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REATORES QUÍMICOS

HOMOGÊNEOS
Cap. 4 – Combinação de reatores

Luis Rafael Bonetto


lrbonett@ucs.br
Sala G-103
2021
PROGRAMAÇÃO
• Comparação de reatores;

• Análise gráfica;
o Determinação do desempenho do reator pela representação gráfica;

• Principais conclusões a respeito;

• Combinação de reatores PFR e CSTR em série e em paralelo;


o Combinação de PFR’s
o Combinação de CSTR’s;

• Combinação de reatores de diferentes tipos.


Não esqueçam de olhar os itens 6.1 e
6.2 do Cap. 6 do Levespiel e tópicos
do Cap. 2 e do Cap. 5 do Fogler.
2
COMPARAÇÃO DE REATORES

Para uma determinada tarefa, a razão de capacidades entre o reator de mistura


perfeita e o pistonado dependerá do grau de avanço (extensão da reação), da
estequiometria, e da forma da equação de taxa.

Existem diversas formas de comparar a capacidade de reatores CSTR e PFR:

1) Realizando os cálculos através das equações de desempenho (todos os dados –


já realizado – Cap. 2);

2) Pela comparação das equações de desempenho;

3) Através de análise gráfica (Gráficos de Levenspiel).

3
COMPARAÇÃO DE REATORES
Comparação de equações:

CSTR PFR
Equação geral de desempenho Equação geral de desempenho

𝜏𝑀 𝑉𝑀 𝑋𝐴 𝑋𝐴
𝜏𝑇 𝑉𝑇 𝑑𝑋𝐴
= = = =න
𝐶𝐴0 𝐹𝐴0 −𝑟𝐴 𝐶𝐴0 𝐹𝐴0 0 −𝑟𝐴
𝑛
𝐶𝐴0 1−𝑋𝐴 𝑛
Para uma taxa de reação geral, −𝑟𝐴 = 𝑘 𝐶𝐴𝑛 =𝑘 1+ 𝜀𝐴 𝑋𝐴 𝑛

𝑉𝑀 𝐶𝐴0 𝑋𝐴 1 + 𝜀𝐴 𝑋𝐴 𝑛 𝑉𝑇 𝐶𝐴0 1 𝑋𝐴
1 + 𝜀𝐴 𝑋𝐴 𝑛
𝜏𝑀 = = 𝑛−1 𝜏𝑇 = = 𝑛−1 න 𝑛 𝑑𝑋𝐴
𝐹𝐴0 𝑘𝐶𝐴0 1 − 𝑋𝐴 𝑛 𝐹𝐴0 𝑘𝐶𝐴0 0 1 − 𝑋𝐴

Dividindo as duas equações, tem-se:


𝑛 𝑛
𝑛−1 𝑉𝐶𝐴0 𝑋 1 + 𝜀𝐴 𝑋𝐴
𝜏𝐶𝐴0 𝑀 = 𝐹 = 𝐴
𝐴0 𝑀 1 − 𝑋𝐴 𝑛
𝑛
𝑛−1 𝑉𝐶𝐴0 𝑋𝐴 1 + 𝜀𝐴 𝑋𝐴 𝑛
𝜏𝐶𝐴0 𝑇 = 𝐹 = ‫׬‬0 𝑑𝑋𝐴
𝐴0 1 − 𝑋𝐴 𝑛 4
𝑇
COMPARAÇÃO DE REATORES
Principais soluções:

𝑛
𝑛−1 𝑉𝐶𝐴0 𝑋𝐴
𝜏𝐶𝐴0 𝑀 = 𝐹 = 𝑛
Se εA = 0 𝐴0 𝑀 1 − 𝑋𝐴
𝑛
(solução geral) 𝑛−1 𝑉𝐶𝐴0 𝑋 𝑑𝑋𝐴
𝜏𝐶𝐴0 𝑇 = 𝐹 = ‫׬‬0 𝐴 𝑛
𝐴0 1 − 𝑋𝐴
𝑇

𝑛
𝑛−1 𝑉𝐶𝐴0 𝑋𝐴
𝜏𝐶𝐴0 𝑀 = 𝐹 =
Com εA = 0 𝐴0 𝑀 1 − 𝑋𝐴
𝑛
en=1 𝑛−1 𝑉𝐶𝐴0
𝜏𝐶𝐴0 𝑇 = = − ln 1 − 𝑋𝐴
𝐹𝐴0
𝑇

𝑛
𝑛−1 𝑉𝐶𝐴0 𝑋𝐴
𝜏𝐶𝐴0 𝑀 = 𝐹 = 𝑛
Com εA = 0 𝐴0 𝑀 1 − 𝑋𝐴
𝑛
en≠1 𝑛−1 𝑉𝐶𝐴0 1 − 𝑋𝐴 𝑛−1 − 1
𝜏𝐶𝐴0 𝑇 = 𝐹 =
𝐴0 𝑛−1
𝑇
5
COMPARAÇÃO DE REATORES
Análise gráfica

CSTR PFR

6
COMPARAÇÃO DE REATORES
Cálculos de volume por meio de dados cinéticos

Em algumas situações, não se dispõe da lei da velocidade já “pronta”, mas apenas


dados cinéticos, medidos experimentalmente.

Ex: dados extraídos de um experimento cinético em reator batelada


(como na prática 1)

t (min) CA (mol/L)
0 1,0
1 0,9
2,2 0,8
3,6 0,7
5,1 0,6
6,9 0,5
9,2 0,4
7
COMPARAÇÃO DE REATORES
Cálculos de volume por meio de dados cinéticos

Extraindo as derivadas em cada ponto, tem-se as respectivas velocidades de reação


em cada instante de tempo.

t (min) CA (mol/L) (-rA) (mol/L.min) XA


0 1,0 0,097 0
1 0,9 0,090 0,1
2,2 0,8 0,080 0,2
3,6 0,7 0,070 0,3
5,1 0,6 0,060 0,4
6,9 0,5 0,050 0,5
9,2 0,4 0,040 0,6

8
COMPARAÇÃO DE REATORES
Cálculos de volume por meio de dados cinéticos

Com os valores de taxa de reação, pode-se relacioná-los com a concentração e/ou


com a conversão e obter gráficos como os abaixo, conforme a ordem da reação.

9
COMPARAÇÃO DE REATORES
Representando os dados de maneira mais adequada, pode-se obter o volume (ou o
tempo espacial) de reatores por meio desses gráficos.

CSTR PFR

10
COMPARAÇÃO DE REATORES
Representação gráfica
A volume constante

CSTR PFR

11
COMPARAÇÃO DE REATORES
PFR com reciclo:
Representação geral: Caso especial:
para qualquer εA: só para εA= 0

Altura
média

12
COMPARAÇÃO DE REATORES
PFR com reciclo: casos extremos

Pequeno reciclo Grande reciclo

13
PROJETO DE REATORES DESCONTÍNUOS

Representação gráfica:

𝑋𝐴 𝑋𝐴 𝐶𝐴
𝑡 𝑑𝑋𝐴 𝑡 𝑑𝑋𝐴 𝑑𝐶𝐴
=න =න 𝑡 = −න
𝑁𝐴0 0 −𝑟𝐴 . 𝑉 𝐶𝐴0 0 −𝑟𝐴 𝐶𝐴0 −𝑟𝐴
14
EXEMPLO 4.1
Determinada reação química A → produtos tem a sua velocidade estudada cineticamente
em função de várias concentrações molares e os resultados encontrados são conforme o
gráfico abaixo:

Com base nesses dados, obtenha: o volume e o tempo espacial de um CSTR partindo de
uma alimentação de 4 kmol de A/hora com CA0 = 0,50 mol/L para as seguintes conversões:
a) 30%; b) 80%; c) 95% 15
COMPARAÇÃO DE REATORES
𝑋𝐴
𝑑𝑋𝐴

0 −𝑟𝐴

PFR ou batelada: integração gráfica

A integral pode ser realizada de diversas formas:


1) Com o auxílio de softwares (Origin ou Matlab) – mais exata;
2) Através de avaliação numérica (seu uso depende da forma da curva):
- Regra dos trapézios;
- Regra de Simpson de um terço;
- Fórmula de quadratura de cinco pontos.
- Etc... 16
COMPARAÇÃO DE REATORES
Cálculos de volume por meio de dados cinéticos

Não importa o método a ser utilizado, o importante é calcular a área


adequadamente!

17
COMPARAÇÃO DE REATORES
1) Com o auxílio do Origin!

1) Plotar o gráfico 1/(-rA) vs XA ou 1/(-rA) vs CA

18
COMPARAÇÃO DE REATORES
1) Com o auxílio do Origin!

2) Integrar a área selecionada com o auxílio da ferramenta Integrate

19
COMPARAÇÃO DE REATORES
1) Com o auxílio do Origin!

3) Na ferramenta, seleciona-se a região que se deseja integrar

20
COMPARAÇÃO DE REATORES
1) Com o auxílio do Origin!

4) Solicita-se o cálculo da área.

21
COMPARAÇÃO DE REATORES
2) Através de avaliação numérica:

- Regra dos trapézios: usado para baixas conversões ou curvas pouco inclinadas
(XA ~ 0,3; 0,4)

𝑥1

න 𝑓 𝑥 𝑑𝑥 = 𝑓 𝑥0 + 𝑓 𝑥1
𝑥0 2

ℎ = 𝑥1 − 𝑥0
𝑋𝐴
𝜏 𝑉 𝑑𝑋𝐴 ℎ 1 1
𝐴= = =න = +
𝐶𝐴0 𝐹𝐴0 0 −𝑟𝐴 2 −𝑟𝐴 𝑋𝐴 =0
−𝑟𝐴 𝑋𝐴 =𝑥𝐴

𝐶𝐴0
𝑉𝐶𝐴0 𝑑𝐶𝐴 ℎ 1 1
𝐴=𝜏= =න = +
𝐹𝐴0 𝐶𝐴 −𝑟𝐴 2 −𝑟𝐴 𝐶𝐴 =𝐶𝐴
−𝑟𝐴 𝐶𝐴 =𝐶𝐴0

22
COMPARAÇÃO DE REATORES
2) Através de avaliação numérica:

- Regra de Simpson: usado para maior faixa de conversões (até ~ 0,8; 0,9).

𝑥2

න 𝑓 𝑥 𝑑𝑥 = 𝑓 𝑥0 + 4𝑓 𝑥1 + 𝑓 𝑥2
𝑥0 3

𝑥2 − 𝑥0
ℎ= 𝑥1 = 𝑥0 + ℎ
2

𝑋𝐴
𝜏 𝑉 𝑑𝑋𝐴 ℎ 1 1 1
𝐴= = =න = +4 +
𝐶𝐴0 𝐹𝐴0 0 −𝑟𝐴 3 −𝑟𝐴 𝑋𝐴 =0
−𝑟𝐴 𝑋𝐴 =𝑥1
−𝑟𝐴 𝑋𝐴 =𝑋𝐴

𝐶𝐴0
𝑉𝐶𝐴0 𝑑𝐶𝐴 ℎ 1 1 1
𝐴=𝜏= =න = +4 +
𝐹𝐴0 𝐶𝐴 −𝑟𝐴 3 −𝑟𝐴 𝐶𝐴 =𝐶𝐴
−𝑟𝐴 𝐶𝐴 =𝑥1
−𝑟𝐴 𝐶𝐴 =𝐶𝐴0
23
COMPARAÇÃO DE REATORES
2) Através de avaliação numérica:

- Fórmula de quadratura de 5 pontos: usado para curvas muito íngremes e


conversões mais altas (até ~ 0,9; 0,95).

𝑥4

න 𝑓 𝑥 𝑑𝑥 = 𝑓 𝑥0 + 4𝑓 𝑥1 + 2𝑓 𝑥2 + 4𝑓 𝑥3 + 𝑓 𝑥4
𝑥0 3

𝑥4 − 𝑥0
ℎ= 𝑥1 = 𝑥0 + ℎ 𝑥2 = 𝑥0 + 2ℎ 𝑥3 = 𝑥0 + 3ℎ
4

𝑋𝐴
𝑑𝑋𝐴 ℎ 1 1 1 1 1
𝐴=න = +4 +2 +4 +
0 −𝑟𝐴 3 −𝑟𝐴 𝑋𝐴 =0
−𝑟𝐴 𝑋𝐴 =𝑥1
−𝑟𝐴 𝑋𝐴 =𝑥2
−𝑟𝐴 𝑋𝐴 =𝑥3
−𝑟𝐴 𝑋𝐴 =𝑋𝐴

𝐶𝐴0
𝑑𝐶𝐴 ℎ 1 1 1 1 1
𝐴=න = +4 +2 + 4 +
𝐶𝐴 −𝑟𝐴 3 −𝑟𝐴 𝐶𝐴 =𝐶𝐴
−𝑟𝐴 𝐶𝐴 =𝑥1
−𝑟𝐴 𝐶𝐴 =𝑥2
−𝑟𝐴 𝐶𝐴 =𝑥3
−𝑟𝐴 𝐶𝐴 =𝐶𝐴0

24
COMPARAÇÃO DE REATORES
Nem sempre os eixos serão os mesmos em uma representação gráfica!

Nesses casos, observa-se a relação existente


entre a área (produto dos eixos) e a equação
de desempenho do reator!

𝑋𝐴
𝜏 𝑉 𝑑𝑋𝐴
= =න
𝐶𝐴0 𝐹𝐴0 0 −𝑟𝐴

𝑋𝐴
𝐹𝐴0
𝐴=න 𝑑𝑋𝐴 = 𝑉 = 𝜏 𝜈0
0 −𝑟𝐴

𝑋𝐴
𝐹𝐴0 ℎ 𝐹𝐴0 𝐹𝐴0 𝐹𝐴0
𝐴 = 𝑉 = 𝜏 𝜈0 = න 𝑑𝑋𝐴 = +4 +
0 −𝑟𝐴 3 −𝑟𝐴 𝑋𝐴 =0
−𝑟𝐴 𝑋𝐴 =𝑥1
−𝑟𝐴 𝑋𝐴 =𝑋𝐴
25
EXEMPLO 4.2
Determinada reação química A → produtos tem a sua velocidade estudada cineticamente
em função de várias concentrações molares e os resultados encontrados são conforme o
gráfico abaixo:

Com base nesses dados, obtenha: o volume e o tempo espacial de um PFR partindo de uma
alimentação de 4 kmol de A/hora com CA0 = 0,50 mol/L para as seguintes conversões:
a) 30%; b) 80%; c) 95% 26
COMPARAÇÃO DE REATORES
A análise pela representação gráfica permite realizar outras conclusões de modo
bastante rápido e instintivo.

Analisando a equação de velocidade (-rA) = k CAn, pode-se perceber que ela é


função da ordem da reação (n), e sendo assim três situações distintas podem
existir:

27
COMPARAÇÃO DE REATORES
Em termos do inverso da taxa:

28
COMPARAÇÃO DE REATORES
Para reações isotérmicas de ordem maior que zero, o volume do CSTR será
sempre maior que o volume do PFR, para a mesma conversão e condições de
reação (temperatura, vazão, etc.).

29
EXEMPLO 4.3
Para o mesmo caso dos exemplos 4.1 e 4.2, compare o desempenho do CSTR e do PFR
para as três conversões estudadas. O que pode-se concluir a respeito?

30
COMPARAÇÃO DE REATORES

Além disso, pode-se concluir que:

1) Quanto maior o nível de conversão desejado para uma reação química, maior
a diferença entre VM e VT para n > 0 ou n < 0.

2) Para reações de ordem zero: os volumes sempre serão iguais, desde que a lei
da velocidade seja a mesma.

Relação análoga se estende à conversão: para reatores de mesmo volume,


XAM < XAT para n > 0, XAM = XAT para n = 0 e XAM > XAT para n < 0.
31
EXEMPLO 4.4
(Eng. Processamento Jr. - Petrobrás 2014/1) Considere uma reação que se processa em fase
líquida em dada temperatura. Abaixo está representado o inverso da taxa de reação do
reagente A em função de sua conversão. Se 30 mol/s do reagente A são alimentados a uma
concentração de 3 mol/L, em um CSTR, desejando-se atingir uma concentração de 0,9
mol/L de reagente na saída, calcule o volume do reator, em litros.

32
COMBINAÇÃO DE REATORES
Os reatores contínuos, assim como muitos equipamentos, podem ser combinados
em arranjos que envolvem associações em série ou em paralelo, de reatores de
mesmo tipo (dois ou mais PFR’s; dois ou mais CSTR’s) ou de tipos diferentes.

33
COMBINAÇÃO DE REATORES – PFR EM
SÉRIE
Sejam N reatores pistonados em série e X1, X2, ..., XN, a conversão de saída de
cada um dos reatores em série:

Para o primeiro reator: Para o i-ésimo reator:


𝑋𝐴 𝑋𝐴,𝑖
𝑉 𝑑𝑋𝐴 𝑉𝑖 𝑑𝑋𝐴,𝑖
=න =න
𝐹𝐴0 0 −𝑟𝐴 𝐹𝐴0 𝑋𝐴 ,𝑖−1 −𝑟𝐴,𝑖

Portanto, para N reatores PFR em série:


𝑁 𝑋𝐴,1 𝑋𝐴,2 𝑋𝐴,𝑁
𝑉 𝑉𝑖 𝑉1 + 𝑉2 + ⋯ + 𝑉𝑁 𝑑𝑋 𝑑𝑋 𝑑𝑋
= ෍ = =න +න + ⋯+ න
𝐹𝐴0 𝐹𝐴0 𝐹𝐴0 0 −𝑟𝐴,1 𝑋𝐴,1 −𝑟𝐴,2 𝑋𝐴,𝑁−1 −𝑟𝐴,𝑁
𝑖=1
34
COMBINAÇÃO DE REATORES – PFR EM
SÉRIE
𝑋𝐴,𝑁
De onde se conclui que: 𝑉 𝑑𝑋𝐴
=න
𝐹𝐴0 0 −𝑟𝐴

Ou seja:
N reatores tubulares em série com um volume total V fornecem a mesma
conversão que um único reator tubular de volume V.

Os N reatores podem ser de mesma


capacidade ou não; não importa!

35
COMBINAÇÃO DE REATORES – PFR EM
SÉRIE

Aplicação: estágios de aquecimento ou resfriamento, quando há dificuldade do


controle da temperatura no próprio reator.

36
COMBINAÇÃO DE REATORES – PFR EM
SÉRIE
Cuidado!

Ao utilizar as equações de projeto nos reatores intermediários, deve-se considerar a


conversão de entrada!!!

𝑁 𝑋𝐴,1 𝑋𝐴,2 𝑋𝐴,𝑁


𝑉 𝑉𝑖 𝑉1 + 𝑉2 + ⋯ + 𝑉𝑁 𝑑𝑋 𝑑𝑋 𝑑𝑋
= ෍ = =න +න + ⋯+ න
𝐹𝐴0 𝐹𝐴0 𝐹𝐴0 0 −𝑟𝐴,1 𝑋𝐴,1 −𝑟𝐴,2 𝑋𝐴,𝑁−1 −𝑟𝐴,𝑁
𝑖=1

37
COMBINAÇÃO DE REATORES – PFR EM
PARALELO
Sejam N reatores pistonados em paralelo e X1, X2, ..., XN, a conversão de saída de
cada um dos reatores em paralelo:

Tanto para um arranjo com volumes iguais,


quanto para diferentes, a máxima eficiência de
produção ocorre com τ (ou V/FA0) constante
para cada reator.
𝜏1 = 𝜏2 = 𝜏3 = ⋯ = 𝜏𝑁

Qualquer outra forma de alimentação onde τ


não seja mantido o mesmo em todos os reatores
conduzirá a uma menor eficiência do sistema.
38
COMBINAÇÃO DE REATORES – PFR EM
SÉRIE E EM PARALELO
Cuidado!

A condição de τ ou (ou V/FA0) para cada reator se aplica ao arranjo em paralelo, e


não a todo o sistema!

Mesmo τ (rendimento máximo)

τ pode ser diferente, para maior


rendimento. 39
COMBINAÇÃO DE REATORES – PFR EM
PARALELO
Essa constatação nos leva a perceber que para um conjunto de PFR’s em paralelo,
a soma dos volumes individuais de cada reator associado é equivalente ao volume
de um único PFR, a alimentação for distribuída de tal maneira que correntes
fluidas que se encontram tiverem a mesma composição (τ constante).

Aplicação: demanda variável; vazão muito alta.

𝑆𝑒 𝜏1 = 𝜏2 = 𝜏3 = ⋯ = 𝜏𝑁 → 𝑋𝐴1 = 𝑋𝐴2 = 𝑋𝐴3 = ⋯ = 𝑋𝐴𝑁 = 𝑋𝐴𝑚á𝑥 40


EXEMPLO 4.5
(Exemplo 6.1; Levenspiel – adaptado) A disposição de reatores mostrada abaixo consiste
em três reatores pistonados em duas linhas paralelas. A linha D (Branch D) tem um reator
de 50 L, seguida de um reator de 30 L. A linha E (Branch E) tem um reator de volume de
40 L.
a) Qual a fração de alimentação deve ir para a linha D para obter a máxima conversão
possível com esse arranjo?
b) Determine a conversão para cada reator da Linha D e a final do sistema com a melhor
distribuição de vazão volumétrica (τD = τE) e
c) invertendo as vazões. Considere que ocorre uma reação de 1ª ordem (k = 0,01 min-1) e υ0
= 1 L/min.

41
COMBINAÇÃO DE REATORES – CSTR EM
PARALELO
Sejam N reatores de mistura em paralelo e X1, X2, ..., XN, a conversão de saída de
cada um dos reatores em paralelo:
Assim como para um PFR, tanto para um
arranjo com volumes iguais, quanto para
diferentes, a máxima eficiência de produção
ocorre com τ (ou V/FA0) constante para cada
reator.
𝜏1 = 𝜏2 = 𝜏3 = ⋯ = 𝜏𝑁

𝑋𝐴1 = 𝑋𝐴2 = 𝑋𝐴3 = ⋯ = 𝑋𝐴𝑁 = 𝑋𝐴𝑚á𝑥

𝑉 = 𝑛𝑉𝑖

Aplicação: demanda variável; vazão muito alta.


42
COMBINAÇÃO DE REATORES – CSTR EM
SÉRIE
O estudo da combinação de CSTR’s em série é dividido em CSTR’s de mesma
capacidade e com capacidades diferentes. Iniciaremos com CSTR’s de mesma
capacidade.

Considere um sistema de N reatores de mistura perfeita, com mesma capacidade e


conectados em série. Embora a concentração seja uniforme em cada reator, há no
entanto uma variação na concentração conforme o fluido se move de um reator a
outro.

43
COMBINAÇÃO DE REATORES – CSTR EM
SÉRIE
A diminuição gradual da concentração sugere que quanto maior for o número de
unidades em série, mais o sistema se comporta como escoamento pistonado.

N → ∞ ; ΣVM = VT
Escoamento pistonado

Cinco CSTR, N = 5

Um único CSTR, N = 1

Volume através
do sistema de
reatores

44
COMBINAÇÃO DE REATORES – CSTR EM
SÉRIE
A diminuição gradual da concentração sugere que quanto maior for o número de
unidades em série, mais o sistema se comporta como escoamento pistonado.

Com isso, percebe-se que uma associação de


CSTR em série de mesma capacidade
geralmente acarretará em um desempenho
MELHOR do que um único reator CSTR

N → ∞ ; ΣVM = VT

45
COMBINAÇÃO DE REATORES – CSTR EM
SÉRIE
Para determinação da capacidade ou da conversão nesse tipo de associação, podem
ser usadas as equações de projeto (a partir do balanço material) ou a análise gráfica.

Balanço material:

• Pode ser individual para cada reator:


Para o 1° reator:
𝑉1 𝑋𝐴,𝑅1
=
𝐹𝐴0 −𝑟𝐴1

Para o 2° reator:
𝑉2 𝑋𝐴,𝑅2
=
𝐹𝐴1 −𝑟𝐴2
46
COMBINAÇÃO DE REATORES – CSTR EM
SÉRIE
Para determinação da capacidade ou da conversão nesse tipo de associação, podem
ser usadas as equações de projeto (a partir do balanço material) ou a análise gráfica.

Balanço material:

• Pode considerar a conversão a uma posição a jusante:

Para o 1° reator:
𝑉1 𝑋𝐴1
=
𝐹𝐴0 −𝑟𝐴1

Para o 2° reator:
𝑉2 𝑋𝐴2 − 𝑋𝐴1
=
𝐹𝐴0 −𝑟𝐴2
47
COMBINAÇÃO DE REATORES – CSTR EM
SÉRIE
Para determinação da capacidade ou da conversão nesse tipo de associação, podem
ser usadas as equações de projeto (a partir do balanço material) ou a análise gráfica.

Balanço material:

• Pode considerar a conversão a uma posição a jusante:

OBS: esta definição somente


poderá ser utilizada se a
alimentação for introduzida
apenas no primeiro reator e não
houver correntes laterais de
alimentação ou retirada.

48
COMBINAÇÃO DE REATORES – CSTR EM
SÉRIE
Somatório dos retângulos:
Para o 1° reator:
𝑉1 𝑋𝐴1
=
𝐹𝐴0 −𝑟𝐴1
𝐹𝐴0
𝑉1 = . 𝑋𝐴1 − 0
−𝑟𝐴

Para o 2° reator:
𝑉2 𝑋𝐴2 − 𝑋𝐴1
=
𝐹𝐴0 −𝑟𝐴2
𝐹𝐴0
𝑉2 = . 𝑋𝐴2 − 𝑋𝐴1
−𝑟𝐴

49
EXEMPLO 4.6
Uma instalação industrial pretende hidrolisar continuamente uma solução aquosa de
anidrido acético a 25ºC. Nesta temperatura a cinética da reação é conhecida:
(-rA) = 0,725 CA (mol/min.L), onde CA é a concentração do anidrido acético em mols/L.
Pretende-se trabalhar com uma vazão volumétrica de alimentação de 5 L/min e a
concentração de entrada é de 1,5 mols/L de anidrido. O projetista está em dúvida de como
montar o layout desta planta de hidrólise, uma vez que existem disponíveis cinco reatores:
um de 1,5 L, dois de 2,5 L, um de 3,5 L e um de 5L, com excelentes dispositivos de
agitação. Qual a conversão a ser obtida a partir dos seguintes esquemas de montagem:
a) um reator de mistura de 5L sozinho?
b) dois reatores de mistura de 2,5L em série?

50
COMBINAÇÃO DE REATORES – CSTR EM
SÉRIE

CSTR’s em série com capacidades diferentes:

Duas perguntas básicas:


1) Como encontrar a conversão de saída para um dado arranjo?
2) Para uma dada conversão, qual é o melhor arranjo?

51
COMBINAÇÃO DE REATORES – CSTR EM
SÉRIE
CSTR’s em série com CAPACIDADES DIFERENTES:

Duas perguntas básicas:


1) Como encontrar a conversão de saída para um dado arranjo? R. Utilizando a
equação de projeto!
2) Para uma dada conversão, qual é o melhor arranjo? R. Através de simulações
ou métodos matemáticos de orimizzação.

52
COMBINAÇÃO DE REATORES – CSTR EM
SÉRIE

Conforme Levenspiel, geralmente a associação de CSTR’s em série


obedece às seguintes regras práticas:
• Para n = 1, o melhor desempenho ocorre com reatores de capacidades
iguais;
• Para n > 1, um menor reator deve vir primeiro;
• Para n < 1, um maior deve vir primeiro.

53
COMBINAÇÃO DE REATORES – CSTR EM
SÉRIE
n=1

n>1

n<1

54
COMBINAÇÃO DE REATORES DE
DIFERENTES TIPOS
Quando existe associação de diferentes tipos de reatores, a melhor forma de
analisar qual é o melhor arranjo é traçar a curva taxa-concentração. Cada caso será
um caso específico → a análise deve ser feita com base nas características do
processo.
(associações em paralelo geralmente não
Associações em série são as mais comuns; trazem melhorias no desempenho).

55
COMBINAÇÃO DE REATORES DE
DIFERENTES TIPOS
Exemplo:
para a referida curva:

• Observa-se que para pequenos valores de conversão, o uso de um PFR ou de um CSTR


de pequeno porte é praticamente equivalente.
• Para conversões intermediárias ou mais altas, o uso de PFR’s é o mais adequado, pois a
diferença de áreas é mais significativa. Um CSTR com maior capacidade poderia der
56
usado por último, pois a taxa já é baixa ao final do processo.
EXEMPLO 4.7
(2.8 - Fogler) O gráfico na letra (a) apresenta [CA0/(-rA)] versus XA para a decomposição de
um reagente A em fase líquida em uma reação por etapas, não elementar e não isotérmica.

No gráfico na letra (b) são apresentados dois possíveis sistemas para o estudo desta reação
química, sendo um reator PFR e um reator CSTR, estando ambos conectados em série. A
conversão de saída do primeiro reator é de 30%, enquanto a conversão de saída do segundo
reator é de 70%. Qual destes dois arranjos propostos conduz ao menor volume total do
conjunto de reatores. Explique a sua resposta.
𝐶𝐴0 𝐶𝐴0
(Lembre-se que 𝜏 = 𝑋𝐴 e 𝜏 = ‫׬‬ 𝑑𝑋𝐴 )
−𝑟𝐴 −𝑟𝐴 57
EXEMPLO 4.8
(Prova 3 – 2018/4) Em uma linha paralela acontece a reação de isomerização de n-R a i-R
em um conjunto de CSTR’s e PFR em série. A reação “n-R ⇌ i-R” ocorre em reatores com
pequena variação de temperatura e comportamento cinético conforme a curva experimental
mostrada abaixo. As conversões intermediárias para cada reator, com base na alimentação,
são XR102 = 0,20, para o reator R102 (CSTR); XR103 = 0,60, para o reator R103 (PFR); e
XR104 = 0,65, para o reator R104 (CSTR). Com isso, determine o volume de cada um dos
reatores para executar a operação. Dado: Fn-R,0 = 50 kmol/h

58
COMBINAÇÃO DE REATORES DE
DIFERENTES TIPOS
Cuidado!

Quando existe associação em série de CSTR, é necessário calcular o τ com base no


volume equivalente da associação do CSTR!
Veq ≠ 400 L
Veq → calculado com base na conversão
XA2 200 + 200 > XA 400

τ deve ser o mesmo para


rendimento máximo
𝜏𝑃𝐹𝑅 = 𝜏𝑠é𝑟𝑖𝑒 𝐶𝑆𝑇𝑅

𝑉𝑃𝐹𝑅 𝑉𝑒𝑞 𝑠é𝑟𝑖𝑒 𝐶𝑆𝑇𝑅


=
𝜐𝑃𝐹𝑅 𝜐𝑠é𝑟𝑖𝑒 59
REFERÊNCIAS

• FOGLER, H. Scott. Cálculo de Reatores - O Essencial da Engenharia das


Reações Químicas. LTC, 05/2014. VitalSource Bookshelf Online

• FOGLER, H. Scott. Elementos de engenharia das relações químicas. 4. ed.


Rio de Janeiro: LTC, c2009. xxix, 853 p.

• LEVENSPIEL, Octave. Engenharia das reações químicas. São Paulo: E.


Blücher, 2000. 563 p.

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