Você está na página 1de 578

SU$W

,
CIRCUITOS ELETRICOS
aªedição
SU$W

NILSSON RIEDEL

CIRCUITOS ELÉTRICOS

James W. Nilsson
Professor Emérito
loi'la Statc Universily

Susan A. Riedel
Mar11ue11e Uuiversi'ty

Tradução
Arlete Simille Marques

Revisão Técnica
Prof. Antônio Emflio Angueth de Araújo, Ph.D.
Prof. Ivan José da Silva Lopes, Ph.D.
Professores do Departamento de Engenharia Elétrica da
Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG

,
- PEARSON
Prentice
Hall

Brasil Aigentina Colômbia Costa Rica Chile Espanha Guatemala México Peru Porto Rico Venezuela
SU$W

e> 2009 Pearson Education do Brasil

Todos os direitos reserVlldos. Nenhuma parle desta publicação poderá ser


reproduzida ou transmitida de qualquer modo ou por qualquer outro meio,
eletrônico ou n1ec.ãnico. incluindo fotocópia, gravação ou qualquer outro tipo
de sisterna de arrnazcnamento e transrnissão de infor1nação. sem prévia
autorização. por escrito, da Pcarson Education do Brasil.

Diretor editorial: Roger Trimcr


Gerente editorlal: Sabrina Cairo
S11pervisor de prod11ção editorinl: Marcelo Françozo
Editoras: Thclma Babaoka e Eugênia Pcssotti
Prepamção: P:lula Brandão Perez Mendes
Revisão: Nom1a Gusukun1a e Maria Aiko Nishijhna
Cttpn: Rafael Mazzo sobre o projeto original de Corbis/RF, Royahy Free
Projeto gráfico e diagramação: AVIT'S Estúdio Gráfico ltda.

Dado$ lnlc-rnaciúnais dt CataJogação na Publicação (CIP)


(Cànian Bt<'lsilein do Li\'ro_. SP. Bra.sll)

Nilsson, James W.
Circuitos elétricos/ James W. Nilsson, Susan A. Ricdel; revisão técnica
Antônio Emílio Angueth de Araújo, Ivan José da SilVll lopes ; tradução Arlctc
Simille Marques. -- 8. ed. -- São Paulo: Pearson Prcntíce Hall, 2009.

Tírulo oríginal: Electric circuits.


ISBN 978·85-7605-159-6
1. Riedel, Susan A. li. Araújo, Antônio Emílio
Angueth de. III. Lopes, IVlln José da Si.IVll. IV. Título.
08-06667 CDD-621.319207
fndice para catálogo sistemático:
1. Circuitos elétricos : Engenharia elétrica:
Estudo e ensino 621.319207

2008
Direitos exclusivos para a língua portuguesa cedidos à
Pearson Education do Brasil Ltda,.
unla e1npresa do grupo Pcars.on Educat.ion
Av. Ermono Marchetti, 1435
CEP: 05038-001 - São Paulo - SP
Tel.: ( 11) 2178-8686 Fax: ( 11) 2178-8688
e·1nail: vendas@pearsoned.corn
Para Anna
SU$W

Sumário
Capítulo 1 3. 7 Circuitos equivalentes triângulo-estrela
Variáveis de circuitos 1 (ó-Y) ou pi-tê (1T·T) 50
1.1 Engenharia elétrica: uma visão geral 1 Perspectiva prática: Um desembaçador de
1.2 OSistema Internacional de Unidades 5 vidro traseiro 52

1.3 Análise de circuitos: uma visão geral 6 Resumo 53


1.4 Tensão e corrente 7 Problemas 54
1.5 Oelemento básico ideal de circuito 7
Capitulo 4
1.6 Potência e energia 9 Técnicas de análise de circuitos 64
Resumo 10 Perspectiva prática: Circuitos com
Problemas 11 resistores reais 64
4.1 Terminologia 65
Capitulo 2
Elementos de circuitos 15 4.2 Introdução ao método das tensões de
nõ 67
Perspectiva prática: Segurança elétrica 15
4.3 O método das tensões de nó e as fontes
2.1 Fontes de tensão e corrente 16 dependentes 69
2.2 Resistência elétrica (lei de Ohm) 18
4.4 O método das tensões de nó: alguns casos
2.3 Construção de um modelo de circuito 21 especiais 70
2.4 Leis de Kirchhoff 23 4.5 Introdução ao método das correntes de
2.5 Análise de um circuito que contém fontes malha 72
dependentes 28 4.6 O método das correntes de malha e fontes
Perspectiva prática: Segurança elétrica 30 dependentes 7 5
Resumo 31 4.7 O método das correntes de malha: alguns
Problemas 32 casos especiais 76
4.8 Método das tensões de nó versus método
Capitulo 3 das correntes de malha 78
Circuitos resistivos simples 38 4.9 Transformações de fonte 81
Perspectiva prática: Um desembaçador de
vidro traseiro 38
4.10 Equivalentes de Thévenin e Norton 83
3.1 Resistores em série 39 4.11 Outros métodos para a obtenção de um
equivalente de Thévenin 87
3.2 Resistores em paralelo 39
4.12 Máxima transferência de potência 89
3.3 Circuitos divisores de tensão e divisores de
corrente 42 4.13 Superposição 90
3.4 Divisão de tensão e divisão de corrente 44 Perspectiva prática: Circuitos com
resistores reais 93
3.5 Medição de tensão e corrente 46
3.6 Medição de resistência - a ponte de Resumo 94
Wheatstone 49 Problemas 9 5
SU$W
vii

Capitulo 5 7.3 Resposta a um degrau de circuitos


O amplificador operacional 109 RL e RC 168

Perspectiva prática: Extensômetros 109 7.4 Solução geral para respostas a um degrau
e natural 173
5.1 Terminais do amplificador operacional 110
7.5 Chaveamento seqüencial 177
5.2 Tensões e correntes terminais 111
7.6 Resposta indefinidamente crescente 180
5.3 Circuito amplificador inversor 114
7. 7 Amplificador-integrador 181
5.4 Circuito amplificador somador 115
Perspectiva prática: Circuito de luz
5.5 Circuito amplificador não-inversor 116 intermitente 184
5.6 Circuito amplificador diferencial 116 Resumo 185
5. 7 Modelo mais realista para o amplificador Problemas 185
operacional 119
Perspectiva prática: Extensômetros 121 Capitulo 8
Respostas natural e a um degrau de
Resumo 122
circuitos RLC 201
Problemas 122 Perspectiva prática: Um circuito de
ignição 202
Capitulo 6
Indutância, capacitância e indutância 8.1 Introdução à resposta natural de um
circuito RLC em paralelo 202
mútua 131
8.2 Formas da resposta natural de um circuito
Perspectiva prática: Interruptores de RLC em paralelo 205
proximidade 131
8.3 Resposta a um degrau de um circuito RLC
6.1 Indutor 13 2 em paralelo 211
6.2 Capacitar 137 8.4 Respostas natural e a um degrau de um
6.3 Combinações de indutância e capacitância circuito RLC em série 215
em série e em paralelo 140 8.5 Circuitos com dois amplificadores-
6.4 Indutância mútua 142 integradores 218
6.5 Um exame mais detalhado da indutância Perspectiva prática: Um circuito de
mútua 145 ignição 220
Perspectiva prática: Interruptores de Resumo 222
proximidade 149 Problemas 223
Resumo 151
Problemas 152 Capitulo 9
Análise do regime permanente senoidal 230
Capitulo 7 Perspectiva prática: Um circuito de
Resposta de circuitos RL e RC de primeira distribuição residencial 230
ordem 160 9.1 Fonte senoidal 231
Perspectiva prática: Circuito de luz 9.2 Resposta senoidal 233
intermitente 161
9.3 O conceito de fasor 234
7.1 Resposta natural de um circuito RL 161
9.4 Elementos passivos no domínio da
7.2 Resposta natural de um circuito RC 166 freqüência 237
SU$W
viii

9.5 As leis de Kirchhoff no domínio da 11.5 Cálculos de potência em circuitos


freqüência 239 trifásicos equilibrados 309
9.6 Associações em série, em paralelo e 11.6 Medição de potência média em circuitos
transformações 6-Y 240 trifásicos 313
9. 7 Transformações de fonte e circuitos Perspectiva prática: Transmissão e
equivalentes de Thévenin-Norton 245 distribuição de energia elétrica 315
9.8 O método das tensões de nó 248 Resumo 316
9.9 O método das correntes de malha 249 Problemas 317
9.10 O transformador 250
Capítulo 12
9.11 O transformador ideal 253 Introdução à transformada de Laplace 324
9.12 Diagramas fasoriais 257 12.1 Definição da transformada de Laplace 324
Perspectiva prática: Um circuito de 12.2 A função degrau 325
distribuição residencial 259
12.3 A função impulso 327
Resumo 260
12.4 Transformadas funcionais 329
Problemas 260
12.5 Transformadas operacionais 330
Capítulo 10 12.6 Uma aplicação da transformada de Laplace 333
Cálculos de potência em regime permanente
12.7 Transformadas inversas 334
senoidal 272
12.8 Pólos e zeros de F(s) 339
Perspectiva prática: Eletrodomésticos de
aquecimento 272 12.9 Teoremas do valor inicial e do valor
final 340
10.1 Potência instantânea 273
Resumo 341
10.2 Potência média e potência reativa 27 4
Problemas 342
10.3 Valor eficaz e cálculos de potência 277
10.4 Potência complexa 279 Capítulo 13
A transformada de Laplace em análise de
10.5 Cálculos de potência 280
circuitos 347
10.6 Máxima transferência de potência 285
Perspectiva prática: Supressores de
Perspectiva prática: Eletrodomésticos de surto 347
aquecimento 289
13.1 Elementos de circuito no domínio da
Resumo 291 freqüência 348
Problemas 291 13.2 Análise de circuitos no domlnio da
freqüência 3 50
Capítulo 11 13.3 Exemplos 350
Circuitos trifásicos equilibrados 301
13.4 Função de transferência 359
Perspectiva prática: Transmissão e
distribuição de energia elétrica 301 13.5 Função de transferência em expansões por
frações parciais 3 61
11.1 Tensões trifásicas equilibradas 302
13.6 Função de transferência e integral de
11.2 Fontes de tensão trifásicas 302 convolução 363
11.3 Análise do circuito Y-Y 303 13.7 Função de transferência e resposta de
11.4 Análise do circuito Y-6 307 regime permanente senoidal 367
SU$W
ix

13.8 Função impulso em análise de 16.4 Forma trigonométrica alternativa da série


circuitos 369 de Fourier 455
Perspectiva prática: Supressores de 16.5 Exemplo de aplicação 457
surto 374 16.6 Cálculos de potência média de funções
Resumo 374 periódicas 460
Problemas 37 5 16.7 Valor eficaz de uma função periódica 462
16.8 Forma exponencial da série de Fourier 462
Capitulo 14 16.9 Espectros de amplitude e de fase 464
Introdução aos circuitos de seleção de
freqüências 388 Resumo 466
Problemas 466
Perspectiva prática: Circuitos de telefone
de teclas 388 Capitulo 17
14.1 Observações preliminares 389 A transformada de Fourier 475
14.2 Filtros passa-baixas 390 17.1 Dedução da transformada de Fourier 475
14.3 Filtros passa-altas 395 17.2 Convergência da integral de Fourier 476
14.4 Filtros passa-faixa 399 17.3 Uso de transformadas de Laplace para
14.5 Filtros rejeita-faixa 406 calcular transformadas de Fourier 478
Perspectiva prática: Circuitos de telefone 17.4 Uso de limites para calcular transformadas
de teclas 409 de Fourier 479
Resumo 410 17.5 Algumas propriedades matemáticas 480
Problemas 410 17 .6 Transformadas operacionais 481
17.7 Aplicações em análise de circuitos 483
Capitulo 15 17 .8 Teorema de Parseval 485
Filtros ativos 416
Resumo 490
Perspectiva prática: Controle de volume de
graves 416 Problemas 490
15.1 Filtros ativos passa-baixas e passa-altas de Capitulo 18
primeira ordem 417
Quadripolos 495
15.2 Mudança de escala 420
18.1 Equações terminais 495
15.3 Filtros ativos passa-faixa e rejeita-
18.2 Parâmetros do quadripolo 496
faixa 422
18.3 Quadripolos com carga em seus tenninais 502
15.4 Filtros ativos de ordem superior 426
18.4 Interconexão de quadripolos 506
15.5 Filtros ativos passa-faixa e rejeita-faixa de
banda estreita 434 Resumo 508
Perspectiva prática: Controle de volume de Problemas 508
graves 437
Resumo 438 Apêndice A
Solução de equações lineares
Problemas 440 simultâneas 514
Capitulo 16 A.1 Etapas preliminares 514
Séries de Fourier 448 A.2 Método de Cramer 514
16.1 Séries de Fourier: uma visão geral 449 A.3 O determinante caracteristico 514
16.2 Coeficientes de Fourier 450 A.4 O determinante NK 514
16.3 Efeito da simetria sobre os coeficientes de A.5 O valor de um determinante 515
Fourier 452 A.6 Matrizes 516
SU$W
X

A. 7 Álgebra matricial 516 Apêndice E


A.8 Matriz identidade, matriz adjunta e matriz Diagramas de Bode 536
inversa 518 E.1 Pólos e zeros reais de primeira ordem 536
A.9 Partição matricial 519
E.2 Gráficos de amplitude 536
A.10 Aplicações 520
E.3 Gráficos de amplitude mais precisos 539
Apêndice B
Números complexos 525 E.4 Gráficos de fase 539

8.1 Notação 525 E.5 Diagramas de Bode: pólos e zeros


complexos 541
8.2 Representação gráfica dos números
complexos 525 E.6 Gráficos de amplitude 541
8.3 Operações com números complexos 526 E. 7 Gráficos de amplitude mais precisos 542
8.4 Identidades úteis 527
E.8 Gráficos de fase 543
8.5 Potências inteiras de um número
complexo 527 Apêndice F
8.6 Raízes de um número complexo 527 Tabela resumida de identidades
trigonométricas 546
Apêndice C
Tópicos adicionais sobre enrolamentos Apêndice G
magneticamente acoplados 528 Tabela resumida de integrais 547
C.1 Circuitos equivalentes para enrolamentos
magneticamente acoplados 528 Apêndice H
Respostas dos problemas selecionados 548
C.2 A necessidade do uso de transformadores ideais
em circuitos equivalentes 531
Índice remissivo 562
Apêndice D
O decibel 534 Crédito das fotos 575
SU$W

Prefácio
A oitava edição de Circuitos elétricos é uma Problemas para avaliação
revisão cuidadosamente planejada do livro didá- Cada capitulo começa com um conjunto de
tico de introdução a circuitos mais utilizado nos objetivos do capitulo. Em certos pontos funda-
últimos 25 anos. O importante é que, apesar de mentais, o estudante é convidado a avaliar seu
este livro ter evoluído ao longo dos anos para domínio sobre um determinado objetivo me-
atender às mudanças nos estilos de aprendizado diante a solução de um ou mais problemas para
dos estudantes, as abordagens e as filosofias de avaliação. A correta resolução desses problemas
ensino subjacentes permaneceram inalteradas. indica que o estudante já tem domínio sobre o
As metas são: objetivo em questão.
• Utilizar o conhecimento obtido previamente Exemplos
para desenvolver o entendimento de conceitos
Cada capítulo inclui muitos exemplos que
e idéias.
ilust ram os conceitos apresentados no texto. Há
• Enfatizar a relação entre abordagens de enten- mais de 130 exemplos neste livro, cujo objetivo é
dimento conceituai e de solução de problemas. ilust rar a aplicação de um determinado conceito
e também testar o conhecimento dos estudantes
• Oferecer aos estudantes uma base forte de prá-
na solução ele problemas.
ticas de engenharia.
Equações e conceitos fundamentais
Principais características Você encontrará em todos os capítulos equa-
ções e conceitos fundamentais destacados 110 tex-
Problemas to. Fizemos isso para ajudá-lo a gravar alguns dos
princípios fundamentais de circuitos elétricos e
Os leitores de Circuítos elétricos considera-
facilitar sua consulta a tópicos importantes.
ram a seção de problemas uma das principais ca-
racterísticas cio livro. Na oitava edição há mais Integração de ferramentas para apoio
de 1.000 problemas, cios quais cerca de 80% são Ferramentas computacionais auxiliam os es-
novos ou foram revisados. Eles estão organiza- tudantes no processo de aprendizado ao oferecer
dos em seções e são apresentados ao final de cada uma representação visual do comportamento de
capitulo. um circuito, validar uma solução calculada, redu-
zir a carga de cálculo em circuitos mais comple-
Perspectivas práticas
xos e levar à solução desejada utilizando variação
Apresentada na abertura de cada capítulo, a de parâmetros. Esse tipo de apoio costuma ser
seção "Perspectiva prática" oferece exemplos de inestimável no processo de projeto. A oitava edi-
circuitos reais, baseados em dispositivos existen- ção inclui o suporte do PSpice, ferramenta muito
tes. Grande parte dos capítulos começa com uma conhecida. Em cada capítulo, os problemas ade-
breve descrição de uma aplicação prática do ma- quados à exploração dessa ferramenta são devi-
terial a ser apresentado. Encerrada a apresenta- damente marcados com a legenda PSpice.
ção, há uma análise quantitativa da aplicação,
acompanhada de um problema referente à 'pers- Ênfase em projeto
pectiva prática' em questão. Isso possibilita que o Esta edição enfatiza o projeto de circuitos de vá-
estudante entenda como aplicar o conteúdo do rias maneiras. Em primeiro lugar, muitas das discus-
capítulo à solução de um problema real. sões na seção "Perspectiva prática" abordam diversos
SU$W
xii

aspectos de projeto dos circuitos, e os problemas re- Para estudantes


ferentes a esse assunto continuam a discussão por • Exercícios adicionais.
meio de exemplos práticos. Em segundo, os proble- • Manual de introdução ao PSpice (em inglês).
mas de projeto estão devidamente destacados, o que
facilita sua identificação. Em terceiro, os problemas Agradecimentos
adequados à exploração com Pspice, também identi-
ficados, garantem oportunidades de desenvolver Não podemos deixar de expressar nosso
projeto com a utilização desse software. apreço pela contribuição de Norman Vvittels, do
Worcester Polytechnic lnstitute. Sua contribuição
Apêndices à seção "Perspectiva prática" deu um grande real-
ce a esta edição e às duas anteriores. Jacob Cha-
Há vários apêndices no fmal do livro para
cko, engenheiro especializado em transmissão e
auxiliar os leitores no uso efetivo de sua forma-
distribu ição do Ames Municipal Electric System,
ção matemática. O Apêndice A faz uma revisão
também contribuiu para a seção "Perspectiva
do método de Cramer para a solução de equa-
práticâ'. Agradecimentos especiais a Robert Yahn
ções lineares simultâneas e da álgebra matricial
(USAF), Stephen O'Conner (USAF) e William
simples; o Apêndice B apresenta uma revisão de
Oliver (Boston University) pelo contínuo interes-
números complexos; o Apêndice C contém ma-
se neste livro e pelas sugestões.
terial adicional sobre enrolamentos magnetica-
Hã muita gente dedicada que trabalha nos
mente acoplados e transformadores ideais; o
bastidores de nossa editora e que merece nossos
Apêndice D contém uma breve discussão sobre
agradecimentos e gratidão pelo esforço devotado
o decibel; o Apêndice E é dedicado aos diagra-
em favor da oitava edição. Na Frentice Hall, gos-
mas de Bode; o Apêndi.ce F apresenta uma tabela
taríamos de agradecer a Michael McDonald, Rose
resumida de identidades trigonométricas úteis
Kernan, Xiaohong Zhu, Lisa McDowell, Jonathan
para análise de circuitos; já no Apêndice G é dada
Boylan, David A. George, Tim Galligan e Scott
uma tabela resumida de integrais. Por fim, o
Disanno pelo apoio ininterrupto e pela tonelada
Apêndice H apresenta respostas a problemas se-
de trabalho realmente árduo. Agradecemos. tam-
lecionados, que estão devidamente destacados
bém, ao pessoal da GEX Publishing Services pela
com o símbolo • .
dedicação e esforço na composição deste texto.
Todas as revisões do texto foram orientadas
Material adicional pelo trabalho cuidadoso e minucioso de profes-
No Companion Website deste livro sores. Agradecemos de coração a:
(www.prenhall.com/ nilsson_br}, profes- • Paul Panayotatos, Rutgers University
sores e estudantes podem acessar mate- • Evan Goldstein, University of Washington
riais adicionais que auxiliarão a exposi- • Kalpathy B. Sondaram, University of Central
ção das aulas e o aprendizado. Florida
• Andrew K. Chan, Texas A&M University
Para professores • A. Safaai-Jazi, Virginia Polytechnic Institute
• Galeria de imagens. and State University
• Apresentações em PowerPoint para utili1.ação • Clifford H. Grigg, Rose-Hulman Institute of
em sala de aula. Teclmology
• Manual de soluções (em inglês). • Karl Bõhringer, University of Washington
(Esses materiais stlo de uso exclusivo dos professo- • Carl Wells, Washington State University
res e estão pn>tegidos por senha. Para ter acesso a eles, • Aydin 1. Karsilayan, Texas A&M University
os professores que adotam o livro devem entrar em • Ramakant Srivastava, University of Florida
contato com um representante Pearson 011 enviar 11111 • Michel M. Maharbiz, University of Michigan,
e-mail para 1miversitarios@pearsoned.com.) Ann Arbor
SU$W
xiii

• Christopher Hoople, Rochester Institute ofTe- É grande a nossa dívida com os muitos profes-
chnology sores e estudantes que ofereceram retorno positivo
• Sannasi Ramanan, Rochester Institute ofTech- e sugestões de melhoria. Usamos o máximo possí-
nology vel dessas sugestões para continuar a melllorar o
• Gary A. Hallock, University ofTexas at Austin conteúdo, a pedagogia e a apresentação. Sentimo-
Além disso, gostaríamos de agradecer a Ra- nos honrados pela oportunidade de causar impac-
makant Srivastava da University of Florida e ao to à experiência educacional de milhares de enge-
Accuracy Review Team da GEX Publishing Ser- nheiros que percorrerão as páginas deste livro.
vices pela ajuda na verificação do texto e de todos /tunes W. :\lil.sso,,
os problemas desta edição. Susan A. Riede/
SU$W
CAPÍTULO

Variáveis de circuitos 1
Nos últimos 150 anos, engenheiros eletricistas desempenha-
SUMÁRIO 00 CAPÍTULO
ran1 un1 papel do1ninante no desenvolvjn1cnto de sisten1as
1.1 Engenharia elétrica: uma visão geral que 1nudaran1 o 1nodo con10 as pessoas vive1n e trabalham.
Sistemas de comunicação por satélite, telefones, computadores
1.2 O Sistema Internacional de Unidades
digitajs. televisões, cquipa1nentos médicos cirúrgicos e de
1.3 Anlilise de circuitos: uma visão geral diagnóstico. robôs de linhas de montagem e ferramentas elé-
1.4 Tensão e corrente tricas s.io co1nponcntes representativos de siste1nas que dcfi.
nern un1a sociedade tecnológica moderna. Co1110 engenheiro
1.5 O elemento básico ideal de circuito
eletricista, você pode participar dessa revolução tecnológica
1.6 Potência e energia contínua, melhorando e refinando esses sistemas existe-ntes e
descobrindo e desenvol\lendo no\'OS sisten1as para atender às
v OBJETIVOS 00 CAPÍTULO
necessidades de nossa sociedade em constante n1udança.
1 Entender e saber utilizar as unidades do SI e os Ao iniciar o estudo de análise de circuitos. você precisa
prefixos padronizados para potências de 10. ter uma idéia do lugar que esse estudo ocupa na hierarquia
de tópicos que cornpreende un1a introdução à engenharia
2 Conhecer e saber utilizar as definições de tensão e
corrente. elétrica. Por isso, comeÇllmos apresentando uma visão geral
da engenharia elétrica, algumas idéias sobre un1 ponto de
3 Conhecer e saber utilizar as definições de potência e vista de engenharia relacionado com a análise de circ-uitos.
energia.
alén1 de un1a revisão do sisten1a internacional de unidades.
4 Saber utilizar a convenção passiva para calcular a Em seguida, descrevemos, de modo geral, em que con-
potência para um elemento básico ideal de circuito siste a análise de ci_rcuitos e apre.sentan1os os conceitos de
dadas suas tensão e corrente.
tensão e corrente. Discutimos ainda um elemento básico
Aengenharia elétrica é uma profissão interessante e desa- ideal e a necessidade de u1n sjste1na de referência de polari·
fiadora para todos os que têm u1n interesse genuíno e1n ciên- dade. Concluímos o capítulo descrevendo como corrente e
cias aplicadas e matemâtica (além de aptidão para essas áreas). tensão estão relacionadas com potência e energia.

En1 seguida, dcscrcvcn1os con10 os engenheiros eletri-


1.1 Engenharia elétrica: uma cistas analisam e projetam tais sistemas.
visão geral Sistcnrns de co1111111icaç<lo são sistemas elétricos que ge-
ra1n, trans1nitc1n e distribuen1 inforn1ações. Entre os exem ..
O engenheiro eletricista é o profissional que se preo· pios be1n conhecidos estão os cquipan1entos de televisão,
e.upa c::orn sistemas que produzem, transn1ite1n e mccle1n con10 c<'hneras. transrnissores. receptores e aparelhos de vi-
sinais elétricos. A engenharia elétrica coinbina os modelos deocassete; radiotelescópios, usados para explorar o uni-
de fenô1nenos naturais desenvolvidos pelos físicos co1n as verso; sisten1as de satélites, que en\rian1 e reccben1 in1agens
fcrra1nentas dos 1natemáticos para produzir sisternas que de outros planetas e do nosso; siste1nas de radar. usados
atendem a necessidades práticas. Sistcn1as elétricos estão para coordenar vôos de aviões; e sisternas telefónicos.
sen1pre presentes en1 nossa vida; são encontrados em lares. A Figura 1.1 representa os principais componentes de
escolas, locais de trabalho e veículos de transporte e1n to· um sistema telefônico moderno. Começando pelo lado infe.
dos os lugares. Corncçanlos apresentando alguns exc1nplos rior esquerdo da figura, um microfone instalado dentro de
de cada uma das cinco principais classificações de sistemas um aparelho telefônico transforma ondas sonoras em sinais
elétricos: elétricos. Esses sinais são transportados até uma central de
• sistc1nas de comunicação; con1ut-ação onde são coinbinados con1 os sinais de dezenas.
• sistemas de computação; centenas ou milhares de outros telefones. Os sinais co1nbina-
• sistemas de controle; dos saem da central de comutação; sua forma depende da
• sistemas de potência; distância que tên1 ele percorrei:. E1n nosso exen1plo, eles são
• sistenHts de processan1ento de sinais. enviados por nos dentro de cabos coaxiais subterrâneos até
SU$W
2 Circuitos elétricos

1nill1ões de co1nponentes elétricos n1ontados sobre un1a


base do tamanho de um selo postal, que muitas vezes fun-
cionam cm níveis de velocidade e pottncia próximos dos
l.in1itcs da física funda1nental) incluindo a velocidade da luz
e as Jeis da ter1nodinân1ica.
Antena Sistenuts de controle usan1 sinais elétricos para regular
processos. Como exemplos citamos o controle de tempcratu-
rasj pressões e velocidades de e-scoan1ento em un1a refinaria
Satélite de
de petróleo; a 1nistura co1nbusti\•el-ar no siste1na eletrônico
COJllUniç.tções
de injeção de um n1otor de- auto1nóvel; 1necanisn1os como os
motores, portas e luzes de elevadores; e as comportas do Ca-
nal do Pana1ná. Os sisten1as de pjJoto auton1ático e aterrissa·
gen1 por ins1run1cntos que ajudan1 aviões a voar e aterrissar
também são conhecidos sistemas de controle.
Siste111ns de potê11cin geram e distribuem energia clé·
tríca. A energia elétrica, que é o fundan1cnto de nossa so~
ciedadc baseada crn tecnologia. norrnal1ncnte é gerada em
grandes quantidades por geradores nucleares, hidrelétricos
e térmicos (a carvão, a óleo e a gás) e distribuída por uma
rede de condutores que cntrecru1.an1 o país. O grande desa·
·- Central - ·
de ro1nu1açào fio no projeto e operação de tal tipo de sistema é prover
redu11dància e controle suficientes de modo que, se qual-
quer parte do equipamento falhar, uma cidade, um estado
ou u1na região não fique con1pletan1ente sem eletricidade.
Sisternas de processanreuto de sinais agen1 sobre siJlais
~ ~ elétricos que representam informação. Eles transformam
;:-- ~ os sinais e a inforn1açào neles contida ém urna forma mais
adequada. H~í _n1uitas 1naneiras diferentes de processar os
Telefone Telefone
sinais e suas inforn1açõcs. Por cxc1nplo, sisten1as de proces·
Figura 1.1 _.. Sistema telefónico. samento de imagens coletam quantidades maciças de da-
dos de satélites meteorológicos orbitais, reduzem essas
unla estaç..1..o de transn1is~1.ode 1nicroondas. Ali. os sinais são quantidades a tun nível tratável e transforman1 os dados
transfomiados em freq\iências de microondas e transmiti- restantes e1n un1a in1age1n de vídeo que é aprcsent<1da no
dos a partir de uma antena transmissora, pelo ar e pelo espa- telejornal da noite. Uma tomografia computadorizada (TC)
ço, passando por um satélite de comunicações, até uma ante· é outro exe1nplo de sislcma de processa1ncnto de in1agens.
na receptora. A estação receptora de microondas transfonna Esse equipan1ento usa sinais gerados por uma n1áquina e,s ·
os sinais de forma a adequá-los a uma transmissão posterior, peciaJ de raios X e os transfor1na ctn un1a imagcn1. E1nbora
talvez em pulsos de luz, para serem enviados por cabos de os sinais originais de raios X sejam de pouca utilidade para
fibra óptica. Ao chegaren1 à segunda central de co1nutação. um médico, uma vez processados e transíormados em un1a
os sinais co1nbinados são separados, e cada un1 é dirigido lmage1n recon.hecível, as lnformaçõe,s que contê1n poden1
para o telefone apropriado. no qual um fone de ouvido age ser usadas para diagnosticar doenças e lesões.
como um alto· falante para converter os sinais elétricos 00\13· Uma grande interação ocorre entre as disciplinas da en-
n1ente em ondas sonoras. Em cada estágio do processo. cir· genharia envolvidas no p(Ojeto e na operação dessas cinco
cuitos elétricos age1n sobre os sinais. Jnlagine o desa.fio cn· classes de sistcn1as. Assim. engenheiros de co1nunicação
volvido e1n projetar, construir e operar cada circuito de lllll usam comp<1tadores digitais para controlar o Ouxo de infor-
modo que garanta que todas as centenas de milhares de tele- mações. Computadores contêm sistemas de controle, e siste-
fonemas sin1ultâneos tenhan1 conexões de a1ta qualidade. mas de controle contêm con1ptuadores. Sistemas de: potência
Sistetnas de con1putaçiio usan1 sinais elétricos para requeren1 extensos sisten1as de con1unicação para coordenar
processar informações. desde palavras até cãlculos mate- com segurança e co11fiabilidadc a operação de componentes
máticos. O ta1nanho e a potência desses sistemas abrange1n que podem estar dispersos por todo um continente. Um sis-
desde calculadoras de bolso e con1putadore-s pessoais até ten1a de processamento de sinais pode envolver um siste1na
supercomputadores que cxecutan1 tarefas complexas co1no de con1unicações, u1n co1nputador e lnn sistema de çontrole.
process.'\ll'lcnto de dados meteorológicos e modelagem de Um bom exemplo da interação entre sistemas é o avião
interações quín1icas de n1oléculas orgânicas con1plexas. comercial. Um sofisticado sistema de comunicações possibi-
Entre esses sistemas citan1os as redes de microc.ircuitos, ou lita que o piloto e o controlador de tráfego aéreo monitorem
circuitos integrados - conjuntos de centenas, 1nilhares ou a localização da aeronave, perrnitindo que o controlador de·
SU$W
Capitulo 1 Vari~veis de circuitos 3

tennine u1na rota de vôo segura para todas as aeronaves pró· aspecto de modelagem da teoria de circuilos que tem ampla
ximas e habilitando o piloto a manter o avião em sua rola aplicação em todas as discipli11as da engenharia.
designada. Nos aviões comerciais ma.is novos, um sistema de A teoria de circuitos é un1 e.aso especial da teoria eletro·
computador de bordo é usado par• gerenciar funções do magnética: o estudo de cargas elétricas estáticas e em movi-
motor. in1plc1ne-ntar os si.ste1nas de controle de navegação e mento. Embora aparentemente a teoria geral do cru11po seja
controle de vôo e gerar telas de informação cm vídeo na ca- u1n ponto de partida adequado para investigar sinais elétri·
bine. Um complexo sistema de controle utiliza comandos de cos, sua aplicaç.-1.o, alén1 de ser difícil, tambén1 requer a utili·
cabine para ajustar a posição e a velocidade do avião, produ· z.ação de matemática avançada. Por conseqüência, um curso
zi11do os sinais adequados para os motores e superficies de de teoria elctro1nagnétjca não é um pré-requisito para cnten~
controle (como os flaps de asas, ailerons e leme) para assegu- der o 111aterial apresentado nestê livro. No entanto, supomos
rar que o avião permaneça no ar com scgura11ça e na rota de que você já tenha feito un1 curso de introdução à fisic~ no
vôo desejada. O a\;ão deve ter seu próprio sistema de forncci- qual os fenômenos elétricos e magJléticos foram discutidos.
rnento de eletricidade para se 1nan1cr no ar e gerar e distribuir Três pren1issas básicas nos pcnn iten1 utilizar a teoria
a energia elétrica necessária para manter as luzes da cabine de circuitos) cm vez. da teoria eletromagnética. para estudar
acesas, fazer o café e exibir o filme. Sistemas de processamento un1 sistc1na físico representado por urn circuíto elétrico.
de sinais redu1,.e1n o ruído nas con1unicações de tráfego aéreo Essa.s pre1nis.sas são as seguintes:
e transforn1am inforn1ações sobre a localização do avião para 1. Efeitos elétricos t1contecen1 huta11tanean1eute eni todo o sis·
urna fonna mais signific..'ltiva. por meio de imagens em uma tema. Podemos adotar essa premissa porque sabemos que
tela de 'rídco na cabine. São muitos os dtsafios de engenharia sinais e1étricos se propaga1n à velocidade da luz ou próxi·
envolvidos no projeto de cada un1 desses siste1nas e e1n sua 1110 dela. AssiJn, se o sisterna for suficientemente pequeno
integração para um todo coerente. Por exemplo. esses siste- cm termos fisicos, 1 sinais elétricos o percorrem corn tanta
mas devem operar cm condições ambientais muito variáveis rapidez que podemos considerar que aíetam todos os pon-
e imprevisíveis. Talve-i; o mais hnportante dC"SaliO da enge· tos do sistema si1nuhanean1ente. Un1 siste1na que é peque·
ilharia seja garantir que os projetos incoi:poren1 redundância no o suficiente para permitir que adotemos essa prcn1issa
suficiente para assegurar que os passageiros cheguem com é dcno1ninado siste11u1 de parliluetros concentrados.
scguran~.,, e na hora certa aos destinos desejados.
2. A carga Uqrâdti en1 ctida con1poue11te do sistenu1 é sen1pre
Embora o interesse primordial dos engenheiros eletri- zero. Desse modo, nenhum componente pode acumular
cistas possa estar restrito a u1n;.\ única área, eles tanlbé1n un1 excesso líquido de carga, cn1bora alguns con1ponen·
têm de conhecer as outras áreas que interagen1 con1 a de
tes, como você aprenderá mais adiante. possan1 conter
seu interesse. Essa interação é parte do que torna a enge·
cargas separadas iguais. porérn opostas.
nharia elétrica uma profissão desafiadora e estimulante. A
ênfase da engenharia é fazer com que as coisas funcionem, 3. J\fào há 11e1rhun1 acoplanrento n1ag11élico entre os con1pcr
portanto um engenheiro está livre para aprender e utilizar nente.s de uni sisten1a. Co1no demonstraremos mais adian·
qualquer técnica. de qualquer ca1np~ que o ajude a fazer o te, o acoplamento magnético pode ocorrer deJ1tro de um
que tem de ser feito. componente.
ll isso; não há outras pl'ernissas. A utilização da teoria
de circuilos proporciona soluções simples (com precisão
Teoria de circuitos suficiente) para problemas que se tornarian1 irren1cdiavcl·
E1n un1 can1po tão an1plo quanto o da engenharia elé· mente con1plicados se usásse111os a teoria eletrornagnética.
tric.a. rnuitos podem se perguntar se todas as rarnificações Esses benefícios são tão grandes que, às vezes, os engenhei-
dessa área tên1 algun1a coisa em cornurn. A resposta é si1n ros projetam sistemas elétricos especificamente para garan-
- os circuitos elétricos. U1n circuito elétrico é un1 rnodelo tir que essas pren1issas scja1n cumpridas. A ilnpOrlância
niatemático que se co1nporta aproxinladarncnte como t.un das prcn1issas 2 e 3 ficará evidente após apresentannos os
sistc1na elétrico real. Como tal, proporciona unia fundan1en· elenu:ntos básicos de circuito e as regras para analisar ele·
tação in1portante para aprender - nos cursos que você fará mcntos intcrconcct.ados.
mais tarde e tan1bén1 e1n sua prática da e.ngenharia - os de· Contudo, precisamos examinar mais de perto a premis-
talhes de como projetar e operar sistemas como os que aca- sa 1. A pergunta é: '"Que tamanho um sistema físico deve ter
bamos de dt-scrcver. Os modelos~ as técnicas n1atcmáticas e a para ser qualificado co1no um sísten1a de parâ1netros con·
linguage1n da teoria de circuitos fonnarão a estrutura inte· centrados?"' Podemos responder à pergunta pelo lado quan-
lectual para seus futuros e1npreendi1nentos na engenharia. titativo, observando que sinais elétricos se propagam como
Observe que o tcrn10 circuito elétrico costu1na ser uti· ondas. Se o con1primcnto de onda do sinal for grande em
lizado para rcfcrir·sc a t11n sistcn1a elétrico propriamente con1paraçãoàs dimensões fisicas do sisten1a, te1nos un1 siste·
dito, be1n corno ao modelo que o representa. Neste livro, ma de parâ1netros concentrados. O con1prilnento de onda À
quando fuJa.rrnos de u1n circuito elétrico, isso scn1pre signi· é a velocidade dividida pela ta.xa de repetição, oufreqiiência,
ficará un1 n1odelo, a n1enos que se a.fir1ne o contrário. t o do sinal; isto é, A ; c/f A frcqiiência fé medida em hertz
1Es:s.i B.lirn1ãçâ<> de\'~ ser lida tcndo·Sl" cm \•ista o que tt•'lfirn1a no último parág:r.iío d('$13. pigi1~ (N.RT.).
SU$W
4 Circuitos elétricos

(Hz). Por exemplo, sistemas de distribuição de energia elétri- você precisará adotar premissas para complen1entar as in ·
ca nos Estados Unidos funcionam a 60 Hz. Se usarmos ave- formações ou simplificar o contexto do problema. Caso
locidade da luz (e = 3 x 10' m/s) como a velocidade de pro· seus cálculos fiquem 'emperrados' ou produzam uma res-
p'1gação, o comprimento de onda serã 5 x 106 m. Se a posta que aparenten1ente não ten1 sentido~ esteja prepara·
di1nensão fisica do sistenla e1n questão for menor do que do para voltar e reconsjderar inforrnações e/ou pren1issas
esse comprimento de onda, podemos representá-lo como que você achou que cran1 irrelevantes.
um sistc1na de parâmetros concentrados e usar a teoria de 2. Deseulre unr diagran1a do circuito ou outro 111odelo visuni.
circuitos para analisar seu comportan1ento. Con1odefinin1os Traduzir a descrição verbal de un1 problen1a em un1 1110·
menor? Uma boa regra é a regra do J/JO:se a dimensão do dclo visual costun1a ser un1a etapa útil no pr0<csso de
sistema for 1/10 (ou menos) da dimensão do comprimento solução. Se já houver um diagrama do circuito, pode ser
de onda, temos um sistema de parâmetros concentrados. As· que você tenha de acrescentar informações a ele, tais
sim, contanto que a din1ensão física do siste1na de potência como rótulos) valores ou direções de referência. Talvez
seja menor do que 5 x 10' m, podemos tratá-lo como um você tan1bé1n tenha de desenhar nova1nentc o circuito
sistc1na de parãn1ctros concent.rados. cm uma forn'la mais simples. porém equivalente. Mais
Por outro lado. a freqüência de propagação de sinais adiante, neste livro, você aprender.:\ os métodos para de·
de rádio éda ordem de 10' Hz. Portanto, o comprimento de senvolvcr tais circuitos cquivalente,s sin1plificados.
onda é 0,3 m. Usando a regra do 1/10, as dimensões rele· 3. Comidere vários 111itodos de so/11çào e decida como esco·
vantes de urn sisten1a de co1nunicação que envia ou recebe lher utn. Este-curso o ajudará a montar u1n conjunto de
sina.is de rádio devc1n ser 1nenorcs do que 3 cn1 para quaH- ferrarnentas analílic.as, n1uitas das quais poderão funcio-
ficá-lo coino un'I sistc1na de parârnetros concentrados. nar em um dado problema. No entanto, um método
Sempre que qualquer das dimensões fisicas pertinentes a pode produzir um número menor de equações a serem
um sisten1a sob estudo se aproxin1ar do con1prin1ento de resolvidas do que outro. ou exigir apenas cálculo algébri·
onda de seus sinais, deve1nos usar a teoria eletro1nagnética co e1n vez de cálculo diferencial ou integral para achar a
para analisá-lo. Neste lívro, csrudamos circuitos derivados solução. Se você puder prever tais procedimentos efi·
de sistemas de parâmetros concentrados. cientes, também poderã organizar seus cilculos de um
n1odo n1uito 1nelhor. l'er un1 método alternativo en1
Resolução de problemas 111entc pode ser úti1 caso sua pri1ncira tentativa de solu-
ção não funcione.
Co1no engenheiro, ninguém U1e pedirá para resolver
4. E11co11tre tuna solução. Seu planejan1ento até este ponto
problen1as que já forant resolvidos. Caso deseje 1nelhorar o
deve tê-lo ajudado a identificar um bom método anali-
dese1npenho de u1n siste1na existente ou criar u1n novo sis·
tico e as equações corretas para o problema. Agora
tema, você trabalhará com problemas não resolvidos. En·
ven1 a solução dessas equações. Há Jnétodos que utili·
tretanto, como estudante-. você devotará n1uito de sua aten·
zam lápis e papel) calculadora e co1nputadores, e todos
ção à discussão de problen1as que já foran1 resolvidos. Ao
estão disponiveis para executar os cálculos propria-
ler sobre esses problemas, discutir como foram soluciona-
mente ditos da análise de circuitos. A eficiência e as
dos no passado e resolver sozinho problemas relacionados,
preferências. de seu instrutor indicarão quais ferra·
en1 e.as.a ou e1n exames, você co1ntçará a desenvolver as ha·
n1entas você deve usar.
bilidade.s para atacar con1 sucesso os proble1nas não resol·
vidos que encontrará como engenheiro. S. Use sua criatividade. Se você suspeitar que sua resposta
Apresentan1os a seguir alguns procedin1entos gerais não tem base ou que seus cálculos apare111en1ente não o
para a resolução de problemas. Muitos deles se referem a estão levando a u1na solução. pare e pense em alternativas.
'falvez você tenha de rever suas prentissas ou selecionar
pensar en1 sua estratégia de solução e organi·zá·la antes de
partir para os cálculos.
um método de solução diferente. Ou, então, pode ser que
você precise adotar un1a abordagem n1enos convencional
1. lde11tifiq11e o que é dado e o que tem de ser e11co11trado. Ao para a resolução do problema, como trabalhar no sentido
resolver problemas, você precisa saber qual é seu destino inverso. partindo de uma solução. Este livro dá as respos-
antes de escolher un1 ca1ninho para chegar lá. O que o tas para todos os Problemas para Avaliação e para muitos
problema está pedindo que você resoh"1 ou determine? dos problemas de final de capítulo, de modo que você
Às vezes, o objetivo do problema é óbvio; outras vezes. pode trabalhar no sentido inverso quando emperrar en1
pode ser <)UC você precise parafrasear o problen1a ou Or· algum ponto. No mundo real, você não terá respostas com
ganizar listas ou tabelas de informações conhecidas e antecedência. n1as poderá ter en1 n1ente u1n resultado de·
desconhecidas para perceber seu objetivo. $Cjado a partir do qual poderá trabalhar en1 sentido inver·
O enunciado do problema pode conter informações irrele- so. Entre outras abordagens criativas, podem-se fazer
vantes que você precisa filtrar e descartar antes de prossc· comparações com outros tipos de problemas que você já
guir. Por outro Jadot pode oferecer inforn1ações incon1ple· resolveu com sucesso. seguir sua intuição ou pressenti·
tas ou co1nplexidades maiores do que se pode considerar 111ento sobre co1no prosseguir) ou si1nples111ente deixar o
com os métodos de solução à sua disposição. Nesse caso, problema de lado por um tempo e voltar a ele mais tarde.
SU$W
Capítulo 1 Variáveis de circuitos 5

6. Teste sua solução. Pergunte a si mesmo se a solução que • corrente elétrica;


obteve faz sentido. A magnitude da resposta parece razoá- • temperatura tennodinánUca;
vel? A solução pode ser realizada em termos íisicos? 'fal- • quantidade de substância;
vez você queira ir 1nais fundo e resolver novamente o pro· • intensidade luminosa.
blema usando un'I rnétodo alternativo. Isso não so1nente Essas quantidades.. juntanlente com a unidade básica
testará a validade de sua resposta original, mas também o e o símbolo para cada u1na, são apre.s entadas na Tabela
ajudará a desenvolver sua intuição sobre os métodos de l. l. Embora não sejam unidades do SI em sentido estrito,
solução n1ais eficientes para vários tipos de problc1nas. as conhecidas unidades de tempo, como o minuto (60 s).
No n1undo real. projetos em que a segurança é crítica são a hora (3.600 s) e assiln por diante, são freqücntcnlcnte
sempre verificados por vários meios independentes. Adqui- usadas enl cálculos de engenharia. Alénl disso, quantida ..
rir o hábito de verificar suas respostas só lhe tran\ benefl- des definidas são combinadas para formar unidades deri-
cios, seja con10 estudante ou con10 engenheiro. vadas. Algumas, como força, energia, J>Otência e carga
Essas etapas de resolução de problemas não podem elétrica, \IOCé já conhece de outros cursos de física. A Ta·
ser usadas con10 Lnna receita para resolver todo problema bela J .2 apresenta uma lista das unidades derivadas usa·
que aparecer neste ou em outro curso qualquer. Talvez das neste lívro.
você tenha de pular ou mudar a ordem de alguma elapa, Em muitos casos, a unidade do SI é muito pequena ou
ou a.inda elaborar outras. etapas para resoh•er determina· muito grande para ser usada convenienlen1enle. Então, pre-
do problen1a. Use essas etapas co1no u1na diretriz para fixos padronizados, correspondentes a potências de 10, são
desenvolver um estilo de resolução de problemas que fun- aplicados à unidade básica, como mostra a Tabela 1.3. Todos
cione para você. esses pre6xos são corretos. nJas os engenheiros costumanl
usar apenas os que representan1 potências divisíveis por 3;
assint, ccnti. deci, deC3 e hccto são rarainentc usados. Adc-
n1ais. e.les f reqiicnte1nentc selecionam o prefixo que traz o
1.2 O Sistema Internacional nú1nero base para a faixa entre l e 1.000. Suponha que urn
cálculo de tempo dê como resultado JO"' s, isto é, 0,00001 s.
de Unidades A maioria dos engenheiros descreveria essa quantidade
Engenheiros conlpararn resultados teóricos com resulta· como 10 µs, isto é, 10-' = 10 x lo-' s, em vez de 0,01 ms ou
dos experi1nentais e conlparam projetos de engenharia con .. 10.000.000 ps.
correntes usando rnedidas quantitativas. A engenharia lllO- TABELA 1.1 O sistema Internacional de Unidades (SI)
derna é uma profissão multidisciplinar na qual equipes de
engenheiros trabalham juntas em projetos e só podem comu- Quantidade Unidade básica Símbolo
nicar seus resultados de modo significativo se todos usare1n as Co1nprlntellto 1netro m
n1cs1nas unidades de nlcdida. O Sistema Internacional de Uni-
dades (abreviado como SI) é usado por todas as principais so- Ma.s$':1 quilo,sran1a kg
ciedades de tngenharia e pela nlaioria dos engenheiros c1n Tt'lnpo segundo s
todo o mundo; por conseqüência, nós o us.runos neste livro.
Corrente elélrica a1npCrc A
As unidades do SI são baseadas em sete quantidades
definidas: 'lê111pcratura tcrn1odin.à1nic~ grau kclvin K
•comprimento: Quantidade de substância mol rnol
• rnassa;
lnlcn$idade lu1ninO.íia candcla cd
•tempo;

v PROBLEMAS PARA AVALIAÇÃO


Objetivo 1 - Entender e saber utilizar as unidades do SI e os prefixos padronizados para potências de 10

1.1 Quantos dólares por nlilissegundo o Go\lemo 1.2 Se um sinal pode percorrer unl cabo a 80% da ve·
Federal teria de arrecadar para cobrir urn déficit locidade da luz, qual con1prhnento de cabo, enl
de S 100 bilhões em um ano? polegadas, representa l ns?

Resposta: S 3,17/ms. Resposta: 9,45~

t\tOTA: Tente resoli·er llltnbé"' os proble,,1t1s l.J, l .3 e 1.6, aprcse11ttulos no final deste capítulo.
SU$W
6 Circuitos elétricos

TABELA 1.2 Unidades derivadas no SI


Quanlidade Nome da unidade Fórmula
(Símbolo) "'""'d<
Ci~»~
Freqüt•ncia hcrlJ. (Hz) s""'
new1on (N)
~pi<j«·
força
ks · "''"'
Energia ou ttabalho íoule(J) N·n1
Potencia wau(W) J/S
Carga elétrica coulomb(Ç) A·s
Potencial elétrico voh (V) J/C
Resistência eléttica ohm (n) V/A
Condufànc:ia elétrica síerncns ($) NV
Cap3citância elétrica furnd (I') C/\I
Fluxo n1agnélico wcb<r (Wb) V ·s
lndutância hcnry(H) Wb/A

TABELA 1.3 Prefixos padronizados que representam potências


de 10 Figura 1.2 4 Modeto conceitual para projeto de engenharia elétrica.

Prtfixo Símbolo Potê.ncia


atto
fentto
•f 10· 1 ~
)Q• IS pecificaçõcs nos permitem avaliar se ele realmente atende
pico p 10· 12 ou não à necessidade.
nano 11 10·~ Em seguida, Yen1 o conceito para o projeto. O conceito de·
1nic:ro µ 10 ~ riva de um entendimento completo das especificações de proje·
1nili lll 10·1 10. alindo a 1una percepção da necessidade, que vem da educa·
ccnü e 10" çào e da experiência. O conceito pode ser materialiZc1.dO con10
dcci d 10·1
un1 esboço. con10 un1a descrição por escrito ou de alguma outra
d1,;-ca da 10 forma. Geralmente, a etapa seguinte é traduzir o conceito cm
hccto h 10'
1un modelo matemático. O modelo matemático que costuma
quilo k 101
ser usado para sistc1nas elétricos é um niode/o de circuito.
1ncga ~1 10'
giga G 10'
Os elen1cntos que co1nprecndc1n o modelo de circuito
lera T 1011
são deno1ninados con1pone11tes ideais de circuito. U1n co1n-
poncnte ideal de circuito é um modelo matemático de um
co1nponentc elétrico proprian1cnte dito, conto uma bateria
ou uma lântpada elétrica. I! intportante que o con1ponente
1.3 Análise de circuitos: uma ideal usado crn um modelo represente o comportamento
do co1nponcntc elétrico real com um grau de precisão acei-
visão geral tável. Então, as ferrarnentas de análise de circuitos, foco
deste livro, são aplicadas ao circuito. Essa análise é baseada
Antes de nos envolver1nos nos detalhes da análise de cn1 técnicas inate1náticas e usada para prever o comport·a-
circuitos, prccisa1nos obter uma visão geral do que é u1n mento do 1nodclo e de seus co1nponentcs ideais. U1na corn-
projeto de engenharia e, cspccifkamente, um projeto de paração entre o comportamento desejado, dado pelas espe ..
circuitos elétricos. A finalidade disso é fornecer u1na pers· cificaçõcs de projeto, e o co1nporta1ncnto previsto. a partir
pcctiva do lugar que a análise de circuitos ocupa no con- da análise de circuitos, pode resultar no refinamento do
texto total do projeto de circuitos. Embora este livro foca- modelo e seus elementos ideais. Uma vez que os con1porta-
lize a análise de circuitos, tenta1nos ofcrcccr oportunidadc.s mentos desejados e previstos estejam ent concordância,
para projetos de circuito, quando adequado. podc·sc construir um protótipo físico.
Todos os projetos de engenharia começam com O prot6t ipo flsico é um sistema elétrico real, construido
uma necessidade, como mostra a Figura 1.2. Essa neces- com con1ponentes elétricos reais. Técnicas de medição são
sidade pode surgir do desejo de melhorar um proje10 utilizadas para deterntinar o con1portamento quantitativo.
existente ou pode ser algo totalmen•e novo. Uma cuida· real, do siste1na físico. Esse co1nportamen10 real é co1nparado
dosa avaliação da necessidade resulta cm especificações com o comportamento desejado dado pelas espccifJCações
de projeto, que são características mensuráveis de u1n de projeto e con1 o con1portamcnto previsto pela análise de
projeto propos10. Uma vez propos10 um proje10, suas es- circuit.os. As co1nparações pode1_
n resultar en1 refinan1entos
Sn$W
Capítulo 1 Variáveis de circuitos 7

do protótipo fisico, do modelo de circuito ou de ambos. A onde


certa altura, esse processo iterativo, !")lo qual modelos, com- v = a tensão em volts,
ponentes e sistemas são continua1nentc refmados, pode pro- 10 = a energia cm joulcs,
duzir um projeto que cumpre, com precisão, as es!")cifica- q = a carga en1 coulon1bs.
çôts de projeto e, portanto, atende à necessidade. Os efeitos elétricos causados por cargas en1 n1ovin1ento
Essa descrição deixa claro que a análise de circuitos dependem da variação temporal de carga. Essa variação de
desempenha um papel muito importante no processo de carga é conhecida corno corrente elétrica e é expressa con10
projeto. Como a análise de circuitos é aplicada a modelos
de circuito, engenheiros profissionais procuram usar mo- . dq
delos de circuitos já testados, de modo que os projetos re- I =-dt · (1.2)
sultantes atenderão às especificações na primeira iteração.
Neste livro, usatnos n1odc1os que fora1n testados durante (Definição d-e corrente)
um período de 20 a 100 anos; podemos supor que são mo- onde
delos maduros. A capacidade de modelar sistemas elétricos i = a corrente elétrica em an1pêrcs.
reais com elc1ncntos ideais de circuito torna a teoria de cir- q = a carga em coulombs,
cuitos 1nuito útil para os engenheiros. I =o ten1po en1 segundos.
Afirrnar que a interconexão de elcrncntos ideais de
circuito pode ser usada para fazer un1a previsão quantitati- As equações 1.1 e 1.2 são definições para a n1agnitude
va do comportamento de um sistema implica que podemos de tensão e corrente, respectivamente. A natureza bipolar
descrever a interconexão por meio de equações maternátl· da carga elétrica requer que designemos referências de po-
cas. Para que as equações matc1náticas seja1n úteis. deve- laridade a essas variáveis,<> que faren1os na Seção 1.5.
mos escrevê·las ern terrnos de grandezas n1ensuráveis. No En1bora a corrente seja con1posta de elétrons discretos
caso de circuitos. essas gra_ndczas são tensão e corrente. que em 1novin1ento. não prccisa.n1os considerá-los individual-
discutiren1os na Stção 1.4. O estudo da análise de circuitos mente por causa de sua enorn1e quantidade. Mais exattunen-
envolve entender o co1nportan1ento de cada ele111cnto ideal te. podemos imaginar elétrons e suas cargas correspondentes
de circuito en1 termos de sua tensão e sua corrente e enten· con10 un1a únlc.a entidade fluindo suaven1ente. Assin1, i é
der as restrições impostas a elas como resultado da interco- tratada con10 urna grandeza contínua.
nexão dos elementos ideais. Uma vantagem de usar modelos de circuito é que pode-
mos modelar um componente estritnmente em termos da
tensão e da corrente em seus terminais. Por isso. dois con1po·
nentes com estruturas fisicas diferentes poden1 ter a n1esma
1.4 Tensão e corrente relação entre a tensão e a corrente no tern1inal. Se isso ocor-
rer, no que concerne à análise de circuitos. eles são idênticos.
O conceito de carga elétrica é a base para descrever Un1a vez que sabemos como un1 co1nponente se con1porta
todos os fenômenos elétricos. Vamos revisar algumas ca- en1 seus tern1inais, pode1nos analisa.r seu con1port.a.1nento
racterísticas da carga elétrica. em um círcuito. Contudo, quando desenvolvemos modelos
de circuitos, estarnos interessados no co1nportamento inter-
A carga é bipolar, o que sigrúfica que efeitos elétricos são
no de un1 co1nponente. Por exe111pl~ poderían1os querer sa-
descritos cm tern1os de cargas positivas e negativas.
ber se a condução de carga está ocorrendo porque há elétrons
A carga elétrica existe em quantidades discretas. que são
livres se 1novhnentando pela estrutura cristalina de wn n1e-
múltiplos inteiros da C'1rga eletrônica, 1,6022 X 1Q- 19 C.
tal ou se é por causa de elétrons que estão se n1ovin1entando
Efeitos elétricos são atribuídos tanto à separação entre
dentro das ligações covalentes de um material se1nicondutor.
cargas quanto a cargas ern rnovin1ento.
Todavia, essas questões estão além do domínio da teoria de
Na teoria de circuitos, a separação entre cargas dá ori· circuitos. Neste livro. usrunos modelos de circuitos que já fo-
gem a uma força elétrica (tensão), e seu movimento dá ram dcsen\•olvidos: não discutimos como são desenvolvidos
orige1n a un1 fluxo elétrico (corrente). modelos de componentes.
Os conceitos de tensão e corrente são úteis do ponto
de \~Sta da engenharia porque podc1n ser expressos quanti·
tativamente. Sempre que cargas positivas e negativas estão
separadas, há gasto de energia. 'fensâo é a energia por uni· 1.5 O elemento básico ideal
dade de carga criada pela separação. Expressamos essa ra-
zão ern forn1a diferencial como de circuito
dw Um elcme1110 básico ideal de circ11ito tem três alributos:
V=--• (1. t)
dq (1) tem apenas dois terminais. que são pontos de conexão
con1 outros componentes de circuito; (2) é descrito n1ate·
(Definição de ten-são) 1natican1ente e1n tcrn1os de corrente e/ou tensão e (3) não
Sn$W
8 Circuitos elétricos

pode ser subdividido e1n outros elententos. Usamos a pala· As designações da polaridade de referência para ten-
vra ideal para indicar que um elemento básico de circuito são e da direção de referência para corrente são inteira-
não existe como um componente físico materializável. mente arbitra.rias. Contudo, uma vez designadas '" refe-
Contudo, con10 discutimos na Seção 1.3, elementos ideais rências, você deve escrever todas as equações subseqüentes
podc1n ser conectados para n'lodelar dispositivos e sjsten1as eJn concordância co1n as referências escolhidas. A con-
reais. Usa1nos a palavra bá:i.ico para indicar que o elcntento venção de sinal 1nais a1npla1ncnte usada para essas refe-
de circuito não pode ser reduzido ainda mais ou subdividi- rências é dcnon1inadn convenç11o passiva, utilizada neste
do c1n outros cle1nentos. Assint, os elc1nentos básicos de livro. A convenção passiva pode ser enunciada da seguin-
circuito são os blocos construtivos para a claboraç.io de te maneira:
rnodclos de circuitos, nHlS, por si sós. eles não pode1n ser
modelados com qualquer outro tipo de elemento.
A Figura 1.3 é uma representação de um elemento básico Convenção passiva: Sempre que a dirt>ãO de referên-
ideal de circuito. O quadrado está cm branco porque nesse cia para a corrente en1 um elemento estiver na direção
morncnto não nos interessa que tipo de clcnlcnto de circuito da queda da tensão de refel'ência no elentento (como
ele é. Nessa figura, a tensão nos terminais do quadrado é deno- na Figura 1.3), use um sinal positivo cm qualquer ex-
tada porv, e a corrente no elemento de circuito é denotada por pressão que relacione a tensão com a corrente. Caso
i. A referência de polaridade para a tensão é indicada pelos si- contrário, use unt sinal negativo.
nais de mais e menos. e a direção de referéncia para a corrente
é mostrada pela seta que aponta o sentido de seu Ouxo. A in-
terpretação dessas referências, quando são dados valores nu· Aplicamos essa convenção de sinal cm todas as análi-
rnéricos positivos ou negativos para v e para i, está resunlida ses seguintes. Nosso objetivo de apresentá·la antes mesnto
na Tabela 1.4. NOle que, cm linguagem algébrica, a noç;1o de de apresentar os diferentes tipos de elcntentos básicos de
uma carga positiva que flui em uma direção é equivalente à circuito é que você grave o fato de que a seleção de referên-
de uma carga negativa que Oui na direção oposta. cias de polaridade com a adoção da convenção passiva 11110
é unta função dos ele1nentos básicos. nem do tipo de inter·

+,.-
~· conexões feitas com os clc1nentos básicos. Apresentaremos
l figura 1.3 "4 Eleme11to a aplicação e a interpretação da convenção passiva c1n cál-
Wslco ideal dt circuito.
2 culos de potência na Seção 1.6.

TABELA 1.4 Interpretação das direções de referência na Figura 1.3


Valor posjth·o Valor negativo
·v queda Je tensão do tcrn1inal 1 para o tcrnlinal 2 elevação de tensão do tcnninal 1 par.to tennin;;1I 2
011
º"
elevação de len$ào do tcrrninal 2 para o tcrrninal 1 queda de tensão do tern1inal 2 para o ternlinal l
; nuxo de carga posili\'U do tcnninal 1 para o tcnninal 2 Ouxo Jc c<1rga positiva do tcnninal 2 para o tenninal 1
011
º"
nu.. .o de carga negativa do l~nnínal 2 pata o tennioal l fluxo de carga negativa do tetn1inal 1 pata o 1crn1inal 2

v PROBLEMAS PARA AVALIAÇÃO


Objetivo 2 - Conhecer e saber utilizar as definições de tensão e corrente

1.3 A corrente nos ter1ninais do elemento da 1.4 A expressão para a carga que entra no terminal
Figura 1.3 é superior da Figura 1.3 é
i = O,
i = 20e"'""" A,
t<O
t <!: 0
q = ..!.
a2
- (.a!. + . !. )e-• e.
<X2
1

Calcule a carga total (em microcoulombs) que Deterntine o valor má'(in10 da corrente elétrica
entra no elerncnto em seu terininal superior. que entra no terminal se a = 0,03679 s·•.
Resposta: 4.000 11-C. Resposta: 10 A.
N01~1: Tente resol,·er tatubint o Problenu' 1.9, aprr.senlndo 110 final tleste capftulo.
Sn$W
Capítulo l Vari.lveis de circuitos 9

1.6 Potência e energia Se usarn1os a convenção passiva, a Equação 1.4 estará


correta se o sentido escolllido para a corrente for o mesmo
que o da queda de tensão entre os terminais do elemento.
Cák11los de potência e energia também são importan-
Caso contrário, a Equação 1.4 deve ser escrita cOnl un1 sinal
tes na análise de circuitos. Uma razão é que. e1nbora tensão e de n1enos. En1 outras palavras, se o sentido escolh_ido para
corrente sejan1 variáveis í1teis na análise e no projeto desiste~
a corrente corresponder ao do aun1cnto de tensão, a cxpres·
n1as que utilizan\ a eletricidade, n1uitas vezes o resultado útil
sào para a potência deverá ser
do siste1na não é expresso e1n termos elétricos, 1nas em ter-
mos de potência ou energia. Outra razão é que todos os dis- p =-vi (1.5)
positivos práticos tê1n wna lin1itaçào para a quantidade de
potência que podem 1nanipula.r. Por conseqüência, no pro- O sinal algébrico da potência é baseado no movi·
cesso de projeto os cálculos de tensão e corrente não são su- mento de cargas e ern quedas e elevações de tensão.
ficientes por si sós. Quando cargas positivas se 1novimentam através de
Agora, relacionaremos potência e energia co1n ten- u1na queda de t ensão, perdem energia; quando se n10·
são e corrente e, ao rncsrno tempo. utilizarc1nos o cálculo vin1enta1n a través de uma e levação de tensão, ganha1n
de potência para ilustrar a convenção passiva.. Co1n base energia. A figura 1.4 resume a relação entre as referên-
oa física básica, lc1nbre·sc de que potência é a taxa de va· cias de polaridade para tensão e corrente e a expressão
riação temporal do gasto ou da absorção de energia. (Urna para potência.
bomba d'água de 75 kW pode bombear mais litros por se- Agora podemos enunciar a regra para interpretar o
gundo do que uma de 7,5 kW.) Em linguagem matemáti- sinal algébrico de potência:
ca, a energia por unidade de tcn1poé expressa na fonna de
u1na derivada, ou
lntetpretação do sinal algébrico de potência: Se a po-

p=dt ,
dw (1.3)
tência for positiva (isto é, se p > 0), o circuito dentro do
quadrado está absorvendo potência. Se a potência for
negativa (isto é, se p < O), o circuito dentro do quadrado
(Definição de potência) está fornecendo potência.
onde
p =a potência em watts, Por exemplo, suponha que selecionamos as rcferén-
w = a energia e1n jou1es, cias de polaridade mostradas na Figura 1.4(b). Admita ain-
t = o ten1po e1n segundos. da que nossos cálculos da corrente e da tensão dão os se·
guintes tcsultados nun1éricos:
Assim, 1 W é equivalente a 1 J/s.
A potência associada ao fluxo de carga decorre dircta- i = 4A e v =-IOV:
n1cnte da definição de tensão e corrente nas equações 1.1 e
1.2, ou Então. a potência associada ao par de tern1inais
1,2 é
P= dw
dr
= (dw)(dq)·
dq dr p =- (- 10)(4) =40 w.
portanto
Assim, o circuito dentro do quadrado está absorvendo
p =vi (1.4) 40 w.
(Equ•çio de potência)

onde +~
i 1
I'
+=i bl J
I'
p = a potência en1 '"'atts, - 2 - 2
v = a tensão c1n volts,
i = a corrente em amperes. (a)p = v i (b) p = - ·vi

A Equação 1.4 mostra que a potência associada ao


ele1nento básico de circuito é si1nples1nente o produto da
corrente no ele1nento pe.la tensão e1n seus ter1ninais. Por
conseqliência, potência é u1na quantidade associada a un1 --
,, ~
· 1
_=
,. ; bl J
par de terminais, e temos de saber determinar. por nossos + 2 + 2
cálculos, se a potê ncia está sendo fo rnecida ao par de ter·
(e) p = -vi (d)p =·vi
n1inais ou extraída deles. Essa inforinação se origina da
correta aplicação e interpretação da convenção passiva. figura 1.4 A Referências de polaridcldt e a expressão para potência.
SU$W
10 Circuitos elétricos

Para levar essa análise ntais adianle, suponha que um Observe que, interpretando esses resuhados cm tcr-
colega esteja resolvendo o ntcs1no problema, 1nas escolheu inos desse sistema de referéncia, chcgarnos às nlcsmas con·
as polaridades de referência mostradas na Figura l .4(c). Os clusões qut obtivernos antes - ou seja, que o circuito dcn·
vaJorcs nun1éricos resultantes são tro do quadrado está absorvendo 40 W. Na verdade,
qualquer dos sisternas de referência da Figura 1.4 leva ao
i =- 4 A, V= 10 V e p =40 W. mesmo resultado.

V PROBLEMAS PARA AVALIA ÃO


Objetivo 3 - Conhecer e saber utilizar as definições de potência e energia; Objetivo 4 - Saber utilizar a
convenção passiva

1.5 Suponha que ocorra uma queda de tensão de V = lOe·""" kV, t <o O.
20 V en1 un1 elemento do tern1ínal 2 para o ter· Calcule a energia total (cm joules) fornecida ao
minai 1 e que uma corrente elétrica de 4 A entre elemento de circuito.
no tcrn1inal 2.
a} Especifique os valores de v e i para as referências Resposta: 20 J.
de polaridade mostradas na Figura l .4(a)- (d).
b) Diga se o circuito dentro do quadrado está ab- 1.7 Uma linha de transmissão de alta tensão em cor-
sorvendo ou liberando potência. rente continua (CC) entre Cclilo, Orcgon e Sylmar,
e} Quanta potência o circuito está absorvendo?
na Califórnia está funcionando a 800 kV e trans-
portando 1.800 A, como mostra a figura. Calcule a
Resposta: (a) Circuito l.4(a): v = - 20 V, i = - 4 A; potência (em mcgawatts) no terminal de Orcgon e
circuito l.4(b): v = -20 V. i = 4 A; indique a direção do fluxo de potência.
circuito l.4(c): v =20 V, i =-4 A;
circuito l.4(d): ·v = 20 V, i = 4 A;
l.8kA
(b) absorvendo;
(c) 80 W.
+
Cclilo. ~(XlkV
Sylmar.
Orcgon Olli(órnia
1.6 Suponha que a tensão nos tcrn'linais do ele.n1cnto
da Figura 1.3, correspondente à corrente elétrica
-
do Problema para Avaliação 1.3, seja
v= O, t <O~ Resposta: l .440 MW. de Celilo para Sylmar.

NOTA: Tente rewlver ta111bé111 OS />rol1le1nas l. I2, I.17, I.24 e 1.26, aprese11t1ulos 110 fi11al tlestt t apít11lo.

Resumo
• O Sistema Internacional de Unidades (SI) habilita enge- • A convenção passivd usa un1 sinal positivo na expressão
nheiros acon1unicaren1 signi6c.ativ~unente resultados quan· que relaciona a tensão e a corrente nos terminais de un1
titativos. A T.1bda 1.1 resume as unidades básicas do SI; a elemento quando a direção de referência para a corrente
Tabela 1.2 apresenta algumas unidades derivadas do SI. que passa pelo elemento está na direção da queda de tcn-
s.'io de referência no elemento.
• A análise de circuitos é baseada nas variáveis tensão e
corrente. • Potfncia é a energia por unidade de tempo e é igual ao
produto da tens.ão e da corrente nos tcrn1inais; sua uni-
• Terrstlo é a energia por unidade de carga criada pela separa-
ção entre cargas e sua unidade do SI é o volt (v = dw!dq). dade do SI é o watt (p = dw!dt = vi}.
• O sinal algébrico da potência é interpretado da seguinte
• Corrente é a taxa de fluxo de carga e sua unidade do SI é
forma:
o ampêre (i = dq!dt).
• O eleniento básico ideal de circuito é um cornponcntc corn Se p > O, ocorre absorção de potência pelo circuito ou
dois terrninais que não pode ser subdividido; ele pode ser pelo componente de circuito.
descrito 1natcmatican1entc en1 ter1nos da tensão e da cor· • Se p < O. ocorre fornecimento de potência pelo circui-
rente e1n seus tenninais. to ou pelo componente de circuito.
Sn$W
Capitulo 1 Variáveis de circuitos 11

Problemas
Seção 1.2 Suponha que a carga no tern1inal superior seja zero
1.1 • Há aproxjn1ada1nente 250 n'lilhõcs de veículos de no instante en1 que a corrente está passando por seu
passageiros registrados nos Estados Unidos. Supo- valor máximo. Determine a expressão para q(t).
nha que a bateria do veículo 1nédio armazene 440 1.1 O Quanta energia é cxti:aída de un1 elétron enquanto ele
watts·hor3$ (Wh) de energia. Estime (em gigawalls· flui por uma bateria de 6 V do tenninal positivo para o
horas) a energia total armazenada nos vefculos de tenninal negativo? E.<p~ sua resposta cm attojoulcs.
passageiros nos Estados Unidos.
1.2 O comprimento da linha descrita no Problema para Seções 1.5-1.6
Avaliação 1.7 é 845 milhas. A linha contém quatro
1.11 Uma bateria de 9 V fornece 100 mA a uma lantema de
condutores, cada um pesando 2.526 libras por l .000
crunping. Quanta enc-rgia a bateria fornece eni S horas?
pés. Há quantos quilogramas de condutor na linha?
1.3" O chip de memória ílash de 4 gigab)~es (CB =109 1.12:- Dois circuitos elétricos, representados pelos qua-
bytes} de um aparelho de MP3 mede 32 mm por drados A e B, estão conectados como mostra a Figu·
24 mm por 2, I mm. Esse chip tem capacidade para ra P 1. 12. A direção de referência para a corrente i e
armazenar 1.000 músicas de trés minutos de duração. a polaridade de referência para a tensão V na inter·
a) Quantos segundos de 1núsica caben1 ern urn cubo conexão são rnostradas na figura. Para cada unl dos
cujos lados medern 1 nun? seguintes conjuntos de valores numéricos, calcule a
b) Quantos bytes de memória são armazenados em potência na interconexão e indique se a potência
um cubo com lados de 100 µm? está fluindo de A para B ou vice-versa.
1.4 Um aparelho portálil de vídeo apre.senta elcn1cntos a) i = 5 A, V = 120 V
de imagem de 320 x 240 pixeis em cada quadrado b)i = -SA, v =250V
do vídeo. Cada pixel requer 2 bytes de memória. Ví- c)i= 16A, V = - ISOV
deos são apresentados a uma taxa de 30 quadros por d) i = - IOA, V= - 480 V
segundo. Quantos n1inutos de vídeo caberão en1
uma memória de 30 gigabytes? Figura Pl.12
1.5 Algumas espécies de bambu podem crescer 250
mm/dia. Suponha que as células individuais da
planla tenha1n 1Oµm de co111prin1ento.
a) Quanto te1npo de1nora1 e1n rnédia, para que u1n
caule de bambu cresça o equivalente ao compri·
n1ento de un1a célula? 1. 13 As referência.ç para a tensão e acorrente nos terniinais de
b) Quanta$ células são adicionadas e1n un1a semana. um elemento de circuito são mostradas na Figura l .<l(d).
e1n 111édia? Os valores numéricos para v e i são 40 V e - IO A.
1.6' Um lítro (L) de tinta cobre aproximadamente 10 m' a) Calcule a potência nos tenninais e indique se ela
de parede. Qual é a espessura da camada antes de está sendo absorvida ou fornecida pelo elemento
secar? (Sugestão: 1 L = 1 x 1O' mm'.) no quadrado.
b) Dado que a corrente é devida ao fluxo de elétrons,
Seção 1.4 indique se os elétrons estão entrando ou saindo
1.7 Uma corrente de 1.200 A ílui em um fio de cobre de do terminal 2.
seção transversal circular (raio ;; 1,5 n1n1). A corrente c) Os elétrons ganham ou perdem energia quando
se deve a elétrons livres que se n1ovi1nenta1n pelo 60 passam pelo elemento no quadrado?
a uma velocidade média de v metros/segundo. Se a
1.14 Repita o Problema L.13 com uma tensão de-60 V,
concentração de elétrons é 10-"9 elétrons por n1etro
Clíbico e se eles estão uniforn1e1nente dispersos pelo 1.15 Qu<mdo a bateria de um carro está descarregada, pode
fio, qual é a velocidade média de um elétron? ser possível fu1.ê-lo dar a partida conectando os termi·
1.8 Não é inco1num encontrar correntes na faixa de mi· nais de sua bateria aos terminais da bateria de outro car-
croampêre en1 circuitos eletrônicos. Suponha u1na ro. Os tcrn1inais positivo e negativo de urna ba.teria são
corrente de 35 µA, devido ao íluxo de elétrons. Qual ligados aos tenninais positivo e negativo da outra, res-
é o número médio de elétrons por segundo que pectivamente. A conexão é ilustrada na Figura Pl.l 5.
fluen1 através de uma seção transversal de referência Suponha que a corrente í na Figura P1.15 seja 30 A
fixa perpendicular à direção do fluxo? a) Qual dos carros está con1 a bateria descarregada?
1.9• A corrente que entra no tenninal superior da Figura 1.3 é b) Se ess.'l conexão for nlantida por 1 minuto, quanta
i = 24 cos 4.0001 A. energia será transferida para a bateria descarregada?
SU$ W
12 Circuitos elétricos

Figura Pl.15 i(f.'A}

1.0
0.4 ----- 1
01--'--"--'-...__,__.__.__.__,__.._..,.......,....___.,___
4 8 12 16 20 24 28 n 36 40 44 48 52 56 r(s)
- 0.6
- 1.0
---t..=]-----------
1.16 O f.1bricante de un1a pilha alcalina de lanterna} de
(b)
9 V. afirina que a pilha fornecerá 20 rnA durante 80
horas contínuas. Durante esse ten1po. a tensão cairá
de 9 V para 6 V. Sup<>nha que a queda de tensão seja 1.20 A tensão e a corrente nos terminais do elemento de
f11"l((
linear en1 relação ao tempo. Quanta energia a pilha circuito da Figura 1.3 são zero para J < O. Para I ?: O,
fornecerá nesse intervalo de 80 horas? elas são
l.17' A tensão e a corrente nos terminais do elemento de
circuito da figura l.3 são Zér<> para t < O. Para t 2' o. V = 75 - 75e' 1""" V
elas são i = 50e"1 ·~ 1nA
v = e·50W - e ·•.JOw V
i = 30 - 40e"'"' + 10«''°" mA a) Determine o valor máximo da p<>tência fornecida
ao circuito.
a) Dctennine a potência e1n t = 1 ms.
b) Quanta energia é fornecida ao elemento de cir- b) Determine a energia total fornecida ao elemento.
cuito entre Oe l ms? 1.21 A tensão e a corrente nos terminais do elernento de
tSl'J((
e) Ache a energia total fornecida ao elernento. circuito da Figura 1.3 são
1.18 A tensão e a corrente nos tern1inais do elen1ento de
circuito da Figura 1.3 são zero para t < O. Para t C!: O. V = 36 sen 200rrt V, i =25 cos 200rrt A.
elas são
·v = 400e-•00• sen 2001 V,
a) Determine o valor máximo d;> p<>tência fornecida
i = Se-'"' sen 2001 A.
ao elenlcnto.
a) Determine a potência absorvida pelo elemento b) Octern1inc o valor máxin10 ela potência extraída
C.lll I = IQ 01$.
do elemento.
b) Determine a energia total absorvida pelo elemento.
1.19 A tensão e a corrente nos tenninais do elememo de cir- c) Determine o valor médio de p no intervalo Os t
cuito da Figura 1.3 são mostradas na Fígura Pl.19. :S 5 ms.
a) Desenhe o gráfico da potência versus t para d) Determine o valo.r médio de p no intervalo O:s t
OS t :S 50s. S6,25ms.
b) Calcule a energia fornecida ao elemento de cir-
cuito em t = 4, 12, 36 e 50 s. 1.22 A tensão e a corrente nos tern1inais de uma bateria
Figura Pl.19
""ª de auto1nóvel durante un1 ciclo de carga são mostra·
das na Figura P 1.22.
v(V)
a} Calcule a carga total transferida para a bateria.
LO
b) Calcule a energia total transferida para a bateria.
8
6 Figura Pl.22
4
·v (Y)
2
Of--'--'--+--'--'--'--'--,'-'--'--'--L..L..l.-'-'--''-- 12 ----------
4 16 20 24 28 32 36 40 44 48 52 56 i(s}
-2
- 4
1
1
1
t
'º8
1 1
- 6 1 1
6
1 1 4
-8 1 1
2
- 10 -----
(•) o 4 8 12 16 20 i(ks)
SU$W
Capítulo 1 Variáveis de circuitos 13

b) Determine o valor máxinlO de p em rnili\\'atts.


i(A)
16 e) Dcternljne a energia total fornecida ao elen1ento
14 de cil·cuito em milijoules.
12 1.26'" Os valores numéricos para as correntes e tensões no
10 circuito da Figura Pl.26 são dados na T,,bela Pl.26.
8 1 Deternline a potência total desenvolvida no circuito.
1
6 --r---- - Figura P1.26
4 1
1 + r.·,
2 1 ~ ,, 1--~

o 4 8 12 16 20 i(ks)
+
-j1,
l'I•
it1
1.23 A tensão e a corrente nos ternlinais do ele1nen10 de b
""" circuito da Figura 1.3 s..1o z-ero para t < O. Para t :!: o. 1;, ,.
elas são
,,,
V= (16.0001+20)e·"°' \'

i = ( 1281+0,16)e·..,, A.
,, +

l\1 +
a) E1n que instante a potência n1áxin1a é fornecida
ao elemento? TABELA Pl.26
b) Determine a potência 1náxiJna em \\1aus. Elemento T•nsão(mV) Conente (A)
c) Determine a energia total fornecida ao elemento a 150 0.6
e1n n1ilijoules. b 150 - 1,4
100 -0,8
1.24)1 A tensão e a corrente nos tern1inais do ele1nento de 'ti
""" circuito da Figura 1.3 são zero para t < O e 1 > 3 s. 250 -0,8
No intervalo entre Oe 3 s, as expressões são e 300 -2.0
f -300 t,2
V = 1(3 - 1) V, 0 < 1 < 3 s;
;= 6- 41 mA, O< 1 < 3 s. 1.27 Suponha que você seja o engenheiro encarregado de
tun projeto e um de seus engenheiros subordinados
a) Em que instante a potência que está sendo forne- informe que a interconexão da Figura P1.27 não
cida ao cJerncnto de circuito é 1ná.xirna? passa no teste de potência. Os dados para a intcrco·
b) Qual é a potência no instante encontrado na par· nexão são fornecidos na Tabela Pl.27.
te (a)? a) O subordinado está certo? Explíquc por quê.
e) Em que instante a potência que está sendo extra-
b) Se o subordinado estiver certo, você pode deter-
ída do elc1nento de circuito é n1áxhna?
n1inar o erro nos dados?
d) Qual é a potência no instante encontrado na par·
te (e)? Figura Pl.27
e) Calcule a energia liquida fornecida ao circuito em
I'
O, 1. 2 e 3 s. • _!±
a
1.25 A tensão e a corrente nos tcrnlinais do cle1nento de
+ ••• ,.,
- -
Á

""" circuito da Figura 1.3 são zero para 1 < O. Para 1 ê?: 1. 1,
O, eJas são: b (;
1

V= (10.0001 + S)e"'"' V, 1 i!: O; li. d +


;, 1 •
/;J e 1\: 1~'
i = (401 + 0,05 )e"'°" A, / « O.
+
a) Determine o instante (enl milissegundos) em
que a potência fornccída ao elemento de circui-
to é rná.~irna. ' '·'ii
- -
;, i11

''• <-
SU$W
14 Circuitos elétricos

TABELA Pl.27 Figura Pl.29


E.lc.mcnto Tensilo(kV) Comntc (mA)
a 5,0 -150 a
b 2.0 250

,,e
3,0 200
- 5.0 400 +
e 1,0 - 50 ,..
f 4,0 350
g -2.0 400
-6,0 -350 ... ••• - ..,.
" TABELA Pl.29
•'1

1.28 Os valores numéricos das tensões e correntes na


Elemento Tensão (V) Corrente (mA)
interconexão apresentada na Figura Pl .28 s-ão da·
a 1,6 80
dos na Tabela PI .28. A interconexão satisfaz o teste 2,6
b 60
de potência?
Figura Pl.28
,,' ... 4.2
1,2
-so
20
e 1,8 30
f - 1.s - 40
g
,, -3.6
3.2
-30
- 20
j - 2 14 30

J.30 a) No circuito mostrado na Figura P 1.30, identifi-


que quais silo os elementos que estão absorvendo
e potência e quais estão fornecendo potência. usan ..
I'.: + do a convenção passiva.
b) Os valores numéricos das correntes e tensões
"•+ I'

+
J para cada demento são dados na Tabela P l.30.
Qual é a potência total absorvida e fornec,ida nes-
se circuito?
TABELA Pl.28 figura Pl.30
ii8 + ,... -
Elcmen10 Ttnsilo (V) Corr<nte (µA)
a
• 36 250
b 44 - 250
e 28 - 250
d - 108 100
e - 32 150
f 60 - 350
"•+
- ''1: + +
"
f'1:1 -
g
,,
- 48 - 200 _
,_ _,,__ __, _
80 - ISO
j 80 - 300 TABELA Pl.30
Ele1nento Tensão {mVl Corrente !!!:A)
1.29 Um método de verificar cálculos que envolvem 300 25
elementos de circuito é ver se a potência total for· "b - 100 10
nec.ida é igual à potência total absorvida (princí- e -2<KI 15
pio da conservação da energia). Com isso em d -200 -35
1ncnte. verifique a interconexão d3 Figura P 1.29 e e 350 -25
indique se ela satisfaz_essa verificação de potên· f 200 10
eia. Os valores de corrente e tensão para cada ele·
mcnto são dados na Tabela Pl.29.
8 ,, -250
50
35
- 10
SU$W
CAPÍTULO

Elementos de circuitos 2
Há cinco elementos básicos ideais de circuitos: fontes
SUMÁRIO DO CAPÍTULO
de tensão. fontes de corrente, rcsistorcs.. indutores e capacito-
2.1 Fontes de tensão e corrente rcs. Nt'Ste capítulo, discutimos as características de fontes de
2.2 Resistência elétrica (lei de Ohm) tensão. fontes de corrente e rcsistorcs. Embora esse núrnero
2.3 Construção de um modelo de circuito de elementos possa parecer pequeno para se começar a anali·
2.4 leis de Kirchhoff sar circuitos, muitos sistemas práticos podem ser modelados
2.5 Análise de um circuito que contém fontes apenas com fontes e resistores. Eles também são um ponto de
dependentes partida útil por causa de sua relativa sin1plicidade: as relações
1natc1náticas entre tensão e corrente ern fontes e rcsistores
ti' OBJETIVOS DO CAPÍTULO são algébricas. As.sirn, você poderá con1eçar a aprender as
técnicas b~ís.icas de an~ilise de circuitos apenas con1 ntan_ipu·
1 Entender os símbolos e o comportamento dos lações algébricas.
seguintes elementos básicos ideais de circuitos:
Adiare1nos a apresentaç.âo de indutores e capacitores
fontes independentes de tensão e corrente, fontes
dependentes de tensão e corrente e resistores. até o Capítulo 6, pois sua utilização requer a resolução de
2 Saber enunciar a lei de Ohm, a lei das tensões de equações integrais e diferenciais. Contudo, as técnicas ana·
Kirchhoff, a lei das correntes de Kirchhoff e saber Hticas básicas para resolver circuitos conl indutores e capa·
usá-las para analisar circuitos simples. citores são as mesmas apresentadas neste caprtulo. Portan-
3 Saber como calcular a potência para cada elemento to, no monltnto de n1anipular equações rnais difíceis, você
de um circuito simples e o equilibrio de potência provavclrncntc estará 1nuito familiarizado corn os métodos
para todo o circuito. para cscrcvê·las.

Perspectiva prática
Segurança elétrica
"Perigo - Alta tensão.• Este aviso muito conhecido é co de objetos, como o corpo humano, é bastante complexo
enganador. Todas as formas de energia, incluindo a elétrica, e, muitas vezes, está além de uma compreensão completa.
podem ser perigos,as. Mas não é só a tensão que pode ma- Para podermos prever e controlar fenômenos elétricos, usa-
chucar. O choque de eletricidade estática que você recebe mos modelos simplificadores nos quais uma simples relação
quando anda sobre um carpete e toca em uma maçaneta matemática entre tensão e corrente aproxima as verdadeiras
é irritante, mas nâo machuca. No entanto, aquela faísca é relações existentes entre objetos reais. Tais modelos e méto-
causada por uma tensão centenas ou milhares de vezes maior dos analíticos formam o núcleo das técnicas de engenharia
do que as tensões que podem causar danos. elétrica, que nos permitirão entender todos os fenômenos
A energia elétrica que realmente pode causar ferimen- elétricos, incluindo os que se referem ã segurança elétrica.
tos é devida à corrente elétrica e ao modo como ela flui No final deste capítulo, usaremos um modelo de circui-
pelo corpo. Então, por que o sinal de aviso de alta tensão? to elétrico simples para descrever como e por que as pessoas
Porque, do modo como a energia elétrica é produzida e dis- são feridas por correntes elétricas. Ainda que não seja pos-
tribuída, é mais fácil determinar tensões do que correntes. sível desenvolvermos uma explicação exata e completa do
Além disso, a maioria das fontes elétricas produz tensões comportamento elétrico do corpo humano, podemos obter
constantes, especificadas. Portanto, os cartazes advertem do uma ótima aproximação, usando modelos de circuitos sim·
que é fácil de medir. Determinar se uma fonte pode fornecer pies para avaliar e melhorar a segurança de sistemas e dis-
correntes potencialmente perigosas e sob quais condições positivos elétricos. Desenvolver modelos que proporcionem
isso pode acontecer é mais diftcil porque isso requer que se um entendimento imperfeito, porém adequado, para solu-
entenda de engenharia elétrica. cionar problemas práticos é o âmago da engenharia. Grande
Antes de podermos examinar esse aspecto da seguran- parte da arte da engenharia elétrica, que você aprenderá por
ça elétrica, temos de aprender como tensões e correntes são experiência, está em saber quando e como resolver proble-
produzidas e a relação entre elas. O comportamento elétri· mas difíceis usando modelos simplificadores.
snow
16 Circuitos elétricos

tensão fornecida e a polaridade de referência, como mostro


2.1 Fontes de tensão e corrente a Figura 2.1 (a). De modo semelhante, para espccíílcar com·
pletamente uma fonte de corrente ideal independente, vo~
Antes de discutinnos rontcs ideais de tensão e de corrcn·
deve incluir o valor da corrente fornecida e sua direção de
te, prcci.samos considerar a noture1.a geral das fontes elélricas.
reíerência, como mostra a Figura 2.1 (b).
Uma/011/e elétrica é um dispositivo cap.u de COO\'crter energia
não elétrica cm encrgía elétrica e ,~.,~rsa. Quando uma pi· Os símbolos de cin:uito para as fontes ideais depen·
dentes são mostrados na Figura 2.2. Um losango é us.•do
lha se dcscarrcg;>. con\'crte cnergia quimica cm encrgia elétri·
para representar uma fonte dependente. Tanto a fonte de
ca. ao passo que, quando ela se carrtga. con'~rtc cncrgía
corrente dependente quanto a fonte de tensão dependente
elétrica em encrgia química. Um dínamo é uma máquina quc
podem ser controladas por uma tensão ou por uma corren·
com~c encrgia m«ãnica cm encrgia elétrica c vicc•\'t'1'S3.
te existente cm outro lugar do circuito. resultando. portan·
Quando o dispositi\'o funciono no modo mcclnico-para-elé-
l°'- num total de quatro \'3.riações, como indicam os simbo-
trico, é dcnominado gerado<. Se csli\~r transfonnando encr·
gja elétrica em energia mecânica. n6s o denominamos motor. los na Figura 2.2. Fontes dependentes às são '=
denominadas fo11tts co11troladas.
1' importante lembrar que essas fontes podem liberar ou ab- Para especificar completamente uma fonte de tensão
som~r energia elétrica, em gemi mantendo a tensão ou corrcn·
ideal dependente com controle de tensão. voe~ deve idcnti·
te. Esse comportamento é de particular interesse para a an;\Jise
ficar a tensão de controle, a equação que permite calcular a
de circuitos e resultou na criação da fonte idcul de tensão e da
tensão fornecida a partir da tcns.io de controle e a polarida·
fonte ideal de corrente como elementos lxisic06 de circuito. O
de de referência para a tensão fornecida. Na Figura 2.2(a), a
desafio é modelar fonte$ praticas cm tcm1os dos elementos
básicos ideais de circuito.
Uma fonte ideal de tc11s1lo é um elemento de circuito que
mantén1unln tensão prescritnc1n seus tcrn1inais indcpcndcn·
tcrnentc dn corrente que flui neles. De maneiro se1nclh3ntc.
uma fonte ide11/ de com:llle é um elemento de circuito que
n1anté1n unia corrente prescrita crn seus tcnninais indcpcn· v, + 1, 1
dcntc1ncntc da tcns~o neles. Esses clcnlcntos de circuito não
existem como dispositivos prnticos - são modelos ideal;,,..
dos de fontes de tensão e corl'Cntc reais.
Usar um modelo ideal para fontes de corrente e tensão
(a) (b)
inlpõc uma restrição hnporllullc no rnodo corno podc1nos
dcscrcv~~Jo em lingungc1n rnatcnlática. Con10 uma íonte FigurJ 2.1 ..t. Simbolos de circuito para (i) uma fonte de tensJo ideal
ideal de tensão proporciona uma tensão estável, mesmo independente e (b) uma fonte de corrente ideal independente.
que a corrente no elemento varie, é impossível especificar a
corrente de uma fonte ideal de tensão como uma função de
sua lensão. Da mesma forma, se a únlc..1 iníor1nação que
você ti\'Cr sobre uma fonte ideal de corrente for o valor da
corrente fornecido, ser:\ impossível dct<rmina.r a tensão da·
quela fonte de corrente. Sacrificamos nossa capacidade de 1, =av.K t
relacionar tensão e corrente cm u1n11 fonte pn\tica pela sim-
plicidade de usar fontes ideais cm análise de circuit06.
Fontes ideais de tensão e corrente podem ainda serdes·
critas COlllO fontes independentes ou fontes dependentes. (a) (<)
Uma .fo111e inde,,.11de11te est~lccc uma tensão ou corrente
cm um circuito sem depender de tensões ou correntes exis·
tentes cm outr06 lugares do circuito. O \'alor da teruão ou
corrente fornecida é cspecillcado apcn:IS pelo valor da fonte
indcpendenrc. Ao contr.lrio. uma/0111c de{J<11de11te cstabekcc
uma tcruão ou comntc cujo valor depende do valor de uma
tensão ou corrente cn1 outro lugar do circuito. Você não pode
especificar o valor de tuna fonte dependente n mCl\0$ <1uc co-
nheça o valor da tens.'lo ou corrente da quru ela depende.
Os símbolos de circuito para as fontes ideais indcpcn· (b) (d)
dentes são mostrados na Figura 2. l. Observe que é usado
uni círculo para representar u1na fonte independente. Para figura 2.2 ..t. SímboCos de circuito para (a) uma fonte Sdtal de ttnSlo com
contiole de tensão. (b) uma fonte ideal de tensão com controle de
especificar completamente umn fonte de tensüo ideal indc· torrente. (e) um~ fonte ideoill de corrente com controle de tens.ão e (d)
pendente ern unl circuilo. voe~ tcnl de Incluir o valor da uma fonte ideal de corrente com controle de corrente.
SU$W
Capitulo 2 Elementos de circuitos 17

tensão de controle é denominada v,, a equação que deter· a di.reç-lo de referência é a indicada e a conStante 111ultipl.icativa
rnina a tcns..io fornecida V 1 é a tem a dimensão amperes por voll. Na figura 2.2(d), a cor-
v, = µvJ(.. rente de controle é iX' a equação para a corrente fornecida i, é

e a polaridade de referência para v, é a indicada. Observe


queµ é uma constante n1ultiplicativa adin1ensional. a direção de referência é a indicada e a constante multipli-
Existc1n requisitos se1nelhantes pa.ra especificar com· cativa f3 é adi1nensional.
plctamentc as outras fontes ideais dependentes. Na Figura Por fim, cm nossa discussão sobre fontes ideais,, obscn'll-
2.2(b), a corrente de controle é i,, a equação para a tensão n1os que elas são exe1nplos de elen1entos ativos de circuito.
fornecida v, é Um eleme11to ativo é aquele que modela um dispositivo capaz
'V,= pi.., de gerar energia elét:rica. Elenrento$ passivos n1odelan1 dispo·
a polaridade de referência é a indicada e a constante multi- sitivos físicos que não podem gerar energia elétrica. Resisto-
plicativa p tem a diinensão volts por a1npêrc. Na Figura res, indutores e capacitores sáo cxernplos de elen1cntos passi·
2.2(c), a tcn$.'\O de controle é v,. a equação para a corrente vos de circuito. Os exemplos 2.1 e 2.2 ilustram con10 as
fornecida'~ é características de fontes ideais independentes c dependentes
li1nita111 os tipos de interconexões perrnissíveis das fontes.

Exemplo 2.1 Teste de interconexões de fontes ideais


Usando as definições de fontes de tensão e corrente A conexão (c) não é permissível. Cada fonte fornece
ideais independentes, diga quais das interconexões da Fi- tensão pelo mes1no par de terrninais. deno1ninados a.b.
gura 2.3 são permisslveis e quais infringen1 as restrições Isso exige que cada u1na delas forneça a 1nesrna tensão
irnpostas pelas fontes ideais. con1 a mesn1a polaridade, e isso elas não faze1n.
A conexão (d) não é permissível. Cada fonte fornece
Solução corrente pelo n1esmo par de ternlinais. denominados n,b.
A conexão (a) é válida. Cada fonte fornece tensão Isso exige que cada tuna delas forneça a mesn1a corrente,
pelo 1nesn10 par de tcnninais, denominados a,b. Isso c:<i· na n1esnla direção, o que elas não faze1n.
ge que cada uma delas forneça a mesma tensão com a A conexão (c) é válida. A fonte de tensão fornece
mesma polaridade, que é o que elas fazem. tensão pelo par de terminais. denominados a,b. A fonte
A conexão (b) é válida. Cada fonte fornece corrente de corrente fornece corrente pelo 1nes1no par de termi·
pelo nlesn10 par de ter1nina.is, denomi_nados a,b. Isso re· nais. Corno uma fonte ideal de tensão fornece a n1es1na
quer que cada urna delas forneça a mesma corrente na tensão independentemente da corrente e uma fonte ideal
mes1na dirc~io. que é o que elas fazem. de corrente fornece a mesma corrente independente·
Jnente da tensâ~ esta é tuna conexão per1nis.sível.

SA 2A SA
a •
IOV IOV JO V sv

b b b
(a) ( b) (c) (d) (e)

Figura 2.3 .&. Circuitos P<I'ª o Exemplo 2.1.

Exemplo 2.2 Teste de interconexões de fontes ideais independentes e dependentes


Usando as definições de fontes ideais independentes Solução
e dependentes, diga quais das interconexões da Figura
2.4 são válidas e quais infringem as restrições impostas A conexão (a) é inválida. Tanto a fonte independente
pelas fontes ideais. quanto a dependente fornecem tensão pelo mesmo par
SU$W
18 Circuitos elétricos

de ternlinais, denon1inados a,b. Isso requer que cada dente fornece corrente pelo par de tenninais denon\inados
uma delas forneça a mesma tensão com a mesma polari- 11,b. A fonte de tensão dcpcnderlle fornece tensão pelo mes-
dade. A fonte independente fornece 5 V, mas a fonte de- mo par de terminais. Corno urna fonte ideal de corrente for-
pendente fornece 1S V. nece a 1nesma corrente independente1nentc da tens.!\o. e
A conexão (b) é válida. A fonte de tensão independen- unia fonte ideal de tensão fornece a n1cs1na tcnsclo indcpen·
te fornece tensão pelo par de terminais denominados a,b. A dcntcrncnte da corrente, essa é u1na conexão pcrfnissh•cl.
fonte de corrente dependente fornece corrente pelo mesmo A conexão {d) é inválida. Tanto a fonte independen-
par de tcrn1inais. Con10 uma fonte ideal de tensão fornece a te quanto a dependente fornecem corrente pelo 1ncs1no
n1cs1na tensão i_ndependente1ncntc da corrente, e unia fonte par de ter1ninais) dcnonlinados a)b. Isso requer que cada
ideal de corrente fornece a mesma corrente indcpendcntC'- un'la delas forneça a mesma corrente na mcs1na d ireção
mcntc de tcns.i<>i, essa~ tuna conexão permissível. de referência. A fonte independente fornece 2 A, mas a
A conexão (c) é válida_ A fonte de corrente indepen- fonte dependente fornece 6 A na direção oposta.
a a
li
"
11=3v, t; = 4 Íx i, = 3 (r;

b b ,,
(a) (e) (d)
Figura 2.4 4 Circuitos para o Exemplo 2.2.

V' PROBLEMAS PARA AVALIA ÃO


Objetivo 1 - Entender elementos básicos ideais de circuito

2.1 Para o circuito n1ostrado. 2.2 Para o circuito 1nostracloJ


a) Qual é o valor de v, requerido para que a in- a) Qual é o valor de a requerido para que a in-
lcrconcxão seja válida? terconexão seja válida?
b) Para esse valor de v,, determine a potencia as- b) Para o valor de a calculado na parte {a), dc-
sociada à fonte de 8 A. tern1ine a potência associada à fonte de 25 V.

Resposta: (a) -2 V; Resposta: (a) 0,6 A/V;


(b) - 16 W (16 W fornecidos). (b) 375 W (375 W absorvidos).

- ;,

+
;,, + ,.
4
'
i SA IS A
+
25V

J'IOTA: Tente rcso/,-er tnn1bé111 os proble11uu 2.2 e 2.3, aprosentados "ºfinal deste capitulo.

2.2 Resistência elétrica ~


R

(lei de Ohm) Figura 2.5 Ã Simbolo de circuito J>i"1 um resistor com uma resistência R.

Resisti!ncia é a capacidade dos materiais de impedir o flu- Con10 conceito, podcn1os entender resistência se ima-
xo de corrente ou. mais especificamente. o fücxo de carga elétri- ginarn1os os elétrons que co1npõem a corrente elétrica inte-
ca_ O elemento de circuito usado para modelar esse comporta- ragindo co1n a estrutura atôn1ica do n1atcrial no qua] estão
n1ento é o resistor. A Figura 2.5 ntostra o shnbolo de circu.ito se movin1entando. a qual) por sua vez, resiste a eles. No de-
para o resistor, onde R denota o valor da resistência do resistor. curso dessas interações, un1a parte da energia elétrica é
SU$W
Capítulo 2 Elementos de circuitos 19

converlida en1 energia térrnica e dissipada sob a fonna de corrente. Contud~ expressar a corrente con10 uma função
calor. Esse efeito pode ser indesejável. Contudo, muitos dis· da tensão também é conveniente. Assim, pela Equação 2.1,
positivos elétricos úteis aproveitam o aquecimento de resis·
i= ~· (2.3)
tências~ tais con10 fogõe-s, torradeiras, ferros de passar e
ou, pela Equação 2.2,
aquecedores de a1nbicntes.
. V
A maioria dos materiais exibe rcsist·ência 1ncnsurávcl • = -lf· (2.•>
à corrente. A quantidade de resistência depende do mate· O inverso da resistência é denorninado co11dutá11cia,
riaJ. Metais como cobre e aJun1ínio tên1 vaJores pequenos simbolizada pela letra G e medida em siemens (S). Assim,
de resistência, tornando·os boas opções de flaç.1.o para
condução de corrente elétrica. Na verdade, quando G =7f s. (2.5)
condutores de cobre ou alu1nínio são representados c1n um Um resistor de 8 Q tem um valor de condutância de
diagrama do circuito, eles, cm gcraL não são modelados 0,125 S. En1 grande parte da literatura profissional a unida·
con10 resistorcs; a resistência do fio é tão pequena e1n co1n· de usada para condutância é o mho (ohm ao contrário).
paração co1n a resistência de outros elementos no circuito que é simbolizada por um ómega invertido (U). Portanto,
que podemos desprezá-la para simplificar o diagrama. tan1bé1n pode 1nos afirn1ar que um resistor de 8 n ten1 un1a
Para fins de análise de circuitos, deven1os referir a cor· condutância de 0. 125 mho, ( U).
rente no resistor à tensão tern1inal. Poden1os fazer isso de Usan1os resistores ideais ent análise de circuitos para n10-
dois modos: na direção da queda de tensão no resistor ou delar o comportamento de dispositivos físicos. Usar o adjetivo
na direção da elevação de tensão no resistor. como mostra ideal nos faz lembrar que o modelo do rcsistor adota \'Úrias
a Figura 2.6. Se cscolhernJos a primeira, a relação entre a pren1issas simplificadoras sobre o comportan1ento dos dispo·
tensão e a corrente é sitivos resisth·os reais. A n1ais i1nportante dessas prernissas
simplificadoras é que a resistência do rcsistor ide.U é constante
v= iR (2.1)
e seu valor não varia ao longo do tempo. A 1naioria dos dispo·
(Lei de Ohm) sitivos resistivos reais não ten1 resistência constante e, na ver·
dadc. suas resistências variam con1 o ternpo. O 1nodelo do rc·
onde sistor ideal pode ser usado para representar um dispositivo
V= a tensão en1 volts.
tisico cuja resistência não varia 1nuito en1 relação a algum va·
i = a corrente e1n a1npêres,
lor constante, no período de tempo de intercs.<e da análise de
R = a resistência cn1 ohms.
circuitos. Neste livro. admitimos que as premissas simplifica-
Se escolhcrn1os o segundo 1nétodo, deven1os escrever doras adotadas para dispositivos de resistência são válidas e,
v = -iR, {2.l)
as.-sin1, usamos resistore,s ideais em análise de circuitos.
Pode1nos calcuJar a potência nos tenninais de un1 re·
onde v, i e R são. co1no antes. medidas em volts. a1npCrcs e sistor de várias maneiras. A prin1cira abordagem é usar a
ohms, respccth•amentc. Os sinais algébricos utilizados nas
equação definidora e simplesmente calcular o produto en·
equações 2. Le 2.2 são urna conseqi.iência direta da conven~ tre tensão e corrente no tern1inal. Para os si-sten1as de refe.
ção passiva. que apresentan1os no Capítulo 1. rência n1ostrados na Figura 2.6, escrevemos
As equações 2.1 e 2.2 são conhecidas como lei de Ohm, p =vi (2.6)
nome que se deve a Gcorg Sin1on Ohm, um físico alemão
quando v = i R e
que clen1onstrou a validade delas no início do século XIX.
p =-vi (2.7)
A lei de Oh1n é a relação algébrica entre tensão e corrente
quando v = - i R.
para um rcsistor. En1 unidades do SI, a resistência é n1cdida
Um seglmdo n11.<todo para expressar a poiência nos tenlli·
em ohms. A letra grega ômega (Q) é o símbolo padrão para
nais de wn resistor expressa potência em tennos da corrente e da
o ohn1. O diagran1a de circuito para un1 resistor de 8 Q é
resistência. Substituindo a Equação 2.1 na Equação 2.6, obtemos
n1ostrado na Figura 2.7.
A lei de Ohm expressa a tensão como uma função da p =vi = (i R)i
portanto
p~PR. (2.8)

(Potência em um re5i5tor em tenno5 de corrente)


Da mesma forma, substituindo a Equação 2.2 na
'V = - iR Equação 2.7, temos
Figur& 2.6 .à Duas possíveis opções de refe rênci.a para a corrente e a p = -vi = -(-iR)i = i'R. (2.9)
tensão nos terminais de um resisto1, e as equações <esuttantes. As Equações 2.8 e 2.9 são idênticas e demonstram dara·
mente que, independentemente da polaridade da tens.io e da di·
~
sn reção da corrente, a potência nos tcnninais de um rosistor é posi·
Figura 2.7 4 Diagrama de circuito pata um resistor de 8 Q. tiva. Por conseguinte, un1 rcsistor absorve potência do circuito.
SU$ W
20 Circuitos elétricos

Um tercei_ro método de expressar a potência nos ter 4


p= v'G. (2.12)
1u1nais de um rcsistor é eni tern1os da tensão e da rcsistên·
As equações 2.6-2.12 proporcionain u1na variedade
eia. A expressão é independente das referências de polari-
de métodos para calcular a potência absorvida por um re-
dade, portanto
sistor. 'fodos dão a mes1na resposta. Quando analisar um
v' (2.10) circuito, examine as inforn1açôes dadas e escolha a equaç.ão
p=-
R de potência que usa essas inforntaçõe.s diretamente.
(Potinâa em um resistor tm termos dt tensão) O Exemplo 2.3 ilustra a aplicação da lei de Ohm em
conjunto con1 un1a fonte ideal e un1 resistor. Ta1nbén1
Âs vezes o valor de unl resistor será expresso como
un1a condutância cm vez de u1na resistência. Usando a rc·
são ilustrados cálculos de potência nos terminais de un1
lação entre resisténcia e condutância dada na Equação 2.5. rcsistor
também podemos escrever as Equações 2.9 e 2. LO em ter- Agora que já apresentamos as características gerais
n1os da condutância. ou de fontes e rcsistores ideais. mostrarcn1os con10 utilizar
esses elcn1entos para construir o 1nodelo de circuito de
(l.I t) um sisterna prático.

Exemplo 2.3 Cálculo de tensão, corrente e potência para um circuílo resistivo simples
Em cada circuito da Figura 2.8, o valor de vou dei é b) A potência consun1ida en1 cada un1 dos quatro
desconhecido. resistorcs é
a) Calcule os valores de ve i.
p.., = <3 >
' = (1 )'(8) = 8 w,
b) Determine a potência consumida em cada resistor. 8

Pw =(50)'(0,2) = SOO W,
Solução
a) A tensão v, na Figura 2.S(a) é uma queda na direção
da corrente no resistor. Portanto, P>Ofl =
(-20)' = (1)' (20)
20 E 20 w,
v, = ( l)(8) = 8 V.
A corrente i., no resistor que ten1un1a condutância de p,,0 (50)' = (-2)(25)
=2'5 ' = 100 W..
0,2 S na Figura 2.8(b) está na direção da queda de ten-
são no resistor. Asshn.
+
i• = (50)(0,2) = 10 A.
1A t~ $0. SQV
'"1
0.2 s
A tensãov, na Figura 2.8(c) é uma elevação na direção
da corrente no rcsistor. Daí,
(a) (b)
v, = -(1)(20) = -20 V.
A corrente i, no resistor de 25 Q da Figura 2.8(d)
está na direção da elevação de tensão no rcsistor.
cp•A ~ 2onf SO\' 2sn
'"•t
Portanto (e) (d)

Figura 2.8 •Circuitos paía o Exemplo 2.3.

V' PROBLEMAS PARA AVALIAÇÃO


Objetivo 2 - Saber enunciar e uti(izar a lei de Ohm

2.3 Para o circuito mostrado, b) Sei,= 75 mA e a potência liberada pela fonte


a) Se v, = 1 kV e;,= 5 mA, determine o valor de de tensão é 3 W, deter1nine vi' R e a potência
R e a potência absorvida pelo rcsistor. absorvida pelo re.sistor.
SU$W
Capitulo 2 Elementos de circuitos 21

c) Se R = 300 Q e a potência absorvida por R é b) Se v, = 1S V e a potência entregue ao condutor


é 9 W, determine à condutância G e a corrente
.--,
480 mW, dctcr1ninc it e v$'.
da fonte'~ .
e) Se G = 200 µS e a potência liberada para a
condutância é 8 W, determine ;, e v1 .

+
R +
G
"'
Resposta: (a) 200 kQ, 5 W;
(b) 40 V, 533,33 Q, 3 W;
(c)40 mA, 12 V. Resposta: (a) 10 V, 5 W;
(b) 40 mS, 0,6 A;
2.4 Para o circuito mostrado,
(e) 40 mA, 200 V.
a) Se ;, = 0,5 A e G = 50 mS, determine v, e a
potência liberada pela fonte de corrente.
NO"J'A: Tente resolver tan1bén1 os proble111as 2.6 e 2.8. apres.ttttados 110 final deste capítulo.

2.3 Construção de um modelo ridas para resolver circuilos, você também precisará de ou-
tras habilidades na prática da engenharia elétrica. e unla
de circuito das mais i1nportantcs é a de ffl:odelagem.
Descnvolvcrnos nlodc1os de circuitos nos dois excrn-
Já aArman1os que uma das razões do interesse nos ele· plos seguintes. No Exemplo 2.4, construímos um modelo
mentos básicos de circuito é que eles pode1n ser utilizados de circuito baseado no conhecimento do coinportarnento
para construir modelos de sistemas práticos. O trabalho dos con1ponentes do sistema e no nlodo con10 eles e.stão
pa_ra desenvolver urn [nodelo de um dispositivo ou sístema interconectados. No Exemplo 2.5, criamos um modelo de
é tão con1plexo quanto o exigido para resolver o circuito circuito medindo o comportamento do terminal de um
derivado. En1bora este livro dê ênfase às habilidades reque· dispositivo.

Exemplo 2.4 Construção de um modelo de circuito para uma lanterna

Solução dade de energia elétrica convertida cm energia térmica,


ele não prevê quanto da energia térn1ica é convertido
Escolhemos a lanterna para ilustrar um siste1na prá- em energia lunlioosa. No entanto, o resistor usado para
tico porque seus componentes são bem conhecidos. representar a lân1pada prevê a drenagcnl continua de
Quando u1na lanterna é considerada co1no um sis- corrente das pilhas, uma càracteristiCà do sistema que
tema elétrico. os componentes de interesse prin1ordial tan1bénl é de interesse. Neste 1nodelo, R1 silnbolíza a re·
são as pilhas, a lâ1npada, o conector, o invólucro e o sisténcia da lân1pada.
interruptor. Varnos considerar o modelo de circuito para O conector usado na lanterna desempenha um du-
e.ada con1poncntc. plo papel. Em primeiro lug;r. fornece um caminho elétri-
U1na pilha alcalina 1nanté1n uma tensão razoavel· co condutivo entre as pilhas e o invólucro. En1 segundo
1nente constante no terminal, se a de1nanda de corrente lugar, ele é formado por un1a n1ola, de n1odo que tan1bé1n
não for excessiva. Assim, se a pilha estiver funcionando pode aplicar pressão mecânica ao contato entre as pilhas
dentro dos limites pretendidos, podemos modelá-la e a lâmpada. O propósito dessa prt.ssão n1Ccânica é man·
conlO u1na fonte ideaJ de tensão. Então, a tensão prescrita ter o contato entre as duas pilhas e entre as pilhas e a
é constante e igual à soma dos valores de duas pilhas lân1pada. Por conseqüência~ ao e.scolher o 1naterial con·
alcalinas. dutivo do conector, poderemos perceber que suas pro-
O objetivo principal de uma lâmpàda é emitir priedades mecânicas são mais importantes, para o proje·
energia lu1ninosa, obtida pelo aquecin1ento do seu fila· to da lanterna, do que suas propriedades clélricas. Sob o
n1ento a urna te1nperatura alta o suficiente para provo· ponto de vista elétrico, podemos modelar o conector
car radiàção na faixa da luz visível. Podemos modelar a como um resistor ideal, denominado R1•
lâmpada com un1 resistor ideal. Observe que, nesse O invólucro tan1bé1n cun1prc un1a finalidade mcdt·
caso, e1nbora o resistor seja o responsável pela quanti· nica e lllna fi11al_idade elétrica. Do ponto de vista n1ecâni·
SU$W
2 2 Circuitos elétricos

co, ele contém todos os outros co1nponentes e proporcio· con10 n1ostra a Figura 2.10. O ter1ninal positivo da se·
na ao usuário um modo fácil de segurar a lanterna. Do gunda é conectado a um dos termlJ1ais da lâmpada. O
ponto de vista clêtrico, ele proporciona uma conexão en- outro terminal da lâmpada faz contato com um lado do
tre os outros elen1cntos da lanterna. Se o invólucro for de interruptor. e o outro lado do interruptor está conectado
1netal, ele conduz a corrente entre as pilhas e a lâ1npada. ao in\•ólucro rnctálico da lanterna. Entã~ o invólucro
Se for de plástico, uma chapa estreita de metal dentro rnetálico é conectado ao tcnninal negativo da priJncira
dele conecto o conector de mola ao interruptor. Seja pilha, por meio de uma mola de metal. Observe que os
como for. u1n rcsistor ideal, que deno1ninan1os R0 111odc· elen1entos for1na1n urn can1inho. ou circuito, fechado.
la a conexão elétrica fornecida pelo invólucro. Você pode ver o caminho fechado formado pelos ele-
O componente final é o interruptor. Em termos de ele· mentos conectados na Figura 2.10. A Figura 2.11 mostra
tricidade, ele é um dispositivo de dois estados: está LIGA- um modelo de circuit<> para a lanterna.
DO (ON) ou DESLIGADO (OFF). Um interruptor ideal
não oferece resistência à corrente quando está no estado Ll ·
GADO (ON), mas oferece resistência infinita à corrente
quandc>está no estado DESLIGADO (OFF). Esses dois esta-
dos representa1n os valores-Ji1nites de-um resistor; isto é~ o
estado LIGADO (ON) corresponde a um resistorcom valor 'l'cnuinial
numérico zero, e o estado DESLIGADO (OFF) cc>rresponde do fibincnt
a un1 resistor com valor ntunérico infinito. Os dois valores
extremos recebem os nomes descritivos curto·cin:.11ito (R =
lnltrruplor Jc!liiantc
O) e circuito aberto (R = ~). As Figuras 2.9(a) e (b) mostram
a representação gnlfiea de um curio-circuito e de um circui-
to aberto, respectivamente. O símbolc> mostradc> na Figura
2.9(c) representa o fato de que um interruptor pode ser um
curto·circuito ou um circuito aberto, dependendo da posi-
ção de seus contatos.
Construiremos agora o modelo de circuito da lan·
terna. Corneçando com as pilhas, o tenninal positivo da
prin1cira é conectado ao ter1ninal negativo da seguoda,

- -
(a)

(b) figura 2.10 A Oananjo dos compontntes da lantem<i.

DllSLIGADO
._/__.
LIGADO
(e)

figure 2.9 Ã Sfmbolos de circuito. (a) Curto-circuito.


(b) Circuito aberto. (e) Interruptor. Figurci 2.11 Ã Modelo de circuito para uma lantefna.

Podemos, com o nosso exemplo da lanterna, fazer algu- Em segundo lugar, mc>delos de circuitos talvez pre-
mas obser\'OÇôes gerais sobre mooelagem: cm primeiro lu- cise1n levar em conta efeitos elétricos indesejáveis, bem
gar, ao desenvolver u1n rnodelo de circuito, o con1portan1en· co1no desejáveis. Por exe111plo, o calor resultante da resis·
to elétrico de cada componente flsico é de primordial tência da lâmpada produz a luz, um efeitc> desejado. To-
interesse. No modelo da lanterna, três componentes flsicos davia, o calor resultante da resistência do invólucro e da
rnuito diferentes - urna lân1pada, uma n1ola e urn invólucro 1nola representa u1n efeito indesejado ou parasita. Oca·
de n1etal - são todos representados pelo n1esn10 elernento lor drena as pilhas e não produz nenhun1 resultado útil.
de circuito (um resistor) porque o fenômeno elétrico que Tais efeitos parasitas devem ser considerados sob pena de
ocorre em cada um deles é o mesmo. Cada um apresenta o mc>dclo resultante não representar adequadamente o
un1a resistência à passagcn1 da corrente pelo circuito. siste1na.
Sn$ W
Capitulo 2 Elementos de circuitos 23

Por fim. 1nodelage1n requef aproxJ1nação. Mes1no no


sistema básico representado pela lanterna, adotamos pre-
2.4 Leis de Kirchhoff
missas simplificadoras no desenvolvimento do modelo de Diz-se que um circuito está resolvido quando a tensão
circuito. Por exe1nplo, admitinloS um interruptor ideal 1nas, nos terrninais de cada elernento e a corrente corresponden·
na prática, a resistência de contato pode ser alta o suficiente te foran1 detenninadas. A Jei de Ohn1 é u1na equação in1·
para interferir com o funciona.1ncnto adequado do sistcnla. portante para derivar essas soluções. Contudo, essa lei pode
Nosso modelo não prevê esse comportamento. Além disso, não ser suficiente para dar uma solução completa. Como
adnlitin1os que a mola conectora exerce pressão suficiente vcre1nos ao tentar re.s olvct o circuito da lanterna do Exen1·
para clinlinar qualquer resistência de contato entre as pi· pio 2.4, precisamos usar duas relações algébricas mais im-
lhas. Nosso modelo não prevê pressão inadequada. Utiliza- portantes, conhecidas como leis de Kirchhoff, para resolver
mos uma fonte ideal de tensão, portanto ignoramos qual- a maioria dos circuitos.
quer dissipação interna de energia nas pilhas) que poderia Con1cçan1os dtsenhando novamente o circuito con10
resultar no aquecirnento parasita que acaba1nos de 1ncncio· mostra a Figura 2.14, com o interruptor no estado LIGADO
nar. Podcríanlos levar isso crn conta adicionando unl rcsis- (ON). Observe que também rotulamos as variáveis corrente e
tor ideal entre a fonte e o rcsistor da lámpada. Em nosso tcns.-lo associadas a cada rcsistor e a corrente associada à fonte
n1odclo, adn1itim0$ que a perda interna é desprezível. de tensão. O rótulo inclui também as polaridades de referên-
Ao modelar a lanterna con10 urn circuit<» tínhan1os cia, con10 sen1pre. Por conveniência. acrescentamos aos rótu·
cntcndin1cnto básico e acesso aos co1nponcntcs i.ntcmos do los de tensão e corrente o mesmo índice dos rót\llos dos resis-
sistema. No entanto, às vezes só conhecemos o comporta· torcs. Na Figura 2.14, também eliminamos alguns dos pontos
rnento do tcnninal ele un1 dispositivo e ten1os de usar essa que represe.nlava1n lenninajs na Figura 2.J 1 e jnserin1os nós.
informação para construir o modelo. O Exemplo 2.5 exa- Pontos tenninais são os pontos inic.iais e finais de un1 clernen·
mina tal problema de modeh1gem. to il1dividual de circuito. Um 116 é um ponto no qual dois ou

Exemplo 2.5 Construção de um modelo de circuito baseado em medições em terminais


A tensão e a corrente são medidas nos terminais Solução
do dispositivo ilustrado na Figura 2.12(a) e os valores A representação gráfica da tensão como uma fun-
de v, e;, estão tabulados na Figura 2.l2(b). Construa ção da corrente resulta no gráfico mostrado na Figura
um modelo de circuito do dispositivo que está dentro 2. 13(a). A equação da reta nessa figura ilustra que a ten·
do quadrado. são no terminal é diretamente proporcional à corrente.
i;(V) i,(,\) v, = 4i,. Em termos da lei de Ohm. o disposítivo dentro

+
-
'• -40
-20
- LO
-s
do quadrado se comporta como um resistor de 4 Q.
Pórtanto, o 1nodelo para esse dispositivo é um resistor
de 4 Q, como vemos na Figura 2.13(b).
t1 Dispositivo o o \Toltarcn1os a essa técnica de utilização das caractc·
20 5 rístic.as tern1inais para construir um modelo de circuito
40 LO depois da apresentação das leis de Kirchhoff e da análi-
se de circuitos.
(a) (b)

Figure 2.12 ... (a) Dispositivo e (b) dados para o Exemplo 2.S.

v,(V)
40
-+
1,

'V, 4Ú
- 10 - 20
• i,(A)
- 40 -
(a) (b)
Figura 2.13 4 (a) Valores de v, venvs ;, para o dispositivo da figura 2.12. (b) Modelo
de circuito para o dispositivo da Figura 2.12.

l./071\: A\.·alie seu e11tendi1ne11to desse exeu1plo tent1111do resol~·er os proble1tJflS 2.10 e 2.1 J. apresentados uo final de.$lt capitulo.
SU$W
24 Circuitos elétricos

d A aplicação da lei das correntes de Kirchhoff aos qua-


tro nós do circuito mostrado na Figura 2.14, usando a con-
+ venção de que correntes que saem de um nó são considera-
.. ..
,, 1 ,., R, das positi\las, resulta en1 qua1ro equações:

- ;,
- ,., + + •:
~( ' n6n ;, - il = O, (2.16)
nób ;, + i, =O, (2.17)
R, b R,
" ' nóc - i,- i, =O, (2.18)
Figura 2.14 ..._ "1odelo de circuito da lanterna com variáveis dtsignadas nód i, - i, =O. (Z.19)
de tensão e corrente.
Observe que as Equações 2.16-2.19 não são um con-
n1ais elcnlentos de circuito se unen1. Para usar a lei das junto independente porque qualquer unla das quatro p<,>de
correntes de Kirchhoffé necessário identificar nós, como vere- ser derivada das outras três. En1 qualquer circuito con1 n
n1os crn breve. Na Figura 2.14. os nós são rotulados a, b, e e d. nós, 11 - 1 equações independentes podem ser derivadas da
O nó d conecta a pilha e a lâmpada e se estende até a parte lei das correntes de Kirchhofr. Vamos despre-tar a Equação
superior do diagrama, embora tenhamos rotulado um único 2.19 para terrnos seis equações independentes, ou seja.
ponto por conveniência. Os pontos dos dois lados do inter- equações 2.13- 2. 18. Precisarnos de rnais un1a, que pode·
ruptor indicarn seus terminais. n1as precisa1nos apena.~ de un1 mos derivar da lei dos tensões de Kirchhoff.
para repre,sentar un1 nó. portanto só un1é denon1inado nó e. Antes de enunciar a lei das tensões de Kirchhoff, deve-
No cjrcuito n1ostrado na Figura 2.14, pode1nos identi.G· mos definir um e11minho fechado ou faço. Começando em um
car sete incógnitas: i., i1, i" i1> v 1• v, e v,. Lc1nbre-se de que v, é nó escolhido arbitrariamente, traçamos um caminho fechado
uma tensão conhecida porque representa a soma das tensões percorrendo um trajeto que passa pelos elementos básicos de
nos tern1inais das duas pilhas, u.n1a tensão constante de 3 V. O circuito selecionados e retorna ao nó original sem pa~ar por
problen1a é deternl.inar as sete variáveis desconhecidas. Pela qualquer nó intermediário mais de uma vez. O circuito mos-
álgebra, você sabe que, para determinar rr quantidades desco- trado na Figura 2.14 te1n so111ente u1n ca111inho fechado ou
nhecidas, ou incógnitas, você tc111 de resolver n equações si- laço. Por exemplo, escolhendo o nó a como ponto de partida e
multâneas independentes. Pela nossa discussão da lei de Ohm fazendo o trajeto no sentido horário, formamos o caminho
na Seção 2.2, você sabe que três das equações nece$Sárias são: fechado passando pelos nós d, e. b e voltando ao n6 n. Agora
pode1nos enunc,iar a lei das tensões de Kirclrhoffi
v, = i 1R1, (2.13)

V, e i,R.0 (2.14) Lei das tensões de KU-ch,hoff (LTK): A soma algébrica


(Z.1))
de todas as tensões ao longo de qualquer caminho fe-
chado cm um circuito é igual a zero.
E as outras quatro equações?
Para usar a lei das tensões de Kirchhoff> devemos designar
A interconexão de elcrnentos de circuito impõe lirni-
um sinal algébrico (direção de referência) a cada tensão no
taçôes à relação entre as tensões e correntes nos terminais.
laço. À medida que traçamos um caminho fcd>ado, aparecerá
Essas limitações são denominadas leis de Kirchhoff, nome que
uma queda ou mna elevação de tensão na direção que escolhe-
se deve a Gustav Kirchhoff, o prin1eiro a enundá·las ern un1
mos. Atribuir urn sinal p~itivo a uma elevação de tcns.;o signi·
artigo publicado cm 1848. As duas leis que deternlinam as li-
fica atribuir urn sinal negativo a unia queda de tensão. De outra
n1itaçõcs cm li.nguagcn1 matemática são conhecidas como a lei
forn1a, atribuir um sinal negativo a uma elevação de tensão sig·
das correntes de Kirchhoffe a lei das tensões de Kirchhoff.
nifica a1ribuir tun sinal positivo a urna queda de tensão.
Agora, podemos enunciar a lei dns correrrll1$ de Kirchhoff: Aplicamos, agora, a lei das tensões de Kirchhoff ao cir-
cuito mostrado na Figura 2.14. Escolhemos traçar o cami-
Lei das correntes de Kircbhoff (LCK): A soma algébri- nho fechado em sentido horário, designando um sina.1algé-
ca de todas as correntes em qualquer nó de um circuito brico positivo às quedas de tensão. Con1cçando no nó dJ
é igual a zero. te_1nos a expressão
Para usar a lei das correntes ele Kirchhoff, deve-se de- v1 -v,+v, -v,= O (2.ZO)
signar un1 sinal algébrico, correspondente à direção de re- que representa a sétima equação independente necessária
ferência, para cada corrente no nó. Atribuir um sinal posi- para encontrar as sete variáveis desconhecidas menciona-
üvo a un1a corrente que saí de um nó significa atribuir um das anterionnente.
sinal negativo a un1a corrente que entra en1 um nó. De ou- Pensar cm ter de resolver sete equações sin1ultâne-as
tra forn1a, atribuir u1n sinal negativo a un1a corrente que sai para dctern1inar a corrente fornecida por un1 par de pilhas à
de um nó significa atribuir u1n sinaJ positivo a u1nacorren- lâmpada ele urna lanterna não é muito animador. Portanto,
te que entra em um nó. nos próximos capítulos apresentamos técnicas analíticas que
SU$W
Capitulo 2 Elementos de circuitos 25

o habilitarão a resolver urn circuito si1nples de un1 só laço u1n nó. De acordo con1 a lei das correntes de Kirchhoff.
escrevendo uma única equação. Contudo, antes de passar· quando apenas dois elementos estão conectados a um nó, se
mos para a discussão dessas técnicas de circuito, precisamos conhecermos a corrente cm um dos elementos, tambêm po·
fazer várias observnções sobre a análise detalhada do circuito deremos conhecer a do segundo elemento. Em outras pala·
da lanterna. Em gera~ essas observações são válidas e, por vras, você só precisa definir urna única corrente desconhe·
conseguinte, importantes para as discussões nos capítulos cida para os dois elementos. Quando apenas dois elementos
subseqüentes. Elas também dão sustentação à afirmativa de se conectam cm um único nó, di~-sc que eles estão ern série.
que o circuito da lanterna pode ser resolvido definindo·SC A importância dessa segunda observação é óbvia quando
urna única incógnita. você observa que cada nó no circuito rnostrado na figura
Em primeiro lugar, observe que, se vocé conhecer a cor- 2.14 envolve somente dois elementos. Assim, você precisa
rente cn1 tun resistor, tanlbén1 conhecerá sua tensão, pois cor· definir apenas uma corrente desconhecida. A r&ão é que as
rente e tcnsãocstãodiretan1cntc relacionadas pela lei de Ohm. equações 2.16- 2..18 levam diretamente à equação
Assin1, você pode associar un1a (1nica variá\1cl desconhecida
(2.21)
a cada rcsistor, seja a corrente ou a tensão. Digan1os que você
escolha a corrente como variável desconhecida. Então, tão que afirma que, se você conhecer a corrente de qualquer
logo resolva a corrente desconhecida no resistor, poderá dc- um dos elen1entos, conhecerá todas. Por exen1plo, optar
tenninar a tensão no resistor. Em geral> se você conhecc_r a por i~ corno incógnita elirnina i 1 , lr e i1• O problerna é redu-
corrente cm um elemento passivo, poderá achar a tensão cm zido a detcnninar u1na incógnita, ou seja, i,.
seus terminais, o que reduz basl'anle o número de equações Os exe1nplos 2.6 e 2.7 i1ustran1 como escrever equa·
siJnultâneas a resolver. Por exetnplo. no circuito da lanterna, ções de circuito baseadas nas leis de Kirchhoff. O Exemplo
eli.Jninrunos as tensões v" v, e v1co1no iJ1cógnitas. Assim, já 2.8 ilustra como usar as leis de Kirchhoff e a lei de Ohm
de saída, reduzimos a tarefa analilica à resolução de quatro para detern1inar u1nn corrente desconhecida. O E.~en1pJo
equações simultânca.S;, em vez. de sete. 2.9 an1plia a técnica apresentada no Exen1plo 2.5 para cons·
A segunda obscrvaç.io geral está relacionada às consc· truir u1n 1nodelo de circuito para urn dispositivo cujas ca-
qiiêndas de concelar somente dois elementos para íormar racterísticas terminais são conhecidas.

Exemplo 2.6 Utilização da lei das correntes de Kirchhoff


So1ne as correntes e1n e.ada nó do circuito mostrado
b
na Figura 2.15. Observe que não há nenhum ponto de
conexão (• )no centro do diagrama, onde o ramo de 4 Q
cruz.a o ran1al que conté1n a fonte ideal de corrente i~.
Solução
Ao escrever as equações. usa1nos u1n sinal positivo
para urna corrente que sai do nó. As quatro equações são
nó a i, + i• - i1 - Ís =O,
nó b i1 + ;, - i 1 - i~ - i~ = 0, d
nó c il> -i, -i~-i" =O,
nó d i5 + i. + i, = O. Figu1;1 2.15 .à. Circuito JNlra o Exemplo 2.6.

Exemplo 2. 7 Utilização da lei das tensões de Kirchhoff


Some as tens<ks ao redor de cada caminho designa·
do no circuito 1nostrado na Figura 2. 16.
Solução

"+ ô·~
Ao escrever as equações, usa1nos um sinal positivo
para uma queda de tensão. As quatro equações são rnçtj ·:'
caminho a -v, + 111 + 'V4 - Vti - v, = O. 'º
caminho b -v.. + v., + v5 = O, - r '*
caminho e vb-V-1 -v, - v,-v, =o. J ' "
can1inho d -v. - 111 + Vz - V,+ 11; - V11 <== O. Figura 2.16 .A Circuito para o Exemplo 2.7.
SU$W
26 Circuitos elétricos

Exemplo 2.8 Aplicação da lei de Ohm e das leis de Kirchhoff para determinar uma corrente
desconhecida
a) Use as leis de Kirchhoff e a lei de Ohm pàra determi- b) A potência dissipada no resistor de 50 Q é
nar i,, no circuito n1ostrado na Figura 2.17. p"'°=(3)'(50) =450 W.
b) 'leste a solução parai, verificando se a potência total A potência dissipada no resistor de 10 Q é
gerada é igual à potência total dissipada. Pico= (-3)'(1 O) = 90 W.
A potência entregue à fonte de 120 \/é
Solução P1»V = - 120i. = -120(-3) = 360 w.
a) Começamos desenhando novamente o circuito e desig- A potência entregue à fonte de 6 A é
nando uma corrente desco11hecida ao resistor de 50 Q p., = - v,(6), mas v, = SOi, = 150 \/.
e tensões desconhecidas nos resistores de 10 n e Portanto,
50 Q. A Figura 2. l8 mostra o circuito. Os nós são rotu- p.,, = -150(6) = -900 '~~
lados a, b e e para auxiliar a discussão.
A fonte de6 A está forncrcndo900W e a fonte de 120 V
Como i., 1an1bénl é a corrente na fonte de 120 \f, te1nos está absorvendo 360 W A potência total absorvida é
duas correntes desconhecidas e, portanto, devemos 360 + 450 + 90 = 900 W. Portanto, a solução confirma
derivar duas equações simultâneas envolvendo ilt e i1• que a potência íomecida é igual à potência absorvida.
Obtemos uma elas equações aplicando a lei elas cor- tO!l
rentes de Kirchhoff ao nó b ou c. Somando as cor-

~,,.J
rentes no nó l> e designando um sinal positivo às
correntes que saen1 do nó. temos
i, -i. -6:: o.
Obtemos a segunda equação pela lei das tensões de Figura 2. t 1 4 Ocircuito para o Exemplo 2.8.
Kirchhoff combinada com a lei de Ohm. Sabendo que
pela lei de Ohm v. é 10i0 e v, é 50i,, somamos as ten-
sões ao redor do caminho fechado cabe, obtendo
a 10n ;.,
- b
+
-120 +!Oi• + 50i1=O. 120\1 i1 f 50 .n ,., 6A
Quando escrevemos essa equação, designamos tun si·
nal posití\'O às quedas no sentido horário. Resolvendo
essas duas equações para i11 e i1, tc,mos '
figura 2.18 Â Ocircuito mostrado na Figura 2.17. com
i(t = -3 A e i1 = 3 A. as incógnitas i,, v. e v1 definidas.

Exemplo 2.9 Construção de um modelo de circuito baseado em medições terminais


A tensão e a corrente tcr1ninais fora1n medidas no Solução
dispositivo mostrado na Figura 2.19(a), e os valores en- a) A representação gráfica da tensão como uma
contrados de v, e i, estão tabulados na Figura 2.!9(b). função da corrente é mostrada na Figura 2.20(a). A
a) Construa um modelo de circuito para o dispositivo equação da reta representada é
dentro do quadrado. v, = 30 - Si,.
b) Usando esse modelo determine a potência que esse
Precisa1nos identificar agora os componentes de um
dispositivo fornecerá a um rcsislor de 10 Q.
n1odeJo que produzirão a mesrna relaçào entre tensão e

-'• + v,(V) i,(A)


corrente. A lei das tensões de Kirchhoff nos diz que as
quedas de tensão cm dois componentes cm série são SO·
madas. Pela equação, un1 desses coJnponcntes produz
Dispositivo
30 o un1a queda de 30 V indcpcndcnte1nentc da corrente.
15 3 Esse componente pode ser modelado como uma fonte
o 6 de tensão ideal independente. O outro componente pro·
duz uma queda de tensão positiva na direção da corrcn·
(•) (b)
te i,. Como a queda de tensão é proporcional à corrente,
Figura 2.19 .i. (•) Disp0$i"vo e (b) dados paro o Exemplo 2.9. a lei de Ohm nos diz que esse componente pode ser mo-
SU$W
Capitulo 2 Elementos de circuitos 27

deJado co1no um resistor ideal con1 un1 valor de 5 .Q. O v,(V)


modelo de circuito resultante é representado em Ji.
nhas tracejadas no retângulo da Figura 2.20(b). 30

b) Anexan1os agora urn resistor de 10 n ao dispositivo da 15


Figura 2.20(b) para completar o circuito. A lei das cor-
rentes de Kirchhoff nos diz que a corrente no resistor ---1----~- í,(A)
de 10 Q é igual à corrente no resistor de 5 O. Usando a 3 6
lei das tensões de Kirchhoff e a lei de Ohm, podemos (a)
escrever a equação para as quedas de tensão ao longo
do circuito, com~ando na fonte de tensão e prosse-
guindo em sentido horário:
:--------,ã--: a
1 ... 1+
-30+51+ 101 = 0. 1 1
1 30\f ,,., 100
Resolvendo para í, obtemos t t
1 ,_
í =2A.
'-----------' b
U1na vez que esse é o valor da corrente que ílui no rcsis.- (b)
tor de 100. podemos usara equação de potênciap = i'R
para calcular a potência fornecida a esse resistor: Figura 2.20 • (a) Gráfico de cf versus ;f para o dispositivo da Figura
2.19(a). (b) Modelo de circuito re1.ultante para o dispositivo da figura
P1 on= (2)'(10) =40 W. 2.19(a), conectado a um resistor de 10 O.

v' PROBLEMAS PARA AVALIA ÃO


Objetivo 2 - Saber enunciar e usar a lei de Ohm e as leis de correntes e tensões de Kirchhoff

2.5 Para o circuito mostrado. calcule (a) í~ (b) v,; (c) 'li,; e i, são dados na tabela. Usando esses valores.
(d) v, e (e) a potência entregue pela fonte de 24 V. crie o gráfico da reta v, versus i,. Calcule a
equação da reta e use-a para construir uni
Resposta: (a) 2 A:
modelo para o dispositivo, usando uma fonte
(b) - 4 V;
ideal de tensão e u1n resistor.
(c) 6 V;
b) Use o modelo construido em (a) para prevera
(d) 14 V;
potência que o disposilivo fornecerá a unl rt:-
(e) 48 W.
sistor de 25 n.
30
Resposta: (a) U1na fonte de 25 V e1n série conl unl resis·
+ ''1 torde 1000;
(b) 1 w.
24 V
1,
+ ,,., -
v, (V) i,(A)
1 +

2.6 Use a lei de Ohm e as leis de Kirchhoff para deter·



Oi.spositi\'o t 1,
25
15
o
O.t
n'linar o valor de R no circuito nlostrado. •1
5
o
0,2
0.25
Resposta: R = 4 Q.
R (a) (b)

>oov~ ~ ow~! ~•
2.8 Repita o Problema de Avaliação 2.7, utiliz.indo a
equação da reta representada no gráfico para
construir um modelo contendo uma fonte ideal
de corrente e urn resistor.
Resposta: (a) Uma fonte de corrente de 0,25 A conectada
2.7 a) A tensão e a corrente ter111inais foram rnedi- entre os terminais de um resistor de 100 O;
das no dispositivo mostrado. Os valores de v, (b) 1 w.
1\rOTA: Te11te resolver ttJ111bé111 0$ pr<>f,lttnlls 2.1·1. 2.17. 2. l8 e 2.19, llprtstntlldOS no fl11rl/ deste capít11lo.
SU$W
28 Circuitos elétricos

mado pelo rcsistor de20 n e a fonte de corrente dependente.


2.5 Análise de um circuito Se tentarmos aplicar a lei das tensões de Kirchhoff a esse laço,
que contém fontes não conseguirtn1os desenvolver unia equação útil porque não
conhecemos o valor da tensão nos tern1inais da fonte de cor·
dependentes rente dependente. Na verdade, essa tensão é 110 , que é a ten-
são que cstan1os tentando calcular. Escrever uma equação
Conc1uín1os esta introdução à análise e.len1entar de para esse laço não nos aproxüna de uma solução. Por essa
c.ircuitos co1n a dis.cussão de un1 cirçuilo que contém u1na 1nesn1a razão, não usan1os o ca1ninho fechado que contén1 a
fonte dependente, como mostra a Figura 2.21. fonte de tensão, o resistor de 5 n. e a fonte dependente.
Queremos usar as leis de Kirchhoff e a lei de Ohm para
Há três nós no circuito, portanto recorremos à lei das
deternlinar v0 nesse circuito. Antes de escrever as equações,
un1a boa prática é exarninar atentarnente o diagran\a de cir- correntes de Kirchhoff para gerar a segunda equação. O nó
cuito. Isso nos ajudará a identificar as infornutções conheci- a conecia a fonte de tensão e o resistor de 5 !l; co1no já ha·
víamos observado. a corrente nesses dois elementos é a
das e as informações que devemos obter por meio de clku·
los. Tan1bé1n nos ajudará a elaborar un1a estratégia para
mesrna. O nó b ou o nó e podem ser usados para construir
resolver o circuito usando apenas alguns cálculos. a segunda equação. por meio da lei das correntes de Kirch·
Um exame do circuito da Figura 2.21 revela que: hoff. Sdccionando o nó b, temos a seguinte equação:
(2.ll)
Tão logo conheçamos i., poderemos calcular v, usando
a lei de Ohm. Resolvendo as equações 2.22 e 2.23 para as correntes,
Tão logo conheçan1os i"' conhecere1nos també1n a cor· obtemos
rente fornecida pela fonte independente 5i0 •
A corrente na fonte de 500 V é í0 •
I•= 24 A. (2.l4)
Assim, há duas correntes dcsconhcddas. í, e í.,. Precisa·
Usando a Equaç.'io 2.24 e a lei de Ohm para o resistor
1nos conStruir e resolver duas equações independt."11tes que
de 20 n, poden1os resolver parai.\ tensão 1J":
cnvolva1n essas duas correntes para determinar o valor de v.,.
Observe, no circuito, o caminho fechado que contém v, = 201, = 480 V.
a fonte de tensão. o resistor de 5 n e o rcsistor de 20 n. Pense em uma estratégia de análise de circuito antes de
Podemos aplicar a le.i das tensões de Kirchhoff ao longo con1cçar a escrever equações. Co1no demonstrantos, nem
desse caminho fechado. A equação resultante contém as todo caminho fechado oferece uma oportunidade de escre-
duas correntes desconhecidas: ver u1na equaç.io útil baseada na lei das tensões de Kirch-
500 e Si•+ 20i,. (l.2t) hoff. Nem todo nó proporciona un1a aplicação útil da lei da.~
Precisan1os agora gerar uma segunda equação conten- correntes de Kirchhoff. Uma consideração preliminar do
do essas duas correntes. Considere o carninho fechado for~ problema pode aíudar a selecionar a abordagem mais pro-
veitosa e as ferraJnentas de análise n1ais úteis para um deter-
1ninado problen1a. Escolher un1a boa abordage1n e as ferra~
a sn b 1nentas adequadas normalnlente reduz a quantidade e a
+ ,,." complexidade das equações a resolver. O E.xemplo 2.1 Oilus-
soov i: 20 !l tra outra aplicação da lei de Ohm e das leis de Kirchhoff a
unt circuito com uma fonte dependente. O E.xen1plo 2.1 1
envolve um circuito n1uito mais cornplicado. porén1, con1
e
uma cuidadosa escolha das ferramentas. a análise fica rela-
figura 2.21 .A Circ.uito com uma fo nt' dependente. tivamente descomplicada.

Exemplo 2.10 Aplícação da lei de Ohm edas leis de Kirchhoff para detenninar uma tensão desconhecida
a) Use as leis de Kirchhoff e a lei de Ohm para determi· 2n
nar a tensão v0 corno 1nostrada na Figura 2.22.
b) Mostre que sua solução é consistente com a restrição
de que a potência total fornecida ao circuito é igual à
lOV 6.íl
potência total consun1ida.
Solução
a) Un1 exame rninucioso do circuito da Figura 2.22 reve-
la que: figura 2.22 4 Circuito para o Exemplo 2.10.
Há dois caminhos fechados, o da esquerda, com a
corrente i,. e o da direita com a corrente ;~ Uma vez conhecida i0 • pode1nos calcular v•.
SU$W
Capitulo 2 Elementos de circuitos 29

Precisan1os de duas equações para as duas correntes. A potência fornecida à fonte de tensão dependente é
Como há dois caminhos fechados e ambos têm fontes
p = (3i,)(- i,) = (5)(- 1) =- 5 w
de tensão, podemos aplicar a lei das tensões de Kirch-
hoff a cada um deles para obter as seguintes equações: A1nbas as fontes estão fornecendo potência, e a potên ..
eia total é 21,7 W.
10 = 6í,.
3i, = 2i0 + 3i.,. Para calcular a potência fornecida aos resistorcs, usa-
mos a equação de potência na forma p =PR. A potên-
Resolvendo para as correntes. ten1os cia entregue ao resis-tor de 6 Q é
i1 = l,67A,
p =(1,67)' (6) = 16,7 w.
i"= 1 A.
A potência fornecida ao resistor de 2 O é
Aplicando a lei Ohm ao resistor de 3 Q, obtemos a
tensão desejada: p = (1 )'(2) = 2 w
v.;; 3i., = 3 \ 1• A potência fornecida ao resistor de 3 Q é
b) Para calcular a potência fornecida às fontes de tensão, p =(1)'(3) =3 w.
usamos a equação de potência na forma p =vi. A po-
tência fornecida à fonte de tensão independentc é Todos os resistorcs dissipam potência, e a potência to·
tal consumida é 21,7 W. igual à potência total forneci-
p = (10)(-1,67) = -16,7 w. da pelas fontes.

Exemplo 2.11 Aplicação da lei de Ohm e das leis de Kirchhoff em um circuito amplificador
O circuito da Figura 2.23 representa urna configura-
"
ção comu1n encontrada na análise e no projeto de ampli-
ficadores transistorizados. Adn1ita que os valores de to· •e j Rc
-'«
dos os elementos do circuito - R,, R,. R,, R,. Vcc e v.
- sejam conhecidos.
·· l R,

+
a) Escreva as equações necess..í.rias para determinar a
v, 1 pi. V.,;
corrente e1n cada eJemento desse circuito. ...!!_2
b
b) A partir das equações, obtenha uma fórmula para calcu-
'
lar i• com base nos valores dos elementos de circuito. ,, l R, 3
Solução 1, l Rt
Um exame cuidadoso do circuito revela um total de
seis correntes desconhecidas, designadas por i 1, i:• i1_1. i0 ii "
Figura 2.23 A Circuito para o Exemplo 2.11.
e ice- Para definir essas seis corrente.s desconhecidas, usa~
n1os a observação de que o resistor l~ está e1n série con10 Recorre1nos à lei das tensões de Kirchhoff para dedu·
a fonte de corrente dependente {Ji•. Devemos agora de- zir as duas equações restantes. Precisarnos selecionar dois
duzir seis equações independentes envolvendo C'ssas seis caminhos fechados para usar a lei das tensões de Kirch-
incógnitas. hoff. Observe que a tensão na fonte de corrente depen-
dente é desconhecida e não pode ser detern1inada pela
a) Podemos deduzir tr~s equações aplicando a lei das corrente da fonte f3it. Portanto. ten1os de selecionar dois
correntes de Kirchhoff a quaisquer três dos nós a, b, e caminhos fechados que não contenhant essa fonte de
e d. Van1os usar os n6s a, b e e e considerar as corren~
corrente dependente.
tes que sacn1 desses nós como positivas:
Esc0Jhen1os os circuitos bcdb e bndb e especificamos
(1) i1 + i0 - icc =O. as quedas de tensão con10 positi\•as para obter
(2) i8 +i1 - i 1 =O, (5) v. + ;,R,- i,R, =O
(3) ;, - i, - ic= O. (6) - i,R, + Vçc - i,R, =O
Uma quarta equação resulta da imposição da restrição b) Para obter u1na única equação para i6 etn temlos das vmiá·
apresentada pela conexão cm série de llc com a fonte veis de circuito oonhecidas, \-ocê pode seguir estas etapas:
dependente: Resolver a Equação (6) para 11 e substituir i 1 na
(4) ic = fJi•. Equação (2).
Sn$W
30 Circuitos elétricos

• Resolver a Equação transformada (2) para i, e subs- ( VccR,)/(R, + R,) - V0


tituir i, na Equação (5). ~ (R,R,)l(R, + R,) + ( 1 + {J)R, ~2"
Resolver a Equação transformada (5) para ;, e subs-
tituir;, na Equação (3). Usar a Equação (4) para eli-
minar ic na Equação (3). O Problema 2.27 pede que você verifique essas eta-
• Resolver a Equação transformada (3) parai, e rear· pas. Note que, u111a vez conhecida i6 • é fácil obter as cor·
ranjar os termos para obter rentes restantes.

t/ PROBLEMAS PARA AVALIAÇÃO


Objetivo 3 - Saber como calcular a potência para cada elemento em um circuito simples

2.9 Para o circuito mostrado, determine (a) a cor- c) a potência fornecida pela fonte de corrente indc·
rente i 1 cn1 microampCres. (b) a tensão V e1n pendente,
volts, (e) a potência total gerada, e (d) a potência d) a potência fornecida pela fonte de corrente
total absorvida. controlada,
Resposta: (a) 25 µA; e) a potência total consun1ida nos dois resistorcs.
(b) - 2 V; Resposta: (a) iO V; (d) 40 W;
(c) 6150 µW; (b)210W; (e) 130 W.
(d) 6150 µ.W.
(e) 300 W;
t \1
54kfi + ,. - l,8 kfi
r--'WY--1- +f-..--< - r---< - 2,_,;•'----...

s \1 8 \1
1on

+
2.10 A corrente i9 no cil'Cuito n1ostrado é 2 A. Detcrrnine SA j 30fl
a) v, ,
b) a potência absorvida pela fonte de tens.ão inde·
pendente.
NOTJ\: Tente res.olver tr11ubéu1 os proble111a.s 2.2·1 e 2.28, nprese11tadO$ llO final deste tapítulo.

Perspectiva prática
Segurança elétrica
No inicio deste capitulo, dissemos que a corrente que per os sinais que regulam o batimento cardiaco. O resultado
passa pelo corpo pode causar ferimentos. Vamos examinar é uma parada no fluxo de sangue oxigenado para o cérebro, o
esse aspecto da segurança pessoal. que causa a morte em alguns minutos, a menos que a pessoa
Ébem possivel que você ache que os ferimentos causa- seja socorrida imediatamente. A Tabela 2.1 mostra algumas
dos pela eletricidade são queimaduras, mas nem sempre esse reações fisiológicas em função dos vários níveis de corren-
é o caso. Odano mais comum causado pela eletricidade é no te. Os nllmeros nessa tabela são aproximados; foram obtidos
sistema nervoso. Os nervos utilizam sinais eletromagnéticos,
e correntes elétricas podem perturbar esses sinais. Quando TABELA. 2.1 Reações fisiológicas a nfvtis de corrente tm seres
o caminho percorrido pela corrente passa somente por mús· hum.anos
culos, os efeitos podem ser, entre outros, paralisia temporá- Reação fisiológica Corrente
ria (cessação de sinais nervosos) ou contrações musculares Apenas perceptivel 3· 5mA
involuntárias que, de modo geral, não são uma ameaça à Dor extrema 35· 50 mA
vida. Entretanto, quando o caminho percorrido pela corrente ParaUsia mU$C\da1 50-70 mA
passa por nervos e músculos que controlam o suprimento de Parada c.axdiaca 5-00 mA
oxig~nio ao cérebro, o problema é muito mais sério. A paraU- Nota: Dados obtidos de W. F. Cooper. Elertrical safety engintering,
sia temporária desses músculos pode impedir uma pessoa de 2.ed. (Londre<: Butterworth, 1986); C. D. Winburn, Practical electri·
respirar, e uma contração muscular repentina pode interrom· cal safety (Montlcelto, N.Y.: Marc<!I Dekker, 1988).
SU$W
Capítulo 2 Elementos de circuitos 31

por uma análise de acidentes porque é óbvio que realizar tuação potencialmente perigosa. Existe uma diferença de
experimentos elétricos com pessoas não é ético. Um bom tensão entre um braço e uma perna de um ser humano.
projeto elétrico limitará a corrente a uns poucos miliampêres A Figura 2.24(b) mostra um modelo elétrico do corpo
ou menos sob todas as condições posslveis. humano da Figura 2.24(a). Os braços, pernas, pescoço e
Desenvolveremos agora um modelo elétrico simplifi- tronco (peito e abdomen) tém, cada um, uma resistência
cado do corpo humano. Como o corpo age .como um con- caracterlstica. Observe que o caminho da corrente é pelo
dutor de corrente, um ponto de partida razoável é modelar tronco, que contém o coração, um arranjo potencialmen-
o corpo usando resistores. A Figura 2.24 mostra uma si- te letal.

•• Figura 2.24 ~(a) Corpo humano


I' com um.a difetença de tensão entte
um braço e uma pe1na. (b) Modelo
Simplificado do corpo humano com
(b)
uma diferença de tensão entre um
braço e uma perna.
NOTA: Avalie seu ente11dín1e11to da "'Pt.rtptcti'.-·a prdticaH-resolvt.udo (IS proble111as 2.34-2.38; nprC$e11tados no flua/ dtstc capítulo.

Resumo
Os elementos de circui<o apresentados neste capítulo são • Combinando a equação de potência, p = vi, com a lei de
fontes de tensão, fontes de corrente e resistores: Ohn1, podemos determinar a potência absorvida por um re·
sistor:
• Uma fonte ideal de tens1lo mantém wna tensão entre
seus terminais independenten1ente da corrente que flui p = i'R = v'IR. (2.28)
por ela. U1na/011te ideal de corrente manté111 un1a cor·
rente fluindo por ela independentemente da tensão cm Circuitos são descritos por nós e caminhos fechados. Um
seus tcnninais. Fontes de tensão e corrente são ditas 116 é um ponto no qual dois ou mais elementos de circuito
independentes quando não são influenciadas por qual·
se unem. Quando apenas dois elementos se conectam para
quer outra corrente ou tensão no circuito; ou depe11· fonn-ar u1n nó, diz.·se que estão enrsérie. Um ca111;11/10 fe·
dentes, quando seus valores são determinados por al- chado é um laço que passa por elementos conectados, co·
guma outra corrente ou tensão no circuito. meça e tcnnina no mesn10 nó e passa por cada nó intcr-
n1ediário apenas un1a vez.
• Um resistor impõe proporcionalidade entre a tensão em
seus terminais e a corrente que fluí por c1c. O va1or da
As <ensões e correntes de elementos de circuito intcrco·
ncctados obedecem às leis de !Grchhoff:
constante de proporc.ionaJidade é deno1ninado resistê11·
c;a e é n1edido ern oluns. • Lei das correntes de Kirchlioffesta~lece que a soma aJ.
gébric.a de todas as correntes en1 qualquer nó de u1n
A lei de Ohm estabelece a proporcionalidade entre tensão circuito seja igual a zero.
e corrente ern urn re.sistor. Especificrunente,
• te; das tensões de Kirchhoffestabelece que a son1a algé·
V=iR (2.26) brica de todas as tensões ao longo de qualquer caminho
se o fluxo de corrente no rcsistor estiver na direção da fechado em um clrcuíto seía igual a zero.
queda da tensão que lhe é aplicada, ou • Um circuito é resolvido quando são determinadas a ten-
são e a corrente de cada c1cmcnto que o con1põc. Cornbi-
v= - iR (2.27)
nando o entcndin1ento de fontes indepe-nde.ntes e depen·
se o fluxo de corrente no resistor estiver na direção da ele· dentes, a lei de Ohm e as leis de Kirchhoíf, podemos
vação da <ensão que lhe é aplicada. resolver n1uitos circuitos sirnplcs.
SU$W
3 2 Circuitos Elétricos

Problemas
Seção 2.1 2.5 A interconexão de fontes ideais pode resultar en1
uma solução indeteru1inada. Co1n isso e1n n1ente,
2.1 a) A interconexão de fontes ideais no circuito da Fi·
explíque por que as soluções para v, e v, no circuito
gura P2. Lé válida? Explique.
da Figura P2.5 não são únicas.
b) Identifique as fontes que estão fonecendo potência
e as fontes que estão absorvendo potência. figura P2.S
c) Verifique se a potência total fornecida no circuito
tOOV
é iguaJ â potência total absorvida.
d) Repita (a)-(c), invertendo a polaridade da fonte de 10 V.
Figura P2.1 2\\A 50V
.... t'~

IOV
.-----i+ -)----, IOA

30V 2.6• Se a interconexão na Figura P2.6 é válida. delerrnine


a potência total fornecida ao circuito. Se a interco ~
ncxão não é válida, explique-a razão.
2.2' Se a interconexão na Figura P2.2 é válida, determine Figura P2.6
a potência fornecida pelas fontes de corrente. Se a
interconexão não é válida, explique a razão. 6V 4V

Figura P2.2

IOA~ sv 12V

2.3' Se a i.nterconexão na Figura P2.3 é válida, determine 2.7 a) A interconexão na Figura P2.7 é válida? Explique.
a potência total fornecida pelas fontes de tensão. Se b) \ focê p<>de determinar a energia total relacionada
a interconexão não é válida, explique a ra1.âo. ao circuito? Explique.
Figura P2.3 figura P2.7
4A

IOOV

5A
2.8• Se a interconexão na Figura P2.8 é válida, deterrnine
2.4 Se a interconexão na Figura P2.4 é válida, determine a potêncía total fornecida ao circuito. Se a interco-
a potência total fornecida ao circuito. Se a intcrcO· nexão não é válida, explique a razão.
nexão não é válida. explique a raZcio.
figura P2.8
Figura P2.4
IOV
~---< - + i--~
+ 25(1V

___ __
50V
5A
_,_,_
40V
Sn$W
Capítulo 2 Elementos de circuitos 33

2.9 Oeternlinc a potência total fornecida ao circuito da 2.12 Fonte,s de corrente de vários valores foran1 apl_icadas
Figura P2.9 se v, = 100 V e;,= 12 A. ao dispositivo mostrado na Figura P2.12(a). A po-
tência absorvida pelo dispositivo para cada valor de
Figura P2.9 corrente está registrada na Figura P2.12(b). Use os
valores da tabela para construir tun 1nodelo para o
dispositivo <.:onsistindo-se de um único resistor.

sov + Figura P2.12

i (A) p(W)
2 100
(>()V 4A + 4 400
6 900
8 1.600
10 2.500
Seções2.2-2.3 12 3.600

2.10• A lcnsão e a corrente foram n1cdidas nos termi- (a) (b)


nais do dispositivo mostrado na Figura P2.IO(a).
Os valores de v e i são dados na tabela da Figura 2.13 Um par de lâmpadas de farol de automóvel está co-
P2. IO(b). Use os valores da tabela para construir nectado a uma bateria de 12 V por meio do arranjo
um n1odelo para o dispositivo consistindo-se de mostrado na Figura P2.13. Na figura, o símbolo trian-
um único resistor. gular 't' é usado para indicar que o tcm1inal está co-
nectado diretan1ente à estrutura metálica do carro.
Figura P2.10
a) Construa un1 n1odelo de circuito usando resisto-
res e tuna fonte de tensão independente.
i(mA) v(V) b) Identifique a correspondência entre o elemento
i
~-
- 20 - l60 ideal de circuito e o símbolo do componente que
+
- 10 - 80 c1e representa.
Oispo:>ith' 11 LO 80
Figura P2.13
20 160
30 240
(a) (b)

2.11• Fontes de tensão de vários valores foram aplicadas


ao dispositivo mostrado na Figura P2.l I(a). A po·
tência absorvida pelo dispositivo, para cada valor de
tensão, está registrada na Figura P2.l I(b). Use os Interruptor 1.• 11
valores da tabela para construir um modelo para o
dispositivo consistindo-se de un1 único resistor.
Bt1t<ri" do 12V ~ r 'º..,
Figura P2.11
t ~mpadaB
'V (V) ~(mW)

- 10 25,0 2.14' A tensão e a corrente fora1n 1nedidas nos ternlinais


-5 6.25 do dispositivo mostrado na Figura P2.14(a). Os re-
6,25 sultados estão tabulados na Figura 1'2.14(b).
Disposi1i\·o ,. 5
a) Construa un1 rnodelo de circuito para esse dis-
10 25,0
l5 positivo usando un1a fonte ideal de corrente e
56.25
un1 resistor.
20 lOO
b) Use o modelo para prever a potência que o dis-
(a) (b) positivo fornecerá a um resistor de 5 !l.
SU$W
34 Circuitos Elétricos

Figura PZ.14 2.17' A tabela da Figura P2.J 7(a) mostra a relação entre a
tensão e a corrente nos terminais da fonte real de
_'.!... v,(V) i, (A) tensão constante representada na Figura P2.17{b).
... llKI o a) Faça um gr:lfico de v, vertus i,.
IHO 4
Ois1xisiti\"< b) Constnoa um modelo da fonte real que seja válido
'" 260
340 12
8 para Os i, S 225 mA, com base naequaç.ioda reta
representada no gráfico em (a). (Use uma fonte ide-
420 16 al de tensão cm série com um resistor ideal.)
(•) (b) c) Use seu modelo de circuito para prever a corren-
te fornecida a un1 resistor de 400 O conectado
2.15 A tensão e a (Orrente foram n1edidas nos terrninais aos tenn i nais de sua fonte real.
do dispositivo mostrado na figuro P2. l 5(a). Os re-
d) Use seu modelo de circuito para prever a corren-
sultados estão tabulados na Figura P2.15(b). te fornecida a um curto-circuito nos terminais
n) Construa um modelo de circuito para esse díspooiti· da fonte real.
vo usando uma fonte ideal de tensão e un1 resistor.
e) Qual é a tensão real do curto·circuito?
b) Use o n1odelo para prever o valor de i, quando v,
é zero. f) Explique por que as respostas para (d) e (e) não
são iguais.
Figura P2.15
Figura PZ.17
v,(V) i 1 (A)
50 o v,(V) i, (mA)
75 o
Dh-l>dsitivo ,.,
58
66
74
2
4
6
60
45
15
1.50
- i,

82 8 30 225 FTC ,,
90 IO 20 300
'
(•) (b) 10 4()()
o 500
2. 16 A tabela da Figura P2.16(a) mostra a relação entre a
corrente e a tensão nos terminais da fonte real de cor- (a) (b)
rente constante representada na Figuro P2.16(b).
a) Monte um gráfico de J', versus v~. Seção2,4
b) Construa um modelo dessa fonte de corrente
que seja válido para O s v, s 30 \/, com base na 2.18' Dado o circuito mostrado na Figura P2J8, detennine
11t:u
equação da reta representada no gráfico em (a). a) o valor de i11~
e) Use seu Jnodelo para prever a corrente entregue b) o valor de 1.,
a un1 resistor de 3 k!l.
e) ovalordev, ,
d) Use seu modelo para prever a tensão de circuito
aberto da fonte de corrente. d) a potência dissipada em cada resistor,
e) Qual é a tensão real de circuito aberto? e) a potência fornecida pela fonte de 50 \/.
f) Explique por que as respostas para (d) e (e) não
Figura PZ.18
são íguais.
Figura P2.16 4!1
i3 (n1A) v1 (V) +
40
3.1
(1
10
sov •. ! 20!1 r,. son
30 20
2.5 30
2.19·· a) Determine as correntes i 1 e i1 no circuito da Figura
IS 40
rstlU P2.19.
~ so b) Deterntine a tensão v~.
o 55 e) Verifique se a potência total fornecida é igual à
(;o) ( b) potência total consun1ida.
Sn$W
Capítulo 2 Elementos de circuitos 35

figura P2.19 Figura P2.23

300 4511

/(
1, J soo 90!l 100

240V 1800 "• 12 o


2.20 A cor-rente;" no circuito ntostrado na Figura P2.20 é 180
""' 2 mA. Determine (a) i (b) 1, e (c) a potência forne-
0
;

cida pela fonte de corrente independente. 2.24' A tensão no resistor de 15 kO no circuito da figura
..... 1'2.24 é 500 V, positiva no termina1superior.
figura P2.20
a) Detennine a potência dissipada em cada resistor.
lkO b) Deterinine a potência fornecida pela fonte ideal

i;; .. )
; 2 kfl
-;,
4k0
de corrente 100 mA .
e) Verifique se a potência fornecida é ig\lal à potência
total dissipado.
3k0 Figura P2.24

2.21 A c.orrente (, no circuito da Figura P2.2 l é 4 A. 5k0 10 k!I


MU
a) Deterrnine i 1•
IOOmA
b) Deter1nine a potência dissipada ent cada resi.stor.
c) Verifique se a potência total dissipada no circuito
é igual à poténcia fornecida pela fonte de 180 V.

figura P2.21 2.25 As correntes i, e il> no circuito da Figura P2.25 são


"''" 4 A e 2 A, respectivamente.
2sn a) Determinei,.
b) Determine a potência dissipada em cada resistor.
c) Detennine v,
so 1on d) Mostre que a potência fornecida pela fonte de
corrente é igual à potência absorvida por todos
ISOY 1,( 10 n sn os outros ele1nentos.
Figura P2.2S

l2!l
2.22 Para o circuito mostrado na Figura P2.22, determine
~"" (a) R e (b) a potência fornecida p<ila fonte de 125 V.
so 40
4!! 240
figura P2.22
+

9H 80Y

12 (1
I'
'• 10n
6!1
- 3A
R 60 __,,_
125V
5!! ,,
30!l l(tfi 2.26 As correntes i1 e i2 nocircuilO da Figura P2.26 siio 10 A
61)
e 25 A, respectiva1nente.
a) Determine a potência fornecida por cada fonte
2.23 O rcsistor "ariávcl R no circuito da Figura P2.23 é de tensiio.
''"" ajustado até que v, seja igual a 60 V. Determine o b) Mostre que a potência total fornecida é igual à
valor de R. potência total dissipada nos resistorcs.
SU$ W
36 Circuitos Elétricos

Figura P2.26 Figura P2.30

211 100 ...!=..


+ +
130V
1011
''s: 40!1
'" 100!1 ... 12.:; o

1000

460V ;,i 1011 2.31 Para o circuito representado na Figura P2.3 I, (a)
211 """ calculei,\ e 'V0 e (b) n1ostre que a potência fornecida
é igual à potência absorvida.
Figura P2.31
Seção 2.5

2.27 Deduza a Equação 2.25. Sugest<io: use as equações (3)


e (4) do Exemplo 2.11 para expressar i, como uma
função de 1,. Resolva a Equação (2) para i, e substitua 20V
o resultado nas equações (5) e (6). Resolva a 'nova'
Equação (6) parai, e substitua esse resultado na 'no,.,,'
Equaç;io (5). Substitua ii na 'nova' Equação (5) e resol-
va para ;,. Observe que. como ice aparece apenas na 2.32 Para o circuito mostrado na Figura 2.24, R, = 20 kn,
tSl'J(l

Equação (l}. a solução para;. envolve a manipulação R, = 80 kn. Rc = 500 n. ti,= 100 n, Vcc = IS V,
V0 = 200 m V e (i = 39. Calcule ;., i0 ;,, v,.., v...,. i,, i,.
de apenas cinco equações.
v.,. ;cc e Vu. (Obscrvaçclo: na notação das ténSô<.-s vatiá-
2.23' a) Determine a tensão 1-', no circuito da Figura P2.28. vçis con1 dois índices, o pri1nciro ~positivo cn1 relação ao
""" b) Mostre que a potência total gerada no circuito é segundo. Veja l:igun1 P2.32.)
igual à potência total absorvida.
Figura P2.32
Figura P2.28
0.8V 29 ip
lOkfl
...,-.
<p
- + -t\.
soon

2000 25V
d

Seções 2.1-2.S

2.29 Determine (a) i, (b) ;, e (c) ;, no circuito da Figura 2.33 Muitas vezes é desejável projetar u1na instalação elé·
tstY.l
P2.29. i~:~~io trica que permita controlar u1n único equipamento
de dois ou mais lugares, por c.,emplo, um interrup-
Figura P2.29 tor de luz na parte de cima e na parte de baixo de
lkfi un1a escada. Nas instalações residenciais, esse tipo
de controle é implementado com interruptores
•3 .,vay• ou '4-\V3),.:. U1n interruptor '3·\\iaY tem três
terminais e duas posições, e un1 '4·\\'tly' ten1 quatro
60V 2 k!l soon tern1inais e duas posições. Os esque1nas dos inter·
mptorcs são mostrados nas Figuras P2.33(a), que
ilustra um interruptor '3-way'. e P2.33(b), que ilus-
tra um interruptor '4·\\'ay:
a) Mostre con10 dois interruptores 13·\\•ay' podem
2.30 Detern1ine v, e v, no circuito 1nostrado na Figura ser conectados entre a e b no circuito da Figura
'"'" P2.30 quando v0 é igual a 250 mV. (Sugcsl<io: come- P2.33(c) de modo que a lâmpada 1 possa ser LI-
ce na extren1idade direita do circuito e trabalhe no GADA (ON) ou DESLIGADA (OH) em dois
sentido inverso e1n direção a v,.) lugares diferentes.
:En1bora CM.a seja a d('no1ninaç.io n1;iis conlttlll('nlc adotada. d(' acordo com a nornla ABNT 5,159, a dcnontinaçlo para os interruptores· J.,,·ay' e '4·\~.a>•'
Jc,·.: ser 'intcrru1n<>t ~rik·lo' e 'intcl'toptOI' intcri·ncdiári<>' , rcspeclivan,trllc (N.RTJ.
Sn(:IW
Capítulo 2 Elementos de circuitos 3 7

b) Se a lâmpada (equipamento) tiver de ser controla· b} O calor específico da ~gu;1 é 4,18 x 10• J/kg •e,
da de mais de dois lugares diferentes, são usados portanto uma m3.$$3 de água M (cm quilogra·
interruptores •4...\.,ay' crn conjurHo com dois inter~ mas) aquecida por uma potência P (cm walls)
ruptorcs '3-way: i; necessário um interruptor sofre uma elevação de temperatura • urna taxa
'4·way' para cada dupla de Interruptores '3-way'. dada por
Mostre como um intcrruptor'4-way' cdois '3·way' dT a 2.39 X 10 -•p •CJs.
podem ser conectados entre • e b na Figura dr M
P2.33(c) P<'ra controlar a lãml"'<la cm tr<s lugares Admitindo que a massa de um braço t 4 kg. a
diferentes. (Sugatào: o interruptor '4-way' é colo- massa de uma perna é 10 kg e a 1113$$3 d< um
cado entre os dois '3-way'). tronco é 25 kg e que grande pru1e do corpo hu-
mano é água. em quantos segundo$ a temperatu·
figuro P2.33
ra do braço. da puna e do tronco aumenta os
5 •e que põem <m perigo o tecido VÍ\'O?

/. \ l i X
2 3
rosiç5o 1 Pu""içâo 1
(h)
Posição 2
2.37~
c) Compare os valores calculado• em (b) com os
poucos nlinutos necessários para que a ausência
de oxigênio prejudiqu• o ctrcbro.
Por acidcnt~ uma pes.soa toca com as mãos as cxttt·
=:'.!""' midades (uma mão cm cada extremidade) de con-
dulores ligados a u1na fonte de tensão continua.
li a) Usando os \'3lores de resistência para o corpo
humano dados no Problema 2.34, qunJ é tenstlo
"• mínima da fonte que pode produzir um choque
elétrico suficiente para causar paralisia, i1npc·
diodo que a pessoa se solte dos condutores?
b) Há um risco significativo de ocorrer esse tipo de
acidente durante o conserto de um computador
2.H' Suponha que uma concessionária de energia elétrica pessoal, cujas fontes típicas são de 5 V e 12 V!
!!:~"\'A. instale algunl cquipan1cn10 que poderia dnr um
2.38• Para entender por que o nível de tensão não é o úni·
choque de 250 V cm um ser humano. A corrente
"~"'"'" co determ1nante
n.w... . do dano potencia 'ldcv1<·1o a urn
que resulta é perigosa o suficiente para justificar a
choque elétrico. considere o caso de 11111 choque de
colocação de um aviso e tomar outras precauções
eletricidade estática mencionado na Perspectiva
para evítar tal choque? Admita <1ue a fonte é de 250 V.
Prática no inicio dcst~ capítulo. Quando você arrns·
a resistência do braço é 400 O. a resistência do tron-
ta os pés por um carpete, seu corpo fica carregado.
co é 50 O e a resistência da perna é 200 O. Use o
O cíeito dessa carga é que todo seu corpo fica a um
modelo dado na Figura 2.24(b).
determinado potencial elétrico. Quando sua m3o se
2.35' Com b:ue no modelo e no circuito mostrados na Fi- aproxima de uma maçaneta de metal, a diícrcnça de
'l:,.;.."" gura 2.24, desenhe um modelo de circuito do cami- potencial entre esta e sua mão faz fluir uma corrente
nho da corrente que passo pelo corpo humano. para elétrica - mas o material de condução é o ar, e não
uma pessoa que tocar uma fonte de tensão com as o seu corpo!
duas mãos quando seus pés csti\-crem no mesmo po- Suponha que o modelo do espaço entre sua mão e a
tencial que o terminal ncg;iti\'O da íonte de tensão. maçaneta é uma resistência de 1 MO. Qual é a diíc-
2.36' a) Usando os valores de mist~ncia para braço. per- rença de potencial (tcruâo) existente entre $U• mão
·~ na e tronco dados no Problema 2.34, calcule a e a maçaneta, se a corrente que está causando o leve
potência dissipada no braço. perna e tronco. choque é de 3 mA?
snow
CAPÍTULO

3 Circuitos resistivos simples


Nossa caixa de ferramentas analíticas agora con1érn
SUMÁRIO 00 CAPÍTULO
a lei de Ohm e as leis de Kirdlhoff. !\o Capírulo 2, usamM
3.1 Resistores em série essas fctramcntas para rcsoh-er circui1os simples. Nes1c cn·
3.2 Resistores em paralelo pílula. continuamos a aplicar essas ferramcnlas, porém em
3.3 Circuitos clívisores de tensão e dMsores de corrente circuitos mais complexos. A maior complt'xidade se cncon ..
3.4 Divisão de tensão e divisão de corrente Ira cm um número maior de elemenlos com inlerligaçõts
3.5 Medição de tensão e corrente mais complicadas. Este capí1ulo focaliza a reduçio de 1ais
circuitos para circuitos tquivalentes n1ais simples. Conli·
3.6 Medição de resistência - a ponte de Wheatstone
nuamos a focalizar circuitos relativamente sin1pJes por duas
3.7 Circuitos equivalentes triângulo-estrela (A·Y)
ou pi-tê (n·T) razões: ( 1) isso nos dá a oportunidade de conhecer complc-
1amen1e as leis subjacen1es aos métodos mais sofos1icados e
v OBJETIVOS 00 CAPÍTULO (2) permile-nos 1omar conhecimen10 de alguns circuí1os
que têm importan1es aplicações na engenharia.
l Saber reconhecer resistores ligados em série e em
As fontes dos circuitos discutidos neste capítulo estão
paralelo e utilizar as regras para combinA·los em série
e em paralelo para obter a resistência equivalente. limiladas às fon1es de tensão e corrente que geran1 tensõ.:s
ou correntes constantes; isto é, tensões: e correntes que não
2 Saber projetar circuitos divisores de tensão e
divisores de corrente simples. varia1n ao longo do te1npo. Fontes constantes costu1nan1
ser deno1ninadas fontes ccl sendo que cc quer ditcr correu te
3 Saber usar adequadamente a divisão de tensão e de
contfnua, urna denonlinação que ten1 tuna origern históri~
corrente para resolver circuitos simples.
ca, mas que hoje pode parecer enganosa. Hislor·icamenle,
4 Saber determinar a leitura de um amperlmetro
quando inserido em um circuito para medir corrente; uma corrente contínua era definida co1no un10 corrente
saber determinar a leitura de um voltfmetro quando produzida por uma lcnsão cons1an1e. Por1an10. uma 1cnsüo
inserido em um circuito para medir tensão. consta.nte ficou conhecida con10 uma tensão de corrente
S Entender como uma ponte de Wheatstone é usada contínua, ou cc. A utilização de cc para ronstnntt se fixou e
para medir resistência. os termos corrente cc e tensão cc agora são universalmente
6 Saber quando e como usar circuitos equivalentes A·Y aceitos na ciência e na engenharia, com o significado de
para resolver circuitos simples. corrente constante e rensão constante.

Perspectiva prática
Um desembaçador de vidro traseiro
Artdt do desembaçador do vidro traseiro de um automó-
vel é um eocemplo de circuito resistivo que tJCtcuta uma função
Otil Uma dessas estnlturas em forma de rtdt é mostrada na
figura ao lado. Os condutores da rtdt podem ser modelados
como resistores, como mostrado no lado direito da figura. O
número de cMdutores horizontais varia com a marca e o mo-
delo do carro, mas normalmente fica entre 9 a 16.
Como essa rede funciona para desembaçar o vidro trasei-
ro? Como são determinadas as propriedades da rede? Responde·
remos a essas perguntas na seçáo "Pe~pectiva prática", no final
deste capítulo. A análise de circuitos requerida para responder
a essas perguntas é orientada pela necessidade de se obter um
desembaçamento uniforme nas direções horizontal e vertical.
Sn$W
Capítulo 3 Circuitos resistivos simples 39

3.1 Resistores em série Em geral, se k resistores estão ligados cm série, o resis-


tor único equivalente tem uma resistência igual à sorna das
No Capítulo 2, dissemos que, quando apenas dois ele- k resistências. ou
mentos estão ligados a un1 único nó. eles estão e1n série.
k
Ele111e11tos de circuito ligados e111 série conduzen1 a n1es1na
R"l = LR1 = R, + R2 + ·· · + Rk. (3.6)
corrente. Os resistores do circuito n1ostrado na fjgura 3. J i=-1
estão ligados en1 série. Podemos mostrar que esses resisto·
res condu.ze1n a nlesrna corrente aplicando a lei das corren· (Combinação de resistores em série)
tes de Kirchhoff a cada nó do circuito. A interligação em
Observe que a resistência do resistor equhralente é se1n.
sêrie da Figura 3.1 requer que
prc n1aior do que a do nlaior resistor na ligação ent série.
Outro modo de pensar no conceito de resistência
equivalente é visualizar uma fileira de resistores dentro de
o que significa que, se conhecermos qualquer uma das uma caixa preta. (Un1 engenheiro eletricista usa o termo
sete correntes, conhecere1nos todas. Assin1. podemos de· caixa preta con1 o significado de un1 recipiente opaCOi isto
senhar novan1ente a Figura 3.1 como mostra a Figura '3.2. é, o conteúdo não pode ser visto. Então, o engenheiro é de-
conser\lando a identidade de corrente única i>. safiado a 1nodclar o conteúdo da caixa, estudando a relação
Para determinar i,, aplicamos a lei das tensões de entre a tensão e a corrente ern seus ter1ninais.) Detern1inar
Kirchhoff ao único circuito fechado. Definindo a ten · se a cai.'<a conté1n k resistorcs ou un1 único resistor equiva-
são en'I cada resistor como un'la queda na direção de i,, lente é impossível. A Figura 3.4 ilustra esse método ao se
ternos: estudar o circuito n1ostrado na Figura 3.2.

ou 3.2 Resistores em paralelo


v, : i,(R, + R, + R, + R, + R, + R, + R,). (3.3)
Quando dois elementos estão ligados a um único par
A importância da Equação 3.3 para o cálculo de í, é de nós. diz·se que estão en1 paralelo. Elenientos de cin;uito
que os sete resistores podem ser substituídos por um único ligados enJ paralelo tên1 a nlcs1na tensão e1n seus terminais.
resistor cuja resistência é a sorna das resistências dos resis· O circuito mostrado na Figu.ra 3.5 ilustra rcsistorcs ligados
tores individuajs, isto é, crn paralelo. Não con1cta o erro di: supor que dois- elerncn·
tos estão ligados em paralelo só porque estão alinhados em
R., : R, + R, + R, + R., + R, + R. + R, (3.4) pal'alelo e1n um diagrama do circuito. Na Figura 3.6, você
pode ver que R, e R, não estão ligados cm paralelo porque
não estão conectados ao 1ntsn10 par de tcr1ninais; existe
v, : i,R,.. (3.S) entre eles o rcsistor R2 •
1\ssim, podemos desenhar novan1cntc a Figura 3.2 Resistorcs em paralelo podem ser reduzidos a um úni-
confonne rnost.rado na Figura 3.3. co rcsistor equivalente usando a lei das correntes de Kirch-
hoff e a lei de Ohn1, conto den1onstraremos agora. No cir·
R, cuito mostrado na Figura 3.5. i 1• ii• i> e i,1 representa1n as
e

,cEJ,,
a b d
//

,, ~-
;, g f
Figura 3.t • Resistotes l~ados em série. "
Figura 3.3 A Yecsão simplificada do circuito mostrado na figura 3.2.

R, b e ll.1 1/
" i(
-~ a R, R, R3 -~
1,
a
.--
v, ,.+ li,
t
,. 11..,
11, -' ·- R6 11, -'
R,
" f
Figura 3.2 .t.. Resistorcs em ~rie com uma ünka corrente desconhecida;,. Figu~
" "
3.4 A A caixa preta ~uivalente do circuito mostrado na Figura 3.2.
SU$W
40 Circuitos elétricos

correntes nos rcsistores R, a Jl., respectiva1nente. A direção


de referência positiva para a corrente em cada resistor é de (3.12)
cima para baixo, isto é, do nó a ao nó b. Pela lei das corren-
tes de Kirchhoff,
(Combin.açio de re-sistores em paralelo)
(3.7)
Observe que, na ligação em paralelo. a resistência do
A ligação paralela dos resistores implica que eles estejam resistor equivalente é scn1prc menor do que a resistência
ligados a um único par de nós, assim a tensão cm cada um cio menor rcsistor. Às vezes. é mais convenlcnte usar a
deles deve ser a mesma. Por conseguinte, pela lei de Ohm, condutância ao lidar con1 resistores ligados e111 paralelo.
Nesse caso, a Equação 3.12 torna-se
(3.8)

Portanto, k
L G1 = G, + G2 + ... + ºk·
f• I
(3. 13)

Muitas vezes. apenas dois rcsistores estão ligados em


paralelo. A Figura 3.8 ilustra esse caso es-pccial. Calculan1os
a resistência equivalente pela Equação 3.12:

_l_ = _!._ + J_ = R2 + R, (3.t•J


R.., R1 Ri R1R2
(3.9)
ou
A substil\úção da Equação 3.9 na F.quaç.'lo 3.7 resulta em R1R2 (3.15)
R, + Rz
i = V
' '
(_!...
R,
+ _.!:_ + _!_ + _!_)
R R; R, '
(3. 10)
2
Assi1n, para apenas dois resistores en'I paralelo a re·
da qual sistência equivalente é igual ao produto das resistências
dividido por sua soma. Lembre-se de que você só pode
i,
-'- = - 1 = -1 + - l + -1 + -·
l
(3.11) usar esse resultado no caso especial de apenas dois resis·
v, R,'< R1 R2 R3 R• tores em paralelo. O Exemplo 3.1 ilustra a utilidade desses
resultados.
A Equaç..io 3.1 1 sintetiza o que querían1os n1ostrar: que
os quatro resistores no circuito representado na Figura 3.5
pode1n ser substituídos por u1n único rcsistor equivalente. O a
circuito mostrado na Figura 3.7 ilustra a substituição. Para k -~

resistores ligados ern paralelo. a Equação 3.1 1 torna-se '·


-
(1

... i, R, "
Figura 3.7 A Su~tituiçâo dos quatro resistores em paralelo, mostrados
na Figura 3.S, Pº' um único resistor equivalente.
b

Figura 3.5 .â. Re-sistores em paralelo.

. R, • 112

/)
Figura 3.6 A Resistores não paralelos. Figura 3.8 A Dois resistores. ligados em paralelo.
Sn$W
Capítulo 3 Circuitos resistivos simples 41

Exemplo 3.1 Aplícação da simplificação série-paralelo

Delcnnine i,. i1 e i: no circuito mostrado na Figurn 3.9. 4fi .r 3ll


Solução
120V
- i,
;,j 18!1 ;,j 6!1
Começamos observando que o resistor de 3 Q
está em série com o resistor de 6 n. Portanto,
substituímos essa co1nbinação e1n sérit por urn rcsis- y
tor de 9 Q, reduzindo o circuito ao mostrado na Figura figura 3.9 Á Circuito para o Exemplo 3.1.
3.IO(a). Agora, podemos substituir a combinação em
paralelo dos resistores de 9 n e de 18 n por uma única 4H X
resistência de ( 18 X 9)/( l 8 + 9), ou 6 Q. A Figura
3.IO(b) mostra essa redução adicional do circuito. Os
!20V
- 1,
;, 1 1sn 1, 1 911
nós x e y, 1narcados en\ todos os diagra1nas, facilita1n a
percepção da redução do circuito. '
Pela Figura 3.lO(b) voce pode verificar que;, é igual y
a 120/l O, ou 12 A. A Figura 3. 11 mostra o resultado neste
ponto da análise. Acrcscenta1nos a tensão v 1 para ajudar (•)
a esclarecer a discussão subseqüente. Usando a lei de 4fi X
Ohn1, calcula1nos o valor de v 1:
;,
v, = (12)(6) = 72 V. (3.t6) 120V 6n
Mas 'V1 (:a queda de tensão do nó x ao nó y, portan·
to podemos voltar ao circuito mostrado na Figura y
3.1 O(a) e usar novamente a lei de Ohm para calcular i 1 e (b)
i:. Assim, figura 3.10 .A. Simplificação do circuito mostrado na figura 3.9.
. v , 72
11 = lS = IS = 4 A, (3.11)

. v, 72
'2 = 9 = 9 = 8 A. (3.18)

Dctenninan1os as três correntes especiOcadas )'


usando reduções série-paralelo em combinação corn a
lei de Ohm. Figura 3.11 .A. Orei.rito da Figura 3.lO(b) tnostrando o valor numérico de ;,.

Antes de prosseguirmos, sugerimos que você dedique dos. (Observe que há tr~s caminhos fechados que podem
urn pouco de ternpo para mostrar que a solução satisfaz a ser testados.) !: também importante mostrar que a potência
lei das correntes de Kirchhoff, e1n todos os nós, e a lei das fornecida pela fonte de tensão é igual à potência total dissi-
tensões de Kirchhoff, ao longo de todos os caminhos fecha- pada nos resistores. (Veja os problemas 3.3 e 3.4.)

V' PROBLEMA PARA AVALIA ÃO


Objetivo 1 - Saber reconhecer resistores ligados em série e em paralelo
3.1 Para o circuito mostrado, determine (a) a tensão
v, (b) a potência fornecida ao circuito pela fonte
de corrente e (e) a potência dissipada no rcsistor
de 10 n.
Resposta: (a) 60 V; (b) 300 W; (c) 57,6 W.

NOTA; Teute resolver ttunl1én1 os prol,/e111as 3.1. 3.2, 3.5 e 3.6. apr~ntados 110 final deste capít11lo.
SU$ W
42 Circuitos elétricos

3.3 Circuitos divisores de tensão e que 'V1 deva ser 5 V. Então, ·v,l'v, = 1/3 e, pela Equação 3.22,
constatamos que essa razão é satisreita sempre que R, = 1/2 R,.
e divisores de corrente Entre outros fatores que poden1 entrar na seleção de R1 e, por
conscqi.iência, de RJ, estão as perdas de potência que ocorren1
Às vezes - em especial em circuitos eletrónicos - é de,ido à divisão da tensão da fonte e aos efeitos da ligação do
necessário existir rnais de um nível de tensão a partir de u1na circuito divisor de tens.i.o a outros componentes de circuito.
única fonte de alimentação. Un1 n1odo de fhzer isso é utilizar Considere ligar urn resistor R,.. em paralelo con1 Rv
un1 c;rcuito div;ror de tenstio, con10 o da Figura 3.12. como rnostrado na Figura 3.13. O resistor R, age con10 uma
Analise1nos esse circuito, aplicando diretan1ente a 1ei carga para o circuito divisor de tensão. A carga, para qual-
de Ohm e as leis de Kirchhoff. Para auxiliar a análise, intro- quer circuito, consiste en1 u111 ou n1ais elen1entos que dre·
du.zhnos a corrente i co1no mostrado na Figura 3. 12(b). nan1 potência do circuito. Con1 a carga Rt ligada. a expres·
Pela lei das correntes de Kirchhoff, R, e R, conduzem a são para a tensão de saída torna-se
mesma corrente. Aplicando a lei das tensões de Kirchhoff
ao caminho fechado, temos (3.Z3)
(3.19) onde
ou
i = _ _,_,_
'V (3.20) (3.Z4)
R 1 + R2

Agora, podemos usar a lei de Ohm para calcular 111 e 11,. Substituindo a Equação 3.24 na Equação 3.23, obtemos

R,
v1 = iR1 = v---'-- (3.21) + n, v_.- (3.25)
' R, + R2
Observe que a Equação 3.25 se reduz à Equação 3.22, des-
(3.22)
de que R,-> ~. como esperado. A Equação 3.25 mostra que,
contanto que R, > > R,. a razão de tensões v,/v, permanece,
As equações 3.21 e 3.22 mostram que v, e v, são frações en1 esséncia1 inalterada pelo acréscin10 da carga no divisor.
de v, Cada fração é a razão entre a resistência nos terminais da Outra característica importante do circuito divisor de
qual a tensão é definida e a soma das duas resistências. Como tensão é sua sensibilidade às tolerâncias dos rcsistorcs.
essa ra7..ão é sen1pre 1nenor do que l,O, as tensões divididas v, Aqui, tolerc111cia significa unia faixa de valores possíveis. As
e 1-'2 são $e1npre n1enores do que a tensão da fonte, v,. resistências de resistorcs disponíveis no co1nércio se1npre
Se você quiser um valor particular de v,, ev, for especifi- apresentam certa porcentagem de variação em relação a
cada, há um número infmito de combinações de R, e R, que dão seu valor declarado. O Exemplo 3.2 ilustra o efeito das tole-
a razão adequada. Por exemplo. suponha que v, seja igual a 15 V râncias de resistores en1 un1 circuito de divisão de tensão.

+ +
R, ,., i R, ''1 R,
v, +
+ v,
n, t'1 Ri f';? +
11, t',, R1.
(a) (b)
Figura 3.12 Ã (a) Circuito divisor de tensâo e (b) circuito divisor de
tensão com conente i indicada. Figura 3.13 A Divisor de tensão ligado a uma C.lrga ~-

Exemplo 3.2 Análise do circuito divisor de tensão


25kíl R1
!()()V
+
A resistênc.ia dos resistores usados no circuito divisor
de tensão n1ostmdo na Figura 3.14 te1n uma tolerância de
+
± 10%. Oetennine os valores n1á.xi1no t mínimo de VCI"

Figura 3.14 .A C'ircuito para o Exemplo 3.2.


SU$W
Capitulo 3 Circuitos resistivos simples 43

Solução
Pela Equação 3.22, o valor máximo de v, ocorre . (100)(90)
quando R1 é 10% 1nais alto e Rt é 10% nlais baixo, e v.,(nun) = 90 + 27 ,5 = 76,60 V.
o valor mínimo de v, ocorre quando R, é 10% mais
baixo e R, é 10% mais alto. Portanto Assi1n, ao tomar a decisão de usar. nesse divisor
de tensão) resistores cujas re-sistências possuen1 tole·
(100)(110) râncias de 10%, aceitarnos que a tensão de saída, scn1
v,.(max) = + , = 83,02 V, nenhuma carga. encontre-se entre 76,60 e 83,02 V.
110 22 5

Circuito divisor de corrente (3.28)


O circuito divisor de corrente n1ostrado na Figura
3.15 consiste de dois rcsistores ligados cm paralelo a As equações 3.27 e 3.28 mostram que a corrente se di·
u1na fonte de corrente. O divisor de corrente é projetado vide entre dois resistores em paralelo, de modo tal que a
para dividir a corrente i, entre R1 e R1• Detern'linarnos a corrente en1 um resistor é igual à corrente que entra no par
relação entre a corrente i. e a corrente e1n cada resistor paralelo 1nultiplicada pela resistência do outro resistor e di·
(isto é, i, e i,) aplicando diretamente a lei de Ohm e a lei vidida pela soma das resistências dos resistorcs. O Exemplo
das correntes de Kirchhofí. A tensão nos resistores e1n 3.3 ilustra a utilir.açâo do divisor de corrente.
paralelo é

(3.26)

Pela Equaç;\o 3.26,

(3.27) Figura 3.15 A Circuito do divisor d~ correntt-.

Exemplo 3.3 Análise do circuito divisor de corrente

Determine a potência dissipada no resistor de 6 n e a potência dissipada no resistor de 6 n é p = (3,2)' (6) =


mostrado na Figura 3.16. 61,44W.
Solução
Enl primelro lugar. precisa1nos deterrninar a cor-
rente no resistor simplificando o circuito com reduções
série·paralelo. Assim, o circuito rnostrado na Figura 3.16
se reduz ao 1nostrado na Figura 3.1 7. Deter1nina1nos a
corrente;. usando a fórmula para divisão de corrente:
figura 3.16 A Circuito para o Exemplo 3.3.
L6
16 + /10) = 8A.

Observe que i0 é a corrente no rcsistor de 1,6 n da


Figura 3.16. Agora, podemos continuar a dividir i. entre os
rcsistorcs de 6 Q e 4 Q. A corrente no resistor de 6 Q é

4
i6 = + 4 (8) = 3,2 A, Figura 3.17 A Uma s:implifi(.)Ção do cirwito mostndo na Figura 3.16.
6
SU$W
44 Circuitos elétricos

V' PROBLEMAS PARA AVALIAÇÃO


Objetivo 2 - Saber projetar divisores de tensão e divisores de corrente simples

3.2 a) Detern1ine o valordev0 sem nenhu1na carga no 3.3 a) Determine o valor de R que fará com que 4 A de
circuito n1ostrado. corrente percorrrun o rcsistor de 80 Q no cir-
b) Determine v, quando R, for 150 kQ. cuito mostrado.
c) Qual será a potência dissipada no resistor de b) Qual é a potência que o resistor R da parte (a)
25 kQ se os terminais de carga entrare1n aci- precisará dissipar?
dentalmente en1 curto-circuito?
e:) Qual é a potência que a fonte de corrente forne-
d) Qual é a máxima potência dissipada no rcsistor
ce para o valor de R encontrado na parte (a)?
de 75 k.01
600

25 kO 400
+
200Y
+
20A t R
son
75 kO ~~,~ R1.

Resposta: (a)300;
Resposta: (a) ISO V; (c) 1,6 W; (b)7.680 W;
(b) 133,33 V; (d) 0,3 w. (e) 33.600 W.

NO'fi\: 1tuttt. resolver ta111bt1u os problt1uat 3.1.1. 3.15 e 3.21. apresentados uo final dtste t apítulo.

n1os usando a lei de Ohn1 para calcular i, a corrente que


3.4 Divisão de tensão e divisão passa por todos os resistores en1 série, cm tern1os da tensão
de corrente v e dos n resistores:

Podemos generalizar, agora, os resultados da análise ti V


(3.29)
do circuito divisor de tensão da Figura 3.12 e do circuito i = R1 + R2 + ·.. + R,, = Roq '
dívisor de corrente da Figura 3. 15. As generaliz.ações resul-
tarão en1 1nais duas técnicas de análise de circuitos rnuilo A resistência equivalente, R~.· ê a soma dos valores de
úteis, conhecidas como divisllo de teusdo e divisclo de cor- resistência dos 11 resistores porque os resistores estão en1
rente. Considere o circuito mostrado na Figura 3.18. séríe, como mostra a Equação 3.6. Aplicamos a lei de Ohm.
O retângulo da esquerda pode conter u111a única fonte uma segunda vez, para calcular a queda de tensão v1 no re-
de tensão ou qualquer outra combínação dos elementos bá· sistor R1, usando a corrente i calculada na Equaç3o 3.29:
sicos de circuito que resulte na tensáov mostrada na figura.
À direita do retângulo há 11 resistores ligados em série. Es·
tan1os interessados e1n detern1inar a queda de tensão ti1e1n (3.30)
um resistor arbitrário l~ e'n ter1nos da tensão v. Co1neça-
(Equação de divisão dt tensio)
R, 111

~3;
+ Observe que usamos a Equação 3.29 para obter o lado
dírcito da Equação 3.30. A Equação 3.30 é a equação de di-
Circuito
" \•isão de tensão. Ela diz que a queda de tensão v1 nos termi-
nais de detenninado resistor R_i, de u1n conjunto de resisto·
res ligados em serie, é proporcional à queda total de tensão
11. Rn - 1
v nos terminais do conjunto de resistores ligados em série.
Figura 3.18 Ã Circuito usado pafa ilustrar a divisão de tensão. A constante de proporcionaJidade é a ra1....i.o entre a resistên·
SU$W
Capítulo 3 Circuitos resistivos simples 45

eia do resistor e1n questão e a resistência equivalente do Observe que usamos a Equação 3.3 l para obter o lado
conjunto de resistores ligados em série, ou RJJl,.,. direito da Equação 3.32. A Equação 3.32 é a equaç.io de
Considere, agora, o circuito mostrado na Figura 3.19. divisão de corrente. Ela diz que a corrente i em determina-
O retângulo da esquerda pode conter uma única fonte de do resistor R, de um conjunto de resistorcs ligados ern pa-
corrente ou qualquer outra con1biJlação de cle1nentos bási· ralelo, é proporcional à correme total i fornecida ao con-
cos de circuito que resuhc na corrente i nlostrada na figura. junto de resistores ligados em paralelo. A constante de
À direita do retângulo hã 11 resistores ligados em paralelo. proporcionalidade é a raiei.o entre a resistência equi\ralente
Esta1nos interessados cn1 dcterrnina.r a corrente i1que passa do conjunto de resisto1-cs ligados em paralelo e a resistência
por um resistor arbitrário Rp ern tcr1nos da corrente i. Co· do rcsistor em questão, ou Jl,.,IR,. Observe que a constante
meçamos usando a lei de Ohm para calcular v, a queda de de proporcionaJidadc na equação de divisão de corre1u-c é o
tensão c1n cada urn dos resistorcs cn1 paralelo. cm termos inverso da constante de proporcionalidade na equação de
da corrente i e dos 11 rcsistores: divisão de tensão!
O Exe1nplo 3.4 usa a divisão de tensão e-a djvisão de cor-
(l.31)
rente para detenninar as tensões e correntes e1n unl circuito.
A resistência equivalente de ri re.si_stores e1n paralelo,
R.., pode ser calculada usando a Equação 3.12. Aplicamos i
a lei de Ohm. uma segunda vez., para calcular a corrente ;1
que passa pelo resistor RJ' usando a tensão V calculada na
Equação 3.31: Circuito R, R1

(3.ll)

(Equação de divisão de corrente) Figura 3.19 A. Circuito usado para ilustrar a divisão de corrente.

Exemplo 3.4 Utilização da divisão de tensão e da divisão de corrente para resolver um circuito

Use a divisão de corrente para dctcrn1inar a corrente V = (24)(2) = 48 V.


i0 e a divisão de tensão para dctern1inar a tensão vi> para o
circuito da Figura 3.20. Essa é ta1nbém a queda de tensão no ramo que con·
tém os resistores de 40 n , 10 n e 30 nem série. Então,
Solução podemos usar a divisão de tensão para determinar a que-
Podemos usar a Equação 3.32 se pudermos de- da de tensão v. no rcsistor de 30 n , dado que conhece-
1er1n_inar a resistência equiva1ente dos quatro ranlOS mos a queda de tensão nos resistores ligados em série,
em paralelo que contê1n resistorcs. E1n linguagem usando a Equação 3.30. Para isso, reconheccnlos que a
simbôlica, resistência equivalente dos resistorcs ligados em série é
40 + 10 + 30= 800:
R..,_ = (36 + 44)111011(40 + 10 + 30)1124
30
v,. = S0(48 V) = 18 V .
= 80ll!Ol80024 = I I I I = 6 !l..
-+-+-+-
80 10 80 24

Usando a Equação 3.32, 40!1


36{1
+
i., a : (8A) e 2A.
8A t JOn IO!l 24!i 'V

4 44!1 +
30!1 '!"
Podemos usar a lei de Ohm para determinar a que- -
da de tensão no resistor de 24 !1: Figura 3.20 A Circuito para o Exemplo 3.4.
snow
46 Circuitos elétricos

V' PROBLEMA PARA AVALIAÇÃO


Objetivo 3 - Saber usar a divisão de tensão e a divisão de corrent e para resolver circuitos simples
3.4 a) Use a dMsão de 1cnsão para dc1erminar a 4-00 son
tensão v. no rcsis1or de 40 O no circuito
mos1rado. ..
b) Use v. da parte(•) para dc1crminar a corrcn1c 200 300 10 ll
no rcsistor de 40 O. Depois, use essa corrcn1e e
a divisão de corrente para calcular a corrcnlc 700
no resis1or de 30 O.
e) Qual <a potencia absorvida pelo rcsistor de Resposta: (a) 20 V:
500? (b) 166,67 mA;
(e) 347,22 mW.
NOTA: Te11te rtsol\~r tan1bin1 01 problenu1s J. 21 e J.2J~ aprae11tatfos no jiflal date capüulo.

cem várias vantagens cm relação aos medidorts analógicos.


3.5 Medição de tensão e corrente Eles introduzem n1enos resistência no circuito ao qual cs·
tão ligados, são mais fâccis de ligar e a precisão do medição
Ao trabalhnr com circuitos reais, 1nuitas vezes você
precisar:\ medir tensões e corrcn1cs. Dedicaremos algum é maior, por causa da natureza do n1ecanisn10 de leitura.
Medidores analógicos são baseados 110 medidor de
1cmpo à discussão de vários ins1rumcn1os de medida nes-
movimento de d'Arsoova], que implen1cn1a o n1ecanisn10
1a e na próxima seção, porque eles silo rclt1tivnmentc sim-
ples de analisar e oferecem exemplos pnlticos das confi- de leitura. Um medidor de movimenlo de d'Arsonv11l con-
gurações de divisor de corrente e divisor de tensão que siste e1n un1a bobina n16vel colocada no can1po de un1
hnã pennanente. Quando u111a corrente flui pela bobina,
acabamos de estudar.
O nmperlmctro < um inslrumcnto projetado para cria nela um torque e faz com que ela gire e rnovn um
medir corrente; ele é inserido cm série com o clemclllo de ponteiro sobre lllna escala calibrada. Por projeto. a dcflc·
circuito cuja corrcn1c cm\ sendo medida. O voltlmctro é xão do ponteiro é diretamente proporcional à corrcn1c na
um instrumcn10 projetado !'<"ª medir tensão; ele é colo- bobina móvel. A bobina é carncterizada por uma calibra-
ção de tensão e uma calibração de corrente. Por exe1nplo,
cado em paralelo com o elemento cuja 1ensão está sendo
medida. Um amperímetro ou voltíme1ro Ideal não provo- as calibrações de um medidor de movimc1110 disponível
ca nenhum efeito sobre a variável de circuito que se deve no con1ércio são 50 m\1 e l mA. Isso significa que, quan·
medir. Isto e, u1n a1npcrirnc1ro ideal tcrn utna rcsisléncia do a bobina está conduzindo 1 mA, a queda de tensão na
equivalente de OO e funciona como um curto-circuito cm bobina é de 50 mV, e o ponteiro é defletido n1I: n posição
série com o elemento cuja corrcn1c es1á sendo medida. final da escala. Uma ilustração esquemálica do medidor
Um voltímetro ideal tcn1 uma rcsistlncia equivalente in- de d'Arsonval /: mostrada na Figura 3.23.
finita e, por isso, funciona con10 un1 circuito aberto cm
paralelo com o elemento cuja 1cnsão cs1á sendo medida.
R,
r--'YVV---; ~ J---..-----,
As configurações para um amperímetro, usado para me-
dir a corrcn1c cm R,. e para um voltímetro. usado para
medir a tensão cm R1, são rcprcscn1adas na Figura 3.21. ••
Os modelos ideais para esses medidores, no mesmo cir-
cuito. são mostrados na Figura 3.22.
Há duas ca1cgorias gerais de medidores usados parn Figura 3.21 • Um imperimttro ligado patJ mtdit a ('O(ttfttt em R1 e
lensões e corrcnlcs con1inuas: medidores digitais e medi· um voltimetto ligado para medir a tensão em RI'
dores analógicos. Mttlidom digitais medem o sinal de 1cn-
são ou corrente contínua em pontos discretos do tempo. R,
denominados tempos de amostragem. Portnn10. o sinal
analógico. contínuo em relação ao 1empo. é convertido para
um sinal digital, que existe sorncntc cm instantes discretos
no tempo. Uma cxplícaçào ma.is dctalhnd" do funciona-
mento de medidores es1á fora do escopo deste livro e deste
curso. Contudo, é provável que você encontre e use n1cdi· Figura 3.22 Ã. Modelo de aJrto·circuito para o amper1metro i~il e um
dores digi1t1is cm ambic111es de laboratório, pois eles oícre- modelo de circuito aberto para o voltímetro ideal.
SU$W
Capitulo 3 Circuitos resistivos simples 4 7

Um a1nperinletro analógico consiste en1 unt rnedi<lor to o n1cdidor i ntroduze1n resistências no circuito ao qual
de dl\.rsonval cn1 paralelo com um resistor, corno mostra a o medidor está ligado. Na verdade, qualquer instrumento
Figura 3.24. A finalidade do rcsistor cm paralelo é limitar a usado para fazer medições físicas extrai energia do siste-
qua.nlidade de corrente na bobina do n1edidor, derivando ma enquanto executa as n1edições. Quanto n1aior a ener·
urn pouco dela por R". Un1 voltí1netro analógico consiste gia ex .. traída pelos instrunlentos, 1nais séria será a intcrfe..
c1n u1n medidor de d'A_rsonval cn1 série co1n urn rcsistor. rência na medida. Unl a1nperirne1ro real ten1 urna
como mostra a Figura 3.25. Nesse caso, o resistor é usado resistência equivalente que não é zero e, por isso, adíciona
para limitar a queda de tensão na bobina do medidor. Em resistência ao circuito cm série con1 o c len1ento cuja cor·
arnbos os 1nedidores. o resistor adicionado det.ern1ina a es· rente o arnperín1ctro cstcí 1nedindo. Uni volthnctro real
cala total de leitura do medidor. tem u1na resistência equivalente que não é infinita, por-
Por essas descrições. vemos que um medidor rcnl tanto adiciona resistência ao circuito cm paralelo con1 o
não é un1 medidor ideal: tanto o resistor adicio nado quan· elemento cuja tensão está sendo lida.
O grau de in1erferência desses n1edidorcs no circuito
que está sendo medido depende da resistência efetiva dos
medidores, en1 comparação co1n a resistência no circuito.
Por exe1nplo) usando a regra do 1/10, a resistência efetiva
de um amperímetro não deve ser maior do que 1/ 10 do
Uobina V3lor da menor resistência do circuito, para se ter certeza
nlÓ\'cl de que a corrente que está sendo medida é aproximada-
tnente a mesma con1 ou $en1 o a1nperímetro. No entanto1
e1n u1n rnedidor analógico, o valor da resistência é deter-
minado pela leitura máxima que desejamos fazer e não
pode ser esco.lhido arbitrariamente. Os exemplos a seguir
• ~·l ol:t rcst:~hélcet:<,lora ilustra1n os cálculos envolvidos na detennjnação da resis-
_,,,,,. '-..Núclco 1nagné1ico de rcrro tência necessária cm u1n arnperúnetro ou vohf_mctro ana-
lógico. Os exemplos também consideram a resistência
efetiva resultante do rned_idor quando ele é inserido en1
Figura 3.23 i. Diagrama esquemático de um medidor dt d'A1sonva1. un1 circuito.

Medidor Medidor
'lCrininais do !?,, de
'lCrnlinais do de
an1perín1ctro vollímctro
d' Arsonva.I d'Arsonval

Figura 3.24 A Circuito de um amperimetro cc. fig ura 3.2S .A Citcuito dt urn voltímetto cc.

Exemplo 3.5 Utilização de um amperímetro de d'Arsonval


a) Um medidor de di\rso1wal dc 50 mV, 1 mA deve ser que. quando o 1nedidor conduz l n1A, a queda em seus
usado cm un1 amperímetro, cuja feit ura máxima é terminais é de 5Q mV. A lei de Ohm requer que
10 n1A. Deternline RA.
9 X J0-3 R,, = 50 X 10-3,
b) Repita (a) para uma leitura máxima de l A.
ou
e) Qual é a resistência adicionada ao circuito quando o an1·
pcríJnctro de 10 n1A é inserido para 1ncdir a corrente? RA = 50/ 9 = 5,555 !t.
d) Repita (c) para o ampcrhnetro de 1 A. b) Quando a deflexão máxima do amperímetro for l A.
RAdeverá conduzir 999 1nA, enquanto o n1edidor con·
Solução duzirá 1 1nA. Então, nesse ca.so,
a) Pelo enunciado do problema. sabemos que quando a
corrente nos tenninaisdoamperín1etro é 10 1nA, l 1nA ou
está fluindo pela bobinado medidor, o que significa que
9 mA devem ser desviados por R, . Sabemos também R,. = 50/999 "" 50,05 mü.
SU$W
48 Circuitos elétricos

e) Usando R'" para representar a resistênc.ia equivalente d) Para o amperímetro de 1 A


do amperímetro, para o arnpcrúnetro de 10 1n_ A,
50mV
50mV _ R,., = lA = 0,050!1 ,
R., ª -lO
. 111
A ª :> !1 .
ou, alternativamente,
ou, a1ternativa1nente,
(50)(50/ 999) -
(50)(50/ 9)
R,., = 50 + (50/999) = O,O:>O !1.
R,,, = 50 + (50/9) = 5 !l.

Exemplo 3.6 Utilização de um voltímetro de d'Arsonval


a) Um medidor de d'Arsonval de 50 m V, 1 mA deve ser 5
usado em um voltí1netro cuja leitura máxi1na é 150 V. 50 X 10-3 = 0 • (5)'
Rv +)O
Determine R..
ou
b) Repita (a) para uma leitura mbirna de 5 V.
e) Qual é a resistência que o medidor de 15-0 V insere no R. = 4950 !1
circuito?
e) Us.lndo ll,, para representar a resistência equivalente
d) Repita (e) para o medidor de 5 V. do rnedidor. tc1nos

150V
Solução R,,, = _3 A = 150.000 !1
10
a) A deflexão 1náxi1na requer SO n\V e o n1edidor ten1 uma
resistência de 50 !l. Porianto, aplicamos a Equação 3.22 ou. altemativa1nente.
com R, = R,.. R, = 50!1, v, = 150 V cv, = 50 rnV: R,. = 149.950 + 50 = 150.00Q O

5
50 X
3
10- = R. ~ 50(150) · d) Então,

SV
R,. = _ A = 5.000!1 •
Resoh•endo para R,., obtemos 10 3

R. = 149.950 !l. ou, alternativamente.

R,,, m 4.950 + 50 = 5.000!1.


b) Para tuna le.itura mcixi1na de 5 V,

V' PROBLEMAS PARA AVALIA ÃO


Objetivo 4 - Saber determinar a leitura de amperímetros e voltímetros

3.5 a) Determine a corrente no circuito mostrado. 3.6 a) Detern1ine a tensão v no resistor de 75 kQ do


b) Se o amperímetro do Exemplo 3.5(a) for usado circuito nlostrndo.
para nledir a corrente, qual será sua leitura? b) Se o voltímetro de 150 V do Exemplo 3.6(a) for
usado para rnedir a tensâQ. qual será sua leitura?
1s1<n

Resposta: (a) 1OrnA;


(b) 9,524 mA.
oovc2:]"'"
Resposta: (a) 50 V; (b)46,15 V.
NOTA: Tente resolver u1n1bé1n os proE,le1nas 3.30 e 3.33, aprt!'Se11tados no fl11al tles.te capítulo.
Sn(:IW
Capítulo 3 Circuitos resistivos simples 49

3.6 Medição de resistência pela qual


R2
R • - R3· (3.40)
a ponte de Wheatstone " R,
Agora que já verificamos a validade da Equaç-;lo 3.33,
Multas conRgurações de circuito diferentes são usa- pO<Jcmos fazer vários comentários sobre o resultado. Em
das para medir a rcsisténcia. Aqui, focaliiaremos somente primeiro lugar, observe que, se a razão R,IR, for igual ã
uma, a ponte de Whcatstone. O circuito da ponte de Whe- unidade, o rcsistor desconhecido R, será igual a R,. Nc55e
atstonc é usado para medir, com precisão. resistências de caso, o resistor da ponte R, dev< variar dentro de uma fai-
valores médios, isto é, na faixa de 1 íl a 1 Míl. Em mO<lc- xa que inclua o valor R,- Por exemplo. se a rcsist~ncia des-
los comerciais da ponte de Whcatstone são possivcis pre- conhecida fosse de 1.000 n, e R, pudesse ser variado de O
cisões da ordem de ;t.0, 1%. O circuito da ponte consiste a 100 n. a ponte nunca pO<lcria se equilibrar. Assim, para
cm quatro rcsis1ores. uma fonte de tensão cc e um dcte<::~ cobrir uma ampla faixa de rcsistorcs desconhecidos, de\'C-
tor. A rcsistCncia de um dos quatro rcsistorc.s pode serva- mos pO<ler variar a razão R,IR,. Em uma ponte de Whe-
riada, o que é indicado na Figura 3.26 pcl• seta que atra- atstone comercial, R1 e R1 assumen1 valores cujas razcX:s
vessa R,. Em geral, a fonte de tensão ce é uma bateria, o são múltiplos de 10. Kormalmentc, os valores decimais
que é indicado pelo simbolo de bateria para a fonte de são 1, 10, 100 e 1.000 Q , de modo que a razão R,IR, pO<le
tensão v da Figura 3.26. Em geral, o detector é um medi- ser variada de 0,001 a J.000 em incrc1ncntos d<."cin1ais. De
dor de d~rsonval que absorve uma corrente na faixa dos modo gera.I, o resistor variável R, pO<lc ser ajustado cm
microampêrcs, denominado galvanõmetro. A Figura 3.26 valores inteiros de resistência de 1 a 11 .000 n.
mostra o arranjo do circuito dns resistfocins, batcrin e de- Embora a Equação 3.33 implique que R, possa variar
tector, no qual R,, R, e R, s(lo rcsistorcs conhecidos e R, é
de zero a infinito. a faixa prática de R;. é, aproxirnnda1ncn·
o resistor desconhecido.
te, de 1 Q a l M!l. Resistências mais baixas sao difíceis de
Para dctcrn1innr o valor de RÃ, ajustnrnos o rcsistor vari-
medir e1n uma ponte de 'v\'he.atstonc padrão por ca\ISa das
á~cl R, até não hnvcr mais corrente no gnlvnnõmctro. Então,
calculamos o resistor desconhecido pela simples expressão tensões termoelétricas geradas nas junções de metais dife-
rentes e por causa dos efeitos do aqucchncnto tér1n ico -
Ri
R,, • R,R;.
(3.33) isto é, efeitos i 1R. Resistências nlais altas são diílceis de
1nedir co1n precisão por causa das correntes de fuga. Uni
A derivaçào da Equ:1çào 3.33 decorre diretamente da outras palavras. se R.r for grande, a fuga de corrente no
aplicaç-lo das leis de Kirchhoff ao circuito da ponte. Dese- isolanlento elétrico pode ser con1parável à corrente nos
nha1nos nova1ncntc o circuito da ponte na Figura 3.27 para ran1os do circuito da ponte.
mostrar as correntes adequadas ti derivnção da Equação
3.33. Quando 11 é zero. Isto é, quando a ponte está equilibra-
da, a lei das correntes de Kírchhoff requer que
(3.3') +
(3.35) ·-=-
Agora, como 11 ' zero. n3o há nenhuma queda de ten-
são no detector e, portanto, os pontos n e b estão no mesmo
/ H,
potencial. Assim, quando a ponte está equilibrada, a lei das
tensões de Kirchhoff requer que
Figun 3.26 A Circuito di ponte de Whtats.tone.
i,R) • i,.R,.. (3.36)

i 1R1 • i:R:- ( 3-37)

Combinando as equações 3.34 < 3.35 com a Equação


3.36, ttmos +
(3.38) V -

Obtemos a Equação 3.33 dividindo. primeiro, a Equa-


ção 3.38 pela Equação 3.37 e, então. rcsolvtndo a expressão
resultante para R,:
(3.39)
figur• 3.27 .4 Ponte de Whe;,t:stone equilibrida (lf •O).
SU$W
50 Circuitos elétricos

v PROBLEMA PARA AVALIA ÃO


Objetivo 5 - Entender como uma ponte de Wheatstone é usada para medir resistência
3.7 O circuito da ponte mostrado está equilibrado
quando R, = 100 O. R, = 1.000 Q e R, = 150 Q. A
ponte é alimentada por uma fonte de 5 V cc. R,
a) Qual é o valor de R,.?
b) Suponha que cada resistor da ponte seja capaz de
dissipar 250 mW. A ponte pode ser equilibrada
sem ultrapas.<ar a capacidade de dissipação de po-
tência dos resistores, ou seja. sen1 se danificar?
Resposta (a) 1.500 O; (b) sim.

NOTA: Tente n:sclver 1a,,1bé1u o Prol1le.11ur J.48, nprcsentn1fo no final des.tt e11pít11lo.

A conexão dos resistores R1, R"' e RJ (ou R2, R"' e Rx) no


3. 7 Circuitos equivalentes circuito mostrado na Figura 3.28 é denominada interliga·
triângulo-estrela {8-Y} ção en1 estrela, ou eni Y. porque a ela pode ser dada a forma
da letra Y (estrela). l! mais fácil ver a forma em Y quando a
ou pi-tê (7r-T) interlígação é desenhada como na Figura 3.30. A configu-
ração em Y também é denominada interligaçdo em tt (T),
A configuração da ponte da Figura 3.26 introduz porque a estrutura cm Y pode ser transformada em uma
uma interligação de resistores que justiílca 1nais discus-
estrutura en1 T sem interferir na equivalência elétrica das
duas estruturas. A equivalência elétrica das configurações
são. Se substituirmos o galvanômetro por sua resistência
en1 Y e enl T ílca clara con1 o auxílio da Figura 3.30.
equivalente Rm, poderen1os desenhar o circuito inostrado A Figura 3.31 ilustra a tmnsformaçãode circuito A· Y. Ob·
na Figura 3.28. Não poden1os reduzir os resistores interli· ser\'e que não poden1os transfonnar a interligação em ô. en1
gados desse circuito a um único resistor equivalente nos u1na interligação ern Y sirnpl~nlente 1nudando seu formato.
terminais da bateria se nos restringír1nos aos si1nples cir- Di1.er que ocircuit·o ligadoe1n ll é equivalente ao circuico ligado

·v·
cuitos equivalentes en1 série ou e1n paralelo, apresentados cm Y sigllifica que a con6guraçào em A pode ser substituída
logo no início deste capítulo. Os resistores interligados por tuna configuração em Yc.1nesn10 assirn, manter idêntico o
podem ser reduzidos a um único resistor equivalente por
meio de um circuito equivalente triângulo-estrela (A-Y) ',.__R_•.__,,R..,.,~._l_l,-1>
ou pi-tê (17·1').'
A conexão dos resistores R,. R, e Rm (ou R,. R.. e R,)
no circuito mostrado na Figura 3.28 é de11on1i11ada intetli-
gação em triâ11g11lo (A) porque ela é parecida com a letra e e
grega A. Também é denominada interligação em pi porque
o a pode ser transforn1ado e1n un1 1t sen1 interferir na
equivalência elétrica das duas configurações. A equiva-
lência elétrica entre as interligações ô. e w fica clara co1n o
auxílio da Figura 3.29.
"Yb
Figura 3.29 .â. Configuração em à visttt como uma c:onfigu~ em~.

R1
R3
R1 t1~b
R1 /l,

!R;
e e
R,
Figura 3.30 à Uma est:tutura em Yvista como uma estrutura em T.
+
v-=- •:;7b~~b
f
111,vR• R3

e e
Figura 3.28 à Rede res:~tlva gerada por uma ponte de Wheatstooe. Figuri 3.31 Â lransfocmaç.io ó·Y.

1l~tnnut3S t 1n ó e Ytsiào prts<'r'llt$ ein un1a vatiedadc <k circ.u itos útc-is. não <'IJ>(it.1St1n rtdt$ rtsisthias. Con$t()üen1cmffllt. 11 transfonna.,'ào 4· Y ~
uma fcrrasnenta útil c1n :i.náliSe de <ircuil<>s.
SU$W
Capítulo 3 Circuitos resistivos simples 51

comportamento no terminal das duas configurações. Portan-


to, se cada circuito for colocado dentro de uma caixa preta, não ,- R,+R,,R.+
R _ R,
R,
{l.44)
poderen1os detenninar, por med.içôes externas, se a caixa con·
têm un1 conjunto de rcsistores ligados cn1 /!;.ou un1 conjunto de R,. R11
Ri= (3.4S)
resis1ores ligados em Y. EsSl condição só é vã.lido se a resistên· R.+Rb+R,
eia entre os pares de tern'\i.nais correspondentes for a mesrna R, R.
R3 = (3.46)
para cada caixa preta. Por exemplo, a resistência entre os termi- R.+R1,+R,
nais n e b deve ser a mesma, quer utilizemos o coníunto ligado
em A 011 o coníunlo ligado em Y. Para cada par de tcm1inais no Inverter a transformação A· Y também é possível. Isto
circuito Ugado c1n /l, a resistência equivalente pode ser calcula· é, podemos começar com a estrutura em Y e substituí-la
da usando simplificações cm série e cm paralelo para obter por tuna estrutura equivalente em 6. As e.'<pressões para as
resistências dos três rcsistorcs ligados em A, como funções
R,( R. + Rb) das resistências dos três res.istores ligados en'I Y. são
R .• = = R 1 +R {Hl)
'"' R+R+/>
,, b "
R ~ R 1R 2 + R2 R3 + RJRo.
' e;
{l.47 )
R.(R1> + 11<-) • R,
Roc = . = R1 + R· {3.42)
/?,, + !~11 + Rc "'
(3.<8)
R. • R,,(R, + Ra) • R 1 + li3 . {Ml)
ul llu + fl11 + Rc
(3.49)
A manipulação algébrica direta das equações 3.4 l-
3.43 possibilita o cálculo dos valores dos rcsis1ores ligados O ExernpJo 3.7 ilustra a utilização de un1a transforma·
cm Y cm termos dos rcsislores ligados em A cqui,•alentc: ção 6.· Y para si1npliflcar a análise de u1n circuito.

Exemplo 3. 7 Aplicação de uma transformação õ.·Y

Detern1ine a corrente e a potência fornecidas pela


fonte de 40 V no circuito mostrado na Figura 3.32. sn l(J(>H
Solução +
Estamos interessados apenas na corrente e na po- 40V ....=....
tência da fonte de 40 \'. Portanto, o probJc1na estará rcsol~
vido quando obtivermos a resistência equivalente nos 37.5!1
ter1ninais da fonte. Poden1os dctcrn1inar essa resistência
equivalente, co1n faciUdade, depois de substituirmos o ll
figura 3.32 J;,. Circuito para o Exemplo 3.7.
superior (100, 125, 25 Q) ou o A inferior (40, 25, 37,5 Q)
por sua Y equivalente. Opiamos por substituir o A supe·
rior. Então, calculamos as três resistências en1 Y, defini-
das na Figura 3.33, pelas equações 3.44 a 3.46. Assim, 100~1 11,
125U
R = 100 X 125 = 50 Q R
' 250 ' 25U
Figura 3.33 .i.. Resistores equivalentes em estreta.
R = 125 X 25 = 12 5 Q
2 250 • • sn

/''3 = JOOX25
250 1OQ. 500
+ 100
40V-=...
A substituição dos resistores em Y da Figura 3.32
produz o circuito mostrado na Figura 3.34. Pela Figura 400
3.34, fica fácil calcular a resistência nos ter1ninais da fon-
te de 40 V, por simplificações série-paralelo:
figura 3.34 Ã Vérsão tr'ansformada do circuito mostrado na figura 3.32.
º _5.
" «o - ) + 100 - 80 >L.
(50Jcsoi _ ~

A etapa final consiste en\ obser,rar que o circuito se


reduz a um resistor de 80 Q e uma fonte de 40 V, como
1nostra a figura 3.35, pela qual fica evidente que a fonte figura 3.35 A Etapa final na simplificaç.ão do circuito mostrado na
de 40 V fornece 0,5 A e 20 W ao circuito. figura 3.JZ.
SU$ W
52 Circuitos elétricos

V' PROBLEMA PARA AVALIAÇÃO


Objetivo 6 - Saber quando e como usar circuitos equivalentes A-Y
3.8 Use urna transformação 6.-Y para detcr1ninar a 280
tensão no circuito mostrado.
2on 100

2A ,. 50 1051)

Resposta: 35 V.

NOTA: Tente rtsoh-er lt11nbén1 os proble111as 3.52, 3.53 e 3.54, apresentado5 no finnl (/este capítulo.

Perspectiva prática
Um desembaçador de vidro traseiro Comece a an~lise do circuito simplificado da rede da
Figura 3.37 escrevendo expressões para as correntes i,, i,,
Um modelo da rede resistiva de um desembaçador é ; 3 e ir Para determinar ;,,. descreva a resistência equivalente
mostrado na Figura 3.36, onde x e y denotam o espaçamen- em paralelo com R,:
to horizontal e vertical dos elementos da rede. Dadas as
dimensões da rede, precisamos determinar expressões para R = 2Rb + R2(R1 + 2R,)
cada um de seus resistores, de modo que a potência dissi- ~ Ri+ R2 + 2Rd
pada por unidade de comprimento seja a mesma em cada (R1 + 2R.)(R2 + 2R.) + 2 //zR•
s (3.55)
condutor. Isso garantirá o aquecimento uniforme do vidro (R1 + R1 + 2R,)
traseiro em ambas as direções x e y. Assim, precisamos de-
terminar valores para as resistências dos resistores da rede
que satisfaçam às seguintes relações:

;'(R') = ;z(R1) = ;j(R3) = ;J(R•) = ;'(Rs).


-i1
t R.

,,,
R,,
1 (3.50)
li •t
' ·" x ·x x sx
-i1
R, li.·
H,
;J(~-) •i( :·). = (3.51) R, j;, -i.
R, R.
_,,
"( R
'1 -
y
,) _"(Ry
•) _"( R,) _'s"(-R
- 'b -
y y ,
- '
e - -
4
) (3.52)
R,
R,
R,,

-1,
·i(R'') =1J·'(-Rs)•
I -
y X
(3.53)
Yoc
+ -

Começamos a análise da rede aproveitando sua estrutu- Figura 3.36 A Modelo de uma rede de desembaçador.
ra. Observe que, se desligamos a porção inferior do circuito
(isto é, os resistores li,, R,, R. e R,), as correntes ;,, iy i, e
;, não são afetadas. Portanto, em vez de analisar o circuito
da Figura 3.36, podemos analisar o circuito mais simples da
Figura 3.37. Observe ainda que, após determinar R" R,, R,,
R, e R, no circuito da Figura 3.37, também determinamos os
R, -··
-
R
i1
r R,

R R
valores dos resistores remanescentes, pois I·· _ ,,
11.

R. = R,

R,= R,
(3.54) +-
R,= R•
R,1 = R~ Figura 3.37 A Um modelo simplificado da rede do desembaçador.
SU$W
Capítulo 3 Circuitos resistivos simples 53

Por conveniência, defina o numerador da Equação 3.55 obtemos, apôs algumas manipulaçõe.s algébricas (veja o
como Problema 3.69).
D= (R, + 2R,,)(R, + 2R.) + 2R,R., (3.56) R, = (l + 2<J)1R,. (3.65)
e, portanto, A expressão para R, como uma função de R, é derivada
R = D da restrição imposta pela Equação 3.52, ou seja, que
(3.57)
' (R1 + R1 + 2R0 )
Dai, decorre diretamente que Rb = (~yR.. (3.66)
.
tb = -
v.i. Arazão (iJt,) é derivada das equações 3.58 e 3.59. Assim,
R, ;, Ri
- = (3.67)
= \'Je(R1 + R1 + 2R0 ) (3.58) ib (R 1 + R1 + 2R0 )
D Quando a Equação 3.67 é substituída na Equação 3.66
Podemos determinar expressões para ;, e ;, diretamen- obtemos, apôs algumas manipulações algébricas (veja o
te, utilizando a divisão de corrente. Portanto, Problema 3.69),
R _ (1 + 2u)ZcrR 1
. ibR2 VccR2 (3.68)
,, = = --' (3.59) b - 4(1 + cr)2 .
R, +Ri + 2R0 D
e Por fim, a expressão para R3 pode ser obtida da restrição
dada na Equação 3. 50, ou
. ib(R., + 2R0 ) V (R + 2R0 )
12 = = 00 1 (3.60)
R3 = (;-•)i R., (3.69)
(R 1 + R1 + 2R0) D
onde 3
A expressão para i 1 é simplesmente
. Vcc i1 R2R3
r3 - - · (3.61) ;; = [ ) ·
R3
A seguir, usamos as restrições das equações 3.50-3.52 Mais uma vez, após algumas manipulações algébricas (veja
para derivar expressões para R., li., R, e R3, como funções de o Problema 3.70), a expressão para R3 pode ser reduzida para
R,. Pela Equação 3.51.
R - (l + 2")' R · (3.70)
R. = R, _ :1 - (I + u)2 '
ou X X
Os resultados de nossa análise estão resumidos na Ta-
R,, = XR, = crR,, bela 3.1.
X
onde TABELA 3.1 Resumo de equações de resistência para a rede
tJ = ylx. (3.62)
do desembaçador
Então, pela Equação 3.50 temos Rcsist~rici? Expressão
oR,
R2 = (~Y R 1• (3.63)
R,
(1 + 2cr)2crR 1
4(1 + cr)2
A razão (iJiJ é obtida diretamente das equações 3.59 (1 + 2u)'R,
e 3.60:
R,
i R1 Ri (l + 2cr)'
-1 m a _ _.:;..__
(3.64) R, (1 + cr)' R,
ii R1 + 2R0 R, + 2uR1
Quando a Equação 3.64 é substitulda na Equação 3.63, onde a= yl::.:

NOTA: 1\\•alie oqut vocé entendeu dn "Pe.~tíva prática"te11taudo resoh·et os proble111a.~ 3.71-3.73, apttSentados no final desteeapltulo.

Resumo
Resistores e111 série podenl ser co1nbinados para obter um l
único resistor equivalente) de acordo co1n a equação + -·
R,

R.q = LRi = R, + R1 + ... + R• . Quando apenas dois resistores estão em P"ralelo, a equação
l• I p.tr.1 a resistência equivalente pode ser simplificada para dar
Resistort!s em paralelo podem ser combinados para obter R = R1R2
un) único re-sistor equivalente, de acordo co1n a equação «t R 1 + Ri
SU$W
54 Circuitos elétricos

Quando a tensão é dividida entre resistores e1n série, onde1), é a queda de tensão na resistência n, evé a queda
como mostra a figura, a tensão cr_
n cada rcsistor pode ser de tensão nas resistências ligadas cm série, cuja rcsistêll-
encontrada de acordo com as equações cia equivalente é R...
R, • Divisão de corrente é un1a ferrrunenta de análise de circui..
'V1 = - - -v,'
R, + R2 tos usada para detern1inar a corrente en1 un1 dado resistor
R2
de um conjunto de resistores ligados em paralelo, quando
Vi= ---=-v. a corrente de entrada no conjunto é conhecida:
R1 + R2 '

+ 1, = Rç•·
_,,
C1 R, R;
onde i; é a corrente que passa pela resistência R1 e i é a
corrente que flui pelos resistores ligados cm paralelo cuja
resistência equi\ralentc é R"4'
Um voltín1elro nlede a tensão e dc\•c ser inserido cn1 pa..
raleio com a tensão a ser medida. Un1 voltín1etro ideal
Quando a corrente é dividida entre rcsistores en1 paralc· ten1 re-sistência interna infinita e, por isso, não altera a
lo. corno mostra a figura. a corrente que passa cm cada tensão que está sendo medida.
resistor pode ser encontrada de acordo co1n as equações
• U1n a111perín1etro 1ncde a corrente e deve ser inserido em
. R2 . série co1n a corrente a ser n1edida. Urn an1pcrhnetro
11 = R1 + Ri 'i ideal tem rcsist~ncia interna zero e, por isso. não altera á
corrente que está sendo medida.
. . R,
12 = R R 'i • Medidom digitais e medidom a11a/6gicas têm resistência in-
1+ 2
terna, o que influencia o valor da variável de ciretúto que está
sendo medida. Medidores baseados no medidor de
d~rson\'"al incluem dcliberadainentc tuna resistência interna
como um meio de limitar a corrente na bobina do medidor.
;,
• O circuito da poute de Wheat$I011c é utilizado para fazer
rnedições precisas do valor da resistência de un1 resistor
usando quatro resistores. uma fonte de tens.ão cc e un1
galvan61netro. Uma ponte de Wheatstone está equilibra-
Di'1iscio de tensão é u1na ferran1enta de análise de circui· da quando os valores dos resistores obedecen1 à Equação
3.33. re-suhando e111 uma leitura de O A no galvanô111etro.
tos usada para especificar a queda de tensão cm deter-
minado rcsistor de um conjunto de rcsistorcs ligados • U1n circuito com três resistores ligados en1 uma configu·
em série quando a queda de tensão nos tc rn1inais do ração e1n ô. (ou e1n urna configuração en1 1T) pode ser
conjunto é conhecida: transfon11ado em un1 circuito equivalente no qual os três
rcsistorcs estão ligados cm Y (ou ligados cm T). A trans-
R; formação fJ.-Y é dada pelas equações 3.44-3.46; a trans-
V·=~'
1 R,.., formaç.'\o Y-fJ. é dada pelas equações 3.47-3.49.

Problemas
Seções 3.1-3.2
3.1 • Para cada um dos círcuitos mostrados, 2400
a) identifique os resistorcs ligados em série, !SOO 3000
b) sin1plifique o circuito, substituindo os resistores to V t•OO
ligados e111 série por resistores equivalentes. 2000
Figura P3.1 (b)

,:.ºt :,!
3.~!l
......,
8k0

,,~HlkºI
40 .0 450

2 .. ~on sov 3()0


60!1
(>) (e)
snow
Capitulo 3 Circuitos resistivos simples 55

3.2' Para cada um dos circuitos mostrados na Figura P3.2, Seções 3.3-3'4
a) identifique os reslstores ligados cm paralelo,
3.10 Determine a potência dissipada no resis1or de 30 Cl,
b) simplífiquc o circuito subs1ituindo os rcsistorcs
ligados cm paralelo por rcsistores equivalentes.
""" do circuito da Figura P3.IO.

Figuro Pl.2 Figura P3.7

2t o
12n 14 n
120 200 tso 6fl

(a)
(a)

7kfl
-100
sv .io
200 300 sn

(b)
~n 1sn
::
HK> kll Figura P3.8

3(K)kll
120
.

o.sv 7Skll lOkll ISOkO ISO 2~n


2.ltO a

(e) 1200 600 20fl


.....
3.3 a) Determine a po1~ncla dissipada cm cada rcsistor
do circuito da Figura 3.9. b
25fl 7 fl

(•)
b) De1erminea potênciafomecid• pela íontcde 120V.
c) Mostre que a pot~ncia fornecida é Igual à potência
dissipada. 90
.....
3.4 a) Mostre que a solução do circuito da Figura 3.9
(veja o Exemplo 3.1) satisfaz a lei das correntes de 1on 1~n 35 o
KirchhofT nas junções x e y. a
b) Mostre que a solução do circuito da Figura 3.9 600 ~o
satisfu a lei das tensões d< KirchhofT cm todos
300 15 o .ao o
os caminhos fechados. 5fl 100 200
b
3S Determine a resistlncia cquivalcntc1 vista pela fonte,
(b)
<m cada um dos circuitos do Problema 3.1.
3.6· Determine a resistência cquíV3lcntc, vista pcla fonte,
em cada um dos circuitos do Problema 3.2. 140 30 o
3.7 Determine a resbtêncla equivalente R• para cada
um dos circuitos d• Figura P3.7. 30
3.8 Determine a rcsisu~ncia equivalente R• para cada 200 o 27 o
""' um dos circuitos d" Figura P3.8. 50 o 24 o
b
3.9 a) Nos circuitos da Figura P3.9(a)-(c), determine a
2o
""' resistência equivalente R., 3011 1211
b) Para cada circuito, determine a po1ência forneci·
da pela fonte. (e)
Sn$W
56 Circuitos elétricos

Figura P3.9 Figura P3.13

~iv~ ~ 1sn~1on 160V +


R1 4,7k0

h 60
(•1
R, 3.3 kO •,,

' 'º "º 3.14 No circuito do djvisor de tensão mostrado na Figura


f'S~:u
144 V UiO 1on ISO IUO 1$0 P3. J4, o valor a vazio de vfl é 4 V. Quando a resistên-
cja de carga R1. é ligada aos tenninais n e b, v0 cai
b l ?fl para 3 V. Determine R,.
(b)
Figur.i P3.14

400 "

~SA ~ f60 ~: ~I: f"º


b 100 .5/,10 120
1
20V

,,
(<)
3.15' A lensãoa vazio no circuito divisor de 1ens.'io mostrado
Figura P3.10
~::,';",. na Figura P3. l 5 é 20 V. O menor resistor de carga que
"''ª está sempre ligado ao divisor é48 kn. Quando o di,isor
estiver carregado, v. não deverá cair abaixo de 16 V.
a) Projete o circuito do divisor que cumprlnl '1s es-
pecificações que acaban1os de mencionar. Espe-
cifique o valor nu1nérico de R1 e Rz.
3.11 Para o circuito da Figura P3. l 1, calcule b) Suponha que as potências nominais de resistores
l'SPX1
a) v0 e i0 • disponíveis no comércio sejam 1/16, 1/8, 1/4, 1 e
b) a potência dissipada no resistorde 12 Q. 2 W. Qual potência nominal você especificaria?
e) a potência fornecida pela fonte de corrente.
Figura P3.1S
Figura P3.11
ioo 120
+
400 •'.. 12A i,,j 200 1800
- 200
3.16 Suponha que o divisor de tensão da Figura P3. l 5 te-
3.12 a) Detcrn1ine un1a expressão para a resistência cqui· nha sido construído para resistores de O, 15 W. Qual
valente de dois rcsistorcs de valor R cm paralelo. será o menor valor de R1• que fará com que um dos
b} Determine un1a expressão para a resistêncja equi· rcsistores do divisor esteja funcionando em seu li-
valente de n rcsistore,s de valor R cn1 paralelo. mite de dissipação?
c) Usando os resultados de (b}. projete uma rede 3.17 a) O divisor de tensão da Figura P3. l7(a) tem como
tSfl(f
resistiva com un1a resistência equivalente de carga o divisor de tensão mostrado na Figura
700 Q com resistores de 1 kQ. P3. l 7(b); isto é, a está ligado a a' e b está ligado a
d) Usando os resultados de (b). projete uma rede b'. Deter1ninc vj).
resistiva com un1a resistência equivalente de b) Suponha agora que o divisor de tensão da Figura
5,5 kQ usando resistores de 2 kQ.
P3.17(b) esteja ligado ao divisor de tensão da Fi-
3.13' a) Calcule a tensão a vazio v. do circuito divisor de gura P3. l 7(a) por meio de uma fon1e de lensão
''.OIUM.l
et:m.'f!O tensão mostrado na Figura P3. l 3. controlada por corrente. co1no 1nostra a Figura
'""' b) Calcule a potência dissipada em R, e R,. P3.17(c).Detcrminc v•.
c) Suponha que haja apenas resistores de 0,5 W dispo- c) Qual é o efeito causado pela adição da fonte de-
niveis. A tens.1.oa vazio deve sera 1nes1na quet'1n (a). pendente de tensão sobre o funcionan1ento do di·
Especifique os menores '<atores ôhmioos de R, e R,. visor de 1ensão que está ligado à fon1c de 480 V?
SU$W
Capitulo 3 Circuitos resistivos simples 57

Figura P3.17 d) Suponha que a carga do resistor entre enl curto ~


circuito por acidente. Qual é a potência dissipada
2nkn 60 kn
a ti' cm R, e Ri?
i 3.20 a) Mostre que a corrente no k-ésimo ramo do cir-
480V 80kn 1sokn 1•,.
"'"' cuito da Figura P3.20(a) é igual à corrente da
fonte i11 vez-es a condutância do k..~sin10 ramo,
b b' dividida pela so1na das condutâncias, isto é,
(a) (b)
. ig(]k
'k =
20 kn 6!J kn (], + (]2 + (]~ + ... + (]k + ... + (]N
+
i
b) Use o resultado derivado em (a) para calcular a
4.'111 V sokn SO.OIKli ISOkn I'.,
corrente no resistor de 6,25 n no circuito da Fi-
gura P3.20(b).
(e) Figura P3.20

3.18 Muitas vezes é preciso fornecer mais do que um va-


~;!.~º lor de tensão, usando urn divisor de tensão. Por
exentplo, os componentes de 1ne1nória de rnuitos
computadores pessoais requerem tensões de - 12 V,
5Ve+12 V. todas cm relação a um terminal de refe-
.___ _11_, __..._,1·_ _••
(a)
;.tFJ··
rência en1 co1nurn. Selecione os valores de R1, R1 e RJ
no circuito da Figura P3.18 para atender aos seguin·
tes requisitos de projeto:
1.. J
a) A potência total fornecida ao divisor pela fonte de 1.142 mA 0.25 n 2.s n tn 6.2Sn !OH 2011
24 V é 80 W quando o divisor não está carregado.
b) As três tensões, todas medidas em relação ao termi·
naldereferéncia,são v, = 12V, v, =5Vev, = - 12V. (b)
Figura Pl.18 3.21~ Especifique os resistores no circuito da Figura P3.2 l

~-----------

11,
. ,,, tau~
cr f'.Wno para atender aos segu11nes
. . • . d e pro1eto:
cr1ter1os .

t-- - - --. vi i: = 8í1 ei1 = Si.1


24V
...
Figuro P3.21
.-- - - ---conlun1

..__ ____.._._____.,,,
R., +
t'.: ;1J R1 i 1 f Rz (,i R3 1.,1 R.,
3.19 Um divisor de tensão, como o da Figura 3.13, deve
~~~ ser projetado de rnodo que v0 = kv quando vazio
(R, =..), =
e v. av, sob carga nominal (R, R.,). = 3.22' Examine o circuito da Figura P3. l(a).
Observe que, por definição, a< k < 1. a) Use a divisão de corrente para determinar a cor-
a) Mostre que rente que percorre o resistor de l O kn de cin1a
k - a para baixo.
R1 = --k-R" b) Usando o resultado de (a), determine a queda de

e tensão no resistor de 10 k.Q, positivo na parte su-
perior.
c) Usando o resultado de (b), ulilize a d ivisão de
tensão para detcrininar a queda de tensão no re·
b) Especifique os valores numéricos de R, e R, se sistor de 6 kQ, positivo na parte superior.
k = o,85, a= o,so e R. = 34 kO. d) Usando o resultado de (c). utilize a di,cisão de
e) Se 11, = 60 V, especifique a potência máxima que tensão para detern1inar a queda de te-nsão no re~
será dissipada em R, e Rl. sistor de 5 kO, positivo à esquerda.
SU$W
58 Circuitos elétricos

3.23' Examine o circuito da Figura P3.l(b). Figura P3.28


a} Use a divisão de tensão para determinar a queda de 40 2n
tensão no rcsistor de 240 Q, positivo à esquerda.
b) Usando o rcsuhado de (a}. determine a corrente
30!1
que percorre o resistor de 240 Q da esquerda 120V LOn
para a direita.
c) Usando o resultado de (l>), utilize a divisão de corren-
te para determinar a corrente no rcsistor de 140 Q. 3.29 A correnlc no rcsistor de 12 n do circuito da Figura
3.24 a) Determine a tensão v,. no circuito da Figuro P3.24. "'"' P3.29 é 1 A, como mostrado.
""" b) Substitua a fonte de 30 V por uma fonte de ten- a) Determine v,.
são genérica igual a V,. Suponba que V, seja posi- b) Dcterrninc a potência dissipada no resistor de 20 n.
tiva no ter1nínal superior. Detcr1nine v... co1no Figur> P3.29
uma função de V,.
2(10
Figura P3.24

1,20 5!1 2n
5 kíl 60 k!l
j1 A
'.l()V + >',
'·'-· l(J8(} 120
lkíl ISkíl
12n
3fi 6fi
3.25 Determine v, ev, no circuito d'\ Figura P3.25. Seção 3.5
'"'" Figura P3.25 3.30' a) Mostre que, para o amperímetro do circuito da
120 soo figura P3.30, a corrente no medidor de di\rsonval
é sempre 1/25 da corrente que está sendo medida.
300 b) Qualseriaa fraç.'\o sco medidor de 100 mV,2 mA
fosse usado e1n um arnperin1etro de 5 A?
:100 oon e) Vo<:ê esperaria uma escala uniforme cm un'I am·
perín1etro de d'Arsonval de corrente contínua?

.....
3.26 Detem1inc v., no circuito da Figura P3.26. Figura P3.30

Figura P3.26 LOO mV. 2 ruA

lOk!l 3 k!l
2k!l t- (1., 4 k!l
1
15 k!l 12 k0
-
Ím,:J

(25/ 12) n
3.31 O a1nperímetro no circuito da Figura P3.3 1 ten1
uma resistência de 0,5 n. Qual é a porcentagem de
3.27 Determinei"e i, no circuito da Figura P3.27.
erro na leitura desse at'nperfmetro se
""" Figura P3.27
valor medido )
1, %erro o . -L X 100?
( valor verdadeiro
IO!l
300
2 !l 15 !l Figur> P3.31
,,75y +
540 350
t.) 270
IO!l

li!() V
3.28 Para o circuito da Figura P3.28, calcule (a) i. e (b) a
""" potência dissipada no rcsistor de 1s n.
SU$W
Capítulo 3 Circuitos resistivos simples 59

3.32 O amperímetro descrito no Problema 3.31 é usado 3.38 Os ek>tnentos no circuito da Figura 2.24 têm as scguiJ»
para medir a corrente i, no circuito da figura P3.32. "''ª tcs valores: R, = 20 k!l, R, = 80 kQ, Rc =
Qual é a porcentagem de erro no valor medido? 0,82k!l,R.= 0,2k!l, Vcc= 7.SV. V,= 0,6Vcfl = 39.
Figura P3.32 a) Oilculc o valor de i8 em microamperes.
b) Suponha que um multímetro digital, quando
i. usado corno u1n arnperíinetro cc, tenha urna re·

20mA~
sistência de 1kQ. Se o medidor for inserido entre
os terminais b e 2 para medir a corrente i,. qual
será a leitura do Jnedidor?
c) Usando o valor de ;. calculado em (a) como o valor
correto, qual é a porcentagem de erro na medição?
3.33' Um voltímetro de d'Arsonval é mastrado na Figura
P3.33. Determine o valor de R,. para cada uma das se· 3.39 O circuito divisor de tensão mostrado na Figura
guintes leituras máximas: (a) 100 V. (b) 5 V e(c) 100 mV. P3.39 {: projetado de modo que a tensão a vazio de
saída seja 7/9 da tensão de entrada. U1n vohí1netro
Figur~ P3.33 de d'Arsonval, cuja sensibilidade é 100 ruv e cuja
calibração para a leitura mbima é 200 V, é usado
R,. para verificar o funcionamento do circ.uito.
a) Qual será a leitura do vohímetro se ele for inseri ·
do no circuito da fonte de 180 V?
b) Qual será a leitura se o voltímetro for inserido no
Vo11in1..:tro circuito do resistor de 70 k!l?
e) Qual será a leitura se o volthnetro for inserido no
3.34 Suponha que o voltímetro de d'Arsonval descrito no circuito do resistor de 20 kQ?
Proble1na 3.33 é usado para n1edir a tensão no resis· d) As leituras obtidas pelo voltímetro nas partes (b)
tor de 24 Q da Figura P3.32. e (e) serão adicionadas à leitura registrada na
a) Qual será a leitura do voltímetro? parte (a)> Explique sua resposta.
b) Usando a definição de porcentagem de erro de figura P3.39
leitura de un1 Jnedidor. encontrada no Problc1na
3.3 l, qual é a porcentagem de erro na leitura do
vohíinctro?
20k0
3.35 Um resistor de derivação e um medidor de + __
<l'Arsonval de 50 V, 1 1nA são usados para construir
um amperímetro de 10 A. Uma resistência de 0,015 180V-=... -
." +
Q é inserida nos terminais de amperímetro. Qual é a
nova faixa rnáxhna da escala do an1perhnetro? 70 kO 1:1'

3.36 Um medidor de d'Arsonval é calibrado para 1 mA e


~. 50 mV. Suponha que haja rcsistorcs de precisão de
0,5 W disponíveis para serem utilizados como deri- 3.40 Você foi informado de que a tensão cc de uma fonte
vações. Qual é o maior fundo de escala possível para de alin1entação é aproxhnada1nente 500 V. Quando
o an1perí1netro a ser projetado? Explique. você procura um voltíinetro cc na sa1a de instru-
3.37 Um amperímetro de d'Arsonval é mostrado na Figura mentos para medir a tensão da fonte a~mcntadora,
::1~ P3.37. Projete um conjunto de amperin1e1.ros de constata que há somente dois volthnetros cc dispo-
di\rsonval para ler as seguintes le.ituras 1náximas de nh'CiS. Ambos têm uma calibração de 400 V e uma
corrente: (a) 5 A.. (b) 2 A, e) 1 A e (d) 50 mA. Espccifi· sensibilidade de 1.000 ruv.
que o rcsistor de derivação R, para cada amperimctro. a) Como você pode usar os dois voltímetros para
Figura P3.37 verificar a tensão da fonte ali1nentadora?
b) Qual é a tensão Jnáxi1na que pode ser medida?
c) Se a tensão da fonte alimentadora for 504 V, qual
será a leitura de cada voltímetro?
I001nV 3.41 Suponha que, além dos dois voltímetros descritos
R,, 21nA no Proble1na 3.40, ainda esteja di.sponível un1 resis·
tor de precisão de 50 kQ. Esse resistor está ligado cm
série com a conexão série dos dois voltímetros. Esse
Antpcrín1c1ro circuito é. então. ligado aos terrninais da fonte de ali-
Sn$W
60 Circuitos elétricos

mentação. A leitura nos voltímetros é 328 V. Qual é Figura P3.44


a tensão da fonte alimentadora? R,
3.42 A leitura máxima do voltímetro mostrado na Figura 50V
P3.42(a) é 800 V, O medidor está calibrado para
11,
100 mV e 1 mA. Qual é a porcentagem de erro na :ZOV
leitura do n1edidorseele for usado para medira ten·
são v no circuito da Figura P3.42(b)? R; 5-0mV
2V 1 tnA
Figura P3.42

, - - - - - . 800\1 Comun1
1
1 1 3.45 Projete un1 vohin1ctro de d'Arsonval que terá as crês
1
:ux1mv / '
1
1
,, :~:.;º t"lixas de tensão mostradas na Figura P3.45.
a) Especifique os valores de R,. R, e R,.
1 l 111A 1Con1um
1
b) Suponha que um resistor de 500 MO esteja ligado
... _ _ _ _ _ J
entre o tern1inal de 100 V e o tenninal con1um. O
(a) (b) vo1tímctroé, cntã~ ligado a un1a tensão desconhe-
cida usando o terminal comum de 200 V. O voltí-
3.43 Um resistor de 600 kQ está ligado do terminal de metro lê 188 V. Qual é a tensão desconhecida?
200 V ao terminal comum de um vohímctro de dupla
c) Qual é a tensão máxima que o voltímetro cm (b)
escala. como n1ostra a Figura P3.43(a). Esse voltírne·
pode medir?
tro n1od.ificadoé) então, usado para rnedira tensão no
resistor de 360 kO do circuito da Figuro P3.43(b). Figura P3.45
a) Qual é a leitura na escala de SOO V do medidor? ~---• 2!Kl V
b) Qual éa porcentagem de erro na tensão medida?
Figu" P3.43
~------,
500 V + - - -- IOOV

3(10 kíl
200\1
1 - - - --e50V
19'J.95 k!l 1
1
;-O m\I :
1 n1A I IO mV
Co1num 21nA

-------
(a) 3.46 O modelo de circuito de uma fonte de tcnsãocc é mos-
r-----, trado na Figura P3.46. As seguintes medições de ten-
soov,1 são são feitas nos tern1inais da fonte~ ( l) con1 os tcrnti·
1 nais da fonte abertos, a tensão medida éde 80 mV e (2)
40 kíl 1 com um rcsistor de 10 MO ligado aos terminais.a ten-
1 1
são 1ncdida é 72111V. Todas as 1nediçõcs são reaJi1.adas
360 kíl : Voltímetro:
co1n unt volthnetro digital cuja resistência é 10 MO.
1nuxJiíicallo 1
600 v 1 1 a) Qual é a tensão interna da fonte (vJ em m.ilivohs?
1 1 b) Qual é a resistência interna da fonte (R,) em quilo-
1 1
1Com11m 1 ohms?

(h)
------
1 1
Figura P3.46
,- - -------,
1 R,
3.44 Suponha que) ao projetar o voltí1netro de várias fai· 1
:9..=o xas. rnostrado na Figura P3.44, você ignore a resis· 1
Tel'lninai,· de
téncia do medidor. 1
1 •. fonte
a) Especifique os valores de R,. R, e R,. 1
b) Para cada uma das três faixas. calcule a porcenta- 1
1 1
gem de erro que essa estratégia de projeto produz. l---------
Sn(:IW
Capítulo 3 Circuitos resistivos simples 61

Seções 3.6-3.7 3,53• a) Determine a resistência equivalente R,. no circui-


''"ª to da Figura PJ.53 usando uma transformação
3.47 Suponha que a fonte ideal de tensão da Figura 3.26 ti.-V envolvendo os resistorcs R,, R, e R,.
"' seja substitulda por uma fonte ideal de corrente. b) Repita (a) usando uma transformação V-ti. en-
Mostre que a Equação 3.33 ainda ê v.\Jida. volvendo os resistores R:., ~ e R,.
3.'13· O cimlito de ponte mostmdo na Figura 3.26é alimen- c) Indique duas transformai;Xies adicionais ti.-V ou
tado por uma fonte de 21 V c<: A ponte fica equilibra- V-ti. que poderiam ser usadas para determinar R,..
da quando R, • 800 n, R, • 1.200 O e R, : 600 O.
Figura P3.53
a) Qual é o valor de R,?
b) Qual é a corrente (cm miliampttcs) fornecida pela
fonte cc?
e) Qual rcsistor absorve a maior potblcfa? De qllllllto
:ion
é essa potencia? Ri 100
d) Qual rcsistor absorvu menor potlncia? De qlllllltO
é essa potência?

-
3.49 Determine a corrente 1, do detector da ponte dese-
quilibrada da Figura P3.49 se a queda de tens.'\o no
detector for dcsprczivcl.
b 9fi _ _..,.
.---~,.,.,,_

f;gura Pl.49 R,

3.54' Determine a resistência equivalente R.., no circuito


S(IV
''"" da f igura P3.54.
Figura P3.S4

1sn
{/ - - --w1 . - - -t ----"N--""'4
1on
3.50 Determine a potência dissipada no rcsistor de 18 n
15fi
'"'" do circuito da Figura P3.50. 250 17 o
Figura PJ.50

30
250
1250 300

34Xl V

3.55 No circuito da Figura P3.SS(a),odispositivo mculado D


3.51 No circuito da ponte de Wh<atstone mootrado na Fi- """ rcprcscnta um componente cujo circuito <qUivalentc ~
mostrado na Figura P355{b). Os r<ltulos J\0$ terminais
gura 3.26. a razão R/ R, pode scr ajustada para os sc-
de O mostram como o dispositi\'o <$lá ligado ao cimii·
guintcs wlorcs: 0,001, O.OI , 0,1, I, 10. 100 e 1.000. O
to. Dclcrminc v. e a potbxia absorvida pelo dispositi\'o,
rcsistor R, podn-ru-brde la 11.1 IOOem incmmntos
de 1 n. Sabc-sc que a resistência de um rcsistor desco- r19uro PJ-55
nh«ido se encontra entre 4 e S n. Qual seria o ajuste
da razão R/ R, para que o rcsbtor desconhecido possa
scr medido com até quatro alSi1fismos significativos?
3.52' Usc uma transformação ti.-V para determinar as ••
b
tensões v, e v, no circuito da Figura P3.52. f 6A O
figuro PJ.52
211 ll '" 600[ J e

160 i\O n
(•) (b)
iu1v ,. :ion '" wn 3.56 Oewmine i, e a potência dissipada no resistor de 140 O
"'"' do circuito da f iguro PJ.56.
Sn$W
62 Circuitos elétricos

Figura P3.56 Figura P3.60


30fl t82fl
2on _,.- +
30fl '• (Í() fl
240V sn " ;,
60fi
5-00 V 27 fl
10 o 44 (1
1on 12n
3.61 Deduza as equações 3.44-3.49 a partir das equações
3.57 Determine R., no circuito da Figura P3.57. 3.41-3.43. As duas sugestões a seguir o ajudarão a
'"'" Figura P3.57
tOJnar a direção correta:
a) Para determinar R1 en1 função de R0 , R,. e R<' cn.1
primeiro lugar, subtraia a Equação 3.42 da Equa-
ção 3.43 e então adicione o resultado à Equação
3.39. Use manipulações semelhantes para deter-
n1inar R1 e R, con10 funções de R11, R1t e~-
J.Skfi l.SkO
b) Para determinar R, em função de R,, R, e R,.
aproveite as deduções do item (a}, ou seja, equa-
l.8kfl l.SkH ções 3.44-3.46. Observe que essas equações po-
dcn1 ser divididas para obter
3.58 a) Determine a resistência vista pela fonte ideal de Rz R"
'""' tensão no circuito da Figura P3.SS. R,
-=- 11;
b) Se v.., for igual a 600 V, qual será a potência dis- e
sipada no resistorde 15 O? R li,,
-1a -
R2 f<,,·
Figura P3.58
Agora, use essas relações na Equação 3.43 para elimi-
a 2n 60n nar R. e R,. Utilize manipulações semelhantes para
dctcnninar R.. e~ con10 funções de R1, R: e R,.
son 140fl 3.62 Mostre que as expressões para c-ondutâncias em ô.
12on e1n função das três condutâncias e1n Y são
Vah
+ 3Sfi 15fi G = GzG,
90fi " G, + Gz + G~
/• G,c,
60fl ssn v 1.•
G1 + Gz + GJ
.
65 !l
b

onde
G
'
-
G,
c,G2
+e, + e,.
3.59 Use un1a transforn1açâo Y·ó. para detern1inar (a) i0 ;
""" (b) i 1; (c) i 2 e (d) a potência fornecida pela fonte ideal
de corrente do circuito da l'igura P3.S9.
1
G.=-n·
,,
G J
,e-
R1
ele.

Figura P3.59 Seções 3.1-3.7


3.63 Redes de resistotcs são. às vezes. utilizadas con10 cir·
32on

20n
- ;,
son
: :0 cuitosdecontrole devolu1ne. Ne-ssa aplicação, elas são
denon1inadas atenuadores resistivos ou atenuadores
fixos. Um atenuador fuco típjco é n1ostrado na Figura
P3.63. Para projetar urn atenuador fixo, o projetjsta
do circuito selecionará os valores de R1e R1• de 1nodo
que a raz.io v,lv1e a resistência vista pela fonte de ali-
lA 240 n ;,j 100 n ;.. j 600fl
n1entação ~ tenhan1 a1nbas u1n valor especificado.
a) Mostre que, se R,t, = Rv então

3.60
'"'"
Para o circuito n1ostrado na Figura P3.60, detern1i·
ne (a) i,. (b) v, (c) i, e (d) a potência fornecida por
_____ __
R[ • 4R1(R1 + R2).
·v. R_,_
2
·v1 2R1 + R, + RL
uma fonie de tensão.
SU$W
Capítulo 3 Circuitos resistivos simples 63

b) Se.lecione os valores de R, e R~ de modo que R.., 3.ó6 a) Para o ciJcuilo mostrado na Figura P3.66, a ponte "'tá
= R, = 600 n ev,/v1 = 0,6. equilibrada quando AR O. Mostre que, se AR < <
Q

Figura Pl.63
R,. a tensão de saída da ponte é aproximadamerue

a
,..------------,
1 1 e
-ARR~
V,,:;;::: (Ru + R~)2 111

1 n, 11, 1
1 •
., 1
1
1
R2
1
1 t.1,.
b) Dados R,; 1 kQ, R,; 500 Q, R., ; 5 kQ e v,.;
6 V, qual é a tensão aproximada de saída da pon-
1
- 1
.1 1/-
1 te se AR é 3% de R,,1
b R1 R1 e) Determine o valor real de v. na parle (b) .
t..------------..
A1~1\u3Jor Figura Pl.66

a) O atenuador fixo mostrado na Figura P3.64 é de·


no1ninado ponte e1n ·r. Use un1a transformação R"+ 6R
Y-A para mostrar que R.., = R• se R = R.-
b) Mostre que, quando R = RL• a razfo vJv, é ib>ual
a0,50.
Figura P3.64
--------------..,
1 li 1
1 1 3.67 a) Se o erro percentual for definido como

• .
1
1
1 R R
1
1
1 e %erro= [
valor aproximado
valor real
J
-1 x l 00
+ 1 +
1 1
t.•, 1
R 1 ~:,, nlostre que o erro percentual na aproxirnaçào de 'V~
1 1
1 no Problema 3.66 é
b

1
.1 ,,
1
0
• _ (AR)R3
Yo eiro - ( Rz + R )R, X 100.
1...--------------
Atcnuador fixo
3
b) Calcule o erro percentual de v•. usando os valo-
3.65 As equações de projeto para o atenuador de ponte res do Problema 3.66(b).
~te=º enl T no circuito da Figura P3.65 são 3.68 Suponha que o erro de v. no circuito da ponte da
2RRl ~~o Figura P3.66 não excede 0,5%. Qual é a nlai.or alle·
R2 = 3R2 - Rz ' ração percentual cm R,, que pode ser tolerada?
v,, = 3R - R,_
'· 3.69 a) Deduza a Equação 3.65.
fWl'((1f\f, ..

3R + R,_' "''"" b) Deduza a Equaçao 3.68.

..
V1
3.70 Deduza a Equação 3.70.
quando R, tem o valor dado. ....
flllt:SK«l\'4

a) Projete um atenuador fixo, de modo que v, = 3v, 3.71' Suponha que a estrutura da rede da Figura 3.36 te-
quando RL =600 0. nha 1 n1 de largura e que o espaço vertical entre as
quatro linhas horizontais da rede seja de 0,025 m.
b) Suponha que a tensão aplicada à entrada do ate·
Especifique os valores numéricos de R, - R; e R, - R,,
nuador projetado cm (a) seja 180 V. Qual rcsistor
para se conseguir urna dissipação unifornte de po·
do atenuador dissipa maior potência?
tência de 120 W/1n, usando u1na fonte de alimenta·
c) Qual é a potência dissipada no resistor da porte (b)? ção de 12 V. (Sugestiio: prirneiro, calcule q e> então,
d) Qual r"'istor do atenuador dissil"' a menor potência? RJ> R,, R11, t~. e R2, nessa ordem.)
e) Qual é a potência dissil"'da no resistor da parle (d)? 3.72 Comprove a solução do Problema 3.71, mostrando
Figura Pl.65 ~~'"' que a potência total dissipada é igual à potência for-
--------------,
1 R· 1
''"" necida pela fonte de 12 V.
1 • 3.73' a) Projete uma rede de desembaçador da Figura 3.36,
1 1
1 1 ~:ira con1 cinco condutores horizontais para atender às
1
• 1 R R
1'
e ~~~º seguintes especificações: a rede deve ter 1,25 m de
1 l'Sf!tt largura, o espaço vertical entre condutores deve ser
1
1
1 .... de 0,05 rn e a dissipação de potência deve ser de
-'"
1 //
1 1 150 W/m quando a fonte de tensão for de 12 V.
1
h
'
1
l _____________ ....
.
1 ,, b) Verifique sua solução e certifiquc·se de que ela
atende às especificações de projeto.
SU$W
CAPÍTULO

4 Técnicas de análise de circuitos


6 Conhecer a condição de máxima transferência de
SUMÁRIO DO CAPÍTULO potência a uma carga resistiva e saber calcular o valor
do resistor de carga que satisfaça essa condição.
4.1 Terminologia
4.2 Introdução ao método das tensões de nó Até aqui, analisamos circuitos resistivos relativa-
4. 3 Ométodo das tensões de nó e as fontes dependentes mente simples, aplicando as leis de Kirchhoff combina-
4.4 O método das tensões de nó: alguns casos especiais das com alei de Ohm. Podemos usar essa abordagem para
4.5 Introdução ao método das correntes de malha todos os circuitos, n1as. à n1edida que suas estruturas se
4.6 O método das correntes de malha e as fontes torna1n nlais complicadas e envolve1n rnais e n1ais ele·
dependentes
rnentos. esse n1étodo fica incõ1nodo. Neste capitulo) apre·
4.7 O método das correntes de malha: alguns casos
sentamos duas poderosas técnicas de análise de circuitos
especiais
que auxilian1 no exame de estruturas de circuito con1plc·
4.8 Método das tensões de nó versus método das
correntes de malha xas: o n1étodo das tensões de n6 e o n1étodo das correntes
4.9 Transformações de fonte de 1nalha. Essas técnicas nos dão dois 1nétodos siste1náti ..
4.10 Equivalentes de Thévenin e Norton cos para descrever circuitos con1 o n(unero n1ínin10 de
4.11 Outros métodos para a obtenção de um equações sin1ultâne-as.
equivalente de Thévenin Além desses dois métodos analíticos gerais, neste ca-
4.12 Mãxima transferência de potência pitulo também discutimos outras técnicas para simplifi-
4.13 Superposição
car circuitos. Já demonstramos co1no usar reduções sé-
V' OBJETIVOS DO CAPÍTULO rie-paralelo e transformações 6-Y para simplificar a
estrutura de un1 circuito. Agora. adicionan1os transfor-
l Entender e saber utilizar o método das tensões de mações de fontes e circuitos equivalentes de Thévenin e
nõ para resolver um circuito. Norton a essas técnicas.
2 Entender e saber utilizar o método das correntes de Também consideramos dois outros tópicos impor-
malha para resolver um circuito.
tantes na análise de circuitos. U1n, a 1náxiJna transferên-
3 Saber decidir se o método das tensões de nó ou o
cia de potência1 considera as condições necessárias para
método das correntes de malha é a abordagem
preferencial para resolver determinado circuito. assegurar que seja máxima a potência fornecida, por
u1na fonte, a uma carga resistiva. Circuitos equivalentes
4 Entender a transformação de fonte e saber usâ-la
para resolver um circuito. de Thévenin são usados para estabelecer as condições de
5 Entender os conceitos de circuito equivalente de máxima transferência de potência. O tópico final deste
Thévenin e de Norton e saber construir um equivalente capítulo, superposição, cxa1rtina a análise de circuitos
de Thévenin ou de Norton para um circuito. con1 1nais de un1a fonte independente.

Perspectiva prática
Circuitos com resistores reais
No capítulo anterior começamos a explorar o efeito da que os resistores com tolerâncias maiores, digamos 10%.
imprecisão dos valores de resistores sobre o desempenho Portanto, em um circuito que usa muitos resistores, seria
de um circuito; especificamente sobre o desempenho de um importante entender qual é o valor de resistor que causa o
divisor de tensão. Resistores são fabricados somente para maior impacto sobre o desempenho esperado do circuito.
uma pequena quantidade de valores discretos, e qualquer Em outras palavras, gostariamos de prever o efeito da va-
resistor de um lote apresentará variação em relação a seu riação do valor de cada resistor sobre a salda do circuito.
valor nominal dentro de uma certa tolerância. Resistores Se soubermos que um determinado resistor deve ter um
com tolerâncias menores, digamos l'lo, são mais caros do valor muito próximo de seu valOr nominal para o circuito
SU$ W
Capitulo 4 Técnicas de análise de circuitos 65

Segundo dígito Multiplicador


funcionar corretamente, então podemos decidir gastar uma Tolerãncia
quantia a mais necessária para obter uma maior precisão Primeiro dígito ~
~.•t•' •
para o valor desse resistor. \ /
Oestudo do efeito do valor de um componente de cir-
cuito sobre a saida do circuito é conhecido como análise _,___ '
:a.~ _..)( )j
í
de semibi/idade. Assim que forem apresentadas as técnicas
adicionais de análise de circuitos, o tópico da análise de Yít~ ~
sensibilidade serã examinado.
t-!li
.,,,

4.1 Terminologia Descrição de um circuito - o vocabulário


Na Seção 1.5 definimos um elemento básico ideal de
Para discutir métodos 1nais con1plexos de análise de circuito. Quando elen1entos básicos de circuito são interliga-
circuitos, temos de definir alguns tcrn1os básicos. Até dos para forn1ar tun circuito. a interligação resultante é des-
aqui. todos os circuitos apresenta.dos crarn circuitos plana- crita cm ter.nos de nós. caminhost ran:1os., laços e inalhas.
res - isto é. circuitos que podcn1 ser desenhados sobre Definimos nó e caminho fechado, ou laço, na Seção 2.4.
u1n plano se1n cruza1nento de ran1os. Un1 circuito dese· Aqui. confirn1arnos essas definições e. então, defini1nos 0$
nhado com ramos que se cruzam ainda é considerado pla- terrnos car11i11l10, rarno e 1nnllra. Para sua conveniência, todas
nar se puder ser redesenhado sem ramos entrecruzados. essas definições são apresentadas na Tabela 4.1, que também
Por exemplo, o circuito mostrado na figura 4. l(a) pode inclui exemplos de cada definição, retirados do circuito da
ser redesenhado como o da Figura 4.J(b); os circuitos são Figura 4.3 e que são desenvolvidos no Exemplo 4.J.
equivalentes porque todas as ligações de nós foram man- R1 /?2 /?3
tidas. Portanto, a Figura 4.l(a) é um circuito planar por-
que pode ser desenhada como tal. A Figura 4.2 mostra um
circuito não planar - ele não pode ser redesenhado de v, Figura 4 .2 '4
Cirwito não
modo que todas as ligações de nós sejam man1idas e ne- planar.
nhum ramo se sobreponha a outro. O método das tensões
de nó é aplicável a circuitos planares e não planares, ao
passo que o n1étodo das correntes de n1alha está linlitado
TABELA 4.1 Termos para descrever circuitos
a circuitos planares.
R, R2 Exemplo
Nome lkftniçiio
da Fi!!!!ra 4.3
Un1p0r110 no qual dois ou n1ais
nó elcntentQt;'. de circuito se juntrun li
v,
nú Un1nó no qua.J lris ou 1uais
es.seJtCi<l) elc1nelltos de circuito se ju11t.a1n b
Un1 lraço que lit,ra e1en1entos
(a) c~uninho básicos St.·1n passar n\ais de ul'tla t'1-R 1 -R~ -1?,.
\\'Z pi.b 4..~ClllClllOS indu.idos
ran10 Vnt c:uninho que liga dois nós R,
rn.1110
Unt cantinho que liga doís nós
C$SCllCial
es..~cnciais sc1n passar por um v, - R,
R, nó 4..'$$CllCial
laço U1n cantinho cujos nós v, - R, - R,- R, - R.
v,
iniciaJ e final coinci<lc1n -v,
Un1 laço que não engloba
n1alha
nenhun1 outro laço v,- R,- R, - R,-R,
A Figur.t 4.3 nmtra
(b) Unt circuito t\UC pôde ser
circuilo u1n cireuíto planar. 1\
planar desenhado sobre urn plano sent 1'....'hrura 4.2 1nostra un1
Figura 4.1 A (il) Circuito planar. (b) ô mesmo circuito redesenhado ncnhurna interseção de r.u1H-S
para verific-ar se ~ planar. clccuito não planar.
SU$W
66 Circuitos elétricos

Exemplo 4.1 Identificação de nó, ramo, malha e laço


No circuito da Figura 4.3, identifique ramo essencial (porque não liga dois nós essenciais).
a) todos os nós. ~ - R: ta1nbénl é um can1inho, 1nas não é un1 laço
b) todos os nós essenciais. nen1 un1 ran10 essencial, pelas n1es1nas ra2ões.
c) todos os ramos. g) V 1 - R1 - R5 - R, - R.. - v1 é un1 laço, n1as não é u1na
d) todos os nunos cs·stnciais. malha, porque há dois laços cm seu interior. / - R, - R..
e) todas as malhas. também é um laço, mas não é uma malha.
f) dois can1inhos que não são laços ne1n ra111os essenciais. R, I>
g) dois laços que não são malhas.
Solução
v, !Is
a) Os nós são"• b, e, d, e.fe g.
Ri d 11,
b) Os nós essenciais são b, e, e e g.
e) Os ra1nos são 'V1, v2, R. 1, R2, RJ, R4, Rs, ~, R7 e 1.
e I! R, t I

d) Osramosesscndaissãov, - R,,R2 - Rpv,-R..R,.R..R,el. v, R0


e) As malhas são v, - R, - R, - R, - R,. v, - R, - R, - R.. li,
- R,, R,- R,- R,e R,- 1.
f g
f) R, - R, - R, é um caminho, mas não é um laço (porque
o nó inicial e o nó final não são os mesmos) nen1 uni Figura 4·3 '"" Circuito que ilustra oós. ramos, malhas.. c:.aminhos e ~os.

NOTA: Avalie o 'l"í: ente11dt u desse 111at.:rial te11ta1tdo resoh'tr os prol,/en1as 4.2 e 11.3, apresentados 110fi11al deste capitttlo.

Equações simultâneas - quantas? 1nalhas. En1 circuitos, o nú incro de nós essenciais é n'lenor ou
igual ao n(unero de nós. e o nluncro de rrunos essenciais é n'le:-
nor ou igual ao número de ramos. Por isso, n1uitas vezes é con-
O número de correntes desconhecidas em u1n circuito
veniente usar nós essenciais e rrunos essenciais ao analisar um
é igual ao nú1nero de rainos. b, nos quais a corrente não é
circuito. porque eles produzc1n un'I número 1ncnor de equa-
conhecida. Por exemplo, o circuito mostrado na Figura 4.3 ções independentes.
te1n nove ramos nos quais a corrente é desconhecida. Lem-
Um circuito pode consistir de partes desconectadas.
bre~se de que deve1nos ter b equaçõe.s independentes para
Um exemplo de tal circuito é examinado no Problema 4.3.
resolver un'I circuito corn bcorrcntes desconhecidas. Se usar-
As afirmações referentes ao nún1cro de equações que pO-
rnos n para representar o núrncro de nós no circuito, pode-
dem ser derivadas da lei das correntes de Kirchhoff, 11 - 1, e
mos deri\lar ti - 1 equações independentes aplicando a lei
da lei das tensões de Kirchhoff, b - (11 - 1), aplicam-se a
das correntes de Kirchhoff a qualquer conjunto de 11 - 1 nós.
circuitos conectados. Se um circuito tiver 11 nós e b ramos e
(A aplicação da lei das correntes ao 11·ési1110 nó não gera uma
for con1posto de s partes. a lei das correntes pode ser aplica·
equação independente porque essa equação pode ser deriva·
da n - s vezes, e a lei das tensões, b - u + s vezes. Quaisquer
dadas 11 - 1equações anteriores. Veja o Problema 4.5.) Como
duas partes sep.1radas podem ser conectadas por um único
pre<:isamos de b equações para descrever um determinado
condutor. Essa conexão sempre rcsulla na forJnação de un1
circuito e como podemos obter" - 1dessas equações pela lei
nó a partir de dois nós. AJé1n do 1nais, não ex.iste nenhunla
das correntes de Kirchhoff, devemos aplicar a lei das tensões
corrente nesse condutor ún.ico. Assi1n, qualquer circu_ito
de Kirchhoff aos laços ou malhas para obter as b - (11 - 1)
composto de s partes desconectadas sempre pode ser rcdu·
equações restantes.
zido a um cjrcuito conectado.
Assin1, contando nós. malhas e ramos nos quais a corrcn_-
tc é desconhecida, estabelecemos um método sistemático para
escrever o número necessário de equações para resolver um
circuito. Especificamente, aplicainos a lei das correntes de Kir-
A abordagem sistemática - uma
chhoJTa n - 1 nós e a lei das tensões de Kirchhoff a b - (11 - 1) ilustração
laços (ou malhas). Ess.1s observações também são válidas para
nós essenciais e ramos essenciais. 1\ssim, se usannos n, p.'U'a Agora, ilustra1nos essa abordagern sistemática usando
representar o nún1ero de nós essenciais e b, para o nú1ne.ro de o circuito 111ostrado na Figura 4.4. Escrevcn1os as equações
r.unos essenciais nos quais a corrente é desconhecida, pode- con1 base nos nós e ra1nos essenciais. O circuito te1n quatro
mos aplicar a lei das correntes de Kirchhoff a 11, - 1 nós e a lei nós essenciais e seis ramos essenciais, denotados i1 - i63 nos
das tensões de Kirchhoff ao longo de b, - (11, - 1) laços ou quais a corrente é desconhecida.
SU$W
Capitulo 4 Técnicas de an~lise de circuitos 67

R, las. Agora, pode1nos avançar n1ais urn passo no procedi·

"'•
- i1
-,
b

;, 1 Rs
inento. Introduz.indo novas variáveis, podei.nos descrever
um circuito com apenas" - l equações ou apenas b- (11 - l)
equações. Portanto. ess-as novas variáveis nos per1nitem ob·
R, R, ter uma solução com a n1anipu.lação de un1 nú1nero n1enor

v,
e
d

-l(1
i~
e

R6
;hl R, t I de equações, uma meta desejável mesmo que um computa-
dor seja usado para obter uma solução numérica.
As novas variáveis são conhecidas coo10 tensões de nó
e correntes de malha. O método das tensões de n6 nos ha-
R•
f - i5 8
bilita a descrever unl circuito crn termos de n,.- 1equaçõcsi
o 1nétodo das correntes de n1alha nos habilita a descrever
um circuito em termos de b, - (11, - l) equações. Começa·
Figura 4.4 Ã Circuito mostrado na Figura 4.3 com seis correntes de 1nos na Seção 4.2 con1 o nlétodo das tensões de nó.
ramos desconhe<:idas.
i\fOTA: 1'\l'trfic o que c111endeu ilesse nuuerinl 1c111ando resolver os
Derivamos três das seis equações simultâneas necessá- /1rol1le.11u1s 4.1 e 4.4, apresentados 110 fl11lll deste aipitulo.
rias aplicando a lei das correntes de Kírchhoff a quaisquer tres
dos quatro nós essenciais. Usan1os os nós b, e e e para obter
- i, + i: + ;6 - 1 : : :; o, 4.2 Introdução ao método
i 1 - i1 - i5 =O.
das tensões de nó
Apresentamos o método das tensões de nó usando os
(4.1) nós essenciais do circuito. A pritneira etapa é desenhar un1
Deduz.itnos as três equações restantes aplicando a lei diagrama do círculto, de modo a não haver interseção de
ran1os e a 1narcar claran1ente, nes·se diagrarna, os nós essen·
das tensões de Kirchhoff ao longo de três malhas. Como o
ciais do circuito, co1no na Figuro 4.5. Tal circuito te1n três
circuito tern quatro 1nalhas, precisan1os desprezar uma delas.
nós essenciais (11, = 3); portanto, precisamos de duas (11, - 1)
Escolhemos R, - 1, porque não conhecen1os a tensão en1 /. 1
equações de tensões de 116 para descrever o circuito. A eta·
Usando as outras três malhas. obtemos pa seguinte é selecionar urn dos tr<:s nós essenciais co1no nó
R,;, + R,i, + i,(R, + R,) - v, =O, de rcferêncja. En1bora, cn1 teoria, a escolba seja arbitrária,
na prática a escolha do nó de referência freqüentemente é
- i,(R, + R,) + i,R,. + i,R, - v, =O, óbvia. Por exernplo, o nó co1n o nlaior nú1nero de rarnos
normalmente é uma boa escolha. A escolha ótima do nó de
-i,R, + ir,J<, - i.f~, =o. (4.1)
referência (se existir algum) ficará evidente depois que você
adquirir algunla experiência na utili1..ação desse método.
Rearranjando as equações 4.1 e 4.2 para facilitar suas No circuito mostrado na Figura 4.5, o nó inferior conecta a
soluções, obtemos o conjunto 1naioria dos ra1nos, portanto o selccionan1os con10 nó de
referência. Sinali1.amos o n6 de referência escolhido com o
-i1 + i: + Oi1 + O(l +Ois + i6 =1~ símbolo ,.. como na figura 4.6.

, !wn p,.
1n 20

•ovf:o! ~,,,_.-.,
Oi, +Oi, - (R, + R,Ji, + R,i, + R,i, + Oi6 = v,.
Figura 4.5 A Circuito usado para iltJStrar o mêtodo das tensões de nó
o;, - R,i, +o;, - R,i, +Oi, + R,;, =o. (4.3) s><ira a análise de circuitos.

Observe que somando a corrente no 11-ésimo nó (g Jj) 20 2


neste exemplo) temos
(4.4) lOY lOn 2A
A Equação 4.4 não é independente porque podemos
deduzi-la somando as Equações 4.1 e, então, multiplicando
a son1a por - 1. Assin1. a Equação 4.4 é tnna co1nbinaçào figura 4.6 A Cifcuito mostrado na fiqura 4.$ com um o6 de refetfncia
linear das Equaçõe,s 4.1 C1 p<>rtanto1 não é independente de· e as tensaes de n6.
SU$W
68 Circuitos elétricos

Após sclecionarn1os o nó de referência, definin1os as ten· Observe que o primeiro termo da Equação 4.6 é a cor·
sões de nó no diagrama do circuito. A 1e11S<lo de n6 é definida rente que sai do nó 2 passando pelo resistor de 2 n, o se-
como a clevaç.'lo de tensão entre o nó de referência e outro nó, gundo termo é a corrente que sai do nó 2 passando pelo
que não é de reícrênda. Para esse circuito. deven1os deílnir resislOr de 10 O e o terceiro h?rn10 é a corrente que sai do nó
duas tensões de n~ que são denotadas v 1 e tt'} na Figura 4.6. 2 passando pela fonte de corrente.
Agora estamos prontos para gerar as equações de tensão As equações 4.5 e 4.6 são as duas equaçô<?s simultâneas
de nó. Fazemos isso e.<pressando, em primeiro lugar. a corrente que dcsc.revcn1ocircuito1nostrado na Figura 4.6 cn1 termos
que sai de cada ran10 conectado a un1 nó que não é o de refe· das tensões de nó V1 e 'V:· Rcs<>lvendo para V1 e V:> tcn1os
rência conlo u1na função das tensões de nó e, então, igualando
a soma dessas correntes a zero, de acordo com a lei das corren- 100
tes de Kirchhoff. Para o circuito da Figura 4.6, a corrente que
v, = l l = 9,09 V
sai do nó t e passa pelo resistor de 1!lé a queda de tensão no
resistor dividida pela resistência (lei de Ohm). A queda de ten- 120
são no resistor, na d i~o da corrente que sai do nó, é v, - 10. -, = - 11 = 1091
'"' ' V.
Porl1U1to, a corrente no resistor de l n é (v, - 10)/1. A Figura
4.7 esclarece essas observações. Ela mostra o ramo 10 V- 1 n, Uma vez conhecidas as tensões de nó, todas as corren-
co1n as tensões e correntes adequadas. tes de rtuno pode1n ser calculadas. l'ão logo essas correntes
Esse mesmo raciocínio possibilita o cálculo da corrente seja1n conhecidas, as tensões e potências de ra1no podern
em todo ramo em que ela é desconhecida. Assim, a corrente que ser calculadas. O Exemplo 4.2 ilustra a utilização do méto-
saido nó l epassapeloresistorde snév/5,eacorrentequesai do das tensões de nó.
donó I e passapeloresistorde2 Oé(v, -v,)12. A somadas três i
~-

correntes que saem do nó l deve ser igual a zero; portanto, a 1 J1


equação de tens;io de nó deduzida para o nó 1é ; 1~ +
v, - 10 v, v, - 1'2 o
1 + 5 + 2 - . (4.S)

A equação de tensão de nó deduzida para o nó 2 é


vi - v , + '"2 - 2 = O
2 10 . <4·6> Figura 4.1 Ã Cálculo da con~ntl!: de ramo i.

Exemplo 4.2 Utilização do método das tensões de nó

a) Use o n1étododas tensões de nó para dctcnninar as corren- . 40 1A


tes de raino '~· ;b e i, no circuito.n1ostrado na Figura 4.8. '• = 40 = .
b) Determine a potência associada a cada fonte e diga se
b) A potência associada à fonte de 50 V é
a fonte está fornecendo ou absorvendo potência.
p,,,., = - 50i, = - 100 W (alimentando)
Solução A p<>téncia associada à tOnte de 3 A é
a) Começamos observando que o circuito tem dois nós es· p,. = -3v, = -3(40) = - 120 W (alimentando)
scnciais e, por isso, precisamos escrever u1na única ex- Verificamos esses cálculos observando que a potência to-
pressão de tensão de nó. Selecionamos o nó inferior como tal fornecida é 220 W. A potência total absorvida pelos
o nó de referência e defini1nos a lensâo de nó desconheci- três resistorcs é 4(5) + 16(!0) + 1(40), ou 220 W, como
da como v,. A Figura 4.9 ilustra essas decisões. Somando calculan1os e con10 deve ser.
as correntes que saem do nó I, geramos a equação de ten- rn
são de nó

Resol\1codo para v,, obten1os Figura 4.8 .t. Ci1cuito para o Exemplo 4.2.

v, = 40V.
Conseqücnten1cntc,
. 50-40 lA
~ a - - I
~

40 Figura 4.9 4 Circuito mos.trado na F"tgura 4.8, com um nó de referência e


i•= =4A,
10 a t~nsão de n6 descoohecida v,.
SU$W
Capitulo 4 Técnicas de analise de circuitos 69

V' PROBLEMAS PARA AVALIAÇÃO


Objetivo 1 - Entender e saber utiliza r o método das tensões de nó
4.1 a) Para o circuito mostrado, use o método das Resposta: {a) 60 V, 10 V, 10 A; (c) - SOW.
tensões de nó para detcrrninar v,. V: e ;1, (b) 900 W;
b) Qual é a potência fornecida ao circuito pela 4.2 Use o método das tensões de nó para determinar
fonte de 15 A? v no circuito mostrado.
e) Repita (b) para a fonte de 5 A.
sn

ISA 1•1 60fl 1sn


- i1
2!1 ,., SA
Resposta: 15 V.
1''01i1: Tet1te ft':Solver ta1t1bé1tt os problettras 4.6. 4.9 e 4.10, e1pre.se11tados 110 final deste capitulo.

das tensões de nó devem ser suplementadas com as equa-


4.3 O método das tensões de ções de restrição impostas pela presença das fontes de-
nó e as fontes dependentes pendentes. O Exemplo 4.3 ilustra a aplicação do método
das tensões de nó a urn circuito que conté1n un1a fon te
Se o circuito contiver fontes dependentes, as equações dependente.

Exemplo 4.3 Utilização do método das tensões de nó com fontes dependentes


Use o 1nétodo das tensões de nó para detern1inar a A substituição dessa relaç.1o na equação do nó 2
potência dissipada no rcsistor de s n do circuito mostra- sirnpliflca as duas equações das tensõe.s de nó para
do na Figura 4.10. 0,7Sv , - 0,2v,; 10,
Solução
Corneçan1os observando q ue o circuito ten1 três nós
-v, + l ,6v,; O.
essenciais. Por conseqüência, precisamos de duas equa- Resolvendo para v, e v2, obte1nos
ções das tensões de nó para descrever o circuito. Quatro
rrunos tenn inain no nó interior. portanto o seleciona1nos v,; 16 V
con10 nó de referênc.ia. As duas tensões de n ó desconhe- e
cidas são de6nidas no circuito lnostrado na Figura 4. l l. v, ; IOV.
A soma das correntes que saem do nó 1 gera a equação
Então,
V1 - 20 'V1 ?11 - vi
--'---+-+
2 20 5 o. 16 IO
;ô = = l.2A,
A so1na das correntes que sacn1 do nó 2 for nece 5
Vz - Vi Vz vi - 8i6 - o p,.,; (1,44)(5) ; 7,2 W.
5 + 10 + 2 - .
Corno expressas. essas duas equações das tensões de Um bon1 exercício para desenvolver sua intuição
nó contênt três incógnitas) ou seja. v1, v 1 e i • . Para eli1ni- para a resolução de problemas é reconsiderar esse exem-
nar i~ devemos expressar essa corrente de controle e1n plo usando o nó 2 como o nó de referência. ISso facilita
ter1nos das tensôts de n6, o u ou dificulta a análise?
20 sn 2 2n

20V~ ~ 20Ó:
20

!! 511

w
20

IO:" ~s;•
20 V ,., 20 n ·~ ,., tO n

fi gur'a 4.11 A. Circuito mostcado na Figum li.to, com um nó de


Figura 4.10 Ã Circuito para o Exemplo 4.3. referência e as tensões de n6.
SU$W
70 Circuitos elétricos

V' PROBLEMA PARA AVALIAÇÃO


Objetivo 1 - Entender e saber utilízar o método das tensões de nó

4.3 a) Use o métO<lo das tensões de n6 para determi·


nar a potência associada a e.ada fonte no cir~
cuito n1ostrado.
b) Diga se a fonte está fomecendo potência ao cír- 6!l 2íl
cuito ou absorvendo potência do circuito.
Resposta: (a) p,.v =-150 W,p,, =
-144 W.p,. -80 W; = sov sn 4!1
(b) todas- as fontes e~tâo fornecendo potência
ao circuito.
N01i1.: 1e11te resolver li1111b~1n os proble111as 4.19 e 4.20, apmeutt1dos 110 flutll tleste capitulo.

te1npo para testar se você é capaz de reduz.ir o nún1ero de in·


4.4 O método das tensões de cógnitas e. desse n1odo, sin1plificar a análise dos circuitos.
nó: alguns casos especiais Suponha que o circuito mostrado na Figura 4.13 de.'a
ser analisado utilizando o método das tensões de nó. O cir-
Quando uma fonte de tensão é o único elemento entre cuito contén1 quatro nós essenciais. de fornla que prevemos
dois nós essenciais, o 111étodo das tensões de nó é simplificado. três equações de tensão de nó. Contudo, dois nós essenciais
Comocxemplo,examineocircuitoda Figura4.12. Há três nós estão ligados por un1a fonte de tensão independente e dois
essenciais nesse circuito, o que significa que são necessárias outros nós essenciais estào ligados por uma fonte de tensão
duas equações si1nultânens. Dentre esses tri•s nós essenciais. dependente controlada por corrente. Conseqüentemente,
foi escolh.ido um n6 de rcferéncia e dois outros nós foram ro- na verdade, há apenas un1a tensão de nó desconhecida.
tulados. Mas a fonte de 100 V restringe a te11$.'iO entre o n6 1e Escolh.er qual nó usar como nó de referencia envolve
o nó de referência a 100 V. Isso significa que há somente uma várias possibilidades. Qualquer dos nós de cada lado da
tensão de n6 desconhecida (v,). Portanto, a solução desse cir- fonte de tensão dependente parece atraente porque, se es·
cuito envolve unia ünica equação de tensão para o nó 2: colhido., saberian1os que u1na das tensões de nó seria+ JOi6
(se o nó da esquerda for o nó de referência) ou -!Oi,; (se o
(4.7)
nó da direita for o nó de referencia). O nó inferior parece
até melhor porque tuna tensão de nó é conhecida in1ediata·
inentc (50 V) e cinco ramos terminan1 ali. Portant~ opta·
Como v, = 100 V, a Equação 4.7 pode ser resolvida
mos pelo nó inferior como nó de referência.
para v,:
A Figura 4.14 mostra o circuito redesenhado, com o n6
v, = 125 V. (4.8) de referência assinalado e as tensões de nó definidas. Alénl
disso, introduzi1nos a corrente i porque não poden1os ex·
Conhecendo v,, podemos calcular a corrente cm cada
prcssar a corrente no ramo da fonte de tensão de~ndente
ramo. \'ocê deve confirn1ar que a corrente que enlra no nó
co1no uma função das tensões de nó v.1 e vJ. Assin1, no nó 2
J, por n1eio do rarno que con1é_n1 a fonte de tensão indepen·
dente, é 1.5 A.
(4.9)
Em geral, quando voe~ usa o método das tensões de n6
para resolver circuitos con1 fontes de tensão ligadas direta·
rncntc entre nós cssenciaist o nú1ncro de tensões de nó dcsco· enon63
nhecidas é reduzido. A raião é que. sempre que a fonte de ten-
(4.10)
são ligar dois nós csscnciois. ela obriga a diferença entre as
tensões de n6 nesses n6s a ser igual à da fonte. Dedique algum
2 10;.
JO .(} sn
+
,,, 2sn
+
''1 son
-
40fl
;.
- +

son 100!1 4A

Figura 4.13 & Circuito com uma fonte de tensão dependente ligada
Figura 4.12 Ã. Circuito com uma tensão de nó conhecida. entre nós.
Sn(:IW
Capítulo 4 Técnicas de anãlise de circuitos 71

10 i,; Usar asequações4.13 e4.14 ev, = 50 V reduia Equn-


sn 2 3

1
~
- +
~
ção4.12 a

SOV1·1 400 ' son1 f' 4A ·v-.( -501 + -51 + -100


1 + -10) •
500
10 + 4 + l,

V,(0,25) = 15,
11, = 60 V.
Figura 4.14 A Circuito a.ost11do N Agura , .13. (0111 as tttcs6ts dt n6s
<tlteionodos. Pelas equações 4.13 e 4.14:
(i() - 50
Eliminamos i simplesmente somando as equações 4.9 i6= =2A,
e 4.10 paro obter
5
11, =60 + 20 =80 V.
(UI)

Análise do circuito amplificador pelo


Conceito de supernó método das tensões de nó
A Equação 4.11 pode ser escrita diretamente, sem re-
Vamos usar o método das tensões de nó para analisar
correr à etapa intermediária representada pelas equações
o circuito que apresentamos pela prirncira vez na Seção 2.5,
4.9 e 4.10. Para fazer Isso, considere os nós 2 e 3 como um
mostrado novamente na Figura 4.16.
único 116 e shnplcsmcntc sonlc as correntes que saem do nó
Quando usamos o método da análise de correntes de
em termos das tensões de nó V, e v1• A Figura 4.15 ilustra
ramo na Seção 2.5, enfrentamos a tarefa de escrever e rcsol·
essa abordagem.
ver seis equações sin1ultâneas. Aqui, rnostrnrc1nos co1no a
Quando uma fonte de tensão está entre dois nós es-
análise nodal pode simplificar nosso trabalho.
senciais, pode1nos combinar esses n6s para forinar u1n su-
O circuito tein quatro nós essenciais: os rtós" e d são liga·
pcrri6. ll óbvio que a lei das correntes de Klrchhoff deve ser
dos por un1a fonte de tens.1.o independente, as.shn conlo os nós
válida para o supernó. Na l'igura 4.15, começando com o
b e e. Portanto. o problema se reduz a determinar uma única
ramo de 5 O e percorrendo o supernó no sentido tmti-ho·
tensão de nó desconhecida, porque (11, - 1) - 2 • l. Usruido d
rário, gera1nos a equação
como nó de referência, combinamos os n6s b e e e1n lun supcrnó
e identificam-OS a queda de tens.io cm R, como V,, e a qu<xla de
(4.!l)
tensão em R, como Vv conforme mostra a Figura 4.17. Então,
que ~ idêntica à Equação 4.11. A criação de um supernó
nos nós 2 e 3 facilitou a análise desse circuito. Portanto, 1ll> + v. - Vcc + v, - f3is = O. (4. 1$)
sempre vale a pena dedicar algum tempo à procura desse R2 R, R,;
tipo de atalho ante• de escrever quaisquer equações. Agora, eliminamos v, e i• da Equação 4. IS, observan·
Depois de a Equnção 4.12 t<r sido dcdu2ida, •etapa do que
s.gulnte ~ rtduzlr a txprtss;\o a uma única tensão de nó
v, = (i, + /JiJR,, (4. 16)
desconhecida. Em primeiro lugar, elimin•mos v, da equa-
ção porque sabemos que v, = 50 V. Em seguida, expressa- v, =v,,-v.. (4.17)
mos v, em função de e~

V,• C.i + lOi.,. (4.ll)

Agora, exprtSSamos a corrente de controle da fonte de


tensão dependente cm função das tensões de nó:
V2 - 50
;. - 5 (4.14)

2 3
50
1,
S(IV .' •OO ... 500 " llklO

Figura 4.16 Ã Modeto de um transisto1 funcionando como amplifica·


Figura 4.15 .&. N6s 2 e 3 considtn1dos um supe1n6. dot. também mostrado na f)gura 2.24.
Sn$W
72 Circuitos elétricos

tCnlOS
Substituindo as equações 4.16 e 4. 17 na Equação 4.15,
4.5 Introdução ao método das
V1 -1 + -1 + 1 ]
• -Vcc + Vo . (4.18)
correntes de malha
' [ 111 Ri (1 + /3)R, R1 (1 + /3)Re
Como dissemos na Seção 4.1, o método dos corren-
Resolvendo a Equação 4.18 para Vi,. obtemos tes de malha para análise de circuitos nos habilita a des-
Vcc ll2 (1 + /J) R s + V0 R1 R2 crever um circuito e1n termos de b, - (n, - 1) equações.
vb ~ (4.19) Len1bre·se de que un1a nlalha é u1n laço em cujo interior
R1 R1 + (1 + /3)R.(/1 1 + R2 )
não há nenhum outro laço. O circuito da Figura 4.l(b) é
Usando o 1nétodo das tensões de nó para analisar esse mostrado novamente na Figura 4. J8 com setas que repre-
circuito. reduzin'IOS o proble1na de rnanipular seis equações si· sentam e distinguen1 as correntes no interior de cada laço.
multâneas (veja o Problema 2.27) para o de manipular três Lembre-se também de que o método das correntes de ma-
equações simultâneas. Você deve verificar que, quando a Equa· lha só é aplicável a circuitos planares. O circuito da Figura
ç.'\o 4.19 é combinada com as equações 4.16 e 4.17, a solução 4.18 contém sete ramos essenciais en1 que a corrente é
para;. é idêntica à da Equação 2.25. (Veja o Problema 4.30.)
desconhecida e quatro nós essenciais. Portanto1 para re·
li
solvê-lo por meio do método das correntes de malha, de-
vemos escrever quatro [7 - (4 - !}) equações de correntes
R, de malha.
Un1a corrente de rnalha é a corrente que existe so-
1nente no perhnctro de u.1na malha. En1 um diagra1na
do circuito ela é representada por u1na 1inha contínua
R, +
Ycc ou por un1a linha quase contínua que percorre o perí-
1netro da n1alha. Uma ponta de seta na linha contínua
--------- .....
indica a direção de referência para a corrente de 1nalha.
'.... "-------- !J
• A l'igura 4.18 mostra as quatro correntes de malha que
descrevem o circuito da Figura 4. l(b). Observe que,
por definição. correntes de n1alha satisfazen1 auto1nati-
camcnte a lei das correntes de Kirchhoff. Isto é, em
"
Figura 4.17 • Cfrculto mostrado na Figura 4.16, com as tens.ôM t o
supe1nô identificados.
qualquer nó do circuito, uma dada corrente de malha
tanto entra quanto sai do nó.

v' PROBLEMAS PARA AVALIA ÃO


Objetivo 1 - Entender e saber utilizar o método das tensões de nó
4.4 Use o método das tensões de nó para determinar i,
v0 no circuito 1nostrado. 2.sn 1n
- +

300 4,XA i, 1 7,Sfi ,, 111n 2.sn 12V

100
4.6 Use o n1étodo das tensões de nó para dete.rn1inar
+
v 1 no circuito n1ostrado.
JOV 20;, ói"'
..------<- +>------,
2!l
Resposta: 24 V.
tíO V ,., 240 3fi
4.5 Use o método das tensões de nó para detem1ínar
·v no cjrcuito n1ostrado.

Resposta: 8 V. Resposta: 48 v.
NOTA: 1êute resoh·cr tt111tbé111 os prof!leu1as 4.21, 4.26 e 4.27, ttpn.-sentndos no finttl deste. c<1pltulo.
SU$ W
Capitulo 4 Técnicas de an~lise de circuitos 73

A Figura 4.18 também mostra que nem sempre é pos· Podemos resolver as equações 4.23 e 4.24 para i 1 e i, a
sível identificar uma corrente de malha ern termos de uma fim de substituir a solução de três equações simultâneas
corrente de ramo. Por exemplo, a corrente de malha i, não pela solução de duas equações simultâneas. Dcdu2imos as
é igual a nenhun1a corrente de ran10. ao passo que as cor· equações 4.23 e 4.24 substituindo as 11, - l equaçõ.os de cor·
rentes de rnalha iJ, i) e í4 podenl ser identificadas coJn rente nas b, - (11, - 1) equações de tensão. O valor do méto·
correntes de ramo. Assim, medir un1a corrente de rnalha do das correntes de malha é que, definindo correntes de
nem sempre é possível; observe que não há nenhum lugar malha, cUminamos auton1atica1ncnte n< - J equações
onde inscrlr un1 an1pcrírnctro para rncdir a corrente de n1a~ de corrente. Assin1, o 1nétodo das correntes de malha é
lha i,. O fato de uma correote de malha poder ser uma equivalente a urna substituição sistenHitica das n1: - 1 equa-
quantidade fictícia não significa que ela seja um conceito ções de corrente nas b, - (11, - 1) equações de tensão. As
inútil. Ao contrário, o método das correntes de malha para correntes de malha da Figura 4.19, que são equivalentes a
análise de circuitos evolui muito naturaln1entc a partir das elin1inar a corrente de ramo i"das equações 4.21e4.22. são
equações de corrente de ramo. mostradas na Figura 4.20. Aplicamos, agora, a lei das ten·
Podemos usar o circuito da Figura 4.19 para mostrai· sões de Kirchhoff ao longo das duas malhas, expressando
a evolução da técnica das correntes de malha. Começa· todas as tensões nos resistorcs cn1 tern1os das correntes de
n1os usando as correntes de ramo (i 1, ;2e i,) para forn1ular malha, a fim de obter as equações
o conjunto de equações independentes. Para esse circuito,
(4.ZS)
b, = 3 e 11, = 2. Podemos escrever somente mna equação de
corrente independente, portanto precisamos de duas
equações independentes de tensões. Aplicar a lei das cor· -11, = (i• - i,)R, + i. R,. (4.26)
rentes de Kirchhoff ao nó superior e a lei das tensões de
Kirchhoff ao longo das duas malhas gera o seguinte con- Pondo en1 evidência os coeficientes dei, e ib nas equa·
junto de equações: ções 4.25 e 4.26, temos

(4.20) ('-27)

(4.21) -11, = -i,R, + i0(R, + R,). (4.28)

Observe que as equações 4.27 e 4.28 e as equações 4.23


-·v, = i21l, - i,R,, (4.22)
e 4.24 são idênticas na forma, con1 as corrente-s de 1nalha ;.
Reduzimos esse conjunto de três equações a um con· e lbno lugar das correntes de ra1no i1 e i2 • Observe tan1bétn
junto de duas equações resolvendo a Equação 4.20 para ;, e, que as correntes de ramo mostradas na Figura 4.19 podem
então, substltuindo essa expressão nas equações 4.21 e 41.22: ser expressas em termos das correntes de malha mostradas
na Figura 4.20, ou
v, = i,(R, + R,) - i, R,. (4.23)
;, =(•• (4.29)

-v, = -i,R, + i2(R, + R,). (4.24)


Íi = ;.,, (4.30)

;, =;;i - ib. (4.31)


R, R2

~-z]l
A capacidade de escrever as equações 4.29- 4.31 por
R, inspeção é c.rucial para o método das correntes de malha.
jJ
Uma vez conhecidas as correntes de malha, também co-
1\ ,, nhecemos as correntes de ramo. E. uma vez conhecidas as
n. . correntes de r.uno, podemos calcular quaisquer tensões ou
potências de interesse.
Figura 4.18 ... Circuito mostfado na Figura ~.t(b) , com as conentes de O Exemplo 4.4 ilustra como o método das correntes
malha definidas. de malha é usado para detenninar as potências das fontes e
a tensão de rarno.

Vt
- ;,

Figura 4.19 A. Circuito U$.3do para ilustrar o des,nvolvimtnto do


método das cor-tentes de malha para análise de circuitos. Figura 4.20 A Cotrentes M malha;, e i~
SU$W
74 Circuitos elétricos

Exemplo 4.4 Utilização do método das correntes de malha


a) Use o 1nétodo das correntes de malha para detern1inar As três correntes de malha são
a potência associada a cada fonte de tensão no circuito i~= S,6A
mostrado na Figura 4.21.
b) Calcule a tensão v. no resistorde 8 Q.

Solução
a) Para cak:u]ar a pot~ncia associada a cada fonte. precisa- A corrente de n1alha i, é idêntica à corrente de ra1no na
mos saber qual é a corrente cm cada fonte. O circuito in· fonte de 40 V, de forma que a potência associada a essa
dica que ess..'ls correntes de fonte serão idênticas às cor.. fonte é
rentes de malha. Além disso. observe que o circuito tem P•OI' = -40i, = -224 w.
sete ranlOS, cm que a corrente é desconhecida, e cinco
nós. Portanto, prccisamosdctres [b-(11- 1) =7 -(5-1)1 O sinal negativo indica que essa fonte está fornecendo
equações de correntes de malha para descrever o circuito. potência à rede. A corrente na fonte de 20 \fé idéntica à
J\ Figura 4.22 mostra as três correntes de malha usadas corrente de 1nalha i<; portanto.
para descrever o circuito da Figura 4.21. Se admitirmos p,.\' = 20i, = -16 w.
que as quOOas de tensão serão positivas, as três equações
de malha s;io A fonte de 20 V também está fornecendo potênc.ia à rede.
b) A corrente de ran10 no rtsistor de 8 O, na direção da
-40 + 2i, + 8(i, - i.J =o. queda de tensão v0 • é i, - i0• Portanto,

80. - i,) + 6i. + 6(i. - iJ =o. v. = 8(i, - i,J = 8(3,6) = 28,8 V.


2n 6(! 4!1
(4.Jl)

Sua calculadora provavelmente pode resolver essas equa·


40 V 8 !} ,~, 60 20\1
çõc.s, ou você pode usar algurna fcrra1nenta coniputacio·
nal. O método de Cramer é uma ferramenta útil para rc-
so1vcr três ou mais equações sin1ultâneas à mão. Você
pode revisar essa importante ferran1cnta no Apêndice A. figura 4.21 .&. Clrcuíto para o Exemplo 4.4.
Reorganizando as Equações 4.32 antes de utilizar uma
calculadora, um programa de computador ou o método 2!! 6!l 4l'l
de Cra1ner. tcmos
20V

Figura 4.22 Ã As t1ês correntes de malha usadas para analis.:11 o


(4. 33) circuito mostrado na Figura 4.21.

V' PROBLEMA PARA AVALIA ÃO


Objetivo 2 - Entender e saber utilizar o método das correntes de malha

4. 7 Use o método das correntes de malha para deter- 30!1


minar (a) a potência fornecida pela fonte de 80 V
ao circuito n1ostrado e (b) a potência dissipada no 50 90!l
resistor de 8 Q.

Resposta: (a) 400 W; sov 26 (l 8 (l

(b) 50 w.

NOTA: Tente resolver ta111bé1u os problenuu 1.JJ e 4.32, apresentados no flnal 1itste capflulo.
1
SU$W _
Capitulo 4 Técnicas de an~lise de circuitos 75

4.6 O método das correntes Se o circuito contiver fontes dependentes. as equações


de correntes de malha devem ser suplementadas pelas
de malha e as fontes equações de restrição adequadas. O Exe1nplo 4.5 ilustra a
aplicação do método das correntes de malha quando o cir-
dependentes cuito inclui uma fonte dependente.

Exemplo 4.5 Utilização do método das correntes de malha com fontes dependentes
Use o método das correntes de malha para determi- i 1 = 26 A,
nar a potência dissipada no rcsistor de 4 O no circuito
i , = 28 A.
111ostrado na Figura 4.23.
A corrente no rcsistor de 4 O, orientada da esquerda
Solução para a direita~ é (i - i1• ou 2 A. Portanto, a potência
Esse circuito tem seis ramos. cm que a corrente é dissipada é
desconhecida, e quatro nós. Portanto. precisan1os de trés P•n = (i, - i,)'(4) = (2)'(4) = 16 W.
correntes de n1alha para descrever o circuito. Elas são de·
finidas no circuito mostrado na Figura 4.24. As três equa- E se você não tivesse sido aconselhado a usar o n1é-
ções de corrente de malha são todo das correntes de malha? Teria escolhido o método
das tensões de nó? Ele reduz o problcn1a a determinar
so = 5(1, - i,) + 20(i, - i,). uma tensão de nó desconhecida por causa da presença de
duas fontes de tensão entre nós essenciais. Mais adiante
O= S(i, - í,) + 1;,+ 4(í1 - i,), comentare1nos es.'ie tipo de escolha.
líl
O= 20(i,- i,) + 4(i, - i,) + !Si. . (4.34)

Agora, cxpressa_mos a corrente de ran10 que contro· 5íl 4íl


la a fonte de tensão dependente cm termos das correntes
de malha como
50V
(4.35)

que é a equação suplementar imposta pela presença da


fonte dependente. Substituindo a Equação 4.35 nas Equa- Figura 4.23 A. Círwito pora o Exemplo 4.5.
ções 4.34 e colocando e1n evidência os coeficientes de i 1,
i 2 e ;, cm cada equação, geramos 1n
50 = 2Si, - Si, - 20i,,
41l
O= -Si 1 + l0i1 - 4i,,
+
50V 15 i~
O= -Si, - 4i, + 9i,.
Corno estamos cal«~ando a potência dissipada no
figura 4.24 .Ã. Circuito moswdo n11 figura 4.23 com as três
resistor de 4 ú, cnkulantos as correntes de malha i, e i,: conentes de malha.

V' PROBLEMAS PARA AVALIA ÃO


Objetivo 2 - Entender e saber utilizar o método das correntes de malha
4.8 a) Determine o número de equações de corren- Resposta: (a) 3;
tes de 1nalha necessárias para resolver o cir· (b)-3ó w.
cuito mostrado na próxima página.
4.9 Use o método das correntes de malha para de1er-
b) Use o método das correntes de malha para de-
n1inar v,. no cir<uito ntostrado.
terminar a potência que está sendo fornecida à
fonte de tensão dependente. Resposta: 16 V.
SU$W
76 Circuitos elétricos

2!1
l4fl

20 30 6 !l sn
sn
2.5 V lfl 25V 5 ;,.
lOV

NOTA: Tente resolv4!r tn111bé1u os prolJleuuis 4.37 e 11.38. aprc:se11ttulos 110 final <leste cnpllulo.

4. 7 Ométodo das correntes de O conceito de supermalha


malha: alguns casos especiais Podemos deduzir a Equação 4.38 se1n introduzir a ten·
são desconhecida v usando o conceito de supermalha. Para
criar urna super1nalha, removemos mentalrnente a fonte de
Quando um mnlo inclui urna fonte de corrente-, o mé·
corrente do circuito ao simples1ncnte evitar esse ramo quan·
todo das correntes de malha requer algun1as manipulações
do escreve1nos as equações de corrente de n1alha. E.'<pressa·
adicionais. O circuito mostrado na Figura 4.25 demonstra a
inos as tensões ao longo da supern1~Jha e1n tennos das cor-
nature1.a do problema.
rentes de malha originais. A Figura 4.26 ilustra o conceito da
Dcfini1nos as correntes de malha ;~· i~ e ic, be1n co1no n
supennalha. Quando so111an1os as tensões ao longo da super·
tensão na fonte de corrente de 5 A, para auxiliar a discuss..io.
malha (denotada pela linha tracejada), obtemos a equação
Observe que o circuito conté1n cinco ra1nos essenciais1 nos
quais a corrente é desconhecida, e qualro nós essenciais. Por - 100 + 3(i, - i.J + 2(i, - i.) + 50 + 4i, + 6i, = º· (4.41)
conseqüência, precisamos escrever duas (S - (4 - l)j equa- que se reduz a
ções de correntes de n1alha para resolver o circuito. A pre·
sença da fonte de corrente reduz as três correntes de ntalha 50 = 9i, - 5;. + 6i,. (4.42)

desconhecidas a duas dessas correntes, porque ela faz com Observe que as equações 4.42 e 4.38 são idênticas. As·
que a diferença entrei, e 1, seía igual a 5 A. Por conseqüência, sim, a supennalha eliminou a necessidade de introduzi,. a
se conhecen1os i~, conhece.mos i<-• e vice-versa. tensão desconhecida nos terminais da fonte de corrente.
Contudo. quando tentarnos so1nar as tensões ao longo Mais u111a ve1., dedicar algunl tt1npo para exan1inar cuidado..
da n1alha a ou da malha e, tetnos de introduzir nas equa· san1ente u1n circuito e identificar: un1 cll'alho con10 esse dá
ções a tensão desconhecida nos tern1inais da fonte de cor· um grande retorno cm termos de simplificaç-Jo da análise.
rente de 5 A. Assim, para a malha a:
ion
100 = 3(i, - i0) + V+ 6i,. (4.36)

e para a malha e: 3n ---.:D n 2

- 50 = 4i, - V+ 2(i, - i,,). (4.37)


lOOV 50V
Agora, somamos as equações 4.36 e 4.37 para eliminar
v e obter
50 = 9i, - Si,+ 6ic (4.38) figuta 4.25 A Circuito que ilustm o ~todo das correntes de malha
quando um ramo contfm uma fonte de co«ente independente.
Somando tensões ao longo da malha b, obtemos
o= 3(i, - i,) + 1o;.+ 2(i, - ;,). (4.39)
10n
Reduzimos as equações 4.38 e 4.39 a duas equações e 30 20 Supcrnl3lhu
duas incógnitas usando a restrição
r
(4.40) 100 V 11 ti,)
1, 50V
1
Dcixa1nos para você verificar que, quando a Equação
4.40 é combinada com as equações 4.38 e 4.39, as soluções 6fl 4fl
para as três correntes de malha são
figura 4.26 A Circuito mosttado na figura 4.2S. qoe ilustta o conceito
i, = l,75 A, ib = 1,25 A e i, = 6,75 A. de uma supermalha.
SU$W
Capitulo 4 Técnicas de an~lise de circuitos 77

Análise do circuito amplificador pelo A restrição im~la pela fonte de corrente dependente é
(4.4S)
método das correntes de malha
A corrente de ramo que controla a fonte decorrente depen-
Podemos usar o circuito apresentado pela primeira
dente)expressa con10 un1a função das correntes de malha. é
vez na Seção 2.S (Figura 2.24) para ilustrar como o méto-
do das correntes de malha funciona quando um ramo (4.46)
contém uma fonte de corrente dependenté. A Figura 4.27 Pelas equações 4.45 e 4.46,
mostra aquele circuito, con1 as três correntes de malha
identificadas por i~· i 0 e i,. O circuito tem quatro nós es· i, = (1 + {J)i, - {Ji~ (4.47)
senciais e cinco ramos essenciais, nos quais a corrente é Agora. usa1nos a Equação 4.47 para eliminar ic. das
desconhecida. Portanto, sabcn1os que o circuito pode ser equações 4.43 e 4 .44:
analisado em termos de duas (5 - (4 - 1)) equações de
correntes de malha. Embora tenhamos definido três cor- (R, + (1 + {J)R, )i, - (1 + PlRri• = V0 - Vcc• (4.48)
rentes de malha na Figura 4.27, a fonte de corrente de-
pendente irnpõc u1na restrição entre as correntes de ma· - (1 + {J)R,i, + (R, + (1 + {J)R, )i• =- V.. (4.49)
lha i, e ;,. portanto tentos somente duas correntes ele Você deve verificar que a solução das equações 4.48 e
malha desconhecidas. Usando o conceito da supcrmal.ha, 4.49 para i, e i• resulta em
desenhamos nova1nente o circuito conto mostrado na l~i·
gura 4.28. . V.R , - Vcc R 2 - Voc (1 + {J)R ,
'~ = • (4.50)
Agora, son1an1os as tensões ao longo da supern1alha R,R, + (1 + {J)R ,(R, + R,)
en1 tern1os das correntes de n1alha i,, i&e i, para obter . - V,R , - (1 + {J)R , Voc
1, = · (4.S!)
R,i, + Vcc + R,(i, - i,,) - V0 = O. (4.0) R, R, + (1 + {J)Rr(R, + R,)

A equação da malha b é DcLxamos para você verificar que, quando as equações


4.50 e 4.51 são usadas para determinar 1., o resultado é o
R,i, + V0 + R,(i, - i,) =O. (4.44) mesmo dado pela Equação 2.25.

1------ -----.,
R, 1
1/ •
:J R,

0
1 '•
R, R1 1 '
1
---------.1 +
Vo Vo 1
1
i,
, Vcc

+ - +-
1

R,

i11 11,
,,,~ 1
1
R r.1

0 ;,
, L ___ J

Figura 4.27 •Circuito mostrado na Figu1a 2.24 com as col'tentts de Figura 4.28 A Clrcuíto mostrado na Figufa 4.27, representando a
malha ;,, i• e i,. supermatha criada peta prttença da fonte de couente dependente.

V' PROBLEMAS PARA AVALIA ÃO

Objetivo 2 - Entender e saber utilizar o método das correntes de malha

4.10 Use o método das correntes de malha para de-


terminar a potência dissipada no resistor de 2 Q
3íl sn
no circuito mostrado.

Resposta: n W. +
30 V 2íl sn t 16A

4.11 Use o método das correntes de malha para de-


terminar a corrente de malha i~ no circuito 611 4íl
n1ostrado.
Sn$W
78 Circuitos elétricos

IOA 4.12 Use o método das correntes de malha para de-


------<-1------ terminar a potência dissipada no resistor de l Q
no circuito mostrado.
2!1 10 2n
2A
7SV
2n

IOV + 2n 6V

1n

Resposta: 15 A. Resposta: 36 w.
NOTA: 1é11te n:soh•er ta111bt1n os, pn>ble111as 4. 111. 4.42, 11.47 e 4.50. nprestuttulos 110 final deste capítulo.

• Um dos métodos resulta em um número menor de equa-


4.8 Método das tensões de ções simultâneas a resolver?
nó versus método das O circuito conté1n. supernós? Se contiver, usar o rnCtodo
das tensões de nó permitirá que você reduza o nún1ero
correntes de malha de equações a resolver.
• O circuHo conté1n supcrmalhas? Se contiver, usar o mé-
A 1naior vantagen1 de amhos os n1étodos1das tensões todo das co(rcntes de n1alha permiti rá que você reduza
de nó e das correntes de n1alha. é que eles reduzem o nlrme· o nún1ero de equações a resolver.
ro de equações simultâneas que devem ser manipuladas. • Resolver uma parte do circuito dá a solução requerida?
Eles tarnbé111 requerern que o analista seja bastante siste1ná· Se der, qua.I é o rnétodo ntais eficiente para resolve.rape-
tico no que diz re.speito a organizar e escrever e.ssas equa- nas a porção pertinente do circuílo?
ções. Então, é natural perguntar: "Quando o método das Talvez a informação mais importante seía que, para
tensoos de nó é preferível ao método das correntes de ma- qualquer situação, o tempo dedicado a pensar no problema
lha e vice-versa?" Co1no você pode suspeitar. não há u1na em relação às várias abordagens analíticas disponíveis é unl
resposta clara. No entanto, fazer vârias perguntas pode aju· tempo bem gasto. Os exemplos 4.6 e 4.7 ilustram o proces-
dá-lo a identificar o método mais eficiente antes de mergu- so de decisão entre o n1étodo das tensões de nó e o n1étodo
lhar no processo de solução: das correntes de malha.

Exemplo 4.6 Entender o método das tensões de nó versus o método das correntes de malha
Deterntine a potência dissipada no resistor de 300 O 3000 ..!.L
no circuito mostrado na Figura 4.29.
Solução 1500 1oon 25()0
Para determinar a potência dissipada no resistor de
300 Q , precisamos detenninar ou a corrente que passa pelo
rcsistorou a tensão cm seus terminais. O métododascorrcn· 256V 2000
tos de malha fomece a corrente que passa pelo resistor; essa
abordagem requer resolver cinco equaç005 de malha simul-
tâneas, como descrito na Figura 4.30. Quando escrevermos Figura 4.29 4 Ci,cuíto para o Exemplo t..6.
as clnco equações, de\ien1os incluir a restrição ;A= - ib.
Antes de prosseguirmos, vamos ta1nbén1 exan1inar
o circuito no que se refere ao n1étodo das tensões de nó. 300íl jL_
Observe que, uma vez conhecidas as tensões de nó, pode-
mos calcular a corrente que passa pelo resistor de 300 Q
ou a tensão e1n seus tcnninais. O circuito ten1 quatro nós
essenciais é, por conseguinte. son1entc três equações de
tensão de nó são necess•li-ias para descrevê-lo. Por causa
da fonte de tensão dependente entre dois nós essenciais,
ternos de sornar as correntes so1nente en1 dois nós. Con-
seqücnten1ente, o problerna é reduzido a escrever duas Figura 4.30 à Circuito tn0$tlido na Figura 4.Z9. com as cinco çorrentes
equações de tensão de nó e uma equação de restrição. de malha.
SU$ W
Capitulo 4 Técnicas de an~lise de circuitos 79

Como o método das tensões de nó requer apenas Pelo supernó, a equação de restrição é
três equações simultâneas, é a abordagem mais atraente. . v.
Uma vez tomada a decisão de usar o método das v, = v, - 50'"' ='V, - -·-.
6
tensões de nó. a próxima etapa é seltcionar um nó de rc· Conjunto 2 (Figura 4.32)
ferência. Dois nós essenciais no circuito da figura 4.29
En1 Vv
n1ereccm consideração. O pri1neiro é o nó de referência
na Figura 4.31. Se esse nó for selecionado, uma das ten- ~ v. - 256 v, - Vb v, - Vc _ O
sões de nó desconhecidas é a tensão no resistor de 300 n. 200 + 150 + 100 + 300 - .
ou seja, v2 na Figura 4.3l. U1na vez conhecida essa ten·
são, cak11larnos a potência no resistor de 300 Q usando a Em v"
expressão
Vc ·v, + 128
p"'°" = Vj /300. -400
- + 500 +
Observe que, alé1n de se1ecionar o nó de referência>
definin1os as três tensões de n6 V1, Vi e 'V,, e indica1nos que Pelo supernó, a equação de restrição é
os nós 1 e 3 formam um s11pernó porque estão conecta-
dos por uma fonte de tensão dependente. Fica entendido . 50(v. - v,.) v, - ·v,
que un1a tensão de nó é uma elevação en1 relação ao nó
vb = 501<1 = 300
= 6
·
de referência; portanto. na Figura 4.3 l, não inserilnos as
referências de polaridade das tensões de nó. Você deve verificar que a solução de qualquer um
O segundo nó que n1erece consideração con10 u1n dos conjuntos leva ao cálculo de uma potência de 16,57 W
possível nó de referência é o nó inferior do circuito, como dissipada no rcsistor de 300 n.
mostrado na figura 4.32. ~ um nó atraente, porque a
1naioria dos ran1os está conectada a ele e. assin1, as equa·
ções de tensão de nó ficam mais fáceis de escrever. Entre-
tanto, determinar a corrente no resistor de 300 n ou a
tensão que passa por ele requer um cálculo adicional tão 1500
logo conheçan1os as tensões de nó v 1 e 'Vc· Por cxen1plo. a
corrente no resistor de 300 O é (v, -v,)1300, ao passo que 256V
a tensão crn seus tcrn1inais é v, - Va·
Cornparamos esses dois possí\leis nós de refcréncia
por meio dos seg11intes conjuntos de equações: o primeí- l _!:'.'_,,I
ro pertence ao circuito mostrado na Figura 4.31 e o se· figura 4.31 .A Circuit·o mostrado na Figura 4.29, com umn6 de referência.
gundo é baseado no circuito mostrado na Figura 4.32.
• Conjunto 1 (Figura 4.31)
No supernó, '.l<IOn ..à..
v , v, - Vz V3 113 - Vz V3 - (112 + 128)
100 + 250 + 200 + 400 + 500
1mn '"' 2so o '"soo n
V3+256_ · so;, .ioon mv
+ 150 - 0
En1 v 2,
V2 'V2 - Vi Vz - V3 1Ji + 128 - V3
Figura 4.32 Ã Circuito mostrado na figura 4.29 com um nó de referência
300 + 250 + 400 + 500 =O. alternativo.

Exemplo 4. 7 Comparação entre o método das tensões de nó e o método das correntes de malha
Deterinine a tens.ão 1111 no circuito n1ostrado na Figura da fonte de corrente dependente corno o nó de referência.
4.33. O circuito tem quatro nós essenciais e duas fontes depen-
dentes controladas por tensão. portanto o método das
Solução
tensões de 116 requer a manipulação de três equações de
À primeira vista, o método das tensões de nó parece tensão de nó e duas equações de restrição.
atraente porque podemos definir a tensão desconhecida Agora, vamos voltar ao método das correntes de
como uma tensão de nó escolhendo o terminal inferior malha para determinar v,,. O circuito conté1n três n1a·
SU$W
80 Circuitos elétricos

lhas, e podemos usar a da extremidade esquerda para As e<1uações de restrição são


calcular v.,. Se usarrnos i,. para denotar a corrente mais- à _ _ [v• - (vh + 0,8v0}]
esquerda, então V#::: 193 - lOi,.. A presença das duas fon· Vo - vb, v• -_ 10
2.
tes de corrente reduz o problema à manipulação de uma
única equação de supcrmalha e duas equações de restri- Usan1os as equações de restrição para reduzir as
ção. Por conseqüência, nesse caso, o método das corren· equações de tensão de nó a três <.-quaçõcs sin1ultãneas en-
tes de n1alha é a técnica 1nais atraente. volvendo v~ v e v.,. Você deve verificar que a abordagem
111

Para ajudá-lo a co1nparar as duas abordagens, rcsu· das tensões de nó também resulta em v, = 173 V.
n1imos an1bos os n1étodos. As equações de corrente de 4!l 2..Hl 211
malha são baseadas no círcuito mostrado na Figura 4.34,
+
e as equações de tensão de n6 são baseadas no circuito
mostrado na Figura 4.35. A equação de supcrmalha é l93 V t~" 0,411, 0.5A 0.8 v,
193 = !Oi,+ !Oi•+ !Oi, + 0,8v8 •
e as equações de restrição são 611 7.5!1 sn
ib - i,, = 0,4V4 = 0,8i, Figura 4.33 •Circuito pitra o Exemplo 4.7.

i, - ;b = o.s.
193V o.s".,
Usan_
1os as cquaÇÔ(S de restrição para escrever a
equação de supcnnalha em termos dei.:
160 = 80i. ou i, = 2 A,
figura 4.34 A Circuito mosll&do na Rrjura 4.33 com as Uês correntes dt
V,= t93 - 20 = 173V. mall>a.

As equações de tensão de nó são


40 2,so I'
• 20
v,, - L93
- 0,4v• + V" - V:-i
= O, ~

lo 2,5
193 V t~" 0.4 V; 0.SA 0,8 v.
Va - V0 + v. - (~... + 0.8v0) ~
05 0
2,5 ' 10 '
60 7.5 !l ,.•,. 8!l
vb _
0,)
v.+o.sv.-v., 0.
7.5 + + 10 figura 4.35 Ã Cirtuito mostrado na figu(a 4.33 com tensõM de n6.

v PROBLEMA PARA AVALIA ÃO


Objetivo 3 - Decidir entre o método das tensões de nó e o método das correntes de malha

4.13 Determine a potência fornecida pela fonte de cor- 4.14 Determine a potência fornecida pela fonte de cor-
rente de 2 A no circuito mostrado. rente de 4 A no circuito n1ost-rado.
4A

4 (l
- 311
-~
i,
128V 6 !l 30i_,
2!1 50

Resposta: 70 W. Resposta: 40 W.

NOTA: Tente resoli'tr tan1bt 1u os proE,le1uat 4.54 e 4.56, aprt'Se11tados 110fl11nl tlestc caplt11lo.
SU$W
Capitulo 4 Técnicas de an~lise de circuitos 81

4.9 Transformações de fonte Precis.'\ll1os detenninar a relação entre v, • i, que garanta


que as duas configurações da figura 4.36 sejam equivalentes
Embora os métodos das tensões de nó e das correntes no que d.iz respeito aos nós a.b. A equhralência é conseguida
de malha seja1n técnicas poderosas para resolver circuitos. se qualquer resistor R,, expcrhnentar o nlcsn10 fluxo de cor·
rente e. por isso, a nu~sn1a queda de tensão, quer esteja conec-
ainda estan1os interessados e1n n1étoclos que possa1n ser
usados para simplificar circuitos. Reduções série-paralelo e tado entre os nósn,b da Figura 4.36(a) ou da Figura 4.36(b).
transformações 6 -Y já estão em nossa lista de técnicas de Suponha que l~i esteja conectado entre os nós aJb na
siinplificação. Con1eça1nos a e.xpandir essa lista com trans- Figura 4.36(a). Usando a lei de Ohm, a corrente em R. é
forn1ações de fonte. Un1a tra11sfor111aç.ão de fonte. 1nostrada . v,
na Figura 4.36. pernlite que uma fonte de tensão e1n série I - • (4.52)
'· - R + Rl
co1n iun resistor seja substituída por u1na fonte de corrente
em paralelo co1n o n1esn10 resistor ou vice-versa. A seta de Agora, suponha que o n1esn10 resistor Ri. esteja conec-
duas pontas enÍ.'ltiza que un1a transfortnaçâo de fonte é bi- tado entre os nós a,b na Figura 4..36(b). Usando a divisão de
lateral; isto é, poden1os conieçar con'I qualquer das configu- corrente. a corrente c1n R, é
rações e deduzir a outra.
. R . (4.53)
'l = R + R1. 1' .

Se os dois circuitos da Figura 4.36 fore1n equi\l'alenteSt


a corrente nesses resistores deve ser a 1nesn1a. Igualando o
lado direito das equações 4.52 e 4.53 e simplificando,
• V-'' {4.54)
(a) '"' = R.
Quando a Equação 4.54 é satisfeita para os circuitos na
{) Figura 4.36J a corrente cn1 R1 é a mesn1a para ambos os cir-
cuitos da fig1.1rn e para todos os valores de Rt.. Se a corrente

"~ l· :
que passa por R,. for a mesma em a1nbos os circuitos. então a
queda de tensão e111 R1 també1n será a mesma enl ambos os
circuitos, e eles serão equivalentes cn1 relaÇ<io aos nós a.b.
Se a polaridade de v, for i1wertida, a orientação de i,
deve ser invertida para manter a tquivalência.
(b) O Exemplo 4.8 ilustra a utilidade de fazer transformações
Figura 4.36 A TransJotmações de fonte. de fonte para sitnplif'icar u1n problen1a de análise de circuitos.

Exemplo 4.8 Utilização de transformações de fonte para resolver um circuito


a) Para o circuito n1ostrado na Figura 4.37, determine a na fonte de 6 V pode ser calculada. Entretanto, focali-
potência associada à fonte de 6 V. zando só u1na corrente de ra1no, pode111os pritnciro
b) Diga se a fonte de 6 V está absorvendo ou fornecendo sin1pUlicar o circuito usando transforn1ações de fonte.
a potência calculada cm (a). Devc111os reduzir o circuito de n1odo que seja preser·
vada a identidade do ra1no que contén1 a fonte de 6 \(Não
Solução há nenhuma razão para presct\>ar a identidade do ramo
a) Se estudarn1os o circuito n1ostrado na Figura 4.37, s.1· que contém a fonte de 40 V. Começando com esse ramo,
bendo que a potência associada à fonte de 6 V é de inte- podc1nos transfor1nar a fonte de 40 V em série c-0111 o re·
resse, várias aborda.gcns nos v~m à mente. O circuito sistor de 5 Q em uma fonte de corrente de 8 A em paralelo
têm quatro nós essenciais e seis ra1nos essenciais, nos com um rcsistor de 5 Q, como mostra a Figura 4.38(a).
quais a corrente é desconhecida. Assin1, poden1os deter· Em seguida, podemos substin1ira combinação cm pa·
niinar a corrente no ramo que contém a fonte de 6 V ralclo dos resistores de 20 Q e 5 Q por um resistor dc 4 Q.
resolvendo tanto as três 16- (4 - i)I cquaçõesdecorrcn· Esse resistor de 4 Q está em paralelo com a fonte de 8 A e,
te de malha quanto as três (4 - 1J equações de tensão de portanto, pode ser substituído por uma fonte de 32 V em
nó. Escolher a abordagem das correntes de malha signi· série com um resistor de 4 Q, como mostra a figura 4.38(b).
fica calcular a corrente de malha que corresponde à cor- A fonte de 32 V está cm série com o resistor de 20 Q e, por
rente de ramo na fonte de 6 V. Escolher a abordagem das conseguinte, pode ser substituída por luna fonte de corrcn·
teosões de nó significa calcular a tensão nos tcrn1inais te de 1,6 A cn1 paralelo con1 20 O, co1no 1nostra a Figura
do resistor de 30 Q, a partir da qual a corrente de ramo 4.38(c). Os resistorcs de 20 Q e 30 Q em paralelo podem ser
SU$W
82 Circuitos elétricos

reduzidos a urn único rcsistor de 12 n. A con1binação cn1 b) A fonte de tensão está absorvendo potência.
paralelo da fonte de corrente de J ,6 A com o resistor de
12 Q se transforma cm uma fonte de tensão de 19,2 V cm
série com 12 Q. A Figura 4.38(d} mostra o resultado dessa
última transfomiação. A corrente na direção da queda de
tensão nos terminais da fonte de 6 V é (19,2 - 6)/16, ou
0,825 A. Portanto, a potência associada à fonte de 6 V é
P•v =(0,825)(6) =4,95 w. Figura 4.37 4 Circuito p.ara o Exemplo 4.8.

(::1) Ptimcita ~tap;1 (~) &gunda \:l<lp<i

4 !l 4 !l 120

(e) ·1crccira etapa (d) Ouatla etapa


figura 4.38 Ã Simplificação, etapa por etapa, do cfrcuito mo$ttado na flgura , .37.

Uma pergunta que surge da utilização da transforma· li li


(/

E:
ção de fonte demonstrada na Figura 4.38 é: "O que acontece
se houver uma resistência R, etn paralelo coo1 a fonte de
11, =>
tensão ou uma resistência R, cm séríc com a fonte de cor·
rente?'' E1n ambos os casos. a resistência não tem ncnhu1n
'"
b
efeito sobl'C o c_ircuito equivalente que prevê o co1.nporta·
(a)
rnento enl relação aos ter1ninais a,b. A figura 4.39 resu1nc
!~,.
essa obsem1ção.
Os dois circuitos retratados na Figura 4.39(a) são •
equivalentes no que diz respeito aos tcrnlinais a,b por·
que produzern a rnes1na tensão e corrente crn qua_lquer
R =>
resistor R, inserido entre os nós a,b. O mesmo pode ser '----4---b
dito para os circuitos na Figura 4.39(b). O Exemplo 4.9
(b)
ilustra a aplicação dos circuitos equivalentes descritos Figura 4.39 À Circuitos equivalentes QUê contém uma resistência em paralelo
na Figura 4.39. com uma fonte de tensão ou em sêrie com uma fonte de corrente.

Exem lo 4.9 Utilização de técnicas especiais de transformação de fonte

a) Use a transfornlação de fonte para detenninar a tensão 2:;n sn


t10 no circuito mostrado na 1:igura 4.40.
SA
..
b) Determine a potência desenvolvida pela fonte de tcn· 250V 12:;n "" 1oon 1sn
sãode2SOV.

c) Determine a potência desenvolvida pela fonte de cor·


rente de 8 A. figura 4.40 Ã Cifcuito para o Exempto 4.9.
SU$W
Capitulo 4 Técnicas de analise de circuitos 83

Solução e a potência fornecida pela fonte de 8 A é 480 W. Observe


a) Começamos retirando os rcsistoresde 125 fle ion por· que os resistores de 125 Q e 10 Q não afetam o "alor de
que o rcsistor de 125 Q está conectado à fonte de tensão v,. mas sim os cálculos da potência.
de 250 V e o resistor de 10 Q está conectado em série
com a fonte de corrente de 8 A. Também combinamos os 2.){l
resistorcs ligados cn1 série em uma única resistência de
+
20 fl. A Figura 4.41 mostra o circuito simplificado.
Usa1nos u1na transfonnação de fonte para substituir 250V SA <',. 1000 20fl
a fonte de 250 V e o resistor de 25 Q por uma fonte de
10 A ern paralelo conl o resistor de 25 Q, co1no mostra a
Figura 4.42. Pode1nos, agora. sirnplificar o circuito n1os· Figura 4.41 • Vetsão simplificada do circuito mostrado na Hgura .ti.1.0.
trado na Figura 4.42 usando a lei das correntes de Kirch·
hoff para cornbinar as fontes de corrente crn paralelo c1n
un1a única fônte. Os n?sistorcs e1n paralelo são cornbina·
dos en1 urn lÍnico rcsistor. A Figura 4.43 n1ostra o rcsul· +
tado. Por conseqüência, v, = 20 V. IOA 25 !l
b) A corrente fornecida pela fonte de 250 V é igual à soma SA '"' 1000 200
da corrente no resistorde 125 Q eda corrente no resis·
t.o r de 25 n. Assim,
. 250 250 - 20 figura 4.42 .Á. Circuito mostrado na Figura 4.41, após uma
transíormaçâo ~ fonte.
1
' = 125 + 25 - 11•2 A.
Portanto, a poténcia fornecida pela fonte de tensão é
p.,.v(dcsenvolvida) = (250)(11,2) = 2.800 W. +
e) Para encontrar a potência fornecida pela fonte de cor·
2A .... 10 fl
rente de 8 A, e1n primeiro lugar determina1nos a ten·
são na fonte. Se representarn'lOS a tensão na fonte por
'V,~
positiva no terminal superior da fonte. obteremos
figura 4.43 A Circuito mostrado na figura 4.42. após a combinação
v, + 8(10) = v, = 20 ou v, = -60 V de fontes e resistores.

V' PROBLEMA PARA AVALIAÇÃO


Objetivo 4 - Entender a transformação de fonte

4.15 a) Use uma série de transformações de fonte para l.6!1


dctcrrninar a tensão v no cjrcuito rnostrado. +
b) Qual é a potência fornecida pela fonte de 120 V
ao circuito? 36A 6n ,, sn

Resposta: (a) 48 V;
(b) 374,4 w.

NOTA: 'ftnli! rtsolv..:r ltt111bén1 ~ problenuu 4.59 e 4.62, "PrtSt 11trufos 110fl11tJI cfeJle tapitulo.

efeito que ligar a torradeira causa às tensões ou correntes em


4.10 Equivalentes de Thévenin outros lugares do circuito que aliinenta a tomada. Podemos
e Norton expru1dir esse interesse no comportarnento do terrninal a
um conjunto de eletrodomésticos. cada qual com uma de·
Na análise de circuitos. às vezes nos interessa o que manda de potência diferente. Então. estamos interessados
acontece cm un1 par específico de terrnínais. Por exemplo. en1 con10 a tens.ão e a corrente da tomada varia1n quando
quando ligrunos u1na torradeira a u1na tomada, estan1os in· trocamos o eletrodoméstico. Em outras palavras, esta.nos
teressados principaln1entc na tensão e na corrente nos ter· interessados no con1portamento do circuito alin1entador da
n1inais da torradeira. ·reinos pouco ou nenhun1 interesse no ton1ada, mas c1n relaÇci.o aos tcrmjnais da ton1ada.
84 Circuitos elétricos

Equivalentes de Thc!vcnin e Nonon são técnicas de Como determinar o equivalente de


simplificação de circuitos que focalizam o comportamento
de tcnninais e, por isso, si\o u1na ajuda cxtrema nicntc va- Thévenin
liosa na análise. Embora aqui os abordemos em relação a
Para obter o cquivaknte de Thévcnin do circuito mos·
circuít0$ resisth-os. os circuitos equivalentes de Thé,-cnin e
Norton podem ser usados para representar qualquer cir- trado na Figura 4.45, cm primeiro lug>lr. calculamos a tensão
de circuito aberto tntre os terminais v.,... Observe que, quando
cuito composto de elementos lineares.
os tcrn1inais a,b estão abertos, não há nenhuma corrente no
Podemos descrever melhor um circuito equivalente de
resistordc4 n. Portanto,a tensãodecircuitoabcrto v.,.é idên·
Thc!,'Cllin utilizando a Figura 4.44. que representa um circui·
tica à tensão na fonte de corrente de 3 A, v,. Detcnninamos a
to qualquer composto por fontes (tanto independentes como
tensão resoh'cndo uma única equaç-.lo de tensão de nó. Esco·
dependentes) e rcsistores. As letras a e /1 denotam o por de
lhendo o nó inferior como nó de rcfcrtncia, obtemos
terminais de interesse. A Figura 4.44(b) mostra o equivalente
de Thé\'tflin. Assim, um círc11ito "JUiwrlt111< d• TlrMnin é 25
- O.
1'1 - V1 (4.S7)
~-- +-- 3
urna fonte de tensão independente V1,. crn série con1 urn rc- 5 20
sistor R,,,, que substitui uma intcrligaçào de fontes e rcsisto- Resolvendo para v,, lemos
rcs. Essa combin~ão cm série de V,. e R,. e! equiv:tlcnte ao v,:32V . (4.58)
circuito original no sentido de que, se ligarmos a mesma car- Assim,• tensão de Thheni n para o circuito é 32 V.
ga oos terminais a,b de cada circuito, obteremos as mesmas A próxilna <tapa é estabelecer um curto-circuito entre
tensão e corrente nos terminais da catgll. Essa t"qulv•lléncia
os terminais e calcular o corrente resultante. A Figura 4.46
vale para todos os valores possíveis de resistência de carga.
mostra a situação. Observe que a corrente de curto-circuito
Para reprcscniar o circuito original por seu equh-alen-
está na direção da queda de tensão de circuito abcno nos
tc de Thévcnin, temos de saber determinar a tcns.'lo de
terminais a.b. Se-a corrente de curto-circuito estiver na dire-
Thévenin Vr, e a resistência de Thévenin R,.. Em primeiro
ção da clcvução de tcnsdo de circui10 abeno nos terminais,
lugar, observamos que, s.c a resistência de carga íor infinita·
um sinal de menos de'" ser inserido na Equação 4.56.
mente grande, temos uma condição de circuito aberto. A
A corrente de cuno-circuito (i.) é determinada com
tensão de circuito aberto nos terminais a,b do circuito mos-
facilidade, u1na vez conhecida v1• Portanto, o problema se
tn1do na Figura 4.44(b) é Vn.. Por hipó1ese. ela deve ser a
reduz a determinar ·v1 na situação de curto.. circuito. Mais
nicsma que a tensão de circuito aberto nos terminais a,b do
uma vez. se usarmos o nó inferior co1no nó de rcícrêncta, a
circuito original. Portanto, p.'l"1 calcular a tensão de Thé\-enin
equação para v, se tomará
Vr•• simplcsmenle calculamos a tensão de circuito aberto
no circuito original. 'IJi -25 + 1Ji _ + V2=0. (4.S9)
3
Reduzir a resistência de carga a zero nos dá uma con .. 5 20 4
diç;\o de cuno-circujto. Se estabelecermos um C'urto-cir- Resolvendo a Equação 459 para v,, temos
cui10 nos terminais a,b do circuito equivalente de Théve- v,s !6V. (4.60)
nín. a corrente de curto-circuito dirigida de a a b será Entüo, "corrente de curto-circuito é

i 5 \ln. . ;,. • 416 = 4 A. (UI)


"' RTh
Por hipótese, essa corrente de curto-circuito deve ser
idc!ntica à corrente que existe cm um cu no-circuito estabele· 4n
cido nos terminais a,b da rede original. Pcla Equação 4.55,
V.r11 (4.56) 25V
RTh = -.-·
'"
Assim, a resistência de Thévenin é a r.uão entre a ten-
são de circuito aberto e a corrente de curto-c-ircuito.
figura 4 .45 A Chruito usado pata ilustrar um equiv.1lente dt Thhenln.

•a
Onul rede resistiva
que contém Contes
independentes e
dependentes
• b
(a) (b)
Figura. 4.46 A Cirt:U;to mosl1'* na figua 4.4S com ttfll'lhYis o e b
figuro 4.44 à (•) Cirwito gttol (b) Cir<uito "l'ÁY-•• de lhhonin. tni curto-circuito.
SU$W
Capitulo 4 Técnicas de analise de circuitos 85

Agora, detennina1nos a resistência de Thévenin subs· sn 4!1


tituindo os resultados numéricos das equações 4.58 e 4.61
na Equação 4.56:
v,.h 32
RTI, ; - .- ; - ; s n.
25v 2on 3A
,.,.
4
(4.62>

A Figura 4.47 mostra o equivalente de Thévenin para


o circuito 1nostrado na Figura 4.45. E.tapa I: ,1

Você deve verificar que, se um resistor de 24 Q esliver ·rransforn1ação de fonte


ligado aos tcnninais a.b na Figura 4.45, a tensão no resistor
sel'á de 24 V e a corrente será de 1 A, conlo seria o caso coin
o circu.ito de Thévenin da Figura 4.47. Essa mesma equiva-
lência entre o circuito nas figuras 4.45 e 4.47 vale para qual-
quer valor de resistor conectado e.ntre os nós a,b.

O equivalente de Norton
U1n c;rcuito equivalente de Norton consiste c1n uma
Etapa 2:
Fontes paralelas e rcsistores
paralelos combinados
l
fonte de corrente dependente em paralelo co1n a resistência
equivalente de Norton. Podemos obtê-lo de u1n circui· 4!1
to equivalente de Thé"enin por uma simples transforma-
ção de fonte. Assim, a corrente de Norton é igual à corrente
de curto-circuito nos terminais de interesse. e a resistência SA 4fi
de Norton é idêntica à resistência de 'fhévenin.

Como usar transformações de fonte


,\s "ezcs, podemos fa;.cr uso eficaz de transformaç~s
Etapa 3:
·rransformação de fonte: rcsistorcs
cm série con1binados. produzindo
l
de fonte para obter o circuito equivalente de Thévcni.n ou de o circuito equivalente de ' lltévcnin
Norton. Por exemplo, podemos obter os equivalentes de Thé-
vcniJI e de Norton do circuito apresentado na figura 4.45 fa- sn
zendo a série de transfom1açõcs de fonte mostrada na Figura
4.48. Essa técnica é mais úlil quando a rede contén1 son1ente
fontes independentes. A presença de fontes dependentes re-
quer preservar a ídentidade das tensões e/ou correntes de

l
controle, e essa restrição normalmente proíbe a rcduç.'\o con-
tínua do circuito por tran$ÍOrn1açôes de fonte. Discuti.n1os o
Etapa 4:
problema de obter o equivalente de ThévetliJI quando um Transfor01ação de fonte. produzindo
circuito contém fontes dependentes no Exemplo 4.10. o circuito equivalente de. Norcon

sn
~(l
32 V"[_______ b

Figura 4.48 ,t,. Dedução, etapa por etapa. dos equiv.,tent'es de Th~venin
Figura 4.47 À Equivale-nte de Thé~in do circuito mostrado na figura 4.iiS. e Norton do circuito mostrado na figura 4.4S.

Exemplo 4.1 O Obtenção do equivalente de Thévenin de um circuito com uma fonte dependente
Obtenha o cquiv-.ilente de Thévenin para o circuito que de um caminho de retorno para i, caso cla entre na porção es-
contém fontes dependentes mostrado na Figura 4.49. querda do circuito.) A tensão de circuito aberto, ou de Théve-
Solução nin, sení a tensão que ~-..pelo resistor de 25 !1. Co1n ix=O.
A primeira etapa na análise do circuito da Figura 4.49 é
reconhecer que a corrente i, deve ser zero. (Observe a ausência Vn = v,. = (-20i)(25) = -SOOí.
Sn$W
86 Circuitos elétricos

A corrente i é Como a tensão de controle da fonte de tensão de·


. 5 - 3v 5 - 3V.n, pendente foi reduzida a zero, a corrente de controle da
1
= 2000 = 2000 fonte de corrente dependente é
Ao escrever a equação para ;, reconheceinos que a
tensão de Thévenin é idêntica à tensão de controle.
Quando combina1nos essas duas equações, obtemos
i =
2 .~ = 2,5 mA.

Vn, = - 5 V.
Con1binar essas duas equações resulta en1 u1na cor-
Para calcular a corrente de curto-circuito, estabclc- rente de curto-circuito de
ccn1os u1n curto-circuito en1 a,b. Se os ternlinais n,b es-
tão cm curto-circuito. a tensão de controle v é nula. Por- i" = - 20(2,5) = - 50 mA.
tanto, o circuito apresentado na Figura 4.49 torna-se o
n1ostn1do na Figura 4.50. Con1 o curto-circuito cn1 para- De iK e VTh obternos
lelo com o rcsistor de 25 Q, toda a corrente da fonte de
corrente dependente passa pelo curto-circuito, portanto VTh -5
i.= - 20i.
Ri·11 • - .- • - - X 103 • 1000.
'" -50
2 a..n
~--.---- · A Figura 4.51 ilustra o equivalente de Thévenin
para o circuito mostrado na Figura4.49. Observe que as
$V 2" / ,, 25 n ,.~._
marcas de polaridade de referência na fonte de tensão
de 'fhévenin da Figura 4.51 estão de acordo con1 a equa·
ção precedente para VTh·
figul'i 4.49 A Circuito usado para ilustrar um equivalente de
Thévenin quando o circuito contém fontes dependentes.

b
fig u,a 4.50 A Circuito mostrado na Figura 4A19 com terminais o e b figura 4.51 A Equivalente de Th~ni n para o circuíto mostrado na
em curto·drcuito. figura 4.49.

v PROBLEMAS PARA AVALIAÇÃO


Objetivo 5 - Entender os equivalentes de Thévenin e de Norton
4.16 Obtenha o circuito equivalente de Thévcnin com 4.18 Um voltlmetro com uma resistência interna de
relação aos tc.nninais a,b para o circuito mostrado.
12n 100 kQ é usado para medir a tensão v. no circuito
n1ostrado. Qual é a leitura do voltín1etro?

·"~ 0~0 p. M!·:~O '~


Resposta: V,.= Vn, = 64,8 V, R,. = 60.
4.17 Obtmha o circuito equivalente de Norton com re· Resposta: 120 V.
lação aos tcrininais a,b para o circuito rnostrado.
2n

ISA~.--~,~8~:1120 ·~
Resposta:/"= 6 A (dirigido para a), R, = 7,5 !l.
NOTA:Tt.~11te ~Mlver ttuubé1n os pmble11uu 4.63, 11.66 t 4.67, apreseutatlos. no fl,,a/ deste tapítulo.
Sn$W
Capitulo 4 Técnicas de an~lise de circuitos 87

resistência de Théven.in ~ igual à ra7..<10 enlre a tensão nos


4.11 Outros métodos para a terminais da fonte auxiliar e a corrente fornecida por ela. O
obtenção de um Exemplo 4.11 ilustro esse procedimento alternativo para dc-
tern1inar Rr1i usando<> mesmo circuito do Exemplo 4.10.
equivalente de Thévenin Em geral, esses cálculos são mais fáceis do que os en-
volvidos na determinação da corrente de curto~circuito.
A técnica para detenninar Rn~ que discuti1nos e ilus· Além do n1ais. e1n un1a rede que conté1n son1entc resisto-
trarnos na Seção 4. 10, nern sen1pre é o 1nétodo 1nais fácil res e fontes dependentes, você deve usar o método alterna-
disponível. Há dois outros métodos que, de modo geral, tivo, porque a razão entre a tensão de l'hévenin e a corren-
são mais sirnples de usar. O primei ro é útil se a rede con- te de curto-circuito é indeter1ninada. Isto é. é uma raz.ão
tiver son1ente fontes independentes. Para calcular Rni para do tipo 0/0.
tal rede, en'I prin1eiro lugar, elin1inarnos todas as fontes
independentes e, então calculan1os a resistência vista no
1

par de tern1inais de interesse. U1na fonte de tensão é cH-


minada substituindo-a por urn curto-circuito. Un1a fonte
de corrente é cli1ninada substituindo-a por un1 circuito
aberto. Por excn1plo, considere o circuito 1nostrado na Fi-
gura 4.52. Eliminar as fontes independentes simplifica o
circuito para o 1nostrado na Figura 4.53. A resistência vis·
ta nos tcr1ninais a.b é RJb• que consiste no resistor de 4 Q
cm série com as combinações cm paralelo dos rcsistorcs Figura 4.52 .6. Circuito usado para ilustrar um equivatente de Thévenin.
de S e 20 Q. Assim,
5 X 20
Rab = Rn. = 4 + = 8 ll. (4.63)
sn 4fl
25
i--"'Nv- ...-- ' \..
Nv- . . 11
Observe que o cálculo de Rn. com a Equação 4.63 é
muíto mais simples do que com as equações 4.57-4.62.
Se o cir<:uito ou rede <:onti,rcr fontes dependente$, un1
2on
procedimento alternativo para determinar a resistência de
Thévenin R,,, está descrito a seguir. Em primeiro lugar, eli-
-b
mine todas as fontes independentes e. então, aplique un1a figura 4.53 A Circuito mostrado na figura 4.S2 após a eliminação das
fonte auxiliar de tensão ou de corrente aos tenninais a,b. A fontes independentes.

Exemplo 4.11 Obtenção do equivalente de Thévenin usando uma fonte auxiliar


Determine a rcsístêncía de Thévcnin RTh para o circui- -3v-r
to da Figura 4.49 usando o nlétodo alternativo descrito. i = - - mA. (4.65)
2
Solução Então, subslítuímos a Equação 4.65 na Equação 4.64
e obte111os a razão v 1/i1'a partir da equação resultante:
E1n priJneiro lugar. e1i1nina1nos a fonte de tensão in-
dependente e, então, alimcntan1os o circuito a parti.r dos . Vr 60V-,·
(4.66)
terminais a,b. co1n un1a fonte auxiliar de tensão ou de 'T = 25 - 2000
corrente. Se aplicarmos u1na fonte auxiliar de tensão, sa·
ir ! 6 50 l
beremos qual é a tensão da fonte de tensão dependente e,
por conseguinte, qual é a corrente de controlei. Portanto,
----------
1.'r 25 200 5.000 1()()
· (4.67)

optamos pela fonte auxiliar de tensão. A Figura 4.54 mos- Pelas equações 4.66 e 4.67,
tra o circuito para o cálculo da resistência de Th~vcnin.
A fonte auxiliar de tensão aplicada externa1nente é Vr
R,.h = -. = 100 Q. (4.68)
chanlada de Vn e a corrente que ela fornece ao circuito, 'r
de i1• Para determinar a resistência de 1'hévenin. si1nples· 2k0 l!_

~r~ ~WI j~n : •rC?


n1entc resolvemos o circuito 1nostrado na Figura 4.54 e
calculan1os a raz.:io entre a tensão e a corrente nn fonte
auxiliar; isto é, /ln,= v,li,. Pela Figura 4.54, 1

. = 1-'r
tr 20·
25 + ,, (4.64)
Figura 4.54 .6. Método alternativo para atcuta1 a resistência de Thévenin..
SU$ W
88 Circuitos elétricos

V' PROBLEMAS PARA AVALIAÇÃO


Objetivo 5 - Entender os equivalentes de Thévenin e de Norton
4.19 Obtenha o circuito equivalente de Thévenin con1 4.20 Obtenha o circuito equivalente de ·rhévenin co1n
relação aos tenninais a,b para o circuito mostrado. relação aos ter1ninais n,b para o circuito nlostra-
do. (S11gest1lo: defina a tensão no nó da extremida-
de esquerda co1110 v e escreva duas equações no·
dais com VTh con10 a tensão do nó da direita.)
160i,
20n
.-~-.-'ll'tv--<'i+ ->-.--~-.-~--..

24V i, 1 sn 60fi 4A

Resposta: v,,, ; v.,; 8 V, R,,, 1 Q. G Resposta: V,,,= v,. =30 V, R,. =10 Q.

NOTA: Tente resol"er tt1111bé111 os proble111ns 4.71 e 4.77, apre.se111ados 110 final deste capítulo.

Utilização do equivalente de Thévenin Agora, subslituímos o circuito composto por Vcc, R, e


R: por um equivn1ente de Thévcnin, co1n relação aos tcrmi·
no circuito amplificador nais b,d. A Lensão e resistência de Thévenin são
As vezes, podemos usar um equivalente de Thévenin VccR2
para reduzir un1a porç,ão de um circuito, de modo a conse· v,.,• =
--'=--=--
R1 + R2
(4.69)
guir un1a grande simpHfie:açâo da análise da rede n1aior.
Vamos retornar ao circuito apresentado pela prilneira vez _ R1R2
RTh - (4.70)
na Seção 2.5 e subseqüenten1ente analisado nas seções •1.4 e R1 +Ri
4.7. Para auxiliar nossa discussão, desenhamos novaJnente Com o equivalente de Thévenin, o circuito da Figura
o circuito e identiflcan1os as correntes de raino de interesse, 4.56 torna-se o mostrado na Figura 4.57.
como mostra a figura 4.55. Agora, dedu1.in1os u1na equação para ip simplesn1ente
Co1no nossa análise anterior n1ostrou, i~ é a chave para somando as tensões ao longo da malha da esquerda. Ao escre-
detem1inar as outras correntes de ramo. Desenhamos nova· ver essa equação de malha, reconhecemos que i6 = ( l + {J)í,,.
nlcnte o circuito. co1no 1nostra a Figura 4.561 para preparar a Assin1,
substitttição do subcircuito à esquerda de v. por seu equivalen-
te de 111évcnin. Você já deve saber que essa modificação não V,.= Rn.i• + V0 + R,(I + /J)i,. (4.71)

causa nenhu1n efeito sobre as correntes de ran10 i0 i1, i8 e i,. da qual

• \1.111 -
io = ---"'---"---
v.• (4.72)
R,.h + (1 + {3)Re
(1 ,,.
~~~~ ~~~~

fie

Í1 l n,
Vcc
+ 1 13;,, +
Vcc
v.
b e

;,) R, -
1,,
,,,
RII
ti
Figura 4.SS à Utilii41çãio de um circuito equivalente de lhévenin em
analise de circuitos. figura 4.56 4 V~rsão modificada do circuito mosuado na figura ,,SS.
SU$W
Capitulo 4 Técnicas de analise de circuitos 89

a deve ser ligada_ O problema é determinar o valor de R, que


pennita a m;íxima transferência de potência a R,. A primeira
etapa nesse processo é reconhecer que uma rede resistiva sem-
Rc pre pode ser substituída por seu equivalente de TI>évcnin. Por-
tanto. de,senhasnos novan1e_nte, na fjgura 4.59, o circuito 1nos-
trado na Figura 4.58. Substituir a rede origi11al por seu
l f3i11 +
Vcc
cquiVt~ente de 'lbévcnin simplifica muito a tarefo de determi-
nar Rt.. Para calcu)ar RLé necessário expressar a potência dissi·
Vo
R,,, /) pada en1 RLe1n função dos três parâ1netros do circuito Vn 1Rlb
e. e R1.. Assin1,
in (4.73)
u. 1;, En1 seguida, reconhecemos que, para un1 dado circui-
d to, v,. e R,. serão fixos. Portanto, a potência dissipada é
Figu~ 4.57 A Circuito mostrado na Figu~ 4.56 modificado por um uma função da única variável R,. Para dctern1inar o valor
equivalente de Thévenin. de R1 que n1axirniza a p-Otência, usan1os o cálculo diferen-
cial clcn'lcntar. Con1cçamos escrevendo un'la equação para
Quando substituímos as equações 4.69 e 4.70 na Equa- a derivada de p com relação a R,:
ção 4.72, obtemos a mesma expressão da Equação 2.25.
Obser,•e que, quando incorporan1os o equi\'íllente de Thé· dp
---
V' [(Rn. + R,J' - 111,- 2(R11, + R1
Th
,)J •
venin ao circuito original, podemos obter a solução escre- d Rt (/?Th + Ri)'
vendo uma única equação.
A derivada é zero e pé maximizada quando
(RTh + RJ' = 2R.(R,. + RJ (4.7~)

Resolvendo a Equação 4.75, temos


4.12 Máxima transferência
de potência (4.76)
(Condição para a máxima transferência de potência)
A análise de circuitos desen1penha urn in1portante pa· Assim, a má.,ima transferência de potência ocorre quan-
pel no estudo de sistemas projetados para transferir potência do a resistência de carga RLé igual à resistência de Thévenin
de uma fonte para uma carga. Discutimos transferência de R1," Para deterrninar a potência 1náxi1na fornecida a Rv sin1·
potência em termos de dois tipos básicos de sistemas. O pri- plesinente substitui mos a Equação 4.76 na Equação 4.73:
n1ei.ro enfatiza a eficiência da transferência de poténcia. As
Vh,Ri V~
concessionárias de energia elétrica são u1n born exen1plo l'm.x = (2Ri )' = 4R~ . (4.7J)
porque se preocupam com a geração, a transmissão e a dis-
tribuição de grandes quantidades de energia elétrica. Se uma A análise de um circuito, quando o resistor de carga
concessionária de energia elétrica for ineficiente, un1a gran· e.stá ajustado para má.xin1a transferência de potência, é ilus·
de porcentagem da energia gerada é perdida nos processos trada no Exemplo 4.12.
de transmissão e distribuição e, portanto, desperdiçada.

ª=3
O segundo tipo básico de sistema enfati1.1 a quantida-
de de potência transferida. Sistemas de comunicação e ins- Rede resisciva
lru1ncntação são bons exc1nplos porque na transn1issão de
contendo fontC<> R
independentes '·
infor1nação, ou dados, por meio de sinais elétricos, a potên· e dependentes
eia disponivel no transn1issor ou detector é li1nitada. Por- b
tanto, é desejável transmitir a maior quantidade possível
dessa potência ao receptor, ou carga. Em tais aplicaçll<?s, a figura 4.58 • Circuito que descreve a máxima transferência de potência.
quantidade de potência que está sendo transferida é peque-
na, portanto a eficiência da transferência não é unla preo- R'nl "
cupação das maís importantes. Consideramos, a seguir, a
rná."Cima transferência de potência en1 siste1nas que podeJn
ser n1odelados por un1 circuito pura.rnente resistivo.
A mâx:in1a transferência de potência pode ser 111ais bem
descrita co1n o atudlio do cirruito rnostrado na Figura 4.58. Ad·
n1iti.rnos un1a rede resisti\ra que contén1 fontes independentes e figura 4.59 4 Circuito usado para dete1minar o valor de~ para a
dependentes e um par de terminaís, a,b, ao qual uma carga. u., máxima transferência de potência.
Sn$W
90 Circuitos elétricos

Exemplo 4.12 Cálculo da condição para a máxima transferência de potência


a) Para o circuito 1nostrado na Figura 4.60, deternline o Pela Figura 4.60, quando v., é igual a 150 V. a corrente
valor de R, que resulta e1n potência 1náxin1a transferi· na fonte de tensão, na di~o da elevação da tensão na fonte,
da para R,. é
b) a.Jcule a potência máxima que pode ser fornecida a R,. . s 360 - 150 ª 210 ª A
1 7
c) Quando R, é ajustado para máxima transferência de ' 30 30 .
potência, qual é a porcentagem de potência fornecida Portanto, a fonte está fornecendo 2.520 W ao circuito, ou
pt?la fonte de 360 V que chega a R,.?
p, : - i,(360) : - 2.520 w
Solução A porcentagem da potência da fonte fornecida à
a) A tensão de Thévenin para o cire<üto à esquerda dos carga é
terminais a,b é
150
;~O X LOO = 35,7l o/o •
V111 = !S0(360) = 300 V.

A resistência de Thévenin é

R.rh = (150)(30)
180
= 2-"
:i ...

A substituição do circuito à esquerda dos terminais


a,b por seu equivalente de Thévenin nos dá o circuito
1nostrado na Figura 4.61, que indica que RLdeve ser igual figura 4.60 .6. Circuito para o Exemplo ~.12.
a 25 Q para 111áx_i1na transferência de potência..
b) A potência máxima que pode ser fornecida a R, é n

(300)
2
p.,,. = 50 (25) = 900 w.
c) Quando R, é igual a 25 Q, a tensão v .. é
: f Ri.

v,, = ( 5~)(25) =
3
150 V. figura 4.61 .Ã. Redução do cil'cuito mostrado na Figura 4.60 pot
mtio de um equivalente de Thévenin.

V" PROBLEMAS PARA AVALIAÇÃO


Objetivo 6 - Conhecer a condição de máxima transferência de potência a uma carga resistiva e saber calculá-la

4.21 a) Detcm1ineovalorde Rquepem1iteaocircuitomos· 4.22 Suponha que o circuito no Problema para Avalia-
trado fornecer potência má.uma aos terminais a,b. ç.,1.o 4.21 esteja fornecendo potência 1náxbna ao
b) Determine a potência 1náxima fornecida a R. resistor de carga R.
v, a) Qual é a potência que a fonte de 100 V está for·
- . 40
ncccndo à rede?
40 40 • b) Repita (a) para a fonte de tensão dependente .
+
40 c) Qual porcentagem da potência total gemda pores-
t()'I V
"• R sas duas fontes é entregue ao resistor de carga R?
2QV
Resposta: (a) 3.000 W; (b) 800 W; (c) 31,58%.
b
Resposta: (a) 3 Q; (b) 1,2 kW.

NOT1\: Tente resolver tnn1[-lé1u os proble111as 4.79 e ;J.80, apre.seutlld()s uo final deste capítulo.

4.13 Superposição alimentado, por mais de uma fonte independente de ener-


U1n sislcrna linear obe.decc ao principio de Sllperposi- gia, a resposta total é a soma das respostas individuais. Uma
fào, o qual afirma que. sempre que o sistema é excitado. ou resposta individual é o resultado de u1na fonte independen -
SU$W
Capitulo 4 Técnicas de analise de circuitos 91

te agindo sepa(adamente. Con10 estarnos l_idando con1 cir· ~fácil detcrrninar as correntes de ramo no circuito da
cuitos compostos de elementos lineares interligados, pode- Figura 4.63 se soubermos qual é a tensão de nó 110 resistor
mos aplicar o princípio da superposição diretamente à de 3 Q . Chamando essa tensão de v,, escrevemos
análise desses circuitos quando e1e-s são alirnentados por 111 - 120 Vi V1
mais de u1na fonte independente de energia. No 1no1nento) -'--- + - + - - =
6 3 2 +4
o (4.78)
restringi1nos a discussão a redes resistivas sirnplesi contu-
do, o principio é aplicável a qualquer sistema linear. da qual
A superposição é aplicada tanto na análise quanto no v ,= 30V (4.79)

projeto de circuitos. Ao analisar urn circuito co1nplexo co1n Agora, podemos escrever as expressões para as cor-
várias fontes independentes de tensão e corrente. rnuitas rentes de ran10 i~ - i~ diretaJnente-:
vezes as equações a serem resolvidas são mais simples e cm ., 120 - 30 _A
n1enor número quando os efeitos das fontes independentes ,, = = 1) (4.80)
6 '
são considerados separadan1cntc. Por isso. aplicar a super·
posição pode simplificar a análise de circuitos. Entretanto, ' = JO = 10 A
i2 (4.81)
3 '
fique ciente de que a superposição às vezes pode complicar "
a análise, originando un1 n1aior nún1cro de equações do 13 = '•., = 630 = 5 A . (4.82)

que com algum método alternativo. A superposição é im- Para dctcrrninar o componente das correntes de rarno
prescindível apenas se as fontes independentes em um cir- rcsuhantcs da fonte de corrente, eliminamos a fonte ideal
cuito forem funda1nentaln1ente diferentes. Nesses capítulos de tensão e resolven1os o circuito n1ostrado na figura 4.64.
iniciais. todas as fontes independentes são fontes cc, por· A notação i~, ;; etc. i.ndica que essas correntes são os con1-
tanto a superposição não é imprescin.dfvel. Apresentamos o poneotes da corrente total resultante da fonte de corrente
príncípio da superposição aqui, mas só precisaremos dele ideal.
cm capítulos posteriores. Detern1inan1os as correntes de ramo no circuito 111os-
A superposição é utilizada para sintetizar uma determi- trado na Figura 4.64 calculando, primeiro, as tensões de nó
nada resposta de um cim1ito que não poderia ser conseguida nos resistorcs de 3 e 4 Q, respectivamente. A figura 4.65
cm um ci.r<:uito com uma ún.ica fonte. Se a resposta do circuito mostra as duas tensões de nó. As duas equações de tensão
puder ser escrita c0tno u1na sorna de doi.s ou n1ais tern1os. ela de nós que de,s.creveni o circuito são
pode ser obtida com a incluS<i.o de un1a fonte independente
para cada termo. Essa abordagem do projeto de circuitos com (4.83)
respostas complexas permite que um projetista considere vá-
rios projeto.~ sin1plcs em vez de un1 projeto co1np1cxo.
Dc1nonstra1nos o princípio da s\1perposição usandoFo _v•' -;-VJ"' + :• + 12 = O. (4.84)
para dctcr1ninar as cotrcntcs de rarno no circuito niostrado
na Figura 4.62. Começamos determinando as correntes de Resolvendo as equações 4.83 e 4.84 para v, e 11,, ob-
ramo rc~suhantes da fonte de tensão de 120 V. Essas corren· temos
tes são 4'. iz' etc. A substituição da fonte de corrente ideal por v,= -12V, (4.8S)
um circuito aberto elimina a fonte; a Figura 4.63 ilustra essa
situação. As correntes de ramo nesse circuito são o resulta·
do somente da fonte de tensão. v, = - 24 V. (4.86)

6!l 2!l

120V
-;, .1
'i l2A
6!1
- ,,·-1 n-· ;.r (
ii"
2!1

;t
3 4fi l2A

Figura 4.62 A Circuito us.a.do para ilusttar a superposi<;ão.


Figura 4.64 A Circuito mostrado na figura 4.62 coma fonte de tensão
6n "• 2n eliminada.

120V
;·, .. 12 4!l
6!1 2!l
I +
, ... 4!! 12A
"·' 3 n

Figul'3 4.63 .à Circuito mostrado na Figura 4.62 com a fonte de Figura 4·.65 â Cirwito mostrado nil Figura 4.64 com as tensões de n6
corrente eliminada. v1 e v,.
SU$W
92 Circuitos elétricos

Agora, poden1os escrever as corrente-s de ranlo i',' a i~ i, = i~ + '°'r = 15 + 2 = 17 A. (4.91)


diteta1nentc cm tcrn1os das lensões de nó v, e v,.:
(4.9Z)
. -v 12
1j =63 =6= 2 A, (4.87)
(4.93)
.,, i.•3 - 12 A
12 = - = -- = - 4 . (4.88) (4.94)
3 3
.• _ V3 - V;_ - 12 + 24 _ A \'ocê deve verificar se as correntes dadas pelas equa-
13 - 2 - 2 - 6 ' (4.89) ções 4.91-4.94 são os valores corretos para as correntes de
ramo no circuito n1ostrado na Figura 4.62.
i4 = : =
4
-:i = -6 A. (4.90) Ao aplicar a superposição a circuitos lineares que con·
têrn fontes independentes, bcn1 co1no dependentes, você
Para deternlinar as correntes de rarno no circuito ori- deve perceber que as fontes dependentes nunca são elimi-
ginal, isto é, as correntes i1, i,. ;, e 1, da Figura 4.62, simples- nadas. O Exemplo 4.13 ilustra a aplicação de superposição
mente somamos as correntes dadas pelas equações 4.87- quando unl circuito conté1n tanto fontes dependentes como
4.90 às correntes dadas pelas equações 4.80- 4.82: independentes.

Exemplo 4.13 Utilização de superposição para resolver um circuito

Use o principio da superposição para dctcnninar v0 Quando a fonte de 10 V é eliminada, o circuito se


no circuito n1ostrado na Figura 4.66. reduz ao da l'igura 4.68. Acrescentamos um nó de refe-
rência e as identificações dt nó a, b e e para auxiliar adis·
Solução cussão. So1nando as correntes que saern do nó a> ten1os
Con1eçamos detem1inando o co1nponente de v0 re· v: v;
-20 + -s -04v
,,
sultantc da fonte de 10 V. A Figura4.67 mostra o circuito. ' 0 =0 ou 5v~ -8v'0
.. '=0.

Co1n a fonte de 5 A clin\inada. v~~ deve ser igual a


v;
(-0,4 v; )( 10). Por conseqüência, deve ser zero, o ramo Somando as correntes que saem do n6 b, obtemos
que contéin as duas fontes é aberto e ,, vb-2i~
0,4v0 + !O - S = O ou
20
v~ = (10) = 8 V.
25 4v; + v,. - 2i~ =50.
Agora usa1nos
0.4 v, t:,. = 2i; +V~
5 fl
-+
;,
- .,. para determinar o valor de v~. Assin1,
IOV ,.o 20fl ,., IOfl SA 5v~ =50 ou v~ =10 V.
2 (1 Pela equação do nó a,
- ... sv; = 80 ou v'; = 16 v.
FigurJ 4.66 4 CirQJito pal'3 o bemplo 4.13. O valor de ·v~ é a so1na de v~ e v:.ou 24 V.
0,4 v.l"
sn
sn
- ; ,li
+
0.4 v;
- + -i,l"'
+
a
- 4
l>

r•,," ,,.),. 5A
IOV ,,,/ 20fl ,.
.\. 10 fl
20fl
2 iil"
IOfl
2 i.).
- +
- + e

figura 4.67 A Circuito mostrado na Agufa 4.66 com a fonte de 5 A figura 4.68 4 Circuito mostrado na Figura 4.66 com a fonte de 10 V
eliminada. elimi1)ada.

NOTA: Avntit! o t/Ut! e11teudeu tiesse n1aterial tenttuulo resoln!r os probft,,uu 1. 91 e 4.92. apres.eutadQ1 110 final tll!st~ capltulo.
1
SU$W
Capitulo 4 Técnicas de análise de circuitos 93

Perspectiva prática
Circuitos com resistores reais
Não é possível fabricar componentes elétricos idên- EXEMPLO
ticos. Por exemplo, os valores dos resistores produzidos
Suponha que os valores nominais dos componentes do
pelo mesmo processo de fabricação podem variar em até circuito da Figura 4.69 sejam: R, • 25 íl; R, • 5 íl; R, • 50 íl;
20%. Portanto, ao criar um sistema elétrico, o projetista
R, • 75 íl; I,, • 12 A e I,, • 16 A. Use a análise de sensibi-
deve considerar o impacto que a variação do componente
lidade para prever os valores de v, e v, se o valor de R, for
causará no desempenho do sistema. Um modo de avaliar
10% diferente de seu valor nominal.
esse impacto é realizando uma análise de sensibilidade. A
análise de sensibilidade permite que o projetista calcule o Solução
impacto de variações nos valores dos componentes sobre a
saída do sistema. Veremos como essa informação o habilita Pelas equações 4.95 e 4.96, determinamos os valores
a especificar uma tolerância aceitável para o valor de cada nominais de v, e v,. Assim,
um dos componentes do sistema. 25{2.750(16)- {5(125) + 3.750]12} -
111 = = 25 V (4.99)
Considere o circuito mostrado na figura 4.69. Para 30(125) + 3.750
ilustrar a análise de sensibilidade, investigaremos a sensi-
bilidade das tensões de nó v, e v, às variações do resistor e
R,. Usando a análise nodal. podemos derivar as expressões 3.750[30(16) - 25(12)]
para v, e v, em função dos resistores e das correntes de v, = 30(125) + 3.750 = 90 V. (4 .lOO)
fonte do circuito. Os resultados são dados nas equações
4.95 e 4.96: Agora, pelas equações 4.97 e 4.98 podemos deter-
minar a sensibilidade de u1 e 'Vt a variações em R,. Por
Ra{RJR,li:2 - [ R2(R3 + R,) + R,R4 ]1, 1} conseqüência,
v, = (R1 + R2)(R3 + R,) + R3R4 • (
4·95 l
du, (3.7l-O+ 5(125)] - {~.750(16) - p.750+ 5(125)) 121 7
- • • -V/ O·
+ 112)182 - R,18t]
R3/?,[ (R1 •IR1 [{30)(125) +3.7.l(I]' 12
4 96
Vi= (R, + R2)(R3 + R4) + R3R; <· ) (4.101)
e
A sensibilidade de v, em relação a R, é determinada d·o, 3.750{3.750(16)- [5(125) + 3.750]12)l
diferenciando a Equação 4.95 em relação a R, e, de forma -• •O SV/ U·
semelhante, a sensibilidade de ·v, em relação a R1 é de- 1111, (7.500)2 •

terminada diferenciando a Equação 4.96 em relação a R,. (4.102)


Obtemos Como usamos os resultados dados pelas equações
dt) [R, R, + R2(R, + R.)ICR, R.1,; - [R,R. + R,(R, + R,)J1,, ) 4.101 e 4.102? Admita que R, seja 10% menor do que seu
dRa • [(R1 + R,)l.R, + R,) + R3R,)1 valor nominal isto é, R1 e 22,5 O. Então, t.R, e -2,5 íl e a
Equação 4.101 prevê que óv, será
(4.97)

t.·t1 1 = ( : )(-2.5) = -l.4583 V.


dv, R3R, ( R3R,l82 - [R2(R3 + R,) + R3R,)f 81) 2
dR, = [(R1 + 11,)(11 + /14 ) + R3 R4 ] 2
3 Portanto, se R, for 10'1o menor do que seu valor nomi-
(4.98) nal no.ssa análise prevê que v, será
Agora, consideramos um exemplo com valores reais V, = 25 - 1,4583 = 23,5417 V. (4.103)
para ilustrar a utilização das equações 4.97 e 4.98.
De forma semelhante, para a Equação 4.102 temos

11, t.v, =0,5(- 2,5) =- 1,25 V.


+ v, =90 - 1,25 =88,75 V. (4.104)

Tentamos confirmar os resultados das equações 4.103 e


V1 Rt 4.104 substituindo o val()r de R, = 22,5 n nas equações 4.95
e 4.96. Os resultados são
v, =23,4780 V, (4.lOS)
Figura 4.69 A CifCUito usado para apresentar a aNlise de sens:ibitidadit. v, = 88,6960 V. (4.106)
Sn$W
94 Circuitos elétricos

Por que há uma diferença entre os valores previstos v, =90 - 7=83V.


pela análise de sensibilidade e os valores exatos calcu- Se substituirmos R, • 24 n e R, • 4 n nas equações
lados pela substituição de R, nas equações para v, e v.,? 4.95 e 4.96, obteremos
Podemos ver pelas equações 4.97 e 4.98 que a sensibilidade
de 111 e'" em relação a R, é função de R,, porque R, aparece v, = 29,793 V,
no denominador de ambas as equações. Isso significa que, à v, = 82,759 V.
medida que R, varia, as sensibilidades também variam, e, por
conseqüência, não podemos esperar que as equações 4.97 e Em ambos os casos, nossas previsões estão dentro de
4.98 dêem resultados exatos para grandes variações em R,. uma fração de volt dos valores reais das tensões de nõ.
Observe que, para uma variação de 10% em R,, o erro percen- Projetistas de circuitos usam os resultados da análise
tual entre os valores previstos e exatos de v, e v, é pequeno. de sensibilidade para determinar qual variação do valor do
Especificamente, o erro percentual em v, e 0,2713% e o erro componente causa o maior impacto sobre a salda do cir-
percentual em v, • 0,0676%. cuito. Como podemos ver pela análise de sensibilidade do
Por esse exemplo, podemos ver que uma tremenda PSpice na Tabela 4.2, as tensões de nõ v, e v, são muito
quantidade de trabalho nos espera se tivermos de determinar mais sensiveis às variações de R, d.o que às variações de R,.
a sensibilidade de v1 e v, às variações nos valores dos com- Especificamente, v, é (S,417/0,5833) ou, aproximadamente,
ponentes restantes, ou seja, R,, R,. R,, 11 , e I,,. Felizmente, 9 vezes mais senslvel às variações de R, do que às variações
o PSpice tem uma função de sensibilidade que realizará a de R,, e v, é (6,5/0,5) ou 13 veies mais sensível às varia·
análise para nós. A função de sensibilidade no PSpice calcula ções de R, do que às variações de R,. Assim, no circuito do
os dois tipos de sensibilidade. A primeira é conhecida como a exemplo, a tolerância para R, deve ser mais rigorosa do que
sensibilidade unitária e a segunda, como a sensibilidade 1%. a tolerância para R., se for importante manter os valores de
No exemplo, a variação de uma unidade em um resistor al- v, e v, próximos de seus valores nominais.
teraria seu valor em 1 n e uma variação de uma unidade em
uma fonte de corrente alteraria seu valor em 1 A. Por outro TABELA 4.2 Resultados da análise de sensibilidade PSpice
lado, a análise de sensibilidade 1% determina o efeito de 1% S<>nsibilidade do Sensibilidade
de variação nos valores nominais de resistores ou fontes. Nomt:do Valor do
elemento n()rmali:tada
O resultado da análise de sensibilidade do PSpice do elemento clenlento
(Volts!Unidade) (\~=to)
circuito da Figura 4.69 é mostrado na Tabela 4.2. Como es-
tamos analisando um circuito linear, podemos usar super- (a) Seusil>ilidades CC dtrs tens~ de 116 V,
posição para prever valores de v, e v,, se houver variação IH 25 0,5833 0,1458
nos valores de mais de um componente. Por exemplo, vamos R2 5 -5,417 --0,2708
admitir que R, diminua para 24 n e R, diminua para 4 n. R3 50 0,45 0,225
Pela Tabela 4.2, podemos combinar a sensibilidade unitária R4 75 0,2 O.IS
de v, com variações de R, e R, para obter
IGI 12 - 14,58 - 1.75
Av 1 Av 1
AR, + ARi = 0.5833 - 5,417 = -4,8337 V/ fl. !G2 16 12.5 2
(b) Stt1sibilidade5 1/t V, de salda
De forma semelhante, RI 25 0,5 0,125
Av2 A'lll R2 5 6,5 0.325
AR, + ARi= 0,5 + 6,5 = 7,0 V/ fl.
R3 50 0,54 0.27
Assim, se tanto R, quanto R, diminuíssem em 1 Q, pre- R4 75 0,24 0,18
vertamos IGJ 12 -12,S -J,S
v, =25 + 4,8227 =29,8337 V, IG2 16 15 2,4

NOTA: Avalie o que entendeu dessa .. Perspectiva prdtfo11" tenlluulo resolver os proble111as 4.105-4. 107, apte$entados uo final deste
capítulo.

Resumo
Para os tópicos deste capítulo. é necessário o don1ínio • Duas novas técnicas de análise de circuitos foram apre-
de alguns tern1os básicos e dos conceitos que eles represen· sentadas neste capítu1o:
tan1. Esses tcrn1os são nó, n6 essencial, caniinlro, rtuno, rnn10 • O 111é1odo das tensões de nó funciona para circuitos
t$Seucfril, nurlha e circuito planar. A Tabela 4.1 apre.senta planares e não-planares. Um nó de referência é escolhido
definiçôe-s e exemplos desses tern1os. entre os nós essenciais. Variáveis representando tensões
Sn$W
Capitulo 4 Técnicas de analise de circuitos 95

são atribuídas aos nós e,ssenciais re,stantes, e a lei das cor· siste de uma fon_te de tensão e u1n resistor e1n série (Thé\re.
rentes de Kirchhoff é usada para escrever uma equação nin) ou de uma fonte de corrente e um resistor em paralelo
por variável. O nú111ero de equaç.ões é ri< - 1, onde tit é o (Norton). O circuito simplificado e o circuito original de-
nún1cro de nós essenciais. vem ser equivalenles e1n tern1os da tensão ~ corrente enl
• O n1étodo das correntes de 1unllu1 funciona somente para seus terminais. Por isso. não esqueça que (1) a ten.s.io de
circuicos planares. Corrences de malha são atribuídas a Tbévcnin (V,.) é a censão de circuito aberco nos terminais
cada malha, e a lei das censões de Kirchhoff é usada para do circuico original; (2) a resistência de Thévenin (Rn.l é a
razão entre a tens.iode l 'hévenin e a corrente de curto·cir-
escrever un1a equação por maU1a. O número de equações é
cuito que passa pelos temúnais do circuico original e (3) o
b-(11 -1),onde bé o n(1merode ramos nos quais a corren-
equivalence de Norton é obtido por meio de uma cransfor-
te é desconhecida e 11 é o número de n6s. As correnccs de maç;io de fonte em um equi"alcntc de l11évenin.
1nalha são usadas para detenninar as correntes de ran10.
• Máxinra transferência de potência é a técnica para calcu·
Várias técnicas novas de silnplificaçâo de circuito fora1n
Jar o 1náx.in10 valor de p que pode ser fornecido a un'la
apresentadas neste c-•pítulo: carga. R,.. A 1náxüna transferência de potência ocorre
• Tra11sformações de fo11te nos permilem subscituir uma quando R, = Rn.• a resistência de Thêvcnin vista dos ter-
fonce de tensão (v,) e um resisror em série (R) por nlinais do rcsistor R1. A equação para a máxin'la transfe-
uma fonte de corrente (i,) e um résistor em paralelo (R) e rência de potência é
vicc·vcrsa. As con1binações devcn1 ser equivalentes e1n 117.,,
ter1nos da tensão e da corrente cm seus tcr1ninais. A p •--·
equi"aMncia terminal é válida contanco que 4RL
• En1 un1 circuito co1n várias fontes independentes. a su·
i.\' = ~. perposiçiío nos pern1ite ativar uma fonte por vez e sornar
as tensões e correntes resultantes para detenninar as ten·
Equivalentes tle 1'/iéveniri e equivalentes de Norlót1 nos sões e correntes que existe111 quando todas as fontes inde-
pcrn1itenl sln1pli6car un1 circuito constituído de fontes e re· pendentes e,stão ativas. Fontes dependentes nunca são
sistorcs e substituí-lo por un1 circuito equivalente que con· eliminadas quando se aplica a superposição.

Problemas
Scção4.I Figura P4.2

4-1" Suponha que a corrente~ no circuito da Figura P4.I seja ,.,


conhecida Os resistoz:es R, - R, também são conhecidos.
a) Quantas corrences desconhecidas há1
b) Quantas equações independentes podem ser escri-
tas usando a lei das correntes ele Kirchho!T (LCK)?
c) Esc(eva um conjunco de equações independentes ISV t .,
LCK.
d) Quantas equaçô<?s independentes podem ser de-
duzidas da lei das tensô<?s de Kirchhoff(LTK)? 4.3' a) Quantas partes separadas tem o circuieo da Figura
e) Escreva um conjunco de equações independentes P4.3?
LTK. b) Quantos nós?
c) Quancos ramos existem?
Figura P4.l d) Suponha que o nó inferior em cada parce do cir-
cuito seja unido por un1 único condutor. Repita
os cálculos feitos em (a)-(c).
Figura P4.3
11,

d
4.2" Para o circuito 1nostrado na Figura P4.2, calcule o
número de: (a) ramos, (b) ramos cm que a corrente
é desconhecida, (c) ramos essenciais, (d) ramos es- 4.4.. a) Se so1nenteos nôsc os ramos essenciais foren1 iden-
senciais em que a corrente é desconhecida, (e) nós. tificados no circuito da Figura P4.2, quantas cqua-
(f) nós essenciais e (g) malhas. çõe-s simultâneas são necessárias para descrevê·Jo?
Sn$ W
96 Circuitos elétricos

b) Quantas dessas equaç~s podem ser derivadas Figura P4.9


usando a lei das correntes de KirchhofP.
c} Quantas devem ser derivadas usando a lei das 250
tensões de Kirchhoff?
d) Quais são as duas n1alhas que deve1n ser evitadas t'1 125 o 2s-0 n ,., 315 n
ao aplicar a lei das tensões?
4.5 Uma corrente que sa.i de um nó é definida como
positiva.
4.10' a) Use o método das tensões de 116 para determinar
a) Sorne as correntes e1n cada nó no circuito nlOS· m:u
as correntes de nuno i,. - i< no circuito rnostrado
trado na Figura P4.5.
na Figura 1'4.10.
b) Mostre que qualquer uma das equações cm (a)
b) Dctern1ine a potência total dissipada no circuito.
pode ser derivada das duas equações rcstan.tcs.
Figura P4.10
Figura P4.S
sn LS!l 10!1
~ 2
je j;:
R2
;, 1 ;, j 4Sn ;.i 20n 70V
;,
i• l R, R, N,

3 4.11 O circuito mostrado na Figura 1'4.11 é um modelo


"''ª cc de u1n circuito de distribuição residencial.
Seção4.2 a) Use o n1étodo das tensões de nó para detern1inar
as correntes de raino i 1 - i, .
4.6' Use o 1nétodo das tensôés de nó para detcnninar v.,
b) Teste sua solução para as correntes de ramo, mos-
'""' no circuito da Figura P4.6.
trando que a potência total dissipada é igual à
Figuro P4.6 potência total gerada.

F1gura P4.11
2n
1n
sn
:; A
-
;,
60V i.1 l 6fl
4.7
"""
a) Determine a potência fornecida pela fonte de
corrente de 3 A no circuito da Figura P4.6.
-
2n
,,
1n
;,1 12n
;.j 24 (1

b) Determine a potência fornecida pela fonte de


tensão de 60 V no circuito da Figura 1'4.6.
e) \'erifique se a potência total fornecida é igual à
-
i~

potência total dissipada. 4.12 Use o n1étodo das tensões de nó para detern1inar v,
.....
4.8 Um resistor de 10 n é ligado em série com a fonte de
correnté de 3 A no circuito da Figura P4.6.
l'Sf;({
e v, no circuito da Figura P4.12 .
a) Detern1ine ver Figura P4.12
b) De1ermine a potência fornecida pela fonte de
corrente de 3 A. 4!l son
e) Detern1ine a potência íornecida pela íonte de + '
tensão de 60 V.
d) Verifique se a potência total fornecida é igual à 144 V l't 10 !'l 1.·~ 3A sn
potência total dissipada.
e) Qual se.rá o efeito de qualquer resistê-ncia finita
ligada e1n série com a fonte de corrente de 3 A
sobre o valor de v,? 4.13 Use o método das te11Sõcs de nó para determinar a
fVl({
...4.9•., Use o método das tensões de nó para determinar v,
e V : no circuito n1ostrado na Figura P4.9.
potência que a fonte de 2 A absorve do circuito da
Figura P4.l 3.
SU$W
Capitulo 4 Técnicas de an~lise de circuitos 9 7

Figura P4.J3 Figura P4.17

20 2on
2A 40 55V
T
1on
,,., 2oon +
3 fl 3A sov
5 Í,l
4.14 a) Use o método das tensões de nó para determinar +
""'' Vv V: e v, no circuito da Figuro P4. l 4.
b) Qual é a potência que a fonte de tensão de 640 V
fornece ao circuito? 4.18 a) Detcr1ninc as tensões de nó v 1, v 1 e v ) no circuito
'U!(f
da Figura P4.18.
Figura P4.14
b) Determine a potência total dissipada no circuito.

30 2.s n Figura P4. 18


... +
(>4QV ,., son ·~ sn 12.SA 25fl son 20n
- - t';i + ·I + - ii,
sn
2n 1.s n t.'1 1000 rz 2000 ''·' + 38.SV
5i0
...
4.15
~
Use o método das tensões de nó par.i determinar a
potência total dissipada no circuito da Figura P4. IS.
-

Figura P4.15
4.19' Use o método das tensões de nó para calcular a po·
4A ''"" tência gerada pela fonte de tensão dependente no
circuito da Figura P4.19.

ISO 25 0 Figura P4.19

sn IOfi
31.25fi so n IA
son
sov
4.16 a) Use o n1étodo das tensões de nó para 1nostrar que 15!1
'''"' a tensão de saída v, no circuito da Figura P4.16 é
igual ao "alor médio das tensões das fontes. 4.20" a) Use o rnétodo das tensões de nó para deter111inar
b) Determinev, sc v, =150 v; v, =200 V cv, =-50 V. ''"" a potência total gerada no circuito da Figura
Figura P4.16 P4.20.
b) Verifique sua resposta determinando a potência
+ total dissipada no circuito.
R R R R
Figura P4.20

sn '.lO n
,,
S<:ção 4.3 SA 1sn 3on l()fl

4.17 a) Use o método das tensões de nó para deterinü1ar


""'' v. no circuito da Figura P4.l7.
b) Deter1nine a potência absorvida pela fonte de· Seção4.4
pendente.
c) Determine a potência total gerada pelas fontes 4.21· Us.c o n1étodo das tensões de nó para deternlinar o
independentes. """ valor de ·v. no circuito da Figura P4.2 I.
SU$W
98 Circuitos elétricos

Figura P4.21 4.25 Use o n1étodo das tensões de nó para detcnninar o


f'Sfl((
valor de v. oo circuito da Figura P4.25.
soon Figura P4.25
'·"· 4!!
4<)!) ,... -

50 n 750 mA 2(Mlfi 2n
IOA _.

24V
4.22 Use o método das tensões de nó para detcrnlinar i0
""" no circuito da Figura P4.22.
Figura P4.22
4.26' Use o método das tensõe-s de nó para detern1inar v.
""" e a potência fornecida pela fonte de tensão de 40 V
sn sn no circuito da Figura P4.26.
Figura P4.26
80V
40V
12n 6kH

4.23 a) Use o método das tensões de nó para determinar 50mA 8 kfl ,.,, 20 k!l 4 kO
a potênci• dissipada no rcsistor de 5 Q no circui-
to da Figura P4.23.
b) Determine a potência fornecida pela fonte de 500 V. 4.27' Use o n1étodo das tensões de nó para dctcrn1inar v.
PSi'!U
figura P4.23 no circuito da Figuro P4.27.
Figura P4.27
50

4H
2n
5()V IO!l 30(2 39 n •·. 78 n
soov + 3fl 40
2n
6fi 3!1 4.28 Suponha que você seja um engenheiro projetista e
JO ''"" alguérn de sua equipe seja designado para analisar o
circuito mostrado na Figura P4.28. O nó de referên-

.
,,.4.24 a) Use o método das tensões de nó paro determinor os
correntes de ran10 i1, i: e ;, no circuito da Figura
cia e a nwneração dos nós n1ostrndos na figura fo-
rom escolhidos pela analista. Sua solução associa os
valores de 235 V e 222 V a v, e v .., respectivamente.
P4.24.
Teste esses valores verificando a potência total gerada
b) Verifique sua solução para i1, i1 e iJ niostrando
no circuito em relação à poténcia total dissipada. Você
que a potência dissipada no circuito é igual à po-
concorda com a solução apresentada pela analista?
têncio geroda.
Figura P4.28
Figura P4.24
(3-0) ;.
,--~~~- +>-~~~

2n 2 1n 3 4n 4
11 1111\

- ,,1 - "• -
25k!l
IO!l 250V 20fl
j1
250H 1 kfl , ~, - IOV
SU$ W
Capitulo 4 Técnicas de an~lise de circuitos 99

4.29 Use o n1étodo das tensões de nó para detcrn'linar a 4.35 Resolva o Problema 4.22 usando o método das cor·
~"" polência desenvolvida pela fonle de 20 V no circuilo rentes de rnallia.
da Figura P4.29. 4.36 Resolva o Problema 4.23 usando o método das cor·
figura P4.2~
rentes de malha.

35 ;. Seção 4.6
,...--~~~~+ -?--~~~---, 4.37' Use o método das correntes de malha para determi-
"'"' nar a potência dissipada no resistor de 8 Q no cir..
2n 1n 4fi coito da Figura P4.37.
figura P4.37
2011 40!l so11
7fl -iir

4.30 Mostre que, quando as equações 4.16, 4.17 e 4.19 16fi 4fi
são resolvidas para i8 , o resullado é idênlico à Equa-
ção 2.25.
80V 7fi 24 ;ri
Seção4.S
4.31• a) Use o método das corrcn1cs de malha para de1cr· Sú 20ll

""'' rninar as correntes de ran10 i,, ;b e ;, no circuito


da Figura P4.31. 4.38' Use o método das correntes de malha para detern1i ~
b) Repila o cálculo do icem (a) com a polaridade da "''" nar a potência fornecida pela fonte de tensão depen·
fon1c de 64 V invcrlida. dente no circui10 vislo na Figura P4.38.
Figura P4.31 Figura P4.38

sn

40V
-
3!1
i.,
i,, 1 4511
-
4!l

i,
64V 1sn
2n 1.sn IOfi
25 !l


4.32' a) Use o mé1odo das correntes de malha para dcler-
nlinar a potência total gerada no circuito da Fi-
gura N.32.
b) Verifique sua rcspos1a mos1rando<1uc a poléncia
;,) SO!l

total gerada é igual à po1ência 101al dissipada. 4.39 Use o mé1odo das correntes de malha para delermi·
n.na
nar a potência gerada pela fon1e de tensão depen-
figuta P4.32
dente no circuito da Figura P4.39.
611 Figura P4.39

1011 121}
.--~~~+
2,65 v.
->-~~,

3 ll 15 ll 25 ll
llOV 70V
12V
125V .., 100 n 125V
411 2n 35 ll 85fi
4.33 Rcsolvn o Problema 4.10 usando o método das cor-
rentes de malha. 4.40 a) Use o método das correntes de malha para deter·
P$11(t:
4.34 Resolva o Problema 4.11 usando o método das cor· 1ninar v.., no circuito da Figura P4.40.
rentes de malha. b) Determine a potência gerada p<.'la fonte dependente.
SU$W
100 Circuitos elétricos

Figura P4.40 Use o n1étodo das correntes de 1nalha para deterrninar


20 12fi 50 a potência total gerada no circuito da Figura P4.44.
Figura P4.44

lOY "" 160


sn
-;,

250 20fi
Seção4.7
4.41' a) Use o método das correntes de malha para deter· - 30i,
4A 1000
""" 111inar a potência que a fonte de corrente de 12 A
fornece ao circuito da Figura P4.4 l.
b) Detcrrninc a potência totaJ fornecida ao circuito.
e) Verifique seus cálculos mostrando que a potên· 4.45 a) Use o método das correntes de malha para deter·
f$tl(l
eia total gerada no circuito é igual à potência to· 1ninar a potência fornecida ao resistor de 2 Q no
tal dissipada. circuito da Figura P4.45.
Figura P4.41 b) Qual é a porcentagem da potência total gerada
no circuito que é fornecida ao rcsistor?
IO!l 80
Figura P4.45

4(1fl
140 2n
12A J!l
+
,,, 2s o lOY
4.42' a) Use o método das correntes de malha para calcu-
'""' lt1r para;, no circuito da Figuro P4.42. 30 40
b) Determine a potência fornecida pela fonte de cor·
rente independente. 4.46 a) Use o método das correntes de malha para deter-
e) Determine a potência fornecida pela fonte de ten-
são dependente.
""" 1ninar quais fontes no circuito da Figura P4.46
estão fornecendo potência.
Figura P4.42 b) Detern1ine a potência total dissipada no circuito.
Figura P4.46
1.8 kfi
20 sn
SmA ;,, 3.3k!l 200;,
4.7 kfl

4.43 Use o n1étodo das correntes de malha para detern1i-


sov + 2on 1 1,7 v,
+ 9 ;.l
""" nar a potência total gerada no circuito da Figura
P4.43.
Figura P4.43
Use o método das correntes de malha para determinar
7fi a potência total dissipada no circuito da Figuro P4.47.
Figura P4.4 7
2 fl lfi
+ ''l
3fi
90V
165V
SU$W
Capítulo 4 Técnicas de analise de circuitos 101

4.48 Suponha que a tensão da fonte. de 18 V no circuito d) Qual porcentagem da potência total gerada pelas
da Figura P4.47 seja aumentada para 100 V. Deter- fontes é fornecida às cargas?
mine a pot~ncia total dissipada no circuito. e) O ramo R• representa o condutor neutro no cir-
4.49 a) Suponha que a tensão da fonte de 18 V no circui- cuito de distribuição. Qual efeito adverso ocorre
to da Figura P4.47 seja alterada para - 10 V. De· se o condutor neutro for aberto? {Sugesttio: cal-
termine a potência total dissipada no circuito. cule v1 e 1.'2 e observe que clctrodo1néstic:os ou
b) Repita os c-.llculos do item (a) quando a fonte de cor- cargas projetados para serem utilizados nesse
rente de 3 A for substituída por um curto-circuito. circuito tcrian1 urna tensão nominal de 11 OV.)
c) Explique por que as respostas para (a) e (b) são Figura P4.52
ig\1ais.
4.50' a) Use o método das correntes de malha para deter- R, = 0, 1 O
tm;t nlinar as corrcnlcs de ran10 i. - i, no circuito da
+
Figura P4.50.
b) Verifique sua solução mostrando que a potência ,., 111 = l8!l
;
total gerada no circuito é igual à potência total l?.= 0.2!1_
dissipada. ,., 11, = 54.62.5 n
+
figura P4.SO
1·2 R2 = 110..5 n
R, = 0.1 n_

;. j IOO t 4.3 i,, i 1


.' 4.53 Mostre que, sempre que R, = R, no circuito da Figu-
250 ra P4.52, a corrente no condutor neutro ser.í zero.
HXI {}
--;-• (Sugestão: calcule a corrente no condutor neutro en1
200V + ) ;•
'·• l,. j 50!1
função de R, e R,.)
4.54' Suponha que lhe pediram para determinar a po-
100
""" tência dissipada no resistor de 1 k() no circuito da
Figura P4.54.
4.51 a) Detcrn1inc as correntes de ra.1no ;~ - 1« para o cir· a) Qual método de análise de circuitos você reco-
mendaria? Explique por quê.
'"'" cuito n1oslrado na Figura P4.51.
b) Verifique suas respostas mostrando que a potên- b) Use o método de análise recomendado para deter-
cia total gerada é igual à potência total dissipada. rninar a potência dissipada no resistor de l kO.
c) Você mudaria sua recomendação se o problema
Figura P4.St fosse determinar a potência gerada pela fonte de
15;d -i.:
corrente de 10 mA? Explique.
d) Determine a poténcia fornecida pela fonte de
r----<+ - >-----, corrente de 1OmA.
IOfi 350 fig ura P4.S4

30A J50V
IOmA

Seção4.8
4.52 O circuito da Figura P4.52 é uma versão cc de uni tl· 4.55 Unl resistor de 4 kQ é colocado e111 paralelo com a
""" pico sistema de distribuição a três fios. Os rcsistores "'"' fonte de corrente de 10 n1A no circuito da Figura
R., R,. e R, representam as resistências dos três condu- 1'4.54. Suponha que lhe pediram para calcular a po-
tores que ligam as três cargas R,, R, e R, à fonte de tência gerada pela fonte de corrente.
alin1entação de J 10/220 V. Os resistores R1 e R1 repre· a} Qual método de anáJise de circuitos vocé reco·
sentam cargas ligadas aos circuitos de 110 V, e R, re- mendaria? Explique por quê.
presenta uma carga Ugada ao circuito de 220 V. b) Determine a potência gerada pela fonte de corrente.
a) Qual n1étodo de análise de circuitos você usará e a) Você usaria o 1nétodo das tensões de nó ou das cor·
por quê? rentes de 1nalha para detern1inar a potência absor·
b) Calcule v,, v, e v,. vida pela fonte de 10 V no circuito da Figura P4.56?
c) Calcule a potência fornecida a R,. R, e R,. Explique sua escolha.
Sn$W
102 Circuitos elétricos

b) Use o método que você selecionou no item (a) Figura P4.59


para determinar a potência. 2,7k!l

OroA~~-i-
2.3:-i-I ~cp., ~
Figuta P4.56
k-!l

IOV IOA a) Determine a corrente no resistor de 10 kO llO


circuito da Figura P4.60 fazendo uma sucessão
+ -1-...--<
+ de transformações de fonte adequadas.
2sn ,~, sn 4(1 2 (1 b) Usando o resultado obtido no item (a), faça os
cálculos no sentido inverso para determinar a
li· potência desenvolvida pela fonte de 100 V.
Figura P4.60
4.57 A fonte variável de corrente cc no drcuito da Figura
'""' P4.57 é ajustada de modo que a potência gerada pela 20k!l 3k0
fonte de corrente de 15 A seja 3.750 W. Determine o
valor de i«.
LOOV 80k0 l2 mA 60 k!l i,, \ LO k(l
Figuro P4.S7
Jk!l

4.61 a) Use transformações de fonte para determinar v.


PSllCC
no circuito da Figura P4.61.
b) Determine a potência gerada pela fonte de 340 V.
7.2!1 150 c) Determine a potência gerada pela fonte de cor-
rente de 5 A.
d) Verifique se a potência total gerada é igual à po·
420V 20!1 50!1 téncia total dissipada.
400 Figura P4.61

340V
4.58 A fonte variável de tensão cc no circuito da Figura
""" P4.58 é ajustada de n1odo que i0 seja zero.
a) Deternline o valor de V"'
b) Verifique sua solução mostrando que a potência 8!l 80!1 sn
gerada é igual à potência dissipada.
figura P4.S8 5A 20!1 t ~.. 45fi
10!1
30!1 - i,,
4.62' a) Use uma série de transformações de fonte para
X'lC{
deter1ninar i0 no circuito da Figura P4.62.
b) Verifique sua solução usando o método das cor-
rentes de malha para determinar;.,,
10!!
2:\0V Figura P4.62
115V JUA

20 !! 250
4!! 1n
Seção4.9
4.59• a) Use uJna série de tra.nsíorn1ações de fonte para
""" da Figura
detern1inar a corrente i0 no circuito sn 2n
P4.59. IOV
b) Verifique sua solução usando o método das ten·
sões de nó para deterrninar i0 .
Sn(:IW
Capítulo 4 Técnicas de analise de circuitos 103

Se~ão4.IO b) Qual é a porcentagem de erro na leitura do vohl·


metro se a porcentagem de erro for definida
4.63• Obtenha o equivalente de Thévenin com relação aos
como [(medida - real)/real) x lOO?
""' terminais a,b para o circuito da Figura P4.63.
Figura P4.67
Figura P4.63

100 sn 4k!l 3kfi

IOkO
40k0 f 8mA IOkO
JOV
Obtenha o equivalente de Thé,~nin com relação aos
ttrminais a,b do circuito da Figura P4.6<1.
figura P4.64 ..
4.68 a) Obtenha o cqui,..Jente de Thé\'enin com relação
aos terminais a,b do circuito da Figura P4.68, de-
8A terminando a tensão de circuito abtrto e a cor-
rente de curto~circuieo.
b) Calcule a resistência de Thévcnin eliminando as
fontes independentes. Compare seu resultado com
a resistência de Thévenin encontrada no iten\ (a).
Figura P4.68
12V
2on
1.8 A
4.65 Obtenha o equivalente de Thévenin com relação aos sn
t - --'V'{V---.--t-1---<1-- ... a
"''" ter1nitutis a,b do circuito da Figura P4.65.
Figur> P4.65 9V

3A
~--i - 1-----.
4.69 Uma bateria de automóvel, quando ligada ao rádio
1son de um carro. fornece 12,S V. Quando ligada a um
coníunto de faróis, fornece 11.7 V. Suponha que o
rádio poosa ser modelado como um resistor de 6.25 O
e os faróis possam ser modelados como um rtsistor
3()()V de 0,65 n. Quais são os equivalentes de Thévcnin •
de Norton para a bateria?
4.iO Determine i, e v. no circuito mostrado na Figura P4.70
4.66• Obtenha o cquivaltnte de Norton com relação aos """ quando R. for o. 2. 4, 10. 1s.20, 30. so. 60e10 n
.,... terminais t1,b do cireuilo da Figura P4.66. Figura P4.70
f;gura P4.66

~--....- - --+-
ISkO
-W.,._-+- - --+- • D
6n
-i,

60n
SmA 20k0 30 V IOmA 30k0
,___ _...__ __._ _ _...__ __.,__... b
400 1 ~A ' ll(I
300V
4.67• Um voltlmeLro com uma resistência de 100 kO é
""" usado parn 1ncdir a tensão ii. no circuito da Figura
P4.67. 4.71' Obtenha o equivalente de Thévenin com relnçào aos
a) Qual é a leitura do voltímetro? "'"' terminais a,b do circuito mostrado na Figura 1'4.71.
Sn$ W
104 Circuitos elétricos

Figura P4.71 Quando um resistor de 15 kn é ligado aos terminais


9SOn a,b, a tensão 'Vab é 45 V.
~---<>-.. a Quando um rcsistor de 5 kO é ligado aos terminais
;. a,b, a tensão é 25 V.
54-0 µA 100 n Obtenha o equivalente de Thévenin da rede para os
tcrntinais a,b.
figura P4.75

4.72 Obtenha o equivalente de 'I'hévenin com relação aos


""" ternlinais a,b do circuito da Figura P4.72. Rede resistiva o>-+~--_. ª
Figura P4.72 linear com fontes
independentes e
30i, dependentes ,._.,.__ _.. b

2k0 !Ok!l 4.76 A ponte de Wheatstone no circuito da Figura P4.76


""" está equilibrada quando R, é igual a 1.200 Q. Se o
n, qual
,,. 1 20k!l
galvanô1netro tjver unta rtsistência de 30
40V 50kíl 40k!l
serei a corrente no galvanõ1netro quando a ponte es·
tiver desequilibrada e R, for 1.204 Q1 (S11gestrio: ob·
tenha o equivalente de Thévenin com relação aos
4.73 A leitura de um vohírnctro usado para 1ncdir a ten- terminais do galvanômetro quando R, = 1.204 Q.
'''"' são v, na Figura P4.73 é 7.5 V. Observe que, urna vei obtido esse equivalente de
a) Qual é a resistência do voltímetro? Thévenin, é fácil determinar a corrente de descqui·
b) Qual é a porcentagem de erro na medição da líbrio no ramo do galvanômetro para diferentes ín·
tensão? dicações do galvanômetro.)
Figura P4.73 Figura P4.76

0,4 V 0.2i,,
1oon
4 kfl

- -+
- 15 kfl
R, 9oo n Galvanômetro R, 1.200 fl
I6V 6k!l
;,,
IOkfl l'r 2V 120V + o>-- --+--< / 1- <1- --
R2 6oon R, soon
4.74 A leitura de un1 arnpcrírnctro usado para medir a cor·
""" rente ió no circuito n1ostrado na Figura P4.74 é 10 A.
a) Qual é a resistência do an1pcrímetro? Seção 4.11
b) Qual é a porcentagem de CITO cm uma medição
4.77• Obtenha o equivalente de Thévcnin referente aos
de corrente?
""ª terminais a,b do circuito da Figura P4.77.
Figura P4.74
Figuta P4.77
!Oi~
.------< -~-----. 60

16fl 96fl
.,____IOfl
,.,..,__..,__ _,,..,...,.
12n__..,__ _..ª

40V 114fl
10 ;,
- ;,

~-------------<>b
4.75 Um equivalente de Thévenin também pode ser ob·
tido a partir de n1cdições rcali1.adas no par de tern1i· 4.78 Obtenha o equivalente de Thévenin com relação aos
nais de interesse. Suponha que as seguintes medi· "''ª tenninais a,b do circuito da Figura P4.78.
ções tenham sido feit)ls nos terminais a,b do circuito
na Figura P4.75. Figura P4.78
SU$ W
Capítulo 4 Técnicas de analise de circuitos 105

wn 12n circuito da Figura P4.72. O re.sistor variável é ajusta-


a do até que a potência máxima seja transferida a R..
sn a) Octerinine o valor de R,,.
50fl 25!1
b) Dctcr1ninc a potência n1áxi1na fornecida a R,.
- 1
e) Detennine a porcentagem da potência total ge-
+
6.5 í_, 1,
' rada no circuito que é fornecida a R11•
/) 4.84 a) Calcule a potência fornecida a R, para cada valor
usado no Problema 4.70.
b) Monte um gráfico da potência fornecida a R,, cm
Scção4.12
funÇci.o da resistência R".
4.n• O resisto!' variável (R,) no circuito da Figura P4.79 é c) Para qual valor de R, a potência fornecida a R, é
''"" ajustado até que o pot~ncia nele dissipada seja l,5 W. De- n1áxi1na?
termine os valores de R. que s.1tisfaçom essa condiçiio- 4.85 O resistor variá,•el (R,,) no circuito da Figura P4.85 é
nPJU
ajustado para transferir potência máxima para R,,.
Figura P4.79
Qual porcentagem da potência total desenvolvida
son 60!! no circuito é entregue a R,,1
Figura P4.85
40H
!OOV 2oon
7
511
4.8&' O rcsistor \'<lriável (RJ no circuito da Figura P4.80 é
'"'" ajustado para a máxima transferência de potência a R<- 2n 3!l
a) Determine o valor de R,.
b) Detern1ine a potência 1ná.xin1a transferida para Rv l!l
Figura P4.80 46.SV 1 25 .,,,
42.4 V
4 !l

4.86 O resistor '"'riável (R,,) no circuito da Figura P4.86 é


6H 8 !l
""" ajustado para a máxima transferência de potência a R,,.
a) Detennine o valor de R,,.
480V 40!1 b) Oetennine a potência 1náxin1a que pode ser for·
nccida a R,.
Figura P4.86
4.81 O resistorvariável no circuito da Figura J>4.81 é ajusta.. 14 ;.
'"'" do para a má.xi ma transferência de potência para R,,. r-----<+ ->-----..,
a) Determine o valor de R,,.
b) Detern1inc a potência n1áxin1a que pode ser for·
l !l 2!l
necida a R,,.
figura P4.81
200V ;, ! 20!l lOOV
4k!l 1.25 k!l 4!l 3 !l
lOk!l
4.87 Qual porcentagem da potência total gerada no cir-
9mA 2 k!l
sov "''" ettito da Figura P4.86 é fornecida a R,,1
4.88 O resistor variável (R,) no circuito da Figura P4.88 é
'Vi<t
ajustado para absorver potência máxin1a do circuito.
a) Determine o valor de R,.
4.82 Qual porcentagem da potência total desenvolvida no
b) Determine a potência máxima.
''''" circuito da Figura P4.8 l é fornecida a R,, quando de é
c) Determine a porcentagem da potência total ge-
ajustado para a 1ná.xin1a transferência de potência?
rada no circuito que é fornecida a R0 •
4.83 U1n resistor variável R., é ligado aos terrninais a,b do
~""
Sn$W
106 Circuitos elétricos

Figura P4.88 4.92" Use o princípio da superposição para de1·er1ninar a


2n 40 tensão v no circuito da Figura P4.92.
figura P4.92
;n
+
l(X)V 1 •• R,,

4.89 O resistor variá\'el nocircuilo da Figura P4.89 é ajusta- 70V 20 50V


""" do para a máxima transferência de potência para R,,. "
10!1
a) Determine o valor de R,.
b) Determine a potência máxima fornecida a R,,.
c) Qual é a potência que a fonte de 280 V fornece ao 4.93 Use o princípio da superposição para determinar a
circuito quando R. é ajustado para o valor calcu- """ corrente i~ no circuito da Figura P4.93.
lado no item (a)? Figura P4.93
Figura P4.89
so;, 50 ion
r-~~~-<+ ->-~~~--,

1()(1 sn 2on
45V 1i., 400 IOV
1sn 300
won 4'J00 1 O.Sl25v, SA

4.90 a) Det.ern1inc o valordo rcsistor variável R., no circui-


-
'""' to da Figura P4.90 o qual rcsullará na dissipação de 4.94 Use o principio da superposição para determinar v.
potência máxima no rcsistor de 6 O. (Sugestt1o: ""ª no circuito da Figura P4.94.
conclusões apressadas podem ser prejudiciais para
sua carreira.) Figura P4.94
b) Qual é a potência máxima que pode ser forneci-
da ao rcsistor de 6 O? 5 i~

Figura P4.90

5kfl

35V
- ;,
7mA
30V 6 íl 20k!l '"·

4.95 Use o princípio da superposição para calcular iª e v.


Seção 4.13 M>JU
no circuito da Figura P4.95.
4.91" a) Use o princípio da superposição para detcr1ninar
Figura P4.95
a lensão v 110 circuito da Figura P4.91.
b) Determine a po1ência dissipada no rcsiSlor de 20 O. 400
Figura P4.9t 7,5 A

i,,
300

l80V 60!1
- +
2011

80!1 2sn
sn sn ('11

1
75V .. 20n 12n 4.96 Use o princípio da superposição para deter1ninar a
l'StJU
corrente;. no circuito mostrado na Figura P4.96.
Sn$ W
Capítulo 4 Técnicas de analise de circuitos 107

Figura P4.96 c) Determine x para L = 16 km, 11, = l.000 V. v, =


1.200 V, R = 3,9 n e r = 5 X 10" O/m.
1.s n d) Qual é o valor n1lnimo de v para o circuito do
item (e)?
1on
figura P4.99
4,5A l2fl 14 n ISfl
li,, f-- X --l

' rO/m")
4.97 a) No circuito da Figura P4.97, antes de a fonte de
'"'" corrente de 10 1nA ser inserida nos terminais a,b.
a corrente i0 é calculada e o resultado é 1,5 mA.
,. li (c~rsa
1116,•cl)
.,
Use o princípio da superposição para deter1ninar
o valor de i0 após a inserção da fonte de corrente. r!l/m:)
b) Verifique sua solução determinando i, quando to-
~~~~- L ~~~~~
das as três fontes estão agindo simultaneamente.
4.100 Suponha que seu supervisor tenha lhe pedido para
figuro P4.97
determinar a potência gerada pela fonte de 16 V no
10 mA circuito da Figura P4. l00. Ante,s de reali1." os cál·

a~b
culos. o supervisor lhe pede para apresentar uma
proposta descrevendo como você planeja resolver o
problema. Além disso, ele pede que vocé explique
por que escolheu o método de solução proposto.
a) Descreva o plano de ataque, explicando seu ra-
ciocínio.
b) Use o método descrito no item (a) para determi·
nar a potência gerada pela fonte de 16 V.
Seções 4.1-4.13 Figura P4.100
4. 98 Medições de laboratório em urna fonte de tensão cc 16V
i11dica1n u1na tensão tenninal a vazio de 75 V e 60 V 2fl
quando a fonte alimenta um resistor de 20 n. + 1\
a) Qual é o equivalente de Thévcnin da fonte?
lfl 212
b) Mostre que a resistência de Thévenin da fonte é
dada pela expressão

R1,, ;
vn,
( - v., - 1) RL
811,
+
10
I'
'
2A
- 2fl

2!1
lll j i,
onde
Vn. =é a tens..1o de 'l'hévenin)
v0 a tensão ter1ninal) correspondente à resistência
::::
4.101 Deter1nine a potência absorvida pela fonte de cor·
f'S.fi(l

de carga R,.. rente de 2 A no circuito da Figura P4.101.


4.99 Duas fontes ideais de tensão cc são ligadas por con- Figura P4.101
dutores elétricos cuja resistência é r íl/n1, como
mostra a Figura P4.99. Uma ca.rga c11ja resistência é 3!! 8!!
R O se move entre as duas fontes de tensão. Sendo.<
5 vl
a distância entre a carga e a fonte v, e l, a distância 9!!
entre as fontes:
+ jí>
a) Mostre que
sn
vc VtRL + R(V? - v 1)x . '" l '.l
4fl

RL + 2rlx - 2rx2
b) Mostre que a tensão v será mínima quando 2!!
6!! 4 ;~
x; l
v2 - v1
[-v, ± Jv,v2
'I/ -
2rl 1
~(v 2
- Vi) ]-
5A

~n
Sn$ W
108 Circuitos elétricos

4.102 De.tern1lne V1, V: e v, no circuito da Figura P4.l02. 4.104 Para o circuito da Figura 4.69, deduza as expressões
'""' Figur.1 P4.102 ""''""
01 ncuuo para a sens1'b'l'd
1 1 ade de v 1 e V: as
. varJaçoes
. • nas cor·
rentes de fonte 1
,1 e 1,,.
o.2n o.i n
+ 4.105' Suponha que os valores nominais para os compo-
llOV 27!! ,., 27!! :!.i.~n:.!1rv. nentes do circuito da Figura 4.69 sejan1: R1 = 25 Q;
0,3!! o.:i n ''"" R, = 5Q; R,= SOQ; R. = 75Q; 1, 1 = 12 A e/,:= 16 A.
t'~ 180 Faça uma previsão para os valores de ·v, e v, se 11,
• di1ninuir para 1 l A e todos os O\llros co1nponentes
llOV 36n 360
0.2!l o.2n
'" continuarc111 con1 seus valores non1inais. Verifique
suas previsões usando uma ferramenta como PSpicc
ouMATLAB.
4.103 Determinei no circuito da Figura P4. t03.
4.106' Repita o Problema 4.105 se o '"'lorde 1,, subir para
'""' Figuro P4.103 f{tSfttHu,
PU1)CI.

J7 A e todos os outros co111ponentes cont1nuaren1
10 hllU' corn seus valores nominais. \'erifique suas previsões
usando uma ferramenta como PSpice ou MATLAB.
10 50
4.107' Repita o Problema 4.105 se o valor de 1, 1 diminuir
10 t'(ltS'f(ltu. •
'""'x.r. para 11 A e o valor de /tl au1nentar para 17 A. Veri-
~sct fique suas previsões usando uma íerran1enta con10
10
PSpice ou MATLA B.
2.a.ov •
- ,_
10
4.108 Use os rcStJtados da Tabela 4.2 para prever os valo-
10 t'lMc1ru. .
m11u. rcs de v1 e v.1 se R1e R, au1ncntnrcm para 10% acima
lll
de seus valores nominais e R1 e R..1 din1inuírern para
10% abaixo de seus valores non1inais. 141 e/~ conti-
10
nua.o\ con1 seus valores no1ninnis. Con1pare os valo-
10
res de v1 eV: que você previu com seus vaJorcs reais.
Sn$W
CAPÍTULO

O amplificador operacional 5
sistores. Então, você talvc-L esteja perguntando a si mesmo
SUMÁRIO 00 CAPÍTULO
por que esta1nos apresentando esse circuito antes de discutir
5.1 Terminais do amplificador operacional seus co1nponentes eletrónicos. Há várias razões. A prhneira
5.2 Tensões e correntes terminais é que é possível avaliar como o amplificador operacional é
5.3 Circuito amplificador inversor utiliz..'ldo como un1 bloco construtivo de circuitos focali1.a_n-
do apenas o co1nporta1ncnto ern -seus tenninais. En1 un1 ní·
5.4 Circuito amplificador somador
vcl introdutório, você não precisa entender co1npletamentc o
5.5 Circuito amplificador não-inversor
funcionamento dos comp-0ncntes eletrônicos que co1nan·
5.6 Circuito amplificador diferencial da1n o co1nportamento tenninal. A segunda razão é que o
5. 7 Modelo mais realista para o amplificador modelo de circuito do amplificador operacional requer a uli-
operacional lização de uma fonte dependente. Assim, vocé tem a oportu·
nidade de utilizar esse tipo de fonte en1 um circuito prático,
V' OBJETIVOS DO CAPÍTULO
en1 vez. de US<i·la con10 un1 con1ponente abstrato de un1 cit··
1 Saber identificar os cinco terminais de amp ops e cuito. A terceira é que você pode combinar o amplificador
descrever e utilizar as restrições de tensão e corrente operacional com resistores para executar algu1nas funções
e as simplificações resultantes em um amp op ideal. 1nuito úte_ is, con10 n1uhiplicar por u1n fator constante. so1nar,
2 Saber analisar circuitos simples que contêm amp mudar de sinal e subtrnir. Por fim, após a apresentação de
ops ideais e reconhecer os seguintes circuitos indutores e capacitores no Capitulo 6, podcrcn1os mostrar
amplificadores operacionais: amplificador inver· con10 usar o a1npliticador operacional para projetar circuitos
sor, amplificador somador, amplificador não· integradores e diferenciadores.
inversor e amplificador diferencial. Nossa abordagem do comportamento terminal doam·
3 Entender o modelo mais realista para um amp op e plificador operacional i1nplica considerá·lo un1a c..i.ixa· pre·
saber utilizá-lo para analisar circuitos simples que ta; isto é, não estarnos interessados na estrutura. interna do
contêm amp ops.
a1nplificador nem nas correntes e tensões que existem nes-
O circuito eletrônico conhecido como amplificador sa estrutura. O in1portante é lembrar que o con1porta1nento
operacional ttm se toniado cada vez niais importante. Con· interno do a1npliflcador é responsável pelas restrições de
tudo. un1a análise detalhada desse circuito exige o conheci· tensão e corrente impostas aos terrninais. (Por enquanto.
memo de dispositivos eletrônicos, tais como diodos e tran· pedimos que voe<! aceite essas restrições de boa-fé.)

Perspectiva prática
Extensômetros
Como VQcé poderia medir o grau de curvatura de uma onde R é a resistência do medidor em repouso, 1!.l/l é o
barra de meta~ como a mostrada na figura, sem contato físico alongamento fracionário do medidor (que é a definição de
com a barra? Um método seria usar um extensõmetro. Um 'deformação'), a constante 2 ê um fator típico do medidor
extensômetro é um tipo de transdutor, ou seja, um dispositi· e l!.R é a variação da resistência causada pelo encurva-
vo que ""'de uma quantidade convertendo-a para uma forma mento da barra. Tipicamente, pares de extensômetros são
mais conveniente. Aquantidade que queremos medir na barra conectados a lados opostos de uma barra. Quando a barra é
de metal é o ângulo de curvatura, mas medir ~e ângulo di- curvada, os fios de um par de medidores ficam mais longos
retamente é bastante difícil e poderia até ser perigoso. Em e mais finos, o que aumenta a resistência, enquanto os fios
vez disso, conectamos um extensõmetro à barra (mostrado no do outro par de medidores ficam mais curtos e grossos, o
desenho). Um extensõmetto é uma grade de fios finos cuja re- que reduz a resistência.
sistência muda quando os fios são alongados ou encurtados: Ma.s como a variação da resistência pode ser medida?
Um modo seria usar um ohmlmetro. Entretanto, a variação na
tJ.R • 2R~
L resistência do extensómetro costuma ser muito menor do que
SU$W
110 Circuitos elétricos

a que poderia ser medida com precisão por um ohmímetro. O circuito amplificador operacional surgiu pela primeira
Normalmente, os pares de extensômetros são conectados de vez como um bloco construtivo básico em computadores ana-
modo a fonnar uma ponte de IYheatstone, e a diferença de lógicos. Era denominado operacional porque era usado para
tensão entre as duas pernas da ponte é medida. Para fazer uma estabelecer as operações matemãticas de integração, diferen-
medição precisa da diferença de tensão, usamos um circuito ciação, adição, mudança de sinal e multiplicação. Nos últimos
com um amplificador operacional que amplifica, ou aumenta, anos, a faixa de aplicação foi ampliada para além do estabele-
a diferença de tensão. Após apresentannos o amplificador ope- cimento de operações matemáticas; contudo, o nome original
racional e alguns dos circuitos importantes que utilizam esses do circuito sobreviveu. Engenheiros e té<nicos têm uma ten-
dispositivos, apresentaremos o circuito usado nos extensõme- dência a criar jargões técnicos; por conseguinte, o amplifica-
b"os para medir o grau de curvatura de uma barra de metal. dor operacional é amplamente conhecido como omp op.

tificado por um sinal ncgati"o (-). Os terminais da fonte


5.1 Terminais do amplificador de alimentação, que são sempre desenhados do lado de fora
operacional do triângulo, são marcados como V' e v-. Entende-se que o
terminal situado no vértice do triângulo é sempre o termi-
Con10 estamos enfatizando o co1nporlantento ter1ni· nal de saída. A Figura 5.3 resume essas con"cnções.
nal do amplific..dor operacional (amp op), começamos dis-
cutindo os tern1inais de um dispositivo disponível no cô·
tnércío. En1 1968. a Fairchild Se1niconductor lançou u1n
amp op que conquistou ampla aceilação: o µ.A74 I. (0 pre- s
fixo µ.A foi usado pela Fairchild para indic..r que se tratava
de un1 microcircuito.) Esse a1npüficador está clisponí\le1 em
diferentes encapsulamentos. Para nossa discussão, escolhe··
1
mos o encapsulamento DIP' de oito fios. A Figura 5.1 mos-
""'"d'
tra wna vista de cilna desse dispositivo com os terminais
identificados. Os te nninais n1ais in1põrtantes são
"""
i•'' 1 i
:;.í.l>
• entrada inversora
6
• entrada nâo·invcrsora
• saída
• fonte de ali1nen1açâo positiva (V")
fonte de alimentação negativa (V") ;

Os três tern1inais restantes são de pouca ou nenhu1na


i1nportância. Os tern1inais de con1pensação podem ser usa-
dos en1 un1 circuito auxiliar para co1npensar lona degrada·
ção de desen1penho por cnvelheci1nento e inlperfeiçôes. figura 5.1 • Vtrsão de oito fios do OIP (visto de cima).
·rodavia, na 1naioria dos casos a degradação é desprezível e,
Entrada Fo1~t~ de atin1cntação
assi1n, 1nuitas vezes os ternlinais indicadores de desvio não
são utilizados e desempenham um papel secundário na não-invcrsora~
º"ª Saída 1

análise do circuito. O tenninal 8 não é de interesse sin1ples· Entrada -


n1ente porque não é utilizado; NC quer dizer não conecta· ínversora Fonte de alintentação
do, o que signific.. que o terminal não está ligado ao circui- ncga1i\•a
to amplillc..dor. Figura 5.2 & Simbolo de circuito para um amp op.
A Figura 5.2 inostra un1 sín1bolo de circuito n1uito uti-
lizado para un1 an1p op que contén1 os cinco tcr1ninais de
maior interesse. Como não é conveniente usar palavras
para ide ntificar tern1inais e1n diagran1as de circuito, sim·
plifican1os a designação de terminais da seguinte fonna: o
tern1inaJ de entrada não-inversora é identificado por um
sinal positivo ( +) e o terrninal de entrada inversora é idcn- figura 5.3 A Stmbolo de circuito simplificado para um amp op.

1DIP é unla abre..,.i.111ura para ct1caps11/a111c11to d1tal en1 linltd (cluul i11-Ji11t ptrckagc). Isso significa llUC os terminais de caJa lado do dispositivo estão
alinhados. o nlcs1no ocom:ndo conl <1s tcrmin:als Je lado$ opostos J o dispositivo.
Sn$W
Capítulo 5 Oamplificador operacional 111

5.2 Tensões e correntes ••


Vcc
terminais
Agora csta1nos prontos para apresentar as tensões e
correntes terminais usadas para descrever o con1porta111en·
to do amp op. As tensões são medidas em relação a um nó
de referência.1 A Figura 5.4 1nostra as tensões con1 suas po·
laridades de referência.
Todas as tensões são consideradas elevações de tensão figura 5.6 A c.aracteristica de transferéncia de tensão dt um amp op.
c1n relação ao nó de referência. Essa convenção é a mesma
usada no método das tensões de nó. Uma fonte de tensão função da diferença das tensões de entrada, i;, - v... A equa·
positiva (Voc) é conectada entre V • e o nó de referência. ção da curva de tr.11>sferência de tensão é
Uma fonte de tensão negativa (- Vccl é conectada entre v·
e o nó de referência. A tensão entre o ternlinal de entrada - Vcc A(vp - v,,) < -Vcc
in\'ersora e o nó de referência é v,.. A tensão entre o tcrn1i· v0 ; A(vp - v,.) - Vcc s; A(vp - v,.) s; + Vcc•
nal de entrada não-irwersora e o nó de referência é v,. A {
+ Vcc A(v1, - v.) > + Vcc
tensão entre o tern1inal de saída e o nó de referência é v11•
(S.1)
A Figura 5.5 mostra as correntes com seus sentidos de
Vemos, pela Figura S.6 e pela Equação S.l, que o amp
referênc.ia. Observe que todas as correntes aponta1n para
dentro dos terminais do amplificador operacional: ;" é a optem três regiões distintas de operação. Quando o módulo
corrente que entra no terminal da entrada inversora; ;, é a diferença entre as tensões de entrada Clv, - v,IJ ê pequeno,
corrente que entra no terrninal da entrada não~inversora; i0 o amp op comporta-se como um dispositivo linear, porque
é a corrente que entra no termínal de saída; ;<, é a corrente a tensão de saída é un1a função linear das tensões de entra·
que entra no terminal da fonte de alin1entação positiva e da. Fora dessa região linear, a saída do an1p op fica saturada
í,.. é a corrente que entra no terminal da fonte de alimenta- e ele se co1nporta corno u1n dispositivo não·linear, pois a
ção negativa. tensão de salda n·ão é mais uma função linear das tensões de
O comportamento terminal do amp op como um ele- entrada. Quando o runp op está funcionando linearn1ente.,
mento de circuito linear é caracterizado por restrições a sua tensão de saída é igual à diferença entre suas tensões de
tensões e correntes de entrada. A restrição à tensão surge entrada vezes a constante de multiplicação, ou ganho, ti.
da característica de transferi.!ncia de tensão do circuito inte· Para confinar o an1p op à suo região de funcionamcn·
grado do amp op e é representada na Figura 5.6. to Jincar, wna restrição é irnposta às tensões de entrada, v,,
A característica de transferência de tensão mostra e V,.. A restrição é baseada en1 valores nu1néricos típicos
con10 a tensão de saída varia en1 função das tensões de cn· para Vcc e 1\ na Equação 5.1. Para a maioria dos amp ops,
trada.; isto é, con10 a tensão é transferida da entrada para a as tensões recomendadas para a fonte de alimentação cc ra·
saída. Observe que, para o amp op, a tensão de saída é uma ramente passarn de 20 V, e o ganho, ;\, rara1ncntc é rnenor
do que 10.000, ou 1O'. Vemos pela Figura 5.6 e pela Equa-
ção 5.1 que, na região linear, a magnitude da díferença en-

_..,__
*
'_"·_v_~·ç_T_-.___·_·_
1.
_,f v~c
tre as tensões de entrada (lv, - v,I) deve ser menor do que
20/10', ou 2 mV.
Nornlalmentc, as tensões de nó nos circuitos que estu·
da1nos são 1nuito 1naiores do que 2 mV, de forma que uma
diferença de tensão n1enor do que 2 n1V significa que, en1
essência) as duas tensões são iguais. Assirn. quando um a1np
Nó .Jc n:f1.:rCncia op opera em sua região linear de funcionamento e as ten-
Figura 5.4 A lensbes terminais.. sões de nó são muito maiores do que 2 mV, a condição im·
posta às tensões de ent(ada do amp op é

__ey ~·. l+
i,_

1,. ~v:

-=-Vc<'
1 Vp = V ,,. 1
(Restriç-ão de tensão de ent,rada para um emp op ideal)
Observe que a Equação S.2 caracteríza a relação entre
(S.2)

~~-v_:_·T~--·-~~~_,J -
as tensões de entrada para um amp op ideal; isto é, um amp
op cujo valor de A é infinito.
A restrição à tensão de entrada na Equação 5.2 é deno·
Figura S.5 A Correntes terminais. minada condição curto-circuito virtual na entrada do amp op.

: me nó de rcfcr(-nci:i ê-c,'<tcrno ao an1p op. 11 o tc:nninal de rt'ÍcrCnda do circuito no qual o ;in1p op má iuS('rido.
SU$W
112 Circuitos elétricos

t natu(al perguntar como u.nl curto~circuito virtual é 1nan· Pela lei das correntes de Kirchhoff, sabemos que a
tido na entrada do ampop quando ele está inserido em um soma das correntes que entram no amplificador operacio-
circuíto. A resposta é que um sinal é realimentado do ter- nal é zero.. ou
1nina.I de saída para o ter1ninal da entrada invcrsora. Essa
(S.4)
configucação é conhecida co1no realinrentação negativa
porque o sinal realimentado da salda é subtraido do sinal Substituindo a restrição dada pela Equação 5.3 na
de entrada. A realimentação negativa foz com que a dife- Equação 5.4, temos
rença das tensões da entrada dinlânua. Con10 a tensão de
safda é proporcional à difel."ença das tensões de entrada, a (S.5)
tensão de saída ta1nbénl dinlinui e o amp op opera c1n sua
O significado importante da E<1uação 5.5 e que,
região linear.
incsmo que a corrente nos terminais de entrada seja des-
Se urn circuito que contén1 um a1np op não fornecer
un1 carninho de realin1entação negativa da saída do arnp prezível. ainda pode haver corrente apreciável no tern1i·
op até a entrada invcrsora, então o arnp op estará norrnal- nal de saída.
mcnte saturado. A diferença entre os sinais de entrada Antes de con1cçar1nos a analisar circuitos que con·
deve ser extrernamente pequena para impedir a saturação. tê1n a1np ops, va1nos sin1plificar ainda mais o sin1bolo de
scn1 nenhuma rea1in1entação negativa. Entretanto, ainda circuito. Quando sabemos que o amplificador está funcio-
que o circuíto forneça um caminho de realimentação ne- nando dentro de sua região linear, as tensões cc ± Vcc não
gativa para o amp op, a operação linear não está garantida. cntran1 nas equações de circuito. Nesse caso, podcn1os re-
Portanto, co1no saben1os se o a1np op está operando e1n 1nover os tcrnJinais da fonte de alin1cntação do símbolo e
sua região linear? as fontes de alin1cntação cc do circuito. co1no n1ostra a
A rcsposia é: não sabemos! Tratamos desse dilema ad· Figura 5.7. Uma advcrt~ncia: con10 os terminais da fonte
mitindo a operação na região linear, reali1.ando a análise do de alimentação foram ornitidos, há o perigo de se inferir,
circuito e) entãÔ) verificando nossos resultados à procura pelo slmbolo, que i1 + i. + i, = O. Já observamos que esse
de contradições. Por exemplo, suponha que admitimos que não é o caso; isto é. ;, + i11 + 111 + i,. + i,- = O. Em outras
urn a1np op inserido ern un1 circuito está funcionando ern palavras, a restriç<lo ao modelo do amp op ideal, isto é,
sua região linear e calculan1os que a tensão de saída do a1np ;, = i = 0, não irnplica que i = O.
11 0

op é de 10 V. Quandoexarninan1os o circuito, constata1nos Observe que os vaJores das tensões positiva e negativa
que \Ice é 6 V, o que configura uma contradição, porque a da fonte de a1in1cntação não tê1n de ser iguais. Na região
tensão de saída de um amp op não pode ser maior do que linear, v, deve estar entre as duas tensões de alimentação.
Vcc· Assin1, nossa suposição de operação linear era inválida Por exemplo, se v· = IS V e v-= - 10 V. então - 10 V :s v.
e a saída do amp op deve estar saturada em 6 V. :s 1S V. Não esqueça também que o valor de A não é cons·
Jdentifican1os un1a restrição às tensões de entrada que tante sob todas as condições de operação. Toda,'ia, por en-
é baseada na característica da transferência de tensão do quanto, suporernos que é. Devemos adiar a discussão de
circuito integrado do amp op. a suposição de que o amp op como e por que o valor de A pode mudar até termos estu-
está restrito à sua região linear de operação e a vaJores típi~ dado os dispositivos e con1poncntcs eletrônicos utili1.ados
cos para Vcc e A . A Equação 5.2 representa a restrição im- para fabricar u1n a1nplificador.
posta às tensões para um amp op ideal, isto é, com um valor O Exemplo 5.1 ilustra a aplicação sensata das equa-
de .A infinito. ções 5.2 e 5.3. Quando usamos essas equações para pre-
Agora, volta1nos nossa atenção à restrição in1posta às ver o comportamento de um circuito que contém um
correntes de entrada. A análise do circuito integrado do a1np op. na verdade e-sta1nos usando un1 n1odelo ideal do
amp op revela que a resistência equivalente vista dos tern1i- dispositivo.
nais de entrada do amp op é muito grande, normalmente
J MO ou mais. O ideal é a resistência equivalente de entra· _i_
da ser infinita, o que resulta na restl'ição de corrente ~
(5.3)
+

''r
-+
;.
+
,~,.
(Rt·Stri(ão dt corrtntt dt entrada !U'l'a um amp op idtal) •
I '.

Observe que a restrição de corrente não é baseada na


suposição de que o amp op esteja operando em sua região
Hncar, con10 acontecia com a restrição de tensão. Juntas. as
I
equações 5.2 e 5.3 constituem as condições terminais que figura s.7 A. SSmboto do amp op ap6s a ttm0(1o dos tetminais da
definem nosso modelo de amp op idoal. fonte de alimentação.
SU$W
Capítulo 5 Oamplificador operacional 113

Exemplo 5.1 Análíse do circuito de um amp op


O nmp op no circuito mostrado na Figura 5.8 é ideal. 'Va - V,, 1- 2 1
a) Cakule v, sev,= 1 V e v. =OV. i.,. ~ 25 = 25 = - 25 mA,
b) Repita (a) para v, = l V ev,, =2 V.
c) Se v, = 1,5 V, especifique a faixa de v. que impeça a
saturação do amplificador.
Solução i'l:S a - i 100'
a) Co1110 existe unia reali1nentação negativa da saída do Portanto. v~ =6 V. Novanlente, v11 se encontra entre ± 10 V.
amp op à sua entrada inversora, passando pelo resistor e) Con10 antes.. ti,.= v, = vb e iis = - ;1<.o- Con10 v, = l,S V,
de 100 kO, vamos admitir que o ampopestejaopcran-
do na região linear. Pode1nos escrever u1na equação de 1,5 - ~..,
tensão de nó para a entrada in\•ersora. A tensão da en· 25 100
trada inversora é O, já que v, = v• = Opelo enunciado e
v.. = v,.. de acordo com a Equaçào 5.2. Portanto, a Resolvendo para v, como uma função de v., ternos
equação de tensão de nó para 114 é 1
vh m 5C6 + v 0 ).
Pela lei de Ohm Agora. se o amplificador estiver operando na região
Jine.ar, - JO V sv 11 s 1OV. Substituindo esses lin1ites
r.,, = ( v. - v ,.)/ 25 = 251 mA , para v11 na expressão para vi)) ven1os que vi> está limi·
tada a
i 100 =(v, - v.)I 100 =v,I IOOrnA.
- 0,8 V s ·v,. s 3,2 V.
A restrição cnl relação à corrente exige que i~ ;:- O.
Substituindo os valores para as três correntes na equa-
ção de tensão de nó, obtemos

-
1
25
v.
+ - = O.
100 ...
25 kO

'2~
~

+
Assim, 'V0 é - 4 \'. Observe quect <:Olno v0 se encontra v, t~,,
entre ± 10 V. o amp op est.1 dentro de sua região linear de llb
operação.
b) Usando o mesmo processo utilizado em (a), obtemos ,.
Figura S.8 A Cifcuito para o Exemplo 5.1.

V' PROBLEMA PARA AVALIAÇÃO


Objetivo 1 - Usar as restrições de tensão e corrente em um amp op ideal
80kíl
5.1 Adniita que, no circt1lto mostrado, o arnp op seja ideal
16k0
a) Calcule v, para os seguintes valores de v,: 0,4,
2,0, 3,5, -0,6, -J,6e-2,4 V. +
b) Especifique a Í.'lixa de vf que evite a saturação
do amplificador. v,
Resposta: (a) - 2, - 10, - 15, 3, 8 e 10 V;
(b) -2 V :S V, :S 3 V. ,.
NOTA: Teute nsolvcr tan1Wn1 0$ probltn1as 5.1-S.3, apre$eutados 11c> fiual tle.stc capítulo.
SU$W
114 Circuitos elétricos

n1os ao circuito con10 um arupliflcador inversor. O fator de


5.3 Circuito amplificador multiplicação, ou ganho, é a razão R1IR,.
inversor O resultado dado pela Equação 5.10 é válido somen-
te se o amp op mostrado no circuito da Figura 5.9 for ide-
Agora estamos prontos para discutir o funcionamento al; isto é, se A for infinito e a resistência de entrada for
de alguns circuitos hnportantes que utilizam o a1nplifica- infinita. Para um a.mp op real, a Equação S. 1Oé uma apro-
dor operacional, usando as equações 5.2 e 5.3 para 1nodelar xinu•ção. de n1odo geral, boa. (Falaremos mnis sobre isso
o conlportan1ento do dispositivo. A Figura 5.9 n1ostra un1 adiante.) A Equação 5.10 é importante porque nos di~
circuito an1plificador inversor. Admitünos que o an1p op que, se o ganho A do amp op for gr-~nde, podemos especi-
esteja funcionando ern sua região linear. Observe que. aJén1 ficar o ganho do amplificador inversor com os resistores
do an1p op, o circuit·o consiste en1 dois resistores (R1 e R1), externos R1 c R,. O lirnite superior para o ganho, R1J R,, é
uma íonte de tens..~o (v,) e um curto-circuito entre o termi· detern1inado pelas tensões da fonte de ali1ncntação e pelo
nal da entrada não-inversora e o nó de referência. valor da tensão 11,. Se admitirmos tensões iguais das fontes
Analisrunos c-s.sc cir(uito admitindo um amp op ideal. de alimentação, isto é, V'= - V· = Vcc, obtemos
A meta é obter uma expressão para a tensão de saída, 11•• em
função da tensão da fonte, v .. En1prega1nos u1na única
equação de tensão de nó no tcr1ninal inversor do anip op.
dada corno
i, + ir = i,. (S.6)
Por exemplo. se Vcc = 1S V e V, = 1O mV, a razão R/ R,
deve ser menor do que 1.500.
A Equação 5.2 estabelece que11, = 0, porque 11,é nula. No circuito an1plificador inversor mostrado na Figura
Porlanto,
5.9. o rcsistor R1fornece a conexão de rcalin1cntação nega·
. v,. tiva. Isto é.ele liga o tcrrnina1 de saída ao tcnninal da cn1ra-
l
.• =-·
R, (5.7)
da invcrsom. Se Rl for retirado. o can1inho de rcalirncnta-
ção é aberto e diz-se que o amplificador está funcionando
(S.8) cm tnalha aberta. A Figura 5.10 111ostra a operação cm n1a·
lha aberta.
EJi.n1inar a rc-a.limentaçáo muda drastica1ncntc o com·
Agora, utilizamos a Equação 5.3, ou seja,
porta1nento do circuito. En1 primeiro lugar, agora a tensão
i,.= 0. (S.9) de salda é
Substituindo as equações 5.7- 5.9 na Equação 5.6, oh· v. = -1\V,., (S.12)
tcn1os o resultado procurado: admitindo·se, como antes, que v· = -V- = Vcc ; então.
111..I < Va/A para a operação na região linear. Como a cor·
~ (S.10)
rente da entrada inversora é quase zero, a queda de tensão

~ em R, é quase nula e a tensão da entrada inversora é aproxi-


1nadanHa1te igual à tensãov~. isto é. 'V,.i:t: v,.. Então, oamp op
(Equação do amplificador inversor) só pode funcionar na região Hnear de operação en1 malha
aberta se lv,I < V0.clA. Se 111,j > VcdA, o amp op simples·
Observe que a tensão de saída é un1a réplica invertida,
mente satura. Em particular, se 11, < - Vcc/A, o amp op fica
multiplicada por um fator. da tensão de entrada. ll claro
saturado e1n +Vco e se v, > Va;IA. o an1p op satura én1
que a inversão do sinal da entrada é a razão de nos referir-
- Vcc- Como a relação mostrada na Equação 5.12 é válida
quando não há rcalin1cntaçã~ o valor de A costun1a ser de·
nominado ganho de malha aberta do amp op.

R, R,

+ +
+
·v, ,.,,
"" ,.,, 1'1•

• •
Figura S.9 & Circuito amplifi~r inver$or. Figura S.10 Ã Amplificado1 inver$or funcionando em malha iberta.
Sn$W
capítulo 5 oamplificador operacional 115

V' PROBLEMA PARA AVALIAÇÃO


Objetivo 2 - Saber analisar circuitos simples que contêm amp ops ideais
5.2 A tensão da fonte, v,.. no circuito do Proble1na pata variável R". Qual é a faixa de RAque permite que o
Avaliação 5.1 é - 640 mV. O rcsistor de rcalimen· amplificador inversor opere em sua região linear?
tação de 80 kO é substituído por urn rcsistor Resposta: O s R, s 250 kn.
N07i1: 'Jt:11te r'tSOll-·er tan1bén1 o.< problenuu S.8 e S.9. nprtSl!ntados no flua/ dettt (apftulo.

5.4 Circuito amplificador Se R, = R,, = R. = R.. então a Equação 5.14 é reduzida a


Rr
somador v,, = R(v, + vb + v,).
$
(S.1S)

Por fim, se fizermos Py= R,, a tensão de saída será exa-


A tensão de saída de um amplificador somador é urna tan1cntc a soma invertida das tensões de entrada. Isto é.
soma, n1ultiplicada por um fator de escala negativo, inver·
tida, das tensões aplicadas à entrada do amplificador. A Fi· v. = - (v, + v, + v.). cs.16)
gura 5.11 n1ostra u1n an1plificador son1ador con1 três len· Embora tenhamos ilustrado o amplificador somador
sões de entrada. corn apenas três sinais de cotrada, o nlímero de tensões de en·
trada pode ser aumentado conforme necessãrio. Por exemplo,
Obternos a relação entre a tensão de saída 1J0 e as trê.s
tensões de entrada. v.•, V1:1 e Vo- soniando as correntes que pode ser que você queira somar 16 sinais de áudio gra"ndos
saém do terminal da entrada inversora: individuahnente para fonnar un1 único sinal de áudio. A con·
figuração do amplificador somador da Figun1 5.11 poderia
incluir 16 valores diferentes de rcsistorcs de entrada, de modo
~-~ ~-~ ~-~ ~-~ . o que cada urna das trilhas de entrada de áudio apareça no sinal
Ra + R
b
+ R
e
+ R
f
+ 1" • •
de saida con1um1:-itor de an1pl.itlcação diferente. Assi1n. o a1n·
(S.13) plificador somador desempenha o papel de urn misturador de
áudio. Con10 acontece co1n circuitos arnplificadores inverso·
Adn1itindo un1 an1p op ide-ai. p<>den1os usar as restri..
ções de 1er1são e corrente co1n o valor 1ninin10 de v, e veri· rcs, os fatores de escala em circuitos amplificadores son1adores
ficar que v. = v, =O e;.= O. Isso reduz a Equação 5.13 a são determinados pelos resistorcs externos Rt> R,.. R,,, R., ..., R,..
R1
R,
(S.14) Rb
+ R, +
+
(Equiçio do amplificador somador inversor) "• ,.b • r,1

A EquaçJo 5.14 estabelece que a tensão de saída seja


<', '"·
un1a soma das três tensões de entrada, multiplicada por un1
fator de escala negativo. Figura 5.11
"
" "A Amplificador $0tnador.
"

V' PROBLEMA PARA AVALIA ÃO


Objetivo 2 - Saber analisar circuitos simples que contêm amp ops ideais
5.3 a) Dctern1inc v0 no circuito n1ostrado se ·v11 =O,J V 2sokn
5 k!l
·~\= 0.25 V.
1'•
b) Se = 0,25 V, qual o menor valor de v, antes
que o an1p op se sature?
e) Se v) = 0,10 V, qual o 1naior valor de vb antes +
que o arnp op se sature?
d) Repita (a), (b) e (c) invertendo a polaridade de 1\-
Resposta: (a) -7,5 V; (e) 0,5 V;
(b) 0,15 V; (d) - 2,5, 0,25 e 2 V.
NOTA: Te11te resolver tan1bén1 os problen1as S. 12. 5.13 e 5.1S.e1prese11tntlos110 flua/ dtsle capítulo.
"
SU$W
116 Circuitos elétricos

5.5 Circuito amplificador



nao-1nversor
A Figura 5.12 1nos1ra unl circuito ~unplificador não· R,
inversor. O sinal de entrada é representado por v1 en1 série
con1 o rcsistor ~ Ao deduzir a expressão para a tensão de +
s-aída e1n função da tensão de entrada. adn1itirnos uin ainp 1?, r
op ideal funcionando dentro de sua região linear. Assim.
l·'n
como antes, us.an1os as equações S.2 e 5.3 como base para a
dedução. Como a corrente de entrada do amp op é nula, "• ~,

podemos escrever v, = v, e, pela Equação 5.2, também po-


den1os escrever v" =- v1. Agora, con10 a corrente de entrada
é nula (i" = i,. =0)) os resistores R1e ~ fonnaan un1 divisor Figura 5.12 4 Amplific.ador não-inversor.
de tensão a '"'zio alimentado por ·v•. Portanto,
Para dc1nonstrar, analisa1n_os o circuito an1plificador dife-
v0 R, rencial mostrado na Figura 5.13, admitindo um amp op
V,, D Vg D R R . (S.17)
+ f s ideal funcionando en1 sua região linear. Deduzimos a rela-
Resolvendo a Equação 5.17 para v.., obtemos a expres- ção entre ·v0 eas duas tensões de entrada 'V._ e 'ti, so1nando as
são procurada: correntes que saem do nó da entrada invcrsorn;
V 11 - Va + V11 - v,, . _ O
(>.18) + 1,, - . (5.19)
R,. Rb
(Equação do amplificador nâo·inversot) Como o amp op é ideal, usamos as restrições de tensão
e corrente para verificar que
A operação na região linear requer que il.I =;,=o, (5.20)

R, + R1 < 1 Vccl· (5.21)


R.,. vs
Observe mais uma vez que, devido à suposição de um
a.rnp op icleaJ, podcnlos expressar a tensão de saida como
uma função da tensão de entrada e dos rcsistorcs externos R, r,.
~

- nesse caso, R, e RI'


v,
5.6 Circuito amplificador ,..,.
diferencial
A tensão de saída de um amplificador diferencial é ..
proporcional à diferença entre as duas tensões de entrada. Figura 5.13 • Amptltic-.ador diferencial

V' PROBLEMA PARA AVALIAÇÃO


Objetivo 2 - Saber analisar circuitos simples que contêm amp ops ideais

5_4 Suponha que o amp op do circuito mostrado seja 6'.lkíl


ideal.
a) Determine a tcns..io de saída quando o rcsistor 4.5 kíl
\ ariávcl é ajustado para 60 kfl.
1

b) Qual o ''lllor má.timo de R,antcsque o ampli- +


ficador se sature? L5 k!l
400mV
Resposta: (a) 4,8 V;
(b) 75 kO. ..
NOTA: Tente resolver ta111béu1 os proble111as 5.17 e 5.18, aprese11tados 110 final deste capít11lo.
SU$W
Capítulo 5 Oamplificador operacional 117

Combinando as equações 5.19, 5.20 e 5.21, temos are- A segunda é a tensão de niodo con1un1, que é a n1édia
lação desejada: das duas tensões de entrada na Figura 5.13:
v,,,, = (v, + v,) 12. (S.26)
Usando as equações 5.25 e 5.26, podemos representar
as tensões de entrada originais, v,. e vb' e111 termos de ten ·
A Equação 5.22 mostra que a tcnsiio de saída é pro· sões de 1nodo diferencial e de modo co111u111) v..t e vtll(.
porcional à diferença entre v,. e v, multiplicadas por fatores
de escala. Em geral, o fator de escala aplicado a -i.~ não é (S.27)
igual ao aplicado a v,. Contudo, os fatores de escala aplica·
dos a cada tensão de entrada podem ser igualados por
l
R. l?c 'V~ = V mc + '211md' (S.28)
(S.!l)
R• = Rd . Substituindo as equações 5.27 e 5.28 na Equação
5.22 ternos a saída do amplificador diferencial em ter·
Quando a Equação 5.23 é satisfeita, a expressão para a
mos de tensões de modo diferencial e tensões de modo
tensão de saída é redu7.ida a
comum:

(Equação simptifit.lda do amplificador diferencial)

A Equação 5.24 indica que a tensão de saída pode (S.29)


ser obtida como a diferenç;1 entre as tensões de entrada
·v, e v, multiplicada por um fator de escala. Como nos (S.30)
circuitos anlplificadores ideais anteriores> o fator de es ..
cala é u1na função dos resistores externos. Alé1n disso, a onde Anic é o ganho de n1odo con1um e A md é o ganho de
relação entre a tensão de saída e as tensões de entrada modo diferencial. Agora, substitua R, =R, e R, =R,,, que são
não é afetada pela conexão de unla resistência não· nula valores possíveis para R, e R4 e que satisfazem a Equação
na saída do amplificador. 5.23, na Equação 5.29:

(S.31)
Amplificador diferencial: outra perspectiva
Pode1nos exanlinar o conlporta1llento de urn arnpJifi. Assin1, u111 a1npliflcador diferencial ideal te111 AllK = O,
cador diferencial n1ais nlinucios-an1ente se redefinirmos amplificando somente a porção de modo diferencial da
suas entradas em fun~1o de duas outras tensões. A primeira tensão de entrada e eliminando a porção de modo comum.
é a tensão de modo diferencia/, que é a diferença entre as A Figura 5.14 mostra um circuito amplificador diferencial
duas tensões de entrada na Figura 5.13: com tensões de entrada de modo diferencial e de modo co-
(S.2S) 1nu111 no lugar de ·v,. e Vti-

V' PROBLEMA PARA AVALIAÇÃO


Objetivo 2 - Saber analisar circuitos simples que contêm amp ops ideais
5.5 a) No amplificador diferencial mostrado, v. = SOkO
4,0 V. Qual éa faixa de valores de v, que resul· IOkO
tará cm uma operação linear do amp op?
b) Repita (a) com a redução do rcsistor de 20 kO 4k0
v, +
para 8 kO.
Resposta: (a) 2 V :S v. s 6 V: 20kll
(b) 1,2 V :S V, :S 5,2 V.
,,
NOTA: Tente resohier tarnbétn os problerntl$ 5.24-5.26. t1pres.e11tados no fittnl deste eapitulo.
SU$W
118 Circuitos elétricos

-ERb
= (5.35)
R, + (! - E)Rb
-• Rb
"' R, + Rb
(5.36)

Poden1os fazer urna aproxin1ação que resulta na Equação


I',. 5.36 porque E é muito pequeno e, portanto. (1 - E) é aproxi-
mad:unente 1 nodenominadorda Equação 5.35. Observe que,
.. quando os resistores do :unplificador diferencial satisfazem a
Equaç.'\o 5.23, • =O ea Equação 5.36 resulta em A_ = O.
Figura S.14 A Amptificador diferencial com tens6M de entrada de
modo comvme de modo diferençial. Calcule, agora, o efeito da incompatibiUdade de resistên-
cias sobre o ganho de modo ttiferencial.•substituíndo a Equação
A Equação 5.30 nos dá uma importante perspectiva so- 5.33 na Equação 5.29 e simplificando a expressão para A..,:
bre a função do ainplificador diferencial. visto que, en1 nn1itas
aplicações, é o sinal de modo diferencial que contém a infor- _ ( 1 - e)R.(R., + Rb) + Rb(R, + (1 - E)R.J
A md -
n1ação de interesse, ao passo que o sinal de n1odo con1um é o 2R:.[R" + (l - E)Rb)
ruido encontrado en1 todos os sinais elétricos. Por exe1nplo, o (s.37)
eletrodo de um equipamento de eletrocardiograma mede as
tensões produzidas pelo corpo para regular as b<1tidas do cora- Rb[
= R, l - R,
(Ef2)R,
+ (1 - E)Rb
J (5.38)
ção. Essas tensões são n1uito pequenas- em comparação con1 o
ruído elétrico que o eletrodo capta de fontes como lâmpadas e
equipamentos elétricos. O n1ido aparece como a porção de "' Rb[ l _ (E/ 2)R,} (5.39)
R, R, + Rb
rnodo comum da tensão nlcdida. ao passo que as tensões da
pulsação cardíaca constituen1 a porção do n1odo diferencial. Usan1os o 1nes1no raciocinio para a aproxirnação
Assim, um amplificador diferencial ideal amplificaria somente que resultou na Equação 5.39, utilizada no cálculo de
a tensão de interesse e suprirniria o ruído. Alll(. Quando os resistores do amplificador diferencial
satisfazem a Equação 5.23, •=O e a Equação 5.39 resulta
Medição de desempenho do amplificador cm Am, = R,,J R,.
O fntor de rejeiçtlo de modo co11111m (FRMC) pode ser
diferencial: fator de rejeição do modo usado para 1nedir quão pr6xirno do ideal está um runpHfi ..
comum cador diferencial. Ele é definido co1no a raz.io entre o ga·
nho de modo diferencial e o ganho de modo comum:
Um amplificador diferencial ideal tem ganho nulo de
modo comum e ganho não-nulo de modo diferencial (nor-
malmente grande). Dois fatores iníluenciam o ganho ideal
de modo comum - lnna incompatibilidade de resistências
FRMC = -Amdl -
I Am<
Quanto maior o FRMC, mais próximo do ideal será o
(5.40)

(isto é, a Equação 5.23 não é satisfeita) ou um amp op não- an1p1ificador diferencial. Podemos ver o efeito da incon1pa·
ideal (isto é, a Equação 5.20 não é satisfeita). Aqui, focaliza- tibilidadc de resistências na FRMC substituindo as equa-
mos o efeito da incompatibílidade de resistências sobre o ções 5.36 e 5.39 na Equação 5.40:
desempenho de um amplificador diferencial.
Suponha que sejam escolhidos valores de resistores Rb
R• (1 - (R.e/2)/(R, + Rb))
que não satisfaçam, com precisão, a Equação 5.23. Em vez
PRMC "' (5.41)
disso, a relação entre os resistorcs R~ R., R, e}\, é -•RtJ(R, + R")
-R. = (1- E)R<
- · "' 1 Ra(l - €/ 2) + Rbl (5 . 4~)
Rb RJ
portanto,
- •R•
ou
R, = (1 - E}R, e R,, = R,, (5.32)
-l
~ 1 + ~:./R·I· (5.43)

R, =(1 - E)R,, e R, =R,, (5.33)


onde E é um número muito pequeno. Podemos ver o efeito des- Pela Equação 5.43, se os rcsistores no amplificador diferen-
s.1 incompatibilidade de resistências sobre o ganho de modo cial forem compatíveis, € =Oe FRlvl.C =~. Ainda que os resis-
tores stjam incon1patívcis, podernos n1it1imiz..'U' o impacto da
comum do amplificador diferencial, substituindo a Eqtk1çiio
5.33 na Equação 5.29 e sin1plificando a expressão para A.,:
incompatibilidade tomando o ganho de modo diferencial
(RJR,) muito grande, o que significa tomar o FRMC grande.
R,(1 - <)Rb - R,Rb No início, dissemos que outra razão para o ganho não
An.e = R,[R, + (1 - E ) Rb1 (5.)4)
nulo de modo comum é um amp op não-ideal. Observe que
snow
Capítulo 5 Oamplificador operacional 119

o amp op é, cm si, um ampliílcador diferencial, porque na Análise de um circuito amplificador


região linear de operação sua saJda é proporcional à difcrcn·
ça entre suas cn1radas; is10 é, v, • A(v, - v,). A salda de um inversor usando o modelo mais realista
amp op não-ideal não é cs1ri1amcn1e proporcional à difcrcn· de amp op
ça cnlre as cnlradas (a cn1rada de modo diferencial), mas
1aml>ém é composta de uni sinal de modo comum. lncom· Se usarmos o modclo mostrado na Figura 5.15, o am·
JXllibilidades internas nos componentes do circuito in1cgra· plificador inversor será o que está repr~nt3do na Figura
do tomam o comportamcnlo do amp op não-ideal, domes· 5.16. Como. antes, nossa meia é expressar a 1cnsão de saída,
mo modo que as inootnJXllibilidadcs de rcsistorcs no cin:ui10 -v., cm íunção da tensão da fonte. ""- Obtemos a expressão
amplificador diícrtnciru 1ornam seu comportamento não· desejada CSCTC\"endo as duas equações de lcnsão de nó do
ideal. Embora uma discussão sobre amp ops nào·idcals nilo circuito~, cntã~ resolvendo o conjunto de tquaçõcs rcsul·
esicja no escopo deste livro. \"OCé pode observar que o FR.'<IC lante JX1<a v, Na Figura 5.16, os dois nós são a e b. Obsc.-·c
é frcqücnicmcntc us.1do para .,,.fj.,
quão próximo do ideal também que v, =O em virtude da concx;lo externa cm cur·
10-circuí10 da entrada não·im•crsora. As duas equaçótt de
é o comportamento de um amp op. Na \'Crdadc, é um dos
principais modos de classificar amp ops na prática. tensão de nó são as seguintes:
NOTA: Avalie oqut t1ttt11cltu duu tnatttial ltnuuulo mol•T-r0$ nóa: (5.4')
probltnuu 5. .12 t S.JJ. aprr1t11tatlos 110 finnl clatt cap(t11/o.
v0 - v. v. - A(-v.)
O
nób: + (5.45)
-
R1 R. ·
5. 7 Modelo mais realista para Reorganizamos as equações 5.44 e 5.45 de modo que o
o amplificador operacional solução pelo método de Cramcr fique aparente:

Considernn1os, agora. u1n 1nodelo 1nnis realista para o 1 1 1) 1 1


desempenho de um nrnp opem sua região linear de O!X'raçào. ( R, + R, + Rr v. - Rr v,, - R, -v,, (S.t.6)
"làl modelo inclui trés modificações no nrnp op idcru: ( 1) uma
resistência de entrada finila, R,: (2) um ganho ele malha aber·
ta finito, 11; e (3) uma rcsisU!ncit1 de s.1fda nào-7.ero, R,,. O dr·
(:. - ;, )v. + ( ~f + ;Jv,, s O. (5.t.7)

cuito mostrado nn Figura 5.15 ilustra o modelo mais rcalisla.


Resolvendo para v., temos
Sen1prc que US\\lllOS o circ-uito equivalente rnostrado na
Figura 5.15, desconsideramos as suposições de que v. = v, -A+ (R,,/Rr)
(Equação 5.2) e i, • ;, • O(Equnçdo 5.3). Além disso, a Equa·
ç.\o 5.1 deixa de ser válida por causa da pr<scnça da rcsistên·
eia não-nula de saída, R,. Outro modo de entender o circuito
mostrado na Figura S.15 é inverter nosso raciocínio. fs10 é, Ol>scn·e que a Equação 5.48 se reduz à Equação S.10
podemos,... que o circuito é rcdutido ao modelo ideal quan· quando R,-+ O, R,-+ - e A-+-.
do R,+ oo, A-+ oo e R.-+ O. Para o amp op µA74l, os ''-dores Se a salda do amplificador inversor mostrado na Figu·
1ípicos de R,. A e R. são 2 MO. 101 c 75 O, respccfü'artl<nle. ra 5.16 fosse conectada a uma resis1ência de carga de R,
Embora a presença de R, e R, tornc a análise de circui· ohm$, a relação entre v. e v, se tomaria
1os que comêm amp ops mais incómoda. tal amllisc conli· - A + (R. / Ri)
nua sendo simples. Para ilusira.r <ssa siluação, analisamos "• ~ r.
R li. R li. R R '
ambos os amplifocadores, ln,-crsor < não-ín,-crsor, usando o • c1 + A + R, + R· s + CI + -s<I +-! s +-1:.
R1 t R1. R, R1
circuito equivalente mostrado na Figura S.15. Começamos
(5.'9)
com o amplifocndor in,·ersor.

••, i

..
,.

Fi91.1ra s.ts A Circ1.1ito equivilente para um amplificador operacional. Figura 5.16 .A. Circuito amplificador ínvêrsor.
SU$W
120 Circuitos elétricos

Análise de um circuito amplificador Resolvendo para 110 , 1en1os

não-inversor usando o modelo mais [(R/ + R,.) + (R,R,,/AR1)Jv,


v.=~~R~~~~~R-
1 _R_
, _+_(_R_
1 _+~fl,-)-(f,-~-+-R,
-j'
realista de amp op li, + 2(J + K,) + I'
A A,,
Quando usa.mos o circuito equivalente 1nostrado na
(5.55)
Figura 5.1 5 para analisar un1 an1plificador não-inversor.
obtivemos o circuito representado na Figura 5.17. Aqui, a onde
v,.
fonte de 1ensão em série com a resistência 11,. representa
a fonte de sinal. O resislor R, modela a carga do amplifica·
dor. Nossa análise consiste en1 deduzir urna expressão para
v. c1n função de vi. Fa2e1nos isso esc-revendo as equações Observe que a Equação 5.55 se reduz à Equação 5.18 quan·
de tensão de nó para os nós a e b. No nó a,
do R,,-> O, A -> oo e li,-> oo. Para o amplificador não-inversor
0 nãocarregado(R, = oo), a Equação 5.55ésimplificada para
-ti,, + V,, - V$
+ V,, - Vn -
(>.50)
R.. R, + R; R1 ' )(R1 + R,) + R,R0 / AR;)v,
e nonób, v,.• R, + A
R., ( ll, +
1 + -R- ,-
u,)+ AR,IR, R, + ( R1 + R,)(R; + R, )J
1
v<> - v,, vó 'V11 - A(vp - v,,)
R +R + R - 0. (5.51) (5.56)
f l Q

Co1no a corrente e1n ~é a mes1na que e1n R,, ten1os Observe que, na dedução da Equação 5.56 a partir da
Equação 5.55, K, se reduz a (R, + li,) I R,
Vp - V~ 'Vn - 'V.i:
---=--- (5.52)
Rg
Usamos a Equação 5.52 para eliminar v, da Equação 5.51,
o que resulta e1n um par de equações que envolvern as tensões
desconhecidas v11 e v, Essa manipulação algébrica resulta en1

'V -1 + . 1 + - 1) - V6 (1)
- = ·v ( 1 )
"( Rs R~ + R1 R~ + R1
1
Ri Ri g
...
(5.53)

V
n[
Ali;
R,,(, R, + Rg)
l
--
111
J+v (-1 + -l + J-)
" Rr R. fie
f<1. t',.

(5.54)
Figura S.17 Ã Circuito amplificador oã-o~inversor.

V PROBLEMA PARA AVALIAÇÃO


Objetivo 3 - Entender o modelo mais realista para um amp op
S.6 O amplificador inversor no circuilo mostrado IOOkO
1em uma resistência de entrada de SOO kO, uma
resistência de saída de 5 kO. e um ganho de malha
aberta de 300.000. Admita que o amplificadores· 5 kfi
teja operando em sua região linear.
a) Calcule o ganho de tensão (v.Jv,) do amplificador.
b) Calcule o valor de v. em microvolts quando
v,= 1 V. '"·
e) Calcule a resistência vista pela fonle de sinal v,.
d) Repita (a)-(c) usando o modelo ideal para o
ampop.
..
Resposta: (a) -19,9985; (e) 5000,35 O;
(b) 69,995 µV; (d) - 20,0 µV, 5 k!l.
NOTA: Tente resoJ,·er tnr111Jé,,1 os prob/c,,u1s S.42 e S.43. aprese,,tndos uo fittal deste rapítulo.
SU$W
Capítulo 5 Oamplificador operacional 121

Perspectiva prática
Extensômetros
Variações no formato de sólidos elásticos são de Para começar, admita que o amp op seja ideal. Escre-
grande importância para engenheiros que projetam estru- vendo as equações da lei das correntes de Kirchhoff para as
turas que sofrem torção, estiramento ou curvatura quando entradas inversora e não·inversora do amp op, vemos que
sujeitas a forças externas. A estrutura de uma aeronave é
o exemplo perfeito de uma estrutura na qual os engenhei- Vrcr - 'V,, Vn 'Vn - V"
ros devem levar em consideração a deformação elástica. A R + AR = R - AR + R1
(5.57)
aplicação inteligente de extensõmetros requer informação
sobre a estrutura física do medidor, métodos de acopla-
mento do medidor à superffcie da estrutura e a orientação
do medidor em relação às forças exercidas sobre a estru- (5.58)
tura. Aqui, nosso propósito é demonstrar que as medições R - AR
de um extensõmetro são importantes em aplicações de
engenharia e que conhecer bem os circuitos elétricos é Agora, reorganize a Equação 5.58 para obter uma ex-
pertinente à sua utilização adequada. pressão para a tensão no terminal não-inversor do amp op:
O circuito mostrado na Figura 5.18 apresenta um
modo de medir a variação de resistência experimentada
por extensõmetros em aplicações como a descrita no
inicio deste capitulo. Como veremos, esse circuito é o
conhecido amplificador diferencial, sendo que a ponte
-Vp = (R - AR)( R +l AR + R _1 AR + ~,)
do extensómetro provê as duas tensões cuja diferença é (5.59)
amplificada. O par de extensômetros alongado quando
a barra é curvada tem valores de resistência de R + AR Como sempre, admitiremos que o amp op esteja ope-
na ponte que alimenta o amplificador diferencial, ao rando em sua região linear, portanto vp = vn, e a expres-
passo que o par de extensõmetros encurtado tem valo- são para vp na Equação 5.59 também deve ser a expressão
res de resistência de R - AR. Analisaremos esse circuito para vn. Assim, podemos substituir vn na equação pelo
para determinar a relação entre a tensão de saída, -V., lado direito da Equação 5.59 e resolver para vo. Apôs
e a variação na resistência, AR, experimentada pelos algumas manipulações algébricas,
extensõmetros.
Rr(2AR)
1!u = R1 - (AR)2v,., · (5.60)

Como a variação na resistência experimentada pelos


+ extensômetros é muito pequena, (AR)' < ff., portanto
V"/ R' 2 (AR)' • R' e a Equação 5.60 torna-se

(5.61)
R1
Figura 5.18 A Circuito amp op usado para me<lir a variaç.ão na
r.si$tência de om extensõmetro. onde 8 = AR/R.

N01'A: Avalie o que t11tende11 iltssa "'Pt rspeetfva prâtita'" tt 11tat1do resolver" Proble1na 5.48, apresentado 110 final deste capitulo.
SU$W
122 Circuitos elétricos

Resumo
A equação que define a carac1erls1ica de transferência de • Um amplificador inversor é u1n circuito baseado em un'I
1ensão de um amp op ideal é amp op que produz uma lcnsão de saída que é uma ré-
plica invertida da tensão de entrada. multiplicada por
-Vcc. A(vp - ·v.) < -Vcc um fator de escala.
Vo ; A(vp - v.). -Vcc s A(v 1, - v.,) s + Vcc
{ • Um antplificador sornador é um circuito baseado crn um
+ Vcc. A(vp - v.) > + Vcc
runp op que produz lnna tensão de saída que é urna sorna
das tensões de entrada, muhiplicada por fatores de escala.
onde A é uma cons1an1e de proporcionalidade conheci-
da como o ganho de n1alha aberta e Vcc representa as • Unl a1nplificador não-inversor é unl circuito baseado
tensões de alin1entação. e1n unl a.mp op que produz urna tensão de saída que é
uma réplica da tensão de entrada, muhiplieada por um
Un1a realin1entação da saída de um amp op para sua en- fator de escala.
trada invel'sora n1anté1n o an1p op en1 sua região linear
de operação, onde v. = A(v, - v. ). • Um amplífieador diferencial é um circuílo baseado cm
unl arnp op que produz unla tensão de saída que é unla
As tensões devem obedecer a certas restrições quando o
amp op está operando em sua região linear, em função dos réplica da diferença da tensão de entrada, muhiplicada
por um fa1or de escala.
val0<es típicos de Vcc e A. No caso ideal -em queadmiti-
rnos que A seja infin.ito - . a condição para a tensão é • As duas tensões de entrada de um amplificador diferen-
cial podem ser usadas para c-alcular as tensões de cnlra-
v, =v•.
da de modo comum e de modo diferencial, v,,. e v ..... A
A restrição de corrente caracteriza ainda n1ais o modelo lensão de saída do amplificador diferencial pode seres-
de amp op ideal porque a resislência de enirada ideal do crita na for1na
circuito integrado do amp op é infinita. Essa reslriçâo é
dada por

onde A,,. é o ganho de modo comum, e A"" é o ganho de


Neste capítulo. consideran1os um modelo si1nples de modo diferencial.
amp op e também um 1nodelo n1ais realista. A$ diferen·
ças entre ambos são as seguintes: • Ent um a1nplificador diferencial ideal~ A,11('; O. Para me-
dir quão próximo do ideal está um amplificador diferen-
cial, usamos o fator de rejeição de modo comum:
Modelo simplificado Modelo mais realista
Resi.stência de cnlrad3 infinita Resistênçia de cnu·ada fi_nita
FRMC = - · AmJI
Ganho d(' 1ualha aberta infinito Ganho <lc n1álha aberta finito I
A..,,c
Rcsisténcia de saftla zero Resistência de saída nâo·1.ero
Um amplificador diferencial ideal tem um FRMC infinito.

Problemas
Seções 5.1-5.2 Figura PS.1

5.1' O amp op no circuilo da Figura PS.! é ideru.


'""' a) Identifique os cinco terrnina.is do antp op co1n
seus respectivos no1nes.
b) Qual reslrição do amp op ideal delermina ova- +
lor de i,.? Qual é esse valor?
IV
c) Qual reslrição do amp op ideal delermina o va- "r
lor de (v, - v.)? Qual é esse '"'lor?
d) Calcule v,.
SU$W
Capitulo 5 Oamplificador operacional 123

5.2' O amp op no circuito da Figura PS.2 é ideal. Figura PS.5


~"" a) Cakule v. se v,= l,S V et\= OV. 2o kn 240 kn
b) Cakule v, se v, = 3 Ve vi. =O\~
e) Cakule v, se v,= 1 Ve v,= 2V. 6 kn
d) Cakule v. sc v,= 4 V ev, = 2 V:
e) Cakule v, se v, = 6 V c t\,= 8 V.
f) Se-v, = 4,5 V, especifique a faixa de variaçãode v, r.. SO kfl
tal que o amplíficador não se sature.
Figura PS.2
5.6 Deter1nine ir. (em nlicroa1npêres) no circuito da Fi-
PV:(I
l60k!l gura 1'5.6.
Figura PS.6
20k!l
>kn
10 kll
.... 40 k!l
;v
3 kn ;,j 4kn

Deternline i0 no circuito da Figura PS.3 se o an1p op


for ideal. 5.1 Un1 projetista de circuitos afirn1a que o circuito da
Figura PS.3 ""'"""
"""' figura PS.7 produzirá uma tensão de saida que va·
''"ª riarâ entre ±9 V, quando v, variar entre Oe 6 V. Ad·
mita que o amp op seja ideal.
a) Desenhe um gráfico da tensão de saída v, cm fun·
ção da tensão de entrada v, para Os v, s 6 V:
b) Você concorda corn a afirmação do projetista?
Figura PS.7
IHfi 6 kn

5.4 Um voltímetro com um fundo de escala de 10 V é


""'' usado para n"ledir a tensão de saída no circuito da
figura PS.4. Qual é a leitura do voltímetro? Admita
que o amp op seja ideal.
Figura PS.4
Seção 5.3
J .3 M!l
5.8' O amp op no circuito da Figura PS.8 é ideal.
"''ª a) Qual é a configuração desse circuito amp op1
b) Calcule V~
+ Figura PS.a

2,5 µ.A
20 k0

5.5 O amp op no circuito da Figura PS.5 é ideal.


1S0 1nV ...
""" Calcule:
a) v, •
b) v, S.9' a) Projete un1 a1nplificador inversor usando un'I
e) i, ""'""
"'...,,, amp op ideal cujo ganho é 4. Use somente resis-
d) i, lores de 1Okfl.
Sn$W
124 Circuitos elétricos

b) Se quiser amplificar um sinal de entrada de 2,5 V Figura PS.12


usando o circuito que projetou na parte (a). quais 1sokn
são os menores valores de fonte de alímentação 20kfl
que você pode usar? + 30kfl
5.10 a) O amp op no circuito mostrado na Figura PS.10 • 60kfl
+
''"" é ideal. O resjstor ajustável R.1 ten1 u1n valor n1á· +
ximodc 120 k!1,c a está restrita à faixa de 0,25 :s /'

a :s 0,8. Calcule a faixa de nutrição de 11. se v, = " ''" v,. 3.3 k!l
40 mV. '"
b) Se a sofrer restrições, para qual valor de ao a1np
op estar.\ saturado? ......
5.13' a) O amp op da Figura PS. 13 é ideal. Determine v.
Figura PS.10 rst-:((
scv, = 16 v. v,, = 12 V, ·v, = - 6 V 011, = 10 V.
b) Admitaqucv., v, ev, continuem com os valores da·
20 kO dos cm (a). Especifique a faixa de variação de v,, tal
que o amp op íuncionc dentro de sua região linear.
Figura PS.13
330kfi
55 kfl

r,. lOk!l + 66k!l


+ 22okn
+
+
5.11 O amp op no circuito da Figura PS.11 é ideal. ,.,, 33kfi
'""' a) Determine a faixa de valores de a para os quais o
an1p op não ficará saturado.
b) Detern1ine i,. (em microan1pêres) quando o
= 0,12.
= ......
5.14 O rcsistor de rcalimcotação de 330 kfi no circuito
Figura PS.11 """ da Figura PS.13 é substituído por um rcsistor variá-
vel RI' As tensões v,, - vd têm os n1esmos valorc-s
3() k!l dados no Problema S.13(a).
a) Qual valor de R1causara a saturação do amp op?

-
u l70k0

l70 Hl
Observe que O :s ~ :s oo.
b) Quando ~tem o valor determinado em (a), qual
é a corrente (e1n n1icroa1npêres) que entra no
3,2kfi tern1ina1 de s.aida do a1np op?
5.15' Projete um amplificador somador inversor de
+
oc ~~
""""' 1110d oque
4,8k0
'" l80 k0 "'"' v. = -(3v, + sv,, + 411, + 2v,)
Se o resistor de realimentação (R1) escolhido for de
60 k!1, desenhe um diagrama do circuito do ampli-
ficador e especifique os valores de R,. R,,. R, e R, .
SeçãoS.4 5.16 Refixa-se ao circuito da Figura 5.11, onde se admite
5.12' O amp op da Figura PS. 12 é ideal.
"'"' que o amp op seja ideal. Dado que R, = 4 kíl,
R,, = 5 k!l, R, = 20 k!l, v, = 200mV, v, = 150mV, 11, =
'""' a) Qual é a configuração de circuito mostrada nes- 400 mV e Vcc= ±6 V, especifique a Cai,xa de variação
sa figura? de ~para a qual o amp op opere dentro de sua re·
b) Deter1nine v(t se v"' = 0,5 V, vb = 1,5 V e v,;; gião linear.
- 2,5 V.
e} As tensões v, e vb pcrinaneccn1 cm 0,5 V e 1.5 Seção S.S
V. respectivamente. Quais são os li1nitcs para
'V, se o arnp op operar dentro de sua região li · 5.17' O amp op no drcuíto da Figura P5.17 é ideal.
near? a) Qual é a configuração do circuito amp op?
Sn$W
Capítulo 5 Oamplificador operacional 125

b) Oetern'linc 1111 en1 terrnos de v1• 5.20 O amp op no circuito mostrado na Figura PS.20 é
c) Determine a faixa de valores para ·v, tal que v, "'"' ideal. As tensões de sinal v, e v,, são 500 mV e
não sature e o amp op permaneça cm sua região 1.200 mV, respectivamente.
linear de operação. a) Qual é a configuração de circuito n1ostrada na
figura?
Figura PS.1 7
b) Cale<de v, em vohs.
32k0 e) Dcter1uinc ;ªe ib eo1 n\icroan1pc!res.
d) Quais são os fatores de ponderação associados à
v.. e 't'ti?
8kll
figura PS.20

2.Skll 72kfl
75kfl 7kll 1·,,
18 kfl

+
80 kfl i,
5.l_S• O a1np op no circuito n1ostrado na Figura P5. 18 é '"· 54kfl
IS':.Cf id4..>al.
64 kfl ;.
a) Calcule v, quando v, = 3 V. -~

b) Especifique a faixa de valores de v, de modo que ''•


o amp op opere de modo linear.
c) Admita que v, seja igual a 5 V e que o resistor de
.. ••.
48 kO seja substituído por um resistor variável. S.21 O amp op no amplificador somador não-inversor
Qual é o valor do rcsistor variável que provocará ''"" da Figura P5.2 I é ideal.
a saturação do amp op? a) Especifique os valores de R,. Ri, e R. de modo que
Figura PS. 18
'li~= 6·u.. + 3~ + 4v<.
48kfl
15 kfl b) Usando os valores definidos na parte (a) para flt•
Rb e Rc, detern1inc iv i"" i<, i,_ e i, (en1 microan1pê·
res), quando v, =0,5 V, v,, =2.S V e v, =1 V.
30k0
+ Figura PS.21

45k0 '" 30 kO

- ;..

R, n 15k!l - t
5.19 O amp op no circuito da Figura PS.19 é ideal.
''"" a) Qual é a configuração desse circuito amp op? R, = 1 kO
b) Determine v11 ern tcrrnos de v1•
e) Detcrrninc a faixa de valores para v, tal qu~ v0
f
- i, /(.
t~.., 3.3 kfl
não sature e o an1p op penna.neça cm sua região
linear de funcionamento. ,,

+ - ;.
Figura PS.19 ....
+
''•
71 R~ • 3 kfl
40k!l
'•
. . ..
lOkO
_.,.
5.22 O circuito da Figura PS.22 é u1n an1plificador son1a·

v,
12k0
·-
"'"'
dor não· inversor. Ad1nita que o an1p op seja ideal.
Projete o circuito de modo que

a) Especifique os valores de R., R. e Rt·


Sn$W
126 Circuitos elétricos

b) Usando os valores determinados na parte (a)


para Rp R. e R,, calculei., i• e i, (cm rnicroampé-
....
5.26' Os resistores no an1plificador diferencial n1ostrado
na Figura 5.13 são R, = 20 k!l, R. = 80 kO,
res), quando v, = 0,75 V, t\, = 1,0 V e v, = 1,5 V. R, = 47 kO e R, = 33 kO. Os sinais de entrada de v,
Figura PS.22 e v,. são 0.45 e 0,9 V, respectivamente, e V""=
±9 V.
a) Detern1inc v,..
Rr b) Qual é a resistência ''ista pela fonte de sinal v.?
c) Qual é a resistência vista pela fonte de sinal v,,?
5.27 Projete o circuito amplificador diferencial da Figura
"'"""' PS.27 de modo que v. = 7,S(t\, - v,) e a fonte de
R,= 1 kfi
+
4.7 l.:O
"lfl(l.'(111

""" t•
tensão veja uma resistência de entrada de 170 kO.
-
11.,
Especifique os valores de R., R• e R,. Use o modelo
+
1,
ideal para o amp op.
Figura PS.27
,. • 1
... ,.e
Rc "
-,-
<,
Rr

4kfi
"' "' "'
SeçãoS.6 R,
5.23 a) Use o princípio da superposição para dcduiir a
1·. 15 kO

Equação 5.22.
b) Deduia as equações 5.23 e 5.24.
5.28 Selecione os valores de R. e Rrno circuito da Fig11ra
5.24• O amp op no circuito da Figura PS.24 é ideal. Qual ..........
valor de R1 leva à equação ...,.
""'""
PS.28 de modo que
v,= IS - 2·v., v. = 4.000(i, - i,)
para esse ci.rcuito? O amp op é ideal.
figura PS.24 Figura PS.28

11,

IOkO

15 k0 +
25k!l

5.25' O circuito a1np op aditivo~subtrativo n1ostrado na


""" Figura PS.25 é ideal.
a) Determine v, quando v, = 0.4 V, vt. = 0,8 V,
5.29 Projele urn amplificador diferencial (Figura 5.13)
que obedeça ao seguinte critério: v, = 2v, - Sv,. A
v,= 0,2 V ev,= 0,6 V. resistência vista J"'la fonte de sinal v. é 600 k!l e a
b) Se v., V< e vd foren1 1nantidas constantes, quais resistência vista pela fonte de sinal v, é J8 kO quan·
valores de vb não saturarão o atnp op? do a tensão de salda v, é zero. Especifique os valores
Figura PS.25 de R., R,,. R, e R,..
10 k!l 375k0 5.30 O amp op no circuito da Figura P5.30 é ideal.
''• a) Desenhe um gráflcodev, versus aquandoR1 = 4R1
15 kfi
e v, = 2 V. Use incrementos de O, I e observe, por
'" +
hipótese, que os a s 1,0.
b) Escreva uma equação para a reta que você obteve
,.' 20 kfl
t\, SOk!l no gráfico do item (a). Qual é a relação entre a
inclinação da reta e sua interseção con1 o eixo v.
..., 30k0
e os valores de vt à razão R.rlR1?
60kfl c) Usando os resultados de (b), escolha valores de v1
e da razão Rr!R1 tais que v, = - 6a + 4.
SU$W
Capitulo 5 Oamplificador operacional 127

Figura PS.30 Seções 5.1 - S.6


R, S.34 a) Mostre que, quando o amp op ideal da Figura
PS.34 está operando em sua região linear,

i.',.. R1. b) Mostre que o amp op ideal ficará saturado


quando
R( ± Vcc - 2118 )
R = .
5.31 O resistor R1 no circuito da Figura PS.31 é ajustado ª 3v~
~"" até que o amp op ideal se Sllture. Especifique R1em
kohms.
Figura PS.34
flgu,. PS.31
li

80k0
R
v, /l
4V
6.SkO

1,1 R,

5.32' No amplificador diferencial mostrado na Figura


PS.32, calcule (a) o ganho de modo diferencial, (b) o
ganho de modo comum e (c) o FRMC. S.35 O circuito no interior da área sombreada da I' igura
''"" PS.35 é uma fonte de corrente constante para uma
Figura PS.32 faixa limitada de valores de R,.
a) Determine o valor de ;, para R, = 2,5 kíl.
100 k!l
b) Determine o valor m<\ximo de R,, para o qual ;,
5kfl tenha o valor definido em (a).
c) Suponha que R, = 6,5 kO. Explique o funciona-
+ n1cnto do circuito. Você pode admitir que iN= i,
s kfl "'O sob todas as condições de operação.
1.· ..
95kfl d) Desenhe um gráfico de ;, vc,.us R, para

. Os R, s
Figura PS~lS
6,5k!l .

5.3Y No amplificador diferencial mostrado na Figura


PS.33. qual é a faixa de valores de R, que resulta em
um FRMC;;,, 750?

Figura PS.33

47k!l
15k!l
33kfl

v, li, S.36 Os amp ops no circuito da Figura PS.36 são ideais.


47kfl tt,, ''"" a) Oeterrnine i 2

b) Dcterininc o valor da tensão da fonte à direita.)


.. para a qual i, = O.
SU$W
128 Circuitos elétricos

Figura PS.36 figura PS.39

1
• .1
15k0 JO a:n
3k!l
lkO
13 kO
ri..! 4.7k!l
l.SkO

S.37 Suponha que o amp op ideal no circuito da Figura


2k!l
""" PS.37 esteja operando em sua região linear.
a) Cakulea potência fornecida ao resistor de 16 kO.
b) Repita (a) retirando o amp op do circuito, isto é, S.40 O sinal v, no circuito mostrado na Figura PS.40 é
fSt!(l
com o resistor de 16 kO ligado em série com a descrito pelas seguintes equações.
fonte de tensão e o resistor de 48 kO. v,=O, 1 :s o
e) Dctcrn1inc a razão entre a potência determinada
v, = 4 sen(Srr/3)1 V, O:s t :s -
em (a) e a encontrada em (b).
d) A inserção do amp op entre a fonte e a carga Desenhe um gráfico de v, vers11s 1, supondo que o
cumpre alguma finalidade iatil? Explique. amp op seja ideal.

Figura PS.37 figura PS.40

48kfl

,.,, 3.9k0
l6k0 5.6 kO
320mV

Fonte Carga 5.41 A tensão v, mostrada na Figura PS.4 l(a) é aplicada ao

S.38 Suponha que o amp op ideal no cire<tito apresenta-


""" amplificador inverwr da Figura PS.41 (b).
Desenhe un1 gráfico de v0 versus 1, supondo que o
do na Figura PS.38 esteja operando em sua região amp op seja ideal.
linear.
a) Mostre quev. = ((R, + lt,} / R,)v,. Figura PS.41

b} O que acontece se R, -> ~e R, -> O? .,


c} Explique por que esse circuito é dc:nominado um 2V
seguidor de tensão quando R, =~e R, =O.

figura PS.38

- 2V

R,
+ 75k!l

IHO
R,
t
.. (b)
., '·'11 S.2 kíl
5,39 Os dois amp ops no circuito da Figura PS.39 são ideais.
•stllt
CaJcule vol e vi'!"
Sn$ W
Capitulo 5 Oamplificador operacional 129

Seção 5.7 a) Detennine V" como un1a função de v, e o ganho


de malha aberta A.
5.42' Repita o Problema para Avaliação 5.6, considerando b) Qual é o valor de 11,se v,= 0,5Ve 1\ = 150?
""'' que o an1plificador in\1ersor esteja carregado co1n c) Qual é o valor de v, se v, =0,5 V e A =..?
um resistor de 500 n.
d) Qual deve ser o valor de A para que v, tenha 98%
5.43' O runp op no circuito amplificndor não-inversor <l'\ Fi- de seu valor em (e)?
m•• gura P5.43 te1n un1a resistência de entrada de 440 kn,
uma resistência de salda de 5 lúl e um ganho de malha Figura PS.46
aberta de 100.000. Suponha que o wnp op esteja operan-
do eni sua região linear. 1sokn
a) Calcule o ganho de tensão (v. t VJ.
b) Oeter1nine as tensões de entrada inversora e não· 2.5 kfl
inversora, v.. e v.P (cm 1nilivolts), se 'V1 = 1 V.
+
e) Calcule a diferença (v, - v,) em microvolts
quando v, = 1 V. t',.
d) Detern1ine a corrente, en1 picoan1peres, da fonte
de tensão, quando v, = 1 V. ..
e) Repita (a)-(d) admitindo um amp op ideal. 5.47 Dedu1.a a Equação 5.60.
Figura PS.43
240k0 Seções 5.1-5.7

5.48• Suponha que o valor dos extensô1netros na ponte da


Skfi
::r.'~º' Figura 5.18 seja 120 n :t i %. A fonte de alimentação
·f
do ainp op fornece ± 15 V e a tensão de referência,
J60kfi vl\'{t é o valor positivo da fonte de alin1entação.
,.., 30kfl a) Calcule o valor de R1de modo que. quando o ex-
tcnsômctro alcançar seu compri1ncnto 1náxüno,
a tensão de saída seja 5 V.
b) Suponha que podemos medir com precisão va-
5.44 a) DeterJnine o circuito equivalente de 'fhévenin cin riações de 50 mV na tensão de saída. Qual é a
''''" relação aos terminais de saída n,b para o amplifi- variação na resistência {cn1 n1iliohnls) do exten·
cador invers-Or da Figura PS.44. O valor da fonte sômetro que pode ser detectada?
desinalccé 150 mV. Oampoptem un1a resistên·
eia de entrada de 500 kO, uma resistência de saída 5.49 a) Para o circuito apresentado na Figura PS.49 mos-
de 750 n e um ganho de malha aberta de 50.000. ,..,.,
"""'"" " R << R. a tensão de sai'da do arnp op
tre que, se ...
b) Qual é a resistência de saida do amplificador in- "'º
1
será, aproxünada1nente,
versor? R1 (R + Rr) _ .
c) Qual é a resistência (cm ohms) vista pela fonte v, R2 (R + 2nr>'.ó.R)v,.
quando a carga nos terminais n,b é 150 O?
Figura PS.44 b) Determinev, se R, = 470 kO, R = 10 kn,
240kn AR = 950e v.= ISV.
e) Determine o "alor real de v, em (b).
60kfi
~-.__- . ..
+
Figura PS.49

R + l!.R li

5.45 Repita o Problema 5.44 admitindo um amp op ideal.


''''"
5.46 Suponha que a resistência de entrada do arnp op da
""" Figura P5.46 seja infinita e que sua resistência de
saída seja zero.
SU$W
130 Circuitos elétricos

5.50 a) Se o erro P"rcentual for definido como 5.52 Suponha que o resistor no rarno varjável do circuito
:u.
fU:SnClrlA

cw
,. erro =
[ valor aproxirnado - 1
va1or real
Jx 100
='1" da ponte da Figura PS.49 seja R -
"'"'
AR.
a) Qual é a expressão para v, se AR < < R?
b) Qual é a expressão para o erro percentual de v,
rnostre que o erro percentual na aproxin1ação de v0 cm função de ll. fYc t.R?
no Problema 5.49 é e) Suponha que a resistência no braço variável do
• _ t!.R ( R + R1) circuito da ponte da Figura P5.49 seja 9.8l0 n e
% c"o - R (R + 2R1) X lOO. que os valores de R, R1e v,, sejam igua.is aos do
b) Cak1~eocrro percentual dcv, parao Problema 5.49. Problema 5.49(b). Qual é o valor aproximado
5.Sl Suponha que o erro percentual na aproximação de de v ..?
:r.'~'"" v, no circuito da Figura P5.49 não deva exceder J %. d) Qual é o erro percentual na aproxiin açâo de
ntm Qual (!a n1aior variação percentual em R que pode v 0 quando a resistência no braço variável é
ser tolerada? 9.8100?
SU$W
CAPÍTULO

Indutância, capacitância e
indutância mútua
6
análise de circuitos apr<$cntadas nos capítulos 3 e 4 se aplicam a
SUMÁRIO 00 CAPÍTULO circuitos que contêm indutor<$ e capacitOl"C$. Portanto, tão logo
6.1 Indutor você entenda o con1portamento terminal desses elementos em
6.2 Capacitor termos de corrente e tensão, poder.\ usar as leis de Kirchholl"
6.3 Combinações de indutância e capacitância em p.\ra descrever quaisquer interligações com os dcmaís elementos
série e em paralelo básicos. Con10 outros componentes. indutores e capacitores sáo
6.4 Indutância mútua mais fáceis de descre\ler em termos de variáveis de circuito do
6.5 Um exame mais detalhado da indutância mútua que de ''llriáveis eletromagnéticas. Contudo, antes de focalizar·
n1os a descrição de circuitos, é bom fazer un1a breve revisão dos
V' OBJETIVOS DO CAPÍTULO conceitos de can1po subjace11tes a esses elcn1entoo básicos.
Um indutor é tull con1ponente elétrico que se opõe a
1 Conhecer e saber usar as equações para tensão, qualquer alteração na corrente elétrica. É composto de um
corrente, potência e energia em um indutor; condutor em espirnl, enrolado em um ni1cleo de suporte cujo
entender como um indutor se comporta na presença tnaterial pode ser n1agnético ou não· n1agnético. O co1npor·
de corrente constante e o requisito de que a ta1nento dos indutores é baseado nos fenôn1enos associados
corrente deve ser função continua em um indutor. a campos magnéticos. A fonte do campo magnético são car-
2 Conhecer e saber usar as equações para tensão, gas en1 n1ovin1ento, ou corrente elétrica. Se a corrente variar
corrente, potência e energia em um capacitor; com o tempo, o can1po 1nagnético 'rnriará co1n o te1npo. Un1
entender como um capacitor se comporta na can1po n1agnético que varia con1 o tc1npo induz unia tensão
presença de tensão constante e o requisito de que a ern qualquer condutor imerso no crunpo. O parâmetro indtt·
tensão deve ser função contínua em um capacitor. láncin relaciona a tensão induzida com a corrente. Oiscutire·
3 Saber combinar indutores com condições iniciais em mos essa relação quantitativa na ~io 6.1.
série e em paralelo para formar um único indutor Um capacitor é um con1ponente elétrico que consiste en1
equivalente com uma condição inicial; saber combi- dois condutores separados por um material isolante ou diclé·
nar capacitores com condições iniciais em série e em trico. O capacitor é o único dispositiv°' exceto a bateria, que
paralelo para formar um único capacitor equivalente
pode armazenar carga elétrica. O comportamento dos cap<1ci·
com uma condição inicial.
tores é baseado c1n fenônu:nos associados a can1pos elétricos.
4 Entender o conceito básico de indutância mútua e A fonte do can1po elétrico é a separaç.i.o de cargas. ou tensão.
saber escrever equações de corrente de malha para Se a tensão V3J'iar com o ternpo, o campo elétrico variará com
um circuito que contém enrolamentos acoplados
o ten1po. Un1 can1po elétrico que varia con1 o ten1po produz
magneticamente, usando de maneira correta a
convenção do ponto. uma corrente de deslocamento no espaço onde existe o cam·
po. O p<1râmetro capacit1l11ci<1 relaciona a corrente de desloca·
Iniciamos este capítulo apresentando os últimos dois ele· 1nento à tensão. en1 que a corrente de deslocamento é iguaJ à
n1entos ideais de cimiito mencionados no Capítulo 2. a saber. corrente de condução nos tenninais do capacitar.
indutor<$ e capacitores. Pode ter certeza de que as técnicas de Disculirc1nos e-ssa relação quantitativa na Seção 6.2.

Perspectiva prática
Interruptores de proximidade
Os dispositivos elétricos que usamos em nossa vida que é empurrado, puxado, deslizado ou girado, fazendo
diãria contêm muitos interruptores. A maioria deles é me- com que dois pedaços de metal condutor se toquem e criem
cânica, como o utilizado na lanterna apresentada no Ca- um curto-circuito. Às vezes, os projetistas preferem usar
pitulo 2. Interruptores mecânicos utilizam um acionador interruptores sem peças móveis para aumentar a segurança,
SU$W
132 Circuitos elétricos

a confiabilidade, a conveniência ou a novidade de seus pro- botões de elevador sem partes móveis. O interruptor tem
dutos. Tais interruptores são denominados interruptores de como base um capacitor. Como você estâ prestes a desco·
proximidade. Eles podem empregar uma variedade de tecno· brir neste c.apítulo, o capacitar é um elemento de circuito
logias de sensores. Por exemplo, algumas portas de elevador cujas caractensticas terminais são determinadas por cam-
ficam abertas sempre que um feixe de luz é interrompido. pos elétricos. Ao tocar em um interruptor capacitivo de
Outra tecnologia de sensores utilizada em interrup· proximidade, você produz uma alteração no valor de um ca·
tores de proximidade detecta a presença de pessoas pela pacitor, provocando uma variação na tensão, o que ativa o
distorção que elas causam em campos elétricos. Esse tipo interruptor. O projeto de um interruptor capacitivo sensível
de interruptor de proximidade é utilizado em algumas tam- ao toque é o tópico do exemplo da "Perspectiva prática" ao
padas de mesa que ligam e desligam quando tocadas e em final deste capítulo.

A Seção 6.3 descreve técnicas utilizadas para simpJifi. onde v é n1edida e1n volts, L, em henrys, i, e1n an1pêres e l,
car circuitos com con1binações dt capacitores ou indutores en1 segundos. A Equação 6.1 reflete a convenção passiva
en1 série ou en1 paralelo. mostrada na Figura 6.l(b); isto é, a referência de corrente
A energia po<le ser armazenada em campos magnéti· está na direção da queda de tensão no indutor. Se a refcrên·
cos, ben1 como elétricos. Conseqüentemente, você não deve eia de corréntc estiver na direção da elevação de tensão, a
ficar rnuito surpreso ao saber que indutores e capacitores são Equação 6.1 é escrita con1 un1 sinal de n1enos.
capazes de arn1azenar energia. Por exemplo. a energia pode Observe, pela Equação 6. l, que a tensão nos tcrrni·
ser arn1azenada e1n u1n indutor e, então, fornecida para urna nais de um indutor é proporcional à variação temporal da
vela de ignição. Ela pode ser arma?.cnada em um capacitor e, corrente no indutor. Aqui, podemos fazer duas observa-
então, fornecida para acender u1n flash de n1áquina íotográ~ ções in1portantes. A prinlcira é que. se a corrente for cons·
fica. Etn indutores e capacitores ideajs, a quantidade de ener· tantc. a tensão no indutor ideal é zero. Assi1n, o indutor se
gia por eles fornecida tem de ser igual à energia neles arma· comporta como um curtO·Circuito na presença de u1na
zenada. Como indutores e capacitares não podem gerar corrente constante, ou cc. A segunda é que a corrente não
energia, são classificados con10 elenreutos passivos. pode variar instantanca1nentc cn'I unl indutor; isto é, a
Nas seçõe.s 6.4 e 6.5 consideran1os a -situação ern que corrente não pode variar por uma quantidade finita cm
dois circuitos estão ligados por um campo magnético e, por te1npo zero. A Equação 6.1 nos diz que essa variação éxi·
isso, são denominados n1agnctica1ncntc acoplados. Nesse giria u1na tensão infinita, e tensões infinitas não são pos·
caso, a tensão induzida no segundo circuito pode ser rela· síveis. Por exemplo, quando alguém abre o interruptor cm
cionada â corrente que varia com o ternpo no prilneiro cir· um círcuíto indutivo de urn sistcn'la real, inicialnlente a
cuito por um parâmetro conhecido con'lo índutducia n1ú- corrente continua a fluir no ar pelo interruptor, um fenô·
t11a. O significado prático do acoplamento magnético se meno dcnorninado ce11telltan1ento. A centelha que passa
revela ao estudarn1os as relações entre corrente, tensão, po· pelo interruptor evita que a corrente caia a zero instanta-
tência e vários novos parâ1netros específicos da indutância neamente. Circuitos interruptores indutivos são u1n ím·
mútua. Aqui, apresentaremos essas relações e, nos capítulos portante problema de engenharia porque o ccntclhamen·
9 e 10, descreverernos sua utilidade e1n un1 dispositivo de- to e os surtos de tensão associados tê1n de ser controlados
nominado transforn1ador. para evitar danos ao cquipa1ncnto. O prin1ciro passo para
entender a naturez...'l desse problema é do1ninar o material
introdutório apresentado neste capítulo e nos dois capâtu·
los seguintes. O Exemplo 6.1 ilustra a aplicação da Equa·
6.1 Indutor ção 6.1 a um circuito simples.

A indutância é o pan\metro de circuito utili1..ado para


descrever 11m indutor. Ela é simbolizada pela letra I,, é medi· l
da em hcnrys (H) e é representada graficamente como 11ma ~

espiral - para lembrar que a indutância é unl3 conseqüência (a)


de urn condutor irnerso e1n un1 can1po magnético. A Figura
6.1(a) mostra um indutor. Atribuir a direção de referência da
corrente na direção da queda de tensão nos terminais do in·
dutor, como mostra a Figura 6.l(b). resulta em
(b)
tli
v=L- , (6.1)
figura 6.1 .a.. (a) Sfmboto g r~fico para um indutor com uma indutância
tlt
de L henrys. (b) Atríl>uiçAo de tensão e cortente de refer"ncia ao
(A equação tt- l do indutor) indutor conforme a conven\,io l)b:S,siva.
SU$W
Capítulo 6 Indutância, capacitância e indutância mútua 133

Exemplo 6.1 Determinação da tensão, dada a corrente, nos terminais de um indutor


A fonte independente de corrente no circu.ito mos- está p:issando pelo zero e mudando de sinal.
trado na Figura 6.2 gera corrente zero para t < O e um g) Sim, cm t = O. Observe que a tensão pode variar ins-
pulso IOte·"A para t >O. tantaneamente nos tcr1ninais de um indutor.
a) Faça um gráfico ela forma de onda da corrente. t<O
b) Em qua1 instante de te1npo a corrente é 1náxima?
e) Expresse a tcns.~o nos tcm1inais do indutor de 100 mH
cm função do tempo. 1>0
d) Faça um gráfico da forma de onda da tensão. figura 6.2 •Circuito para o E>c~mplo 6.l.
e) A tensão e a corrente são rnâ..x.inlas ao mes1no tetnpo? i (A)

0.7361~--
f) Em qual instante de tempo a tensão muda de polari-
dade?
g) Há, alguma vez. uma variação instantânea de tensão
no indutor? Se houver, cm que instante ocorre? o 0,2 t (s)

Solução Figura 6.3 .à Forma de onda d.a corrente para o Exemplo 6.1.
a) A Figura 6.3 n1ostra a for1na de onda da corrente.
v(V)
b) d/d,= 10(-Ste·• +e·")= IOe-''(I - SI) Ais; di/dt = 0
quando t = 0,2 s. (Veja a figura 6.3.) 1,0
e) v= Ldi/dt = (0,l)IOe-• (1 - 5t)=e·•(I - 51) V, t> O;
v=O, t < O.
d) A Figura 6.4 mostra a forma de onda da tensão.
10;+--~F==::=::::::::::::"r:r.--1 (s)
e) Não; a tensão é proporcional a di!dt, não ai. 0.2 0.6
f) Em 0,2 s, o que corresponde ao momento cm que di/dt figura 6.4 .à. Forma de onda da tensão para o Exemplo 6.1.

Corrente em um indutor em termos da Então, pela Equação 6.4,

tensão no indutor
A Equação 6. 1 expressa a tensão nos tenninais de uJn
indutor e1n função da cor1-entc no indutor. !! tainbém dcsejâ-
i(t) = L:
J 1''• V <ÍT + Í(lo), (6.S)

vcl ser capaz de expressar a corrente cm função da tensão. Para (A equação u - t do indutor)
determinar i cm função de v, começamos multiplicando am-
bos os lados da Equação 6.1 por um tempo diferencial dt: onde i(I) é a corrente correspondente ate i(t,) é o valor da cor-
rente do indutor quando inician1os a integraçã~ a sabcr.10. En1
vdt m L (didi) dr. (6.2) n1uitas aplicações práticas, 10 é zero, e a EquaÇ<io 6.5 se torna

Multiplicar a taxa de variação de i crn rclaÇi1o a t por i(t) = .!. f'v tiT + i(O) (6.6)
urna variação diferencia) no ten1po gera u1na variação dife- L)o
rencial em i. portanto escreve1nos a Equação 6.2 como Ambas as equações 6.1 e 6.5 apresentam a relação en·
t.re a tensão e a corrente nos ter1ninais de un1 indutor. A
V dt =Ldi. (6.3)
Equação 6.1 expressa a tensão en1 função da corrente) ao
Em seguida, integramos ambos os lados da Equação passo que a Equação 6.5 expressa a corrente em função da
6.3. Por conveniência, trocamos os dois lados da equação e tensão. En1 an1bas as equações, a direção de referência para
escrevemos a corrente está na direção da queda de tensão nos tcr1ni·

L t «>dx
J i(t0 )
~ lr0
1

v d-r (6.4)
nais. Observe que i(10) tcrn o próprio sinal algébrico. Se a
direção da corrente inicial for a mesma da direção de refe-
rência para i, ela é un1a quantidade positiva. Se a corrente
Observe que usarnos x e r como as variáveis de inte- inicial estiver na direção oposta. ela é un1a quantidade ne-
gração, ao passo que i e t tornan1-se limites nas integra.is. gativa. O Exemplo 6.2 ilustra a aplicação da Equação 6.5.
SU$W
134 Circuitos elétricos

Exemplo 6.2 Determinação da corrente, dada a tensão, nos terminais de um indutor


O pulso de tensão aplicado ao indutor de 100 mH c) A Figura 6.7 mostra a corrente em função do tempo.
mostrado na Figura 6.5 é O para t < Oe é dado pela ex·
pressão ti= o. t< O
v(t) = 20te" 1w V 11 l()(l mM
para t >O. Admita também que i = Opara t S O.
11 = 20le- 1 V °' t>O
a) Faça um gráfico da tensão em função do tempo. figura 6.S • Cifcuíto para o Exemplo 6.2.
b) De-termine a corrente no indutor em função do ten1po.
"(V)
e) Faça um gráfico da corrente em função do tempo.

Solução