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Ação monitória

Procedimento especial

AO JUÍZO DA VARA CÍVEL DA COMARCA DE SALVADOR/BA

PATRÍCIA VIEIRA DE CARVALHO, nacionalidade..., estado civil..., professora


universitária, CPF..., RG..., e-mail..., residente e domiciliada em... Salvador-BA, por seu
advogado in fine assinado, ut instrumento de procuração anexo (doc. n....), endereço
profissional à rua...., onde receberá intimações, vem, respeitosamente, perante Vossa
Excelência, propor

AÇÃO MONITÓRIA

em face de JOSÉ AFONSO DA SILVA, nacionalidade..., estado civil..., profissão...,


CPF..., RG..., e-mail..., residente e domiciliado em... Salvador-BA, CEP..., pelos fatos e
fundamentos jurídicos a seguir expostos:

DOS FATOS

No dia/mês/ano, a Autora entregou seu veículo de marca Ford, modelo Fiesta, ano 2015,
número de RENAVAM..., avaliado atualmente em R$ 42.000,00 (quarenta e dois mil
reais), para que o Réu o guardasse.

A entrega para guarda do bem móvel foi realizada em virtude de a Autora, doutoranda
em biologia, ter recebido uma bolsa de estudo, precisando, pois, viajar para finalizar a
sua tese na Alemanha, pelo prazo de um ano, e consequentemente, para que, durante o
período de sua ausência, seu carro não ficasse parado na garagem de sua casa, em
Salvador, no estado da Bahia.

Com receio de que a falta de uso viesse a danificar o automóvel, a Autora pediu ao Réu,
seu amigo à época, que o guardasse na garagem da casa dele, situada, também, em
Salvador, até a sua volta, o que foi prontamente aceito.

Assim, antes de entregar o veículo ao Réu, para ficar segura e viajar mais tranquila, a
Autora fez com que assinassem um termo de vistoria, conforme documento anexo (doc.
n. ...), autorizando, expressamente, o uso do carro somente para fins de conservação,
adiantando ao Réu o valor de R$ 2.000,00 (dois mil reais) para as eventuais despesas.

Ocorre que, ao retornar de sua viagem, a Autora foi reaver o bem. O Réu, entretanto,
recusou-se a restituir o automóvel, alegando que ela lhe devia a quantia de R$ 10.950,00
(dez mil e novecentos e cinquenta reais) despendidos com gasolina, lavagem, óleo,
oficina, estacionamento, entre outros, durante o ano em que ficou utilizando o carro.

DO DIREITO

À luz da narrativa fática, percebe-se que a Autora, credora, entregou seu veículo ao Réu,
para que este o guardasse durante o período em que ela estivesse fora do país, e ao
retornar, o Réu negou-se a devolvê-la. Contudo, como já explanado, a Autora possui um
termo de vistoria assinado por ela e pelo Réu no momento da entrega do bem.

Nesse sentido, em razão de a Autora estar munida de prova escrita representativa de seu
crédito sem força executiva, poderá abreviar o iter processual para a obtenção de um
título executivo judicial, exigindo, pois, do Réu, devedor capaz, a entrega do bem
móvel.

Visto isso, é evidente que a Autora possui legitimidade ativa para a propositura da ação
monitória, tendo em vista a presença dos requisitos previstos no artigo 700, II do
Código de Processo Civil de 2015, o qual estabelece que:

Art. 700. A ação monitória pode ser proposta por aquele que afirmar, com base em
prova escrita sem eficácia de título executivo, ter direito de exigir do devedor
capaz:

II - a entrega de coisa fungível ou infungível ou de bem móvel ou imóvel.

O doutrinador e membro do IBDP (Instituto Brasileiro de Direito Processual), Misael


Montenegro Filho, define:

“A monitória é ação de cognição sumária, que objetiva a formação do título executivo


em menor espaço de tempo, se comparado com as ações de cognição ampla,
apoiando-se na existência de prova escrita, sem força executiva (MONTENEGRO
FILHO, Misael. Curso de direito processual civil, volume 3: medidas de urgência, tutela
antecipada e ação cautelar, procedimentos especiais. Atlas, 2015, p. 430)”.
Sendo assim, resta plenamente configurada a obrigação de o Réu entregar à Autora o
veículo de marca Ford, modelo Fiesta, ano 2015, número de RENAVAM... .
DOS PEDIDOS

Pelo exposto, requer:

a) a imediata expedição de mandado de entrega do veículo de marca Ford, modelo


Fiesta, ano 2015, número de RENAVAM..., concedendo ao Réu prazo de 15 (quinze)
dias para o cumprimento e o pagamento de honorários advocatícios de 5% (cinco por
cento) do valor atribuído à causa;

b) a condenação do Réu ao pagamento das custas processuais, em caso de não


cumprimento de mandado monitório em prazo estabelecido;

c) a procedência do pedido, constituindo-se de pleno direito o título executivo judicial,


independentemente de qualquer formalidade, se não realizado o pagamento e não
apresentados os embargos;

d) a produção de todas as provas admitidas em direito: documental, testemunhal e


pericial, bem como depoimento pessoal do Réu, sob pena de confissão.

DO VALOR DA CAUSA

Dá-se à causa o valor de R$ 42.000,00 (quarenta e dois mil reais).

Nestes termos,

Pede deferimento

Local e data,

Advogado

OAB/Estado

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