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AUTISMO: DIFERENÇAS NO DESENVOLVIMENTO ENTRE CRIANÇAS COM

TRATAMENTO PRECOCE E TARDIO 1

Ana Carolina Dalago


Ellen Amanda Streit
Francielly Alves Mendes
Priscila Lopes Vieira2
Everton Cordeiro Mazzoleni 3

RESUMO

Trata-se de um estudo que teve como objetivo buscar artigos que demonstrassem os principais
métodos de tratamento do Transtorno de Espectro Autista. Para isso, realizou-se uma pesquisa sobre
os sintomas do autismo, encaminhamento tardio do paciente, intervenção precoce e o modelo
Denver, que se baseia nas pesquisas da área da psicologia do desenvolvimento e é indicado para
crianças de até 5 anos de idade. Também, foi realizado uma pesquisa frente à inclusão escolar e a
importância da interação social para redução das desigualdades. Diante deste estudo observou-se a
eficácia do diagnóstico precoce das crianças com Transtorno do Espectro Autista, porém ainda á
entraves para resultados mais abrangentes. Há uma necessidade de inclusão social e igualdade de
oportunidades de tratamento para todas as famílias, independente do poder aquisitivo. Além dos fatos
abordados, o desenvolvimento do estudo possibilitou para os estudantes, um maior embasamento
teórico frente a estigmas e preceitos. O objetivo é reduzir as desigualdades sociais, visando o bem

estar da criança e a integralidade social dela, que é imprescindível para o seu desenvolvimento .
Palavras-chave: Autismo. Inclusão. Desenvolvimento.

ABSTRACT

1 Trabalho apresentado à disciplina de Estágio básico interdisciplinas III, do Curso de Psicologia da


Faculdade Uniavan, 2020/02.
2 Acadêmico do curso de Psicologia. E-mail: anacarolinadalago@hotmail.com
Acadêmico do curso de Psicologia. E-mail: ellenkas@outlook.com
Acadêmico do curso de Psicologia. E-mail: franciellyal@outlook.com
Acadêmico do curso de Psicologia. E-mail: priscilalopes891@gmail.com

3 Psicóloga e Mestre em xxxxxxxx. E-mail: nome.sobrenome@avantis.edu.br


2

This is a study that aimed to find articles that demonstrate the main treatment methods for
Autistic Spectrum Disorder. For this, a survey was conducted on the symptoms of autism, late referral
of the patient, early intervention and the Denver model, which is based on research in the field of
developmental psychology and is indicated for children up to 5 years of age. Also, a survey was
conducted regarding school inclusion and the importance of social interaction to reduce inequalities. In
view of this study, the effectiveness of the early diagnosis of children with Autism Spectrum Disorder
was observed, however, there are still obstacles to more comprehensive results. There is a need for
social inclusion and equal treatment opportunities for all families, regardless of purchasing power. In
addition to the facts discussed, the development of the study made it possible for students, a greater
theoretical basis in view of stigmas and precepts. The objective is to reduce social inequalities, aiming
at the child's well-being and social integrality, which is essential for their development.

Keywords: Autism. Inclusion. Development.

AUTISMO: DIFERENÇAS NO DESENVOLVIMENTO ENTRE CRIANÇAS COM


TRATAMENTO PRECOCE E TARDIO

1 INTRODUÇÃO

A criança com transtorno do espectro autista, apresenta dificuldades na área


social, na linguagem, no comportamento e comunicação, o que causa preconceitos
e desconforto por parte de todas as pessoas do convívio. Isso, deixa explícita a
necessidade de fortalecimento da inclusão (Ministério da Saúde 2019).
Pretende-se nesse Artigo, apresentar a diferença entre crianças com
Transtorno de Espectro Autista que obtém acesso ao tratamento e as que são
privadas do mesmo. Aliado a esse fator, será evidenciado métodos de tratamentos e
estudos a cerca dessa temática.
O desenvolvimento do estudo, terá como objetivo principal evidenciar para os
estudantes e comunidade acadêmica a importância da obtenção de tratamento em
crianças diagnosticadas com TEA. A intervenção precoce tem como função principal
contribuir para o desenvolvimento cognitivo adaptativo da criança, além de impedir a
manifestação de todas as limitações que o transtorno causa, minimizando os
impactos e promovendo uma maior qualidade de vida para o indivíduo. Com a
intervenção precoce no transtorno do espetro do autismo é possível a maximização
de oportunidades de desenvolvimento para as crianças (TEGETHOF, PORTUGAL,
3

2017). Estudos comprovam que durante o período do desenvolvimento infantil a


neuroplasticidade é maior, e o cérebro recebe estímulos contínuos. Nesse momento
ocorre o nascimento de novos neurônios que aceleram o desenvolvimento correto
da criança e seu aprendizado, aumentando suas habilidades frente as adversidades
existenciais (Ministério da Saúde, 2019).
Desta forma, o presente artigo pretende responder a seguinte questão
problema: Quais os diferenciais obtidos via tratamento precoce no desenvolvimento
de uma criança diagnosticada com TEA? Além disso, será apresentado o método
de tratamento Denver, que consiste em um tratamento intensivo precoce, tem como
uns dois principais objetivos uma equipe multidisciplinar que promove para criança
melhores resultados e possibilidade de tratamento. Pelo fato de aumentar cada vez
mais o número de pessoas diagnosticadas com TEA, se tem a necessidade de
diagnóstico precoce e intervenção imediata, a fim de reduzir os prejuízos causados
no desenvolvimento do portador. Dentre as limitações está incluso, linguagem,
comunicação, coordenação motora e interação social.
Espera-se que seja feita avaliações mais amplas e precisas para que seja
feito o diagnóstico correto, e que sejam feitas as intervenções corretas promovendo
um tratamento mais amplo, beneficiando o desenvolvimento da criança portadora do
TEA.

2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
2.1 PRINCIPAIS SINTOMAS DO AUTISMO

A criança autista pode apresentar aparência visivelmente normal e perfil


irregular de desenvolvimento afirma Araújo (2019), também, algumas características
do autismo são: dificuldades de comunicação e interação social. Outros sintomas
que podem ser encontrados: distúrbios no ritmo de aparecimentos de habilidades
físicas, e linguísticas; a reações anormais às sensações.
As funções ou áreas mais afetadas são: visão, olfato, audição, dor, tato,
equilíbrio, gustação; a linguagem e a fala ausentes ou atrasadas, e o relacionamento
anormal com os objetivos, pessoas e eventos, respostas não apropriadas a adultos
e crianças, brinquedos e objetos não usados de maneira devida. Além disso os
4

autistas podem mostrar agressividade, agitação, auto- agressão, irritabilidade,


déficits de atenção e controle motor, temor excessivo a objetos inofensivos ou
ausência de medo em resposta a perigos reais e transtornos de humor e afetivos.
Com isso, verifica-se que o autismo é um distúrbio com sintomas e graus em
que se manifesta de maneiras completamente diferentes, é notório que a criança
autista apresenta dificuldades na área social, linguagem comportamento e
comunicação o que gera preconceito e dificuldades para ter uma vida com mais
qualidade fortalecendo a necessidade da inclusão (Ministério da Saúde 2019).

2.2 ENCAMINHAMENTO TARDIO DO PACIENTE

Há indícios que um dos maiores problemas enfrentados, atualmente, no


tratamento do autismo é referente ao encaminhamento tardio do paciente, visto que
os sintomas podem já estar cristalizados, consequentemente, dificulta a intervenção.
Na maioria dos casos, o tratamento para o autismo é procurando pelos pais quando
a criança está na idade escolar, em que o tratamento se torna mais difícil.
Para Brosa (2002),

Compreender o autismo é abrir caminhos para o entendimento do


nosso desenvolvimento. Estudar autismo é ter nas mãos um
“laboratório natural” de onde se vislumbra o impacto da privação das
relações recíprocas desde cedo na vida. Conviver com o autismo é
abdicar de uma só forma de ver o mundo - aquela que nos foi
oportunizada desde a infância. É pensar de formas múltiplas e
alternativas sem, contudo, perder o compromisso com a ciência (e a
consciência!) – com a ética. É percorrer caminhos nem sempre
equipados com um mapa nas mãos, é falar e ouvir uma linguagem, é
criar oportunidades de troca e espaço para o nosso saber e
ignorância [...] (p. 13).

Segundo a artigo “Autismo infantil: a importância do tratamento precoce”


Observa-se que o tratamento feito precocemente, antes dos três anos de idade “ o
circuito pulsional poderá se estabelecer”, no dizer de Laznik (2004, p. 30), pois este
é o período sensível, no qual a criança entra com mais naturalidade no campo dos
significantes do outro e deles se apropria.
5

De acordo com Campanário (2008, p.18), a suposta incurabilidade do autismo


pode estar ligada, aos encaminhamentos tardios para tratamento. Entretanto, vale
ressaltar que nos primeiros anos de vida os sinais indicativos de possibilidade de a
criança possuir autismo não são notados pelos pais, familiares e médicos. Isso faz
com que ocorra o desenvolvimento tardio, pois as pessoas começam, normalmente,
a se preocupar com a criança quando o atraso na fala já é persistente. Isso ocorre
em torno dos três anos de vida. Desta forma, impossibilitando uma intervenção
precoce e possibilidade de uma mudança no quadro que foi se constituindo. É
notório que a idade no início do tratamento, também, o tipo de tratamento e a
frequência dos atendimentos à criança são fatores determinantes para a melhor
evolução no tratamento.
Conclui-se que uma detecção tardia poderá permitir que um processo
reabilitador venha a acontecer num período já não tão adequado, e até ao qual
aconteceram cristalizações inconvenientes de estruturações psicoorgânicas, e que
são expressas comportalmente através de desadaptações acentuadas.” (Pereira,
2008:97).

2.3 INTERVENÇÃO PRECOCE NO TRANSTORNO DO ESPETRO DO


AUTISMO

Segundo o Artigo “Autismo e síndrome de Asperger: uma visão geral” hoje, o


autismo é classificado como um transtorno invasivo do desenvolvimento que envolve
graves dificuldades nas habilidades sociais e comunicativas, caracterizado pelos
déficits na interação social e na comunicação, padrões de comportamento repetitivos
e estereotipados e repertório restrito de interesses e atividades. Acrescentando-os
aos sintomas principais as crianças autistas frequentemente apresentam distúrbios
comportamentais graves, como automutilação e agressividade em reposta às
exigências do ambiente, além de sensibilidade exacerbada a estímulos sensoriais.
Segundo Varella (2013), o autismo instala-se numa fase muito precoce,
precisamente numa altura fulcral, quando os neurónios que coordenam a
comunicação e os relacionamentos sociais deixam de formar as conexões
necessárias.
Siegel (2002), nos diz que:
6

[…] a ideia subjacente à intervenção precoce é contornar áreas do


cérebro que não estão a funcionar e onde normalmente estão
alojadas funções específicas e pensar em formas inteligentes de levar
outras partes do cérebro a funcionar, em vez de estruturas originais.”
(página 261).
A Intervenção Precoce no Transtorno do Espetro do Autismo é imprescindível
como forma de prevenção de resultados negativos e na maximização de
oportunidades de desenvolvimento para as crianças sinalizadas, ou já
diagnosticadas com este espetro. (Siegel, 2008). Isso, possibilita atuar ao nível da
transformação das sinapses neuronais, que estão ainda flexíveis, devido à
plasticidade neural presente nestas idades (Correia, 2011), também, é nítida a
qualidade de vida das pessoas e um melhor comportamento social e afetivo.
O Modelo Denver, desenvolvido pela Dra. Sally Rogers, se baseia nas
pesquisas da área da psicologia do desenvolvimento, e adota as sequencias de
desenvolvimento infantil como base para a avaliação e definição dos objetivos de
intervenção em todas as áreas do desenvolvimento, incluindo a comunicação
receptiva e expressiva, as competências sociais e de jogo, o desenvolvimento
cognitivo, as habilidades motoras globais e finas, a imitação e os comportamentos
adaptativos, é indicado para crianças de até 5 anos de idade. Esta abordagem foi
considerada, em 2012, como uma das dez maiores descobertas na área médica.
Para Tolezani (2010):
Devido melhora significativa durante o tratamento da criança no espectro
autista, pois “oferece uma abordagem educacional prática e abrangente
para inspirar as crianças, adolescentes e adultos com autismo a
participarem ativamente em interações divertidas, espontâneas e dinâmicas
com os pais, outros adultos e crianças” (p. 8).

A interação social é a principal finalidade dos jogos, de modo que são utilizados
três tipos diferentes de jogos e atividades, estas aumentam a motivação da criança
para criar contatos sociais e melhorar a capacidade de atenção e motivação. Quanto
mais cedo a intervenção se iniciar menores serão as dificuldades decorrentes do
autismo, consequentemente a estimulação precoce será mais eficaz diante da
capacidade do cérebro de criar estruturas e ramificações neuronais (TEGETHOF, M.
Estudos sobre a intervenção Precoce em Portugal, 2007).
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Verificou-se que tratamentos especializados para o autismo e iniciados


precocemente contribuem para ganhos significativos no funcionamento cognitivo,
social e linguístico. Assim, diversos parâmetros diferentes de prática profissional
enfatizam a importância da identificação e da intervenção precoces para a promoção
de resultados mais positivos para crianças autistas.

2.4 PIAGET E O DESENVOLVIMENTO COGNITIVO

Segundo Piaget (2014), o desenvolvimento cognitivo é a base da


aprendizagem que se dá por assimilação e acomodação. Quando a pessoa não
consegue assimilar determinada situação podem ocorrer dois processos: a mente
pode se modificar que ocorre a acomodação, logo, somente poderá ocorrer a
aprendizagem quando o esquema de assimilação sofre acomodação, ou desistir.

Os sistemas de ensino devem organizar as condições de acesso aos


espaços, aos recursos pedagógicos e a comunicação que favoreçam a
promoção da aprendizagem e a valorização das diferenças, de forma a
atender as necessidades educacionais de todos os alunos (BRASIL, 2010,
p. 24).

O conhecimento real e concreto é construído através de experiências. Então,


aprender é uma interpretação pessoal do mundo, ou seja, é um processo ativo no
qual o significado é desenvolvido com base em experiências. Cabe salientar que o
papel do professor é de criar situações compatíveis com o nível de desenvolvimento
cognitivo do aluno, conforme a capacidade e a idade das crianças em atividades que
possam desafiar os alunos.

Conclui-se que os profissionais da educação infantil, para desenvolver a


aprendizagem incentivam a assimilação nos alunos por meio de atividades
desafiadoras diferentes de acordo com a idade das crianças observando as etapas
do desenvolvimento infantil. Então, os sistemas educacionais objetivam acomodar
as crianças a conhecimentos tradicionais, pois, dessa maneira facilita que ocorra o
sistema de assimilação que sofre a acomodação, somente dessa maneira poderá
ocorrer a aprendizagem. Entretanto, é notório que não incentivam as crianças ao
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desenvolvimento da inteligência investigativa e crítica, consequentemente seguem


um “padrão de comportamento”, isso faz com que sigam, também, padrões de
atitudes, palavras e ação.

3 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

Este estudo pautou-se em uma pesquisa bibliográfica, fundamentada em uma


abordagem qualitativa, com objetivo exploratório. Como ensina Fonseca (2002, p. 32)
a pesquisa bibliográfica é feita a partir do levantamento de referências teóricas já
analisadas, e publicadas por meios escritos e eletrônicos, como livros, artigos
científicos, páginas de web sites. A pesquisa bibliográfica, para Gil (2007, p. 44) tem
como principais exemplos as investigações sobre ideologias ou aquelas que se
propõem à análise das diversas posições acerca de um problema.
Utilizou-se do método qualitativo para a realização da pesquisa, uma vez que
a maior preocupação está concentrada nos processos e não nos resultados, o que
leva o pesquisador a envolver-se de forma mais aprofundada com os assuntos
estudados, Para Gil (1999), o uso dessa abordagem propicia o aprofundamento da
investigação das questões relacionadas ao fenômeno em estudo e das suas
relações, mediante a máxima valorização do contato direto com a situação
estudada, buscando-se o que era comum, mas permanecendo, entretanto, aberta
para perceber a individualidade e os significados múltiplos.
Cabe salientar que Gil (1999) considera que a pesquisa exploratória tem
como objetivo principal desenvolver, esclarecer e modificar conceitos e ideias, tendo
em vista a formulação de problemas mais precisos ou hipóteses pesquisáveis para
estudos posteriores. Segundo o autor, estes tipos de pesquisas são os que
apresentam menor rigidez no planejamento, pois são planejadas com o objetivo de
proporcionar visão geral, de tipo aproximativo, acerca de determinado fato.
Para melhor compreensão, o artigo Autismo: diferenças no desenvolvimento
entre crianças com tratamento precoce e tardio foi dividido em quatro partes: a
primeira buscou estabelecer uma compreensão sobre os principais sintomas do
autismo, a segunda para explicar os impactos negativos referentes ao
encaminhamento tardio do paciente, a terceira para demonstrar a importância e os
impactos positivos referentes à intervenção precoce no transtorno do espetro do
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autismo, e a quarta demonstrar a visão de Piaget referente ao desenvolvimento


cognitivo.
Para a produção do presente estudo, recorreu-se a busca de artigos nacionais,
disponíveis nos meios eletrônicos, tendo como base de dados o Google acadêmico,
Pepsic, Scielo, Ebsco, Capes. A grande maioria de artigos e trabalhos acadêmicos
pesquisados tiveram suas publicações na última década, os quais serviram como
base para os objetivos da pesquisa, além de livros da área da Psicologia,
Metodologia e os Ministérios da Educação e Saúde. Durante a busca inicial foram 30
artigos sobre o tema, logo, fez-se um filtro para a seleção dos artigos pertinentes à
pesquisa.
Usou-se os descritores: autismo, desenvolvimento cognitivo, intervenção
precoce para o autismo, impactos negativos do desenvolvimento tardio, para a
busca de artigos e trabalhos acadêmicos, utilizando, inicialmente, os descritores de
forma isolada, logo fazendo associação entre eles.
Ao logo da busca inicial, foram encontrados 30 artigos para serem analisados,
entretanto, foram utilizados os seguintes critérios de exclusão: publicações em
idioma diferente de português e artigos que fugiam do contexto do objetivo da
pesquisa. Ao final foram selecionados 13 artigos para serem analisados, os quais
foram selecionados de acordo com os seus conteúdos, sendo excluídas as
publicações fora do período de 2006 à 2020.

4 RESULTADOS E DISCUSSÕES

Dos 30 artigos encontrados na busca inicial, foram selecionados 13 para


leitura e fichamento, também foram retirados dados atualizados do site do planalto
referente a Constituição Federal de 1988, Ministério da Saúde e dados embasados
na teoria do desenvolvimento infantil de Piaget. Com base nas informações
encontradas nos artigos selecionados, foram discutidos os entraves que melhoram a
qualidade de vida das crianças, assim como algumas práticas simples que
alcançaram resultados positivos para o tratamento, também o método Modelo
Denver, logo, mostra a importância da interação social que é fundamental para o
desenvolvimento. Os artigos estudados apresentaram ideais de como o
desenvolvimento do indivíduo com autismo precisa de máxima avaliação e cuidado
durante o tratamento incluindo diversos métodos diferenciados para a melhoria
10

inspirando crianças, adolescentes e adultos a agirem diante de situações do dia-a-


dia.
Desse modo, é imprescindível a compreensão dos profissionais, também,
das famílias envolvidas sobre a importância da Intervenção Precoce no Transtorno
do Espetro do Autismo como forma de prevenção de resultados negativos e na
maximização de oportunidades de desenvolvimento para as crianças que
apresentam os sintomas, ou já diagnosticadas com este espectro, para assim levar
uma melhor qualidade de vida e oportunidades.
Quanto maior o entrosamento entre a instituição, as famílias e a
comunidade em que estão inseridas, tanto maiores serão as chances de se
alcançar a inclusão da pessoa portadora de deficiência na sociedade e
respeito por suas necessidades. (SÓLCIA, 2004, P.24).
Para que o tratamento seja eficaz, os autores afirmam ser necessário o
contínuo estudo e aprofundamento nesta área, adquirindo informações sobre o
autismo, seu tratamento, suas possibilidades e limitações. Os preceitos sugeridos
nos artigos e escolhidos para fichamento no texto nos conduzem a entender que as
intervenções dos portadores do TEA envolvem diversificadas áreas profissionais
para resultar um trabalho com sucesso, mostrando também as dificuldades que
estes tipos de tratamento envolvem.

4. CONSIDERAÇÕES FINAIS

No Brasil, é evidente as dificuldades enfrentadas por crianças portadoras do


Transtorno do Espetro Autista. Visto que, a criança possui dificuldades com as
habilidades sociais devido aos déficits na interação social e na comunicação,
padrões de comportamento repetitivos e estereotipados, repertório restrito de
interesses e atividades. Também, frequentemente pode ser apresentado distúrbios
comportamentais graves, como automutilação e agressividade em resposta às
exigências do ambiente, além de sensibilidade exacerbada a estímulos sensoriais.
Cabe salientar que, um dos principais problemas enfrentados no tratamento
do autismo é o encaminhamento tardio do paciente em consequentemente há uma
detecção tardia. Entende-se que o encaminhamento tardio, pode permitir que o
processo de reabilitação venha a acontecer num período inadequado, visto que a
uma idade correta para cada método de tratamento.
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A Intervenção Precoce no Transtorno do Espetro do Autismo é


imprescindível como forma de prevenção de resultados negativos e na maximização
de oportunidades de desenvolvimento para as crianças sinalizadas, ou já
diagnosticadas com este espetro. Isso, junto à inclusão possibilita às crianças a
terem melhor qualidade de vida. Hoje, existem tratamentos com grande eficácia no
tratamento dos sintomas do espectro do autismo, por exemplo, o método Modelo
Denver em que o objetivo é estimular e ensinar aos pacientes o contato social, o
qual se baseia em pesquisas da área da psicologia do desenvolvimento, e adota as
sequencias de desenvolvimento infantil, indicado para crianças de até 5 anos de
idade.
Convém ressaltar que a inclusão das pessoas com deficiência ou
transtornos vai além de uma obrigação ou uma suposta ação solidária constitucional.
É uma responsabilidade que é necessário com as pessoas e como cidadãos,
garantindo o respeito aos direitos de PCDs. Também, essa é uma ótima forma para
a equipe aprender lidar com as diferenças e trabalhar estigmas e preceitos, com o
objetivo de reduzir a desigualdade sociais e preconceitos para que as crianças
tenham mais facilidade para a interação social que é fundamental para o seu
desenvolvimento.
Conclui-se ao ler os artigos referenciados, a importância do diagnóstico e
tratamento precoce para a vida da criança com autismo. Além disso, é de extrema
importância para os pais e cuidadores um tratamento adequado, visto que eles
sofrem pelo descaso das autoridades públicas. É notório que os tratamentos são
caros, há uma superlotação em filas dos SUS e poucas instituições especializadas
no brasil. Com base nas leituras observou-se que muitos pais não aceitam o
diagnóstico de seus filhos ou só descobrem o transtorno quando a criança já
começa a frequentar a escola, assim prejudicando um tratamento e desenvolvimento
adequado.

REFERÊNCIAS

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12

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