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Exposição.

A lei da separação: Estado e Igrejas na República


14.04.2011

Exposição
A lei da separação: Estado e Igrejas na República

Local: Arquivo Contemporâneo do Ministério das Finanças


Morada: Largo Terreiro do Trigo, Lisboa
Inauguração: 20 de Abril de 2011 às 17h00
Período de exibição: 20 de Abril a 31 de Agosto de 2011
Horário: 2ª a 6ª feira das 10h às 17h00
Entrada livre

Organização: Secretaria-Geral do Ministério das Finanças e da Administração Pública


com a Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República

Sinopse
A Lei de separação do Estado das Igrejas correspondeu a uma reivindicação essencial
do movimento republicano: a autonomia entre o poder civil e o religioso.
Assinada por todos os membros do Governo Provisório, deveu-se principalmente ao
Ministro da Justiça, Afonso Costa, que fez da Lei da Separação um instrumento de
influência política.
A radicalidade de algumas das suas propostas acabou por originar divisões no seio do
movimento republicano, dos partidos que dele surgiram e de personalidades do próprio
Governo Provisório.
A Lei, apesar dos conflitos que originou, foi um marco fundamental na modernização
do Estado e a sua aplicação constituiu uma etapa marcante na independência das
confissões religiosas e da afirmação da participação cívica.

Núcleos

A caminho da Lei
A necessidade da Separação era consensual no movimento republicano. As opiniões
sobre a Lei, não. Diferentes visões sobre a organização do Estado e as suas funções, as
instituições religiosas e o seu papel, foram ocasião de divisões e disputas que
envolveram a administração pública, a Igreja Católica, as confissões religiosas que
aguardavam
o fim da confessionalidade e as diferentes sensibilidades republicanas.
Concórdias e Conflitos – A aplicação da Lei da Separação de 1911
O republicanismo, pretendendo «modernizar» o país, teve de debater-se com o peso de
práticas e tradições das comunidades locais. A Lei da Separação, afrontando algumas
delas, condensou e camuflou afrontamentos políticos, sociais e disputas de
protagonismos nessas comunidades. A execução da Lei mostra algumas das facetas
relevantes do complexo processo de construção do Estado e da sociedade portuguesa ao
longo do século XX.

A «nova» Lei da Separação


A Grande Guerra (1914-1918) foi um período decisivo na evolução da República e na
consideração do fenómeno religioso. Nesse contexto, o movimento liderado por Sidónio
Pais fez uma avaliação crítica da Lei da Separação e da sua execução, procedendo à sua
reforma e tentando pacificar os conflitos originados por causa dela.

Divergências e Convergências na longa execução da Separação


A Lei da Separação, cujo significado e impacto teve leituras contrastantes, foi um marco
incontornável da história centenária da República. Esta exposição elucida o seu impacto
e percurso através de exemplares dos vários núcleos documentais em processo de
disponibilização pelo Arquivo Digital do Ministério das Finanças:
http://arquivodigital.sgmf.pt/mitra/.