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O PASTOR COMO EXEMPLO PARA O REBANHO

A conduta pastoral à luz do Novo Testamento

Rodrigo Henrique Cardoso Carvalho1


Flávio Aparecido Alves Coelho2

RESUMO

O presente artigo trata sobre a prática pastoral à luz das Sagradas Escrituras. O
mesmo tem como objetivo fazer pensar sobre no que consiste a filosofia do ministério
pastoral visto que muitos pastores da nossa geração se distanciaram do padrão
bíblico. O alvo abrangente deste artigo é o de: recobrar, reafirmar e restaurar o
tradicional modelo bíblico em relação ao pastorado. Ou seja, reafirmar as prioridades
do ministério pastoral fundamentado nas Sagradas Escrituras despertando tanto
pastores experientes bem como os jovens que almejam o episcopado, mas também
os que já estão no início de seu ministério. Nesse sentido, pretendeu-se expor a
historicidade do ministério pastoral e os fundamentos bíblicos sobre em que consiste
o ministério pastoral ainda que brevemente. A metodologia utilizada foi de natureza
bibliográfica utilizando-se principalmente das Sagradas Escrituras que de fato é a
fonte primaria do ministério pastoral. Nessa perspectiva, o referencial teórico forneceu
elementos coerentes para o confronto da prática, permitindo o alcance do objetivo
proposto. Posto isso, conclui-se que o ministério pastoral tem extrema importância,
contudo, o mesmo deve estar baseado nas Sagradas Escrituras, pois entende-se que
ser pastor é um chamado divino inigualável, concedido a homens eleitos por Deus
para suprir as necessidades espirituais do povo.

Palavras-chave: Prática pastoral. Sagradas Escrituras. Ministério pastoral. Padrão


bíblico.

INTRODUÇÃO

Ao abordar a questão do ministério pastoral, surge uma pergunta: que


qualidade um pastor deve ter para cuidar do rebanho? Ou melhor dizendo: qual o
padrão a ser seguido? Esta pergunta surge devido a atual descaracterização do
ministério pastoral em relação ao modelo bíblico. É importante destacar que de forma
alguma o presente artigo pretende generalizar a classe de “pastores” de maneira

1
Graduando do Curso Superior Livre em Teologia do Centro de Formação Teológica – Ceforte Polo
Guarulhos/SP.
2
Bacharel em Teologia pela UniCesumar – Maringá/PR. Pastor da IMW em Sorocaba.
2

irresponsável trazendo a ideia que todos são iguais em suas ações. Sabe-se que há
pastores sérios que, segundo Peterson, “[...] são homens que estão insatisfeitos
apenas com conselhos de seus contemporâneos em relação ao que fazer, e que estes
anseiam e acreditam na base bíblica para integra do trabalho pastoral” (PETERSON,
2003, p. 17.).

O mesmo tem como objetivo fazer pensar no que consiste a filosofia do


ministério pastoral. Para isso pretende-se elencar os fundamentos do ministério
pastoral baseando-se nas Sagradas Escrituras e no modelo do Supremo Pastor,
Jesus Cristo. Por ação pastoral entende-se não apenas as atividades religiosas, como
orações, celebrações e atividades administrativas da própria organização eclesiástica,
mas também aquelas atividades que se preocupam fundamentalmente com a
organização da vida das pessoas e da sociedade, sendo a pastoral entendida como a
ação do pastor, cuja função é cuidar do rebanho.

Em termos específicos pastor é aquele que cuida, conduz, alimenta e protege


as ovelhas dos devoradores, ou seja, este seria o sentido original da palavra pastor
em relação ao modelo bíblico. Contudo, ao observar a prática cristã na vida de alguns
líderes proeminentes no cenário brasileiro, percebe-se certo distanciamento daquilo
que é o padrão bíblico para um pastor e aquilo que se vê na prática eclesiástica.

Portanto, partindo do pressuposto bíblico exige-se, pois, daquele que foi


chamado a exercer o ministério pastoral ser exemplo do rebanho, como bem disse o
apóstolo Paulo: “Sê exemplo dos fiéis” (Tm. 4. 12). Isto posto, não é o rebanho que
existe em função do pastor, nem é função do rebanho cuidar do bem-estar do pastor,
e sim é o pastor que existe em função do rebanho e deve dele cuidar. Deste modo,
pretende-se despertar o entendimento correto em relação ao ministério pastoral. Em
suma, o objetivo deste artigo é: recobrar, reafirmar e restaurar o tradicional modelo
bíblico em relação ao pastorado.

Para tal o artigo fará menção breve do ministério pastoral segundo a narrativa
bíblica, pois a prioridade será destacar o caráter do pastor, bem como sua chamada
e se de alguma maneira o seu ministério está baseado no modelo pastoral de Jesus
Cristo.

1 O PASTOR

Segundo Champlin no sentido literal, um pastor é alguém que cuida do


rebanho. (Champlin ,2001, p. 4.969). Portanto, o pastor era visto como o proprietário
de rebanhos, como o cuidador de ovelhas ou de outros animais pequenos, conhecidos
na literatura como gado miúdo. O mesmo descreve que, para o serviço, era utilizado
uma pessoa que trabalhava como empregado do proprietário de terras ou gado; e
aponta que um pastor poderia residir em uma cidade e deixar um servo encarregado
das manadas em algum outro local. Portanto ser pastor era uma ocupação comum no
Mediterrâneo Antigo na qual este era o responsável por liderar, alimentar, proteger e
encontrar descanso para seu rebanho.

Contudo dentre todos os usos dos termos é importante observar que na Bíblia
Sagrada o termo pastor também é usado metaforicamente para designar líderes, e
para o próprio Deus. Segundo Sathler: “Ser pastor em Israel implicava em ater-se
fielmente ao chamamento a missão do povo”. (SATHLER, 2010, p. 28).
3

Com base na ideia de que o pastor é um protetor e líder do rebanho, surgiu o


conceito de Deus como o pastor de Israel. Contudo, o termo passou a possuir uma
conotação mais ampla desde quando Deus se apresentou como o pastor do seu povo
(Ex. 13, 15 e 17) exercendo o cuidado gentil e amoroso para com o mesmo. A partir
desse relacionamento o conceito pastoral ou pastoreio deixaria de ser uma função
humana e natural para ser vista como uma função divina e eterna. Ou seja, o conceito
pastor ganha a máxima expressão quando Deus é reconhecido como pastor do seu
povo e a partir desse momento Deus sempre seria aquele que: protegeria, guiaria,
dirigiria, alimentaria e exerceria o cuidado temporal e eterno. Desta forma, fica claro
que na narrativa bíblica quando usado o termo pastor pensa-se no cuidado de Deus.

Seguindo a narrativa da história através das Sagradas Escrituras é possível


encontrar outras demonstrações do pastoreio de Deus sobre o seu povo no desenrolar
do Antigo Testamento, como no Salmos 23.1, 80.1; e no livro de Eclesiastes 12,11.

Portanto, na perspectiva dos escritores do Antigo Testamento, Deus é visto


como o pastor levando o seu povo para águas tranquilas.

Segundo Bosetti “A Bíblia tem uma visão dinâmica de Deus como pastor que
vai adiante do seu rebanho. ‘Ele sabe como ser pastor: é pastor no pleno sentido da
palavra, porque sabe sê-lo em qualquer eventualidade”. Dito isso, o importante na
cultura bíblica não é o uso formal de um título, mas o destaque de um comportamento”
(BOSETTI, 1986, p. 16). Além do mais ter o nome de pastor é uma coisa e exercer o
pastorado é outra totalmente diferente. Contudo para tal comportamento é necessário
conhecer o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim, só então aquele que vai exercer o
ministério pastoral entenderá que:

Quando Jesus se referiu a si como pastor de ovelhas, falou de um cargo


humilde e servil. Quando ordenou que Pedro apascentasse as suas ovelhas,
estava pedindo que o apóstolo aceitasse a função vista com desdém e
derrisão na cultura do primeiro século. Não se tratava de uma chamada
pública ou ao luxo. Não era uma chamada ao prestígio e respeito. Era uma
chamada para viver com ovelhas e bodes. Pedro não esqueceu do significado
dessa chamada e a isso se referiu em 1 Pedro 5. Ele sabia que as implicações
dessa função exigiam a incumbência de servir com boa vontade, não por
“torpe ganância, mas de ânimo pronto; nem como tendo domínio sobre a
herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho (1 Pe. 5.2,3).
(KRAISS, p. 216).

Da mesma forma, escrevendo aos de coríntios Paulo disse: “Assim, pois,


importa que os homens nos considerem como ministros de Cristo e despenseiros dos
mistérios de Deus” (1 Coríntios 4.1). Em outras palavras: “É exigência de Deus que
seu despenseiro viva de maneira santa, de tal forma que sua pregação nunca seja
contraditória ao seu estilo de vida, que suas faltas nunca tragam vergonha ao
ministério e sua conduta não mine a confiança do rebanho no ministério de Deus. Esta
é a qualidade mais importante do pastor”. (MacArthur Jr, 1998, p. 110).

Posto isso um dos maiores desafios para o pastor e manter o equilíbrio


adequado. O pastor Charles Spurgeon nos contou sobre um pastor que “pregava tão
bem e vivia tão mal, que uma vez no púlpito, todos diziam que dali nunca deveria sair,
mas quando saia falavam que, para lá, ele nunca deveria voltar” (SPURGEON, 2015,
p. 23). Noutras palavras o pastor não servia de exemplo para o rebanho.
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O fato é que todo pastor, independente das circunstâncias, deve permanecer


fiel à sua chamada, desta maneira ele deve ser o pastor que ora, o pastor que prega,
que ensina, que faz o trabalho de um evangelista. Tudo isso e muito mais de modo
que suas ovelhas estejam sendo continuamente transformadas. Isto posto, o que fará
diferença será sua conduta.

2 O DESCRÉDITO PASTORAL DIANTE DA SOCIEDADE

A vista disso, olhando muitas vezes para a prática cristã na vida de alguns
líderes proeminentes no cenário brasileiro, percebe-se certo distanciamento daquilo
que é o padrão bíblico para um pastor e aquilo que se vê na prática eclesiástica. E,
em um contexto de mercantilização da fé onde se “vendem” promessas, respostas e
milagres, o desafio do pastor é recusar-se a dar aquilo que a maioria das pessoas
acredita ser sua obrigação dar.

Portanto, apesar dos tempos serem diferentes e de cada geração de pastores


ter suas características de acordo com a época e o que rege o momento, não se pode
esquecer dos fundamentos. O pastor deve espelhar sua conduta nas Escrituras, além
de aproveitar o que já foi ensinado segundo anos de tradição e estudo da Palavra de
Deus. O mesmo deve ter o ministério moldado de acordo com a Bíblia e não ao
contrário, em vista disso, o verdadeiro chamado proíbe o pastor de se lançar no
mercado de promessas e milagres se fazendo produto do meio.

Por certo, quando mencionado, o nome pastor este deveria ser sinônimo de
cuidado, logo ser pastor para sociedade significa cuidar, zelar, abrir mão de regalias
e tudo em favor do povo. Com certeza está deveria ser a visão da sociedade em
relação aos pastores, uma visão baseada nos padrões bíblicos. Entretanto tal
suposição não mais é possível, pois um dos motivos é a rápida transformação da
cultura, onde os valores que noutra hora eram permanentes e inegociáveis hoje estão
sendo readequados ou até mesmo instintos.

Diante disso, Lopes avaliou a situação como sendo “Uma crise de integridade
teológica e moral na classe pastoral” (LOPES, 2008, p.12). Consequentemente nota-
se que aqueles que deveriam ser exemplos do rebanho estão sendo pedras de
tropeço, certamente o oposto do que apóstolo Paulo diz para Timóteo: “seja um
exemplo para os fiéis na palavra, no procedimento, no amor, na fé e na pureza”. (1Tm
4.12). Por isso, fica claro que, quando pronunciada a palavra “pastor”, esta não gera
mais credibilidade. Lopes comprova este descrédito trazendo o relato de uma
pesquisa feita no brasil que aponta que: “os políticos, a polícia e os pastores são as
três classes, mas desacreditadas no Brasil” (2008. p. 12).

Desta feita, para a sociedade, a filosofia de alguns pastores deveria ser


totalmente contrária do que se vê em dias atuais, pois assim como descrito nas
Sagradas Escrituras a função do pastor é: “buscar a ovelha perdida, trazer de volta a
desgarrada, ligar a quebrada e apascentar todas elas em justiça” (Ezequiel 34.16).

Contudo, o cenário é bem diferente, e isso tem gerado uma certa insatisfação
da sociedade hodierna em relação aos pastores, pois além de estarem distantes do
padrão bíblico, estes se aproveitam de sua autoridade para benefício próprio.

No evangelho de João este tipo de pastor é descrito como mercenário:


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O mercenário, que não é pastor, a quem não pertencem as ovelhas, vê o lobo


aproximar-se, abandona as ovelhas e foge; então, e o lobo as arrebata e
dispersa. O mercenário foge, porque é mercenário e não tem cuidado com as
ovelhas” (João 10.12,13).

Ou seja, ao invés de serem servos, são senhores, sendo assim estão como
ministros apenas pelos benefícios que o cargo traz. Desta forma, boa parte da
sociedade contemporânea experimenta um desgaste em relação aos pastores. É claro
que não abrange a todos, pois existem pastores que exercem a vocação por amor
correspondendo a verdadeira chamada pastoral.

Por fim, visualiza-se que infelizmente aqueles que se encontram exercendo o


ministério pastoral estão sendo reprovados pela sociedade pelo seu mau
comportamento. Lopes (2008, p.122) diz que: “se um pastor perder a credibilidade,
perde também o seu ministério”. Continua: “A integridade do pastor é o fundamento
sobre o qual ele constrói o seu ministério. Sem vida íntegra não existe pastorado”
(LOPES, 2008, p. 123). Posto isso, o pastor deve ser irrepreensível em toda a sua
vida e conduta. Para tal, o apóstolo Paulo disse a Timóteo:

Medita estas coisas, ocupa-te nelas, para que o teu aproveitamento seja
manifesto a todos. Tem cuidado de ti mesmo e da sã doutrina; persevera
nestas coisas; porque, fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos
que te ouvem” (1Tm 4.15-16).

Doutra maneira, Paulo foi enfático a igreja em Filipenses em relação a


importância de se viver uma vida íntegra e irrepreensível diante da sociedade que jaz
nas trevas. Ele disse: “para que sejais irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus
inculpáveis no meio duma geração corrompida e perversa, entre a qual resplandeceis
como astros no mundo” (Fl 2.15).

Desta forma, conclui-se esta seção com as palavras do Reverendo Hernandes


Dias Lopes: “{...] O que autentica o trabalho do pastor no púlpito, no gabinete pastoral
e nas demais áreas do seu ministério é a sua integridade moral, sua piedade pessoal
e sua responsabilidade administrativa” (LOPES, 2008, p.30). Ou seja, parafraseando
o apóstolo Paulo “seja exemplo da sociedade”. Na sequência será apresentado
padrão divino de pastoreio baseado no modelo do Supremo Pastor Jesus Cristo.

3 O PADRÃO DIVINO

A vida de Jesus como líder nos conduz a um modelo completo de liderança


eficaz, em que autoridade e serviço, amor e verdade, firmeza e sensibilidade,
disciplina e compaixão, fidelidade e submissão andam juntos. Jesus pastoreava com
o coração amoroso e pelo exemplo atraiu a muitos. Ele poderia exercer sua autoridade
se necessário, mas sempre agiu humildemente como servo de todos, sempre
trabalhou incansavelmente anunciando o evangelho, pois entendia que sua missão
era servir e não ser servido. E como servo sempre expressou sua dependência de
Deus em tudo.

Jesus tinha paciência com as ovelhas, pastoreava cada uma delas de acordo
com suas necessidades. Pastoreava com amor, e sempre resistiu aos erros da época,
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denunciando a hipocrisia, o legalismo e as tradições humanas que se sobrepunham


às verdades de Deus. Porém, além de fazer o papel de mestre, Ele anunciava o
arrependimento, indicando o caminho da salvação aos pecadores ensinando-lhes que
tipo de vida deviam viver para agradar a Deus.

Jesus era muito diferente dos pastores da época pois estes eram considerados
como mercenários: “O mercenário foge, porque é mercenário e não tem cuidado com
as ovelhas” (Jo10:13). Nos tempos de Jesus, um mercenário era um pastor
profissional que era contratado para cuidar do rebanho na medida em que o rebanho
crescia. Contudo estes tinham um objetivo, um motivo lícito, que era trabalhar por um
salário.

Posto isso, o que diferencia um mercenário de um pastor é que o mercenário


tinha mais amor à sua própria vida do que à vida das ovelhas. Por causa disso, quando
via vir o lobo ou o urso, fugia já o verdadeiro pastor do rebanho enfrentava o lobo sob
o risco de perder sua própria vida. Por este motivo Jesus disse: “Eu sou o bom pastor;
o bom pastor dá a sua vida pelas ovelhas” (João 10:11).

Sendo assim, o ministério não é fonte de lucro, seja emocional ou financeiro


pois esta é a pratica de: “homens corruptos de entendimento, e privados da verdade,
cuidando que a piedade seja fonte de lucro” (1Tm 6:5). Segundo as Escrituras as
prioridades de jesus como líder eram bem diferentes daquelas que os pastores
tendem a usar hoje.

A partir disso compreende-se que a missão de Cristo como Pastor era; “dar a
sua vida em favor de outras” (cf. Mc 10.45) e não servir a sua própria vontade, mas a
vontade do pai, pois Ele disse: “Porque desci do céu, não para fazer a minha própria
vontade; e, sim, a vontade daquele que me enviou” (Jo 6:38). Em outras palavras
Jesus viveu a sua missão cumprindo a vontade do Pai e servindo a todos de forma
intensa deixando assim um legado a ser seguido por todos aqueles que almejam o
episcopado. Sendo assim falar sobre o ministério de Jesus é descobrir que nunca
houve ou haverá um líder como ele, portanto todos os líderes cristãos são desafiados
a seguir o exemplo de Cristo. Entretanto segundo (Wilkes 1999, p. 34) “Tudo começa
ao nos tornarmos servos do líder servo”. Pois “O mundo quer saber como é o líder-
servo segundo o modelo e os ensinamentos de Jesus” (Wilkes 1999, p. 39).

Nesse sentido o que Jesus estava ensinando é que os pastores são servos,
ministros e o significado da palavra grega traduzida para o português como “ministro”
é servo ou assistente (cf.1Co 3.5). Em 1 Coríntios 4.01 está escrito: “Assim, pois,
importa que os homens nos considerem como ministros de Cristo e despenseiros dos
mistérios de Deus”. Nesta passagem o apóstolo Paulo usa o termo grego “hupéretas”,
para a palavra ministros, que se refere a um subordinado ou empregado e não patrão.
Segundo o Dicionário Vine:

A palavra grega “huperetes”, refere-se a “remador [da fileira] de baixo”, nem


se quer lembra posição de destaque, mas de trabalhador escravo que
trabalhava na parte inferior do navio com outros escravos, remando, servindo
de força motora para a locomoção da embarcação. Um servo, no grego
“doulos”, não age segundo a sua própria vontade, antes é totalmente
dependente das ordens do seu senhor, “é usado como substantivo, e na
função de palavra mais comum e geral para se referir a “servo”, indicando
frequentemente sujeição sem a ideia de escravidão, é usado para falar de:
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condições naturais, metaforicamente das condições espirituais, morais e


éticas. (VINE, 2012, p. 791; 991).

Consequentemente o chamado ministerial deve ser compreendido como


vontade de Deus em relação ao seu povo pois Ele disse: “E vos darei pastores
conforme o meu coração, que vos apascentaram com conhecimento e prudência” (Jr.
3:15). Posto isso, segundo Wesley o autoexame é fundamental, para verificar nossas
motivações interiores em relação ao chamado de Deus para o ministério pastoral. Ele
coloca o auto - exame nos seguintes termos:

E qual foi a minha intenção em tomar sobre mim este ofício e ministério? Qual
foi ela, em cuidar desta paróquia, quer como Ministro ou Cura? Ela foi sempre,
e é agora, total e somente para glorificar a Deus, e salvar almas? Meus olhos
têm sido puros nisto, desde o princípio? Eu nunca tive, ou tenho agora,
alguma mistura em minha intenção; alguma liga de metal desprezível? Eu
tive, ou tenho, nenhum pensamento de ganho mundano; “lucro imundo”,
como o Apóstolo o denomina? Eu, a princípio, tive, ou tenho agora, nenhum
objetivo secular? Nenhum olho para honra ou cargo honorífico? Para a renda
abundante; ou, pelo menos, meios suficientes para subsistência? Um meio
de vida prazeroso e confortável? (WESLEY, 1756).

O pensamento de Wesley deixa claro que o exemplo e o ensino de Cristo são


cruciais para que o ministro expresse corretamente a chamada de Deus em meio ao
rebanho. Portanto:

1. O servo deve observar o exemplo de Cristo e ser humilde. Em Filipenses


2.3 está escrito: “Nada façam por ambição egoísta ou por vaidade, mas
humildemente considerem os outros superiores a si mesmos”. Ou seja,
Jesus não se considerava superior a ninguém. Mesmo sendo Deus
continuou humilde.
2. O servo de Deus é aquele que produz sem esperar reconhecimento
humano, pois sabe que para o Senhor não é em vão o seu fazer (1 Co.
15.58). Noutras palavras o servo é aquele que mesmo sem ter patentes ou
cargos compreende que seu chamado é para servir.
3. O servo compreende que Servir a Deus e ao chamado tem a ver com
entrega e alegria, com o fazer por ser grato ao que Jesus o fez, ou seja,
proporcionou-lhe “a salvação”. Desta forma ele faz por amor, não por
interesses sejam quais forem.

Fato é que, o ministro tem o desafio de impactar, de fazer a diferença e levar a


transformação do Evangelho aos confins da terra, não só por meio da pregação, mas
principalmente através das práticas. Segundo Wesley:

Quanto à sua prática: ‘Junto ao descrente, diz Deus, porque tu pregas minhas
leis?’. O que é um ministro de Cristo, um pastor de almas, exceto se ele for
todo dedicado a Deus? Exceto se ele se abstém, com o extremo cuidado e
diligência, de toda palavra e obra má; de toda aparência do mal; sim, da
maioria das coisas inocentes, por meio das quais alguém ficaria ofendido ou
se tornaria fraco? Ele não é chamado, acima de outros, ser um exemplo para
o rebanho, em seu caráter privado assim como público? Um exemplo de
todos os temperamentos santos e divinos preenchendo o coração, de
maneira a brilhar através dele? Consequentemente, toda sua vida, se ele
caminha de modo digno de seu chamado, não é um trabalho incessante de
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amor; um tratado contínuo de louvor a Deus e ajuda ao homem; uma série de


gratidão e beneficência? Ele não é sempre humilde, sempre sério, embora se
regozijando sempre mais, compassivo, gentil, paciente, moderado? Você não
pode assemelhar-lhe a um anjo guardião, ministrando àqueles ‘que deverão
ser herdeiros da salvação?’ Ele não é alguém enviado por Deus, para estar
entre Deus e o homem; para guardar e assistir ao pobre, aos filhos
desamparados dos homens, para supri-los tanto com a luz quanto com a
força; guiá-los através de muitos perigos conhecidos e desconhecidos até o
momento em que ele retorne, com aqueles comprometidos com sua
incumbência, ao seu Pai que está nos céus? (WESLEY, 1756).

Portanto as práticas frontalmente contrárias ao Evangelho, devem ser


confrontadas. Segundo (Wiersbe,1993, p. 17) “Dizer as palavras certas, ter as
credenciais certas, pregar sermões de textos certos, ajudar pessoas com problemas,
e até mesmo fazer milagres jamais pode tomar o lugar de fazer a vontade de Deus”.

Noutras palavras o segredo da eficiência do ministério pastoral é fazer a


vontade de Deus como servo. Contudo exige-se daquele que almeja o episcopado
que crucifique a si mesmo e siga o exemplo e os ensinamentos do Supremo Pastor
Jesus Cristo: “Pois Ele esvaziou-se a si mesmo vindo a ser servo, tornando-se
semelhante aos homens” (FL 2.7). Doutra maneira será impossível responder ao
chamado ministerial em relação ao pastoreio. Bill Hybels afirma que:

O foco principal não é aquilo que falamos, mas a maneira como vivemos.
Desta maneira devemos ter uma natureza que convide outros a ver a
bondade de Cristo e ser uma natureza que atraia e incite outros a descobrir
o que significa ser perdoado e livre para viver com paixão e alegria”
(HYBELS,2015, p. 65).

Consequentemente quando o ministro se colocar na posição de servo coisas


extraordinárias poderão acontecer em sua vida ministerial para glória do nome de
Deus. E as características de Cristo serão visíveis em seu ministério. Foi o que
escreveu Wesley:

Oh, quem é capaz de descrever tal mensageiro de Deus, a fé executando


totalmente seu alto ofício! (...) Veja o servo a quem ele tem o prazer de honrar,
cumprindo a determinação de sua vontade, e em seu nome, falando a
palavra, por meio da qual se ergue uma nova criação espiritual. Capacitado
por ele, diz para as trevas informes, vazias da natureza: “Haja luz”; “e houve
luz”. As coisas velhas se passaram: observe, que todas as coisas se tornaram
novas. Ele está continuamente empregado naquilo que os anjos de Deus não
têm a honra de fazer – cooperar com o Redentor da humanidade, “no conduzir
muitos filhos [e filhas] para a glória”. Tal é o verdadeiro Ministro de Cristo; e
tal, além de toda possibilidade de discussão, devemos ser você e eu
(WESLEY, 1756).

E por fim o próprio Jesus ensina que o servo deve estar disposto a oferecer sua
pronta ajuda aos outros perguntando: “que queres que eu te faça”? (cf. Mc 10.51)
independentemente de quem ele seja ou cargo que ocupe. Desta maneira para ser
um pastor segundo o coração de Deus é preciso ter conhecimento dos ensinamentos
de Jesus e do seu estilo de vida quando aqui na terra, só então aqueles que almejam
o episcopado entenderam que o rebanho deve ser pastoreado por amor e não com
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segundas intenções. Desta forma encerra-se está seção através das palavras do
apóstolo Pedro que diz:

Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, não por força, mas
espontaneamente segundo a vontade de Deus; nem por torpe ganância, mas
de boa vontade; nem como dominadores sobre os que vos foram confiados,
mas servindo de exemplo ao rebanho (1 Pd. 5:2-3).

4 QUALIFICAÇÕES DO PASTOR

Depois de apresentado o padrão divino é possível aprofundar-se no significado


da expressão “cuidado” pois tal expressão como já é sabido deveria ser compreendida
como ação do pastor ou ministro em cuidar e acompanhar as pessoas em seu
caminho espiritual.

O agir pastoral, portanto, implica tanto na atenção para com as pessoas quanto
na sua inquietação e ocupação em relação a exercer o ministério pastoral fiel, ao ponto
de que todos se sintam afetivamente cuidados. Trata-se do ministério mais destacado
nas Escrituras, tento como maior exemplo o Senhor Jesus (Jo 10.11; Hb 13.20; 1 Pe
2.25; 5.4). Contudo o ministério pastoral é muito amplo, de forma que, enquanto pastor
estará também sob o seu governo a supervisão de reuniões assembleias e atividades
administrativas da igreja (1 Co 14.40; 1 Tm 5.17), conquanto compreende que os
aspectos que serão listados soa os mais importantes enquanto o mesmo exerce o
chamado:

1 Defender. Defender o rebanho de falsos mestres e profetas, que, com suas


heresias, podem estragar ou desbaratar o rebanho de Deus (Tt 1.9-11; 2 Pe 2.1,3).

2 Alimentar. O rebanho de Deus necessita de alimento são e dosado pela


Palavra. Aos pastores cabe alimentar de forma adequada a igreja, pelo ensino e
doutrinação (1 Tm 4.11).

3 Cuidar. Sempre existem ovelhas fracas, feridas, e algumas vezes querendo


desgarrar-se do rebanho. O pastor, com paciência e amor, seguindo o exemplo do
divino Pastor, tem de cuidar de todas (1 Pe 5.1-4; At 20.28).

Fato é que a expressão “cuidado pastoral” é discutida há muitos anos em


relação ao seu sentido original. E ao decorrer dos anos surgiram muitos escritos que
expressaram a preocupação em integrar, liturgia e vida cristã. Dentre estes está um
importante escrito cujo o título é Regra pastoral, de Gregório Magno, papa de 590 a
604. Trata-se da carta magna para formação dos pastores, onde na segunda parte da
Regra pastoral, é ressaltada as virtudes do pastor. São Gregório reforça que:

O pastor tem uma atenção plena de compaixão para cada pessoa, uma
contemplação que o desapegue da terra mais que todos os outros: pelas
entranhas de sua bondade paternal, ele carregará sobre si as enfermidades
dos outros, pela altura de sua contemplação, ele se elevará acima de si
mesmo, aspirando aos bens invisíveis” (MAGNO, 2010, p.71).
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Ensina também:

[...] que os pastores se apresentem diante dos fiéis de tal forma que estes
não se envergonhem de a eles confiar os próprios segredos. Assim, quando
são atacados pelas ondas da tentação, como crianças poderão se refugiar no
coração do seu pastor como no colo de uma mãe (MAGNO, 2010, p.74).

Contudo é exigido dos postulantes ao episcopado que tenham as qualificações


necessárias para o serviço pois são a base para um ministério coerente ao padrão
divino. Segundo (LOPES, 2014, p. 78) “O episcopado não é uma plataforma de
privilégios, mas um campo de batalhas árduo”.

Referente as qualificações de quem almeja o ministério pastoral não a ninguém


melhor a ser citado que o apóstolo Paulo que foi um obreiro experiente e decidiu
partilhar com o seu filho na fé o próprio caráter a ser reproduzido. Nesse sentido Paulo
ensinou a Timóteo que o caráter do pastor deve ser a expressão da verdade que ele
anuncia, pois está seria uma forma inteligente de testemunho. Nessa coerência é que
se estabelece o fundamento do convencimento e da responsabilidade de quem vê, ou
seja, a verdade além de ser perfeitamente visível e também praticável (MT 5. 16).
Paulo lança a seguinte admoestação:

Esta é uma palavra fiel: se alguém deseja o episcopado, excelente obra


deseja. Convém, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma mulher,
vigilante, sóbrio, honesto, hospitaleiro, apto para ensinar; Não dado ao vinho,
não espancador, não cobiçoso de torpe ganância, mas moderado, não
contencioso, não avarento; Que governe bem a sua própria casa, tendo seus
filhos em sujeição, com toda a modéstia (Porque, se alguém não sabe
governar a sua própria casa, terá cuidado da igreja de Deus?); Não neófito,
para que, ensoberbecendo-se, não caia na condenação do diabo. Convém
também que tenha bom testemunho dos que estão de fora, para que não caia
em afronta, e no laço do diabo. Da mesma sorte os diáconos sejam honestos,
não de língua dobre, não dados a muito vinho, não cobiçosos de torpe
ganância; guardando o mistério da fé numa consciência pura. E também
estes sejam primeiro provados, depois sirvam, se forem irrepreensíveis. Da
mesma sorte as esposas sejam honestas, não maldizentes, sóbrias e fiéis em
tudo. Os diáconos sejam maridos de uma só mulher, e governem bem a seus
filhos e suas próprias casas. Porque os que servirem bem como diáconos,
adquirirão para si uma boa posição e muita confiança na fé que há em Cristo
Jesus. (1 Timóteo 3:1-13).

A seguir, apresenta-se cada característica comentada, tendo por base o artigo


Qualificações do Ministro, do Pr. Luciano Subirá, que traz uma breve análise dos
termos a partir do original grego.

1. Irrepreensível
Do grego anepileptos, que significa “não apreendido, que não pode ser
repreendido, não censurável, irrepreensível”. Não fala de ser perfeito, mas de
alguém que não anda no erro e, então, não merece ser corrigido (fl 2.15).
Aponta para o exemplo que se deve dar, seguindo o padrão ensinado por
Cristo (Jo 13.15) e também pelos apóstolos (2 Ts 3.9). (SUBIRÁ, 2019)
11

“Esta qualidade deve ser destacada pois o restante da lista é uma análise
detalhada de cada componente dessa característica, pois estão intimamente ligadas
ao caractere do pastor” (MACARTHUR JR, 1998, p. 110). O mesmo autor também
ensina que:
Irrepreensível não se refere a uma perfeição impecável, pois, neste caso,
nenhum ser humano estaria qualificado para o oficio, mas a um padrão
elevado e maduro que implica em um exemplo coerente. É exigência de Deus
que seu despenseiro viva de maneira santa, de tal forma que sua pregação
nunca seja contraditória ao seu estilo de vida, que suas faltas nunca tragam
vergonha ao ministério e sua conduta não mine a confiança do rebanho no
ministério de Deus (MACARTHUR JR, 1998, p. 110).

Portanto este qualitativo é de uma pessoa que não dá margem à censura em


seu caráter. Literalmente ser irrepreensível é não ser reprovável tanto na fala como
na conduta. É ser inculpável diante da sociedade e rebanho, e ser honesto consigo
mesmo, com Deus e com os outros. Sendo assim, um pastor irrepreensível terá
autoridade espiritual e moral para cuidar do rebanho de Jesus Cristo.

2. Esposo de uma só mulher

É óbvio que o texto se refere à monogamia. Um presbítero, à semelhança de


qualquer outro cristão não pode ter um caso ou relações extraconjugais. Por
outro lado, também não pode ser alguém casado de novo, fora dos padrões
bíblicos (Mt 19.9; 1 Co 7.39). (SUBIRÁ, 2019).

Esta é a primeira qualidade que detalha o significado de ser irrepreensível.


Portanto quando Paulo emprega este qualitativo a intenção do mesmo era, a de
rechaçar a ideia da poligamia e do divórcio pois naquele tempo havia homens que
tinham uma só esposa, porém não eram fiéis a ela, desta maneira estes eram dignos
de serem repreendidos.

Embora Deus tenha permitido o divórcio em certas circunstancias a palavra de


Deus ensina que o Senhor odeia o mesmo (ML 2.16), ou seja, isso nunca fez parte do
ideal de Deus. Entretanto conforme (Lopes, 2014, p. 79) “isso não significa que um
homem divorciado, cujo o divórcio aconteceu por infidelidade ou abandono do
cônjuge, esteja impedido de exercer esse sagrado ministério”.

De certa forma, a preocupação de Paulo era de que o despenseiro mantivesse


um matrimonio adequado aos padrões divinos de modo que sua vida matrimonial
pudesse ser um modelo adequado ao ideal de Deus, pois se mantido desta forma
nenhuma pessoa ou ex-esposas e filhos de outros casamentos teriam oportunidade
de atacar ou destruir a reputação do mesmo e nem seu ministério, trazendo à tona
coisas a seu respeito. Doutra maneira também este seria um exemplo do propósito
original de Deus em relação ao casamento. Consequentemente, o pastor estaria
habilitado para tratar com os casais da sua comunidade atendendo-os de forma
adequada trazendo-lhes conselhos com o propósito de resolver os conflitos conjugais
12

3. Temperante

Do grego nephaleos, significa “sóbrio, controlado, abster-se de vinho, seja


totalmente ou pelo menos do seu uso imoderado”. Como em seguida Paulo
cita ser sóbrio e não dado ao vinho, entende-se que a temperança em
questão está relacionada ao comportamento diante das circunstâncias.
(SUBIRÁ, 2019).

Temperante é característica de uma pessoa cheia do Espirito Santo. Tem haver


com ser moderado ou ter domínio próprio em todos os aspectos, desde a alimentação
até a maneira de vestir e falar. Ser temperante é agir com equilíbrio entendendo que
as escolhas feitas influenciaram a muitos. Ser temperante significa colocar a própria
vontade de lado em prol do beneficio maior, neste caso glorificar a Deus através de
decisões. Encontramos a temperança sendo ensinada pelo rei Salomão em (Pv 21:17;
23:1,2; 25:16) onde ele ensina sobre moderação, ou seja, temperança. Esta qualidade
é muito importante para o ministro.

4. Sóbrio

Segundo o pastor Luciano Subirá a palavra sóbrio vem:

Do grego sophron, significa “de mente sã, equilibrado, que freia os próprios
desejos e impulsos, autocontrolado, moderado”. Fala de autocontrole – não
só quanto à bebida, mas também com relação a cada aspecto da vida
espiritual, emocional e física (2 Tm 4.5). A NVI traduziu o termo como
“sensato” (SUBIRÁ, 2019).

Noutras palavras, ser sóbrio é ser controlado, ter o autodomínio mesmo que
tudo a sua volta não esteja bem. Portanto, ser sóbrio é possuir objetivos claros, para
que não incorra que o ministro tome decisões de modo precipitado, mas sendo
cauteloso em todos os passos tornado sua própria vida equilibrada. Podendo desta
forma ser modelo para o rebanho.

5. Modesto

Do grego kosmios, significa “bem organizado, conveniente, modesto”. Fala


de características como organização (pessoal e de trabalho), comportamento
agradável e humildade. Versão Corrigida de Almeida traduziu como “honesto”
e a Tradução Brasileira, “circunspecto”. Já a NVI, “respeitável”. (SUBIRÁ,
2019).

Nesse sentido ser modesto e ter uma mente sóbria de forma que o seu estilo
de vida seja equilibrado e de acordo com a palavra de Deus. (MacArthur jr, 2001.
p.129) comenta que “Um líder espiritual não deve viver uma vida caótica, mas, sim,
de forma ordenada, desde que seu trabalho envolva boa administração, supervisão,
organização e prioridades bem estabelecidas”.

6. Hospitaleiro

A palavra hospitaleiro vem:


13

Do grego philoxenos, significa “hospitaleiro, generoso para as visitas”. É um


coração aberto e amoroso que permite que o próprio lar seja um lugar de
acolhida. Essa característica revela alguém que se importa com os outros e
não é egoísta (Hb 13.2). (SUBIRÁ, 2019)

Esta é uma qualidade a ser observada no ministro, e deve ser cumprida sem
nenhuma murmuração. O bispo deve ser hospitaleiro, ou seja, receber bem as
pessoas. “Todo pastor deveria ser amante da hospitalidade” (Champlin, 2014. p. 401).

A hospitalidade deve ser uma qualidade visível na vida do ministro. De certa


forma toda vez que somos hospitaleiros não sabemos ao certo a quem estamos
recebendo, pois o Senhor disse: “eu era estrangeiro e me recebestes em casa [...]. E
toda vez que receberam um destes pequeninos, receberam a mim” (Mt 25. 35-40).
Desta forma “Não se esqueçam da hospitalidade; foi praticando-a que, sem o saber,
alguns acolheram anjos” (Hb 13.2). Sendo assim, que ”O Senhor te abençoe e te
guarde; o Senhor faça resplandecer o seu rosto sobre ti e te conceda graça; o Senhor
volte para ti o seu rosto e te dê paz” [...] ( Nm 6:24-26). Enfim que todo o ministro
pratique a hospitalidade.

7. Apto para ensinar


Do grego didaktikos, significa “apto e hábil no ensino”. Há um entendimento
bíblico necessário para viver e ensinar a palavra de Deus em todos os
aspectos, o que inclui a capacidade de correção e refutação do erro (Tt 1.9-
11). (SUBIRÁ, 2019)

Noutras palavras um ministro deve ser depositário do conhecimento bíblico,


Contudo o mesmo não deve ensinar somente de forma intelectual, pois a ele e dado
o ministério de mestre recebido por unção divina sendo assim o conhecer das
revelações de Deus. Ou seja, o ministro deve conhecer as doutrinas da Bíblia,
manejando-a de forma coerente e segura. Segundo (MacArthur Jr, 2001 p. 131) “O
presbítero deve ser um professor habilidoso. Esta é a única qualificação que o
diferencia dos diáconos e do resto da congregação”.

8. Não dado ao vinho

Segundo Subirá:

A palavra grega é paroinos e significa “dado ao vinho, bêbado”. Não proíbe a


ingestão de bebida (Ef 5.18; 1 Tm 5.23), mas revela a necessidade de
cuidado e atenção nessa área. (Gn 9.21; Pv 20.1) (SUBIRÁ, 2019)

Quando o apóstolo Paulo diz ao ministro para não ser “dado ao vinho”, ele
estava instruindo-o para que ele próprio pudesse distinguir entre o uso e o abuso do
mesmo visto que na época de Paulo o uso moderado do vinho era permitido para fins
medicinais (Tm 5.23). Contudo a total abstinência é o ideal para o ministro do
evangelho, desta forma, os ministros evitarão tentações, suspeitas e críticas.

9. Não violento

Do grego plektes, significa “brigão, pronto para um golpe, contencioso,


pessoa briguenta”. A Tradução Brasileira traduziu como “não espancador:
Trata-se de quem se domina emocionalmente e não é pavio curto” (2 Tm
2.24). (SUBIRÁ, 2019)
14

O ministro não deve “dar golpes”, ou ser “espancador”. Ou seja, ele não deve
resolver os problemas usando força e violência (2Tm 2.24). Ao que tudo indica e que
Paulo faz esta advertência pelo que os falsos mestres usavam desse artifício contra
cristãos e incrédulos e que alguns ministros estavam aderindo a esta prática. Da
mesma forma o ministro não deve ser agressivo em palavras.

10. Cordato

Do grego epieikes, significa “aparente, apropriado, conveniente, equitativo,


íntegro, suave, gentil.” Educação, amabilidade e simpatia. A NVI preferiu
traduzir como “amável”, as versőes Corrigida de Almeida e Tradução
Brasileira, “moderado”. (SUBIRÁ, 2019)

MacArthur Jr (2001 p. 129) comenta que “um líder gentil tem a habilidade de
lembrar do bem e esquecer do mal. Não mantém um registro dos males que as
pessoas cometem contra ele”. (cf. 1 Co 13.5). Ou seja, o ministro deve ser dotado de
espirito tolerante. Desta forma se assemelhará a seu senhor (cf Fp 4.5).

11. Inimigo de contendas

Do grego amachos, significa “irresistível, invencível, pacífico, que se abstêm


de lutar”. A Versão Corrigida de Almeida traduziu como “não contencioso”,
enquanto que a NVI optou por “pacífico”. Fala de alguém que não tem a briga
(ainda que só verbal) ou a intriga como opção. (SUBIRÁ, 2019)

O ministro que serve a Cristo é inimigo de contendas. O Senhor mesmo disse:


se te pedirem a túnica dê-lhes a capa (Mt 5.40). Porém quantos ministros se mostram
de forma contraria a está sendo briguentos. Uma atitude como essa não reflete o
caráter de Deus. Sendo assim, líderes que se comportam de forma contenciosa ou
estimulam brigas, estão desabilitados para o ministério.

12. Não avarento

Do grego aphilarguros, significa “que não ama o dinheiro, não avarento” A


Tradução Brasileira utiliza “não cobiçoso” e a NVI, “não apegado ao dinheiro”.
Refere-se a contentamento (Fl 4.11; Hb 13.5) e ausência de ganância (1 Pe
5.2). (SUBIRÁ, 2019)

Um dos pontos mais sensíveis. Em geral Paulo faz esta advertência porque já
naquela época os falsos bispos olhavam o ministério como fonte de lucro (6.5).
Atualmente, não é diferente muitos líderes usam o ministério como oportunidade de
estabilidade e bom salário. Este vem, a igreja e as ovelhas do rebanho como fonte de
renda. Sendo assim, acabam se tornando amantes do dinheiro e dos benefícios e não
do chamado em si. Nesse caso acaba se tornando um empresário eclesiástico, desta
forma causando vergonha.

Segundo (CHAMPLIN, 2004 p. 402) “Um bom "supervisor" não se encontra em


seu oficio por causa do dinheiro. Pode esperar receber uma recompensa financeira
razoável, por trabalhar no evangelho, mas não deve esperar enriquecer nesse mister,
não devendo mesmo trabalhar visando esse alvo”.
15

13. Que governe bem a própria casa

[…] criando os filhos com disciplina, com todo o respeito (pois, se alguém não
sabe governar a própria casa, como cuidará da igreja de Deus?)”. A família
do líder deve ser referência e modelo ao rebanho. A principal razão de Deus
ter eliminado a casa de Eli do exercício do sacerdócio foi justamente a
desestrutura familiar (1 Sm 3.12-14).

Governar a própria casa seria o ideal antes de pastorear o rebanho. O pastor


deve exercer seu ministério diário na família com a esposa e os filhos. Desta maneira
sendo bem sucedido nesse pequeno rebanho, mesmo em meio aos conflitos inerentes
ao relacionamento que acontece entre pessoas sadias, este estaria preparado para
exercer o cuidado sobre o rebanho. Desta forma seria visto como pessoa confiável
para pastorear as famílias que compõem o rebanho do Senhor, e se tornaria
reconhecido em sua autoridade espiritual e moral, e consequentemente sua família se
tornaria um instrumento de influência para as demais famílias.

14. Não seja neófito

[…] para não suceder que se ensoberbeça e incorra na condenação do


diabo”. A palavra “neófito” significa “novo na fé” e foi traduzida pela NVI como
“recém-convertido” A maturidade advinda do tempo de caminhada cristã é
essencial, uma vez que a palavra “presbítero” significa “ancião” e fala, como
já vimos não de maturidade cronológica, mas espiritual (1 Tm 4.12). (SUBIRÁ,
2019)

Desta forma fica claro que quando Paulo diz não neófito está dizendo que não
seja imaturo quantos as coisas espiritais. A Bíblia não estipula tempo para maturidade,
visto que o padrão de maturidade depende de cada um e o local que está inserido. No
entanto, aquele que almeja o episcopado deve ter maturidade suficiente para assumir
a responsabilidade de liderar a o rebanho em questão. Também Paulo não está
desqualificando os jovens para o ministério, pois o próprio Timóteo era um jovem
ministro e não deveria ser desprezado por causa disto (1 Tm 4.12). A restrição de
Paulo é em relação a imaturidade e não a idade em si.

15. Ter bom testemunho dos de fora

[...] a fim de não cair no opróbio e no laço do diabo”. A vida cristã deve primeiro
ganhar o respeito dos que o conhecem no dia a dia, para depois servir de
referência à igreja, caso contrário você será envergonhado e preso pelo
inimigo. (SUBIRÁ, 2019)

O bom testemunho do pastor é indispensável. “Visto que estamos cercados por


uma grande nuvem de testemunhas” (Hb 12.1). O bom testemunho ´de certa maneira
é como uma declaração que fala por si só. Portanto, aquele que almeja o episcopado
deve ser bem visto pelas pessoas, não no sentido de viver uma vida de aparências
usando mascaras para disfarçar.

O bom testemunho deve ser dado em todas as áreas da vida desde o


matrimonio até uma simples promessa. Desta forma os que estão a volta poderão
testificar da fidelidade do ministro tanto para com Deus quanto para com o rebanho.
16

Contudo alguém poderá até discordar ou até perseguir o ministro (Jo 15.18-20),
entretanto, tudo na sua vida deve testemunhar o evangelho (Cl 4.5-6).

16. De uma só palavra

A Tradução Brasileira usa expressão “não dobres em palavras” e a NVI,


“homens de palavra”. Fala de compromisso com aquilo que se diz (Sl 15.4;
Mt 5.37; Tg 5.12). (SUBIRÁ, 2019)

Sendo assim, “seja, porém, o vosso falar: sim, sim; não, não; porque o que
passa disto é procedência maligna” (Mt 5.37).

De certa forma há outros qualitativos tão importantes quanto estes, mas estes
em questão estão ligados diretamente ao comportamento do pastor. Ou seja, ao seu
caráter. Deve-se atentar também para o recado de Paulo a Tito em relação a isso.
Segundo MacArthur Jr (1998, p. 101) :
Em Tito 1, Paulo oferece uma boa oportunidade para discutir os traços do
caráter necessário àquele que detenha o ofício de pastor em uma igreja local.
Ele deve ser um homem da mais elevada moral em sua conduta sexual,
incluindo um relacionamento sadio com a esposa. Em segundo lugar,
também deve ser alguém que tenha provado suas capacidades de liderança
na própria família. Deve ser bem-sucedido no ministério junto aos filhos, tanto
no aspecto geral como no espiritual. Em terceiro lugar, deve demonstrar
nobreza em sua atitude e conduta, livre de caprichos, irritabilidade,
embriaguez, agressividade e amor pela torpe ganância. Deve ter qualidades
positivas de hospitalidade, amor pelo bem, sensibilidade, justiça, pureza e
autocontrole.

Concretiza-se que aí está o verdadeiro manual do pastor. É claro que está


seção não esgota as qualificações que devem ser encontradas naqueles que almejam
o episcopado, entretanto estão listadas através dos textos bíblicos as que o apóstolo
Paulo julgou ser mais importante destacar aos jovens pastores. Nesse sentido a “[...]
vida pessoal e familiar do pastor deve ser constantemente submetida ao escrutínio
das Escrituras. À luz das Escrituras Sagradas, aquele que foi chamado a tão elevada
vocação deve aspirar à santidade e pureza de vida” (BAXTER, 1989, p. 18).

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Diante de tudo o que foi exposto, é muito importante destacar que o artigo em
seu conteúdo não teve a intenção de decidir por esta ou aquela prática pastoral. Pois
não seria está a proposta. O mesmo teve como objetivo salientar que a prática pastoral
precisa aproximar-se mais dos padrões bíblicos ou o pastor comprometerá a inteireza
de seu ministério.

O que o artigo está sugerindo é que o pastor não deixe de se apresentar como
obreiro aprovado, pois desta forma será exemplo para o rebanho. Ou que este pelas
ocupações exteriores, deixe enfraquecer a chama do chamado de Deus em sua vida
fazendo de seu ministério um fardo e, em detrimento a isso se afaste do padrão
bíblico.
17

Sendo assim, ele critica aqueles pastores que se dedicam demais aos afazeres
do mundo com interesses que podem prejudicar o zelo pastoral. Os pastores deverão
prestar contas a Deus do exercício do seu ministério, afinal, eles têm responsabilidade
sobre o rebanho.

De certa forma o mesmo teve como intenção elencar o padrão divino de


pastoreio apresentado pelas Escrituras. Para tal apresentou ainda que brevemente
Deus como pastor na Antiga Aliança e Jesus Cristo como pastor da nova aliança,
destacando também algumas qualificações que devem ser observadas no pastor.

Acredita-se que o objetivo do artigo foi atingido pois o mesmo apresentou a


solução para um ministério ideal e eficaz. Em função disso, ainda que brevemente foi
descrito a pastoral desenvolvida por Jesus Cristo quando na terra a fim de resgatar o
padrão bíblico em relação ao chamado pastoral pois Ele é o padrão divino a ser
seguido o que tem a visão e que articula toda vida cristã. Ele é o Supremo Pastor.

Com efeito “Tal é o verdadeiro ministro de Cristo; e tal, além de toda


possibilidade de discussão, devemos ser você e eu” (WESLEY, 1756). De fato, é
preciso observar os padrões bíblicos expostos, e que o ministro caminhe em direção
a visão apresentada em relação a prática pastoral, para que o mesmo tenha uma
experiência pastoral transformadora tanto para si como para aqueles a quem Deus
designou para o cuidado. Portanto teorias, práticas e métodos devem estar ligados a
Cristo e ao seu evangelho. Pois de outra forma o descrédito em relação ao pastorado
seria inevitável. Assim falou Wesley daqueles que não estão enquadrados no padrão
bíblico:

E, ainda assim, vemos e lamentamos um defeito ainda maior em alguns que


estão no ministério. Falta-lhes sabedoria; eles são falhos no entendimento; a
capacidade deles é baixa e superficial, sua compreensão é turva e confusa;
como consequência, eles são completamente incapazes de formar um
julgamento verdadeiro das coisas, ou de raciocinar corretamente sobre algo.
E como aqueles que não sabem coisa alguma podem conceder
conhecimento a outros? Como podem instruí-los em toda a variedade de
obrigação para com Deus, seu próximo e eles mesmos? Como podem dirigi-
los através de todas as confusões de erros, através de todos os embaraços
do pecado e da tentação? Como podem se certificar das artimanhas de
Satanás, e protegê-los contra toda a sabedoria do mundo? (WESLEY, 1756).

Indiscutivelmente todo aquele que almeja o episcopado ou exerce a função


pastoral deve ter o entendimento que Cristo é o padrão divino para o pastoreio. Por
Ele recebe-se as direções de Deus em relação ao cuidado para com o rebanho pois
ele é o Bom pastor.
Desta forma, o Senhor exorta a conhecer o estado do rebanho, ou seja, é
preciso saber a realidade da vida das pessoas das quais cuida: “Procura conhecer o
estado das tuas ovelhas; põe o teu coração sobre o gado” (Pv 27.23). Posto isso ter
uma visão dada por Deus sobre o estado, a vida e o propósito de cada ovelha nos dão
balizas para aperfeiçoar o nosso trabalho a fim de que ele seja eficiente. E por fim, o
ministério pastoral se desenvolverá de forma adequada, alcançando o sucesso que
seria o de: conduzir o rebanho as águas tranquilas. Conclui-se este artigo com as
palavras de Richard Baxter:
18

Não se contentem em apenas estar num estado de graça, mas cuidem para
que suas virtudes sejam mantidas vigorosa e vividamente em prática, e que
vocês preguem para si mesmos os sermões que estudam, antes de pregarem
a outros... Quando suas mentes estão num estado santo e celestial, seu povo
certamente irá tomar parte dos frutos que surgirem... O, irmãos, cuidem,
portanto, de seus próprios corações; afastem-se da lascívia e das paixões,
assim como das inclinações mundanas; mantenham uma vida de fé, amor e
zelo; familiarizem-se com Deus. Se não observar diariamente o seu coração,
se não reprimir a própria corrupção, a fim de andar com Deus — se você não
fizer disto um trabalho constante em sua vida, tudo dará errado, e você
matará de fome os seus ouvintes; ou, se você possui um falso fervor, não
espere que uma bênção vinda lá do alto resolva a situação. Mas acima de
todas as coisas, esteja sempre em oração e meditação. Então, você
conseguirá o fogo celestial que queimará os seus sacrifícios.

REFERÊNCIAS

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THOMPSON, Frank Charles. Bíblia de Referência Thompson: com versículos


em cadeia temática; Antigo e Novo Testamentos. São Paulo: Editora Vida,
2010.

AGRADECIMENTOS

A Deus pelo dom da vida pois Ele me retirou do lamaçal do pecado, das trevas
e me recebeu como filho amado. Louvo a Ele pelo chamado que arde em mim. Pois
todos que conhecem a minha história sabe que estar servindo a Deus é um grande
privilégio do qual não abro mão. Obrigado Senhor.
A todos os professores e amigos que me auxiliaram de alguma forma. Em
especial a minha esposa Damaris que sempre me apoia em todos as minhas decisões.
À professora Kelly que não desistiu de mim e sempre me incentivou a continuar
e a fazer tudo como e excelência.
Ao Pr. Flávio Coelho, meu orientador que me auxiliou nas questões teológicas.
Ao Fernando, meu colega de seminário, pois ao longo destes anos se tornou
um grande amigo e também ao Luís Cláudio que foi quem sempre esteve disponível
a me auxiliar.

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