internas da caldeira, acessíveis ao exame, devem ser limpas por processos apro-
vados pelo profissional habilitado e, se este julgar necessário, na sua presença.
6.5.6 Concluída a limpeza e estando a caldeira em condições para o exame, conforme 6.5.3, o profissional habilitado deve
executar um segundo exame de modo a conseguir-se a plena consecução dos objetivos enunciados em 6.5.1.
6.6 Fixação e atualização da PMTA
A PMTA é o maior valor de pressão compatível com o código de projeto, a resistência dos materiais utilizados, as dimen-
sões do equipamento e seus parâmetros operacionais.
6.6.1 O valor da PMTA deve ser obrigatoriamente fixado na etapa de projeto da caldeira e deve ser indicado nos docu-
mentos dela.
6.6.2 Haverá necessidade de reavaliação/atualização da PMTA sempre que, na caldeira, ocorrer redução da resistência de
um ou mais trechos pressurizados, qualquer que ele seja (corpo, espelhos, conexões, etc.). Em nenhum ponto, a tensão
máxima pode ultrapassar a tensão admissível correspondente.
6.6.3 Para a reavaliação, recomenda-se o prescrito em 6.6.3.1 e 6.6.3.2.
6.6.3.1 Para caldeiras em que se constatou alteração na resistência de seus trechos pressurizados e se conhece o código
de projeto e construção:
a) calcular o valor atual da pressão admissível de cada um dos trechos, usando os preceitos de cálculo do código, para
cada um dos modos de solicitação considerados para eles na etapa de projeto;
b) identificar o menor valor encontrado e adotá-lo como Pmín.;
c) colher no prontuário o valor da PMTA;
d) se Pmín. for superior ou igual à PMTA, pode ser mantida a PMTA;
e) para PMTA inferior a 3 900 kPa, se Pmín./PMTA for menor que 0,95, deve ser adotado um novo valor para PMTA ou
o valor igual à Pmín.
6.6.3.2 Para caldeiras em que se constatou alteração na resistência de seus trechos pressurizados e não se conhece o
código de projeto e construção:

a) calcular o valor atual da pressão admissível de cada um dos trechos, usando os preceitos de cálculo aplicáveis (cons-
tantes de códigos reconhecidos internacionalmente), para cada um dos modos de solicitação considerados para eles;
b) utilizar no cálculo os seguintes parâmetros:
- limite de resistência (quando desconhecido): 380 MPa para aço-carbono;
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- fator de segurança: FS = 4,0, para caldeiras com um ano de serviço;


FS = 4,5, para caldeiras com cinco anos de serviço;
FS = 5,5, para caldeiras de segunda mão, que tenham mudado de local e de proprietário;
c) realizados os cálculos, anotar a seqüência de 6.6.3.1-b), c), d) e e).
6.6.4 A atualização somente é obrigatória quando a redução da PMTA for irreversível e decorrente de problema não
sanado.
6.7 Ensaio hidrostático
6.7.1 Objetivo
O ensaio hidrostático visa detectar, a frio e em curto prazo, vazamentos e insuficiência de resistência dos componentes
sujeitos à pressão.
6.7.2 Pressão de ensaio
A pressão a ser aplicada durante o ensaio hidrostático é dada por:
Pt = A.PMTA
Onde:
A é o fator de sobrepressão para fixação do valor de Pt;
Pt é a pressão de teste medida na saída da caldeira;
PMTA é conforme 6.6.
6.7.2.1 O valor de A deve ser igual ao valor original máximo, aplicado nos ensaios hidrostáticos realizados durante a
construção da caldeira, de acordo com o código adotado.
6.7.2.2 Quando o valor original de A for desconhecido, adotar:
A = 1,5 para PMTA (atualizada) inferior a 3 900 kPa;
A = 1,2 para PMTA (atualizada) igual ou superior a 3 900 kPa.
6.7.2.3 Nenhuma parte pressurizada deve ser ensaiada com pressão inferior a 1,25 vez a sua PMTA, para pressão de
projeto abaixo de 3 900 kPa, ou inferiores à sua PMTA, para pressões de projeto iguais ou superiores a 3 900 kPa.
6.7.3 Método de ensaio
A caldeira fria, limpa e vazia, com manômetro adequado, aferido e com os acessórios que não devem suportar a pressão
o o
de ensaio desligados, é enchida completamente com água à temperatura superior a 15 C e inferior a 40 C, evitando-se a
retenção de bolsas de ar. A seguir, com todas as aberturas fechadas, exceto as necessárias ao ensaio, a pressão é
elevada de maneira progressiva e contínua, com taxa de elevação menor que (Pt/300) kPa/s, até atingir o valor de Pt.
Aguardam-se 30 min, observando-se o manômetro e reconduzindo a pressão a Pt, se o manômetro acusar redução de
pressão. Esgotados os 30 min, o profissional habilitado passa a realizar exame cuidadoso e completo, pesquisando
vazamentos, deformações visíveis e outras quaisquer anomalias perceptíveis, na totalidade da área onde possam ocorrer.
Enquanto é realizado o exame visual, a pressão deve ser mantida em valor igual à PMTA. Concluído o exame, a pressão
é reduzida de maneira progressiva e contínua, com a mesma taxa acima fixada. Para que a caldeira seja considerada
como tendo suportado satisfatoriamente o ensaio, não deve ter apresentado nenhuma ruptura, nem vazamento sensível,
nem deformação permanentemente visível, ou qualquer outra não-conformidade perceptível. Deve-se considerar o
prescrito em 6.7.3.1 a 6.7.3.4.
6.7.3.1 Não é considerado vazamento sensível o aparecimento de gotícula de água em um ou outro ponto mandrilado ou
vedado por junta.
6.7.3.2 Para elevação da pressão, é aconselhável o uso de dispositivos de pressurização com vazão tal que permita o
controle da taxa de elevação de pressão.
6.7.3.3 É recomendável utilizar no ensaio a mesma água tratada usada no funcionamento normal da caldeira.
6.7.3.4 É permitido realizar o ensaio por estágios, interrompendo, por determinado intervalo de tempo, a elevação e/ou a
redução da pressão em determinados valores intermediários entre 0 e Pt.

6.7.4 Periodicidade

O ensaio hidrostático é de realização obrigatória nos seguintes casos:

a) na inspeção inicial;

b) sempre que após a última inspeção tenham ocorrido vazamentos ou reparos em partes pressurizadas;

c) a pedido do profissional habilitado, com a justificativa técnica adequada;

d) a cada 10 anos, a contar da data do último ensaio, se não ocorrer nenhum dos eventos acima e a critério do profis-
sional habilitado.
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10 NBR 12177-2:1999

6.8 Ensaio de acumulação


6.8.1 Objetivo
Este ensaio visa a comprovar experimentalmente a suficiência das válvulas de segurança. Para válvulas de segurança ins-
taladas em caldeiras dotadas de superaquecedores e/ou reaquecedores, as condições aqui estabelecidas não são válidas.
6.8.2 Campo de aplicação
O ensaio somente é de realização obrigatória:
a) na inspeção de segurança inicial de caldeira nova;
b) na inspeção inicial e inspeção periódicas de caldeiras não novas, antes de entrar em uso normal, após:
- redução da PMTA;
- aumento de capacidade de produção de vapor (inclusive por acréscimo da superfície de aquecimento);
- substituição, modificação, manutenção corretiva ou reforma de válvula de segurança, desde que modificadas suas
características originais;
- modificação da tubulação que conduz, para fora da casa de caldeira, o vapor liberado através das válvulas de se-
gurança.
6.8.3 Condições de suficiência
Toda caldeira deve possuir válvula(s) de segurança capaz(es), em conjunto, de descarregar(em) todo o vapor que ela pos-
sa gerar, sem que a maior pressão no seu interior ultrapasse limite seguro dado por: 1,06 x PMTA.
6.8.4 Preparativos
Devem ser providenciados para que:
a) a capacidade de produção de vapor da caldeira possa ser aproveitada ao máximo, com limpeza prévia de superfície
de aquecimento, regulagem da combustão, etc.;
b) o vapor liberado durante o ensaio seja conduzido, por tubulação(ões) adequada(s), para fora do recinto onde se acha
a caldeira, sem prejudicar a suficiência da(s) válvula(s) de segurança;
c) a água condensada durante o ensaio, nessa(s) tubulação(ões) e na(s) própria(s) válvula(s) de segurança, seja devi-
damente drenada;
d) se a combustão se faz de forma que não exista possibilidade de extinção imediata, comprometendo a segurança (por
exemplo: queima em grelha), deve existir a saída de vapor para a atmosfera, diretamente na caldeira ou na linha de
vapor, suficiente para evitar elevação perigosa de pressão;
e) a maior pressão do vapor no interior da caldeira seja lida em manômetro calibrado.
6.8.5 Realização
6.8.5.1 Fechadas todas as saídas de vapor, exceto as da(s) própria(s) válvula(s) de segurança e as necessárias ao fun-
cionamento da caldeira, o fornecimento de energia térmica é regulado para a intensidade máxima que possa ser con-
seguida e assim mantido, até que a pressão do vapor, após causar a abertura de uma ou mais válvulas de segurança, se
estabilize ou fique oscilando, respeitando as condições de suficiência por um período mínimo de 10 min. Neste caso, a(s)
válvula(s) de segurança é(são) considerada(s) suficiente(s).
6.8.5.2 Caso a pressão ultrapasse o valor máximo admissível, fixado por essa condição, a(s) válvula(s) é(são) consi-
derada(s) insuficiente(s) e o operador deve interromper imediatamente o fornecimento de energia térmica, nos casos em
que isso é possível. Nos demais casos (caldeiras a combustível sólido queimado em grelhas, por exemplo), o operador
deve abrir imediatamente a saída de emergência de vapor e, em seguida, reduzir o fornecimento de energia térmica ao mí-
nimo.
6.9 Ensaio dos dispositivos de alimentação de água
6.9.1 Objetivo
Este ensaio visa comprovar experimentalmente a suficiência dos dispositivos de alimentação de água das caldeiras.
6.9.2 Campo de aplicação
Este ensaio somente é de aplicação obrigatória para os tipos de caldeira abrangidos por esta parte da NBR 12177. A obri-
gatoriedade é restrita às seguintes ocasiões:
a) na inspeção de segurança inicial de caldeira nova;
b) na inspeção inicial e inspeções periódicas de caldeiras não novas, antes de entrar em uso normal, após:
- elevação da PMTA;
- aumento de capacidade de produção de vapor (inclusive por acréscimo de superfície de aquecimento);
- substituição, modificação, ou reforma de algum dispositivo de alimentação, bastando ensaiar este dispositivo.
6.9.2.1 Para caldeiras com superfície de aquecimento superior a 50 m 2, devem existir pelo menos dois dispositivos de ali-
mentação de água, preenchendo cada qual isoladamente a condição de suficiência.
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NBR 12177-2:1999 11

6.9.2.2 Para caldeiras alimentadas por combustíveis sólidos não em suspensão e para caldeiras cuja regulagem ou fonte
de energia pode continuar fornecendo energia térmica suficiente para causar danos à caldeira, no caso da interrupção do
fornecimento de água, um dos dispositivos de alimentação não deve ser afetado pela interrupção causada ao outro. Cada
um destes dispositivos deve fornecer água suficiente para evitar dano à(s) caldeira(s).

6.9.3 Condição de suficiência

Os dispositivos de alimentação de água devem ser capazes de fornecer à caldeira (ou grupo de caldeiras), estando esta à
PMTA com o fornecimento de energia térmica regulado para a intensidade máxima que possa ser conseguida, água em
vazão suficiente para que o seu nível no interior da caldeira possa atingir no mínimo seu valor nominal.

6.9.4 Preparativos

Devem ser providenciados para que:

a) a capacidade de produção de vapor de caldeira possa ser aproveitada ao máximo, mediante limpeza da superfície
de aquecimento e regulagem da combustão;

b) o vapor liberado durante o ensaio seja conduzido por tubulação(ões) adequada(s) para fora do recinto onde se acha
a caldeira;

c) a maior pressão do vapor no interior da caldeira seja lida em manômetro calibrado;

d) observado 6.8.3, seja verificado previamente o perfeito funcionamento dos dispositivos de alimentação.

6.9.5 Realização

Iniciar o ensaio com o dispositivo considerado principal, observadas as condições descritas em 6.8.3. Atingida a condição
de suficiência neste, passar ao ensaio do dispositivo alternativo.

6.10 Calibração da(s) válvula(s) de segurança

6.10.1 Objetivo

A calibração da(s) válvula(s) de segurança visa ajustá-las para abertura na pressão estabelecida para proteção da cal-
deira.

6.10.2 Periodicidade

A calibração da(s) válvula(s) de segurança é obrigatória nos seguintes casos:

a) no condicionamento inicial da caldeira;

b) na inspeção periódica de caldeira;

c) em toda oportunidade em que este(s) dispositivo(s) apresentar(em) vazamento ou irregularidades em componentes


que possam comprometer a sua segura perfeita atuação;

d) sempre que a PMTA da caldeira for alterada, devendo neste caso ser também verificada a sua adequação às novas
condições de serviço.

6.10.3 Realização

A calibração deve ser executada segundo procedimento fornecido pelo fabricante. A abertura da(s) válvula(s) de segu-
rança em “pop” (dióparo) é obrigatória.

6.11 Outros ensaios

Dependendo do tipo da caldeira e a critério do profissional habilitado, podem ser realizados outros ensaios, além dos ci-
tados, como por exemplo:

a) ensaio do dispositivo de proteção de chama;

b) ensaio de proteção ao nível mínimo;

c) ensaio de funcionamento das portas de explosão;

d) ensaios de proteção à pressão máxima;

e) nas caldeiras a gás, ensaio de estanqueidade das válvulas de bloqueio;

f) ensaio de dispositivos de proteção elétrica (sobrecorrente, fuga à terra, etc.).

6.12 Relatório de inspeção

6.12.1 Concluída a inspeção, deve ser emitido “Relatório de Inspeção”, que passa a fazer parte da documentação da
caldeira. Uma cópia do “Relatório de Inspeção” deve ser encaminhada pelo profissional habilitado, em um prazo máximo
de 30 dias, a contar do término da inspeção, à representação sindical da categoria profissional predominante no
estabelecimento onde a caldeira estiver instalada, conforme determina a NR-13.
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12 NBR 12177-2:1999

6.12.2 No relatório devem constar obrigatoriamente:

a) conclusão final declarando se a caldeira inspecionada pode ou não ser utilizada normalmente;
b) caso afirmativo, devem ser indicados:

- valor da PMTA a ser adotado;


- a data até a qual a caldeira pode ser utilizada sem nova inspeção;

- as eventuais recomendações a serem seguidas, podendo o profissional habilitado valer-se do anexo B para
melhor especificação;

c) caso negativo, devem ser indicados:


- os motivos da negação;

- as eventuais recomendações cabíveis.

6.12.3 O relatório de inspeção deve ser redigido, de preferência, seguindo o modelo do anexo C. É recomendado, para este
fim, o uso de formulário impresso, que o profissional habilitado preenche.
________________

/ANEXO A
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NBR 12177-2:1999 13

Anexo A (normativo)
Modelo de formulário para caracterização da caldeira
A.1 Identificação

Marca:__________________________________________Nº:_____________________Ano:______________________

Modelo:__________________________________________________________________________________________

Categoria:________________________________________________________________________________________

Fabricante:_______________________________________________________________________________________

Endereço:________________________________________________________________________________________

A.2 Localização

Firma:___________________________________________________________________________________________

Endereço:________________________________________________________________________________________

Local: (Indicado em plantas anexas)

Data da instalação:_______________________________

1ª instalação: Sim ( ) Não ( )

A.3 Caracterização técnica

A.3.1 Funcional

Capacidade de produção de vapor: ___________________ kg/h com água a ________________oC

Vapor ( ) Saturado

PMTA: ___________ kPa

Combustível (fonte de calor):

Normal:_______________________________________________________________________________________

Auxiliar:_______________________________________________________________________________________

Tiragem:

( ) Natural ( ) Induzida para ar

( ) Forçada por aspiração ( ) Induzida para vapor

( ) Forçada por insuflação ( ) Mista

Água:

( ) Circulação natural ( ) Alimentação contínua

( ) Circulação auxiliada/assistida ( ) Alimentação intermitente

( ) Circulação forçada ( ) Aproveitamento de condensado


(passagem única)

Tratamento da água: ( ) Sim ( ) Não

( ) Dentro da caldeira ( ) Fora da caldeira

Processo de tratamento:________________________________________________________________________
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14 NBR 12177-2:1999

Controle:

Alimentação de água: ( ) Manual ( ) Automático

Ar: ( ) Manual ( ) Automático

Combustível: ( ) Manual ( ) Automático

Ignição automática: ( ) Sim ( ) Não

Composição da superfície de aquecimento:

2
Superfície de aquecimento total: _______________m

Geração de vapor:

Número de passes:________________________

2
Superfície de aquecimento: _________________m

Superaquecedores:

Número:_______________________

2
Superfície de aquecimento: _____________m

Preaquecedores:

Número:_______________________

2
Superfície de aquecimento: _____________m

Economizadores:

Número:_______________________

2
Superfície de aquecimento: _____________m

Preaquecedores de ar:

Número: _______________________

2
Superfície de aquecimento: _____________m

Volume médio de água durante o uso normal: _________m 3

Vaporização:

2
Por m de superfície geradora de vapor: ___________kg/h

Por kg de combustível com _______kJ/kg de poder calorífico inferior ______ kg de vapor

Rendimento: ___% em relação ao ( ) poder calorífico inferior ( ) poder calorífico superior

A.3.2 Construtiva

Código adotado e ano de Edição:_______________________________________________________________________

Tipo de caldeira:____________________________________________________________________________________
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NBR 12177-2:1999 15

Descrição resumida (classificatória):____________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________________________

_____________________________________________________________________________________________

Partes vitais:

Tambores:

Quantidade: ________________________________

Construção: ( ) soldada ( ) rebitada

Casco cilíndrico:

Comprimento (mm)__________________________

Diâmetro interno (mm)________________________

Espessura de parede (mm) projeto ____________ mínima admissível _______________

Eficiência dos ligamentos (%):

Longitudinais____________________

Circunferenciais__________________

Diagonais _______________________

Eficiência das juntas soldadas (%):

Longitudinais____________________

Circunferenciais__________________

Especificação do material:

Extremidades fechadas por: ( ) Espelhos ( ) Tampos

Tipo de tampo: ______________________________________________________________________

Características dos espelhos e/ou tampos:

Com abertura ( )

Sem abertura ( )

Estalados ( )

Não estalados ( )

Especificação do material:

Espessura de parede (mm) projeto ________ mínima admissível ______________________

Tubos de água de geração de vapor:

Fornalha ____________________________ Quantidade ____________________________

Feixe tubular de convecção _____________ Quantidade ____________________________


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16 NBR 12177-2:1999

Construção:

Sem costura ( )

Com costura ( )

Diâmetro externo (mm) ___________________________________

Espessura de parede (mm) projeto ____________________ mínima admissível ________________

Especificação do material: ___________________________________________________________

Fixados em:

Tambores ( )

Coletores ( )

Câmaras simples ( )

Câmaras seccionais ( )

Tubos de superaquecedores:

Quantidade: _____________________________

Construção:

Sem costura ( )

Com costura ( )

Diâmetro externo (mm) _______________

Espessura da parede (mm) projeto __________________ mínima admissível ______________________

Especificação do material: _______________________________________________________________

Outras partes pressurizadas:________________________________________________________________________________

_______________________________________________________________________________________________________

_______________________________________________________________________________________________________

A.4 Itens obrigatórios

Manômetro principal:

Marca:_____________________________________________________Número:_____________________________________

Diâmetro externo (mm)________________________________________Rosca de conexão:_____________________________


2 2
Escala: _______________________kgf/cm Divisão __________________kgf/cm

_______________________psi __________________psi

_______________________kPa __________________kPa
2
NOTA - 1 kgf/cm = 98,0665 kPa

1 psi = 6,894757 kPa

Outros manômetros

Localização:_____________________________________ Escala:___________________________________

Marca:_________________________________________ Número:__________________________________

Localização:____________________________________ Escala:___________________________________
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NBR 12177-2:1999 17

Marca:_________________________________ Número:________________________________________

Localização:_____________________________ Escala:_________________________________________

Marca:_________________________________ Número:________________________________________

Termômetros:

Localização:_____________________________ Escala:_________________________________________

Marca:_________________________________ Número:________________________________________

Localização:_____________________________ Escala:_________________________________________

Marca:_________________________________ Número:________________________________________

Localização:_____________________________ Escala:_________________________________________

Marca:_________________________________ Número:________________________________________

Indicadores de nível:

Quantidade:________________________

Características de cada um:______________________________________________________________________

____________________________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________________________

Válvulas de segurança principais: Quantidade:____________________________________________

1ª Localização: _________________________Tamanho nominal: ______________________________________

Tipo:______________________________Marca:________________________________________________

Capacidade:__________________________

Pressão de abertura:____________________

Pressão de fechamento:_________________

2ª Localização: _________________________Tamanho nominal:______________________________________

Tipo:_______________________________Marca:_______________________________________________

Capacidade:______________________

Pressão de abertura:________________

Pressão de fechamento:_____________

3ª Localização: _____________________ Tamanho nominal:___________________________________________

Tipo:___________________________Marca:____________________________________________________

Capacidade:______________________

Pressão de abertura:________________

Pressão de fechamento:_____________
Cópia não autorizada
18 NBR 12177-2:1999

Outras válvulas de segurança:

Localização: ________________________ Tamanho nominal:___________________________________

Tipo:_______________________________Marca:____________________________________________

Capacidade:______________________

Pressão de abertura:________________

Pressão de fechamento:_____________

Válvulas e registros de purga: Quantidade:_________________________________________

1ª Localização: ________________________ Tamanho nominal:____________________________________

Tipo:______________________________Marca:_____________________________________________

Material:___________________________

2ª Localização: ________________________ Tamanho nominal:____________________________________

Tipo:______________________________Marca:_____________________________________________

Material:___________________________

3ª Localização: ________________________ Tamanho nominal:____________________________________

Tipo:______________________________Marca:_____________________________________________

Material:___________________________

Dispositivos de alimentação de água:

1ª ( ) Bomba rotativa Capacidade:__________________________

Tipo: ________________________________

Pressão:_____________________________

Marca:_______________________________

Material:_____________________________

( ) Bomba alternativa Capacidade:__________________________

Pressão:_____________________________

Marca:_______________________________

Material:______________________________

( ) Injetor Capacidade:___________________________

Pressão:______________________________

Marca:_______________________________

Material:______________________________

Acionamento: ______CV

Acionamento: ______kW

( ) elétrico ( ) a vapor ( ) outros

NOTA - 1 CV (métrico) = 755,499 W.


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NBR 12177-2:1999 19

2ª ( ) Bomba rotativa Capacidade:_____________________________

Tipo: ___________________________________

Pressão:________________________________

Marca:__________________________________

Material:_________________________________

( ) Bomba alternativa Capacidade:______________________________

Pressão:_________________________________

Marca:___________________________________

Material:_________________________________

( ) Injetor Capacidade:______________________________

Pressão:_________________________________

Marca:___________________________________

Material:_________________________________

Acionamento: ______CV

Acionamento: ______kW

( ) elétrico ( ) a vapor ( ) outros

Dispositivos de circulação de água: Quantidade:______________________________________

Características de cada:_______________________________________________________________________

__________________________________________________________________________________________

__________________________________________________________________________________________

__________________________________________________________________________________________

__________________________________________________________________________________________

__________________________________________________________________________________________

__________________________________________________________________________________________

Aberturas para inspeção e limpeza:

a) portas de inspeção

Quantidade:_____________________________Localização:________________________________________

b) janelas de inspeção

Quantidade:_____________________________Localização:________________________________________

c) portinholas

Quantidade:_____________________________Localização:________________________________________

d) orifícios para inspeção e limpeza

Quantidade:_____________________________Localização:________________________________________
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20 NBR 12177-2:1999

Dutos para tiragem dos gases:

Especificação do material:____________________________________________________________________________

Seção de passagem dos gases:


2
Forma: ______________ Área: ______________ m

Chaminé:

Especificação do material:

Altura: _______________ m
2
Seção de passagem dos gases: Área: _____________ m

Número de caldeiras servidas pela chaminé:_________

Placa de identificação:

Localização: _______________________________________________________________________________________

Dizeres: ( ) ver desenho ou fotografia anexa

( ) abaixo transcritos

___________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________________

A.5 Itens complementares - Obrigatórios ou não

A.5.1 Equipamentos de combustão

(Mencionar aqui ou em anexo, com os respectivos dados característicos essenciais, os principais acessórios e equipa-
mentos existentes para esta finalidade - queimadores, grelhas e outros).

___________________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________________

A.5.2 Movimentação de ar e gases

(Mencionar aqui ou em anexo, com os respectivos dados característicos essenciais, os principais acessórios e equipa-
mentos existentes para esta finalidade - ventiladores, sopradores, compressores, exaustores, injetores e/ou ejetores de ar
ou vapor).
___________________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________________
Cópia não autorizada
NBR 12177-2:1999 21

A.5.3 Modificação das condições do vapor

(Mencionar aqui ou em anexo, com os respectivos dados característicos essenciais, os principais acessórios e equipa-
mentos existentes para esta finalidade - redutores de pressão de superaquecedores).

_________________________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________
A.5.4 Tratamento da água de alimentação

(Mencionar aqui ou em anexo, com os respectivos dados característicos essenciais, o equipamento existente para esta
finalidade).
_________________________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________________________

A.5.5 Sistema elétrico

(Anexar esquema geral completo e os esquemas parciais, necessários para perfeita clareza, de todos os circuitos elétri-
cos pertencentes ao equipamento da caldeira, com indicação, nos próprios esquemas ou em relações anexas, da capa-
cidade de cada chave e/ou fusível, bem como das características de cada motor ou aparelho ligado).

_________________________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________

A.5.6 Segurança

(Mencionar, em anexo, com os dados essenciais relativos a cada um, os dispositivos complementares de segurança exis-
tentes, ainda não mencionados, para cada uma das finalidades a seguir).

- Excesso de pressão de vapor: (alarmes, discos de ruptura, etc.);

- Falta ou excesso de água:(alarme, bujões, fusíveis, etc.);

- Falha de chama: (fotocélula);

- Explosões no espaço interno da caldeira, do lado dos gases (portas de explosão, etc.);

- Outros riscos.

A.5.7 Indicação, medição e registro

De grandezas relacionadas com o funcionamento da caldeira.

(Mencionar, em anexo, com os dados essenciais relativos a cada um, os dispositivos existentes, ainda não mencionados,
para indicação e/ou medição e/ou registro de cada categoria de grandeza a seguir).

- Pressões e/ou tiragem;

- Temperaturas;

- Quantidades e/ou vazões de fluidos;

- Título de vapor saturado;

- Densidade ótica da fumaça;

- Composição dos gases queimados;

- Grandezas elétricas;

- Outras grandezas.
Cópia não autorizada
22 NBR 12177-2:1999

A.5.8 Automatização

(Mencionar, em anexo, com os dados essenciais relativos a cada um, os equipamentos existentes, ainda não mencionados,
destinados a assegurar o funcionamento automático da caldeira, quanto aos seguintes pontos).

- Temperatura de preaquecimento do combustível;

- Acendimento, apagamento e intensidade do fogo;

- Proporção ar/combustível;

- Manutenção do nível da água na caldeira;

- Outros pontos.

A.5.9 Outros equipamentos

Equipamentos para limpeza da superfície de aquecimento (sopradores de fuligem, raspadores), purificação de gases (fil-
tros, lavadores, separadores eletrostáticos, ciclones).

(Mencionar, em anexo, com os dados essenciais, os equipamentos existentes para as finalidades anteriores).

A.6 Documentação

Completando A.2 - Localização, é recomendável juntar:

- Uma planta geral (em escala adequada), indicando a situação da “casa de caldeira”, isto é, do local onde está
instalada a caldeira, no conjunto industrial a que pertence.

- Desenhos (escala 1:50) da “casa de caldeira”, mostrando, além da caldeira em caracterização, as demais caldeiras e
outros equipamentos existentes na referida “casa”, bem como tudo o que existe em torno dela. Estes desenhos deverão
conter ainda todos os demais elementos necessários para bem definir a localização da caldeira e verificar se preenchem
todas as condições de segurança correlatas conforme prescrito na NR-13.

Quanto a A.3, A.4 e A.5 é também recomendável juntar desenhos, prospectos, esquemas, instruções e demais docu-
mentações disponíveis. Em particular, é conveniente dispor de desenhos de localização e construção da chaminé e dos
dutos e canais dos gases, desde a saída da caldeira até a saída na atmosfera. Parte destes elementos pertence à docu-
mentação original, bastando fazer-lhe referência na caracterização. Os elementos que não são encontrados na docu-
mentação original nem nas demais partes do dossiê deverão ser anexados à caracterização.

A.6.1 Relação de documentos

A.6.1.1 Relação dos documentos relativos à caldeira anexos a este formulário:

___________________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________________

A.6.1.2 Relação dos documentos relativos à caldeira não anexos a este formulário (deve ser mencionado o local onde eles
podem ser encontrados).

___________________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________________

A.7 Preenchimento

O preenchimento da presente “caracterização” cabe:

- Ao “fabricante” da caldeira, para os itens:

Responsável:_______________________________________________________________________________________

Nome:_____________________________________________________________________________________________

Qualificação:________________________________________________________________________________________
Cópia não autorizada

NBR 12177-2:1999 23

Data:_____________________________________________________________________________________________

Assinatura:________________________________________________________________________________________

- Ao “proprietário” da caldeira para os itens:

Responsável:______________________________________________________________________________________

Nome:____________________________________________________________________________________________

Qualificação:_______________________________________________________________________________________

Data:_____________________________________________________________________________________________

Assinatura:________________________________________________________________________________________

A.8 Alterações

Qualquer alteração à presente “caracterização deverá ser mencionada, em anexo, com menção do respectivo pre-en-
chimento e assinatura do responsável.

_________________

/ANEXO B
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Anexo B (normativo)
Modelo de lista de verificação

B.1 Caldeiras aquotubulares - verificações de manutenção


B.1.1 Tambores, coletores e tubos - Lado da água
- Tambor(es) de vapor, para constatação de corrosão, trincas, incrustações, formações de pites, ou qualquer outro tipo de
redução de metal;

- Limpar as sedes das juntas das bocas de visita, refazer as superfícies dessas sedes, se for necessário, e substituir as
juntas;
- Purificador e secador de vapor no tambor (se aplicável) para construção de corrosão, depósitos, erosão, firmeza e
estanqueidade das juntas;
- Condições de todas as linhas de alimentação de produtos químicos e de purga, para constatação de obstruções, re-
sistência, vazamentos e orientação;
- Condições de expansão livre dos tambores e coletores;

- Inspeção de tubos para constatação de corrosão, depósito excessivos, trincas e formação de pites;
- Substituição das juntas de todas as bocas de acesso dos coletores. Inspecionar as chapas das bocas de acesso e res-
pectivos estojos;
- Efetuar um exame completo no lado da água e examinar a formação de incrustações, se for necessário.

B.1.2 Tambores, coletores e tubos - Lado do fogo


- Superfícies externas dos tambores para detecção de indícios de vazamentos na mandrilagem dos tubos, constatação de
corrosão/erosão causada por poeiras de cinzas e superaquecimento;
- Condições de isolamento térmico externo do tambor, substituindo-o ou reparando-o, conforme for requerido;

- Selo dos tambores, para constatação de vazamentos de ar;


- Inspeção de suportes de tambores, para comprovação das condições de expansão e flexibilidade dos suportes;
inspecionar todas as válvulas e tubulações para detecção de vazamentos;
- Examinar visualmente os tubos das paredes d’água e respectivas aletas (se aplicável) para constatação de trincas;

- Superfícies externas de todos os tubos, para constatação de corrosão, erosão, depósitos, empolamentos, depressões,
etc.;
- Tubos das zonas de sopradores de fuligem, para constatação de sinais de incidência de vapor;

- Selos dos coletores, para constatação de vazamentos de ar;

- Superfícies externas dos coletores, para constatação de corrosão, erosão e condições de isolamento térmico;
B.1.3 Superaquecedor
- Inspeção dos coletores e tubos, para constatação de corrosão, erosão, superaquecimento, etc.;
- Incidência de vapor nos tubos situados nas zonas dos sopradores de fuligem;

- Coletores e tubos para comprovação da completa liberdade de expansão;

- Condições de limpeza e fixação dos respiros e drenos;


- Suportes do coletor e dos tubos para constatação das condições de fixação.

B.1.4 Economizador
- Superfícies internas dos tubos e coletores (onde for possível), para constatação de corrosão, formação de pites por
oxigênio e incrustações;
- Superfícies externas dos tubos e coletores, para constatação de corrosão, erosão e depósitos, examinar os tubos,
particularmente nas zonas dos sopradores de fuligem, para detecção de sinais de incidência de vapor e vazamentos;
- Condições de limpeza e de fixação de respiros, conexões dos drenos e válvulas;
- Superfície externa do invólucro, para constatação de vazamentos e estanqueidade das portas de acesso;
- Condições gerais do isolamento térmico do invólucro;

- Inspeção de todas as válvulas de água, para detecção de vazamentos;

- Condições gerais dos suportes de aço.


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B.1.5 Refratários, invólucros e chicanas


- Tijolos, peças moldadas e concretos refratários, para detecção de afrouxamento ou soltura, lascamento ou ausência de
peças ou trechos;
- Tremonhas de fuligem e de cinzas, para constatação de refratários erodidos e das condições dos selos;
- Condições de deterioração das peças refratárias do queimador e detecção de indícios de incidência de chama;
- Condições de suportes estruturais de aço, onde forem visíveis;
- Superfícies externas de invólucro da fornalha, para verificação de dobras, rupturas ou abaulamento das chapas; re-
mendar ou reparar as chapas variadas, conforme for requerido;
- Todas as portas de acesso, portas de introdução de lanças desobstruidoras, etc., para as juntas, conforme for reque-
rido;
- Testar a fornalha para vazamentos de ar; corrigir todos os vazamentos, por meio de vedação adequada;
- Condições de todas as peças de refratamento e calafetagem das chicanas, com atenção particular para indícios de va-
zamentos.
B.1.6 Colunas de nível
- Visores de nível, para detecção de vazamentos e exame das condições de limpeza e visibilidade;
- Iluminadores, refletores e espelhos para constatação de limpeza e rupturas;
- Operação e condições gerais das válvulas e torneiras de prova; inspecionar correntes e polias, se existentes; reparar ou
substituir partes danificadas, conforme for necessário;
- Comprovar que as colunas de nível estão livres para expandir com a caldeira;
-Tubulações das colunas de nível para os tambores, para detecção de vazamentos, depósitos internos e falhas do
isolamento térmico;
- Condições dos alarmes de alto e baixo nível de água.
B.1.7 Regulador da água de alimentação
- Examinar válvulas para constatação de vazamentos, operabilidade e limpeza; não desmontá-las se a operação for
considerada satisfatória; examinar o funcionamento adequado das linhas de ligação e do mecanismo;
- Se houver necessidade de uma revisão, consultar as instruções do fabricante, antes de efetuá-la.
B.1.8 Sopradores de fuligem
- Examinar o alinhamento de todos os suspensores dos sopradores de fuligem e o aperto dos parafusos de fixação destes
suspensores;
- Examinar os elementos sopradores de fuligem para constatação de deformações, desgaste dos suspensores, atritos dos
tubos, condições dos bocais dos elementos, rupturas das trincas;
- Condições gerais das caixas embutidas nas paredes; estas caixas devem estar firmemente instaladas e seladas;
- Condições das partes móveis, válvulas e engaxamentos dos cabeçotes dos sopradores de fuligem; substituir os enga-
xamentos;
- Posições dos elementos sopradores de fuligem, para detecção de sinais de incidência de vapor nos tubos;
- Examinar cada soprador de fuligem, par comprovação da corrosão do arco de sopragem e do sentido de rotação;
- Comprimir as buchas de vedação dos tubos giratórios e examinar estes tubos, para constatação de sinais de erosão
e/ou corrosão;
- Examinar as conexões tubulares recurvadas (tipo “pescoço de ganso”), para constatação de corrosão e/ou erosão;
- Tubulações e válvulas de suprimento de vapor, para detecção de vazamentos e exame de condições gerais;
- Condições de tubulações e válvulas de dreno; comprovar que a inclinação das tubulações de suprimento ocorre
relativamente distante dos cabeçotes dos sopradores de fuligem.
B.1.9 Válvulas
- Condições de operação de todas as válvulas de água de alimentação, purga, dreno e outras; substituir partes das
válvulas, conforme for necessário, e recondicioná-las
B.1.10 Válvulas de segurança
Os quatro primeiros itens somente devem ser aplicados se as válvulas apresentarem falhas durante a realização dos
ensaios. Os reparos devem ser supervisionados por um encarregado qualificado e efetuados de acordo com as ins-
truções do fabricante.
- Condições dos bocais das válvulas e das sedes dos discos; se for necessário, recondicionar as sedes;
- Condições gerais das partes internas para constatação de corrosão, asperezas da superfície, descamação e desgaste;
recondicioná-las ou substituí-las se for necessário;
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- Condições gerais das molas das válvulas para detecção de trincas, formação de pites, resiliência e comprovação do
assentamento plano das extremidades;

- Examinar a retilineidade da haste e a rosca dos anéis de ajustagem, para comprovação da liberdade de movimentos;
- Ensaiar a operacionalidade das válvulas com pressão e vapor (na própria caldeira, se for necessário) e ajustar as vál-
vulas para que se abram e se fechem nas pressões determinadas; registrar as pressões de abertura e fechamento;
- Tubulações de descarga e do dreno, para constatar condições de fixação, estado geral e folgas para expansão da cal-
deira.

B.1.11 Caixa de ar
- Reguladores de fluxo de ar e as palhetas na caixa de ar, para constatação de corrosão e erosão; examinar mecanismos
de operação dos reguladores de fluxo de ar e das palhetas;
- Isolamento térmico da caixa de ar; repará-lo, se for necessário;

- Condições e operação de todas as portas de acesso, bem como de todos os orifícios de vigia e respectivas tampas;
detectar indícios de vazamento de ar.

B.1.12 Queima de carvão pulverizado


B.1.12.1 Alimentador
- Condições de acionamento;
- Erosão e corrosão do eixo do rolo do alimentador;

- Erosão e vazamentos no invólucro do alimentador;

- Condições gerais de ajustagem de todos os pinos, buchas, etc.


B.1.12.2 Pulverizador
- Superfícies externas e internas do invólucro do classificador, para constatação de corrosão e vazamentos;
- Condições e operação do mecanismo de ajustagem do classificador;

- Condições das superfícies de trituração, para constatação de erosão e desgaste excessivos;

- Condições e operação dos dispositivos de ajustagem do mecanismo de trituração;


- Condições de molas de pressão;

- Condições de todos os mancais e mangas de eixo das partes rotativas;


- Operação do sistema de lubrificação;

- Condições de todos os revestimentos e raspadores; repará-los ou substituí-los, conforme for necessário.

B.1.12.3 Exaustor
- Examinar o acionamento e o alinhamento do acoplamento;

- Mancais e sistema de lubrificação;

- Condições do rotor e do seu revestimento, para constatação de corrosão, erosão e indícios de vazamentos.
B.1.12.4 Queimador
- Condições do bocal de carvão, para constatação de erosão, queima e localização na abertura do refratário;
- Defletores, impulsores e passagens de carvão pulverizado, para constatação de erosão e corrosão;

- Condições de garganta do refratário, para constatação de sinais de queima, lascamentos e/ou falta de peças moldadas;

- Todas as tubulações de carvão e ar, e respectivos flanges, para detecção de vazamentos.


B.1.13 Queima no carregador de carvão

B.1.13.1 Carregador alimentado por baixo


- Mecanismo de acionamento do percussor principal e dos percussores de distribuição;

- Condições gerais e operação do percussor principal e dos percussores de distribuição e as suas articulações;

- Estado geral da grelha e condições de operação das grelhas alternativas;


- Ventaneiras, para constatação de obstruções, erosão e liberdade de movimentos, onde aplicável;
- Condições de calha da retorta;
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- Condições e operação da caixa de ar e dos reguladores de fluxo;

- Condições e operação do mecanismo de trituração de clínquer e de cinzas, se aplicável;

- Condições e operação dos controladores referentes ao percussores e reguladores da caixa de ar.

B.1.13.2 Carregador-espalhador

- Folgas entre as lâminas do distribuidor de bandeja do distribuidor;

- Condições de desgaste do eixo e dos mancais do distribuidor de lâminas;

- Desgaste no alimentador e respectivo revestimento;

- Limpeza e condições gerais dos acionamentos e caixas de engrenagens;

- Desgaste das correntes e rodas dentadas;

- Desalinhamento e condições de todos os mancais, onde aplicável;

- Fluxo e efetividade da água de resfriamento através das camisas, onde aplicável;

- Condições do ventilador de introdução de ar acima do leito de combustível e dos bocais de distribuição.

B.1.13.3 Grelhas basculantes

- Condições de expansão de todas as barras das grelhas;

- Condições de suportes de aço das grelhas;

- Condições do mecanismo basculador da grelha; substituir as partes, conforme for necessário; examinar as articula-
ções, para constatação de queima ou empolamentos.

B.1.13.4 Grelhas móveis

- Limpar a grelha e examinar as partes metálicas, para detecção de corrosão e erosão;

- Condições dos selos de ar;

- Condições das superfícies sujeitas ao desgaste;

- Vazamentos de ar na caixa de ar;

- Reguladores de fluxo de ar, para constatações de desgaste ou jogo excessivo;

- Condições de todas as partes estacionárias expostas ao fogo, para detecção de sinais de queima, empolamento, etc.;

- Condições do mecanismo de cisalhamento de pinos, para a comprovação de liberdade de ação;

- Inspecionar o mecanismo de acionamento da grelha; revisá-lo, se for necessário;

- Inspecionar todos os arcos, paredes, tijolos e peças refratárias, moldadas, para constatação de queima e lascamentos
de trincas.

B.1.14 Queima de óleo

B.1.14.1 Bombas de óleo combustível

- Folgas excessivas no acionador;

- Jogo excessivo entre engrenagens;

- Mancais desgastados no acionador;

- Vazamentos;

- Desgaste no cilindro de vapor e respectivo pistão;

- Desgaste no cilindro de óleo e respectivo pistão;

- Condições dos anéis dos pistões dos cilindros de óleo e de vapor;

- Ajustagem, operação e desgaste das válvulas de vapor;

- Condições e ajustagem das válvulas de óleo;

- Vazamentos nas caixas de engaxetamentos e riscamentos nas hastes dos pistões;

- Condições dos filtros de vapor.


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B.1.14.2 Aquecedor de óleo combustível


- Retirar o feixe tubular, se for possível, e remover os depósitos no lado do óleo;
- Inspecionar os lados de vapor e de óleo, para constatação de corrosão e erosão;

- Condições de livre operação dos respiros e drenos;


- Condições do isolamento térmico; repará-los, se for necessário;

- Espelhos e tubos, para detecção de vazamentos;

- Condições gerais, operação e ajustagem das válvulas de alívio.


B.1.14.3 Queimadores, válvulas e tubulações
- Ajustagem e operação dos reguladores de pressão da descarga das bombas;
- Ajustagem e operação das válvulas de alívio de pressão na descarga das bombas;
- Condições e operação da válvula de redução da pressão de vapor no aquecedor de óleo;

- Limpar e examinar o filtro de óleo na entrada da bomba;


- Manômetro e termômetros, para comprovação de calibração;

- Limpar e examinar o filtro de vapor;

- Operação do purgador de condensado do aquecedor de óleo;


- Recondicionar e ajustar todas as válvulas de bloqueio, conforme for necessário; efetuar provas de vazamentos nas
válvulas de bloqueio, após o recondicionamento;
- Limpar e inspecionar os queimadores de óleo, para detecção de vazamentos, erosão e carbonetação do bocal do quei-
mador, especialmente na junção entre o canhão do queimador e a tubulação permanente;

- Examinar todas as conexões, para detecção de vazamentos.


B.1.15 Queima de gás
- Condições dos bocais de gás, para constatação de erosão, queima e entupimentos;
- Operação do mecanismo de controle do regulador de ar;
- Ajustagem e operação da válvula reguladora de pressão;

- Inspecionar todas as tubulações e válvulas, para detecção de vazamentos;

- Examinar as válvulas de segurança e de respiro do bloqueio duplo, para detecção de vazamentos; repará-las, se for ne-
cessário;
- Examinar e calibrar os manômetros.

B.1.16 Sistema de remoção de cinzas


- Desgaste, erosão, corrosão e vazamentos;

- Operação efetiva dos mecanismos de remoção;

- Condições de poços e reservatórios de cinzas, incluindo refratários;


- Operação dos sistemas de vácuo e dos coletores centrífugos;

- Desgaste nas tubulações transportadoras, particularmente nas curvas e cotovelos;

- Estado geral das bombas de cinzas.


B.1.17 Preaquecedor de ar e gases de combustão

B.1.17.1 Tipo tubular ou de placas


- Examinar o lado do gás, para constatação de entupimentos e depósitos na entrada, e de corrosão/erosão na saída;

- Examinar o lado do ar, para detecção de vazamentos e corrosão;

- Remover todos os depósitos encontrados no lado do gás; se a remoção for efetuada por lavagem, optar por lavagem al-
calina, nos casos de queima de óleos com teor no enxofre.

B.1.17.2 Tipo regenerativo

- Examinar a extremidade fria da superfície do aquecedor, para constatação de desgaste, entupimentos e corrosão;
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- Condições dos selos radiais e circunferenciais, em ambas as extremidades, fria e quente;

- Condições do acionamento por engrenagens;


- Condições e operação dos sopradores de fuligem;

- Efetividade do resfriamento dos mancais.


B.1.18 Ventiladores

B.1.18.1 Ventiladores de tiragem forçada ou de ar primário

- Examinar carcaças e rotores, para constatação de corrosão, erosão e indícios de vazamentos nas carcaças; inspe-
cionar os rotores, para detecção de rebites soltos ou soldas defeituosas;
- Examinar folgas entre rotores e respectivas carcaças;

- Condições e operação do mecanismo de selagem das palhetas de entrada;

- Examinar mancais, para constatação de desgaste, folgas, lubrificação e resfriamento;


- Alinhamento do acoplamento, na temperatura de operação.

B.1.18.2 Ventiladores de tiragem induzida


- Examinar carcaças e respectivos revestimentos, para constatação de erosão, corrosão, depósitos de poeiras de cinzas
e vazamentos nas carcaças;
- Examinar rotores e respectivos revestimentos, para constatação de erosão, corrosão, depósitos de poeiras de cinzas e
vazamentos nas carcaças;
- Folgas entre rotores e respectivos cones de entrada e carcaça;

- Condições dos selos dos eixos;


- Condições das palhetas de entrada e do respectivo mecanismo de operação;
- Examinar mancais, para constatação de desgaste, folgas, lubrificação e resfriamento;

- Alinhamento dos acoplamentos, na temperatura de operação.


B.1.19 Reguladores de fluxos de ar e gases
- Certificar-se de que os braços de articulações estão firmemente fixados nos eixos das lâminas;
- Certificar-se de que o movimento das lâminas da posição aberta para a posição fechada, e vice-versa, ocorre conforme
indicado no próprio braço de articulação, ou prescrito em algum indicador externo;

- Examinar indicações de emperramento (em serviço) e certificar-se de que as folgas para expansão estão adequadas;

- Certificar-se de que os batentes da posição de abertura mínima, quando requeridos, encontram-se corretamente
instalados;

- Examinar as fitas de vedação nos reguladores de fechamento estanque, para detecção de desgaste ou deterioração;

- Examinar as lâminas dos reguladores, para constatação de limpeza (grau comercial) corrosão ou erosão;

- Certificar-se de que os mancais estão corretamente lubrificados;

- Examinar o desgaste dos mancais internos e das juntas de articulação;

- Certificar-se de que os dutos estão livres de detritos;

- Nos casos de reguladores operados por controle remoto, certificar-se de que o movimento deles é livre, sem emper-
ramentos, ao longo de todo o curso;

- Conforme aplicável durante a purga na partida e na parada, certificar-se de que os movimentos dos reguladores de
tiragens induzida e forçada, ativados por circuitos de proteção e de intertravamento, estão de acordo com as prescrições
de projeto.

B.2 Caldeiras aquotubulares - Verificações de operação relacionadas com a manutenção

B.2.1 Vazamentos

- De gases de combustão, vapor ou água;

- De vapor, nos coletores do superaquecedor e nas junções dos tubos;

- De ar, em torno das portas, selos, fornalha, etc.


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B.2.2 Refratários
- Condições do refratário da garganta do queimador;
- Condições do refratário do poço de cinzas, se aplicável;

- Acumulações de escória nos refratários;


- Falhas ou ausência de isolamento térmico nos coletores e tambores.

B.2.3 Queimadores
- Examinar o desgaste dos queimadores; observar a configuração da chama e a eficiência de combustão;
- Comprovar a facilidade de operação das palhetas do queimador; esta facilidade é indicativa das condições do mecanismo
do queimador.
B.2.4 Tubos do superaquecedor
- Observar mudança na perda de pressão através do superaquecedor, indicativa das condições internas dos tubos.
B.2.5 Tambores
- Examinar a qualidade de vapor (indicativa das condições dos purificadores e separadores de vapor);
- Observar ruídos nos tambores, que possam ser causados por conexões soltas nas tubulações internas.
B.2.6 Sopradores de fuligem
- Observar a pressão do vapor destinado para os sopradores de fuligem e a pressão de sopragem;
- Observar a ocorrência de redução na pressão do vapor, à entrada do soprador de fuligem, durante a operação; esta re-
dução é indicativa de alguma ruptura do elemento soprador, ou de falta de bocais;
- Observador a pressão na tubulação de suprimentos de vapor; esta observação indicará vazamentos na válvula de blo-
queio.
B.2.7 Economizador e preaquecedor de ar
- Observar a ocorrência de variações nas diferenças de temperaturas em ambas as unidades, sob carga constante; estas
variações são indicativas de depósitos ou de desvios de fluxos.
B.2.8 Variações de pressão
- Observar a ocorrência de aumentos nas perdas de pressão em qualquer parte do sistema, sob carga constante; estas
reduções são indicativas de falta de chicanas ou de chicanas inoperativas.

B.2.9 Fornalha e invólucro


- Observar o curso dos movimentos de expansão e contração das partes pressurizadas, durante a partida e a parada;

- Observar se os suspensores dos coletores estão permanentemente sob tensão; o afrouxamento destes suspensores in-
dicará obstruções aos movimentos de expansão e contração.
________________

/ANEXO C
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Anexo C (normativo)
Modelo de formulário para relatório de inspeção de caldeira
C.1 Dados preliminares
C.1.1 Tipo de inspeção de segurança
( ) inicial ( ) periódica ( ) extraordinária
C.1.2 Data
Iniciada em____________ às __________ h
Concluída em__________ às __________ h
C.1.3 Realizada pelo profissional habilitado____________________________________________________________
______________________________________________________________________________
C.1.4 Características da caldeira
C.1.4.1 Identificação
Marca:___________________________________Nº:________________________________
Ano de fabricação:____________________________________________________________
Modelo ou tipo:_______________________________________________________________
Capacidade:_________________________________________________________________
Fabricante:__________________________________________________________________
PMTA:_____________________________________________________________________
C.1.4.2 Categoria (conforme a NR-13)
C.1.4.3 Localização
Firma:______________________________________________________________________
Endereço:___________________________________________________________________
Confere com o prontuário? ( ) sim ( ) não
C.2 Resultados da inspeção
C.2.1 Exame do prontuário e registro de segurança:
O prontuário e o registro de segurança foram encontrados completos e em dia?
( ) sim ( ) não
A presente inspeção foi iniciada dentro do prazo para isso fixado? (Não vale para inspeção inicial)
( ) sim ( ) não
As recomendações anteriores foram devidamente colocadas em prática? (Não vale para inspeção inicial)
( ) sim ( ) não
C.2.2 Exame externo
A caldeira funciona normalmente?
( ) sim ( ) não
A caldeira satisfaz a todas as condições de segurança constantes nesta Norma e na NR-13 observáveis neste exame?
( ) sim ( ) não
A parte de caracterização da caldeira acessível a este exame confere com o que, sobre ela, consta no Prontuário?
( ) sim ( ) não
Foi observada alguma anomalia capaz de prejudicar a segurança?
( ) sim ( ) não
Além do exame normal, com a caldeira em funcionamento, foi realizado o exame externo complementar, com a caldeira
parada?
( ) sim ( ) não
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32 NBR 12177-2:1999

Foram aferidos todos os manômetros e termômetros dos quais depende a segurança da caldeira?
( ) sim ( ) não
Foram examinadas todas as válvulas de segurança exigidas?
( ) sim ( ) não
C.2.3 Válvulas principais

1ª Válvula
- Como foi encontrada?

Pressão de abertura:_____________________

Pressão de fechamento:___________________
Com lacração intacta? ( ) sim ( ) não

- Foi desmontada? ( ) sim ( ) não


- Foi observada alguma anomalia? ( ) sim ( ) não

Caso positivo, descreva:____________________

_______________________________________
- Foi reparada? ( ) sim ( ) não

- Foi substituída? ( ) sim ( ) não

- Foi regulada? ( ) sim ( ) não


- Foi lacrada? ( ) sim ( ) não

- Estado atual:
Pressão de abertura:______________________

Pressão de fechamento:___________________
2ª Válvula
- Como foi encontrada?

Pressão de abertura:______________________
Pressão de fechamento:___________________

Com lacração intacta? ( ) sim ( ) não

- Foi desmontada? ( ) sim ( ) não


- Foi observada alguma anomalia? ( ) sim ( ) não

Caso positivo, descreva:___________________

_______________________________________
- Foi reparada? ( ) sim ( ) não

- Foi substituída? ( ) sim ( ) não


- Foi regulada? ( ) sim ( ) não

- Foi lacrada? ( ) sim ( ) não

- Estado atual:
Pressão de abertura:______________________

Pressão de fechamento:___________________

C.2.4 Exame interno


A caldeira antes de ser limpa apresenta alguma anomalia?

( ) sim ( ) não
Internamente, a caldeira, depois de limpa, está em ordem e satisfaz a todas as condições de segurança constantes nesta
Norma e na NR-13 observáveis nesse exame?
( ) sim ( ) não
Cópia não autorizada

NBR 12177-2:1999 33

A parte da caracterização da caldeira acessível a esse exame confere com o que, sobre ela, consta no prontuário?

( ) sim ( ) não
Foi observada alguma anomalia capaz de prejudicar a segurança?

( ) sim ( ) não
C.2.5 Atualização da PMTA
A atual PMTA (_________) pode ser mantida ( ) sim ( ) não
- deve ser reduzida para____________________________
- pode ser elevada para_____________________________

C.2.6 Ensaio hidrostático


Foi realizado?
Pressão de teste aplicada:_______________________________

Tempo durante o qual foi mantida: _______________________min


Foi observada alguma anomalia capaz de prejudicar a segurança? ( ) sim ( ) não

A caldeira suportou satisfatoriamente a prova? ( ) sim ( ) não

C.2.7 Ensaio de acumulação


Foi realizado? ( ) sim ( ) não

Pressão máxima atingida:_____________________________


Tempo durante o qual foram mantidas as condições necessárias à comparação da superfície das válvulas de se-
gurança: ___________________min
Foi observada alguma anomalia? ( ) sim ( ) não

As válvulas de segurança existentes são suficientes? ( ) sim ( ) não

C.2.8 Ensaio dos dispositivos de alimentação de água


Foi realizado? ( ) sim ( ) não

Dispositivos ensaiados ( ) 1º ( ) 2º ( ) 3º
- Alimentação intermitente?

Tempo de funcionamento do dispositivo?

Foi observada alguma anomalia?


O dispositivo é suficiente?

- Alimentação contínua?
Tempo de funcionamento do dispositivo?

Foi observada alguma anomalia?

O dispositivo é suficiente?
C.2.9 Outras válvulas de segurança

1ª válvula

- Como foi encontrada?


Pressão de abertura:_____________________________

Pressão de fechamento:__________________________
Com lacração intacta? ( ) sim ( ) não

- Foi desmontada? ( ) sim ( ) não

- Foi observada alguma anomalia? ( ) sim ( ) não


Caso positivo, descreva:_________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________________________
Cópia não autorizada
34 NBR 12177-2:1999

- Foi reparada? ( ) sim ( ) não

- Foi substituída? ( ) sim ( ) não


- Foi regulada? ( ) sim ( ) não

- Foi lacrada? ( ) sim ( ) não


- Estado atual:

Pressão de abertura:___________________________

Pressão de fechamento:________________________

2ª Válvula

- Como foi encontrada?

Pressão de abertura:___________________________

Pressão de fechamento:_________________________

Com lacração intacta? ( ) sim ( ) não

- Foi desmontada? ( ) sim ( ) não

- Foi observada alguma anomalia? ( ) sim ( ) não

Caso positivo, descreva:_____________________________________________________

_________________________________________________________________________

- Foi reparada? ( ) sim ( ) não

- Foi substituída? ( ) sim ( ) não

- Foi regulada? ( ) sim ( ) não

- Foi lacrada? ( ) sim ( ) não

- Estado atual:

Pressão de abertura:_______________________________________________________

Pressão de fechamento: ____________________________________________________

C.2.10 Outros ensaios

Foi realizado algum? ( ) sim ( ) não

Qual?______________________________________________________________________________________________

__________________________________________________________________________________________________

C.2.11 Relação dos itens das Normas Regulamentadoras do Ministério do Trabalho ou outras exigências legais que
não estão sendo atendidas

___________________________________________________________________________________________________

__________________________________________________________________________________________________

C.3 Conclusão

C.3.1 A caldeira inspecionada pode ser utilizada normalmente? ( ) sim ( ) não

Caso negativo, justifique:______________________________________________________________________________

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Cópia não autorizada

NBR 12177-2:1999 35

C.3.2 Valor da PMTA a ser adotada:_______________________________

C.3.3 A caldeira deverá ser submetida a nova inspeção antes de ____/____/____ do tipo:

( ) periódica ( ) extraordinária

C.4 Observações complementares

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__________________________, ________de ___________de________


local data

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Assinatura do profissional habilitado

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