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LIÇÃO 1 – TUDO COMEÇA COM DEUS

• Existe um propósito maior em Deus.


• O sentido da vida está em Deus e não fora dEle.
• Deus tem o manual do fabricante.
• Fomos feitos por Deus e para Deus.
• Acreditar em si mesmo e não desistir, até que ponto é positivo?
• Existe uma diferença entre ser bem sucedido e buscar o propósito para a nossa
vida.
• Poucas pessoas sabem qual é o propósito da vida.
• A bíblia é o nosso “manual do proprietário”.
• O propósito da nossa vida está na Palavra de Deus.
• Em Cristo descobrimos quem somos e o propósito de nossa vida.
- Através de um relacionamento com Cristo.
- Deus escolheu o nosso propósito muito antes de nascermos.
- Existe um propósito maior e cósmico.
• Resposta: Acreditar que a vida é na verdade viver para Deus e não para nós
mesmos, exige fé. É andar pelo que não vemos e acreditar naquilo que Deus
promete.

Pergunta (1): Apesar de todos os argumentos ao meu redor, como posso lembrar-me
de que a vida é na verdade viver para Deus, e não para mim mesmo? Devido à grande
pressão que o mundo exerce sobre nós, penso que isso só é possível mediante uma
comunhão constante com Deus, mediante o Espírito e sua Palavra. Nisso, é necessário
que aprendamos a viver por fé, crendo naquilo que não vemos.

Conclusão: Lição 1 - O propósito da nossa vida está em nos conformarmos à imagem


de Cristo, mediante o alimento da Palavra. Nosso sucesso na vida da igreja não
consiste em fazermos grandes obras, mas em Deus ter feito em nós uma obra
completa. Passar por esse processo implica em nos despojarmos do velho homem e
não vivermos mais pelo que vemos, mas sim pela fé. Zacarias não creu e ficou mudo.
Maria creu e foi bem aventurada. A bênção abre um caminho para que alcancemos
com mais facilidade esse propósito. Zacarias abençoou o seu filho João.

PROPÓSITO

Seg – Ef 3:11
Ter- Jr 32:39
Qua – Ef 4:12
Qui – Cl 1:29
Sex – Cl 1:10
Jo 1 - Ao falar a respeito do propósito da nossa vida, vejo que nascemos numa situação
tão negativa e estamos tão contaminados pelo pecado e pelo mundo, que
necessariamente precisamos da luz de Cristo para sermos plenamente restaurados.
Não simplesmente a luz do mundo, mas a luz da vida. Vejo que não é uma questão de
entendimento, e nem mesmo de recebermos uma revelação exterior. João viu algo
diferente. O que ele fala não é resultado de um simples aprendizado, mas
necessariamente de uma experiência. João foi transformado através de um
relacionamento orgânico com Cristo. Ele conheceu e experimentou o Verbo, a Luz da
Vida, o Cordeiro, a Porta, a Escada, o Maná celestial, o Pão da vida, o Rio da água da
vida, a Videira ... Ao olharmos para João, víamos a Cristo. Ele comeu, bebeu e
desfrutou de Cristo. Nosso propósito em Deus só pode ser compreendido quando nos
unimos a Cristo. Ele é o centro de tudo. A graça e a verdade está Nele. Entretanto, isso
não é par ser compreendido com a mente, mas sim para ser experimentado.

Jo 2 – A ideia que costumamos ter de ser alguém bem sucedido é bem diferente
daquele apresentado pela Palavra. É verdade que jamais seremos bem sucedidos se
não buscarmos em Cristo o propósito para a nossa vida. Entretanto, mesmo na igreja,
ainda há pessoas que vêem a igreja como uma oportunidade para ganhar dinheiro.
Fazem da casa de oração uma casa de negócios. Vêem as pessoas como número e só
pensam em lucro. Tratam a igreja como uma empresa, e não como o Corpo de Cristo,
ou um lugar de adoração. Somente em Cristo descobrimos o verdadeiro propósito da
vida cristã. Na ocasião da festa da páscoa, muitos, vendo os sinais que Jesus fazia,
creram Nele; entretanto, eles não eram confiáveis. Havia dolo e maldade.
Infelizmente, devido à natureza humana caída, o propósito das pessoas estarem na
igreja hoje está muito longe do verdadeiro interesse de Deus. Nosso propósito não
pode estar centrado naquilo que Ele pode fazer por nós, mas sim naquilo que Ele pode
fazer em nós. Embora os sinais acompanhem aqueles que vivem em comunhão com
Deus, nosso foco tem que estar numa transformação em Cristo, e não nos sinais.

Jo 3 – De fato vejo que Nicodemos não tinha como ter discernimento espiritual para
fazer tal afirmação. Temos vários exemplos de sinais, ou milagres na bíblia, que não
vieram de Deus. Assim como poucas pessoas sabem qual é o propósito da sua vida,
Nicodemos também não sabia. Nicodemos, o exemplo de um homem religioso, não
queria ver Jesus durante o dia para não ser visto com ele. Nicodemos era inteligente,
mas não entendeu o significado de nascer de novo. Uma coisa é exercitarmos a mente,
outra coisa é exercitarmos o espírito. Jesus é claro ao dizer para Nicodemos que a vida
cristã é uma questão de fé, e não de boas obras. Não somos justificados pelos que
fazemos, mas única e exclusivamente pela nossa fé em Cristo. Acreditar que a vida é
na verdade viver para Deus e não para nós mesmos, exige fé. É andar pelo que não
vemos e acreditar naquilo que Deus promete. Embora andemos pela fé, Jesus também
deixa claro que aquele que ama a verdade, semelhantemente anda na luz, e não na
noite (trevas).

LIÇÃO 2 – VOCÊ NÃO É UM ACIDENTE

• Deus aguardava o nosso nascimento.


• Fomos concebidos na mente de Deus.
• Deus fez o nosso corpo sob medida, incluindo os nossos talentos naturais.
• Deus planejou cada dia da nossa vida, inclusive o dia do nosso nascimento.
• Deus programou onde nasceríamos e onde viveríamos, e como nasceríamos.
• Nossos pais tinham um DNA específico para nos formar.
• O propósito de Deus leva em conta (prevê) o erro e o pecado.
• Deus nos escolheu como foco de seu amor.
• Deus projetou esse mundo para que vivêssemos nele.
• Deus criou o universo para nós.
• Amor é a essência do caráter de Deus.
• Descobrimos o significado da nossa vida quanto tomamos Deus como nossa
referência.

Pergunta (2): Tendo a consciência de que Deus me criou de forma exclusiva, que áreas
da minha personalidade, formação e aparência física tenho tido dificuldade em
aceitar? Resposta: Na personalidade, me considero muito resistente e tímido; na
formação, gostaria de ter feito um curso superior; e na aparência, eu gostaria de ser
um pouco mais alto.

Conclusão

Me parece que a partir do momento em que somos inseridos na Boa Oliveira, que é
Cristo, nossa história começa a ser reajustada conforme o propósito pré-estabelecido
por Deus. Nada mais ocorre em vão, de modo que tudo tem um propósito específico.
(Lc 2): Jesus tinha que nascer da casa de Davi, numa manjedoura, na cidade de Davi,
receber o nome específico de Jesus, ser apresentado no templo, ser visto por Simeão;
estava ainda destinado tanto para ruína como para levantamento de muitos; e em
Deus Ele cresceria em sabedoria e graça.

Em Jo 4-5 vemos uma mulher que teve pelo menos cinco maridos, e um enfermo há
trinta e oito anos. Nasceram em pecado e cresceram em um ambiente inóspito.
Provavelmente tiveram poucas oportunidades na vida. Uma era desprezada por ser
samaritana e não ter um casamento estável e ou outro era por ser doente e ter
dificuldade de andar. Embora as circunstâncias não fossem favoráveis, como no caso
de Jesus que nasceu numa manjedoura, havia um propósito para tudo. Sempre nos
comparamos e pensamos “por que não nascemos em tal lugar, com tal família, com
determinado corpo, inteligência, habilidades, etc”. Tudo, muitas vezes, parece não ter
sentido. Entretanto, creio que tudo ao nosso redor, desde que nascemos, só passa a
ter sentido quando nos encontramos com Cristo. A vida dessas pessoas mudou
somente quando eles encontram o Senhor. A partir desse momento, nossa história
passa a ser contada junto com Cristo e o nosso passado começa a fazer sentido. O
propósito de Deus para nós é tão grande e misterioso, que até mesmo os nossos erros
e pecados podem ser usados para um propósito maior. Davi pecou gravemente, mas
por ser ele alguém segundo o coração de Deus, um milagre aconteceu.

Jo 4 – Embora eu acredite que Jesus mesmo não batizava, Jo 4:2 não consta em alguns
manuscritos mais antigos. De qualquer forma também penso que toda glória deve ser
dada só a Cristo. Até podemos fazer uma pequena menção ou elogio, mas com muito
cuidado para não tirar o foco de quem merece toda honra, que é Cristo. Ele tem que
ser sempre o centro. Desfruto muito de Jo 4, pois nos mostra as duas fontes universais:
a árvore do conhecimento do bem e do mal, e a árvore da vida. Aquela mulher
samaritana teve vários maridos a fim de satisfazer a sede interior, mas ainda
permanecia com um grande vazio. A questão é “quem é o nosso marido?” Qual é a
fonte do nosso prazer, conforto, sustento e segurança? Embora fosse samaritana, ela
era o exemplo de um povo que, ou adorava no monte em Samaria, ou adorava no
templo em Jerusalém. A fonte era o conhecimento. Usavam o órgão errado para
adorar a Deus – a mente. Deus não aceita esse fruto, ou essa oferta. Essa fonte, à
exemplo da fonte de Jacó, não pode suprir a sede do homem. Os verdadeiros
adoradores são aqueles que adoram a Deus por meio do espírito. Eles usam a fonte
correta. Cristo, como a árvore da vida tem de ser a fonte. Somente esse fruto é aceito
por Deus. Somente a água que vem de Cristo pode suprir a nossa cede.

Jo 5 – A exemplo de Jo 4:2, Jo 5:4 não consta em alguns manuscritos. A história de que


descia um anjo eventualmente para curar, no tanque de Betesda, provavelmente era
um mito. João não faz menção de nenhuma cura nesse lugar. Acho interessante o fato
de que Jesus pergunta ao enfermo se ele queria ser curado. Percebi que é comum
Jesus fazer isso. Parece que é importante a pessoa manifestar o que deseja. E Jesus
não fez uma longa oração. Ele apenas declarou a cura. Vejo também que Jesus estava
muito preocupado em ajudar do que se auto promover; tanto que o enfermo não ficou
sequer sabendo quem era Jesus. Agora, embora ele fosse curado, Jesus o advertiu para
não pecar mais. Ao que parece, Jesus estava falando de um pecado específico, visto
que era certo que ele voltaria a pecar. Percebo também que quando somos muito
religiosos e legalistas, ao invés de procurarmos motivo para engrandecer e elogiar,
procuramos motivo para acusar e criticar. Esse tipo de postura desencoraja os irmãos.
Jesus trás um fato muito interessante: Ele não faz nada de si mesmo, e não faz nada
que o Pai não fizer. O seu trabalho é resultado do trabalho do Pai. Normalmente nosso
foco está no resultado, mas o foco do Senhor está na unidade com o Pai. Como
resultado do amor, o Pai mostra ao Filho as suas obras, de modo que, na media em
que o Pai nos mostra as suas obras, elas automaticamente se manifestam em nossa
realidade. Ele conclui esse pensamento ao dizer que, assim como o Pai ressuscita e
vivifica, assim também o Filho age. Não porque Ele faz algo parecido ou paralelo, mas
porque Ele é um instrumento da obra do Pai. Nossas obras tem que necessariamente
testemunhar a respeito do Pai. Por outro lado, o Pai confia tanto no Filho, que Lhe
confiou todo julgamento. O Pai mesmo não julga a ninguém. Não há em Deus nenhum
sentimento de condenação, porque Ele vê no Filho toda referência de justiça. O Pai se
sente plenamente horando ao ver o seu Filho sendo honrado. Também vemos que
aquele que ouve e crê, não entra em juízo. Não entrar em juízo, significa já ter a vida
de Cristo. A vida divina, espiritual, relacionada a algo que desfrutamos e nos supre
diariamente, só nos é concedida pela comunhão com Cristo. Ela não é obtida
simplesmente pela leitura, mas sim por uma comunhão orgânica com Cristo. O juízo na
era da graça está necessariamente associado à fé, e não às obras. Entretanto, parece
que haverá um segundo juízo para aqueles que já morreram antes de Cristo, na era da
lei ou da ignorância, de modo que todos ouvirão a voz de Cristo e ressuscitarão, onde
serão julgados conforme a prática do bem e do mal.

Jo 6 – Normalmente Jesus estava cercado por uma multidão. Entretanto, essa multidão
o buscava por causa dos sinais, ou para fartar a sua fome física. Eles não conheciam o
verdadeiro pão. Queriam satisfazer os seus desejos, mas não os desejos de Deus.
Muitas vezes a nossa preocupação não é de alimentar o povo, mas sim de ser
proclamado “rei”. Buscamos a glória dos homens. A obra do Filho consiste em fazer a
vontade do Pai. A nossa consiste em crer no Filho. O verdadeiro trabalho do cristão
consiste em ele ter um relacionamento de fé nas Palavras do Filho. Se alimentar das
Palavras de Jesus gera em nós uma verdadeira obra de transformação. Somente o
Senhor como o pão da vida pode suprir a nossa fome. Somente quando cremos nas
suas Palavras, a nossa sede é saciada. Quando cremos no Senhor, automaticamente
passamos a ter vida; entretanto, para crescermos, precisamos nos alimentar Dele.
Jesus não se colocaria na figura do pão, se não houvesse necessidade de comer. Na
medida em que comemos Dele, vivemos por meio Dele. Como naquela época, poucos
conseguem ouvir essa Palavra. O segredo está no espírito. No espírito humano. É por
meio do espírito que nós nos alimentamos. Quando usamos o espírito, e não a carne,
as palavras, faladas ou escritas, se tornam vida pra nós. Muitos dentre a multidão,
inclusive dentre os discípulos (exceto os doze) não queria saber dessa Palavra. Pedro
reconheceu que somente o Senhor tinha as palavras da vida eterna.

LIÇÃO 3 – O QUE DIRIGE SUA VIDA


• Qual força dirige nossa vida.
• Circunstâncias, valores e emoções dirigem nossa vida.
• Dirigidos pela culpa – Moisés era assassino e Gideão era covarde.
• Dirigidos pelo rancor e pela raiva – se fecham ou explodem.
• Dirigidos pelo medo – tem medo de correr riscos.
• Dirigidos pelo materialismo – impulso de sempre querer mais.
Nosso valor não é determinado pelo que temos.
• Dirigidos pela necessidade de aprovação – leva muito em conta o que os
outros pensam.
• Como resultado, temos um potencial não aproveitado, estresse
desnecessário e uma visão não realizada.
• Nossa vida te um propósito específico.
Isso com que ela tenha sentido.
A maior de todas as desgraças é uma vida sem propósito.
• Conhecer nosso propósito simplifica a vida.
Nisso podemos avaliar o que é essencial do que não é.
Uma vida com propósito leva a um estilo de vida mais simples e a uma
agenda mais equilibrada.
• Conhecer o nosso propósito direciona a nossa vida.
Nos tornamos eficientes aos sermos seletivos.
O apóstolo Paulo era um homem de propósito.
Não devemos confundir atividade com produtividade.
• Conhecer nosso propósito estimula a nossa vida - Propósito produz
entusiasmo.
• Conhecer o nosso propósito nos prepara para a eternidade.
O importante não é o que as pessoas dizem sobre nós.
Devemos construir um legado eterno.
• Resposta: Não, embora seja importante. Quem me dirige é Deus, por meio
do Seu Espírito e Palavra.

Pergunta (3): A opinião de minha família e de meus amigos é a força que dirige minha
vida? Que força quero que dirija minha vida? Embora a opinião de minha família e
amigos, seja importante, ela não determina o meu destino e as minhas decisões. Meu
desejo é que a Palavra de Cristo seja trabalhada em mim, de tal forma, que
automaticamente seja conduzido pelo propósito do Pai, realizando as suas obras na
minha vida. Mais do que ser conduzido por um Espírito exterior, eu quero que a
Palavra de Cristo seja lâmpada para meus pés.

Conclusão
Talvez a nossa vida tenha um propósito bem definido. Entretanto o que somos e o que
fazemos costuma ser definido pelos nossos pais, pelo mundo e pelo sistema. Há um
propósito maior que precisa ser redefinido em Deus. Ter propósito não significa fazer
coisas, mas estar claro de para onde estamos indo. João tinha uma visão e uma
direção. Ele não se sujeitou à pressão do sistema religioso. Antes ele foi fiel ao
propósito estabelecido por Deus para a sua vida.

Jo 7 – Vejo nesse texto o discernimento de Jesus com relação à opinião alheia. Embora
o conselho dos seus irmãos de sangue parecesse bom, ele não perdeu o foco. Ele
estava ciente de que o tempo determinado para ir a Jerusalém ainda não havia
chegado. Além disso, no fundo, os irmãos dele também não criam. Provavelmente a
verdadeira motivação deles não era correta. Jesus era direcionado por um propósito
maior. Culpa, rancor, medo, materialismo, nada O distraía. Podemos achar estranho,
como pode alguém odiar a Cristo, mas quando as suas obras são más, eles não querem
saber da verdade. Jesus não tinha a necessidade de ser aprovado pelos homens. Muito
estavam perto de Jesus, mas nem todos queriam ouvi-Lo. Alguns apenas estavam
esperando por uma oportunidade para acusá-Lo. Também podemos achar estranho
Jesus ter ido em oculto para a festa, na Judeia; entretanto, há um tempo para todas as
coisas. Jesus foi fiel à direção do Pai. Tão fiel, que não falava nada de si mesmo. Sua
preocupação era glorificar aquele que O enviou, assim como deixar claro de maneira
bastante enfática que Ele conhecia o Pai, e que vinha da parte do Pai. Na verdade,
vemos Jesus pré-anunciando o início da Nova Aliança, o qual se dá na vinda do Espírito
Santo interiormente, após a ressurreição. O foco não é apenas a salvação, mas gerar
uma Noiva, a Igreja. Quando cremos em Cristo, na Sua obra e nos alimentamos Dele, o
Espírito flui de dentro de nós como um rio.

Jo 8 – Vejo que embora o pecado do adultério exija o apedrejamento, pela lei de


Moisés, Jesus o comparou a um pecado qualquer. Normalmente, lançamos “pedras”
em quem comete tal tipo de pecado; mas, na verdade, todos nós somos pecadores.
Embora, determinados pecados exijam uma disciplina mais pesada, não podemos
esquecer que também pecamos o tempo todo. Podemos ver que todos foram
acusados pela sua consciência. Me chama a atenção o fato de que o Senhor não a
acusou, visto que ninguém dentre eles podia acusá-la. Parece que o Senhor
condicionou o seu julgamento ao julgamento deles, ou à condição da natureza
humana. Por outro lado, vemos que Jesus a aconselhou a não pecar mais. Isso Ele fez
com amor, e não com sentimento de condenação. Jesus mostrou que o caminho para
mudar de vida era conhecê-Lo como a luz da vida. A luz do mundo expõe o pecado, a
luz da vida transforma. Jesus, mesmo, a ninguém julgou; mas seu juízo era feito
conforme a justiça do Pai. Jesus era tão fiel em fazer a vontade do Pai e em ensinar
apenas aquilo que o Pai lhe ensinou, que Ele era a imagem exata do próprio Pai. O Pai
estava sempre presente com Ele, porque Ele fazia sempre o que agradava ao Pai. Jesus
não procurou a sua própria glória. Claramente o propósito de Jesus estava atrelado ao
propósito do Pai. Só encontraremos o nosso propósito de vida quando nos rendermos
completamente ao propósito de Cristo. O exemplo de Jesus em não se deixar abater
com as forte acusações dos fariseus, nos mostra que o importante não é o que as
pessoas dizem sobre nós, mas sim a nossa fidelidade ao propósito do Senhor. Ao
cremos que Jesus é lá de cima, que não é deste mundo, e que foi enviado pelo Pai, não
morreremos em nossos pecados. Crer no Senhor, também implica em crescermos na
sua Palavra. Conhecer a sua Palavra nos liberta. Ela não apenas nos liberta do mundo e
do pecado, ela também nos liberta de nós mesmos, do velho homem. A sua Palavra
nos liberta da morte. Os judeus, embora fossem “filhos de Abraão”, também
precisavam encontrar em Cristo a verdadeira liberdade. Eles eram escravos e não
sabiam.

Jo 9 – Mais uma vez o Senhor fala sobre a importância de fazermos as obras do Pai.
Entretanto, Ele nos adverte de que isso só é possível enquanto for dia, ou para quem
anda na luz. Ele mesmo se coloca como a luz do mundo. Como luz do mundo, Ele trás
vista ao cego. Embora o tanque de Siloé pareça ter sido um instrumento de cura, quem
verdadeiramente curou, foi o Senhor. Embora os fariseus frequentassem a sinagoga, e
se considerassem discípulos de Moisés, eram cegos e andam em trevas. A religião,
muitas vezes, cega o homem. Somente em Cristo podemos verdadeiramente enxergar.
O que dirige ou direciona a nossa vida? Nossos olhos e coração nos confundem. Ao sair
do jardim, o homem caiu numa profunda escuridão. Deus deixou de ser os seus olhos.
Nossos pensamentos, discernimento, sentimentos, opiniões familiares, sistema,
mundo, tudo ao nosso redor, nos tira do verdadeiro propósito. Somente Cristo pode
nos realinhar nas veredas do Pai.

LIÇÃO 4 – CRIADO PARA SER ETERNO

• Passaremos mais tempo na eternidade do que aqui.


• Deus nos projetou para vivermos eternamente.
• Nosso corpo é apenas uma residência temporária do nosso espírito.
• Deus nos oferece a eternidade por meio da fé em Cristo.
• Muitas pessoas escolhem deliberadamente viver sem Deus aqui na terra.
• Há mais na vida que apenas o aqui-e-agora.
• Quanto mais próximos de Deus, menor todo o resto parecerá.
• Existem consequências eternas para tudo aquilo que fazemos na terra.
• Deus está preparando um lar eterno para nós.
• O propósito para a nossa vida não termina aqui.
• Quem tem uma vida com Deus, por meio de Jesus, não teme a morte.
• Os atos desta vida definem o destino da próxima.
• Resposta: Eu deveria parar de ver tanta TV e deveria gastar mais tempo na
Palavra e na Oração.

Pergunta (4): Uma vez que fui feito para ser eterno, qual é hoje a única coisa que eu
deveria parar de fazer e a única coisa que eu deveria começar a fazer? Penso que não
apenas uma, mas muitas deveríamos parar de fazer. Uma delas, no me caso, seria a de
procurar trabalhar menos. Quanto ao que eu deveria fazer mais, entre muitas coisas,
eu deveria priorizar a Palavra e a oração.

Conclusão

Lição 4 - Vejo como um grande mistério o tempo que passamos aqui na terra. Cada um
tem um tempo específico. Alguns vivem mais de cem anos, enquanto outros vivem
meses ou dias. Qual a razão? Será que todos tem a oportunidade de salvação? Parece
que não. Observando as leis da mecânica quântica, me pergunto “até que ponto o que
fazemos e pensamos realmente afeta o todo e o nosso futuro”? Será que isso tudo não
é reprogramado na medida em que nos conformamos à imagem de Cristo? Muito se
discute sobre a eternidade da alma, a qual influenciou grandemente a igreja primitiva
com ideias platônicas (Fédon – a imortalidade da alma). Entretanto, cremos que só há
um caminho para o eterno – Cristo. Há indiscutivelmente um mundo espiritual ao
nosso redor, do qual devemos estar apercebidos e inteirados. Isso fica notoriamente
claro em Lucas 4, onde Jesus foi tentado pelo diabo, expulsou demônios e curou
enfermos. A exemplo do que Jesus fez, não estamos aqui para nos distrair com esse
mundo, mas para anunciar o evangelho do reino e nos preparar para ele. Penso que se
soubéssemos que o nosso tempo aqui é curto, nos preocuparíamos simplesmente em
amar as pessoas com toda a nossa intensidade, sem exigir nada delas.

Jo 10 – Normalmente associamos esse texto do ladrão, ao Inimigo que vem somente


para matar, roubar e destruir. Entretanto, nos parece que o Senhor está falando muito
mais do mercenário do que do Lobo. Jesus associa o pastor mercenário, ao ladrão.
Esse, não está preocupado com as ovelhas, mas sim em tirar lucro delas. O falar do
pastor mercenário é um falar estranho, que não alimenta e que repele as ovelhas. No
primeiro sinal de perigo, ele foge, e deixa as ovelhas sozinhas, deixando elas se
dispersarem. Interessante, que o Senhor disse que tinha outras ovelhas, as quais
pertenciam a um outro aprisco. Muito provavelmente, Ele está falando dos gentios, os
quais também ouvirão a Sua voz e O seguirão, de modo que, no fim, haverá um só
rebanho e um só Pastor. Assim como o Filho deu a Sua vida pelas ovelhas, Ele recebeu
do Pai autoridade para entregá-las e reavê-las. O Senhor também deixa claro que,
verdadeiramente, são Suas ovelhas, aquelas que ouvem a Sua voz e a seguem. Elas
foram escolhidas pelo Pai, e das mãos do Filho, ninguém pode tirá-las. No momento
que ouvimos a sua voz, o seu chamado, e decidimos segui-Lo, nossa escolha definiu a
nossa eternidade. Temos um bom pastor que, não apenas dá a vida por nós, como
também nos prepara um lar na eternidade.

Jo 11 – Vemos uma forte ligação afetiva de Jesus com Lázaro e sua família. Fora a
intimidade que vemos existir entre Jesus e João, não é comum vermos expressões
emotivas de Jesus. Entretanto, esse texto nos revela a humanidade de Jesus. Ao que
parece, Jesus, como homem, tinha um apego, uma afeição e uma intimidade maior
com algumas pessoas. Ao mesmo tempo em que Jesus demonstra comoção e derrama
lágrimas pela tristeza dos seus amigos, Ele também demonstra confiança por ver
naquela situação uma oportunidade para ser glorificado pelo Pai; visto que, ao que
parece, o Pai já havia decidido ressuscitá-lo. Também podemos ver nesse texto três
aspectos da ressurreição: a ressurreição do último Dia, a ressurreição de um morto, e a
ressurreição em Cristo hoje para todo aquele que crê. Há ainda a morte e a
ressurreição próprio Cristo, a fim de reunir num só Corpo todos os filhos de Deus,
ficando aqui um mistério quanto à predestinação. Talvez Jesus tenha chorado pela
ignorância do povo, o qual desconhecia a verdadeira natureza da ressurreição. Nosso
corpo é apenas uma residência temporária do nosso espírito. A essência da vida está
na fé em Cristo. Há mais na vida do que o apenas aqui e o agora. Deus nos oferece em
Cristo uma residência eterna.

Jo 12 - A relação de Marta e Maria com o Senhor é muito interessante. Já vimos que o


Senhor ama tanto uma, quanto a outra. Enquanto uma estava preocupada em cuidar
da casa, a outra estava preocupada em servir o Senhor. Ambos os serviços eram
importante, mas na ocasião, Maria escolheu a melhor parte. Não deve haver trabalho,
sem antes termos comunhão com o Senhor. Podemos ver, no exemplo de Judas, que
nem toda preocupação ou serviço tem uma motivação correta. Havia dolo no coração
de Judas. O propósito da vinda de Cristo a esta terra era a crucificação. A exemplo de
Jesus, temos de aprender a tomar a cruz, negar a nossa vida da alma, e seguí-Lo. A cruz
é o único caminho para mortificar as obras do Maligno e a sua eficácia em nossa carne.
A exemplo do Filho, se não morrermos, não seremos levantados. Quem tem uma vida
com Deus, por meio de Jesus, não teme a morte. Aquele que tem medo de morrer,
busca a glória deste mundo e a glória dos homens. Estes não serão julgados por não
crer, mas pela própria Palavra, visto que permanecerão nas trevas. Nossos atos nesta
vida definirão nosso destino na próxima.

LIÇÃO 5 – ENXERGANDO A VIDA DO PONTO DE VISTA DE DEUS

• Sua perspectiva irá influenciar o seu futuro.


• Como você enxerga a sua vida? Qual figura lhe vem à mente?
• Frequentemente expressamos nossas metáforas de vida através do que temos e
vestimos.
• Qual a sua visão da vida? Nossa metáfora pode ser falha.
• Nosso pensamento convencional precisa ser substituído pelas metáforas bíblicas
da vida.
• A vida na terra é um teste – Adão e Davi foram reprovados.
Às vezes Deus se afasta para nos testar.
Até mesmo o menor incidente é relevante para o desenvolvimento do nosso
caráter.
• Somos mordomos de tudo quanto Deus nos dá – nada é nosso.
• Somos administradores das propriedades de Deus.
• Temos uma incumbência de confiança da parte de Deus.
• Tudo o que fazemos tem implicações eternas.
• Deus usa a área financeira para nos ensinar a confiar Nele.
• Resposta: Senti Deus distante e ao mesmo tempo tentado a buscar satisfação
fora Dele. Acredito que Deus me confiou a responsabilidade de explicar a Sua
Palavra.

Pergunta (5): O que me aconteceu recentemente que agora percebo ter sido um teste
de Deus? Quais as questões mais importantes que Deus me confiou? Passei por um
momento em que Deus me parecia distante, sem som, sem direção, sem movimento
do Espírito; entretanto, percebi também que ainda que eu não sentisse nada, Ele
estava bem perto. Essa experiência me mostrou a importância de viver pela fé, e não
pelo que sinto. Sinto com a incumbência de levar, ou ensinar a sua Palavra a seus
filhos.

Conclusão:

Lição 5 - Entendo que em todas as áreas da sociedade, somos movidos por


estereótipos. Não é diferente dentro das igrejas. Idealizamos um perfil e nos
esforçamos para nos encaixar nele: a maneira de falar ou pregar, de se vestir, de se
comportar, de fazer as coisas, e até mesmo de louvar. Tentamos transparecer uma
figura espiritual, mas na verdade estamos escondendo o nosso verdadeiro eu debaixo
de uma casca. Muitas vezes temos medo de reconhecer quem realmente somos,
porque sabemos que no fundo temos de mudar. Até mesmo na questão financeira
tentamos aparentar o que não temos, e assim falhamos na nossa fidelidade para com
Deus. É difícil para o homem ser sincero e transparente. Como mordomos, devemos
administrar com amor e dedicação tudo o que Deus colocar em nossas mãos. Quando
encontramos a Cristo, nossa perspectiva de vida tem de mudar. Conforme Lucas 5,
Simão lançou a rede apoiado na Palavra de Cristo; o leproso foi curado porque creu; e
Levi se levantou imediatamente porque viu que o seu futuro deveria ser ao lado de
Cristo. Há uma veste nova para vestirmos e um vinho novo para bebermos.
Jo 13 - Vejo que uma das áreas em que Deus mais prova a nossa confiança e o nosso
caráter é a área financeira. Jesus claramente não estava preocupado com o dinheiro
arrecadado, mas com o caráter de Judas. Ele foi testado e foi reprovado. Justamente
na área em que não foi tratado, o Inimigo entrou e o matou. Judas traiu Jesus por
algumas moedas. O Inimigo identificou em Judas essa fraqueza e investiu nele até que
houvesse uma traição. Embora possa parecer que estejamos sujos por fora, a
verdadeira sujeira está no coração. Se queremos verdadeiramente ser discípulos do
Senhor, devemos ter o hábito de lavar uns aos outros. Há um princípio espiritual de
amor, ao deixarmos primeiramente o Senhor nos lavar, para então lavarmos o coração
dos nossos irmãos por meio da Sua Palavra. Pedro achava-se muito puro em suas
intenções, mas mal sabia ele que seu coração era impuro. Mesmo assim Jesus não o
condenou. Enquanto confiamos na fonte do conhecimento do bem e do mal, o fim
sempre será a morte. O homem não se conhece. Na medida em que comermos do pão
da vida e formos lavados pela Palavra, mas viveremos pela fonte da árvore da vida,
que é Cristo. Nosso ponto de vista somente será correto quando aprendermos a olhar
com os olhos de Cristo.

Jo 14 - O mundo jaz do Maligno e Satanás é o príncipe deste mundo. Nascemos,


crescemos e naturalmente andamos por um caminho tortuoso que nos conduz para a
morte. O Pai nos escolheu e o Filho nos encontrou e nos libertou de um sistema
maligno. O Espírito Santo nos revela o Filho que nos mostra o caminho para chegarmos
ao Pai. O Filho é o próprio caminho. Conhecer esse caminho implica em passarmos
pela morte e ressurreição. Implica numa mudança de mente, uma mudança radial de
ponto de vista. Conformar-nos a Cristo nos leva necessariamente a enxergarmos com
os olhos de Deus. As obras do Pai na nossa vida têm de ser resultado de uma
transformação de vida. O que temos, vestimos, nosso comportamento, cada detalhe
da nossa vida reflete o que cremos. Tudo em nós deve refletir a Cristo. Embora
sejamos administradores dos bens que o Pai colocou em nossas mãos, muitas vezes,
pela nossa falta de consagração, eles não refletem a nossa filiação divina.

Jo 15 – Nossa relação com Cristo deve ser uma relação de vida. Permanecer Nele é
fundamental para a nossa transformação e santificação. O fruto é uma consequência
dessa relação íntima. Não nos preocupamos com o fruto, nos preocupamos em
permanecer Nele. O fruto, ou a uva, é uma característica da videira. O fruto a ser
colhido pelo Pai, são necessariamente os atributos da videira, que é Cristo. A essência
desse fruto é o amor e a verdade que, por sua vez, resulta numa rejeição ao pecado. O
“mundo”, o sistema, ou a esfera espiritual do mal, nos odeia porque permanecemos
em Cristo. Como resultado da Palavra de Cristo que permanece, nos transforma e
frutifica em nós, nossa oração é respondida. Na medida em que permanecemos na
Videira, nossa visão da vida e da igreja é transformada. A seiva que flui da fonte
(videira) transforma o ramo de tal forma que ele passa a enxergar conforme a vontade
do agricultor (Pai).

LIÇÃO 6 – A VIDA É UMA ATRIBUIÇÃO TEMPORÁRIA

• A vida é extremamente breve.


• A terra é apenas uma residência temporária – estamos em um país estrangeiro.
• A nossa identidade está na eternidade, e a nossa pátria é o céu.
• Somos embaixadores de Deus aqui na terra.
• Ao nos apaixonarmos por este terra, nos tornamos traidores.
• Deus não quer que fiquemos apegados ao que está a nossa volta.
• A vida é um teste, uma incumbência de confiança e uma atribuição temporária.
• Enquanto estivermos na terra, Deus não permitirá que tenhamos satisfação
plena.
• A vida na terra é apenas uma atribuição temporária.
• A meta de Deus para nossa vida não é a prosperidade material ou o sucesso
popular.
• Jamais devemos concentrar nossos esforços em coroas temporárias.
• Os maiores heróis da fé são os que trataram essa vida como uma atribuição
temporária.
• Na morte, não vamos abandonar a nossa casa, nós vamos para a casa.
• Resposta: Devo aprender, por meio do Espírito, a buscar as coisas que são
eternas.

Pergunta (6): Como o fato de a vida ser uma atribuição temporária deve mudar a
forma de eu viver neste exato momento? Ciente de que nem tudo o que vejo é real e
essencial na minha vida, deve aprender a buscar e a valorizar as coisas que são
eternas, por meio do Espírito.

Conclusão: Lição 6 – Vejo que as pessoas, inclusive os cristãos, a exemplo do que


aconteceu com Israel no Egito, se apegam a esta terra como se fosse sua pátria. Se
conformam e se distraem com o conforto e prazeres deste mundo. Estudam e
trabalham para investir, não no que é eterno, mas no que é terreno, como casa,
terrenos, prédios, empresas, carros, e poupanças. Tais coisas tornam-se como que
uma idolatria, roubando-lhes o foco do que é essencial para vida no futuro. Ora, o
reino não é para os ricos e afortunados, mas para o podre e necessitado. Como vemos
em Lucas 6, não estamos aqui para agradar a homens, mas a Deus. Não vivemos
segundo o padrão do mundo. Se são nossos inimigos, devemos amá-los; se nos
odeiam, devemos fazer o bem; se nos maldizem, devemos bendizer; se nos caluniam,
devemos orar; e exercitar a misericórdia, assim como Deus é misericordioso. Como o
pastor disse, esse padrão só é possível mediante uma conformação a Cristo.

Jo 16 - Vemos que podemos viver de uma maneira religiosa ou de uma maneira


espiritual. Por não conhecermos verdadeiramente ao Pai e ao Filho, podemos estar
prestando um culto na carne ou na alma. Esse tipo de culto geralmente produz
condenação e perseguição. Quem realmente convence os irmãos do pecado e da
justiça é o Espírito. Os irmãos precisam aprender a exercitar mais o espírito. O Espírito,
e somente o Espírito de Deus que habita em nosso espírito, pode nos guiar, revelar e
manifestar a Verdade em nós. O Espírito tem a função de revelar a Verdade, que é
Cristo, a nós e em nós. Cristo nos deu o exemplo de alguém que estava no mundo, mas
que não se contaminou com o mundo. Assim como Cristo, somos peregrinos nessa
terra, embaixadores, a nossa identidade está na eternidade, e podemos vencer o
mundo.

Jo 17 – Sempre me intrigou a profundidade da oração sacerdotal de Jesus. Sinto que


aqui está a verdadeira essência do por quê fomos chamados e estamos na Igreja.
Nossa vida, nossa identidade, nosso futuro depende disso. Não é uma questão de nos
isolarmos do mundo e lutarmos contra o pecado, mas de como nos relacionamos com
o Filho. Ter vida eterna significa que fomos completamente transformados a ponto de
nos tornarmos UM com a trindade. Assim como o Filho é um reflexo do Pai, nós
devemos ser um reflexo do Filho. A verdadeira Unidade e santidade só é alcançada
mediante o comer da Palavra de Cristo. O filho da perdição se perdeu porque se
apaixonou por esta terra, tornando-se um traidor. Embora estejamos no mundo, nosso
lugar não é aqui. A vontade do Filho é que todos nós estejamos junto Dele pela
eternidade. O propósito de Deus para nós não está nesse mundo, mas na eternidade.

Jo 18 - O exemplo de Judas nos mostra que podemos estar junto dos irmãos, ouvir a
mesma palavra, o mesmo ensino, ter um conhecimento teórico de Jesus, e ainda assim
estarmos apaixonados por essa terra. Conhecemos a Palavra de Deus com a mente,
mas o nosso coração está longe Dele. O próprio Pedro ainda era guiado pelo seu
sentimento carnal. Pedro se apegou ao que estava a sua volta, não atentando para as
coisas que não se veem, e foi reprovado; tanto ao se defender usando da espada,
quanto ao negar o Senhor diante do perigo de morte. O homem, em sua natureza
caída, mesmo sob o jugo de uma religião, não percebe que a vida aqui na terra é uma
atribuição temporária. Os próprios judeus, o seu próprio povo lhe condenou à morte.
A vida estava Nele, mas os seus não O receberam.

LIÇÃO 7 – A RAZÃO DE TUDO

• O objetivo fundamental do universo é demonstrar a glória de Deus.


• A glória de Deus é o que Ele é e sustenta todas as coisas.
• Os céus declaram a glória de Deus.
• Deus tem revelado hoje a sua glória por meio da Igreja.
• A glória de Deus iluminará a Nova Jerusalém.
• Jesus nos revela quem Deus realmente é – o Filho é o resplendor da glória de
Deus.
• Nosso objetivo na vida deve ser de dar a Deus toda a glória.
• Qualquer coisa na criação glorifica a Deus quando cumpre seu propósito.
• Damos glória a Deus ao (1) adorá-lo – devemos usar tudo o que temos para adorá-
lo.
• Damos glória a Deus ao (2) amar outros crentes – isso inclui pertencer e amar a
família de Deus.
• Damos glória a Deus ao (3) nos tornar como Cristo – ser como Jesus na alma.
• Damos glória a Deus (4) servindo a outras pessoas com nossos dons – a habilidade
é para servir.
• Damos glória a Deus (5) falando dele às outras pessoas – partilhando a verdade.
• Podemos estar vivendo um momento de escolha entre o propósito de Deus e
nossa vontade.
• Resposta: Ao ir e vir do trabalho, penso que posso admirar a sua criação.

Pergunta (7): Em que parte de minha rotina posso me tornar mais consciente da glória
de Deus? Acredito que ao ir e vir do trabalho, posso não apenas admirar a criação de
Deus, como posso também aproveitar o tempo para orar e desfrutar da Palavra.

Conclusão: Lição 7 – Sim, há uma razão para tudo, de modo todas as coisas cooperam
para aqueles que amam a Deus; entretanto, muitas vezes não sabemos aproveitar da
melhor maneira as oportunidades que nos são dadas. Embora tudo tenha um
propósito de glorificar a Deus, nem sempre o fazemos. Às vezes fazemos escolhas
erradas e tomamos caminhos tortuosos. Não nos falta oportunidades para
glorificarmos a Deus, mas muitas vezes atraímos a glória para nós mesmos. Jesus não
buscou a glória de homens. Como vemos em Lucas 7, ao ressuscitar um jovem, filho
único de uma viúva, o resultado foi que todos glorificavam a Deus. Toda a glória deve
ser dada a Ele, unicamente. Devemos nos colocar da posição daquela mulher
pecadora, indigna, que reconhece a sua posição, e se coloca aos pés do Senhor para
adorá-Lo. Vejo que ela glorifica a Deus se humilhando diante do Senhorio de Cristo.

Jo 19 – Como é triste ver a forma como os judeus rejeitaram a Jesus. Há toda, uma
separação da parte de Deus, de um povo com uma nova língua e uma nova terra. Uma
história de milagres, e uma lei dada especificamente por Deus. Uma nação referência
para a humanidade. Anos de profecias pré-anunciando a vinda do Messias, e mesmo
assim o Filho de Deus é rejeitado e condenado pelo seu próprio povo. Israel é um
reflexo da rebeldia do homem. Preferiram se submeter a Cesar do que ao Senhor.
Definitivamente a intimidade do Senhor não é para qualquer um. Se queremos
conhecê-lo como o Cristo, precisamos andar perto Dele. Somente João viu que do lado
do Senhor saiu sangue e água. Necessariamente vemos nesses dois elementos,
purificação e vida. Embora já tenhamos vida, a santificação vai depender do quanto
nós andamos com o Senhor. Talvez não entendamos porque esse povo escolhido
endureceu o seu coração, mas é fato que existe um propósito para tudo. E nós
estamos incluídos nesse propósito.

Jo 20 – A exemplo de Pedro, Maria Madalena também não reconheceu o Senhor. Me


pergunto, quantas vezes o Senhor está passando por nós, ou falando conosco e nós
não O reconhecemos por que estamos atrás de sinais. Tomé só acreditaria depois que
visse as marcas, os sinais. Quantos de nós ainda condiciona a fé a ver sinais? Por que
temos de ver primeiro para depois crer? Verdade que Jesus foi misericordioso com
Tomé, mas o que aconteceu com Tomé não é a regra, é a exceção. A fé não se baseia
no que se vê. A essência do evangelho está baseada no perdão dos pecados. O
revestimento do Espírito delegava aos discípulos autoridade para perdoar e reter os
pecados. A grande questão não é a cura física, mas sermos convencidos pelo Espírito
do pecado que habita em nós.

Jo 21 - Vemos que, depois de tudo, Pedro volta a sua antiga profissão, e ainda leva
outros com ele. Entretanto, o Senhor não se esquece dele, e o busca para lembrar-lhe
do seu propósito. Interessante que Jesus teve fome. Ele é suprido quando tem
comunhão conosco. Ele nos chama, nos aproximamos Dele e somos alimentados.
Quando priorizamos a Sua Palavra, o Reino e nos deixamos guiar pelo Espírito, todas as
outras coisas nos são acrescentadas. Deus nos sustenta. Depois de priorizar a
comunhão, Jesus mostra a Pedro o propósito de tudo – o amor. O Pai foi movido pelo
amor, o Filho foi movido pelo amor, e os seus discípulos também deveriam ser
movidos pelo amor. Fomos chamados por Deus para adorar, amar, nos conformar a
Cristo, apascentar e pregar o evangelho.
LIÇÃO 8 – PLANEJADO PARA AGRADAR A DEUS

• Deus nos escolheu criar para sua satisfação.


• Nós existimos para benefício, glória, propósito e prazer de Deus.
• Deus já tinha no Seu coração que nós seríamos seus filhos.
• Deus deseja que você aprecie a vida, não se limitando a apenas suportá-la.
• Deus possui sentimentos intensos.
• Dar prazer a Deus é o que se chama de adorar.
- Adorar é um sentimento intrínseco que nos liga a Deus.
- Adorar é um estilo de vida.
• Adoração é muito mais do que música.
- A adoração já existia muito antes da música.
- Adoração não tem relação com o estilo, volume ou andamento da música.
- O estilo musical que nós preferimos diz mais sobre nós.
- É a letra que torna uma canção sagrada, e não a melodia
• A adoração não é para nosso benefício.
• A adoração não é parte da sua vida; ela é a sua vida.
- Devemos louvar a Deus todo o tempo.
• Cada atividade pode ser transformada em ato de adoração.
• A verdadeira adoração é apaixonar-se por Jesus.
• Resposta: Ao acordar e me arrumar para o trabalho, posso fazer como se fosse
para o Senhor.

Pergunta (8): Que tarefa simples eu poderia começar a fazer como se estivesse
fazendo diretamente para Jesus? Coisas simples como me arrumar, ir para o trabalho,
uma atividade diária, uma ligação, uma visita, e o próprio cuidado para com a casa,
penso que posso fazer com amor e dedicação como se estivesse fazendo para o
Senhor.

Conclusão: Lição 8 – Embora não entendamos perfeitamente esse mistério, Deus nos
escolheu antes mesmo da fundação do mundo por ver em nós algo de muito especial,
que nem mesmo nós enxergamos. Mas me pergunto, até que ponto podemos viver
nesse mundo caótico apreciando a vida o tempo todo, indo além de simplesmente
suportá-la? Em Lucas 8 vemos que um tinha uma filha à beira da morte, enquanto
outra tinha uma hemorragia há doze anos. Creio que alguns têm muito a agradecer,
mas nem todos. Alguns apenas suportam a vida que lhes coube. Não tenho dúvida de
que fomos feitos para adorar. O problema está quando adoramos o que não
deveríamos. Adorar não é necessariamente cantar, mas usar o espírito. Não precisa ter
som de instrumentos, mas comunhão. Vejo que a verdadeira adoração é aquela em
que nós entramos na presença de Deus nos abrimos a ele. Jesus não precisou cantar
para adorar, mas o seu estilo de vida era uma adoração.

At 1 – (Conclusão) Jesus aqui faz uma diferenciação bem clara entre dois batismos: o
batismo de João, com água, e o batismo de Jesus, com o Espírito Santo. Embora alguns
vissem essa promessa como oportunidade para fortalecer e libertar o reino de Israel,
Jesus na verdade estava falando de um propósito muito maior, que visava agradar a
Deus. Muito se discute sobre esse assunto, mas eu entendo que uma coisa é sermos é
recebermos o Espírito interiormente, quando nos convertemos, e outra coisa é receber
sobre nós, exteriormente o Espírito, a fim de termos poder para fazer a obra e
exercitar o nosso ministério. Vejo que muitas vezes também buscamos esse poder
visando motivos particulares, e não o propósito de Deus. Estamos mais preocupados
em fortalecer o nosso ministério do que agradar a Deus. Penso que nossa prioridade
deveria ser de adorar a Deus. E adoramos a Deus por meio do espírito interior. “Deus é
Espírito, e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade”. Os
discípulos creram na promessa do Filho e aguardaram com unanimidade, em oração.

At 2 – Todos estavam reunidos no mesmo lugar, ouviu-se um som, como de um vento,


e como que línguas de fogo pousaram sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do
Espírito Santo e passaram a falar em outras línguas. Cada um ouvia na sua própria
língua materna as grandezas de Deus. Eles pareciam estar embriagados. Segundo a
profecia de Joel: eles profetizarão, terão visões e sonhos, e farão prodígios e sinais.
Todo aquele que invocar será salvo. Jesus recebeu a promessa do Espírito Santo,
derramando sobre os seus discípulos. Cada um deveria se arrepender e ser batizado
em nome do Senhor para remissão, e receberiam o dom do Espírito. A promessa é
para todos quantos o Senhor chamar. Eles perseveravam na doutrina dos apóstolos e
na comunhão, no partir do pão e nas orações. Em cada alma havia temor. Eles tinham
tudo em comum. Partiam o pão de casa em casa, e tomavam as refeições com alegria
e singeleza de coração. Eles contavam com a simpatia de todo o povo.

At 2 – Esse texto parece ser o modelo de uma igreja ideal, pelo menos na sua fundação
básica. Tinham uma Palavra forte, direcionada pelo Espírito, as pessoas se
arrependiam, eram batizadas, recebiam o Espírito, tinham tudo em comum, se
visitavam e faziam refeições juntos, contavam com a simpatia do povo, e Deus ia
acrescentando um a um. Podemos ver que eles perseveravam na doutrina dos
apóstolos e na comunhão. Havia uma submissão por parte da Igreja à direção dada
pelo Espírito aos apóstolos, e uma comunhão constante entre eles, inclusive na Palavra
atual. Há uma ideia de que o batismo com o Espírito Santo tenha sido exclusivo para os
apóstolos, mas é evidente que essa experiência permanece até hoje. Em Atos mesmo
vemos várias experiências de pessoas que foram batizadas com o Espírito Santo, dando
evidência pública. Também pode ver que casa experiência é peculiar e distinta. Não
precisamos ouvir um vento, ou ver línguas como de fogo. A condição, pelo que nos é
apresentado por Pedro, é se arrepender dos pecados e crer. Também vemos que essa
experiência é resultado de uma promessa do Senhor de que eles receberiam poder por
meio do Espírito para fazer a obra. Entendo que não podemos fazer dessa experiência
o fundamento da nossa fé e comunhão com Deus na vida da igreja.

At 3 (Conclusão) – Podemos ver que Pedro e João, embora fossem apóstolos, eles não
eram pessoas abastadas, as quais poderiam ajudar o necessitado com riquezas.
Entretanto, eles tinham algo que valia mais do que qualquer riqueza – a fé. A certeza
que eles tinham de que o coxo poderia ser curado era tanta que eles não pediriam,
eles simplesmente afirmaram – “anda!” De alguma forma, Pedro e João perceberam
que aquele coxo tinha fé suficiente para ser curado. Como é próprio de um costume
religioso, as pessoas passaram a idolatrar a João e Pedro, os quais imediatamente
corrigiram o povo para que adorassem somente a Cristo. O exemplo de Pedro e João
nos mostra que não adoramos a Deus pelo temos, bens ou dons, mas sim pelo nosso
testemunho de fé. O nosso andar deve testificar a nossa filiação, de modo que
adoramos a Deus pelo nosso estilo de vida. Devemos cuidar para não sermos adorados
pelo que Deus tem feito por nós, e nem mesmo por aquilo que ele tem nos dado. Toda
adoração deve ser dirigida somente a Deus.

LIÇÃO 9 – O QUE FAZ DEUS SORRIR

• Compreenda o que é agradável a Cristo, e então o faça.


• Noé dava alegria ao Senhor.
• Deus sorri quando o amamos acima de qualquer coisa.
- Nosso Criador nos quer como companheiros.
- Deus não quer sacrifícios, Ele quer o nosso amor.
- Deus anseia que eu o conheça e que usemos nosso tempo para ficar ao lado
dele.
• Deus sorri quando confiamos nele completamente.
- Noé construiu uma arca pela fé – fazer o impossível é crer em Deus.
- Noé se tornou amigo íntimo de Deus – Deus lhe deu instruções detalhadas.
- Noé era visto como um louco que pensava ouvir a voz de Deus.
- Confiar é um ato de adoração.
• Deus sorri quando lhe obedecemos incondicionalmente.
- Obediência imediata lhe ensinará mais sobre Deus do que uma vida inteira de
discussões bíblicas.
- A obediência libera a compreensão.
- Nós agradamos a Deus pelo que fazemos, e não somente pelo que cremos.
• Deus sorri quando o louvamos e damos graças continuamente.
- Logo após o dilúvio Noé ofereceu a Deus um sacrifício – nosso sacrifício hoje é
de louvor e gratidão.
- Adorar também é apreciar o que Deus fez por nós.
• Deus sorri quando usamos nossas habilidades.
- Deus observa cada detalhe da nossa vida e aprecia o que fazemos.
- Tudo o que fazemos, podemos fazer para a glória de Deus.
- Deus intencionalmente nos dotou de maneira distinta para o seu deleite
- Agradamos a Deus quando somos nós mesmos.
- Deus também tem prazer quando desfrutamos da criação.
• Resposta: Preciso confiar mais em Deus na área do amor, do consolo e do
companheirismo.

Pergunta (9): Considerando que Deus sabe o que é melhor para mim, em quais áreas
de minha vida preciso confiar mais nele? Tenho grande dificuldade em confiar, no
sentido de me abrir pessoalmente e de delegar. Sou muito controlador e tenho
dificuldade em delegar uma tarefa a alguém.

Conclusão: Lição 9 – Está claro que a nossa relação com Deus tem de ser uma relação
de amor. Na essência Ele é amor. Deus anela pelo nosso companheirismo, pela nossa
amizade, cumplicidade e confiança. Nossa relação com Deus não pode ser mecânica e
religiosa, baseada na lei. Não servimos por medo, mas por prazer. Quando amamos,
confiamos incondicionalmente. Confiar é obedecer sem questionar. Amar é apreciar os
detalhes, é conhecer os pensamentos, é andar junto. Muitos podem conhecer e saber
que Jesus é o filho do homem; mas conhecê-lo como o filho de Deus, o Cristo, é para
poucos. O Cristo só é revelado para os mais íntimos. Somente quem ama toma
verdadeiramente a cruz e nega-se a si mesmo. Se não há amor, não há cruz. Jesus é o
filho amado, de modo que devemos aprender a ouvir como quem ama.

At 4 (Resumo) – Sacerdotes e os saduceus ficaram incomodados com a doutrina da


ressurreição dos mortos. Mesmo diante da perseguição, subiu o número de homens a
quase cinco mil. Pedro discursa diante dos principais sacerdotes e defende a cura em
nome do Senhor e a Sua ressurreição. Pedro acusa os judeus (construtores) de terem
rejeitado a principal pedra angular. Pedro e João chamam a atenção pela intrepidez,
visto que eram homens iletrados e incultos. Eles foram ameaçados a não falar e
ensinar mais em nome do Senhor. A igreja, unânime, rogaram para que Deus
concedesse aos seus servos intrepidez para anunciar a palavra, enquanto os sinais se
manifestavam. O lugar tremeu e Deus respondeu na hora. Todos ficaram cheios do
Espírito e anunciaram a palavra com intrepidez. Tudo entre eles era comum e era
colocado aos pés dos apóstolos, os quais distribuíam conforme a necessidade. Os
apóstolos davam testemunho da ressurreição com grande poder.

At 4 (Conclusão) – Vejo que a doutrina da ressurreição incomoda o mundo. Hoje há um


esforço por parte da mídia em desacreditar a população de que houve de fato a
ressurreição de Jesus. Tanto interesse visa acabar com o fundamento da fé cristã.
Desde o início houve uma perseguição, entretanto isso só fortaleceu a igreja. Mesmo
diante da pressão, o Espírito testifica com nosso espírito que a ressurreição é real.
Pedro e João estavam tão cheios do Espírito, que o fato deles serem iletrados e
incultos não os impediu de expor a nudez e a falta de fé dos sacerdotes e dos judeus
que rejeitaram a Cristo. A presença do Espírito era tanta entre os apóstolos, que a
igreja era unânime e tinham prazer em compartilhar os seus bens com todos. A
perseguição não intimidava a igreja, muito pelo contrário, era motivo de oração e de
crescimento. A intimidade que Pedro e João tinham com o Senhor influenciou
fortemente toda a igreja.

At 5 (Resumo) – Ananias, em acordo com sua mulher, reteve parte do valor da venda
de uma propriedade. Segundo Pedro, Satanás encheu o coração de Ananias com
mentira. Ele mentiu a Deus omitindo o verdadeiro valor da venda e morreu. Esse foi
mais um dos sinais e prodígios feitos pelas mãos dos apóstolos. Todos reuniam-se de
comum acordo. O povo lhes tributava grande admiração. Até mesmo a sombra de
Pedro curava. O sumo sacerdote e a seita dos saduceus ficaram com inveja dos
apóstolos, prendendo-os; sendo soltos por anjos, mais tarde. Eles foram proibidos de
ensinarem no nome do Senhor. Pedro declarou que era muito mais importante
obedecer a Deus do que a homens. Deus outorgou o Espírito Santo aos que lhe
obedecem. Os apóstolos foram açoitados e soltos. Isso os deixou alegres. Tanto no
templo, quanto de casa em casa, não cessavam de ensinar.

At 5 (Conclusão) – Nos chama a atenção a morte de Ananias e sua mulher.


Naturalmente que não vemos esse tipo de coisa acontecendo hoje na igreja. Ao que
parece, é mais um dos sinais que eram comuns na igreja em Jerusalém. Infelizmente os
sinais e prodígios que aconteciam pelas mãos dos apóstolos não são comuns de
acontecerem hoje. Me parece que o maior erro de Ananias e sua esposa não foi reter
parte do valor da oferta, mas ter tido ao apóstolo que o valor do bem vendido era
outro. O casal combinou um valor, quando na verdade o valor era outro. Na igreja
havia uma esfera espiritual muito forte de unidade e de comum acordo. A mentira não
era tolerada pelo Espírito Santo. Podemos ver também que, mesmo a presença do
Espírito sendo tão forte, eles não deixaram de serem perseguidos: foram proibido de
pregar, foram presos e açoitados. Entretanto, nada disso foi motivo para desânimo,
muito pelo contrário. A pregação e o ensino era diário, e de casa em casa. Naquela
época, quanto mais eles sofriam, mais eles se alegravam. Alguns até mesmo se
ofereciam para serem mártires.

At 6 – (Resumo) As viúvas estavam sendo esquecidas na distribuição diária, e os gregos


reclamaram. Os doze apóstolos entenderam que não era razoável que eles
abandonassem a Palavra para servir à mesa. Escolheram sete homens de boa
reputação, cheios do Espírito e sabedoria para servir as mesas. Os doze se
consagraram à oração e ao ministério da Palavra. Os apóstolos impuseram sobre eles
as mãos e os consagraram como diáconos. Estêvão fazia prodígios e grandes sinais.
Muitos não podiam resistir à sabedoria e ao Espírito, pelo qual ele falava. Viram o
rosto de Estêvão como se fosse rosto de anjo.

At 6 (Conclusão) – Acho muito interessante o fato de que os apóstolos se dedicavam


exclusivamente à oração e ao ministério da Palavra. Eles não se distraiam com outras
coisas, ainda que lícitas. Por outro lado, o padrão elevado no serviço da igreja era
mantido. Eles escolheram homens de boa reputação e cheios do Espírito para servir.
Vejo também que a oração e a consagração foi fundamental para o reconhecimento
deles diante da congregação. Estêvão se destacou pela sua obediência e ousadia. Ele
não se intimou diante da oposição e perseguição. Certamente ele foi alguém que
alegrou o Senhor; não por fazer grandes obras, mas por se manter cheio do Espírito.

LIÇÃO 10 – A ESSÊNCIA DA ADORAÇÃO

• Rendição alude à perda, mas ninguém quer ser um perdedor.


• Render-se a Deus é a essência da adoração.
• A verdadeira adoração acontece quando nos entregamos totalmente a Deus.
• Existem três barreiras que impedem a nossa total rendição a Deus: medo,
orgulho e falta de compreensão.
• Posso confiar em Deus?
- O amor lança fora todo o medo.
- Deus se preocupa com cada detalhe da nossa vida.
- Deus nos ama infinitamente, mais do que você podemos imaginar.
- Cristo morreu por nós quando ainda éramos pecadores.
- Deus não tenta violar a nossa vontade, mas nos atrai delicadamente para si.
• Admitindo nossas limitações.
- O desejo de ter o controle completo é a causa de tanto estresse em nossa
vida.
- Aceitamos nossa humanidade intelectualmente, mas não emocionalmente.
- Quando percebemos que Deus deu a outros características que não temos,
reagimos com inveja, ciúmes e autopiedade.
• O que significa rendição.
- Resignar-se com a situação significa sacrificar a vida ou sofrer, a fim de mudar
o que precisa ser mudado.
- Quando me viro para Cristo e me rendo à sua personalidade pela primeira vez
começo a ter minha própria e real personalidade
- Pessoas que se entregaram a Cristo obedecem à Palavra de Deus mesmo que
ela não faça sentido.
- Corações entregues a Deus se destacam em relacionamentos.
- Jesus rendeu-se completamente ao propósito do Pai.
• A bênção da rendição.
- Em primeiro lugar sentimos paz.
- Pessoas entregues a Deus são exatamente aquelas usadas por Deus.
• A melhor forma de viver.
- Todo o mundo, com o tempo, se rende a algo ou a alguém.
- Somos livres para escolher a quem nos entregamos, mas não somos livres das
consequências dessa escolha.
- Seus momentos mais sábios serão aqueles em que você disser sim para Deus.
- uma vez que você tenha decidido entregar sua vida inteiramente nas mãos de
Deus, essa decisão será testada.
• Resposta: A área afetiva.

Conclusão: Lição 10 – A verdadeira rendição só ocorre quando há amor. Ninguém


se entrega completamente sem amar. Até pode haver uma obediência, ou temor,
por uma questão de autoridade; mas não uma rendição completa. Vejo como
precisamos tocar no amor de Deus; conhecer o caminho sobremodo excelente;
aprender a ter com o Senhor um relacionamento íntimo. Somos a noiva do
Cordeiro. Ele não está tão preocupado com as nossas falhas, quanto está em ter a
nossa presença. No verdadeiro amor não há condenação e nem medo. Quando
amamos, nem tem tudo precisa ter sentido. Obedecemos pelo simples fato de
agradar à pessoa amada. Podemos ver em Lucas 10 que cada dupla, enviada por
Jesus, confiou plenamente em não levar consigo bolsa, alforje e sandálias; assim
como Maria, ao contrário de Marta, se rendeu completamente aos pés do Senhor.

Pergunta (10): Uma pergunta para meditar: Que área de minha vida estou
evitando entregar nas mãos de Deus? Por mais que confiemos no Senhor, me
parece que nunca confiamos por completo. Penso na minha área financeira ainda
preciso aprender a confiar mais no Senhor. Confio, mas não completamente.

At 7 (Resumo) – Estêvão faz uma defesa do evangelho, relembrando toda a história


da Israel e sua rebeldia, de Abraão até Salomão, na edificação do templo. Estêvão
conclui seu sermão acusando os judeus de incircuncisos e de resistir ao Espírito
Santo; além de traidores e assassinos; e de não terem guardado a lei. Estêvão viu a
glória de Deus e de Jesus. Estêvão foi apedrejado, enquanto intercedia pelo povo.

At 7 (Conclusão) – Estêvão demonstrou um profundo conhecimento da história de


Israel. Certamente ele era alguém que tinham um bom hábito de leitura. No
momento oportuno, Deus pode usar o conhecimento de Estêvão para expor os
judeus que não criam e eram rebeldes. Estêvão nos mostra a importância de
sermos sinceros, justos, diretos e até mesmo duros quando necessário. Estêvão
não teve medo da morte, e nem mesmo levou a situação para o lado pessoal.
Enquanto jogavam pedra nele, ele ainda intercedia por eles. Estêvão era tão amigo
de Deus que, antes mesmo da sua morte, os céus se abriram para ele, e viu a glória
do Pai e do Filho.

At 8 (Resumo) – Levantou-se grande perseguição contra a igreja em Jerusalém.


Todos, exceto os apóstolos, foram dispersos. Saulo assolava a igreja. Filipe foi a
Samaria anunciar a Cristo e o reino de Deus, por meio de sinais e milagres. Simão, o
mágico, aparentemente se converteu. Pedro e João foram a Samaria e oraram por
eles para que recebessem o Espírito Santo. Eles já tinham sido batizados com em
nome do Senhor Jesus. Simão queria comprar a mesma autoridade de Pedro e
João; o qual é acusado de estar em fel de amargura e laço de iniquidade. Pedro e
João foram bem firmes com Simão. Um anjo deu uma direção para Filipe ir a
determinada cidade; onde ele encontrou um alto oficial de Candace e lhe explicou
o livro de Isaías, anunciando a Jesus. O Espírito falou intimamente com Filipe para
se aproximar e acompanhar. O Eunuco não esperou e foi batizado nas águas. Logo
em seguida, Filipe foi transladado.

At 8 (Conclusão) – Vejo que não foi em vão a perseguição que se levantou em


Jerusalém. A dispersão proporcionou a possibilidade do evangelho ser pregados
em muitos lugares fora de Jerusalém e Israel. Saulo, ainda movido pela sua religião,
perseguia a igreja. Interessante que a igreja em Jerusalém se preocupava em ver
que os samaritanos convertidos fossem batizados, não apenas nas águas, mas
também no Espírito Santo. Pedro e João, a exemplo de Estêvão, são bem firmes
com Simão, o mágico, apesar de ele ter aparentemente se convertido. Filipe,
preocupado em pregar a Cristo e o reino, é acompanhado com todo tipo de sinais e
milagres. Ao mesmo tempo em que ele é direcionado pelo Espírito, ele também é
direcionado por um anjo. Filipe pode ser usado pelo Espírito para explicar Isaías,
por que conhecia. Ele meditou na Palavra. Vemos também que nada impedia o
eunuco de ser batizado, visto que ele creu. Não havia necessidade de uma
preparação, bastava ter água.
At 9 (Resumo) - Saulo respirava ameaças de morte; e estava de posse de cartas que
o autorizavam a perseguir e levar para a prisão aqueles que eram do Caminho, que
invocavam o nome do Senhor. Na estrada para Damasco, uma luz brilhou sobre
Paulo, ele ouviu: “Saulo, Saulo, por que me persegues?” Ele estava perseguindo a
Jesus. Alguém na cidade diria a Paulo o que fazer. Paulo ficou cego por três dias,
sem comer e sem beber. Ananias, sob a orientação do Senhor Jesus orou por
Paulo, o qual recuperou a vista e ficou cheio do Espírito Santo. Paulo era um
instrumento escolhido para levar o nome do Senhor perante os gentios. Paulo
pregou a Jesus, afirmando que Ele é o Filho de Deus. O povo ficou atônito e
espantado com a conversão de Paulo. Paulo demonstrava que Jesus é o Cristo.
Confundidos, os judeus deliberavam tirar a vida de Paulo. Paulo fugiu escondido
por um cesto. Os discípulos temiam a Paulo, não acreditando na sua conversão.
Barnabé levou Paulo até os apóstolos. Paulo pregava ousadamente em nome do
Senhor. Ele discutia com os helenistas, os quais também queriam tirar-lhe a vida.
Logo depois, Paulo foi para Tarso. No conforto do Espírito Santo a igreja crescia em
número. Através de Pedro, Jesus cura um paralítico há oito anos, e ressuscita
Tabita. Pedro ordenou que ela levantasse.

At 9 (Conclusão) - Paulo era um homem bom, zeloso, e fiel naquilo que estava
determinada a fazer. Entretanto, o seu zelo religioso estava fora do padrão de
Deus. Paulo teve uma profunda experiência com Deus. Ele viu que estava
perseguindo o próprio Cristo ao perseguir os discípulos de Jesus. Foi quando ele
percebeu que Jesus era o Cristo. Deus usou um homem desconhecido para orar
por Paulo e lhe dizer o que fazer. Paulo ficou tão impressionado com essa
experiência, que tal fato mudou a sua vida por completo. Paulo se resignou a fim
de mudar o que precisava ser mudado. Ao se virar, agora, para Cristo e se render à
sua personalidade, pela primeira vez Paulo começa a ter sua própria e real
personalidade. Desde então ele começou a pregar que Jesus é o Cristo, o filho de
Deus. Mas Paulo também sofreu. Assim como ele perseguiu, ele também foi
perseguido. Paulo, antes de se converter, fez muitos inimigos. Entretanto, sua
rendição e fidelidade era completa.

LIÇÃO 11 – TORNANDO-SE AMIGO DE DEUS

• Deus anseia ser nosso amigo.


• Entre Deus e Adão havia um simples e carinhoso relacionamento, livre de culpa
ou medo.
• Poucas pessoas no Antigo Testamento tiveram o privilégio de uma amizade
com Deus.
• Jesus, por meio da cruz, abriu o caminho que nos dá acesso direto a Deus.
• Hoje podemos chegar a Deus a qualquer momento.
• Ter amizade com Deus só é possível por causa da graça de Deus e do sacrifício
de Jesus.
• Em uma corte real o círculo de amigos de confiança desfruta de proximidade,
de acesso direto e informações confidenciais.
• Conhecer e amar a Deus é nosso maior privilégio, e sermos conhecidos e
amados é o maior prazer de Deus.
• Conversando constantemente
- Deus quer ser incluído em todos os nossos pensamentos.
- Não precisamos estar sozinhos para passar o nosso tempo com o Senhor.
- A chave para uma amizade com Deus não é mudar o que fazemos, mas mudar
a nossa atitude em relação ao que fazemos.
- No Éden, a adoração não era um evento onde se comparecia, mas uma
atitude permanente.
- Orar continuamente é orar com frases curtas – orações de um fôlego –
usando a Palavra.
- Devemos treinar a nossa mente a pensar em Deus – podemos usar nosso
celular como alarme.
- Nós não louvamos a Deus para nos sentirmos bem, mas para agirmos bem.
• Através da meditação contínua
- Ter amizade com Deus é pensar na sua Palavra durante todo o dia.
- Deus se torna conhecido por meio da sua Palavra.
• Meditar é simplesmente é simplesmente concentrar os pensamentos.
• Resposta: Ter o hábito de decorar um versículo pelo manhã e meditar nele
durante o dia.

Conclusão: Lição 11 – Essa questão de nos tornarmos íntimos de Deus por meio da
sua Palavra me atrai bastante. Com o tempo comecei a perceber que não se
tratava apenas e conhecer a vontade de Deus, mas sim de se alimentar. Eu posso
saber, mas não necessariamente vou conseguir agradar a Deus. Percebi então que
a Palavra tinha que ser o meu desfrute diário. Foi aí que passei a ter o hábito de
meditar na Palavra, não para ganhar conhecimento, mas para me alimentar e
ganhar a Cristo. A Palavra tinha que fazer parte de mim, se tornando minha
experiência. Tomar a Palavra dessa forma me levou a conhecer a Cristo de forma
íntima e orgânica. Podemos ver em Lucas 11 que quem busca, encontra. Devemos
buscar a Cristo na sua Palavra. Somente a Palavra, tomada no coração, pode
preencher todo o vazio que impede os demônios de achar legalidade para voltar a
tocar numa pessoa novamente. Ouvir e guardar a Palavra, entendo que significa ter
intimidade com a Palavra. Na medida em que a Palavra se torna parte do nosso ser,
ela automaticamente vai iluminando todo o nosso ser. Se o nosso contato com a
Palavra se limita ao nível mental, seremos como os fariseus e intérpretes da lei,
limpos apenas por fora, trazendo peso sobre a igreja.

Pergunta (11): O que posso fazer para me lembrar de pensar mais sobre Deus e
falar com ele mais freqüentemente ao longo do dia? Normalmente eu já tenho o
hábito de falar com Deus informalmente nos momentos em que não estou
ocupado. De qualquer forma, entendo que posso me disciplinar mais para orar,
audivelmente, quando estiver sozinho em casa, na rua ou no trabalho. Quando
estou lendo a Palavra, também posso estar com a minha mente volta ao espírito.

At 10 (Resumo) – Havia em Cesareia um homem chamado Cornelio, temente a


Deus, que orava e dava esmolas. Um anjo aparece a ele dizendo que suas orações e
esmolas subiram a Deus, e que ele deveria mandar mensageiros até Pedro. Pedro,
por sua vez, viu o céu aberto e num lençol todo tipo de animal imundo. Pedro
deveria matar e comer. Pedro se negou a comer. Entretanto, ele não deveria
considerar imundo o que o Senhor purificou. O Espírito falou com Pedro que dois
homens o procuravam. Pedro entendeu que a nenhum homem ele deveria
considerar comum ou imundo, e que Deus não faz acepção de pessoas e que aceita
a todos. Pedro fala de Jesus a Cornelio, e da remissão de pecados pela fé. Ao falar,
caiu o (dom) Espírito Santo sobre todos. Os circuncisos ficaram admirados, pois
ouviram eles falando em línguas e engrandecendo a Deus. Todos foram batizados
nas águas em nome de Jesus.

At 10 (Conclusão) – Podemos ver que Cornélio e Pedro oravam, e que essa prática
era fundamental para lhes abrir porta direta para a comunhão com o Senhor.
Ambos tiveram uma visão que marcou as suas vidas. Deus se revela a quem tem
intimidade com Ele. Esses são os seus verdadeiros amigos. Por meio do Espírito
podemos ter acesso direto a Deus. Assim como Pedro, temos de aprender a ouvir
claramente a voz do Espírito. Embora Pedro fosse resistente no início, ele acabou
matando a sua religiosidade e entendeu que aquilo que Deus separa, deixa de ser
comum e imundo, e que Deus não faz acepção de pessoas. A fidelidade e
intimidade de Pedro para com Deus, mais a fé do povo, fez com que o dom do
Espírito Santo caísse sobre todos. Ele não precisou pedir. Simplesmente aconteceu
de forma sobrenatural. Da mesma forma todos foram batizados nas águas, sem
exceção.

At 11 (Resumo) – Chegou ao conhecimento dos apóstolos que os gentios haviam


também recebido a palavra e o Espírito. Pedro foi questionado pela possibilidade
de ter tido contato com os incircuncisos. Pedro conta-lhes a respeito da visão em
Jope e de como o Espírito Santo desceu sobre eles, de modo que foram batizados
com o Espírito Santo recebendo o mesmo dom (falar em línguas). Pedro
reconheceu a obra de Deus e não resistiu, visto que foi concedido também aos
gentios o arrependimento para a vida. A igreja em Antioquia crescia e a Igreja em
Jerusalém envia até eles Barnabé, o qual viu neles a graça de Deus. Barnabé partiu
para Tarso à procura de Saulo, levando-o à Antioquia, onde permaneceram por um
ano ensinando a todos. Lá foram chamados pela primeira vez de cristãos. Alguns
profetas de Jerusalém, como Ágapo, também foi para Antioquia. Vindo grande
fome sobre a todo o mundo, os discípulos enviaram ofertas aos presbíteros da
Judeia, através de Barnabé e Saulo.

At 11 (Conclusão) – Interessante o fato de que os apóstolos sempre enviam alguém


para averiguar o que está acontecendo entre os gentios, no que se refere ao
evangelho de Jesus. Eles procuram se manter atualizados. Entretanto, a resistência
aos gentios, ou incircuncisos, ainda é grande. Me chama a atenção a menção de
Pedro de que os incircuncisos também receberam o mesmo dom que eles, no
princípio, dando a entender de que se trata do dom de falar em línguas. Cristo
destruiu toda a barreira de separação (Ef 2:14), nos fazendo um. Deus abriu o
caminho para que todos tenham a oportunidade de serem seus amigos. Barnabé,
ao ver que a igreja em Antioquia crescia, busca Paulo para ensinar a eles a Palavra,
onde permanecem por um ano. Foi em Antioquia que os discípulos começaram e
serem chamados também de cristãos. Juntamente com Barnabé, Paulo começa a
servir, sendo separado para arrecadar as ofertas para os irmãos da Judeia. Nisso,
podemos ver que as igrejas se ajudavam com as ofertas.

At 12 (Resumo) – Houve um tempo em que Herodes perseguiu a Igreja. Tiago,


irmão de João, foi morto. Pedro foi preso. Mas havia oração incessante a Deus por
parte da igreja a favor dele. Nisso, apareceu um anjo e guiou Pedro para fora da
prisão. Pedro decidiu ir à casa de Maria, onde estavam congregados e orando.
Herodes, depois de ser exaltado como se fosse Deus, foi ferido por um anjo, de
modo que foi comido de vermes e morreu. Nisso, a palavra do Senhor crescia e se
multiplicava.

At 12 (Conclusão) – Num tempo em que a Igreja crescia e se multiplicava, o ataque


do Inimigo era feroz. Muitos membros da Igreja foram presos; e Tiago, irmão de
João, é perseguido e morto. Pedro, líder da Igreja na época, também é preso e
acorrentado. Podemos ver que embora as tribulações aumentassem, a oração e a
intercessão não parava, inclusive à noite. Nisso, os sinais se manifestavam. Um
anjo aparece a Pedro na prisão, e um outro feri a Herodes, que morre comido por
vermes. A Igreja sabia que podia se achegar a Deus a qualquer momento. A
manifestação dos anjos, e a resposta de Deus, provavelmente se deu em
consequência da oração e da intercessão. A autoridade da igreja estava muito
acima da autoridade de Herodes. Pedro era amigo de Deus e esperou nEle. Não
houve a necessidade de colocar força ou violência. Quando oramos em favor da
sua Palavra e esperamos nEle, Ele age.

Qual foi a reação da igreja diante da perseguição? (At 12)

LIÇÃO 12 – DESENVOLVENDO A AMIZADE COM DEUS

• Estamos tão perto de Deus quanto escolhemos estar.


- Toda amizade exige esforço, tempo e energia.
• Devo optar por ser sincero com Deus – à respeito das nossas falhas e
sentimentos.
- Deus não espera perfeição, mas sinceridade.
- Abraão era tão íntimo de Deus que negociou com Ele a quantidade de pessoas
justas na cidade.
- Deus expressou com sinceridade sua absoluta repugnância pela
desobediência de Israel.
- A verdadeira amizade é edificada sobre a transparência.
- Deus sempre age no nosso melhor interesse; mesmo quando é doloroso e nós
não compreendemos.
- Podemos e devemos derramar diante de Deus as nossas queixas e contar-lhe
os nossos aborrecimentos.
• Devo optar por obedecer a Deus na fé.
- Amizade também é obedecer sem compreender.
- Por termos sido perdoados e libertos, obedecemos por amor. Jesus obedeceu
por amor.
- A verdadeira amizade não é indolente, ela age.
- Deus fica satisfeito quando fazemos pequenas coisas para Ele por amor.
• Devo optar por valorizar o que Deus valoriza.
- Quanto mais você se torna amigo de Deus, mais se importa com as coisas com
as quais ele se importa.
- Para ser amigo de Deus, você deve se interessar por todas as pessoas ao seu
redor, com as quais Deus se importa.
• Mais do que qualquer outra coisa, devo desejar ser amigo de Deus.
- Deus gosta quando estamos apaixonados por Ele.
- Amizade íntima com Deus é uma escolha, não um fato fortuito.
- Laodicéia perdeu o primeiro amor.
• Seu relacionamento mais importante.
• Resposta: Conversar com Deus informalmente.

Conclusão: Lição 12 – Nos últimos dias eu tenho tocado muito na importância de nós
sermos transparentes com Deus. Vejo que uma coisa é Deus saber o que se passa
conosco, mas outra coisa é nós nos abrirmos com Ele. Normalmente, nós formalizamos
demais o nosso relacionamento com Ele. Estabelecemos um horário para falar, e não
temos coragem de falar qualquer coisa. Esquecemos de que Ele é nosso amigo e Pai.
Tenho aprendido a colocar diante de Deus todos os meus anseios, sonhos, projetos,
falhas, fraquezas, questionamentos, e até mesmo minhas insatisfações. Sinto que Ele
tem escutado e apreciado essa minha transparência, embora nem tudo Ele aprove.
Acredito também que esse modelo bilateral serve de exemplo para o nosso
relacionamento. Como vemos em Lucas 12, Ele nos conhece a ponto de saber a
quantidade dos fios do nosso cabelo. Como amigos, nós O confessamos diante dos
homens; buscamos o Reino acima de qualquer coisa e Ele, como nosso amigo, nos
sustenta em tudo. Ele se preocupa com cada detalhe. Espantosamente, Lhe agradou nos
dar o seu reino e nos confiar os seus bens. Ele nos reserva um lugar a sua mesa. Isso é
amor.

At 13 (Resumo) – Na igreja em Antioquia havia muitos mestres e profetas, os quais


serviam e jejuavam. Dentre eles, separou o Espírito Santo Barnabé e Saulo para uma
obra. Os irmãos oraram, jejuaram, e orando impuseram as mãos sobre eles. Depois
disso os despediram. Eles foram enviados pelo Espírito Santo. Eles anunciavam a palavra
nas sinagogas judaicas. Ao pregar para o procônsul, Paulo encontra resistência por parte
de Elimas, o mágico. Cheio do Espírito Santo, Paulo o chama de filho do diabo e o
amaldiçoa. No mesmo instante ele ficou cego. Diante de tal sinal, creu o procônsul.
Paulo vai a Antioquia da Psídia onde fala a respeito das profecias e da vinda do messias,
e anuncia a remissão dos pecados mediante a fé em Cristo. Toda a cidade queria ouvir a
Palavra, mas os judeus, tomados de inveja, contradiziam a Paulo. Foi quando Paulo lhes
mostrou a vontade de Deus de que a salvação fosse levado aos gentios, até aos confins
da terra. Creram todos os que estavam destinados para a vida eterna. Os judeus por sua
vez, junto com algumas mulheres piedosas, levantaram perseguição contra Paulo e
Barnabé.

At 13 (Conclusão) – Vemos que numa igreja normal deve haver mestres e profetas que
servem e jejuam. É impressionante a presença e a direção clara do Espírito Santo entre
eles. Barnabé e Saulo foram separados para uma obra de evangelismo dentro de uma
esfera normal de comunhão e serviço dentro do presbitério da igreja. Houve unidade e
oração. Barnabé e Saulo estavam debaixo da proteção da igreja. Podemos ver que por
todo o caminho, eles eram guiados pelo Espírito Santo. Embora muitos ouviam e criam
na pregação da Palavra, Paulo também encontrou muita resistência. Quando defrontado
pelo diabo, Paulo era ousado e duro, sendo direto, não temendo a perseguição e a
morte. Os judeus, sendo aqueles que mais deveriam cooperar com Paulo, foram os seus
principais inimigos.
At 14 (Resumo) – Muitos judeus e gregos creram, mas alguns judeus incrédulos
incitaram os gentios contra os irmãos. O Senhor confirmava a Palavra da sua graça, com
sinais e prodígios. O povo estava dividido entre os judeus e os apóstolos. Paulo e
Barnabé tiveram de fugir para outra cidade. Paulo avistou um homem aleijado de
nascença, percebendo que nele havia fé para ser curado. Paulo deu uma ordem e ele
ficou de pé. Os judeus novamente instigaram a multidão e apedrejaram a Paulo e o
arrastaram para fora da cidade, dando-o por morto. Cercado pelos discípulos, Paulo
levantou-se e entrou novamente na cidade, onde fizeram muitos discípulos. Eles deram
o exemplo de que por meio de muitas tribulações nos importa entrar no reino de Deus.
Depois de orar com jejuns, promoveram em cada igreja a eleição de presbíteros.
Voltando a Antioquia, relataram tudo o que ocorrera.

At 14 (Conclusão) – Vejo como é triste a dureza do coração de alguns judeus. Mesmo


diante de uma sábia palavra liberada por Paulo, acompanha de sinais e prodígios,
movidos por inveja e orgulho, eles não se renderam; e como se não bastasse, ainda
perseguiram a Paulo a ponto de tentar matá-lo. À exemplo da igreja em Laodiceia, se
achavam ricos e abastados. Grande era a repugnância de Deus pela desobediência de
Israel. Incrível como o diabo pode usar pessoas tão próximas, e às vezes as mais
improváveis, para tentar nos desanimar. Enquanto de uma cidade eles fugiram, em
outra quase morreram. Logo depois de ter sido apedrejado, Paulo se levanta como se
nada tivesse acontecido. Nada os abalava. Acho muito interessante o fato de que Paulo
identificou no aleijado uma fé a ponto de ele ser curado, onde ele simplesmente só
precisou declarar a cura. A eleição de presbíteros (pastores hoje) era feita em cada
igreja (cidade), mas sempre depois de oração e jejum.

At 15 (Conclusão) – Entendo que Paulo errou ao permitir a carta dos apóstolos de


Jerusalém, impondo certos requisitos da lei, fosse lida perante as igrejas dos gentios.
Por mais lícito que fosse, ele abriu um precedente para que a lei de Moisés fosse
observada. Acredito que por causa disso, muitos que tinham começado no espírito,
estavam se aperfeiçoando na carne. Hoje, na verdade, não é muito diferente. Podemos
achar um absurdo colocar a circuncisão como um requisito para a salvação, mas ainda
impomos uma série de requisitos, os quais os irmãos precisam observar para serem
salvos ou continuarem sendo salvos. Pedro mesmo reconheceu que a salvação foi graça
do Senhor, e que o Espírito é concedido pela fé do coração. Deus se agrada da
obediência pela fé. Os verdadeiros amigos são aqueles que obedecem sem
compreender. Deus também se agrada quando o obedecemos por amor, e não
simplesmente porque a lei manda. A religião contamina a nossa amizade com Deus.

LIÇÃO 13 – A ADORAÇÃO QUE AGRADA A DEUS

• Deus me quer por inteiro – Deus quer nossa total devoção.


• Onde você adora não é tão importante quanto por que você adora e o quanto
de si mesmo você oferece a Deus quando adora.
• Deus se agrada quando nossa adoração é precisa.
• A adoração deve ser baseada na verdade das Escrituras.
• Deus se agrada quando nossa adoração é autêntica - Adoração é seu espírito
correspondendo ao Espírito de Deus.
• O louvor sem sentimentos não é em absoluto louvor! Não vale nada e é um
insulto a Deus.
• Deus olha para além de nossas palavras para ver a postura de nossos corações.
• Podemos adorar a Deus de modo imperfeito, mas não podemos adorá-lo sem
sinceridade.
• A adoração deve ser precisa e autêntica.
• A adoração agradável a Deus é profundamente emocional e profundamente
doutrinária.
• O melhor estilo de adoração é aquele que mais genuinamente representa o seu
amor por Deus, baseado na formação e na personalidade que ele lhe deu.
• Você não glorifica a Deus tentando ser alguém que ele nunca quis que você
fosse.
• Deus se agrada quando nossa adoração é atenta.
• As orações desatentas são vãs repetições.
• Deus se agrada quando nossa adoração é prática – oferecendo o nosso corpo
como sacrifício vivo.
• Problema com o sacrifício vivo é que ele pode escapulir do altar, o que muitas
vezes acontece.
• Resposta: minha adoração particular. Irei adorá-Lo em todo lugar.

Conclusão: Lição 13 – Deus falou muito comigo sobre o assunto da “verdadeira


adoração” nesse retiro. Em algumas ocasiões onde eu estava orando por alguns levitas,
fui direcionado pelo Espírito a dizer-lhes que a verdadeira adoração que Deus esperava
deles não era a que vinha dos lábios, mas sim a do coração; e que eles tinham um
espírito no seu interior o qual eles precisavam escutar e que lhes guiaria a dar a Deus
uma verdadeira adoração. Não há como adorar a Deus sem usar o espírito humano. É
religioso a ideia de que precisamos esperar que algo de fora desça sobre nós para
tocarmos em Deus. Na verdade só depende de nós, em inclinarmos a nosso mente
para o espírito. Isso pode ocorrer em qualquer lugar e tempo. Não há como termos
uma verdadeira intimidade com Deus sem usarmos o nosso espírito. E o espírito, por
sua vez, tem a função de nos conformar a Cristo por meio da Palavra. Quanto mais
conhecermos a Palavra, mais precisa será a nossa adoração. A adoração é não procede
das palavras que inventamos, por melhores que seja, mas procedem do Espírito de
Deus que está em nosso espírito. Aproveitando a figura de Lucas 13, entendo que a
“porta estreita” nada tem a ver com aquela figura tão conhecida dos “dois caminhos”.
Na verdade, aquele retrato, nos mostra apenas dois caminhos diferentes, um livre à
carne e outro de restrições. No entanto, ambos levam ao mesmo lugar. Embora o
religioso pareça correto, ainda não é o caminho do Espírito. O esforço para encontrá-
lo, não é um esforço da carne para viver piedosamente, lutando contra o pecado, mas
sim um esforço para inclinarmos a nossa mente para o espírito. No livro “a economia
de Deus”, Witness Lee fala profundamente sobre isso.

At 16 (Resumo) – Paulo encontra Timóteo e o circuncida por causa dos judeus. De


cidade em cidade Paulo lia a carta dos apóstolos e presbíteros de Jerusalém. Dia a dia
as igreja aumentavam em número. Eles foram impedidos pelo Espirito Santo de pregar
na Ásia; assim como de ir para a Bitínia. Paulo tem uma visão de um jovem macedônio
pedindo ajuda, concluindo que era um chamado de Deus. Em Filipos, Paulo vai para
um lugar junto do rio parecia haver um lugar de oração. Paulo identifica em uma
jovem possessa um espírito adivinhador, a qual engrandecia a Paulo. Ela fez isso por
muitos dias. Paulo, indignado, expulsou o espírito dela. Aqueles que lucravam com ela
se indignaram contra Paulo e Silas; os quais rasgaram as suas vestes e açoitá-los com
varas; lançando-os no cárcere e prendendo seus pés no tronco. Na prisão eles
cantaram louvores, quando então sobreveio um terremoto o qual abriu as portas e as
cadeias de todos. Nisso, o carcereiro se converteu, juntamente com sua casa, sendo
batizado.

At 16 (Conclusão) – Podemos ver que embora Paulo não pregasse a circuncisão, ele
circuncidou Timóteo por uma questão de costume e testemunho. Muitas vezes nos
defrontamos com essa linha tênue quanto ao limite em que podemos ir para ganhar
alguns. Mais uma vez vemos a presença forte do Espírito direcionando os apóstolos.
Nessa caso eles foram impedidos. Não sabemos se Deus usou o inimigo para que eles
não fossem a determinado lugar, ou se simplesmente o Espírito Santo disse “não”. Fica
o mistério. Por outro lado, ele recebe uma visão de para onde eles deveriam ir. Mas
até que ponto devemos esperar por uma direção? Penso que Paulo nem sempre
estava claro quanto ao que deveria fazer, mas de forma alguma ele ficava parado
esperando. No caminho o Espírito o iluminava. Paulo certamente tinha o dom do
discernimento de espírito, ao identificar naquela jovem um espírito adivinhador. De
certa forma ela estava engrandecendo o serviço de Paulo, mas a fonte era maligna.
Muitas vezes por trás de um elogio ou engrandecimento pode estar uma distração do
inimigo. Enquanto na prisão, mesmo depois de ter sido açoitado, Paulo não se abalou.
Qualquer um de nós, depois de estar servindo como ele, estaria reclamando ao se
encontrar numa situação difícil e humilhante como essa. Paulo podia não estar
sentindo nada e nem ouvindo nada por parte do Senhor (próxima lição), mas espírito
era de constante adoração. Paulo não louvava a Deus pela bênção materiais ou por
estar se sentindo forte e agraciado nesse mundo. Paulo louvava porque se sentia grato
pela salvação. Havia em Paulo um espírito de louvor. Como resultado, o carcereiro e
sua família foram salvos.

At 17 (Resumo) – Nas sinagogas dos judeus, Paulo anunciava a Jesus, o Cristo que
ressuscitou dentre os mortos. Muitos gregos piedosos, assim como mulheres distintas
se agregaram a eles. Judeus invejosos buscaram alguns homens da malandragem para
pegar a Paulo e Silas. Em Bereia os irmãos receberam a Palavra com avidez,
examinando as escrituras todos os dias. Nisso, os judeus novamente perseguiram a
Paulo, perturbando o povo. Paulo se incomoda com a idolatria de Atenas. Paulo
pregava na sinagoga e nas praças a respeito de Jesus e a ressurreição. Paulo os anuncia
o Deus vivo, que não habita em tabernáculos e que não é semelhante a outro, prata ou
pedra. Não sendo trabalhado pela arte da imaginação humana. E que estabeleceu um
tempo e um varão, o qual ressuscitou, para julgar o mundo. Nesse ponto Paulo foi
escarnecido. Alguns, entretanto creram.

At 17 (Conclusão) – Podemos ver que por todo lugar onde passava Paulo só tinha uma
preocupação: testemunhar que Jesus era o Cristo, e que Ele havia ressuscitado dentre
os mortos. Por outro lado, os judeus invejosos não mediam esforços para derrubar a
Paulo. No meio de tanta luta e perseguição, sempre havia os que criam e se
convertiam. Em Bereia, vemos aqueles que receberam a palavra com avidez e
examinavam as escrituras. Talvez houvesse neles um certo espírito crítico, mas é muito
mais preferível ter entre nós aqueles que lêem e entram para dentro da Palavra, do
que aqueles que aceitam tudo e nunca lêem a bíblia. A exemplo do que vemos em
João, Paulo enfatiza que Deu não habita em tabernáculos, templo, ou locais físicos, o
qual os homens idolatram, segundo a sua imaginação. Deus é Espírito e importa que os
seus adoradores, os verdadeiros adoradores, o adorem em espírito e em verdade. A
verdadeira adoração tem de ser prática e diária.

At 18 –

LIÇÃO 14 – QUANDO DEUS PARECE DISTANTE

• Deus é real, a despeito de como você se sinta.


- O que você faz quando Deus parece estar a milhões de quilômetros?
- Para amadurecer a amizade, Deus irá testá-la com períodos de aparente
separação.
- A noite escura da alma – ministério da ausência – o ministério da noite –
inverno do coração.
- Davi freqüentemente reclamava da aparente ausência de Deus.
- Certo dia você acorda e percebe que todas as suas sensações de comunhão
espiritual se foram.
- Quando Deus parece distante, você pode pensar que ele está zangado ou o
está punindo por algum pecado.
- Freqüentemente esse sentimento de abandono e afastamento de Deus não
tem nenhuma relação com o pecado.
- Buscar uma sensação — mesmo uma sensação de proximidade com Cristo —
não é adoração.
- À medida que você crescer na fé, ele irá emancipá-lo.
- Deus está mais interessado que você confie, e não tanto que o sinta.
- Como louvar a Deus quando você não compreende o que está acontecendo
na sua vida e Deus está em silêncio?
- Como manter os olhos em Jesus quando eles estão cheios de lágrimas?
• Diga a Deus exatamente como você se sente.
- Jó se abriu com Deus expondo todas as suas amarguras.
- Você sabia que admitir seu desespero para Deus pode ser uma declaração de
fé?
- A franqueza de Davi na verdade revela uma profunda fé.
• Concentre-se em quem Deus é — sua natureza imutável.
- Apegue-se ao caráter imutável de Deus.
- Nunca duvide na escuridão do que Deus lhe disse na luz.
• Confie que Deus cumprirá as promessas.
- Em tempos de seca espiritual, você deve confiar pacientemente nas
promessas de Deus, e não nas emoções.
- As circunstâncias não podem mudar o caráter de Deus.
- Essa confiança na palavra de Deus fez que Jó permanecesse fiel
• Lembre-se do que Deus já fez por você.
- Devemos adorá-lo pelo simples fato de que Cristo morreu por nós.
• Normalmente nos esquecemos os detalhes cruéis do torturante sacrifício que
Deus fez a nosso favor.
- Jesus se sentiu abandonado.
- Jesus desistiu de todas as coisas para que você pudesse ter todas as coisas.
• Resposta: nesse momento em que não sinto nada, tenho de me apegar com fé
na sua Palavra.

Conclusão: Lição 14 – Essa lição foi a que até agora, mais falou comigo. Sinto que, na
minha experiência, estou passando por um período com Deus nesse sentido. Embora
Ele pareça distante, e eu não O sinta se movendo em mim, todos os dias desse retiro,
Ele me falou que me ama, independente de qualquer coisa. Percebo claramente que,
nesse período de “deserto”, como a Palavra em mim constituída é importante. Ela
fortalece a minha fé e me sustenta, mesmo quando estou fraco. Nesse momento
percebo que minha relação com Deus não depende de sentimentos e sensações, mas
de fé. Ele sempre estará comigo. Não estou nessa terra para ser exaltado, mas para
glorificar a Deus, mesmo nas situações de silêncio. O Filho passou por isso na cruz.
Como vemos em Lucas 14, a nossa vida nessa terra dever uma vida de renúncia e de
cruz.

Pergunta (14): Como me concentrar na presença de Deus, especialmente quando ele


parece distante? Creio que todos nós passamos por um momento como esse. O
quanto temos de raiz com Deus vai determinar o quanto vamos permanecer de pé. Às
vezes não vemos, não escutamos e não sentimos nada. A nossa fé é testada. Quando
passo por esse deserto, eu continuo orando e me alimentando da Palavra, esperando
com fé no Senhor.

At 19 – Entendo que Paulo não questiona se os discípulos tinham o Espírito de Deus ao


crer, mas sim se eles receberam o dom do Espírito. Havia ainda a necessidade de eles
serem batizados com o Espírito Santo, pela manifestação do dom, o que normalmente
ocorria com o falar em línguas. Podemos ver que o batismo de Jesus, com Espírito,
ocorreu naturalmente no momento em que Paulo impôs sobre ele as mãos. Tanto o
batismo de João, quanto o batismo de Jesus, nos identifica com a família de Deus. O
fato de Paulo ficar dois anos, discorrendo diariamente por dois anos a respeito do
reino, demonstra a grande necessidade de explicar para os irmãos as Escrituras. Além
da Palavra ser presente e forte, na vida de Paulo, os milagres e os sinais também eram.
Paulo teve de combater em Éfeso a idolatria e a feitiçaria. Em Éfeso Paulo estabeleceu
o seu centro de obra na Ásia. Ali ele praticamente constitui uma família da fé e treinou
o jovem Timóteo.

At 20 – Paulo claramente era governado por uma visão. Ele tinha uma carreira a sua
frente e um ministério a cumprir. Paulo não valorizava a sua vida mais do que essa
proposta. Não seria cadeias ou tribulações que o desviariam do alvo. Paulo sabia que a
sua carreira estava chegando ao fim e adverte os presbíteros para que cuidem do
rebanho e os proteja dos “lobos”. Paulo deu a vida por eles. Paulo se afadigou para
levar a eles uma Palavra que produzisse neles uma edificação a ponto de fazer deles
herdeiros entre todos os santos. Uma herança eterna, inestimável, pura, perpétua e
protegida. Podemos ver que nem mesmo uma situação de morte, como a do jovem
Êutico, distraiu o apóstolo. Paulo tinha, naquela ocasião um longo discurso a fazer. Era
por volta da meia noite, pessoas com sono e cansadas, quando de repente, aquele
jovem cai do terceiro andar e morre. Paulo ainda tinha muito que falar. Penso se
depois desse milagre alguém ainda estaria com sono ou distraído. Acho que todos
ouviram atentamente.
At 21 (Resumo) – Em Tiro, os irmãos, movidos pelo Espírito, recomendaram a Paulo
que não fosse a Jerusalém. Paulo tinha o hábito de orar. Filipe tinha quatro filhas
jovens que profetizavam. Um profeta chamado Ágabo profetizou a cerca de Paulo,
dizendo que ele sofreria e seria preso em Jerusalém. Nisso, os irmãos rogaram para
que ele não fosse à Jerusalém. Paulo então lhes disse que estava pronto, não só para
ser preso, como também para morrer em Jerusalém pelo nome do Senhor. Em
Jerusalém, Paulo é persuadido a fazer um voto, dando testemunho de que guarda a lei,
tendo em vista a grande quantidade de judeus convertidos. Antes de se completar o
voto, alguns judeus vindo da Ásia, avistaram Paulo e o agarraram e o acusaram de
desviar os irmãos da lei de Moisés. Eles queriam matar a Paulo. Soldados e centuriões
prenderam a Paulo, sendo acorrentado com duas cadeias.

At 21 (Conclusão) – Normalmente, o sentimento dos irmãos de Tiro é o nosso


sentimento. Um sentimento de que devemos evitar o sofrimento. Podemos pensar
que ser amigo de Deus, implica em um viver humano próspero e sem dificuldades.
Israel tinha a ideia de que o Messias os libertaria da opressão de Roma. Isso não
aconteceu. Se olharmos com olhos religiosos para a vida do apóstolo Paulo, podemos
não entender por que Deus, tido por seu amigo, permitiu que ele terminasse o seu
ministério dentro de uma prisão, e ainda fosse decapitado. Quanto de nós não
questionaria a Deus e até mesmo o próprio ministério. Embora Deus pareça distante,
Paulo não estava sozinho. Ele não dependia das circunstâncias exteriores, e nem
mesmo do seu sentimento. Ele vivia pela fé. Paulo tinha os olhos nas promessas de
Deus. Ele não precisa compreender e nem sentir. Ele apenas obedecia. Ao aceitar fazer
o voto em Jerusalém, talvez ele passasse por um momento de fraqueza; mas podemos
ver que Deus, na sua misericórdia, não permitiu que ele concluísse o voto. Ele tinha
sido chamado para levar o evangelho aos gentios, e o propósito seria cumprido.

LIÇÃO 15 – FORMADO PARA FAZER PARTE DA FAMÍLIA DE DEUS

• Você foi formado para ser parte da família de Deus.


- Deus está formando uma família para nos amar.
- A Trindade é um relacionamento de Deus consigo mesmo.
- A família de Deus inclui todos os crentes de todas as épocas.
- A única forma de entrar na família de Deus é nascendo novamente dentro
dela.
- O convite para sermos parte da família de Deus é universal, mas há uma
condição: a fé em Jesus.
- Sua família espiritual é ainda mais importante que sua família física.
• Os benefícios de fazer parte da família de Deus.
- Por sermos filhos de Deus também nos tornamos herdeiros.
- Nossa herança eterna é inestimável, pura, perpétua e protegida.
• Batismo: identificando-se com a família de Deus.
• O maior privilégio da vida.
- Jesus e as pessoas que ele santificou pertencem todos à mesma família.
• Resposta: os vendo como irmãos e pessoas por quem Cristo também morreu.

Conclusão: Lição 15 – Vejo que fui inserido nessa família espiritual pela fé em Cristo e
que tal condição é irrevogável, independente de qualquer circunstância. Fazer parte
dessa família é um fato, mas infelizmente nem sempre é a nossa realidade. Muitas
vezes não tratamos os nosso irmãos na fé, como irmãos. A exemplo do filho mais
“velho” de Lucas 15, muitas vezes somos movidos por inveja, ao invés de amor. Na
medida em que amadurecemos espiritualmente percebo que nos tornamos mais
conscientes no espírito dessa realidade familiar. Nessa família, a qual dever ser
vinculada e movida por amor, vemos que Jesus busca aquele membro que se perde, e
ainda recebe e come com pecadores.

Pergunta (15): Como começar a tratar os outros crentes como membros de minha
família? Na verdade, na prática, raramente tratamos os irmãos em Cristo, como
membros da nossa família. Normalmente o amor, a intimidade e a confiança não é a
mesma. Vejo que primeiramente precisamos abandonar de fato a “nossa terra e
parentela” (Gn 12), e depois precisamos reconhecer que a nossa verdadeira família
está na igreja. Precisamos cultivar uma amizade tanto fraterna quanto ágape para com
os nossos irmãos na fé. Assim como Jesus e Paulo, precisamos ter pelo menos um
grupo de pessoas com as quais andamos, nos abrimos e contamos diariamente.

At 22 – Paulo era um homem que conhecia a lei e era zeloso para com Deus. Ele era o
exemplo de alguém que pode conhecer muito bem as Escrituras e ao mesmo tempo
ter um viver religioso. Não é porque conhecemos a Palavra e praticamos o bem, que
necessariamente estamos fazendo a vontade de Deus. O “bem” da árvore do
conhecimento do bem e do mal, não é o bem de Deus. O fruto dessa árvore será
sempre a morte. O “bem” de Deus tem que, necessariamente, proceder da árvore da
vida. O fruto dessa árvore será sempre a vida. O Deus que Paulo conhecia, era um
Deus exterior. Ele ainda precisava aprender a conhecer Deus por meio do seu espírito.
Somente quando seu espírito foi selado com o espírito de Deus, é que ele
verdadeiramente passou a fazer parte da família de Deus. Se não nos alimentarmos de
Cristo, em nosso espírito, não haverá transformação e edificação. Paulo sofreu por
dizer a verdade, mas isso fez parte do seu crescimento espiritual.

At 23 (Resumo) – Paulo amaldiçoa o sumo sacerdote, que mandou bater-lhe na boca.


Os saduceus não criam na ressurreição e nem nos anjos, e nem na existência de
espírito; enquanto que os fariseus admitem todas essas coisas. Alguns escribas, dentre
os fariseus defenderam Paulo. O Senhor aparece a Paulo e lhe diz que ele dará Em
Roma o mesmo testemunho que deu em Jerusalém. Os judeus estavam determinados
a matar Paulo. O sobrinho de Paulo avisou o comandante dessa trama contra Paulo; o
qual montou uma cavalaria em volta de Paulo e o conduziu ao governador Felix.

At 23 (Conclusão) – Paulo parece estar se contradizendo, quanto à questão de afrontar


a autoridade do sumo sacerdote, lembrando da própria lei que diz que não se deve
falar mal de uma autoridade. Entretanto, o que Paulo fez foi algo muito semelhante ao
que o arcanjo Miguel fez, em Jd 9, quando disse para o diabo: “o Senhor te
repreenda”. Paulo não fez uma pronuncia direta, mas disse: “Deus há de ferir-te”.
Paulo foi tão corajoso naquela ocasião, que Deus lhe segurança de que ele chegaria
vivo em Roma, onde daria o mesmo testemunho. Deus proveu toda a segurança de
que ele precisou para não correr nenhum risco de vida, ao usar seu sobrinho, o
comandante e a cavalaria.

At 24 (Resumo) – Paulo é acusado por Tértulo de peste e de promover sedições entre


os judeus esparsos, e de ser o principal agitador da seita dos nazarenos. Paulo se
defende dizendo que segue o Caminho e que acredita na lei e nos escritos dos
profetas, e que acredita na ressurreição dos justos e injustos. Diante de Felix, Paulo
disserta acerca da justiça, do juízo e do domínio próprio. Sendo Felix político, quis
também agradar aos judeus.

At 24 (Conclusão) – Podemos ver que Paulo não demonstra muita preocupação com a
acusação dos seus perseguidores. Paulo mantém o foco no seu ministério. Sem temer
a acusação ou a morte, Paulo sabiamente reafirma o seu testemunho no Caminho
apresentado por Cristo e a sua fé na ressurreição dos mortos. Ele estava ciente de que
a sua condição da família de Deus era irrevogável, independente de qualquer
circunstância. Visto que Paulo sempre foi perseguido pelo seu próprio povo, fica a
questão de “até que ponto podemos tratar um irmão como verdadeiramente um
irmão?” Não poderia ele estar sendo usado pelo inimigo para nos distrair? Paulo ainda
tem a oportunidade de pregar ao governador Felix sobre a justiça, o juízo e o domínio
próprio. Podemos ver no exemplo de Paulo que não há nenhum problema em nos
defendermos dos nossos acusadores, desde que não percamos o foco da nossa missão.

LIÇÃO 16 – O QUE REALMENTE IMPORTA

• Viver consiste em amar.


- Deus quer que aprendamos a amar.
- O amor é o fundamento de todos os mandamentos que Deus nos deu.
- Deus quer que amemos a todos, especialmente os da família da fé.
- Estamos sendo preparados para uma eternidade de amor.
- Precisamos ter uma associação íntima e constante com os outros crentes,
para que possamos desenvolver a habilidade de amar.
• A melhor utilidade que se pode dar à vida é amar.
- Amar não é uma parte boa de sua vida; é a parte mais importante.
- Nossos relacionamentos devem ter prioridade acima de todo o resto.
• A vida sem amor não tem realmente nenhum valor.
- Sem amor estamos arruinados.
- O objetivo da vida é aprender a amar; tanto a Deus quanto às pessoas.
• O amor é para sempre.
- O amor é o segredo de uma herança duradoura.
- Em nossos momentos finais, todos percebemos que são os relacionamentos
que constituem a vida.
• Seremos avaliados quando ao nosso amor.
- Uma das formas pelas quais Deus mede nossa maturidade espiritual é pela
qualidade de nossos relacionamentos.
- Jesus disse que a forma de amá-lo é amar a família dele e cuidar de suas
necessidades práticas.
• A melhor expressão do amor é o tempo.
- Se você quiser conhecer as prioridades de uma pessoa, observe a forma como
ela utiliza o tempo.
- O maior presente que você pode dar a alguém é o seu tempo.
- O mais desejado presente de amor não são diamantes, rosas ou chocolate; é a
atenção concentrada.
- O amor se concentra tão atentamente na outra pessoa que por um momento
você se esquece de si.
• O melhor momento para amar é agora.
- Agora é sempre o melhor momento para expressar o amor.
- Que sacrifícios precisamos fazer para passar mais tempo ao lado de quem
amamos?
- A melhor utilidade que pode se dar à vida é amar. A melhor expressão do
amor é o tempo. O melhor momento para amar é agora.
• Resposta: Damos prioridade aos nossos relacionamentos quando damos tempo
a eles.

At 25 (Resumo) – Os principais sacerdotes e os maiorais dos judeus queriam armar


uma cilada para Paulo a fim de o matar na estrada. Muitas das acusações contra Paulo,
não tinham provas. Paulo apela para Cesar. O governador Festo não vê em Paulo nada
que seja passível de morte e o apresenta ao rei Agripa, o qual faz questão de conhecê-
lo.
At 25 (Conclusão) – É impressionante a que ponto a religião cega o homem. Assim
como crucificaram a Jesus, queriam também matar a Paulo. A idolatria à lei e a Moisés
os levou à morte espiritual. Em princípio não foram os gentios que perseguiram a
Paulo, mas sim o próprio povo judaico. Deus estava disposto a perdoá-los de seus
pecados, sacrificando seu próprio Filho, mas eles não quiseram. Essa rejeição a Cristo e
ao evangelho custou um alto preço a Israel. Deus então estabeleceu um novo
relacionamento, estendendo a graça aos gentios.

At 26 (Resumo) – Paulo se defende diante do rei Agripa, reconhecendo que era fariseu
conforme a seita mais severa da sua religião. Paulo coloca que o motivo da acusação é
“a esperança da promessa que por Deus foi feita a seus pais – ressurreição dos
mortos”. Paulo reconheceu que era resistente ao nome de Jesus, o Nazareno; mas que
teve uma visão de Jesus, ressurreto. Paulo não foi desobediente à visão celestial. Paulo
se defende dizendo que não falou nada senão o que os profetas e Moisés disseram
haver de acontecer. Agripa diz que Paulo poderia ser solto, caso não apelasse a Cesar.

At 26 (Conclusão) – Acredito que Paulo não estava tão preocupado em se defender,


quanto estava em aproveitar a oportunidade para pregar o evangelho. O próprio rei
Agripa quase se converteu. Paulo sabiamente usa a lei e os profetas para lhes mostrar
que o motivo da sua acusação é totalmente sem sentido. A esperança de uma
ressurreição e de uma herança no reino celestial é fortemente defendida pelo
apóstolo. Paulo não perde o foco da essência do propósito de Deus e é fiel a essa visão
até o fim de sua vida. Paulo não se distrai com propósitos particulares e muito menos
com a perseguição de homens religiosos. Parece-nos que Paulo errou apelando para
Cesar; entretanto, Deus o tinha avisado que importava que ele fosse a Roma (At
23:11). Mais tarde, então, ele, não por acaso, faz esse apelo (25:11).

At 27 – Paulo se encontrava em um navio a deriva e sem esperança de salvamento,


quando foi avisado pelo anjo, à quem ele serve, de que ninguém se perderia do navio e
que importava que ele chegasse até Cesar. Alguns quiseram descer do navio, quando
Paulo avisou de que eles só estariam protegidos se permanecessem no navio. Ao
avistarem uma enseada, todos, inclusive os presos, se salvaram.

At 27 (Conclusão) – Paulo mais uma vez recebe uma direção de Deus quanto à
importância dele comparecer perante Cesar, e de que nenhum dos que
permanecessem no navio, se perderiam. Curiosamente, Paulo diz que foi avisado por
um anjo a quem ele servia. Semelhantemente, os irmãos também associaram a Pedro
um anjo específico (At 12:15). Vemos que pelo menos umas quinze (15) vezes anjos
aparecem em Atos, como uma manifestação sobrenatural na vida dos apóstolos. Fora
isso, também acho curioso o fato de que o Senhor salvaria do naufrágio todos do navio
onde Paulo estava, desde que permanecessem dentro dele. Podemos dizer que o amor
de Deus por Paulo, estendeu a misericórdia divina a todos do navio.

Conclusão: Lição 16 – O amor é um mistério. Um mistério tão profundo que moveu


Deus a dar o seu único Filho em sacrifício para termos vida. O amor é um sentimento
tão forte que nos leva a sacrificarmos a nós mesmos, inclusive o nosso tempo. O amor
cobre uma multidão de pecados e nos vincula, mesmo nós sendo tão diferentes. Na
medida em que o amor de Deus é em nós aperfeiçoado, é gerado em nosso coração
um desespero pela salvação das almas. Temos que, necessariamente, aproveitar o
tempo. Como vemos em Lucas 16 o tempo acaba. Depois de partirmos, não há mais
nada a fazer. Amar também é pregar e ensinar a Palavra aos nossos amigos.

Pergunta (16): Honestamente, será que os relacionamentos são a minha prioridade?


Como posso me assegurar de que são? Alguns relacionamentos, sim, com certeza são
prioridade. Entretanto, preciso me preocupar em estar sempre cultivando novos
relacionamentos. Posso me assegurar de que são prioridade gastando tempo com eles.

LIÇÃO 17 – UM LUGAR AO QUAL PERTENCER


• Você é chamado para participar, não somente para crer.
- Fomos criados para viver em comunidade, moldados para o companheirismo
e formados para uma família.
- Na família de Deus, você está unido a todos os outros crentes, e faremos
parte uns dos outros por toda a eternidade.
- Para Paulo, ser “membro” da igreja significava ser um órgão vital de um corpo
vivo.
- A igreja é um corpo, não um edifício; um organismo, não uma organização.
- O corpo de que falamos é o corpo de Cristo, formado pelos escolhidos.
- A igreja é indestrutível e existirá eternamente.
- A igreja de “a noiva de Cristo” e de o corpo de Cristo.
• Sua comunidade local
- O Novo Testamento parte do princípio de que o membro pertence à
congregação local.
- Devemos estar comprometidos com uma igreja local.
• Por que você precisa da família eclesiástica - A família eclesiástica o identifica
como crente autêntico.
- Não somos o Corpo, vivendo isoladamente.
• A família eclesiástica o retira do isolamento egoísta.
- Somente pelo contato regular com crentes comuns e imperfeitos podemos
aprender o verdadeiro companheirismo e experimentar a verdade do Novo
Testamento.
• Fazer parte da igreja ajuda a desenvolver músculos espirituais.
- A verdadeira maturidade se manifesta nos relacionamentos.
• O corpo de Cristo precisa de você.
- Um dom espiritual é dado a cada um de nós, visando ajudar a toda a igreja.
- Jesus não prometeu edificar seu ministério; prometeu edificar a igreja dele.
• Você participará na missão de Cristo no mundo
- A igreja é o instrumento de Deus na terra.
- Como membros do corpo de Cristo, nós somos suas mãos, seus pés, seus
olhos e seu coração.
• A família de Deus irá impedi-lo de decair.
- Nas circunstâncias apropriadas, você e eu somos capazes de qualquer pecado.
• Está tudo na igreja.
- Os propósitos de Deus para sua igreja são idênticos aos cinco propósitos que
ele tem para você: adoração, a comunidade, o discipulado, o ministério e o
evangelismo.
• Sua escolha.
- A diferença entre visitar a igreja e ser membro da igreja está no
comprometimento.
- Você pode passar a vida inteira buscando a igreja perfeita, porém jamais irá
encontra.
• Você se torna cristão ao se comprometer com Cristo, mas se torna membro de
uma igreja ao se comprometer com um grupo específico de crentes.
• Resposta: sim, embora eu possa estar mais comprometido.

Conclusão: Lição 17 – Sinto que carecemos enormemente de uma visão adequada do


Corpo. Essa visão muda a nossa forma de pensar e viver a vida da Igreja. Não somos
um membro individual e independente, assim como a obra de Cristo na cruz não visa
apenas o pecador, mas um Corpo coletivo que é a Sua Noiva, a Igreja. Ignorar o fato de
que a Igreja é um organismo vivo e que somos membros de um Corpo, onde tudo o
que fazemos é para a edificação desse Corpo, é ignorar verdades básicas que barram o
mover do Espírito em nossa vida coletiva. Estar comprometido com a Igreja local,
entendo que é estar comprometido com a visão de que a Igreja é o candelabro e o
testemunho como Noiva na cidade, e de que não há outra, além da Igreja. Não
representamos um ministério, uma obra, uma denominação, uma pessoa,
simplesmente somos a Igreja. O Espírito não está preocupado com um ministério, mas
sim com a edificação da Igreja. Quando temos essa esfera em sua normalidade, os
membros são guardados debaixo da autoridade do Cabeça, que é Cristo, e são
conformados à Sua imagem. Ainda que haja escândalos, como vemos em Lc 17, há
aperfeiçoamento; ainda que alguém peque, há arrependimento e perdão. O servo que
tem visão do Corpo não faz apenas o que lhe mandam, mas faz tudo o que for possível
para suprir o Corpo. Ele não faz pra ele, ou para agradar a alguém, mas para o Corpo.
Os noves leprosos ingratos refletem a grande falta de visão do que realmente é a
Igreja. Muitos ainda pensam que a Igreja é um prédio, uma organização, uma empresa,
uma escola, um hospital, ou um lugar para se resolver os problemas. Não, a Igreja é
um lugar onde nós somos transformados à imagem de Cristo e nos tornamos a Noiva
do Cordeiro. Infelizmente, muitos dizem estar na Igreja, mas não fazem parte da Igreja
como Corpo e, apesar de andarem juntos, somente alguns serão levados.

LIÇÃO 18 – TENDO UMA VIDA EM COMUM


• A real comunhão significa muito mais do que apenas aparecer nos cultos. É ter
vida em comum.
- Doze é o número máximo de pessoas que um grupo pequeno pode conter
para que todos possam participar.
- O corpo de Cristo, assim como seu próprio corpo, é na verdade um conjunto
de muitas pequenas células.
- Se você imaginar sua igreja como um navio, os grupos pequenos são os botes
salva-vidas presos a ela.
• Na comunhão verdadeira, as pessoas encontram autenticidade.
- Em nossas reuniões deve haver uma atmosfera de honestidade e humildade.
- É somente quando somos abertos sobre nossa vida que experimentamos a
real comunhão.
- O mais difícil risco de todos é sermos honestos com nós mesmos e com os
outros.
• Na verdadeira comunhão, as pessoas encontram reciprocidade.
- Reciprocidade é a arte de dar e receber.
- Mutualidade é o coração da comunhão: edificar relacionamentos recíprocos,
dividir responsabilidades e ajudar uns aos outros.
- Todos somos mais constantes em nossa fé, quando outras pessoas caminham
conosco e nos incentivam.
• Na verdadeira comunhão, as pessoas encontram compaixão.
- Compaixão é penetrar e partilhar a dor dos outros.
• Toda vez que compreende e confirma o sentimento de alguém, você constrói
comunhão.
- O nível mais profundo e intenso é a comunhão de sofrimento, quando
entramos na dor e no sofrimento uns dos outros e carregamos os fardos uns
dos outros.
• Em um grupo pequeno, o corpo de Cristo é real e palpável, mesmo quando
Deus parece distante.
- Na comunhão verdadeira, as pessoas encontram misericórdia.
- A comunhão acontece quando a misericórdia triunfa sobre a justiça.
- Você não pode ter comunhão sem que haja perdão.
- Inevitavelmente magoamos uns aos outros quando ficamos juntos por algum
tempo.
- Perdoar é esquecer o passado. Confiar tem relação com comportamento
futuro.
• Resposta: Marcando reuniões pequenas e informais, como uma visita, ou uma
janta.

At 28 (Resumo) – Uma víbora morde a mão de Paulo, sendo acusado pelos bárbaros de
assassino; mas não sofreu mal algum. Paulo foi hospedado por três dias na casa de
Pupilo, orando pelo seu pai, o qual estava com febre. Os demais enfermos da ilha
também foram curados. Em Roma, foi permitido a Paulo alugar uma casa por dois
anos, por sua conta. Paulo prega o evangelho a muitos judeus, mas muitos não creram.
Paulo então entendeu que o coração deles estava endurecido.

At 28 (Conclusão) – Vemos que Deus permitiu Paulo ser mordido para dar testemunho
do poder de Deus, abrindo as portas para que o evangelho fosse pregado na ilha. Ao
ser mordido, Paulo nem sequer se assustou. Ele sabia bem qual era o seu destino. Em
Roma, Deus permitiu que ele ainda pregasse o evangelho e escrevesse mais algumas
epístolas. Ele ainda tinha esperança na conversão de Israel, pregando aos judeus
enquanto tinha oportunidade. A visão de Paulo era extremamente coletiva. Paulo
claramente não buscava os seus próprios interesses. Toda preocupação de Paulo
estava totalmente voltada para a edificação da igreja.

Rm 1 (Resumo) – Paulo era servo e foi chamado para levar o evangelho de Deus aos
chamados a serem santos Paulo serve a Deus em seu espírito. Paulo demonstra seu
desejo em compartilhar com os irmãos um dom espiritual, para que fossem
confirmados; se confortando assim por meio de uma fé mútua. Por algum motivo,
Paulo estava sendo impedido de ir até os irmãos, com quais gostaria de conseguir
algum fruto. O justo viverá por fé. A ira de Deus se revela sobre todo o que detêm a
verdade pela injustiça. Homens mudaram a glória de Deus em semelhança de homem
corruptível. Como resultado, Deus entrega tais homens a paixões infames, como a
relação contrária à natureza.

Rm 1 (Conclusão) – Na questão de compartilhar com os irmãos algum dom para que


fossem confirmados, me parece que Paulo estava preocupado em compartilhar suas
experiências espirituais a fim de confirmar a fé dos irmãos; buscando um conforto
mútuo na fé. Esse dom não se trata de um dom do Espírito, mas de uma graça
abundante na vida de Paulo. Paulo sempre buscava aperfeiçoar a sua comunhão com a
igreja, compartilhando a sua fé. Da mesma forma, Paulo fala da possibilidade de colher
algum fruto ao visitar os irmãos. Esse fruto não deve ser um fruto do Espírito, mas sim
alguma experiência ou oferta que poderia lhe trazer algum benefício.

Rm 2 – Esta questão do julgamento e do juízo de Deus (Rm 2:1-6), fala muito comigo.
Não há desculpa para aquele que julga. Quando julgamos, parece que somos levados
automaticamente a praticar as mesmas coisas. Quanto mais julgamos, mais orgulho;
quanto menos julgamos, mais humildade. Jesus mesmo a ninguém julgava. O juízo de
Deus é severo segundo a verdade contra todos. No fundo eu sabia que meu erro teria
consequências. Conheço o juízo de Deus e sei que sobre nós é bem pesado. A
diferença é que não estamos sozinhos. Já fui disciplinado antes e sabia que seria de
novo. A questão era quando e como. Por mais que Deus seja misericordioso, não há
como se livrar do seu juízo. Sinto claramente a mão de Deus pesando sobre mim.
Algumas vezes me parece estar acima das minhas forças, de modo que não tenho
alternativa, a não ser buscar o socorro em Deus. O tempo parece não passar, sinto-me
só, isolado e culpado. Embora eu sinta o perdão de Deus, eu sinto também que terei
de pagar pelo meu erro. Não podemos desprezar o tempo da Sua bondade, tolerância
e longanimidade, ignorando que a bondade de Deus conduz ao arrependimento. Deus
sempre nos dá o tempo do amor, para nos arrependermos e voltarmos ao que Ele está
nos pedindo. Infelizmente, embora eu não percebesse, meu coração ainda é muito
duro e impenitente. Vejo que a falha não está no erro em si, mas em me firmar apenas
na verdade, como conhecimento, e não ver que Deus quer um tempo comigo. Minha
fé não pode estar apoiada no conhecimento, no saber, e nem mesmo nas coisas que
conquistei com o tempo. Minha fé tem de estar apoiada somente em Deus. É Ele que
me sustenta. Passando o tempo do amor, vem o juízo. A disciplina de Deus sobre seus
filhos não é pra destruição, mas para formar um caráter forte. Há um tempo
determinado para a ira. Não podemos desprezá-lo. O justo juízo de Deus há de ser
revelado. Podemos até achar pesado de mais, mas no fundo é segundo o nosso
procedimento. Deus é justo e aguarda pelo nosso arrependimento. Arrependimento,
não apenas pelo nosso erro, mas na verdade, por termos nos distanciado Dele. Como
costumo dizer para os irmãos, a Ira de Deus está muito mais voltada para o fato de não
vivermos em constante comunhão com Ele, do que para os nossos atos. O problema
não está na conduta, mas sim em estarmos nos alimentando da árvore errada.

Conclusão: Lição 18 – Embora a vida de culto seja fundamental, podemos ver que a
comunhão mais pessoal é vital para a nossa edificação. Daí a importância de um
contato mais íntimo, cultivando um relacionamento onde haja reciprocidade e
mutualidade. A própria célula, ou grupo familiar de cuidado mútuo, nos propicia essa
esfera de intimidade onde podemos conhecer melhor os irmãos e dar a eles a
oportunidade de se abrir. Nossa comunhão tem de ser verdadeira, aberta, íntima e
profunda, onde a misericórdia triunfa sobre a justiça. Se nossa comunhão for
unilateral, mecânica e superficial, onde tratamos os irmãos apenas como número, e
não como pessoas e amigos, ela não será frutífera e não haverá edificação. Quando
amamos e somos amigos, a exemplo de Lc 18, oramos até que Deus responda; e
estamos dispostos a abandonar o que for preciso para compartilhar do sofrimento
alheio. Se Jesus não estivesse passando perto do homem cego, não teria como lhe
perguntar o que ele precisava. Jesus ouviu porque estava próximo.

Pergunta (18): Que passo posso dar hoje para me unir a outro crente de forma mais
íntima e verdadeira? Me dispondo a conviver com ele, abrindo minha casa e meu
coração, cultivando com ele um tempo pessoal, buscando uma amizade verdadeira e
sincera.

LIÇÃO 19 – CULTIVANDO A COMUNIDADE


• Comunidade exige comprometimento.
- É necessário tanto o poder de Deus quanto o nosso esforço para produzir uma
comunidade cristã amorosa.
- Para cultivarmos uma comunhão verdadeira, será necessário fazermos
algumas escolhas difíceis e assumir alguns riscos.
• Formar uma comunidade exige sinceridade.
- Poucas pessoas podem contar com alguém que as ame o suficiente para dizer-
lhes a verdade (mesmo quando a verdade machuca).
- A Bíblia nos manda falar a verdade em amor.
- A resposta sincera é sinal de uma amizade verdadeira.
- Quando encobrimos a verdade e não tratamos a situação com amor, damos
margem para fofocas.
- A verdadeira comunhão, seja no casamento, seja na amizade, seja na sua
igreja, depende da franqueza.
- No final, as pessoas valorizam a sinceridade mais que a bajulação.
- Deus nos manda falar uns aos outros na igreja como carinhosos membros da
mesma família.
• Formar uma comunidade exige humildade.
- O orgulho ergue muros entre as pessoas; a humildade ergue pontes.
- Humildade não é pensar menos de si mesmo, mas pensar menos em si
mesmo.
• Formar uma comunidade exige cortesia.
- Deus colocou pessoas difíceis entre nós como uma oportunidade para
crescermos e um teste para a comunhão.
- A aceitação se baseia no fato de pertencermos uns aos outros.
- Devemos ser dedicados uns aos outros como uma família afetuosa.
- A verdadeira comunidade se forma quando as pessoas sabem que é seguro
partilhar seus medos e suas dúvidas sem serem julgadas.
• Formar uma comunidade exige sigilo.
- Somente em um ambiente seguro as pessoas se abrem.
- A fofoca sempre causa mágoa e discórdia, e isso destrói amizades.
• Formar uma comunidade exige constância.
- Você deve manter um contato constante e regular com seu grupo, a fim de
desenvolver a verdadeira comunhão.
- Você tem de passar tempo com as pessoas — muito tempo — para
estabelecer relacionamentos íntimos.
- Se você quiser cultivar uma comunhão verdadeira, isso significará reunir-se
mesmo quando você não tenha vontade, porque você acredita que é
importante.
- A igreja primitiva tinha o hábito de partir o pão de casa em casa, com
singeleza de coração.
- A comunhão é tão rara porque significa desistir de nosso individualismo e
independência para nos tornar interdependentes.
• Resposta: gastando meu tempo com os irmãos, cultivando uma amizade de
confiança.

Rm 3 – Em princípio, pode nos parecer injusto Deus aplicar a sua ira, visto que estamos
fadados a sermos injustos. Mas entendo que, embora todos, em princípio estejamos
condenados, a justiça de Deus se aplica pela fé. Deus, por meio da obra do seu Filho na
cruz, nos dá a oportunidade de sairmos dessa condição de condenação. Somos
indesculpáveis se permanecermos no pecado. Quem pratica o mal, não está
condenado pela prática em si, mas porque não exercita a fé. Tenho tocado nisso
ultimamente, que Deus não me condena pela falha, ou o erro, mas sim porque não
estou usando do Caminho que me foi aberto para buscá-Lo. Tenho de parar de olhar
para os meus pecados, ou problemas, ou tribulações, e gastar mais tempo na presença
de Deus, abrindo meu coração a Ele até achar a Sua intimidade. Quando Paulo fala que
todos estão debaixo do pecado, ele está dizendo que há uma natureza maligna que
nos governa. A ira de Deus está voltada diretamente ao pecado, como fonte, árvore e
natureza. A nossa conduta é só uma consequência da fonte que estamos bebendo.
Cristo, na cruz, aplacou a ira de Deus que estava sobre nós; não por causa da nossa
conduta, mas por causa desse elemento de morte que está em nossos membros. Vejo
que quando peco, hoje, não entristeço tanto a Deus, quanto se eu não O buscar. Meu
foco não deve estar voltado para corrigir a minha conduta e ser perfeito, mas sim em
andar na presença Dele. Como é fácil esquecermos desse princípio quando
conhecemos a Palavra.
Rm 4 – Vejo que por mais que Abraão fosse um homem bom, ele só foi aceito e
justificado por Deus por causa da sua fé. Os feitos e as obras de Abraão, por mais que
tivessem um padrão elevado, não o justificaram diante de Deus. O que agradou a Deus
não foi o fato de Abraão ter oferecido o seu filho, mas a fé que ele teve na promessa
de Deus. Ele creu que Deus cumpriria a sua Palavra (v.17) mesmo que Isaque
morresse. Tenho visto que o que verdadeiramente agrada a Deus não é o quanto eu
me esforço para ser correto e conhecer a Sua Palavra, mas sim o quanto eu creio nela.
Deus não quer que eu seja um homem bom, mas sim um homem que viva na Sua
presença. Deus tem me pedido “Isaque”, a fim de que a minha segurança esteja
apoiada na Sua Palavra. Abraão foi humilde a ponto de pensar menos em si, e mais em
Deus. Quando buscamos uma justificação pelos nossos atos, naturalmente começamos
a achar que Deus tem uma dívida para conosco. Deus não imputou nenhum pecado a
Abraão, não porque ele não pecou, mas sim porque ele creu. O sinal, o selo, a
manifestação do poder do Espírito é uma consequência da nossa fé, não do nosso
esforço.

Rm 5 – A base da nossa paz com Deus tem de ser a nossa fé. Não temos paz porque
Deus está nos abençoando com bens, não permitindo que nada nos falte. Essa paz é a
paz do mundo. A paz com Deus está relacionada à justiça que Cristo cumpriu por nós
na cruz. A graça está relacionada ao que Cristo fez por nós na cruz, e não que nós
podemos fazer. Se Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores; não será porque
pecamos que Deus deixa de nos amar. Somos salvos da ira de Deus, única e
exclusivamente por causa do sangue de Cristo. E é por meio de Cristo que somos
reconciliados. Uma vez reconciliados, seremos salvos pela vida de Cristo. Essa salvação
é a salvação completa, a qual precisa ser desenvolvida. Da mesma forma precisamos
ainda passar por um processo de justificação, santificação, conformação e glorificação.
O juízo de Deus, sua ira e julgamento sobre todos os homens vieram por causa da
ofensa de um só homem. Herdamos a culpa de Adão. Semelhantemente somos
justificados por meio de um só ato de justiça. Nascemos em Adão, mas pela fé vivemos
em Cristo.
Paulo não gloriava-se apenas na esperança da glória de Deus, mas também nas
próprias tribulações. Para Paulo, as tribulações produzem perseverança; enquanto que
a perseverança produz experiência; e a experiência, esperança. Acredito que Paulo
alcançou esse terceiro estágio porque no meio das muitas tribulações ele buscou a
Deus. Paulo coloca a esperança aqui quase como um ato de fé. Vejo que em meio às
tribulações, sofrimento, ou disciplina, pela qual tenho passado, quando me derramo
na presença de Deus, essa esperança da qual Paulo fala, não se confunde,
simplesmente porque o amor de Deus é derramado em meu coração pelo Espírito
Santo. O problema ou a dificuldade até pode continuar, mas o amor de Deus me supre
e me acalma. Vejo que Deus não quer me salvar por resolver os meus problemas, mas
por me dar da sua vida. Visto que a morte é presente e constante, assim como muitas
ofensas, sinto que todos os dias tenho que buscar o derramar desse amor e da graça
de Cristo. Seguindo esse caminho de arrependimento e reconciliação, eu creio que
onde abundou o pecado e a culpa pode superabundar a graça.

Rm 6 – Pelo pecado a morte passou a todos os homens e reinou sobre a humanidade


caída. A morte de Adão levou o homem a viver sujeito a toda concupiscência carnal,
tornando-o escravo do pecado. O homem já nasce morto. A morte nada mais é do que
a ausência da presença de Deus. Ao sair do jardim, o homem perdeu essa presença. O
Caminho foi fechado. Pela morte de Jesus o Caminho foi aberto e o voltou a ter acesso
a Deus. Pelo batismo da morte de Jesus, nós morremos para o pecado. Nosso velho
homem foi crucificado na cruz e automaticamente Ele nos libertou. Não somos mais
escravos do pecado. Ao experimentar a morte de Cristo, necessariamente vivemos em
novidade de vida. Agora estamos justificados do pecado e quem reina é a vida. Isso
consequentemente nos leva a viver em novidade de Espírito. Ao nos libertar do
pecado, nos tornamos servos da justiça. Entretanto vejo também que sem fé é
impossível agradar a Deus. A realidade da cruz só é experimentada pela fé. Vejo que
não é por nos tornarmos conscientes dessa realidade que ela vai ser eficaz em nós.
Temos de necessariamente oferecer o nosso corpo sobre o altar. Isso exige fé. Eu
tenho de entregar o meu velho homem na cruz. Eu ainda tenho que morrer. Na
realidade, enquanto eu tiver pavor da morte (Hb 2:15), ainda estarei sujeito ao poder
do pecado. O viver que agora tenho na carne, ou seja, enquanto nesse mundo; visto
que eu, o Fabiano, estou crucificado com Cristo (Gl 2:19-20); tem que necessariamente
ser pela fé no Filho de Deus. A verdadeira comunhão é tão rara porque não desistimos
de nós mesmos. Ainda queremos preservar o nosso eu, o nosso individualismo. Temos
medo do que pode acontecer. O que será de mim se eu abrir mão da minha vida
natural e me colocar sobre o altar? Sinto que Deus tem me chamado a crer e
experimentar.

Rm 7 – Interessante que Paulo fala que morremos relativamente à lei para


pertencermos a outro marido. Penso se ele disso porque a lei em princípio nos serve
como um aio, ou porque Cristo não veio para anular a lei, ou ainda se é porque
seguimos agora a lei do nosso novo marido. De qualquer forma, vejo que o fato mais
importante é que estamos livres da lei. Não faz sentido algum continuarmos debaixo
do jugo da lei. Não é a lei o padrão de santidade, ou pelo cumprimento da lei, que
somos justificados diante de Deus. Entretanto, sinto que os irmãos tem uma enorme
dificuldade de entender essa questão. Assim como o judeu, o crente ainda tenta se
justificar pela lei. Se não houver uma lei, um ritual, uma ordenança, um evento, um
serviço, uma obra, uma atividade, ele simplesmente não sabe como agradar a Deus.
Ele tem a necessidade de oferecer algo que é fruto do seu esforço humano. O fato de
estar livres da lei, ou do jugo do velho marido, não quer dizer liberdade para a carne.
Cristo nos libertou da condenação do pecado, do mundo e do reino de Satanás. Agora
podemos viver em novidade de vida. Antes não tínhamos liberdade alguma para
vivermos longe do nosso velho marido. Simplesmente éramos escravos dele. Agora,
em Cristo, Deus nos dá a liberdade de vivermos por meio da lei do nosso novo marido.
Ele não nos obriga. Cabe a nós a escolha de vivermos pela lei do Espírito da Vida. A lei
do pecado que habita em nós como um habitante maligno indesejado nos domina,
mesmo que a lei da nossa mente nos diga para fazer o contrário. O fato de
conhecermos com a mente não significa que vamos conseguir praticar a vontade de
Deus. Tenho aprendido que eu só posso agradar a Deus quando vivo por meio da lei do
Espírito que está em meu espírito. E quanto a esse quesito sinto que temos muito a
aprender. Temos ao longo dos anos temos tocado muito na questão do poder exterior
do Espírito. Entretanto, o que realmente nos alimenta, fortalece interiormente e nos
edifica, é o relacionamento íntimo com o Espírito, exercitando o espírito humano.
Podemos frutificar no ESPÍRITO, estar ou andar no ESPÍRITO, exercitar ou liberar o
ESPÍRITO, abanar ou apagar o ESPÍRITO, se embriagar ou se encher do ESPÍRITO, servir
no ESPÍRITO, semear no ESPÍRITO, ser guiado pelo ESPÍRITO, inclinar a mente para o
ESPÍRITO. Enfim, conhecer a lei, ou as leis, do ESPÍRITO da vida que nos livra da lei do
pecado e da morte.

Rm 8 – Esse capítulo para mim é um dos mais importantes da bíblia. Se estamos em


Cristo, já não há mais nenhuma condenação. Creio que fomos introduzidos no Corpo
de Cristo pela fé. O Inimigo não tem mais base para nos acusar. Não apenas fomos
perdoados, como também a lei do Espírito da vida nos livrou da lei do pecado e da
morte. Agora podemos nos considerar livres do poder do pecado. Antes estávamos
automaticamente mortos, mas agora, mesmo que o pecado ainda habite em nossa
carne, recebemos a vida de Cristo. Paulo nos mostra que temos a liberdade de nos
inclinar para a carne ou para o espírito. Nós escolhemos. Mas certamente vamos
colher o que semearmos. Se semearmos para a carne, vamos colher morte espiritual.
Se semearmos para o espírito, vamos colher vida e paz. Podemos estar passando por
dificuldades e tribulações, e ao mesmo tempo desfrutarmos da vida e da paz de Cristo.
Por uma questão justiça, apesar do nosso corpo estar morto por causa do pecado, o
nosso espírito está cheio de vida. A mesma obra que Deus fez com seu Filho, Ele fará
em nós, vivificando o nosso corpo mortal, nos dando um corpo em ressurreição.
Entretanto, hoje já podemos mortificar os feitos do nosso corpo por meio do espírito.
O Espírito de Deus testifica com o nosso espírito a nossa filiação. Não mais razão para
vivermos atemorizados. Não somos mais escravos, somos filhos. Nada pode mudar
esse fato. Nem mesmo nossos erros. Ninguém pode intentar acusação contra nós,
visto que é Deus quem nos justifica, Além de alcançarmos a filiação divina em Cristo,
ainda somos também co-herdeiros com Ele. Sofremos com Ele no tempo presente,
mas também com Ele seremos glorificados. Interessante que, ao sermos revelados
como filhos de Deus, toda a criação será redimida do cativeiro da corrupção. Ao que
parece, a ordem será reestabelecida. Enquanto isso, devemos aprender a orar no
espírito, pois o Espírito de Deus nos assiste em nossa fraqueza. Não há limitação, dor,
sofrimento, tribulação que não coopere para o nosso bem. Ao voltarmos a nossa
mente para o espírito, o Espírito Santo, que conhece a vontade de Deus, intercede por
nós, nos assistindo em nossa oração, nos introduzindo no propósito de Deus. Não
apenas o Espírito, mas também Cristo Jesus intercede por nós, de modo que nada
pode nos separar Dele. Quando desfrutamos do amor de Deus, percebemos
espiritualmente que nada, nem na terra e nem no céu, pode nos separar do amor de
Deus, que está em Cristo.

Conclusão: Lição 19 – Vejo que amizades verdadeiras precisam ser cultivadas. Adquirir
confiança leva tempo. Se eu revelo o segredo de alguém, ainda que peça sigilo, eu
estou comprometendo a confiança que essa pessoa poderia ter mim. Verdadeiros
amigos são sinceros, ainda que muitas vezes a verdade possa ser desconfortável. Se eu
não me sinto à vontade para ser sincero é porque nossa relação não é de amizade. Aos
amigos podemos demonstrar nossa fragilidade e fraqueza, porque sabemos que eles
não vão nos condenar. Eles são como parte da nossa família. Embora a nossa célula
seja falha na questão da multiplicação, ela é forte na questão da amizade. Existe um
ambiente familiar e fraternal muito forte. Ontem, falando sobre quem é o nosso
próximo, compartilhei que devemos conhecer os nossos amigos, ainda que a aparência
não diga, a ponto de saber se ele está bem ou não. Nossa comunhão deve ser próxima,
ou seja, assim como vemos em Lucas 19, na experiência de Jesus com Zaqueu,
devemos visitar e entrar na vida dos irmãos, mesmo sendo eles pecadores. Somente
assim poderemos verdadeiramente ajudar os irmãos. Jesus chorou sobre Jerusalém e
sua atual situação porque esteve lá; assim como também só pôde expulsar os
cambistas porque entrou no templo. Só perceberemos de fato a necessidade da nossa
comunidade quando andarmos com ela.

Pergunta (19): Como posso hoje ajudar a criar as características de uma comunidade
verdadeira em meu grupo pequeno e em minha igreja? No meu grupo pequeno, como
na célula, tenho que ter o compromisso de introduzi-los nos cultos e nos serviços da
igreja, sendo sempre muito sinceros e verdadeiros. Quanto à igreja, preciso passar
para os irmãos a importância de eles se envolverem com a sociedade, sendo coluna e
baluarte da verdade.

LIÇÃO 20 – RESTAURANDO A COMUNHÃO QUEBRADA


• Sempre vale a pena restaurar relacionamentos.
- Deus quer que valorizemos os relacionamentos e nos esforcemos para mantê-
los, em vez de descartá-los sempre que houver um desacordo, uma mágoa ou
um conflito.
- Devemos aprender a sermos pacificadores.
- Bem aventurados aqueles que trabalham pela paz.
- Promover a paz é uma das habilidades mais importantes que você pode
desenvolver.
- Fugir de um problema, fingindo que ele não existe, ou ter medo de falar nele
é na verdade covardia.
- Pacificar também não é acalmar.
• Tenha compaixão pelos sentimentos dos envolvidos.
- Fale com Deus antes de falar com a pessoa – orar antes pela pessoa.
- Deus nunca fica surpreso ou chateado com sua raiva, mágoa, insegurança ou
qualquer outra emoção.
• Tome sempre a iniciativa – não importa quem foi ofendido primeiro.
- Demoras só aprofundam ressentimentos e pioram a situação
• Tenha compaixão pelos sentimentos dos envolvidos – usando mais o ouvido do
que a boca.
- Sentimentos nem sempre são verdadeiros ou lógicos – temos de ver além das
aparências.
• Confesse sua parte no conflito.
- Às vezes precisamos pedir a uma outra pessoa para avaliar as nossas atitudes.
- A confissão é uma ferramenta poderosa para a reconciliação.
• Invista contra o problema, não contra a pessoa.
- Na solução de conflitos, a maneira em que você fala é tão importante quanto
o que você fala.
• Coopere tanto quanto possível.
- Pelo bem da comunhão, faça o melhor que puder para chegar a um acordo,
adapte-se aos outros e mostre preferência pelas necessidades deles.
• Dê ênfase à reconciliação, não à solução.
- Podemos caminhar de braços dados sem concordarmos em todos os assuntos.
• Resposta: com Deus.

Rm 9 – Eu confesso ter uma grande dificuldade em entender esse texto, ao ver Paulo
afirmando que desejaria ser anátema, separado de Cristo, por amor de seus irmãos, os
israelitas. Que amor pode levar alguém a desejar tal coisa? Era grande a tristeza e a
dor do seu coração. Tenho visto, na minha experiência, que somente uma
preocupação muito intensa pode causar essa dor. Considerando que a lição 20 fala de
restaurar relacionamentos, podemos ver que Paulo era um grande exemplo. Mesmo
sendo ferozmente perseguido por seus compatriotas, ele ainda assim estava disposto a
ter perda por amor a eles. Por outro lado, Paulo estava bem claro que os verdadeiros
filhos de Deus viriam da promessa, e não da descendência humana de Abraão. Em
Isaque seria chamada a verdadeira descendência de Deus, não por questões de
merecimento, mas simplesmente por escolha. Isaque não fez nada que merecesse tal
escolha. Simplesmente aprouve a Deus amar, ter misericórdia e compaixão. Embora
pareça injusto, isso é um mistério aos nossos olhos. Às vezes sinto que Deus é
extremamente misericordioso comigo e desfruto de um amor inexplicável. Não
encontro razão para explicar. Sinto-me como um vaso de misericórdia, que para a
glória, Deus preparou de antemão. O máximo que eu consigo entender, é que
simplesmente sou justificado pela fé.

Rm 10 – Paulo reconhecia que os seus compatriotas era zelosos por Deus, mas
entretanto sem realidade. Penso até que ponto os cristãos de hoje não são
semelhantes a eles, ignorando a justiça que vem de Deus, querendo estabelecer a sua
própria. Cristo, na cruz, pôs fim à lei. A justiça de Deus se estabelece única e
exclusivamente pela fé em Cristo. Como é difícil para o homem crer nisso. Paulo se
desgasta enormemente falando sobre isso em Romanos, mas ainda assim o cristão não
aceita. Parece simples demais. Ficamos nos perguntando: quem merece? quem subirá
ao céu? Quem irá para o inferno? Olhamos para o homem e sua conduta, analisamos
as suas obras, e questionamos quem é digno. Entretanto, a justiça que decorre da fé
não trás dúvida: se confessarmos com o coração e crermos na ressurreição, seremos
salvos. A questão está no coração, e isso não podemos julgar. Nós podemos olhar o
exterior, mas Deus vê o coração. Aquele que crê não será confundido. Interessante
que a fé vem pelo ouvir. Fazendo um contraponto aqui à questão da predestinação
que ele mesmo menciona no capítulo anterior, Paulo deixa claro a importância da
pregação. A palavra da cruz precisa ser anunciada. Certamente nem todos ouvirão ou
obedecerão. Muitos não acreditarão. Pessoas ciumentas e rebeldes se manifestarão.
Entretanto não nos cabe julgar. Apenas pregar a Cristo. Cristo tem que ser o centro do
nosso falar. E falando ainda da lição 20, entendo que minimizamos muito os conflitos
de relacionamento entre irmãos, quando não condenamos pela conduta, mas antes
nos preocupamos apenas em manifestar a Cristo.

Rm 11 – Interessante o fato histórico que Paulo trás de que, embora Elias se achasse
sozinho, Deus tinha reservado sete mil homens que não se dobraram a Baal. Paulo usa
esse exemplo para falar de um remanescente segundo a eleição da graça. Penso que
ele está falando de um remanescente de Israel. Quando ele fala de graça, ele está
falando que não é pelas obras. Falamos muito sobre a graça, mas se achamos que
fomos eleitos por mérito ou que receberemos algo por merecimento, significa que
ainda não sabemos o que é graça. Por outro lado, a rejeição insistente de Israel em ter
matado os profetas e ter se afastado do propósito de Deus, produziu neles um
endurecimento no coração. Deus lhes deu espírito de entorpecimento. Eles ficaram
cegos até ao dia de hoje. Tal maldição parece injusta ou dura demais, entretanto
vemos que a transgressão deles redundou em salvação e riqueza para nós. Ao que
parece tudo está debaixo da soberania de Deus. Mas também vemos que fomos
enxertados na boa oliveira, que é Cristo, pela nossa fé e incredulidade deles. Devemos
permanecer firmes na fé, não duvidando e nem nos ensoberbecendo. Alcançamos o
evangelho por causa da inimizade deles, e fomos eleitos por causa da promessa feita
aos patriarcas, como Abraão. Para concluir esse tema tão complexo, Paulo ainda
profetiza acerca do tempo fim falando que há uma plenitude dos gentios a se
completar, quando então Deus voltará o coração de Israel a Ele, de modo que todo
Israel será salvo. Fica um mistério quanto a essa plenitude. Seria um número a se
completar, ou trata-se de uma desobediência à semelhança do que houve com Israel?
A final de contas, Deus encerrou todos na desobediência a fim de usar de misericórdia
para com todos, gentios e judeus. Finalmente, Deus apartará de Jacó as impiedades e
tirará deles os seus pecados, cumprindo a aliança estabelecida com Abraão.

Conclusão: Lição 20 – Manter um relacionamento exige um preço. Temos de ceder


constantemente, abrindo mão de muitas coisas. Entretanto, isso não significa que não
podemos ser diretos e tratar de um assunto delicado. Como homens, penso que temos
de saber até que ponto podemos ser condescendentes ou não. Há um limite. Ainda
que haja uma liberdade, também deve haver respeito. Tenho tocado muito nesses
últimos dias o quanto é importante para Deus que eu me abra com Ele: falando do que
eu sinto, mágoas, tristezas, planos, necessidade e até mesmo os meus pecados.
Quando sou transparente, sinto como que se o Senhor me dissesse: - Você não está
sozinho; estou sentindo essa dor contigo. No que se refere a me relacionar com os
outros, sinto que tenho de aprender a ouvir com mais atenção, demonstrando mais
interesse naquilo que eles estão falando. Lucas 20 nos mostra que muitas vezes a
nossa autoridade é questionada, e somos obrigados a tomar uma atitude; dura e
direta, mas também com amor. Também podemos ver nesse texto que temos de
tomar um cuidado para não perder tempo com aqueles que não querem ser nossos
amigos e não tem interesse algum no evangelho. Podemos estar nos distraindo com
falsos amigos. Havia no meio da multidão, perto de Jesus, falsos emissários que
fingiam ser justos. Além disso o Senhor aconselha os discípulos a se guardarem dos
escribas. Embora devamos sempre estar abertos para restaurar os nossos
relacionamentos, devemos sempre buscar em Deus o ponto de limite.

Pergunta (20): Com quem preciso restaurar meu relacionamento no dia de hoje? Não
lembro de estar com algum problema com alguém.

LIÇÃO 21 – PROTEGENDO SUA IGREJA


• É sua função proteger a unidade de sua igreja.
- A unidade é a alma da comunhão.
- Assim como qualquer pai, nosso Pai celestial tem prazer em ver os filhos em
harmonia uns com os outros.
• Concentre-se no que temos em comum, não em nossas diferenças.
- Devemos apreciar as nossas diferenças, e não simplesmente tolerá-las.
- Deus quer unidade, não uniformidade.
- Quando nos concentramos em personalidades, preferências, interpretações,
estilos ou métodos, a divisão sempre acontece.
• Seja realista em suas expectativas.
- Conformar-se com o real sem lutar pelo ideal é passividade. Maturidade é
conviver com essa tensão.
- Por sermos pecadores, magoamos uns aos outros, às vezes intencionalmente
e às vezes sem querer.
• Prefira incentivar a criticar.
- Deus nos adverte repetidamente que não critiquemos, comparemos ou
julguemos uns aos outros.
- Culpar e criticar os membros da família de Deus queixando-se deles é trabalho
do Diabo.
• Recuse dar ouvidos a fofocas.
- Ouvir uma fofoca é como receptar mercadoria roubada; isso o faz igualmente
culpado pelo crime.
- Uma fogueira se apaga quando acaba a lenha.
• Pratique os métodos de Deus para a solução de conflitos.
- E meio a um conflito, devemos ir diretamente à pessoa envolvida.
- Se não for possível, devemos levar testemunhas para nos auxiliar.
- Se ainda não resolver, devemos então levar o caso à igreja.
• Apóie o seu pastor e os líderes.
- Os pastores têm a difícil tarefa de manter a harmonia e a unidade.
- Devemos ter o hábito de orar por nossos irmãos.
- Protegemos a congregação quando honramos os que nos servem como
líderes.
- Devemos nos esforçar para tornar a igreja local mais aconchegante e
amorosa.
• Resposta: orando pela unidade do testemunho da igreja na minha cidade.

Rm 12 – Parece-nos bastante forte o rogo de Paulo em que ofereçamos o nosso corpo


por sacrifício vivo. Paulo busca a figura do tabernáculo para falar de como deve ser o
nosso relacionamento com Deus. O culto, o serviço, a obra, a oferta, tem de
necessariamente passar pelo altar. Nosso corpo está relacionado ao Átrio Exterior e
precisa conhecer a cruz. Mas Paulo também demonstra que nossa experiência com
Deus precisa avançar. Precisamos entrar no Santo Lugar e servir. Estamos na Igreja,
que é o Corpo de Cristo. Cada membro tem uma função e um dom que coopera para a
edificação do Corpo. Ao servir no Santo Lugar, por meio da palavra, da oração e das
reuniões, nós alcançamos o ministério. Tudo deve ser feito com muita dedicação e
alegria, como que para o Senhor. Ao servir na igreja nossa mente é transformada e
começamos a entrar no propósito de Deus. Enquanto não nos conformarmos a Cristo,
renovando a nossa alma, não há como entendermos a vontade de Deus. Nossa mente
velha é limitada. Finalmente devemos entrar no Santo dos Santos a fim de exercitar o
nosso espírito. Há um convite a sermos fervorosos de espírito. Temos de aprender a
servir no espírito. No espírito temos comunhão, descansamos em Deus e permitimos
que Ele faça a obra Dele através de nós. Nosso espírito precisa estar sempre
queimando, independente das circunstâncias.

Rm 13 – Vejo como é intrigante essa questão da autoridade. Hoje em dia, a maioria


das autoridades que conhecemos são corruptas, mas mesmo assim, segundo Paulo,
elas foram instituídas por Deus. São ministros de Deus usados para o nosso bem. Sinto
que esse temor está se perdendo no mundo. Principalmente nas escolas. Mesmo eles
não sendo cristãos, são usados para nos disciplinar quando praticamos o mal. É dever
do cristão estar a eles sujeitos, embora a obediência absoluta seja devida só a Deus.
Nesse quesito, sempre lembro da relação Saul e Davi. Saul erro mas ainda assim, Davi
se submeteu. Ao protegermos os nossos líderes, protegemos a igreja. Enquanto por
um lado Deus os usa para nos tratar, por outro devemos interceder por eles o tempo
todo. Nunca haverá uniformidade, mas a unidade deve existir. A igreja precisa
restaurar o temor pelos seus líderes. Como todo cidadão, devemos pagar nossos
impostos e não dever a ninguém coisa alguma; não só por uma questão de punição,
mas também por uma questão de consciência. O amor tem que ser a base do nosso
serviço. Ao amar nós naturalmente cumprimos toda a lei. Ter um viver reto e
transparente faz parte das armas da luz. Penso que estamos na igreja para nos revestir
de Cristo, nos conformar a Cristo e manifestar o caráter de Cristo.

Rm 14 – Vemos como é séria essa questão do julgamento dentro da igreja. Temos uma
tendência muito forte em analisar, criticar e discutir opiniões. Rotulamos os irmãos.
Normalmente queremos impor nosso ponto de vista. Muitas vezes, sem perceber,
acabamos trazendo um jugo pesado sobre o fraco na fé. Deveríamos saber conviver
com as diferenças e nos ater ao realmente é essencial, a comunhão com Cristo. Penso
também até que ponto nossa liberdade não escandaliza ou serve de tropeço para o
nosso irmão. Para nós, um pequeno detalhe, pode não ser um problema, não
consideramos como impureza, mas para aquele que é fraco já seria motivo de tristeza
e até mesmo poderia tirá-lo da igreja. Se não nos importamos com o que falamos,
como nos vestimos, com o que postamos nas redes sociais, com nossas atitudes, é
porque já não andamos segundo o amor. Devemos lembrar que Cristo morreu por ele.
Não julgar também é uma forma de protegermos a igreja. Isso minimizaria muitos
conflitos. Acolher a todos com o amor fraternal certamente tornaria a igreja um lugar
mais aconchegante e acolhedor.

Conclusão: Lição 21 – Encontrar uma unidade, mesmo diante das nossas diferenças, é
um grande desafio. Vejo que muitas vezes temos de abrir mão das nossas preferências
e opiniões, por mais corretas que possam estar. Quando falamos de unidade, não
podemos falar no sentido de que os outros sejam um comigo. Esse tipo de unidade
nunca vai haver. Temos de buscar a unidade do Espírito. Deve haver, da nossa parte,
uma certa preocupação de não magoarmos os nossos irmãos. É preferível o elogio e o
incentivo, do que a crítica. Nossos interesses muitas vezes têm de serem deixados de
lado. Sinto que ainda há no nosso meio um forte espírito crítico, sempre preferindo
ressaltar os defeitos que as qualidades. Isso desencoraja e desanima os irmãos. Elogio
de mais estraga, mas às vezes é necessário. Magoar alguém, nesse processo de
unidade, é quase que inevitável. A fofoca, assim como a revelação de um “segredo”, é
como um câncer que destrói a confiança. Mas os verdadeiros amigos não põem mais
“lenha” na fogueira, eles apagam. Temos de estar em constante oração pela unidade e
harmonia entre os irmãos da igreja, inclusive pela liderança. Sinto que nossa liderança
precisa ser mais honrada. Estamos perdendo a visão do que é a Igreja e o Corpo.
Estamos na Igreja para sermos separados do mundo, e ao mesmo tempo luz do
mundo. Tenho a impressão de que os irmãos estão entorpecidos, ou adormecidos, em
estado de inércia. Como vemos em Lucas 21, o coração parece estar sobrecarregado
com as consequências da orgia, da embriaguez e das preocupações deste mundo.
Poucos são aqueles que realmente estão em pé na presença do Filho do Homem.

Pergunta (21): O que estou fazendo pessoalmente para proteger a unidade em minha
família eclesiástica neste exato momento? Estou orando pela unidade e pela liderança,
e evitando o máximo possível qualquer comentário negativo.

LIÇÃO 22 – CRIADO PARA SE TORNAR SEMELHANTE A CRISTO


• Você foi criado para se tornar semelhante a Cristo.
- Deus também quer que seus filhos tenham sua imagem e semelhança.
- Você foi criado para ser semelhante a Deus em justiça e em santidade.
- Ele quer que você cresça espiritualmente e se torne semelhante a Cristo.
• - Deus quer que você desenvolva o tipo de caráter descrito nas bem-
aventuranças de Jesus, nos frutos do Espírito.
- Essa perspectiva voltada para si mesmo trata Deus como se fosse o gênio
da lâmpada.
- Deus nos dá o nosso tempo na terra para construirmos e fortalecermos
nosso caráter para o céu.
• A obra do Espírito Santo de Deus em você
- É tarefa do Espírito Santo produzir um caráter semelhante ao de Cristo em
você.
- O processo de transformação pelo qual nos tornarmos mais semelhantes a
Jesus é chamado santificação.
- Somente o Espírito Santo tem o poder de realizar as transformações que
Deus deseja para nossa vida.
- Na maioria das vezes o poder do Espírito Santo é liberado na sua vida de
maneira tranqüila e despretensiosa.
- As características de Cristo não são produzidas por imitação, mas por
habitação.
• Devemos cooperar com o trabalho do Espírito Santo.
- A obediência libera o poder de Deus.
- Siga adiante na sua fraqueza, fazendo a coisa certa.
- A Bíblia compara o crescimento espiritual a uma semente, a uma
edificação e a uma criança em crescimento.
- Somos transformados a exemplo de uma borboleta que antes era uma
lagarta.
• Deus usa sua Palavra, as pessoas e as circunstâncias para moldar você.
- Palavra de Deus supre a verdade que precisamos para crescer.
- Você não pode crescer à semelhança de Cristo em isolamento.
- Você não pode ser semelhante a Jesus na prática sem que haja
relacionamento com outras pessoas.
• Tornar-se semelhante a Cristo é um lento e longo processo de crescimento
- A maturidade espiritual não é instantânea nem automática; é um
desenvolvimento que durará o resto de sua vida.
- Quando finalmente formos capazes de ver a Jesus em perfeição, nos
tornaremos perfeitos como ele.
- Deus está muito mais interessado em quem você é do que no que você
faz.
- Preciso que você tome uma decisão contra a sua formação cultural.
• Resposta: na área da oração.

Rm 15 – Paulo mais uma vez fala da importância de nós nos preocuparmos em agradar
mais ao nosso próximo do que a nós mesmos. Devemos sempre ter em vista a
edificação. Paulo apela para o modelo de Cristo a fim de mostrar a importância da
paciência, da consolação, do mesmo sentimento, de sermos concordes, de
glorificarmos a Deus a uma só voz, e de acolhermos uns aos outros. A misericórdia,
principalmente aos gentios, é uma marca no caráter de Cristo. Entretanto, as
características de Cristo não são produzidas por imitação, mas por habitação. Devemos
deixar Cristo nos moldar a sua semelhança. Mas, independente do nosso crescimento,
também devemos estar alegres em Cristo e louvá-Lo todos os dias. Paulo também
demonstra seu grande encargo em pregar o evangelho àqueles gentios que nada
ouviram à respeito de Cristo, mas demonstra um certo respeito em não pregar onde já
há alguma atividade missionária. Ele tinha temor em não edificar sobre fundamento
alheio. Isso o impediu de ir a Roma por um certo tempo. Uma vez que a obra cessou
naquela região, ele então se sentiu à vontade para ir visita-los, quando fosse para a
Espanha. Penso como Paulo agiria hoje sabendo que existem centenas de igrejas
divididas dentro de uma mesma cidade. Biblicamente vejo que só há uma igreja em
cada cidade, a qual deveria estar debaixo de um único ministério. Os nomes são
divisões que os homens fazem, dos quais não estão dispostos a abrir mão. Outra
preocupação de Paulo que chama a atenção era a de coletar ofertas em todas as
igrejas da Macedônia e Acaia a fim de ajudar os santos de Jerusalém, que estavam em
pobreza. Aqui vemos a importância dos apóstolos em manter as igrejas dentro de uma
mesma direção e unidas dentro de um mesmo propósito. As igrejas, naquela época,
embora debaixo de uma liderança local diferente, preocupavam-se em se ajudar.
Penso que o maior e grande reavivamento que nós precisamos hoje é o Espírito Santo
destruir as placas das igrejas e restaurar o testemunho da unidade na cidade.

Rm 16 – Paulo inicia esse capítulo falando da importância de algumas irmãs, como


Febe, a qual serva à igreja e lhe assiste e lhe protege. Paulo não se esquece de Priscila
e Àquila, os quais se arriscaram por ele. Na casa destes se reunia a igreja, ou seja, um
grupo de pessoas convertidas. A igreja não era a casa e ao que parece nunca foi. Paulo
cita pela primeira vez dois parentes seus, que estiveram na prisão com e que também
eram notáveis entre os apóstolos. Paulo também cita a mãe de Rufo, a qual
curiosamente também foi mãe para ele, nos mostrando a importância das irmãs
cuidarem dos irmãos. Paulo ainda nos aconselha a nos saudarmos com o ósculo santo,
um beijo respeitoso no rosto; o que também era comum entre os homens. Quanto aos
que provocam divisões e escândalos, Paulo nos aconselha a nos afastarmos deles. Vejo
que essa questão é bem delicada porque às vezes confundimos pessoas que
simplesmente discordam de nós com rebeldes. A referência que Paulo trás aqui é se
eles servem a Cristo ou não. Finalmente vemos que essa epístola foi escrita por Tércio.
Não sabemos porque o próprio Paulo não escreveu. Paulo ainda cita Gaio,
provavelmente aquele que era de Derbe, o qual lhe hospedou, e também é citado na
terceira epístola de João; um homem muito amado.

I Co 1 – Acho muito interessante o fato de que Paulo direciona a sua carta à igreja que
está em Corinto. Corinto é o nome da cidade. Então onde está a igreja e quem é o
líder? Paulo nitidamente estabelece a cidade como limite da base da igreja e não
atribui a ela nenhum nome, a não ser a própria cidade; como também não ressalta o
nome de ninguém. Agora Paulo faz questão de dizer que não falta à igreja em Corinto
nenhum dom, de modo que assim o testemunho de Cristo tem sido confirmado neles.
Entretanto, os dons claramente não são um sinal de maturidade espiritual. A igreja em
Corinto era uma igreja infantil, imatura, cheia de divisões e preferências. Eles não era
semelhantes a Cristo, assunto abordado na lição 22, porque não se alimentavam de
Cristo. Não O tomavam como o pão da vida. Eles precisavam necessariamente passar
por um processo de transformação. Paulo então inicia a sua carta mostrando a eles o
caminho da cruz. Enquanto uns estavam tão preocupados com sinais e outros
preocupados com conhecimento, Paulo faz questão de falar do Cristo crucificado,
loucura para alguns e escândalo para outros. O verdadeiro poder e a sabedoria que
tanto buscavam estava em Cristo. Por mais qualificados que sejamos, não há motivo
algum para nos gloriarmos. Cristo é tanto a nossa sabedoria, quanto a nossa justiça
diante de Deus, de modo que se nos gloriamos, devemos nos gloriar em Deus.

Pergunta (22): No dia de hoje, em qual área de minha vida preciso rogar pela operação
do Espírito Santo para me tornar mais semelhante a Cristo? É muito difícil definir uma
área, visto que todas as áreas, por mais que estejam aperfeiçoadas, precisam ser a
expressão plena de Cristo. Não é uma questão de imitá-lo ou ainda de manifestar
algum poder, mas de expressá-lo. Tenho que alimentar dEle a ponto de ter o meu
caráter conformado a Cristo.

Conclusão: Lição 22 – Deus não nos chamou para sermos livres e simplesmente nos
limpar do pecado. Não estamos na Igreja para sermos curados, mas sim
transformados. Seu propósito é nos conformar à imagem de Cristo. Ser como Cristo é
ser um homem coletivo: mesclado, participativo, inteirado, envolvido, comprometido,
ativo no Corpo. Todos os atributos de Cristo já estão em nosso espírito, entretanto
nossa alma permanece inalterada. Assim como temos o DNA do Malígno em nossa
carne, também o DNA de Cristo em nosso espírito. Se conformar a Cristo implica em
um processo orgânico de desfrute diário, onde nos alimentamos da sua Palavra. O
Espírito Santo tem como função, através do nosso espírito, de revelar Cristo a nós e em
nós. Quem nós éramos, quem somos e o que seremos é o que realmente importa. Nos
preocupamos tanto com o que fazemos, falamos, sabemos e nos aparentamos, que
não percebemos que o que realmente importa para Deus é o caráter. Vemos em Lucas
22 que Judas, embora andasse no meio dos discípulos, não se deixou transformar.
Pedro, ainda no seu estágio inicial, embora apreciasse a Palavra, negou o Senhor,
manifestando a sua infantilidade. Hoje, vivemos na Nova Aliança, mas ela só é prática
no espírito. Cristo tornou-se a nossa páscoa, nos oferecendo o seu corpo e o seu
sangue. O sangue da Nova Aliança nos liberta, nos perdoa, e nos resgata; enquanto o
seu corpo nos alimenta, nos transforma e nos conforma à Sua imagem.
LIÇÃO 23 – COMO CRESCEMOS


• Deus quer que você cresça.
- Você deve querer crescer, decidir crescer, fazer um esforço para crescer e
persistir em crescer.
- Ser discípulo do Senhor é estar disposto a ser como Ele.
• A parte de Deus e a sua parte.
- Uma vez que tenha decidido seriamente se tornar semelhante a Cristo, você
deve começar a agir de maneira diferente.
- O ponham em ação é o nosso dever, e o efetua em vocês é o papel de Deus.
- Não podemos fazer com relação a nossa salvação inicial, mas podemos fazer
muito com relação ao nosso crescimento.
- Precisamos desenvolver a nossa salvação.
- Deus lhe deu uma nova vida; agora você é responsável por desenvolvê-la
“com temor e tremor”.
• Alterando seu piloto automático
- Tenha cuidado com o que você pensa, pois a sua vida é dirigida pelos seus
pensamentos.
- A transformação vem pela mudança de mente – metanoia é mudança de
mente.
- Sua forma de pensar determina sua forma de sentir, e o que você sente
influencia sua forma de agir.
- Para ser semelhante a Cristo, você deve desenvolver a mente de Cristo.
- Paulo concluiu que pensar nos outros é a marca da maturidade.
- A vida cristã é muito mais do que credos e convicções; ela inclui conduta e
caráter.
- Pensar nos outros é o cerne de se tornar semelhante a Cristo, e a melhor
evidência de crescimento espiritual.
• Resposta: gastando mais tempo com as pessoas.
I Co 2 – Paulo claramente se restringia em seu sermão a falar apenas de Cristo, e este
crucificado. Sempre me chama a atenção esse texto, onde ele diz que não usou de
ostentação de linguagem ou de sabedoria, principalmente para com os coríntios.
Penso, como esse exemplo foge na nossa realidade. Algumas pessoas ainda pensam
que pelo muito falar, que pela persuasão, ou ainda por meio de um falar teatral ou
sentimental, irão conduzir a igreja a um estado espiritual aceitável diante de Deus.
Cristo, claramente está deixando de ser o centro das pregações, e o homem está
tomando o seu lugar. Hoje, infelizmente, temos igrejas humanistas. Não há mais uma
preocupação em se desenvolver a salvação, e sim uma preocupação em adaptar a
igreja às necessidades dos membros. Paulo nega-se a sim mesmo para manifestar
apenas a Cristo e o poder do Espírito. Paulo tinha a preocupação de que a igreja não
viesse a se apoiar na sabedoria humana. Paulo fala uma sabedoria diferenciada, não
humana, mas misteriosa, revelada somente pelo Espírito. Essa sabedoria revela Cristo,
o Filho de Deus, e sua obra redentora. Essa revelação, a qual implica também numa
transformação, só ocorre para com aqueles que amam a Deus. A eles é revelado as
profundezas de Deus. Não pagamos por isso, e também não é uma questão de mérito.
Nos é dado gratuitamente. Existe o homem natural e existe o homem espiritual. O
natural tenta conhecer Deus através da sua razão. O espiritual tem a mente de Cristo.
Ele não anda conforme o que vê ou sente em sua emoção, mas é guiado pelo Espírito
de Deus. A verdadeira transformação vem pela mudança de mente. Nossa forma de
pensar tem de mudar. Para pensarmos como Cristo, temos que necessariamente
desenvolver a mente de Cristo. Quanto mais espirituais formos, mais pensaremos nos
outros, e menos em nós mesmos.

I Co 3 – Paulo inicia esse capítulo deixando claro que existe irmãos espirituais e irmãos
carnais. Irmãos carnais são crianças em Cristo. O fato de o irmão ser ainda pecador,
ciumento, faccioso, almático, ou carnal, não significa que ele não seja cristão. Ele crê
em Cristo, mas não se alimenta. Não desenvolve a sua salvação. Ele pode estar
servindo na igreja, ter uma função, um dom, uma atividade, e ainda assim ser uma
criança. As suas atitudes e o seu falar denunciam o seu nível de maturidade. Pessoas
assim, normalmente vivem pela lei e não pelo espírito. Elas não podem suportar um
alimento sólido e nem fazem ideia do que significa. Ainda precisam de leite,
conhecendo apenas os oráculos elementares de Deus. Estão muito mais focadas em
seus problemas particulares do que nas necessidades de Deus, como a edificação da
igreja. A igreja é como uma lavoura e um edifício. Existe vida e edificação. Por um lado
precisamos desenvolver um relacionamento pessoal de vida com o Espírito, e por
outro, como pedrinhas que estão sendo trabalhadas, precisamos aprender a
desenvolver um relacionamento coletivo com o Corpo. O fundamento dessa obra tem
que necessariamente ser Cristo. Se não for, essa obra passará pelo fogo. A obra será
destruída, mas o indivíduo ainda assim será salvo. Essa obra pode ser tanto um
ministério, quanto o viver humano de alguém. Penso, particularmente, que se essa
pessoa é de fato cristã, ela crê e ama a Deus, ainda que a sua obra seja ruim, ela será
salva. A questão é que, em algum momento, quando chegar o Dia da justiça, ela
passará pelo fogo que flui do Trono de Deus, e será finalmente aperfeiçoada. Isso para
mim é um fato irrevogável.

I Co 4 – Paulo se considerava um mordomo tão fiel, que em nada a sua consciência o


acusava. Entretanto, ele reconhecia que isso por si só não o justificava. Sua justificação
dependia única e exclusivamente de Cristo. Paulo nos aconselha a nada jugarmos
precipitadamente. Deus trará à luz todas as coisas. Não devemos ultrapassar o que
está escrito, nos gloriando de alguma coisa, visto que recebemos todas as coisas. É um
engano acharmos que conquistamos algo por mérito. Indo na contramão da teologia
da prosperidade, Paulo expõe a realidade de um verdadeiro apostolado: espetáculo do
mundo, loucos por causa de Cristo, fracos, desprezíveis; passam fome, nudez; são
esbofeteados; não tem moradia certa; são injuriados, perseguidos, caluniados; são
considerados lixo do mundo e escória de todos. Quantos, dos atuais apóstolos,
estariam dispostos a passar por tamanha perda? Paulo se considerava pai espiritual e
modelo dos coríntios. Quantos de nós, assim como Paulo, poderíamos dizer para os
irmãos serem nossos imitadores? Podemos dizer que somos cem por cento
consagrados a Deus? Paulo admoesta os ensoberbecidos, os quais, se não se
arrependerem, conhecerão por meio da vara o poder do espírito. Paulo dá preferência
a uma exortação com espírito de brandura, mas deixa claro que em alguns casos temos
de usar a vara, rogando a Deus que use da disciplina, manifestando o governo do seu
reino. Até mesmo numa exortação, temos de reconhecer a nossa posição, e depender
de Deus.

Pergunta (23): Em que área preciso parar de pensar do meu jeito e começar a pensar
do jeito de
Deus? Vemos nesse estudo que pensar mais nos outros, e menos em nós mesmos, é
um sinal de maturidade. Vejo que ainda ocupo muito do meu tempo com as minhas
necessidades. Ainda preciso abrir mão do meu conforto e segurança, dando mais
tempo para estar junto dos irmãos.

Conclusão: Lição 23 – O fato de estarmos na igreja aprendendo, não significa que


somos maduros ou espirituais. Se não houver um coração de busca, não haverá
crescimento. O verdadeiro crescimento só vem por meio do desfrute de Cristo. Temos
que necessariamente nos alimentar. Podemos, de certa forma, estar seguros quanto a
nossa salvação, mas não podemos descansar quanto ao nossa crescimento. A salvação
precisa ser necessariamente desenvolvida. Crescer implica em ter a alma saturada dos
atributos de Cristo. Quanto mais crescido, mais a nossa mente, vontade e emoção
expressarão o caráter de Cristo. Ser como Cristo não é imitá-Lo e nem pensar o que Ele
faria em nosso lugar, ser como Ele é ser a própria expressão de Cristo. Isso é resultado
de uma transformação de vida. Embora o ladrão de Lc 23 fosse salvo, ele ainda não
tinha a expressão de Cristo. Podemos, a exemplo dos escribas e sacerdotes, ter a
forma de piedade, mas não ter a expressão da vida. O véu rasgou-se, não apenas para
nos libertar do pecado, mas principalmente para entramos na presença do Senhor, nos
sentarmos à mesa com Ele, e nos alimentarmos.

LIÇÃO 24 – TRANSFORMADO PELA VERDADE


• A verdade nos transforma.
- Santificação exige revelação.
- O Espírito de Deus usa a Palavra de Deus para nos tornar semelhantes ao Filho
de Deus.
- A Bíblia é muito mais do que um manual de doutrinas.
- A Palavra de Deus é o alimento espiritual do qual você tem de se alimentar,
para cumprir seu propósito.
• Permanecendo na Palavra de Deus.
- Alimentar-se da Palavra de Deus deve ser a primeira prioridade.
• Devo aceitar sua autoridade.
- A Bíblia deve sempre ter a primeira e a última palavra em minha vida.
• Devo assimilar a verdade.
- Existem cinco maneiras de fazer isso: você pode recebê-la, lê-la, pesquisá-la,
relembrá-la e refletir sobre ela.
- Não há outro hábito que seja tão eficaz na transformação de sua vida ou em
torná-lo mais semelhante a Jesus do que a reflexão diária nas Escrituras.
• Devo aplicar seus princípios – praticar a Palavra.
• Ter o hábito de escrever o que tocamos sobre a Palavra e o que pretendemos
realizar.
• Resposta: orar e gastar mais tempo na Palavra.

I Co 5 – Paulo trás à tona uma situação de imoralidade na igreja em Corinto, onde um


irmão possui a mulher do seu pai. O pecado é tão grave que Paulo o sentencia,
entregando-o a Satanás, com o fim de destruir o corpo e salvar o espírito. Eu lembro
da passagem de Lc 22, onde Satanás pedi Pedro a Jesus para peneirá-lo. Nessa ocasião,
Jesus não diz que não o entregaria, mas que rogaria por ele para que a sua fé não
desfalecesse. Também vemos algo parecido na vida de Jó. Mas podemos pensar, até
que ponto alguém tem autoridade, como Paulo, pra entregar alguém a Satanás. Nesse
caso, será que o máximo que o inimigo pode fazer é tocar no corpo da pessoa? É uma
passagem um tanto quanto misteriosa, da qual Paulo parece ter se arrependido mais
tarde, por ter sido tão pesado. Paulo também parece demonstrar uma certa
indignação com a igreja que não trata a questão com o rigor merecido. A igreja tem
que presar pela verdade. A palavra de Deus tem de ser o nosso prumo. Paulo parece
estar preocupado de que essa situação sirva como um fermento para contaminar toda
a igreja. Agora, até que ponto devemos tirar do nosso meio uma pessoa que tenha
cometido um pecado como esse? Penso que devemos corrigi-lo e tirá-lo do serviço.
Entretanto, todo o contexto bíblico nos mostra que o mesmo deve ser restaurado
como amor e disciplina. Não podemos ignorar o fato, mas não também não podemos
condená-lo, na medida em que há arrependimento. Paulo nos aconselha a não nos
associarmos com aquele que se diz irmão e anda no pecado. Entendo que isso não
significa necessariamente isolá-lo, mas sim que devemos nos posicionar, não aceitando
passivamente o seu erro. Por outro lado, não havendo arrependimento e havendo
uma constância no mesmo pecado, ele deve ser exposto diante de todos e disciplinado
de forma mais radical. Dependendo do caso, até mesmo como uma expulsão do meio
da congregação.

I Co 6 – Vemos nesse texto que Paulo afirma que nós, os santos, iremos julgar o mundo
e os anjos. Esse julgamento provavelmente ocorrerá junto ao grande trono branco,
depois do milênio, quando todos nós já estaremos aperfeiçoados. E os anjos,
provavelmente são os anjos caídos. Diante disso, Paulo diz não fazer sentido um irmão
levar à justiça humana uma questão contra outro irmão. Segundo Paulo, a própria
igreja deve levantar um tribunal, com irmãos sábios, que conheçam a Palavra, para
julgar questões entre irmãos. Paulo ainda nos aconselha a sofrer o prejuízo por amor
ao irmão. Paulo, em seguida, nos trás uma lista de pessoas que não participarão do
reino de Deus: injustos, impuros, idólatras, adúlteros, efeminados, sodomitas, ladrões,
avarentos, bêbados, maldizentes e roubadores. Paulo menciona uma pequena lista de
pecados como exemplo, mas obviamente essa lista é infinita. Penso que quando Paulo
diz que “não participarão”, ele está dizendo que o pecado, em todas as suas formas,
não entrará no reino. Paulo fala do nosso estado depois de um processo de
santificação e justificação em Cristo. Quando Paulo aborda a questão do que é lícito e
do que convém, entendo que entramos num campo bastante delicado. Em muitas
situações temos que necessariamente depender da direção do Espírito Santo. Embora
seja lícito, não quer dizer que convém. Não há uma regra para tudo, do que pode e do
que não pode, e algumas questões são muito relativas. Claro que quanto mais
conhecermos a Palavra, mas fácil será discernir entre o certo e o errado. De qualquer
forma, temos sempre que ter muito cuidado para não escandalizar os nossos irmãos e
as pessoas que nos cercam. Temos o espírito que nos guia a toda a verdade. Ao nos
unirmos com o Senhor, nos tornamos um espírito com Ele. Nosso espírito humano
mesclou-se com o Espírito de Deus. Nosso espírito, à exemplo do santos dos santos,
torna-se o lugar de comunhão com Deus. Nosso corpo, por sua vez, na sua amplitude,
como corpo, alma e espírito, agora se torna o tabernáculo de Deus.

I Co 7 – Paulo enaltece nesse capítulo a importância do homem não se envolver com


mulher, de modo tenha tempo para se dedicar apenas ao Senhor. Entretanto, por
causa da impureza do homem, e da falta de domínio próprio, é melhor que se case. No
casamento, tanto a mulher quanto o homem não devem privar-se do relacionamento
sexual. Paulo coloca a incontinência como uma oportunidade para Satanás nos tentar,
principalmente o homem. Hoje, a tentação e a apelação sexual nessa área é tão forte,
que até mesmo dentro de um casamento normal, o risco de uma traição ainda é
grande. A dedicação à oração do casal deve ser constante para que Deus, na sua
misericórdia, os guarda de todo ataque do maligno. Paulo desencoraja completamente
o divórcio. Ainda que haja uma traição, o casal deve ser encorajado a buscar uma
reconciliação. Entendo que o amor e a intimidade do casal deve ser cultivado
constantemente. A minha casa e meu cônjuge são santificados pelo meu
posicionamento diante de Deus. Eu devo conquistar a minha casa pelo modelo.
Embora Paulo nos aconselhe a ficarmos conforme fomos chamados, casados ou
solteiros, hoje, só podemos encorajar a ficar solteiro aquele que realmente tem essa
vocação. Apesar da angústia da carne provocada pelo casamento, creio que na atual
realidade, essa aliança nos guardará de cometermos muitos pecados, e ainda nos
aperfeiçoará. Ao contrário do que Paulo fala para a aquela época, eu diria que aquele
que encoraja o seu filho a casar, faz melhor que aquele que o desencoraja. Quanto à
viúva casar, por exemplo, Paulo diz estar apenas dando a sua opinião.

Pergunta (24): O que Deus já me disse na sua Palavra que ainda não comecei a fazer?
Gastar mais tempo na própria Palavra e na oração.

Conclusão: Lição 24 – Vejo nessa lição algo extremamente essencial – tomar a Palavra
como alimento. Qualquer pessoa pode ler e aprender, mas receber revelação e se
alimentar é só para os que buscam no espírito. Quando a Palavra é revelada, revelando
Cristo, somos supridos e transformados. Ela passa a fazer parte de nós. Não devemos ir
à Palavra para aprender, mas sim para desfrutar. Quando oramos e buscamos a Cristo,
Ele é revelado para nós por meio da Sua Palavra. Precisamos aprender a extrair vida da
Palavra. Orar-ler a Palavra é uma forma muito eficaz de tocarmos na vida que está
oculta nas Escrituras. Também precisamos ter o hábito de escrever e anotar o que
tocamos, a fim de memorizar, meditar e compartilhar. Por mais de vinte anos eu tive o
hábito de anotar todas as mensagens (pregações) ouvidas. Depois, ao meditar nelas, a
Palavra era consolidada em meu coração. Percebo que nem tudo na Palavra é
clarificado, mas ainda assim preciso aprender a crer. Lucas 24 nos mostra que, mesmo
os discípulos tendo sido previamente avisados, eles não creram que Jesus ressuscitaria.
Por não crer, demoraram para reconhecer o Senhor, o qual estava ao lado deles.
Alguns já tinham uma ideia pré-concebida de remissão, não percebendo que o Senhor,
na verdade, queria libertá-los deles mesmos. Assim como Jesus, precisamos discorrer e
expor aos irmãos o que consta nas Escrituras, ensinando-os a exercitar o espírito.
Nosso relacionamento com Cristo é de comer e beber. Assim como Jesus comeu com
os discípulos, Ele sempre nos procura para sentarmos à Sua mesa e comermos.

LIÇÃO 25 – TRANSFORMADO PELA PROVAÇÃO


• Deus tem um propósito por trás de cada problema.
- Ele usa as circunstâncias para desenvolver nosso caráter.
- Suas mais íntimas e profundas experiências de adoração ocorrerão
provavelmente nos dias mais sombrios.
- É durante períodos de sofrimento que aprendemos a fazer nossas orações
mais sinceras, autênticas e honestas para com Deus.
- No sofrimento, aprendemos coisas a respeito de Deus que não podemos
aprender de nenhuma outra forma.
- Os problemas nos forçam a olhar para Deus e a depender dele em vez de
confiar em nós mesmos.
- Você nunca saberá que Deus é tudo o que você precisa até que ele seja
tudo o que você tiver.
• Compreendendo Romanos 8.28,29
- Vivemos em um mundo caído. Somente no céu tudo é perfeito, da forma
que Deus quer.
- Deus pode fazer o bem aflorar da pior perversidade.
- Deus é especialista em extrair o bem de tudo isso.
- O propósito de Deus é maior que nossos problemas, nosso sofrimento e
até mesmo nossos pecados.
• Edificando um caráter semelhante ao de Cristo
- Quando você é refinado pelas provações, as pessoas podem ver o reflexo
de Jesus em você.
• Reagindo aos problemas como Jesus reagiria
• Lembre-se de que o plano de Deus é bom.
- É vital que você se mantenha concentrado no plano de Deus, não no seu
problema ou sofrimento.
- Seu enfoque determinará seus sentimentos.
• Exulte e agradeça
- Nós também podemos nos alegrar ao saber que Deus está passando pelo
sofrimento junto conosco.
• Recuse-se a desistir
• Resposta: No momento de dificuldade financeira.

I Co 8 – Vemos que havia em Corinto um problema bastante peculiar no que se refere


a comidas sacrificadas a ídolos. Visto que a cidade de Corinto era altamente idólatra, a
familiaridade de irmãos novos com tais comidas era ainda muito grande. Nisso, surgiu,
por um lado, o problema daqueles que tinham um medo demasiado em comer
qualquer coisa, e por outro, haviam aqueles que se achavam na liberdade de comer
qualquer coisa, sem se preocupar com a consciência do fraco na fé. Pra um, Paulo diz
que nada ganharemos se comermos ou não, e pra outro, que se acha mais maduro,
Paulo fala que deve fazer de tudo para não escandalizar e trazer tropeço ao irmão. Em
nossa realidade, não temos muito problema com essa questão de comida, mas
podemos ter com relação à bebida, à música, a roupas, a locais que frequentamos, e
principalmente a coisas que postamos nas redes sociais. Enquanto por um lado vemos
a leviandade dos meninos na fé, por outro também vemos uma grande insensibilidade
daqueles que acham maduros e não se preocupam se vão ou não escandalizar os
irmãos. Paulo inicia esse texto dizendo que o amor deve estar acima do conhecimento.
O conhecimento, sem o amor, nos torna duros e arrogantes. Temos de aprender a
sofrer com o fraco, a chorar com os que choram, a nos condoer da dor dos nossos
irmãos, e a perceber que existe um propósito muito maior que a nossa verdade.
Irmãos problemáticos e tribulações, são necessários. Deus permite que situações
difíceis, as quais nos fogem ao nosso controle, surjam em nossa vida, a fim de forjar
em nós o caráter de Cristo.

I Co 9 – Paulo aqui defende a importância dele, assim como os apóstolos, serem


sustentados pelas ofertas dos irmãos. Se ele plantou, ele tem o direito de colher o
fruto do seu trabalho em forma de ofertas. Corinto parecia ser bem resistente nessa
questão. Fora as circunstâncias exteriores, Deus ainda usava os irmãos para
aperfeiçoar Paulo e forjar nele um caráter forte. Além do mais, Paulo ainda fala do
direito de ser acompanhado de uma irmã, assim como os demais apóstolos. Ele não
deixa claro qual seria a função dessa irmã. Como ele está falando de oferta,
provavelmente trata-se alguém que o ajudava financeiramente. Por outro lado, ele
menciona Pedro, o qual era casado. Entretanto, dificilmente Paulo estaria falando aqui
do direito de casar, visto que ele deixa claro o seu dom de castidade. De qualquer
forma, Paulo, por amor aos irmãos, se abstém de qualquer desses direitos, a fim de
não correr o risco de anular a glória da graça do evangelho. Paulo não se considerava
um voluntário, como muitos outros, mas um servo que tinha a obrigação de pregar o
evangelho. Mesmo sendo livre, e se fez de escravo para ganhar o máximo possível de
pessoas. Quando ele diz que se fez de tudo para todos, com o fim de por todos os
modos salvar alguns, pode nos parecer um tanto quanto estranho. Mas quando
negamos a nós mesmos, e seguimos o Espírito, dentro daquilo que é lícito, nos
adaptamos ao ambiente, com a finalidade de ganhar as almas para Cristo. Como todo
atleta, Paulo tinha um alvo muito bem definido, e não se deixava distrair pelas
circunstâncias. Paulo simplesmente se recusava a desistir. Ele sempre se manteve
concentrado nos planos e no propósito de Deus, e não no seu problema ou sofrimento.

Conclusão: Lição 25 – Normalmente pensamos que quando passamos por um período


de calmaria em nossa vida, onde tudo dá certo, estamos debaixo da bênção de Deus.
Entretanto, homens como Moisés, Jacó e Paulo tiveram suas experiências mais fortes
com Deus, quando passaram por um momento de desespero. Eventualmente sinto
que o fogo aumenta e parece que não haverá saída, a não ser a morte. É justamente
nesses momentos que O busco com todo o meu ser, como se não tivesse outra opção.
Então percebo que, ainda que eu não sinta nada e nem mesmo consiga escutar o
mover e a voz do Espírito, eu sinto que não estou sozinho. Sinto uma unidade tão
profunda e íntima que, mesmo em meio ao erro e ao pecado, Deus me diz que eu não
estou sozinho e que Ele me ama. Há tanta impureza em nós, que não percebemos o
quanto é importante Deus refinar o nosso caráter. A exemplo do que vemos em I Co 1,
Deus nos ensina na prática o caminho da cruz. Deus chamou as coisas loucas,
humildes, fracas, desprezadas para enriquecê-las em Cristo, na Palavra e no
conhecimento. Na medida em que somos coletivamente transformados,
automaticamente começamos a falar a mesma coisa, estando inteiramente unidos na
mesma disposição mental.

I Co 10 - Nesse capítulo, Paulo trás o exemplo de Israel no deserto, lembrando que eles
foram batizados tanto na nuvem quanto no mar, que comeram de um só manjar
espiritual, e que beberam de uma mesma fonte espiritual, à qual ele também chama
de pedra espiritual, que é Cristo. Entendemos que quando somos batizados nas águas,
fazemos publicamente uma declaração de mudança de vida, se arrependendo dos
nossos pecados. Quando somos batizados no Espírito Santo, nos unimos a ele de modo
que o nosso espírito torna-se um com o Espírito de Deus. Ser batizado na nuvem, como
no mar, entendo que somos introduzidos num guiar e num caminho que nos conduz
ao propósito de Deus. Agora, quando Paulo fala de um mesmo manjar e de uma
mesma fonte de água, penso que ele está usando essa figura como um tipo de Cristo.
Como diz Jo 6:55, a sua carne é a verdadeira comida e o sangue é a verdadeira bebida.
Jesus mesmo disse que Ele é o pão da vida e que aquele que comer desse Pão, por Ele
viverá (Jo 6:58). Cristo é a fonte, o caminho, o fundamento, como também é o pão que
nos alimenta, a água que nos sacia, e a pedra na qual somos edificados. No caso de
Israel, no deserto, eles foram tentados e caíram. No nosso caso, passaremos por um
deserto e a nossa fé será provada. Ou buscaremos um refúgio no mundo, cometendo o
pecado da idolatria, ou buscaremos um refúgio em Deus, confirmando a nossa fé.
Certamente seremos provados, e às vezes até poderá parecer que está além do
suportável. Entretanto, Deus, na sua fidelidade, jamais nos provará além do que
podemos resistir. Quando a Palavra nos diz que com a tentação, nos dará um
livramento, isso não quer dizer, necessariamente, que Deus irá nos livrar. O que isso
quer dizer é que, assim como Israel tinha à sua disposição um manjar e uma fonte para
saciar as suas necessidades, nós semelhantemente, temos a Cristo, como aquele que
pode suprir todas as nossas necessidades. Penso que devemos, tomando como base
Israel, onde 23 mil caíram, meditar em qual tem sido a nossa fonte. Há o cálice do
Senhor e há o cálice dos demônios, há a mesa do Senhor e há a mesa dos demônios. O
mundo tem nos preparado uma mesa todos os dias para nos entreter e nos alimentar.
Muitas dessas coisas até podem ser lícitas, mas devemos lembrar que nem todas
edificam. Precisamos aprender a gastar o nosso tempo buscando as coisas lá do alto.

Pergunta (25) Qual problema na minha vida me troxe mais crescimento?: O período
em que eu estive desempregado, logo depois de casado, ao voltar de Tocantins, me
levou a buscar mais a Deus e a depender inteiramente Dele. Foi um período em Deus
nos supriu, operando milagres, e que me preparou para a vida matrimonial e
profissional.

LIÇÃO 26 – CRESCENDO POR MEIO DA TENTAÇÃO


• Toda tentação é uma oportunidade para fazer o bem.
- A tentação apenas apresenta uma escolha.
- Toda vez que você escolhe fazer o bem em vez de pecar, está desenvolvendo
o caráter de Cristo.
- Uma das mais sucintas descrições de caráter de Jesus são o fruto do Espírito.
- Ter o fruto do Espírito Santo é ser semelhante a Cristo.
- O fruto sempre se desenvolve e amadurece lentamente.
- Aprendemos a verdadeira paz quando optamos por confiar em Deus em
situações nas quais somos tentados a ficar preocupados ou temerosos.
- Você não pode afirmar que é bom, se jamais foi tentado a ser mau.
- Cada vez que você derrota uma tentação, torna-se mais semelhante a Jesus.
• Como a tentação funciona
- Na primeira fase, Satanás identifica um desejo dentro de você.
- Se você não tiver o desejo interno, a tentação não tem como atraí-lo.
- A segunda fase é a dúvida - Será que é mesmo errado?
- A terceira fase é o engano.
- A quarta fase é a desobediência.
• Superando a tentação
- Recuse-se a ser intimidado.
- Seja realista quanto à inevitabilidade da tentação; você jamais poderá evitá-la
completamente.
- Atração e estímulo são reações naturais e espontâneas à beleza física,
enquanto o desejo sexual ilícito é uma atitude deliberada.
- Na verdade, quanto mais próximo de Deus você ficar, mais Satanás se
esforçará para tentá-lo.
• Reconheça seu padrão de tentação e esteja preparado para ele.
- A Bíblia diz continuamente para nos prevenirmos, preparando-nos para
enfrentar a tentação.
• Peça ajuda a Deus
• - Falando com franqueza, às vezes não queremos ser ajudados! Queremos
ceder à tentação, embora saibamos que é errado.
- Quando você tropeça — o que certamente ocorrerá — isso não é fatal.
• Resposta: não cultivando ideias ou pensamentos que podem me levar ao
pecado.
I Co 11 – Às vezes manifestamos uma certa rejeição às ordenanças, regras, tradições, e
religiosidade; mas não podemos negar que o cristão segue a princípios e regras pré-
estabelecidas pela Palavra. Nós temos a nossa cultura e a nossa tradição. Aqui, nesse
texto, por exemplo, Paulo trás o princípio de que Deus é o cabeça de Cristo, Cristo é o
cabeça de todo homem, o homem é o cabeça da mulher. Por outro lado, Paulo
também trás à tona uma tradição que parecia ser bem peculiar daquela época – o uso
do véu. No entendimento de Paulo, as mulheres de Corinto deveriam usar o véu como
uma forma de reconhecer a autoridade do marido e do irmão. Ao que parece, as irmãs
não podiam entrar no templo judaico sem o véu, não podiam se pronunciar, e nem ao
menos participavam das reuniões de liderança. Acho que Paulo encontrava um
problema bastante grande de rebeldia e insubmissão por parte das mulheres em
Corinto. Não vemos ele falando sobre isso em outro lugar. Talvez ele tenha
estabelecido essa regra especificamente para Corinto. Depois disso, Paulo introduz
outro assunto, dizendo que não na igreja não há o costume de ser contencioso; visto
que na igreja em Corinto havia divisões, partidos, grupos isolados, panelinhas. A ceia
não para celebrar a morte do Senhor, mas sim uma festa, um banquete, onde os mais
pobres eram excluídos e alguns até mesmo se embebedavam. Interessante que Paulo
fala que os partidos são necessários para manifestar os aprovados. De fato isso sempre
terá na igreja, onde devemos tomar o cuidado para tomar o partido de ninguém. Eles
não tinham ideia da importância e da profundidade do cálice da nova aliança. O corpo
e o sangue de Cristo mudou a história da humanidade. A morte do Senhor aboliu as
tradições, as ordenanças e a cultura humana, nos introduzindo numa vida de novidade
de espírito. Somos chamados para sermos diferente do mundo. Quando erramos e nos
afastamos dos princípios de Deus, ele nos disciplina para não sermos condenados com
o mundo no juízo.

I Co 12 – Há quem entenda que Paulo está fazendo aqui uma classificação entre os
dons do Espírito, as funções do Corpo do Filho, e os ministérios operados pelo Pai.
Tudo é soberanamente concedido pelo Espírito, visando um fim proveitoso. No que se
refere aos dons - Paulo coloca aqui nove dons, não deixando claro se existem outros e
se todos eles são independentes. O fato é que os dons diversos, não nos tornam
diferentes e muito menos independentes, muito pelo contrário, o Espírito é o mesmo e
tudo visa a um mesmo fim. No que se refere às funções do Corpo, todos sem exceção
tem uma função e estão interligados. Todos fazem parte de um Corpo, são
importantes e precisam um dos outros. Também não existe individualismo ou
independência. E no que se refere aos ministérios estabelecidos pelo Pai, como
apóstolos, profetas e mestres, há uma ordem ou hierarquia que deve ser respeitada.
Agora falando a respeito da lição, no que se refere à tentação, penso que quanto mais
inseridos estivermos no serviço da igreja, seja nos dons, seja nas funções e seja nos
ministérios, maior será a possibilidade de sermos guardados e manifestarmos os frutos
do Espírito.
I Co 13 – Quando Paulo fala de que lhes mostraria um caminho sobremodo excelente,
por um lado ele está dizendo que os coríntios estão no caminho errado ao enfatizar
demais os dons e não amadurecer, e por outro está dizendo que o amor ágape é o
caminho que todo cristão deve trilhar e buscar acima de qualquer coisa a fim de
encontrar a perfeição. Paulo deixa claro que o fato de termos um dom não significa
necessariamente ter crescimento espiritual. Ele faz um paralelo entre os dons e o
amor. Segundo Paulo, os dons só têm fundamento e eficácia se também o amor de
Deus estiver no nosso coração. Os dons sem o amor perdem o alvo. Podemos ver que
o amor naturalmente cumpre toda a lei. Para aquele que ama, não há a necessidade
de dizer que ele tem de ser paciente, benigno, não procurar seus próprios interesses,
sofrer, esperar ou suportar. Quem verdadeiramente ama, automaticamente cumpre
todos esses requisitos. Ele faz isso com prazer. Daí vemos que o melhor caminho é o
caminho do amor, e não o caminho da lei. Os dons são como presentes ou ferramentas
dadas para uma determinada obra. Os dons não definem uma pessoa. O amor sim. Os
dons um dia desaparecerão e apenas manifestam um aspecto de Cristo e de Deus,
como se estivéssemos vendo obscuramente por um espelho. Entretanto Deus é amor e
na medida em que crescemos e somos aperfeiçoados nesse amor, deixamos e
desistimos das coisas de menino, nos conformamos a Cristo, (Ef 4:13) alcançamos a
unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho, à perfeita varonilidade, à medida da
estatura de Cristo e de um varão perfeito (Tg 3:2). Não fica claro até que ponto a fé e a
esperança serão sempre necessários, uma vez que alcancemos a promessa; mas
certamente o amor jamais acabará.

Pergunta (26): Que atributo do caráter cristão posso desenvolver, derrotando a


tentação mais freqüente em mim? não cultivando ideias ou pensamentos que podem
me levar ao pecado.

Conclusão: Lição 26 – Creio que o que realmente produz o amadurecimento seja a


Palavra de Deus. Entretanto, se o grão de trigo caindo na terra não morrer, fica ele só,
mas se morrer, produz muito fruto. Assim como toda semente precisa de um elemento
externo para crescer e frutificar, a Palavra em nós semeada, também precisa de uma
provocação. Nesse caso, a tentação, pode ser esse elemento, desde que tenhamos a
reação correta de buscarmos um refúgio em Deus. O fruto do Espírito, que são
atributos do caráter de Cristo, só se manifestarão em nossa alma depois de um longo
processo de crescimento espiritual. Quando mais rápido tratarmos com as nossas
cobiças carnais, menos brecha daremos ao Inimigo. Ele não pode nos tentar naquilo
que não desejamos. Um dia, muito tempo atrás, Deus me disse: “você irá cair, mas não
desista, levante-se e continue; Eu estarei contigo”. Não existe situação negativa, que
Deus não possa restaurar. Em I Co 2, vejo que Paulo não cedeu à tentação de anunciar
o evangelho com ostentação de linguagem ou de sabedoria. Ele dependeu do Espírito.
Na medida em que aprendemos a tomar as escolhas corretas, Deus nos revela o
mistério do seu propósito; esse mistério produz santificação e formata em nós a mente
de Cristo.

LIÇÃO 27 – DERROTANDO A TENTAÇÃO

• Pode ser que às vezes você sinta que uma tentação é forte demais para ser
tolerada.
- Redirecione sua atenção para outra coisa.
- Somos aconselhados a redirecionar nossa atenção, porque resistir a um
pensamento não funciona.
- Você não derrota a tentação combatendo a sensação que ela traz.
- Você ganha ou perde a batalha contra o pecado na mente.
- A tentação começa capturando sua atenção - O que capta sua atenção
desperta suas emoções.
- Ignorar a tentação é muito mais eficiente do que combatê-la.
- Trata-se de uma ocasião em que não é errado fugir.
- Para reduzir a tentação, mantenha-a ocupada com a Palavra de Deus e com
bons pensamentos.
- Tenha cuidado com o que você pensa, pois a sua vida é dirigida pelos seus
pensamentos.
• Revele sua luta a um amigo devoto ou a um grupo de apoio.
- Algumas tentações são vencidas somente com a ajuda de um parceiro que ore
por você e o incentive.
- A comunhão honesta e autêntica é o antídoto para sua luta solitária contra os
pecados difíceis de vencer.
- Esconder a dor só a intensifica. Os problemas crescem na escuridão,
tornando-se cada vez maiores.
- O motivo pelo qual escondemos nossos pecados é o orgulho. Queremos que
os outros pensem que temos tudo “sob controle”.
- Alguns problemas estão muito arraigados, tornaram-se muito rotineiros e
muito grandes para que você os solucione por conta própria.
- Sim, é humilhante admitir nossas fraquezas perante outras pessoas, mas é
exatamente a falta de humildade que o está impedindo de melhorar.
• Resista ao Diabo.
- Usem o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus.
- Satanás não pode obrigá-lo a fazer coisa alguma. Pode apenas sugerir.
- Há poder na Palavra de Deus, e Satanás a teme.
- Memorizar as Escrituras é absolutamente essencial para derrotar as
tentações.
• Perceba sua vulnerabilidade
- Não devemos jamais baixar a guarda e imaginar que somos imunes às
tentações.
- Lembre-se de que é mais fácil ficar fora das tentações do que sair delas.
• Resposta: o Marcelo.

I Co 14 - Aqui podemos ver que Paulo não menospreza os dons, muito pelo contrário,
ele nos encoraja a buscar os melhore dons, principalmente o de profecia. Paulo faz um
paralelo entre o dom de línguas e o dom de profetizar. Enquanto que aquele que fala
em línguas fala a Deus em mistérios e edifica a si mesmo, aquele que profetiza fala a
homens edificando, exortando e consolando, e ainda edifica a igreja. Entendo que
acabamos dando mais ênfase ao falar em línguas com o tempo, porque associamos o
falar em línguas com o batismo no Espírito Santo e porque falar em línguas parece
espiritual e místico. Corinto estava tendo esse problema. Naturalmente que Paulo
estava mais preocupado com a edificação da igreja do que com a edificação individual.
Paulo entende que aquele que fala em línguas é inferior ao que profetiza, exceto se ele
as interpretar. Nesse caso a igreja receberia a edificação. Acredito que o dom de
interpretar é um dom pouco visto na igreja hoje porque pouco se busca. Paulo
encoraja àquele que fala em línguas a orar para que possa interpretar. Nossa busca
pelos dons do Espírito devem ser no sentido de edificar a igreja, e não o de satisfazer
interesses particulares. O foco costuma ser o homem e não a igreja. Paulo nos
encoraja, quando estamos em grupo, a orar preferencialmente com o nosso
entendimento do que em outra língua, para que haja edificação. Por outro lado, Paulo
também fala que as línguas são um sinal para o não crente, enquanto que as profecias
são um sinal para o crente. Só que, nesse caso, tem de haver interpretação para que o
incrédulo seja convencido e adore a Deus. Paulo diz que todos podem profetizar, só
que profetizar aqui, não signifca necessariamente algo pessoal e profético relacionado
ao futuro. Profetizar é bem mais amplo do que costumamos entender. Paulo fala no
vers. 6 sobre revelação, ciência, profecia e doutrina; enquanto que no vers. 26 salmo,
doutrina, revelação, línguas com interpretação. Isso é profetizar. Paulo também trás a
possibilidade de alguém falar em línguas na igreja e outro interpretar, caso contrário,
que fique calado. Seja línguas, seja profecias, seja revelação, tudo deve ser feito com
decência e ordem.

I Co 15 - Paulo fala aqui da essência do evangelho que trata de Cristo ter morrido pelos
nossos pecados e ter ressuscitado. Paulo fala de ter visto a Jesus, muito provavelmente
na visão que teve na estrada para Damasco, onde não ficou dúvida sobre a
ressurreição de Jesus. Essa questão da ressurreição era bastante combatida naquela
época. Uma vez que se colocasse em dúvida a ressurreição de Jesus, automaticamente
se colocaria em dúvida também a fé, e consequentemente estaríamos condenados
pelo pecado. Também não haveria esperança para os que já morreram em Cristo.
Entretanto, Paulo procura deixar claro que a nossa esperança não se limita essa vida.
Quando Paulo fala de ressurreição dos mortos, visto que todos morreram em Cristo,
ele está falando da nossa alma ser vivificada em Cristo. Ele não está falando da
ressurreição do nosso corpo, visto que a corrupção não pode herdar a incorrupção,
mas sim do nosso espírito ser despertado e nós, pela fé, recebermos a vida eterna. Na
ressurreição, na volta do Senhor, estando ou não na sepultura, nós receberemos um
novo corpo. Um corpo espiritual ressurreto e sem pecado; cada um com o seu
esplendor. Naturalmente que na volta do Senhor, nem todos nós estaremos mortos.
Alguns estarão vivos. Entretanto todos, sem exceção serão transformados e receberão
um corpo de glória. Ao tocar a última trombeta, que é a sétima de apocalipse, os
mortos e os vivos se revestirão instantaneamente da incorruptibilidade e da
imortalidade. Neste momento a morte perderá o seu poder sobre o nosso corpo. Até
então a morte reinava em nosso corpo mortal pelo pecado, por causa da lei. Por fim,
todas as coisas serão subjugadas debaixo dos seus pés de Cristo, como os principados,
as potestades, os poderes, o anticristo, o falso profeta, Satanás, e por último, a morte.
No reino de Cristo não haverá mais morte.

I Co 16 – Podemos ver que Paulo instrui os irmãos a separar para os irmãos de


Jerusalém, antes mesmo de ele chegar em Corinto. Vemos aqui um hábito muito
saudável entre as igrejas de cada cidade de coletar ofertas para ajudar os irmãos de
uma determinada região. No caso, os irmãos da Judeia estavam precisando de ajuda.
Naquele tempo as igrejas estavam todas debaixo de um único ministério, debaixo da
comunhão dos apóstolos. Paulo foi separado para cuidas dos gentios, e Pedro, Tiago e
João, foram separados para cuidar dos judeus. Entretanto eles eram um; tanto que
Paulo procura manter a comunhão com os apóstolos de Jerusalém, e João, mais tarde,
foi cuidar da igreja em Éfeso. Paulo e Timóteo viviam da obra. Penso que quando ele
falava de ser encaminhado pelos irmãos nas suas viagens e de também encaminhar a
Timóteo até ele, além de o manter sem receio, ele esteja falando da igreja suprir as
necessidades deles com ofertas. Paulo conclui sua carta encorajando os irmãos de
Corinto a serem vigilantes e a fazerem tudo em amor. Ele também instrui os irmãos a
se submeterem aos da casa de Estéfanas, como também a todo aquele que é
cooperador e obreiro. Esse termo “cooperador” eu ouvi por muitos anos onde eu
reunia antes. Os cooperadores eram os irmãos que estavam logo abaixo do apóstolo,
que viajavam com ele, e que cuidavam das igrejas em determinada região. Entre os
cooperadores, Paulo cita o próprio Estéfanas, Fortunato e Acaio, os quais , ao que
parece levaram a Paulo uma oferta de Corinto. Finalmente, entre muitas saudações,
Paulo fala da importância de nos saudarmos com o ósculo santo, que seria um beijo
respeitoso entre os irmãos.

Pergunta (27): A quem eu poderia pedir para ser meu parceiro espiritual, para me
ajudar a derrotar uma tentação persistente, orando por mim? Hoje, Deus tem me dado
a oportunidade de conhecer um casal com quem eu e minha esposa costumamos nos
abrir, que é o Marcelo e a Jaque. Coisas mais particulares, eu me abro só com ele e
com o pastor João Flávio. Tem alguns irmãos na igreja que eu gosto muito, mas sei que
não dá para abrir para eles qualquer situação. Temos que buscar parceiros espirituais
maduros que vão orar e interceder pela situação.

Conclusão: Lição 27 – Achei muito interessante esse argumento de que podemos


resistir a Satanás, mas não à tentação. É claro que resistir a Satanás depende muito do
quanto nos alimentamos da Palavra. Quanto à tentação, não lutamos, mas devemos
fugir e desviar a nossa atenção para a Palavra. Embora pareça que o problema esteja
na carne, a batalha começa na mente. O que pensamos e a forma como alimentamos o
nosso pensamento determinará a nossa atitude. Lembro que Deus procurou a Caim e
lhe alertou que o seu semblante estava descaído e que o pecado estava batendo à
porta. Ele ainda tinha a opção de fazer o bem e de dominar o seu desejo (Gn 4:6-7).
Embora pensemos no mal, e sejamos tentados, podemos escolher o bem.
Infelizmente, tem áreas da nossa vida que parece que somos muitos fracos. Talvez haja
um propósito nisso a fim de que aprendamos a buscar ajuda. Já aprendi que quando
nos abrimos, naquilo que parece impossível de mudar, Deus faz um milagre. Também
entendo que quanto mais amadurecermos, mais difícil será o Inimigo nos tentar.

LIÇÃO 28 – ISSO LEVA TEMPO

• Não existem atalhos para chegar à maturidade.


- O crescimento espiritual, assim como o físico, requer tempo.
- Deus vê a nossa vida desde a eternidade e para a eternidade; então, nunca
está com pressa.
- Discipulado é o processo no qual se toma a forma de Cristo.
- Tornar-se semelhante a Cristo é seu destino final, mas a jornada durará toda
uma vida.
- Crescer é um processo gradual.
• Por que demora tanto tempo?
• Aprendemos lentamente.
• Temos muito a desaprender.
- É necessário o trabalho duro de eliminação e substituição.
- Ainda que tenha recebido uma natureza inteiramente nova no momento da
conversão, você ainda preserva os velhos hábitos, padrões e práticas que
precisam ser eliminados e substituídos.
• Temos medo de humildemente encarar a verdade sobre nós.
• Crescer é quase sempre doloroso e assustador
- Não há crescimento sem mudanças, não existem mudanças sem medo ou
perdas e não há perda sem dor.
- Não raro as pessoas formam sua identidade em torno de seus defeitos.
• Hábitos levam tempo para se desenvolver
- Lembre-se de que seu caráter é a soma total de seus hábitos.
• Não se apresse
• Creia que Deus está operando em sua vida, mesmo quando você não o sente.
• Mantenha um caderno ou um diário com as lições aprendidas.
• Seja paciente com Deus e consigo mesmo.
• Ele usará todo o seu tempo de vida a fim de prepará-lo para sua função na
eternidade.
- Não existem passos fáceis para a maturidade ou segredos da santidade
instantânea.
- Grandes almas são desenvolvidas através de lutas, tempestades e períodos de
sofrimento.
• Não desanime

II Co 1 - Partindo do princípio de que Cristo nos deu o exemplo e nós dá


encorajamento por meio dos seus sofrimentos, nós somos atribulados e confortados a
fim de servir de modelo para os nossos irmãos. Assim como Paulo experimentou na
Ásia, Deus muitas vezes permite que passemos por situações de morte e de desespero,
onde não temos mais o controle da situação, a fim de aprendermos a crer na sua
Palavra e a depender inteiramente Dele. Nessas situações estremas nós aprendemos a
conhecer o Deus que ressuscita os mortos. Paulo deixa claro que não é por meio da
sabedoria humana que vivemos nesse mundo, mas sim por meio da graça divina.
Muitas vezes podemos achar que temos o controle de tudo, mas isso é uma ilusão. O
que nos sustenta é a graça. Paulo também fala mais uma vez da importânica de passar
por Corinto e ser encaminhado por eles para Judeia. Entendo que ser encaminhado,
signifique receber o preparo e toda a ajuda necessária para a sua viagem. Esse coração
devemos ter para com aquele que vive do evangelho. Paulo ainda faz questão de dizer
aos coríntios que a sua palavra pessoal é digna de confiança e que ele não volta atrás.
Assim como Cristo é o amém e o sim de Deus, o seu apostado e ensino à respeito das
promessas de Deus são confirmadas pelo próprio Deus. Essa confiança e esse SIM de
Deus, por meio do seu Filho, estão firmados no selo e no penhor do Espírito, em nosso
coração. Existe um selo, uma marca, um sinal, ou um sinete em nós que nos confirma
como sendo propriedade de Deus. Paulo também fala aos efésios (1:13-14) que fomos
selados com o Espírito da Promessa; o qual é o penhor da nossa herança, até que haja
o resgate. O selo não pode ser apagado e o penhor não pode ser anulado. O penhor é
uma garantia de que a dívida será paga e o resgate será feito. Embora a dívida seja
nossa, ela era impagável e nós não tínhamos o que penhorar, de modo que Deus nos
deu o penhor do Espírito como garantia de que a nossa conta já foi paga pelo seu
próprio Filho na cruz cumprindo toda a exigência para o resgate. Isso é graça.

II Co 2 – Paulo inicia esse capítulo demonstrando seu grande amor e preocupação para
com os coríntios. Paulo tem um coração de pai. Visto que ele escreve com angústia de
coração e com muitas lágrimas, percebe-se que sua intenção para com o pecador não
era de ser pesado demais, mas sim levá-lo ao arrependimento. Diferentemente do que
demonstrou na primeira carta, Paulo aqui é mais ameno, mostrando a importância da
igreja perdoar e consolar o pecador para que ele não seja consumido pela tristeza;
confirmando assim o amor fraternal. Interessante, que Paulo dá a entender que se não
perdoarmos, parece que Satanás tem com isso alguma vantagem sobre o pecador.
Paulo também fala de que nós, por onde passamos, somos o bom perfume de Cristo;
para os que se perdem, temos cheiro de morte; mas para os que são salvos, temos o
aroma de vida. A pregação e o ensino de Paulo nada mais era do que a manifestação
de uma vida sincera na presença de Deus. Paulo não exalava conhecimento, mas vida.
Paulo não usava da Palavra para visar lucro ou algum tipo de enriquecimento. Já,
naquela época, muitos mercenários usavam da Palavra para fazer negócios e tirar
alguma vantagem financeira.

II Co 3 - Paulo aqui faz um paralelo entre cartas de recomendação, o que também é


muito comum hoje, com as cartas vivas. Cartas de recomendação normalmente são
feitas quando algum membro da congregação passa a reunir em outra; entretanto não
refletem a realidade de quem a pessoa realmente é. Cartas vivas são conhecidas e
lidas por todos os homens. Está relacionada ao nosso testemunho e intimidade com a
Palavra. Ser uma carta é ser uma carta de Cristo escrita em nosso coração pelo Espírito
de Deus. Ao olharem para nós, as pessoas vêem, enchergam e lêem a mensagem de
Cristo. Não é uma palavra que está apenas em nossa mente, mas ela foi inscrita em
nosso interior. Ela faz parte do nosso ser. Nosso crescimento, aperfeiçoamento e
maturidade depende do quanto que a Palavra foi inscrita em nós. Quanto mais
ganhamos conhecimento, mas confiamos em nós mesmos; quanto mais a Palavra é
revelada e inscrita em nós, mas confiamos em Deus. Fomos chamados para sermos
ministros de um Nova Aliança, não da letra, mas do espírito. Se ministramos apenas
conhecimento, sem vida, matermos os irmãos. O espírito é o que vivifica a Palavra.
Quando lemos e meditamos na Palavra, precisamos necessariamente rogar a Deus
para que nos dê vida. Ao examinar as escrituras precisamos ir a Cristo para ganhar
vida. A letra preta gravada no papel é como um envólucro lacrado. Precisamos usar o
nosso espírito para abrir o "envelope" e extrair a vida que está dentro dele. Se não
aprendermos a usar o nosso espírito para ministrar a Palavra, invevitavelmente
agiremos como os ministros da Antiga Aliança. Infelizmente a maioria das igrejas, hoje,
apesar de falar tanto sobre Espírito, vivem debaixo do ministério da Antiga Aliança.
Esse ministério é o ministério da morte, gravado com letras em pedras, em papel, em
formato digital, e nossa mentes. Podemos dizer que ele até tem um glória, mas é uma
glória que passa. É um ministério transitporio que só trás condenação, julgamento,
crítica e divisão para o Corpo. Precisamos ser introduzidos no ministéri do espírito, um
ministério glorioso e que é permanente. Sejamos oudados em liberar o nosso espírito,
não olhando para nós mesmos, e sendo ousados no falar. Nossa timidez muitas vezes
restringe o Espírito de Deus de nos usar. Não sejamos como aqueles que vivem pela
lei, duros em seus sentimentos, cujo coração está coberto pelo véu. No monento em
que nos convertemos ao Senhor, voltando a nossa mente para o espírito, o véu é
retirado e tocamos no Senhor, que é o Espírito. É no espírito que conhecemos a
verdadeira liberdade da cruz. Quando passamos pelo véu e entramos no espírito,
como quem entra no Santo dos Santos, nós automaticamente, como que um espelho,
refletimos a glória do Senhor e somos transformados de glória em glória na imagem de
Cristo.

Conclusão: Lição 28 – Vejo que hoje pouco se fala nas igrejas sobre crescimento
espiritual. Se perde muito tempo falando sobre coisas elementares, como cura,
milagres, dons, e pecados; mas, pouca ênfase se dá ao que é essencial – se alimentar
da Palavra. Pregamos muito sobre Mateus, Marcos e Lucas, mas muito pouco sobre
João e as epístolas de Paulo. Não é por menos que a Igreja permanece na
superficialidade. Há uma grande preocupação com quantidade, mas muito pouca com
a edificação. O verdadeiro discipulado consiste num processo de mostrar o caminho
para se conformar a Cristo. Embora haja na Igreja o milagre da cura, não há o milagre
da transformação instantânea. E o verdadeiro objetivo da Igreja é a conformação a
Cristo. Se conformar a Cristo exige mudanças, perdas e dor. Isso leva tempo. E Deus
levará o tempo que for necessário para concluir essa obra naqueles que,
verdadeiramente, O buscam. Como vemos em I Co 4, Deus trará à luz tudo o que
estiver oculto. Seremos como uma pedra transparente. Conhecer a Palavra não é
suficiente, temos de tê-la revelada dentro de nós. Esse é o verdadeiro poder da
Palavra. Quero poder chegar ao ponto de poder dizer, como Paulo, que os irmãos me
imitem, não pelo que sei, mas pelo que sou.

Pergunta (28): Em qual área de meu crescimento espiritual preciso ser mais paciente e
persistente? Acredito que na área das visitas e do evangelismo. Ainda olho muito para
a minha timidez e dependo pouco do Senhor nessas áreas. São barreiras que precisam
ser quebradas.

LIÇÃO 29 – ACEITANDO SUA MISSÃO

II Co 4 – Paulo fala da importância de nós manifestarmos em nosso viver a Verdade.


Ele não fala de uma verdade a nível de conhecimento, mas de uma verdade que
representa uma vida sincera e transparente conforme os princípios da Palavra de
Deus. Manifestar a Verdade é manifestar o próprio Cristo, que é a imagem de Deus.
Quando ele fala que o evangelho está encoberto para os que se perdem, os quais o
deus deste século segou o entendimento, dá a entender que alguns estão
predestinados à perdição. Paulo coloca Cristo como o centro do evangelho. Ele é a
essência. Não é Deus, o Espírito Santo, e muito menos o homem. É Cristo. Não existe
Verdade sem Cristo. A verdade não é uma lei ou uma doutrina, a verdade é uma
pessoa – Cristo. Ele á a luz que nos tira da escuridão e resplandece em nosso coração a
ponto de não haver nele mais nenhuma impureza. Somos como que vasos de barro
que contém um tesouro. Cristo é esse tesouro. Na medida em que morremos e
tomamos a cruz, mortificando os feitos do nosso corpo, a sua vida se manifesta em nós
de dentro para fora. Essa é a essência da vida da igreja - ser moldado à imagem de
Cristo. Assim como todas as coisas cooperam, também todas as coisas existem por
amor de nós. Não para nos dar conforto, segurança e satisfazer o nosso ego; mas sim
para que a graça seja abundante. Essas coisas podem ser pesadas e difíceis de
suportar, mas são necessárias para a nossa purificação. Mesmo que o nosso homem
exterior sofra, canse, fique doente, e seja fortemente atribulado, o resultado será de
um eterno peso de glória, o qual não pode ser comparado a nada. O homem natural
preocupa-se e se esforça por aquilo que ele vê, nesse mundo físico; mas nós, que
pensamos que somos espirituais, buscamos, atentamos e pensamos nas coisas lá do
alto, as quais não podem ser vistas com olhos naturais. O que o Espírito está
produzindo em nós é espiritual e eterno.

II Co 5 – Paulo mais uma vez fala da importância de valorizarmos mais o espiritual do


que o terrenal. Em princípio estamos presos a um corpo mortal, que geme e sofre
angústias. Entretanto, está preparado para nós uma vesti nova e eterna. Se por acaso
na volta do Senhor estivermos vestidos, ou seja, vivos, seremos revestidos, de modo
que o mortal será absorvido pela vida. Enquanto presos a este corpo, neste mundo,
temos de aprender a viver pela fé e não pelo que vemos. Ontem, ao cair de uma
escada, quando servia junto com os irmãos, eu percebi que o fato de estar fazendo
algo para Deus, não significa necessariamente que estou vivendo pela fé. O que vejo
com os olhos naturais, ou a aparência que tenho diante dos irmãos, pode não refletir a
realidade do meu coração. Como foi falado anteriormente, temos o penhor do
Espírito, nos dando plena confiança. Somos propriedade exclusiva de Deus e nada
pode mudar isso. Um dia compareceremos perante o tribunal de Cristo, não para
discutirmos à respeito da salvação, mas para sermos galardoados. Tudo o que fazemos
de bom ou ruim será contado diante do Senhor. Tudo contará para a eternidade.
Entendo que o que realmente vai contar de crédito para nós é o que fazemos em
Cristo ao passarmos pela cruz. Ao morrer na cruz, Cristo crucificou o nosso velho
homem. Como quem morreu com Cristo, deveríamos não viver mais para nós mesmos,
mas para Ele. Penso até que ponto essa é a nossa realidade. Se conhecemos as pessoas
segundo a carne, segundo o nosso discernimento natural, então esse é um sinal de que
o nosso eu ainda está muito vivo. Fora o fato de que devemos estar mortos para o
mundo, nós ainda somos embaixadores de Cristo, aos quais foi confiada a palavra da
reconciliação. Temos uma missão aqui na terra – servir a Deus. Reconciliar os outros
com Deus, exige de nós um preço, o preço da cruz. Cristo pagou esse preço em nosso
lugar cumprindo toda a justiça de Deus.
II Co 6 – Paulo aqui demonstra uma preocupação em não dar motivos para
escandalizar o ministério da reconciliação. Segundo Paulo, em tudo devemos
recomendar-nos a nós mesmos, sendo um modelo no proceder. Nós devemos levar os
irmãos a serem nossos imitadores, pelo nosso testemunho de vida. Nosso exemplo é
tão importante dentro do ministério da reconciliação que a nossa união conjugal, o
nosso casamento deve refletir esse ministério em todos os seus aspectos. A união com
o incrédulo compromete esse ministério. Como falaremos sobre reconciliação, se
dentro do nosso lar estamos divididos? Devemos orar primeiramente pela harmonia
da nossa casa. A reconciliação com Deus exige uma separação. Devemos atentar para
que não haja um julgo desigual em nossa vida, de modo que não mantenhamos
comunhão com o mundo, o incrédulo, a iniquidade, as trevas, o maligno, os ídolos, as
coisas impuras em geral. Na medida em que somos reconciliados, o Espírito nos induz
a nos separarmos de todas essas coisas. Esse ministério não visa apenas o presente,
mas a visa eternidade. Podemos nos achar incapazes para tal missão, mas na verdade
Deus nunca chamou homens capazes. Ele quer os fracos para manifestar a sua glória e
o seu poder por meio da sua graça.

Pergunta (29): O que está me impedindo de aceitar o chamado de Deus para servi-lo?

LIÇÃO 30 – MOLDADO PARA SERVIR A DEUS

• Você foi moldado para servir a Deus.


- Ele planejou exatamente como queria que você o servisse, então o moldou
para essas tarefas.
- Você é da forma que é porque foi feito para um ministério específico.
- Deus não apenas o moldou antes de seu nascimento, mas planejou cada dia
de sua vida para favorecer seu processo de formação.
- Deus usa nossos talentos naturais em ressurreição.
- A Bíblia diz que você é “especial e admirável”.
• Como Deus lhe dá forma para o ministério.
• FORMA - Esclarecendo sua formação espiritual
- Deus dá a todo crente dons espirituais para serem usados no ministério.
- Nem é você quem escolhe os dons que gostaria de ter; é Deus quem os
determina.
- Seus dons espirituais não foram concedidos para seu benefício próprio, mas
para o benefício dos outros.
- Um dom espiritual é dado a cada um de nós como meio de ajudarmos a igreja
inteira.
-Os dons espirituais não formam o quadro completo.
• FORMA: Atentando para suas opções do coração
- Seu coração revela o verdadeiro você, o que você verdadeiramente é.
- Não ignore seus interesses. Há uma razão para que você goste de fazer essas
coisas.
- A paixão leva à perfeição.
- Chegue a uma conclusão sobre o que você gosta de fazer — o que Deus lhe
colocou no coração para fazer — e então faça isso para a glória de Deus.
• Resposta: ensinado e meditando na Palavra.

II Co 7 – Paulo aqui nos convoca a aperfeiçoarmos a nossa santidade, purificando-nos


de toda impureza, tanto da carne como do espírito. Não me parece ser muito difícil de
identificar as impurezas da carne, mas para discernir as impurezas do espírito, as quais
estão relacionadas a ataques malignos, acredito que precisamos orar e nos colocar
diante da luz do Senhor. Muitas vezes a luz do Senhor vem através da comunhão com
os irmãos, principalmente no que se refere às impurezas do espírito. Devemos ver os
irmãos da fé como parte da nossa família, os quais devem habitar em nosso coração
para, juntos, morrermos e vivermos. Paulo demonstra esse amor, mostrando a sua
alegria ao receber de Tito notícias boas dos coríntios, que reagiram positivamente à
sua exortação. Paulo ficou feliz ao ver que houve arrependimento por parte do
pecador. Segundo este exemplo podemos ver que a tristeza segundo Deus não traz
dano e nem pesar. O único objetivo da disciplina de Deus é o arrependimento. E junto
com a disciplina, ou um ocasional abatimento, vem o consolo e o socorro. Já a tristeza
do mundo, onde não há esperança de socorro ou livramento, trazendo desespero e
solidão, produz morte. Não necessariamente uma morte física, mas uma morte
espiritual; a qual ocorre após um período prolongado de impureza espiritual. Entendo
que as impurezas do espírito são decorrentes, não apenas dos pecados da carne, mas
principalmente da legalidade que vamos dando, com o tempo, a espíritos malignos
com os quais vamos nos identificando. A principal intenção de Paulo ao fazer tal
exortação ao pecador era a de ver qual era o espírito da igreja. Se dariam ou não
legalidade ao pecador. Tito, por exemplo teve seu espírito recreado pela reação
positiva da igreja, demontrando um espírito puro.

II Co 8 – Paulo nos mostra o exemplo das igrejas na Macedônia em ofertar, mesmo em


meio a tanta miséria. Alguns eram generosos até mesmo acima de suas posses. Paulo
não precisava nem pedir. Eles eram voluntários. Como precisamos dessa visão hoje.
Nossa prioridade de investimento e nosso coração tem de estar na igreja. Não
ofertamos para receber algo em troca, ofertamos simplesmente por um ato altruísta,
por amor. O nosso cuidado e a nossa diligência manifesta a sinceridade do nosso amor.
Devemos seguir o exemplo de Cristo que sendo rico se fez pobre. Penso que ao nos
humilharmos e sermos humildes, nós enriquecemos a muitos. Paulo faz ainda uma
pequena advertência de que ninguém se comprometa em ofertar aquilo que não tem.
Na questão da oferta, vemos que deve haver um sentimento de igualdade, de
equilíbrio. Entretanto, para que não haja uma exploração nessa área, os apóstolos
devem ter um cuidado especial. Não é normal que na igreja alguns estejam passando
fome. Paulo usa o exemplo da Macedônia para encorajar os coríntios a ofertar e envia
Tito juntamente com outro irmão bastante conhecido das igrejas, eleito pelos irmãos
para esta graça. Podemos ver que Paulo tem o cuidado de colocar a função de coletar
as ofertas nas mãos de irmãos conhecidos e respeitados por todos, a fim de não dar
motivo para escândalos. Paulo se demonstra bastante preocupado com essa questão e
provoca os coríntios a provarem seu amor através da generosidade das ofertas.

II Co 9 – Novamente Paulo falando sobre ofertas, agora exalta os coríntios quanto ao


zelo em participar da assistência, fazendo a coleta já com certa antecedência.
Entretanto Paulo envia irmãos até eles com antecedência a fim de não ser
envergonhado diante dos macedônios, caso o acompanhassem. Ainda dentro do
princípio da oferta, Paulo coloca que aquele que semeia pouco, pouco também ceifará;
enquanto que o que semeia com fartura com abundância também ceifará. Ele também
expõe que dar é uma expressão de generosidade e não de avareza, de modo que
devemos contribuir segundo o que tivermos proposto no coração, com alegria. Há aqui
um princípio muito importante a ser observado – o da semeadura. Nós vamos colher o
que semearmos. Deus nos dá semente para semearmos, a qual será a nossa
sementeira, e semente para transformarmos em pão, que é para o nosso sustento. Se
observarmos esse princípio de ofertar o que é para semearmos, Deus aumentará a
nossa sementeira e consequentemente o pão que serve para o nosso sustento. O
problema é que na maioria das vezes nós comemos a semente da sementeira. Paulo
fala que ao demonstrarmos um coração generoso e contribuímos com liberalidade,
nós atraímos a graça de Deus.

Conclusão: Lição 30 – Também entendo que cada característica nossa, talentos e dons
naturais, já fazem parte do plano de Deus. Acredito que no exemplo de Moisés,
mesmo depois de anos no deserto, Deus acabou usando seus talentos naturais em
ressurreição para liberar o povo e conduzi-los pelo deserto. Embora possamos não
entender esse mistério, também creio que somos peculiares para Deus. E nosso
ministério é essencial dentro do plano de Deus para a igreja onde estamos inseridos.
Não dado para nós, mas para o aperfeiçoamento do Corpo. Devemos sempre buscar
em Deus uma paixão para continuarmos a servir com amor, na função que Deus nos
colocou. Se estamos aqui para servir, por que motivo julgaríamos o nosso próximo.
Deus nos ama tanto que, além de nos libertar, está nos formatando a imagem do Seu
Filho a fim de sermos um novo homem. Por meio da sua Palavra Ele está nos lavando,
santificando e justificando. Percebo que na medida em que eu cresço espiritualmente,
eu me identifico com uma nova identidade em Cristo. Deixamos de ser apenas um com
o Senhor de espírito, e passamos também a ser um com o Senhor de alma.
Pergunta (30): De que modo posso me ver servindo a outras pessoas apaixonadamente
e gostando de servir? Acredito que na área do ensino, seja com cursos, seja na escola
bíblica.

LIÇÃO 31 – ENTENDENDO SUA FORMA

Lição 31 - Temos uma identidade em Cristo que é peculiar e que faz muita diferença no
Corpo. Nossas habilidades naturais são úteis, mas tem que passar pela ressurreição.
Todos nós temos dezenas de habilidades as quais ainda precisam ser exploradas. Todo
o crédito deve ser dado a Deus. Devemos identificar os nossos dons e não tentar ser o
que não somos. Normalmente nossos dons naturais são um indicativo daquilo que
Deus quer pra nós, na obra. Cada um de nós tem um traço exclusivo de personalidade.
Todos os tipos de personalidades são necessários para equilibrar a igreja e lhe dar
sabor. Ministérios não devem ser copiados. Ao agir de acordo com a personalidade
que Deus nos deu, nos sentimos satisfeitos. Deus muitas vezes usa nossa a dor para
gerar ou nos preparar para o ministério. Deus tem uma forma na qual Ele está nos
moldando para serví-Lo.

II Co 10 – Paulo deixa claro que, em princípio, ele não faz questão de tratar os irmãos
com ousadia e firmeza, ao estar com eles pessoalmente; mas sim com mansidão,
benignidade, e humildade. Paulo fala da importância de não discutirmos ou militarmos
uma causa segundo a carne ou com as armas da carne. Quando dependemos de Deus,
não levamos o assunto para o lado pessoal, e usamos o espírito, destruindo toda
fortaleza, sofisma, altivez, cativando em Cristo todo tipo de pensamento negativo. Em
Corinto havia pessoas rebeldes, insubordinadas, que questionavam a autoridade e o
viver de Paulo; chegando ao ponto de dizer que a sua presença era fraca assim como
as suas palavras. Com estes Paulo teria que ser mais severo a fim de corrigir o
problema. Paulo fala ainda da importância de respeitarmos o espaço onde é pregado o
evangelho, de modo que há um limite de ação; evitando assim de pregar em campo
alheio. Visto que a base da igreja é a cidade, acredito que Paulo evitava pregar o
evangelho em cidades onde já havia alguma obra missionária; apesar dele ter sido
separado parar levar o evangelho aos gentios. Paulo ressalta a importância dos
corintios considerarem que o evangelho já havia chegado a eles através do seu
ministério. Ao que parece haviam alguns entre eles que estavam se gloriando de um
trabalho já feito pelo próprio apóstolo Paulo.

II Co 11 – Paulo tinha no coração uma grande preocupação de que os irmãos


perdessem a simplicidade e pureza devidas a Cristo. Ele usou o exemplo da serpente
enganando a Eva com sua astúcia para falar do risco que os irmãos corriam em ouvir
outro evangelho e aceitar um espírito diferente. Lembro de algo muito parecido que
Paulo falou aos Gálatas (1:6; 5:6), quando demonstra seu espanto, ao ver que eles
estavam passando tão depressa daquele que os chamou na graça de Cristo para outro
evangelho; e que de Cristo eles estavam se desligando e decaindo da graça, ao
procurar se justificar pela lei. Vejo que Paulo é bastante duro ao comparar aqueles que
ele chama de tais apóstolos, os quais devem ser judaizantes vindos de Jerusalém, com
a serpente. Paulo dá a entender que corremos o sério risco de sermos envenenados
pelo veneno da religião que nos induz a buscarmos uma justificação pela lei e pelas
obras, em detrimento da graça. Se Paulo chega ao ponto de questionar o ensino de
alguns apóstolos, penso até que ponto os irmãos hoje estão preparados para não
trilhar o caminho da religião? Vejo que conhecer a Palavra e andar por meio do
espírito é o único antídoto contra este evangelho corrompido produzido pelo homem,
o qual, no fundo, visa lucro financeiro. Aos tais, Paulo chama de obreiros fraudulentos,
e os compara com Satanás, o qual se transforma em anjo de luz.

II Co 12 – Partindo do princípio de que não é bom que o homem se glorie, Paulo parece
estar falando dele mesmo, ao falar de um homem que foi arrebatado até ao terceiro
céu. Paulo chama esse lugar de paraíso, onde ele ouviu palavras inefáveis. É
praticamente unânime o pensamento de que essa pessoa seja Paulo, onde ele recebeu
revelação de todo o plano de salvação de Deus. Entendemos que nós vivemos no
primeiro céu, que os principados e potestades habitam o segundo céu, e Deus e seu
trono estão no terceiro céu. Penso que sobre o que não lícito ao homem referir, é
impossível nós mensurarmos. Talvez coisas impossíveis do homem compreender, ou
proibidas ao homem do nosso tempo. O que Paulo recebeu era tão excelente que, de
alguma maneira, isso poderia ter lhe trazido orgulho. Para que isso não acontecesse,
Deus permitiu que fosse colocado nele um espinho na carne, um mensageiro de
Satanás, que iria esbofeteá-lo. Muito se discute à respeito desse assunto. Alguns
entendem que era um problema físico, visto que é na carne; enquanto outros
entendem que era os judaizantes que o perseguiram o tempo todo, visto que ele não
pede uma cura, mas um afastamento. Por ser um mensageiro de Satanás, que de
alguma forma o humilhava, entendo que provavelmente tratava-se dos judaizantes.
Essa situação, previamente revelada a Paulo, lhe traria tanto sofrimento, que ele rogou
a Deus para que o afastasse dele. Podemos ver o amor e a misericórdia de Deus em
não lhe tirar esse espinho. Por outro lado, temos de reconhecer que era algo que lhe
trazia uma certa fraqueza. Deus queria que Paulo aprendesse a depender da graça. Era
na fraqueza que o poder de Deus seria aperfeiçoado nele. Paulo estava tão consciente
disso, que ele se gloriava nas fraquezas e sentia prazer nas injúrias, necessidades,
angústias, e perseguições. Ele entendia que era na sua fraqueza que Deus manifestava
a Sua força. Seu amor pelos coríntios era tão grande, que ele evitava o máximo
possível em ser pesado, ou seja, em ficar dependendo de ofertas. Paulo também tinha
a expectativa de ir vê-los e encontrá-los em profundo arrependimento.

LIÇÃO 32 – USANDO O QUE DEUS LHE DEU


• Deus merece o melhor de você
- Ele não quer que você se aflija ou cobice talentos que não tem.
• Descubra sua forma
- Comece a averiguar e a esclarecer quem Deus quer que você seja e o que ele
quer que você faça.
- Dons espirituais e habilidades naturais são sempre confirmadas pelos outros.
- Outro problema é que quanto mais maduro você se torna, maiores são as
probabilidades de você manifestar características de vários dons.
- A melhor maneira de descobrir seus dons e capacidades é experimentar
diferentes áreas de ocupação.
- Descubra seu dom espiritual, e então saberá a qual ministério deve se dedicar.
Comece a servir, experimentando diferentes ministérios, e então você
descobrirá seus dons.
- Você descobre seus dons ao se envolver no ministério. Tente ensinar, liderar,
organizar, tocar um instrumento ou trabalhar com adolescentes.
• Leve em consideração seu coração e sua personalidade
• Examine suas experiências e extraia lições já aprendidas
• Aceite e desfrute de sua forma
- Em vez de tentar se remodelar para ser outra pessoa, você deve comemorar a
FORMA que Deus deu somente a você.
- Nosso alvo é ficar dentro dos limites do que Deus planejou para nós.
- Não sinta inveja do corredor na raia ao seu lado; simplesmente se concentre
em terminar sua corrida.
- Paulo disse que é tolice nos compararmos com os outros.
• Continue desenvolvendo sua forma - crescendo em conhecimento e
entendimento.
- Concentre-se em fazer seu melhor para Deus, um trabalho do qual não tenha
vergonha.
• Resposta: Usando para proveito e aperfeiçoamento dos irmãos.

II Co 13 – II Co 13 – Após falar no capítulo anterior da importância de se gloriar nas


fraquezas para que o poder de Deus seja aperfeiçoado; Paulo, agora, fala que Cristo foi
crucificado em fraqueza (v.4); que ele, juntamente com os apóstolos, são fracos em
Cristo (v.4); e que eles se regozijam quando estão fracos v.(9). Gostaria de debater
contigo à respeito dessa fraqueza. De que fraqueza Paulo está falando? Uma fraqueza
que redunda em força, poder e aperfeiçoamento para o próximo. Cristo sofreu, foi
injuriado, chicoteado, crucificado, derramou o se sangue, morreu; mas trouxe vida e
ressurreição a muitos. Paulo, semelhantemente passou por todo tipo de sofrimento,
perseguição e privações. Do ponto de vista humano, Paulo era considerado fraco por
muitos. Fora alguma doença que talvez ele tivesse, ou ainda uma gagueira, como
espinho na carne; ele não parecia ser muito eloquente na sua oratória. Penso que na
medida em que o nosso homem exterior sofre e é humilhado, o poder de Deus se
manifesta; e nossa fraqueza, que nada tem a ver com o pecado, acaba servindo de
encorajamento para muitos irmãos. O que você acha?

Gl 1 – Paulo aqui fala de um outro evangelho (v.6), um evangelho pervertido (v.7) e


sobre um evangelho que vai além do que foi ensinado por ele (v.8-9). Penso, o que
poderia ser outro evangelho? Como identificar um desvio? Como saber quando ele
está indo além do limite? Paulo chega ao ponto de dizer que mesmo que um anjo nos
pregue, devemos ter cuidado. Naturalmente que ele está falando dos judaizantes que
queriam contaminar o evangelho com a lei. Jesus já havia falado a respeito do
fermento dos fariseus. Paulo deixa claro que o seu evangelho não é segundo os
homens (v.11), mas resultado de uma revelação direta de Jesus Cristo (v.12). Então
também há um evangelho que é segundo o homem. Será que o evangelho que
pregamos é o puro evangelho? Ao longo da carta, Paulo parece fazer uma distinção
entre a justificação pela fé e as obras da lei, lembrando que eles receberam o Espírito
pela fé e não pelas obras (3:2). Paulo nitidamente fala sobre um desvio da graça para a
lei (v.6), e do Espírito para a carne (3:3). Podemos ver que Cristo é a essência do
Evangelho de Paulo, e não a lei de Moisés, ou dos homens. Qualquer ensino que não
tenha Cristo como o centro, deve ser evitado. O que nos torna dignos e justos diante
de Deus é o que Cristo fez por nós na cruz, e nada mais. Ao contrário do que a religião
nos ensina, não é pela obediência de leis, regras e doutrinas, que nós seremos
aperfeiçoados diante de Deus. A santificação verdadeira, não vem, senão por meio do
Espírito. Vejo que para não nos distrairmos com outro evangelho, temos de
necessariamente conhecer a Palavra e andar no espírito. Infelizmente, hoje estamos
cercados com todo tipo de evangelho contaminado.

Gl 2 – Paulo usa o exemplo da dissimulação de Pedro para falar a respeito da


justificação. Esse assunto é amplamente discutido por Paulo em Romanos. Nosso
entendimento a respeito desse assunto pode determinar o nível de liberdade que
temos em Cristo. Uma coisa é vivermos por obras da lei, buscando ainda uma
justificação diante de Deus por meio do esforço; outra coisa é vivermos pela fé,
mediante a graça, com base única e exclusivamente naquilo que Cristo fez por nós na
cruz. Pedro, com seu conhecimento e experiência, teve dois comportamentos
distintos. Um na frente dos gentios, e outro na frente dos judeus. Em um momento se
comportou como gentio, mas em outro se comportou como quem está debaixo da lei.
Normalmente eu vejo esse tipo de atitude no cristão que ainda busca uma justificação
mediante a obediência da lei. São um tipo de pessoa quando estão no meio dos irmãos
e no culto, e outro tipo completamente diferente quando estão sozinhos ou com
pessoas do mundo. A lei e a doutrina pra eles é um peso e um jugo que nem eles
mesmos conseguem carregar. A grande verdade é que Cristo nos libertou da
condenação do pecado mediante a obra da cruz. Agora somos homens livres. Não pesa
sobre nós mais nenhuma culpa. Temos uma liberdade em Cristo, não para pecar, mas
agora para entrar na presença de Deus e viver mediante a direção do Espírito.

Conclusão: Lição 32 – Vejo que seguidamente as pessoas nos perguntam se elas têm
um dom, ou qual o dom que elas têm. Entendo que ao ser inserido no Corpo de Cristo,
todos nós recebemos pelo menos um dom do Espírito. Entretanto, só o percebemos de
maneira clara na medita em que servimos e amadurecemos. Sempre digo para os
irmãos que se eles quiserem descobrir o seu dom, que sirvam e se envolvam com a
igreja. Não nos faltam oportunidades para servir. É errando que aprendemos.
Seguidamente os irmãos cometem equívocos por quererem imitar outros e por irem
além do limite que Deus estabeleceu para eles. Aprendi que quanto mais nós
exercitamos o nosso dom, mais graça Deus nos dá, de modo que crescemos a
alcançamos o ministério. A inveja muitas vezes serve de barreira ou de distração para
que os irmãos não cresçam ainda mais no seu ministério. Com o tempo, infelizmente
nos ensoberbecemos e nos orgulhamos, esquecendo que a essência do nosso
ministério visa o aperfeiçoamento dos santos, por meio do amor (I Co 8).
Independente do nosso dom ou ministério, tudo deve ser feito com amor.

LIÇÃO 33 – COMO OS VERDADEIROS SERVOS AGEM

• Servimos a Deus ao servir os outros


- Jesus, entretanto, mediu a grandeza em termos de serviço, e não de posição
social.
- Deus avalia nossa grandeza pela quantidade de pessoas que servimos, não
pela quantidade de pessoas que nos servem.
- Todos querem liderar, mas ninguém quer ser servo.
• Deus o formou para servir, e não para ser egoísta.
- Embora não seja dotado para uma tarefa em particular, você pode ser
chamado a realizá-la.
- Sua FORMA revela seu ministério, mas seu coração de servo revelará sua
maturidade.
• Os verdadeiros servos estão à disposição para servir.
- Verdadeiros servos fazem o que é necessário mesmo quando é inconveniente.
- Ser servo significa desistir do direito de controlar sua agenda e permitir que
Deus a interrompa sempre que precisar.
• Os verdadeiros servos prestam atenção às necessidades.
- Quando Deus põe alguém em situação de necessidade bem a sua frente, ele
está lhe dando a oportunidade de crescer como servo.
- Deixamos escapar muitas oportunidades para servir porque nos falta
sensibilidade e espontaneidade.
• Os verdadeiros servos fazem o melhor que podem com o que têm à mão.
- Deus espera que você faça o que puder, com o que você tem e onde quer que
você esteja.
- Uma razão que impede muitas pessoas de servir é que elas temem não serem
boas o suficiente para servir.
- Você já deve ter ouvido alguém dizer: “Se isso não pode ser feito com
excelência, não o faça”.
• Os verdadeiros servos fazem qualquer tarefa com igual dedicação.
• Pequenas tarefas muitas vezes demonstram um grande coração.
• As grandes oportunidades estão normalmente camufladas entre as tarefas
menores.
• Os verdadeiros servos são fiéis ao seu ministério.
- Não deixam um serviço feito pela metade e não desistem quando perdem o
incentivo. São confiáveis e dignos de crédito.
- A fidelidade sempre foi uma qualidade rara. A maioria das pessoas não sabe o
valor do compromisso.
• Os verdadeiros servos mantêm a discrição.
• A autopromoção e a atividade de servir não se misturam.
• Você não achará muitos servos verdadeiros sendo o centro das atenções.
- Infelizmente, muitos líderes de hoje começam como servos, mas terminam
como celebridades.
- Sabendo disso, não desanime quando seu serviço for desconhecido ou nem
for notado.
• Resposta: estar disposto a servir em qualquer situação.

Gl 3 – Eu vejo que ainda há quem associe a justificação e a salvação com o nosso


comportamento e nossas obras; e normalmente as mesmas pessoas associam os
milagres ao merecimento e à busca. Paulo chama os tais de insensatos. O esforço e o
aperfeiçoamento na carne para nada serve. É uma ilusão da religião o homem achar
que pode fazer alguma coisa para agradar a Deus. O nosso melhor não passa de um
trapo de imundícia. Receber o Espírito, ser salvo e justificado, e experimentar milagres,
é tudo pela fé. Os coríntios eram carnais, mas tinham os dons e experimentaram os
milagres de Deus. Paulo nos mostra que podemos começar no espírito e terminar na
carne. Podemos ser bons cristãos e ter uma fé fraca. Temos de aprender a exercitar o
espírito o tempo todo, porque é o Espírito que imprime a imagem de Cristo em nós.
Até que estejamos plenamente revestidos Dele. O verdadeiro servo, serve no espírito.
O que realmente agrada a Deus é o quanto de Cristo tem em nós, e não o quanto que
nós nos esforçamos para sermos cristãos. Abraão creu e isto lhe foi imputado para
justiça. Ao contrário do que muitos pensam, Abraão não foi justificado pelo que fez,
ele foi justificado por que creu. Seus atos foram uma consequência da sua fé. Quando
buscamos algum tipo de bênção por meio do nosso esforço e merecimento,
automaticamente nos desligamos de Abraão e nos colocamos debaixo de maldição.
Podemos ver que na maioria das igrejas não há um verdadeiro aperfeiçoamento,
porque ainda se esforçam na carne e não usam o seu espírito. Se é pela fé que
recebemos o Espírito prometido, então não é por merecimento. Podemos ver que a lei
foi dada bem depois da promessa. Deus já havia feito uma aliança com Abraão, assim
como também já havia feito com seu Filho, Jesus Cristo, promulgada por meio de
anjos, pela mão de um mediador, que é o próprio Deus. Nessa aliança, que não pode
ser revogada, Deus prometeu uma herança espiritual a Abraão, a qual Ele concedeu
gratuitamente. Temos acesso a essa herança por meio do Espírito prometido. O
melhor do homem está encerrado debaixo do pecado, de modo que a promessa é
concedida, necessariamente, a todos os que crêem.

Vejo que nós temos um pouco de dificuldade de dissociar a fé das obras, ou dos frutos.
De fato, Tiago nos coloca em cheque ao dizer que a fé sem obras é morta. Mas
entendo que ele coloca a fé em primeiro lugar e a obra como uma consequência. Não
uma obra da carne, mas uma obra do Espírito. Embora a fé e as obras devam andar
juntas, penso que são coisas diferentes. Gosto de ouvir opiniões diferentes, porque
isso nos faz refletir e ver que nem sempre estamos totalmente corretos em nossa
opinião. Não há dúvida de que muitos milagres ocorreram, pelo que vemos na bíblia,
sem qualquer merecimento. Simplesmente porque creram. Alguns nem cristãos eram.
A igreja em Corinto, por exemplo, e não podemos isso, era carnal e experimentou
muitos milagres, assim como desfrutavam de muitos dons do Espírito. Acredito que
eles tinham fé, mas que suas obras eram questionáveis. Também conheci muitas
igrejas ou líderes que tinham um grande conhecimento teológico e não se via na sua
vida o poder do Espírito, enquanto que o testemunho de vida era inquestionável.
Enquanto que por outro lado, conheci muitos irmãos e igrejas, cuja fé e poder do
Espírito era gigantesco, mas o testemunho de vida era extremamente fraco. Agora, eu
não posso negar que uma vida separada, consagrada, santificada, como consequência
de uma vida de oração e de busca constante da presença de Deus, fortalece a nossa fé
e consequentemente intensifica a manifestação do poder do Espírito. Mas ainda assim
a essência de tudo está na fé, e não no merecimento. Em momento algum eu
questiono a importância da busca, o que questiono é acharmos que merecemos algo
ou que somos justos por causa das obras. Repito o meu entendimento, de que Abraão
foi justificado, não porque ia colocar sobre o altar o seu filho ou porque saiu da sua
terra, mas simplesmente porque ele creu na Palavra de Deus. Uma vez, no início do
meu casamento, há uns dezenove anos atrás, quando morei em Tocantins, apesar da
misericórdia de Deus em ter permitido que conhecêssemos alguns irmãos com quais
eventualmente nos reuníamos, eu acabei por me afastar de Deus, tento pouco contato
com a igreja e com a palavra, vindo a me esfriar espiritualmente. Isso me levou quase a
uma morte espiritual, de modo que a minha fé ficou muito fragilizada. Naturalmente
que quando pecamos, Satanás legalmente intensifica os seus ataques, enfraquecendo
a nossa fé. Consequentemente o Espírito não opera, não porque pecamos, mas porque
não cremos. No caso do Joshua Reuris, vemos que não é o conhecimento que nos
mantém de pé, mas a fé. Ele deve, por longo tempo, ter andado longe de Deus, que
acabou perdendo a fé. Ao perder a fé a morte entra e domina o homem. Entendo que
Deus não está tão preocupado com os nossos pecados, quanto está com a nossa fé.
Entretanto, se andarmos no pecado, ou simplesmente não buscarmos a Deus, a nossa
fé, inevitavelmente será afetada. Se temos um filho e ele anda no erro, certamente
ficaremos tristes, mas ele não deixará de ser o nosso filho. No caso, da nossa filiação
espiritual, vemos uma brecha, onde é possível deixarmos de ser filhos, caso a nossa fé
desapareça. Nesse caso, penso sim que é possível nós nos apostatarmos da fé e
termos o nosso nome riscado do livro da vida. Embora, não esteja plenamente
convicto. Se há uma expectativa de não se achar fé na terra, na vinda do Filho do
Homem, concluímos que a fé é a essência de todas as coisas. É a fé que agrada a Deus.

Gl 4 – Vemos aqui que há um tempo predeterminado pelo Pai para sermos resgatados
da lei para sermos filhos. Aos seus filhos Deus enviou o Espírito de seu Filho. De
escravos, nos tornamos herdeiros. Esse Espírito, entendo que seja o Espírito interior, o
qual se une ao nosso espírito, quando cremos, testificando que somos filhos de Deus.
O escravo, ou o filho quando pequeno, precisa de tutores, curadores ou um aio, mas
não os filhos maduros. Paulo demonstra uma preocupação para com os gálatas, a
ponto de ficar perplexo, porque estavam voltando à escravidão por se preocuparem
em guardar alguns rudimentos típicos do judaísmo. Como uma mãe, Paulo mostra a
importância de sofrermos pelos irmãos até que Cristo seja formado neles. Há um
tempo para sofrermos as dores de parto pelos irmãos, assim como há um tempo para
abandonarmos o aio e aprendermos a sermos guiados por Cristo. Nós, como pais,
temos a responsabilidade de ensinar os filhos espirituais a serem guiados pelo espírito
e não pela lei. Nós, filhos na fé, somos resultados de uma promessa, e não da obra da
carne. Viver pela fé ou pelas obras, define de quem somos filhos e em qual aliança nós
estamos: ou somos filhos da livre, ou somos filhos da escrava; ou estamos na
Jerusalém celestial, ou estamos na Jerusalém terrena. Como Paulo nos diz, é muito
comum aquele que vive pelas obras perseguir aquele que vive pelo Espírito.

Gl 5 – Paulo fala de uma liberdade em Cristo, mediante a graça; e de um jugo de


escravidão, mediante a lei. Embora Paulo esteja falando da lei de Moises, o princípio
pode ser aplicado a todo aquele que busca viver pela lei dos homens, e não pelo
espírito. Paulo fala da possibilidade de nos desligarmos de Cristo e decairmos da graça.
Entendo que esse desligamento é gradual e ocorre na medida em que não vivemos no
espírito. É pelo Espírito, o qual nos convence da justiça, que aguardamos com
esperança a nossa salvação. Pelo Espírito, nos convencemos de que essa justiça
provém da fé e não do mérito. Normalmente quem acha que merece alguma coisa,
preocupa-se muito com a aparência. Quando o que realmente importa é a fé que atua
pelo amor. O amor automaticamente cumpre toda a lei. Paulo afirma que tudo aquilo
que nos desvia da fé é como um fermento e que isso nos desvia da verdade. Paulo fala
aqui de uma liberdade que temos no espírito. Uma liberdade que temos porque fomos
libertos do reino das trevas e a lei não pode mais nos condenar por causa do pecado. O
pecado não tem mais poder sobre nós, embora, muitas vezes os feitos do nosso corpo
mortal de manifestem. Sobre nós não pesa mais nenhuma condenação, entretanto
não devemos usar dessa liberdade para andar na carne. Fora o fato de que isso
entristece o Espírito, nós devemos exercitar o amor. Ainda que seja lícito, eu devo ver
até que ponto a minha atitude não vai escandalizar o meu irmão. Eu não devo usar o
meu conhecimento para controlar ou escravizar o próximo, mas antes eu devo ser
servo dos meus irmãos. O grande segredo de tudo, na vida cristã, é andar no espírito.
A lei do Espírito da vida nos livra da lei do pecado e da morte. Para não satisfazer as
concupiscências da carne, não precisamos lutar contra o pecado. Essa é uma luta
perdida. Paulo, na verdade, está afirmando que se nós andarmos no espírito, nós
consequentemente não satisfaremos os desejos da carne. Visto que sempre fomos
carnais ou almáticos, temos agora de ser espirituais. Temos de aprender a andar no
espírito. Aquele que é guiado pelo espírito, não está debaixo da lei. Ele não precisa de
lei ou de um aio para ser direcionado. O próprio Cristo, em seu espírito humano, é a
sua direção. Assim como não precisamos nos esforçar para não pecar, também não
precisamos nos esforçar para frutificar. O fruto do Espírito é uma consequência de
andarmos no espírito. Quando Paulo fala de fruto, e não frutos, ele talvez esteja
lembrando do fruto da videira verdadeira, a uva. Os vários aspectos desse fruto,
manifestam em nossa vida, refletindo através da nossa alma, aquilo que Cristo é.

Conclusão: Lição 33 – Ainda temos a ideia velha de que a igreja é como uma empresa.
Até servimos, mas visando que futuramente os outros nos sirvam e que não
precisemos mais “trabalhar”. Obviamente Jesus não tinha esse sentimento. Servir lhe
dava prazer e satisfação. Ele se alimentava ao suprir o necessitado. Vejo que a questão
não é apenas servir, mas se considerar servo. Infelizmente, muitos só servem quando
são vistos e reconhecidos. Nosso serviço muitas vezes é superficial e mecânico. Falta
amor, sensibilidade e dedicação. Devemos aprender a servir sem esperar nada em
troca. Isso é um desafio. Servir, não significa necessariamente estar fazendo algo na
estrutura da igreja local, mas participar das necessidades do nosso próximo ao longo
do dia. Não fazemos para os outros verem, mas porque temos prazer. Paulo, por
exemplo, servia por amor. Ele se sacrificava pelo evangelho, mesmo muitas vezes não
sendo reconhecido pelos irmãos. Paulo estava disposto a fazer o que fosse necessário
para ganhar o perdido. Ele iria onde fosse, e faria o que fosse necessário, dentro
daquilo que é lícito e convém, para ganhar alguns para o Senhor. Ele não media
esforços.
Pergunta (33): Qual das seis características dos verdadeiros servos é a mais
desafiadora para mim? Acredito que fazer qualquer tarefa com a mesma dedicação.

LIÇÃO 34 – PENSANDO COMO SERVO

• Servir começa na mente - Deus está sempre mais interessado em por que
você faz algo do que no que você faz.
• Os servos pensam mais nos outros do que em si.
- Você não pode ser servo se estiver cheio de si mesmo.
- Normalmente servimos para que os outros gostem de nós, para sermos
admirados ou para alcançarmos nossos objetivos.
- A abnegação é a essência do serviço.
- Os servos pensam como administradores, não como donos.
- Como você está lidando com os recursos que Deus lhe confiou?
- A riqueza não é absolutamente um pecado, mas deixar de usá-la para a
glória de Deus o é.
• Servos pensam no seu trabalho, e não no que os outros estão fazendo.
- A competição entre servos de Deus é absurda por muitas razões.
- Quando você está ocupado servindo, não há tempo para ser crítico.
• Não é nossa função avaliar os outros servos do Mestre.
• Se você serve como Jesus, pode esperar ser criticado.
- Seu serviço para Cristo nunca será um desperdício, não importa o que os
outros digam.
• Os servos baseiam sua identidade em Cristo.
- Por se lembrarem de que são amados e aceitos pela graça, não têm de
provar seu valor.
- Pessoas inseguras estão sempre preocupados com a aparência perante os
outros.
- Devemos basear o nosso valor e identidade no nosso relacionamento com
Cristo.
• Os servos não precisam cobrir as paredes com placas e prêmios para
confirmar seu valor.
- Os servos consideram irrelevantes os símbolos de status e não medem o
próprio valor pelas realizações.
- Quanto mais próximo você estiver de Jesus, menos precisará promover a
si mesmo.
• Servos consideram o ministério uma oportunidade, não uma obrigação.
- Eles gostam de ajudar pessoas, suprir necessidades e ministrar.
- As únicas pessoas realmente felizes são aquelas que aprenderam a servir.
• Resposta: Busco oportunidades para servir.
Gl 6 – Paulo nos encoraja a corrigir os irmãos com espírito de brandura, não
esquecendo de que devemos nos guardar, porque também nós podemos cair. A lei de
Cristo, ou a lei do amor, nos encoraja a cuidarmos uns dos outros. O fardo do meu
irmão também deve ser o meu fardo. Quando corrigimos ou exortamos, devemos fazer
como quem está cuidando de uma ferida do próprio corpo. Ser atencioso ou frio, ser
cuidadoso ou negligente, define o que vamos colher. O mesmo princípio da semeadura
se aplica aqui. Da forma como tratarmos, seremos tratados. Se semearmos amor,
vamos colher amor. Paulo nos encoraja a aproveitar as oportunidades para fazer o
bem, especialmente aos da família da fé. Como vemos na lição 34, o servo é aquele
que não pensa nele mesmo, mas na necessidade do próximo. Ele tem prazer em suprir
a necessidade daquele que tem falta. Servir não é uma obrigação, é uma
oportunidade. De nada adianta vivermos de aparência, nos gloriando em nossa carne,
quanto ao que temos ou à nossa posição, e não ter o verdadeiro exercício da piedade.
Muitos de se gloriam de seu conhecimento ou experiências passadas, mas vivem em
conformidade com o mundo. O que realmente importa pra Deus é o quanto nós
tomamos a cruz de Cristo no nosso dia a dia. Isso implica necessariamente em
negarmos a nós mesmos. Deus nos chamou pra sermos uma nova criatura, que vive
em novidade de vida, não mais segundo a letra, mas segundo o espírito.

Irmãos, eu acho que seria muito importante aproveitarmos que estamos abordando o
livro de Efésios para, como presbitério, vermos alguns pontos que são bem relevantes
para a igreja. Embora pequeno, eu acho o livro de efésios muito profundo.

Ef 1 – No capítulo 1, Paulo fala que existe uma sorte de bênçãos espirituais nas regiões
celestiais em Cristo (v.3). Sinto que a igreja ainda não está clara à respeito desse
mistério a cerca da vontade de Deus, a qual Ele nos propôs em Cristo (v.9). Há uma
herança reservada para nós, hoje, nas regiões celestiais. É nessa esfera espiritual que
experimentamos a suprema grandeza do seu poder e a eficácia da força do seu poder.
Uma vez que Cristo ressuscitou dentre os mortos e sentou-se à direita de Deus nos
lugares celestiais, Ele nos abriu um acesso direto ao trono de Deus – um novo e vivo
Caminho. A igreja precisa de um espírito de sabedoria e revelação no pleno
conhecimento de Cristo, tendo iluminado os olhos do coração, a fim de entender o que
lhe está disponível por direito nas regiões celestiais. Como Corpo de Cristo, a igreja,
quando se apossa no espírito do que lhe pertence, se coloca automaticamente acima
de todo principado e potestade, poder, domínio e nome. Ao sair da esfera terrena e
entrando nas regiões celestiais, todas as coisas são colocadas abaixo dos pés da igreja.
A igreja dispõe de um poder extraordinário, mas essa revelação vem não pelo
conhecimento teórico, mas pelo pleno conhecimento de Cristo. Enquanto a igreja não
conhecer a Cristo de maneira profunda e orgânica, essas bênçãos espirituais ainda
continuarão sendo um mistério.
Outro assunto, extremamente importante, e ao mesmo tempo delicado, que Paulo
aborda nesse capítulo é a questão da predestinação. E gostaria de ouvir os irmãos
quanto a esse ponto. Não podemos negar que a predestinação é bíblica, embora
tenhamos dificuldade de compreendê-la. Deus nos escolheu antes da fundação do
mundo e nos predestinou para sermos seus filhos, santos e irrepreensíveis, por meio
de Cristo (v.4-5). Essa graça nos foi concedida gratuitamente em Cristo (v.6). Houve
uma redenção e uma remissão, mediante o sangue da cruz (v.7). Deus nos predestinou
segundo o seu propósito (v.11), o qual se cumpre quando somos selados com o
Espírito Santo, ao crermos (v.13). Esse Espírito é o penhor da nossa herança até que
haja o resgate da sua propriedade, que somos nós (v.14; I Pe 2:9). Paulo toca aqui em
mais um mistério, ou discussão, que parece insolúvel. A impressão que nos dá é de que
Deus escolheu, ou elegeu (eleitos) um grupo de pessoas para serem seus filhos e
outros não, conforme o conselho da Sua vontade. Como se não bastasse, Ele fez isso
antes de toda a criação, como se já existíssemos em algum lugar. Chamar isso de pré-
ciência ao meu ver é totalmente sem fundamento e simplista, visto que a Palavra
afirma que a escolha foi feita antes e não depois, e que não é baseada na nossa justiça
própria, ela é gratuita. Se não é por mérito próprio, então não pode ser pelo que nós
ainda faríamos. E Paulo ainda fala de um resgate e de um penhor, onde o Espírito
Santo nos sela, como garantia. Se há um resgate, ou uma reconciliação, isso significa
que já éramos Dele em algum momento, e que fomos enganados, roubados,
sequestrados e presos. O plano de salvação visa levar de volta a Deus, mediante a cruz,
aquilo que lhe pertence. Gostaria muito de ouvir a opinião dos irmãos quanto a esse
assunto da predestinação.

Ef 2 – Ao que parece, espiritualmente falando, todo ser humano nasce morto. Seu
espírito está sem vida, amortecido. Somente em Cristo alguém pode ser vivificado e se
libertar do poder do príncipe da potestade do ar e do espírito que opera nos filhos da
desobediência. De filhos da ira, nos tornamos filhos de Deus. Fomos salvos da ira de
Deus, ou seja, do julgamento do juízo final, pela fé. Exclusivamente pela fé, sem a
necessidade de obra alguma. Nisso consiste a graça de Deus, em Cristo. É pela graça
que estamos assentados nas regiões celestiais, e não por merecimento. É mediante
sangue de Cristo que temos acesso às promessas, nos tornamos um novo homem e
passamos a fazer parte da família de Deus. Uma vez limpos, redimidos e libertos,
temos toda a base de que precisamos para sermos edificados. Não somos edificados
sobre obras ou doutrinas humanas, mas sobre o fundamento dos apóstolos, o qual já
foi estabelecido na Palavra. Na medida em que crescemos como Corpo e Edifício, nos
tornamos o Templo de Deus na terra, a sua Casa. Mas o que os irmãos entendem por
casa de Deus?

Conclusão: Lição 34 – Também tinha tocado nesse ponto na lição anterior, de que mais
importante do que servir, é pensarmos como servos. Não servimos para sermos
reconhecidos ou elogiados, servimos simplesmente por servir. Nós somos servos. Tudo
o que temos, bens e dons, é para servir. O pecado não é termos, ou nos esforçar para
termos, mas sim usá-lo de forma egoísta. Não faz sentido haver entre nós competição,
julgamento ou crítica. Servos não têm esse direito. Às vezes percebo uma certa
competição entre igrejas, ministérios, células, e líderes. Uma atitude completamente
sem sentido. Na verdade eu devo me esforçar para que meu irmão prospere e cresça.
Se estamos andando com Cristo, não precisamos provar nada pra ninguém. Títulos,
placas, prêmios ou posição não devem significar nada para nós. Aquele que aprende a
servir na igreja, por meio do espírito, é feliz.

LIÇÃO 35 – O PODER DE DEUS NA FRAQUEZA

• Deus realmente gosta de usar pessoas fracas.


- Deus quer usar nossas fraquezas para sua glória.
- A fraqueza é qualquer limitação que você herdou ou não tem meios de
alterar.
• Admita as suas fraquezas.
- Identifique sem pressa suas fraquezas pessoais.
- Deus pode permitir que passemos por problemas graves para admitirmos que
somos humanos.
• Regozije-se na sua fraqueza
- O regozijo é uma manifestação da fé na bondade de Deus.
- Sempre que se sentir fraco, Deus o estará relembrando de que você depende
dele.
- Deus em muitos casos junta uma grande fraqueza com uma grande força para
manter nosso ego sob controle.
- Suas mais profundas mensagens de vida e seu ministério mais eficiente
surgirão de suas dores mais profundas.
- Todos os gigantes de Deus são pessoas fracas.
- As fraquezas de Gideão eram a baixa auto-estima e profunda insegurança,
mas Deus o transformou em um poderoso homem de valor.
- Impulsivo e sem força de vontade, Pedro se tornou pedra, o adúltero Davi se
tornou homem segundo o meu coração15 e João, um dos arrogantes “Filhos do
Trovão”, se tornou o “Apóstolo do Amor”.
- Deus é especialista em transformar fraqueza em força.
• Partilhe suas fraquezas de forma sincera
- Pode ser assustador baixar as defesas e abrir a vida aos outros.
- Quando nos abrimos, aliviamos a tensão e dissipamos nossos medos, o que é
o primeiro passo rumo à libertação.
- Ter humildade é ser sincero sobre suas fraquezas.
- Nossos pontos fortes criam competição, mas nossas fraquezas criam a vida
em comunidade.
- Como você constrói credibilidade? Não fingindo ser perfeito, mas sendo
sincero.
• Glorie-se na sua fraqueza
- Se você quer que Deus o abençoe e o use de forma poderosa, deverá estar
disposto a mancar pelo resto da vida, pois Deus usa pessoas fracas.
• Resposta: me parece que a grande questão é nós nos abrirmos com Deus
expondo todas as nossas fragilidades.

Ef 3 – Paulo fala aqui da dispensação da graça, um mistério revelado pelo Filho na sua
manifestação. Esse mistério esteve oculto por séculos e gerações. Nem mesmo os
anjos tinham revelação. O mistério de Cristo é revelado pelo Espírito aos apóstolos e
profetas – de que os gentios são co-herdeiros e participantes da promessa. O mistério
outrora oculto agora, após a morte e ressurreição de Cristo, é revelado aos principados
e potestade pela Igreja. Ou seja, a própria Igreja é o mistério de Cristo. O poder do
Espírito de Deus está no homem interior, no nosso espírito. Na medida em que
estamos arraigados e alicerçados no amor, nós começamos a compreender, na Igreja,
como Corpo, as dimensões de Cristo. Somente na Igreja podemos ver todos os lados
de Cristo. É somente na Igreja que experimentamos um amor que excede qualquer
entendimento humano, o amor ágape. Interessante que Paulo fala que é mediante o
aperfeiçoamento desse amor que nos tornamos cheios de toda a plenitude de Deus.
Deus é capaz de fazer tudo muito além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o
poder que opera em nós, visando a Sua glória por meio da Igreja. Tudo está
relacionado à Igreja, cuja essência é Cristo. O mistério é revelado na medida em que
Cristo é revelado em nós. Essa revelação não consiste no aperfeiçoamento de um
homem, mas de um Corpo, a Igreja. A dispensação da graça, que também é visto por
muitos como a era da Igreja, abrange o tempo que vai do nascimento de Cristo até o
início da grande tribulação. Seria o intervalo entre a penúltima semana e a última
semana de Daniel. Gostaria de saber dos irmãos, qual é o conceito que temos de
Igreja, hoje?

Ef 4 - Paulo inicia esse capítulo falando sobre os frutos do Espírito: a humildade, a


mansidão, a longanimidade, a paciência, o amor. Nosso andar na igreja tem que ser no
Espírito. A unidade que devemos ter ou buscar na igreja, é a unidade do Espírito. É
somente pelo Espírito que podemos ter o vínculo da paz. Paulo enfatiza a questão da
unidade ao dizer que há um só corpo, um Espírito, uma esperança, um Senhor, uma fé,
um só batismo, um Deus e Pai. A divisão, seja na obra, no ministério, na igreja, na fé,
no batismo, ou na doutrina, existe somente na nossa mente religiosa e caída. Na
medida em que crescemos e somos edificados, percebemos que essa divisão não
realidade não deveria existir. A graça foi dada a cada um segundo o dom, o presente, a
dádiva, o beneplácito de Cristo. Ele triunfou sobre a morte, destruindo os grilhões e as
portas do inferno, despojando o Inimigo; e como era de costume depois de uma
vitória, distribuiu os presentes entre o seu povo. Os dons são como que presentes
dados para uma obra, a obra do ministério. Existe um único ministério dentro do qual
todos estão inseridos, o ministério do Espírito, que visa formatar Cristo em nós. Todos
os dons e ministérios que Deus nos deu, em Cristo, são para o aperfeiçoamento do
Corpo, para a edificação da Igreja. Devemos, como Igreja, buscar um crescimento e
uma edificação a ponto de alcançarmos a unidade da fé, o pleno conhecimento do
Filho de Deus, a perfeita varonilidade, a medida da estatura completa de Cristo.
Individualmente pode parecer impossível, mas coletivamente é possível. Se a igreja
estiver bem ajustada e ligada pelo auxílio de cada junta, havendo uma justa
cooperação de todos, o Corpo começará a tomar forma. Quando Cristo é o cabeça da
Igreja e todos os membros funcionam, com o auxílio das juntas, que são os irmãos
mais crescidos, nós alcançamos a estatura de um varão perfeito. Nossa mente velha,
religiosa, orgulhosa, individual, facciosa e egoísta, é renovada, transformada e
conformada à mente de Cristo, que é o novo homem. Somente nessa realidade
espiritual é que o diabo perde todo o seu poder sobre nós. Enquanto vivermos de
maneira religiosa, andando na carne, entristeceremos o Espírito Santo, no qual já
fomos selados para o dia da redenção. Podemos entristecer o Espírito, mas não
expulsá-lo de nós. O selo é imutável, não pode ser anulado; visto que Cristo cumpriu
toda a justiça por nós na cruz. Mas se for possível, gostaria de saber dos irmãos, como
nós podemos ser edificados juntos, visando essa maturidade espiritual?

Ef 5 – Depois de falar sobre andar no espírito e sermos edificados mutuamente, Paulo


fala sobre andarmos no amor. O nosso sacrifício pelo próximo exala a Deus um cheiro
suave. Paulo fala que a avareza é um tipo de idolatria. Aquilo que Deus nos deu, a
exemplo dos dons, é para nós compartilharmos com o próximo; é para a igreja. Assim
como andamos no espírito e andamos no amor, também devemos andar na luz. As
obras das trevas devem ser condenadas por nós. Nosso andar diante dos homens
devem manifestar a luz de Cristo. Nosso andar demonstra quem somos, onde
andamos e do que estamos nos alimentando. Os homem não estão olhando o que
estamos falando, mas como estamos andando. Podemos dizer que nosso andar
testifica a vida de Cristo? O que estamos bebendo? Qual é a fonte do nosso prazer?
Estamos comendo diariamente da mesa do Senhor? Paulo fala que podemos beber do
Espírito. Se encher do Espírito depende de nós, da nossa busca, da nossa atitude. O
Espírito já está disponível. Podemos fazê-lo orando, invocando o nome do Senhor,
ruminando a Palavra, profetizando, salmodiando, louvando e cantando músicas
espirituais; agradecendo a Deus por tudo; e ainda também estando em estado de
submissão junto aos irmãos. A ordem e o viver do nosso lar mostra em que nível está o
nosso andar. Em casa, no nosso matrimônio, andamos no Espírito quando Cristo é o
cabeça do homem, andamos no amor quando cuidamos do nosso cônjuge como Cristo
amou a igreja, e andamos na luz quando somos sinceros. Devemos andar como quem
espera pelo Noivo. Cristo abandonou o seu trono para que nos tornássemos a sua
Noiva, a Igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e
irrepreensível.

Conclusão: Lição 35 – Vejo que temos muita dificuldade em aceitar uma fraqueza. Não
entendemos porque Deus permite tal situação. Parece que Deus não quer que sejamos
perfeitos. Mas a nossa perfeição é diferente da perfeição de Deus. Ser perfeito em
Deus é ser cheio da sua graça. Paulo, a exemplo de Timóteo tinha fraquezas. Moisés,
na sua força, não foi usado por Deus. Deus só o usou depois dele se encontrar numa
situação de fraqueza, onde teve de depender de Arão. Por mais difícil que seja para
nós entendermos, Cristo não veio para os fortes. Deus não está buscando super-
humanos. Paulo desfrutava tanto da graça de Deus, que chegava ao ponto de gloriar-
se nas suas fraquezas. Não só é importante admitirmos que somos fracos, como
também é fundamental nos abrimos com o nosso Pai, para que Ele nos conforte e nos
dê graça para permanecermos firmes até o fim. O cálice da Nova Aliança (I Co 11) é um
símbolo dessa graça. Não somos justificados mediante o sacrifício de animais e muito
menos por meio do nosso esforço. Somos justificados e aceitos por Deus mediante o
sacrifício do seu Filho na cruz, o qual nos abre caminho para termos acesso à graça do
Pai concedida ao Filho. Independente da nossa condição de fraqueza, nós somos
agraciados no Filho.

LIÇÃO 36 – FEITO PARA UMA MISSÃO

• Você foi feito para uma missão.


- Deus quer que você tenha tanto um ministério no corpo de Cristo quanto uma
missão no mundo.
- A missão de sua vida é tanto comum quanto específica.
- Jesus completou a missão que lhe foi confiada pelo Pai.
- Cinco propósitos para os quais ele nos criou: amá-lo, ser parte de sua família,
tornar-nos semelhantes a ele, servi-lo e contar aos outros a respeito dele.
• A importância da sua missão
• - Sua missão é uma continuação da missão de Jesus sobre a terra - Se você faz
parte da família de Deus, sua missão é compulsória.
- Sua missão é um privilégio formidável – somos representantes de Cristo.
- Contar aos outros como obter a vida eterna é a melhor coisa que você pode
fazer por eles.
- O valor de sua missão é eterno - Inicie agora sua missão de trazer outras
pessoas a Cristo.
- Sua missão traz significado a sua vida - Se falhar em cumprir a missão que
Deus lhe deu na terra, você terá desperdiçado a vida que Deus lhe concedeu.
- O cronograma de Deus para a finalização da história está relacionado à
conclusão de nossa incumbência.
- no instante em que você começar a levar sua missão a sério, fique certo de
que o Diabo irá lançar todo tipo de distração contra você.
- Quanto lhe custará cumprir sua missão - Cumprir sua missão irá exigir que
você abandone seus planos pessoais e assuma os planos de Deus para sua vida.
- Mais um para Jesus - o que mais importa para ele é a redenção das pessoas
que ele fez.
• Resposta: Minha timidez.

Ef 6 – Depois de falar sobre o nosso andar e a ordem espiritual da nossa casa, Paulo
fala sobreo relacionamento pai e filhos. Ele fala que honrar pai e mãe é o primeiro
mandamento com promessa. Embora ele não entre em detalhes, entendo que honrar
é temer, respeitar e cuidar. Essa promessa é válida para todas as pessoas, e se refere a
um princípio de Êx 20:12 que nos promete uma vida longa nessa terra. Quanto aos
pais, deve haver um cuidado na disciplina para não se provocar os filhos à ira. Os filhos
devem ser criados segundo os princípios da Palavra de Deus, com amor e paciência. Os
empregados devem trabalhar como que trabalhando para Deus. Não devemos servir
apenas na presença deles, como quem quer agradar a homens ou busca a glória de
homens, mas de coração e de boa vontade. Nós como cristãos precisamos entender
que, por mais que devamos honrar a nossa liderança, de nada adianta agradá-los na
sua presença, mas termos um sentimento de rebeldia em nosso coração. Deus vê
todas as coisas. Os senhores, os patrões, ou os líderes espirituais semelhantemente
devem dar o exemplo, não usando de ameaças ou algum tipo de controle; cientes de
são apenas uma autoridade representativa, e que diante de Deus não há nenhuma
diferença entre patrão e empregado, senhor ou servo, líder ou liderado. Obedecendo
todos esses princípios, devemos também nos revestir de toda armadura de Deus.
Interessante que Paulo fala aqui que haverá ciladas malignas e que elas são astutas. Se
não vigiarmos nos revestindo de armas espirituais, nós não resistiremos. Nossa luta
não é contra carne e sangue, não é contra os homens, não é contra os irmãos, não é
contra nossa esposa ou filhos. Nossa luta é espiritual. Toda provocação vem do
maligno. Existe uma hoste bem organizada hierarquicamente no mundo espiritual,
com principados e potestades. O dia mal, o dia de luta, e de tribulação certamente
virá, e só resistiremos e permaneceremos firmes se nos apegarmos ao Senhor. Existem
armas espirituais e precisamos aprender a lutar e nos defender com elas. Penso
também que se não estivermos congregando será impossível tomarmos toda a
armadura de Deus. Será que estamos bem armados para lutar contra o inimigo? Eu
penso que não. Acredito que me faltam partes dessa armadura e corro o risco de ser
atingido.
Fp 1 – Paulo estava convicto de que Deus iria concluir a obra que começou na vida dos
seus filhos, até a vinda do Senhor. Paulo também demonstra uma saudade e um afeto
muito grande pelos filipenses, rogando a eles que o amor neles cresça e não dêem
motivo de escândalo até o dia de Cristo; manifestando os frutos de justiça, que são
características do caráter de Cristo para o louvor de deus. Paulo cita as suas prisões
como motivo de encorajamento para os irmãos falar da palavra com mais ousadia.
Nossas tribulações muitas vezes servem de exemplo para os irmãos. Por mais incrível
que pareça, alguns pregavam ou por inveja ou apenas para tingir a Paulo. Interessante
que Paulo fala que independente da motivação, o importante é que o evangelho seja
pregado. Paulo cria que alcançaria a salvação por meio da oração dos irmãos e do
socorro do Espírito; embora não tivesse medo da morte. Enquanto vivo, ele viveria
para Cristo; mas se morresse isso seria para ele lucro, visto que estaria com Cristo.
Paulo dá a entender aqui que ao morrermos nós vamos automaticamente para junto
do Senhor. Por outro lado, o amor de Paulo pelos irmãos era tão grande, que ele
preferia ainda por um tempo ficar vivo. Ele sentia que tinha ainda algo do Senhor para
dar aos irmãos. Paulo, por fim, encoraja os irmãos a combater o bom combate, assim
como ele, padecendo por Cristo.

Fp 2 – Paulo fala aqui de um padrão de vida cristã bem elevado: ter o mesmo
sentimento, o mesmo amor, o mesmo ânimo; não fazendo nada por partidarismo ou
vanglória; considerando os outros superiores a si mesmo. Que desafio. Vejo que isso só
é possível mediante um crescimento espiritual. Não podemos exigir que uma criança
aja como um adulto. Precisamos dar alimento para ela crescer. Entendo que atentar
para o que é dos outros, é atentar para a necessidade do próximo. O próprio Senhor
abriu mão de ser igual a Deus, esvaziando-se a ponto de se tornar como servo. Penso
que quanto mais crescidos e espirituais somos, mais servos também nos tornamos. Me
parece que a obediência até a morte de cruz é proporcional ao quanto já
amadurecemos. Hoje a nossa cruz é espiritual e devemos aprender a tomar a nossa
cruz dia a dia. Não buscamos a exaltação de homens. Quem nos exalta, em tempo
oportuno, é Deus. Paulo ainda se oferece por libação a favor dos irmãos. Derramando-
se como um vinho sobre o sacrifício da fé dos irmãos. Paulo sente que a sua ida para
junto do Senhor está próxima, embora ainda tenha esperança de ver os irmãos.

Conclusão: Lição 36 – Não há dúvida de que todos nós viemos ao mundo para um
propósito; entretanto, ao longo vida, ao nos tornarmos discípulos de Jesus, mesclamos
a esse propósito original a missão de levar o Evangelho. A forma como vamos levar vai
depender muito de como estamos inseridos no Corpo. Nosso dom e ministério,
distribuído conforme a escolha do Espírito (I Co 12), determinará a forma como
cumpriremos a nossa missão, tanto na igreja quanto no mundo. Muitas vezes, nosso
sentimento de insatisfação e tristeza é um sinal do Espírito de que não estamos
andando conforme a nossa missão. Andar nela nos trás satisfação e significado a nossa
vida. O Espírito de Deus nos guia conforme o chamado de Deus para nós (I Co 12), com
vistas à edificação do Corpo de Cristo (I Co 12), a Igreja. O êxito da nossa missão, como
vemos em Fp 2, vai depender do quanto nos esvaziamos e nos tornamos servos.

Pergunta (36): Que temores me impedem de cumprir a missão da qual fui incumbido
por Deus? O que me impede de contar aos outros as boas novas? Me preocupo às
vezes de estar me precipitando, e em outras, minha timidez também me atrapalha.

LIÇÃO 37 – PARTILHANDO SUA MENSAGEM DE VIDA

Fp 3 – Paulo aqui, claramente adverte os filipenses a se guardarem dos cães, dos maus
obreiros e dos da circuncisão. Não por acaso, ele coloca os da circuncisão no mesmo
nível. Segundo Paulo, os verdadeiros circuncisos são aqueles crucificam a sua carne e
servem a Deus no espírito. Quando Paulo fala de servir no espírito, ele está falando do
espírito humano. Ou servimos na carne, usando da nossa força e conhecimento; ou
servimos no espírito, dependendo da graça. Se tinha alguém que poderia usar do seu
conhecimento, educação, posição, origem, zelo, justiça própria, força, padrão humano,
e poder de persuasão era Paulo. O que para muito seria considerado como ganho,
vantagem, e motivo de glória, para Paulo era motivo de refugo. Por amor a Cristo, pela
excelência do conhecimento e sublimidade de Cristo, e pelo que ele poderia ganhar ao
depender da graça, ele considerou tudo isso como perda e escória. Paulo não confiou
na sua carne. Quando ele fala de carne, ela não está falando do pecado, mas do que
ela poderia lhe oferecer de bom. A única justiça na qual Paulo se apoiava era a que
vinha da fé. Paulo procurava em tudo se conformar à morte de Cristo para ver se de
alguma maneira pudesse também alcançar a ressurreição dos mortos. E ao que parece
ele não está falando de uma ressurreição futura, mas presente. Existe um alvo, um
prêmio, relacionado ao nosso chamado em Cristo – a perfeição. Assim como Paulo,
precisamos aprender a esquecer das coisas que já aconteceram, sejam boas ou ruins, e
avançar para frente, olhando para Cristo. Aqueles que se firmam nas suas experiências,
passadas, na sua sabedoria, tomam a igreja como fonte de lucro, que buscam a glória
dos homens, que só pensam em coisas materiais, e criam raízes nessa terra, são
inimigos da cruz. Aqueles que servem no espírito e dependem da graça e da justiça da
cruz, tem sua cidade e pátria no céu. Quem espera em Cristo verá seu corpo, fraco
pelo pecado, ser conforme o corpo glorioso de Cristo.
Fl 4 – Paulo coloca os irmãos de Filipos como sendo sua coroa. Eram irmãos que se
preocupavam com Paulo e não deixavam ele passar necessidades financeiras. Paulo
também ressalta que havia algumas mulheres que trabalharam com ele no evangelho
e com outros cooperadores seus. Podemos ver no exemplo de Paulo que, ainda que as
irmãs não exerçam papel de liderança, o serviço delas é fundamental na propagação
do evangelho. Os cooperadores de Paulo eram os irmãos que serviam diretamente
com ele, levando para as igrejas uma direção do apóstolo. Esse termo “cooperador”
pouco é usado hoje nas igrejas. Segundo Paulo, não há porque ficarmos inquietos de
coisa alguma. Tudo deve ser levado a Deus com oração e súplica. Não trata-se apenas
dos nossos projetos ou tribulações, mas também as nossa fraquezas devem ser levadas
a Deus. Quando oramos e confiamos em Deus, uma paz que excede o nosso
entendimento toma conta do nosso coração. O problema pode até não se resolver,
mas ainda assim temos paz. O que pensamos costuma determinar o nosso sentimento
e as nossas atitudes. Paulo nos aconselha a cuidarmos com o que pensamos. Pensar é
como semear. Se buscarmos as coisas lá do alto e pensarmos no que é bom e no que
edifica, isso nos trará paz. Infelizmente somos pessoas muito ansiosas, sempre
preocupadas com o sustento, o lazer, a segurança, o conforto, a saúde e o futuro.
Paulo, entretanto, aprendeu a viver contente em toda e qualquer situação. Havia nele
um contentamento, independente das circunstâncias. O próprio Cristo era a sua
segurança, conforto, sustento e prazer.

Cl 1 – Vemos que os colossenses chamaram a atenção de Paulo pela sua fé e amor no


espírito; de modo que ele roga a Deus para que eles sejam cheios do conhecimento da
vontade de Deus, em toda sabedoria e entendimento espiritual. Podemos ver que por
mais que as experiências sejam importantes, mas importante é conhecermos qual é a
vontade de Deus, qual é o seu plano e propósito na Nova Aliança. Nosso entendimento
sobre a vida cristã tem de ser, necessariamente, espiritual. A única maneira de nós
andarmos de modo digno e frutificar no espírito é conhecendo o que está no coração
de Deus. Esse conhecimento espiritual nos trás luz, paz e graça. Há uma expectativa,
esperança e herança reservada aos santos, a qual está relacionada essencialmente a
Cristo. O conhecimento que obtemos na medida em que nos conformamos a Cristo é
um conhecimento que nos transforma. Ter o pleno conhecimento de Cristo implica em
ter sido tirado das trevas, transportado ao seu reino de amor, ser redimido, ser
inserido no Corpo, santificado e glorificado. Cristo é a essência de todas as coisas. Sem
Ele nada do que foi feito se fez. Ele é o princípio de tudo. Tudo foi criado por Ele e para
Ele. Todas as coisas existem e se mantém em ordem no universo, por causa dEle. Cristo
é a cabeça do Corpo, a Igreja. Sem Ele não existe Igreja. A Igreja está no centro do seu
propósito. Misteriosamente todas as coisas nos céus e na terra são reconciliadas com
Ele por meio Dele. É como se tudo já fosse Dele, em algum momento houve uma
ofensa ou uma separação, e o Seu sangue fosse capaz de resgatar e reaproximar tudo
novamente. Semelhantemente vemos que um mistério esteve oculto por séculos e
gerações, a revelação de Cristo em nós, até que sejamos perfeitos Nele. Essa é a
riqueza e a esperança da glória. Nisso consiste a Sua sabedoria.

Conclusão: Deus tem depositado em nós uma série de experiências espirituais para
serem compartilhadas, como nossa salvação inicial, experiências, revelações, assuntos
de nosso interesse, testemunho de vida. Nosso testemunho implica em falar do
quanto Cristo é importante na nossa vida, como também implica principalmente em
manifestar a Sua vida em nós. Hoje, ser uma testemunha, é muito mais do que
simplesmente falar, é viver. Nosso testemunho também não pode se prender a uma
experiência passada. Embora as nossas experiências sejam relevantes para fortalecer a
fé dos irmãos, o que realmente alimenta e edifica é a Palavra de Deus. Devemos ser
equilibrados e mesclar experiência com conhecimento. Assim como o apóstolo João
aprendeu com Pedro, nós também podemos aprender com a experiência dos outros,
evitando assim muitas frustrações inúteis. O que realmente costuma impressionar as
pessoas é a paixão com que fazemos as coisas. Na medida em que nos aproximamos
de Deus, algo começa a arder em nosso coração. Essa proximidade desperta em nós
uma paixão. Um dom, uma função, um ministério começa a se manifestar.
Independente da nossa paixão, cada dentro da sua área, trás ao mundo as novas – de
que Cristo morreu por nós nos reconciliando com Deus e não levando mais em conta
os nossos pecados.

Pergunta (37): Ao refletir sobre minha história pessoal, percebo que ela é mais
adequada a essa ou àquela pessoa. Com quem Deus gostaria que eu a partilhasse?
Hoje, não vejo uma pessoa específica para isso, embora naturalmente tenha mais
intimidade com alguns irmãos. Sinto, na verdade, que devo compartilhá-la com
aqueles que Deus for aproximando da minha casa.

LIÇÃO 38 – TORNANDO-SE UM CRISTÃO DE PRIMEIRA CLASSE

• A Grande Comissão é sua comissão


- Cristãos egoístas pensam em como Deus pode tornar a sua vida mais
confortável.
- Algum dia, a Grande Comissão se tornará a Grande Consumação.
- O único obstáculo hoje é a nossa forma de pensar.
• Como pensar como cristão de primeira classe - Troque o raciocínio egoísta
pelo raciocínio altruísta.
- Seu objetivo é verificar onde os outros se encontram em sua jornada
espiritual, fazendo então todo o possível para levá-los a conhecer a Cristo.
• Deixe de raciocinar de forma restrita e raciocine de forma global.
- A melhor forma de começar a pensar de maneira global é começar a orar
por países específicos.
- A oração não mede distâncias.
• Substitua o pensamento imediatista pelo pensamento com perspectiva
eterna.
• Pare de pensar em desculpas e comece a pensarem formas criativas de
cumprir seu compromisso.
• Não diga que você é muito velho ou que é muito jovem.
• Resposta: programando-me pra usar minhas férias para pregar.

Cl 2 – Paulo fala de lutar um combate espiritual pelos irmãos a fim de que eles
alcancem um entendimento do mistério de Deus e de Cristo, nos quais estão todos os
tesouros da sabedoria e da ciência. Podemos ver que enquanto efésios fala em
essência do mistério de Cristo, que é a Igreja; colossenses fala do mistério de Deus,
que é o próprio Cristo. Paulo fala que não apenas recebemos a Cristo, mas que nós
temos precisamos aprender a andar Nele, estar arraigado Nele e alicerçado Nele. Na
verdade, tudo o que precisamos, tudo o que desejamos, seja conhecimento, seja
revelação, seja experiência, seja cura, seja transformação, alegria, satisfação,
segurança, paz, consolo, amor, tudo está Nele. Nele habita a plenitude da divindade.
Somente nEle, e por meio Dele podemos encontrar a perfeição. Pesava sobre nós uma
cédula que nos cobrava uma dívida pelo nosso pecado. Estávamos mortos, já
condenados. Mas Cristo morreu em nosso lugar, pagou a nossa dívida e a cravou na
cruz, nos vivificando juntamente com Ele. Hoje, Nele, vivemos em novidade de vida,
sendo guiados pelo seu Espírito, e não mais pela lei, ordenanças, rudimentos, preceitos
e doutrinas de homens, do tipo, não toques, não proves, não manuseies, não veja, não
escute, não vá, não, não, não.... Paulo demonstra uma grande preocupação em que os
irmãos, assim como os Gálatas, afastem-se da graça de Cristo e venham a se tornam
pressas de homens por meio das suas filosofias, vãs sutilezas e palavras persuasivas,
vindo assim a controlar e dominar os irmãos. Podemos dizer, com base na conclusão
de Paulo nesse capítulo, que há irmãos, líderes ou igrejas hoje que adoram u sistema
de preceitos e doutrinas, que até aparentam uma certa humildade e sabedoria,
restringindo de certa o corpo, mas que na realidade não tem efeito algum contra a
sensualidade ou os desejos da carne.

Cl 3 – Buscar as coisas do alto e pensar nas coisas do alto demonstra uma vida oculta
em Cristo. A referência das coisas do alto está no Trono Cristo. O Trono representa o
tabernáculo, o santo dos santos, o espírito e a presença de Deus. É nesse lugar que
reside o plano e o propósito de Deus. Ter uma vida oculta implica em não
aparecermos. O nosso eu, ego ou velho homem já não existe mais. Como o próprio
Paulo falou aos gálatas: “já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim”. Tomamos
a cruz e morremos com Cristo. O que buscamos e o que pensamos determina os
nossos atos e o que vamos colher no futuro. A Palavra diz que colhemos o que
semeamos. Se semeamos para a carne, pensando nas coisas que são aqui da terra,
colheremos preocupação, ansiedade e morte. Se semeamos para o espírito, buscando
o Reino em primeiro lugar, colheremos vida e paz. Devemos atentar para aquilo que
está ocupando o nosso pensamento. Nós temos uma natureza terrena e maligna a qual
precisa morrer na cruz de Cristo. Não há revestimento sem morte. Antes de
experimentarmos a glória de uma nova vida em Cristo, precisamos morrer. Ao
morrermos para nós mesmo, para a nossa carne e para as coisas terrenas,
automaticamente seremos revestidos do novo, passando a ter a imagem de Cristo,
manifestando os seus atributos. O termômetro de onde estamos, se no novo ou no
velho, é a paz de Cristo.

Cl 4 – Paulo fala aqui da importância da oração. A oração dos irmãos pode abrir uma
porta para a pregação do evangelho. Segundo Paulo, devemos nos preocupar em
como tratamos as pessoas. Toda oportunidade deve ser aproveitada o máximo
possível. Nosso falar deve ser equilibrado e bem temperado, não nos precipitando em
responder. Paulo, em sua saudação final, cita Onésimo e Marcos, dois irmãos que
falharam no passado, mas que foram restaurados. Paulo também saúda a igreja que
está na casa de determinado irmão. Podemos ver que a igreja não é a casa, mas sim as
pessoas que ali estão. É um erro chamar um local físico de igreja. Quanto a esse
assunto, Paulo também diz que a carta deveria ser lida na igreja dos laodicenses.
Laodicéia era uma cidade, onde estava a igreja. A base e o limite da igreja é a cidade.
Daí vemos cartas enviadas a Corinto, Éfeso, Pérgamo, Tiatira, Esmirna, Filadelfia,
Laodiceia, etc. Não há exemplo bíblico para denominar uma igreja. A igreja não se
limita a um ministério ou placa, a igreja é a igreja – a noiva e o Corpo de Cristo. No
nosso caso, somos a igreja que está em Canoas.

Conclusão: Lição 38 – Acredito que o egoísmo também seja uma característica do


cristão imaturo. Hoje em dia não há desculpa para não cumprirmos a grande comissão.
Há muitas ferramentas que nos auxiliam. Se nos alimentamos da Palavra e crescemos
em vida, naturalmente que vamos nos preocupar com coisas mais importantes na vida,
como as questões do reino, que implicam em propagação do evangelho e edificação.
Nossa visão do Corpo e da Igreja precisa ser ampliada. Precisamos ver como Deus vê.
Tudo o que fazemos na Igreja, deve ser feito visando progredir para a edificação da
Igreja. Quando digo igreja, não estou falando de um ministério particular ou placa
denominacional, mas de todos os santos na cidade, porque é assim que Deus vê. Para
Deus não existe mais de uma igreja numa cidade. Quem faz essa divisão são os
homens religiosos. Existe da parte de Deus uma preocupação muito maior do que a
nossa casa, nosso dom, nosso ministério, ou até mesmo a nossa “igreja” local.
Enquanto formos crianças, sempre estaremos preocupados com os aspectos básicos e
elementares da vida da Igreja. Enquanto crianças nosso pensamento está muito
voltado para as nossas coisas, coisas terrenas; mas quando adultos, nosso pensamento
está totalmente voltado para a casa de Deus, para as coisas do alto.
Pergunta (38): Que providências posso tomar a fim de me preparar para experimentar
uma missão de curta duração no ano que vem? programando-me pra usar minhas
férias em favor do evangelho e do reino.

LIÇÃO 39 – EQUILIBRANDO SUA VIDA

• Bem-aventurados os equilibrados, pois subsistirão mais do que todos.


• - Ame a Deus de todo o seu coração.
- Ame ao próximo como a ti mesmo.
- Vão e façam discípulos.
- Batize-os em...
- Ensine-os todas as coisas.
• Converse sobre o assunto com um companheiro espiritual ou em um grupo
pequeno.
- Nossa mente fica mais aguçada e nossas convicções mais intensas por meio da
conversa.
- Fomos feitos para crescer juntos, e não separadamente.
• Faça em si mesmo uma inspeção espiritual periódica.
- Para sua saúde espiritual, você precisa verificar regularmente os cinco sinais
vitais da adoração, comunhão, crescimento do caráter, ministério e missão.
• Anote seu progresso em um diário
- Escreva sobre as fases de sua jornada espiritual, ao ter uma vida dirigida por
propósitos.
• Transmita aos outros aquilo que você sabe.
- A melhor forma de aprender mais é transmitir o que já aprendeu.
- Quanto mais você sabe, mais Deus espera que você use tal conhecimento
para ajudar os outros.
- O conhecimento aumenta a responsabilidade.
• Tudo se destina à glória de Deus.
- Deus quer que apresentemos Cristo às pessoas, trazendo-as para a
comunhão.
• Resposta:

I Ts 1 – Podemos ver que Paulo direciona a sua carta à igreja dos tessalonicenses. Mais
uma vez nós podemos ver que a sua carta não é pessoalizada. Paulo não coloca
ninguém em destaque. Ele simplesmente envia a carta a toda a igreja que está em
Tessalônica. A igreja não é de alguém especificamente, a igreja é dos tessalonicenses.
Esse princípio é extremamente relevante e não pode ser quebrado. Paulo fala do
equilíbrio que deve há ver entre a Palavra e o poder do Espírito. A pregação do
evangelho deve ter ensino, doutrina, revelação, mas também demonstração de poder
no Espírito. Normalmente hoje se perde esse equilíbrio. Ou temos igrejas que
enfatizam de mais a Palavra, ou temos igrejas que enfatizam demais o poder. Quando
que na verdade as duas coisas deveriam andar juntas. A verdadeira palavra, que
produz edificação, procede do Espírito Santo. Quando falamos, pregamos e ensinamos,
temos de necessariamente usar o espírito. Paulo também ressalta a fé dos
tessalonicenses que tornou-se notória entre as igrejas da região, os quais
abandonaram toda a idolatria, e passaram a servir com grande dedicação ao Deus vivo
e verdadeiro, esperando com muita perseverança a vinda do Dia do Senhor. O Dia do
Senhor, ou sua volta, tem dois aspectos: a ressurreição dos santos e a manifestação da
ira para os incrédulos. A igreja não passará por esse julgamento.

I Ts 2 – Paulo fala aqui que o seu falar não visa agradar a homens, mas a Deus. Paulo
não usava de uma linguagem bajuladora e nem mesmo pregava sob pretexto de
ganância. Ele não tinha preocupação de receber algum reconhecimento humano.
Infelizmente por falta de visão da Igreja e de que as autoridades são representativas,
muitos cristão parecem estar muito mais preocupados com a aprovação dos homens
do que com a aprovação de Deus. Sob o pretexto de adquirir um cargo ou posição na
igreja, são bajuladores e agem como políticos. Pessoas assim não costumam ser
sinceros com a sua liderança. Qualquer reconhecimento na igreja deve vir de Deus e
não das pessoas. Paulo fala ainda daqueles que pregavam sob o pretexto na verdade
de obter algum lucro, alguma vantagem financeira. Como um pai que cuida dos filhos,
Paulo aqui dá um grande exemplo, procurando não ser pesado a ninguém enquanto
pregava o evangelho. Para não depender das ofertas dos irmãos, Paulo trabalhou noite
e dia. Paulo, embora apóstolo de um grande ministério, em momento algum ele uso
de sua posição para obter algum lucro. Ao querer visitá-los, Paulo diz ter sido impedido
por Satanás. Isso é um mistério, visto não sabermos o que pode ter acontecido. Será
que Paulo está falando de uma situação de perseguição na qual ele não teve como ir a
Tessalônica? Teria sido uma enfermidade? Ou o próprio Diabo se apresentou a ele e de
alguma forma o impediu? Teria Satanás tal força para nos impedir de pregar o
evangelho? Quando Paulo fala no capítulo anterior da importância da oração para que
se abra uma porta para a pregação do evangelho, nos parece que há uma batalha no
campo espiritual na qual não estamos apercebidos.

I Ts 3 – Paulo fala da importância de ele e seus cooperadores serem afligidos para o


bem dos irmãos, o que já havia sido profetizado. Podemos ver aqui que Deus muitas
vezes avisa os seus profetas acerca daquilo que vai acontecer. Entretanto Paulo não
ignora o fato de que o inimigo anda ao nosso derredor procurando uma oportunidade
para nos tentar. Ao sermos tentados entramos automaticamente num processo de
queda. A Palavra nos diz que devemos orar e vigiar para não entrarmos em tentação. A
tentação, no meu entendimento não é uma provocação. Se ela chega a ocorrer, é
porque já demos uma legalidade ao inimigo para agir e nossa vida. Por outro lado,
mesmo quando somos tentados, Deus nós dá um meio de saída, mas de que
busquemos em Deus esse refúgio. Paulo acaba por ser consolado pela manifestação da
fé do amor dos irmãos. A fé e o amor devem ser características básicas do cristão.
Tanto a fé quanto o amor, podem ser fortalecidos e crescer em nós na medida em que
exercitamos. E é justamente pelo aumento da fé e do amor que nos tornamos
irrepreensíveis em santidade o nosso Noivo, o senhor Jesus.

Conclusão: Lição 39 – É inegável que todo o trabalho de Deus em nós visa um homem
coletivo. Seu amor nos transforma de tal maneira que acaba com todo o nosso
individualismo. Somos automaticamente levados a amar o próximo. Há algo em nós
que nos conduz a querermos estar juntos. Se não temos esse sentimento, é um sinal
de que talvez não sejamos convertidos. A comunhão aperfeiçoa o amor e a nossa
experiência. É pelo contato, relacionamento e amizade que podemos ter uma ideia do
nível de maturidade que já alcançamos. Sem relação pessoal, não há como nos
medirmos. É pelo contato pessoal que transmitimos, de forma viva, aquilo que
estamos desfrutando da Palavra. Embora Paulo tenha transmitido, muito do que lhe
foi revelado, através de epístolas, ele nunca deixou de ter um contato pessoal com os
irmãos. Como vemos em I Ts 3, Paulo ansiava pro ver por irmãos. O amor de Paulo
sempre foi muito prático, nos estimulando o tempo todo a comunhão.

Pergunta (39): Quais das quatro atividades vou iniciar para permanecer no caminho e
equilibrar os cinco propósitos de Deus para minha vida? Todos são importantes, mas
acho que vou começar “avaliando regularmente a minha saúde espiritual”.

LIÇÃO 40 – VIDA COM PROPÓSITOS

Muitos são os planos no coração do homem, mas o que prevalece é o propósito do


SENHOR. Provérbios 19.21; NVI
Pois Davi […] serviu aos propósitos de Deus em sua geração. Atos 13.36; NASB

Viver com propósitos é a única maneira de viver de verdade. Todo o resto é apenas
existir.
A maioria das pessoas luta com as três questões básicas da vida. A primeira é a
identidade. Quem sou eu? A segunda é a importância: Significo alguma coisa? A
terceira é o impacto: Qual o meu lugar na vida? As respostas a todas as três perguntas
são encontradas nos cinco propósitos que Deus tem para você. No cenáculo, quando
Jesus concluiu seu último dia de ministério junto aos discípulos, ele lavou os pés deles
como exemplo e disse: Agora que vocês sabem estas coisas, felizes serão se as
praticarem. (Joao 13.17; NVI) Uma vez que saiba o que Deus quer que você faça, a
bênção vem quando você põe em prática o que aprendeu. Como chegamos ao fim de
nossa jornada de quarenta dias, você agora sabe o propósito de Deus para sua vida, e
será abençoado se o puser em prática. Isso provavelmente quer dizer que você deverá
parar de fazer outras coisas. Existem muitas coisas boas que você pode fazer com sua
vida, mas os propósitos de Deus são os quatro fundamentos que você precisa fazer.
Infelizmente, é fácil se distrair e esquecer o que é mais importante. É fácil se desviar
do que realmente importa e lentamente abandonar o curso. Para evitar que isso
aconteça, você deve fazer uma declaração dos propósitos de sua vida e examiná-la
regularmente.
O que é uma Declaração dos Propósitos para sua vida?
É uma declaração que resume os propósitos de Deus para sua vida
Você afirma com suas próprias palavras seu compromisso com os cinco propósitos de
Deus para sua vida. Uma declaração de propósitos não é uma lista de objetivos. Os
objetivos são temporários; os propósitos são eternos. A Bíblia diz: Mas o que o
SENHOR planeja dura para sempre, as suas decisões permanecem eternamente.
(Salmos 33.11; NTLH)

É uma declaração que aponta a direção de sua vida


Colocar seus propósitos no papel irá forçá-lo a pensar especificamente sobre o rumo
de sua vida. A Bíblia diz: Saiba para onde você está indo, e estará em terreno sólido?
Uma declaração dos propósitos de sua vida não apenas especifica o que você pretende
fazer com seu tempo, sua vida e seu dinheiro, mas também sugere o que você não irá
fazer. Provérbios diz: Quem tem juízo procura a sabedoria, mas o tolo não sabe o que
quer. (Provérbios 17.24; NTLH)
É uma declaração que define o que é sucesso para você
Ela afirma o que você acredita ser importante, e não o que o mundo acredita ser
importante. Ela esclarece seus valores. Paulo disse: Eu quero que compreendam o que
realmente importa.(Filipenses 1.10; NLT)
É uma declaração que esclarece suas funções
Você terá diferentes funções em diferentes etapas na vida, mas seus propósitos jamais
serão alterados. Eles são maiores que qualquer função que você possa ter.
É uma declaração que expressa sua FORMA
Ela reflete a exclusividade que Deus lhe deu. Leve o tempo que for necessário para
escrever sua declaração de propósitos. Não tente completá-la de uma só vez, e não
adianta tentar atingir a perfeição em seu primeiro rascunho; apenas anote seus
pensamentos conforme lhe ocorrerem. É sempre mais fácil editar do que criar. A
seguir apresento cinco questões que devem ser levadas em conta na preparação de
sua declaração.
As cinco grandes questões da vida
O que será o centro de minha vida?
Essa é a questão da adoração. Para quem você irá viver? Em torno de que você
construirá sua vida? Você pode basear sua vida em torno de sua carreira, sua família,
um esporte ou um passatempo, dinheiro, diversão ou em torno de muitas outras
atividades. Todas essas coisas são boas, mas não fazem parte do centro de sua vida.
Nenhuma delas é suficientemente forte para mantê-lo a salvo quando a vida começar
a desmoronar. Você precisa de um centro inabalável. O rei Asa ordenou ao povo de
Judá que centrassem sua vida em Deus.(2Crônicas 14.4; Msg) Na verdade, o que quer
que esteja no centro de nossa vida é o nosso deus. Quando comprometeu a sua vida
com Cristo, ele se moveu para o centro, mas você precisa mantê-lo lá por meio da
adoração. Paulo diz: Oro para que […] Cristo habite no coração de vocês mediante a fé.
(Efésios 3.17; NLT.) Como você sabe quando Deus está no centro da sua vida? Quando
Deus está no centro de sua vida, você adora. Quando não está, você fica preocupado.
A ansiedade é a luz de advertência, que indica que Deus foi empurrado para o lado.
Você voltará a ter paz no instante em que o coloca de volta ao centro. A Bíblia diz: A
consciência da completitude de Deus […] dará paz a vocês. É maravilhoso quando
Cristo desfaz a preocupação que está no centro de sua vida.(Filipenses 4.7; Msg)
Qual será o caráter de minha vida?
Essa é a questão do discipulado. Que tipo de pessoa você será? Deus está muito mais
interessado em quem você é do que no que você faz. Lembre-se: você irá levar seu
caráter para a eternidade, mas não sua carreira. Faça uma lista das características que
você quer trabalhar e desenvolver em seu caráter. Você deve começar com o fruto do
Espírito Santo (Gálatas 5.22,23) ou com as bem-aventuranças. (Mateus 5.3-12) Pedro
disse: Não percam um minuto em edificar sobre o que lhe foi dado, complementando
sua fé básica com bom caráter, entendimento espiritual, disciplina alerta, paciência
apaixonada, admiração reverente, amizade calorosa e amor generoso.(2Pedro 1.5;
Msg) Não desanime ou desista quando tropeçar. É necessária toda uma vida para
construir um caráter semelhante ao de Cristo. Paulo disse a Timóteo: Cuide
atentamente do seu caráter e do que ensina. Não se deixe distrair. Tão-somente
persista. (1Timóteo 4.16b; Msg)
Qual será a contribuição de minha vida?
Essa é a questão do serviço. Qual será seu ministério no corpo de Cristo? Conhecendo
sua mistura de formação espiritual, opções do coração, recursos pessoais, modo de ser
e áreas de experiência (FORMA), qual papel lhe seria mais adequado na família de
Deus? Como você pode fazer alguma diferença? Tem a formação adequada para servir
em algum grupo específico do corpo de Cristo? Paulo apontou dois benefícios
maravilhosos em cumprir seu ministério: Porque isso que vocês fazem não somente
ajuda o povo de Deus que está necessitado, mas também faz com que eles façam
muitas orações de gratidão a Deus.(2Coríntios 9.12; NTLH) Embora você tenha sido
formado para servir os outros, nem mesmo Jesus alcançou as necessidades de todos
enquanto estava na terra. Você deve escolher a quem pode ajudar melhor, com base
na sua vocação. Você precisa perguntar: A quem eu desejo mais ajudar? Jesus disse: Eu
que vos escolhi e vos designei para irdes e produzirdes fruto e para que o vosso fruto
permaneça.(João 15.16a; BJ) Cada um de nós dá frutos diferentes.
Qual será a mensagem de minha vida?
Essa é a questão de sua missão junto aos incrédulos. Sua declaração de missão faz
parte de sua declaração de propósitos. Ela deve incluir seu compromisso de dar seu
testemunho aos outros sobre o evangelho. Você também deve listar as lições de vida,
assim como as paixões que Deus lhe concedeu para que compartilhasse com o mundo.
Conforme for crescendo em Cristo, Deus poderá lhe dar um grupo especial de pessoas
nas quais você deverá se concentrar para alcançar. Não deixe de pôr isso na sua
declaração. Se você for mãe ou pai, parte de sua missão é educar seus filhos para que
conheçam a Cristo, ajudá-los a compreender os propósitos da vida deles e enviá-los
pelo mundo na missão que Deus lhes reservou. Você poderia incluir na sua declaração
a declaração de Josué: Mas eu e a minha família serviremos ao SENHOR. (Josué 24.15;
NLT) É obvio que nossa vida deve reforçar e confirmar a mensagem que passamos.
Antes de grande parte dos incrédulos aceitar a credibilidade da Bíblia, eles querem
saber se nós temos credibilidade. É por isso que a Bíblia diz: O mais importante é que
vocês vivam de acordo com o evangelho de Cristo. (Filipenses 1.27; NCV)
Qual será a comunidade de minha vida?
Essa é a questão de sua comunhão. Como você irá demonstrar seu compromisso com
os outros crentes e sua ligação com a família de Deus? Onde você irá praticar com
outros cristãos os mandamentos do tipo uns aos outros? A qual igreja local você irá se
juntar como membro ativo? Quanto mais você amadurecer, mais irá amar o corpo de
Cristo e desejará se sacrificar por ele. A Bíblia diz: Cristo amou a igreja e deu a sua vida
por ela.(Efésios 5.25; NTLH) Você deve incluir em sua declaração uma manifestação de
seu amor pela igreja de Deus. Ao pensar nas respostas para essas questões, inclua
qualquer trecho das Escrituras que fale ao seu coração sobre esses propósitos. Existem
muitos neste livro. Poderá levar semanas ou meses para que você possa elaborar sua
declaração de propósitos exatamente da forma que deseja. Ore, pense sobre ela,
converse com amigos íntimos e medite na Bíblia. Ela poderá passar por várias redações
até chegar ao seu formato final. E mesmo então você provavelmente fará pequenas
alterações com o passar do tempo e à medida que Deus lhe der um maior
discernimento sobre sua vocação. Além de escrever uma declaração de propósitos
detalhada, também é de grande auxílio ter um curto enunciado ou slogan que resuma
os cinco propósitos para sua vida de uma forma fácil de decorar e que inspire você.
Dessa forma, você poderá se recordar diariamente. Salomão aconselhou: Será uma
satisfação guardá-los no íntimo e tê-los todos na ponta da língua.(Provérbios 22.18;
NCV) Eis alguns exemplos:
• Meu propósito de vida é adorar a Cristo com todo o meu coração, servi-lo com
minha vocação, ter comunhão com sua família, desenvolver um caráter como o dele e
cumprir minha missão no mundo para que ele receba a glória.
• Meu propósito de vida é ser membro da família de Cristo, exemplo de seu caráter,
ministro de sua graça, mensageiro de sua palavra e um engrandecedor de sua glória.
• Meu propósito de vida é amar a Cristo, crescer em Cristo, compartilhar Cristo e servir
a Cristo por meio de sua igreja; e levar minha família e os outros a fazer o mesmo.
• Meu propósito de vida é firmar um compromisso firme com o Grande Mandamento
e a Grande Comissão.
• Meu objetivo é me tornar semelhante a Cristo; minha família é a igreja; meu
ministério é ____; minha missão é _____; meu motivo é a glória de Deus.”
Você deve pensar: E quanto à vontade de Deus para meu emprego, casamento, lugar
em que devo viver ou a escola? Falando com franqueza, essas questões são
secundárias na sua vida, e devem existir inúmeras possibilidades que estejam de
acordo com a vontade de Deus para sua vida. O que mais importa é cumprir os
propósitos eternos de Deus, a despeito de onde você viver ou trabalhar ou de com
quem você se casar. Essas decisões devem respaldar os seus propósitos. A Bíblia diz:
Muitos são os planos no coração do homem, mas o que prevalece é o propósito do
SENHOR.(Provérbios 19.21; NVI) Concentre-se nos propósitos de Deus para sua vida, e
não nos seus planos, uma vez que são aqueles que durarão para sempre. Certa vez,
ouvi uma sugestão para que a declaração de propósitos fosse baseada no que você
gostaria que as outras pessoas dissessem sobre você no seu enterro. Imagine o elogio
perfeito, e então construa a declaração a partir dele. Francamente, é uma péssima
idéia. No final de sua vida, não terá nenhuma importância o que as pessoas disserem a
seu respeito. Só importará o que Deus disser a seu respeito. A Bíblia diz: …nosso
propósito é agradar a Deus, não às pessoas.(1Tessalonicenses 24b; NLT) Algum dia
Deus irá analisar nossas respostas a essas questões da vida. Você pôs Jesus no centro
de sua vida? Você desenvolveu o seu caráter? Você dedicou sua vida a servir os
outros? Você comunicou a mensagem de Deus e cumpriu a missão que ele lhe deu?
Você amou e participou em sua família na igreja? Essas são as únicas questões que irão
contar. Como disse Paulo: Nosso objetivo é estar à altura do plano de Deus para nós.
(2Coríntios 10.13; BV)
Deus quer usar você
Há cerca de trinta anos, reparei em uma pequena frase em Atos 13.36 que iria alterar
para sempre a direção da minha vida. Eram somente dez palavras, mas pareciam uma
marca de ferro em brasa, palavras que marcariam minha vida para sempre: Pois Davi
[…] serviu aos propósitos de Deus em sua geração.(Atos 13.365) Só então compreendi
por que Deus chamou Davi de homem segundo o meu coração.(Atos 13.22) Davi
dedicou a vida a cumprir os propósitos de Deus na terra. Não existe maior epitáfio que
essa declaração! Imagine isso esculpido na sua lápide: que você serviu aos propósitos
de Deus na sua geração. Oro para que as pessoas possam dizer isso sobre mim quando
eu morrer. Também oro para que as pessoas possam dizer isso de você. Foi por isso
que escrevi este livro para você. Essa frase é a descrição definitiva de uma vida bem
vivida. Você faz o que é eterno e atemporal (os propósitos de Deus), à maneira
contemporânea e atual (na sua geração). Uma vida com propósitos trata exatamente
disso. Nem as gerações passadas, nem as futuras podem servir a Deus nesta geração.
Somente nós podemos. Tal qual Ester, Deus o criou para um momento como este.
(Ester 4.14)
Deus ainda procura pessoas que possam ser usadas. A Bíblia diz: Os olhos do SENHOR
procuram por toda a terra a fim de fortalecer aqueles cujos corações estejam
completamente comprometidos com ele.(2Crônicas 16.9; NLT) Você seria uma pessoa
que Deus pode usar para seus propósitos? Você serviria aos propósitos de Deus na sua
geração? Paulo teve uma vida dirigida por propósitos. Ele disse: Corro direto para o
alvo, com um propósito a cada passo.(1Coríntios 9.26; NLT) Seu único motivo para
viver era cumprir os propósitos que Deus tinha para ele. Ele disse: Porque para mim o
viver é Cristo e o morrer é lucro.(Filipenses 1.21; NVI) Paulo não tinha medo de viver,
nem de morrer. De qualquer maneira, ele iria cumprir os propósitos de Deus. Ele não
podia perder! Algum dia, a história será encerrada, mas a eternidade seguirá para
sempre. William Carey disse: O futuro é tão brilhante quanto as promessas de Deus.
Quando parecer difícil cumprir seus propósitos, não ceda ao desânimo. Lembre-se de
sua recompensa, a qual durará para sempre. A Bíblia diz: Pois os nossos sofrimentos
leves e momentâneos estão produzindo para nós uma glória eterna que pesa mais do
que todos eles.(2Coríntios 4.17; NVI) Imagine como será naquele dia, quando todos
apresentarmos nossa vida perante o trono de Deus, louvando a Cristo com profunda
gratidão. Juntos nós diremos: Tu, SENHOR e Deus nosso, és digno de receber a glória, a
honra e o poder, porque criaste todas as coisas, e por tua vontade elas existem e
foram criadas.(Apocalipse 4.11; Msg) Nós o louvaremos por seus planos e viveremos
para seus propósitos — eternamente.

QUADRAGÉSIMO DIA
PENSANDO SOBRE MEU PROPÓSITO
Um tema para reflexão: Viver com propósitos é a única maneira de viver de verdade.
Um versículo para memorizar: Pois Davi […] serviu aos propósitos de Deus em sua
geração (Atos 13.36; NASB).
Uma pergunta para meditar: Quando irei parar para escrever minhas respostas às
cinco grandes questões da vida? Quando colocarei meu propósito no papel?

I Ts 4 – Paulo fala que o cerne da vontade de Deus é a santificação e a honra; a qual vai
na contramão da paixão da concupiscência da carne. Não há como agradar a carne e se
santificar ao mesmo tempo. Deus se ira e se vinga contra todo tipo de engano,
opressão, ganância e vantagem indevida ocorrida sobre seus filhos. Nisso também
consiste a concupiscência da carne. Ignorar esse tipo de comportamento é como
ignorar o próprio Deus. O Espírito que Deus é santo e não aceita qualquer tipo de
imundícia. Ao nos contaminarmos, automaticamente perdemos a paz. Paulo tanto
encoraja os irmãos a trabalharem, quanto encoraja a que cada um cuide bem dos seus
próprios negócios, para que não venham a precisar de coisa alguma. Quanto aos que já
dormem, ou já morreram no Senhor, Paulo diz que não há porque nos entristecermos
e perder a esperança. Certamente os que morreram, crendo Nele, na Sua volta,
ressuscitarão. Na verdade, os que já morreram ressuscitarão primeiro, ou seja,
receberão primeiramente um corpo de glória; de modo que, os que ainda estiverem
vivos, somente depois serão glorificados. É muito interessante aqui a relação que
Paulo faz da volta do Senhor com a visão do apóstolo João em Apocalipse. O Senhor
virá do céu entre nuvens, onde todo olho o verá (Ap 1:7), ao som da sétima trombeta,
tocada pelo arcanjo, quando então seremos arrebatados e levados para junto do
Senhor, nos ares; e o reino do mundo se tornará do nosso Senhor, o qual reinará para
todo o sempre (Ap 11:15).

I Ts 5 – Paulo compara o Dia do Senhor com a vinda do ladrão de noite e com as dores
de parto à que está grávida, dando a entender que ainda que o mundo esteja
experimentando uma certa paz e segurança, repentinamente virá a destruição e as
dores. Sempre que Paulo fala do Dia do Senhor, ele está falando da 2ª volta do Senhor.
Como não andamos mais em trevas, Paulo diz que esse dia não deve nos surpreender.
Ele só será uma surpresa para os filhos das trevas, os quais se embebedam à noite e
estão adormecidos. Nós, filhos da luz e filhos do dia, devemos ser sóbrios, vigilantes, e
não dormir; manifestando as três características básicas de um cristão: a fé, a
esperança e o amor. A fé na obra de Cristo, a manifestação do amor de Deus e a
esperança na salvação. Nós, como igreja, não fomos destinados para o Dia da Ira. Além
da fé, da esperança e do amor, há outros itens que, segundo Paulo, todo cristão deve
observar: alegrar-se sempre, orar sem sessar, dar graça por tudo, não extinguir o
espírito, não desprezar as profecias, abster-se da aparência do mal. Extinguir o
espírito, entendo que não significa perder o Espírito Santo, mas apagar o fogo do
Espírito em nosso espírito humano. Somos seres tri-partidos, com corpo, alma e
espírito. Segundo Paulo, tanto nosso corpo, como a alma e o espírito devem ser
santificados e conservados irrepreensíveis para a vinda do Senhor. Com o corpo
lidamos com as coisas materiais, com a alma lidamos com as coisas psicológicas e com
o espírito lidamos com as coisas espirituais.

II Ts 1 – Paulo mais uma vez fala do aumento da fé e do amor dos tessalonicenses,


assim como também da perseverança deles. Porque é em meio há muitas
perseguições e tribulações que Deus dá prova do seu juízo para com os seus filhos, os
quais se tornam dignos do Seu reino. O nosso Deus é um Deus de justiça, ele trás o
juízo para nos disciplinar e para se vingar daqueles que não O conhecem. Na sua Ira,
Ele vingará dos incrédulos com o castigo eterno, onde padecerão eterna perdição,
longe da Sua face. Nós temos uma vocação e Deus deseja, conforme vimos na lição 40,
que descubramos quem somos, o que significamos, e qual o nosso lugar na vida. Há
um propósito para nós nessa vida, e devemos alcançá-lo em Cristo.

Lição 40 - Quem sou? Significo alguma coisa? Qual o meu lugar na vida? Alcançamos a
bênção de Deus quando colocamos em prática o que aprendemos. Uma vez que
podemos nos distrair do nosso propósito, devemos seguidamente fazer uma
declaração e examiná-la. Propósitos também determinam valores. O propósito sempre
está acima da nossa função, definindo a nossa forma. O que será o centro da minha
vida? Precisamos de um centro inabalável. Qual será o caráter da minha vida? Isso
define quem eu sou, que é mais importante do que eu faço. Qual será a continuação
da minha vida. Precisamos definir a quem vamos ajudar e que maneira. Qual será a
mensagem da minha vida? Temos aqui uma declaração de missão, como cuidar da
nossa família. Qual será a comunidade de minha vida? Isso define onde eu irei praticar
o propósito de Deus. Eu preciso me identificar com alguma comunidade ou grupo.
Nosso maior propósito é agradar a Deus e não aos homens, servindo aos seus
propósitos em nossa geração. Em cada geração e era há um propósito.

Pergunta (40): Quando irei parar para escrever minhas respostas às cinco grandes
questões da vida? Quando colocarei meu propósito no papel? Acredito que só pararei
quando estiver junto do Senhor na eternidade. Já, quanto a colocar o meu propósito
no papel, devo começar imediatamente.

RESUMO – UMA VIDA COM PROPÓSITOS

• TUDO COMEÇA COM DEUS - Deus nos chama para vivermos pela fé e
alcançarmos um propósito Nele.
• Jo 1 – João conheceu a Jesus como a luz da vida tendo com Ele um
relacionamento orgânico.
• Jo 2 – Ser bem sucedido depende do quando nos encontramos com o propósito
de Deus em Cristo.
• Jo 3 – Deus nos chama para abandonarmos as trevas (Nicodemos) e vivermos
na luz de Cristo.
• VOCÊ NÃO É UM ACIDENTE – Uma vez inseridos na Boa Oliveira, nossa história é
reajustada.
• Jo 4 – Com qual fonte adoramos a Deus? De qual fonte estamos bebendo?
Usamos a mente ou o espírito?
• Jo 5 – Nosso foco está no resultado (cura no tanque), mas o foco do Senhor
está na unidade com o Pai.
• Jo 6 – Jesus, como o pão da vida, torna-se o nosso alimento, quando usamos o
nosso espírito.
• O QUE DIRIGE A SUA VIDA – Nosso propósito deve estar inserido dentro do
propósito de Deus.
• Jo 7 – Devemos estar bem consolidados em Deus para não sermos desviados do
nosso propósito.
• Jo 8 – Somente a verdade da Palavra de Cristo, como a luz da vida, pode nos
libertar do poder do pecado.
• Jo 9 – Aquele que não anda na luz de Cristo, independente da sua religiosidade,
ainda está nas trevas.
• CRIADO PARA SER ETERNO – Estamos inseridos dentro da eternidade onde
nossos atos afetam o todo.
• Jo 10 – As verdadeiras ovelhas ouvem a voz do seu pastor e decidem seguí-lo.
• Jo 11 – Nossas escolhas implicam em nós sermos também humanos, emotivos e
carinhosos.
• Jo 12 – Escolher a cruz e mortificar a nossa vida da alma destrói toda a base do
inimigo em nós.
• ENXERGANDO A VIDA DO PONTO DE VISTA DE DEUS – Nossa perspectiva tem de
ser do ponto de vista de Cristo.
• Jo 13 – Precisamos ser lavados pela água da Palavra para não dar caminho ao
Inimigo (Pedro não se conhecia).
• Jo 14 – Conhecer a Cristo como o Caminho implica em passarmos pela morte e
pela vida.
• Jo 15 – Permanecer na videira (Cristo) nos leva necessariamente a frutificarmos
(atributos de Cristo).
• A VIDA É UMA ATRIBUIÇÃO TEMPORÁRIA – Não podemos nos conformar com
este século e com o sistema do mundo.
• Jo 16 – Precisamos conhecer a Verdade através da revelação do Espírito.
• Jo 17 – Sermos Um depende do quanto refletimos a Cristo.
• Jo 18 – Seremos provados e aperfeiçoados para aprendermos a não negar o
Senhor em hipótese alguma.
• A RAZÃO DE TUDO – Tudo na nossa vida visa a glória de Deus.
• PLANEJADO PARA AGRADAR A DEUS – Devemos adorar a Deus pelo nosso
testemunho e vida.
• O QUE FAZ DEUS SORRIR – Deus sorri quando nossa relação com Ele é baseada no
amor.
• A ESSÊNCIA DA ADORAÇÃO – Nos preocupamos tanto com o pecado, enquanto
Deus está preocupado com a nossa presença.
• TORNANDO-SE AMIGO DE DEUS – Ser amigo de Deus é ser amigo da Sua Palavra e
se alimentar dela.
• DESENVOLVENDO A AMIZADE COM DEUS – Ser amigo de Deus é ser transparente,
falando das nossas fraquezas.
• A ADORAÇÃO QUE AGRADA A DEUS – A verdadeira adoração só é possível no
espírito e por meio do Espírito.
• QUANDO DEUS PARECE DISTANTE – Embora Deus pareça distante, na verdade Ele
está sempre comigo.
• FORMADO PARA FAZER PARTE DA FAMILIA DE DEUS – Somo a família de Deus em
qualquer circunstância.
• O QUE REALMENTE IMPORTA – O importante é aproveitarmos cada minuto da
nossa vida com amor.
• UM LUGAR AO QUAL PERTENCER – Pertencemos ao Corpo de Cristo e a sua Igreja,
a Noiva e a casa de Deus.
• TENDO UMA VIDA EM COMUM – Precisamos cultivar uma intimidade de
comprometimento com o nosso próximo.
• CULTIVANDO A COMUNIDADE – Precisamos de amigos confiáveis para nos abrir e
buscarmos ajuda.
• RESTAURANDO A COMUNHÃO QUEBRADA – Devemos nos esforçar para manter
as amizades, mas sem distrações.
• PROTEGENDO SUA IGREJA – A verdadeira unidade só é encontrada no Espírito,
assim como a visão da Igreja.
• CRIADO PARA SE TORNAR SEMELHANTE A CRISTO – O Espírito revela Cristo a nós e
em nós, mudando nosso DNA.
• COMO CRESCEMOS – Crescemos nos alimentando e desfrutando de Cristo,
formatando a nossa alma.
• TRANSFORMADO PELA VERDADE – Se tomarmos a Palavra no espírito seremos
transformados.
• TRANSFORMADOS PELA PROVAÇÃO – A provação visa acabar com a nossa
segurança em nós mesmos.

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