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DETERMINAÇÃO DE ESFORÇOS EM SUPERFÍCIES NUMERICAMENTE

UTILIZANDO O MÉTODO SPH

Charleston José Da Silva Roice Filho¹, Joel Roberto Guimarães Vasco²


¹Estudante, Escola de Engenharia Civil e Ambiental, cjsroice@discente.ufg.br,
²Orientador, Escola de Engenharia Civil e Ambiental, joelvasco@ufg.br.

Resumo
SPH é um método numérico versátil e frequentemente utilizado para resolver problemas
de dinâmica dos fluidos. Este relatório o usa para encontrar resultados na análise de dois
desses problemas. Como um estudo de caso, analisa-se o escoamento de Couette-
Stokes, que ocorre num fluido inicialmente estacionado entre duas placas planas infinitas
paradas, e que inicia seu movimento após uma delas adquirir velocidade. Os resultados
obtidos são comparados pelos determinados analiticamente e por outro método numérico,
o MDF. Após descrever esse problema, este trabalho também denota os cálculos e
obtenção dos esforços gerados por um fluido que encontra-se no interior de um
reservatório em suas paredes, por meio do SPH, e estuda os erros e correções desses ao
compará-los com os resultados analíticos desses esforços. São feitas explanações de
como foram aplicados cada método em ambos os problemas, e conclui-se que o SPH é
adequado para a resolução de questões dessa natureza, por apresentar resultados com
baixa discrepância em relação aos analíticos.

1. INTRODUÇÃO
Os métodos numéricos são ferramentas úteis a pesquisadores e engenheiros, pois
possibilitam a solução de problemas analíticos complexos de maneira relativamente mais
simples. Neste sentido, métodos numéricos clássicos, como o Método das Diferenças
Finitas (MDF), cumprem o papel de, além de resolver problemas, ajudar alunos de
graduação na compreensão de problemas complexos. No entanto, o MDF é apenas mais
um método numérico em meio a vários, inclusive frente a métodos numéricos com
filosofias completamente diferentes do tradicional. Os métodos sem malha, por exemplo,
apresentam discretização do domínio em partículas, devido à sua abordagem
Lagrangiana. O método SPH (Smoothed Particle Hydrodynamics) foi criado por Joseph
Monaghan, Leon Lucy e R. Gingold, em um primeiro momento para análise de problemas
em astrofísica. Basicamente, nele divide-se o objeto de estudo (sólido ou fluido) em nós,
de tal modo que é feita a discretização dos elementos que o compõem. Esses nós
interagem entre si, segundo restrições de vizinhança, isto é, apenas os mais próximos
podem transferir propriedades físicas uns para os outros. Essas propriedades podem ser
relacionadas à temperatura, velocidade, aceleração, etc. Por isso, ele é um método muito
abrangente e que é utilizado em inúmeros problemas físicos diferentes. Por ser um
método eficaz na área de dinâmica dos fluidos, o SPH será utilizado para determinar a
força resultante em uma fronteira plana, submersa. Por se tratar de um problema
bidimensional e mais difícil de implementar, será resolvido, como um estudo de caso, o
escoamento de Couette transiente, já que se trata de um problema unidimensional.

1.1 Objetivos
O principal objetivo desse trabalho é avaliar o desempenho do método numérico SPH em
problemas de dinâmica dos fluidos, no que tange a facilidade de implementação e
obtenção da solução. Para isso, aplica-se o SPH para calcular a força resultante em uma
fronteira submersa considerando o líquido em repouso e na obtenção do perfil de
velocidade do Couette transiente unidimensional. Em relação ao estudo da força
resultante em uma comporta, os resultados do SPH serão comparados com a solução
analítica e o erro relativo, calculado. Além disso, emprega-se uma avaliação dos
parâmetros numéricos nas forças calculadas. Já em relação ao perfil de velocidade do
Couette transiente unidimensional, tenciona-se avaliar se os resultados fornecidos pelo
SPH são compatíveis com os resultados do MDF e, desse modo, verificar o
comportamento do perfil de velocidade do líquido escoante.

2. METODOLOGIA
2.1. Estudo de caso: Escoamento de Couette transiente
Este relatório compara os resultados dos métodos MDF e SPH quando aplicados em um
problema clássico da mecânica dos fluidos, conhecido como escoamento de Couette em
regime transiente. Ele consiste na vazão de um fluido que encontra-se entre duas placas
planas infinitas nas direções do seu plano e que estão inicialmente estáticas com
velocidade nula. No primeiro instante de análise, a placa superior adquire velocidade
diferente de zero e, por viscosidade, transfere quantidade de movimento para o fluido, que
também inicia seu movimento. Após intervalos de tempo diferentes, o perfil de velocidade
desse fluido deve demonstrar comportamentos distintos, de tal modo que ele venha a
convergir para uma reta em um tempo que tende a infinito. Os dois métodos utilizados
para a análise devem apresentar resultados semelhantes e compatíveis, porquanto
ambos são métodos eficazes e que são confiáveis para representar um escoamento
nessas condições em casos reais. Inclusive, a solução encontrada pode ser aplicada em
problemas da engenharia como nos escoamentos em reatores químicos, mancais e na
perfuração de poços de petróleo e gás.

Figura 2.1 Placas planas paralelas. A placa de cima apresenta velocidade constante V.
Fonte: próprio autor.

O estado inicial do problema descrito está evidenciado na figura 2.1. A partir da análise
desse problema com simplificação da equação de Navier-Stokes, encontra-se a igualdade
expressa na equação 2.1:
∂v x ∂2 v x
=ν . (2.1)
∂t ∂ y2
A variável vx é a componente da velocidade na direção x, e ν é a viscosidade cinemática.
Nesse trabalho, a equação 2.1 será resolvida por meio de dois métodos, detalhados a
seguir.

2.1.1. SPH
Para determinar resultados de problemas que envolvem a transferência de propriedades
físicas entre partículas, o SPH é considerado eficaz na maioria dos casos. Ele consiste na
interpolação de uma função por meio de uma integral de convolução, que pode ser
descrita do seguinte modo:
A I (r )=∫ A(r ') W (‖r−r '‖, h) dr ' . (2.2)
sendo que A corresponde à função da qual procura-se resultados, W é chamado de
kernel ou núcleo de suavização e dr’ é um elemento diferencial volumétrico. De acordo
com a equação 2.2, à medida que W tende a uma função Delta, a exatidão da
interpolação aumenta. Nesse caso, o kernel tem a propriedade de tender a Delta quando
h, que é o parâmetro relacionado ao raio do núcleo de suavização de W e que controla a
região de influência da partícula, tende a zero.
Para facilitar os cálculos, essa integral é aproximada pelo somatório das contribuições de
cada partícula que compõe o corpo ou fluido em análise (equação 2.3). Baseado em
Monaghan (2005), para o problema de uma dimensão, considerou-se, para o
comportamento de cada partícula, as perturbações causadas apenas por quatro de suas
vizinhas, duas de cada lado, pois as que estão a uma distância maior têm influência
desprezível nos resultados. A figura 2.2 ilustra esse problema.

Figura 2.2 Exemplo simples de como as partículas podem ser dispostas na direção y para
analisar o escoamento. Na imagem, o comportamento da partícula preenchida de preto é
o observado. Fonte: próprio autor.

Ab
A ( r )=∑b m b W (‖r a−r b‖,h) , (2.3)
ρb
sendo que ρ é a massa específica e m é a massa da partícula.
A primeira derivada dessa equação recai diretamente sobre o núcleo de suavização e a
segunda derivada, já aplicada na equação 2.1, é mostrada na equação 2.4. Esta foi obtida
por meio da combinação do SPH com o MDF, e foi resolvida numericamente por meio do
método de integração de Runge-Kutta de segunda ordem.
dv x 4 mb μ a μ b
=∑ b .( v −v )(F ab) . (2.4)
dt ρa ρb (μ a + μb ) xa xb
sendo que μ é a viscosidade dinâmica e Fab é uma função escalar cujo valor é obtido de
acordo com a equação 2.5:
r ab ∇ W ab
F ab= . (2.5)
r +(0,01 h)2
2
ab

Obtém-se a equação 2.4, que é a representação no SPH do escoamento de Couette


transiente (equação 2.1), através de uma adaptação vista em Cleary e Monaghan (1999),
que resolvem o problema de condução de calor unidimensional em uma barra isolada ao
longo de seu comprimento.

2.1.2. MDF
O método das diferenças finitas é utilizado para solucionar equações diferenciais por meio
da aproximação dos seus termos pela expansão deles na série de Taylor. Para o
escoamento a ser estudado, um caso específico da equação de Navier-Stokes que
configura uma equação diferencial parcial foi alvo desse método. Com base nos estudos
de Burden e Faires (2001), a partir da expansão de funções em séries de Taylor, obtém-se
uma expressão do que seria a derivada de f(x), de acordo com o estabelecimento de
relações entre as expressões a seguir:
f ' ' ( x)Δ x 2 f ' ' ' (x)Δ x 3
f (x+ Δ x)=f (x )+ f ' (x ) Δ x+ + +… , (2.6)
2 6

f ' '( x ) Δ x 2 f ' ' ' ( x)Δ x 3


f (x+ Δ x)=f (x )−f ' ( x)Δ x + − +… . (2.7)
2 6
São três principais formas de discretização da derivada primeira, conhecidas como
discretizações progressiva, regressiva e centrada (equações 2.8, 2.9 e 2.10,
respectivamente):
f (x+ Δ x)−f (x )
f ' (x)= , (2.8)
Δx
f ( x)−f ( x−Δ x)
f ' (x)= , (2.9)
Δx
f ( x+ Δ x)−f ( x −Δ x) .
f ' (x)= (2.10)
2Δ x
Com as equações 2.8 a 2.10, é possível determinar o valor truncado da derivada de uma
função apenas por meio dessas diferenças-quociente. Neste trabalho, por meios
computacionais, o valor convergente da derivada analisada foi determinado por iterações
consideradas suficientes para obter-se um valor satisfatório de análise, as quais foram
associadas, como no SPH, ao passo de tempo, e centradas no espaço. Desse modo, uma
discretização explícita foi utilizada.
A equação 2.1, expressa de acordo com o MDF, é encontrada da seguinte forma. A
aplicação direta da equação 2.8 ao primeiro membro da equação 2.1, resulta em:
n+1 n
∂ v x v x ,i −v x , i
≈ . (2.11)
∂t Δt
Somando as equações 2.6 e 2.7:
f (x+ Δ x)−2 f (x)+ f ( x−Δ x)
f ' ' (x)= . (2.12)
Δ x2
Aplicação da equação 2.12 ao segundo membro da equação 2.1, resulta em:
∂2 v x v nx ,i +1−2 v nx, i+ v nx, i−1
≈ . (2.13)
∂ y2 Δ y2
Finalmente, substituindo os resultados obtidos nas equações 2.11 e 2.13 na equação 2.1,
vem:

v n+1 n
x ,i −v x ,i vnx , i+1−2 vnx , i +v nx ,i−1
Δt
=ν ( Δy ) . (2.14)

Isolando-se vx,in+1:
νΔt n νΔt n
n+1
v x ,i =
Δy
n
(
2 ( v x , i+1 +v x ,i −1 ) + 1−2
Δy
2 vx,i). (2.15)

A equação 2.15, resolvida em um código numérico, é utilizada para comparar com os


resultados do SPH (equação 2.4).

2.2. Cálculo de forças em superfícies submersas


Para encontrar os valores de força por unidade de largura nas superfícies de um
reservatório de características geométricas específicas, ilustrado na figura 2.3, há vários
métodos distintos que são válidos. Um deles é o SPH, que foi usado no estudo de caso
da determinação do perfil de velocidade num escoamento de Couette transiente.
A aplicação do método SPH, neste caso, exige a criação de partículas “fantasmas”, pois,
neste problema, ele analisa a interação do fluido contido no reservatório com suas
superfícies. No entanto, como não há fluido nas vizinhanças exteriores a elas, surgem
lacunas no ambiente externo ao ponto de análise, e isso pode acarretar em falhas no
resultado encontrado com o SPH. Por isso, as partículas “fantasmas” são necessárias.
Outra função importante para elas é tornar possível a imposição das condições de
contorno, que neste problema é a impenetrabilidade, ou seja, a força normal à fronteira é
nula.
Assim, as partículas “fantasma” são criadas a partir do espelhamento das partículas
internas que estão a uma distância máxima das paredes do reservatório. Neste trabalho,
utilizou-se uma distância igual ao dobro de h, o comprimento de suavização da função
kernel. Todas as partículas dentro desse raio serão espelhadas do lado oposto de cada
superfície, e as lacunas que interferem no resultado deixarão de existir. A figura 2.3
mostra a configuração geral do experimento e a discretização das partículas.

Figura 2.3 Reservatório e seus parâmetros geométricos, à esquerda e discretização das


partículas de fluido e partículas “fantasma”, à direita. Fonte: próprio autor.

Diferente da primeira parte deste relatório, o problema possui duas dimensões, o que
implica um aumento na sua complexidade. De qualquer forma, o raciocínio permanece o
mesmo, e as mudanças são mais percebidas na forma de retratar a geometria desse
problema.
O próximo passo é calcular a pressão hidrostática em cada partícula desse fluido, por
meio das fórmulas analíticas já conhecidas na mecânica dos fluidos. Com base nesses
valores encontrados, determina-se numericamente a pressão nas paredes do
reservatório, por meio da equação 2.16, encontrada no artigo de Oger (2006).
P(r )=∑b P b W (‖r a −r b‖, h)ωb , (2.16)

sendo que ω é o elemento diferencial de volume da partícula b e P sua pressão. Note que
a equação 2.16 nada mais é do que a aplicação da equação 2.3 para a pressão P, uma
vez que ωb = mb / ρb. O último passo é calcular a força por unidade de largura, segundo a
equação 2.17:
F=∑ P i dx (2.17)
i

sendo que F é a força na superfície em análise (por unidade de largura) e dx é o


distanciamento entre as partículas da parede.

2.3. Implementação computacional


No método SPH, foram criadas funções auxiliares, conhecidas em programação como
subrotina, as quais são responsáveis por gerar as matrizes utilizadas para encontrar os
valores procurados. Um número máximo arbitrado de loops defasados em passos de
tempo foram o critério de convergência da simulação realizada, assim como no MDF.
Inicialmente, utilizou-se a linguagem de programação python para obter-se os resultados
dos métodos. Entretanto, ao compará-los com os valores encontrados por meio do
mesmo código, porém em linguagem GNU Octave, discrepâncias consideradas foram
observadas. Desse modo, por haver mais confiabilidade nos códigos escritos nessa
segunda linguagem, ela foi utilizada para se extrair os resultados mostrados a seguir.

3. RESULTADOS
3.1. Estudo de caso: Escoamento de Couette transiente
Na figura 3.1a-d, explicita-se comparativamente os valores encontrados por meio de cada
método, inclusive o analítico, para o perfil de velocidade no Couette transiente. Neste
relatório, quatro entradas de tempo foram usadas para observar os comportamentos da
velocidade segundo cada método.
O MDF e a solução analítica coincidem identicamente em todos os casos. Já o SPH
possui um comportamento muito semelhante aos outros dois, porém há uma discrepância
visível entre eles. Isso ocorreu, provavelmente, devido às condições de contorno
utilizadas no SPH.

3.2. Forças em comportas planas submersas: Erros Relativos


É simples calcular, analiticamente, os valores dessas forças nas paredes. Então, para
avaliar os resultados obtidos com o SPH, encontrou-se o erro relativo destes resultados
em comparação aos analíticos, por meio da equação 3.1.
|Fa−Fn|
Er= ∗100 % , (3.1)
Fa
sendo que Er é o erro relativo, Fa corresponde à força obtida analiticamente e Fn a força
encontrada pelo SPH.
Figura 3.1 Resultados do perfil de velocidade para H = 0,1 m e número de Reynolds de 1,
para os tempos de 0,04, 0,09, 0,18 e 0,36 s. A legenda destaca a solução fornecida pelo
MDF (pontos azuis), pelo SPH (pontos vermelhos) e solução analítica (linha contínua,
preta). Fonte: próprio autor.

Investiga-se a força por unidade de largura nas três fronteiras da figura 2.3: vertical,
formada pelos pontos (0, H) a (0, 0); horizontal, formada pelos pontos (0, 0) a (L, 0) e
inclinada, formada pelos pontos (L, 0) a (L + H / tan(θ), H) e com índice 3. Para
determinar o erro relativo de cada fronteira (equação 3.1), cria-se um índice para cada
fonteira: 1 para vertical (Er1), 2 para horizontal (Er2) e 3 para inclinada (Er3).
Dois parâmetros numéricos e um físico foram variados para verificar as suas influências
nos resultados e seus erros. Na tabela 3.1, eles são denotados por dx, que é o
distanciamento entre as partículas, c, que corresponde ao coeficiente que determina a
região de influência de cada partícula (o comprimento de suavização do kernel) e θ, que é
o ângulo de inclinação da parede direita do reservatório.

3.2.1. Correção dos erros


Percebe-se que, na parede inclinada e na maioria dos casos, têm-se valores elevados
para os erros nos resultados. Isso acontece porque a função kernel utilizada no método
SPH deve apresentar o comportamento de uma função Delta de Dirac. Desse modo, a
sua integral sobre todo o seu domínio deve se igualar a 1. Entretanto, devido ao
tratamento desse problema ser feito de forma discreta e a distribuição das partículas,
dependendo do ângulo, não ser homogênea, nem sempre o somatório das contribuições
de cada partícula sobre um ponto de análise é unitário.

Tabela 3.1 Variação de parâmetros e comparação de resultados.

dx (m) c (h/dx) Theta (graus) Er1 (%) Er2 (%) Er3 (%)
Parâmetros iniciais 0,25 1,20 75 0,14 0,14 45,34
1-Variando dx 0,2 1,20 75 0,14 0,14 48,03
0,1 1,20 75 0,14 0,14 50,98
2-Variando c 0,25 1,00 75 0,24 0,24 52,57
0,25 1,40 75 0,01 0,01 39,72
0,25 1,60 75 0,01 0,01 35,32
0,25 1,80 75 0,03 0,03 31,84
0,25 2,00 75 0 0 28,95
3-Variando theta 0,25 1,2 45 0,14 0,14 40,36
0,25 1,2 60 0,14 0,14 46,30
0,25 1,2 85 0,14 0,14 51,59
0,25 1,2 90 0,14 0,14 0,14

Assim, uma correção pode ser feita para que esse somatório resulte para todos os casos
em 1, evidenciada nos três passos descritos a seguir, pelas equações 3.2, 3.3 e 3.4.
Quando essa adequação é feita, os novos resultados numéricos encontrados se
aproximam muito mais dos analíticos – Er1 e Er2 se anulam, e o maior valor para Er3 é
de 0,24%.
W (‖r i−r j‖,h)=W ij , (3.2)

W ij
W c ,ij= N , (3.3)
∑ W ij
i

m
Pi=∑ P j W c , ij ρ j . (3.4)
j j

Nas equações 3.2 a 3.4, os índices referem-se à alternância entre as partículas. Wc é o


kernel corrigido e Pi corresponde à pressão corrigida em cada partícula.

4. CONCLUSÃO
Em relação ao perfil de velocidade no Couette transiente, fica evidente que o método SPH
fornece resultados congruentes e compatíveis com a realidade, o que foi denotado pela
semelhança entre o comportamento mostrado pelo SPH e pelo MDF, juntos à solução
analítica. Além disso, é ideal para ser implementado computacionalmente, devido a sua
versatilidade.
Em relação ao cálculo da força nas fronteiras vertical, horizontal e inclinada da figura 2.3,
após o kernel sofrer uma correção para que se comporte como uma Delta de Dirac, o erro
percentual encontrado na comparação entre os resultados obtidos pelo SPH e por
cálculos analíticos torna-se pequeno, quase nulo. Por isso, é evidente que esse método
numérico é eficaz na solução do problema relatado.

5. REFERÊNCIAS
Burden, R. L.; Faires, J. D..Numerical analysis. 7. Pacific Grove. 2001.
Cleary, P. W.; Monaghan, J. J.; Conduction Modelling Using Smoothed Particle
Hydrodynamics. Clayton, Australia, 1999.
Monaghan, J. J.; Smoothed particle hydrodynamics, 2005.
Oger, G. Two-dimensional SPH simulations of wedge water entries. Nantes, França: 2006.

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