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Avaliação e implantação da Ferramenta Open Monograph


Press para edição de monografias
Diego Fernandes Martins, Sonia Aparecida Santana

Instituto de Informática – Centro Universitário do Triângulo (UNITRI)


Caixa Postal 309 – 38.411-106 – Uberlândia – MG – Brasil
Diego.martins932@gmail.com, sonia.ap.santana@gmail.com

Resumo. As TICS estão cada vez mais presentes no nosso cotidiano, bem
como em empresas e até nas instituições. Com isso, percebe-se também o
crescente desenvolvimento de ferramentas que visam facilitar as atividades do
dia-a-dia. Diante disto, este trabalho visa avaliar, customizar e implantar a
ferramenta Open Monograph Press, plataforma open source de
gerenciamento e editoraçao de monografias. Os resultados obtidos mostram
que a ferramenta é estável e com uma ótima navegabilidade, contando
também com uma padronização em seus processos. Além disso, proporciona
uma interface customizável ás necessidades do utilizador e uma comunidade
para auxílio nas resoluções de problemas.

1. Introdução
Os tempos atuais têm sido marcados pelo desenvolvimento acelerado das tecnologias de
informação e comunicação (TICS), as quais estão cada vez mais presentes no cotidiano
do ser humano, sejam dentro do seu ambiente de trabalho, em casa e até mesmo no
ambiente escolar, trazendo ferramentas capazes de facilitar a execução de tarefas do dia-
a-dia (LEVY, 1993).
No ambiente acadêmico, tais ferramentas podem facilitar as interações entre
instituição de ensino, professores e alunos.
No atual período permeado pela intervenção tecnológica, a Internet e
as ferramentas da TIC têm sido os pontos-chave de transformação,
enquanto processo inovador e capaz de estabelecer novos conceitos de
interação social. Elas trouxeram à organização social uma maior
liberdade, em que o sincronismo e tempo real substituíram o espaço e
a interconexão substituiu praticamente a questão do tempo (LEVY,
1999).
Pensando nisso, o presente artigo tem como tema central a utilização da
tecnologia acima citada para a implantação e customização do Open Source Open
Monograph Press, a fim de analisar as potencialidades da ferramenta e promover as
publicações acadêmicas, para que possa ser utilizada numa instituição acadêmica de
ensino superior. Espera-se demonstrar que a aplicação acima citada auxilie a instituição
de ensino no armazenamento centralizado destes documentos, fazendo com que não seja
mais necessário o armazenamento físico, reduzindo assim a utilização de espaço físico
dentro do prédio da faculdade, o qual pode ser utilizado para outros fins, e também na
fácil localização dos trabalhos em casos de pesquisas futuras.
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Deseja também facilitar o acesso de professores e alunos a qualquer trabalho publicado


anteriormente, permitindo a visualização para leitura ou baixa dos mesmos. Isto
agilizará a visualização e correção por parte do orientador, não sendo necessário o
mesmo estar em um mesmo espaço físico que o orientando, deixando os horários de
aula apenas para solucionar dúvidas ou sugestões.
Dessa forma, adotou-se o seguinte planejamento na condução deste estudo:
primeiramente, o presente artigo explicará sobre o que é o Open Monograph Press,
citando suas características, funcionalidades e instituições que a utilizam;
posteriormente, será apresentado o estudo de caso, contendo todos os procedimentos
realizados para se atingir o objetivo proposto e, por ultimo, será apresentada a
conclusão, com as considerações e propostas de trabalhos futuros.

2. Definição
Desde a invenção da escrita, o homem tem demonstrado preocupação para preservar
suas produções. Nos tempos atuais, isto não mudou, visto que a tecnologia trouxe
consigo novas possibilidades para realizar tal ação, sendo cada vez mais utilizadas as
formas digitais.
Nos dias de hoje, uma parte significativa da produção intelectual é
realizada com o auxílio de ferramentas digitais. A simplicidade com
que o material digital pode ser criado e disseminado através das
modernas redes de comunicação e a qualidade dos resultados obtidos
são fatores determinantes na adoção deste tipo de ferramentas.
(MIGUEL FERREIRA, 2006).
Diante disto, percebe-se que livros, jornais, revistas e editoras tem migrado boa parte de
seus conteúdos para o formato digital, o qual permite a minimização de custos com
impressão, disponibilização do conteúdo para vários dispositivos, tais como
smartphones, tablets, e-readers, computadores, etc. Tal adoção facilita também um
maior alcance de leitores e por consequência a rápida disseminação das informações
nestes contidos. Para tanto, foram e estão sendo desenvolvidas diversas ferramentas que
atendem a um ou vários públicos alvo. Tais ferramentas podem apenas ter a função de
repositório de arquivos até o gerenciamento e organização de documentos, sejam de
uma biblioteca, faculdade ou empresa. Nas instituições de ensino superior, é possível
notar a necessidade destes tipos de ferramentas, visto que esses locais a quantidade de
documentos são notoriamente grande, e também de acordo com Márdero Arellano,
Ferreira e Caregnato (2005), essas ferramentas podem auxiliar na redução do tempo
consumido e custos administrativos mais baixos. Um exemplo seriam as publicações
acadêmicas feitas pelos formandos e de outro lado, alunos que desejam iniciar suas
monografias ou artigos, sejam para a conclusão do curso ou para iniciação científica.
Tem-se como exemplo algumas ferramentas que realizam esse tipo de tarefa, tais como:
PubliElsa, Open Monograph Press e ScieloBrasil, sendo todas livres para o download e
implantação dentro da instituição.

3. Open Monograph Press


Open Monograph Press (OMP) é um software livre, de código aberto, distribuído sob a
licença GNU (General Public License). Foi lançado em setembro de 2012 pela Public
Knowledge Project(PKP) onde seu desenvolvimento foi realizado utilizando o template
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Smart de PHP e o banco de dados Mysql, tais como os sistemas OCS (Open Conference
System), OJS (Open Journal System), também distribuídos pela mesma organização. Foi
projetado para gerenciar monografias, e-books, volumes editados e edições acadêmicas
na web. Visa a melhoria na qualidade de publicações acadêmicas, contando com uma
série de inovações (PKP, 2012). Sua introdução no ambiente acadêmico facilitam todos
os processos de submissão, manuscrito, revisão, edição e produção.
Os softwares de editoração eletrônica proporcionaram uma redução no
tempo destinado a revisão dos originais ampliando a visibilidade das
publicações e diminuição de custos com as publicações. (ARELLANO,
2012).
O OMP objetiva a gerência automatizada, fazendo com que os fluxos das
publicações eletrônicas sejam mais ágeis, além de possuir ferramentas capazes de criar
catálogos online, tendo seu acesso aberto ao público ou não. Podem ser criados critérios
e políticas de publicação e disponibilização de materiais de acordo com a necessidade
da instituição ou utilizar o próprio fluxo do OMP.
A utilização da ferramenta acima citada facilita na divulgação das publicações,
padronização e numa maior praticidade de acesso aos conteúdos disponibilizados, assim
como ocorre no OJS (sistema utilizado para publicações de periódicos e revistas
científicas), recomendado pela CAPES, a qual destaca o seguinte ponto:
Tendo em vista os requisitos básicos usados internacionalmente no
projeto e desenvolvimento das páginas de periódicos eletrônicos, a
Capes recomenda aos editores de periódicos nacionais que entrem em
contato com sistemas de informatização estabelecidas para qualificar
ainda mais seus periódicos. (CAPES, 2006).
Algumas instituições de ensino tais como: Universidade Federal da Paraíba
(UFBA), Universidade Cooperativa da Colômbia, Universidade de Trás-os-Montes e
Alto Douro (UTAD) já utilizam o software com o objetivo de publicar e-books e
também realizar a venda dos mesmos.

3.1. Tipos de usuários do Open Monograph Press


Open Monograph Press possui um robusto sistema de gerenciamento de papéis, o que
facilita o controle de acesso e também a customização de permissões por parte de
usuários gerentes, fazendo com que seja capaz de adicionar ou remover funções durante
toda a fase de submissão de uma publicação. Por padrão a ferramenta divide seus
usuários em cinco grupos: Gerente de editora, Assistente de editora, editor de série,
avaliador e autor. (PKP, 2016). Na tabela 1, tem-se a descrição de cada tipo de usuário
dentro do OMP:
Tabela 1. Tipos de usuários no Open Monograph Press. (PKP, 2016)
Papéis e suas atribuições no OMP
Papel Atribuições
Tem acesso a todas as opções disponíveis na ferramenta,
sendo capaz de gerenciar usuários, editoras, submissões e
Gerente de editora
também realizar as configurações ou customizações que se
acharem necessárias
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Permite a visualização dos catálogos e informações


institucionais da editora. Este grupo pode realizar
Assistente de editora
modificações apenas no fluxo de trabalho os quais foram
designados.
Pode realizar o envio de submissões, visualizar documentos
Editor de série que pertence a sua série (editora) e também publicar, revisar
e configurar catálogos.
Tem permissões semelhantes ao editor de série. Auxilia na
organização das publicações realizadas, porém com acesso
apenas as submissões das quais foram convidados. É divido
Avaliador
em dois níveis: revisor interno (já cadastrado em sistema) e
revisor externo (cadastrado pelo editor no ato de uma
submissão).
Pode visualizar apenas suas submissões, realiza upload de
Autor publicações e arquivos, atribui avaliadores para seu
trabalho.

3.3. Atores na submissão de trabalhos


No processo de submissão de trabalhos temos três principais atores, conforme mostra
figura 1, a qual apresenta o processo editorial:

Figura 1. Processo editorial de atores no Open Monograph Press (PKP, 2016).

3.3.1. Autor
O autor é responsável pela submissão de trabalhos, sendo esta, dividida em quatro
partes: preparo da submissão, upload dos arquivos, fornecimento de informações para o
catálogo e próximos passos.
 Etapa 1: Será necessário escolher o tipo da publicação dentre duas opções:
monografia ou volume editado, sendo que o mesmo pode ser uma autoria
individual ou um volume editado por vários autores. Finalmente, pode ser
fornecido uma nota introdutório, e caso esteja configurada pelo implantador uma
lista de verificação ou uma declaração de privacidade.
 Etapa 2: Nesta etapa é possível realizar upload de arquivos, tendo a
possibilidade enviar um único arquivo ou vários de acordo com a seção (Por
exemplo, fotos, tabelas, apêndice, sumário). Tem-se também a possibilidade de
especificar um nome para cada arquivo submetido.
 Etapa 3: O metadados é uma informação que será incluída no catálogo caso a
publicação seja aprovada, sendo crucial para a divulgação e indexação. Caso
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necessário, pode ser editada em fases posteriores. Mais informações podem ser
adicionadas, tais como: informações de cobertura, palavras-chave, informação de
fontes e direitos, entre outros. Tem-se a opção de incluir uma lista de autores que
contribuíram e definir o contato principal.
 Etapa 4: Na etapa final é fornecido a confirmação de envio, links para rever a
submissão, bem como realizar uma nova submissão ou navegar pela ferramenta.

3.3.2. Editor
Toda vez que um autor ou editor de volume realiza a submissão de uma monografia,
este documento é enviado para a página de tarefas no painel de controle do editor. O
mesmo é responsável por realizar as devidas considerações na submissão, analisar os
arquivos enviados, sendo necessário posteriormente escolher entre quatro ações: enviar
para um revisor interno, enviar para um revisor externo (avaliação externa, revisores a
serem cadastrados), aceitar submissão (transfere a monografia para o estágio editorial) e
rejeitar (a submissão é arquivada). Assim que o editor escolher uma ação, tem se a
possibilidade de notificar o responsável pela submissão por e-mail e também na página
de submissões em seu painel de controle a submissão será apresentada com o status ‘em
revisão’.

3.3.3. Produtor/Design
Caso o editor aprove a submissão e não seja necessário passar por um revisor, este fica
responsável pelo por finalizar a publicação do documento na ferramenta.

3.3.4. Revisor interno/externo


É responsável pela avaliação dos trabalhos redirecionados por um editor. O processo de
avaliação se divide em quatro etapas, conforme é descrito na tabela 2.

Tabela 2. Etapas do revisor Press (PKP, 2016)

Etapas de revisão das publicações


É fornecido os detalhes da publicação redirecionada, onde tem-se a
Etapa 1 data limite para revisão. É possível recusar o pedido de revisão ou
aceitar e seguir para as etapas posteriores.
Etapa 2 É apresenta as diretrizes definidas pelo editor

Há a possibilidade de baixar o arquivo submetido pelo autor, redigir a


Etapa 3 avaliação referente a publicação realizada. Opcionalmente, pode ser
enviado ao editor responsável ou ator versões revisadas do arquivo de
origem.

Etapa 4
É apresentado uma mensagem de agradecimento pela revisão realizada

4. Estudo de caso

Diante das informações apresentadas até aqui, verifica-se que a ferramenta atualmente é
utilizada com foco na publicação e distribuição de e-books, sejam eles de acesso aberto
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ao público ou para vendas. Este estudo de caso tem a intenção de propor a utilização da
ferramenta com foco acadêmico para publicações e gerenciamento de trabalhos de
conclusão de curso - monografias, além da padronização dos processos. Para isso, a
metodologia utilizada é mostrada na seção seguinte.

4.1. Metodologia

Este trabalho foi organizado, metodologicamente (LAKATOS; MARCONI,


2010), em duas etapas distintas quanto ao seu objetivo: a primeira, de caráter
exploratório teve como propósito o melhor entendimento e a familiarização com os
conceitos fundamentais e a ferramenta já descrita. Para isso, foi utilizadas como técnica
de coleta de dados e informações o levantamento bibliográfico. A segunda, de natureza
descritiva, foi realizada com o objetivo de complementar a primeira etapa, aprimorando
os conhecimentos obtidos e permitindo o entendimento das características da ferramenta
para que pudesse ser instalada e configurada e, posteriormente, ter seu layout
modificado. Ressalta-se que, para que o software pudesse ser utilizado com o propósito de
publicação e disponibilização dos trabalhos acadêmicos, fizeram-se necessárias algumas
modificações na configuração padrão, a qual será abordada a partir do tópico 4.3.
Posteriormente, foi realizada uma breve análise sobre a ferramenta citando suas principais
vantagens e desvantagens. Por fim, apresentam-se os resultados colhidos através de softwares
de testes de performance: de carregamento, stress e segurança; bem como a conclusão e
propostas de trabalhos futuros.

4.2. Instalação
Open Monograph Press é um software que pode ser instalado e configurado em
qualquer servidor que atenda aos requisitos demonstrados na tabela 3

Tabela 3. Requisitos necessários para instalação do OMP (PKP, 2016)


Programa Versão
PHP 5.0 ou superior
Mysql 4.1.1 ou superior
PostgreSQL 9.1.5 ou superior
Apache 1.3.2 ou superior
Microsoft IIS 6 ou superior

O pacote de instalação demonstrado neste estudo de caso está na sua versão 1.1.1.1 e
possui idioma português, o que facilita a implantação da ferramenta. Para uma melhor
análise foram utilizados dois servidores gratuitos: Hostinger e Heliohost, ambos com o
PHP na versão 5.5 e Mysql 5.1.61. O primeiro passo da pré-instalação é necessário que
se configure a permissão de escrita nos seguintes diretórios, como mostra a seguinte
figura:

Figura 2. Diretórios que precisam de permissões de escrita (PKP,2016)


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Nas configurações de idioma, deve ser selecionado o idioma preferencial do sistema,


idiomas adicionais, caso sejam necessários e como conjunto de caracteres do cliente
deve-se utilizar Unicode (UTF-8) "uma vez que a mesma oferece suporte para vários
idiomas e dispensa a necessidade de se criar uma lógica no servidor capaz de
determinar a codificação para cada página servida ou para cada conjunto de dados
recebidos de um formulário".(W3C, 2014).

Logo abaixo, é necessário escolher o diretório para envio dos arquivos a serem
submetidos, sendo que o mesmo deve possuir permissão de escrita e não pode ser
acessado direto via web. Em configurações de segurança, é possível escolher entre dois
tipos criptografia: a MD5 e a SHA1, sendo a segunda mais indicada devido seu hash ser
de 160 bits e gerar uma string alfanumérica de 40 caracteres, o que torna mais raro
acontecer colisões de hashs (textos distintos com hashs iguais) (NIST.gov, 2006).

O último passo consiste em informar o SGBD (sistema gerenciador de banco de dados)


a ser utilizado, o endereço onde se encontra, usuário e senha (caso possua), e o nome da
base de dados, que deve ser ‘omp’, conforme informado no site da desenvolvedora.
Se as configurações acima estiverem corretas, a instalação ocorrerá com sucesso e será
redirecionado para a página inicial da ferramenta.

4.3. Customização do OMP

Para que a ferramenta ficasse semelhante ao site da instituição de ensino fim, após a
instalação foi necessário realizar algumas alterações no layout, as quais puderam ser
feitas pela interface de customização da ferramenta que pode ser acessada através da
opção: Gerenciamento > Configurações > Website. Na aba de aparência, a configuração
de tela inicial optou-se por inserir uma mensagem de boas-vindas. No cabeçalho interno,
foi substituído o título padrão pela logo da instituição. Na opção de layout da editora, foi
realizado o upload de dois arquivos sendo estilo.css para alteração de cor do cabeçalho
da página e compiled.css para o rodapé. As figuras 3 e 4 abaixo apresentam,
respectivamente, o layout padrão da ferramenta e como ficou após a customização:

Figura 3. Layout padrão do OMP


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Figura 4. Customização OMP

Conforme descrição das informações na figura 5, abaixo, percebe-se que foi inserida
uma breve descrição para os leitores, autores e bibliotecários.

Figura 5. Descrição das informações configuradas no OMP

No menu gerenciamento foram configurados os seguintes recursos: catálogo, editora,


website, fluxo de trabalho, distribuição e usuários e papéis.
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4.3.1. Editora

Na aba expediente deu-se o nome para a editora de ‘Publicações Unitri’, onde foi
inserido uma breve apresentação com a logo da instituição de ensino, endereço físico e
os indivíduos associados a editora. Em seguida, na aba contato, foram adicionadas
informações pertinentes aos setores de apoio e dúvidas referente a ferramenta. Nas
políticas, foi realizado a descrição de avisos autorais, política de privacidade e de
acesso. As categorias foram nomeadas de acordo com cada curso mantido pela
faculdade e as séries com o período em que foi realizado o upload da publicação
acadêmica (Ex.: 2015-2,2016-1).

4.3.2. Fluxo de Trabalho

Além dos gêneros padrões da ferramenta, foram adicionados mais outros três que fazem
parte do ambiente educacional: artigos, monografias e iniciação científica. Adicionou-se
os itens abaixo para que o aluno possa verificar qual o tipo de documento adequado
antes de submeter a(s) sua(s) publicação (ões). Este aspecto é mostrado na figura 6.

Figura 6. Itens a serem verificados antes da submissão

O tempo de avaliação configurado para a resposta do revisor referente a um artigo é de


uma semana, conforme procedimento padrão da Unitri para realização de protocolos.
Foi criado cabeçalho e assinatura para os e-mails enviados automaticamente pela editora
(Ex.: submissão de um documento, quando é designado um revisor para uma submissão,
notificação de correção ou publicação do documento na ferramenta, reset de senha, etc).

4.3.3. Configuração da Distribuição

Foram realizadas as seguintes configurações de indexação: a fim de auxiliar na


descoberta do sistema nos mecanismos de busca:
1 – Inserido descrição a qual é apresentada no cabeçalho da página inicial;
2 – Palavras-chave para busca nos mecanismos de pesquisas;
3 – Criação de marcação meta para otimizar as buscas.

4.3.4. Catálogo

Nesta opção foram adicionados alguns trabalhos já realizados pelos alunos dos cursos de
Sistemas de Informação e Ciência de Computação da Unitri, a fim de exemplificar como
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a ferramenta exibe as publicações acadêmicas já realizadas. Na disponibilização dos


catálogos foi criado uma capa para cada publicação, escrito uma sinopse, adicionado os
contribuintes, incluído os mesmos na categoria de acordo com o curso do aluno e a série
de acordo com o período de aprovação do trabalho (Ex.: 2015-1,2016-1). Após
conclusão da etapa citada anteriormente, a ferramenta disponibiliza a opção de imprimir
os documentos submetidos, caso esta opção esteja habilitada, compartilhar via e-mail
e/ou pelas principais redes sociais, tais como: Twiiter, Facebook, MySpace, além outros
196 serviços (Ex.: Digg, Blogger,Aol Lifestream, etc).

4.4. Teste de Performance


Após a instalação da ferramenta nos dois servidores web (ompunitri.pe.hu e
ompunitri.heliost.org), para verificar a performance da ferramenta, foi observado o
tempo de carregamento da página inicial em cada um dos sites. Para isso, foi utilizado o
site www.webpagetest.org. Realizado o teste, verifica-se que o site 1 (ompunitri.pe.hu)
levou o tempo de 6.5 segundos para realizar o seu carregamento. Em contrapartida, o
segundo link, ompunitri.heliohost.org, levou praticamente o dobro de tempo para
realizar a mesma ação. Estes aspectos são mostrados na figura 7

Figura 7. Comparativo de carregamento entre os dois hosts

Verifica-se também que os arquivos com maior carga e requisição são os do tipo js, e os
menores são as imagens contidas no site.

Por apresentar melhores resultados no teste acima apresentado, escolheu-se o host


ompunitri.pehu para realizar testes de stress através da ferramenta Webserver Stress
Tool, da Paesler. Foram feitos três testes distintos, onde foram apresentados os
seguintes resultados:

1 – O primeiro teste foi realizado com dez usuários virtuais por cinco minutos, e obteve-
se 48 erros (27,91%) em um total de 172 cliques (figura 8).
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Figura 8. Gráfico com o resultado do primeiro teste

2- No segundo teste, foi realizado a mesma quantidade de tempo, porém com 30


usuários. A quantidade de cliques subiu para 613, com um total de 191 erros (31,16%),
conforme mostrado na figura 9.

Figura 9. Gráfico com o resultado do segundo teste

3- No último teste é possível verificar a carga máxima aproximada suportada pelo site:
foram realizados 1180 cliques, com um total de 1089 erros (92,29%) (figura 10).

Figura 10. Gráfico com o resultado do último teste


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4.5. Teste de Segurança

Diante das configurações citadas acima, foram realizados testes de segurança, a fim de
diagnosticar possíveis vulnerabilidades nos servidores web e também na ferramenta.

Para isto foi utilizado o software Zed Proxy Atack Proxy Project, também conhecido
como Zaproxy, mostrados na tabela 4. Nela, percebe-se que o host ompunitri.pe.hu,
retornou três alertas de níveis médio e três de nível baixo, perante um alerta de nível
alto, três médio e três de nível baixo, do host ompunitri.heliohost.org.

Tabela 4. Tabela com os alertas dos hosts ompunitri.pe.hu e ompunitri.heliohost.org


Comparativo dos hosts: ompunitri.pe.hu e ompunitri.heliohost.org
Descrição Alerta Descrição Alerta
Injeção de comando remoto do sistema
Cabeçalho HTTP não está operacional. Técnica de ataque usado Alto
protegido contra ataques para execução não autorizada de
'clickjacking Média comandos do sistema operacional

Esta página contém uma


mensagem de erro / aviso de que
pode revelar informações Média Média
sensíveis, como a localização do
arquivo que produziu a exceção Cabeçalho HTTP não está protegido
não tratada contra ataques 'clickjacking

Esta página contém uma mensagem de


Proteção Web XSS não está
erro / aviso de que pode revelar
habilitada ou foi desativado pelo Baixa Média
informações sensíveis, como a localização
servidor
do arquivo que produziu a exceção não
tratada

O Anti-MIME de cabeçalho
Content-X--Type não foi
É possível visualizar a listagem do
definido como 'nosniff'. Isso
diretório, as quais podem revelar roteiros
permite que versões mais antigas Baixa Média
escondidos, que incluem arquivos,
do Internet Explorer e Chrome
arquivos de origem de backup, etc
podem executar conteúdos não
declarados

Um cookie foi definido sem o


Um cookie foi definido sem o sinalizador
sinalizador HttpOnly, o que
HttpOnly, o que significa que o cookie
significa que o cookie pode ser
Baixa pode ser acessado por JavaScript e um Baixa
acessado por JavaScript e um
script malicioso pode ser executado nesta
script malicioso pode ser
página
executado nesta página
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O Anti-MIME de cabeçalho Content-X--


Type não foi definido como 'nosniff'. Isso
permite que versões mais antigas do Baixa
Internet Explorer e Chrome podem
executar conteúdos não declarados

O atributo autcomplete não está


desativado, onde as senhas podem ser Baixa
armazenadas e recuperadas no navegador

4.6. Análise e Discussão dos Resultados

OMP possui uma ótima navegabilidade, dispondo de uma interface de fácil


entendimento e de localização dos itens, tanto para um leitor quanto para os demais
atores envolvidos. A ferramenta possui uma barra lateral, na qual é possível realizar as
pesquisas necessárias, bem como informações pertinentes a editora. A maioria das telas
possuem em suas opções, uma breve descrição, o que facilita na hora da configuração. A
ferramenta também disponibiliza no site da PKP, um fórum no qual pode se sanar
dúvidas e encontrar também resolução de diversos problemas, não somente para o OMP,
mas também para as demais ferramentas disponibilizadas pela instituição. Pode-se
verificar que a maioria das respostas são apresentadas em português e em inglês, o que
facilita na iteração entre os colaboradores.

No que tange a integração sistêmica, verifica-se que mesmo com o apoio do fórum, a
ferramenta ainda não apresenta uma praticidade para que o usuário final possa realizar
iterações entre sistemas já existentes, sendo necessário a intervenção de um profissional
especializado ou equivalente para realizar as ações necessários, válido também para
correções de alguns erros.

Diante das informações apresentadas, verifica-se que nos testes de performance a


ferramenta possui páginas leves e bem organizadas, trazendo consigo estabilidade na
sua utilização. No que tange a segurança, verifica-se a utilização de um protocolo muito
seguro que é o SH1, porém algumas vulnerabilidades, que podem ser corrigidas no
código-fonte e no servidor em que está hospedada. Verifica-se também que a mesa é
funcional, trazendo ferramentas capazes de auxiliar na customização de acordo com a
necessidade do utilizador. Além disso, a ferramenta é capaz de automatizar e agilizar os
processos que hoje são realizados de forma manual, reduzindo assim possíveis falhas
humanas e economia de espaço físico, o qual pode ser destinado para outros fins.

5. Conclusão
Percebe-se que, nos dias atuais, têm-se muitas ferramentas capazes agilizar e facilitar as
tarefas cotidianas, ainda mais em um ambiente acadêmico. Como exemplo pode-se citar
a ferramenta abordada neste trabalho. Ela pode contribuir bastante na organização,
centralização, gestão e publicação de trabalhos acadêmicos, trazendo assim uma
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padronização. Pode também obter uma redução de espaço físico utilizado para
armazenamento, fazendo com que este mesmo espaço possa ser utilizado outros fins.
Em contrapartida, também há algumas desvantagens, como: falta de responsividade nas
páginas, ou seja, as páginas não se adequam ao tamanho da tela do dispositivo do qual
está sendo feito o acesso, dificuldades para realizar integrações com outros sites e/ou
softwares, comunidade reduzida de colaboradores. Conforme análise realizada, nota-se
que a ferramenta apresenta uma boa performance, porém deve ser realizada algumas
melhorias no que tange as vulnerabilidades.
Para trabalhos futuros sugere-se realizar a integração do OMP ao site da Unitri.

Referências
CAPES. Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior.
Disponível em http://listas.ibict.br/pipermail/bib_virtual/2006-April/002652.html.
Acesso em: 28 mar.2016.
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OJS:migrando um periódico científico eletrônico para um sistema automatizado de
gerência e publicação de periódicos científicos eletrônicos. Disponível em:
http://eprints.rclis.org/11412/1/paperojs.pdf. Acesso em: 28 mar. 2016.
FERREIRA, Miguel. Introdução á Preservação Digital - Conceitos, estratégias e atuais
consensos. Portugal: Escola de Engenharia da Universidade do Minho. 2006.
FONSECA, R. M. S. da; MEINERT, C. R.;CAFÉ, L.; ARELLANO, M. Á. M.
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LAKATOS, E. M.; MARCONI, M. A. Fundamentos de metodologia científica:
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LEVY, Pierre. Cibercultura. Rio de Janeiro: Editora 34. 1999.
MÁRDERO ARELLANO, Miguel Ángel; FERREIRA, Sueli Mara Sores Pinto;
CAREGNATO, Sônia Elisa. Editoração eletrônica de revistas científicas com suporte
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