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Observatório Covid-19

39 e 40 de 26 de setembro a
8 de outubro de 2021

A o longo do ano de 2021 tivemos um processo de


intensificação dos níveis de transmissão da Covid-19,
com aceleração nos registros de casos, internações e
óbitos, e vivenciamos um período de colapso do sistema de
saúde. Chegamos aos 600 mil óbitos em um processo de
é essencial para a adoção de protocolos diferenciados de
rastreamento populacional, incluindo busca de faltosos para a
dose de reforço das vacinas e observação, com medidas de
cuidados e proteção para idosos que coabitem em casas com
grande densidade domiciliar.
queda expressiva nos indicadores da pandemia, apontando a Ao longo das duas últimas semanas epidemiológicas tem
melhora do quadro pandêmico no país, mas convictos do se observado uma redução na velocidade de queda dos indica-
desastre que a pandemia tem representado, com impactos para dores de monitoramento da pandemia (SRAG e casos de
as famílias e a sociedade que vão muito além dos números. óbitos por Covid-19), combinada com grandes oscilações no
Desde o mês de julho de 2021, vêm sendo observadas fluxo de divulgação de dados, principalmente de casos que são
quedas em diversos indicadores da pandemia, tais como: registrados no sistema e-SUS. Os ganhos importantes adquiri-
positividade de testes de diagnóstico, incidência de casos dos até aqui se combinam com um cenário em que ainda são
novos, ocupação de leitos UTI e taxas de mortalidade. No que altas as taxas de transmissão do vírus SARS-CoV-2 no país,
concerne à ocorrência de Síndrome Respiratória Aguda Grave sendo ainda expressivos os números de casos graves de
(SRAG), não houve, na última semana, nenhuma macrorregião hospitalização ou óbitos.
de saúde com taxa acima de 10 casos por 100 mil habitantes, Neste cenário, é fundamental que se continue aumentando
após várias semanas com registros de taxas muito altas. a cobertura vacinal para diferentes grupos, combinada com a
Grande parte da redução nos índices da pandemia deve-- busca ativa dos faltosos para segunda dose, e que se amplie a
se aos avanços na ampliação dos grupos populacionais dose de reforço para os grupos vulneráveis. Com menos de
vacinados e maior velocidade no processo de disponibilização 50% da população com esquema vacinal completo, reforçar-
de vacinas, como pode ser visto na Figura em que são combi- mos a importância do passaporte vacinal como uma política
nados dados do número de óbitos e proporção da população pública de estímulo à vacinação e proteção coletiva, sem
total vacinada com esquema completo. A queda nos óbitos, deixar de reforçar a importância da manutenção de outras
com o avanço da vacinação, que se aproxima de 50% com medidas, como o uso de máscaras, higienização das mãos,
esquema vacinal completo, é bastante evidente. distanciamento físico e social. A combinação deste conjunto de
Este novo cenário traz algumas questões importantes. medidas é fundamental para que possamos ter um processo
Com grande parte dos adultos já vacinados, os indicadores prudente de retomada das atividades, a exemplo do que vem
demográficos mostram que os casos internados e óbitos sendo realizado em Singapura, país exemplar no enfrentamen-
continuam muito concentrados entre os idosos. Esta evidência to da pandemia.

PORTAL.FIOCRUZ.BR/OBSERVATORIO-COVID-19 INFORMAÇÃO PARA AÇÃO


Observatório Covid-19 SEMANAS
EPIDEMIOLÓGICAS 39 e 40 de 26 de setembro a
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NÚMERO DE ÓBITOS E PROPORÇÃO DA POPULAÇÃO TOTAL VACINADA COM ESQUEMA COMPLETO. BRASIL, 2021

3500 50

Cobertura Vacinal (2ª dose, %)


45
3000
40
2500 35
Óbitos diários

2000 30
25
1500 20
1000 15
10
500
5
0 0
Março

Outubro
Fevereiro
Janeiro

Maio
Abril

Agosto
Junho

Julho

Setembro
Mês (2021)

Óbitos diários Cobertura Vacinal (2ª dose)

TENDÊNCIAS DA INCIDÊNCIA E DA MORTALIDADE POR COVID-19

Região UF Casos % Óbitos % Taxa de casos Taxa de óbitos

Norte Rondônia -0,8 2,1 4,4 0,1

Norte Acre 450,4 -21,9 0,0 0,1

Norte Amazonas -0,6 11,6 1,0 0,0

Norte Roraima -10,4 -2,8 1,4 0,2

Norte Pará -1,8 -8,0 3,1 0,1

Norte Amapá 5,7 -3,1 2,1 0,1

Norte Tocantins -3,3 -7,2 10,7 0,2

Nordeste Maranhão -1,8 -3,1 2,9 0,0

Nordeste Piauí 8,5 -1,6 3,6 0,1

Nordeste Ceará 5,8 3,4 10,7 0,1

Nordeste Rio Grande do Norte 3,3 -1,5 2,8 0,0

Nordeste Paraíba -0,7 0,2 3,6 0,1

Nordeste Pernambuco -3,2 0,4 4,3 0,1

Nordeste Alagoas 4,5 -3,4 1,8 0,1

Nordeste Sergipe -3,7 4,8 0,8 0,0

Nordeste Bahia -1,0 -5,1 2,8 0,0

Sudeste Minas Gerais -4,1 1,0 10,8 0,2

Sudeste Espírito Santo 0,1 1,1 21,8 0,3

Sudeste Rio de Janeiro -0,8 -0,7 8,8 0,6

Sudeste São Paulo 1,2 -3,6 3,1 0,3

Sul Paraná -1,8 -2,3 15,6 0,5

Sul Santa Catarina -11,0 -2,3 18,0 0,2

Sul Rio Grande do Sul 4,7 -1,1 8,6 0,2

Centro-Oeste Mato Grosso do Sul 1,5 -3,4 4,5 0,2

Centro-Oeste Mato Grosso -1,4 -4,9 12,8 0,2

Centro-Oeste Goiás -0,1 -0,9 22,9 0,4

Centro-Oeste Distrito Federal 3,4 -1,9 32,8 0,5

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-10,4 -2,8
RR 5,7 RR -3,1
AP AP

-0,6 -1,8 3,3 11,6 -8,0 -1,5


PA -1,8 RN -3,1 RN
AM 5,8 AM PA 3,4
MA CE -0,7 MA CE 0,2
PB PB
8,5 -1,6
PI -3,2 PI 0,4
450,4 PE -21,9 PE
AC -3,3 4,5 AC -7,2 -3,4
-0,8 TO 2,1 TO
AL AL
RO -3,7 RO 4,8
-1,0 -5,1
-1,4 SE -4,9 SE
BA BA
MT 3,4 MT -1,9
DF DF

-0,1 -0,9
GO GO

-4,1 1,0
MG 0,1 MG 1,1
1,5 ES -3,4 ES

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MS MS
1,2 -3,6
SP SP
-0,8 -0,7
-1,8 RJ -2,3 RJ
PR PR

-11,0 -2,3
SC SC

4,7 -1,1
RS RS

Tendência Redução Manutenção Crescimento

Os mapas têm como objetivo apontar tendências na incidência de casos e de mortalidade nas últimas duas semanas epidemiológicas. O valor acima de 5% indica uma
situação de alerta máximo; variação entre a -5 e +5% indica estabilidade e manutenção do alerta e menor que -5% indica redução, mesmo que temporária, da transmissão.

FIGURA 1 - TEMPO NECESSÁRIO PARA SE ALCANÇAR CADA 100 MIL ÓBITOS DURANTE A PANDEMIA

600 3 meses 19 dias

1 mês e 23 dias

400
1 mês e 5 dias
Mortes (x 1000)

2 meses e 17 dias

200

5 meses

5 meses
0 2020-08-08 2021-01-07 2021-03-24 2021-04-29 2021-06-19 2021-10-08

2020-07 2021-01 2021-07


Data
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Casos e óbitos por Covid-19


Entre os meses de junho e outubro assistimos uma desaceleração ções equivocadas que essas variações podem induzir, e, ao mesmo
dos óbitos por Covid-19 registrados no país. No início de 2021 foram tempo, reforça a necessidade de se aprimorar o sistema de vigilância
necessários 76 dias para se alcançar 300 mil óbitos e entre os meses epidemiológica, principalmente no contexto da pandemia de Covid-19, e
de março de junho para cada novos 100 mil óbitos o tempo necessário manter a qualidade e rapidez de divulgação dos dados coletados em
foi de 36 dias (400 mil) e 51 dias (500 mil). Para se alcançar os 600 mil sistemas de informação. Sem essa providência, medidas inadequadas
óbitos foram necessários 111 dias, que é um dado positivo. Entretanto, podem ser tomadas com base em dados incompletos ou sujeitos a atraso.
como podemos verificar na Figura 1 que demonstra o tempo necessá- A taxa de positividade dos testes também sofreu grandes oscila-
rio para se alcançar cada 100 mil óbitos durante a pandemia, este ções, podendo indicar a manutenção de patamares altos de transmis-
tempo ainda é muito superior aos 152 dias que foram necessários são do vírus da Covid-19. A redução da mortalidade, com menor
para se passar de 200 para 300 mil óbitos. redução da incidência, pode ser resultado das campanhas de vacina-
Desde o mês de julho de 2021 vem sendo observado um padrão ção, que seguramente reduzem os riscos de agravamento da doença,
de redução do impacto da pandemia, percebido com mais clareza no mas não impedem completamente a transmissão do vírus SARS--
indicador de mortalidade, mas também na redução da incidência de CoV-2. Alguns desses casos notificados podem resultar em quadros
casos novos de Covid-19 e do índice de positividade de testes de graves da doença, que irão necessitar cuidados intensivos. Esses e
diagnóstico. No entanto, ao longo das duas últimas semanas epidemio- outros dados para monitoramento da pandemia em estados e municí-
lógicas, a velocidade de queda desses indicadores vem sendo reduzi- pios podem ser acessados pelo sistema MonitoraCovid-19.
da. Em agosto e setembro (SE 24 a 38), foi observada redução média A taxa de letalidade se encontra atualmente em torno de 3% e
de 2% nos casos e óbitos por dia. Já nas SE 39 e 40 (26 de setembro permanece alta em relação a outros países que adotam medidas de
a 9 de outubro), a redução média diária foi de 0,5%, para casos, e de proteção coletiva, testagem de suspeitos e seus contatos, bem como
1,2%, para óbitos. Observa-se uma tendência de estabilização de cuidados intensivos para doentes graves. As maiores letalidades foram
alguns desses indicadores, indicando a permanência da transmissão observadas nos estados de Roraima (14,3%), São Paulo (9,7%), Rio
do vírus SARS-CoV-2, porém com menor impacto na geração de de Janeiro (6,8%) e Alagoas (5,6%), mas esses valores devem ser
quadros graves, internações e óbitos por Covid-19. tomados com cautela, já que podem ser resultado da irregularidade da
Foram registrados uma média de 15.400 casos e 440 óbitos diários disponibilização de dados.
na SE 40, de 3 a 9 de outubro. Esses níveis ainda são altos e geram A redução do impacto da pandemia de modo mais duradouro
preocupação, diante da oscilação dos níveis de positividade dos testes. somente será alcançada com a intensificação da campanha de
Têm sido observadas grandes oscilações no fluxo de divulgação de vacinação, a adequação das práticas de vigilância em saúde, reforço
dados, principalmente de casos que são registrados no sistema e-SUS. da atenção primária à saúde, além do amplo emprego de medidas de
No Acre, por exemplo, o número de casos registrados cresceu inacredi- proteção individual, como o uso de máscaras e distanciamento físico
táveis 450%. No Ceará, após algumas semanas de queda do número e social. Além destas medidas, como já viemos defendendo em outros
de casos e óbitos, os registros aumentaram de forma abrupta em cerca boletins, é imperativo que o passaporte de vacinas seja adotado como
de 4%. Outros estados, como o Amapá mostraram, simultaneamente, uma estratégia de saúde pública, unificada em nível nacional, visando
um forte aumento no número de casos (5,7%) e redução no número de ao estimulo à vacinação e à proteção coletiva. A circulação de novas
óbitos (-3,1%). Essas fortes oscilações não se justificam pela epidemio- variantes do vírus tem aumentado as infecções, mas não necessaria-
logia da doença e são atribuídas a problemas de confirmação, notifica- mente o número de casos graves, devido à proteção já adquirida por
ção, digitação e disponibilização de registros de casos e óbitos. grupos populacionais mais vulneráveis vacinados, como os idosos e
O Observatório Covid-19 da Fiocruz, portanto, adverte para interpreta- portadores de doenças crônicas.

0.6 RJ

PR DF

0.4
GO
Taxa de mortalidade

SP ES

RR RS MG
0.2
AP MS TO MT SC

AC AL PB PE
RO
CE
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PA PI
AM RN
0.0 SE BA MA
0 10 20 30
Taxa de incidência de casos
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Níveis de atividade e incidência de Síndromes


Respiratórias Agudas Graves (SRAG)
A estimativa de nowcasting das Síndromes Respiratórias Agudas acima de 5 casos por 100 mil habitantes, sendo taxas consideradas
Graves (SRAG) para o país, realizada no Infogripe (PROCC/Fiocruz), muito altas. O Maranhão tem a mais baixa taxa de incidência de
aponta nas últimas duas semanas uma interrupção na redução do SRAG, avaliada em 0,4 casos por 100 mil habitantes. Nos demais
número de casos de SRAG, mantendo-se em estabilidade, mas acima estados, as taxas estimadas se encontram entre 1 e 5 casos por 100
de 1 caso por 100 mil habitantes. Esta técnica avalia, para o período mil habitantes. Outro ponto positivo é o fato de que na última semana
mais recente, o volume de casos que ainda não foi computado nas não houve macrorregião de saúde com taxa acima de 10 casos por
estatísticas, devido ao tempo necessário para entrada de dados na base 100 mil habitantes, após várias semanas com registros de taxas
de vigilância do SIVEP-gripe. Apesar do número de casos reportados de extremamente altas.
SRAG apresentar-se em redução nas últimas semanas, este modelo de Portanto, estes valores ainda mostram taxas altas de transmissão
avaliação, que se mostrou bastante robusto durante a pandemia, mostra no país e indicam números expressivos para estes casos graves de
que a redução que se apresentava há algumas semanas desacelerou. hospitalização ou óbitos. Ao longo da pandemia, a grande maioria dos
Uma das razões pode ser a heterogeneidade entre diversos casos de SRAG tem acontecido por infecção do vírus SARS-CoV-2.
estados, pois os estados do Amapá, Rio Grande do Norte, Pernambu- No entanto, nos casos reportados para as crianças entre 0 e 9 anos,
co, Alagoas, Sergipe, Bahia, Espírito Santo, Santa Catarina e Rio nos últimos meses, houve também números comparáveis nesta faixa
Grande do Sul apresentaram tendência de aumento de casos de etária de infecções de outros vírus, como vírus sincicial respiratório.
SRAG no mais recente levantamento do Infogripe. Os estados de As medidas de supressão de transmissão que vêm sendo largamente
Minas Gerais, Goiás, Tocantins, Pará, Acre e Piauí têm sinal de recomendadas, como o uso de máscaras, reduzem muito o risco
estabilidade na estimativa de casos de SRAG. Os demais estados, destas infecções de vírus respiratórios e permanecem sendo impor-
incluindo Rio de Janeiro e São Paulo, têm tendência de redução de tantes, uma vez que as incidências são altas. Para a Covid-19, a
número de casos. As estimativas para as taxas de incidência de vacinação também é essencial, especialmente com o esquema de
SRAG em todos os estados da Região Sul (Paraná, Santa Catarina e duas doses ou dose única, a depender do imunizante, pois confere
Rio Grande do Sul), e também em Goiás e Distrito Federal, se situam alto grau de proteção para a prevenção dos casos mais graves.

NÍVEIS DE ATIVIDADE E INCIDÊNCIA DE SÍNDROMES RESPIRATÓRIAS AGUDAS GRAVES (SRAG)

Região UF Casos Taxa Nível

Norte Rondônia 1,5 Alta

Norte Acre 1,2 Alta

Norte Amazonas 1,6 Alta

Norte Roraima 1,0 Alta

Norte Pará 1,5 Alta

Norte Amapá 2,8 Alta

Norte Tocantins 2,6 Alta

Nordeste Maranhão 0,4 Pré-epidêmica

Nordeste Piauí 2,4 Alta

Nordeste Ceará 1,5 Alta

Nordeste Rio Grande do Norte 1,7 Alta

Nordeste Paraíba 2,0 Alta

Nordeste Pernambuco 3,3 Alta

Nordeste Alagoas 1,8 Alta

Nordeste Sergipe 2,6 Alta

Nordeste Bahia 1,4 Alta

Sudeste Minas Gerais 4,8 Alta

Sudeste Espírito Santo 1,4 Alta

Sudeste Rio de Janeiro 4,6 Alta

Sudeste São Paulo 4,7 Alta

Sul Paraná 7,1 Muito alta

Sul Santa Catarina 5,1 Muito alta

Sul Rio Grande do Sul 5,0 Muito alta


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Centro-Oeste Mato Grosso do Sul 3,2 Alta

Centro-Oeste Mato Grosso 1,2 Alta

Centro-Oeste Goiás 7,1 Muito alta

Centro-Oeste Distrito Federal 8,4 Muito alta


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NÍVEL DE SRAG (E INCIDÊNCIA DE CASOS POR 100.000 HAB.)

1,0
RR 2,8
AP

1,6 1,5 1,7


PA 0,4 RN
AM 1,5
MA CE 2,0
PB
2,4
PI 3,3
1,2 PE
AC 2,6 1,8
1,5 TO
AL
RO 2,6
1,4
1,2 SE
BA
MT 8,4
Nível Pré-epidêmica DF

7,1
Epidêmica GO

4,8
Alta MG 1,4
3,2 ES
Muito alta MS
4,7
SP
Extremamente Alta 4,6
7,1 RJ

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PR

5,1
SC

5,0
RS

Leitos de UTI para COVID19


As taxas de ocupação de leitos de UTI Covid-19 para adultos no Saúde do município que todos os leitos municipais de UTI Covid-19 já
SUS mantêm-se em patamares baixos em praticamente todo o país, foram desativados; há leitos em níveis de atenção de menor complexi-
com gradual retirada de leitos orientados ao cuidado à Covid-19 em dade), Maceió (51%), Aracaju (18%), Salvador (26%), Belo Horizonte
vários estados e no Distrito Federal. Comparando dados obtidos no dia (50%), Rio de Janeiro (59%), São Paulo (38%), Florianópolis (57%),
11 de outubro com aqueles obtidos no dia 04 de outubro, merece desta- Campo Grande (21%), Cuiabá (40%) e Goiânia (39%).
que a reversão da tendência de crescimento do indicador que vinha No contexto de melhora do quadro pandêmico geral, temos nos
sendo observada no Espírito Santo nas três semanas anteriores. O preocupado com possíveis reveses e com a identificação de caminhos que
estado permanece na zona de alerta intermediário, mas a taxa caiu de propiciem uma transição segura entre a pandemia e uma nova situação de
75% para 65%. Também deve ser sublinhada a situação do Distrito convivência com a Covid-19, que deve vir a se configurar. A queda expres-
Federal, que se mantém na zona de alerta crítico, com taxa ainda mais siva de vários indicadores da pandemia no país no decorrer de semanas
elevada (na última semana era 83% e passou a 89%), embora parte do seguidas, atribuída fortemente à vacinação, vem se atenuando e parece
aumento no indicador possa ser explicado pela retirada de leitos. remeter para a necessidade de enfrentar novos desafios. A campanha de
Adicionalmente, observou-se uma elevação expressiva do indicador no vacinação tem de garantir o esquema vacinal completo daqueles que só
Ceará (32% para 48%), cuja tendência deve ser acompanhada. receberam uma dose das vacinas AstraZeneca, Coronavac ou Pfizer, ao
Foram registradas reduções nos leitos de UTI Covid-19 para mesmo tempo que precisa ser ampliada junto a grupos resistentes. Além
adultos no SUS em Rondônia, Amazonas, Piauí, Rio Grande do Norte, disso, não pode perder de vista a possibilidade de cobertura das crianças,
Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná, especialmente com o retorno às aulas presenciais.
Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Goiás e Distrito Federal. Além Entretanto, experiências de outros países vêm demonstrando que o
disso, leitos que já não vinham sendo contabilizados no Maranhão sucesso no controle da pandemia neste novo estágio requer, além da
voltaram a ser contabilizados, explicando parcialmente a queda do elevada cobertura vacinal, a associação de outras medidas. Como já
indicador no estado de 32% para 14%. temos dito, o passaporte vacinal é uma política pública de estímulo à
No balanço geral, o Distrito Federal está na zona de alerta crítico vacinação e proteção coletiva. A sua exigência para acesso a locais de
(89%), o Espírito Santo está na zona de alerta intermediário (65%) e os convívio fechados ou com aglomeração propicia maior tranquilidade
vinte e cinco demais estados estão fora da zona de alerta: Rondônia para a retomada de atividades laborais, sociais, culturais e de lazer, na
(36%), Acre (6%), Amazonas (24%), Roraima (27%), Pará (23%), medida em que, potencialmente, reduz o risco de exposição ao vírus
Amapá (11%), Tocantins (27%), Maranhão (14%), Piauí (52%), Ceará nesses ambientes. O uso de máscaras continua sendo, e continuará
(482%), Rio Grande do Norte (35%), Paraíba (25%), Pernambuco ainda por um tempo, uma estratégia importante para se evitar a
(51%), Alagoas (30%), Sergipe (18%), Bahia (28%), Minas Gerais transmissão do vírus. Pode ser flexibilizado em atividades ao ar livre
(23%), Rio de Janeiro (44%), São Paulo (30%), Paraná (46%), Santa que não envolvam aglomeração, mas deve ser incentivado em locais
Catarina (42%), Rio Grande do Sul (56%), Mato Grosso do Sul (20%), fechados ou locais abertos com aglomeração. O distanciamento físico e
Mato Grosso (31%) e Goiás (49%). a higiene constante das mãos também adicionam proteção frente à
Entre as capitais, Brasília (89%) permanece na zona de alerta circulação ainda vigorosa do vírus.
crítico, e Vitória (63%) e Porto Alegre (63%) na zona de alerta intermedi- Além dessas medidas, a retomada de muitas atividades presenciais
ário. Porto Velho e a cidade do Rio de Janeiro deixam a zona de alerta, que foram suspensas durante a pandemia coloca a necessidade de
valendo destacar que, na última, isto ocorre pela primeira vez desde readequar ambientes de convívio, com a instalação de filtros e melho-
que começamos a monitorar o indicador, em julho de 2021. Vinte e res condições de ventilação, além de prever estratégias de vigilância
quatro capitais estão fora da zona de alerta: Porto Velho (57%), Rio epidemiológica, com ampla testagem.
Branco (6%), Manaus (57%), Boa Vista (27%), Belém (0%), Macapá A pandemia ainda está em curso. Estamos avançando, mas não
(12%), Palmas (39%), São Luís (8%), Teresina (51%), Fortaleza (39%), podemos negligenciar cuidados que ainda se fazem fundamentais, para
Natal (37%), João Pessoa (24%), Recife (a taxa específica de Recife evitar reveses e mitigar o risco de surgimento de variantes que desafiem
não foi divulgada, mas consta do Boletim publicado pela Secretaria de o conhecimento até o momento construído.
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TAXA DE OCUPAÇÃO (%) DE LEITOS DE UTI COVID-19 PARA ADULTOS

Rondônia Acre Amazonas Roraima Pará Amapá


100

80

60

40

20

Tocantins Maranhão Piauí Ceará Rio Grande do Norte Paraíba


100

80

60

40

20

Pernambuco Alagoas Sergipe Bahia Minas Gerais Espírito Santo


100
Taxa de ocupação (%)

80

60

40

20

Rio de Janeiro (estado) Rio de Janeiro (capital) São Paulo Paraná Santa Catarina Rio Grande do Sul
100

80

60

40

20

0
jul jan jul jul jan jul
Mato Grosso do Sul Mato Grosso Goiás Distrito Federal
100

80

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60

40

20

0
jul jan jul jul jan jul jul jan jul jul jan jul
Data
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TAXA DE OCUPAÇÃO (%) DE LEITOS DE UTI COVID-19 PARA ADULTOS

27
RR 11
AP

24 23 35
AM PA 14 48 RN
MA CE 25
52 PB
PI 51
6 PE
AC 27 30
36 TO AL
RO 18
28
31 SE
89 BA
MT
DF
49
GO
23
MG 65
20 ES
MS
30
SP
44
46 RJ
PR

42
SC

56
RS Alerta Baixo Médio Crítico

17/07/2020 27/07/2020 10/08/2020 24/08/2020 07/09/2020 21/09/2020 05/10/2020

26/10/2020 09/11/2020 23/11/2020 07/12/2020 21/12/2020 04/01/2021 18/01/2021

01/02/2021 22/02/2021 01/03/2021 08/03/2021 15/03/2021 22/03/2021 29/03/2021

05/04/2021 12/04/2021 19/04/2021 26/04/2021 03/05/2021 10/05/2021 17/05/2021

24/05/2021 31/05/2021 07/06/2021 14/06/2021 21/06/2021 28/06/2021 05/07/2021

12/07/2021 19/07/2021 26/07/2021 02/08/2021 09/08/2021 16/08/2021 23/08/2021


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30/08/2021 06/09/2021 13/09/2021 20/09/2021 27/09/2021 04/10/2021 11/10/2021


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Perfil demográfico: mediana de idade de casos


internados aumenta e de óbitos estabiliza no Brasil
A análise demográfica do boletim desta quinzena traz compa- as internações em UTI, o período de menor mediana foi o mesmo
rações para o período entre a semana epidemiológica (SE) 1 (03 a que o dos óbitos (53 anos), e na SE 39 o patamar foi de 68 anos. A
09 de janeiro) e a SE 39 (26/09 a 02/10)1 de 2021. O cenário atual, média de idade das internações, internações em UTI e óbitos na SE
com o avanço da vacinação entre a população adulta mais jovem e 39 foi, respectivamente: 62,3; 63,7 e 70,8 anos. Após o início da
entre adolescentes, permite a cobertura mais homogênea da vacinação entre adultos jovens, a média e mediana de idade
população. Com isso, os casos graves e fatais voltam a se concen- dos três indicadores – internações gerais, internações em UTI
trar nas idades mais avançadas. A mediana de internações, ou e óbitos – voltaram ao patamar superior a 60 anos. Isto significa
seja, a idade que delimita a concentração de 50% dos casos, que mais da metade de casos graves e fatais ocorrem entre idosos.
chegou ao menor patamar entre a SE 23 (06 a 12/06) e 27 (04 a No entanto, embora a média e mediana de idade para casos
10/07), de 51 anos. Na SE 39 a mediana foi de 67 anos. Para os hospitalizados mantenha tendência de aumento, a média e
óbitos, a menor mediana foi de 58 anos, observada entre a SE 21 mediana de idade dos óbitos encontram-se estáveis há 3 sema-
(23 a 29/05) e SE 24 (13 a 19/06), e na SE 39 foi de 73 anos. Para nas (Figura 1).

1. A análise inclui dados até a semana epidemiológica 39. Os dados da semana epidemiológica 40 ainda se encontram em processamento, pois muitos casos permanecem
abertos, ainda em investigação.

FIGURA 1 - EVOLUÇÃO TEMPORAL DA MÉDIA E MEDIANA DA IDADE DOS CASOS INTERNADOS E ÓBITOS POR COVID-19

Média Mediana
75 75

70 70

65 65

60 60

55 55

50 50
1 3 5 7 9 11 13 15 17 19 21 23 25 27 29 31 33 35 37 39 1 3 5 7 9 11 13 15 17 19 21 23 25 27 29 31 33 35 37 39

Sivep-Gripe, 2021
Semana Epidemiológica Semana Epidemiológica

Internações Internações em UTI Óbitos Internações Internações em UTI Óbitos

FIGURA 2 - DISTRIBUIÇÃO PROPORCIONAL DE CASOS INTERNADOS E ÓBITOS POR COVID-19 EM HOSPITALIZAÇÕES SEGUNDO SEMANA EPIDEMIOLÓGICA. BRASIL, 2021

Casos Internados Óbitos


3.5 4.0

3.0 3.5

3.0
2.5

2.5
2.0
2.0
%
%

1.5
1.5

1.0
1.0

0.5 0.5

0.0 0.0
0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 110 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 110
Idade Idade
Sivep-Gripe, 2021

SE 1 SE 24 SE 39 SE 37 Series38 SE 1 SE 23 SE 39
Observatório Covid-19 SEMANAS
EPIDEMIOLÓGICAS 39 e 40 de 26 de setembro a
8 de outubro de 2021 P.10

Os dados do SIVEP Gripe evidenciam a reversão do rejuvenes- A proporção de casos internados entre idosos, que já
cimento, ocorrido principalmente no primeiro semestre de 2021, esteve em 27% (SE 23, 06 a 12/06), hoje se encontra em 62,1%.
deslocando novamente a curva de hospitalizações para a popula- Já para os óbitos, que encontrou na mesma semana 23 a
ção mais velha, mas em termos relativos (Figura 2). Isto significa menor contribuição de idosos (44,6%), hoje se encontra em
dizer que, no conjunto de internações em enfermarias, em leitos de 78,9% (Figura 3). A inspeção visual da concentração relativa de
UTI, e entre os óbitos, os idosos voltam a se destacar de forma casos internados e óbitos por Covid-19 nas faixas etárias segundo
proporcional. O padrão atual da distribuição de casos internados e semana epidemiológica (Figura 4) ratifica a reversão do rejuvenes-
óbitos é semelhante ao período anterior ao início da vacinação. cimento dos casos internados e óbitos, com concentração substan-
Este cenário sugere que o efeito da vacinação já é perceptível de cialmente maior entre idosos há 6 semanas. Finalmente, ao obser-
forma homogênea na população adulta. A idade, portanto, preci- var as internações em leitos de terapia intensiva (Figura 5), corro-
sa ser considerada como um aspecto de vulnerabilidade. boramos a evidência descrita: mantém-se o panorama de maior

FIGURA 3 - PROPORÇÃO DE CASOS INTERNADOS E ÓBITOS POR COVID-19 SEGUNDO FAIXA ETÁRIA

Casos internados
100%

7.6%

7.7%

8.4%

9.9%
7.0%

7.4%
6.8%

7.2%

7.2%
7.3%

7.0%

7.0%

7.0%

6.7%
7.9%
9.3%

8.3%

10.2%

11.5%

12.7%

13.5%

15.1%

15.8%

16.9%

18.4%

18.6%

18.0%

19.0%
22.1%

16.6%

15.3%

14.8%

15.0%

13.5%

12.5%

11.7%

11.3%

10.3%

10.2%

90%

28.5%

25.5%
38.0%

31.9%
35.4%

19.9%
22.6%

20.2%
40.1%

20.1%

20.8%

22.3%
40.4%
40.1%

23.6%
40.0%

25.7%
38.8%

27.8%
38.6%
37.7%

30.1%
38.2%
38.3%

31.1%

32.7%
38.3%

80%
40.9%

38.9%

34.4%
41.9%

35.8%
40.7%

38.1%

42.4%
38.1%

39.5%

43.1%
41.3%

70%

51.6%
51.2%

50.5%

49.7%
49.8%

47.9%

45.8%
48.3%

60%
46.0%

40.6%

37.7%
43.1%

33.6%
40.9%

30.9%
50%
39.2%
%

30.2%
37.7%
37.2%
37.1%
36.2%
35.8%

36.4%

36.4%

28.8%
34.6%
34.3%

27.8%
33.6%
32.6%

40%

27.2%
31.5%

27.3%
30.6%
29.3%

25.9%

25.0%

23.8%
23.2%

30%

20%

22.8%
22.6%
22.3%

21.2%
21.9%

18.7%
20.4%

17.3%
20.4%
20.2%
20.6%
19.9%
19.9%
18.8%

14.7%
17.8%
17.2%

10%
16.4%

12.7%
13.0%
15.1%

11.7%
14.3%
13.8%

11.0%
13.7%
9.0%

13.2%
12.7%

13.6%
13.6%

13.2%
10.9%

13.3%
13.3%
11.5%

13.1%
10.8%
10.2%

4.5% 2.4%
1.9% 1.9% 2.0% 1.9% 1.7% 1.6% 1.5% 1.4% 1.3% 1.2% 1.2% 1.2% 1.4% 1.5% 1.6% 1.6% 1.7% 1.6% 1.6% 1.5% 1.6% 1.5% 1.7% 1.6% 1.8% 2.0% 2.1% 2.2% 2.4% 2.4% 3.0% 3.3% 3.1% 3.2% 3.3% 3.0% 3.1%
0%
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39
Semana Epidemiológica (2021)

0 a 19 anos 20 a 39 anos 40 a 59 anos 60 a 79 anos 80 anos e mais

Óbitos
100%
17.8%

14.1%

23.7%
33.6%

28.3%

26.8%

26.4%

27.0%

24.0%

22.3%

21.4%

19.8%

17.1%

15.6%

13.5%

12.9%

12.3%

12.3%

12.5%

12.8%

13.0%

13.8%

14.6%

14.4%

15.7%

16.4%

16.7%

18.9%

21.1%

21.7%

25.6%

26.2%

27.4%

29.1%

28.8%

33.6%

33.4%

31.4%

33.3%

90%
49.3%
52.2%

47.4%

43.3%
51.9%

39.2%
51.7%

35.7%

32.6%

30.4%
29.8%

80%
51.3%

31.4%

32.2%

33.8%
50.0%
50.0%

36.7%
48.9%

37.9%
49.5%

40.8%
49.0%

41.2%
48.3%

70%
42.7%

43.5%
49.7%
49.7%

47.2%

44.3%
48.8%

46.2%
44.8%

48.0%

44.5%
46.0%
47.8%

43.9%

60%
44.6%

50%
44.5%
%

43.5%

41.9%

41.0%
41.1%

39.4%
38.8%

40%
35.8%
35.8%

31.9%
32.6%
31.4%

27.7%
28.8%

30%
28.5%

25.4%
28.4%
26.8%
26.9%
25.8%

23.0%
25.2%

22.0%
23.1%
23.4%

20.4%
22.6%

18.7%
20.9%

20%
19.0%
19.6%
19.3%
18.1%

17.0%

17.9%
15.0%
15.8%
15.1%

10%
10.7%
10.7%

10.4%

9.9%

9.8%
9.4%

9.3%

9.4%
9.0%

8.7%
8.5%

8.5%
8.2%

7.8%

7.3%

6.5%
7.7%
7.2%
6.7%
6.4%

6.3%
6.1%

6.0%

6.1%

5.6%
5.6%

4.8%
5.6%

5.7%

4.8%
5.0%

4.0%
4.7%
4.3%

4.4%

3.5%
3.8%

3.8%
3.1%

0%
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39
Semana Epidemiológica (2021)

0 a 19 anos 20 a 39 anos 40 a 59 anos 60 a 79 anos 80 anos e mais


Sivep-Gripe, 2021
Observatório Covid-19 SEMANAS
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FIGURA 4 - CONCENTRAÇÃO RELATIVA DE CASOS INTERNADOS E ÓBITOS POR COVID-19 NAS FAIXAS ETÁRIAS
SEGUNDO SEMANA EPIDEMIOLÓGICA. BRASIL, 2021.

SEMANA EPIDEMIOLÓGICA (2021)


1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39

0 a 4 anos
5 a 9 anos
10 a 14 anos
15 a 19 anos
20 a 24 anos
25 a 29 anos
30 a 34 anos
35 a 39 anos
40 a 44 anos
45 a 49 anos
50 a 54 anos
55 a 59 anos
60 a 64 anos
65 a 69 anos
70 a 74 anos
75 a 79 anos
80 a 84 anos
85 a 89 anos
90 anos e mais
CASOS INTERNADOS

0 a 4 anos
5 a 9 anos
10 a 14 anos
15 a 19 anos
20 a 24 anos
25 a 29 anos
30 a 34 anos
35 a 39 anos
40 a 44 anos
45 a 49 anos
50 a 54 anos
55 a 59 anos
60 a 64 anos
65 a 69 anos
70 a 74 anos
75 a 79 anos
80 a 84 anos
85 a 89 anos

Sivep-Gripe, 2021
90 anos e mais
ÓBITOS

contribuição relativa das faixas etárias mais idosas entre as O aumento progressivo da cobertura vacinal entre adultos
internações em UTI. As faixas etárias de 60 a 69 anos e 70 a 79 jovens está sendo decisivo para uma queda sustentada dos casos.
anos representam os grupos etários de maior contribuição relativa É importante ressaltar que esta evidência ratifica a eficácia das
nas internações em UTI. Vale destacar que esta proporção vacinas aplicadas. Ainda, é preciso reforçar que a vacinação é uma
estabilizou nas últimas semanas. Isto requer especial atenção responsabilidade coletiva, já que os plenamente vacinados
nas próximas semanas, para que se possa verificar se a transi- também protegem os não vacinados, criando uma barreira que
ção da idade dos casos graves e fatais alcançou seu limite, e impede o vírus de ter contato com os suscetíveis. Portanto,
a idade possa então ser enquadrada como um fator de risco mesmo aqueles com esquema vacinal completo precisam
independente. Esta evidência é essencial para a adoção de manter-se preservados, evitando aglomerações.
protocolos diferenciados de rastreamento populacional, A queda de casos e óbitos no Brasil, por um lado, traz certo alívio
incluindo busca de faltosos nas doses de reforço das vacinas e para a população. Isto nos coloca diante de nova perspectiva de
observação de idosos que coabitem em casas com grande densi- análises: uma vez que a queda está ocorrendo progressivamente, é
dade domiciliar. Além disso, esta informação é útil ao gestor, chegada a hora de realizarmos análises por recortes específicos? Em
que pode reorganizar o serviço hospitalar com suporte um cenário em que a pandemia parece regredir, é preciso pensar
adequado a esta população, que possui necessidades especí- que a velocidade de queda é mais lenta para determinados locais
ficas e eventualmente apresenta sintomas diferenciados dos e grupos e, portanto, as ações de vigilância e análise dos territó-
adultos jovens. rios precisa voltar sua atenção para estes locais e grupos.
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FIGURA 5 - INTERNAÇÕES EM UTI POR COVID-19 POR FAIXA ETÁRIA E SEGUNDO SEMANA EPIDEMIOLÓGICA. BRASIL, 2021

30%

25%

20%

15%

10%

5%

0%
SE 1 SE 25 SE 39
0 a 9 anos 10 a 19 anos 20 a 29 anos 30 a 39 anos
40 a 49 anos 50 a 59 anos 60 a 69 anos 70 a 79 anos
80 a 90 anos 90 anos e mais

30%

25%

20%

15%

10%

5%

0%
SE 1 SE 25 SE 39
0 a 9 anos 10 a 19 anos 60 a 69 anos 70 a 79 anos
80 a 90 anos 90 anos e mais 20 a 29 anos 30 a 39 anos
40 a 49 anos 50 a 59 anos
Sivep-Gripe, 2021
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O avanço da vacinação e a distribuição de imunizantes


Os dados das Secretarias Estaduais de Saúde apontam que no doses de vacinas, com 59% destas destinadas à primeira dose,
Brasil mais de 250 milhões de doses de vacinas foram aplicadas, o 39,6% destinadas à segunda dose e 1,4% destinadas à terceira dose
que representa a imunização de 70,3% da população do país com a (reforço ou adicional). O estado do Mato Grosso do Sul apresenta o
primeira dose e 47,2% da população com o esquema de vacinação maior percentual de doses destinadas a completar o esquema vacinal
completo. (segunda dose ou dose única), com 43,8%, e ainda o maior percentu-
Em todos os estados, mais da metade da população já tomou al de terceiras doses, com 3,9%. O estado de São Paulo e Rio Grande
pelo menos uma dose do imunizante. O estado de São Paulo do Sul são os outros dois estados que apresentam mais de 40% das
apresenta quase 90% da população com vacinação de primeira dose, doses destinadas a completar o esquema vacinal.
e 60,8% da população com vacinação completa. Os estados de Os dados do Ministério da Saúde (tabela 2) apontam que mais de
Roraima e o Pará apresentam percentual de vacinação de cerca de 310 milhões de doses de imunizantes foram distribuídas aos estados,
50% para primeira dose, Roraima ainda tem o menor percentual de e que 93,6% destes já foram destinados aos municípios para aplica-
pessoas com o esquema vacinal completo, cerca de 25%. ção. Dentre as 27 Unidades da Federação, os estados do Rio Grande
O sistema do oficial do Ministério da Saúde não dispõe de do Norte e Roraima apresentam o menor percentual de repasses de
informações segundo Unidades da Federação para terceiras doses. imunizantes para os municípios.
Desse modo, utilizou-se a plataforma coronavirusbra1, que tem O planejamento, a comunicação e a informação são aspectos
feito o levantamento das informações junto as secretarias estaduais, fundamentais e constituem estratégia para alcançar a meta nacional,
para elaboração da tabela abaixo. Os dados apontam que foram que pode garantir, no menor tempo possível, proteção para toda a
aplicadas, até o dia 13 de outubro de 2021, mais de 254 milhões de população brasileira e o sucesso do Plano Nacional de Imunização.

PERCENTUAL DA POPULAÇÃO VACINADA

Brasil Rondônia Acre Amazonas Roraima Pará


100

70,04
70 62,79 59,40 59,92
50,89 51,16
50 46,44
36,42 37,96
33,28 32,61
30 25,10

Amapá Tocantins Maranhão Piauí Ceará Rio Grande do Norte


100

64,57 68,11 68,52


70 61,84 57,50
53,57
50 44,21 43,32
34,82 35,95 35,68
30 25,41

Paraíba Pernambuco Alagoas Sergipe Bahia Minas Gerais


100

69,36 67,84 69,81 67,02 70,47


70 62,96
Percentual

50 42,55
38,05 40,67 41,71 40,60
36,16
30

Espírito Santo Rio de Janeiro São Paulo Paraná Santa Catarina Rio Grande do Sul
100
79,62
70,86 70,26 71,76 72,08 73,07
70
60,83
49,83 52,80
50 46,95 43,90 45,16

30

0
jan abr jul out jan abr jul out
Mato Grosso do Sul Mato Grosso Goiás Distrito Federal
100

67,93 67,70 71,81


70 64,56
59,97
50
38,61 39,83 44,16 Dose aa 1a dose aa 2a dose
30

0
jan abr jul out jan abr jul out jan abr jul out jan abr jul out
Data
Observatório Covid-19 SEMANAS
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TABELA 1 - DOSES APLICADAS, PERCENTUAL SEGUNDO DOSE VACINAL E DIFERENÇA PERCENTUAL ENTRE AS DOSES

% doses
Doses Dose 2 % doses destinadas a % terceira
UF Dose 1 / Dose única Dose 3 destinadas a segunda dose dose
aplicadas primeira dose e dose única

BRASIL 254.426.529 150017038 100864092 3545399 59,0 39,6 1,4


ACRE 850301 539266 309123 1912 63,4 36,4 0,2
ALAGOAS 3376475 2122889 1227589 25997 62,9 36,4 0,8
AMAZONAS 4230571 2565865 1640876 23830 60,7 38,8 0,6
AMAPÁ 700364 471303 226080 2981 67,3 32,3 0,4
BAHIA 16413540 10088459 6157191 167890 61,5 37,5 1,0
CEARÁ 10626634 6331670 4212403 82561 59,6 39,6 0,8
DISTRITO FEDERAL 3695068 2225023 1416541 53504 60,2 38,3 1,4
ESPÍRITO SANTO 5052856 2921534 1975422 155900 57,8 39,1 3,1
GOIÁS 7832199 4888962 2888255 54982 62,4 36,9 0,7
MARANHÃO 6775835 4124834 2594406 56595 60,9 38,3 0,8
MINAS GERAIS 24772723 15215546 9342861 214316 61,4 37,7 0,9
MATO GROSSO DO SUL 3857992 1934155 1719028 204809 50,1 44,6 5,3
MATO GROSSO 3716514 2311424 1388145 16945 62,2 37,4 0,5
PARÁ 7416065 4499484 2867829 48752 60,7 38,7 0,7
PARAÍBA 4558171 2906161 1609169 42841 63,8 35,3 0,9
PERNAMBUCO 10720745 6593843 4015375 111527 61,5 37,5 1,0
PIAUÍ 3513139 2210875 1297137 5127 62,9 36,9 0,1
PARANÁ 14296298 8332722 5829811 133765 58,3 40,8 0,9
RIO DE JANEIRO 20493873 12282740 7697425 513708 59,9 37,6 2,5
RIO GRANDE DO NORTE 4058844 2449690 1572163 36991 60,4 38,7 0,9
RONDÔNIA 1831521 1142016 673667 15838 62,4 36,8 0,9
RORAIMA 507285 333975 170890 2420 65,8 33,7 0,5
RIO GRANDE DO SUL 14688797 8390998 6112243 185556 57,1 41,6 1,3
SANTA CATARINA 9034471 5319601 3627281 87589 58,9 40,1 1,0
SERGIPE 2650573 1635574 986168 28831 61,7 37,2 1,1
SÃO PAULO 67179520 37182293 28740640 1256587 55,3 42,8 1,9
TOCANTINS 1576155 996136 566374 13645 63,2 35,9 0,9

Fonte: : https://coronavirusbra1.github.io/ 29/09/2021

TABELA 2 - DOSES DISTRIBUÍDAS AOS ESTADOS E REPASSADAS AOS MUNICÍPIOS

UF DOSES DISTRIBUÍDAS PELO DOSES DISTRIBUÍDAS PELOS PERCENTUAL DE


MINISTÉRIO DA SAÚDE AOS ESTADOS ESTADOS AOS MUNICÍPIOS REPASSE

BRASIL 310.418.347 290.548.288 93,6


ACRE 1.263.040 1.061.927 84,1
ALAGOAS 4.513.715 3.914.686 86,7
AMAZONAS 5.721.720 4.904.069 85,7
AMAPÁ 1.103.690 1.062.807 96,3
BAHIA 21.026.557 19.919.128 94,7
CEARÁ 12.980.478 12.358.676 95,2
DISTRITO FEDERAL 4.603.791 4.603.791 100,0
ESPÍRITO SANTO 6.063.390 6.048.843 99,8
GOIÁS 10.028.010 9.232.243 92,1
MARANHÃO 9.345.345 8.562.669 91,6
MINAS GERAIS 32.262.949 30.230.920 93,7
MATO GROSSO DO SUL 4.252.745 4.262.026 100,2
MATO GROSSO 4.849.311 4.765.709 98,3
PARÁ 11.179.475 11.016.374 98,5
PARAÍBA 5.798.495 5.197.411 89,6
PERNAMBUCO 13.471.920 13.009.832 96,6
PIAUÍ 4.519.205 4.273.932 94,6
PARANÁ 17.128.390 16.691.905 97,5
RIO DE JANEIRO 26.796.523 26.447.399 98,7
RIO GRANDE DO NORTE 5.030.680 3.201.462 63,6
RONDÔNIA 2.451.088 2.199.056 89,7
RORAIMA 843.703 567.285 67,2
RIO GRANDE DO SUL 17.684.086 17.386.326 98,3
SANTA CATARINA 10.956.404 10.323.216 94,2
SERGIPE 3.232.985 3.154.070 97,6
SÃO PAULO 71.179.607 68.612.404 96,4
TOCANTINS 2.131.045 2.143.913 100,6

Fonte: : https://qsprod.saude.gov.br/extensions/DEMAS_C19VAC_Distr/DEMAS_C19VAC_Distr.html 14/10/2021


Observatório Covid-19 SEMANAS
EPIDEMIOLÓGICAS 39 e 40 de 26 de setembro a
8 de outubro de 2021 P.15

FOTO: THOMSON REUTERS


Lições de Singapura e Inglaterra – combinar
vacinação com reabertura lenta e cautelosa
Desde o início da Pandemia por Covid-19, as estratégias de outros países continuam combinando a vacinação com outras
enfrentamento adotadas pelo governo de Singapura foram conside- medidas, como passaporte de vacinas e uso de máscara, a Inglaterra
radas como um exemplo de sucesso. O país fechou suas fronteiras, optou por uma estratégia que foca exclusivamente nas vacinas. Vale
realizou ampla testagem e rastreamento de casos na população e foi destacar que, inicialmente, a Inglaterra foi um dos primeiros países
um dos primeiros países da Ásia a solicitar vacinas. Atualmente, na lista de percentual da população com esquema vacinal completo.
Singapura volta a se apresentar como um exemplo para o enfrenta- Contudo, este número parece estar avançando com uma velocidade
mento da Pandemia, desta vez mostrando que a vacinação, ainda cada vez menor, quase que estabilizado na faixa entre 60% e 70%.
que importante, não deve se constituir como estratégia isolada. O mundo aguarda a chegada do dia em que o fim da Pandemia
Apesar de já ter alcançado 83% de cobertura da sua população seja declarado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Convém
com esquema vacinal completo, em setembro o país voltou a perceber, no entanto, que a Covid-19 poderá ser considerada uma
registrar uma elevação no número de casos. Os hospitais voltaram a doença endêmica e sazonal, com a qual teremos que aprender a
apresentar saturação na capacidade de atendimento, com longas conviver. Os exemplos de Singapura e da Inglaterra nos dão algumas
filas nos setores de emergência. Diante disso, o governo restabele- evidências de que trabalhar com a vacina como estratégia isolada
ceu a adoção de medidas restritivas e de distanciamento físico e não é o mais apropriado, não se devendo naturalizar os elevados
social. A vacina protege a população de casos graves (que levam à valores de óbitos e casos registrados por semana na Inglaterra.
internação e/ou óbito), mas não evita a circulação do vírus. Soma-se Experiências de outros países já vêm demonstrando que o sucesso
a isso a presença da variante Delta, altamente transmissível. Neste no controle da pandemia neste novo estágio requer, além da elevada
sentido, a atual estratégia do país consiste em revisar suas cobertura vacinal, a associação de outras medidas.
restrições e realizar ajustes de acordo com a situação epidemiológi- Como já temos dito, o passaporte vacinal é uma estratégia de
ca, sendo considerada a necessidade do uso de máscaras, da limita- política pública de estímulo à vacinação e proteção coletiva. A sua
ção de viagens e do distanciamento físico e social até 2024 . exigência para acesso a locais de convívio fechados ou com aglome-
O exemplo de Singapura, que caminha no sentido de uma ração propicia maior tranquilidade para a retomada de atividades
reabertura lenta e cautelosa, contrasta com exemplos de outros laborais, sociais, culturais e de lazer, pois reduz o risco de exposição
países, como a Inglaterra, que determinou uma data específica (19 ao vírus nesses ambientes. O uso de máscaras continua sendo, e
de julho) para a suspensão de todas as medidas de distanciamento continuará ainda por um tempo, uma estratégia essencial para se
físico e social, do uso de máscaras, bem como dos limites para o evitar a transmissão do vírus. Com pelo menos 80% da população
número de pessoas em eventos em ambientes abertos ou fechados. com esquema vacinal completo, seu uso pode ser flexibilizado em
Naquela data, o país havia alcançado cobertura populacional de 54% atividades ao ar livre que não envolvam aglomeração, mas deve ser
com o esquema vacinal completo. Atualmente, o país apresenta exigido em locais fechados ou locais abertos com aglomeração. O
registros de mais de 500 mortes e entre 150.000 e 200.000 casos distanciamento físico e higiene constante das mãos também adicio-
confirmados de Covid-19 por semana, muitos dos quais possivel- nam proteção frente à circulação ainda vigorosa do vírus. Além
mente resultarão na Covid longa . dessas medidas, a retomada de muitas atividades presenciais que
A Inglaterra não é a única a enfrentar o desafio da elevada foram suspensas durante a pandemia coloca a necessidade de
transmissibilidade da variante Delta, que responde por quase todos readequar ambientes de convívio com filtros ou melhores condições
os casos na Europa. Entretanto, diferentemente de países vizinhos de ventilação e prever estratégias de vigilância epidemiológica, com
próximos, como Alemanha, França e Espanha, todos com estudan- ampla testagem.
tes de volta às aulas e reabertura de instalações de negócios e lazer, A pandemia ainda está em curso. Estamos avançando, mas não
a Inglaterra apresenta uma das maiores cargas virais de Covid-19 na podemos negligenciar cuidados que ainda são fundamentais para
Europa, apesar de possuir um bom sistema de saúde. Ao que tudo evitar reveses e mitigar o risco de surgimento de variantes que
indica, o resultado está associado a estratégias utilizadas. Enquanto desafiem o conhecimento até o momento construído.

1. https://www.nytimes.com/2021/10/08/world/asia/singapore-vaccine-covid.html?referringSource=articleShare
2. https://www.theguardian.com/commentisfree/2021/oct/07/england-vaccine-just-plus-europe-covid

EXPEDIENTE | Boletim Observatório Covid-19é uma publicação do Observatório Covid-19 /Fiocruz.


Presidente: Nísia Trindade Lima • Assessoria de Relações Institucionais: Valcler Rangel Fernandes • Observatório Covid-19: Carlos Machado de Freitas, Christovam
Barcellos, Daniel Antunes Maciel Villela, Gustavo Corrêa Matta, Lenice Costa Reis, Margareth Crisóstomo Portela, Diego Ricardo Xavier, Raphael Guimarães, Raphael
de Freitas Saldanha, Isadora Vida Mefano • Coordenação de Comunicação Social - Coordenação: Elisa Andries • Edição: Regina Castro • Revisão: Gustavo de Carvalho
• Estagiária de Comunicação: Ana Flávia Pilar • Edição de Arte: Guto Mesquita

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