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A PRIMEIRA ESCOLA ESPÍRITA DO BRASIL

Jaqueline Peixoto Vieira da Silva1


Mestranda em História pela Universidade Federal de Uberlândia (campus Santa Mônica)
vida.jaquelinepeixoto@gmail.com

O COLÉGIO ALLAN KARDEC

O Colégio Allan Kardec foi o primeiro colégio regular espírita kardecista do Brasil
(INCONTRI, 2012). Fundado em 1907, pelo educador Eurípedes Barsanulfo; oferecia os
cursos de nível elementar, médio e superior que nos dias atuais correspondem aos níveis
fundamental e médio. Os componentes curriculares eram: Português; Matemática; Línguas:
francês, inglês, latim; Física; Geometria; Botânica; Arte Dramática; Astronomia; Zoologia;
Química; Anatomia; Filosofia; História do Brasil e Universal; História das Religiões e do
Espiritismo. (BIGHETO, 2007)
Era um colégio que além do conteúdo educacional regular, também, ensinava o
espiritismo kardecista. Oferecia a educação a serviço das crianças mais pobres e, segundo
depoimentos, adotava em seu método de ensino: adoção de classes mistas com meninos e
meninas; valorização da educação pautada no afeto; abolição de castigos e recompensas; fim
dos exames tradicionais. No final do século XIX e início do século XX, uma estrutura escolar
assim, significava inovação.
Eurípedes Barsanulfo foi perspicaz e habilidoso educador mesmo sem nunca ter
cursado um curso de formação de professor. Também não cursou Pedagogia ou qualquer outro
curso de graduação universitária. Nesta época, não existia os cursos de graduação superior das
diversas licenciaturas, como temos atualmente.
Ele valorizava a educação que forma o sujeito integral, as conquistas intelectuais e
morais, a educação ativa e significativa. Tudo o que ele conheceu sobre Educação em sua
própria vida cotidiana o influenciou: suas vivências, experiências e estudos filosóficos durante
sua vida como estudante e autodidata. No Colégio Allan Kardec, ensinar e aprender
caminhavam juntos.

Anais eletrônicos da III Semana de História do Pontal: a profissionalização do historiador | ISSN: 2179-5665
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A sua relação com os estudantes era embasada na amizade, acolhimento e
compromisso com os estudos. Eurípedes Barsanulfo interagia com os estudantes no processo
de ensino e aprendizagem. Isso foi um fator importante na consolidação do método de ensino
no Colégio Allan Kardec. Todas as aulas eram preparadas e a aplicação ocorria na interação
com os estudantes que eram levados a refletir sobre um tema até esgotá-lo: em uma dinâmica
de perguntas, respostas, exemplos e observações.

Os alunos de Eurípedes demonstram a brilhante formação recebida especialmente na


maneira fluente e elegante com que se expressam em cartas e outros tipos de
comunicação.
Lições teóricas e práticas de Astronomia eram ministradas aos discípulos em geral,
em aulas coletivas.
Em 1911, Eurípedes adquiriu da Casa Freitas, do Rio de Janeiro, um binóculo de
campo, de grande alcance, que estava ligado ao nome do grande astrônomo francês
Camille Flammarion. Com esse aparelho realizava observações no campo celeste,
junto a seus discípulos, em inesquecíveis aulas de Astronomia. Podiam divisar mais
distintamente as constelações e planetas vistos a olho nu e identificavam-se pelo
nome as estrelas dessas constelações.
Reconstituíram-se os históricos remotos desses astros o que tornava o estudo
sumamente empolgante.
Tais recursos ao vivo se estendiam ao aprendizado de Botânica e Zoologia.
Eurípedes era sumamente analítico e exigia, nos seus contatos com os estudantes,
sempre o porquê de tudo. Nunca, porém, deixava uma dúvida aos educandos. Toda
situação-problema era esmiuçada e examinada nos mínimos detalhes. (NOVELINO,
1987, p. 113)

A turma era formada por meninos e meninas. Alguns familiares dos estudantes
estranharam essa organização e outros até pediram para que não se organizasse a escola
daquela maneira. Era comum as escolas apenas para os meninos e outras para as meninas,
separadamente; mas Eurípedes Barsanulfo manteve o espaço escolar misto, rompendo com
este estilo da Educação brasileira.
Dentro da mesma sala ficavam estudantes de várias idades e em diferentes estágios de
aprendizagem. Na organização das aulas havia momentos coletivos e momentos de atividades
por grupos de aprendizagem 2. Os estudantes melhor preparados atuavam como monitores da
sala de aula. Essa sala era grande, arejada e iluminada e nela também havia materiais
pedagógicos, tais como: modelos de corpo humano para o estudo da anatomia, livros e
imagens3. O ambiente pedagógico era criteriosamente preparado.
O modelo organizacional da escola era em ciclos de aprendizagem. O estudante
avançava à medida que completava um ciclo de aprendizagem e isso poderia se dar em

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qualquer época do ano. Vejamos a descrição abaixo:
Era muito comum encontrarem-se alunos com vários anos de escolaridade atrás de
outros, que se esforçaram e avançaram, conquistando as promoções almejadas, em
breve espaço de tempo.
Iniciava-se o Curso Elementar com a aprendizagem da leitura e das quatro operações
fundamentais da aritmética.
Quando o aluno já sabia ler (...) passava ao estudo das seguintes matérias: Aritmética
Prática e Teórica, Morfologia da Língua Portuguesa, História do Brasil e Geografia
do Brasil.
A conclusão do programa estabelecido ensejava ao aluno – em qualquer época do
ano – a freqüência ao Curso Médio, que contava as seguintes disciplinas: Aritmética
e Geometria, História do Brasil e Universal, Geografia Geral, Noções de Vida
Prática, Ciências Naturais e Gramática Portuguesa (morfologia e sintaxe).
Critério idêntico de promoção efetuava-se com o Médio.
Eurípedes era o professor do Curso Superior, cujo currículo incluía as matérias que
se seguem: Português (Sintaxe e Literatura), Francês, Geometria, História Universal,
Cosmografia, Física e Química.
Eurípedes lecionava Astronomia para todo o Colégio, bem como Evangelização.
(NOVELINO, 1987, p. 128)

As avaliações dos estudantes ocorriam diariamente pelos professores e no final do ano


ocorriam os exames finais. Esses exames tinham duração de um mês e começavam em
novembro. Os exames iniciavam no Curso Elementar e abrangiam toda a matéria estudada
durante o ano. Eram orais, com perguntas emitidas por uma banca examinadora composta por
professores da escola e outros convidados. Pessoas de várias regiões gostavam de assistir aos
exames e ver exposições intelectuais. Os estudantes se preparavam, convidavam seus
familiares e vestiam suas melhores roupas para a ocasião. A secretária do Colégio Allan
Kardec, expedia convites às autoridades locais, aos pais dos alunos, à Secretaria de Educação
e até para a Presidência da República. Eurípedes Barsanulfo participava ativamente dos
exames e também realizava questionamentos aos estudantes, que eram orientados por ele a
responder com veemência e convicção, certos das suas afirmações. Psicologicamente, os
estudantes também eram preparados para enfrentar a bancada examinadora. Ocorriam debates
e diálogos calorosos e ao mesmo tempo cordiais na relação entre estudantes e examinadores.
Os exames eram aplicados por conteúdo curricular. O estudante que conseguisse um bom
resultado no exame final, mas que durante o ano letivo não obteve um bom aproveitamento,
não teria uma nota alta, pois era realizada uma média para a nota final. Para concluir, havia
festa e apresentações artísticas dos estudantes.
Eurípedes Barsanulfo se correspondia com pessoas no Rio de Janeiro e encomendava

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materiais didáticos e livros, alguns vinham da Europa. Vejamos algumas dessas
correspondências:
Rio de Janeiro, 18 de julho de 1911. Ilmo. Sr. Eurípedes Barsanulpho – Sacramento
– Minas Gerais.
Prezado confrade. Saudações. Tenho presente a sua estima carta de 9 do corrente que
muito agradeço. De acordo com as suas determinações fiz entrega ao nosso Pedro
Richard da quantia de 58.000 mil réis, sendo 10.000 para obras da nova sede e
48.000 para a remessa durante 1 ano do Reformador (20 exemplares) cujo recibo
aqui junto. Junto segue também o conhecimento do caixão contendo livros como
também a respectiva fatura e a sua conta corrente. Quanto ao esqueleto penso ter
havido um mal entendido em tudo isso pois o que o meu amigo pediu – Um corpo
de mulher com o sistema nervoso e artério-venoso e as informações do Sr. Fonseca
foi sobre um esqueleto o que não é a mesma coisa. Na casa do Sr. Malmo vi o
catálogo e verifiquei que o objeto pedido era um corpo humano feito de massa e não
um composto de ossos. Como sabe nada entendo do assunto, o que fiz foi transmitir
as informações que obtive de pessoa que julgo competente. Dos livros remetidos vão
com 20% os volumes de Langleber por terem um pequeno defeito. Sem mais, sou
com estima e consideração, Confrade e amigo, Nilo Fortes.
***
Rio de Janeiro, 25 de novembro de 1911. Ilmo. Sr. Eurípedes Barsanulpho –
Sacramento – Minas Gerais. Prezado Sr. Saudações. Só agora consegui obter na
Europa o livro de sua encomenda – Terras do Eco – Junto aqui o respectivo
conhecimento pois o despacho pelo correio não foi possível por exceder do peso.
Pedindo desculpas pela demora, Aqui fico ao seu dispor, Como amigo e irmão, Nilo
Fortes. (NOVELINO, 1987, p. 119)

Eurípedes também era atento em suas escolhas bibliográficas, sempre adquiria livros
de ciências, saúde, botânica, funcionamento orgânico animal e vegetal, anatomia humana,
química, física, língua portuguesa e outros; e organizava os seus próprios materiais didáticos.
Vejamos a afirmativa da memorialista Corina Novelino: “A Astronomia mereceu de Eurípedes
destacado interesse. Organizou notas explicativas, extraídas da Astronomia Popular de
Camille Flammarion.” (NOVELINO, 1987, 133)
E ainda:
Como exemplo, transcrevemos abaixo um dos itens da Língua Portuguesa, inserta
numa apostila de sua autoria, preparada especialmente para os alunos, que a antiga
aluna do Colégio Allan Kardec, Sra. Hipólita Alves Neme – atualmente radicada na
cidade do Rio de Janeiro – ofereceu à sala de Eurípedes, em Sacramento:

PROPOSIÇÃO IMPERATIVA é a que exerce as funções do imperativo, isto é,


exorta, ordena, invoca, postula, convida.
Exortação é dar uma ordem, convencendo. Exemplo: Dá-me um pedaço de pão,
porque estou com fome.
Ordenar é exprimir uma ordem. Exemplo: Oliviel, vá pegar a patativa.
Invocar é chamar. Exemplo: Vem, crianças, vem comigo.
Postular é pedir com insistência. Exemplo: Levantem-se, meninos, levantem-se, não
é respeitoso sentar, quando outros de pé estão.

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Convidar é pedir o comparecimento, motivando o interesse do convidado. Exemplo:
Vem ao estudo, porque o estudo engrandece. (NOVELINO, 1987, p. 116).

Eurípedes Barsanulfo, foi um educador muito sério e exigente. Ele tinha consciência
da importância do seu trabalho e que formava seres humanos e espíritos eternos. Além dos
conteúdos curriculares ele também se preocupava com a formação moral dos estudantes e
ensinava sobre o respeito ao próximo; a cidadania; o compromisso com os trabalhos e com a
família; a valorização e cultivo das amizades; a honestidade; o respeito à diversidade social;
valorização e preservação da natureza. E o ensino do espiritismo kardecista era algo em que
Eurípedes Barsanulfo acreditava, por isso ele ensinava sobre o espírito.
Para Eurípedes Barsanulfo, o espiritismo era religião, filosofia e ciência. Não se
ensinava uma verdade única, ensinava na interação com o estudante, a pensar sobre diversas
questões. E era assim que Eurípedes ensinava todos os conteúdos e ele defendia o que
acreditava. Aliás, isso também era ensinado aos estudantes: defender o que se acredita.
Existem relatos de ex-estudantes do Colégio Allan Kardec publicados, que podemos
explorar em pesquisa.
Por essas questões metodológicas de ensino e aprendizagem, Eurípedes Barsanulfo, foi
inovador em seu tempo como educador e deixou a sua contribuição.
O nome de Eurípedes Barsanulfo está ligado a História da Educação. O seu trabalho
no Colégio Allan Kardec é lembrado ainda hoje. Estudantes do Colégio Allan Kardec,
tornaram-se profissionais e seres humanos preenchidos de vivacidade, reflexivos,
questionadores e conhecedores de conteúdos diversos, pois entre as propostas da escola estava
a valorização do aprendizado. Não se admitia a não aprendizagem, a não transformação
humana, o não desenvolvimento.
Eurípedes Barsanulfo, morreu em 1918, cometido por uma epidemia de influenza,
conhecida na época por Gripe Espanhola. Em relatos da família, conta-se que em seu leito, ele
pediu que, após a sua morte não fechassem o colégio. Sua família atendeu a esse pedido, mas
tiveram muitas dificuldades para mantê-lo: dificuldade organizacional, financeira e
metodológica. Depois da morte de Eurípedes, o colégio foi transformado perdendo parte da
educação transformadora e expressiva aplicada pelo seu fundador.

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FONTES PESQUISADAS:

ALZIRA BESSA FRANÇA AMUI (Sobrinha-Neta de Eurípedes Barsanulfo). Relatos orais


concedidos entre 2012 a 2015 – Arquivo pessoal da pesquisadora Jaqueline Peixoto Vieira da
Silva.

EURÍPEDES BARSANULFO: Educador e Médium. Direção: Oceano Vieira de Melo.


Brasil: Vídeo Spirite – Versátil Filme, 2007.

- Filme documentário sobre Eurípedes Barsanulfo. Baseado em relatos orais, livros de


memória e pesquisa sobre a história do espiritismo no Brasil.

FERREIRA, Inácio. Subsídio para a história de Eurípedes Barsanulfo. Uberaba, MG,


1962.

- Inácio Ferreira4 (1904 – 1988) era médico e morava em Uberaba. As informações sobre
Eurípedes Barsanulfo e sobre o Colégio Allan Kardec chegavam às cidades da região e Inácio
Ferreira quis publicar um livro sobre o assunto. A publicação e os custos foram bancados pelo
próprio autor. Hoje é um livro raro e felizmente consegui comprar um exemplar em sebo on
line. Essa obra é importante fonte histórica e foi o primeiro livro publicado sobre a memória
de Eurípedes Barsanulfo e o Colégio Allan Kardec.

NOVELINO, Corina. Eurípedes: o Homem e a Missão. 8. ed. Araras-SP: IDE, 1987.

- Corina Novelino (1912 – 1980) conviveu com Eurípedes Barsanulfo e com a família dele.
Para a produção dessa obra, a autora recolheu relatos e informações sobre Eurípedes
Barsanulfo e sobre o Colégio Allan Kardec. A autora entrevistou familiares, amigos e ex-
estudantes. Esse trabalho continua sendo publicado e vendido no Brasil; é o texto
memorialista mais importante sobre Eurípedes Barsanulfo.

RIZZINI, Jorge. Eurípedes Barsanulfo: o apóstolo da caridade. São Bernardo do Campo:


Correio Fraterno, 1979.

- Jorge Rizzini (1924 – 2008), foi escritor, jornalista, radialista e publicitário. Atuava no
movimento espírita e ao conhecer a história de Eurípedes Barsanulfo, quis registrá-la e
publicar. Como escritor e jornalista também realizou um trabalho de pesquisa para compor
essa obra.

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Fotos:

Foto 1 – Eurípedes Barsanulfo

Foto 2 – Estudantes no Colégio Allan Kardec e quatro professores sentados a frente. Da esquerda para a
direita, os professores Orcalino de Oliveira, Eurípedes Barsanulfo, Maria Gonçalves e Walttersides
Willon.

Foto 3 – Foto atual do prédio onde funcionou o Colégio Allan Kardec. Atualmente o local é um memorial e
Centro Espírita Esperança e Caridade.

Mais informações disponíveis em: <http://turismosacramento.wix.com/turismosacramento#!historico/c4fi>.


Acesso em: 01/07/2015

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BIBLIOGRAFIA:

BIGHETO, Alessandro Cesar. Eurípedes Barsanulfo: um educador de vanguarda na


Primeira República. 2. ed. Bragança Paulista-SP: Editora Comenius, 2007.
BURKE, Peter (Org.). A escrita da história: novas perspectivas. Tradução de Magda Lopes.
São Paulo: Editora da UNESP, 1992.
BURKE, Peter. A escola dos annales (1929 – 1989): a revolução francesa da historiografia.
Tradução de Nilo Odalia. São Paulo: Editora da UNESP, 1990.
BURKE, Peter. Testemunha ocular: história e imagem. Tradução Vera Maria Xavier dos
Santos. Bauru-SP: EDUSC, 2004.
CAMBI, Franco. História da Pedagogia. Trad. Álvaro Lorencini. São Paulo: EdUNESP,
1999.
COMENIUS, Jan Amos. O Labirinto do Mundo e o Paraíso do Coração. São Paulo:
Editora Comenius, 2010.
DARNTON, Robert. O lado oculto da Revolução: Mesmer e o final do iluminismo na
França. São Paulo: Companhia das Letras, 1988.
DEL PRIORE, Mary. Do outro lado: A história do sobrenatural e do espiritismo. São Paulo:
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DELEUZE, Gilles; GATTARI, Felix. O que é a filosofia. Rio de Janeiro: Ed. 34, 1992.
DURKHEIM, Émile. As formas elementares da vida religiosa: o sistema totêmico na
Austrália. Tradução de Paulo Neves. São Paulo: Martins Fontes, 1996.
FERNANDES, Paulo César da Conceição. As origens do Espiritismo no Brasil: Razão,
Cultura e Resistência no Início de uma Experiência (1850 – 1914). 2008. 139 f. Dissertação
(Mestrado) – Instituto de Ciências Sociais, Departamento de sociologia, Universidade de
Brasília, Brasília, 2008.
GINZBURG, Carlo. Mitos, emblemas, sinais: morfologia e história. São Paulo: Companhia
das Letras, 1989.
HOBSBAWM, Eric. Sobre História. São Paulo: Cia das Letras, 1998.
INCONTRI, Dora. Para entender Allan Kardec. Bragança Paulista, SP: Comenius, 2014.

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INCONTRI, Dora. Pedagogia Espírita: um projeto brasileiro e suas raízes. 3. ed. Bragança
Paulista-SP: Editora Comenius, 2012.
KARDEC, Allan. A Gênese. Tradução de Guillon Ribeiro. 41. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2002.
KARDEC, Allan. O Céu e o Inferno: ou a justiça divina segundo o espiritismo. Araras-SP:
IDE, 2008.
KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Tradução de Guillon Ribeiro. 119.
ed. Rio de Janeiro: FEB, 2002.
KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Tradução de José Herculano Pires. 6. ed. São Paulo:
Editora LAKE, 2000.
KARDEC, Allan. O Livro dos Médiuns. Tradução de Salvador Gentile. 85. ed. Araras-SP:
IDE, 2008.
LE GOFF, Jacques. A história nova. Tradução de Eduardo Brandão. São Paulo: Martins
Fontes, 1990.
LE GOFF, Jacques. et al. A nova história. Tradução de Ana Maria Bessa. Lisboa: Edições 70,
1978.
LE GOFF, Jacques. História e memória. Tradução Irene Ferreira, Bernardo Leitão, Suzana
Ferreira Borges. 5. ed. Campinas-SP: Editora da UNICAMP, 2003.
LE GOFF, Jacques; NORA, Pierre (Org.). História: novas abordagens. Tradução de Henrique
Mesquita. Rio de Janeiro: F. Alves, 1976.
LE GOFF, Jacques; NORA, Pierre (Org.). História: novos problemas. Tradução de Theo
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MAINARDES, Jefferson. Reinterpretando os Ciclos de Aprendizagem. São Paulo: Cortez,
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PEREIRA, Rafael dos Santos. Um estudo sobre a pedagogia espírita e seus pressupostos
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Faculdade de Educação, Universidade Estadual de Campinas, Campinas-SP, 2006.
PESTALOZZI, Juan Enrique. Como Gertrudis Enseña a sus hijos. México: Ensayos
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PINSKY, C. B. (org). Fontes históricas. São Paulo: Contexto, 2008.
POZO, J. I. Aprendizes e mestres: a nova cultura da aprendizagem. Porto Alegre: Artmed,
2002.

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REVEL, Jacques (Org.). Jogos de Escalas. Rio de Janeiro: Ed. FGV, 1998.
RIBEIRO, Raphael Alberto. Loucura e Obsessão: entre psiquiatria e espiritismo no
Sanatório Espírita de Uberaba-MG (1933 – 1970). 2013. 205 f. Tese (Doutorado em História)
– Instituto de História/Programa de Pós-Graduação em História, Universidade Federal de
Uberlândia, Uberlândia-MG, 2013.
ROUSSEAU, Jean-Jacques. Emílio ou da Educação. São Paulo: Martins Fontes, 2001.
SAVIANI, Dermeval. História das ideias pedagógicas no Brasil. Campinas: Autores
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VEIGA, Ilma Passos Alencastro (Org.). Lições de didática. 2. ed. Campinas-SP: Papirus,
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VEIGA, Ilma Passos Alencastro. As dimensões do processo didático na ação docente. In.:
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Rogério Azevedo (Orgs.). Conhecimento local e conhecimento universal: pesquisa, didática
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WEBER, Max. Sociologia da religião. In.: WEBER, Max. Economia e Sociedade. Vol.1.
Brasília: Ed. UnB, 2009.

1
Currículo Lattes em: <http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4238309P8>.
2
Existem escolas que trabalham com esse modelo de sala de aula em várias experiências mundiais, por exemplo,
a Escola da Ponte, em Portugual.
3
O prédio do antigo Colégio Allan Kardec está conservado em Sacramento e essa sala de aula ainda existe; hoje
esse espaço é utilizado principalmente para palestras e apresentações artísticas.
4
Na tese de doutorado do pesquisador Raphael Ribeiro, ele apresenta o médico Inácio Ferreira e o trabalho que
realizava. Ver em: RIBEIRO, Raphael Alberto. Loucura e Obsessão: entre psiquiatria e espiritismo no Sanatório
Espírita de Uberaba-MG (1933 – 1970). 2013. 205 f. Tese (Doutorado em História) – Instituto de
História/Programa de Pós-Graduação em História, Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia-MG, 2013.

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