Você está na página 1de 5

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ

DEPARTAMENTO DA TEORIA E PRÁTICA DA EDUCAÇÃO


FACULDADE DE EDUCAÇÃO 2021.2

LUCAS DA ROCHA FERREIRA

INICIAÇÃO Á CIÊNCIA E Á PESQUISA

PARANÁ

2021
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ
DEPARTAMENTO DA TEORIA E PRÁTICA DA EDUCAÇÃO
FACULDADE DE EDUCAÇÃO 2021.2

LUCAS DA ROCHA FERREIRA

RA 125361

Resumo apresentado à
disciplina de Iniciação à
Pesquisa Científica do
curso de Pedagogia EaD
da Universidade Estadual
de Maringá.

PARANÁ

2021
Capítulo 1

O texto'' Iniciação à ciência e á pesquisa, a construção do Conhecimento''


de Ana Cristina Teodoro da Silva e Luzia Marta Bellini explora diversos
aspectos, dentre eles, o 1 capítulo é ilustrado por dois polos Epistemológicos
de fontes de conhecimentos. O primeiro, definido como senso comum que de
acordo com o texto é caracterizado pelo conhecimento prévio espontâneo, um
saber denominado e resultante de diversas experiências. Além disso, dentre
suas muitas características a subjetividade é um grande protagonista parta sua
difusão, pois um conhecimento subjetivo é enraizado em uma condição
específica de ideias.
A heterogeneidade também é um aspecto muito individualizador dessa
linha de raciocínio do conhecimento, porque de acordo com as rotulações do
senso comum ele sempre estará baseado por uma diversificação de fatos e
interpretações múltiplas, fator resultante de uma individualidade de
experiências. Outra característica que é muito interdisciplinar ás experiências, é
a refinação na estruturação da construção das ideias através de um método
qualitativo, que de acordo ao expressado no artigo, pode-se dizer que
diretamente fundado à coleta de dados narrativos, são analisados com base
nas experiências individuais.
O conhecimento fundado do senso comum é um saber ametódico e
asistêmico, ou seja, um conhecimento que não segue uma linha racional de
fatos e dúvidas e sim uma caracterização de pensamento empírico. Em relação
à sua leve comparação com as ideias tradicionais é correto afirmar que o senso
comum é rotulado por diversas ideologias por sua estreita carga histórica, pois
a forma pelo qual ambos pensamentos, sejam eles, tradicionais e fundados no
senso comum se perpetuam na sociedade, ambos de forma interdisciplinar
caracterizam e reforçam sua semelhança.
A ciência contracorrente ao senso comum é caracterizada uma fonte de
conhecimento fundada na objetividade e racionalidade inexistentes no senso
comum. Ambas características ilustram sua raiz homogênea baseada nas
busca das leis gerais através da cientificidade. Enraizada na revolução
científica a ciência surgiu em meados do século XV caracterizada pela
instrumentalização e oposição ao senso comum. Um aspecto que separa o
senso comum do pensamento científico é a racionalidade, que se baseia nas
suas leis gerais de métodos quantitativos e realiza uma grande análise dos
fatos através das leis gerais.
Portanto, segundo o artigo, a sociedade de forma geral é definida como
um meio de ideias pluralistas, ou seja, o pensamento científico é um opositor
ao senso comum e que está sempre sendo revisto, atualizado e redefinido. O
senso comum é uma corrente de pensamento diretamente ligado ás suas
próprias certezas empíricas. Ambas caracterizam os respectivos processos
históricos, políticos e sociais na construção do saber idealista de uma forma
diferente de pensar.

O capítulo 2

O 2º capítulo do artigo escrito por Luiza Marta Bellini explora uma grande
discussão à cerca dos debates das ciências contemporâneas e os dilemas na
investigação educacional.  A autora deixa explícito as 3 dimensões
relacionadas à discussão sobre a ciência. A primeira denominada Filosofia da
Ciência, que de acordo com o artigo faz uma breve reflexão sobre os métodos
científicos criados no século XVII, suas definições, conceitos e principalmente
críticas aos métodos de diversos pensadores sobre a ciência.
O método indutivo sofreu diversas análises posteriores em relação a sua
definição, pois enquanto alguns autores o colocavam como principal pilar da
ciência por ser estruturado através de uma coleção de dados, outros, como por
exemplo Popper, refletia em contrapartida sua análise baseada nas hipóteses,
a ciência é um conjunto de hipóteses provindas de um olhar. Alguns autores
entre outros em determinados momentos específicos da idade moderna tro uxe
uma redefinição sobre seu olhar ao novo conceito da ciência.
A segunda dimensão explorava pela autora é em relação a
epistemologia do conhecimento por Piaget.  Em sua teoria ele impõe destaca a
importância da definição de todos campos científicos através apenas de um
mesmo método, embora apresentem epistemologia diferentes umas das
outras. 
Um exemplo notório dessa análise é em relação as diversas disciplinas de
ensino, Matemática, ciências sociais, biologia etc.  A matemática não precisa
de uma relação experimental como a ciência exige nos conhecimentos
biológicos, ela por si só se estrutura através apenas da lógica, fato
diferentemente das ciências sociais, que de acordo com sua grande carga
histórica e cultural
do indivíduo necessitam  de uma análise e reflexão mais indutiva. A ciência é
um conjunto métodos que similares ou não, podem ser diferenciados através
da sua epistemologia enraizada através da lógica, indução, experimentação
etc. 
A terceira e última dimensão caracterizada pelo debate das ciências
contemporâneas na educação. No Brasil teve seu início no século XX como
marcante data de investigações no campo educacional. Alguns autores como
Auguste Comte criaram suas teorias embasadas em uma análise da ciência
como um aspecto positivo. Uma análise intelectual justificada pela idealização
não apenas os fenômenos naturais mas também sociais através da imaginação
e argumentação entendidos como soluções para o estado metafísico das
questões ingênuas da sociedade, ou seja, uma crítica aos modelos dedutivos e
empíricos sobre os fenômenos científicos. Existem diversas maneiras de iniciar
uma produção científica de um paradigma teórico metodológico, embora
atualmente existem diversos conflitos políticos sobre as teorias e seus
desenvolvimentos no debate epistemológico. 

Referências Bibliográficas

SILVA, A. C. T. D; BELLINI, Luiza Marta. INICIAÇÃO À CIÊNCIA E À


PESQUISA: A construção do conhecimento . 1. ed. Maringá : EDUEM, 2009. p.
13-38.

Você também pode gostar