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CADEIA DE SUPRIMENTOS

(SUPPLY CHAIN
MANAGEMENT)
PREVISÃO DE DEMANDA, POLÍTICA E
GESTÃO DE FORNECEDORES, PROCESSOS
DE COMPRAS E PRODUÇÃO

Juracy (Jura )
Nelcivânia ( Vânia )
Supply Chain Management (SCM)

➢ Pode ser definido como a junção de


uma série de processos que fazem
parte do produto. Desde a matéria
prima até o consumo final.

➢ Objetivo: garantir a satisfação


dos clientes. Atender no menor
tempo possível com foco na redução
de custos e aumento na qualidade
do produto ou serviço final.
A ideia desse conceito é
envolver todos os
integrantes do processo
como fornecedores,
fabricantes,
distribuidores, varejistas
e consumidores para
agilizar as etapas e obter
resultados positivos, por
exemplo, a satisfação
dos clientes. A questão
é: como fazer a gestão
da cadeia de
suprimentos? É o que
vamos apresentar neste
post.
Todos os setores envolvidos devem atuar de maneira
integrada. Para que a troca de informações ocorra de
maneira fluida.

estruturada organizada planejada

Dessa forma é possível :


✓Evitar prejuízos;
✓Otimizar tempo;
✓Satisfazer os clientes;

AUMENTAR FATURAMENTO E LUCRATIVIDADE


6 erres SPC

Envolve o planejamento, design, execução, controle e


monitoramento eficazes das atividades da Cadeia de
Suprimentos.
• 1 - O produto Certo;
• 2 - No Lugar certo;
• 3 - Com o preço certo;
• 4 - Com a qualidade Certa;
• 5 - Na hora certa;
• 6 - Na Quantidade certa;
DIFERENÇA

Logística
Faz parte da SCM com
CADEIA DE uma abordagem mais
SUPRIMENTOS
específica, ela está ligada
Supply Chain a tudo que envolve o
management-SCM é um armazenamento do
processo amplo que produto e o transporte do
envolve aquisição de mesmo para o cliente.
matéria-prima, produção,
armazenamento, controle
A logística se encarrega
de estoque, distribuição, do aspecto operacional do
pós venda, entre outros. SCM.
Considera a cadeia como
um todo.
* É a abrangência de cada um desses
processos

• Aquisição de matéria prima; • Transporte de entrada e saída


CADEIA DE Logística
de mercadorias;
•SUPRIMENTOS
Produção;
• Planejamento de distribuição; • Armazenamento das
mercadorias;
• Planejamento e demanda;
• Logística reversa;
• Planejamento de Recursos
Empresariais (ERP);
• Gestão de estoque;
• Logística;
• Melhoria contínua;
Vale lembrar!!!

• Ambos são
indispensáveis
para que as
engrenagens do
negócio funcione
perfeitamente.
• Fica evidente que reduzir a cadeia logística à empresa é
um erro, já que esse é um processo maior e que abrange
os seus clientes. Por isso, a prática da cadeia logística
depende do tipo de empresa que você tem. No caso de
uma loja que apenas vende os produtos, a etapa de
fabricação não existe, já que os itens são adquiridos de
um fornecedor.
• O atraso do parceiro, no entanto, pode levar
a prejuízos para o lojista em relação ao
consumidor final. Portanto, é importante
conhecer questões relevantes e que afetam
essa relação, como períodos de sazonalidade,
prazo de entrega, formas de trabalho do
fornecedor, entre outros aspectos. Já no caso
de uma indústria, a cadeia logística é muito
mais ampla e conta com diferentes etapas.
Entre elas, podem ser citadas a aquisição de
insumos e matérias-primas, transporte até a
fábrica, produção, estoque, processo de
embalagem, venda para o lojista, distribuição
etc.
• Todos esses momentos devem ser
constantemente monitorados para
evitar imprevistos que impactem
negativamente o consumidor final.
Assim, há uma responsabilidade
conjunta entre indústria e lojista.
É o esforço de ambos que garante
o melhor atendimento ao cliente.
De modo geral, a cadeia de
suprimentos afeta a vida
profissional, social e pessoal.
Dicas para Implementação
Fornecedores

Um aspecto extremamente importante para a cadeia


de suprimentos é a escolha da matéria-prima. Nesse
sentido, é preciso manter uma boa relação com seus
fornecedores e procurar sempre o melhor custo-
benefício.
Mantenha-os atualizados sobre qualquer mudança
no processo produtivo para que os prazos e as
quantidades de matéria-prima estejam sempre em
consonância a atual necessidade da empresa. Assim,
evita-se atrasos na entrega e o excesso (ou falta) de
mercadorias no estoque.
• Obtenha mais agilidade e controle da linha de
produção. O primeiro passo é mapear os processos
da empresa, para que, assim, a organização tenha
controle total sobre a produção. A ideia é identificar
falhas e vulnerabilidades, como a demora para a
realização de uma atividade ou a dependência de
determinado fornecedor, o que impede uma
negociação melhor. Com esse acompanhamento,
você tem a chance de prever e tornar a solução de
problemas mais rápida. Compartilhe o sistema de
gestão da cadeia de suprimentos com o fornecedor.
Estoque

• O local onde as mercadorias serão armazenadas e o


tempo de permanência precisam ser levados em
consideração durante o SCM.
• Por isso, é fundamental fazer um controle de
estoque eficiente para reduzir custos e atender as
demandas com agilidade.
A manutenção

• O gerenciamento da cadeia de suprimentos deve


considerar também a manutenção de máquinas e do
espaço físico. Para que seja possível promover a melhoria
contínua dos processos, as revisões devem ser feitas
periodicamente.
Transporte

• Se a entrega ocorrer fora do prazo ou se houver


desvios no trajeto, o cliente pode ficar insatisfeito.
Isso compromete os resultados da sua empresa.
• Dessa forma, o transporte precisa ser feito por uma
equipe de total confiança. Assim, os prazos serão
respeitados e as outras etapas da cadeia não serão
prejudicadas.
Fatores Externos

• O gerenciamento da cadeia de suprimentos também


precisa estar atento a diversos fatores externos que
podem exercer impacto na entrega ao consumidor final.
• Imprevistos relacionados a fatores econômicos, sociais,
políticos, jurídicos ou ambientais devem ser levados em
consideração durante o SCM.
A padronização

Padronizar os processos da cadeia de suprimentos


pode fazer muita diferença nos seus resultados. Ao
optar pela padronização, é possível:
• reduzir custos;
• aumentar a produtividade;
• minimizar desperdícios;
• adotar práticas mais eficazes;
• exercer maior controle sobre os processos;
• garantir a eficiência de ponta a ponta da cadeia.
A comunicação

• Uma cadeia de suprimentos precisa funcionar de maneira


integrada. E não é possível que isso aconteça se não
houver uma comunicação eficiente entre os colaboradores
e os setores envolvidos na cadeia.
• Por isso, procure otimizar os processos comunicativos para
que eles ocorram de maneira ágil, clara, direta e eficiente.
A automatização

• Por meio da automatização de processos, você também


consegue reduzir custos e aumentar a produtividade das
suas equipes.
• Isso porque, em vez de dedicar mão de obra para tarefas
repetitivas , você automatizar tais tarefas e realocar a
força de trabalho para atividades que agregam mais valor
ao seu produto. Além disso, a automatização ajuda a
evitar falhas humanas e retrabalhos.
Exemplo de cadeia de suprimentos que inclui a
logística reversa, isto é, a devolução para o produtor
inicial das embalagens e de outros materiais que
precisam ser descartados:
Vídeo

https://youtu.be/hlVf6qiF5fE
PREVISÃO DE DEMANDA
NÍVEIS DE PLANEJAMENTOS
O que é?

• Consiste na tentativa de prever o futuro de variáveis


que impactam de forma direta na área produtiva da
empresa. Apesar de ser uma estimativa, ela não é
baseada em achismos dos gestores, mas na análise
dos indicativos e históricos da companhia.
• O objetivo é entender qual será a demanda para que
os gestores possam tomar decisões assertivas sobre
precificação, posicionamento, potencial de mercado,
aquisições e expansão. A partir da previsão, é possível
se preparar e criar um plano de ação para suas
operações, reduzindo riscos que podem afetar a
competitividade.
• Basicamente, o
empreendimento deve
prever o local, o tempo e a
quantidade em que seus
produtos serão solicitados
pelo consumidor,
atendendo às suas
necessidades com maior
eficiência.
Benefícios

• melhor planejamento orçamentário;


• facilidade de produção;
• auxílio no planejamento se houver necessidade de
mão de obra adicional;
• auxílio nas previsões financeiras;
• auxílio no planejamento das ações de marketing;
• impedimento de sub produção ou superprodução;
• redução de custos;
• melhor utilização do espaço e do estoque;
• otimização de processos.
Como fazer?

Em visões gerais há dois modelos:

• QUANTITAVIVO = É a atividade que verifica se a


quantidade declarada pelo fornecedor na nota fiscal
corresponde efetivamente à recebida.

• QUALITATIVO = É efetuada pela inspeção técnica, por


meio da confrontação das condições contratadas na
autorização de fornecimento com as consignadas na
Nota Fiscal. Examina:
• Características dimensionais;
• Características específicas;
• Restrições de especificações;
PCP – Planejamento e Controle de Produção

O Planejamento e Controle da Produção (PCP) é o


ramo da Engenharia de Produção especializado no
gerenciamento das tarefas produtivas bem como na
definição dos recursos operacionais.
• Os pilares do PCP:
• Programação
• Carregamento
• Sequenciamento
• Monitoramento.
Cada um deles responde às perguntas de quando fazer,
quanto fazer, em que ordem fazer e se as atividades
estão seguindo conforme o plano, respectivamente.
Além disso, as práticas de planejamento e de
organização variam de acordo com o segmento. No
entanto, tais pilares são essenciais para a gestão de
qualquer tipo de organização.
Dessa forma, o planejamento e controle da produção
(PCP) irá sistematizar as formas de planejamento, assim
como induzir à padronização dos produtos permitindo
que se crie um elo de geração de resultados,
aumentando a eficiência da organização, reduzindo
desperdícios e identificando os gargalos da produção.
Processos de Compra e Produção

• A gestão de fornecedores, muitas vezes considerada


como uma área de suporte à suprimentos, é, sem
dúvida, uma das atividades mais estratégicas,
considerando que os objetivos centrais de uma
organização são obtenção de resultado e continuidade
do negócio, a falta de controle efetivo do processo de
homologação e gestão de fornecedores pode trazer
riscos financeiros, comerciais e de reputação. Um
processo eficiente de gestão de fornecedores pode
alavancar a vantagem competitiva da organização,
pois a qualidade do produto final oferecido pela
empresa depende dos serviços ou subprodutos
utilizados na sua composição.
• Para tal, dividimos nossa oferta de gestão de fornecedores
em duas etapas. A primeira etapa é o processo de
homologação, que avalia questões documentais,
cadastrais, econômico-financeiras, exigências fiscais,
ambientais e qualificações técnicas pertinentes a cada
categoria fornecida pela empresa. A segunda etapa
corresponde ao processo de avaliação periódica, em que,
de tempos em tempos, deve ser realizada uma
reavaliação do fornecedor para verificar a continuidade da
aptidão no fornecimento de seus produtos e serviços.
• Dessa forma, é fundamental avaliar constantemente a
base de fornecedores, a fim de garantir o atendimento
das necessidades de sua empresa e, assim, alcançar
resultados cada vez mais positivos para os negócios.
Compras

• É o setor que lida diretamente com os fornecedores,


responsável por realizar pedidos de insumos e
matérias-primas com parceiros selecionados. Cabe ao
setor de compras identificar as melhores oportunidades
de negociação, notadamente, sobre preços, condições
de pagamento e prazos de entrega.
• O departamento de vendas deve ser encarado,
portanto, como o principal fornecedor de informações
relevantes para a tomada de decisões quando envolver
(direta ou indiretamente) a cadeia de suprimentos. É o
setor de vendas que, em geral, orienta a necessidade
de novas aquisições
Marketing

• O setor de marketing tem um papel bastante parecido


com o do departamento de vendas quando o assunto é
supply chain. A grande diferença é que seu foco está
no dimensionamento de demandas futuras, de forma a
fazer a estimação do que será preciso adquirir. Afinal
de contas, ações de marketing buscam, justamente,
aumentar o volume de vendas. Os profissionais dessa
área são capazes de estimar o tamanho desse
aumento de forma bastante precisa. Isso significa que
o marketing tem um papel relevante no planejamento
estratégico da aquisição de materiais, podendo ser um
norteador de compras futuras.
• Além disso, o setor de promoções e publicidade
também pode auxiliar na correção de eventuais falhas
cometidas pelo setor de estoque ou departamento de
vendas. No caso de estoque parado, por exemplo, o
marketing pode sugerir promoções para melhorar o
fluxo de saída de itens.
Jurídico

• A conexão entre empresas e fornecedores é sempre


ancorada em contratos, que devem ser redigidos com o
objetivo não só de estabelecer as condições de
cumprimento de um acordo, mas também, de melhorar
a transparência das relações e garantir tanto os direitos
como os deveres das partes envolvidas. Por isso, esses
documentos não devem ser vistos apenas como
promessas de pagamento, mas como ferramentas de
gestão de relacionamento. O jurídico também pode ser
importante quando há problemas na ponte entre os
envolvidos, arbitrando conflitos ou, em caso de
necessidade, assegurando os direitos da empresa.
• Quando a empresa torna seu processo produtivo mais
profissional e eficiente, naturalmente, os resultados
refletem na etapa de vendas. Sem contar que cabe ao
gerente da Supply Chain buscar por fornecedores,
serviços e produtos que tornem a cadeia de suprimentos
ainda mais eficiente. Diminuir custos e maximizar os
ganhos torna todo o processo produtivo mais lucrativo.
Controle este é um benefício natural de todo bom
gerenciamento. Na cadeia de suprimentos não é diferente.
Quando os processos passam a ser gerenciados por um
profissional, todas as etapas, pedidos, quantidades e,
principalmente, qualidade são controlados e verificados.
• Controle todo o fluxo operacional de compras, e elimine
processos operacionais e custos desnecessários para
tomar decisões mais estratégicas. Centralize todas as
requisições para acompanhar o processo completo de
compras. Acompanhe o andamento das requisições,
integre seus processos e receba alertas para rastrear
todas as informações de compra e entrega.

• Automatize o processo de negociação e conquiste


tomadas de decisão mais assertivas. Tenha acesso a
relatórios de análises (lead time, saving, performance
da equipe etc.
• Tenha visão gerencial dos pedidos para alcançar os
melhores resultados em compras. Monitore, em um
único ambiente, o ciclo de vida dos pedidos para
otimizar transações, aprovações, a comunicação com
fornecedores, e a colaboração entre empresas e
auditorias. Garanta mais controle e organização nas
faturas recebidas. Automatize a entrada de notas
fiscais de materiais e serviços. Compare os dados com
o Pedido, e evite incompatibilidade no recebimento e
pagamento
• Mantenha seus fornecedores informados em tempo real,
possibilitando o envio de mensagens rastreáveis online
para melhorar controle, gestão de gastos e comunicação
com parceiros.
TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO
• Como falamos, a gestão da cadeia de suprimentos não
se restringe à movimentação de materiais. Ela também
presume uma troca eficiente de informações,
permitindo ações coordenadas para o alcance do
objetivo final, ou seja, a finalização da venda. Então,
anote aí: o uso da tecnologia é essencial em cada uma
das etapas do SCM. As soluções tecnológicas podem
estar presentes na localização dos materiais esticados,
no controle de tempo gasto com o transporte de
suprimentos e produtos, na gestão de documentos
intrínsecos da gestão de fornecedores e na abertura de
canais de comunicação direta via mensageiros virtuais,
e-mails e vídeo conferência.
• É possível, por exemplo, usar a assinatura eletrônica para
diminuir a papelada e a burocracia no envio e assinatura
de contratos e pedidos, tornando o processo mais rápido,
seguro, controlável e sem a necessidade de reuniões
presenciais. Afinal, boas plataformas de assinatura
eletrônica são capazes de armazenar e organizar
documentos assinados de forma a automatizar o fluxo de
contratos.
• O uso de sistemas integrados como erp, wms, tms,
planilhas eletrônicas ajudam na maior velocidade de SRM
...A Gestão de relacionamento com fornecedores (em
inglês: Supplier relation ship management (SRM)) é a
disciplina de planejar e gerenciar estrategicamente todas
as interações com organizações de terceiros que fornecem
bens e/ou serviços a uma organização, afim de maximizar
o valor dessas interações.
SOFTWARE E SISTEMAS
CONCLUSÃO

Por isso, ter uma cadeia de suprimentos bem administrada


não basta. Também é preciso que sua absorva esses
recursos de forma natural. Assim, o ideal é que ambas as
cadeias, a interna e a externa, se integrem por meio de
uma gestão de suprimentos eficiente.
Bibliografia:

https://escolaquestion.com.br/site/uniftec-ead/pos-
graduacao/mba-em-gestao-executiva-de-logistica-e-
supply-chain-management;
https://enivix.com.br/2020/05/13/supply-chain-
pandemia-exige-novos-modelos-de-projecao-de-
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https://semcon.com.br/cursos/cursologistica1/
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http://www.setting.com.br/blog/processos/cadeia-
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https://runsmart.cloud/blog/2018/05/07/qual-
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https://eprconsultoria.com.br/planejamento-e-controle-
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https://enivix.com.br/2020/05/13/supply-chain-pandemia-
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https://www.ibid.com.br/blog/supply-chain-o-que-e-e-
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https://ibid.com.br/blog/internet-das-coisas-e-cadeia-de-
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https://patrus.com.br/blog/entenda-de-uma-vez-por-
todas-o-que-e-supply-chain/
https://administradores.com.br/artigos/o-que-e-supply-
chain-management

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