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INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DA

BAHIA
CÂMPUS FEIRA DE SANTANA

Aluna: Rebeca Maciel Moreira Série: 2º Curso: Eletrotécnica

ATIVIDADE FÍLMICA – FORMIGUINHA “Z”

A sociedade onde vive a formiguinha Z, principal personagem do filme


tem um governo monárquico divido em três principais classes sociais: operários
e soldados, a nobreza composta principalmente pelos comandantes do
exército, e a rainha junto com a família real. Uma pirâmide social semelhante a
da época do feudalismo com exceção do clero. É impossível nesta sociedade
alguma formiga realizar ascensão de classe, visto que cada uma delas está
destinada a morrer na mesma classe que nasceu.

Na perspectiva de Durkheim está sociedade seria considerada primitiva,


apesar do grande número de habitantes o que prevalece nela é a consciência
coletiva, o que permite que a sociedade fique coesa, deste modo as formigas
naquela sociedade eram facilmente controladas por seus superiores e teriam
bastante semelhança entre si. É perceptível essa predominância da
consciência coletiva na cena anterior a formação da bola de demolição com as
próprias formigas, onde em uma conversa entre Asteca e Z, ela diz que ele é
insignificante na colônia, mas todas as formigas juntas significam bastante. E
também em outro momento do filme em que o General diz: “O que vale é a
colônia”. Mesmo que naquela sociedade havia uma divisão social do trabalho,
era pequena, e aquela sociedade não era industrializada, logo esta divisão não
era o critério que gerava coerção na colônia.

Operários tanto como soldados que estão na base da pirâmide social,


recebem as ordens de seus superiores (o General e a família real,
principalmente a Rainha), sem questionar o real malefício ou beneficio que
aquela ordem pode causar em si, só realizam julgamentos pensando no
coletivo. Visto tudo isto que é demonstrado no filme, nesta sociedade
predomina a solidariedade mecânica, uma união exterior entre as formigas
causada pela predominância da consciência coletiva.
O único ser inicialmente daquela sociedade que demonstra sua
consciência individual é a formiga Z. É possível perceber isto na cena inicial do
filme, em que ele aparenta estar fazendo uma consulta com um analista ou um
psicólogo, e expressa sua indignação na dificuldade que tem de poder
demonstrar sua consciência individual na colônia.

Na cena em que Z e seu irmão estão conversando no bar da colônia, o


irmão diz: “As formigas dominam o planeta Terra”, esta fala da uma ideia
positivista de que a sociedade das formigas é superior a todas as demais, e
portanto as outras devem copiá – la.

No bar da colônia, Z escuta outra formiga se referir a uma sociedade


chamada “Insetopia” onde todos seriam livres e não precisariam obedecer a
regras, logo nesta sociedade a consciência individual prevalece. Para Z essa
seria a sociedade ideal na qual ele poderia manifestar sua individualidade, mas
ele mesmo julga tudo isto impossível. Provavelmente o nome desta sociedade
faz referência ao livro “A Utopia” de Thomas More.

Ao decorrer do filme é possível perceber a mudança em algumas


formigas que passam a expressar sua consciência individual acima da coletiva
graças à influência de Z. Na cena após o fim da batalha das formigas com os
cupins, Barbeitos minutos antes de sua morte aconselha Z dizendo: “Não
cometa o meu erro rapaz, não cumpra ordens a vida inteira, pense por você
mesmo”.

Posteriormente, ao final do filme, já quando o formigueiro foi alagado,


percebe-se uma maior predominância da consciência individual naquela
sociedade das formigas onde Z vive, e a permissão para exercer esta
consciência livremente. Entretanto continua a ser uma sociedade arcaica onde
entre as formigas existe uma solidariedade mecânica, só que agora com mais
formigas exercendo sua consciência individual. É perceptível isso na cena em
que as formigas que deviam ser eliminadas segundo o General para se criar
uma sociedade superior, estão quase sendo afogadas e os soldados
desobedecem à ordem do General e vão ajudar as demais formigas que estão
correndo risco de morte. E também nos minutos finais do filme Z diz: “Encontrei
meu lugar, mas agora foi eu que escolhi”, mostrando sua felicidade em poder
exercer sua consciência individual, sem ser reprimido e receber sansões legais.

Além disso, também na perspectiva de Durkheim, o trabalho realizado


pelos operários e soldados pode ser considerado um fato social naquela
sociedade. Pois ocorre de maneira generalizada afetando a maioria das
formigas que habitam aquele formigueiro, principalmente as da base da
pirâmide social que são a maioria. É exterior ao individuo, pois vai além da
consciência individual das formigas, antes mesmo delas nasceram àquelas
regras já existiam e elas não têm livre arbítrio para escolher trabalhar ou não,
nem direito de opinar sobre.

E também porque é coercitivo, já que o trabalho é algo impositivo


naquela sociedade, caso a formiga não se submeta está destinadas a sofrer
punições legais por não cumprir o seu trabalho, como pode ser percebido numa
cena do filme onde o inspetor repreende o irmão de Z dizendo: “Quem não
conseguir cumprir sua cota, será rebaixado”, e após isto repreende Asteca, a
amiga de Z dizendo: “E que tal melhorar seu modo tirando a sua ração de
hoje?”; ambas as falas do inspetor são vistas como sanções legais naquela
sociedade.

Este fato social também pode ser considerado normal segundo


Durkheim, pois desempenha uma importante função social naquele formigueiro
para a evolução, crescimento e proteção do mesmo. Além de representar um
consenso social das formigas, pois prevalece à vontade coletiva, logo se
encontra generalizado dentro do formigueiro.

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