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SUMÁRIO

Empresa Cedente do Estágio

Dados da Empresa........................................................3
História da Empresa......................................................4
Diretores e Superintendentes.........................................5

Sobre a Água

Introdução...................................................................6
A Água e o Corpo Humano.............................................7
Dia Mundial da Água.....................................................7
Os direitos da Água.......................................................8
Ciclo da Água...............................................................9
Distribuição da Água na Terra.......................................11
Água Potável e Água Tratada........................................12
Água Contaminada......................................................13
Mar...........................................................................14
O problema já começou...............................................15
Motivo para guerras....................................................15
Riqueza Brasileira.......................................................16
Seca no Nordeste........................................................17
Como Economizar Água...............................................17
Curiosidades..............................................................18

ETA

Estação de Tratamento de Água....................................18


Sistema Convencional..................................................20
Captação...................................................................21
Recepção/Coagulação..................................................21
Floculação..................................................................22
Decantação................................................................23
Filtração....................................................................23
Desinfecção...............................................................24
Fluoretação................................................................25
Correção do Ph...........................................................26
Parâmetros Físicos e Químicos......................................27

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Tabela de Parâmetros..................................................28
Parâmetros da Qualidade da Água.................................29
pH............................................................................29
Cor...........................................................................29
Turbidez....................................................................30
Alcalinidade...............................................................31
Dureza......................................................................31
Sulfatos ....................................................................31
Ferro.........................................................................31
Manganês..................................................................32
Cloretos.....................................................................33
Coliformes totais e fecais.............................................34
Flúor (fluoretos).........................................................34

ANÁLISES LABORATORIAIS

Introdução.................................................................35
Cloro Residual............................................................36
Análise da Cor............................................................37
Análise da Turbidez.....................................................38
pH............................................................................39
Análise do Flúor..........................................................40

CONCLUSÃO..............................................................42

CONCLUSÃO FINAL.....................................................43

AGRADECIMENTOS.....................................................44

BIBLIGRAFIA..............................................................45

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Empresa Cedente do Estágio

Dados da Empresa:

Razão Social: SAMAE – Serviço Autônomo Municipal


de Água e Esgoto de Mogi Guaçu/SP

CNPJ: 46.255.196/0001-66

Insc. Estadual: 455.172.785.115

Endereço: Rua Paula Bueno, 240, Centro

ETA : Rua João Bueno Junior, 240, Vila São João

Atividade: Captação, Tratamento e Distribuição de


Água e Tratamento de Esgoto.

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HISTÓRIA DA EMPRESA

ANO 36º DA LEI DE CRIAÇÃO DO SAMAE - SERVIÇO


AUTÔNOMO MUNICIPAL DE ÁGUA E ESGOTO DE MOGI
GUAÇU, EM 29/08/1973.

Para contar a história do SAMAE, é preciso fazer uma


retrospectiva no tempo, retratando como funcionava o
saneamento básico da cidade.

Até 1966 a água era captada de uma nascente na chácara


Bela Vista (Jardim Hermínio Bueno) e bombeada para um
reservatório localizado na Vila São João (onde atualmente
funciona a E.T.A - Estação de Tratamento de Água); do
reservatório a água era distribuída (SEM TRATAMENTO), até
próximo ao cemitério da cidade (Praça da Bíblia).

Em 1967, na administração do Prefeito Municipal Sr.


Antônio Giovani Lanzi, elaborou-se um projeto para criação do
Departamento de Água e Esgoto, estimando o crescimento da
cidade por 20 anos, visando atender toda a população e com
a finalidade de tratar a água do Município. Em 1973 na gestão do
Prefeito Municipal Dr. Carlos Nelson Bueno foi criado o SAMAE.

O Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto –


SAMAE de Mogi Guaçu é uma Autarquia Municipal, com
personalidade jurídica própria, sede e foro na cidade de Mogi
Guaçu, dispondo de autonomia financeira e administrativa,
criada em 29 de agosto de 1973 pela LEI nº 1.001. Tem como
finalidade estudar, projetar e executar, diretamente ou mediante
contrato com organizações especializadas em Engenharia
Sanitária, as obras relativas a construção ou remodelação do
sistemas públicos de abastecimento de água potável e de
esgotos sanitários, bem como administrar, operar, manter
conservar e explorar diretamente os serviços de água e esgoto

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sanitários, lançar, fiscalizar e arrecadar as tarifas dos serviços de
água e esgoto.

Também tem a função de órgão coordenador e fiscalizador


entre o Município e os órgãos federais ou estatais para estudos,
projetos e obras de construção, ampliação ou remodelação dos
serviços públicos de abastecimento de água potável e de coleta
de esgotos sanitários. Exercer quaisquer outras atividades
relacionadas com sistemas públicos de abastecimento de água e
coleta de esgotos compatíveis com as leis gerais e especiais e
defender os cursos de água do Município contra a poluição.

Diretores e Superintendentes

O SAMAE teve como seu primeiro Diretor o Sr. Francisco


de Paula Bueno que exerceu o cargo por dez anos, e o Sr.
Diamantino Gaspar como Chefe do Serviço de Administração e
Finanças.

Atualmente o SAMAE tem como Superintendente o Sr.


Mutsuo Gomi, como Diretor Administrativo Financeiro do
SAMAE o Sr. Antonio Luis Rabelo e como Diretor do
Departamento de Operações e Obras do SAMAE Sr. José
Alberto da Silva Filho.

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Sobre a Água

Indtrodução

Na composição da água entram dois gases: duas partes


de hidrogênio (símbolo: H) e uma parte de oxigênio (símbolo:
O). Sua fórmula química é H2O.

Três quartos da superfície da Terra são recobertos por


água. Trata-se de quase 1,5 bilhão de km3 de água em todo o
planeta, contando oceanos, rios, lagos, lençóis subterrâneos e
geleiras. Parece inacreditável afirmar que o mundo está prestes
a enfrentar uma crise de abastecimento de água. Mas é
exatamente isso o que está para acontecer, pois apenas uma
pequeníssima parte de toda a água do planeta Terra serve para
abastecer a população.

- 97,3% da disponibilidade da água do mundo estão nos -


oceanos, ou seja, água salgada.
- 2,7% de água doce e está distribuída da seguinte forma:
- 29,7% aquíferos;
- 68,9% calotas polares;
- 0,5% rios e lagos;
- 0,9% outros reservatórios (nuvens, vapor d’água etc.).

Vinte e nove países já têm problemas com a falta d'água e


o quadro tende a piorar. Uma projeção feita pelos cientistas
indica que no ano de 2025, dois de três habitantes do planeta
serão afetados de alguma forma pela escassez - vão passar sede
ou estarão sujeitos a doenças como cólera e amebíase,
provocadas pela má qualidade da água. É uma crise sem
precedentes na história da humanidade. Em escala mundial,
nunca houve problema semelhante.

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Tanto que, até 30 anos atrás, quando os primeiros alertas
foram feitos por um estudo da Organização das Nações Unidas
(ONU), ninguém dava importância para a improvável ameaça.

A água e o corpo humano

Os primeiros seres vivos da Terra surgiram na água há


cerca de 3,5 bilhões de anos. Sem ela, acreditam os cientistas,
não existiria vida. A água forma a maior parte do volume de uma
célula. No ser humano, ela representa cerca de 70% de seu
peso.

Uma pessoa de 65 kg, por exemplo, tem 45 kg de água


em seu corpo. Daí sua importância no funcionamento dos
organismos vivos.

O transporte dos sais minerais e de outras substâncias,


para dentro ou para fora da célula, é feito por soluções aquosas.
Mesmo a regulagem da temperatura do corpo depende da água -
é pelo suor que "expulsamos" parte do calor interno.

Dia Mundial da Água

A Organização das Nações Unidas instituiu, em 1992, o


Dia Mundial da Água - 22 de março. O objetivo da data é refletir,
discutir e buscar soluções para a poluição, desperdício e
escassez de água no mundo todo.

Mas há muitos outros desafios: saber usá-la de forma


racional, conhecer os cuidados que devem ser tomados para
garantir o consumo de uma água com qualidade e buscar
condições para filtrá-la adequadamente, de modo a tirar dela o
máximo proveito possível.

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Os Direitos da Água

A ONU redigiu um documento intitulado Declaração


Universal dos Direitos da Água. Logo abaixo, você vai ler os seus
principais tópicos:

• A água não é uma doação gratuita da natureza; ela


tem um valor econômico: é rara e dispendiosa e pode escassear em
qualquer região do mundo.
• A utilização da água implica respeito à lei. Sua
proteção constitui uma obrigação jurídica para todo homem ou grupo
social que a utiliza.
• O equilíbrio e o futuro de nosso planeta dependem
da preservação da água e de seus ciclos. Estes devem permanecer
intactos e funcionando normalmente para garantir a continuidade da
vida sobre a Terra. Este equilíbrio depende da preservação dos mares e
oceanos, por onde os ciclos começam.
• Os recursos naturais de transformação da água em
água potável são lentos, frágeis e muito limitados. Assim sendo, a água
deve ser manipulada com racionalidade e precaução.
• A água não é somente herança de nossos
predecessores; ela é, sobretudo, um empréstimo a nossos sucessores.
Sua proteção constitui uma necessidade vital, assim como a obrigação
moral do homem para com as gerações presentes e futuras.
• A água faz parte do patrimônio do planeta. Cada
continente, cada povo, cada nação, cada região, cada cidade, cada
cidadão é plenamente responsável pela água da Terra.
• A água não deve ser desperdiçada, nem poluída,
nem envenenada. De maneira geral, sua utilização deve ser feita com
consciência para que não se chegue a uma situação de esgotamento ou
de deterioração da qualidade das reservas atualmente disponíveis.

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• A água é a seiva de nosso planeta. Ela é condição
essencial de vida de todo vegetal, animal ou ser humano. Dela
dependem a atmosfera, o clima, a vegetação e a agricultura.
• O planejamento da gestão da água deve levar em
conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição
desigual sobre a Terra.
• A gestão da água impõe um equilíbrio entre a sua
proteção e as necessidades econômica, sanitária e social.

Ciclo da Água

Devido às diferentes e particulares condições climáticas,


em nosso planeta a água pode ser encontrada, em seus vários
estados: sólido, líquido e gasoso.

Chamamos de ciclo hidrológico, ou ciclo da água, à


constante mudança de estado da água na natureza. O grande
motor deste ciclo é o calor irradiado pelo sol. A permanente
mudança de estado físico da água, isto é, o ciclo hidrológico, é a

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base da existência da erosão da superfície terrestre. Não fossem
as forças tectônicas, que agem no sentido de criar montanhas,
hoje a Terra seria um planeta uniformemente recoberto por uma
camada de 3km de água salgada.

Em seu incessante movimento na atmosfera e nas


camadas mais superficiais da crosta, a água pode percorrer
desde o mais simples até o mais complexo dos caminhos.
Quando uma chuva cai, uma parte da água se infiltra através dos
espaços que encontra no solo e nas rochas. Pela ação da força
da gravidade esta água vai se infiltrando até não encontrar mais
espaços, começando então a se movimentar horizontalmente em
direção às áreas de baixa pressão. A única força que se opõe a
este movimento é a força de adesão das moléculas d’água às
superfícies dos grãos ou das rochas por onde penetra.

A água da chuva que não se infiltra, escorre sobre a


superfície em direção às áreas mais baixas, indo alimentar
diretamente os riachos, rios, mares, oceanos e lagos. Em
regiões suficientemente frias, como nas grandes altitudes e
baixas latitudes (calotas polares), esta água pode se acumular
na forma de gelo, onde poderá ficar imobilizada por milhões de
anos.

O caminho subterrâneo das águas é o mais lento de todos.


A água de uma chuva que não se infiltrou levará poucos dias
para percorrer muitos e muitos quilômetros. Já a água
subterrânea poderá levar dias para percorrer poucos metros.
Havendo oportunidade esta água poderá voltar à superfície,
através das fontes, indo se somar às águas superficiais, ou
então, voltar a se infiltrar novamente. A vegetação tem um
papel importante neste ciclo, pois uma parte da água que cai é
absorvida pelas raízes e acaba voltando à atmosfera pela

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transpiração ou pela simples e direta evaporação
(evapotranspiração).

Distribuição da água na Terra

Tipo Ocorrência Volumes (km3)


Água Rios 1.250
doce
superficial Lagos 125.000
Água Umidade 67.000
doce do solo
subterrânea 4.164.000
Até 800
metros 4.164.000

Abaixo de
800 metros
Água Geleiras e 29.200.000
doce sólida Glaciais
(gelo)
Água Oceanos 1.320.000.000
salgada
Lagos e 105.000
mares salinos
Vapor Atmosfera 12.900
de água
Total 1.360.000.000

Observa-se no quadro acima que, de toda a água existente


no planeta Terra, somente 2,7% é água doce. Pode-se também
verificar que de toda a água doce disponível para uso da
humanidade, cerca de 98% está na forma de água subterrânea.

Da água que se precipita sobre as áreas continentais,


calcula-se que a maior parte (60 a 70% ) se infiltra. Vê-se,
portanto, que a parcela que escoa diretamente para os riachos e
rios é pequena (30 a 40%). É esta água que se infiltra, que
mantém os rios fluindo o ano todo, mesmo quando fica muito

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tempo sem chover. Quando diminui a infiltração,
necessariamente aumenta o escoamento superficial das águas
das chuvas. A infiltração é importante, portanto, para regularizar
a vazão dos rios, distribuindo-a ao longo de todo o ano,
evitando, assim, os fluxos repentinos, que provocam inundações.

Não adianta culpar a natureza. Esta relação, entre a


quantidade de água que se precipita na forma de chuva, a
quantidade que se infiltra, a que tem escoamento superficial
imediato, e a que volta para a atmosfera, na forma de vapor,
constitui uma verdade da qual não podemos escapar. As cidades
são aglomerados, onde grande parte do solo é impermeabilizado,
e a conseqüência lógica disto é o aumento de água que escoa,
provocando inundações das áreas baixas. Se estiverem corretas
as previsões de que está havendo um aquecimento global, e de
que este levará ao aumento das chuvas, é de se esperar um
agravamento do problema de inundações nos países tropicais.

Água potável e água tratada

A água é considerada potável quando pode ser consumida


pelos seres humanos. Infelizmente, a maior parte da água dos
continentes está contaminada e não pode ser ingerida
diretamente. Limpar e tratar a água é um processo bastante
caro e complexo, destinado a eliminar da água os agentes de
contaminação que possam causar algum risco para a saúde,
tornando-a potável. Em alguns países, as águas residuais, das
indústrias ou das residências, são tratadas antes de serem
escoadas para os rios e mares. Estas águas recebem o nome de
depuradas e geralmente não são potáveis. A depuração da água
pode ter apenas uma fase de eliminação das substâncias
contaminadoras, caso retorne ao rio ou ao mar, ou pode ser

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seguida de uma fase de tratamento completa, caso se destine ao
consumo humano.

Água Contaminada

Um dos principais problemas que surgiram neste século é a


crescente contaminação da água, ou seja, este recurso vem
sendo poluído de tal maneira que já não se pode consumi-lo em
seu estado natural. As pessoas utilizam a água não apenas para
beber, mas também para se desfazer de todo tipo de material e
sujeira. As águas contaminadas com numerosas substâncias
recebem o nome de águas residuais. Se as águas residuais
forem para os rios e mares, as substâncias que elas transportam
irão se acumulando e aumentam a contaminação geral das
águas. Isto traz graves riscos para a sobrevivência dos
organismos.

Existem vários elementos contaminadores da água. Alguns


dos mais importantes e graves são:

• Os contaminadores orgânicos: são biodegradáveis e


provêm da agricultura (adubos, restos de seres vivos) e das atividades
domésticas (papel, excrementos, sabões). Se acumulados em excesso
produzem a eutrofização das águas.
• Os contaminadores biológicos: são todos aqueles
microrganismos capazes de provocar doenças, tais como a hepatite, o
cólera e a gastroenterite. A água é contaminada pelos excrementos dos
doentes e o contágio ocorre quando essa água é bebida.
• Os contaminadores químicos: os mais perigosos são
os resíduos tóxicos, como os pesticidas do tipo DDT (chamados
organoclorados), porque eles tendem a se acumular no corpo dos seres
vivos. São também perigosos os metais pesados (chumbo, mercúrio)
utilizados em certos processos industriais, por se acumularem nos
organismos.
13
Mar

Desde a Antiguidade, os mares são os receptores naturais


de grandes quantidades de resíduos. O Mediterrâneo, o mar do
Norte, o canal da Mancha e os mares do Japão são alguns dos
mais contaminados do mundo. Os agentes contaminadores que
trazem maior risco ao ecossistema marinho são:

• Os acidentes com barcos petroleiros que provocam


grandes desastres ecológicos, poluindo a água do mar.
• O petróleo, como conseqüência dos acidentes,
descuidos ou ações voluntárias.
• Os produtos químicos procedentes do continente,
que chegam ao mar por meio da chuva e dos rios ou das águas
residuais.

O problema já começou

A falta d'água já afeta o Oriente Médio, China, Índia e o


norte da África. Até o ano 2050, as previsões são sombrias. A
Organização Mundial da Saúde (OMS) calcula que 50 países
enfrentarão crise no abastecimento de água.

China - O suprimento de água está no limite. A demanda


agroindustrial e a população de 1,2 bilhão de habitantes fazem
com que milhões de chineses andem quilômetros por dia para
conseguir água.

Índia - Com uma população de 1 bilhão de habitantes, o


governo indiano enfrenta o dilema da água constatando
oesgotamento hídrico de seu principal curso-d'água, o rio
Ganges.

Oriente Médio - A região inclui países como Israel,


Jordânia, Arábia Saudita e Kuwait. Estudos apontam que dentro

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de 40 anos só haverá água doce para consumo doméstico.
Atividades agrícolas e industriais terão de fazer uso de esgoto
tratado.

Norte da África - Nos próximos 30 anos, a quantidade de


água disponível por pessoa estará reduzida em 80%. A região
abrange países situados no deserto do Saara, como Argélia e
Líbia.

Motivo para guerras

A humanidade poderá presenciar no terceiro milênio uma


nova modalidade de guerra: a batalha pela água. Um relatório
do Banco Mundial de 1995 já anunciava que as guerras do
próximo século serão motivadas pela disputa de água,
diferentemente dos conflitos do século XX, marcados por
questões políticas ou pela disputa do petróleo. Uma prévia do
que pode ocorrer num futuro próximo aconteceu em 1967,
quando o controle da água desencadeou uma guerra no Oriente
Médio.

Naquele ano, os árabes fizeram obras para desviar o curso


do rio Jordão e de seus afluentes. Ele é considerado o principal
rio da região, nasce ao sul do Líbano e banha Israel e Jordânia.
Com a nova rota, Israel perderia boa parte de sua capacidade
hídrica. O governo israelense ordenou o bombardeamento da
obra, acirrando ainda mais a rivalidade com os países vizinhos.

Riqueza brasileira

Quando o assunto é recursos hídricos, o Brasil é um país


privilegiado. O território brasileiro detém 20% de toda a água
doce superficial da Terra. A maior parte desse volume, cerca de
80%, localiza-se na Amazônia.

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É naquela região desabitada que está a maior bacia fluvial
do mundo, a Amazônica, com 6 milhões de quilômetros
quadrados, abrangendo, além do Brasil, Bolívia, Peru, Equador e
Colômbia. A segunda maior bacia hidrográfica do mundo, a
Platina, também está parcialmente em território brasileiro.

Mas a nossa riqueza hídrica não se restringe às áreas


superficiais: o aqüífero Botucatu/Guarani, um dos maiores do
mundo, cobre uma área subterrânea de quase 1,2 milhão de
quilômetros quadrados, 70% dos quais localiza-se em território
brasileiro. O restante do potencial hídrico distribui-se de forma
desigual pelo país. Apesar de tanta riqueza, as maiores
concentrações urbanas encontram-se distantes dos grandes rios,
como o São Francisco, o Paraná e o Amazonas.

Assim, dispor de grandes reservas hídricas não garante o


abastecimento de água para toda a população.

Seca no Nordeste

Este é um problema que tem solução. Desviar parte da


água do rio São Francisco para a região semi-árida é uma idéia
antiga. Na prática, seria construída uma rede de canais para
abastecer açudes dos Estados atingidos pela falta d'água, como
Pernambuco, Ceará e Paraíba. Especialistas calculam que um
projeto desse seria capaz de levar água a 200 municípios e 6,8
milhões de brasileiros.

Como economizar água

Não demore muito tempo no chuveiro. Em média, um


banho consome 70 litros de água em apenas 5 minutos, ou seja,
25.550 litros por ano. Preste atenção ao consumo mensal da
conta de água. Você poderá descobrir vazamentos que significam
enorme desperdício de água. Faça um teste; feche todas as

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torneiras e os registros de casa e verifique se o hidrômetro -
aparelho que mede o consumo de água - sofre alguma alteração.
Se alterar, o vazamento está comprovado.

Você pode economizar 16.425 litros de água por ano ao


escovar os dentes, basta molhar a escova e depois fechar a
torneira. Volte a abri-la somente para enxaguar a boca e a
escova.

Prefira lavar o carro com balde em lugar da mangueira. O


esguicho aberto gasta aproximadamente 600 litros de água. Se
você usar balde, o consumo cairá para 60 litros.

Cuidado: Nada de "varrer" quintais e calçadas com


esguicho; use a vassoura!

Curiosidades

Cada brasileiro gasta 300 litros de água por dia. Apenas


metade disso seria suficiente para suprir todas as necessidades.
Além disso, grande parte dos reservatórios está contaminada,
principalmente em regiões mais populosas.

Na maioria dos países, é no campo que ocorre o maior


consumo de água: a agricultura intensiva consome mais de
quinhentos litros por pessoa ao dia. De 1900 até os nossos dias,
a superfície de cultivo irrigado triplicou. Os sistemas tradicionais
de irrigação aproveitam apenas 40% da água que utilizam. O
resto evapora ou se perde.

“ETA”

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ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ÁGUA

A ETA de Mogi Guaçu, tem sua captação em dois (02)


pontos do Rio Mogi Guaçu. O primeiro ponto fica situado acima
da "Barragem" da P.C.H (Pequena Central Hidroelétrica) da
Cachoeira que envia por gravidade até a "Captação Central"
juntando-se com o 2º ponto de captação do Rio Mogi Guaçu.

Nesse setor está localizada a casa de bombas, que através


de tubulações de grande diâmetro - 500 e 800mm, enviam por
bombas possantes toda água aduzida do rio até a Estação de
Tratamento Água a uma distância de 2 km. O volume é de 2.200
m³ a 2.400m³ / hora enviado para o tratamento da água "In
Natura" ou "Bruta".

A água enviada para E.T.A é recebida na Calha Parshall,


onde recebe os produtos químicos iniciais como "CLORETO
FÉRRICO" e "HIDRÓXICO DE CÁLCIO", para produzir a
"Floculação" e a "Decantação" dos flóculos formados.

Observa-se que desde o inicio do processo, são efetuadas


as análises físico-químicas e bacteriológicas para o perfeito
tratamento da água e sua desinfecção. Todas as fases são
controladas 24 horas por dia.

A E.T.A é composta por:

• Nove câmaras de floculadores para agitação e


formação dos flóculos para decantação;

• Quatro decantadores que realizam o processo de


decantação dos flóculos formados;

• Sete filtros com duas câmaras cada, com camadas


de areia específicas na granulometria e altura de camadas, próprias
para efetuarem a melhor filtração possível. Até os decantadores são
eliminados 70% das bactérias presentes na água "in natura", e nos
filtros são removidos 95% do total.

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Após a filtragem são adicionados outros produtos químicos
como: "CLORO" que é utilizado para a completa "desinfecção" da
água, eliminando microorganismos que possam estar presentes,
"SOLUÇÃO DE ORTO-POLIFOSFATO DE SODIO" como auxiliar no
combate a "COR" causada por Ferro e Manganês, "ÁCIDO
FLUORSSLÌCO"- FLUOR utilizado para a preservação da cárie
dentária.

A ETA tem capacidade de armazenamento e estocagem de


5.600m³, todo o processo do tratamento de água é
acompanhado por análises físico-químicas de hora em hora, com
PH – Turbidez – Flúor Cloro - sabor - Odor e Bacteriológica, com
frequências estabelecidas: diariamente, mensalmente,
trimestralmente e semestralmente da água In Natura e da água
tratada na E.T.A, como também na rede de distribuição.

São efetuadas as análises exigidas pela Portaria nº 1469 e


as estabelecidas por Laboratório da ETA.

SISTEMA CONVENCIONAL

A importância de um sistema de abastecimento público de


água está na necessidade de distribuir água dentro dos padrões
de potabilidade para os consumidores.
Somado a isso, um sistema de abastecimento deve
distribuir água continuamente, ou seja, disponibilizar a água a
qualquer hora do dia para o consumidor.
Por se constituir em serviço sanitário básico, a eficiência
de um sistema de abastecimento de água é medida através de
dados como índice de abastecimento, índice de qualidade de
água, índice de perdas de água, entre outros que é chamado de
indicadores sanitários (VIANNA ,1999).
Na realidade, deveríamos dizer estações potabilizadoras de
água ao invés de ETA. Porque esse é o objetivo dessas

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instalações: transformar água bruta, imprópria para o consumo
humano, em água potável, própria para esse fim. Podemos
descrever este sistema, com termos de fácil compreensão, da
seguinte maneira:

• Captação;
• Mistura rápida (coagulação);
• Floculação;
• Decantação;
• Filtração;
• Desinfecção;
• Fluoretação.

CAPTAÇÃO

Água bruta é bombeada à ETA através de conjuntos de


moto-bombas;

RECEPÇÃO/COAGULAÇÂO
A água passa por um ponto de maior agitação e que
consiste na mistura rápida que se realiza pelo movimento da
água ao longo da calha Parshall; onde é adicionado o PAC (Poli
cloreto de Alumínio), produto químico que em presença de água
se dissocia em íons (hidrólise), os quais irão atrair para si sólidos
presentes na água ou mesmo partículas coloidais hidrófobas,
bactérias e algas, aglomerando-se, os quais formam os flóculos;
nessa fase depende o sucesso em muitas vezes do restante do
tratamento da água.
A determinação da dosagem correta do floculante é
determinada através da realização de ensaios de jarros (jar-
test).
No tratamento de água, a coagulação é o processo nos
quais os coagulantes são adicionados à água de modo a reduzir

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as forças de repulsão entre colóides em suspensão e a floculação
é o processo seguinte onde é favorecida a aglomeração das
micropartículas em unidades maiores sedimentáveis
naturalmente, denominadas de flocos, em um tempo
razoavelmente operacionalizável.
O processo de coagulação também é denominado de
mistura rápida, pois a dispersão do coagulante no meio aquoso
tem que ser desenvolvida de forma mais homogênea e em um
menor intervalo de tempo possível.
Estas condições constituem um dos maiores problemas no
tratamento químico da água, pois, além das dificuldades
hidráulicas naturais do processo e sendo a coagulação, uma
etapa inicial do tratamento, sua má execução implicará em
prejuízo nas demais fases seguintes.
O coagulante deve ser aplicado em pontos de maior
turbilhonamento, para que possa ter distribuição homogênea na
massa d'água, na ETA Mogi Guaçu, ele é adicionado na calha
Parshall.

FLOCULAÇÃO
Consiste na formação dos flóculos por agitação lenta,
mecânica e em câmaras especiais, onde os coágulos sofrem
impactos entre si e os de carga elétrica contrária se ligam por
força da carga elétrica, formando os flóculos, os quais atingem
densidade maior que a água; durante essa fase, as partículas
desestabilizadas na mistura rápida, são aglutinadas umas com as
outras e com o floculante, formando os flocos.
Inicialmente eles são pequenos. Por esse motivo a água
em tratamento deve ser agitada intensamente, de modo a
permitir que as partículas e o floculante choquem entre si.
Posteriormente, à medida que os flocos vão crescendo, o
grau de agitação vai se tornando menos intenso.

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Isto faz com que os flocos, já em menor número e de
menor tamanho, cresçam à medida que percorrem o floculador.
No final do floculador, a agitação é branda. Os flocos
deverão ter atingido, então, tamanho e peso suficiente para que
se sedimentem, pela ação da gravidade, quando a água é
deixada em repouso, ou quando escoa com baixa velocidade.
A eficiência da unidade de floculação depende do
desempenho da unidade de mistura rápida, a qual é influenciada
por fatores como tipo de coagulante, pH de coagulação,
temperatura da água, concentração e idade da solução de
coagulante, tempo e gradiente de velocidade mistura rápida, tipo
e geometria do equipamento de floculação e qualidade da água
bruta.
O desempenho das unidades de mistura rápida e de
floculação influi na qualidade da água clarificada produzida na
ETA e, conseqüentemente, na duração da filtração
(Vianna,1996).

DECANTAÇÃO

Consiste de uma câmara de volume calculado para que a


velocidade da água seja menor que a velocidade de
sedimentação dos flóculos, evidentemente os flóculos vão ao
fundo, seguindo a água livre de impurezas sólidas para os filtros.

Na decantação temos remoção de aproximadamente 70%


das bactérias presentes na água "IN NATURA";

Entre as impurezas contidas na água encontram-se


partículas em suspensão e partículas em estado coloidal.
Partículas mais pesadas do que a água podem manter-se
suspensas nas correntes líquidas pela ação de forças relativas à
turbulência.

22
A decantação é a separação das partículas sólidas (flocos),
que sendo mais pesadas do que a água tendem a cair para o
fundo do tanque decantador com uma certa velocidade
(velocidade de sedimentação). Anulando-se ou diminuindo-se a
velocidade de escoamento das águas, reduzem-se os efeitos da
turbulência, provocando a deposição das partículas.

FILTRAÇÃO
Ocorre nos filtros rápidos de areia, por gravidade. Nos
filtros ficam retidos flóculos menores (vírus, bactérias, algas e
colóides) que porventura os venham a atingir. Dos 30% das
bactérias ainda presentes na água decantada, na filtração são
removidas 95%. A decantação não remove a totalidade dos
flocos. Para remover a parcela remanescente, a água é filtrada.
Filtração da água é a passagem de água através de um
meio poroso para remover matéria suspensa. O tipo de matéria
suspensa a ser removida depende da água, que pode ser bruta
ou tratada. A fonte original de água pode ser um rio, riacho, lago
ou poço. Existem muitos tipos de filtros para remover matéria
suspensa da água. Estes incluem os filtros de cartucho, de
gravidade, de pressão e os auto-laváveis.
Os mais comumente encontrados em tratamento de água
industrial são os filtros de gravidade, de pressão e auto-laváveis.
Filtros eficientes devem produzir água com turbidez
inferior a 2 mg/l. O objetivo da filtração é principalmente a
retenção física de partículas e microrganismos que não foram
removidos no decantador, resultando num efluente final de
melhores características que o efluente do decantador. Na
filtração ocorre o processo de coagem e de absorção, isso é,
adesão das impurezas nos grãos do leito filtrante.

23
DESINFECÇÃO
Consiste na aplicação de cloro gasoso na água filtrada,
para eliminar, se porventura ainda persistirem, vírus e bactérias
na água tratada.
Muitos fatores interferem na eficiência da desinfecção e no
tipo de tratamento utilizado: espécie e concentração do
organismo a ser destruído; espécie e concentração do
desinfetante; tempo de contato; características físicas e químicas
da água e o grau de dispersão do desinfetante na água (ROSSIN,
1987).
Quando não tratada, a água é um importante veículo de
transmissão de doenças, principalmente as do aparelho
intestinal, como a cólera, a amebíase e a disenteria bacilar, além
da esquistossomose.
Essas são as mais comuns. Mas existem outras, como a
febre tifóide, as cáries dentárias, a hepatite infecciosa.
Entende-se por desinfecção a destruição ou inativação de
organismos patogênicos e de outros organismos indesejáveis.
Entre os fatores que influem na eficiência da desinfecção e,
conseqüentemente, no tipo de desinfetante a ser empregado
estão:
• espécie e concentração do organismo a ser destruído
• espécie e concentração do desinfetante
• tempo de contato
• características químicas e físicas da água
• grau de dispersão do desinfetante na á água
O método utilizado na ETA de Mogi Guaçu é a adição de
cloro gás. É o desinfetante mais utilizado, devido a sua alta
eficiência, poder residual, baixo custo e por ser facilmente
encontrado no mercado.

FLUORETAÇÃO

24
A fluoretação da água previne a decomposição do esmalte
dos dentes que, quando comprometido, jamais poderá ser
refeito.
A fluoretação das águas de abastecimento público auxilia
na população servida a produção natural de dentes mais
resistentes.
A constatação dos efeitos benéficos da fluoretação é
possível através de estudos epidemiológicos realizados a partir
da contagem percentual do número de dentes cariados, perdidos
e obturados numa dada população. Desta forma é calculado o
chamado Índice de CPO-D (cariados, perdidos e obturados
-dentes), que é comparado nos períodos em que essa população
recebia água não fluoretada e fluoretada.
Esses estudos permitiram estabelecer a ingestão ótima de
fluoreto através da água, pois concentrações muito elevadas,
durante muito tempo, podem causar fluorose dentária e danos
ósseos em crianças e adultos. A aplicação do fluoreto na água
não deve ser intermitente, e seus teores adequados, para que
tenha o efeito desejado.
Esse limite é estabelecido através de uma estimativa da
água ingerida diariamente por uma população.
Esta estimativa está baseada nas temperaturas médias
anuais, de modo que as concentrações de fluoreto adicionadas à
água serão maiores quanto mais baixas as temperaturas médias
e menores quanto mais altas estas temperaturas.
Os compostos de flúor são encontrados geralmente em
quantidades maiores nas águas subterrâneas do que nas
superficiais. A solubilidade do fluoreto e a quantidade em que
esse se encontra na água dependem da natureza da formação
rochosa, da velocidade com que passa a água sobre as rochas,
da porosidade dessas rochas e da temperatura local. A

25
ocorrência de fluoretos tende a ser maior em águas temperadas
e alcalinas.
O flúor utilizado para o abastecimento em Mogi guaçu vem
na forma de ácido (Ácido Fluorsilícico). É um líquido incolor,
requer equipamentos mais simples para as dosagens, sendo
economicamente mais vantajoso.

CORREÇÃO DO pH

Numa última etapa, faz-se a correção final de pH, quando


necessário, tal que se elimine totalmente o Gás Carbônico
existente na água, o qual é prejudicial à rede de distribuição,
provocando corrosão ou incrustação das mesmas.

A ausência de Gás Carbônico impede a formação de


carbonatos (CO3) e bicarbonatos (HCO3) na água tratada.

O SAMAE, através de seu laboratório de análise físico-


químicos, instalados na ETA, realiza diariamente análises da
água distribuída para o abastecimento público, as quais devem
se enquadrar em limites máximos e mínimos, estabelecidos pela
ABNT-PB-19, a OMS e a Portaria 1469/00 do Ministério da
Saúde.

PARÂMETROS Físicos e Químicos

Físicos Químicos
Turbidez Acidez
Cor Anidrido Carbônico
Odor Alcalinidade
Sabor Oxigênio
Hidróxido de Cálcio Solúvel
Oxigênio Consumido (matéria
Orgânica)
Flúor
Dureza
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pH
Cloro Residual

Tabela de Parâmetros

PARÂMETRO Limites Descrição ETA Rede


Portaria dos Central
518/2004 Parâmetros
Cor 15 U.T Unidade 1,45 7,76
Hazen
Turbidez 5 uH Unidade 0,24 0,53
Turbidez
pH 6 a 9,5 6,69 7,10
Cloro <0,2 a <2 1,40 0,94
Residual Livre mg/L-Cl2
Floretos 0,6 a 0,8 0,62 0,64
Coliformes Ausente Ausente Ausente Ausente
Fecais
Escherichia Ausente Ausente Ausente Ausente
Coli
Sabor N.O Não N.O N.O
Objetável
Odor N.O Não N.O N.O
Objetável
Sabores U.F.C/ml Unidade ... 24,39
Heterotróficas 500 Formadora
de Colonia

27
Parâmetros da qualidade da água

Os parâmetros mais usuais que permitem inferir a


qualidade da água, bem como seus significados, são os
seguintes:

pH

É utilizado universalmente para exprimir a intensidade


com que determinada solução é ácida ou alcalina. O pH é sem
dúvida, um dos mais importantes parâmetros utilizados no
tratamento de água.
Embora o padrão de potabilidade estabeleça a faixa de 6,5
a 8,5, do ponto de vista da saúde pública, o pH, por si só não
significa muito. Uma água ácida tem característica corrosiva,
assim como uma água altamente alcalina pode ser cáustica.
Além disso, o pH interfere diretamente nas reações que se
processam no tratamento de água.

Cor
A cor de uma amostra de água está associada ao grau de
redução de intensidade que a luz sofre ao atravessá-la (e esta
redução dá-se por absorção de parte da radiação
eletromagnética), devido à presença de sólidos dissolvidos,
principalmente material em estado coloidal orgânico e
inorgânico.
Dentre os colóides orgânicos, pode-se mencionar os ácidos
húmico e fúlvico, substâncias naturais resultantes da
decomposição parcial de compostos orgânicos presentes em

28
folhas, dentre outros substratos. Também os esgotos sanitários
se caracterizam por apresentarem predominantemente matéria
em estado coloidal, além de diversos efluentes industriais
contendo taninos (efluentes de curtumes, por exemplo), anilinas
(efluentes de indústrias têxteis, indústrias de pigmentos etc.),
lignina e celulose (efluentes de indústrias de celulose e papel, da
madeira etc.).
Há também compostos inorgânicos capazes de possuir as
propriedades e provocar os efeitos de matéria em estado
coloidal.
Os principais são os óxidos de ferro e manganês, que são
abundantes em diversos tipos de solo. Alguns outros metais
presentes em efluentes industriais conferem-lhes cor, mas, em
geral, íons dissolvidos pouco ou quase nada interferem na
passagem da luz.
O problema maior de cor na água, em geral, é o estético,
já que causa um efeito repulsivo aos consumidores.

Turbidez
A turbidez de uma amostra de água é o grau de atenuação
de intensidade que um feixe de luz sofre ao atravessá-la (esta
redução dá-se por absorção e espalhamento, uma vez que as
partículas que provocam turbidez nas águas são maiores que o
comprimento de onda da luz branca), devido à presença de
sólidos em suspensão, tais como partículas inorgânicas (areia,
silte, argila) e de detritos orgânicos, algas e bactérias, plâncton
em geral, etc.
A erosão das margens dos rios em estações
chuvosas é um exemplo de fenômeno que resulta em aumento
da turbidez das águas e que exigem manobras operacionais,
como alterações nas dosagens de coagulantes e auxiliares, nas
estações de tratamento de águas. A erosão pode decorrer do

29
mau uso do solo em que se impede a fixação da vegetação. Este
exemplo mostra também o caráter sistêmico da poluição,
ocorrendo inter-relações ou transferência de problemas de um
ambiente (água, ar ou solo) para outro.

Alcalinidade
O termo alcalinidade traduz, para os profissionais que
lidam com a potabilização de águas, a capacidade de certa água
em neutralizar ácidos. Quanto maior a alcalinidade de uma
água,maior é a dificuldade que ela apresentará para variar seu
pH quando lhe aplicamos um ácido ou uma base, ou seja, o
consumo desses compostos será bem mais elevado para uma
mesma variação de pH.

Dureza
Denomina-se genericamente de águas duras aquelas que
necessitam de grandes quantidades de sabão para produzirem
espuma, e que, além disto, incrustam caldeiras, aquecedores,
tubulações de água quente e outras unidades em que a água
escoa submetida a temperaturas elevadas.
De modo geral, ela é devida a presença de cálcio e
manganês.

Sulfatos
Diversos minerais presentes na natureza contém sulfatos,
podendo por esse motivo, atingir ás águas.
Estes compostos tais como sulfato de cálcio, sódio e
magnésio, geram os mesmos inconvenientes da dureza, uma vez
que precipitam e formam incrustações.

Ferro

30
O ferro, apesar de não se constituir em um tóxico, traz
diversos problemas para o abastecimento público de água.
Confere cor e sabor à água, provocando manchas em roupas e
utensílios sanitários.
Também traz o problema do desenvolvimento de
depósitos em canalizações e de ferro-bactérias, provocando a
contaminação biológica da água na própria rede de distribuição.
Por estes motivos, o ferro constitui-se em padrão de
potabilidade, tendo sido estabelecida a concentração limite de
0,3 mg/L na Portaria 518 do Ministério da Saúde.
É também padrão de emissão de esgotos e de
classificação das águas naturais.
No Estado de São Paulo estabelece-se o limite de 15 mg/L
para concentração de ferro solúvel em efluentes descarregados
na rede coletora de esgotos seguidos de tratamento (Decreto nº
8468).

Manganês
O manganês e seus compostos são usados na indústria do
aço, ligas metálicas, baterias, vidros, oxidantes para limpeza,
fertilizantes, vernizes, suplementos veterinários, entre outros
usos.
Ocorre naturalmente na água superficial e subterrânea, no
entanto, as atividades antropogênicas são também responsáveis
pela contaminação da água.
Raramente atinge concentrações de 1,0 mg/L em águas
superficiais naturais e, normalmente, está presente em
quantidades de 0,2 mg/L ou menos.
Desenvolve coloração negra na água, podendo se
apresentar nos estados de oxidação Mn+2 (mais solúvel) e
Mn+4 (menos solúvel). Concentração menor que 0,05 mg/L
geralmente é aceita por consumidores, devido ao fato de não

31
ocorrerem, nesta faixa de concentração, manchas negras ou
depósitos de seu óxido nos sistemas de abastecimento de água.
É muito usado na indústria do aço. O manganês é um
elemento essencial para muitos organismos, incluindo o ser
humano.
A principal exposição humana ao manganês é por consumo
de alimentos, entretanto devido ao controle homeostático que o
homem sobre o metal, geralmente o manganês não é
considerado muito tóxico quando ingerido com a dieta. O padrão
de aceitação para consumo humano do manganês é 0,1 mg/L
(Portaria 518).

Cloretos
Para as águas de abastecimento público, a concentração de
cloreto constitui-se em padrão de potabilidade, segundo a
Portaria 1469 do Ministério da Saúde.
O cloreto provoca sabor “salgado” na água, sendo o cloreto
de sódio o mais restritivo por provocar sabor em concentrações
da ordem de 250 mg/L, valor este que é tomado como padrão de
potabilidade.
No caso do cloreto de cálcio, o sabor só é perceptível em
concentrações de cloreto superior a 1000 mg/L. Embora hajam
populações árabes adaptadas no uso de águas contendo 2.000
mg/L de cloreto, são conhecidos também seus efeitos laxativos.
Da mesma forma que o sulfato, sabe-se que o cloreto
também interfere no tratamento anaeróbio de efluentes
industriais, constituindo-se igualmente em interessante campo
de investigação científica.
O cloreto provoca corrosão em estruturas hidráulicas,
como por exemplo em emissários submarinos para a disposição
oceânica de esgotos sanitários, que por isso têm sido construídos
com polietileno de alta densidade (PEAD). Interferem na

32
determinação da DQO e embora esta interferência seja atenuada
pela adição de sulfato de mercúrio, as análises de DQO da água
do mar não apresentam resultados confiáveis. Interfere também
na determinação de nitratos.

Coliformes Totais e fecais


De modo geral, as análises bacteriológicas visam à
determinação de bactérias denominadas coliformes. Estas são
utilizadas como indicadores de poluição.
Dentro do grupo coliforme, existe os chamados coliformes
totais e coliformes fecais. Os coliformes totais apresentam tempo
de vida na água superior as das bactérias patogênicas.
Os coliformes fecais vivem normalmente no organismo
humano, existindo em grande quantidade nas fezes. Apresentam
um grau de resistência ao meio semelhante apresentado aos
principais patogênicos intestinais que podem ser veiculados pelas
águas, portanto a ausência de coliformes fecais reduz muito a
possibilidade de contaminação por patogênicos.

Flúor (fluoretos)
O interesse na determinação do flúor em águas de
abastecimento pode ser devido a umas das duas razões:
• Determinadas águas naturais, especialmente de
origem subterrânea, podem conter quantidades excessivas de flúor,
incompatíveis com a qualidade exigida pelo consumo humano; em tais
casos, deve-se proceder à remoção do excesso de flúor, através de
tratamento adequado.
• A fluoretação das águas de abastecimento vem
sendo praticada em todo o país, em quase todos os sistemas
abastecedores, como forma de prevenção da cárie. Flúor de menos não

33
é eficaz, enquanto em excesso leva à ocorrência da fluorose dentária,
responsável pelo escurecimento os dentes.

ANÁLISES LABORATORIAIS

INTRODUÇÃO
O SAMAE, através de seu laboratório de análise físico-
químicos, instalados na ETA, realiza diariamente análises da
água distribuída para o abastecimento público, as quais devem
se enquadrar em limites máximos e mínimos, estabelecidos pela
ABNT-PB-19, a OMS e a Portaria 1469/00 do Ministério da
Saúde.
Algumas análises tais como: alcalinidade, dureza, oxigênio
consumido entre outros, são feitos por um laboratório
terceirizado que coleta a água na ETA e em outros pontos da
cidade.
A cada duas horas são coletadas água tratada por meio de
dois ‘baldinhos’ de alumínio distintos entre ETA e ETA II, além da
coleta de água bruta (água do rio), água decantada (retirada nos
decantadores) e água floculada (retirada nos floculadores) com
auxílio de béqueres e todas as amostras são levadas para o
laboratório químico, para posterior análise das seguintes
variáveis.

Cloro
Água Cor Turbidez Residual pH Flúor
Bruta X X _ X _
Decantada _ X _ _ _
Floculada _ _ _ X _
Tratada X X X X X

Cloro Residual

34
O Gás Cloro é largamente utilizado nos tratamentos de
água como agente de desinfecção, pois destrói e dificulta o
desenvolvimento de microorganismos.
Também, por ser um poderoso agente oxidante, modifica
as características químicas da água removendo compostos
orgânicos e inorgânicos.
O residual de cloro, presente na água a ser distribuída, é
determinado em função das análises de laboratório, e é a
garantia do controle de qualidade do processo, pois esse residual
é que garante a potabilidade da água em termos bacteriológicos.
Os limites estabelecidos pela Portaria 518/2004 é de
<0,2 a <2 mg/L-Cl2 . Atualmente, na ETA, utiliza-se o
colorímetro eletrônico DM-CL da “Digimed” nessa análise.

Materiais e reagentes utilizados

• Solução indicadora de DPD


• Solução Tampão de fosfato
• Medidor colorimétrico de cloro
• Água tratada

Procedimento:

São retirados 10 ml de água tratada dos dois ‘baldinhos’ de


alumínio que representam a ETAI e a ETAII, e colocados em uma
cubeta e adicionando ao mesmo 5 ml de solução indicadora de
DPD e 5 ml de tampão de fosfato, em seguida agita-se a mistura
e coloca-se dentro aparelho para fazer a leitura.
O DPD, em solução ácida, dissolvido na amostra pré-
alcalinizada com fosfato, forma um tampão de pH na faixa de 6,2
a 6,5. A N,N-dietil-p-fenileno-diamina (DPD), na ausência de íons

35
iodeto, reage com cloro livre, produzindo uma coloração rósea-
avermelhada.
A adição de Iodeto de Potássio atua cataliticamente
acelerando a reação de cor entre o DPD e as cloraminas,
tornando-se possível a determinação do cloro total. Nesta
reação, a intensidade da cor varia proporcionalmente à
concentração do cloro presente.
Feita a análise é comparada aos padrões e anotada junto a
Ficha de Análises do dia.

Análise da Cor
A Cor é uma medida que indica a presença na água de
substâncias dissolvidas, ou finamente divididas (material em
estado coloidal). Assim como a Turbidez, a Cor é um parâmetro
de aspecto de aceitação ou rejeição do produto. De acordo com a
Portaria 518/04 do Ministério da Saúde o valor máximo
permissível de Cor na água distribuída é de 15,0 N.T.U.

Materiais e reagentes utilizados

• Cubeta
• Medidor colorimético
• Água Tratada/Bruta

Procedimento

Em uma cubeta previamente lavada com água destilada


adiciona-se a amostra de água, e com o auxílio de papel toalha,
secar a cubeta e em seguida colocar no aparelho medidor
colorimétrico e fazer a leitura.

36
Na ETA de Mogi Guaçu está disponível o aparelho DM-COR
da marca DIGIMED e a leitura sai em unidade de PtCo com
resolução de 0,1PtCo.

Análise da Turbidez
É a medida da dificuldade de um feixe de luz atravessar
uma certa quantidade de água. A turbidez é causada por
matérias sólidas em suspensão (silte, argila, colóides, matéria
orgânica, etc.).
A turbidez é medida através do turbidímetro, comparando-
se o espalhamento de um feixe de luz ao passar pela amostra
com o espalhamento de um feixe de igual intensidade ao passar
por uma suspensão padrão.
Quanto maior o espalhamento maior será a turbidez. Os
valores são expressos em Unidade Nefelométrica de Turbidez
(UNT).
A cor da água interfere negativamente na medida da
turbidez devido à sua propriedade de absorver luz . Segundo a
OMS (Organização Mundial da Saúde), o limite máximo de
turbidez em água potável deve ser 5 UNT.

Materiais e reagentes utilizados

• Cubeta
• Turbidímetro
• Água Tratada/Bruta/Decantada

Procedimento

Lavar previamente a cubeta com água destilada e colocar a


amostra a ser aferida dentro da cubeta tomando cuidado para

37
manter as paredes externas da vidraria totalmente secas
utilizando toalhas de papel para secagem.
Colocar a cubeta no aparelho , baixar a tampa e ligar.
Na ETA, está disponível no laboratório o turbidímetro AP
2000 da marca POLICONTROL e a leitura é expressa em UNT.

pH
O pH é uma medida indireta do potencial que uma água
tem de provocar danos (corrosão, incrustações) em tubulações e
outras utilidades.
Águas com pH muito baixo tendem a ser corrosivas
(desgastam a superfície de tubulações de ferro ou cimento),
enquanto que águas com pH muito alto tendem a ser
incrustantes, isto é, favorecem a formação de depósitos em
tubulações, podendo chegar a obstruir essas tubulações.
Além dessas propriedades, o pH é utilizado também como
indicador de estabilidade química da água.
Oscilações fortes do pH podem significar alteração na
composição química da água, o que obriga a uma análise mais
completa da mesma.
De acordo com a Portaria 518/04 do Ministério da Saúde a
faixa recomendada de pH na água distribuída é de 6,0 a 9,5.

Materiais e reagentes utilizados

• pHmetro
• Béquer 100ml
• Água Tratada/Bruta/Floculada

38
Procedimento

Em um béquer de 100 ml, adiciona-se a amostra da água


coletada e coloca-se o eletrodo do pHmetro dentro da amostra e
seleciona o botão ‘entra’.
A leitura do aparelho é feita em função dos milivolts que o
eletrodo gera quando submerso na amostra e converte para uma
escala de pH.
Na ETA está disponível o pHmetro DM-2P da marca
DIGIMED.

Análise de Flúor

O Flúor é um elemento químico adicionada à água de


abastecimento, durante o tratamento, devido às sua comprovada
eficácia na proteção dos dentes a cárie.
O teor de Flúor na água é definido de acordo com as
condições climáticas (temperatura) de cada região, em função do
consumo médio diário de água por pessoa.
Para o Estado de São Paulo o teor ideal é de 0,7 mg / l
(miligrama por litro) podendo variar entre 0,6 e 0,8 mg/L.
A ausência temporária ou variações de Flúor na água de
abastecimento não tornam a água imprópria para o consumo.

Materiais e reagentes utilizados

• Fluorímetro (eletrodo)
• Agitador magnético
• Becker 50ml
• Pipeta Graduada
• TISAB III (solução para determinar fluoretos)
• Água Tratada

39
Procedimento

Pipeta-se 20ml da amostra em um béquer de 50ml e em


seguida adiciona-se 2ml da solução de TISAB III junto da
amostra.
Coloca-se o béquer sobre o agitador magnético com uma
pequena barra magnética (“peixinho’”) dentro do recipiente, e
escolhe-se então a intensidade de agitação da solução por meio
de uma chave seletora de velocidade.
Introduz-se o eletrodo no béquer e seleciona o botão
“entra”. Aguardar poucos minutos até a estabilização e anotar o
valor expresso em mg/L. O Fluorímetro é da marca DIGIMED e
oferece valores de temperatura também.

40
CONCLUSÃO

Tendo em vista que a água é um bem comum a todos, sua


qualidade e potabilidade são itens cruciais para a sobrevivência
do homem. Para garantir os parâmetros adequados segundo as
normas do Ministério da Saúde, o SAMAE analisa a qualidade da
água desde sua chegada do rio até posterior tratamento,
garantindo a confiabilidade de seu produto, prestando assim um
excelente serviço junto à população da cidade de Mogi Guaçu.
No presente estágio, foi possível compreender as diversas
etapas do tratamento da água, bem como os equipamentos
utilizados no laboratório que testificam de forma rápida e precisa
as variáveis que diariamente influenciam na qualidade como por
exemplo os atributos estéticos tais cor e turbidez, observadas
pelo consumidor final.
A rotina de trabalho contribuiu muito para o
aperfeiçoamento dos conteúdos vistos em sala de aula e trouxe
uma experiência nova que vem pra somar e diversificar o meu
currículo com este estágio no SAMAE.

41
CONCLUSÃO FINAL

A química faz parte de toda nossa vida, pois existem


materiais químicos em nossos alimentos (pão, açúcar, carne,
legumes), em nossas casas (tijolo, cimento, madeira, vidro), em
nossas roupas (algodão, lã, seda, tergal) em nossa saúde
(produtos de higiene, vacinas, vitaminas e medicamentos em
geral), em nosso meio de locomoção (a gasolina e o álcool nos
carros, o óleo diesel nos trens e caminhões) e assim por diante.

O próprio corpo humano é um laboratório químico


complexo, onde existem muitos materiais químicos em constante
transformação, assim é possível dizer que a química está
presente em nossa vida e é impossível viver sem ela, pois tudo o
que existe é formado por matéria química”.

Ao finalizar este trabalho sério, é muito gratificante notar


que ele me foi caro e precioso.

Foi caro, na medida em que custou a ser concluído. Passei


por muitas etapas, cuja dedicação, atenção e desprendimento
foram fundamentais. Mas preciosíssimo quando percebo o
quanto foi importante e compensador, me trazendo experiências
e benefícios para minha vida profissional.

Observei que as dificuldades diárias, inerentes a qualquer


outra profissão, são compensadas quando um teste ou análise é
bem sucedido, quando o resultado final é satisfatório ou quando
seu trabalho é reconhecido. Além disso, chego à conclusão de
como o ramo da Química é abrangente.

Estágio na Indústria só veio reforçar minha preferência


pelo estudo da Química. Mais do que nunca, pude observar que é
uma área muito vasta, onde o que conta é o prazer da
descoberta.

42
AGRADECIMENTOS

Agradeço ao corpo docente do curso de Técnico em


Química: Profa. Satomi, Profa. Dagmar, Profa. Michele, Prof.
Fernando, Prof. Francisco, Profa. Regina, Prof. Laércio, Prof.
Waldemir, que tiveram muita paciência didática e carinho com
todos os alunos para que se tornem bons profissionais da área
de Química, também á Secretária Sônia que sempre com
carinho me atendeu e nos ajudou no que precisávamos e ao Sr.
Valdir que sempre estava pronto a nos ajudar.
Quero agradecer a nossa Diretora Maria Amélia pelo
carinho e preocupação demonstrados no tempo que estivemos
juntas e por ter me ajudado em alguns momentos difíceis.
Agradeço muito também a assistente de direção Luciana, que
sempre nos tratou com carinho, amizade, sempre muito bem
humorada, se preocupando com cada aluno e ajudando a todos
na medida do possível.
Agradeço a oportunidade de também ter encontrado
alguns poucos amigos mas sempre carinhosos comigo.
Mas quero muito mesmo agradecer minha mãe que me
ajudou muito financeiramente e também com carinho e
compreensão se hoje estou formada, foi graças a minha mãe
Otília.
Agradeço a todos que de alguma maneira me
ajudaram no meu engrandecimento..

“Agradeço a Deus pelo que conquistei até agora, mas


peço a Ele para me dar sabedoria para conquistar muito
mais”.

43
BIBLIOGRAFIA

SITES:

http://www.samaemogiguaçu.com.br

http://www.webciencia.com/21_agua.htm

http://www.brasilescola.com/geografia/agua.htm

http://www.brasilescola.com/geografia/era-pocaliptica.htm

http://www.meioambiente.pro.br/agua/guia/ociclo.htm

44