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GUIA DE SAÚDE NATURAL NA GESTAÇÃO

Daniele Santos Barbosa

1) Introdução

2) Abrigando dois corações em um só corpo

3) Barriga crescendo, conteúdos da sombra submergindo

4) Rotina da grávida – alimentação e estilo de vida

5) O parto – escolha consciente e preparação

6) O nascimento, a morte o perdão

7) Se abrindo para a fusão emocional

8) Aleitamento materno

9) Florais na gestação

10) Sugestão de leitura


1) Introdução

Hoje em dia é muito comum ouvirmos a frase: “Grávida não é doente”. De fato, pelo contrário, grávida é a
expressão máxima de vida e saúde. Um corpo gestando um novo corpo. Não existe mais vida que isso.
Porém o estado gravídico (é assim que a literatura médica se refere às gestantes) é um período especial.

Claro, a grávida deve manter sua rotina, as atividades que já fazia antes de engravidar, sobretudo aquelas
que fazem bem para a mente e o corpo. Porém, temos que lembrar que a gestação é uma transformação
no corpo e na alma da mulher. O volume de sangue e de plasma aumentam, o coração precisa trabalhar
mais para bombear mais sangue para todos órgãos. O útero, matriz energética do corpo da mulher aumenta
de tamanho gradativamente, atingindo seu máximo no nono mês. Seu corpo antes abrigava apenas um
coração e agora não mais. São dois corações batendo.

Esse é um momento, sem sombra de dúvida, muito especial que requer atenção e cuidado. Por isso resolvi
escrever esse pequeno e-book. Aqui vou compartilhar meus conhecimentos em ayurveda para esse
período, bem como o uso de florais que podem ser de enorme utilidade para os momentos de maior
desgaste emocional, além de outras ferramentas de saúde mais alinhadas com a saúde integral.

Trago aqui também um pouco da minha experiência pessoal na gestação. Em 2015 eu engravidei da minha
primeira filha, minha linda princesa dos olhos de luz (assim que a chamo), Maria Flor. Eu tive muita sorte
de poder viver esse momento com muita entrega e intensidade, com o suporte do meu companheiro e
acompanhamento de uma obstetra humanizada, a Clara Naegele, e uma doula que também é psicóloga, a
Bia Muniz.

Tudo isso foi decisivo para que eu adentrasse as profundezas de um terreno fértil para a evolução, porém
cheio de desafios internos que é a gestação. Muitos medos antigos surgiram, padrões da minha
ancestralidade gritaram na minha alma para que eu os trabalhasse. Com coragem e a certeza de que a
gestação era mais uma oportunidade de me olhar de frente, eu vivi a gravidez de Maria Flor com muita
disposição.

Preciso dizer que muito antes de engravidar eu já mantinha um estilo de vida saudável e busca de
autoconhecimento. Consumia alimentos orgânicos, quase nada de farinha de trigo, açúcar refinado.
Absolutamente nada de álcool ou outras drogas. Isso com certeza colaborou para que eu tivesse uma
gestação saudável.

Mas nunca é tarde. Se você já está grávida, está lendo este livro e sente que sua alimentação e rotina não
são saudáveis, no capítulo 5 eu vou te ajudar com isso. Se você ainda não está grávida e acha que precisa
melhorar nesse quesito, a hora é agora. Quanto antes melhor!
2) Abrigando dois corações em um só corpo

No ayurveda, a gente entende a gestação como o único momento onde um ser humano pode viver a
sublime experiência de abrigar dois corações em um só corpo: o da gestante e o do ser que está sendo
gestado.

Esse é um momento muito espiritual na vida da mulher. Independente da religião que a gestante tenha,
essa é uma fase onde nos tornamos semideusas, guardiãs do milagre da vida. Há especialmente, nesse
momento, uma abertura maior para experenciar com o coração um sentimento de plenitude, alcançar um
estado de graça e se conectar com a intuição.

A gravidez é algo espetacular. Porque ao mesmo tempo que nos remonta aos extintos mais animais que
estão na memória genética do ser humano, eleva a mente a um estado profundo de conexão com o coração
e consequentemente com nossa alma, ou espírito, ou corpo de energia. Seja lá como você prefere chamar.

Há algo de muito especial nessa vivência. Por isso, no ayurveda, nós não tratamos uma mulher grávida
como manda a nossa cultura ocidental, sem cuidados especiais, porque ela não está doente. No ayurveda
há uma série de recomendações e cuidados.

O ambiente externo onde vive a grávida deve ser o suporte, sobretudo emocional, para que ela viva esse
momento com o mínimo de estresse e o máximo de entrega e plenitude o possível. Claro, algumas grávidas
revivem muito sua criança ferida durante a gestação e ficam um pouco difíceis de lidar. É papel de quem
vive com ela, alertar, dosar e até mesmo advertir caso a mulher use a gestação como uma moeda de troca.

Pelo ayurveda nenhum desejo da grávida deve ser negligenciado. Por isso, ele deve ser atendido na medida
do possível – salvo os desejos de consumir alguma substância tóxica, ou alimentos muito maléficos – e ter
experiências agradáveis.

Nós sabemos que as impressões que estão registradas na nossa memória mais profunda – subconsciente e
inconsciente – muitas vezes são assimiladas ainda no útero da mãe. Temos um termo em sânscrito para
isso, se chama samskaras. Por isso, a gestante deve buscar estar em boa companhia, consumir formas de
artes agradáveis e geradoras de bons sentimentos. Porque isso irá gerar os primeiros samskaras do futuro
adulto.

Isso não significa que a grávida não pode ficar triste, com raiva ou irritada. Isso é quase inevitável durante
a gestação, momento de alterações hormonais bruscas e de visitas à conteúdos muito dolorosos da psique.
O que quero dizer é que devemos permitir todas as sensações e sentimentos que fazem parte da gestação,
porém incentivando e buscando alimentar sempre as situações geradoras de bons sentimentos na mulher
que está gestando.
3) Barriga crescendo, conteúdos da sombra submergindo

Imaginem um órgão que é capaz de abrigar o crescimento de um novo ser humano. Esse órgão é o útero.
Eu costumo dizer que o útero é a matriz do corpo material e espiritual da mulher. O útero é a primeira casa
de qualquer ser humano que já chegou na terra. Quando engravidamos o útero mais que dobra de tamanho
para acolher o bebê.

Pensem, a mulher não tem escolha sobre o desenvolver da gestação a partir do momento que não a
interrompe. Desde o momento que a mulher permite o desenrolar da nova vida em seu ventre, ainda que
seja uma situação desejada ou não, ela se permite ser abrigo.

Bert Helinger, o criador da terapia sistêmica chamada de Constelação Familiar deixa bem claro em seus
escritos e palestras que há uma hierarquia natural entre pais e filhos. Não importa o tamanho da
adversidade que aquele novo ser encontrou nos primeiros meses de vida intrauterina, ele só nasceu porque
a mulher que o gestava permitiu.

O primeiro impacto que temos na gestação é essa clareza de que nossas mães, por melhores ou piores que
tenham sido, apesar e além de suas escolhas durante a gestação e na forma de nos criar, merecem nosso
eterno sentimento de gratidão por ter nos sido o veículo para a chegada na terra.

Quando engravidamos pela primeira vez, passamos por um profundo processo de transformação, no qual
o fator que nos conduz é o movimento de sair do lugar de filha e ocupar o lugar de mãe. Para muitas
mulheres esse é o derradeiro momento de torna-se adulta. Porém, o período da primeira gestação é esse
momento crítico de transformação, onde muitas vezes estamos com um pé no lugar de filha e outro no
lugar de adulta-mãe.

Me lembro muito do mito de Perséfone. Resumindo, Deméter, a Deusa que simboliza a terra fértil vivia
muito feliz na companhia de sua filha Perséfone. Enquanto viviam juntas, as árvores davam frutos e a terra
alimento sem cessar. Até que um senhor do mundo inferior rapta Perséfone. A tristeza e o pesar de
Deméter fizeram então com que as noites fossem mais longas, os dias mais frios e a terra menos produtiva.
Até que o senhor do submundo permitiu que Perséfone visitasse sua mãe. No reencontro, a terra fez-se
fértil, o sol vibrante e o clima mais propício. Quando Perséfone retornava para seu marido, a terra voltava
ao período de outono e inverno.

Esse mito, além de simbolizar as estações do ano, mostra que Perséfone sai do lugar de filha ao se casar
com o rei do mundo inferior, que nada mais é do que conhecer sua própria sombra. Esse é o processo de
adultização de Perséfone. Muitas mulheres deixam o lugar de filha por outras vias, mas a maternidade sem
dúvida é uma via definitiva para quem está consciente desse processo.

A primeira gestação é um ensaio, é o período crítico de transição. Muitos conteúdos, antes relegados à
sombra, aparecem na gestação. Porque é quase que compulsório esse movimento do espírito de assumir o
lugar da maturidade para dar conta dos cuidados de um novo ser. Apenas uma mulher adulta é capaz de
fazer isso.

Os sonhos durante a gestação podem ser um excelente aliado para compreendermos esse processo. Se
puder, tenha um caderno para anotar seus sonhos ao lado da cama. Se tiver algum acompanhamento
terapêutico, leve os sonhos para as sessões. Conteúdos riquíssimos aparecem.

Outro ponto chave da gestação é a tomada da maternidade com as próprias mãos. Muitas grávidas, tendo
relação conflitante ou não com suas mães, acabam assumindo posturas que as futuras avós desaprovam. É
muito comum que as nossas mães queiram ver a continuidade daquilo que elas fizeram em suas formas de
maternar. Isso para elas significa aprovação, sentimento de aceitação.

Porem, mulheres da minha idade – estou com 32 neste momento – foram filhas de mães que viveram o
boom da indústria do suplemento lácteo, ou seja, elas viveram na pele o bombardeio de desestímulo ao
aleitamento materno. Também foi nessa época, década de 70, 80 e 90, que surgiram aquelas teses de que
o bebê vicia em colo e não pode dormir com os pais. Basta uma lida rápida nos manuais de maternidade da
época.

As mulheres há 40, 30 anos aprenderam coisas não tão positivas sobre a forma de parir e cuidar de bebês.
Recentemente as teorias de criação com apego e exterogestação foram ganhando voz. Hoje, resgatamos o
poder de parir, a chance de aleitar em livre demanda, dar colo e cama compartilhada, tudo isso avalizado
pela própria comunidade científica. Então, eu posso dizer que a maior parte das gestantes de hoje que opta
por essa forma de maternar, precisa romper com a forma que suas mães maternaram.

Isso pode ser fruto de muitos conflitos, discussões, porque ainda gestantes, com um pé no lugar de filha,
ou vamos brigar pelo acolhimento não encontrado nas futuras avós, ou vamos romper com alguns
paradigmas. Eu vejo que esse ponto de tensão é presente em muitas mulheres da minha geração.

É preciso encontrar equilíbrio. Evite tentar convencer alguém do tipo de parto que você escolheu, ou da
cama compartilhada que você vai optar. Seguir firme naquilo que você acredita sem buscar aprovação dos
outros já é começar a ocupar o lugar de adulta-mãe.

Alguns estudos sugerem que durante a gestação a mulher pode reviver emoções registradas na sua vida
intrauterina. Medos sem motivos aparentes apontam para os primeiros samskaras absorvidos quando
ainda estávamos dentro da barriga de nossas mães. Essas impressões podem aparecer também em forma
de pesadelos traumáticos, como consta a tese de doutorado da médica e psicanalista Eleanor Luzes,
criadora de um projeto incrível chamado de Ciência do Início da Vida.

Toda gestante deveria contar com formas terapêuticas de suavizar esses sentimentos. O ideal seria não
racionalizar tanto as questões como nas sessões de psicoterapia, mas buscar formas de aumentar a
sensação de felicidade e plenitude e atenuar os desconfortos.
4) Rotina da grávida – alimentação e estilo de vida

Na prática, daria para resumir a rotina da grávida em poucas palavras: consuma alimentos frescos e
orgânicos, durma bem, busque estar em lugares calmos, em contato com a natureza e no convívio de
pessoas que te fazem bem. Fazendo apenas isso, a chance de se ter uma gestação tranquila e sem maiores
intercorrências é grande.

Mas é claro, há algumas dicas práticas. Também se a gestante já possui algum problema de saúde que
apresente risco na gestação, será um pouco mais trabalhoso manter tudo em ordem. O ayurveda tem
medidas simples e fáceis de se aplicar durante a gestação.

Porém, atenção. Faça seu pré-natal! Nenhuma dica de livro ou guia substitui o acompanhamento de um
obstetra durante a gestação. O ideal é que você pesquise bem entre os médicos da sua cidade e escolha
aquele que tem mais chances de atender a sua expectativa. Há muitas correntes hoje em dia. Obstetras
que fazem parto humanizado domiciliar, obstetras que fazem parto humanizado hospitalar. Quase todo
obstetra humanizado vai ter em sua equipe uma doula. É importante também pensar num pediatra
humanizado, para evitar procedimentos desnecessários após o nascimento do bebê e garantir a chamada
“Golden Hour”, a primeira mamada do bebê, em sua primeira hora de vida.

Falo tudo isso aqui, porque é essencial para a segurança tanto do pai quanto da gestante, conhecer e criar
vínculo com a equipe que vai dar assistência durante o trabalho de parto.

Mas então, vamos à rotina. Cada trimestre guarda uma peculiaridade. Assim o ayurveda vê. Entendemos
que os tecidos do bebê não se formam todos de uma vez, sendo que a cada três meses o corpo do bebê
desenvolve com mais ênfase uma parte do seu corpo. Por isso, alguns alimentos são indicados para cada
período, afim de incrementar e fortalecer esses tecidos. Isso acontece por intermédio da comida que a mãe
consome. Porém, algumas medidas servem para qualquer momento da gestação.

EVITAR
-Qualquer atividade física de média ou forte intensidade que não era praticada pela mulher antes de
engravidar;

- Consumo de alimentos muito picantes, cafeína e condimentados;

- Não consumir drogas e evitar o consumo de alopatias sem consultar o médico, como analgésicos, por
exemplo;

- Comer comida congelada com frequência;

- Comida industrializada;

- Consumo de chás amargos;

- Aquecer muito a barriga, por exemplo em atividades como cozinhar, ou fazer sauna;

- Se expor por muitas horas ao sol;

- Ingerir alimentos muito pesados para a digestão, como carnes e carnes (inclui peixe e frango) cruas;

- Consumir peixes sem procedência conhecida (risco de contaminação por metais pesados);

- Evitar situações de estresse.

PREFERIR

- Alimentos orgânicos, frescos, cozidos e de fácil digestão;

- Alimentos que a grávida já sabe que tem facilidade para digerir;

- Receber massagem própria para gestante a partir do segundo trimestre;


- Alimentação rica em frutas, arroz, lentilha e outras leguminosas de fácil digestão, legumes, vegetais
refogados;

- Ouvir músicas agradáveis, fazer leituras edificantes;

- Meditar e praticar yoga (evitar posturas invertidas e exercícios de respiração muito intensos ou que
sugere reter ar nos pulmões ou mantê-los sem ar)

ALIMENTOS QUE A GRÁVIDA DEVE CONSUMIR

- Ghee

- Manteiga

- Amêndoas

- Tâmara

- Coco e seus derivados: água de coco e leite de coco feito em casa

Para o ayurevda, os desejos da grávida não devem ser omitidos. Eles podem representar a inteligência do
corpo de requerer aquilo que está precisando tanto para a manutenção da saúde da gestante, quanto do
bebê. O ayurveda é uma ciência muito espiritualizada e entende que o bebê, a partir do quarto mês já
começa a manifestar sua personalidade. Por isso, os textos dizem que os desejos da mãe podem
representar os desejos do bebê. Claro, algumas pessoas relatam desejos irrealizáveis, como beber gasolina!
Basta ter bom senso.

Eu me lembro que lá pelo sétimo mês de gestação eu acordei a uma hora da manhã, fui até a geladeira e
comi uma alface inteira! É super compreensível esse desejo. O corpo da grávida deve evitar temperaturas
muito altas e o estado mental deve ser de tranquilidade. A alface tem a potência resfriante e é muito
calmante para mente. Me lembro que era dezembro e estava muito calor. Fazia todo sentido meu desejo
por alface.

É comum também mulheres vegetarianas sentirem vontade de produtos de origem animal. Vamos por
parte. Imagina uma gestante vegetariana estrita. Seria o que chamamos de vegana hoje em dia. Ela
engravida e tem vontade de comer ovos e tomar leite. Também é coerente o desejo repentino por
alimentos de origem animal, uma vez que o corpo está produzindo tecido para a formação de um novo
corpo. Dentro do ayurveda temos uma regra que diz: semelhante aumenta semelhante. Produtos de origem
animal são ricos em gordura e aminoácidos que formam tecido animal.

Minha dica é, se você não tem problema para digerir e tem acesso a ovos e leite orgânicos, consuma. Mas,
caso você opte por não consumir, tudo bem também. Busque apoio do seu médico ou nutricionista na
suplementação de nutrientes para a gestação.

Além das práticas ayurvédicas, durante a minha gestação, eu adotei algumas medidas, sobretudo de
alimentação. A constipação é uma queixa frequente durante a gestação. Por isso fazia muitas receitas com
biomassa de banana verde, que é rico em fibra e estimula a formação de bactérias benéficas no intestino.
Eu também gostava de consumir alimentos que regulam a glicose, como farelo de aveia (sem glúten) e
farinha de coco. Eu costumava usá-los em forma de mingau.

Outra medida importante é o uso de probióticos, principalmente perto do parto. O útero fica muito próximo
do intestino. Colonizar de bactérias boas o colón garante também uma boa colônia no aparelho
reprodutivo. Além disso, a passagem do bebê pelo canal vaginal é um momento importante de colonização
de bactérias. Por isso, sempre cuidei para manter a flora intestinal equilibrada. Além disso, para o ayurveda
a formação do leite acontece durante toda a gestação e por meio da alimentação. Consumir probióticos é
uma forma de garantir um leite rico em bactérias benéficas, o que pode ser a chave de ojas (imunidade) e
bala (força) do bebê.

O leite de vaca não é um alimento ruim para o ayurveda. Porém, não se trata deste leite comprado em
caixinhas no supermercado. Um bom leite deve ser retirado com respeito ao animal, sem exploração. Além
disso, para um leite de qualidade, a vaca não deve medicada e vacinada em excesso, não deve estar com
as tetas inflamadas (mastite) e deve viver em harmonia com a natureza. Seria a famosa vaquinha feliz. Se
você tem acesso a esse leite e não tem nenhuma dificuldade em digerir, consumir em pequenas
quantidades, sempre fervido e morno, com tâmara ou açúcar mascavo, e cardamomo é excelente. Evite
adicionar especiarias muito picantes.

Estilo de vida

- Acordar com o sol

- Praticar meditação e atividades de consciência corporal

- Não ficar muitas horas sem comer ou comer sem fome

- Ter horários regulares para as refeições

- Praticar exercícios aeróbicos leves

- Conversar com o bebê de forma amorosa

- Dormir bem, porém não excessivamente

- Evitar se expor por longas horas à aparelhos eletrônicos

- Almoçar até às 13h e jantar até às 20h


5) O parto – escolha consciente e preparação

Nada nos prepara para o parto. O parto é o momento mais espiritual na vida de uma mulher. É um momento
de vida-morte-vida. É onde entramos num êxtase hormonal, desabitamos nosso esquema racional de
tempo e espaço e viajamos para outra dimensão. Imaginem: a gestação ocorre em nove meses. São em
média 40 semanas onde o corpo se transforma gradativamente, até atingir seu ápice e então experenciar
uma mudança abrupta num evento que leva apenas algumas horas! O parto é algo que mexe muito com a
mulher, tanto fisiologicamente quanto espiritualmente.

Por isso digo, nada nos prepara para esse momento. Mas podemos fazer algumas coisas que vão nos
conduzir com mais tranquilidade e segurança para esse momento tão especial e esperado. A minha primeira
sugestão é: encontre a ou o obstetra que vai poder atender às suas expectativas. Se, por exemplo, para
você um parto humanizado é importante, não espere isso de um obstetra que não se coloca como
humanizado.

Há também uma grande diferença entre parto normal e parto humanizado. O parto humanizado garante
respeito às escolhas da mulher. Geralmente o obstetra humanizado formata um plano de parto, onde a
mulher vai dizendo como gostaria que fosse o momento. Se vai querer analgesia ou não, por exemplo. Além
disso, um acompanhamento com um obstetra humanizado evita exames desnecessários durante o pré-
natal.

Como se preparar fisiologicamente para um parto normal que pode levar algumas longas horas? Dentro do
ayurveda existem algumas medidas. Massagear períneo e vulva com óleo de gergelim morno a partir do
início do nono mês, receber massagem ayurvédica a partir do início do segundo trimestre regularmente,
descansar e se alimentar adequadamente durante toda a gestação garante resistência física durante o
parto. Porém, meditar, apaziguar a mente, reduzir a ansiedade é de imensa utilidade.

O parto pode ser muito mais um desafio da mente do que do corpo. Driblar a ansiedade da dilatação, dirigir
ao bebê palavras de segurança e coragem durante o parto para que ele também enfrente o medo do
desconhecido e queira nascer, entender que o parto é um momento de perda do lugar de grávida, mas de
ganho de uma nova forma de existir e ressignificar a vida são medidas que também ajudam a não prolongar
as horas. Parto é entrega, e deixar vir a ser esse novo momento, é permitir a chegada do desconhecido,
abraçar o desafio da maternidade, é aceitar que o medo não é um impeditivo do parto, porém companheiro
fiel de quase toda gestante em trabalho de parto. Acolher o medo e vencê-lo.

É importante também conhecer as fases do trabalho de parto. Primeiro começamos a sentir as contrações
de treinamento, que não significa nada em relação ao parto, elas podem acompanhar a gestante desde o
inicio do terceiro trimestre. A chega dos pródromos já anuncia que o parto está perto. Eles podem durar
semanas e se intensificar com a saída do tampão mucoso ou o rompimento da bolsa. Nesse momento pode
também acontecer pequena dilatação do colo uterino. Por exemplo, a mulher pode dilatar um ou dois
centímetros (até quatro!) e permanecer assim por alguns dias sem nenhum sinal do início do trabalho de
parto efetivo.

Quando o trabalho de parto começa realmente, as contrações já são com dor e ritmadas. É bem diferente
da fase anterior. A gestante saberá que algo mais intenso está acontecendo. Ainda é possível realizar
algumas tarefas nesse momento. O ayurveda recomenda que a mulher se alimente no início do trabalho
de parto efetivo e se movimente durante a maior parte do tempo. Nesse período acontece a dilatação total
e é quando culmina no período expulsivo e após o nascimento, a expulsão da placenta.

Cada corpo é único e cada mulher, de acordo com sua fisiologia e estado mental, se desenvolve de forma
peculiar em cada fase do trabalho de parto. Porém, o mais comum é que os pródromos e mesmo o inicio
do trabalho de parto efetivo demorem. Massagear a lombar, tomar banhos mornos, estar cercada de gente
que incentiva o parto e em ambiente acolhedor é decisivo para um trabalho de parto harmonioso.
6) O nascimento, a morte o perdão

É conhecida a frase: “Nasce um bebê, nasce uma mãe”. Mas você já parou para pensar que como todo
processo vivo, para nascer algo novo, o velho precisa morrer? Por isso eu dedico uma parte deste pequeno
guia para falar sobre as mortes envolvidas no momento do parto.

A primeira delas, morre a grávida. É difícil para a maioria de nós deixar de sermos grávidas. É um momento
de muita plenitude, de se sentir literalmente preenchida internamente. Se entregar para o parto é chorar
a morte da grávida e sobretudo, ainda mais importante, reconhecer que tudo o que você foi até esse
momento morrerá para nascer outra mulher.

A maternidade reconfigura completamente a nossa vida. Isso não tem nada a ver com largar tudo para ser
apenas mãe. Pode até ter sim, se isso for a sua vontade e for o caminho do seu coração. Mas ainda que
você volte da licença maternidade em quatro meses, você não verdade não volta, porque seu ponto de
partida não é mais a licença maternidade no final da gestação. Seu ponto de partida é após o nascimento
do bebê.

O puerpério, momento que se inicia com o nascimento do bebê e pode durar até dois anos, é o momento
onde seu corpo, sua mente e seu espirito vão se reconfigurar a partir de um dos eventos mais
transformadores da sua vida: a chegada do bebê na sua rotina.

A maternidade pode causar sensação de sufocamento no início, porque o bebê é extremamente


dependente da mãe. Contando com um pai presente e participativo, ainda assim, a mãe, que ocupa o lugar
de nutriz, é quem será mais demandada pela criança. A chegada do bebê é uma espécie de comemoração
do milagre da vida e de luto da morte da mulher de antes, da filha que agora se torna mãe e precisa ocupar
esse lugar com propriedade.

Saiba que não tem nada de errado em sentir tristeza ou frustração nos primeiros meses. Eu me lembro que
em alguns momentos eu chegava a achar que estava arrependida da decisão de ser mãe. Isso passa, o bebê
cresce, a gente renasce. Acredite em mim. Tudo o que você precisa é de suporte para viver o luto e alegria
dentro de você.

E por que tem a palavra perdão no título desta parte do guia? Porque, com seu filho no colo, você vai
desejar e precisar curar a sua relação com sua mãe materna e sua ancestralidade. Uma maternidade
consciente não se trata apenas de alimentação saudável e parto humanizado. Uma maternidade consciente
provoca na mulher a urgência em aceitar que sua existência e a existência do seu filho só são possíveis,
porque todas as mulheres que vieram antes dela permitiram isso.

Busque apoio, terapia, grupos de conversa. Viva seu puerpério com toda a intensidade que é inerente a ele.
Aproveite e renasça.
7) Se abrindo para a fusão emocional

A fusão emocional entre mãe e bebê nos primeiros dois anos de vida é um conceito trazido pela psicóloga
Laura Gutman. Especialista no assunto, autora do livro “A Maternidade e o Encontro com a Própria
Sombra”, Laura usa uma metáfora que adoro reproduzir para pacientes e alunas.

Imagine que exista um tonel de água, onde mãe e bebê estão submersos após o evento parto. Quando a
água aquece demais, o bebê chora. A mãe, submersa na mesma água, logo entende que o bebê chora
porque a água está quente demais. Então ela solicita ao companheiro e pai, do lado de fora, que esfrie um
pouco a água. Pronto, bebê tranquilo mais uma vez. Mas então, em seguida, o bebê retorna a chorar e a
mãe sente que a água agora está muito fria. Então, solicita ao companheiro que esquente a água. Bebê se
acalma mais uma vez.

Laura explica que a água do tonel é o ambiente psíquico da mãe e do bebê durante dois anos. Nessa
condição de fusionados, fica mais fácil a mãe compreender o motivo da inquietação do bebê. O pai, ou a
figura que dará suporte para esse binômio mãe-bebê deve ser o pilar que sustenta tudo ao redor permitindo
que essa fusão ocorra. Quando mãe e bebê estão fusionados, é comum a mãe compreender muito bem
seu filho, pressentir também o que pode ser bom ou ruim para o bebê. A conexão é intensa.

Uma vez que o ambiente psíquico entre os dois é um, bebê costuma também manifestar aquilo o que a
mãe sente, sobretudo, aquilo que ela relega à sombra. O bebê no pós-parto vai gritar em gesto, forma e
comportamento tudo aquilo que a mãe cala e evita olhar, mas que precisa ser trabalhado.

Na minha experiência, algumas mulheres não gostam de ler a Laura, pois consideram que seus textos
colocam muito peso sobre seus ombros, responsabilizam muito a mãe e pouco a figura paterna. Na
verdade, eu compreendo os textos da Laura como uma dádiva, porque clareiam muito certos aspectos
obscuros da maternidade.

Não temos como negar que a criança é gerada no corpo da mãe, vive nas entranhas da mãe, nasce e se
alimenta do corpo da mãe e é essa ligação forte que garante uma fusão psíquica entre os dois. Aproveite.
O bebê é uma oportunidade para você se olhar de forma mais sincera e trabalhar aspectos que você evita
olhar, até alguns traumas vividos na infância.

O meu puerpério foi o momento mais rico da minha vida, onde resgatei problemas antigos da infância.
Busquei ferramentas para curar meu feminino e me harmonizar com minha ancestralidade. Mergulhei no
mais profundo de mim e senti que o puerpério estava acabando quando veio minha primeira menstruação
depois de engravidar, um ano e quatro meses após o nascimento de Maria Flor.
8) Aleitamento materno

Tem um texto em meu blog cujo título é “Amamentação: um parto depois de parida”. A amamentação para
algumas mulheres pode ser muito difícil. Eu diria que na maioria dos casos que já vi foi difícil e uma minoria
pôde amamentar desde o nascimento do bebê sem maiores problemas.

Algumas coisas práticas fazem diferença. A primeira delas é saber que a apojadura, ou seja, a decida do
leite pode demorar em média três dias. Até lá o melhor para o bebê é o colostro, um líquido amarelado que
sai das mamas e em pequenas quantidades. O colostro é muito rico em gordura e células de defesa, o que
constrói a imunidade do bebê.

Outra coisa importante é saber que o bebê não nasce sabendo mamar. É preciso paciência e ficar atenda à
pega e também à postura da mulher durante a amamentação. Ainda que esteja tudo indo bem, é possível
que os bicos rachem e para isso, o que eu fiz foi não abafar os seios e pegar sol. Por recomendação da
minha médica, eu passava o próprio leite nos bicos e deixava-os secar ao ar livre. Pode ser interessante ter
apoio de alguma enfermeira ou consultora em amamentação nos primeiros dias de vida do bebê.

Bebês recém-nascidos mamam o tempo todo. A melhor forma de conviver com essa realidade e mantê-los
junto ao seio com apoio de um carregador. Amamentar em livre demanda é o melhor para o bebê e para a
recuperação da mãe após o parto. Amamentar garante liberação de hormônios importantes na contração
uterina, ajudando o órgão a voltar para o seu tamanho normal.

Salvo algumas exceções, toda mãe que permite a livre demanda, produz leite suficiente, ou até mais, para
o bebê. O leite é produzido na medida do ato de sucção do bebê na mama. Deixe o bebê mamar livremente
e é provável que você tenha bastante leite.

Dentro do ayurveda alguns alimentos incrementam a produção de leite, como arroz branco e leite de vaca
e derivados. Manter a calma e suporte externo, como apoio para as tarefas domésticas é essencial para
que a mulher possa se dedicar totalmente ao aleitamento.

Uma perspectiva importante da amamentação é a profundidade do vínculo com outro ser humano e o
resgate do medo essencial da morte. Quando decidimos amamentar, nos vemos na condição de ser parte
necessária para manter a sobrevivência de outro ser humano. Isso dispara imediatamente em nosso
subconsciente o medo de morrer. Se essa associação ficar na sombra, as chances de boicotarmos a
amamentação pode ser grande. Dependendo do que recebemos das nossas mães nos primeiros meses de
vida, podemos sentir dificuldade de amamentar, ato que simboliza total entrega e dedicação ao outro.

Amamentar também simboliza um ato de resistência do lugar de mulher na sociedade. O mercado de


trabalho solicita retorno da mulher para manter sua capacidade produtiva e geradora de lucro. Amamentar
é resistir à essa demanda, mesmo que você volte da licença em quatro meses. A mulher que amamenta
também rompe com erotização excessiva do corpo feminino, mostrando que o seio é sagrado e fonte do
mais perfeito alimento humano.

O que pode atrapalhar a amamentação? Uso de qualquer bico artificial, mesmo chupeta. Muitos nenéns
mamam no peito e usam chupeta, isso pode acontecer e não promover o desmame precoce, porém os
riscos existem. Lembrando que uma criança de menos de um ano não desmama sozinha.
9) Florais na gestação

Durante toda minha gestação fiz (e ainda faço) uso dos florais de Bach. Não fossem os florais, a jornada
estaria sendo bem mais difícil! Isso porque a gravidez é um turbilhão de emoções desconhecidas e sintomas
físicos novos. Graças aos florais eu consigo lidar melhor com medos conscientes e inconscientes, ansiedade,
impaciência, cansaço, tristezas, consigo olhar para mim com mais sinceridade e clarear alguns sentimentos
obscuros. Neste texto, vou falar um pouco sobre o uso dos florais na gestação, a função dos principais florais
que me ajudam e podem ajudar outras mães neste processo.

É importante ressaltar que o tratamento com os florais é individual e deve ser elaborado cuidadosamente
para cada pessoa para ser eficaz. Se você quer usar os florais, recomendo que estude um pouco sobre eles
antes (indico alguns livros para isso no fim do texto), ou, se preferir, busque o auxílio de um terapeuta. Essa
é uma ferramenta de cura simples e poderosa e ao alcance de todos!

Rescue para emergências e Agrimony para nos mostrar a verdade

Quando estamos passando por períodos de grandes transformações, como é a gestação, às vezes fica difícil
conseguir compreender sozinha o real motivo do desequilíbrio. Por isso, um floral essencial para a gestante
é o Rescue, um preparado por Bach para momentos de emergência ou de profunda confusão e inquietação
mental. Muitas vezes, usei o Rescue para conseguir me acalmar e entender o real motivo do desconforto.

Durante a gestação, muitas inseguranças e ansiedade são projeções do medo do desconhecido e do


desabrochar de uma nova figura: a de mãe. Trazemos conceitos familiares profundamente registrados, que
nem sempre são aqueles que queremos perpetuar, ou guardamos carências e lacunas que nos vemos
obrigadas a superar para assumir a tarefa de adentrar a maternidade. Se estamos fortes o suficiente para
encarar esse grau de profundidade, o Agrimony é o floral que nos ajudará a acender uma luz e nos mostrará
o limbo. Nem sempre é fácil, por isso busque apoio de um terapeuta floral se não sentir segura.

Será que meu filho nascerá perfeito?

A preocupação excessiva com o desenvolvimento do bebê é algo que toda mãe passa e acredito que isso
faz parte. Para mim, lidar com isso não foi muito fácil no início da gestação. Nessa fase, o Red Chestnut foi
de extrema importância.

Walnut: um dos principais florais para as gestantes

Durante toda a gestação o corpo passa por transformações hormonais, sobretudo no início. O Walnut é o
floral de escolha para auxiliar o corpo atravessar esse turbilhão. Usei Walnut muito no início e cada ciclo de
muita transformação do desenvolvimento do neném.

O Walnut é um floral muito benéfico na gestação, porque ele atua também no equilíbrio da relação com o
outro, que no caso da grávida está bem ali, dentro dela! Além disso, Walnut é o floral da proteção espiritual.

Este definitivamente é um floral que vai dar suporte necessário ao corpo e à mente para enfrentar as
mudanças hormonais e equilibrar a relação com o feto.

Cansaço e queda de imunidade

Algumas gestantes relatam muito sono, durante toda a gravidez. Esse sono deve ser respeitado, afinal
estamos fabricando uma pessoa e para isso boa dose de energia é usada. O Olive é o floral para combater
o cansaço extremo, além de ser um tônico para a imunidade, que também pode sofrer uma queda. Então,
pode ser uma boa saída para as grávidas que precisam manter a rotina de trabalho ou estão doentes, mas
não deve nunca substituir o necessário repouso e descanso.

Tenho medo!

Mimulus é o floral para medos conhecidos, coisa que muitas gestantes podem experimentar. O medo do
parto, o medo típico do início da gravidez de um aborto espontâneo, o medo de não dar conta, enfim,
sobram medos. Quando você sabe a origem do seu medo, esta essência pode auxiliar.

Larch e Wild Rose: somos capazes de parir

Vivemos num país onde impera a cultura da cesárea e numa sociedade extremamente patriarcal. Isso faz
com que muitas de nós não acredite ser capaz de parir. O Larch é um floral que fortalece em nós a crença
de que somos capazes de fazer aquilo que queremos e pode auxiliar na construção dessa confiança interna,
de que somos biológica e fisiologicamente preparadas para o parto normal. Lembrando que isso não
substitui a necessidade de uma equipe de profissionais preparados e empenhados na tarefa de empoderar
a gestante na sua escolha.

Wild Rose é um floral lindo e desabrocha o belo que há no feminino. Pode ser usado junto com Larch neste
caso ou mesmo durante a gestação para o despertar da maternidade. Em alguns casos de depressão ele
também pode ser útil.

Esse texto foi feito com base na minha experiência enquanto gestante, mas também na minha atividade de
terapeuta. Sou formada em ayurveda e também no nível 1 do Programa Internacional de Formação em
Florais de Bach. Espero que ele possa auxiliar outras gestantes a passar pela gestação com mais alegria.
Utilizo outros florais, mais voltados para minha personalidade e que não caberia aqui citá-los, porque são
específicos para mim. Por isso, é imprescindível aprofundar-se no estudo para o uso correto e eficaz dos
florais ou buscar o auxílio de um terapeuta floral.

Floral não é placebo

É preciso entender que o sistema de cura pelas essências florais não é um placebo. O método de preparo
desses remédios mostra bem isso: as flores são colhidas e suas propriedades são extraídas pelo método de
fervura ou aquecimento solar. Ou seja, as tinturas mãe são feitas a partir da extração das propriedades das
flores. Depois do estudo do médico inglês Edward Bach, que deu origem ao primeiro sistema de florais,
outros sistemas surgiram: Florais da Califórnia, do Alaska, de Minas, entre outros.

Florais são remédios que atuam em padrões emocionais geradores de desequilíbrio, não no sintoma em si.
Por isso, o estudo e o trabalho consistem em compreender qual o padrão está causando o incômodo. Caso
contrário, a escolha do floral pode não ser correta e aí, não há efeito colateral. O que vai acontecer é que
o floral apenas não fará efeito algum.

Como usar

Caso você tenha acesso às tinturas mãe, duas gotas da essência num copo d’água é o recomendado.
Recomendo misturar até três essências. Usar em dose única, ou se sentir necessidade, repetir até quatro
vezes no dia. O Rescue pode ser usado até se sentir mais calma, em intervalos menores, 4 gotas da tintura
mãe, diluído em um copo d’água.

Se for mandar fazer em uma farmácia, pode usar 4 gotas, 4 vezes ao dia até sentir a melhora dos sintomas.
10) Sugestão de leitura

- A Maternidade e o Encontro com a Própria Sombra, Laura Gutman

- O poder do discurso materno

- Ciência do Início da Vida, Eleanor Luzes – tese de doutorado disponível na internet para download

- Os remédios florais do Dr. Bach – Passo a passo, de Judy Howard

- Origens mágicas, vidas encantadas – um guia holístico para a gravidez e o nascimento, Deepak Chopra

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