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Programa Usinagem:

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO (UNIDADES E SUBUNIDADES) Carga


horária
Unidade I – Introdução 06
▪ Conceitos Básicos;
▪ Segurança e Medicina do Trabalho.

Unidade II – Tecnologia de Usinagem: 30


▪ Materiais para ferramentas de corte;
▪ Movimentos relativos Peça x ferramenta;
▪ Geometria de corte;
▪ Força e potência de corte

Unidade III – Fabricação mecânica: 25


▪ Operações básicas de usinagem;
▪ Elaboração de ciclos de fabricação;
▪ Custos/orçamentos industriais;
▪ Processos de usinagem não convencional

Unidade IV – Complementos 15
▪ Fluidos de corte;
▪ Impacto ambiental;
▪ Noções básicas de CNC.
Bibliografia:

BIBLIOGRAFIA
BÁSICA:
DINIZ, Anselmo Eduardo; MARCONDES, Francisco Carlos; COPPINI, Nivaldo
Lemos. Tecnologia da Usinagem dos Materiais. 5. ed. São Paulo: Artliber
Editora, 2006. 255p. ISBN 85-872-9601-9

FERARESI, Dino. Fundamentos da Usinagem dos Metais. São Paulo: Edgard


Blucher,2000. ISBN 85-212-0257-1
FREIRE, J. M.. Tecnoclogia do Corte. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e
científicos1977 370 p.
São Paulo: Atlas, 2004. 410 p. ISBN 8522437653
COMPLEMENTAR:
CASILLAS, A. L. Ferramentas de Corte. 3. ed. São Paulo: Mestre Jou, 1973.
198p.
CHIAVERINI, Vicente. Aços e Ferros Fundidos. 6. ed. São Paulo: Associação
Brasileira dos Metais- ABM 1990. 576p
CHIAVERINI, Vicente. Tecnologia Mecânica. 2. ed. São Paulo: Mc Graw-Hill do
Brasil, 1986. 2v. 315 p.
PROVENZA, Francesco. Projetista de Máquinas. São Paulo:Provenza1996
STEMMER, Gaspar Erich. Ferramentas de Corte I. 4. Ed. Santa Catarina Editora
da UFSC, 1995. 249p.
Conceito:

“Processo de fabricação mecânica que tem como


objetivo a fabricação de uma peça, conforme
desenho, sendo a mesma submetida a ação de uma
ferramenta de corte, com a geração de cavaco.”

• Devemos enfatizar:
- Custos;
- Qualidade;
- Produtividade;
- Segurança e medicina no trabalho;
- Treinamento;
- Relacionamento interpessoal;
- Meio ambiente.
Pilares:

• SEGURANÇA

H
• SAÚDE . MEIO AMBIENTE

Física/mental
Pontos de atenção:

“Nosso maior patrimônio é a nossa integridade


física juntamente à de nossos colaboradores.”

Atenção:
- Conhecimento da legislação;
- Utilização de EPIs;
- Implantação de EPCs;
- Manutenção;
-Treinamento técnico/operativo;
- Atitude, concentração, atenção, tranquilidade.
- Programas voltados à segurança;
Programas:

- SIPAT;
- Treinamento / cursos de um tema;
- Dispositivo a prova de erros (Error proofing);
- Programa 5s;
- Programa de sugestões;
- Reuniões “bom dia”;
- Atenção a datas que antecedem feriados;
- Palestras orientativas;
- Testemunho do acidentado;
- Check list operacional;
- Rota de fuga;
- Mapa de risco;
- Segurança doméstica/no transito;
Propriedades:

• Dureza elevada Alta resistência ao desgaste;

• Boa tenacidade Alta Resistência mecânica;

• Boa condutividade térmica;

• Custo x Benefício.
Famílias:

• Aços carbono;

• Aços rápidos,

• Metal duro,

• Cerâmica,

• Cermets,

• Policristalinos.
Aços Rápidos:

DEFINIÇÃO: Liga de Fe/C mais a presença de elementos


de liga.
Principais elementos de liga: W, Va, Cr, Mo.

PROPRIEDADES: – Dureza elevada 60~65 HRC


Função da transformação martensítica
aliada a formação de carbonetos.
– Resistência ao revenido (até ≅ 600°c).
– Tenacidade e resistência mecânica
compatíveis

PROPRIEDADES: – AISI M2
– AISI M35
Metal Duro:

DEFINIÇÃO: Família de carbonetos metálicos que utiliza


como aglutinante o elemento cobalto.

PROPRIEDADES:
– Elevada dureza
1.200 a 2.200 HV.
– Tenacidade e
resistência mecânica
compatíveis.
– Excelente custo
benefício.

CLASSES: P, M, K.
Cerâmica:

DEFINIÇÃO: Liga constituída basicamente de óxido de


Alumínio ou nitreto de silício obtida pelo
processo de sinterização apresentando alta
dureza.

PROPRIEDADES:
– Elevada dureza a quente
≅ 2.000~2500 HV.
– Tenacidade limitada.
– Baixa condutividade
térmica.
– Atenção à choque
térmico.
– Restrição quanto a
geometria de quebra
cavaco.
Cemet/Policristalinos:

CERMET:
Família de carbonetos que utilizam como
aglutinante o elemento níquel.
Aplicação: Usinagem de acabamento em aços.

POLICRISTALINOS:
PCB -> Nitreto cúbico de boro.
Aplicação: usinagem de materiais duros
(> 45 HRC).

PCD -> Diamante policristalino.


Aplicação: usinagem de materiais não
ferrosos (evita formação da APC).
Gráfico Comparativo:
Conclusão:

ITEM APLICAÇÃO LIMITAÇÃO QUANTO A UTILIZAÇÃO


- Uso geral
- Não possibilidade a temperaturas
Aço rápido - Bom custo benefício.
superiores a 600°c.
- Excelente tenacidade
- Uso geral
- Bom custo benefício. - Ferramentas integrais custo elevado
Metal Duro
- Excelente tenacidade. quando existem quebras.
- Velocidade de trabalho maior.
- Elevada dureza.
- Restrição à geometria de quebra cavaco.
Cerâmica - Usinagem de ferro fundido.
- Atenção à choques térmicos.
- Baixa reatividade química.
- Operações de acabamento em aços.
Cermet - Velocidades de corte maiores. - Operação de desbaste.
- Baixa reatividade química.
- Usinagem de materiais não ferrosos.
PCD - Custo elevado (balanço economico).
- Evitar o surgimento da APC.
- Usinagem de materiais com dureza - Custos elevado (balanço economico).
PCB
superior a 45 HRC. - Avanços de corte baixos.
Elementos:

• Velocidade de corte (m/min);

• Rotação (rpm);

• Velocidade de avanço (mm/min);

•Avanço por giro (mm/rot);

•Profundidade de corte (mm);

•Seção de cavaco (mm 2 ).


Considerações:

• Forças de corte:
- Força principal de corte;
- Força radial;
- Força axial;

• Potência de corte:
Quantidade de energia por unidade de tempo
necessária para realização do corte.
Considerações:

Principais tempos em usinagem:


. Tempo ativo:

É o tempo em que a máquina está trabalhando em velocidades de corte, seja usinando,


em aproximações e recuos. Podemos assim concluir que teoricamente o tempo ativo é
aquele que se está gerando cavaco.

. Tempos passivos:

É o tempo em que não há processo de corte durante a fabricação. Em geral são os


maiores tempos no processo de fabricação.

. Tempo máquina:

Tempo medido referente a fabricação a partir do início (start) do ciclo até o seu final. Em
máquinas com carregamento automático o carregamento e descarregamento estão contidos
no tempo máquina.

.
Considerações:

. Tempo Ciclo:

É o tempo utilizado para determinação da produção horária, sendo levado em conta:


- Tempo máquina
- Tempo de troca da ferramenta
- Controle de peças
- Retirada de alarmes
- Limpeza máquina
- Controle e inspeções
- Preset
- Reabastecimento de material
- Fatores fisiológicos
- Descanso
- Etc.
. Fatores de perdas industriais:
- Reuniões institucionais
- Refugo Limpeza
- Treinamento
- Ineficiência do equipamento.
- Falta de matéria prima
- Etc
.Mão de obra=: ((Prod diária x Tempo ciclo x % perdas)+peças adicionais)) x % presença
Horas/dia
Ângulos:

• γ ............ Ângulo de Saída ou Ataque;

• α ............ Ângulo de Folga ou Incidência;

• β ............. Ângulo de Cunha;


Dinâmica: