Você está na página 1de 15

Técnicas Projetivas

Psicopedagógicas e
Pautas Gráficas para
sua Interpretação

Resumos e Slides – Turma P5- 2013.2


Disciplina: Técnicas de Intervenção Psicopedagógica II
Prof. Tânia Lúcia A. Colella
Monitoras: Juliana Fonseca M. Silva
Inês Cristina C. de Lima

João Pessoa
2013
Índice

1. Introdução
2. 1º Parte – Vínculos escolares
2.1 – Par Educativo
2.2 – Eu com meus colegas
2.3 – A planta da sala de aula
3. 2ª Parte – Vínculos Familiares
3.1 A planta da minha casa
3.2 Os quatro momentos de um dia
3.3 Família educativa
4. 3ª Parte – Vínculos consigo mesmo
4.1 – O desenho em episódios
4.2 - O dia do meu aniversário
4.3 - Em minhas férias
4.4 – Fazendo o que mais gosto
5 – A proposito das Técnicas Projetivas Psicopedagógicas
1. Introdução – Técnicas Projetivas

Grupo: Betânia Vanderlei


Priscilla De Albuquerque Almeida

A aprendizagem ocorre por meio da interação existente entre a inteligência e a


afetividade. Contudo, embora esse entendimento seja aceito por muitos, ainda hoje existem
poucas técnicas psicopedagógicas que buscam a investigação da afetividade do escolar.
Dentre essas disponíveis são as técnicas projetivas desenvolvidas pela Epistemologia
Convergente de Jorge Visca.
As técnicas projetivas, segundo Visca (2009) “permite investigar essa dimensão, no que
se refere ao vínculo ou vínculos que um sujeito estabelece com a aprendizagem propriamente
dita, assim como também com as circunstâncias dentre as quais se opera essa construção.”
Mediante isso, os testes projetivos são compostos por dez testes, como: Par Educativo, Planta
da sala de aula e Eu com meus amigos (investigam os vínculos no espaço escolar); A Planta
da minha casa, Família Educativa e As quatro partes de um dia (estudo o vínculo ao espaço
familiar físico e humano; O desenho em episódios, O dia do meu aniversário, Em minhas
férias e Fazendo o que mais gosto (examina a relação do entrevistado consigo mesmo).
Visca (2009) afirma que um indivíduo pode estabelecer vínculos em três grandes
domínios como, o escolar, o familiar e consigo mesmo. Em cada um desses é reconhecido três
níveis (inconsciente, pré-consciente e consciente. Quando um conjunto de conteúdos não é
reconhecido pelo sujeito mesmo fazendo diversas tentativas para emergir para o campo pré-
consciente ou consciente, pode-se dizer que o nível será inconsciente. No nível pré-
consciente, os conteudos e mecanismos evadem ao campo de consciência e podem ter acesso
ao mesmo. Quando os conteudos e mecanismos, as percepções internas e externas são
representadas em desenhos, palavras, entre outros, o nível será consciente.
Vale ressaltar que por meio das técnicas projetivas, são levantados os primeiros sistemas
de hipóteses. Como o próprio autor destacou, “os indicadores e significados encontrados não
implicam uma questão exaustiva e fechada que não dê lugar a dúvidas; cada especialista pode
realizar novos descobrimentos ampliando o espectro de indicadores e significados.” Portanto,
o psicopedagogo deve também utilizar, quando necessário, outras técnicas investigativas a fim
de realizar um diagnóstico preciso. Os testes projetivos são uma das muitas ferramentas
usadas pelo psicopedagogo para realizar as suas avaliações nos educandos.
2. 1º Parte – Vínculos escolares

2.1 – Par Educativo

Grupo: Déborah Kallyne Santos


Maria Celeste Freire
Marivânia Leite Da Silva

A prova Par educativo foi criada pelas autoras Malvina Oris e Maria Luisa S. de
Ocampo. De início esta prova foi usada para avaliação de jovens que ingressavam no ensino
médio, mais tarde se estendeu a crianças da escola primária que apresentavam dificuldades
de aprendizagem. Hoje a prova Par educativo pode ser usada tanto por adolescentes com
dificuldades como a outros que realizavam orientações vocacionais.
Após ser muito difundida na Argentina, sua aplicação se estendeu ao Brasil,
geralmente é empregada por psicopedagogos e por alguns psicólogos clínicos. Em 1985
Maria Elena Coviella de Olivero e Cristina Van der Kooy de Palácios realizaram um estudo no
qual expôs os resultados obtidos com o objetivo de verificar a confiabilidade e a validade dos
critérios do teste.
Hoje com o título de Teste “Par educativo” o objeto de aprendizagem como meio
para detectar a relação vincular latente, o teste tem por objetivo investigar o vínculo de
aprendizagem do sujeito. Utilizando como materiais folha de papel tamanho sulfite, lápis
preto e borracha, o procedimento para a realização do teste é bastante simples; pede-se que
o entrevistado desenhe duas pessoas, uma que ensina e uma que aprende; solicita-se
quando tenha terminado o desenho que indique como se chamam e qual a idade delas; ao
final, pede-se que o entrevistado dê um título ao desenho e relate o que está acontecendo
nele.
O vínculo de aprendizagem pode ser abordado investigando a relação: a) com os
objetos de aprendizagem, b) com quem ensina e c) de quem aprendem consigo mesmo,
nesta situação. A representação destas três unidades de análise: "objetos", "ensinante" e
"aprendente" e de suas relações, são altamente representativas do tipo de vínculo que cada
ser humano estabelece com a aprendizagem.
A representação do ensinante como facilitador e intermediário possui um valor
positivo que implica reconhecimento e capacidade de reparação; opostamente, sua
caracterização como perseguidor punitivo denota sentimentos diametralmente opostos, que
resultam numa perturbação para atingir as verdadeiras aprendizagens; ou seja, aqueles que,
além de consistirem em uma aquisição de conteúdos, conduzem a aprender.
Quem aprende também possui uma "representação de si próprio", representação
que pode apresentar-se com diferentes graus de consciência e inconsciência. O sentimento
da capacidade que se tem ou não se tem, da modificabilidade da mesma, do grau de
tolerância à frustração e muitos outros componentes emocionais são condicionadores do
que, no enfoque da Epistemologia Convergente, têm sido denominados de Modelo de
Aprendizagem.
Indicadores mais significativos a serem observados no teste: a) Detalhes do desenho:
Tamanho total; Tamanho dos personagens; Tamanho dos objetos; Posição e distância dos
personagens; Posição dos objetos; Distância de ambos os personagens na representação do
objeto de aprendizagem; b) Nomes e idades assinalados: Correspondência com o
entrevistado; Correspondência com o entrevistador; c) Título do desenho: Correspondência
com a situação desenhada; d) Relato: Conteúdo do relato; Correspondência entre relato e o
desenho; Correspondência entre relato e título.
Embora o par educativo adquira significado quando consideramos como totalidade,
alguns aspectos possuem significado particular que interpretados com a devida cautela
podem oferecer uma rica informação: os detalhes do desenho, o título do mesmo e o
conteúdo do relato.
Outros aspectos importantes a serem observados:
Tabela- 1 Alguns indicadores e seus respectivos significados
Alguns indicadores e seus respectivos significados
1. Posição
Frente a frente Vínculo de aprendizagem bom.
Lado a lado Vínculo de aprendizagem regular.
Ambos de costas Vínculo de aprendizagem ruim.
O docente de costas para o O aluno se sente rejeitado pelo docente.
aluno
O aluno de costas para o O aluno rejeita o docente.
docente
2. Tamanho
Pequeno Não é um vínculo importante.
Médio É um vinculo relativamente importante.
Grande È dada uma importância significativamente destacada,
que pode ser positiva ou negativa.
3. Tamanho relativo de personagem
Sem discriminação de Vínculo confuso com quem ensina.
tamanho
Com discriminação de Vínculo claro ou relativamente claro com quem ensina.
tamanhos
Com docente grande e Vínculo no qual se supervaloriza quem ensina.
aluno pequeno
Com aluno grande e Vínculo no qual se subestima quem ensina.
docente pequeno
4. Características corporais
Só cabeças Supervalorização do intelecto.
O corpo do docente Pode significar uma agressão oculta contra quem
inacabado ensina.
A simplificação dos Costuma implicar, quando o entrevistado não tem
personagens dificuldades para desenhar, uma desvalorização do
vínculo de aprendizagem com o docente.
5. Perspectiva
Desenho com perspectiva Vínculo positivo e maduro.
6. Âmbito
Âmbito escolar O entrevistado se centrou no aprendizado sistemático,
podendo este ser positivo ou negativo.
Âmbito extra-escolar O entrevistado estabelece um vínculo melhor com a
aprendizagem assistemática.

2.2 – Eu com meus colegas

Grupo: Cleane Carvalho


Érica Renata
Laila Paula
Rayara Alexandre

Eu Com Meus Colegas foi criado pela Profª Sara Bozzo para sua licenciatura em
psicopedagogia, é um instrumento psicopedagógico para colher informações do aluno com seus
colegas de classe.
São utilizados para a realização da técnica projetiva; Folha tamanho sulfite, Lápis preto e
borracha. Pede-se ao entrevistado que desenhe seus colegas de classe, e que indique no desenho
que é os demais colegas desenhados, e que faça comentários sobre eles.
Os fundamentos para a execução da técnica com a sujeito se baseia na ideia de que o vinculo
afetivo com os demais membros do grupo, e a educação do sujeito depende da forma como este se
relaciona com os outros. Portanto é altamente significativo saber como o educando aprende em seu
meio escolar.
Indicadores significativos para analise do desenho são; detalhes, tamanho total e dos
personagens, posição dos personagens, inclusão do docente, e personagens externos ao grupo.
Observar os comentários feitos sobre os personagens se são personalizados ou gerais.
Observando os indicadores e os comentários será possível, colher informações significativas
sobre o desenho, a exemplo de comentários feitos sobre um dos participantes, tamanho a qual foi
desenhado, podem indicar uma boa relação, ou um desejo de aproximação e ou rejeição.
Frequentemente nos desenhos analisados se encontram; 1) o entrevistado no meio e dois
grupos separados e distantes em lado do mesmo- falta de integração no grupo, 2) o entrevistado em
um extremo do grupo- integração relativa, 3) o entrevistado ausente ou em um segundo plano-
inibição para a integração, 4) o entrevistado em um primeiro plano- integração adequada-, 5) em
torno de uma mesa ou em forma de roda, que assim mesmo indica uma boa integração ao grupo.
Essa técnica tem grande importância para ser utilizada em um atendimento individual, por
existir diversos fatores que podem interferir positiva ou negativamente no aprendizado.

2.3 – A planta da sala de aula

Grupo: Jessica Lucia Bulhões


Juliete Figueiredo
Luiz De Andrade Neto

No capitulo que trata sobre a planta da sala de aula, é importante ressaltar que a
idade aconselhada para a aplicação de tal técnica projetiva é de crianças entre 8 e 9 anos.
Tem como o objetivo principal conhecer a representação do campo geográfico da sala de
aula e as localizações, real e desejada da criança em relação à mesma, os materiais a serem
utilizados são: folhas de oficio, lápis preto, borracha e régua se o entrevistado solicitar, o
procedimento é simples. Solicita-se ao entrevistado que desenhe a planta de sua sala de
aula, pede-se que indique onde senta, pergunta-se se esse lugar foi escolhido por ele, pelo
professor ou pelo grupo, pede-se que comente como é a sua sala de aula, pergunta-se se
gostaria de sentar eu outro lugar, pede-se que comente sobre as outras crianças sentadas
nos demais lugares, e se necessário deve-se perguntar algo que seja necessário ao estudo.

Como sabemos as crianças tem dificuldades de expressar em palavras os seus


sentimentos, o desenho é fundamental para a compreensão que essa criança tem da sala de
aula e a sua localização nela, sendo uma boa ferramenta para analise do contexto dessa sala
de aula, podendo demonstrar através dele vínculos positivos ou negativos, com colegas,
docentes, etc. alguns indicadores no desenho são mais relevantes para o estudo entre eles
estão: o tamanho total do desenho, quais elementos estão incluídos, qual o tamanho dos
elementos, as pessoas inseridas nesse desenho, portas, janelas e enfeites nessa sala de aula,
de importante valia também é observar a localização em sala de aula, frente, fundo, meio ou
lateral, se aceita ou rejeita a sua localização nessa sala, ou mesmo é indiferente. Se esse
local foi escolhido por ele, pelo professor ou pelo grupo e ainda saber se os colegas ao seu
redor são do mesmo sexo, sexo oposto ou de ambos os sexos.
Como toda prova, as provas projetivas seguem critérios para interpretação, mas deve
levar em consideração sempre o nível cognitivo, o desenvolvimento motor e os aspectos
emocionais da criança. Podemos verificar alguns aspectos do desenho que são relevantes
para a interpretação do mesmo entre eles estão:

Detalhes do desenho - O tamanho da sala de aula costuma ser indicativo, quando é pequeno
pode indicar inibição, quando o tamanho é desmedido pode indicar descontrole falta de
limites, os elementos incluídos nessa sala indicam vínculos positivos e os excluídos é que não
estabeleceu vínculos, o tamanho desses elementos indica um maior ou menor valor
atribuído pela criança ao mesmo, podendo servir também como uma barreira que divide
partes da sala de aula, quando se desenha colegas ou professor indica bom vínculos com os
mesmo, as portas e janelas frequentemente está ligada a essa criança sentir-se fecha ou não
em sala de aula, e laminas ou enfeites quando desenhados geralmente indicam um vinculo
obsessivo e ritualista com o contexto da sala de aula.

Possíveis localizações na sala de aula – Nesse quesito é importante observar por quem foi
escolhido o local a qual a criança senta em sala de aula, dependendo de quem foi a escolha,
a posição em frente pode significar uma participação ativa na aula, ou um castigo, no fundo e
nas laterais quase sempre indica retração ou desestímulo com a não participação ativa em
aula, mas deve-se levar em consideração o tamanho e o que levou essa criança a esses
locais, enquanto que no meio indica geralmente um vinculo mediano.

Comentários sobre a sala de aula – Os comentários permitem perceber com clareza quatro
possíveis atitudes da criança ao contexto físico e humano da sala de aula: aceitação,
rejeição, indiferença e objetividade. A aceitação indica um vinculo positivo, mas pode
também uma passividade em sua adequação; a rejeição implica numa relação negativa, mas
também pode indicar um desejo de mudança nesse contexto seja essa mudança física ou
humana; a indiferença é uma forma de rejeição dissimulada, enquanto a objetividade é um
vinculo maduro, que entende a um eu desenvolvido que adquiri experiências de
aprendizagem.

A escolha do lugar em sala de aula – nesse item podemos nos certificar de quais normas
regem o grupo, e eventualmente a instituição educativa em sua totalidade sendo importante
também o conhecimento do funcionamento grupal em sala de aula.

Aceitação do lugar – Importante observar se a aceitação desse lugar é efetivamente o qual


ele deseja, pois essa coincidência pode ser benéfica para a aprendizagem. Enquanto a
rejeição que pode ser manifestada ou latente, pode levar essa criança a produzir verdadeiros
obstáculos para aprender. A indiferença mostra-se uma rejeição encoberta, uma atitude de
desprezo a tudo que é relativo ao processo ensino-aprendizagem.

Com os colegas – é importante observar como as crianças chegaram até esse grupo, se esse
grupo contempla ambos os sexos, se do mesmo sexo, se a escolha foi espontânea, isso
mostra a aceitação ou rejeição grupal, e as figurais as quais a criança se identifica,
demonstra também uma forma de controle do docente e outros aspectos, é útil saber como
é vivido esse entorno e cada um dos membros do mesmo.

Em suma a planta da sala de aula permite observar predominantemente duas coisas:


a apresentação que a criança tem da mesma quanto a campo físico e a representação que
pode ser objetiva ou não da dinâmica. Sendo de grande valia para o psicopedagogo o estudo
dessa ferramenta, que poderá traçar um plano de intervenção adequado para algum
problema de aprendizagem relacionado a questões de sala de aula.

3 - 2ª Parte – Vínculos Familiares

3.1 A planta da minha casa

Grupo: Jaires Sabriny A. Ferreira


Ligiane De O. Silva
Mayara De Lourdes

O objetivo desta atividade é aprender a conhecer a representação do campo


geográfico do lugar onde se mora e a localização real dentro do mesmo. Os materiais usados
pelo individuo serão folhas tamanho sulfite, lápis preto, borracha e régua.
O procedimento, primeiramente será pedido para que o entrevistado desenhe a
planta da sua casa, em seguida propõe-se que coloque os nomes em cada cômodo da
mesma, depois se pergunta ao entrevistado se ele gostaria mais de usar outro quarto, ou
dividi-lo com outra pessoa, no caso dele ter irmãos ou outros familiares e porquê. Por ultimo
faz-se perguntas complementares e convenientes.
Os fundamentos da observação do desenho, é que a casa é o lugar mais significativo,
é onde o sujeito aprende e estuda. Estas aprendizagens estão vinculadas tanto as pessoas
como aos lugares físicos nos quais se produzem. Muitas vezes percebe-se nas plantas das
casas desenhadas pelas crianças, como a distribuição dos quartos não tem nada a ver com as
comodidades reais, por exemplo uma criança quando esta situada longe do quarto dos pais
ou como duas crianças de sexos distintos ocupam o mesmo quarto, enquanto há quartos
que permanecem vazios. Também é interessante sitar que os espaços físicos não são apenas
espaços físicos, eles estão carregados de emoções, muitas vezes dado pela dinâmica e pelas
normas do contexto familiar, por exemplo espaços que não podem ser usados ou que
determinadas pessoas da família não podem usar ou que esses espaços não devem ser
usados para fazer alguma atividade.
O vinculo estabelecido em função da permissão e da proibição têm um papel
fundamental na aprendizagem e na escolha vocacional. A casa constitui um cenário
dinâmico que com muita frequência está unido ao lugar de trabalho de ambos ou de um dos
pais como loja, escritório, consultório e etc., onde não só importa o conteúdo da atividade
que é realizada na mesma, como também as operações lógicas, físicas e fantasmáticas
implicadas.
Os indicadores mais significativos onde poderá se fazer as possíveis interpretações,
devem-se observar quais são os detalhes do desenho como: o tamanho da planta, mobílias
dos espaços, inclusão de objetos de enfeites, pessoas, aberturas e espaços fechados e
abertos. Possíveis localizações do próprio quarto como: moradia central ou periférica,
próxima ou distante dos pais, com função única ou múltipla. Comentários sobre o quarto
como: aceitação, rejeição, indiferença e objetividade. Se a escolha do quarto foi feita pelo
ocupante, pelos pais ou grupo familiar. O lugar de estudo como: mobílias, isolamento-
integração, iluminação, materiais e disponibilidade de horários.
Com o resultado se faz as possíveis interpretações para que se faça uma analise
detalhada de como aquele individuo se sente em relação a planta de sua casa, quais os
significados de seus desenhos e comentários, podendo chegar ao núcleo do problema, para
então se preciso intervir com o individuo.

3.2 Os quatro momentos de um dia

Grupo: Jéssica Cavalcante


Danielli Lima
José Walter

Nome dado a uma técnica adaptada de O Desenho em Episódio do qual o autor não
se conhece. Os objetivos da técnica é investigar como se da os vínculos ao longo do dia. Para
tal, são necessário folhas sulfite e lápis grafite.
O facilitador dobra a folha de sulfite em quatro partes iguais e pede para a pessoa
fazer o mesmo e orienta a fim de que desenhe em cada quadro um momento diferente do
dia, em seguida é pedido que mencione os acontecimentos, mediante as respostas do
entrevistado pode-se fazer perguntas no intuito de obter mais detalhes.
Nesta atividade estão presentes as operações cognitivo-afetivas: “hierarquia de
momentos e relação de ordem temporal”, o que contribui para a identificação de
indicadores significativos são eles: adequação de ordem, momentos escolhidos, atividade
realizada, pessoas, campo geográfico da cena, objetos do ambiente, detalhes do desenho e
sequencia dos momentos.
Os indicadores significativos de maior relevância desta técnica são as três diferentes
sequencias: espaciais, temporais de relatos. O entrevistador deve observar se existe
concordância do tempo e espaço com relação aos relatos do entrevistado de modo à
compreender os aspectos de mobilidade mental, permanência de critério, criatividade,
aprendizagem e preferências do entrevistado.
3.3 Família educativa

Grupo: Flávio Rodrigues


Jacqueline Oliveira
Maria Aline

A família constitui o meio onde se constroem as aprendizagens mais fundamentais,


o amor entre os pais gera na família um ambiente que facilita a educação e o serviço aos
próximos, porém são os pais os primeiros e principais educadores de seus filhos. A família
educativa consiste em possuir uma se as perguntas que forem consideradas convenientes.
Ordem e forma de administração própria têm uma finalidade distinta, que consiste em
descobrir a representação que o entrevistado faz do que os membros do grupo familiar
sabem e do modelo de aprendizagem que os mesmos possuem e transmitem. O objetivo é
estudar o vínculo da aprendizagem com o grupo familiar e cada um dos integrantes do
mesmo. Pede-se ao entrevistado que ele desenhe sua família. Cada um fazendo o que sabe
fazer, terminado o desenho, solicita-se que indique a idade e o nome de cada um,depois
solicita-se que comente o que cada pessoa está fazendo,pergunta-se o que sabe fazer, se
ensina para alguém e como realizam.
É de suma importância sabermos que a família constitui o meio onde se constroem
as aprendizagens mais fundamentais, pois os vínculos de aprendizagem vão exercer uma
notável influência sobre o estilo de adquirir conhecimentos e destrezas,assim como
também,para que alguns conteúdos e destrezas seja hierarquizados e outros não. Os
indicadores mais significativos são, no desenho a atividade de cada personagem e objetos
com os quais realiza a atividade.
No relato a idade e sexo do personagem, relato do processo de execução ou relato
do produto final e a relação de parentesco com o entrevistado. Existe um significativo
número de provas cujo objetivo consiste em estudar os vínculos familiares, é importante
saber que no desenho realizado a localização na folha, tamanho do desenho, posição dos
personagens, pois são indicadores que adequadamente estudados pode dar uma riquíssima
informação sobre os vínculos de aprendizagem promovidos e inibidos no meio familiar. “O
amor entre os pais gera na família um ambiente que facilita a educação e o serviço aos
próximos, pois são os pais são os primeiros e principais educadores dos seus filhos”.

4 3ª Parte – Vínculos consigo mesmo

4.1 – O desenho em episódios


Grupo: Aluízio Firmino
Maria Zuleide Lima
Vânia Rodrigues
O desenho em episódios faz parte dos 10 testes projetivos em desenho, nos quais
podem analisar a rede de relações vinculares que o sujeito estabelece em três domínios, o
domínio familiar, o domínio escolar e o domínio consigo mesmo. O desenho em episódio
está inserido no domínio consigo mesmo.
Também chamado um dia de descanso, o desenho em episódio é uma das técnicas
psicopedagógicas utilizada na investigação dos vínculos que o sujeito estabelece consigo
mesmo e com sua aprendizagem, considerando a afetividade e o desenvolvimento cognitivo.
Nesta técnica, observa-se também os indicadores gráficos vinculados ao tempo, ao espaço, e
à causalidade. O autor desta técnica é desconhecido, contudo, foi aplicado no serviço
médico-pedagógico de Genebra por A. Jaeggi. Na argentina esta técnica foi ensinada pela
Dra. Elsa Schmid em dois seminários, “O funcionamento Mental (Desenvolvimento Normal e
Patológico) e o “O Psicodiagnóstico do funcionamento Mental “, no centro de Estudos
Paicopedagógicos.
Para a Dra. Schmid a finalidade do desenho em episódios é investigar os vínculos
que o sujeito aprendente estabelece consigo mesmo e com a sua aprendizagem e também
com a relação dos aspectos distintos que constituem os vínculos com o tema escolhido,
permite também vários eixos de interpretação como a representação do tempo e espaço o
tema, os afetos os elementos relacionais e sociais e o movimento identificatório (identidade
e identificação), termos Piagetianos. Ressalta ainda a vantagem deste teste que é chamar o
mundo interno do sujeito, como a expressão dos afetos, sem utilizar intermediários.
O material usado nesta técnica consiste de um lápis preto e uma folha de papel A4. O
procedimento consta de 3 partes, dá-se da seguinte maneira ; 1) dobra-se a folha de papel
em seis partes na frente do sujeito em estudo. 2) Pede que ele conte uma história ,(num dia
de descanso), ele deverá desenhar tudo o que acontecer desde a hora que ele se levantar de
manhã e sair até a hora de seu retorno., mostrando a parte superior da esquerda e por
último a parte inferior da direita. 3) O entrevistador não deve interromper e nem interferir
no desenho do sujeito entrevistado.
E, finalizando o procedimento desta técnica, o entrevistador fará análise do desenho,
observando todos os distintos eixos de interpretação já mencionados neste resumo.

4.2 - O dia do meu aniversário

Grupo: Erília Pereira


Josineide Barbosa

Nas Técnicas Projetivas geralmente são utilizados recursos provenientes da prática


psicológica e aos resultados obtidos é dada uma interpretação em função da perspectiva
Psicopedagógica. Estes recursos entre outros permitem investigar essa dimensão no que se
referem aos vínculos, os aspectos e características do vínculo de aprendizagem, também as
circunstâncias em que o mesmo se produz, como são sentidos pode ser parcial ou
totalmente desconhecidas por quem os vivencia.

Desse modo, não só interessa saber qual o vínculo que o sujeito estabelece com o
docente, a sala de aula, os companheiros e a escola, como também importa a relação com
os adultos significativos que lhe oferecem modelos de aprendizagem. Os testes podem
classificar-se por suas características externas, pelo modo de aplicação e pelo aspecto
avaliado e tem um objetivo geral de investigar a rede de vínculos que um sujeito pode
estabelecer em três grandes domínios; o escolar, o familiar e o consigo mesmo e em cada
um desses domínios com diferenças individuais é possível reconhecer três níveis em relação
ao grau de consciência que são : O nível consciente, pré consciente e inconsciente.

A técnica “ O Dia do meu Aniversário” tem objetivo de conhecer na criança a


representação de si mesmo em seu contexto físico e sócio dinâmico em um momento de
transição de uma idade a outra tendo como materiais utilizados, folhas tamanho sulfite, lápis
preto, borracha; Durante o procedimentos é solicitado que o entrevistado faça um desenho
do dia do aniversário de um menino( Ou menina conforme o sexo).Se desenhou outra
pessoa questiona-se o sexo; Se desenhou outras pessoas pergunta-se a idade com relação a
idade com quem faz aniversário.

Os fundamentos dessa técnica facilita conhecer a relação que se estabelece consigo


mesmo, sendo assim a representação gráfica deste momento de transição de uma idade
para outra evidencia o processo de aprendizagem como potencial instrumental do próprio
eu e das inspirações futuras. É importante levar em conta o meio social e cultural que
pertence o entrevistado e, em outros casos, é relevante o lugar que ocupa a família.

4.3 - Em minhas férias

Grupo: Juliana Henrique De Assis Albuquerque


Luciana Xavier
Marina Almeida Coelho

Com base no texto Nas Minhas Férias, pode-se destacar a relevância das técnicas projetivas
psicopedagógicos para essa atividade. Pois, em comum com o desenho foi a descoberta do que o
mesmo se interessava. Desta forma, a técnica tem como objetivo estudar as atividades escolhidas
durante o período de férias escolares.

Entende-se que as férias é um período onde costumamos fazer aquilo que desejamos ou
gostamos de fazer, aquelas atividades que normalmente não dispomos de tempo para realizá-las.
Este momento representa um espaço psicológico de despreocupação e perda de tensão, como
também podem significar um tempo vazio, de não saber o que fazer e de angústia. Sabe-se que
através dessa técnica, pode ser percebido os indicadores mais significativos. A conversa dita durante
o relato, bem como, alguns significados dos indicadores, ou seja, o desenho feito pelo indivíduo, irá
retratar o que acontece ou que gostaria de realizar durante este período. Assim, podemos observar
suas possíveis projeções, como no caso de Fernando, onde os pais procuraram um psicopedagogo
para descobrir as habilidades dele com o intuito de evitar acontecer com ele o mesmo que ocorrera
ao seu irmão que acabou cursando algo que não era do seu interesse.

Sendo assim, a técnica “nas minhas férias” possibilita aos psicopedagogos extrair
informações não claras em outras técnicas, permitindo assim, complementar de forma contundente
o processo avaliativo.

4.4 – Fazendo o que mais gosto

Grupo: Clarice Meireles


Estefânia Oliveira
Liliane Cunha

As técnicas projetivas psicopedagógicas objetivam estudar as redes de vínculos que


um sujeito estabelece em três grandes domínios: o escolar, o familiar e o consigo mesmo.
A técnica projetiva fazendo o que mais gosto objetiva investigar no inconsciente, pré-
consciente e consciente, o tipo de vínculo que o sujeito possui consigo mesmo em termos de
seus gostos, interesses, necessidades e limitações internas e externas na aprendizagem.
Para a realização da atividade faz-se necessário à utilização de alguns materiais
específicos, que são eles: folha do tamanho sulfite, lápis preto e borracha. Durante a
realização é solicitado que o indivíduo se desenhe fazendo o que mais gosta. No momento
da aplicação são realizadas algumas perguntas complementares que o aplicador julgue
necessário, tais como: comentar o que estar ocorrendo no desenho, onde está acontecendo
e quando acontece a cena desenhada. E assim, será possível extrair o tipo de atividade que o
sujeito investigado mais gosta de realizar.
Na análise da produção é importante considerar os indicadores mais significativos
que serão divididos em: durante a produção (indecisão na escolha do tema, o ato de apagar
com mudança de tema, ato de apagar objetos sem mudar o tema), durante a verbalização
(coerência do relato, coerência entre relato e desenho, contexto espacial e temporal em que
ocorre a cena).

5 – A proposito das Técnicas Projetivas Psicopedagógicas

Grupo: José Pereira De Oliveira


Thiago Henrique Albuquerque
Segundo Visca (2009) nenhuma área do conhecimento pode progredir se não tiver
um objeto de estudo de forma claramente definido e que está precisa ter instrumentos
próprios. Visca desde o inicio de sua carreira como psicopedagogo buscou delimitar o
objeto de estudo de sua práxis profissional e buscou especificar instrumentos para a sua
atuação profissional e para a investigação de todas as possíveis demandas
psicopedagógicas mediante necessidade. Visca primeiramente preocupou-se em criar
um instrumento que facilitasse a investigação do modelo de aprendizagem do individuo
com dificuldade na mesma, onde criou a Entrevista Operativa Centrada na Aprendizagem
(EOCA), este instrumento nos dava a possibilidade de delimitarmos o primeiro sistema
de hipótese, nas quais no decorrer do processo de avaliação confirmar-se-iam ou não
através da aplicação de outros instrumento psicométricos, cognitivos, projetivos e etc.
De inicio Visca percebeu que as técnicas projetivas estavam mais voltados para os
aspectos da personalidade do individuo avaliado se comparado ao mais importante, ao
processo de aprendizagem. Visca então preferiu pensar uma nova linha teórica, com a
intenção de ver a projeção de outro ponto de vista, onde surgiu a Epistemologia
Convergente, na qual Visca se baseou nos conceitos da Psicanálise (Freud), Psicologia
Genética (Jean Piaget) e Psicologia Social (Pichon-Rivière), Visca propôs que com a junção
destas três linhas teóricas as técnicas projetivas teriam uma visam mais ampla e eficaz à
respeito do processo avaliativo da aprendizagem, possibilitando aos educadores refletir
sobre os diversos problemas da aprendizagem e do ensino.

REFERÊNCIA:
VISCA. Jorge. Técnicas Projetivas Psicopedagógicas e Pautas Gráficas para sua
interpretação. 1ª edição - Bueno Aires: Visca & Visca, 2008.

Você também pode gostar