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Lei n°. 11.

638/2007

Leidas
Nova Lei n°.Sociedades
11.638/2007Anônimas

Contabilistas - 400.000
Seminários
Contabilidade Empresarial Escritórios individuais e
Cursos
Debates sociedades - 67.000
Prof. Dr. José Carlos Marion Fóruns de Discussão
Escolas superiores de
contabilidade - 1000

Nova Lei das Sociedades Anônimas

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www.marion.pro.br
Contabilidade Empresarial Contabilidade Empresarial

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Necessidade de uma Lei Moderna Fim de Um Ciclo
68 anos
Passado Atualmente

Escrituração Contábil Gerar informações D. Lei 2627/40 Lei 6404/76


Lei 11.638/07
Contabilidade Formal • Econômica Modelo Europeu – Modelo americano
Contabilidade para o
Olhava para os Adequar aos
Contabilidade Burocrática • Financeira mundo: alcança as
donos da empresa acionistas brasileiros,
• Física sociedades de grande
Não acionista padrões nacional
• Produtividade porte
• Social
Teoria da Contabilidade
Necessidade de uma Lei Moderna • Diversas alterações da Lei n°. 6.404/76 nestes 30 anos.
• Esfera contábil – exceto a extinção da correção monetária: estagnada.
• Estávamos distantes de uma contabilidade globalizada.
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Avanços na Convergência Contábil
Nova Lei das Sociedades Anônimas
Internacional
2006 – BACEN
Instituições Financeiras:
DFs Consolidadas
Nova Lei das Sociedades Anônimas aprovada no IFRS  até 2010

Congresso Nacional: Lei n°. 11.638 de 28.11.2007


2005 – CFC/1.055
Comitê de
Pronunciamentos
Contábeis - CPC

2001 - IASB 07/07 – CVM


• Nova realidade brasileira Normas Internacionais A mesma meta
• Abertura de capitais: 2/3 de capital externo de Informação
Financeira - IFRS
empresas abertas

• Globalização da economia.
Últimas Décadas
• Mais transparência.
EUA – US GAAP
• Facilitar a interpretação por parte dos usuários.
• Convergências Contábeis: IASB (IFRS)
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O CPC e a Convergência aos Padrões As Novas Regras de Auditoria e a Convergência ao
Internacionais de Contabilidade - IFRS Padrão Contábil Internacional - IFRS

A Lei n°. 11.638/2007, previu a possibilidade de


Analistas Mercado de Capitais adoção de dois padrões contábeis:
Cias. Abertas APIMEC Bolsa de Valores

O desenvolvido pela CVM O previsto nas Leis


ABRASCA BOVESPA em conjunto com o CPC Societárias
O Comitê de Pronunciamentos Contábeis – CPC é a principal entidade no Brasil Obrigatório para as Obrigatório para as
que atua na convergência ao IFRS CPC
e tem por objetivo hoje, o estudo e a empresas de capital aberto e
Academia/ Pesquisa Órgão de Classe companhias fechadas que
divulgação de princípios, normas, padrões de contabilidade e de auditoria. opcional para as de capital não optarem pelo padrão da
FIPECAFI CFC fechado. CVM e para as demais
Busca convergência ao sociedades caracterizadas
IBRACON IFRS. como de grande porte.
Auditores

CPC 01:Redução do valor recuperável do Ativo CPC 03: DFC


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CPC 02: Conversão das DFs. CPC 04: Ativos Intangíveis CPC 06: Leasing
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Sociedades de Grande Porte Sociedades de Grande Porte
S/A S/A Empresas de
Capital Aberto + Capital Fechado + Grande Porte São ou tornaram-se limitadas, por exemplo:

Empresas ou conjunto de
Bayer, Bosch, Firestone, Carrefour, Coca-Cola,
empresas com: Daimler-Chrysler, Dow, Eli Lilly, Ericsson, Ford Motors,
• Ativo superior a R$ 240 milhões; ou
• Receita bruta superior a R$ 300 Gates, General Motors, Goodyear, Honda, IBM, Intel,
milhões (no ano anterior).
Devem escriturar e elaborar as Johnson & Johnson, Kimberly Clark, Mangels,
demonstrações financeiras previstas
na nova lei. Microsoft, Mitsubishi, Monsanto, Motorola, Nestlé,
Estão sujeitas também à auditoria
independente (registro na CVM). Nortel, Pfizer, Procter & Gamble, Rhodia, Scania,
Abrange as limitadas e S/A fechadas. Schering, Siemens, Timken, Toyota, Unilever,
Para as limitadas: não há menção à
Volkswagen, Wal-Mart.
obrigatoriedade de publicação.

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As Demonstrações Básicas Ativo
Lei n°. 6.404/76 Lei n°. 11.638/2007
Lei 6.404/76 Lei Atual CVM (Capital Aberto)
Demonstrações Financeiras Demonstrações Financeiras
• Balanço Patrimonial • Balanço Patrimonial Circulante Circulante Circulante
• Demonstração do Resultado do • Demonstração do Resultado do
Exercício Exercício Realizável a Longo Prazo Realizável a Longo Prazo Não Circulante
• Demonstração de Lucros • Demonstração de Lucros
Permanente • Realizável
(Prejuízos) Acumulados (Prejuízos) Acumulado Permanente
• Investimentos
Ou Ou • Investimentos • Imobilizado
• Investimentos
• Demonstração das Mutações do • Demonstração das Mutações do • Imobilizado • Imobilizado • Intangível
Patrimônio Líquido Patrimônio Líquido • Diferido • Intangível • Diferido
• Demonstração das Origens e • Demonstração dos Fluxos de • Diferido
Aplicações de Recursos Caixa (PL < R$ 2.000.000 não precisam publicar)
- • Demonstração do Valor
• Notas Explicativas Adicionado (só para companhias abertas)
• Notas Explicativas 11 12

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Imobilizado – propriedade versus controle Imobilizado – uma visão mais moderna

Leasing Financeiro
Tipicamente, A visão Era contabilizado como despesa...
nossa moderna de ... agora é contabilizado como ativo da empresa
contabilidade foi ativos é que
fortemente são recursos
influenciada Mudanças controlados Benefícios
pela visão de Relevantes pela empresa, Riscos
que ativos capazes de Controle
devem ser de gerar
propriedade da benefícios
empresa. futuros.

Deve-se considerar os empregados da empresa como ativo?

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Recuperabilidade do Imobilizado, Intangível e
Alterações no Ativo
Diferido
Ativos Imobilizado, Intangível e Diferido são
recursos investidos com o objetivo de
geração de benefícios futuros. Valorização do
Ativo Intangível
Portanto, seus valores devem ser Até a década de
recuperáveis nas operações. • Marcas
70 era • Fundo de Comércio
privilegiado o • Concessões
Nova Lei das S/A exige que periodicamente seja analisada a
capacidade de recuperação desses valores, em linha com o Ativo Tangível
impairment test das normas internacionais. A Lei n°. 11.638/2007 o
coloca como subgrupo do
Ativo Permanente
CPC já emitiu pronunciamento técnico a esse
respeito (CPC01).

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Alterações no Ativo Alterações no Ativo
Parte Visível

O que muda no Diferido?

Parte
facilmente Troncos, galhos, folhas e frutos
relatada pela (parte visível).
Contabilidade. Evidências sobre a saúde da Não poderão mais ser considerados
árvore.
como despesas diferidas os gastos com
Pesquisa e Desenvolvimento (P&D).
Raízes que poderão modificar a
Parte Invisível saúde da árvore em anos futuros.

(Parasitas e outros problemas que


podem atacar as raízes ou
nutrientes, umidade, etc., que
fortalecerão a árvore e seus Parte oculta, nem sempre
produtos.) relatada pela Contabilidade. 17 18

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Alterações e Adequações nas Demonstrações
Passivo
Financeiras
Lei 6.404/76 Lei Atual CVM (Capital Aberto)

Circulante Circulante Circulante


Alterações no Passivo Alterações no Patrimônio Líquido
Exigível a Longo Prazo Exigível a Longo Prazo Não Circulante

Resultado de Exercícios Resultado de Exercícios • Exigível a Longo Prazo


Futuros Futuros • Resultado de Exercícios As contas de passivo sofrerão • Eliminação da Reserva de
Futuros alterações no momento em que Reavaliação.
(Inclui lucros não realizados)
Patrimônio Líquido forem avaliadas a valor presente. • Eliminação da Reserva de
Patrimônio Líquido Patrimônio Líquido (Assim como no Ativo) Capital – Prêmio na Emissão de
• Capital Social
• Reserva de Capital • Capital Social • Capital Social Debêntures.
• Reserva de Reavaliação • Reserva de Capital • Reserva de Capital
• Ajustes de Avaliação • Ajustes de Avaliação
• Criação da conta de Ajustes de
• Reserva de Lucros
• Lucros ou Prejuízos Patrimonial Patrimonial Avaliação Patrimonial.
Acumulados • Reserva de Lucros • Reserva de Lucros • Eliminação da conta Lucros
• Ações em Tesouraria • Ações em Tesouraria Acumulados.
• Prejuízos Acumulados • Prejuízos Acumulados

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Alterações e Adequações nas Demonstrações
Ajuste a Valor Presente de Ativos e Passivos
Financeiras

A extinção da • A nova lei deu a opção às companhias de manterem os saldos


existentes dessa reserva, que deverão ser realizados de acordo
conta de
reserva de
com as regras atuais, ou de estornarem esses saldos até o final Ajuste a Valor Presente dos Ativos e Passivos
do exercício social em que a lei entrou em vigor, ou seja, até o
reavaliação final do exercício de 2008.

A nova Lei das S/A define que os ativos e passivos


(especialmente os de longo prazo) deverão estar
• Esta conta foi criada exclusivamente para abrigar a aos seus valores presentes.
Criação da
contrapartida de determinadas avaliações de ativos e passivos a
conta de Ajustes preço de mercado, especialmente a avaliação dos instrumentos
de Avaliação financeiros e os ajustes de conversão em função da variação
Patrimonial cambial de investimentos societários no exterior.

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Exemplo de Contabilização pelo Valor Presente Ajuste a Valor Presente de Ativos e Passivos
A empresa vende um bem a ser pago em 30 dias por R$ 100.

Antes da Nova Lei Depois da Nova Lei Além de modificar


o patrimônio da
empresa, a DRE
• Sabendo-se que o preço a vista é de Os efeitos refletirá melhor a
• No momento da venda registra uma receita e
um Contas a Receber de R$ 100.
R$95, a empresa registrará no momento financeiros serão eficiência.
da venda receita de vendas de R$95 e um reconhecidos ao
• No momento do recebimento, baixa o recebível pelo mesmo montante. A
recebível de R$ 100 pela entrada de caixa dos diferença de R$5 é de natureza financeira
longo do tempo,
mesmos R$ 100. e está associada ao valor do dinheiro NO Portanto, ativos e por regime de
TEMPO, que ainda não foi transcorrido. passivos deverão competência.
• Passado o prazo concedido, a empresa
estar expressos aos
registrará um acréscimo no seu recebível seus valores
de R$5 e uma receita financeira nesse presentes.
mesmo montante, equivalente ao efeito
financeiro do tempo transcorrido em que o
cliente foi financiado.

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Outras Demonstrações DVA – Algumas Empresas Aleatórias por País
Demonstração do Demonstração dos Demonstração do Valor
Resultado do Exercício Fluxos de Caixa Adicionado
• Indica: • Apuração do Valor Adicionado –
VA
Países Alemanha França EUA Brasil
– A origem de todo o
Receita Bruta dinheiro que entrou no • Valor Adicionado é o mesmo da
(-) Deduções Caixa (caixa + bancos + economia utilizado para o cálculo Salários 79,3% 61,3% 51,0% 21,0%
aplicações de curtíssimo do Produto Nacional Bruto – PNB
Receita Líquida prazo); ou PIB.
(-) Custos de Vendas – Aplicações de todo o • Valor da produção menos os Acionistas 0,7% 5,6% 15,0% 5,9%
Lucro Bruto montante que saiu em consumos intermediários (compra
(-) Despesas Operacionais determinado período; e a outras empresas) num
De Vendas –Resultado do Fluxo determinado período. Juros 1,9% 6,1% 9,0% 20,0%
Administrativas Financeiro. • Distribuição do Valor Agregado:
Financeiras • Apresenta três fluxos de caixa: – Salários Tributos 14,5% 6,1% 16,0% 49,4%
Outras Receitas ou – Das operações; – Acionistas
Despesas Operacionais – De financiamento; e – Juros Reinvestimentos 3,6% 21,9% 9,0% 3,7%
(=) Lucro Operacional – De investimentos. – Tributos
• Pode ser modelo Direto ou – Reinvestimentos
Indireto (obrigatório desde 1988 TOTAL 100% 100% 100% 100%
nos EUA)

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Contabilidade Tributária vs. Contabilidade Contabilidade Tributária vs. Contabilidade
Societária Societária

Contabilidade Ajustes de Contabilidade


Tributária Harmonização Societária
Historicamente, a contabilidade societária sofre no
Brasil forte influência de critérios fiscais. Investidores,
Credores,
A Lei n°. 6.404 tinha a iniciativa de separar a Usuários Fisco Clientes,
contabilidade tributária e a contabilidade societária. Fornecedores,
Empregados, etc.

A lei então determina que se separem as


contabilidades tributária da societária. Fornecer informação útil
Fundamentalmente, para a tomada de decisão
Finalidade tributação da Renda econômica, acerca do
(Valor Agregado, Lucro) montante, prazos e riscos
dos fluxos de caixa futuros.

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Contabilidade Tributária vs. Contabilidade
Concluindo...
Societária
Escrituração Comercial – Contabilidade Societária
Escrituração Paralela

Análise das Convergência


Resultado Boa
LALUC principais para os
Contábil qualidade padrões
mudanças
internacionais

LALUR Resultado
Fiscal Lei n°11.638/2007

Escrituração Fiscal – Contabilidade Tributária


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(warly)
/Author
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