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UNIP-UNIVERSIDADE PAULISTA

EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA CURSO


PEDAGOGIA

ASPECTOS PATOLÓGICOS NA EDUCAÇÃO INCLUSIVA (AUTISMO, SÍNDROME


DE DOWN, PARALISIA CEREBRAL, DEFICÊNCIA VISUAL, DEFICIÊNCIA
AUDITIVA, TDAH ETC.).

EDUCAÇÃO ESPECIAL NO BRASIL:


AVANÇOS, DESAFIOS E POSSIBILIDADES.

PEDROSO, CARLA DOS SANTOS RA: 1950199

SÃO LEOPOLDO – RS
INTRODUÇÃO

O presente trabalho de pesquisa busca ponderar a respeito da educação especial


na perspectiva da educação inclusiva, no Brasil. A educação especial é uma
“modalidade de ensino transversal” da educação brasileira, entendemos como
modalidade de ensino a necessidade de adequação curricular, isto é, toda vez que o
currículo precisa ser adaptado, afim de atender os educandos que, por suas condições
cognitivas, físicas e sensoriais, não conseguem acompanhar o currículo regular, já o
termo transversal, significa que perpassa por todos os níveis de ensino, educação
básica, EJA, educação profissional técnica e também no ensino superior. A Lei
Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência em seu Art. 2º, salienta que:
Considera-se pessoa com deficiência aquela que tem impedimento de longo
prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, o qual, em interação
com uma ou mais barreiras, pode obstruir sua participação plena e efetiva na
sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas. (BRASIL,
2015. p.1)
A partir dessas definições, torna-se importante elucidar sobre quem é o público
alvo da educação especial, será que ainda estamos presos ao estigma da
anormalidade? Um padrão esperado como perfil de aluno ideal? Refletir a respeito das
definições dos conceitos de exclusão, segregação, integração e inclusão. Analisar o
contexto histórico da educação especial, bem como os vários movimentos que
aconteceram ao longo da história.
É de suma importância entender quais são esses movimentos e porque eles
existem, para identificar e evitar possíveis equívocos ao julgar questões que
referenciam o histórico da Educação Especial no nosso país.
No Brasil, documentos como a Declaração Mundial de Educação para Todos
(1990), Declaração de Salamanca (1994), a política nacional de educação especial na
perspectiva da inclusão (2008), ressaltam a importância de respeitar o sujeito em sua
totalidade, considerar e valorizar suas características e especificidades próprias,
aceitar que somos todos diferentes, para então valorizar e potencializar essas
diferenças, afim de assegurar uma educação inclusiva, equitativa e de qualidade.
No decorrer dos capítulos do presente trabalho, serão trazidas algumas das
principais reflexões do contexto histórico da educação de alunos com necessidades
educacionais especiais (NEE), bem como, o público alvo da educação especial, o que
é uma pessoa com deficiência, acessibilidade, tecnologia assistiva (TA), formação e
capacitação de docentes, qualidade do ensino e da aprendizagem, adaptação
curricular, atendimento educacional especializado (AEE), além dos principais
conceitos, políticas e marcos regulatórios relacionados a educação especial no Brasil.

Por meio desse trabalho, que tem como tema “a educação especial, na
perspectiva da educação inclusiva”, objetivo analisar quais os avanços, desafios e
possibilidades que pessoas com deficiência encontram ao longo da luta que percorrem
para garantir seus direitos básicos como pessoa, que é o direito à educação, direito à
igualdade, direito à dignidade.
Percebe-se o quanto é desafiador, importante e de muita responsabilidade, por
parte das escolas, pois a escola não se caracteriza mais como aquela que apenas
transmite conteúdos, a função da escola também é social, pois possui significativa
influência na formação de cidadãos socialmente responsáveis, que respeitem as
diferenças e que contribuem para a evolução de um país mais justo e solidário. Há
uma série de aspectos relevantes que nos levam a identificar a educação especial
como uma questão a ser mais discutida no meio acadêmico.
A metodologia do trabalho será focada em referenciais teóricos diversos, com
ênfase em documentos importantes e norteadores que embasam a Educação Inclusiva
no Brasil, como a Declaraçãoo de Salamanca (1994), Política Nacional de Educação
Especial (1994) e a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (2009).
Além disso, também será realizada leitura de artigos, livros e pesquisas virtuais
em mídias digitais com fontes cientificas confiáveis, afim de garantir qualidade e
veracidade nas informações apresentadas nesta monografia.

Palavras-chave: Educação especial. Inclusão. Pessoas com Deficiência.


INTENÇÕES DE PESQUISA

BRASIL. Declaração de Salamanca e linha de ação sobre necessidades educativas


especiais. Brasília: UNESCO, 1994.

BRASIL. Ministério da Educação. Plano de Desenvolvimento da Educação:razões,


princípios e programas. Brasília: MEC, 2007.

BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Especial. Política Nacional


de Educação Especial na perspectiva da Educação Inclusiva. Brasília:
MEC/SEESP, 2008.

CONSTITUIÇÃO, República Federativa do Brasil. Brasília, 1988.

Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Lei nº 9.394/96. Estabelece as diretrizes e


bases da educação nacional. Brasília: Senado Federal, 1996.

MAZZOTTA, Marcos J. S. Educação Especial no Brasil: História e políticas públicas.


4ª ed. São Paulo: Cortez, 2003.

MANTOAN, Maria Teresa Eglér. Inclusão Escolar: O que é? Por quê? Como fazer?
São Paulo: Moderna, 2004. Inclusão: a escola está preparada para ela? Revista Nova
Escola: Inclusão. Brasília. 20, n. 182, 2005.

ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS. Convenção sobre os Direitos das Pessoas


com Deficiência, 2006.

SILVEIRA BUENO, J. G. Educação especial brasileira: integração /segregação do


aluno diferente. São Paulo: EDUC, 1993.

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