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Índice

Introdução........................................................................................................................................4
Objectivos:.......................................................................................................................................5
Objectivos Gerais do 1º Ciclo..........................................................................................................6
Frase simples e frase complexa.......................................................................................................8
Orações coordenadas.......................................................................................................................9
Coordenadas aditivas.......................................................................................................................9
Coordenadas adversativas..............................................................................................................10
Coordenadas alternativas...............................................................................................................10
Funções não consensuais...............................................................................................................10
Coordenadas conclusivas...............................................................................................................10
Coordenadas causais-explicativas.................................................................................................11
Coordenadas distributivas..............................................................................................................11
Coordenadas disjuntivas................................................................................................................11
Orações subordinadas...................................................................................................................12
Orações subordinadas adjectivas...................................................................................................13
Adjectivas explicativas..................................................................................................................13
Adjectivas restritivas.....................................................................................................................13
Orações subordinadas substantivas................................................................................................14
Substantivas subjectivas................................................................................................................14
Substantivas objectivas directas....................................................................................................14
Substantivas objectivas indirectas.................................................................................................15
Substantivas completivas nominais...............................................................................................15
Substantivas predicativas...............................................................................................................15
Substantivas apositivas..................................................................................................................16
Orações subordinadas adverbiais...................................................................................................16
Adverbiais causais.........................................................................................................................18
Adverbiais consecutivas................................................................................................................18
Adverbiais condicionais.................................................................................................................18
Adverbiais concessivas..................................................................................................................19
Adverbiais conformativas..............................................................................................................19
Adverbiais comparativas...............................................................................................................19
Adverbiais finais............................................................................................................................20
Adverbiais temporais.....................................................................................................................20
Adverbiais proporcionais...............................................................................................................20
Conclusão......................................................................................................................................21
Referências bibliográficas.............................................................................................................22
Introdução
O presente trabalho trata sobre a pertinência do estudo das orações coordenadas e subordinadas
no 1° Ciclo do Ensino Secundário. O autor primeiro faz a menção dos objectivos gerais do 1
ciclo para mostrar que e interessante o estudo das orações neste ciclo visto que o aluno deve
reunir competências básicas de formação de frase, produção de textos, analise e interpretação de
diferentes conteúdos e sua preparação para o pré universitário.
Toda comunicação verbal (oral ou escrita) tem sua expressão básica na frase, que, por sua vez, se
compõe de uma ou mais palavras. As palavras empregadas pelo falante e/ou escrevente devem
ser seleccionada e ordenadas para formar adequadamente o sentido de cada frase. Sem a selecção
e a ordenação das palavras não haverá comunicação suficiente entre o emissor e o receptor.
Uma nomenclatura inútil, saiba que um bom domínio sobre estes conceitos pode ser fundamental
para a melhor interpretação de texto e, consequentemente, para escrever melhor, pois te ajuda a
escolher melhor os elementos de coesão que qualquer texto exige.
Além disso, é uma matéria bastante cobrada em processos seletivos (vestibulares, ENEM,
concursos públicos, etc.). Nem sempre o domínio da nomenclatura é exigida, mas você precisa
entender dela para responder a determinadas questões.

Objectivos:

Objectivo Geral
Compreender a pertinência do estudo das orações coordenadas e subordinadas no 1°
Ciclo do Ensino Secundário.
Objectivos Específicos
Explicar a pertinência do estudo das orações coordenadas e subordinadas no 1° Ciclo do
Ensino Secundário;
Descrever formas de empregue das orações coordenadas;
Descrever formas de empregue das orações subordinadas.

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Objectivos Gerais do 1º Ciclo
O 1º Ciclo visa aprofundar as competências adquiridas no Ensino
Básico, preparar os alunos para continuar os estudos no 2º ciclo e para a inserção no mercado de
trabalho e auto-emprego.
No final do 1º Ciclo do Ensino Secundário Geral, o aluno deve ser capaz de:
a) Comunicar fluentemente, oral e por escrito, em língua portuguesa;
b) Reconhecer a importância das línguas moçambicanas, como contributo para o
desenvolvimento da sua comunidade;
c) Comunicar, oralmente e por escrito, em língua inglesa e francesa, num nível elementar, em
diferentes situações de comunicação;
d) Reconhecer a importância da língua de sinais na comunicação com os portadores de
deficiência auditiva;
e) Utilizar as diversas linguagens simbólicas, relacionando-as com o contexto;
f) Desenvolver pequenos trabalhos de pesquisa e apresentar os relatórios numa linguagem clara,
coerente e objectiva;
g) Usar estratégias de aprendizagem adequadas nas diferentes áreas de estudo, ser empreendedor,
criativo, crítico e auto-confiante ao desenvolver tarefas ou resolver problemas, no ambiente
escolar e fora deste;
h) Aplicar os conhecimentos adquiridos e as tecnologias a eles associados na solução de
problemas da sua família e da comunidade, contribuindo assim para a melhoria da qualidade da
sua vida e da sua família;
i) Reconhecer a diversidade cultural do país incluindo a linguística, religiosa, e política,
aceitando e respeitando os membros dos grupos distintos do seu, desenvolvendo acções
concretas que visam o respeito a preservação do património cultural;
j) Manifestar sentimentos de empatia, solidariedade, honestidade e humildade.
k) Comportar-se de forma responsável em relação à sexualidade e saúde reprodutiva;
l) Prestar os primeiros socorros e agir correctamente em situações de perigo, acidentes e
calamidades naturais.

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Competências a desenvolver no ESG
O Currículo do ESG proporcionará ao jovem um conjunto de competências (conhecimentos,
habilidades, e valores) para enfrentar com sucesso exigências complexas ou a realização de
tarefas, na vida quotidiana. Neste contexto, as competências necessárias para a vida referem-se
ao conjunto de recursos, isto é, saberes, capacidades, comportamentos e informações que
permitem ao indivíduo tomar decisões informadas, resolver problemas, pensar critica e
criativamente, relacionar-se com os outros e manifestar atitudes responsáveis para com
a sua saúde e da sua comunidade.
O desenvolvimento de competências é um exercício que deverá estar presente em todos os
momentos da vida do aluno, quer na sala de aula ou fora e, por esta razão a sua abordagem é feita
de forma transversal.
Para o ESG foram identificadas competências consideradas cruciais para o bem estar do
indivíduo no mundo actual, como sejam:
a) Comunicação nas línguas moçambicana, portuguesa, inglesa e francesa;
b) Desenvolvimento da autonomia pessoal e auto-estima, de estratégias de aprendizagem e busca
metódica de informação em diferentes meios e uso de tecnologia;
c) Desenvolvimento do juízo crítico, rigor, persistência e qualidade na realização e apresentação
dos trabalhos;
d) Resolução de problemas que reflectem situações quotidianas da vida económica social do país
e do mundo;
e) Desenvolvimento do espírito de tolerância e cooperação e habilidade para se relacionar bem
com os outros;
f) Uso de leis, gestão e resolução de conflitos;
g) Desenvolvimento do civismo e cidadania responsáveis;
h) Adopção de comportamentos responsáveis em relação à sua saúde e da comunidade bem
como em relação ao álcool, tabaco, e outras drogas;
i) Aplicação da formação profissionalizante na redução da pobreza;
j) Capacidade de lidar com a complexidade, diversidade e mudança;
k) Desenvolvimento de projectos e estratégias de implementação individualmente ou em grupo.
l) Adopção de atitudes positivas em relação aos portadores de deficiências, idosos e crianças.

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As competências (conhecimentos, habilidades e valores) acima definidas, fornecem instrumentos
necessários para que o jovem continue a aprender ao longo da sua vida e a resolver com sucesso
os problemas.

Língua Portuguesa
O Português é a língua oficial e de ensino que visa desenvolver competências (Linguística e
Comunicativa) que permitam ao aluno uma integração plena na vida social, cultural, económica
e política do país e do mundo.
A nível do ESG a disciplina de Língua Portuguesa visa desenvolver nos alunos competências que
lhes permitam:
• Usar o Português de forma interactiva, de modo a ter umaparticipação activa, reflexiva , moral
e civicamente correcta em contextos sócio-cultural, político e económico do país e do mundo;
• Comunicar-se fluentemente, oralmente e por escrito, em vários contextos relevantes da vida,
tais como a família, escola, comunidade e no emprego;
• Usar o Português como instrumento de compreensão da realidade, de acesso ao conhecimento e
à informação, explorando as novas formas de interacção proporcionadas pelas Tecnologias de
Informação e Comunicação;
• Utilizar o Português como instrumento de unificação e de consolidação da unidade e
consciência nacional e de manifestação de amor patriótico e orgulho de ser moçambicano;
• Desenvolver o hábito e o gosto pela leitura de obras especialmente de autores moçambicanos,
dos Países Africanos de Expressão Portuguesa (PALOPs) e da Comunidade dos Países de Língua
Portuguesa (CPLP).
Neste ciclo, particular atenção será dada à valorização da literatura moçambicana, contribuindo
assim para a preservação do património cultural, e para a construção da identidade nacional.

Frase simples e frase complexa

Frase: unidade de discurso com uma organização sintáctica com sentido, iniciada com

maiúscula e finalizada com sinal de pontuação forte.

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Frase Simples: constituída por uma ou mais palavras com ou sem grupo verbal – uma

oração.

Frase Complexa: frase com mais do que um grupo verbal – duas ou mais orações.

Orações coordenadas
As orações coordenadas são as que funcionam com um sentido completo, sem depender de
um complemento.
Mesmo dentro de um grupo oracional ou período composto (período que contém múltiplas
orações), as orações coordenadas não necessitam da interferência de outras orações para que
ela carregue sentido. Alguns exemplos de orações coordenadas:
“Chegamos tarde. Não assistimos a todo o filme. Vimos o mais interessante dele.”
“Chegamos tarde e não assistimos a todo o filme, mas vimos o mais interessante dele.”
Quando o período tem apenas uma oração coordenada com sentido pleno, chamamos de período
simples. Mas a oração coordenada pode vir acompanhada de outras orações, adicionando 
detalhes a ela, mas não haverá interferência no sentido individual de cada oração.
Por exemplo:
“Ontem choveu.” (período simples) “Ontem choveu, mas não estava na previsão.” (período
composto)
A frase poderia ser: “Ontem choveu. Não estava na previsão”. Consegue perceber
a autonomia das duas orações?
As orações coordenadas podem ou não estar separadas por conjunções. Quando as orações não
são regidas por conjunção, elas são chamadas de orações coordenadas assindéticas. Quando
são regidas por conjunção, são chamadas de orações coordenadas sindéticas. Exemplos:
“Ela terminou o trabalho. Foi embora mais cedo.” (assindética)
“Ela terminou o trabalho e foi embora mais cedo.” (sindética)
As conjunções podem estabelecer 3 funções semânticas em uma oração coordenada: a função
aditiva, a função adversativa e a função alternativa.

Coordenadas aditivas

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A função aditiva é quando a conjunção acrescenta ou, como o nome sugere, adiciona detalhes a
outra. As conjunções que marcam a função aditiva são “e” ou “nem”. Exemplos:
“Ana estuda e trabalha.” “Carlos não ajuda nem se empenha.”

Coordenadas adversativas
A função adversativa é quando a conjunção é usada para contrapor ou dar ideia de oposição ao
conteúdo da oração anterior. É marcada pelas conjunções “mas”, “porém”, e “no entanto” ou
“senão”. Exemplos:
“Ela não brincava senão com os cachorros.” “Junior fez um escândalo, mas não chamou tanta
atenção.”

Coordenadas alternativas
A função alternativa é quando a conjunção expressa alternância, ou seja, que uma das
alternativas irá excluir  ou anular a outra. É marcada pela conjunção “ou”. Exemplos:
“Ou eu estudo ou eu trabalho.” “É pegar ou largar.”

Funções não consensuais


Algumas funções são motivos de conflito entre teóricos, pois estão na intersecção entre as
orações coordenadas e as subordinadas, já que aparentam estabelecer uma relação de
dependência entre as orações.
A gramática tradicional incluiu as funções conclusiva e causal-explicativa entre as funções dos
conectores coordenativos. No entanto, por estrapolarem as fronteiras das orações, afirma que não
devem ser rigorosamente consideradas.

Coordenadas conclusivas
A função conclusiva diz respeito às conjunções que introduzem uma conclusão ou consequência
complementares à outra oração. É marcada pelas conjunções “pois”, “porque”, “por isso”,
“portanto”, “então”, “logo”, “assim”, “sendo assim”, entre outras. Exemplos:
“Você já me enganou antes, portanto estou atento.” “Trabalhou como nunca. Conseguiu, pois, a
promoção.”

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Coordenadas causais-explicativas
A função causal-explicativa corresponde às conjunções que introduzem uma justificativa
referente à oração anterior. É marcada pelas conjunções “que”, “porque”, “porquanto” e  também
por “pois”. “Vou encerrar, que estamos todos cansados.” “Maria está triste porque foi mal no
teste.”
A relação de dependência que elas aparentam ter é apenas em relação ao sentido do texto
completo. Por isso elas se encaixam mais nas orações coordenadas do que nas subordinadas.
Há, ainda, as funções distributivas e disjuntivas, que são os períodos compostos cujos
conectivos ligam unidades que reiteram, equilibradamente, a oração antecedente, para
estabelecer um sentido de condição, alternativa, concessão ou temporalidade. Não há
consenso sobre elas, pois também aparentam relação de dependência.

Coordenadas distributivas
As distributivas repetem, anaforicamente, uma determinada conjunção no início da primeira
oração e na oração composta por coordenação. Como os conectores “ora […] ora”, “já […] já”,
“quer […] quer”, “seja […] seja”, “parte […] parte”. Exemplos:
“Ora se fecha e não se sabe o que pensa, ora se expõe mais do que deveria.”
“Ela não se ilude, seja pelas suas próprias expectativas, seja pelas dos outros.”
Coordenadas disjuntivas
As disjuntivas têm a mesma disposição das distributivas, mas os termos usados no início da
primeira oração e da composta por coordenação são diferentes, como “este […] aquele”, “um
[…] outro”.  Exemplos:
“Uns viciam em café, outros em álcool.” “Este não dorme porque não quer, aquele se irrita se
não o deixam dormir.”
Alguns gramáticos classificam as distributivas e as disjuntivas dentro da função alternativa, e
não necessariamente deixam de ser, elas apenas se diferenciam daquelas por terem uma estrutura
que parece criar uma certa dependência, mas não são dependentes por completo, pois também
funcionam assindéticamente.

Quadro das Principais Conjunções e Locuções Conjuncionais Coordenativas


DESIGNAÇÃO CONJUNÇÕES LOCUÇÕES
Copulativas e, também, nem, não só… mas também

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que(=e) não só como… também
(indicam adição)
tanto… como
mas, porém,
Adversativas todavia, contudo, não obstante, no entanto, apesar
entretanto, disso, ainda assim, mesmo assim,
(indicam oposição) que(=mas), e de outra sorte, ao passo que
(=mas)
Disjuntivas
ora... ora, ou... ou, quer… quer,
Ou, que (=ou) seja... seja, nem… nem, já… já,
(indicam distinção ou
seja... ou
alternativa)
Explicativas
pois, porquanto,
(exprimem uma explicação  
ou justificação de que (=pois)
afirmações feitas)
Conclusivas
por conseguinte
(exprimem a conclusão ou
logo, portanto, pois por consequência
a consequência que se pode
retirar de uma afirmação
pelo que
feita)

Orações subordinadas
As orações subordinadas, ao contrário das coordenadas, são orações que não possuem um
sentido completo individualmente, portanto sempre serão constituídas de pelo menos duas
orações, uma principal e uma subordinada à principal. Exemplo:
“Vou ao mercado sozinha [oração principal] se meu marido não acordar [oração
subordinada].”
As conjunções que ligam uma oração principal (a que contém a informação ou o verbo
principal do período) à oração subordinada (a que está servindo de complemento à principal) são
chamadas de conjunções integrantes. São comuns, às orações subordinadas, as conjunções
integrantes “se” e “que”.

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É necessário, no mínimo, haver duas orações em um grupo oracional para configurar
orações subordinadas, por isso elas sempre formarão períodos compostos.   As orações
subordinadas são classificadas em 3 tipos:  adjectivas, substantivas e adverbiais, cada uma com
sua subdivisão.

Orações subordinadas adjectivas


As orações subordinadas adjectivas são divididas em 2 tipos:  explicativas e restritivas. Como
o nome sugere, elas têm função de adjectivo, ou seja, acrescentam características relacionadas ao
verbo da oração principal.  Elas não são ligadas por conjunções, mas por pronomes relativos 
(que, quem, quando, cujo, cuja, o qual, a qual, onde).

Adjectivas explicativas
As orações subordinadas adjectivas explicativas são as que se ligam à oração principal
por pronomes relativos que indicam explicação  (não diga). Exemplo:
“Os maratonistas,  que chegaram antes do tumulto, foram dispensados.”
A oração principal não precisa, necessariamente, estar antes da subordinada, como o caso
da frase acima, em que a oração principal é “os maratonistas foram dispensados”. A oração
subordinada, neste caso, está no meio da oração principal.
O fato de a oração subordinada estar entre vírgulas, no exemplo acima, estabelece o sentido de
que o pronome “que” é de explicação. Os maratonistas foram dispensados, o fato de eles terem
chegado antes do tumulto foi uma explicação, um acessório, um detalhe geral, em relação
a todos estes maratonistas mencionados.

Adjectivas restritivas
As orações subordinadas adjectivas restritivas se ligam à oração principal por um pronome
que indica uma restrição  (ah vá). Exemplo:
“Os maratonistas que chegaram antes do tumulto foram dispensados.”
Parece ser a mesma frase, mas, neste caso,  a ausência da vírgula deu outro sentido à frase,
porque o pronome “que” da oração subordinada restringiu a desapensação apenas aos
maratonistas que chegaram antes do tumulto, ou seja, nem todos foram dispensados, apenas os
que chegaram antes do tumulto.

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Em outras palavras: se tem vírgula, é adjectiva explicativa (não restringe, por isso diz
respeito a um todo); se não tem vírgula, é adjectiva restritiva (restringe, por isso diz
respeito a uma parcela). Portanto, dependendo do sentido que se quer estabelecer, a vírgula é
determinante.
Dica: se surgir dúvidas se o conectivo “que” é um pronome relativo ou não,   procure substituí-lo
por “o qual”/ “a qual” ou “os quais”/”as quais”. Se a substituição fizer sentido,  é pronome
relativo, ficando mais fácil identificar que é oração subordinada adjectiva. Exemplo:
“Esta é a casa que construí.” “Esta é a casa a qual construí.”

Orações subordinadas substantivas


As orações subordinadas substantivas são classificadas em 6 tipos:  subjectivas, objectivas
directas, objectivas indirectas, completivas nominais, predicativas e apositivas, tudo
dependendo da função que o complemento carrega.

Substantivas subjectivas
As orações subordinadas substantivas subjectivas são aquelas em que a oração subordinada
têm função de sujeito da principal. Exemplo:
“É óbvio [oração principal]  que todos serão bonificados  [oração subordinada].”
Repare que o primeiro verbo (é) não tem sujeito. Quem é óbvio? O que é óbvio? A resposta está
na oração subordinada: “que todos serão bonificados”. A oração subordinada é, portanto, sujeito
da principal, por isso o nome de substantiva subjectiva. Resumindo: não encontrou sujeito na
oração principal? O sujeito é a oração subordinada.

Substantivas objectivas directas


As orações subordinadas substantivas objectivas directas são aquelas em que a oração
principal termina com um verbo transitivo directo, ou seja, verbo que dispensa preposição
antes do complemento, e a oração subordinada é complemento desse verbo. Exemplo:
“Elas deduzem [oração principal]  que serão criticadas  [oração subordinada].”
O verbo “deduzir” é transitivo directo, ou seja, quem deduz, não deduz de algo nem
deduz em algo nem a algo, mas simplesmente deduz algo  (o “algo” no exemplo acima é “que

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serão criticadas”). Quando o verbo não demanda preposição antes do complemento, é objecto
directo, por isso a oração é chamada substantiva objectiva directa.

Substantivas objectivas indirectas


As orações subordinadas substantivas objectivas indirectas são aquelas em que a oração
principal termina com um verbo transitivo indirecto, ou seja, verbo que exige a preposição
antes do complemento, e a oração subordinada é complemento desse verbo. Exemplo:
“O chefe gosta [oração principal]  de que sejamos pontuais  [oração subordinada] ”.
A frase parece estranha, mas porque estamos acostumados a falar do jeito errado. O verbo
“gostar” é transitivo indirecto, ou seja, quem gosta não gosta algo, mas gosta de algo. Perceba
como a preposição “de” é necessária. Por ter preposição antes do complemento (“algo”), é
objecto indirecto, por isso a oração é chamada de substantiva objectiva indirecta.

Substantivas completivas nominais


As orações subordinadas substantivas completivas nominais são as que complementam um
substantivo abstracto da oração principal e são sempre regidas por preposição, o que
caracteriza um complemento nominal (se diferenciam das objectivas indirectas porque são
complemento de substantivo, não de verbo). Exemplo:
“Eu tenho certeza [oração principal]  de que serei aprovado  [oração subordinada].”
O substantivo “certeza” é abstracto, porque não é palpável, e pede uma preposição, porque quem
tem certeza, tem certeza de algo. O complemento “de que serei aprovado” está se referindo ao
substantivo abstracto “certeza”. Logo, se o complemento é nominal, a oração é  substantiva
completiva nominal.

Substantivas predicativas
As orações subordinadas substantivas predicativas são as que complementam o sujeito  (não
o verbo, nem o substantivo). A oração principal, nas predicativas, termina com um verbo de
ligação, e a oração subordinada, seu complemento, se refere ao sujeito da oração principal.
Exemplo:
“O fato é [oração principal]  que brasileiro teima muito  [oração subordinada].”

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O sujeito da frase é “o fato”, e o complemento “que brasileiro teima muito” diz respeito ao
sujeito. O verbo de ligação (neste caso: “é”) ajuda muito a identificar quando a oração
é substantiva predicativa, pois está presente em todas elas.

Substantivas apositivas
As orações subordinadas substantivas apositivas, são as que têm função de aposto, servindo
para explicar, esclarecer, desenvolver ou detalhar a oração principal. Exemplo:
“Um desejo predomina entre as mulheres:  que não sejam assediadas ou abusadas.”
Neste caso é mais simples identificar, pois a substantiva apositiva sempre estará posicionada
após dois pontos (:).

Orações subordinadas adverbiais


Quadro das Principais Conjunções e Locuções Conjuncionais Subordinativas
DESIGNAÇÃO CONJUNÇÕES LOCUÇÕES
antes que, depois que, logo que, assim que,
quando, enquanto,
Temporais desde que, até que, primeiro que, sempre que,
apenas, mal, como,
(indicam tempo) todas as vezes que, tanto que, à medida que, ao
que (=desde que)
passo que
porque, pois,
Causais
porquanto, que visto que, já que, por isso que, pois que, uma
(indicam a causa ou o
(=porque), vez que
motivo)
como(=porque)
Finais
que (=para que) A fim de que, para que, por que
(designam o fim)

A não ser que, desde que, no caso que,


Condicionais
se, caso contanto que, na condição de, salvo se, se não,
(exprimem uma condição)
sem que, dado que, a menos que, excepto se

Integrantes (que integram


que, se  
ou completam)
Comparativas Como, segundo, Como…assim, assim como… assim, assim

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como… assim também, bem como, que nem,
conforme, que, segundo... assim, consoante… assim,
(estabelecem uma
qual (antecedida conforme… assim, tão/tanto… como, como se,
comparação)
de tal) do que (depois de mais, menos, maior, menor,
melhor, pior)
Que (combinada com tal, tanto,  tanto, tão ou
Consecutivas
tamanho, de tal maneira, de tal modo, de tal  
(exprimem consequência)
sorte presentes ou latentes na oração anterior)
Concessivas
Embora, Ainda que, posto que, mesmo que, se bem que,
(apresentam facto contrário à
conquanto, por mais que, por menos que, apesar de (que),
acção principal, mas incapaz
que ( =ainda que) nem que
de impedi-la)
Explicativa
Obs.:Delimitadas por vírgula
s
Relativas que
Obs.: não são assinaladas por vírgulas, mudam
Restritivas
o sentido à frase
De Sempre assinaladas por vírgula e são caracterizadas pelos verbos.
infinitivo Exemplos:
De
Reduzidas Antes de chegar, telefonou ao irmão.
particípio
De Feitas as contas, ainda lhe sobrava muito dinheiro.

gerúndio Andando pela rua, encontrei uma moeda.


 

As orações subordinadas adverbiais funcionam como adjunto adverbial para a oração


principal. Adjuntos adverbiais são termos que alteram o sentido de um verbo, acrescentando uma
informação de circunstância a ele.
São 9 os tipos de subordinadas adverbiais:  causais, consecutivas, condicionais, concessivas,
conformativas, comparativas, finais, temporais e proporcionais.

Adverbiais causais

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As orações subordinadas adverbiais causais são as que indicam a razão da oração principal e
de seu verbo. São marcadas pelas conjunções “porque”, “como”, “uma vez que”, “já que”, “visto
que” e “posto que”. Exemplo:
“Já que está chovendo [oração subordinada], não vamos ao estádio [oração principal].”
Você deve ter reparado que, no exemplo acima, a oração subordinada antecede a principal. Isso
mostra que nem sempre a oração principal é a primeira. O fato principal é que eles não vão ao
estádio, a oração subordinada é a causa, por isso, causal (tente trocar as orações de lugar e
verá que elas carregam o mesmo sentido: “Não vamos ao estádio, já que está chovendo”).

Adverbiais consecutivas
As orações subordinadas adverbiais consecutivas indicam a consequência do verbo da oração
principal. São marcadas pela conjunção “que”, quando usada nas locuções “tanto que”, “de modo
que”, “de tal maneira que” ou expressando tamanho: “tão alto que”, “tão curto que”, entre outros
casos. Exemplo:
Minha mãe gritou tanto [oração principal] que perdeu a voz [oração subordinada].”
Como pode ser observado, a oração subordinada tem um sentido de consequência do verbo
“gritar” adicionado ao adjunto adverbial de intensidade “tanto”, por isso é uma adverbial
consecutiva.

Adverbiais condicionais
As orações subordinadas adverbiais condicionais indicam uma situação de condição  para a
oração principal. As conjunções mais usadas nessa subordinação são “caso”, “se” e, novamente,
“que” quando usada em “desde que”, “contanto que”, “sem que”, entre outros casos.  Exemplo:
“Vai perder peso rápido [oração principal], se for disciplinado [oração subordinada].”
O fato de perder peso rápido está, portanto,  condicionado à disciplina do sujeito, pois a
conjunção “se” é adjunto adverbial de condição, por isso o nome de adverbial condicional.

Adverbiais concessivas
As orações subordinadas adverbiais concessivas são as que expressam que algo foram
cedidas, permitido ou, como o nome sugere, concedido para que a informação da oração
principal acontecesse. As conjunções mais usadas nessa subordinada são “embora”, e “que”,

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quando usada em “mesmo que”, “ainda que”, “se bem que”, “conquanto que”, entre outros que
carreguem o mesmo sentido. Exemplo:
“Embora tenha sido constrangido  [oração subordinada], continuei investigando [oração
principal]”.
No caso acima, entende-se que o confrangimento deveria impedir que o sujeito continuasse
investigando, mas por alguma razão não o fez. Foi, portanto,  permitido ou concedido (ainda que
não tenha sido, de fato, uma permissão. Por exemplo, se o sujeito contrariou ou ignorou o
impedimento).
De alguma forma, a oração principal e a adverbial concessiva têm uma relação de oposição entre
si, ou seja,  há sempre um atrito entre elas, quebrado pela conjunção.
Adverbiais conformativas
As orações subordinadas adverbiais conformativas são as que apresentam sentido
de concordância com a oração principal. As conjunções mais comuns nessas subordinadas são
“conforme”, “consoante”, “de acordo”, “segundo”, entre outras. Exemplo:
“O livro foi reeditado [oração principal] conforme o Novo Acordo Ortográfico [oração
subordinada].”
Se a subordinada demonstrar, pela conjunção, que concorda com a oração principal, não tem
erro, é adverbial conformativa.

Adverbiais comparativas
As orações subordinadas adverbiais comparativas, são as que têm função
de comparação com a oração principal. As conjunções que expressam esse sentido são “como”,
“assim como”, “que” ou “do que”. Exemplo:
“Sou mais determinado [oração principal]  do que meus pais  [oração subordinada].”
Sempre que o sentido da oração subordinada expressar comparação,  ainda que seja uma
comparação que expressa igualdade, por exemplo: “sou determinado como meus pais”,
será adverbial comparativa.

Adverbiais finais

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As orações subordinadas adverbiais finais são as que trazem o objectivo, a intenção da
oração principal. As principais conjunções que expressam tal sentido são “para que”, “porque”,
“a fim de que”, “que”, entre outras. Exemplo:
“Fui à festa de Uber [oração principal],  para que minha moto não sujasse o vestido  [oração
subordinada].”
Cuidado para não confundir estas com as coordenadas conclusivas ou causais explicativas,
ou mesmo com as subordinadas adverbiais causais, porque têm conjunções praticamente
iguais, mas o efeito de sentido de cada um, assim como sua relação de
dependência/independência, são diferentes.

Adverbiais temporais
As orações subordinadas adverbiais temporais são as que expressam condição de tempo à
oração principal. As conjunções que ajudam a identificar esse sentido são “quando”, “enquanto”
“às vezes” e “que”, nas locuções “assim que”, “logo que”, “sempre que”, “antes que”, “depois
que”, entre outros casos. Exemplo:
“Sempre que ela passa  [oração subordinada], meu coração dispara [oração principal].”
Não se esqueça de que a conjunção que determina o sentido não pode ser contrariada ou
causar ambiguidade. Por exemplo, o período “Sempre que ela passa, às vezes ignoro” é
estranho porque o advérbio “sempre” entra em conflito com “às vezes”, então o mais apropriado
seria substituir “sempre” por “quando”.

Adverbiais proporcionais
Por fim,  as orações subordinadas adverbiais proporcionais são as que adicionam  condição
de medida ou proporção à oração principal. As conjunções que identificam essa subordinação
são “quanto mais”, “quanto menos”, “tanto mais”, “tanto menos”, “à medida que”, entre outras.
Exemplo:
“Quanto mais o tempo passa  [oração subordinada], eu fico mais desanimado [oração principal]
”.

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Conclusão
Todo período composto por subordinação contém uma oração principal, acompanhada de uma
ou mais orações subordinadas. A oração principal é a que encerra o sentido fundamental do
período e tem um ou mais de seus termos sob forma de oração subordinada. É tão grande a
dependência de uma subordinada em relação à principal que, se a dissociarmos do período, não
apresentará sentido algum, ficando completamente vazia de significação.
Ainda que sejam conteúdos extensos, e com nomenclaturas assustadoras, não há segredo.  

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Referências bibliográficas
BECHARA, Evanildo. Moderna Gramática Portuguesa. Nova Fronteira. 2009.
DIANA, Daniela. Orações Subordinadas. 2016.
CABRAL, Marina. Oração coordenada. 2007.
NOSLEN. Sintaxe. 2016.
SÓ português. Classificação das orações coordenadas sindéticas. 2008. 
SÓ português. Classificação das orações coordenadas sindéticas: continuação. 2008.
QUE conceito. Conceito de oração coordenada. 2015.
 INDE (2007) Plano Curricular do Ensino Secundário Geral (PCESG) — Documento
Orientador, Objectivos, Política, Estrutura, Plano de Estudos e Estratégias de
Implementação.Maputo.

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