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O conceito de energias renováveis

Energias renováveis provêm de recursos naturais que, após a exploração, podem


voltar aos seus níveis anteriores através de processos naturais de crescimento ou
reabastecimento. São fontes de energia que se renovam continuamente na natureza,
não sendo possível estabelecer um fim temporal para a sua utilização.
Ou seja, as energias renováveis são fontes inesgotáveis de energia obtidas da
natureza que nos rodeia, como o Sol, Vento, Água, Terra.

Qual a importância das energias renováveis na atualidade?

Atualmente, a maioria dos países depende de combustíveis fósseis, em diferentes


percentagens, para conseguirem gerar energia. Contudo, esses combustíveis não
são renováveis, ou seja, utilizam recursos finitos. Em contraste, os muitos tipos de
energia renovável, são constantemente reabastecidos e nunca se esgotam.
As energias renováveis são fontes de energia limpa, inesgotáveis e cada vez mais
competitivas em relação às fontes tradicionais. Diferem dos combustíveis fósseis
principalmente em sua diversidade, abundância e potencial para o uso em qualquer
lugar do planeta, mas acima de tudo porque não produzem os gases de efeito de
estufa, cujos são causadores de mudanças climáticas, e poluem menos o meio
ambiente.

Fontes de energia

Energia solar
A energia solar é hoje uma das principais fontes de energias
renováveis, com um elevado crescimento.

Principais vantagens:
Longa duração dos equipamentos de aproveitamento térmico;
Ajuda a diminuir a poluição do ar nos ambientes envolventes;
Energia renovável e teoricamente inesgotável;
Tecnologia eficientes e madura para meios domésticos;
Benefícios fiscais e apoios do governo são habituais;
Exige manutenção reduzida e de baixo custo.
Principais desvantagens:
Custo inicial da instalação dos equipamentos;
Grande dependência climática (não existe luz solar durante o ano inteiro)
Forma de armazenamento pouco eficiente para meios industriais;
Tempo de retorno do investimento inicial ainda é longo, no entanto está a diminuir e
a tornar-se extremamente atrativo.

Energia eólica

A energia eólica diz respeito à transformação da energia do vento


em energia útil, é uma forma de obter energia de forma renovável,
limpa, uma vez que, não produz poluentes, e é uma alternativa aos
combustíveis fosseis, estando permanentemente disponível em
qualquer região no Mundo.
A energia do vento é transformada em energia elétrica através de um equipamento
chamado turbina eólica (ou aerogerador), os quais incluem hélices que se
movimentam com a velocidade do vento.
Um sistema eólico pode ser usado em três sistemas diferentes:
Sistema isolado: sistemas que se encontram privados de energia elétrica proveniente
da rede pública, sendo utilizados para abastecer certas regiões.
Sistema híbrido: sistemas que produzem energia elétrica em simultâneo com mais de
uma fonte, nomeadamente painéis fotovoltaicos ou turbinas eólicas.
Sistema interligado à rede: sistemas que inserem a energia produzida por eles
mesmos na rede elétrica pública.
Principais vantagens:
Diminuição da dependência de combustíveis fósseis;
Redução da emissão de dióxido de carbono na atmosfera;
É inesgotável;
Ótima rentabilidade de investimento (em cerca de 6 meses recupera a energia gasta
com a instalação e manutenção);
Geração de emprego nas regiões;
Principais desvantagens:
Poluição visual, visto que parques eólicos são instalados em áreas livres para
aproveitar da melhor forma os ventos;
Poluição sonora proveniente do funcionamento dos equipamentos pode ser
perturbador para a população local;
Impactos sobre a fauna, nomeadamente a colisão de morcegos e aves
Variações significativas da velocidade do vento ao longo do ano, ou seja, nem sempre
o vento sopra quando a eletricidade é necessária em determinado local.

Energia da biomassa
A Biomassa é a massa total de organismos vivos numa dada área.
Esta massa constitui uma importante reserva de energia, pois é
constituída essencialmente por hidratos de carbono.
Dentro da biomassa, podemos distinguir algumas fontes de
energia com potencial energético considerável tais como: a
madeira (e seus resíduos), os resíduos agrícolas, os resíduos
municipais sólidos, os resíduos dos animais, os resíduos da produção alimentar, as
plantas aquáticas, e as algas.
Apresento um resumo das características da produção de energia com fonte a
biomassa.
Existem três classes de biomassa: a biomassa sólida, líquida e gasosa.
A biomassa sólida tem como fonte os produtos e resíduos da agricultura (incluindo
substâncias vegetais e animais), os resíduos das florestas e a fração biodegradável
dos resíduos industriais e urbanos.
A biomassa líquida existe em uma série de bicombustíveis líquidos com potencial de
utilização, todos com origem nas chamadas “culturas energéticas”. Como por
exemplo: o biodiesel, obtido a partir de óleos de colza ou girassol; o etanol, produzido
com a fermentação de hidratos de carbono (açúcar, amido, celulose); e o metanol,
gerado pela síntese do gás natural.
A biomassa gasosa é encontrada nos efluentes agropecuários provenientes da
agroindústria e do meio urbano. É achada também nos aterros de RSU (resíduos
sólidos urbanos). Estes resíduos são resultado da degradação biológica anaeróbia
da matéria orgânica, e são constituídos por uma mistura de metano e gás carbónico.
Esses materiais são submetidos à combustão para a geração de energia.
Principais vantagens:
É uma energia renovável;
É pouco poluente, não emitindo dióxido de carbono;
É altamente fiável e a resposta às variações de procura é elevada;
A biomassa sólida é extremamente barata, sendo as suas cinzas menos agressivas
para o ambiente;
Verifica-se uma menor corrosão dos equipamentos (caldeiras, fornos, etc).
Principais desvantagens:
Desflorestação de florestas, além da destruição de habitats;
Possui um menor poder calorífico quando comparado com outros combustíveis;
Os biocombustíveis líquidos contribuem para a formação de chuvas ácidas;
Dificuldades no transporte e no armazenamento de biomassa sólida.

Energia hidráulica
A energia hidráulica ou energia hídrica é um dos mais antigos
aproveitamentos energéticos a grande escala e está enquadrada
como uma energia renovável.
A produção de energia hídrica é principalmente efetuada
através centrais hidroelétricas, que estão associadas a barragens
de grande ou média capacidade, que represam a água dos rios,
constituindo um reservatório de água, interrompendo pontualmente o fluxo de água.
Estas centrais, usam a energia da diferença de nível entre a albufeira e o rio, o refluxo
da central, que fazem rodar as turbinas e os respetivos geradores, produzindo
eletricidade.
Principais vantagens:
A sua fiabilidade e a resposta às variações de procura são elevadas;
É uma energia renovável;
Não polui o ambiente;
Proporciona desenvolvimento local (estabelecimento de vias fluviais, construção de
vias de comunicação, fomento de atividades de lazer e de turismo, entre outros).
O seu custo de produção é baixo;
Permite uma forma de abastecimento local para regadios.
Principais desvantagens:
Pode provocar o deslocamento de populações ribeirinhas e o alargamento de terra
(dependendo do tipo de relevo e da região onde se localiza o projeto);
Provoca a erosão de solos, os quais consequentemente afetam a vegetação local;
A sua construção exige a formação de grandes reservatórios de água que acabam
por provocar profundas alterações nos ecossistemas;
Elevados custos de instalação e de desativação.

Energia geotérmica
Energia geotérmica é a energia obtida a partir do calor proveniente da
Terra, mais precisamente do seu interior. Funciona com a capacidade
natural da Terra e/ou da sua água subterrânea em reter calor.

Principais vantagens:
É limpa.
Não têm de queimar combustíveis para manufaturar o vapor para mover as
turbinas.
Não prejudica a terra.
As instalações geotérmicas não precisam de barrar rios ou de colher florestas.
É fiável.
É resistente a interrupções de geração de energia devido a condições atmosféricas,
catástrofes naturais ou cisões políticas que podem interromper o transporte de
combustíveis.
É flexível.
Os benefícios económicos permanecem na região e não há nenhum choque de
preços de combustível.
Ajuda os Países em Desenvolvimento.
Principais desvantagens:
Se não for usado em pequenas zonas onde o calor do interior da Terra vem à
superfície através de geiseres e vulcões, então a perfuração dos solos para a
introdução de canos é dispendiosa.
Os anti gelificantes usados nas zonas mais frias são poluentes: apesar de terem
uma baixa toxicidade, alguns produzem CFCs e HCFCs.
Tem um custo inicial elevado, e a barata manutenção da bomba de sucção de calor,
é contrabalançada pelo elevado custo de manutenção dos canos.

Energia de ondas
A energia das ondas ou ondomotriz, provém do aproveitamento das ondas
oceânicas. É uma energia “limpa”, isto é, sem quaisquer custos para o ambiente
e até a atualidade, não está disponível de forma comercial, apesar de ser
estudada desde o ano de 1890.
A energia das ondas é uma fonte de energia renovável que resulta das
transformação da energia contida nas ondas marítimas em energia elétrica.

Energia de marés
A energia da deslocação das águas do mar é outra fonte de energia. Para a
transformar são constituídos diques que envolvem uma praia. Quando a maré
enche a água entra e fica armazenada no dique; ao baixar a maré, a água sai
pelo dique como em qualquer outra barragem.
Principais vantagens da energia das ondas e marés:
A constância e previsibilidade da ocorrência das marés;
O facto de as marés serem uma fonte inesgotável de energia;
A sua fiabilidade;
O facto de serem uma fonte de energia não poluente;
Principais desvantagens da energia de ondas e marés:
Os custos de inalação são bastante elevados;
Só é produzida energia enquanto existir um desnível entre os níveis de água
que se encontram nas partes superior e inferior do muro da barragem;
Só podem ser instaladas centrais para a produção de eletricidade a partir desta
energia em locais que respondam às necessidades geomorfológicas
necessárias para a mesma e que possuam um desnível entre marés bastante
elevado (cerca de 5,5 m);
A sua construção pode acarretar grandes impactos ambientais devido à criação
da albufeira.

Tipos de Biocombustíveis:

O biocombustíveis é o combustível de origem biológica não fóssil, produzindo


a partir de processos sob a biomassa.
Em Portugal, são conhecidos como biocombustíveis, no âmbito do Decreto-Lei
nº62/2006, os seguintes produtos:
Bioetanol: etanol produzido a partir de biomassa e/ou da fração biodegradável
de resíduos para utilização como biocombustível;
Biodiesel: éster metílico e/ou etílico, produzido a partir de óleos vegetais ou
animais, com qualidade de combustível para motores a diesel, para utilização
como biocombustível;
Biogás: gás combustível produzido a partir de biomassa e/ou da fração
biodegradável de resíduos, que pode ser purificado até à qualidade do gás
natural, para a utilização como biocombustível ou gás de madeira;
Bio metanol: metanol produzido a partir de biomassa para utilização como
biocombustível;
Bio óleo: óleo combustível obtido quando substâncias de origem vegetal,
animal e outras são submetidas ao processo de pirólise.
Bio hidrogénio: hidrogénio produzido a partir de biomassa e/ou da fração
biodegradável de resíduos, para utilização como biocombustível;
Óleo vegetal: puro produzido a partir de plantas oleaginosas: óleo produzido
por pressão, extração ou processos comparáveis, a partir de plantas
oleaginosas, em bruto ou refinado, mas quimicamente inalterado, quando a sua
utilização for compatível com o tipo de motores e os respetivos requisitos
relativos a emissões.
Bio querosene: composto por uma mistura de hidrocarbonetos e com uma
composição semelhante à do querosene de origem fóssil.

Trabalho realizado por Ana Rita Gouveia Teixeira, numero 2, 11ºD

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