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EXCELENTÍSSIMO (A) SENHOR (A) DOUTOR (A) JUÍZ (A) DE DIREITO DA 5ª

VARA CÍVEL DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS - SP

(QUALIFICAÇÃO), vem, por seu advogado abaixo assinado, respeitosamente


à presença de Vossa Excelência, propor a presente

AÇÃO DE EXECUÇÃO DE CONTRATO DE HONORÁRIOS


ADVOCATÍCIOS C/C PEDIDO LIMINAR DE ARRESTO

contra FULANO DE TAL, brasileiro, casado, portador da Cédula de Identidade/RG nº XXX,


inscrito no CPF sob n. XXX, residente e domiciliado na Rua XXX, Nº XX bairro XX, na
cidade de XX, pelos fundamentos de fato e de direito a seguir expostos.

1. DOS FATOS

O Exequente, escritório de advocacia estabelecido há anos nesta Cidade, foi


contratado pelo Executado para XXX, nos termos do Contrato de Prestação de Serviços ora
anexo.

Sendo assim, a ação fora devidamente proposta em 25/11/2009, tendo


tramitado perante a 1ª Vara Federal do Trabalho de Barueri sob nº 03753007720095020201 (e
Carta de Sentença n. 00018044920135020201), e devidamente conduzida pelo Exequente
que, ao final, teve o excelente trabalho coroado com o êxito na demanda.
A ação trabalhista tramitou com inúmeras intervenções do Exequente,
envolvendo questionamentos de alta indagação jurídica, inclusive em segunda instância
(Recurso Ordinário perante o TRT da 2ª Região) e instância especial (Recurso de Revista
perante o TST), tendo sido dado início à fase de liquidação por cálculos para execução,
conforme documentos anexados.

Ocorre que em 18 de dezembro de 2014, dias após aberta a fase de execução


trabalhista com formação da carta de sentença, o ora Exequente foi surpreendido com a
revogação unilateral e imotivada dos poderes anteriormente outorgados pelo ora Executado,
conforme documento anexo.

Todavia, mesmo havendo estipulação contratual entre as partes prevendo a


remuneração de 20% (vinte por cento) do valor total da condenação, a título de honorários
advocatícios, o Executado deixou de efetuar o seu pagamento, nos termos avençados,
deixando o Exequente desprovido de qualquer remuneração, a despeito do trabalho que
desempenhou todos esses anos no processo e que proporcionou ao cliente benefício vultoso,
contraposto ao flagrante enriquecimento sem causa do Executado.

2. DO DIREITO

Consoante determinam os artigos 22 a 24 da Lei nº 8.906/1994, constitui título


executivo o contrato escrito que fixar honorários advocatícios, cujo teor segue assim disposto:

“Art. 22. A prestação de serviço profissional assegura aos inscritos na OAB


o direito aos honorários convencionados, aos fixados por arbitramento
judicial e aos de sucumbência”.

“Art. 23. Os honorários incluídos na condenação, por arbitramento ou


sucumbência, pertencem ao advogado, tendo este direito autônomo para
executar a sentença nesta parte, podendo requerer que o precatório, quando
necessário, seja expedido em seu favor”.

“Art. 24. A decisão judicial que fixar ou arbitrar honorários e o contrato


escrito que os estipular são títulos executivos e constituem crédito
privilegiado na falência, concordata, concurso de credores, insolvência civil
e liquidação extrajudicial”.

Por outro lado, dispõe o contrato assinado entre as partes, em suas Cláusulas 3
e 5, que:

Cláusula 3 – A título de remuneração pelos serviços prestados,


independente do que vier a ser fixado em juízo, o contratado receberá do(s)
contratante(s) a importância equivalente a 20% (vinte por cento) do valor
total da condenação.

Cláusula 5 – Os honorários advocatícios da cláusula 3ª deste instrumento


poderão ser exigidos imediatamente:

a) Se houver composição amigável;

b) Se houver rescisão contratual por iniciativa do(s) contratantes(s).


Ocorrendo rescisão contratual na fase de conhecimento, os honorários
serão cobrados por ato praticado pelo contratado conforme Tabela de
Honorários da OAB-SP. Se a rescisão ocorrer na fase de execução, os
honorários serão cobrados pelo valor homologado pelo juízo.”

Desta forma, resta patente que a revogação do mandato pelo Executado,


operada após o início da execução do julgado, quando havia praticamente se esgotado o
trabalho do Exequente, com o sucesso da demanda em todas as suas instâncias, após tomar
conhecimento dos cálculos de liquidação com valores vultosos, configurou conduta
prejudicial ao recebimento do crédito pelos seus patronos.

Dessa forma, prestados os serviços contratados, deve ser paga a


contraprestação nos moldes acordados, respeitando-se o princípio da obrigatoriedade do
contrato, ou pacta sunt servanda, segundo o qual se reconhece a “irreversibilidade da palavra
empenhada. A ordem jurídica oferece a cada um a possibilidade de contratar, e dá-lhe a
liberdade de escolher os termos da avença, segundo as suas preferências. Concluída a
convenção, recebe da ordem jurídica o condão de sujeitar, em definitivo, os agentes” (Caio
Mário da Silva Pereira, In “Instituições de Direito Civil”, v. III, 12ª ed., Forense, p.15).
Cumpre salientar que a jurisprudência já pacificou entendimento de que são
devidos os honorários convencionados em caso de rompimento do contrato por iniciativa do
cliente na fase executória, consoante ementa a seguir transcrita:

“PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS ADVOCACIA TRABALHISTA. AÇÃO DE


COBRANÇA. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. ROMPIMENTO POR
INICIATIVA DO CLIENTE, NA FASE EXECUTORIA. DIREITO DO
ADVOGADO AO RECEBIMENTO DO PERCENTUAL CONTRATADO, A
INCIDIR SOBRE O VALOR QUE EFETIVAMENTE VIER A SER PAGO
RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO. Incontroversa a contratação do
percentual sobre o resultado, daí se tem a obrigação do constituinte ao
pagamento dos honorários advocatícios, até porque inegável a prestação
dos serviços que foram bem sucedidos na fase de conhecimento e já se
encontravam em adiantada fase executória. (...) (APELAÇÃO COM
REVISÃO N° 782 2S6-0/S - 31o - CÂMARA - DES ANTÔNIO RIGOLIN j
19/08/08).”

Importante frisar que os honorários advocatícios, conforme pacífica orientação


do E. STJ adiante transcrita, constitui verba alimentar:

“HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS - SUCUMBÊNCIA - NATUREZA


ALIMENTAR - Os honorários advocatícios relativos às condenações por
sucumbência têm natureza alimentícia. Eventual dúvida existente sobre essa
assertiva desapareceu com o advento da Lei 11.033/04, cujo Art. 19, I,
refere-se a "créditos alimentares, inclusive alimentícios.” (EREsp 706
331/PR, Rel. Ministro HUMBERTO GOMES DE BARROS, CORTE
ESPECIAL, julgado em 20.02.2008, DJe 31.03.2008).”

Pelo exposto, inquestionável o direito do Exequente ao recebimento dos


honorários contratuais na sua integralidade, acima indicado, inclusive por meio de execução
forçada e autônoma, diante do título executivo extrajudicial constituído pelo contrato firmado
entre as partes, na forma da lei.

Indiscutível, pois, tratar-se de dívida líquida e certa, vez que pautada a


execução em valor homologado pelo Juízo Trabalhista.
Vencido e exigível, também, vez que o contrato de prestação de serviços de
advocacia foi rescindido em fase executória, sendo que há previsão contratual expressa
(Clausula 5) de que a obrigação de honrar os honorários advocatícios, neste caso, é exigível
de imediato.

Neste sentido é o entendimento já pacificado pelo E. Tribunal de Justiça de São


Paulo abaixo transcrito:

“[...] EMBARGOS À EXECUÇÃO. MANDATO JUDICIAL. HONORÁRIOS


ADVOCATÍCIOS. TÍTULO EXECUTIVO EXTRAJUDICIAL.RECURSO
IMPROVIDO. A execução é fundada em contrato de prestação de serviços
de advocacia, que constitui título executivo extrajudicial, nos termos do
artigo 24 da Lei nº 8.906, de 4 de julho de 1.994, c.c. artigo 585, VIII, do
CPC. [...]” (Apelação nº 0175239-63.2010.8.26.0100 -31ª Câmara de
Direito Privado - Rel. Des. ANTONIO RIGOLIN - J. 26/07/2011)

“[...] EMBARGOS À EXECUÇÃO. COBRANÇA. CONTRATO DE


PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. ADVOCACIA. ART.24 DA LEI Nº 8.906/94 -
TÍTULO EXECUTIVO EXTRAJUDICIAL. LIQUIDEZ, CERTEZA E
EXIGIBILIDADE PRESENTES. SENTENÇA DE PROCEDÊNCIA.
RECURSO PROVIDO. Estando presentes os requisitos legais de liquidez,
certeza e exigibilidade do título executivo extrajudicial, uma vez que a
condição suspensiva a que estava sujeito se verificou, de rigor a
improcedência dos embargos opostos. [...]” (Apelação nº 9235156-
34.2008.8.26.0000 - 31ª Câmara de Direito Privado -Rel. Des. PAULO
AYROSA - J. 21/06/2011).

Sendo assim, no caso tratado em tela, a obrigação tornou-se exigível com a


revogação do mandato, logo, os cálculos de liquidação homologados pelo MM. Juiz da 1ª
Vara do Trabalho de Barueri em 01/04/2014 apontando o valor de R$ 1.543.803,80 (valor
bruto da condenação para o Reclamante) devem servir de parâmetro para a incidência do
percentual de 20% (vinte por cento) contratualmente ajustado, o que implica num crédito
líquido e certo do Exequente no valor de R$ 308.760,76 (trezentos e oito mil, setecentos e
sessenta reais e setenta e seis centavos).
Com as devidas correções legais (Tabela de Correção de Débitos Judiciais do
TJSP e juros de 1% ao mês), o valor atualmente importa em R$ 408.202,54 (quatrocentos e
oito mil, duzentos e dois reais e cinquenta e quatro centavos), conforme planilha de cálculo
anexo.

3. DO PEDIDO DE ARRESTO E DA PRESENÇA DOS REQUISITOS LEGAIS

Nobre magistrado, consoante acima esclarecido, o Executado deixou de


cumprir a obrigação contratualmente avençada, deixando o Exequente, que trabalhou todos
esses anos no processo e lhe proporcionou benefício vultoso, desprovido de qualquer
remuneração, contraposto ao flagrante enriquecimento sem causa do Executado.

Ocorre Exa., entretanto, que, no caso aqui tratado, há sério risco de lesão e de
prejuízo irreparável ao Exequente, que clama por medida judicial urgente para proteção do
direito do credor.

Isto porque, cumpre salientar que o Exequente tem sido sucessivamente


substituído em diversas Reclamações Trabalhistas por ex-sócios que se retiraram
recentemente da sociedade, ações estas que, em sua grande maioria, encontram-se já em fase
de liquidação e cumprimento de sentença, como no caso tratado em tela.

Desse modo, como já ocorrido em outros casos em que houve acordo judicial,
os valores são pagos ou levantados sem que o Exequente tenha a possibilidade de receber os
seus honorários diretamente naqueles autos, vez que os magistrados entendem não ser
competentes para apreciar este tipo de questão.

Tal prática, que conta com a concordância e participação dos Reclamantes (ex
clientes do escritório), tem prejudicado sobremaneira o Exequente, vez que os clientes não
têm honrado o contrato após revogar seu mandato, podendo ser seguramente comprovada pela
simples análise das cópias anexas das revogações de mandato pelos ex clientes do Exequente
ocorridas todas num mesmo período, seguindo um mesmo padrão de revogação, e sendo
assumidas pelos mesmos patronos.

Entretanto, tal conduta tem obrigado o Exequente a tentar buscar seu crédito
diretamente nas ações trabalhistas, consoante cópia dos pedidos anexos, o que dificilmente
tem resultado em algum êxito. Ou ainda na esfera cível, porém, mediante alto custo e o risco
de insucesso em razão do desaparecimento dos recursos por eles recebido.

Desta forma, inegável que o Exequente é portador de título executivo, onde


consta expressamente a obrigação de pagamento de quantia certa e o seu respectivo termo,
não havendo que se questionar sua exequibilidade.

Portanto, inegável a constatação da presença do “fumus boni iuris”, pois


suficientemente evidenciada a presença da verossimilhança.

Por outro lado, há suficiente prova do “periculum in mora”, decorrente dos


fatos comprovado pelas cópias dos documentos anexos, notadamente das revogações de
mandatos, dos extratos processuais dando conta de que todos os casos foram substituídos
pelos mesmos patronos, na mesma época, o que autoriza a medida constritiva ora pleiteada,
sob pena de jamais ser alcançado o resultado prático, útil e eficaz, restando o autor no
prejuízo, sem nunca alcançar a satisfação do crédito que possui.

Cumpre ressaltar que os Tribunais Superiores, em casos análogos, já se


posicionaram no sentido de autorizar tais medidas protetivas, consoante ementas adiante
transcritas:

“AÇAO CAUTELAR CARÊNCIA DE AÇAO - REJEIÇAO - INTERESSE -


MÉRITO - CONVERSAO DOS BENS APREENDIDOS EM PENHORA -
FUMUS BONI IURIS - PERICULUM IN MORA - HONORÁRIOS
ADVOCATÍCIOS. 1. (...)4. No caso, o fumus boni iuris decorre exatamente
do fato de ter restado demonstrado a possibilidade de que, se não acolhida
a pretensão de desconsideração da personalidade jurídica do grupo
empresarial apontado em sede exordial, bloqueio e arresto de bens, a ação
de execução que move o requerente em face dos requeridos nunca
encontrará o seu resultado prático, útil e eficaz, restando o autor no
prejuízo, sem nunca alcançar a satisfação do crédito que possui.

5. O periculum in mora, por seu turno, é decorrente das manobras


praticadas pelos requeridos, subterfúgios esses que foram demonstrados
(ainda que minimamente) pelo requerente no curso desta ação e da ação
principal, e que autorizam as medidas constritivas que foram tomadas.

6. Os elementos cognitivos trazidos no bojo da presente ação assemelham-


se aos elementos que haviam na apelação que lhe dá sustentação e a
posição alcançada nesta demanda pelo autor (decorrente da possibilidade
de danos irreparáveis aos seus interesses) deve ser mantida para que, nos
autos da demanda principal, sejam garantidas as penhoras e expropriação
do que foi até aqui arrecadado.

7. A presença destes requisitos autoriza e determina o reconhecimento da


procedência dos pedidos autorais, a fim de que os bens que apreendidos na
presente ação convertamse em penhora na demanda executiva e possam
naquela ação serem expropriados, através do devido processo legal, para
satisfação do crédito exeqüendo.

8. Conjugando-se as circunstâncias legais mencionadas no art. 20, 3º,


alíneas “a”, “b” e “c”, do CPC, o valor envolvido na lide, em se tratando
de causa em que não houve condenação, arbitro por apreciação eqüitativa
o valor dos honorários advocatícios em R$ 100.000,00 (cem mil reais). (TJ-
ES - MCI: 100050009834 ES 100050009834, Relator: CARLOS
HENRIQUE RIOS DO AMARAL, Data de Julgamento: 05/08/2008,
PRIMEIRA CÂMARA CÍVEL, Data de Publicação: 15/10/2008).”

“EXECUÇÃO FUNDADA EM TÍTULO EXTRAJUDICIAL.CRÉDITO DE


HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS.MEDIDA CAUTELAR DE ARRESTO.
ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DOS REQUISITOS
LEGAIS.DESACOLHIMENTO. MEDIDA QUE PREVALECE.AGRAVO
IMPROVIDO. Havendo verossimilhança para concluir pela existência do
credito, com amparo em titulo executivo, e presente a situação de perigo,
diante da natureza das diversas ações propostas em face da ré, inegável se
mostra a existência dos requisitos autorizadores da medida, voltada a
garantir a efetividade da atuação jurisdicional executiva Dentre as
situações de perigo, inegavelmente a que merece proteção é aquela
apresentada pelo credor, dado que o credito a garantir tem natureza
alimentar, e a devedora nenhum prejuízo patrimonial terá, ante o caráter
temporário da medida (TJ-SP - AI: 990093541670 SP , Relator: Antonio
Rigolin, Data de Julgamento: 09/02/2010, 31ª Câmara de Direito Privado,
Data de Publicação: 19/02/2010)

Desse modo, presentes os requisitos exigidos para a concessão do arresto, o


risco do dano e o perigo da demora:

“Processual Civil. Ação Cautelar Preparatória. Termo "A Quo" para a


propositura da Ação Principal. Data da ciência ao autor do cumprimento
da medida. CPC, Art. 806. Exegese. Entendimento da Turma. Arresto.
Requisitos. Precedentes. CPC, Art. 813. Recurso Desacolhido. I - Nos
termos do posicionamento da Turma, "o prazo para a propositura da ação
principal conta-se, em princípio, da data em que o autor teve ciência da
efetivação da medida".

II - Considerando que a medida cautelar de arresto tem a finalidade de


assegurar o resultado prático e útil do processo principal, é de concluir-se
que as hipóteses contempladas no art. 813, CPC, não são exaustivas, mas
exemplificativas, bastando, para a concessão do arresto, o risco de dano e o
perigo da demora. (Superior Tribunal de Justiça – Quarta Turma/ REsp
123.659/PR/ Relator Ministro Salvio de Figueiredo Teixeira/ Julgado em
09.06.1998/ Publicado no DJ em 21.09.1998, p. 175).”

Assim, Nobre Julgador, inegável o flagrante risco de desaparecimento dos


valores, inclusive por eventual acordo nos autos, ensejando urgente proteção judicial para
garantir crédito de natureza alimentar, inexistindo, por outro lado, qualquer perigo de dano
patrimonial ao Executado, dado o caráter temporário da medida.

Por todo o exposto e comprovado, requer seja deferido ao Exequente o arresto


cautelar do valor ora executado, existente em contas bancárias de titularidade do Executado,
através da constrição “on line”, objetivado resguardar o crédito alimentar do Exequente, bem
como garantir o resultado prático, útil e eficaz da demanda.

4. DOS PEDIDOS

Ex positis, o Exequente requer:


A) Seja deferido o arresto liminar do valor ora executado, existente em contas bancárias
de titularidade do Executado, através da constrição “on line” (Bacen-Jud), vez que
presentes os requisitos legais dos artigos 813 e 814 do CPC (risco de dano e perigo da
demora), objetivando garantir o resultado prático, útil e eficaz da demanda;

B) Nos termos do art. 652, do CPC, seja o Executado citado para, em 3 (três) dias, pagar
o débito no valor de R$ 408.202,54 (quatrocentos e oito mil, duzentos e dois reais e
cinquenta e quatro centavos), e que deve ser acrescido de juros de 1% (um por cento)
ao mês, a contar da citação, e correção monetária desde o inadimplemento da
obrigação, bem como de honorários advocatícios a serem fixados por esse r. Juízo
(verba que será reduzida à metade se houver o integral pagamento no prazo legal,
conforme art. 652-A, parágrafo único, do CPC);

C) Seja a citação realizada por oficial de justiça, conforme art. 222, d, do CPC

D) Na hipótese de não pagamento no prazo legal, com base na faculdade prevista em lei,
requer a conversão do arresto em penhora dos valores arrestados em contas bancárias
de titularidade do Executado, intimando-se o executado para oferecer seus embargos,
querendo, no prazo legal;

E) Caso necessário, a produção de provas documental, testemunhal, pericial e


especialmente o depoimento pessoal do réu, sob pena de confissão.

Dá–se à causa o valor de R$ 408.202,54 (quatrocentos e oito mil, duzentos e


dois reais e cinquenta e quatro centavos).

Nestes termos,

Pede deferimento.

São José dos Campos – SP, 19 de Maio de 2021.

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