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[font=Chiller][align=center][hr][/align][align=center][color=darkcyan][b]

[SIZE=23]História[/SIZE][/b][/color][/align][hr][/font]

[color=steelblue][b][align=center]É realmente complicado relembrar o passado. Descrever


todas as sensações e sentimentos sentidos, tudo que foi visto, feito. É realmente algo quase
que impossível, mas eu tentarei. E enquanto todas as imagens passam diante dos meus olhos,
me contornando, me tomando, eu tentarei lhes mostrar tudo que me fez chegar até o que eu
sou hoje, ou que ainda tento ser. Aqui, relembrarei e lhes mostrarei essa história, essa lenda, a
minha história, onde eu sou a lenda. Se ela é ou não verdade, caberá a vocês decidirem...
[/color][/b][/align]

[font=Chiller][color=darkcyan][i][align=right][SIZE=23]O início do caos; Primeiro Capítulo


[/SIZE][/align][/i][/color][/font]

[color=steelblue][b][align=center]Em uma noite fria, onde os ventos correntes gritavam pelo


ar, e se movimentavam por dentro das casas e becos, um choro era ouvido ao longo do
horizonte. Uma criança nascia, protegida pelo manto da noite que cobria seu corpo por
completo, protegendo-a; Ou fortificando-a.

Mesmo assim, havia sido um parto difícil, e por muito pouco o recém nascido resistiu, porém
sua mãe não. Uma certa quantidade de pessoas se empenhou para que aquele nascimento
acontecesse, fora algo digno do orgulho de cada um, pelo menos aparentava.

Mal sabiam eles... Que não tinham dado ao mundo mais um motivo para sorrir... Mas sim,
mais um motivo para chorar. Aquela pequena criança, tão linda, tão inofensiva, teria a
capacidade para fazer tudo e todos decair em dor e tristeza? Veríamos.

Seu nome, Alanian Mythrandir. Vindo de linguagens míticas, significava: “ O guardião “. Mas
afinal, o que ele realmente guardava consigo? Coisas boas, ruins? Era tudo tão incerto que
essa sensação se espalhava pelo ar, e quando seu nome era ouvido ao longe, o vento soprava
mais forte, e o rebatia em forma de protesto, este que causava calafrios a todos que o ouviam.
Algo de muito estranho acontecia naquela pequena cidade do Reino de Enca, que agora,
recebia um novo habitante. Ainda pequenino, não possuía conhecimento de nada, e nem
precisava, pelo menos não por enquanto. Porém, aquele pequeno ser era repleto de
surpresas, e ainda iria mostrá-las a todos.
O nome da cidade era Riese, e se localizava na região Nordeste do Reino de Enca. Era uma
cidade simples, de maioria absoluta de habitantes adultos e idosos, divididos entre agricultores
e comerciantes. Exceto por um, um único homem dessa pequena cidade que se distanciava do
padrão de todos. Seu nome, face, personalidade, tudo era desconhecido. O mínimo e máximo
que se sabia daquele ser, era onde ele habitava, em um grande castelo, quase que em ruínas,
no topo de uma colina, a última e mais alta das colinas da pequena cidade. Uma cidade tão
simples, tão inocente, e ao mesmo tempo... Tão estranha, repleta de mistérios que, por bem
ou por mal, seriam descobertos.[/color][/b][/align]

[font=Chiller][color=darkcyan][i][align=right][SIZE=23]Areias do tempo; Segundo Capítulo


[/SIZE][/align][/i][/color][/font]

[color=steelblue][b][align=center]O tempo passou, se arrastou. Movimentou-se por entre cada


uma das vidas daquela pequena cidade. Mas em especial, pela vida de um ainda tão pequeno
ser chamado... Alanian.

A princípio, era de se esperar que o garoto tivesse uma infância simples, como qualquer uma.
Iria estudar em casa, com seu próprio pai e às vezes com ajuda de seu tio. A verdade, é que
tudo que seria dito e ensinado para ele, haveria de ter sido inútil. Ele jamais usaria qualquer
coisa que aprendeu ali, sua vida tinha outro propósito, outro foco, outro objetivo. Algo bem
distante de educação, e que não poderia ser aprendido facilmente.

Logo, Alanian começou a se desinteressar cada vez mais pelas coisas simples, havia adquirido
uma opinião já formada sobre algumas coisas a sua volta. Não desejava mais estudar, nem
muito menos continuar a aprender, teoricamente achava que já possuía o intelecto necessário,
o suficiente. Agora, ele desejava aprender coisas as quais, para ele, valessem à pena.

Porém não era sobre apenas isso que o garoto havia formado opiniões. Sua mente e
personalidades começavam a mudar drasticamente, em forma gradativa. Para ele, tudo e
todos naquela pequena cidade se tornavam cada vez mais uma completa inutilidade para ele.
Exceto uma pessoa, a qual ele ouvia rumores a todo o tempo, a todo momento; O velho da
colina.

Seus olhos brilhavam ao ouvir histórias sobre o mesmo. Seu senso de curiosidade aumentava
cada vez mais, e seu corpo palpitava ao imaginar o que aquele velho poderia ser, o que ele
poderia lhe apresentar. E com isso, o garoto ia deitar-se todas as noites, sonhando.
Imaginando-se voando para o horizonte, em busca de coisas que realmente o interessavam, o
faziam ficar estático de excitação. E por mais que isso por enquanto, fosse inalcançável, era
isso que ele queria, com certeza.[/color][/b][/align]
[font=Chiller][color=darkcyan][i][align=right][SIZE=23]O demônio de Riese; Terceiro Capítulo
[/SIZE][/align][/i][/color][/font]

[color=steelblue][b][align=center]Lentamente, aquela criança adormecida eternamente em


sonhos fúteis ia se esquecendo de seus focos. Passavam-se anos e algumas coisas se tornavam
mais claras para Alanian. Seu convívio com seu pai e com todos da cidade já estava sendo
exageradamente forçado. O garoto não conseguia sequer olhar no olho de algum deles.
Pouquíssimas palavras eram trocadas entre eles. E mais parecia que Alanian não possuía
sentimentos, que era um ser completamente vazio, sem princípios, virtudes ou qualquer
coisa... Humana.

Mas na verdade, não era nada disso. O garoto ainda mantinha alguns sentimentos por poucas
pessoas daquela tão sensível cidade sim. E esses sentimentos, por mais que fossem quase que
imperceptíveis, existiam.

Havia acabado. Alanian simplesmente não conseguia mais esperar. Precisava suprir sua
abstinência de conhecimentos que ele imaginava existirem. Ele precisava se movimentar, agir
em prol de seus próprios objetivos, e relembrar seus verdadeiros focos!

E com isso... A noite caía. O manto negro eterno cobria e aquecia a pequena cidade de Riese,
que adormecia inocentemente. Enquanto isso, um olhar podia ser visto entre vultos de
escuridão, pequenos e rápidos passos, que se moviam por entre as ruas e calçadas, com um
destino tão almejado, esperado.

Ao chegar às colinas mais altas, aqueles passos sentiam o vento frio da noite arranhar seu
rosto, como um singelo pedido para que esses se retirassem. Ignorado. Corpo e mente agiam
juntos mais do que nunca, para que finalmente aqueles ansiosos passos atingissem seu
objetivo. O ponto mais alto, da colina mais alta, no local mais tenebroso, e ao mesmo tempo
mais misterioso. Era por aquilo que ele havia esperado, era aquilo! Seus olhos brilhavam ao ver
que não era nada do que se imaginava, era maior, melhor, era perfeito.

Seus olhos, ainda assustados, porém vislumbrados eram seguidos de passos lentos, cautelosos.
O ranger da enorme porta ecoava por todos os cantos daquilo que mais parecia ser um lugar
abandonado, repleto de sujeira, poeira e estruturas quebradas. Por um momento, por um
milésimo de segundo, um desânimo absurdo tomou conta de todo o corpo daquele pequeno
ser, que chegou a pensar na destruição de todos os seus sonhos e almejos. Mas nada poderia
abalá-lo em um momento como aquele. Ele estava em completo êxtase, mas não parava de se
movimentar, e mesmo que em passos lentos, ele continuava a caminhar. Ele possuía o tempo
em suas mãos, a noite cobria seus atos imprevisíveis, o acobertava, o protegia, por enquanto.

Atentamente, olhava cômodo por cômodo do castelo. Era na verdade, uma busca eterna por
algo que parecia inexistente, algo que ele jamais iria encontrar. E com isso, suas esperanças e
sonhos começavam a se esvair ao ar, e iam se dispersando lentamente, cada vez mais.

Então, finalmente chegava à talvez o último ponto do castelo no qual não havia olhado, ou
sequer pisado. A cobertura do castelo. Era um lugar estranho, tenebroso, porém de uma
beleza única. Diferente dos outros pontos da casa, este era iluminado, precariamente, mas era.
A luz da lua se projetava por toda aquela área, tornando-a mais bela do que o normal. Com
inúmeras estátuas feitas de gramas, arbustos, troncos, uma mais medonha do que a outra,
aquele lugar recebia um ar especial, um ar que preenchia aquele pequeno garoto
completamente. Eram estátuas aparentemente míticas, de origem desconhecida.

O pequeno garoto ficava estático ao observar tudo aquilo de uma vez só, suas esperanças e
sonhos se acendiam de novo, de forma fulminante. Como se ele soubesse que havia alguém
ali. E então, começara a caminhar novamente por entre as estátuas, suas pequenas mãos
tocavam-nas levemente, de forma gentil, curiosa. Seus olhos não paravam nem mesmo por um
instante. Era tanta fascinação de uma vez só que seu corpo e mente já não trabalhavam mais
em conjunto, seu estado não era mais simétrico, era em completo êxtase, deixando-o
desproporcional em comparação do físico ao mental.

E algo haveria de deixá-lo em maior êxtase ainda. Ao chegar no final da cobertura, uma grande
‘’ varanda ‘’ podia ser vista, essa que dava uma linda vista ao horizonte, para fora do Reino de
Enca. Mas a fascinação maior não veio dessa vista, e sim de quem a estava olhando.

Um homem de porte grande, coberto por um manto negro repleto de imagens simbólicas de
cor púrpura. Ele estava de costas, e por isso era impossível ver seu rosto, seus traços. Mas o
pequeno garoto tinha uma certeza: Era ele! Era aquele homem o qual um pequeno garoto
estranho havia sido interessado e procurado por tantos anos! Era aquele homem que o fez ser
quem ele era sem nem ao menos conhecê-lo! Indiretamente, aquele homem havia mudado
uma vida; Ou talvez muitas.

A princípio, o homem parecia não ter percebido o pequeno garoto, enquanto este se
aproximava a passos lentos, porém de absurda felicidade. Chegando cada vez mais perto, a
mão da pequena criança se estendia ao ar, visando ir em direto contato ao corpo do homem,
para puxá-lo, para senti-lo, para vê-lo. Porém, parecia que tudo já estava obvio para aquele
homem, tudo.[/color][/align][/b]

[align=left][color=darkcyan][i][???] – Não me toque.[/color][/i][/align]


[color=steelblue][b][align=center]E tudo parava. O tempo parecia parar de correr depois de
tais palavras serem ouvidas. Aqueles pequenos olhos de coloração roxa se arregalavam, e não
podiam acreditar no que foi ouvido, não podiam aceitar! E com isso, sua mão continuava a se
mover, de modo rápido, de modo determinado![/color][/b][/align]

[align=left][color=darkcyan][i][???] – Eu disse para não me tocar, criança estúpida![/color][/i]


[/align]

[color=steelblue][b][align=center]Sua mão era parada. E em um giro rápido, aquele manto se


balançava ao ar enquanto a verdadeira imagem daquele ser era revelada para o ainda
assustado garoto. Era um homem extremamente velho, sem camisa, com expressões de um
cadáver. Seu corpo, tomado por manchas e veias roxas, mas parecia resistir e lutar por uma
vida que já não era mais dele. Aquele homem, a beira da morte, parado em constante
observação de uma paisagem que ele jamais poderia alcançar, aquele homem, que
obviamente não possuía sonhos e esperanças há séculos, aquele era o homem que deveria
mudar o destino de um garoto, e de consequentemente milhares de pessoas, e talvez do
mundo!

Os olhos de Alanian não podiam acreditar no que viam. Ele estava praticamente morto. Mas
largava sua mão, e se virava de novo, sentando em uma estrutura que cercava a cobertura. Ele
continuava a olhar para o infinito do que seus olhos poderiam alcançar. Estes, que nem por um
momento chegavam a perder seus brilhos, suas essências.[/color][/b][/align]

[align=left][color=darkcyan][i][???] – Eu já fui como você garoto. Meu corpo e mente já foram


tomados completamente por sonhos e esperanças, acredite. Mas tudo um dia acaba, tudo.
Agora, sou apenas um peso morto, um velho que mal se agüenta em pé. E tudo que posso
fazer, é esperar calmamente a morte vir me buscar. E enquanto isso, continuarei olhando para
fora desse lugar, procurando meus sonhos perdidos por aí, para que pelo menos, eu possa
relembrá-los...[/color][/i][/align]

[color=steelblue][b][align=center]Alanian mantinha-se intacto, completamente parado,


imóvel. Ouvia atentamente cada palavra desferida por aquele homem. Seus olhos,
enfraqueciam. Seu corpo amolecia e ele caía sobre seus joelhos, ao chão. E uma lágrima caía.
Uma [u]única[/u] lágrima. E seu corpo se movimentava, fulminantemente ele levantava não
querendo acreditar em tudo que acabava de ouvir. Era impossível, completamente inaceitável!
[/color][/b][/align]
[align=left][color=darkcyan][i][Alanian] – Não! Eu não acredito, eu nunca vou acreditar! Eu
sempre acreditei e continuarei acreditando nos meus sonhos! E um deles, é sair dessa cidade,
que já não reserva mais nada para mim! Quero viajar o mundo, conhecer pessoas, aprender
coisas, me tornar forte o suficiente para que meu nome alcance os céus![/color][/i][/align]

[color=steelblue][b][align=center]Era realmente impressionante que alguém tão jovem tivesse


uma mentalidade como aquele. O velho homem se espantava ao ouvir tudo aquilo. Tudo que o
garoto dizia fazia todo o sentido possível, exceto um único ponto. De que aquela cidade não
reservava mais nada para ele. Isso, ele iria ver em breve, que não estava correto.[/color][/b]
[/align]

[align=left][color=darkcyan][i][???] – Hnf, você está certo garoto. Infelizmente, você está


completamente certo.[/color][/i][/align]

[align=center][color=steelblue][b]O velho então abaixava a cabeça e fechava seus olhos, seu


corpo se movimentava lentamente, agachando em frente o pequeno garoto que mordia a
boca e forçava os dentes. Sua mão fechada com força demonstrava o quão determinadas eram
suas palavras e ações. Algo naquele garoto, talvez a força de suas palavras, ou até mesmo de
seu olhar, atingiram um único e cego ponto do coração daquele homem, que realmente havia
feito uma escolha.[/color][/b][/align]

[align=left][color=darkcyan][i][???] – Muito bem garoto, eu não sei ao certo o porquê, mas eu


me sinto completamente convencido, até mais do que me sinto cansado, morto. Eu não tenho
muito tempo de vida, mas reservarei os últimos pra você. Não lhe darei apenas a capacidade
de fazer com que seu nome alcance os céus garoto, lhe darei também a capacidade de que ele
alcance o... Inferno.[/color][/i][/align]

[align=center][color=steelblue][b]Mal houve tempo de Alanian se espantar com as palavras


daquele homem, para que seu crânio já fosse completamente segurado e levantado pela
enorme mão daquele ser. Um pentagrama negro havia sido feito na mão daquele homem, o
real propósito Alanian jamais saberia. Mas aquilo realmente não importava agora. Nada
importava agora. Era óbvio que tudo aquilo não estava sendo o que Alanian sonhava ou
esperava, talvez estivesse sendo melhor. Um peso enorme toma conta de toda a mente de
Alanian, que lentamente vai perdendo a consciência. Tendo como sua última visão, o rosto
daquele homem, sorrindo para ele, sorrindo de forma confiante, de forma avassaladora; E
então acabava.
O que aquele garoto jamais saberia foi o que ele havia feito. Na verdade, ele também jamais
saberia o que aquele homem havia feito com ele, isso era claro. A partir daquele momento em
diante, Alanian seria lembrado eternamente na pequena cidade de Riese. O próprio, jamais
saberia o que fez à ela, apenas havia feito. Naquele momento, um novo ser era denominado,
um novo ser nascia! Naquele momento, havia sido criado um monstro, um demônio!

O demônio de Riese... [/color][/b][/align]

[font=Chiller][color=darkcyan][i][align=right][SIZE=23]Recomeço; Quarto Capítulo [/SIZE]


[/align][/i][/color][/font]

[color=steelblue][b][align=center]Aqueles enfraquecidos olhos se abriam novamente,


lentamente. Não se sabia onde estava, há quanto tempo estava e como lá foi parar.
Simplesmente acordava, com a memória estilhaçada. Tudo que lembrava, era de um sorriso
drástico sendo lançado em seus olhos, e uma sensação de peso de poder tomando todo o seu
corpo e mente. Afinal, o que havia acontecido?

Seus olhos se abriam lentamente... E procuravam entender o que estava acontecendo, onde
estavam.

Mais perto do que se poderia imaginar, o barulho do mar chegava até seus ouvidos. O som
violento das águas colidindo em rochas marítimas. Aquele, seria o som que marcaria o
recomeço de uma vida. O som que definiria o esquecimento do passado, o foco no presente,
visando o futuro.

Alanian então decidia levantar-se. De forma lenta, ainda com o corpo muito pesado e cansado,
ele se levantava. Passava sua mão levemente em seu rosto. A princípio, iria apenas limpar um
pouco da sujeira que o cobria. Porém, era surpreendido. Suas mãos rapidamente sentiam que
não era sujeira, e sim areia. Pior do que isso... Entre a areia em seu rosto, Alanian podia sentir
algo a mais... Pêlos! Barba, bigode... Traços mais adultos tomavam conta de [u]todo[/u] o
corpo de Alanian! Era inacreditável. O garoto se espantava drasticamente enquanto olhava
para si mesmo e não conseguia acreditar. Ele havia se tornado um homem. E em volta daquele
homem, algo mais surpreendente ainda, um oceano. Sim, um oceano de imensidão azul, que
cercava aquilo que mais parecia um homem, mas que por dentro era apenas um garotinho
confuso.
Qualquer um naquela situação ficaria estático, em completo pânico, incapaz de sequer se
mover. Porém, aquele não era um ‘’ qualquer ser ‘’, aquele era Alanian. O garoto podia não se
lembrar de nada que havia acontecido, podia não entender o que havia acontecido consigo
mesmo, mas jamais se deixaria abater ou desistir em meio a uma situação difícil, ou até
mesmo impossível. Afinal, aquele era um Alanian diferente, muito diferente. Olhava suas
mãos, e nelas não sentia apenas que seu corpo havia mudado, sentia que [u]tudo[/u] havia
mudado! Uma sensação de incrível poder corria por todas as suas veias, um poder que até
agora ainda era desconhecido, inexplorado. Até agora.

Alanian então fechava suas mãos, e sabia que teria de sair dali. Caminhava algumas horas sem
rumo, extremamente cansado, sem comida, mas ainda com esperanças, ansiedades,
curiosidades. Era aquilo que movia seu corpo cada passo a frente, era aquilo que o motivava a
continuar existindo, vivendo. Era aquilo que muitos chamavam de Determinação.

E era aquela determinação que o faria continuar a caminhar, sem medos, sem receios, sem
dores.

E então, após algum tempo caminhando ao norte daquela praia misteriosa da qual surgiu,
Alanian havia chegado em algum lugar; Não importava qual fosse, ele havia chegado.

Mesmo que não soubesse como estava e como havia chegado lá, Alanian estava no reino de
Fiore, muito mais longe de casa do que imaginava. Mais precisamente na cidade de Oak.

Uma cidade simples, porém com alguns mistérios e pontos muito interessantes. Esses, que
mudariam completamente Alanian; Para sempre. [/color][/b][/align]

[font=Chiller][color=darkcyan][i][align=right][SIZE=23]Mudanças & Descobertas; Quinto


Capítulo [/SIZE][/align][/i][/color][/font]

[color=steelblue][b][align=center]Seu próprio corpo já não conseguia mais se sustentar. Seus


movimentos eram mais forçados do que nunca, eram pesados. Caminhava praticamente
inconsciente, deixando que seu espírito e força de vontade o levassem. Porém, jamais
conseguiria resistir por muito mais tempo. Chegava exatamente no centro daquela pequena
cidade, e relaxava a sola de seus pés sobre aquele tão simples chão de terra, tão confortável
chão de terra. E então, desmoronava, de uma só vez, fazendo com que o barulho de seu corpo
em contato ao chão ecoasse por alguns metros em volta, um som que se arrastava com o
balançar do vento. Um som que descarregava de uma só vez toda a força de vontade que
aquele homem possuía. Um som de vida.
Abria então seus olhos cansados mais uma vez. Porém dessa vez, em um lugar completamente
diferente do anterior.

Espantava-se ao ver onde estava, como estava e o que vestia. Seus olhos observavam rápida e
atentamente tudo ao seu redor. Estava com seus ferimentos tratados, estava limpo, com
roupas limpas, e acima de tudo... Seguro, sob um teto. E nesse momento, sua sensação de
espanto era substituída por uma calma, uma tranqüilidade, essas que preenchiam
rapidamente todo o seu corpo, e mente.

Mas afinal, quem havia acolhido dentro de sua própria casa um estranho ferido e caído no
meio de uma cidade? Quem seria louco o suficiente para agir de tal forma? Bem, de uma
forma de outra Alanian descobriria mais breve do que pensava.

E então, se levantava lentamente da cama. Seu corpo ainda doía, e por isso seus movimentos
ainda estavam um pouco lentos. Mas isso não o impediria de explorar o local onde se
encontrava. Levantaria em busca de informações, esclarecimentos.

Seu corpo se movimentava por entre os corredores da tão pequena e simples casa. E uma
sensação de paz tomava conta de todo o coração daquele homem, o relaxava. Logo, chegava a
sala, e se deparava com a figura que a pouco procurava.

Era um homem velho, por se dizer. Relaxado em uma grande poltrona em frente a lareira, o
homem fumava calmamente o seu cigarro, enquanto sorria para Alanian.[/color][/b][/align]

[align=left][color=darkcyan][i][???] – Haha, finalmente você acordou garoto. Sente-se, por


favor.[/color][/i][/align]

[align=center][color=steelblue][b]E então o tão simpático senhor aguardava Alanian sentar.


Esse, logo se sentava de frente para o mesmo, em um simples porém confortável sofá.

Logo, o homem estendia um pequeno maço de cigarros, o qual ele fumava sem parar. E logo,
oferecia-o para Alanian. [/color][/b][/align]

[align=left][color=darkcyan][i][???] – Vamos garoto, não seja tímido, pegue um. Esses


pequenos amiguinhos podem até ser prejudiciais a saúde, em excesso. Porém, são
extremamente úteis. Esvaziam sua cabeça, relaxam-no, deixam você perceptível a todos os
detalhes a sua volta, o tornam atento aos mínimos pontos ao seu redor. Acredite se quiser, são
muito úteis, e muito bons.[/color][/i][/align]
[align=center][color=steelblue][b]E este continuava a sorrir, enquanto observava calmamente
a insegurança e timidez de Alanian. Esse, que mesmo de forma acanhada, estendia sua mão
para pegar um daqueles tão receptivos ‘’ amiguinhos ‘’. E logo já colocava este em sua boca.

Era notável a inexperiência de Alanian em certos assuntos, ainda mais como esses. Porém o
homem parecia apenas rir, por dentro e por fora, daquela tão pacífica situação.

Logo, o rosto de Alanian recuava ao se espantar com o homem estendendo um isqueiro a sua
frente, esperando consequentemente a reação do mesmo. Foi apenas um reflexo, isso era
claro. Alanian então voltava lentamente a posição anterior, enquanto puxava, mesmo que
forçadamente, o cigarro, enquanto este era aceso.

E se espantava novamente, quando rapidamente notava que o que o velho dizia era realmente
verdade. Notava isso em sua primeira tragada, quando logo sentia uma sensação de
relaxamento tomando todo seu corpo, esvaziando sua mente. [/color][/b][/align]

[align=left][color=darkcyan][i][???] – Hm… É bom, não é ?[/color][/i][/align]

[align=center][color=steelblue][b]Mesmo que ainda recuado e cauteloso com toda a situação,


era de fácil reação para Alanian concordar com o velho, movimentando sua cabeça para cima e
para baixo, em sinal de ‘’ sim ‘’.

O velho então sorria, e parecia estar pronto para começar a conversar com Alanian, esta
conversa que tiraria de ambos os lados, dúvidas e esclarecimentos. [/color][/b][/align]

[align=left][color=darkcyan][i][???] – Então garoto, diga-me… Quem é você? Qual é seu nome?


De onde veio? Sabe, eu não costumo salvar jovens que estão caídos no meio da cidade. Mas,
não sei ao certo o porquê, mas você me despertou uma espécie de interesse...

[Alanian] – Er… Meu nome é Alanian. Eu vim de Riese Town. Na verdade não sei como vim
parar aqui, simplesmente acordei em uma praia, e já estava assim. Mas, diga-me uma coisa
velho... Estou muito longe de Riese Town?

[???] – Nani? Você está maluco de me chamar de velho garoto? Eu ainda viverei por mais 100
anos! Hnf, enfim. Riese Town, do Reino de Enca? Você está falando desta cidade gar-... Alanian
?
[Alanian] – Sim! Esta mesmo, estou muito longe dela velh-... Senhor ?

[???] – Haha, é claro que está garoto tolo. Você está no reino de Fiore, em Oak Town! Está a
milhares de km de distância.[/color][/i][/align]

[align=center][color=steelblue][b]Nesse momento, os olhos de Alanian se arregalavam,


enquanto uma sensação fria subia por todo o seu corpo, gelando-o. Ele não podia acreditar
que estava tão longe de casa. Na verdade, não poderia imaginar nem ao menos como
realmente foi parar ali. [/color][/b][/align]

[align=left][color=darkcyan][i][???] – Mas afinal garoto, por que deseja ir para Riese Town?
Não há nada lá, porque diabos desejaria ir para tal lugar?

[Alanian] – Como assim não há nada lá? Há minha família, os habitantes da cidade, os
comerciantes, há tudo lá, seu velho estúpido![/color][/i][/align]

[align=center][color=steelblue][b]Um sentimento de raiva tomava todo o corpo de Alanian,


que mesmo já um homem, não podia conter sua tristeza, e chorava. Por mais que nunca
tivesse dado valor aos habitantes daquela cidade, inclusive a sua família, perdê-los jamais seria
uma alternativa. E rapidamente, abaixava sua cabeça e deixava que suas lágrimas caíssem ao
chão. Uma após à outra, elas iam caindo, deixando suas marcas no chão, no destino.

Obviamente o velho já havia percebido o pequeno erro que havia cometido. Por mais que não
tivesse posto de forma clara à Alanian, o garoto havia percebido facilmente que algo havia
acontecido em sua cidade. [/color][/b][/align]

[align=left][color=darkcyan][i][Alanian] – Hnf, o que aconteceu lá? O que houve? Diga-me!

[???] – Se acalme garoto, ficar nervoso não vai ajudar em nada, nem trazer nenhum deles de
volta. Já é bem crescido, e direi isso de forma mais direta possível. Todos da cidade de Riese
foram mortos, por um único homem. Um homem que, naquela região, fora titulado de ‘’
Demônio de Riese ‘’.

Não se sabe ao certo o porquê, os boatos dizem que ele simplesmente matou todos, de uma
forma fria, sem sentimentos. [/color][/i][/align]
[align=center][color=steelblue][b]Alanian não conseguia acreditar. Um único homem, capaz de
destruir uma cidade por inteiro; Capaz de destruir tantas vidas de uma vez só. O coração de
Alanian se contraía, e ficava cada vez mais apertado. Porém, algo havia despertado uma
curiosidade naquele velho, algo em relação a Alanian, obviamente. [/color][/b][/align]

[align=left][color=darkcyan][i][???] – Mas me diga garoto, se você é de Riese Town, como


sobreviveu? Como veio parar aqui? Como não sabe de nada? Isso aconteceu a exatos 15 anos
garoto, e à 15 anos aquela cidade não existe mais, nem as pessoas que lá existiam.

[Alanian] – Eu não lembro, eu não lembro, eu não lembro! Como assim 15 anos? O que
aconteceu? Arrrrrrrrrrrrrrg.[/color][/i][/align]

[align=center][color=steelblue][b]Mente e corpo pareciam ser esmagados em meio a tantas


confusões de uma vez só. Não era possível acreditar, supor, imaginar o que havia acontecido à
Alanian. Ele simplesmente não conseguia lembrar de nada o que havia acontecido naquela
noite, simplesmente não conseguia.

Obviamente, em seguida, o velho havia se interessado por Alanian. Um garoto que havia
esquecido seu passado, que praticamente não possuía passado, era alguém de realmente
muita utilidade para aquele tão misterioso senhor. [/color][/b][/align]

[align=left][color=darkcyan][i][???] – Não fique assim garoto. Esqueça seu passado, supere-o!


Darei-lhe um novo amanhecer, novos horizontes, uma nova chance! Você será o meu pupilo,
lhe treinarei, lhe ensinarei, lhe educarei, lhe darei comida, abrigo, roupas, e tudo que você terá
de fazer, é me ouvir, me seguir, me obedecer.[/color][/i][/align]

[align=center][color=steelblue][b]Não se sabia ao certo o motivo de tanto interesse por parte


do velho em Alanian, porém esse não tinha muitas escolhas. Ele simplesmente não tinha para
onde ir, o que fazer. Então resolvera aceitar. E com um movimento singelo de cabeça, acenava
de forma lenta, mais clara; aquilo significava um ‘’ sim ‘’.

A partir daquele momento Alanian começava uma nova vida, mesmo que não tivesse
escolhido-a. Novas coisas estariam por vir, novas coisas iriam aparecer, algumas delas boas e
outras ruins, isso dependerá apenas da sua definição de Bem & Mal.[/color][/b][/align]
[font=Chiller][color=darkcyan][i][align=right][SIZE=23]A semente do mal; Sexto Capítulo [/SIZE]
[/align][/i][/color][/font]

[color=steelblue][b][align=center]E o tempo novamente passou. Rasgando os céus de forma


voraz, incansável.

Já havia se passado três anos desde que Alanian aceitara ficar na casa do velho, este que mais
tarde, Alanian descobriu ser Malrazar, um ex-integrante de uma guild muito poderosa de
Fiore. Essa, que tinha como sua sede o castelo abandonado da cidade de Oak Town.

O tempo passou, e Alanian treinou incansavelmente sob as ordens de Malrazar. Aprendeu a


ser veloz, ágil, inteligente, paciente, frio, perspicaz e acima de tudo, impiedoso. Porém algo
ainda faltava para Alanian, algo que ainda estaria por vir apenas para completá-lo, finalmente.
Uma parcela de toda a sua verdadeira capacidade ainda se mantinha escondida, de alguma
forma.

E então, havia chegado. Aquele que mais parecia um dia comum como tantos outros, mas que
na verdade não era. Era o 21º aniversário de Alanian. Um dia que, simbolicamente, o tornaria
finalmente um homem. Mas que na verdade, seria o dia em que finalmente seu treinamento
estaria completo. Era notável que Alanian já havia superado as expectativas e até mesmo o seu
próprio mestre, Malrazar. Com o tempo, as habilidades de Alanian floresceram, mostrando o
verdadeiro Alanian, um ser de habilidades exímias, quase que perfeitas. Mas que, para ele, não
bastavam.

Superar seu próprio mestre, seus próprios limites e expectativas? Isso era apenas o começo. A
sede de Alanian por poder poderia fazê-lo sim, sucumbir, como também poderia fazê-lo
crescer, de forma que seu nome pudesse um dia alcançar os céus!

E então, era hora do último treinamento, da etapa final. Seria seu último aprendizado, sua
última descoberta. [/color][/b][/align]

[align=left][color=darkcyan][i][Malrazar] – É Alanian, o tempo passou. Ainda me lembro do dia


em que te achei caído no chão da cidade, prestes a morrer. E agora, olhe pra você, é um
guerreiro mais habilidoso do que eu. Soa até um pouco que engraçado, não acha?
[Alanian] – Um pouco. Mas ainda não acabou, certo? Ainda preciso aprender mais, sempre
mais!

[Malrazar] – Hnf, você sempre será assim Alanian. Sempre buscando mais conhecimento, mais
poder, e isso nunca mudará.

Bem, realmente ainda falta algo para o nosso treinamento terminar, mas apenas uma única
coisa. Após isso, temo dizer que você não precisará mais de mim, e que terá de buscar seus
objetivos em outros lugares, mas saiba que sempre torcerei por você. [/color][/i][/align]

[align=center][color=steelblue][b]Um sorriso então tomava conta de ambas as faces, que se


olhavam fixamente enquanto o vento do oeste rebatia seus cabelos. Folhas do outono voavam
a frente de ambos em pequenos redemoinhos passageiros. Era uma paisagem realmente rara
e belíssima, do alto da colina de Oak Town.

Em três anos de treinamento em Oak Town, Alanian jamais havia ido no topo da colina mais
alto, onde se encontrava o castelo abandonado da cidade. Realmente era emocionante estar
ali.

Malrazar então se virava de costas, e ficava de frente para o grande castelo abandonado,
enquanto colocava suas mãos atrás da cabeça e deixava um sorriso largo tomar conta de todo
o seu rosto, voltava a falar com Alanian. [/color][/b][/align]

[align=left][color=darkcyan][i][Malrazar] – Alanian, a última parte de seu treinamento será a


mais difícil, espero que esteja preparado.

[Alanian] – Eu estou, sempre estou.

[Malrazar] – Pois bem. Durante esses três anos, preparei arduamente seu corpo, suas
habilidades físicas e tudo relacionado à isso. Porém, agora irei treinar e fortificar a parte mais
difícil de todo o treinamento: A mente.

Tudo que você é ou faz fisicamente, depende do seu preparo psicológico e mental. A sua
mente é o que faz todo o seu corpo funcionar de forma correta e simétrica. Por isso, não basta
ter apenas o seu corpo preparado, a sua mente também precisa estar.[/color][/i][/align]
[align=center][color=steelblue][b]Alanian então acendia um cigarro enquanto ouvia
atentamente todas as instruções de Malrazar. Desde que havia experimentado, foi inevitável
que o vício tomasse conta de seu corpo. Nesses três anos, Alanian adquiriu uma dependência
química no cigarro, mas nada que o prejudicasse física ou mentalmente, apenas gostava de se
sentir relaxado, abstraído e esquecer de suas dores e problemas; E o cigarro fazia isso para ele.
[/color][/b][/align]

[align=left][color=darkcyan][i][Malrazar] – Venha Alanian.[/color][/i][/align]

[align=center][color=steelblue][b]E então os dois começavam a andar, em direção ao


gigantesco castelo.

Ao adentrá-lo, um brilho do passado tomava conta dos olhos de Alanian. Um brilho de


fascinação, de vislumbre. Era realmente lindo o interior do castelo, por mais que estivesse
abandonado. Dentro daquele lugar, ambos podiam sentir-se revigorados, determinados,
tomados por uma sensação alavancante! [/color][/b][/align]

[align=left][color=darkcyan][i][Malrazar] – Hnf, estar aqui me lembra o passado, meus


companheiros, minhas batalhas.

[Alanian] – Como assim Malrazar?

[Malrazar] – Ué, eu não havia lhe dito que eu fiz parte de uma poderosa guild Alanian? Então,
esta era a nossa antiga sede. Até nos separarmos, nos distanciarmos, e nos esquecermos uns
dos outros.

Foi aqui, exatamente neste lugar, que eu aprendi o que eu vou lhe ensinar agora.

[Alanian] – E o que você irá me ensinar agora? Eu já não aguento mais esperar.

[Malrazar] – Você verá.[/color][/i][/align]

[align=center][color=steelblue][b]E então, um sorriso drástico consumia o rosto de Malrazar,


que logo colocava em frente à Alanian uma poltrona velha, enquanto estendia sua mão em
direção à ela. [/color][/b][/align]
[align=left][color=darkcyan][i][Malrazar] – Sente-se.[/color][/i][/align]

[align=center][color=steelblue][b]Mesmo que ansioso, Alanian ainda possuía um pouco de


receio em relação à tudo que estava acontecendo. Havia algo de estranho ali, e Alanian
descobriria isso logo logo. [/color][/b][/align]

[align=left][color=darkcyan][i][Malrazar] – Feche seus olhos. Esvazie sua mente. Esqueça de


tudo e todos ao seu redor, se concentre apenas em si mesmo. Sinta sua essência, sinta cada
órgão do seu corpo funcionar, cada gota do seu sangue circular continuamente, sinta o fluxo
do seu próprio corpo, e sincronize-o com o da sua mente.[/color][/i][/align]

[align=center][color=steelblue][b] As instruções eram claras. Porém, na teoria. Na prática, era


realmente mais difícil. Havia algo na mente e corpo de Alanian que o impossibilitava de
exercer aquelas ações, algo no qual nem mesmo Alanian conhecia.

Mas você acha que ele desistiria? Foram tantos anos, tantas experiências, tantas coisas para
chegar até ali, e no último passo, ele deixaria ser vencido? Jamais!

O mundo parecia parar de girar, e o tempo já não passava mais. Alanian então começava a se
abstrair de tudo, esvaziando sua mente. Sua força de vontade teria de superar as barreiras que
à eles foram postas, isso era fato!

Esquecia então de todo o seu passado, presente e futuro. O tempo, sua vida, nada mais
importava! Apenas aquele momento, apenas aquele momento possuía uma única e real
importância! E tendo isso em mente, finalmente o corpo e mente de Alanian trabalhavam
realmente juntos, em uma sincronia perfeita! Cantavam e dançavam a mesma música, era
realmente incrível. Mas essa música, naquele momento, teria de parar.

E então seus olhos se abriam. De forma voraz, porém com um brilho completamente
diferente. Mas não eram apenas seus olhos. Em si, ele estava completamente diferente.

E como um vulto ele levantava da velha poltrona na qual estava sentado, e algo estranho
acontecia. Olhava para Malrazar de forma diferente, com um olhar assassino. E então, sangue
começava a escorrer de seus próprios olhos. Isso mesmo, sangue. E em um movimento rápido,
suas mãos rasgavam o ar, e junto a isso Malrazar, que caía diretamente ao chão, banhado pelo
seu próprio sangue. Estava morto, isso era claro.
Mas afinal, o que estava acontecendo? Nada daquela cena parecia fazer sentido, nada. Porém,
fazia. Na verdade, com a última parte de seu treinamento, a fortificação mental, Alanian
acabou quebrando uma espécie de ‘’ lacre ‘’ que existia dentro de si, este que agora,
quebrado, liberara sua verdadeira essência, seu verdadeiro poder, seu verdadeiro eu! Era
como se uma semente do mal tivesse sido plantada no coração de Alanian, e logo depois
acorrentada. E que agora, havia sido completamente destruída pelo próprio Alanian, que se
libertava; Por completo.[/color][/b][/align]

[font=Chiller][color=darkcyan][i][align=right][SIZE=23]Um novo começo; Capítulo Final [/SIZE]


[/align][/i][/color][/font]

[color=steelblue][b][align=center]Um novo ser havia renascido, um novo Alanian. E este, agora


começaria uma vida nova, escreveria seu próprio destino, da sua forma.

E então caminhava para fora daquele castelo, não havia sentido remorso, tristeza ou qualquer
sentimento que demonstrasse fraqueza. Acendia mais um cigarro, aquele vício ele não poderia
deixar de lado, era inevitável.

E a partir daquele momento, não precisaria mais de certas coisas. Bondade, sentimentos,
virtudes, princípios, não precisaria de mais nada disso, não aceitaria mais nada disso!

Um novo Alanian havia sido criado, não! Um novo Alanian havia sido... Libertado. Agora, muito
melhor do que o anterior.

Os anos então se passaram. Após aquele incidente e a descoberta de seus verdadeiros


poderes, Alanian passou ser um andarilho, um mercenário. Qualquer trabalho que envolvesse
dinheiro, e mortes, ele estaria por perto. Pegou o pouco de dinheiro que Malrazar possuía,
comprou roupas novas ( Exóticas, mas ao seu gosto ) e partiu, rumo ao desconhecido.

Daquele dia em diante, Alanian passou a treinar sempre mais e mais, as suas capacidades
físicas e mentais; tornando-se verdadeiramente exímio em tais. Continuou a tentar
desenvolver mais aptidões físicas e mentais como aprendeu com Malrazar. Havia se tornado
um verdadeiro demônio, e até mesmo a sua presença por perto causava medo as pessoas à
sua volta. Seu olhar sempre disperso, penetrante, era realmente assustador.

Mas ele jamais pararia naquilo. Em um ciclo gradativo, Alanian apenas tenderia a crescer, se
aprimorar, evoluir cada vez mais, até que seu nome fosse conhecido por todos em todo o
mundo, até que este alcançasse os céus! Esse era o seu verdadeiro objetivo.
Atualmente Alanian se encontrava em campos sem nome de Fiore, sem motivos aparentes,
apenas para trabalhos, relaxar um pouco ou por outros motivos desconhecidos; Quem sabe.
Mas aconteceu. Em um encontro único Alanian conheceu talvez a única luz de sua vida, o
único ser que fora capaz de reverter completamente o tão perverso psicológico daquele mago
vazio chamado Alanian; Seu nome era... Marina. Por partes, essa história não precisará ser
aprofundada aqui. Ainda há muitos motivos e especulações sombrias por trás disso, que com
certeza não devem ser revelados ainda. Mas o fato é que aconteceu. A face real da história
teve o referencial [u]Amor.[/u] Sendo esse o principal fator da união entre o ser divino, um
dragão azul Marina e um mago vazio, Alanian. A paixão, o afeto e o carinho eram tão
absurdamente enormes que por si só foram capazes de remodelar toda a existência daquele
mago, que teve sua vida mudada e remodelada à base da convivência, treinamento e união à
Marina; Por muitos anos.

Mas há 7 anos essa história teve seu rumo redirecionado. Com o sumiço repentino de Marina,
o mundo de Alanian desabou. O mundo que se resumia unicamente, a ele e a ela. Seu
emocional não foi apenas abalado, foi destruído. Havia perdido, de uma forma única e
repentina o único Ser no mundo, que fora uma vez capaz de amar e ser amado. O único ser
que depositou sonhos e esperanças, esforços, força de vontade e muito mais. E na verdade,
não imaginava que havia ‘’ perdido ‘’ e sim que fora, mais uma vez ‘’ abandonado ‘’. Todo seu
esforço de mudança, tudo pelo qual batalhou, pelo qual foi jurado que era ‘’ bom ‘’ de nada
valia agora. Bondade? Princípios? Nada disso importava, era lixo. Daquele momento em
diante, Alanian voltava ao seu antigo existencial psicológico. Um Alanian desesperançoso,
absurdamente maléfico. A partir daquele momento, Alanian tinha plena consciência e foco em
uma única opinião formada; Essa na qual ele usaria e se guiaria, dali em diante, para o resto de
sua vida, isso era certo.

O que esperaria por Alanian? O que este iria fazer ou alcançar? Isso sim é que era incerto,
claro. Mas na verdade, tudo na vida é. A única certeza existente para Alanian era que...
Enquanto sua mente produzisse insanidades, ele dominaria a sua arte.[/color][/b]

[color=steelblue][font=Century Gothic]“[/color][color=dodgerblue] Se eu não posso ser feliz;


Ninguém pode, ninguém será. [/color][color=steelblue]“[/color][/font][/align]

[hr][hr]