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Instituto Superior de Contabilidade e Auditoria de Moçambique

Curso: Contabilidade e Auditoria

Disciplina: Planeamento e controlo de Auditoria

Ano de Frequência: 3º

Turma: 2 Pós-Laboral

Tema: Avaliar a continuidade da empresa

Docente: Dra. Deolinda Sinate

Discente:

Armindo Albino Sitoe

Celeste Macuacua

Edson Munjovo

Paulino Samuel Chirindza

Maputo, Agosto de 2021


Resumo

Este trabalho investigativo foi elaborado com o intuito do aprofundamento, aperfeiçoamento e o


conhecimento académico, pesquisando um tema que contribuísse de alguma maneira, para a
melhoria da área em questão. Também teve a intenção de contribuir na análise do Sistema de
organização administrativa como os respectivos regimes jurídicos adoptados. Procura-se, na
presente pesquisa, proporcionar uma reflexão sobre a avaliação da continuidade da empresa.
Olhando os indicadores como base passe para se verificar se a empresa apresenta as
demonstrações financeira para que consiga dar seguimento ao princípio contabilístico que é o
princípio da continuidade. Para tal, realizaram-se pesquisas bibliográficas sobre os principais
conceitos, âmbito, objectivos e funções.

Palavras-chave: Continuidade, Empresa, Indicadores.

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Índice
Resumo.........................................................................................................................................................i
1. CAPITULO I.......................................................................................................................................1
Introdução...................................................................................................................................................1
1.1. Contextualização do tema............................................................................................................1
1.2. Problema......................................................................................................................................2
1.3. Delimitação do tema....................................................................................................................2
1.4. Objectivos....................................................................................................................................3
1.4.1. Objectivo Geral....................................................................................................................3
1.4.2. Objectivos Específicos.........................................................................................................3
2. CAPITULO II......................................................................................................................................4
Revisão da Literatura..................................................................................................................................4
2.1. Conceito.......................................................................................................................................4
2.2. O auditor e a continuidade das empresas.....................................................................................4
2.2.1. Indicadores Financeiros.......................................................................................................5
2.2.2. Indicadores Operacionais.....................................................................................................5
2.2.3. Indicadores Externos............................................................................................................6
2.2.4. Outros Indicadores...............................................................................................................6
2.3. Circunstâncias atenuantes à dúvidas de continuidade..................................................................6
2.4. Procedimentos adicionais de Auditoria........................................................................................6
2.5. Responsabilidade do Auditor.......................................................................................................7
2.6. Responsabilidades da Administração...........................................................................................8
2.7. Efeito da opinião do auditor com incerteza der continuidade para a tomada de decisões............8
2.7.1. Efeito para os investidores...................................................................................................9
2.7.2. Efeito para as entidades financeiras...................................................................................10
2.8. Acontecimentos Subsequentes...................................................................................................10
2.9. Erros na Emissão de Opinião com incertezas de Continuidade..................................................11
3. CAPÍTULO III..................................................................................................................................12
Metodologia da pesquisa do trabalho.......................................................................................................12
3.1. Tipo de pesquisa........................................................................................................................12
3.2. Instrumento de recolha de dados................................................................................................12
3.2.1. Pesquisa bibliográfica........................................................................................................12

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3.3. Delineamento da pesquisa..........................................................................................................12
3.4. Colecta e análise de dados.........................................................................................................13
3.5. Tipos de dados...........................................................................................................................13
3.5.1. Análise dos dados..............................................................................................................13
4. CAPITULO IV..................................................................................................................................14
4.1. Considerações finais..................................................................................................................14
5. Referências bibliográficas.................................................................................................................15

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1. CAPITULO I

Introdução

1.1. Contextualização do tema

O tema sobre o qual nós vamos debruçar estrutura-se no pressuposto fundamental subjacente
à elaboração das demonstrações financeiras – o princípio da continuidade da actividade das
empresas.
“Uma empresa quando é constituída, assume imediatamente um ciclo de vida, que em
situações normais tem três fases diferentes, a primeira fase é a de
desenvolvimento/crescimento, que consiste na parte inicial da vida de uma empresa,
compreendendo a sua criação, iniciação de laboração e desenvolvimento dos primeiros
produtos. A segunda fase é a de maturidade, que consiste no período de vida em que a
empresa atinge o seu auge. E por fim, a fase de declínio, período de vida da empresa em que
a sua sobrevivência está em causa” (Machado, 2008).

Não existe uma delimitação no tempo destas três fases da vida da empresa, pois é
extremamente difícil conseguir definir quando é que uma empresa passa de uma fase para
outra, ou conseguir definir em que período se encontra.
“A Contabilidade como ciência que tem como objectivo o registo de todos os factos
patrimoniais da vida da empresa, segue o conceito de ciclo da vida das empresas. Isto é, a
contabilidade e os normativos legais que a sustentam, têm como pressuposto uma base de
continuidade da actividade das empresas, ou seja, existe a definição a prior de que a empresa
se encontrará em continuidade, até que, a sua fase de declínio seja minimamente observada”
(Machado, 2008).

O presente trabalho debruçar-se-á da Continuidade de uma entidade, em específico, tratará da


abordagem por parte do auditor ao pressuposto de continuidade, que está subjacente à
preparação das demonstrações financeiras de qualquer empresa.

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1.2. Problema
Segundo Marconi e Lakatos (2003, p. 126), o problema consiste em um enunciado explicitado de
forma clara, compreensível e operacional, cujo melhor modo de solução ou é uma pesquisa ou
pode ser resolvido por meio de processos científicos.
De acordo com PGC – NIRF (2009, paragrafo 21), As demonstrações financeiras são geralmente
preparadas no pressuposto de que a entidade tem operado continuadamente e que continuará a
operar no futuro previsível. Assim, assume-se que a entidade não tem intenção, nem necessidade,
de cessar as suas operações ou de reduzir significativamente o seu volume. Se tal intenção ou
necessidade existir, as demonstrações financeiras podem ter que ser preparadas numa base
diferente e, nesse caso, a base usada deve ser divulgada.
O problema da maior ou menor concentração ou desconcentração existente não tem nada a ver
com as relações entre o Estado e as demais pessoas colectivas.
Diante do retro exposto o problema que se coloca é: O que pode afectar uma empresa para que
não dê continuidade das suas actividades?

1.3. Delimitação do tema


Segundo Marconi e Lakatos (2003, p. 162), a escolha de um tema representa uma
delimitação de um campo de estudo no interior de uma grande área de conhecimento, ou seja,
significa seleccionar um assunto de acordo com as inclinações, as possibilidades, as aptidões
e as tendências de quem se propõe a elaborar um trabalho científico; encontrar um objecto
que mereça ser investigado cientificamente e tenha condições de ser formulado e delimitado
em função da pesquisa. Assim sendo, o presente trabalho versa sobre “Avaliar a continuidade
da empresa”, e para melhor compreensão dar-se-á uma contextualização da continuidade
seguindo se por olhar a continuidade face a auditoria, mencionar-se-á os indicadores para a
continuidade da empresa, bem como efeito da opinião do auditor com incerteza der
continuidade para a tomada de decisões e os acontecimentos subsequentes. Portanto, a
pesquisa não pretende adentrar nos aspectos filosóficos ou políticos que o tema possa ensejar.

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1.4. Objectivos
Segundo Carvalho (2009) os objectivos definem as linhas de prossecutiva a desenvolver que
proporcione valor acrescentado a situação de partida. Nesta ordem de ideia, formulamos os
seguintes objectivos:

1.4.1. Objectivo Geral


 Explicar a importância do auditor face à continuidade.

1.4.2. Objectivos Específicos


 Identificar a responsabilidade do auditor e do órgão de gestão na continuidade;
 Indicar os procedimentos de auditoria;
 Explicar os efeitos da opinião do auditor face à continuidade.

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2. CAPITULO II

Revisão da Literatura

2.1. Conceito
Continuidade é um princípio fundamental na preparação de Demonstrações Financeiras e, é da
responsabilidade de Gestão avaliar a capacidade da entidade prosseguir em continuidade. No
âmbito contabilístico, o princípio da continuidade está regulamentado no Decreto nº70/2009, de
22 de Dezembro, onde se clarifica que as Demonstrações Financeiras geralmente são preparadas
no pressuposto de que a entidade tem operado continuamente e que continuará a operar no futuro
previsível.

O conceito básico diz que sempre que um negócio é aberto a vida útil dele é indeterminado e
pensado em longo prazo. Assim, assume-se que a entidade não tem intenção nem necessidade de
cessar as suas operações, ou de reduzir significativamente o seu volume. Se tal intenção ou
necessidade existir, as DF deverão ser preparadas numa base diferente, e nesse caso a base usada
deve ser divulgada.

2.2. O auditor e a continuidade das empresas


De acordo com a ISA 1, Apresentação das Demonstrações Financeiras, uma entidade deve
divulgar, nas notas, informação acerca dos principais pressupostos relativos ao futuro, e outras
principais fontes da incerteza das estimativas à data do Balanço, que tenham um risco
significativo de provocar um ajustamento material nas quantias registadas de activos e passivos
durante o próximo ano financeiro.

A Auditoria como actividade que tem por objectivo verificar a fiabilidade da informação
financeira, no que toca à continuidade das empresas, tem um papel preponderante na
confirmação da existência ou não de incertezas da continuidade de uma determinada empresa. A
continuidade é uma das questões que pode gerar conflitos de interesses entre os gestores e dono
do capital, uma vez que a estes últimos interessa uma gestão que garanta a continuidade da

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rendibilidade do capital a longo prazo, enquanto aos gestores, por vezes, só interessa a
rendibilidade imediata, mesmo que a continuidade não esteja assegurada.

Existem condições ou acontecimentos que de forma individual ou colectivamente podem lançar


dúvidas acerca do pressuposto da continuidade, e que é preciso que se esteja atento. São eles:

2.2.1. Indicadores Financeiros


 Capitais próprios negativos ou passivo corrente superior ao activo corrente;
 Empréstimos obtidos a prazo fixo, próximos da maturidade sem perspectivas
realistas de reforma ou de reembolso, ou confiança excessiva em empréstimos
obtidos a curto prazo para financiar activos a longo prazo;
 Substanciais perdas operacionais;
 Indícios de retirada de apoio financeiro por financiadores e outros credores;
 Fluxos de caixa operacionais negativos indicados por demonstrações financeiras
históricas ou prospectivas;
 Dividendos em atraso ou a sua descontinuidade. Incapacidade de pagar aos
credores nas datas de vencimento;
 Perdas operacionais substanciais ou deterioração significativa no valor dos activos
usados para gerar fluxos de caixa;
 Dificuldade no cumprimento das condições dos acordos de empréstimos;
 Alteração das condições com os fornecedores passando de transacções a crédito
para transacções com pagamento contra entrega;
 Incapacidade de obter financiamento para o necessário desenvolvimento de novos
produtos ou para outros investimentos essenciais;
 Principais rácios financeiros adversos.

2.2.2. Indicadores Operacionais


 Perda de elementos-chave na Administração sem modificações ou substituições
imediatas;
 Perda de um mercado, de um privilégio (franquia), de uma licença importante ou do
principal fornecedor.

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 Dificuldades de manter mão-de-obra essencial para a manutenção da actividade.

2.2.3. Indicadores Externos


 Nova legislação;
 Perda de franchising ou patentes;
 Litígios;
 Perda do principal cliente ou fornecedor.

2.2.4. Outros Indicadores


 Incumprimento de normas legais, regulamentares e estatutárias;
 Acções legais pendentes contra a entidade que possam, se tiverem êxito, resultar em
sentenças que não possam ser cumpridas;
 Mudanças das políticas governamentais que afectam a entidade.

2.3. Circunstâncias atenuantes à dúvidas de continuidade


 A alienação de activos;

 A renegociação dos planos de reembolso das dívidas;

 A obtenção de capital adicional;

 Similarmente, a perda de um dos principais fornecedores pode ser atenuada pela


disponibilidade de uma fonte de abastecimento alternativa e conveniente.

2.4. Procedimentos adicionais de Auditoria


Quando se identifiquem acontecimentos ou condições que criam dúvidas para a continuidade
da entidade o auditor pode adoptar os seguintes procedimentos:

 Analisar e debater com a gerência as previsões relevantes de fluxos de caixa, de


resultados e outras;

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 Analisar e debater as mais recentes demonstrações financeiras intercalares
disponíveis da entidade;
 Rever as condições dos acordos obrigacionistas e de empréstimos e determinar se
quaisquer delas foram ou não desrespeitadas;
 Ler as actas das reuniões de accionistas, do conselho de administração e de
importantes comissões relativamente a referências de dificuldades financeiras;
 Questionar o advogado pela entidade com respeito à existência de litígios,
reclamações e a razoabilidade das avaliações da gerência do seu efeito e a estimativa
das suas implicações financeiras;
 Confirmar a existência, a legalidade e a força vinculativa dos acordos para
proporcionar ou manter apoio financeiro com terceiros ou com partes relacionadas e
avaliar a capacidade financeira de tais partes para fornecerem fundos adicionais;
 Considerar os planos da empresa para tratar encomendas de clientes por satisfazer;
 Rever os acontecimentos após o fim do período que de qualquer forma afectem a
capacidade da entidade para prosseguir a continuidade.

2.5. Responsabilidade do Auditor


A continuidade apresenta-se sempre como uma matéria sensível a Auditoria, e é nos dias de
hoje, a forma encontrada para que seja garantida a fidelidade de qualquer procedimento, quer
seja em termos financeiros, contabilísticos, fiscais, de marketing ou de qualidade.

Na sustentação da decisão do auditor está todo um conjunto de trabalhos que são necessários
realizar e que obviamente estão sustentados com normas e regras legais. Neste sentido, na
realização deste trabalho o auditor terá que ter particular atenção, no que respeita ao
pressuposto de continuidade, ao Decreto nº70/2009, de 22 de Dezembro e à norma de
auditoria ISA 570 – Continuidade.

Assim, a responsabilidade do Auditor é:


 Considerar a adequação do uso pela gerência do pressuposto da continuidade na
preparação das demonstrações financeiras, e considerar se existem ou não incertezas

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materialmente relevantes acerca da capacidade em prosseguir como continuidade que
necessita de ser divulgada nas demonstrações financeiras.
 Exercer o seu dever de vigilância e de prevenção, relativamente ao que concerne à
execução das suas competências, u seja, o exame às contas da sociedade, na qualidade
de órgão fiscalizador.

 A falta ou omissão de qualquer referência à incerteza de continuidade no relatório do


Auditor não pode ser vista como uma garantia da capacidade da entidade de
prosseguir em continuidade.

2.6. Responsabilidades da Administração


 Dever de cuidado, revelando a disponibilidade, a competência técnica e o
conhecimento da actividade da sociedade adequados às suas funções e
empregando nesse sentido a diligência de um gestor criterioso e ordenado; e
 Dever de lealdade, no interesse da sociedade, atendendo aos interesses de longo
prazo dos sócios e ponderando os interesses dos outros sujeitos relevantes para a
sustentabilidade da sociedade, tais como os seus trabalhadores, clientes e
credores.

2.7. Efeito da opinião do auditor com incerteza de continuidade para a tomada


de decisões
Efeito da opinião do auditor com incertezas de continuidade para a tomada de decisão
Importa aqui salientar que na observação de uma opinião com incertezas de continuidade os
utilizadores dessa informação, estão preocupados com o facto de a empresa se encontrar ou
não em perigo de falência (Rodgers et al., 2009).

Existem vários utilizadores da informação financeira, todavia, apenas aqui nos iremos
debruçar mais nos investidores, detentores do capital da empresa e nas instituições
financeiras, que garantem o financiamento às empresas atendendo às necessidades.

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2.7.1. Efeito para os investidores
Os investidores estão atentos à continuidade da empresa, visto que a rendibilidade da mesma
é o garante da remuneração do capital investido. Caso, a empresa entre numa situação de
incertezas de continuidade da sua actividade, para os investidores esse investimento torna-se
pouco ou nada lucrativo, podendo mesmo vir a perder todo o capital investido.

Segundo (Menon et. Al., 2010), “Há diferentes pontos de vista no que concerne à relevância
do relatório de auditoria com incertezas de continuidade, uns defendem que não tem
relevância visto que os analistas também têm acesso informação financeira da empresa capaz
de tirar as mesmas conclusões, outros defendem que o facto de o auditor ter acesso a
informação privilegiada da empresa enriquece a informação constante do relatório.”
Assim, a relevância do relatório do auditor depende da informação que o mesmo contém.
“Muito dos relatórios de auditoria com incertezas de continuidade referem-se a problemas
financeiros, factos este que pode ser verificado através da observação das demonstrações
financeiras pelos analistas. Contudo, a reacção dos investidores é mais adversa se o auditor
emitir uma opinião com incertezas de continuidade relativa a dificuldades de obtenção de
financiamento” (Menon et al., 2010).

Associado ao tipo de informação que consta do relatório do auditor, também, quanto maior
for o nível de investimento da empresa, mais negativa se torna a reacção do auditor perante
um relatório com incertezas de continuidade.

Existem variações na cotação das acções em bolsa aquando da emissão a uma empresa de um
relatório com incertezas de continuidade, ou seja, existe uma reacção por parte dos
investidores, quase que imediata, na cotação das acções fruto da incerteza expressada pelo
auditor. (O´Reilly, 2010). Não obstante, conclui-se que para além da percepção dos
investidores à opinião com incertezas de continuidade, existem outros factores tais como: a
qualidade do auditor e a experiência do auditor.

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2.7.2. Efeito para as entidades financeiras
“As entidades financeiras recebem o relatório do auditor como uma fonte adicional da
situação actual da empresa, afectando a sua valorização. Desta forma, no que respeita à
tomada de decisões, olham para os relatórios com incertezas de continuidade de uma forma
negativa, pressupondo que existe um aumento do risco de crédito, potenciando a diminuição
da concessão de crédito” (Vico et al. 2001).

Este facto advém de considerarem que o risco de incumprimento por parte de uma empresa
que recebe um relatório com incertezas de continuidade ser bastante elevado. Assim, esta
convicção traduz-se num entrave à obtenção de financiamento.
As entidades de crédito olham para as opiniões de continuidade como um filtro no processo
de decisão de concessão de crédito. E, as incertezas de continuidade expressas na opinião do
auditor, são traduzidas automaticamente numa diminuição da credibilidade das
demonstrações financeiras da empresa.

2.8. Acontecimentos Subsequentes


A ISA 560 requer que o auditor efectue procedimentos que forneçam uma segurança aceitável de
que todos os acontecimentos materiais que ocorreram até à data de emissão do relatório de
auditoria sejam identificados. Em seguida apresentamos algumas das situações relacionadas com
acontecimentos subsequentes:

 Revisão dos acontecimentos que ocorreram após a data das demonstrações financeiras,
mas antes da emissão do relatório da auditoria.
 Análise de acontecimentos que ocorreram entre a data do relatório de auditoria e a data
em que as demonstrações financeiras são aprovadas em assembleia – geral.
 Exame dos acontecimentos que ocorreram após a aprovação das demonstrações
financeiras em assembleia – geral.

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2.9. Erros na Emissão de Opinião com incertezas de Continuidade
Existem essencialmente dois tipos de erros que podem ser cometidos por parte do auditor na
emissão de uma opinião de continuidade, erro de tipo I e erro de tipo II.
 O erro de tipo I, é a emissão de uma opinião com incertezas de continuidade e,
subsequentemente, a empresa não se dissolve;
 O erro de tipo II é a não emissão de uma opinião com incertezas de continuidade e a
empresa em período subsequente requerer a sua dissolução.

É importante que o auditor preste especial atenção aos erros do tipo II, pois são estes casos os
mais problemáticos, isto porque, o auditor está a informar o utilizador da informação financeira
de que as peças financeiras demonstram uma imagem verdadeira e apropriada da realidade da
empresa em análise, atendendo às regras, normas e princípios de contabilidade geralmente
aceites e, assim que a elaboração das mesmas tem subjacente a continuidade do exercício do seu
objecto social.

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3. CAPÍTULO III

Metodologia da pesquisa do trabalho


De acordo com Lakatos e Marconi (2003, p.81), “o método é o caminho e os passos para atingir
um determinado objectivo, a técnica é a parte mais material (os instrumentos) que fornece
operacionalidade ao método”.

3.1. Tipo de pesquisa


Ao que concerne à natureza, esta pesquisa é exploratória, pois, tem como objectivo proporcionar
maior familiaridade com o problema, com vista a torná-lo mais explícito ou construir hipóteses.

3.2. Instrumento de recolha de dados


A pesquisa foi realizada recorrendo a um instrumento nomeadamente:

3.2.1. Pesquisa bibliográfica


De acordo com GIL (2009 p.50) “a pesquisa bibliográfica é desenvolvida a partir de material já
elaborado, constituído de livros e artigos científicos”. Na pesquisa bibliográfica buscou-se todos
conceitos relevantes ao tema e a acepção de alguns autores sobre o tema e o problema de
pesquisa. A revisão bibliográfica é vantajosa na medida em que desenvolve, esclarece e modifica
conceitos e ideias, permitindo a formulação precisa de problemas ou hipóteses pesquisáveis,
proporcionam uma visão geral acerca de determinados factos.

3.3. Delineamento da pesquisa


Referenciando à tipologia, esta pesquisa caracteriza-se por ser descritiva, pois, procura descobrir,
com a precisão possível, a frequência com que um fenómeno ocorre, sua relação e conexão com
outros, sua natureza e características. Quanto à abordagem do problema, o estudo utilizou uma
abordagem quantitativa e qualitativa para análise dos dados e para a análise documental. Assim
parte de questões ou focos de interesses amplos, que vão se definindo no transcorrer do estudo.
Portanto, o delineamento estrutura os planos, com a intenção de obter respostas para o problema
em estudo.

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3.4. Colecta e análise de dados
O presente trabalho baseou-se na utilização de uma revisão bibliográfica especializada no tema
ora proposto, bem como na utilização de pesquisas em diversas páginas da web, artigos
relacionados ao tema e de dados secundários.

3.5. Tipos de dados


Os dados primários, considerados neste trabalho, foram aqueles colectados através dos manuais.
Portanto, os dados secundários foram colectados utilizando-se relatórios já publicados.

3.5.1. Análise dos dados


Foi usado o método indutivo, que é um método responsável pela generalização, isto é, parte-se
de algo particular para uma questão mais ampla, mais geral. Para Lakatos e Marconi (2003,
p.86), Indução é um processo mental por intermédio do qual, partindo de dados particulares,
suficientemente constatados, infere-se uma verdade geral ou universal, não contida nas partes
examinadas.

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4. CAPITULO IV

4.1. Considerações finais


Da difícil avaliação da existência ou não de incertezas de continuidade numa empresa, tem sido,
por parte das entidades reguladoras, fazer um esforço no sentido de dar aos auditores
procedimentos e pistas de como avaliar a continuidade de uma empresa. Mesmo assim, têm
surgido na praça pública casos de falências de empresas, em que existem falhas graves na
avaliação da continuidade pelos auditores, como foi o famoso caso da Enron entre outros.

É necessário que exista alguma objectividade e rigor na avaliação da continuidade da empresa,


de modo a evitar falhas que acarretam efeitos bastante complicados para a vida da empresa e
para todos os seus stakeholders.

Não podemos deixar de salientar, a importância que a administração ou gerência têm na


aplicação do pressuposto da continuidade na elaboração das demonstrações financeiras que serão
alvo de análise por parte do auditor e dos restantes utilizadores da informação financeira e,
também, caso a empresa se encontre numa situação de descontinuidade, a importância das
decisões que a mesma terá de tomar para fazer face a uma eventualidade deste tipo.

Da análise efectuada, neste trabalho, é possível verificar a carga de subjectividade que este tema
acarreta e a multiplicidade de factores que podem influenciar não só a progressão da actividade
da empresa como também a avaliação a realizar por parte do auditor.

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5. Referências bibliográficas

 Almeida, Bruno J. M., (2006) O Auditor e a continuidade da empresa – o artigo 35º


do Código das Sociedades Comerciais, Revista Ciências Empresariais e Jurídicas, nº
16;
 Alberto, F., (2005) Information Corporativa: De la Transparencia a la Confianza,
Working Paper, (Universidad Autónoma de Madrid);
 Arnold, Vicky, (1993) Going-concern evaluation: factors affecting decisions, The
CPA Journal, 63, 10;
 Carvalho, J. E., (2009) Metodologia do Trabalho Científico: Formulação dos
problemas e das hipóteses, 2ª Edição, Escolar Editora
 GIL, A. C., (2009) Como Elaborar Projectos de Pesquisa. São Paulo: Editora Atlas
S.A.
 LAKATOS, at al., (2003) Fundamentos de Metodologia Científica. São Paulo: Atlas.
 O’Reilly, Dennis M., (2010) Do investors perceive the going-concern opinion as
useful for pricing stocks?, Managerial Auditing Journal, Vol. 25, N.º 1, pp. 4-16;
 https://ria.ua.pt/bitstream/10773/8945/1/251145.pdf, Acesso em 17 de Agosto de
2021
 Internet. Acesso em 15 de Agosto de 2021
 Decreto nº70/2009, de 22 de Dezembro

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