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CURSO DE PREVENÇÃO DE

ACIDENTES PARA
COMPONENTES
DE CIPA

1
MÓDULO I - A CIPA

 Objetivos da CIPA
 Organização da CIPA
 Atribuições da CIPA
 A CIPA e o SESMT
 A CIPA e a empresa

2
MÓDULO II - Introdução à
Segurança do Trabalho
Acidentes do Trabalho
Inspeção de Segurança
Campanhas de Segurança
Equipamentos de Proteção Individual - EPI
Equipamentos de Proteção Coletiva - EPC
Riscos Ambientais
Mapa de Riscos
3
MÓDULO III - Prevenção e
Combate à Incêndios

 Como evitar um incêndio


 Recomendações para se evitar o fogo
 Classes de fogo
 Tipos de extintores
 Localização e sinalização dos extintores

4
MÓDULO IV - Noções
Básicas de Primeiros Socorros
 Introdução  Fraturas
 Ações do socorrista  Entorses
 Insolação  Luxações
 Internação  Transporte de pessoas
 Desmaio acidentadas
 Crise convulsiva  Parada cardiorespiratória
 Ferimentos  Mordeduras e picadas
 Hemorragias  Queimaduras

5
MÓDULO V - Norma
Regulamentadora - NR 5

Comissão Interna de Prevenção


de Acidentes - CIPA
Anexo II
Quadro I
Quadro I - A

6
MÓDULO VI – Leis e
Segurança do Trabalho

Noções De Legislação Trabalhista e


Previdenciária Relativas a
Segurança Do Trabalho

7
MÓDULO I

A CIPA

8
Objetivos da CIPA

A CIPA tem como objetivo,


desenvolver atividades voltadas
para a prevenção de doenças,
acidentes do trabalho e qualidade
de vida dos trabalhadores.

9
Organização da CIPA

A CIPA é composta por representantes do


empregador (indicados) e dos empregados
(eleitos), em igual número, sendo composta de
Titulares e Suplentes e sua quantidade é definida
pelo grau de risco de sua atividade que é definido
pelo CNAE (Classificação Nacional de
Atividades Econômicas) e pelo número de
funcionários da empresa. Haverá também um
secretário e seu substituto.

10
Atribuições da
CIPA/DESIGNADO
Identificar os riscos do processo de trabalho;
Elaborar plano de trabalho;
Realizar periodicamente verificação nos ambientes e
condições de trabalho;
Realizar após cada reunião, a verificação do cumprimento
das metas fixadas;
Divulgar aos trabalhadores informações relativas à
segurança e saúde no trabalho;
Colaborar no desenvolvimento e implementação do
PCMSO, PPRA bem como de outros programas de
segurança e saúde desenvolvidos pela empresa;
11
Atribuições da
CIPA/DESIGNADO
Divulgar e promover o cumprimento das Normas
Regulamentadoras, bem como cláusulas de acordos e
convenções coletivas de trabalho e normas internas de segurança
relativas à segurança no trabalho;
Participar em conjunto com o SESMT da análise das causas das
doenças e acidentes do trabalho e propor medidas de solução dos
problemas identificados;
Promover, anualmente, em conjunto com o SESMT, a Semana
Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho - SIPAT;
Participar, anualmente, em conjunto com a empresa, de
Campanhas de Prevenção à AIDS e outros programas de saúde.

12
MÓDULO II

Introdução à
Segurança do Trabalho

13
Acidente do Trabalho
Conceito Prevencionista

São todas as ocorrências


indesejáveis, que interrompem o
trabalho e causam, ou tem potencial
para causar ferimentos em alguém ou
algum tipo de perda à empresa ou
ambos ao mesmo tempo.

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Doença Profissional

Entende-se por doença profissional, aquela


inerente ou peculiar a determinado ramo de
atividade, dispensando a comprovação de nexo
causal.
Exemplo: Um trabalhador que trabalhe numa
cerâmica onde é utilizada a sílica, vindo a
adquirir silicose, bastará comprovar que
trabalhou na cerâmica, para ficar comprovada a
doença profissional, dispensando qualquer tipo
de outra prova.
15
Doença do Trabalho
A doença do trabalho diferencia-se da doença
profissional em vários pontos. Ela resulta de condições
especiais em que o trabalho é exercido e com ele
relaciona-se diretamente.
Sendo uma doença genérica (que acomete qualquer
pessoa), exige a comprovação do nexo causal, ou seja, o
trabalhador deverá comprovar haver adquirido a doença
no exercício do trabalho.
Exemplo: A tuberculose poderá ser “doença do trabalho”
com relação àquele segurado que comprovar tê-la
adquirido no exercício do trabalho em uma câmara
frigorífica.
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Causas de Acidentes
do Trabalho

 ATOS INSEGUROS
Relacionados com falhas humanas

 CONDIÇÕES INSEGURAS
Relacionadas com as condições de trabalho

17
 ATOS INSEGUROS
Relacionados com falhas humanas

18
 CONDIÇÕES INSEGURAS
Relacionadas com as condições de trabalho

19
Etapas da Investigação

 Coletar os fatos, descrevendo o ocorrido;

 Analisar o acidente, identificando suas


causas;

 Definir as medidas preventivas,


acompanhando sua execução.

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Comunicação de
Acidente do Trabalho
De acordo com a legislação, todo acidente do
trabalho deve ser imediatamente comunicado à
empresa pelo acidentado ou por qualquer pessoa
que dele tiver conhecimento.
Em caso de morte, é obrigatória a
comunicação à autoridade policial.
A empresa por sua vez, deve comunicar o
acidente do trabalho à Previdência Social até o
primeiro dia útil seguinte ao da ocorrência.
21
Inspeção de Segurança

É a parte do controle de riscos que consiste em efetuar


vistorias nas áreas e meios de trabalho, com o
objetivo de descobrir e corrigir situações que
comprometam a segurança dos trabalhadores.

Uma inspeção para ser bem aproveitada precisa ser


planejada, e o primeiro passo é definir o que se
pretende com a inspeção e como fazê-la.

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Tipos de Inspeção
 Inspeção geral: Realizada quando se quer ter uma visão
panorâmica de todos os setores da empresa. Pode ser realizada no
início do mandato da CIPA.

 Inspeção parcial: Realizada onde já se sabe da existência de


problemas, seja por queixas dos trabalhadores ou ocorrência de
doenças e acidentes do trabalho. Deve ser uma inspeção mais
detalhada e criteriosa.

 Inspeção específica: É uma inspeção em que se procura identificar


problemas ou riscos determinados. Como exemplo podemos citar o
manuseio de produtos químicos, postura de trabalho, esforço físico,
etc.
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Etapas da Inspeção

 Observação do ambiente e dos meios de


trabalho;
 Coleta de informações;
 Registro de dados e elaboração do relatório;
 Apresentação nas reuniões da CIPA;
 Encaminhamento do relatório através do
Presidente da CIPA;
 Acompanhamento da implantação das medidas
recomendadas.
24
Campanhas de Segurança

Campanhas de segurança são eventos voltados para a


educação e sensibilização dos funcionários, transmitindo
conhecimentos sobre segurança e saúde no trabalho.

Os eventos mais comuns e que envolvem a CIPA são:


 Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho -
SIPAT;
 Campanha Interna de Prevenção da AIDS - CIPAS;
 Antitabagismo - cabe também à CIPA, recomendar que em
todos os locais de trabalhos e adotem medidas restritivas
ao hábito de fumar.

25
Equipamentos de Proteção
Individual - EPI’s
É todo meio ou dispositivo de uso individual,
destinado a proteger a saúde e a integridade física do
trabalhador. Quando não for possível eliminar o risco,
ou neutralizá-lo através de medidas de proteção
coletiva, implanta-se o Equipamento de Proteção
Individual - EPI.
Como exemplo temos a proteção contra quebra de
agulha, instalada nas máquinas, quando não for
possível adotar tal medida, ou durante a fase de
implantação, adota-se o uso de óculos de proteção.

26
Atribuições

A recomendação ao empregador, quanto ao EPI


adequado ao risco existente às diversas atividades será:
Do Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e
em Medicina do Trabalho - SESMT;
Da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes - CIPA,
nas empresas desobrigadas de manter o SESMT;
Nas empresas desobrigadas de manter CIPA, cabe ao
empregador, mediante orientação técnica, fornecer o EPI
adequado à proteção da integridade física do trabalhador.

27
Obrigações do empregador
quanto ao EPI:
 Adquirir o tipo adequado à atividade do empregado;
 Fornecer ao empregado somente EPI aprovado pelo
Ministério do Trabalho;
 Treinar o trabalhador sobre o seu uso adequado;
 Tornar obrigatório o seu uso;
 Substituí-lo, imediatamente, quando danificado ou
extraviado;
 Responsabilizar-se pela sua higienização e manutenção
periódica.

28
Obrigações do empregado
quanto ao EPI:
 Usá-lo apenas para a finalidade a que se
destina;

 Responsabilizar-se por sua guarda e


conservação;

 Comunicar ao empregador qualquer


alteração que o torne impróprio para uso.
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Equipamentos de Proteção
Coletivas - EPC’s

São os equipamentos que neutralizam o risco na


fonte, dispensando, em determinados casos, o uso
dos equipamentos de proteção individual.

Quando instalamos, por exemplo, o protetor


contra quebra de agulha, estamos atuando sobre o
ambiente de trabalho, esta medida é chamada de
proteção coletiva, pois protégé o conjunto de
trabalhadores.
30
Riscos Ambientais

São agentes presentes nos ambientes de


trabalho, capazes de afetar o trabalhador a
curto, médio e longo prazo, provocando
acidentes com lesões imediatas e/ou doenças
chamadas profissionais ou do trabalho, que
se equiparam a acidentes do trabalho.

31
Riscos Ambientais
Atribuições

Uma das atribuições da CIPA, é a de


identificar e relatar os riscos existentes nos
setores e processos de trabalho. Para isso é
necessário que se conheça os riscos que podem
existir nesses setores, solicitando medidas para
que os mesmos possam ser eliminados e/ou
neutralizados.
Identificados esses riscos, os mesmos
deverão ser transcritos no Mapa de Riscos.
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Riscos Ambientais
Classificação

Riscos Físicos:
Riscos Químicos:
Riscos Biológicos:
Riscos Ergonômicos:
Riscos de Acidentes

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RISCOS FÍSICOS (verde) CONSEQUÊNCIAS

Cansaço, irritação, dores de cabeça,


• Ruído diminuição da audição, problemas do
aparelho digestivo, taquicardia, perigo de
infarto.

• Vibrações Cansaço, irritação, dores nos membros, dores na


coluna, doença do movimento, artrite, problemas
digestivos, lesões ósseas, lesões dos tecidos
moles.
Taquicardia, aumento da pulsação, cansaço,
• Calor irritação, internação, prostração térmica, choque
térmico, fadiga térmica, perturbação das funções
digestivas, hipertensão etc.
• Radiação não-ionizante Queimaduras, lesões nos olhos, na pele e em
outros órgãos
• Radiação ionizante Alterações celulares, câncer, fadiga, problemas
visuais, acidente do trabalho.

• Umidade Doenças do aparelho respiratório, quedas, doenças da


pele, doenças circulatórias.
• Pressões anormais Mal-estar, dor de ouvido, dor de cabeça, doença
descompressiva ou embolia traumática.

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Riscos Químicos (vermelho) CONSEQÜÊNCIAS

Poeira minerais (sílica, asbesto/ Silicose (quartzo), asbestose (asbesto/amianto)


amianto, carvão mineral pneumoconiose (minérios do carvão)

Poeiras vegetais (algodão, Bissinose (algodão), bagaçose (cana-de-açúcar),


bagaço de cana-de-açúcar) incêndios.

Poeiras alcalinas (calcário) Doença pulmonar obstrutiva crônica, enfizema


pulmonar
Poeiras incômodas Podem interagir com outros agentes nocivos
presentes no ambiente de trabalho, potencia-
lizando sua nocividade
Fumos Doença pulmonar obstrutiva crônica, febre dos fumos
intoxicação específica de acordo com o metal

Neblinas, névoas , gases Irritantes - irritação das vias aéreas (ácido clorídrico,
e vapores ácido sulfúrico, amônia, soda cáustica, etc).
Asfixiantes - dor de cabeça, náuseas, sonolência, coma,
morte (hidrogênio, nitrogênio, hélio, metano, acetileno, etc)
Anestésicos - ação depressiva sobre o sistema formador do
sangue (benzeno, butano, propano, cetonas, aldeídos, etc.)

Substâncias compostas ou Efeitos combinados podendo potencializar uma ou mais


produtos químicos em geral das situações já descritas

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RISCOS BIOLÓGICOS (marrom) CONSEQÜÊNCIAS

Vírus Hepatite, poliomielite, herpes, varíola, febre


amarela, raiva (hidrofobia), rubéola, aids,
dengue, meningite.

Bactérias/Bacilos Hanseníase, tuberculose, tétano, febre tifóide,


pneumonia, difteria, cólera, leptospirose, disenterias.

Protozoários Malária, mal de chagas, toxoplasmose, disenterias,


teníase.

Fungos Alergias, micoses, pé de atleta.

Parasitas Infecções parasitárias diversas, vermes intestinais

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RISCOS ERGONÔMICOS (amarelo) CONSEQÜÊNCIAS
Esforço físico intenso

Levantamento e transporte De um modo geral, devendo haver uma análise


manual de peso mais detalhada, caso a caso, tais riscos podem
causar:
Exigência de postura
inadequada
• cansaço, dores musculares, fraquezas,
Controle rígido de doenças como hipertensão arterial, úlceras,
produtividade
doenças nervosas, agravamento do diabetes;
Imposição de ritmos
excessivos • alterações do sono da libido, da vida social
com reflexos na saúde e no comportamento,
Trabalho em turno ou
acidentes, problemas na coluna vertebral;
noturno

Jornada prolongada de * taquicardia, cardiopatia (angina, infarto),


trabalho agravamento da asma, tensão, ansiedade, medo,
comportamentos estereotipados...
Monotonia e
repetitividade

Outras situações
causadoras de “stress”
físico e/ou psíquico 37
RISCOS DE ACIDENTES (azul) CONSEQUÊNCIAS

Arranjo físico acidente, desgate físico excessivo


inadequado

Máquinas e
acidentes graves
equipamentos
sem proteção

Ferramentas inadequadas acidentes principalmente com repercussão nos membros


ou defeituosas superiores

Iluminação inadequada Desconforto, fadiga e acidentes

Eletricidade Curto-circuito, choque elétrico, incêndio, queimaduras,


acidentes fatais
Probabilidade de incêndio Danos materiais, pessoais, ao meio ambiente, interrupção do
ou explosão processo produtivo
Armazenamento Acidentes, doenças profissionais, queda da qualidade de
inadequado produção

Animais peçonhentos Acidentes, intoxicação e doenças

NSST - 2005 38
Prioridades no Controle de Risco

 Eliminar o risco;

 Neutralizar / isolar o risco, através do uso


de Equipamento de Proteção Coletiva;

 Proteger o trabalhador através do uso de


Equipamentos de Proteção Individual.

39
Mapa de Riscos

O Mapa de Riscos é a representação gráfica do


reconhecimento dos riscos existentes nos
setores de trabalho, por meio de círculos de
diferentes cores e tamanhos.

O Mapa de Riscos deve ser refeito a cada


gestão da CIPA.

NSST - 2005 40
Mapeamento de Riscos
Objetivos

Reunir as informações necessárias para


estabelecer o diagnóstico da situação;

Possibilitar, durante a sua elaboração, a


troca e divulgação de informações entre os
funcionários.

NSST - 2005 41
Mapeamento de Riscos
Etapas de Elaboração

 Conhecer o processo de trabalho no local analisado;


 Identificar os riscos existentes no local analisado;
 Identificar as medidas preventivas existentes e sua eficácia;
 Conhecer os levantamentos ambientais já realizados no
local;
 Elaborar o Mapa de Riscos, sobre o lay-out da empresa,
indicando através de círculos, colocando em seu interior o
risco levantado (cor), agente especificado e número de
trabalhadores expostos.

42
MAPA DE RISCOS AMBIENTAIS
O que é ?
Apresentação gráfica do reconhecimento dos
riscos existentes no local de trabalho

Área • 01 e 02 - Risco Químico


externa Estoque
banheiro • 03 - Risco de Acidentes
de produtos
03
de limpeza Sala • 04 - Risco Biológico
04 02 03 - 06 • 05 - Risco Físico
• 06 - Risco Ergonômico

Escritório
06

Lavanderia

05

43
MAPA DE RISCOS AMBIENTAIS
O significado

PEQUENO MÉDIO GRANDE

CÍRCULO = GRAU DE INTENSIDADE

• VERDE Físicos
• VERMELHO Químicos
• MARROM Biológicos
COR = TIPO DO RISCO • AMARELO Ergonômicos
• AZUL De Acidentes
44
MAPA DE RISCOS AMBIENTAIS

45
MÓDULO III

Prevenção e Combate
à Incêndios

46
Como evitar um incêndio

O primeiro passo para se prevenir um incêndio, é


prevenir que surja o fogo.
As substâncias que tem a propriedade de pegar fogo e
queimar, são chamadas de combustíveis. Existem 3 tipos
de combustíveis: sólidos, líquidos e gasosos.
Além dos combustíveis, para que haja fogo, também é
necessário uma fonte de calor, que em alguns casos, até o
calor do sol é suficiente para combustão.
Todo fogo é alimentado pelo oxigênio, portanto
completando o triângulo do fogo, existe o comburente.
Eliminando-se qualquer um desses elementos, não
haverá fogo.
47
Recomendações para se evitar
o fogo

 Armazenagem adequada de materiais


combustíveis e inflamáveis
 Cuidados com instalações elétricas
 Instalação de para-raios
 Manter ordem e limpeza
 Cuidado com fumantes
 Riscos de faíscas e fagulhas

48
Classes de Fogo

 CLASSE “A”: São materiais de fácil combustão,


queimam tanto na superfície como em profundidade,
deixando resíduos. Ex.: madeira, papel, etc.
 CLASSE “B”: São os produtos que queimam somente
na superfície. Ex.: gasolina, óleos, graxas, etc.
 CLASSE “C”: Ocorre em equipamentos elétricos
energizados. Ex.: motores, quadros de distribuição, etc.
 CLASSE “D”: Ocorre em materiais pirofóricos como
magnésio, zircônio, titânio, etc.

49
Tipos de Extintores

Dióxido de Carbono, mais conhecido como CO2, usado


preferencialmente nos incêndios classe “B” e “C”.
Pó Químico Sêco, usado nos incêndios classe “B” e
“C”. Em materiais pirofóricos (classe “D”), será
utilizado um pó químico especial.
Água Pressurizada, usado principalmente em incêndios
de classe “A”. Em incêndios de classe “C”, só deve ser
utilizado sob forma de neblina. Nunca utilizar este tipo
de extintor em incêndios de classe “B”.

50
Inspeção de Extintores

Todo extintor deverá ter uma ficha de


controle de inspeção, devendo ser
inspecionado no mínimo 1 vez por mês, sendo
observado seu aspecto externo, os lacres,
manômetros e se os bicos e válvulas de alívio
não estão entupidas.
Cada extintor deverá ter em seu bojo, uma
etiqueta contendo data de carga, teste
hidrostático e número de identificação.
51
Localização e Sinalização
dos Extintores
 Os extintores deverão ser instalados em locais de fácil acesso e
visualização;
 Os locais destinados aos extintores devem ser sinalizados por
um círculo vermelho ou uma seta larga vermelha com bordas
amarelas;
 Embaixo do extintor, no piso, deverá ser pintada uma área de
no mínimo 1m x 1m, não podendo ser obstruída de forma
nenhuma;
 Sua parte superior não poderá estar a mais de 1,60 m acima do
piso;
 Extintores não poderão estar instalados em paredes de escadas e
não poderão ser encobertos por pilhas de materiais.
52
MÓDULO IV

Noções Básicas de Primeiros


Socorros

53
Primeiros Socorros
Introdução

Primeiros socorros, são todas as


medidas que devem ser tomadas de
imediato para evitar agravamento do
estado de saúde ou lesão de uma
pessoa antes do atendimento médico.

54
Ações do Socorrista

 Isolar a área, evitando o acesso de curiosos;


 Observar a vítima, verificando alterações ou ausência de
respiração, hemorragias, fraturas, colorações diferentes da pele,
presença de suor intenso, expressão de dor;
 Observar alteração da temperatura, esfriamento das mãos e/ou
pés;
 Manter a calma, assumindo a liderança do atendimento;
 Procurar que haja comunicação imediata com hospitais,
ambulâncias, bombeiros, polícia se necessário.

 A atitude do socorrista pode significar a vida ou a morte da


pessoa socorrida.
55
Insolação
Como socorrer:
Exposição excessiva ao retirar a vítima do local
calor que pode se de exposição, colocando-
apresentar a na sombra;
subitamente, a vítima colocar compressas frias
sobre a cabeça;
cai desacordada, ou
após enjôo, dor de envolver o corpo com
toalhas constantemente
cabeça, pele seca e molhadas;
quente, febre alta. se estiver consciente, dê-
lhe água para beber. 56
Internação

Enfermidade produzida pela Como socorrer:


ação do calor em  retirar a vítima do ambiente e
ambientes fechados com levá-la para um local fresco e
temperaturas muito altas. arejado;
A vítima pode apresentar:  deitar a vítima com a cabeça
cansaço, náuseas, mais baixa que o corpo;
calafrios, respiração  retirar as vestes da vítima
superficial, palidez ou envolvendo-a num lençol
tonalidade azulada no úmido;
rosto, temperatura  se estiver consciente, oferecer
corporal elevada, pele água em pequenas quantidades;
úmida e fria e pressão  encaminhar a vítima para
baixa. atendimento médico
57
Desmaio

Como socorrer:
Normalmente, o desmaio  se a pessoa estiver prestes a
não passa de um desmaiar, coloque-a sentada
com a cabeça entre as pernas;
acidente leve, só se
 se o desmaio já ocorreu,
agravando quando é deitar a vítima no chão,
causado por grandes verificar respiração e palidez;
hemorragias.  afrouxar as roupas;
 erguer os membros inferiores;
Obs.: Se a vítima não se
recuperar de 2 a 3 minutos,
procurar assistência médica.
58
Crise Convulsiva
Como socorrer:
 deite a vítima no chão e afaste
A vítima de crise convulsiva tudo que estiver ao seu redor que
(ataque epiléptico), fica possa machucá-la;
retraída e começa a se  retire objetos como próteses,
óculos, colares, etc;
debater violentamente,  coloque um pano ou lenço
podendo apresentar os dobrado entre os dentes e
desaperte a roupa da vítima;
olhos virados para cima.  não dê líquido à pessoas que
estejam inconscientes;
 cessada a convulsão, deixa a
vítima repousar calmamente, pois
poderá dormir por minutos ou
horas;
 nunca deixa de prestar socorro à
vítima de convulsão. 59
Ferimentos - tipos
Como socorrer:
Contusão (beliscão, Contusões e Hematomas.
batidas), hematoma  repouso da parte contundida;
 aplicar gelo até melhorar a dor e o
(local fica roxo), inchaço se estabilize;
perfuro cortante  elevar a parte atingida.
(ferimento com faca Perfuro cortantes e Escoriações.
 lavar as mãos;
prego, mordedura de
 lavar o ferimento com água e sabão;
animais, armas de  secar o local com gase ou pano limpo;
fogo) e escoriação  se houver sangramento comprimir o
local;
(ferimento superficial,
 fazer um curativo;
só atinge a pele).  manter o curativo limpo e seco;
 proteger o ferimento para evitar
contaminação. 60
Hemorragias

Hemorragia é a perda de sangue


que acontece quando há Como socorrer:
rompimento de veias ou  manter a vítima
artérias, provocadas por
deitada com a cabeça
cortes, tumores, úlceras, etc.
Existem 2 tipos de para o lado;
hemorragias, as externas  afrouxar suas roupas;
(visíveis) que devem ser
estancadas imediatamente e as
 manter a vítima
internas (não visíveis), mas agasalhada;
que podem levar a vítima à  procurar assistência
morte. médica imediatamente.
61
Fraturas

É um tipo de lesão onde ocorre Como socorrer:


a quebra de um osso.  imobilização;
Existem 2 tipos de fraturas:  movimentar o menos
Exposta ou aberta: quando há o possível;
rompimento da pele.  colocar gelo no local de 20
Interna ou fechada: quando não a 30 minutos;
há o rompimento da pele.  improvisar talas;
Em ambos os casos, acontece  proteger o ferimento com
dor intensa, deformação do gase ou pano limpo (para
local afetado, incapacidade casos de fraturas expostas
de movimento e inchaço. ou abertas).
62
Transporte de
pessoas acidentadas

O transporte adequado de feridos é de


suma importância. Muitas vezes, a vítima
pode ter seu quadro agravado por causa de
um transporte feito de forma incorreta e
sem os cuidados necessários. Por isso é
fundamental saber como transportar um
acidentado.
63
Parada Cardiorespiratória

Parada Cardíaca Parada Respiratória


É preciso estar É a parada da
atento quando ocorrer respiração por:
uma parada cardíaca,
afogamento, sufocação,
pois esta pode estar
ligada a uma parada aspiração excessiva de
respiratória e ambas gases venenosos,
acontecerem soterramento e choque.
simultaneamente.
64
Síndrome da Imunodeficiência
Adquirida - AIDS

O HIV, o vírus da Aids, é um retrovírus que, ao


invés de ter DNA, possui RNA, ou seja, no seu
processo de infecção da célula T4 hospedeira tem
que transformar seu RNA em DNA. Essa
característica o torna muito variável, como todo
retrovírus. O HIV é da família lentivírus,
indicando que entre a infecção e a manifestação,
podem decorrer vários anos.
65
O Sistema Imunológico

O organismo humano é protegido dos vírus e de outros


agentes invasores, como micróbios, bactérias e fungos, pelo
sistema imunológico, que podemos chamar de defensor do
corpo humano.
Existem três componentes básicos do sistema imunológico:
as células do sangue;
o sistema linfático, constituído de gânglios espalhados
pelo corpo;
a medula, que tem como uma das principais funções,
produzir as células de defesa.

66
O Que Ocorre Quando o
HIV Entra no Organismo

Ao penetrar no corpo humano, e logo nas


primeiras semanas de infecção, o HIV aloja-se nos
nódulos linfáticos, que se tornam reservatórios do
vírus - 98% das células de defesa ficam nesses
nódulos e não no sangue: o intestino também é um
grande reservatório dessas células. Nos nódulos
linfáticos encontram-se, no mínimo, 10 vezes mais
HIV do que no sangue. Nestes nódulos, o HIV
pode ficar “inativo” durante muito tempo.

67
AIDS e o Sexo
O HIV prolifera-se e cresce no sangue, no esperma e nas
secreções vaginais. No entanto, quando está for a desses
ambientes favoráveis, morre em pouco tempo, em questão de
segundos. Durante as relações sexuais com penetração,
ocorrem pequenos ferimentos nos órgãos genitais, que, às
vezes, não são visíveis nem provocam dor.
Esse é o caminho que o HIV percorre para infectar o
organismo.
Previna-se da AIDS, no entanto, não é evitar o sexo,
deixar de sentir prazer, aproveitar o que a vida tem de bom,
isolar-se das pessoas, viver relacionamentos sob um efeito
terrorista.
68
Meios de Transmissão

Os únicos meios de transmissão do HIV são


o Sangue, o Esperma, a Secreção Vaginal e o
Leite Materno.
O vírus da Aids também foi encontrado em
secreções corpóreas como o suor, a lágrima e a
saliva, mas nenhuma dessas secreções contém
quantidade de vírus (carga vital) suficiente para
que ocorra a infecção de outra pessoa.
69
Formas de Transmissão

Como sabemos que os meios de transmissão do HIV são o


sangue, o esperma, a secreção vaginal e o leite materno, as
formas de transmissão são:
Sexual - Durante a relação sexual com penetração anal,
vaginal ou oral sem camisinha, com pessoas infectadas.
Sanguínea - Receber sangue contaminado, por meio de
transfusões, usando seringas e agulhas ou materiais
perfurocortantes, inseminação artificial ou transplante de
órgãos.
Vertical ou Perinatal - Durante a gestação, parto ou
aleitamento, caso a mãe esteja infectada.
70
Meios e Formas de Prevenção

Como a transmissão do HIV nas relações sexuais é a


mais frequente forma de contaminação, começamos
abordando algumas formas de prevenção por meio
da prática de sexo mais seguro.
A definição de “sexo seguro” é muito ampla.
Cada um deve refletir sobre que comportamento
preventivo quer adotar sem abrir mão de ter prazer e
de práticas gostosas e naturais do ser humano.
71
Sexo Seguro

Sexo seguro (ou mais seguro) pode significar:


usar camisinha desde o início da penetração, seja anal, vaginal
ou oral;
não receber sêmen ejaculado dentro do seu corpo;
masturbação a dois;
carícias;
massagem;
abraços, beijos na boca e pelo corpo.

72
Como não se pega AIDS

 Usando camisinha em todo e qualquer tipo de relação sexual, seja vaginal, oral
ou anal;
 Dando abraço ou beijo em pessoa contaminada;
 Exigindo, nas transfusões, sangue analisado por exames de laboratório;
 Usando seringas e agulhas descartáveis;
 Exigindo uso de ferramentas médicas e odontológicas devidamente
esterilizadas;
 Exigindo a devida higiene de aparelhos de manicure, acumpuntura, etc.;
 Compartilhando roupas de cama, vaso sanitário ou utensílios domésticos;
 Nadando na mesma piscina ou sentando na mesma cadeira usada por pessoa
contaminada;
 Sendo picado por inseto;
 Doando sangue (desde que a agulha seja descartável).

73
Mordeduras e Picadas

Os princípios de primeiros socorros, nos casos de


mordeduras e picadas são:
limitar a disseminação de venenos específicos;
tratar os venenos específicos;
controlar qualquer sangramento;
verificar se existe choques e problemas
respiratórios, tratando-os se necessário;
evitar infecção pela limpeza da área mordida;
procurar assistência médica.
74
Picadas de Cobras

Existem no Brasil, 4 Como socorrer:


grupos de serpentes  mantenha a pessoa deitada e
venenosas. As calma;
serpentes do grupo  não use garrotes ou
torniquetes, pois estes
Bothrops (jararacas) podem causar gangrena;
são responsáveis por  não fazer incisões ou cortes,
90% dos acidentes. pois existe risco de
Seus sinais e sintomas hemorragia;
são: dor, edema,  limpe bem o local da picada
com água;
eritema e calor local.
 procure assistência médica.
75
Picadas de Aranhas e Escorpiões

Os acidentes causados por picadas de


aranhas e escorpiões, com dor intensa,
podem ser graves em crianças e idosos.
O reconhecimento da aranha ou
escorpião, pode ajudar na identificação do
tratamento.
Se possível capture o animal para que
possa ser identificado.
76
Escorpiões
Os escorpiões (lacraus) não
são agressivos, picam Como socorrer:
somente para se defender e manter a vítima em
quando isso ocorre, seus repouso;
sinais e sintomas são: dor, colocar compressas
náuseas, vômitos, diarréia, quentes;
dores no estômago, providenciar
vontade constante de assistência médica.
urinar, dificuldade de
respirar, palidez e
sudorese.
77
Aranhas

As aranhas não são agressivas, picam apenas quando molestadas.


Tarântulas e Caranguejeiras, não são consideradas perigosas, pois não causam
sintomatologia grave.
Armadeiras são venenosas e responsáveis pela maioria dos acidentes graves.
Viúvas Negras, não são agressivas e, quando alguém é picado, apresenta
uma elevação avermelhada no local.
Aranhas Marrons, não são agressivas, picam somente quando não há
possibilidade de fuga.
Em caso de acidente, seus sinais e sintomas são: dor intensa, náuseas,
vômitos, salivação, sudorese, agitação, visão turva, febre e anemia.

Como socorrer:
Aplicar compressa no local da picada;
Se a dor for intensa, procurar assistência médica para receber soro.
78
Picadas de Abelhas e Vespas

Os acidentes causados por Como socorrer:


picadas de abelhas e  tentar tirar o ferrão;
vespas, apresentam  colocar gelo;
manifestações clínicas  passar uma pomada anti-
distintas, dependendo histamínica no local.
da sensibilidade do Obs.: No tratamento de
indivíduo ao veneno e pessoa sensibilizada ou
do número de picadas de múltiplas picadas,
procurar assistência
médica com urgência.
79
Picadas de Insetos

Embora não sejam considerados animais peçonhentos, existem


insetos como: formigas, pernilongos, mosquitos, pulgas,
piolhos, percevejos, borrachudos, mutucas, etc. Suas picadas
podem provocar reações graves e generalizadas, causando os
seguintes sinais e sintomas: dor intensa, inchaço, náusea,
vômito, tontura, sudorese, rigidez no músculo e dificuldades
de respiração.

Como socorrer:
manter a vítima em repouso;
procurar assistência médica.

80
Queimaduras

O contato com chamas, substâncias super-


aquecidas, a exposição excessiva à luz solar e
mesmo à temperatura ambiente muito elevada,
provocam reações no organismo, que podem se
limitar à pele ou afetar funções vitais.
As queimaduras podem ser de 1º grau, 2º
grau e 3º grau, cada uma delas com suas próprias
características.

81
Queimadura de 1º grau

Causa pele avermelhada, com edema e dor


intensa.

Como socorrer:
resfriar o local com água corrente

82
Queimadura de 2º grau

Causa bolhas sobre uma pele vermelha, manchada ou


de coloração variável, edema, exsudação e dor.

Como socorrer:
esfriar o local com água corrente;
nunca romper as bolhas;
nunca utilizar produtos caseiros, como: pó de café,
pasta de dente, etc.

83
Queimadura de 3º grau

Neste tipo de queimadura, a pele fica esbranquiçada ou


carbonizada, quase sempre com pouca ou nenhuma
dor (aqui incluem-se todas as queimaduras elétricas).

Como socorrer:
não usar água;
assistência médica é essencial;
 levar imediatamente ao médico.

84
MÓDULO V

Norma Regulamentadora
NR 5
Comissão Interna de Prevenção de
Acidentes - CIPA

85
Objetivo

A Comissão Interna de Prevenção de


Acidentes - CIPA, tem como objetivo a
prevenção de acidentes e doenças
decorrentes do trabalho, de modo a tornar
compatível permanentemente o trabalho
com a presença da vida e a promoção da
saúde do trabalhador.

86
Constituição

Devem constituir CIPA, por estabelecimento, e mantê-la em regular


funcionamento as empresas privadas, públicas, sociedades de
economia mista, órgãos da administração direta e indireta, instituições
beneficientes, associações recreativas, cooperativas, bem como outras
instituições que admitam trabalhadores como empregados.

As empresas instaladas em centro comercial ou industrial


estabelecerão, através de membros da CIPA ou designados,
mecanismos de integração com objetivo de promover o
desenvolvimento de ações de prevenção de acidentes e doenças
decorrentes do ambiente e instalações de uso coletivo, podendo contar
com a participação da administração do mesmo.

87
Organização
 A CIPA será composta de representantes do empregador e dos empregados, de acordo
com o dimensionamento previsto no Quadro I desta NR.

 Os representantes dos empregadores, titulares e suplentes serão por eles designados.

 Os representantes dos empregados, titulares e suplentes, serão eleitos em escrutínio


secreto, do qual participem, independentemente de filiação sindical, exclusivamente os
empregados interessados.

 O mandato dos membros eleitos da CIPA terá a duração de um ano, permitida uma
reeleição.

 É vedada a dispensa arbitrária ou sem justa causa do empregado eleito para cargo de
direção de Comissões Internas de Prevenção de Acidentes desde o registro de sua
candidatura até um ano após o final de seu mandato.

 O empregador designará entre seus representantes o Presidente da CIPA, e os


representantes dos empregados escolherão entre os titulares o vice-presidente. 88
Atribuições
 Identificar os riscos do processo de trabalho e elaborar Mapa de Riscos;
 Elaborar plano de trabalho que possibilite a ação preventiva na solução de problemas de
segurança e saúde no trabalho;
 Participar da implementação e do controle da qualidade das medidas de prevenção necessárias;
 Realizar, periodicamente, verificações nos ambientes e condições de trabalho;
 Realizar, a cada reunião, avaliação do cumprimento das metas fixadas;
 Divulgar aos trabalhadores informações relativas à segurança e saúde no trabalho;
 Colaborar no desenvolvimento e implementação do PCMSO e PPRA e de outros programas
relacionados à segurança e saúde no trabalho;
 Participar em conjunto com o SESMT, da análise das causas das doenças e acidentes do
trabalho e propor medidas de solução;
 Promover, anualmente em conjunto com o SESMT, a Semana Interna de Prevenção de
Acidentes do Trabalho - SIPAT;
 Participar, anualmente, em conjunto com a empresa, de Campanhas de Prevenção da AIDS;
 Cabe ao empregador proporcionar aos membros da CIPA os meios necessários ao desempenho
de suas atribuições, garantindo tempo suficiente para a realização das tarefas constantes do
plano de trabalho. 89
Atribuições do Presidente

Convocar os membros para as reuniões da CIPA;


Coordenar as reuniões da CIPA, encaminhando ao
empregador e ao SESMT, as decisões da comissão;
Manter o empregador informado sobre os trabalhos da
CIPA;
Coordenar e supervisionar as atividades de secretária;
Delegar atribuições ao Vice-Presidente.

90
Atribuições do Vice-Presidente

Executar as atribuições que lhe forem


delegadas pelo Presidente;

Substituir o Presidente nos seus


impedimentos eventuais ou nos
afastamentos temporários.

91
Atribuições do Presidente e
Vice-Presidente em conjunto

Cuidar para que a CIPA disponha de condições necessárias


para o desenvolvimento de seus trabalhos;
Coordenar e supervisionar as atividades da CIPA, zelando
para que os objetivos propostos sejam alcançados;
Delegar atribuições aos membros da CIPA;
Promover o relacionamento da CIPA com o SESMT;
Divulgar as decisões da CIPA a todos os trabalhadores da
empresa;
Constituir a Comissão Eleitoral.

92
Atribuições da Secretária

Acompanhar as reuniões da CIPA, e redigir as


atas apresentando-as para aprovação e
assinatura dos membros presentes;

Preparar as correspondências;

Executar as atribuições que lhe forem


atribuídas.

93
Funcionamento

A CIPA terá reuniões ordinárias mensais, de acordo com o


calendário preestabelecido;
As reuniões ordinárias da CIPA serão realizadas durante o
expediente normal da empresa;
As reuniões da CIPA terão atas assinadas pelos presentes;
As reuniões extraordinárias serão realizadas quando houver
denúncia de situação de risco grave e iminente que
determine aplicação de medidas corretivas de emergência,
quando ocorrer acidente grave ou fatal ou quando houver
solicitação expressa de uma das representações.

94
Atribuições

O membro titular perderá o mandato, sendo


substituído pelo suplente, quando faltar a mais de 4
reuniões ordinárias sem justificativa;
No caso de afastamento definitivo do Presidente, o
empregador indicará o substituto, em 2 dias úteis,
preferencialmente entre seus membros;
No caso de afastamento definitivo do Vice-
Presidente, os membros titulares da representação
dos empregados escolherão o substituto, entre seus
titulares, em 2 dias úteis.
95
Treinamento
A empresa deverá promover treinamento para todos os
membros, titulares e suplentes, inclusive a secretária e sua
substituta, antes da posse;
O treinamento deverá conter:
a) estudo do ambiente e condições de trabalho;
b) investigação e análise dos acidentes;
c) noções sobre acidentes do trabalho;
d) noções sobre AIDS;
e) noções sobre legislação trabalhista e previdenciária;
f) princípios gerais de higiene do trabalho;
g) organização da CIPA.
96
Processo Eleitoral

Compete ao empregador convocar eleições para


escolha dos representantes dos empregados da CIPA,
até 60 dias antes do término do mandato em curso.

O Presidente e o Vice-Presidente da CIPA constituirão


dentre seus membros, com no mínimo 55 dias do
início do pleito, a Comissão Eleitoral - C.E., que
será a rsponsável pela organização e
acompanhamento do processo eleitoral.

97
Processo Eleitoral
Condições
 Publicação e divulgação de Edital, no mínimo 45 dias antes da data de
eleição;
 inscrição e eleição individual, sendo que o período mínimo para inscrição
será de 15 dias;
 liberdade de inscrição para todos os empregados da empresa, com
fornecimento de comprovante;
 garantia de emprego para todos os empregados da empresa até a eleição;
 realizar eleição no mínimo 30 dias antes do término do mandato;
 realizar eleição em dia normal de trabalho, respeitando os horários dos
turnos;
 voto secreto;
 apurar os votos em horário normal de trabalho, com acompanhamento de
representantes do empregador, empregados e comissão eleitoral.
98
LEGISLAÇÃO
TRABALHISTA E
PREVIDÊNCIARIA
RELATIVAS A SEGURANÇA
DO TRABALHO

99
a) Leis Constitucionais (CF-88)
* Art. 7º - São direitos dos trabalhadores urbanos e
rurais, além de outros que visem à melhoria de sua
condição social:
XXII - redução dos riscos inerentes aos trabalhos, por
meio de normas de saúde, higiene e segurança do
trabalho;
XXVIII - Seguro contra acidentes do trabalho, a cargo
do empregador, sem excluir a indenização a que este
está obrigado quando incorrer em dolo ou culpa.
100
b) Leis Ordinárias:
Decreto Lei 5452 de 1º de maio de 1943 (Estado Novo
1930-1945)
Capítulo V - DA SEGURANÇA E DA MEDICINA
DO TRABALHO (Arts. 154 a 201) (16 Seções)
Seção IV - DO EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO
INDIVIDUAL DO TRABALHO
Lei 8.212/91 (Plano de Custeio da residência)
101
c) Atos do Poder Executivo - Portarias,
Resoluções.
Portarias MT E nº 3.214 de 08/06/78 (NR’s) e
3.067 de 12/04/88 (NRR’s).
NR 6 - Equipamento de Proteção Individual (EPI).

102
CONSOLIDAÇÃO DAS LEIS
TRABALHISTAS – CLT

(Introdução caps. 1 a 12)

Art 2º - Considera-se empregador ...

* A pessoa física ou jurídica que


contrata mão de obra especializada para
determinado serviço.

103
CONSOLIDAÇÃO DAS LEIS
TRABALHISTAS – CLT

(Introdução caps. 1 a 12)

Art. 3º - Considera-se empregado ...

A pessoa física ou jurídica especializada


para execução dos serviços contratado.

104
CONSOLIDAÇÃO DAS LEIS
TRABALHISTAS - CLT
Capítulo V – (Da Segurança e da Medicina
do Trabalho)
(Arts. 155 a 201)

Art. 155 Incube ao órgão de âmbito


nacional (SSST/M T E ) competente em
matéria de segurança e medicina do
trabalho:
105
I - estabelecer normas ...

II - coordenar, orientar, controlar e


supervisionar a fiscalização...

III - conhecer, em última instância, dos


recursos, voluntários ou de ofício, das
decisões proferidas pelos Delegados
Regionais do Trabalho em matéria de
segurança e medicina do trabalho.
106
Art. 157 - Cabe às
empresas:

I - cumprir e fazer cumprir as normas de segurança


e medicina do trabalho;
II - Instruir os empregados...
III - adotar as medidas que lhes sejam
determinadas pelo órgão regional competente;
IV- facilitar o exercício da fiscalização pela
autoridade competente.

107
Art. 158- Cabe aos
empregados:
I - observar as normas de segurança e
medicina ...

II - colaborar com a empresa na aplicação


dos dispositivos deste capítulo;

108
Parágrafo único:

CONSTITUI ATO FALTOSO


DO EMPREGADO A RECUSA
INJUSTIFICADA:
a) à observância das instruções expedidas
pelo empregador na forma do item II
anterior;
b) ao uso dos equipamentos de proteção
individual fornecidos pela empresa.
109
FUNDAMENTOS DA LEGISLAÇÃO
PREVIDENCIÁRIA
Lei nº 8.213/91

Art. 19 - Acidente do trabalho é o


que ocorre pelo exercício do
trabalho a serviço da empresa ...

110
FUNDAMENTOS DA LEGISLAÇÃO
PREVIDENCIÁRIA
Lei nº 8.213/91

Parágrafo 1º - A empresa é responsável pela


adoção e uso das medidas coletivas e
individuais de proteção a segurança e saúde
do trabalhador.

Lei nº 8.213/91

111
FUNDAMENTOS DA LEGISLAÇÃO
PREVIDENCIÁRIA
Lei nº 8.213/91

Parágrafo 2º constitui Contravenção


Penal, punível com multa, deixar a
empresa de cumprir as normas de
segurança e higiene do trabalho.

Lei nº 8.213/91

112
FUNDAMENTOS DA LEGISLAÇÃO
PREVIDENCIÁRIA
Lei nº 8.213/91

Parágrafo 3º É dever da empresa prestar


informações pormenorizadas sobre os riscos
da operação a executar e do produto a
manipular.

Lei nº 8.213/91

113
FUNDAMENTOS DA LEGISLAÇÃO
PREVIDENCIÁRIA
Lei nº 8.213/91

O Ministério do Trabalho e da
Previdência Social fiscalizará e os
sindicatos e entidades representativas de
classe acompanharão o fiel cumprimento
do disposto nos parágrafos anteriores,
conforme dispuser o regulamento.

114
FUNDAMENTOS DA LEGISLAÇÃO
PREVIDENCIÁRIA
Lei nº 8.213/91

Art. 21 - Equiparam-se também


ao Acidente do Trabalho, para
efeitos desta Lei:

115
FUNDAMENTOS DA LEGISLAÇÃO
PREVIDENCIÁRIA
Lei nº 8.213/91

I - o acidente ligado ao trabalho que,


embora não tenha sido causa única haja
contribuído diretamente para a morte do
segurado, para redução ou perda da sua
capacidade para o trabalho ou produzido
lesão que exija atenção médica para a sua
recuperação;
Lei nº 8.213/91

116
FUNDAMENTOS DA LEGISLAÇÃO
PREVIDENCIÁRIA
Lei nº 8.213/91

II - o acidente sofrido pelo segurado


no local e no horário de trabalho, em
conseqüência de:

Lei nº 8.213/91

117
FUNDAMENTOS DA LEGISLAÇÃO
PREVIDENCIÁRIA
Lei nº 8.213/91

a) ato de agressão, sabotagem ou


terrorismo praticado por terceiro ou
companheiro de trabalho;

b) ofensa física intencional, inclusive de


terceiro, por motivo de disputa relacionada
com o trabalho;
Lei nº 8.213/91

118
FUNDAMENTOS DA LEGISLAÇÃO
PREVIDENCIÁRIA
Lei nº 8.213/91
c) ato de imprudência, de negligência ou de
imperícia de terceiro ou de companheiro de
trabalho;

d) ato de pessoa privada do uso da razão;

e) desabamento, inundação, incêndio e outros


casos fortuitos ou decorrentes de força maior;
Lei nº 8.213/91
119
FUNDAMENTOS DA LEGISLAÇÃO
PREVIDENCIÁRIA
Lei nº 8.213/91
III - a doença proveniente de
contaminação acidental do empregado
no exercício de sua atividade;

IV - o acidente sofrido pelo segurado,


ainda que fora do local e horário de
trabalho:
Lei nº 8.213/91

120
FUNDAMENTOS DA LEGISLAÇÃO
PREVIDENCIÁRIA
Lei nº 8.213/91

a) na execução de ordem ou realização de


serviço sob a autoridade da empresa;

b) na prestação espontânea de qualquer


serviço a empresa para lhe evitar prejuízo
ou proporcionar proveito;

Lei nº 8.213/91
121
FUNDAMENTOS DA LEGISLAÇÃO
PREVIDENCIÁRIA
Lei nº 8.213/91
c) em viagem a serviço da empresa, inclusive para
estudo quando financiada por esta dentro de seus
planos para melhor capacitação da mão-de-obra,
independente do meio de locomoção utilizado,
inclusive veículo de propriedade do segurado;

d) no percurso da residência para o local de trabalho


ou deste para aquela, qualquer que seja o meio de
locomoção, inclusive veículo de propriedade do
segurado (Acidente de Trajeto ou In itinere).
Lei nº 8.213/91
122
FUNDAMENTOS DA LEGISLAÇÃO
PREVIDENCIÁRIA
Lei nº 8.213/91

Parágrafo 1º - Nos períodos destinados a


refeição ou descanso, ou por ocasião da
satisfação de outras necessidades
fisiológicas, no local de trabalho ou durante
este, o empregado é considerado no
exercício do trabalho.

Lei nº 8.213/91

123
FUNDAMENTOS DA LEGISLAÇÃO
PREVIDENCIÁRIA
Lei nº 8.213/91
Art. 22 - A empresa deverá comunicar o
Acidente do Trabalho à Previdência Social até
o 1º dia útil seguinte ao da ocorrência e, em
caso de morte, de imediato a autoridade
competente, sob pena de multa variável entre o
limite mínimo e limite máximo do salário-de-
contribuição, sucessivamente aumentado nas
reincidências, aplicada e cobrada pela
Previdência Social. Lei nº 8.213/91

124
FUNDAMENTOS DA LEGISLAÇÃO
PREVIDENCIÁRIA
Lei nº 8.213/91

Parágrafo 1º - Da comunicação a que se


refere este artigo receberão cópia fiel o
acidentado ou seus dependentes, bem
como o sindicato a que se corresponda
sua categoria.

NSST - 2005 125


FUNDAMENTOS DA LEGISLAÇÃO
PREVIDENCIÁRIA
Lei nº 8.213/91

Parágrafo 2º - Na falta de comunicação


por parte da empresa, podem formaliza-la
o próprio acidentado, seus dependentes, a
entidade sindical competente, o médico
que o assistiu ou qualquer autoridade
pública, não prevalecendo nestes casos o
prazo previsto neste artigo.
Lei nº 8.213/91

126
FUNDAMENTOS DA LEGISLAÇÃO
PREVIDENCIÁRIA
Lei nº 8.213/91

Parágrafo 3º - a comunicação a que se


refere o parágrafo 2º não exime a empresa
pela falta do cumprimento do disposto neste
artigo.

Lei nº 8.213/91
127
Lei nº 8.213/91

Art. 23 - Considera-se como Dia do Acidente, no


caso de doença profissional ou do trabalho, a data
de início da incapacidade laborativa para o
exercício da atividade habitual, ou o dia da
segregação compulsória, ou o dia em que for
realizado o diagnóstico, valendo para este efeito o
que ocorrer primeiro.

128
Lei nº 8.213/91

Art. 118 - O segurado que sofreu acidente


do trabalho tem garantida, pelo prazo
mínimo de doze meses, a manutenção do
seu contrato de trabalho na empresa, após a
cessação do auxílio-doença acidentário,
independentemente de percepção de
auxílio-doença.

129
Lei nº 8.213/91

Parágrafo único - O segurado reabilitado


poderá ter remuneração menor do que na
época do acidente, desde que compensada
pelo valor do auxílio-acidente, referido no
parágrafo 1º do artigo 86 desta Lei.

130
Lei nº 8.212/91 - Plano de Custeio da
Previdência Social

Art. 22 - A contribuição a cargo da


empresa, destinada à Seguridade Social,
além do disposto no artigo 23, é de:

131
Lei nº 8.212/91 - Plano de Custeio da
Previdência Social

I - 20% (vinte por cento) sobre o total das


remunerações pagas ou creditadas, a
qualquer título, no decorrer do mês, aos
empregados, empresários, trabalhadores
avulsos e autônomos que lhe prestem
serviços:

132
Lei nº 8.212/91 - Plano de Custeio da
Previdência Social

II - para o financiamento da complementação


das prestações por acidente do trabalho, dos
seguintes percentuais, incidentes sobre o total
das remunerações pagas ou creditadas, no
decorrer do mês, aos segurados empregados e
trabalhadores avulsos:

133
Lei nº 8.212/91 - Plano de Custeio da
Previdência Social

a) 1% (um por cento) para as empresas em cuja


atividade preponderante o risco de acidentes do
trabalho seja considerado leve;
b) 2% (dois por cento) para as empresas em cuja
atividade preponderante esse risco seja
considerado médio;
c) 3% (três por cento) para as empresas em cuja
atividade preponderante esse risco seja
considerado grave.
134