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2 Série de Publicações

Temáticas do CREA-PR

SISLEG
Sistema de Manutenção,
Recuperação e Proteção da
Reserva Legal
SISLEG
Sistema de Manutenção, Recuperação
e Proteção da Reserva Legal
crea-pr Apresentação
PRESIDENTE: Eng. Agrônomo Álvaro José Cabrini Júnior
1º VICE-PRESIDENTE: Eng. Civil Gilberto Piva A averbação da Reserva Legal nas propriedades rurais é necessária ao cumprimento de normas legais, mas
2º VICE-PRESIDENTE: Eng. Civil Hélio Sabino Deitos também deve ser observada a condição de que este ato representa o respeito aos remanescentes florestais
1º SECRETÁRIO: Téc. em Eletrônica Waldir Aparecido Rosa existentes resultando na melhor qualidade de vida de todos os seres vivos inclusive o Homem.
2º SECRETÁRIO: Eng. Mecânico Elmar Pessoa Silva
3º SECRETÁRIO: Eng. Agrônomo Paulo Gatti Paiva A demanda de trabalho para a efetivação deste trabalho é crescente e se não buscarmos parcerias que
1º TESOUREIRO: Eng. Civil Joel Kruger possam nos auxiliar teremos o descontentamento advindo de uma sociedade cada vez mais conscientizada na
2º TESOUREIRO: Arquiteto Agostinho Zanelo de Aguiar busca da regularização de seus empreendimentos.
DIRETOR ADJUNTO: Eng. Agrônomo Carlos Scipioni
SUPERINTENDENTE: Eng. Agr. Celso Roberto Ritter É, portanto, com enorme satisfação que estamos apresentando os frutos de uma parceria com uma entidade
séria e que nos dará o aval para cumprimento dos dispositivos legais necessários aos encaminhamentos de
IAP averbação do SISLEG.
GOVERNO DO ESTADO DO PARANÁ
Governador: Roberto Requião de Melo e Silva O IAP- Instituto Ambiental do Paraná juntamente com o CREA – Conselho Regional de Engenharia, Ar-
SECRETARIA ESTADUAL DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS HÍDRICOS quitetura e Agronomia do Estado do Paraná, produzem e disponibilizam a Cartilha do SISLEG que servirá de
Secretário: Lindsley da Silva Rasca Rodrigues orientação básica a todos os profissionais habilitados a encaminharem os processos administrativos de forma
INSTITUTO AMBIENTAL DO PARANÁ adequada que permitirá o lançamento e análise muito mais objetiva e que atenda aos dispositivos mínimos da
Diretor Presidente: Vitor Hugo Ribeiro Burko nossa instituição.
DIRETORIA DE BIODIVERSIDADE E ÁREAS PROTEGIDAS
Diretor: João Batista Campos A Cartilha associada com os treinamentos específicos promovidos e executados pelos profissionais do IAP
DEPARTAMENTO DE BIODIVERSIDADE
e do CREA deixará os técnicos muito mais referenciados e com possibilidades de levar aos produtores rurais
Chefe: Márcia de Guadalupe Pires Tussolino
EDIÇÃO/ORGANIZAÇÃO
a tranqüilidade na solução dos seus problemas relacionados a todos os aspectos ambientais de suas proprie-
Luiz Renato Martini dades.
Mariano Felix Duran
Simoni Cristina Daniel Vitor Hugo Ribeiro Burko Eng. Agr. Álvaro Cabrini Jr.
Diretor Presidente do Instituto Ambiental do Paraná Presidente do CREA-PR

Ficha Técnica Uma publicação Apoio


Edição: Geógrafa Cacilda Redivo
Assessora Técnica Câmara Especializada
de Agronomia: Eng. Agr. Eliziane Nisgoski
Colaboração: Arq. Jaime Pusch PRO-CREA
Qualificação Profissional
Diagramação: Cesar Stati
Uma publicação do CREA-PR
comunicacao@crea-pr.org.br
O conteúdo é de responsabilidade dos autores.
SISLEG - SISTEMA DE MANUTENÇÃO, RECUPERAÇÃO E PROTEÇÃO DA RESERVA LEGAL

Sumário

1 Reserva Legal: A lei em prol do meio ambiente...................................................................................9


2 SISLEG.........................................................................................................................................11
3 Alguns conceitos............................................................................................................................13
4 Procedimentos...............................................................................................................................15
5 Check-list.....................................................................................................................................19
6 Requerimento................................................................................................................................21
7 Chave de referência.......................................................................................................................25
8 Matriz do SISLEG..........................................................................................................................27
9 ART.............................................................................................................................................33
10 Ética Profissional.........................................................................................................................37
11 Legislação...................................................................................................................................53

Legislação e Textos Referenciais disponíveis para consulta nos sites


www.crea-pr.org.br, ícone PRO-CREA e www.iap.pr.gov.br

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SISLEG - SISTEMA DE MANUTENÇÃO, RECUPERAÇÃO E PROTEÇÃO DA RESERVA LEGAL

1
RESERVA LEGAL:
A LEI EM PROL DO MEIO
AMBIENTE
Para assegurar o direito, constitucional, ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, como
bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, é dever do Poder Público de-
finir espaços territoriais e seus componentes a serem especialmente protegidos. As alterações no
Código Florestal introduzidas pela Lei Federal nº 7.803 de 18 de julho de 1989 deram a essa
reserva um caráter de inalterabilidade. Nem o proprietário privado, nem o Poder Executivo podem
consentir na diminuição e na supressão da Reserva Legal, a não ser que esse consentimento seja
dado expressamente por lei federal.
A preocupação em preservar parte das matas das propriedades rurais é bem antiga em nosso
país, já estava presente na época do Brasil Colônia, quando a escassez de madeira adequada, para
a construção das embarcações da frota portuguesa, levou a Coroa a expedir as cartas régias, que
declaravam de sua propriedade toda a madeira naval, denominada como “madeira de lei”.
O Código Florestal brasileiro de 1965, definiu a existência de Áreas de Preservação Permanente
e a exigência da manutenção de áreas de Reserva Legal em todas as propriedades rurais. As Áreas

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de Preservação Permanente são as de maior fragilidade ambiental que ocupam posições críticas do relevo,
como faixas ciliares ao longo dos cursos d’água, topos de morros, ao redor de nascentes, declividade acima
de 45º, altitudes acima de 1800 metros. A Reserva Legal é definida, no caso do Paraná, a 20% da superfície
total da propriedade, excetuando-se as de preservação permanente, onde o uso é condicionado ao manejo
sustentável podendo gerar bens como madeiras valiosas de espécies nativas, mel, frutos, plantas medicinais
e ornamentais.
A Reserva Legal deve, preferencialmente, proporcionar a conexão com as áreas de Preservação Permanente
formando um mosaico expressivo de vegetação natural na paisagem rural.
O Paraná, possui um mecanismo governamental denominado SISLEG (Sistema de Manutenção, Recuperação
e Proteção da Reserva Legal e Áreas de Preservação Permanente) que objetiva maior eficiência e agilidade no
trâmite dos processos de averbação da Reserva Legal.

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SISLEG
SISTEMA DE MANUTENÇÃO, RECUPERAÇÃO E PROTEÇÃO DA RESERVA
LEGAL E ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE

O SISLEG foi institucionalizado através do Decreto Estadual 387/99, estabelecendo um sistema


estadual de implantação de Áreas de Reserva Legal previstas no Art. 16 da Lei Federal 4771/65
(Código Florestal), tendo como diretrizes básicas a manutenção dos remanescentes florestais nati-
vos, a ampliação da cobertura florestal mínima visando a conservação da Biodiversidade, o uso dos
recursos florestais e o estabelecimento das zonas prioritárias para a conservação e recuperação da
biodiversidade.
O SISLEG é um sistema de gerenciamento que foi criado pelo Estado do Paraná com o objetivo
de facilitar aos proprietários rurais o cumprimento das exigências legais estabelecidas pelo Código
Florestal e averbar às margens das matrículas, as áreas de Reservas Legais de suas propriedades.
A averbação na Matrícula do imóvel no Registro Imobiliário serve para dar conhecimento a ter-
ceiros da imutabilidade da reserva.
A Reserva Legal averbada é perpétua e inalterável, salvo conveniência que poderá o órgão con-
trolador competente em análise compreender para a finalidade de proteção a que se destina.

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ALGUNS
CONCEITOS
Para efeitos de operacionalização do SISLEG entende-se por:

Reserva Legal: Áreas de vegetação nativa representada em uma ou várias parcelas, com pelo
menos 20% da área total da propriedade, excetuando-se as áreas de Preservação Permanente,
necessária ao uso sustentável dos recursos naturais, à conservação e reabilitação dos processos
ecológicos, a conservação da biodiversidade e ao abrigo e proteção da flora e fauna nativas.

Preservação Permanente: - Área de preservação permanente: área protegida nos termos dos
arts. 2o e 3o da Lei 4.771/65 (Código Florestal), coberta ou não por vegetação nativa, com a função
ambiental de preservar os recursos hídricos, a paisagem, a estabilidade geológica, a biodiversidade,
o fluxo gênico de fauna e flora, proteger o solo e assegurar o bem-estar das populações humanas;

Imóvel: porção de área definida por um título registrado no Cartório de Registro de Imóveis res-
pectivo ou por uma declaração de posse devidamente assinada por todos os confrontantes.

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Imóvel com Reserva Legal Própria: aquele que possui uma porção de área localizada no mesmo imóvel,
composta por vegetação nativa suficiente para compor os 20% de área mínima exigida pelo Código Florestal,
que deve estar averbada no Cartório de Registro de Imóveis.

Imóvel com Reserva Legal Cedida: aquele que, além da sua Reserva Legal própria averbada, possuir um
excedente de área de vegetação nativa vinculada a outros imóveis como Reserva legal.

Imóvel com Reserva Legal Recebida: o que não possuindo a Reserva Legal parcialmente ou total no próprio
imóvel, tem a sua Reserva Legal em outro imóvel público ou privado averbada às respectivas matrículas.

Pequeno produtor rural: aquele que, residindo na zona rural, detenha a posse de gleba rural não superior a
50 (cinqüenta) hectares, explorando-a mediante o trabalho pessoal e de sua família, admitida a ajuda eventual
de terceiros, bem como as posses coletivas de terra considerando-se a fração individual não superior a 50 (cin-
qüenta) hectares, cuja renda bruta seja proveniente de atividades ou usos agrícolas, pecuários ou silviculturais

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ou do extrativismo rural em 80% (oitenta por cento) no mínimo;

Áreas prioritárias para a conservação: áreas do território do estado prioritárias para a conservação da bio-
diversidade inclusive através da recuperação de áreas florestais assim definidas;
PROCEDIMENTOS
1. Entorno das Unidades de Conservação de Proteção Integral DO SISLEG
1.1. Deve ser definida pelo Plano de Manejo da Unidade de acordo com sua área de influência Para proceder a averbação da reserva legal, deverá o proprietário ou possuidor rural protocolar
1.2. No caso da inexistência do Plano de Manejo, deverá ser cumprida a Lei Federal nº 9.985 requerimento de cadastro de imóvel com reserva legal e preservação permanente, junto ao Escritório
do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), que a define como 10 (dez) regional do IAP, de acordo com o seguinte procedimento técnico/administrativo:
quilômetros.
1 – NO PRÓPRIO IMÓVEL
2. No interior das Áreas de Proteção Ambiental (APAS).
1.1 – Se Existir vegetação nativa suficiente para atender ao mínimo legal (20%) ela deve ser demar-
3. Numa faixa de 5 (cinco) km a partir de cada margem dos rios que compõem os corredores cada e averbada;
de biodiversidade e suas conexões.
a. a localização da Reserva Legal deve, preferencialmente, promover a conexão com as áreas de
preservação permanente ou outras reservas legais e ser aprovado pelo órgão ambiental;

b. a Reserva Legal deverá, preferencialmente, incidir sobre um único maciço de vegetação nativa,
evitando a fragmentação;

1.2 – Se não existir vegetação nativa ou se ela for insuficiente, deve ser recuperado até o ano
de 2018;

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No caso de pequena propriedade ou posse rural familiar, a forma de vegetação nativa existente e preservada
2 – COMPENSAÇÃO DE RESERVA LEGAL no imóvel deverá ser superior a 25%.
2.1 – Se não existir vegetação nativa no imóvel ou se ela for insuficiente para atender a exigência legal, ela
poderá ser compensada em outro imóvel, desde que: No caso de serem utilizadas as áreas de preservação permanente para compor a Reserva Legal, o imóvel
não poderá ceder R.L.
a. os imóveis cedente e recebedor deverão, obrigatoriamente, pertencer ao mesmo Bioma, Bacia Hidrográfica
e Grupo de Municípios;
3.1 - Pequena propriedade rural ou posse rural familiar
b. as áreas de preservação permanente, tanto do imóvel cedente como do recebedor da Reserva Legal, Primeiramente se faz a soma das áreas com Vegetação Nativa EXISTENTES no imóvel rural, em qualquer
devem estar preservadas ou em processos de recomposição; estágio, com as áreas de Preservação Permanentes EXISTENTES e PRESERVADAS;

* Processo de recomposição: Entende-se como recomposição as áreas que tenham a vegetação nativa Se a soma obtida for INFERIOR a 25% da área total do imóvel rural NÃO se pode computar as áreas de
em desenvolvimento, naturalmente ou plantadas, em um estágio que garanta a sua sobrevivência; Preservação Permanente para compor a Reserva Legal;
c. a área de Reserva legal a ser cedida deve, obrigatoriamente, ser constituída de vegetação nativa em estágio Se a soma obtida for IGUAL ou SUPEIROR a 25% da área total do imóvel rural, pode-se computar as áreas
secundário médio ou avançado. de Preservação Permanente para compor a Reserva Legal, no entanto, neste caso, pega-se o total de Vegetação
d. não poderão receber reserva legal em compensação, os imóveis localizados, mesmo que parcialmente, Nativa EXISTENTEA e COMPLEMENTA-SE com Áreas de Preservação Permanente EXISTENTE e PRESERVADA
nas áreas prioritárias (Corredores de Biodiversidades, Entorno de Unidades de Conservação e Interior de Áreas para completar o mínimo exigido por lei que é 20%.
de Proteção Ambiental – APA).

Os imóveis situados nas áreas descritas acima, poderão ceder a vegetação nativa excedente para composição 3.2 - Demais propriedades rurais:
das reservas legais de imóveis localizados fora das áreas prioritárias, desde que atendidas as outras disposições Primeiramente se faz a soma das áreas com Vegetação Nativa EXISTENTES no imóvel rural, em qualquer
legais; estágio, com as áreas de Preservação Permanentes EXISTENTES e PRESERVADAS;
Se a soma obtida for INFERIOR a 50% da área total do imóvel rural NÃO se pode computar as áreas de
e. não poderão compensar a parte faltante de Reserva Legal de seu imóvel, o proprietário ou posseiro que Preservação Permanente para compor a Reserva Legal;
tenha sido suprimido parcial ou totalmente, florestas e outras formas de vegetação nativa situado no interior
de sua propriedade ou posse, a partir de 14 de Dezembro de 98 (Art. 44-C da Lei 4771/65), sem as devidas Se a soma obtida for IGUAL ou SUPEIROR a 50% da área total do imóvel rural, pode-se computar as áreas
autorizações exigidas em Lei; de Preservação Permanente para compor a Reserva Legal, no entanto, neste caso, pega-se o total de Vegetação
Nativa EXISTENTE e COMPLEMENTA-SE com Áreas de Preservação Permanente EXISTENTE e PRESERVADA
para completar o mínimo exigido por lei que é 20%.

3 - UTILIZAÇÃO DAS ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE NA COMPOSIÇÃO DA


RESERVA LEGAL:

Poderá utilizar as áreas de preservação permanente na composição da Reserva Legal, o imóvel que possuir
pelos menos 50% de vegetação nativa preservada no imóvel.

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4. UTILIZAÇÃO DE ESPÉCIES EXÓTICAS NA RECUPERAÇÃO DA RESERVA LEGAL

Critérios para utilização de espécies exóticas na recuperação da reserva legal:

a. poderão ser utilizadas espécies exóticas, consorciadas com nativas, no Sistema Multiestrata ou seja,
através do plantio de, no mínimo 200 (duzentas) mudas por hectare de, no mínimo, cinco espécies diferentes
de nativas da região, com o plantio das exóticas nas entre linhas;

b. a implantação do sistema multiestrata poderá ser feita até 31 de dezembro de 2018;

c. as espécies exóticas deverão ser erradicadas após a conclusão de 1 (um) ciclo econômico da espécie;

d. os pequenos produtores rurais poderão manter em sua propriedade o Sistema Multiestrata em caráter
de perpetuidade.

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CHECK-LIST
d. os proprietários deverão protocolar junto ao IAP, um projeto de recuperação da reserva legal, que deverá
ser aprovado por uma Câmara Técnica especialmente criada para este fim.

5. PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS

a. para cada Cadastro será formalizado um procedimento administrativo, com número de Protocolo (SID) Ao protocolar requerimento de cadastro de imóvel com reserva legal e preservação permanente,
específico (independente de outros junto ao Escritório regional do IAP, deverá o proprietário ou possuidor rural apresentar os seguintes
protocolados que tramitem sobre o mesmo imóvel); documentos:
b. o requerimento para o cadastramento no SISLEG (formulário SISLEG 1), juntamente com toda a docu-
mentação exigida deve constituir um 1. Cadastro Termo de Responsabilidade de Compromisso de Reserva Legal e Áreas de Preser-
procedimento administrativo (com capa e protocolo); vação Permanente - Formulário SISLEG 1 em 2 vias;

c. ao retirar os Termos de Compromisso assinado pelo chefe do ESREG, 2. Mapa de uso e ocupação do solo em 3 vias impressas e 1 via em formato digital;
deverá o proprietário assinar um comprovante que deverá ficar anexado ao processo;
O mapa de uso e ocupação do solo deverá ser georeferenciado e entregue em for-
d. uma via do Termo de Compromisso contendo a comprovação da averbação no Cartório deverá ser de- mato digital (Drawing Interchange File) e em 3 (três) cópias impressas, em formato
volvida ao ESREG, pelo proprietário, para a efetivação do SISLEG. Esta via deverá ser arquivada no ESREG, A4 ou A3 (ABNT), utilizando-se datum horizontal SAD 69 (South America Datum
anexada ao processo; 1969) como referência, no Sistema de Coordenadas UTM em metros e apresentar,
no mínimo:
e. deve ser realizado um cadastro independente para cada imóvel rural - em formato digital, as seguintes camadas diferenciadas:
a) limites do imóvel;

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b) limites das áreas de Reserva Legal;


c) limites das Áreas de Preservação Permanente.
- em formato impresso, em 3 (três) vias, os seguintes dados:
a) escala;
b) medida em metros (m) de todas as linhas que definam o perímetro do imóvel;
c) dimensionamento e localização de todas as áreas que estejam cobertas por vegetação nativa,
identificando a Reserva Legal e as Áreas de Preservação Permanente existentes e, quando for
o caso, a restaurar;
d) identificação dos confrontantes;
e) registro de todos os curso hídricos.

3. Memorial descritivo do imóvel e da Reserva Legal – 3 vias;


4. documentos pessoais (cópia da Cédula de Identidade e CPF) se pessoa física e documentos da empresa
(atos constitutivos atualizados, CNPJ, procuração e documentos pessoais do responsável legal) no caso de

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pessoas jurídicas;
5. Comprovante de regularidade perante o INCRA - CCIR
6. comprovante de pagamento das taxas ambientais e de inspeção florestal;
7. ART/CREA do Responsável Técnico;
MODELO REQUERIMENTO
8. Matrícula atualizada (90 dias).

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REQUERIMENTO E CADASTRO DE IMÓVEL COM RESERVA LEGAL E PRESERVAÇÃO PERMANENTE 11 ISENÇÃO DE TAXA AMBIENTAL
01 USO DO IAP
01 PROTOCOLO S I D Declaro que mais de 80 % de minha renda são obtidos pela exploração deste imóvel, o qual é exclusivamente explorado por mim e minha família,
DEC. EST. 387/99 e 3320/04
sem a colaboração de trabalhadores efetivos (não temporários), e sendo imóvel menor que 30 hectares, o mesmo pode ser considerado como
02 CONTROLE Pequena Propriedade (Código Florestal - Lei 4771/65)
85 LOCAL E DATA
02 NÚMERO DO REGISTRO S I S L E G TIPO DE DOCUMENTO 06 N. º DO SISLEG ANTERIOR (RELACIONAR EM ANEXO SE MAIS DE UM)
03 04 SUBDIVISÃO 05 FUSÃO
PRIMÁRIO
86 ASSINATURA DO REQUERENTE
03 IDENTIFICAÇÃO DO PROPRIETÁRIO (RELACIONAR EM ANEXO SE MAIS DE UM)
07 NOME DO PROPRIETÁRIO DO IMÓVEL (PESSOA FÍSICA) OU RAZÃO SOCIAL 08 CPF/MF OU CNPJ/MF DO PROPRIETÁRIO 09 OUTROS? 12 DECLARAÇÃO DE POSSE
(PESSOA JURÍDICA) Nós abaixo assinados, declaramos na qualidade de confrontantes/condôminos, para os devidos fins, que reconhecemos a posse mantida pelo
10 NOME DO RESPONSÁVEL (SE PESSOA JURÍDICA) 11 CARGO QUE OCUPA NA EMPRESA requerente cuja ocupação, mansa, pacífica é exercida sobre a área informada, conforme croqui/ mapa apresentado em anexo, sendo as divisas
12 CPF 13 RG 14 TELEFONE PARA CONTATO (DDD-NÚMERO) definidas e respeitadas, inexistindo quaisquer litígios possessórios, divisórios ou dominais e, para que surtam seus jurídicos e legais efeitos,
15 NACIONALIDADE 16 ESTADO CIVIL assinam o presente
17 ENDEREÇO COMPLETO 18 BAIRRO 87 LOCAL E DATA
19 MUNICÍPIO/UF 20 CEP
21 NOME DO CONJUGE 22 CPF 23 RG
88 NOME LEGÍVEL- CONFRONTANTE/CONDÔMINIO-NORTE 89 NOME LEGÍVEL/-CONFRONTANTE/CONDÔMINIO –SUL
04 ENDEREÇO PARA CONTATO
24 ENDEREÇO (LOGRADOURO RUA,NÚMERO, SALA, ETC.)
90Nº IDENTIDADE-RG 91 NºCADASTRO PESSOA FÍSICA-C.P.F. 92 NºIDENTIDADE-RG 93 Nº CADASTRO PESSOA FÍSICA-C.P.F
25 BAIRRO 26 MUNICÍPIO 27 UF

28 CEP 29 CAIXA POSTAL 30 TELEFONE (DDD-NÚMERO) 31 FAX(DDD-NÚMERO) 32 E-MAIL 94 ASSINATURA 95 ASSINATURA


05 IDENTIFICAÇÃO DO IMÓVEL
33 DENOMINAÇÃO DO IMÓVEL (LOTE, GLEBA, COLÔNIA) 96 NOME LEGÍVEL- CONFRONTANTE/CONDÔMINIO-LESTE 97 NOME LEGÍVEL-CONFRONTANTE/CONDÔMINIO-OESTE
34 LOCALIZAÇÃO (LINHA, COMUNIDADE, DISTRITO, ETC.) 35 MUNICÍPIO 98 Nº IDENTIDADE-RG 99 NºCADASTRO PESSOA FÍSICA-C.P.F. 100 NºIDENTIDADE-RG 101 Nº CADASTRO PESSOA FÍSICA-C.P.F
36 NÚMERO DO CADASTRO NO INCRA 37 MATRÍCULA OU REGISTRO GERAL NO CRI 38 LIVRO 39 OFÍCIO 40 CRI DA COMARCA DE
102 ASSINATURA 103 ASSINATURA
06. O requerente supra-citado com domínio legalizado e comprovado requer, pelo presente a regularização da reserva legal
07 DADOS TÉCNICOS PARA COMPOSIÇÃO DA RESERVA LEGAL DO IMÓVEL
(ÁREA SEMPRE EM HECTARES E QUATRO CASAS DECIMAIS) 13 ROTEIRO DE ACESSO
41 ÁREA TOTAL DO IMÓVEL (ha) 42 ÁREA TOTAL DE P P (ha) 43 P P PRESERVADA (ha) 44 P P A RESTAURAR (ha) (Campo 42- 43) 104 DETALHAMENTO DO ROTEIRO DE ACESSO AO IMÓVEL
45 LATITUDE ou UTM NORTE 46 LONGITUDE ou UTM LESTE
47 BIOMA 48 BACIA HIDROGRÁFICA
USO DA TERRA E TIPOLOGIA VEGETACIONAL ÁREA (ha) COMPOSIÇÃO da RL (ha)
TF.1 Preservação Permanente 49 Preencher com o (Campo 42) 63
TF.2 Floresta Nativa em Estágio Médio e Avançado 50 64
TF.3 Floresta Nativa em Estágio Inicial 51 65
TF.4 Campo Nativo 52 66
TF.5 Floresta com Plano de Manejo 53 67
TF.6 Reflorestamento com Nativas 54 68
TF.7 Reflorestamento Misto 55 69
TF.8 Reflorestamento com Exótica 56 70
TF.9 Bracatinga Manejada 57 71
14 ASSINATURA DOS PROPRIETÁRIOS
8.
TF.10 Agricultura Permanente (frutíferas) 58 72
1.
TF.11 Agricultura Temporária 59 9.
TF.12 Pastagem 60 2.
TF.13 Demais Áreas (campo 41 -  49 a 60) 61 10.
3.
TOTAL (do campo 41 deve ser igual ao campo 62) 62 73 11.
08 COMPROMISSO DE RECUPERAÇÃO DA RESERVA LEGAL 4.
12.
RL EXIGÍVEL (ha) RL EXISTENTE (ha) VEGETAÇÃO PASSIVEL DE CEDER(ha) RL RECEBIDA(ha) RL A RECUPERAR (ha) 5.
74(Campo 41) x (0,20) 75 (Campo 73) 76(Campos (50+51+52)- (64-65-66) 77Nº SISLEG do 78 Área de RL 79(Campo 74) - (Campos 63 + 64 + 65
imóvel cedente recebida +66)
13.
6.
09 O(S) SIGNATÁRIO(S) DECLARA(M) SER(EM) VERDADEIRA(AS) AS INFORMAÇÕES CONSTANTES DESTE DOCUMENTO E, 14.
ASSUME(M) PELAS MESMAS, AS RESPONSABILIDADES CIVIS E CRIMINAIS. 7.
10 O NÃO CUMPRIMENTO DA AVERBAÇÃO DA RESERVA LEGAL DO IMÓVEL SUJEITARÁ O PROPRIETÁRIO AO PAGAMENTO DE 15 AUTENTICAÇÃO PELO INSTITUTO AMBIENTAL DO PARANÁ
MULTA E BLOQUEIO JUNTO AO IAP 105 DATA 106 RESPONSÁVEL PELA RECEPÇÃO E CONFERÊNCIA NO IAP 107 DATA 108 CARIMBO E ASSINATURA DO
80 ASSINATURA DO PROPRIETÁRIO OU RESPONSÁVEL 81 ASSINATURA DO TÉCNICO RESPONSÁVEL (SE 82 CPF/MF 83 CREA N.º 84 REGIÃO TÉCNICO DO IAP
LEGAL HOUVER) N.º

1ª. via: IAP/ESREG/SISLEG 2ª. via: REQUERENTE

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CHAVES
DE REFERÊNCIA
INFRAÇÕES SOBRE O MEIO AMBIENTE
- DECRETO Nº 6.514/08: Dispõe sobre as infrações e sanções administrativas ao meio am-
biente.

ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE (APP)


- Código Florestal: Lei nº 4.771, de 15 de setembro de 1965.
- Resolução SEMA n° 28/98: Implementa, no Estado do Paraná, o Programa de Substituição de
Florestas Homogênea com Espécies Exóticas localizadas às margens de rios e cursos d`água, por
Florestas Heterogêneas com Espécies Nativas.
- Resolução SEMA n° 06/07: Alterar a Resolução SEMA 28/98.

RESERVA LEGAL
- Código Florestal: Lei nº 4.771, de 15 de setembro de 1965.
- Resolução SEMA nº 045/08: Institui critérios, normas, procedimentos e conceitos aplicáveis
ao uso de espécies exóticas na recuperação de Reserva Legal.

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Série de Publicações Temáticas do CREA-PR SISLEG - SISTEMA DE MANUTENÇÃO, RECUPERAÇÃO E PROTEÇÃO DA RESERVA LEGAL

- Portaria IAP nº 105/08: Normatiza os instrumentos de compensação da Reserva Legal relativos à servidão
florestal e às Reservas Coletivas no Estado do Paraná e dá outras providências.

ÁREAS ÚMIDAS
- RESOLUÇÃO CONJUNTA IBAMA/SEMA/IAP Nº 005/08: Define critérios para avaliação das áreas úmidas
e seus entornos protetivos.
- PORTARIA IAP Nº 60/08: Regulamenta o artigo 6º da Resolução Conjunta IBAMA/SEMA/IAP nº 05/08.

ÁREAS DE PSICULTURA
- Resolução Conjunta n° 002/08 - IBAMA /SEMA/IAP: Estabelece normas e procedimentos para regularização
ambiental de tanques, viveiros, açudes, pequenos reservatórios e lagoas destinados para produção de peixes
em águas continentais no estado do Paraná.

8
SISLEG
- Decreto n.º 387/99: Fica instituído o Sistema de Manutenção, Recuperação e Proteção da Reserva Florestal
Legal e Áreas de Preservação Permanente.
MATRIZ DE COMPETÊNCIAS
- Decreto n.º 3.320/04: Aprova os critérios, normas, procedimentos e conceitos aplicáveis ao SISLEG.
- Portaria IAP n.º 233/04: Aprovar os mecanismos de operacionalização aplicáveis ao Sistema de Manu- PARA OPERACIONALIZAÇÃO
tenção, Recuperação e Proteção da Reserva Legal e Áreas de Preservação Permanente – SISLEG, no âmbito
do IAP, para o Estado do Paraná.
- Portaria IAP n° 034/05:Alterar a Portaria n° 233/2004/IAP/GP.
DO SISLEG
- Portaria IAP nº 157/05: Normatiza o uso de espécies arbóreas exóticas na Reserva Legal.
- Portaria IAP 193/08: Dispõe sobre o treinamento e cadastro de filiados do CREA-PR visando capacitação O Plenário do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Estado do Paraná
para elaboração de SISLEG. – CREA-PR, atendendo demanda dos profissionais afetos à este e do Instituto Ambiental do Para-
ná – IAP, constituiu, na Sessão Plenária Ordinária nº 857, realizada em 13/03/2007, o Grupo de
Trabalho - SISLEG, composto por Conselheiros representantes das diversas Câmaras Especializa-
das do Conselho, com a finalidade de estudar e elaborar uma nova matriz de competências para
operacionalização do SISLEG, com vistas ao atendimento à legislação profissional em vigor e às
características das diversas formações profissionais envolvidas.

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Série de Publicações Temáticas do CREA-PR SISLEG - SISTEMA DE MANUTENÇÃO, RECUPERAÇÃO E PROTEÇÃO DA RESERVA LEGAL

OBJETIVOS DO SISTEMA DE MANUTENÇÃO, RECUPERAÇÃO E PROTEÇÃO DA - Manejo e Conservação de Solos;


RESERVA FLORESTAL LEGAL E ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE – SISLEG - Manejo e Conservação da água;
- Mecanização Agrícola e Florestal;
Para a elaboração da nova matriz de competências, foram levadas em consideração as atividades e ações
- Recursos Naturais Renováveis;
que poderiam estar envolvidas no Sistema de Manutenção, Recuperação e Proteção da Reserva Florestal Legal
- Mapeamento;
e Áreas de Preservação Permanente - SISLEG e os objetivos finais deste, ou seja, a manutenção dos remanes-
- Definição dos limites do imóvel como um todo;
centes florestais nativos, a ampliação da cobertura florestal mínima visando a conservação da Biodiversidade
- Visão sistêmica do processo do Sistema de Manutenção;
e o uso dos recursos florestais, e o estabelecimento das zonas prioritárias para a conservação e recuperação
- Recuperação e Proteção da Reserva Florestal Legal e Áreas de Preservação Permanente – SISLEG;
de áreas florestais pela formação dos corredores ecológicos.
- Conhecimentos de áreas de Reserva Legal e de Preservação Permanente, para possibilitar a definição de
sua área e limites das áreas;
- Identificação do uso e ocupação do solo, com identificação dos estágios sucessionais de vegetação, ou
ATIVIDADES E AÇÕES ENVOLVIDAS
seja, a condição em que se encontra determinada biota em função de fenômenos e fatos naturais e/ou de ação
Entre as atividades e ações consideradas pelo Grupo de Trabalho, envolvidas no SISLEG, destacamos as antrópica;
seguintes: - Conhecimentos de conexão entre as áreas a serem averbadas e os corredores ecológicos existentes;
- Localização e composição das reservas legais, observando-se prioritariamente as áreas de vegetação nativa
Ações que permitam a seleção de áreas de Reserva Florestal Legal e de Preservação Permanente, seu mais representativas do bioma original, localizadas em cada imóvel;
mapeamento e cadastramento bem como um sistema de gestão e conjunto de operações que promovam a - Visão estratégica de planejamento em recuperação biológica de ecossistemas degradados;
Manutenção, Conservação, Ampliação, Recuperação, Proteção e Monitoramento destas áreas no âmbito das - Implantação de vegetação nativa e, ou exótica, técnicas de manejo e outras práticas.
propriedades rurais e das bacias hidrográficas em que se localizam, e o seu uso e manejo sustentável.

Também estão envolvidas atividades que estimulem o cumprimento da legislação, e que orientem políticas
estaduais diversas (ambiental, produção e manejo florestal, turística, fiscal, agrária, social, entre outras) tais
como o estabelecimento das zonas prioritárias para a conservação e recuperação de áreas florestais.

CONHECIMENTOS TÉCNICOS ENVOLVIDOS


Entre os conhecimentos técnicos indispensáveis, levantados nos serviços de Mapeamento, Levantamento e
Recuperação de Áreas de Reserva Legal e Preservação Permanente, destacamos os seguintes:
- Topografia;
- Fotointerpretação;
- Representação gráfica;
- Pedologia;
- Fitogeografia;
- Silvicultura;
- Agricultura;
- Fisiologia Vegetal e Botânica;
- Ecologia;
- Geologia e Geomorfologia;

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Série de Publicações Temáticas do CREA-PR SISLEG - SISTEMA DE MANUTENÇÃO, RECUPERAÇÃO E PROTEÇÃO DA RESERVA LEGAL

APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS DO GRUPO DE TRABALHO - SISLEG E VOTAÇÃO [Continuação


DE MATRIZ -
Engenheiro Civil X X - X - - X X -

Engenheiro Civil X X -- X -- -- X X --
Dentro do contexto e premissas apresentados, o Plenário do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura Engenheiro de Fortificação
e Construção
X X X X X

e Agronomia do Estado do Paraná – CREA-PR, reunido na Sessão Plenária Ordinária n.º 864, realizada em Engenheiro de Geógrafo
Engenheiro Fortificação
e Construção
Agrimensor
X
X
X
X
X
X
--
-
X
X
X
--
-
--
-
X
X
X
X
X
X
--
-
11/12/2007, analisando os resultados apresentados, DECIDIU, por UNANIMIDADE: Aprovar os resultados do Engenheiro Geógrafo
Engenheiro Industrial
Agrimensor
X
X
X
X
X
X
-
-
-
X
X
X
-
-
-
-
-
-
X
X
X
X
X
X
-
-
-
GT-SISLEG, por meio da Decisão de Plenário n° 117/2007, sendo, então, aprovada a Nova Matriz de Com- EngenheiroAgrimensor
Engenheiro Industrial X
X X
X -- X
X -- -- X
X X
X --

Engenheiro Cartógrafo X X -- X -- -- X X --
petências para Operacionalização do SISLEG, conforme abaixo: Engenheirode
Engenheiro Agrimensor
Geodésia e
X
X
X
X --
X
X -- --
X
X
X
X --
Engenheiro Cartógrafo
Topografia X X X X X
Engenheiro deAmbiental
Geodésia e

CEECCEEC
Engenheiro X
X X
X -- X
X -- -- X
X X
X --
Topografia
SERVIÇOS Engenheiro X X -- X -- -- X X --
Tecnólogo emAmbiental
Topografia X X X X X
MAPEAMENTO GEORREFERENCIADO LEVANTAMENTO RECUPERAÇÃO X
X X
X -- X
X -- -- X
X X
X --
Tecnólogo em Topografia
Técnico em Agrimensura
Câmara

1 (*) 2 (*) 3 4 (**) 5 (**) 6 7 8 9 Técnico em Estradas X


X X
X -- X
X -- -- X
X X
X --
TÍTULO Técnico em Agrimensura
Estágios Uso e Execução de Técnico(Dec.23.569/33)
Geógrafo em Estradas X
X X
X -- X
X -- -- X
X X
X --
Levantamento Representação gráfica e Planejamento de Planejamento de Demarcação da Demarcação de
sucessionais da Ocupação Obras e (Lei 6.664/79)
Planialtimétrico Memorial Descritivo RL APP APP áreas de RL
vegetação Atual do Solo Serviços Geógrafo (Dec.23.569/33)
Tecnólogo – Mod. X X - X - - X X -
(Lei 6.664/79)
Construção Civil
X X - X - - X X -
(Resolução n° 218/73
Tecnólogo – Mod.do
Engenheiro de Minas X X - X - - X X - CONFEA)Civil
Construção
X X - X - - X X -
(Resolução n° 218/73
Técnico em Estradasdo X X - X - - X X -
CONFEA)
Geólogo e Engº Geólogo X X - X - - X X -
CEGEM

Técnico em Estradas X X - X - - X X -

Técnico em Geologia X X - X - - X X - “X” possuem atribuições, “—“ não possuem atribuições

(*)
“X”Comprovar
possuem habilitação
atribuições,em“—“
georreferenciamento
não possuem atribuições
Técnico em Mineração X X - X - - X X -
(*)
(*) Comprovar
Comprovar habilitação
habilitação através de análise curricular
em georreferenciamento
Engº Agrônomo X X X X X X X X X
(**)Comprovar
(*) Imóveis sobre área deatravés
habilitação ocorrências minerais,
de análise jazidas e direitos minerários, consultar o profissional habilitado
curricular

Engº Florestal X X X X X X X X X (***)Imóveis


(**) Análisesobre
curricular: formação
área de em Botânica,
ocorrências minerais,Ecologia,
jazidas eRecursos Naturais econsultar
direitos minerários, Silvicultura
o profissional habilitado

Engº Agrícola X X - X - - X X - (***) Análise curricular: formação em Botânica, Ecologia, Recursos Naturais e Silvicultura
CEA

Engº de Pesca X X X (***) X - - X X -

Téc. Agrícola mod. Florestal X X X X - - X X -

Téc. Agrícola de outras


X X X X - - X X -
modalidades

Arquiteto X X - X - - X X -
CEARQ

Arquiteto (decreto) X X - X - - X X -

Arquiteto Urbanista X X - X - - X X -

Engº Eletricista X X - X - - X X -
CEEE

Engº Mec. Eletricista X X - X - - X X -

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Série de Publicações Temáticas do CREA-PR SISLEG - SISTEMA DE MANUTENÇÃO, RECUPERAÇÃO E PROTEÇÃO DA RESERVA LEGAL

GLOSSÁRIO DOS SERVIÇOS DISCRIMINADOS NA MATRIZ DO SISLEG

MAPEAMENTO GEORREFERENCIADO
1. Levantamento planialtimétrico: Conjunto de operações de medida de distâncias, ângulos, alturas e alti-
tudes, necessárias à preparação de uma planta topográfica com vistas à sua representação gráfica.

2. Representação gráfica e memorial descritivo: representação por meio de desenho, planta topográfica, e
sua descrição por escrito de amarrações relevantes de ocorrência no meio físico.

LEVANTAMENTO
3. Estágios sucessionais da vegetação: Condição em que se encontra determinada biota em função de fe-
nômenos e fatos naturais e, ou ação antrópica.

9
ANOTAÇÃO DE
4. Uso e ocupação atual do solo.

RECUPERAÇÃO
5. Planejamento de RL: Trabalho de preparação, para qualquer empreendimento, segundo roteiro e métodos
determinados que levem ao estabelecimento de um conjunto coordenado de ações (governo, iniciativa privada,
RESPONSABILIDADE TÉCNICA
ART
ou terceiro setor) visando à consecução da recuperação de áreas de Reserva Legal.

6. Planejamento de PP: Trabalho de preparação, para qualquer empreendimento, segundo roteiro e métodos
determinados que levem ao estabelecimento de um conjunto coordenado de ações (governo, iniciativa privada, A Anotação de Responsabilidade Técnica – ART, foi instituída por meio da Lei nº 6.496 de
ou terceiro setor) visando à consecução da recuperação de áreas de Área de Preservação Permanente. 07/12/1977: ”Institui a -Anotação de Responsabilidade Técnica- na prestação dos serviços de
Engenharia, de Arquitetura, e Agronomia; autoriza a criação, pelo Conselho Federal de Engenharia,
7. Demarcação da APP: determinação de limites por meio de marcos ou balizas de Áreas de Preservação Arquitetura e Agronomia - CONFEA, de uma Mútua de Assistência Profissional, e dá outras provi-
Permanente. dências.”, a qual dispõe:

8. Demarcação de áreas de RL: determinação de limites por meio de marcos ou balizas de áreas de Reserva “Art. 1º - Todo contrato, escrito ou verbal, para a execução de obras ou prestação
Legal. de quaisquer serviços profissionais referentes à Engenharia, à Arquitetura e à
Agronomia fica sujeito à “Anotação de Responsabilidade Técnica” (ART).
9. Execução de obras e serviços: Efetivação propriamente dita das ações planejadas para a recuperação e,
ou conservação de Áreas de Preservação Permanente e de Reserva Legal. Art. 2º - A ART define para efeitos legais os responsáveis técnicos pelo empreendi-
mento de engenharia, arquitetura e agronomia.”

32 33
Série de Publicações Temáticas do CREA-PR SISLEG - SISTEMA DE MANUTENÇÃO, RECUPERAÇÃO E PROTEÇÃO DA RESERVA LEGAL

A Resolução nº 425/98 do CONFEA, dispõe sobre a Anotação de Responsabilidade Técnica e dá outras Obs:. Execução: os projetos que não possuam trabalho de campo, ou seja, que são desenvolvidos totalmente
providências: em laboratório ou escritório podem ter o registro de suas ART’s no CREA em que o profissional/empresa possua
registro, independentemente do local da obra/serviço.
“Art. 4º - O preenchimento do formulário de ART pela obra ou serviço é de responsabilidade do
profissional, o qual, quando for contratado, recolherá, também, a taxa respectiva.
Parágrafo único - Quando a obra ou serviço for objeto de contrato com pessoas jurídica, a esta ENTREGA DA 1ª VIA DA ART AO CREA
cabe a responsabilidade pelo recolhimento da taxa de ART e o registro de ART, devidamente A 1ª via da ART pertence ao CREA, e portanto, faz-se necessário a entrega da mesma em uma das Regio-
preenchida pelo profissional responsável. nais/Inspetorias/Postos.
Art. 5º - Quando se tratar de profissional com vínculo empregatício de qualquer natureza, cabe Sem a entrega da 1ª via ao CREA não é possível solicitar a emissão de certidão de acervo técnico, nem
a pessoa jurídica empregadora providenciar o registro perante o CREA da Anotação de efetuar a retificação da ART.
Responsabilidade Técnica - ART, devidamente preenchida pelo profissional responsável
pelo serviço técnico ou obra a serem projetados e/ou executados.”
EQUIPE MULTIDISCIPLINAR
A IMPORTÂNCIA DA ART PARA O PROFISSIONAL
a) Deverá ser emitida uma ART principal pelo profissional responsável técnico, coordenador, gerente, con-
A ART é importante pois registra a existência de um contrato, até mesmo nos casos em que tenha sido sultor, etc;
realizado de forma verbal e contribui para a melhoria da qualidade dos serviços prestados, valorizando as b) As ARTs das obras/serviços dos profissionais participantes da equipe técnica, deverão ser vinculadas à
profissões. principal;
É na ART que se define os limites da responsabilidade, ou seja, o profissional responde pelas atividades c) No caso de existir profissional da mesma modalidade do principal, este poderá anotar ART de co-autoria
técnicas que executou. ou co-responsabilidade (quando desenvolvem as mesmas atividades) ou vinculada (quando desenvolvem ati-
Todos os serviços registrados no CREA sob a forma de ART poderão compor o ACERVO TÉCNICO do vidades distintas).
profissional.

CRITÉRIOS PARA REGISTRAR UMA ART


Para preenchimento e registro de ART existem critérios e exigências gerais que devem ser seguidos por todos
os profissionais e empresas, independentemente do tipo de ART ou situação. Estes critérios e exigências estão
relacionados a seguir:

- O profissional e empresa contratados devem possuir registro ou visto no CREA da jurisdição onde será
executada a obra/serviço;
- Antes de começar o serviço o profissional deverá preencher, assinar e registrar a respectiva ART do serviço
para o qual foi contratado;
- Deve ser registrada uma ART para cada obra ou serviço de engenharia;
- A ART de cargo e função não cobre as obras e serviços que devem ser registrados em ARTs específicas;
- A ART deverá ser feita na jurisdição onde ocorrer a execução da obra ou serviço.

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Série de Publicações Temáticas do CREA-PR SISLEG - SISTEMA DE MANUTENÇÃO, RECUPERAÇÃO E PROTEÇÃO DA RESERVA LEGAL

ANOTAÇÃO DE RESPONSABILIDADE TÉCNICA – ART

CÓDIGOS PARA ART ON-LINE - ATIVIDADE TÉCNICA – SISLEG


Os novos serviços para o Tipo de Obra 298 - RESERVA LEGAL E ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE
passam a ser os citados abaixo, associados aos títulos correspondentes conforme Matriz:

550 LEVANTAMENTO PLANIALTIMÉTRICO


551 REPRESENTAÇÃO GRÁFICA E MEM.DESCRITIVO
560 ESTÁGIOS SUCESSIONAIS DA VEGETAÇÃO
561 USO E OCUPAÇÃO ATUAL DO SOLO
570 PLANEJAMENTO DE RL
571 PLANEJAMENTO DE APP
572 DEMARCAÇÃO DA APP
573 DEMARCAÇÃO DE ÁREAS DE RL

10
574 EXECUÇÃO DE OBRAS E SERVIÇOS

Obs:. Os códigos de serviços associados, conforme Matriz anterior, foram desativados para utilização pelos ÉTICA
profissionais.
PROFISSIONAL
SISTEMA DE ARTS ON-LINE: Ao destacarmos um subsistema do grande sistema social, podemos selecionar os seus
- Vincula os títulos da Planilha SISLEG ao Tipo de Obra e Serviços correspondentes, ou seja, os códigos de elementos segundo uma qualidade comum. Assim, podemos destacar um grupo de homens
preenchimento estão disponíveis apenas para as titulações profissionais que tem habilitação para cada altos, outro de crianças loiras, outro de calvos, outro de hipertensos, outro de latinos e assim
um dos serviços, conforme matriz de competências aprovada pelo Plenário do CREA-PR. ao infinito.
- A codificação das atividades feita pelo CREA, vem contribuindo à impedir que profissionais que não pos-
suam as devidas atribuições possam executar os serviços compreendidos pelo SISLEG. Esta discrição pode se dar também pela qualidade da inserção do indivíduo no processo
econômico, mais precisamente pela característica comum da sua especialização produti-
va.

Desta forma, em um conjunto social identificamos um subconjunto que é o universo


profissional, onde todos os elementos possuem um elemento identificador similar que é sua
profissão. Há um interesse restritamente peculiar a este subgrupo que é o ofício comum a
seus integrantes.

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Série de Publicações Temáticas do CREA-PR SISLEG - SISTEMA DE MANUTENÇÃO, RECUPERAÇÃO E PROTEÇÃO DA RESERVA LEGAL

Observaremos que os liames éticos dos indivíduos para com o grupo maior, a sociedade, continuam a se ações. Profissional e profissão são elementos de um corpo único. Sem vocação, a atividade escolhida não será
verificar. Porém, novos laços éticos serão verificados e observar-se-á que só estão presentes entre os elementos fonte de prazer. Sem prazer, o produto não trará a marca da personalidade do produtor, não terá expressão como
deste grupo específico. Além da ética geral, será observável uma ética específica. No caso, uma ética decorrente arte. A qualidade será meramente formal, talvez eficaz, mas não apresentará superação. O homem que ostenta
das relações da profissão comum. um título profissional representa a própria profissão em seu contexto cultural e em sua dinâmica histórica. Ele
é um agente do desenvolvimento também de sua própria profissão. A identidade representa o atendimento do
No plano deontológico, o indivíduo, além dos deveres de membro da comunidade como um todo, assume indivíduo ao chamamento da profissão em sua missão social.
deveres de ordem profissional específica. Não percamos de vista que o subsistema profissional, além de suas
inter-relações internas, é parte integrante do sistema social e com ele interage. Neste aspecto, o circuito ético Dedicação - a especialidade a que se propõe é prioritária no cotidiano do profissional. Sua colocação nas
interno da profissão reflete e diz interesse para a comunidade social em geral. O que faz ou deixa-se de fazer estruturas de produção faz de sua atividade não só fonte de seu sustento como seu mister maior. A ostenta-
na prática profissional afeta a todo o conjunto de indivíduos, a toda a sociedade. ção de um título profissional obriga a aplicação do tempo e do intelecto do profissional com primazia à sua
profissão.

RESPONSABILIDADE ÉTICO-PROFISSIONAL Serviço - a profissão é um instrumento de serviço da humanidade. O profissional é um agente da profissão.
O exercício de uma profissão é voltado para a satisfação dos interesses do homem e da sociedade. Seu objetivo é servir à humanidade, esta entendida tanto no plano individual como no social. Mesmo sendo a
profissão a fonte de sustento do indivíduo, dela não apenas se servirá. Antes, através dela servirá.

Deveres do profissional Qualidade - a especialização, por si só, resulta na melhor qualidade de um produto em relação à não-
especialização. O resultado do serviço do profissional necessariamente é melhor que o do não-profissional. Para
A partir do postulado ético anteriormente construído, podemos montar um quadro de deveres do profissional isto existe a divisão do trabalho. Como corolário, o especialista tem o dever de produzir um serviço que almeje
em geral, tendo em mente os casos específicos da agronomia, da arquitetura e da engenharia. progressivamente a melhoria de qualidade do meio sobre o qual interfere.
Dada a organização se dar em dois sistemas interagentes, o elenco de deveres se estabelece em três or- Autocrítica - o primeiro e principal avaliador do trabalho de um profissional é ele próprio. Antes de submetê-
dens. lo à apreciação de terceiros ele deve avaliá-lo. A convicção de prestação de uma utilidade em seus múltiplos
- Primeira, os deveres para com o usuário, o beneficiário, o consumidor do produto profissional, que são os aspectos: metodológicos, técnicos, científicos, artísticos deve ser, sem complacência, submetido ao crivo pró-
deveres externos da profissão, os deveres com a sociedade; prio. A prática da autocrítica impede de o profissional ir além dos seus limites pessoais, evitando exorbitâncias,
- Segunda, os deveres para com os demais agentes da produção, os outros profissionais, os colegas, ou imperícias, imprudências e erros. A reflexão sobre seu próprio trabalho é fator motivador da busca da melhoria
seja, a deontologia interna da profissão, os deveres de classe; pessoal e do incremento de qualidade em seu serviço.
- Terceiro, os deveres com a própria profissão, o cuidado que o trabalhador deve ter com a própria “ferra-
menta”. Lealdade - o usuário da utilidade da profissão é o direto interessado do serviço requerido. A confiança merece
reciprocidade, porquanto ele já depositou fé na capacidade resolutiva do profissional. O cliente, indivíduo ou
Conhecimento - o profissional deve conhecer todos os fundamentos científicos, técnicas e métodos que sociedade, por ser a princípio leigo, é hipossuficiente na capacidade de avaliação do serviço prestado. Cabe ao
fazem o conteúdo de seu ofício. O domínio da sua arte o distingue do leigo a quem presta uma utilidade. A profissional o dever de lealdade, prestando o serviço na melhor forma e conteúdo que lhe seja possível execu-
formação intelectual adequada e continuada, na teoria e na práxis, é o fator qualificador do profissional e sua tar, independendo da fiscalização de terceiros. Como sucedâneo da lealdade, a sinceridade nas afirmações e
obrigação como agente de transformação do mundo. Quer seja na vida prática, quer seja nos bancos escolares, a verdade na informação.
o profissional só se qualifica como tal se adquirir a maior bagagem possível de cultura especializada.
Perícia - pressupõe-se que o especialista é perito em sua especialidade. Ele é detentor dos conhecimentos
Identidade - o valor moral que identifica o profissional com sua tarefa deve sempre estar presente em suas

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Série de Publicações Temáticas do CREA-PR SISLEG - SISTEMA DE MANUTENÇÃO, RECUPERAÇÃO E PROTEÇÃO DA RESERVA LEGAL

necessários ao desempenho de seu ofício. Tais conhecimentos, porém, são limitados. O profissional é perito clamação de que estes se entendem como os agentes capazes do desenvolvimento, entendendo também que
no que sabe, não devendo ir além destes limites, mesmo que as circunstâncias legais ou contratuais sejam em seu trabalho se volta para o bem-estar do ser humano. Concluindo o tripé da cidadania participativa, proclamam
contrário complacentes. Dentro de seus limites intelectuais, deve agir com o máximo denodo e destreza. seus próprios direitos, os direitos genéricos das profissões científico-tecnológicas.

Competência - entendamos competência não no sentido mais usual de habilidade, destreza, perícia. Compe- Extraímos, a seguir, cada artigo e alínea do CEP que trata especificamente dos direitos profissionais, titulando
tência é a capacidade de competir. Em um mundo com tendências liberalizantes, mais que um direito, competir e fazendo um breve comentário sobre cada um dos direitos ali proclamados. Para a proteção destes direitos,
é uma necessidade. Entende o pensamento liberal que a livre competitividade promove o desenvolvimento. Se dentro do princípio geral constitucional da segurança jurídica, espera-se a tutela do Estado. O segmento de
o profissional é um agente de desenvolvimento, seu dever é ser competitivo. Competência é procurar oferecer Estado responsável pela sua proteção, em primeira instância, é a própria corporação institucional que regula-
produtos e serviços melhores que os correntemente ofertados. Competência é superar as marcas anteriormente menta e fiscaliza o exercício das profissões, ou seja, o Sistema CONFEACREA.
ou usualmente conseguidas. Competência é, minimizando os recursos, otimizar os resultados. Não mais se
vê este atributo como uma virtude individual ou como emulação destrutiva. Hoje, configura-se como dever As corporações civis componentes do sistema, as Entidades de Classe, têm um papel decisivo na vigilância
profissional que não nega os demais. e na reclamação destes direitos, porquanto são entidades voltadas para a defesa das profissões e de seus as-
sociados. A proteção dos direitos das profissões e dos profissionais é uma forma desejável de corporativismo,
Sociabilidade - não se pode esquecer que o profissional faz parte de pelo menos dois grupos sociais: a desde que exercida dentro dos valores morais que as profissões cultivam e dos princípios éticos que norteiam
sociedade como um todo e o grupo de sua especialidade, a sua classe profissional. E também ninguém é pro- a conduta do cidadão-profissional.
prietário exclusivo dos conhecimentos de sua profissão. Além de serem um patrimônio de toda a humanidade
eles são compartilhados pelos membros de sua classe. Numa perspectiva histórica, estes conhecimentos são DIREITOS DAS PROFISSÕES
o produto do acúmulo do trabalho de milhares e milhares de homens que nos antecederam. Muitos deles, não CEP - art. 11 - São reconhecidos os direitos coletivos universais inerentes às profissões, suas modalidades
raramente, vindos desde tempos imemoriais. O profissional é apenas um elemento deste complexo cultural, e especializações, destacadamente:
embora o represente pessoalmente. A postura social do indivíduo deve superar seu egoísmo. É seu dever compor
e participar tanto de sua sociedade como de sua classe com espírito cooperativo, desenvolto e integrado. Este artigo trata dos direitos da coletividade profissional. Reconhece os direitos universais contempláveis à
profissão coletivamente. Tais direitos são entendidos como inerentes, não cabendo à autoridade declarar sua
Para refletir: outorga, mas os próprios profissionais proclamarem seu reconhecimento. Estende o reconhecimento aos grupos
Os extremos, em matéria de conduta, parecem perigosos. Atitudes exageradas, em relação às virtudes, são representados pelas modalidades e pelas especializações, sem nenhuma restrição.
antinaturais e enfraquecem seus valores éticos. No dizer de Carrel: “A virtude adquiriu, graças aos puritanos,
uma desgraçada reputação. Foi confundida com a hipocrisia, a intolerância, a afetação”. Na seqüência, oferece rol de direitos que há por bem destacar, entendendo estes como de maior relevância
In medius virtus! para a segurança das profissões em apreço. Destacando-se estes, não se prejudicam os demais não expressa-
mente citados, eis que, é dado no caput o seu reconhecimento.
DIREITOS PROFISSIONAIS
Os grupamentos profissionais, como parcelas do grupo maior que é a sociedade, gozam de direitos comuns
a todos os cidadãos e de direitos específicos categóricos. Direito à organização corporativa.
Ao elaborarem seu Código de Ética Profissional, os engenheiros, arquitetos e agrônomos, os geólogos, geógrafos CEP – art. 11, a - à livre associação e organização em corporações profissionais;
e meteorologistas, os tecnólogos e os técnicos, resolveram proclamar os direitos comuns e peculiares de suas
categorias profissionais. Assim se posicionando, propõem-se ao pleno exercício da cidadania, caracterizando-se Qualquer das profissões pode se organizar associativamente, sem depender de concessão por parte das
e se apresentando à sociedade como profissionais-cidadãos. autoridades profissionais. Reconhecem-se como livres e independentes de permissão para se constituírem os
Estes profissionais estabelecem no seu CEP um rol de deveres observáveis no exercício de suas profissões. clubes, associações, institutos, cooperativas, sindicatos, federações. Os registros de lei não são embaraço ao
Não deixam, no entanto, de conclamar todos os profissionais à participação nas questões sociais, desde a pro-

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Série de Publicações Temáticas do CREA-PR SISLEG - SISTEMA DE MANUTENÇÃO, RECUPERAÇÃO E PROTEÇÃO DA RESERVA LEGAL

direito de organização associativa, mas atos registrais formais. Os limites ao uso do direito são os dados pelos Direito à representação corporativa.
específicos interesses profissionais expressos no objetivo associativo, os quais devem ser pautados pelos pos- CEP – art. 11, d - à representação institucional.
tulados éticos alinhados neste CEP.
É direito das profissões se fazerem representar nos diversos organismos que, de uma forma ou de outra,
tratem de assuntos concernentes a elas.
Direito à reserva de prerrogativas corporativas.
CEP – art 11, b - ao gozo da exclusividade do exercício profissional; No mínimo, a representação em organismos gestores da prática da profissão deve ser reivindicada e asse-
gurada.
A qualificação para o exercício da profissão é um pressuposto exigível do indivíduo. O corolário desta exigência
é o direito da própria profissão em recusar leigos ou não qualificados em sua prática. Declara-se que a execução Tal já acontece, de forma própria e disposta em lei, nos conselhos administradores das profissões. A exem-
dos atos do ofício especializado é reservada à profissão que detém a respectiva cultura técnico-científica. plo, os CREA e o CONFEA.

Conseqüentemente, este direito coletivo é repassado para o indivíduo que está apto a reproduzir pessoal- Os profissionais, no entanto, reclamam para si o direito de se representarem em todos os organismos con-
mente os valores de sua profissão. selheirais atinentes aos interesses de sua profissão.

Há, inserida da declaração, uma expectativa de que a lei conceda exclusividade do exercício de um ofício Consolidam-se aqui os direitos representativos, ficando os organismos conselheirais profissionais também
especializado ao coletivo profissional tratado como gênero. Isto efetivamente ocorre quando da regulamentação obrigados eticamente a receber a representação.
da profissão.
A palavra “representação” oferece diversas semânticas. Um outro significado que pode ser aduzido é re-
Este direito declarado aqui no plano ético vai definir, no plano jurídico, o chamado exercício ilegal da pro- lativo ao direito do coletivo profissional de formular queixa infracional, em nome da profissão, junto ao órgão
fissão aos excluídos do privilégio. competente.

Direito à juridicidade. DIREITOS DO PROFISSIONAL.


CEP – art. 11, c - ao reconhecimento legal; CEP - art. 12 – São reconhecidos os direitos individuais universais inerentes aos profissionais, facultados
para o pleno exercício de sua profissão, destacadamente:
Este mandamento é uma cobrança ética dirigida ao sistema jurídico-legislativo.
Enquanto o artigo anterior tratava dos direitos das profissões, tidas como fato agregativo social, este aborda
Os profissionais estão proclamando que suas respectivas profissões devem ser reconhecidas em lei. os direito do elemento individual do sistema, ou seja, da pessoa do profissional.

Vale dizer, as profissões querem ser regulamentadas mais que pela normativa ética, ainda pela lei. A proclamação de reconhecimento dos direitos individuais universais abre o caput do artigo. Ficam, portanto,
incorporados a esta proclamação, os direitos encontráveis em quaisquer diplomas pactuados internacionalmente,
Conseqüentemente, estão dando como desejável o controle estatal da prática profissional. bem como outros aplicáveis á espécie, como em particular nossa Constituição Federal.

Esta proclamação de direito responde pelo princípio diceológico da segurança jurídica, a qual deve ser Como convém a uma declaração de direitos, estes são facultados, vale dizer, são reconhecidos como de
provida pelo Estado. exercício reclamável pelo indivíduo.

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Sendo facultados, não são impostos, exercendo-os o profissional a seu próprio e exclusivo arbítrio. Cabe também a ele a adoção do referencial teórico que lhe parecer melhor e a definição de seu próprio estilo,
pela escolha da linguagem formal, plástica e estética.
A segurança destes direitos, no entanto, é obrigação de cada um em relação aos demais e de todos em Limitam este direito os deveres de forma de expressão, em particular o disposto no art. 9º; III; g, quando
relação a cada um. prevalece o interesse do destinatário do serviço e qualquer normativa pré-existente sobre a matéria.

O alcance do reconhecimento dos direitos vai a todos os profissionais de todas as profissões do sistema.
A própria redação do caput delimita os direitos ao exercício da profissão estritamente, ainda que em sua Direito à titulação.
plenitude. CEP – art. 12, c - ao uso do título profissional;

O título, uma vez adquirido, é parte integrante da personalidade do profissional.


Direito de especialização.
CEP – art. 12, a - à liberdade de escolha de especialização; É também a sua via de apresentação como unidade econômica ante a sociedade, seu passaporte qualificativo
para a inclusão social.
Toda profissão comporta especializações. A formação profissional, a princípio é o gênero. A especialização
posterior é a espécie. O título incorpora-se á identidade, vinculando-se definitivamente ao nome da pessoa que o possui.

Apenas ao profissional cabe a escolha da especialização dentro de sua profissão. A ninguém é dado o poder Portar o título de sua profissão é direito adquirido, revestindo-se este fato de especial simbologia curricular
de restringir ou conduzir a opção por esta ou aquela especialização. e especial força legal para o indivíduo qualificado.

Este mandamento alcança apenas o ato de opção. O uso do título de especialista, por outro lado, é livre, Uma vez adquirido por via legal e legítima, não pode ser-lhe subtraído. Em casos especiais a lei prevê a
desde que não haja restrição legal. pena de suspensão do exercício profissional, mas jamais, de cassação do título.

Na existência de exigência legal para o uso do título especializado, cabe a observância das formalidades O uso do título é compartilhado pelas pessoas qualificadas ao exercício da profissão, de modo igualitário.
que a lei dispuser. Ao posicionar-se como direito permeável a todos os pares de uma profissão, implica-se no reconhecimento de
sua reserva exclusiva apenas a estes profissionais. Portanto, o leigo e os profissionais de outra qualificação não
Quanto ao conteúdo do processo de formação, outorga de titulação, reconhecimento legal e representação, são detentores deste direito.
cabe o disposto nos direitos coletivos e o imperativo da lei.
Contrabalança este direito, o dever de uso honrado e para o bem, da titulação.

Direito à personalidade técnica.


Direito de domínio de ação.
CEP – art. 12, b - à liberdade de escolha de métodos, procedimentos e formas de expressão;
CEP – art. 12, d - à exclusividade do ato de ofício a que se dedicar;
Os modos de expressão e de comunicação técnica e artística do profissional são de seu livre arbítrio.
O profissional, por representar sua profissão, é depositário da exclusividade do seu exercício, conforme o
Cabe exclusivamente ao profissional estabelecer que métodos e preceitos técnicos e científicos adotar para direito coletivo estabelecido no artigo anterior.
o desenvolvimento do seu trabalho.

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Além desta generalidade peculiar de sua profissão, é pessoalmente exclusivo na espécie de trabalho que
esteja realizando, dando-lhe o direito conseqüente de vedar as interferências indesejadas ou não devidas de A afirmação deste direito supera o estabelecimento de um salário mínimo profissional ou de tabelas como
outras pessoas ou profissionais. referências únicas de remuneração. Exige-se, na composição do retorno numerário, a consideração de fatores
mais amplos.
Este direito se compartilha nos trabalhos em equipe ou em cadeia, ainda assim cabendo a exclusividade à
parcela de realização que lhe couber. A aspiração a determinada remuneração é procedente do arbítrio do profissional, em processo de crítica
objetiva e de autocrítica.
Naquele trabalho que está realizando, o profissional é autoridade, tem a competência e é o responsável.
De direito, há que serem considerados estes fatores de justiça.
O exercício deste direito estabelece a localização precisa da responsabilidade técnica, quando houver a
necessidade legal de chamá-la.
Direito a ambiente adequado de trabalho.
O profissional que atentar contra este direito de outro profissional, infringe também o disposto no art.10; CEP – art. 12, f - ao provimento de meios e condições de trabalho dignos, eficazes e seguros;
IV; a. A boa qualidade das circunstâncias para a realização dos afazeres profissionais é objeto de consideração
entre os direitos individuais.
Aquele mesmo dispositivo impõe a ressalva do exercício do “dever legal” que alcança este direito limitando
o seu gozo. As condições ambientais que se lhe forneçam não podem ser humilhantes, degradantes ou incompatíveis
com a dignidade da pessoa e da profissão.
Direito à remuneração.
É exigível pelo profissional que se lhe coloque à sua disposição o ambiente, o ferramental e os acessórios
CEP – art. 12, e - à justa remuneração proporcional à sua capacidade e dedicação e aos graus de comple- adequados e indispensáveis ao alcance dos resultados a que se propõe.
xidade, risco, experiência e especialização requeridos por sua tarefa;
A segurança do trabalho, dever de ofício do profissional para como os outros, é também seu direito.
Em que pese ser a profissão um serviço à humanidade e ser considerada a primazia do destinatário do
serviço no processo, é da sua prática que o homem tira seu sustento. O limite de reclamação deste direito é imposto pelo justo e necessário. O luxo, a sofisticação, as mordomias,
o exagero de meios e condições, são um excedente ao direito básico. Sua concessão pode ser tolerável, desde
É direito do praticante de uma profissão ser justamente remunerado pelo trabalho que executa. que não se constitua em abuso de direito.

A remuneração, segundo este mandamento, deve obedecer a três critérios de justa proporcionalidade. O
primeiro, ao quanto de si que o profissional oferece ao labor. Quantifica-se este parâmetro pela sua capacidade Direito de recusa.
de fazer e pelo quanto de tempo e exclusividade com que se dispõe à tarefa. Outro parâmetro é inerente ao CEP – art. 12, g - à recusa ou interrupção de trabalho, contrato, emprego, função ou tarefa quando julgar
objeto do trabalho. Há que se medir o quanto de exigência o desafio impõe ao profissional. O que é solicitado incompatível com sua titulação, capacidade ou dignidade pessoais;
para a sua realização em termos de complexidade e risco. Como componente da justa remuneração há que se
considerar ainda os aspectos qualitativos da especialização e da experiência, valores que podem ser eventual- Todos têm, por princípio, a liberdade de fazer, deixar de fazer ou permanecer fazendo algo, desde que o
mente requeridos para o desempenho de determinada tarefa. objeto seja lícito.

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A relação de trabalho é pautada por um contrato, de cumprimento obrigatório por ambas as partes. Porém, Os três fatores pretendem expressar, em um tripé de razoável sustentação, os valores essenciais à própria
em certas circunstâncias, tais contratos são rescindíveis, ou passíveis de suspensão, sem que implique em existência do indivíduo enquanto profissional.
apreciação de responsabilização por inadimplência.
Entende-se, pela sua importância, que devem ser tratados como direitos merecedores de proteção espe-
Este mandamento diz sobre as circunstâncias morais de justa suspensão ou recusa do dever de fazer. A cial.
burla a este direito configura-se como constrangimento, que vindo a ser praticado por outro profissional fere o
mandamento disposto no artigo 10; IV; e, podendo também ser tipificado no III; g. Ao estabelecer a proteção reclamada como direito, gera a expectativa de um dever em alguém. Há que se
Ato profissional estranho ao âmbito da titulação do profissional, quando executado, leva à responsabilização esclarecer que, ao ser protegido, a quem caberia o dever de proteger.
por exercício ilegal. É lícito ao profissional recusá-los ou suspendê-los. No plano jurídico, estes fatos já gozam de proteção. O título é assegurado pela lei que regulamenta a pro-
fissão, os contratos pelo Código Civil e o trabalho pela legislação trabalhista.
A autocrítica do indivíduo praticante diz de sua efetiva capacidade ou não capacidade para a realização de
determinada intervenção. É por este processo que a pessoa julga sua real possibilidade de sucesso em obter de- Por ser um mandamento ético, reclama a proteção do direito em nível moral.
terminado resultado que dela se espera. A conclusão consciente pela incapacidade é justo motivo de recusa.
A proteção esperada resulta em obrigação para o coletivo, impondo um espírito de corpo para a sociedade
Da mesma forma, cabe ao profissional avaliar se as circunstâncias, os meios os fins e as motivações dos profissional.
serviços requisitados são condizentes com a sua dignidade pessoal e com a da profissão que representa. A
avaliação, pautada no senso comum, que apontar em contrariedade ao princípio da dignidade, escusa o pro- Apela para o princípio da solidariedade, gerando o chamamento do “todos por um”. Por extensão, a prote-
fissional da prática do ato requerido. ção do direito pode ter sua tutela buscada nos organismo institucionais que tenham a obrigação de zelar pela
ética.
Ao profissional cabe arbitrar, em seu favor, como justificante, a motivação de escusa de continuidade de
afazer profissional.
Direito à proteção da propriedade intelectual.
O exercício deste direito deve ser apreciado dentro das circunstâncias ditadas pelo artigo 10, III, f. CEP – art. 12, 1 - à proteção da propriedade intelectual sobre sua criação;

A própria identificação das profissões, proclamada no art. 4º, diz que a sua base de conteúdo é técnico-
Direito à salvaguarda de prerrogativas.
científica com expressão artística. O trabalho do profissional tem, pois, a dimensão criativa da arte.
CEP – art. 12, h - à proteção do seu título, de seus contratos e de seu trabalho;
O que o profissional realiza tem sua marca pessoal. Há um vínculo permanente e indissociável entre criador
O título é parte integrante da personalidade do profissional. É a expressão que traduz todo o conteúdo da e criatura.
profissão na pessoa.
A relação dominial entre o profissional e a sua criação é a denominada propriedade intelectual. Este vínculo
O contrato é o acordo de vontade para a realização de determinado fato que implica em relação de direitos. continua existindo, independentemente da apropriação que o destinatário do bem ou serviço faça do objeto
Gera a responsabilidade e faz o vínculo do profissional com o destinatário de seus serviços. material do serviço.

O trabalho é a ação transformadora pela qual o profissional realiza social e economicamente sua razão de Como direito, proclama-se a necessidade de proteção deste bem moral Semelhantemente ao disposto no
ser ante a humanidade.

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mandamento anterior, cabe o dever de proteção ao coletivo e às entidades e organismos profissionais e o res- Juridicamente, este direito está já assegurado pela Constituição Federal.
peito à propriedade intelectual de terceiros por parte de cada um dos profissionais.
Eticamente, dirige-se ás próprias corporações em geral e aos profissionais em particular, fazendo ver que
não se pode compelir, nem se impedir alguém a se associar, senão por motivo justificado.
Direito à competição.
CEP – art. 12, j - à competição honesta no mercado de trabalho;
Direito ao domínio curricular.
O pensamento liberal contemporâneo marcou fortemente a elaboração do CEP, explicitando claramente que CEP – art. 12, m - à propriedade de seu acervo técnico profissional.
a competição é um direito profissional.
Trata de uma peculiaridade institucional destas profissões.
Há implícito o reconhecimento de que a reserva de mercado tradicional cede lugar à competição como valor
aceitável, desde que praticada no interior do grupo profissional. Acervo técnico é entendido comumente como o registro acumulado das anotações de responsabilidade
técnica (ART) efetuadas em um dado período pelo profissional junto aos CREA.
Ainda que se imponha o afastamento dos “leigos” da prática profissional, a competição interna é tolerá-
vel. Há que se observar que a lei que institui a ART é de cunho formal e não obriga expressamente os contratos
dos Geólogos, dos Geógrafos e dos Meteorologistas. Assim, a prevalecer este conceito, ficaria traído o ânimo do
A restrição é adjetiva, dando-se a conduta honesta como exigível. Esta reclamada CEP que pretende atingir a todos os profissionais e geneticamente anteceder à lei, sem a ela se subordinar.

honestidade na busca de espaço no mercado de trabalho se define pela lealdade na competição. Este conceito pode ser ampliado para o melhor entendimento deste direito, indo além do ato registral formal
na instituição controladora do exercício profissional.

Direito de associação. Como acervo técnico, entenda-se o histórico comprovado da experiência do profissional. Diz respeito à memó-
CEP – art. 12, l - à liberdade de associar-se a corporações profissionais; ria de vida profissional, ao seu currículo de realizações. Vincula-se conceitualmente à propriedade intelectual.

A liberdade associativa que o profissional detém como direito, implica em associar-se, deixar de associar-se Dentro deste conceito ampliado, o mandamento quer que a propriedade do acervo seja direito do profissional,
ou de permanecer associado, se lhe convier. exclusivamente. Vale dizer, que tudo o que o profissional haja realizado seja apenas a si vinculado, reconhecido
e respeitado.
Como direito, reflete o arbítrio do profissional em participar formalmente do coletivo.
O acervo técnico faz o diferencial entre os profissionais e se constitui em um direito estrito da pessoa.
A associação compulsória atenta contra este direito, representando constrangimento repudiável. Da mesma
forma, o impedimento, o embaraço e a exclusão injustificáveis são atos discriminatórios condenáveis.

Juridicamente, este direito está já assegurado pela Constituição Federal.

Eticamente, dirige-se ás próprias exclusão injustificáveis são atos discriminatórios condenáveis.

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11 LEGISLAÇÃO

Em virtude do imperativo segundo o qual “ninguém se escusa de cumprir a lei, alegando


que não a conhece” (art. 3o, Decreto-Lei 4.657, de 4 de setembro de 1942 – Lei de In-
trodução ao Código Civil), o conhecimento da legislação aplicável ao exercício da atividade
é imprescindível ao profissional, pois além de assegurar à sociedade a realização de ativi-
dades e execução de serviços dentro dos parâmetros da mais estrita legalidade, previne a
intervenção repressiva do Poder Público na esfera de liberdades do profissional. Consulte
no CD a legislação abaixo, disponível:

Lei nº 4.771, de 15 de setembro de 1965


Lei nº 6.496 de 07/12/1977: ”Institui a - Anotação de Responsabilidade Técnica- na
prestação dos serviços de Engenharia, de Arquitetura, e Agronomia; autoriza a criação, pelo
Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia - CONFEA, de uma Mútua de
Assistência Profissional, e dá outras providências.”

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TEXTOS REFERENCIAIS:
Decreto nº 6.514, de 22 de julho de 2008
Decreto nº 387/99
1. A questão da apropriação e degradação de áreas estratégicas para a conservação da biodiversidade
Decreto n.º 3.320, de 12 de julho de 2004
2. A implantação da reserva legal como ferramenta para a construção de corredores de biodiversidade
Resolução SEMA n° 28, DE 17 de agosto de 1998
Resolução n° 06/2007 – SEMA
3. A importância da fauna silvestre nativa para a reserva legal
Resolução Conjunta n° 002/08 - IBAMA /SEMA/IAP
Resolução Conjunta IBAMA/SEMA/IAP Nº 005/08
Resolução SEMA Nº 045, de 31 de julho de 2008
Resolução Conjunta SEMA/CEMA nC 065, de 01/07/2008
LEGISLAÇÃO E TEXTOS REFERENCIAIS DISPONÍVEIS PARA CONSULTA NOS SITES
Portaria IAP nº 60, de 29 de abril de 2008
Portaria IAP nº 105, de 26 de junho de 2008 www.crea-pr.org.br, ícone PRO-CREA e www.iap.pr.gov.br
Portaria IAP nº 233, 26 de novembro de 2004
Portaria IAP n° 034, de 17 de março de 2005
Portaria IAP nº 157, de 13 de outubro de 2005
Portaria IAP nº 166, de 26 de setembro de 2008
Portaria IAP n° 193, de 06 de novembro de 2008

Orientação Técnica/Jurídica de 26 de julho de 2005


Orientação Técnica/Jurídica n° 02, de 26 de abril de 2006
Orientação Técnica/Jurídica n° 02/2005 – DIBAP/DIRAM/PROJU, de 21 de setembro de 2005
Orientação Técnica nº 01/07 de 08 de janeiro de 2007 DIBAP/SISLEG
Orientação Técnica nº 02/07 de 08 de janeiro de 2007 DIBAP/SISLEG
Orientação Técnica nº 04/2007 DIBAP/SISLEG

Código de Ética Profissional – CEP

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