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Manual do Calouro 1

Departamento de História-FFLCH/USP
2 Manual do Calouro

UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO


Reitora: Profa Dr a Suely Vilela
Vice-Reitor: Prof. Dr. Franco Maria Lajolo
FACULDADE DE FILOSOFIA, LETRAS E CIÊNCIAS HUMANAS
Diretora: Profa Dra Sandra Margarida Nitrini
Vice-Diretor: Prof. Dr. Modesto Florenzano
DEPARTAMENTO DE HISTÓRIA
Chefe: Profa Dra Marina de Mello e Souza
Suplente: Profa Dra Ana Paula Torres Megiani
GRUPO PET - HISTÓRIA-USP (SESU/MEC)
Tutora: Profa Dra Ana Paula Torres Megiani
PRODUÇÃO
Diagramação, Projeto Gráfico do miolo e Capa: Joceley Vieira de Souza
Manual do Calouro 3

Manual do Calouro
do Departamento de História
2009
4 Manual do Calouro

ÍNDICE

Apresentação 05
1. Informações sobre o Departamento e sobre o curso 05
1.1 Curso de Graduação 06
1.2 Bacharelado e Licenciatura 07
1.3 Grade Curricular: Docentes e Disciplinas 07
1.4 Sistema de Matrículas 11
1.5 Formação de Professores 12
2. Laboratórios /Núcleos e CAPH 14
2.1 Centro de Apoio à Pesquisa em História (CAPH) 14
2.2 Laboratórios vinculados ao DH 15
3. Pesquisa, Bolsas e Estágios na Graduação 26
4. Informações Complementares 27
4.1 Chefia e Secretaria 27
4.2 Comissões: Ensino / Pesquisa / Extensão / Qualidade de Vida (representantes) 27
4.3 Seção de Alunos (História e Geografia) 28
4.4 Representação discente (Conselho Departamental) 28
4.5 Centro Acadêmico 29
4.6 Bibliotecas e Arquivos 30
4.7 Transporte e Moradia 32
5. Eventos acadêmicos e estudantis 32
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APRESENTAÇÃO

1. Informações sobre o Departamento e sobre o curso

O curso de História desta Faculdade é o mais antigo e tradicional do país,


funcionando ininterruptamente desde 1934 e sendo responsável pela formação
de recursos humanos em várias modalidades. Primeiro, destaca-se a formação
de docentes para o ensino fundamental, médio e superior, público e privado,
mantendo os objetivos instaurados quando da criação da Faculdade. Em segui-
da, a formação, igualmente constante, de pesquisadores para arquivos, bibliote-
cas, museus, centros de cultura, centros de patrimônio histórico públicos (mu-
nicipais, estaduais e federais) e privados, acompanhando, a partir dos anos 1970,
o processo de especialização na área cultural de patrimônio. A partir dessa mes-
ma década de 1970, com a criação nacional dos programas de Pós-Graduação, o
Departamento passou a formar docentes pesquisadores, titulados, para as uni-
versidades públicas e privadas de todo o país. Também é mais recente (anos 1980
e 1990) a formação de divulgadores para veículos de comunicação de massa,
tanto na mídia impressa (casas editoriais, revistas especializadas, jornalismo
especializado), como na mídia visual (televisão, vídeo, cinema, cd-rom).
No que respeita sua estrutura organizacional, o Departamento conta com um
curso de Graduação e dois cursos de Pós-Graduação. Conta, ainda, com dois
centros, um específico e circunscrito ao Departamento, servindo-lhe de labora-
tório e centro de referência: o CAPH (Centro de Apoio à Pesquisa Histórica Sérgio
Buarque de Holanda), e outro que, apesar de interdepartamental, atua em cons-
tante interação com o Departamento, sendo tradicionalmente dirigido por um
de seus docentes: o CEDHAL (Centro de Demografia Histórica da América
Latina).
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O corpo docente do Departamento é constituído por 64 professores com
titulação assim distribuída: Professores Doutores, Professores Associados e
Professores Titulares e, apresenta uma gama variada e heterogênea de pesquisa-
dores. As opções temáticas e especialidades individuais são respeitadas e prati-
camente todas as tendências e enfoques da historiografia contemporânea acham-
se representados entre nós.

1.1 Curso de Graduação

O curso de graduação de História busca formar profissionais com capacida-


de para atender as demandas de ensino e pesquisa, preparando-os como produ-
tores de conhecimentos especializados, fornecendo-lhes o variado instrumental
epistemológico e teórico do campo. Não há hierarquia no processo de formação
de professores/pesquisadores, devendo todos os graduados dominar os elemen-
tos necessários à compreensão da natureza do conhecimento histórico e ao do-
mínio das práticas essenciais de sua produção.
A ampliação mais recente das áreas de atuação do historiador corresponde-
se com outra, relativa às linguagens cujo manejo pelos profissionais formados
em História tornou-se corrente. Se a forma discursiva continua sendo o meio mais
usual de expressão entre historiadores, o domínio de técnicas de análise semân-
tica ou semiótica aplicada a diferentes linguagens (textual, iconográfica,
audiovisual etc.), a possibilidade de elaborar vídeos e CD-ROMs, o manejo da
estatística e de simulações complexas utilizando o computador, vieram a ser
corriqueiros. Torna-se cada vez mais urgente, portanto, uma atualização na for-
mação dos alunos de graduação em História.
O curso de graduação, bacharelado em História, oferece 270 vagas iniciais
por ano, sendo 130 para o vespertino e 140 para o noturno. Oferece, ainda, dis-
ciplinas para os cursos de Ciências Sociais, Geografia, Instituto de Biociências
e Instituto de Química (2 turmas por semestre) e, para o curso de Relações Inter-
nacionais (5 turmas por semestre).
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1.2 Bacharelado e Licenciatura

O estudante de História pode se formar como bacharel e obter, ao mesmo


tempo, o diploma de Licenciatura, desde que curse disciplinas na Faculdade de
Educação e no próprio Departamento de História relacionadas à formação de
professores (ver item 2.5).
O Bacharelado tem duração média de 8 semestres e possibilita, como campo de
trabalho, a pesquisa em museus e arquivos e ainda em instituições públicas e em-
presas privadas. Recentemente, o bacharel tem atuado também prestando assessoria
e consultoria a empresas, órgãos públicos e meios de comunicação.
O curso de Licenciatura é facultado a todos os alunos ingressados no Bacha-
relado em História da USP. A matrícula pode ser feita a qualquer momento, no
entanto é preciso observar que é necessário concluir as disciplinas que são pré-
requisito para matricular-se em outras.

1.3 Grade Curricular: Docentes e Disciplinas

Em 2007, aconteceu no Departamento de História a Semana de Graduação,


cujo tema central foi discutir os parâmetros de uma reforma curricular para apri-
morar a grade curricular do curso de História. Nesta ocasião professores e alu-
nos se reuniram para discutir novas formas para o curso de história Essas mu-
danças ainda estão em processo de implantação.
Para concluir o bacharelado em história, é necessário que o graduando com-
plete 190 créditos, que são repartidos entre 136 créditos em matérias obrigatóri-
as e 54 créditos em optativas (sendo 2/3 desses créditos devem ser cumpridos
no departamento de história). Atualmente, as disciplinas se dividem em quatro
categorias: Obrigatórias, Optativas Eletivas, Optativas Livres e Extracurriculares.
As disciplinas obrigatórias são oferecidas no próprio departamento. São elas:
História Antiga, História Medieval, História Moderna, História Contemporânea,
Metodologia da História, Teoria da História, História da América Colonial, His-
tória da América Independente, História do Brasil Colonial, História do Brasil
Independente, História Ibérica, História da África e Geografia Humana e Geral
do Brasil (ministrada sempre por um professor do departamento de geografia).
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As optativas eletivas são as optativas oferecidas pelo departamento e vari-
am de um semestre para outro. Já as optativas livres correspondem à carga de
optativas que podem ser cursadas em outros departamentos da USP, de acordo
com a escolha do estudante. Existem também as disciplinas extracurriculares,
que são as disciplinas optativas feitas fora do departamento que são inseridas
no histórico escolar, porém não contam créditos para colação de grau.
No curso de história, tanto o critério de avaliação quanto o de recuperação
estão sujeitos à decisão do docente da disciplina.
O Departamento de História possui em seus quadros professores especialistas
em temas variados, cobrindo praticamente todos os recortes cronológicos e
temáticos do campo historiográfico. Além de ministrar cursos na graduação e na
pós-graduação, dentro do seu campo de especialidade, os professores orientam
projetos de Iniciação Científica, mestrado e doutorado, participam de bancas exa-
minadoras na pós-graduação (na USP e em outras universidades), desenvolvem
seus próprios projetos de pesquisa, cujos resultados são publicados na forma de
livros, artigos e comunicações em eventos científicos. No site da pós-graduação e
do departamento de História o aluno encontrará maiores informações sobre a área
de atuação dos professores do DH (www.fflch.usp.br/dh). Abaixo, um quadro sin-
tético com os nomes e área de atuação dos docentes:

DISCIPLINAS OBRIGATÓRIAS
Docentes | E-mails
História Antiga
Prof. Dr. Francisco Murari Pires | murari@usp.br
Profa. Dra. Maria Luiza Corassin | corassin@usp.br
Profa. Dra. Marlene Suano | m@usp.br
Prof. Dr. Norberto Luiz Guarinello | guarinel@usp.br
Prof. Dr. Marcelo Rede | mrede@uol.com.br
História Medieval
Profa. Dra. Ana Paula Tavares Magalhães | apmagalh@usp.br
Prof. Dr. Carlos Roberto Figueiredo Nogueira | crfnogue@usp.br
Prof. Dr. Flávio de Campos | regifla@uol.com.br
Prof. Dr. Marcelo Cândido da Silva | candido@usp.br
Profa. Dra. Tereza Aline Pereira de Queiroz | tapquei@usp.br
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História Moderna
Prof. Dr. Adone Agnolin | adone@usp.br
Prof. Dr. Carlos Alberto de Moura Ribeiro Zeron | zeron@usp.br
Prof. Dr. Henrique Soares Carneiro | henricarneiro@uol.com.br
Profa. Dra. Laura de Mello e Souza | laurams@usp.br
Prof. Dr. Modesto Florenzano | modestof@usp.br
História Ibérica
Profa. Dra. Ana Paula Torres Megiani | megiani@usp.br
Profa. Dra. Íris Kantor | ikantor@usp.br
Prof. Dr. Lincoln Ferreira Secco | lsecco@usp.br
Profa. Dra. Márcia Regina Berbel | mberbel@uol.com.br
Profa. Dra. Vera Lucia Amaral Ferlini | veferlin@usp.br
História da América Colonial
Prof. Dr. Horacio Gutiérrez | horaciog@usp.br
Prof. Dr. Eduardo Natalino dos Santos | natalino@usp.br
Prof. Dr. Rafael de Bivar Marquese | marquese@usp.br
História da América Independente
Profa. Dra. Gabriela Pellegrino Soares | gabriela.pellegrino@terra.com.br
Prof. Dr. Julio César Pimentel Pinto Filho | juliop@uol.com.br
Profa. Dra. Maria Helena Rolim Capelato | mhcapelato@terra.com.br
Profa. Dra. Maria Ligia Coelho Prado | lcprado@usp.br
Profa. Dra. Mary Anne Junqueira | maryjunq@usp.br; maryjunq@uol.com.br
Prof. Dr. Robert Sean Purdy | sean_purdy1966@yahoo.ca
História do Brasil Colonial
Prof. Dr. Carlos de Almeida Prado Bacellar | cbacellar@attglobal.net
Profa. Dra. Eni de Mesquita Samara | eni@usp.br
Prof. Dr. João Paulo Garrido Pimenta | jgarrido@usp.br
Prof. Dr. Pedro Puntoni | puntoni@usp.br
Prof. Dr. Rodrigo Ricupero |
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História do Brasil Independente


Profa. Dra. Esmeralda Blanco B. de Moura | ebbmoura@ig.com.br; cedhal@usp.br
Prof. Dr. Marcos Francisco Napolitano de Eugenio | napoli@usp.br
Profa. Dra. Maria Helena Pereira Toledo Machado | hmachado@usp.br
Profa. Dra. Maria Inez Machado Borges Pinto | mimborges@zipmail.com.br
Profa. Dra. Miriam Dolhnikoff | miriamdk@uol.com.br
Profa. Dra. Zilda Márcia Gricoli Iokoi | zilda@usp.br
Profa. Dra. Elizabeth Cancelli | cancellie@yahoo.com.br
História da África
Profa. Dra. Leila Maria Gonçalves Leite Hernandez | leila.h@uol.com.br
Profa. Dra. Maria Cristina Cortez Wissenbach | criswis@usp.br
Profa. Dra. Marina de Mello e Souza | marinamsouza@aol.com
História Contemporânea
Prof. Dr. Angelo de Oliveira Segrillo | angelosegrillo@yahoo.com
Prof. Dr. Francisco Cabral Alambert Jr | alambert@usp.br
Prof. Dr. Nicolau Sevcenko | niksev@aol.com
Prof. Dr. Osvaldo Luis Angel Coggiolla | coggiola@usp.br
Prof. Dr. Wilson do Nascimento Barbosa | dnbwilson@hotmail.com
Metodologia da História
Profa. Dra. Ana Maria de Almeida Camargo | amcamar@attglobal.net
Prof. Dr. Antonio Penalves Rocha | penalves@usp.br
Prof. Dr. José Geraldo Vinci de Moraes | zgeraldo@usp.br
Prof. Dr. Marcos Antonio da Silva | marcossilva.usp@uol.com.br
Profa. Dra. Sylvia Bassetto | sylviabasseto@uol.com.br
Teoria da História
Prof. Dr. Elias Thomé Saliba | etsaliba@yahoo.com.br
Prof. Dr. Jorge Luis da Silva Grespan | grespan@usp.br
Prof. Dr. José Antonio Vasconcelos | historicismo@hotmail.com
Profa. Dra. Raquel Glezer | raglezer@usp.br
Profa. Dra. Sara Albieri | saralbieri@hotmail.com
Ensino de História: Teoria e Prática
Profa. Dra. Antonia Terra de Calazans Fernandes | galg@uol.com.br
Prof. Dr. Mauricio Cardoso | maucardoso@gmail.com
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OPTATIVAS REGULARES / OUTRAS UNIDADES


Docentes/ E-mails
História da Ásia
Prof. Dr. Peter Robert Demant | prdemant@usp.br
História da Ciência
Prof. Dr. Francisco Assis de Queiroz | frantota@uol.com.br
Prof. Dr. Gildo Magalhães dos Santos Filho | gildomsantos@hotmail.com
Prof. Dr. Shozo Motoyama | chciencia@usp.br
Instituto de Estudos Brasileiros – IEB
Prof. Dr. Istvan Jancsó | isjancso@usp.br
Profa. Dra. Monica Duarte Dantas | monicadantas@uol.com.br
Prof. Dr. Paulo Teixeira Iumatti | ptiumatt@usp.br
Museu Paulista – MP
Profa. Dra. Cecilia Helena Lorenzini de Salles Oliveira | psalles@usp.br
Prof. Dr. Paulo César Garcez Marins | pcgm@usp.br

1.4 Sistema de Matrículas

Todo final de semestre é necessário que o estudante se matricule nas disci-


plinas e nas respectivas turmas a serem cursadas no semestre seguinte. É possí-
vel matricular-se em disciplinas obrigatórias, optativas eletivas (optativas do
departamento de História), de licenciatura, optativas livres (outros cursos da
FFLCH) e optativas USP (matérias de qualquer faculdade e departamento da
universidade). Isso pode ser feito pela internet, através do sistema júpiter
(www.sistemas.usp.br/jupiterweb), ou diretamente na seção de alunos. É preci-
so se inscrever em, no mínimo, doze créditos por semestre. Ao se inscrever nas
disciplinas que pretende cursar, o estudante pode não conseguir se matricular
em todas elas por falta de vagas. É possível tentar se matricular novamente, bem
como excluir ou acrescentar novas disciplinas, no período de retificação de
matrícula. A retificação de matrícula é feita diretamente na seção de alunos no
início de cada semestre, sendo organizada a partir do número de créditos acu-
mulados até o momento. Existe, ainda, a possibilidade de se matricular numa
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turma via requerimento. Ao aluno também é permitido o trancamento das ma-
térias que não deseja mais cursar no semestre; isso é possível desde que seja feito
até o final da primeira metade do período letivo, obedecendo às datas
estabelecidas no Calendário Geral da USP, disponível no site da Pró-Reitoria de
Graduação.

1.5 Formação de Professores

O curso de Graduação de História é estruturado de maneira a cumprir os


objetivos básicos das Diretrizes Curriculares Nacionais de História, aprovado
pelo CNE em abril de 2001 - que prevê a formação plena de profissional capa-
citado ao exercício do trabalho do historiador em todas as suas dimensões – e
pelo disposto no Programa de Formação de Professores da USP (PFP-USP), em
vigor desde 2006.
No Departamento de História não existe distinção hierárquica entre o Bacha-
relado e a Licenciatura. Além de prever uma entrada única no vestibular, o curso
é organizado de forma a oferecer ao graduando uma sólida formação fundamentada
no tratamento dos elementos necessários à compreensão da natureza do conheci-
mento histórico e ao domínio das práticas essenciais de sua produção e difusão,
com a articulação indispensável entre ensino e pesquisa.
O planejamento para o curso de Licenciatura parte do suposto de que ensi-
nar História não é apenas transmitir conhecimento e muito menos informação.
A reconstrução do processo de pesquisa deve de alguma forma participar do pro-
cesso pedagógico na Escola Básica. Nessa perspectiva, a intenção é eliminar a
falsa dicotomia entre formar professor ou pesquisador, pois as diferenças,
porventura existentes, não são de natureza, mas de grau e de contexto da prática
do trabalho.
O curso deve proporcionar experiências diversas compatíveis com as diver-
gências e as polêmicas presentes em todos os temas, períodos ou regiões abor-
dados pelos historiadores, que possam garantir a superação das distorções de-
correntes da concepção do professor da Escola Básica como repetidor, divulgador
de algum conhecimento definitivo e eterno, produzido em algum lugar pelos
pesquisadores. Por outro lado, deve permitir ao futuro professor o entendimen-
to de que a História (conhecimento) é necessariamente histórica, capacitando-o
14 Manual do Calouro

a dialogar com a sociedade que interroga criticamente a si mesma, com ques-


tões que a própria realidade sugere e que têm na escola um espaço privilegiado
de manifestação.
O curso de História sempre participou do processo de formação de profes-
sores (com os chamados “conteúdos específicos” da área). Entretanto, para con-
ferir maior transparência da importância que se atribui a esta formação, o De-
partamento efetuou algumas alterações no currículo, com a criação de novas
disciplinas, que “visam sensibilizar e introduzir o aluno ao estudo sistemático
de alguns conceitos e questões educacionais fundamentais presentes na socie-
dade em que vive, relacionando-as com sua área de conhecimento”. O objetivo
é apresentar, nos primeiros semestres do curso, as questões próprias da Educa-
ção Básica na área específica de História, para evitar que a Licenciatura seja etapa
meramente “adicional” ao Bacharelado.
Além de se pautar pelo PFP-USP, o Departamento de História respondeu
positivamente à demanda da Pró-Reitoria de Graduação com oferta de progra-
mas que contemplam o disposto na Lei 10.639/03, que tornou obrigatório o en-
sino de conteúdos ligados à história e à cultura afro-brasileira na escola básica.
Além da criação de disciplinas o Departamento de História definiu as
atividades pertinentes à “Prática como Componente Curricular” em todas as
disciplinas ministradas e regulamentou as 200 horas de “Atividades Acadêmi-
co-Científico-Culturais”, contemplando as exigências das Diretrizes Nacionais
para Formação de Professores, estabelecidas pelo CNE.
Para dinamizar a formação de professores, o Departamento de História ins-
tituiu o LEMAD (Laboratório de Ensino e Material Didático), que abriga projetos
voltados ao ensino em todos os graus.

Disciplinas criadas:

1. Optativas

FLH0424. Cultura visual e Ensino de História


FLH0245. História de São Paulo: um desafio pedagógico
FLH0426. História da África e dos Afro-descendentes no Brasil: conteúdos e
ferramentas didáticas para a formação de professores do Ensino Médio e Fun-
damental (Lei 10.639/03)
Manual do Calouro 15
2. Obrigatória para Licenciatura

FLH-0421. Ensino de História: teoria e prática.


3. Disciplina equivalente às disciplinas de Introdução aos Estudos da Educação, ofe-
recidas pela F.E. – USP, mais especificamente à EDF0287 (enfoque histórico).
FL0423. A escola no mundo contemporâneo

2. Laboratórios /Núcleos e CAPH

Integram o Departamento de História os seguintes centros, laboratórios vin-


culados e laboratórios associados:

2.1 Centro de Apoio à Pesquisa em História (CAPH)


Além de dar suporte logístico às aulas e eventos do DH, o CAPH guarda
acervo de documentos impressos e audiovisuais diversos. Também abriga um
grande banco de teses de doutorado e dissertações de mestrado realizadas nos
programas do DH (História Social e História Econômica) e nos outros progra-
mas da FFLCH.
Diretora: Profa. Dra. Ana Maria de Almeida Camargo
Fone: 3091-3738 e 3091-3742

2.2 Laboratórios vinculados ao DH:

Centro de Estudos de Demografia Histórica da América Latina (CEDHAL)


O CEDHAL é um centro interdisciplinar que abriga acervos, fomenta pes-
quisas e publica boletim na área de demografia histórica, que estuda as popula-
ções humanas em contextos espaço-temporais historicamente definidos.
Diretora: Profa. Dra. Eni de Mesquita Samara
Fone: 3091-3745
e-mail: cedhal@edu.usp.br

Laboratórios de Estudos Medievais (LEME)


Criado em maio de 2005, o LEME procura congregar professores, pesquisa-
dores e estudantes para o desenvolvimento de estudos e de atividades na área de
História Medieval, bem como estabelecer interlocução com colegas e centros de
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estudos estrangeiros. Desde 2005, medievalistas estrangeiros, muitos deles cola-


boradores do laboratório, vêm à USP e à UNICAMP, onde ministram cursos na
Pós-Graduação e conferências abertas à comunidade universitária. Destaque-se,
igualmente, a implementação de um acordo de cooperação com a Université
Lumière Lyon 2, que tem permitido a alunos de Graduação e de Pós-Graduação
da USP e da UNICAMP seguirem, naquela universidade, estágios de formação
em paleografia, codicologia e latim medieval. Outros acordos com a École Normale
Supérieure (ENS-Paris), a Université de Paris I (Panthéon-Sorbonne) e a Université
Laval (Québec-Canadá) estão em tramitação. A partir de novembro de 2007, têm
sido organizados os “Seminários de Pesquisa”, reuniões mensais nas quais os alu-
nos de Iniciação Científica, Mestrado e Doutorado apresentam e discutem suas
pesquisas em curso. Em 2006, os professores e os pós-graduandos do LEME cons-
tituíram um GT (Grupo de Trabalho) na Associação Nacional de História (ANPUH),
cujas primeiras mesas-redondas foram organizadas no Simpósio Regional de As-
sis (setembro de 2006) e no Simpósio Nacional de Porto Alegre (julho de 2007).
O LEME conta com um Núcleo de Pesquisa no Departamento de História da Uni-
versidade Federal de São Paulo (UNIFESP), outro no Departamento de História
da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), juntamente com os núcleos
da USP e da UNICAMP. Esses núcleos são constituídos por 4 professores douto-
res, 5 doutorandos, 12 mestrandos e 16 alunos de Iniciação Científica.
A partir de abril de 2007, o LEME disponibilizará um banco de dados a to-
dos os pesquisadores e estudantes, permitindo o livre acesso a coleções docu-
mentais (Monumenta Germaniae Historica e outras), obras de referência
(Niermeyer, Gaffiot, etc.), artigos eletrônicos especializados, bem como disser-
tações e teses em História Medieval defendidas na USP e na UNICAMP. Os
interessados terão acesso igualmente aos primeiros resultados do Projeto de
Recenseamento de Dissertações, Teses e publicações em História Medieval re-
alizadas no Brasil entre 2002 e 2007. As consultas poderão ser realizadas às
segundas (das 14h às 18h) e às quartas-feiras (das 10h às 14h).
Coordenador: Prof. Dr. Marcelo Cândido da Silva
e-mail: medieval@usp.br
Manual do Calouro 17
Laboratório de Ensino e Pesquisa do Centro de Estudos Mesoamericanos e
Andinos (CEMA)
O objetivo geral deste laboratório é incentivar e viabilizar o crescimento da
pesquisa e do ensino acadêmicos sobre os povos indígenas da Mesoamérica e
Andes dos períodos pré-hispânico e colonial, bem como promover o diálogo
dessas pesquisas com as que se dedicam a outras regiões ou populações nativas
do continente americano. Esse objetivo geral se efetivará por meio das seguin-
tes ações: 1 – Congregar professores, pesquisadores e estudantes desta e de ou-
tras universidades para o desenvolvimento de pesquisas e de atividades acadê-
micas sobre os temas mencionados acima; 2 – Propiciar o reconhecimento, a
formalização e a divulgação dos estudos e das atividades anteriormente menci-
onadas; 3 – Promover a colaboração com outras instituições e grupos de pesqui-
sa em áreas afins, desta ou de outras universidades brasileiras; 4 – Proporcionar
aos alunos de graduação e de pós-graduação um espaço de interlocução acadê-
mica sobre os temas mencionados; 5 – Desenvolver laços de cooperação acadê-
mica por meio de contratos, convênios e outras formas de intercâmbio com ou-
tras instituições de pesquisa e ensino, nacionais e internacionais, para construir
parcerias no desenvolvimento de projetos.
Coordenação: Eduardo Natalino dos Santos, Janice Theodoro, Maria Beatriz Florenzano
e Cristiana Bertazoni Martins

Laboratório de Estudos de História Americana (LEHA)


Local de desenvolvimento de pesquisas de natureza institucional e outras
atividades de caráter acadêmico, que fomentem o desenvolvimento e a divulga-
ção da produção do conhecimento na área de História da América. Os objetivos
do LEHA são:
· Congregar professores, pesquisadores e estudantes desta e de outras
universidades para o desenvolvimento de pesquisas e de atividades na área
de História da América;
· Reconhecer e formalizar a divulgação dos estudos e das atividades
anteriormente mencionadas;
· Promover a colaboração e o diálogo com outras instituições e grupos de
pesquisa em áreas afins;
18 Manual do Calouro

· Proporcionar aos alunos de graduação e de pós-graduação um espaço de


interlocução acadêmica;
· Desenvolver laços de cooperação acadêmica por meio de intercâmbio com
outras instituições de pesquisa e ensino, nacionais e internacionais, no sentido
de construir parcerias no desenvolvimento de projetos
Coordenação: Profa.Dra. Maria Lígia Coelho Prado

Laboratório de Estudos de Etnicidade, Racismo e Discriminação (LEER)


Unidade de pesquisa multidisciplinar que agrega pesquisadores das mais di-
ferentes áreas do conhecimento no campo das ciências humanas, do Brasil e do
exterior. Como tal se propõe a ser um centro de referências sobre a história e a
memória dos grupos étnicos presentes na sociedade brasileira desde os tempos
coloniais, com ênfase no direito que todo ser humano tem de ser diferente. Cri-
ado em novembro de 2005 junto ao Departamento de História (FFLCH/USP), o
LEER abriga projetos individuais e coletivos que vêm produzindo novos conhe-
cimentos sobre diversidade cultural, intolerância étnica e política. Tem como meta
conhecer, compreender e problematizar as identidades étnicas e as suas interfaces
no âmbito das políticas culturais e dos direitos humanos. Através de suas
atividades de pesquisa, ensino e extensão à comunidade, o LEER se mantêm
enquanto um fórum permanente de debates e de produção de conhecimentos
direcionados para três linhas de pesquisa: Etnicidade, Racismo e Discrimina-
ção. Migrações, mídias nativas, racismo, as doenças e os medos sociais, educa-
ção e violência, exclusão social e política, são alguns dos temas modulares que
colocam em questão os direitos individuais e coletivos no mundo atual.
Coordenação: Profa. Dra. Maria Luiza Tucci Carneiro

Laboratório de Estudos sobre Memória Política Brasileira (PROIN)


Unidade de pesquisa multidisciplinar que agrega projetos em parceria com
instituições que têm sob a sua guarda acervos representativos da história políti-
ca do Brasil Contemporâneo. Como tal se propõe a ser um centro de referência
sobre a história da repressão e da resistência política no Brasil desde a procla-
mação da República aos dias atuais. Surgiu da parceria entre o Arquivo Público
do Estado de São Paulo e o Departamento de História (FFLCH/USP) que, desde
1996, desenvolvem projetos temáticos dedicados a inventariar, analisar e
Manual do Calouro 19
digitalizar o acervo do DEOPS. Desde então, suas equipes desenvolvem projetos
individuais e coletivos que vêm produzindo novos conhecimentos sobre diver-
sidade política e cultural, intolerância étnica e política no Brasil. Tem como meta
conhecer e problematizar os mecanismos de repressão e as estratégias de resis-
tência, assim como as suas interfaces no âmbito das políticas culturais e dos
direitos humanos. Através de suas atividades de pesquisa, ensino e extensão à
comunidade, o PROIN se mantêm enquanto um fórum permanente de debates e
de produção de conhecimentos direcionados para a história da repressão e os
aparatos repressores do Estado, censura e imprensa, os caminhos do impresso
revolucionário, a construção da história oficial, movimentos políticos e
étnicos, dentre outros temas modulares que colocam em questão os direitos in-
dividuais e coletivos no mundo atual. Oferece periodicamente estágios
monitorados em sua Oficina de História com o propósito de formar pesquisado-
res em nível de excelência.
Contato: proin@usp.br
Coordenação: Profa. Dra. Maria Luisa Tucci Carneiro

Laboratório de Ensino e Material Didático (LEMAD)


Espaço destinado a pesquisas de natureza institucional e outras atividades de
caráter acadêmico, que fomentem o desenvolvimento e a divulgação da produção
do conhecimento voltado ao ensino da História. Os objetivos do LEMAD são:
· congregar docentes da USP, pesquisadores, graduandos, pós-graduandos,
estudantes e professores da Escola Básica para o desenvolvimento de
pesquisas e produção de material didático para o ensino da História;
· propiciar condições para implantação do Projeto de Formação de Professores
da USP (PFP-USP), com espaço de trabalho e equipamentos necessários ao
desenvolvimento de ações voltadas à interlocução entre a produção
historiográfica e o ensino;
· oferecer espaço de trabalho e permanência da equipe docente-educadora
envolvida com o PFP-USP para elaboração e acompanhamento de projetos
voltados ao ensino da História;
· oferecer condições para o acompanhamento de estágios supervisionados e
para o desenvolvimento de atividades que contemplem as práticas como
componentes curriculares, conforme prevê o PFP-USP;
20 Manual do Calouro

· promover oferta de programas de formação continuada aos profissionais em


exercício na rede de Ensino Fundamental e Médio;
· abrigar acervo de material didático - bibliográfico e audiovisual – para
atender ao disposto nos itens anteriores;
· incentivar a colaboração com outras instituições e grupos de pesquisa em
áreas afins, desta ou de outras universidades brasileiras;
· proporcionar aos alunos de graduação e de pós-graduação um espaço de
interlocução acadêmica sobre os temas mencionados nos itens anteriores;
· desenvolver laços de cooperação acadêmica por meio de contratos, convênios
e outras formas de intercâmbio com outras instituições de pesquisa e ensino,
nacionais e internacionais, para construir parcerias no desenvolvimento de
projetos.
Coordenação: Profa. Dra. Sylvia Basseto

Laboratórios de Estudos do Império Romano (LEIR)


O Laboratório tem como eixo central de pesquisa o tema: ‘Ordem Imperial
e Fronteiras Internas’ e tem como objetivo estudar os processos de afirmação e
contestação do sistema imperial romano entre os séculos I a V d.C., analisando
as forças que o mantiveram unido e as fronteiras sociais, culturais e políticas
que apoiavam ou contestavam a ordem imperial.
Criado em dezembro de 2007, o Laboratório de Estudos sobre o Império
Romano (LEIR) tem por objetivo congregar professores, pesquisadores e estu-
dantes para o desenvolvimento de pesquisas e de atividades na área de História
do Império Romano.
· Reconhecer e formalizar os estudos e as atividades anteriormente
mencionadas;
· Promover a colaboração com outras instituições e grupos de pesquisa em
áreas afins;
· Proporcionar aos alunos de graduação e de pós-graduação um espaço de
interlocução acadêmica;
· Organizar atividades estabelecidas nas seguintes categorias:
Seminários de Pesquisa voltados para a apresentação e discussão de
pesquisas inéditas;
Manual do Calouro 21
Jornadas de Estudos dedicadas a temas anuais ou bienais importantes para
o aperfeiçoamento técnico e acadêmico do grupo;
Seminário Multidisciplinar anual destinado a fomentar a discussão em torno
de tema comum entre alunos de Iniciação Científica, Mestrado e Doutorado
de diferentes áreas das Ciências Humanas;
Conferências e debates gerais;
Reuniões de pesquisa bimestrais com o grupo;
Cursos Assistidos: cursos de pós-graduação ministrados por um dos docentes
habilitados, contando com a assistência dos demais docentes do grupo com
o objetivo de fomentar e aprofundar os debates em sala de aula.
· Desenvolver projeto de pesquisa comum;
· Incentivar a publicação dos trabalhos realizados.
Coordenação: Prof. Dr. Norberto Luiz Guarinello (DH-USP)

Laboratório de Estudos da Ásia (em formação)


Coordenadores: Prof. Dr. Angelo Segrillo / Prof. Dr. Peter Demant
e-mail: laboratoriodeestudosdaasia@yahoo.com.br

PET História
O PET (Programa de Educação Tutorial) é um programa do governo federal
brasileiro de estímulo à pesquisa e extensão universitárias, no nível de gradua-
ção. O programa é subordinado à Secretaria de Ensino Superior (SESu) do Mi-
nistério da Educação(MEC). Em toda a Universidade de São Paulo funcionam
atualmente 19 grupos PET, integrados à Pró-reitoria de Graduação e coordena-
dos por uma interlocutora especialmente designada para esta função. O grupo
PET História foi idealizado e implantado em 1995, tendo como primeiro tutor o
Professor Dr. István Jancsó.
Funcionando sobre o tripé do ensino, pesquisa e extensão, o PET-História
possui 12 bolsistas que se reúnem semanalmente, com a supervisão da tutora,
para discussão de um tema central. Também os membros do PET integram e
organizam subgrupos de estudos e discussão de acordo com a sua área de inte-
resse, contando com apoio de professores colaboradores. Diferentes eventos
como palestras, debates, mini-cursos, encontros e outras atividades extra-
curriculares com freqüência são realizados pelo grupo, tais como o I EPEGH –
22 Manual do Calouro

I Encontro de Pesquisas na Graduação em História, realizado no ano de 2007, e


o PAI (Perfil do Aluno Ingressante), pesquisa que procura conhecer as origens,
interesses e idéias dos alunos que ingressam anualmente no curso de História.
Para o ingresso como bolsista do grupo é realizada uma seleção anual, com
divulgação em âmbito departamental em duas etapas: prova e entrevista.
Tutora: Profa. Dra. Ana Paula Torres Megiani
Site: www.usp.br/fflch/dh/pethistoria

2.3 Laboratórios associados ao DH (inter-unidades):

2.3.1 Laboratório de Estudos da Intolerância (LEI)


Em 2002, o Departamento de História, estimulado por antiga reivindicação
da Dra. Anita Novinsky, decidiu criar um Laboratório de Estudos sobre a Into-
lerância. A longa tradição dos trabalhos sobre a História Colonial e, especial-
mente sobre os processos oriundos do Tribunal do Santo Ofício da Inquisição,
desenvolvidos por Novinsky, permitiu a construção de vasto acervo documen-
tal oriundo das pesquisas realizadas no Arquivo Nacional da Torre do Tombo,
em Lisboa, no Arquivo Nacional de Madrid, Arquivo Histórico de Sevilha, na
Biblioteca Rozenthaliana de Amsterdã, assim como do Arquivo Nacional do Rio
de Janeiro e outros arquivos estaduais brasileiros.
O Laboratório, inicialmente projetado para estudos coloniais, foi ampliado
para o período moderno e contemporâneo. Recebe, portanto os conjuntos docu-
mentais recolhidos em diferentes centros de pesquisa no Brasil, na América Latina
e na Europa, resultado das investigações dos diferentes pesquisadores que o
compõe. Novos conjuntos documentais serão produzidos, relativos à memória
dos migrantes, imigrantes e movimentos sociais, através da metodologia da His-
tória Oral. Concentra cópias de documentos manuscritos inéditos sobre o Brasil
Colonial em microfilmes e xerox, que estão em processo de digitalização para
disponibilizar aos usuários. Um amplo projeto foi elaborado para aquisição de
novas cópias de manuscritos referentes ao Brasil, que se encontra em Portugal e
também espalhados em arquivos como o Arquivo Nacional de Madrid, British
Museum, Mocata Library, Rozenthaliana de Amsterdã, Hebrew Union College,
Jewish Theological Semminar dos Estados Unidos, entre outros.
Manual do Calouro 23
O LEI é constituído por pesquisadores que trabalham diferentes realidades
espaço-temporais e múltiplos recortes teórico-metodológicos, com vistas a uma
pluralidade temática que, certamente, dinamizará os debates sobre a Intolerân-
cia. Os objetivos desses estudos devem permitir uma outra forma de relaciona-
mento entre os homens pautados pela Tolerância.
Os pesquisadores estão vinculados ao Laboratório através de projetos de
pesquisas individuais ou coletivos, e também pelo trabalho de recuperação de
acervos espalhados por diferentes regiões e países. Os resultados são divulga-
dos em seminários, publicações e catálogos de referência, a serem impressos em
meios convencional e eletrônico. Também devem resultar em novos conhecimen-
tos produzidos através de teses e de dissertações, assim como em materiais de
cunho pedagógico para sistemas educacionais a serem difundidos através do LEI
e pelo Museu da Tolerância de São Paulo.
Além de se projetar como um núcleo de estudos, o LEI também organiza
um centro de documentação e uma biblioteca, especializados nos temas da into-
lerância étnica e política, direitos humanos, racismo, diversidade cultural, den-
tre outros assuntos pertinentes aos seus objetivos. Atualmente o LEI conta com
uma biblioteca especializada (10.000 títulos) sobre o tema da Intolerância reli-
giosa, política e cultural e com um conjunto de aproximadamente 100.000 do-
cumentos em microfilmes.
Local de funcionamento: Casa de Cultura Japonesa – Cidade Universitária

2.3.2 Cátedra Jaime Cortesão (CJC)


A Cátedra Jaime Cortesão, órgão da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciên-
cias Humanas da USP, associa os Departamentos de História e de Letras Clássi-
cas e Vernáculas, na pesquisa e divulgação da História de Portugal e do Mundo
de Colonização e Língua Portuguesa. Criada em 1991, de acordo com Convê-
nio firmado entre a USP e o Governo Português, foi reformulada em 1997, em
Convênio com o Instituto Camões. Até 1998, esteve vinculada ao Instituto de
Estudos Avançados da USP, passando, em 1999, para a FFLCH/USP. A Cátedra
dispõe de importante acervo documental e bibliográfico, formado inicialmente
por doação da CNCDP (Comissão Nacional para a Comemoração dos Desco-
brimentos Portugueses) e do Instituto Camões. A atual presidente da comissão
Gestora é a Professora Dra. Vera Lúcia Amaral Ferlini, do DH.
24 Manual do Calouro

A Cátedra Jaime Cortesão abriga, desde 2005, o Projeto Temático FAPESP


“Dimensões do Império português” (USP, UNICAMP, UNIFESP). Desenvolvido
por um grupo de 13 professores pesquisadores e cerca de 90 alunos, este projeto
se dedica à investigação sobre as estruturas e dinâmicas do Antigo Sistema Co-
lonial, promovendo um conjunto variado de atividades de pesquisa no âmbito
da problemática do Império português, com destaque para a região Atlântica,
dos seus primórdios, com a circunavegação da África no século XV, até o pri-
meiro quartel do século XIX, com o estabelecimento do Império Luso-brasilei-
ro no Rio de Janeiro. Contudo, a ênfase dominante incide sobre o período que
se convencionou chamar de Época Moderna (séculos XVI-XVIII).
Os integrantes do projeto são docentes do Departamento de História da USP,
do Instituto de Economia e do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da
Unicamp e pesquisadores do Cebrap, todos atualmente trabalhando com temáticas
de história sócio-econômica e político-cultural, abrindo-se ainda para a Antro-
pologia histórica, sempre nos quadros do marco cronológico e espaço-temporal
proposto. Os locais de realização do projeto são dois: a Cátedra Jaime Cortesão,
alocada na FFLCH-USP e dotada de recursos próprios graças ao convênio fir-
mado com o Instituto Camões de Lisboa; e, ainda, o Núcleo História Econômica
do Instituto de Economia da Unicamp. O projeto temático proposto articula,
portanto, a USP, a Unicamp e o Cebrap.
O projeto contempla quatro vertentes, organizadas em Núcleos Temáticos
(ou subprojetos): 1) Estruturas políticas nos quadros do Antigo Sistema Coloni-
al; 2) Dinâmicas Econômicas e Sociais no Império português do Atlântico; 3)
Cultura e sociedade no âmbito do Império português; e 4) Religião e
evangelização.
As atividades e produtos propostos são: publicação de resultados na forma
de livros e artigos; seminários de pesquisa em âmbito restrito e abrangente;
Colóquios e congressos; missões de estudo e de pesquisa de campo (notadamente
em arquivos e bibliotecas do país e do exterior); intercâmbios e parcerias; cons-
tituição de um centro de documentação sobre o Atlântico (CENDA) e de um la-
boratório de cartografia histórica (LECH).
Manual do Calouro 25
2.3.3 Laboratório de Cartografia Histórica (LECH)
Vinculado ao projeto temático FAPESP Dimensões do Império Portugu-
ês, o Laboratório de Estudos de Cartografia Histórica (LECH) tem por objetivo
estimular pesquisas sobre a cartografia produzida no âmbito do Império portu-
guês e, particularmente, sobre a América portuguesa. Uma série de atividades,
tais como: a construção de um banco de dados digital, a realização de seminári-
os, montagem de exposições visuais e a edição de livros estão em andamento
desde o início do projeto Temático. Tais iniciativas visam desenvolver e
disponibilizar metodologias de análise das fontes cartográficas, assim como pro-
mover intercâmbios entre pesquisadores de diferentes áreas disciplinares.
Coordenação Profa. Dra. Íris Kantor.

2.3.4 Centro de Documentação sobre o Atlântico (CENDA)


Também vinculado ao Projeto Temático, o Centro de Documentação sobre
o Atlântico tem como objetivo subsidiar as pesquisas vinculadas ao projeto e a
um grupo mais amplo de interessados, ligados às instituições promotoras do
mesmo. Caracterizado como um centro de referência, e selecionando como te-
mas prioritários os da história dos domínios portugueses na África, sua propos-
ta é múltipla: elaborar conjuntos de informações básicas sobre fontes, acervos e
instituições relacionados aos temas em estudo; reunir inventários e catálogos já
existentes, realizados por instituições nacionais e internacionais; disponibilizar
conjuntos de documentos, impressos e manuscritos, seja por meio da reprodu-
ção em microfilmes, da aquisição de obras já publicadas ou ainda da obtenção
de cópias digitalizadas. Em termos mais gerais, objetiva-se inventariar fontes
impressas disponíveis sobretudo no Brasil que viabilizem em parte a pesquisa
histórica, bem como indicar a importância de acervos ainda pouco explorados,
como o do IEB/USP, em sua notável coleção de obras impressas relativas à África,
ou mesmo a riqueza do material depositado na Biblioteca Nacional do Rio de
Janeiro. Além disso, pretende-se incrementar os títulos de estudos específicos
sobre a matéria, nas bibliotecas da FFLCH/USP e da Cátedra Jaime Cortesão,
sugerindo a aquisição de uma produção historiográfica recente, sobretudo es-
trangeira. Como parte igualmente relevante da proposta do centro, coloca-se o
incentivo e o incremento de intercâmbios com centros congêneres, tanto nacio-
26 Manual do Calouro

nais quanto internacionais, criando novas vinculações e estreitando as parcerias


já estabelecidas com a chancela da Cátedra Jaime Cortesão e da Universidade
de São Paulo. Em linhas gerais, o objetivo primordial do Cenda é o de constituir
ferramentas variadas que facilitem o trabalho empírico, bem como a manuten-
ção de equipamentos necessários a ele.
Coordenação: Profa. Dra. Maria Cristina Cortez Wissenbach

2.3.5 Laboratório do Centro de História da Ciência (CHC)


O CHC (Centro de História da Ciência) da USP é uma entidade interunidades
que se destina a promover pesquisas, reuniões e publicações em história das ciên-
cias, técnicas e tecnologias. Funciona desde 1988 e se localiza no térreo do prédio
de História e Geografia, contando com uma biblioteca e três funcionários.
Objetivos: Trabalhar principalmente as especificidades do cenário brasilei-
ro e latino-americano. Incluem-se em sua linha de atuação: a história e teoria
das ciências e suas representações do mundo, bem como seus protagonistas; as
instituições e demais lugares de produção e comunicação do saber científico e
técnico, bem como seus aparatos; as políticas científicas e tecnológicas. Princi-
pais atividades: palestras, seminários e simpósios; projetos de pesquisa e publi-
cações decorrentes.
Professores do Departamento de História integrados: Shozo Motoyama,
Gildo Magalhães dos Santos, Francisco Assis de Queiroz, além de outros pro-
fessores de 10 unidades da USP.

3. Pesquisa, Bolsas e Estágios na Graduação

A partir do segundo semestre da graduação o estudante pode iniciar uma série


de atividades relacionadas à pesquisa, vinculadas ou não a bolsas de estudos
oferecidas pelas agências de fomento (FAPESP, CNPq), pela própria Universi-
dade ou por fundações privadas. Além disso, há também uma grande variedade
de estágios oferecidos. Seguem as modalidades existentes:
Projeto de Pesquisa com Bolsa:
a) vinculado a um professor orientador do Departamento de História
· CNPq (Conselho Nacional de Pesquisa – Governo Federal)
· FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo)
Manual do Calouro 27
· SANTANDER (Fundação privada)
b) via processo seletivo, através de edital anual da USP
· PIBIC – PRP – FFLCH (Comissão de Pesquisa)
· Ensinar com Pesquisa (Comissão de Graduação)
· Aprender com Cultura e Extensão (Comissão de Cultura e Extensão)
Projeto de Pesquisa sem Bolsa:
a) vinculado a um orientador e solicitado diretamente na Comissão de Pesquisa
da FFLCH (sem data definida para solicitação)
Bolsa sem projeto de pesquisa:
PET (Programa de Educação Tutorial – SESu/MEC) seleção anual realizada no
segundo semestre mediante processo: prova e entrevista. Total fixo: 12 bolsas

Grupos de Estudos:
Grupo formado por alunos e professores, visando o direcionamento e
aprofundamento de certos temas e questões historiográficas e/ou metodológi-
cas. A orientação é informal e número de alunos indeterminado, pode ser proposto
pelos próprios alunos ou por professores.
Mobilidade Estudantil:
Bolsa Santander – o estudante cursa um semestre em uma universidade da
Península Ibérica ou da América Latina. Processo: seleção semestral via Comis-
são de Ensino
OBS. Não há um sistema unificado para seleção de pesquisadores no DH, cada aluno
deve procurar se informar sobre os editais e interesses dos professores na orientação
de projetos de Iniciação Científica.

4. Informações Complementares

4.1 Chefia e Secretaria


A chefia do departamento de História é exercida por professores do depar-
tamento escolhidos pelo Conselho Departamental para um mandato de dois anos.
É composta por um titular e um suplente e é a representação administrativa
institucional que está logo abaixo do diretor da Faculdade. As suas funções são
definidas pelo Regimento Departamental (cuja última versão no caso do Depar-
28 Manual do Calouro

tamento de História foi aprovada em 1998). Cabe ao chefe coordenar os traba-


lhos administrativos e acadêmicos, representar o DH na Congregação da Facul-
dade, bem como responder pelo uso do espaço físico do Departamento, nomear
Comissões temporárias. Cabe ao Chefe convocar e coordenar o Conselho
Departamental (Plenária).

4.2 Comissões: Ensino / Pesquisa / Extensão / Qualidade de Vida


O Departamento de História possui várias Comissões permanentes que au-
xiliam na sua gestão acadêmica e administrativa. A Comissão de Ensino cuida
dos assuntos ligados à graduação (grade horária, curricular, matrículas, algumas
bolsas para graduação e outros assuntos); a Comissão de Pesquisa cuida dos
assuntos ligados à pesquisa docente e discente (Iniciação científica, pós-
doutoramento); A Comissão de Extensão é o elo do Departamento com os as-
suntos ligados à Extensão universitária (cursos abertos à comunidade, projetos
de extensão); a Comissão de Qualidade de Vida coordena os assuntos ligados à
utilização do espaço físico do prédio e verifica questões ligadas à sua conserva-
ção e condições gerais de vivência. A pós-graduação em História Social e His-
tória Econômica também possuem dois coordenadores cada. Todas as Comis-
sões são compostas por dois professores, um suplente e um titular. As Comissões
de Ensino, Pesquisa e Extensão são elos departamentais com as Comissões si-
milares ligadas à Administração da FFLCH.

4.3 Seção de Alunos (História e Geografia)


A Seção de Alunos é responsável pela organização das matrículas,
retificações de matrículas e emissão de documentos oficiais relativos à vida
acadêmico-escolar do aluno de graduação (Histórico Escolar, Atestados de
Matrícula).
Obs: Em caso de pedido de retificação de nota e frequência de disciplinas
cursadas, o aluno deverá dar entrada mediante formulário próprio, disponível
na Secretaria do Departamento e posteriormente encaminhado à Seção de
Alunos, com anuência do professor e da chefia.
Localização: Prédio História / Geografia , térreo
Tel: 3091-4627 / 4930
Manual do Calouro 29
4.4 O Conselho Departamental e Representação Discente
O Conselho Departamental tem como função discutir e deliberar sobre ques-
tões administrativas e acadêmicas inerentes ao Departamento de História. Tal
conselho é composto por representantes dos professores, dos estudantes e dos
funcionários. No departamento de História, a plenária departamental é, na prá-
tica, o espaço deliberativo. Nela, os estudantes têm 5 representantes. Além da
representação discente na plenária, cabe destacar que há no departamento vári-
as comissões que, grosso modo, têm a função de discutir e fazer proposições em
torno de assuntos específicos definidos em plenária; em cada uma dessas comis-
sões, os estudantes também têm direito a nomear representantes para integrá-
las. Em ambas as situações (tanto na plenária departamental quanto nas comis-
sões), os representantes discentes devem ser escolhidos em plenária dos
estudantes. Os RDs têm o compromisso de seguir as deliberações das plenárias
e não podem defender propostas que não foram discutidas previamente pelos
estudantes, conforme a deliberação do último Congresso dos Estudantes de His-
tória realizado em 2005. Cabe destacar ainda que segundo o mesmo congresso
os representantes discentes podem ser depostos caso não cumpram tais determi-
nações.

4.5 Centro Acadêmico


O Centro Acadêmico de História da USP, CAHIS, é uma entidade dos estu-
dantes, presente no Departamento de História. Está organizado a fim de promo-
ver atividades acadêmicas, culturais, debates, buscando o diálogo e fazendo rei-
vindicações junto ao departamento de acordo com as demandas dos estudantes.
Sendo expressão do movimento estudantil, o CAHIS cumpre ainda o papel de
discutir e de se posicionar politicamente perante questões ligadas à Universida-
de e à sociedade em geral. Atualmente, nós temos eleições para o CAHIS, reali-
zadas anualmente. São formadas “chapas” as quais elegem, de modo proporci-
onal, a direção do centro acadêmico, composta por 15 diretores. Tal direção tem
um caráter de referência e de execução, mas não pode deliberar sozinha sobre
as ações do CAHIS. O espaço de discussão e deliberação sobre o centro acadê-
mico é a reunião de gestão, a qual é aberta, com direito a voz e voto a todos os
estudantes. Questões sobre as quais não se pode deliberar em reunião de gestão
30 Manual do Calouro

devem ser levadas para as plenárias dos estudantes, que ocorrem periodicamen-
te e que devem ser divulgadas com antecedência.
A forma de organização do CAHIS, bem como a sua concepção política, são
definidas (e portanto podem ser modificadas) pelos estudantes no Congresso dos
Estudantes de História. O Congresso é, grosso modo, um momento em que os
estudantes do curso interrompem suas atividades cotidianas para pensar nos ru-
mos do movimento estudantil de história. Os alunos podem inscrever teses, de
acordo com os eixos estabelecidos anteriormente pelos estudantes em plenária, as
quais serão debatidas e servirão de base para a definição das diretrizes do movi-
mento até o próximo congresso. No corrente ano(2008), está prevista a realização
de um congresso de História, e nesse sentido é importante a participação de todos
os estudantes, calouros e veteranos.

4.6 Bibliotecas e Arquivos

Biblioteca Central Florestan Fernandes – FFLCH


A Biblioteca Florestan Fernandes concentra obras relacionadas às áreas de
História, Geografia, Filosofia, Ciências Sociais e Letras. A consulta no local é aberta
a todos, mas para realizar um empréstimo terá que efetuar sua inscrição apresen-
tando sua carteira USP ou comprovante de matrícula, documento de identidade e
comprovante de residência. O cadastro fica pronto em um ou dois dias úteis. É
importante conhecer o regulamento interno da biblioteca, um resumo impresso deste
é disponibilizado no balcão de atendimento. A pesquisa por livros, teses e periódi-
cos, bem como sua localização são feitas por computador através de um programa
chamado Dedalus. Para grupos a partir de dez pessoas que estiverem interessadas
em maiores instruções sobre o uso do sistema Dedalus ou organização da biblio-
teca, visitas orientadas podem ser marcadas no atendimento.
Av. Prof. Lineu Prestes, Travessa 12, n.350
Funcionamento em período letivo: Segunda a Sexta feira das 9h às 22h
Sábado das 9h às 13h
Telefone: 3091-4501 / 4502
Manual do Calouro 31
Biblioteca do Instituto de Estudos Brasileiros (IEB)
Criado em 1962 pelo Prof. Sérgio Buarque de Holanda, o Instituto de Estu-
dos Brasileiros atua como um centro de documentação e pesquisa interdisciplinar
ligado às áreas de historiografia nacional e cultura brasileira. O instituto minis-
tra cursos de especialização e difusão, oferece disciplinas optativas para a gra-
duação, além de publicar livros e seu periódico próprio. Seu importante acervo
é subdividido entre seu arquivo, sua biblioteca e sua coleção de artes visuais.
São abertos à visitação ou consulta no local. No ano de 2005 o IEB recebeu a
doação da importante coleção brasiliana da Biblioteca Guita e José Mindlin. Para
abrigá-la a USP está construindo um novo edifício que contará com os mais
modernos recursos de armazenamento, reprodução de obras, pesquisas e divul-
gação. Desde 2006 a diretora do IEB é a Profa. Dra. Ana Lucia Duarte Lanna,
titular da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo.
Av. Prof.Mello Morais travessa 8 n140 Cidade Universitária
Horário de Funcionamento: Segunda a sexta das 9h às 17h
Tel: 3091-3199

Biblioteca da Cátedra Jaime Cortesão (CJC)


Enquanto órgão de pesquisa e fomento da História de Portugal e Império Ul-
tramarino da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, a Cátedra Jaime
Cortesão está associada aos departamentos de História e Letras Clássicas e
Vernáculas da FFLCH. A Cátedra possui um quadro de pesquisadores vinculados
dentre os quais participam docentes, pós-graduandos e alunos de graduação. Além
de promover eventos, publicações, intercâmbios e bolsas de pesquisa, possui uma
biblioteca com cerca de 4000 volumes relacionados a estudos ibéricos e coloniais
que podem ser consultados no local. Seus volumes não circulam. Desde 2002 a
presidente da comissão gestora da Cátedra Jaime Cortesão é a Profa. Dra. Vera
Lúcia Amaral Ferlini, titular de História Ibérica.
Localiza-se no prédio da História e Geografia. Acesso pela porta ao lado esquerdo da
seção de alunos.
Tel: 3091-2101
32 Manual do Calouro

Biblioteca do Museu Paulista (MP)


O Museu Paulista (mais conhecido como Museu do Ipiranga) é uma insti-
tuição científica, cultural e educacional com atuação no exclusiva no campo da
História. Além da esposição de seu acervo, promove cursos, publicações e man-
têm uma biblioteca que contempla sobretudo obras relacionadas a Indumentária,
Porcelanas, Fotografias, Pinturas, Mobiliário, Armas,
Sociologia dos Objetos, Iconologia e Iconografia, Museologia, Conserva-
ção e Restauro, Educação em Museus, entre outros assuntos. Sua biblioteca in-
tegra o Sistema de Bibliotecas da USP (SIBI/USP) e o SIBINet, estando dispo-
nível pelo Dedalus - Banco de Dados Bibliográficos da USP. Os volumes podem
ser emprestados através do serviço de
Biblioteca aberta ao público em geral: de segunda a sexta-feira, das 8:00 às 17:00 horas.
Localização: Parque da Independência, s/n.º - Ipiranga
Telefone: 6165-8000

Outras Bibliotecas
O estudante da História tem acesso às demais bibliotecas da USP, sem no en-
tanto poder fazer retirada livre de obras. Para as outras unidades deve solicitar o
sistema de Empréstimo entre Bibliotecas para que possa realizar a retirada. Para
tal, você deverá apresentar os dados do livro na Biblioteca da FFLCH e solicitar a
emissão de um EEB (Empréstimos Entre Biblioteca). Somente com este documento
em mãos, poderá retirar o volume que lhe interessa. Várias bibliotecas contam com
sessões de obras raras e acervos muito importantes para o estudante de história,
tais como a Biblioteca da Faculdade de Direito (FD), Biblioteca da Faculdade de
Economia e Administração (FEA), Faculdade de Educação (FE), Faculdade de
Arquitetura e Urbanismo (FAU), entre outras.

4.7 Transporte e Moradia


À Coordenadoria de Assistência Social (COSEAS) compete promover o
estudo e a solução dos problemas relacionados à moradia estudantil e à assis-
tência social da comunidade universitária e administrar o conjunto residencial
estudantil da Universidade, na capital. Atualmente a COSEAS integra cinco
divisões relacionadas à alimentação, creches, moradia estudantil e diversos tipos
Manual do Calouro 33
de bolsas, como bolsa moradia, bolsa alimentação, bolsa trabalho, bolsa Eduar-
do Panadés e bolsa Santander, com vistas ao apoio à permanência estudantil na
Universidade. Além disso, é responsável pelo envio dos dados dos alunos para
o cadastramento no sistema de Bilhete Unico Escolar na SPTrans.
Maiores informações: www.usp.br/coseas
Fones: 30913420 ou 30913216 (Divisão de Promoção Social)
30913581 ou 30913592 (Seção de Passe Escolar)

5. Eventos Acadêmicos e Estudantis


Encontro Regional da Associação Nacional de História. A ANPUH é a mai-
or associação científica da área de história e organiza a cada dois anos,
alternadamente, um Simpósio Nacional e vários Encontros Regionais. Além de
Palestras, mesas-redondas e comunicações de pesquisa feitas por mestrandos e
doutorandos, oferece cursos abertos a alunos e professores nas mais diversas
áreas. Maiores informações pelo telefone. O XIX Encontro Regional de São Paulo
acontecerá entre 1 e 5 de setembro, na USP. Maiores informações pelo site
www.anpuh.org
Todo ano a USP organiza um Simpósio de Iniciação Científica, conhecido
pela sigla SIICUSP. Dele participam todos os bolsistas de IC e outros pesquisa-
dores-graduandos. Em 2008 o SIICUSP está previsto para novembro, na Facul-
dade de Economia e Administração (FEA).

Revista de História

A Revista de História (RH), é a publicação oficial do Departamento de His-


tória da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de
São Paulo - USP, e uma das revistas especializadas em História mais antigas do
Brasil. Foi fundada em 1950 pelo professor Eurípedes Simões de Paula e desti-
na-se à publicação de artigos originais e traduzidos, resenhas e edição crítica de
documentos na área de História.
A RH tem periodicidade semestral e conta com o patrocínio das duas áreas
de pós-graduação do Departamento: História Social e História Econômica.
É objetivo da RH a publicação em português de artigos nacionais e estran-
geiros da área da História e afins, divulgando pesquisas e textos historiográficos.
34 Manual do Calouro

A RH aceita publicar textos em espanhol desde que previamente aprovados pelo


Conselho Editorial.
A revista disponibiliza o conteúdo integral para download gratuito, no for-
mato PDF. Maiores detalhes no site:
www.usp.br/revistadehistoria