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SEBI - Sociedade de Estudos Bíblicos Interdisciplinares

Curso de Pós-graduação em Aconselhamento Bíblico

Disciplina: Distúrbios da Sexualidade

Professor: Paulo

Aluna: Elen Cristina Soares

Resumo Simples do livro: Purificado o Coração da Idolatria Sexual.

Brasília

Abril 2021
O livro Purificando o coração da Idolatria Sexual traz uma abordagem
sobre a imoralidade sexual com uma perspectiva bíblica. Suas causas serão
encontradas no coração pecaminoso do homem inclinado contra Deus. Esse
coração irá procurar satisfazer seus prazeres e necessidades sem se importar
com as impurezas e proibições. O Doutor. Street fará considerações
importantes e profundas trazendo a reflexões não só dos problemas, mas
também as consequências de tal envolvimento com a imoralidade; “idolatria” e
apontará alternativas bíblicas para aqueles que desejarem alcançar libertação
de seus hábitos escravizadores e encontrarem esperança à luz das Escrituras.

O relato da criação revela o paradigma de Deus sobre a pureza sexual,


fica evidente que Ele criou o relacionamento sexual entre os gêneros
distintivos, macho e fêmea, com uma força biológica para cumprir Seu
proposito. Deus criou o sexo e disse que era “muito bom” e rotular de ruim algo
que Deus chamou de bom é presunçoso e pecaminoso. Ninguém pode negar o
poder da libido e em seu projeto criativo, Deus planejou o sexo para ser bom e
poderoso, mas não irresistível. O prazer na experiência sexual não é
pecaminoso ou proibido pelas Escrituras, mas nunca foi projetado para
governar um homem e se tornar objeto principal de seu amor. Ele é um desejo
santo quando está voltado para o conjugue num casamento monogâmico de
heterossexuais.

Os seres humanos foram criados para serem governados por desejos


piedosos. Os princípios orientadores da alma é se deleitar em Deus e fazer
com que os Seus desejos sejam a prioridade máxima da vida. O proposito
supremo do homem é desejar os desejos de Deus para sua vida, e o desejo
sexual vindo de um coração puro é um desejo muito mais poderoso.
Biblicamente, os desejos físicos assim como desejar intensamente algo são
bons, quando utilizados e devidamente focados no proposito de glorificar a
Deus.·.

Há fatores biológicos que preparam a atividade sexual no homem e na


mulher, mas também há motivações não fisiológicas que brotam de uma
intricada rede de desejos e propósitos do coração humano. Um ser humano
pecaminoso, criado a imagem de Deus é muito mais distinto e complexo em
sua motivação sexual. Quase qualquer objeto visão, aroma ou experiência
palpável pode propiciar excitação sexual. O comportamento é sempre um
indicativo da condição do coração.

Com a entrada do pecado, as motivações e comportamentos do homem


mudaram as motivações fisiológicas para satisfação sexual, e elas não são
mais controladas por razões imaculadas, homem e mulher agora lutariam com
desejos sensuais desordenados e suas percepções foram contaminadas
permanentemente por tais desejos. O anseio pela própria satisfação sexual e a
competição pelo controle, tornaram essa dinâmica conjugal numa manobra
manipulativa de pessoas em oposição mutua. O domínio de Deus na união
entre o homem e a mulher foi substituído por um domínio de desejos pessoais,
onde o desejo cobiçoso tomou lugar do desejo santo. O sentimento sexual
dado por Deus é brutalmente distorcido de modo a tornar-se um monstro
grotesco de conforto e tranquilidade, controlando brutalmente e alimentado o
egoísmo, a ira e a avareza. A escolha continua da entrega pelos desejos da
carne segundo o apostolo João, procede de um amor pelas trevas e pelo
mundo, portanto o coração perverso é à semelhança de um ventre fértil para a
cobiça sexual.

A cobiça seria agora o combustível dos pensamentos, emoções e ações


do homem e se torna vigorosa e exigente impulsionando todos os insaciáveis
apetites do corpo, e a satisfação sexual é o alvo desse tipo de coração. Existe
uma diferença bem definida entre a pessoa sexualmente tentada e a
sexualmente escravizada. Para as pessoas escravizadas, os desejos sexuais
se tornaram idolatria, ela adora e paga impostos ao seu senhor cedendo todos
os desejos e experimentando sensações inquietantes de prazer. A pessoa que
é sexualmente tentada pode fracassar, mas ela não cede frequentemente aos
seus desejos. A idolatria se aloja dentro do coração à medida que o homem
cede aos seus sentimentos enganosos de prazer e satisfação e ele não é mais
capaz de aceitar a ideia de uma vida normal. A paixão e o desejo atuam
fortemente dentro do coração e do corpo com um controle crescente com
intensidade aumentando tanto o desejo como o comportamento pecaminoso. À
medida que o pecado sexual amadurece, a pessoa se torna cada vez mais
caracterizada pela falta de humildade e por uma crescente atitude de afronta
contra a santidade de Deus. A idolatria dos desejos sexuais paralisa a
consciência e tanto encoraja como reforça a arrogância da mente humana.

O conselheiro cristão terá papel fundamental em empregar o


discernimento bíblico na analise da predisposição da idolatria sexual do
coração, tanto para purificar como para prevenir pecados sexuais. O
conselheiro que crê que qualquer pensamento sobre o sexo ou intercurso
sexual é sempre algo imoral estabelece um padrão para seus aconselhados
que a Bíblia não o faz e também peca por estimular um rígido padrão de
conduta dos aconselhados que vai além das admoestações bíblicas,
colocando-os num beco sem saída e removendo deles a única fonte de
esperança que possuem para vencer os pensamentos e as praticas
escravizadoras; “as Escrituras”. O conselheiro precisa reconhecer a presença
de inúmeros deuses de desejo que podem ajudar na concepção ou na
alimentação do pecado sexual, servindo para sustentar, dar suporte e nutrir
suas expressões sexuais. No momento em que o conselheiro se distancia da
intenção dos textos da Bíblia e de suas implicações teológicas, ele sacrifica a
autoridade divina e passa a dar ao aconselhado suas próprias opiniões ao
invés do juízo de Deus, a sabedoria precisa ir mais além por meio do
encorajamento de aplicações hábeis da Palavra de Deus. Muitos aconselhados
também não atingiram resultados duradouros, porque tentaram se libertar de
suas obsessões sexuais por meio de esforços pessoais de justiça própria,
experimentando apenas o fracasso continuo. A recuperação de cristãos que se
encontram sexualmente escravizados, precisa estar focada na purificação
pessoal e não nas más consequências.

Toda transformação se inicia e termina com o Evangelho de Jesus


Cristo. “O conselheiro cristão deve ministrar a Palavra de Deus de uma
maneira transformadora de vida, de forma que o próprio Deus transforme o
aconselhado de dentro pra fora. Interpretar os anseios idólatras produzidos
pela cobiça injusta no coração do aconselhado é difícil porque o coração é
muito ativo e evasivo. Para o aconselhado que deseja uma transformação
verdadeira, a Palavra de Deus e o Evangelho são as chaves que precisam ser
ministradas ao coração dominado pela cobiça sexual de uma maneira fiel e
determinante. A expectativa de Deus para o crente não é que ele seja justo na
maioria das vezes, mas que seja perfeitamente justo. Portanto os que estão na
carne não podem agradar a Deus. É necessária uma mudança interna de
coração que aprenda sobre dependência do Espirito por meio da graça
encontrada em Jesus Cristo.” porquanto o que fora impossível à lei, no que
estava enferma pela carne, pecaminosa e no tocante ao pecado; e, com efeito,
condenou Deus, na carne, o pecado a fim de que o preceito da lei se cumprisse
em nós que não andávamos segundo a carne, mas segundo o Espirito...
“Porque se viverdes segundo a carne, caminhais para a morte, mas, se pelo
Espirito mortificardes os efeitos do corpo, certamente vivereis”.

Purificar o coração da idolatria sexual é algo difícil porque o coração


possui varias camada está mudando constantemente e engana a si mesmo. Há
uma diversidade nos desejos do coração que em alguns momentos tem-se a
impressão de que todos convergem. Deus possui um profundo desprezo e um
juízo completo para aqueles que banalizam o pecado da cobiça sexual. Esse
pecado priva o cristão de um desejo pela piedade e pela justiça, substituindo o
desejo santo pelo desejo ímpio promovendo mais amor próprio do que amor
por Deus e pelo próximo.

O conselheiro precisa estar preparado para ajudar o aconselhado a


substituir pensamentos cobiçosos imorais, por pensamentos que honram a
Deus e desejos que absorvam o homem interior.

O aconselhado precisa ser lembrado que mesmo que a cobiça sexual


possa ser camuflada e escondida por anos, Deus enxerga o filme proibido que
é a sua mente e precisa estar disposto a se engajar na batalha, e treinar-se a
focalizar toda a sua energia e desejo sexual na experiência de rompimento com
o domínio da cobiça sexual e na identificação de Cristo para absorção de
novos desejos santos que honrem a Deus.

“Aconselhar a pessoa sexualmente imoral exige sabedoria, diligencia e


cuidado. Jamais será um processo simples de meros ajustes comportamentais.
O conselheiro precisa estar preparado para uma batalha; o coração do
aconselhado e para usar toda percepção bíblica que pode ser obtida para
derrotar o adversário. A aconselhado precisa aceitar as regras dessa batalha e
estar disposto a lutar também. O sucesso do conselheiro não é medido pela
resposta do aconselhado; ele é determinado pela fidelidade do conselheiro em
ministrar a Palavra ao coração do aconselhado. É também uma questão do
Espirito Santo trazendo convicção do pecado e mudança, o que inclui uma
disposição completa para ir à guerra como um soldado espiritual que luta pela
retidão”.
Referencia Literária

Purificando o coração da idolatria sexual/ Jonh D. Street; 1. Ed. – São Paulo:


NUTRA Publicações, 2009.

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