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Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por SILVIA ABRAHAO DE ALMEIDA MELLO e Tribunal de Justica do Estado de Sao

Paulo, protocolado em 08/02/2021 às 17:07 , sob o número 10001721520218260025.


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Sílvia Abrahão de Almeida Mello


Advogada
Excelentíssima Senhora Doutora Juiza de Direito da Vara Única da
Comarca de Angatuba/SP

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PAULO ALEXANDRE ROCHA, brasileiro, casado, autonomo, portador do
RG n.º 30.545.465-1, inscrito no CPF n.º 218.973.208-50 e RITA DE
CASSIA SOUSA ROCHA, brasileira, casada, portadora do RG n.º
56.053.488-7, inscrita no CPF sob o n.º 017.374.043-03, com endereço na Rua
Serra de Santa Maria n.º 97, Centro, na cidade de Carapicuiba/SP, CEP 06362-
050, vem por sua advogada que esta subscreve com o devido acato perante
Vossa Excelência, ajuizar a presente ação de
OBRIGAÇÃO DE FAZER C/C DANOS MORAIS COM PEDIDO DE
ANTECIPAÇÃO DE TUTELA
em face de ELEKTRO ELETRICIDADE E SERVIÇOS S/A, CNPJ
02.328.280/0001-97,com endereço à Rua Ary Antenor de Souza, 321, Jardim
Nova America, CEP 13053-024, Campinas – SP, pelos motivos de fato e de
direito a seguir expostos:

DOS FATOS

Rua Irmãos Basile n.º 524, piso térreo, sala 3, Centro. Angatuba/SP. CEP 18240-000. Tel. 15 997 486 486
e-mail: silvia_abrahao@adv.oabsp.org.br
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Advogada
Os requerentes adquiriram uma gleba rural sem benfeitorias, denominado
Chácara Rio Verde de Espinosa MG, no Bairro dos Mineiros, com àrea de
30.953,26 m², objeto da matrícula n.º 14.888 devidamente inscrito no Oficial

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de Registro de Imóveis e Anexos, Angatuba/SP, segundo consta na cópia da
matrícula em anexo, imóvel este comprado pelo valor de R$ 132.367,34
(cento e trinta e dois mil, trezentos e sessenta e sete reais e trinta e quatro
centavos), sendo uma entrada de R$ 2.816,33 (dois mi, oitocentos e dezesseis
reais e trinta e três centavos) e 46 parcelas de R$ 2.000,00 (dois mil reais).
Os requerentes moram em um imóvel em que pagam aluguel, junto com seu
filho e tem o interesse de residir naquele imóvel.
Acontece que quer começar a construção da sua sonhada casa própria neste
terreno o qual comprou e esta pagando com a ajuda de seus familiares, para
que possam enfim sair do aluguel e passar a residir nesta casa.
Entrou em contato com a requerida, para requerer a instalação de energia
elétrica, sob o protocolo n.º 202058191222258, e quando procurou a agência
de atendimento presencial da requerida, foi informada de que tal requerimento
foi negado, pois o loteamento seria ilegal e irregular, porém a atendente não
forneceu nenhuma negativa por escrito, somente verbalizou e alegou que era
o que constava em seu sistema naquela ocasião.
Porém, sem energia elétrica não é possível que os requerentes possam se
mudar com seus familiares, pois não poderá sequer ligar uma geladeira, ou o
motor da bomba do poço para captação de água, e nem podem começar
qualquer construção pela falta de energia elétrica.

DO DIREITO

O presente litígio versa, à evidência, sobre relação de consumo envolvendo,


de um lado, os autores, na qualidade de consumidora e, de outro lado, a
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empresa ré, como fornecedora de produtos e serviços no mercado. Assim, de
rigor a aplicação do Código de Defesa do Consumidor.
A requerida não poderá alegar que a recusa no fornecimento de energia se deu

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pelo fato de tratar-se de loteamento clandestino, bem como depender de
autorização de passagem.
Consta dos autos a matrícula do imóvel sob nº 14.888 denominado Chácara
Rio Verde Pequeno de Espinosa MG, localizado no bairro do Mineiros, esta
devidamente inscrito no cadastro ambiental rural, sendo prenotada a aquisição
dos autores como proprietários do imóvel em 18/10/2019, adquirido de
IRMÃOS MODOLO SPE LTDA.
Observa-se que não há o que se falar em loteamento irregular, notando-se que
o imóvel esta regularizado na propriedade dos autores, cadastrado no
tabelionato local, registrado no INCRA,bem como no Cadastro Ambiental
Rural.
Logo, não há que se falar em loteamento clandestino, ao menos não com
relação à pretensão da autora e sob o imóvel de matricula nº.14888.
Entretanto, mesmo se fosse caso de loteamento clandestino, é certo que tal
irregularidade, ainda que restasse comprovada, não serviria de impedimento
ao fornecimento do serviço de energia elétrica, ante a sua essencialidade.
Nesta senda, sabe-se que o direito aos serviços de energia elétrica, além de ser
encarado como elemento essencial à vida moderna digna, assim como a saúde
e educação, tendo em vista a sua extrema relevância, está intrinsecamente
ligado à preservação da dignidade da pessoa humana,princípio basilar da
República Federativa do Brasil (art. 1°,III, CF), que deve pautar, inclusive, as
políticas públicas.
A propósito, o E. Tribunal de Justiça de São Paulo já se manifestou nesse
sentido:

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APELAÇÃO – AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER
– LIGAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA EM IMÓVEL
SITUADO EM LOTEAMENTO IRREGULAR –
NEGATIVA DA CONCESSIONÁRIA POR

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AUSÊNCIA DE APRESENTAÇÃO DE
DOCUMENTOS ESSENCIAIS PARA A LIGAÇÃO
EM ÁREA RURAL - SERVIÇO DE NATUREZA
ESSENCIAL QUE JÁ VEM SENDO FORNECIDO À
VIZINHANÇA– CORRETA A PROCEDÊNCIA DO
PLEITO EM ATENÇÃO AOS PRINCÍPIOS DA
ISONOMIA E DA DIGNIDADE DA PESSOA
HUMANA – SENTENÇA MANTIDA – CABÍVEL A
MAJORAÇÃO DE HONORÁRIOS EM GRAU
RECURSAL - APELO DESPROVIDO. (TJSP;
Apelação Cível 1000378-94.2019.8.26.0220; Relator
(a): Cesar Luiz de Almeida; Órgão Julgador: 28ªCâmara
de Direito Privado; Foro de Guaratinguetá - 3ª Vara;
Data do Julgamento: 27/02/2020; Data de Registro:
27/02/2020)

"PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS – FORNECIMENTO


DE ENERGIA ELÉTRICA – AÇÃO DE
OBRIGAÇÃO DE FAZER c/c INDENIZAÇÃO –
Loteamento irregular - Exigência de registro imobiliário
- Descabimento - Óbice ao fornecimento de energia
elétrica – Inexistência – Serviço essencial e prevalência
da preservação da dignidade da pessoa humana –
Danos morais não caracterizados – Indenização
indevida - Ação procedente – Recurso parcialmente
provido." (TJSP; Apelação Cível nº 1000566-
70.2018.8.26.0431;Órgão julgador: 35ª Câmara de
Direito Privado; Relator(a): Melo Bueno; Data
julgamento: 17/10/2019).

"AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER - PEDIDO DE


FORNECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA -
LOTEAMENTO IRREGULAR - OPOSIÇÃO DO
MINISTÉRIO PÚBLICO DE 1º GRAU FUNDADA
NA CELEBRAÇÃO DE TERMO DE
AJUSTAMENTO DE CONDUTA COM A
CONCESSIONÁRIA,CONDICIONANDO O
FORNECIMENTO DO SERVIÇO À PROVA DA
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REGULARIDADE DO LOTEAMENTO
IRREGULARIDADE QUE NÃO PODE
RESTRINGIR OU OBSTAR DIREITO DA PESSOA
DE ACESSO A BEM DE USO ESSENCIAL -

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AUSÊNCIA DE PROVA DE MÁ-FÉ DA AUTORA -
CUSTEIO DA INFRAESTRUTURA QUE NÃO
PODE RECAIR SOBREO USUÁRIO- ALTERAÇÃO
DA DISCIPLINA DE SUCUMBÊNCIA. - Apelação do
Ministério Público desprovida. - Apelação da autora
provida.” (TJSP; Apelação/Reexame
Necessário1003406-50.2016.8.26.0099; Relator (a):
Edgard Rosa; Órgão Julgador: 25ªCâmara de Direito
Privado; Foro de Bragança Paulista - 4ª Vara Cível; Data
do Julgamento: 10/11/2016; Data de Registro:
01/12/2016).

Nesse passo, para que um indivíduo possa usufruir do direito social à moradia
com plenitude ou, no caso em epígrafe, poder se mudar para a sua casa própria.
Deve, essa moradia, ser devidamente adequada, de forma a garantir à pessoa
e à sua família um nível de vida adequado, com alimentação, vestimenta e a
contínua melhoria de suas condições.
A existência (in casu) ou não de matrícula é matéria que não tem qualquer
correlação como serviço de energia elétrica, serviço básico e essencial para
subsistência da pessoa.
A mera irregularidade na constituição de loteamento não impede a obrigação
da prestação do serviço de energia elétrica de forma adequada, eficiente e
contínua (art. 22, caput, do CDC), uma vez que se trata de bem essencial e
necessário para a qualidade de vida das pessoas (art. 6°, da Lei n° 8.987/95).
É importante ressaltar o princípio da dignidade da pessoa humana que surge
como uma conquista em determinado momento histórico. Trata-se de tutelar
a pessoa humana possibilitando-lhe uma existência digna, aniquilando os
ataques tão frequentes à sua dignidade”.
A concepção dominante no pensamento filosófico atual é o elaborado por
Kant, que muito colaborou para obtermos os Direitos Humanos positivados
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em nossa Constituição. Para ele, o homem tem consciência de seus atos e isso
lhe traz responsabilidade, sendo assim livre e capaz de fazer sua própria lei.
A liberdade proclamada, por este pensador, é fundamento de todo o seu

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pensamento e concretiza a ideia de homem como um ser livre e autônomo,
com capacidade de fazer, criar suas próprias leis.
Para Kant o ser humano, o homem, jamais pode ser utilizado como meio para
a vontade de outros, mas sempre como um fim, “existe como um fim em si
mesmo, não só como meio para o uso arbitrário desta ou daquela vontade.
Pelo contrário, em todas as suas ações, tanto nas que se dirigem a ele mesmo,
como nas que dirigem aos outros seres racionais, ele tem de ser considerado
simultaneamente como fim” (KANT, 2000, p 68).
Diante disso, o ser humano não pode ser empregado como simples meio,
objeto de valor, distinguindo-se dos demais por ter racionalidade, sendo capaz
de elaborar e seguir as próprias Leis. Possui fim em si mesmo, não é coisa
apta a ser valorada. O ser humano, como um fim em si mesmo e sujeito de
dignidade, é posto acima de todas as coisas, e até mesmo, do próprio Estado.

DA ANTECIPAÇÃO DA TUTELA DE URGÊNCIA

Nos termos do artigo 300 do Código de Processo Civil, a concessão da tutela


de urgência se dá mediante o preenchimento de dois requisitos, a saber, a
probabilidade do direito e o perigo de dano ou de risco ao resultado útil ao
processo.
No que se refere à probabilidade do direito, trata-se da “plausibilidade de
existência desse mesmo direito. O bem conhecido fumus boni iuris (ou fumaça
do bom direito).
O magistrado precisa avaliar se há 'elementos que evidenciem' a probabilidade
de ter acontecido o que foi narrado e quais as chances de êxito do demandante

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(art. 300 do CPC)” (Fredie Didier Jr. e outros, In “Curso de Direito Processual
Civil”, v. 2, Juspodivm, pp. 609-609).
Já o perigo de dano significa averiguar se a demora natural e intrínseca ao

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tramitar processual trará mais danos ao requerente ou à efetividade da tutela
pretendida quando comparado com os danos a serem suportados ao requerido
em caso de concessão da medida.
No presente caso tais requisitos encontram-se devidamente preenchidos, pois
é evidente a ocorrência de perigo de dano considerando a essencialidade do
serviço de energia. Quanto à probabilidade do direito, os autores
demonstraram a verossimilhança de que tem a posse legítima do imóvel, bem
como de que possui estrutura suficiente a viabilizar a ligação de energia pela
requerida. O contraditório indicará se a recusa da ré, de fato, mostrou-se
legítima ou não, o que não é o caso em questão.

DO DANO MORAL

No que tange ao dano moral, resta caracterizado na presente ação, porquanto


ao fornecedor do serviço, ora Requerida cabe suportar o risco do negócio e
atividade, bem como o dever de indenizar o consumidor nos casos decorrentes
da falha na prestação dos serviços, ou no caso em tela, em que vem se negando
em fornecer a energia elétrica à requerente.
Indubitável que a requerida gerou grande descontentamento aos requerentes,
em razão de estar se negando a prestação de serviços, transtornando ao mesmo
e exigindo-lhe dispêndio de tempo e paciência, sem sucesso, suficientes para
gerar o direito à reparação do dano moral.
Note-se que os transtornos ocasionados e que ainda ocasionam aos
Requerentes não são meros dissabores inerentes à vida em sociedade, mas sim
uma contumaz prática da Requerida, pois já houve decisão acerca do mesmo

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litígio nesta comarca no processo n.º 0000084-28.2020.8.26.0025, além do
processo n.º 1000563-04.2020.8.26.0025, o qual já houve a instalação de
energia elétrica, e já transitou em julgado.

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A comprovação do dano moral é inexigível por quaisquer provas. Decorre de
conduta culposa da empresa Requerida quando esta deixa de se acautelar e
diligenciar com presteza e eficácia, visando solucionar o problema do
consumidor.
Cumpre à empresa prestadora de serviço organizar melhor seus serviços, com
diligência e aptidão necessárias ao resguardo da honra e respeitabilidade para
com o usuário de seus serviços.
Desse modo, a fissura e o abalo no espírito da pessoa que se sente lesada são
bastante para caracterizar o dano moral.
Sabe-se que as empresas fornecedoras de energia elétrica usam e abusam do
seu poder de império frente aos usuários prestando serviços de má qualidade.
Da mesma forma, é notório que os montantes obtidos a título de indenizações
por usuários frente às novas “Companhias das Índias” – ou seja, as Operadoras
de Telefonia - são muitas vezes tímidas, irrisórias, não causando qualquer
sentimento de preocupação em tais operadoras, o que contribui para que essas
mesmas multinacionais continuem a oferecer incessantemente um péssimo
serviço ao consumidor brasileiro.
No que concerne ao quantum indenizatório, temos que o mesmo deva não só
garantir à parte que o postula a compensação do dano em face da lesão
experimentada, como, de igual modo, servir de reprimenda àquele quem
efetuou a conduta reprovável, de tal forma que o impacto se mostre hábil a
dissuadi-lo da repetição de procedimento análogo, devendo ser sublinhado
aqui o efeito punitivo-pedagógico que se pretende.
Assim, em relação ao montante a ser arbitrado pelos danos morais sofridos,
este é o entendimento deste Tribunal, vejamos:

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APELAÇÃO. AÇÃO DECLARATÓRIA DE
INEXISTÊNCIA DE DÉBITO C/C. INDENIZAÇÃO
POR DANOS MORAIS. TELEFONIA MÓVEL. [...]

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CONSUMIDORA QUE FICOU IMPOSSIBILITADA
DE REALIZAR E RECEBER CHAMADAS, SEM
QUALQUER MOTIVO APARENTE.
IRREGULARIDADE DA SUSPENSÃO DO
SERVIÇO INDERRUÍDA. CIRCUNSTÂNCIA QUE,
POR SI SÓ, CONFIGURA DANO MORAL.
CONSIDERAÇÃO, ADEMAIS, DE QUE A
PACTUANTE, AO QUE TUDO INDICA, NÃO FOI
PREVIAMENTE INFORMADA ACERCA DO
BLOQUEIO. AFRONTA À RESOLUÇÃO Nº 477/07
DA ANATEL. INÚMERAS TENTATIVAS PARA
ENCERRAMENTO DO VÍNCULO CONTRATUAL
PELO CALL CENTER. DEVER DE INDENIZAR.
SENTENÇA REFORMADA. "[...] O abalo é presumido,
mormente em se considerando que a linha telefônica
permaneceu desativada por vários dias, gerando
incômodos que certamente ultrapassaram o mero
dissabor [...]" (Apelação Cível nº 2015.014548-9, de
Chapecó. Rel. Des. Subst. Paulo Henrique Moritz
Martins da Silva. J. Em 27/01/2016). FIXAÇÃO DO
IMPORTE COMPENSATÓRIO EM R$ 10 MIL,
MONETARIAMENTE CORRIGIDO A PARTIR DO
ARBITRAMENTO, E ACRESCIDO DOS JUROS DE
MORA A CONTAR DO EVENTO DANOSO.
PRECEDENTES. SÚMULAS Nº 362 E Nº 54, DO

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STJ. ÔNUS SUCUMBENCIAIS QUE, EM RAZÃO DA
ATRIBUIÇÃO DA RESPONSABILIDADE CIVIL,
DEVEM INTEGRALMENTE RECAIR SOBRE A

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CONCESSIONÁRIA OFENSORA. VERBA
HONORÁRIA FIXADA EM 15% SOBRE O VALOR DA
CONDENAÇÃO. ART. 85, § 2º, DO NOVO CPC.
RECURSO CONHECIDO E PROVIDO. (TJSC,
Apelação n. 0500280-57.2013.8.24.0019, de
Concórdia, rel. Des. Luiz Fernando Boller, j. 17-05-
2016). (grifou-se)
Deste modo, verifica-se ser plenamente cabível a indenização por danos
morais aos Autores, no intuito de repará-la, na condição de consumidor
lesado, em virtude da má prestação de serviço, além da negativa em prestar o
serviço.
Deve, inclusive, os valores estipulados a título de indenização, no importe de
R$ 30.000,00 (trinta mil reais) ao menos, serem corrigidos monetariamente
com força na Súmula 362 do STJ.

DOS PEDIDOS

Diante o exposto, requer se digne Vossa Excelência:


1. Seja a presente ação totalmente Procedente a fim de:
2. Seja concedida a tutela antecipada de caráter urgente para que seja a
empresa requerida obrigada a fornecer energia elétrica à requerente sob
pena de multa diária de ao menos R$ 1.000,00 (um mil reais) sem que haja
teto, ou como entender Vossa Excelência.

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3. Seja a empresa requerida condenada ao pagamento da indenização por
danos morais, no patamar mínimo de R$ 20.000,00 ou o valor que Vossa
Excelência entender devido;

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4. Seja por fim a empresa requerida condenada ao pagamento de custas
processuais e honorários advocatícios no importe de ao menos 20%.

Dá se a causa o valor de R$ 20.000,00

Termos em que
Pede e espera deferimento

Angatuba, 08 de fevereiro de 2021.

Sílvia Abrahão de Almeida Mello


OAB/SP 372.468

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Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por SILVIA ABRAHAO DE ALMEIDA MELLO e Tribunal de Justica do Estado de Sao Paulo, protocolado em 08/02/2021 às 17:07 , sob o número 10001721520218260025.
Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1000172-15.2021.8.26.0025 e código 80816F4.
fls. 14

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por SILVIA ABRAHAO DE ALMEIDA MELLO e Tribunal de Justica do Estado de Sao Paulo, protocolado em 08/02/2021 às 17:07 , sob o número 10001721520218260025.
Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1000172-15.2021.8.26.0025 e código 80816FC.
Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por SILVIA ABRAHAO DE ALMEIDA MELLO e Tribunal de Justica do Estado de Sao Paulo, protocolado em 08/02/2021 às 17:07 , sob o número 10001721520218260025.
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SEGUNDA VIA.
1

125117779 15410668 18 FEV 2021 227,05 fev/ 21 284 28


251 32
CPF/CNPJ: 218.973.208-50 INSC. EST: ISENTO FEV 2021 jan/ 21
dez/ 20 230 30

nov/ 20 320 33
PAULO ALEXANDRE ROCHA 345 30
6973418 out/ 20

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1000172-15.2021.8.26.0025 e código 808170A.
set/ 20 341 29
04 JAN 78.457
R SERRA DE SANTA MARIA 97 CS 1 ago/ 20 390 35
01 FEV 78.741 jul/ 20 332 28
CEP: 06362-050 - CARAPICUIBA/ SP
jun/ 20 535 28
02 MAR
mai/ 20 135 33
1,00000 30
abr/ 20 124
284,0 mar/ 20 179 28

28 fev/ 20 120 32
B B1 RESIDENCIAL
RESIDENCIAL 6663.9935.7AEA.AD6E.2579.CCB3.ED1F.2C39

01 FEV 2021 286865324 B 213,41 25% 53,35


Monofásico Convencional 5258: Venda de en. elétrica a não contribuinte

AMARELA
CCI DESCRIÇÃO QTD TARIFA BASE ALIQ ICMS VALOR
kWh C/ICMS ICMS ICMS

0605 USO SIST. DISTR. (TUSD) 284,000 0,38067 108,11 25% 27,03 108,11
0601 ENERGIA (TE) 284,000 0,33159 94,17 25% 23,54 94,17
0698 ADICIONAL BANDEIRA AMARELA 0,000 0,00000 5,08 25% 1,27 5,08

0699 PIS/ PASEP (0,51%) 1,06 25% 0,26 1,06


0699 COFINS (2,35%) 4,99 25% 1,25 4,99

0807 CIP-CARAPICUIBA - MUNICIPAL 13,64

Tarifas aplicadas (sem impostos)

CONVENCIONAL-RESIDENCIAL 0,28551 (TUSD) 0,24868 (TE)

Valor dos Tributos: R$ 57,90

Considerar esta conta quitada somente após o débito em sua conta corrente.
- Sua conta com vencimento em 18/ 01/ 2021 no valor de 216,11 foi quitada através de Débito Automático.
Débito Automatico BANCO SANTANDER BANESPA SA
Se por algum motivo de seu conhecimento não ocorrer o débito automático, pague esta conta em qualquer banco autorizado.

100060903810

Prezado cliente, para quitar esta conta de energia, verifique a próxima página deste documento.
ELETRÔNICOS
01 FEV 2021

- CLIENTE, PAGUE PREFERENCIALMENTE NOS CANAIS


FEV 2021

PREFEITURA DO MUNICÍPIO 0800 77 92 000

836800000025
18 FEV 2021

125117779
523308423720

270500481006
PAULO ALEXANDRE ROCHA

- ENCARGOS POR ATRASO SERÃO COBRADOS NA PRÓXIMA FATURA


01 FEV 2021

18 FEV 2021

162426573216
000609038104
227,05
FEV 2021
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Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1000172-15.2021.8.26.0025 e código 808170A.
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Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1000172-15.2021.8.26.0025 e código 8081717.
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Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1000172-15.2021.8.26.0025 e código 8081717.
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Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por SILVIA ABRAHAO DE ALMEIDA MELLO e Tribunal de Justica do Estado de Sao Paulo, protocolado em 08/02/2021 às 17:07 , sob o número 10001721520218260025.
Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1000172-15.2021.8.26.0025 e código 8081717.
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Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1000172-15.2021.8.26.0025 e código 8081717.
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Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1000172-15.2021.8.26.0025 e código 8081717.
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Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1000172-15.2021.8.26.0025 e código 8081717.
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Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1000172-15.2021.8.26.0025 e código 8081717.
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Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por SILVIA ABRAHAO DE ALMEIDA MELLO e Tribunal de Justica do Estado de Sao Paulo, protocolado em 08/02/2021 às 17:07 , sob o número 10001721520218260025.
Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1000172-15.2021.8.26.0025 e código 8081730.
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Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por SILVIA ABRAHAO DE ALMEIDA MELLO e Tribunal de Justica do Estado de Sao Paulo, protocolado em 08/02/2021 às 17:07 , sob o número 10001721520218260025.
Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1000172-15.2021.8.26.0025 e código 8081730.
.
Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por SILVIA ABRAHAO DE ALMEIDA MELLO e Tribunal de Justica do Estado de Sao Paulo, protocolado em 10/02/2021 às 12:00 , sob o número WANG21700024655
fls. 28

Sílvia Abrahão de Almeida Mello


Advogada
EXCELENTISSIMA SENHORA DOUTORA JUIZA VARA ÚNICA DA CAMARCA DE

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1000172-15.2021.8.26.0025 e código 80AE9DA.
ANGATUBA/SP

Processo n.º 1000172-15.2021.8.26.0025

Rita de Cassia Sousa Rocha, já qualificada nos autos do processo


em epígrafe, vem por sua advogada que esta subscreve, com o devido acato perante
Vossa Excelência manifestar-se a seguir:
Vem aos autos requerer a juntada da Procuração em anexo, está
na qual por um lapso não foi incluída na petição inicial.

Termos em que,
Pede deferimento.

Angatuba, 10 de fevereiro de 2021

Sílvia Abrahão de Almeida Mello

OAB/SP 372468

Rua Irmãos Basile n.º 524. Piso Térreo, sala 3. Centro. Angatuba/SP CEP 18240-000. Tel 15 997 486 486
e-mail: silvia_abrahao@adv.oabsp.org.br
fls. 29

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por SILVIA ABRAHAO DE ALMEIDA MELLO e Tribunal de Justica do Estado de Sao Paulo, protocolado em 10/02/2021 às 12:00 , sob o número WANG21700024655 .
Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1000172-15.2021.8.26.0025 e código 80AE9DC.
fls. 30

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por SILVIA ABRAHAO DE ALMEIDA MELLO e Tribunal de Justica do Estado de Sao Paulo, protocolado em 10/02/2021 às 12:00 , sob o número WANG21700024655 .
Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1000172-15.2021.8.26.0025 e código 80AE9DC.
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TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO


COMARCA DE ANGATUBA
FORO DE ANGATUBA
JUIZADO ESPECIAL CÍVEL E CRIMINAL
Rua Públio de Almeida Melo, 832, ., Centro - CEP 18240-000, Fone: (15)
3255-1548, Angatuba-SP - E-mail: angatubajec@tjsp.jus.br
Horário de Atendimento ao Público: das 12h30min às18h00min

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1000172-15.2021.8.26.0025 e código 80B11C4.
DECISÃO

Processo Digital nº: 1000172-15.2021.8.26.0025


Classe - Assunto Procedimento do Juizado Especial Cível - Fornecimento de Energia
Elétrica
Requerente: Rita de Cassia Sousa Rocha e outro
Requerido: Elektro Redes S.A

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por MATHEUS OLIVEIRA NERY BORGES, liberado nos autos em 15/02/2021 às 08:06 .
Juiz(a) de Direito: Dr(a). RODRIGO VIEIRA MURAT

Vistos.

Trata-se de ação de obrigação de fazer movida por RITA DE CÁSSIA SOUSA ROCHA
E OU contra ELEKTRO ELETRICIDADE E SERVIÇOS S/A, por meio da qual alega, em
síntese, que a ré se recusa injustificadamente a prestar o serviço de energia elétrica, conforme
solicitação feita por meio do protocolo 20205819122258. Alega que procurou agência de
atendimento presencial da requerida, oportunidade em que foi informada de que seu requerimento
foi negado, pois se trata de loteamento ilegal e irregular. No entanto, a requerida não lhe forneceu
nenhuma negativa por escrito. Requer-se, liminarmente, a concessão da antecipação da tutela
pretendida ao final, a fim de que desde logo a ré seja compelida a prestar o serviço.
É o relatório. Decido.
Verifico que os direitos sobre o imóvel em questão foram adquiridos em 2019 e que
somente em novembro de 2020 há menção de contato com a concessionária de serviço público
sobre a solicitação de fornecimento de energia elétrica, desta forma, neste momento não se verifica
o perigo na demora exigido pelo art. 300 do CPC, sendo possível que eventual antecipação de
tutela seja melhor analisada com a integração do contraditório.
Ante o exposto, deixo para analisar o pedido de tutela antecipada após a citação e decurso
do prazo de defesa.
Cite-se a ré.

Angatuba, 10 de fevereiro de 2021.


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TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO


COMARCA DE ANGATUBA
FORO DE ANGATUBA
JUIZADO ESPECIAL CÍVEL E CRIMINAL
Rua Públio de Almeida Melo, 832, ., Centro - CEP 18240-000, Fone: (15)
3255-1548, Angatuba-SP - E-mail: angatubajec@tjsp.jus.br
Horário de Atendimento ao Público: das 12h30min às18h00min

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1000172-15.2021.8.26.0025 e código 80B11C4.
DOCUMENTO ASSINADO DIGITALMENTE NOS TERMOS DA LEI 11.419/2006,
CONFORME IMPRESSÃO À MARGEM DIREITA

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por MATHEUS OLIVEIRA NERY BORGES, liberado nos autos em 15/02/2021 às 08:06 .
fls. 33

FORO DE ANGATUBA Emitido em: 15/02/2021 09:06


Certidão - Processo 1000172-15.2021.8.26.0025 Página: 1

CERTIDÃO DE REMESSA DE RELAÇÃO

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1000172-15.2021.8.26.0025 e código 8108B77.
Certifico que o ato abaixo consta da relação nº 0017/2021, encaminhada para publicação.

Advogado Forma
Silvia Abrahão de Almeida Mello (OAB 372468/SP) D.J.E

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por ELAINE RODRIGUES TEODORO REIS, liberado nos autos em 15/02/2021 às 09:05 .
Teor do ato: "Verifico que os direitos sobre o imóvel em questão foram adquiridos em 2019 e que
somente em novembro de 2020 há menção de contato com a concessionária de serviço público sobre a
solicitação de fornecimento de energia elétrica, desta forma, neste momento não se verifica o perigo na
demora exigido pelo art. 300 do CPC, sendo possível que eventual antecipação de tutela seja melhor
analisada com a integração do contraditório. Ante o exposto, deixo para analisar o pedido de tutela antecipada
após a citação e decurso do prazo de defesa. Cite-se a ré."

Do que dou fé.


Angatuba, 15 de fevereiro de 2021.

Elaine Rodrigues Teodoro Reis


fls. 34

FORO DE ANGATUBA Emitido em: 16/02/2021 07:51


Certidão - Processo 1000172-15.2021.8.26.0025 Página: 1

CERTIDÃO DE PUBLICAÇÃO DE RELAÇÃO

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1000172-15.2021.8.26.0025 e código 81207A8.
Certifico e dou fé que o ato abaixo, constante da relação nº 0017/2021, foi disponibilizado na página
352-354 do Diário de Justiça Eletrônico em 16/02/2021. Considera-se a data de publicação em 17/02/2021,
primeiro dia útil subsequente à data de disponibilização.

Advogado

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por ELAINE RODRIGUES TEODORO REIS, liberado nos autos em 16/02/2021 às 07:50 .
Silvia Abrahão de Almeida Mello (OAB 372468/SP)

Teor do ato: "Verifico que os direitos sobre o imóvel em questão foram adquiridos em 2019 e que
somente em novembro de 2020 há menção de contato com a concessionária de serviço público sobre a
solicitação de fornecimento de energia elétrica, desta forma, neste momento não se verifica o perigo na
demora exigido pelo art. 300 do CPC, sendo possível que eventual antecipação de tutela seja melhor
analisada com a integração do contraditório. Ante o exposto, deixo para analisar o pedido de tutela antecipada
após a citação e decurso do prazo de defesa. Cite-se a ré."

Angatuba, 16 de fevereiro de 2021.

Elaine Rodrigues Teodoro Reis


Escrevente Técnico Judiciário
fls. 35

TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO


COMARCA DE ANGATUBA
FORO DE ANGATUBA
JUIZADO ESPECIAL CÍVEL E CRIMINAL
Rua Públio de Almeida Melo, 832 - Angatuba-SP - CEP 18240-000 - Horário de
Atendimento ao Público: das 12h30min às18h00min

CARTA DE CITAÇÃO E INTIMAÇÃO – PROCESSO DIGITAL

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1000172-15.2021.8.26.0025 e código 8144658.
Processo Digital nº: 1000172-15.2021.8.26.0025
Classe – Assunto: Procedimento do Juizado Especial Cível - Fornecimento de Energia Elétrica
Requerente: Rita de Cassia Sousa Rocha e outro
Requerido: Elektro Redes S.A
Destinatário:
Elektro Redes S.A

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por ESTELAMARIS MIRANDA QUEIROZ RAMOS, liberado nos autos em 22/02/2021 às 14:14 .
Rua Ary Antenor de Souza, 321, Jardim Nova America
Campinas-SP
CEP 13053-024
Pela presente, comunico que perante este Juízo tramita a ação em epígrafe, da qual fica Vossa Senhoria CITADO(A) de todo
o conteúdo da petição inicial e da decisão, bem como INTIMADO(A), conforme o disposto no art. 18, incs. I e II, e no art.
19, caput, ambos da Lei nº 9.099/1995, a APRESENTAR DEFESA ESCRITA, no prazo de 15 (quinze) dias, tendo em vista
a dispensa da realização de audiência de conciliação e de instrução e julgamento.
ADVERTÊNCIAS: Nos termos do artigo 344 do Código de Processo Civil, não sendo apresentada defesa, presumir-se-ão
aceitos pela(o) ré(u), como verdadeiros, os fatos articulados pelo(a) autor(a). PARA PESSOA JURÍDICA: Fica a(o) ré(u)
advertida(o) de que deverá juntar com a defesa, contrato social, estatuto e ata. O recibo que acompanha esta carta valerá como
comprovante de que esta CITAÇÃO/INTIMAÇÃO se efetivou. As mudanças de endereço ocorridas no curso do processo
deverão ser comunicadas pelas partes ao juízo, reputando-se eficazes as intimações enviadas ao local anteriormente indicado,
na ausência da comunicação (art. 19, § 2º, da Lei nº 9.099/1995).
OBSERVAÇÃO: Este processo tramita eletronicamente. A visualização da petição inicial, dos documentos e da decisão que
determina a citação (art. 250, II e V, do CPC) poderá ocorrer mediante acesso ao sítio do Tribunal de Justiça de São Paulo, na
internet, no endereço abaixo indicado, sendo considerado vista pessoal (art. 9º, § 1º, da Lei Federal nº 11.419/2006) que
desobriga a anexação. Petições, procurações, contestação etc, devem ser trazidos ao Juízo por peticionamento eletrônico.
Angatuba, 17 de fevereiro de 2021. Simony Naomy Kondo - Escrevente Técnico Judiciário.
.
Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por DENNER DE BARROS E MASCARENHAS BARBOSA e Tribunal de Justica do Estado de Sao Paulo, protocolado em 08/03/2021 às 10:46 , sob o número WANG21700045210
fls. 36

EXMO. SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DO ª JUIZADO ESPECIAL


CÍVEL DA COMARCA DE Angatuba - SP

PROTOCOLO DE EXPEDIÇÃO

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1000172-15.2021.8.26.0025 e código 82DEF21.
PRAZO: JP
RESPONSÁVEL: WAR
FICHA: N 554169.0

PROCESSO N°: 10001721520218260025


PARTE AUTORA: RITA DE CASSIA SOUSA ROCHA
PARTE RÉ: ELEKTRO REDES S.A

ELEKTRO REDES S.A,


empresa já qualificada no processo em
epígrafe, feito movido por RITA DE CASSIA SOUSA ROCHA, neste ato representada
por seus procuradores subscritos, vem, respeitosamente, à presença de V. Ex.ª requerer
a juntada dos instrumentos constitutivos anexos.

Por fim, requer que sejam realizadas as anotações em nome dos novos
procuradores e que as publicações sejam expedidas exclusivamente em nome do
patrono DENNER B. MASCARENHAS BARBOSA, sob pena de nulidade.

Nestes termos,
Pede deferimento.
Angatuba - SP, 23 de fevereiro de 2021.

DENNER B. MASCARENHAS BARBOSA


OAB/SP 403594

__________________________________________________________________________________________________________
Rua Alagoas, 365, Bairro Jardim dos Estados
Fone/Fax (67) 3041-8888 - CEP 79020-120
Campo Grande – MS

Filiais: Araguaína – TO; Brasília – DF; Cacoal – RO; Cuiabá – MT; Goiânia – GO; Rio de Janeiro – RJ e Salvador – BA

controladoriageral@mbaa.net.br; contato@mascarenhasbarbosa.com.br
SERVIÇO NOTARIAL -
10
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Qo

.
Cláudio Antonio Mattos de Souza -
Tabelião

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por DENNER DE BARROS E MASCARENHAS BARBOSA e Tribunal de Justica do Estado de Sao Paulo, protocolado em 08/03/2021 às 10:46 , sob o número WANG21700045210
Tânia Castro Góes -4/,
Substituta o>

Av. Nilo Peçonha, 2é - A - Loja, Sobreloja, 2o e 3o andares - Centro - Rio de Janeiro - RJ - CEP'2002
:
Tel./Fax: (21) 2544-3023 / 2524-5332 / 2215-1021 / 2215-2858 / 2215-2859
Rua Barata Ribeiro, 330 - Copacabana - Rio de Janeiro - RJ - Cep 22040-001 - Tel.: (21) 2235-3050

TRASLADO

Livro: 2106
Folha: 171
Ato: 133
PROCURAÇÃO bastante que faz ELEKTRO REDES
S.A., na forma abai o:

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1000172-15.2021.8.26.0025 e código 82DEF25.
SAIBAM uantos este Público Instrumento de Procuração virem que aos 10 dias do mês de setembro, nesta
Cidade do Rio de janeiro, Estado do Rio de Janeiro, neste Cartório do 10° Serviço Notari l, sito na Av. Nilo
Peç nlia, n° 26, sobre loj Centro, perante mim, Adilson Macedo de Ara jo, Substituto do Tabelião,
com areceu como OUTORGANTE: ELEK RO REDES S.A., inscrita no CNPJ/ME sob o n°
02.328.280/0001-97, com sede Rua Ary Antenor de Souza, n° 321, Jardim No a Améric , Campin s - São Paulo,
neste ato representada por seus Diretores LEONARDO PIMEN A GADELHA, brasileiro, casado, nascido
em 01/04/1974, flllio de Alexandre Porto Gadelha e Eneida Pimenta Gadelha, engenheiro, portador d carteira
de identidade n° 160661-D, expedida pelo CREA/RJ, e inscrito no CPF sob o n° 025.987.667-41; e EDUARDO
CAPELAS.TEGUI SAIZ, esp nhol, casado, nascido em 02/03/1970, filho de Alberto C pelastegui e M ria
Luisa Saiz Blanco, administrador de empresas, portador da carteira de identidade de estrangeiro RNE n°
V293179-X, emitida em 07/07/2014, expedido pela CGPI/DIREX/DPF, inscrito no CPF sob o n° 819.863.865-
20, ambos com endereço profission l n Praia do Flamen o n° 78, Flamengo, Rio de Janeiro/RJ, a Outorgante e
seus represent ntes não informar m seu endereço eletrónico. A presente identificada como a própri por mim,
conforme documentos mencion dos e que or me são exibidos, cujas cópias aqui ficam arquivadas, do que dou
fé, bem como do presente farei enviar nota ao competente Distribuidor no prazo e na forma da Lei. Então, pela
Outorgante, neste Ato foi dito o seguinte que por este P blico Instrumento de Procuraç o nomei e constitui
seus bastantes p ocuradores nas pessoas dos OUTORGADOS: GRUPO A: LARA CRISTINA RIBEIRO
PIAU MARQUES, brasileira, casada, advogada, regularmente inscrita na OAB/DF sob o n° 11.539, e com
CPF/ME sob o n° 554.012.011-68; MARIANA FELIX VASCONCELLOS DE ANDRADE, brasileira,
casada, dvogada, regul mente inscrita na OAB/RJ sob o n° 137.532, e com CPF/ME sob o n° 054.410.537-04;
LUCAS RODRIGUES PEDREIRA, brasileiro, cas do, ad ogado, regularmente inscrito na OAB/RJ sob o n°
175.542, e com CPF/ME sob n° 122.887.947-80, ambos com endereço profissional na Praia do Flamengo, n° 78,
8o andar. Flamengo, Rio de J neiro/RJ; MARCELA CASTELO BRANCO VERAS DOS SANTOS, br sileira,
cas da, dvog d , regularmente inscrita na OAB/BA sob n° 26.057, e com CPF/ME sob n° 014.260.765-76, com
endereço profissional na Avenida Ed ard Santos, n° 300, Cabula VI, na Cidade de Salvador, Estado da Bahia;
PAULO ANDRÉ MULATO, brasileiro, ad ogado, di orci do, regul rmente inscrito na OAB/SP sob o n°
136.029, e com CPF/ME sob o n° 098.658.758-37, com endereço comercial na Ary Antenor de Souza, n° 321,
Jardim Nova América, Campinas/SP; LEONARDO ANDREONI DE ALMEIDA, brasileiro, casado,
advogado, re ularmente inscrito n OAB/RJ sob n° 161.884, e com CPF/ME sob n° 110.450.697-10;
CLEITON LUIS BORGES DE OLI EIRA MOURA, brasileiro, solteiro, maior, advogado, regularmente
inscrito na OAB sob o n° 326.642, e com CPF/ME n° 352.911.488-02; MATHEUS ORIANI BRAIDOTTI,
brasileiro, casado, regularmente inscrito n OAB sob o n° 288.363, e com CPF/ME n° 223.386.308-90, todos
com endereço profissional n Ru Ary Antenor de Souz , n 321, Jardim Nova América, Campinas/SP. GRUPO
B: ARTHUR DE CASTRO CARVALHO, brasileiro, casado, advogado, regularmente inscrito na OAB/RJ sob
o n° 218.263, e com CPF/ME sob o n° 125.770.967-47; MARIA LAURA PINTO RIBEIRO BATISTA,
brasileira, solteira, maior, advogada, regularmente inscrita na OAB/SP sob o n° 321.135, OAB/RJ 178.095, e com
CPF/ME sob o n° 359.795.748-08; THAYS BARBOSA RAPOSO, brasileira, cas da, advogada, regularmente
inscrita na OAB/RJ sob o n° 165.411, e com CPF/ME sob o n° 119.780.197-93; ambos com endereço
profissional na Praia do Flamengo, n° 78, 8o andar, Hamengo, Rio de Janeiro/RJ; SILVANA WASKO
BORGHI, brasileira, casada, advogada, regularmente inscrita na OAB/SP sob o n° 190.785, e com CPF sob o n°
286.367.868-00; ROBERTO ISSAO HASHIMOTO, brasileiro, solteiro, maior, advogado, regul rmente
inscrito na OAB/SP sob n° 196.925, e com CPF/ME sob n° 257.098.988-64; JULIA A CRISTINA DOS
SANTOS, brasileira, solteira, m ior, advogada, regularmente inscrit n OAB/SP sob n° 343.353, e com
CPF/ME sob n° 349.463.448-37 e; JULIANA BARROS TRAMONTIN, brasileira, solteira, maior, ad ogada,
regul mente inscrita na OAB/SP sob n° 424.968, e com CPF/ME sob n° 401.101.228-95 e; TÂNIA MIYUKI
ISHIDA RIBEIRO, brasileira, c sada, ad og da, regularmente inscrita na OAB/SP sob n° 139.426, e co
CPF/ME sob n° 175.314.748-40, todos com endereço profissional na Rua Ar Antenor de Souza, n° 321, Jardim
Nova Amé ic na Cidade de Campinas, Estado de São Paulo. PODERES: S o confe idos aos Outorgados dos
Grupos A e B: (i) todos os poderes const ntes da cláusula "ad judicia et extra", p ra epresentar as
Outorgantes perante o Foro em geral, em conjunto ou isoladamente, em qualquer Juízo, Instância ou Tribunal,
para propor ou defende os interesses da Outorgante, em ções judiciais ou processos administ ati os, bem assim

I
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nos seus respectivos desdobramentos e recursos correlates, té a final decisão e independente d fase do
processo, bem como reconhecer a procedência do pedido, acordar, transigir, desistir, dar e receber ampla
quitação, fir ar termos de compromisso e retirar os mandados de pag mento das secret rias judiciais, recebendo
e transferindo o alor constante no mandado de pag mento e lv rá imedi t mente e exclusivamente para s
contas co rentes de titularidade da OUTORGANTE, e inda receber citações e intimações judici is e
extrajudiciais; (ii) c bendo-lhes t mbém representar a Outorgante perante uaisquer Órgãos e Repartições
P blicas, Autarquia ou outra Entidade d Administr ção Municipal, Est dual ou Feder l, incluindo, mas não se
limitando, a Receita Federal, a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional, o Ministério P blico, bem como o
Instituto Nacion l de Seguridade Social, como também (iii) poderes p ra prestar declarações, juntar e retirar
documentos, obter cópia, requerer certidões e informações, efetuar pagamentos, proceder notificação
extr judicial, requerendo o que se fizer necessário, podendo praticar todo e qualquer ato necessário ao bom e fiel
cumprimento deste m ndato. Por fim, somente os Outorgados do GRUPO A, isoladamente, poderão nomear
prepostos e substabelecer com reservas de i uais poderes. FICA. VEDADO O SAQUE DE VALORES EM
ESPÉCIE, BEM COMO A TRANSFERÊNCIA PARA QUALQUER CONTA QUE NÃO SEJA DE

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TITULARIDADE DA OUTORGANTE. Os Outorgados deverão obser ar, em todos os atos que
praticarem, as instruções e normas da OUTORGANTE. A PRESENTE PROCURAÇÃO TERÁ
PRAZO DE VIGÊNCIA INDETERMINADO. Ha endo o desligamento de qualquer um dos outorgados
dos qu dros da outorgante, os poderes que lhe for m conferidos neste instrumento serão utomaticamente
extintos de pleno direito, partir d data do respectivo desligamento. Os dados foram fornecidos sob Minuta e
conferidos pelos Representantes da Outorgante que por estes se res onsabilizam. Certifico e porto por fé
que me foi apresentad as certidões de Consulta de Óbito expedida pela CGJ/RJ sob n° 0710-WWQ-00737156 e
0710-FIZW-00737161 em 10/09/2020. Assim o disse e me pediu que lhe l rasse essa Procuração que lhe sendo
lida em voz1 ai t , aceita (m), outorga (m) e assina (m), dispensando as testemunhas instrumentári s como lhe
faculta o artigo 240 de CNCGJ/RJ. Declarando, ainda, que se encontre em pleno exercício de sua
responsabilidade e capacidade ci il, não sofrendo as restrições previstas nos artigos 3o e 4o da lei 10.406 de 2002,
isentando o cartório e o escre ente de qualquer respons bilid de decorrente de su c pacidade de gerir sua pessoa
e bens; di eitos e deveres. Certifico que foram recebidas as custas de id s pela la ratura desta procuração na
importância de R$264,14, calcul -se conforme Tabela 07, item 1 Letra b, mais R$25,88 (02 comunic.
DISTRIBUIDOR e CENSEC, Tab.01, 5), mais R$11,16 (arqui amento - tabela 01, item 04), Totalizando
R$301,18, acrescido das Leis, R 60,23 (20% FETJ Lei 3219/99), R$15,05 (5% FUNPERJ Lei Complementar
Est dual 111/06), R$15,05 (5% FUNDPERJ - Lei Estadual 4664/05), R$12,04 (4% FUNARPEN/RJ Lei
Estadu l 6281/12), que serão recolhidos no prazo e form da lei, mais R$5,28* (2% ATOS
GRATUITOS/PMCMV Lei Estadual 6370/12), mais Distribuição 6o Distribuidor R$51,39, mais ISS R$15,85 das
contribuições devid s a c da um das entidades do Estado do Rio de Janeiro. Eu, Adilson Macedo de Araújo,
Substituto do Tabelião, matriculado na Corregedori Geral da Justiça sob o n° 94/10538, lavrei, ll e encerro o
presente ato colhendo a assinatura. (A inados) LEONARDO PIMENTA GADELHA - EDUARDO
CAPELASTEGUI SAIZ. NADA i lAlWse co tinha na Procuração qui fielmente transcrita. TRASLADADA
NESTA DATA. EU, t LYl erl. dou fé e ssino em público e raso.

EM TESTEMUNHO ( , > ) DA VERDADE


.....A'"'

Poder Judiciário * TJERJ


Corregedoria Geral da Justiça
Selo de Fiscaliza ão Eletrónico
EDNO67780-PFI
Consulte ã validade dô selo ern:
https://www3.tjrj.jus.br/sitepublico
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Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por v-post.correios.com.br, liberado nos autos em 14/03/2021 às 09:00 .
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.
Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por SILVIA ABRAHAO DE ALMEIDA MELLO e Tribunal de Justica do Estado de Sao Paulo, protocolado em 23/03/2021 às 09:48 , sob o número WANG21700056689
fls. 62

Sílvia Abrahão de Almeida Mello


Advogada
Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da Vara Única da Comarca de
Angatuba/SP

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1000172-15.2021.8.26.0025 e código 843FDF7.
Processo n.º 1000172-15.2021.8.26.0025

Rita de Cassia Sousa Rocha, já qualificada nos autos do processo em epígrafe, vem por
sua advogada que esta subscreve, com o devido acato perante Vossa Excelência,
manifestar-se a seguir:
Uma vez que a requerida fora citada em 01/03/2021, e não houve contestação no prazo de
15 dias contados da citação, requer seja decretada a revelia, seja a requerida condenada ao
fornecimento da energia elétrica com urgência, além do pagamento dos danos morais
sofridos pelos requerentes.
Enunciado 13 FONAJE que dispõe: “Os prazos processuais nos Juizados Especiais Cíveis,
contam-se da data da intimação ou ciência do ato respectivo, e não da juntada do
comprovante da intimação, observando-se as regras de contagem do CPC ou do Código
Civil, conforme o caso”.
Traz aos autos também, declaração da prefeitura municipal acerca da regularidade do
terreno.
Requer seja concedida a liminar pleiteada na inicial, a qual requereu a concessão de tutela
antecipada para obrigar a requerida ao fornecimento de energia elétrica aos requerentes sob
pena de multa diária de ao menos R$ 1.000,00 (um mil reais) ao dia.

Termos em que,
Pede e espera o deferimento.
Angatuba, 23 de Março de 2021.

Sílvia Abrahão de Almeida Mello


OAB/SP 372468

Rua Irmãos Basile n.º 524, piso térreo, sala 3, Centro. Angatuba/SP. CEP 18240-000. Tel. 15 997 486 486
e-mail: silvia_abrahao@adv.oabsp.org.br
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Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por SILVIA ABRAHAO DE ALMEIDA MELLO e Tribunal de Justica do Estado de Sao Paulo, protocolado em 23/03/2021 às 09:48 , sob o número WANG21700056689 .
Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1000172-15.2021.8.26.0025 e código 843FDFA.
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Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por SILVIA ABRAHAO DE ALMEIDA MELLO e Tribunal de Justica do Estado de Sao Paulo, protocolado em 23/03/2021 às 09:48 , sob o número WANG21700056689 .
Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1000172-15.2021.8.26.0025 e código 843FDFA.
.
Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por DENNER DE BARROS E MASCARENHAS BARBOSA e Tribunal de Justica do Estado de Sao Paulo, protocolado em 23/03/2021 às 14:55 , sob o número WANG21700057197
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EXMO. SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DO ª JUIZADO ESPECIAL


CÍVEL DA COMARCA DE ANGATUBA - SP

PROTOCOLO DE EXPEDIÇÃO

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1000172-15.2021.8.26.0025 e código 844B248.
PRAZO: CON
RESPONSÁVEL: IPN
FICHA: N 554169.0

PROCESSO N°: 10001721520218260025


PARTE AUTORA: RITA DE CASSIA SOUSA ROCHA
PARTE RÉ: ELEKTRO REDES S.A

ELEKTRO ELETRICIDADE E SERVIÇOS S/A, já qualificada nos


autos da ação Indenizatória em epígrafe, que lhe move RITA DE CASSIA
SOUSA ROCHA, também já qualificada, por intermédio de seus Advogados
infrafirmados vem, respeitosamente, perante Vossa Excelência, apresentar

CONTESTAÇÃO

conforme razões de fato e de direito que passa a expor:

I– SÍNTESE DOS FATOS

Em síntese, a parte autora reclama que adquiriu uma gleba rural sem
benfeitorias, e que entrou em contato com a requerida, para requerer a
instalação de energia elétrica, sob o protocolo n.º 202058191222258, e quando
procurou a agência de atendimento presencial da requerida, foi informada de
que tal requerimento foi negado, pois o loteamento seria ilegal e irregular

Afirma que vem tentando a disponibilização do fornecimento, porém


sem êxito.

__________________________________________________________________________________________________________
Rua Alagoas, 365, Bairro Jardim dos Estados
Fone/Fax (67) 3041-8888 - CEP 79020-120
Campo Grande – MS

Filiais: Araguaína – TO; Brasília – DF; Cacoal – RO; Cuiabá – MT; Goiânia – GO; Rio de Janeiro – RJ e Salvador – BA

controladoriageral@mbaa.net.br; contato@mascarenhasbarbosa.com.br
.
Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por DENNER DE BARROS E MASCARENHAS BARBOSA e Tribunal de Justica do Estado de Sao Paulo, protocolado em 23/03/2021 às 14:55 , sob o número WANG21700057197
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Ao final, requer:

1. Seja a presente ação totalmente Procedente a fim de:

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2. Seja concedida a tutela antecipada de caráter urgente para que seja a empresa
requerida obrigada a fornecer energia elétrica à requerente sob pena de multa
diária de ao menos R$ 1.000,00 (um mil reais) sem que haja teto, ou como entender
Vossa Excelência.

3. Seja a empresa requerida condenada ao pagamento da indenização por danos


morais, no patamar mínimo de R$ 20.000,00 ou o valor que Vossa Excelência
entender devido;

4. Seja por fim a empresa requerida condenada ao pagamento de custas


processuais e honorários advocatícios no importe de ao menos 20%.

Data maxima venia, mas os pedidos da Requerente deduzidos na peça


exordial não merecem prosperar, conforme razões que passamos a expor.

PRELIMINARMENTE

II.1. DA DENUNCIAÇÃO A LIDE.

Conforme se verifica, trata-se de imóvel localizado em área de


loteamento irregular, logo, conforme restará demonstrado, a responsabilidade
pela realização da obra necessária para o fornecimento de energia é da
Municipalidade.

Assim, a atual relação encontra-se descrita no códex processual,


conforme se extrai:

Art. 125. É admissível a denunciação da lide, promovida por


qualquer das partes:

I - ao alienante imediato, no processo relativo à coisa cujo domínio foi


transferido ao denunciante, a fim de que possa exercer os direitos que
da evicção lhe resultam;

II - àquele que estiver obrigado, por lei ou pelo contrato, a


indenizar, em ação regressiva, o prejuízo de quem for vencido no
processo.

De tal modo, ante aos fatos expostos, mister se faz a denunciação a


lide.

Por ser medida de Justiça, e ante aos interesses debatidos nos autos,
requer-se, desde já, a citação da Pessoa Jurídica de Direito Público Município de
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Angatuba, na pessoa do Procurador, o qual pode ser encontrado no endereço


Rua João Lopes Filho, 120 Centro - Angatuba/SP - CEP. 18240-000,
juridico@angatuba.sp.gov.br, para que também possa responder a presente
ação.

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1000172-15.2021.8.26.0025 e código 844B248.
II.2 – DA CARÊNCIA DA AÇÃO. ILEGITIMIDADE PASSIVA AD
CAUSAM

A parte autora imputa a responsabilidade ante ao não fornecimento


de energia elétrica à requerida, contudo o loteamento descrito segundo o que
alega a autora, fora disponibilizado pela própria Prefeitura Municipal.

Ainda, conforme se depreende dos próprios instrumentos petitórios


protocolados pela Requerente, o loteamento não possui rede elétrica
implantada.

Excelência, apesar de não ser o mais recomendável, esta ré não se


opõe pura e exclusivamente em fornecer energia elétrica em loteamentos
irregulares, o que não se admite é que requeiram o fornecimento de energia
cumulado com a necessidade de construção de rede elétrica.

Estando os postes de energia e o padrão instalado, bastando que a


concessionária energize a rede, não há problema.

A infraestrutura básica é de responsabilidade do próprio loteador e,


subsidiariamente, da municipalidade a qual o imóvel pertença.

O artigo 2º da Lei 6.766/79, que dispõe sobre o parcelamento de solo


urbano, prevê o que é considerado infraestrutura básica para finalidade dos
parcelamentos urbanos, senão vejamos:

“Art. 2o O parcelamento do solo urbano poderá ser feito mediante


loteamento ou desmembramento, observadas as disposições desta Lei
e as das legislações estaduais e municipais pertinentes.
§ 1º Considera-se loteamento a subdivisão de gleba em lotes
destinados a edificação, com abertura de novas vias de circulação, de
logradouros públicos ou prolongamento, modificação ou ampliação
das vias existentes.
§ 2º Considera-se desmembramento a subdivisão de gleba em lotes
destinados a edificação, com aproveitamento do sistema viário
existente, desde que não implique na abertura de novas vias e
logradouros públicos, nem no prolongamento, modificação ou
ampliação dos já existentes.
§ 3º (VETADO

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§ 4o Considera-se lote o terreno servido de infra-estrutura básica


cujas dimensões atendam aos índices urbanísticos definidos pelo
plano diretor ou lei municipal para a zona em que se situe.
§ 5o A infra-estrutura básica dos parcelamentos é constituída pelos

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equipamentos urbanos de escoamento das águas pluviais,
iluminação pública, esgotamento sanitário, abastecimento de água
potável, energia elétrica pública e domiciliar e vias de circulação.
(Redação dada pela Lei nº 11.445, de 2007
§ 6o A infra-estrutura básica dos parcelamentos situados nas zonas
habitacionais declaradas por lei como de interesse social (ZHIS)
consistirá, no mínimo, de: (Incluído pela Lei nº 9.785,
de 1999)
I - vias de circulação
II - escoamento das águas pluviais;
III - rede para o abastecimento de água potável;
IV - soluções para o esgotamento sanitário e para a energia elétrica
domiciliar.(...)”

Entretanto a responsabilidade pelas obras de infraestrutura básica


para o parcelamento do solo deverá recair sobre loteador, sob a fiscalização da
Prefeitura Municipal (responsabilidade subsidiária). Este é o entendimento do
Superior Tribunal de Justiça:

“AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL Nº 1.247.339 - SP (2018/0032460-6)


RELATORA : MINISTRA MARIA ISABEL GALLOTTI AGRAVANTE :
CLAUDEMIR COLONTONIO ADVOGADO : PAULO CÉZAR PISSUTTI -
SP125409 AGRAVADO : SCALA IMOVEIS LTDA. - ME ADVOGADO : JOÃO
GERMANO GARBIN - SP271756 DECISÃO Trata-se de agravo em recurso
especial interposto por CLAUDEMIR COLONTONIO, em face de decisão que
negou seguimento ao recurso especial, com fundamento nas alíneas a e c do
inciso III do artigo 105 da Constituição Federal, contra acórdão assim
ementado: AÇÃO DE COBRANÇA - Implementação de redes de coleta de
esgoto, fornecimento de água e de transmissão de energia elétrica, em
loteamento particular - Pretensão do loteador de ressarcimento dos custos
com a instalação - Admissibilidade - RESPONSABILIDADE LEGAL DO
LOTEADOR PELA INFRAESTRUTURA BÁSICA DO
EMPREENDIMENTO, nela se incluindo os equipamentos necessários ao
fornecimento de energia elétrica domiciliar (art. 2o, § 5º, da Lei 6.766/1979)
(...).”

No mesmo sentido o artigo 48, § 1º da Resolução 414/2010 da


ANEEL dispõe que a “distribuidora não é responsável pelos investimentos
necessários para a construção das obras de infraestrutura básica de redes de
distribuição de energia. ”

Ora, “À concessionária cabe fornecer a energia elétrica, procedendo à


ligação da rede externa - de sua titularidade - com a rede interna, a ser edificada por
quem de direito”. (Agravo de Instrumento nº 70057203101, Vigésima Primeira
Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Armínio José Abreu Lima da
Rosa, Julgado em 29/10/2013).

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Assim, sendo a implementação da infraestrutura básica no


loteamento de inteira responsabilidade do loteador, pugna pelo reconhecimento
da ilegitimidade passiva desta requerida e, consequentemente, a extinção do

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processo do processo sem a resolução de mérito, com base no artigo 485, VI do
Código de Processo Civil.

II.3 - DA CARÊNCIA DA AÇÃO. AUSÊNCIA DE INTERESSE DE


AGIR.

Excelência, vê-se que o pedido da autora é, em parte, insubsistente


ante à ausência de interesse de agir em seu pedido de fornecimento de energia
e, consequentemente, instalação da infraestrutura necessária para tanto,
destoando com o que prevê a legislação processual civil, que em seu texto
principal, no art. 17, diz que para postular em juízo é necessário ter interesse de
agir e legitimidade.

Para propor e contestar a ação é necessário ter interesse, isto é,


interesse processual. O interesse processual do autor decorre da utilidade que o
processo lhe oferece e da necessidade de ele se socorrer para fazer valer os seus
direitos.

Se qualquer pessoa usar o processo apenas para chamar o outro à


juízo, sem qualquer razão, o processo terá que ser extinto, sem julgamento de
mérito por falta de interesse de agir.

Dito isso, esclarece-se!

A obrigatoriedade – e aqui leia-se, responsabilidade – de realizar


todas as providências referentes à infraestrutura básica compete ao proprietário
do loteamento, o qual deverá ser submetido à apreciação do ente municipal,
através da secretaria e órgãos respectivos, sendo certo, conforme já se discorreu
brevemente acima, e mais aprofundado doravante, que o autor da presente
demanda não pode se valer de uma demanda judicial apenas para alterar essa
responsabilidade!

E MAIS,

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Esta contestante está certa no sentido de que, amparado pela


legislação federal, municipal e regulamentação aplicável, não há direito
algum que o autor consiga ter amparo para se furtar de seus deveres.

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Em palavras outras, a parte autora não é possuidora de direito algum
exigível através de ação judicial!

Há patente carência da ação no presente caso, MM. Juiz.

Ante o exposto, nos termos do art. 485 c.c art. 17, ambos do CPC/15,
requer a extinção do feito, sem resolução do mérito, por ausência de interesse
de agir.

III - DO MÉRITO

Superada as preliminares anteriores, em razão do princípio da


eventualidade, apresenta-se a defesa meritória nos termos doravante expostos.

III.1 - DO ÔNUS DA PROVA

Primeiramente, é importante destacar que o ônus não pressupõe a


existência de direito de outrem. Em verdade, o detentor do ônus é quem tem
interesse em cumpri-lo, pois, se não o fizer, pode sofrer eventuais
consequências.

O ônus da prova é, pois, o encargo, atribuído a uma das partes, de


demonstrar a existência ou inexistência daqueles fatos controvertidos no
processo, necessários para o convencimento do juiz.

O ônus da prova, em regra, é atribuído à parte que alega os fatos.


Assim, a parte autora tem o ônus de provar os fatos constitutivos de seu direito
(artigo 373, I do Código de Processo Civil), e o réu, sempre que formular defesa
de mérito indireta, ou seja, alegar fatos novos que impedem, modificam ou
extinguem o direito do autor, atrairá para si, o ônus da prova em relação a tais
fatos (artigo 373, II do Código de Processo Civil). Contudo, se o réu formular
defesa de mérito direta, apenas negando o direito do autor ou negando os fatos
alegados pelo autor, não atrairá o ônus da prova.

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Mesmo que se entenda pela aplicabilidade Código de Defesa do


Consumidor ao caso dos autos, temos que só seria admissível a possibilidade da
inversão do ônus da prova, quando houvesse a presença de todos os requisitos

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indicados no inc. VIII, do art. 6º, do CDC, quais sejam, a verossimilhança da
alegação e hipossuficiência do consumidor, de conformidade com as regras
ordinárias de experiência, o que, definitivamente, não ocorre no caso dos autos.

Nossos tribunais amiúde vêm corroborando a tese acima declinada,


vejamos:

PROCESSUAL CIVIL – INVERSÃO DO ÔNUS DA PROVA –


RELAÇÃO DE CONSUMO – CÓDIGO DE DEFESA
DOCONSUMIDOR – REQUISITOS – INTELIGÊNCIA DO ART. 6º,
VIII, DO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR – O instituto da
inversão do ônus da prova, tal como determinado pelo art. 6º, VIII,
do Código de Defesa do Consumidor, somente pode ser decretado
quando demonstrada a hipossuficiência econômica da parte ou
quando for verossímil a sua alegação, devendo o juiz analisar tais
condições antes de determinar a sua aplicação. Recurso provido.
(TAMG – AI 0290264-5 – 2ª C.Cív. – Rel. Juiz Batista Franco – J.
16.11.1999) (grifo nosso)

Ora, Excelência, em que pesem as alegações da parte autora, vê-se


que em verdade não há nos autos comprovação de que fora instalada a rede
básica para atendimento, ou seja, que pudesse condenar esta ré à energização.

Portanto, consoante determina a legislação vigente, bem como, é


pacificada nas jurisprudências, o ônus da prova é de quem alegada, salvo as
exceções que são apreciadas caso a caso.

III.2 - DA CONSTITUIÇÃO DE EMPREENDIMENTO DO TIPO


LOTEAMENTO IRREGULAR– INOBSERVÂNCIA DA LEI N.
6.766/79

Neste caso, é importante frisar, que por força das disposições


contidas na Lei 6.766/79, os loteamentos obrigatoriamente devem ser servidos
de toda infraestrutura básica, em especial, energia elétrica rede de água e
esgoto, sendo obrigação do loteador entregar os lotes já servidos dessas
infraestruturas e, subsidiariamente, da Poder Público Municipal – E NÃO DA
CONCESSIONÁRIA.

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endereço diverso
no sentido de atender o pedido solicitado, conforme consigna-se das telas:
Antes, porém, cumpre apontar que a requerida empreendeu esforços

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ligação
Pedido de

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A lei Federal 6.766/79, que trata sobre o parcelamento de solo


urbano, é clara ao dispor, no seu artigo 37, a vedação de venda de parcela de
loteamento não registrado.

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Ora, Excelência, na realidade todo este litígio judicial se deu em
virtude da inobservância do autor quanto à devida regularização do loteamento
para, somente depois, alienar os imóveis. A demandada não deve ser
responsabilizada por uma obrigação que não lhe competia.

Como se não fosse o bastante, pode-se inclusive imaginar o


cometimento de uma infração penal contra a Administração Pública ao realizar
a venda de lote em loteamento não devidamente regularizado, já que assim
prevê o art. 50:

“Art. 50. Constitui crime contra a Administração Pública.


I - dar início, de qualquer modo, ou efetuar loteamento ou
desmembramento do solo para fins urbanos, sem autorização do
órgão público competente, ou em desacordo com as disposições desta
Lei ou das normas pertinentes do Distrito Federal, Estados e
Municipíos;
II - dar início, de qualquer modo, ou efetuar loteamento ou
desmembramento do solo para fins urbanos sem observância das
determinações constantes do ato administrativo de licença;
III - fazer ou veicular em proposta, contrato, prospecto ou
comunicação ao público ou a interessados, afirmação falsa sobre a
legalidade de loteamento ou desmembramento do solo para fins
urbanos, ou ocultar fraudulentamente fato a ele relativo.
Pena: Reclusão, de 1(um) a 4 (quatro) anos, e multa de 5 (cinco) a 50
(cinqüenta) vezes o maior salário mínimo vigente no País.
Parágrafo único - O crime definido neste artigo é qualificado, se
cometido.
I - por meio de venda, promessa de venda, reserva de lote ou
quaisquer outros instrumentos que manifestem a intenção de
vender lote em loteamento ou desmembramento não registrado no
Registro de Imóveis competente. (...)”

Logo, tendo em vista que os argumentos apresentados pela parte


autora são falhos e viciados, além de serem infundados em atos ilícitos, requer
total improcedência dos pedidos formulados na exordial.

III.3 - DA RESPONSABILIDADE PELA IMPLANTAÇÃO DAS


REDES ELÉTRICAS EM QUESTÃO

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Conforme aduzido pelo próprio autor, a área em questão não se


encontrava munido das instalações de redes elétricas necessárias para a
prestação do serviço, porém, por se tratar de um empreendimento próprio, não

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cabe falar em responsabilidade da concessionária.

Vê-se, portanto, na presente lide, situação que foge totalmente da


alçada de atuação da requerida. Isto porque não é de sua responsabilidade a
instalação de novas redes elétricas em imóveis condominiais.

Em realidade tal obrigação é delegada ao responsável pela


implantação do empreendimento ou da regularização fundiária, conforme o
artigo 48, § 1º da Resolução 414/2010 da ANEEL, senão vejamos:

“Art. 48. A distribuidora não é responsável pelos investimentos


necessários para a construção das obras de infraestrutura básica das
redes de distribuição de energia elétrica destinadas à regularização
fundiária e ao atendimento dos empreendimentos de múltiplas
unidades consumidoras.
§ 1º A responsabilidade financeira pela implantação das obras de
que trata o caput é do responsável pela implantação do
empreendimento ou da regularização fundiária e inclui os custos:
I – das obras do sistema de iluminação pública ou de iluminação das
vias internas, conforme o caso, observando-se a legislação específica.
(Incluído pela REN ANEEL 479, de 03.04.2012)
II – das obras necessárias, em quaisquer níveis de tensão, para a
conexão à rede de propriedade da distribuidora, observadas as
condições estabelecidas nos §§ 3o a 5o deste artigo; e (Incluído pela
REN ANEEL 479, de 03.04.2012)
III – dos postos de transformação necessários para o atendimento,
ainda que em via pública, abrangendo todos os materiais necessários e
a mão de obra, observados os critérios estabelecidos no §§ 1o e 2o do
art. 43. (Redação dada pela REN ANEEL 670 de 14.07.2015)
(...)”

A mesma Resolução ainda dispõe de uma seção específica para tratar


“Das Obras de Responsabilidade do Interessado”, qual seja, seção XI. A mesma é
inaugurada pelo artigo 44, qual imputa ao interessado a responsabilidade
infraestrutura básica das redes de distribuição de energia elétrica. Neste
sentido:

“Art. 44. O interessado, individualmente ou em conjunto, e a


Administração Pública Direta ou Indireta, são responsáveis pelo
custeio das obras realizadas a seu pedido nos seguintes casos:
I – extensão de rede de reserva;
II – melhoria de qualidade ou continuidade do fornecimento em
níveis superiores aos fixados pela ANEEL ou em condições especiais
não exigidas pelas disposições regulamentares vigentes;
III – melhoria de aspectos estéticos;
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IV – empreendimentos habitacionais para fins urbanos, observado o


disposto na Seção XIII deste Capítulo;
V - infraestrutura básica das redes de distribuição de energia
elétrica internas aos empreendimentos de múltiplas unidades
consumidoras, observado o disposto na Seção XIII deste Capítulo;

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(...)”

Com efeito, a seção XIII é, justamente, a seção que diz respeito ao


“Atendimento aos Empreendimentos de Múltiplas Unidades Consumidoras e
da Regularização Fundiária de Assentamentos em Áreas Urbanas”!

Veja-se interessante aplicação do que se traz:

Ação condenatória – Prestação de serviços – implementação de infra-


estrutura de rede elétrica em loteamento particular – Incorporação dos
bens ao patrimônio da concessionária de serviço público – Pretensão
do loteador de ressarcimento dos custos com a instalação da rede de
energia elétrica – Inadmissibilidade – Responsabilidade legal do
loteador pela infra-estrutura básica do empreendimento, nela se
incluindo os equipamentos necessários ao fornecimento de energia
elétrica domiciliar (art. 2º, §5º, da Lei 6.766/1979) – Despesas do
loteador que são repassadas aos futuros adquirentes dos lotes –
Restituição indevida, sob pena de caracterização de enriquecimento
sem causa. Recurso negado. (TJSP – 007997-25.2009.8.26.0291 – 13ª
Câmara de Direito Privado – Rel. Des. Francisco Giaquinto. Julgamento
01/02/2012.)

Deste modo é inegável que não se admite pelo ordenamento jurídica


que se impute tal responsabilidade a esta concessionária.

Não se trata nem de atendimento que deverá ser levada a efeito pela
concessionária, de forma gratuita e autônoma, nem aqueles que poderiam
ensejar sua participação financeira.

Ora, o atendimento gratuito está regulado nos artigos 40 e 41 da


resolução 414/10 que são aqueles cujas propriedades ainda não possuem
fornecimento de energia em sua unidade consumidora e cuja instalação seja
com carga instalada inferior a 50kw, a ser enquadrada no grupo B de consumo,
em tensão inferior a 2,3kv.

Mas, considerando que se entenda por um absurdo, ou melhor, que


não se entenda pela responsabilidade do interessado (proprietário do
empreendimento imobiliário), o responsável subsidiário direto é a
Administração Pública, não devendo o ônus recair sobre a empresa
Requerida.

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Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por DENNER DE BARROS E MASCARENHAS BARBOSA e Tribunal de Justica do Estado de Sao Paulo, protocolado em 23/03/2021 às 14:55 , sob o número WANG21700057197
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A única responsabilidade que recai sobre a concessionária é a de


autorizar a realização da obra e se tal fora feito de acordo com o projeto
apresentado, não assumindo, em razão disso, o ônus pela construção e

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manutenção da rede interna instalada. Tal observância é normativa expressa no
art. 27-B, da Res. 414/10. Veja-se:

Art. 27-B. A distribuidora deve disciplinar em suas normas técnicas as


situações em que será necessária a aprovação prévia de projeto das
instalações de entrada de energia da unidade consumidora e das
demais obras de responsabilidade do interessado, observadas as
condições a seguir estabelecidas. (Incluído pela REN ANEEL 670 de
14.07.2015)

Ora, além disso, verificação e aprovação do projeto de rede, sem que


isso implique necessariamente em ônus pelo custo de sua construção, bem
como, se há a obrigatoriedade de doação ao final ou não e a responsabilidade
da manutenção na rede interna do condomínio.

Outrossim, tampouco se cogite na alegação sofismática de que não se


trata de loteamento, mas mero lote desmembrado, porquanto, o Egrégio
Superior Tribunal de Justiça, rechaçou, com maestria, tal argumento. Confira-se:
STJ. ADMINISTRATIVO - PARCELAMENTO DO SOLO -
LOTEAMENTO – OBRAS - DE INFRAESTRUTURA:
RESPONSABILIDADE. 1. Embora conceitualmente distintas as
modalidades de parcelamento do solo, desmembramento e
loteamento, com a Lei 9.785/99, que alterou a Lei de Parcelamento do
Solo - Lei 6.766/79, não mais se questiona as obrigações do
desmembrador ou do loteador. Ambos são obrigados a cumprir as
regras do plano diretor. 2. As obras de infra-estrutura de um
loteamento são debitadas ao loteador, e quando ele é oficialmente
aprovado, solidariza-se o Município. 3. Obrigação solidária a que se
incumbe o loteador, o devedor solidário acionado pelo Ministério
Público. 4. Recurso especial improvido.
(REsp 263.603/SP, Rel. Ministra Eliana Calmon, Segunda Turma,
julgado em 12/11/2002, DJ 24/05/2004, p. 229)

Ora, “À concessionária cabe fornecer a energia elétrica, procedendo à


ligação da rede externa - de sua titularidade - com a rede interna, a ser edificada por
quem de direito”. (Agravo de Instrumento nº 70057203101, Vigésima Primeira
Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Armínio José Abreu Lima da
Rosa, Julgado em 29/10/2013).

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Logo, requer a total improcedência do pedido para condenar a


Requerida a proceder ao ressarcimento das construções elétricas pertinentes ao
empreendimento em questão.

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Assim, sem mais delongas, requer-se a improcedência do feito, nos
termos do art. 487, inciso I, da lei n. 13,105/2015, por ser a mais lídima
concepção de JUSTIÇA!

III.4 - DAS PROVAS NECESSÁRIAS

É de se observar que a instalação necessária para o fornecimento é o


maior dos imbróglios da presente ação o que, inexoravelmente, leva às
discussões acima levantadas quanto à responsabilidade.

Diante disse, pugna-se:

i. audiência de instrução e julgamento com o fim de colher


depoimento pessoal do representante da parte autora; bem como
depoimento de técnico dos quadros a empresa, o qual, desde já
esta requerida se compromete a arrolar e levar na audiência a ser
oportunamente designada;
ii. que seja designado Oficial de Justiça, com amparo no art. 154, incs.
II e V, da lei 13.105/15, para a realização de um laudo de
constatação, a fim de que se faça uma simples constatação in loco
acerca do que se alega supra, sobretudo quanto à necessidade de
instalação de infraestrutura elétrica para energização
(fornecimento) da rede;

IV - DOS PEDIDOS E REQUERIMENTOS FINAIS

Diante dos motivos de fato e de direito anteriormente expostos,


requer-se a V. Exa. que:
i) seja apreciado o pedido de denunciação à lide, intimando-se a
municipalidade a responder o feito;
ii) seja apreciada, julgando o feito extinto, em qualquer hipótese,
sem resolução do mérito, nos termos do artigo 485, do CPC, as
preliminares de:

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a) ilegitimidade passiva ad causam;


b) ausência de interesse de agir;
iii) no mérito, seja julgado totalmente improcedente os pedidos da

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presente demanda, tendo em vista que resta incontroverso nos
autos o fato de que não há qualquer base jurídica que forneça
suporte ao pleito autoral, uma vez que não faz provas de suas
alegações;

Por derradeiro, requer que as publicações e intimações através do


órgão oficial, conforme prevê o artigo 272, parágrafo 5º do CPC, devam
continuar sendo realizadas exclusivamente em nome do patrono anteriormente
constituído, ou seja, DENNER B. MASCARENHAS BARBOSA, mantendo seu
nome na capa dos autos.

Pede deferimento.

Angatuba - SP, 23 de março de 2021.

DENNER B. MASCARENHAS BARBOSA


OAB/SP 403594

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TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO


COMARCA de Angatuba
FORO DE ANGATUBA
JUIZADO ESPECIAL CÍVEL E CRIMINAL
Rua Públio de Almeida Melo, 832 - Angatuba-SP - CEP 18240-000
Horário de Atendimento ao Público: das 12h30min às18h00min

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1000172-15.2021.8.26.0025 e código 849F7EA.
DECISÃO

Processo Digital nº: 1000172-15.2021.8.26.0025


Classe - Assunto Procedimento do Juizado Especial Cível - Fornecimento de Energia
Elétrica
Requerente: Rita de Cassia Sousa Rocha e outro
Requerido Elektro Redes S.A

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por MATHEUS OLIVEIRA NERY BORGES, liberado nos autos em 05/04/2021 às 12:34 .
Juiz(a) de Direito: Dr(a). RODRIGO VIEIRA MURAT

Vistos,
Fls. 36: Cadastre-se, anote-se.
Manifeste-se a parte autora em réplica, no prazo de 5 (cinco) dias , sobre a
contestação apresentada.
Manifestem-se as partes as provas que pretendem produzir, justificando sua
pertinência de forma clara, sob pena de indeferimento.
Caso pretendam a oitiva de testemunhas, deverão desde já informar as
testemunhas a serem ouvidas e o que se quer provar com seu relato, a fim de que seja possível
analisar a pertinência da prova e adequar a pauta de audiência de acordo com a quantidade de
depoimentos a serem acolhidos.
Int.

Angatuba, 26 de março de 2021.

DOCUMENTO ASSINADO DIGITALMENTE NOS TERMOS DA LEI 11.419/2006,


CONFORME IMPRESSÃO À MARGEM DIREITA
fls. 82

FORO DE ANGATUBA Emitido em: 12/04/2021 10:15


Certidão - Processo 1000172-15.2021.8.26.0025 Página: 1

CERTIDÃO DE REMESSA DE RELAÇÃO

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1000172-15.2021.8.26.0025 e código 85C7FD2.
Certifico que o ato abaixo consta da relação nº 0050/2021, encaminhada para publicação.

Advogado Forma
Silvia Abrahão de Almeida Mello (OAB 372468/SP) D.J.E

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por SIMONY NAOMY KONDO UEKANE NEVES, liberado nos autos em 12/04/2021 às 10:15 .
Denner de Barros E Mascarenhas Barbosa (OAB D.J.E
403594/SP)

Teor do ato: "Vistos, Fls. 36: Cadastre-se, anote-se. Manifeste-se a parte autora em réplica, no prazo de
5 (cinco) dias , sobre a contestação apresentada. Manifestem-se as partes as provas que pretendem produzir,
justificando sua pertinência de forma clara, sob pena de indeferimento. Caso pretendam a oitiva de
testemunhas, deverão desde já informar as testemunhas a serem ouvidas e o que se quer provar com seu
relato, a fim de que seja possível analisar a pertinência da prova e adequar a pauta de audiência de acordo
com a quantidade de depoimentos a serem acolhidos. Int."

Do que dou fé.


Angatuba, 12 de abril de 2021.

Simony Naomy Kondo


.
Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por SILVIA ABRAHAO DE ALMEIDA MELLO e Tribunal de Justica do Estado de Sao Paulo, protocolado em 12/04/2021 às 16:05 , sob o número WANG21700072056
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Sílvia Abrahão de Almeida Mello


Advogada
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA VARA ÚNICA DA COMARCA

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1000172-15.2021.8.26.0025 e código 85D41FB.
DE ANGATUBA/SP

Processo n.º 1000172-15.2021.8.26.0025

Paulo Alexandre Rocha, já qualificado nos autos do processo em


epígrafe, vem por sua advogada que esta subscreve, com o devido acato perante Vossa
Excelência, APRESENTAR SUA RÉPLICA, pelos fatos e direitos a seguir expostos:

DA COMPETÊNCIA DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL EM RAZÃO DA NÃO COMPLEXIDADE


DA MATÉRIA

Rua Irmãos Basile n.º 524. Piso Térreo, sala 3. Centro. Angatuba/SP CEP 18240-000. Tel 15 997 486 486
e-mail: silvia_abrahao@adv.oabsp.org.br
.
Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por SILVIA ABRAHAO DE ALMEIDA MELLO e Tribunal de Justica do Estado de Sao Paulo, protocolado em 12/04/2021 às 16:05 , sob o número WANG21700072056
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Sílvia Abrahão de Almeida Mello


Advogada
Consoante artigo 3º da Lei 9.099/95, os Juizados Especiais são competentes para

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conciliação, processo e julgamento de causas que não demandam complexa demonstração
probatória.
Dispõe o citado artigo: Art. 3º O Juizado Especial Cível tem competência para conciliação,
processo e julgamento das causas cíveis de menor complexidade (...).
Não há de se falar em complexidade da ação proposta, uma vez que não demanda maiores
delongas para o julgamento do presente feito.
Primeiramente, não que se falar em incompetência deste juizado, uma vez que no caso em
tela não há necessidade de perícia, já que os elementos de prova constantes dos autos são
suficientes para o julgamento da causa, destacando-se que, no âmbito do Juizado Especial
vigemos princípios da informalidade e da simplicidade (art. 2º da Lei 9099/1995) e todos
os meios de prova moralmente legítimos são admitidos, ainda que não especificados em
lei (art. 33 da Lei9099/1995). Tanto isso é verdade que não houve pedido de prova
pericial pelas partes

DA LEGITIMIDADE PASSIVA AD CAUSAM

Excelência. Conforme já foi exposto, a Concessionária NÃO necessita de autorização do


órgão responsável, no caso a Prefeitura Municipal, para instalação da energia elétrica no
local, sob pena de contribuir ainda mais para propagação do loteamento irregular.

De igual modo, não prospera a alegação de ausência de interesse de agir, na medida em


que a obrigação pretendida pelo autor deve ser cumprida em razão de determinação
judicial. Faz-se necessário, pois, em tutela definitiva a ser proferida, averiguar as efetivas
responsabilidades sobre os fatos narrados

DESTA FORMA, A EMPRESA REQUERIDA PRECISA APRESENTAR A NEGATIVA OU


DECLARAÇÃO EMITIDA PELO ÓRGÃO COMPETENTE PARA QUE O PEDIDO DE

Rua Irmãos Basile n.º 524. Piso Térreo, sala 3. Centro. Angatuba/SP CEP 18240-000. Tel 15 997 486 486
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.
Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por SILVIA ABRAHAO DE ALMEIDA MELLO e Tribunal de Justica do Estado de Sao Paulo, protocolado em 12/04/2021 às 16:05 , sob o número WANG21700072056
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Sílvia Abrahão de Almeida Mello


Advogada
LIGAÇÃO DA ENERGIA ELÉTRICA NÃO POSSA SER ATENDIDO, O QUE TORNA A

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1000172-15.2021.8.26.0025 e código 85D41FB.
ELEKTRO PARTE LEGÍTIMA PARA FIGURAR NO POLO PASSIVO DA PRESENTE AÇÃO.
Nesse diapasão, verifica-se que a responsabilidade pela adequação do imóvel e
regularização de documentação para fornecimento de energia elétrica na unidade
consumidora NÃO é deste Requerente, mas sim da requerida junto a Prefeitura
Municipal. Desta forma, podemos concluir que a Requerida é parte absolutamente
legítima para figurar no pólo passivo da presente demanda, uma vez que reúne os
requisitos estipulados pelo artigo 17 do Código de Processo Civil para atuar nos autos.
Portanto, existe razão para a Requerida - Elektro Redes S/A continuar no pólo passivo
dessa demanda.
Em resumo, veio a requerida afirmar que aquele imóvel se trata de loteamento irregular
sem qualquer prova do que alega, diferente do requerente que traz aos autos, a certidão
de matrícula, tanto do loteamento quanto do seu terreno, então Excelência, não existem
motivos para que a requerida se negue ao fornecimento de energia elétrica.

DO MÉRITO

DOS FATOS - DA ILEGALIDADE DO PROCEDIMENTO ADOTADO PELA RÉ

A Requerida, como toda empresa concessionária de serviço público, está sujeita às


determinações baixadas pela Agência Reguladora do seu setor, no caso a ANEEL. A
legislação que disciplina a questão colocada "sub judice" é composta, dentre outras, pela
Lei nº. 8.987/95 (Lei de Concessões); o Decreto nº 41.019/57, que regulamenta os
serviços de energia elétrica; e a Resolução nº 414/10, da própria ANEEL, que estabelece
as "Condições Gerais de Fornecimento de Energia Elétrica".
Dentre os inúmeros atos administrativos para colocar em prática as disposições contidas
nas leis de regência, deve ser destacada a Resolução nº 414, de 09 de setembro de 2010
da ANEEL, norma que, atualmente, regula o setor energético.

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A universalização do acesso e uso da energia foi instituída pela Lei nº 10.438/02, com o

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objetivo de levar energia a todos os domicílios no país (urbanos e rurais).
Pela legislação, coube à ANEEL o papel de estabelecer as etapas e prazos para o alcance
da universalização, o que aconteceu com a publicação da Resolução nº 223/03. Nela
ficaram estabelecidas as condições gerais para elaboração dos Planos de Universalização
de Energia Elétrica das concessionárias de energia com vistas ao atendimento de novas
unidades consumidoras residenciais com carga instalada de até 50 kW atendidas em baixa
tensão.
Com a Resolução, a ANEEL regulamentou a lei que instituiu a universalização e as
alterações posteriores a ela, constantes das Leis nº 10.762/2003 e nº 10.848/2004. A
resolução fixou ainda as responsabilidades das concessionárias e permissionárias de
serviço público de distribuição de energia elétrica. No intuito de rechaçar qualquer dúvida
quanto às normas que regulam o fornecimento de energia elétrica a Agência Nacional de
Energia Elétrica – ANEEL decidiu prestigiar o que já restara determinado pela Lei de
Concessões de Serviços Públicos, criando assim, a Resolução 414/2010.
Pois bem.
Em consulta ao sistema interno da requerida, veio afirmar que o local onde a propriedade
rural do requerente está inserida, Bairro dos Mineiros em Angatuba/SP, alega tratar-se
de um parcelamento irregular do solo, porém, não traz provas desta alegação, e o
requerente comprova por toda documentação que o loteamento é regular.
O terreno onde será feito o atendimento da ligação possui características de Loteamento,
com terrenos divididos em lotes de VINTE mil metros quadrados, DIFERENTE DO QUE
A REQUERIDA ALEGA EM SUA CONTESTAÇÃO.
Além do mais, a requerida vem impondo vários óbices para o fornecimento da energia
elétrica na residência do requerente e além disso, deixando em situação extremamente
precária.
Importante salientar que em processos idênticos como o n.º 1000563-04.2020.8.26.0025,
que tramitou nesta mesma comarca, já houve a instalação da energia elétrica, arcando a

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empresa requerida com todas as despesas para a instalação de tudo, tal como postes, fios

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e demais.
OU seja, para aqueles autos, a empresa arcou com as despesas naqueles autos e nestes
autos a empresa vem afirmar que não é de sua responsabilidade.

DA LEI DE UNIVERSALIZAÇÃO E DAS HIPÓTESES DE EXCLUSÃO DO ALCANCE DOS


PLANOS DE UNIVERSALIZAÇÃO

Após a promulgação da lei 10.438 de 2002, ficou estabelecida a universalização do uso de


energia elétrica, no qual as concessionárias passariam a prestar os serviços referentes ao
pedido de ligação do fornecimento sem qualquer ônus aos consumidores que fizessem a
solicitação.
No intuito de observar essa lei, a ANEEL, agência que regula todas as concessionárias e
permissionárias de prestadoras de serviço vinculado ao fornecimento de energia,
elaborou uma resolução estipulando as datas e as maneiras com que estas deverão atuar
frente às solicitações.
Nesse cenário surgiu a resolução n° 223 de 2003 que possui como escopo estabelecer as
condições gerais para elaboração dos planos de universalização de energia elétrica,
visando ao atendimento de novas unidades consumidoras pertencentes à classe B.
Outrossim, fixa as responsabilidades das concessionárias e permissionárias de serviço
público de distribuição de energia elétrica.
Art. 4º A partir de 1º de janeiro de 2004, a concessionária também deverá atender, sem
qualquer ônus para o solicitante, ao pedido de nova ligação para unidade consumidora
cuja carga instalada seja menor ou igual a 50 kW, com enquadramento no Grupo B, que
possa ser efetivada em tensão inferior a 2,3 kV, ainda que seja necessária extensão de rede
em tensão igual ou inferior a 138 kV, observado o respectivo Plano de Universalização de
Energia Elétrica.

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Sílvia Abrahão de Almeida Mello


Advogada
Analisando o dispositivo, a conclusão é que todas as concessionárias e permissionárias

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prestadoras de serviços públicos vinculados à distribuição e fornecimento de energia
elétrica, deverão prestar os serviços, de forma não onerosa, a partir de 01/01/2004.
Fica claro o direito da requerente ao fornecimento de energia elétrica e vem sendo
negado pela requerida.
No mérito, a ré alega que a recusa no fornecimento de energia se deu pelo fato de tratar-
se de loteamento particular.
Primeiramente, é de se ressaltar que consta dos autos a matrícula do imóvel juntada às
fls..17 e seguintes.
Portanto, não houve demonstração de qualquer irregularidade no terreno em que os
autores pretendem a ligação de energia elétrica.
Ainda que assim não fosse, isto é, mesmo que o lote dos requerentes não estivesse
regularizado perante os órgãos competentes, não existe evidência de que ele tenha dado
causa à alegada irregularidade do empreendimento, ou mesmo de que dela tivesse ciência,
presumindo-se, nessa medida, a sua de boa-fé, devendo prevalecer em seu favor o direito
à moradia e à dignidade humana, somente realizáveis, neste caso, com o acesso do cidadão
ao serviço básico de energia elétrica.
Nesse sentido:
Apelação. Prestação de Serviços. Fornecimento de energia elétrica. Ação de obrigação de
fazer. Sentença de procedência. Ilegitimidade passiva da concessionária de serviço
público afastada, eis que é a única fornecedora de energia elétrica na comarca. TAC -
Termo de Ajustamento de Conduta firmado entre o Município, a Concessionária e o
Ministério Público, condicionando o fornecimento do serviço à regularidade do
loteamento. Loteamento irregular. Consumidor que não deu causa à irregularidade, nem
há prova de que dela tinha ciência, prevalecendo a presunção de boa-fé na aquisição do
imóvel. Ligação de água obtida em outra ação transitada em julgado. Ausência de prova
de que se trata de área de preservação permanente ou haja qualquer risco ambiental.
Imóveis vizinhos ligados à rede elétrica, não se admitindo tratamento diferente para

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Sílvia Abrahão de Almeida Mello


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consumidores que se encontram na mesma condição jurídica. Serviço essencial de energia

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elétrica, que é caracterizado como de utilidade pública, necessário para a qualidade de
vida das pessoas e intrinsecamente ligado à condição digna de habitabilidade do imóvel.
Sentença mantida. Honorários majorados. RECURSOSDESPROVIDOS. TJSP; (Ap. Cível
020897-57.2017.8.26.0577; Relator (a): L. G. Costa Wagner; Órgão Julgador: 34ª Câmara
de Direito Privado; Foro de São José dos Campos- 2ª Vara da Fazenda Pública; Data do
Julgamento: 16/09/2019; Data de Registro:24/09/2019).
Nesse passo, para que um indivíduo possa usufruir do direito social à moradia com
plenitude, não basta a existência de um simples local destinado a uma residência.
Deve, essa moradia, ser devidamente adequada, de forma a garantir à pessoa e a sua
família um nível de vida adequado, com alimentação, vestimenta e a contínua melhoria de
suas condições. A mera irregularidade na constituição de loteamento não impede a
obrigação da prestação do serviço de energia elétrica de forma adequada, eficiente e
contínua (art. 22, caput, do CDC),uma vez que se trata de bem essencial e necessário para
a qualidade de vida das pessoas (art. 6°,da Lei n° 8.987/95).
Ademais, como ressaltado acima, em casos idênticos foi determinada a implantação do
serviço de energia elétrica, o que reforça a necessidade do fornecimento do serviço no
imóvel dos autores, para que não haja violação ao princípio constitucional da isonomia
(art. 5°, caput, da Constituição Federal).
Assim, já decidiu o TJSP em caso análogo:
Ação de obrigação de fazer. Fornecimento de energia elétrica. Ré que se nega a fornecer o
serviço, ao argumento de estar vinculada a Termo de Ajustamento de Conduta firmado
com o Ministério Público. Sentença de procedência. Situação do imóvel, em loteamento
irregular, que não impede o fornecimento de energia elétrica ao autor, que é terceiro de
boa-fé e não deu causa à irregularidade do empreendimento. Termo de Ajustamento de
conduta, inclusive, que já foi anulado por este Tribunal de Justiça, inexistindo razão para
a recusa manifestada. Sentença Mantida. Recurso Improvido .(TJSP, Apelação n° 1001163-
36.2016.8.26.0099, Rel. Ruy Coppola, 32° Câmara de Direito Privado, j. 23/02/2017).

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e-mail: silvia_abrahao@adv.oabsp.org.br
.
Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por SILVIA ABRAHAO DE ALMEIDA MELLO e Tribunal de Justica do Estado de Sao Paulo, protocolado em 12/04/2021 às 16:05 , sob o número WANG21700072056
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Sílvia Abrahão de Almeida Mello


Advogada
DO DANO MORAL

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1000172-15.2021.8.26.0025 e código 85D41FB.
No que tange ao dano moral, resta caracterizado na presente ação, porquanto ao
fornecedor do serviço, ora Requerida, cabe suportar o risco do negócio e atividade, bem
como o dever de indenizar o consumidor nos casos decorrentes da falha na prestação dos
serviços, ou no caso em tela, em que vem se negando em fornecer a energia elétrica à
requerente. Indubitável que a requerida gerou grande descontentamento a requerida, em
razão de estar se negando a prestação de serviços, transtornando ao mesmo e exigindo-
lhe dispêndio de tempo e paciência, sem sucesso, suficientes para gerar o direito à
reparação do dano moral. Note-se que os transtornos ocasionados e que ainda ocasionam
a Requerente não são meros dissabores inerentes à vida em sociedade, mas sim uma
contumaz prática da Requerida, pois já houve decisão acerca do mesmo litígio nesta
comarca no processo n.º 1000563-04.2020.8.26.0025. A comprovação do dano moral é
inexigível por quaisquer provas. Decorre de conduta culposa da empresa Requerida
quando esta deixa de se acautelar e diligenciar com presteza e eficácia, visando solucionar
o problema do consumidor. Cumpre à empresa prestadora de serviço organizar melhor
seus serviços, com diligência e aptidão necessárias ao resguardo da honra e
respeitabilidade para com o usuário de seus serviços. Desse modo, a fissura e o abalo no
espírito da pessoa que se sente lesada são bastante para caracterizar o dano moral. Sabe-
se que as empresas fornecedoras de energia elétrica usam e abusam do seu poder de
império frente aos usuários prestando serviços de má qualidade. Da mesma forma, é
notório que os montantes obtidos a título de indenizações por usuários frente às novas
“Companhias das Índias” – ou seja, as Operadoras de Telefonia - são muitas vezes tímidas,
irrisórias, não causando qualquer sentimento de preocupação em tais operadoras, o que
contribui para que essas mesmas multinacionais continuem a oferecer incessantemente
um péssimo serviço ao consumidor brasileiro. No que concerne ao quantum
indenizatório, temos que o mesmo deva não só garantir à parte que o postula a
compensação do dano em face da lesão experimentada, como, de igual modo, servir de

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Sílvia Abrahão de Almeida Mello


Advogada
reprimenda àquele quem efetuou a conduta reprovável, de tal forma que o impacto se

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mostre hábil a dissuadi-lo da repetição de procedimento análogo, devendo ser sublinhado
aqui o efeito punitivo-pedagógico que se pretende.
Deste modo, verifica-se ser plenamente cabível a indenização por danos morais à Autora,
no intuito de repará-la, na condição de consumidor lesado, em virtude da má prestação
de serviço, além da negativa em prestar o serviço. Deve, inclusive, os valores estipulados
a título de indenização, no importe de R$ 30.000,00 ao menos, serem corrigidos
monetariamente com força na Súmula 362 do STJ.
No que concerne aos danos morais, trata-se de lesão a bens extrapatrimoniais traduzidos
no abalo a direitos da personalidade ou aos atributos da pessoa. Configura-se com a
ofensa aos valores mais caros à pessoa humana, sendo dispensável a dor física e até
mesmo a conscientização quanto às suas consequências, como bem definiu o Superior
Tribunal de Justiça:
RECURSO ESPECIAL. CONSUMIDOR. SAQUE INDEVIDO EMCONTA-CORRENTE. FALHA
NA PRESTAÇÃO DO SERVIÇO. RESPONSABILIDADE DAINSTITUIÇÃO FINANCEIRA.
SUJEITO ABSOLUTAMENTE INCAPAZ. ATAQUE A DIREITO DA PERSONALIDADE.
CONFIGURAÇÃO DO DANOMORAL. IRRELEVÂNCIA QUANTO AO ESTADO DA PESSOA.
DIREITO À DIGNIDADE.PREVISÃO CONSTITUCIONAL. PROTEÇÃO DEVIDA.1. A
instituição bancária é responsável pela segurança das operações realizadas pelos seus
clientes, de forma que, havendo falha na prestação do serviço que ofenda direito da
personalidade daqueles, tais como o respeito e a honra, estará configurado o dano moral,
nascendo o dever de indenizar. Precedentes do STJ.2. A atual Constituição Federal deu ao
homem lugar de destaque entre suas previsões. Realçou seus direitos e fez deles o fio
condutor de todos os ramos jurídicos. A dignidade humana pode ser considerada, assim,
um direito constitucional subjetivo, essência de todos os direitos personalíssimos e o
ataque àquele direito é o que se convencionou chamar dano moral.3. Portanto, dano moral
é todo prejuízo que o sujeito de direito vem a sofrer por meio de violação a bem jurídico
específico. É toda ofensa aos valores da pessoa humana, capaz de atingir os componentes

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Sílvia Abrahão de Almeida Mello


Advogada
da personalidade e do prestígio social.4. O dano moral não se revela na dor, no

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padecimento, que são, na verdade, sua consequência, seu resultado. O dano é fato que
antecede os sentimentos de aflição e angústia experimentados pela vítima, não estando
necessariamente vinculado a alguma reação psíquica da vítima.5. Em situações nas quais
a vítima não é passível de detrimento anímico, como ocorre com doentes mentais, a
configuração do dano moral é absoluta e perfeitamente possível, tendo em vista que, como
ser humano, aquelas pessoas são igualmente detentoras de um conjunto de bens
integrantes da personalidade.6. Recurso especial provido.(REsp 1245550/MG, Rel.
Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA, julgado em 17/03/2015, DJe
16/04/2015.
Vale esclarecer, portanto, que sua configuração independe da demonstração efetiva das
consequências negativas decorrentes do dano moral, mas apenas da comprovação da
situação fática a partir da qual ele seja presumível, com base no senso comum do homem
médio: “Neste ponto a razão se coloca ao lado daqueles que entendem que o dano moral
está ínsito na própria ofensa, decorre da gravidade do ilícito em si. Se a ofensa é grave e
de repercussão, por si só justifica a concessão de uma satisfação de ordem pecuniária ao
lesado. Em outras palavras, o dano moral existe in re ipsa; deriva inexorável mantendo
próprio fato ofensivo, de tal modo que, provada a ofensa, ipso facto está demonstrado o
dano moral à guisa de uma presunção natural, uma presunção hominisou facti, que
decorre das regras da experiência comum.” (Sergio Cavalhieri Filho, In “Programa de
Responsabilidade Civil”, 9ª edição, Atlas, p. 90).No presente caso, os danos morais
ocorreram, considerando que se trata de consumidor que procurava ter acesso ao seu
direito aos serviços de energia elétrica, sendo um elemento essencial para a dignidade da
pessoa humana e de extrema relevância nos tempos modernos. Ademais, restou
comprovada a falha na prestação de serviço por parte da ré, sendo que não apresentou
justificativa plausível para a negativa na prestação do serviço essencial, tão somente alega
se tratar de terreno irregular. Não pairam dúvidas de que a autora foi lesada em virtude
de não ter acesso à energia elétrica em seu imóvel, tendo em vista que sempre morou de

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Sílvia Abrahão de Almeida Mello


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aluguel e agora que conseguiu construir sua casa própria, encontra dificuldades em se

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mudar, tendo em vista a falta de instalação da rede elétrica. Resta analisar o quantum
indenizatório é suficiente para compensar os danos suportados. O enfrentamento do tema
revela dificuldades na medida em que a afronta a direitos extra patrimoniais apresenta
quantificação inexata, vez que impossível determinar a precisa medida de valores como a
vida, a integridade, a honra, o bom nome e respectiva frustração suportada. Como a
legislação é omissa na indicação de um processo de quantificação da indenização
compensatória, a doutrina e a jurisprudência apontam para o critério bifásico, em que
,inicialmente, seja considerado o parâmetro jurisprudencial adotado para casos análogos,
para, em seguida, serem feitos os ajustes necessários à individualização do caso concreto.
E isso tudo considerando ainda o necessário ressarcimento da vítima pelo abalo sofrido,
a punição adequada do agressor, o grau da culpa da conduta, as condições
socioeconômicas das partes e a vedação ao enriquecimento ilícito

O REQUERENTE IMPUGNA TODOS OS TÓPICOS TRAZIDOS NA CONTESTAÇÃO E


REITERA TODOS OS TRAZIDOS NA EXORDIAL.

É importante informar que os requerentes estão construindo sua casa no imóvel e


não tem energia elétrica, o que tem atrasado a obra e trazido prejuízo aos
requerentes.

DOS PEDIDOS

Diante todo o exposto, requer seja a presente ação julgada totalmente procedente, a fim
de que a liminar pretendida seja deferida e fixada multa pecuniária diária no importe de

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Sílvia Abrahão de Almeida Mello


Advogada
ao menos R$ 1.000,00, e seja a empresa requerida condenada ao pagamento de danos

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morais no importe de ao menos R$ 30.000,00 (trinta mil reais)

Termos em que,
Pede deferimento.
Angatuba, 12 de Abril de 2021.

Sílvia Abrahão de Almeida Mello


OAB/SP 372468

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fls. 95

FORO DE ANGATUBA Emitido em: 13/04/2021 11:01


Certidão - Processo 1000172-15.2021.8.26.0025 Página: 1

CERTIDÃO DE PUBLICAÇÃO DE RELAÇÃO

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1000172-15.2021.8.26.0025 e código 85E4870.
Certifico e dou fé que o ato abaixo, constante da relação nº 0050/2021, foi disponibilizado na página
317/323 do Diário de Justiça Eletrônico em 13/04/2021. Considera-se a data de publicação em 14/04/2021,
primeiro dia útil subsequente à data de disponibilização.

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por SIMONY NAOMY KONDO UEKANE NEVES, liberado nos autos em 13/04/2021 às 11:01 .
Advogado
Silvia Abrahão de Almeida Mello (OAB 372468/SP)
Denner de Barros E Mascarenhas Barbosa (OAB 403594/SP)

Teor do ato: "Vistos, Fls. 36: Cadastre-se, anote-se. Manifeste-se a parte autora em réplica, no prazo de
5 (cinco) dias , sobre a contestação apresentada. Manifestem-se as partes as provas que pretendem produzir,
justificando sua pertinência de forma clara, sob pena de indeferimento. Caso pretendam a oitiva de
testemunhas, deverão desde já informar as testemunhas a serem ouvidas e o que se quer provar com seu
relato, a fim de que seja possível analisar a pertinência da prova e adequar a pauta de audiência de acordo
com a quantidade de depoimentos a serem acolhidos. Int."

Angatuba, 13 de abril de 2021.

Simony Naomy Kondo


Escrevente Técnico Judiciário
.
Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por SILVIA ABRAHAO DE ALMEIDA MELLO e Tribunal de Justica do Estado de Sao Paulo, protocolado em 20/04/2021 às 13:54 , sob o número WANG21700077520
fls. 96

Sílvia Abrahão de Almeida Mello


Advogada
EXCELENTÍSSIMA SENHORA DOUTORA JUIZA DE DIREITO DA VARA
ÚNICA DA COMARCA DE ANGATUBA

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1000172-15.2021.8.26.0025 e código 867EE9B.
Processo n.º 1000172-15.2021.8.26.0025

Paulo Alexandre Rocha, já qualificado nos autos do processo em


epígrafe, vem por sua advogada, que esta subscreve, com o devido acato
perante Vossa Excelência requerer o que segue:

Requer seja o processo julgado antecipadamente nos moldes do artigo


355 inciso I do Código de Processo Civil, sendo desnecessária a dilação
probatória.

As questões controvertidas, ventiladas nesta ação, não reclamam a


produção de prova testemunhal ou de quaisquer outras para serem
solucionadas. Nesse sentido dispõe a lei, em resumo, que o juiz deve
impedir a realização de provas ou diligências inúteis de acordo com o
artigo 370 do Código de Processo Civil.

O juiz indeferirá a inquirição de testemunhas sobre fatos já provados


por documento ou confissão da parte; que só por documento ou exame
pericial puderem ser provados de acordo com o artigo 443 do mesmo
diploma.

Esse poder de indeferimento de provas inúteis ou protelatórias é, na


verdade, um dever do magistrado, porque não há motivo para retardar
a prestação jurisdicional quando já houver, nos autos, todos os
elementos para resolver o litígio, dando-lhe a solução adequada.

Rua Irmãos Basile n. 524, piso térreo, sala 3, Centro. Angatuba/SP CEP 18240-000 tel. 15 997 486 486
e-mail: silvia_abrahao@adv.oabsp.org.br
.
Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por SILVIA ABRAHAO DE ALMEIDA MELLO e Tribunal de Justica do Estado de Sao Paulo, protocolado em 20/04/2021 às 13:54 , sob o número WANG21700077520
fls. 97

Sílvia Abrahão de Almeida Mello


Advogada
Reitera o pedido à indenização por danos morais, requerendo desde já
sua majoração, uma vez que a presente ação tramita desde o mês de
Fevereiro, tendo o requerente passado por diversos dissabores, e danos

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1000172-15.2021.8.26.0025 e código 867EE9B.
morais, uma vez que mesmo com o indeferimento de liminar, a
requerida deixa o requerente em situação de extrema indignidade.

Requer se digne Vossa Excelência na antecipação da resolução da lide,


julgando a presente ação TOTALMENTE PROCEDENTE.

Caso Vossa Excelência não entenda que no caso em tela, não será cabível
o julgamento antecipado da lide, reportam-se às alegações apresentadas
e, ad cautelam, requerem a produção das seguintes provas:

a) testemunhal, cujo rol apresentará em momento oportuno;

b) depoimento pessoal da requerida.

Esclarece que se pretende com as referidas provas dirimir eventuais


pontos controvertidos na presente demanda, bem como corroborar as
alegações e documentos apresentados na inicial e réplica.

Reitera nessa ocasião o pedido de liminar para que seja a ré compelida


ao fornecimento de energia elétrica sob pena de multa

Termos em que

Pede e espera o deferimento

Angatuba, 20 de Abril de 2021

Sílvia Abrahão de Almeida Mello

OAB/SP 372468

Rua Irmãos Basile n. 524, piso térreo, sala 3, Centro. Angatuba/SP CEP 18240-000 tel. 15 997 486 486
e-mail: silvia_abrahao@adv.oabsp.org.br
.
Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por DENNER DE BARROS E MASCARENHAS BARBOSA e Tribunal de Justica do Estado de Sao Paulo, protocolado em 22/04/2021 às 17:56 , sob o número WANG21700079018
fls. 98

EXMO. SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DO JUIZADO ESPECIAL


CÍVEL DA COMARCA DE ANGATUBA - SP

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1000172-15.2021.8.26.0025 e código 86A9A7C.
PROTOCOLO DE EXPEDIÇÃO
PRAZO: EPR
RESPONSÁVEL: RBDE
FICHA: N 554169.0

PROCESSO N°: 10001721520218260025


PARTE AUTORA: RITA DE CASSIA SOUSA ROCHA
PARTE RÉ: ELEKTRO REDES S.A

ELEKTRO REDES S.A, empresa já qualificada no processo em epígrafe,


feito movido por RITA DE CASSIA SOUSA ROCHA, neste ato representada por seus
procuradores subscritos, vem, respeitosamente, à presença de V. Ex.ª, se manifestar nos
seguintes termos.

Em primeiro, nota-se que a requerida alegou em sede de contestação,


matérias que impedem o julgamento do mérito dos autos, motivo pelo qual, à luz do
que dispõe o artigo 357, inciso I do CPC, requer a apreciação das objeções quando do
saneamento do feito.

Por conseguinte, destaca-se que a controvérsia dos autos gira em torno de:

a) se há o dever da requerida em proceder a construção/extensão de rede elétrica,


para atender imóveis localizados em loteamentos clandestinos;

b) se apontar o grau da responsabilidade civil da requerida;

c) a necessidade de instituir servidão de passagem, bem como eventual direito de


indenização de terceiros;

Ademais, é imperioso destacar o entendimento dos magistrados no


momento da produção probatória em casos envolvendo essa matéria1: “ para o
fornecimento dos serviços essenciais são necessárias diversas obras de infraestrutura de
responsabilidade do loteador e não do poder público e de seus concessionários. Aliás, está é a
dificuldade que o crescimento desordenado e em desrespeitos às normas urbanísticas causa.
Observo que o imóvel é objeto de fração ideal e não está devidamente desmembrado, devendo tão

1
Juíza de Direito, Dra. Elizabeth Shalders de Oliveira Roxo, Processo n. 1000366-43.2021.8.26.0145,
Comarca: 1ª Vara de Conchas/SP, DJe 22/04/2021.
__________________________________________________________________________________________________________
Rua Alagoas, 365, Bairro Jardim dos Estados
Fone/Fax (67) 3041-8888 - CEP 79020-120
Campo Grande – MS

Filiais: Araguaína – TO; Brasília – DF; Cacoal – RO; Cuiabá – MT; Goiânia – GO; Rio de Janeiro – RJ e Salvador – BA

controladoriageral@mbaa.net.br; contato@mascarenhasbarbosa.com.br
.
Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por DENNER DE BARROS E MASCARENHAS BARBOSA e Tribunal de Justica do Estado de Sao Paulo, protocolado em 22/04/2021 às 17:56 , sob o número WANG21700079018
fls. 99

ligação passar por imóvel de terceiros, o que gera, inclusive, a necessidade de formalizar servidão
de passagem e, ainda, eventualmente, passível de indenização.

Diante disso, considerando que a própria parte autora assumiu em sua

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1000172-15.2021.8.26.0025 e código 86A9A7C.
inicial que seu imóvel se localiza em área irregular, requer a designação de audiência
de instrução e julgamento para colheita do depoimento da parte, visando a extração de
informações referentes à forma de aquisição do terreno, bem como demais informações
acerca do exercício de sua posse sobre o imóvel.

Tendo em vista que a requerida deverá respeitar o plano urbanístico do


Município ao proceder a construção de redes elétricas, requer ofício ao município de
Angatuba/SP para apresentação das informações que detiver a respeito do lote
(loteamento/desmebramento) e de seus adquirentes, sobretudo o imóvel “Chácara Rio
Verde de Espinosa MG, no Bairro dos Mineiros, com área de 30.953,26 m², objeto da matrícula
n.º 14.888 inscrito no Oficial de Registro de Imóveis, Angatuba/SP”.

Por fim, requer seja designado um Oficial de Justiça, com amparo no art.
154, incs. II e V, da lei 13.105/15, para a realização de um laudo de constatação, a fim
de que se faça uma simples constatação in loco acerca do que se alega supra, sobretudo
quanto à necessidade de instalação de infraestrutura elétrica para energização
(fornecimento) da rede.

Por derradeiro, requer que as publicações e intimações através do órgão


oficial, conforme prevê o artigo 272, parágrafo 5º do CPC, devam continuar sendo
realizadas exclusivamente em nome do patrono DENNER B. MASCARENHAS
BARBOSA, sob pena de nulidade.

Pede deferimento.
Angatuba - SP, 22 de abril de 2021.

DENNER B. MASCARENHAS BARBOSA


OAB/SP 403594

Página 2 de 2
.
Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por SILVIA ABRAHAO DE ALMEIDA MELLO e Tribunal de Justica do Estado de Sao Paulo, protocolado em 06/05/2021 às 16:02 , sob o número WANG21700089366
fls. 100

Sílvia Abrahão de Almeida Mello


Advogada
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA VARA ÚNICA DA COMARCA
DE ANGATUBA/SP

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Processo n.º 1000172-15.2021.8.26.0025
Paulo Alexandre Rocha, já qualificado nos autos do processo em epígrafe, vem por sua
advogada que esta subscreve, com o devido acato perante Vossa Excelência, requerer o
que segue:
Vem aos autos informar que no dia 5 de Maio de 2021, a empresa requerida, procedeu
com a instalação de energia elétrica aos vizinhos do requerente, conforme os autos n.º
1000477-96.2021.8.26.0025 e 0000084-28.2020.8.26.0025, sendo que o ajuizamento
destes autos fora feito antes do primeiro mencionado (Sr. Joel).
Não há de se falar em loteamento clandestino de forma alguma, sendo que são estes
vizinhos, e tem a gleba na mesma localidade.
Requer seja deferido o pedido de liminar com urgência, uma vez que o requerente
necessita do fornecimento de energia elétrica e já comprovou que tal lote é REGULAR.
Requer também, seja arbitrada multa por não cumprimento desta liminar, uma vez que
há o risco da demora do processo.
Termos em que
Pede e espera o deferimento

Angatuba, 6 de Maio de 2021

Sílvia Abrahão de Almeida Mello


OAB/SP 372468

Rua Irmãos Basile n.º 524, piso térreo, sala 3. Centro. Angatuba/SP. CEP 18240-000. Tel. 15 997 486 486
e-mail: silvia_abrahao@adv.oabsp.org.br
fls. 101

TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO


COMARCA DE ANGATUBA
FORO DE ANGATUBA
JUIZADO ESPECIAL CÍVEL E CRIMINAL
RUA PÚBLIO DE ALMEIDA MELO, 832, Angatuba-SP - CEP 18240-000
Horário de Atendimento ao Público: das 12h30min às18h00min

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DESPACHO

Processo Digital nº: 1000172-15.2021.8.26.0025


Classe – Assunto: Procedimento do Juizado Especial Cível - Fornecimento de Energia Elétrica
Requerente: Paulo Alexandre Rocha e outro
Requerido: Elektro Redes S.A

Justiça Gratuita

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por MATHEUS OLIVEIRA NERY BORGES, liberado nos autos em 19/05/2021 às 18:17 .
Juiz(a) de Direito: Dr(a). MATHEUS OLIVEIRA NERY BORGES

Vistos.

Baixo os autos em cartório por haver cessado a minha designação.

Int.

Angatuba, 14 de maio de 2021.

DOCUMENTO ASSINADO DIGITALMENTE NOS TERMOS DA LEI 11.419/2006,


CONFORME IMPRESSÃO À MARGEM DIREITA
fls. 102

FORO DE ANGATUBA Emitido em: 24/05/2021 10:25


Certidão - Processo 1000172-15.2021.8.26.0025 Página: 1

CERTIDÃO DE REMESSA DE RELAÇÃO

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1000172-15.2021.8.26.0025 e código 89301F1.
Certifico que o ato abaixo consta da relação nº 0074/2021, encaminhada para publicação.

Advogado Forma
Silvia Abrahão de Almeida Mello (OAB 372468/SP) D.J.E

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por SIMONY NAOMY KONDO UEKANE NEVES, liberado nos autos em 24/05/2021 às 10:24 .
Denner de Barros E Mascarenhas Barbosa (OAB D.J.E
403594/SP)

Teor do ato: "Baixo os autos em cartório por haver cessado a minha designação."

Do que dou fé.


Angatuba, 24 de maio de 2021.

Simony Naomy Kondo


fls. 103

FORO DE ANGATUBA Emitido em: 25/05/2021 09:59


Certidão - Processo 1000172-15.2021.8.26.0025 Página: 1

CERTIDÃO DE PUBLICAÇÃO DE RELAÇÃO

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1000172-15.2021.8.26.0025 e código 894C771.
Certifico e dou fé que o ato abaixo, constante da relação nº 0074/2021, foi disponibilizado na página
299/307 do Diário de Justiça Eletrônico em 25/05/2021. Considera-se a data de publicação em 26/05/2021,
primeiro dia útil subsequente à data de disponibilização.

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por SIMONY NAOMY KONDO UEKANE NEVES, liberado nos autos em 25/05/2021 às 09:58 .
Advogado
Silvia Abrahão de Almeida Mello (OAB 372468/SP)
Denner de Barros E Mascarenhas Barbosa (OAB 403594/SP)

Teor do ato: "Baixo os autos em cartório por haver cessado a minha designação."

Angatuba, 25 de maio de 2021.

Simony Naomy Kondo


Escrevente Técnico Judiciário
fls. 104

TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO


COMARCA DE ANGATUBA
FORO DE ANGATUBA
JUIZADO ESPECIAL CÍVEL E CRIMINAL
RUA PÚBLIO DE ALMEIDA MELO, 832, Angatuba-SP - CEP
18240-000
Horário de Atendimento ao Público: das 12h30min às18h00min

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1000172-15.2021.8.26.0025 e código 8E2AB9C.
SENTENÇA

Processo Digital nº: 1000172-15.2021.8.26.0025


Classe – Assunto: Procedimento do Juizado Especial Cível - Fornecimento
de Energia Elétrica
Requerente: Paulo Alexandre Rocha e outro
Requerido: Elektro Redes S.A

Justiça Gratuita

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por HEBER MENDES BATISTA, liberado nos autos em 22/07/2021 às 09:26 .
Juiz(a) de Direito: HÉBER MENDES BATISTA

VISTOS.

PAULO ALEXANDRE ROCHA e RITA DE CÁSSIA

SOUSA ROCHA ajuizaram a presente ação contra ELEKTRO ELETRICIDADE

E SERVIÇOS S/A, aduzindo, em síntese, que adquiriram a gleba rural descrita

na inicial e, ao solicitarem a instalação de energia elétrica, o pedido foi rejeitado

pela ré, com alegação de tratar-se de loteamento irregular. Por isso, postularam:

(a) a condenação da ré ao cumprimento de obrigação de fazer (instalar a energia

elétrica); (b) a condenação dela ao pagamento de reparação por danos morais

(R$ 20.000,00). Requereram liminar juntaram documentos (fls. 12/23).

Indeferida a liminar (fls. 31/32), a ré foi citada e ofertou

resposta. Preliminarmente, requereu a denunciação à lide do Município de

Angatuba. Ainda em preliminar, alegou ilegitimidade ad causam passiva e


fls. 105

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FORO DE ANGATUBA
JUIZADO ESPECIAL CÍVEL E CRIMINAL
RUA PÚBLIO DE ALMEIDA MELO, 832, Angatuba-SP - CEP
18240-000
Horário de Atendimento ao Público: das 12h30min às18h00min

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1000172-15.2021.8.26.0025 e código 8E2AB9C.
carência de ação por falta de interesse processual. No mérito, aduziu tratar-se de

loteamento irregular; que não tem obrigação de instalar a rede de energia elétrica

(obrigação que alega ser do empreendedor e, subsidiariamente, do Poder

Público). Com esses fundamentos, requereu a improcedência do pedido (fls.

65/80).

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por HEBER MENDES BATISTA, liberado nos autos em 22/07/2021 às 09:26 .
Réplica a fls. 83/94.

É O RELATÓRIO.

DECIDO.

Não há necessidade de se produzir outras provas em

audiência, razão por que se conhece diretamente do pedido.

O pedido de denunciação à lide do Município de

Angatuba pode ser acolhido.

Com efeito, por força de contrato de concessão, é de

exclusiva responsabilidade da ré prestar o fornecimento de energia elétrica neste

Município.

Ademais, no sistema dos Juizados Especiais, não

cabe qualquer intervenção de terceiros (Art. 10, da Lei nº 9.099/95).


fls. 106

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RUA PÚBLIO DE ALMEIDA MELO, 832, Angatuba-SP - CEP
18240-000
Horário de Atendimento ao Público: das 12h30min às18h00min

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1000172-15.2021.8.26.0025 e código 8E2AB9C.
Por outro lado, considerando que a ré tem a

concessão de energia elétrica neste município, ela tem pertinência subjetiva com

a questão posta em juízo, motivo pelo qual também se rejeita a alegada

ilegitimidade ad causam passiva.

Já a via eleita pela parte autora (ação

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por HEBER MENDES BATISTA, liberado nos autos em 22/07/2021 às 09:26 .
preponderantemente executiva lato sensu) é a adequada à satisfação de sua

pretensão, e isso basta ao juízo para afastar a outra questão prévia suscitada na

contestação (carência de ação por falta de interesse processual).

No mérito, o caso é de parcial acolhimento do pedido.

Por força de lei (Art. 22 do Código de Defesa do

Consumidor) o serviço oferecido pela ré é essencial. Como tal, deve ser prestado

de maneira contínua adequada, eficiente e segura.

Por outro lado, em caso de descumprimento total ou

parcial das obrigações referidas na cabeça do artigo 22, do CDC, as pessoas

jurídicas responsáveis pela prestação do serviço considerado essencial serão

compelidas a cumpri-las e, se for o caso, a reparar os danos causados aos

consumidores (artigo 22, parágrafo único, do CDC).

Ou seja, por força de lei, e considerando que energia

elétrica é serviço categorizado como essencial, a ré não poderia ter deixado de


fls. 107

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18240-000
Horário de Atendimento ao Público: das 12h30min às18h00min

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1000172-15.2021.8.26.0025 e código 8E2AB9C.
atender a pretensão da parte autora, não se sustentando a tese de que o

loteamento é irregular, haja vista que isso não desobriga o polo passivo à

obrigação contratual assumida com o Poder Público em contrato de concessão

de serviço público essencial (fornecimento de energia elétrica).

Realmente, conforme já se decidiu, o fornecimento de

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por HEBER MENDES BATISTA, liberado nos autos em 22/07/2021 às 09:26 .
energia elétrica “é corolário lógico para que qualquer cidadão possa exercer o

seu direito de moradia, ainda que a título precário, sendo de rigor destacar que a

Resolução nº 414/2010, da ANEEL, que estabelece as condições necessárias à

instalação de rede de energia elétrica, não inclui a regularidade do registro

imobiliário para o fornecimento a pessoas físicas”. (TJSP, 32ª Câmara de Direito

Privado, no Agravo de Instrumento nº 2037269-83.2016.8.26.0000, da Comarca

de Avaré, relator o Desembargador RUY COPPOLA, j. 15.03.16, v.u.).

E mesmo que toda a infraestrutura de um loteamento

seja de responsabilidade do empreendedor, sob fiscalização do Poder Público

Municipal, isso não exclui o dever legal e contratual da concessionária ao

fornecimento de energia elétrica, máxime quando o consumidor adquiriu o imóvel

de boa-fé, porque a “boa-fé que deve ser prestigiada” (TJSP, 25ª Câmara de

Direito Privado, na Apelação nº 0002637-64.2012.8.26.0272, da Comarca de

Itapira, relatora a Desembargadora CARMEN LÚCIA DA SILVA, J. 12.11.15,

V.U.).
fls. 108

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Horário de Atendimento ao Público: das 12h30min às18h00min

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1000172-15.2021.8.26.0025 e código 8E2AB9C.
Por fim, anota-se que o direito constitucional à

moradia e o princípio da dignidade da pessoa humana se sobrepõem ao

princípio da legitimidade dos atos administrativos. Por isso, no presente caso, a

ré, em respeito àqueles mandamentos constitucionais, deveria ter atendido a

demandada parte autora.

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por HEBER MENDES BATISTA, liberado nos autos em 22/07/2021 às 09:26 .
Nesse sentido:

“AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DEFAZER C.C.

INDENIZAÇÃO POR DANO MORAL. Pedido de instalação de energia elétrica

não atendido pela CPFL. DECRETO DE IMPROCEDÊNCIA. APELAÇÃO da

autora, que insiste no decreto de procedência. Ocupação irregular do imóvel que

não impede o fornecimento de energia elétrica à consumidora. Ocupação aceita

pelo Poder Público. Precedentes desta Corte. Prevalência do princípio da

dignidade humana e do direito social à moradia (v. artigos 1º, III, e 6º da

Constituição Federal). Autora que não observou as medidas previstas no

parágrafo único do artigo 15 da Resolução 414 da ANEEL para a instalação de

eletricidade no imóvel ocupado. Interpretação da norma administrativa conforme

os preceitos do CDC. Providências que devem ser tomadas pela Concessionária

fornecedora, ante a hipossuficiência da consumidora. Dano moral indenizável

não configurado, ante a ausência de negativa da ré em instalar a rede elétrica no

imóvel. Necessidade de comprovação de autorização ou servidão de passagem

por parte dos vizinhos. Sucumbência recíproca. Sentença reformada. RECURSO


fls. 109

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Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1000172-15.2021.8.26.0025 e código 8E2AB9C.
PARCIALMENTE PROVIDO” (TJSP, 27ª Câmara de Direito Privado, na

Apelação nº 0070721-09.2012.8.26.0114, da Comarca de Campinas, relatora a

Desembargadora DAISE FAJARDO NOGUEIRA JACOT, j. 25.08.15, v.u.).

No mesmo sentido:

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por HEBER MENDES BATISTA, liberado nos autos em 22/07/2021 às 09:26 .
“PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS - ENERGIA ELÉTRICA

- AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER - Individualização de relógio medidor -

Recusa da concessionária - Imóvel construído em loteamento irregular e

obrigação do loteador em implantar a rede elétrica - Descabimento - Serviço

essencial e prevalência da preservação da dignidade da pessoa humana - Ação

procedente - Recurso desprovido, com observação.” (TJSP, 35ª Câmara de

Direito Privado, na Apelação nº 1045182-07.2015.8.26.0506, da Comarca de

Ribeirão Preto, relator o Desembargador MELO BUENO, j. 28.08.17, m.v.).

No tocante ao capítulo indenizatório, a razão está com

a ré, conquanto “só deve reputar como dano moral a dor, vexame, sofrimento ou

humilhação que, fugindo à normalidade, interfira intensamente no

comportamento psicológico do indivíduo, causando-lhe aflições, angústias e

desequilíbrio em seu bem-estar. Mero dissabor, aborrecimento, mágoa, irritação

ou sensibilidade exacerbada estão fora da órbita do dano moral, porquanto, além

de fazerem parte da normalidade de nosso dia-a-dia, no trabalho, no trânsito,

entre os amigos, e até no ambiente familiar, tais situações não são intensas e
fls. 110

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18240-000
Horário de Atendimento ao Público: das 12h30min às18h00min

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1000172-15.2021.8.26.0025 e código 8E2AB9C.
duradouras, a ponto de romper o equilíbrio psicológico do indivíduo” (TJSP, 4ª

Câmara de Direito Privado, na Apelação Cível c/ revisão nº 445.474-4/2-00, da

Comarca de Ribeirão Preto, relator o Desembargador ÊNIO SANTARELLI

ZULIANI, j. em 18/5/2006, v.u).

Ante o exposto e considerando tudo o mais que dos

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por HEBER MENDES BATISTA, liberado nos autos em 22/07/2021 às 09:26 .
autos consta, JULGO PROCEDENTE EM PARTE o pedido para deferir a liminar

nesta data e impor, à ré de maneira definitiva, obrigação de fazer, consistente na

instalação de energia elétrica no imóvel descrito na inicial, no prazo de 60 dias,

pena de multa diária de R$100,00, limitada a R$ 20.000,00

Sem condenação em custas e honorários

advocatícios, por força de isenção legal.

Retifique-se no nome da ré no SAJ: ELEKTRO

ELETRICIDADE E SERVIÇOS S/A

Publique-se e intimem-se.

Angatuba, 22 de julho de 2021.

HÉBER MENDES BATISTA


JUIZ DE DIREITO

DOCUMENTO ASSINADO DIGITALMENTE NOS TERMOS DA LEI 11.419/2006,


CONFORME IMPRESSÃO À MARGEM DIREITA
18240-000
FORO DE ANGATUBA
COMARCA DE ANGATUBA

JUIZADO ESPECIAL CÍVEL E CRIMINAL


TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO

RUA PÚBLIO DE ALMEIDA MELO, 832, Angatuba-SP - CEP

Horário de Atendimento ao Público: das 12h30min às18h00min


fls. 111

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por HEBER MENDES BATISTA, liberado nos autos em 22/07/2021 às 09:26 .
Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1000172-15.2021.8.26.0025 e código 8E2AB9C.
fls. 112

FORO DE ANGATUBA Emitido em: 26/07/2021 13:10


Certidão - Processo 1000172-15.2021.8.26.0025 Página: 1

CERTIDÃO DE REMESSA DE RELAÇÃO

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1000172-15.2021.8.26.0025 e código 8E7854C.
Certifico que o ato abaixo consta da relação nº 0108/2021, encaminhada para publicação.

Advogado Forma
Silvia Abrahão de Almeida Mello (OAB 372468/SP) D.J.E

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por SIMONY NAOMY KONDO UEKANE NEVES, liberado nos autos em 26/07/2021 às 13:10 .
Denner de Barros E Mascarenhas Barbosa (OAB D.J.E
403594/SP)

Teor do ato: "Ante o exposto e considerando tudo o mais que dos autos consta, JULGO PROCEDENTE
EM PARTE o pedido para deferir a liminar nesta data e impor, à ré de maneira definitiva, obrigação de fazer,
consistente na instalação de energia elétrica no imóvel descrito na inicial, no prazo de 60 dias, pena de multa
diária de R$100,00, limitada a R$ 20.000,00 Sem condenação em custas e honorários advocatícios, por força
de isenção legal. Retifique-se no nome da ré no SAJ: ELEKTRO ELETRICIDADE E SERVIÇOS S/A
Publique-se e intimem-se."

Do que dou fé.


Angatuba, 26 de julho de 2021.

Simony Naomy Kondo


fls. 113

FORO DE ANGATUBA Emitido em: 27/07/2021 18:08


Certidão - Processo 1000172-15.2021.8.26.0025 Página: 1

CERTIDÃO DE PUBLICAÇÃO DE RELAÇÃO

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1000172-15.2021.8.26.0025 e código 8EA14B6.
Certifico e dou fé que o ato abaixo, constante da relação nº 0108/2021, foi disponibilizado na página
299/306 do Diário de Justiça Eletrônico em 27/07/2021. Considera-se a data de publicação em 28/07/2021,
primeiro dia útil subsequente à data de disponibilização.

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por SIMONY NAOMY KONDO UEKANE NEVES, liberado nos autos em 27/07/2021 às 18:08 .
Advogado
Silvia Abrahão de Almeida Mello (OAB 372468/SP)
Denner de Barros E Mascarenhas Barbosa (OAB 403594/SP)

Teor do ato: "Ante o exposto e considerando tudo o mais que dos autos consta, JULGO PROCEDENTE
EM PARTE o pedido para deferir a liminar nesta data e impor, à ré de maneira definitiva, obrigação de fazer,
consistente na instalação de energia elétrica no imóvel descrito na inicial, no prazo de 60 dias, pena de multa
diária de R$100,00, limitada a R$ 20.000,00 Sem condenação em custas e honorários advocatícios, por força
de isenção legal. Retifique-se no nome da ré no SAJ: ELEKTRO ELETRICIDADE E SERVIÇOS S/A
Publique-se e intimem-se."

Angatuba, 27 de julho de 2021.

Simony Naomy Kondo


Escrevente Técnico Judiciário
.
Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por DENNER DE BARROS E MASCARENHAS BARBOSA e Tribunal de Justica do Estado de Sao Paulo, protocolado em 03/08/2021 às 13:13 , sob o número WANG21700157345
fls. 114

EXCELENTÍSSIMO SENHOR JUIZ DE DIREITO DO JUIZADO ESPECIAL


CÍVEL DA COMARCA DE ANGATUBA/SP

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1000172-15.2021.8.26.0025 e código 8F31D11.
PROCESSO N°: 1000172-15.2021.8.26.0025
PARTE AUTORA: PAULO ALEXANDRE ROCHA
PARTE RÉ: ELEKTRO REDES S.A

ELEKTRO REDES S.A, devidamente qualificada nos autos da ação


em destaque, por seus advogados signatários, comparece à insigne presença de
Vossa Excelência, irresignada com a Sentença prolatada nos autos, opor,
tempestivamente, o presente EMBARGOS DE DECLARAÇÃO COM
EFEITOS INFRINGENTES, com fulcro no art. 1.022 CPC, c/c art. 48, da Lei
9.099/95, pelos fundamentos que seguem:

Como é cediço, os embargos de declaração têm os seus contornos


delineados no art. 1.022 do Novo Código de processo Civil e art. 48, da Lei
9.099/95, prestando-se para expungir do julgamento obscuridades,
contradições ou omissões sobre ponto acerca do qual impunha-se
pronunciamento do Juiz ou Tribunal.

I - DA SENTENÇA

Tratam-se de Embargos de Declaração opostos em face da Sentença


proferida, nos seguintes termos:

“Ante o exposto e considerando tudo o mais que dos autos consta, JULGO
PROCEDENTE EM PARTE o pedido para deferir a liminar nesta data e impor, à
ré de maneira definitiva, obrigação de fazer, consistente na instalação de energia
elétrica no imóvel descrito na inicial, no prazo de 60 dias, pena de multa diária de
R$100,00, limitada a R$ 20.000,00”

Ocorre, Excelência, que houve obscuridade e omissão na decisão


prolatada, porquanto quedou-se silente em relação:

____________________________________________________________________________________________________________________________________________
Rua Alagoas, 365, Bairro Jardim dos Estados
Fone/Fax (67) 3041-8888 - CEP 79020-120, Campo Grande – MS
Filiais: Araguaína – TO; Brasília – DF; Cacoal – RO; Cuiabá – MT; Goiânia – GO; Rio de Janeiro – RJ e Salvador – BA
contato@mascarenhasbarbosa.com.br
Audiências virtuais: audiencias@mascarenhasbarbosa.com.br
.
Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por DENNER DE BARROS E MASCARENHAS BARBOSA e Tribunal de Justica do Estado de Sao Paulo, protocolado em 03/08/2021 às 13:13 , sob o número WANG21700157345
fls. 115

II - DA OMISSÃO – DEPOIMENTO PESSOAL E OITIVA DE


TESTEMUNHAS ESPECIFICADAMENTE REQUERIDOS ALÉM
DE OUTRAS DILIGÊNCIAS INDISPENSÁVEIS – DISCUSSÃO

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1000172-15.2021.8.26.0025 e código 8F31D11.
SOBRE MATÉRIA DE FATO – VIOLAÇÃO DOS ARTS. 355 E 373,
II, DO CPC – CERCEAMENTO DE DEFESA – PRECEDENTE DO
STJ

Na hipótese, após a apresentação da contestação (fls. 65/80), da


réplica (fls. 83/94) e da especificação das provas pelo Autor (fls. 96/97) e pelo
Réu (fls. 98/99) com requerimento expresso de depoimento pessoal e oitiva de
testemunhas quanto à matéria de fato discutida, o Juiz, ao fundamento de "não
há necessidade de se produzir outras provas em audiência", proferiu sentença,
julgando parcialmente procedente o pedido formulado pelo Autor.

Ocorre que, diante das peculiaridades do caso, o julgamento


antecipado do feito violou o disposto nos arts. 355 e 373, II, do CPC, cerceando
o direito de defesa do Réu, que, desde a contestação e reiterado na especificação
de provas, requereu a produção de prova testemunhal, cujo rol seria
apresentado no prazo legal, além de produção de todos os meios de prova em
direito admitidos, em especial, a oitiva do depoimento pessoal, de testemunhas,
juntada de documentos, e outros que se fizerem necessários à demonstração da
verdade dos fatos. Sem passar à instrução do feito, o Juízo proferiu Sentença,
desde logo, julgando antecipadamente a lide, com fundamento em matérias de
fato que se encontravam em discussão e em fase de instrução.

Nesse sentido é o entendimento do Superior Tribunal de Justiça,


conforme o procedente que se colaciona abaixo.

[...] JULGAMENTO ANTECIPADO DA LIDE. CERCEAMENTO DE


DEFESA CONFIGURADO. RECURSOS ESPECIAIS CONHECIDOS E
PARCIALMENTE PROVIDOS. [...] IV. Na hipótese, após a apresentação das
contestações, da réplica, pelo Ministério Público, da juntada de documento relativo
a prova emprestada, ouvidas as partes, o Juiz, ao fundamento de que "a prova
material e documental acosta aos autos impõe julgamento antecipado da lide",
proferiu sentença, julgando procedente o pedido formulado pelo Ministério Público,
em relação aos ora recorrentes. Ocorre que, diante das peculiaridades do caso, o
julgamento antecipado do feito violou o disposto nos arts. 330, I, e 333, II,
do CPC/73, cerceando o direito de defesa dos recorrentes, que, desde a
contestação, requereram a produção de prova testemunhal, cujo rol seria
apresentado no prazo do art. 407 do CPC/73, além de "produção de todos os meios
de prova em direito admitidos, em especial, a ouvida do depoimento pessoal, de
testemunhas, juntada de documentos, e outros que se fizerem necessários à
demonstração da verdade dos fatos". Sem passar à instrução do feito, o Juízo de 1º
Grau proferiu sentença, desde logo, julgando antecipadamente a lide, com
fundamento nas faturas e testemunhos, colhidos no Inquérito Civil Público, sem
contraditório, condenando os ora recorrentes pelo ato ímprobo e julgando
improcedente a ação, quanto à corré CLÁUDIA PATRÍCIA DANTAS
FERREIRA, quanto ao uso do aparelho celular (79) 9977-1409. V. [...] VI. Assim,

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Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por DENNER DE BARROS E MASCARENHAS BARBOSA e Tribunal de Justica do Estado de Sao Paulo, protocolado em 03/08/2021 às 13:13 , sob o número WANG21700157345
fls. 116

não obstante sejam fortes os indícios da existência de atos de improbidade


administrativa, tendo os réus, em especial o segundo recorrente, em suas defesas,
negado a ocorrência dos fatos e requerido a produção de prova testemunhal, em
Juízo, com o objetivo de contraditar aquela produzida no Inquérito Civil Público,

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1000172-15.2021.8.26.0025 e código 8F31D11.
bem como contextualizar a conversa telefônica objeto da referida prova emprestada,
forçoso reconhecer que, no caso, o julgamento antecipado do feito violou os arts.
330, I, e 333, II, do CPC/73. VII. Na forma da jurisprudência, "não se
achando a causa suficientemente madura, seu julgamento antecipado, à luz
do art. 330, I, do CPC, enseja a configuração de cerceamento de defesa do
réu condenado que, oportunamente, tenha protestado pela produção de
prova necessária à demonstração de suas pertinentes alegações, tal como
ocorrido no caso em exame" (STJ, REsp 1.538.497/SP, Rel. Ministro SÉRGIO
KUKINA, PRIMEIRA TURMA, DJe de 17/03/2016). Na mesma orientação: STJ,
REsp 1.330.058/PR, Rel. Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES,
SEGUNDA TURMA, DJe de 28/06/2013; REsp 1.421.942/SE, Rel. Ministro
BENEDITO GONÇALVES, PRIMEIRA TURMA, DJe de 17/12/2015. VIII.
Recursos Especiais conhecidos e parcialmente providos, para, afastando as
preliminares de incompetência do Juízo de 1º Grau e de não sujeição dos agentes
políticos às disposições da Lei 8.429/92, anular o feito, desde a prolação da
sentença, inclusive, para que, com o retorno dos autos à origem, seja
facultada às partes a produção de provas. (STJ - REsp 1554897/SE, Rel.
Ministra ASSUSETE MAGALHÃES, SEGUNDA TURMA, julgado em
20/09/2016, DJe 10/10/2016). (grifamos)

Assim, diante das peculiaridades do presente caso, entende-se que,


na hipótese, NÃO se aplica o óbice do livre convencimento probatório do
magistrado, VEZ QUE SEQUER OPORTUNIZOU AS PARTES PROVAR A
MATÉRIA DE FATO DISCUTIDA, mas sim depara-se com a necessidade de
reconhecer que o julgamento antecipado do feito implicou no cerceamento do
direito de defesa do Réu, que requereu especificadamente a produção de prova
testemunhal e depoimento pessoal da parte contrária, conforme explícito e
consagrado no art. 7º, do CPC.

Art. 7º É assegurada às partes paridade de tratamento em relação ao


exercício de direitos e faculdades processuais, aos meios de defesa, aos
ônus, aos deveres e à aplicação de sanções processuais, competindo ao juiz
zelar pelo efetivo contraditório.

Portanto, restando omissa a Sentença quanto aos pedidos expressos e


específicos das partes para a produção de prova no que tange a matéria de fato
em discussão, sobretudo o depoimento pessoal da parte contrária, cuja
confissão restaria passível de influenciar e modificar a decisão do magistrado,
além das testemunhas que confirmariam as razões de fato apontadas na
contestação, espera seja sanada a referida omissão, conferindo efeitos
infringentes, para converter o julgamento em diligência a fim de cumprir com o
postulados por ambas as partes.

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Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por DENNER DE BARROS E MASCARENHAS BARBOSA e Tribunal de Justica do Estado de Sao Paulo, protocolado em 03/08/2021 às 13:13 , sob o número WANG21700157345
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III – DOS PEDIDOS

Pelo exposto, a Embargante requer a Vossa Excelência que conheça

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1000172-15.2021.8.26.0025 e código 8F31D11.
da presente insurgência para, conferindo efeitos infringentes, sanar a omissão
apontada, acolhendo os presentes Embargos Declaratórios.

Por derradeiro, requer que as publicações e intimações através do


órgão oficial, conforme prevê o Art. 272, § 5º do CPC, devam continuar sendo
realizadas exclusivamente em nome do patrono anteriormente constituído, ou
seja, DENNER B. MASCARENHAS BARBOSA, mantendo seu nome na capa
dos Autos.

Pede deferimento.
Angatuba/SP, 3 de agosto de 2021

DENNER B. MASCARENHAS BARBOSA


OAB/SP 403.594

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Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por SILVIA ABRAHAO DE ALMEIDA MELLO e Tribunal de Justica do Estado de Sao Paulo, protocolado em 13/08/2021 às 14:07 , sob o número WANG21700166492
fls. 118

Sílvia Abrahão de Almeida Mello


Advogada
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA VARA ÚNICA DA COMARCA
DE ANGATUBA/SP

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1000172-15.2021.8.26.0025 e código 9027D79.
Processo n.º 1000172-15.2021.8.26.0025
Paulo Alexandre Rocha, já qualificado nos autos do processo em epígrafe, vem por sua
advogada que esta subscreve, com o devido acato perante Vossa Excelência, requerer o
que segue:
Vem aos autos informar que no dia 5 de Maio de 2021, a empresa requerida, procedeu
com a instalação de energia elétrica aos vizinhos do requerente, conforme os autos n.º
1000477-96.2021.8.26.0025 e 0000084-28.2020.8.26.0025, sendo que o ajuizamento
destes autos fora feito antes do primeiro mencionado (Sr. Joel).
Não há de se falar em loteamento clandestino de forma alguma, sendo que são estes
vizinhos, e tem a gleba na mesma localidade.
Requer seja deferido o pedido de liminar com urgência, uma vez que o requerente
necessita do fornecimento de energia elétrica e já comprovou que tal lote é REGULAR.
Requer também, seja arbitrada multa por não cumprimento desta liminar, uma vez que
há o risco da demora do processo.
Termos em que
Pede e espera o deferimento

Angatuba, 6 de Maio de 2021

Sílvia Abrahão de Almeida Mello


OAB/SP 372468

Rua Irmãos Basile n.º 524, piso térreo, sala 3. Centro. Angatuba/SP. CEP 18240-000. Tel. 15 997 486 486
e-mail: silvia_abrahao@adv.oabsp.org.br
fls. 119

TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO


COMARCA de Angatuba
FORO DE ANGATUBA
JUIZADO ESPECIAL CÍVEL E CRIMINAL
Rua Públio de Almeida Melo, 832, . - Centro
CEP: 18240-000 - Angatuba - SP
Telefone: (15) 3255-1548 - E-mail: angatubajec@tjsp.jus.br

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1000172-15.2021.8.26.0025 e código 90FE933.
DECISÃO

Processo nº: 1000172-15.2021.8.26.0025


Classe - Assunto Procedimento do Juizado Especial Cível - Fornecimento de Energia
Elétrica
Requerente: Paulo Alexandre Rocha e outro
Requerido: Elektro Redes S.A

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por GILVANA MASTRANDEA DE SOUZA, liberado nos autos em 24/08/2021 às 13:25 .
Juiz(a) de Direito: Dr(a). GILVANA MASTRANDÉA DE SOUZA

Vistos.
Rejeito os embargos declaratórios de fls. 114/117, porque eles não são de
integração, mas sim tem caráter infringente.
A sentença questionada não contém omissão e nem contradição intrínseca,
tanto assim que os embargos são condutores de inconformismo quanto à decisão nela
lançada.
Ademais, esclareço que, ao menos do que consta dos autos, o imóvel não
está inserido em loteamento, tratando-se de gleba rural.
Conforme já decidiu o E. Superior Tribunal de Justiça, “não pode ser
conhecido recurso que, sob o rótulo de embargos declaratórios, pretende substituir a
decisão recorrida por outra. Os embargos declaratórios são apelos de integração, não de
substituição” (REsp. nº 15.774-0 - SP EDecl., 1ª Turma, Rel. Ministro Humberto Gomes de
Barros, j. 25.10.93, não conheceram, v.u., DJU 22.1193, p. 24.895, 2ª Col., em.).
Ademais, o magistrado: “não está obrigado a responder todas as alegações
das partes, quando já tenha encontrado motivo suficiente para fundar a decisão, nem se
obriga a ater-se aos fundamentos indicados por elas e tampouco a responder um a um todos
os seus argumentos (RJTJESP 115/207, 104/340, 111/414)”.
Int.
Angatuba, 23 de agosto de 2021.

DOCUMENTO ASSINADO DIGITALMENTE NOS TERMOS DA LEI 11.419/2006,


CONFORME IMPRESSÃO À MARGEM DIREITA

Processo nº 1000172-15.2021.8.26.0025 - p. 1
FORO DE ANGATUBA
COMARCA de Angatuba

CEP: 18240-000 - Angatuba - SP


Rua Públio de Almeida Melo, 832, . - Centro
JUIZADO ESPECIAL CÍVEL E CRIMINAL

Telefone: (15) 3255-1548 - E-mail: angatubajec@tjsp.jus.br


TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO

Processo nº 1000172-15.2021.8.26.0025 - p. 2
fls. 120

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por GILVANA MASTRANDEA DE SOUZA, liberado nos autos em 24/08/2021 às 13:25 .
Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1000172-15.2021.8.26.0025 e código 90FE933.
fls. 121

FORO DE ANGATUBA Emitido em: 30/08/2021 09:55


Certidão - Processo 1000172-15.2021.8.26.0025 Página: 1

CERTIDÃO DE REMESSA DE RELAÇÃO

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1000172-15.2021.8.26.0025 e código 91921E2.
Certifico que o ato abaixo consta da relação nº 0123/2021, encaminhada para publicação.

Advogado Forma
Silvia Abrahão de Almeida Mello (OAB 372468/SP) D.J.E

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por SIMONY NAOMY KONDO UEKANE NEVES, liberado nos autos em 30/08/2021 às 09:55 .
Denner de Barros E Mascarenhas Barbosa (OAB D.J.E
403594/SP)

Teor do ato: "Vistos. Rejeito os embargos declaratórios de fls. 114/117, porque eles não são de
integração, mas sim tem caráter infringente. A sentença questionada não contém omissão e nem contradição
intrínseca, tanto assim que os embargos são condutores de inconformismo quanto à decisão nela lançada.
Ademais, esclareço que, ao menos do que consta dos autos, o imóvel não está inserido em loteamento,
tratando-se de gleba rural. Conforme já decidiu o E. Superior Tribunal de Justiça, não pode ser conhecido
recurso que, sob o rótulo de embargos declaratórios, pretende substituir a decisão recorrida por outra. Os
embargos declaratórios são apelos de integração, não de substituição (REsp. nº 15.774-0 - SP EDecl., 1ª
Turma, Rel. Ministro Humberto Gomes de Barros, j. 25.10.93, não conheceram, v.u., DJU 22.1193, p. 24.895,
2ª Col., em.). Ademais, o magistrado: não está obrigado a responder todas as alegações das partes, quando
já tenha encontrado motivo suficiente para fundar a decisão, nem se obriga a ater-se aos fundamentos
indicados por elas e tampouco a responder um a um todos os seus argumentos (RJTJESP 115/207, 104/340,
111/414). Int."

Do que dou fé.


Angatuba, 30 de agosto de 2021.

Simony Naomy Kondo


fls. 122

FORO DE ANGATUBA Emitido em: 31/08/2021 09:01


Certidão - Processo 1000172-15.2021.8.26.0025 Página: 1

CERTIDÃO DE PUBLICAÇÃO DE RELAÇÃO

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1000172-15.2021.8.26.0025 e código 91AF9F3.
Certifico e dou fé que o ato abaixo, constante da relação nº 0123/2021, foi disponibilizado na página
355/358 do Diário de Justiça Eletrônico em 31/08/2021. Considera-se a data de publicação em 01/09/2021,
primeiro dia útil subsequente à data de disponibilização.

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por SIMONY NAOMY KONDO UEKANE NEVES, liberado nos autos em 31/08/2021 às 09:01 .
Advogado
Silvia Abrahão de Almeida Mello (OAB 372468/SP)
Denner de Barros E Mascarenhas Barbosa (OAB 403594/SP)

Teor do ato: "Vistos. Rejeito os embargos declaratórios de fls. 114/117, porque eles não são de
integração, mas sim tem caráter infringente. A sentença questionada não contém omissão e nem contradição
intrínseca, tanto assim que os embargos são condutores de inconformismo quanto à decisão nela lançada.
Ademais, esclareço que, ao menos do que consta dos autos, o imóvel não está inserido em loteamento,
tratando-se de gleba rural. Conforme já decidiu o E. Superior Tribunal de Justiça, não pode ser conhecido
recurso que, sob o rótulo de embargos declaratórios, pretende substituir a decisão recorrida por outra. Os
embargos declaratórios são apelos de integração, não de substituição (REsp. nº 15.774-0 - SP EDecl., 1ª
Turma, Rel. Ministro Humberto Gomes de Barros, j. 25.10.93, não conheceram, v.u., DJU 22.1193, p. 24.895,
2ª Col., em.). Ademais, o magistrado: não está obrigado a responder todas as alegações das partes, quando
já tenha encontrado motivo suficiente para fundar a decisão, nem se obriga a ater-se aos fundamentos
indicados por elas e tampouco a responder um a um todos os seus argumentos (RJTJESP 115/207, 104/340,
111/414). Int."

Angatuba, 31 de agosto de 2021.

Simony Naomy Kondo


Escrevente Técnico Judiciário
.
Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por DENNER DE BARROS E MASCARENHAS BARBOSA e Tribunal de Justica do Estado de Sao Paulo, protocolado em 16/09/2021 às 17:32 , sob o número WANG21700194011
fls. 123

EXMO. SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DO JUIZADO ESPECIAL


CIVEL DA COMARCA DE ANGATUBA - SP

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1000172-15.2021.8.26.0025 e código 930B8CA.
PROCESSO N°: 10001721520218260025
PARTE AUTORA: RITA DE CASSIA SOUSA ROCHA
PARTE RÉ: ELEKTRO REDES S.A

ELEKTRO REDES S.A, pessoa jurídica de direito privado, já


qualificada nos autos em epígrafe, movido por RITA DE CASSIA SOUSA
ROCHA, vem respeitosamente perante Vossa Excelência, por intermédio de seus
advogados subscritos, irresignada com a sentença prolatada nos autos, interpor,
tempestivamente o presente RECURSO INOMINADO, fazendo-o com espeque
no art.º 5, LV, da CF, no art. 41, da Lei nº 9.099/95.

Outrossim, exercido o juízo de admissibilidade e em face dos


relevantes fundamentos que amparam o recurso, requer a sua remessa à instância
superior, com as inclusas razões e que o presente recurso seja recebido em ambos
efeitos.

Nestes termos.
Pede deferimento.

ANGATUBA - SP, 15 de setembro de 2021.

DENNER B. MASCARENHAS BARBOSA


OAB/SP 403594

____________________________________________________________________________________________________________________________________________
Rua Alagoas, 365, Bairro Jardim dos Estados
Fone/Fax (67) 3041-8888 - CEP 79020-120, Campo Grande – MS
Filiais: Araguaína – TO; Brasília – DF; Cacoal – RO; Cuiabá – MT; Goiânia – GO; Rio de Janeiro – RJ e Salvador – BA
contato@mascarenhasbarbosa.com.br
Audiências virtuais: audiencias@mascarenhasbarbosa.com.br
.
Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por DENNER DE BARROS E MASCARENHAS BARBOSA e Tribunal de Justica do Estado de Sao Paulo, protocolado em 16/09/2021 às 17:32 , sob o número WANG21700194011
fls. 124

EGRÉGIA TURMA RECURSAL DO JUIZADO DO ESTADO DE SÃO


PAULO

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1000172-15.2021.8.26.0025 e código 930B8CA.
PROCESSO N°: 10001721520218260025
PARTE AUTORA: RITA DE CASSIA SOUSA ROCHA
PARTE RÉ: ELEKTRO REDES S.A

ÍNCLITOS JULGADORES.

I - DA DECISÃO RECORRIDA

A ora recorrente insurge-se contra decisão proferida


pelo(a) magistrado(a) a quo, que julgou procedente os pedidos formulados pela
parte recorrida, conforme excerto transcrito:

DECISÃO COMBATIDA:

“Ante o exposto e considerando tudo o mais que dos autos consta,


JULGO PROCEDENTE EM PARTE o pedido para deferir a
liminar nesta data e impor, à ré de maneira definitiva, obrigação
de fazer, consistente na instalação de energia elétrica no imóvel
descrito na inicial, no prazo de 60 dias, pena de multa diária de
R$100,00, limitada a R$ 20.000,00”

Dessa forma, não restou alternativa a requerida a não ser apresentar


o presente recurso, a fim de que a decisão seja totalmente reformada, consoante
razões que seguem.

II – DA TEMPESTIVIDADE - DO RECURSO

É tempestivo o presente recurso, eis que a intimação da sentença


proferida nos autos ocorreu no dia 28/007/2021, iniciando a contagem do prazo
no dia útil seguinte, 29/07/2021.

Sendo assim, a Requerida apresentou Embargos de declaração em


03/08/2021, a qual teve a decisão publicada em 01/09/2021, iniciando a
contagem do prazo recursal no dia útil seguinte, 02/09/2021.

Assim, o prazo para interposição do inominado findaria em


17/09/2021, não restando, portanto, quaisquer dúvidas acerca da sua
tempestividade.

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Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por DENNER DE BARROS E MASCARENHAS BARBOSA e Tribunal de Justica do Estado de Sao Paulo, protocolado em 16/09/2021 às 17:32 , sob o número WANG21700194011
fls. 125

III – PRELIMINARMENTE

III.1 – DAS CONDIÇÕES GERAIS PARA O FORNECIMENTO DE

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1000172-15.2021.8.26.0025 e código 930B8CA.
ENERGIA ELÉTRICA - DA IMPOSSIBILIDADE DO CUMPRIMENTO DA
OBRIGAÇÃO

A parte recorrida imputa a responsabilidade ante ao não fornecimento


de energia elétrica à requerida, contudo o imóvel descrito se trata de área
irregular – e consequentemente, ausente qualquer infraestrutura básica de
atendimento – junto ao órgão regulador, ou seja, a Prefeitura Municipal.

Excelência, apesar de não ser o mais recomendável, esta ré não se opõe


pura e exclusivamente em fornecer energia elétrica em loteamentos irregulares,
o que não se admite é que requeiram o fornecimento de energia cumulado com a
necessidade de construção de rede elétrica.

A infraestrutura básica é de responsabilidade do próprio loteador e,


subsidiariamente, da municipalidade a qual o imóvel pertença. Afirmação esta
que encontra amparo na Lei Federal acima mencionada (art. 6º, 9º, 12, 22, 23, 28,
38 40 e etc.).

Com efeito, em situações com similitude fática idêntica ao presente o


STJ, consignou expressamente que “com efeito, cumpre dizer que este Sodalício possui
entendimento no sentido de que compete ao loteador o custeio da implantação de rede
elétrica em loteamento particular” (ARESP n. 1.563.962 – SP, Rel. Min. Sérgio
Kukina, Decisão Monocrática, P. 24/09/2019).

Excelências, conforme destacado a requerida é uma concessionária de


serviço público de energia elétrica, atuando eminentemente no segmento de
distribuição, assim adquire a energia de empresas geradoras para então fornecê-
las aos seus clientes.

Como toda empresa concessionária de serviço público, está sujeita às


determinações baixadas pela Agência Reguladora do seu setor, no caso a ANEEL.
A legislação que disciplina a questão colocada "sub judice" é composta, dentre
outras, pela Lei nº 8.987/95 (Lei de Concessões); o Decreto nº 41.019/57, que
regulamenta os serviços de energia elétrica; e a Resolução nº 414/10, da própria
ANEEL, que estabelece as Condições do Atendimento Inicial, em especial os
artigos 27 e 35 da referida legislação.

Não será a concessionária de energia elétrica quem impedirá as


pessoas de invadirem áreas de proteção ao meio ambiente, de construírem suas
casas em loteamentos irregulares que colaboram com o caos social e com a
desurbanização que leva à falta de planejamento em termos de saneamento,
segurança pública, saúde, educação, etc.

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A decisão combatida vem assim reforçar o caos urbano. Se o objetivo


de empresa fosse apenas visar o lucro, a concessionária poderia estar preocupada
apenas com mais e mais instalações que a permitisse arrecadar mais e mais

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1000172-15.2021.8.26.0025 e código 930B8CA.
tarifas. Mas a empresa entende sua função social. Na visão da empresa
Recorrente, a energia elétrica deve ser fornecida nos termos das leis e normas
definidas democraticamente para melhor servir à sociedade.

A construção irregular e posterior solicitação de fornecimento de


energia configura um abuso do direito por parte daqueles que não estão
dispostos a viver numa sociedade organizada regida pelo Estado de Direito.
Desta forma, a Concessionária de Energia elétrica não providenciaria o
fornecimento no local até que haja a regularização da área.

Os contratos de concessão assinados entre a Agência Nacional de


Energia Elétrica (ANEEL) e as empresas prestadoras dos serviços de transmissão
e distribuição de energia, estabelecem regras claras a respeito de tarifa,
regularidade, continuidade, segurança, atualidade e qualidade dos serviços e do
atendimento prestado aos consumidores.

Da mesma forma, define penalidades para os casos em que a


fiscalização da ANEEL constatar irregularidades. A Concessionária ao receber
um pedido de ligação nova, em atenção às normas expedidas pela ANEEL e em
respeito ao contrato de concessão, deve exigir do interessado, a apresentação de
diversos documentos, inclusive o de licença ou declaração emitida pelo órgão
competente quando a unidade consumidora ocupar área de reserva legal,
conforme exigência prevista no artigo. 27 da referida resolução:

Art. 27 – Efetivada a solicitação de fornecimento, a distribuidora deve


cientificar o interessado quanto à: (...) a) execução de obras, serviços nas redes,
instalação de equipamentos da distribuidora ou do interessado, conforme a
tensão de fornecimento e a carga instalada a ser atendida;

b) construção, pelo interessado, em local de livre e fácil acesso, em condições


adequadas de iluminação, ventilação e segurança, de compartimento
destinado, exclusivamente, à instalação de equipamentos de transformação e
proteção da distribuidora ou do interessado, necessários ao atendimento das
unidades consumidoras da edificação;

c) obtenção de autorização federal para construção de rede destinada auso


exclusivo do interessado;

d) apresentação de licença ou declaração emitida pelo órgão competente


quando a extensão de rede ou a unidade consumidora ocuparem áreas
protegidas pela legislação, tais como unidades de conservação, reservas legais,
áreas de preservação permanente, territórios indígenas e quilombolas, entre

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Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por DENNER DE BARROS E MASCARENHAS BARBOSA e Tribunal de Justica do Estado de Sao Paulo, protocolado em 16/09/2021 às 17:32 , sob o número WANG21700194011
fls. 127

outros.” (Redação dada pela Resolução Normativa ANEEL nº 479, de


03.04.2012)

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1000172-15.2021.8.26.0025 e código 930B8CA.
Como se não fosse o bastante, pode-se inclusive imaginar o
cometimento de uma infração penal contra a Administração Pública ao realizar
a venda de lote em loteamento não devidamente regularizado, já que assim prevê
o art. 50 da Lei 6766/79:

Art. 50. Constitui crime contra a Administração Pública.

I - dar início, de qualquer modo, ou efetuar loteamento ou desmembramento


do solo para fins urbanos, sem autorização do órgão público competente, ou
em desacordo com as disposições desta Lei ou das normas pertinentes do
Distrito Federal, Estados e Municipíos;

II - dar início, de qualquer modo, ou efetuar loteamento ou desmembramento


do solo para fins urbanos sem observância das determinações constantes do
ato administrativo de licença;

III - fazer ou veicular em proposta, contrato, prospecto ou comunicação ao


público ou a interessados, afirmação falsa sobre a legalidade de loteamento ou
desmembramento do solo para fins urbanos, ou ocultar fraudulentamente fato
a ele relativo.

Pena: Reclusão, de 1(um) a 4 (quatro) anos, e multa de 5 (cinco) a 50


(cinqüenta) vezes o maior salário mínimo vigente no País.

Parágrafo único - O crime definido neste artigo é qualificado, se cometido.

I - por meio de venda, promessa de venda, reserva de lote ou quaisquer outros


instrumentos que manifestem a intenção de vender lote em loteamento ou
desmembramento não registrado no Registro de Imóveis competente.

Crime este, frise-se, que passa longe da relação com a concessionária,


já que não se trata de quem efetivamente parcelou o solo.

No Estado de Rondônia, já se tem exemplos deste crime:

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Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por DENNER DE BARROS E MASCARENHAS BARBOSA e Tribunal de Justica do Estado de Sao Paulo, protocolado em 16/09/2021 às 17:32 , sob o número WANG21700194011
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Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1000172-15.2021.8.26.0025 e código 930B8CA.
Logo, tendo em vista que os argumentos apresentados pela parte
autora são falhos e viciados, além de serem infundados em atos ilícitos, requer
total improcedência dos pedidos formulados na exordial.

Ora, “À concessionária cabe fornecer a energia elétrica, procedendo à ligação


da rede externa - de sua titularidade - com a rede interna, a ser edificada por quem de
direito”. (Agravo de Instrumento nº 70057203101, Vigésima Primeira Câmara
Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Armínio José Abreu Lima da Rosa,
Julgado em 29/10/2013).

Neste ínterim, a responsabilidade pelas obras de infraestrutura


básica para o parcelamento do solo deverá recair sobre loteador, sob a
fiscalização da Prefeitura Municipal (responsabilidade subsidiária).

Novamente, a Lei Federal que regula sobre a matéria, é clara em


atribuir a responsabilidade de fiscalização ao ente municipal a quem aquela área
pertença, até mesmo, prevendo expressamente, sobre o direito regressivo dos
gastos tidos com a regularização que possa ter que realizar ás suas próprias
expensas, senão, vejamos:

Art. 40. A Prefeitura Municipal, ou o Distrito Federal quando for


o caso, se desatendida pelo loteador a notificação, poderá
regularizar loteamento ou desmembramento não autorizado ou
executado sem observância das determinações do ato
administrativo de licença, para evitar lesão aos seus padrões de
desenvolvimento urbano e na defesa dos direitos dos adquirentes
de lotes.

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§ 1º A Prefeitura Municipal, ou o Distrito Federal quando for o


caso, que promover a regularização, na forma deste artigo,
obterá judicialmente o levantamento das prestações

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1000172-15.2021.8.26.0025 e código 930B8CA.
depositadas, com os respectivos acréscimos de correção
monetária e juros, nos termos do § 1º do art. 38 desta Lei, a título
de ressarcimento das importâncias despendidas com
equipamentos urbanos ou expropriações necessárias para
regularizar o loteamento ou desmembramento.

§ 2º As importâncias despendidas pela Prefeitura Municipal, ou


pelo Distrito Federal quando for o caso, para regularizar o
loteamento ou desmembramento, caso não sejam integralmente
ressarcidas conforme o disposto no parágrafo anterior, serão
exigidas na parte faltante do loteador, aplicando-se o disposto
no art. 47 desta Lei.

§ 3º No caso de o loteador não cumprir o estabelecido no


parágrafo anterior, a Prefeitura Municipal, ou o Distrito Federal
quando for o caso, poderá receber as prestações dos adquirentes,
até o valor devido.

§ 4º A Prefeitura Municipal, ou o Distrito Federal quando for o


caso, para assegurar a regularização do loteamento ou
desmembramento, bem como o ressarcimento integral de
importâncias despendidas, ou a despender, poderá promover
judicialmente os procedimentos cautelares necessários aos fins
colimados.

No mesmo sentido o artigo 48, § 1º da Resolução 414/2010 da ANEEL


dispõe que a “distribuidora não é responsável pelos investimentos necessários para a
construção das obras de infraestrutura básica de redes de distribuição de energia”.

Conclusão não é distinta quando submetida à análise da Corte Cidadã,


segundo a qual o município, na ausência de cumprimento pelo proprietário do
imóvel inicial, é responsável pela infraestrutura essencial, a qual abrange, pelo
menos, aquelas necessárias ao fornecimento do direito aqui invocado. Para que
seja inequívoca esta conclusão, confira-se:

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Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por DENNER DE BARROS E MASCARENHAS BARBOSA e Tribunal de Justica do Estado de Sao Paulo, protocolado em 16/09/2021 às 17:32 , sob o número WANG21700194011
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Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1000172-15.2021.8.26.0025 e código 930B8CA.
Assim, a implementação da infraestrutura básica no loteamento de
inteira responsabilidade do loteador, pugna pelo reconhecimento da
ilegitimidade passiva desta requerida e, consequentemente, a extinção do
processo do processo sem a resolução de mérito, com base no artigo 485, VI do
Código de Processo Civil.

IV - DOS FUNDAMENTOS JURÍDICOS DE MÉRITO DA


REFORMA. LOTEAMENTO E/OU DESMEMBRAMENTO IRREGULAR –
INOBSERVÂNCIA DA LEI N. 6.766/79.

Superada as preliminares anteriores, em razão do princípio da


eventualidade, apresenta-se a defesa meritória nos termos doravante expostos.

Importante frisar que a equipe desta requerida foi a campo colher


informações acerca deste caso e, na verdade, trata-se de uma área irregular. O
mencionado imóvel, até onde se sabe, não teve sequer teve seu parcelamento
submetido à municipalidade.

Repisa-se que a manutenção da decisão de primeiro grau apenas


reforçará que práticas ilegais, como a presente, serão toleradas caso os invasores
ingressem no judiciário.

Neste caso, é importante frisar, que por força das disposições contidas
na Lei 6.766/79, os loteamentos obrigatoriamente devem ser servidos de toda
infraestrutura básica, em especial, energia elétrica rede de água e esgoto, sendo
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obrigação do loteador entregar os lotes já servidos dessas infraestruturas e,


subsidiariamente, da Poder Público Municipal – E NÃO DA
CONCESSIONÁRIA.

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Outrossim, a lei Federal 6.766/79, que trata sobre o parcelamento de
solo urbano, é clara ao dispor, no seu artigo 37, a vedação de venda de parcela de
imóvel não registrado.

Ora, Excelência, na realidade todo este litígio judicial se deu em


virtude da inobservância do autor (enquanto adquirente) quanto à devida
regularização do imóvel para, somente depois, proceder à sua aquisição.

Primeiramente, o desmembramento ou o loteamento do imóvel,


indistintamente, se não obedecidos os ditames legais, ainda mais no que pertine
à infraestrutura necessária, é considerado irregular.

Assim entende o c. STJ:

Neste caso, é importante frisar, que por força das disposições contidas
na Lei 6.766/79, os loteamentos obrigatoriamente devem ser servidos de toda
infraestrutura básica, em especial, energia elétrica rede de água e esgoto, sendo
obrigação do loteador entregar os lotes já servidos dessas infraestruturas.

Ora, sabe-se que a atribuição de irregular ao imóvel parcelado não é o


impeditivo imediato ao pronto fornecimento de energia, mas a ausência de
infraestrutura necessária. Isso porque artigo 2º da Lei 6.766/79 prevê o que é
considerado infraestrutura básica, senão vejamos:

Art. 2º O parcelamento do solo urbano poderá ser feito


mediante loteamento ou desmembramento, observadas as
disposições desta Lei e as das legislações estaduais e
municipais pertinentes.
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§ 1º Considera-se loteamento a subdivisão de gleba em lotes


destinados a edificação, com abertura de novas vias de
circulação, de logradouros públicos ou prolongamento,

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modificação ou ampliação das vias existentes.

§ 2º Considera-se desmembramento a subdivisão de gleba


em lotes destinados a edificação, com aproveitamento do
sistema viário existente, desde que não implique na
abertura de novas vias e logradouros públicos, nem no
prolongamento, modificação ou ampliação dos já
existentes.

§ 3º (VETADO)

§ 4º Considera-se lote o terreno servido de infra-estrutura


básica cujas dimensões atendam aos índices urbanísticos
definidos pelo plano diretor ou lei municipal para a zona
em que se situe.

§ 5º A infra-estrutura básica dos parcelamentos é


constituída pelos equipamentos urbanos de escoamento
das águas pluviais, iluminação pública, esgotamento
sanitário, abastecimento de água potável, energia elétrica
pública e domiciliar e vias de circulação.

§ 6º A infra-estrutura básica dos parcelamentos situados


nas zonas habitacionais declaradas por lei como de
interesse social (ZHIS) consistirá, no mínimo, de:

I - vias de circulação;

II - escoamento das águas pluviais;

III - rede para o abastecimento de água potável; e

IV - soluções para o esgotamento sanitário e para a energia


elétrica domiciliar.

Em realidade tal obrigação é delegada ao responsável pela


implantação do empreendimento ou da regularização fundiária, conforme o
artigo 48, § 1º da Resolução 414/2010 da ANEEL, senão vejamos:

Art. 48. A distribuidora não é responsável pelos


investimentos necessários para a construção das obras de
infraestrutura básica das redes de distribuição de energia
elétrica destinadas à regularização fundiária de interesse
específico e ao atendimento dos empreendimentos de

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múltiplas unidades consumidoras não enquadrados no art.


47.

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§ 1º A responsabilidade financeira pela implantação das
obras de que trata o caput é do responsável pela
implantação do empreendimento ou da regularização
fundiária e inclui os custos:

I – das obras do sistema de iluminação pública ou de


iluminação das vias internas, conforme o caso, observando-
se a legislação específica.

II – das obras necessárias, em quaisquer níveis de tensão,


para a conexão à rede de propriedade da distribuidora,
observadas as condições estabelecidas nos §§ 3o a 5o deste
artigo; e

III – dos postos de transformação necessários para o


atendimento, ainda que em via pública, abrangendo todos
os materiais necessários e a mão de obra, observados os
critérios estabelecidos no §§ 1o e 2o do art. 43. (Redação
dada pela REN ANEEL 670 de 14.07.2015).

A única responsabilidade que recai sobre a concessionária é a de


autorizar a realização da obra e se tal fora feito de acordo com o projeto
apresentado, não assumindo, em razão disso, o ônus pela construção e
manutenção da rede interna instalada. Tal observância é normativa expressa no
art. 27-B, da Res. 414/10. Veja-se:

Art. 27-B. A distribuidora deve disciplinar em suas normas


técnicas as situações em que será necessária a aprovação
prévia de projeto das instalações de entrada de energia da
unidade consumidora e das demais obras de
responsabilidade do interessado, observadas as condições
a seguir estabelecidas.

Esta mesma Resolução ainda dispõe de uma seção específica para


tratar “Das Obras de Responsabilidade do Interessado”, qual seja, seção XI. Tal é
inaugurada pelo artigo 44, qual imputa ao interessado a responsabilidade
infraestrutura básica das redes de distribuição de energia elétrica. Neste sentido:

Art. 44. É de responsabilidade exclusiva do interessado o


custeio das obras realizadas a seu pedido nos seguintes
casos:

I – extensão de rede de reserva;

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II – melhoria de qualidade ou continuidade do


fornecimento em níveis superiores aos fixados pela
ANEEL, ou em condições especiais não exigidas pelas

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disposições regulamentares vigentes, na mesma tensão do
fornecimento ou com mudança de tensão, exceto nos casos
de que trata o § 1o do art. 13;

III – melhoria de aspectos estéticos;

IV – empreendimentos habitacionais para fins urbanos,


observado o disposto na Seção XIII deste Capítulo;

V - infraestrutura básica das redes de distribuição de


energia elétrica internas aos empreendimentos de
múltiplas unidades consumidoras, observado o disposto na
Seção XIII deste Capítulo;

Com efeito, a seção XIII é, justamente, a seção que diz respeito ao


“Atendimento aos Empreendimentos de Múltiplas Unidades Consumidoras e da
Regularização Fundiária de Assentamentos em Áreas Urbanas”!

Veja-se interessante aplicação do que se traz:

Deste modo é inegável que não se admite pelo ordenamento jurídico


que se impute tal responsabilidade a esta concessionária.

Não se trata nem de atendimento que deverá ser levada a efeito pela
concessionária, de forma gratuita e autônoma, nem aqueles que poderiam
ensejar sua participação financeira.

O atendimento gratuito está regulado nos artigos 40 e 41 da resolução


414/10 que são aqueles cujas propriedades ainda não possuem fornecimento de
energia em sua unidade consumidora e cuja instalação seja com carga instalada

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inferior a 50kw, a ser enquadrada no grupo B de consumo, em tensão inferior a


2,3kv.

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Ora, além disso, verificação e aprovação do projeto de rede, sem que
isso implique necessariamente em ônus pelo custo de sua construção, bem como,
se há a obrigatoriedade de doação ao final ou não e a responsabilidade da
manutenção na rede interna do condomínio. Mas, considerando que se entenda
por um absurdo, ou melhor, que não se entenda pela responsabilidade do
interessado (proprietário do empreendimento imobiliário), o responsável
subsidiário direto é a Administração Pública, não devendo o ônus recair sobre
a empresa Requerida.

Afinal de contas, “À concessionária cabe fornecer a energia elétrica,


procedendo à ligação da rede externa - de sua titularidade - com a rede interna, a ser
edificada por quem de direito”. (Agravo de Instrumento nº 70057203101, Vigésima
Primeira Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Armínio José Abreu
Lima da Rosa, Julgado em 29/10/2013).

Neste sentido, o já decidiu também o e. STJ:

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Logo, requer a total improcedência do pedido para condenar a


Requerida a proceder ao ressarcimento das construções elétricas pertinentes ao
empreendimento em questão.

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Assim, sem mais delongas, requer-se a improcedência do feito, nos
termos do art. 487, inciso I, da lei n. 13,105/2015, por ser a mais lídima concepção
de JUSTIÇA!

V. NECESSIDADE DE CONCESSÃO DE EFEITO SUSPENSIVO.


ANTECIPAÇÃO DO EFEITO DA TUTELA RECURSAL.

O CPC/2015, vigente desde março de 2016, trouxe novidades


impactantes à rotina profissional dos seus operadores. Dentre elas no que pertine
ao efeito suspensivo que, numa brevíssima e sofrível explanação, é aquele que
impede a decisão judicial de produzir seus efeitos (a eficácia fica suspensa), o que
inibe, consequentemente, sua exigibilidade (e, portanto, a possibilidade de sua
execução).

Os recursos cíveis, como regra geral, não são dotados de efeito


suspensivo, tal como prevê a cabeça do art. 995 da Lei n. 13.105/15, resultando
que as decisões judiciais produzem efeitos imediatamente. Se o recorrente quiser
obter tal efeito, deverá pleiteá-lo ao relator do recurso, na forma do art. 995,
parágrafo único, do CPC/2015.

No caso da apelação, porém, verifica-se uma inversão da regra, ou


seja, uma exceção. Aqui, ao revés das demais modalidades recursais, haverá o
chamado efeito suspensivo ope legis, que, e noutras palavras, significa dizer que
é decorrente direta e automaticamente da lei, bastando que a decisão judicial seja
apelável. É o que se lê no art. 1.012, caput, do Código Processual Civil. Só não se
falará em efeito suspensivo ope legis nos casos das sentenças previstas em
hipóteses legais taxativas, tais quais as elencadas no § 1º do mesmo artigo. Este é
o caso, à guisa de exemplos, da sentença que

“I - homologa divisão ou demarcação de terras;


II - condena a pagar alimentos;
III - extingue sem resolução do mérito ou julga
improcedentes os embargos do executado;
IV - julga procedente o pedido de instituição de arbitragem;
V - confirma, concede ou revoga tutela provisória;
VI - decreta a interdição. ”

Neste ínterim, deve-se sobrestar os efeitos decorrentes da sentença


proferida na origem, sobrestando os efeitos da ordem judicial, até o julgamento
do presente Recurso de Apelação.

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VI. DO PREQUESTIONAMENTO

Para efeito de eventual Recurso Especial perante o STJ – Superior

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Tribunal de Justiça, nos termos do artigo 105, inciso III, alínea “a” e “c”, da
Constituição Federal, prequestiona-se desde já, a ilegalidade de eventual decisão
contrária, frente ao que dispõe os artigos 188, I e 476, do Código Civil, os artigos
186, 884, 927 e 944 também o Código Civil.

Da mesma forma, para efeito de eventual Recurso Extraordinário


perante o STF - Supremo Tribunal Federal, nos termos do artigo 102, inciso III,
alínea “a” e “c”, da Constituição Federal, prequestiona-se desde já, a
inconstitucionalidade da decisão diante do que dispõe os artigos 21, inciso XII,
alínea “b”; 22 inciso IV e artigo 175, § único, i, da constituição federal, que
determina ao Poder Público, através de lei, o dever de disciplinar o regime das
empresas concessionárias de serviços público, estabelecendo o caráter especial
de seu contrato.

VIII- DOS PEDIDOS E REQUERIMENTOS FINAIS

Ante todo o exposto, aguarda o recorrente seja conhecido e dado


provimento ao presente Recurso Inominado, anulando-se a r. sentença ora
recorrida, nos termos da matéria aventada em sede preliminar ou, caso assim não
entendam Vossas Excelências, o que se admite por amor ao debate, seja a
demanda julgada improcedente em seu mérito, bem como a verba honorária
revista, por ser medida de direito e imparcial justiça.

Por derradeiro, requer que as publicações e intimações através do


órgão oficial, conforme prevê o Art. 272, § 5º do CPC, devam continuar sendo
realizadas exclusivamente em nome do patrono anteriormente constituído, ou
seja, DENNER B. MASCARENHAS BARBOSA, mantendo seu nome na capa
dos Autos.

Pede deferimento.

ANGATUBA - SP, 15 de setembro de 2021.

DENNER B. MASCARENHAS BARBOSA


OAB/SP 403594

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85820000009-0 48670185112-3 10590059917-8 56720211011-0

Governo do Estado de São Paulo DARE-SP


Secretaria da Fazenda e Planejamento
Documento Principal

Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1000172-15.2021.8.26.0025 e código 930B8D2.
Documento de Arrecadação de Receitas Estaduais
01 - Nome / Razão Social 07 - Data de Vencimento
Elektro Redes S.a. 11/10/2021
02 - Endereço 08 - Valor Total
Rua Ary Antenor de Souza, 321 Campinas SP
R$ 948,67
03 - CNPJ Base / CPF 04 - Telefone 05 - Quantidade de Documentos Detalhe 09 - Número do DARE
02.328.280 (67)3041-8907 1
06 - Observações 210590059917567
Proc. Origem 1000172-15.2021.8.26.0025 - Foro De Angatuba

Emissão: 09/09/2021
10 - Autenticação Mecânica Via do Banco

01 - Código de Receita – Descrição 02 - Código do Serviço – 19 - Qtde


DARE-SP Descrição Serviços: 1
Governo do Estado de São Paulo
Secretaria da Fazenda e
210590059917567-0001

Custas - judiciárias pertencentes ao Estado, TJ - 1123020 - RECURSO INOMINADO EM JUIZADO


Planejamento Documento
Detalhe 230-6 referentes a atos judiciais ESPECIAL CÍVEL

15 - Nome do Contribuinte 03 - Data de Vencimento 06 - 09 - Valor da Receita 12 - Acréscimo


11/10/2021 Financeiro
04 - Cnpj ou Cpf
Elektro Redes S.a.
02.328.280/0001-97 R$ 948,67 R$ 0,00
16 - Endereço 05 - 07 - Referência 10 - Juros de Mora 13 - Honorários
Rua Ary Antenor de Souza, 321 Campinas SP Advocatícios

R$ 0,00 R$ 0,00
18 - Nº do Documento 17 - Observações 08 - 11 - Multa de Mora ou 14 - Valor Total
Detalhe Proc. Origem 1000172-15.2021.8.26.0025 - Foro De Angatuba Multa Por Infração

210590059917567-0001
Emissão: 09/09/2021 R$ 0,00 R$ 948,67

85820000009-0 48670185112-3 10590059917-8 56720211011-0

Governo do Estado de São Paulo


Secretaria da Fazenda e Planejamento
DARE-SP
Documento de Arrecadação de Receitas Estaduais Documento Principal
01 - Nome / Razão Social 07 - Data de Vencimento
Elektro Redes S.a. 11/10/2021
02 - Endereço 08 - Valor Total
Rua Ary Antenor de Souza, 321 Campinas SP
R$ 948,67
03 - CNPJ Base / CPF 04 - Telefone 05 - Quantidade de Documentos Detalhe 09 - Número do DARE
02.328.280 (67)3041-8907 1
06 - Observações 210590059917567
Proc. Origem 1000172-15.2021.8.26.0025 - Foro De Angatuba

Emissão: 09/09/2021
10 - Autenticação Mecânica Via do Contribuinte
.
012342535034789
    

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Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1000172-15.2021.8.26.0025 e código 930B8D2.

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